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Ementa e Acórdão 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 546.065 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE VERA BENÍCIO BASTOS ADV.(A/S) :LISIANI CALVANO PEREIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. PRODUTOR RURAL PESSOA NATURAL. EMPREGADOS PERMANENTES. DISTINÇÃO DIANTE DO REGIME DE ECONOMIA FAMILIAR. BASE DE CÁLCULO FIXADA NO ART. 25, I, DA LEI Nº 8.212/91. COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO. CRIAÇÃO DE NOVA FONTE DE CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL SEM PREVISÃO EM LEI COMPLEMENTAR. DECISÃO FUNDAMENTADA EM ACÓRDÃO PLENÁRIO DESTA CORTE, MEDIANTE O QUAL FOI DECLARADA A INCONSTITUCIONALIDADE DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL EXIGIDA DE PRODUTOR RURAL EMPREGADOR PESSOA NATURAL COM BASE EM LEGISLAÇÃO ANTERIOR À EC-20/98. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. O regime da contribuição social para a seguridade social é definido pelo art. 195, caput e parágrafos, da Constituição Federal. 2. A contribuição a ser recolhida pelo empregador, pela empresa e pela entidade a ela equiparada na forma da lei, tem como base de cálculo do tributo o disposto nas alíneas previstas no inciso I do caput do dispositivo, de modo que deve incidir apenas sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; b) a receita ou o faturamento; e c) o lucro. 3. O art. 195 da Constituição Federal e seu § 8º excepcionam o regime jurídico acima ao dispor; verbis: “O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859535. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Ementa e Acórdão RE 546065 AGR / RS exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei”. 4. O art. 25, I, da Lei nº 8.212/91 fixou o resultado da comercialização da produção como base de cálculo da contribuição a ser paga pelos produtores rurais pessoas físicas que tenham, sob sua direção, empregados permanentes, o que não se confunde com o regime de economia familiar expressamente referido no § 8º do art. 195 da Constituição. 5. A criação de nova fonte de custeio para a seguridade social, diversa das já elencadas na Constituição Federal, depende de previsão em lei complementar, segundo o art. 195, § 4º, c/c art. 154, I, da Carta Magna, por isso a inconstitucionalidade do art. 25, I, da lei ordinária 8.212/91, consoante reconheceu o Plenário desta Corte ao apreciar o RE nº 363.852/MG: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PRESSUPOSTO ESPECÍFICO - VIOLÊNCIA À CONSTITUIÇÃO - ANÁLISE - CONCLUSÃO. Porque o Supremo, na análise da violência à Constituição, adota entendimento quanto à matéria de fundo do extraordinário, a conclusão a que chega deságua, conforme sempre sustentou a melhor doutrina - José Carlos Barbosa Moreira -, em provimento ou desprovimento do recurso, sendo impróprias as nomenclaturas conhecimento e não conhecimento. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - COMERCIALIZAÇÃO DE BOVINOS - PRODUTORES RURAIS PESSOAS NATURAIS - SUB-ROGAÇÃO - LEI Nº 8.212/91 - ARTIGO 195, INCISO I, DA CARTA FEDERAL - PERÍODO ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20/98 - UNICIDADE DE INCIDÊNCIA - EXCEÇÕES - COFINS E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - PRECEDENTE - INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR. Ante o texto constitucional, não subsiste a obrigação tributária sub-rogada do adquirente, presente a venda de bovinos por produtores rurais, pessoas naturais, prevista nos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei nº 8.212/91, com as redações decorrentes das Leis nº 8.540/92 e nº 9.528/97. Aplicação de leis no tempo – considerações” (RE 363852, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859535. Supremo Tribunal Federal RE 546065 AGR / RS exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei”. 4. O art. 25, I, da Lei nº 8.212/91 fixou o resultado da comercialização da produção como base de cálculo da contribuição a ser paga pelos produtores rurais pessoas físicas que tenham, sob sua direção, empregados permanentes, o que não se confunde com o regime de economia familiar expressamente referido no § 8º do art. 195 da Constituição. 5. A criação de nova fonte de custeio para a seguridade social, diversa das já elencadas na Constituição Federal, depende de previsão em lei complementar, segundo o art. 195, § 4º, c/c art. 154, I, da Carta Magna, por isso a inconstitucionalidade do art. 25, I, da lei ordinária 8.212/91, consoante reconheceu o Plenário desta Corte ao apreciar o RE nº 363.852/MG: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PRESSUPOSTO ESPECÍFICO - VIOLÊNCIA À CONSTITUIÇÃO - ANÁLISE - CONCLUSÃO. Porque o Supremo, na análise da violência à Constituição, adota entendimento quanto à matéria de fundo do extraordinário, a conclusão a que chega deságua, conforme sempre sustentou a melhor doutrina - José Carlos Barbosa Moreira -, em provimento ou desprovimento do recurso, sendo impróprias as nomenclaturas conhecimento e não conhecimento. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - COMERCIALIZAÇÃO DE BOVINOS - PRODUTORES RURAIS PESSOAS NATURAIS - SUB-ROGAÇÃO - LEI Nº 8.212/91 - ARTIGO 195, INCISO I, DA CARTA FEDERAL - PERÍODO ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20/98 - UNICIDADE DE INCIDÊNCIA - EXCEÇÕES - COFINS E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - PRECEDENTE - INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR. Ante o texto constitucional, não subsiste a obrigação tributária sub-rogada do adquirente, presente a venda de bovinos por produtores rurais, pessoas naturais, prevista nos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei nº 8.212/91, com as redações decorrentes das Leis nº 8.540/92 e nº 9.528/97. Aplicação de leis no tempo – considerações” (RE 363852, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859535. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Ementa e Acórdão RE 546065 AGR / RS Tribunal Pleno, julgado em 03/02/2010, DJe-071 DIVULG 22-04-2010 PUBLIC 23-04-2010 EMENT VOL-02398-04 PP-00701 RET v. 13, n. 74, 2010, p. 41-69). 6. Agravo regimental. Pretensão de exigir-se o pagamento da contribuição com base em legislação editada antes da promulgação da EC 20/98, declarada inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, tendo em consideração a Lei nº 10.256/2001, editada com base na nova ordem constitucional estabelecida após a referida emenda. Pretensão de ver aplicada lei nova para alcançar fatos geradores ocorridos antes da vigência da novel legislação e de impor a esta Corte o exame de matéria não ventilada nem apreciada nas instâncias ordinárias. Impossibilidade, ante a natureza devolutiva limitada do recurso extraordinário ao que decidido no juízo “a quo” e da imprescindível observância do disposto no artigo 102, inciso III, da Constituição Federal, no que prevê a competência do Supremo Tribunal Federal para julgar, em recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância. Inaplicabilidade do disposto no artigo 462 do Código de Processo Civil, excetuada a ocorrência de hipóteses excepcionais e modificação de competência. Precedentes: ARE(Edcl) nº 664.045, relator Ministro Dias Toffoli, DJe de 26.10.2012; AI (Agr-EDcl) nº 776.225/SP, relator Ministro Gilmar Mendes, DJe de 19.06.2012; RE (AgR) nº 490.076-RS, relator Ministro Eros Grau, DJ de 29.06.2007; e ARE (Edcl) nº 670.497/SP, relator Ministro Luiz Fux. 7. Agravo regimental não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859535. Supremo Tribunal Federal RE 546065 AGR / RS Tribunal Pleno, julgado em 03/02/2010, DJe-071 DIVULG 22-04-2010 PUBLIC 23-04-2010 EMENT VOL-02398-04 PP-00701 RET v. 13, n. 74, 2010, p. 41-69). 6. Agravo regimental. Pretensão de exigir-se o pagamento da contribuição com base em legislação editada antes da promulgação da EC 20/98, declarada inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, tendo em consideração a Lei nº 10.256/2001, editada com base na nova ordem constitucional estabelecida após a referida emenda. Pretensão de ver aplicada lei nova para alcançar fatos geradores ocorridos antes da vigência da novel legislação e de impor a esta Corte o exame de matéria não ventilada nem apreciada nas instâncias ordinárias. Impossibilidade, ante a natureza devolutiva limitada do recurso extraordinário ao que decidido no juízo “a quo” e da imprescindível observância do disposto no artigo 102, inciso III, da Constituição Federal, no que prevê a competência do Supremo Tribunal Federal para julgar, em recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância. Inaplicabilidade do disposto no artigo 462 do Código de Processo Civil, excetuada a ocorrência de hipóteses excepcionais e modificação de competência. Precedentes: ARE(Edcl) nº 664.045, relator Ministro Dias Toffoli, DJe de 26.10.2012; AI (Agr-EDcl) nº 776.225/SP, relator Ministro Gilmar Mendes, DJe de 19.06.2012; RE (AgR) nº 490.076-RS, relator Ministro Eros Grau, DJ de 29.06.2007; e ARE (Edcl) nº 670.497/SP, relator Ministro Luiz Fux. 7. Agravo regimental não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859535. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Relatório 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 546.065 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE VERA BENÍCIO BASTOS ADV.(A/S) :LISIANI CALVANO PEREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A decisão mediante a qual dei provimento ao recurso extraordinário está assim redigida (folhas 814/822): “TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. PRODUTOR RURAL PESSOA NATURAL. EMPREGADOS PERMANENTES. DISTINÇÃO DIANTE DO REGIME DE ECONOMIA FAMILIAR. BASE DE CÁLCULO FIXADA NO ART. 25, I, DA LEI Nº 8.212/91. COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO. CRIAÇÃO DE NOVA FONTE DE CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL SEM PREVISÃO EM LEI COMPLEMENTAR. INCONSTITUCIONALIDADE. 1. O regime da contribuição social para a seguridade social é definido pelo art. 195, caput e parágrafos, da Constituição Federal. 2. A contribuição a ser recolhida pelo empregador, pela empresa e pela entidade a ela equiparada na forma da lei, tem como base de cálculo do tributo o disposto nas alíneas previstas no inciso I do caput do dispositivo, de modo que deve incidir apenas sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; b) a receita ou o faturamento; e c) o lucro. 3. O art. 195 da Constituição Federal e seu § 8º Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 546.065 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE VERA BENÍCIO BASTOS ADV.(A/S) :LISIANI CALVANO PEREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A decisão mediante a qual dei provimento ao recurso extraordinário está assim redigida (folhas 814/822): “TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. PRODUTOR RURAL PESSOA NATURAL. EMPREGADOS PERMANENTES. DISTINÇÃO DIANTE DO REGIME DE ECONOMIA FAMILIAR. BASE DE CÁLCULO FIXADA NO ART. 25, I, DA LEI Nº 8.212/91. COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO. CRIAÇÃO DE NOVA FONTE DE CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL SEM PREVISÃO EM LEI COMPLEMENTAR. INCONSTITUCIONALIDADE. 1. O regime da contribuição social para a seguridade social é definido pelo art. 195, caput e parágrafos, da Constituição Federal. 2. A contribuição a ser recolhida pelo empregador, pela empresa e pela entidade a ela equiparada na forma da lei, tem como base de cálculo do tributo o disposto nas alíneas previstas no inciso I do caput do dispositivo, de modo que deve incidir apenas sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; b) a receita ou o faturamento; e c) o lucro. 3. O art. 195 da Constituição Federal e seu § 8º Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Relatório RE 546065 AGR / RS excepcionam o regime jurídico acima ao dispor; verbis: ‘O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei’. 4. O art. 25, I, da Lei nº 8.212/91 fixou o resultado da comercialização da produção como base de cálculo da contribuição a ser paga pelos produtores rurais pessoais físicas que tenham, sob sua direção, empregados permanentes, o que não se confunde com o regime de economia familiar expressamente referido no § 8º do art. 195 da Constituição. 5. A criação de nova fonte de custeio para a seguridade social, diversa das já elencadas na Constituição Federal, depende de previsão em lei complementar, segundo o art. 195, § 4º, c/c art. 154, I, da Carta Magna, por isso da inconstitucionalidade do art. 25, I, da lei ordinária 8.212/91, consoante reconheceu o Plenário desta Corte ao apreciar o RE nº 363.852/MG: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PRESSUPOSTO ESPECÍFICO - VIOLÊNCIA À CONSTITUIÇÃO - ANÁLISE - CONCLUSÃO. Porque o Supremo, na análise da violência à Constituição, adota entendimento quanto à matéria de fundo do extraordinário, a conclusão a que chega deságua, conforme sempre sustentou a melhor doutrina - José Carlos Barbosa Moreira -, em provimento ou desprovimento do recurso, sendo impróprias as nomenclaturas conhecimento e não conhecimento. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - COMERCIALIZAÇÃO DE BOVINOS - PRODUTORES RURAIS PESSOAS NATURAIS - SUB-ROGAÇÃO - LEI Nº 8.212/91 - ARTIGO 195, INCISO I, DA CARTA FEDERAL - PERÍODO ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20/98 - UNICIDADE DE INCIDÊNCIA - EXCEÇÕES - COFINS E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - PRECEDENTE - INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR. Ante o texto constitucional, não subsiste a obrigação tributária 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Supremo Tribunal Federal RE 546065 AGR / RS excepcionam o regime jurídico acima ao dispor; verbis: ‘O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei’. 4. O art. 25, I, da Lei nº 8.212/91 fixou o resultado da comercialização da produção como base de cálculo da contribuição a ser paga pelos produtores rurais pessoais físicas que tenham, sob sua direção, empregados permanentes, o que não se confunde com o regime de economia familiar expressamente referido no § 8º do art. 195 da Constituição. 5. A criação de nova fonte de custeio para a seguridade social, diversa das já elencadas na Constituição Federal, depende de previsão em lei complementar, segundo o art. 195, § 4º, c/c art. 154, I, da Carta Magna, por isso da inconstitucionalidade do art. 25, I, da lei ordinária 8.212/91, consoante reconheceu o Plenário desta Corte ao apreciar o RE nº 363.852/MG: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PRESSUPOSTO ESPECÍFICO - VIOLÊNCIA À CONSTITUIÇÃO - ANÁLISE - CONCLUSÃO. Porque o Supremo, na análise da violência à Constituição, adota entendimento quanto à matéria de fundo do extraordinário, a conclusão a que chega deságua, conforme sempre sustentou a melhor doutrina - José Carlos Barbosa Moreira -, em provimento ou desprovimento do recurso, sendo impróprias as nomenclaturas conhecimento e não conhecimento. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - COMERCIALIZAÇÃO DE BOVINOS - PRODUTORES RURAIS PESSOAS NATURAIS - SUB-ROGAÇÃO - LEI Nº 8.212/91 - ARTIGO 195, INCISO I, DA CARTA FEDERAL - PERÍODO ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20/98 - UNICIDADE DE INCIDÊNCIA - EXCEÇÕES - COFINS E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - PRECEDENTE - INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR. Ante o texto constitucional, não subsiste a obrigação tributária 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Relatório RE 546065 AGR / RS sub-rogada do adquirente, presente a venda de bovinos por produtores rurais, pessoas naturais, prevista nos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei nº 8.212/91, com as redações decorrentes das Leis nº 8.540/92 e nº 9.528/97. Aplicação de leis no tempo – considerações’ (RE 363852, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 03/02/2010, DJe-071 DIVULG 22-04-2010 PUBLIC 23-04-2010 EMENT VOL-02398-04 PP-00701 RET v. 13, n. 74, 2010, p. 41-69). 6. Recurso a que se dá provimento. DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo Espólio de Vera Benício Bastos, com fulcro no art. 102, inciso III, alínea “a”, da Carta Magna, para adversar acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, nos termos da seguinte ementa: CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS RURAIS. EMPREGADOR RURAL PESSOA FÍSICA. PRESCRIÇÃO. O prazo prescricional só começa a fluir após a conclusão do procedimento administrativo de lançamento. E em se tratando de tributo sujeito ao regime de lançamento por homologação, o marco inicial do prazo prescricional é a própria homologação, expressa ou tácita, quando efetivamente se tem por constituído o crédito tributário. Sendo, assim, enquanto não concretizada a homologação do lançamento pelo Fisco, ou ainda, não decorrido o prazo de cinco anos a que se refere o par. 4º do art. 150 do CTN, não há falar em prescrição, só cogitável passados cinco anos da homologação. No período que medeia as Leis nºs 8.212/1991 e 8.540/1992 é indevida a contribuição incidente sobre a comercialização de produtos rurais a cargo dos empregadores pessoas físicas dedicados à atividade rural. O acórdão atacado foi proferido em sede de ação ordinária 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Supremo Tribunal Federal RE 546065 AGR / RS sub-rogada do adquirente, presente a venda de bovinos por produtores rurais, pessoas naturais, prevista nos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei nº 8.212/91, com as redações decorrentes das Leis nº 8.540/92 e nº 9.528/97. Aplicação de leis no tempo – considerações’ (RE 363852, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 03/02/2010, DJe-071 DIVULG 22-04-2010 PUBLIC 23-04-2010 EMENT VOL-02398-04 PP-00701 RET v. 13, n. 74, 2010, p. 41-69). 6. Recurso a que se dá provimento. DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo Espólio de Vera Benício Bastos, com fulcro no art. 102, inciso III, alínea “a”, da Carta Magna, para adversar acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, nos termos da seguinte ementa: CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS RURAIS. EMPREGADOR RURAL PESSOA FÍSICA. PRESCRIÇÃO. O prazo prescricional só começa a fluir após a conclusão do procedimento administrativo de lançamento. E em se tratando de tributo sujeito ao regime de lançamento por homologação, o marco inicial do prazo prescricional é a própria homologação, expressa ou tácita, quando efetivamente se tem por constituído o crédito tributário. Sendo, assim, enquanto não concretizada a homologação do lançamento pelo Fisco, ou ainda, não decorrido o prazo de cinco anos a que se refere o par. 4º do art. 150 do CTN, não há falar em prescrição, só cogitável passados cinco anos da homologação. No período que medeia as Leis nºs 8.212/1991 e 8.540/1992 é indevida a contribuição incidente sobre a comercialização de produtos rurais a cargo dos empregadores pessoas físicas dedicados à atividade rural. O acórdão atacado foi proferido em sede de ação ordinária 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Relatório RE 546065 AGR / RS proposta contra o Instituto Nacional do Seguro Social, objetivando a suspensão da exigibilidade da contribuição social prevista no art. 25, I, da Lei 8.212/91 e o reconhecimento de sua inconstitucionalidade. Nas razões recursais, alegou-se violação aos arts. 154, I, e 195, I, § 4º e § 8º, da Constituição Federal, dada a inconstitucionalidade da contribuição social prevista no artigo 25 da Lei n 8.212/91. Aduz que o resultado da comercialização da produção consubstancia base de cálculo da contribuição social devida pelos produtores rurais que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem a contratação de empregados permanentes. Assim, esta exação, por estar prevista no art. 195, § 8º, da Carta Magna, não poderia ser estendida aos empregadores rurais, mesmo que pessoa natural. Contrarrazões às fls. 773/785. É o relatório. Preliminarmente, conheço do recurso, uma vez que a matéria restou devidamente prequestionada. In casu, a controvérsia cinge-se à constitucionalidade da contribuição social incidente sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural, prevista no art. 25, I, da Lei nº 8.212/91. A contribuição sobre o resultado da comercialização da produção rural foi autorizada, pelo Constituinte de 1988, apenas para o produtor que exerça sua atividade em regime de economia familiar. É o que dispõe o artigo 195, § 8º, da Constituição Federal, in verbis: Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) § 8º O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Supremo Tribunal Federal RE 546065 AGR / RS proposta contra o Instituto Nacional do Seguro Social, objetivando a suspensão da exigibilidade da contribuição social prevista no art. 25, I, da Lei 8.212/91 e o reconhecimento de sua inconstitucionalidade. Nas razões recursais, alegou-se violação aos arts. 154, I, e 195, I, § 4º e § 8º, da Constituição Federal, dada a inconstitucionalidade da contribuição social prevista no artigo 25 da Lei n 8.212/91. Aduz que o resultado da comercialização da produção consubstancia base de cálculo da contribuição social devida pelos produtores rurais que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem a contratação de empregados permanentes. Assim, esta exação, por estar prevista no art. 195, § 8º, da Carta Magna, não poderia ser estendida aos empregadores rurais, mesmo que pessoa natural. Contrarrazões às fls. 773/785. É o relatório. Preliminarmente, conheço do recurso, uma vez que a matéria restou devidamente prequestionada. In casu, a controvérsia cinge-se à constitucionalidade da contribuição social incidente sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural, prevista no art. 25, I, da Lei nº 8.212/91. A contribuição sobre o resultado da comercialização da produção rural foi autorizada, pelo Constituinte de 1988, apenas para o produtor que exerça sua atividade em regime de economia familiar. É o que dispõe o artigo 195, § 8º, da Constituição Federal, in verbis: Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) § 8º O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Relatório RE 546065 AGR / RS cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei. O empregador rural, pessoa natural, não se enquadra na exceção do art. 195, § 8º, subsumindo-se à regra geral do art. 195, I, que estabelece a contribuição social devida pelo empregador sobre diferentes bases de cálculo, quais sejam: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; b) a receita ou o faturamento; e c) o lucro. Por não se enquadrar em nenhum desses casos a disposição do art. 25, I, da Lei nº 8.212/91, a contribuição, na forma como foi posta, necessitaria de lei complementar para ser instituída, pois ensejou fonte de custeio sem observância do § 4º do artigo 195 da Constituição Federal. No julgamento do Recurso Extraordinário nº 363.852/MG, relator o Min. Marco Aurélio, o Plenário do Supremo Tribunal Federal declarou “a inconstitucionalidade do artigo 1º da Lei nº 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei nº 8.212/91, com a redação atualizada até a Lei nº 9.528/97, até que legislação nova, arrimada na Emenda Constitucional nº 20/98, venha a instituir a contribuição”, nos seguintes termos: A regra, dada a previsão da alínea ‘b’ do inciso I do referido artigo 195, é a incidência da contribuição social sobre o faturamento, para financiar a seguridade social instituída pela Lei Complementar n. 70, de 30 de dezembro de 1991, a obrigar não só as pessoas jurídicas, como também aquelas a ela equiparadas pela legislação do imposto sobre a renda - artigo 1º da citada lei complementar. Já aqui surge duplicidade contrária à Carta da República, no que, conforme o artigo 25, incisos I e 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Supremo Tribunal Federal RE 546065 AGR / RS cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei. O empregador rural, pessoa natural, não se enquadra na exceção do art. 195, § 8º, subsumindo-se à regra geral do art. 195, I, que estabelece a contribuição social devida pelo empregador sobre diferentes bases de cálculo, quais sejam: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; b) a receita ou o faturamento; e c) o lucro. Por não se enquadrar em nenhum desses casos a disposição do art. 25, I, da Lei nº 8.212/91, a contribuição, na forma como foi posta, necessitaria de lei complementar para ser instituída, pois ensejou fonte de custeio sem observância do § 4º do artigo 195 da Constituição Federal. No julgamento do Recurso Extraordinário nº 363.852/MG, relator o Min. Marco Aurélio, o Plenário do Supremo Tribunal Federal declarou “a inconstitucionalidade do artigo 1º da Lei nº 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei nº 8.212/91, com a redação atualizada até a Lei nº 9.528/97, até que legislação nova, arrimada na Emenda Constitucional nº 20/98, venha a instituir a contribuição”, nos seguintes termos: A regra, dada a previsão da alínea ‘b’ do inciso I do referido artigo 195, é a incidência da contribuição social sobre o faturamento, para financiar a seguridade social instituída pela Lei Complementar n. 70, de 30 de dezembro de 1991, a obrigar não só as pessoas jurídicas, como também aquelas a ela equiparadas pela legislação do imposto sobre a renda - artigo 1º da citada lei complementar. Já aqui surge duplicidade contrária à Carta da República, no que, conforme o artigo 25, incisos I e 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Relatório RE 546065 AGR / RS II, da Lei n. 8.212, de 24 de julho de 1991, o produtor rural passou a estar compelido a duplo recolhimento, com a mesma destinação, ou seja, o financiamento da seguridade social - recolhe, a partir do disposto no artigo 195, inciso I, alínea ‘b’, a COFINS e a contribuição prevista no referido artigo 25. Vale frisar que, no artigo 195, tem-se contemplada situação única em que o produtor rural contribui para a seguridade social mediante a aplicação de alíquota sobre o resultado de comercialização da produção, ante o disposto no § 8º do citado artigo 195 - a revelar que, em se tratando de produtor, parceiro, meeiro e arrendatários rurais e pescador artesanal bem como dos respectivos cônjuges que exerçam atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, dá-se a contribuição para a seguridade social por meio de aplicação de alíquota sobre o resultado da comercialização da produção. A razão do preceito é única: não se ter, quanto aos nele referidos, a base para a contribuição estabelecida na alínea ‘a’ do inciso I do artigo 195 da Carta, isto é, a folha de salários. Daí a cláusula contida no § 8º em análise ‘... sem empregados permanentes...’. Forçoso é concluir que, no caso de produtor rural, embora pessoa natural, que tenha empregados, incide a previsão relativa ao recolhimento sobre o valor da folha de salários. É de ressaltar que a Lei n. 8.212/91 define empresa como a firma individual ou sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos, ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta e fundacional - inciso I do artigo 15. Então, o produtor rural, pessoa natural, fica compelido a satisfazer, de um lado, a contribuição sobre a folha de salários e, de outro, a COFINS, não havendo lugar para ter-se novo ônus, relativamente ao financiamento da seguridade social, isso a partir de valor alusivo à venda de bovinos. Cumpre ter presente, até mesmo, a regra do inciso II do artigo 150 da Constituição Federal, no que veda instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. De acordo com o artigo 195, § 8º, do Diploma Maior, se o produtor não possui 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Supremo Tribunal Federal RE 546065 AGR / RS II, da Lei n. 8.212, de 24 de julho de 1991, o produtor rural passou a estar compelido a duplo recolhimento, com a mesma destinação, ou seja, o financiamento da seguridade social - recolhe, a partir do disposto no artigo 195, inciso I, alínea ‘b’, a COFINS e a contribuição prevista no referido artigo 25. Vale frisar que, no artigo 195, tem-se contemplada situação única em que o produtor rural contribui para a seguridade social mediante a aplicação de alíquota sobre o resultado de comercialização da produção, ante o disposto no § 8º do citado artigo 195 - a revelar que, em se tratando de produtor, parceiro, meeiro e arrendatários rurais e pescador artesanal bem como dos respectivos cônjuges que exerçam atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, dá-se a contribuição para a seguridade social por meio de aplicação de alíquota sobre o resultado da comercialização da produção. A razão do preceito é única: não se ter, quanto aos nele referidos, a base para a contribuição estabelecida na alínea ‘a’ do inciso I do artigo 195 da Carta, isto é, a folha de salários. Daí a cláusula contida no § 8º em análise ‘... sem empregados permanentes...’. Forçoso é concluir que, no caso de produtor rural, embora pessoa natural, que tenha empregados, incide a previsão relativa ao recolhimento sobre o valor da folha de salários. É de ressaltar que a Lei n. 8.212/91 define empresa como a firma individual ou sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos, ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta e fundacional - inciso I do artigo 15. Então, o produtor rural, pessoa natural, fica compelido a satisfazer, de um lado, a contribuição sobre a folha de salários e, de outro, a COFINS, não havendo lugar para ter-se novo ônus, relativamente ao financiamento da seguridade social, isso a partir de valor alusivo à venda de bovinos. Cumpre ter presente, até mesmo, a regra do inciso II do artigo 150 da Constituição Federal, no que veda instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. De acordo com o artigo 195, § 8º, do Diploma Maior, se o produtor não possui 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Relatório RE 546065 AGR / RS empregados, fica compelido, inexistente a base de incidência da contribuição - a folha de salários - a recolher percentual sobre o resultado da comercialização da produção. Se, ao contrário, conta com empregados, estará obrigado não só ao recolhimento sobre a folha de salários, como também, levando em conta o faturamento, da Contribuição Social para Financiamento da Seguridade Social - COFINS e da prevista - tomada a mesma base de incidência, o valor comercializado - no artigo 25 da Lei n. 8.212/91. Assim, não fosse suficiente a duplicidade, considerado o faturamento, tem-se, ainda, a quebra da isonomia. (...) Assentou o Plenário que o § 2º do artigo 25 da Lei nº 8.870/94 fulminado ensejara fonte de custeio sem observância do § 4º do artigo 195 da Constituição Federal, ou seja, sem a vinda à balha de lei complementar. O enfoque serve, sob o ângulo da exigência desta última, no tocante à disposição do artigo 25 da Lei nº 8.212/91. É que, mediante lei ordinária, versou-se a incidência da contribuição sobre a proveniente da comercialização pelo empregador rural, pessoa natural. Ora, como salientado no artigo de Hugo de Brito Machado e Hugo de Brito Machado Segundo, houvesse confusão, houvesse sinonímia entre o faturamento e o resultado da comercialização da produção, não haveria razão para a norma do § 8º do artigo 195 da Constituição Federal relativa ao produtor que não conta com empregados e exerça atividades em regime de economia familiar. Já estava ele alcançado pela previsão imediatamente anterior – do inciso I do artigo 195 da Constituição. Também sob esse prisma, procede a irresignação, entendendo-se que comercialização da produção é algo diverso de faturamento e este não se confunde com receita, tanto assim que a Emenda Constitucional nº 20/98 inseriu, ao lado do vocábulo “faturamento”, no inciso I do artigo 195, o vocábulo “receita”. Então, não há como deixar de assentar que a nova fonte deveria estar estabelecida em lei complementar. O mesmo enfoque serve a rechaçar a óptica daqueles que vislumbram, no artigo 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Supremo Tribunal Federal RE 546065 AGR / RS empregados, fica compelido, inexistente a base de incidência da contribuição - a folha de salários - a recolher percentual sobre o resultado da comercialização da produção. Se, ao contrário, conta com empregados, estará obrigado não só ao recolhimento sobre a folha de salários, como também, levando em conta o faturamento, da Contribuição Social para Financiamento da Seguridade Social - COFINS e da prevista - tomada a mesma base de incidência, o valor comercializado - no artigo 25 da Lei n. 8.212/91. Assim, não fosse suficiente a duplicidade, considerado o faturamento, tem-se, ainda, a quebra da isonomia. (...) Assentou o Plenário que o § 2º do artigo 25 da Lei nº 8.870/94 fulminado ensejara fonte de custeio sem observância do § 4º do artigo 195 da Constituição Federal, ou seja, sem a vinda à balha de lei complementar. O enfoque serve, sob o ângulo da exigência desta última, no tocante à disposição do artigo 25 da Lei nº 8.212/91. É que, mediante lei ordinária, versou-se a incidência da contribuição sobre a proveniente da comercialização pelo empregador rural, pessoa natural. Ora, como salientado no artigo de Hugo de Brito Machado e Hugo de Brito Machado Segundo, houvesse confusão, houvesse sinonímia entre o faturamento e o resultado da comercialização da produção, não haveria razão para a norma do § 8º do artigo 195 da Constituição Federal relativa ao produtor que não conta com empregados e exerça atividades em regime de economia familiar. Já estava ele alcançado pela previsão imediatamente anterior – do inciso I do artigo 195 da Constituição. Também sob esse prisma, procede a irresignação, entendendo-se que comercialização da produção é algo diverso de faturamento e este não se confunde com receita, tanto assim que a Emenda Constitucional nº 20/98 inseriu, ao lado do vocábulo “faturamento”, no inciso I do artigo 195, o vocábulo “receita”. Então, não há como deixar de assentar que a nova fonte deveria estar estabelecida em lei complementar. O mesmo enfoque serve a rechaçar a óptica daqueles que vislumbram, no artigo 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Relatório RE 546065 AGR / RS 25, incisos I e II, da Lei nº 8.212/91, a majoração da alíquota alusiva à citada contribuição que está prevista na Lei Complementar nº 70/91. Ante esses aspectos, conheço e provejo o recurso interposto para desobrigar os recorrentes da retenção e do recolhimento da contribuição social ou do seu recolhimento por sub-rogação sobre a “receita bruta proveniente da comercialização da produção rural” de empregadores, pessoas naturais, fornecedores de bovinos para abate, declarando a inconstitucionalidade do artigo 1º da Lei nº 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei nº 8.212/91, com redação atualizada até a Lei nº 9.528/97, até que legislação nova, arrimada na Emenda Constitucional nº 20/98, venha a instituir a contribuição, tudo na forma do pedido inicial, invertidos os ônus da sucumbência (folha 699) (RE nº 363.852, Relator o Ministro Marco Aurélio, Pleno, DJe 23.4.2010 ). Ex positis, dou provimento ao recurso extraordinário, para afastar a incidência da contribuição social exigida do produtor rural empregador pessoa física sobre a receita bruta proveniente da comercialização de sua produção. Devolvam-se os autos ao Tribunal de origem, para examinar o pedido subsidiário relativo à restituição do indébito tributário.” A agravante sustenta ser devida a contribuição do empregador rural pessoa natural e, consectariamente, revela-se incabível a pretensão de repetição de indébito ou a compensação. A assertiva tem como base o entendimento quanto à legitimidade da contribuição previdenciária por todos os empregadores, nos termos do artigo 195, inciso I, da Constituição Federal, combinando com o artigo 194 da Constituição, no qual está estabelecida a observância da ‘equidade na forma de participação no custeio’. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Supremo Tribunal Federal RE 546065 AGR / RS 25, incisos I e II, da Lei nº 8.212/91, a majoração da alíquota alusiva à citada contribuição que está prevista na Lei Complementar nº 70/91. Ante esses aspectos, conheço e provejo o recurso interposto para desobrigar os recorrentes da retenção e do recolhimento da contribuição social ou do seu recolhimento por sub-rogação sobre a “receita bruta proveniente da comercialização da produção rural” de empregadores, pessoas naturais, fornecedores de bovinos para abate, declarando a inconstitucionalidade do artigo 1º da Lei nº 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei nº 8.212/91, com redação atualizada até a Lei nº 9.528/97, até que legislação nova, arrimada na Emenda Constitucional nº 20/98, venha a instituir a contribuição, tudo na forma do pedido inicial, invertidos os ônus da sucumbência (folha 699) (RE nº 363.852, Relator o Ministro Marco Aurélio, Pleno, DJe 23.4.2010 ). Ex positis, dou provimento ao recurso extraordinário, para afastar a incidência da contribuição social exigida do produtor rural empregador pessoa física sobre a receita bruta proveniente da comercialização de sua produção. Devolvam-se os autos ao Tribunal de origem, para examinar o pedido subsidiário relativo à restituição do indébito tributário.” A agravante sustenta ser devida a contribuição do empregador rural pessoa natural e, consectariamente, revela-se incabível a pretensão de repetição de indébito ou a compensação. A assertiva tem como base o entendimento quanto à legitimidade da contribuição previdenciária por todos os empregadores, nos termos do artigo 195, inciso I, da Constituição Federal, combinando com o artigo 194 da Constituição, no qual está estabelecida a observância da ‘equidade na forma de participação no custeio’. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Relatório RE 546065 AGR / RS Diz que, em face da dificuldade de se recolher a contribuição previdenciária sobre a folha de salário dos empregadores rurais, a Lei nº 8.540/92 modificou a forma de cálculo da contribuição desses empregadores, que passaram a contribuir sobre a comercialização de sua produção (artigo 25 da Lei nº 8.212/91). Tem-se, então, que não se criou nenhuma contribuição nova para os empregadores rurais, porquanto está expresso no referido artigo: A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição de que tratam os incisos I e II do art. 22, e a do segurado especial, referidos, respectivamente, na alínea “a” do inciso V e no inciso VII do art. 12 desta lei, destinada à Seguridade Social, é de (...). Desse modo, o Supremo Tribunal Federal, no precedente RE nº 363.852, relator Ministro Marco Aurélio, entendeu inconstitucional a técnica de cálculo da contribuição, pois a instituição da contribuição já se encontrava prevista no Texto Constitucional, mas somente foi afastada a aplicação da Lei nº 9.528/97, que teria modificado as disposições da legislação anterior. Assim, sendo nulas as modificações advindas pela Lei nº 9.528/97, em virtude da inconstitucionalidade declarada, ter-se-ia a aplicação da legislação anterior, considerando o fenômeno da ‘repristinação constitucional’. Estabelecidas essas premissas, a agravante afirma a inexistência de isenção para os empregadores rurais. Portanto, a contribuição previdenciária continua a ser devida por todos os empregadores e o empregador rural pessoa física deverá recolher a contribuição sobre a forma da lei anterior – a Lei nº 8.212/91. Consequentemente, o recurso extraordinário deveria ser parcialmente provido. A segunda tese sustentada pela União Federal tem pertinência com promulgação da EC 20/98 e a aplicação do artigo 462 do Código de Processo Civil à espécie, tendo em conta a superveniente edição da Lei nº 10.256/2001, que veio dar nova disciplina à incidência da contribuição devida pelo produtor rural empregador pessoa física, razão pela qual não se relava admissível falar em repetição de indébito ou em restituição dos 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Supremo Tribunal Federal RE 546065 AGR / RS Diz que, em face da dificuldade de se recolher a contribuição previdenciária sobre a folha de salário dos empregadores rurais, a Lei nº 8.540/92 modificou a forma de cálculo da contribuição desses empregadores, que passaram a contribuir sobre a comercialização de sua produção (artigo 25 da Lei nº 8.212/91). Tem-se, então, que não se criou nenhuma contribuição nova para os empregadores rurais, porquanto está expresso no referido artigo: A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição de que tratam os incisos I e II do art. 22, e a do segurado especial, referidos, respectivamente, na alínea “a” do inciso V e no inciso VII do art. 12 desta lei, destinada à Seguridade Social, é de (...). Desse modo, o Supremo Tribunal Federal, no precedente RE nº 363.852, relator Ministro Marco Aurélio, entendeu inconstitucional a técnica de cálculo da contribuição, pois a instituição da contribuição já se encontrava prevista no Texto Constitucional, mas somente foi afastada a aplicação da Lei nº 9.528/97, que teria modificado as disposições da legislação anterior. Assim, sendo nulas as modificações advindas pela Lei nº 9.528/97, em virtude da inconstitucionalidade declarada, ter-se-ia a aplicação da legislação anterior, considerando o fenômeno da ‘repristinação constitucional’. Estabelecidas essas premissas, a agravante afirma a inexistência de isenção para os empregadores rurais. Portanto, a contribuição previdenciária continua a ser devida por todos os empregadores e o empregador rural pessoa física deverá recolher a contribuição sobre a forma da lei anterior – a Lei nº 8.212/91. Consequentemente, o recurso extraordinário deveria ser parcialmente provido. A segunda tese sustentada pela União Federal tem pertinência com promulgação da EC 20/98 e a aplicação do artigo 462 do Código de Processo Civil à espécie, tendo em conta a superveniente edição da Lei nº 10.256/2001, que veio dar nova disciplina à incidência da contribuição devida pelo produtor rural empregador pessoa física, razão pela qual não se relava admissível falar em repetição de indébito ou em restituição dos 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Relatório RE 546065 AGR / RS valores cobrados, mas tão somente em nova apuração do tributo segundo a base de cálculo anterior. Pede, por isso, a reconsideração da decisão agravada ou, sendo outro o entendimento, que o processo seja submetido ao Colegiado, para o fim dar provimento parcial ao recurso extraordinário. É o relatório. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Supremo Tribunal Federal RE 546065 AGR / RS valores cobrados, mas tão somente em nova apuração do tributo segundo a base de cálculo anterior. Pede, por isso, a reconsideração da decisão agravada ou, sendo outro o entendimento, que o processo seja submetido ao Colegiado, para o fim dar provimento parcial ao recurso extraordinário. É o relatório. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 546.065 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Revela-se insubsistente a pretensão da recorrente, de ver aplicada à espécie, em virtude do fenômeno da repristinação, as disposições da Lei nº 8.212/91, artigo 25, no que disciplina a contribuição devida por produtor rural empregador pessoa natural. A decisão pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário nº 363.852/MG, mediante a qual foi declarada a inconstitucionalidade do artigo 1º da Lei nº 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei nº 8.212/91, com a redação atualizada até a Lei nº 9.528/97, abarcou toda a disciplina relacionada com a contribuição devida pelo produtor rural empregador pessoa natural, anterior à promulgação da Emenda Constitucional nº 20/98. Com escopo de demonstrar o quanto afirmado acima, cumpre transcrever, no interesse para o deslinde da causa, os fundamentos do voto condutor do acórdão acima mencionado, in verbis: “(...) O artigo 195 da Carta da República, ao revelar, no inciso I, as balizas primárias da contribuição do empregador, alude à “folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício”; à receita ou ao faturamento e ao lucro – alíneas “a”, “b” e “c”. A previsão é exaustiva quanto aos fatos que podem dar causa à obrigação de financiamento da seguridade social. Na redação primitiva, anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, tratando-se de empregador, a contribuição decorreria de folha de salários, do faturamento ou do lucro, não surgindo a possibilidade de se ter cumulação em virtude de ato normativo ordinário. Somente a Constituição Federal é que, considerado o mesmo fenômeno jurídico, pode abrir exceção à unicidade de incidência de contribuição. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 546.065 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Revela-se insubsistente a pretensão da recorrente, de ver aplicada à espécie, em virtude do fenômeno da repristinação, as disposições da Lei nº 8.212/91, artigo 25, no que disciplina a contribuição devida por produtor rural empregador pessoa natural. A decisão pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário nº 363.852/MG, mediante a qual foi declarada a inconstitucionalidade do artigo 1º da Lei nº 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei nº 8.212/91, com a redação atualizada até a Lei nº 9.528/97, abarcou toda a disciplina relacionada com a contribuição devida pelo produtor rural empregador pessoa natural, anterior à promulgação da Emenda Constitucional nº 20/98. Com escopo de demonstrar o quanto afirmado acima, cumpre transcrever, no interesse para o deslinde da causa, os fundamentos do voto condutor do acórdão acima mencionado, in verbis: “(...) O artigo 195 da Carta da República, ao revelar, no inciso I, as balizas primárias da contribuição do empregador, alude à “folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício”; à receita ou ao faturamento e ao lucro – alíneas “a”, “b” e “c”. A previsão é exaustiva quanto aos fatos que podem dar causa à obrigação de financiamento da seguridade social. Na redação primitiva, anterior à Emenda Constitucional nº 20/98, tratando-se de empregador, a contribuição decorreria de folha de salários, do faturamento ou do lucro, não surgindo a possibilidade de se ter cumulação em virtude de ato normativo ordinário. Somente a Constituição Federal é que, considerado o mesmo fenômeno jurídico, pode abrir exceção à unicidade de incidência de contribuição. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 546065 AGR / RS (…) Cumpre assentar, como premissa constitucional, que, no tocante ao faturamento e ao financiamento do gênero “seguridade social”, conta-se apenas com essas duas exceções [as dos artigos 239 e 240]. A regra, dada a previsão da alínea “b” do inciso I do referido artigo 195, é a incidência da contribuição social sobre o faturamento, para financiar a seguridade social instituída pela Lei Complementar nº 70, de 30 de dezembro de 1991, a obrigar não só as pessoas jurídicas, como também aquelas a elas equiparadas pela legislação do imposto sobre a renda – artigo 1º da citada lei complementar. Já aqui surge duplicidade contrária à Carta da República, no que, conforme o artigo 25, incisos I e II, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, o produtor rural passou a estar compelido a duplo recolhimento, com a mesma destinação, ou seja, o financiamento da seguridade social - recolhe, a partir do disposto no artigo 195, inciso I, alínea “b”, a COFINS e a contribuição prevista no referido artigo 25. Vale dizer que, no artigo 195, tem-se contemplada situação única em que o produtor rural contribui para a seguridade social mediante aplicação de alíquota sobre o resultado de comercialização da produção, ante o disposto no § 8º do citado artigo 195. (…) Cumpre ter presente, até mesmo, a regra do inciso II do artigo 150 da Constituição Federal, no que veda instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. De acordo com o artigo 195, § 8º, do Diploma Maior, se o produtor não possui empregados, fica compelido, inexistente a base de incidência da contribuição – a folha de salários – a recolher percentual sobre o resultado da comercialização da produção. Se, ao contrário, conta com empregados, estará obrigado não só ao recolhimento sobre a folha de salários, como também, levando em conta o faturamento, da Contribuição Social para Financiamento da Seguridade Social – COFINS e da prevista – tomada a mesma base de incidência, o valor comercializado – no artigo 25 da Lei nº 8.212/91. Assim, não fosse suficiente a duplicidade, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Supremo Tribunal Federal RE 546065 AGR / RS (…) Cumpre assentar, como premissa constitucional, que, no tocante ao faturamento e ao financiamento do gênero “seguridade social”, conta-se apenas com essas duas exceções [as dos artigos 239 e 240]. A regra, dada a previsão da alínea “b” do inciso I do referido artigo 195, é a incidência da contribuição social sobre o faturamento, para financiar a seguridade social instituída pela Lei Complementar nº 70, de 30 de dezembro de 1991, a obrigar não só as pessoas jurídicas, como também aquelas a elas equiparadas pela legislação do imposto sobre a renda – artigo 1º da citada lei complementar. Já aqui surge duplicidade contrária à Carta da República, no que, conforme o artigo 25, incisos I e II, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, o produtor rural passou a estar compelido a duplo recolhimento, com a mesma destinação, ou seja, o financiamento da seguridade social - recolhe, a partir do disposto no artigo 195, inciso I, alínea “b”, a COFINS e a contribuição prevista no referido artigo 25. Vale dizer que, no artigo 195, tem-se contemplada situação única em que o produtor rural contribui para a seguridade social mediante aplicação de alíquota sobre o resultado de comercialização da produção, ante o disposto no § 8º do citado artigo 195. (…) Cumpre ter presente, até mesmo, a regra do inciso II do artigo 150 da Constituição Federal, no que veda instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. De acordo com o artigo 195, § 8º, do Diploma Maior, se o produtor não possui empregados, fica compelido, inexistente a base de incidência da contribuição – a folha de salários – a recolher percentual sobre o resultado da comercialização da produção. Se, ao contrário, conta com empregados, estará obrigado não só ao recolhimento sobre a folha de salários, como também, levando em conta o faturamento, da Contribuição Social para Financiamento da Seguridade Social – COFINS e da prevista – tomada a mesma base de incidência, o valor comercializado – no artigo 25 da Lei nº 8.212/91. Assim, não fosse suficiente a duplicidade, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 546065 AGR / RS considerado o faturamento, tem-se, ainda, a quebra da isonomia. (…) Assentou o Plenário que o § do artigo 25 da Lei nº 8.870/94 fulminado [julgamento da ADI nº 1103/DF] ensejara fonte de custeio sem observância do § 4º do artigo 195 da Constituição Federal, ou seja, sem a vinda à balha de lei complementar. O enfoque serve, sob o ângulo da exigência desta última, no tocante à disposição do artigo 25 da Lei nº 8.212/91. É que, mediante lei ordinária, versou-se a incidência de contribuição sobre a proveniente da comercialização pelo empregador rural, pessoa natural. (…) Também sob esse prisma procede a irresignação, entendendo-se que comercialização da produção é algo diverso de faturamento e este não se confunde com receita, tanto assim que a Emenda Constitucional nº 20/98 inseriu, ao lado do vocábulo “faturamento”, no inciso I do artigo 195, o vocábulo “receita”. Então, não há com deixar de assentar que a nova fonte deveria estar estabelecida em lei complementar. O mesmo enfoque serve a rechaçar a óptica daqueles que vislumbram, no artigo 25, incisos I e II, da Lei n] 8.212/91, a majoração da alíquota alusiva à citada contribuição que está prevista na lei Complementar nº 70/91”. Esses os fundamentos que serviram à declaração de inconstitucionalidade do artigo 1º da Lei nº 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei nº 8.212/91, com redação atualizada até a Lei nº 9.528/97, até que legislação nova, arrimada na Emenda Constitucional nº 20/98, venha a instituir a contribuição. Significa dizer que toda disciplina relacionada à contribuição devida por produtor rural empregador pessoa natural à seguridade social é inconstitucional, devendo legislação nova, editada com base na EC 20/98, vir instituir a contribuição. Daí a impossibilidade de se falar em ocorrência do “fenômeno da repristinação”. No que concerne à pretensão de, com base no artigo 462 do Código de Processo Civil, ver aplicada ao caso em exame a Lei nº 10.256/2001, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Supremo Tribunal Federal RE 546065 AGR / RS considerado o faturamento, tem-se, ainda, a quebra da isonomia. (…) Assentou o Plenário que o § do artigo 25 da Lei nº 8.870/94 fulminado [julgamento da ADI nº 1103/DF] ensejara fonte de custeio sem observância do § 4º do artigo 195 da Constituição Federal, ou seja, sem a vinda à balha de lei complementar. O enfoque serve, sob o ângulo da exigência desta última, no tocante à disposição do artigo 25 da Lei nº 8.212/91. É que, mediante lei ordinária, versou-se a incidência de contribuição sobre a proveniente da comercialização pelo empregador rural, pessoa natural. (…) Também sob esse prisma procede a irresignação, entendendo-se que comercialização da produção é algo diverso de faturamento e este não se confunde com receita, tanto assim que a Emenda Constitucional nº 20/98 inseriu, ao lado do vocábulo “faturamento”, no inciso I do artigo 195, o vocábulo “receita”. Então, não há com deixar de assentar que a nova fonte deveria estar estabelecida em lei complementar. O mesmo enfoque serve a rechaçar a óptica daqueles que vislumbram, no artigo 25, incisos I e II, da Lei n] 8.212/91, a majoração da alíquota alusiva à citada contribuição que está prevista na lei Complementar nº 70/91”. Esses os fundamentos que serviram à declaração de inconstitucionalidade do artigo 1º da Lei nº 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei nº 8.212/91, com redação atualizada até a Lei nº 9.528/97, até que legislação nova, arrimada na Emenda Constitucional nº 20/98, venha a instituir a contribuição. Significa dizer que toda disciplina relacionada à contribuição devida por produtor rural empregador pessoa natural à seguridade social é inconstitucional, devendo legislação nova, editada com base na EC 20/98, vir instituir a contribuição. Daí a impossibilidade de se falar em ocorrência do “fenômeno da repristinação”. No que concerne à pretensão de, com base no artigo 462 do Código de Processo Civil, ver aplicada ao caso em exame a Lei nº 10.256/2001, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 546065 AGR / RS superveniente à EC 20/98, que veio dar nova disciplina à referida contribuição devida por produtor rural empregador pessoa natural, vale recordar que o efeito devolutivo do recurso extraordinário está limitado ao que decidido pelo Tribunal de origem. Por outro lado, há de ser considerada também a data de vigência da lei instituidora da contribuição e aquela em que ocorrido o fato gerador da exação, assentando a impossibilidade de retroação da lei tributária para alcançar fatos geradores anteriores à sua vigência. Ademais, consoante jurisprudência assente na Corte, a aplicação do disposto no artigo 462 do Código de Processo Civil em recurso extraordinário está adstrito às hipóteses excepcionais e de modificação ou de deslocamento de competência. Nesse sentido são os seguintes julgados: ARE(Edcl) nº 664.045, relator Ministro Dias Toffoli, DJe de 26.10.2012; AI (Agr-EDcl) nº 776.225/SP, relator Ministro Gilmar Mendes, DJe de 19.06.2012; RE (AgR) nº 490.076-RS, relator Ministro Eros Grau, DJ de 29.06.2007; e, ARE (Edcl) nº 670.497/SP, de minha relatoria, cuja ementa está assim redigida: “EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO ADMINISTRATIVO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO. SALÁRIO MÍNIMO. LEI COMPLEMENTAR 432/85 DO ESTADO DE SÃO PAULO. NÃO-RECEPÇÃO. CONGELAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. MANUTENÇÃO DA BASE DE CÁLCULO VIGENTE ATÉ QUE SEJA EDITADA LEI DISCIPLINANDO A QUESTÃO. ALEGADA LEI SUPERVENIENTE. FATO NOVO. ARTIGO 462 DO CPC. INAPLICABILIDADE EM SEDE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837- ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Supremo Tribunal Federal RE 546065 AGR / RS superveniente à EC 20/98, que veio dar nova disciplina à referida contribuição devida por produtor rural empregador pessoa natural, vale recordar que o efeito devolutivo do recurso extraordinário está limitado ao que decidido pelo Tribunal de origem. Por outro lado, há de ser considerada também a data de vigência da lei instituidora da contribuição e aquela em que ocorrido o fato gerador da exação, assentando a impossibilidade de retroação da lei tributária para alcançar fatos geradores anteriores à sua vigência. Ademais, consoante jurisprudência assente na Corte, a aplicação do disposto no artigo 462 do Código de Processo Civil em recurso extraordinário está adstrito às hipóteses excepcionais e de modificação ou de deslocamento de competência. Nesse sentido são os seguintes julgados: ARE(Edcl) nº 664.045, relator Ministro Dias Toffoli, DJe de 26.10.2012; AI (Agr-EDcl) nº 776.225/SP, relator Ministro Gilmar Mendes, DJe de 19.06.2012; RE (AgR) nº 490.076-RS, relator Ministro Eros Grau, DJ de 29.06.2007; e, ARE (Edcl) nº 670.497/SP, de minha relatoria, cuja ementa está assim redigida: “EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO ADMINISTRATIVO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO. SALÁRIO MÍNIMO. LEI COMPLEMENTAR 432/85 DO ESTADO DE SÃO PAULO. NÃO-RECEPÇÃO. CONGELAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. MANUTENÇÃO DA BASE DE CÁLCULO VIGENTE ATÉ QUE SEJA EDITADA LEI DISCIPLINANDO A QUESTÃO. ALEGADA LEI SUPERVENIENTE. FATO NOVO. ARTIGO 462 DO CPC. INAPLICABILIDADE EM SEDE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837- ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 546065 AGR / RS Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.2011). 2. Ao Poder Judiciário não é dado atuar como legislador positivo, razão pela qual, a despeito da impossibilidade de vinculação do adicional de insalubridade ao salário mínimo ante a vedação constitucional, deve ser mantida essa base de cálculo até que seja editada lei disciplinando a questão. Precedentes: AI 714.188-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 31/01/2011; RE 597.910-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 23/02/2011; AI 344.269- AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 06/08/2009; e RE 463.635-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe de 09/10/2008. 3. A superveniência de lei no âmbito estadual fixando nova base de cálculo para o adicional de insalubridade não tem o condão de influenciar no deslinde da controvérsia, porquanto a jurisprudência desta Suprema Corte firmou orientação no sentido de que é inviável a apreciação de fato novo em sede de recurso extraordinário. Precedentes. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Ação ajuizada por servidores públicos estaduais que se insurgem contra os critérios previstos na Lei Complementar Estadual 432/1985 Alegação de inconstitucionalidade da vinculação de qualquer vantagem ao salário mínimo com o pedido para que seja fixada judicialmente nova base de cálculo para o adicional Previsão no artigo 7º, inciso IV, da Constituição Federal, que veda qualquer espécie de vinculação ao salário mínimo Não recepção do regramento estadual pela Constituição Federal Impossibilidade, ademais, de fixação de nova base de cálculo pelo Judiciário sob pena de violação ao princípio da separação dos Poderes Súmula Vinculante nº 4 Análise dos precedentes que comprovam a plena aplicabilidade ao caso do enunciado vinculante do E. STF. Recurso não provido.” 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Supremo Tribunal Federal RE 546065 AGR / RS Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.2011). 2. Ao Poder Judiciário não é dado atuar como legislador positivo, razão pela qual, a despeito da impossibilidade de vinculação do adicional de insalubridade ao salário mínimo ante a vedação constitucional, deve ser mantida essa base de cálculo até que seja editada lei disciplinando a questão. Precedentes: AI 714.188-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 31/01/2011; RE 597.910-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 23/02/2011; AI 344.269- AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 06/08/2009; e RE 463.635-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe de 09/10/2008. 3. A superveniência de lei no âmbito estadual fixando nova base de cálculo para o adicional de insalubridade não tem o condão de influenciar no deslinde da controvérsia, porquanto a jurisprudência desta Suprema Corte firmou orientação no sentido de que é inviável a apreciação de fato novo em sede de recurso extraordinário. Precedentes. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Ação ajuizada por servidores públicos estaduais que se insurgem contra os critérios previstos na Lei Complementar Estadual 432/1985 Alegação de inconstitucionalidade da vinculação de qualquer vantagem ao salário mínimo com o pedido para que seja fixada judicialmente nova base de cálculo para o adicional Previsão no artigo 7º, inciso IV, da Constituição Federal, que veda qualquer espécie de vinculação ao salário mínimo Não recepção do regramento estadual pela Constituição Federal Impossibilidade, ademais, de fixação de nova base de cálculo pelo Judiciário sob pena de violação ao princípio da separação dos Poderes Súmula Vinculante nº 4 Análise dos precedentes que comprovam a plena aplicabilidade ao caso do enunciado vinculante do E. STF. Recurso não provido.” 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 546065 AGR / RS 5. Agravo regimental desprovido” Acrescente-se, por ser oportuno, a inaplicabilidade ao caso em exame do disposto no enunciado da Súmula 456 do Supremo Tribunal Federal (“O Supremo Tribunal, conhecendo do recurso extraordinário, julgará a causa, aplicando o direito à espécie”), tal com pretendeu a recorrente para, assim, fazer incidir as disposições da Lei nº 10.256/2001. O entendimento elastecido do que se contém no enunciado do referido verbete implicaria compelir esta Corte a dar aplicação a tantas leis supervenientes à admissibilidade do recurso extraordinário submetido à sua apreciação, sem que tais disposições legais sequer tenham sido ventiladas no juízo de origem ou sobre elas tenha o Tribunal exprimido entendimento. Restaria ao largo a natureza de recurso extraordinário, de fundamentação vinculada e de efeito devolutivo adstrito ao que decidido na Corte a qua. Desse modo, uma vez conhecido o recurso extraordinário, somente se admite a apreciação das questões que mereceram considerações na instância de origem, sob pena de se permitir julgamento de instância única e na fase extraordinária sobre a matéria jamais ventilada nas instâncias ordinárias, o que, ao contrario sensu, seria infringente do disposto no artigo 102, III, da Constituição Federal. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Supremo Tribunal Federal RE 546065 AGR / RS 5. Agravo regimental desprovido” Acrescente-se, por ser oportuno, a inaplicabilidade ao caso em exame do disposto no enunciado da Súmula 456 do Supremo Tribunal Federal (“O Supremo Tribunal, conhecendo do recurso extraordinário, julgará a causa, aplicando o direito à espécie”), tal com pretendeu a recorrente para, assim, fazer incidir as disposições da Lei nº 10.256/2001. O entendimento elastecido do que se contém no enunciado do referido verbete implicaria compelir esta Corte a dar aplicação a tantas leis supervenientes à admissibilidade do recurso extraordinário submetido à sua apreciação, sem que tais disposições legais sequer tenham sido ventiladas no juízo de origem ou sobre elas tenha o Tribunal exprimido entendimento. Restaria ao largo a natureza de recurso extraordinário, de fundamentação vinculada e de efeito devolutivo adstrito ao que decidido na Corte a qua. Desse modo, uma vez conhecido o recurso extraordinário, somente se admite a apreciação das questões que mereceram considerações na instância de origem, sob pena de se permitir julgamento de instância única e na fase extraordinária sobre a matéria jamais ventilada nas instâncias ordinárias, o que, ao contrario sensu, seria infringente do disposto no artigo 102, III, da Constituição Federal. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Extrato de Ata - 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 546.065 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE VERA BENÍCIO BASTOS ADV.(A/S) : LISIANI CALVANO PEREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857593 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 546.065 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE VERA BENÍCIO BASTOS ADV.(A/S) : LISIANI CALVANO PEREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857593 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3913469
2013-05-14T00:00:00
2013-06-04T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. PRODUTOR RURAL PESSOA NATURAL. EMPREGADOS PERMANENTES. DISTINÇÃO DIANTE DO REGIME DE ECONOMIA FAMILIAR. BASE DE CÁLCULO FIXADA NO ART. 25, I, DA LEI Nº 8.212/91. COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO. CRIAÇÃO DE NOVA FONTE DE CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL SEM PREVISÃO EM LEI COMPLEMENTAR. DECISÃO FUNDAMENTADA EM ACÓRDÃO PLENÁRIO DESTA CORTE, MEDIANTE O QUAL FOI DECLARADA A INCONSTITUCIONALIDADE DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL EXIGIDA DE PRODUTOR RURAL EMPREGADOR PESSOA NATURAL COM BASE EM LEGISLAÇÃO ANTERIOR À EC-20/98. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. O regime da contribuição social para a seguridade social é definido pelo art. 195, caput e parágrafos, da Constituição Federal. 2. A contribuição a ser recolhida pelo empregador, pela empresa e pela entidade a ela equiparada na forma da lei, tem como base de cálculo do tributo o disposto nas alíneas previstas no inciso I do caput do dispositivo, de modo que deve incidir apenas sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; b) a receita ou o faturamento; e c) o lucro. 3. O art. 195 da Constituição Federal e seu § 8º excepcionam o regime jurídico acima ao dispor; verbis: “O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei”. 4. O art. 25, I, da Lei nº 8.212/91 fixou o resultado da comercialização da produção como base de cálculo da contribuição a ser paga pelos produtores rurais pessoas físicas que tenham, sob sua direção, empregados permanentes, o que não se confunde com o regime de economia familiar expressamente referido no § 8º do art. 195 da Constituição. 5. A criação de nova fonte de custeio para a seguridade social, diversa das já elencadas na Constituição Federal, depende de previsão em lei complementar, segundo o art. 195, § 4º, c/c art. 154, I, da Carta Magna, por isso a inconstitucionalidade do art. 25, I, da lei ordinária 8.212/91, consoante reconheceu o Plenário desta Corte ao apreciar o RE nº 363.852/MG: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PRESSUPOSTO ESPECÍFICO - VIOLÊNCIA À CONSTITUIÇÃO - ANÁLISE - CONCLUSÃO. Porque o Supremo, na análise da violência à Constituição, adota entendimento quanto à matéria de fundo do extraordinário, a conclusão a que chega deságua, conforme sempre sustentou a melhor doutrina - José Carlos Barbosa Moreira -, em provimento ou desprovimento do recurso, sendo impróprias as nomenclaturas conhecimento e não conhecimento. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - COMERCIALIZAÇÃO DE BOVINOS - PRODUTORES RURAIS PESSOAS NATURAIS - SUB-ROGAÇÃO - LEI Nº 8.212/91 - ARTIGO 195, INCISO I, DA CARTA FEDERAL - PERÍODO ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL Nº 20/98 - UNICIDADE DE INCIDÊNCIA - EXCEÇÕES - COFINS E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - PRECEDENTE - INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR. Ante o texto constitucional, não subsiste a obrigação tributária sub-rogada do adquirente, presente a venda de bovinos por produtores rurais, pessoas naturais, prevista nos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei nº 8.212/91, com as redações decorrentes das Leis nº 8.540/92 e nº 9.528/97. Aplicação de leis no tempo – considerações” (RE 363852, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 03/02/2010, DJe-071 DIVULG 22-04-2010 PUBLIC 23-04-2010 EMENT VOL-02398-04 PP-00701 RET v. 13, n. 74, 2010, p. 41-69). 6. Agravo regimental. Pretensão de exigir-se o pagamento da contribuição com base em legislação editada antes da promulgação da EC 20/98, declarada inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, tendo em consideração a Lei nº 10.256/2001, editada com base na nova ordem constitucional estabelecida após a referida emenda. Pretensão de ver aplicada lei nova para alcançar fatos geradores ocorridos antes da vigência da novel legislação e de impor a esta Corte o exame de matéria não ventilada nem apreciada nas instâncias ordinárias. Impossibilidade, ante a natureza devolutiva limitada do recurso extraordinário ao que decidido no juízo “a quo” e da imprescindível observância do disposto no artigo 102, inciso III, da Constituição Federal, no que prevê a competência do Supremo Tribunal Federal para julgar, em recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância. Inaplicabilidade do disposto no artigo 462 do Código de Processo Civil, excetuada a ocorrência de hipóteses excepcionais e modificação de competência. Precedentes: ARE(Edcl) nº 664.045, relator Ministro Dias Toffoli, DJe de 26.10.2012; AI (Agr-EDcl) nº 776.225/SP, relator Ministro Gilmar Mendes, DJe de 19.06.2012; RE (AgR) nº 490.076-RS, relator Ministro Eros Grau, DJ de 29.06.2007; e ARE (Edcl) nº 670.497/SP, relator Ministro Luiz Fux. 7. Agravo regimental não provido.
sjur232130
- Acórdão(s) citado(s): (CONTRIBUIÇÃO SOCIAL, PRODUTOR RURAL PESSOA NATURAL) RE 363852 (TP). (RE, FATO MODIFICATIVO, CONSTITUTIVO, EXTINTIVO, APÓS PROPOSITURA DA AÇÃO) ARE 664045 ED (1ªT), AI 776225 AgR-ED (2ªT), RE 490076 AgR (2ªT), ARE 670497 ED (1ªT). Número de páginas: 20. Análise: 13/06/2013, MJC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
546065
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00154 INC-00001 ART-00195 PAR-00004\r\n PAR-00008 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\r\n EMENDA CONSTITUCIONAL\r\n\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-008212 ANO-1991\r\n ART-00012 INC-00005 INC-00007 ART-00025\r\n INC-00001 INC-00002 ART-00030 INC-00004 COM REDAÇÃO DADA PELA LEI-9528/1997\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-008540 ANO-1992\r\n ART-00001 \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-009528 ANO-1997\r\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 546065 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE VERA BENÍCIO BASTOS ADV.(A/S) : LISIANI CALVANO PEREIRA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 546.065 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE VERA BENÍCIO BASTOS ADV.(A/S) :LISIANI CALVANO PEREIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. PRODUTOR RURAL PESSOA NATURAL. EMPREGADOS PERMANENTES. DISTINÇÃO DIANTE DO REGIME DE ECONOMIA FAMILIAR. BASE DE CÁLCULO FIXADA NO ART. 25, I, DA LEI n 8.212/91. COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO. CRIAÇÃO DE NOVA FONTE DE CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL SEM PREVISÃO EM LEI COMPLEMENTAR. DECISÃO FUNDAMENTADA EM ACÓRDÃO PLENÁRIO DESTA CORTE, MEDIANTE O QUAL FOI DECLARADA A INCONSTITUCIONALIDADE DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL EXIGIDA DE PRODUTOR RURAL EMPREGADOR PESSOA NATURAL COM BASE EM LEGISLAÇÃO ANTERIOR À EC-20/98. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. O regime da contribuição social para a seguridade social é definido pelo art. 195, caput e parágrafos, da Constituição Federal. 2. A contribuição a ser recolhida pelo empregador, pela empresa e pela entidade a ela equiparada na forma da lei, tem como base de cálculo do tributo o disposto nas alíneas previstas no inciso I do caput do dispositivo, de modo que deve incidir apenas sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; b) a receita ou o faturamento; e c) o lucro. 3. O art. 195 da Constituição Federal e seu § 8... excepcionam o regime jurídico acima ao dispor; verbis: “O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859535. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei”. 4. O art. 25, I, da Lei n 8.212/91 fixou o resultado da comercialização da produção como base de cálculo da contribuição a ser paga pelos produtores rurais pessoas físicas que tenham, sob sua direção, empregados permanentes, o que não se confunde com o regime de economia familiar expressamente referido no § 8... do art. 195 da Constituição. 5. A criação de nova fonte de custeio para a seguridade social, diversa das já elencadas na Constituição Federal, depende de previsão em lei complementar, segundo o art. 195, § 4..., c/c art. 154, I, da Carta Magna, por isso a inconstitucionalidade do art. 25, I, da lei ordinária 8.212/91, consoante reconheceu o Plenário desta Corte ao apreciar o Recurso Extraordinário n 363.852/MG: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PRESSUPOSTO ESPECÍFICO - VIOLÊNCIA À CONSTITUIÇÃO - ANÁLISE - CONCLUSÃO. Porque o Supremo, na análise da violência à Constituição, adota entendimento quanto à matéria de fundo do extraordinário, a conclusão a que chega deságua, conforme sempre sustentou a melhor doutrina - José Carlos Barbosa Moreira -, em provimento ou desprovimento do recurso, sendo impróprias as nomenclaturas conhecimento e não conhecimento. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - COMERCIALIZAÇÃO DE BOVINOS - PRODUTORES RURAIS PESSOAS NATURAIS - SUB-ROGAÇÃO - LEI n 8.212/91 - ARTIGO 195, INCISO I, DA CARTA FEDERAL - PERÍODO ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL n 20/98 - UNICIDADE DE INCIDÊNCIA - EXCEÇÕES - COFINS E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - PRECEDENTE - INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR. Ante o texto constitucional, não subsiste a obrigação tributária sub-rogada do adquirente, presente a venda de bovinos por produtores rurais, pessoas naturais, prevista nos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei n 8.212/91, com as redações decorrentes das Leis n 8.540/92 e n 9.528/97. Aplicação de leis no tempo – considerações” (Recurso Extraordinário 363852, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859535. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei”. 4. O art. 25, I, da Lei n 8.212/91 fixou o resultado da comercialização da produção como base de cálculo da contribuição a ser paga pelos produtores rurais pessoas físicas que tenham, sob sua direção, empregados permanentes, o que não se confunde com o regime de economia familiar expressamente referido no § 8... do art. 195 da Constituição. 5. A criação de nova fonte de custeio para a seguridade social, diversa das já elencadas na Constituição Federal, depende de previsão em lei complementar, segundo o art. 195, § 4..., c/c art. 154, I, da Carta Magna, por isso a inconstitucionalidade do art. 25, I, da lei ordinária 8.212/91, consoante reconheceu o Plenário desta Corte ao apreciar o Recurso Extraordinário n 363.852/MG: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PRESSUPOSTO ESPECÍFICO - VIOLÊNCIA À CONSTITUIÇÃO - ANÁLISE - CONCLUSÃO. Porque o Supremo, na análise da violência à Constituição, adota entendimento quanto à matéria de fundo do extraordinário, a conclusão a que chega deságua, conforme sempre sustentou a melhor doutrina - José Carlos Barbosa Moreira -, em provimento ou desprovimento do recurso, sendo impróprias as nomenclaturas conhecimento e não conhecimento. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - COMERCIALIZAÇÃO DE BOVINOS - PRODUTORES RURAIS PESSOAS NATURAIS - SUB-ROGAÇÃO - LEI n 8.212/91 - ARTIGO 195, INCISO I, DA CARTA FEDERAL - PERÍODO ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL n 20/98 - UNICIDADE DE INCIDÊNCIA - EXCEÇÕES - COFINS E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - PRECEDENTE - INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR. Ante o texto constitucional, não subsiste a obrigação tributária sub-rogada do adquirente, presente a venda de bovinos por produtores rurais, pessoas naturais, prevista nos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei n 8.212/91, com as redações decorrentes das Leis n 8.540/92 e n 9.528/97. Aplicação de leis no tempo – considerações” (Recurso Extraordinário 363852, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859535. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS Tribunal Pleno, julgado em 03/02/2010, DJe-071 DIVULG 22-04-2010 PUBLIC 23-04-2010 EMENT VOL-02398-04 PP-00701 RET v. 13, n. 74, 2010, p. 41-69). 6. Agravo regimental. Pretensão de exigir-se o pagamento da contribuição com base em legislação editada antes da promulgação da EC 20/98, declarada inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, tendo em consideração a Lei n 10.256/2001, editada com base na nova ordem constitucional estabelecida após a referida emenda. Pretensão de ver aplicada lei nova para alcançar fatos geradores ocorridos antes da vigência da novel legislação e de impor a esta Corte o exame de matéria não ventilada nem apreciada nas instâncias ordinárias. Impossibilidade, ante a natureza devolutiva limitada do recurso extraordinário ao que decidido no juízo “a quo” e da imprescindível observância do disposto no artigo 102, inciso III, da Constituição Federal, no que prevê a competência do Supremo Tribunal Federal para julgar, em recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância. Inaplicabilidade do disposto no artigo 462 do Código de Processo Civil, excetuada a ocorrência de hipóteses excepcionais e modificação de competência. Precedentes: ARE(Edcl) n 664.045, relator Ministro Dias Toffoli, DJe de 26.10.2012; AI (Agr-EDcl) n 776.225/SP, relator Ministro Gilmar Mendes, DJe de 19.06.2012; Recurso Extraordinário (AgR) n 490.076-RS, relator Ministro Eros Grau, DJ de 29.06.2007; e ARE (Edcl) n 670.497/SP, relator Ministro Luiz Fux. 7. Agravo regimental não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859535. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS Tribunal Pleno, julgado em 03/02/2010, DJe-071 DIVULG 22-04-2010 PUBLIC 23-04-2010 EMENT VOL-02398-04 PP-00701 RET v. 13, n. 74, 2010, p. 41-69). 6. Agravo regimental. Pretensão de exigir-se o pagamento da contribuição com base em legislação editada antes da promulgação da EC 20/98, declarada inconstitucional pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, tendo em consideração a Lei n 10.256/2001, editada com base na nova ordem constitucional estabelecida após a referida emenda. Pretensão de ver aplicada lei nova para alcançar fatos geradores ocorridos antes da vigência da novel legislação e de impor a esta Corte o exame de matéria não ventilada nem apreciada nas instâncias ordinárias. Impossibilidade, ante a natureza devolutiva limitada do recurso extraordinário ao que decidido no juízo “a quo” e da imprescindível observância do disposto no artigo 102, inciso III, da Constituição Federal, no que prevê a competência do Supremo Tribunal Federal para julgar, em recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância. Inaplicabilidade do disposto no artigo 462 do Código de Processo Civil, excetuada a ocorrência de hipóteses excepcionais e modificação de competência. Precedentes: ARE(Edcl) n 664.045, relator Ministro Dias Toffoli, DJe de 26.10.2012; AI (Agr-EDcl) n 776.225/SP, relator Ministro Gilmar Mendes, DJe de 19.06.2012; Recurso Extraordinário (AgR) n 490.076-RS, relator Ministro Eros Grau, DJ de 29.06.2007; e ARE (Edcl) n 670.497/SP, relator Ministro Luiz Fux. 7. Agravo regimental não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859535. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Relatório 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 546.065 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE VERA BENÍCIO BASTOS ADV.(A/S) :LISIANI CALVANO PEREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A decisão mediante a qual dei provimento ao recurso extraordinário está assim redigida (folhas 814/822): “TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. PRODUTOR RURAL PESSOA NATURAL. EMPREGADOS PERMANENTES. DISTINÇÃO DIANTE DO REGIME DE ECONOMIA FAMILIAR. BASE DE CÁLCULO FIXADA NO ART. 25, I, DA LEI n 8.212/91. COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO. CRIAÇÃO DE NOVA FONTE DE CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL SEM PREVISÃO EM LEI COMPLEMENTAR. INCONSTITUCIONALIDADE. 1. O regime da contribuição social para a seguridade social é definido pelo art. 195, caput e parágrafos, da Constituição Federal. 2. A contribuição a ser recolhida pelo empregador, pela empresa e pela entidade a ela equiparada na forma da lei, tem como base de cálculo do tributo o disposto nas alíneas previstas no inciso I do caput do dispositivo, de modo que deve incidir apenas sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; b) a receita ou o faturamento; e c) o lucro. 3. O art. 195 da Constituição Federal e seu § 8... Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 546.065 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :ESPÓLIO DE VERA BENÍCIO BASTOS ADV.(A/S) :LISIANI CALVANO PEREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A decisão mediante a qual dei provimento ao recurso extraordinário está assim redigida (folhas 814/822): “TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. PRODUTOR RURAL PESSOA NATURAL. EMPREGADOS PERMANENTES. DISTINÇÃO DIANTE DO REGIME DE ECONOMIA FAMILIAR. BASE DE CÁLCULO FIXADA NO ART. 25, I, DA LEI n 8.212/91. COMERCIALIZAÇÃO DA PRODUÇÃO. CRIAÇÃO DE NOVA FONTE DE CUSTEIO DA SEGURIDADE SOCIAL SEM PREVISÃO EM LEI COMPLEMENTAR. INCONSTITUCIONALIDADE. 1. O regime da contribuição social para a seguridade social é definido pelo art. 195, caput e parágrafos, da Constituição Federal. 2. A contribuição a ser recolhida pelo empregador, pela empresa e pela entidade a ela equiparada na forma da lei, tem como base de cálculo do tributo o disposto nas alíneas previstas no inciso I do caput do dispositivo, de modo que deve incidir apenas sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; b) a receita ou o faturamento; e c) o lucro. 3. O art. 195 da Constituição Federal e seu § 8... Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Relatório Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS excepcionam o regime jurídico acima ao dispor; verbis: ‘O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei’. 4. O art. 25, I, da Lei n 8.212/91 fixou o resultado da comercialização da produção como base de cálculo da contribuição a ser paga pelos produtores rurais pessoais físicas que tenham, sob sua direção, empregados permanentes, o que não se confunde com o regime de economia familiar expressamente referido no § 8... do art. 195 da Constituição. 5. A criação de nova fonte de custeio para a seguridade social, diversa das já elencadas na Constituição Federal, depende de previsão em lei complementar, segundo o art. 195, § 4..., c/c art. 154, I, da Carta Magna, por isso da inconstitucionalidade do art. 25, I, da lei ordinária 8.212/91, consoante reconheceu o Plenário desta Corte ao apreciar o Recurso Extraordinário n 363.852/MG: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PRESSUPOSTO ESPECÍFICO - VIOLÊNCIA À CONSTITUIÇÃO - ANÁLISE - CONCLUSÃO. Porque o Supremo, na análise da violência à Constituição, adota entendimento quanto à matéria de fundo do extraordinário, a conclusão a que chega deságua, conforme sempre sustentou a melhor doutrina - José Carlos Barbosa Moreira -, em provimento ou desprovimento do recurso, sendo impróprias as nomenclaturas conhecimento e não conhecimento. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - COMERCIALIZAÇÃO DE BOVINOS - PRODUTORES RURAIS PESSOAS NATURAIS - SUB-ROGAÇÃO - LEI n 8.212/91 - ARTIGO 195, INCISO I, DA CARTA FEDERAL - PERÍODO ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL n 20/98 - UNICIDADE DE INCIDÊNCIA - EXCEÇÕES - COFINS E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - PRECEDENTE - INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR. Ante o texto constitucional, não subsiste a obrigação tributária 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS excepcionam o regime jurídico acima ao dispor; verbis: ‘O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei’. 4. O art. 25, I, da Lei n 8.212/91 fixou o resultado da comercialização da produção como base de cálculo da contribuição a ser paga pelos produtores rurais pessoais físicas que tenham, sob sua direção, empregados permanentes, o que não se confunde com o regime de economia familiar expressamente referido no § 8... do art. 195 da Constituição. 5. A criação de nova fonte de custeio para a seguridade social, diversa das já elencadas na Constituição Federal, depende de previsão em lei complementar, segundo o art. 195, § 4..., c/c art. 154, I, da Carta Magna, por isso da inconstitucionalidade do art. 25, I, da lei ordinária 8.212/91, consoante reconheceu o Plenário desta Corte ao apreciar o Recurso Extraordinário n 363.852/MG: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PRESSUPOSTO ESPECÍFICO - VIOLÊNCIA À CONSTITUIÇÃO - ANÁLISE - CONCLUSÃO. Porque o Supremo, na análise da violência à Constituição, adota entendimento quanto à matéria de fundo do extraordinário, a conclusão a que chega deságua, conforme sempre sustentou a melhor doutrina - José Carlos Barbosa Moreira -, em provimento ou desprovimento do recurso, sendo impróprias as nomenclaturas conhecimento e não conhecimento. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - COMERCIALIZAÇÃO DE BOVINOS - PRODUTORES RURAIS PESSOAS NATURAIS - SUB-ROGAÇÃO - LEI n 8.212/91 - ARTIGO 195, INCISO I, DA CARTA FEDERAL - PERÍODO ANTERIOR À EMENDA CONSTITUCIONAL n 20/98 - UNICIDADE DE INCIDÊNCIA - EXCEÇÕES - COFINS E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL - PRECEDENTE - INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR. Ante o texto constitucional, não subsiste a obrigação tributária 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Relatório Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS sub-rogada do adquirente, presente a venda de bovinos por produtores rurais, pessoas naturais, prevista nos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei n 8.212/91, com as redações decorrentes das Leis n 8.540/92 e n 9.528/97. Aplicação de leis no tempo – considerações’ (Recurso Extraordinário 363852, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 03/02/2010, DJe-071 DIVULG 22-04-2010 PUBLIC 23-04-2010 EMENT VOL-02398-04 PP-00701 RET v. 13, n. 74, 2010, p. 41-69). 6. Recurso a que se dá provimento. DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo Espólio de Vera Benício Bastos, com fulcro no art. 102, inciso III, alínea “a”, da Carta Magna, para adversar acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região, nos termos da seguinte ementa: CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS RURAIS. EMPREGADOR RURAL PESSOA FÍSICA. PRESCRIÇÃO. O prazo prescricional só começa a fluir após a conclusão do procedimento administrativo de lançamento. E em se tratando de tributo sujeito ao regime de lançamento por homologação, o marco inicial do prazo prescricional é a própria homologação, expressa ou tácita, quando efetivamente se tem por constituído o crédito tributário. Sendo, assim, enquanto não concretizada a homologação do lançamento pelo Fisco, ou ainda, não decorrido o prazo de cinco anos a que se refere o par. 4... do art. 150 do CTN, não há falar em prescrição, só cogitável passados cinco anos da homologação. No período que medeia as Leis ns 8.212/1991 e 8.540/1992 é indevida a contribuição incidente sobre a comercialização de produtos rurais a cargo dos empregadores pessoas físicas dedicados à atividade rural. O acórdão atacado foi proferido em sede de ação ordinária 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS sub-rogada do adquirente, presente a venda de bovinos por produtores rurais, pessoas naturais, prevista nos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei n 8.212/91, com as redações decorrentes das Leis n 8.540/92 e n 9.528/97. Aplicação de leis no tempo – considerações’ (Recurso Extraordinário 363852, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Tribunal Pleno, julgado em 03/02/2010, DJe-071 DIVULG 22-04-2010 PUBLIC 23-04-2010 EMENT VOL-02398-04 PP-00701 RET v. 13, n. 74, 2010, p. 41-69). 6. Recurso a que se dá provimento. DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo Espólio de Vera Benício Bastos, com fulcro no art. 102, inciso III, alínea “a”, da Carta Magna, para adversar acórdão prolatado pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região, nos termos da seguinte ementa: CONTRIBUIÇÃO INCIDENTE SOBRE A COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS RURAIS. EMPREGADOR RURAL PESSOA FÍSICA. PRESCRIÇÃO. O prazo prescricional só começa a fluir após a conclusão do procedimento administrativo de lançamento. E em se tratando de tributo sujeito ao regime de lançamento por homologação, o marco inicial do prazo prescricional é a própria homologação, expressa ou tácita, quando efetivamente se tem por constituído o crédito tributário. Sendo, assim, enquanto não concretizada a homologação do lançamento pelo Fisco, ou ainda, não decorrido o prazo de cinco anos a que se refere o par. 4... do art. 150 do CTN, não há falar em prescrição, só cogitável passados cinco anos da homologação. No período que medeia as Leis ns 8.212/1991 e 8.540/1992 é indevida a contribuição incidente sobre a comercialização de produtos rurais a cargo dos empregadores pessoas físicas dedicados à atividade rural. O acórdão atacado foi proferido em sede de ação ordinária 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Relatório Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS proposta contra o Instituto Nacional do Seguro Social, objetivando a suspensão da exigibilidade da contribuição social prevista no art. 25, I, da Lei 8.212/91 e o reconhecimento de sua inconstitucionalidade. Nas razões recursais, alegou-se violação aos arts. 154, I, e 195, I, § 4... e § 8..., da Constituição Federal, dada a inconstitucionalidade da contribuição social prevista no artigo 25 da Lei n 8.212/91. Aduz que o resultado da comercialização da produção consubstancia base de cálculo da contribuição social devida pelos produtores rurais que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem a contratação de empregados permanentes. Assim, esta exação, por estar prevista no art. 195, § 8..., da Carta Magna, não poderia ser estendida aos empregadores rurais, mesmo que pessoa natural. Contrarrazões às fls. 773/785. É o relatório. Preliminarmente, conheço do recurso, uma vez que a matéria restou devidamente prequestionada. In casu, a controvérsia cinge-se à constitucionalidade da contribuição social incidente sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural, prevista no art. 25, I, da Lei n 8.212/91. A contribuição sobre o resultado da comercialização da produção rural foi autorizada, pelo Constituinte de 1988, apenas para o produtor que exerça sua atividade em regime de economia familiar. É o que dispõe o artigo 195, § 8..., da Constituição Federal, in verbis: Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) § 8... O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS proposta contra o Instituto Nacional do Seguro Social, objetivando a suspensão da exigibilidade da contribuição social prevista no art. 25, I, da Lei 8.212/91 e o reconhecimento de sua inconstitucionalidade. Nas razões recursais, alegou-se violação aos arts. 154, I, e 195, I, § 4... e § 8..., da Constituição Federal, dada a inconstitucionalidade da contribuição social prevista no artigo 25 da Lei n 8.212/91. Aduz que o resultado da comercialização da produção consubstancia base de cálculo da contribuição social devida pelos produtores rurais que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem a contratação de empregados permanentes. Assim, esta exação, por estar prevista no art. 195, § 8..., da Carta Magna, não poderia ser estendida aos empregadores rurais, mesmo que pessoa natural. Contrarrazões às fls. 773/785. É o relatório. Preliminarmente, conheço do recurso, uma vez que a matéria restou devidamente prequestionada. In casu, a controvérsia cinge-se à constitucionalidade da contribuição social incidente sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural, prevista no art. 25, I, da Lei n 8.212/91. A contribuição sobre o resultado da comercialização da produção rural foi autorizada, pelo Constituinte de 1988, apenas para o produtor que exerça sua atividade em regime de economia familiar. É o que dispõe o artigo 195, § 8..., da Constituição Federal, in verbis: Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: (...) § 8... O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal, bem como os respectivos 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Relatório Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei. O empregador rural, pessoa natural, não se enquadra na exceção do art. 195, § 8..., subsumindo-se à regra geral do art. 195, I, que estabelece a contribuição social devida pelo empregador sobre diferentes bases de cálculo, quais sejam: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; b) a receita ou o faturamento; e c) o lucro. Por não se enquadrar em nenhum desses casos a disposição do art. 25, I, da Lei n 8.212/91, a contribuição, na forma como foi posta, necessitaria de lei complementar para ser instituída, pois ensejou fonte de custeio sem observância do § 4... do artigo 195 da Constituição Federal. No julgamento do Recurso Extraordinário n 363.852/MG, relator o Min. Marco Aurélio, o Plenário do Supremo Tribunal Federal declarou “a inconstitucionalidade do artigo 1... da Lei n 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei n 8.212/91, com a redação atualizada até a Lei n 9.528/97, até que legislação nova, arrimada na Emenda Constitucional n 20/98, venha a instituir a contribuição”, nos seguintes termos: A regra, dada a previsão da alínea ‘b’ do inciso I do referido artigo 195, é a incidência da contribuição social sobre o faturamento, para financiar a seguridade social instituída pela Lei Complementar n. 70, de 30 de dezembro de 1991, a obrigar não só as pessoas jurídicas, como também aquelas a ela equiparadas pela legislação do imposto sobre a renda - artigo 1... da citada lei complementar. Já aqui surge duplicidade contrária à Carta da República, no que, conforme o artigo 25, incisos I e 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei. O empregador rural, pessoa natural, não se enquadra na exceção do art. 195, § 8..., subsumindo-se à regra geral do art. 195, I, que estabelece a contribuição social devida pelo empregador sobre diferentes bases de cálculo, quais sejam: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; b) a receita ou o faturamento; e c) o lucro. Por não se enquadrar em nenhum desses casos a disposição do art. 25, I, da Lei n 8.212/91, a contribuição, na forma como foi posta, necessitaria de lei complementar para ser instituída, pois ensejou fonte de custeio sem observância do § 4... do artigo 195 da Constituição Federal. No julgamento do Recurso Extraordinário n 363.852/MG, relator o Min. Marco Aurélio, o Plenário do Supremo Tribunal Federal declarou “a inconstitucionalidade do artigo 1... da Lei n 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei n 8.212/91, com a redação atualizada até a Lei n 9.528/97, até que legislação nova, arrimada na Emenda Constitucional n 20/98, venha a instituir a contribuição”, nos seguintes termos: A regra, dada a previsão da alínea ‘b’ do inciso I do referido artigo 195, é a incidência da contribuição social sobre o faturamento, para financiar a seguridade social instituída pela Lei Complementar n. 70, de 30 de dezembro de 1991, a obrigar não só as pessoas jurídicas, como também aquelas a ela equiparadas pela legislação do imposto sobre a renda - artigo 1... da citada lei complementar. Já aqui surge duplicidade contrária à Carta da República, no que, conforme o artigo 25, incisos I e 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Relatório Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS II, da Lei n. 8.212, de 24 de julho de 1991, o produtor rural passou a estar compelido a duplo recolhimento, com a mesma destinação, ou seja, o financiamento da seguridade social - recolhe, a partir do disposto no artigo 195, inciso I, alínea ‘b’, a COFINS e a contribuição prevista no referido artigo 25. Vale frisar que, no artigo 195, tem-se contemplada situação única em que o produtor rural contribui para a seguridade social mediante a aplicação de alíquota sobre o resultado de comercialização da produção, ante o disposto no § 8... do citado artigo 195 - a revelar que, em se tratando de produtor, parceiro, meeiro e arrendatários rurais e pescador artesanal bem como dos respectivos cônjuges que exerçam atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, dá-se a contribuição para a seguridade social por meio de aplicação de alíquota sobre o resultado da comercialização da produção. A razão do preceito é única: não se ter, quanto aos nele referidos, a base para a contribuição estabelecida na alínea ‘a’ do inciso I do artigo 195 da Carta, isto é, a folha de salários. Daí a cláusula contida no § 8... em análise ‘... sem empregados permanentes...’. Forçoso é concluir que, no caso de produtor rural, embora pessoa natural, que tenha empregados, incide a previsão relativa ao recolhimento sobre o valor da folha de salários. É de ressaltar que a Lei n. 8.212/91 define empresa como a firma individual ou sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos, ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta e fundacional - inciso I do artigo 15. Então, o produtor rural, pessoa natural, fica compelido a satisfazer, de um lado, a contribuição sobre a folha de salários e, de outro, a COFINS, não havendo lugar para ter-se novo ônus, relativamente ao financiamento da seguridade social, isso a partir de valor alusivo à venda de bovinos. Cumpre ter presente, até mesmo, a regra do inciso II do artigo 150 da Constituição Federal, no que veda instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. De acordo com o artigo 195, § 8..., do Diploma Maior, se o produtor não possui 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS II, da Lei n. 8.212, de 24 de julho de 1991, o produtor rural passou a estar compelido a duplo recolhimento, com a mesma destinação, ou seja, o financiamento da seguridade social - recolhe, a partir do disposto no artigo 195, inciso I, alínea ‘b’, a COFINS e a contribuição prevista no referido artigo 25. Vale frisar que, no artigo 195, tem-se contemplada situação única em que o produtor rural contribui para a seguridade social mediante a aplicação de alíquota sobre o resultado de comercialização da produção, ante o disposto no § 8... do citado artigo 195 - a revelar que, em se tratando de produtor, parceiro, meeiro e arrendatários rurais e pescador artesanal bem como dos respectivos cônjuges que exerçam atividades em regime de economia familiar, sem empregados permanentes, dá-se a contribuição para a seguridade social por meio de aplicação de alíquota sobre o resultado da comercialização da produção. A razão do preceito é única: não se ter, quanto aos nele referidos, a base para a contribuição estabelecida na alínea ‘a’ do inciso I do artigo 195 da Carta, isto é, a folha de salários. Daí a cláusula contida no § 8... em análise ‘... sem empregados permanentes...’. Forçoso é concluir que, no caso de produtor rural, embora pessoa natural, que tenha empregados, incide a previsão relativa ao recolhimento sobre o valor da folha de salários. É de ressaltar que a Lei n. 8.212/91 define empresa como a firma individual ou sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos, ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta e fundacional - inciso I do artigo 15. Então, o produtor rural, pessoa natural, fica compelido a satisfazer, de um lado, a contribuição sobre a folha de salários e, de outro, a COFINS, não havendo lugar para ter-se novo ônus, relativamente ao financiamento da seguridade social, isso a partir de valor alusivo à venda de bovinos. Cumpre ter presente, até mesmo, a regra do inciso II do artigo 150 da Constituição Federal, no que veda instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. De acordo com o artigo 195, § 8..., do Diploma Maior, se o produtor não possui 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Relatório Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS empregados, fica compelido, inexistente a base de incidência da contribuição - a folha de salários - a recolher percentual sobre o resultado da comercialização da produção. Se, ao contrário, conta com empregados, estará obrigado não só ao recolhimento sobre a folha de salários, como também, levando em conta o faturamento, da Contribuição Social para Financiamento da Seguridade Social - COFINS e da prevista - tomada a mesma base de incidência, o valor comercializado - no artigo 25 da Lei n. 8.212/91. Assim, não fosse suficiente a duplicidade, considerado o faturamento, tem-se, ainda, a quebra da isonomia. (...) Assentou o Plenário que o § 2... do artigo 25 da Lei n 8.870/94 fulminado ensejara fonte de custeio sem observância do § 4... do artigo 195 da Constituição Federal, ou seja, sem a vinda à balha de lei complementar. O enfoque serve, sob o ângulo da exigência desta última, no tocante à disposição do artigo 25 da Lei n 8.212/91. É que, mediante lei ordinária, versou-se a incidência da contribuição sobre a proveniente da comercialização pelo empregador rural, pessoa natural. Ora, como salientado no artigo de Hugo de Brito Machado e Hugo de Brito Machado Segundo, houvesse confusão, houvesse sinonímia entre o faturamento e o resultado da comercialização da produção, não haveria razão para a norma do § 8... do artigo 195 da Constituição Federal relativa ao produtor que não conta com empregados e exerça atividades em regime de economia familiar. Já estava ele alcançado pela previsão imediatamente anterior – do inciso I do artigo 195 da Constituição. Também sob esse prisma, procede a irresignação, entendendo-se que comercialização da produção é algo diverso de faturamento e este não se confunde com receita, tanto assim que a Emenda Constitucional n 20/98 inseriu, ao lado do vocábulo “faturamento”, no inciso I do artigo 195, o vocábulo “receita”. Então, não há como deixar de assentar que a nova fonte deveria estar estabelecida em lei complementar. O mesmo enfoque serve a rechaçar a óptica daqueles que vislumbram, no artigo 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS empregados, fica compelido, inexistente a base de incidência da contribuição - a folha de salários - a recolher percentual sobre o resultado da comercialização da produção. Se, ao contrário, conta com empregados, estará obrigado não só ao recolhimento sobre a folha de salários, como também, levando em conta o faturamento, da Contribuição Social para Financiamento da Seguridade Social - COFINS e da prevista - tomada a mesma base de incidência, o valor comercializado - no artigo 25 da Lei n. 8.212/91. Assim, não fosse suficiente a duplicidade, considerado o faturamento, tem-se, ainda, a quebra da isonomia. (...) Assentou o Plenário que o § 2... do artigo 25 da Lei n 8.870/94 fulminado ensejara fonte de custeio sem observância do § 4... do artigo 195 da Constituição Federal, ou seja, sem a vinda à balha de lei complementar. O enfoque serve, sob o ângulo da exigência desta última, no tocante à disposição do artigo 25 da Lei n 8.212/91. É que, mediante lei ordinária, versou-se a incidência da contribuição sobre a proveniente da comercialização pelo empregador rural, pessoa natural. Ora, como salientado no artigo de Hugo de Brito Machado e Hugo de Brito Machado Segundo, houvesse confusão, houvesse sinonímia entre o faturamento e o resultado da comercialização da produção, não haveria razão para a norma do § 8... do artigo 195 da Constituição Federal relativa ao produtor que não conta com empregados e exerça atividades em regime de economia familiar. Já estava ele alcançado pela previsão imediatamente anterior – do inciso I do artigo 195 da Constituição. Também sob esse prisma, procede a irresignação, entendendo-se que comercialização da produção é algo diverso de faturamento e este não se confunde com receita, tanto assim que a Emenda Constitucional n 20/98 inseriu, ao lado do vocábulo “faturamento”, no inciso I do artigo 195, o vocábulo “receita”. Então, não há como deixar de assentar que a nova fonte deveria estar estabelecida em lei complementar. O mesmo enfoque serve a rechaçar a óptica daqueles que vislumbram, no artigo 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Relatório Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS 25, incisos I e II, da Lei n 8.212/91, a majoração da alíquota alusiva à citada contribuição que está prevista na Lei Complementar n 70/91. Ante esses aspectos, conheço e provejo o recurso interposto para desobrigar os recorrentes da retenção e do recolhimento da contribuição social ou do seu recolhimento por sub-rogação sobre a “receita bruta proveniente da comercialização da produção rural” de empregadores, pessoas naturais, fornecedores de bovinos para abate, declarando a inconstitucionalidade do artigo 1... da Lei n 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei n 8.212/91, com redação atualizada até a Lei n 9.528/97, até que legislação nova, arrimada na Emenda Constitucional n 20/98, venha a instituir a contribuição, tudo na forma do pedido inicial, invertidos os ônus da sucumbência (folha 699) (Recurso Extraordinário n 363.852, Relator o Ministro Marco Aurélio, Pleno, DJe 23.4.2010 ). Ex positis, dou provimento ao recurso extraordinário, para afastar a incidência da contribuição social exigida do produtor rural empregador pessoa física sobre a receita bruta proveniente da comercialização de sua produção. Devolvam-se os autos ao Tribunal de origem, para examinar o pedido subsidiário relativo à restituição do indébito tributário.” A agravante sustenta ser devida a contribuição do empregador rural pessoa natural e, consectariamente, revela-se incabível a pretensão de repetição de indébito ou a compensação. A assertiva tem como base o entendimento quanto à legitimidade da contribuição previdenciária por todos os empregadores, nos termos do artigo 195, inciso I, da Constituição Federal, combinando com o artigo 194 da Constituição, no qual está estabelecida a observância da ‘equidade na forma de participação no custeio’. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS 25, incisos I e II, da Lei n 8.212/91, a majoração da alíquota alusiva à citada contribuição que está prevista na Lei Complementar n 70/91. Ante esses aspectos, conheço e provejo o recurso interposto para desobrigar os recorrentes da retenção e do recolhimento da contribuição social ou do seu recolhimento por sub-rogação sobre a “receita bruta proveniente da comercialização da produção rural” de empregadores, pessoas naturais, fornecedores de bovinos para abate, declarando a inconstitucionalidade do artigo 1... da Lei n 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei n 8.212/91, com redação atualizada até a Lei n 9.528/97, até que legislação nova, arrimada na Emenda Constitucional n 20/98, venha a instituir a contribuição, tudo na forma do pedido inicial, invertidos os ônus da sucumbência (folha 699) (Recurso Extraordinário n 363.852, Relator o Ministro Marco Aurélio, Pleno, DJe 23.4.2010 ). Ex positis, dou provimento ao recurso extraordinário, para afastar a incidência da contribuição social exigida do produtor rural empregador pessoa física sobre a receita bruta proveniente da comercialização de sua produção. Devolvam-se os autos ao Tribunal de origem, para examinar o pedido subsidiário relativo à restituição do indébito tributário.” A agravante sustenta ser devida a contribuição do empregador rural pessoa natural e, consectariamente, revela-se incabível a pretensão de repetição de indébito ou a compensação. A assertiva tem como base o entendimento quanto à legitimidade da contribuição previdenciária por todos os empregadores, nos termos do artigo 195, inciso I, da Constituição Federal, combinando com o artigo 194 da Constituição, no qual está estabelecida a observância da ‘equidade na forma de participação no custeio’. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Relatório Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS Diz que, em face da dificuldade de se recolher a contribuição previdenciária sobre a folha de salário dos empregadores rurais, a Lei n 8.540/92 modificou a forma de cálculo da contribuição desses empregadores, que passaram a contribuir sobre a comercialização de sua produção (artigo 25 da Lei n 8.212/91). Tem-se, então, que não se criou nenhuma contribuição nova para os empregadores rurais, porquanto está expresso no referido artigo: A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição de que tratam os incisos I e II do art. 22, e a do segurado especial, referidos, respectivamente, na alínea “a” do inciso V e no inciso VII do art. 12 desta lei, destinada à Seguridade Social, é de (...). Desse modo, o Supremo Tribunal Federal, no precedente Recurso Extraordinário n 363.852, relator Ministro Marco Aurélio, entendeu inconstitucional a técnica de cálculo da contribuição, pois a instituição da contribuição já se encontrava prevista no Texto Constitucional, mas somente foi afastada a aplicação da Lei n 9.528/97, que teria modificado as disposições da legislação anterior. Assim, sendo nulas as modificações advindas pela Lei n 9.528/97, em virtude da inconstitucionalidade declarada, ter-se-ia a aplicação da legislação anterior, considerando o fenômeno da ‘repristinação constitucional’. Estabelecidas essas premissas, a agravante afirma a inexistência de isenção para os empregadores rurais. Portanto, a contribuição previdenciária continua a ser devida por todos os empregadores e o empregador rural pessoa física deverá recolher a contribuição sobre a forma da lei anterior – a Lei n 8.212/91. Consequentemente, o recurso extraordinário deveria ser parcialmente provido. A segunda tese sustentada pela União Federal tem pertinência com promulgação da EC 20/98 e a aplicação do artigo 462 do Código de Processo Civil à espécie, tendo em conta a superveniente edição da Lei n 10.256/2001, que veio dar nova disciplina à incidência da contribuição devida pelo produtor rural empregador pessoa física, razão pela qual não se relava admissível falar em repetição de indébito ou em restituição dos 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS Diz que, em face da dificuldade de se recolher a contribuição previdenciária sobre a folha de salário dos empregadores rurais, a Lei n 8.540/92 modificou a forma de cálculo da contribuição desses empregadores, que passaram a contribuir sobre a comercialização de sua produção (artigo 25 da Lei n 8.212/91). Tem-se, então, que não se criou nenhuma contribuição nova para os empregadores rurais, porquanto está expresso no referido artigo: A contribuição do empregador rural pessoa física, em substituição à contribuição de que tratam os incisos I e II do art. 22, e a do segurado especial, referidos, respectivamente, na alínea “a” do inciso V e no inciso VII do art. 12 desta lei, destinada à Seguridade Social, é de (...). Desse modo, o Supremo Tribunal Federal, no precedente Recurso Extraordinário n 363.852, relator Ministro Marco Aurélio, entendeu inconstitucional a técnica de cálculo da contribuição, pois a instituição da contribuição já se encontrava prevista no Texto Constitucional, mas somente foi afastada a aplicação da Lei n 9.528/97, que teria modificado as disposições da legislação anterior. Assim, sendo nulas as modificações advindas pela Lei n 9.528/97, em virtude da inconstitucionalidade declarada, ter-se-ia a aplicação da legislação anterior, considerando o fenômeno da ‘repristinação constitucional’. Estabelecidas essas premissas, a agravante afirma a inexistência de isenção para os empregadores rurais. Portanto, a contribuição previdenciária continua a ser devida por todos os empregadores e o empregador rural pessoa física deverá recolher a contribuição sobre a forma da lei anterior – a Lei n 8.212/91. Consequentemente, o recurso extraordinário deveria ser parcialmente provido. A segunda tese sustentada pela União Federal tem pertinência com promulgação da EC 20/98 e a aplicação do artigo 462 do Código de Processo Civil à espécie, tendo em conta a superveniente edição da Lei n 10.256/2001, que veio dar nova disciplina à incidência da contribuição devida pelo produtor rural empregador pessoa física, razão pela qual não se relava admissível falar em repetição de indébito ou em restituição dos 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Relatório Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS valores cobrados, mas tão somente em nova apuração do tributo segundo a base de cálculo anterior. Pede, por isso, a reconsideração da decisão agravada ou, sendo outro o entendimento, que o processo seja submetido ao Colegiado, para o fim dar provimento parcial ao recurso extraordinário. É o relatório. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS valores cobrados, mas tão somente em nova apuração do tributo segundo a base de cálculo anterior. Pede, por isso, a reconsideração da decisão agravada ou, sendo outro o entendimento, que o processo seja submetido ao Colegiado, para o fim dar provimento parcial ao recurso extraordinário. É o relatório. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859536. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 546.065 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Revela-se insubsistente a pretensão da recorrente, de ver aplicada à espécie, em virtude do fenômeno da repristinação, as disposições da Lei n 8.212/91, artigo 25, no que disciplina a contribuição devida por produtor rural empregador pessoa natural. A decisão pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário n 363.852/MG, mediante a qual foi declarada a inconstitucionalidade do artigo 1... da Lei n 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei n 8.212/91, com a redação atualizada até a Lei n 9.528/97, abarcou toda a disciplina relacionada com a contribuição devida pelo produtor rural empregador pessoa natural, anterior à promulgação da Emenda Constitucional n 20/98. Com escopo de demonstrar o quanto afirmado acima, cumpre transcrever, no interesse para o deslinde da causa, os fundamentos do voto condutor do acórdão acima mencionado, in verbis: “(...) O artigo 195 da Carta da República, ao revelar, no inciso I, as balizas primárias da contribuição do empregador, alude à “folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício”; à receita ou ao faturamento e ao lucro – alíneas “a”, “b” e “c”. A previsão é exaustiva quanto aos fatos que podem dar causa à obrigação de financiamento da seguridade social. Na redação primitiva, anterior à Emenda Constitucional n 20/98, tratando-se de empregador, a contribuição decorreria de folha de salários, do faturamento ou do lucro, não surgindo a possibilidade de se ter cumulação em virtude de ato normativo ordinário. Somente a Constituição Federal é que, considerado o mesmo fenômeno jurídico, pode abrir exceção à unicidade de incidência de contribuição. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 546.065 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Revela-se insubsistente a pretensão da recorrente, de ver aplicada à espécie, em virtude do fenômeno da repristinação, as disposições da Lei n 8.212/91, artigo 25, no que disciplina a contribuição devida por produtor rural empregador pessoa natural. A decisão pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Recurso Extraordinário n 363.852/MG, mediante a qual foi declarada a inconstitucionalidade do artigo 1... da Lei n 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei n 8.212/91, com a redação atualizada até a Lei n 9.528/97, abarcou toda a disciplina relacionada com a contribuição devida pelo produtor rural empregador pessoa natural, anterior à promulgação da Emenda Constitucional n 20/98. Com escopo de demonstrar o quanto afirmado acima, cumpre transcrever, no interesse para o deslinde da causa, os fundamentos do voto condutor do acórdão acima mencionado, in verbis: “(...) O artigo 195 da Carta da República, ao revelar, no inciso I, as balizas primárias da contribuição do empregador, alude à “folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício”; à receita ou ao faturamento e ao lucro – alíneas “a”, “b” e “c”. A previsão é exaustiva quanto aos fatos que podem dar causa à obrigação de financiamento da seguridade social. Na redação primitiva, anterior à Emenda Constitucional n 20/98, tratando-se de empregador, a contribuição decorreria de folha de salários, do faturamento ou do lucro, não surgindo a possibilidade de se ter cumulação em virtude de ato normativo ordinário. Somente a Constituição Federal é que, considerado o mesmo fenômeno jurídico, pode abrir exceção à unicidade de incidência de contribuição. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS (…) Cumpre assentar, como premissa constitucional, que, no tocante ao faturamento e ao financiamento do gênero “seguridade social”, conta-se apenas com essas duas exceções [as dos artigos 239 e 240]. A regra, dada a previsão da alínea “b” do inciso I do referido artigo 195, é a incidência da contribuição social sobre o faturamento, para financiar a seguridade social instituída pela Lei Complementar n 70, de 30 de dezembro de 1991, a obrigar não só as pessoas jurídicas, como também aquelas a elas equiparadas pela legislação do imposto sobre a renda – artigo 1... da citada lei complementar. Já aqui surge duplicidade contrária à Carta da República, no que, conforme o artigo 25, incisos I e II, da Lei n 8.212, de 24 de julho de 1991, o produtor rural passou a estar compelido a duplo recolhimento, com a mesma destinação, ou seja, o financiamento da seguridade social - recolhe, a partir do disposto no artigo 195, inciso I, alínea “b”, a COFINS e a contribuição prevista no referido artigo 25. Vale dizer que, no artigo 195, tem-se contemplada situação única em que o produtor rural contribui para a seguridade social mediante aplicação de alíquota sobre o resultado de comercialização da produção, ante o disposto no § 8... do citado artigo 195. (…) Cumpre ter presente, até mesmo, a regra do inciso II do artigo 150 da Constituição Federal, no que veda instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. De acordo com o artigo 195, § 8..., do Diploma Maior, se o produtor não possui empregados, fica compelido, inexistente a base de incidência da contribuição – a folha de salários – a recolher percentual sobre o resultado da comercialização da produção. Se, ao contrário, conta com empregados, estará obrigado não só ao recolhimento sobre a folha de salários, como também, levando em conta o faturamento, da Contribuição Social para Financiamento da Seguridade Social – COFINS e da prevista – tomada a mesma base de incidência, o valor comercializado – no artigo 25 da Lei n 8.212/91. Assim, não fosse suficiente a duplicidade, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS (…) Cumpre assentar, como premissa constitucional, que, no tocante ao faturamento e ao financiamento do gênero “seguridade social”, conta-se apenas com essas duas exceções [as dos artigos 239 e 240]. A regra, dada a previsão da alínea “b” do inciso I do referido artigo 195, é a incidência da contribuição social sobre o faturamento, para financiar a seguridade social instituída pela Lei Complementar n 70, de 30 de dezembro de 1991, a obrigar não só as pessoas jurídicas, como também aquelas a elas equiparadas pela legislação do imposto sobre a renda – artigo 1... da citada lei complementar. Já aqui surge duplicidade contrária à Carta da República, no que, conforme o artigo 25, incisos I e II, da Lei n 8.212, de 24 de julho de 1991, o produtor rural passou a estar compelido a duplo recolhimento, com a mesma destinação, ou seja, o financiamento da seguridade social - recolhe, a partir do disposto no artigo 195, inciso I, alínea “b”, a COFINS e a contribuição prevista no referido artigo 25. Vale dizer que, no artigo 195, tem-se contemplada situação única em que o produtor rural contribui para a seguridade social mediante aplicação de alíquota sobre o resultado de comercialização da produção, ante o disposto no § 8... do citado artigo 195. (…) Cumpre ter presente, até mesmo, a regra do inciso II do artigo 150 da Constituição Federal, no que veda instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. De acordo com o artigo 195, § 8..., do Diploma Maior, se o produtor não possui empregados, fica compelido, inexistente a base de incidência da contribuição – a folha de salários – a recolher percentual sobre o resultado da comercialização da produção. Se, ao contrário, conta com empregados, estará obrigado não só ao recolhimento sobre a folha de salários, como também, levando em conta o faturamento, da Contribuição Social para Financiamento da Seguridade Social – COFINS e da prevista – tomada a mesma base de incidência, o valor comercializado – no artigo 25 da Lei n 8.212/91. Assim, não fosse suficiente a duplicidade, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS considerado o faturamento, tem-se, ainda, a quebra da isonomia. (…) Assentou o Plenário que o § do artigo 25 da Lei n 8.870/94 fulminado [julgamento da ADI n 1103/DF] ensejara fonte de custeio sem observância do § 4... do artigo 195 da Constituição Federal, ou seja, sem a vinda à balha de lei complementar. O enfoque serve, sob o ângulo da exigência desta última, no tocante à disposição do artigo 25 da Lei n 8.212/91. É que, mediante lei ordinária, versou-se a incidência de contribuição sobre a proveniente da comercialização pelo empregador rural, pessoa natural. (…) Também sob esse prisma procede a irresignação, entendendo-se que comercialização da produção é algo diverso de faturamento e este não se confunde com receita, tanto assim que a Emenda Constitucional n 20/98 inseriu, ao lado do vocábulo “faturamento”, no inciso I do artigo 195, o vocábulo “receita”. Então, não há com deixar de assentar que a nova fonte deveria estar estabelecida em lei complementar. O mesmo enfoque serve a rechaçar a óptica daqueles que vislumbram, no artigo 25, incisos I e II, da Lei n] 8.212/91, a majoração da alíquota alusiva à citada contribuição que está prevista na lei Complementar n 70/91”. Esses os fundamentos que serviram à declaração de inconstitucionalidade do artigo 1... da Lei n 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei n 8.212/91, com redação atualizada até a Lei n 9.528/97, até que legislação nova, arrimada na Emenda Constitucional n 20/98, venha a instituir a contribuição. Significa dizer que toda disciplina relacionada à contribuição devida por produtor rural empregador pessoa natural à seguridade social é inconstitucional, devendo legislação nova, editada com base na EC 20/98, vir instituir a contribuição. Daí a impossibilidade de se falar em ocorrência do “fenômeno da repristinação”. No que concerne à pretensão de, com base no artigo 462 do Código de Processo Civil, ver aplicada ao caso em exame a Lei n 10.256/2001, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS considerado o faturamento, tem-se, ainda, a quebra da isonomia. (…) Assentou o Plenário que o § do artigo 25 da Lei n 8.870/94 fulminado [julgamento da ADI n 1103/DF] ensejara fonte de custeio sem observância do § 4... do artigo 195 da Constituição Federal, ou seja, sem a vinda à balha de lei complementar. O enfoque serve, sob o ângulo da exigência desta última, no tocante à disposição do artigo 25 da Lei n 8.212/91. É que, mediante lei ordinária, versou-se a incidência de contribuição sobre a proveniente da comercialização pelo empregador rural, pessoa natural. (…) Também sob esse prisma procede a irresignação, entendendo-se que comercialização da produção é algo diverso de faturamento e este não se confunde com receita, tanto assim que a Emenda Constitucional n 20/98 inseriu, ao lado do vocábulo “faturamento”, no inciso I do artigo 195, o vocábulo “receita”. Então, não há com deixar de assentar que a nova fonte deveria estar estabelecida em lei complementar. O mesmo enfoque serve a rechaçar a óptica daqueles que vislumbram, no artigo 25, incisos I e II, da Lei n] 8.212/91, a majoração da alíquota alusiva à citada contribuição que está prevista na lei Complementar n 70/91”. Esses os fundamentos que serviram à declaração de inconstitucionalidade do artigo 1... da Lei n 8.540/92, que deu nova redação aos artigos 12, incisos V e VII, 25, incisos I e II, e 30, inciso IV, da Lei n 8.212/91, com redação atualizada até a Lei n 9.528/97, até que legislação nova, arrimada na Emenda Constitucional n 20/98, venha a instituir a contribuição. Significa dizer que toda disciplina relacionada à contribuição devida por produtor rural empregador pessoa natural à seguridade social é inconstitucional, devendo legislação nova, editada com base na EC 20/98, vir instituir a contribuição. Daí a impossibilidade de se falar em ocorrência do “fenômeno da repristinação”. No que concerne à pretensão de, com base no artigo 462 do Código de Processo Civil, ver aplicada ao caso em exame a Lei n 10.256/2001, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS superveniente à EC 20/98, que veio dar nova disciplina à referida contribuição devida por produtor rural empregador pessoa natural, vale recordar que o efeito devolutivo do recurso extraordinário está limitado ao que decidido pelo Tribunal de origem. Por outro lado, há de ser considerada também a data de vigência da lei instituidora da contribuição e aquela em que ocorrido o fato gerador da exação, assentando a impossibilidade de retroação da lei tributária para alcançar fatos geradores anteriores à sua vigência. Ademais, consoante jurisprudência assente na Corte, a aplicação do disposto no artigo 462 do Código de Processo Civil em recurso extraordinário está adstrito às hipóteses excepcionais e de modificação ou de deslocamento de competência. Nesse sentido são os seguintes julgados: ARE(Edcl) n 664.045, relator Ministro Dias Toffoli, DJe de 26.10.2012; AI (Agr-EDcl) n 776.225/SP, relator Ministro Gilmar Mendes, DJe de 19.06.2012; Recurso Extraordinário (AgR) n 490.076-RS, relator Ministro Eros Grau, DJ de 29.06.2007; e, ARE (Edcl) n 670.497/SP, de minha relatoria, cuja ementa está assim redigida: “EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO ADMINISTRATIVO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO. SALÁRIO MÍNIMO. LEI COMPLEMENTAR 432/85 DO ESTADO DE SÃO PAULO. NÃO-RECEPÇÃO. CONGELAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. MANUTENÇÃO DA BASE DE CÁLCULO VIGENTE ATÉ QUE SEJA EDITADA LEI DISCIPLINANDO A QUESTÃO. ALEGADA LEI SUPERVENIENTE. FATO NOVO. ARTIGO 462 DO Código de Processo Civil. INAPLICABILIDADE EM SEDE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837- ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS superveniente à EC 20/98, que veio dar nova disciplina à referida contribuição devida por produtor rural empregador pessoa natural, vale recordar que o efeito devolutivo do recurso extraordinário está limitado ao que decidido pelo Tribunal de origem. Por outro lado, há de ser considerada também a data de vigência da lei instituidora da contribuição e aquela em que ocorrido o fato gerador da exação, assentando a impossibilidade de retroação da lei tributária para alcançar fatos geradores anteriores à sua vigência. Ademais, consoante jurisprudência assente na Corte, a aplicação do disposto no artigo 462 do Código de Processo Civil em recurso extraordinário está adstrito às hipóteses excepcionais e de modificação ou de deslocamento de competência. Nesse sentido são os seguintes julgados: ARE(Edcl) n 664.045, relator Ministro Dias Toffoli, DJe de 26.10.2012; AI (Agr-EDcl) n 776.225/SP, relator Ministro Gilmar Mendes, DJe de 19.06.2012; Recurso Extraordinário (AgR) n 490.076-RS, relator Ministro Eros Grau, DJ de 29.06.2007; e, ARE (Edcl) n 670.497/SP, de minha relatoria, cuja ementa está assim redigida: “EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DIREITO ADMINISTRATIVO. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. BASE DE CÁLCULO. SALÁRIO MÍNIMO. LEI COMPLEMENTAR 432/85 DO ESTADO DE SÃO PAULO. NÃO-RECEPÇÃO. CONGELAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. MANUTENÇÃO DA BASE DE CÁLCULO VIGENTE ATÉ QUE SEJA EDITADA LEI DISCIPLINANDO A QUESTÃO. ALEGADA LEI SUPERVENIENTE. FATO NOVO. ARTIGO 462 DO Código de Processo Civil. INAPLICABILIDADE EM SEDE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. (Precedentes: Pet 4.837- ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 5.4.2011). 2. Ao Poder Judiciário não é dado atuar como legislador positivo, razão pela qual, a despeito da impossibilidade de vinculação do adicional de insalubridade ao salário mínimo ante a vedação constitucional, deve ser mantida essa base de cálculo até que seja editada lei disciplinando a questão. Precedentes: AI 714.188-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 31/01/2011; Recurso Extraordinário 597.910-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 23/02/2011; AI 344.269- AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 06/08/2009; e Recurso Extraordinário 463.635-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe de 09/10/2008. 3. A superveniência de lei no âmbito estadual fixando nova base de cálculo para o adicional de insalubridade não tem o condão de influenciar no deslinde da controvérsia, porquanto a jurisprudência desta Suprema Corte firmou orientação no sentido de que é inviável a apreciação de fato novo em sede de recurso extraordinário. Precedentes. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Ação ajuizada por servidores públicos estaduais que se insurgem contra os critérios previstos na Lei Complementar Estadual 432/1985 Alegação de inconstitucionalidade da vinculação de qualquer vantagem ao salário mínimo com o pedido para que seja fixada judicialmente nova base de cálculo para o adicional Previsão no artigo 7..., inciso IV, da Constituição Federal, que veda qualquer espécie de vinculação ao salário mínimo Não recepção do regramento estadual pela Constituição Federal Impossibilidade, ademais, de fixação de nova base de cálculo pelo Judiciário sob pena de violação ao princípio da separação dos Poderes Súmula Vinculante n 4 Análise dos precedentes que comprovam a plena aplicabilidade ao caso do enunciado vinculante do E. Supremo Tribunal Federal. Recurso não provido.” 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 5.4.2011). 2. Ao Poder Judiciário não é dado atuar como legislador positivo, razão pela qual, a despeito da impossibilidade de vinculação do adicional de insalubridade ao salário mínimo ante a vedação constitucional, deve ser mantida essa base de cálculo até que seja editada lei disciplinando a questão. Precedentes: AI 714.188-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 31/01/2011; Recurso Extraordinário 597.910-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 23/02/2011; AI 344.269- AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 06/08/2009; e Recurso Extraordinário 463.635-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe de 09/10/2008. 3. A superveniência de lei no âmbito estadual fixando nova base de cálculo para o adicional de insalubridade não tem o condão de influenciar no deslinde da controvérsia, porquanto a jurisprudência desta Suprema Corte firmou orientação no sentido de que é inviável a apreciação de fato novo em sede de recurso extraordinário. Precedentes. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Ação ajuizada por servidores públicos estaduais que se insurgem contra os critérios previstos na Lei Complementar Estadual 432/1985 Alegação de inconstitucionalidade da vinculação de qualquer vantagem ao salário mínimo com o pedido para que seja fixada judicialmente nova base de cálculo para o adicional Previsão no artigo 7..., inciso IV, da Constituição Federal, que veda qualquer espécie de vinculação ao salário mínimo Não recepção do regramento estadual pela Constituição Federal Impossibilidade, ademais, de fixação de nova base de cálculo pelo Judiciário sob pena de violação ao princípio da separação dos Poderes Súmula Vinculante n 4 Análise dos precedentes que comprovam a plena aplicabilidade ao caso do enunciado vinculante do E. Supremo Tribunal Federal. Recurso não provido.” 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS 5. Agravo regimental desprovido” Acrescente-se, por ser oportuno, a inaplicabilidade ao caso em exame do disposto no enunciado da Súmula 456 do Supremo Tribunal Federal (“O Supremo Tribunal, conhecendo do recurso extraordinário, julgará a causa, aplicando o direito à espécie”), tal com pretendeu a recorrente para, assim, fazer incidir as disposições da Lei n 10.256/2001. O entendimento elastecido do que se contém no enunciado do referido verbete implicaria compelir esta Corte a dar aplicação a tantas leis supervenientes à admissibilidade do recurso extraordinário submetido à sua apreciação, sem que tais disposições legais sequer tenham sido ventiladas no juízo de origem ou sobre elas tenha o Tribunal exprimido entendimento. Restaria ao largo a natureza de recurso extraordinário, de fundamentação vinculada e de efeito devolutivo adstrito ao que decidido na Corte a qua. Desse modo, uma vez conhecido o recurso extraordinário, somente se admite a apreciação das questões que mereceram considerações na instância de origem, sob pena de se permitir julgamento de instância única e na fase extraordinária sobre a matéria jamais ventilada nas instâncias ordinárias, o que, ao contrario sensu, seria infringente do disposto no artigo 102, III, da Constituição Federal. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS 5. Agravo regimental desprovido” Acrescente-se, por ser oportuno, a inaplicabilidade ao caso em exame do disposto no enunciado da Súmula 456 do Supremo Tribunal Federal (“O Supremo Tribunal, conhecendo do recurso extraordinário, julgará a causa, aplicando o direito à espécie”), tal com pretendeu a recorrente para, assim, fazer incidir as disposições da Lei n 10.256/2001. O entendimento elastecido do que se contém no enunciado do referido verbete implicaria compelir esta Corte a dar aplicação a tantas leis supervenientes à admissibilidade do recurso extraordinário submetido à sua apreciação, sem que tais disposições legais sequer tenham sido ventiladas no juízo de origem ou sobre elas tenha o Tribunal exprimido entendimento. Restaria ao largo a natureza de recurso extraordinário, de fundamentação vinculada e de efeito devolutivo adstrito ao que decidido na Corte a qua. Desse modo, uma vez conhecido o recurso extraordinário, somente se admite a apreciação das questões que mereceram considerações na instância de origem, sob pena de se permitir julgamento de instância única e na fase extraordinária sobre a matéria jamais ventilada nas instâncias ordinárias, o que, ao contrario sensu, seria infringente do disposto no artigo 102, III, da Constituição Federal. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859537. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Extrato de Ata - 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 546.065 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE VERA BENÍCIO BASTOS ADV.(A/S) : LISIANI CALVANO PEREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857593 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 546.065 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : ESPÓLIO DE VERA BENÍCIO BASTOS ADV.(A/S) : LISIANI CALVANO PEREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857593 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 546 . 065", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 363 . 852 / MG", "Recurso Extraordinário 363852", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 363 . 852 / MG", "Recurso Extraordinário 363852", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "ARE ( Edcl ) n 664 . 045", "AI ( Agr - EDcl ) n 776 . 225 / SP", "Recurso Extraordinário ( AgR ) n 490 . 076 - RS", "ARE", "Edcl ) n 670 . 497 / SP", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "ARE", "(", "Edcl ) n 664 . 045", "AI (", "Agr -", "EDcl ) n 776 . 225 / SP", "Recurso Extraordinário ( AgR ) n 490 . 076 - RS", "ARE", "(", "Edcl ) n 670 . 497 / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 546 . 065", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 546 . 065", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 363 . 852 / MG", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 363 . 852 / MG", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 363852", "Recurso Extraordinário 546065 AGR", "Recurso Extraordinário 363852", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 363 . 852 / MG", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 363 . 852 / MG", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 363 . 852", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 363 . 852", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 363 . 852", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "Recurso Extraordinário n 363 . 852", "Recurso Extraordinário 546065", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 546 . 065", "Recurso Extraordinário n 363 . 852 / MG", "Recurso Extraordinário n 363 . 852 / MG", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "ADI n 1103 / DF", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "ADI n 1103 / DF", "Recurso Extraordinário 546065 AGR / RS", "ARE ( Edcl ) n 664 . 045", "AI ( Agr - 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Fux", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ESPÓLIO DE VERA BENÍCIO BASTOS", "LISIANI CALVANO PEREIRA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ESPÓLIO DE VERA BENÍCIO BASTOS", "LISIANI CALVANO PEREIRA", "LUIZ FUX", "José Carlos Barbosa Moreira", "José Carlos Barbosa Moreira", "MARCO AURÉLIO", "Vera Benício Bastos", "MARCO AURÉLIO", "Vera Benício Bastos", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Hugo de Brito Machado", "Hugo de Brito Machado", "Hugo de Brito Machado", "Hugo de Brito Machado Segundo", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Eros Grau", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Eros Grau", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "ESPÓLIO DE VERA BENÍCIO BASTOS", "LISIANI CALVANO PEREIRA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "ESPÓLIO", "VERA BENÍCIO BASTOS", "LISIANI CALVANO PEREIRA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2010", "22", "-", "04", "-", "2010", "23", "-", "04", "-", "2010", "2010", "26", ".", "10", ".", "2012", "19", ".", "06", ".", "2012", "29", ".", "06", ".", "2007", "14 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "02", "/", "2010", "22", "-", "04", "-", "2010", "23", "-", "04", "-", "2010", "2010", "26", ".", "10", ".", "2012", "19", ".", "06", ".", 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".", "2011", "9", ".", "3", ".", "2011", "5", ".", "4", ".", "2011", "31", "/", "01", "/", "2011", "23", "/", "02", "/", "2011", "06", "/", "08", "/", "2009", "09", "/", "10", "/", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "14", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 477.730 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :SEVERINO DOS RAMOS DA SILVA ADV.(A/S) :FRANCISCO SOARES DE QUEIROZ RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838685. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão RE 477730 AGR / RN Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838685. Supremo Tribunal Federal RE 477730 AGR / RN Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838685. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 477.730 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :SEVERINO DOS RAMOS DA SILVA ADV.(A/S) :FRANCISCO SOARES DE QUEIROZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 198 e 199, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência - a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte negou provimento à apelação, os ante seguintes fundamentos (folha 67): Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838686. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 477.730 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :SEVERINO DOS RAMOS DA SILVA ADV.(A/S) :FRANCISCO SOARES DE QUEIROZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 198 e 199, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência - a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte negou provimento à apelação, os ante seguintes fundamentos (folha 67): Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório RE 477730 AGR / RN [...] Assente–se, por oportuno, que, com a admissibilidade, em sede de embargos à execução, da aplicação do índice de 11,98%, não se verificou atentado à coisa julgada da sentença de mérito que instrui o feito executório. Ocorre que, examinando os autos, denota–se que a sentença executada não cuidou, em sua parte dispositiva, de determinar o índice a ser utilizado para efeitos de conversão da remuneração dos apelados, estabelecendo apenas que tal procedimento deveria observar a forma insculpida na Lei nº 8.880/94. Deste modo, inexistindo na sentença ampara o pleito executório menção ao índice a ser aplicado para a realização da conversão, não há que se falar em afronta à coisa julgada. Assim, ao entender o julgador, nos embargos à execução, possível o uso do mencionado índice, não apreciou matéria já analisada e insuscetível de modificação. […] As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. 2. Acresce que, no caso dos autos, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nºs 282 e 356 da Súmula desta Corte. Sob o ângulo da falta de fundamentação, verifica–se a não–interposição de embargos declaratórios, ficando afastada a possibilidade de concluir–se pela ofensa ao 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838686. Supremo Tribunal Federal RE 477730 AGR / RN [...] Assente–se, por oportuno, que, com a admissibilidade, em sede de embargos à execução, da aplicação do índice de 11,98%, não se verificou atentado à coisa julgada da sentença de mérito que instrui o feito executório. Ocorre que, examinando os autos, denota–se que a sentença executada não cuidou, em sua parte dispositiva, de determinar o índice a ser utilizado para efeitos de conversão da remuneração dos apelados, estabelecendo apenas que tal procedimento deveria observar a forma insculpida na Lei nº 8.880/94. Deste modo, inexistindo na sentença ampara o pleito executório menção ao índice a ser aplicado para a realização da conversão, não há que se falar em afronta à coisa julgada. Assim, ao entender o julgador, nos embargos à execução, possível o uso do mencionado índice, não apreciou matéria já analisada e insuscetível de modificação. […] As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. 2. Acresce que, no caso dos autos, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nºs 282 e 356 da Súmula desta Corte. Sob o ângulo da falta de fundamentação, verifica–se a não–interposição de embargos declaratórios, ficando afastada a possibilidade de concluir–se pela ofensa ao 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório RE 477730 AGR / RN artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 3. Pelas razões acima, nego seguimento a este extraordinário. 4. Publiquem. O Estado do Rio Grande do Norte insiste na ofensa ao inciso XXXVI do artigo 5º da Constituição Federal. Discorre sobre o tema de fundo, sustentando a aplicação da limitação temporal preconizada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 1.797, independentemente de prequestionamento. Afirma que o Tribunal de origem não seguiu os critérios estabelecidos na Lei nº 8.880/94, como determinado no processo cognitivo. Os agravados, apesar de intimados, não apresentaram contraminuta (certidão de folha 218). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838686. Supremo Tribunal Federal RE 477730 AGR / RN artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 3. Pelas razões acima, nego seguimento a este extraordinário. 4. Publiquem. O Estado do Rio Grande do Norte insiste na ofensa ao inciso XXXVI do artigo 5º da Constituição Federal. Discorre sobre o tema de fundo, sustentando a aplicação da limitação temporal preconizada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 1.797, independentemente de prequestionamento. Afirma que o Tribunal de origem não seguiu os critérios estabelecidos na Lei nº 8.880/94, como determinado no processo cognitivo. Os agravados, apesar de intimados, não apresentaram contraminuta (certidão de folha 218). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 477.730 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador do Estado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte concluiu pela não ocorrência da coisa julgada ante a inexistência, na sentença, de menção ao índice aplicável na conversão. Observou, ainda, não ter havido inobservância quanto à aplicação do artigo 22 da Lei nº 8.880/94 ao caso. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Tribunal de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria. A par deste aspecto, com exceção do inciso XXXVI do artigo 5º do Diploma Maior, não foram examinados, na origem, os demais preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838687. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 477.730 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador do Estado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte concluiu pela não ocorrência da coisa julgada ante a inexistência, na sentença, de menção ao índice aplicável na conversão. Observou, ainda, não ter havido inobservância quanto à aplicação do artigo 22 da Lei nº 8.880/94 ao caso. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Tribunal de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria. A par deste aspecto, com exceção do inciso XXXVI do artigo 5º do Diploma Maior, não foram examinados, na origem, os demais preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838687. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 477730 AGR / RN PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Este agravo ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício dos agravados. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838687. Supremo Tribunal Federal RE 477730 AGR / RN PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Este agravo ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício dos agravados. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838687. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 477.730 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : SEVERINO DOS RAMOS DA SILVA ADV.(A/S) : FRANCISCO SOARES DE QUEIROZ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857587 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 477.730 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : SEVERINO DOS RAMOS DA SILVA ADV.(A/S) : FRANCISCO SOARES DE QUEIROZ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857587 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3872737
2013-05-14T00:00:00
2013-05-28T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
sjur231553
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 541696 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 04/06/2013, TBC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
477730
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00036 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-008880 ANO-1994\r\n ART-00022 \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 477730 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : SEVERINO DOS RAMOS DA SILVA ADV.(A/S) : FRANCISCO SOARES DE QUEIROZ
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Ementa e Acórdão 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 477.730 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :SEVERINO DOS RAMOS DA SILVA ADV.(A/S) :FRANCISCO SOARES DE QUEIROZ RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838685. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 477730 AGR / RN Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838685. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 477730 AGR / RN Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838685. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 477.730 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :SEVERINO DOS RAMOS DA SILVA ADV.(A/S) :FRANCISCO SOARES DE QUEIROZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 198 e 199, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência - a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte negou provimento à apelação, os ante seguintes fundamentos (folha 67): Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838686. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 477.730 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) :SEVERINO DOS RAMOS DA SILVA ADV.(A/S) :FRANCISCO SOARES DE QUEIROZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 198 e 199, neguei seguimento ao extraordinário, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência - a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte negou provimento à apelação, os ante seguintes fundamentos (folha 67): Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 477730 AGR / RN [...] Assente–se, por oportuno, que, com a admissibilidade, em sede de embargos à execução, da aplicação do índice de 11,98%, não se verificou atentado à coisa julgada da sentença de mérito que instrui o feito executório. Ocorre que, examinando os autos, denota–se que a sentença executada não cuidou, em sua parte dispositiva, de determinar o índice a ser utilizado para efeitos de conversão da remuneração dos apelados, estabelecendo apenas que tal procedimento deveria observar a forma insculpida na Lei n 8.880/94. Deste modo, inexistindo na sentença ampara o pleito executório menção ao índice a ser aplicado para a realização da conversão, não há que se falar em afronta à coisa julgada. Assim, ao entender o julgador, nos embargos à execução, possível o uso do mencionado índice, não apreciou matéria já analisada e insuscetível de modificação. […] As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. 2. Acresce que, no caso dos autos, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes ns 282 e 356 da Súmula desta Corte. Sob o ângulo da falta de fundamentação, verifica–se a não–interposição de embargos declaratórios, ficando afastada a possibilidade de concluir–se pela ofensa ao 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838686. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 477730 AGR / RN [...] Assente–se, por oportuno, que, com a admissibilidade, em sede de embargos à execução, da aplicação do índice de 11,98%, não se verificou atentado à coisa julgada da sentença de mérito que instrui o feito executório. Ocorre que, examinando os autos, denota–se que a sentença executada não cuidou, em sua parte dispositiva, de determinar o índice a ser utilizado para efeitos de conversão da remuneração dos apelados, estabelecendo apenas que tal procedimento deveria observar a forma insculpida na Lei n 8.880/94. Deste modo, inexistindo na sentença ampara o pleito executório menção ao índice a ser aplicado para a realização da conversão, não há que se falar em afronta à coisa julgada. Assim, ao entender o julgador, nos embargos à execução, possível o uso do mencionado índice, não apreciou matéria já analisada e insuscetível de modificação. […] As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. 2. Acresce que, no caso dos autos, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes ns 282 e 356 da Súmula desta Corte. Sob o ângulo da falta de fundamentação, verifica–se a não–interposição de embargos declaratórios, ficando afastada a possibilidade de concluir–se pela ofensa ao 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 477730 AGR / RN artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 3. Pelas razões acima, nego seguimento a este extraordinário. 4. Publiquem. O Estado do Rio Grande do Norte insiste na ofensa ao inciso XXXVI do artigo 5... da Constituição Federal. Discorre sobre o tema de fundo, sustentando a aplicação da limitação temporal preconizada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n 1.797, independentemente de prequestionamento. Afirma que o Tribunal de origem não seguiu os critérios estabelecidos na Lei n 8.880/94, como determinado no processo cognitivo. Os agravados, apesar de intimados, não apresentaram contraminuta (certidão de folha 218). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838686. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 477730 AGR / RN artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 3. Pelas razões acima, nego seguimento a este extraordinário. 4. Publiquem. O Estado do Rio Grande do Norte insiste na ofensa ao inciso XXXVI do artigo 5... da Constituição Federal. Discorre sobre o tema de fundo, sustentando a aplicação da limitação temporal preconizada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n 1.797, independentemente de prequestionamento. Afirma que o Tribunal de origem não seguiu os critérios estabelecidos na Lei n 8.880/94, como determinado no processo cognitivo. Os agravados, apesar de intimados, não apresentaram contraminuta (certidão de folha 218). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838686. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 477.730 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador do Estado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte concluiu pela não ocorrência da coisa julgada ante a inexistência, na sentença, de menção ao índice aplicável na conversão. Observou, ainda, não ter havido inobservância quanto à aplicação do artigo 22 da Lei n 8.880/94 ao caso. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Tribunal de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria. A par deste aspecto, com exceção do inciso XXXVI do artigo 5... do Diploma Maior, não foram examinados, na origem, os demais preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838687. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 477.730 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por procurador do Estado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte concluiu pela não ocorrência da coisa julgada ante a inexistência, na sentença, de menção ao índice aplicável na conversão. Observou, ainda, não ter havido inobservância quanto à aplicação do artigo 22 da Lei n 8.880/94 ao caso. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Tribunal de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência da matéria. A par deste aspecto, com exceção do inciso XXXVI do artigo 5... do Diploma Maior, não foram examinados, na origem, os demais preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838687. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 477730 AGR / RN PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Este agravo ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício dos agravados. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838687. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 477730 AGR / RN PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Este agravo ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício dos agravados. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838687. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 477.730 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : SEVERINO DOS RAMOS DA SILVA ADV.(A/S) : FRANCISCO SOARES DE QUEIROZ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857587 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 477.730 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE AGDO.(A/S) : SEVERINO DOS RAMOS DA SILVA ADV.(A/S) : FRANCISCO SOARES DE QUEIROZ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857587 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 477 . 730", "Recurso Extraordinário 477730 AGR / RN", "Recurso Extraordinário 477730 AGR /", "Recurso Extraordinário 477730 AGR / RN", "Recurso Extraordinário 477730 AGR / RN", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 1 . 797", "Recurso Extraordinário 477730 AGR / RN", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 1 . 797", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 477 . 730", "Verbete n 356 da Súmula do Supremo", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 477 . 730", "Verbete n 356 da Súmula do Supremo", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "Recurso Extraordinário 477730 AGR / RN", "Recurso Extraordinário 477730 AGR / RN", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 477 . 730", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 477 . 730" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 880 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 880 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Lei n 8 . 880 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "inciso XXXVI do artigo 5 . . . da Constituição Federal", "Lei n 8 . 880 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 22 da Lei n 8 . 880 / 94", "Carta da República", "inciso XXXVI do artigo 5 . . . do Diploma Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "/", "2001", "artigo 22 da Lei n 8 . 880 / 94", "Carta da República", "inciso", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", 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Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "SEVERINO DOS RAMOS DA SILVA", "FRANCISCO SOARES DE QUEIROZ", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "05", "/", "2013", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "14", "/", "05", "/", "2013", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "14", ".", "5", ".", "2013", 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Ementa e Acórdão 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.067 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :COOPERATIVA DOS TRANSPORTADORES AUTONOMOS DE CARGAS DE SAO CARLOS - COOPERTRANSC ADV.(A/S) :JOSÉ RUBENS HERNANDEZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NELSON CARDOSO DOS SANTOS ADV.(A/S) :ADIEL PINTO E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 7 de maio de 2013 MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796469. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.067 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :COOPERATIVA DOS TRANSPORTADORES AUTONOMOS DE CARGAS DE SAO CARLOS - COOPERTRANSC ADV.(A/S) :JOSÉ RUBENS HERNANDEZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NELSON CARDOSO DOS SANTOS ADV.(A/S) :ADIEL PINTO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 14 de fevereiro de 2013, proferi decisão de seguinte teor: RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA – AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE - DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência - a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796470. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.067 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :COOPERATIVA DOS TRANSPORTADORES AUTONOMOS DE CARGAS DE SAO CARLOS - COOPERTRANSC ADV.(A/S) :JOSÉ RUBENS HERNANDEZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NELSON CARDOSO DOS SANTOS ADV.(A/S) :ADIEL PINTO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 14 de fevereiro de 2013, proferi decisão de seguinte teor: RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA – AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE - DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência - a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796470. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 729067 AGR / SP fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que, no caso dos autos, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Apesar da interposição de embargos declaratórios, não houve debate e decisão prévios sobre a alegada violação aos incisos XVIII e XX do artigo 5º da Constituição Federal. Frise–se, por oportuno, que a recorrente não arguiu o vício de procedimento. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A Cooperativa dos Transportes Autônomos de Cargas de São Carlos, na minuta de agravo, insiste na demonstração de ofensa ao artigo 5º, incisos XVIII e XX, da Constituição Federal. Sustenta ter respeitado todos os procedimentos necessários para a demissão do agravado, sobretudo porque houve violação ao Estatuto Social, a justificar a exclusão do quadro associativo. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796470. Supremo Tribunal Federal ARE 729067 AGR / SP fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que, no caso dos autos, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Apesar da interposição de embargos declaratórios, não houve debate e decisão prévios sobre a alegada violação aos incisos XVIII e XX do artigo 5º da Constituição Federal. Frise–se, por oportuno, que a recorrente não arguiu o vício de procedimento. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A Cooperativa dos Transportes Autônomos de Cargas de São Carlos, na minuta de agravo, insiste na demonstração de ofensa ao artigo 5º, incisos XVIII e XX, da Constituição Federal. Sustenta ter respeitado todos os procedimentos necessários para a demissão do agravado, sobretudo porque houve violação ao Estatuto Social, a justificar a exclusão do quadro associativo. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796470. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.067 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo ao desprover os recursos, assentou: A questão cinge-se em definir a legalidade do ato decisório que culminou com a demissão do Autor. A mera tentativa do Autor de reunir o número de cooperados necessários para a destituição do Presidente, não pode ser vista como conduta grave ensejadora da sua eliminação da cooperativa, tipificada no termo "além dos outros motivos" do inciso I do artigo 11 como queria a Diretoria, mas antes exercício regular de seu direito. A demissão decorreu de reunião privativa da Diretoria (fls.100). A decisão de eliminação do cooperado não fora precedida de notificação prévia, com possibilidade de defesa, em ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa e ao artigo 11, inciso III do Estatuto Social. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796471. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.067 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo ao desprover os recursos, assentou: A questão cinge-se em definir a legalidade do ato decisório que culminou com a demissão do Autor. A mera tentativa do Autor de reunir o número de cooperados necessários para a destituição do Presidente, não pode ser vista como conduta grave ensejadora da sua eliminação da cooperativa, tipificada no termo "além dos outros motivos" do inciso I do artigo 11 como queria a Diretoria, mas antes exercício regular de seu direito. A demissão decorreu de reunião privativa da Diretoria (fls.100). A decisão de eliminação do cooperado não fora precedida de notificação prévia, com possibilidade de defesa, em ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa e ao artigo 11, inciso III do Estatuto Social. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 729067 AGR / SP sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796471. Supremo Tribunal Federal ARE 729067 AGR / SP sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.067 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : COOPERATIVA DOS TRANSPORTADORES AUTONOMOS DE CARGAS DE SAO CARLOS - COOPERTRANSC ADV.(A/S) : JOSÉ RUBENS HERNANDEZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NELSON CARDOSO DOS SANTOS ADV.(A/S) : ADIEL PINTO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813498 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.067 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : COOPERATIVA DOS TRANSPORTADORES AUTONOMOS DE CARGAS DE SAO CARLOS - COOPERTRANSC ADV.(A/S) : JOSÉ RUBENS HERNANDEZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NELSON CARDOSO DOS SANTOS ADV.(A/S) : ADIEL PINTO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813498 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3823862
2013-05-07T00:00:00
2013-05-21T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
sjur230888
Número de páginas: 6. Análise: 06/06/2013, TBC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
729067
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 729067 AgR
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ADV.(A/S) : JOSÉ RUBENS HERNANDEZ E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : COOPERATIVA DOS TRANSPORTADORES AUTONOMOS DE CARGAS DE SAO CARLOS - COOPERTRANSC AGDO.(A/S) : NELSON CARDOSO DOS SANTOS ADV.(A/S) : ADIEL PINTO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.067 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :COOPERATIVA DOS TRANSPORTADORES AUTONOMOS DE CARGAS DE SAO CARLOS - COOPERTRANSC ADV.(A/S) :JOSÉ RUBENS HERNANDEZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NELSON CARDOSO DOS SANTOS ADV.(A/S) :ADIEL PINTO E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 7 de maio de 2013 MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796469. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.067 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :COOPERATIVA DOS TRANSPORTADORES AUTONOMOS DE CARGAS DE SAO CARLOS - COOPERTRANSC ADV.(A/S) :JOSÉ RUBENS HERNANDEZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NELSON CARDOSO DOS SANTOS ADV.(A/S) :ADIEL PINTO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 14 de fevereiro de 2013, proferi decisão de seguinte teor: RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA – AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE - DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência - a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796470. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.067 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :COOPERATIVA DOS TRANSPORTADORES AUTONOMOS DE CARGAS DE SAO CARLOS - COOPERTRANSC ADV.(A/S) :JOSÉ RUBENS HERNANDEZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :NELSON CARDOSO DOS SANTOS ADV.(A/S) :ADIEL PINTO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 14 de fevereiro de 2013, proferi decisão de seguinte teor: RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA – AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE - DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência - a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pela Corte de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796470. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 729067 AGR / SP fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que, no caso dos autos, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Apesar da interposição de embargos declaratórios, não houve debate e decisão prévios sobre a alegada violação aos incisos XVIII e XX do artigo 5... da Constituição Federal. Frise–se, por oportuno, que a recorrente não arguiu o vício de procedimento. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A Cooperativa dos Transportes Autônomos de Cargas de São Carlos, na minuta de agravo, insiste na demonstração de ofensa ao artigo 5..., incisos XVIII e XX, da Constituição Federal. Sustenta ter respeitado todos os procedimentos necessários para a demissão do agravado, sobretudo porque houve violação ao Estatuto Social, a justificar a exclusão do quadro associativo. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796470. Supremo Tribunal Federal ARE 729067 AGR / SP fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, conduzir esta Corte ao reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que, no caso dos autos, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo órgão julgador. Apesar da interposição de embargos declaratórios, não houve debate e decisão prévios sobre a alegada violação aos incisos XVIII e XX do artigo 5... da Constituição Federal. Frise–se, por oportuno, que a recorrente não arguiu o vício de procedimento. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria estar sendo utilizado no exame de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A Cooperativa dos Transportes Autônomos de Cargas de São Carlos, na minuta de agravo, insiste na demonstração de ofensa ao artigo 5..., incisos XVIII e XX, da Constituição Federal. Sustenta ter respeitado todos os procedimentos necessários para a demissão do agravado, sobretudo porque houve violação ao Estatuto Social, a justificar a exclusão do quadro associativo. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796470. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.067 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo ao desprover os recursos, assentou: A questão cinge-se em definir a legalidade do ato decisório que culminou com a demissão do Autor. A mera tentativa do Autor de reunir o número de cooperados necessários para a destituição do Presidente, não pode ser vista como conduta grave ensejadora da sua eliminação da cooperativa, tipificada no termo "além dos outros motivos" do inciso I do artigo 11 como queria a Diretoria, mas antes exercício regular de seu direito. A demissão decorreu de reunião privativa da Diretoria (fls.100). A decisão de eliminação do cooperado não fora precedida de notificação prévia, com possibilidade de defesa, em ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa e ao artigo 11, inciso III do Estatuto Social. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796471. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.067 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo ao desprover os recursos, assentou: A questão cinge-se em definir a legalidade do ato decisório que culminou com a demissão do Autor. A mera tentativa do Autor de reunir o número de cooperados necessários para a destituição do Presidente, não pode ser vista como conduta grave ensejadora da sua eliminação da cooperativa, tipificada no termo "além dos outros motivos" do inciso I do artigo 11 como queria a Diretoria, mas antes exercício regular de seu direito. A demissão decorreu de reunião privativa da Diretoria (fls.100). A decisão de eliminação do cooperado não fora precedida de notificação prévia, com possibilidade de defesa, em ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa e ao artigo 11, inciso III do Estatuto Social. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 729067 AGR / SP sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796471. Supremo Tribunal Federal ARE 729067 AGR / SP sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796471. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.067 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : COOPERATIVA DOS TRANSPORTADORES AUTONOMOS DE CARGAS DE SAO CARLOS - COOPERTRANSC ADV.(A/S) : JOSÉ RUBENS HERNANDEZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NELSON CARDOSO DOS SANTOS ADV.(A/S) : ADIEL PINTO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813498 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.067 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : COOPERATIVA DOS TRANSPORTADORES AUTONOMOS DE CARGAS DE SAO CARLOS - COOPERTRANSC ADV.(A/S) : JOSÉ RUBENS HERNANDEZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : NELSON CARDOSO DOS SANTOS ADV.(A/S) : ADIEL PINTO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813498 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729 . 067", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729 . 067", "AGRAVO 729 . 067", "ARE 729067 AGR / SP", "ARE 729067 AGR / SP", "ARE 729067 AGR / SP", "ARE 729067 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos XVIII e XX do artigo 5 . . . da Constituição Federal", "artigo 5 . . . , incisos XVIII e XX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos XVIII e XX do artigo 5 .", "artigo 5 . . . , incisos XVIII e XX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SAO CARLOS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "COOPERATIVA DOS TRANSPORTADORES", "AUTONOMOS DE CARGAS DE SAO CARLOS", "COOPERTRANSC", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "COOPERATIVA DOS TRANSPORTADORES AUTONOMOS DE CARGAS DE SAO CARLOS", "COOPERTRANSC", "Infraestrutura de", "Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "COOPERATIVA DOS TRANSPORTADORES AUTONOMOS DE CARGAS DE SAO CARLOS", "COOPERTRANSC", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Cooperativa dos Transportes Autônomos de Cargas de São Carlos", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Cooperativa dos Transportes Autônomos de Cargas de São Carlos", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "COOPERATIVA DOS TRANSPORTADORES AUTONOMOS DE CARGAS DE SAO CARLOS", "COOPERTRANSC", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", ".", ".", ".", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ RUBENS HERNANDEZ", "NELSON CARDOSO DOS SANTOS", "ADIEL PINTO", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ RUBENS HERNANDEZ", "NELSON CARDOSO DOS SANTOS", "ADIEL PINTO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ RUBENS HERNANDEZ", "NELSON CARDOSO DOS SANTOS", "ADIEL PINTO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ RUBENS HERNANDEZ", "NELSON CARDOSO DOS SANTOS", "ADIEL PINTO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ RUBENS HERNANDEZ", "NELSON CARDOSO DOS SANTOS", "ADIEL PINTO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "07", "/", "05", "/", "2013", "7 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "14 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "14 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "7", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.408 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NEWAGE INDUSTRIA E COMERCIO DE BEBIDAS E ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :NELSON LACERDA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796474. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 731408 AGR / SP Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 7 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796474. Supremo Tribunal Federal ARE 731408 AGR / SP Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 7 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796474. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.408 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NEWAGE INDUSTRIA E COMERCIO DE BEBIDAS E ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :NELSON LACERDA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 6 de fevereiro de 2013, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso a este Tribunal. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de outro processo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796475. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.408 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NEWAGE INDUSTRIA E COMERCIO DE BEBIDAS E ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :NELSON LACERDA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 6 de fevereiro de 2013, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso a este Tribunal. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de outro processo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796475. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 731408 AGR / SP 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Sustenta estar configurada a violação direta ao artigo 37, cabeça, da Constituição Federal. Entende que a matéria está prequestionada. O Estado de São Paulo apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796475. Supremo Tribunal Federal ARE 731408 AGR / SP 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Sustenta estar configurada a violação direta ao artigo 37, cabeça, da Constituição Federal. Entende que a matéria está prequestionada. O Estado de São Paulo apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796475. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.408 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente constituídos, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à falta de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido, em síntese, pelo Superior Tribunal de Justiça: PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO DE BENS À PENHORA. PRECATÓRIO. DIREITO DE RECUSA DA FAZENDA PÚBLICA. SÚMULA 406/STJ. 1. A jurisprudência do STJ entende que a Fazenda Pública pode apresentar recusa ao oferecimento de precatório à penhora (Súmula 406/STJ), além de afirmar a inexistência de preponderância, em abstrato, do princípio da menor onerosidade para o devedor sobre o da efetividade da tutela executiva. Exige-se, para a superação da ordem legal prevista nos arts. 655 do CPC e 11 da LEF, argumentação baseada em elementos do caso concreto, o que não se verificou na hipótese dos autos. 2. Aplicação, por analogia, da orientação firmada pela Primeira Seção, no julgamento do REsp. 1.090.898/SP, submetido ao rito do art. 543-C do CPC. 3. Não se pode apreciar, em Recurso Especial, a existência de violação a dispositivo constitucional, sob pena de usurpação da competência do STF Precedentes do STJ. 4. Agravo Regimental não provido. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796476. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.408 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente constituídos, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à falta de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido, em síntese, pelo Superior Tribunal de Justiça: PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO DE BENS À PENHORA. PRECATÓRIO. DIREITO DE RECUSA DA FAZENDA PÚBLICA. SÚMULA 406/STJ. 1. A jurisprudência do STJ entende que a Fazenda Pública pode apresentar recusa ao oferecimento de precatório à penhora (Súmula 406/STJ), além de afirmar a inexistência de preponderância, em abstrato, do princípio da menor onerosidade para o devedor sobre o da efetividade da tutela executiva. Exige-se, para a superação da ordem legal prevista nos arts. 655 do CPC e 11 da LEF, argumentação baseada em elementos do caso concreto, o que não se verificou na hipótese dos autos. 2. Aplicação, por analogia, da orientação firmada pela Primeira Seção, no julgamento do REsp. 1.090.898/SP, submetido ao rito do art. 543-C do CPC. 3. Não se pode apreciar, em Recurso Especial, a existência de violação a dispositivo constitucional, sob pena de usurpação da competência do STF Precedentes do STJ. 4. Agravo Regimental não provido. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 731408 AGR / SP Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. A par deste aspecto, o Tribunal de origem não examinou os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796476. Supremo Tribunal Federal ARE 731408 AGR / SP Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. A par deste aspecto, o Tribunal de origem não examinou os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 731408 AGR / SP processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796476. Supremo Tribunal Federal ARE 731408 AGR / SP processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.408 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : NEWAGE INDUSTRIA E COMERCIO DE BEBIDAS E ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : NELSON LACERDA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813505 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.408 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : NEWAGE INDUSTRIA E COMERCIO DE BEBIDAS E ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : NELSON LACERDA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813505 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3823865
2013-05-07T00:00:00
2013-05-21T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
sjur230891
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 541696 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 05/06/2013, TBC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
731408
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTJ-000406 \r\n SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 731408 AgR
[ "" ]
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : NELSON LACERDA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : NEWAGE INDUSTRIA E COMERCIO DE BEBIDAS E ALIMENTOS LTDA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.408 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NEWAGE INDUSTRIA E COMERCIO DE BEBIDAS E ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :NELSON LACERDA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796474. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 731408 AGR / SP Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 7 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796474. Supremo Tribunal Federal ARE 731408 AGR / SP Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 7 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796474. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.408 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NEWAGE INDUSTRIA E COMERCIO DE BEBIDAS E ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :NELSON LACERDA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 6 de fevereiro de 2013, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso a este Tribunal. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de outro processo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796475. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.408 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NEWAGE INDUSTRIA E COMERCIO DE BEBIDAS E ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) :NELSON LACERDA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 6 de fevereiro de 2013, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando o acesso a este Tribunal. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. 2. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de outro processo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796475. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 731408 AGR / SP 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Sustenta estar configurada a violação direta ao artigo 37, cabeça, da Constituição Federal. Entende que a matéria está prequestionada. O Estado de São Paulo apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796475. Supremo Tribunal Federal ARE 731408 AGR / SP 3. Conheço do agravo e o desprovejo. 4. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Sustenta estar configurada a violação direta ao artigo 37, cabeça, da Constituição Federal. Entende que a matéria está prequestionada. O Estado de São Paulo apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796475. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.408 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente constituídos, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à falta de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido, em síntese, pelo Superior Tribunal de Justiça: PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO DE BENS À PENHORA. PRECATÓRIO. DIREITO DE RECUSA DA FAZENDA PÚBLICA. SÚMULA 406/Superior Tribunal de Justiça. 1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça entende que a Fazenda Pública pode apresentar recusa ao oferecimento de precatório à penhora (Súmula 406/Superior Tribunal de Justiça), além de afirmar a inexistência de preponderância, em abstrato, do princípio da menor onerosidade para o devedor sobre o da efetividade da tutela executiva. Exige-se, para a superação da ordem legal prevista nos arts. 655 do Código de Processo Civil e 11 da LEF, argumentação baseada em elementos do caso concreto, o que não se verificou na hipótese dos autos. 2. Aplicação, por analogia, da orientação firmada pela Primeira Seção, no julgamento do REsp. 1.090.898/SP, submetido ao rito do art. 543-C do Código de Processo Civil. 3. Não se pode apreciar, em Recurso Especial, a existência de violação a dispositivo constitucional, sob pena de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. 4. Agravo Regimental não provido. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796476. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.408 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogados regularmente constituídos, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à falta de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido, em síntese, pelo Superior Tribunal de Justiça: PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO DE BENS À PENHORA. PRECATÓRIO. DIREITO DE RECUSA DA FAZENDA PÚBLICA. SÚMULA 406/Superior Tribunal de Justiça. 1. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça entende que a Fazenda Pública pode apresentar recusa ao oferecimento de precatório à penhora (Súmula 406/Superior Tribunal de Justiça), além de afirmar a inexistência de preponderância, em abstrato, do princípio da menor onerosidade para o devedor sobre o da efetividade da tutela executiva. Exige-se, para a superação da ordem legal prevista nos arts. 655 do Código de Processo Civil e 11 da LEF, argumentação baseada em elementos do caso concreto, o que não se verificou na hipótese dos autos. 2. Aplicação, por analogia, da orientação firmada pela Primeira Seção, no julgamento do REsp. 1.090.898/SP, submetido ao rito do art. 543-C do Código de Processo Civil. 3. Não se pode apreciar, em Recurso Especial, a existência de violação a dispositivo constitucional, sob pena de usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. 4. Agravo Regimental não provido. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 731408 AGR / SP Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. A par deste aspecto, o Tribunal de origem não examinou os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796476. Supremo Tribunal Federal ARE 731408 AGR / SP Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. A par deste aspecto, o Tribunal de origem não examinou os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 731408 AGR / SP processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796476. Supremo Tribunal Federal ARE 731408 AGR / SP processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.408 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : NEWAGE INDUSTRIA E COMERCIO DE BEBIDAS E ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : NELSON LACERDA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813505 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.408 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : NEWAGE INDUSTRIA E COMERCIO DE BEBIDAS E ALIMENTOS LTDA ADV.(A/S) : NELSON LACERDA DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813505 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731 . 408", "ARE 731408 AGR / SP", "ARE 731408", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731 . 408", "Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731 . 408", "Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo", "ARE 731408 AGR / SP", "ARE 731408 AGR / SP", "SÚMULA 406 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 406 / Superior Tribunal de Justiça", "REsp . 1 . 090 . 898 / SP", "AGRAVO 731 . 408", "SÚMULA 406 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 406 / Superior Tribunal de Justiça", "REsp . 1 . 090 . 898 / SP", "ARE 731408 AGR / SP", "Verbete n 356 da Súmula do Supremo", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "ARE 731408 AGR / SP", "Verbete n 356 da Súmula do Supremo", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "ARE 731408 AGR / SP", "ARE 731408 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 93.385 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JORGE NOVAES DOS SANTOS IMPTE.(S) :JORGE NOVAES DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Roubo qualificado. Condenação transitada em julgado. 3. Nulidades. Inocorrência. Paciente devidamente assistido por defensor, que acompanhou as audiências, apresentou alegações finais e apelou da sentença, conseguindo reduzir a pena fixada pelo Juízo de origem. 4. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de abril de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679897. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 93.385 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JORGE NOVAES DOS SANTOS IMPTE.(S) :JORGE NOVAES DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, sem pedido de medida liminar, impetrado por Jorge Novaes dos Santos, em causa própria, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou provimento ao RHC n. 21.704/SP, rel. Min. Felix Fischer. Eis o teor da ementa desse julgado: “PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ART. 157, § 2º, INCISOS I E II, DO CP. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. NULIDADES. INTERROGATÓRIO ANTERIOR AO NOVO CÓDIGO CIVIL. MENOR DE 21 ANOS. AUSÊNCIA DE NOMEAÇÃO DE CURADOR. NULIDADE RELATIVA. INEXISTÊNCIA DE PREJUÍZO. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO CONFIGURAÇÃO. I - A ausência de curador no interrogatório judicial - anteriormente à edição do Novo Código Civil e da Lei nº 10.792/2003, que revogou o art. 194 do CPP - configurava, no entendimento desta Corte, nulidade relativa, que só poderia ser reconhecida com a demonstração de efetivo prejuízo para a defesa. (Precedentes). II - A deficiência na defesa do réu é nulidade relativa, cujo reconhecimento depende da efetiva demonstração do prejuízo sofrido pelo acusado em decorrência da má atuação de seu defensor. III - Ademais, a ocorrência de condenação não demonstra, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679898. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 93.385 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JORGE NOVAES DOS SANTOS IMPTE.(S) :JORGE NOVAES DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, sem pedido de medida liminar, impetrado por Jorge Novaes dos Santos, em causa própria, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou provimento ao RHC n. 21.704/SP, rel. Min. Felix Fischer. Eis o teor da ementa desse julgado: “PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ART. 157, § 2º, INCISOS I E II, DO CP. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. NULIDADES. INTERROGATÓRIO ANTERIOR AO NOVO CÓDIGO CIVIL. MENOR DE 21 ANOS. AUSÊNCIA DE NOMEAÇÃO DE CURADOR. NULIDADE RELATIVA. INEXISTÊNCIA DE PREJUÍZO. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO CONFIGURAÇÃO. I - A ausência de curador no interrogatório judicial - anteriormente à edição do Novo Código Civil e da Lei nº 10.792/2003, que revogou o art. 194 do CPP - configurava, no entendimento desta Corte, nulidade relativa, que só poderia ser reconhecida com a demonstração de efetivo prejuízo para a defesa. (Precedentes). II - A deficiência na defesa do réu é nulidade relativa, cujo reconhecimento depende da efetiva demonstração do prejuízo sofrido pelo acusado em decorrência da má atuação de seu defensor. III - Ademais, a ocorrência de condenação não demonstra, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679898. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 93385 / SP por si, a relação causal exigida no verbete da Súmula nº 523/STF. (Precedentes do STJ). IV - Qualquer entendimento contrário, no sentido de se verificar a relação causal entre a atuação da defesa e a condenação, demandaria, necessariamente, no caso concreto, aprofundado exame do material cognitivo, o que se mostra inviável nesta estreita via. Recurso ordinário desprovido.” – (fl. 23). O paciente foi condenado à pena de 10 anos e 8 meses de reclusão, e mais 26 dias-multa, pela prática do crime previsto no art. 157, § 2º, I e II (cinco vezes) c/c o art. 70, ambos do CP. Contra essa decisão, a defesa interpôs apelação no Tribunal de Alçada Criminal do Estado de São Paulo, que deu parcial provimento ao recurso para reduzir a pena para 7 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão e 17 dias-multa. O trânsito em julgado da condenação ocorreu em 13 de novembro de 1992 (fl. 226). Posteriormente, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a ordem, em acórdão proferido em 18 de janeiro de 2007 (HC 00975483.3/0-0000-000). Irresignada, impetrou recurso ordinário em habeas corpus no STJ sustentando as seguintes nulidades: a) realização de interrogatório sem a presença de curador para o réu, à época, menor de 21 anos; b) ausência de intimação do defensor dativo para apresentar defesa prévia; c) falta de intimação do defensor dativo para audiência de oitiva das testemunhas de acusação; d) inexistência de intimação para se manifestar nas fases dos artigos 499 e 500 do CPP; e) apresentação de alegações finais por advogado ad hoc que não teria sido nomeado para tal fim; f) juntada de documentos depois das alegações finais da defesa com abertura de vista apenas para a acusação; e g) falta de substituição do defensor dativo por “outro mais atuante”. A Quinta Turma do STJ negou provimento ao recurso em 20 de setembro de 2007. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679898. Supremo Tribunal Federal HC 93385 / SP por si, a relação causal exigida no verbete da Súmula nº 523/STF. (Precedentes do STJ). IV - Qualquer entendimento contrário, no sentido de se verificar a relação causal entre a atuação da defesa e a condenação, demandaria, necessariamente, no caso concreto, aprofundado exame do material cognitivo, o que se mostra inviável nesta estreita via. Recurso ordinário desprovido.” – (fl. 23). O paciente foi condenado à pena de 10 anos e 8 meses de reclusão, e mais 26 dias-multa, pela prática do crime previsto no art. 157, § 2º, I e II (cinco vezes) c/c o art. 70, ambos do CP. Contra essa decisão, a defesa interpôs apelação no Tribunal de Alçada Criminal do Estado de São Paulo, que deu parcial provimento ao recurso para reduzir a pena para 7 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão e 17 dias-multa. O trânsito em julgado da condenação ocorreu em 13 de novembro de 1992 (fl. 226). Posteriormente, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a ordem, em acórdão proferido em 18 de janeiro de 2007 (HC 00975483.3/0-0000-000). Irresignada, impetrou recurso ordinário em habeas corpus no STJ sustentando as seguintes nulidades: a) realização de interrogatório sem a presença de curador para o réu, à época, menor de 21 anos; b) ausência de intimação do defensor dativo para apresentar defesa prévia; c) falta de intimação do defensor dativo para audiência de oitiva das testemunhas de acusação; d) inexistência de intimação para se manifestar nas fases dos artigos 499 e 500 do CPP; e) apresentação de alegações finais por advogado ad hoc que não teria sido nomeado para tal fim; f) juntada de documentos depois das alegações finais da defesa com abertura de vista apenas para a acusação; e g) falta de substituição do defensor dativo por “outro mais atuante”. A Quinta Turma do STJ negou provimento ao recurso em 20 de setembro de 2007. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679898. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 93385 / SP Neste habeas corpus, a defesa requer a concessão da ordem no intuito de ser cassado o acórdão proferido pelo STJ no RHC 21.704/SP ou, por economia processual, anulado o respectivo processo com a expedição do competente alvará de soltura. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo indeferimento do pedido. Diante da má formação do writ, foram solicitadas informações ao Juízo da 18ª Vara Criminal da Comarca de São Paulo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679898. Supremo Tribunal Federal HC 93385 / SP Neste habeas corpus, a defesa requer a concessão da ordem no intuito de ser cassado o acórdão proferido pelo STJ no RHC 21.704/SP ou, por economia processual, anulado o respectivo processo com a expedição do competente alvará de soltura. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo indeferimento do pedido. Diante da má formação do writ, foram solicitadas informações ao Juízo da 18ª Vara Criminal da Comarca de São Paulo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679898. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 16/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 93.385 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Consoante relatado, o paciente foi condenado à pena de 10 anos e 8 meses de reclusão, e mais 26 dias-multa, pela suposta prática do crime previsto no art. 157, § 2º, I e II, (cinco vezes) c/c art. 70, ambos do CP. Interposta apelação, a pena foi reduzida para 7 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão e mais 17 dias-multa. A condenação transitou em julgado em 13.11.1992. No presente habeas corpus, a defesa alega, em síntese, as seguintes nulidades no processo: i) realização de interrogatório sem a presença de curador para o réu, à época, menor de 21 anos; ii) falta de intimação da defensora dativa para a audiência de oitiva das testemunhas de acusação bem como para se manifestar nas fases dos artigos 499 e 500 do CPP; iii) apresentação de alegações finais por advogado ad hoc não nomeado para tal fim. Requer, por conseguinte, a concessão da ordem no intuito de ser cassado o acórdão proferido pelo STJ no RHC 21.704/SP ou, por economia processual, anulado o respectivo processo com a expedição do competente alvará de soltura (fl. 5). Após esta incursão fática, passo ao exame do mérito. Inicialmente, entendo que não há se falar em nulidade em decorrência da realização de interrogatório sem a presença de curador para o réu, à época menor de 21 anos, porquanto este fora acompanhado por defensor dativo no referido ato processual, Dr. Acácio A. Alencar (OAB 32089/SP) (fl. 118v). Nesse sentido, o Enunciado 352 da Súmula deste Supremo Tribunal é expresso em afirmar que: Não é nulo o processo penal por falta de nomeação de curador ao réu menor que teve a assistência de defensor Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679899. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 93.385 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Consoante relatado, o paciente foi condenado à pena de 10 anos e 8 meses de reclusão, e mais 26 dias-multa, pela suposta prática do crime previsto no art. 157, § 2º, I e II, (cinco vezes) c/c art. 70, ambos do CP. Interposta apelação, a pena foi reduzida para 7 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão e mais 17 dias-multa. A condenação transitou em julgado em 13.11.1992. No presente habeas corpus, a defesa alega, em síntese, as seguintes nulidades no processo: i) realização de interrogatório sem a presença de curador para o réu, à época, menor de 21 anos; ii) falta de intimação da defensora dativa para a audiência de oitiva das testemunhas de acusação bem como para se manifestar nas fases dos artigos 499 e 500 do CPP; iii) apresentação de alegações finais por advogado ad hoc não nomeado para tal fim. Requer, por conseguinte, a concessão da ordem no intuito de ser cassado o acórdão proferido pelo STJ no RHC 21.704/SP ou, por economia processual, anulado o respectivo processo com a expedição do competente alvará de soltura (fl. 5). Após esta incursão fática, passo ao exame do mérito. Inicialmente, entendo que não há se falar em nulidade em decorrência da realização de interrogatório sem a presença de curador para o réu, à época menor de 21 anos, porquanto este fora acompanhado por defensor dativo no referido ato processual, Dr. Acácio A. Alencar (OAB 32089/SP) (fl. 118v). Nesse sentido, o Enunciado 352 da Súmula deste Supremo Tribunal é expresso em afirmar que: Não é nulo o processo penal por falta de nomeação de curador ao réu menor que teve a assistência de defensor Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679899. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 93385 / SP dativo. Ademais, reiterando este entendimento, cito decisões das duas turmas desta Corte: HC 74.176, rel. Min. Maurício Corrêa, 2ª Turma, DJ 25.10.1996; HC 73.140, rel. Min. Moreira Alves, 1ª Turma, DJ 30.8.1996. Também, não merece prosperar o pleito de nulidade em razão da falta de intimação da defensora dativa para audiência de oitiva das testemunhas de acusação, bem como para se manifestar nas fases dos artigos 499 e 500 do CPP, porquanto, ao contrário do alegado, consta dos autos que, em razão da falta de advogado constituído pelo réu, foi nomeada e intimada defensora dativa para o caso (fl. 167). Da mesma forma, não assiste razão à alegação de nulidade na apresentação de alegações finais por advogado ad hoc não nomeado para tal fim. Entendo que não há qualquer irregularidade, muito menos prejuízo para o paciente, na substituição de causídico que não comparece à audiência por defensor ad hoc. Importante frisar que o novo defensor acompanhou as demais audiências, apresentou alegações finais e apelou da sentença, conseguindo reduzir a pena de 10 anos e 8 meses de reclusão e 26 dias- multa para 7 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão e mais 17 dias-multa. Ante o exposto e a ausência de qualquer nulidade, denego a ordem de habeas corpus. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679899. Supremo Tribunal Federal HC 93385 / SP dativo. Ademais, reiterando este entendimento, cito decisões das duas turmas desta Corte: HC 74.176, rel. Min. Maurício Corrêa, 2ª Turma, DJ 25.10.1996; HC 73.140, rel. Min. Moreira Alves, 1ª Turma, DJ 30.8.1996. Também, não merece prosperar o pleito de nulidade em razão da falta de intimação da defensora dativa para audiência de oitiva das testemunhas de acusação, bem como para se manifestar nas fases dos artigos 499 e 500 do CPP, porquanto, ao contrário do alegado, consta dos autos que, em razão da falta de advogado constituído pelo réu, foi nomeada e intimada defensora dativa para o caso (fl. 167). Da mesma forma, não assiste razão à alegação de nulidade na apresentação de alegações finais por advogado ad hoc não nomeado para tal fim. Entendo que não há qualquer irregularidade, muito menos prejuízo para o paciente, na substituição de causídico que não comparece à audiência por defensor ad hoc. Importante frisar que o novo defensor acompanhou as demais audiências, apresentou alegações finais e apelou da sentença, conseguindo reduzir a pena de 10 anos e 8 meses de reclusão e 26 dias- multa para 7 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão e mais 17 dias-multa. Ante o exposto e a ausência de qualquer nulidade, denego a ordem de habeas corpus. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679899. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 93.385 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : JORGE NOVAES DOS SANTOS IMPTE.(S) : JORGE NOVAES DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692694 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 93.385 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : JORGE NOVAES DOS SANTOS IMPTE.(S) : JORGE NOVAES DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692694 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3700379
2013-04-16T00:00:00
2013-04-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013.
HABEAS CORPUS
Habeas corpus. 2. Roubo qualificado. Condenação transitada em julgado. 3. Nulidades. Inocorrência. Paciente devidamente assistido por defensor, que acompanhou as audiências, apresentou alegações finais e apelou da sentença, conseguindo reduzir a pena fixada pelo Juízo de origem. 4. Ordem denegada.
sjur229074
- Acórdõa(s) citado(s): (NULIDADE PROCESSUAL, CURADOR, MENOR DE 21 ANOS) HC 74176 (2ªT), HC 73140 (1ªT). - Veja RHC 21704 do STJ. Número de páginas: 7. Análise: 20/05/2013, AAT. Revisão: 27/06/2013, IMC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
93385
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00070 ART-00157 PAR-00002 INC-00001\r\n INC-00002 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00499 ART-00500 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000352 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 93385
[ "" ]
PACTE.(S) : JORGE NOVAES DOS SANTOS IMPTE.(S) : JORGE NOVAES DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 93.385 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JORGE NOVAES DOS SANTOS IMPTE.(S) :JORGE NOVAES DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Roubo qualificado. Condenação transitada em julgado. 3. Nulidades. Inocorrência. Paciente devidamente assistido por defensor, que acompanhou as audiências, apresentou alegações finais e apelou da sentença, conseguindo reduzir a pena fixada pelo Juízo de origem. 4. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de abril de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679897. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 93.385 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JORGE NOVAES DOS SANTOS IMPTE.(S) :JORGE NOVAES DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, sem pedido de medida liminar, impetrado por Jorge Novaes dos Santos, em causa própria, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), que negou provimento ao RHC n. 21.704/SP, rel. Min. Felix Fischer. Eis o teor da ementa desse julgado: “PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ART. 157, § 2..., INCISOS I E II, DO Código Penal Brasileiro. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. NULIDADES. INTERROGATÓRIO ANTERIOR AO NOVO CÓDIGO CIVIL. MENOR DE 21 ANOS. AUSÊNCIA DE NOMEAÇÃO DE CURADOR. NULIDADE RELATIVA. INEXISTÊNCIA DE PREJUÍZO. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO CONFIGURAÇÃO. I - A ausência de curador no interrogatório judicial - anteriormente à edição do Novo Código Civil e da Lei n 10.792/2003, que revogou o art. 194 do CPP - configurava, no entendimento desta Corte, nulidade relativa, que só poderia ser reconhecida com a demonstração de efetivo prejuízo para a defesa. (Precedentes). II - A deficiência na defesa do réu é nulidade relativa, cujo reconhecimento depende da efetiva demonstração do prejuízo sofrido pelo acusado em decorrência da má atuação de seu defensor. III - Ademais, a ocorrência de condenação não demonstra, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679898. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 93.385 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JORGE NOVAES DOS SANTOS IMPTE.(S) :JORGE NOVAES DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, sem pedido de medida liminar, impetrado por Jorge Novaes dos Santos, em causa própria, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), que negou provimento ao RHC n. 21.704/SP, rel. Min. Felix Fischer. Eis o teor da ementa desse julgado: “PROCESSUAL PENAL. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. ART. 157, § 2..., INCISOS I E II, DO Código Penal Brasileiro. CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO. NULIDADES. INTERROGATÓRIO ANTERIOR AO NOVO CÓDIGO CIVIL. MENOR DE 21 ANOS. AUSÊNCIA DE NOMEAÇÃO DE CURADOR. NULIDADE RELATIVA. INEXISTÊNCIA DE PREJUÍZO. CERCEAMENTO DE DEFESA. NÃO CONFIGURAÇÃO. I - A ausência de curador no interrogatório judicial - anteriormente à edição do Novo Código Civil e da Lei n 10.792/2003, que revogou o art. 194 do CPP - configurava, no entendimento desta Corte, nulidade relativa, que só poderia ser reconhecida com a demonstração de efetivo prejuízo para a defesa. (Precedentes). II - A deficiência na defesa do réu é nulidade relativa, cujo reconhecimento depende da efetiva demonstração do prejuízo sofrido pelo acusado em decorrência da má atuação de seu defensor. III - Ademais, a ocorrência de condenação não demonstra, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679898. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 93385 / SP por si, a relação causal exigida no verbete da Súmula n 523/Supremo Tribunal Federal. (Precedentes do Superior Tribunal de Justiça). IV - Qualquer entendimento contrário, no sentido de se verificar a relação causal entre a atuação da defesa e a condenação, demandaria, necessariamente, no caso concreto, aprofundado exame do material cognitivo, o que se mostra inviável nesta estreita via. Recurso ordinário desprovido.” – (fl. 23). O paciente foi condenado à pena de 10 anos e 8 meses de reclusão, e mais 26 dias-multa, pela prática do crime previsto no art. 157, § 2..., I e II (cinco vezes) c/c o art. 70, ambos do Código Penal Brasileiro. Contra essa decisão, a defesa interpôs apelação no Tribunal de Alçada Criminal do Estado de São Paulo, que deu parcial provimento ao recurso para reduzir a pena para 7 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão e 17 dias-multa. O trânsito em julgado da condenação ocorreu em 13 de novembro de 1992 (fl. 226). Posteriormente, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a ordem, em acórdão proferido em 18 de janeiro de 2007 (HC 00975483.3/0-0000-000). Irresignada, impetrou recurso ordinário em habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça sustentando as seguintes nulidades: a) realização de interrogatório sem a presença de curador para o réu, à época, menor de 21 anos; b) ausência de intimação do defensor dativo para apresentar defesa prévia; c) falta de intimação do defensor dativo para audiência de oitiva das testemunhas de acusação; d) inexistência de intimação para se manifestar nas fases dos artigos 499 e 500 do CPP; e) apresentação de alegações finais por advogado ad hoc que não teria sido nomeado para tal fim; f) juntada de documentos depois das alegações finais da defesa com abertura de vista apenas para a acusação; e g) falta de substituição do defensor dativo por “outro mais atuante”. A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso em 20 de setembro de 2007. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679898. Supremo Tribunal Federal HC 93385 / SP por si, a relação causal exigida no verbete da Súmula n 523/Supremo Tribunal Federal. (Precedentes do Superior Tribunal de Justiça). IV - Qualquer entendimento contrário, no sentido de se verificar a relação causal entre a atuação da defesa e a condenação, demandaria, necessariamente, no caso concreto, aprofundado exame do material cognitivo, o que se mostra inviável nesta estreita via. Recurso ordinário desprovido.” – (fl. 23). O paciente foi condenado à pena de 10 anos e 8 meses de reclusão, e mais 26 dias-multa, pela prática do crime previsto no art. 157, § 2..., I e II (cinco vezes) c/c o art. 70, ambos do Código Penal Brasileiro. Contra essa decisão, a defesa interpôs apelação no Tribunal de Alçada Criminal do Estado de São Paulo, que deu parcial provimento ao recurso para reduzir a pena para 7 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão e 17 dias-multa. O trânsito em julgado da condenação ocorreu em 13 de novembro de 1992 (fl. 226). Posteriormente, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou a ordem, em acórdão proferido em 18 de janeiro de 2007 (HC 00975483.3/0-0000-000). Irresignada, impetrou recurso ordinário em habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça sustentando as seguintes nulidades: a) realização de interrogatório sem a presença de curador para o réu, à época, menor de 21 anos; b) ausência de intimação do defensor dativo para apresentar defesa prévia; c) falta de intimação do defensor dativo para audiência de oitiva das testemunhas de acusação; d) inexistência de intimação para se manifestar nas fases dos artigos 499 e 500 do CPP; e) apresentação de alegações finais por advogado ad hoc que não teria sido nomeado para tal fim; f) juntada de documentos depois das alegações finais da defesa com abertura de vista apenas para a acusação; e g) falta de substituição do defensor dativo por “outro mais atuante”. A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao recurso em 20 de setembro de 2007. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679898. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 93385 / SP Neste habeas corpus, a defesa requer a concessão da ordem no intuito de ser cassado o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça no RHC 21.704/SP ou, por economia processual, anulado o respectivo processo com a expedição do competente alvará de soltura. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo indeferimento do pedido. Diante da má formação do writ, foram solicitadas informações ao Juízo da 18... Vara Criminal da Comarca de São Paulo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679898. Supremo Tribunal Federal HC 93385 / SP Neste habeas corpus, a defesa requer a concessão da ordem no intuito de ser cassado o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça no RHC 21.704/SP ou, por economia processual, anulado o respectivo processo com a expedição do competente alvará de soltura. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo indeferimento do pedido. Diante da má formação do writ, foram solicitadas informações ao Juízo da 18... Vara Criminal da Comarca de São Paulo. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679898. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 16/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 93.385 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Consoante relatado, o paciente foi condenado à pena de 10 anos e 8 meses de reclusão, e mais 26 dias-multa, pela suposta prática do crime previsto no art. 157, § 2..., I e II, (cinco vezes) c/c art. 70, ambos do Código Penal Brasileiro. Interposta apelação, a pena foi reduzida para 7 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão e mais 17 dias-multa. A condenação transitou em julgado em 13.11.1992. No presente habeas corpus, a defesa alega, em síntese, as seguintes nulidades no processo: i) realização de interrogatório sem a presença de curador para o réu, à época, menor de 21 anos; ii) falta de intimação da defensora dativa para a audiência de oitiva das testemunhas de acusação bem como para se manifestar nas fases dos artigos 499 e 500 do CPP; iii) apresentação de alegações finais por advogado ad hoc não nomeado para tal fim. Requer, por conseguinte, a concessão da ordem no intuito de ser cassado o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça no RHC 21.704/SP ou, por economia processual, anulado o respectivo processo com a expedição do competente alvará de soltura (fl. 5). Após esta incursão fática, passo ao exame do mérito. Inicialmente, entendo que não há se falar em nulidade em decorrência da realização de interrogatório sem a presença de curador para o réu, à época menor de 21 anos, porquanto este fora acompanhado por defensor dativo no referido ato processual, Dr. Acácio A. Alencar (OAB 32089/SP) (fl. 118v). Nesse sentido, o Enunciado 352 da Súmula deste Supremo Tribunal é expresso em afirmar que: Não é nulo o processo penal por falta de nomeação de curador ao réu menor que teve a assistência de defensor Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679899. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 93.385 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Consoante relatado, o paciente foi condenado à pena de 10 anos e 8 meses de reclusão, e mais 26 dias-multa, pela suposta prática do crime previsto no art. 157, § 2..., I e II, (cinco vezes) c/c art. 70, ambos do Código Penal Brasileiro. Interposta apelação, a pena foi reduzida para 7 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão e mais 17 dias-multa. A condenação transitou em julgado em 13.11.1992. No presente habeas corpus, a defesa alega, em síntese, as seguintes nulidades no processo: i) realização de interrogatório sem a presença de curador para o réu, à época, menor de 21 anos; ii) falta de intimação da defensora dativa para a audiência de oitiva das testemunhas de acusação bem como para se manifestar nas fases dos artigos 499 e 500 do CPP; iii) apresentação de alegações finais por advogado ad hoc não nomeado para tal fim. Requer, por conseguinte, a concessão da ordem no intuito de ser cassado o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça no RHC 21.704/SP ou, por economia processual, anulado o respectivo processo com a expedição do competente alvará de soltura (fl. 5). Após esta incursão fática, passo ao exame do mérito. Inicialmente, entendo que não há se falar em nulidade em decorrência da realização de interrogatório sem a presença de curador para o réu, à época menor de 21 anos, porquanto este fora acompanhado por defensor dativo no referido ato processual, Dr. Acácio A. Alencar (OAB 32089/SP) (fl. 118v). Nesse sentido, o Enunciado 352 da Súmula deste Supremo Tribunal é expresso em afirmar que: Não é nulo o processo penal por falta de nomeação de curador ao réu menor que teve a assistência de defensor Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679899. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 93385 / SP dativo. Ademais, reiterando este entendimento, cito decisões das duas turmas desta Corte: HC 74.176, rel. Min. Maurício Corrêa, 2... Turma, DJ 25.10.1996; HC 73.140, rel. Min. Moreira Alves, 1... Turma, DJ 30.8.1996. Também, não merece prosperar o pleito de nulidade em razão da falta de intimação da defensora dativa para audiência de oitiva das testemunhas de acusação, bem como para se manifestar nas fases dos artigos 499 e 500 do CPP, porquanto, ao contrário do alegado, consta dos autos que, em razão da falta de advogado constituído pelo réu, foi nomeada e intimada defensora dativa para o caso (fl. 167). Da mesma forma, não assiste razão à alegação de nulidade na apresentação de alegações finais por advogado ad hoc não nomeado para tal fim. Entendo que não há qualquer irregularidade, muito menos prejuízo para o paciente, na substituição de causídico que não comparece à audiência por defensor ad hoc. Importante frisar que o novo defensor acompanhou as demais audiências, apresentou alegações finais e apelou da sentença, conseguindo reduzir a pena de 10 anos e 8 meses de reclusão e 26 dias- multa para 7 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão e mais 17 dias-multa. Ante o exposto e a ausência de qualquer nulidade, denego a ordem de habeas corpus. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679899. Supremo Tribunal Federal HC 93385 / SP dativo. Ademais, reiterando este entendimento, cito decisões das duas turmas desta Corte: HC 74.176, rel. Min. Maurício Corrêa, 2... Turma, DJ 25.10.1996; HC 73.140, rel. Min. Moreira Alves, 1... Turma, DJ 30.8.1996. Também, não merece prosperar o pleito de nulidade em razão da falta de intimação da defensora dativa para audiência de oitiva das testemunhas de acusação, bem como para se manifestar nas fases dos artigos 499 e 500 do CPP, porquanto, ao contrário do alegado, consta dos autos que, em razão da falta de advogado constituído pelo réu, foi nomeada e intimada defensora dativa para o caso (fl. 167). Da mesma forma, não assiste razão à alegação de nulidade na apresentação de alegações finais por advogado ad hoc não nomeado para tal fim. Entendo que não há qualquer irregularidade, muito menos prejuízo para o paciente, na substituição de causídico que não comparece à audiência por defensor ad hoc. Importante frisar que o novo defensor acompanhou as demais audiências, apresentou alegações finais e apelou da sentença, conseguindo reduzir a pena de 10 anos e 8 meses de reclusão e 26 dias- multa para 7 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão e mais 17 dias-multa. Ante o exposto e a ausência de qualquer nulidade, denego a ordem de habeas corpus. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679899. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 93.385 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : JORGE NOVAES DOS SANTOS IMPTE.(S) : JORGE NOVAES DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692694 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 93.385 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : JORGE NOVAES DOS SANTOS IMPTE.(S) : JORGE NOVAES DOS SANTOS COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692694 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
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Alencar", "GILMAR MENDES", "Maurício Corrêa", "Moreira Alves", "Maurício Corrêa", "Moreira Alves", "GILMAR MENDES", "JORGE NOVAES DOS SANTOS", "JORGE NOVAES DOS SANTOS", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "JORGE NOVAES DOS SANTOS", "JORGE NOVAES DOS SANTOS", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "16", "/", "04", "/", "2013", "16 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "13 de novembro de 1992", "18 de janeiro de 2007", "20 de setembro de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "13 de novembro de 1992", "18 de janeiro de 2007", "20 de setembro de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "13", ".", "11", ".", "1992", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "13", ".", "11", ".", "1992", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "10", ".", "1996", "30", ".", "8", ".", "1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "10", ".", "1996", "30", ".", "8", ".", "1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.519 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOVAN CONDE DA SILVA ADV.(A/S) :VINÍCIUS LOBATO COUTO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Fundamentos. Ausência de impugnação. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de abril de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884832. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.519 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOVAN CONDE DA SILVA ADV.(A/S) :VINÍCIUS LOBATO COUTO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Jovan Conde da Silva interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 191 a 196 – fax - e 199 a 204 - original) contra decisão mediante a qual conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “(...) No caso, a irresignação não merece colher êxito. É que a alegada violação ao preceito constitucional em questão carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos declaratórios para sanar eventual omissão no julgado recorrido. Incidem, na espécie, as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: dispositivo constitucional dado por violado (CF, art. 5º, II) não analisado pelo acórdão recorrido: incidência das Súmulas 282 e 356. 2. Embargos de declaração, prequestionamento e Súmula 356. Os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. 3. Recurso extraordinário: inadmissibilidade: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884830. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.519 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOVAN CONDE DA SILVA ADV.(A/S) :VINÍCIUS LOBATO COUTO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Jovan Conde da Silva interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 191 a 196 – fax - e 199 a 204 - original) contra decisão mediante a qual conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “(...) No caso, a irresignação não merece colher êxito. É que a alegada violação ao preceito constitucional em questão carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos declaratórios para sanar eventual omissão no julgado recorrido. Incidem, na espécie, as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: dispositivo constitucional dado por violado (CF, art. 5º, II) não analisado pelo acórdão recorrido: incidência das Súmulas 282 e 356. 2. Embargos de declaração, prequestionamento e Súmula 356. Os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. 3. Recurso extraordinário: inadmissibilidade: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884830. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 721519 AGR / SP alegada violação a dispositivo constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta, que não enseja exame no recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI nº 596.757-AgR/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/11/06); (…) Ademais, anoto que, concluir de forma contrária às instâncias de mérito, como pretende o ora agravante, demandaria um reexame aprofundado de contexto fático- probatório, o que não se admite na via eleita. Incidência, portanto, da Súmula nº 279/STF. Perfilhando esse entendimento, destaco os seguintes julgados: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO, QUE TEVE O SEGUIMENTO NEGADO. ANULAÇÃO DE DECISÃO ABSOLUTÓRIA DE TRIBUNAL DO JÚRI. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DA REGRA QUE ASSEGURA A SOBERANIA DOS VEREDICTOS DO JÚRI. NÃO OCORRÊNCIA. RECURSO NÃO PROVIDO. Esta Corte tem entendido que a anulação de decisão do tribunal do júri, por manifestamente contrária à prova dos autos, não viola a regra constitucional que assegura a soberania dos veredictos do júri (CF, art. 5º, XXXVIII, c). Nesse sentido, o HC 73.349 (red. p/ acórdão min. Maurício Corrêa, DJ de 1º.12.2000) e o RE 166.896 (rel. min. Néri da Silveira, DJ de 17.05.2002). Além disso, a análise da questão constitucional suscitada nas razões recursais demanda o reexame aprofundado dos fatos e provas que sustentaram o acórdão atacado, o que inviabiliza o conhecimento do extraordinário, ante a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido’ (AI nº 728.023- AgR/RS, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884830. Supremo Tribunal Federal ARE 721519 AGR / SP alegada violação a dispositivo constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta, que não enseja exame no recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI nº 596.757-AgR/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/11/06); (…) Ademais, anoto que, concluir de forma contrária às instâncias de mérito, como pretende o ora agravante, demandaria um reexame aprofundado de contexto fático- probatório, o que não se admite na via eleita. Incidência, portanto, da Súmula nº 279/STF. Perfilhando esse entendimento, destaco os seguintes julgados: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO, QUE TEVE O SEGUIMENTO NEGADO. ANULAÇÃO DE DECISÃO ABSOLUTÓRIA DE TRIBUNAL DO JÚRI. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DA REGRA QUE ASSEGURA A SOBERANIA DOS VEREDICTOS DO JÚRI. NÃO OCORRÊNCIA. RECURSO NÃO PROVIDO. Esta Corte tem entendido que a anulação de decisão do tribunal do júri, por manifestamente contrária à prova dos autos, não viola a regra constitucional que assegura a soberania dos veredictos do júri (CF, art. 5º, XXXVIII, c). Nesse sentido, o HC 73.349 (red. p/ acórdão min. Maurício Corrêa, DJ de 1º.12.2000) e o RE 166.896 (rel. min. Néri da Silveira, DJ de 17.05.2002). Além disso, a análise da questão constitucional suscitada nas razões recursais demanda o reexame aprofundado dos fatos e provas que sustentaram o acórdão atacado, o que inviabiliza o conhecimento do extraordinário, ante a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido’ (AI nº 728.023- AgR/RS, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884830. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 721519 AGR / SP Barbosa, DJe de 28/2/11); (...) Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário” (fls. ) Sustenta o agravante que, “passados mais de 2 anos (...) entre o recebimento e o trânsito em julgado para a acusação forçoso crer que a contravenção está prescrita, considerando os prazos do art. 109, VI, do CP” (fl. 200). Aduz, outrossim que “a matéria constitucional aqui debatida já foi efetivamente decidida tanto pelo juízo monocrático, quanto pelo colégio recursal, que só não foi explícito no trato da questão constitucional por se valer do disposto no art. 82 da Lei 9.099 para manter a sentença por seus próprios fundamentos” (fl. 202). Assevera, ainda, que, “se tanto o juízo monocrático efetuou a condenação quanto o colégio recursal a manteve, por certo consideraram tal tipo recepcionado pela atual Carta Magna, pelo que se vê a (sic) desnecessidade total de embargos declaratórios prequestionadores” (fl. 202 – grifos do autor). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884830. Supremo Tribunal Federal ARE 721519 AGR / SP Barbosa, DJe de 28/2/11); (...) Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário” (fls. ) Sustenta o agravante que, “passados mais de 2 anos (...) entre o recebimento e o trânsito em julgado para a acusação forçoso crer que a contravenção está prescrita, considerando os prazos do art. 109, VI, do CP” (fl. 200). Aduz, outrossim que “a matéria constitucional aqui debatida já foi efetivamente decidida tanto pelo juízo monocrático, quanto pelo colégio recursal, que só não foi explícito no trato da questão constitucional por se valer do disposto no art. 82 da Lei 9.099 para manter a sentença por seus próprios fundamentos” (fl. 202). Assevera, ainda, que, “se tanto o juízo monocrático efetuou a condenação quanto o colégio recursal a manteve, por certo consideraram tal tipo recepcionado pela atual Carta Magna, pelo que se vê a (sic) desnecessidade total de embargos declaratórios prequestionadores” (fl. 202 – grifos do autor). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884830. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.519 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Na decisão ora recorrida, ao conhecer do agravo para negar seguimento ao extraordinário, vali-me dos seguintes fundamentos: a) ausência de prequestionamento; e b) inadmissível reexame do contexto fático-probatório, a teor da Súmula nº 279/STF. O ora agravante, por seu turno, deixou de impugnar o fundamento referente ao reexame do contexto fático-probatório. Nesse contexto, incide, na espécie, o entendimento da Corte de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. Sobre o tema, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. As alegadas ofensas à Constituição Federal não foram debatidas no acórdão recorrido e também não foram objeto de embargos de declaração, faltando-lhes, assim, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do STF). As razões do agravo não atacam todos os fundamentos da decisão agravada (Súmulas 283, 284 e 287 do STF). Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 829.917/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 13/8/12); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS fundamentos DA DECISÃO agravada. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884829. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.519 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Na decisão ora recorrida, ao conhecer do agravo para negar seguimento ao extraordinário, vali-me dos seguintes fundamentos: a) ausência de prequestionamento; e b) inadmissível reexame do contexto fático-probatório, a teor da Súmula nº 279/STF. O ora agravante, por seu turno, deixou de impugnar o fundamento referente ao reexame do contexto fático-probatório. Nesse contexto, incide, na espécie, o entendimento da Corte de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. Sobre o tema, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. As alegadas ofensas à Constituição Federal não foram debatidas no acórdão recorrido e também não foram objeto de embargos de declaração, faltando-lhes, assim, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do STF). As razões do agravo não atacam todos os fundamentos da decisão agravada (Súmulas 283, 284 e 287 do STF). Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 829.917/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 13/8/12); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS fundamentos DA DECISÃO agravada. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884829. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 721519 AGR / SP 1. Inviável o agravo regimental no qual não são impugnados todos os fundamentos da decisão agravada. Precedentes” (RE nº 563.881-AgR/RN, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/2/08); “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. fundamentos INATACADOS. 1. A agravante não impugnou os fundamentos da decisão agravada. Incidência do artigo 317, § 1º, do RISTF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 664.174/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 1º/2/08); “Embargos de declaração em recurso extraordinário. 2. decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Recurso que não ataca o fundamento da decisão agravada. Aplicação do art. 317, § 1º, do RISTF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 490.720/MS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 1º/2/08). De outra parte, ao contrário do que alega o recorrente, não vislumbro ilegalidade flagrante, ou abuso de poder, que autorize a concessão de ordem de habeas corpus de ofício para declarar a extinção da punibilidade, em razão da prescrição da pretensão punitiva. Na hipótese vertente, não se verifica, considerando a pena aplicada, o preenchimento do lapso temporal (art. 114, inciso I, do Código Penal) necessário entre os marcos interruptivos legalmente previstos (art. 117 do Código Penal). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884829. Supremo Tribunal Federal ARE 721519 AGR / SP 1. Inviável o agravo regimental no qual não são impugnados todos os fundamentos da decisão agravada. Precedentes” (RE nº 563.881-AgR/RN, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/2/08); “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. fundamentos INATACADOS. 1. A agravante não impugnou os fundamentos da decisão agravada. Incidência do artigo 317, § 1º, do RISTF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 664.174/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 1º/2/08); “Embargos de declaração em recurso extraordinário. 2. decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Recurso que não ataca o fundamento da decisão agravada. Aplicação do art. 317, § 1º, do RISTF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 490.720/MS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 1º/2/08). De outra parte, ao contrário do que alega o recorrente, não vislumbro ilegalidade flagrante, ou abuso de poder, que autorize a concessão de ordem de habeas corpus de ofício para declarar a extinção da punibilidade, em razão da prescrição da pretensão punitiva. Na hipótese vertente, não se verifica, considerando a pena aplicada, o preenchimento do lapso temporal (art. 114, inciso I, do Código Penal) necessário entre os marcos interruptivos legalmente previstos (art. 117 do Código Penal). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884829. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.519 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JOVAN CONDE DA SILVA ADV.(A/S) : VINÍCIUS LOBATO COUTO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 16.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700910 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.519 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JOVAN CONDE DA SILVA ADV.(A/S) : VINÍCIUS LOBATO COUTO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 16.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700910 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3921642
2013-04-16T00:00:00
2013-06-05T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 16.4.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Fundamentos. Ausência de impugnação. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não provido.
sjur232311
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO AGRAVADA) AI 829917 AgR (2ªT), RE 563881 AgR (1ªT), AI 664174 AgR (2ªT), RE 490720 ED (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 27/06/2013, TBC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
721519
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 721519 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOVAN CONDE DA SILVA ADV.(A/S) : VINÍCIUS LOBATO COUTO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.519 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOVAN CONDE DA SILVA ADV.(A/S) :VINÍCIUS LOBATO COUTO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Fundamentos. Ausência de impugnação. Precedentes. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de abril de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884832. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.519 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOVAN CONDE DA SILVA ADV.(A/S) :VINÍCIUS LOBATO COUTO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Jovan Conde da Silva interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 191 a 196 – fax - e 199 a 204 - original) contra decisão mediante a qual conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “(...) No caso, a irresignação não merece colher êxito. É que a alegada violação ao preceito constitucional em questão carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos declaratórios para sanar eventual omissão no julgado recorrido. Incidem, na espécie, as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: dispositivo constitucional dado por violado (Constituição Federal de 1988, art. 5..., II) não analisado pelo acórdão recorrido: incidência das Súmulas 282 e 356. 2. Embargos de declaração, prequestionamento e Súmula 356. Os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. 3. Recurso extraordinário: inadmissibilidade: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884830. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.519 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :JOVAN CONDE DA SILVA ADV.(A/S) :VINÍCIUS LOBATO COUTO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Jovan Conde da Silva interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 191 a 196 – fax - e 199 a 204 - original) contra decisão mediante a qual conheci do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “(...) No caso, a irresignação não merece colher êxito. É que a alegada violação ao preceito constitucional em questão carece do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos declaratórios para sanar eventual omissão no julgado recorrido. Incidem, na espécie, as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: dispositivo constitucional dado por violado (Constituição Federal de 1988, art. 5..., II) não analisado pelo acórdão recorrido: incidência das Súmulas 282 e 356. 2. Embargos de declaração, prequestionamento e Súmula 356. Os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. 3. Recurso extraordinário: inadmissibilidade: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884830. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 721519 AGR / SP alegada violação a dispositivo constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta, que não enseja exame no recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI n 596.757-AgR/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/11/06); (…) Ademais, anoto que, concluir de forma contrária às instâncias de mérito, como pretende o ora agravante, demandaria um reexame aprofundado de contexto fático- probatório, o que não se admite na via eleita. Incidência, portanto, da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Perfilhando esse entendimento, destaco os seguintes julgados: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO, QUE TEVE O SEGUIMENTO NEGADO. ANULAÇÃO DE DECISÃO ABSOLUTÓRIA DE TRIBUNAL DO JÚRI. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DA REGRA QUE ASSEGURA A SOBERANIA DOS VEREDICTOS DO JÚRI. NÃO OCORRÊNCIA. RECURSO NÃO PROVIDO. Esta Corte tem entendido que a anulação de decisão do tribunal do júri, por manifestamente contrária à prova dos autos, não viola a regra constitucional que assegura a soberania dos veredictos do júri (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXXVIII, c). Nesse sentido, o HC 73.349 (red. p/ acórdão min. Maurício Corrêa, DJ de 1....12.2000) e o Recurso Extraordinário 166.896 (rel. min. Néri da Silveira, DJ de 17.05.2002). Além disso, a análise da questão constitucional suscitada nas razões recursais demanda o reexame aprofundado dos fatos e provas que sustentaram o acórdão atacado, o que inviabiliza o conhecimento do extraordinário, ante a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido’ (AI n 728.023- AgR/RS, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884830. Supremo Tribunal Federal ARE 721519 AGR / SP alegada violação a dispositivo constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta, que não enseja exame no recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI n 596.757-AgR/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/11/06); (…) Ademais, anoto que, concluir de forma contrária às instâncias de mérito, como pretende o ora agravante, demandaria um reexame aprofundado de contexto fático- probatório, o que não se admite na via eleita. Incidência, portanto, da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Perfilhando esse entendimento, destaco os seguintes julgados: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO, QUE TEVE O SEGUIMENTO NEGADO. ANULAÇÃO DE DECISÃO ABSOLUTÓRIA DE TRIBUNAL DO JÚRI. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DA REGRA QUE ASSEGURA A SOBERANIA DOS VEREDICTOS DO JÚRI. NÃO OCORRÊNCIA. RECURSO NÃO PROVIDO. Esta Corte tem entendido que a anulação de decisão do tribunal do júri, por manifestamente contrária à prova dos autos, não viola a regra constitucional que assegura a soberania dos veredictos do júri (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXXVIII, c). Nesse sentido, o HC 73.349 (red. p/ acórdão min. Maurício Corrêa, DJ de 1....12.2000) e o Recurso Extraordinário 166.896 (rel. min. Néri da Silveira, DJ de 17.05.2002). Além disso, a análise da questão constitucional suscitada nas razões recursais demanda o reexame aprofundado dos fatos e provas que sustentaram o acórdão atacado, o que inviabiliza o conhecimento do extraordinário, ante a vedação contida na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental não provido’ (AI n 728.023- AgR/RS, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884830. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 721519 AGR / SP Barbosa, DJe de 28/2/11); (...) Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário” (fls. ) Sustenta o agravante que, “passados mais de 2 anos (...) entre o recebimento e o trânsito em julgado para a acusação forçoso crer que a contravenção está prescrita, considerando os prazos do art. 109, VI, do Código Penal Brasileiro” (fl. 200). Aduz, outrossim que “a matéria constitucional aqui debatida já foi efetivamente decidida tanto pelo juízo monocrático, quanto pelo colégio recursal, que só não foi explícito no trato da questão constitucional por se valer do disposto no art. 82 da Lei 9.099 para manter a sentença por seus próprios fundamentos” (fl. 202). Assevera, ainda, que, “se tanto o juízo monocrático efetuou a condenação quanto o colégio recursal a manteve, por certo consideraram tal tipo recepcionado pela atual Carta Magna, pelo que se vê a (sic) desnecessidade total de embargos declaratórios prequestionadores” (fl. 202 – grifos do autor). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884830. Supremo Tribunal Federal ARE 721519 AGR / SP Barbosa, DJe de 28/2/11); (...) Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário” (fls. ) Sustenta o agravante que, “passados mais de 2 anos (...) entre o recebimento e o trânsito em julgado para a acusação forçoso crer que a contravenção está prescrita, considerando os prazos do art. 109, VI, do Código Penal Brasileiro” (fl. 200). Aduz, outrossim que “a matéria constitucional aqui debatida já foi efetivamente decidida tanto pelo juízo monocrático, quanto pelo colégio recursal, que só não foi explícito no trato da questão constitucional por se valer do disposto no art. 82 da Lei 9.099 para manter a sentença por seus próprios fundamentos” (fl. 202). Assevera, ainda, que, “se tanto o juízo monocrático efetuou a condenação quanto o colégio recursal a manteve, por certo consideraram tal tipo recepcionado pela atual Carta Magna, pelo que se vê a (sic) desnecessidade total de embargos declaratórios prequestionadores” (fl. 202 – grifos do autor). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884830. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.519 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Na decisão ora recorrida, ao conhecer do agravo para negar seguimento ao extraordinário, vali-me dos seguintes fundamentos: a) ausência de prequestionamento; e b) inadmissível reexame do contexto fático-probatório, a teor da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. O ora agravante, por seu turno, deixou de impugnar o fundamento referente ao reexame do contexto fático-probatório. Nesse contexto, incide, na espécie, o entendimento da Corte de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. Sobre o tema, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. As alegadas ofensas à Constituição Federal não foram debatidas no acórdão recorrido e também não foram objeto de embargos de declaração, faltando-lhes, assim, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal). As razões do agravo não atacam todos os fundamentos da decisão agravada (Súmulas 283, 284 e 287 do Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 829.917/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 13/8/12); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS fundamentos DA DECISÃO agravada. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884829. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.519 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Na decisão ora recorrida, ao conhecer do agravo para negar seguimento ao extraordinário, vali-me dos seguintes fundamentos: a) ausência de prequestionamento; e b) inadmissível reexame do contexto fático-probatório, a teor da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. O ora agravante, por seu turno, deixou de impugnar o fundamento referente ao reexame do contexto fático-probatório. Nesse contexto, incide, na espécie, o entendimento da Corte de que a parte deve impugnar, na petição de agravo regimental, todos os fundamentos da decisão agravada. Sobre o tema, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. As alegadas ofensas à Constituição Federal não foram debatidas no acórdão recorrido e também não foram objeto de embargos de declaração, faltando-lhes, assim, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal). As razões do agravo não atacam todos os fundamentos da decisão agravada (Súmulas 283, 284 e 287 do Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 829.917/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 13/8/12); “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS fundamentos DA DECISÃO agravada. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884829. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 721519 AGR / SP 1. Inviável o agravo regimental no qual não são impugnados todos os fundamentos da decisão agravada. Precedentes” (Recurso Extraordinário n 563.881-AgR/RN, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../2/08); “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. fundamentos INATACADOS. 1. A agravante não impugnou os fundamentos da decisão agravada. Incidência do artigo 317, § 1..., do RISTF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 664.174/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 1.../2/08); “Embargos de declaração em recurso extraordinário. 2. decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Recurso que não ataca o fundamento da decisão agravada. Aplicação do art. 317, § 1..., do RISTF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 490.720/MS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 1.../2/08). De outra parte, ao contrário do que alega o recorrente, não vislumbro ilegalidade flagrante, ou abuso de poder, que autorize a concessão de ordem de habeas corpus de ofício para declarar a extinção da punibilidade, em razão da prescrição da pretensão punitiva. Na hipótese vertente, não se verifica, considerando a pena aplicada, o preenchimento do lapso temporal (art. 114, inciso I, do Código Penal) necessário entre os marcos interruptivos legalmente previstos (art. 117 do Código Penal). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884829. Supremo Tribunal Federal ARE 721519 AGR / SP 1. Inviável o agravo regimental no qual não são impugnados todos os fundamentos da decisão agravada. Precedentes” (Recurso Extraordinário n 563.881-AgR/RN, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../2/08); “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. fundamentos INATACADOS. 1. A agravante não impugnou os fundamentos da decisão agravada. Incidência do artigo 317, § 1..., do RISTF. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 664.174/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 1.../2/08); “Embargos de declaração em recurso extraordinário. 2. decisão monocrática do relator. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Recurso que não ataca o fundamento da decisão agravada. Aplicação do art. 317, § 1..., do RISTF. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 490.720/MS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 1.../2/08). De outra parte, ao contrário do que alega o recorrente, não vislumbro ilegalidade flagrante, ou abuso de poder, que autorize a concessão de ordem de habeas corpus de ofício para declarar a extinção da punibilidade, em razão da prescrição da pretensão punitiva. Na hipótese vertente, não se verifica, considerando a pena aplicada, o preenchimento do lapso temporal (art. 114, inciso I, do Código Penal) necessário entre os marcos interruptivos legalmente previstos (art. 117 do Código Penal). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3884829. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.519 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JOVAN CONDE DA SILVA ADV.(A/S) : VINÍCIUS LOBATO COUTO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 16.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700910 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.519 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : JOVAN CONDE DA SILVA ADV.(A/S) : VINÍCIUS LOBATO COUTO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 16.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700910 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721 . 519", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721 . 519 SÃO", "ARE 721519 AGR / SP", "Súmula 636 ’", "AI n 596 . 757 - AgR / RS", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "HC 73 . 349", "Recurso Extraordinário 166 . 896", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 728 . 023 - AgR / RS", "ARE 721519 AGR / SP", "AI n 596 . 757 - AgR / RS", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "HC 73 . 349", "Recurso Extraordinário 166 . 896", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 728 . 023 - AgR / RS", "ARE 721519 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721 . 519 SÃO", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282", "Súmulas 283", "AI n 829 . 917 / DF - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 283 , 284 e 287 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 829 . 917 / DF - AgR", "ARE 721519 AGR / SP", "Recurso Extraordinário n 563 . 881 - AgR / RN", "AI n 664", "Recurso Extraordinário n 490 . 720 / MS - 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2 / 2001", "artigo 317 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 317 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 114 , inciso I , do Código Penal", "art . 117 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "JOVAN CONDE DA SILVA", "VINÍCIUS LOBATO COUTO", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "JOVAN CONDE DA SILVA", "VINÍCIUS LOBATO COUTO", "DIAS TOFFOLI", "Jovan Conde da Silva", "DIAS TOFFOLI", "JOVAN CONDE DA SILVA", "VINÍCIUS LOBATO COUTO", "DIAS TOFFOLI", "Jovan Conde da Silva", "Sepúlveda Pertence", "Maurício Corrêa", "Néri da Silveira", "Joaquim", "2", "Sepúlveda Pertence", "Maurício Corrêa", "Néri da Silveira", "Joaquim", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Joaquim Barbosa", "DIAS TOFFOLI", "Joaquim Barbosa", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Eros Grau", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Eros Grau", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "JOVAN CONDE DA SILVA", "VINÍCIUS LOBATO COUTO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Paulo de Tarso Braz Lucas", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "JOVAN CONDE DA SILVA", "VINÍCIUS LOBATO COUTO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Paulo de Tarso Braz Lucas", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "16", "/", "04", "/", "2013", "16 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "06", "1", ".", ".", ".", ".", "12", "2000", "17", ".", "05", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "06", "1", ".", ".", ".", ".", "12", ".", "2000", "17", ".", "05", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "2", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "2", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "13", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "08", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "08", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "08", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "08", "1", ".", ".", ".", "/", "2", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "16", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.112 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CNR - EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) :MAURA LANNES CARUSO CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MILENA BATISTA DE ARAÚJO ADV.(A/S) :RENATO NORDI E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057535. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 732112 AGR / RJ agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057535. Supremo Tribunal Federal ARE 732112 AGR / RJ agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057535. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.112 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CNR - EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) :MAURA LANNES CARUSO CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MILENA BATISTA DE ARAÚJO ADV.(A/S) :RENATO NORDI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): CNR - Empreendimentos Imobiliários Ltda. - interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: ‘AGRAVO INTERNO EM FACE DE DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA NO RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCEDIMENTO ORDINÁRIO. AÇÃO REVISIONAL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DE QUE RESULTA PENHORA ONLINE. CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO E DETERMINAÇÃO DA SUBSTITUIÇÃO DA CONSTRIÇÃO EM DINHEIRO POR IMÓVEL DE VALOR EQUIVALENTE AO DA EXCUSSÃO, DESDE QUE O BEM INDICADO SEJA DIVERSO DO CONTRATO DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA FIRMADO PELOS LITIGANTES. ALEGAÇÃO DE FALTA DE LIQUIDEZ DO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057533. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.112 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CNR - EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) :MAURA LANNES CARUSO CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MILENA BATISTA DE ARAÚJO ADV.(A/S) :RENATO NORDI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): CNR - Empreendimentos Imobiliários Ltda. - interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: ‘AGRAVO INTERNO EM FACE DE DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA NO RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCEDIMENTO ORDINÁRIO. AÇÃO REVISIONAL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DE QUE RESULTA PENHORA ONLINE. CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO E DETERMINAÇÃO DA SUBSTITUIÇÃO DA CONSTRIÇÃO EM DINHEIRO POR IMÓVEL DE VALOR EQUIVALENTE AO DA EXCUSSÃO, DESDE QUE O BEM INDICADO SEJA DIVERSO DO CONTRATO DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA FIRMADO PELOS LITIGANTES. ALEGAÇÃO DE FALTA DE LIQUIDEZ DO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057533. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 732112 AGR / RJ TÍTULO JUDICIAL E DA NECESSIDADE DE LIQUIDAÇÃO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. DESCUMPRIMENTO DA TUTELA RECURSAL QUE AUTORIZA SUA REVOGAÇÃO O PROSSEGUIMENTO DA LIDE. PRECEDENTES. RECURSO DESPROVIDO’ (fl. 658). Opostos embargos declaratórios, foram rejeitados. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 5º, incisos LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da agravante, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste- se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (RE nº 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057533. Supremo Tribunal Federal ARE 732112 AGR / RJ TÍTULO JUDICIAL E DA NECESSIDADE DE LIQUIDAÇÃO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. DESCUMPRIMENTO DA TUTELA RECURSAL QUE AUTORIZA SUA REVOGAÇÃO O PROSSEGUIMENTO DA LIDE. PRECEDENTES. RECURSO DESPROVIDO’ (fl. 658). Opostos embargos declaratórios, foram rejeitados. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 5º, incisos LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da agravante, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste- se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (RE nº 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057533. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 732112 AGR / RJ Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e RE nº 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 18/5/01). Por outro lado, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa, o que inviabiliza o trânsito do recurso extraordinário nesse ponto. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI nº 594.887/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057533. Supremo Tribunal Federal ARE 732112 AGR / RJ Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e RE nº 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 18/5/01). Por outro lado, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa, o que inviabiliza o trânsito do recurso extraordinário nesse ponto. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI nº 594.887/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057533. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 732112 AGR / RJ podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional pertinente, de reexame incabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA. SUBSTITUIÇÃO DE BEM. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 728.878/GO-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO. NOMEAÇÃO DE BENS À PENHORA. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. A decisão judicial tem que ser fundamentada 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057533. Supremo Tribunal Federal ARE 732112 AGR / RJ podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional pertinente, de reexame incabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA. SUBSTITUIÇÃO DE BEM. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 728.878/GO-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO. NOMEAÇÃO DE BENS À PENHORA. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. A decisão judicial tem que ser fundamentada 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057533. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório ARE 732112 AGR / RJ (art. 93, IX), ainda que sucintamente, mas, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13,08.2010. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI nº 738.998/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/10/11). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a agravante que foram violados os arts. 5º, incisos LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(...) o Agravo de Instrumento tinha por fim ver reformada a r. decisão que determinou o bloqueio de MAIS DE OITOCENTOS MIL REAIS das contas da Recorrente, SEM A PRÉVIA LIQUIDAÇÃO DA SENTENÇA, E SEM SUA INTIMAÇÃO DE ACORDO COM O ART. 475-J DO CPC, E QUE CONDENOU-A AINDA, SEM QUALQUER FUNDAMENTO, À PENA DE LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. (…) No presente caso, não se trata de reexame de provas, mas sim de cerceamento de defesa quanto a intimação da penhora e a ausência de provas que justifiquem o valor excessivo de execução apresentado pela Agravada”. Alega, ainda, que teriam ocorrido diversas irregularidades no decorrer do processo movido na origem e que “em momento nenhum a agravante procrastinou ou agiu imbuída de má-fé, visando, nas poucas oportunidades em que se manifestou, apenas fazer cumprir a sentença, e preservar o seu patrimônio contra abusos e ilegalidades”. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057533. Supremo Tribunal Federal ARE 732112 AGR / RJ (art. 93, IX), ainda que sucintamente, mas, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13,08.2010. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI nº 738.998/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/10/11). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a agravante que foram violados os arts. 5º, incisos LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(...) o Agravo de Instrumento tinha por fim ver reformada a r. decisão que determinou o bloqueio de MAIS DE OITOCENTOS MIL REAIS das contas da Recorrente, SEM A PRÉVIA LIQUIDAÇÃO DA SENTENÇA, E SEM SUA INTIMAÇÃO DE ACORDO COM O ART. 475-J DO CPC, E QUE CONDENOU-A AINDA, SEM QUALQUER FUNDAMENTO, À PENA DE LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. (…) No presente caso, não se trata de reexame de provas, mas sim de cerceamento de defesa quanto a intimação da penhora e a ausência de provas que justifiquem o valor excessivo de execução apresentado pela Agravada”. Alega, ainda, que teriam ocorrido diversas irregularidades no decorrer do processo movido na origem e que “em momento nenhum a agravante procrastinou ou agiu imbuída de má-fé, visando, nas poucas oportunidades em que se manifestou, apenas fazer cumprir a sentença, e preservar o seu patrimônio contra abusos e ilegalidades”. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057533. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.112 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Não assiste razão ao agravante. Como já elucidado na decisum guerreada, conforme noticiou o juízo a quo, a agravante não cumpriu a decisão proferida por este relator no que tange à substituição do bem imóvel inicialmente indicado, por outro de valor equivalente, de sorte que não há qualquer óbice à realização da penhora online. (…) A alegação de cerceamento de defesa não merece acolhida. Os autos não foram retirados de cartório, conforme se conclui da informação do juízo (fls. 605, segundo parágrafo) e ainda que fosse assim, a agravante teve ciência pessoal da decisão hostilizada e silenciou, operando-se a preclusão consumativa (f. 345). Também consta do ofício do juízo informações de que a perda da prova pericial decorreu do não pagamento dos honorários periciais pela ré, ora agravante, o que por si só autoriza o prosseguimento da fase de cumprimento da sentença. Pelas razões até aqui expostas, também não prosperam as alegações de erro na perícia/excesso na execução e nesse aspecto merece relevo o fato dos litigantes terem manejado diversos recursos ao longo da tramitação do feito, inclusive o de apelação, sendo mantida a sentença hostilizada, conforme se depreende de consulta no site deste Tribunal. Assim, escoado o prazo para que a agravante cumprisse espontaneamente o julgado, não se pode, agora, admitir a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.112 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Não assiste razão ao agravante. Como já elucidado na decisum guerreada, conforme noticiou o juízo a quo, a agravante não cumpriu a decisão proferida por este relator no que tange à substituição do bem imóvel inicialmente indicado, por outro de valor equivalente, de sorte que não há qualquer óbice à realização da penhora online. (…) A alegação de cerceamento de defesa não merece acolhida. Os autos não foram retirados de cartório, conforme se conclui da informação do juízo (fls. 605, segundo parágrafo) e ainda que fosse assim, a agravante teve ciência pessoal da decisão hostilizada e silenciou, operando-se a preclusão consumativa (f. 345). Também consta do ofício do juízo informações de que a perda da prova pericial decorreu do não pagamento dos honorários periciais pela ré, ora agravante, o que por si só autoriza o prosseguimento da fase de cumprimento da sentença. Pelas razões até aqui expostas, também não prosperam as alegações de erro na perícia/excesso na execução e nesse aspecto merece relevo o fato dos litigantes terem manejado diversos recursos ao longo da tramitação do feito, inclusive o de apelação, sendo mantida a sentença hostilizada, conforme se depreende de consulta no site deste Tribunal. Assim, escoado o prazo para que a agravante cumprisse espontaneamente o julgado, não se pode, agora, admitir a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 732112 AGR / RJ 'exumação' de discussões acerca da higidez do julgado, sob pena de injustificável perpetuação do processo. Assim, é forçoso concluir que a decisão atacada não merece qualquer reparo.” Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da recorrente, tendo o Tribunal de origem explicitado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Supremo Tribunal Federal ARE 732112 AGR / RJ 'exumação' de discussões acerca da higidez do julgado, sob pena de injustificável perpetuação do processo. Assim, é forçoso concluir que a decisão atacada não merece qualquer reparo.” Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da recorrente, tendo o Tribunal de origem explicitado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 732112 AGR / RJ bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido” (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). “AGRAVO REGIMENTAL. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CF/88. INEXISTÊNCIA. Acórdão recorrido que se encontra devidamente fundamentado, ainda que com sua fundamentação não concorde o ora agravante. O órgão judicante não é obrigado a se manifestar sobre todas as teses apresentadas pela defesa, bastando que aponte fundamentadamente as razões de seu convencimento. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06). Por outro lado, é certo que as questões relativas à higidez da prova pericial produzida, ao indeferimento da nova perícia postulada, à validade dos atos de comunicação processual, à existência de excesso na execução e à revogação ou não da penhora on line decretada na origem não prescindem da análise da legislação processual e do reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. POSSIBILIDADE DE PENHORA ON LINE. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. O Tribunal a quo tratou apenas de matéria referente à possibilidade de penhora on line. O exame das alegadas ofensas a dispositivos constitucionais dependeria de prévia análise da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Supremo Tribunal Federal ARE 732112 AGR / RJ bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido” (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). “AGRAVO REGIMENTAL. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CF/88. INEXISTÊNCIA. Acórdão recorrido que se encontra devidamente fundamentado, ainda que com sua fundamentação não concorde o ora agravante. O órgão judicante não é obrigado a se manifestar sobre todas as teses apresentadas pela defesa, bastando que aponte fundamentadamente as razões de seu convencimento. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06). Por outro lado, é certo que as questões relativas à higidez da prova pericial produzida, ao indeferimento da nova perícia postulada, à validade dos atos de comunicação processual, à existência de excesso na execução e à revogação ou não da penhora on line decretada na origem não prescindem da análise da legislação processual e do reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. POSSIBILIDADE DE PENHORA ON LINE. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. O Tribunal a quo tratou apenas de matéria referente à possibilidade de penhora on line. O exame das alegadas ofensas a dispositivos constitucionais dependeria de prévia análise da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 732112 AGR / RJ legislação infraconstitucional que disciplina a matéria. Precedentes. Negativa de prestação jurisdicional não configurada. O artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, ainda que sucintamente. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI nº 830.805/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 23/5/12). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. EXCESSO DE EXECUÇÃO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 2. ALEGAÇÃO DE AFRONTA A GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 3. VIOLAÇÃO AO INCISO IX DO ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providência vedada neste momento processual. 2. Violação a garantias constitucionais do processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. De mais a mais, o aresto impugnado, em que pese haver dissentido dos interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Agravo regimental desprovido” (RE nº 580.334/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 4/3/11). “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REEXAME DE PROVA. SÚMULA 279 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Matéria demanda o reexame de conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Inadmissibilidade do RE, porquanto a ofensa à Constituição, se 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Supremo Tribunal Federal ARE 732112 AGR / RJ legislação infraconstitucional que disciplina a matéria. Precedentes. Negativa de prestação jurisdicional não configurada. O artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, ainda que sucintamente. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI nº 830.805/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 23/5/12). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. EXCESSO DE EXECUÇÃO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 2. ALEGAÇÃO DE AFRONTA A GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 3. VIOLAÇÃO AO INCISO IX DO ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providência vedada neste momento processual. 2. Violação a garantias constitucionais do processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. De mais a mais, o aresto impugnado, em que pese haver dissentido dos interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Agravo regimental desprovido” (RE nº 580.334/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 4/3/11). “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REEXAME DE PROVA. SÚMULA 279 DO STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Matéria demanda o reexame de conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Inadmissibilidade do RE, porquanto a ofensa à Constituição, se 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 732112 AGR / RJ ocorrente, seria indireta. III - Embargos de declaração convertidos em agravo regimental, a que se nega provimento” (AI nº 655.792/RJ-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 8/2/08). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Supremo Tribunal Federal ARE 732112 AGR / RJ ocorrente, seria indireta. III - Embargos de declaração convertidos em agravo regimental, a que se nega provimento” (AI nº 655.792/RJ-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 8/2/08). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 732112 AGR / RJ probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Supremo Tribunal Federal ARE 732112 AGR / RJ probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.112 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : CNR - EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) : MAURA LANNES CARUSO CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MILENA BATISTA DE ARAÚJO ADV.(A/S) : RENATO NORDI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813507 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.112 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : CNR - EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) : MAURA LANNES CARUSO CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MILENA BATISTA DE ARAÚJO ADV.(A/S) : RENATO NORDI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813507 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4090480
2013-05-07T00:00:00
2013-06-27T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido.
sjur234817
- Acórdão (s) citado (s): (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, FUNDAMENTAÇÃO) AI 809411 AgR (2ªT), AI 653010 AgR (1ªT), RE 463139 AgR (2ªT). (OFENSA REFLEXA) ARE 644667 AgR (1ªT), AI 531906 AgR (2ªT), AI 643654 AgR (1ªT). (SÚMULA 636, SÚMULA 279) AI 830805 AgR (1ªT), RE 580334 AgR (2ªT), AI 655792 ED (1ªT). Número de páginas: 14. Análise: 10/07/2013, BMB.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
732112
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 732112 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CNR - EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) : MAURA LANNES CARUSO CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MILENA BATISTA DE ARAÚJO ADV.(A/S) : RENATO NORDI E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.112 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CNR - EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) :MAURA LANNES CARUSO CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MILENA BATISTA DE ARAÚJO ADV.(A/S) :RENATO NORDI E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057535. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão ARE 732112 AGR / RJ agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057535. Supremo Tribunal Federal ARE 732112 AGR / RJ agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057535. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.112 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CNR - EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) :MAURA LANNES CARUSO CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MILENA BATISTA DE ARAÚJO ADV.(A/S) :RENATO NORDI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): CNR - Empreendimentos Imobiliários Ltda. - interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão 8... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: ‘AGRAVO INTERNO EM FACE DE DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA NO RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCEDIMENTO ORDINÁRIO. AÇÃO REVISIONAL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DE QUE RESULTA PENHORA ONLINE. CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO E DETERMINAÇÃO DA SUBSTITUIÇÃO DA CONSTRIÇÃO EM DINHEIRO POR IMÓVEL DE VALOR EQUIVALENTE AO DA EXCUSSÃO, DESDE QUE O BEM INDICADO SEJA DIVERSO DO CONTRATO DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA FIRMADO PELOS LITIGANTES. ALEGAÇÃO DE FALTA DE LIQUIDEZ DO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057533. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.112 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CNR - EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) :MAURA LANNES CARUSO CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MILENA BATISTA DE ARAÚJO ADV.(A/S) :RENATO NORDI E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): CNR - Empreendimentos Imobiliários Ltda. - interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão 8... Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: ‘AGRAVO INTERNO EM FACE DE DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA NO RECURSO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCEDIMENTO ORDINÁRIO. AÇÃO REVISIONAL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DE QUE RESULTA PENHORA ONLINE. CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO E DETERMINAÇÃO DA SUBSTITUIÇÃO DA CONSTRIÇÃO EM DINHEIRO POR IMÓVEL DE VALOR EQUIVALENTE AO DA EXCUSSÃO, DESDE QUE O BEM INDICADO SEJA DIVERSO DO CONTRATO DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA FIRMADO PELOS LITIGANTES. ALEGAÇÃO DE FALTA DE LIQUIDEZ DO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057533. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório ARE 732112 AGR / RJ TÍTULO JUDICIAL E DA NECESSIDADE DE LIQUIDAÇÃO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. DESCUMPRIMENTO DA TUTELA RECURSAL QUE AUTORIZA SUA REVOGAÇÃO O PROSSEGUIMENTO DA LIDE. PRECEDENTES. RECURSO DESPROVIDO’ (fl. 658). Opostos embargos declaratórios, foram rejeitados. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 5..., incisos LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da agravante, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste- se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057533. Supremo Tribunal Federal ARE 732112 AGR / RJ TÍTULO JUDICIAL E DA NECESSIDADE DE LIQUIDAÇÃO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. DESCUMPRIMENTO DA TUTELA RECURSAL QUE AUTORIZA SUA REVOGAÇÃO O PROSSEGUIMENTO DA LIDE. PRECEDENTES. RECURSO DESPROVIDO’ (fl. 658). Opostos embargos declaratórios, foram rejeitados. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 5..., incisos LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da agravante, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste- se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057533. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório ARE 732112 AGR / RJ Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e Recurso Extraordinário n 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 18/5/01). Por outro lado, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa, o que inviabiliza o trânsito do recurso extraordinário nesse ponto. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI n 594.887/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057533. Supremo Tribunal Federal ARE 732112 AGR / RJ Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e Recurso Extraordinário n 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 18/5/01). Por outro lado, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa, o que inviabiliza o trânsito do recurso extraordinário nesse ponto. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI n 594.887/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057533. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório ARE 732112 AGR / RJ podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional pertinente, de reexame incabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA. SUBSTITUIÇÃO DE BEM. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 728.878/GO-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO. NOMEAÇÃO DE BENS À PENHORA. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. A decisão judicial tem que ser fundamentada 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057533. Supremo Tribunal Federal ARE 732112 AGR / RJ podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional pertinente, de reexame incabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. PENHORA. SUBSTITUIÇÃO DE BEM. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 728.878/GO-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO. NOMEAÇÃO DE BENS À PENHORA. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. A súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 3. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. A decisão judicial tem que ser fundamentada 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057533. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório ARE 732112 AGR / RJ (art. 93, IX), ainda que sucintamente, mas, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13,08.2010. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI n 738.998/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/10/11). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a agravante que foram violados os arts. 5..., incisos LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(...) o Agravo de Instrumento tinha por fim ver reformada a r. decisão que determinou o bloqueio de MAIS DE OITOCENTOS MIL REAIS das contas da Recorrente, SEM A PRÉVIA LIQUIDAÇÃO DA SENTENÇA, E SEM SUA INTIMAÇÃO DE ACORDO COM O ART. 475-J DO Código de Processo Civil, E QUE CONDENOU-A AINDA, SEM QUALQUER FUNDAMENTO, À PENA DE LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. (…) No presente caso, não se trata de reexame de provas, mas sim de cerceamento de defesa quanto a intimação da penhora e a ausência de provas que justifiquem o valor excessivo de execução apresentado pela Agravada”. Alega, ainda, que teriam ocorrido diversas irregularidades no decorrer do processo movido na origem e que “em momento nenhum a agravante procrastinou ou agiu imbuída de má-fé, visando, nas poucas oportunidades em que se manifestou, apenas fazer cumprir a sentença, e preservar o seu patrimônio contra abusos e ilegalidades”. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057533. Supremo Tribunal Federal ARE 732112 AGR / RJ (art. 93, IX), ainda que sucintamente, mas, sendo prescindível que a mesma se funde na tese suscitada pela parte. Precedente: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe de 13,08.2010. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.’ (AI n 738.998/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/10/11). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste a agravante que foram violados os arts. 5..., incisos LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(...) o Agravo de Instrumento tinha por fim ver reformada a r. decisão que determinou o bloqueio de MAIS DE OITOCENTOS MIL REAIS das contas da Recorrente, SEM A PRÉVIA LIQUIDAÇÃO DA SENTENÇA, E SEM SUA INTIMAÇÃO DE ACORDO COM O ART. 475-J DO Código de Processo Civil, E QUE CONDENOU-A AINDA, SEM QUALQUER FUNDAMENTO, À PENA DE LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. (…) No presente caso, não se trata de reexame de provas, mas sim de cerceamento de defesa quanto a intimação da penhora e a ausência de provas que justifiquem o valor excessivo de execução apresentado pela Agravada”. Alega, ainda, que teriam ocorrido diversas irregularidades no decorrer do processo movido na origem e que “em momento nenhum a agravante procrastinou ou agiu imbuída de má-fé, visando, nas poucas oportunidades em que se manifestou, apenas fazer cumprir a sentença, e preservar o seu patrimônio contra abusos e ilegalidades”. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057533. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.112 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Não assiste razão ao agravante. Como já elucidado na decisum guerreada, conforme noticiou o juízo a quo, a agravante não cumpriu a decisão proferida por este relator no que tange à substituição do bem imóvel inicialmente indicado, por outro de valor equivalente, de sorte que não há qualquer óbice à realização da penhora online. (…) A alegação de cerceamento de defesa não merece acolhida. Os autos não foram retirados de cartório, conforme se conclui da informação do juízo (fls. 605, segundo parágrafo) e ainda que fosse assim, a agravante teve ciência pessoal da decisão hostilizada e silenciou, operando-se a preclusão consumativa (f. 345). Também consta do ofício do juízo informações de que a perda da prova pericial decorreu do não pagamento dos honorários periciais pela ré, ora agravante, o que por si só autoriza o prosseguimento da fase de cumprimento da sentença. Pelas razões até aqui expostas, também não prosperam as alegações de erro na perícia/excesso na execução e nesse aspecto merece relevo o fato dos litigantes terem manejado diversos recursos ao longo da tramitação do feito, inclusive o de apelação, sendo mantida a sentença hostilizada, conforme se depreende de consulta no site deste Tribunal. Assim, escoado o prazo para que a agravante cumprisse espontaneamente o julgado, não se pode, agora, admitir a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.112 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Não assiste razão ao agravante. Como já elucidado na decisum guerreada, conforme noticiou o juízo a quo, a agravante não cumpriu a decisão proferida por este relator no que tange à substituição do bem imóvel inicialmente indicado, por outro de valor equivalente, de sorte que não há qualquer óbice à realização da penhora online. (…) A alegação de cerceamento de defesa não merece acolhida. Os autos não foram retirados de cartório, conforme se conclui da informação do juízo (fls. 605, segundo parágrafo) e ainda que fosse assim, a agravante teve ciência pessoal da decisão hostilizada e silenciou, operando-se a preclusão consumativa (f. 345). Também consta do ofício do juízo informações de que a perda da prova pericial decorreu do não pagamento dos honorários periciais pela ré, ora agravante, o que por si só autoriza o prosseguimento da fase de cumprimento da sentença. Pelas razões até aqui expostas, também não prosperam as alegações de erro na perícia/excesso na execução e nesse aspecto merece relevo o fato dos litigantes terem manejado diversos recursos ao longo da tramitação do feito, inclusive o de apelação, sendo mantida a sentença hostilizada, conforme se depreende de consulta no site deste Tribunal. Assim, escoado o prazo para que a agravante cumprisse espontaneamente o julgado, não se pode, agora, admitir a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 732112 AGR / RJ 'exumação' de discussões acerca da higidez do julgado, sob pena de injustificável perpetuação do processo. Assim, é forçoso concluir que a decisão atacada não merece qualquer reparo.” Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da recorrente, tendo o Tribunal de origem explicitado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Supremo Tribunal Federal ARE 732112 AGR / RJ 'exumação' de discussões acerca da higidez do julgado, sob pena de injustificável perpetuação do processo. Assim, é forçoso concluir que a decisão atacada não merece qualquer reparo.” Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da recorrente, tendo o Tribunal de origem explicitado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 732112 AGR / RJ bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido” (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). “AGRAVO REGIMENTAL. OFENSA AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. INEXISTÊNCIA. Acórdão recorrido que se encontra devidamente fundamentado, ainda que com sua fundamentação não concorde o ora agravante. O órgão judicante não é obrigado a se manifestar sobre todas as teses apresentadas pela defesa, bastando que aponte fundamentadamente as razões de seu convencimento. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06). Por outro lado, é certo que as questões relativas à higidez da prova pericial produzida, ao indeferimento da nova perícia postulada, à validade dos atos de comunicação processual, à existência de excesso na execução e à revogação ou não da penhora on line decretada na origem não prescindem da análise da legislação processual e do reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. POSSIBILIDADE DE PENHORA ON LINE. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. O Tribunal a quo tratou apenas de matéria referente à possibilidade de penhora on line. O exame das alegadas ofensas a dispositivos constitucionais dependeria de prévia análise da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Supremo Tribunal Federal ARE 732112 AGR / RJ bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido” (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). “AGRAVO REGIMENTAL. OFENSA AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. INEXISTÊNCIA. Acórdão recorrido que se encontra devidamente fundamentado, ainda que com sua fundamentação não concorde o ora agravante. O órgão judicante não é obrigado a se manifestar sobre todas as teses apresentadas pela defesa, bastando que aponte fundamentadamente as razões de seu convencimento. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06). Por outro lado, é certo que as questões relativas à higidez da prova pericial produzida, ao indeferimento da nova perícia postulada, à validade dos atos de comunicação processual, à existência de excesso na execução e à revogação ou não da penhora on line decretada na origem não prescindem da análise da legislação processual e do reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. POSSIBILIDADE DE PENHORA ON LINE. NECESSIDADE DE PRÉVIA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. O Tribunal a quo tratou apenas de matéria referente à possibilidade de penhora on line. O exame das alegadas ofensas a dispositivos constitucionais dependeria de prévia análise da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 732112 AGR / RJ legislação infraconstitucional que disciplina a matéria. Precedentes. Negativa de prestação jurisdicional não configurada. O artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, ainda que sucintamente. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI n 830.805/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 23/5/12). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. EXCESSO DE EXECUÇÃO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 2. ALEGAÇÃO DE AFRONTA A GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 3. VIOLAÇÃO AO INCISO IX DO ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providência vedada neste momento processual. 2. Violação a garantias constitucionais do processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. De mais a mais, o aresto impugnado, em que pese haver dissentido dos interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n 580.334/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 4/3/11). “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REEXAME DE PROVA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Matéria demanda o reexame de conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, porquanto a ofensa à Constituição, se 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Supremo Tribunal Federal ARE 732112 AGR / RJ legislação infraconstitucional que disciplina a matéria. Precedentes. Negativa de prestação jurisdicional não configurada. O artigo 93, IX, da Constituição Federal exige que o órgão jurisdicional explicite as razões do seu convencimento, ainda que sucintamente. Agravo regimental conhecido e não provido” (AI n 830.805/DF-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 23/5/12). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. EXCESSO DE EXECUÇÃO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 2. ALEGAÇÃO DE AFRONTA A GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 3. VIOLAÇÃO AO INCISO IX DO ART. 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INEXISTÊNCIA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela instância judicante de origem demandaria o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providência vedada neste momento processual. 2. Violação a garantias constitucionais do processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. De mais a mais, o aresto impugnado, em que pese haver dissentido dos interesses da parte agravante, está devidamente fundamentado. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n 580.334/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 4/3/11). “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. REEXAME DE PROVA. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Matéria demanda o reexame de conjunto fático-probatório, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional aplicável à espécie. Inadmissibilidade do Recurso Extraordinário, porquanto a ofensa à Constituição, se 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 732112 AGR / RJ ocorrente, seria indireta. III - Embargos de declaração convertidos em agravo regimental, a que se nega provimento” (AI n 655.792/RJ-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 8/2/08). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Supremo Tribunal Federal ARE 732112 AGR / RJ ocorrente, seria indireta. III - Embargos de declaração convertidos em agravo regimental, a que se nega provimento” (AI n 655.792/RJ-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 8/2/08). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 732112 AGR / RJ probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Supremo Tribunal Federal ARE 732112 AGR / RJ probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057532. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.112 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : CNR - EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) : MAURA LANNES CARUSO CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MILENA BATISTA DE ARAÚJO ADV.(A/S) : RENATO NORDI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813507 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.112 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : CNR - EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA ADV.(A/S) : MAURA LANNES CARUSO CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MILENA BATISTA DE ARAÚJO ADV.(A/S) : RENATO NORDI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813507 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732 . 112", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 732112 AGR / RJ", "ARE 732112 AGR / RJ", "ARE 732112 AGR / RJ", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR", "ARE 732112 AGR / RJ", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR", "ARE 732112 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário n 181 . 039 / SP - AgR", "AI n 594 . 887 / SP -", "ARE 732112 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário n 181 . 039 / SP - AgR", "AI n 594 . 887 / SP - AgR", "ARE 732112 AGR / RJ", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 728 . 878 / GO - AgR", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "AI 808 . 361", "súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 732112 AGR / RJ", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 728 . 878 / GO - AgR", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "AI 808 . 361", "súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 732112 AGR / RJ", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "AI n 738 . 998 / GO - AgR", "ARE 732112 AGR / RJ", "AI n 738 . 998 / GO - AgR", "ARE 732112 AGR / RJ", "AI n 809 . 411 / SP - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 732112", "AI n 809 . 411 / SP - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 653 . 010 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 732112 AGR / RJ", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 653 . 010 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 732112 AGR / RJ", "AI n 830 . 805 / DF - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 580 . 334 / RJ - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 732112 AGR / RJ", "AI n 830 . 805 / DF - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 580 . 334 / RJ - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 655 . 792 / RJ - 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2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "ARTIGO 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 .", "ART . 475 - J DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , incisos LIV e LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "ART . 475 - J DO Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "INCISO IX DO ART . 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "INCISO IX DO ART . 93 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200", "Constituição da República", "ARTIGO 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "ARTIGO 5 . . . , LV , DA", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , LV , da Constituição do Brasil", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200", "artigo 5 . . . , LV , da Constituição do Brasil", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 737.014 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RONDINELLE SALES MENDONÇA ADV.(A/S) :FABIANA SIMÕES MARTINS ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO AGDO.(A/S) :REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Processual. Apelação dirigida a Tribunal Regional Federal. Inadmissibilidade. Pressupostos processuais. Ausência de repercussão geral do tema. Legislação infraconstitucional. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de abril de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911987. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 737.014 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RONDINELLE SALES MENDONÇA ADV.(A/S) :FABIANA SIMÕES MARTINS ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO AGDO.(A/S) :REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Rondinelle Sales Mendonça interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Rondinelle Sales Mendonça interpõe agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça: ‘AÇÃO DE INDENIZAÇÃO - GUERRA ALEMANHA – NETO DE TRIPULANTE DE BARCO TORPEDEADO. CABÍVEL RECURSO ORDINÁRIO – ART. 105, II, ‘C’, TEXTO BASICO, COMPETÊNCIA STJ. Ajuizou-se ‘Trata-se de ação ordinária, partes qualificadas, visando à condenação da ré a indenizar-lhes por dano material e moral, em razão do ataque ao barco CHANGRI-LA, por um submarino alemão, durante a II Guerra Mundial, em que morreram todos os tripulantes, pescadores do barco pesqueiro ‘Changri-lá’, que foi covardemente torpedeado pelo submarino nazista U-199, em 1943, nas proximidades de Cabo Frio. - Estatui o artigo 105, II, c, do Texto Básico, que compete ao Superior Tribunal de Justiça, julgar em recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911985. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 737.014 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RONDINELLE SALES MENDONÇA ADV.(A/S) :FABIANA SIMÕES MARTINS ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO AGDO.(A/S) :REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Rondinelle Sales Mendonça interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Rondinelle Sales Mendonça interpõe agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça: ‘AÇÃO DE INDENIZAÇÃO - GUERRA ALEMANHA – NETO DE TRIPULANTE DE BARCO TORPEDEADO. CABÍVEL RECURSO ORDINÁRIO – ART. 105, II, ‘C’, TEXTO BASICO, COMPETÊNCIA STJ. Ajuizou-se ‘Trata-se de ação ordinária, partes qualificadas, visando à condenação da ré a indenizar-lhes por dano material e moral, em razão do ataque ao barco CHANGRI-LA, por um submarino alemão, durante a II Guerra Mundial, em que morreram todos os tripulantes, pescadores do barco pesqueiro ‘Changri-lá’, que foi covardemente torpedeado pelo submarino nazista U-199, em 1943, nas proximidades de Cabo Frio. - Estatui o artigo 105, II, c, do Texto Básico, que compete ao Superior Tribunal de Justiça, julgar em recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório AI 737014 AGR / RJ ordinário, as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, de um lado, e, do outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no País. - Em outros termos, incabível a apelação, e sim recurso ordinário constitucional, conforme dicção expressa, em epígrafe, pelo que resta afastado, dada a inexistência de dúvida objetiva, o princípio da fungibilidade recursal, o que conduz ao não conhecimento do recurso, à míngua de requisito intrínseco de admissibilidade. -Noutro eito, inacolhível o pleito, veiculado no petitório (fls.2141228), protocolado em 13 de setembro de 2007, requerendo ‘seja admitida a correção de erro material de indicação de remessa na capa do apelo para passar a constar Superior Tribunal de Justiça e não Tribunal Federal Regional da 2a Região, bem como erro material do Juízo a quo de remeter os autos para Tribunal ad quem incompetente’, na medida em que, não se cuida de declaração de inconstitucionalidade (artigo 36, I, Lei 8.038/90, e sim de interpretação conforme à Constituição Federal, a teor do princípio da Supremacia dos preceitos constitucionais, o que afasta, passe-se o truísmo, as regras do Código de Processo Civil, inexistindo, portanto, o acenado erro material, estando configurada a preclusão consumativa, sendo ininvocável os preceitos dos artigos 113, e 244, do Digesto Processual Civil, a teor da dicção da Carta Magna, o que deságua no inacolhimento do requerido naquele petitório. - Recurso não conhecido.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, fundado na alínea ‘a’, do permissivo constitucional, sustenta-se violação do artigo 105, inciso II, alínea ‘c’, da Constituição Federal. Decido. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911985. Supremo Tribunal Federal AI 737014 AGR / RJ ordinário, as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, de um lado, e, do outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no País. - Em outros termos, incabível a apelação, e sim recurso ordinário constitucional, conforme dicção expressa, em epígrafe, pelo que resta afastado, dada a inexistência de dúvida objetiva, o princípio da fungibilidade recursal, o que conduz ao não conhecimento do recurso, à míngua de requisito intrínseco de admissibilidade. -Noutro eito, inacolhível o pleito, veiculado no petitório (fls.2141228), protocolado em 13 de setembro de 2007, requerendo ‘seja admitida a correção de erro material de indicação de remessa na capa do apelo para passar a constar Superior Tribunal de Justiça e não Tribunal Federal Regional da 2a Região, bem como erro material do Juízo a quo de remeter os autos para Tribunal ad quem incompetente’, na medida em que, não se cuida de declaração de inconstitucionalidade (artigo 36, I, Lei 8.038/90, e sim de interpretação conforme à Constituição Federal, a teor do princípio da Supremacia dos preceitos constitucionais, o que afasta, passe-se o truísmo, as regras do Código de Processo Civil, inexistindo, portanto, o acenado erro material, estando configurada a preclusão consumativa, sendo ininvocável os preceitos dos artigos 113, e 244, do Digesto Processual Civil, a teor da dicção da Carta Magna, o que deságua no inacolhimento do requerido naquele petitório. - Recurso não conhecido.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, fundado na alínea ‘a’, do permissivo constitucional, sustenta-se violação do artigo 105, inciso II, alínea ‘c’, da Constituição Federal. Decido. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório AI 737014 AGR / RJ Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a análise da alegada infringência constitucional em que fundamentado o presente recurso não prescinde de reexame de normas infraconstitucionais, bem como dos fatos e provas dos autos, a configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Falta de prequestionamento de dispositivos constitucionais. Matéria que não foi abordada nas razões de apelação ou mesmo em embargos declaratórios. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 491.543-AgR/SP, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 29/6/07). ‘O acórdão recorrido decidiu a lide com base na legislação infraconstitucional. Inadmissível o recurso 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911985. Supremo Tribunal Federal AI 737014 AGR / RJ Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a análise da alegada infringência constitucional em que fundamentado o presente recurso não prescinde de reexame de normas infraconstitucionais, bem como dos fatos e provas dos autos, a configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Falta de prequestionamento de dispositivos constitucionais. Matéria que não foi abordada nas razões de apelação ou mesmo em embargos declaratórios. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 491.543-AgR/SP, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 29/6/07). ‘O acórdão recorrido decidiu a lide com base na legislação infraconstitucional. Inadmissível o recurso 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório AI 737014 AGR / RJ extraordinário porquanto a ofensa à Constituição Federal, se existente, se daria de maneira reflexa. 2. Decidir de maneira diferente do que deliberado pelo tribunal a quo demandaria o reexame de fatos e provas da causa, ante a incidência da Súmula STF 279. 3. Agravo regimental improvido’ (RE nº 544.373/ES-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 7/8/09). Ressalte-se, ainda, que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria relativa ao exame de pressupostos processuais de recursos de competência de Cortes diversas. O acórdão desse julgamento está assim ementado: ‘PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso ‘elemento de configuração da própria repercussão geral’, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no RE 584.608’ (DJe de 26/3/10). Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” Insiste o agravante que foi violado o art. 105, inciso II, alínea c, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911985. Supremo Tribunal Federal AI 737014 AGR / RJ extraordinário porquanto a ofensa à Constituição Federal, se existente, se daria de maneira reflexa. 2. Decidir de maneira diferente do que deliberado pelo tribunal a quo demandaria o reexame de fatos e provas da causa, ante a incidência da Súmula STF 279. 3. Agravo regimental improvido’ (RE nº 544.373/ES-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 7/8/09). Ressalte-se, ainda, que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria relativa ao exame de pressupostos processuais de recursos de competência de Cortes diversas. O acórdão desse julgamento está assim ementado: ‘PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso ‘elemento de configuração da própria repercussão geral’, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no RE 584.608’ (DJe de 26/3/10). Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” Insiste o agravante que foi violado o art. 105, inciso II, alínea c, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório AI 737014 AGR / RJ “(...) o ditame constitucional supracitado é claro ao determinar que o julgamento do recurso interposto em causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, como ocorre no presente caso, em que o Agravante, residente neste país, processa a República Federal da Alemanha, deve ser feito pelo STJ. A decisão que não remete o processo para julgamento no STJ viola de morte o art. 105, II, ‘c’, da Constituição federal, não havendo qualquer discussão de ordem fática. É tão somente uma violação é explícita à Constituição Federal. (...) houve afronta direta a dispositivo constitucional, pois a própria legislação federal, capitaneada pelos arts. 36 e 37 da lei 8.038/90, estabelece que nas causas em que forem partes, de um lado, Estado estrangeiro ou organismo internacional e, de outro, município ou pessoa domiciliada ou residente no País, caberá apelação da sentença e que tal recurso será interposto para o Superior Tribunal de Justiça, dispondo da mesma forma o art. 513 do CPC. (...) Além disso, o não conhecimento do Recurso do Agravante por questão meramente processual, sem a existência de erro crasso, afrontará de morte um princípio com muito mais força do que o da fungibilidade dos recursos. Estar-se-á negando vigência ao princípio constitucional do acesso a justiça!!!” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911985. Supremo Tribunal Federal AI 737014 AGR / RJ “(...) o ditame constitucional supracitado é claro ao determinar que o julgamento do recurso interposto em causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, como ocorre no presente caso, em que o Agravante, residente neste país, processa a República Federal da Alemanha, deve ser feito pelo STJ. A decisão que não remete o processo para julgamento no STJ viola de morte o art. 105, II, ‘c’, da Constituição federal, não havendo qualquer discussão de ordem fática. É tão somente uma violação é explícita à Constituição Federal. (...) houve afronta direta a dispositivo constitucional, pois a própria legislação federal, capitaneada pelos arts. 36 e 37 da lei 8.038/90, estabelece que nas causas em que forem partes, de um lado, Estado estrangeiro ou organismo internacional e, de outro, município ou pessoa domiciliada ou residente no País, caberá apelação da sentença e que tal recurso será interposto para o Superior Tribunal de Justiça, dispondo da mesma forma o art. 513 do CPC. (...) Além disso, o não conhecimento do Recurso do Agravante por questão meramente processual, sem a existência de erro crasso, afrontará de morte um princípio com muito mais força do que o da fungibilidade dos recursos. Estar-se-á negando vigência ao princípio constitucional do acesso a justiça!!!” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 737.014 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar o inconformismo. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “(...) incabível a apelação, e sim recurso ordinário constitucional, conforme dicção expressa, em epígrafe, pelo que resta afastado, dada a inexistência de dúvida objetiva, o princípio da fungibilidade recursal, o que conduz ao não conhecimento do recurso, à míngua de requisito intrínseco de admissibilidade.” A Corte de origem, na mesma ocasião, indeferiu o pleito do ora agravante de se converter o julgamento da apelação em diligência, para a aplicação dos arts. 36 e 37 da Lei nº 8.038/90, uma vez que não se estaria diante de declaração de inconstitucionalidade, “inexistindo, portanto, o acenado erro material, estando configurada a preclusão consumativa, sendo ininvocável os preceitos dos artigos 113, e 244, do Digesto Processual Civil”. Desse modo, é certo que o Tribunal Regional Federal, no referido julgamento, ateve-se ao exame dos pressupostos recursais da apelação dirigida àquela Corte. Assim, o caso ajusta-se ao que decidido pelo Plenário desta Corte, que, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Sobre o tema, anote-se: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. TEMPESTIVIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL A QUO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911984. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 737.014 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar o inconformismo. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “(...) incabível a apelação, e sim recurso ordinário constitucional, conforme dicção expressa, em epígrafe, pelo que resta afastado, dada a inexistência de dúvida objetiva, o princípio da fungibilidade recursal, o que conduz ao não conhecimento do recurso, à míngua de requisito intrínseco de admissibilidade.” A Corte de origem, na mesma ocasião, indeferiu o pleito do ora agravante de se converter o julgamento da apelação em diligência, para a aplicação dos arts. 36 e 37 da Lei nº 8.038/90, uma vez que não se estaria diante de declaração de inconstitucionalidade, “inexistindo, portanto, o acenado erro material, estando configurada a preclusão consumativa, sendo ininvocável os preceitos dos artigos 113, e 244, do Digesto Processual Civil”. Desse modo, é certo que o Tribunal Regional Federal, no referido julgamento, ateve-se ao exame dos pressupostos recursais da apelação dirigida àquela Corte. Assim, o caso ajusta-se ao que decidido pelo Plenário desta Corte, que, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Sobre o tema, anote-se: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. TEMPESTIVIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL A QUO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 737014 AGR / RJ DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que o recurso extraordinário não se presta ao reexame dos pressupostos de admissibilidade de recursos de competência de outra Corte, considerado o âmbito infraconstitucional do debate, onde se inclui a tempestividade. Precedentes. O Plenário do STF, no exame do RE 598.365/MG, de relatoria do Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral das questões atinentes a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 672.514/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 9/11/12). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO EM TRIBUNAL DIVERSO: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 693.434/SP-ED, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18/9/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE CORTES DIVERSAS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. O Supremo Tribunal Federal, ao examinar a preliminar de repercussão geral no RE n. 598.365, Relator o Ministro Carlos Britto, cujo objeto era análogo ao deste feito, recusou o recurso extraordinário, ante a ausência de repercussão geral da questão constitucional. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 760.962/MT, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 13/11/09). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911984. Supremo Tribunal Federal AI 737014 AGR / RJ DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que o recurso extraordinário não se presta ao reexame dos pressupostos de admissibilidade de recursos de competência de outra Corte, considerado o âmbito infraconstitucional do debate, onde se inclui a tempestividade. Precedentes. O Plenário do STF, no exame do RE 598.365/MG, de relatoria do Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral das questões atinentes a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE nº 672.514/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 9/11/12). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO EM TRIBUNAL DIVERSO: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 693.434/SP-ED, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18/9/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE CORTES DIVERSAS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. O Supremo Tribunal Federal, ao examinar a preliminar de repercussão geral no RE n. 598.365, Relator o Ministro Carlos Britto, cujo objeto era análogo ao deste feito, recusou o recurso extraordinário, ante a ausência de repercussão geral da questão constitucional. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 760.962/MT, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 13/11/09). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 737014 AGR / RJ Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911984. Supremo Tribunal Federal AI 737014 AGR / RJ Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 737.014 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RONDINELLE SALES MENDONÇA ADV.(A/S) : FABIANA SIMÕES MARTINS ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO AGDO.(A/S) : REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673465 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 737.014 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RONDINELLE SALES MENDONÇA ADV.(A/S) : FABIANA SIMÕES MARTINS ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO AGDO.(A/S) : REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673465 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3938778
2013-04-09T00:00:00
2013-06-07T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 9.4.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Processual. Apelação dirigida a Tribunal Regional Federal. Inadmissibilidade. Pressupostos processuais. Ausência de repercussão geral do tema. Legislação infraconstitucional. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do RE nº 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 2. Agravo regimental não provido.
sjur232589
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, PRESSUPOSTOS RECURSAIS, TRIBUNAIS DIVERSOS) RE 598365 RG (TP), ARE 672514 AgR (1ªT), ARE 693434 ED (1ªT), AI 760962 (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 24/06/2013, TBC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
737014
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00113 ART-00244 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\r\n ART-00036 ART-00037 \r\n LEI ORDINÁRIA" ]
AI-AgR
acordaos
AI 737014 AgR
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AGTE.(S) : RONDINELLE SALES MENDONÇA ADV.(A/S) : FABIANA SIMÕES MARTINS ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO AGDO.(A/S) : REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA
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Ementa e Acórdão 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 737.014 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RONDINELLE SALES MENDONÇA ADV.(A/S) :FABIANA SIMÕES MARTINS ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO AGDO.(A/S) :REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Processual. Apelação dirigida a Tribunal Regional Federal. Inadmissibilidade. Pressupostos processuais. Ausência de repercussão geral do tema. Legislação infraconstitucional. Precedentes. 1. O Plenário da Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de abril de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911987. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 737.014 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RONDINELLE SALES MENDONÇA ADV.(A/S) :FABIANA SIMÕES MARTINS ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO AGDO.(A/S) :REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Rondinelle Sales Mendonça interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Rondinelle Sales Mendonça interpõe agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça: ‘AÇÃO DE INDENIZAÇÃO - GUERRA ALEMANHA – NETO DE TRIPULANTE DE BARCO TORPEDEADO. CABÍVEL RECURSO ORDINÁRIO – ART. 105, II, ‘C’, TEXTO BASICO, COMPETÊNCIA Superior Tribunal de Justiça. Ajuizou-se ‘Trata-se de ação ordinária, partes qualificadas, visando à condenação da ré a indenizar-lhes por dano material e moral, em razão do ataque ao barco CHANGRI-LA, por um submarino alemão, durante a II Guerra Mundial, em que morreram todos os tripulantes, pescadores do barco pesqueiro ‘Changri-lá’, que foi covardemente torpedeado pelo submarino nazista U-199, em 1943, nas proximidades de Cabo Frio. - Estatui o artigo 105, II, c, do Texto Básico, que compete ao Superior Tribunal de Justiça, julgar em recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911985. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 737.014 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :RONDINELLE SALES MENDONÇA ADV.(A/S) :FABIANA SIMÕES MARTINS ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO AGDO.(A/S) :REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Rondinelle Sales Mendonça interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Rondinelle Sales Mendonça interpõe agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça: ‘AÇÃO DE INDENIZAÇÃO - GUERRA ALEMANHA – NETO DE TRIPULANTE DE BARCO TORPEDEADO. CABÍVEL RECURSO ORDINÁRIO – ART. 105, II, ‘C’, TEXTO BASICO, COMPETÊNCIA Superior Tribunal de Justiça. Ajuizou-se ‘Trata-se de ação ordinária, partes qualificadas, visando à condenação da ré a indenizar-lhes por dano material e moral, em razão do ataque ao barco CHANGRI-LA, por um submarino alemão, durante a II Guerra Mundial, em que morreram todos os tripulantes, pescadores do barco pesqueiro ‘Changri-lá’, que foi covardemente torpedeado pelo submarino nazista U-199, em 1943, nas proximidades de Cabo Frio. - Estatui o artigo 105, II, c, do Texto Básico, que compete ao Superior Tribunal de Justiça, julgar em recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório AI 737014 AGR / RJ ordinário, as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, de um lado, e, do outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no País. - Em outros termos, incabível a apelação, e sim recurso ordinário constitucional, conforme dicção expressa, em epígrafe, pelo que resta afastado, dada a inexistência de dúvida objetiva, o princípio da fungibilidade recursal, o que conduz ao não conhecimento do recurso, à míngua de requisito intrínseco de admissibilidade. -Noutro eito, inacolhível o pleito, veiculado no petitório (fls.2141228), protocolado em 13 de setembro de 2007, requerendo ‘seja admitida a correção de erro material de indicação de remessa na capa do apelo para passar a constar Superior Tribunal de Justiça e não Tribunal Federal Regional da 2a Região, bem como erro material do Juízo a quo de remeter os autos para Tribunal ad quem incompetente’, na medida em que, não se cuida de declaração de inconstitucionalidade (artigo 36, I, Lei 8.038/90, e sim de interpretação conforme à Constituição Federal, a teor do princípio da Supremacia dos preceitos constitucionais, o que afasta, passe-se o truísmo, as regras do Código de Processo Civil, inexistindo, portanto, o acenado erro material, estando configurada a preclusão consumativa, sendo ininvocável os preceitos dos artigos 113, e 244, do Digesto Processual Civil, a teor da dicção da Carta Magna, o que deságua no inacolhimento do requerido naquele petitório. - Recurso não conhecido.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, fundado na alínea ‘a’, do permissivo constitucional, sustenta-se violação do artigo 105, inciso II, alínea ‘c’, da Constituição Federal. Decido. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911985. Supremo Tribunal Federal AI 737014 AGR / RJ ordinário, as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, de um lado, e, do outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no País. - Em outros termos, incabível a apelação, e sim recurso ordinário constitucional, conforme dicção expressa, em epígrafe, pelo que resta afastado, dada a inexistência de dúvida objetiva, o princípio da fungibilidade recursal, o que conduz ao não conhecimento do recurso, à míngua de requisito intrínseco de admissibilidade. -Noutro eito, inacolhível o pleito, veiculado no petitório (fls.2141228), protocolado em 13 de setembro de 2007, requerendo ‘seja admitida a correção de erro material de indicação de remessa na capa do apelo para passar a constar Superior Tribunal de Justiça e não Tribunal Federal Regional da 2a Região, bem como erro material do Juízo a quo de remeter os autos para Tribunal ad quem incompetente’, na medida em que, não se cuida de declaração de inconstitucionalidade (artigo 36, I, Lei 8.038/90, e sim de interpretação conforme à Constituição Federal, a teor do princípio da Supremacia dos preceitos constitucionais, o que afasta, passe-se o truísmo, as regras do Código de Processo Civil, inexistindo, portanto, o acenado erro material, estando configurada a preclusão consumativa, sendo ininvocável os preceitos dos artigos 113, e 244, do Digesto Processual Civil, a teor da dicção da Carta Magna, o que deságua no inacolhimento do requerido naquele petitório. - Recurso não conhecido.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário, fundado na alínea ‘a’, do permissivo constitucional, sustenta-se violação do artigo 105, inciso II, alínea ‘c’, da Constituição Federal. Decido. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório AI 737014 AGR / RJ Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a análise da alegada infringência constitucional em que fundamentado o presente recurso não prescinde de reexame de normas infraconstitucionais, bem como dos fatos e provas dos autos, a configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Falta de prequestionamento de dispositivos constitucionais. Matéria que não foi abordada nas razões de apelação ou mesmo em embargos declaratórios. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 491.543-AgR/SP, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 29/6/07). ‘O acórdão recorrido decidiu a lide com base na legislação infraconstitucional. Inadmissível o recurso 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911985. Supremo Tribunal Federal AI 737014 AGR / RJ Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a análise da alegada infringência constitucional em que fundamentado o presente recurso não prescinde de reexame de normas infraconstitucionais, bem como dos fatos e provas dos autos, a configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Falta de prequestionamento de dispositivos constitucionais. Matéria que não foi abordada nas razões de apelação ou mesmo em embargos declaratórios. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 491.543-AgR/SP, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 29/6/07). ‘O acórdão recorrido decidiu a lide com base na legislação infraconstitucional. Inadmissível o recurso 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório AI 737014 AGR / RJ extraordinário porquanto a ofensa à Constituição Federal, se existente, se daria de maneira reflexa. 2. Decidir de maneira diferente do que deliberado pelo tribunal a quo demandaria o reexame de fatos e provas da causa, ante a incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3. Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 544.373/ES-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 7/8/09). Ressalte-se, ainda, que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria relativa ao exame de pressupostos processuais de recursos de competência de Cortes diversas. O acórdão desse julgamento está assim ementado: ‘PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso ‘elemento de configuração da própria repercussão geral’, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 584.608’ (DJe de 26/3/10). Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” Insiste o agravante que foi violado o art. 105, inciso II, alínea c, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911985. Supremo Tribunal Federal AI 737014 AGR / RJ extraordinário porquanto a ofensa à Constituição Federal, se existente, se daria de maneira reflexa. 2. Decidir de maneira diferente do que deliberado pelo tribunal a quo demandaria o reexame de fatos e provas da causa, ante a incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3. Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 544.373/ES-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 7/8/09). Ressalte-se, ainda, que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria relativa ao exame de pressupostos processuais de recursos de competência de Cortes diversas. O acórdão desse julgamento está assim ementado: ‘PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE OUTROS TRIBUNAIS. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. A questão alusiva ao cabimento de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional. Precedentes. Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta nossa Corte, falta ao caso ‘elemento de configuração da própria repercussão geral’, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 584.608’ (DJe de 26/3/10). Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” Insiste o agravante que foi violado o art. 105, inciso II, alínea c, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório AI 737014 AGR / RJ “(...) o ditame constitucional supracitado é claro ao determinar que o julgamento do recurso interposto em causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, como ocorre no presente caso, em que o Agravante, residente neste país, processa a República Federal da Alemanha, deve ser feito pelo Superior Tribunal de Justiça. A decisão que não remete o processo para julgamento no Superior Tribunal de Justiça viola de morte o art. 105, II, ‘c’, da Constituição federal, não havendo qualquer discussão de ordem fática. É tão somente uma violação é explícita à Constituição Federal. (...) houve afronta direta a dispositivo constitucional, pois a própria legislação federal, capitaneada pelos arts. 36 e 37 da lei 8.038/90, estabelece que nas causas em que forem partes, de um lado, Estado estrangeiro ou organismo internacional e, de outro, município ou pessoa domiciliada ou residente no País, caberá apelação da sentença e que tal recurso será interposto para o Superior Tribunal de Justiça, dispondo da mesma forma o art. 513 do Código de Processo Civil. (...) Além disso, o não conhecimento do Recurso do Agravante por questão meramente processual, sem a existência de erro crasso, afrontará de morte um princípio com muito mais força do que o da fungibilidade dos recursos. Estar-se-á negando vigência ao princípio constitucional do acesso a justiça!!!” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911985. Supremo Tribunal Federal AI 737014 AGR / RJ “(...) o ditame constitucional supracitado é claro ao determinar que o julgamento do recurso interposto em causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, como ocorre no presente caso, em que o Agravante, residente neste país, processa a República Federal da Alemanha, deve ser feito pelo Superior Tribunal de Justiça. A decisão que não remete o processo para julgamento no Superior Tribunal de Justiça viola de morte o art. 105, II, ‘c’, da Constituição federal, não havendo qualquer discussão de ordem fática. É tão somente uma violação é explícita à Constituição Federal. (...) houve afronta direta a dispositivo constitucional, pois a própria legislação federal, capitaneada pelos arts. 36 e 37 da lei 8.038/90, estabelece que nas causas em que forem partes, de um lado, Estado estrangeiro ou organismo internacional e, de outro, município ou pessoa domiciliada ou residente no País, caberá apelação da sentença e que tal recurso será interposto para o Superior Tribunal de Justiça, dispondo da mesma forma o art. 513 do Código de Processo Civil. (...) Além disso, o não conhecimento do Recurso do Agravante por questão meramente processual, sem a existência de erro crasso, afrontará de morte um princípio com muito mais força do que o da fungibilidade dos recursos. Estar-se-á negando vigência ao princípio constitucional do acesso a justiça!!!” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911985. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 737.014 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar o inconformismo. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “(...) incabível a apelação, e sim recurso ordinário constitucional, conforme dicção expressa, em epígrafe, pelo que resta afastado, dada a inexistência de dúvida objetiva, o princípio da fungibilidade recursal, o que conduz ao não conhecimento do recurso, à míngua de requisito intrínseco de admissibilidade.” A Corte de origem, na mesma ocasião, indeferiu o pleito do ora agravante de se converter o julgamento da apelação em diligência, para a aplicação dos arts. 36 e 37 da Lei n 8.038/90, uma vez que não se estaria diante de declaração de inconstitucionalidade, “inexistindo, portanto, o acenado erro material, estando configurada a preclusão consumativa, sendo ininvocável os preceitos dos artigos 113, e 244, do Digesto Processual Civil”. Desse modo, é certo que o Tribunal Regional Federal, no referido julgamento, ateve-se ao exame dos pressupostos recursais da apelação dirigida àquela Corte. Assim, o caso ajusta-se ao que decidido pelo Plenário desta Corte, que, no exame do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Sobre o tema, anote-se: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. TEMPESTIVIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL A QUO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911984. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 737.014 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar o inconformismo. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “(...) incabível a apelação, e sim recurso ordinário constitucional, conforme dicção expressa, em epígrafe, pelo que resta afastado, dada a inexistência de dúvida objetiva, o princípio da fungibilidade recursal, o que conduz ao não conhecimento do recurso, à míngua de requisito intrínseco de admissibilidade.” A Corte de origem, na mesma ocasião, indeferiu o pleito do ora agravante de se converter o julgamento da apelação em diligência, para a aplicação dos arts. 36 e 37 da Lei n 8.038/90, uma vez que não se estaria diante de declaração de inconstitucionalidade, “inexistindo, portanto, o acenado erro material, estando configurada a preclusão consumativa, sendo ininvocável os preceitos dos artigos 113, e 244, do Digesto Processual Civil”. Desse modo, é certo que o Tribunal Regional Federal, no referido julgamento, ateve-se ao exame dos pressupostos recursais da apelação dirigida àquela Corte. Assim, o caso ajusta-se ao que decidido pelo Plenário desta Corte, que, no exame do Recurso Extraordinário n 598.365/MG, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros tribunais, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Sobre o tema, anote-se: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. TEMPESTIVIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL A QUO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 737014 AGR / RJ DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que o recurso extraordinário não se presta ao reexame dos pressupostos de admissibilidade de recursos de competência de outra Corte, considerado o âmbito infraconstitucional do debate, onde se inclui a tempestividade. Precedentes. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do Recurso Extraordinário 598.365/MG, de relatoria do Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral das questões atinentes a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 672.514/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 9/11/12). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO EM TRIBUNAL DIVERSO: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 693.434/SP-ED, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18/9/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE CORTES DIVERSAS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. O Supremo Tribunal Federal, ao examinar a preliminar de repercussão geral no Recurso Extraordinário n. 598.365, Relator o Ministro Carlos Britto, cujo objeto era análogo ao deste feito, recusou o recurso extraordinário, ante a ausência de repercussão geral da questão constitucional. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 760.962/MT, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 13/11/09). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911984. Supremo Tribunal Federal AI 737014 AGR / RJ DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que o recurso extraordinário não se presta ao reexame dos pressupostos de admissibilidade de recursos de competência de outra Corte, considerado o âmbito infraconstitucional do debate, onde se inclui a tempestividade. Precedentes. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no exame do Recurso Extraordinário 598.365/MG, de relatoria do Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral das questões atinentes a pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE n 672.514/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 9/11/12). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO EM TRIBUNAL DIVERSO: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 693.434/SP-ED, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18/9/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE CORTES DIVERSAS. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. O Supremo Tribunal Federal, ao examinar a preliminar de repercussão geral no Recurso Extraordinário n. 598.365, Relator o Ministro Carlos Britto, cujo objeto era análogo ao deste feito, recusou o recurso extraordinário, ante a ausência de repercussão geral da questão constitucional. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 760.962/MT, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 13/11/09). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 737014 AGR / RJ Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911984. Supremo Tribunal Federal AI 737014 AGR / RJ Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911984. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 737.014 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RONDINELLE SALES MENDONÇA ADV.(A/S) : FABIANA SIMÕES MARTINS ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO AGDO.(A/S) : REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673465 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 737.014 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : RONDINELLE SALES MENDONÇA ADV.(A/S) : FABIANA SIMÕES MARTINS ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO AGDO.(A/S) : REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673465 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 737 . 014", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 737 . 014", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 737 . 014", "AI 737014 AGR / RJ", "AI 737014 AGR / RJ", "AI 737014 AGR / RJ", "Agravo de Instrumento", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 491 . 543 - AgR / SP", "AI 737014 AGR / RJ", "Questão", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 491 . 543 - AgR / SP", "AI 737014 AGR / RJ", "Súmula", "Recurso Extraordinário n 544 . 373 / ES - AgR", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "Recurso Extraordinário 584 . 608 ’", "AI 737014 AGR / RJ", "Súmula", "Recurso Extraordinário n 544 . 373 / ES - AgR", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "Recurso Extraordinário 584 . 608 ’", "AI 737014 AGR / RJ", "AI 737014 AGR / RJ", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 737 . 014", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 737 . 014", "Recurso Extraordinário n 598 . 365 / MG", "AI 737014 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 598 . 365 / MG", "ARE n 672 . 514 / MG - AgR", "ARE n 693 . 434 / SP - ED", "Recurso Extraordinário n . 598 . 365", "AI n 760 . 962 / MT", "AI 737014 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 598 . 365 / MG", "ARE n 672 . 514 / MG - AgR", "ARE n 693 . 434 / SP - ED", "Recurso Extraordinário n . 598 . 365", "AI n 760 . 962 / MT", "AI 737014 AGR / RJ", "AI 737014 AGR / RJ", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 737 . 014", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 737 . 014" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 36 , I , Lei 8 . 038 / 90", "Constituição Federal", "Código de Processo Civil", "artigos 113 , e 244 , do Digesto Processual Civil", "Carta Magna", "artigo 105 , inciso II , alínea ‘ c ’ , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 36 , I , Lei 8 . 038 / 90", "Constituição Federal", "Código de Processo Civil", "artigos 113 , e", "Carta Magna", "artigo 105 , inciso II , alínea ‘ c ’ , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 105 , inciso II , alínea c , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 105 , inciso II , alínea c , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 105 , II , ‘ c ’ , da Constituição federal", "Constituição Federal", "arts . 36 e 37 da lei 8 . 038 / 90", "art . 513 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 105 , II , ‘ c ’ , da Constituição federal", "Constituição Federal", "arts . 36 e 37 da lei 8 . 038 / 90", "art . 513 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 36 e 37 da Lei n 8 . 038 / 90", "artigos 113 , e 244 , do Digesto Processual Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 36 e 37 da Lei n 8 . 038 / 90", "artigos 113 , e 244 , do Digesto Processual Civil ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "Cabo Frio", "RIO DE JANEIRO", "Cabo Frio", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "REPÚBLICA FEDERAL DA ALEMANHA", "Plenário da Corte", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA 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Fux", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "RONDINELLE SALES MENDONÇA", "FABIANA SIMÕES MARTINS", "LUIZ ROBERTO LEVEN SIANO", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "09", "/", "04", "/", "2013", "9 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "1943", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "1943", "24", "/", "08", "/", "2001", "13 de setembro de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "13 de setembro de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "29", "/", "6", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "29", "/", "6", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "8", "/", "09", "26", "/", "3", "/", "10", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 106.764 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :MARIA HELENA PEREIRA FONTES IMPTE.(S) :DANIEL LEON BIALSKI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. VIOLAÇÃO AO DISPOSTO NO ART. 59 DO CÓDIGO PENAL. MATÉRIA NÃO APRECIADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS PARA CUMPRIMENTO DE ACÓRDÃO PROFERIDO PELO STJ EM RAZÃO DA INTERPOSIÇÃO DE SUCESSIVOS RECURSOS MANIFESTAMENTE INCABÍVEIS. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. É inviável o conhecimento, em sede de habeas corpus, de matéria não apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de supressão de instância e contrariedade à repartição constitucional de competências. Precedentes. 2. A interposição de sucessivos recursos manifestamente incabíveis – cujo único propósito é protelar o trânsito em julgado da condenação –, caracteriza flagrante abuso do direito de recorrer, a justificar, excepcionalmente, a execução da decisão independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 3. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793062. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão HC 106764 / SP Brasília, 07 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793062. Supremo Tribunal Federal HC 106764 / SP Brasília, 07 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793062. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 106.764 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :MARIA HELENA PEREIRA FONTES IMPTE.(S) :DANIEL LEON BIALSKI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado em favor de Maria Helena Pereira Fontes contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do Recurso Especial 1.011.801/SP, com a seguinte ementa: “PROCESSUAL PENAL. RECURSO ESPECIAL. PECULATO. QUADRILHA. COAÇÃO NO CURSO DO PROCESSO. ALEGADA VIOLAÇÃOO AOS ARTS. 386, II, E 43, I, DO CPP. INCIDÊNCIA DO ÓBICE DAS SUMULAS 07⁄STJ E 282⁄STF. RECONHECIMENTO DE OFÍCIO DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSAO PUNITIVA. I - Para apreciar a tese da recorrente de que não haveria prova suficiente para embasar a condenação, seria necessário o amplo revolvimento do material probatório, o que não e possível nesta via (Sumula 07⁄STJ). II - A alegação de que a exordial acusatória seria inepta não foi debatida pela Corte a quo, incidindo, na espécie, o teor da Sumula 282⁄STF. III - Tendo sido a pena pelo crime de coação no curso do processo fixada em patamar não superior a 2 (dois) anos de reclusão, e havendo a ultrapassagem do lapso temporal de 4 (quatro) anos entre o recebimento da denuncia e a publicação do acórdão condenatório, imperioso o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva na modalidade retroativa. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793063. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 106.764 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :MARIA HELENA PEREIRA FONTES IMPTE.(S) :DANIEL LEON BIALSKI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado em favor de Maria Helena Pereira Fontes contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do Recurso Especial 1.011.801/SP, com a seguinte ementa: “PROCESSUAL PENAL. RECURSO ESPECIAL. PECULATO. QUADRILHA. COAÇÃO NO CURSO DO PROCESSO. ALEGADA VIOLAÇÃOO AOS ARTS. 386, II, E 43, I, DO CPP. INCIDÊNCIA DO ÓBICE DAS SUMULAS 07⁄STJ E 282⁄STF. RECONHECIMENTO DE OFÍCIO DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSAO PUNITIVA. I - Para apreciar a tese da recorrente de que não haveria prova suficiente para embasar a condenação, seria necessário o amplo revolvimento do material probatório, o que não e possível nesta via (Sumula 07⁄STJ). II - A alegação de que a exordial acusatória seria inepta não foi debatida pela Corte a quo, incidindo, na espécie, o teor da Sumula 282⁄STF. III - Tendo sido a pena pelo crime de coação no curso do processo fixada em patamar não superior a 2 (dois) anos de reclusão, e havendo a ultrapassagem do lapso temporal de 4 (quatro) anos entre o recebimento da denuncia e a publicação do acórdão condenatório, imperioso o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva na modalidade retroativa. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793063. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 106764 / SP Recurso não conhecido. Reconhecida, de ofício, a extinção da punibilidade do crime de coação no curso do processo.” Sustenta os impetrantes, em síntese, que: (a) a paciente foi denunciada pela prática dos crimes de peculato, coação no curso do processo e quadrilha e posteriormente absolvida pelo Juízo de Direito da 8ª Vara Criminal da Comarca de São Paulo/SP, com fundamento no art. 386, incisos II, III e VI, do Código de Processo Penal; (b) o Ministério Público interpôs recurso de apelação perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que deu parcial provimento ao apelo para condenar a paciente a 08 (oito) anos e 10 (dez) meses de reclusão, em regime fechado, e ao pagamento de 360 (trezentos e sessenta) dias-multa, pela prática dos delitos previstos nos arts. 312, caput, na forma do art. 71; e 288, caput, e 344, na forma do 69, todos do Código Penal; (c) a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, por maioria de votos, não conheceu do apelo, reconhecendo, de ofício, a extinção da punibilidade do crime de coação no curso do processo; (d) foram opostos embargos de declaração, que foram rejeitados; (e) por decisão monocrática, não foi conhecido o agravo regimental interposto pela defesa, o mesmo ocorrendo com os embargos declaratórios opostos a essa decisão; (f) foram manejados embargos de divergência, os quais se encontram pendentes de julgamento; (g) a pena-base foi fixada acima do mínimo legal, em desobediência ao que dispõe o art. 59 do Código Penal; (h) o STJ não poderia ter determinado o imediato cumprimento da condenação antes do trânsito em julgado da ação penal. Requer a concessão da ordem para reconhecer a nulidade da decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça. O pedido de medida liminar foi indeferido pelo então Relator, Min. Ayres Britto. Foram prestadas informações pelo Superior Tribunal de Justiça. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793063. Supremo Tribunal Federal HC 106764 / SP Recurso não conhecido. Reconhecida, de ofício, a extinção da punibilidade do crime de coação no curso do processo.” Sustenta os impetrantes, em síntese, que: (a) a paciente foi denunciada pela prática dos crimes de peculato, coação no curso do processo e quadrilha e posteriormente absolvida pelo Juízo de Direito da 8ª Vara Criminal da Comarca de São Paulo/SP, com fundamento no art. 386, incisos II, III e VI, do Código de Processo Penal; (b) o Ministério Público interpôs recurso de apelação perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que deu parcial provimento ao apelo para condenar a paciente a 08 (oito) anos e 10 (dez) meses de reclusão, em regime fechado, e ao pagamento de 360 (trezentos e sessenta) dias-multa, pela prática dos delitos previstos nos arts. 312, caput, na forma do art. 71; e 288, caput, e 344, na forma do 69, todos do Código Penal; (c) a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, por maioria de votos, não conheceu do apelo, reconhecendo, de ofício, a extinção da punibilidade do crime de coação no curso do processo; (d) foram opostos embargos de declaração, que foram rejeitados; (e) por decisão monocrática, não foi conhecido o agravo regimental interposto pela defesa, o mesmo ocorrendo com os embargos declaratórios opostos a essa decisão; (f) foram manejados embargos de divergência, os quais se encontram pendentes de julgamento; (g) a pena-base foi fixada acima do mínimo legal, em desobediência ao que dispõe o art. 59 do Código Penal; (h) o STJ não poderia ter determinado o imediato cumprimento da condenação antes do trânsito em julgado da ação penal. Requer a concessão da ordem para reconhecer a nulidade da decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça. O pedido de medida liminar foi indeferido pelo então Relator, Min. Ayres Britto. Foram prestadas informações pelo Superior Tribunal de Justiça. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793063. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 07/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 106.764 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O acórdão impugnado não apreciou os fundamentos invocados na impetração acerca da inadequada aplicação da pena-base (art. 59 do Código Penal). No caso, o Superior Tribunal de Justiça sequer chegou a conhecer do recurso especial, ante os óbices constantes das Súmulas 07/STJ e 282/STF, limitando-se a reconhecer, de ofício, a ocorrência da prescrição da pretensão punitiva, na modalidade retroativa, em relação ao crime de coação no curso do processo. Desse modo, qualquer juízo desta Corte acerca da matéria implicaria indevida supressão de instância e contrariedade à repartição constitucional de competências (v.g.: HC 112.100/DF, 2ª T., Min. Cezar Peluso, Dje de 24/08/2012 e HC 113.490/RS, 1ª T., Min. Luiz Fux, Dje de 06/09/2012). 2. Por outro lado, não assiste razão aos impetrantes quanto à suposta ilegalidade na determinação do Superior Tribunal de Justiça de imediata baixa dos autos à origem para cumprimento do acórdão. Ao julgar os últimos embargos de declaração então opostos pela ora paciente, a Quinta Turma do STJ registrou o seguinte: (…) a recorrente apresentou agravo regimental contra o acórdão (fls. 4375 e ss.), que não foi conhecido, seguindo-se vários embargos declaratórios buscando, em suma, reverter o acórdão principal. Nos presentes Embargos de Declaração a embargante reitera a pretensão anterior. (...) In casu, como visto do relatório, os diversos embargos declaratórios (alguns cópias de outros), no entanto, revelam-se inteiramente impertinentes, seja porque investem contra o aresto principal, mas utilizam o acórdão nos declaratórios para Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793064. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 106.764 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O acórdão impugnado não apreciou os fundamentos invocados na impetração acerca da inadequada aplicação da pena-base (art. 59 do Código Penal). No caso, o Superior Tribunal de Justiça sequer chegou a conhecer do recurso especial, ante os óbices constantes das Súmulas 07/STJ e 282/STF, limitando-se a reconhecer, de ofício, a ocorrência da prescrição da pretensão punitiva, na modalidade retroativa, em relação ao crime de coação no curso do processo. Desse modo, qualquer juízo desta Corte acerca da matéria implicaria indevida supressão de instância e contrariedade à repartição constitucional de competências (v.g.: HC 112.100/DF, 2ª T., Min. Cezar Peluso, Dje de 24/08/2012 e HC 113.490/RS, 1ª T., Min. Luiz Fux, Dje de 06/09/2012). 2. Por outro lado, não assiste razão aos impetrantes quanto à suposta ilegalidade na determinação do Superior Tribunal de Justiça de imediata baixa dos autos à origem para cumprimento do acórdão. Ao julgar os últimos embargos de declaração então opostos pela ora paciente, a Quinta Turma do STJ registrou o seguinte: (…) a recorrente apresentou agravo regimental contra o acórdão (fls. 4375 e ss.), que não foi conhecido, seguindo-se vários embargos declaratórios buscando, em suma, reverter o acórdão principal. Nos presentes Embargos de Declaração a embargante reitera a pretensão anterior. (...) In casu, como visto do relatório, os diversos embargos declaratórios (alguns cópias de outros), no entanto, revelam-se inteiramente impertinentes, seja porque investem contra o aresto principal, mas utilizam o acórdão nos declaratórios para Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 106764 / SP habilitá-los, o que é processualmente irregular, seja porque são destituídos de fundamento adequado. Por fim, conclui-se não existir qualquer fundamento relevante que justificasse a oposição dos presentes embargos, ou que viesse a infirmar as razões contidas no acórdão embargado, razão pela qual impõe-se a aplicação da multa prevista no art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil, dado o caráter protelatório da empreitada recursal. Ademais da aplicação da multa, cabe afirmar que o comportamento do embargante mostra-se, no caso, manifestamente descabido, em particular porque a sucessiva interposição de embargos declaratórios por si só evidencia o descabimento do pedido, na medida que a eventual dúvida, omissão ou contradição teria de se reproduzir também sucessivamente no julgamento dos sucessivos embargos. Por isso, na suscitação de sucessivos embargos declaratórios, em que a função declaratória é inexistente ou falsamente motivada, o instituto fica descaracterizado a ponto de configurar abuso de direito de recorrer ou demandar. Recurso ou pedido descabido é pedido que não interrompe prazos e não merece resposta judicial, em razão do que não conheço dos embargos e determino a imediata restituição dos autos à origem para o imediato cumprimento do acórdão embargado independentemente de publicação do presente acórdão. Em outros termos, os embargos declaratórios assim ajuizados, na verdade, buscam impedir o trânsito em julgado do acórdão no Recurso Especial que lhe foi desfavorável, o que, na voz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, configura abuso do direito de recorrer. Com efeito, a interposição de sucessivos recursos manifestamente incabíveis – cujo único propósito é protelar o trânsito em julgado da condenação –, caracteriza flagrante abuso do direito de recorrer, a justificar, excepcionalmente, a execução da decisão independentemente da publicação do acórdão. Ao apreciar caso análogo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793064. Supremo Tribunal Federal HC 106764 / SP habilitá-los, o que é processualmente irregular, seja porque são destituídos de fundamento adequado. Por fim, conclui-se não existir qualquer fundamento relevante que justificasse a oposição dos presentes embargos, ou que viesse a infirmar as razões contidas no acórdão embargado, razão pela qual impõe-se a aplicação da multa prevista no art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil, dado o caráter protelatório da empreitada recursal. Ademais da aplicação da multa, cabe afirmar que o comportamento do embargante mostra-se, no caso, manifestamente descabido, em particular porque a sucessiva interposição de embargos declaratórios por si só evidencia o descabimento do pedido, na medida que a eventual dúvida, omissão ou contradição teria de se reproduzir também sucessivamente no julgamento dos sucessivos embargos. Por isso, na suscitação de sucessivos embargos declaratórios, em que a função declaratória é inexistente ou falsamente motivada, o instituto fica descaracterizado a ponto de configurar abuso de direito de recorrer ou demandar. Recurso ou pedido descabido é pedido que não interrompe prazos e não merece resposta judicial, em razão do que não conheço dos embargos e determino a imediata restituição dos autos à origem para o imediato cumprimento do acórdão embargado independentemente de publicação do presente acórdão. Em outros termos, os embargos declaratórios assim ajuizados, na verdade, buscam impedir o trânsito em julgado do acórdão no Recurso Especial que lhe foi desfavorável, o que, na voz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, configura abuso do direito de recorrer. Com efeito, a interposição de sucessivos recursos manifestamente incabíveis – cujo único propósito é protelar o trânsito em julgado da condenação –, caracteriza flagrante abuso do direito de recorrer, a justificar, excepcionalmente, a execução da decisão independentemente da publicação do acórdão. Ao apreciar caso análogo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 106764 / SP (HC 115.517, Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 26/02/2013), a Segunda Turma assim se manifestou: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. DEFESA. AJUIZAMENTO DE SUSCESSIVOS RECURSOS MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIOS. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS À EXECUÇÃO. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA PRISÃO. IMPROCEDÊNCIA. ORDEM DENEGADA. I – O entendimento esposado pelo STJ, no sentido de determinar a imediata baixa dos autos para o início da execução, vai ao encontro de diversos precedentes desta Corte, que, em várias oportunidades, já decidiu sobre a possibilidade de dar-se início ao cumprimento da pena quando a defesa se utiliza da interposição de recursos manifestamente incabíveis para obstar o trânsito em julgado da condenação. II – Ordem denegada. No mesmo sentido: HC 111.226/PE, 1ª T., Min. Luiz Fux, DJe de 03.10.2012; AI 759.450-ED/RJ, 2ª T., Min. Ellen Gracie, DJe de 18.12.2009. 3. Diante do exposto, denego a ordem de habeas corpus. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793064. Supremo Tribunal Federal HC 106764 / SP (HC 115.517, Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 26/02/2013), a Segunda Turma assim se manifestou: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. DEFESA. AJUIZAMENTO DE SUSCESSIVOS RECURSOS MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIOS. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS À EXECUÇÃO. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA PRISÃO. IMPROCEDÊNCIA. ORDEM DENEGADA. I – O entendimento esposado pelo STJ, no sentido de determinar a imediata baixa dos autos para o início da execução, vai ao encontro de diversos precedentes desta Corte, que, em várias oportunidades, já decidiu sobre a possibilidade de dar-se início ao cumprimento da pena quando a defesa se utiliza da interposição de recursos manifestamente incabíveis para obstar o trânsito em julgado da condenação. II – Ordem denegada. No mesmo sentido: HC 111.226/PE, 1ª T., Min. Luiz Fux, DJe de 03.10.2012; AI 759.450-ED/RJ, 2ª T., Min. Ellen Gracie, DJe de 18.12.2009. 3. Diante do exposto, denego a ordem de habeas corpus. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 106.764 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : MARIA HELENA PEREIRA FONTES IMPTE.(S) : DANIEL LEON BIALSKI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806120 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 106.764 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : MARIA HELENA PEREIRA FONTES IMPTE.(S) : DANIEL LEON BIALSKI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806120 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3823570
2013-05-07T00:00:00
2013-05-21T00:00:00
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. VIOLAÇÃO AO DISPOSTO NO ART. 59 DO CÓDIGO PENAL. MATÉRIA NÃO APRECIADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS PARA CUMPRIMENTO DE ACÓRDÃO PROFERIDO PELO STJ EM RAZÃO DA INTERPOSIÇÃO DE SUCESSIVOS RECURSOS MANIFESTAMENTE INCABÍVEIS. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. É inviável o conhecimento, em sede de habeas corpus, de matéria não apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de supressão de instância e contrariedade à repartição constitucional de competências. Precedentes. 2. A interposição de sucessivos recursos manifestamente incabíveis – cujo único propósito é protelar o trânsito em julgado da condenação –, caracteriza flagrante abuso do direito de recorrer, a justificar, excepcionalmente, a execução da decisão independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 3. Ordem denegada.
sjur230843
- Acórdão (s) citado (s): (HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 112100 (2ªT), HC 113490 (1ªT). (RECURSOS PROTELATÓRIOS, BAIXA DOS AUTOS À ORIGEM) HC 115517 (2ªT), HC 111226 (1ªT), AI 759450 ED (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 12/06/2013, BMB.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
106764
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00059 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 106764
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IMPTE.(S) : DANIEL LEON BIALSKI E OUTRO(A/S) PACTE.(S) : MARIA HELENA PEREIRA FONTES COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 106.764 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :MARIA HELENA PEREIRA FONTES IMPTE.(S) :DANIEL LEON BIALSKI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: FIXAÇÃO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. VIOLAÇÃO AO DISPOSTO NO ART. 59 DO CÓDIGO PENAL. MATÉRIA NÃO APRECIADA PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS PARA CUMPRIMENTO DE ACÓRDÃO PROFERIDO PELO Superior Tribunal de Justiça EM RAZÃO DA INTERPOSIÇÃO DE SUCESSIVOS RECURSOS MANIFESTAMENTE INCABÍVEIS. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. 1. É inviável o conhecimento, em sede de habeas corpus, de matéria não apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de supressão de instância e contrariedade à repartição constitucional de competências. Precedentes. 2. A interposição de sucessivos recursos manifestamente incabíveis – cujo único propósito é protelar o trânsito em julgado da condenação –, caracteriza flagrante abuso do direito de recorrer, a justificar, excepcionalmente, a execução da decisão independentemente da publicação do acórdão. Precedentes. 3. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793062. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão HC 106764 / SP Brasília, 07 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793062. Supremo Tribunal Federal HC 106764 / SP Brasília, 07 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793062. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 106.764 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :MARIA HELENA PEREIRA FONTES IMPTE.(S) :DANIEL LEON BIALSKI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado em favor de Maria Helena Pereira Fontes contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do Recurso Especial 1.011.801/SP, com a seguinte ementa: “PROCESSUAL PENAL. RECURSO ESPECIAL. PECULATO. QUADRILHA. COAÇÃO NO CURSO DO PROCESSO. ALEGADA VIOLAÇÃOO AOS ARTS. 386, II, E 43, I, DO CPP. INCIDÊNCIA DO ÓBICE DAS SUMULAS 07⁄Superior Tribunal de Justiça E 282⁄Supremo Tribunal Federal. RECONHECIMENTO DE OFÍCIO DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSAO PUNITIVA. I - Para apreciar a tese da recorrente de que não haveria prova suficiente para embasar a condenação, seria necessário o amplo revolvimento do material probatório, o que não e possível nesta via (Sumula 07⁄Superior Tribunal de Justiça). II - A alegação de que a exordial acusatória seria inepta não foi debatida pela Corte a quo, incidindo, na espécie, o teor da Sumula 282⁄Supremo Tribunal Federal. III - Tendo sido a pena pelo crime de coação no curso do processo fixada em patamar não superior a 2 (dois) anos de reclusão, e havendo a ultrapassagem do lapso temporal de 4 (quatro) anos entre o recebimento da denuncia e a publicação do acórdão condenatório, imperioso o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva na modalidade retroativa. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793063. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 106.764 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :MARIA HELENA PEREIRA FONTES IMPTE.(S) :DANIEL LEON BIALSKI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado em favor de Maria Helena Pereira Fontes contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça proferido nos autos do Recurso Especial 1.011.801/SP, com a seguinte ementa: “PROCESSUAL PENAL. RECURSO ESPECIAL. PECULATO. QUADRILHA. COAÇÃO NO CURSO DO PROCESSO. ALEGADA VIOLAÇÃOO AOS ARTS. 386, II, E 43, I, DO CPP. INCIDÊNCIA DO ÓBICE DAS SUMULAS 07⁄Superior Tribunal de Justiça E 282⁄Supremo Tribunal Federal. RECONHECIMENTO DE OFÍCIO DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSAO PUNITIVA. I - Para apreciar a tese da recorrente de que não haveria prova suficiente para embasar a condenação, seria necessário o amplo revolvimento do material probatório, o que não e possível nesta via (Sumula 07⁄Superior Tribunal de Justiça). II - A alegação de que a exordial acusatória seria inepta não foi debatida pela Corte a quo, incidindo, na espécie, o teor da Sumula 282⁄Supremo Tribunal Federal. III - Tendo sido a pena pelo crime de coação no curso do processo fixada em patamar não superior a 2 (dois) anos de reclusão, e havendo a ultrapassagem do lapso temporal de 4 (quatro) anos entre o recebimento da denuncia e a publicação do acórdão condenatório, imperioso o reconhecimento da prescrição da pretensão punitiva na modalidade retroativa. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793063. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 106764 / SP Recurso não conhecido. Reconhecida, de ofício, a extinção da punibilidade do crime de coação no curso do processo.” Sustenta os impetrantes, em síntese, que: (a) a paciente foi denunciada pela prática dos crimes de peculato, coação no curso do processo e quadrilha e posteriormente absolvida pelo Juízo de Direito da 8... Vara Criminal da Comarca de São Paulo/SP, com fundamento no art. 386, incisos II, III e VI, do Código de Processo Penal; (b) o Ministério Público interpôs recurso de apelação perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que deu parcial provimento ao apelo para condenar a paciente a 08 (oito) anos e 10 (dez) meses de reclusão, em regime fechado, e ao pagamento de 360 (trezentos e sessenta) dias-multa, pela prática dos delitos previstos nos arts. 312, caput, na forma do art. 71; e 288, caput, e 344, na forma do 69, todos do Código Penal; (c) a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, por maioria de votos, não conheceu do apelo, reconhecendo, de ofício, a extinção da punibilidade do crime de coação no curso do processo; (d) foram opostos embargos de declaração, que foram rejeitados; (e) por decisão monocrática, não foi conhecido o agravo regimental interposto pela defesa, o mesmo ocorrendo com os embargos declaratórios opostos a essa decisão; (f) foram manejados embargos de divergência, os quais se encontram pendentes de julgamento; (g) a pena-base foi fixada acima do mínimo legal, em desobediência ao que dispõe o art. 59 do Código Penal; (h) o Superior Tribunal de Justiça não poderia ter determinado o imediato cumprimento da condenação antes do trânsito em julgado da ação penal. Requer a concessão da ordem para reconhecer a nulidade da decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça. O pedido de medida liminar foi indeferido pelo então Relator, Min. Ayres Britto. Foram prestadas informações pelo Superior Tribunal de Justiça. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793063. Supremo Tribunal Federal HC 106764 / SP Recurso não conhecido. Reconhecida, de ofício, a extinção da punibilidade do crime de coação no curso do processo.” Sustenta os impetrantes, em síntese, que: (a) a paciente foi denunciada pela prática dos crimes de peculato, coação no curso do processo e quadrilha e posteriormente absolvida pelo Juízo de Direito da 8... Vara Criminal da Comarca de São Paulo/SP, com fundamento no art. 386, incisos II, III e VI, do Código de Processo Penal; (b) o Ministério Público interpôs recurso de apelação perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que deu parcial provimento ao apelo para condenar a paciente a 08 (oito) anos e 10 (dez) meses de reclusão, em regime fechado, e ao pagamento de 360 (trezentos e sessenta) dias-multa, pela prática dos delitos previstos nos arts. 312, caput, na forma do art. 71; e 288, caput, e 344, na forma do 69, todos do Código Penal; (c) a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, por maioria de votos, não conheceu do apelo, reconhecendo, de ofício, a extinção da punibilidade do crime de coação no curso do processo; (d) foram opostos embargos de declaração, que foram rejeitados; (e) por decisão monocrática, não foi conhecido o agravo regimental interposto pela defesa, o mesmo ocorrendo com os embargos declaratórios opostos a essa decisão; (f) foram manejados embargos de divergência, os quais se encontram pendentes de julgamento; (g) a pena-base foi fixada acima do mínimo legal, em desobediência ao que dispõe o art. 59 do Código Penal; (h) o Superior Tribunal de Justiça não poderia ter determinado o imediato cumprimento da condenação antes do trânsito em julgado da ação penal. Requer a concessão da ordem para reconhecer a nulidade da decisão proferida pelo Superior Tribunal de Justiça. O pedido de medida liminar foi indeferido pelo então Relator, Min. Ayres Britto. Foram prestadas informações pelo Superior Tribunal de Justiça. Em parecer, a Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793063. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 07/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 106.764 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O acórdão impugnado não apreciou os fundamentos invocados na impetração acerca da inadequada aplicação da pena-base (art. 59 do Código Penal). No caso, o Superior Tribunal de Justiça sequer chegou a conhecer do recurso especial, ante os óbices constantes das Súmulas 07/Superior Tribunal de Justiça e 282/Supremo Tribunal Federal, limitando-se a reconhecer, de ofício, a ocorrência da prescrição da pretensão punitiva, na modalidade retroativa, em relação ao crime de coação no curso do processo. Desse modo, qualquer juízo desta Corte acerca da matéria implicaria indevida supressão de instância e contrariedade à repartição constitucional de competências (v.g.: HC 112.100/DF, 2... T., Min. Cezar Peluso, Dje de 24/08/2012 e HC 113.490/RS, 1... T., Min. Luiz Fux, Dje de 06/09/2012). 2. Por outro lado, não assiste razão aos impetrantes quanto à suposta ilegalidade na determinação do Superior Tribunal de Justiça de imediata baixa dos autos à origem para cumprimento do acórdão. Ao julgar os últimos embargos de declaração então opostos pela ora paciente, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça registrou o seguinte: (…) a recorrente apresentou agravo regimental contra o acórdão (fls. 4375 e ss.), que não foi conhecido, seguindo-se vários embargos declaratórios buscando, em suma, reverter o acórdão principal. Nos presentes Embargos de Declaração a embargante reitera a pretensão anterior. (...) In casu, como visto do relatório, os diversos embargos declaratórios (alguns cópias de outros), no entanto, revelam-se inteiramente impertinentes, seja porque investem contra o aresto principal, mas utilizam o acórdão nos declaratórios para Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793064. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 106.764 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O acórdão impugnado não apreciou os fundamentos invocados na impetração acerca da inadequada aplicação da pena-base (art. 59 do Código Penal). No caso, o Superior Tribunal de Justiça sequer chegou a conhecer do recurso especial, ante os óbices constantes das Súmulas 07/Superior Tribunal de Justiça e 282/Supremo Tribunal Federal, limitando-se a reconhecer, de ofício, a ocorrência da prescrição da pretensão punitiva, na modalidade retroativa, em relação ao crime de coação no curso do processo. Desse modo, qualquer juízo desta Corte acerca da matéria implicaria indevida supressão de instância e contrariedade à repartição constitucional de competências (v.g.: HC 112.100/DF, 2... T., Min. Cezar Peluso, Dje de 24/08/2012 e HC 113.490/RS, 1... T., Min. Luiz Fux, Dje de 06/09/2012). 2. Por outro lado, não assiste razão aos impetrantes quanto à suposta ilegalidade na determinação do Superior Tribunal de Justiça de imediata baixa dos autos à origem para cumprimento do acórdão. Ao julgar os últimos embargos de declaração então opostos pela ora paciente, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça registrou o seguinte: (…) a recorrente apresentou agravo regimental contra o acórdão (fls. 4375 e ss.), que não foi conhecido, seguindo-se vários embargos declaratórios buscando, em suma, reverter o acórdão principal. Nos presentes Embargos de Declaração a embargante reitera a pretensão anterior. (...) In casu, como visto do relatório, os diversos embargos declaratórios (alguns cópias de outros), no entanto, revelam-se inteiramente impertinentes, seja porque investem contra o aresto principal, mas utilizam o acórdão nos declaratórios para Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 106764 / SP habilitá-los, o que é processualmente irregular, seja porque são destituídos de fundamento adequado. Por fim, conclui-se não existir qualquer fundamento relevante que justificasse a oposição dos presentes embargos, ou que viesse a infirmar as razões contidas no acórdão embargado, razão pela qual impõe-se a aplicação da multa prevista no art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil, dado o caráter protelatório da empreitada recursal. Ademais da aplicação da multa, cabe afirmar que o comportamento do embargante mostra-se, no caso, manifestamente descabido, em particular porque a sucessiva interposição de embargos declaratórios por si só evidencia o descabimento do pedido, na medida que a eventual dúvida, omissão ou contradição teria de se reproduzir também sucessivamente no julgamento dos sucessivos embargos. Por isso, na suscitação de sucessivos embargos declaratórios, em que a função declaratória é inexistente ou falsamente motivada, o instituto fica descaracterizado a ponto de configurar abuso de direito de recorrer ou demandar. Recurso ou pedido descabido é pedido que não interrompe prazos e não merece resposta judicial, em razão do que não conheço dos embargos e determino a imediata restituição dos autos à origem para o imediato cumprimento do acórdão embargado independentemente de publicação do presente acórdão. Em outros termos, os embargos declaratórios assim ajuizados, na verdade, buscam impedir o trânsito em julgado do acórdão no Recurso Especial que lhe foi desfavorável, o que, na voz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, configura abuso do direito de recorrer. Com efeito, a interposição de sucessivos recursos manifestamente incabíveis – cujo único propósito é protelar o trânsito em julgado da condenação –, caracteriza flagrante abuso do direito de recorrer, a justificar, excepcionalmente, a execução da decisão independentemente da publicação do acórdão. Ao apreciar caso análogo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793064. Supremo Tribunal Federal HC 106764 / SP habilitá-los, o que é processualmente irregular, seja porque são destituídos de fundamento adequado. Por fim, conclui-se não existir qualquer fundamento relevante que justificasse a oposição dos presentes embargos, ou que viesse a infirmar as razões contidas no acórdão embargado, razão pela qual impõe-se a aplicação da multa prevista no art. 538, parágrafo único, do Código de Processo Civil, dado o caráter protelatório da empreitada recursal. Ademais da aplicação da multa, cabe afirmar que o comportamento do embargante mostra-se, no caso, manifestamente descabido, em particular porque a sucessiva interposição de embargos declaratórios por si só evidencia o descabimento do pedido, na medida que a eventual dúvida, omissão ou contradição teria de se reproduzir também sucessivamente no julgamento dos sucessivos embargos. Por isso, na suscitação de sucessivos embargos declaratórios, em que a função declaratória é inexistente ou falsamente motivada, o instituto fica descaracterizado a ponto de configurar abuso de direito de recorrer ou demandar. Recurso ou pedido descabido é pedido que não interrompe prazos e não merece resposta judicial, em razão do que não conheço dos embargos e determino a imediata restituição dos autos à origem para o imediato cumprimento do acórdão embargado independentemente de publicação do presente acórdão. Em outros termos, os embargos declaratórios assim ajuizados, na verdade, buscam impedir o trânsito em julgado do acórdão no Recurso Especial que lhe foi desfavorável, o que, na voz da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, configura abuso do direito de recorrer. Com efeito, a interposição de sucessivos recursos manifestamente incabíveis – cujo único propósito é protelar o trânsito em julgado da condenação –, caracteriza flagrante abuso do direito de recorrer, a justificar, excepcionalmente, a execução da decisão independentemente da publicação do acórdão. Ao apreciar caso análogo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 106764 / SP (HC 115.517, Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 26/02/2013), a Segunda Turma assim se manifestou: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. DEFESA. AJUIZAMENTO DE SUSCESSIVOS RECURSOS MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIOS. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS À EXECUÇÃO. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA PRISÃO. IMPROCEDÊNCIA. ORDEM DENEGADA. I – O entendimento esposado pelo Superior Tribunal de Justiça, no sentido de determinar a imediata baixa dos autos para o início da execução, vai ao encontro de diversos precedentes desta Corte, que, em várias oportunidades, já decidiu sobre a possibilidade de dar-se início ao cumprimento da pena quando a defesa se utiliza da interposição de recursos manifestamente incabíveis para obstar o trânsito em julgado da condenação. II – Ordem denegada. No mesmo sentido: HC 111.226/PE, 1... T., Min. Luiz Fux, DJe de 03.10.2012; AI 759.450-ED/RJ, 2... T., Min. Ellen Gracie, DJe de 18.12.2009. 3. Diante do exposto, denego a ordem de habeas corpus. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793064. Supremo Tribunal Federal HC 106764 / SP (HC 115.517, Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 26/02/2013), a Segunda Turma assim se manifestou: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. DEFESA. AJUIZAMENTO DE SUSCESSIVOS RECURSOS MANIFESTAMENTE PROTELATÓRIOS. DETERMINAÇÃO DE BAIXA IMEDIATA DOS AUTOS À EXECUÇÃO. ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE DA PRISÃO. IMPROCEDÊNCIA. ORDEM DENEGADA. I – O entendimento esposado pelo Superior Tribunal de Justiça, no sentido de determinar a imediata baixa dos autos para o início da execução, vai ao encontro de diversos precedentes desta Corte, que, em várias oportunidades, já decidiu sobre a possibilidade de dar-se início ao cumprimento da pena quando a defesa se utiliza da interposição de recursos manifestamente incabíveis para obstar o trânsito em julgado da condenação. II – Ordem denegada. No mesmo sentido: HC 111.226/PE, 1... T., Min. Luiz Fux, DJe de 03.10.2012; AI 759.450-ED/RJ, 2... T., Min. Ellen Gracie, DJe de 18.12.2009. 3. Diante do exposto, denego a ordem de habeas corpus. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3793064. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 106.764 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : MARIA HELENA PEREIRA FONTES IMPTE.(S) : DANIEL LEON BIALSKI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806120 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 106.764 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : MARIA HELENA PEREIRA FONTES IMPTE.(S) : DANIEL LEON BIALSKI E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806120 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 106 . 764", "HC 106764 / SP", "HC 106764 / SP", "HABEAS CORPUS 106 . 764", "Recurso Especial 1 . 011 . 801 / SP", "Sumula 07⁄Superior Tribunal de Justiça", "Sumula 282⁄Supremo Tribunal Federal", "HABEAS CORPUS 106 . 764 SÃO", "Recurso Especial 1 . 011 . 801 / SP", "Sumula 07⁄Superior Tribunal de Justiça", "Sumula 282⁄Supremo Tribunal Federal", "HC 106764 / SP", "HC 106764 / SP", "HABEAS CORPUS 106 . 764", "Súmulas 07 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 112 . 100 / DF", "HC 113 . 490 / RS", "HABEAS CORPUS 106 . 764", "282 / Supremo Tribunal Federal", "HC 112 . 100 / DF", "HC 113 . 490 / RS", "HC 106764 / SP", "HC 106764 / SP", "HC 106764", "HC 115 . 517", "HC 111 . 226 / PE", "AI 759 . 450 - ED / RJ", "HC 106764 / SP", "HC 115 . 517", "HC 111 . 226 / PE", "AI 759 . 450 - ED / RJ", "HABEAS CORPUS 106 . 764", "HABEAS CORPUS 106 . 764" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 59 DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 386 , II , E 43 , I , DO CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 386 , II , E 43 , I , DO CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 386 , incisos II , III e VI , do Código de Processo Penal", "arts . 312 , caput , na forma do art . 71 ; e 288 , caput , e 344 , na forma do 69 , todos do Código Penal", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 386 , incisos II , III e VI , do Código de Processo Penal", "arts . 312 , caput , na forma do art . 71 ; e 288 , caput , e 344 , na forma do 69 , todos do Código Penal", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 538 , parágrafo único , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "/", "SP", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "07⁄Superior Tribunal de Justiça", "282⁄Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "07⁄Superior Tribunal de Justiça", "282⁄Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "8", ".", ".", ".", "Vara Criminal da Comarca de São Paulo / SP", "Ministério Público", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "8", ".", ". . Vara Criminal da Comarca de São Paulo / SP", "Ministério Público", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "2", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "MARIA HELENA PEREIRA", "DANIEL LEON BIALSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MARIA HELENA PEREIRA", "DANIEL LEON BIALSKI", "TEORI ZAVASCKI", "Maria Helena Pereira Fontes", "TEORI ZAVASCKI", "MARIA HELENA PEREIRA", "DANIEL LEON BIALSKI", "TEORI ZAVASCKI", "Maria Helena Pereira Fontes", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Cezar Peluso", "Luiz Fux", "TEORI ZAVASCKI", "Cezar Peluso", "Luiz Fux", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Ellen Gracie", "TEORI ZAVASCKI", "MARIA HELENA PEREIRA", "DANIEL LEON BIALSKI", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Mário José Gisi .", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "MARIA HELENA PEREIRA FONTES", "DANIEL LEON BIALSKI", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Mário José Gisi .", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2012", "06", "/", "09", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2012", "06", "/", "09", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "03", ".", "10", ".", "2012", "18", ".", "12", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "02", "/", "2013", "03", ".", "10", ".", "2012", "18", ".", "12", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "07", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "05", ".", "2013", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.163 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :SEVERINO CANALLE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEXANDRO DALLA COSTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) :LUCIANO CORRÊA GOMES E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE AÇÃO COLETIVA. PRAZO PRESCRICIONAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 07 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790896. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.163 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :SEVERINO CANALLE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEXANDRO DALLA COSTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) :LUCIANO CORRÊA GOMES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo sob os seguintes fundamentos: (a) o Tribunal de origem julgou a controvérsia com base na interpretação de normas infraconstitucionais, não adentrando, portanto, em matéria de natureza constitucional; (b) a ofensa à Constituição Federal, se houvesse, dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa. Sustenta o agravante, em suma, que (a) a interpretação da legislação não pode ensejar ofensa à coisa julga e, consequentemente, à segurança jurídica; (b) os precedentes indicados não se prestam a sustentar os fundamentos empregados para negar provimento ao recurso. Por fim, reitera os argumentos ventilados em sede de recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790897. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.163 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :SEVERINO CANALLE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEXANDRO DALLA COSTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) :LUCIANO CORRÊA GOMES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo sob os seguintes fundamentos: (a) o Tribunal de origem julgou a controvérsia com base na interpretação de normas infraconstitucionais, não adentrando, portanto, em matéria de natureza constitucional; (b) a ofensa à Constituição Federal, se houvesse, dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa. Sustenta o agravante, em suma, que (a) a interpretação da legislação não pode ensejar ofensa à coisa julga e, consequentemente, à segurança jurídica; (b) os precedentes indicados não se prestam a sustentar os fundamentos empregados para negar provimento ao recurso. Por fim, reitera os argumentos ventilados em sede de recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790897. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.163 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Não prospera a irresignação dos agravantes. É que não há matéria constitucional a ser analisada, uma vez que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (4.717/1965). 3. Ademais, conforme reiterada jurisprudência desta Corte, alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: AI 796.905 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/05/2012; AI 622.814 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/03/2012; ARE 642.062 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/08/2011. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo em recurso extraordinário. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790898. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.163 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Não prospera a irresignação dos agravantes. É que não há matéria constitucional a ser analisada, uma vez que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (4.717/1965). 3. Ademais, conforme reiterada jurisprudência desta Corte, alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: AI 796.905 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/05/2012; AI 622.814 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/03/2012; ARE 642.062 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/08/2011. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo em recurso extraordinário. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790898. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.163 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : SEVERINO CANALLE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALEXANDRO DALLA COSTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) : LUCIANO CORRÊA GOMES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806250 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.163 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : SEVERINO CANALLE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALEXANDRO DALLA COSTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) : LUCIANO CORRÊA GOMES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806250 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3823696
2013-05-07T00:00:00
2013-05-21T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE AÇÃO COLETIVA. PRAZO PRESCRICIONAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur230908
Número de páginas: 4. Análise: 12/06/2013, BMB.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
743163
[ "LEG-FED LEI-004717 ANO-1965\r\n LEI ORDINÁRIA" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 743163 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SEVERINO CANALLE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALEXANDRO DALLA COSTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) : LUCIANO CORRÊA GOMES E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : NILTON JUNKES AGTE.(S) : JOSÉ ANTÔNIO CRIZOL BERNABE AGTE.(S) : ATAIDES GOMES AGTE.(S) : GILBERTO FERNANDES SALVADOR AGTE.(S) : NELVIO DELLA COLETTA AGTE.(S) : OLAVO GRASSMANN AGTE.(S) : EDUMUNDO CARDOSO MONTEIRO AGTE.(S) : LAOR JANDREY AGTE.(S) : LUIZ NARDELLI AGTE.(S) : JOÃO CANALLE ADV.(A/S) : LUCIANO MARCIO DOS SANTOS ADV.(A/S) : GUSTAVO CÉSAR DE SOUZA MOURÃO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.163 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :SEVERINO CANALLE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEXANDRO DALLA COSTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) :LUCIANO CORRÊA GOMES E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE AÇÃO COLETIVA. PRAZO PRESCRICIONAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA OU REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 07 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790896. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.163 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :SEVERINO CANALLE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEXANDRO DALLA COSTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) :LUCIANO CORRÊA GOMES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo sob os seguintes fundamentos: (a) o Tribunal de origem julgou a controvérsia com base na interpretação de normas infraconstitucionais, não adentrando, portanto, em matéria de natureza constitucional; (b) a ofensa à Constituição Federal, se houvesse, dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa. Sustenta o agravante, em suma, que (a) a interpretação da legislação não pode ensejar ofensa à coisa julga e, consequentemente, à segurança jurídica; (b) os precedentes indicados não se prestam a sustentar os fundamentos empregados para negar provimento ao recurso. Por fim, reitera os argumentos ventilados em sede de recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790897. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.163 PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :SEVERINO CANALLE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ALEXANDRO DALLA COSTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) :LUCIANO CORRÊA GOMES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo sob os seguintes fundamentos: (a) o Tribunal de origem julgou a controvérsia com base na interpretação de normas infraconstitucionais, não adentrando, portanto, em matéria de natureza constitucional; (b) a ofensa à Constituição Federal, se houvesse, dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa. Sustenta o agravante, em suma, que (a) a interpretação da legislação não pode ensejar ofensa à coisa julga e, consequentemente, à segurança jurídica; (b) os precedentes indicados não se prestam a sustentar os fundamentos empregados para negar provimento ao recurso. Por fim, reitera os argumentos ventilados em sede de recurso extraordinário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790897. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.163 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Não prospera a irresignação dos agravantes. É que não há matéria constitucional a ser analisada, uma vez que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (4.717/1965). 3. Ademais, conforme reiterada jurisprudência desta Corte, alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: AI 796.905 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/05/2012; AI 622.814 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/03/2012; ARE 642.062 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/08/2011. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo em recurso extraordinário. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790898. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.163 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Não prospera a irresignação dos agravantes. É que não há matéria constitucional a ser analisada, uma vez que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia tão somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (4.717/1965). 3. Ademais, conforme reiterada jurisprudência desta Corte, alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: AI 796.905 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/05/2012; AI 622.814 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/03/2012; ARE 642.062 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/08/2011. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo em recurso extraordinário. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790898. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.163 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : SEVERINO CANALLE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALEXANDRO DALLA COSTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) : LUCIANO CORRÊA GOMES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806250 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.163 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : SEVERINO CANALLE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ALEXANDRO DALLA COSTA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) : LUCIANO CORRÊA GOMES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806250 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743 . 163", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743 . 163", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743 . 163", "AI 796 . 905 AgR", "AI 622 . 814 AgR", "ARE 642 . 062 AgR", "AI 796 . 905 AgR", "AI 622 . 814 AgR", "ARE 642 . 062 AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "4", ".", "717", "/", "1965", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "BANCO ITAÚ S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BANCO ITAÚ S / A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BANCO ITAÚ S / A", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "BANCO ITAÚ S / A", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BANCO ITAÚ S / A", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "SEVERINO CANALLE", "ALEXANDRO DALLA COSTA", "LUCIANO CORRÊA GOMES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "SEVERINO CANALLE", "ALEXANDRO DALLA COSTA", "LUCIANO CORRÊA GOMES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "SEVERINO CANALLE", "ALEXANDRO DALLA COSTA", "LUCIANO CORRÊA GOMES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "TEORI ZAVASCKI", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "TEORI ZAVASCKI", "SEVERINO CANALLE", "ALEXANDRO DALLA COSTA", "LUCIANO CORRÊA GOMES", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Mário José Gisi . Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "SEVERINO CANALLE", "ALEXANDRO DALLA COSTA", "LUCIANO CORRÊA GOMES", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Mário José Gisi", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "07", "/", "05", "/", "2013", "07 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "21", "/", "05", "/", "2012", "08", "/", "03", "/", "2012", "19", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "21", "/", "05", "/", "2012", "08", "/", "03", "/", "2012", "19", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "07", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.190 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :FRANCISCO RODRIGUES DE SOUZA JUNIOR ADV.(A/S) :MARCELO DUARTE RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO PENAL. 1. OITIVA DO RECORRENTE E ASSISTÊNCIA DA DEFESA TÉCNICA NO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR PARA A APURAÇÃO DA FALTA GRAVE. 2. FALTA GRAVE. REINÍCIO DA CONTAGEM DO PRAZO PARA O BENEFÍCIO DA PROGRESSÃO DE REGIME. 3. RECONHECIMENTO DA FALTA GRAVE SEM OITIVA DO RECORRENTE E DA ACUSAÇÃO EM JUÍZO. ILEGALIDADE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. Não há falar em nulidade da fase administrativa do procedimento para apuração da falta grave atribuída ao Recorrente; evidência de sua oitiva no momento apropriado e da assistência da defesa técnica. 2. O Supremo Tribunal Federal assentou que o cometimento de falta grave impõe o reinício da contagem do prazo exigido para a obtenção do benefício da progressão de regime de cumprimento da pena. Precedentes. 3. Recurso ao qual se nega provimento. 4. Ordem concedida de ofício para cassar a decisão judicial do juízo da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente/SP que reconheceu a falta grave e “determinar que outra seja proferida após a oitiva do apenado em juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814458. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RHC 116190 / SP das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao recurso ordinário, mas conceder a ordem de ofício para cassar a decisão do juízo da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente/SP que reconheceu a falta grave e “determinar que outra seja proferida após a oitiva do apenado em juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814458. Supremo Tribunal Federal RHC 116190 / SP das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao recurso ordinário, mas conceder a ordem de ofício para cassar a decisão do juízo da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente/SP que reconheceu a falta grave e “determinar que outra seja proferida após a oitiva do apenado em juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.190 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :FRANCISCO RODRIGUES DE SOUZA JUNIOR ADV.(A/S) :MARCELO DUARTE RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de medida liminar, interposto por FRANCISCO RODRIGUES DE SOUZA JUNIOR contra julgado da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 2.8.2012, denegou a ordem no Habeas Corpus n. 221.705, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura. O caso 2. O juiz da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente/SP, nos autos da Execução Criminal n. 413.358, “reconheceu a falta de natureza grave praticada pelo ora [Recorrente]”. 3. Tem-se nos autos ter sido “instaurado procedimento disciplinar para apuração de falta de natureza grave, praticada em 29.1.2007, reconhecida em decisão proferida em 3.2.2009”. 4. Contra a decisão que reconheceu a falta grave a defesa impetrou o Habeas Corpus n. 990.10.313709-4 e, em 26.10.2010, a 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo denegou a ordem. 5. A defesa impetrou no Superior Tribunal de Justiça o Habeas Corpus n. 221.705, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura. Em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814459. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.190 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :FRANCISCO RODRIGUES DE SOUZA JUNIOR ADV.(A/S) :MARCELO DUARTE RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de medida liminar, interposto por FRANCISCO RODRIGUES DE SOUZA JUNIOR contra julgado da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 2.8.2012, denegou a ordem no Habeas Corpus n. 221.705, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura. O caso 2. O juiz da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente/SP, nos autos da Execução Criminal n. 413.358, “reconheceu a falta de natureza grave praticada pelo ora [Recorrente]”. 3. Tem-se nos autos ter sido “instaurado procedimento disciplinar para apuração de falta de natureza grave, praticada em 29.1.2007, reconhecida em decisão proferida em 3.2.2009”. 4. Contra a decisão que reconheceu a falta grave a defesa impetrou o Habeas Corpus n. 990.10.313709-4 e, em 26.10.2010, a 4ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo denegou a ordem. 5. A defesa impetrou no Superior Tribunal de Justiça o Habeas Corpus n. 221.705, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura. Em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RHC 116190 / SP 2.8.2012, a Sexta Turma denegou a ordem: “HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. COMETIMENTO DE FALTA GRAVE. PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA. INTERRUPÇÃO DO LAPSO TEMPORAL PARA A PROGRESSÃO DE REGIME. POSSIBILIDADE (EResp 1.133.804/RS, Eresp 1.176.486/SP e habeas corpus 222.697/SP). RESSALVA DA RELATORA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. ORDEM DENEGADA. 1. Se houve a atuação da defesa técnica em todo procedimento administrativo, tendo o Defensor Público apresentado, inclusive, defesa prévia, não há se falar em nulidade da sindicância. 2. Se o Paciente foi ouvido no procedimento administrativo e, após a juntada do PAD aos autos, foi aberta vista às partes, houve observância dos princípios do devido processo legal, ampla defesa e contraditório. 3. Não fere o princípio da legalidade a interrupção do lapso temporal para a concessão de progressão de regime, em razão do cometimento de falta disciplinar de natureza grave. Ressalva da Relatora. 4. Ordem denegada”. 6. Esse julgado é o objeto do presente recurso ordinário em habeas corpus, interposto tempestivamente, no qual o Recorrente alega que não teria havido intimação da defesa técnica constituída para as fases do procedimento de apuração da falta grave, em contrariedade ao art. 5º, incs. LIV e LV, da Constituição da República. Ressalta que não teria ficado comprovada a sua participação na prática da falta grave atribuída, consistente na escavação um buraco “camuflado” na cela de aproximadamente 60cm x 50cm, e que não lhe teria sido dada a oportunidade de se defender. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814459. Supremo Tribunal Federal RHC 116190 / SP 2.8.2012, a Sexta Turma denegou a ordem: “HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. COMETIMENTO DE FALTA GRAVE. PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA. INTERRUPÇÃO DO LAPSO TEMPORAL PARA A PROGRESSÃO DE REGIME. POSSIBILIDADE (EResp 1.133.804/RS, Eresp 1.176.486/SP e habeas corpus 222.697/SP). RESSALVA DA RELATORA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. ORDEM DENEGADA. 1. Se houve a atuação da defesa técnica em todo procedimento administrativo, tendo o Defensor Público apresentado, inclusive, defesa prévia, não há se falar em nulidade da sindicância. 2. Se o Paciente foi ouvido no procedimento administrativo e, após a juntada do PAD aos autos, foi aberta vista às partes, houve observância dos princípios do devido processo legal, ampla defesa e contraditório. 3. Não fere o princípio da legalidade a interrupção do lapso temporal para a concessão de progressão de regime, em razão do cometimento de falta disciplinar de natureza grave. Ressalva da Relatora. 4. Ordem denegada”. 6. Esse julgado é o objeto do presente recurso ordinário em habeas corpus, interposto tempestivamente, no qual o Recorrente alega que não teria havido intimação da defesa técnica constituída para as fases do procedimento de apuração da falta grave, em contrariedade ao art. 5º, incs. LIV e LV, da Constituição da República. Ressalta que não teria ficado comprovada a sua participação na prática da falta grave atribuída, consistente na escavação um buraco “camuflado” na cela de aproximadamente 60cm x 50cm, e que não lhe teria sido dada a oportunidade de se defender. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RHC 116190 / SP Sustenta que, “como a autoridade administrativa não logrou êxito em individualizar a conduta de cada um dos ocupantes da cela em questão, dentro da ética e profissionalismo esperados, lançou mão de um velho recurso já conhecido e muito utilizado, infelizmente, no âmbito da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, qual seja, fundamentou seu inconformismo de forma injusta, ilegal, arbitrária e abusiva, na famigerada sanção coletiva, que sabemos de antemão, ser expressamente vedada em nossa legislação, conforme dispõe o art. 45 da lei n. 7.210/84: ‘Não haverá falta nem sanção disciplinar sem expressa e anterior previsão legal ou regulamentar. § 3º São vedadas as sanções coletivas’”. Pondera que as “informações prestadas pelo douto juízo de direito da VEC de Presidente Prudente esclareceu que houve acompanhamento do advogado da FUNAP na fase administrativa, mas nada esclareceu quanto à nossa arguição de nulidade, em relação à fase judicial, mesmo porque, nesta última fase, não houve mesmo nenhuma intimação da defesa ou do nobre Promotor atuante naquela Vara de Execuções”. Assevera que não haveria previsão legal para a interrupção do prazo para concessão de benefícios em razão da falta disciplinar de natureza grave. Este o teor dos pedidos: “1. Seja acolhida a nulidade arguida, pelo cerceamento de defesa, inobservância do rito procedimental próprio e afronta aos princípios constitucionais do devido processo legal, da legalidade, da ampla defesa e do contraditório (art. 5º, LIV e LV, CF), explicitamente omitidos nestes autos em prejuízo do confinado, pela falta de intimação da defesa e do Ministério Público a se manifestarem no processo de execução de penas antes do despacho proferido em juízo, que acarretou toda uma gama imensa de prejuízos ao recorrente. 2. Superada a hipótese acima, com fundamento no princípio da culpabilidade individual, requer-se o acolhimento integral de nossa 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814459. Supremo Tribunal Federal RHC 116190 / SP Sustenta que, “como a autoridade administrativa não logrou êxito em individualizar a conduta de cada um dos ocupantes da cela em questão, dentro da ética e profissionalismo esperados, lançou mão de um velho recurso já conhecido e muito utilizado, infelizmente, no âmbito da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, qual seja, fundamentou seu inconformismo de forma injusta, ilegal, arbitrária e abusiva, na famigerada sanção coletiva, que sabemos de antemão, ser expressamente vedada em nossa legislação, conforme dispõe o art. 45 da lei n. 7.210/84: ‘Não haverá falta nem sanção disciplinar sem expressa e anterior previsão legal ou regulamentar. § 3º São vedadas as sanções coletivas’”. Pondera que as “informações prestadas pelo douto juízo de direito da VEC de Presidente Prudente esclareceu que houve acompanhamento do advogado da FUNAP na fase administrativa, mas nada esclareceu quanto à nossa arguição de nulidade, em relação à fase judicial, mesmo porque, nesta última fase, não houve mesmo nenhuma intimação da defesa ou do nobre Promotor atuante naquela Vara de Execuções”. Assevera que não haveria previsão legal para a interrupção do prazo para concessão de benefícios em razão da falta disciplinar de natureza grave. Este o teor dos pedidos: “1. Seja acolhida a nulidade arguida, pelo cerceamento de defesa, inobservância do rito procedimental próprio e afronta aos princípios constitucionais do devido processo legal, da legalidade, da ampla defesa e do contraditório (art. 5º, LIV e LV, CF), explicitamente omitidos nestes autos em prejuízo do confinado, pela falta de intimação da defesa e do Ministério Público a se manifestarem no processo de execução de penas antes do despacho proferido em juízo, que acarretou toda uma gama imensa de prejuízos ao recorrente. 2. Superada a hipótese acima, com fundamento no princípio da culpabilidade individual, requer-se o acolhimento integral de nossa 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RHC 116190 / SP tese para absolver o acusado, de vez que não houve individualização da conduta de cada um dos ocupantes da cela em questão, além do fato de não existir nenhuma prova de autoria, por menor que seja, ou ainda, de mera participação, no evento que lhe imputam”. 7. Não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, foi dada vista dos autos ao Procurador-Geral da República, que opinou “pelo conhecimento parcial do recurso em habeas corpus e, nessa medida, pelo desprovimento. E pela concessão de ofício de habeas corpus para cassar a decisão do Juízo da Vara de Execuções Criminais e determinar que outra seja proferida após a oitiva do apenado em Juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814459. Supremo Tribunal Federal RHC 116190 / SP tese para absolver o acusado, de vez que não houve individualização da conduta de cada um dos ocupantes da cela em questão, além do fato de não existir nenhuma prova de autoria, por menor que seja, ou ainda, de mera participação, no evento que lhe imputam”. 7. Não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, foi dada vista dos autos ao Procurador-Geral da República, que opinou “pelo conhecimento parcial do recurso em habeas corpus e, nessa medida, pelo desprovimento. E pela concessão de ofício de habeas corpus para cassar a decisão do Juízo da Vara de Execuções Criminais e determinar que outra seja proferida após a oitiva do apenado em Juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 07/05/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.190 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica assiste em parte ao Recorrente. 2. Tem-se nas informações do juízo de execução da pena: “O [Recorrente], condenado a penas que totalizam 25 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, pelo cometimento de roubos qualificados, encontra-se recolhido na Penitenciária de Martinópolis-SP, descontando pena privativa de liberdade com término previsto para 16.10.2031, cujo cumprimento se iniciou em 19.4.2002. O [Recorrente] praticou falta disciplinar de natureza grave em 29.1.2007, consistente em tentativa de fuga. O procedimento disciplinar foi instaurado e o [Recorrente] foi ouvido em 5.2.2007, na presença do Ilustre Advogado da FUNAP. Em 10.4.2007, foi apresentada a defesa técnica formulada pela ilustre Advogada da FUNAP e o procedimento disciplinar concluído em 18.4.2007, que determinou o registro de falta disciplinar de natureza grave. Em 3.2.2009, este juízo tomou ciência do procedimento determinando a anotação da falta disciplinar de natureza grave (…). Consta ainda nos autos que o Ilustre advogado constituído – Dr. Marcelo P. Duarte – requereu a juntada do instrumento particular de procuração aos autos somente em 25.5.2010, portanto após a conclusão do procedimento disciplina em questão” (grifos nossos). 3. Dessa forma, não há falar em nulidade quanto à fase administrativa do procedimento para apuração da falta grave atribuída ao Recorrente, pois está evidenciada a sua oitiva no momento apropriado e a assistência da defesa técnica. Correta a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça ao assentar, no julgado objeto do presente recurso, que: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814460. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.190 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica assiste em parte ao Recorrente. 2. Tem-se nas informações do juízo de execução da pena: “O [Recorrente], condenado a penas que totalizam 25 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, pelo cometimento de roubos qualificados, encontra-se recolhido na Penitenciária de Martinópolis-SP, descontando pena privativa de liberdade com término previsto para 16.10.2031, cujo cumprimento se iniciou em 19.4.2002. O [Recorrente] praticou falta disciplinar de natureza grave em 29.1.2007, consistente em tentativa de fuga. O procedimento disciplinar foi instaurado e o [Recorrente] foi ouvido em 5.2.2007, na presença do Ilustre Advogado da FUNAP. Em 10.4.2007, foi apresentada a defesa técnica formulada pela ilustre Advogada da FUNAP e o procedimento disciplinar concluído em 18.4.2007, que determinou o registro de falta disciplinar de natureza grave. Em 3.2.2009, este juízo tomou ciência do procedimento determinando a anotação da falta disciplinar de natureza grave (…). Consta ainda nos autos que o Ilustre advogado constituído – Dr. Marcelo P. Duarte – requereu a juntada do instrumento particular de procuração aos autos somente em 25.5.2010, portanto após a conclusão do procedimento disciplina em questão” (grifos nossos). 3. Dessa forma, não há falar em nulidade quanto à fase administrativa do procedimento para apuração da falta grave atribuída ao Recorrente, pois está evidenciada a sua oitiva no momento apropriado e a assistência da defesa técnica. Correta a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça ao assentar, no julgado objeto do presente recurso, que: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 116190 / SP “De saída, busca-se neste writ a declaração de nulidade do procedimento administrativo disciplinar instaurado para apurar falta grave disciplinar, ao argumento de que houve ofensa aos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. Como bem ressaltou o v. acórdão atacado, a falta grave cometida pelo apenado foi devidamente apurada em procedimento administrativo disciplinar cercado de todos os princípios constitucionais. Ao contrário do que alega o Impetrante, a caracterização da falta de natureza grave atribuída ao Paciente foi precedida da sua regular oitiva durante audiência previamente designada para tal fim, em perfeita observância ao previsto no art. 118, § 2º, da Lei de Execuções Penais (…). Verifica-se dos autos que, diversamente do alegado pelo Impetrante, houve, sim, a efetiva atuação de defesa técnica ainda na fase do procedimento administrativo. Portanto, não há qualquer ilegalidade a ser sanada nesse ponto” (grifos nossos). 4. Quanto à alegação de que não teria ficado comprovada a participação do Recorrente na prática da falta grave atribuída, é inegável que decidir de forma diversa do que assentado na instâncias antecedentes demandaria o reexame de fatos e provas dos autos, ao que não se presta o recurso ordinário em habeas corpus. Este Supremo Tribunal assentou que o “habeas corpus constitui remédio processual inadequado para a análise da prova, para o reexame do material probatório produzido, para a reapreciação da matéria de fato e, também, para a revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento” (HC 74.295, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ 22.6.2001). 5. Ademais, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça assentou que não “fere o princípio da legalidade a interrupção do lapso temporal para a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814460. Supremo Tribunal Federal RHC 116190 / SP “De saída, busca-se neste writ a declaração de nulidade do procedimento administrativo disciplinar instaurado para apurar falta grave disciplinar, ao argumento de que houve ofensa aos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. Como bem ressaltou o v. acórdão atacado, a falta grave cometida pelo apenado foi devidamente apurada em procedimento administrativo disciplinar cercado de todos os princípios constitucionais. Ao contrário do que alega o Impetrante, a caracterização da falta de natureza grave atribuída ao Paciente foi precedida da sua regular oitiva durante audiência previamente designada para tal fim, em perfeita observância ao previsto no art. 118, § 2º, da Lei de Execuções Penais (…). Verifica-se dos autos que, diversamente do alegado pelo Impetrante, houve, sim, a efetiva atuação de defesa técnica ainda na fase do procedimento administrativo. Portanto, não há qualquer ilegalidade a ser sanada nesse ponto” (grifos nossos). 4. Quanto à alegação de que não teria ficado comprovada a participação do Recorrente na prática da falta grave atribuída, é inegável que decidir de forma diversa do que assentado na instâncias antecedentes demandaria o reexame de fatos e provas dos autos, ao que não se presta o recurso ordinário em habeas corpus. Este Supremo Tribunal assentou que o “habeas corpus constitui remédio processual inadequado para a análise da prova, para o reexame do material probatório produzido, para a reapreciação da matéria de fato e, também, para a revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento” (HC 74.295, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ 22.6.2001). 5. Ademais, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça assentou que não “fere o princípio da legalidade a interrupção do lapso temporal para a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 116190 / SP concessão de progressão de regime, em razão do cometimento de falta disciplinar de natureza grave”. 6. Esse julgado está em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “Habeas corpus. Execução penal. Cometimento de falta grave (...). Possibilidade de alteração da data-base para reinício do cômputo para obtenção de outros benefícios executórios (...). 2. No que concerne à alteração da data-base para concessão de novos benefícios, a decisão ora questionada está de acordo com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que ‘o cometimento de falta grave pelo apenado impõe não só a regressão de regime de cumprimento da pena, como o reinício do cômputo do prazo de 1/6 da pena para obtenção de nova progressão de regime prisional’ (HC n. 86.990/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 9/6/06) (...) Habeas corpus denegado” (HC 94.652, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe 5.9.2008). Dessa forma, a “data-base para a contagem do novo período aquisitivo do direito à progressão do regime prisional ou à concessão de outros benefícios é a data do cometimento da última infração disciplinar grave” (HC 95.367, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 21.8.2009). Em igual sentido, entre outros, HC 94.137, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 24.4.2009; HC 95.085, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 20.3.2009; HC 94.726, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 27.3.2009; HC 94.768, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 27.3.2009; HC 94.820, Relator o Ministro Ellen Gracie, DJe 26.9.2008; HC 91.587, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 20.6.2008; e HC 85.049, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ 5.8.2005. 7. No entanto, como proposto pela Procuradoria-Geral da República, é de se dar a “concessão de ofício de habeas corpus para cassar a decisão do Juízo da Vara de Execuções Criminais e determinar que outra seja proferida após 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814460. Supremo Tribunal Federal RHC 116190 / SP concessão de progressão de regime, em razão do cometimento de falta disciplinar de natureza grave”. 6. Esse julgado está em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “Habeas corpus. Execução penal. Cometimento de falta grave (...). Possibilidade de alteração da data-base para reinício do cômputo para obtenção de outros benefícios executórios (...). 2. No que concerne à alteração da data-base para concessão de novos benefícios, a decisão ora questionada está de acordo com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que ‘o cometimento de falta grave pelo apenado impõe não só a regressão de regime de cumprimento da pena, como o reinício do cômputo do prazo de 1/6 da pena para obtenção de nova progressão de regime prisional’ (HC n. 86.990/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 9/6/06) (...) Habeas corpus denegado” (HC 94.652, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe 5.9.2008). Dessa forma, a “data-base para a contagem do novo período aquisitivo do direito à progressão do regime prisional ou à concessão de outros benefícios é a data do cometimento da última infração disciplinar grave” (HC 95.367, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 21.8.2009). Em igual sentido, entre outros, HC 94.137, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 24.4.2009; HC 95.085, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 20.3.2009; HC 94.726, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 27.3.2009; HC 94.768, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 27.3.2009; HC 94.820, Relator o Ministro Ellen Gracie, DJe 26.9.2008; HC 91.587, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 20.6.2008; e HC 85.049, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ 5.8.2005. 7. No entanto, como proposto pela Procuradoria-Geral da República, é de se dar a “concessão de ofício de habeas corpus para cassar a decisão do Juízo da Vara de Execuções Criminais e determinar que outra seja proferida após 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 116190 / SP a oitiva do apenado em Juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”. Nos termos do parecer da Procuradoria-Geral da República, “ao limitar-se a homologar os termos do Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD), ou seja, ao decidir acerca da falta grave sem antes promover a oitiva do apenado (art. 118, §2º, LEP) e oportunizar a manifestação do Ministério Público (art. 67, LEP), o Juízo da Vara de Execuções Criminais não só desrespeitou a função fiscalizatória do órgão ministerial, como também obstou o amplo conhecimento do incidente”. 8. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar provimento ao recurso, mas conceder a ordem de ofício para cassar a decisão do juízo da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente/SP que reconheceu a falta grave e “determinar que outra seja proferida após a oitiva do apenado em juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814460. Supremo Tribunal Federal RHC 116190 / SP a oitiva do apenado em Juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”. Nos termos do parecer da Procuradoria-Geral da República, “ao limitar-se a homologar os termos do Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD), ou seja, ao decidir acerca da falta grave sem antes promover a oitiva do apenado (art. 118, §2º, LEP) e oportunizar a manifestação do Ministério Público (art. 67, LEP), o Juízo da Vara de Execuções Criminais não só desrespeitou a função fiscalizatória do órgão ministerial, como também obstou o amplo conhecimento do incidente”. 8. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar provimento ao recurso, mas conceder a ordem de ofício para cassar a decisão do juízo da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente/SP que reconheceu a falta grave e “determinar que outra seja proferida após a oitiva do apenado em juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.190 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : FRANCISCO RODRIGUES DE SOUZA JUNIOR ADV.(A/S) : MARCELO DUARTE RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso, mas concedeu a ordem de ofício para cassar a decisão do juízo da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente/SP que reconheceu a falta grave e “determinar que outra seja proferida após a oitiva do apenado em juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3901623 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.190 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : FRANCISCO RODRIGUES DE SOUZA JUNIOR ADV.(A/S) : MARCELO DUARTE RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso, mas concedeu a ordem de ofício para cassar a decisão do juízo da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente/SP que reconheceu a falta grave e “determinar que outra seja proferida após a oitiva do apenado em juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3901623 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3951012
2013-05-07T00:00:00
2013-06-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso, mas concedeu a ordem de ofício para cassar a decisão do juízo da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente/SP que reconheceu a falta grave e “determinar que outra seja proferida após a oitiva do apenado em juízo e a manifestação das partes - Defesa e Ministério Público”, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO PENAL. 1. OITIVA DO RECORRENTE E ASSISTÊNCIA DA DEFESA TÉCNICA NO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR PARA A APURAÇÃO DA FALTA GRAVE. 2. FALTA GRAVE. REINÍCIO DA CONTAGEM DO PRAZO PARA O BENEFÍCIO DA PROGRESSÃO DE REGIME. 3. RECONHECIMENTO DA FALTA GRAVE SEM OITIVA DO RECORRENTE E DA ACUSAÇÃO EM JUÍZO. ILEGALIDADE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. Não há falar em nulidade da fase administrativa do procedimento para apuração da falta grave atribuída ao Recorrente; evidência de sua oitiva no momento apropriado e da assistência da defesa técnica. 2. O Supremo Tribunal Federal assentou que o cometimento de falta grave impõe o reinício da contagem do prazo exigido para a obtenção do benefício da progressão de regime de cumprimento da pena. Precedentes. 3. Recurso ao qual se nega provimento. 4. Ordem concedida de ofício para cassar a decisão judicial do juízo da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente/SP que reconheceu a falta grave e “determinar que outra seja proferida após a oitiva do apenado em juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”.
sjur232683
- Acórdão(s) citado(s): (HABEAS CORPUS, REEXAME DE FATO) HC 74295(1ªT). (POSSIBILIDADE, ALTERAÇÃO, DATA-BASE, BENEFÍCIOS) HC 94652(1ªT). (TERMO INICIAL, PROGRESSÃO, REGIME, FALTA GRAVE) HC 85049(1ªT), HC 91587(1ªT), HC 94137(1ªT), HC 94726(1ªT), HC 94768(1ªT), HC 94820(1ªT), HC 95085(1ªT), HC 95367(1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 18/06/2013, LLD.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
116190
[ "LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\r\n ART-00067 ART-00118 PAR-00002\r\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL" ]
RHC
acordaos
RHC 116190
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RECTE.(S) : FRANCISCO RODRIGUES DE SOUZA JUNIOR ADV.(A/S) : MARCELO DUARTE RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.190 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :FRANCISCO RODRIGUES DE SOUZA JUNIOR ADV.(A/S) :MARCELO DUARTE RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. EXECUÇÃO PENAL. 1. OITIVA DO RECORRENTE E ASSISTÊNCIA DA DEFESA TÉCNICA NO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR PARA A APURAÇÃO DA FALTA GRAVE. 2. FALTA GRAVE. REINÍCIO DA CONTAGEM DO PRAZO PARA O BENEFÍCIO DA PROGRESSÃO DE REGIME. 3. RECONHECIMENTO DA FALTA GRAVE SEM OITIVA DO RECORRENTE E DA ACUSAÇÃO EM JUÍZO. ILEGALIDADE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. 1. Não há falar em nulidade da fase administrativa do procedimento para apuração da falta grave atribuída ao Recorrente; evidência de sua oitiva no momento apropriado e da assistência da defesa técnica. 2. O Supremo Tribunal Federal assentou que o cometimento de falta grave impõe o reinício da contagem do prazo exigido para a obtenção do benefício da progressão de regime de cumprimento da pena. Precedentes. 3. Recurso ao qual se nega provimento. 4. Ordem concedida de ofício para cassar a decisão judicial do juízo da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente/SP que reconheceu a falta grave e “determinar que outra seja proferida após a oitiva do apenado em juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814458. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RHC 116190 / SP das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao recurso ordinário, mas conceder a ordem de ofício para cassar a decisão do juízo da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente/SP que reconheceu a falta grave e “determinar que outra seja proferida após a oitiva do apenado em juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814458. Supremo Tribunal Federal RHC 116190 / SP das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao recurso ordinário, mas conceder a ordem de ofício para cassar a decisão do juízo da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente/SP que reconheceu a falta grave e “determinar que outra seja proferida após a oitiva do apenado em juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814458. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.190 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :FRANCISCO RODRIGUES DE SOUZA JUNIOR ADV.(A/S) :MARCELO DUARTE RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de medida liminar, interposto por FRANCISCO RODRIGUES DE SOUZA JUNIOR contra julgado da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 2.8.2012, denegou a ordem no Habeas Corpus n. 221.705, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura. O caso 2. O juiz da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente/SP, nos autos da Execução Criminal n. 413.358, “reconheceu a falta de natureza grave praticada pelo ora [Recorrente]”. 3. Tem-se nos autos ter sido “instaurado procedimento disciplinar para apuração de falta de natureza grave, praticada em 29.1.2007, reconhecida em decisão proferida em 3.2.2009”. 4. Contra a decisão que reconheceu a falta grave a defesa impetrou o Habeas Corpus n. 990.10.313709-4 e, em 26.10.2010, a 4... Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo denegou a ordem. 5. A defesa impetrou no Superior Tribunal de Justiça o Habeas Corpus n. 221.705, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura. Em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814459. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.190 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :FRANCISCO RODRIGUES DE SOUZA JUNIOR ADV.(A/S) :MARCELO DUARTE RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de medida liminar, interposto por FRANCISCO RODRIGUES DE SOUZA JUNIOR contra julgado da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 2.8.2012, denegou a ordem no Habeas Corpus n. 221.705, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura. O caso 2. O juiz da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente/SP, nos autos da Execução Criminal n. 413.358, “reconheceu a falta de natureza grave praticada pelo ora [Recorrente]”. 3. Tem-se nos autos ter sido “instaurado procedimento disciplinar para apuração de falta de natureza grave, praticada em 29.1.2007, reconhecida em decisão proferida em 3.2.2009”. 4. Contra a decisão que reconheceu a falta grave a defesa impetrou o Habeas Corpus n. 990.10.313709-4 e, em 26.10.2010, a 4... Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo denegou a ordem. 5. A defesa impetrou no Superior Tribunal de Justiça o Habeas Corpus n. 221.705, Relatora a Ministra Maria Thereza de Assis Moura. Em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RHC 116190 / SP 2.8.2012, a Sexta Turma denegou a ordem: “HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. COMETIMENTO DE FALTA GRAVE. PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA. INTERRUPÇÃO DO LAPSO TEMPORAL PARA A PROGRESSÃO DE REGIME. POSSIBILIDADE (EResp 1.133.804/RS, Eresp 1.176.486/SP e habeas corpus 222.697/SP). RESSALVA DA RELATORA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. ORDEM DENEGADA. 1. Se houve a atuação da defesa técnica em todo procedimento administrativo, tendo o Defensor Público apresentado, inclusive, defesa prévia, não há se falar em nulidade da sindicância. 2. Se o Paciente foi ouvido no procedimento administrativo e, após a juntada do PAD aos autos, foi aberta vista às partes, houve observância dos princípios do devido processo legal, ampla defesa e contraditório. 3. Não fere o princípio da legalidade a interrupção do lapso temporal para a concessão de progressão de regime, em razão do cometimento de falta disciplinar de natureza grave. Ressalva da Relatora. 4. Ordem denegada”. 6. Esse julgado é o objeto do presente recurso ordinário em habeas corpus, interposto tempestivamente, no qual o Recorrente alega que não teria havido intimação da defesa técnica constituída para as fases do procedimento de apuração da falta grave, em contrariedade ao art. 5..., incs. LIV e LV, da Constituição da República. Ressalta que não teria ficado comprovada a sua participação na prática da falta grave atribuída, consistente na escavação um buraco “camuflado” na cela de aproximadamente 60cm x 50cm, e que não lhe teria sido dada a oportunidade de se defender. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814459. Supremo Tribunal Federal RHC 116190 / SP 2.8.2012, a Sexta Turma denegou a ordem: “HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. COMETIMENTO DE FALTA GRAVE. PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. CERCEAMENTO DE DEFESA. INEXISTÊNCIA. INTERRUPÇÃO DO LAPSO TEMPORAL PARA A PROGRESSÃO DE REGIME. POSSIBILIDADE (EResp 1.133.804/RS, Eresp 1.176.486/SP e habeas corpus 222.697/SP). RESSALVA DA RELATORA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. ORDEM DENEGADA. 1. Se houve a atuação da defesa técnica em todo procedimento administrativo, tendo o Defensor Público apresentado, inclusive, defesa prévia, não há se falar em nulidade da sindicância. 2. Se o Paciente foi ouvido no procedimento administrativo e, após a juntada do PAD aos autos, foi aberta vista às partes, houve observância dos princípios do devido processo legal, ampla defesa e contraditório. 3. Não fere o princípio da legalidade a interrupção do lapso temporal para a concessão de progressão de regime, em razão do cometimento de falta disciplinar de natureza grave. Ressalva da Relatora. 4. Ordem denegada”. 6. Esse julgado é o objeto do presente recurso ordinário em habeas corpus, interposto tempestivamente, no qual o Recorrente alega que não teria havido intimação da defesa técnica constituída para as fases do procedimento de apuração da falta grave, em contrariedade ao art. 5..., incs. LIV e LV, da Constituição da República. Ressalta que não teria ficado comprovada a sua participação na prática da falta grave atribuída, consistente na escavação um buraco “camuflado” na cela de aproximadamente 60cm x 50cm, e que não lhe teria sido dada a oportunidade de se defender. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório RHC 116190 / SP Sustenta que, “como a autoridade administrativa não logrou êxito em individualizar a conduta de cada um dos ocupantes da cela em questão, dentro da ética e profissionalismo esperados, lançou mão de um velho recurso já conhecido e muito utilizado, infelizmente, no âmbito da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, qual seja, fundamentou seu inconformismo de forma injusta, ilegal, arbitrária e abusiva, na famigerada sanção coletiva, que sabemos de antemão, ser expressamente vedada em nossa legislação, conforme dispõe o art. 45 da lei n. 7.210/84: ‘Não haverá falta nem sanção disciplinar sem expressa e anterior previsão legal ou regulamentar. § 3... São vedadas as sanções coletivas’”. Pondera que as “informações prestadas pelo douto juízo de direito da VEC de Presidente Prudente esclareceu que houve acompanhamento do advogado da FUNAP na fase administrativa, mas nada esclareceu quanto à nossa arguição de nulidade, em relação à fase judicial, mesmo porque, nesta última fase, não houve mesmo nenhuma intimação da defesa ou do nobre Promotor atuante naquela Vara de Execuções”. Assevera que não haveria previsão legal para a interrupção do prazo para concessão de benefícios em razão da falta disciplinar de natureza grave. Este o teor dos pedidos: “1. Seja acolhida a nulidade arguida, pelo cerceamento de defesa, inobservância do rito procedimental próprio e afronta aos princípios constitucionais do devido processo legal, da legalidade, da ampla defesa e do contraditório (art. 5..., LIV e LV, Constituição Federal de 1988), explicitamente omitidos nestes autos em prejuízo do confinado, pela falta de intimação da defesa e do Ministério Público a se manifestarem no processo de execução de penas antes do despacho proferido em juízo, que acarretou toda uma gama imensa de prejuízos ao recorrente. 2. Superada a hipótese acima, com fundamento no princípio da culpabilidade individual, requer-se o acolhimento integral de nossa 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814459. Supremo Tribunal Federal RHC 116190 / SP Sustenta que, “como a autoridade administrativa não logrou êxito em individualizar a conduta de cada um dos ocupantes da cela em questão, dentro da ética e profissionalismo esperados, lançou mão de um velho recurso já conhecido e muito utilizado, infelizmente, no âmbito da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, qual seja, fundamentou seu inconformismo de forma injusta, ilegal, arbitrária e abusiva, na famigerada sanção coletiva, que sabemos de antemão, ser expressamente vedada em nossa legislação, conforme dispõe o art. 45 da lei n. 7.210/84: ‘Não haverá falta nem sanção disciplinar sem expressa e anterior previsão legal ou regulamentar. § 3... São vedadas as sanções coletivas’”. Pondera que as “informações prestadas pelo douto juízo de direito da VEC de Presidente Prudente esclareceu que houve acompanhamento do advogado da FUNAP na fase administrativa, mas nada esclareceu quanto à nossa arguição de nulidade, em relação à fase judicial, mesmo porque, nesta última fase, não houve mesmo nenhuma intimação da defesa ou do nobre Promotor atuante naquela Vara de Execuções”. Assevera que não haveria previsão legal para a interrupção do prazo para concessão de benefícios em razão da falta disciplinar de natureza grave. Este o teor dos pedidos: “1. Seja acolhida a nulidade arguida, pelo cerceamento de defesa, inobservância do rito procedimental próprio e afronta aos princípios constitucionais do devido processo legal, da legalidade, da ampla defesa e do contraditório (art. 5..., LIV e LV, Constituição Federal de 1988), explicitamente omitidos nestes autos em prejuízo do confinado, pela falta de intimação da defesa e do Ministério Público a se manifestarem no processo de execução de penas antes do despacho proferido em juízo, que acarretou toda uma gama imensa de prejuízos ao recorrente. 2. Superada a hipótese acima, com fundamento no princípio da culpabilidade individual, requer-se o acolhimento integral de nossa 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório RHC 116190 / SP tese para absolver o acusado, de vez que não houve individualização da conduta de cada um dos ocupantes da cela em questão, além do fato de não existir nenhuma prova de autoria, por menor que seja, ou ainda, de mera participação, no evento que lhe imputam”. 7. Não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, foi dada vista dos autos ao Procurador-Geral da República, que opinou “pelo conhecimento parcial do recurso em habeas corpus e, nessa medida, pelo desprovimento. E pela concessão de ofício de habeas corpus para cassar a decisão do Juízo da Vara de Execuções Criminais e determinar que outra seja proferida após a oitiva do apenado em Juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814459. Supremo Tribunal Federal RHC 116190 / SP tese para absolver o acusado, de vez que não houve individualização da conduta de cada um dos ocupantes da cela em questão, além do fato de não existir nenhuma prova de autoria, por menor que seja, ou ainda, de mera participação, no evento que lhe imputam”. 7. Não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, foi dada vista dos autos ao Procurador-Geral da República, que opinou “pelo conhecimento parcial do recurso em habeas corpus e, nessa medida, pelo desprovimento. E pela concessão de ofício de habeas corpus para cassar a decisão do Juízo da Vara de Execuções Criminais e determinar que outra seja proferida após a oitiva do apenado em Juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814459. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 07/05/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.190 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica assiste em parte ao Recorrente. 2. Tem-se nas informações do juízo de execução da pena: “O [Recorrente], condenado a penas que totalizam 25 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, pelo cometimento de roubos qualificados, encontra-se recolhido na Penitenciária de Martinópolis-SP, descontando pena privativa de liberdade com término previsto para 16.10.2031, cujo cumprimento se iniciou em 19.4.2002. O [Recorrente] praticou falta disciplinar de natureza grave em 29.1.2007, consistente em tentativa de fuga. O procedimento disciplinar foi instaurado e o [Recorrente] foi ouvido em 5.2.2007, na presença do Ilustre Advogado da FUNAP. Em 10.4.2007, foi apresentada a defesa técnica formulada pela ilustre Advogada da FUNAP e o procedimento disciplinar concluído em 18.4.2007, que determinou o registro de falta disciplinar de natureza grave. Em 3.2.2009, este juízo tomou ciência do procedimento determinando a anotação da falta disciplinar de natureza grave (…). Consta ainda nos autos que o Ilustre advogado constituído – Dr. Marcelo P. Duarte – requereu a juntada do instrumento particular de procuração aos autos somente em 25.5.2010, portanto após a conclusão do procedimento disciplina em questão” (grifos nossos). 3. Dessa forma, não há falar em nulidade quanto à fase administrativa do procedimento para apuração da falta grave atribuída ao Recorrente, pois está evidenciada a sua oitiva no momento apropriado e a assistência da defesa técnica. Correta a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça ao assentar, no julgado objeto do presente recurso, que: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814460. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.190 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica assiste em parte ao Recorrente. 2. Tem-se nas informações do juízo de execução da pena: “O [Recorrente], condenado a penas que totalizam 25 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, pelo cometimento de roubos qualificados, encontra-se recolhido na Penitenciária de Martinópolis-SP, descontando pena privativa de liberdade com término previsto para 16.10.2031, cujo cumprimento se iniciou em 19.4.2002. O [Recorrente] praticou falta disciplinar de natureza grave em 29.1.2007, consistente em tentativa de fuga. O procedimento disciplinar foi instaurado e o [Recorrente] foi ouvido em 5.2.2007, na presença do Ilustre Advogado da FUNAP. Em 10.4.2007, foi apresentada a defesa técnica formulada pela ilustre Advogada da FUNAP e o procedimento disciplinar concluído em 18.4.2007, que determinou o registro de falta disciplinar de natureza grave. Em 3.2.2009, este juízo tomou ciência do procedimento determinando a anotação da falta disciplinar de natureza grave (…). Consta ainda nos autos que o Ilustre advogado constituído – Dr. Marcelo P. Duarte – requereu a juntada do instrumento particular de procuração aos autos somente em 25.5.2010, portanto após a conclusão do procedimento disciplina em questão” (grifos nossos). 3. Dessa forma, não há falar em nulidade quanto à fase administrativa do procedimento para apuração da falta grave atribuída ao Recorrente, pois está evidenciada a sua oitiva no momento apropriado e a assistência da defesa técnica. Correta a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça ao assentar, no julgado objeto do presente recurso, que: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 116190 / SP “De saída, busca-se neste writ a declaração de nulidade do procedimento administrativo disciplinar instaurado para apurar falta grave disciplinar, ao argumento de que houve ofensa aos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. Como bem ressaltou o v. acórdão atacado, a falta grave cometida pelo apenado foi devidamente apurada em procedimento administrativo disciplinar cercado de todos os princípios constitucionais. Ao contrário do que alega o Impetrante, a caracterização da falta de natureza grave atribuída ao Paciente foi precedida da sua regular oitiva durante audiência previamente designada para tal fim, em perfeita observância ao previsto no art. 118, § 2..., da Lei de Execuções Penais (…). Verifica-se dos autos que, diversamente do alegado pelo Impetrante, houve, sim, a efetiva atuação de defesa técnica ainda na fase do procedimento administrativo. Portanto, não há qualquer ilegalidade a ser sanada nesse ponto” (grifos nossos). 4. Quanto à alegação de que não teria ficado comprovada a participação do Recorrente na prática da falta grave atribuída, é inegável que decidir de forma diversa do que assentado na instâncias antecedentes demandaria o reexame de fatos e provas dos autos, ao que não se presta o recurso ordinário em habeas corpus. Este Supremo Tribunal assentou que o “habeas corpus constitui remédio processual inadequado para a análise da prova, para o reexame do material probatório produzido, para a reapreciação da matéria de fato e, também, para a revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento” (HC 74.295, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ 22.6.2001). 5. Ademais, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça assentou que não “fere o princípio da legalidade a interrupção do lapso temporal para a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814460. Supremo Tribunal Federal RHC 116190 / SP “De saída, busca-se neste writ a declaração de nulidade do procedimento administrativo disciplinar instaurado para apurar falta grave disciplinar, ao argumento de que houve ofensa aos princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal. Como bem ressaltou o v. acórdão atacado, a falta grave cometida pelo apenado foi devidamente apurada em procedimento administrativo disciplinar cercado de todos os princípios constitucionais. Ao contrário do que alega o Impetrante, a caracterização da falta de natureza grave atribuída ao Paciente foi precedida da sua regular oitiva durante audiência previamente designada para tal fim, em perfeita observância ao previsto no art. 118, § 2..., da Lei de Execuções Penais (…). Verifica-se dos autos que, diversamente do alegado pelo Impetrante, houve, sim, a efetiva atuação de defesa técnica ainda na fase do procedimento administrativo. Portanto, não há qualquer ilegalidade a ser sanada nesse ponto” (grifos nossos). 4. Quanto à alegação de que não teria ficado comprovada a participação do Recorrente na prática da falta grave atribuída, é inegável que decidir de forma diversa do que assentado na instâncias antecedentes demandaria o reexame de fatos e provas dos autos, ao que não se presta o recurso ordinário em habeas corpus. Este Supremo Tribunal assentou que o “habeas corpus constitui remédio processual inadequado para a análise da prova, para o reexame do material probatório produzido, para a reapreciação da matéria de fato e, também, para a revalorização dos elementos instrutórios coligidos no processo penal de conhecimento” (HC 74.295, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ 22.6.2001). 5. Ademais, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça assentou que não “fere o princípio da legalidade a interrupção do lapso temporal para a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 116190 / SP concessão de progressão de regime, em razão do cometimento de falta disciplinar de natureza grave”. 6. Esse julgado está em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “Habeas corpus. Execução penal. Cometimento de falta grave (...). Possibilidade de alteração da data-base para reinício do cômputo para obtenção de outros benefícios executórios (...). 2. No que concerne à alteração da data-base para concessão de novos benefícios, a decisão ora questionada está de acordo com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que ‘o cometimento de falta grave pelo apenado impõe não só a regressão de regime de cumprimento da pena, como o reinício do cômputo do prazo de 1/6 da pena para obtenção de nova progressão de regime prisional’ (HC n. 86.990/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 9/6/06) (...) Habeas corpus denegado” (HC 94.652, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe 5.9.2008). Dessa forma, a “data-base para a contagem do novo período aquisitivo do direito à progressão do regime prisional ou à concessão de outros benefícios é a data do cometimento da última infração disciplinar grave” (HC 95.367, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 21.8.2009). Em igual sentido, entre outros, HC 94.137, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 24.4.2009; HC 95.085, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 20.3.2009; HC 94.726, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 27.3.2009; HC 94.768, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 27.3.2009; HC 94.820, Relator o Ministro Ellen Gracie, DJe 26.9.2008; HC 91.587, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 20.6.2008; e HC 85.049, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ 5.8.2005. 7. No entanto, como proposto pela Procuradoria-Geral da República, é de se dar a “concessão de ofício de habeas corpus para cassar a decisão do Juízo da Vara de Execuções Criminais e determinar que outra seja proferida após 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814460. Supremo Tribunal Federal RHC 116190 / SP concessão de progressão de regime, em razão do cometimento de falta disciplinar de natureza grave”. 6. Esse julgado está em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal: “Habeas corpus. Execução penal. Cometimento de falta grave (...). Possibilidade de alteração da data-base para reinício do cômputo para obtenção de outros benefícios executórios (...). 2. No que concerne à alteração da data-base para concessão de novos benefícios, a decisão ora questionada está de acordo com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que ‘o cometimento de falta grave pelo apenado impõe não só a regressão de regime de cumprimento da pena, como o reinício do cômputo do prazo de 1/6 da pena para obtenção de nova progressão de regime prisional’ (HC n. 86.990/SP, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 9/6/06) (...) Habeas corpus denegado” (HC 94.652, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe 5.9.2008). Dessa forma, a “data-base para a contagem do novo período aquisitivo do direito à progressão do regime prisional ou à concessão de outros benefícios é a data do cometimento da última infração disciplinar grave” (HC 95.367, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 21.8.2009). Em igual sentido, entre outros, HC 94.137, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 24.4.2009; HC 95.085, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 20.3.2009; HC 94.726, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 27.3.2009; HC 94.768, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe 27.3.2009; HC 94.820, Relator o Ministro Ellen Gracie, DJe 26.9.2008; HC 91.587, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe 20.6.2008; e HC 85.049, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ 5.8.2005. 7. No entanto, como proposto pela Procuradoria-Geral da República, é de se dar a “concessão de ofício de habeas corpus para cassar a decisão do Juízo da Vara de Execuções Criminais e determinar que outra seja proferida após 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 116190 / SP a oitiva do apenado em Juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”. Nos termos do parecer da Procuradoria-Geral da República, “ao limitar-se a homologar os termos do Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD), ou seja, ao decidir acerca da falta grave sem antes promover a oitiva do apenado (art. 118, §2..., LEP) e oportunizar a manifestação do Ministério Público (art. 67, LEP), o Juízo da Vara de Execuções Criminais não só desrespeitou a função fiscalizatória do órgão ministerial, como também obstou o amplo conhecimento do incidente”. 8. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar provimento ao recurso, mas conceder a ordem de ofício para cassar a decisão do juízo da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente/SP que reconheceu a falta grave e “determinar que outra seja proferida após a oitiva do apenado em juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814460. Supremo Tribunal Federal RHC 116190 / SP a oitiva do apenado em Juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”. Nos termos do parecer da Procuradoria-Geral da República, “ao limitar-se a homologar os termos do Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD), ou seja, ao decidir acerca da falta grave sem antes promover a oitiva do apenado (art. 118, §2..., LEP) e oportunizar a manifestação do Ministério Público (art. 67, LEP), o Juízo da Vara de Execuções Criminais não só desrespeitou a função fiscalizatória do órgão ministerial, como também obstou o amplo conhecimento do incidente”. 8. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar provimento ao recurso, mas conceder a ordem de ofício para cassar a decisão do juízo da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente/SP que reconheceu a falta grave e “determinar que outra seja proferida após a oitiva do apenado em juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814460. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.190 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : FRANCISCO RODRIGUES DE SOUZA JUNIOR ADV.(A/S) : MARCELO DUARTE RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso, mas concedeu a ordem de ofício para cassar a decisão do juízo da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente/SP que reconheceu a falta grave e “determinar que outra seja proferida após a oitiva do apenado em juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3901623 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.190 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : FRANCISCO RODRIGUES DE SOUZA JUNIOR ADV.(A/S) : MARCELO DUARTE RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso, mas concedeu a ordem de ofício para cassar a decisão do juízo da Vara das Execuções Criminais da Comarca de Presidente Prudente/SP que reconheceu a falta grave e “determinar que outra seja proferida após a oitiva do apenado em juízo e a manifestação das partes – Defesa e Ministério Público”, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3901623 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116 . 190 SÃO", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116 . 190", "Habeas Corpus n . 221 . 705", "Habeas Corpus n . 990 . 10 . 313709 - 4", "Habeas Corpus n . 221 . 705", "RECURSO", "Habeas Corpus n . 221 . 705", "Execução Criminal n . 413 . 358", "Habeas Corpus n . 990 . 10 . 313709 - 4", "Habeas Corpus n . 221 . 705", "RHC 116190 / SP", "Eresp 1 . 176 . 486 / SP", "habeas corpus 222 . 697 / SP", "RHC 116190 / SP", "EResp 1 . 133 . 804 / RS", "Eresp 1 . 176 . 486 / SP", "habeas corpus 222 . 697 / SP", "RHC 116190 / SP", "RHC 116190 / SP", "RHC 116190 / SP", "RHC 116190 / SP", "RECURSO", "RECURSO", "HC 74 . 295", "HC 74 . 295", "HC n . 86 . 990 / SP", "HC 95 . 367", "HC 94 . 137", "HC 95 . 085", "HC 94 . 726", "HC 94 . 768", "HC 94 . 820", "HC 91 . 587", "HC 85 . 049", "HC n . 86 . 990 / SP", "HC 94 . 652", "HC 95 . 367", "HC 94 . 137", "HC 95 . 085", "HC 94 . 726", "HC 94 . 768", "HC 94 . 820", "HC 91 . 587", "HC 85 . 049", "RHC 116190 / SP", "RHC 116190 /", "HABEAS CORPUS 116 . 190" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incs . LIV e LV , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incs . 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Administração Penitenciária do Estado de São Paulo", "VEC", "FUNAP", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo", "VEC", "FUNAP", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Vara de Execuções Criminais", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "FUNAP", "FUNAP", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FUNAP", "FUNAP", "Sexta Turma do Superior Tribunal de 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Duarte", "CÁRMEN LÚCIA", "Marcelo P . 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Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.700 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :UNIMED FORTALEZA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO ADV.(A/S) :GILMARA MARIA DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :JACINTA MARIA LIMA DE OLIVEIRA BARROS ADV.(A/S) :ALFREDO FURTADO EMBDO.(A/S) :MARCOS PAULO NOGUEIRA DE BARROS ADV.(A/S) :ALFREDO FURTADO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. COBERTURA DE PLANO DE SAÚDE. INDENIZAÇÃO. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL. 3. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e, negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847393. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 738700 ED / DF Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847393. Supremo Tribunal Federal ARE 738700 ED / DF Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847393. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.700 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :UNIMED FORTALEZA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO ADV.(A/S) :GILMARA MARIA DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :JACINTA MARIA LIMA DE OLIVEIRA BARROS ADV.(A/S) :ALFREDO FURTADO EMBDO.(A/S) :MARCOS PAULO NOGUEIRA DE BARROS ADV.(A/S) :ALFREDO FURTADO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 15.4.2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Unimed Fortaleza Cooperativa de Trabalho Médico contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual manteve decisão monocrática que negara provimento ao recurso especial interposto pela ora Agravante, por incidirem na espécie as Súmulas n. 5 e 7 daquele Superior Tribunal. A decisão embargada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. Como assentado na decisão agravada, os arts. 196, 197 e 199 da Constituição da República não foram objeto de debate e decisão prévios pelo Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o seu prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847394. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.700 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :UNIMED FORTALEZA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO ADV.(A/S) :GILMARA MARIA DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :JACINTA MARIA LIMA DE OLIVEIRA BARROS ADV.(A/S) :ALFREDO FURTADO EMBDO.(A/S) :MARCOS PAULO NOGUEIRA DE BARROS ADV.(A/S) :ALFREDO FURTADO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 15.4.2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Unimed Fortaleza Cooperativa de Trabalho Médico contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual manteve decisão monocrática que negara provimento ao recurso especial interposto pela ora Agravante, por incidirem na espécie as Súmulas n. 5 e 7 daquele Superior Tribunal. A decisão embargada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. Como assentado na decisão agravada, os arts. 196, 197 e 199 da Constituição da República não foram objeto de debate e decisão prévios pelo Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o seu prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 738700 ED / DF (…) 7. Concluir de modo diverso demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo, da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis n. 9.656/1998, Código de Defesa do Consumidor e Código de Processo Civil) e do contrato firmado entre as partes, o que inviabiliza o recurso extraordinário. Incidem as Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal: (…) 8. O Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. XXXV e XXXVI, da Constituição da República, se dependente do exame de legislação infraconstitucional (Leis n. 9.656/1998, Código de Defesa do Consumidor e Código de Processo Civil), podem configurar, se for o caso, ofensa constitucional indireta: (…) Nada há a prover quanto às alegações da Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2012, opõe Unimed Fortaleza Cooperativa de Trabalho Médico, em 13.8.2012, tempestivamente, embargos de declaração. 3. Alega a Embargante que “a decisão embargada omitiu-se quanto a esse ponto, deixando de analisar a pretensão da Unimed, de que o seu recurso extraordinário seja recebido, sob o aspecto do prequestionamento implícito”. Requer o acolhimento dos presentes embargos. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847394. Supremo Tribunal Federal ARE 738700 ED / DF (…) 7. Concluir de modo diverso demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo, da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis n. 9.656/1998, Código de Defesa do Consumidor e Código de Processo Civil) e do contrato firmado entre as partes, o que inviabiliza o recurso extraordinário. Incidem as Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal: (…) 8. O Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. XXXV e XXXVI, da Constituição da República, se dependente do exame de legislação infraconstitucional (Leis n. 9.656/1998, Código de Defesa do Consumidor e Código de Processo Civil), podem configurar, se for o caso, ofensa constitucional indireta: (…) Nada há a prover quanto às alegações da Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2012, opõe Unimed Fortaleza Cooperativa de Trabalho Médico, em 13.8.2012, tempestivamente, embargos de declaração. 3. Alega a Embargante que “a decisão embargada omitiu-se quanto a esse ponto, deixando de analisar a pretensão da Unimed, de que o seu recurso extraordinário seja recebido, sob o aspecto do prequestionamento implícito”. Requer o acolhimento dos presentes embargos. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.700 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.5.1998; e RE 195.578-ED, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste à Agravante. 3. Na espécie, o Tribunal a quo decidiu: “I - Comprovada a negligência e o descumprimento contratual do plano de saúde, em face de negativa de internação em UTI por suposta existência de carência contratual. II – Em casos de doenças graves, que necessitam de tratamento de urgência ou de emergência, porque imprescindível à salvaguarda do bem maior tutelado, a própria vida, o atendimento médico não pode ser obstado. III – A jurisprudência se manifesta no sentido de que a morte de filho menor autoriza os pais a pedir ao responsável indenização por danos materiais, pois se presume o auxílio que futuramente o filho poderia prestar-lhes. IV – A pensão mensal devida aos pais, pela morte do filho menor, deve ser fixada em valores equivalentes a 2/3 do salário- mínimo de 14 até 25 anos de idade da vítima, reduzido, então, para 1/3 até a data em que o de cujus completaria 65 anos; Precedentes do STJ. V – necessidade de modificação do quantum indenizatório arbitrado a título de danos morais, uma vez que não foi pautado nos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. VI – Recursos conhecidos, sendo provido o dos autos e improvido o da requerida”. 4. Como afirmado na decisão agravada, os arts. 196, 197 e 199 da Constituição da República não foram objeto de debate e decisão prévios Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847395. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.700 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.5.1998; e RE 195.578-ED, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste à Agravante. 3. Na espécie, o Tribunal a quo decidiu: “I - Comprovada a negligência e o descumprimento contratual do plano de saúde, em face de negativa de internação em UTI por suposta existência de carência contratual. II – Em casos de doenças graves, que necessitam de tratamento de urgência ou de emergência, porque imprescindível à salvaguarda do bem maior tutelado, a própria vida, o atendimento médico não pode ser obstado. III – A jurisprudência se manifesta no sentido de que a morte de filho menor autoriza os pais a pedir ao responsável indenização por danos materiais, pois se presume o auxílio que futuramente o filho poderia prestar-lhes. IV – A pensão mensal devida aos pais, pela morte do filho menor, deve ser fixada em valores equivalentes a 2/3 do salário- mínimo de 14 até 25 anos de idade da vítima, reduzido, então, para 1/3 até a data em que o de cujus completaria 65 anos; Precedentes do STJ. V – necessidade de modificação do quantum indenizatório arbitrado a título de danos morais, uma vez que não foi pautado nos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. VI – Recursos conhecidos, sendo provido o dos autos e improvido o da requerida”. 4. Como afirmado na decisão agravada, os arts. 196, 197 e 199 da Constituição da República não foram objeto de debate e decisão prévios Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 738700 ED / DF pelo Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o seu prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 723.923-ED, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 15.4.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Precedente do STF. 3. Condições da ação. Interesse de agir. Discussão de índole infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 556.262-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 9.4.2013, grifos nossos). 5. Ademais, como também afirmado na decisão agravada, concluir de modo diverso das instâncias originárias demandaria o reexame de fatos e provas e a prévia análise de normas infraconstitucionais (Leis n. 9.656/1998, Código de Defesa do Consumidor e Código de Processo Civil), inadmissível em recurso extraordinário. Confira-se o seguinte julgado: “DIREITO DO CONSUMIDOR. EMPRESA OPERADORA DE PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE COBERTURA PARA TRATAMENTO DE BENEFICIÁRIO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. MATÉRIA DE QUE NÃO ENSEJA A ABERTURA DA VIA EXTRAORDINÁRIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847395. Supremo Tribunal Federal ARE 738700 ED / DF pelo Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o seu prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 723.923-ED, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 15.4.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Precedente do STF. 3. Condições da ação. Interesse de agir. Discussão de índole infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 556.262-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 9.4.2013, grifos nossos). 5. Ademais, como também afirmado na decisão agravada, concluir de modo diverso das instâncias originárias demandaria o reexame de fatos e provas e a prévia análise de normas infraconstitucionais (Leis n. 9.656/1998, Código de Defesa do Consumidor e Código de Processo Civil), inadmissível em recurso extraordinário. Confira-se o seguinte julgado: “DIREITO DO CONSUMIDOR. EMPRESA OPERADORA DE PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE COBERTURA PARA TRATAMENTO DE BENEFICIÁRIO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. MATÉRIA DE QUE NÃO ENSEJA A ABERTURA DA VIA EXTRAORDINÁRIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 738700 ED / DF GERAL. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o tema alusivo à responsabilidade por danos morais e materiais decorrentes de negativa de cobertura para tratamento de beneficiário, por parte de operadora de plano de saúde, não enseja a abertura da via extraordinária, dado que não prescinde do reexame da legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e do conjunto fático- probatório dos autos (Súmulas 636, 454 e 279 do STF). Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta Suprema Corte, falta ao caso “elemento de configuração da própria repercussão geral”, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no RE 584.608” (ARE 697.312, Relator o Ministro Presidente, Plenário Virtual, DJe 23.11.2012). 6. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847395. Supremo Tribunal Federal ARE 738700 ED / DF GERAL. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o tema alusivo à responsabilidade por danos morais e materiais decorrentes de negativa de cobertura para tratamento de beneficiário, por parte de operadora de plano de saúde, não enseja a abertura da via extraordinária, dado que não prescinde do reexame da legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e do conjunto fático- probatório dos autos (Súmulas 636, 454 e 279 do STF). Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta Suprema Corte, falta ao caso “elemento de configuração da própria repercussão geral”, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no RE 584.608” (ARE 697.312, Relator o Ministro Presidente, Plenário Virtual, DJe 23.11.2012). 6. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.700 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : UNIMED FORTALEZA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO ADV.(A/S) : GILMARA MARIA DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : JACINTA MARIA LIMA DE OLIVEIRA BARROS ADV.(A/S) : ALFREDO FURTADO EMBDO.(A/S) : MARCOS PAULO NOGUEIRA DE BARROS ADV.(A/S) : ALFREDO FURTADO Decisão: A Turma, por unanimidade, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806240 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.700 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : UNIMED FORTALEZA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO ADV.(A/S) : GILMARA MARIA DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : JACINTA MARIA LIMA DE OLIVEIRA BARROS ADV.(A/S) : ALFREDO FURTADO EMBDO.(A/S) : MARCOS PAULO NOGUEIRA DE BARROS ADV.(A/S) : ALFREDO FURTADO Decisão: A Turma, por unanimidade, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806240 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3858922
2013-05-07T00:00:00
2013-05-28T00:00:00
A Turma, por unanimidade, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. COBERTURA DE PLANO DE SAÚDE. INDENIZAÇÃO. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL. 3. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur231590
- Acórdão (s) citado (s): (DESCABIMENTO, RECURSO EXTRAORDINÁRIO, REEXAME, FATO, NORMA INFRACONSTITUCIONAL) ARE 697312 (TP). (EMBARGOS DECLARATÓRIOS, CONVERSÃO, AGRAVO REGIMENTAL) Pet 1245 ED-AgR (TP), RE 195578 ED (1ªT). (SÚMULA 282, SÚMULA 356) ARE 723923 ED (2ªT), RE 556262 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 13/06/2013, BMB.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
738700
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-008078 ANO-1990\r\n CDC-1990 CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-009656 ANO-1998\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-ED
acordaos
ARE 738700 ED
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ADV.(A/S) : GILMARA MARIA DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBTE.(S) : UNIMED FORTALEZA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO EMBDO.(A/S) : JACINTA MARIA LIMA DE OLIVEIRA BARROS EMBDO.(A/S) : MARCOS PAULO NOGUEIRA DE BARROS ADV.(A/S) : ALFREDO FURTADO ADV.(A/S) : ALFREDO FURTADO
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Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.700 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :UNIMED FORTALEZA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO ADV.(A/S) :GILMARA MARIA DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :JACINTA MARIA LIMA DE OLIVEIRA BARROS ADV.(A/S) :ALFREDO FURTADO EMBDO.(A/S) :MARCOS PAULO NOGUEIRA DE BARROS ADV.(A/S) :ALFREDO FURTADO EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. COBERTURA DE PLANO DE SAÚDE. INDENIZAÇÃO. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL. 3. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em converter os embargos de declaração em agravo regimental e, negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847393. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 738700 ED / DF Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847393. Supremo Tribunal Federal ARE 738700 ED / DF Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847393. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.700 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :UNIMED FORTALEZA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO ADV.(A/S) :GILMARA MARIA DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :JACINTA MARIA LIMA DE OLIVEIRA BARROS ADV.(A/S) :ALFREDO FURTADO EMBDO.(A/S) :MARCOS PAULO NOGUEIRA DE BARROS ADV.(A/S) :ALFREDO FURTADO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 15.4.2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Unimed Fortaleza Cooperativa de Trabalho Médico contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual manteve decisão monocrática que negara provimento ao recurso especial interposto pela ora Agravante, por incidirem na espécie as Súmulas n. 5 e 7 daquele Superior Tribunal. A decisão embargada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. Como assentado na decisão agravada, os arts. 196, 197 e 199 da Constituição da República não foram objeto de debate e decisão prévios pelo Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o seu prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847394. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.700 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) :UNIMED FORTALEZA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO ADV.(A/S) :GILMARA MARIA DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :JACINTA MARIA LIMA DE OLIVEIRA BARROS ADV.(A/S) :ALFREDO FURTADO EMBDO.(A/S) :MARCOS PAULO NOGUEIRA DE BARROS ADV.(A/S) :ALFREDO FURTADO R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 15.4.2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Unimed Fortaleza Cooperativa de Trabalho Médico contra julgado do Superior Tribunal de Justiça, o qual manteve decisão monocrática que negara provimento ao recurso especial interposto pela ora Agravante, por incidirem na espécie as Súmulas n. 5 e 7 daquele Superior Tribunal. A decisão embargada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. Como assentado na decisão agravada, os arts. 196, 197 e 199 da Constituição da República não foram objeto de debate e decisão prévios pelo Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o seu prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 738700 ED / DF (…) 7. Concluir de modo diverso demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo, da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis n. 9.656/1998, Código de Defesa do Consumidor e Código de Processo Civil) e do contrato firmado entre as partes, o que inviabiliza o recurso extraordinário. Incidem as Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal: (…) 8. O Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. XXXV e XXXVI, da Constituição da República, se dependente do exame de legislação infraconstitucional (Leis n. 9.656/1998, Código de Defesa do Consumidor e Código de Processo Civil), podem configurar, se for o caso, ofensa constitucional indireta: (…) Nada há a prover quanto às alegações da Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2012, opõe Unimed Fortaleza Cooperativa de Trabalho Médico, em 13.8.2012, tempestivamente, embargos de declaração. 3. Alega a Embargante que “a decisão embargada omitiu-se quanto a esse ponto, deixando de analisar a pretensão da Unimed, de que o seu recurso extraordinário seja recebido, sob o aspecto do prequestionamento implícito”. Requer o acolhimento dos presentes embargos. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847394. Supremo Tribunal Federal ARE 738700 ED / DF (…) 7. Concluir de modo diverso demandaria o reexame do conjunto fático-probatório constante do processo, da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis n. 9.656/1998, Código de Defesa do Consumidor e Código de Processo Civil) e do contrato firmado entre as partes, o que inviabiliza o recurso extraordinário. Incidem as Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal: (…) 8. O Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. XXXV e XXXVI, da Constituição da República, se dependente do exame de legislação infraconstitucional (Leis n. 9.656/1998, Código de Defesa do Consumidor e Código de Processo Civil), podem configurar, se for o caso, ofensa constitucional indireta: (…) Nada há a prover quanto às alegações da Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil, com as alterações da Lei n. 12.322/2010, e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 7.8.2012, opõe Unimed Fortaleza Cooperativa de Trabalho Médico, em 13.8.2012, tempestivamente, embargos de declaração. 3. Alega a Embargante que “a decisão embargada omitiu-se quanto a esse ponto, deixando de analisar a pretensão da Unimed, de que o seu recurso extraordinário seja recebido, sob o aspecto do prequestionamento implícito”. Requer o acolhimento dos presentes embargos. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847394. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.700 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.5.1998; e Recurso Extraordinário 195.578-ED, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste à Agravante. 3. Na espécie, o Tribunal a quo decidiu: “I - Comprovada a negligência e o descumprimento contratual do plano de saúde, em face de negativa de internação em UTI por suposta existência de carência contratual. II – Em casos de doenças graves, que necessitam de tratamento de urgência ou de emergência, porque imprescindível à salvaguarda do bem maior tutelado, a própria vida, o atendimento médico não pode ser obstado. III – A jurisprudência se manifesta no sentido de que a morte de filho menor autoriza os pais a pedir ao responsável indenização por danos materiais, pois se presume o auxílio que futuramente o filho poderia prestar-lhes. IV – A pensão mensal devida aos pais, pela morte do filho menor, deve ser fixada em valores equivalentes a 2/3 do salário- mínimo de 14 até 25 anos de idade da vítima, reduzido, então, para 1/3 até a data em que o de cujus completaria 65 anos; Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. V – necessidade de modificação do quantum indenizatório arbitrado a título de danos morais, uma vez que não foi pautado nos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. VI – Recursos conhecidos, sendo provido o dos autos e improvido o da requerida”. 4. Como afirmado na decisão agravada, os arts. 196, 197 e 199 da Constituição da República não foram objeto de debate e decisão prévios Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847395. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.700 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Recebo os embargos de declaração e converto-os em agravo regimental (Pet 1.245-ED-AgR, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.5.1998; e Recurso Extraordinário 195.578-ED, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 23.8.1996). 2. Razão jurídica não assiste à Agravante. 3. Na espécie, o Tribunal a quo decidiu: “I - Comprovada a negligência e o descumprimento contratual do plano de saúde, em face de negativa de internação em UTI por suposta existência de carência contratual. II – Em casos de doenças graves, que necessitam de tratamento de urgência ou de emergência, porque imprescindível à salvaguarda do bem maior tutelado, a própria vida, o atendimento médico não pode ser obstado. III – A jurisprudência se manifesta no sentido de que a morte de filho menor autoriza os pais a pedir ao responsável indenização por danos materiais, pois se presume o auxílio que futuramente o filho poderia prestar-lhes. IV – A pensão mensal devida aos pais, pela morte do filho menor, deve ser fixada em valores equivalentes a 2/3 do salário- mínimo de 14 até 25 anos de idade da vítima, reduzido, então, para 1/3 até a data em que o de cujus completaria 65 anos; Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. V – necessidade de modificação do quantum indenizatório arbitrado a título de danos morais, uma vez que não foi pautado nos princípios da razoabilidade e proporcionalidade. VI – Recursos conhecidos, sendo provido o dos autos e improvido o da requerida”. 4. Como afirmado na decisão agravada, os arts. 196, 197 e 199 da Constituição da República não foram objeto de debate e decisão prévios Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 738700 ED / DF pelo Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o seu prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 723.923-ED, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 15.4.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Precedente do Supremo Tribunal Federal. 3. Condições da ação. Interesse de agir. Discussão de índole infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 556.262-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 9.4.2013, grifos nossos). 5. Ademais, como também afirmado na decisão agravada, concluir de modo diverso das instâncias originárias demandaria o reexame de fatos e provas e a prévia análise de normas infraconstitucionais (Leis n. 9.656/1998, Código de Defesa do Consumidor e Código de Processo Civil), inadmissível em recurso extraordinário. Confira-se o seguinte julgado: “DIREITO DO CONSUMIDOR. EMPRESA OPERADORA DE PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE COBERTURA PARA TRATAMENTO DE BENEFICIÁRIO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. MATÉRIA DE QUE NÃO ENSEJA A ABERTURA DA VIA EXTRAORDINÁRIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847395. Supremo Tribunal Federal ARE 738700 ED / DF pelo Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o seu prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas n. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULA N. 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 723.923-ED, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 15.4.2013). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Precedente do Supremo Tribunal Federal. 3. Condições da ação. Interesse de agir. Discussão de índole infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 556.262-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 9.4.2013, grifos nossos). 5. Ademais, como também afirmado na decisão agravada, concluir de modo diverso das instâncias originárias demandaria o reexame de fatos e provas e a prévia análise de normas infraconstitucionais (Leis n. 9.656/1998, Código de Defesa do Consumidor e Código de Processo Civil), inadmissível em recurso extraordinário. Confira-se o seguinte julgado: “DIREITO DO CONSUMIDOR. EMPRESA OPERADORA DE PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE COBERTURA PARA TRATAMENTO DE BENEFICIÁRIO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. MATÉRIA DE QUE NÃO ENSEJA A ABERTURA DA VIA EXTRAORDINÁRIA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 738700 ED / DF GERAL. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o tema alusivo à responsabilidade por danos morais e materiais decorrentes de negativa de cobertura para tratamento de beneficiário, por parte de operadora de plano de saúde, não enseja a abertura da via extraordinária, dado que não prescinde do reexame da legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e do conjunto fático- probatório dos autos (Súmulas 636, 454 e 279 do Supremo Tribunal Federal). Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta Suprema Corte, falta ao caso “elemento de configuração da própria repercussão geral”, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 584.608” (ARE 697.312, Relator o Ministro Presidente, Plenário Virtual, DJe 23.11.2012). 6. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847395. Supremo Tribunal Federal ARE 738700 ED / DF GERAL. Nos termos da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, o tema alusivo à responsabilidade por danos morais e materiais decorrentes de negativa de cobertura para tratamento de beneficiário, por parte de operadora de plano de saúde, não enseja a abertura da via extraordinária, dado que não prescinde do reexame da legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e do conjunto fático- probatório dos autos (Súmulas 636, 454 e 279 do Supremo Tribunal Federal). Não havendo, em rigor, questão constitucional a ser apreciada por esta Suprema Corte, falta ao caso “elemento de configuração da própria repercussão geral”, conforme salientou a ministra Ellen Gracie, no julgamento da Repercussão Geral no Recurso Extraordinário 584.608” (ARE 697.312, Relator o Ministro Presidente, Plenário Virtual, DJe 23.11.2012). 6. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.700 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : UNIMED FORTALEZA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO ADV.(A/S) : GILMARA MARIA DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : JACINTA MARIA LIMA DE OLIVEIRA BARROS ADV.(A/S) : ALFREDO FURTADO EMBDO.(A/S) : MARCOS PAULO NOGUEIRA DE BARROS ADV.(A/S) : ALFREDO FURTADO Decisão: A Turma, por unanimidade, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806240 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.700 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA EMBTE.(S) : UNIMED FORTALEZA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO ADV.(A/S) : GILMARA MARIA DE OLIVEIRA BARBOSA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : JACINTA MARIA LIMA DE OLIVEIRA BARROS ADV.(A/S) : ALFREDO FURTADO EMBDO.(A/S) : MARCOS PAULO NOGUEIRA DE BARROS ADV.(A/S) : ALFREDO FURTADO Decisão: A Turma, por unanimidade, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806240 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULAS N . 282", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL", "ARE 738700 ED / DF", "ARE 738700 ED / DF", "Súmulas n . 282", "Súmulas n . 5", "Súmulas n . 282", "ARE 738700 ED / DF", "Súmulas n . 279", "ARE 738700 ED / DF", "Súmulas n . 279", "Pet 1 . 245 - ED - AgR", "Recurso Extraordinário 195 . 578 - ED", "Pet 1 . 245 - ED - AgR", "Recurso Extraordinário 195 . 578 - ED", "ARE 738700 ED / DF", "Súmulas n . 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 282 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 723 . 923 - ED", "Recurso Extraordinário 556 . 262 - AgR", "ARE 738700 ED / DF", "Súmulas n . 282", "SÚMULA N . 282 DO", "ARE 723 . 923 - ED", "Recurso Extraordinário 556 . 262 - AgR", "ARE 738700 ED / DF", "Súmulas 636 , 454 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 584 . 608 ”", "ARE 697 . 312", "ARE 738700 ED / DF", "Súmulas 636 , 454 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 584 . 608 ”", "ARE 697 . 312" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 196 , 197 e 199 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 196 , 197 e 199 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis n . 9 . 656 / 1998", "Código de Defesa do Consumidor", "Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , inc . 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Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIMED FORTALEZA COOPERATIVA DE TRABALHO MEDICO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LÚCIA", "GILMARA MARIA DE OLIVEIRA BARBOSA", "JACINTA MARIA LIMA DE OLIVEIRA BARROS", "ALFREDO FURTADO", "MARCOS PAULO NOGUEIRA DE BARROS", "ALFREDO FURTADO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMARA MARIA DE OLIVEIRA BARBOSA", "JACINTA MARIA LIMA DE OLIVEIRA BARROS", "ALFREDO FURTADO", "MARCOS PAULO NOGUEIRA DE BARROS", "ALFREDO FURTADO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMARA MARIA DE OLIVEIRA BARBOSA", "JACINTA MARIA LIMA DE OLIVEIRA BARROS", "ALFREDO FURTADO", "MARCOS PAULO NOGUEIRA DE BARROS", "ALFREDO FURTADO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Moreira Alves", "Ilmar Galvão", "CÁRMEN LÚCIA", "Moreira Alves", "Ilmar Galvão", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMARA MARIA DE OLIVEIRA BARBOSA", "JACINTA MARIA LIMA DE OLIVEIRA BARROS", "ALFREDO FURTADO", "MARCOS PAULO NOGUEIRA DE BARROS", "ALFREDO FURTADO", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Mário José Gisi", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "GILMARA MARIA DE OLIVEIRA BARBOSA", "JACINTA MARIA LIMA DE OLIVEIRA BARROS", "ALFREDO FURTADO", "MARCOS PAULO NOGUEIRA DE BARROS", "ALFREDO FURTADO", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Mário José Gisi .", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "07", "/", "05", "/", "2013", "7 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "15", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "15", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "8", ".", "2012", "13", ".", "8", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "8", ".", "2012", "13", ".", "8", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "22", ".", "5", ".", "1998", "23", ".", "8", ".", "1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "22", ".", "5", ".", "1998", "23", ".", "8", ".", "1996", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "4", ".", "2013", "9", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "4", ".", "2013", "9", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "11", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "11", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "07", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.928 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BRADESCO VIDA E PREVIDÊNCIA S/A ADV.(A/S) :GERALDO NOGUEIRA DA GAMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :VILMAR PRESTES RODRIGUES ADV.(A/S) :OSCAR DA FONSECA DINIZ NETO E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO CIVIL E CONSUMIDOR. PLANO DE SEGURO DE VIDA. INTERPRETAÇÃO DE CONTRATO. ÓBICE DA SÚMULA 454/STF. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.5.2011. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à análise de normas infraconstitucionais e cláusulas contratuais, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. A pretensão da recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/STF: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781163. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 692928 AGR / RS Brasília, 07 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781163. Supremo Tribunal Federal ARE 692928 AGR / RS Brasília, 07 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781163. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.928 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BRADESCO VIDA E PREVIDÊNCIA S/A ADV.(A/S) :GERALDO NOGUEIRA DA GAMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :VILMAR PRESTES RODRIGUES ADV.(A/S) :OSCAR DA FONSECA DINIZ NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, maneja agravo regimental BRADESCO Vida e Previdência S/A. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há ofensa direta e frontal aos dispositivos alegados no recurso extraordinário. Sustenta que é desnecessário a reinterpretação do contrato. Acordão recorrido publicado em 05.5.2011. O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo regimental no agravo em recurso especial – acórdão com trânsito em julgado. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781164. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.928 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BRADESCO VIDA E PREVIDÊNCIA S/A ADV.(A/S) :GERALDO NOGUEIRA DA GAMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :VILMAR PRESTES RODRIGUES ADV.(A/S) :OSCAR DA FONSECA DINIZ NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, maneja agravo regimental BRADESCO Vida e Previdência S/A. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há ofensa direta e frontal aos dispositivos alegados no recurso extraordinário. Sustenta que é desnecessário a reinterpretação do contrato. Acordão recorrido publicado em 05.5.2011. O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo regimental no agravo em recurso especial – acórdão com trânsito em julgado. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781164. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.928 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5º, II e XXXVI, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.928 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5º, II e XXXVI, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 692928 AGR / RS seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas’ (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005). ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Supremo Tribunal Federal ARE 692928 AGR / RS seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas’ (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005). ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 692928 AGR / RS infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, “a”, do CPC)”. Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição, ainda que em parte, da ementa proferida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul: “APELAÇÕES CÍVEIS. SEGURO DE VIDA. PRELIMINAR CONTRARRECURSAL REJEITADA. RESCISÃO UNILATERAL 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Supremo Tribunal Federal ARE 692928 AGR / RS infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, “a”, do CPC)”. Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição, ainda que em parte, da ementa proferida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul: “APELAÇÕES CÍVEIS. SEGURO DE VIDA. PRELIMINAR CONTRARRECURSAL REJEITADA. RESCISÃO UNILATERAL 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 692928 AGR / RS DO CONTRATO PELA SEGURADORA. PEDIDO DE MANUTENÇÃO DA APÓLICE DE SEGUROS. POSSIBILIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. MAJORAÇÃO. (…) ”- Hipótese em que o cancelamento unilateral do contrato de seguro de vida mostra-se abusivo, tendo em vista a incidência do art. 51, incisos IV e XV do CPC. Precedentes desta Câmara. (...)” (doc. 05, fl. 21). Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal gaúcho se limitou ao exame da matéria à luz de normas infraconstitucionais e de cláusulas contratuais. A pretensão da recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/STF: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que eventual ofensa reflexa a norma constitucional não viabiliza o trânsito do recurso extraordinário. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE COBERTURA DE DESPESAS COM TRATAMENTOS. INTERPRETAÇÃO DA DISPOSIÇÃO CONTRATUAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5º, XXXVI, DA CF/88. INOCORRÊNCIA. DEMANDA QUE NECESSITA DA ANÁLISE DO CONTRATO DE PLANO DE SAÚDE. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Supremo Tribunal Federal ARE 692928 AGR / RS DO CONTRATO PELA SEGURADORA. PEDIDO DE MANUTENÇÃO DA APÓLICE DE SEGUROS. POSSIBILIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. MAJORAÇÃO. (…) ”- Hipótese em que o cancelamento unilateral do contrato de seguro de vida mostra-se abusivo, tendo em vista a incidência do art. 51, incisos IV e XV do CPC. Precedentes desta Câmara. (...)” (doc. 05, fl. 21). Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal gaúcho se limitou ao exame da matéria à luz de normas infraconstitucionais e de cláusulas contratuais. A pretensão da recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/STF: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que eventual ofensa reflexa a norma constitucional não viabiliza o trânsito do recurso extraordinário. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE COBERTURA DE DESPESAS COM TRATAMENTOS. INTERPRETAÇÃO DA DISPOSIÇÃO CONTRATUAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5º, XXXVI, DA CF/88. INOCORRÊNCIA. DEMANDA QUE NECESSITA DA ANÁLISE DO CONTRATO DE PLANO DE SAÚDE. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 692928 AGR / RS pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103- AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 3. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicarem análise de matéria infraconstitucional. 4. As cláusulas contratuais ou editalícias e a verificação de suas validades encerram reexame de norma infraconstitucional, insuscetível de discussão via recurso extraordinário, incidindo, in casu, o óbice da Súmula 454 do STF, verbis: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. Precedentes: RE 599.127-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 04/03/11, e AI 829.036- AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 24/03/11. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “PLANO DE SAÚDE – Preliminares de cerceamento de defesa, de nulidade da sentença e de decadência do direito da autora, rejeitadas – Negativa de cobertura de despesas com tratamentos necessários para a manutenção da vida da paciente (hemodiálise e uso de albumina) – Abusividade configurada – Configurada devida – Precedentes desta Corte – Sentença de procedência mantida – Recurso desprovido.” 6. Agravo regimental a que se nega provimento” ( ARE 668.997-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 21.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO DE PLANO DE SAÚDE. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL, DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS E DAS PROVAS (SÚMULAS N. 279 E 454). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Supremo Tribunal Federal ARE 692928 AGR / RS pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103- AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 3. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicarem análise de matéria infraconstitucional. 4. As cláusulas contratuais ou editalícias e a verificação de suas validades encerram reexame de norma infraconstitucional, insuscetível de discussão via recurso extraordinário, incidindo, in casu, o óbice da Súmula 454 do STF, verbis: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. Precedentes: RE 599.127-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 04/03/11, e AI 829.036- AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 24/03/11. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “PLANO DE SAÚDE – Preliminares de cerceamento de defesa, de nulidade da sentença e de decadência do direito da autora, rejeitadas – Negativa de cobertura de despesas com tratamentos necessários para a manutenção da vida da paciente (hemodiálise e uso de albumina) – Abusividade configurada – Configurada devida – Precedentes desta Corte – Sentença de procedência mantida – Recurso desprovido.” 6. Agravo regimental a que se nega provimento” ( ARE 668.997-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 21.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO DE PLANO DE SAÚDE. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL, DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS E DAS PROVAS (SÚMULAS N. 279 E 454). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 692928 AGR / RS AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 822.898-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 21.02.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SEGURO SAÚDE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM FUNDAMENTO NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. OFENSA INDIRETA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS E ANÁLISE DE CLAÚSULAS DE CONTRATO. INVIABILIDADE DO EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida com fundamento no Código de Defesa do Consumidor e legislação correlata. 2. Aferir se houve ou não ofensa à Constituição do Brasil demandaria a análise de normas cujos preceitos estão inseridos em comandos infraconstitucionais. 3. Reexame de fatos e provas e análise de cláusulas de contrato. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 594.665-AgR/SP, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 24.4.2009). Nesse contexto, as razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Supremo Tribunal Federal ARE 692928 AGR / RS AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 822.898-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 21.02.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SEGURO SAÚDE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM FUNDAMENTO NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. OFENSA INDIRETA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS E ANÁLISE DE CLAÚSULAS DE CONTRATO. INVIABILIDADE DO EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida com fundamento no Código de Defesa do Consumidor e legislação correlata. 2. Aferir se houve ou não ofensa à Constituição do Brasil demandaria a análise de normas cujos preceitos estão inseridos em comandos infraconstitucionais. 3. Reexame de fatos e provas e análise de cláusulas de contrato. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 594.665-AgR/SP, Rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, DJe 24.4.2009). Nesse contexto, as razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.928 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : BRADESCO VIDA E PREVIDÊNCIA S/A ADV.(A/S) : GERALDO NOGUEIRA DA GAMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : VILMAR PRESTES RODRIGUES ADV.(A/S) : OSCAR DA FONSECA DINIZ NETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813469 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.928 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : BRADESCO VIDA E PREVIDÊNCIA S/A ADV.(A/S) : GERALDO NOGUEIRA DA GAMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : VILMAR PRESTES RODRIGUES ADV.(A/S) : OSCAR DA FONSECA DINIZ NETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813469 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3823909
2013-05-07T00:00:00
2013-05-21T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO CIVIL E CONSUMIDOR. PLANO DE SEGURO DE VIDA. INTERPRETAÇÃO DE CONTRATO. ÓBICE DA SÚMULA 454/STF. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.5.2011. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à análise de normas infraconstitucionais e cláusulas contratuais, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. A pretensão da recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/STF: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur230874
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) ARE 668997 AgR (1ª), AI 822898 AgR (1ª), RE 594665 AgR (2ª). Número de páginas: 10. Análise: 10/06/2013, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
692928
[ "LEG-FED SUMSTF-000454 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 692928 AgR
[ "" ]
ADV.(A/S) : GERALDO NOGUEIRA DA GAMA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : BRADESCO VIDA E PREVIDÊNCIA S/A ADV.(A/S) : OSCAR DA FONSECA DINIZ NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : VILMAR PRESTES RODRIGUES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.928 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BRADESCO VIDA E PREVIDÊNCIA S/A ADV.(A/S) :GERALDO NOGUEIRA DA GAMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :VILMAR PRESTES RODRIGUES ADV.(A/S) :OSCAR DA FONSECA DINIZ NETO E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO CIVIL E CONSUMIDOR. PLANO DE SEGURO DE VIDA. INTERPRETAÇÃO DE CONTRATO. ÓBICE DA SÚMULA 454/Supremo Tribunal Federal. APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 05.5.2011. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à análise de normas infraconstitucionais e cláusulas contratuais, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. A pretensão da recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781163. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 692928 AGR / RS Brasília, 07 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781163. Supremo Tribunal Federal ARE 692928 AGR / RS Brasília, 07 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781163. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.928 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BRADESCO VIDA E PREVIDÊNCIA S/A ADV.(A/S) :GERALDO NOGUEIRA DA GAMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :VILMAR PRESTES RODRIGUES ADV.(A/S) :OSCAR DA FONSECA DINIZ NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, maneja agravo regimental BRADESCO Vida e Previdência S/A. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há ofensa direta e frontal aos dispositivos alegados no recurso extraordinário. Sustenta que é desnecessário a reinterpretação do contrato. Acordão recorrido publicado em 05.5.2011. O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo regimental no agravo em recurso especial – acórdão com trânsito em julgado. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781164. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.928 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BRADESCO VIDA E PREVIDÊNCIA S/A ADV.(A/S) :GERALDO NOGUEIRA DA GAMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :VILMAR PRESTES RODRIGUES ADV.(A/S) :OSCAR DA FONSECA DINIZ NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, maneja agravo regimental BRADESCO Vida e Previdência S/A. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há ofensa direta e frontal aos dispositivos alegados no recurso extraordinário. Sustenta que é desnecessário a reinterpretação do contrato. Acordão recorrido publicado em 05.5.2011. O Superior Tribunal de Justiça negou provimento ao agravo regimental no agravo em recurso especial – acórdão com trânsito em julgado. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781164. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.928 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5..., II e XXXVI, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.928 RIO GRANDE DO SUL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5..., II e XXXVI, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 692928 AGR / RS seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005). ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Supremo Tribunal Federal ARE 692928 AGR / RS seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005). ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 692928 AGR / RS infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, “a”, do Código de Processo Civil)”. Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição, ainda que em parte, da ementa proferida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul: “APELAÇÕES CÍVEIS. SEGURO DE VIDA. PRELIMINAR CONTRARRECURSAL REJEITADA. RESCISÃO UNILATERAL 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Supremo Tribunal Federal ARE 692928 AGR / RS infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, “a”, do Código de Processo Civil)”. Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição, ainda que em parte, da ementa proferida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul: “APELAÇÕES CÍVEIS. SEGURO DE VIDA. PRELIMINAR CONTRARRECURSAL REJEITADA. RESCISÃO UNILATERAL 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 692928 AGR / RS DO CONTRATO PELA SEGURADORA. PEDIDO DE MANUTENÇÃO DA APÓLICE DE SEGUROS. POSSIBILIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. MAJORAÇÃO. (…) ”- Hipótese em que o cancelamento unilateral do contrato de seguro de vida mostra-se abusivo, tendo em vista a incidência do art. 51, incisos IV e XV do Código de Processo Civil. Precedentes desta Câmara. (...)” (doc. 05, fl. 21). Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal gaúcho se limitou ao exame da matéria à luz de normas infraconstitucionais e de cláusulas contratuais. A pretensão da recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que eventual ofensa reflexa a norma constitucional não viabiliza o trânsito do recurso extraordinário. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE COBERTURA DE DESPESAS COM TRATAMENTOS. INTERPRETAÇÃO DA DISPOSIÇÃO CONTRATUAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5..., XXXVI, DA Constituição Federal de 1988/88. INOCORRÊNCIA. DEMANDA QUE NECESSITA DA ANÁLISE DO CONTRATO DE PLANO DE SAÚDE. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Supremo Tribunal Federal ARE 692928 AGR / RS DO CONTRATO PELA SEGURADORA. PEDIDO DE MANUTENÇÃO DA APÓLICE DE SEGUROS. POSSIBILIDADE. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. MAJORAÇÃO. (…) ”- Hipótese em que o cancelamento unilateral do contrato de seguro de vida mostra-se abusivo, tendo em vista a incidência do art. 51, incisos IV e XV do Código de Processo Civil. Precedentes desta Câmara. (...)” (doc. 05, fl. 21). Emerge do acórdão que ensejou o manejo do recurso extraordinário que o Tribunal gaúcho se limitou ao exame da matéria à luz de normas infraconstitucionais e de cláusulas contratuais. A pretensão da recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 454/Supremo Tribunal Federal: “Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário”. A jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que eventual ofensa reflexa a norma constitucional não viabiliza o trânsito do recurso extraordinário. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. NEGATIVA DE COBERTURA DE DESPESAS COM TRATAMENTOS. INTERPRETAÇÃO DA DISPOSIÇÃO CONTRATUAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ARTIGO 5..., XXXVI, DA Constituição Federal de 1988/88. INOCORRÊNCIA. DEMANDA QUE NECESSITA DA ANÁLISE DO CONTRATO DE PLANO DE SAÚDE. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. ÓBICE DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 692928 AGR / RS pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103- AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 3. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicarem análise de matéria infraconstitucional. 4. As cláusulas contratuais ou editalícias e a verificação de suas validades encerram reexame de norma infraconstitucional, insuscetível de discussão via recurso extraordinário, incidindo, in casu, o óbice da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 599.127-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 04/03/11, e AI 829.036- AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 24/03/11. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “PLANO DE SAÚDE – Preliminares de cerceamento de defesa, de nulidade da sentença e de decadência do direito da autora, rejeitadas – Negativa de cobertura de despesas com tratamentos necessários para a manutenção da vida da paciente (hemodiálise e uso de albumina) – Abusividade configurada – Configurada devida – Precedentes desta Corte – Sentença de procedência mantida – Recurso desprovido.” 6. Agravo regimental a que se nega provimento” ( ARE 668.997-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 21.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO DE PLANO DE SAÚDE. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL, DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS E DAS PROVAS (SÚMULAS N. 279 E 454). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Supremo Tribunal Federal ARE 692928 AGR / RS pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103- AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 3. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicarem análise de matéria infraconstitucional. 4. As cláusulas contratuais ou editalícias e a verificação de suas validades encerram reexame de norma infraconstitucional, insuscetível de discussão via recurso extraordinário, incidindo, in casu, o óbice da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal, verbis: Simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 599.127-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 04/03/11, e AI 829.036- AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 24/03/11. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “PLANO DE SAÚDE – Preliminares de cerceamento de defesa, de nulidade da sentença e de decadência do direito da autora, rejeitadas – Negativa de cobertura de despesas com tratamentos necessários para a manutenção da vida da paciente (hemodiálise e uso de albumina) – Abusividade configurada – Configurada devida – Precedentes desta Corte – Sentença de procedência mantida – Recurso desprovido.” 6. Agravo regimental a que se nega provimento” ( ARE 668.997-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 21.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONTRATO DE PLANO DE SAÚDE. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL, DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS E DAS PROVAS (SÚMULAS N. 279 E 454). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 692928 AGR / RS AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 822.898-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 21.02.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SEGURO SAÚDE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM FUNDAMENTO NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. OFENSA INDIRETA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS E ANÁLISE DE CLAÚSULAS DE CONTRATO. INVIABILIDADE DO EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida com fundamento no Código de Defesa do Consumidor e legislação correlata. 2. Aferir se houve ou não ofensa à Constituição do Brasil demandaria a análise de normas cujos preceitos estão inseridos em comandos infraconstitucionais. 3. Reexame de fatos e provas e análise de cláusulas de contrato. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 594.665-AgR/SP, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 24.4.2009). Nesse contexto, as razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Supremo Tribunal Federal ARE 692928 AGR / RS AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 822.898-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 21.02.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SEGURO SAÚDE. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM FUNDAMENTO NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. OFENSA INDIRETA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS E ANÁLISE DE CLAÚSULAS DE CONTRATO. INVIABILIDADE DO EXTRAORDINÁRIO. 1. Controvérsia decidida com fundamento no Código de Defesa do Consumidor e legislação correlata. 2. Aferir se houve ou não ofensa à Constituição do Brasil demandaria a análise de normas cujos preceitos estão inseridos em comandos infraconstitucionais. 3. Reexame de fatos e provas e análise de cláusulas de contrato. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 594.665-AgR/SP, Rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, DJe 24.4.2009). Nesse contexto, as razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3781165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.928 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : BRADESCO VIDA E PREVIDÊNCIA S/A ADV.(A/S) : GERALDO NOGUEIRA DA GAMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : VILMAR PRESTES RODRIGUES ADV.(A/S) : OSCAR DA FONSECA DINIZ NETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813469 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.928 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : BRADESCO VIDA E PREVIDÊNCIA S/A ADV.(A/S) : GERALDO NOGUEIRA DA GAMA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : VILMAR PRESTES RODRIGUES ADV.(A/S) : OSCAR DA FONSECA DINIZ NETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813469 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692 . 928", "SÚMULA 454 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 692928 AGR / RS", "ARE 692928", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "ARE 692928", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "AgR", ".", "ARE 692928", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 692928 AGR / RS", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 738 . 145 - AgR", "AI n . 482 . 317 - AgR", "AI n . 646 . 103 - AgR", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 599 . 127 - AgR", "AI 829 . 036 - AgR", "ARE 668 . 997 -", "REEXAME", "SÚMULAS", "ARE 692928 AGR / RS", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 738 . 145 - 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Ementa e Acórdão 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.108 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JOÃO CARLOS SOUSA DIONISIO ADV.(A/S) :LUCIANA SETTE MASCARENHAS E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Juizados especiais. Competência. Complexidade da matéria. Valor da causa. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da Súmula nº 636/STF. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de abril de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885021. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.108 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JOÃO CARLOS SOUSA DIONISIO ADV.(A/S) :LUCIANA SETTE MASCARENHAS E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Santander (BRASIL) S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se negou provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Banco Santander (BRASIL) S.A. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 93, inciso IX e 98, inciso I, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Oitava Turma Recursal Cível de Belo Horizonte (MG), assim ementado: ‘CADERNETA DE POUPANÇA. DIFERENÇA RELATIVA AO PLANO VERÃO. PRELIMINARES DE INCOMPETÊNCIA DO JUIZADO ESPECIAL E ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM AFASTADAS. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. CONDENAÇÃO DO BANCO AO PAGAMENTO DOS EXPURGOS, APLICANDO-SE O IPC RELATIVO A JANEIRO DE 1989, NO PERCENTUAL DE 42,72%, SEGUNDO POSICIONAMENTO DO EGRÉGIO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS, NA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885018. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.108 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JOÃO CARLOS SOUSA DIONISIO ADV.(A/S) :LUCIANA SETTE MASCARENHAS E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Santander (BRASIL) S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se negou provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Banco Santander (BRASIL) S.A. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 93, inciso IX e 98, inciso I, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Oitava Turma Recursal Cível de Belo Horizonte (MG), assim ementado: ‘CADERNETA DE POUPANÇA. DIFERENÇA RELATIVA AO PLANO VERÃO. PRELIMINARES DE INCOMPETÊNCIA DO JUIZADO ESPECIAL E ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM AFASTADAS. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. CONDENAÇÃO DO BANCO AO PAGAMENTO DOS EXPURGOS, APLICANDO-SE O IPC RELATIVO A JANEIRO DE 1989, NO PERCENTUAL DE 42,72%, SEGUNDO POSICIONAMENTO DO EGRÉGIO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS, NA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885018. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório AI 858108 AGR / MG FORMA DO ART. 46 DA LEI. Nº. 9.099/95.’ Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste- se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08; e RE nº 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06). Trata-se de posicionamento francamente adotado por este Supremo Tribunal Federal, do qual, para ilustrar, trago à colação as ementas de recentes acórdãos assim dispondo, de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885018. Supremo Tribunal Federal AI 858108 AGR / MG FORMA DO ART. 46 DA LEI. Nº. 9.099/95.’ Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste- se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08; e RE nº 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06). Trata-se de posicionamento francamente adotado por este Supremo Tribunal Federal, do qual, para ilustrar, trago à colação as ementas de recentes acórdãos assim dispondo, de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885018. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório AI 858108 AGR / MG minha lavra: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Matéria criminal. Negativa de prestação jurisdicional. Suposta ofensa ao art. 93, inciso IX, da Constituição da República. Não ocorrência. Regimental ao qual se nega provimento. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente. 2. É pacífico o entendimento jurisprudencial desta Corte no sentido de que o art. 93, inciso IX, da Constituição não exige que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. 3. Agravo regimental não provido’ (AI nº 812439/SP-AgR, Primeira Turma, DJe de 07/02/12). ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Alegada violação às normas dos artigos 93, inciso IX, e 5º, incisos XXXV e LV. Decisão atacada que não padece de falta de fundamentação. Demais ofensas que se referem ao plano infraconstitucional. Precedentes. 1. Não há que se falar em ausência de fundamentação quando a decisão atacada encontra-se razoavelmente motivada, permitindo clara compreensão dos fundamentos que levaram à sua prolação. 2. Discussão acerca da violação aos princípios da inafastabilidade da jurisdição e do devido processo legal, se dependente da análise de normas infraconstitucionais, configura ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (AI nº 730239/RJ-AgR, Primeira Turma, DJe de 19/10/10). Cabe salientar, ainda, que a controvérsia quanto à competência do juizado especial para o julgamento do processo não está situada em âmbito constitucional, porquanto remete à 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885018. Supremo Tribunal Federal AI 858108 AGR / MG minha lavra: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Matéria criminal. Negativa de prestação jurisdicional. Suposta ofensa ao art. 93, inciso IX, da Constituição da República. Não ocorrência. Regimental ao qual se nega provimento. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente. 2. É pacífico o entendimento jurisprudencial desta Corte no sentido de que o art. 93, inciso IX, da Constituição não exige que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. 3. Agravo regimental não provido’ (AI nº 812439/SP-AgR, Primeira Turma, DJe de 07/02/12). ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Alegada violação às normas dos artigos 93, inciso IX, e 5º, incisos XXXV e LV. Decisão atacada que não padece de falta de fundamentação. Demais ofensas que se referem ao plano infraconstitucional. Precedentes. 1. Não há que se falar em ausência de fundamentação quando a decisão atacada encontra-se razoavelmente motivada, permitindo clara compreensão dos fundamentos que levaram à sua prolação. 2. Discussão acerca da violação aos princípios da inafastabilidade da jurisdição e do devido processo legal, se dependente da análise de normas infraconstitucionais, configura ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (AI nº 730239/RJ-AgR, Primeira Turma, DJe de 19/10/10). Cabe salientar, ainda, que a controvérsia quanto à competência do juizado especial para o julgamento do processo não está situada em âmbito constitucional, porquanto remete à 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885018. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório AI 858108 AGR / MG análise da legislação infraconstitucional pertinente. De fato, a ofensa à Constituição Federal, se existente, passaria necessariamente pela violação de dispositivos da Lei nº 9.099/95, configurando-se, pois, de maneira reflexa. O Supremo Tribunal Federal, em decisão da Primeira Turma, já teve oportunidade de se manifestar em sentido semelhante. Confira- se: ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: dispositivos constitucionais tidos por violados não examinados pelo acórdão recorrido, nem objeto dos embargos de declaração opostos: incidência das Súmulas 282 e 356. 2. Recurso extraordinário: inadmissibilidade: controvérsia acerca da competência dos Juizados Especiais no tocante ao valor e complexidade da causa, restrita ao âmbito infraconstitucional: alegada ofensa ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI nº 510.323/BA-AgR-ED, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 1º/4/05). No mesmo sentido o AI nº 504.621/PE-AgR, da relatoria do Ministro Cezar Peluso, assim ementado: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Juizado Especial. Competência. Valor da causa. Matéria processual. Ofensa indireta. Agravo regimental não provido. Não cabe recurso extraordinário que teria por objeto alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, como a de ordem processual’ (Segunda turma, DJ de 24/9/04). Ressalte-se, por fim, que ao examinar o AI nº 768.339/SC- 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885018. Supremo Tribunal Federal AI 858108 AGR / MG análise da legislação infraconstitucional pertinente. De fato, a ofensa à Constituição Federal, se existente, passaria necessariamente pela violação de dispositivos da Lei nº 9.099/95, configurando-se, pois, de maneira reflexa. O Supremo Tribunal Federal, em decisão da Primeira Turma, já teve oportunidade de se manifestar em sentido semelhante. Confira- se: ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: dispositivos constitucionais tidos por violados não examinados pelo acórdão recorrido, nem objeto dos embargos de declaração opostos: incidência das Súmulas 282 e 356. 2. Recurso extraordinário: inadmissibilidade: controvérsia acerca da competência dos Juizados Especiais no tocante ao valor e complexidade da causa, restrita ao âmbito infraconstitucional: alegada ofensa ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI nº 510.323/BA-AgR-ED, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 1º/4/05). No mesmo sentido o AI nº 504.621/PE-AgR, da relatoria do Ministro Cezar Peluso, assim ementado: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Juizado Especial. Competência. Valor da causa. Matéria processual. Ofensa indireta. Agravo regimental não provido. Não cabe recurso extraordinário que teria por objeto alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, como a de ordem processual’ (Segunda turma, DJ de 24/9/04). Ressalte-se, por fim, que ao examinar o AI nº 768.339/SC- 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885018. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório AI 858108 AGR / MG RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski (DJ de 20/11/09), esta Corte decidiu pela ausência da repercussão geral da controvérsia acerca da competência dos Juizados Especiais em razão da complexidade e do valor da causa. Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento.” Insiste o agravante que foram violados os arts. 93, inciso IX; e 98, inciso I, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(...) [e]ntendeu a decisão agravada que não foi demonstrada a repercussão geral no presente caso. A discussão submetida à apreciação do C. Supremo Tribunal Federal pelo presente recurso extraordinário é de extrema relevância por tratar de questão de alta repercussão econômica e jurídica. (...) A discussão apresentada em sede de Recurso Extraordinário, versa de ofensa direta à Constituição Federal.” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885018. Supremo Tribunal Federal AI 858108 AGR / MG RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski (DJ de 20/11/09), esta Corte decidiu pela ausência da repercussão geral da controvérsia acerca da competência dos Juizados Especiais em razão da complexidade e do valor da causa. Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento.” Insiste o agravante que foram violados os arts. 93, inciso IX; e 98, inciso I, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(...) [e]ntendeu a decisão agravada que não foi demonstrada a repercussão geral no presente caso. A discussão submetida à apreciação do C. Supremo Tribunal Federal pelo presente recurso extraordinário é de extrema relevância por tratar de questão de alta repercussão econômica e jurídica. (...) A discussão apresentada em sede de Recurso Extraordinário, versa de ofensa direta à Constituição Federal.” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885018. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.108 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão agravada, não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante contrária à pretensão do ora agravante, tendo o Tribunal de origem explicitado suas razões de decidir. Ressalte-se que o referido art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Sobre o tema, anotem-se os seguintes precedentes: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885019. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.108 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão agravada, não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante contrária à pretensão do ora agravante, tendo o Tribunal de origem explicitado suas razões de decidir. Ressalte-se que o referido art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Sobre o tema, anotem-se os seguintes precedentes: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885019. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 858108 AGR / MG regimental improvido” (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). “AGRAVO REGIMENTAL. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CF/88. INEXISTÊNCIA. Acórdão recorrido que se encontra devidamente fundamentado, ainda que com sua fundamentação não concorde o ora agravante. O órgão judicante não é obrigado a se manifestar sobre todas as teses apresentadas pela defesa, bastando que aponte fundamentadamente as razões de seu convencimento. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06). Ademais, o acórdão recorrido consignou que “(...) [a] preliminar de incompetência do Juizado Especial por complexidade de causa não deve ser acolhida, pois, estando pacificados os índices referentes aos planos econômicos, o valor da condenação pode ser apurado por simples cálculo aritmético.” Desse modo, aplica-se ao caso o entendimento firmado nesta Corte de que a discussão acerca da competência dos juizados especiais, em razão da complexidade e do valor da causa, poderia configurar, apenas, violação indireta ou reflexa à Constituição da República, haja vista que sua solução não prescinde da análise da legislação infraconstitucional e, também, do reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Aplicando essa orientação, colaciono os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885019. Supremo Tribunal Federal AI 858108 AGR / MG regimental improvido” (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). “AGRAVO REGIMENTAL. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CF/88. INEXISTÊNCIA. Acórdão recorrido que se encontra devidamente fundamentado, ainda que com sua fundamentação não concorde o ora agravante. O órgão judicante não é obrigado a se manifestar sobre todas as teses apresentadas pela defesa, bastando que aponte fundamentadamente as razões de seu convencimento. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06). Ademais, o acórdão recorrido consignou que “(...) [a] preliminar de incompetência do Juizado Especial por complexidade de causa não deve ser acolhida, pois, estando pacificados os índices referentes aos planos econômicos, o valor da condenação pode ser apurado por simples cálculo aritmético.” Desse modo, aplica-se ao caso o entendimento firmado nesta Corte de que a discussão acerca da competência dos juizados especiais, em razão da complexidade e do valor da causa, poderia configurar, apenas, violação indireta ou reflexa à Constituição da República, haja vista que sua solução não prescinde da análise da legislação infraconstitucional e, também, do reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Aplicando essa orientação, colaciono os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885019. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 858108 AGR / MG RESPONSABILIDADE CIVIL. CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. JUIZADOS ESPECIAIS. COMPETÊNCIA. COMPLEXIDADE DA CAUSA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 670.936/SE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 14/2/13). “AGRAVO DE INSTRUMENTO. JUIZADOS ESPECIAIS. COMPETÊNCIA. COMPLEXIDADE DA MATÉRIA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO RECONHECIDA (AI 768.339- RG, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI). AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. Esta Corte, ao julgar o AI 768.339-RG, rel. Min. Ricardo Lewandowski, não reconheceu a repercussão geral do tema debatido no presente recurso. Esse entendimento foi reiterado no julgamento do ARE 640.671-RG, rel. Min. Presidente. Agravo regimental desprovido” (AI nº 765.081/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 13/8/12). Por fim, ao contrário do que alega o ora agravante, a ausência de demostração da repercussão geral não foi utilizada como fundamento para se negar provimento ao agravo de instrumento. Com efeito, na decisão ora atacada, se afirmou que, no caso dos autos, apesar de o recurso extraordinário “ter trazido a preliminar sobre o tema”, não era de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos da primeira parte do art. 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorre “quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão”. Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885019. Supremo Tribunal Federal AI 858108 AGR / MG RESPONSABILIDADE CIVIL. CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. JUIZADOS ESPECIAIS. COMPETÊNCIA. COMPLEXIDADE DA CAUSA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 670.936/SE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 14/2/13). “AGRAVO DE INSTRUMENTO. JUIZADOS ESPECIAIS. COMPETÊNCIA. COMPLEXIDADE DA MATÉRIA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO RECONHECIDA (AI 768.339- RG, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI). AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. Esta Corte, ao julgar o AI 768.339-RG, rel. Min. Ricardo Lewandowski, não reconheceu a repercussão geral do tema debatido no presente recurso. Esse entendimento foi reiterado no julgamento do ARE 640.671-RG, rel. Min. Presidente. Agravo regimental desprovido” (AI nº 765.081/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 13/8/12). Por fim, ao contrário do que alega o ora agravante, a ausência de demostração da repercussão geral não foi utilizada como fundamento para se negar provimento ao agravo de instrumento. Com efeito, na decisão ora atacada, se afirmou que, no caso dos autos, apesar de o recurso extraordinário “ter trazido a preliminar sobre o tema”, não era de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos da primeira parte do art. 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorre “quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão”. Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885019. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.108 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JOÃO CARLOS SOUSA DIONISIO ADV.(A/S) : LUCIANA SETTE MASCARENHAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673486 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.108 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JOÃO CARLOS SOUSA DIONISIO ADV.(A/S) : LUCIANA SETTE MASCARENHAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673486 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3902090
2013-04-09T00:00:00
2013-06-03T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 9.4.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Juizados especiais. Competência. Complexidade da matéria. Valor da causa. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da Súmula nº 636/STF. 3. Agravo regimental não provido.
sjur232060
- Acórdão (s) citado (s): (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, FUNDAMENTAÇÃO) AI 653010 AgR (1ªT), RE 463139 AgR (2ªT). (SÚMULA 279, SÚMULA 636) ARE 670936 AgR (2ªT), AI 765081 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 08/06/2013, BMB.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
858108
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00093 INC-00009 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00323 INCLUÍDO PELA EMR-21/2007 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED EMR-000021 ANO-2007\r\n EMENDA REGIMENTAL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 858108 AgR
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AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JOÃO CARLOS SOUSA DIONISIO ADV.(A/S) : LUCIANA SETTE MASCARENHAS E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.108 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JOÃO CARLOS SOUSA DIONISIO ADV.(A/S) :LUCIANA SETTE MASCARENHAS E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Juizados especiais. Competência. Complexidade da matéria. Valor da causa. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de abril de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885021. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.108 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JOÃO CARLOS SOUSA DIONISIO ADV.(A/S) :LUCIANA SETTE MASCARENHAS E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Santander (BRASIL) S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se negou provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Banco Santander (BRASIL) S.A. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 93, inciso IX e 98, inciso I, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Oitava Turma Recursal Cível de Belo Horizonte (MG), assim ementado: ‘CADERNETA DE POUPANÇA. DIFERENÇA RELATIVA AO PLANO VERÃO. PRELIMINARES DE INCOMPETÊNCIA DO JUIZADO ESPECIAL E ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM AFASTADAS. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. CONDENAÇÃO DO BANCO AO PAGAMENTO DOS EXPURGOS, APLICANDO-SE O IPC RELATIVO A JANEIRO DE 1989, NO PERCENTUAL DE 42,72%, SEGUNDO POSICIONAMENTO DO EGRÉGIO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS, NA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885018. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.108 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :JOÃO CARLOS SOUSA DIONISIO ADV.(A/S) :LUCIANA SETTE MASCARENHAS E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Santander (BRASIL) S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se negou provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Banco Santander (BRASIL) S.A. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 93, inciso IX e 98, inciso I, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Oitava Turma Recursal Cível de Belo Horizonte (MG), assim ementado: ‘CADERNETA DE POUPANÇA. DIFERENÇA RELATIVA AO PLANO VERÃO. PRELIMINARES DE INCOMPETÊNCIA DO JUIZADO ESPECIAL E ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM AFASTADAS. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. CONDENAÇÃO DO BANCO AO PAGAMENTO DOS EXPURGOS, APLICANDO-SE O IPC RELATIVO A JANEIRO DE 1989, NO PERCENTUAL DE 42,72%, SEGUNDO POSICIONAMENTO DO EGRÉGIO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. SENTENÇA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS E JURÍDICOS FUNDAMENTOS, NA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885018. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório AI 858108 AGR / MG FORMA DO ART. 46 DA LEI. n. 9.099/95.’ Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste- se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08; e Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06). Trata-se de posicionamento francamente adotado por este Supremo Tribunal Federal, do qual, para ilustrar, trago à colação as ementas de recentes acórdãos assim dispondo, de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885018. Supremo Tribunal Federal AI 858108 AGR / MG FORMA DO ART. 46 DA LEI. n. 9.099/95.’ Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste- se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08; e Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06). Trata-se de posicionamento francamente adotado por este Supremo Tribunal Federal, do qual, para ilustrar, trago à colação as ementas de recentes acórdãos assim dispondo, de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885018. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório AI 858108 AGR / MG minha lavra: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Matéria criminal. Negativa de prestação jurisdicional. Suposta ofensa ao art. 93, inciso IX, da Constituição da República. Não ocorrência. Regimental ao qual se nega provimento. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente. 2. É pacífico o entendimento jurisprudencial desta Corte no sentido de que o art. 93, inciso IX, da Constituição não exige que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. 3. Agravo regimental não provido’ (AI n 812439/SP-AgR, Primeira Turma, DJe de 07/02/12). ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Alegada violação às normas dos artigos 93, inciso IX, e 5..., incisos XXXV e LV. Decisão atacada que não padece de falta de fundamentação. Demais ofensas que se referem ao plano infraconstitucional. Precedentes. 1. Não há que se falar em ausência de fundamentação quando a decisão atacada encontra-se razoavelmente motivada, permitindo clara compreensão dos fundamentos que levaram à sua prolação. 2. Discussão acerca da violação aos princípios da inafastabilidade da jurisdição e do devido processo legal, se dependente da análise de normas infraconstitucionais, configura ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (AI n 730239/RJ-AgR, Primeira Turma, DJe de 19/10/10). Cabe salientar, ainda, que a controvérsia quanto à competência do juizado especial para o julgamento do processo não está situada em âmbito constitucional, porquanto remete à 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885018. Supremo Tribunal Federal AI 858108 AGR / MG minha lavra: ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Matéria criminal. Negativa de prestação jurisdicional. Suposta ofensa ao art. 93, inciso IX, da Constituição da República. Não ocorrência. Regimental ao qual se nega provimento. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente. 2. É pacífico o entendimento jurisprudencial desta Corte no sentido de que o art. 93, inciso IX, da Constituição não exige que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. 3. Agravo regimental não provido’ (AI n 812439/SP-AgR, Primeira Turma, DJe de 07/02/12). ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Alegada violação às normas dos artigos 93, inciso IX, e 5..., incisos XXXV e LV. Decisão atacada que não padece de falta de fundamentação. Demais ofensas que se referem ao plano infraconstitucional. Precedentes. 1. Não há que se falar em ausência de fundamentação quando a decisão atacada encontra-se razoavelmente motivada, permitindo clara compreensão dos fundamentos que levaram à sua prolação. 2. Discussão acerca da violação aos princípios da inafastabilidade da jurisdição e do devido processo legal, se dependente da análise de normas infraconstitucionais, configura ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (AI n 730239/RJ-AgR, Primeira Turma, DJe de 19/10/10). Cabe salientar, ainda, que a controvérsia quanto à competência do juizado especial para o julgamento do processo não está situada em âmbito constitucional, porquanto remete à 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885018. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório AI 858108 AGR / MG análise da legislação infraconstitucional pertinente. De fato, a ofensa à Constituição Federal, se existente, passaria necessariamente pela violação de dispositivos da Lei n 9.099/95, configurando-se, pois, de maneira reflexa. O Supremo Tribunal Federal, em decisão da Primeira Turma, já teve oportunidade de se manifestar em sentido semelhante. Confira- se: ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: dispositivos constitucionais tidos por violados não examinados pelo acórdão recorrido, nem objeto dos embargos de declaração opostos: incidência das Súmulas 282 e 356. 2. Recurso extraordinário: inadmissibilidade: controvérsia acerca da competência dos Juizados Especiais no tocante ao valor e complexidade da causa, restrita ao âmbito infraconstitucional: alegada ofensa ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI n 510.323/BA-AgR-ED, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 1.../4/05). No mesmo sentido o AI n 504.621/PE-AgR, da relatoria do Ministro Cezar Peluso, assim ementado: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Juizado Especial. Competência. Valor da causa. Matéria processual. Ofensa indireta. Agravo regimental não provido. Não cabe recurso extraordinário que teria por objeto alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, como a de ordem processual’ (Segunda turma, DJ de 24/9/04). Ressalte-se, por fim, que ao examinar o AI n 768.339/SC- 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885018. Supremo Tribunal Federal AI 858108 AGR / MG análise da legislação infraconstitucional pertinente. De fato, a ofensa à Constituição Federal, se existente, passaria necessariamente pela violação de dispositivos da Lei n 9.099/95, configurando-se, pois, de maneira reflexa. O Supremo Tribunal Federal, em decisão da Primeira Turma, já teve oportunidade de se manifestar em sentido semelhante. Confira- se: ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: dispositivos constitucionais tidos por violados não examinados pelo acórdão recorrido, nem objeto dos embargos de declaração opostos: incidência das Súmulas 282 e 356. 2. Recurso extraordinário: inadmissibilidade: controvérsia acerca da competência dos Juizados Especiais no tocante ao valor e complexidade da causa, restrita ao âmbito infraconstitucional: alegada ofensa ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI n 510.323/BA-AgR-ED, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 1.../4/05). No mesmo sentido o AI n 504.621/PE-AgR, da relatoria do Ministro Cezar Peluso, assim ementado: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Juizado Especial. Competência. Valor da causa. Matéria processual. Ofensa indireta. Agravo regimental não provido. Não cabe recurso extraordinário que teria por objeto alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, de inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, como a de ordem processual’ (Segunda turma, DJ de 24/9/04). Ressalte-se, por fim, que ao examinar o AI n 768.339/SC- 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885018. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório AI 858108 AGR / MG RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski (DJ de 20/11/09), esta Corte decidiu pela ausência da repercussão geral da controvérsia acerca da competência dos Juizados Especiais em razão da complexidade e do valor da causa. Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento.” Insiste o agravante que foram violados os arts. 93, inciso IX; e 98, inciso I, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(...) [e]ntendeu a decisão agravada que não foi demonstrada a repercussão geral no presente caso. A discussão submetida à apreciação do C. Supremo Tribunal Federal pelo presente recurso extraordinário é de extrema relevância por tratar de questão de alta repercussão econômica e jurídica. (...) A discussão apresentada em sede de Recurso Extraordinário, versa de ofensa direta à Constituição Federal.” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885018. Supremo Tribunal Federal AI 858108 AGR / MG RG, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski (DJ de 20/11/09), esta Corte decidiu pela ausência da repercussão geral da controvérsia acerca da competência dos Juizados Especiais em razão da complexidade e do valor da causa. Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento.” Insiste o agravante que foram violados os arts. 93, inciso IX; e 98, inciso I, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(...) [e]ntendeu a decisão agravada que não foi demonstrada a repercussão geral no presente caso. A discussão submetida à apreciação do C. Supremo Tribunal Federal pelo presente recurso extraordinário é de extrema relevância por tratar de questão de alta repercussão econômica e jurídica. (...) A discussão apresentada em sede de Recurso Extraordinário, versa de ofensa direta à Constituição Federal.” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885018. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.108 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão agravada, não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante contrária à pretensão do ora agravante, tendo o Tribunal de origem explicitado suas razões de decidir. Ressalte-se que o referido art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Sobre o tema, anotem-se os seguintes precedentes: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885019. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.108 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão agravada, não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente fundamentada, não obstante contrária à pretensão do ora agravante, tendo o Tribunal de origem explicitado suas razões de decidir. Ressalte-se que o referido art. 93, inciso IX, da Constituição Federal não determina que o órgão judicante se manifeste sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas, sim, que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento. Sobre o tema, anotem-se os seguintes precedentes: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885019. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 858108 AGR / MG regimental improvido” (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). “AGRAVO REGIMENTAL. OFENSA AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. INEXISTÊNCIA. Acórdão recorrido que se encontra devidamente fundamentado, ainda que com sua fundamentação não concorde o ora agravante. O órgão judicante não é obrigado a se manifestar sobre todas as teses apresentadas pela defesa, bastando que aponte fundamentadamente as razões de seu convencimento. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06). Ademais, o acórdão recorrido consignou que “(...) [a] preliminar de incompetência do Juizado Especial por complexidade de causa não deve ser acolhida, pois, estando pacificados os índices referentes aos planos econômicos, o valor da condenação pode ser apurado por simples cálculo aritmético.” Desse modo, aplica-se ao caso o entendimento firmado nesta Corte de que a discussão acerca da competência dos juizados especiais, em razão da complexidade e do valor da causa, poderia configurar, apenas, violação indireta ou reflexa à Constituição da República, haja vista que sua solução não prescinde da análise da legislação infraconstitucional e, também, do reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Aplicando essa orientação, colaciono os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885019. Supremo Tribunal Federal AI 858108 AGR / MG regimental improvido” (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). “AGRAVO REGIMENTAL. OFENSA AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. INEXISTÊNCIA. Acórdão recorrido que se encontra devidamente fundamentado, ainda que com sua fundamentação não concorde o ora agravante. O órgão judicante não é obrigado a se manifestar sobre todas as teses apresentadas pela defesa, bastando que aponte fundamentadamente as razões de seu convencimento. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06). Ademais, o acórdão recorrido consignou que “(...) [a] preliminar de incompetência do Juizado Especial por complexidade de causa não deve ser acolhida, pois, estando pacificados os índices referentes aos planos econômicos, o valor da condenação pode ser apurado por simples cálculo aritmético.” Desse modo, aplica-se ao caso o entendimento firmado nesta Corte de que a discussão acerca da competência dos juizados especiais, em razão da complexidade e do valor da causa, poderia configurar, apenas, violação indireta ou reflexa à Constituição da República, haja vista que sua solução não prescinde da análise da legislação infraconstitucional e, também, do reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Aplicando essa orientação, colaciono os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885019. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 858108 AGR / MG RESPONSABILIDADE CIVIL. CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. JUIZADOS ESPECIAIS. COMPETÊNCIA. COMPLEXIDADE DA CAUSA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 670.936/SE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 14/2/13). “AGRAVO DE INSTRUMENTO. JUIZADOS ESPECIAIS. COMPETÊNCIA. COMPLEXIDADE DA MATÉRIA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO RECONHECIDA (AI 768.339- RG, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI). AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. Esta Corte, ao julgar o AI 768.339-RG, rel. Min. Ricardo Lewandowski, não reconheceu a repercussão geral do tema debatido no presente recurso. Esse entendimento foi reiterado no julgamento do ARE 640.671-RG, rel. Min. Presidente. Agravo regimental desprovido” (AI n 765.081/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 13/8/12). Por fim, ao contrário do que alega o ora agravante, a ausência de demostração da repercussão geral não foi utilizada como fundamento para se negar provimento ao agravo de instrumento. Com efeito, na decisão ora atacada, se afirmou que, no caso dos autos, apesar de o recurso extraordinário “ter trazido a preliminar sobre o tema”, não era de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos da primeira parte do art. 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorre “quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão”. Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885019. Supremo Tribunal Federal AI 858108 AGR / MG RESPONSABILIDADE CIVIL. CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. JUIZADOS ESPECIAIS. COMPETÊNCIA. COMPLEXIDADE DA CAUSA. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 670.936/SE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Teori Zavascki, DJe de 14/2/13). “AGRAVO DE INSTRUMENTO. JUIZADOS ESPECIAIS. COMPETÊNCIA. COMPLEXIDADE DA MATÉRIA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO RECONHECIDA (AI 768.339- RG, REL. MIN. RICARDO LEWANDOWSKI). AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. Esta Corte, ao julgar o AI 768.339-RG, rel. Min. Ricardo Lewandowski, não reconheceu a repercussão geral do tema debatido no presente recurso. Esse entendimento foi reiterado no julgamento do ARE 640.671-RG, rel. Min. Presidente. Agravo regimental desprovido” (AI n 765.081/SC-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 13/8/12). Por fim, ao contrário do que alega o ora agravante, a ausência de demostração da repercussão geral não foi utilizada como fundamento para se negar provimento ao agravo de instrumento. Com efeito, na decisão ora atacada, se afirmou que, no caso dos autos, apesar de o recurso extraordinário “ter trazido a preliminar sobre o tema”, não era de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos da primeira parte do art. 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorre “quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão”. Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3885019. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.108 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JOÃO CARLOS SOUSA DIONISIO ADV.(A/S) : LUCIANA SETTE MASCARENHAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673486 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 858.108 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : JOÃO CARLOS SOUSA DIONISIO ADV.(A/S) : LUCIANA SETTE MASCARENHAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673486 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 858 . 108", "Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 858 . 108", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 858 . 108 MINAS", "AI 858108 AGR / MG", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "AI n 653 . 010 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR", "AI 858108 AGR / MG", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "AI n 653 . 010 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR", "AI 858108 AGR / MG", "AI n 812439 / SP - AgR", "AI n 730239 / RJ - AgR", "AI 858108 AGR /", "AI n 812439 / SP - AgR", "AI n 730239 / RJ - AgR", "AI 858108 AGR / MG", "AI n 510 . 323 / BA - AgR - ED", "AI n 504 . 621 / PE - AgR", "AI n 768 . 339 / SC - 4", "AI 858108 AGR / MG", "AI n 510 . 323 / BA - AgR - ED", "AI n 504 . 621 / PE - AgR", "AI n 768 . 339 / SC - 4", "AI 858108 AGR / MG RG", "AI 858108 AGR / MG RG", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 858 . 108", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 858 . 108", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 858108 AGR / MG", "AI n 653 . 010 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 463 . 139", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 858108 AGR / MG", "AI n 653 . 010 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 858108 AGR / MG", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 670 . 936 / SE - AgR", "AI 768 . 339 - RG", "AI 768 . 339 - RG", "ARE 640 . 671 - RG", "AI n 765 . 081 / SC - AgR", "AI 858108 AGR / MG", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 670 . 936 / SE - AgR", "AI 768 . 339 - RG", "AI 768 . 339 - RG", "ARE 640 . 671 - RG", "AI n 765 . 081 / SC - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 858 . 108", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 858 . 108" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 93 , inciso IX e 98 , inciso I , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 93 , inciso IX e 98 , inciso I , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 46 DA LEI . n . 9 . 099 / 95", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 46 DA LEI . n . 9 . 099 / 95", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inciso IX , da Constituição da República", "art . 93 , inciso IX , da Constituição", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "art . 93 , inciso IX , da Constituição da República", "art . 93 , inciso IX , da Constituição", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei n 9 . 099 / 95", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei n 9 . 099 / 95", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 93 , inciso IX ; e 98 , inciso I , da Constituição Federal", "Constituição Federal .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 93 , inciso IX ; e", "98 , inciso I , da Constituição Federal", "Constituição Federal .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Medida Provisória n", "art . 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "Belo Horizonte ( MG )", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", "Banco Santander ( BRASIL ) S . 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"Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "DIAS TOFFOLI", "Teori Zavascki", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Teori Zavascki", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "DIAS TOFFOLI", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "JOÃO CARLOS SOUSA DIONISIO", "LUCIANA SETTE MASCARENHAS", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "JOÃO CARLOS SOUSA DIONISIO", "LUCIANA SETTE MASCARENHAS", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "09", "/", "04", "/", "2013", "9 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "JANEIRO DE 1989", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "JANEIRO DE 1989", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", 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Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA REQTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :ESEQUIAS PEGADO CORTEZ NETO E OUTRO(A/S) EMENTA: CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA. PACTO FEDERATIVO. VIOLAÇÃO. HIPÓTESE DE USO DE VEÍCULO APREENDIDO ESTABELECIDA POR ESTADO FEDERADO. RESERVA DE LEI DA UNIÃO PARA DISPOR SOBRE DIREITO PENAL, REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA, TRÂNSITO E PERDIMENTO DE BENS. A Lei 84.93/2004, do Estado do Rio Grande do Norte, viola os arts. arts. 5º, caput, XXV e XLV e 22, I, III e XI da Constituição, na medida em que estabelece hipótese de uso de veículo apreendido, ainda que em atividade de interesse público. Ação direta de inconstitucionalidade conhecida e julgada procedente. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em julgar procedente a ação direta de inconstitucionalidade. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro JOAQUIM BARBOSA Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4397025. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA REQTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :ESEQUIAS PEGADO CORTEZ NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Relator): Trata- se de ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo procurador-geral da República contra a Lei 8.493/2004, do Estado do Rio Grande do Norte. O texto legal impugnado tem o seguinte teor: “Lei nº 8493, de 11 de maio de 2004, do Estado do Rio Grande do Norte. Determina o uso de carros particulares apreendidos e que encontram-se nos pátios das Delegacias e no Detran, em serviços de inteligência a critério da Secretaria de Defesa Social. Art. 001º - Fica determinado o uso de carros particulares apreendidos, que encontrem-se nos pátios das Delegacias e no Detran, e que foram modificados há mais de 90 (noventa) dias, em serviços de Inteligência e Operações Especiais relacionadas à Secretaria de Defesa Social. § 001º - A utilização de cada veículo é subordinada à autorização exclusiva do Secretário de Defesa Social. § 002º - A manutenção e conservação dos veículos utilizados durante as operações é de inteira responsabilidade do Poder Público. Art. 002º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação,revogadas as disposições em contrário.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3627890. Supremo Tribunal Federal AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA REQTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :ESEQUIAS PEGADO CORTEZ NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Relator): Trata- se de ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo procurador-geral da República contra a Lei 8.493/2004, do Estado do Rio Grande do Norte. O texto legal impugnado tem o seguinte teor: “Lei nº 8493, de 11 de maio de 2004, do Estado do Rio Grande do Norte. Determina o uso de carros particulares apreendidos e que encontram-se nos pátios das Delegacias e no Detran, em serviços de inteligência a critério da Secretaria de Defesa Social. Art. 001º - Fica determinado o uso de carros particulares apreendidos, que encontrem-se nos pátios das Delegacias e no Detran, e que foram modificados há mais de 90 (noventa) dias, em serviços de Inteligência e Operações Especiais relacionadas à Secretaria de Defesa Social. § 001º - A utilização de cada veículo é subordinada à autorização exclusiva do Secretário de Defesa Social. § 002º - A manutenção e conservação dos veículos utilizados durante as operações é de inteira responsabilidade do Poder Público. Art. 002º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação,revogadas as disposições em contrário.” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3627890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ADI 3639 / RN Em síntese, sustenta-se invasão da competência da União para dispor sobre trânsito (art. 22, XI da Constituição), na medida em que as normas controvertidas permitem a utilização pela Administração de veículos apreendidos em razão da prática de infrações de trânsito. Em sentido diverso, a Lei 9.503/1997 (Código de Trânsito Brasileiro – CTB) prescreve a alienação do bem em hasta pública. O procurador-geral da República argumenta, também, que a interpretação do texto impugnado de modo a estender a permissão de uso de veículos apreendidos em razão de decisões judiciais viola a reserva de lei da União para dispor sobre direito processual (art. 22, I da Constituição). Ante o exposto, pede-se a declaração de inconstitucionalidade da Lei 8.493/2004. A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte prestou informações (Fls. 25-29). Tanto o advogado-geral da União (Fls. 17-23) quanto o procurador- geral da República (Fls. 31-32) manifestam-se pela inconstitucionalidade do texto impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3627890. Supremo Tribunal Federal ADI 3639 / RN Em síntese, sustenta-se invasão da competência da União para dispor sobre trânsito (art. 22, XI da Constituição), na medida em que as normas controvertidas permitem a utilização pela Administração de veículos apreendidos em razão da prática de infrações de trânsito. Em sentido diverso, a Lei 9.503/1997 (Código de Trânsito Brasileiro – CTB) prescreve a alienação do bem em hasta pública. O procurador-geral da República argumenta, também, que a interpretação do texto impugnado de modo a estender a permissão de uso de veículos apreendidos em razão de decisões judiciais viola a reserva de lei da União para dispor sobre direito processual (art. 22, I da Constituição). Ante o exposto, pede-se a declaração de inconstitucionalidade da Lei 8.493/2004. A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte prestou informações (Fls. 25-29). Tanto o advogado-geral da União (Fls. 17-23) quanto o procurador- geral da República (Fls. 31-32) manifestam-se pela inconstitucionalidade do texto impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3627890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA 23/05/2013 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): O texto impugnado permite à Administração utilizar em serviços de inteligência veículos particulares apreendidos. Como a regra não especifica os motivos pelos quais os veículos passíveis de utilização foram retirados da esfera de uso e gozo de seus proprietários, a permissão se estende aos veículos apreendidos não apenas em razão de infração de trânsito, mas de outras violações, como da ordem tributária. Ao assim prescrever, a Lei 8.493/2004 viola o direito constitucional ao devido processo legal que leva à perda compulsória da propriedade ou do direito de uso e gozo (posse), cuja positivação no campo infraconstitucional é atribuída à União, seja no campo da legislação de trânsito ou não (arts. 5º, caput, XXV e XLV e 22, I, III e XI da Constituição). A apreensão do veículo é medida de salvaguarda, temporária, destinada a preservar um dado quadro enquanto situação lesiva ou controvérsia judicial não é solucionada. Nos termos da Constituição, compete à União legislar sobre direito penal (perdimento de bens), processual (apreensão), requisição civil (uso de bens particulares enquanto não declarado o perdimento ou resolvida a situação lesiva, e devolvido o bem ao proprietário) e de trânsito. Portanto, não poderia o estado-membro criar hipóteses semelhantes à requisição administrativa para aplicação no período em que o veículo aguarda definição de sua alienação compulsória ou de retorno ao proprietário. Sabe-se que a venda dos bens apreendidos, após a aplicação da pena de perdimento, pode encontrar algumas vicissitudes. Questões ligadas à responsabilidade por multas e tributos, além do próprio estado de conservação dos veículos, às vezes apresentam-se como obstáculos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4397026. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): O texto impugnado permite à Administração utilizar em serviços de inteligência veículos particulares apreendidos. Como a regra não especifica os motivos pelos quais os veículos passíveis de utilização foram retirados da esfera de uso e gozo de seus proprietários, a permissão se estende aos veículos apreendidos não apenas em razão de infração de trânsito, mas de outras violações, como da ordem tributária. Ao assim prescrever, a Lei 8.493/2004 viola o direito constitucional ao devido processo legal que leva à perda compulsória da propriedade ou do direito de uso e gozo (posse), cuja positivação no campo infraconstitucional é atribuída à União, seja no campo da legislação de trânsito ou não (arts. 5º, caput, XXV e XLV e 22, I, III e XI da Constituição). A apreensão do veículo é medida de salvaguarda, temporária, destinada a preservar um dado quadro enquanto situação lesiva ou controvérsia judicial não é solucionada. Nos termos da Constituição, compete à União legislar sobre direito penal (perdimento de bens), processual (apreensão), requisição civil (uso de bens particulares enquanto não declarado o perdimento ou resolvida a situação lesiva, e devolvido o bem ao proprietário) e de trânsito. Portanto, não poderia o estado-membro criar hipóteses semelhantes à requisição administrativa para aplicação no período em que o veículo aguarda definição de sua alienação compulsória ou de retorno ao proprietário. Sabe-se que a venda dos bens apreendidos, após a aplicação da pena de perdimento, pode encontrar algumas vicissitudes. Questões ligadas à responsabilidade por multas e tributos, além do próprio estado de conservação dos veículos, às vezes apresentam-se como obstáculos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4397026. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA ADI 3639 / RN relevantes à efetividade do leilão. Não obstante eventual exame da conveniência e da oportunidade de se dar destinação temporária aos veículos, no interesse público, a legalidade da medida pressupõe o exame da matéria no curso do processo legislativo da União. Ante o exposto, julgo procedente esta ação direta, para declarar a inconstitucionalidade da Lei 8.493/2004, do Estado do Rio Grande do Norte. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4397026. Supremo Tribunal Federal ADI 3639 / RN relevantes à efetividade do leilão. Não obstante eventual exame da conveniência e da oportunidade de se dar destinação temporária aos veículos, no interesse público, a legalidade da medida pressupõe o exame da matéria no curso do processo legislativo da União. Ante o exposto, julgo procedente esta ação direta, para declarar a inconstitucionalidade da Lei 8.493/2004, do Estado do Rio Grande do Norte. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4397026. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 23/05/2013 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 RIO GRANDE DO NORTE VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, tendo em vista que há uma diferença entre essa questão e a questão antecedente, só para fixar meu ponto de vista, estou entendendo que a Constituição da República estabelece que a competência privativa da União é legislar sobre trânsito e transporte e, ao exercer essa competência, a União editou o Código de Trânsito Brasileiro que fixou consequências específicas para a apreensão de veículos particulares. É o que prevê o artigo 328 do Código de Trânsito Brasileiro: "Art. 328. Os veículos apreendidos ou removidos a qualquer título e os animais não reclamados por seus proprietários, dentro do prazo de noventa dias, serão levados à hasta pública, deduzindo-se, do valor arrecadado, o montante da dívida relativa a multas, tributos e encargos legais, e o restante, se houver, depositado à conta do ex-proprietário, na forma da lei." Vê-se, portanto, que a legislação federal sobre a matéria não foi lacônica. Muito pelo contrário: ao versar sobre sanções administrativas da infração previu expressa e pontualmente o destino dos veículos apreendidos após o decurso do prazo de noventa dias. Sucede que a Lei Estadual nº 8.493, do Rio Grande do Norte, desconsiderando por completo a legislação federal, tratou do tema de forma inteiramente distinta, tornando imperativo o emprego dos veículos apreendidos em atividades da própria Administração Pública. É evidente, com a devida vênia dos que entendem em contrário, a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4015143. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 RIO GRANDE DO NORTE VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, tendo em vista que há uma diferença entre essa questão e a questão antecedente, só para fixar meu ponto de vista, estou entendendo que a Constituição da República estabelece que a competência privativa da União é legislar sobre trânsito e transporte e, ao exercer essa competência, a União editou o Código de Trânsito Brasileiro que fixou consequências específicas para a apreensão de veículos particulares. É o que prevê o artigo 328 do Código de Trânsito Brasileiro: "Art. 328. Os veículos apreendidos ou removidos a qualquer título e os animais não reclamados por seus proprietários, dentro do prazo de noventa dias, serão levados à hasta pública, deduzindo-se, do valor arrecadado, o montante da dívida relativa a multas, tributos e encargos legais, e o restante, se houver, depositado à conta do ex-proprietário, na forma da lei." Vê-se, portanto, que a legislação federal sobre a matéria não foi lacônica. Muito pelo contrário: ao versar sobre sanções administrativas da infração previu expressa e pontualmente o destino dos veículos apreendidos após o decurso do prazo de noventa dias. Sucede que a Lei Estadual nº 8.493, do Rio Grande do Norte, desconsiderando por completo a legislação federal, tratou do tema de forma inteiramente distinta, tornando imperativo o emprego dos veículos apreendidos em atividades da própria Administração Pública. É evidente, com a devida vênia dos que entendem em contrário, a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4015143. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 3639 / RN antinomia jurídica instaurada na hipótese. O critério que deve orientar a solução do impasse é puramente formal: trata-se de reconhecer a autoridade competente para disciplinar a matéria, a despeito dos méritos que um ou outro modelo possa oferecer. Nesse cenário, é evidente que a questão não se revela digna de tratamento pelo legislador estadual. Em precedente da Corte, que versava situação próxima dos autos, o Supremo declarou a inconstitucionalidade da lei do Distrito Federal que permitia apreensão e leilão de veículos automotores conduzidos por pessoas sob a influência do álcool - que foi o que ocorreu na ADI nº 2.796, da Relatoria do Ministro Gilmar Mendes. De igual modo, como Vossa Excelência destacou agora essa possibilidade de algumas peculiaridades surgirem no momento do perdimento dos bens, se a apreensão estiver fundada em ordem judicial, também se configura uma inconstitucionalidade da Lei nº 8.493, agora por usurpação mesmo da competência privativa da União para legislar sobre Direito Processual, Direito Civil ou Direito Penal. Ora, é um tanto quanto óbvio que a forma de alienação ou de emprego de bens apreendidos judicialmente é questão que integra o cerne de matéria processual, orientando a própria atividade jurisdicional. Nesse sentido, é claro que o legislador estadual não poderia normatizar o tema, na medida em que a competência é privativa da União. Acompanho Vossa Excelência por esses fundamentos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4015143. Supremo Tribunal Federal ADI 3639 / RN antinomia jurídica instaurada na hipótese. O critério que deve orientar a solução do impasse é puramente formal: trata-se de reconhecer a autoridade competente para disciplinar a matéria, a despeito dos méritos que um ou outro modelo possa oferecer. Nesse cenário, é evidente que a questão não se revela digna de tratamento pelo legislador estadual. Em precedente da Corte, que versava situação próxima dos autos, o Supremo declarou a inconstitucionalidade da lei do Distrito Federal que permitia apreensão e leilão de veículos automotores conduzidos por pessoas sob a influência do álcool - que foi o que ocorreu na ADI nº 2.796, da Relatoria do Ministro Gilmar Mendes. De igual modo, como Vossa Excelência destacou agora essa possibilidade de algumas peculiaridades surgirem no momento do perdimento dos bens, se a apreensão estiver fundada em ordem judicial, também se configura uma inconstitucionalidade da Lei nº 8.493, agora por usurpação mesmo da competência privativa da União para legislar sobre Direito Processual, Direito Civil ou Direito Penal. Ora, é um tanto quanto óbvio que a forma de alienação ou de emprego de bens apreendidos judicialmente é questão que integra o cerne de matéria processual, orientando a própria atividade jurisdicional. Nesse sentido, é claro que o legislador estadual não poderia normatizar o tema, na medida em que a competência é privativa da União. Acompanho Vossa Excelência por esses fundamentos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4015143. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 23/05/2013 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 RIO GRANDE DO NORTE TRIBUNAL PLENO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Senhor Presidente, também acompanho Vossa Excelência acentuando que, diferentemente daquele outro caso das previsões do Código do Trânsito Brasileiro, aqui a legislação é lacônica. Portanto, eu estou julgando procedente a presente Ação. ***** Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4556787. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 RIO GRANDE DO NORTE TRIBUNAL PLENO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Senhor Presidente, também acompanho Vossa Excelência acentuando que, diferentemente daquele outro caso das previsões do Código do Trânsito Brasileiro, aqui a legislação é lacônica. Portanto, eu estou julgando procedente a presente Ação. ***** Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4556787. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA REQTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : ESEQUIAS PEGADO CORTEZ NETO E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), julgou procedente a ação direta. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951396 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA REQTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : ESEQUIAS PEGADO CORTEZ NETO E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), julgou procedente a ação direta. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951396 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4633567
2013-05-23T00:00:00
2013-10-07T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), julgou procedente a ação direta. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013.
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
EMENTA: CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA. PACTO FEDERATIVO. VIOLAÇÃO. HIPÓTESE DE USO DE VEÍCULO APREENDIDO ESTABELECIDA POR ESTADO FEDERADO. RESERVA DE LEI DA UNIÃO PARA DISPOR SOBRE DIREITO PENAL, REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA, TRÂNSITO E PERDIMENTO DE BENS. A Lei 84.93/2004, do Estado do Rio Grande do Norte, viola os arts. arts. 5º, caput, XXV e XLV e 22, I, III e XI da Constituição, na medida em que estabelece hipótese de uso de veículo apreendido, ainda que em atividade de interesse público. Ação direta de inconstitucionalidade conhecida e julgada procedente.
sjur243825
- Acórdão(s) citado(s): (LEI ESTADUAL, COMPETÊNCIA LEGISLATIVA, UNIÃO, TRÂNSITO) ADI 2796 (TP). Número de páginas: 9. Análise: 18/10/2013, IVA.
JOAQUIM BARBOSA
Tribunal Pleno
3639
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 \"CAPUT\" INC-00025 INC-00045 \n ART-00022 INC-00001 INC-00003 INC-00011\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-009503 ANO-1997\n ART-00328\n CTB-1997 CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO\n\n", "LEG-EST LEI-008493 ANO-2004\n LEI ORDINÁRIA, RN" ]
ADI
acordaos
ADI 3639
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REQTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : ESEQUIAS PEGADO CORTEZ NETO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA REQTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :ESEQUIAS PEGADO CORTEZ NETO E OUTRO(A/S) EMENTA: CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA LEGISLATIVA. PACTO FEDERATIVO. VIOLAÇÃO. HIPÓTESE DE USO DE VEÍCULO APREENDIDO ESTABELECIDA POR ESTADO FEDERADO. RESERVA DE LEI DA UNIÃO PARA DISPOR SOBRE DIREITO PENAL, REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA, TRÂNSITO E PERDIMENTO DE BENS. A Lei 84.93/2004, do Estado do Rio Grande do Norte, viola os arts. arts. 5..., caput, XXV e XLV e 22, I, III e XI da Constituição, na medida em que estabelece hipótese de uso de veículo apreendido, ainda que em atividade de interesse público. Ação direta de inconstitucionalidade conhecida e julgada procedente. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em julgar procedente a ação direta de inconstitucionalidade. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro JOAQUIM BARBOSA Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4397025. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA REQTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :ESEQUIAS PEGADO CORTEZ NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Relator): Trata- se de ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo procurador-geral da República contra a Lei 8.493/2004, do Estado do Rio Grande do Norte. O texto legal impugnado tem o seguinte teor: “Lei n 8493, de 11 de maio de 2004, do Estado do Rio Grande do Norte. Determina o uso de carros particulares apreendidos e que encontram-se nos pátios das Delegacias e no Detran, em serviços de inteligência a critério da Secretaria de Defesa Social. Art. 001... - Fica determinado o uso de carros particulares apreendidos, que encontrem-se nos pátios das Delegacias e no Detran, e que foram modificados há mais de 90 (noventa) dias, em serviços de Inteligência e Operações Especiais relacionadas à Secretaria de Defesa Social. § 001... - A utilização de cada veículo é subordinada à autorização exclusiva do Secretário de Defesa Social. § 002... - A manutenção e conservação dos veículos utilizados durante as operações é de inteira responsabilidade do Poder Público. Art. 002... - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação,revogadas as disposições em contrário.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3627890. Supremo Tribunal Federal AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA REQTE.(S) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :ESEQUIAS PEGADO CORTEZ NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA - (Relator): Trata- se de ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo procurador-geral da República contra a Lei 8.493/2004, do Estado do Rio Grande do Norte. O texto legal impugnado tem o seguinte teor: “Lei n 8493, de 11 de maio de 2004, do Estado do Rio Grande do Norte. Determina o uso de carros particulares apreendidos e que encontram-se nos pátios das Delegacias e no Detran, em serviços de inteligência a critério da Secretaria de Defesa Social. Art. 001... - Fica determinado o uso de carros particulares apreendidos, que encontrem-se nos pátios das Delegacias e no Detran, e que foram modificados há mais de 90 (noventa) dias, em serviços de Inteligência e Operações Especiais relacionadas à Secretaria de Defesa Social. § 001... - A utilização de cada veículo é subordinada à autorização exclusiva do Secretário de Defesa Social. § 002... - A manutenção e conservação dos veículos utilizados durante as operações é de inteira responsabilidade do Poder Público. Art. 002... - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação,revogadas as disposições em contrário.” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3627890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ADI 3639 / RN Em síntese, sustenta-se invasão da competência da União para dispor sobre trânsito (art. 22, XI da Constituição), na medida em que as normas controvertidas permitem a utilização pela Administração de veículos apreendidos em razão da prática de infrações de trânsito. Em sentido diverso, a Lei 9.503/1997 (Código de Trânsito Brasileiro – CTB) prescreve a alienação do bem em hasta pública. O procurador-geral da República argumenta, também, que a interpretação do texto impugnado de modo a estender a permissão de uso de veículos apreendidos em razão de decisões judiciais viola a reserva de lei da União para dispor sobre direito processual (art. 22, I da Constituição). Ante o exposto, pede-se a declaração de inconstitucionalidade da Lei 8.493/2004. A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte prestou informações (Fls. 25-29). Tanto o advogado-geral da União (Fls. 17-23) quanto o procurador- geral da República (Fls. 31-32) manifestam-se pela inconstitucionalidade do texto impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3627890. Supremo Tribunal Federal ADI 3639 / RN Em síntese, sustenta-se invasão da competência da União para dispor sobre trânsito (art. 22, XI da Constituição), na medida em que as normas controvertidas permitem a utilização pela Administração de veículos apreendidos em razão da prática de infrações de trânsito. Em sentido diverso, a Lei 9.503/1997 (Código de Trânsito Brasileiro – CTB) prescreve a alienação do bem em hasta pública. O procurador-geral da República argumenta, também, que a interpretação do texto impugnado de modo a estender a permissão de uso de veículos apreendidos em razão de decisões judiciais viola a reserva de lei da União para dispor sobre direito processual (art. 22, I da Constituição). Ante o exposto, pede-se a declaração de inconstitucionalidade da Lei 8.493/2004. A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte prestou informações (Fls. 25-29). Tanto o advogado-geral da União (Fls. 17-23) quanto o procurador- geral da República (Fls. 31-32) manifestam-se pela inconstitucionalidade do texto impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3627890. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA 23/05/2013 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): O texto impugnado permite à Administração utilizar em serviços de inteligência veículos particulares apreendidos. Como a regra não especifica os motivos pelos quais os veículos passíveis de utilização foram retirados da esfera de uso e gozo de seus proprietários, a permissão se estende aos veículos apreendidos não apenas em razão de infração de trânsito, mas de outras violações, como da ordem tributária. Ao assim prescrever, a Lei 8.493/2004 viola o direito constitucional ao devido processo legal que leva à perda compulsória da propriedade ou do direito de uso e gozo (posse), cuja positivação no campo infraconstitucional é atribuída à União, seja no campo da legislação de trânsito ou não (arts. 5..., caput, XXV e XLV e 22, I, III e XI da Constituição). A apreensão do veículo é medida de salvaguarda, temporária, destinada a preservar um dado quadro enquanto situação lesiva ou controvérsia judicial não é solucionada. Nos termos da Constituição, compete à União legislar sobre direito penal (perdimento de bens), processual (apreensão), requisição civil (uso de bens particulares enquanto não declarado o perdimento ou resolvida a situação lesiva, e devolvido o bem ao proprietário) e de trânsito. Portanto, não poderia o estado-membro criar hipóteses semelhantes à requisição administrativa para aplicação no período em que o veículo aguarda definição de sua alienação compulsória ou de retorno ao proprietário. Sabe-se que a venda dos bens apreendidos, após a aplicação da pena de perdimento, pode encontrar algumas vicissitudes. Questões ligadas à responsabilidade por multas e tributos, além do próprio estado de conservação dos veículos, às vezes apresentam-se como obstáculos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4397026. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (RELATOR): O texto impugnado permite à Administração utilizar em serviços de inteligência veículos particulares apreendidos. Como a regra não especifica os motivos pelos quais os veículos passíveis de utilização foram retirados da esfera de uso e gozo de seus proprietários, a permissão se estende aos veículos apreendidos não apenas em razão de infração de trânsito, mas de outras violações, como da ordem tributária. Ao assim prescrever, a Lei 8.493/2004 viola o direito constitucional ao devido processo legal que leva à perda compulsória da propriedade ou do direito de uso e gozo (posse), cuja positivação no campo infraconstitucional é atribuída à União, seja no campo da legislação de trânsito ou não (arts. 5..., caput, XXV e XLV e 22, I, III e XI da Constituição). A apreensão do veículo é medida de salvaguarda, temporária, destinada a preservar um dado quadro enquanto situação lesiva ou controvérsia judicial não é solucionada. Nos termos da Constituição, compete à União legislar sobre direito penal (perdimento de bens), processual (apreensão), requisição civil (uso de bens particulares enquanto não declarado o perdimento ou resolvida a situação lesiva, e devolvido o bem ao proprietário) e de trânsito. Portanto, não poderia o estado-membro criar hipóteses semelhantes à requisição administrativa para aplicação no período em que o veículo aguarda definição de sua alienação compulsória ou de retorno ao proprietário. Sabe-se que a venda dos bens apreendidos, após a aplicação da pena de perdimento, pode encontrar algumas vicissitudes. Questões ligadas à responsabilidade por multas e tributos, além do próprio estado de conservação dos veículos, às vezes apresentam-se como obstáculos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4397026. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. JOAQUIM BARBOSA ADI 3639 / RN relevantes à efetividade do leilão. Não obstante eventual exame da conveniência e da oportunidade de se dar destinação temporária aos veículos, no interesse público, a legalidade da medida pressupõe o exame da matéria no curso do processo legislativo da União. Ante o exposto, julgo procedente esta ação direta, para declarar a inconstitucionalidade da Lei 8.493/2004, do Estado do Rio Grande do Norte. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4397026. Supremo Tribunal Federal ADI 3639 / RN relevantes à efetividade do leilão. Não obstante eventual exame da conveniência e da oportunidade de se dar destinação temporária aos veículos, no interesse público, a legalidade da medida pressupõe o exame da matéria no curso do processo legislativo da União. Ante o exposto, julgo procedente esta ação direta, para declarar a inconstitucionalidade da Lei 8.493/2004, do Estado do Rio Grande do Norte. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4397026. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX 23/05/2013 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 RIO GRANDE DO NORTE VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, tendo em vista que há uma diferença entre essa questão e a questão antecedente, só para fixar meu ponto de vista, estou entendendo que a Constituição da República estabelece que a competência privativa da União é legislar sobre trânsito e transporte e, ao exercer essa competência, a União editou o Código de Trânsito Brasileiro que fixou consequências específicas para a apreensão de veículos particulares. É o que prevê o artigo 328 do Código de Trânsito Brasileiro: "Art. 328. Os veículos apreendidos ou removidos a qualquer título e os animais não reclamados por seus proprietários, dentro do prazo de noventa dias, serão levados à hasta pública, deduzindo-se, do valor arrecadado, o montante da dívida relativa a multas, tributos e encargos legais, e o restante, se houver, depositado à conta do ex-proprietário, na forma da lei." Vê-se, portanto, que a legislação federal sobre a matéria não foi lacônica. Muito pelo contrário: ao versar sobre sanções administrativas da infração previu expressa e pontualmente o destino dos veículos apreendidos após o decurso do prazo de noventa dias. Sucede que a Lei Estadual n 8.493, do Rio Grande do Norte, desconsiderando por completo a legislação federal, tratou do tema de forma inteiramente distinta, tornando imperativo o emprego dos veículos apreendidos em atividades da própria Administração Pública. É evidente, com a devida vênia dos que entendem em contrário, a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4015143. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 RIO GRANDE DO NORTE VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Senhor Presidente, tendo em vista que há uma diferença entre essa questão e a questão antecedente, só para fixar meu ponto de vista, estou entendendo que a Constituição da República estabelece que a competência privativa da União é legislar sobre trânsito e transporte e, ao exercer essa competência, a União editou o Código de Trânsito Brasileiro que fixou consequências específicas para a apreensão de veículos particulares. É o que prevê o artigo 328 do Código de Trânsito Brasileiro: "Art. 328. Os veículos apreendidos ou removidos a qualquer título e os animais não reclamados por seus proprietários, dentro do prazo de noventa dias, serão levados à hasta pública, deduzindo-se, do valor arrecadado, o montante da dívida relativa a multas, tributos e encargos legais, e o restante, se houver, depositado à conta do ex-proprietário, na forma da lei." Vê-se, portanto, que a legislação federal sobre a matéria não foi lacônica. Muito pelo contrário: ao versar sobre sanções administrativas da infração previu expressa e pontualmente o destino dos veículos apreendidos após o decurso do prazo de noventa dias. Sucede que a Lei Estadual n 8.493, do Rio Grande do Norte, desconsiderando por completo a legislação federal, tratou do tema de forma inteiramente distinta, tornando imperativo o emprego dos veículos apreendidos em atividades da própria Administração Pública. É evidente, com a devida vênia dos que entendem em contrário, a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4015143. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. LUIZ FUX ADI 3639 / RN antinomia jurídica instaurada na hipótese. O critério que deve orientar a solução do impasse é puramente formal: trata-se de reconhecer a autoridade competente para disciplinar a matéria, a despeito dos méritos que um ou outro modelo possa oferecer. Nesse cenário, é evidente que a questão não se revela digna de tratamento pelo legislador estadual. Em precedente da Corte, que versava situação próxima dos autos, o Supremo declarou a inconstitucionalidade da lei do Distrito Federal que permitia apreensão e leilão de veículos automotores conduzidos por pessoas sob a influência do álcool - que foi o que ocorreu na ADI n 2.796, da Relatoria do Ministro Gilmar Mendes. De igual modo, como Vossa Excelência destacou agora essa possibilidade de algumas peculiaridades surgirem no momento do perdimento dos bens, se a apreensão estiver fundada em ordem judicial, também se configura uma inconstitucionalidade da Lei n 8.493, agora por usurpação mesmo da competência privativa da União para legislar sobre Direito Processual, Direito Civil ou Direito Penal. Ora, é um tanto quanto óbvio que a forma de alienação ou de emprego de bens apreendidos judicialmente é questão que integra o cerne de matéria processual, orientando a própria atividade jurisdicional. Nesse sentido, é claro que o legislador estadual não poderia normatizar o tema, na medida em que a competência é privativa da União. Acompanho Vossa Excelência por esses fundamentos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4015143. Supremo Tribunal Federal ADI 3639 / RN antinomia jurídica instaurada na hipótese. O critério que deve orientar a solução do impasse é puramente formal: trata-se de reconhecer a autoridade competente para disciplinar a matéria, a despeito dos méritos que um ou outro modelo possa oferecer. Nesse cenário, é evidente que a questão não se revela digna de tratamento pelo legislador estadual. Em precedente da Corte, que versava situação próxima dos autos, o Supremo declarou a inconstitucionalidade da lei do Distrito Federal que permitia apreensão e leilão de veículos automotores conduzidos por pessoas sob a influência do álcool - que foi o que ocorreu na ADI n 2.796, da Relatoria do Ministro Gilmar Mendes. De igual modo, como Vossa Excelência destacou agora essa possibilidade de algumas peculiaridades surgirem no momento do perdimento dos bens, se a apreensão estiver fundada em ordem judicial, também se configura uma inconstitucionalidade da Lei n 8.493, agora por usurpação mesmo da competência privativa da União para legislar sobre Direito Processual, Direito Civil ou Direito Penal. Ora, é um tanto quanto óbvio que a forma de alienação ou de emprego de bens apreendidos judicialmente é questão que integra o cerne de matéria processual, orientando a própria atividade jurisdicional. Nesse sentido, é claro que o legislador estadual não poderia normatizar o tema, na medida em que a competência é privativa da União. Acompanho Vossa Excelência por esses fundamentos. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4015143. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 23/05/2013 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 RIO GRANDE DO NORTE TRIBUNAL PLENO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Senhor Presidente, também acompanho Vossa Excelência acentuando que, diferentemente daquele outro caso das previsões do Código do Trânsito Brasileiro, aqui a legislação é lacônica. Portanto, eu estou julgando procedente a presente Ação. ***** Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4556787. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 RIO GRANDE DO NORTE TRIBUNAL PLENO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Senhor Presidente, também acompanho Vossa Excelência acentuando que, diferentemente daquele outro caso das previsões do Código do Trânsito Brasileiro, aqui a legislação é lacônica. Portanto, eu estou julgando procedente a presente Ação. ***** Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4556787. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA REQTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : ESEQUIAS PEGADO CORTEZ NETO E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), julgou procedente a ação direta. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951396 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 3.639 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. JOAQUIM BARBOSA REQTE.(S) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : ESEQUIAS PEGADO CORTEZ NETO E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), julgou procedente a ação direta. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951396 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
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"PLENÁRIO", "TRIBUNAL PLENO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL PLENO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "JOAQUIM BARBOSA", "ESEQUIAS PEGADO CORTEZ NETO", "Joaquim Barbosa", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "ESEQUIAS PEGADO CORTEZ NETO", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "JOAQUIM BARBOSA", "ESEQUIAS PEGADO CORTEZ NETO", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu", "JOAQUIM BARBOSA", "ESEQUIAS PEGADO CORTEZ NETO", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz", "Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "23", "/", "05", "/", "2013", "23 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de maio de 2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de maio de 2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", 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Ementa e Acórdão 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.759 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FÁBIO ROGÉRIO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCOS CAMPOS DIAS PAYÃO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :ALL - AMERICA LATINA LOGISTICA MALHA SUL S/A ADV.(A/S) :NILTON CORREIA ADV.(A/S) :JOSÉ ALBERTO COUTO MACIEL E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual e Trabalhista. RFFSA. Sucessão. Prequestionamento. Ausência. União. Lei nº 9.494/97. Legislação infraconstitucional. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição. Incidência da Súmula nº 636/STF. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104658. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ARE 697759 AGR / SP Brasília, 9 de abril de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104658. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP Brasília, 9 de abril de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104658. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.759 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FÁBIO ROGÉRIO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCOS CAMPOS DIAS PAYÃO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :ALL - AMERICA LATINA LOGISTICA MALHA SUL S/A ADV.(A/S) :NILTON CORREIA ADV.(A/S) :JOSÉ ALBERTO COUTO MACIEL E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Superior do Trabalho, que fixou a aplicação do artigo 1º-F da Lei nº 9.494/97 para redução dos juros de mora nele expressa somente após a sucessão da RFFSA pela União, em janeiro de 2007. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 5º, caput e incisos II e XXXVI, e 97 da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.759 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FÁBIO ROGÉRIO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCOS CAMPOS DIAS PAYÃO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :ALL - AMERICA LATINA LOGISTICA MALHA SUL S/A ADV.(A/S) :NILTON CORREIA ADV.(A/S) :JOSÉ ALBERTO COUTO MACIEL E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Superior do Trabalho, que fixou a aplicação do artigo 1º-F da Lei nº 9.494/97 para redução dos juros de mora nele expressa somente após a sucessão da RFFSA pela União, em janeiro de 2007. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 5º, caput e incisos II e XXXVI, e 97 da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ARE 697759 AGR / SP Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. No que se refere aos artigos 5º, inciso XXXVI, e 97 da Constituição Federal, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Não merece trânsito, igualmente, a alegada violação do artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal, uma vez que a afronta ao referido dispositivo constitucional seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula nº 636 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.’ Ademais, no caso em tela, para que se pudesse divergir da orientação firmado no acórdão atacado seria necessária a interpretação das disposições da Lei nº 9.494/97, o que não viabiliza o recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DE CORTE DIVERSA – ADEQUAÇÃO. Quando em questão controvérsia sobre cabimento de recurso da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. No que se refere aos artigos 5º, inciso XXXVI, e 97 da Constituição Federal, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Não merece trânsito, igualmente, a alegada violação do artigo 5º, inciso II, da Constituição Federal, uma vez que a afronta ao referido dispositivo constitucional seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula nº 636 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.’ Ademais, no caso em tela, para que se pudesse divergir da orientação firmado no acórdão atacado seria necessária a interpretação das disposições da Lei nº 9.494/97, o que não viabiliza o recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DE CORTE DIVERSA – ADEQUAÇÃO. Quando em questão controvérsia sobre cabimento de recurso da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório ARE 697759 AGR / SP competência de Corte diversa, a via excepcional do recurso extraordinário apenas é aberta se no acórdão prolatado constar premissa contrária à Constituição Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe- se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé’ (ARE nº 676.221/RS- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 14/6/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO. JUROS DE MORA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 679.154/DF-AgR, Primeira Turma, Relator a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/6/12). ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SUCESSÃO DA REDE FERROVIÁRIA FEDERAL S.A RFFSA PELA UNIÃO. DISCUSSÃO ACERCA DA APLICABILIDADE DOS JUROS DE MORA DE 0,5% AO MÊS (6% AO ANO), PREVISTO NO ART. 1º-F DA LEI Nº 9.494/97 COM REDAÇÃO ALTERADA PELA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 2.180-35/2001, AO PERÍODO ANTERIOR À SUCESSÃO. QUESTÃO QUE NÃO SE CONFUNDE COM A DECIDIDA NO AI Nº. 842.063/RS, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP competência de Corte diversa, a via excepcional do recurso extraordinário apenas é aberta se no acórdão prolatado constar premissa contrária à Constituição Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe- se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé’ (ARE nº 676.221/RS- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 14/6/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO. JUROS DE MORA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 679.154/DF-AgR, Primeira Turma, Relator a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/6/12). ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SUCESSÃO DA REDE FERROVIÁRIA FEDERAL S.A RFFSA PELA UNIÃO. DISCUSSÃO ACERCA DA APLICABILIDADE DOS JUROS DE MORA DE 0,5% AO MÊS (6% AO ANO), PREVISTO NO ART. 1º-F DA LEI Nº 9.494/97 COM REDAÇÃO ALTERADA PELA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 2.180-35/2001, AO PERÍODO ANTERIOR À SUCESSÃO. QUESTÃO QUE NÃO SE CONFUNDE COM A DECIDIDA NO AI Nº. 842.063/RS, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório ARE 697759 AGR / SP EM QUE SE RECONHECEU A REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA REGIDA PELO MESMO DISPOSITIVO (ART. 1º-F DA LEI Nº 9.494/97) POR ENTENDER-SE PELA SUA APLICABILIDADE IMEDIATA, INCLUSIVE EM RELAÇÃO ÀS AÇÕES AJUIZADAS ANTERIORMENTE À SUA VIGÊNCIA. QUESTÃO RESTRITA À INCIDÊNCIA DO DISPOSITIVO EM RELAÇÃO AO PERÍODO ANTERIOR AO DA SUCESSÃO DA EMPRESA PRIVADA PELA UNIÃO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO DIREITO ADQUIRIDO E DA ISONOMIA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DE DISPOSITIVOS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CARTA MAGNA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM O SEGUIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI 503093 AgR, Relator: Min. Ellen Gracie, DJe- 11/12/2009; RE 421119 AgR, Relator: Min. Carlos Britto, DJ 11/02/2005; RE 402557 AgR, Relator: Min. Sepúlveda Pertence, DJe- 27/042007; RE 405745 AgR, Relator(a): Min. Marco Aurélio, DJe- 19/06/2009. 3. Os princípios da legalidade, do devido processo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP EM QUE SE RECONHECEU A REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA REGIDA PELO MESMO DISPOSITIVO (ART. 1º-F DA LEI Nº 9.494/97) POR ENTENDER-SE PELA SUA APLICABILIDADE IMEDIATA, INCLUSIVE EM RELAÇÃO ÀS AÇÕES AJUIZADAS ANTERIORMENTE À SUA VIGÊNCIA. QUESTÃO RESTRITA À INCIDÊNCIA DO DISPOSITIVO EM RELAÇÃO AO PERÍODO ANTERIOR AO DA SUCESSÃO DA EMPRESA PRIVADA PELA UNIÃO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO DIREITO ADQUIRIDO E DA ISONOMIA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DE DISPOSITIVOS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CARTA MAGNA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM O SEGUIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI 503093 AgR, Relator: Min. Ellen Gracie, DJe- 11/12/2009; RE 421119 AgR, Relator: Min. Carlos Britto, DJ 11/02/2005; RE 402557 AgR, Relator: Min. Sepúlveda Pertence, DJe- 27/042007; RE 405745 AgR, Relator(a): Min. Marco Aurélio, DJe- 19/06/2009. 3. Os princípios da legalidade, do devido processo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório ARE 697759 AGR / SP legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336- AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. OMISSÃO. ACOLHIMENTO. Silente a decisão embargada sobre a violação do art. 5º, II, da Carta Magna, cumpre acolher os embargos declaratórios, imprimindo-lhes efeito modificativo. Embargos de declaração acolhidos, com a concessão de efeito modificativo. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. EXECUÇÃO. JUROS DE MORA. UNIÃO COMO SUCESSORA DA EXTINTA RFFSA. LIMITAÇÃO. LEIS 9.494/1997 E 11.483/2007. Potencial violação do art. 5º, II, da Constituição da República, nos moldes do art. 896 da CLT, a ensejar o provimento do agravo de instrumento, nos termos do artigo 3º da Resolução Administrativa nº 928/2003. Agravo de instrumento conhecido e provido. RECURSO DE REVISTA. EXECUÇÃO. JUROS DE MORA. FAZENDA PÚBLICA. UNIÃO COMO SUCESSORA DA EXTINTA RFFSA. LIMITAÇÃO. LEIS 9.494/1997 E 11.483/2007. Jurisprudência desta Corte Superior no sentido de que, nas condenações impostas à Fazenda Pública, na qualidade de sucessora da extinta RFFSA, os juros de mora de que trata o art. 1º-F da Lei nº 9.494, de 10.09.1997 (introduzido pela MP nº 2.180-35, de 24.8.2001 e com nova redação dada pela Lei 11.960, de 29.6.2009), são aplicáveis somente a partir da sucessão, operada através da MP nº 353, de 22.01.2007, convertida na Lei nº 11.483, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336- AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. OMISSÃO. ACOLHIMENTO. Silente a decisão embargada sobre a violação do art. 5º, II, da Carta Magna, cumpre acolher os embargos declaratórios, imprimindo-lhes efeito modificativo. Embargos de declaração acolhidos, com a concessão de efeito modificativo. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. EXECUÇÃO. JUROS DE MORA. UNIÃO COMO SUCESSORA DA EXTINTA RFFSA. LIMITAÇÃO. LEIS 9.494/1997 E 11.483/2007. Potencial violação do art. 5º, II, da Constituição da República, nos moldes do art. 896 da CLT, a ensejar o provimento do agravo de instrumento, nos termos do artigo 3º da Resolução Administrativa nº 928/2003. Agravo de instrumento conhecido e provido. RECURSO DE REVISTA. EXECUÇÃO. JUROS DE MORA. FAZENDA PÚBLICA. UNIÃO COMO SUCESSORA DA EXTINTA RFFSA. LIMITAÇÃO. LEIS 9.494/1997 E 11.483/2007. Jurisprudência desta Corte Superior no sentido de que, nas condenações impostas à Fazenda Pública, na qualidade de sucessora da extinta RFFSA, os juros de mora de que trata o art. 1º-F da Lei nº 9.494, de 10.09.1997 (introduzido pela MP nº 2.180-35, de 24.8.2001 e com nova redação dada pela Lei 11.960, de 29.6.2009), são aplicáveis somente a partir da sucessão, operada através da MP nº 353, de 22.01.2007, convertida na Lei nº 11.483, 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório ARE 697759 AGR / SP de 31.5.2007. Tese regional em sentido contrário que viola, segundo os precedentes desta Casa, o art. 5º, inciso II, da Constituição da República, autorizando o conhecimento e o parcial provimento do recurso de revista. Recurso de revista conhecido e parcialmente provido. (fls. 324/325). 5. Agravo Regimental desprovido’ (ARE nº 676.213/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 27/6/12). Por fim, ressalte-se que o caso dos autos diverge do julgamento realizado por meio eletrônico no AI nº 842.063/RS, relatado pelo Ministro Presidente, no qual o Plenário desta Corte reconheceu a repercussão geral do tema e ratificou a orientação de que as modificações implementadas pela Medida Provisória nº 2.180-35/01, posteriormente convertida na Lei nº 9.494/97, aplicam-se imediatamente as ações em curso. Com efeito, no caso em tela, conforme ressaltado pela decisão agravada, discute-se a incidência do referido dispositivo legal em relação ao período anterior ao da sucessão da empresa privada pela União. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Aduz a agravante, in verbis, que, “(...) no presente caso, o TST aplicou os juros de 0,5% (meio por cento) ao mês apenas a partir da data em que a União ingressou no polo passivo da demanda como sucessora da RFFSA. Contudo, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do AI nº 842.063 - submetido à sistemática da repercussão geral - reafirmou sua jurisprudência quanto à constitucionalidade e aplicabilidade imediata do art. 1º-F da Lei nº 9.494/97 (...) (...) Portanto, considerando o entendimento pacífico dessa 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP de 31.5.2007. Tese regional em sentido contrário que viola, segundo os precedentes desta Casa, o art. 5º, inciso II, da Constituição da República, autorizando o conhecimento e o parcial provimento do recurso de revista. Recurso de revista conhecido e parcialmente provido. (fls. 324/325). 5. Agravo Regimental desprovido’ (ARE nº 676.213/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 27/6/12). Por fim, ressalte-se que o caso dos autos diverge do julgamento realizado por meio eletrônico no AI nº 842.063/RS, relatado pelo Ministro Presidente, no qual o Plenário desta Corte reconheceu a repercussão geral do tema e ratificou a orientação de que as modificações implementadas pela Medida Provisória nº 2.180-35/01, posteriormente convertida na Lei nº 9.494/97, aplicam-se imediatamente as ações em curso. Com efeito, no caso em tela, conforme ressaltado pela decisão agravada, discute-se a incidência do referido dispositivo legal em relação ao período anterior ao da sucessão da empresa privada pela União. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Aduz a agravante, in verbis, que, “(...) no presente caso, o TST aplicou os juros de 0,5% (meio por cento) ao mês apenas a partir da data em que a União ingressou no polo passivo da demanda como sucessora da RFFSA. Contudo, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do AI nº 842.063 - submetido à sistemática da repercussão geral - reafirmou sua jurisprudência quanto à constitucionalidade e aplicabilidade imediata do art. 1º-F da Lei nº 9.494/97 (...) (...) Portanto, considerando o entendimento pacífico dessa 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório ARE 697759 AGR / SP Suprema Corte, o qual deve ser seguido pelas instâncias inferiores, não poderia a Justiça Trabalhista considerar a data em que a União sucedeu à RFFSA, mas sim a autoaplicabilidade da Medida Provisória nº 2.180-35, de 24 de agosto de 2001, que incluiu o art. 1º-F da Lei nº 9.494/97”. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP Suprema Corte, o qual deve ser seguido pelas instâncias inferiores, não poderia a Justiça Trabalhista considerar a data em que a União sucedeu à RFFSA, mas sim a autoaplicabilidade da Medida Provisória nº 2.180-35, de 24 de agosto de 2001, que incluiu o art. 1º-F da Lei nº 9.494/97”. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.759 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme expresso na decisão agravada, os arts. 5º, inciso XXXVI, e 97 da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem não cuidou das referidas normas. Ressalte-se, também, que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104656. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.759 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme expresso na decisão agravada, os arts. 5º, inciso XXXVI, e 97 da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem não cuidou das referidas normas. Ressalte-se, também, que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 697759 AGR / SP provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do STF. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do STF. III - Agravo regimental improvido” (AI nº 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, o Tribunal Superior do Trabalho, em sede de agravo de instrumento em recurso de revista, consignou o seguinte: “(...) O Tribunal Regional negou provimento ao agravo de petição, mediante os seguintes fundamentos: ‘(...) A Lei nº 11.483/2007, em vigor desde 31 de maio de 2007, determinou o encerramento do processo de liquidação e a extinção da Rede Ferroviária Federal S/A – RFFSA (artigo 1º), fixando, ainda, que a partir de 22 de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104656. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do STF. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do STF. III - Agravo regimental improvido” (AI nº 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, o Tribunal Superior do Trabalho, em sede de agravo de instrumento em recurso de revista, consignou o seguinte: “(...) O Tribunal Regional negou provimento ao agravo de petição, mediante os seguintes fundamentos: ‘(...) A Lei nº 11.483/2007, em vigor desde 31 de maio de 2007, determinou o encerramento do processo de liquidação e a extinção da Rede Ferroviária Federal S/A – RFFSA (artigo 1º), fixando, ainda, que a partir de 22 de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 697759 AGR / SP janeiro de 2007 a extinta RFFSA seria sucedida pela União nos direitos, obrigações e ações judiciais em que aquela fosse autora, ré, assistente, opoente ou terceira interessada, salvo as ações ajuizadas por empregados ativos (inciso I do artigo 2º). (...) Por sua vez, o art. 1º-F da Lei n.9.494/97 instituiu a taxa de 0,5% ao mês ‘...nas condenações impostas à Fazenda Pública para pagamento de verbas remuneratórias devidas a servidores e empregados públicos...’. Essa disposição, inserida pela Medida Provisória n. 2.180, de 24 de agosto de 2001, atinge todas as ações contra a Fazenda Pública, independentemente da natureza jurídica da relação discutida na lide, pois a norma é de caráter geral e cogente. Assim, e considerando o disposto no art. 5º, II, da Constituição Federal, no sentido de que ‘ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude de lei’, e o caput do art. 37 da mesma Carta Magna, que impõe à Administração Pública observar o princípio da legalidade resulta que o percentual de juros de mora a ser aplicado é o determinado pela Medida Provisória 2.180-35, que introduziu o art. 1º-F, da Lei nº 9.494/97, sendo portanto, de 0,5% ao mês. Todavia, os juros reduzidos de 0,5% ao mês só são aplicados à reclamada após a concretização da sucessão da RFFSA, isto é, após 31/05/2007, data de publicação da Lei nº 11.483/2007, que marcou o término do processo de liquidação e extinguiu a Rede Ferroviária Federal. Porém, por ser proibida a reformatio in pejus, mantém-se a sentença que determinou que caso a execução se volte contra a UNIÃO, os juros de 6% ao ano „deverá ser observada a partir de 22 de janeiro de 2007, data em que entrou em vigor a Medida Provisória 353/2007, convertida na Lei nº 11.483/2007, que encerrou o processo de liquidação, extinguiu a RFFSA e determinou 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104656. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP janeiro de 2007 a extinta RFFSA seria sucedida pela União nos direitos, obrigações e ações judiciais em que aquela fosse autora, ré, assistente, opoente ou terceira interessada, salvo as ações ajuizadas por empregados ativos (inciso I do artigo 2º). (...) Por sua vez, o art. 1º-F da Lei n.9.494/97 instituiu a taxa de 0,5% ao mês ‘...nas condenações impostas à Fazenda Pública para pagamento de verbas remuneratórias devidas a servidores e empregados públicos...’. Essa disposição, inserida pela Medida Provisória n. 2.180, de 24 de agosto de 2001, atinge todas as ações contra a Fazenda Pública, independentemente da natureza jurídica da relação discutida na lide, pois a norma é de caráter geral e cogente. Assim, e considerando o disposto no art. 5º, II, da Constituição Federal, no sentido de que ‘ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude de lei’, e o caput do art. 37 da mesma Carta Magna, que impõe à Administração Pública observar o princípio da legalidade resulta que o percentual de juros de mora a ser aplicado é o determinado pela Medida Provisória 2.180-35, que introduziu o art. 1º-F, da Lei nº 9.494/97, sendo portanto, de 0,5% ao mês. Todavia, os juros reduzidos de 0,5% ao mês só são aplicados à reclamada após a concretização da sucessão da RFFSA, isto é, após 31/05/2007, data de publicação da Lei nº 11.483/2007, que marcou o término do processo de liquidação e extinguiu a Rede Ferroviária Federal. Porém, por ser proibida a reformatio in pejus, mantém-se a sentença que determinou que caso a execução se volte contra a UNIÃO, os juros de 6% ao ano „deverá ser observada a partir de 22 de janeiro de 2007, data em que entrou em vigor a Medida Provisória 353/2007, convertida na Lei nº 11.483/2007, que encerrou o processo de liquidação, extinguiu a RFFSA e determinou 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 697759 AGR / SP sua sucessão pela União., fl. 589.’ Como se vê, foi deferida à União a incidência dos juros de mora no percentual de 0,5% ao mês. Todavia, não a partir da vigência da Medida Provisória 2.180-35/2001, e sim a partir da data da sucessão da RFFSA pela União, ocorrida com a edição da Medida Provisória 353, de 22/1/2007. Tal entendimento está em sintonia com a jurisprudência predominante nesta Corte, (...)” Desse modo, é certo que o Tribunal Superior do Trabalho se manifestou no sentido de que a Lei nº 9.494/97, que prevê a incidência de juros de mora de 0,5% ao mês quando a Fazenda Pública for condenada, deveria ser aplicada no presente caso somente a partir da sucessão da antiga devedora pela União, considerando que a referida norma seria aplicável somente à Fazenda. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional, o que é inviável em recurso extraordinário, uma vez que a ofensa à Constituição, caso ocorresse, seria reflexa ou indireta. Incidência da Súmula nº 636/STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E TRABALHISTA. SUCESSÃO DE EMPRESA. EXECUÇÃO. PENHORA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 808.366/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/11/10). Por outro lado, conforme expresso na decisão agravada, o presente caso não se ajusta ao que foi decidido no AI nº 842.063/RS-RG, haja vista 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104656. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP sua sucessão pela União., fl. 589.’ Como se vê, foi deferida à União a incidência dos juros de mora no percentual de 0,5% ao mês. Todavia, não a partir da vigência da Medida Provisória 2.180-35/2001, e sim a partir da data da sucessão da RFFSA pela União, ocorrida com a edição da Medida Provisória 353, de 22/1/2007. Tal entendimento está em sintonia com a jurisprudência predominante nesta Corte, (...)” Desse modo, é certo que o Tribunal Superior do Trabalho se manifestou no sentido de que a Lei nº 9.494/97, que prevê a incidência de juros de mora de 0,5% ao mês quando a Fazenda Pública for condenada, deveria ser aplicada no presente caso somente a partir da sucessão da antiga devedora pela União, considerando que a referida norma seria aplicável somente à Fazenda. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional, o que é inviável em recurso extraordinário, uma vez que a ofensa à Constituição, caso ocorresse, seria reflexa ou indireta. Incidência da Súmula nº 636/STF. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E TRABALHISTA. SUCESSÃO DE EMPRESA. EXECUÇÃO. PENHORA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 808.366/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/11/10). Por outro lado, conforme expresso na decisão agravada, o presente caso não se ajusta ao que foi decidido no AI nº 842.063/RS-RG, haja vista 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 697759 AGR / SP que, nesse julgado, se reafirmou a jurisprudência desta Corte no sentido da constitucionalidade do art. 1º-F da Lei nº 9.494/97 e da aplicabilidade dessa norma aos processos em curso quando devedora a Fazenda Pública, destinatária da norma em comento. Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104656. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP que, nesse julgado, se reafirmou a jurisprudência desta Corte no sentido da constitucionalidade do art. 1º-F da Lei nº 9.494/97 e da aplicabilidade dessa norma aos processos em curso quando devedora a Fazenda Pública, destinatária da norma em comento. Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.759 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : FÁBIO ROGÉRIO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCOS CAMPOS DIAS PAYÃO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : ALL - AMERICA LATINA LOGISTICA MALHA SUL S/A ADV.(A/S) : NILTON CORREIA ADV.(A/S) : JOSÉ ALBERTO COUTO MACIEL E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673418 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.759 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : FÁBIO ROGÉRIO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCOS CAMPOS DIAS PAYÃO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : ALL - AMERICA LATINA LOGISTICA MALHA SUL S/A ADV.(A/S) : NILTON CORREIA ADV.(A/S) : JOSÉ ALBERTO COUTO MACIEL E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673418 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4190437
2013-04-09T00:00:00
2013-08-01T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 9.4.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual e Trabalhista. RFFSA. Sucessão. Prequestionamento. Ausência. União. Lei nº 9.494/97. Legislação infraconstitucional. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição. Incidência da Súmula nº 636/STF. 3. Agravo regimental não provido.
sjur237435
- Acórdão(s) citado(s): (INTERPOSIÇÃO, EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, PREQUESTIONAMENTO) RE 449232 AgR-AgR (2ªT), AI 594612 AgR (1ªT), RE 411859 AgR (2ªT). (SÚMULA 636) AI 808366 AgR (1ªT). Número de páginas: 15. Análise: 15/08/2013, TBC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
697759
[ "LEG-FED LEI-009494 ANO-1997\r\n ART-0001F \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 697759 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : FÁBIO ROGÉRIO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCOS CAMPOS DIAS PAYÃO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : ALL - AMERICA LATINA LOGISTICA MALHA SUL S/A ADV.(A/S) : NILTON CORREIA ADV.(A/S) : JOSÉ ALBERTO COUTO MACIEL E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.759 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FÁBIO ROGÉRIO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCOS CAMPOS DIAS PAYÃO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :ALL - AMERICA LATINA LOGISTICA MALHA SUL S/A ADV.(A/S) :NILTON CORREIA ADV.(A/S) :JOSÉ ALBERTO COUTO MACIEL E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual e Trabalhista. RFFSA. Sucessão. Prequestionamento. Ausência. União. Lei n 9.494/97. Legislação infraconstitucional. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o exame de ofensa reflexa à Constituição. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104658. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão ARE 697759 AGR / SP Brasília, 9 de abril de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104658. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP Brasília, 9 de abril de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104658. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.759 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FÁBIO ROGÉRIO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCOS CAMPOS DIAS PAYÃO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :ALL - AMERICA LATINA LOGISTICA MALHA SUL S/A ADV.(A/S) :NILTON CORREIA ADV.(A/S) :JOSÉ ALBERTO COUTO MACIEL E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Superior do Trabalho, que fixou a aplicação do artigo 1...-F da Lei n 9.494/97 para redução dos juros de mora nele expressa somente após a sucessão da RFFSA pela União, em janeiro de 2007. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 5..., caput e incisos II e XXXVI, e 97 da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.759 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :FÁBIO ROGÉRIO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCOS CAMPOS DIAS PAYÃO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :ALL - AMERICA LATINA LOGISTICA MALHA SUL S/A ADV.(A/S) :NILTON CORREIA ADV.(A/S) :JOSÉ ALBERTO COUTO MACIEL E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): União interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal Superior do Trabalho, que fixou a aplicação do artigo 1...-F da Lei n 9.494/97 para redução dos juros de mora nele expressa somente após a sucessão da RFFSA pela União, em janeiro de 2007. No recurso extraordinário sustenta-se violação dos artigos 5..., caput e incisos II e XXXVI, e 97 da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório ARE 697759 AGR / SP Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. No que se refere aos artigos 5..., inciso XXXVI, e 97 da Constituição Federal, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Não merece trânsito, igualmente, a alegada violação do artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal, uma vez que a afronta ao referido dispositivo constitucional seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula n 636 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.’ Ademais, no caso em tela, para que se pudesse divergir da orientação firmado no acórdão atacado seria necessária a interpretação das disposições da Lei n 9.494/97, o que não viabiliza o recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DE CORTE DIVERSA – ADEQUAÇÃO. Quando em questão controvérsia sobre cabimento de recurso da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. No que se refere aos artigos 5..., inciso XXXVI, e 97 da Constituição Federal, apontados como violados, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Não merece trânsito, igualmente, a alegada violação do artigo 5..., inciso II, da Constituição Federal, uma vez que a afronta ao referido dispositivo constitucional seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula n 636 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.’ Ademais, no caso em tela, para que se pudesse divergir da orientação firmado no acórdão atacado seria necessária a interpretação das disposições da Lei n 9.494/97, o que não viabiliza o recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO – CONTROVÉRSIA SOBRE CABIMENTO DE RECURSO DA COMPETÊNCIA DE CORTE DIVERSA – ADEQUAÇÃO. Quando em questão controvérsia sobre cabimento de recurso da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório ARE 697759 AGR / SP competência de Corte diversa, a via excepcional do recurso extraordinário apenas é aberta se no acórdão prolatado constar premissa contrária à Constituição Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe- se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé’ (ARE n 676.221/RS- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 14/6/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO. JUROS DE MORA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 679.154/DF-AgR, Primeira Turma, Relator a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/6/12). ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SUCESSÃO DA REDE FERROVIÁRIA FEDERAL S.A RFFSA PELA UNIÃO. DISCUSSÃO ACERCA DA APLICABILIDADE DOS JUROS DE MORA DE 0,5% AO MÊS (6% AO ANO), PREVISTO NO ART. 1...-F DA LEI n 9.494/97 COM REDAÇÃO ALTERADA PELA MEDIDA PROVISÓRIA n 2.180-35/2001, AO PERÍODO ANTERIOR À SUCESSÃO. QUESTÃO QUE NÃO SE CONFUNDE COM A DECIDIDA NO AI n. 842.063/RS, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP competência de Corte diversa, a via excepcional do recurso extraordinário apenas é aberta se no acórdão prolatado constar premissa contrária à Constituição Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe- se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé’ (ARE n 676.221/RS- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 14/6/12). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. EXECUÇÃO. JUROS DE MORA. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: SÚMULA N. 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 679.154/DF-AgR, Primeira Turma, Relator a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 14/6/12). ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SUCESSÃO DA REDE FERROVIÁRIA FEDERAL S.A RFFSA PELA UNIÃO. DISCUSSÃO ACERCA DA APLICABILIDADE DOS JUROS DE MORA DE 0,5% AO MÊS (6% AO ANO), PREVISTO NO ART. 1...-F DA LEI n 9.494/97 COM REDAÇÃO ALTERADA PELA MEDIDA PROVISÓRIA n 2.180-35/2001, AO PERÍODO ANTERIOR À SUCESSÃO. QUESTÃO QUE NÃO SE CONFUNDE COM A DECIDIDA NO AI n. 842.063/RS, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório ARE 697759 AGR / SP EM QUE SE RECONHECEU A REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA REGIDA PELO MESMO DISPOSITIVO (ART. 1...-F DA LEI n 9.494/97) POR ENTENDER-SE PELA SUA APLICABILIDADE IMEDIATA, INCLUSIVE EM RELAÇÃO ÀS AÇÕES AJUIZADAS ANTERIORMENTE À SUA VIGÊNCIA. QUESTÃO RESTRITA À INCIDÊNCIA DO DISPOSITIVO EM RELAÇÃO AO PERÍODO ANTERIOR AO DA SUCESSÃO DA EMPRESA PRIVADA PELA UNIÃO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO DIREITO ADQUIRIDO E DA ISONOMIA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DE DISPOSITIVOS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CARTA MAGNA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM O SEGUIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI 503093 AgR, Relator: Min. Ellen Gracie, DJe- 11/12/2009; Recurso Extraordinário 421119 AgR, Relator: Min. Carlos Britto, DJ 11/02/2005; Recurso Extraordinário 402557 AgR, Relator: Min. Sepúlveda Pertence, DJe- 27/042007; Recurso Extraordinário 405745 AgR, Relator(a): Min. Marco Aurélio, DJe- 19/06/2009. 3. Os princípios da legalidade, do devido processo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP EM QUE SE RECONHECEU A REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA REGIDA PELO MESMO DISPOSITIVO (ART. 1...-F DA LEI n 9.494/97) POR ENTENDER-SE PELA SUA APLICABILIDADE IMEDIATA, INCLUSIVE EM RELAÇÃO ÀS AÇÕES AJUIZADAS ANTERIORMENTE À SUA VIGÊNCIA. QUESTÃO RESTRITA À INCIDÊNCIA DO DISPOSITIVO EM RELAÇÃO AO PERÍODO ANTERIOR AO DA SUCESSÃO DA EMPRESA PRIVADA PELA UNIÃO. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO DIREITO ADQUIRIDO E DA ISONOMIA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA À LUZ DE DISPOSITIVOS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CARTA MAGNA. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM O SEGUIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI 503093 AgR, Relator: Min. Ellen Gracie, DJe- 11/12/2009; Recurso Extraordinário 421119 AgR, Relator: Min. Carlos Britto, DJ 11/02/2005; Recurso Extraordinário 402557 AgR, Relator: Min. Sepúlveda Pertence, DJe- 27/042007; Recurso Extraordinário 405745 AgR, Relator(a): Min. Marco Aurélio, DJe- 19/06/2009. 3. Os princípios da legalidade, do devido processo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório ARE 697759 AGR / SP legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336- AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. OMISSÃO. ACOLHIMENTO. Silente a decisão embargada sobre a violação do art. 5..., II, da Carta Magna, cumpre acolher os embargos declaratórios, imprimindo-lhes efeito modificativo. Embargos de declaração acolhidos, com a concessão de efeito modificativo. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. EXECUÇÃO. JUROS DE MORA. UNIÃO COMO SUCESSORA DA EXTINTA RFFSA. LIMITAÇÃO. LEIS 9.494/1997 E 11.483/2007. Potencial violação do art. 5..., II, da Constituição da República, nos moldes do art. 896 da Consolidação das Leis do Trabalho, a ensejar o provimento do agravo de instrumento, nos termos do artigo 3... da Resolução Administrativa n 928/2003. Agravo de instrumento conhecido e provido. RECURSO DE REVISTA. EXECUÇÃO. JUROS DE MORA. FAZENDA PÚBLICA. UNIÃO COMO SUCESSORA DA EXTINTA RFFSA. LIMITAÇÃO. LEIS 9.494/1997 E 11.483/2007. Jurisprudência desta Corte Superior no sentido de que, nas condenações impostas à Fazenda Pública, na qualidade de sucessora da extinta RFFSA, os juros de mora de que trata o art. 1...-F da Lei n 9.494, de 10.09.1997 (introduzido pela Medida Provisória n 2.180-35, de 24.8.2001 e com nova redação dada pela Lei 11.960, de 29.6.2009), são aplicáveis somente a partir da sucessão, operada através da Medida Provisória n 353, de 22.01.2007, convertida na Lei n 11.483, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336- AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. OMISSÃO. ACOLHIMENTO. Silente a decisão embargada sobre a violação do art. 5..., II, da Carta Magna, cumpre acolher os embargos declaratórios, imprimindo-lhes efeito modificativo. Embargos de declaração acolhidos, com a concessão de efeito modificativo. AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. EXECUÇÃO. JUROS DE MORA. UNIÃO COMO SUCESSORA DA EXTINTA RFFSA. LIMITAÇÃO. LEIS 9.494/1997 E 11.483/2007. Potencial violação do art. 5..., II, da Constituição da República, nos moldes do art. 896 da Consolidação das Leis do Trabalho, a ensejar o provimento do agravo de instrumento, nos termos do artigo 3... da Resolução Administrativa n 928/2003. Agravo de instrumento conhecido e provido. RECURSO DE REVISTA. EXECUÇÃO. JUROS DE MORA. FAZENDA PÚBLICA. UNIÃO COMO SUCESSORA DA EXTINTA RFFSA. LIMITAÇÃO. LEIS 9.494/1997 E 11.483/2007. Jurisprudência desta Corte Superior no sentido de que, nas condenações impostas à Fazenda Pública, na qualidade de sucessora da extinta RFFSA, os juros de mora de que trata o art. 1...-F da Lei n 9.494, de 10.09.1997 (introduzido pela Medida Provisória n 2.180-35, de 24.8.2001 e com nova redação dada pela Lei 11.960, de 29.6.2009), são aplicáveis somente a partir da sucessão, operada através da Medida Provisória n 353, de 22.01.2007, convertida na Lei n 11.483, 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório ARE 697759 AGR / SP de 31.5.2007. Tese regional em sentido contrário que viola, segundo os precedentes desta Casa, o art. 5..., inciso II, da Constituição da República, autorizando o conhecimento e o parcial provimento do recurso de revista. Recurso de revista conhecido e parcialmente provido. (fls. 324/325). 5. Agravo Regimental desprovido’ (ARE n 676.213/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 27/6/12). Por fim, ressalte-se que o caso dos autos diverge do julgamento realizado por meio eletrônico no AI n 842.063/RS, relatado pelo Ministro Presidente, no qual o Plenário desta Corte reconheceu a repercussão geral do tema e ratificou a orientação de que as modificações implementadas pela Medida Provisória n 2.180-35/01, posteriormente convertida na Lei n 9.494/97, aplicam-se imediatamente as ações em curso. Com efeito, no caso em tela, conforme ressaltado pela decisão agravada, discute-se a incidência do referido dispositivo legal em relação ao período anterior ao da sucessão da empresa privada pela União. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Aduz a agravante, in verbis, que, “(...) no presente caso, o Tribunal Superior do Trabalho aplicou os juros de 0,5% (meio por cento) ao mês apenas a partir da data em que a União ingressou no polo passivo da demanda como sucessora da RFFSA. Contudo, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do AI n 842.063 - submetido à sistemática da repercussão geral - reafirmou sua jurisprudência quanto à constitucionalidade e aplicabilidade imediata do art. 1...-F da Lei n 9.494/97 (...) (...) Portanto, considerando o entendimento pacífico dessa 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP de 31.5.2007. Tese regional em sentido contrário que viola, segundo os precedentes desta Casa, o art. 5..., inciso II, da Constituição da República, autorizando o conhecimento e o parcial provimento do recurso de revista. Recurso de revista conhecido e parcialmente provido. (fls. 324/325). 5. Agravo Regimental desprovido’ (ARE n 676.213/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 27/6/12). Por fim, ressalte-se que o caso dos autos diverge do julgamento realizado por meio eletrônico no AI n 842.063/RS, relatado pelo Ministro Presidente, no qual o Plenário desta Corte reconheceu a repercussão geral do tema e ratificou a orientação de que as modificações implementadas pela Medida Provisória n 2.180-35/01, posteriormente convertida na Lei n 9.494/97, aplicam-se imediatamente as ações em curso. Com efeito, no caso em tela, conforme ressaltado pela decisão agravada, discute-se a incidência do referido dispositivo legal em relação ao período anterior ao da sucessão da empresa privada pela União. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Aduz a agravante, in verbis, que, “(...) no presente caso, o Tribunal Superior do Trabalho aplicou os juros de 0,5% (meio por cento) ao mês apenas a partir da data em que a União ingressou no polo passivo da demanda como sucessora da RFFSA. Contudo, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do AI n 842.063 - submetido à sistemática da repercussão geral - reafirmou sua jurisprudência quanto à constitucionalidade e aplicabilidade imediata do art. 1...-F da Lei n 9.494/97 (...) (...) Portanto, considerando o entendimento pacífico dessa 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório ARE 697759 AGR / SP Suprema Corte, o qual deve ser seguido pelas instâncias inferiores, não poderia a Justiça Trabalhista considerar a data em que a União sucedeu à RFFSA, mas sim a autoaplicabilidade da Medida Provisória n 2.180-35, de 24 de agosto de 2001, que incluiu o art. 1...-F da Lei n 9.494/97”. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP Suprema Corte, o qual deve ser seguido pelas instâncias inferiores, não poderia a Justiça Trabalhista considerar a data em que a União sucedeu à RFFSA, mas sim a autoaplicabilidade da Medida Provisória n 2.180-35, de 24 de agosto de 2001, que incluiu o art. 1...-F da Lei n 9.494/97”. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104655. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.759 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme expresso na decisão agravada, os arts. 5..., inciso XXXVI, e 97 da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem não cuidou das referidas normas. Ressalte-se, também, que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104656. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.759 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme expresso na decisão agravada, os arts. 5..., inciso XXXVI, e 97 da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem não cuidou das referidas normas. Ressalte-se, também, que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 697759 AGR / SP provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (AI n 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, o Tribunal Superior do Trabalho, em sede de agravo de instrumento em recurso de revista, consignou o seguinte: “(...) O Tribunal Regional negou provimento ao agravo de petição, mediante os seguintes fundamentos: ‘(...) A Lei n 11.483/2007, em vigor desde 31 de maio de 2007, determinou o encerramento do processo de liquidação e a extinção da Rede Ferroviária Federal S/A – RFFSA (artigo 1...), fixando, ainda, que a partir de 22 de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104656. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (AI n 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, o Tribunal Superior do Trabalho, em sede de agravo de instrumento em recurso de revista, consignou o seguinte: “(...) O Tribunal Regional negou provimento ao agravo de petição, mediante os seguintes fundamentos: ‘(...) A Lei n 11.483/2007, em vigor desde 31 de maio de 2007, determinou o encerramento do processo de liquidação e a extinção da Rede Ferroviária Federal S/A – RFFSA (artigo 1...), fixando, ainda, que a partir de 22 de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 697759 AGR / SP janeiro de 2007 a extinta RFFSA seria sucedida pela União nos direitos, obrigações e ações judiciais em que aquela fosse autora, ré, assistente, opoente ou terceira interessada, salvo as ações ajuizadas por empregados ativos (inciso I do artigo 2...). (...) Por sua vez, o art. 1...-F da Lei n.9.494/97 instituiu a taxa de 0,5% ao mês ‘...nas condenações impostas à Fazenda Pública para pagamento de verbas remuneratórias devidas a servidores e empregados públicos...’. Essa disposição, inserida pela Medida Provisória n. 2.180, de 24 de agosto de 2001, atinge todas as ações contra a Fazenda Pública, independentemente da natureza jurídica da relação discutida na lide, pois a norma é de caráter geral e cogente. Assim, e considerando o disposto no art. 5..., II, da Constituição Federal, no sentido de que ‘ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude de lei’, e o caput do art. 37 da mesma Carta Magna, que impõe à Administração Pública observar o princípio da legalidade resulta que o percentual de juros de mora a ser aplicado é o determinado pela Medida Provisória 2.180-35, que introduziu o art. 1...-F, da Lei n 9.494/97, sendo portanto, de 0,5% ao mês. Todavia, os juros reduzidos de 0,5% ao mês só são aplicados à reclamada após a concretização da sucessão da RFFSA, isto é, após 31/05/2007, data de publicação da Lei n 11.483/2007, que marcou o término do processo de liquidação e extinguiu a Rede Ferroviária Federal. Porém, por ser proibida a reformatio in pejus, mantém-se a sentença que determinou que caso a execução se volte contra a UNIÃO, os juros de 6% ao ano „deverá ser observada a partir de 22 de janeiro de 2007, data em que entrou em vigor a Medida Provisória 353/2007, convertida na Lei n 11.483/2007, que encerrou o processo de liquidação, extinguiu a RFFSA e determinou 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104656. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP janeiro de 2007 a extinta RFFSA seria sucedida pela União nos direitos, obrigações e ações judiciais em que aquela fosse autora, ré, assistente, opoente ou terceira interessada, salvo as ações ajuizadas por empregados ativos (inciso I do artigo 2...). (...) Por sua vez, o art. 1...-F da Lei n.9.494/97 instituiu a taxa de 0,5% ao mês ‘...nas condenações impostas à Fazenda Pública para pagamento de verbas remuneratórias devidas a servidores e empregados públicos...’. Essa disposição, inserida pela Medida Provisória n. 2.180, de 24 de agosto de 2001, atinge todas as ações contra a Fazenda Pública, independentemente da natureza jurídica da relação discutida na lide, pois a norma é de caráter geral e cogente. Assim, e considerando o disposto no art. 5..., II, da Constituição Federal, no sentido de que ‘ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude de lei’, e o caput do art. 37 da mesma Carta Magna, que impõe à Administração Pública observar o princípio da legalidade resulta que o percentual de juros de mora a ser aplicado é o determinado pela Medida Provisória 2.180-35, que introduziu o art. 1...-F, da Lei n 9.494/97, sendo portanto, de 0,5% ao mês. Todavia, os juros reduzidos de 0,5% ao mês só são aplicados à reclamada após a concretização da sucessão da RFFSA, isto é, após 31/05/2007, data de publicação da Lei n 11.483/2007, que marcou o término do processo de liquidação e extinguiu a Rede Ferroviária Federal. Porém, por ser proibida a reformatio in pejus, mantém-se a sentença que determinou que caso a execução se volte contra a UNIÃO, os juros de 6% ao ano „deverá ser observada a partir de 22 de janeiro de 2007, data em que entrou em vigor a Medida Provisória 353/2007, convertida na Lei n 11.483/2007, que encerrou o processo de liquidação, extinguiu a RFFSA e determinou 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 697759 AGR / SP sua sucessão pela União., fl. 589.’ Como se vê, foi deferida à União a incidência dos juros de mora no percentual de 0,5% ao mês. Todavia, não a partir da vigência da Medida Provisória 2.180-35/2001, e sim a partir da data da sucessão da RFFSA pela União, ocorrida com a edição da Medida Provisória 353, de 22/1/2007. Tal entendimento está em sintonia com a jurisprudência predominante nesta Corte, (...)” Desse modo, é certo que o Tribunal Superior do Trabalho se manifestou no sentido de que a Lei n 9.494/97, que prevê a incidência de juros de mora de 0,5% ao mês quando a Fazenda Pública for condenada, deveria ser aplicada no presente caso somente a partir da sucessão da antiga devedora pela União, considerando que a referida norma seria aplicável somente à Fazenda. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional, o que é inviável em recurso extraordinário, uma vez que a ofensa à Constituição, caso ocorresse, seria reflexa ou indireta. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E TRABALHISTA. SUCESSÃO DE EMPRESA. EXECUÇÃO. PENHORA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 808.366/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/11/10). Por outro lado, conforme expresso na decisão agravada, o presente caso não se ajusta ao que foi decidido no AI n 842.063/RS-RG, haja vista 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104656. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP sua sucessão pela União., fl. 589.’ Como se vê, foi deferida à União a incidência dos juros de mora no percentual de 0,5% ao mês. Todavia, não a partir da vigência da Medida Provisória 2.180-35/2001, e sim a partir da data da sucessão da RFFSA pela União, ocorrida com a edição da Medida Provisória 353, de 22/1/2007. Tal entendimento está em sintonia com a jurisprudência predominante nesta Corte, (...)” Desse modo, é certo que o Tribunal Superior do Trabalho se manifestou no sentido de que a Lei n 9.494/97, que prevê a incidência de juros de mora de 0,5% ao mês quando a Fazenda Pública for condenada, deveria ser aplicada no presente caso somente a partir da sucessão da antiga devedora pela União, considerando que a referida norma seria aplicável somente à Fazenda. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional, o que é inviável em recurso extraordinário, uma vez que a ofensa à Constituição, caso ocorresse, seria reflexa ou indireta. Incidência da Súmula n 636/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL E TRABALHISTA. SUCESSÃO DE EMPRESA. EXECUÇÃO. PENHORA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 808.366/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/11/10). Por outro lado, conforme expresso na decisão agravada, o presente caso não se ajusta ao que foi decidido no AI n 842.063/RS-RG, haja vista 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 697759 AGR / SP que, nesse julgado, se reafirmou a jurisprudência desta Corte no sentido da constitucionalidade do art. 1...-F da Lei n 9.494/97 e da aplicabilidade dessa norma aos processos em curso quando devedora a Fazenda Pública, destinatária da norma em comento. Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104656. Supremo Tribunal Federal ARE 697759 AGR / SP que, nesse julgado, se reafirmou a jurisprudência desta Corte no sentido da constitucionalidade do art. 1...-F da Lei n 9.494/97 e da aplicabilidade dessa norma aos processos em curso quando devedora a Fazenda Pública, destinatária da norma em comento. Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4104656. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.759 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : FÁBIO ROGÉRIO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCOS CAMPOS DIAS PAYÃO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : ALL - AMERICA LATINA LOGISTICA MALHA SUL S/A ADV.(A/S) : NILTON CORREIA ADV.(A/S) : JOSÉ ALBERTO COUTO MACIEL E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673418 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697.759 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : FÁBIO ROGÉRIO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCOS CAMPOS DIAS PAYÃO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : ALL - AMERICA LATINA LOGISTICA MALHA SUL S/A ADV.(A/S) : NILTON CORREIA ADV.(A/S) : JOSÉ ALBERTO COUTO MACIEL E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Luiz Fux. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673418 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 697 . 759", "Súmulas ns 282", "Súmula n 636 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 697759 AGR / SP", "ARE 697759 AGR / SP", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 697759 AGR / SP", "Súmula n 636 desta Corte", "ARE 697759 AGR / SP", "Súmula n 636 desta Corte", "ARE 697759 AGR / SP", "ARE n 676 . 221 / RS - AgR", "SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 679 . 154 / DF - AgR", "AI n . 842 . 063 / RS", "ARE 697759 AGR / SP", "ARE n 676 . 221 / RS - AgR", "SÚMULA N . 636 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 679 . 154 / DF - AgR", "AI n . 842 . 063 / RS", "ARE 697759 AGR / SP", "AI 503093 AgR", "Recurso Extraordinário 421119 AgR", "Recurso Extraordinário 402557 AgR", "Recurso Extraordinário 405745 AgR", "ARE 697759 AGR / SP", "AI 503093 AgR", "Recurso Extraordinário 421119 AgR", "Recurso Extraordinário 402557 AgR", "Recurso", "ARE 697759 AGR / SP", "AI 804 . 854 - AgR", "AI 756 . 336 - AgR", "AI 804 . 854 - AgR", "AI 756 . 336 - 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Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.784 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FABIO FERNANDO DE OLIVEIRA BELINASSI ADV.(A/S) :RODOLFO CESAR BEVILACQUA AGDO.(A/S) :SECID SOCIEDADE EDUCACIONAL CIDADE DE SÃO PAULO S/C LTDA ADV.(A/S) :LUÍS FERNANDO GUAZI DOS SANTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. ALEGADO DESRESPEITO A SÚMULA SEM EFEITO VINCULANTE. INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES DO PLENO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890505. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.784 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FABIO FERNANDO DE OLIVEIRA BELINASSI ADV.(A/S) :RODOLFO CESAR BEVILACQUA AGDO.(A/S) :SECID SOCIEDADE EDUCACIONAL CIDADE DE SÃO PAULO S/C LTDA ADV.(A/S) :LUÍS FERNANDO GUAZI DOS SANTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, que negou seguimento à reclamação, sob fundamento de ser inadmissível o ajuizamento desta por alegado descumprimento de súmula sem efeito vinculante. No caso, sustentava o reclamante que a decisão impugnada teria ofendido a súmula 150 desta Corte. Sustente o agravante, em síntese, que o STF precisaria rever sua jurisprudência quanto à inadmissibilidade da reclamação no contexto de que se cuida: “Esta linha de raciocínio afronta, em verdade, a instituição da uniformização da jurisprudência e abre ensanchas à tomada de decisões completamente divergente em casos análogos, o que é extremamente injusto e não desejável do ponto de vista axiológico e efetivo do termo, na atuação da pacificação social.” (pág. 9 do arquivo 11 dos autos eletrônicos). Requer o provimento do agravo, para suspensão dos efeitos da decisão reclamada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890506. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.784 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FABIO FERNANDO DE OLIVEIRA BELINASSI ADV.(A/S) :RODOLFO CESAR BEVILACQUA AGDO.(A/S) :SECID SOCIEDADE EDUCACIONAL CIDADE DE SÃO PAULO S/C LTDA ADV.(A/S) :LUÍS FERNANDO GUAZI DOS SANTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, que negou seguimento à reclamação, sob fundamento de ser inadmissível o ajuizamento desta por alegado descumprimento de súmula sem efeito vinculante. No caso, sustentava o reclamante que a decisão impugnada teria ofendido a súmula 150 desta Corte. Sustente o agravante, em síntese, que o STF precisaria rever sua jurisprudência quanto à inadmissibilidade da reclamação no contexto de que se cuida: “Esta linha de raciocínio afronta, em verdade, a instituição da uniformização da jurisprudência e abre ensanchas à tomada de decisões completamente divergente em casos análogos, o que é extremamente injusto e não desejável do ponto de vista axiológico e efetivo do termo, na atuação da pacificação social.” (pág. 9 do arquivo 11 dos autos eletrônicos). Requer o provimento do agravo, para suspensão dos efeitos da decisão reclamada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.784 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que só a concebiam, na redação original da Constituição da República, para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, CF/88). Posteriormente, com o advento da EC 45/2004, foi instituída a chamada súmula vinculante e estabelecida, apenas quanto a esta, a competência originária do STF para julgamento de reclamação contra “ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula [vinculante] aplicável ou que indevidamente a aplicar (...)”, não havendo, portanto, previsão normativa para a admissão do instituto quanto às súmulas desprovidas de sujeição obrigatória aos seus termos. É o que já fixou o Pleno da Corte, quando estabeleceu não constituir a reclamação meio de uniformização de jurisprudência, sendo incabível, portanto, sua utilização para impugnar atos que alegadamente estejam em confronto com os enunciados sem força vinculante, conforme se vê à ementa do seguinte julgado: “CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DE ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL SUMULADA. SÚMULA DA JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NÃO CABIMENTO. DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO (ART. 161, PAR. ÚN., DO RISTF). AGRAVO REGIMENTAL. A reclamação constitucional (art. 102, I, l, da Constituição) não é meio de uniformização de jurisprudência. Tampouco serve como sucedâneo de recurso ou medida judicial Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890507. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.784 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que só a concebiam, na redação original da Constituição da República, para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, CF/88). Posteriormente, com o advento da EC 45/2004, foi instituída a chamada súmula vinculante e estabelecida, apenas quanto a esta, a competência originária do STF para julgamento de reclamação contra “ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula [vinculante] aplicável ou que indevidamente a aplicar (...)”, não havendo, portanto, previsão normativa para a admissão do instituto quanto às súmulas desprovidas de sujeição obrigatória aos seus termos. É o que já fixou o Pleno da Corte, quando estabeleceu não constituir a reclamação meio de uniformização de jurisprudência, sendo incabível, portanto, sua utilização para impugnar atos que alegadamente estejam em confronto com os enunciados sem força vinculante, conforme se vê à ementa do seguinte julgado: “CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DE ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL SUMULADA. SÚMULA DA JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NÃO CABIMENTO. DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO (ART. 161, PAR. ÚN., DO RISTF). AGRAVO REGIMENTAL. A reclamação constitucional (art. 102, I, l, da Constituição) não é meio de uniformização de jurisprudência. Tampouco serve como sucedâneo de recurso ou medida judicial Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890507. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 12784 AGR / SP eventualmente cabíveis para reformar decisão judicial. Não cabe reclamação constitucional por alegada violação de entendimento jurisprudencial, independentemente de ele estar consolidado na Súmula da Jurisprudência Dominante do Supremo Tribunal Federal (“Súmula Tradicional”). Hipótese na qual a orientação sumulada tida por ofendida não era vinculante, nos termos do art. 103-A, § 3º da Constituição. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento.” (Rcl 6135-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Pleno, DJe de 17/09/2008. No mesmo sentido: Rcl 8217-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe de 06/03/2003; Rcl 5102-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno, DJe de 26/03/2010). 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890507. Supremo Tribunal Federal RCL 12784 AGR / SP eventualmente cabíveis para reformar decisão judicial. Não cabe reclamação constitucional por alegada violação de entendimento jurisprudencial, independentemente de ele estar consolidado na Súmula da Jurisprudência Dominante do Supremo Tribunal Federal (“Súmula Tradicional”). Hipótese na qual a orientação sumulada tida por ofendida não era vinculante, nos termos do art. 103-A, § 3º da Constituição. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento.” (Rcl 6135-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Pleno, DJe de 17/09/2008. No mesmo sentido: Rcl 8217-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe de 06/03/2003; Rcl 5102-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno, DJe de 26/03/2010). 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890507. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.784 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : FABIO FERNANDO DE OLIVEIRA BELINASSI ADV.(A/S) : RODOLFO CESAR BEVILACQUA AGDO.(A/S) : SECID SOCIEDADE EDUCACIONAL CIDADE DE SÃO PAULO S/C LTDA ADV.(A/S) : LUÍS FERNANDO GUAZI DOS SANTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951416 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.784 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : FABIO FERNANDO DE OLIVEIRA BELINASSI ADV.(A/S) : RODOLFO CESAR BEVILACQUA AGDO.(A/S) : SECID SOCIEDADE EDUCACIONAL CIDADE DE SÃO PAULO S/C LTDA ADV.(A/S) : LUÍS FERNANDO GUAZI DOS SANTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951416 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3962677
2013-05-23T00:00:00
2013-06-11T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. ALEGADO DESRESPEITO A SÚMULA SEM EFEITO VINCULANTE. INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES DO PLENO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur232798
- Acórdão(s) citado(s): (Rcl 6135 AgR (TP), Rcl 8217 ED (TP), Rcl 5102 AgR (TP). Número de páginas: 5. Análise: 25/06/2013, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Tribunal Pleno
12784
null
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 12784 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FABIO FERNANDO DE OLIVEIRA BELINASSI ADV.(A/S) : RODOLFO CESAR BEVILACQUA AGDO.(A/S) : SECID SOCIEDADE EDUCACIONAL CIDADE DE SÃO PAULO S/C LTDA ADV.(A/S) : LUÍS FERNANDO GUAZI DOS SANTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.784 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FABIO FERNANDO DE OLIVEIRA BELINASSI ADV.(A/S) :RODOLFO CESAR BEVILACQUA AGDO.(A/S) :SECID SOCIEDADE EDUCACIONAL CIDADE DE SÃO PAULO S/C LTDA ADV.(A/S) :LUÍS FERNANDO GUAZI DOS SANTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. ALEGADO DESRESPEITO A SÚMULA SEM EFEITO VINCULANTE. INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES DO PLENO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890505. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.784 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FABIO FERNANDO DE OLIVEIRA BELINASSI ADV.(A/S) :RODOLFO CESAR BEVILACQUA AGDO.(A/S) :SECID SOCIEDADE EDUCACIONAL CIDADE DE SÃO PAULO S/C LTDA ADV.(A/S) :LUÍS FERNANDO GUAZI DOS SANTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, que negou seguimento à reclamação, sob fundamento de ser inadmissível o ajuizamento desta por alegado descumprimento de súmula sem efeito vinculante. No caso, sustentava o reclamante que a decisão impugnada teria ofendido a súmula 150 desta Corte. Sustente o agravante, em síntese, que o Supremo Tribunal Federal precisaria rever sua jurisprudência quanto à inadmissibilidade da reclamação no contexto de que se cuida: “Esta linha de raciocínio afronta, em verdade, a instituição da uniformização da jurisprudência e abre ensanchas à tomada de decisões completamente divergente em casos análogos, o que é extremamente injusto e não desejável do ponto de vista axiológico e efetivo do termo, na atuação da pacificação social.” (pág. 9 do arquivo 11 dos autos eletrônicos). Requer o provimento do agravo, para suspensão dos efeitos da decisão reclamada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890506. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.784 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FABIO FERNANDO DE OLIVEIRA BELINASSI ADV.(A/S) :RODOLFO CESAR BEVILACQUA AGDO.(A/S) :SECID SOCIEDADE EDUCACIONAL CIDADE DE SÃO PAULO S/C LTDA ADV.(A/S) :LUÍS FERNANDO GUAZI DOS SANTOS INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, que negou seguimento à reclamação, sob fundamento de ser inadmissível o ajuizamento desta por alegado descumprimento de súmula sem efeito vinculante. No caso, sustentava o reclamante que a decisão impugnada teria ofendido a súmula 150 desta Corte. Sustente o agravante, em síntese, que o Supremo Tribunal Federal precisaria rever sua jurisprudência quanto à inadmissibilidade da reclamação no contexto de que se cuida: “Esta linha de raciocínio afronta, em verdade, a instituição da uniformização da jurisprudência e abre ensanchas à tomada de decisões completamente divergente em casos análogos, o que é extremamente injusto e não desejável do ponto de vista axiológico e efetivo do termo, na atuação da pacificação social.” (pág. 9 do arquivo 11 dos autos eletrônicos). Requer o provimento do agravo, para suspensão dos efeitos da decisão reclamada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890506. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.784 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que só a concebiam, na redação original da Constituição da República, para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, Constituição Federal de 1988/88). Posteriormente, com o advento da EC 45/2004, foi instituída a chamada súmula vinculante e estabelecida, apenas quanto a esta, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para julgamento de reclamação contra “ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula [vinculante] aplicável ou que indevidamente a aplicar (...)”, não havendo, portanto, previsão normativa para a admissão do instituto quanto às súmulas desprovidas de sujeição obrigatória aos seus termos. É o que já fixou o Pleno da Corte, quando estabeleceu não constituir a reclamação meio de uniformização de jurisprudência, sendo incabível, portanto, sua utilização para impugnar atos que alegadamente estejam em confronto com os enunciados sem força vinculante, conforme se vê à ementa do seguinte julgado: “CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DE ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL SUMULADA. SÚMULA DA JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NÃO CABIMENTO. DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO (ART. 161, PAR. ÚN., DO RISTF). AGRAVO REGIMENTAL. A reclamação constitucional (art. 102, I, l, da Constituição) não é meio de uniformização de jurisprudência. Tampouco serve como sucedâneo de recurso ou medida judicial Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890507. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.784 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O cabimento da reclamação, instituto jurídico de natureza constitucional, deve ser aferido nos estritos limites das normas de regência, que só a concebiam, na redação original da Constituição da República, para preservação da competência do Tribunal e para garantia da autoridade de suas decisões (art. 102, I, l, Constituição Federal de 1988/88). Posteriormente, com o advento da EC 45/2004, foi instituída a chamada súmula vinculante e estabelecida, apenas quanto a esta, a competência originária do Supremo Tribunal Federal para julgamento de reclamação contra “ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula [vinculante] aplicável ou que indevidamente a aplicar (...)”, não havendo, portanto, previsão normativa para a admissão do instituto quanto às súmulas desprovidas de sujeição obrigatória aos seus termos. É o que já fixou o Pleno da Corte, quando estabeleceu não constituir a reclamação meio de uniformização de jurisprudência, sendo incabível, portanto, sua utilização para impugnar atos que alegadamente estejam em confronto com os enunciados sem força vinculante, conforme se vê à ementa do seguinte julgado: “CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. ALEGADA VIOLAÇÃO DA AUTORIDADE DE ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL SUMULADA. SÚMULA DA JURISPRUDÊNCIA DOMINANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. NÃO CABIMENTO. DECISÃO QUE NEGA SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO (ART. 161, PAR. ÚN., DO RISTF). AGRAVO REGIMENTAL. A reclamação constitucional (art. 102, I, l, da Constituição) não é meio de uniformização de jurisprudência. Tampouco serve como sucedâneo de recurso ou medida judicial Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890507. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 12784 AGR / SP eventualmente cabíveis para reformar decisão judicial. Não cabe reclamação constitucional por alegada violação de entendimento jurisprudencial, independentemente de ele estar consolidado na Súmula da Jurisprudência Dominante do Supremo Tribunal Federal (“Súmula Tradicional”). Hipótese na qual a orientação sumulada tida por ofendida não era vinculante, nos termos do art. 103-A, § 3... da Constituição. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento.” (Rcl 6135-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Pleno, DJe de 17/09/2008. No mesmo sentido: Rcl 8217-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe de 06/03/2003; Rcl 5102-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno, DJe de 26/03/2010). 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890507. Supremo Tribunal Federal RCL 12784 AGR / SP eventualmente cabíveis para reformar decisão judicial. Não cabe reclamação constitucional por alegada violação de entendimento jurisprudencial, independentemente de ele estar consolidado na Súmula da Jurisprudência Dominante do Supremo Tribunal Federal (“Súmula Tradicional”). Hipótese na qual a orientação sumulada tida por ofendida não era vinculante, nos termos do art. 103-A, § 3... da Constituição. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento.” (Rcl 6135-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Pleno, DJe de 17/09/2008. No mesmo sentido: Rcl 8217-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe de 06/03/2003; Rcl 5102-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno, DJe de 26/03/2010). 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890507. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.784 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : FABIO FERNANDO DE OLIVEIRA BELINASSI ADV.(A/S) : RODOLFO CESAR BEVILACQUA AGDO.(A/S) : SECID SOCIEDADE EDUCACIONAL CIDADE DE SÃO PAULO S/C LTDA ADV.(A/S) : LUÍS FERNANDO GUAZI DOS SANTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951416 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.784 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : FABIO FERNANDO DE OLIVEIRA BELINASSI ADV.(A/S) : RODOLFO CESAR BEVILACQUA AGDO.(A/S) : SECID SOCIEDADE EDUCACIONAL CIDADE DE SÃO PAULO S/C LTDA ADV.(A/S) : LUÍS FERNANDO GUAZI DOS SANTOS INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951416 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 12 . 784", "RECLAMAÇÃO 12 . 784", "RECLAMAÇÃO 12 . 784", "RECLAMAÇÃO", "Rcl 6135 - AgR", "Rcl 8217 - ED", "Rcl 5102 - AgR", "Rcl 6135 - AgR", "Rcl 8217 - ED", "Rcl 5102 - AgR", "RECLAMAÇÃO 12 . 784", "RECLAMAÇÃO 12 . 784" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 102 , I , l , Constituição Federal de 1988 / 88", "EC 45 / 2004", "ART . 161 , PAR . ÚN . , DO RISTF", "art . 102 , I , l , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 102 , I , l , Constituição Federal de 1988 / 88", "EC 45 / 2004", "ART . 161 , PAR . ÚN . , DO RISTF", "art . 102 , I , l , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 - A , § 3 . . . da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 103 - A , § 3 . . . da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "SECID SOCIEDADE EDUCACIONAL CIDADE DE SÃO PAULO S / C LTDA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SECID SOCIEDADE EDUCACIONAL CIDADE DE SÃO PAULO S / C LTDA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SECID SOCIEDADE EDUCACIONAL CIDADE DE SÃO PAULO S / C LTDA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno da Corte", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno da Corte", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "SECID SOCIEDADE EDUCACIONAL CIDADE DE SÃO PAULO S / C LTDA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SECID SOCIEDADE EDUCACIONAL CIDADE DE SÃO PAULO S / C LTDA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "FABIO FERNANDO DE OLIVEIRA BELINASSI", "RODOLFO CESAR BEVILACQUA", "LUÍS FERNANDO GUAZI DOS SANTOS", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "FABIO FERNANDO DE OLIVEIRA BELINASSI", "RODOLFO CESAR BEVILACQUA", "LUÍS FERNANDO GUAZI DOS SANTOS", "TEORI ZAVASCKI", "Ayres Britto", "TEORI ZAVASCKI", "FABIO FERNANDO DE OLIVEIRA BELINASSI", "RODOLFO CESAR BEVILACQUA", "LUÍS FERNANDO GUAZI DOS SANTOS", "TEORI ZAVASCKI", "Ayres Britto", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Joaquim Barbosa", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "TEORI ZAVASCKI", "FABIO FERNANDO DE OLIVEIRA BELINASSI", "RODOLFO CESAR BEVILACQUA", "LUÍS FERNANDO GUAZI DOS SANTOS", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Tomimatsu", "TEORI ZAVASCKI", "FABIO FERNANDO DE OLIVEIRA BELINASSI", "RODOLFO CESAR BEVILACQUA", "LUÍS FERNANDO GUAZI DOS SANTOS", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "23", "/", "05", "/", "2013", "23 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "09", "/", "2008", "06", "/", "03", "/", "2003", "26", "/", "03", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "09", "/", "2008", "06", "/", "03", "/", "2003", "26", "/", "03", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "23", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.755 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ELIZABETE DO NASCIMENTO AGUIAR ADV.(A/S) :FRANCISCO JOSÉ DOS SANTOS MIRANDA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - FUB PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS INCABÍVEIS. NÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo, porquanto prevalece nesta Corte o entendimento de que os embargos de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por serem manifestamente incabíveis, não suspendem ou interrompem o prazo para a interposição de recurso. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro JOAQUIM BARBOSA Presidente Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3930163. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.755 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ELIZABETE DO NASCIMENTO AGUIAR ADV.(A/S) :FRANCISCO JOSÉ DOS SANTOS MIRANDA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - FUB PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): É este o teor da decisão prolatada por meu antecessor, min. Cezar Peluso: “DECISÃO : 1. Trata-se de agravo interposto nos autos principais contra decisão que, na instância de origem, indeferiu processamento de recurso extraordinário. 2. Incognoscível o recurso. Publicada a decisão agravada em 27.10.2010, quarta-feira (fls. 209), o prazo para o agravo começou a correr na quinta-feira, dia 28.10.2010, e expirou no dia 8.11.2010, segunda-feira. O agravo somente foi protocolado no dia 1.2.2011, sem causa legal de suspensão nem interrupção do prazo. Veio, pois, a desoras. 3. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo (art. 21, § 1º, do RISTF, art. 38 da Lei nº 8.038, de 28.05.90, e art. 557 do CPC).” (fls. 234) Dessa decisão interpõe-se agravo regimental em que se alega que o agravo de instrumento é tempestivo, ao contrário do que foi decidido. Mantenho a decisão agravada e submeto o recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3930164. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.755 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ELIZABETE DO NASCIMENTO AGUIAR ADV.(A/S) :FRANCISCO JOSÉ DOS SANTOS MIRANDA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - FUB PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): É este o teor da decisão prolatada por meu antecessor, min. Cezar Peluso: “DECISÃO : 1. Trata-se de agravo interposto nos autos principais contra decisão que, na instância de origem, indeferiu processamento de recurso extraordinário. 2. Incognoscível o recurso. Publicada a decisão agravada em 27.10.2010, quarta-feira (fls. 209), o prazo para o agravo começou a correr na quinta-feira, dia 28.10.2010, e expirou no dia 8.11.2010, segunda-feira. O agravo somente foi protocolado no dia 1.2.2011, sem causa legal de suspensão nem interrupção do prazo. Veio, pois, a desoras. 3. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo (art. 21, § 1º, do RISTF, art. 38 da Lei nº 8.038, de 28.05.90, e art. 557 do CPC).” (fls. 234) Dessa decisão interpõe-se agravo regimental em que se alega que o agravo de instrumento é tempestivo, ao contrário do que foi decidido. Mantenho a decisão agravada e submeto o recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3930164. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.755 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo. Com efeito, prevalece nesta Corte o entendimento de que o recurso de embargos de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por ser manifestamente incabível, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de agravo. Nesse sentido, confira-se o seguinte julgado: EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo regimental e embargos de declaração opostos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Recursos incabíveis. 3. Intempestividade do agravo. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 777.476-AgR, Plenário, relator-presidente min. Gilmar Mendes, Dje 07.05.2010) Ainda nesse sentido: ARE 689.083-ED, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 01.02.2013; ARE 663.031-AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 15.03.2012;ARE 685.912 – ED, rel. min. Celso de Mello; Segunda Turma, DJe de 26.10.2012; ARE 688.273, rel. min. Luiz Fux, Dje de 28.09.2012; ARE 691.090, rel. min. Rosa Weber, Dje 07.02.2013 e ARE 706.945, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 22.11.2012 Do exposto, nego provimento ao presente agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3930165. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.755 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo. Com efeito, prevalece nesta Corte o entendimento de que o recurso de embargos de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por ser manifestamente incabível, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de agravo. Nesse sentido, confira-se o seguinte julgado: EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo regimental e embargos de declaração opostos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Recursos incabíveis. 3. Intempestividade do agravo. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 777.476-AgR, Plenário, relator-presidente min. Gilmar Mendes, Dje 07.05.2010) Ainda nesse sentido: ARE 689.083-ED, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 01.02.2013; ARE 663.031-AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 15.03.2012;ARE 685.912 – ED, rel. min. Celso de Mello; Segunda Turma, DJe de 26.10.2012; ARE 688.273, rel. min. Luiz Fux, Dje de 28.09.2012; ARE 691.090, rel. min. Rosa Weber, Dje 07.02.2013 e ARE 706.945, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 22.11.2012 Do exposto, nego provimento ao presente agravo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3930165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.755 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Senhor Presidente, peço vênia à sempre ilustrada maioria – e devo estar errado – para divergir. O que temos? O envolvimento do crivo do juízo primeiro de admissibilidade, no que negou sequência aos extraordinários. Vem-nos da doutrina que todo pronunciamento judicial, sem exceção, com carga decisória desafia embargos declaratórios, presente contradição, omissão ou obscuridade. A decisão do juízo primeiro de admissibilidade pode ser interlocutória – havendo a sequência do processo, chegando ao órgão incumbido de julgar o recurso formalizado – ou terminativa, caso se negue sequência, processamento, ao recurso e não haja manifestação de inconformismo. Na espécie, o órgão competente para apreciar, em etapa inicial, o recurso extraordinário negou-lhe processamento. A parte, vislumbrando um dos vícios que respaldam os declaratórios, os interpôs. Indago: é possível dizer que não seriam cabíveis esses declaratórios, e, portanto, não ocorreu o fenômeno da interrupção? A meu ver, não. Creio que houve o fenômeno da interrupção e o agravo de instrumento – que se seguiu para trazer ao Supremo a análise do merecimento do ato do Presidente, ou de quem faça as vezes no Tribunal de origem – não foi protocolado após a dilação legal. Por isso, peço vênia a Vossa Excelência e aos colegas que o acompanham para entender que não se mostram intempestivos os agravos interpostos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983677. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.755 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Senhor Presidente, peço vênia à sempre ilustrada maioria – e devo estar errado – para divergir. O que temos? O envolvimento do crivo do juízo primeiro de admissibilidade, no que negou sequência aos extraordinários. Vem-nos da doutrina que todo pronunciamento judicial, sem exceção, com carga decisória desafia embargos declaratórios, presente contradição, omissão ou obscuridade. A decisão do juízo primeiro de admissibilidade pode ser interlocutória – havendo a sequência do processo, chegando ao órgão incumbido de julgar o recurso formalizado – ou terminativa, caso se negue sequência, processamento, ao recurso e não haja manifestação de inconformismo. Na espécie, o órgão competente para apreciar, em etapa inicial, o recurso extraordinário negou-lhe processamento. A parte, vislumbrando um dos vícios que respaldam os declaratórios, os interpôs. Indago: é possível dizer que não seriam cabíveis esses declaratórios, e, portanto, não ocorreu o fenômeno da interrupção? A meu ver, não. Creio que houve o fenômeno da interrupção e o agravo de instrumento – que se seguiu para trazer ao Supremo a análise do merecimento do ato do Presidente, ou de quem faça as vezes no Tribunal de origem – não foi protocolado após a dilação legal. Por isso, peço vênia a Vossa Excelência e aos colegas que o acompanham para entender que não se mostram intempestivos os agravos interpostos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983677. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.755 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ELIZABETE DO NASCIMENTO AGUIAR ADV.(A/S) : FRANCISCO JOSÉ DOS SANTOS MIRANDA AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - FUB PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951440 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.755 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ELIZABETE DO NASCIMENTO AGUIAR ADV.(A/S) : FRANCISCO JOSÉ DOS SANTOS MIRANDA AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - FUB PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951440 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4014100
2013-05-23T00:00:00
2013-06-18T00:00:00
O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS INCABÍVEIS. NÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo, porquanto prevalece nesta Corte o entendimento de que os embargos de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por serem manifestamente incabíveis, não suspendem ou interrompem o prazo para a interposição de recurso. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur233785
- Acórdão(s) citado(s): (CABIMENTO, EMBARGOS DE DECLARAÇÃO) AI 777476 AgR (TP), ARE 689083 ED (1ªT), ARE 663031 AgR (2ªT), ARE 685912 ED (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (CABIMENTO, EMBARGOS DE DECLARAÇÃO) ARE 688273, ARE 691090, ARE 706945. Número de páginas: 5. Análise: 10/07/2013, AUR.
JOAQUIM BARBOSA (Presidente)
Tribunal Pleno
649755
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 649755 AgR
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AGTE.(S) : ELIZABETE DO NASCIMENTO AGUIAR ADV.(A/S) : FRANCISCO JOSÉ DOS SANTOS MIRANDA AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - FUB PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.755 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ELIZABETE DO NASCIMENTO AGUIAR ADV.(A/S) :FRANCISCO JOSÉ DOS SANTOS MIRANDA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - FUB PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS INCABÍVEIS. NÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo, porquanto prevalece nesta Corte o entendimento de que os embargos de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por serem manifestamente incabíveis, não suspendem ou interrompem o prazo para a interposição de recurso. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro JOAQUIM BARBOSA Presidente Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3930163. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.755 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ELIZABETE DO NASCIMENTO AGUIAR ADV.(A/S) :FRANCISCO JOSÉ DOS SANTOS MIRANDA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - FUB PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): É este o teor da decisão prolatada por meu antecessor, min. Cezar Peluso: “DECISÃO : 1. Trata-se de agravo interposto nos autos principais contra decisão que, na instância de origem, indeferiu processamento de recurso extraordinário. 2. Incognoscível o recurso. Publicada a decisão agravada em 27.10.2010, quarta-feira (fls. 209), o prazo para o agravo começou a correr na quinta-feira, dia 28.10.2010, e expirou no dia 8.11.2010, segunda-feira. O agravo somente foi protocolado no dia 1.2.2011, sem causa legal de suspensão nem interrupção do prazo. Veio, pois, a desoras. 3. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo (art. 21, § 1..., do RISTF, art. 38 da Lei n 8.038, de 28.05.90, e art. 557 do Código de Processo Civil).” (fls. 234) Dessa decisão interpõe-se agravo regimental em que se alega que o agravo de instrumento é tempestivo, ao contrário do que foi decidido. Mantenho a decisão agravada e submeto o recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3930164. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.755 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ELIZABETE DO NASCIMENTO AGUIAR ADV.(A/S) :FRANCISCO JOSÉ DOS SANTOS MIRANDA AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - FUB PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): É este o teor da decisão prolatada por meu antecessor, min. Cezar Peluso: “DECISÃO : 1. Trata-se de agravo interposto nos autos principais contra decisão que, na instância de origem, indeferiu processamento de recurso extraordinário. 2. Incognoscível o recurso. Publicada a decisão agravada em 27.10.2010, quarta-feira (fls. 209), o prazo para o agravo começou a correr na quinta-feira, dia 28.10.2010, e expirou no dia 8.11.2010, segunda-feira. O agravo somente foi protocolado no dia 1.2.2011, sem causa legal de suspensão nem interrupção do prazo. Veio, pois, a desoras. 3. Ante o exposto, nego seguimento ao agravo (art. 21, § 1..., do RISTF, art. 38 da Lei n 8.038, de 28.05.90, e art. 557 do Código de Processo Civil).” (fls. 234) Dessa decisão interpõe-se agravo regimental em que se alega que o agravo de instrumento é tempestivo, ao contrário do que foi decidido. Mantenho a decisão agravada e submeto o recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3930164. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.755 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo. Com efeito, prevalece nesta Corte o entendimento de que o recurso de embargos de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por ser manifestamente incabível, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de agravo. Nesse sentido, confira-se o seguinte julgado: EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo regimental e embargos de declaração opostos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Recursos incabíveis. 3. Intempestividade do agravo. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 777.476-AgR, Plenário, relator-presidente min. Gilmar Mendes, Dje 07.05.2010) Ainda nesse sentido: ARE 689.083-ED, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 01.02.2013; ARE 663.031-AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 15.03.2012;ARE 685.912 – ED, rel. min. Celso de Mello; Segunda Turma, DJe de 26.10.2012; ARE 688.273, rel. min. Luiz Fux, Dje de 28.09.2012; ARE 691.090, rel. min. Rosa Weber, Dje 07.02.2013 e ARE 706.945, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 22.11.2012 Do exposto, nego provimento ao presente agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3930165. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.755 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo. Com efeito, prevalece nesta Corte o entendimento de que o recurso de embargos de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por ser manifestamente incabível, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de agravo. Nesse sentido, confira-se o seguinte julgado: EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo regimental e embargos de declaração opostos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Recursos incabíveis. 3. Intempestividade do agravo. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (AI 777.476-AgR, Plenário, relator-presidente min. Gilmar Mendes, Dje 07.05.2010) Ainda nesse sentido: ARE 689.083-ED, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 01.02.2013; ARE 663.031-AgR, rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 15.03.2012;ARE 685.912 – ED, rel. min. Celso de Mello; Segunda Turma, DJe de 26.10.2012; ARE 688.273, rel. min. Luiz Fux, Dje de 28.09.2012; ARE 691.090, rel. min. Rosa Weber, Dje 07.02.2013 e ARE 706.945, rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 22.11.2012 Do exposto, nego provimento ao presente agravo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3930165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.755 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Senhor Presidente, peço vênia à sempre ilustrada maioria – e devo estar errado – para divergir. O que temos? O envolvimento do crivo do juízo primeiro de admissibilidade, no que negou sequência aos extraordinários. Vem-nos da doutrina que todo pronunciamento judicial, sem exceção, com carga decisória desafia embargos declaratórios, presente contradição, omissão ou obscuridade. A decisão do juízo primeiro de admissibilidade pode ser interlocutória – havendo a sequência do processo, chegando ao órgão incumbido de julgar o recurso formalizado – ou terminativa, caso se negue sequência, processamento, ao recurso e não haja manifestação de inconformismo. Na espécie, o órgão competente para apreciar, em etapa inicial, o recurso extraordinário negou-lhe processamento. A parte, vislumbrando um dos vícios que respaldam os declaratórios, os interpôs. Indago: é possível dizer que não seriam cabíveis esses declaratórios, e, portanto, não ocorreu o fenômeno da interrupção? A meu ver, não. Creio que houve o fenômeno da interrupção e o agravo de instrumento – que se seguiu para trazer ao Supremo a análise do merecimento do ato do Presidente, ou de quem faça as vezes no Tribunal de origem – não foi protocolado após a dilação legal. Por isso, peço vênia a Vossa Excelência e aos colegas que o acompanham para entender que não se mostram intempestivos os agravos interpostos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983677. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.755 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Senhor Presidente, peço vênia à sempre ilustrada maioria – e devo estar errado – para divergir. O que temos? O envolvimento do crivo do juízo primeiro de admissibilidade, no que negou sequência aos extraordinários. Vem-nos da doutrina que todo pronunciamento judicial, sem exceção, com carga decisória desafia embargos declaratórios, presente contradição, omissão ou obscuridade. A decisão do juízo primeiro de admissibilidade pode ser interlocutória – havendo a sequência do processo, chegando ao órgão incumbido de julgar o recurso formalizado – ou terminativa, caso se negue sequência, processamento, ao recurso e não haja manifestação de inconformismo. Na espécie, o órgão competente para apreciar, em etapa inicial, o recurso extraordinário negou-lhe processamento. A parte, vislumbrando um dos vícios que respaldam os declaratórios, os interpôs. Indago: é possível dizer que não seriam cabíveis esses declaratórios, e, portanto, não ocorreu o fenômeno da interrupção? A meu ver, não. Creio que houve o fenômeno da interrupção e o agravo de instrumento – que se seguiu para trazer ao Supremo a análise do merecimento do ato do Presidente, ou de quem faça as vezes no Tribunal de origem – não foi protocolado após a dilação legal. Por isso, peço vênia a Vossa Excelência e aos colegas que o acompanham para entender que não se mostram intempestivos os agravos interpostos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983677. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.755 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ELIZABETE DO NASCIMENTO AGUIAR ADV.(A/S) : FRANCISCO JOSÉ DOS SANTOS MIRANDA AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - FUB PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951440 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649.755 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ELIZABETE DO NASCIMENTO AGUIAR ADV.(A/S) : FRANCISCO JOSÉ DOS SANTOS MIRANDA AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA - FUB PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951440 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 649 . 755", "AI 777 . 476 - AgR", "ARE 689 . 083 - ED", "ARE 663 . 031 - AgR", "ARE 685 . 912 – ED", "ARE 688 . 273", "ARE 691 . 090", "ARE 706 . 945", "AI 777 . 476 - AgR", "ARE 689 . 083 - ED", "ARE 663 . 031 - AgR", "ARE 685 . 912 – ED", "ARE 688 . 273", "ARE 691 . 090", "ARE 706 . 945" ], "LEGISLACAO": [ "art . 21 , §", "Lei n 8 . 038", "art . 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 38 da Lei n 8 . 038", "art . 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO 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Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.996 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :DILSON DE SANT'ANNA GOMES JUNIOR ADV.(A/S) :LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO AGDO.(A/S) :RELATOR DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 503.398 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EMENTA: RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DE MINISTRO DO STF. NÃO CABIMENTO. 1. A competência originária do STF para processar e julgar reclamação, prevista nos arts. 102, I, l, e 103-A, § 3º, limita-se a preservar a competência do Tribunal, garantir a autoridade de suas decisões ou a eficácia de súmula vinculante. Na hipótese dos autos, não está configurada nenhuma dessas situações. Isso porque, (a) inadmissível falar em decisão do STF que usurpa a competência do próprio STF e (b) a reclamação não é via para preservar as competências dos órgãos do STF definidas em seu regimento. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890518. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão RCL 13996 AGR / BA Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890518. Supremo Tribunal Federal RCL 13996 AGR / BA Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890518. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.996 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :DILSON DE SANT'ANNA GOMES JUNIOR ADV.(A/S) :LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO AGDO.(A/S) :RELATOR DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 503.398 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento à reclamação ajuizada contra decisão de Ministro do STF proferida nos autos dos embargos de divergência no recurso extraordinário 503.398/BA. Sustenta o agravante, em síntese, que a decisão do Ministro Luiz Fux (a) “contraria o disposto no art. 6º, I, “g”, do Regimento Interno do STF”; e (b) “os Embargos de Divergência opostos no bojo do Recurso Extraordinário originário dizem respeito à matéria penal, portanto, a garantia do contraditório e da ampla defesa, nesta seara, ganha especial contorno” (p.5). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890519. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.996 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :DILSON DE SANT'ANNA GOMES JUNIOR ADV.(A/S) :LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO AGDO.(A/S) :RELATOR DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 503.398 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento à reclamação ajuizada contra decisão de Ministro do STF proferida nos autos dos embargos de divergência no recurso extraordinário 503.398/BA. Sustenta o agravante, em síntese, que a decisão do Ministro Luiz Fux (a) “contraria o disposto no art. 6º, I, “g”, do Regimento Interno do STF”; e (b) “os Embargos de Divergência opostos no bojo do Recurso Extraordinário originário dizem respeito à matéria penal, portanto, a garantia do contraditório e da ampla defesa, nesta seara, ganha especial contorno” (p.5). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890519. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.996 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Min. Luiz Fux negou seguimento ao AgR-ED-EDv 503.398/BA nos seguintes termos da ementa: Embargos de divergência. demonstração, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial. Ausência. Embargos de divergência não admitidos. 1 . O artigo 331 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal estabelece que: A divergência será comprovada mediante certidão, cópia autenticada ou pela citação do repositório de jurisprudência, oficial ou credenciado, inclusive em mídia eletrônica, em que tiver sido publicada a decisão divergente, ou ainda pela reprodução de julgado disponível na internet, com indicação da respectiva fonte, mencionando, em qualquer caso, as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados. 2 . É firme a jurisprudência desta Corte no sentido de que a parte embargante, sob pena de recusa liminar de processamento dos embargos de divergência - ou de não- conhecimento destes, quando já admitidos - deve demonstrar, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial. 3 . Embargos de divergência não admitidos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890520. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.996 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Min. Luiz Fux negou seguimento ao AgR-ED-EDv 503.398/BA nos seguintes termos da ementa: Embargos de divergência. demonstração, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial. Ausência. Embargos de divergência não admitidos. 1 . O artigo 331 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal estabelece que: A divergência será comprovada mediante certidão, cópia autenticada ou pela citação do repositório de jurisprudência, oficial ou credenciado, inclusive em mídia eletrônica, em que tiver sido publicada a decisão divergente, ou ainda pela reprodução de julgado disponível na internet, com indicação da respectiva fonte, mencionando, em qualquer caso, as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados. 2 . É firme a jurisprudência desta Corte no sentido de que a parte embargante, sob pena de recusa liminar de processamento dos embargos de divergência - ou de não- conhecimento destes, quando já admitidos - deve demonstrar, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial. 3 . Embargos de divergência não admitidos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890520. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 13996 AGR / BA Inconformado com a decisão, a parte ajuizou a presente reclamação, sustentando que a situação exposta representa um cerceamento ao contraditório e à ampla defesa, na medida em que os argumentos agitados nos embargos sequer foram apreciados pelo Plenário, o que contraria o disposto no art. 6º, I, g, do Regimento Interno do STF. Neste contexto, portanto, utiliza-se a reclamação como instrumento para preservar a competência de órgão (Plenário) delineado no RISTF. 3. A competência originária do STF para processar e julgar reclamação, prevista nos arts. 102, I, l, e 103-A, § 3º, limita-se a preservar a competência do Tribunal, garantir a autoridade de suas decisões ou a eficácia de súmula vinculante. Na hipótese dos autos, não está configurada nenhuma dessas situações. Isso porque, (a) inadmissível falar em decisão do STF que usurpa a competência do próprio STF e (b) a reclamação não é via para preservar as competências dos órgãos do STF definidas em seu regimento. Nessa linha de consideração: Rcl 2.246/GO-AgR, Plenário, Min. Eros Grau, DJ de 8/9/2006; Rcl 12.804-ED, 1ª Turma, Min. Dias Toffoli, DJe 19/12/2012; Rcl 3.916-AgR, Plenário, Min. Ayres Britto, DJ 25/08/06; este assim ementado: AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. Não cabe reclamação contra atos decisórios dos ministros ou das Turmas que integram esta Corte Suprema, dado que tais decisões são juridicamente imputados à autoria do próprio Tribunal em sua inteireza. Agravo desprovido. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890520. Supremo Tribunal Federal RCL 13996 AGR / BA Inconformado com a decisão, a parte ajuizou a presente reclamação, sustentando que a situação exposta representa um cerceamento ao contraditório e à ampla defesa, na medida em que os argumentos agitados nos embargos sequer foram apreciados pelo Plenário, o que contraria o disposto no art. 6º, I, g, do Regimento Interno do STF. Neste contexto, portanto, utiliza-se a reclamação como instrumento para preservar a competência de órgão (Plenário) delineado no RISTF. 3. A competência originária do STF para processar e julgar reclamação, prevista nos arts. 102, I, l, e 103-A, § 3º, limita-se a preservar a competência do Tribunal, garantir a autoridade de suas decisões ou a eficácia de súmula vinculante. Na hipótese dos autos, não está configurada nenhuma dessas situações. Isso porque, (a) inadmissível falar em decisão do STF que usurpa a competência do próprio STF e (b) a reclamação não é via para preservar as competências dos órgãos do STF definidas em seu regimento. Nessa linha de consideração: Rcl 2.246/GO-AgR, Plenário, Min. Eros Grau, DJ de 8/9/2006; Rcl 12.804-ED, 1ª Turma, Min. Dias Toffoli, DJe 19/12/2012; Rcl 3.916-AgR, Plenário, Min. Ayres Britto, DJ 25/08/06; este assim ementado: AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. Não cabe reclamação contra atos decisórios dos ministros ou das Turmas que integram esta Corte Suprema, dado que tais decisões são juridicamente imputados à autoria do próprio Tribunal em sua inteireza. Agravo desprovido. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890520. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.996 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : DILSON DE SANT'ANNA GOMES JUNIOR ADV.(A/S) : LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO AGDO.(A/S) : RELATOR DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 503.398 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951421 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.996 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : DILSON DE SANT'ANNA GOMES JUNIOR ADV.(A/S) : LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO AGDO.(A/S) : RELATOR DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 503.398 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951421 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3962630
2013-05-23T00:00:00
2013-06-11T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DE MINISTRO DO STF. NÃO CABIMENTO. 1. A competência originária do STF para processar e julgar reclamação, prevista nos arts. 102, I, l, e 103-A, § 3º, limita-se a preservar a competência do Tribunal, garantir a autoridade de suas decisões ou a eficácia de súmula vinculante. Na hipótese dos autos, não está configurada nenhuma dessas situações. Isso porque, (a) inadmissível falar em decisão do STF que usurpa a competência do próprio STF e (b) a reclamação não é via para preservar as competências dos órgãos do STF definidas em seu regimento. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur232801
Número de páginas: 6. Análise: 19/06/2013, SOF.
TEORI ZAVASCKI
Tribunal Pleno
13996
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 INC-00001 LET-L ART-0103A\r\n PAR-00003 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 13996 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DILSON DE SANT'ANNA GOMES JUNIOR ADV.(A/S) : LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO AGDO.(A/S) : RELATOR DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO Nº 503.398 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.996 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :DILSON DE SANT'ANNA GOMES JUNIOR ADV.(A/S) :LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO AGDO.(A/S) :RELATOR DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO n 503.398 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EMENTA: RECLAMAÇÃO CONTRA DECISÃO DE MINISTRO DO Supremo Tribunal Federal. NÃO CABIMENTO. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar reclamação, prevista nos arts. 102, I, l, e 103-A, § 3..., limita-se a preservar a competência do Tribunal, garantir a autoridade de suas decisões ou a eficácia de súmula vinculante. Na hipótese dos autos, não está configurada nenhuma dessas situações. Isso porque, (a) inadmissível falar em decisão do Supremo Tribunal Federal que usurpa a competência do próprio Supremo Tribunal Federal e (b) a reclamação não é via para preservar as competências dos órgãos do Supremo Tribunal Federal definidas em seu regimento. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890518. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão RCL 13996 AGR / BA Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890518. Supremo Tribunal Federal RCL 13996 AGR / BA Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890518. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.996 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :DILSON DE SANT'ANNA GOMES JUNIOR ADV.(A/S) :LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO AGDO.(A/S) :RELATOR DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO n 503.398 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento à reclamação ajuizada contra decisão de Ministro do Supremo Tribunal Federal proferida nos autos dos embargos de divergência no recurso extraordinário 503.398/BA. Sustenta o agravante, em síntese, que a decisão do Ministro Luiz Fux (a) “contraria o disposto no art. 6..., I, “g”, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal”; e (b) “os Embargos de Divergência opostos no bojo do Recurso Extraordinário originário dizem respeito à matéria penal, portanto, a garantia do contraditório e da ampla defesa, nesta seara, ganha especial contorno” (p.5). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890519. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.996 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :DILSON DE SANT'ANNA GOMES JUNIOR ADV.(A/S) :LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO AGDO.(A/S) :RELATOR DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO n 503.398 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento à reclamação ajuizada contra decisão de Ministro do Supremo Tribunal Federal proferida nos autos dos embargos de divergência no recurso extraordinário 503.398/BA. Sustenta o agravante, em síntese, que a decisão do Ministro Luiz Fux (a) “contraria o disposto no art. 6..., I, “g”, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal”; e (b) “os Embargos de Divergência opostos no bojo do Recurso Extraordinário originário dizem respeito à matéria penal, portanto, a garantia do contraditório e da ampla defesa, nesta seara, ganha especial contorno” (p.5). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890519. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.996 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Min. Luiz Fux negou seguimento ao AgR-ED-EDv 503.398/BA nos seguintes termos da ementa: Embargos de divergência. demonstração, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial. Ausência. Embargos de divergência não admitidos. 1 . O artigo 331 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal estabelece que: A divergência será comprovada mediante certidão, cópia autenticada ou pela citação do repositório de jurisprudência, oficial ou credenciado, inclusive em mídia eletrônica, em que tiver sido publicada a decisão divergente, ou ainda pela reprodução de julgado disponível na internet, com indicação da respectiva fonte, mencionando, em qualquer caso, as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados. 2 . É firme a jurisprudência desta Corte no sentido de que a parte embargante, sob pena de recusa liminar de processamento dos embargos de divergência - ou de não- conhecimento destes, quando já admitidos - deve demonstrar, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial. 3 . Embargos de divergência não admitidos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890520. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.996 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. O Min. Luiz Fux negou seguimento ao AgR-ED-EDv 503.398/BA nos seguintes termos da ementa: Embargos de divergência. demonstração, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial. Ausência. Embargos de divergência não admitidos. 1 . O artigo 331 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal estabelece que: A divergência será comprovada mediante certidão, cópia autenticada ou pela citação do repositório de jurisprudência, oficial ou credenciado, inclusive em mídia eletrônica, em que tiver sido publicada a decisão divergente, ou ainda pela reprodução de julgado disponível na internet, com indicação da respectiva fonte, mencionando, em qualquer caso, as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados. 2 . É firme a jurisprudência desta Corte no sentido de que a parte embargante, sob pena de recusa liminar de processamento dos embargos de divergência - ou de não- conhecimento destes, quando já admitidos - deve demonstrar, de maneira objetiva, mediante análise comparativa entre o acórdão paradigma e a decisão embargada, a existência do alegado dissídio jurisprudencial. 3 . Embargos de divergência não admitidos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890520. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 13996 AGR / BA Inconformado com a decisão, a parte ajuizou a presente reclamação, sustentando que a situação exposta representa um cerceamento ao contraditório e à ampla defesa, na medida em que os argumentos agitados nos embargos sequer foram apreciados pelo Plenário, o que contraria o disposto no art. 6..., I, g, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Neste contexto, portanto, utiliza-se a reclamação como instrumento para preservar a competência de órgão (Plenário) delineado no RISTF. 3. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar reclamação, prevista nos arts. 102, I, l, e 103-A, § 3..., limita-se a preservar a competência do Tribunal, garantir a autoridade de suas decisões ou a eficácia de súmula vinculante. Na hipótese dos autos, não está configurada nenhuma dessas situações. Isso porque, (a) inadmissível falar em decisão do Supremo Tribunal Federal que usurpa a competência do próprio Supremo Tribunal Federal e (b) a reclamação não é via para preservar as competências dos órgãos do Supremo Tribunal Federal definidas em seu regimento. Nessa linha de consideração: Rcl 2.246/GO-AgR, Plenário, Min. Eros Grau, DJ de 8/9/2006; Rcl 12.804-ED, 1... Turma, Min. Dias Toffoli, DJe 19/12/2012; Rcl 3.916-AgR, Plenário, Min. Ayres Britto, DJ 25/08/06; este assim ementado: AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. Não cabe reclamação contra atos decisórios dos ministros ou das Turmas que integram esta Corte Suprema, dado que tais decisões são juridicamente imputados à autoria do próprio Tribunal em sua inteireza. Agravo desprovido. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890520. Supremo Tribunal Federal RCL 13996 AGR / BA Inconformado com a decisão, a parte ajuizou a presente reclamação, sustentando que a situação exposta representa um cerceamento ao contraditório e à ampla defesa, na medida em que os argumentos agitados nos embargos sequer foram apreciados pelo Plenário, o que contraria o disposto no art. 6..., I, g, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Neste contexto, portanto, utiliza-se a reclamação como instrumento para preservar a competência de órgão (Plenário) delineado no RISTF. 3. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar reclamação, prevista nos arts. 102, I, l, e 103-A, § 3..., limita-se a preservar a competência do Tribunal, garantir a autoridade de suas decisões ou a eficácia de súmula vinculante. Na hipótese dos autos, não está configurada nenhuma dessas situações. Isso porque, (a) inadmissível falar em decisão do Supremo Tribunal Federal que usurpa a competência do próprio Supremo Tribunal Federal e (b) a reclamação não é via para preservar as competências dos órgãos do Supremo Tribunal Federal definidas em seu regimento. Nessa linha de consideração: Rcl 2.246/GO-AgR, Plenário, Min. Eros Grau, DJ de 8/9/2006; Rcl 12.804-ED, 1... Turma, Min. Dias Toffoli, DJe 19/12/2012; Rcl 3.916-AgR, Plenário, Min. Ayres Britto, DJ 25/08/06; este assim ementado: AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. Não cabe reclamação contra atos decisórios dos ministros ou das Turmas que integram esta Corte Suprema, dado que tais decisões são juridicamente imputados à autoria do próprio Tribunal em sua inteireza. Agravo desprovido. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890520. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.996 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : DILSON DE SANT'ANNA GOMES JUNIOR ADV.(A/S) : LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO AGDO.(A/S) : RELATOR DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO n 503.398 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951421 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.996 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : DILSON DE SANT'ANNA GOMES JUNIOR ADV.(A/S) : LUIZ AUGUSTO REIS DE AZEVEDO COUTINHO AGDO.(A/S) : RELATOR DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO n 503.398 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951421 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 13 . 996", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO n 503 . 398", "RCL 13996 AGR", "RCL 13996", "RECLAMAÇÃO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO n 503 . 398 DO", "recurso extraordinário 503 . 398 / BA", "RECLAMAÇÃO 13 . 996", "recurso", "extraordinário 503 . 398 / BA", "RECLAMAÇÃO 13 . 996", "AgR", "-", "ED", "-", "EDv 503 . 398 / BA", "AgR", "-", "ED", "-", "EDv", "RCL 13996", "Rcl 2 . 246 / GO - AgR", "Rcl 12 . 804 - ED", "Rcl 3 . 916 - AgR", "RCL 13996 AGR / BA", "Rcl 2 . 246 / GO - AgR", "Rcl 12 . 804 - ED", "Rcl 3 . 916 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO n 503 . 398 DO SUPREMO", "RECLAMAÇÃO 13 . 996", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO n 503 . 398" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . , I , “ g ” , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . , I , “ g ” , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.086 PIAUÍ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :CARMELITA RODRIGUES DO NASCIMENTO PACTE.(S) :CARMECY RODRIGUES DO NASCIMENTO OU CARMECI RODRIGUES DO NASCIMENTO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Habeas corpus. Penal. Júri. Crime de homicídio duplamente qualificado (CP, art. 121, § 2º, II e IV). Pacientes absolvidas ante o reconhecimento da legítima defesa. Apelação do Ministério Público sob fundamento de que a sentença foi manifestamente contrária à prova dos autos. Recurso provido para determinar a submissão das rés a novo julgamento pelo júri. Violação da soberania dos veredictos. Questão não analisada pelo Superior Tribunal de Justiça. Inadmissível supressão de instância. Precedentes. Não conhecimento do writ. 1. As questões tratadas nesta impetração não foram analisadas pelo Superior Tribunal de Justiça. Por conseguinte, sua análise na Suprema Corte, de forma originária, configuraria verdadeira supressão de instância, o que não se admite. 2. Habeas corpus do qual não se conhece. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em não conhecer da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718121. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 115086 / PI Brasília, 9 de abril de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718121. Supremo Tribunal Federal HC 115086 / PI Brasília, 9 de abril de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.086 PIAUÍ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :CARMELITA RODRIGUES DO NASCIMENTO PACTE.(S) :CARMECY RODRIGUES DO NASCIMENTO OU CARMECI RODRIGUES DO NASCIMENTO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Carmelita Rodrigues do Nascimento e de Carmecy Rodrigues do Nascimento, buscando a anulação de decisão que determinou a submissão das pacientes a novo júri. Aponta a impetrante como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental no AREsp nº 175.630/PI, impetrado àquela Corte de Justiça, da relatoria do Ministro Adilson Vieira Macabu. Sustenta a impetrante, em linhas gerais, o constrangimento ilegal imposto às pacientes, uma vez que seria desprovido de fundamentação idônea o julgado em que o Tribunal de Justiça do Estado do Piauí proveu o apelo do Parquet estadual para determinar a realização de novo julgamento das pacientes pelo Tribunal do Júri. Aduz, para tanto, que “(...) a garantia da soberania dos veredictos não exclui a recorribilidade de suas decisões, porém as decisões do júri não poderão ser alteradas quanto ao mérito pelo tribunal, podem apenas ser anuladas quando se mostrarem contrárias à prova dos autos, assegurando-se a devolução dos autos ao tribunal do júri para que profira novo pronunciamento. No caso, a decisão dos jurados é corroborada pelas provas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718118. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.086 PIAUÍ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :CARMELITA RODRIGUES DO NASCIMENTO PACTE.(S) :CARMECY RODRIGUES DO NASCIMENTO OU CARMECI RODRIGUES DO NASCIMENTO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Carmelita Rodrigues do Nascimento e de Carmecy Rodrigues do Nascimento, buscando a anulação de decisão que determinou a submissão das pacientes a novo júri. Aponta a impetrante como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental no AREsp nº 175.630/PI, impetrado àquela Corte de Justiça, da relatoria do Ministro Adilson Vieira Macabu. Sustenta a impetrante, em linhas gerais, o constrangimento ilegal imposto às pacientes, uma vez que seria desprovido de fundamentação idônea o julgado em que o Tribunal de Justiça do Estado do Piauí proveu o apelo do Parquet estadual para determinar a realização de novo julgamento das pacientes pelo Tribunal do Júri. Aduz, para tanto, que “(...) a garantia da soberania dos veredictos não exclui a recorribilidade de suas decisões, porém as decisões do júri não poderão ser alteradas quanto ao mérito pelo tribunal, podem apenas ser anuladas quando se mostrarem contrárias à prova dos autos, assegurando-se a devolução dos autos ao tribunal do júri para que profira novo pronunciamento. No caso, a decisão dos jurados é corroborada pelas provas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 115086 / PI constantes nos autos, não podendo se sustentar argumentos que pugnam pela reforma de seu veredicto, sendo latente a violação do princípio constitucional presente no art. 5º, XXXVIII, d, da Constituição Federal. Desta feita, o conselho de sentença ao analisar as provas decidiu por absolver às Pacientes, não restando dúvidas que às rés agiram em legítima defesa, ficando, assim, evidenciado que o júri não foi contrário às provas dos autos como o manifestado. Nessa esteira, conforme o entendimento pacificado por esta Corte Suprema, a decisão do conselho de sentença, quando manifestamente contrária à prova dos autos, resulta em arbitrariedade que deve ser sanada pelo juízo recursal, nos termos do art. 593, inciso III, alínea ‘d’, do Código de Processo Penal, contudo não é o caso, pois a decisão dos jurados lastreou- se conforme o acervo probatório dos autos“ (fl. 4 da inicial). Requer, liminarmente, “[a] concessão da liminar para suspender a r. decisão proferida pelo colendo Tribunal de Justiça do Piauí, e, a concessão da presente ordem para restabelecer o decreto absolutório proferido pelo soberano Tribunal do Júri” (fl. 6 da inicial). Em 14/9/12, ausentes os pressupostos legais, indeferi a medida liminar e, estando a impetração devidamente instruída com as peças necessárias ao entendimento da questão, dispensei as informações da autoridade coatora. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não conhecimento da impetração e, no mérito, pela denegação da ordem (anexo de instrução nº 9). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718118. Supremo Tribunal Federal HC 115086 / PI constantes nos autos, não podendo se sustentar argumentos que pugnam pela reforma de seu veredicto, sendo latente a violação do princípio constitucional presente no art. 5º, XXXVIII, d, da Constituição Federal. Desta feita, o conselho de sentença ao analisar as provas decidiu por absolver às Pacientes, não restando dúvidas que às rés agiram em legítima defesa, ficando, assim, evidenciado que o júri não foi contrário às provas dos autos como o manifestado. Nessa esteira, conforme o entendimento pacificado por esta Corte Suprema, a decisão do conselho de sentença, quando manifestamente contrária à prova dos autos, resulta em arbitrariedade que deve ser sanada pelo juízo recursal, nos termos do art. 593, inciso III, alínea ‘d’, do Código de Processo Penal, contudo não é o caso, pois a decisão dos jurados lastreou- se conforme o acervo probatório dos autos“ (fl. 4 da inicial). Requer, liminarmente, “[a] concessão da liminar para suspender a r. decisão proferida pelo colendo Tribunal de Justiça do Piauí, e, a concessão da presente ordem para restabelecer o decreto absolutório proferido pelo soberano Tribunal do Júri” (fl. 6 da inicial). Em 14/9/12, ausentes os pressupostos legais, indeferi a medida liminar e, estando a impetração devidamente instruída com as peças necessárias ao entendimento da questão, dispensei as informações da autoridade coatora. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não conhecimento da impetração e, no mérito, pela denegação da ordem (anexo de instrução nº 9). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.086 PIAUÍ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme o relatado, volta-se a presente impetração contra decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental no AREsp nº 175.630/PI, impetrado àquela Corte de Justiça, da relatoria do Ministro Adilson Vieira Macabu. Narra a impetrante, na inicial, que “(...) [a]s pacientes foram denunciadas pela suposta prática do crime previsto no art. 121, § 2º, do Código Penal. Submetidas a julgamento popular foram absolvidas pelo Conselho de Sentença. Inconformado, o parquet estadual interpôs apelação, sob os fundamentos de que a decisão do conselho de sentença foi manifestadamente contrária às provas carreadas nos autos. A egrégia 1ª Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, por votação unânime, conheceu e deu provimento ao recurso interposto pelo Ministério Público. Dessa decisão foram opostos embargos declaratórios, improvido. Não resignada, a defesa interpôs Recurso Especial requerendo a cassação do acórdão recorrido, porém o Tribunal de Justiça negou o seguimento do recurso, o que ensejou a impetração do agravo de instrumento. Dessa forma, em análise dos autos, o Ministro Relator da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça monocraticamente negou provimento ao recurso, alegando que a pretensão recursal demandaria o revolvimento de todo acervo fático-probatório, pretensão esta obstada pela súmula 7-STJ. Diante da decisão do Relator, a Defensoria interpôs agravo interno, alegando ser desnecessário o revolvimento do conjunto Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718119. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.086 PIAUÍ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme o relatado, volta-se a presente impetração contra decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental no AREsp nº 175.630/PI, impetrado àquela Corte de Justiça, da relatoria do Ministro Adilson Vieira Macabu. Narra a impetrante, na inicial, que “(...) [a]s pacientes foram denunciadas pela suposta prática do crime previsto no art. 121, § 2º, do Código Penal. Submetidas a julgamento popular foram absolvidas pelo Conselho de Sentença. Inconformado, o parquet estadual interpôs apelação, sob os fundamentos de que a decisão do conselho de sentença foi manifestadamente contrária às provas carreadas nos autos. A egrégia 1ª Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, por votação unânime, conheceu e deu provimento ao recurso interposto pelo Ministério Público. Dessa decisão foram opostos embargos declaratórios, improvido. Não resignada, a defesa interpôs Recurso Especial requerendo a cassação do acórdão recorrido, porém o Tribunal de Justiça negou o seguimento do recurso, o que ensejou a impetração do agravo de instrumento. Dessa forma, em análise dos autos, o Ministro Relator da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça monocraticamente negou provimento ao recurso, alegando que a pretensão recursal demandaria o revolvimento de todo acervo fático-probatório, pretensão esta obstada pela súmula 7-STJ. Diante da decisão do Relator, a Defensoria interpôs agravo interno, alegando ser desnecessário o revolvimento do conjunto Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115086 / PI fático-probatório dos autos, pois o reexame de provas é absolutamente dispensável para que se conheça das questões ventiladas no apelo extremo, entretanto o agravo regimental foi negado pela Quinta Turma do STJ” (fls. 1/2 da inicial). Ao agravo regimental foi negado provimento, nos termos da ementa seguinte: “PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ. EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL É VEDADO O REEXAME DOS PRESSUPOSTOS FÁTICO-PROBATÓRIOS. PRECEDENTES. 1. A teor do disposto na Súmula 7/STJ, em sede de recurso especial é vedado o reexame dos pressupostos fático- probatórios. Incidência da Súmula 7/STJ. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (fl. 72 do anexo 6). Esse é o motivo pelo qual se insurge a impetrante neste writ. Como se verifica, as questões tratadas nesta impetração não foram analisadas pela instância antecedente. Por conseguinte, sua análise nesta Suprema Corte, de forma originária, neste ensejo, configuraria verdadeira supressão de instância, o que não se admite (HC nº 92.264/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 14/12/07; HC nº 96.977/PA, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de1º/7/09; HC nº 96.220/PR, Primeira Turma, Relator a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/7/09; e HC nº 90.654/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/5/07). Ainda que assim não fosse, a análise do pano de fundo desta impetração demandaria um reexame aprofundado de elementos intimamente ligados ao mérito do processo-crime, o que é inviável nesta via, pois “[a] discussão sobre o acerto ou desacerto do acórdão do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718119. Supremo Tribunal Federal HC 115086 / PI fático-probatório dos autos, pois o reexame de provas é absolutamente dispensável para que se conheça das questões ventiladas no apelo extremo, entretanto o agravo regimental foi negado pela Quinta Turma do STJ” (fls. 1/2 da inicial). Ao agravo regimental foi negado provimento, nos termos da ementa seguinte: “PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/STJ. EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL É VEDADO O REEXAME DOS PRESSUPOSTOS FÁTICO-PROBATÓRIOS. PRECEDENTES. 1. A teor do disposto na Súmula 7/STJ, em sede de recurso especial é vedado o reexame dos pressupostos fático- probatórios. Incidência da Súmula 7/STJ. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (fl. 72 do anexo 6). Esse é o motivo pelo qual se insurge a impetrante neste writ. Como se verifica, as questões tratadas nesta impetração não foram analisadas pela instância antecedente. Por conseguinte, sua análise nesta Suprema Corte, de forma originária, neste ensejo, configuraria verdadeira supressão de instância, o que não se admite (HC nº 92.264/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 14/12/07; HC nº 96.977/PA, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de1º/7/09; HC nº 96.220/PR, Primeira Turma, Relator a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/7/09; e HC nº 90.654/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/5/07). Ainda que assim não fosse, a análise do pano de fundo desta impetração demandaria um reexame aprofundado de elementos intimamente ligados ao mérito do processo-crime, o que é inviável nesta via, pois “[a] discussão sobre o acerto ou desacerto do acórdão do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115086 / PI Tribunal de Justiça estadual que cassa decisão dos jurados contrária às provas dos autos, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado em sede de habeas corpus” (HC nº 97.905/MT, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/6/10). Perfilhando esse entendimento, destaco: HC nº 106.739/MG, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 10/5/12; HC nº 109.547/RS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/3/12; HC 109.078/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewadowski, DJe de 26/10/11; e RHC nº 107.585/MG, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 11/10/11, entre outros. Ante o exposto, voto pelo não conhecimento da impetração. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718119. Supremo Tribunal Federal HC 115086 / PI Tribunal de Justiça estadual que cassa decisão dos jurados contrária às provas dos autos, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado em sede de habeas corpus” (HC nº 97.905/MT, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/6/10). Perfilhando esse entendimento, destaco: HC nº 106.739/MG, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 10/5/12; HC nº 109.547/RS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/3/12; HC 109.078/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewadowski, DJe de 26/10/11; e RHC nº 107.585/MG, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 11/10/11, entre outros. Ante o exposto, voto pelo não conhecimento da impetração. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.086 PIAUÍ O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Indefiro a ordem, Excelência, subscrevendo o parecer do Subprocurador-Geral da República Doutor Edson Oliveira de Almeida: 1. As pacientes, pronunciadas pela prática do crime previsto no art. 121, § 2º, IV, c/c o art. 29, ambos do Código Penal, foram submetidas a julgamento pelo Tribunal do Júri, que, por maioria, absolveu-as. Contudo a Primeira Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí deu provimento ao apelo do Ministério Público, para reconhecer que a decisão foi contrária à prova dos autos e cassar o veredito. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Foi então interposto recurso especial, cujo seguimento foi negado. 2. Interposto recurso especial com agravo, o Superior Tribunal de Justiça, em decisão monocrática, negou provimento ao AREsp nº 175.630-PI: “O acolhimento da pretensão recursal demandaria indubitavelmente, o revolvimento de todo acervo fático- probatório colacionado aos autos, assim como a alteração das premissas estabelecidas pelo v. acórdão recorrido, o que é obstado em sede de recurso especial, segundo os termos da Súmula 7 do STJ, uma vez que o Tribunal a quo decidiu submeter a ré a novo julgamento pelo Tribunal do Júri por ter entendido que a decisão desse fora manifestamente contrária à prova dos autos”. 3. Por isso o writ, no qual alega a impetrante, em suma, que houve violação à soberania dos vereditos: “a decisão dos jurados é corroborada pelas provas constantes nos autos, não podendo se sustentar argumentos que pugnam pela reforma de seu veredicto, sendo latente a violação do princípio constitucional presente no art. 5º, XXXVIII, d, da Constituição Federal. [...] cabe destacar que os jurados, que ouviram seu depoimento ao vivo, assim como os demais Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3687409. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.086 PIAUÍ O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Indefiro a ordem, Excelência, subscrevendo o parecer do Subprocurador-Geral da República Doutor Edson Oliveira de Almeida: 1. As pacientes, pronunciadas pela prática do crime previsto no art. 121, § 2º, IV, c/c o art. 29, ambos do Código Penal, foram submetidas a julgamento pelo Tribunal do Júri, que, por maioria, absolveu-as. Contudo a Primeira Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí deu provimento ao apelo do Ministério Público, para reconhecer que a decisão foi contrária à prova dos autos e cassar o veredito. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Foi então interposto recurso especial, cujo seguimento foi negado. 2. Interposto recurso especial com agravo, o Superior Tribunal de Justiça, em decisão monocrática, negou provimento ao AREsp nº 175.630-PI: “O acolhimento da pretensão recursal demandaria indubitavelmente, o revolvimento de todo acervo fático- probatório colacionado aos autos, assim como a alteração das premissas estabelecidas pelo v. acórdão recorrido, o que é obstado em sede de recurso especial, segundo os termos da Súmula 7 do STJ, uma vez que o Tribunal a quo decidiu submeter a ré a novo julgamento pelo Tribunal do Júri por ter entendido que a decisão desse fora manifestamente contrária à prova dos autos”. 3. Por isso o writ, no qual alega a impetrante, em suma, que houve violação à soberania dos vereditos: “a decisão dos jurados é corroborada pelas provas constantes nos autos, não podendo se sustentar argumentos que pugnam pela reforma de seu veredicto, sendo latente a violação do princípio constitucional presente no art. 5º, XXXVIII, d, da Constituição Federal. [...] cabe destacar que os jurados, que ouviram seu depoimento ao vivo, assim como os demais Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3687409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 115086 / PI elementos de prova apresentados, absolveram a paciente por considerarem que atuou em legítima defesa”. Requer, assim, o restabelecimento da decisão proferida pelo Tribunal do Júri. 4. Não assiste razão à impetrante. 5. O Supremo Tribunal Federal, de há muito fixou, o entendimento sobre a constitucionalidade da apelação contra as decisões do Tribunal do Júri, sendo esse juízo de cassação compatível com a cláusula constitucional que assegura a soberania dos vereditos: “a decisão proferida em recurso de apelação interposto com fundamento no artigo 593, III, d, do Código de Processo Penal, caracteriza-se como verdadeiro juízo de cassação, não de reforma, e, por isso mesmo, não viola o princípio da soberania dos veredictos do Tribunal Popular” (v.g. HC 82.050/MS, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJe de 21.3.2003; HC 88.707-SP, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 16.10.2008); “A soberania dos veredictos do Júri – não obstante a sua extração constitucional - ostenta valor meramente relativo, pois as decisões emanadas do Conselho de Sentença não se revestem de intangibilidade jurídico processual. A competência do Tribunal do Júri, embora definida no texto da Lei Fundamental da República, não confere, a esse órgão especial da Justiça comum, o exercício de um poder incontrastável e ilimitado. As decisões que dele emanam expõem-se, em consequência, ao controle recursal do próprio Poder Judiciário, a cujos Tribunais compete pronunciar-se sobre a regularidade dos veredictos” (HC nº 70.193/RS, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 6.11.2006). 6. No caso, o acórdão do Tribunal de Justiça demonstrou o descompasso entre o veredito e o conjunto da prova: “as provas existentes nos autos apontam com clareza solar a culpabilidade das apeladas, pela prática do crime de homicídio qualificado contra a vítima Daniela Lisboa. A materialidade do delito está comprovada pelo auto de exame cadavérico de fls. 27 e a autoria está evidenciada pela confissão de fls. 40 da apelada Carmecy Rodrigues do nascimento, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3687409. Supremo Tribunal Federal HC 115086 / PI elementos de prova apresentados, absolveram a paciente por considerarem que atuou em legítima defesa”. Requer, assim, o restabelecimento da decisão proferida pelo Tribunal do Júri. 4. Não assiste razão à impetrante. 5. O Supremo Tribunal Federal, de há muito fixou, o entendimento sobre a constitucionalidade da apelação contra as decisões do Tribunal do Júri, sendo esse juízo de cassação compatível com a cláusula constitucional que assegura a soberania dos vereditos: “a decisão proferida em recurso de apelação interposto com fundamento no artigo 593, III, d, do Código de Processo Penal, caracteriza-se como verdadeiro juízo de cassação, não de reforma, e, por isso mesmo, não viola o princípio da soberania dos veredictos do Tribunal Popular” (v.g. HC 82.050/MS, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJe de 21.3.2003; HC 88.707-SP, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 16.10.2008); “A soberania dos veredictos do Júri – não obstante a sua extração constitucional - ostenta valor meramente relativo, pois as decisões emanadas do Conselho de Sentença não se revestem de intangibilidade jurídico processual. A competência do Tribunal do Júri, embora definida no texto da Lei Fundamental da República, não confere, a esse órgão especial da Justiça comum, o exercício de um poder incontrastável e ilimitado. As decisões que dele emanam expõem-se, em consequência, ao controle recursal do próprio Poder Judiciário, a cujos Tribunais compete pronunciar-se sobre a regularidade dos veredictos” (HC nº 70.193/RS, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 6.11.2006). 6. No caso, o acórdão do Tribunal de Justiça demonstrou o descompasso entre o veredito e o conjunto da prova: “as provas existentes nos autos apontam com clareza solar a culpabilidade das apeladas, pela prática do crime de homicídio qualificado contra a vítima Daniela Lisboa. A materialidade do delito está comprovada pelo auto de exame cadavérico de fls. 27 e a autoria está evidenciada pela confissão de fls. 40 da apelada Carmecy Rodrigues do nascimento, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3687409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 115086 / PI prestada em juízo e pelos depoimentos das testemunhas de fls. 50 e 51, também em juízo. Assim, restou demonstrado que a decisão do Conselho de Sentença foi manifestamente contrária à prova dos autos, pois as provas constantes dos autos, ora examinadas, não deixam dúvidas quanto a prática do crime de homicídio por parte das apeladas contra a vítima Daniela Lisboa”. 7. Ademais, como consignado no acórdão impugnado, para dissentir da conclusão do Tribunal local, torna-se necessário revolvimento de todo acervo fático-probatório; o que também é vedado em habeas corpus. 8. Não há, portanto, constrangimento ilegal a ser reparado: “a decisão do Tribunal de Justiça que determina a realização de novo júri, por entender que a decisão contrariou a prova dos autos, não constitui constrangimento ilegal.” ( HC nº 90.938/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ de 29.6.2007). Também nesse mesmo sentido: “a discussão sobre o acerto ou desacerto do acórdão do Tribunal de Justiça estadual que cassa decisão dos jurados contrária às provas dos autos, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado em sede de habeas corpus” (HC nº 97.905/MT, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 18.6.2010). 9. Esse o quadro, opino pela denegação da ordem. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3687409. Supremo Tribunal Federal HC 115086 / PI prestada em juízo e pelos depoimentos das testemunhas de fls. 50 e 51, também em juízo. Assim, restou demonstrado que a decisão do Conselho de Sentença foi manifestamente contrária à prova dos autos, pois as provas constantes dos autos, ora examinadas, não deixam dúvidas quanto a prática do crime de homicídio por parte das apeladas contra a vítima Daniela Lisboa”. 7. Ademais, como consignado no acórdão impugnado, para dissentir da conclusão do Tribunal local, torna-se necessário revolvimento de todo acervo fático-probatório; o que também é vedado em habeas corpus. 8. Não há, portanto, constrangimento ilegal a ser reparado: “a decisão do Tribunal de Justiça que determina a realização de novo júri, por entender que a decisão contrariou a prova dos autos, não constitui constrangimento ilegal.” ( HC nº 90.938/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ de 29.6.2007). Também nesse mesmo sentido: “a discussão sobre o acerto ou desacerto do acórdão do Tribunal de Justiça estadual que cassa decisão dos jurados contrária às provas dos autos, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado em sede de habeas corpus” (HC nº 97.905/MT, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 18.6.2010). 9. Esse o quadro, opino pela denegação da ordem. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3687409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.086 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : CARMELITA RODRIGUES DO NASCIMENTO PACTE.(S) : CARMECY RODRIGUES DO NASCIMENTO OU CARMECI RODRIGUES DO NASCIMENTO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que a denegava. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673377 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.086 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : CARMELITA RODRIGUES DO NASCIMENTO PACTE.(S) : CARMECY RODRIGUES DO NASCIMENTO OU CARMECI RODRIGUES DO NASCIMENTO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que a denegava. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673377 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3749640
2013-04-09T00:00:00
2013-05-07T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que a denegava. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 9.4.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA Habeas corpus. Penal. Júri. Crime de homicídio duplamente qualificado (CP, art. 121, § 2º, II e IV). Pacientes absolvidas ante o reconhecimento da legítima defesa. Apelação do Ministério Público sob fundamento de que a sentença foi manifestamente contrária à prova dos autos. Recurso provido para determinar a submissão das rés a novo julgamento pelo júri. Violação da soberania dos veredictos. Questão não analisada pelo Superior Tribunal de Justiça. Inadmissível supressão de instância. Precedentes. Não conhecimento do writ. 1. As questões tratadas nesta impetração não foram analisadas pelo Superior Tribunal de Justiça. Por conseguinte, sua análise na Suprema Corte, de forma originária, configuraria verdadeira supressão de instância, o que não se admite. 2. Habeas corpus do qual não se conhece.
sjur229616
- Acórdão(s) citado(s): (HABEAS CORPUS, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 92264 (1ªT), HC 96977 (1ªT), HC 96220 (1ªT), HC 90654 (1ªT). (HABEAS CORPUS, REEXAME, FATO, PROVA) HC 97905 (1ªT), HC 106739 (1ªT), HC 109547 (1ªT), HC 109078 (2ªT), RHC 107585 (1ªT). - Veja AREsp 175630 do STJ. Número de páginas: 11. Análise: 27/05/2013, IMC. Revisão: 25/06/2013, MMR.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
115086
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00121 PAR-00002 INC-00002 INC-00004\r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 115086
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PACTE.(S) : CARMELITA RODRIGUES DO NASCIMENTO PACTE.(S) : CARMECY RODRIGUES DO NASCIMENTO OU CARMECI RODRIGUES DO NASCIMENTO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.086 PIAUÍ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :CARMELITA RODRIGUES DO NASCIMENTO PACTE.(S) :CARMECY RODRIGUES DO NASCIMENTO OU CARMECI RODRIGUES DO NASCIMENTO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Habeas corpus. Penal. Júri. Crime de homicídio duplamente qualificado (Código Penal Brasileiro, art. 121, § 2..., II e IV). Pacientes absolvidas ante o reconhecimento da legítima defesa. Apelação do Ministério Público sob fundamento de que a sentença foi manifestamente contrária à prova dos autos. Recurso provido para determinar a submissão das rés a novo julgamento pelo júri. Violação da soberania dos veredictos. Questão não analisada pelo Superior Tribunal de Justiça. Inadmissível supressão de instância. Precedentes. Não conhecimento do writ. 1. As questões tratadas nesta impetração não foram analisadas pelo Superior Tribunal de Justiça. Por conseguinte, sua análise na Suprema Corte, de forma originária, configuraria verdadeira supressão de instância, o que não se admite. 2. Habeas corpus do qual não se conhece. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em não conhecer da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718121. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão HC 115086 / PI Brasília, 9 de abril de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718121. Supremo Tribunal Federal HC 115086 / PI Brasília, 9 de abril de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718121. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.086 PIAUÍ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :CARMELITA RODRIGUES DO NASCIMENTO PACTE.(S) :CARMECY RODRIGUES DO NASCIMENTO OU CARMECI RODRIGUES DO NASCIMENTO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Carmelita Rodrigues do Nascimento e de Carmecy Rodrigues do Nascimento, buscando a anulação de decisão que determinou a submissão das pacientes a novo júri. Aponta a impetrante como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental no AREsp n 175.630/PI, impetrado àquela Corte de Justiça, da relatoria do Ministro Adilson Vieira Macabu. Sustenta a impetrante, em linhas gerais, o constrangimento ilegal imposto às pacientes, uma vez que seria desprovido de fundamentação idônea o julgado em que o Tribunal de Justiça do Estado do Piauí proveu o apelo do Parquet estadual para determinar a realização de novo julgamento das pacientes pelo Tribunal do Júri. Aduz, para tanto, que “(...) a garantia da soberania dos veredictos não exclui a recorribilidade de suas decisões, porém as decisões do júri não poderão ser alteradas quanto ao mérito pelo tribunal, podem apenas ser anuladas quando se mostrarem contrárias à prova dos autos, assegurando-se a devolução dos autos ao tribunal do júri para que profira novo pronunciamento. No caso, a decisão dos jurados é corroborada pelas provas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718118. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.086 PIAUÍ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :CARMELITA RODRIGUES DO NASCIMENTO PACTE.(S) :CARMECY RODRIGUES DO NASCIMENTO OU CARMECI RODRIGUES DO NASCIMENTO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Carmelita Rodrigues do Nascimento e de Carmecy Rodrigues do Nascimento, buscando a anulação de decisão que determinou a submissão das pacientes a novo júri. Aponta a impetrante como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental no AREsp n 175.630/PI, impetrado àquela Corte de Justiça, da relatoria do Ministro Adilson Vieira Macabu. Sustenta a impetrante, em linhas gerais, o constrangimento ilegal imposto às pacientes, uma vez que seria desprovido de fundamentação idônea o julgado em que o Tribunal de Justiça do Estado do Piauí proveu o apelo do Parquet estadual para determinar a realização de novo julgamento das pacientes pelo Tribunal do Júri. Aduz, para tanto, que “(...) a garantia da soberania dos veredictos não exclui a recorribilidade de suas decisões, porém as decisões do júri não poderão ser alteradas quanto ao mérito pelo tribunal, podem apenas ser anuladas quando se mostrarem contrárias à prova dos autos, assegurando-se a devolução dos autos ao tribunal do júri para que profira novo pronunciamento. No caso, a decisão dos jurados é corroborada pelas provas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 115086 / PI constantes nos autos, não podendo se sustentar argumentos que pugnam pela reforma de seu veredicto, sendo latente a violação do princípio constitucional presente no art. 5..., XXXVIII, d, da Constituição Federal. Desta feita, o conselho de sentença ao analisar as provas decidiu por absolver às Pacientes, não restando dúvidas que às rés agiram em legítima defesa, ficando, assim, evidenciado que o júri não foi contrário às provas dos autos como o manifestado. Nessa esteira, conforme o entendimento pacificado por esta Corte Suprema, a decisão do conselho de sentença, quando manifestamente contrária à prova dos autos, resulta em arbitrariedade que deve ser sanada pelo juízo recursal, nos termos do art. 593, inciso III, alínea ‘d’, do Código de Processo Penal, contudo não é o caso, pois a decisão dos jurados lastreou- se conforme o acervo probatório dos autos“ (fl. 4 da inicial). Requer, liminarmente, “[a] concessão da liminar para suspender a r. decisão proferida pelo colendo Tribunal de Justiça do Piauí, e, a concessão da presente ordem para restabelecer o decreto absolutório proferido pelo soberano Tribunal do Júri” (fl. 6 da inicial). Em 14/9/12, ausentes os pressupostos legais, indeferi a medida liminar e, estando a impetração devidamente instruída com as peças necessárias ao entendimento da questão, dispensei as informações da autoridade coatora. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não conhecimento da impetração e, no mérito, pela denegação da ordem (anexo de instrução n 9). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718118. Supremo Tribunal Federal HC 115086 / PI constantes nos autos, não podendo se sustentar argumentos que pugnam pela reforma de seu veredicto, sendo latente a violação do princípio constitucional presente no art. 5..., XXXVIII, d, da Constituição Federal. Desta feita, o conselho de sentença ao analisar as provas decidiu por absolver às Pacientes, não restando dúvidas que às rés agiram em legítima defesa, ficando, assim, evidenciado que o júri não foi contrário às provas dos autos como o manifestado. Nessa esteira, conforme o entendimento pacificado por esta Corte Suprema, a decisão do conselho de sentença, quando manifestamente contrária à prova dos autos, resulta em arbitrariedade que deve ser sanada pelo juízo recursal, nos termos do art. 593, inciso III, alínea ‘d’, do Código de Processo Penal, contudo não é o caso, pois a decisão dos jurados lastreou- se conforme o acervo probatório dos autos“ (fl. 4 da inicial). Requer, liminarmente, “[a] concessão da liminar para suspender a r. decisão proferida pelo colendo Tribunal de Justiça do Piauí, e, a concessão da presente ordem para restabelecer o decreto absolutório proferido pelo soberano Tribunal do Júri” (fl. 6 da inicial). Em 14/9/12, ausentes os pressupostos legais, indeferi a medida liminar e, estando a impetração devidamente instruída com as peças necessárias ao entendimento da questão, dispensei as informações da autoridade coatora. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. Edson Oliveira de Almeida, opinou pelo não conhecimento da impetração e, no mérito, pela denegação da ordem (anexo de instrução n 9). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718118. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.086 PIAUÍ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme o relatado, volta-se a presente impetração contra decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental no AREsp n 175.630/PI, impetrado àquela Corte de Justiça, da relatoria do Ministro Adilson Vieira Macabu. Narra a impetrante, na inicial, que “(...) [a]s pacientes foram denunciadas pela suposta prática do crime previsto no art. 121, § 2..., do Código Penal. Submetidas a julgamento popular foram absolvidas pelo Conselho de Sentença. Inconformado, o parquet estadual interpôs apelação, sob os fundamentos de que a decisão do conselho de sentença foi manifestadamente contrária às provas carreadas nos autos. A egrégia 1... Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, por votação unânime, conheceu e deu provimento ao recurso interposto pelo Ministério Público. Dessa decisão foram opostos embargos declaratórios, improvido. Não resignada, a defesa interpôs Recurso Especial requerendo a cassação do acórdão recorrido, porém o Tribunal de Justiça negou o seguimento do recurso, o que ensejou a impetração do agravo de instrumento. Dessa forma, em análise dos autos, o Ministro Relator da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça monocraticamente negou provimento ao recurso, alegando que a pretensão recursal demandaria o revolvimento de todo acervo fático-probatório, pretensão esta obstada pela súmula 7-Superior Tribunal de Justiça. Diante da decisão do Relator, a Defensoria interpôs agravo interno, alegando ser desnecessário o revolvimento do conjunto Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718119. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.086 PIAUÍ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme o relatado, volta-se a presente impetração contra decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que negou provimento ao agravo regimental no AREsp n 175.630/PI, impetrado àquela Corte de Justiça, da relatoria do Ministro Adilson Vieira Macabu. Narra a impetrante, na inicial, que “(...) [a]s pacientes foram denunciadas pela suposta prática do crime previsto no art. 121, § 2..., do Código Penal. Submetidas a julgamento popular foram absolvidas pelo Conselho de Sentença. Inconformado, o parquet estadual interpôs apelação, sob os fundamentos de que a decisão do conselho de sentença foi manifestadamente contrária às provas carreadas nos autos. A egrégia 1... Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí, por votação unânime, conheceu e deu provimento ao recurso interposto pelo Ministério Público. Dessa decisão foram opostos embargos declaratórios, improvido. Não resignada, a defesa interpôs Recurso Especial requerendo a cassação do acórdão recorrido, porém o Tribunal de Justiça negou o seguimento do recurso, o que ensejou a impetração do agravo de instrumento. Dessa forma, em análise dos autos, o Ministro Relator da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça monocraticamente negou provimento ao recurso, alegando que a pretensão recursal demandaria o revolvimento de todo acervo fático-probatório, pretensão esta obstada pela súmula 7-Superior Tribunal de Justiça. Diante da decisão do Relator, a Defensoria interpôs agravo interno, alegando ser desnecessário o revolvimento do conjunto Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115086 / PI fático-probatório dos autos, pois o reexame de provas é absolutamente dispensável para que se conheça das questões ventiladas no apelo extremo, entretanto o agravo regimental foi negado pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça” (fls. 1/2 da inicial). Ao agravo regimental foi negado provimento, nos termos da ementa seguinte: “PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça. EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL É VEDADO O REEXAME DOS PRESSUPOSTOS FÁTICO-PROBATÓRIOS. PRECEDENTES. 1. A teor do disposto na Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial é vedado o reexame dos pressupostos fático- probatórios. Incidência da Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (fl. 72 do anexo 6). Esse é o motivo pelo qual se insurge a impetrante neste writ. Como se verifica, as questões tratadas nesta impetração não foram analisadas pela instância antecedente. Por conseguinte, sua análise nesta Suprema Corte, de forma originária, neste ensejo, configuraria verdadeira supressão de instância, o que não se admite (HC n 92.264/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 14/12/07; HC n 96.977/PA, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de1.../7/09; HC n 96.220/PR, Primeira Turma, Relator a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../7/09; e HC n 90.654/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/5/07). Ainda que assim não fosse, a análise do pano de fundo desta impetração demandaria um reexame aprofundado de elementos intimamente ligados ao mérito do processo-crime, o que é inviável nesta via, pois “[a] discussão sobre o acerto ou desacerto do acórdão do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718119. Supremo Tribunal Federal HC 115086 / PI fático-probatório dos autos, pois o reexame de provas é absolutamente dispensável para que se conheça das questões ventiladas no apelo extremo, entretanto o agravo regimental foi negado pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça” (fls. 1/2 da inicial). Ao agravo regimental foi negado provimento, nos termos da ementa seguinte: “PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7/Superior Tribunal de Justiça. EM SEDE DE RECURSO ESPECIAL É VEDADO O REEXAME DOS PRESSUPOSTOS FÁTICO-PROBATÓRIOS. PRECEDENTES. 1. A teor do disposto na Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça, em sede de recurso especial é vedado o reexame dos pressupostos fático- probatórios. Incidência da Súmula 7/Superior Tribunal de Justiça. Precedentes. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.” (fl. 72 do anexo 6). Esse é o motivo pelo qual se insurge a impetrante neste writ. Como se verifica, as questões tratadas nesta impetração não foram analisadas pela instância antecedente. Por conseguinte, sua análise nesta Suprema Corte, de forma originária, neste ensejo, configuraria verdadeira supressão de instância, o que não se admite (HC n 92.264/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJ de 14/12/07; HC n 96.977/PA, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de1.../7/09; HC n 96.220/PR, Primeira Turma, Relator a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../7/09; e HC n 90.654/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/5/07). Ainda que assim não fosse, a análise do pano de fundo desta impetração demandaria um reexame aprofundado de elementos intimamente ligados ao mérito do processo-crime, o que é inviável nesta via, pois “[a] discussão sobre o acerto ou desacerto do acórdão do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 115086 / PI Tribunal de Justiça estadual que cassa decisão dos jurados contrária às provas dos autos, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado em sede de habeas corpus” (HC n 97.905/MT, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/6/10). Perfilhando esse entendimento, destaco: HC n 106.739/MG, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 10/5/12; HC n 109.547/RS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/3/12; HC 109.078/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewadowski, DJe de 26/10/11; e RHC n 107.585/MG, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 11/10/11, entre outros. Ante o exposto, voto pelo não conhecimento da impetração. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718119. Supremo Tribunal Federal HC 115086 / PI Tribunal de Justiça estadual que cassa decisão dos jurados contrária às provas dos autos, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado em sede de habeas corpus” (HC n 97.905/MT, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 18/6/10). Perfilhando esse entendimento, destaco: HC n 106.739/MG, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 10/5/12; HC n 109.547/RS, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/3/12; HC 109.078/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewadowski, DJe de 26/10/11; e RHC n 107.585/MG, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 11/10/11, entre outros. Ante o exposto, voto pelo não conhecimento da impetração. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718119. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.086 PIAUÍ O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Indefiro a ordem, Excelência, subscrevendo o parecer do Subprocurador-Geral da República Doutor Edson Oliveira de Almeida: 1. As pacientes, pronunciadas pela prática do crime previsto no art. 121, § 2..., IV, c/c o art. 29, ambos do Código Penal, foram submetidas a julgamento pelo Tribunal do Júri, que, por maioria, absolveu-as. Contudo a Primeira Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí deu provimento ao apelo do Ministério Público, para reconhecer que a decisão foi contrária à prova dos autos e cassar o veredito. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Foi então interposto recurso especial, cujo seguimento foi negado. 2. Interposto recurso especial com agravo, o Superior Tribunal de Justiça, em decisão monocrática, negou provimento ao AREsp n 175.630-PI: “O acolhimento da pretensão recursal demandaria indubitavelmente, o revolvimento de todo acervo fático- probatório colacionado aos autos, assim como a alteração das premissas estabelecidas pelo v. acórdão recorrido, o que é obstado em sede de recurso especial, segundo os termos da Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça, uma vez que o Tribunal a quo decidiu submeter a ré a novo julgamento pelo Tribunal do Júri por ter entendido que a decisão desse fora manifestamente contrária à prova dos autos”. 3. Por isso o writ, no qual alega a impetrante, em suma, que houve violação à soberania dos vereditos: “a decisão dos jurados é corroborada pelas provas constantes nos autos, não podendo se sustentar argumentos que pugnam pela reforma de seu veredicto, sendo latente a violação do princípio constitucional presente no art. 5..., XXXVIII, d, da Constituição Federal. [...] cabe destacar que os jurados, que ouviram seu depoimento ao vivo, assim como os demais Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3687409. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 115.086 PIAUÍ O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Indefiro a ordem, Excelência, subscrevendo o parecer do Subprocurador-Geral da República Doutor Edson Oliveira de Almeida: 1. As pacientes, pronunciadas pela prática do crime previsto no art. 121, § 2..., IV, c/c o art. 29, ambos do Código Penal, foram submetidas a julgamento pelo Tribunal do Júri, que, por maioria, absolveu-as. Contudo a Primeira Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí deu provimento ao apelo do Ministério Público, para reconhecer que a decisão foi contrária à prova dos autos e cassar o veredito. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Foi então interposto recurso especial, cujo seguimento foi negado. 2. Interposto recurso especial com agravo, o Superior Tribunal de Justiça, em decisão monocrática, negou provimento ao AREsp n 175.630-PI: “O acolhimento da pretensão recursal demandaria indubitavelmente, o revolvimento de todo acervo fático- probatório colacionado aos autos, assim como a alteração das premissas estabelecidas pelo v. acórdão recorrido, o que é obstado em sede de recurso especial, segundo os termos da Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça, uma vez que o Tribunal a quo decidiu submeter a ré a novo julgamento pelo Tribunal do Júri por ter entendido que a decisão desse fora manifestamente contrária à prova dos autos”. 3. Por isso o writ, no qual alega a impetrante, em suma, que houve violação à soberania dos vereditos: “a decisão dos jurados é corroborada pelas provas constantes nos autos, não podendo se sustentar argumentos que pugnam pela reforma de seu veredicto, sendo latente a violação do princípio constitucional presente no art. 5..., XXXVIII, d, da Constituição Federal. [...] cabe destacar que os jurados, que ouviram seu depoimento ao vivo, assim como os demais Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3687409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 115086 / PI elementos de prova apresentados, absolveram a paciente por considerarem que atuou em legítima defesa”. Requer, assim, o restabelecimento da decisão proferida pelo Tribunal do Júri. 4. Não assiste razão à impetrante. 5. O Supremo Tribunal Federal, de há muito fixou, o entendimento sobre a constitucionalidade da apelação contra as decisões do Tribunal do Júri, sendo esse juízo de cassação compatível com a cláusula constitucional que assegura a soberania dos vereditos: “a decisão proferida em recurso de apelação interposto com fundamento no artigo 593, III, d, do Código de Processo Penal, caracteriza-se como verdadeiro juízo de cassação, não de reforma, e, por isso mesmo, não viola o princípio da soberania dos veredictos do Tribunal Popular” (v.g. HC 82.050/MS, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJe de 21.3.2003; HC 88.707-SP, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 16.10.2008); “A soberania dos veredictos do Júri – não obstante a sua extração constitucional - ostenta valor meramente relativo, pois as decisões emanadas do Conselho de Sentença não se revestem de intangibilidade jurídico processual. A competência do Tribunal do Júri, embora definida no texto da Lei Fundamental da República, não confere, a esse órgão especial da Justiça comum, o exercício de um poder incontrastável e ilimitado. As decisões que dele emanam expõem-se, em consequência, ao controle recursal do próprio Poder Judiciário, a cujos Tribunais compete pronunciar-se sobre a regularidade dos veredictos” (HC n 70.193/RS, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 6.11.2006). 6. No caso, o acórdão do Tribunal de Justiça demonstrou o descompasso entre o veredito e o conjunto da prova: “as provas existentes nos autos apontam com clareza solar a culpabilidade das apeladas, pela prática do crime de homicídio qualificado contra a vítima Daniela Lisboa. A materialidade do delito está comprovada pelo auto de exame cadavérico de fls. 27 e a autoria está evidenciada pela confissão de fls. 40 da apelada Carmecy Rodrigues do nascimento, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3687409. Supremo Tribunal Federal HC 115086 / PI elementos de prova apresentados, absolveram a paciente por considerarem que atuou em legítima defesa”. Requer, assim, o restabelecimento da decisão proferida pelo Tribunal do Júri. 4. Não assiste razão à impetrante. 5. O Supremo Tribunal Federal, de há muito fixou, o entendimento sobre a constitucionalidade da apelação contra as decisões do Tribunal do Júri, sendo esse juízo de cassação compatível com a cláusula constitucional que assegura a soberania dos vereditos: “a decisão proferida em recurso de apelação interposto com fundamento no artigo 593, III, d, do Código de Processo Penal, caracteriza-se como verdadeiro juízo de cassação, não de reforma, e, por isso mesmo, não viola o princípio da soberania dos veredictos do Tribunal Popular” (v.g. HC 82.050/MS, Rel. Min. Maurício Corrêa, DJe de 21.3.2003; HC 88.707-SP, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 16.10.2008); “A soberania dos veredictos do Júri – não obstante a sua extração constitucional - ostenta valor meramente relativo, pois as decisões emanadas do Conselho de Sentença não se revestem de intangibilidade jurídico processual. A competência do Tribunal do Júri, embora definida no texto da Lei Fundamental da República, não confere, a esse órgão especial da Justiça comum, o exercício de um poder incontrastável e ilimitado. As decisões que dele emanam expõem-se, em consequência, ao controle recursal do próprio Poder Judiciário, a cujos Tribunais compete pronunciar-se sobre a regularidade dos veredictos” (HC n 70.193/RS, Rel. Min. Celso de Mello, DJe de 6.11.2006). 6. No caso, o acórdão do Tribunal de Justiça demonstrou o descompasso entre o veredito e o conjunto da prova: “as provas existentes nos autos apontam com clareza solar a culpabilidade das apeladas, pela prática do crime de homicídio qualificado contra a vítima Daniela Lisboa. A materialidade do delito está comprovada pelo auto de exame cadavérico de fls. 27 e a autoria está evidenciada pela confissão de fls. 40 da apelada Carmecy Rodrigues do nascimento, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3687409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 115086 / PI prestada em juízo e pelos depoimentos das testemunhas de fls. 50 e 51, também em juízo. Assim, restou demonstrado que a decisão do Conselho de Sentença foi manifestamente contrária à prova dos autos, pois as provas constantes dos autos, ora examinadas, não deixam dúvidas quanto a prática do crime de homicídio por parte das apeladas contra a vítima Daniela Lisboa”. 7. Ademais, como consignado no acórdão impugnado, para dissentir da conclusão do Tribunal local, torna-se necessário revolvimento de todo acervo fático-probatório; o que também é vedado em habeas corpus. 8. Não há, portanto, constrangimento ilegal a ser reparado: “a decisão do Tribunal de Justiça que determina a realização de novo júri, por entender que a decisão contrariou a prova dos autos, não constitui constrangimento ilegal.” ( HC n 90.938/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ de 29.6.2007). Também nesse mesmo sentido: “a discussão sobre o acerto ou desacerto do acórdão do Tribunal de Justiça estadual que cassa decisão dos jurados contrária às provas dos autos, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado em sede de habeas corpus” (HC n 97.905/MT, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 18.6.2010). 9. Esse o quadro, opino pela denegação da ordem. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3687409. Supremo Tribunal Federal HC 115086 / PI prestada em juízo e pelos depoimentos das testemunhas de fls. 50 e 51, também em juízo. Assim, restou demonstrado que a decisão do Conselho de Sentença foi manifestamente contrária à prova dos autos, pois as provas constantes dos autos, ora examinadas, não deixam dúvidas quanto a prática do crime de homicídio por parte das apeladas contra a vítima Daniela Lisboa”. 7. Ademais, como consignado no acórdão impugnado, para dissentir da conclusão do Tribunal local, torna-se necessário revolvimento de todo acervo fático-probatório; o que também é vedado em habeas corpus. 8. Não há, portanto, constrangimento ilegal a ser reparado: “a decisão do Tribunal de Justiça que determina a realização de novo júri, por entender que a decisão contrariou a prova dos autos, não constitui constrangimento ilegal.” ( HC n 90.938/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ de 29.6.2007). Também nesse mesmo sentido: “a discussão sobre o acerto ou desacerto do acórdão do Tribunal de Justiça estadual que cassa decisão dos jurados contrária às provas dos autos, demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado em sede de habeas corpus” (HC n 97.905/MT, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 18.6.2010). 9. Esse o quadro, opino pela denegação da ordem. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3687409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.086 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : CARMELITA RODRIGUES DO NASCIMENTO PACTE.(S) : CARMECY RODRIGUES DO NASCIMENTO OU CARMECI RODRIGUES DO NASCIMENTO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que a denegava. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673377 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.086 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : CARMELITA RODRIGUES DO NASCIMENTO PACTE.(S) : CARMECY RODRIGUES DO NASCIMENTO OU CARMECI RODRIGUES DO NASCIMENTO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que a denegava. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673377 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 115 . 086", "HC 115086 / PI", "HC 115086 / PI", "HABEAS CORPUS 115 . 086 PIAUÍ", "AREsp n 175 . 630 / PI", "HABEAS CORPUS 115 . 086", "AREsp n 175 . 630 / PI", "HC 115086 / PI", "HC 115086 / PI", "HABEAS CORPUS 115 . 086", "AREsp n 175 . 630 / PI", "súmula 7 - Superior Tribunal", "HABEAS CORPUS 115 . 086", "AREsp n 175 . 630 / PI", "súmula 7 - Superior Tribunal de Justiça", "HC 115086 / PI", "SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça", "HC n 92 . 264 / SP", "HC n 96 . 977 / PA", "HC n 96 . 220 / PR", "HC n 90 . 654 / SP", "HC 115086 / PI", "SÚMULA 7 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 7 / Superior Tribunal de Justiça", "HC n", "92", ".", "264", "/", "SP", "HC n 96 . 977 / PA", "HC n 96 . 220 / PR", "HC n 90 . 654 / SP", "HC 115086 / PI", "HC n 97 . 905 / MT", "HC n 106 . 739 / MG", "HC n 109 . 547 / RS", "HC 109 . 078 / SP", "RHC n 107 . 585 / MG", "HC 115086 / PI", "HC n 97 . 905 / MT", "HC n 106 . 739 / MG", "HC n 109 . 547 / RS", "HC 109 . 078 / SP", "RHC n 107 . 585 / MG", "HABEAS CORPUS 115 . 086", "AREsp n 175 . 630 - PI", "Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça", "HABEAS CORPUS 115 . 086", "AREsp n 175 . 630 - PI", "Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça", "HC 115086 / PI", "HC 82 . 050 / MS", "HC 88 . 707 - SP", "HC n 70 . 193 / RS", "HC 115086 / PI", "HC 82 . 050 / MS", "HC 88 . 707 - SP", "HC n 70 . 193 / RS", "HC 115086 / PI", "HC n 90 . 938 / RJ", "HC n 97 . 905 / MT", "HC 115086 / PI", "HC n 90 . 938 / RJ", "HC n 97 . 905 / MT", "HABEAS CORPUS 115 . 086", "HABEAS CORPUS 115 . 086" ], "LEGISLACAO": [ "Código Penal Brasileiro , art . 121 , § 2 . . . , II e IV", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXVIII , d , da Constituição Federal", "art . 593 , inciso III , alínea ‘ d ’ , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXXVIII , d , da Constituição Federal", "art . 593 , inciso III , alínea ‘ d ’ , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , IV , c / c o art . 29 , ambos do Código Penal", "art . 5 . . . , XXXVIII , d , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , IV , c / c o art . 29 , ambos do Código Penal", "art . 5 . . . , XXXVIII , d , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 593 , III , d , do Código de Processo Penal", "Lei Fundamental da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 593 , III , d , do Código de Processo Penal", "Lei Fundamental da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PIAUÍ", "Brasília", "Brasília", "PIAUÍ", "PIAUÍ", "PIAUÍ", "PIAUÍ", "PIAUÍ", "PIAUÍ" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Ministério Público", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Suprema Corte", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL", "Defensoria Pública da União", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado do Piauí", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Defensoria Pública da União", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado do Piauí", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Piauí", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Piauí", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí", "Ministério Público", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí", "Ministério Público", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí", "Ministério Público", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí", "Ministério Público", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "1", ".", ".", ". Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "CARMELITA RODRIGUES DO NASCIMENTO", "CARMECY RODRIGUES DO NASCIMENTO", "CARMECI RODRIGUES DO NASCIMENTO", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "CARMELITA RODRIGUES DO NASCIMENTO", "CARMECY RODRIGUES DO NASCIMENTO", "CARMECI RODRIGUES DO NASCIMENTO", "DIAS TOFFOLI", "Carmelita Rodrigues do Nascimento", "Carmecy Rodrigues do Nascimento", "Adilson Vieira Macabu", "DIAS TOFFOLI", "CARMELITA RODRIGUES DO NASCIMENTO", "CARMECY RODRIGUES DO NASCIMENTO", "CARMECI RODRIGUES DO NASCIMENTO", "DIAS TOFFOLI", "Carmelita Rodrigues do Nascimento", "Carmecy Rodrigues do Nascimento", "Adilson Vieira Macabu", "Edson Oliveira de Almeida", "Edson Oliveira de Almeida", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Adilson Vieira Macabu", "DIAS TOFFOLI", "Adilson Vieira Macabu", "DIAS TOFFOLI", "Menezes Direito", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Sepúlveda Pertence", "Menezes Direito", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewadowski", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewadowski", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "AURÉLIO", "Edson Oliveira de Almeida", "MARCO AURÉLIO", "Edson Oliveira de Almeida", "MARCO AURÉLIO", "Maurício Corrêa", "Ellen Gracie", "Celso de Mello", "Daniela Lisboa", "Carmecy Rodrigues do nascimento", "Maurício Corrêa", "Ellen Gracie", "Celso de Mello", "Daniela Lisboa", "Carmecy Rodrigues do nascimento", "MARCO AURÉLIO", "Daniela Lisboa", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Daniela Lisboa ”", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "CARMELITA RODRIGUES DO NASCIMENTO", "CARMECY RODRIGUES DO NASCIMENTO OU", "CARMECI RODRIGUES DO NASCIMENTO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "CARMELITA RODRIGUES DO NASCIMENTO", "CARMECY RODRIGUES DO NASCIMENTO", "CARMECI RODRIGUES DO NASCIMENTO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "09", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "9", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "9", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "07", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "09", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "09", "25", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "12", "/", "07", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "09", "1", ".", ".", ".", "/", "7", "/", "09", "25", "/", "5", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "6", "/", "10", "10", "/", "5", "/", "12", "29", "/", "3", "/", "12", "26", "/", "10", "/", "11", "11", "/", "10", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "6", "/", "10", "10", "/", "5", "/", "12", "29", "/", "3", "/", "12", "26", "/", "10", "/", "11", "11", "/", "10", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "3", ".", "2003", "16", ".", "10", ".", "2008", "6", ".", "11", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "3", ".", "2003", "16", ".", "10", ".", "2008", "6", ".", "11", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "6", ".", "2007", "18", ".", "6", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "6", ".", "2007", "18", ".", "6", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "9", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.736 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :IPIRANGA PRODUTOS DE PETRÓLEO S/A ADV.(A/S) :DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :THIAGO RIBEIRO CAMPOS ADV.(A/S) :ANTÔNIO AUGUSTO NOVAIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :SOCIEDADE DE DERIVADOS DE PETRÓLEO IRACEMA LTDA ADV.(A/S) :WÁLLACE ELLER MIRANDA EMENTA : AGRAVO REGIMENTAL. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO CONTRA A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DATA DE POSTAGEM NOS CORREIOS. IRRELEVÂNCIA. O agravo contra a decisão que não admitiu o recurso extraordinário é intempestivo, porquanto apresentado após o decurso do prazo legal, não preenchendo, pois, requisito recursal indispensável à sua admissibilidade. É firme a jurisprudência desta Corte no sentido de que é irrelevante a data de postagem do recurso nos Correios. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro JOAQUIM BARBOSA Presidente Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976381. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.736 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :IPIRANGA PRODUTOS DE PETRÓLEO S/A ADV.(A/S) :DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :THIAGO RIBEIRO CAMPOS ADV.(A/S) :ANTÔNIO AUGUSTO NOVAIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :SOCIEDADE DE DERIVADOS DE PETRÓLEO IRACEMA LTDA ADV.(A/S) :WÁLLACE ELLER MIRANDA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Presidente): É este o teor da decisão prolatada por meu antecessor, min. Ayres Britto: “DECISÃO: vistos, etc. É de agravo (“nos próprios autos”, conforme a Lei 12.322/2010) interposto contra decisão denegatória de admissibilidade a recurso extraordinário que se cuida. Tenho que o agravo é intempestivo. Isso porque a decisão agravada foi publicada no dia 01/06/2012 (fls. 158) e a petição recursal foi protocolada na instância judicante de origem somente em 18/06/2012 (fls. 159), ou seja, após o término do prazo legal, que se deu em 13/06/2012. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso. O que faço frente ao art. 557 do CPC e à alínea “c” do inciso V do art. 13, c/c o § 1º do art. 21, ambos do RI/STF.” (Fls. 176) A parte agravante alega, em síntese, que o agravo contra a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é tempestivo, visto que a petição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976382. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.736 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :IPIRANGA PRODUTOS DE PETRÓLEO S/A ADV.(A/S) :DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :THIAGO RIBEIRO CAMPOS ADV.(A/S) :ANTÔNIO AUGUSTO NOVAIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :SOCIEDADE DE DERIVADOS DE PETRÓLEO IRACEMA LTDA ADV.(A/S) :WÁLLACE ELLER MIRANDA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Presidente): É este o teor da decisão prolatada por meu antecessor, min. Ayres Britto: “DECISÃO: vistos, etc. É de agravo (“nos próprios autos”, conforme a Lei 12.322/2010) interposto contra decisão denegatória de admissibilidade a recurso extraordinário que se cuida. Tenho que o agravo é intempestivo. Isso porque a decisão agravada foi publicada no dia 01/06/2012 (fls. 158) e a petição recursal foi protocolada na instância judicante de origem somente em 18/06/2012 (fls. 159), ou seja, após o término do prazo legal, que se deu em 13/06/2012. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso. O que faço frente ao art. 557 do CPC e à alínea “c” do inciso V do art. 13, c/c o § 1º do art. 21, ambos do RI/STF.” (Fls. 176) A parte agravante alega, em síntese, que o agravo contra a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é tempestivo, visto que a petição Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976382. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 707736 AGR / MG fora protocolada em 13.06..2012, conforme comprovante de protocolo postal anexado (fls. 159v). Mantenho a decisão agravada e submeto o presente recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976382. Supremo Tribunal Federal ARE 707736 AGR / MG fora protocolada em 13.06..2012, conforme comprovante de protocolo postal anexado (fls. 159v). Mantenho a decisão agravada e submeto o presente recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976382. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.736 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Presidente): Inconsistente o recurso. Conforme se verifica dos autos, a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário foi publicada em 1º.06.2012 (sexta-feira), fls. 158, tendo-se esgotado o prazo recursal em 13.06.2012 (quarta-feira). Portanto, é intempestivo o agravo protocolado na Turma Recursal de origem em 18.06.2012 (segunda-feira), inobstante a postagem nos Correios em 13.06.2012. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. MATÉRIA PROCESSUAL. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO (NOS PRÓPRIOS AUTOS, CONFORME A LEI 12.322/2010). 1. Recurso protocolado após o transcurso do prazo legal se revela insuscetível de atingir seu objetivo. 2. Agravo regimental desprovido.” (ARE 692.249-AgR, relator-presidente min. Ayres Britto, Plenário, DJe de 03.12.2012) “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Intempestividade. Precedentes. 1. O agravante não observou o prazo de 10 dias para a interposição do agravo de instrumento, conforme estabelece o caput do art. 544 do Código de Processo Civil, daí a intempestividade de seu recurso. 2. Agravo regimental não provido.” (ARE 691.432-AgR, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 03.12.2012) Observo, por oportuno, que é firme a jurisprudência desta Corte no sentido de que a tempestividade do recurso é aferida pela data de entrada da petição no respectivo protocolo do Tribunal, sendo irrelevante a data Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976383. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.736 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Presidente): Inconsistente o recurso. Conforme se verifica dos autos, a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário foi publicada em 1º.06.2012 (sexta-feira), fls. 158, tendo-se esgotado o prazo recursal em 13.06.2012 (quarta-feira). Portanto, é intempestivo o agravo protocolado na Turma Recursal de origem em 18.06.2012 (segunda-feira), inobstante a postagem nos Correios em 13.06.2012. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. MATÉRIA PROCESSUAL. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO (NOS PRÓPRIOS AUTOS, CONFORME A LEI 12.322/2010). 1. Recurso protocolado após o transcurso do prazo legal se revela insuscetível de atingir seu objetivo. 2. Agravo regimental desprovido.” (ARE 692.249-AgR, relator-presidente min. Ayres Britto, Plenário, DJe de 03.12.2012) “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Intempestividade. Precedentes. 1. O agravante não observou o prazo de 10 dias para a interposição do agravo de instrumento, conforme estabelece o caput do art. 544 do Código de Processo Civil, daí a intempestividade de seu recurso. 2. Agravo regimental não provido.” (ARE 691.432-AgR, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 03.12.2012) Observo, por oportuno, que é firme a jurisprudência desta Corte no sentido de que a tempestividade do recurso é aferida pela data de entrada da petição no respectivo protocolo do Tribunal, sendo irrelevante a data Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976383. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 707736 AGR / MG de postagem da peça nos Correios. Nesse sentido, confiram-se: “1. A tempestividade do recurso é aferida pela data de sua interposição na Secretaria do Tribunal e não por sua postagem nos Correios. Intempestivo, portanto, o apelo extremo. Precedente. 2.Agravo regimental improvido. ” (AI 624.641-AgR, relator- presidente min. Ellen Gracie, Plenário, DJ de 24.08.2007) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO “NOS PRÓPRIOS AUTOS”. MATÉRIA PROCESSUAL CIVIL. PETIÇÃO ENCAMINHADA POR MEIO DO SERVIÇO DE POSTATAGEM (sic) DA EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS — ECT. AGRAVO REGIMENTAL INTEMPESTIVO. 1. Nos termos da jurisprudência desta Casa de Justiça, a tempestividade do recurso é de ser aferida pela data de protocolo da petição na Secretaria deste Tribunal e não pela data de postagem na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. Precedentes. 2. Agravo regimental não conhecido.” (ARE 702.331- AgR (relator-presidente Ayres Britto, Plenário, DJe de 30.11.2012) Nesse sentido: AI 454.159-AgR (rel. min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 26.08.2005), ARE 640.424-AgR (rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 04.10.2011), AI 625.270-AgR-ED (rel. min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe de 21.11.2008), ARE 682.671-AgR-ED (rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 25.09.2012), ARE 648.686-ED (rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 1º.02.2012), RE 480.092- AgR-AgR-ED (rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 23.11.2007), AI 458.875-AgR-AgR (rel. min. Eros Grau, Primeira Turma, DJ de 19.11.2004), AI 591.001-AgR-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ de 09.11.2007). Do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976383. Supremo Tribunal Federal ARE 707736 AGR / MG de postagem da peça nos Correios. Nesse sentido, confiram-se: “1. A tempestividade do recurso é aferida pela data de sua interposição na Secretaria do Tribunal e não por sua postagem nos Correios. Intempestivo, portanto, o apelo extremo. Precedente. 2.Agravo regimental improvido. ” (AI 624.641-AgR, relator- presidente min. Ellen Gracie, Plenário, DJ de 24.08.2007) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO “NOS PRÓPRIOS AUTOS”. MATÉRIA PROCESSUAL CIVIL. PETIÇÃO ENCAMINHADA POR MEIO DO SERVIÇO DE POSTATAGEM (sic) DA EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS — ECT. AGRAVO REGIMENTAL INTEMPESTIVO. 1. Nos termos da jurisprudência desta Casa de Justiça, a tempestividade do recurso é de ser aferida pela data de protocolo da petição na Secretaria deste Tribunal e não pela data de postagem na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. Precedentes. 2. Agravo regimental não conhecido.” (ARE 702.331- AgR (relator-presidente Ayres Britto, Plenário, DJe de 30.11.2012) Nesse sentido: AI 454.159-AgR (rel. min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 26.08.2005), ARE 640.424-AgR (rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 04.10.2011), AI 625.270-AgR-ED (rel. min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe de 21.11.2008), ARE 682.671-AgR-ED (rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 25.09.2012), ARE 648.686-ED (rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 1º.02.2012), RE 480.092- AgR-AgR-ED (rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 23.11.2007), AI 458.875-AgR-AgR (rel. min. Eros Grau, Primeira Turma, DJ de 19.11.2004), AI 591.001-AgR-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ de 09.11.2007). Do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976383. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.736 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : IPIRANGA PRODUTOS DE PETRÓLEO S/A ADV.(A/S) : DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : THIAGO RIBEIRO CAMPOS ADV.(A/S) : ANTÔNIO AUGUSTO NOVAIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : SOCIEDADE DE DERIVADOS DE PETRÓLEO IRACEMA LTDA ADV.(A/S) : WÁLLACE ELLER MIRANDA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951509 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.736 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : IPIRANGA PRODUTOS DE PETRÓLEO S/A ADV.(A/S) : DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : THIAGO RIBEIRO CAMPOS ADV.(A/S) : ANTÔNIO AUGUSTO NOVAIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : SOCIEDADE DE DERIVADOS DE PETRÓLEO IRACEMA LTDA ADV.(A/S) : WÁLLACE ELLER MIRANDA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951509 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3993517
2013-05-23T00:00:00
2013-06-14T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO CONTRA A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DATA DE POSTAGEM NOS CORREIOS. IRRELEVÂNCIA. O agravo contra a decisão que não admitiu o recurso extraordinário é intempestivo, porquanto apresentado após o decurso do prazo legal, não preenchendo, pois, requisito recursal indispensável à sua admissibilidade. É firme a jurisprudência desta Corte no sentido de que é irrelevante a data de postagem do recurso nos Correios. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur233538
Número de páginas: 6. Análise: 11/07/2013, AUR.
JOAQUIM BARBOSA (Presidente)
Tribunal Pleno
707736
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 707736 AgR
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AGTE.(S) : IPIRANGA PRODUTOS DE PETRÓLEO S/A ADV.(A/S) : DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : THIAGO RIBEIRO CAMPOS ADV.(A/S) : ANTÔNIO AUGUSTO NOVAIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : SOCIEDADE DE DERIVADOS DE PETRÓLEO IRACEMA LTDA ADV.(A/S) : WÁLLACE ELLER MIRANDA
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Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.736 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :IPIRANGA PRODUTOS DE PETRÓLEO S/A ADV.(A/S) :DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :THIAGO RIBEIRO CAMPOS ADV.(A/S) :ANTÔNIO AUGUSTO NOVAIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :SOCIEDADE DE DERIVADOS DE PETRÓLEO IRACEMA LTDA ADV.(A/S) :WÁLLACE ELLER MIRANDA EMENTA : AGRAVO REGIMENTAL. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO CONTRA A DECISÃO QUE INADMITIU O RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DATA DE POSTAGEM NOS CORREIOS. IRRELEVÂNCIA. O agravo contra a decisão que não admitiu o recurso extraordinário é intempestivo, porquanto apresentado após o decurso do prazo legal, não preenchendo, pois, requisito recursal indispensável à sua admissibilidade. É firme a jurisprudência desta Corte no sentido de que é irrelevante a data de postagem do recurso nos Correios. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro JOAQUIM BARBOSA Presidente Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976381. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.736 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :IPIRANGA PRODUTOS DE PETRÓLEO S/A ADV.(A/S) :DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :THIAGO RIBEIRO CAMPOS ADV.(A/S) :ANTÔNIO AUGUSTO NOVAIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :SOCIEDADE DE DERIVADOS DE PETRÓLEO IRACEMA LTDA ADV.(A/S) :WÁLLACE ELLER MIRANDA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Presidente): É este o teor da decisão prolatada por meu antecessor, min. Ayres Britto: “DECISÃO: vistos, etc. É de agravo (“nos próprios autos”, conforme a Lei 12.322/2010) interposto contra decisão denegatória de admissibilidade a recurso extraordinário que se cuida. Tenho que o agravo é intempestivo. Isso porque a decisão agravada foi publicada no dia 01/06/2012 (fls. 158) e a petição recursal foi protocolada na instância judicante de origem somente em 18/06/2012 (fls. 159), ou seja, após o término do prazo legal, que se deu em 13/06/2012. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso. O que faço frente ao art. 557 do Código de Processo Civil e à alínea “c” do inciso V do art. 13, c/c o § 1... do art. 21, ambos do RI/Supremo Tribunal Federal.” (Fls. 176) A parte agravante alega, em síntese, que o agravo contra a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é tempestivo, visto que a petição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976382. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.736 MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :IPIRANGA PRODUTOS DE PETRÓLEO S/A ADV.(A/S) :DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :THIAGO RIBEIRO CAMPOS ADV.(A/S) :ANTÔNIO AUGUSTO NOVAIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :SOCIEDADE DE DERIVADOS DE PETRÓLEO IRACEMA LTDA ADV.(A/S) :WÁLLACE ELLER MIRANDA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Presidente): É este o teor da decisão prolatada por meu antecessor, min. Ayres Britto: “DECISÃO: vistos, etc. É de agravo (“nos próprios autos”, conforme a Lei 12.322/2010) interposto contra decisão denegatória de admissibilidade a recurso extraordinário que se cuida. Tenho que o agravo é intempestivo. Isso porque a decisão agravada foi publicada no dia 01/06/2012 (fls. 158) e a petição recursal foi protocolada na instância judicante de origem somente em 18/06/2012 (fls. 159), ou seja, após o término do prazo legal, que se deu em 13/06/2012. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso. O que faço frente ao art. 557 do Código de Processo Civil e à alínea “c” do inciso V do art. 13, c/c o § 1... do art. 21, ambos do RI/Supremo Tribunal Federal.” (Fls. 176) A parte agravante alega, em síntese, que o agravo contra a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é tempestivo, visto que a petição Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976382. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 707736 AGR / MG fora protocolada em 13.06..2012, conforme comprovante de protocolo postal anexado (fls. 159v). Mantenho a decisão agravada e submeto o presente recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976382. Supremo Tribunal Federal ARE 707736 AGR / MG fora protocolada em 13.06..2012, conforme comprovante de protocolo postal anexado (fls. 159v). Mantenho a decisão agravada e submeto o presente recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976382. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.736 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Presidente): Inconsistente o recurso. Conforme se verifica dos autos, a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário foi publicada em 1....06.2012 (sexta-feira), fls. 158, tendo-se esgotado o prazo recursal em 13.06.2012 (quarta-feira). Portanto, é intempestivo o agravo protocolado na Turma Recursal de origem em 18.06.2012 (segunda-feira), inobstante a postagem nos Correios em 13.06.2012. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. MATÉRIA PROCESSUAL. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO (NOS PRÓPRIOS AUTOS, CONFORME A LEI 12.322/2010). 1. Recurso protocolado após o transcurso do prazo legal se revela insuscetível de atingir seu objetivo. 2. Agravo regimental desprovido.” (ARE 692.249-AgR, relator-presidente min. Ayres Britto, Plenário, DJe de 03.12.2012) “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Intempestividade. Precedentes. 1. O agravante não observou o prazo de 10 dias para a interposição do agravo de instrumento, conforme estabelece o caput do art. 544 do Código de Processo Civil, daí a intempestividade de seu recurso. 2. Agravo regimental não provido.” (ARE 691.432-AgR, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 03.12.2012) Observo, por oportuno, que é firme a jurisprudência desta Corte no sentido de que a tempestividade do recurso é aferida pela data de entrada da petição no respectivo protocolo do Tribunal, sendo irrelevante a data Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976383. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.736 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Presidente): Inconsistente o recurso. Conforme se verifica dos autos, a decisão que inadmitiu o recurso extraordinário foi publicada em 1....06.2012 (sexta-feira), fls. 158, tendo-se esgotado o prazo recursal em 13.06.2012 (quarta-feira). Portanto, é intempestivo o agravo protocolado na Turma Recursal de origem em 18.06.2012 (segunda-feira), inobstante a postagem nos Correios em 13.06.2012. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. MATÉRIA PROCESSUAL. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO (NOS PRÓPRIOS AUTOS, CONFORME A LEI 12.322/2010). 1. Recurso protocolado após o transcurso do prazo legal se revela insuscetível de atingir seu objetivo. 2. Agravo regimental desprovido.” (ARE 692.249-AgR, relator-presidente min. Ayres Britto, Plenário, DJe de 03.12.2012) “EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Intempestividade. Precedentes. 1. O agravante não observou o prazo de 10 dias para a interposição do agravo de instrumento, conforme estabelece o caput do art. 544 do Código de Processo Civil, daí a intempestividade de seu recurso. 2. Agravo regimental não provido.” (ARE 691.432-AgR, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 03.12.2012) Observo, por oportuno, que é firme a jurisprudência desta Corte no sentido de que a tempestividade do recurso é aferida pela data de entrada da petição no respectivo protocolo do Tribunal, sendo irrelevante a data Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976383. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 707736 AGR / MG de postagem da peça nos Correios. Nesse sentido, confiram-se: “1. A tempestividade do recurso é aferida pela data de sua interposição na Secretaria do Tribunal e não por sua postagem nos Correios. Intempestivo, portanto, o apelo extremo. Precedente. 2.Agravo regimental improvido. ” (AI 624.641-AgR, relator- presidente min. Ellen Gracie, Plenário, DJ de 24.08.2007) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO “NOS PRÓPRIOS AUTOS”. MATÉRIA PROCESSUAL CIVIL. PETIÇÃO ENCAMINHADA POR MEIO DO SERVIÇO DE POSTATAGEM (sic) DA EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS — ECT. AGRAVO REGIMENTAL INTEMPESTIVO. 1. Nos termos da jurisprudência desta Casa de Justiça, a tempestividade do recurso é de ser aferida pela data de protocolo da petição na Secretaria deste Tribunal e não pela data de postagem na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. Precedentes. 2. Agravo regimental não conhecido.” (ARE 702.331- AgR (relator-presidente Ayres Britto, Plenário, DJe de 30.11.2012) Nesse sentido: AI 454.159-AgR (rel. min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 26.08.2005), ARE 640.424-AgR (rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 04.10.2011), AI 625.270-AgR-ED (rel. min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe de 21.11.2008), ARE 682.671-AgR-ED (rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 25.09.2012), ARE 648.686-ED (rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 1....02.2012), Recurso Extraordinário 480.092- AgR-AgR-ED (rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 23.11.2007), AI 458.875-AgR-AgR (rel. min. Eros Grau, Primeira Turma, DJ de 19.11.2004), AI 591.001-AgR-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ de 09.11.2007). Do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976383. Supremo Tribunal Federal ARE 707736 AGR / MG de postagem da peça nos Correios. Nesse sentido, confiram-se: “1. A tempestividade do recurso é aferida pela data de sua interposição na Secretaria do Tribunal e não por sua postagem nos Correios. Intempestivo, portanto, o apelo extremo. Precedente. 2.Agravo regimental improvido. ” (AI 624.641-AgR, relator- presidente min. Ellen Gracie, Plenário, DJ de 24.08.2007) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO “NOS PRÓPRIOS AUTOS”. MATÉRIA PROCESSUAL CIVIL. PETIÇÃO ENCAMINHADA POR MEIO DO SERVIÇO DE POSTATAGEM (sic) DA EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS — ECT. AGRAVO REGIMENTAL INTEMPESTIVO. 1. Nos termos da jurisprudência desta Casa de Justiça, a tempestividade do recurso é de ser aferida pela data de protocolo da petição na Secretaria deste Tribunal e não pela data de postagem na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. Precedentes. 2. Agravo regimental não conhecido.” (ARE 702.331- AgR (relator-presidente Ayres Britto, Plenário, DJe de 30.11.2012) Nesse sentido: AI 454.159-AgR (rel. min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 26.08.2005), ARE 640.424-AgR (rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 04.10.2011), AI 625.270-AgR-ED (rel. min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe de 21.11.2008), ARE 682.671-AgR-ED (rel. min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe de 25.09.2012), ARE 648.686-ED (rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 1....02.2012), Recurso Extraordinário 480.092- AgR-AgR-ED (rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 23.11.2007), AI 458.875-AgR-AgR (rel. min. Eros Grau, Primeira Turma, DJ de 19.11.2004), AI 591.001-AgR-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ de 09.11.2007). Do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976383. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.736 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : IPIRANGA PRODUTOS DE PETRÓLEO S/A ADV.(A/S) : DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : THIAGO RIBEIRO CAMPOS ADV.(A/S) : ANTÔNIO AUGUSTO NOVAIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : SOCIEDADE DE DERIVADOS DE PETRÓLEO IRACEMA LTDA ADV.(A/S) : WÁLLACE ELLER MIRANDA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951509 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707.736 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : IPIRANGA PRODUTOS DE PETRÓLEO S/A ADV.(A/S) : DÉCIO FREIRE E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : THIAGO RIBEIRO CAMPOS ADV.(A/S) : ANTÔNIO AUGUSTO NOVAIS E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : SOCIEDADE DE DERIVADOS DE PETRÓLEO IRACEMA LTDA ADV.(A/S) : WÁLLACE ELLER MIRANDA Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951509 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 707 . 736", "ARE 707736 AGR / MG", "ARE 707736 AGR / MG", "ARE 692 . 249 - AgR", "ARE 691 . 432 - AgR", "ARE 692 . 249 - AgR", "ARE 691 . 432 - AgR", "ARE 707736 AGR / MG", "AI 624 . 641 - AgR", "ARE 702 . 331 - AgR", "AI 454 . 159 - AgR", "ARE 640 . 424 - AgR", "AI 625 . 270 - AgR - ED", "ARE 682 . 671 - AgR - ED", "ARE 648 . 686 - ED", "Recurso Extraordinário 480 . 092 - AgR - AgR - ED", "AI 458 . 875 - AgR -", "AI 591 . 001 - AgR - AgR", "ARE 707736 AGR / MG", "AI 624 . 641 - AgR", "ARE 702 . 331 - AgR", "AI 454 . 159 - AgR", "ARE 640 . 424 - AgR", "AI 625 . 270 - AgR", "ARE 682 . 671 - AgR - ED", "ARE 648 . 686 - ED", "Recurso Extraordinário 480 . 092 - AgR - AgR - ED", "AI 458 . 875 - AgR - AgR", "AI 591 . 001 - AgR - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 12 . 322 / 2010", "art . 557 do Código de Processo Civil", "alínea “ c ” do inciso V do art . 13 , c / c o § 1 . . . do art . 21 , ambos do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 12 . 322 / 2010", "art . 557 do Código de Processo Civil", "alínea “ c ” do inciso", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 12 . 322 / 2010", "art . 544 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 12 .", "art . 544 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "IPIRANGA PRODUTOS DE PETRÓLEO S / A", "SOCIEDADE DE DERIVADOS DE PETRÓLEO IRACEMA LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "IPIRANGA PRODUTOS DE PETRÓLEO S / A", "SOCIEDADE DE DERIVADOS DE PETRÓLEO IRACEMA LTDA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "IPIRANGA PRODUTOS DE PETRÓLEO S / A", "SOCIEDADE DE DERIVADOS DE PETRÓLEO IRACEMA LTDA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Plenário", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS", "ECT", "Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos", "ECT", "Plenário", "Primeira Turma", "Segunda 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FREIRE", "THIAGO RIBEIRO CAMPOS", "ANTÔNIO AUGUSTO NOVAIS", "WÁLLACE ELLER MIRANDA", "Joaquim Barbosa", "DÉCIO FREIRE", "THIAGO RIBEIRO CAMPOS", "ANTÔNIO AUGUSTO NOVAIS", "WÁLLACE ELLER MIRANDA", "JOAQUIM BARBOSA", "Ayres Britto", "DÉCIO FREIRE", "THIAGO RIBEIRO CAMPOS", "ANTÔNIO AUGUSTO NOVAIS", "WÁLLACE ELLER MIRANDA", "JOAQUIM BARBOSA", "Ayres Britto", "JOAQUIM BARBOSA", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "JOAQUIM BARBOSA", "Ayres Britto", "Dias Toffoli", "Ellen Gracie", "Ayres Britto", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "AgR", "Eros Grau", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "Ayres Britto", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "Ricardo Lewandowski", "DÉCIO FREIRE", "THIAGO RIBEIRO CAMPOS", "ANTÔNIO AUGUSTO NOVAIS", "WÁLLACE ELLER MIRANDA", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar 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Ementa e Acórdão 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP ADV.(A/S) :SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. PEDIDO DE NÃO INCIDÊNCIA DO IRPJ E CSLL. ALEGAÇÃO DE NÃO OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR LUCRO. IMPOSSIBILIDADE. A EXISTÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEUS BENEFICIÁRIOS AFASTA A IMUNIDADE DO ARTIGO 150, VI, “C”. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA N.º 730/STF. PRECEDENTE: RE N.º 202.700/DF, PLENO, RELATOR O MINISTRO MAURÍCIO CORRÊA, DJ 1º.3.02. EXISTÊNCIA OU NÃO DO FATO GERADOR DO IRPJ E CSLL. MATÉRIA FÁTICA. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA Nº 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, "c", da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários. Incidência do Enunciado da Súmula n.º 730/STF. 2. Para divergir do acórdão recorrido acerca da existência do fato gerador do IRPJ e CSLL seria necessário o reexame de provas e cláusulas contratuais (estatuto social e plano de benefícios), o que encontra óbice nas súmulas 279 e 454 desta Corte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501499. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RE 612686 AGR / SC 3. A Súmula 279/STF dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “AC. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. BITRIBUTAÇÃO. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA PROGRESSIVIDADE. 1. O patrimônio das entidades fechadas de previdência privada compõe-se de valores provenientes das contribuições de seus participantes, de dotações da própria entidade e de aporte do patrocinador, enfim, mesmo que não possuam fins lucrativos, é cabível a incidência do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro, pois na sua atividade captam e administram os recursos destinados ao pagamento de benefícios de seus associados. Também, não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, "c" da CRFB, já que não se confundem com as entidades de assistência social, destinadas a auxiliar pessoas carentes, independentemente de estarem ou não no mercado de trabalho e da contribuição correspondente. 2. Quanto à bitributação, não há demostração clara sobre quais valores estaria ocorrendo a dupla incidência do mesmo tributo. A incidência do imposto de renda, quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefícios futuros, ou seja, um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição. 3. Em relação aos princípios da isonomia e da progressividade entendo que não há a alegada quebra. O princípio da isonomia prevê a vedação ao tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. O que a apelante está pretendendo é o reconhecimento de imunidade, ou seja, um benefício concedido pelo legislador constituinte. A esse respeito o STF já decidiu (RE 259.756, DJ 29/08/2003) quais as entidades estariam abrangidas pela imunidade, quais sejam, as entidades de previdência complementar custeadas, exclusivamente, pelo ente patrocinador. Tampouco há ofensa ao princípio da progressividade, pois é baseado na capacidade contributiva”. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501499. Supremo Tribunal Federal RE 612686 AGR / SC 3. A Súmula 279/STF dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “AC. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. BITRIBUTAÇÃO. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA PROGRESSIVIDADE. 1. O patrimônio das entidades fechadas de previdência privada compõe-se de valores provenientes das contribuições de seus participantes, de dotações da própria entidade e de aporte do patrocinador, enfim, mesmo que não possuam fins lucrativos, é cabível a incidência do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro, pois na sua atividade captam e administram os recursos destinados ao pagamento de benefícios de seus associados. Também, não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, "c" da CRFB, já que não se confundem com as entidades de assistência social, destinadas a auxiliar pessoas carentes, independentemente de estarem ou não no mercado de trabalho e da contribuição correspondente. 2. Quanto à bitributação, não há demostração clara sobre quais valores estaria ocorrendo a dupla incidência do mesmo tributo. A incidência do imposto de renda, quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefícios futuros, ou seja, um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição. 3. Em relação aos princípios da isonomia e da progressividade entendo que não há a alegada quebra. O princípio da isonomia prevê a vedação ao tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. O que a apelante está pretendendo é o reconhecimento de imunidade, ou seja, um benefício concedido pelo legislador constituinte. A esse respeito o STF já decidiu (RE 259.756, DJ 29/08/2003) quais as entidades estariam abrangidas pela imunidade, quais sejam, as entidades de previdência complementar custeadas, exclusivamente, pelo ente patrocinador. Tampouco há ofensa ao princípio da progressividade, pois é baseado na capacidade contributiva”. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Ementa e Acórdão RE 612686 AGR / SC A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 05 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501499. Supremo Tribunal Federal RE 612686 AGR / SC A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 05 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP ADV.(A/S) :SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar - ABRAPP, com fulcro no artigo 317 do RISTF, em face de decisão de minha relatoria, que restou assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. PEDIDO DE NÃO INCIDÊNCIA DO IRPJ E CSLL. ALEGAÇÃO DE NÃO OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR LUCRO. IMPOSSIBILIDADE. A EXISTÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEUS BENEFICIÁRIOS AFASTA A IMUNIDADE DO ARTIGO 150, VI, ‘C’. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA N.º 730/STF. PRECEDENTE: RE N.º 202.700/DF, PLENO, RELATOR O MINISTRO MAURÍCIO CORRÊA, DJ 1º.3.02. EXISTÊNCIA OU NÃO DO FATO GERADOR DO IRPJ E CSLL. MATÉRIA FÁTICA. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA Nº 279/STF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501500. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP ADV.(A/S) :SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar - ABRAPP, com fulcro no artigo 317 do RISTF, em face de decisão de minha relatoria, que restou assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. PEDIDO DE NÃO INCIDÊNCIA DO IRPJ E CSLL. ALEGAÇÃO DE NÃO OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR LUCRO. IMPOSSIBILIDADE. A EXISTÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEUS BENEFICIÁRIOS AFASTA A IMUNIDADE DO ARTIGO 150, VI, ‘C’. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA N.º 730/STF. PRECEDENTE: RE N.º 202.700/DF, PLENO, RELATOR O MINISTRO MAURÍCIO CORRÊA, DJ 1º.3.02. EXISTÊNCIA OU NÃO DO FATO GERADOR DO IRPJ E CSLL. MATÉRIA FÁTICA. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA Nº 279/STF. RECURSO EXTRAORDINÁRIO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501500. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório RE 612686 AGR / SC recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou- se no sentido de que a imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, ‘c’, da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários. Incidência do Enunciado da Súmula n.º 730/STF. 3. Para divergir do acórdão recorrido acerca da existência do fato gerador do IRPJ e CSLL demandaria o reexame de provas e cláusulas contratuais (estatuto social e plano de benefícios), o que encontra óbice nas súmulas 279 e 454 desta Corte. 4. A Súmula 279/STF dispõe verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘AC. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. BITRIBUTAÇÃO. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA PROGRESSIVIDADE. 1. O patrimônio das entidades fechadas de previdência privada compõe-se de valores provenientes das contribuições de seus participantes, de dotações da própria entidade e de aporte do patrocinador, enfim, mesmo que não possuam fins lucrativos, é cabível a incidência do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro, pois na sua atividade captam e administram os recursos destinados ao pagamento de benefícios de seus associados. Também, não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, "c" da CRFB, já que não se confundem com as entidades de assistência social, destinadas a auxiliar pessoas carentes, independentemente de estarem ou não no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501500. Supremo Tribunal Federal RE 612686 AGR / SC recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou- se no sentido de que a imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, ‘c’, da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários. Incidência do Enunciado da Súmula n.º 730/STF. 3. Para divergir do acórdão recorrido acerca da existência do fato gerador do IRPJ e CSLL demandaria o reexame de provas e cláusulas contratuais (estatuto social e plano de benefícios), o que encontra óbice nas súmulas 279 e 454 desta Corte. 4. A Súmula 279/STF dispõe verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘AC. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. BITRIBUTAÇÃO. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA PROGRESSIVIDADE. 1. O patrimônio das entidades fechadas de previdência privada compõe-se de valores provenientes das contribuições de seus participantes, de dotações da própria entidade e de aporte do patrocinador, enfim, mesmo que não possuam fins lucrativos, é cabível a incidência do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro, pois na sua atividade captam e administram os recursos destinados ao pagamento de benefícios de seus associados. Também, não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, "c" da CRFB, já que não se confundem com as entidades de assistência social, destinadas a auxiliar pessoas carentes, independentemente de estarem ou não no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501500. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório RE 612686 AGR / SC mercado de trabalho e da contribuição correspondente. 2. Quanto à bitributação, não há demostração clara sobre quais valores estaria ocorrendo a dupla incidência do mesmo tributo. A incidência do imposto de renda, quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefícios futuros, ou seja, um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição. 3. Em relação aos princípios da isonomia e da progressividade entendo que não há a alegada quebra. O princípio da isonomia prevê a vedação ao tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. O que a apelante está pretendendo é o reconhecimento de imunidade, ou seja, um benefício concedido pelo legislador constituinte. A esse respeito o STF já decidiu (RE 259.756, DJ 29/08/2003) quais as entidades estariam abrangidas pela imunidade, quais sejam, as entidades de previdência complementar custeadas, exclusivamente, pelo ente patrocinador. Tampouco há ofensa ao princípio da progressividade, pois é baseado na capacidade contributiva’. 6. Recurso extraordinário a que se nega seguimento. Em suas razões, a parte recorrente repisa os mesmos argumentos expendidos em seu apelo excepcional, alegando que: “(...) a discussão sobre a constitucionalidade de tais exigências (IR-fonte e CSLL) não pressupõe qualquer exame de provas (de resto, inexistentes nos autos) ou de cláusulas dos estatutos ou dos planos de benefícios das entidades associadas à ABRAPP, pois não é em nenhum desses documentos – mas diretamente na lei – que se encontra a declaração inequívoca do caráter não-lucrativo dos fundos de pensão fechados, ponto aliás reconhecido de forma expressa pelo acórdão do TRF da 4ª Região . A questão é puramente de direito, e das mais relevantes: definir se é compatível com a Constituição exigir-se IR-fonte e CSLL de entidades a quem o legislador vedou de forma categórica e incondicional a persecução de lucros. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501500. Supremo Tribunal Federal RE 612686 AGR / SC mercado de trabalho e da contribuição correspondente. 2. Quanto à bitributação, não há demostração clara sobre quais valores estaria ocorrendo a dupla incidência do mesmo tributo. A incidência do imposto de renda, quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefícios futuros, ou seja, um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição. 3. Em relação aos princípios da isonomia e da progressividade entendo que não há a alegada quebra. O princípio da isonomia prevê a vedação ao tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. O que a apelante está pretendendo é o reconhecimento de imunidade, ou seja, um benefício concedido pelo legislador constituinte. A esse respeito o STF já decidiu (RE 259.756, DJ 29/08/2003) quais as entidades estariam abrangidas pela imunidade, quais sejam, as entidades de previdência complementar custeadas, exclusivamente, pelo ente patrocinador. Tampouco há ofensa ao princípio da progressividade, pois é baseado na capacidade contributiva’. 6. Recurso extraordinário a que se nega seguimento. Em suas razões, a parte recorrente repisa os mesmos argumentos expendidos em seu apelo excepcional, alegando que: “(...) a discussão sobre a constitucionalidade de tais exigências (IR-fonte e CSLL) não pressupõe qualquer exame de provas (de resto, inexistentes nos autos) ou de cláusulas dos estatutos ou dos planos de benefícios das entidades associadas à ABRAPP, pois não é em nenhum desses documentos – mas diretamente na lei – que se encontra a declaração inequívoca do caráter não-lucrativo dos fundos de pensão fechados, ponto aliás reconhecido de forma expressa pelo acórdão do TRF da 4ª Região . A questão é puramente de direito, e das mais relevantes: definir se é compatível com a Constituição exigir-se IR-fonte e CSLL de entidades a quem o legislador vedou de forma categórica e incondicional a persecução de lucros. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501500. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório RE 612686 AGR / SC O seu deslinde passa unicamente pela aferição dos limites do fato gerador do IRPJ e da CSLL, tal como exteriorizados nos dispositivos constitucionais já referidos, de forma a definir-se se alcança os ingressos e os superávits obtidos por entidades legalmente qualificadas (e, insista-se, definidas pela Corte a quo) como destituídas de fins lucrativos”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501500. Supremo Tribunal Federal RE 612686 AGR / SC O seu deslinde passa unicamente pela aferição dos limites do fato gerador do IRPJ e da CSLL, tal como exteriorizados nos dispositivos constitucionais já referidos, de forma a definir-se se alcança os ingressos e os superávits obtidos por entidades legalmente qualificadas (e, insista-se, definidas pela Corte a quo) como destituídas de fins lucrativos”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501500. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, o agravo regimental atende aos pressupostos de admissibilidade indispensáveis para o conhecimento da causa por esta Corte. No mérito, contudo, não merece prosperar. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados (fls. ): “Cuida-se na origem de mandado de segurança coletivo impetrado pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar - ABRAPP, ora recorrente, na qualidade de substituta processual de suas associadas, contra a exigência da Contribuição Social Sobre o Lucro – CSLL e do Imposto de Renda Retido na Fonte – IRRF, incidente, na modalidade de tributação exclusiva, sobre aplicações financeiras. Opostos embargos de declaração (fls. 439-443) em face do acórdão prolatado em sede de apelação, estes foram rejeitados. (fls. 445-447). Nas razões do recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta a preliminar de repercussão geral e, no mérito, alega violação dos artigos 150, inciso III, e 195, inciso I, alínea ‘c’, da Constituição Federal. Sustenta que não pretende discutir a acerca da imunidade das entidades de previdência fechada, pois é certo que o Supremo Tribunal Federal decidiu no RE n.º 202.700/DF que as entidades fechadas de previdência complementar que cobram contribuições de seus beneficiários não tem, por isso mesmo, natureza assistencial, não se legitimando ao gozo da imunidade dos artigos 150, VI, ‘c’, e 195, § 7º, da Constituição Federal, no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, o agravo regimental atende aos pressupostos de admissibilidade indispensáveis para o conhecimento da causa por esta Corte. No mérito, contudo, não merece prosperar. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados (fls. ): “Cuida-se na origem de mandado de segurança coletivo impetrado pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar - ABRAPP, ora recorrente, na qualidade de substituta processual de suas associadas, contra a exigência da Contribuição Social Sobre o Lucro – CSLL e do Imposto de Renda Retido na Fonte – IRRF, incidente, na modalidade de tributação exclusiva, sobre aplicações financeiras. Opostos embargos de declaração (fls. 439-443) em face do acórdão prolatado em sede de apelação, estes foram rejeitados. (fls. 445-447). Nas razões do recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta a preliminar de repercussão geral e, no mérito, alega violação dos artigos 150, inciso III, e 195, inciso I, alínea ‘c’, da Constituição Federal. Sustenta que não pretende discutir a acerca da imunidade das entidades de previdência fechada, pois é certo que o Supremo Tribunal Federal decidiu no RE n.º 202.700/DF que as entidades fechadas de previdência complementar que cobram contribuições de seus beneficiários não tem, por isso mesmo, natureza assistencial, não se legitimando ao gozo da imunidade dos artigos 150, VI, ‘c’, e 195, § 7º, da Constituição Federal, no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 612686 AGR / SC entanto, mesmo o contribuinte não imune só ficaria obrigado ao pagamento de tributo cujo fato gerador possa ser efetivamente realizado. Afirma que, no caso, ‘sendo os fundos de pensão fechados proibidos por lei de perseguir lucros, e sendo a competência para a instituição do IRPJ (inclusive do IRRF, que tem natureza antecipatória) e da CSLL ligada à ideia de renda ou lucro, não se pode cogitar da incidência de tais tributos sobre as referidas entidades’ (fl. 455). Aduz que pela Lei n.º 6.435/77, em seu artigo 4º, § 1º, recepcionada como Lei Complementar pela Constituição Federal de 1988, as entidades fechadas eram proibidas de perseguir lucros, e que essa orientação foi mantida pelo artigo 31, § 1º, da Lei Complementar n.º 109/2001, que a revogou. Sustentam que em decorrência dessa proibição, a sua natureza peculiar afasta o regime das leis mercantis e financeiras, aplicáveis às entidades abertas, com fins lucrativos. Alega que: ‘Por estarem legalmente proibidas de ter lucro, as associadas da Recorrente submetem-se a regime contábil particular, em que evidentemente não se cogita de lucros ou prejuízos, mas sim de superavits (não distribuíveis e necessariamente reversíveis à melhoria dos planos de benefícios ou à redução das contribuições da patrocinadora e dos beneficiários) e deficits (que têm de ser imediatamente e solidariamente equacionados por uma e outros, a bem da sobrevivência da entidade). ….......................................................................................... Constata-se que as leis de regência sempre caracterizaram as associadas da Recorrente como entidades previdenciárias sem fins lucrativos. Superavits, se houver, serão absorvidos pelos benefícios ou serão reduzidas as contribuições dos participantes, sendo de todo vedada a sua distribuição. Tal proibição ao ver do acórdão profligado, limitar-se-ia à destinação dos ‘lucros’ auferidos, mas não iria ao ponto de desqualificar como ‘lucros’ os superávits obtidos pelos fundos de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Supremo Tribunal Federal RE 612686 AGR / SC entanto, mesmo o contribuinte não imune só ficaria obrigado ao pagamento de tributo cujo fato gerador possa ser efetivamente realizado. Afirma que, no caso, ‘sendo os fundos de pensão fechados proibidos por lei de perseguir lucros, e sendo a competência para a instituição do IRPJ (inclusive do IRRF, que tem natureza antecipatória) e da CSLL ligada à ideia de renda ou lucro, não se pode cogitar da incidência de tais tributos sobre as referidas entidades’ (fl. 455). Aduz que pela Lei n.º 6.435/77, em seu artigo 4º, § 1º, recepcionada como Lei Complementar pela Constituição Federal de 1988, as entidades fechadas eram proibidas de perseguir lucros, e que essa orientação foi mantida pelo artigo 31, § 1º, da Lei Complementar n.º 109/2001, que a revogou. Sustentam que em decorrência dessa proibição, a sua natureza peculiar afasta o regime das leis mercantis e financeiras, aplicáveis às entidades abertas, com fins lucrativos. Alega que: ‘Por estarem legalmente proibidas de ter lucro, as associadas da Recorrente submetem-se a regime contábil particular, em que evidentemente não se cogita de lucros ou prejuízos, mas sim de superavits (não distribuíveis e necessariamente reversíveis à melhoria dos planos de benefícios ou à redução das contribuições da patrocinadora e dos beneficiários) e deficits (que têm de ser imediatamente e solidariamente equacionados por uma e outros, a bem da sobrevivência da entidade). ….......................................................................................... Constata-se que as leis de regência sempre caracterizaram as associadas da Recorrente como entidades previdenciárias sem fins lucrativos. Superavits, se houver, serão absorvidos pelos benefícios ou serão reduzidas as contribuições dos participantes, sendo de todo vedada a sua distribuição. Tal proibição ao ver do acórdão profligado, limitar-se-ia à destinação dos ‘lucros’ auferidos, mas não iria ao ponto de desqualificar como ‘lucros’ os superávits obtidos pelos fundos de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 612686 AGR / SC pensão fechados, que ficariam por isso mesmo obrigados ao pagamento o IRRF e da CSLL. O erro, data venia, está em designar como lucro o aumento patrimonial não disponível econômica ou juridicamente para quem o obtém. De fato, o conceito provado de lucro, adotado pelo constituinte para atribuir competência para instituir o IR e a CSLL (e que precisa ser respeitado pelo legislador e pelo aplicador da lei tributária, à vista do preceito declaratório do artigo 110 do CTN), pressupõe necessariamente a possibilidade de apropriação privada, a depender apenas da decisão da assembléia geral. (…). ….......................................................................................... O v. Acórdão reconhece que os fundos de pensão fechados não podem repartir os seus superávits entre os associados. Mesmo assim, insiste em enquadrá-los nos conceitos constitucionais de lucro e de renda, para fim de incidência do IR-fonte e da CSLL. O desvirtuamento de tais conceitos revela- se nítido. Sobre a sinonímia entre os conceitos de renda e de lucro, basta lembrar que a legislação do IRPJ determina a apuração da renda a partir do lucro real, do lucro presumido ou do lucro arbitrado – sempre do lucro, portanto. Se é fato que os acréscimos patrimoniais obtidos pelos fundos de pensão fechados não constituem renda, como acima demonstrado, tampouco se justifica a sua tributação como proventos de qualquer natureza. Isso porque, tanto quanto a renda, os proventos qualificam-se por serem disponíveis, e está demonstrado que tal disponibilidade inexiste para as entidades fechadas de previdência complementar, que não podem dar aos seus superavits destinação distinta das fixadas em lei’ (fls. 459). Informa a existência de Ato Declaratório Normativo do Coordenador do Sistema de Tributação – CST nº 17/90 reconhecendo que a Contribuição Social sobre o Lucro - CSLL não será devida pelas sociedades jurídicas que desenvolvam 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Supremo Tribunal Federal RE 612686 AGR / SC pensão fechados, que ficariam por isso mesmo obrigados ao pagamento o IRRF e da CSLL. O erro, data venia, está em designar como lucro o aumento patrimonial não disponível econômica ou juridicamente para quem o obtém. De fato, o conceito provado de lucro, adotado pelo constituinte para atribuir competência para instituir o IR e a CSLL (e que precisa ser respeitado pelo legislador e pelo aplicador da lei tributária, à vista do preceito declaratório do artigo 110 do CTN), pressupõe necessariamente a possibilidade de apropriação privada, a depender apenas da decisão da assembléia geral. (…). ….......................................................................................... O v. Acórdão reconhece que os fundos de pensão fechados não podem repartir os seus superávits entre os associados. Mesmo assim, insiste em enquadrá-los nos conceitos constitucionais de lucro e de renda, para fim de incidência do IR-fonte e da CSLL. O desvirtuamento de tais conceitos revela- se nítido. Sobre a sinonímia entre os conceitos de renda e de lucro, basta lembrar que a legislação do IRPJ determina a apuração da renda a partir do lucro real, do lucro presumido ou do lucro arbitrado – sempre do lucro, portanto. Se é fato que os acréscimos patrimoniais obtidos pelos fundos de pensão fechados não constituem renda, como acima demonstrado, tampouco se justifica a sua tributação como proventos de qualquer natureza. Isso porque, tanto quanto a renda, os proventos qualificam-se por serem disponíveis, e está demonstrado que tal disponibilidade inexiste para as entidades fechadas de previdência complementar, que não podem dar aos seus superavits destinação distinta das fixadas em lei’ (fls. 459). Informa a existência de Ato Declaratório Normativo do Coordenador do Sistema de Tributação – CST nº 17/90 reconhecendo que a Contribuição Social sobre o Lucro - CSLL não será devida pelas sociedades jurídicas que desenvolvam 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 612686 AGR / SC atividades sem fins lucrativos, tais como fundações, associações e sindicatos. Quanto ao imposto de renda e proventos de qualquer natureza da pessoa jurídica – IRPJ, aduz ser inconstitucional a tributação exclusiva na fonte, ‘pois a lei jamais impôs IRPJ, ao fim do exercício, sobre os fundos de pensão fechados’ (fl. 461). Aduz que o que havia era o equivocado entendimento do Fisco de que se sujeitariam à retenção de imposto de renda exclusivo na fonte os rendimentos por eles auferidos em aplicações financeiras de renda fixa ou variável, partindo de errônea interpretação das Leis tributárias, mais especificamente dos artigos 47 da Lei n.º 7.799/89; 20 da Lei n.º 8.383/91; 36 da Lei n.º 8.541/92; 64, 72 e 73 da Lei n.º 8.981/95 e 28 da Lei nº 9.532/97. Sustenta que tais dispositivos não se aplicam às entidades de previdência privada, que não são isentas, mas simplesmente não realizam o fato gerador, em típica hipótese de não incidência, sendo que a exigência do tributo desvirtua o conceito constitucional de renda insculpido no artigo 153, inciso III, da Constituição Federal. Foram apresentadas contrarrazões ao recurso extraordinário (fls. 470-472). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Rocha Campos, opinou pelo desprovimento do recurso extraordinário. É o relatório. DECIDO. Não assiste razão o recorrente. Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (artigo 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3º, da CF). O acórdão recorrido harmoniza-se com o Enunciado da Súmula n.º 730 do Supremo Tribunal Federal: “A imunidade tributária conferida a instituições de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Supremo Tribunal Federal RE 612686 AGR / SC atividades sem fins lucrativos, tais como fundações, associações e sindicatos. Quanto ao imposto de renda e proventos de qualquer natureza da pessoa jurídica – IRPJ, aduz ser inconstitucional a tributação exclusiva na fonte, ‘pois a lei jamais impôs IRPJ, ao fim do exercício, sobre os fundos de pensão fechados’ (fl. 461). Aduz que o que havia era o equivocado entendimento do Fisco de que se sujeitariam à retenção de imposto de renda exclusivo na fonte os rendimentos por eles auferidos em aplicações financeiras de renda fixa ou variável, partindo de errônea interpretação das Leis tributárias, mais especificamente dos artigos 47 da Lei n.º 7.799/89; 20 da Lei n.º 8.383/91; 36 da Lei n.º 8.541/92; 64, 72 e 73 da Lei n.º 8.981/95 e 28 da Lei nº 9.532/97. Sustenta que tais dispositivos não se aplicam às entidades de previdência privada, que não são isentas, mas simplesmente não realizam o fato gerador, em típica hipótese de não incidência, sendo que a exigência do tributo desvirtua o conceito constitucional de renda insculpido no artigo 153, inciso III, da Constituição Federal. Foram apresentadas contrarrazões ao recurso extraordinário (fls. 470-472). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Rocha Campos, opinou pelo desprovimento do recurso extraordinário. É o relatório. DECIDO. Não assiste razão o recorrente. Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (artigo 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3º, da CF). O acórdão recorrido harmoniza-se com o Enunciado da Súmula n.º 730 do Supremo Tribunal Federal: “A imunidade tributária conferida a instituições de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 612686 AGR / SC assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, vi, "c", da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários”. Nesse mesmo sentido: “TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMUNIDADE. ENTIDADE QUE PRESTA SERVIÇOS DE NATUREZA ONEROSA. ALEGAÇÃO DE QUE SEU PLANO DE BENEFÍCIOS É CUSTEADO APENAS POR CONTRIBUIÇÕES DOS PATROCINADORES. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão recorrido declarou que a agravante presta serviços de natureza onerosa aos associados. Para se utilizar como premissa de decisão a alegação da recorrente de que seu plano de benefícios é custeado apenas por contribuições dos patrocinadores, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor das Súmulas 279 do STF. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (AI n.º 721.029/SP-AgR, Primeira Turma, Relator Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 17.11.2010) ‘I. Imunidade tributária: o plenário do STF, ao julgar, em 8.11.2001, o RE 202.700 (Corrêa, DJ 21.03/02), por maioria de votos, firmou o entendimento de que as entidades fechadas de previdência privada, porque não seriam entidades de assistência social, não estão abrangidas pela imunidade tributária garantida pela Constituição. II. Recurso extraordinário: descabimento para reexame de fatos e provas e reapreciação de cláusula contratual (Súmulas 279 e 454) (AI n.º 471.075/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ de 10.12.2004) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Supremo Tribunal Federal RE 612686 AGR / SC assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, vi, "c", da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários”. Nesse mesmo sentido: “TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMUNIDADE. ENTIDADE QUE PRESTA SERVIÇOS DE NATUREZA ONEROSA. ALEGAÇÃO DE QUE SEU PLANO DE BENEFÍCIOS É CUSTEADO APENAS POR CONTRIBUIÇÕES DOS PATROCINADORES. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão recorrido declarou que a agravante presta serviços de natureza onerosa aos associados. Para se utilizar como premissa de decisão a alegação da recorrente de que seu plano de benefícios é custeado apenas por contribuições dos patrocinadores, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor das Súmulas 279 do STF. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (AI n.º 721.029/SP-AgR, Primeira Turma, Relator Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 17.11.2010) ‘I. Imunidade tributária: o plenário do STF, ao julgar, em 8.11.2001, o RE 202.700 (Corrêa, DJ 21.03/02), por maioria de votos, firmou o entendimento de que as entidades fechadas de previdência privada, porque não seriam entidades de assistência social, não estão abrangidas pela imunidade tributária garantida pela Constituição. II. Recurso extraordinário: descabimento para reexame de fatos e provas e reapreciação de cláusula contratual (Súmulas 279 e 454) (AI n.º 471.075/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ de 10.12.2004) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 612686 AGR / SC Sobre a alegação da requerente que suas associadas não exercem atividade lucrativa, assim fundamentou o juízo a quo: ‘(...). A incidência do imposto de renda, quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefício futuros, ou seja um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição’. Assim sendo, para divergir do acórdão recorrido acerca da existência do fato gerador demandaria o reexame de provas e cláusulas contratuais (estatuto social e plano de benefícios), o que encontra óbice nas súmulas 279 e 454 desta Corte. Não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/STF de seguinte teor, verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática”. Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental . 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Supremo Tribunal Federal RE 612686 AGR / SC Sobre a alegação da requerente que suas associadas não exercem atividade lucrativa, assim fundamentou o juízo a quo: ‘(...). A incidência do imposto de renda, quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefício futuros, ou seja um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição’. Assim sendo, para divergir do acórdão recorrido acerca da existência do fato gerador demandaria o reexame de provas e cláusulas contratuais (estatuto social e plano de benefícios), o que encontra óbice nas súmulas 279 e 454 desta Corte. Não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/STF de seguinte teor, verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática”. Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental . 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP ADV.(A/S) : SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506383 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP ADV.(A/S) : SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506383 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3517510
2013-03-05T00:00:00
2013-03-20T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.3.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. PEDIDO DE NÃO INCIDÊNCIA DO IRPJ E CSLL. ALEGAÇÃO DE NÃO OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR LUCRO. IMPOSSIBILIDADE. A EXISTÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEUS BENEFICIÁRIOS AFASTA A IMUNIDADE DO ARTIGO 150, VI, “C”. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA N.º 730/STF. PRECEDENTE: RE N.º 202.700/DF, PLENO, RELATOR O MINISTRO MAURÍCIO CORRÊA, DJ 1º.3.02. EXISTÊNCIA OU NÃO DO FATO GERADOR DO IRPJ E CSLL. MATÉRIA FÁTICA. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA Nº 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, "c", da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários. Incidência do Enunciado da Súmula n.º 730/STF. 2. Para divergir do acórdão recorrido acerca da existência do fato gerador do IRPJ e CSLL seria necessário o reexame de provas e cláusulas contratuais (estatuto social e plano de benefícios), o que encontra óbice nas súmulas 279 e 454 desta Corte. 3. A Súmula 279/STF dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “AC. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. BITRIBUTAÇÃO. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA PROGRESSIVIDADE. 1. O patrimônio das entidades fechadas de previdência privada compõe-se de valores provenientes das contribuições de seus participantes, de dotações da própria entidade e de aporte do patrocinador, enfim, mesmo que não possuam fins lucrativos, é cabível a incidência do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro, pois na sua atividade captam e administram os recursos destinados ao pagamento de benefícios de seus associados. Também, não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, "c" da CRFB, já que não se confundem com as entidades de assistência social, destinadas a auxiliar pessoas carentes, independentemente de estarem ou não no mercado de trabalho e da contribuição correspondente. 2. Quanto à bitributação, não há demostração clara sobre quais valores estaria ocorrendo a dupla incidência do mesmo tributo. A incidência do imposto de renda, quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefícios futuros, ou seja, um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição. 3. Em relação aos princípios da isonomia e da progressividade entendo que não há a alegada quebra. O princípio da isonomia prevê a vedação ao tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. O que a apelante está pretendendo é o reconhecimento de imunidade, ou seja, um benefício concedido pelo legislador constituinte. A esse respeito o STF já decidiu (RE 259.756, DJ 29/08/2003) quais as entidades estariam abrangidas pela imunidade, quais sejam, as entidades de previdência complementar custeadas, exclusivamente, pelo ente patrocinador. Tampouco há ofensa ao princípio da progressividade, pois é baseado na capacidade contributiva”. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur226665
- RE 612686 AgR foi objeto de embargos de declaração acolhidos com efeitos modificativos. - Acórdão(s) citado(s): (ENTIDADE DE PREVIDÊNCIA FECHADA, AUSÊNCIA, IMUNIDADE, CONTRIBUIÇÃO, BENEFICIÁRIO) RE 202700(TP). Número de páginas: 14. Análise: 12/04/2013, LLD.
LUIZ FUX
Primeira Turma
612686
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00150 INC-00006 LET-C \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF \r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF \r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000730 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 612686 AgR
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AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
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Ementa e Acórdão 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP ADV.(A/S) :SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. PEDIDO DE NÃO INCIDÊNCIA DO IRPJ E CSLL. ALEGAÇÃO DE NÃO OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR LUCRO. IMPOSSIBILIDADE. A EXISTÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEUS BENEFICIÁRIOS AFASTA A IMUNIDADE DO ARTIGO 150, VI, “C”. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA N. 730/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTE: Recurso Extraordinário N. 202.700/DF, PLENO, RELATOR O MINISTRO MAURÍCIO CORRÊA, DJ 1....3.02. EXISTÊNCIA OU NÃO DO FATO GERADOR DO IRPJ E CSLL. MATÉRIA FÁTICA. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, "c", da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários. Incidência do Enunciado da Súmula n. 730/Supremo Tribunal Federal. 2. Para divergir do acórdão recorrido acerca da existência do fato gerador do IRPJ e CSLL seria necessário o reexame de provas e cláusulas contratuais (estatuto social e plano de benefícios), o que encontra óbice nas súmulas 279 e 454 desta Corte. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501499. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC 3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “AC. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. BITRIBUTAÇÃO. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA PROGRESSIVIDADE. 1. O patrimônio das entidades fechadas de previdência privada compõe-se de valores provenientes das contribuições de seus participantes, de dotações da própria entidade e de aporte do patrocinador, enfim, mesmo que não possuam fins lucrativos, é cabível a incidência do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro, pois na sua atividade captam e administram os recursos destinados ao pagamento de benefícios de seus associados. Também, não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, "c" da CRFB, já que não se confundem com as entidades de assistência social, destinadas a auxiliar pessoas carentes, independentemente de estarem ou não no mercado de trabalho e da contribuição correspondente. 2. Quanto à bitributação, não há demostração clara sobre quais valores estaria ocorrendo a dupla incidência do mesmo tributo. A incidência do imposto de renda, quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefícios futuros, ou seja, um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição. 3. Em relação aos princípios da isonomia e da progressividade entendo que não há a alegada quebra. O princípio da isonomia prevê a vedação ao tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. O que a apelante está pretendendo é o reconhecimento de imunidade, ou seja, um benefício concedido pelo legislador constituinte. A esse respeito o Supremo Tribunal Federal já decidiu (Recurso Extraordinário 259.756, DJ 29/08/2003) quais as entidades estariam abrangidas pela imunidade, quais sejam, as entidades de previdência complementar custeadas, exclusivamente, pelo ente patrocinador. Tampouco há ofensa ao princípio da progressividade, pois é baseado na capacidade contributiva”. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501499. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC 3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático- probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: “AC. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. BITRIBUTAÇÃO. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA PROGRESSIVIDADE. 1. O patrimônio das entidades fechadas de previdência privada compõe-se de valores provenientes das contribuições de seus participantes, de dotações da própria entidade e de aporte do patrocinador, enfim, mesmo que não possuam fins lucrativos, é cabível a incidência do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro, pois na sua atividade captam e administram os recursos destinados ao pagamento de benefícios de seus associados. Também, não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, "c" da CRFB, já que não se confundem com as entidades de assistência social, destinadas a auxiliar pessoas carentes, independentemente de estarem ou não no mercado de trabalho e da contribuição correspondente. 2. Quanto à bitributação, não há demostração clara sobre quais valores estaria ocorrendo a dupla incidência do mesmo tributo. A incidência do imposto de renda, quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefícios futuros, ou seja, um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição. 3. Em relação aos princípios da isonomia e da progressividade entendo que não há a alegada quebra. O princípio da isonomia prevê a vedação ao tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. O que a apelante está pretendendo é o reconhecimento de imunidade, ou seja, um benefício concedido pelo legislador constituinte. A esse respeito o Supremo Tribunal Federal já decidiu (Recurso Extraordinário 259.756, DJ 29/08/2003) quais as entidades estariam abrangidas pela imunidade, quais sejam, as entidades de previdência complementar custeadas, exclusivamente, pelo ente patrocinador. Tampouco há ofensa ao princípio da progressividade, pois é baseado na capacidade contributiva”. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 05 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501499. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 05 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP ADV.(A/S) :SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar - ABRAPP, com fulcro no artigo 317 do RISTF, em face de decisão de minha relatoria, que restou assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. PEDIDO DE NÃO INCIDÊNCIA DO IRPJ E CSLL. ALEGAÇÃO DE NÃO OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR LUCRO. IMPOSSIBILIDADE. A EXISTÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEUS BENEFICIÁRIOS AFASTA A IMUNIDADE DO ARTIGO 150, VI, ‘C’. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA N. 730/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTE: Recurso Extraordinário N. 202.700/DF, PLENO, RELATOR O MINISTRO MAURÍCIO CORRÊA, DJ 1....3.02. EXISTÊNCIA OU NÃO DO FATO GERADOR DO IRPJ E CSLL. MATÉRIA FÁTICA. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501500. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP ADV.(A/S) :SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar - ABRAPP, com fulcro no artigo 317 do RISTF, em face de decisão de minha relatoria, que restou assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO TRIBUTÁRIO. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. PEDIDO DE NÃO INCIDÊNCIA DO IRPJ E CSLL. ALEGAÇÃO DE NÃO OCORRÊNCIA DO FATO GERADOR LUCRO. IMPOSSIBILIDADE. A EXISTÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO DOS SEUS BENEFICIÁRIOS AFASTA A IMUNIDADE DO ARTIGO 150, VI, ‘C’. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA N. 730/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTE: Recurso Extraordinário N. 202.700/DF, PLENO, RELATOR O MINISTRO MAURÍCIO CORRÊA, DJ 1....3.02. EXISTÊNCIA OU NÃO DO FATO GERADOR DO IRPJ E CSLL. MATÉRIA FÁTICA. INCIDÊNCIA DO ENUNCIADO DA SÚMULA n 279/Supremo Tribunal Federal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501500. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou- se no sentido de que a imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, ‘c’, da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários. Incidência do Enunciado da Súmula n. 730/Supremo Tribunal Federal. 3. Para divergir do acórdão recorrido acerca da existência do fato gerador do IRPJ e CSLL demandaria o reexame de provas e cláusulas contratuais (estatuto social e plano de benefícios), o que encontra óbice nas súmulas 279 e 454 desta Corte. 4. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘AC. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. BITRIBUTAÇÃO. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA PROGRESSIVIDADE. 1. O patrimônio das entidades fechadas de previdência privada compõe-se de valores provenientes das contribuições de seus participantes, de dotações da própria entidade e de aporte do patrocinador, enfim, mesmo que não possuam fins lucrativos, é cabível a incidência do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro, pois na sua atividade captam e administram os recursos destinados ao pagamento de benefícios de seus associados. Também, não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, "c" da CRFB, já que não se confundem com as entidades de assistência social, destinadas a auxiliar pessoas carentes, independentemente de estarem ou não no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501500. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou- se no sentido de que a imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, ‘c’, da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários. Incidência do Enunciado da Súmula n. 730/Supremo Tribunal Federal. 3. Para divergir do acórdão recorrido acerca da existência do fato gerador do IRPJ e CSLL demandaria o reexame de provas e cláusulas contratuais (estatuto social e plano de benefícios), o que encontra óbice nas súmulas 279 e 454 desta Corte. 4. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão recorrido assentou: ‘AC. ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CAPACIDADE CONTRIBUTIVA. BITRIBUTAÇÃO. PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA PROGRESSIVIDADE. 1. O patrimônio das entidades fechadas de previdência privada compõe-se de valores provenientes das contribuições de seus participantes, de dotações da própria entidade e de aporte do patrocinador, enfim, mesmo que não possuam fins lucrativos, é cabível a incidência do imposto de renda e da contribuição sobre o lucro, pois na sua atividade captam e administram os recursos destinados ao pagamento de benefícios de seus associados. Também, não gozam da imunidade prevista no art. 150, VI, "c" da CRFB, já que não se confundem com as entidades de assistência social, destinadas a auxiliar pessoas carentes, independentemente de estarem ou não no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501500. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC mercado de trabalho e da contribuição correspondente. 2. Quanto à bitributação, não há demostração clara sobre quais valores estaria ocorrendo a dupla incidência do mesmo tributo. A incidência do imposto de renda, quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefícios futuros, ou seja, um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição. 3. Em relação aos princípios da isonomia e da progressividade entendo que não há a alegada quebra. O princípio da isonomia prevê a vedação ao tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. O que a apelante está pretendendo é o reconhecimento de imunidade, ou seja, um benefício concedido pelo legislador constituinte. A esse respeito o Supremo Tribunal Federal já decidiu (Recurso Extraordinário 259.756, DJ 29/08/2003) quais as entidades estariam abrangidas pela imunidade, quais sejam, as entidades de previdência complementar custeadas, exclusivamente, pelo ente patrocinador. Tampouco há ofensa ao princípio da progressividade, pois é baseado na capacidade contributiva’. 6. Recurso extraordinário a que se nega seguimento. Em suas razões, a parte recorrente repisa os mesmos argumentos expendidos em seu apelo excepcional, alegando que: “(...) a discussão sobre a constitucionalidade de tais exigências (IR-fonte e CSLL) não pressupõe qualquer exame de provas (de resto, inexistentes nos autos) ou de cláusulas dos estatutos ou dos planos de benefícios das entidades associadas à ABRAPP, pois não é em nenhum desses documentos – mas diretamente na lei – que se encontra a declaração inequívoca do caráter não-lucrativo dos fundos de pensão fechados, ponto aliás reconhecido de forma expressa pelo acórdão do TRF da 4... Região . A questão é puramente de direito, e das mais relevantes: definir se é compatível com a Constituição exigir-se IR-fonte e CSLL de entidades a quem o legislador vedou de forma categórica e incondicional a persecução de lucros. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501500. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC mercado de trabalho e da contribuição correspondente. 2. Quanto à bitributação, não há demostração clara sobre quais valores estaria ocorrendo a dupla incidência do mesmo tributo. A incidência do imposto de renda, quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefícios futuros, ou seja, um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição. 3. Em relação aos princípios da isonomia e da progressividade entendo que não há a alegada quebra. O princípio da isonomia prevê a vedação ao tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. O que a apelante está pretendendo é o reconhecimento de imunidade, ou seja, um benefício concedido pelo legislador constituinte. A esse respeito o Supremo Tribunal Federal já decidiu (Recurso Extraordinário 259.756, DJ 29/08/2003) quais as entidades estariam abrangidas pela imunidade, quais sejam, as entidades de previdência complementar custeadas, exclusivamente, pelo ente patrocinador. Tampouco há ofensa ao princípio da progressividade, pois é baseado na capacidade contributiva’. 6. Recurso extraordinário a que se nega seguimento. Em suas razões, a parte recorrente repisa os mesmos argumentos expendidos em seu apelo excepcional, alegando que: “(...) a discussão sobre a constitucionalidade de tais exigências (IR-fonte e CSLL) não pressupõe qualquer exame de provas (de resto, inexistentes nos autos) ou de cláusulas dos estatutos ou dos planos de benefícios das entidades associadas à ABRAPP, pois não é em nenhum desses documentos – mas diretamente na lei – que se encontra a declaração inequívoca do caráter não-lucrativo dos fundos de pensão fechados, ponto aliás reconhecido de forma expressa pelo acórdão do TRF da 4... Região . A questão é puramente de direito, e das mais relevantes: definir se é compatível com a Constituição exigir-se IR-fonte e CSLL de entidades a quem o legislador vedou de forma categórica e incondicional a persecução de lucros. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501500. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC O seu deslinde passa unicamente pela aferição dos limites do fato gerador do IRPJ e da CSLL, tal como exteriorizados nos dispositivos constitucionais já referidos, de forma a definir-se se alcança os ingressos e os superávits obtidos por entidades legalmente qualificadas (e, insista-se, definidas pela Corte a quo) como destituídas de fins lucrativos”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501500. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC O seu deslinde passa unicamente pela aferição dos limites do fato gerador do IRPJ e da CSLL, tal como exteriorizados nos dispositivos constitucionais já referidos, de forma a definir-se se alcança os ingressos e os superávits obtidos por entidades legalmente qualificadas (e, insista-se, definidas pela Corte a quo) como destituídas de fins lucrativos”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501500. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, o agravo regimental atende aos pressupostos de admissibilidade indispensáveis para o conhecimento da causa por esta Corte. No mérito, contudo, não merece prosperar. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados (fls. ): “Cuida-se na origem de mandado de segurança coletivo impetrado pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar - ABRAPP, ora recorrente, na qualidade de substituta processual de suas associadas, contra a exigência da Contribuição Social Sobre o Lucro – CSLL e do Imposto de Renda Retido na Fonte – IRRF, incidente, na modalidade de tributação exclusiva, sobre aplicações financeiras. Opostos embargos de declaração (fls. 439-443) em face do acórdão prolatado em sede de apelação, estes foram rejeitados. (fls. 445-447). Nas razões do recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta a preliminar de repercussão geral e, no mérito, alega violação dos artigos 150, inciso III, e 195, inciso I, alínea ‘c’, da Constituição Federal. Sustenta que não pretende discutir a acerca da imunidade das entidades de previdência fechada, pois é certo que o Supremo Tribunal Federal decidiu no Recurso Extraordinário n. 202.700/DF que as entidades fechadas de previdência complementar que cobram contribuições de seus beneficiários não tem, por isso mesmo, natureza assistencial, não se legitimando ao gozo da imunidade dos artigos 150, VI, ‘c’, e 195, § 7..., da Constituição Federal, no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, o agravo regimental atende aos pressupostos de admissibilidade indispensáveis para o conhecimento da causa por esta Corte. No mérito, contudo, não merece prosperar. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados (fls. ): “Cuida-se na origem de mandado de segurança coletivo impetrado pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar - ABRAPP, ora recorrente, na qualidade de substituta processual de suas associadas, contra a exigência da Contribuição Social Sobre o Lucro – CSLL e do Imposto de Renda Retido na Fonte – IRRF, incidente, na modalidade de tributação exclusiva, sobre aplicações financeiras. Opostos embargos de declaração (fls. 439-443) em face do acórdão prolatado em sede de apelação, estes foram rejeitados. (fls. 445-447). Nas razões do recurso extraordinário, a parte recorrente sustenta a preliminar de repercussão geral e, no mérito, alega violação dos artigos 150, inciso III, e 195, inciso I, alínea ‘c’, da Constituição Federal. Sustenta que não pretende discutir a acerca da imunidade das entidades de previdência fechada, pois é certo que o Supremo Tribunal Federal decidiu no Recurso Extraordinário n. 202.700/DF que as entidades fechadas de previdência complementar que cobram contribuições de seus beneficiários não tem, por isso mesmo, natureza assistencial, não se legitimando ao gozo da imunidade dos artigos 150, VI, ‘c’, e 195, § 7..., da Constituição Federal, no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC entanto, mesmo o contribuinte não imune só ficaria obrigado ao pagamento de tributo cujo fato gerador possa ser efetivamente realizado. Afirma que, no caso, ‘sendo os fundos de pensão fechados proibidos por lei de perseguir lucros, e sendo a competência para a instituição do IRPJ (inclusive do IRRF, que tem natureza antecipatória) e da CSLL ligada à ideia de renda ou lucro, não se pode cogitar da incidência de tais tributos sobre as referidas entidades’ (fl. 455). Aduz que pela Lei n. 6.435/77, em seu artigo 4..., § 1..., recepcionada como Lei Complementar pela Constituição Federal de 1988, as entidades fechadas eram proibidas de perseguir lucros, e que essa orientação foi mantida pelo artigo 31, § 1..., da Lei Complementar n. 109/2001, que a revogou. Sustentam que em decorrência dessa proibição, a sua natureza peculiar afasta o regime das leis mercantis e financeiras, aplicáveis às entidades abertas, com fins lucrativos. Alega que: ‘Por estarem legalmente proibidas de ter lucro, as associadas da Recorrente submetem-se a regime contábil particular, em que evidentemente não se cogita de lucros ou prejuízos, mas sim de superavits (não distribuíveis e necessariamente reversíveis à melhoria dos planos de benefícios ou à redução das contribuições da patrocinadora e dos beneficiários) e deficits (que têm de ser imediatamente e solidariamente equacionados por uma e outros, a bem da sobrevivência da entidade). ….......................................................................................... Constata-se que as leis de regência sempre caracterizaram as associadas da Recorrente como entidades previdenciárias sem fins lucrativos. Superavits, se houver, serão absorvidos pelos benefícios ou serão reduzidas as contribuições dos participantes, sendo de todo vedada a sua distribuição. Tal proibição ao ver do acórdão profligado, limitar-se-ia à destinação dos ‘lucros’ auferidos, mas não iria ao ponto de desqualificar como ‘lucros’ os superávits obtidos pelos fundos de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC entanto, mesmo o contribuinte não imune só ficaria obrigado ao pagamento de tributo cujo fato gerador possa ser efetivamente realizado. Afirma que, no caso, ‘sendo os fundos de pensão fechados proibidos por lei de perseguir lucros, e sendo a competência para a instituição do IRPJ (inclusive do IRRF, que tem natureza antecipatória) e da CSLL ligada à ideia de renda ou lucro, não se pode cogitar da incidência de tais tributos sobre as referidas entidades’ (fl. 455). Aduz que pela Lei n. 6.435/77, em seu artigo 4..., § 1..., recepcionada como Lei Complementar pela Constituição Federal de 1988, as entidades fechadas eram proibidas de perseguir lucros, e que essa orientação foi mantida pelo artigo 31, § 1..., da Lei Complementar n. 109/2001, que a revogou. Sustentam que em decorrência dessa proibição, a sua natureza peculiar afasta o regime das leis mercantis e financeiras, aplicáveis às entidades abertas, com fins lucrativos. Alega que: ‘Por estarem legalmente proibidas de ter lucro, as associadas da Recorrente submetem-se a regime contábil particular, em que evidentemente não se cogita de lucros ou prejuízos, mas sim de superavits (não distribuíveis e necessariamente reversíveis à melhoria dos planos de benefícios ou à redução das contribuições da patrocinadora e dos beneficiários) e deficits (que têm de ser imediatamente e solidariamente equacionados por uma e outros, a bem da sobrevivência da entidade). ….......................................................................................... Constata-se que as leis de regência sempre caracterizaram as associadas da Recorrente como entidades previdenciárias sem fins lucrativos. Superavits, se houver, serão absorvidos pelos benefícios ou serão reduzidas as contribuições dos participantes, sendo de todo vedada a sua distribuição. Tal proibição ao ver do acórdão profligado, limitar-se-ia à destinação dos ‘lucros’ auferidos, mas não iria ao ponto de desqualificar como ‘lucros’ os superávits obtidos pelos fundos de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC pensão fechados, que ficariam por isso mesmo obrigados ao pagamento o IRRF e da CSLL. O erro, data venia, está em designar como lucro o aumento patrimonial não disponível econômica ou juridicamente para quem o obtém. De fato, o conceito provado de lucro, adotado pelo constituinte para atribuir competência para instituir o IR e a CSLL (e que precisa ser respeitado pelo legislador e pelo aplicador da lei tributária, à vista do preceito declaratório do artigo 110 do CTN), pressupõe necessariamente a possibilidade de apropriação privada, a depender apenas da decisão da assembléia geral. (…). ….......................................................................................... O v. Acórdão reconhece que os fundos de pensão fechados não podem repartir os seus superávits entre os associados. Mesmo assim, insiste em enquadrá-los nos conceitos constitucionais de lucro e de renda, para fim de incidência do IR-fonte e da CSLL. O desvirtuamento de tais conceitos revela- se nítido. Sobre a sinonímia entre os conceitos de renda e de lucro, basta lembrar que a legislação do IRPJ determina a apuração da renda a partir do lucro real, do lucro presumido ou do lucro arbitrado – sempre do lucro, portanto. Se é fato que os acréscimos patrimoniais obtidos pelos fundos de pensão fechados não constituem renda, como acima demonstrado, tampouco se justifica a sua tributação como proventos de qualquer natureza. Isso porque, tanto quanto a renda, os proventos qualificam-se por serem disponíveis, e está demonstrado que tal disponibilidade inexiste para as entidades fechadas de previdência complementar, que não podem dar aos seus superavits destinação distinta das fixadas em lei’ (fls. 459). Informa a existência de Ato Declaratório Normativo do Coordenador do Sistema de Tributação – CST n 17/90 reconhecendo que a Contribuição Social sobre o Lucro - CSLL não será devida pelas sociedades jurídicas que desenvolvam 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC pensão fechados, que ficariam por isso mesmo obrigados ao pagamento o IRRF e da CSLL. O erro, data venia, está em designar como lucro o aumento patrimonial não disponível econômica ou juridicamente para quem o obtém. De fato, o conceito provado de lucro, adotado pelo constituinte para atribuir competência para instituir o IR e a CSLL (e que precisa ser respeitado pelo legislador e pelo aplicador da lei tributária, à vista do preceito declaratório do artigo 110 do CTN), pressupõe necessariamente a possibilidade de apropriação privada, a depender apenas da decisão da assembléia geral. (…). ….......................................................................................... O v. Acórdão reconhece que os fundos de pensão fechados não podem repartir os seus superávits entre os associados. Mesmo assim, insiste em enquadrá-los nos conceitos constitucionais de lucro e de renda, para fim de incidência do IR-fonte e da CSLL. O desvirtuamento de tais conceitos revela- se nítido. Sobre a sinonímia entre os conceitos de renda e de lucro, basta lembrar que a legislação do IRPJ determina a apuração da renda a partir do lucro real, do lucro presumido ou do lucro arbitrado – sempre do lucro, portanto. Se é fato que os acréscimos patrimoniais obtidos pelos fundos de pensão fechados não constituem renda, como acima demonstrado, tampouco se justifica a sua tributação como proventos de qualquer natureza. Isso porque, tanto quanto a renda, os proventos qualificam-se por serem disponíveis, e está demonstrado que tal disponibilidade inexiste para as entidades fechadas de previdência complementar, que não podem dar aos seus superavits destinação distinta das fixadas em lei’ (fls. 459). Informa a existência de Ato Declaratório Normativo do Coordenador do Sistema de Tributação – CST n 17/90 reconhecendo que a Contribuição Social sobre o Lucro - CSLL não será devida pelas sociedades jurídicas que desenvolvam 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC atividades sem fins lucrativos, tais como fundações, associações e sindicatos. Quanto ao imposto de renda e proventos de qualquer natureza da pessoa jurídica – IRPJ, aduz ser inconstitucional a tributação exclusiva na fonte, ‘pois a lei jamais impôs IRPJ, ao fim do exercício, sobre os fundos de pensão fechados’ (fl. 461). Aduz que o que havia era o equivocado entendimento do Fisco de que se sujeitariam à retenção de imposto de renda exclusivo na fonte os rendimentos por eles auferidos em aplicações financeiras de renda fixa ou variável, partindo de errônea interpretação das Leis tributárias, mais especificamente dos artigos 47 da Lei n. 7.799/89; 20 da Lei n. 8.383/91; 36 da Lei n. 8.541/92; 64, 72 e 73 da Lei n. 8.981/95 e 28 da Lei n 9.532/97. Sustenta que tais dispositivos não se aplicam às entidades de previdência privada, que não são isentas, mas simplesmente não realizam o fato gerador, em típica hipótese de não incidência, sendo que a exigência do tributo desvirtua o conceito constitucional de renda insculpido no artigo 153, inciso III, da Constituição Federal. Foram apresentadas contrarrazões ao recurso extraordinário (fls. 470-472). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Rocha Campos, opinou pelo desprovimento do recurso extraordinário. É o relatório. DECIDO. Não assiste razão o recorrente. Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (artigo 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). O acórdão recorrido harmoniza-se com o Enunciado da Súmula n. 730 do Supremo Tribunal Federal: “A imunidade tributária conferida a instituições de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC atividades sem fins lucrativos, tais como fundações, associações e sindicatos. Quanto ao imposto de renda e proventos de qualquer natureza da pessoa jurídica – IRPJ, aduz ser inconstitucional a tributação exclusiva na fonte, ‘pois a lei jamais impôs IRPJ, ao fim do exercício, sobre os fundos de pensão fechados’ (fl. 461). Aduz que o que havia era o equivocado entendimento do Fisco de que se sujeitariam à retenção de imposto de renda exclusivo na fonte os rendimentos por eles auferidos em aplicações financeiras de renda fixa ou variável, partindo de errônea interpretação das Leis tributárias, mais especificamente dos artigos 47 da Lei n. 7.799/89; 20 da Lei n. 8.383/91; 36 da Lei n. 8.541/92; 64, 72 e 73 da Lei n. 8.981/95 e 28 da Lei n 9.532/97. Sustenta que tais dispositivos não se aplicam às entidades de previdência privada, que não são isentas, mas simplesmente não realizam o fato gerador, em típica hipótese de não incidência, sendo que a exigência do tributo desvirtua o conceito constitucional de renda insculpido no artigo 153, inciso III, da Constituição Federal. Foram apresentadas contrarrazões ao recurso extraordinário (fls. 470-472). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Rocha Campos, opinou pelo desprovimento do recurso extraordinário. É o relatório. DECIDO. Não assiste razão o recorrente. Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (artigo 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida ‘a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso’ (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). O acórdão recorrido harmoniza-se com o Enunciado da Súmula n. 730 do Supremo Tribunal Federal: “A imunidade tributária conferida a instituições de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, vi, "c", da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários”. Nesse mesmo sentido: “TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMUNIDADE. ENTIDADE QUE PRESTA SERVIÇOS DE NATUREZA ONEROSA. ALEGAÇÃO DE QUE SEU PLANO DE BENEFÍCIOS É CUSTEADO APENAS POR CONTRIBUIÇÕES DOS PATROCINADORES. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão recorrido declarou que a agravante presta serviços de natureza onerosa aos associados. Para se utilizar como premissa de decisão a alegação da recorrente de que seu plano de benefícios é custeado apenas por contribuições dos patrocinadores, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor das Súmulas 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (AI n. 721.029/SP-AgR, Primeira Turma, Relator Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 17.11.2010) ‘I. Imunidade tributária: o plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar, em 8.11.2001, o Recurso Extraordinário 202.700 (Corrêa, DJ 21.03/02), por maioria de votos, firmou o entendimento de que as entidades fechadas de previdência privada, porque não seriam entidades de assistência social, não estão abrangidas pela imunidade tributária garantida pela Constituição. II. Recurso extraordinário: descabimento para reexame de fatos e provas e reapreciação de cláusula contratual (Súmulas 279 e 454) (AI n. 471.075/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ de 10.12.2004) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, vi, "c", da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários”. Nesse mesmo sentido: “TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMUNIDADE. ENTIDADE QUE PRESTA SERVIÇOS DE NATUREZA ONEROSA. ALEGAÇÃO DE QUE SEU PLANO DE BENEFÍCIOS É CUSTEADO APENAS POR CONTRIBUIÇÕES DOS PATROCINADORES. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão recorrido declarou que a agravante presta serviços de natureza onerosa aos associados. Para se utilizar como premissa de decisão a alegação da recorrente de que seu plano de benefícios é custeado apenas por contribuições dos patrocinadores, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor das Súmulas 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (AI n. 721.029/SP-AgR, Primeira Turma, Relator Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 17.11.2010) ‘I. Imunidade tributária: o plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar, em 8.11.2001, o Recurso Extraordinário 202.700 (Corrêa, DJ 21.03/02), por maioria de votos, firmou o entendimento de que as entidades fechadas de previdência privada, porque não seriam entidades de assistência social, não estão abrangidas pela imunidade tributária garantida pela Constituição. II. Recurso extraordinário: descabimento para reexame de fatos e provas e reapreciação de cláusula contratual (Súmulas 279 e 454) (AI n. 471.075/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ de 10.12.2004) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC Sobre a alegação da requerente que suas associadas não exercem atividade lucrativa, assim fundamentou o juízo a quo: ‘(...). A incidência do imposto de renda, quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefício futuros, ou seja um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição’. Assim sendo, para divergir do acórdão recorrido acerca da existência do fato gerador demandaria o reexame de provas e cláusulas contratuais (estatuto social e plano de benefícios), o que encontra óbice nas súmulas 279 e 454 desta Corte. Não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática”. Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental . 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC Sobre a alegação da requerente que suas associadas não exercem atividade lucrativa, assim fundamentou o juízo a quo: ‘(...). A incidência do imposto de renda, quando da concessão dos benefícios, se dá na fonte e não há vedação para a sua incidência no momento em que há a acumulação de reservas e provisões destinadas ao pagamento de benefício futuros, ou seja um fato gerador é a acumulação, outro é a distribuição’. Assim sendo, para divergir do acórdão recorrido acerca da existência do fato gerador demandaria o reexame de provas e cláusulas contratuais (estatuto social e plano de benefícios), o que encontra óbice nas súmulas 279 e 454 desta Corte. Não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática”. Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar, resta evidenciado das razões recursais que a parte agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental . 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501501. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP ADV.(A/S) : SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506383 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612.686 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR - ABRAPP ADV.(A/S) : SACHA CALMON NAVARRO COELHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506383 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612 . 686", "SÚMULA N . 730 /", "Recurso Extraordinário N . 202 . 700 / DF", "ENUNCIADO DA SÚMULA n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 730 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 259 . 756", "Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 259 . 756", "Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 612 . 686", "ENUNCIADO DA", "SÚMULA N . 730 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário N . 202 . 700 / DF", "ENUNCIADO DA SÚMULA n 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "SÚMULA N . 730 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário N . 202 . 700 / DF", "SÚMULA n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC", "Súmula n . 730 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC", "Súmula n . 730 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 259 . 756", "Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 259 . 756", "Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC", "Recurso Extraordinário n . 202 . 700 / DF", "Recurso Extraordinário n . 202 . 700 / DF", "Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 612686 AGR", "Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC", "Súmula n . 730 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 612686 AGR /", "Súmula n . 730 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 612686 AGR / SC", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 do Supremo", "AI n . 721 . 029 / SP - 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Turma", "plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Corrêa", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR", "ABRAPP", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDÊNCIA", "ABRAPP", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "SACHA CALMON NAVARRO COELHO", "MAURÍCIO CORRÊA", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", 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Ementa e Acórdão 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 728.754 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FERNANDO DE SOUSA REIS ADV.(A/S) :VANESSA REGIANINI SCHMITZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Base de cálculo de horas extraordinárias. Necessidade de prévia análise e interpretação da legislação local aplicável. Enunciado 280 da Súmula do STF. 3. Inaplicabilidade da Súmula Vinculante 16. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de março de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493450. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 728.754 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FERNANDO DE SOUSA REIS ADV.(A/S) :VANESSA REGIANINI SCHMITZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão monocrática de fls. 258-260 de minha relatoria, que negou seguimento ao recurso interposto, tendo por base os seguintes fundamentos: (1) não incidência da Súmula Vinculante 16 e (2) incidência do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que o entendimento do Tribunal de origem quanto à base de cálculo de horas extraordinárias resulta de equivocada interpretação acerca das seguintes leis estaduais: complementares 266/2004, 451/2009, 454/2009 e ordinárias 12.667/2003 e 15.160/2010. Sustenta-se, ademais, que a base de cálculo das horas extraordinárias é a remuneração total percebida pelo servidor público, consoante dispõe a Súmula Vinculante 16. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493451. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 728.754 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FERNANDO DE SOUSA REIS ADV.(A/S) :VANESSA REGIANINI SCHMITZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão monocrática de fls. 258-260 de minha relatoria, que negou seguimento ao recurso interposto, tendo por base os seguintes fundamentos: (1) não incidência da Súmula Vinculante 16 e (2) incidência do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que o entendimento do Tribunal de origem quanto à base de cálculo de horas extraordinárias resulta de equivocada interpretação acerca das seguintes leis estaduais: complementares 266/2004, 451/2009, 454/2009 e ordinárias 12.667/2003 e 15.160/2010. Sustenta-se, ademais, que a base de cálculo das horas extraordinárias é a remuneração total percebida pelo servidor público, consoante dispõe a Súmula Vinculante 16. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493451. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 728.754 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demostrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Consoante registrado na decisão ora agravada, não incide a Súmula Vinculante 16 no caso, uma vez que aludido verbete restringe-se a discutir se a garantia do salário mínimo, prevista no art. 7ª, IV, da Carta Magna, refere-se ao vencimento básico do servidor ou se diz respeito à totalidade da remuneração. No caso dos autos, diferentemente, a controvérsia refere-se à base de cálculo do adicional de horas extraordinárias. Verifica-se, pois, que a Turma Recursal decidiu a controvérsia à luz da legislação local aplicável: leis complementares estaduais 266/2004 e 549/2009 e da Lei estadual 6.218/83. Confira-se, a propósito, excerto do acórdão recorrido: “A indenização de valorização profissional do militar não pode ser incluída no conceito de remuneração, por vedação expressa da própria norma geral (Lei Complementar estadual n. 266/04), que exclui as verbas de caráter indenizatório. A Lei Complementar n. 549/2009, que além de ser especial e posterior, também veda expressamente (§ único, do artigo 8º), a incidência de adicional, indenização, gratificação ou vantagem pecuniária, sobre este benefício. E ainda, o artigo 53 da Lei 6.218/83 dispõe que a remuneração é devida em bases estabelecidas em lei específica. Portanto, a indenização pela valorização do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493452. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 728.754 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demostrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Consoante registrado na decisão ora agravada, não incide a Súmula Vinculante 16 no caso, uma vez que aludido verbete restringe-se a discutir se a garantia do salário mínimo, prevista no art. 7ª, IV, da Carta Magna, refere-se ao vencimento básico do servidor ou se diz respeito à totalidade da remuneração. No caso dos autos, diferentemente, a controvérsia refere-se à base de cálculo do adicional de horas extraordinárias. Verifica-se, pois, que a Turma Recursal decidiu a controvérsia à luz da legislação local aplicável: leis complementares estaduais 266/2004 e 549/2009 e da Lei estadual 6.218/83. Confira-se, a propósito, excerto do acórdão recorrido: “A indenização de valorização profissional do militar não pode ser incluída no conceito de remuneração, por vedação expressa da própria norma geral (Lei Complementar estadual n. 266/04), que exclui as verbas de caráter indenizatório. A Lei Complementar n. 549/2009, que além de ser especial e posterior, também veda expressamente (§ único, do artigo 8º), a incidência de adicional, indenização, gratificação ou vantagem pecuniária, sobre este benefício. E ainda, o artigo 53 da Lei 6.218/83 dispõe que a remuneração é devida em bases estabelecidas em lei específica. Portanto, a indenização pela valorização do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 728754 AGR / SC profissional militar não pode integrar a base de cálculo das horas extras e do adicional noturno”. (Fl. 207). Assim, para divergir do entendimento adotado, faz-se imprescindível a prévia análise e interpretação da referida legislação local, o que encontra óbice no Enunciado 280, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Jornada de trabalho. Horas extras. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido”. (RE-AgR 633.663, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 22.6.2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL CIVIL DO ESTADO DE SERGIPE. JORNADA DE TRABALHO. PAGAMENTO DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS E ADICIONAL NOTURNO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1. Eventual ofensa ao Magno Texto apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental desprovido”. (RE-AgR 597.351, rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 22.9.2011). Não há, pois, o que prover quanto às alegações recursais. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493452. Supremo Tribunal Federal RE 728754 AGR / SC profissional militar não pode integrar a base de cálculo das horas extras e do adicional noturno”. (Fl. 207). Assim, para divergir do entendimento adotado, faz-se imprescindível a prévia análise e interpretação da referida legislação local, o que encontra óbice no Enunciado 280, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Jornada de trabalho. Horas extras. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido”. (RE-AgR 633.663, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 22.6.2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL CIVIL DO ESTADO DE SERGIPE. JORNADA DE TRABALHO. PAGAMENTO DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS E ADICIONAL NOTURNO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1. Eventual ofensa ao Magno Texto apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental desprovido”. (RE-AgR 597.351, rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 22.9.2011). Não há, pois, o que prover quanto às alegações recursais. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 728754 AGR / SC próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493452. Supremo Tribunal Federal RE 728754 AGR / SC próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 728.754 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FERNANDO DE SOUSA REIS ADV.(A/S) : VANESSA REGIANINI SCHMITZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501172 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 728.754 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FERNANDO DE SOUSA REIS ADV.(A/S) : VANESSA REGIANINI SCHMITZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501172 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3517391
2013-03-05T00:00:00
2013-03-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Base de cálculo de horas extraordinárias. Necessidade de prévia análise e interpretação da legislação local aplicável. Enunciado 280 da Súmula do STF. 3. Inaplicabilidade da Súmula Vinculante 16. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur226706
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) RE 633663 AgR (1ªT), RE 597351 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 18/04/2013, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
728754
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUV-000016 \r\n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-EST LCP-000266 ANO-2004\r\n LEI COMPLEMENTAR, SC\r\n\r\n", "LEG-EST LCP-000549 ANO-2009\r\n LEI COMPLEMENTAR, SC\r\n\r\n", "LEG-EST LEI-006218 ANO-1983\r\n LEI ORDINÁRIA, SC" ]
RE-AgR
acordaos
RE 728754 AgR
[ "" ]
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) : VANESSA REGIANINI SCHMITZ E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : FERNANDO DE SOUSA REIS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 728.754 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FERNANDO DE SOUSA REIS ADV.(A/S) :VANESSA REGIANINI SCHMITZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Base de cálculo de horas extraordinárias. Necessidade de prévia análise e interpretação da legislação local aplicável. Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. 3. Inaplicabilidade da Súmula Vinculante 16. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de março de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493450. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 728.754 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FERNANDO DE SOUSA REIS ADV.(A/S) :VANESSA REGIANINI SCHMITZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão monocrática de fls. 258-260 de minha relatoria, que negou seguimento ao recurso interposto, tendo por base os seguintes fundamentos: (1) não incidência da Súmula Vinculante 16 e (2) incidência do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que o entendimento do Tribunal de origem quanto à base de cálculo de horas extraordinárias resulta de equivocada interpretação acerca das seguintes leis estaduais: complementares 266/2004, 451/2009, 454/2009 e ordinárias 12.667/2003 e 15.160/2010. Sustenta-se, ademais, que a base de cálculo das horas extraordinárias é a remuneração total percebida pelo servidor público, consoante dispõe a Súmula Vinculante 16. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493451. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 728.754 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FERNANDO DE SOUSA REIS ADV.(A/S) :VANESSA REGIANINI SCHMITZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário contra decisão monocrática de fls. 258-260 de minha relatoria, que negou seguimento ao recurso interposto, tendo por base os seguintes fundamentos: (1) não incidência da Súmula Vinculante 16 e (2) incidência do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que o entendimento do Tribunal de origem quanto à base de cálculo de horas extraordinárias resulta de equivocada interpretação acerca das seguintes leis estaduais: complementares 266/2004, 451/2009, 454/2009 e ordinárias 12.667/2003 e 15.160/2010. Sustenta-se, ademais, que a base de cálculo das horas extraordinárias é a remuneração total percebida pelo servidor público, consoante dispõe a Súmula Vinculante 16. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493451. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 728.754 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demostrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Consoante registrado na decisão ora agravada, não incide a Súmula Vinculante 16 no caso, uma vez que aludido verbete restringe-se a discutir se a garantia do salário mínimo, prevista no art. 7..., IV, da Carta Magna, refere-se ao vencimento básico do servidor ou se diz respeito à totalidade da remuneração. No caso dos autos, diferentemente, a controvérsia refere-se à base de cálculo do adicional de horas extraordinárias. Verifica-se, pois, que a Turma Recursal decidiu a controvérsia à luz da legislação local aplicável: leis complementares estaduais 266/2004 e 549/2009 e da Lei estadual 6.218/83. Confira-se, a propósito, excerto do acórdão recorrido: “A indenização de valorização profissional do militar não pode ser incluída no conceito de remuneração, por vedação expressa da própria norma geral (Lei Complementar estadual n. 266/04), que exclui as verbas de caráter indenizatório. A Lei Complementar n. 549/2009, que além de ser especial e posterior, também veda expressamente (§ único, do artigo 8...), a incidência de adicional, indenização, gratificação ou vantagem pecuniária, sobre este benefício. E ainda, o artigo 53 da Lei 6.218/83 dispõe que a remuneração é devida em bases estabelecidas em lei específica. Portanto, a indenização pela valorização do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493452. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 728.754 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demostrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmá-la, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Consoante registrado na decisão ora agravada, não incide a Súmula Vinculante 16 no caso, uma vez que aludido verbete restringe-se a discutir se a garantia do salário mínimo, prevista no art. 7..., IV, da Carta Magna, refere-se ao vencimento básico do servidor ou se diz respeito à totalidade da remuneração. No caso dos autos, diferentemente, a controvérsia refere-se à base de cálculo do adicional de horas extraordinárias. Verifica-se, pois, que a Turma Recursal decidiu a controvérsia à luz da legislação local aplicável: leis complementares estaduais 266/2004 e 549/2009 e da Lei estadual 6.218/83. Confira-se, a propósito, excerto do acórdão recorrido: “A indenização de valorização profissional do militar não pode ser incluída no conceito de remuneração, por vedação expressa da própria norma geral (Lei Complementar estadual n. 266/04), que exclui as verbas de caráter indenizatório. A Lei Complementar n. 549/2009, que além de ser especial e posterior, também veda expressamente (§ único, do artigo 8...), a incidência de adicional, indenização, gratificação ou vantagem pecuniária, sobre este benefício. E ainda, o artigo 53 da Lei 6.218/83 dispõe que a remuneração é devida em bases estabelecidas em lei específica. Portanto, a indenização pela valorização do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 728754 AGR / SC profissional militar não pode integrar a base de cálculo das horas extras e do adicional noturno”. (Fl. 207). Assim, para divergir do entendimento adotado, faz-se imprescindível a prévia análise e interpretação da referida legislação local, o que encontra óbice no Enunciado 280, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Jornada de trabalho. Horas extras. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido”. (Recurso Extraordinário-AgR 633.663, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 22.6.2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL CIVIL DO ESTADO DE SERGIPE. JORNADA DE TRABALHO. PAGAMENTO DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS E ADICIONAL NOTURNO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1. Eventual ofensa ao Magno Texto apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental desprovido”. (Recurso Extraordinário-AgR 597.351, rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 22.9.2011). Não há, pois, o que prover quanto às alegações recursais. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493452. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 728754 AGR / SC profissional militar não pode integrar a base de cálculo das horas extras e do adicional noturno”. (Fl. 207). Assim, para divergir do entendimento adotado, faz-se imprescindível a prévia análise e interpretação da referida legislação local, o que encontra óbice no Enunciado 280, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Jornada de trabalho. Horas extras. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido”. (Recurso Extraordinário-AgR 633.663, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 22.6.2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL CIVIL DO ESTADO DE SERGIPE. JORNADA DE TRABALHO. PAGAMENTO DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS E ADICIONAL NOTURNO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1. Eventual ofensa ao Magno Texto apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental desprovido”. (Recurso Extraordinário-AgR 597.351, rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 22.9.2011). Não há, pois, o que prover quanto às alegações recursais. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 728754 AGR / SC próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493452. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 728754 AGR / SC próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493452. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 728.754 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FERNANDO DE SOUSA REIS ADV.(A/S) : VANESSA REGIANINI SCHMITZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501172 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 728.754 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FERNANDO DE SOUSA REIS ADV.(A/S) : VANESSA REGIANINI SCHMITZ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501172 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 728 . 754", "Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 16", "Súmula Vinculante 16", "Recurso Extraordinário 728754 AGR / SC", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - AgR 633 . 663", "Recurso Extraordinário - AgR 597 . 351", "Recurso Extraordinário 728754 AGR / SC", "Súmulas ns 636", "Recurso Extraordinário - AgR 633 . 663", "Recurso Extraordinário - AgR 597 . 351", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 728 . 754" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "leis", "estaduais", "complementares", "266", "/", "2004", "451", "/", "2009", "454", "/", "2009", "ordinárias", "12", ".", "667", "/", "2003", "15", ".", "160", "/", "2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Súmula", "leis", "estaduais", "complementares 266 /", "2004", "451", "/", "2009", "454", "/", "2009", "ordinárias", "12", ".", "667", "/", "2003", "15", ".", "160", "/", "2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , IV , da Carta Magna", "leis complementares estaduais 266 / 2004", "549", "/", "2009", "Lei estadual 6 . 218 / 83", "Lei Complementar estadual n . 266 / 04", "Lei Complementar n . 549 / 2009", "artigo 53 da Lei 6 . 218 / 83", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 7 . . . , IV , da Carta Magna", "leis complementares estaduais 266 / 2004", "549", "/", "2009", "Lei estadual 6 . 218 / 83", "Lei Complementar estadual n . 266 / 04", "Lei Complementar n . 549 / 2009", "artigo 53 da Lei 6 . 218 / 83", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SERGIPE", "ESTADO DE SERGIPE", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA", "TURMA", "2", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "FERNANDO DE SOUSA REIS", "VANESSA REGIANINI SCHMITZ", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "SANTA", "GILMAR MENDES", "FERNANDO DE SOUSA REIS", "VANESSA REGIANINI SCHMITZ", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "FERNANDO DE SOUSA REIS", "VANESSA REGIANINI SCHMITZ", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "AYRES BRITTO", "DIAS TOFFOLI", "AYRES BRITTO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "FERNANDO DE SOUSA REIS", "VANESSA REGIANINI SCHMITZ", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Mário José Gisi", "GILMAR MENDES", "FERNANDO DE SOUSA REIS", "VANESSA REGIANINI SCHMITZ", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Mário José Gisi", "Fabiane Duarte" ], "TEMPO": [ "05", "/", "03", "/", "2013", "5 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2012", "22", ".", "9", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "6", ".", "2012", "22", ".", "9", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.481 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PAULO RENATO MOTA ADV.(A/S) :LARISSA F. MACIEL LONGO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SENADO FEDERAL AGDO.(A/S) :CÂMARA DOS DEPUTADOS INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE INJUNÇÃO DO IMPETRANTE. SERVIDOR PÚBLICO. PRETENSÃO DE ASSEGURAR A CONTAGEM E AVERBAÇÃO DE TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO EM CONDIÇÕES ESPECIAIS. INIDONEIDADE DA VIA ELEITA. Pressuposto do writ previsto no art. 5º, LXXI, da Constituição da República é a existência de omissão legislativa que torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. A conversão de períodos especiais em comuns, para fins de contagem diferenciada e averbação nos assentamentos funcionais de servidor público, não constitui pretensão passível de tutela por mandado de injunção, à míngua de dever constitucional de legislar sobre a matéria. Precedentes: MI 2140 AgR/DF, MI 2123 AgR/DF, MI 2370 AgR/DF e MI 2508 AgR/DF. Agravo Regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), por maioria e nos termos do voto da Relatora, na conformidade da ata de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890751. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão MI 1481 AGR / DF julgamento e das notas taquigráficas, por maioria e nos termos do voto da Relatora, em negar provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890751. Supremo Tribunal Federal MI 1481 AGR / DF julgamento e das notas taquigráficas, por maioria e nos termos do voto da Relatora, em negar provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890751. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.481 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PAULO RENATO MOTA ADV.(A/S) :LARISSA F. MACIEL LONGO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SENADO FEDERAL AGDO.(A/S) :CÂMARA DOS DEPUTADOS INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Em face de decisão, da eminente Ministra Ellen Gracie, minha antecessora, pela qual concedida ordem injuncional para, declarando a mora legislativa na regulamentação do art. 40, § 4º, da Carta Magna, reconhecer o direito da parte impetrante de, ao submeter seu pedido administrativo de aposentadoria especial à autoridade competente, tê-lo concretamente analisado com base nas normas dispostas no art. 57 da Lei Federal 8.213/91, interpõe agravo regimental o impetrante. Alega que a decisão agravada não abordou os seguintes aspectos, a serem observados pela autoridade administrativa competente, quando do exame do pedido de aposentadoria especial: a) exigência de idade mínima; b) necessidade de observância de carência; e c) adoção da integralidade e da paridade. Caso a autoridade competente entenda pela ausência dos requisitos para a concessão de aposentadoria especial, requer seja determinada a contagem diferenciada, utilizando-se o fator 1,4 para conversão, em período comum, de tempo de serviço prestado em condições insalubres. Parecer do Procurador-Geral da República opinando pela manutenção da decisão recorrida (fls. 125/127 e 132/135). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890752. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.481 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PAULO RENATO MOTA ADV.(A/S) :LARISSA F. MACIEL LONGO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SENADO FEDERAL AGDO.(A/S) :CÂMARA DOS DEPUTADOS INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Em face de decisão, da eminente Ministra Ellen Gracie, minha antecessora, pela qual concedida ordem injuncional para, declarando a mora legislativa na regulamentação do art. 40, § 4º, da Carta Magna, reconhecer o direito da parte impetrante de, ao submeter seu pedido administrativo de aposentadoria especial à autoridade competente, tê-lo concretamente analisado com base nas normas dispostas no art. 57 da Lei Federal 8.213/91, interpõe agravo regimental o impetrante. Alega que a decisão agravada não abordou os seguintes aspectos, a serem observados pela autoridade administrativa competente, quando do exame do pedido de aposentadoria especial: a) exigência de idade mínima; b) necessidade de observância de carência; e c) adoção da integralidade e da paridade. Caso a autoridade competente entenda pela ausência dos requisitos para a concessão de aposentadoria especial, requer seja determinada a contagem diferenciada, utilizando-se o fator 1,4 para conversão, em período comum, de tempo de serviço prestado em condições insalubres. Parecer do Procurador-Geral da República opinando pela manutenção da decisão recorrida (fls. 125/127 e 132/135). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890752. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório MI 1481 AGR / DF Substituição da relatoria à fl. 142 (art. 38, IV, a, do RISTF). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890752. Supremo Tribunal Federal MI 1481 AGR / DF Substituição da relatoria à fl. 142 (art. 38, IV, a, do RISTF). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890752. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.481 DISTRITO FEDERAL Presentes os pressupostos extrínsecos de admissibilidade. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo regimental: “Trata-se de mandado de injunção no qual se pretende assegurar o exercício do direito de aposentadoria especial ante a inexistência de regulamentação do art. 40, § 4º, da Constituição Federal, que autoriza a fixação de um regime diferenciado de aposentação em favor dos servidores públicos portadores de deficiência ou que exerçam atividades arriscadas ou prejudiciais à saúde e à integridade física. 2. A matéria em debate passou por uma recente evolução jurisprudencial e está, com base nessa nova orientação, integralmente equacionada pelo Plenário desta Suprema Corte. Na sessão de 30.08.2007 , o Plenário desta Casa, por ocasião do julgamento do Mandado de Injunção 721, rel. Min. Marco Aurélio, reconheceu presentes no texto do art. 40, § 4º, da Carta Magna tanto o direito à aposentadoria especial dos servidores públicos nele referidos, como o dever estatal de regulamentação desse mesmo direito. Decidiu o Supremo Tribunal Federal, naquela assentada, que, diante da incontestável mora legislativa, a eficácia da referida norma constitucional e a garantia do exercício do direito nela proclamado deveriam ser alcançados por meio da aplicação integrativa, no que couber, do art. 57 da Lei 8.213, de 24.07.1991, que dispõe sobre os requisitos e condições para a obtenção de aposentadoria especial pelos trabalhadores vinculados ao regime geral de previdência social sujeitos a condições prejudiciais à saúde ou à integridade física. A ementa do julgado possui o seguinte teor (DJ 30.11.2007): MANDADO DE INJUNÇÃO - NATUREZA . Conforme disposto no inciso LXXI do artigo 5º da Constituição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.481 DISTRITO FEDERAL Presentes os pressupostos extrínsecos de admissibilidade. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo regimental: “Trata-se de mandado de injunção no qual se pretende assegurar o exercício do direito de aposentadoria especial ante a inexistência de regulamentação do art. 40, § 4º, da Constituição Federal, que autoriza a fixação de um regime diferenciado de aposentação em favor dos servidores públicos portadores de deficiência ou que exerçam atividades arriscadas ou prejudiciais à saúde e à integridade física. 2. A matéria em debate passou por uma recente evolução jurisprudencial e está, com base nessa nova orientação, integralmente equacionada pelo Plenário desta Suprema Corte. Na sessão de 30.08.2007 , o Plenário desta Casa, por ocasião do julgamento do Mandado de Injunção 721, rel. Min. Marco Aurélio, reconheceu presentes no texto do art. 40, § 4º, da Carta Magna tanto o direito à aposentadoria especial dos servidores públicos nele referidos, como o dever estatal de regulamentação desse mesmo direito. Decidiu o Supremo Tribunal Federal, naquela assentada, que, diante da incontestável mora legislativa, a eficácia da referida norma constitucional e a garantia do exercício do direito nela proclamado deveriam ser alcançados por meio da aplicação integrativa, no que couber, do art. 57 da Lei 8.213, de 24.07.1991, que dispõe sobre os requisitos e condições para a obtenção de aposentadoria especial pelos trabalhadores vinculados ao regime geral de previdência social sujeitos a condições prejudiciais à saúde ou à integridade física. A ementa do julgado possui o seguinte teor (DJ 30.11.2007): MANDADO DE INJUNÇÃO - NATUREZA . Conforme disposto no inciso LXXI do artigo 5º da Constituição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 1481 AGR / DF Federal, conceder-se-á mandado de injunção quando necessário ao exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Há ação mandamental e não simplesmente declaratória de omissão. A carga de declaração não é objeto da impetração, mas premissa da ordem a ser formalizada. MANDADO DE INJUNÇÃO - DECISÃO - BALIZAS . Tratando-se de processo subjetivo, a decisão possui eficácia considerada a relação jurídica nele revelada. APOSENTADORIA - TRABALHO EM CONDIÇÕES ESPECIAIS - PREJUÍZO À SAÚDE DO SERVIDOR - INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR - ARTIGO 40, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL . Inexistente a disciplina específica da aposentadoria especial do servidor, impõe-se a adoção, via pronunciamento judicial, daquela própria aos trabalhadores em geral - artigo 57, § 1º, da Lei nº 8.213/91. Ratificado, nos mesmos termos, o referido entendimento em 1º.07.2008 , por ocasião do julgamento plenário do Mandado de Injunção 758, rel. Min. Marco Aurélio, DJe 26.09.2008, sobreveio, em 15.04.2009 , o julgamento dos Mandados de Injunção 788 e 795, de que foram relatores, respectivamente, os eminentes Ministros Carlos Britto e Cármen Lúcia. Naquela assentada, o Plenário desta Suprema Corte, além de reafirmar, por unanimidade, a posição acima exposta, definiu a exata extensão da ordem a ser concedida, consubstanciada (1) no reconhecimento do estado de mora legislativa imputado tanto ao Presidente da República como ao Congresso Nacional, (2) no afastamento do óbice representado pela inexistência de lei complementar disciplinante das hipóteses arroladas no art. 40, § 4º, da Constituição Federal, e (3) na determinação de que seja adotada pela Administração Pública, na análise concreta dos pedidos de aposentadoria especial fundados nos incisos II e III do § 4º do art. 40 da Carta Magna, o teor do art. 57 da Lei 8.213/91, enquanto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Supremo Tribunal Federal MI 1481 AGR / DF Federal, conceder-se-á mandado de injunção quando necessário ao exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Há ação mandamental e não simplesmente declaratória de omissão. A carga de declaração não é objeto da impetração, mas premissa da ordem a ser formalizada. MANDADO DE INJUNÇÃO - DECISÃO - BALIZAS . Tratando-se de processo subjetivo, a decisão possui eficácia considerada a relação jurídica nele revelada. APOSENTADORIA - TRABALHO EM CONDIÇÕES ESPECIAIS - PREJUÍZO À SAÚDE DO SERVIDOR - INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR - ARTIGO 40, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL . Inexistente a disciplina específica da aposentadoria especial do servidor, impõe-se a adoção, via pronunciamento judicial, daquela própria aos trabalhadores em geral - artigo 57, § 1º, da Lei nº 8.213/91. Ratificado, nos mesmos termos, o referido entendimento em 1º.07.2008 , por ocasião do julgamento plenário do Mandado de Injunção 758, rel. Min. Marco Aurélio, DJe 26.09.2008, sobreveio, em 15.04.2009 , o julgamento dos Mandados de Injunção 788 e 795, de que foram relatores, respectivamente, os eminentes Ministros Carlos Britto e Cármen Lúcia. Naquela assentada, o Plenário desta Suprema Corte, além de reafirmar, por unanimidade, a posição acima exposta, definiu a exata extensão da ordem a ser concedida, consubstanciada (1) no reconhecimento do estado de mora legislativa imputado tanto ao Presidente da República como ao Congresso Nacional, (2) no afastamento do óbice representado pela inexistência de lei complementar disciplinante das hipóteses arroladas no art. 40, § 4º, da Constituição Federal, e (3) na determinação de que seja adotada pela Administração Pública, na análise concreta dos pedidos de aposentadoria especial fundados nos incisos II e III do § 4º do art. 40 da Carta Magna, o teor do art. 57 da Lei 8.213/91, enquanto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 1481 AGR / DF inexistente legislação específica a respeito do tema ora em exame. Esta é a ementa do acórdão prolatado nos autos do MI 795 (DJe 22.05.2009): MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO. ARTIGO 40, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR A DISCIPLINAR A MATÉRIA. NECESSIDADE DE INTEGRAÇÃO LEGISLATIVA. 1. Servidor público. Investigador da polícia civil do Estado de São Paulo. Alegado exercício de atividade sob condições de periculosidade e insalubridade. 2. Reconhecida a omissão legislativa em razão da ausência de lei complementar a definir as condições para o implemento da aposentadoria especial. 3. Mandado de injunção conhecido e concedido para comunicar a mora à autoridade competente e determinar a aplicação, no que couber, do art. 57 da Lei n. 8.213/91. Além dos precedentes já apontados, cito as seguintes decisões recentemente proferidas no mesmo sentido: MI 1.157, rel. Min. Eros Grau, DJe 4.09.2009; MI 1.661, rel. Min. Menezes Direito, DJe 28.08.2009; MI 820, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 5.08.2009; MI 1.099, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 30.06.2009; MI 912, rel. Min. Cezar Peluso, DJe 20.05.2009; MI 866, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 19.06.2009; MI 770, rel. Min. Celso de Mello, DJe 9.06.2009; e MI 800, rel. Min. Ellen Gracie, DJe 29.05.2009. 3. Ante todo o exposto, com base nos precedentes citados e na autorização especificamente conferida pelo Plenário desta Casa de apreciação monocrática dos casos idênticos àquele veiculado no Mandado de Injunção 795 (DJe 22.05.2009), concedo a ordem injuncional para, declarando a mora legislativa na regulamentação do art. 40, § 4º, da Carta Magna, reconhecer o direito da parte impetrante de, ao submeter seu pedido administrativo de aposentadoria especial à autoridade competente, tê-lo concretamente analisado com base nas normas dispostas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Supremo Tribunal Federal MI 1481 AGR / DF inexistente legislação específica a respeito do tema ora em exame. Esta é a ementa do acórdão prolatado nos autos do MI 795 (DJe 22.05.2009): MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO. ARTIGO 40, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR A DISCIPLINAR A MATÉRIA. NECESSIDADE DE INTEGRAÇÃO LEGISLATIVA. 1. Servidor público. Investigador da polícia civil do Estado de São Paulo. Alegado exercício de atividade sob condições de periculosidade e insalubridade. 2. Reconhecida a omissão legislativa em razão da ausência de lei complementar a definir as condições para o implemento da aposentadoria especial. 3. Mandado de injunção conhecido e concedido para comunicar a mora à autoridade competente e determinar a aplicação, no que couber, do art. 57 da Lei n. 8.213/91. Além dos precedentes já apontados, cito as seguintes decisões recentemente proferidas no mesmo sentido: MI 1.157, rel. Min. Eros Grau, DJe 4.09.2009; MI 1.661, rel. Min. Menezes Direito, DJe 28.08.2009; MI 820, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 5.08.2009; MI 1.099, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 30.06.2009; MI 912, rel. Min. Cezar Peluso, DJe 20.05.2009; MI 866, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 19.06.2009; MI 770, rel. Min. Celso de Mello, DJe 9.06.2009; e MI 800, rel. Min. Ellen Gracie, DJe 29.05.2009. 3. Ante todo o exposto, com base nos precedentes citados e na autorização especificamente conferida pelo Plenário desta Casa de apreciação monocrática dos casos idênticos àquele veiculado no Mandado de Injunção 795 (DJe 22.05.2009), concedo a ordem injuncional para, declarando a mora legislativa na regulamentação do art. 40, § 4º, da Carta Magna, reconhecer o direito da parte impetrante de, ao submeter seu pedido administrativo de aposentadoria especial à autoridade competente, tê-lo concretamente analisado com base nas normas dispostas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 1481 AGR / DF no art. 57 da Lei Federal 8.213/91.” Nada colhe o agravo regimental. Quanto ao pedido de conversão de períodos especiais em comuns, observo que o writ previsto no art. 5º, LXXI, da Constituição da República tem como pressuposto a existência de omissão legislativa que torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. A conversão de períodos especiais em comuns, para fins de contagem diferenciada e averbação nos assentamentos funcionais de servidor público, não constitui pretensão passível de tutela por mandado de injunção, à míngua de dever constitucional de legislar sobre a matéria. Nesse sentido, recordo os seguintes precedentes: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE INJUNÇÃO. PRESSUPOSTOS DE CABIMENTO. 1. O mandado de injunção não é a ação jurídica adequada para assegurar a contagem e a averbação do tempo de serviço trabalhado em condições especiais nos assentamentos funcionais de servidor público. Precedentes. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (MI 3881 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 20/10/2011, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-220 DIVULG 18-11-2011 PUBLIC 21-11-2011) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE INJUNÇÃO. 1. IMPOSSIBILIDADE DE ASSEGURAR A CONTAGEM E A AVERBAÇÃO DE TEMPO DE SERVIÇO: ART. 57 DA LEI N. 8.213/1991 PARA FUTURO PEDIDO DE APOSENTADORIA ESPECIAL. 2. INEXISTÊNCIA DO PRESSUPOSTO DE INVIABILIDADE DE EXERCÍCIO DE PRERROGATIVA CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (MI 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Supremo Tribunal Federal MI 1481 AGR / DF no art. 57 da Lei Federal 8.213/91.” Nada colhe o agravo regimental. Quanto ao pedido de conversão de períodos especiais em comuns, observo que o writ previsto no art. 5º, LXXI, da Constituição da República tem como pressuposto a existência de omissão legislativa que torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. A conversão de períodos especiais em comuns, para fins de contagem diferenciada e averbação nos assentamentos funcionais de servidor público, não constitui pretensão passível de tutela por mandado de injunção, à míngua de dever constitucional de legislar sobre a matéria. Nesse sentido, recordo os seguintes precedentes: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE INJUNÇÃO. PRESSUPOSTOS DE CABIMENTO. 1. O mandado de injunção não é a ação jurídica adequada para assegurar a contagem e a averbação do tempo de serviço trabalhado em condições especiais nos assentamentos funcionais de servidor público. Precedentes. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (MI 3881 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 20/10/2011, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-220 DIVULG 18-11-2011 PUBLIC 21-11-2011) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE INJUNÇÃO. 1. IMPOSSIBILIDADE DE ASSEGURAR A CONTAGEM E A AVERBAÇÃO DE TEMPO DE SERVIÇO: ART. 57 DA LEI N. 8.213/1991 PARA FUTURO PEDIDO DE APOSENTADORIA ESPECIAL. 2. INEXISTÊNCIA DO PRESSUPOSTO DE INVIABILIDADE DE EXERCÍCIO DE PRERROGATIVA CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (MI 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 1481 AGR / DF 3875 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 09/06/2011, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-148 DIVULG 02-08-2011 PUBLIC 03-08-2011) Agrego que o art. 40, § 10, da Magna Carta veda a edição de lei para a contagem de tempo ficto de contribuição. Assim, embora admitida no Regime Geral de Previdência Social, a conversão de tempo especial em comum é prática constitucionalmente vedada no âmbito do serviço público. A propósito, recordo trecho do voto condutor do eminente Ministro Teori Zavascki, ao julgamento do MI 1.508 AgR-SEGUNDO/DF: “Ainda segundo a jurisprudência firmada no STF, não se admite a conversão de períodos especiais em comuns, mas apenas a concessão da aposentadoria especial mediante a prova do exercício de atividades exercidas em condições nocivas. Apesar de ser permitida no RGPS, no serviço público é expressamente vedada a contagem de tempo ficto, com fundamento no art. 40, § 10, da Constituição (‘A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício’).” De outra parte, na esteira do que consta do Informativo nº 697/STF, observo que o Plenário desta Corte, em sessão realizada em 06.03.2013, ratificou o entendimento de que não se extrai da norma contida no art. 40, § 4º, III, da Constituição da República a existência de dever constitucional de legislar acerca do reconhecimento à contagem diferenciada e da averbação de tempo de serviço prestado por servidores públicos em condições prejudiciais à saúde e à integridade física (MI 2140 AgR/DF, MI 2123 AgR/DF, MI 2370 AgR/DF e MI 2508 AgR/DF). No tocante às dificuldades surgidas na aplicação, a servidores públicos, das regras que disciplinam a concessão de aposentadoria especial a segurados do Regime Geral de Previdência Social, registro que esta Corte cumpre sua missão quando, ao exame de mandado de injunção, constatada a existência de direito consagrado em norma 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Supremo Tribunal Federal MI 1481 AGR / DF 3875 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 09/06/2011, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-148 DIVULG 02-08-2011 PUBLIC 03-08-2011) Agrego que o art. 40, § 10, da Magna Carta veda a edição de lei para a contagem de tempo ficto de contribuição. Assim, embora admitida no Regime Geral de Previdência Social, a conversão de tempo especial em comum é prática constitucionalmente vedada no âmbito do serviço público. A propósito, recordo trecho do voto condutor do eminente Ministro Teori Zavascki, ao julgamento do MI 1.508 AgR-SEGUNDO/DF: “Ainda segundo a jurisprudência firmada no STF, não se admite a conversão de períodos especiais em comuns, mas apenas a concessão da aposentadoria especial mediante a prova do exercício de atividades exercidas em condições nocivas. Apesar de ser permitida no RGPS, no serviço público é expressamente vedada a contagem de tempo ficto, com fundamento no art. 40, § 10, da Constituição (‘A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício’).” De outra parte, na esteira do que consta do Informativo nº 697/STF, observo que o Plenário desta Corte, em sessão realizada em 06.03.2013, ratificou o entendimento de que não se extrai da norma contida no art. 40, § 4º, III, da Constituição da República a existência de dever constitucional de legislar acerca do reconhecimento à contagem diferenciada e da averbação de tempo de serviço prestado por servidores públicos em condições prejudiciais à saúde e à integridade física (MI 2140 AgR/DF, MI 2123 AgR/DF, MI 2370 AgR/DF e MI 2508 AgR/DF). No tocante às dificuldades surgidas na aplicação, a servidores públicos, das regras que disciplinam a concessão de aposentadoria especial a segurados do Regime Geral de Previdência Social, registro que esta Corte cumpre sua missão quando, ao exame de mandado de injunção, constatada a existência de direito consagrado em norma 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 1481 AGR / DF constitucional de eficácia limitada, cujo exercício esteja obstado por mora legislativa, colmata a lacuna regulamentadora, de molde a combater a “síndrome de inefetividade das normas constitucionais”. Nesse contexto, enfatizo que não cabe a este Excelso Pretório a exaustiva definição de critérios a serem observados, pela autoridade administrativa competente, na análise do pedido de jubilação especial de servidor público civil. Por pertinentes, uma vez que examinada questão idêntica à enfrentada nos presentes autos, transcrevo trechos do voto condutor da eminente Ministra Cármen Lúcia, ao julgamento do MI 1.467-AgR/DF, aos quais me alinho: “O que cumpre ao Poder Judiciário é verificar a omissão da norma regulamentadora e a possibilidade de poder o servidor se valer de regra jurídica aplicável à situação por ele descrita, afastando-se o impedimento que lhe advém da ausência da regulamentação constitucionalmente prevista, o que, no caso, é aqui prestado. Verificada a omissão normativa que estaria a inviabilizar o exercício de um direito constitucionalmente previsto, integra-se o direito titularizado, em tese, pelo Impetrante. Tanto não se confunde com a análise dos requisitos exigidos para a aposentação especial, tampouco pode o Poder Judiciário definir, de forma exaustiva e que somente pode ser cumprida, administrativamente, pela autoridade competente, quais os critérios legais a serem observados na análise do pedido de aposentadoria submetido ao seu exame e à sua decisão. Assim, a integração normativa operada permite à autoridade competente realizar o exame do direito pretensamente titularizado pelo servidor público. Não compete, entretanto, ao Supremo Tribunal analisar o quadro fático-funcional do Impetrante para concluir pelo direito à sua aposentação, mas tão somente afastar o óbice 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Supremo Tribunal Federal MI 1481 AGR / DF constitucional de eficácia limitada, cujo exercício esteja obstado por mora legislativa, colmata a lacuna regulamentadora, de molde a combater a “síndrome de inefetividade das normas constitucionais”. Nesse contexto, enfatizo que não cabe a este Excelso Pretório a exaustiva definição de critérios a serem observados, pela autoridade administrativa competente, na análise do pedido de jubilação especial de servidor público civil. Por pertinentes, uma vez que examinada questão idêntica à enfrentada nos presentes autos, transcrevo trechos do voto condutor da eminente Ministra Cármen Lúcia, ao julgamento do MI 1.467-AgR/DF, aos quais me alinho: “O que cumpre ao Poder Judiciário é verificar a omissão da norma regulamentadora e a possibilidade de poder o servidor se valer de regra jurídica aplicável à situação por ele descrita, afastando-se o impedimento que lhe advém da ausência da regulamentação constitucionalmente prevista, o que, no caso, é aqui prestado. Verificada a omissão normativa que estaria a inviabilizar o exercício de um direito constitucionalmente previsto, integra-se o direito titularizado, em tese, pelo Impetrante. Tanto não se confunde com a análise dos requisitos exigidos para a aposentação especial, tampouco pode o Poder Judiciário definir, de forma exaustiva e que somente pode ser cumprida, administrativamente, pela autoridade competente, quais os critérios legais a serem observados na análise do pedido de aposentadoria submetido ao seu exame e à sua decisão. Assim, a integração normativa operada permite à autoridade competente realizar o exame do direito pretensamente titularizado pelo servidor público. Não compete, entretanto, ao Supremo Tribunal analisar o quadro fático-funcional do Impetrante para concluir pelo direito à sua aposentação, mas tão somente afastar o óbice 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 1481 AGR / DF da carência normativa a ser aplicada à espécie, se cumpridas as exigências da norma aplicável. As questões levantadas neste recurso devem, por isso mesmo, ser solucionadas pela autoridade competente, que o fará mediante a aplicação do art. 57 da Lei n. 8.213/1991 em conjunto com as regras que regem a aposentadoria do servidor público.” De outro lado, a determinação para que o pedido de aposentadoria especial do impetrante seja analisado à luz do art. 57 da Lei 8.213/91 não implica a criação de benefício previdenciário, mas a remoção de óbice ao exercício de direito constitucionalmente assegurado. Dessa forma, não há falar em ofensa ao art. 195, § 5º, da Magna Carta. A propósito do tema, recordo o seguinte precedente do Plenário desta Corte: “Ementa: EMBARGOS DECLARATÓRIOS. MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO. ARTIGO 40, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. APLICAÇÃO DO ART. 57 DA LEI 8.213/1991. PRECEDENTES. EXAME DE CONDIÇÕES FÁTICAS E JURÍDICAS. COMPETÊNCIA DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A orientação do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que compete à autoridade administrativa responsável pelo pedido de aposentadoria o exame das condições de fato e de direito previstas no ordenamento jurídico. Precedentes. II - “Efetivada a integração normativa necessária ao exercício de disciplinação normativa, exaure-se a função jurídico- constitucional para a qual foi concebido (e instituído) o remédio constitucional do mandado de injunção” (MI 1.194-ED/DF, Rel. Min. Celso de Mello). III - Não cabe ao Supremo Tribunal Federal definir de maneira exaustiva que critérios legais devem ser observados pela autoridade 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Supremo Tribunal Federal MI 1481 AGR / DF da carência normativa a ser aplicada à espécie, se cumpridas as exigências da norma aplicável. As questões levantadas neste recurso devem, por isso mesmo, ser solucionadas pela autoridade competente, que o fará mediante a aplicação do art. 57 da Lei n. 8.213/1991 em conjunto com as regras que regem a aposentadoria do servidor público.” De outro lado, a determinação para que o pedido de aposentadoria especial do impetrante seja analisado à luz do art. 57 da Lei 8.213/91 não implica a criação de benefício previdenciário, mas a remoção de óbice ao exercício de direito constitucionalmente assegurado. Dessa forma, não há falar em ofensa ao art. 195, § 5º, da Magna Carta. A propósito do tema, recordo o seguinte precedente do Plenário desta Corte: “Ementa: EMBARGOS DECLARATÓRIOS. MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO. ARTIGO 40, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. APLICAÇÃO DO ART. 57 DA LEI 8.213/1991. PRECEDENTES. EXAME DE CONDIÇÕES FÁTICAS E JURÍDICAS. COMPETÊNCIA DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A orientação do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que compete à autoridade administrativa responsável pelo pedido de aposentadoria o exame das condições de fato e de direito previstas no ordenamento jurídico. Precedentes. II - “Efetivada a integração normativa necessária ao exercício de disciplinação normativa, exaure-se a função jurídico- constitucional para a qual foi concebido (e instituído) o remédio constitucional do mandado de injunção” (MI 1.194-ED/DF, Rel. Min. Celso de Mello). III - Não cabe ao Supremo Tribunal Federal definir de maneira exaustiva que critérios legais devem ser observados pela autoridade 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 1481 AGR / DF administrativa competente. IV - A decisão judicial, ademais, não cria novo benefício previdenciário, mas apenas removeu, mediante a aplicação das regras estabelecidas no art. 57 da Lei 8.213/1991, o óbice à aposentadoria especial. V - Embargos de declaração, recebidos como agravo regimental, a que se nega provimento.” (MI 2745 ED, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/11/2011, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-228 DIVULG 30-11-2011 PUBLIC 01-12-2011) De outro lado, no Regime Geral de Previdência Social, o custeio da jubilação especial é ônus exclusivo do empregador. Assim, determinada, com base em critério isonômico, a aplicação do art. 57 da Lei 8.213/91, no exame do direito do impetrante, a conclusão lógica é que o ente público deverá arcar com o custeio, caso reconhecido, em concreto, o direito à aposentadoria especial. Nesse sentido, rememoro manifestação do Ministro Cezar Peluso, ao julgamento do MI 822/DF: “Dispõe o § 6º do art. 57 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, que a aposentadoria especial será custeada pela contribuição prevista no inciso II do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, que, por sua vez, estabelece uma contribuição social devida pela empresa na qual trabalhadores são expostos a riscos ambientais. Trata-se de benefício custeado unicamente pelo empregador. Tal sistema é dotado de razoabilidade. Não se poderia pretender que o trabalhador, que tem o direito de se aposentar contando tempo especial – em virtude das condições adversas em que exerceu o seu cargo -, arque com o custeio dessa modalidade de aposentadoria. Na questão suscitada pela União quanto à fonte de custeio da aposentadoria especial ‘criada pelo Supremo Tribunal Federal’, até por isonomia não poderá haver 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Supremo Tribunal Federal MI 1481 AGR / DF administrativa competente. IV - A decisão judicial, ademais, não cria novo benefício previdenciário, mas apenas removeu, mediante a aplicação das regras estabelecidas no art. 57 da Lei 8.213/1991, o óbice à aposentadoria especial. V - Embargos de declaração, recebidos como agravo regimental, a que se nega provimento.” (MI 2745 ED, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/11/2011, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-228 DIVULG 30-11-2011 PUBLIC 01-12-2011) De outro lado, no Regime Geral de Previdência Social, o custeio da jubilação especial é ônus exclusivo do empregador. Assim, determinada, com base em critério isonômico, a aplicação do art. 57 da Lei 8.213/91, no exame do direito do impetrante, a conclusão lógica é que o ente público deverá arcar com o custeio, caso reconhecido, em concreto, o direito à aposentadoria especial. Nesse sentido, rememoro manifestação do Ministro Cezar Peluso, ao julgamento do MI 822/DF: “Dispõe o § 6º do art. 57 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, que a aposentadoria especial será custeada pela contribuição prevista no inciso II do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, que, por sua vez, estabelece uma contribuição social devida pela empresa na qual trabalhadores são expostos a riscos ambientais. Trata-se de benefício custeado unicamente pelo empregador. Tal sistema é dotado de razoabilidade. Não se poderia pretender que o trabalhador, que tem o direito de se aposentar contando tempo especial – em virtude das condições adversas em que exerceu o seu cargo -, arque com o custeio dessa modalidade de aposentadoria. Na questão suscitada pela União quanto à fonte de custeio da aposentadoria especial ‘criada pelo Supremo Tribunal Federal’, até por isonomia não poderá haver 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 1481 AGR / DF solução diversa. O responsável pelo custeio do benefício especial deverá ser o Estado, porque isso é o que se ajusta ao caput do art. 40 da Constituição Federal, que estabelece o regime previdenciário público “mediante contribuição do respectivo ente público”. A fonte de custeio da aposentadoria especial dos funcionários públicos deverá ser, pois, a ‘contribuição’ dos entes públicos aos quais são vinculados.” Ante o exposto, conheço e nego provimento ao agravo regimental do impetrante. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Supremo Tribunal Federal MI 1481 AGR / DF solução diversa. O responsável pelo custeio do benefício especial deverá ser o Estado, porque isso é o que se ajusta ao caput do art. 40 da Constituição Federal, que estabelece o regime previdenciário público “mediante contribuição do respectivo ente público”. A fonte de custeio da aposentadoria especial dos funcionários públicos deverá ser, pois, a ‘contribuição’ dos entes públicos aos quais são vinculados.” Ante o exposto, conheço e nego provimento ao agravo regimental do impetrante. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.481 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, reconheço que a óptica prevalecente é realmente essa, mas continuo convencido de que, se cabe a aplicação da lei alusiva à previdência dos trabalhadores em geral, deve haver a tomada do tempo de serviço em condições nocivas à saúde do trabalhador de forma proporcional. Cheguei mesmo a figurar uma situação. Imaginemos um servidor que permaneça em ambiente nocivo à saúde durante vinte e quatro anos e que, antes de completar os vinte e cinco, seja deslocado para uma função normal. Esse tempo de vinte e quatro anos não será considerado, segundo o trabalho desempenhado, nocivo à saúde? Para mim, deve ser como ocorre quanto aos trabalhadores em geral. Por isso, provejo os agravos, que são dos servidores. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983858. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.481 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, reconheço que a óptica prevalecente é realmente essa, mas continuo convencido de que, se cabe a aplicação da lei alusiva à previdência dos trabalhadores em geral, deve haver a tomada do tempo de serviço em condições nocivas à saúde do trabalhador de forma proporcional. Cheguei mesmo a figurar uma situação. Imaginemos um servidor que permaneça em ambiente nocivo à saúde durante vinte e quatro anos e que, antes de completar os vinte e cinco, seja deslocado para uma função normal. Esse tempo de vinte e quatro anos não será considerado, segundo o trabalho desempenhado, nocivo à saúde? Para mim, deve ser como ocorre quanto aos trabalhadores em geral. Por isso, provejo os agravos, que são dos servidores. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.481 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PAULO RENATO MOTA ADV.(A/S) : LARISSA F. MACIEL LONGO AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : SENADO FEDERAL AGDO.(A/S) : CÂMARA DOS DEPUTADOS INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951384 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.481 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PAULO RENATO MOTA ADV.(A/S) : LARISSA F. MACIEL LONGO AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : SENADO FEDERAL AGDO.(A/S) : CÂMARA DOS DEPUTADOS INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951384 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4057789
2013-05-23T00:00:00
2013-06-24T00:00:00
O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013.
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO
AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE INJUNÇÃO DO IMPETRANTE. SERVIDOR PÚBLICO. PRETENSÃO DE ASSEGURAR A CONTAGEM E AVERBAÇÃO DE TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO EM CONDIÇÕES ESPECIAIS. INIDONEIDADE DA VIA ELEITA. Pressuposto do writ previsto no art. 5º, LXXI, da Constituição da República é a existência de omissão legislativa que torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. A conversão de períodos especiais em comuns, para fins de contagem diferenciada e averbação nos assentamentos funcionais de servidor público, não constitui pretensão passível de tutela por mandado de injunção, à míngua de dever constitucional de legislar sobre a matéria. Precedentes: MI 2140 AgR/DF, MI 2123 AgR/DF, MI 2370 AgR/DF e MI 2508 AgR/DF. Agravo Regimental conhecido e não provido.
sjur234323
- Acórdão(s) citado(s): (MANDADO DE INJUNÇÃO, CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO ESPECIAL) MI 2140 AgR (TP), MI 2123 AgR (TP), MI 2370 AgR (TP), MI 2508 AgR (TP), MI 3881 AgR (TP), MI 3875 AgR (TP), MI 1467 AgR (TP), MI 2745 ED (TP). (CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO FICTÍCIO, SERVIÇO PÚBLICO, REGIME GERAL DA PREVIDÊNCIA SOCIAL) MI 1508 AgR-segundo (TP). - Decisão monocrática citada: (CUSTEIO, APOSENTADORIA ESPECIAL, SERVIDOR PÚBLICO) MI 822. Número de páginas: 15. Análise: 01/07/2013, AAT. Revisão: 16/08/2013, IMC.
ROSA WEBER
Tribunal Pleno
1481
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00071 ART-00040 PAR-00004\r\n INC-00003 PAR-00010 ART-00195 PAR-00005 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\r\n ART-00057 \r\n LEI ORDINÁRIA" ]
MI-AgR
acordaos
MI 1481 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PAULO RENATO MOTA ADV.(A/S) : LARISSA F. MACIEL LONGO AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : SENADO FEDERAL AGDO.(A/S) : CÂMARA DOS DEPUTADOS INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.481 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PAULO RENATO MOTA ADV.(A/S) :LARISSA F. MACIEL LONGO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SENADO FEDERAL AGDO.(A/S) :CÂMARA DOS DEPUTADOS INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE INJUNÇÃO DO IMPETRANTE. SERVIDOR PÚBLICO. PRETENSÃO DE ASSEGURAR A CONTAGEM E AVERBAÇÃO DE TEMPO DE SERVIÇO PRESTADO EM CONDIÇÕES ESPECIAIS. INIDONEIDADE DA VIA ELEITA. Pressuposto do writ previsto no art. 5..., LXXI, da Constituição da República é a existência de omissão legislativa que torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. A conversão de períodos especiais em comuns, para fins de contagem diferenciada e averbação nos assentamentos funcionais de servidor público, não constitui pretensão passível de tutela por mandado de injunção, à míngua de dever constitucional de legislar sobre a matéria. Precedentes: MI 2140 AgR/DF, MI 2123 AgR/DF, MI 2370 AgR/DF e MI 2508 AgR/DF. Agravo Regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), por maioria e nos termos do voto da Relatora, na conformidade da ata de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890751. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão MI 1481 AGR / DF julgamento e das notas taquigráficas, por maioria e nos termos do voto da Relatora, em negar provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890751. Supremo Tribunal Federal MI 1481 AGR / DF julgamento e das notas taquigráficas, por maioria e nos termos do voto da Relatora, em negar provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890751. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.481 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PAULO RENATO MOTA ADV.(A/S) :LARISSA F. MACIEL LONGO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SENADO FEDERAL AGDO.(A/S) :CÂMARA DOS DEPUTADOS INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Em face de decisão, da eminente Ministra Ellen Gracie, minha antecessora, pela qual concedida ordem injuncional para, declarando a mora legislativa na regulamentação do art. 40, § 4..., da Carta Magna, reconhecer o direito da parte impetrante de, ao submeter seu pedido administrativo de aposentadoria especial à autoridade competente, tê-lo concretamente analisado com base nas normas dispostas no art. 57 da Lei Federal 8.213/91, interpõe agravo regimental o impetrante. Alega que a decisão agravada não abordou os seguintes aspectos, a serem observados pela autoridade administrativa competente, quando do exame do pedido de aposentadoria especial: a) exigência de idade mínima; b) necessidade de observância de carência; e c) adoção da integralidade e da paridade. Caso a autoridade competente entenda pela ausência dos requisitos para a concessão de aposentadoria especial, requer seja determinada a contagem diferenciada, utilizando-se o fator 1,4 para conversão, em período comum, de tempo de serviço prestado em condições insalubres. Parecer do Procurador-Geral da República opinando pela manutenção da decisão recorrida (fls. 125/127 e 132/135). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890752. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.481 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :PAULO RENATO MOTA ADV.(A/S) :LARISSA F. MACIEL LONGO AGDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :SENADO FEDERAL AGDO.(A/S) :CÂMARA DOS DEPUTADOS INTDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Em face de decisão, da eminente Ministra Ellen Gracie, minha antecessora, pela qual concedida ordem injuncional para, declarando a mora legislativa na regulamentação do art. 40, § 4..., da Carta Magna, reconhecer o direito da parte impetrante de, ao submeter seu pedido administrativo de aposentadoria especial à autoridade competente, tê-lo concretamente analisado com base nas normas dispostas no art. 57 da Lei Federal 8.213/91, interpõe agravo regimental o impetrante. Alega que a decisão agravada não abordou os seguintes aspectos, a serem observados pela autoridade administrativa competente, quando do exame do pedido de aposentadoria especial: a) exigência de idade mínima; b) necessidade de observância de carência; e c) adoção da integralidade e da paridade. Caso a autoridade competente entenda pela ausência dos requisitos para a concessão de aposentadoria especial, requer seja determinada a contagem diferenciada, utilizando-se o fator 1,4 para conversão, em período comum, de tempo de serviço prestado em condições insalubres. Parecer do Procurador-Geral da República opinando pela manutenção da decisão recorrida (fls. 125/127 e 132/135). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890752. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório MI 1481 AGR / DF Substituição da relatoria à fl. 142 (art. 38, IV, a, do RISTF). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890752. Supremo Tribunal Federal MI 1481 AGR / DF Substituição da relatoria à fl. 142 (art. 38, IV, a, do RISTF). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890752. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.481 DISTRITO FEDERAL Presentes os pressupostos extrínsecos de admissibilidade. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo regimental: “Trata-se de mandado de injunção no qual se pretende assegurar o exercício do direito de aposentadoria especial ante a inexistência de regulamentação do art. 40, § 4..., da Constituição Federal, que autoriza a fixação de um regime diferenciado de aposentação em favor dos servidores públicos portadores de deficiência ou que exerçam atividades arriscadas ou prejudiciais à saúde e à integridade física. 2. A matéria em debate passou por uma recente evolução jurisprudencial e está, com base nessa nova orientação, integralmente equacionada pelo Plenário desta Suprema Corte. Na sessão de 30.08.2007 , o Plenário desta Casa, por ocasião do julgamento do Mandado de Injunção 721, rel. Min. Marco Aurélio, reconheceu presentes no texto do art. 40, § 4..., da Carta Magna tanto o direito à aposentadoria especial dos servidores públicos nele referidos, como o dever estatal de regulamentação desse mesmo direito. Decidiu o Supremo Tribunal Federal, naquela assentada, que, diante da incontestável mora legislativa, a eficácia da referida norma constitucional e a garantia do exercício do direito nela proclamado deveriam ser alcançados por meio da aplicação integrativa, no que couber, do art. 57 da Lei 8.213, de 24.07.1991, que dispõe sobre os requisitos e condições para a obtenção de aposentadoria especial pelos trabalhadores vinculados ao regime geral de previdência social sujeitos a condições prejudiciais à saúde ou à integridade física. A ementa do julgado possui o seguinte teor (DJ 30.11.2007): MANDADO DE INJUNÇÃO - NATUREZA . Conforme disposto no inciso LXXI do artigo 5... da Constituição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.481 DISTRITO FEDERAL Presentes os pressupostos extrínsecos de admissibilidade. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo regimental: “Trata-se de mandado de injunção no qual se pretende assegurar o exercício do direito de aposentadoria especial ante a inexistência de regulamentação do art. 40, § 4..., da Constituição Federal, que autoriza a fixação de um regime diferenciado de aposentação em favor dos servidores públicos portadores de deficiência ou que exerçam atividades arriscadas ou prejudiciais à saúde e à integridade física. 2. A matéria em debate passou por uma recente evolução jurisprudencial e está, com base nessa nova orientação, integralmente equacionada pelo Plenário desta Suprema Corte. Na sessão de 30.08.2007 , o Plenário desta Casa, por ocasião do julgamento do Mandado de Injunção 721, rel. Min. Marco Aurélio, reconheceu presentes no texto do art. 40, § 4..., da Carta Magna tanto o direito à aposentadoria especial dos servidores públicos nele referidos, como o dever estatal de regulamentação desse mesmo direito. Decidiu o Supremo Tribunal Federal, naquela assentada, que, diante da incontestável mora legislativa, a eficácia da referida norma constitucional e a garantia do exercício do direito nela proclamado deveriam ser alcançados por meio da aplicação integrativa, no que couber, do art. 57 da Lei 8.213, de 24.07.1991, que dispõe sobre os requisitos e condições para a obtenção de aposentadoria especial pelos trabalhadores vinculados ao regime geral de previdência social sujeitos a condições prejudiciais à saúde ou à integridade física. A ementa do julgado possui o seguinte teor (DJ 30.11.2007): MANDADO DE INJUNÇÃO - NATUREZA . Conforme disposto no inciso LXXI do artigo 5... da Constituição Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 1481 AGR / DF Federal, conceder-se-á mandado de injunção quando necessário ao exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Há ação mandamental e não simplesmente declaratória de omissão. A carga de declaração não é objeto da impetração, mas premissa da ordem a ser formalizada. MANDADO DE INJUNÇÃO - DECISÃO - BALIZAS . Tratando-se de processo subjetivo, a decisão possui eficácia considerada a relação jurídica nele revelada. APOSENTADORIA - TRABALHO EM CONDIÇÕES ESPECIAIS - PREJUÍZO À SAÚDE DO SERVIDOR - INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR - ARTIGO 40, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL . Inexistente a disciplina específica da aposentadoria especial do servidor, impõe-se a adoção, via pronunciamento judicial, daquela própria aos trabalhadores em geral - artigo 57, § 1..., da Lei n 8.213/91. Ratificado, nos mesmos termos, o referido entendimento em 1....07.2008 , por ocasião do julgamento plenário do Mandado de Injunção 758, rel. Min. Marco Aurélio, DJe 26.09.2008, sobreveio, em 15.04.2009 , o julgamento dos Mandados de Injunção 788 e 795, de que foram relatores, respectivamente, os eminentes Ministros Carlos Britto e Cármen Lúcia. Naquela assentada, o Plenário desta Suprema Corte, além de reafirmar, por unanimidade, a posição acima exposta, definiu a exata extensão da ordem a ser concedida, consubstanciada (1) no reconhecimento do estado de mora legislativa imputado tanto ao Presidente da República como ao Congresso Nacional, (2) no afastamento do óbice representado pela inexistência de lei complementar disciplinante das hipóteses arroladas no art. 40, § 4..., da Constituição Federal, e (3) na determinação de que seja adotada pela Administração Pública, na análise concreta dos pedidos de aposentadoria especial fundados nos incisos II e III do § 4... do art. 40 da Carta Magna, o teor do art. 57 da Lei 8.213/91, enquanto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Supremo Tribunal Federal MI 1481 AGR / DF Federal, conceder-se-á mandado de injunção quando necessário ao exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Há ação mandamental e não simplesmente declaratória de omissão. A carga de declaração não é objeto da impetração, mas premissa da ordem a ser formalizada. MANDADO DE INJUNÇÃO - DECISÃO - BALIZAS . Tratando-se de processo subjetivo, a decisão possui eficácia considerada a relação jurídica nele revelada. APOSENTADORIA - TRABALHO EM CONDIÇÕES ESPECIAIS - PREJUÍZO À SAÚDE DO SERVIDOR - INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR - ARTIGO 40, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL . Inexistente a disciplina específica da aposentadoria especial do servidor, impõe-se a adoção, via pronunciamento judicial, daquela própria aos trabalhadores em geral - artigo 57, § 1..., da Lei n 8.213/91. Ratificado, nos mesmos termos, o referido entendimento em 1....07.2008 , por ocasião do julgamento plenário do Mandado de Injunção 758, rel. Min. Marco Aurélio, DJe 26.09.2008, sobreveio, em 15.04.2009 , o julgamento dos Mandados de Injunção 788 e 795, de que foram relatores, respectivamente, os eminentes Ministros Carlos Britto e Cármen Lúcia. Naquela assentada, o Plenário desta Suprema Corte, além de reafirmar, por unanimidade, a posição acima exposta, definiu a exata extensão da ordem a ser concedida, consubstanciada (1) no reconhecimento do estado de mora legislativa imputado tanto ao Presidente da República como ao Congresso Nacional, (2) no afastamento do óbice representado pela inexistência de lei complementar disciplinante das hipóteses arroladas no art. 40, § 4..., da Constituição Federal, e (3) na determinação de que seja adotada pela Administração Pública, na análise concreta dos pedidos de aposentadoria especial fundados nos incisos II e III do § 4... do art. 40 da Carta Magna, o teor do art. 57 da Lei 8.213/91, enquanto 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 1481 AGR / DF inexistente legislação específica a respeito do tema ora em exame. Esta é a ementa do acórdão prolatado nos autos do MI 795 (DJe 22.05.2009): MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO. ARTIGO 40, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR A DISCIPLINAR A MATÉRIA. NECESSIDADE DE INTEGRAÇÃO LEGISLATIVA. 1. Servidor público. Investigador da polícia civil do Estado de São Paulo. Alegado exercício de atividade sob condições de periculosidade e insalubridade. 2. Reconhecida a omissão legislativa em razão da ausência de lei complementar a definir as condições para o implemento da aposentadoria especial. 3. Mandado de injunção conhecido e concedido para comunicar a mora à autoridade competente e determinar a aplicação, no que couber, do art. 57 da Lei n. 8.213/91. Além dos precedentes já apontados, cito as seguintes decisões recentemente proferidas no mesmo sentido: MI 1.157, rel. Min. Eros Grau, DJe 4.09.2009; MI 1.661, rel. Min. Menezes Direito, DJe 28.08.2009; MI 820, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 5.08.2009; MI 1.099, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 30.06.2009; MI 912, rel. Min. Cezar Peluso, DJe 20.05.2009; MI 866, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 19.06.2009; MI 770, rel. Min. Celso de Mello, DJe 9.06.2009; e MI 800, rel. Min. Ellen Gracie, DJe 29.05.2009. 3. Ante todo o exposto, com base nos precedentes citados e na autorização especificamente conferida pelo Plenário desta Casa de apreciação monocrática dos casos idênticos àquele veiculado no Mandado de Injunção 795 (DJe 22.05.2009), concedo a ordem injuncional para, declarando a mora legislativa na regulamentação do art. 40, § 4..., da Carta Magna, reconhecer o direito da parte impetrante de, ao submeter seu pedido administrativo de aposentadoria especial à autoridade competente, tê-lo concretamente analisado com base nas normas dispostas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Supremo Tribunal Federal MI 1481 AGR / DF inexistente legislação específica a respeito do tema ora em exame. Esta é a ementa do acórdão prolatado nos autos do MI 795 (DJe 22.05.2009): MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO. ARTIGO 40, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR A DISCIPLINAR A MATÉRIA. NECESSIDADE DE INTEGRAÇÃO LEGISLATIVA. 1. Servidor público. Investigador da polícia civil do Estado de São Paulo. Alegado exercício de atividade sob condições de periculosidade e insalubridade. 2. Reconhecida a omissão legislativa em razão da ausência de lei complementar a definir as condições para o implemento da aposentadoria especial. 3. Mandado de injunção conhecido e concedido para comunicar a mora à autoridade competente e determinar a aplicação, no que couber, do art. 57 da Lei n. 8.213/91. Além dos precedentes já apontados, cito as seguintes decisões recentemente proferidas no mesmo sentido: MI 1.157, rel. Min. Eros Grau, DJe 4.09.2009; MI 1.661, rel. Min. Menezes Direito, DJe 28.08.2009; MI 820, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 5.08.2009; MI 1.099, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 30.06.2009; MI 912, rel. Min. Cezar Peluso, DJe 20.05.2009; MI 866, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe 19.06.2009; MI 770, rel. Min. Celso de Mello, DJe 9.06.2009; e MI 800, rel. Min. Ellen Gracie, DJe 29.05.2009. 3. Ante todo o exposto, com base nos precedentes citados e na autorização especificamente conferida pelo Plenário desta Casa de apreciação monocrática dos casos idênticos àquele veiculado no Mandado de Injunção 795 (DJe 22.05.2009), concedo a ordem injuncional para, declarando a mora legislativa na regulamentação do art. 40, § 4..., da Carta Magna, reconhecer o direito da parte impetrante de, ao submeter seu pedido administrativo de aposentadoria especial à autoridade competente, tê-lo concretamente analisado com base nas normas dispostas 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 1481 AGR / DF no art. 57 da Lei Federal 8.213/91.” Nada colhe o agravo regimental. Quanto ao pedido de conversão de períodos especiais em comuns, observo que o writ previsto no art. 5..., LXXI, da Constituição da República tem como pressuposto a existência de omissão legislativa que torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. A conversão de períodos especiais em comuns, para fins de contagem diferenciada e averbação nos assentamentos funcionais de servidor público, não constitui pretensão passível de tutela por mandado de injunção, à míngua de dever constitucional de legislar sobre a matéria. Nesse sentido, recordo os seguintes precedentes: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE INJUNÇÃO. PRESSUPOSTOS DE CABIMENTO. 1. O mandado de injunção não é a ação jurídica adequada para assegurar a contagem e a averbação do tempo de serviço trabalhado em condições especiais nos assentamentos funcionais de servidor público. Precedentes. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (MI 3881 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 20/10/2011, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-220 DIVULG 18-11-2011 PUBLIC 21-11-2011) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE INJUNÇÃO. 1. IMPOSSIBILIDADE DE ASSEGURAR A CONTAGEM E A AVERBAÇÃO DE TEMPO DE SERVIÇO: ART. 57 DA LEI N. 8.213/1991 PARA FUTURO PEDIDO DE APOSENTADORIA ESPECIAL. 2. INEXISTÊNCIA DO PRESSUPOSTO DE INVIABILIDADE DE EXERCÍCIO DE PRERROGATIVA CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (MI 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Supremo Tribunal Federal MI 1481 AGR / DF no art. 57 da Lei Federal 8.213/91.” Nada colhe o agravo regimental. Quanto ao pedido de conversão de períodos especiais em comuns, observo que o writ previsto no art. 5..., LXXI, da Constituição da República tem como pressuposto a existência de omissão legislativa que torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. A conversão de períodos especiais em comuns, para fins de contagem diferenciada e averbação nos assentamentos funcionais de servidor público, não constitui pretensão passível de tutela por mandado de injunção, à míngua de dever constitucional de legislar sobre a matéria. Nesse sentido, recordo os seguintes precedentes: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE INJUNÇÃO. PRESSUPOSTOS DE CABIMENTO. 1. O mandado de injunção não é a ação jurídica adequada para assegurar a contagem e a averbação do tempo de serviço trabalhado em condições especiais nos assentamentos funcionais de servidor público. Precedentes. 2. Agravo regimental ao qual se nega provimento.” (MI 3881 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 20/10/2011, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-220 DIVULG 18-11-2011 PUBLIC 21-11-2011) “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO MANDADO DE INJUNÇÃO. 1. IMPOSSIBILIDADE DE ASSEGURAR A CONTAGEM E A AVERBAÇÃO DE TEMPO DE SERVIÇO: ART. 57 DA LEI N. 8.213/1991 PARA FUTURO PEDIDO DE APOSENTADORIA ESPECIAL. 2. INEXISTÊNCIA DO PRESSUPOSTO DE INVIABILIDADE DE EXERCÍCIO DE PRERROGATIVA CONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (MI 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 1481 AGR / DF 3875 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 09/06/2011, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-148 DIVULG 02-08-2011 PUBLIC 03-08-2011) Agrego que o art. 40, § 10, da Magna Carta veda a edição de lei para a contagem de tempo ficto de contribuição. Assim, embora admitida no Regime Geral de Previdência Social, a conversão de tempo especial em comum é prática constitucionalmente vedada no âmbito do serviço público. A propósito, recordo trecho do voto condutor do eminente Ministro Teori Zavascki, ao julgamento do MI 1.508 AgR-SEGUNDO/DF: “Ainda segundo a jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal, não se admite a conversão de períodos especiais em comuns, mas apenas a concessão da aposentadoria especial mediante a prova do exercício de atividades exercidas em condições nocivas. Apesar de ser permitida no RGPS, no serviço público é expressamente vedada a contagem de tempo ficto, com fundamento no art. 40, § 10, da Constituição (‘A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício’).” De outra parte, na esteira do que consta do Informativo n 697/Supremo Tribunal Federal, observo que o Plenário desta Corte, em sessão realizada em 06.03.2013, ratificou o entendimento de que não se extrai da norma contida no art. 40, § 4..., III, da Constituição da República a existência de dever constitucional de legislar acerca do reconhecimento à contagem diferenciada e da averbação de tempo de serviço prestado por servidores públicos em condições prejudiciais à saúde e à integridade física (MI 2140 AgR/DF, MI 2123 AgR/DF, MI 2370 AgR/DF e MI 2508 AgR/DF). No tocante às dificuldades surgidas na aplicação, a servidores públicos, das regras que disciplinam a concessão de aposentadoria especial a segurados do Regime Geral de Previdência Social, registro que esta Corte cumpre sua missão quando, ao exame de mandado de injunção, constatada a existência de direito consagrado em norma 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Supremo Tribunal Federal MI 1481 AGR / DF 3875 AgR, Relator(a): Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, julgado em 09/06/2011, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-148 DIVULG 02-08-2011 PUBLIC 03-08-2011) Agrego que o art. 40, § 10, da Magna Carta veda a edição de lei para a contagem de tempo ficto de contribuição. Assim, embora admitida no Regime Geral de Previdência Social, a conversão de tempo especial em comum é prática constitucionalmente vedada no âmbito do serviço público. A propósito, recordo trecho do voto condutor do eminente Ministro Teori Zavascki, ao julgamento do MI 1.508 AgR-SEGUNDO/DF: “Ainda segundo a jurisprudência firmada no Supremo Tribunal Federal, não se admite a conversão de períodos especiais em comuns, mas apenas a concessão da aposentadoria especial mediante a prova do exercício de atividades exercidas em condições nocivas. Apesar de ser permitida no RGPS, no serviço público é expressamente vedada a contagem de tempo ficto, com fundamento no art. 40, § 10, da Constituição (‘A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício’).” De outra parte, na esteira do que consta do Informativo n 697/Supremo Tribunal Federal, observo que o Plenário desta Corte, em sessão realizada em 06.03.2013, ratificou o entendimento de que não se extrai da norma contida no art. 40, § 4..., III, da Constituição da República a existência de dever constitucional de legislar acerca do reconhecimento à contagem diferenciada e da averbação de tempo de serviço prestado por servidores públicos em condições prejudiciais à saúde e à integridade física (MI 2140 AgR/DF, MI 2123 AgR/DF, MI 2370 AgR/DF e MI 2508 AgR/DF). No tocante às dificuldades surgidas na aplicação, a servidores públicos, das regras que disciplinam a concessão de aposentadoria especial a segurados do Regime Geral de Previdência Social, registro que esta Corte cumpre sua missão quando, ao exame de mandado de injunção, constatada a existência de direito consagrado em norma 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 1481 AGR / DF constitucional de eficácia limitada, cujo exercício esteja obstado por mora legislativa, colmata a lacuna regulamentadora, de molde a combater a “síndrome de inefetividade das normas constitucionais”. Nesse contexto, enfatizo que não cabe a este Excelso Pretório a exaustiva definição de critérios a serem observados, pela autoridade administrativa competente, na análise do pedido de jubilação especial de servidor público civil. Por pertinentes, uma vez que examinada questão idêntica à enfrentada nos presentes autos, transcrevo trechos do voto condutor da eminente Ministra Cármen Lúcia, ao julgamento do MI 1.467-AgR/DF, aos quais me alinho: “O que cumpre ao Poder Judiciário é verificar a omissão da norma regulamentadora e a possibilidade de poder o servidor se valer de regra jurídica aplicável à situação por ele descrita, afastando-se o impedimento que lhe advém da ausência da regulamentação constitucionalmente prevista, o que, no caso, é aqui prestado. Verificada a omissão normativa que estaria a inviabilizar o exercício de um direito constitucionalmente previsto, integra-se o direito titularizado, em tese, pelo Impetrante. Tanto não se confunde com a análise dos requisitos exigidos para a aposentação especial, tampouco pode o Poder Judiciário definir, de forma exaustiva e que somente pode ser cumprida, administrativamente, pela autoridade competente, quais os critérios legais a serem observados na análise do pedido de aposentadoria submetido ao seu exame e à sua decisão. Assim, a integração normativa operada permite à autoridade competente realizar o exame do direito pretensamente titularizado pelo servidor público. Não compete, entretanto, ao Supremo Tribunal analisar o quadro fático-funcional do Impetrante para concluir pelo direito à sua aposentação, mas tão somente afastar o óbice 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Supremo Tribunal Federal MI 1481 AGR / DF constitucional de eficácia limitada, cujo exercício esteja obstado por mora legislativa, colmata a lacuna regulamentadora, de molde a combater a “síndrome de inefetividade das normas constitucionais”. Nesse contexto, enfatizo que não cabe a este Excelso Pretório a exaustiva definição de critérios a serem observados, pela autoridade administrativa competente, na análise do pedido de jubilação especial de servidor público civil. Por pertinentes, uma vez que examinada questão idêntica à enfrentada nos presentes autos, transcrevo trechos do voto condutor da eminente Ministra Cármen Lúcia, ao julgamento do MI 1.467-AgR/DF, aos quais me alinho: “O que cumpre ao Poder Judiciário é verificar a omissão da norma regulamentadora e a possibilidade de poder o servidor se valer de regra jurídica aplicável à situação por ele descrita, afastando-se o impedimento que lhe advém da ausência da regulamentação constitucionalmente prevista, o que, no caso, é aqui prestado. Verificada a omissão normativa que estaria a inviabilizar o exercício de um direito constitucionalmente previsto, integra-se o direito titularizado, em tese, pelo Impetrante. Tanto não se confunde com a análise dos requisitos exigidos para a aposentação especial, tampouco pode o Poder Judiciário definir, de forma exaustiva e que somente pode ser cumprida, administrativamente, pela autoridade competente, quais os critérios legais a serem observados na análise do pedido de aposentadoria submetido ao seu exame e à sua decisão. Assim, a integração normativa operada permite à autoridade competente realizar o exame do direito pretensamente titularizado pelo servidor público. Não compete, entretanto, ao Supremo Tribunal analisar o quadro fático-funcional do Impetrante para concluir pelo direito à sua aposentação, mas tão somente afastar o óbice 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 1481 AGR / DF da carência normativa a ser aplicada à espécie, se cumpridas as exigências da norma aplicável. As questões levantadas neste recurso devem, por isso mesmo, ser solucionadas pela autoridade competente, que o fará mediante a aplicação do art. 57 da Lei n. 8.213/1991 em conjunto com as regras que regem a aposentadoria do servidor público.” De outro lado, a determinação para que o pedido de aposentadoria especial do impetrante seja analisado à luz do art. 57 da Lei 8.213/91 não implica a criação de benefício previdenciário, mas a remoção de óbice ao exercício de direito constitucionalmente assegurado. Dessa forma, não há falar em ofensa ao art. 195, § 5..., da Magna Carta. A propósito do tema, recordo o seguinte precedente do Plenário desta Corte: “Ementa: EMBARGOS DECLARATÓRIOS. MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO. ARTIGO 40, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. APLICAÇÃO DO ART. 57 DA LEI 8.213/1991. PRECEDENTES. EXAME DE CONDIÇÕES FÁTICAS E JURÍDICAS. COMPETÊNCIA DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A orientação do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que compete à autoridade administrativa responsável pelo pedido de aposentadoria o exame das condições de fato e de direito previstas no ordenamento jurídico. Precedentes. II - “Efetivada a integração normativa necessária ao exercício de disciplinação normativa, exaure-se a função jurídico- constitucional para a qual foi concebido (e instituído) o remédio constitucional do mandado de injunção” (MI 1.194-ED/DF, Rel. Min. Celso de Mello). III - Não cabe ao Supremo Tribunal Federal definir de maneira exaustiva que critérios legais devem ser observados pela autoridade 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Supremo Tribunal Federal MI 1481 AGR / DF da carência normativa a ser aplicada à espécie, se cumpridas as exigências da norma aplicável. As questões levantadas neste recurso devem, por isso mesmo, ser solucionadas pela autoridade competente, que o fará mediante a aplicação do art. 57 da Lei n. 8.213/1991 em conjunto com as regras que regem a aposentadoria do servidor público.” De outro lado, a determinação para que o pedido de aposentadoria especial do impetrante seja analisado à luz do art. 57 da Lei 8.213/91 não implica a criação de benefício previdenciário, mas a remoção de óbice ao exercício de direito constitucionalmente assegurado. Dessa forma, não há falar em ofensa ao art. 195, § 5..., da Magna Carta. A propósito do tema, recordo o seguinte precedente do Plenário desta Corte: “Ementa: EMBARGOS DECLARATÓRIOS. MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO. ARTIGO 40, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. APLICAÇÃO DO ART. 57 DA LEI 8.213/1991. PRECEDENTES. EXAME DE CONDIÇÕES FÁTICAS E JURÍDICAS. COMPETÊNCIA DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A orientação do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que compete à autoridade administrativa responsável pelo pedido de aposentadoria o exame das condições de fato e de direito previstas no ordenamento jurídico. Precedentes. II - “Efetivada a integração normativa necessária ao exercício de disciplinação normativa, exaure-se a função jurídico- constitucional para a qual foi concebido (e instituído) o remédio constitucional do mandado de injunção” (MI 1.194-ED/DF, Rel. Min. Celso de Mello). III - Não cabe ao Supremo Tribunal Federal definir de maneira exaustiva que critérios legais devem ser observados pela autoridade 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 1481 AGR / DF administrativa competente. IV - A decisão judicial, ademais, não cria novo benefício previdenciário, mas apenas removeu, mediante a aplicação das regras estabelecidas no art. 57 da Lei 8.213/1991, o óbice à aposentadoria especial. V - Embargos de declaração, recebidos como agravo regimental, a que se nega provimento.” (MI 2745 ED, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/11/2011, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-228 DIVULG 30-11-2011 PUBLIC 01-12-2011) De outro lado, no Regime Geral de Previdência Social, o custeio da jubilação especial é ônus exclusivo do empregador. Assim, determinada, com base em critério isonômico, a aplicação do art. 57 da Lei 8.213/91, no exame do direito do impetrante, a conclusão lógica é que o ente público deverá arcar com o custeio, caso reconhecido, em concreto, o direito à aposentadoria especial. Nesse sentido, rememoro manifestação do Ministro Cezar Peluso, ao julgamento do MI 822/DF: “Dispõe o § 6... do art. 57 da Lei n 8.213, de 24 de julho de 1991, que a aposentadoria especial será custeada pela contribuição prevista no inciso II do art. 22 da Lei n 8.212, de 24 de julho de 1991, que, por sua vez, estabelece uma contribuição social devida pela empresa na qual trabalhadores são expostos a riscos ambientais. Trata-se de benefício custeado unicamente pelo empregador. Tal sistema é dotado de razoabilidade. Não se poderia pretender que o trabalhador, que tem o direito de se aposentar contando tempo especial – em virtude das condições adversas em que exerceu o seu cargo -, arque com o custeio dessa modalidade de aposentadoria. Na questão suscitada pela União quanto à fonte de custeio da aposentadoria especial ‘criada pelo Supremo Tribunal Federal’, até por isonomia não poderá haver 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Supremo Tribunal Federal MI 1481 AGR / DF administrativa competente. IV - A decisão judicial, ademais, não cria novo benefício previdenciário, mas apenas removeu, mediante a aplicação das regras estabelecidas no art. 57 da Lei 8.213/1991, o óbice à aposentadoria especial. V - Embargos de declaração, recebidos como agravo regimental, a que se nega provimento.” (MI 2745 ED, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/11/2011, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-228 DIVULG 30-11-2011 PUBLIC 01-12-2011) De outro lado, no Regime Geral de Previdência Social, o custeio da jubilação especial é ônus exclusivo do empregador. Assim, determinada, com base em critério isonômico, a aplicação do art. 57 da Lei 8.213/91, no exame do direito do impetrante, a conclusão lógica é que o ente público deverá arcar com o custeio, caso reconhecido, em concreto, o direito à aposentadoria especial. Nesse sentido, rememoro manifestação do Ministro Cezar Peluso, ao julgamento do MI 822/DF: “Dispõe o § 6... do art. 57 da Lei n 8.213, de 24 de julho de 1991, que a aposentadoria especial será custeada pela contribuição prevista no inciso II do art. 22 da Lei n 8.212, de 24 de julho de 1991, que, por sua vez, estabelece uma contribuição social devida pela empresa na qual trabalhadores são expostos a riscos ambientais. Trata-se de benefício custeado unicamente pelo empregador. Tal sistema é dotado de razoabilidade. Não se poderia pretender que o trabalhador, que tem o direito de se aposentar contando tempo especial – em virtude das condições adversas em que exerceu o seu cargo -, arque com o custeio dessa modalidade de aposentadoria. Na questão suscitada pela União quanto à fonte de custeio da aposentadoria especial ‘criada pelo Supremo Tribunal Federal’, até por isonomia não poderá haver 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 1481 AGR / DF solução diversa. O responsável pelo custeio do benefício especial deverá ser o Estado, porque isso é o que se ajusta ao caput do art. 40 da Constituição Federal, que estabelece o regime previdenciário público “mediante contribuição do respectivo ente público”. A fonte de custeio da aposentadoria especial dos funcionários públicos deverá ser, pois, a ‘contribuição’ dos entes públicos aos quais são vinculados.” Ante o exposto, conheço e nego provimento ao agravo regimental do impetrante. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Supremo Tribunal Federal MI 1481 AGR / DF solução diversa. O responsável pelo custeio do benefício especial deverá ser o Estado, porque isso é o que se ajusta ao caput do art. 40 da Constituição Federal, que estabelece o regime previdenciário público “mediante contribuição do respectivo ente público”. A fonte de custeio da aposentadoria especial dos funcionários públicos deverá ser, pois, a ‘contribuição’ dos entes públicos aos quais são vinculados.” Ante o exposto, conheço e nego provimento ao agravo regimental do impetrante. É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.481 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, reconheço que a óptica prevalecente é realmente essa, mas continuo convencido de que, se cabe a aplicação da lei alusiva à previdência dos trabalhadores em geral, deve haver a tomada do tempo de serviço em condições nocivas à saúde do trabalhador de forma proporcional. Cheguei mesmo a figurar uma situação. Imaginemos um servidor que permaneça em ambiente nocivo à saúde durante vinte e quatro anos e que, antes de completar os vinte e cinco, seja deslocado para uma função normal. Esse tempo de vinte e quatro anos não será considerado, segundo o trabalho desempenhado, nocivo à saúde? Para mim, deve ser como ocorre quanto aos trabalhadores em geral. Por isso, provejo os agravos, que são dos servidores. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983858. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.481 DISTRITO FEDERAL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, reconheço que a óptica prevalecente é realmente essa, mas continuo convencido de que, se cabe a aplicação da lei alusiva à previdência dos trabalhadores em geral, deve haver a tomada do tempo de serviço em condições nocivas à saúde do trabalhador de forma proporcional. Cheguei mesmo a figurar uma situação. Imaginemos um servidor que permaneça em ambiente nocivo à saúde durante vinte e quatro anos e que, antes de completar os vinte e cinco, seja deslocado para uma função normal. Esse tempo de vinte e quatro anos não será considerado, segundo o trabalho desempenhado, nocivo à saúde? Para mim, deve ser como ocorre quanto aos trabalhadores em geral. Por isso, provejo os agravos, que são dos servidores. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.481 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PAULO RENATO MOTA ADV.(A/S) : LARISSA F. MACIEL LONGO AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : SENADO FEDERAL AGDO.(A/S) : CÂMARA DOS DEPUTADOS INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951384 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 1.481 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : PAULO RENATO MOTA ADV.(A/S) : LARISSA F. MACIEL LONGO AGDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : SENADO FEDERAL AGDO.(A/S) : CÂMARA DOS DEPUTADOS INTDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951384 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MANDADO DE INJUNÇÃO 1 . 481", "MI", "MI", "MI", "MI", "MI", "AgR", "MI 3881 AgR", "MI 1 . 508 AgR - SEGUNDO / DF", "MI", "MI 1 . 467 - AgR / DF", "MI 1 . 467 - AgR / DF", "MI 1 . 194 - ED / DF", "MI 1 . 194 - ED / DF", "MI 2745 ED", "MI 822 / DF", "MI 2745 ED", "MI 822 / DF", "MANDADO DE INJUNÇÃO 1 . 481", "MANDADO DE INJUNÇÃO 1 . 481" ], "LEGISLACAO": [ "art . 5 . . . , LXXI , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "art . 40 , § 4 . . . , da Carta Magna", "art . 57 da Lei Federal 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , da Carta Magna", "art . 57 da Lei Federal 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , da Constituição Federal", "art . 40 , § 4 . . . , da Carta Magna", "art . 57 da Lei 8 . 213", "inciso LXXI do artigo 5 . . . da Constituição", "Medida Provisória n 2", "art . 40 , § 4 . . . , da Constituição Federal", "art . 40 , § 4 . . . , da Carta Magna", "art . 57 da Lei 8 . 213", "inciso LXXI do artigo 5 . . . da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 40 , § 4 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "artigo 57 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 213 / 91", "art . 40 , § 4 . . . , da Constituição Federal", "art . 40 da Carta Magna", "art . 57 da Lei 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 40 , § 4 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "artigo 57 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 213 / 91", "art . 40 , § 4 . . . , da Constituição Federal", "art", "art . 57 da Lei 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 40 ,", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 57 da Lei n . 8 . 213 / 91", "art . 40 , § 4 . . . , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 40 , § 4 . . . , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 57 da Lei n . 8 . 213 / 91", "art . 40 , § 4 . . . , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 57 da Lei Federal 8 . 213 / 91", "art . 5 . . . , LXXI , da Constituição da República", "ART . 57 DA LEI N . 8 . 213 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 57 da Lei Federal 8 . 213 / 91", "art . 5 . . . , LXXI , da Constituição da República", "ART . 57 DA LEI N . 8 . 213 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 10 , da Magna Carta", "art . 40 , § 10 , da Constituição", "art . 40 , § 4 . . . , III , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200", "art . 40 , § 10 , da Magna Carta", "art . 40 , § 10 , da Constituição", "art . 40 , § 4 . . . , III , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 57 da Lei n . 8 . 213 / 1991", "art . 57 da Lei 8 . 213 / 91", "art . 195 , § 5 . . . , da Magna Carta", "ARTIGO 40 , § 4 . . . , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "ART . 57 DA LEI 8 . 213 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 57 da Lei n . 8 . 213 / 1991", "art . 57 da Lei 8 . 213 / 91", "art . 195 , § 5 . . . , da Magna Carta", "ART . 57 DA LEI 8 . 213 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 57 da Lei 8 . 213 / 1991", "art . 57 da Lei 8 . 213 / 91", "§ 6 . . . do art . 57 da Lei n 8 . 213", "inciso II do art . 22 da Lei n 8 . 212", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 57 da Lei 8 . 213 / 1991", "art . 57 da Lei 8 . 213 / 91", "art . 57 da Lei n 8 . 213", "inciso II do art . 22 da Lei n 8 . 212", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 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MACIEL LONGO", "Ricardo Lewandowski", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "PAULO RENATO MOTA", "LARISSA F . MACIEL LONGO", "Rosa Weber", "Ellen Gracie", "ROSA WEBER", "PAULO RENATO MOTA", "LARISSA F . MACIEL LONGO", "Rosa Weber", "Ellen Gracie", "ROSA WEBER", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER MI", "Marco Aurélio", "Carlos Britto", "Cármen Lúcia", "Marco Aurélio", "Carlos Britto", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER MI 1481", "Eros Grau", "Menezes Direito", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Ellen Gracie", "Eros Grau", "Menezes Direito", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Cezar Peluso", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Ellen Gracie", "ROSA WEBER MI", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ROSA WEBER MI", "CÁRMEN LÚCIA", "Teori Zavascki", "CÁRMEN LÚCIA", "Teori Zavascki", "ROSA WEBER MI 1481", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER MI", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "ROSA WEBER MI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cezar Peluso", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cezar Peluso", "ROSA WEBER MI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ROSA WEBER", "PAULO RENATO MOTA", "LARISSA F . MACIEL LONGO", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu", "ROSA WEBER", "PAULO RENATO MOTA", "LARISSA F . MACIEL LONGO", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "30", ".", "08", ".", "2007", "24", ".", "07", ".", "1991", "30", ".", "11", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "30", ".", "08", ".", "2007", "24", ".", "07", ".", "1991", "30", ".", "11", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "07", ".", "2008", "26", ".", "09", ".", "2008", "15", ".", "04", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", ".", "07", ".", "2008", "26", ".", "09", ".", "2008", "15", ".", "04", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "05", ".", "2009", "4", ".", "09", ".", "2009", "28", ".", "08", ".", "2009", "5", ".", "08", ".", "2009", "30", ".", "06", ".", "2009", "20", ".", "05", ".", "2009", "19", ".", "06", ".", "2009", "9", ".", "06", ".", "2009", "29", ".", "05", ".", "2009", "22", ".", "05", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "05", ".", "2009", "4", ".", "09", ".", "2009", "28", ".", "08", ".", "2009", "5", ".", "08", ".", "2009", "30", ".", "06", ".", "2009", "20", ".", "05", ".", "2009", "19", ".", "06", ".", "2009", "9", ".", "06", ".", "2009", "29", ".", "05", ".", "2009", "22", ".", "05", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2011", "18", "-", "11", "-", "2011", "21", "-", "11", "-", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "10", "/", "2011", "18", "-", "11", "-", "2011", "21", "-", "11", "-", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "06", "/", "2011", "02", "-", "08", "-", "2011", "03", "-", "08", "-", "2011", "06", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "06", "/", "2011", "02", "-", "08", "-", "2011", "03", "-", "08", "-", "2011", "06", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2011", "30", "-", "11", "-", "2011", "01", "-", "12", "-", "2011", "24 de julho de 1991", "24 de julho de 1991", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2011", "30", "-", "11", "-", "2011", "01", "-", "12", "-", "2011", "24 de julho de 1991", "24 de julho de 1991", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "23", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 513.815 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :TM DISTRIBUIDORA DE PETRÓLEO LTDA ADV.(A/S) :GUSTAVO DO VALE ROCHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Recolhimento de ICMS-combustíveis sob a sistemática da substituição tributária para a frente. Imunidade sobre as operações interestaduais que não alberga as operações internas ocorridas no estado de destino. Impossibilidade de reconhecer a desoneração no caso em comento. 1. A jurisprudência da Corte acerca da matéria não desconsidera a imunidade relativa à incidência do ICMS nas operações interestaduais de produtos derivados de petróleo. 2. O tributo que se exige antecipadamente não se refere à operação que destina o combustível para outro estado, o que denota absoluta observância à regra constitucional que estabelece a não incidência nessa hipótese. O valor recolhido pela agravante corresponde ao importe devido em virtude da incidência que se opera sobre as operações seguintes, as quais estão reconhecidamente ao alcance do poder de tributar. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737671. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão AI 513815 AGR / RJ Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737671. Supremo Tribunal Federal AI 513815 AGR / RJ Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737671. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 513.815 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :TM DISTRIBUIDORA DE PETRÓLEO LTDA ADV.(A/S) :GUSTAVO DO VALE ROCHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto por TM Distribuidora de Petróleo Ltda. em face de decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento ao agravo de instrumento. O decisum ficou assentado nos seguintes termos: ”Vistos. TM DISTRIBUIDORA DE PETRÓLEO LTDA. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade ao artigo 155, §º 2º, inciso X, alínea b, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO – ICMS – DERIVADOS DE PETRÓLEO – OPERAÇÕES INTERESTADUAIS – SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. - A cobrança de antecipada de ICMS, em operação interestadual, envolvendo derivados de petróleo não incide sobre tal negócio, mas sobre as futuras vendas, no varejo, aos consumidores finais. Precedente (RMS 12.368/Humberto)’ (fl. 114) A agravante entende viável o recurso extraordinário uma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737669. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 513.815 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :TM DISTRIBUIDORA DE PETRÓLEO LTDA ADV.(A/S) :GUSTAVO DO VALE ROCHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto por TM Distribuidora de Petróleo Ltda. em face de decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento ao agravo de instrumento. O decisum ficou assentado nos seguintes termos: ”Vistos. TM DISTRIBUIDORA DE PETRÓLEO LTDA. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade ao artigo 155, §º 2º, inciso X, alínea b, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO – ICMS – DERIVADOS DE PETRÓLEO – OPERAÇÕES INTERESTADUAIS – SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. - A cobrança de antecipada de ICMS, em operação interestadual, envolvendo derivados de petróleo não incide sobre tal negócio, mas sobre as futuras vendas, no varejo, aos consumidores finais. Precedente (RMS 12.368/Humberto)’ (fl. 114) A agravante entende viável o recurso extraordinário uma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737669. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório AI 513815 AGR / RJ vez que ‘nas operações interestaduais com combustíveis derivados de petróleo não há a exigência do ICMS, já que é imune, nos termos do Artigo 155,2º, inciso X, alínea ‘b’ da Carta Magna, cabendo à Lei Complementar dispor sobre a ‘Substituição Tributária’, o que não restou observado’ (fl. 21). Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi publicado em 25/2/04, conforme expresso na certidão da folha 115, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. A irresignação não merece êxito. Com efeito, a decisão recorrida se harmoniza com jurisprudência consolidada, no âmbito desta Suprema Corte, no sentido da constitucionalidade da cobrança de ICMS no comércio interestadual de derivados de petróleo, mediante o regime de substituição tributária, inclusive. A propósito, tem-se: ‘TRIBUTÁRIO. ICMS. LUBRIFICANTES E COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS E GASOSOS, DERIVADOS DO PETRÓLEO. OPERAÇÕES INTERESTADUAIS. IMUNIDADE DO ART. 155, § 2º, X, B, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Benefício fiscal que não foi instituído em prol do consumidor, mas do Estado de destino dos produtos em causa, ao qual caberá, em sua totalidade, o ICMS sobre eles incidente, desde a remessa até o consumo. Conseqüente descabimento das teses da imunidade e da inconstitucionalidade dos textos legais, com que a empresa consumidora dos produtos em causa pretendeu obviar, no caso, a exigência tributária do Estado de São Paulo. Recurso conhecido, mas desprovido’ (RE nº 198.088/SP, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 5/9/03). ‘1. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Petição 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737669. Supremo Tribunal Federal AI 513815 AGR / RJ vez que ‘nas operações interestaduais com combustíveis derivados de petróleo não há a exigência do ICMS, já que é imune, nos termos do Artigo 155,2º, inciso X, alínea ‘b’ da Carta Magna, cabendo à Lei Complementar dispor sobre a ‘Substituição Tributária’, o que não restou observado’ (fl. 21). Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi publicado em 25/2/04, conforme expresso na certidão da folha 115, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. A irresignação não merece êxito. Com efeito, a decisão recorrida se harmoniza com jurisprudência consolidada, no âmbito desta Suprema Corte, no sentido da constitucionalidade da cobrança de ICMS no comércio interestadual de derivados de petróleo, mediante o regime de substituição tributária, inclusive. A propósito, tem-se: ‘TRIBUTÁRIO. ICMS. LUBRIFICANTES E COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS E GASOSOS, DERIVADOS DO PETRÓLEO. OPERAÇÕES INTERESTADUAIS. IMUNIDADE DO ART. 155, § 2º, X, B, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Benefício fiscal que não foi instituído em prol do consumidor, mas do Estado de destino dos produtos em causa, ao qual caberá, em sua totalidade, o ICMS sobre eles incidente, desde a remessa até o consumo. Conseqüente descabimento das teses da imunidade e da inconstitucionalidade dos textos legais, com que a empresa consumidora dos produtos em causa pretendeu obviar, no caso, a exigência tributária do Estado de São Paulo. Recurso conhecido, mas desprovido’ (RE nº 198.088/SP, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 5/9/03). ‘1. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Petição 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737669. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório AI 513815 AGR / RJ inicial. Ilegitimidade ativa para a causa. Correção. Aditamento anterior à requisição das informações. Admissibilidade. Precedentes. É lícito, em ação direta de inconstitucionalidade, aditamento à petição inicial anterior à requisição das informações. 2. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Tributo. ICMS. Operações interestaduais com Gás Liquefeito de Petróleo - GLP, derivado de Gás Natural tributado na forma do Convênio ICMS 03/99. Ato normativo. Protocolo nº 33/2003. Cláusulas primeira e segunda. Prescrição de deveres instrumentais, ou obrigações acessórias. Subsistência do regime de substituição tributária. Inexistência de ofensa à Constituição. Ação julgada improcedente. São constitucionais as cláusulas primeira e segunda do Protocolo nº 33/2003, que prescrevem deveres instrumentais, ou obrigações acessórias, nas operações com Gás Liquefeito de Petróleo sujeitas à substituição tributária prevista no Convênio ICMS 3/99’ (ADI nº 3.103/PI, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 25/8/06). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” A agravante pretende a reforma da decisão, aduzindo, essencialmente, que as operações por ela praticada estão acobertadas por norma imunitória, na medida em que comercializa combustíveis em âmbito interestadual. Afirma não ser contribuinte do imposto sequer sob o regime de substituição tributária: “Afinal, exigir tributo de quem a própria CF/88 afastou a tributação, jamais pode ser entendido como legítimo. Muito pelo contrário, afronta o ordenamento jurídico tratado nas diretrizes constitucionais, uma vez que é feita retenção de ICMS em operação que a Constituição Federal disse ser IMUNE a tal imposto, há inequívoca exacerbação da competência tributária.” 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737669. Supremo Tribunal Federal AI 513815 AGR / RJ inicial. Ilegitimidade ativa para a causa. Correção. Aditamento anterior à requisição das informações. Admissibilidade. Precedentes. É lícito, em ação direta de inconstitucionalidade, aditamento à petição inicial anterior à requisição das informações. 2. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Tributo. ICMS. Operações interestaduais com Gás Liquefeito de Petróleo - GLP, derivado de Gás Natural tributado na forma do Convênio ICMS 03/99. Ato normativo. Protocolo nº 33/2003. Cláusulas primeira e segunda. Prescrição de deveres instrumentais, ou obrigações acessórias. Subsistência do regime de substituição tributária. Inexistência de ofensa à Constituição. Ação julgada improcedente. São constitucionais as cláusulas primeira e segunda do Protocolo nº 33/2003, que prescrevem deveres instrumentais, ou obrigações acessórias, nas operações com Gás Liquefeito de Petróleo sujeitas à substituição tributária prevista no Convênio ICMS 3/99’ (ADI nº 3.103/PI, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 25/8/06). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” A agravante pretende a reforma da decisão, aduzindo, essencialmente, que as operações por ela praticada estão acobertadas por norma imunitória, na medida em que comercializa combustíveis em âmbito interestadual. Afirma não ser contribuinte do imposto sequer sob o regime de substituição tributária: “Afinal, exigir tributo de quem a própria CF/88 afastou a tributação, jamais pode ser entendido como legítimo. Muito pelo contrário, afronta o ordenamento jurídico tratado nas diretrizes constitucionais, uma vez que é feita retenção de ICMS em operação que a Constituição Federal disse ser IMUNE a tal imposto, há inequívoca exacerbação da competência tributária.” 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737669. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório AI 513815 AGR / RJ É o que cumpre relatar. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737669. Supremo Tribunal Federal AI 513815 AGR / RJ É o que cumpre relatar. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737669. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 513.815 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Insurge-se a agravante pela reforma do juízo monocrático, sustentando, basicamente, a mesma tese já aventada no apelo extremo. Sustenta a recorrente, em síntese, a violação do art. 155, § 2º, X, b, da Constituição. Afirma não haver necessidade de recolher o ICMS no presente caso, tendo em vista que os lubrificantes e combustíveis foram comprados no Rio de Janeiro para serem vendidos em São Paulo. Em suma, estaria a operação acobertada pela norma constitucional que prevê a não incidência de ICMS nas operações interestaduais envolvendo combustíveis. De início, ressalto que os entendimentos desta Corte mencionados no juízo monocrático não se prestam a desconsiderar a imunidade relativa à incidência do ICMS nas operações interestaduais de produtos derivados de petróleo. Verifico, todavia, que a desoneração prevista pela Carta Política não alcança as operações internas, de modo que sobre elas não paira qualquer óbice ao exercício do poder de tributar. Nesse sentido, não há qualquer inconstitucionalidade no recolhimento de ICMS pela recorrente, sob a sistemática da substituição tributária, referente às operações realizadas no Estado de destino. Sob o pálio de tais argumentos, perfilho o entendimento da Corte manifesto nos precedentes a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. ICMS. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. CONSTITUCIONALIDADE. PRECEDENTES. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. IMPOSSIBILIDADE. GRAVE LESÃO À ORDEM PÚBLICA. AUSÊNCIA. 1. É responsável tributário, por substituição, o industrial, o comerciante ou o prestador de serviço, relativamente ao imposto devido pelas anteriores ou Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737668. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 513.815 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Insurge-se a agravante pela reforma do juízo monocrático, sustentando, basicamente, a mesma tese já aventada no apelo extremo. Sustenta a recorrente, em síntese, a violação do art. 155, § 2º, X, b, da Constituição. Afirma não haver necessidade de recolher o ICMS no presente caso, tendo em vista que os lubrificantes e combustíveis foram comprados no Rio de Janeiro para serem vendidos em São Paulo. Em suma, estaria a operação acobertada pela norma constitucional que prevê a não incidência de ICMS nas operações interestaduais envolvendo combustíveis. De início, ressalto que os entendimentos desta Corte mencionados no juízo monocrático não se prestam a desconsiderar a imunidade relativa à incidência do ICMS nas operações interestaduais de produtos derivados de petróleo. Verifico, todavia, que a desoneração prevista pela Carta Política não alcança as operações internas, de modo que sobre elas não paira qualquer óbice ao exercício do poder de tributar. Nesse sentido, não há qualquer inconstitucionalidade no recolhimento de ICMS pela recorrente, sob a sistemática da substituição tributária, referente às operações realizadas no Estado de destino. Sob o pálio de tais argumentos, perfilho o entendimento da Corte manifesto nos precedentes a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. ICMS. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. CONSTITUCIONALIDADE. PRECEDENTES. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. IMPOSSIBILIDADE. GRAVE LESÃO À ORDEM PÚBLICA. AUSÊNCIA. 1. É responsável tributário, por substituição, o industrial, o comerciante ou o prestador de serviço, relativamente ao imposto devido pelas anteriores ou Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 513815 AGR / RJ subseqüentes saídas de mercadorias ou, ainda, por serviços prestados por qualquer outra categoria de contribuinte. Legitimidade do regime de substituição tributária declarada pelo Pleno deste Tribunal. 2. Distribuidora de petróleo, combustíveis e derivados. Benefício da imunidade tributária. Concessão. Impossibilidade, por cuidar-se de benesse concedida aos Estados e não às empresas distribuidoras de combustíveis. 3. Mandado de segurança. Suspensão da medida liminar, em face da probabilidade de sua execução causar lesão à ordem e à economia públicas. Pressupostos para o seu deferimento. Observância. Agravo regimental a que se nega provimento” (SS nº 2242/AgR-MA, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 21/5/04) “SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. COMBUSTÍVEL E OUTROS DERIVADOS DE PETRÓLEO. LEGITIMIDADE. PRECEDENTES. A legitimidade do regime de recolhimento do ICMS por substituição tributária foi afirmada pelo Supremo Tribunal Federal, no RE 213.396, de minha relatoria. Entendimento reiterado nos REs 220.308, Relator Ministro Marco Aurélio, e 216.867, Relator Ministro Moreira Alves, entre outros. A imunidade ou hipótese de não-incidência contemplada na alínea ‘b’ do inc. X do § 2.º do art. 155 restringe- se ao Estado de origem, não abrangendo o Estado de destino da mercadoria, onde são tributadas todas as operações que compõem o ciclo econômico por que passam os produtos, independentemente de se tratar de consumidor final ou intermediário. Entendimento adotado no julgamento do RE 198.088, de que fui relator. No mesmo sentido, o RE 227.466- AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, o RE 272.127-AgR, Relatora Ministra Ellen Gracie, e o RE 201.703, Relator Ministro Moreira Alves. Agravo regimental desprovido” (RE nº 190.992- AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 19/12/02). A responsabilidade pelo recolhimento do ICMS sobre as operações internas que se sucedem à operação interestadual pode ser, por força do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737668. Supremo Tribunal Federal AI 513815 AGR / RJ subseqüentes saídas de mercadorias ou, ainda, por serviços prestados por qualquer outra categoria de contribuinte. Legitimidade do regime de substituição tributária declarada pelo Pleno deste Tribunal. 2. Distribuidora de petróleo, combustíveis e derivados. Benefício da imunidade tributária. Concessão. Impossibilidade, por cuidar-se de benesse concedida aos Estados e não às empresas distribuidoras de combustíveis. 3. Mandado de segurança. Suspensão da medida liminar, em face da probabilidade de sua execução causar lesão à ordem e à economia públicas. Pressupostos para o seu deferimento. Observância. Agravo regimental a que se nega provimento” (SS nº 2242/AgR-MA, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 21/5/04) “SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. COMBUSTÍVEL E OUTROS DERIVADOS DE PETRÓLEO. LEGITIMIDADE. PRECEDENTES. A legitimidade do regime de recolhimento do ICMS por substituição tributária foi afirmada pelo Supremo Tribunal Federal, no RE 213.396, de minha relatoria. Entendimento reiterado nos REs 220.308, Relator Ministro Marco Aurélio, e 216.867, Relator Ministro Moreira Alves, entre outros. A imunidade ou hipótese de não-incidência contemplada na alínea ‘b’ do inc. X do § 2.º do art. 155 restringe- se ao Estado de origem, não abrangendo o Estado de destino da mercadoria, onde são tributadas todas as operações que compõem o ciclo econômico por que passam os produtos, independentemente de se tratar de consumidor final ou intermediário. Entendimento adotado no julgamento do RE 198.088, de que fui relator. No mesmo sentido, o RE 227.466- AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, o RE 272.127-AgR, Relatora Ministra Ellen Gracie, e o RE 201.703, Relator Ministro Moreira Alves. Agravo regimental desprovido” (RE nº 190.992- AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 19/12/02). A responsabilidade pelo recolhimento do ICMS sobre as operações internas que se sucedem à operação interestadual pode ser, por força do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 513815 AGR / RJ art. 155, inc. XII, b, da Constituição, atribuída a um terceiro, de forma antecipada, caso em que o sujeito passivo será o substituto tributário. O tributo que se exige antecipadamente não se refere à operação que destina o combustível para outro Estado, o que denota absoluta observância a regra constitucional que pugna pela não-incidência nesta hipótese. O valor recolhido pela agravante traduz o importe devido em virtude da incidência que se opera sobre as operações seguintes, as quais farão chegar a mercadoria ao consumidor final. Ao que me parece, tal argumento se afigura irrefutável, sobretudo pela premente necessidade de realizar um juízo pautado nas premissas delineadas pelo acórdão recorrido, do qual consta o seguinte excerto: “É de se entender, portanto, que a operação realizada pelo remetente, quando da operação interestadual está completamente imune, como determinada a carta Política de 1988, e que apenas são tributadas , mediante antecipação do imposto através do instituto da substituição tributária , as operações posteriores, que serão realizadas já dentro do território do Estado, onde está estabelecido o varejista ou retalhista, com a venda dos produtos adquiridos em outras unidades da federação.” No mesmo sentido da tese ora afirmada, destaco as decisões AI nº 829.218/MG, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 23/5/12; e AI nº 846.557/RS, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/2/12. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737668. Supremo Tribunal Federal AI 513815 AGR / RJ art. 155, inc. XII, b, da Constituição, atribuída a um terceiro, de forma antecipada, caso em que o sujeito passivo será o substituto tributário. O tributo que se exige antecipadamente não se refere à operação que destina o combustível para outro Estado, o que denota absoluta observância a regra constitucional que pugna pela não-incidência nesta hipótese. O valor recolhido pela agravante traduz o importe devido em virtude da incidência que se opera sobre as operações seguintes, as quais farão chegar a mercadoria ao consumidor final. Ao que me parece, tal argumento se afigura irrefutável, sobretudo pela premente necessidade de realizar um juízo pautado nas premissas delineadas pelo acórdão recorrido, do qual consta o seguinte excerto: “É de se entender, portanto, que a operação realizada pelo remetente, quando da operação interestadual está completamente imune, como determinada a carta Política de 1988, e que apenas são tributadas , mediante antecipação do imposto através do instituto da substituição tributária , as operações posteriores, que serão realizadas já dentro do território do Estado, onde está estabelecido o varejista ou retalhista, com a venda dos produtos adquiridos em outras unidades da federação.” No mesmo sentido da tese ora afirmada, destaco as decisões AI nº 829.218/MG, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 23/5/12; e AI nº 846.557/RS, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/2/12. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 513.815 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : TM DISTRIBUIDORA DE PETRÓLEO LTDA ADV.(A/S) : GUSTAVO DO VALE ROCHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604705 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 513.815 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : TM DISTRIBUIDORA DE PETRÓLEO LTDA ADV.(A/S) : GUSTAVO DO VALE ROCHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604705 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3758087
2013-03-19T00:00:00
2013-05-09T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Recolhimento de ICMS-combustíveis sob a sistemática da substituição tributária para a frente. Imunidade sobre as operações interestaduais que não alberga as operações internas ocorridas no estado de destino. Impossibilidade de reconhecer a desoneração no caso em comento. 1. A jurisprudência da Corte acerca da matéria não desconsidera a imunidade relativa à incidência do ICMS nas operações interestaduais de produtos derivados de petróleo. 2. O tributo que se exige antecipadamente não se refere à operação que destina o combustível para outro estado, o que denota absoluta observância à regra constitucional que estabelece a não incidência nessa hipótese. O valor recolhido pela agravante corresponde ao importe devido em virtude da incidência que se opera sobre as operações seguintes, as quais estão reconhecidamente ao alcance do poder de tributar. 3. Agravo regimental não provido.
sjur229911
- Acórdão(s) citado(s): (ICMS, SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA) SS 2242 AgR (TP), RE 190992 AgR (1ª). - Decisões monocráticas citadas: (ICMS, SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA) AI 829218, AI 846557. Número de páginas: 10. Análise: 27/05/2013, MJC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
513815
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00155 INC-00012 LET-B \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
AI-AgR
acordaos
AI 513815 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : TM DISTRIBUIDORA DE PETRÓLEO LTDA ADV.(A/S) : GUSTAVO DO VALE ROCHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 513.815 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :TM DISTRIBUIDORA DE PETRÓLEO LTDA ADV.(A/S) :GUSTAVO DO VALE ROCHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Recolhimento de ICMS-combustíveis sob a sistemática da substituição tributária para a frente. Imunidade sobre as operações interestaduais que não alberga as operações internas ocorridas no estado de destino. Impossibilidade de reconhecer a desoneração no caso em comento. 1. A jurisprudência da Corte acerca da matéria não desconsidera a imunidade relativa à incidência do ICMS nas operações interestaduais de produtos derivados de petróleo. 2. O tributo que se exige antecipadamente não se refere à operação que destina o combustível para outro estado, o que denota absoluta observância à regra constitucional que estabelece a não incidência nessa hipótese. O valor recolhido pela agravante corresponde ao importe devido em virtude da incidência que se opera sobre as operações seguintes, as quais estão reconhecidamente ao alcance do poder de tributar. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737671. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão AI 513815 AGR / RJ Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737671. Supremo Tribunal Federal AI 513815 AGR / RJ Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737671. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 513.815 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :TM DISTRIBUIDORA DE PETRÓLEO LTDA ADV.(A/S) :GUSTAVO DO VALE ROCHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto por TM Distribuidora de Petróleo Ltda. em face de decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento ao agravo de instrumento. O decisum ficou assentado nos seguintes termos: ”Vistos. TM DISTRIBUIDORA DE PETRÓLEO LTDA. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade ao artigo 155, § 2..., inciso X, alínea b, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO – ICMS – DERIVADOS DE PETRÓLEO – OPERAÇÕES INTERESTADUAIS – SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. - A cobrança de antecipada de ICMS, em operação interestadual, envolvendo derivados de petróleo não incide sobre tal negócio, mas sobre as futuras vendas, no varejo, aos consumidores finais. Precedente (RMS 12.368/Humberto)’ (fl. 114) A agravante entende viável o recurso extraordinário uma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737669. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 513.815 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :TM DISTRIBUIDORA DE PETRÓLEO LTDA ADV.(A/S) :GUSTAVO DO VALE ROCHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de tempestivo agravo regimental interposto por TM Distribuidora de Petróleo Ltda. em face de decisão monocrática mediante a qual neguei seguimento ao agravo de instrumento. O decisum ficou assentado nos seguintes termos: ”Vistos. TM DISTRIBUIDORA DE PETRÓLEO LTDA. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade ao artigo 155, § 2..., inciso X, alínea b, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO – ICMS – DERIVADOS DE PETRÓLEO – OPERAÇÕES INTERESTADUAIS – SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. - A cobrança de antecipada de ICMS, em operação interestadual, envolvendo derivados de petróleo não incide sobre tal negócio, mas sobre as futuras vendas, no varejo, aos consumidores finais. Precedente (RMS 12.368/Humberto)’ (fl. 114) A agravante entende viável o recurso extraordinário uma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737669. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório AI 513815 AGR / RJ vez que ‘nas operações interestaduais com combustíveis derivados de petróleo não há a exigência do ICMS, já que é imune, nos termos do Artigo 155,2..., inciso X, alínea ‘b’ da Carta Magna, cabendo à Lei Complementar dispor sobre a ‘Substituição Tributária’, o que não restou observado’ (fl. 21). Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi publicado em 25/2/04, conforme expresso na certidão da folha 115, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. A irresignação não merece êxito. Com efeito, a decisão recorrida se harmoniza com jurisprudência consolidada, no âmbito desta Suprema Corte, no sentido da constitucionalidade da cobrança de ICMS no comércio interestadual de derivados de petróleo, mediante o regime de substituição tributária, inclusive. A propósito, tem-se: ‘TRIBUTÁRIO. ICMS. LUBRIFICANTES E COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS E GASOSOS, DERIVADOS DO PETRÓLEO. OPERAÇÕES INTERESTADUAIS. IMUNIDADE DO ART. 155, § 2..., X, B, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Benefício fiscal que não foi instituído em prol do consumidor, mas do Estado de destino dos produtos em causa, ao qual caberá, em sua totalidade, o ICMS sobre eles incidente, desde a remessa até o consumo. Conseqüente descabimento das teses da imunidade e da inconstitucionalidade dos textos legais, com que a empresa consumidora dos produtos em causa pretendeu obviar, no caso, a exigência tributária do Estado de São Paulo. Recurso conhecido, mas desprovido’ (Recurso Extraordinário n 198.088/SP, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 5/9/03). ‘1. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Petição 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737669. Supremo Tribunal Federal AI 513815 AGR / RJ vez que ‘nas operações interestaduais com combustíveis derivados de petróleo não há a exigência do ICMS, já que é imune, nos termos do Artigo 155,2..., inciso X, alínea ‘b’ da Carta Magna, cabendo à Lei Complementar dispor sobre a ‘Substituição Tributária’, o que não restou observado’ (fl. 21). Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi publicado em 25/2/04, conforme expresso na certidão da folha 115, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. A irresignação não merece êxito. Com efeito, a decisão recorrida se harmoniza com jurisprudência consolidada, no âmbito desta Suprema Corte, no sentido da constitucionalidade da cobrança de ICMS no comércio interestadual de derivados de petróleo, mediante o regime de substituição tributária, inclusive. A propósito, tem-se: ‘TRIBUTÁRIO. ICMS. LUBRIFICANTES E COMBUSTÍVEIS LÍQUIDOS E GASOSOS, DERIVADOS DO PETRÓLEO. OPERAÇÕES INTERESTADUAIS. IMUNIDADE DO ART. 155, § 2..., X, B, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Benefício fiscal que não foi instituído em prol do consumidor, mas do Estado de destino dos produtos em causa, ao qual caberá, em sua totalidade, o ICMS sobre eles incidente, desde a remessa até o consumo. Conseqüente descabimento das teses da imunidade e da inconstitucionalidade dos textos legais, com que a empresa consumidora dos produtos em causa pretendeu obviar, no caso, a exigência tributária do Estado de São Paulo. Recurso conhecido, mas desprovido’ (Recurso Extraordinário n 198.088/SP, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ de 5/9/03). ‘1. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Petição 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737669. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório AI 513815 AGR / RJ inicial. Ilegitimidade ativa para a causa. Correção. Aditamento anterior à requisição das informações. Admissibilidade. Precedentes. É lícito, em ação direta de inconstitucionalidade, aditamento à petição inicial anterior à requisição das informações. 2. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Tributo. ICMS. Operações interestaduais com Gás Liquefeito de Petróleo - GLP, derivado de Gás Natural tributado na forma do Convênio ICMS 03/99. Ato normativo. Protocolo n 33/2003. Cláusulas primeira e segunda. Prescrição de deveres instrumentais, ou obrigações acessórias. Subsistência do regime de substituição tributária. Inexistência de ofensa à Constituição. Ação julgada improcedente. São constitucionais as cláusulas primeira e segunda do Protocolo n 33/2003, que prescrevem deveres instrumentais, ou obrigações acessórias, nas operações com Gás Liquefeito de Petróleo sujeitas à substituição tributária prevista no Convênio ICMS 3/99’ (ADI n 3.103/PI, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 25/8/06). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” A agravante pretende a reforma da decisão, aduzindo, essencialmente, que as operações por ela praticada estão acobertadas por norma imunitória, na medida em que comercializa combustíveis em âmbito interestadual. Afirma não ser contribuinte do imposto sequer sob o regime de substituição tributária: “Afinal, exigir tributo de quem a própria Constituição Federal de 1988/88 afastou a tributação, jamais pode ser entendido como legítimo. Muito pelo contrário, afronta o ordenamento jurídico tratado nas diretrizes constitucionais, uma vez que é feita retenção de ICMS em operação que a Constituição Federal disse ser IMUNE a tal imposto, há inequívoca exacerbação da competência tributária.” 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737669. Supremo Tribunal Federal AI 513815 AGR / RJ inicial. Ilegitimidade ativa para a causa. Correção. Aditamento anterior à requisição das informações. Admissibilidade. Precedentes. É lícito, em ação direta de inconstitucionalidade, aditamento à petição inicial anterior à requisição das informações. 2. INCONSTITUCIONALIDADE. Ação direta. Tributo. ICMS. Operações interestaduais com Gás Liquefeito de Petróleo - GLP, derivado de Gás Natural tributado na forma do Convênio ICMS 03/99. Ato normativo. Protocolo n 33/2003. Cláusulas primeira e segunda. Prescrição de deveres instrumentais, ou obrigações acessórias. Subsistência do regime de substituição tributária. Inexistência de ofensa à Constituição. Ação julgada improcedente. São constitucionais as cláusulas primeira e segunda do Protocolo n 33/2003, que prescrevem deveres instrumentais, ou obrigações acessórias, nas operações com Gás Liquefeito de Petróleo sujeitas à substituição tributária prevista no Convênio ICMS 3/99’ (ADI n 3.103/PI, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 25/8/06). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” A agravante pretende a reforma da decisão, aduzindo, essencialmente, que as operações por ela praticada estão acobertadas por norma imunitória, na medida em que comercializa combustíveis em âmbito interestadual. Afirma não ser contribuinte do imposto sequer sob o regime de substituição tributária: “Afinal, exigir tributo de quem a própria Constituição Federal de 1988/88 afastou a tributação, jamais pode ser entendido como legítimo. Muito pelo contrário, afronta o ordenamento jurídico tratado nas diretrizes constitucionais, uma vez que é feita retenção de ICMS em operação que a Constituição Federal disse ser IMUNE a tal imposto, há inequívoca exacerbação da competência tributária.” 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737669. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório AI 513815 AGR / RJ É o que cumpre relatar. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737669. Supremo Tribunal Federal AI 513815 AGR / RJ É o que cumpre relatar. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737669. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 513.815 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Insurge-se a agravante pela reforma do juízo monocrático, sustentando, basicamente, a mesma tese já aventada no apelo extremo. Sustenta a recorrente, em síntese, a violação do art. 155, § 2..., X, b, da Constituição. Afirma não haver necessidade de recolher o ICMS no presente caso, tendo em vista que os lubrificantes e combustíveis foram comprados no Rio de Janeiro para serem vendidos em São Paulo. Em suma, estaria a operação acobertada pela norma constitucional que prevê a não incidência de ICMS nas operações interestaduais envolvendo combustíveis. De início, ressalto que os entendimentos desta Corte mencionados no juízo monocrático não se prestam a desconsiderar a imunidade relativa à incidência do ICMS nas operações interestaduais de produtos derivados de petróleo. Verifico, todavia, que a desoneração prevista pela Carta Política não alcança as operações internas, de modo que sobre elas não paira qualquer óbice ao exercício do poder de tributar. Nesse sentido, não há qualquer inconstitucionalidade no recolhimento de ICMS pela recorrente, sob a sistemática da substituição tributária, referente às operações realizadas no Estado de destino. Sob o pálio de tais argumentos, perfilho o entendimento da Corte manifesto nos precedentes a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. ICMS. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. CONSTITUCIONALIDADE. PRECEDENTES. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. IMPOSSIBILIDADE. GRAVE LESÃO À ORDEM PÚBLICA. AUSÊNCIA. 1. É responsável tributário, por substituição, o industrial, o comerciante ou o prestador de serviço, relativamente ao imposto devido pelas anteriores ou Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737668. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 513.815 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Insurge-se a agravante pela reforma do juízo monocrático, sustentando, basicamente, a mesma tese já aventada no apelo extremo. Sustenta a recorrente, em síntese, a violação do art. 155, § 2..., X, b, da Constituição. Afirma não haver necessidade de recolher o ICMS no presente caso, tendo em vista que os lubrificantes e combustíveis foram comprados no Rio de Janeiro para serem vendidos em São Paulo. Em suma, estaria a operação acobertada pela norma constitucional que prevê a não incidência de ICMS nas operações interestaduais envolvendo combustíveis. De início, ressalto que os entendimentos desta Corte mencionados no juízo monocrático não se prestam a desconsiderar a imunidade relativa à incidência do ICMS nas operações interestaduais de produtos derivados de petróleo. Verifico, todavia, que a desoneração prevista pela Carta Política não alcança as operações internas, de modo que sobre elas não paira qualquer óbice ao exercício do poder de tributar. Nesse sentido, não há qualquer inconstitucionalidade no recolhimento de ICMS pela recorrente, sob a sistemática da substituição tributária, referente às operações realizadas no Estado de destino. Sob o pálio de tais argumentos, perfilho o entendimento da Corte manifesto nos precedentes a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NA SUSPENSÃO DE SEGURANÇA. ICMS. SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. CONSTITUCIONALIDADE. PRECEDENTES. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. IMPOSSIBILIDADE. GRAVE LESÃO À ORDEM PÚBLICA. AUSÊNCIA. 1. É responsável tributário, por substituição, o industrial, o comerciante ou o prestador de serviço, relativamente ao imposto devido pelas anteriores ou Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 513815 AGR / RJ subseqüentes saídas de mercadorias ou, ainda, por serviços prestados por qualquer outra categoria de contribuinte. Legitimidade do regime de substituição tributária declarada pelo Pleno deste Tribunal. 2. Distribuidora de petróleo, combustíveis e derivados. Benefício da imunidade tributária. Concessão. Impossibilidade, por cuidar-se de benesse concedida aos Estados e não às empresas distribuidoras de combustíveis. 3. Mandado de segurança. Suspensão da medida liminar, em face da probabilidade de sua execução causar lesão à ordem e à economia públicas. Pressupostos para o seu deferimento. Observância. Agravo regimental a que se nega provimento” (SS n 2242/AgR-MA, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 21/5/04) “SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. COMBUSTÍVEL E OUTROS DERIVADOS DE PETRÓLEO. LEGITIMIDADE. PRECEDENTES. A legitimidade do regime de recolhimento do ICMS por substituição tributária foi afirmada pelo Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário 213.396, de minha relatoria. Entendimento reiterado nos REs 220.308, Relator Ministro Marco Aurélio, e 216.867, Relator Ministro Moreira Alves, entre outros. A imunidade ou hipótese de não-incidência contemplada na alínea ‘b’ do inc. X do § 2. do art. 155 restringe- se ao Estado de origem, não abrangendo o Estado de destino da mercadoria, onde são tributadas todas as operações que compõem o ciclo econômico por que passam os produtos, independentemente de se tratar de consumidor final ou intermediário. Entendimento adotado no julgamento do Recurso Extraordinário 198.088, de que fui relator. No mesmo sentido, o Recurso Extraordinário 227.466- AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, o Recurso Extraordinário 272.127-AgR, Relatora Ministra Ellen Gracie, e o Recurso Extraordinário 201.703, Relator Ministro Moreira Alves. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n 190.992- AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 19/12/02). A responsabilidade pelo recolhimento do ICMS sobre as operações internas que se sucedem à operação interestadual pode ser, por força do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737668. Supremo Tribunal Federal AI 513815 AGR / RJ subseqüentes saídas de mercadorias ou, ainda, por serviços prestados por qualquer outra categoria de contribuinte. Legitimidade do regime de substituição tributária declarada pelo Pleno deste Tribunal. 2. Distribuidora de petróleo, combustíveis e derivados. Benefício da imunidade tributária. Concessão. Impossibilidade, por cuidar-se de benesse concedida aos Estados e não às empresas distribuidoras de combustíveis. 3. Mandado de segurança. Suspensão da medida liminar, em face da probabilidade de sua execução causar lesão à ordem e à economia públicas. Pressupostos para o seu deferimento. Observância. Agravo regimental a que se nega provimento” (SS n 2242/AgR-MA, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 21/5/04) “SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. COMBUSTÍVEL E OUTROS DERIVADOS DE PETRÓLEO. LEGITIMIDADE. PRECEDENTES. A legitimidade do regime de recolhimento do ICMS por substituição tributária foi afirmada pelo Supremo Tribunal Federal, no Recurso Extraordinário 213.396, de minha relatoria. Entendimento reiterado nos REs 220.308, Relator Ministro Marco Aurélio, e 216.867, Relator Ministro Moreira Alves, entre outros. A imunidade ou hipótese de não-incidência contemplada na alínea ‘b’ do inc. X do § 2. do art. 155 restringe- se ao Estado de origem, não abrangendo o Estado de destino da mercadoria, onde são tributadas todas as operações que compõem o ciclo econômico por que passam os produtos, independentemente de se tratar de consumidor final ou intermediário. Entendimento adotado no julgamento do Recurso Extraordinário 198.088, de que fui relator. No mesmo sentido, o Recurso Extraordinário 227.466- AgR, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, o Recurso Extraordinário 272.127-AgR, Relatora Ministra Ellen Gracie, e o Recurso Extraordinário 201.703, Relator Ministro Moreira Alves. Agravo regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n 190.992- AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 19/12/02). A responsabilidade pelo recolhimento do ICMS sobre as operações internas que se sucedem à operação interestadual pode ser, por força do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 513815 AGR / RJ art. 155, inc. XII, b, da Constituição, atribuída a um terceiro, de forma antecipada, caso em que o sujeito passivo será o substituto tributário. O tributo que se exige antecipadamente não se refere à operação que destina o combustível para outro Estado, o que denota absoluta observância a regra constitucional que pugna pela não-incidência nesta hipótese. O valor recolhido pela agravante traduz o importe devido em virtude da incidência que se opera sobre as operações seguintes, as quais farão chegar a mercadoria ao consumidor final. Ao que me parece, tal argumento se afigura irrefutável, sobretudo pela premente necessidade de realizar um juízo pautado nas premissas delineadas pelo acórdão recorrido, do qual consta o seguinte excerto: “É de se entender, portanto, que a operação realizada pelo remetente, quando da operação interestadual está completamente imune, como determinada a carta Política de 1988, e que apenas são tributadas , mediante antecipação do imposto através do instituto da substituição tributária , as operações posteriores, que serão realizadas já dentro do território do Estado, onde está estabelecido o varejista ou retalhista, com a venda dos produtos adquiridos em outras unidades da federação.” No mesmo sentido da tese ora afirmada, destaco as decisões AI n 829.218/MG, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 23/5/12; e AI n 846.557/RS, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/2/12. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737668. Supremo Tribunal Federal AI 513815 AGR / RJ art. 155, inc. XII, b, da Constituição, atribuída a um terceiro, de forma antecipada, caso em que o sujeito passivo será o substituto tributário. O tributo que se exige antecipadamente não se refere à operação que destina o combustível para outro Estado, o que denota absoluta observância a regra constitucional que pugna pela não-incidência nesta hipótese. O valor recolhido pela agravante traduz o importe devido em virtude da incidência que se opera sobre as operações seguintes, as quais farão chegar a mercadoria ao consumidor final. Ao que me parece, tal argumento se afigura irrefutável, sobretudo pela premente necessidade de realizar um juízo pautado nas premissas delineadas pelo acórdão recorrido, do qual consta o seguinte excerto: “É de se entender, portanto, que a operação realizada pelo remetente, quando da operação interestadual está completamente imune, como determinada a carta Política de 1988, e que apenas são tributadas , mediante antecipação do imposto através do instituto da substituição tributária , as operações posteriores, que serão realizadas já dentro do território do Estado, onde está estabelecido o varejista ou retalhista, com a venda dos produtos adquiridos em outras unidades da federação.” No mesmo sentido da tese ora afirmada, destaco as decisões AI n 829.218/MG, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 23/5/12; e AI n 846.557/RS, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/2/12. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3737668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 513.815 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : TM DISTRIBUIDORA DE PETRÓLEO LTDA ADV.(A/S) : GUSTAVO DO VALE ROCHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604705 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 513.815 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : TM DISTRIBUIDORA DE PETRÓLEO LTDA ADV.(A/S) : GUSTAVO DO VALE ROCHA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604705 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
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Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.932 PIAUÍ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JOSEFA FRANCISCA DE CARVALHO BORGES ADV.(A/S) :MARCO AURÉLIO LIMA DOS REIS AGDO.(A/S) :ANTONIO CARLOS SABINO ADV.(A/S) :SANDRA MARIA DA COSTA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO DO ADVOGADO QUE SUBSTABELECEU AO SUBSCRITOR DO RECURSO. RECURSO INEXISTENTE. É pacífico nesta Corte o entendimento de que é inexistente o recurso subscrito por advogado sem procuração nos autos. Ausente, nos autos, a procuração conferida pela parte ao advogado que substabeleceu, é de se reconhecer a inexistência do recurso. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro JOAQUIM BARBOSA Presidente Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4108223. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.932 PIAUÍ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JOSEFA FRANCISCA DE CARVALHO BORGES ADV.(A/S) :MARCO AURÉLIO LIMA DOS REIS AGDO.(A/S) :ANTONIO CARLOS SABINO ADV.(A/S) :SANDRA MARIA DA COSTA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Presidente): É este o teor da decisão prolatada por meu antecessor, min. Ayres Britto: “DECISÃO: vistos, etc. É de agravo (“nos próprios autos”, conforme a Lei 12.322/2010) interposto contra decisão denegatória de admissibilidade a recurso extraordinário que se cuida. 2. Tenho que a insurgência não merece acolhida. É que dos autos não consta a procuração outorgada aos advogados subscritores do agravo. Pelo que o recurso é inexistente. 3. No mesmo sentido, confiram-se, por amostragem, os AIs 150.479-AgR, da relatoria do ministro Marco Aurélio; 224.747-AgR, da relatoria do ministro Maurício Corrêa; 416.939-AgR, da relatoria do ministro Gilmar Mendes; e 504.704-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; os AREs 646.016, da relatoria da ministra Cármen Lúcia; 654.236 e 654.424, da minha relatoria; e 663.670, da relatoria do ministro Celso de Mello; bem como os REs 180.628, da relatoria do ministro Celso de Mello; 219.097-AgR, da relatoria do ministro Nelson Jobim; 226.614-AgR, da relatoria da ministra Ellen Gracie; 264.262, da relatoria do ministro Moreira Alves; 270.740- AgR, da relatoria do ministro Néri da Silveira; e 475.421-AgR-ED, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4108224. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.932 PIAUÍ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JOSEFA FRANCISCA DE CARVALHO BORGES ADV.(A/S) :MARCO AURÉLIO LIMA DOS REIS AGDO.(A/S) :ANTONIO CARLOS SABINO ADV.(A/S) :SANDRA MARIA DA COSTA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Presidente): É este o teor da decisão prolatada por meu antecessor, min. Ayres Britto: “DECISÃO: vistos, etc. É de agravo (“nos próprios autos”, conforme a Lei 12.322/2010) interposto contra decisão denegatória de admissibilidade a recurso extraordinário que se cuida. 2. Tenho que a insurgência não merece acolhida. É que dos autos não consta a procuração outorgada aos advogados subscritores do agravo. Pelo que o recurso é inexistente. 3. No mesmo sentido, confiram-se, por amostragem, os AIs 150.479-AgR, da relatoria do ministro Marco Aurélio; 224.747-AgR, da relatoria do ministro Maurício Corrêa; 416.939-AgR, da relatoria do ministro Gilmar Mendes; e 504.704-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; os AREs 646.016, da relatoria da ministra Cármen Lúcia; 654.236 e 654.424, da minha relatoria; e 663.670, da relatoria do ministro Celso de Mello; bem como os REs 180.628, da relatoria do ministro Celso de Mello; 219.097-AgR, da relatoria do ministro Nelson Jobim; 226.614-AgR, da relatoria da ministra Ellen Gracie; 264.262, da relatoria do ministro Moreira Alves; 270.740- AgR, da relatoria do ministro Néri da Silveira; e 475.421-AgR-ED, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4108224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 719932 AGR / PI da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso. O que faço frente ao art. 557 do CPC e à alínea “c” do inciso V do art. 13, c/c o § 1º do art. 21, ambos do RI/STF.” (Fls. 187-188 ) Dessa decisão foi interposto agravo regimental sob a alegação de que consta dos autos, a fls. 72, o instrumento de substabelecimento que respalda a atuação dos causídicos no feito. Mantenho a decisão agravada e trago o recurso para julgamento do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4108224. Supremo Tribunal Federal ARE 719932 AGR / PI da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso. O que faço frente ao art. 557 do CPC e à alínea “c” do inciso V do art. 13, c/c o § 1º do art. 21, ambos do RI/STF.” (Fls. 187-188 ) Dessa decisão foi interposto agravo regimental sob a alegação de que consta dos autos, a fls. 72, o instrumento de substabelecimento que respalda a atuação dos causídicos no feito. Mantenho a decisão agravada e trago o recurso para julgamento do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4108224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.932 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Presidente): Inconsistente o recurso, visto que não consta dos autos procuração conferindo poderes aos advogados que assinaram a petição de agravo. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é insuscetível de conhecimento a impugnação recursal deduzida por advogado que não disponha, no processo, do instrumento judicial correspondente, nem haja protestado por sua oportuna apresentação, consoante o disposto no art. 37 do Código de Processo Civil. Observe-se ainda que a inaplicabilidade da regra constante do art. 13 do Código de Processo Civil ao procedimento recursal em curso no Supremo Tribunal Federal é, também, matéria pacificada nesta Corte. Nesse sentido: “RECURSO – REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. A representação processual há de estar regular no prazo assinado para a prática do ato, ou seja, o recursal, descabendo o implemento de diligência.” (RE 606.117-AgR, rel. min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 09.10.2012) “EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento. Advogado subscritor do agravo regimental. Ausência de procuração. Recurso inexistente. Inaplicabilidade dos arts. 13 e 37, 2ª parte, do CPC. Precedentes. 1. Correta a decisão ora embargada ao julgar inexistente o anterior agravo regimental interposto por advogado sem procuração nos autos. 2. Não se aplicam, na via extraordinária, os arts. 13 e 37, 2ª parte, do Código de Processo Civil. 3. Inexistência, ademais, de quaisquer dos vícios do art. 535 do Código de Processo Civil. 4. Embargos de declaração rejeitados.” (AI 640.855-AgR-ED, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 13.06.2012) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976411. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.932 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Presidente): Inconsistente o recurso, visto que não consta dos autos procuração conferindo poderes aos advogados que assinaram a petição de agravo. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é insuscetível de conhecimento a impugnação recursal deduzida por advogado que não disponha, no processo, do instrumento judicial correspondente, nem haja protestado por sua oportuna apresentação, consoante o disposto no art. 37 do Código de Processo Civil. Observe-se ainda que a inaplicabilidade da regra constante do art. 13 do Código de Processo Civil ao procedimento recursal em curso no Supremo Tribunal Federal é, também, matéria pacificada nesta Corte. Nesse sentido: “RECURSO – REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. A representação processual há de estar regular no prazo assinado para a prática do ato, ou seja, o recursal, descabendo o implemento de diligência.” (RE 606.117-AgR, rel. min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 09.10.2012) “EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento. Advogado subscritor do agravo regimental. Ausência de procuração. Recurso inexistente. Inaplicabilidade dos arts. 13 e 37, 2ª parte, do CPC. Precedentes. 1. Correta a decisão ora embargada ao julgar inexistente o anterior agravo regimental interposto por advogado sem procuração nos autos. 2. Não se aplicam, na via extraordinária, os arts. 13 e 37, 2ª parte, do Código de Processo Civil. 3. Inexistência, ademais, de quaisquer dos vícios do art. 535 do Código de Processo Civil. 4. Embargos de declaração rejeitados.” (AI 640.855-AgR-ED, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 13.06.2012) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 719932 AGR / PI Confiram-se também: AI 810.452-AgR (rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18.12.2012), RE 684.839-AgR (relator-presidente min. Ayres Britto, Plenário, DJe de 30.11.2012), AI 549.331-AgR (de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 12.05.2011), AI 625.592-AgR (relator- presidente min. Ellen Gracie, Plenário, DJe de 18.04.2008), AI 613.683- AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 09.11.2007), AI 693.028-AgR (rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 26.06.2009), AI 605.124-AgR-ED (rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 04.11.2011), RE 609.031-AgR (relator-presidente min. Cezar Peluso, Plenário, DJe de 1º.02.2011) e ARE 656.241-AgR (rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 07.02.2012). Do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976411. Supremo Tribunal Federal ARE 719932 AGR / PI Confiram-se também: AI 810.452-AgR (rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18.12.2012), RE 684.839-AgR (relator-presidente min. Ayres Britto, Plenário, DJe de 30.11.2012), AI 549.331-AgR (de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 12.05.2011), AI 625.592-AgR (relator- presidente min. Ellen Gracie, Plenário, DJe de 18.04.2008), AI 613.683- AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 09.11.2007), AI 693.028-AgR (rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 26.06.2009), AI 605.124-AgR-ED (rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 04.11.2011), RE 609.031-AgR (relator-presidente min. Cezar Peluso, Plenário, DJe de 1º.02.2011) e ARE 656.241-AgR (rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 07.02.2012). Do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.932 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : JOSEFA FRANCISCA DE CARVALHO BORGES ADV.(A/S) : MARCO AURÉLIO LIMA DOS REIS AGDO.(A/S) : ANTONIO CARLOS SABINO ADV.(A/S) : SANDRA MARIA DA COSTA E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4307476 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.932 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : JOSEFA FRANCISCA DE CARVALHO BORGES ADV.(A/S) : MARCO AURÉLIO LIMA DOS REIS AGDO.(A/S) : ANTONIO CARLOS SABINO ADV.(A/S) : SANDRA MARIA DA COSTA E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4307476 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4313538
2013-05-23T00:00:00
2013-08-13T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO DO ADVOGADO QUE SUBSTABELECEU AO SUBSCRITOR DO RECURSO. RECURSO INEXISTENTE. É pacífico nesta Corte o entendimento de que é inexistente o recurso subscrito por advogado sem procuração nos autos. Ausente, nos autos, a procuração conferida pela parte ao advogado que substabeleceu, é de se reconhecer a inexistência do recurso. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur238222
- Acórdão(s) citado(s): (AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO) RE 606117 AgR (1ªT), AI 640855 AgR-ED (1ªT), AI 810452 AgR (1ªT), RE 684839 AgR (TP), AI 549331 AgR (2ªT), AI 625592 AgR (TP), AI 61368, AgR (1ªT), AI 693028 AgR (1ªT), AI 605124 AgR-ED (2ªT), RE 609031 AgR (TP), ARE 656241 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 16/08/2013, MJC.
JOAQUIM BARBOSA (Presidente)
Tribunal Pleno
719932
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00013 ART-00037 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 719932 AgR
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AGTE.(S) : JOSEFA FRANCISCA DE CARVALHO BORGES ADV.(A/S) : MARCO AURÉLIO LIMA DOS REIS AGDO.(A/S) : ANTONIO CARLOS SABINO ADV.(A/S) : SANDRA MARIA DA COSTA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.932 PIAUÍ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JOSEFA FRANCISCA DE CARVALHO BORGES ADV.(A/S) :MARCO AURÉLIO LIMA DOS REIS AGDO.(A/S) :ANTONIO CARLOS SABINO ADV.(A/S) :SANDRA MARIA DA COSTA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO DO ADVOGADO QUE SUBSTABELECEU AO SUBSCRITOR DO RECURSO. RECURSO INEXISTENTE. É pacífico nesta Corte o entendimento de que é inexistente o recurso subscrito por advogado sem procuração nos autos. Ausente, nos autos, a procuração conferida pela parte ao advogado que substabeleceu, é de se reconhecer a inexistência do recurso. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro JOAQUIM BARBOSA Presidente Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4108223. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.932 PIAUÍ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JOSEFA FRANCISCA DE CARVALHO BORGES ADV.(A/S) :MARCO AURÉLIO LIMA DOS REIS AGDO.(A/S) :ANTONIO CARLOS SABINO ADV.(A/S) :SANDRA MARIA DA COSTA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Presidente): É este o teor da decisão prolatada por meu antecessor, min. Ayres Britto: “DECISÃO: vistos, etc. É de agravo (“nos próprios autos”, conforme a Lei 12.322/2010) interposto contra decisão denegatória de admissibilidade a recurso extraordinário que se cuida. 2. Tenho que a insurgência não merece acolhida. É que dos autos não consta a procuração outorgada aos advogados subscritores do agravo. Pelo que o recurso é inexistente. 3. No mesmo sentido, confiram-se, por amostragem, os AIs 150.479-AgR, da relatoria do ministro Marco Aurélio; 224.747-AgR, da relatoria do ministro Maurício Corrêa; 416.939-AgR, da relatoria do ministro Gilmar Mendes; e 504.704-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; os AREs 646.016, da relatoria da ministra Cármen Lúcia; 654.236 e 654.424, da minha relatoria; e 663.670, da relatoria do ministro Celso de Mello; bem como os REs 180.628, da relatoria do ministro Celso de Mello; 219.097-AgR, da relatoria do ministro Nelson Jobim; 226.614-AgR, da relatoria da ministra Ellen Gracie; 264.262, da relatoria do ministro Moreira Alves; 270.740- AgR, da relatoria do ministro Néri da Silveira; e 475.421-AgR-ED, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4108224. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.932 PIAUÍ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :JOSEFA FRANCISCA DE CARVALHO BORGES ADV.(A/S) :MARCO AURÉLIO LIMA DOS REIS AGDO.(A/S) :ANTONIO CARLOS SABINO ADV.(A/S) :SANDRA MARIA DA COSTA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Presidente): É este o teor da decisão prolatada por meu antecessor, min. Ayres Britto: “DECISÃO: vistos, etc. É de agravo (“nos próprios autos”, conforme a Lei 12.322/2010) interposto contra decisão denegatória de admissibilidade a recurso extraordinário que se cuida. 2. Tenho que a insurgência não merece acolhida. É que dos autos não consta a procuração outorgada aos advogados subscritores do agravo. Pelo que o recurso é inexistente. 3. No mesmo sentido, confiram-se, por amostragem, os AIs 150.479-AgR, da relatoria do ministro Marco Aurélio; 224.747-AgR, da relatoria do ministro Maurício Corrêa; 416.939-AgR, da relatoria do ministro Gilmar Mendes; e 504.704-AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; os AREs 646.016, da relatoria da ministra Cármen Lúcia; 654.236 e 654.424, da minha relatoria; e 663.670, da relatoria do ministro Celso de Mello; bem como os REs 180.628, da relatoria do ministro Celso de Mello; 219.097-AgR, da relatoria do ministro Nelson Jobim; 226.614-AgR, da relatoria da ministra Ellen Gracie; 264.262, da relatoria do ministro Moreira Alves; 270.740- AgR, da relatoria do ministro Néri da Silveira; e 475.421-AgR-ED, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4108224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 719932 AGR / PI da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso. O que faço frente ao art. 557 do Código de Processo Civil e à alínea “c” do inciso V do art. 13, c/c o § 1... do art. 21, ambos do RI/Supremo Tribunal Federal.” (Fls. 187-188 ) Dessa decisão foi interposto agravo regimental sob a alegação de que consta dos autos, a fls. 72, o instrumento de substabelecimento que respalda a atuação dos causídicos no feito. Mantenho a decisão agravada e trago o recurso para julgamento do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4108224. Supremo Tribunal Federal ARE 719932 AGR / PI da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso. O que faço frente ao art. 557 do Código de Processo Civil e à alínea “c” do inciso V do art. 13, c/c o § 1... do art. 21, ambos do RI/Supremo Tribunal Federal.” (Fls. 187-188 ) Dessa decisão foi interposto agravo regimental sob a alegação de que consta dos autos, a fls. 72, o instrumento de substabelecimento que respalda a atuação dos causídicos no feito. Mantenho a decisão agravada e trago o recurso para julgamento do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4108224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.932 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Presidente): Inconsistente o recurso, visto que não consta dos autos procuração conferindo poderes aos advogados que assinaram a petição de agravo. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é insuscetível de conhecimento a impugnação recursal deduzida por advogado que não disponha, no processo, do instrumento judicial correspondente, nem haja protestado por sua oportuna apresentação, consoante o disposto no art. 37 do Código de Processo Civil. Observe-se ainda que a inaplicabilidade da regra constante do art. 13 do Código de Processo Civil ao procedimento recursal em curso no Supremo Tribunal Federal é, também, matéria pacificada nesta Corte. Nesse sentido: “RECURSO – REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. A representação processual há de estar regular no prazo assinado para a prática do ato, ou seja, o recursal, descabendo o implemento de diligência.” (Recurso Extraordinário 606.117-AgR, rel. min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 09.10.2012) “EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento. Advogado subscritor do agravo regimental. Ausência de procuração. Recurso inexistente. Inaplicabilidade dos arts. 13 e 37, 2... parte, do Código de Processo Civil. Precedentes. 1. Correta a decisão ora embargada ao julgar inexistente o anterior agravo regimental interposto por advogado sem procuração nos autos. 2. Não se aplicam, na via extraordinária, os arts. 13 e 37, 2... parte, do Código de Processo Civil. 3. Inexistência, ademais, de quaisquer dos vícios do art. 535 do Código de Processo Civil. 4. Embargos de declaração rejeitados.” (AI 640.855-AgR-ED, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 13.06.2012) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976411. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.932 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (Presidente): Inconsistente o recurso, visto que não consta dos autos procuração conferindo poderes aos advogados que assinaram a petição de agravo. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é no sentido de que é insuscetível de conhecimento a impugnação recursal deduzida por advogado que não disponha, no processo, do instrumento judicial correspondente, nem haja protestado por sua oportuna apresentação, consoante o disposto no art. 37 do Código de Processo Civil. Observe-se ainda que a inaplicabilidade da regra constante do art. 13 do Código de Processo Civil ao procedimento recursal em curso no Supremo Tribunal Federal é, também, matéria pacificada nesta Corte. Nesse sentido: “RECURSO – REPRESENTAÇÃO PROCESSUAL. A representação processual há de estar regular no prazo assinado para a prática do ato, ou seja, o recursal, descabendo o implemento de diligência.” (Recurso Extraordinário 606.117-AgR, rel. min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJe de 09.10.2012) “EMENTA Embargos de declaração no agravo regimental no agravo de instrumento. Advogado subscritor do agravo regimental. Ausência de procuração. Recurso inexistente. Inaplicabilidade dos arts. 13 e 37, 2... parte, do Código de Processo Civil. Precedentes. 1. Correta a decisão ora embargada ao julgar inexistente o anterior agravo regimental interposto por advogado sem procuração nos autos. 2. Não se aplicam, na via extraordinária, os arts. 13 e 37, 2... parte, do Código de Processo Civil. 3. Inexistência, ademais, de quaisquer dos vícios do art. 535 do Código de Processo Civil. 4. Embargos de declaração rejeitados.” (AI 640.855-AgR-ED, rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 13.06.2012) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE ARE 719932 AGR / PI Confiram-se também: AI 810.452-AgR (rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18.12.2012), Recurso Extraordinário 684.839-AgR (relator-presidente min. Ayres Britto, Plenário, DJe de 30.11.2012), AI 549.331-AgR (de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 12.05.2011), AI 625.592-AgR (relator- presidente min. Ellen Gracie, Plenário, DJe de 18.04.2008), AI 613.683- AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 09.11.2007), AI 693.028-AgR (rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 26.06.2009), AI 605.124-AgR-ED (rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 04.11.2011), Recurso Extraordinário 609.031-AgR (relator-presidente min. Cezar Peluso, Plenário, DJe de 1....02.2011) e ARE 656.241-AgR (rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 07.02.2012). Do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976411. Supremo Tribunal Federal ARE 719932 AGR / PI Confiram-se também: AI 810.452-AgR (rel. min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe de 18.12.2012), Recurso Extraordinário 684.839-AgR (relator-presidente min. Ayres Britto, Plenário, DJe de 30.11.2012), AI 549.331-AgR (de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 12.05.2011), AI 625.592-AgR (relator- presidente min. Ellen Gracie, Plenário, DJe de 18.04.2008), AI 613.683- AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 09.11.2007), AI 693.028-AgR (rel. min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 26.06.2009), AI 605.124-AgR-ED (rel. min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe de 04.11.2011), Recurso Extraordinário 609.031-AgR (relator-presidente min. Cezar Peluso, Plenário, DJe de 1....02.2011) e ARE 656.241-AgR (rel. min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe de 07.02.2012). Do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3976411. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.932 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : JOSEFA FRANCISCA DE CARVALHO BORGES ADV.(A/S) : MARCO AURÉLIO LIMA DOS REIS AGDO.(A/S) : ANTONIO CARLOS SABINO ADV.(A/S) : SANDRA MARIA DA COSTA E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4307476 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.932 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : JOSEFA FRANCISCA DE CARVALHO BORGES ADV.(A/S) : MARCO AURÉLIO LIMA DOS REIS AGDO.(A/S) : ANTONIO CARLOS SABINO ADV.(A/S) : SANDRA MARIA DA COSTA E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4307476 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719 . 932", "AIs 150 . 479 - AgR", "AREs 646 . 016", "REs 180 . 628", "AIs 150 . 479 - AgR", "AREs 646 . 016", "REs 180 . 628", "ARE 719932 AGR / PI", "ARE 719932 AGR / PI", "Recurso Extraordinário 606 . 117 - AgR", "AI 640 . 855 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 606 . 117 - AgR", "AI 640 . 855 - AgR - ED", "ARE 719932 AGR / PI", "AI 810 . 452 - AgR", "Recurso Extraordinário 684 . 839 - AgR", "AI 549 . 331 - AgR", "AI 625 . 592 - AgR", "AI 613 . 683 - AgR", "AI 693 . 028 - AgR", "AI 605 . 124 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 609 . 031 - AgR", "ARE 656 . 241 - AgR", "ARE", "AI 810 . 452 - AgR", "Recurso Extraordinário 684 . 839 - AgR", "AI 549 . 331 - AgR", "AI 625 . 592 - AgR", "AI 613 . 683 - AgR", "AI 693 . 028 - AgR", "AI 605 . 124 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 609 . 031 - AgR", "ARE 656 . 241 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 12 . 322 / 2010", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.745 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO NICOLETTI CAMILLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SILVIA REGINA NETTO DE SOUZA ADV.(A/S) :IVA MARQUES GUIMARÃES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Princípios do devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Ofensa reflexa. Astreintes. Execução. Excesso. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716909. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 716745 AGR / SP Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716909. Supremo Tribunal Federal ARE 716745 AGR / SP Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.745 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO NICOLETTI CAMILLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SILVIA REGINA NETTO DE SOUZA ADV.(A/S) :IVA MARQUES GUIMARÃES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Santander Brasil S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Décima Quinta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘Ministério Público. Intervenção desnecessária na medida em que a demanda foi proposta para proteção da pensão alimentícia paga a incapaz, objetivo já alcançado. Astreintes. Redução injustificável dos valores estabelecidos porque houve efetiva recalcitrância no cumprimento da ordem judicial, que era clara e ampla. Excesso de Execução. Inocorrência. Cálculos do devedor que não incorporam verbas devidas, como juros moratórios e multa procedimental. Cumprimento de sentença. Multa. Verba devida porque a oferta de fiança bancária não se confunde com o pagamento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716906. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.745 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO NICOLETTI CAMILLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SILVIA REGINA NETTO DE SOUZA ADV.(A/S) :IVA MARQUES GUIMARÃES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Santander Brasil S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Décima Quinta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘Ministério Público. Intervenção desnecessária na medida em que a demanda foi proposta para proteção da pensão alimentícia paga a incapaz, objetivo já alcançado. Astreintes. Redução injustificável dos valores estabelecidos porque houve efetiva recalcitrância no cumprimento da ordem judicial, que era clara e ampla. Excesso de Execução. Inocorrência. Cálculos do devedor que não incorporam verbas devidas, como juros moratórios e multa procedimental. Cumprimento de sentença. Multa. Verba devida porque a oferta de fiança bancária não se confunde com o pagamento. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 716745 AGR / SP Recurso não provido.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário sustenta-se violação do artigo 5º, incisos XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716906. Supremo Tribunal Federal ARE 716745 AGR / SP Recurso não provido.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário sustenta-se violação do artigo 5º, incisos XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 716745 AGR / SP alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI nº 594.887/SP – AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07); ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ - AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por fim, este Supremo Tribunal Federal já assentou que a discussão acerca do valor da multa aplicada em razão de descumprimento de decisão judicial está restrita à interpretação da legislação processual ordinária e ao exame das provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nº 279 e 636 desta Corte. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DE MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL. ASTREINTES. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716906. Supremo Tribunal Federal ARE 716745 AGR / SP alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI nº 594.887/SP – AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07); ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ - AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por fim, este Supremo Tribunal Federal já assentou que a discussão acerca do valor da multa aplicada em razão de descumprimento de decisão judicial está restrita à interpretação da legislação processual ordinária e ao exame das provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nº 279 e 636 desta Corte. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DE MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL. ASTREINTES. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 716745 AGR / SP CONSTITUCIONAL INDIRETA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA O REEXAME DAS PROVAS DOS AUTOS, AO QUE NÃO SE PRESTA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI nº 660.733/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 20/2/09). ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DECLARATÓRIA. JUNTADA DE DOCUMENTOS. INCIDÊNCIA DE MULTA DIÁRIA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI nº 588.544/SP-ED, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 6/2/09). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante que foram violados os incisos XXXVI, LIV e LV do art. 5º da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que: “Trata-se de um equívoco: o Recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716906. Supremo Tribunal Federal ARE 716745 AGR / SP CONSTITUCIONAL INDIRETA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA O REEXAME DAS PROVAS DOS AUTOS, AO QUE NÃO SE PRESTA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI nº 660.733/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 20/2/09). ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DECLARATÓRIA. JUNTADA DE DOCUMENTOS. INCIDÊNCIA DE MULTA DIÁRIA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2º, c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI nº 588.544/SP-ED, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 6/2/09). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante que foram violados os incisos XXXVI, LIV e LV do art. 5º da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que: “Trata-se de um equívoco: o Recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório ARE 716745 AGR / SP interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer. Desnecessário rever documentos dos autos, bastando – para acolher a insurgência – analisar o equivocado enquadramento jurídico que foi dado aos fatos delineados nas decisões judiciais, e que representa violação direta aos referidos dispositivos (...).” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716906. Supremo Tribunal Federal ARE 716745 AGR / SP interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer. Desnecessário rever documentos dos autos, bastando – para acolher a insurgência – analisar o equivocado enquadramento jurídico que foi dado aos fatos delineados nas decisões judiciais, e que representa violação direta aos referidos dispositivos (...).” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.745 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão agravada, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO ADMINISTRATIVO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL E MATERIAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA STF 279. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXXV, LIV E LV, DA CF/88: OFENSA INDIRETA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CARTA MAIOR: INEXISTÊNCIA. 1. Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula STF 279. 2. A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 3. O acórdão recorrido contém motivação suficiente e adequada. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura ofensa ao artigo 93, IX, da CF/88. 4. Agravo regimental a que se nega Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716907. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.745 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão agravada, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO ADMINISTRATIVO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL E MATERIAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA STF 279. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXXV, LIV E LV, DA CF/88: OFENSA INDIRETA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CARTA MAIOR: INEXISTÊNCIA. 1. Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula STF 279. 2. A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 3. O acórdão recorrido contém motivação suficiente e adequada. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura ofensa ao artigo 93, IX, da CF/88. 4. Agravo regimental a que se nega Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716907. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 716745 AGR / SP provimento” (AI nº 830.812/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 18/8/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). De resto, consoante consignado na decisão agravada, as questões relativas ao excesso na execução e ao equívoco na cominação e no cálculo da multa diária por descumprimento de determinação judicial, não prescindem da análise do Código de Processo Civil e do reexame dos fatos e das provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “Agravo regimental em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Astreintes. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta. 3. Agravo protelatório. Imposição de multa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 826.326/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/4/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. LIMINAR OU TUTELA ANTECIPADA: ATO DECISÓRIO NÃO DEFINITIVO. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 735 DO SUPREMO TRIBUNAL 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716907. Supremo Tribunal Federal ARE 716745 AGR / SP provimento” (AI nº 830.812/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 18/8/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). De resto, consoante consignado na decisão agravada, as questões relativas ao excesso na execução e ao equívoco na cominação e no cálculo da multa diária por descumprimento de determinação judicial, não prescindem da análise do Código de Processo Civil e do reexame dos fatos e das provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “Agravo regimental em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Astreintes. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta. 3. Agravo protelatório. Imposição de multa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 826.326/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/4/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. LIMINAR OU TUTELA ANTECIPADA: ATO DECISÓRIO NÃO DEFINITIVO. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 735 DO SUPREMO TRIBUNAL 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716907. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 716745 AGR / SP FEDERAL. APLICAÇÃO DE MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL. ASTREINTES. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 802.533/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/11/10). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ASTREINTES. VALOR. MATÉRIA PROCESSUAL ORDINÁRIA. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A discussão concernente ao cabimento e ao valor das astreintes, no presente caso, depende do prévio exame de normas processuais, sendo pacífico na jurisprudência desta Corte o não cabimento de recurso extraordinário sob alegação de má interpretação, aplicação ou inobservância dessas normas. Ofensa indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (AI nº 731.718/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/11/10). Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716907. Supremo Tribunal Federal ARE 716745 AGR / SP FEDERAL. APLICAÇÃO DE MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL. ASTREINTES. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 802.533/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/11/10). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ASTREINTES. VALOR. MATÉRIA PROCESSUAL ORDINÁRIA. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A discussão concernente ao cabimento e ao valor das astreintes, no presente caso, depende do prévio exame de normas processuais, sendo pacífico na jurisprudência desta Corte o não cabimento de recurso extraordinário sob alegação de má interpretação, aplicação ou inobservância dessas normas. Ofensa indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (AI nº 731.718/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/11/10). Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716907. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.745 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO NICOLETTI CAMILLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SILVIA REGINA NETTO DE SOUZA ADV.(A/S) : IVA MARQUES GUIMARÃES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604780 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.745 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO NICOLETTI CAMILLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SILVIA REGINA NETTO DE SOUZA ADV.(A/S) : IVA MARQUES GUIMARÃES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604780 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3749941
2013-03-19T00:00:00
2013-05-07T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Princípios do devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Ofensa reflexa. Astreintes. Execução. Excesso. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.
sjur229640
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) AI 830812 AgR (2ªT). (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, ASTREINTE) AI 826326 AgR (2ªT), AI 802533 AgR (1ªT), AI 731718 AgR (1ªT). Número de páginas: 11. Análise: 29/05/2013, MJC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
716745
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 716745 AgR
[ "" ]
ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO NICOLETTI CAMILLO E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : IVA MARQUES GUIMARÃES AGDO.(A/S) : SILVIA REGINA NETTO DE SOUZA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.745 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO NICOLETTI CAMILLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SILVIA REGINA NETTO DE SOUZA ADV.(A/S) :IVA MARQUES GUIMARÃES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Princípios do devido processo legal, contraditório e ampla defesa. Ofensa reflexa. Astreintes. Execução. Excesso. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716909. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 716745 AGR / SP Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716909. Supremo Tribunal Federal ARE 716745 AGR / SP Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716909. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.745 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO NICOLETTI CAMILLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SILVIA REGINA NETTO DE SOUZA ADV.(A/S) :IVA MARQUES GUIMARÃES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Santander Brasil S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Décima Quinta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘Ministério Público. Intervenção desnecessária na medida em que a demanda foi proposta para proteção da pensão alimentícia paga a incapaz, objetivo já alcançado. Astreintes. Redução injustificável dos valores estabelecidos porque houve efetiva recalcitrância no cumprimento da ordem judicial, que era clara e ampla. Excesso de Execução. Inocorrência. Cálculos do devedor que não incorporam verbas devidas, como juros moratórios e multa procedimental. Cumprimento de sentença. Multa. Verba devida porque a oferta de fiança bancária não se confunde com o pagamento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716906. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.745 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :CARLOS EDUARDO NICOLETTI CAMILLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SILVIA REGINA NETTO DE SOUZA ADV.(A/S) :IVA MARQUES GUIMARÃES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Santander Brasil S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Décima Quinta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘Ministério Público. Intervenção desnecessária na medida em que a demanda foi proposta para proteção da pensão alimentícia paga a incapaz, objetivo já alcançado. Astreintes. Redução injustificável dos valores estabelecidos porque houve efetiva recalcitrância no cumprimento da ordem judicial, que era clara e ampla. Excesso de Execução. Inocorrência. Cálculos do devedor que não incorporam verbas devidas, como juros moratórios e multa procedimental. Cumprimento de sentença. Multa. Verba devida porque a oferta de fiança bancária não se confunde com o pagamento. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 716745 AGR / SP Recurso não provido.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário sustenta-se violação do artigo 5..., incisos XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716906. Supremo Tribunal Federal ARE 716745 AGR / SP Recurso não provido.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. No recurso extraordinário sustenta-se violação do artigo 5..., incisos XXXVI, LIV e LV, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 716745 AGR / SP alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI n 594.887/SP – AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07); ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ - AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por fim, este Supremo Tribunal Federal já assentou que a discussão acerca do valor da multa aplicada em razão de descumprimento de decisão judicial está restrita à interpretação da legislação processual ordinária e ao exame das provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas n 279 e 636 desta Corte. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DE MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL. ASTREINTES. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716906. Supremo Tribunal Federal ARE 716745 AGR / SP alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI n 594.887/SP – AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07); ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ - AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Por fim, este Supremo Tribunal Federal já assentou que a discussão acerca do valor da multa aplicada em razão de descumprimento de decisão judicial está restrita à interpretação da legislação processual ordinária e ao exame das provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas n 279 e 636 desta Corte. Sobre o tema, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. APLICAÇÃO DE MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL. ASTREINTES. QUESTÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Relatório ARE 716745 AGR / SP CONSTITUCIONAL INDIRETA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA O REEXAME DAS PROVAS DOS AUTOS, AO QUE NÃO SE PRESTA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI n 660.733/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 20/2/09). ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DECLARATÓRIA. JUNTADA DE DOCUMENTOS. INCIDÊNCIA DE MULTA DIÁRIA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI n 588.544/SP-ED, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 6/2/09). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante que foram violados os incisos XXXVI, LIV e LV do art. 5... da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que: “Trata-se de um equívoco: o Recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716906. Supremo Tribunal Federal ARE 716745 AGR / SP CONSTITUCIONAL INDIRETA. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA O REEXAME DAS PROVAS DOS AUTOS, AO QUE NÃO SE PRESTA O RECURSO EXTRAORDINÁRIO (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI n 660.733/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 20/2/09). ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO DECLARATÓRIA. JUNTADA DE DOCUMENTOS. INCIDÊNCIA DE MULTA DIÁRIA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Imposição de multa de 5% do valor corrigido da causa. Aplicação do art. 557, § 2..., c/c arts. 14, inc. II e III, e 17, inc. VII, do Código de Processo Civil’ (AI n 588.544/SP-ED, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 6/2/09). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante que foram violados os incisos XXXVI, LIV e LV do art. 5... da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que: “Trata-se de um equívoco: o Recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Relatório ARE 716745 AGR / SP interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer. Desnecessário rever documentos dos autos, bastando – para acolher a insurgência – analisar o equivocado enquadramento jurídico que foi dado aos fatos delineados nas decisões judiciais, e que representa violação direta aos referidos dispositivos (...).” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716906. Supremo Tribunal Federal ARE 716745 AGR / SP interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer. Desnecessário rever documentos dos autos, bastando – para acolher a insurgência – analisar o equivocado enquadramento jurídico que foi dado aos fatos delineados nas decisões judiciais, e que representa violação direta aos referidos dispositivos (...).” É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716906. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.745 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão agravada, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO ADMINISTRATIVO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL E MATERIAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXXV, LIV E LV, DA Constituição Federal de 1988/88: OFENSA INDIRETA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CARTA MAIOR: INEXISTÊNCIA. 1. Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 2. A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 3. O acórdão recorrido contém motivação suficiente e adequada. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. 4. Agravo regimental a que se nega Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716907. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.745 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão agravada, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO ADMINISTRATIVO. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL E MATERIAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXXV, LIV E LV, DA Constituição Federal de 1988/88: OFENSA INDIRETA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CARTA MAIOR: INEXISTÊNCIA. 1. Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que atrai a incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 2. A jurisprudência desta Corte fixou-se no sentido de que a afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 3. O acórdão recorrido contém motivação suficiente e adequada. Decisão fundamentada, embora contrária aos interesses da parte, não configura ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988/88. 4. Agravo regimental a que se nega Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716907. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 716745 AGR / SP provimento” (AI n 830.812/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 18/8/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). De resto, consoante consignado na decisão agravada, as questões relativas ao excesso na execução e ao equívoco na cominação e no cálculo da multa diária por descumprimento de determinação judicial, não prescindem da análise do Código de Processo Civil e do reexame dos fatos e das provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “Agravo regimental em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Astreintes. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta. 3. Agravo protelatório. Imposição de multa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 826.326/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/4/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. LIMINAR OU TUTELA ANTECIPADA: ATO DECISÓRIO NÃO DEFINITIVO. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 735 DO SUPREMO TRIBUNAL 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716907. Supremo Tribunal Federal ARE 716745 AGR / SP provimento” (AI n 830.812/RJ-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 18/8/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). De resto, consoante consignado na decisão agravada, as questões relativas ao excesso na execução e ao equívoco na cominação e no cálculo da multa diária por descumprimento de determinação judicial, não prescindem da análise do Código de Processo Civil e do reexame dos fatos e das provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema, anotem-se os seguintes julgados: “Agravo regimental em agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Astreintes. Matéria infraconstitucional. Ofensa indireta. 3. Agravo protelatório. Imposição de multa. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 826.326/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/4/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. LIMINAR OU TUTELA ANTECIPADA: ATO DECISÓRIO NÃO DEFINITIVO. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 735 DO SUPREMO TRIBUNAL 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716907. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 716745 AGR / SP FEDERAL. APLICAÇÃO DE MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL. ASTREINTES. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 802.533/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/11/10). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ASTREINTES. VALOR. MATÉRIA PROCESSUAL ORDINÁRIA. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A discussão concernente ao cabimento e ao valor das astreintes, no presente caso, depende do prévio exame de normas processuais, sendo pacífico na jurisprudência desta Corte o não cabimento de recurso extraordinário sob alegação de má interpretação, aplicação ou inobservância dessas normas. Ofensa indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (AI n 731.718/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/11/10). Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716907. Supremo Tribunal Federal ARE 716745 AGR / SP FEDERAL. APLICAÇÃO DE MULTA POR DESCUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL. ASTREINTES. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 802.533/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 25/11/10). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ASTREINTES. VALOR. MATÉRIA PROCESSUAL ORDINÁRIA. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A discussão concernente ao cabimento e ao valor das astreintes, no presente caso, depende do prévio exame de normas processuais, sendo pacífico na jurisprudência desta Corte o não cabimento de recurso extraordinário sob alegação de má interpretação, aplicação ou inobservância dessas normas. Ofensa indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido” (AI n 731.718/GO-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/11/10). Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3716907. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.745 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO NICOLETTI CAMILLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SILVIA REGINA NETTO DE SOUZA ADV.(A/S) : IVA MARQUES GUIMARÃES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604780 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716.745 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : CARLOS EDUARDO NICOLETTI CAMILLO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SILVIA REGINA NETTO DE SOUZA ADV.(A/S) : IVA MARQUES GUIMARÃES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604780 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 716 . 745", "Súmulas ns 636 279 / Supremo", "ARE 716745 AGR / SP", "ARE 716745 AGR / SP", "AGRAVO 716 . 745", "AGRAVO 716 . 745", "ARE 716745 AGR / SP", "ARE 716745 AGR / SP", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 716745 AGR / SP", "AI n 594 . 887 / SP", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "ARE 716745 AGR / SP", "AI n 594 . 887 / SP – AgR", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "ARE 716745 AGR / SP", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI n 660 . 733 / RS - AgR", "AI n 588 . 544 / SP - ED", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI n 660 . 733 / RS - AgR", "AI n 588 . 544 / SP - ED", "ARE 716745 AGR / SP", "ARE 716745 AGR / SP", "ARE 716745 AGR / SP", "AI n 830 . 812 / RJ - AgR", "AI n 643 . 654 / RJ - AgR", "Súmulas ns 636", "AI n 826 . 326 / RS - AgR", "SÚMULA N . 735 DO SUPREMO", "ARE 716745 AGR / SP", "AI n 830 . 812 / RJ - AgR", "AI n 643 . 654 / RJ - AgR", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 826 . 326 / RS - AgR", "SÚMULA N . 735 DO SUPREMO TRIBUNAL", "ARE 716745 AGR / SP FEDERAL", "AI n 802 . 533 / RJ - AgR", "AI n 731 . 718 / GO - AgR", "ARE 716745 AGR / SP FEDERAL", "AI n 802 . 533 / RJ - AgR", "AI n 731 . 718 / GO - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , incisos XXXVI , LIV e LV , da Constituição Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , incisos XXXVI , LIV e LV , da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2", "Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 , § 2 . . . , c / c", "arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil", "art . 557 , § 2 . . . , c / c arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil", "incisos XXXVI , LIV e LV do art . 5 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . VII , do Código de Processo Civil ’", "LEGISLAÇÃO", "art . 557 , § 2 . . . , c /", "arts . 14 , inc . II e III , e 17 , inc . 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A .", "Décima Quinta Câmara de Direito Privado", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "Banco Santander Brasil S . 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Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "CARLOS EDUARDO NICOLETTI CAMILLO", "SILVIA REGINA NETTO DE SOUZA", "IVA MARQUES GUIMARÃES", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "CARLOS EDUARDO NICOLETTI CAMILLO", "SILVIA REGINA NETTO DE SOUZA", "IVA MARQUES GUIMARÃES", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "CARLOS EDUARDO NICOLETTI CAMILLO", "SILVIA REGINA NETTO DE SOUZA", "IVA MARQUES GUIMARÃES", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda", "Pertence", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ellen Gracie", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "CARLOS EDUARDO NICOLETTI CAMILLO", "SILVIA REGINA NETTO DE SOUZA", "IVA MARQUES GUIMARÃES", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "CARLOS EDUARDO NICOLETTI CAMILLO", "SILVIA REGINA NETTO DE SOUZA", "IVA MARQUES GUIMARÃES", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "11", "/", "07", "20", "/", "9", "/", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "11", "/", "07", "20", "/", "9", "/", "02", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "09", "6", "/", "2", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "2", "/", "09", "6", "/", "2", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "8", "/", "11", "22", "/", "6", "/", "07", "5", "/", "4", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "8", "/", "11", "22", "/", "6", "/", "07", "5", "/", "4", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "11", "/", "10", "10", "/", "11", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "11", "/", "10", "10", "/", "11", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "19", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.407 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :RELATOR DO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 943224 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) :ANA MARIGIA CAMILO DE BRITO ADV.(A/S) :JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR EMENTA: CONSTITUCIONAL. TUTELA ANTECIPADA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. GRATIFICAÇÃO REQUERIDA POR PENSIONISTA DE SERVIDOR PÚBLICO. CAUSA PREVIDENCIÁRIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA À ADC 4. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGOU SEGUIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. ABUSO DO PODER RECURSAL. 1. O Pleno desta Corte já decidiu que ações propostas por pensionistas de servidores públicos do Estado de Pernambuco, requerendo a percepção da gratificação criada pela Lei Complementar estadual 27/1999, têm natureza previdenciária, e, como tal, não se submetem ao comando da ADC 4. 2. A reiteração de recurso contra decisão que cita precedentes do Pleno do STF, sem apresentar argumentos novos, caracteriza abuso do poder recursal, ficando condicionada a interposição de outro recurso ao prévio depósito equivalente a cinco por cento do valor da causa. 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890489. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão RCL 2407 AGR-SEGUNDO / PE Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890489. Supremo Tribunal Federal RCL 2407 AGR-SEGUNDO / PE Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890489. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.407 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :RELATOR DO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 943224 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) :ANA MARIGIA CAMILO DE BRITO ADV.(A/S) :JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação, sob fundamento de que a questão versada nos autos diz respeito a causa previdenciária, não estando sujeita, por isso, ao comando da ADC 4-MC (Rel. Min. Sydney Sanches, Pleno, DJ de 21/05/1999). Na decisão agravada foi citado como razão de decidir precedente do Pleno em que, em caso idêntico (Rcl 2380-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 05/05/2005), a ora agravante também discutia direito de percepção de gratificação por pensionista de servidor público do Estado de Pernambuco. Alega a agravante, em síntese, que a gratificação requerida seria específica e que a pensionista não preencheria os requisitos para percebê- la. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890490. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.407 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :RELATOR DO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 943224 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) :ANA MARIGIA CAMILO DE BRITO ADV.(A/S) :JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação, sob fundamento de que a questão versada nos autos diz respeito a causa previdenciária, não estando sujeita, por isso, ao comando da ADC 4-MC (Rel. Min. Sydney Sanches, Pleno, DJ de 21/05/1999). Na decisão agravada foi citado como razão de decidir precedente do Pleno em que, em caso idêntico (Rcl 2380-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 05/05/2005), a ora agravante também discutia direito de percepção de gratificação por pensionista de servidor público do Estado de Pernambuco. Alega a agravante, em síntese, que a gratificação requerida seria específica e que a pensionista não preencheria os requisitos para percebê- la. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 23/05/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.407 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Foi negado seguimento à reclamação porque o Supremo Tribunal Federal, analisando caso idêntico, já fixou ser de natureza previdenciária a questão jurídica controvertida. Em consulta à jurisprudência da Corte, encontram-se, além do precedente referido na decisão agravada, outros julgados do Pleno no mesmo sentido, figurando sempre a ora recorrente como parte: Rcl 2480-MC (Rel. Min. Marco Aurélio, DJ de 05/11/2004), Rcl 2408-AgR (Rel. Min. Cezar Peluso, DJ de 05/08/2005) e Rcl 2379-AgR (Rel. Min. Cármen Lúcia, DJ e de 07/12/2007). Ressalte-se que neste último precedente, julgado em novembro de 2007, o Pleno, seguindo voto da Relatora, considerou abusivo o recurso da ora agravante, condicionando a interposição de outro recurso ao depósito de cinco por cento do valor da causa: “RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. MATÉRIA PREVIDENCIÁRIA. DESCUMPRIMENTO DO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE 4-DF. NÃO-CONFIGURAÇÃO. 1. A decisão proferida na Ação Declaratória de Constitucionalidade n. 4-DF não alcança a tutela antecipada deferida em causas de natureza previdenciária. 2. Caráter abusivo do recurso, carente de fundamentos novos capazes de alterar a compreensão da questão posta em debate. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento, condicionada a interposição de eventual recurso ao depósito equivalente a cinco por cento sobre o valor da causa.” Passados quase seis anos, a Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco (Funape) insiste na mesma tese Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890491. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.407 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Foi negado seguimento à reclamação porque o Supremo Tribunal Federal, analisando caso idêntico, já fixou ser de natureza previdenciária a questão jurídica controvertida. Em consulta à jurisprudência da Corte, encontram-se, além do precedente referido na decisão agravada, outros julgados do Pleno no mesmo sentido, figurando sempre a ora recorrente como parte: Rcl 2480-MC (Rel. Min. Marco Aurélio, DJ de 05/11/2004), Rcl 2408-AgR (Rel. Min. Cezar Peluso, DJ de 05/08/2005) e Rcl 2379-AgR (Rel. Min. Cármen Lúcia, DJ e de 07/12/2007). Ressalte-se que neste último precedente, julgado em novembro de 2007, o Pleno, seguindo voto da Relatora, considerou abusivo o recurso da ora agravante, condicionando a interposição de outro recurso ao depósito de cinco por cento do valor da causa: “RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. MATÉRIA PREVIDENCIÁRIA. DESCUMPRIMENTO DO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE 4-DF. NÃO-CONFIGURAÇÃO. 1. A decisão proferida na Ação Declaratória de Constitucionalidade n. 4-DF não alcança a tutela antecipada deferida em causas de natureza previdenciária. 2. Caráter abusivo do recurso, carente de fundamentos novos capazes de alterar a compreensão da questão posta em debate. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento, condicionada a interposição de eventual recurso ao depósito equivalente a cinco por cento sobre o valor da causa.” Passados quase seis anos, a Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco (Funape) insiste na mesma tese Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 2407 AGR-SEGUNDO / PE reiteradamente rejeitada pelo Órgão Plenário da Suprema Corte do país, de modo que tal conduta não pode ser vista senão como abuso do poder recursal, razão pela qual adoto a mesma solução, qual seja, condicionar a interposição de outro recurso ao depósito equivalente a cinco por cento do valor da causa. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental, ficando condicionada a interposição de outro recurso ao depósito prévio equivalente a cinco por cento do valor da causa. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890491. Supremo Tribunal Federal RCL 2407 AGR-SEGUNDO / PE reiteradamente rejeitada pelo Órgão Plenário da Suprema Corte do país, de modo que tal conduta não pode ser vista senão como abuso do poder recursal, razão pela qual adoto a mesma solução, qual seja, condicionar a interposição de outro recurso ao depósito equivalente a cinco por cento do valor da causa. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental, ficando condicionada a interposição de outro recurso ao depósito prévio equivalente a cinco por cento do valor da causa. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.407 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : RELATOR DO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 943224 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) : ANA MARIGIA CAMILO DE BRITO ADV.(A/S) : JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951391 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.407 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : RELATOR DO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 943224 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) : ANA MARIGIA CAMILO DE BRITO ADV.(A/S) : JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951391 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3962409
2013-05-23T00:00:00
2013-06-11T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013.
SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: CONSTITUCIONAL. TUTELA ANTECIPADA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. GRATIFICAÇÃO REQUERIDA POR PENSIONISTA DE SERVIDOR PÚBLICO. CAUSA PREVIDENCIÁRIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA À ADC 4. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGOU SEGUIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. ABUSO DO PODER RECURSAL. 1. O Pleno desta Corte já decidiu que ações propostas por pensionistas de servidores públicos do Estado de Pernambuco, requerendo a percepção da gratificação criada pela Lei Complementar estadual 27/1999, têm natureza previdenciária, e, como tal, não se submetem ao comando da ADC 4. 2. A reiteração de recurso contra decisão que cita precedentes do Pleno do STF, sem apresentar argumentos novos, caracteriza abuso do poder recursal, ficando condicionada a interposição de outro recurso ao prévio depósito equivalente a cinco por cento do valor da causa. 3. Agravo regimental desprovido.
sjur232792
- Acórdão(s) citado(s): (TUTELA ANTECIPADA, FAZENDA PÚBLICA) ADC 4 MC (TP) (TUTELA ANTECIPADA, CAUSA DE NATUREZA PREVIDENCIÁRIA) Rcl 2480 MC (TP), Rcl 2408 AgR (TP), Rcl 2379 AgR (TP). Número de páginas: 6. Análise: 25/06/2013, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Tribunal Pleno
2407
[ "LEG-EST LCP-000027 ANO-1999\r\n LEI COMPLEMENTAR, PE" ]
Rcl-AgR-segundo
acordaos
Rcl 2407 AgR-segundo
[ "" ]
AGTE.(S) : FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : RELATOR DO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 943224 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) : ANA MARIGIA CAMILO DE BRITO ADV.(A/S) : JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.407 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :RELATOR DO AGRAVO DE INSTRUMENTO n 943224 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) :ANA MARIGIA CAMILO DE BRITO ADV.(A/S) :JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR EMENTA: CONSTITUCIONAL. TUTELA ANTECIPADA CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. GRATIFICAÇÃO REQUERIDA POR PENSIONISTA DE SERVIDOR PÚBLICO. CAUSA PREVIDENCIÁRIA. ALEGAÇÃO DE OFENSA À ADC 4. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. RECLAMAÇÃO A QUE SE NEGOU SEGUIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE ARGUMENTOS NOVOS. ABUSO DO PODER RECURSAL. 1. O Pleno desta Corte já decidiu que ações propostas por pensionistas de servidores públicos do Estado de Pernambuco, requerendo a percepção da gratificação criada pela Lei Complementar estadual 27/1999, têm natureza previdenciária, e, como tal, não se submetem ao comando da ADC 4. 2. A reiteração de recurso contra decisão que cita precedentes do Pleno do Supremo Tribunal Federal, sem apresentar argumentos novos, caracteriza abuso do poder recursal, ficando condicionada a interposição de outro recurso ao prévio depósito equivalente a cinco por cento do valor da causa. 3. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890489. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão RCL 2407 AGR-SEGUNDO / PE Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890489. Supremo Tribunal Federal RCL 2407 AGR-SEGUNDO / PE Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890489. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.407 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :RELATOR DO AGRAVO DE INSTRUMENTO n 943224 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) :ANA MARIGIA CAMILO DE BRITO ADV.(A/S) :JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação, sob fundamento de que a questão versada nos autos diz respeito a causa previdenciária, não estando sujeita, por isso, ao comando da ADC 4-MC (Rel. Min. Sydney Sanches, Pleno, DJ de 21/05/1999). Na decisão agravada foi citado como razão de decidir precedente do Pleno em que, em caso idêntico (Rcl 2380-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 05/05/2005), a ora agravante também discutia direito de percepção de gratificação por pensionista de servidor público do Estado de Pernambuco. Alega a agravante, em síntese, que a gratificação requerida seria específica e que a pensionista não preencheria os requisitos para percebê- la. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890490. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.407 PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) :RELATOR DO AGRAVO DE INSTRUMENTO n 943224 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) :ANA MARIGIA CAMILO DE BRITO ADV.(A/S) :JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento à reclamação, sob fundamento de que a questão versada nos autos diz respeito a causa previdenciária, não estando sujeita, por isso, ao comando da ADC 4-MC (Rel. Min. Sydney Sanches, Pleno, DJ de 21/05/1999). Na decisão agravada foi citado como razão de decidir precedente do Pleno em que, em caso idêntico (Rcl 2380-AgR, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 05/05/2005), a ora agravante também discutia direito de percepção de gratificação por pensionista de servidor público do Estado de Pernambuco. Alega a agravante, em síntese, que a gratificação requerida seria específica e que a pensionista não preencheria os requisitos para percebê- la. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890490. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 23/05/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.407 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Foi negado seguimento à reclamação porque o Supremo Tribunal Federal, analisando caso idêntico, já fixou ser de natureza previdenciária a questão jurídica controvertida. Em consulta à jurisprudência da Corte, encontram-se, além do precedente referido na decisão agravada, outros julgados do Pleno no mesmo sentido, figurando sempre a ora recorrente como parte: Rcl 2480-MC (Rel. Min. Marco Aurélio, DJ de 05/11/2004), Rcl 2408-AgR (Rel. Min. Cezar Peluso, DJ de 05/08/2005) e Rcl 2379-AgR (Rel. Min. Cármen Lúcia, DJ e de 07/12/2007). Ressalte-se que neste último precedente, julgado em novembro de 2007, o Pleno, seguindo voto da Relatora, considerou abusivo o recurso da ora agravante, condicionando a interposição de outro recurso ao depósito de cinco por cento do valor da causa: “RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. MATÉRIA PREVIDENCIÁRIA. DESCUMPRIMENTO DO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE 4-DF. NÃO-CONFIGURAÇÃO. 1. A decisão proferida na Ação Declaratória de Constitucionalidade n. 4-DF não alcança a tutela antecipada deferida em causas de natureza previdenciária. 2. Caráter abusivo do recurso, carente de fundamentos novos capazes de alterar a compreensão da questão posta em debate. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento, condicionada a interposição de eventual recurso ao depósito equivalente a cinco por cento sobre o valor da causa.” Passados quase seis anos, a Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco (Funape) insiste na mesma tese Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890491. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.407 PERNAMBUCO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Foi negado seguimento à reclamação porque o Supremo Tribunal Federal, analisando caso idêntico, já fixou ser de natureza previdenciária a questão jurídica controvertida. Em consulta à jurisprudência da Corte, encontram-se, além do precedente referido na decisão agravada, outros julgados do Pleno no mesmo sentido, figurando sempre a ora recorrente como parte: Rcl 2480-MC (Rel. Min. Marco Aurélio, DJ de 05/11/2004), Rcl 2408-AgR (Rel. Min. Cezar Peluso, DJ de 05/08/2005) e Rcl 2379-AgR (Rel. Min. Cármen Lúcia, DJ e de 07/12/2007). Ressalte-se que neste último precedente, julgado em novembro de 2007, o Pleno, seguindo voto da Relatora, considerou abusivo o recurso da ora agravante, condicionando a interposição de outro recurso ao depósito de cinco por cento do valor da causa: “RECLAMAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. MATÉRIA PREVIDENCIÁRIA. DESCUMPRIMENTO DO QUE DECIDIDO NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE 4-DF. NÃO-CONFIGURAÇÃO. 1. A decisão proferida na Ação Declaratória de Constitucionalidade n. 4-DF não alcança a tutela antecipada deferida em causas de natureza previdenciária. 2. Caráter abusivo do recurso, carente de fundamentos novos capazes de alterar a compreensão da questão posta em debate. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento, condicionada a interposição de eventual recurso ao depósito equivalente a cinco por cento sobre o valor da causa.” Passados quase seis anos, a Fundação de Aposentadorias e Pensões dos Servidores do Estado de Pernambuco (Funape) insiste na mesma tese Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 2407 AGR-SEGUNDO / PE reiteradamente rejeitada pelo Órgão Plenário da Suprema Corte do país, de modo que tal conduta não pode ser vista senão como abuso do poder recursal, razão pela qual adoto a mesma solução, qual seja, condicionar a interposição de outro recurso ao depósito equivalente a cinco por cento do valor da causa. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental, ficando condicionada a interposição de outro recurso ao depósito prévio equivalente a cinco por cento do valor da causa. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890491. Supremo Tribunal Federal RCL 2407 AGR-SEGUNDO / PE reiteradamente rejeitada pelo Órgão Plenário da Suprema Corte do país, de modo que tal conduta não pode ser vista senão como abuso do poder recursal, razão pela qual adoto a mesma solução, qual seja, condicionar a interposição de outro recurso ao depósito equivalente a cinco por cento do valor da causa. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental, ficando condicionada a interposição de outro recurso ao depósito prévio equivalente a cinco por cento do valor da causa. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.407 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : RELATOR DO AGRAVO DE INSTRUMENTO n 943224 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) : ANA MARIGIA CAMILO DE BRITO ADV.(A/S) : JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951391 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 2.407 PROCED. : PERNAMBUCO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : FUNDAÇÃO DE APOSENTADORIAS E PENSÕES DOS SERVIDORES DO ESTADO DE PERNAMBUCO - FUNAPE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO AGDO.(A/S) : RELATOR DO AGRAVO DE INSTRUMENTO n 943224 DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO INTDO.(A/S) : ANA MARIGIA CAMILO DE BRITO ADV.(A/S) : JOSÉ OMAR DE MELO JÚNIOR Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951391 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 2 . 407", "AGRAVO DE INSTRUMENTO n 943224", "RECLAMAÇÃO 2 . 407", "AGRAVO DE INSTRUMENTO n 943224", "ADC 4 - MC", "Rcl 2380 - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO n 943224", "ADC 4 - MC", "Rcl 2380 - AgR", "RECLAMAÇÃO", "Rcl 2480 - MC", "Rcl 2408 - AgR", "Rcl 2379 - AgR", "Ação Declaratória de Constitucionalidade n . 4 - DF", "RECLAMAÇÃO", "Rcl 2480 - MC", "Rcl 2408 - AgR", "Rcl 2379 - AgR", "Ação Declaratória de Constitucionalidade n . 4 - DF", "RCL 2407", "AGRAVO DE INSTRUMENTO n 943224", "AGRAVO DE INSTRUMENTO n 943224" ], "LEGISLACAO": [ "Lei Complementar estadual 27 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 556.262 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :OTI - ORGANIZAÇÃO DE TRANSPORTES INTEGRADOS LTDA ADV.(A/S) :ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Precedente do STF. 3. Condições da ação. Interesse de agir. Discussão de índole infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580800. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 556.262 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :OTI - ORGANIZAÇÃO DE TRANSPORTES INTEGRADOS LTDA ADV.(A/S) :ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 567-569, proferida pelo então relator, Min. Cezar Peluso, que negou seguimento ao recurso extraordinário, em virtude da ausência de prequestionamento e ofensa reflexa ao texto constitucional, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Nas razões do agravo regimental, sustenta-se a possibilidade de prequestionamento implícito da matéria e a ocorrência de violação direta à Constituição Federal (ars. 5º, XXXV, IV e V; e 173, § 2º, da CF). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580801. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 556.262 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :OTI - ORGANIZAÇÃO DE TRANSPORTES INTEGRADOS LTDA ADV.(A/S) :ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 567-569, proferida pelo então relator, Min. Cezar Peluso, que negou seguimento ao recurso extraordinário, em virtude da ausência de prequestionamento e ofensa reflexa ao texto constitucional, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Nas razões do agravo regimental, sustenta-se a possibilidade de prequestionamento implícito da matéria e a ocorrência de violação direta à Constituição Federal (ars. 5º, XXXV, IV e V; e 173, § 2º, da CF). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 556.262 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. No caso, o Tribunal de origem manteve a sentença de primeiro grau que extinguiu a ação de consignação em pagamento por falta de interesse de agir, ao fundamento de que apenas é cabível ação consignatória, na seara tributária, nos casos previstos no art. 164 do CTN, o que não incluiria a hipótese dos autos. Inicialmente, registro que, como já demonstrado pela decisão ora agravada, a matéria constitucional não foi prequestionada e, ao contrário do alegado pela agravante, esta Corte não admite o chamado prequestionamento implícito para abertura da via extraordinária. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO, DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JULGAMENTO CONTRÁRIO AOS INTERESSES DA PARTE. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. MATÉRIA CONSTITUCIONAL NÃO PREQUESTIONADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA STF 282. INAPTIDÃO DO PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO OU FICTO PARA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580802. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 556.262 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. No caso, o Tribunal de origem manteve a sentença de primeiro grau que extinguiu a ação de consignação em pagamento por falta de interesse de agir, ao fundamento de que apenas é cabível ação consignatória, na seara tributária, nos casos previstos no art. 164 do CTN, o que não incluiria a hipótese dos autos. Inicialmente, registro que, como já demonstrado pela decisão ora agravada, a matéria constitucional não foi prequestionada e, ao contrário do alegado pela agravante, esta Corte não admite o chamado prequestionamento implícito para abertura da via extraordinária. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO, DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JULGAMENTO CONTRÁRIO AOS INTERESSES DA PARTE. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. MATÉRIA CONSTITUCIONAL NÃO PREQUESTIONADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA STF 282. INAPTIDÃO DO PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO OU FICTO PARA Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580802. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 556262 AGR / SP ENSEJAR O CONHECIMENTO DO APELO EXTREMO. INTERPRETAÇÃO DA SÚMULA STF 356. DIREITO TRIBUTÁRIO. ISS. INCIDÊNCIA. ATIVIDADE DE CORRETAGEM E INTERMEDIAÇÃO. OPERAÇÕES EM BOLSA DE MERCADORIAS E FUTURO. INTERPRETAÇÃO DA LISTA DE SERVIÇOS ANEXA À LEI COMPLEMENTAR 56/1987. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA STF 279. O exame do suposto malferimento dos postulados da inafastabilidade da jurisdição, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa dependeria de prévia análise da legislação processual que disciplina a matéria, configurando, mesmo que procedente, violação reflexa e oblíqua da Carta Constitucional, que não enseja o conhecimento do recurso extraordinário. O artigo 93, IX, da Constituição da República exige que o órgão jurisdicional explicite, ainda que sucintamente, as razões do seu convencimento, sendo prescindível o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. A simples contrariedade da parte não configura negativa de prestação jurisdicional. O requisito do prequestionamento obsta o conhecimento de questões constitucionais inéditas. Esta Corte não tem procedido à exegese a contrario sensu da Súmula STF 356 e, por consequência, somente considera prequestionada a questão constitucional quando tenha sido enfrentada, de modo expresso, pelo Tribunal a quo. A mera oposição de embargos declaratórios não basta para tanto. Logo, as modalidades ditas implícita e ficta de prequestionamento não ensejam o conhecimento do apelo extremo. Aplicação da Súmula STF 282: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”. O reconhecimento da acenada violação do princípio da legalidade pressuporia a revisão da exegese de normas infraconstitucionais acolhida pelo Tribunal regional, o que não é viável em sede de recurso extraordinário, nos termos da Súmula STF 636. Inviável, especificamente, a revisão da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580802. Supremo Tribunal Federal RE 556262 AGR / SP ENSEJAR O CONHECIMENTO DO APELO EXTREMO. INTERPRETAÇÃO DA SÚMULA STF 356. DIREITO TRIBUTÁRIO. ISS. INCIDÊNCIA. ATIVIDADE DE CORRETAGEM E INTERMEDIAÇÃO. OPERAÇÕES EM BOLSA DE MERCADORIAS E FUTURO. INTERPRETAÇÃO DA LISTA DE SERVIÇOS ANEXA À LEI COMPLEMENTAR 56/1987. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA STF 279. O exame do suposto malferimento dos postulados da inafastabilidade da jurisdição, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa dependeria de prévia análise da legislação processual que disciplina a matéria, configurando, mesmo que procedente, violação reflexa e oblíqua da Carta Constitucional, que não enseja o conhecimento do recurso extraordinário. O artigo 93, IX, da Constituição da República exige que o órgão jurisdicional explicite, ainda que sucintamente, as razões do seu convencimento, sendo prescindível o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. A simples contrariedade da parte não configura negativa de prestação jurisdicional. O requisito do prequestionamento obsta o conhecimento de questões constitucionais inéditas. Esta Corte não tem procedido à exegese a contrario sensu da Súmula STF 356 e, por consequência, somente considera prequestionada a questão constitucional quando tenha sido enfrentada, de modo expresso, pelo Tribunal a quo. A mera oposição de embargos declaratórios não basta para tanto. Logo, as modalidades ditas implícita e ficta de prequestionamento não ensejam o conhecimento do apelo extremo. Aplicação da Súmula STF 282: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”. O reconhecimento da acenada violação do princípio da legalidade pressuporia a revisão da exegese de normas infraconstitucionais acolhida pelo Tribunal regional, o que não é viável em sede de recurso extraordinário, nos termos da Súmula STF 636. Inviável, especificamente, a revisão da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580802. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 556262 AGR / SP interpretação da lista de serviços anexa à LC 56/1987, e em especial dos seus itens 46 e 50, que dizem respeito à incidência do ISS sobre as atividades de agenciamento, corretagem ou intermediação de títulos e bens móveis, ressalvando aquelas praticadas pelas instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. Descabimento do exame de fatos e provas no apelo extremo (Súmula 279/STF), o que seria imprescindível, conjuntamente com a exegese da legislação infraconstitucional, para divergir da conclusão a que chegou o acórdão de origem quanto à natureza dos serviços prestados pelas recorrentes e à sua descaracterização como instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central. Agravo regimental conhecido e não provido”. (Grifei) (RE-AgR 591.961, rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 26.2.2013). Além disso, o STF também já firmou entendimento no sentido de que a discussão acerca do interesse de agir ou da implementação de outras condições da ação demanda rever a interpretação conferida pela origem à legislação infraconstitucional, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário. A esse propósito, cito os seguintes julgados: “DIREITO DO TRABALHO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE AÇÃO RESCISÓRIA. MATÉRIA RESTRITA AO PLANO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”. (AI-RG 751478, rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe 20.08.2010). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL. CONDIÇÕES DA AÇÃO. CONCLUSÃO PELA FALTA DE LEGITIMIDADE PROCESSUAL ATIVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE DISCUSSÃO DA QUESTÃO DE FUNDO CUJA REPERCUSSÃO GERAL FOI RECONHECIDA POR ESTA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580802. Supremo Tribunal Federal RE 556262 AGR / SP interpretação da lista de serviços anexa à LC 56/1987, e em especial dos seus itens 46 e 50, que dizem respeito à incidência do ISS sobre as atividades de agenciamento, corretagem ou intermediação de títulos e bens móveis, ressalvando aquelas praticadas pelas instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. Descabimento do exame de fatos e provas no apelo extremo (Súmula 279/STF), o que seria imprescindível, conjuntamente com a exegese da legislação infraconstitucional, para divergir da conclusão a que chegou o acórdão de origem quanto à natureza dos serviços prestados pelas recorrentes e à sua descaracterização como instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central. Agravo regimental conhecido e não provido”. (Grifei) (RE-AgR 591.961, rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 26.2.2013). Além disso, o STF também já firmou entendimento no sentido de que a discussão acerca do interesse de agir ou da implementação de outras condições da ação demanda rever a interpretação conferida pela origem à legislação infraconstitucional, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário. A esse propósito, cito os seguintes julgados: “DIREITO DO TRABALHO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE AÇÃO RESCISÓRIA. MATÉRIA RESTRITA AO PLANO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”. (AI-RG 751478, rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe 20.08.2010). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL. CONDIÇÕES DA AÇÃO. CONCLUSÃO PELA FALTA DE LEGITIMIDADE PROCESSUAL ATIVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE DISCUSSÃO DA QUESTÃO DE FUNDO CUJA REPERCUSSÃO GERAL FOI RECONHECIDA POR ESTA 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580802. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 556262 AGR / SP CORTE. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-ED 823754, rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe 26.10.2012). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580802. Supremo Tribunal Federal RE 556262 AGR / SP CORTE. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-ED 823754, rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe 26.10.2012). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580802. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 556.262 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : OTI - ORGANIZAÇÃO DE TRANSPORTES INTEGRADOS LTDA ADV.(A/S) : ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600472 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 556.262 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : OTI - ORGANIZAÇÃO DE TRANSPORTES INTEGRADOS LTDA ADV.(A/S) : ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600472 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3604213
2013-03-19T00:00:00
2013-04-09T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Precedente do STF. 3. Condições da ação. Interesse de agir. Discussão de índole infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur227592
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO) RE 591961 AgR (1ªT). (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, INTERESSE DE AGIR, CONDIÇÕES DA AÇÃO) AI 751478 RG (TP), AI 823754 ED (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 25/04/2013, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
556262
null
RE-AgR
acordaos
RE 556262 AgR
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AGTE.(S) : OTI - ORGANIZAÇÃO DE TRANSPORTES INTEGRADOS LTDA ADV.(A/S) : ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 556.262 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :OTI - ORGANIZAÇÃO DE TRANSPORTES INTEGRADOS LTDA ADV.(A/S) :ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Precedente do Supremo Tribunal Federal. 3. Condições da ação. Interesse de agir. Discussão de índole infraconstitucional. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580800. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 556.262 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :OTI - ORGANIZAÇÃO DE TRANSPORTES INTEGRADOS LTDA ADV.(A/S) :ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 567-569, proferida pelo então relator, Min. Cezar Peluso, que negou seguimento ao recurso extraordinário, em virtude da ausência de prequestionamento e ofensa reflexa ao texto constitucional, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Nas razões do agravo regimental, sustenta-se a possibilidade de prequestionamento implícito da matéria e a ocorrência de violação direta à Constituição Federal (ars. 5..., XXXV, IV e V; e 173, § 2..., da Constituição Federal de 1988). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580801. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 556.262 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :OTI - ORGANIZAÇÃO DE TRANSPORTES INTEGRADOS LTDA ADV.(A/S) :ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 567-569, proferida pelo então relator, Min. Cezar Peluso, que negou seguimento ao recurso extraordinário, em virtude da ausência de prequestionamento e ofensa reflexa ao texto constitucional, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Nas razões do agravo regimental, sustenta-se a possibilidade de prequestionamento implícito da matéria e a ocorrência de violação direta à Constituição Federal (ars. 5..., XXXV, IV e V; e 173, § 2..., da Constituição Federal de 1988). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 556.262 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. No caso, o Tribunal de origem manteve a sentença de primeiro grau que extinguiu a ação de consignação em pagamento por falta de interesse de agir, ao fundamento de que apenas é cabível ação consignatória, na seara tributária, nos casos previstos no art. 164 do CTN, o que não incluiria a hipótese dos autos. Inicialmente, registro que, como já demonstrado pela decisão ora agravada, a matéria constitucional não foi prequestionada e, ao contrário do alegado pela agravante, esta Corte não admite o chamado prequestionamento implícito para abertura da via extraordinária. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO, DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JULGAMENTO CONTRÁRIO AOS INTERESSES DA PARTE. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. MATÉRIA CONSTITUCIONAL NÃO PREQUESTIONADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA Supremo Tribunal Federal 282. INAPTIDÃO DO PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO OU FICTO PARA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580802. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 556.262 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. No caso, o Tribunal de origem manteve a sentença de primeiro grau que extinguiu a ação de consignação em pagamento por falta de interesse de agir, ao fundamento de que apenas é cabível ação consignatória, na seara tributária, nos casos previstos no art. 164 do CTN, o que não incluiria a hipótese dos autos. Inicialmente, registro que, como já demonstrado pela decisão ora agravada, a matéria constitucional não foi prequestionada e, ao contrário do alegado pela agravante, esta Corte não admite o chamado prequestionamento implícito para abertura da via extraordinária. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente: “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO, DA AMPLA DEFESA, DO CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME INCABÍVEL NO ÂMBITO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. JULGAMENTO CONTRÁRIO AOS INTERESSES DA PARTE. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INOCORRÊNCIA. MATÉRIA CONSTITUCIONAL NÃO PREQUESTIONADA. APLICAÇÃO DA SÚMULA Supremo Tribunal Federal 282. INAPTIDÃO DO PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO OU FICTO PARA Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580802. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 556262 AGR / SP ENSEJAR O CONHECIMENTO DO APELO EXTREMO. INTERPRETAÇÃO DA SÚMULA Supremo Tribunal Federal 356. DIREITO TRIBUTÁRIO. ISS. INCIDÊNCIA. ATIVIDADE DE CORRETAGEM E INTERMEDIAÇÃO. OPERAÇÕES EM BOLSA DE MERCADORIAS E FUTURO. INTERPRETAÇÃO DA LISTA DE SERVIÇOS ANEXA À LEI COMPLEMENTAR 56/1987. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. O exame do suposto malferimento dos postulados da inafastabilidade da jurisdição, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa dependeria de prévia análise da legislação processual que disciplina a matéria, configurando, mesmo que procedente, violação reflexa e oblíqua da Carta Constitucional, que não enseja o conhecimento do recurso extraordinário. O artigo 93, IX, da Constituição da República exige que o órgão jurisdicional explicite, ainda que sucintamente, as razões do seu convencimento, sendo prescindível o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. A simples contrariedade da parte não configura negativa de prestação jurisdicional. O requisito do prequestionamento obsta o conhecimento de questões constitucionais inéditas. Esta Corte não tem procedido à exegese a contrario sensu da Súmula Supremo Tribunal Federal 356 e, por consequência, somente considera prequestionada a questão constitucional quando tenha sido enfrentada, de modo expresso, pelo Tribunal a quo. A mera oposição de embargos declaratórios não basta para tanto. Logo, as modalidades ditas implícita e ficta de prequestionamento não ensejam o conhecimento do apelo extremo. Aplicação da Súmula Supremo Tribunal Federal 282: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”. O reconhecimento da acenada violação do princípio da legalidade pressuporia a revisão da exegese de normas infraconstitucionais acolhida pelo Tribunal regional, o que não é viável em sede de recurso extraordinário, nos termos da Súmula Supremo Tribunal Federal 636. Inviável, especificamente, a revisão da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580802. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 556262 AGR / SP ENSEJAR O CONHECIMENTO DO APELO EXTREMO. INTERPRETAÇÃO DA SÚMULA Supremo Tribunal Federal 356. DIREITO TRIBUTÁRIO. ISS. INCIDÊNCIA. ATIVIDADE DE CORRETAGEM E INTERMEDIAÇÃO. OPERAÇÕES EM BOLSA DE MERCADORIAS E FUTURO. INTERPRETAÇÃO DA LISTA DE SERVIÇOS ANEXA À LEI COMPLEMENTAR 56/1987. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. O exame do suposto malferimento dos postulados da inafastabilidade da jurisdição, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa dependeria de prévia análise da legislação processual que disciplina a matéria, configurando, mesmo que procedente, violação reflexa e oblíqua da Carta Constitucional, que não enseja o conhecimento do recurso extraordinário. O artigo 93, IX, da Constituição da República exige que o órgão jurisdicional explicite, ainda que sucintamente, as razões do seu convencimento, sendo prescindível o exame detalhado de cada argumento suscitado pelas partes. A simples contrariedade da parte não configura negativa de prestação jurisdicional. O requisito do prequestionamento obsta o conhecimento de questões constitucionais inéditas. Esta Corte não tem procedido à exegese a contrario sensu da Súmula Supremo Tribunal Federal 356 e, por consequência, somente considera prequestionada a questão constitucional quando tenha sido enfrentada, de modo expresso, pelo Tribunal a quo. A mera oposição de embargos declaratórios não basta para tanto. Logo, as modalidades ditas implícita e ficta de prequestionamento não ensejam o conhecimento do apelo extremo. Aplicação da Súmula Supremo Tribunal Federal 282: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada”. O reconhecimento da acenada violação do princípio da legalidade pressuporia a revisão da exegese de normas infraconstitucionais acolhida pelo Tribunal regional, o que não é viável em sede de recurso extraordinário, nos termos da Súmula Supremo Tribunal Federal 636. Inviável, especificamente, a revisão da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580802. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 556262 AGR / SP interpretação da lista de serviços anexa à Lei Complementar 56/1987, e em especial dos seus itens 46 e 50, que dizem respeito à incidência do ISS sobre as atividades de agenciamento, corretagem ou intermediação de títulos e bens móveis, ressalvando aquelas praticadas pelas instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. Descabimento do exame de fatos e provas no apelo extremo (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que seria imprescindível, conjuntamente com a exegese da legislação infraconstitucional, para divergir da conclusão a que chegou o acórdão de origem quanto à natureza dos serviços prestados pelas recorrentes e à sua descaracterização como instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central. Agravo regimental conhecido e não provido”. (Grifei) (Recurso Extraordinário-AgR 591.961, rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 26.2.2013). Além disso, o Supremo Tribunal Federal também já firmou entendimento no sentido de que a discussão acerca do interesse de agir ou da implementação de outras condições da ação demanda rever a interpretação conferida pela origem à legislação infraconstitucional, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário. A esse propósito, cito os seguintes julgados: “DIREITO DO TRABALHO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE AÇÃO RESCISÓRIA. MATÉRIA RESTRITA AO PLANO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”. (AI-RG 751478, rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe 20.08.2010). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL. CONDIÇÕES DA AÇÃO. CONCLUSÃO PELA FALTA DE LEGITIMIDADE PROCESSUAL ATIVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE DISCUSSÃO DA QUESTÃO DE FUNDO CUJA REPERCUSSÃO GERAL FOI RECONHECIDA POR ESTA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580802. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 556262 AGR / SP interpretação da lista de serviços anexa à Lei Complementar 56/1987, e em especial dos seus itens 46 e 50, que dizem respeito à incidência do ISS sobre as atividades de agenciamento, corretagem ou intermediação de títulos e bens móveis, ressalvando aquelas praticadas pelas instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. Descabimento do exame de fatos e provas no apelo extremo (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), o que seria imprescindível, conjuntamente com a exegese da legislação infraconstitucional, para divergir da conclusão a que chegou o acórdão de origem quanto à natureza dos serviços prestados pelas recorrentes e à sua descaracterização como instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central. Agravo regimental conhecido e não provido”. (Grifei) (Recurso Extraordinário-AgR 591.961, rel. Min. ROSA WEBER, Primeira Turma, DJe 26.2.2013). Além disso, o Supremo Tribunal Federal também já firmou entendimento no sentido de que a discussão acerca do interesse de agir ou da implementação de outras condições da ação demanda rever a interpretação conferida pela origem à legislação infraconstitucional, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário. A esse propósito, cito os seguintes julgados: “DIREITO DO TRABALHO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE AÇÃO RESCISÓRIA. MATÉRIA RESTRITA AO PLANO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”. (AI-RG 751478, rel. Min. DIAS TOFFOLI, DJe 20.08.2010). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL. CONDIÇÕES DA AÇÃO. CONCLUSÃO PELA FALTA DE LEGITIMIDADE PROCESSUAL ATIVA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE DISCUSSÃO DA QUESTÃO DE FUNDO CUJA REPERCUSSÃO GERAL FOI RECONHECIDA POR ESTA 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580802. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 556262 AGR / SP CORTE. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-ED 823754, rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe 26.10.2012). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580802. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 556262 AGR / SP CORTE. Agravo regimental a que se nega provimento”. (AI-ED 823754, rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe 26.10.2012). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580802. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 556.262 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : OTI - ORGANIZAÇÃO DE TRANSPORTES INTEGRADOS LTDA ADV.(A/S) : ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600472 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 556.262 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : OTI - ORGANIZAÇÃO DE TRANSPORTES INTEGRADOS LTDA ADV.(A/S) : ÉDISON FREITAS DE SIQUEIRA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600472 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 556 . 262", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 556 . 262", "Recurso Extraordinário 556262 AGR / SP", "Súmula Supremo", "Súmula", "Recurso Extraordinário 556262 AGR / SP", "Súmula Supremo Tribunal Federal 356", "Súmula", "Súmula Supremo", "Recurso Extraordinário 556262 AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - AgR 591 . 961", "AI", "-", "RG 751478", "Recurso Extraordinário 556262 AGR / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - AgR 591 . 961", "AI", "-", "RG 751478", "Recurso Extraordinário 556262 AGR / SP", "AI", "-", "ED 823754", "Recurso Extraordinário 556262 AGR / SP", "AI", "-", "ED 823754", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 556 . 262" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "ars . 5 . . . , XXXV , IV e V ; e 173 , § 2 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Constituição Federal", "ars . 5 . . . , XXXV , IV e V ; 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Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.475 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DIEGO OLIVEIRA TOMAZ ADV.(A/S) :THIAGO BANDEIRA MACHADO E OUTRO(A/S) ADV. :FERNANDA TRAJANO DE CRISTO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Agravo regimental em agravo interposto nos próprios autos do recurso extraordinário. 2. Processo Penal. Intempestividade de recurso. Feriado regional. Comprovação posterior em agravo regimental. Admissibilidade. Precedente: RE-AgR 626.358, Tribunal Pleno. 3. Superada a questão da tempestividade. Mérito. Alegação de ausência de fundamentação da decisão de pronúncia. Não ocorrência. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580651. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.475 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DIEGO OLIVEIRA TOMAZ ADV.(A/S) :THIAGO BANDEIRA MACHADO E OUTRO(A/S) ADV. :FERNANDA TRAJANO DE CRISTO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra a decisão de minha relatoria que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário, ante a intempestividade. Na espécie, a defesa foi intimada da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário mediante o Diário de Justiça do dia 14.9.2011, conforme certidão (eDOC 29, p.26); o prazo para interposição do recurso teve início em 16.9.2011 e o agravo foi interposto apenas no dia 21.9.2011. No agravo regimental, o recorrente sustenta, em síntese, a tempestividade do recurso, em razão da existência de feriado estadual no dia 20 de setembro de 2011, último dia do prazo para interposição do recurso. Ademais, reitera a tese exposta no apelo extremo, requerendo, por fim, a reconsideração da decisão agravada e o provimento total de seu recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580652. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.475 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DIEGO OLIVEIRA TOMAZ ADV.(A/S) :THIAGO BANDEIRA MACHADO E OUTRO(A/S) ADV. :FERNANDA TRAJANO DE CRISTO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra a decisão de minha relatoria que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário, ante a intempestividade. Na espécie, a defesa foi intimada da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário mediante o Diário de Justiça do dia 14.9.2011, conforme certidão (eDOC 29, p.26); o prazo para interposição do recurso teve início em 16.9.2011 e o agravo foi interposto apenas no dia 21.9.2011. No agravo regimental, o recorrente sustenta, em síntese, a tempestividade do recurso, em razão da existência de feriado estadual no dia 20 de setembro de 2011, último dia do prazo para interposição do recurso. Ademais, reitera a tese exposta no apelo extremo, requerendo, por fim, a reconsideração da decisão agravada e o provimento total de seu recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.475 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, ressalto que, por ocasião do julgamento do RE-AgR 626.358, rel. Min. Cezar Peluzo, Tribunal Pleno, ocorrido em 22.3.2012, esta Corte alterou a jurisprudência para admitir comprovação posterior da tempestividade de recurso quando reconhecida a extemporaneidade, em virtude de feriados locais ou de expedientes suspensos no Tribunal a quo. A propósito, confira-se a ementa do referido julgado: “RECURSO. Extraordinário. Prazo. Cômputo. Intercorrência de causa legal de prorrogação. Termo final diferido. Suspensão legal do expediente forense no juízo de origem. Interposição do recurso no termo prorrogado. Prova da causa de prorrogação só juntada em agravo regimental. Admissibilidade. Presunção de boa-fé do recorrente. Tempestividade reconhecida. Mudança de entendimento do Plenário da Corte. Agravo regimental provido. Voto vencido. Pode a parte fazer eficazmente, perante o Supremo, em agravo regimental, prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição e da consequente tempestividade de recurso extraordinário”. No caso, verifico que o recurso encontra-se tempestivo, tendo em vista a inexistência de expediente forense no dia 20.9.2011, último dia do prazo recursal, em virtude de feriado estadual. Prorrogou-se, desse modo, o vencimento do prazo para o primeiro dia útil subsequente, 21.9.2011, momento do protocolo do apelo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580653. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.475 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, ressalto que, por ocasião do julgamento do RE-AgR 626.358, rel. Min. Cezar Peluzo, Tribunal Pleno, ocorrido em 22.3.2012, esta Corte alterou a jurisprudência para admitir comprovação posterior da tempestividade de recurso quando reconhecida a extemporaneidade, em virtude de feriados locais ou de expedientes suspensos no Tribunal a quo. A propósito, confira-se a ementa do referido julgado: “RECURSO. Extraordinário. Prazo. Cômputo. Intercorrência de causa legal de prorrogação. Termo final diferido. Suspensão legal do expediente forense no juízo de origem. Interposição do recurso no termo prorrogado. Prova da causa de prorrogação só juntada em agravo regimental. Admissibilidade. Presunção de boa-fé do recorrente. Tempestividade reconhecida. Mudança de entendimento do Plenário da Corte. Agravo regimental provido. Voto vencido. Pode a parte fazer eficazmente, perante o Supremo, em agravo regimental, prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição e da consequente tempestividade de recurso extraordinário”. No caso, verifico que o recurso encontra-se tempestivo, tendo em vista a inexistência de expediente forense no dia 20.9.2011, último dia do prazo recursal, em virtude de feriado estadual. Prorrogou-se, desse modo, o vencimento do prazo para o primeiro dia útil subsequente, 21.9.2011, momento do protocolo do apelo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 700475 AGR / RS Contudo, superada a questão da tempestividade, quanto ao mérito, verifico que não assiste razão ao recorrente. Trata-se de agravo interposto contra decisão de inadmissibilidade de recurso extraordinário que impugna acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. O recorrente foi pronunciado pela prática do delito previsto no art. 121, § 2º, inciso I, duas vezes, c/c o art. 14, inciso II, do Código Penal. Irresignado, o acusado interpôs recurso em sentido estrito contra a decisão de pronúncia, entretanto o Tribunal a quo não deu provimento ao recurso, mantendo a decisão de 1º grau nos termos em que foi proferida. (eDOC 28, p. 91-94). No apelo extremo, interposto com fundamento no art. 102, III, alínea a, do permissivo constitucional, o recorrente sustenta que houve violação ao art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, em razão da ausência de fundamentação da decisão de pronúncia. Aduz que o magistrado de primeira instância deixou de expor quais elementos patrocinaram sua decisão, uma vez que na colheita das declarações das vítimas em momento algum imputaram a Diego a autoria do delito. (eDOC 28, p. 104). No caso, observo que o acórdão recorrido entendeu que o juiz de primeiro grau motivou com saciedade a decisão de pronúncia, apresentando os seguintes fundamentos: “Pois bem. Diante dele, perde força o alegado pela defesa, sobre não ter havido o reconhecimento direto do réu, como sendo a pessoa que desferiu os tiros contra as vítimas. Embora Samuel tenha afirmado não ter visto o rosto do atirador, há razões para admitir como elemento indiciário, a confortar a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580653. Supremo Tribunal Federal ARE 700475 AGR / RS Contudo, superada a questão da tempestividade, quanto ao mérito, verifico que não assiste razão ao recorrente. Trata-se de agravo interposto contra decisão de inadmissibilidade de recurso extraordinário que impugna acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. O recorrente foi pronunciado pela prática do delito previsto no art. 121, § 2º, inciso I, duas vezes, c/c o art. 14, inciso II, do Código Penal. Irresignado, o acusado interpôs recurso em sentido estrito contra a decisão de pronúncia, entretanto o Tribunal a quo não deu provimento ao recurso, mantendo a decisão de 1º grau nos termos em que foi proferida. (eDOC 28, p. 91-94). No apelo extremo, interposto com fundamento no art. 102, III, alínea a, do permissivo constitucional, o recorrente sustenta que houve violação ao art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, em razão da ausência de fundamentação da decisão de pronúncia. Aduz que o magistrado de primeira instância deixou de expor quais elementos patrocinaram sua decisão, uma vez que na colheita das declarações das vítimas em momento algum imputaram a Diego a autoria do delito. (eDOC 28, p. 104). No caso, observo que o acórdão recorrido entendeu que o juiz de primeiro grau motivou com saciedade a decisão de pronúncia, apresentando os seguintes fundamentos: “Pois bem. Diante dele, perde força o alegado pela defesa, sobre não ter havido o reconhecimento direto do réu, como sendo a pessoa que desferiu os tiros contra as vítimas. Embora Samuel tenha afirmado não ter visto o rosto do atirador, há razões para admitir como elemento indiciário, a confortar a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 700475 AGR / RS imputação da autoria do réu, o fato de não ter transcorrido tempo significativo entre o primeiro encontro de Samuel com ele e o suposto traficante (a quem o filho de Aristides devia certa importância em dinheiro) e o segundo, então de Aristides e de Samuel com aquele que contra ele disparou tiros, e que trajava roupas de mesmo modelo e cor daqueles que o réu vestia naquela primeira oportunidade; (…). Há indícios, portanto, de participação do réu nos fatos, não desfeito o rigor deles pela só negativa, sustentada pelo recorrente” (eDOC 28, p. 93). Da leitura da sentença de pronúncia, verifico que o magistrado motivou a contento a materialidade e autoria do delito, decidindo não subtrair do júri popular o julgamento do crime, como se extrai do seguinte trecho da sentença: “No caso em tela, há indícios suficientes de autoria, em face dos depoimentos prestados pelas vítimas Samuel da Silva Duarte (fls. 293/298) e Aristides Castilhos Castanheira (fls. 269/273) (…). A qualificadora do motivo torpe restou consubstanciada, em tese, eis que o crime foi cometido em razão da vítima não concordar com o fato do acusado ter invadido uma residência de propriedade dela para utilizá-la como ponto de venda de drogas. É o que se depreende do depoimento da vítima, tanto na fase policial, quanto em juízo (fls. 13 e 269/273)” (eDOC 28, p. 9). Destaco que a jurisprudência deste Tribunal entende que, para fundamentação da decisão de pronúncia, não é necessário juízo de certeza do magistrado, sendo suficientes indícios de autoria ou participação do agente, de acordo com o contexto fático. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580653. Supremo Tribunal Federal ARE 700475 AGR / RS imputação da autoria do réu, o fato de não ter transcorrido tempo significativo entre o primeiro encontro de Samuel com ele e o suposto traficante (a quem o filho de Aristides devia certa importância em dinheiro) e o segundo, então de Aristides e de Samuel com aquele que contra ele disparou tiros, e que trajava roupas de mesmo modelo e cor daqueles que o réu vestia naquela primeira oportunidade; (…). Há indícios, portanto, de participação do réu nos fatos, não desfeito o rigor deles pela só negativa, sustentada pelo recorrente” (eDOC 28, p. 93). Da leitura da sentença de pronúncia, verifico que o magistrado motivou a contento a materialidade e autoria do delito, decidindo não subtrair do júri popular o julgamento do crime, como se extrai do seguinte trecho da sentença: “No caso em tela, há indícios suficientes de autoria, em face dos depoimentos prestados pelas vítimas Samuel da Silva Duarte (fls. 293/298) e Aristides Castilhos Castanheira (fls. 269/273) (…). A qualificadora do motivo torpe restou consubstanciada, em tese, eis que o crime foi cometido em razão da vítima não concordar com o fato do acusado ter invadido uma residência de propriedade dela para utilizá-la como ponto de venda de drogas. É o que se depreende do depoimento da vítima, tanto na fase policial, quanto em juízo (fls. 13 e 269/273)” (eDOC 28, p. 9). Destaco que a jurisprudência deste Tribunal entende que, para fundamentação da decisão de pronúncia, não é necessário juízo de certeza do magistrado, sendo suficientes indícios de autoria ou participação do agente, de acordo com o contexto fático. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 700475 AGR / RS Sobre o tema, confiram-se os precedentes: HC 110.260/SP, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 6.2.2013; RHC 103.562/PE de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.11.2011; e HC 112.507/PI, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 3.10.2012; este último ementado nos seguintes termos: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. NULIDADE DA SENTENÇA DE PRONÚNCIA. FUNDAMENTAÇÃO. AUSÊNCIA DE INDÍCIOS DE AUTORIA. NÃO OCORRÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. ORDEM DENEGADA. I – A discussão exaustiva a respeito da autoria de crime doloso contra a vida situa-se no âmbito da competência funcional do Tribunal do Júri. II - Na fase de pronúncia não se exige juízo de certeza, bastando indícios suficientes sobre a autoria ou participação do agente, conforme ficou demostrado na decisão impugnada. III – Para se chegar a conclusão contrária à adotada pelas instâncias ordinárias e confirmada pelo STJ, seria necessário o reexame de fatos e provas, providência incabível em habeas corpus, por se tratar de instrumento destinado à proteção de direito demonstrável de plano, que não admite dilação probatória. IV – Habeas corpus denegado”. Desse modo, verifico que a decisão impugnada encontra-se devidamente motivada, porquanto restam adequadamente evidenciados tanto os elementos da materialidade (auto de exame de corpo de delito), como os indícios de autoria (depoimento das vítimas). A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do acusado, decorrendo o recurso extraordinário de mero inconformismo da parte que não aceita os fundamentos do acórdão impugnado. Portanto, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580653. Supremo Tribunal Federal ARE 700475 AGR / RS Sobre o tema, confiram-se os precedentes: HC 110.260/SP, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 6.2.2013; RHC 103.562/PE de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.11.2011; e HC 112.507/PI, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 3.10.2012; este último ementado nos seguintes termos: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. NULIDADE DA SENTENÇA DE PRONÚNCIA. FUNDAMENTAÇÃO. AUSÊNCIA DE INDÍCIOS DE AUTORIA. NÃO OCORRÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. ORDEM DENEGADA. I – A discussão exaustiva a respeito da autoria de crime doloso contra a vida situa-se no âmbito da competência funcional do Tribunal do Júri. II - Na fase de pronúncia não se exige juízo de certeza, bastando indícios suficientes sobre a autoria ou participação do agente, conforme ficou demostrado na decisão impugnada. III – Para se chegar a conclusão contrária à adotada pelas instâncias ordinárias e confirmada pelo STJ, seria necessário o reexame de fatos e provas, providência incabível em habeas corpus, por se tratar de instrumento destinado à proteção de direito demonstrável de plano, que não admite dilação probatória. IV – Habeas corpus denegado”. Desse modo, verifico que a decisão impugnada encontra-se devidamente motivada, porquanto restam adequadamente evidenciados tanto os elementos da materialidade (auto de exame de corpo de delito), como os indícios de autoria (depoimento das vítimas). A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do acusado, decorrendo o recurso extraordinário de mero inconformismo da parte que não aceita os fundamentos do acórdão impugnado. Portanto, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 700475 AGR / RS não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Anoto que esta Corte reconheceu a repercussão geral da questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral”. (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580653. Supremo Tribunal Federal ARE 700475 AGR / RS não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Anoto que esta Corte reconheceu a repercussão geral da questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (CPC, art. 544, §§ 3° e 4°). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5º e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral”. (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.475 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DIEGO OLIVEIRA TOMAZ ADV.(A/S) : THIAGO BANDEIRA MACHADO E OUTRO(A/S) ADV. : FERNANDA TRAJANO DE CRISTO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600508 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.475 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DIEGO OLIVEIRA TOMAZ ADV.(A/S) : THIAGO BANDEIRA MACHADO E OUTRO(A/S) ADV. : FERNANDA TRAJANO DE CRISTO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600508 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3660641
2013-03-19T00:00:00
2013-04-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em agravo interposto nos próprios autos do recurso extraordinário. 2. Processo Penal. Intempestividade de recurso. Feriado regional. Comprovação posterior em agravo regimental. Admissibilidade. Precedente: RE-AgR 626.358, Tribunal Pleno. 3. Superada a questão da tempestividade. Mérito. Alegação de ausência de fundamentação da decisão de pronúncia. Não ocorrência. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur228341
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO, COMPROVAÇÃO, TEMPESTIVIDADE) RE 626358 AgR (TP). (DECISÃO DE PRONÚNCIA, FUNDAMENTAÇÃO) HC 110260 (1ªT), RHC 103562 (2ªT), HC 112507 (2ªT). (DEFICIÊNCIA, FUNDAMENTAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL) AI 791292 QO-RG (TP). Número de páginas: 8. Análise: 14/05/2013, TBC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
700475
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00093 INC-00009 ART-00102 INC-00003\r\n LET-A \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00014 INC-00002 ART-00121 PAR-00002\r\n INC-00001 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 700475 AgR
[ "" ]
ADV.(A/S) : THIAGO BANDEIRA MACHADO E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : DIEGO OLIVEIRA TOMAZ ADV. : FERNANDA TRAJANO DE CRISTO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
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Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.475 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DIEGO OLIVEIRA TOMAZ ADV.(A/S) :THIAGO BANDEIRA MACHADO E OUTRO(A/S) ADV. :FERNANDA TRAJANO DE CRISTO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Agravo regimental em agravo interposto nos próprios autos do recurso extraordinário. 2. Processo Penal. Intempestividade de recurso. Feriado regional. Comprovação posterior em agravo regimental. Admissibilidade. Precedente: Recurso Extraordinário-AgR 626.358, Tribunal Pleno. 3. Superada a questão da tempestividade. Mérito. Alegação de ausência de fundamentação da decisão de pronúncia. Não ocorrência. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580651. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.475 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DIEGO OLIVEIRA TOMAZ ADV.(A/S) :THIAGO BANDEIRA MACHADO E OUTRO(A/S) ADV. :FERNANDA TRAJANO DE CRISTO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra a decisão de minha relatoria que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário, ante a intempestividade. Na espécie, a defesa foi intimada da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário mediante o Diário de Justiça do dia 14.9.2011, conforme certidão (eDOC 29, p.26); o prazo para interposição do recurso teve início em 16.9.2011 e o agravo foi interposto apenas no dia 21.9.2011. No agravo regimental, o recorrente sustenta, em síntese, a tempestividade do recurso, em razão da existência de feriado estadual no dia 20 de setembro de 2011, último dia do prazo para interposição do recurso. Ademais, reitera a tese exposta no apelo extremo, requerendo, por fim, a reconsideração da decisão agravada e o provimento total de seu recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580652. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.475 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :DIEGO OLIVEIRA TOMAZ ADV.(A/S) :THIAGO BANDEIRA MACHADO E OUTRO(A/S) ADV. :FERNANDA TRAJANO DE CRISTO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Trata-se de agravo regimental interposto contra a decisão de minha relatoria que negou seguimento ao agravo em recurso extraordinário, ante a intempestividade. Na espécie, a defesa foi intimada da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário mediante o Diário de Justiça do dia 14.9.2011, conforme certidão (eDOC 29, p.26); o prazo para interposição do recurso teve início em 16.9.2011 e o agravo foi interposto apenas no dia 21.9.2011. No agravo regimental, o recorrente sustenta, em síntese, a tempestividade do recurso, em razão da existência de feriado estadual no dia 20 de setembro de 2011, último dia do prazo para interposição do recurso. Ademais, reitera a tese exposta no apelo extremo, requerendo, por fim, a reconsideração da decisão agravada e o provimento total de seu recurso. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580652. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.475 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, ressalto que, por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário-AgR 626.358, rel. Min. Cezar Peluzo, Tribunal Pleno, ocorrido em 22.3.2012, esta Corte alterou a jurisprudência para admitir comprovação posterior da tempestividade de recurso quando reconhecida a extemporaneidade, em virtude de feriados locais ou de expedientes suspensos no Tribunal a quo. A propósito, confira-se a ementa do referido julgado: “RECURSO. Extraordinário. Prazo. Cômputo. Intercorrência de causa legal de prorrogação. Termo final diferido. Suspensão legal do expediente forense no juízo de origem. Interposição do recurso no termo prorrogado. Prova da causa de prorrogação só juntada em agravo regimental. Admissibilidade. Presunção de boa-fé do recorrente. Tempestividade reconhecida. Mudança de entendimento do Plenário da Corte. Agravo regimental provido. Voto vencido. Pode a parte fazer eficazmente, perante o Supremo, em agravo regimental, prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição e da consequente tempestividade de recurso extraordinário”. No caso, verifico que o recurso encontra-se tempestivo, tendo em vista a inexistência de expediente forense no dia 20.9.2011, último dia do prazo recursal, em virtude de feriado estadual. Prorrogou-se, desse modo, o vencimento do prazo para o primeiro dia útil subsequente, 21.9.2011, momento do protocolo do apelo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580653. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.475 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Inicialmente, ressalto que, por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário-AgR 626.358, rel. Min. Cezar Peluzo, Tribunal Pleno, ocorrido em 22.3.2012, esta Corte alterou a jurisprudência para admitir comprovação posterior da tempestividade de recurso quando reconhecida a extemporaneidade, em virtude de feriados locais ou de expedientes suspensos no Tribunal a quo. A propósito, confira-se a ementa do referido julgado: “RECURSO. Extraordinário. Prazo. Cômputo. Intercorrência de causa legal de prorrogação. Termo final diferido. Suspensão legal do expediente forense no juízo de origem. Interposição do recurso no termo prorrogado. Prova da causa de prorrogação só juntada em agravo regimental. Admissibilidade. Presunção de boa-fé do recorrente. Tempestividade reconhecida. Mudança de entendimento do Plenário da Corte. Agravo regimental provido. Voto vencido. Pode a parte fazer eficazmente, perante o Supremo, em agravo regimental, prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição e da consequente tempestividade de recurso extraordinário”. No caso, verifico que o recurso encontra-se tempestivo, tendo em vista a inexistência de expediente forense no dia 20.9.2011, último dia do prazo recursal, em virtude de feriado estadual. Prorrogou-se, desse modo, o vencimento do prazo para o primeiro dia útil subsequente, 21.9.2011, momento do protocolo do apelo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 700475 AGR / RS Contudo, superada a questão da tempestividade, quanto ao mérito, verifico que não assiste razão ao recorrente. Trata-se de agravo interposto contra decisão de inadmissibilidade de recurso extraordinário que impugna acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. O recorrente foi pronunciado pela prática do delito previsto no art. 121, § 2..., inciso I, duas vezes, c/c o art. 14, inciso II, do Código Penal. Irresignado, o acusado interpôs recurso em sentido estrito contra a decisão de pronúncia, entretanto o Tribunal a quo não deu provimento ao recurso, mantendo a decisão de 1... grau nos termos em que foi proferida. (eDOC 28, p. 91-94). No apelo extremo, interposto com fundamento no art. 102, III, alínea a, do permissivo constitucional, o recorrente sustenta que houve violação ao art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, em razão da ausência de fundamentação da decisão de pronúncia. Aduz que o magistrado de primeira instância deixou de expor quais elementos patrocinaram sua decisão, uma vez que na colheita das declarações das vítimas em momento algum imputaram a Diego a autoria do delito. (eDOC 28, p. 104). No caso, observo que o acórdão recorrido entendeu que o juiz de primeiro grau motivou com saciedade a decisão de pronúncia, apresentando os seguintes fundamentos: “Pois bem. Diante dele, perde força o alegado pela defesa, sobre não ter havido o reconhecimento direto do réu, como sendo a pessoa que desferiu os tiros contra as vítimas. Embora Samuel tenha afirmado não ter visto o rosto do atirador, há razões para admitir como elemento indiciário, a confortar a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580653. Supremo Tribunal Federal ARE 700475 AGR / RS Contudo, superada a questão da tempestividade, quanto ao mérito, verifico que não assiste razão ao recorrente. Trata-se de agravo interposto contra decisão de inadmissibilidade de recurso extraordinário que impugna acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. O recorrente foi pronunciado pela prática do delito previsto no art. 121, § 2..., inciso I, duas vezes, c/c o art. 14, inciso II, do Código Penal. Irresignado, o acusado interpôs recurso em sentido estrito contra a decisão de pronúncia, entretanto o Tribunal a quo não deu provimento ao recurso, mantendo a decisão de 1... grau nos termos em que foi proferida. (eDOC 28, p. 91-94). No apelo extremo, interposto com fundamento no art. 102, III, alínea a, do permissivo constitucional, o recorrente sustenta que houve violação ao art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, em razão da ausência de fundamentação da decisão de pronúncia. Aduz que o magistrado de primeira instância deixou de expor quais elementos patrocinaram sua decisão, uma vez que na colheita das declarações das vítimas em momento algum imputaram a Diego a autoria do delito. (eDOC 28, p. 104). No caso, observo que o acórdão recorrido entendeu que o juiz de primeiro grau motivou com saciedade a decisão de pronúncia, apresentando os seguintes fundamentos: “Pois bem. Diante dele, perde força o alegado pela defesa, sobre não ter havido o reconhecimento direto do réu, como sendo a pessoa que desferiu os tiros contra as vítimas. Embora Samuel tenha afirmado não ter visto o rosto do atirador, há razões para admitir como elemento indiciário, a confortar a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 700475 AGR / RS imputação da autoria do réu, o fato de não ter transcorrido tempo significativo entre o primeiro encontro de Samuel com ele e o suposto traficante (a quem o filho de Aristides devia certa importância em dinheiro) e o segundo, então de Aristides e de Samuel com aquele que contra ele disparou tiros, e que trajava roupas de mesmo modelo e cor daqueles que o réu vestia naquela primeira oportunidade; (…). Há indícios, portanto, de participação do réu nos fatos, não desfeito o rigor deles pela só negativa, sustentada pelo recorrente” (eDOC 28, p. 93). Da leitura da sentença de pronúncia, verifico que o magistrado motivou a contento a materialidade e autoria do delito, decidindo não subtrair do júri popular o julgamento do crime, como se extrai do seguinte trecho da sentença: “No caso em tela, há indícios suficientes de autoria, em face dos depoimentos prestados pelas vítimas Samuel da Silva Duarte (fls. 293/298) e Aristides Castilhos Castanheira (fls. 269/273) (…). A qualificadora do motivo torpe restou consubstanciada, em tese, eis que o crime foi cometido em razão da vítima não concordar com o fato do acusado ter invadido uma residência de propriedade dela para utilizá-la como ponto de venda de drogas. É o que se depreende do depoimento da vítima, tanto na fase policial, quanto em juízo (fls. 13 e 269/273)” (eDOC 28, p. 9). Destaco que a jurisprudência deste Tribunal entende que, para fundamentação da decisão de pronúncia, não é necessário juízo de certeza do magistrado, sendo suficientes indícios de autoria ou participação do agente, de acordo com o contexto fático. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580653. Supremo Tribunal Federal ARE 700475 AGR / RS imputação da autoria do réu, o fato de não ter transcorrido tempo significativo entre o primeiro encontro de Samuel com ele e o suposto traficante (a quem o filho de Aristides devia certa importância em dinheiro) e o segundo, então de Aristides e de Samuel com aquele que contra ele disparou tiros, e que trajava roupas de mesmo modelo e cor daqueles que o réu vestia naquela primeira oportunidade; (…). Há indícios, portanto, de participação do réu nos fatos, não desfeito o rigor deles pela só negativa, sustentada pelo recorrente” (eDOC 28, p. 93). Da leitura da sentença de pronúncia, verifico que o magistrado motivou a contento a materialidade e autoria do delito, decidindo não subtrair do júri popular o julgamento do crime, como se extrai do seguinte trecho da sentença: “No caso em tela, há indícios suficientes de autoria, em face dos depoimentos prestados pelas vítimas Samuel da Silva Duarte (fls. 293/298) e Aristides Castilhos Castanheira (fls. 269/273) (…). A qualificadora do motivo torpe restou consubstanciada, em tese, eis que o crime foi cometido em razão da vítima não concordar com o fato do acusado ter invadido uma residência de propriedade dela para utilizá-la como ponto de venda de drogas. É o que se depreende do depoimento da vítima, tanto na fase policial, quanto em juízo (fls. 13 e 269/273)” (eDOC 28, p. 9). Destaco que a jurisprudência deste Tribunal entende que, para fundamentação da decisão de pronúncia, não é necessário juízo de certeza do magistrado, sendo suficientes indícios de autoria ou participação do agente, de acordo com o contexto fático. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 700475 AGR / RS Sobre o tema, confiram-se os precedentes: HC 110.260/SP, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 6.2.2013; RHC 103.562/PE de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.11.2011; e HC 112.507/PI, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 3.10.2012; este último ementado nos seguintes termos: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. NULIDADE DA SENTENÇA DE PRONÚNCIA. FUNDAMENTAÇÃO. AUSÊNCIA DE INDÍCIOS DE AUTORIA. NÃO OCORRÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. ORDEM DENEGADA. I – A discussão exaustiva a respeito da autoria de crime doloso contra a vida situa-se no âmbito da competência funcional do Tribunal do Júri. II - Na fase de pronúncia não se exige juízo de certeza, bastando indícios suficientes sobre a autoria ou participação do agente, conforme ficou demostrado na decisão impugnada. III – Para se chegar a conclusão contrária à adotada pelas instâncias ordinárias e confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça, seria necessário o reexame de fatos e provas, providência incabível em habeas corpus, por se tratar de instrumento destinado à proteção de direito demonstrável de plano, que não admite dilação probatória. IV – Habeas corpus denegado”. Desse modo, verifico que a decisão impugnada encontra-se devidamente motivada, porquanto restam adequadamente evidenciados tanto os elementos da materialidade (auto de exame de corpo de delito), como os indícios de autoria (depoimento das vítimas). A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do acusado, decorrendo o recurso extraordinário de mero inconformismo da parte que não aceita os fundamentos do acórdão impugnado. Portanto, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580653. Supremo Tribunal Federal ARE 700475 AGR / RS Sobre o tema, confiram-se os precedentes: HC 110.260/SP, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 6.2.2013; RHC 103.562/PE de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.11.2011; e HC 112.507/PI, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 3.10.2012; este último ementado nos seguintes termos: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. NULIDADE DA SENTENÇA DE PRONÚNCIA. FUNDAMENTAÇÃO. AUSÊNCIA DE INDÍCIOS DE AUTORIA. NÃO OCORRÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. ORDEM DENEGADA. I – A discussão exaustiva a respeito da autoria de crime doloso contra a vida situa-se no âmbito da competência funcional do Tribunal do Júri. II - Na fase de pronúncia não se exige juízo de certeza, bastando indícios suficientes sobre a autoria ou participação do agente, conforme ficou demostrado na decisão impugnada. III – Para se chegar a conclusão contrária à adotada pelas instâncias ordinárias e confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça, seria necessário o reexame de fatos e provas, providência incabível em habeas corpus, por se tratar de instrumento destinado à proteção de direito demonstrável de plano, que não admite dilação probatória. IV – Habeas corpus denegado”. Desse modo, verifico que a decisão impugnada encontra-se devidamente motivada, porquanto restam adequadamente evidenciados tanto os elementos da materialidade (auto de exame de corpo de delito), como os indícios de autoria (depoimento das vítimas). A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do acusado, decorrendo o recurso extraordinário de mero inconformismo da parte que não aceita os fundamentos do acórdão impugnado. Portanto, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 700475 AGR / RS não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Anoto que esta Corte reconheceu a repercussão geral da questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral”. (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580653. Supremo Tribunal Federal ARE 700475 AGR / RS não prospera a alegação de nulidade do acórdão por falta de fundamentação, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal. Anoto que esta Corte reconheceu a repercussão geral da questão constitucional acima discutida, ementada nos seguintes termos: “Questão de ordem. Agravo de Instrumento. Conversão em recurso extraordinário (Código de Processo Civil, art. 544, §§ 3... e 4...). 2. Alegação de ofensa aos incisos XXXV e LX do art. 5... e ao inciso IX do art. 93 da Constituição Federal. Inocorrência. 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral”. (AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, Pleno, DJe 13.8.2010). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580653. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.475 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DIEGO OLIVEIRA TOMAZ ADV.(A/S) : THIAGO BANDEIRA MACHADO E OUTRO(A/S) ADV. : FERNANDA TRAJANO DE CRISTO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600508 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.475 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : DIEGO OLIVEIRA TOMAZ ADV.(A/S) : THIAGO BANDEIRA MACHADO E OUTRO(A/S) ADV. : FERNANDA TRAJANO DE CRISTO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600508 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700 . 475", "Recurso Extraordinário - AgR 626 . 358", "AGRAVO 700 . 475", "RECURSO", "Recurso Extraordinário - AgR 626 . 358", "Recurso Extraordinário - AgR 626 . 358", "ARE 700475 AGR / RS", "ARE 700475 AGR / RS", "ARE 700475 AGR / RS", "ARE 700475 AGR / RS", "ARE 700475 AGR / RS", "HC 110 . 260 / SP", "RHC 103 . 562 / PE", "HC 112 . 507 / PI", "ARE 700475 AGR / RS", "HC 110 . 260 / SP", "RHC 103 . 562 / PE", "HC 112 . 507 / PI", "ARE 700475 AGR / RS", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 700475 AGR", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 121 , § 2 . . . , inciso I , duas vezes , c", "art . 14 , inciso II , do Código Penal", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória 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"Samuel da Silva Duarte", "Aristides Castilhos Castanheira", "Samuel", "Aristides", "Aristides", "Samuel", "Samuel da Silva Duarte", "Aristides Castilhos Castanheira", "GILMAR MENDES", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "DIEGO OLIVEIRA TOMAZ", "THIAGO BANDEIRA MACHADO", "FERNANDA TRAJANO DE CRISTO", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "DIEGO OLIVEIRA TOMAZ", "THIAGO BANDEIRA MACHADO", "FERNANDA TRAJANO DE CRISTO", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "19", "/", "03", "/", "2013", "19 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "14", ".", "9", ".", "2011", "16", ".", "9", ".", "2011", "21", ".", "9", ".", "2011", 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Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 715.098 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANNETE JOAQUINA DOS SANTOS LIMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JEFFERSON RAMOS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Ação contra a União. Exceção de incompetência. 3. Litisconsórcio ativo facultativo. Constituição Federal, art. 109, § 2°. 4. Autores com domicílios diferentes 5. Súmula 279. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580836. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 715.098 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANNETE JOAQUINA DOS SANTOS LIMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JEFFERSON RAMOS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de fls. 348-351, que negou seguimento ao recurso, com fundamento na Súmula 279 e no entendimento de que está correto o acórdão que manteve a decisão pelos próprios fundamentos. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que o art. 109, § 2º, da Constituição Federal traz uma faculdade ao demandante e que, no presente caso, a opção foi pelo ajuizamento na seção em que ocorreu o fato que deu origem à presente ação. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580837. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 715.098 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANNETE JOAQUINA DOS SANTOS LIMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JEFFERSON RAMOS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de fls. 348-351, que negou seguimento ao recurso, com fundamento na Súmula 279 e no entendimento de que está correto o acórdão que manteve a decisão pelos próprios fundamentos. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que o art. 109, § 2º, da Constituição Federal traz uma faculdade ao demandante e que, no presente caso, a opção foi pelo ajuizamento na seção em que ocorreu o fato que deu origem à presente ação. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 715.098 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. A agravante sustenta, em síntese, que o art. 109, § 2º, da Constituição Federal traz uma faculdade ao demandante e que, no presente caso, a opção foi pelo ajuizamento na seção em que ocorreu o fato que deu origem à presente ação. Alega, ainda, que a matéria constante nos autos foi tema de repercussão geral e, com base em precedentes desta Corte, argumenta que aos litisconsortes é facultada a opção pela propositura da ação nas possibilidades previstas no dispositivo supracitado. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria. Reafirmo que não houve contrariedade ao referido dispositivo da Constituição pelas decisões e acórdãos proferidos neste processo. Isso porque o art. 109, § 2°, do texto constitucional prevê a seção judiciária em que for domiciliado o autor entre as possibilidades de aforamento de causas contra a União. A fundamentação do juízo a quo, segundo a qual a ação não foi ajuizada no local onde ocorreu o fato, está devidamente amparada no texto constitucional, por isso entendo que o acórdão que manteve a decisão pelos próprios fundamentos permanece correto. Além disso, para divergir desse entendimento, seria necessário passar por análise de fatos e provas, inviável nos termos da Súmula 279. Reexaminar a opção pelo ajuizamento na seção judiciária em que ocorreu o fato é procedimento vedado em via extraordinária. Ademais, a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável (CPC) não enseja a abertura da via extraordinária. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580838. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 715.098 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. A agravante sustenta, em síntese, que o art. 109, § 2º, da Constituição Federal traz uma faculdade ao demandante e que, no presente caso, a opção foi pelo ajuizamento na seção em que ocorreu o fato que deu origem à presente ação. Alega, ainda, que a matéria constante nos autos foi tema de repercussão geral e, com base em precedentes desta Corte, argumenta que aos litisconsortes é facultada a opção pela propositura da ação nas possibilidades previstas no dispositivo supracitado. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria. Reafirmo que não houve contrariedade ao referido dispositivo da Constituição pelas decisões e acórdãos proferidos neste processo. Isso porque o art. 109, § 2°, do texto constitucional prevê a seção judiciária em que for domiciliado o autor entre as possibilidades de aforamento de causas contra a União. A fundamentação do juízo a quo, segundo a qual a ação não foi ajuizada no local onde ocorreu o fato, está devidamente amparada no texto constitucional, por isso entendo que o acórdão que manteve a decisão pelos próprios fundamentos permanece correto. Além disso, para divergir desse entendimento, seria necessário passar por análise de fatos e provas, inviável nos termos da Súmula 279. Reexaminar a opção pelo ajuizamento na seção judiciária em que ocorreu o fato é procedimento vedado em via extraordinária. Ademais, a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável (CPC) não enseja a abertura da via extraordinária. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580838. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 715098 AGR / RJ Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ARE-AgR 725.279, rel. Min Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 4.3.2013; ARE-AgR 706.368 de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 22.11.2012; RE-AgR-ED 636.661, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 19.11.2012, e RE-AgR 603.926, rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 28.8.2012, este assim ementado: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Juizado Especial Federal. Competência. Juízo sobre a complexidade da causa. Necessidade de reexame do conjunto fático. Inviabilidade. Óbice da Súmula 279. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte”. Ante o exposto, nego provimento ao presente agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580838. Supremo Tribunal Federal RE 715098 AGR / RJ Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ARE-AgR 725.279, rel. Min Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 4.3.2013; ARE-AgR 706.368 de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 22.11.2012; RE-AgR-ED 636.661, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 19.11.2012, e RE-AgR 603.926, rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 28.8.2012, este assim ementado: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Juizado Especial Federal. Competência. Juízo sobre a complexidade da causa. Necessidade de reexame do conjunto fático. Inviabilidade. Óbice da Súmula 279. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte”. Ante o exposto, nego provimento ao presente agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580838. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 715.098 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ANNETE JOAQUINA DOS SANTOS LIMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JEFFERSON RAMOS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600516 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 715.098 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ANNETE JOAQUINA DOS SANTOS LIMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JEFFERSON RAMOS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600516 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3642790
2013-03-19T00:00:00
2013-04-15T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Ação contra a União. Exceção de incompetência. 3. Litisconsórcio ativo facultativo. Constituição Federal, art. 109, § 2°. 4. Autores com domicílios diferentes 5. Súmula 279. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur227992
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) ARE 725279 AgR (2ªT), ARE 706368 AgR (2ªT), RE 636661 AgR-ED (1ªT), RE 603926 AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 14/05/2013, TBC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
715098
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00109 PAR-00002 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 715098 AgR
[ "" ]
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL ADV.(A/S) : JEFFERSON RAMOS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : ANNETE JOAQUINA DOS SANTOS LIMA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 715.098 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANNETE JOAQUINA DOS SANTOS LIMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JEFFERSON RAMOS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Ação contra a União. Exceção de incompetência. 3. Litisconsórcio ativo facultativo. Constituição Federal, art. 109, § 2.... 4. Autores com domicílios diferentes 5. Súmula 279. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580836. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 715.098 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANNETE JOAQUINA DOS SANTOS LIMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JEFFERSON RAMOS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de fls. 348-351, que negou seguimento ao recurso, com fundamento na Súmula 279 e no entendimento de que está correto o acórdão que manteve a decisão pelos próprios fundamentos. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que o art. 109, § 2..., da Constituição Federal traz uma faculdade ao demandante e que, no presente caso, a opção foi pelo ajuizamento na seção em que ocorreu o fato que deu origem à presente ação. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580837. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 715.098 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ANNETE JOAQUINA DOS SANTOS LIMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JEFFERSON RAMOS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de fls. 348-351, que negou seguimento ao recurso, com fundamento na Súmula 279 e no entendimento de que está correto o acórdão que manteve a decisão pelos próprios fundamentos. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que o art. 109, § 2..., da Constituição Federal traz uma faculdade ao demandante e que, no presente caso, a opção foi pelo ajuizamento na seção em que ocorreu o fato que deu origem à presente ação. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580837. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 715.098 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. A agravante sustenta, em síntese, que o art. 109, § 2..., da Constituição Federal traz uma faculdade ao demandante e que, no presente caso, a opção foi pelo ajuizamento na seção em que ocorreu o fato que deu origem à presente ação. Alega, ainda, que a matéria constante nos autos foi tema de repercussão geral e, com base em precedentes desta Corte, argumenta que aos litisconsortes é facultada a opção pela propositura da ação nas possibilidades previstas no dispositivo supracitado. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria. Reafirmo que não houve contrariedade ao referido dispositivo da Constituição pelas decisões e acórdãos proferidos neste processo. Isso porque o art. 109, § 2..., do texto constitucional prevê a seção judiciária em que for domiciliado o autor entre as possibilidades de aforamento de causas contra a União. A fundamentação do juízo a quo, segundo a qual a ação não foi ajuizada no local onde ocorreu o fato, está devidamente amparada no texto constitucional, por isso entendo que o acórdão que manteve a decisão pelos próprios fundamentos permanece correto. Além disso, para divergir desse entendimento, seria necessário passar por análise de fatos e provas, inviável nos termos da Súmula 279. Reexaminar a opção pelo ajuizamento na seção judiciária em que ocorreu o fato é procedimento vedado em via extraordinária. Ademais, a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável (Código de Processo Civil) não enseja a abertura da via extraordinária. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580838. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 715.098 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. A agravante sustenta, em síntese, que o art. 109, § 2..., da Constituição Federal traz uma faculdade ao demandante e que, no presente caso, a opção foi pelo ajuizamento na seção em que ocorreu o fato que deu origem à presente ação. Alega, ainda, que a matéria constante nos autos foi tema de repercussão geral e, com base em precedentes desta Corte, argumenta que aos litisconsortes é facultada a opção pela propositura da ação nas possibilidades previstas no dispositivo supracitado. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. A agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria. Reafirmo que não houve contrariedade ao referido dispositivo da Constituição pelas decisões e acórdãos proferidos neste processo. Isso porque o art. 109, § 2..., do texto constitucional prevê a seção judiciária em que for domiciliado o autor entre as possibilidades de aforamento de causas contra a União. A fundamentação do juízo a quo, segundo a qual a ação não foi ajuizada no local onde ocorreu o fato, está devidamente amparada no texto constitucional, por isso entendo que o acórdão que manteve a decisão pelos próprios fundamentos permanece correto. Além disso, para divergir desse entendimento, seria necessário passar por análise de fatos e provas, inviável nos termos da Súmula 279. Reexaminar a opção pelo ajuizamento na seção judiciária em que ocorreu o fato é procedimento vedado em via extraordinária. Ademais, a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável (Código de Processo Civil) não enseja a abertura da via extraordinária. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580838. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 715098 AGR / RJ Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ARE-AgR 725.279, rel. Min Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 4.3.2013; ARE-AgR 706.368 de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 22.11.2012; Recurso Extraordinário-AgR-ED 636.661, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 19.11.2012, e Recurso Extraordinário-AgR 603.926, rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 28.8.2012, este assim ementado: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Juizado Especial Federal. Competência. Juízo sobre a complexidade da causa. Necessidade de reexame do conjunto fático. Inviabilidade. Óbice da Súmula 279. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte”. Ante o exposto, nego provimento ao presente agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580838. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 715098 AGR / RJ Confiram-se, a propósito, os seguintes precedentes: ARE-AgR 725.279, rel. Min Cármen Lúcia, Segunda Turma, DJe 4.3.2013; ARE-AgR 706.368 de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 22.11.2012; Recurso Extraordinário-AgR-ED 636.661, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 19.11.2012, e Recurso Extraordinário-AgR 603.926, rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 28.8.2012, este assim ementado: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Juizado Especial Federal. Competência. Juízo sobre a complexidade da causa. Necessidade de reexame do conjunto fático. Inviabilidade. Óbice da Súmula 279. Ausência de razões consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte”. Ante o exposto, nego provimento ao presente agravo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3580838. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 715.098 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ANNETE JOAQUINA DOS SANTOS LIMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JEFFERSON RAMOS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600516 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 715.098 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ANNETE JOAQUINA DOS SANTOS LIMA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JEFFERSON RAMOS RIBEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600516 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 715 . 098", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 715 .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 715 . 098", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO", "Recurso Extraordinário 715098 AGR / RJ", "ARE", "-", "AgR 725 . 279", "ARE", "-", "AgR 706 . 368", "AgR", "-", "ED 636 . 661", "Recurso Extraordinário - AgR 603 . 926", "Recurso Extraordinário 715098 AGR / RJ", "ARE", "-", "AgR 725 . 279", "ARE", "-", "AgR 706 . 368", "ED 636 . 661", "Recurso Extraordinário - AgR 603 . 926", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 715 . 098", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 715 . 098" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal , art . 109 , §", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 109 , § 2 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 109 , § 2 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 109 , § 2 . . . , da Constituição Federal", "Constituição", "art", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 109 , § 2 . . . , da Constituição Federal", "Constituição", "Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Juizado Especial Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Juizado Especial Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", ".", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "ANNETE JOAQUINA DOS SANTOS LIMA", "JEFFERSON RAMOS RIBEIRO", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ANNETE JOAQUINA DOS SANTOS LIMA", "JEFFERSON RAMOS RIBEIRO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "ANNETE JOAQUINA DOS SANTOS LIMA", "JEFFERSON RAMOS RIBEIRO", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Cezar Peluso", "GILMAR MENDES", "ANNETE JOAQUINA DOS SANTOS LIMA", "JEFFERSON RAMOS RIBEIRO", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "ANNETE JOAQUINA DOS SANTOS LIMA", "JEFFERSON RAMOS RIBEIRO", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "19", "/", "03", "/", "2013", "19 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "3", ".", "2013", "22", ".", "11", ".", "2012", "19", ".", "11", ".", "2012", "28", ".", "8", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "3", ".", "2013", "22", ".", "11", ".", "2012", "19", ".", "11", ".", "2012", "28", ".", "8", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.007 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DONIZETTI BARBIERI ADV.(A/S) :ORIVALDO ORIEL MENDES NOVELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Precedentes. Ofensa indireta ou reflexa. Inadmissibilidade. Precedentes. 1. Entendimento sedimentado nesta Corte no sentido de não se admitir o chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo tribunal de origem, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração para suprir a omissão. 2. O Tribunal de origem, ao decidir a questão, se ateve ao exame da legislação infraconstitucional. Portanto, a violação, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709390. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 700007 AGR / SP MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709390. Supremo Tribunal Federal ARE 700007 AGR / SP MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709390. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.007 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DONIZETTI BARBIERI ADV.(A/S) :ORIVALDO ORIEL MENDES NOVELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Donizetti Barbieri interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 244 a 256) contra decisão pela qual neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “(...) No caso, a irresignação não merece colher êxito. A alegada violação aos preceitos constitucionais em questão carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos declaratórios para sanar eventual omissão no julgado recorrido. Incidem, na espécie, as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: dispositivo constitucional dado por violado (CF, art. 5º, II) não analisado pelo acórdão recorrido: incidência das Súmulas 282 e 356. 2. Embargos de declaração, prequestionamento e Súmula 356. Os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. 3. Recurso extraordinário: inadmissibilidade: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709387. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.007 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DONIZETTI BARBIERI ADV.(A/S) :ORIVALDO ORIEL MENDES NOVELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Donizetti Barbieri interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 244 a 256) contra decisão pela qual neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “(...) No caso, a irresignação não merece colher êxito. A alegada violação aos preceitos constitucionais em questão carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos declaratórios para sanar eventual omissão no julgado recorrido. Incidem, na espécie, as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: dispositivo constitucional dado por violado (CF, art. 5º, II) não analisado pelo acórdão recorrido: incidência das Súmulas 282 e 356. 2. Embargos de declaração, prequestionamento e Súmula 356. Os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. 3. Recurso extraordinário: inadmissibilidade: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 700007 AGR / SP alegada violação a dispositivo constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta, que não enseja exame no recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI nº 596.757-AgR/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/11/06); ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. 1. Ao contrário do que sustenta o agravante, os embargos de declaração, para fins de prequestionamento, servem para suprir omissão do acórdão recorrido em relação à matéria suscitada no recurso cabível ou nas contra- razões e não para inovar matéria constitucional não debatida nos autos. 2. Ausente o prequestionamento do art. 129, III, da Constituição, dado como contrariado. Não prescinde desse requisito, inerente ao cabimento do recurso de natureza extraordinária, a circunstância de poder a ilegitimidade ativa ad causam ser analisada em qualquer grau de jurisdição. 3. Agravo regimental improvido’ (RE nº 434.420-AgR/DF, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 5/8/05). Ademais, é certo que o Tribunal a quo ao decidir a questão se ateve ao exame da legislação infraconstitucional. Por consequência, a violação, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Nessa linha de entendimento, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. PERDA DE CARGO PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULAS 279 E 280). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709387. Supremo Tribunal Federal ARE 700007 AGR / SP alegada violação a dispositivo constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta, que não enseja exame no recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI nº 596.757-AgR/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/11/06); ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. 1. Ao contrário do que sustenta o agravante, os embargos de declaração, para fins de prequestionamento, servem para suprir omissão do acórdão recorrido em relação à matéria suscitada no recurso cabível ou nas contra- razões e não para inovar matéria constitucional não debatida nos autos. 2. Ausente o prequestionamento do art. 129, III, da Constituição, dado como contrariado. Não prescinde desse requisito, inerente ao cabimento do recurso de natureza extraordinária, a circunstância de poder a ilegitimidade ativa ad causam ser analisada em qualquer grau de jurisdição. 3. Agravo regimental improvido’ (RE nº 434.420-AgR/DF, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 5/8/05). Ademais, é certo que o Tribunal a quo ao decidir a questão se ateve ao exame da legislação infraconstitucional. Por consequência, a violação, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Nessa linha de entendimento, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. PERDA DE CARGO PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULAS 279 E 280). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 700007 AGR / SP nº 639.730-AgR/RO, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09); ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa à demissão de servidor público estadual decidida à luz da legislação local, cujo reexame é vedado no RE: incidência da Súmula 280. 2. Agravo regimental: necessidade de impugnação dos fundamentos da decisão agravada: precedentes’ (AI nº 420.966-AgR/PE, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 7/4/06). Com essas considerações, nos termos do art. 38 da Lei nº 8.038/90 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário” (fls. 238 a 240 – grifos do autor). Em suas razões, alega o agravante que “o acórdão do Colégio Recursal da 17ª Circunscrição Judiciária de Votuporanga/SP contrariou EXPRESSAMENTE o art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal, devendo o mesmo ser reformado, sendo que os dispositivos estão implicitamente prequestionados ao longo do acórdão, além de inúmeros julgados da própria Corte Suprema” (fls. 248/249 – grifos do autor). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709387. Supremo Tribunal Federal ARE 700007 AGR / SP nº 639.730-AgR/RO, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09); ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa à demissão de servidor público estadual decidida à luz da legislação local, cujo reexame é vedado no RE: incidência da Súmula 280. 2. Agravo regimental: necessidade de impugnação dos fundamentos da decisão agravada: precedentes’ (AI nº 420.966-AgR/PE, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 7/4/06). Com essas considerações, nos termos do art. 38 da Lei nº 8.038/90 e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário” (fls. 238 a 240 – grifos do autor). Em suas razões, alega o agravante que “o acórdão do Colégio Recursal da 17ª Circunscrição Judiciária de Votuporanga/SP contrariou EXPRESSAMENTE o art. 5º, inciso LV, da Constituição Federal, devendo o mesmo ser reformado, sendo que os dispositivos estão implicitamente prequestionados ao longo do acórdão, além de inúmeros julgados da própria Corte Suprema” (fls. 248/249 – grifos do autor). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.007 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme consignado na decisão agravada, o art. 5º, incisos LV e LVII, da Constituição Republicana, apontados como violados no recurso extraordinário, não foram analisados no acórdão recorrido, nem sequer foram opostos embargos de declaração visando a desafiar o Tribunal a quo a tratar do tema sob a óptica constitucional. Incidência, na espécie, das Súmulas nºs 282 e 356/STF. Nesse sentido, destaco os julgados seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS INVOCADAS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO ESPECIAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. As questões constitucionais suscitadas no recurso extraordinário não foram debatidas no Tribunal de origem e nem foram objeto dos embargos de declaração, faltando-lhes, assim, o indispensável prequestionamento. Não cabe recurso extraordinário para rever os requisitos de admissibilidade de recurso especial, cujo seguimento foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça, por se tratar de matéria infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 741.407/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 6/6/11); Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709388. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.007 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme consignado na decisão agravada, o art. 5º, incisos LV e LVII, da Constituição Republicana, apontados como violados no recurso extraordinário, não foram analisados no acórdão recorrido, nem sequer foram opostos embargos de declaração visando a desafiar o Tribunal a quo a tratar do tema sob a óptica constitucional. Incidência, na espécie, das Súmulas nºs 282 e 356/STF. Nesse sentido, destaco os julgados seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS INVOCADAS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO ESPECIAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. As questões constitucionais suscitadas no recurso extraordinário não foram debatidas no Tribunal de origem e nem foram objeto dos embargos de declaração, faltando-lhes, assim, o indispensável prequestionamento. Não cabe recurso extraordinário para rever os requisitos de admissibilidade de recurso especial, cujo seguimento foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça, por se tratar de matéria infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 741.407/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 6/6/11); Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709388. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 700007 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08 – grifei). Aliás, está consolidado na Corte entendimento no sentido de não se admitir “o chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo tribunal de origem, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração para suprir a omissão” (AI nº 743.256-AgR/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 8/3/12). Idêntico raciocínio extraio dos seguintes julgados: ARE nº 652.661/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/12/11; e AI nº 765.066-AgR/RJ, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 18/8/11. De outra feita, forçoso concluir que o Tribunal de origem, ao decidir a questão, se ateve ao exame da legislação infraconstitucional. Portanto, a violação, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Nessa linha de entendimento, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL. CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 180, § 1º, DO CÓDIGO PENAL. ALEGAÇÃO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709388. Supremo Tribunal Federal ARE 700007 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08 – grifei). Aliás, está consolidado na Corte entendimento no sentido de não se admitir “o chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo tribunal de origem, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração para suprir a omissão” (AI nº 743.256-AgR/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 8/3/12). Idêntico raciocínio extraio dos seguintes julgados: ARE nº 652.661/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/12/11; e AI nº 765.066-AgR/RJ, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 18/8/11. De outra feita, forçoso concluir que o Tribunal de origem, ao decidir a questão, se ateve ao exame da legislação infraconstitucional. Portanto, a violação, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Nessa linha de entendimento, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL. CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 180, § 1º, DO CÓDIGO PENAL. ALEGAÇÃO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709388. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 700007 AGR / SP CONTRARIEDADE AO ART. 5°, INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 597.180/SC-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/2/11); “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. 1. O Recurso Extraordinário é incabível quando a alegada ofensa à Constituição Federal, se existente, ocorrer de forma reflexa, a depender da prévia análise da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental improvido” (AI nº 813.850/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 29/11/10). Diante desse quadro, nego provimento ao regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709388. Supremo Tribunal Federal ARE 700007 AGR / SP CONTRARIEDADE AO ART. 5°, INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE nº 597.180/SC-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/2/11); “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. 1. O Recurso Extraordinário é incabível quando a alegada ofensa à Constituição Federal, se existente, ocorrer de forma reflexa, a depender da prévia análise da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental improvido” (AI nº 813.850/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 29/11/10). Diante desse quadro, nego provimento ao regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709388. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.007 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DONIZETTI BARBIERI ADV.(A/S) : ORIVALDO ORIEL MENDES NOVELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604753 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.007 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DONIZETTI BARBIERI ADV.(A/S) : ORIVALDO ORIEL MENDES NOVELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604753 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3741418
2013-03-19T00:00:00
2013-05-06T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Precedentes. Ofensa indireta ou reflexa. Inadmissibilidade. Precedentes. 1. Entendimento sedimentado nesta Corte no sentido de não se admitir o chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo tribunal de origem, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração para suprir a omissão. 2. O Tribunal de origem, ao decidir a questão, se ateve ao exame da legislação infraconstitucional. Portanto, a violação, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur229529
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 741407 AgR (2ªT), RE 449232 AgR-AgR (2ªT), ARE 652661 AgR (2ªT), AI 765066 AgR (2ªT). (OFENSA REFLEXA) RE 597180 AgR (1ªT), AI 813850 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 24/05/2013, MJC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
700007
[ "LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 700007 AgR
[ "" ]
ADV.(A/S) : ORIVALDO ORIEL MENDES NOVELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO AGTE.(S) : DONIZETTI BARBIERI
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.007 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DONIZETTI BARBIERI ADV.(A/S) :ORIVALDO ORIEL MENDES NOVELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Matéria criminal. Prequestionamento implícito. Inadmissibilidade. Precedentes. Ofensa indireta ou reflexa. Inadmissibilidade. Precedentes. 1. Entendimento sedimentado nesta Corte no sentido de não se admitir o chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo tribunal de origem, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração para suprir a omissão. 2. O Tribunal de origem, ao decidir a questão, se ateve ao exame da legislação infraconstitucional. Portanto, a violação, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709390. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 700007 AGR / SP MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709390. Supremo Tribunal Federal ARE 700007 AGR / SP MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709390. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.007 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DONIZETTI BARBIERI ADV.(A/S) :ORIVALDO ORIEL MENDES NOVELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Donizetti Barbieri interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 244 a 256) contra decisão pela qual neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “(...) No caso, a irresignação não merece colher êxito. A alegada violação aos preceitos constitucionais em questão carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos declaratórios para sanar eventual omissão no julgado recorrido. Incidem, na espécie, as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: dispositivo constitucional dado por violado (Constituição Federal de 1988, art. 5..., II) não analisado pelo acórdão recorrido: incidência das Súmulas 282 e 356. 2. Embargos de declaração, prequestionamento e Súmula 356. Os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. 3. Recurso extraordinário: inadmissibilidade: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709387. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.007 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DONIZETTI BARBIERI ADV.(A/S) :ORIVALDO ORIEL MENDES NOVELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Donizetti Barbieri interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 244 a 256) contra decisão pela qual neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “(...) No caso, a irresignação não merece colher êxito. A alegada violação aos preceitos constitucionais em questão carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos declaratórios para sanar eventual omissão no julgado recorrido. Incidem, na espécie, as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Nesse sentido, confira-se: ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: dispositivo constitucional dado por violado (Constituição Federal de 1988, art. 5..., II) não analisado pelo acórdão recorrido: incidência das Súmulas 282 e 356. 2. Embargos de declaração, prequestionamento e Súmula 356. Os embargos declaratórios só suprem a falta de prequestionamento quando a decisão embargada tenha sido efetivamente omissa a respeito da questão antes suscitada. 3. Recurso extraordinário: inadmissibilidade: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 700007 AGR / SP alegada violação a dispositivo constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta, que não enseja exame no recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI n 596.757-AgR/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/11/06); ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. 1. Ao contrário do que sustenta o agravante, os embargos de declaração, para fins de prequestionamento, servem para suprir omissão do acórdão recorrido em relação à matéria suscitada no recurso cabível ou nas contra- razões e não para inovar matéria constitucional não debatida nos autos. 2. Ausente o prequestionamento do art. 129, III, da Constituição, dado como contrariado. Não prescinde desse requisito, inerente ao cabimento do recurso de natureza extraordinária, a circunstância de poder a ilegitimidade ativa ad causam ser analisada em qualquer grau de jurisdição. 3. Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 434.420-AgR/DF, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 5/8/05). Ademais, é certo que o Tribunal a quo ao decidir a questão se ateve ao exame da legislação infraconstitucional. Por consequência, a violação, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Nessa linha de entendimento, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. PERDA DE CARGO PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULAS 279 E 280). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709387. Supremo Tribunal Federal ARE 700007 AGR / SP alegada violação a dispositivo constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta, que não enseja exame no recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636’ (AI n 596.757-AgR/RS, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 10/11/06); ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL. PREQUESTIONAMENTO DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL. 1. Ao contrário do que sustenta o agravante, os embargos de declaração, para fins de prequestionamento, servem para suprir omissão do acórdão recorrido em relação à matéria suscitada no recurso cabível ou nas contra- razões e não para inovar matéria constitucional não debatida nos autos. 2. Ausente o prequestionamento do art. 129, III, da Constituição, dado como contrariado. Não prescinde desse requisito, inerente ao cabimento do recurso de natureza extraordinária, a circunstância de poder a ilegitimidade ativa ad causam ser analisada em qualquer grau de jurisdição. 3. Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 434.420-AgR/DF, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 5/8/05). Ademais, é certo que o Tribunal a quo ao decidir a questão se ateve ao exame da legislação infraconstitucional. Por consequência, a violação, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Nessa linha de entendimento, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. PERDA DE CARGO PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULAS 279 E 280). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 700007 AGR / SP n 639.730-AgR/RO, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09); ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa à demissão de servidor público estadual decidida à luz da legislação local, cujo reexame é vedado no Recurso Extraordinário: incidência da Súmula 280. 2. Agravo regimental: necessidade de impugnação dos fundamentos da decisão agravada: precedentes’ (AI n 420.966-AgR/PE, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 7/4/06). Com essas considerações, nos termos do art. 38 da Lei n 8.038/90 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário” (fls. 238 a 240 – grifos do autor). Em suas razões, alega o agravante que “o acórdão do Colégio Recursal da 17... Circunscrição Judiciária de Votuporanga/SP contrariou EXPRESSAMENTE o art. 5..., inciso LV, da Constituição Federal, devendo o mesmo ser reformado, sendo que os dispositivos estão implicitamente prequestionados ao longo do acórdão, além de inúmeros julgados da própria Corte Suprema” (fls. 248/249 – grifos do autor). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709387. Supremo Tribunal Federal ARE 700007 AGR / SP n 639.730-AgR/RO, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09); ‘1. Recurso extraordinário: descabimento: questão relativa à demissão de servidor público estadual decidida à luz da legislação local, cujo reexame é vedado no Recurso Extraordinário: incidência da Súmula 280. 2. Agravo regimental: necessidade de impugnação dos fundamentos da decisão agravada: precedentes’ (AI n 420.966-AgR/PE, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 7/4/06). Com essas considerações, nos termos do art. 38 da Lei n 8.038/90 e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário” (fls. 238 a 240 – grifos do autor). Em suas razões, alega o agravante que “o acórdão do Colégio Recursal da 17... Circunscrição Judiciária de Votuporanga/SP contrariou EXPRESSAMENTE o art. 5..., inciso LV, da Constituição Federal, devendo o mesmo ser reformado, sendo que os dispositivos estão implicitamente prequestionados ao longo do acórdão, além de inúmeros julgados da própria Corte Suprema” (fls. 248/249 – grifos do autor). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.007 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme consignado na decisão agravada, o art. 5..., incisos LV e LVII, da Constituição Republicana, apontados como violados no recurso extraordinário, não foram analisados no acórdão recorrido, nem sequer foram opostos embargos de declaração visando a desafiar o Tribunal a quo a tratar do tema sob a óptica constitucional. Incidência, na espécie, das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, destaco os julgados seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS INVOCADAS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO ESPECIAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. As questões constitucionais suscitadas no recurso extraordinário não foram debatidas no Tribunal de origem e nem foram objeto dos embargos de declaração, faltando-lhes, assim, o indispensável prequestionamento. Não cabe recurso extraordinário para rever os requisitos de admissibilidade de recurso especial, cujo seguimento foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça, por se tratar de matéria infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 741.407/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 6/6/11); Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709388. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.007 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme consignado na decisão agravada, o art. 5..., incisos LV e LVII, da Constituição Republicana, apontados como violados no recurso extraordinário, não foram analisados no acórdão recorrido, nem sequer foram opostos embargos de declaração visando a desafiar o Tribunal a quo a tratar do tema sob a óptica constitucional. Incidência, na espécie, das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, destaco os julgados seguintes: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DAS QUESTÕES CONSTITUCIONAIS INVOCADAS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECURSO ESPECIAL. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. As questões constitucionais suscitadas no recurso extraordinário não foram debatidas no Tribunal de origem e nem foram objeto dos embargos de declaração, faltando-lhes, assim, o indispensável prequestionamento. Não cabe recurso extraordinário para rever os requisitos de admissibilidade de recurso especial, cujo seguimento foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça, por se tratar de matéria infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 741.407/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 6/6/11); Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709388. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 700007 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08 – grifei). Aliás, está consolidado na Corte entendimento no sentido de não se admitir “o chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo tribunal de origem, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração para suprir a omissão” (AI n 743.256-AgR/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 8/3/12). Idêntico raciocínio extraio dos seguintes julgados: ARE n 652.661/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/12/11; e AI n 765.066-AgR/RJ, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 18/8/11. De outra feita, forçoso concluir que o Tribunal de origem, ao decidir a questão, se ateve ao exame da legislação infraconstitucional. Portanto, a violação, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Nessa linha de entendimento, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL. CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 180, § 1..., DO CÓDIGO PENAL. ALEGAÇÃO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709388. Supremo Tribunal Federal ARE 700007 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 11/4/08 – grifei). Aliás, está consolidado na Corte entendimento no sentido de não se admitir “o chamado prequestionamento implícito, sendo certo que, caso a questão constitucional não tenha sido apreciada pelo tribunal de origem, é necessária e indispensável a oposição de embargos de declaração para suprir a omissão” (AI n 743.256-AgR/SP, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 8/3/12). Idêntico raciocínio extraio dos seguintes julgados: ARE n 652.661/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/12/11; e AI n 765.066-AgR/RJ, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 18/8/11. De outra feita, forçoso concluir que o Tribunal de origem, ao decidir a questão, se ateve ao exame da legislação infraconstitucional. Portanto, a violação, se ocorresse, seria indireta ou reflexa, o que não enseja recurso extraordinário. Nessa linha de entendimento, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL. CONSTITUCIONALIDADE DO ART. 180, § 1..., DO CÓDIGO PENAL. ALEGAÇÃO DE 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709388. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 700007 AGR / SP CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 597.180/SC-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/2/11); “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. 1. O Recurso Extraordinário é incabível quando a alegada ofensa à Constituição Federal, se existente, ocorrer de forma reflexa, a depender da prévia análise da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental improvido” (AI n 813.850/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 29/11/10). Diante desse quadro, nego provimento ao regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709388. Supremo Tribunal Federal ARE 700007 AGR / SP CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário n 597.180/SC-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 21/2/11); “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA CRIMINAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. 1. O Recurso Extraordinário é incabível quando a alegada ofensa à Constituição Federal, se existente, ocorrer de forma reflexa, a depender da prévia análise da legislação infraconstitucional. 2. Agravo regimental improvido” (AI n 813.850/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 29/11/10). Diante desse quadro, nego provimento ao regimental. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709388. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.007 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DONIZETTI BARBIERI ADV.(A/S) : ORIVALDO ORIEL MENDES NOVELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604753 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700.007 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DONIZETTI BARBIERI ADV.(A/S) : ORIVALDO ORIEL MENDES NOVELLI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604753 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700 . 007", "ARE 700007 AGR / SP", "ARE 700007 AGR / SP", "ARE 700007 AGR /", "Súmula 636 ’", "AI n 596 . 757 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário n 434 . 420 - AgR / DF", "ARE 700007 AGR / SP", "AI n 596 . 757 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário n 434 . 420 - AgR / DF", "ARE 700007", "AGR", "/", "SP n 639 . 730 - AgR / RO", "AI n 420 . 966 - AgR / PE", "ARE 700007 AGR / SP n 639 . 730 - AgR / RO", "AI n 420 . 966 - AgR / PE", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 700 . 007", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 741 . 407 / RS", "RECURSO", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 741 . 407 / RS - AgR", "Súmulas ns . 282", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - AgR - AgR", "AI n 743 . 256 - AgR / SP", "ARE n 652 . 661 / SP - AgR", "AI n 765 . 066 - AgR / RJ", "ARE 700007 AGR / SP", "Súmulas ns . 282", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - AgR - AgR", "AI n 743 . 256 - AgR / SP", "ARE n 652 . 661 / SP - AgR", "AI n 765 . 066 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário n 597 . 180 / SC - AgR", "AI n 813 . 850 / SP - AgR", "ARE 700007 AGR / SP", "Recurso Extraordinário n 597 . 180 / SC - AgR", "AI n 813 . 850 / SP - AgR", "AGRAVO 700 . 007" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , II", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 129 , III , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 129 , III , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei n 8 . 038 / 90", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 da Lei", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incisos LV e LVII , da Constituição Republicana", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incisos LV e LVII , da Constituição Republicana", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 180 , § 1 . . . , DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 180 , § 1 . . . , DO CÓDIGO PENAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , INC . LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , INC . LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Votuporanga", "/", "SP", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SP", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Colégio Recursal da 17 . . . Circunscrição Judiciária de Votuporanga / SP", "Corte Suprema ”", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Colégio Recursal da 17", "Corte Suprema", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "DONIZETTI BARBIERI", "ORIVALDO ORIEL MENDES NOVELLI", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DONIZETTI BARBIERI", "ORIVALDO ORIEL MENDES NOVELLI", "DIAS TOFFOLI", "Donizetti Barbieri", "DIAS TOFFOLI", "DONIZETTI BARBIERI", "ORIVALDO ORIEL MENDES NOVELLI", "DIAS TOFFOLI", "Donizetti Barbieri", "Sepúlveda", "Pertence", "Ellen Gracie", "Sepúlveda Pertence", "Ellen Gracie", "Cármen Lúcia", "Sepúlveda Pertence", "Cármen Lúcia", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Joaquim Barbosa", "DIAS TOFFOLI", "Joaquim Barbosa", "DIAS TOFFOLI", "Eros Grau", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "Eros Grau", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "DIAS TOFFOLI", "DONIZETTI BARBIERI", "ORIVALDO ORIEL MENDES NOVELLI", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "DONIZETTI BARBIERI", "ORIVALDO ORIEL MENDES NOVELLI", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "03", "/", "2013", "19 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "06", "5", "/", "8", "/", "05", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "11", "/", "06", "5", "/", "8", "/", "05", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "3", "/", "09", "7", "/", "4", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "3", "/", "09", "7", "/", "4", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "6", "/", "6", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "6", "/", "6", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "4", "/", "08", "8", "/", "3", "/", "12", "7", "/", "12", "/", "11", "18", "/", "8", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "4", "/", "08", "8", "/", "3", "/", "12", "7", "/", "12", "/", "11", "18", "/", "8", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "2", "/", "11", "29", "/", "11", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "2", "/", "11", "29", "/", "11", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "19", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 707.072 ACRE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE - UFAC PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :RAIMUNDO ANGELIM VASCONCELOS ADV.(A/S) :VICTOR RUSSOMANO JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DA 14ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Competência. Justiça do Trabalho. Coisa julgada. Limites objetivos. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte de que não se presta o recurso extraordinário à verificação dos limites objetivos da coisa julgada, haja vista tratar-se de discussão de índole infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274255. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 707.072 ACRE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE - UFAC PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :RAIMUNDO ANGELIM VASCONCELOS ADV.(A/S) :VICTOR RUSSOMANO JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DA 14ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Universidade Federal do Acre (UFAC) interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento (fls. 1.245 a 1.252), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Universidade Federal do Acre interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5º, inciso XXXVI, e 114 da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão Subseção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado: ‘INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COISA JULGADA. Se no Processo de Execução a incompetência da Justiça do Trabalho foi afastada, sendo julgada improcedente a postulação nesse sentido, formulada pelo Órgão Público, a matéria não pode ser renovada quando da expedição do precatório, sob pena de se afrontar a coisa julgada. Recurso de Embargos conhecido em parte e provido’ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 707.072 ACRE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE - UFAC PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :RAIMUNDO ANGELIM VASCONCELOS ADV.(A/S) :VICTOR RUSSOMANO JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DA 14ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Universidade Federal do Acre (UFAC) interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento (fls. 1.245 a 1.252), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Universidade Federal do Acre interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5º, inciso XXXVI, e 114 da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão Subseção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado: ‘INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COISA JULGADA. Se no Processo de Execução a incompetência da Justiça do Trabalho foi afastada, sendo julgada improcedente a postulação nesse sentido, formulada pelo Órgão Público, a matéria não pode ser renovada quando da expedição do precatório, sob pena de se afrontar a coisa julgada. Recurso de Embargos conhecido em parte e provido’ Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório AI 707072 AGR / AC (fl. 1.156) Opostos embargos de declaração pela Fundação Universidade Federal do Acre - UFAC (fls. 1.166 a 1.171) e pelo Ministério Público do Trabalho (fls. 1.172 a 1.175), foram rejeitados (fls. 1.177 a 1.1179). Opina o Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República, Dr. Ela Wiecko de Castilho, pelo provimento do agravo (fls. 1.239 a 1.242). Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi publicado em 1º/9/06, como expresso na certidão de folha 1.180, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Não merece prosperar a irresignação. Conquanto seja hoje pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que os efeitos da sentença trabalhista limitam-se à edição da Lei nº 8.112/90 (v. g. AI nº 403.342/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06, e AI nº 402.529/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ 17/6/05), a hipótese aqui em discussão é diversa. É que o acórdão recorrido entendeu que o tema relativo à fixação da competência afronta a coisa julgada, conforme se extrai da fundamentação do julgado: ‘O instituto da preclusão, de fato, inviabilizaria o exame da Revista da Universidade. No caso, a Turma conheceu do Recurso de Revista da Universidade por afronta ao art. 114D a Constituição Federal e, no mérito, deu provimento ao Apelo para limitar a execução à data da vigência da Lei nº 8.112/90, declarando prejudicado o exame do Apelo do Ministério Público do Trabalho. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Supremo Tribunal Federal AI 707072 AGR / AC (fl. 1.156) Opostos embargos de declaração pela Fundação Universidade Federal do Acre - UFAC (fls. 1.166 a 1.171) e pelo Ministério Público do Trabalho (fls. 1.172 a 1.175), foram rejeitados (fls. 1.177 a 1.1179). Opina o Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República, Dr. Ela Wiecko de Castilho, pelo provimento do agravo (fls. 1.239 a 1.242). Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi publicado em 1º/9/06, como expresso na certidão de folha 1.180, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Não merece prosperar a irresignação. Conquanto seja hoje pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que os efeitos da sentença trabalhista limitam-se à edição da Lei nº 8.112/90 (v. g. AI nº 403.342/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06, e AI nº 402.529/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ 17/6/05), a hipótese aqui em discussão é diversa. É que o acórdão recorrido entendeu que o tema relativo à fixação da competência afronta a coisa julgada, conforme se extrai da fundamentação do julgado: ‘O instituto da preclusão, de fato, inviabilizaria o exame da Revista da Universidade. No caso, a Turma conheceu do Recurso de Revista da Universidade por afronta ao art. 114D a Constituição Federal e, no mérito, deu provimento ao Apelo para limitar a execução à data da vigência da Lei nº 8.112/90, declarando prejudicado o exame do Apelo do Ministério Público do Trabalho. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório AI 707072 AGR / AC Ocorreu o trânsito em julgado da Sentença de fls. 248/254, substituída pelo Acórdão regional de fls. 280/283, nas quais nada se questionou acerca da competência da Justiça do Trabalho. Repita-se, apenas nos primeiros Embargos à Execução, fls. 871/873, é que a Universidade Federal do Acre arguiu a incompetência da Justiça do Trabalho para apreciar demanda referente a funcionário público, com fundamento nos arts. 113, ‘caput’, e 741, VII, do CPC, fls. 871/873. Embargos que foram julgados improcedentes – Sentença de fls. 882/884, quer por se considerar impróprio o inciso VII do art. 741 do CPC, porque expresso quanto à incompetência do juízo de execução, quer porque a arguição de incompetência afronta à coisa julgada, já que transitou em julgado a sentença substituída pelo Acórdão regional, fls. 913/915. Assim, verifica-se que a incompetência não mais poderia ser arguida, seja por estar a matéria abarcada pela coisa julgada, quer porque já havia sobre ela se manifestado o Regional, ao decidir matéria processual nos Embargos à Execução’ (fls. 2.137/2.138). Com efeito, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de não admitir, em recurso extraordinário, alegação de ofensa indireta à Constituição Federal, por má interpretação, aplicação ou mesmo inobservância de normas infraconstitucionais. No caso em tela, para que se pudesse decidir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a verificação dos limites objetivos da coisa julgada, ao que não se presta o recurso extraordinário, pois demandaria o reexame da legislação infraconstitucional. Sobre o tema, anote-se a seguinte passagem do voto do Ministro Celso de Mello, Relator, proferido no julgamento do AI nº 452.174/RJ-AgR: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Supremo Tribunal Federal AI 707072 AGR / AC Ocorreu o trânsito em julgado da Sentença de fls. 248/254, substituída pelo Acórdão regional de fls. 280/283, nas quais nada se questionou acerca da competência da Justiça do Trabalho. Repita-se, apenas nos primeiros Embargos à Execução, fls. 871/873, é que a Universidade Federal do Acre arguiu a incompetência da Justiça do Trabalho para apreciar demanda referente a funcionário público, com fundamento nos arts. 113, ‘caput’, e 741, VII, do CPC, fls. 871/873. Embargos que foram julgados improcedentes – Sentença de fls. 882/884, quer por se considerar impróprio o inciso VII do art. 741 do CPC, porque expresso quanto à incompetência do juízo de execução, quer porque a arguição de incompetência afronta à coisa julgada, já que transitou em julgado a sentença substituída pelo Acórdão regional, fls. 913/915. Assim, verifica-se que a incompetência não mais poderia ser arguida, seja por estar a matéria abarcada pela coisa julgada, quer porque já havia sobre ela se manifestado o Regional, ao decidir matéria processual nos Embargos à Execução’ (fls. 2.137/2.138). Com efeito, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de não admitir, em recurso extraordinário, alegação de ofensa indireta à Constituição Federal, por má interpretação, aplicação ou mesmo inobservância de normas infraconstitucionais. No caso em tela, para que se pudesse decidir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a verificação dos limites objetivos da coisa julgada, ao que não se presta o recurso extraordinário, pois demandaria o reexame da legislação infraconstitucional. Sobre o tema, anote-se a seguinte passagem do voto do Ministro Celso de Mello, Relator, proferido no julgamento do AI nº 452.174/RJ-AgR: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório AI 707072 AGR / AC ‘Cabe não desconhecer, de outro lado, com relação à suposta ofensa ao postulado da coisa julgada, a diretriz jurisprudencial prevalecente no Supremo Tribunal Federal, cuja orientação, no tema, tem enfatizado que a indagação pertinente aos limites objetivos da ‘res judicata’ traduz controvérsia ‘que não se alça ao plano constitucional do desrespeito ao princípio de observância da coisa julgada, mas se restringe ao plano infraconstitucional, configurando-se, no máximo, ofensa reflexa à Constituição, o que não dá margem ao cabimento do recurso extraordinário’ (RE 233.929/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei). Daí recente decisão desta Suprema Corte, que, em julgamento sobre a questão ora em análise, reiterou esse mesmo entendimento jurisprudencial: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - POSTULADO CONSTITUCIONAL DA COISA JULGADA - ALEGAÇÃO DE OFENSA DIRETA - INOCORRÊNCIA - LIMITES OBJETIVOS - TEMA DE DIREITO PROCESSUAL - MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL - VIOLAÇÃO OBLÍQUA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Se a discussão em torno da integridade da coisa julgada reclamar análise prévia e necessária dos requisitos legais, que, em nosso sistema jurídico, conformam o fenômeno processual da res judicata, revelar-se-á incabível o recurso extraordinário, eis que, em tal hipótese, a indagação em torno do que dispõe o art. 5º, XXXVI, da Constituição - por supor o exame, in concreto, dos limites subjetivos (CPC, art. 472) e/ou objetivos (CPC, arts. 468, 469, 470 e 474) da coisa julgada - traduzirá matéria revestida de caráter infraconstitucional, podendo configurar, quando muito, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Supremo Tribunal Federal AI 707072 AGR / AC ‘Cabe não desconhecer, de outro lado, com relação à suposta ofensa ao postulado da coisa julgada, a diretriz jurisprudencial prevalecente no Supremo Tribunal Federal, cuja orientação, no tema, tem enfatizado que a indagação pertinente aos limites objetivos da ‘res judicata’ traduz controvérsia ‘que não se alça ao plano constitucional do desrespeito ao princípio de observância da coisa julgada, mas se restringe ao plano infraconstitucional, configurando-se, no máximo, ofensa reflexa à Constituição, o que não dá margem ao cabimento do recurso extraordinário’ (RE 233.929/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei). Daí recente decisão desta Suprema Corte, que, em julgamento sobre a questão ora em análise, reiterou esse mesmo entendimento jurisprudencial: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - POSTULADO CONSTITUCIONAL DA COISA JULGADA - ALEGAÇÃO DE OFENSA DIRETA - INOCORRÊNCIA - LIMITES OBJETIVOS - TEMA DE DIREITO PROCESSUAL - MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL - VIOLAÇÃO OBLÍQUA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Se a discussão em torno da integridade da coisa julgada reclamar análise prévia e necessária dos requisitos legais, que, em nosso sistema jurídico, conformam o fenômeno processual da res judicata, revelar-se-á incabível o recurso extraordinário, eis que, em tal hipótese, a indagação em torno do que dispõe o art. 5º, XXXVI, da Constituição - por supor o exame, in concreto, dos limites subjetivos (CPC, art. 472) e/ou objetivos (CPC, arts. 468, 469, 470 e 474) da coisa julgada - traduzirá matéria revestida de caráter infraconstitucional, podendo configurar, quando muito, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório AI 707072 AGR / AC situação de conflito indireto com o texto da Carta Política, circunstância essa que torna inviável o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes.’ (RTJ 182/746, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Mostra-se relevante acentuar que essa orientação tem sido observada em sucessivas decisões proferidas no âmbito desta Suprema Corte (AI 268.312/MG-AgR, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA - AI 330.077/RS-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO - AI 338.927/RS-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE - AI 360.269/SP-AgR, Rel. Min. NELSON JOBIM). Sendo esse o contexto em que proferida a decisão em causa, não vejo como dele inferir o pretendido reconhecimento de ofensa direta ao que dispõe o art. 5º, XXXVI, da Carta Política, pois - insista-se - a discussão em torno da definição dos limites subjetivos ou objetivos pertinentes à coisa julgada qualifica-se como controvérsia impregnada de natureza eminentemente infraconstitucional, podendo configurar, ‘no máximo, ofensa reflexa à Constituição, o que não dá margem a recurso extraordinário’ (RTJ 158/327, Rel. Min. MOREIRA ALVES - grifei)” (DJ de 17/10/03). No mesmo sentido, trago os seguintes precedentes: ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DECISÃO BASEADA NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. II - esta Corte tem se orientado no sentido de que a discussão em torno dos limites objetivos da coisa julgada, matéria de legislação ordinária, não dá ensejo à abertura 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Supremo Tribunal Federal AI 707072 AGR / AC situação de conflito indireto com o texto da Carta Política, circunstância essa que torna inviável o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes.’ (RTJ 182/746, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Mostra-se relevante acentuar que essa orientação tem sido observada em sucessivas decisões proferidas no âmbito desta Suprema Corte (AI 268.312/MG-AgR, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA - AI 330.077/RS-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO - AI 338.927/RS-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE - AI 360.269/SP-AgR, Rel. Min. NELSON JOBIM). Sendo esse o contexto em que proferida a decisão em causa, não vejo como dele inferir o pretendido reconhecimento de ofensa direta ao que dispõe o art. 5º, XXXVI, da Carta Política, pois - insista-se - a discussão em torno da definição dos limites subjetivos ou objetivos pertinentes à coisa julgada qualifica-se como controvérsia impregnada de natureza eminentemente infraconstitucional, podendo configurar, ‘no máximo, ofensa reflexa à Constituição, o que não dá margem a recurso extraordinário’ (RTJ 158/327, Rel. Min. MOREIRA ALVES - grifei)” (DJ de 17/10/03). No mesmo sentido, trago os seguintes precedentes: ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DECISÃO BASEADA NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. II - esta Corte tem se orientado no sentido de que a discussão em torno dos limites objetivos da coisa julgada, matéria de legislação ordinária, não dá ensejo à abertura 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório AI 707072 AGR / AC da via extraordinária. III - Agravo regimental improvido’ (AI nº 601.325/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 17/8/07). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. JUROS MORATÓRIOS. TERMO INICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. 1. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 3. O termo inicial da fluência dos juros moratórios, na repetição do indébito, dá-se na data do trânsito em julgado da decisão [art. 167, parágrafo único, do CTN]. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 658.206/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ 28/9/07). Especificamente sobre o tema dos autos, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL. COMPETÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. RECONHECIMENTO DE DIFERENÇAS SALARIAIS DECORRENTES DE VÍNCULO CELETISTA, EM PERÍODO ANTERIOR À PASSAGEM PARA O REGIME JURÍDICO ÚNICO. EFEITOS DA SENTENÇA TRABALHISTA LIMITADOS 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Supremo Tribunal Federal AI 707072 AGR / AC da via extraordinária. III - Agravo regimental improvido’ (AI nº 601.325/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 17/8/07). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. JUROS MORATÓRIOS. TERMO INICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. 1. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 3. O termo inicial da fluência dos juros moratórios, na repetição do indébito, dá-se na data do trânsito em julgado da decisão [art. 167, parágrafo único, do CTN]. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 658.206/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ 28/9/07). Especificamente sobre o tema dos autos, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL. COMPETÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. RECONHECIMENTO DE DIFERENÇAS SALARIAIS DECORRENTES DE VÍNCULO CELETISTA, EM PERÍODO ANTERIOR À PASSAGEM PARA O REGIME JURÍDICO ÚNICO. EFEITOS DA SENTENÇA TRABALHISTA LIMITADOS 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório AI 707072 AGR / AC AO ADVENTO DA LEI 8.112/1990. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO INCISO XXXVI DO ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VIOLAÇÃO REFLEXA AO MAGNO TEXTO. 1. É firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar reclamação de servidor sujeito ao regime estatutário, mas apenas quanto ao contrato individual de trabalho celebrado antes da vigência desse regime. O advento da Lei 8.112/1990 estanca, de plano, a competência da Justiça especial. 2. Entendimento diverso do adotado pelo acórdão impugnado demandaria a análise da legislação infraconstitucional pertinente. Pelo que é inviável a abertura da instância recursal extraordinária. 3. Agravo regimental desprovido’ (RE nº 583.619/RO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 13/10/11). Ressalte-se a orientação adotada no julgamento monocrático da Reclamação nº 5.566/AC, de minha relatoria, que se refere ao mesmo processo de que se originou o presente recurso, cuja decisão restou assim fundamentada: ‘Vistos. Cuida-se de reclamação constitucional da UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE- UFAC em face do TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO, com a finalidade de cassar decisão que afrontava a autoridade e a eficácia da emanação pretoriana do Supremo Tribunal Federal na ADI no 492. A matéria foi objeto de decisão liminar do eminente Ministro Menezes Direito (fls. 279 a 281), a qual restou confrontada por agravo interno. Levado o recurso ao colegiado, foi decidido na assentada de 10/4/08, nos termos da seguinte ementa: EMENTA Agravo regimental. Medida cautelar. Reclamação. Competência. Justiça Comum. Justiça do 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Supremo Tribunal Federal AI 707072 AGR / AC AO ADVENTO DA LEI 8.112/1990. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO INCISO XXXVI DO ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VIOLAÇÃO REFLEXA AO MAGNO TEXTO. 1. É firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar reclamação de servidor sujeito ao regime estatutário, mas apenas quanto ao contrato individual de trabalho celebrado antes da vigência desse regime. O advento da Lei 8.112/1990 estanca, de plano, a competência da Justiça especial. 2. Entendimento diverso do adotado pelo acórdão impugnado demandaria a análise da legislação infraconstitucional pertinente. Pelo que é inviável a abertura da instância recursal extraordinária. 3. Agravo regimental desprovido’ (RE nº 583.619/RO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 13/10/11). Ressalte-se a orientação adotada no julgamento monocrático da Reclamação nº 5.566/AC, de minha relatoria, que se refere ao mesmo processo de que se originou o presente recurso, cuja decisão restou assim fundamentada: ‘Vistos. Cuida-se de reclamação constitucional da UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE- UFAC em face do TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO, com a finalidade de cassar decisão que afrontava a autoridade e a eficácia da emanação pretoriana do Supremo Tribunal Federal na ADI no 492. A matéria foi objeto de decisão liminar do eminente Ministro Menezes Direito (fls. 279 a 281), a qual restou confrontada por agravo interno. Levado o recurso ao colegiado, foi decidido na assentada de 10/4/08, nos termos da seguinte ementa: EMENTA Agravo regimental. Medida cautelar. Reclamação. Competência. Justiça Comum. Justiça do 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório AI 707072 AGR / AC Trabalho. Execução de sentença. 1. A decisão reclamada contém particularidade que não permite, neste momento processual, visualizar ofensa ao teor da decisão proferida na ADI nº 3.395/DF, em que houve deferimento de liminar para que as ações envolvendo o Poder Público e seus servidores estatutários fossem processadas perante a Justiça Comum, excluída outra interpretação ao artigo 114, I, da Constituição Federal, com a redação da Emenda Constitucional nº 45/2004. A decisão reclamada nestes autos trata de aspecto acerca do qual não houve expresso enfrentamento na referida ADI, qual seja, o processamento da execução de sentença trabalhista, considerando-se que a arguição de incompetência afrontaria a coisa julgada. 2. Agravo regimental desprovido. Posteriormente, o Senhor Procurador-Geral da República, em manifestação como custos legis , manifestou-se pela improcedência da reclamação, porquanto tratam, os autos, de aspecto sobre o qual não houve expresso pronunciamento no julgamento da ADI nº 492/DF e da ADI nº 3395/DF, especialmente considerando- se que a procedência da arguição de incompetência da Justiça do Trabalho repercutiria na coisa julgada. É o relatório. Entendo que a decisão colegiada no agravo interno, a qual transitou em julgado, merece ser mantida no exame do mérito. Na origem, tem-se execução de sentença proferida em reclamação trabalhista movida contra a UFAC. A tese da reclamante reside na aproximação de fundamentos da ADI nº 3395-6/DF com o ato judicial reclamado, na medida em que a Justiça do Trabalho não poderia processar a execução de seu julgado, porquanto avançaria em tema ligado ao regime jurídico de servidores estatutários. Entendo, como bem compreendeu o colegiado, que a ADI nº 3.395-6/DF não avança no tema da coisa julgada. A 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Supremo Tribunal Federal AI 707072 AGR / AC Trabalho. Execução de sentença. 1. A decisão reclamada contém particularidade que não permite, neste momento processual, visualizar ofensa ao teor da decisão proferida na ADI nº 3.395/DF, em que houve deferimento de liminar para que as ações envolvendo o Poder Público e seus servidores estatutários fossem processadas perante a Justiça Comum, excluída outra interpretação ao artigo 114, I, da Constituição Federal, com a redação da Emenda Constitucional nº 45/2004. A decisão reclamada nestes autos trata de aspecto acerca do qual não houve expresso enfrentamento na referida ADI, qual seja, o processamento da execução de sentença trabalhista, considerando-se que a arguição de incompetência afrontaria a coisa julgada. 2. Agravo regimental desprovido. Posteriormente, o Senhor Procurador-Geral da República, em manifestação como custos legis , manifestou-se pela improcedência da reclamação, porquanto tratam, os autos, de aspecto sobre o qual não houve expresso pronunciamento no julgamento da ADI nº 492/DF e da ADI nº 3395/DF, especialmente considerando- se que a procedência da arguição de incompetência da Justiça do Trabalho repercutiria na coisa julgada. É o relatório. Entendo que a decisão colegiada no agravo interno, a qual transitou em julgado, merece ser mantida no exame do mérito. Na origem, tem-se execução de sentença proferida em reclamação trabalhista movida contra a UFAC. A tese da reclamante reside na aproximação de fundamentos da ADI nº 3395-6/DF com o ato judicial reclamado, na medida em que a Justiça do Trabalho não poderia processar a execução de seu julgado, porquanto avançaria em tema ligado ao regime jurídico de servidores estatutários. Entendo, como bem compreendeu o colegiado, que a ADI nº 3.395-6/DF não avança no tema da coisa julgada. A 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Relatório AI 707072 AGR / AC restrição ao julgamento da ação ordinária pela Justiça do Trabalho não alcança a execução de decisões transitadas em julgado, as quais, somente quanto ao elemento subjetivo (a presença de servidores estatutários) seria vinculada à Justiça Comum. Ante o exposto, julgo improcedente a reclamação’. Essa decisão transitou em julgado em 5/3/10. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Junte-se cópia desta decisão nos autos do RE nº 580.716/AC.” Sustenta a agravante que “não foi objeto de discussão a questão da limitação no âmbito da Justiça Laboral do pagamento das verbas provenientes do período celetista ao advento do RJU e tal fato resta claramente comprovado no acórdão impugnado” (fl. 1.278), aduzindo, ainda, que “não há título judicial transitado em julgado que impeça a limitação do pagamento das vantagens reconhecidas ao advento do RJU, pois tal questão não foi objeto de discussão na impugnação da UFAC nos autos da execução” (fl. 1.278). Assevera, por fim, que “o acórdão proferido no âmbito do TST, ao permitir a execução de sentença trabalhista em período posterior ao advento do RJU, ofende o art. 114 da Constituição Federal” (fl. 1.279). É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Supremo Tribunal Federal AI 707072 AGR / AC restrição ao julgamento da ação ordinária pela Justiça do Trabalho não alcança a execução de decisões transitadas em julgado, as quais, somente quanto ao elemento subjetivo (a presença de servidores estatutários) seria vinculada à Justiça Comum. Ante o exposto, julgo improcedente a reclamação’. Essa decisão transitou em julgado em 5/3/10. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Junte-se cópia desta decisão nos autos do RE nº 580.716/AC.” Sustenta a agravante que “não foi objeto de discussão a questão da limitação no âmbito da Justiça Laboral do pagamento das verbas provenientes do período celetista ao advento do RJU e tal fato resta claramente comprovado no acórdão impugnado” (fl. 1.278), aduzindo, ainda, que “não há título judicial transitado em julgado que impeça a limitação do pagamento das vantagens reconhecidas ao advento do RJU, pois tal questão não foi objeto de discussão na impugnação da UFAC nos autos da execução” (fl. 1.278). Assevera, por fim, que “o acórdão proferido no âmbito do TST, ao permitir a execução de sentença trabalhista em período posterior ao advento do RJU, ofende o art. 114 da Constituição Federal” (fl. 1.279). É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 707.072 ACRE VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação que ampara a decisão agravada. Consoante consignado naquela decisão, o acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho assentou, expressamente, que o tema relativo à incompetência da Justiça do Trabalho para julgar a execução em tela não mais poderia ter sido suscitado, uma vez que tal questão estava coberta pelo manto da coisa julgada. Desse modo, para rever o entendimento adotado pela Corte de origem e acolher a tese da agravante de que a Justiça do Trabalho não era competente para processar a presente demanda, seria necessário aferir os limites objetivos da coisa julgada, a cujo exame não se presta o recurso extraordinário, por tratar-se de matéria de índole infraconstitucional, consoante pacífica jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Limites objetivos da coisa julgada. 3. Matéria infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 695.880/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 17/8/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5º, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido quanto aos limites objetivos da coisa julgada, necessário seria o reexame de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274252. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 707.072 ACRE VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação que ampara a decisão agravada. Consoante consignado naquela decisão, o acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho assentou, expressamente, que o tema relativo à incompetência da Justiça do Trabalho para julgar a execução em tela não mais poderia ter sido suscitado, uma vez que tal questão estava coberta pelo manto da coisa julgada. Desse modo, para rever o entendimento adotado pela Corte de origem e acolher a tese da agravante de que a Justiça do Trabalho não era competente para processar a presente demanda, seria necessário aferir os limites objetivos da coisa julgada, a cujo exame não se presta o recurso extraordinário, por tratar-se de matéria de índole infraconstitucional, consoante pacífica jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Limites objetivos da coisa julgada. 3. Matéria infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 695.880/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 17/8/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5º, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido quanto aos limites objetivos da coisa julgada, necessário seria o reexame de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 707072 AGR / AC normas infraconstitucionais, bem como a análise do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF . Precedentes. II - A alegada violação ao art. 5º, XXXV, da Constituição pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária. III – Agravo regimental improvido” (AI nº 825.142/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/6/11). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA REFERENTE AOS LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. 1. A discussão em torno dos limites objetivos da coisa julgada pertence ao plano infraconstitucional. Precedentes: AIs 587.396- AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; 710.529-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; 754.994-AgR, da minha relatoria; 765.612-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia; 767.968-AgR, da relatoria do ministro Joaquim Barbosa; e 733.272-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello. 2. Agravo regimental desprovido” (AI nº 488.339/SP- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 25/4/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE TRIBUNAL DIVERSO: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA SOBRE LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 812.574/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/2/11). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274252. Supremo Tribunal Federal AI 707072 AGR / AC normas infraconstitucionais, bem como a análise do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF . Precedentes. II - A alegada violação ao art. 5º, XXXV, da Constituição pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária. III – Agravo regimental improvido” (AI nº 825.142/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/6/11). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA REFERENTE AOS LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. 1. A discussão em torno dos limites objetivos da coisa julgada pertence ao plano infraconstitucional. Precedentes: AIs 587.396- AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; 710.529-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; 754.994-AgR, da minha relatoria; 765.612-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia; 767.968-AgR, da relatoria do ministro Joaquim Barbosa; e 733.272-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello. 2. Agravo regimental desprovido” (AI nº 488.339/SP- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 25/4/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE TRIBUNAL DIVERSO: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA SOBRE LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 812.574/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/2/11). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 707072 AGR / AC “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. DECISÃO CONTRÁRIA AOS INTERESSES DAS PARTES NÃO CONFIGURA OFENSA AO ART. 93, IX, DA CF. 1. A controvérsia relativa aos limites objetivos da coisa julgada constitui matéria de nível infraconstitucional. Precedentes. 2. A ofensa aos postulados constitucionais da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e da prestação jurisdicional, se existente, seria, segundo entendimento deste Supremo Tribunal, meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 3. Decisão fundamentada contrária aos interesses das partes não configura ofensa ao artigo 93, IX, da CF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 749.229/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 8/2/11). Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274252. Supremo Tribunal Federal AI 707072 AGR / AC “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. DECISÃO CONTRÁRIA AOS INTERESSES DAS PARTES NÃO CONFIGURA OFENSA AO ART. 93, IX, DA CF. 1. A controvérsia relativa aos limites objetivos da coisa julgada constitui matéria de nível infraconstitucional. Precedentes. 2. A ofensa aos postulados constitucionais da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e da prestação jurisdicional, se existente, seria, segundo entendimento deste Supremo Tribunal, meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 3. Decisão fundamentada contrária aos interesses das partes não configura ofensa ao artigo 93, IX, da CF. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 749.229/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 8/2/11). Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 707.072 PROCED. : ACRE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE - UFAC PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : RAIMUNDO ANGELIM VASCONCELOS ADV.(A/S) : VICTOR RUSSOMANO JUNIOR AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DA 14ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857639 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 707.072 PROCED. : ACRE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE - UFAC PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : RAIMUNDO ANGELIM VASCONCELOS ADV.(A/S) : VICTOR RUSSOMANO JUNIOR AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DA 14ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857639 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4299237
2013-05-14T00:00:00
2013-08-09T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Competência. Justiça do Trabalho. Coisa julgada. Limites objetivos. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte de que não se presta o recurso extraordinário à verificação dos limites objetivos da coisa julgada, haja vista tratar-se de discussão de índole infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido.
sjur237824
- Acórdão (s) citado (s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, LIMITES OBJETIVOS, COISA JULGADA) ARE 695880 AgR (2ªT), AI 825142 AgR (1ªT), AI 488339 AgR (2ªT), AI 812574 AgR (1ªT), AI 749229 AgR (2ªT). Número de páginas: 14. Análise: 20/08/2013, BMB.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
707072
null
AI-AgR
acordaos
AI 707072 AgR
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AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE - UFAC PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : RAIMUNDO ANGELIM VASCONCELOS ADV.(A/S) : VICTOR RUSSOMANO JUNIOR AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DA 14ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 707.072 ACRE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE - UFAC PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :RAIMUNDO ANGELIM VASCONCELOS ADV.(A/S) :VICTOR RUSSOMANO JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DA 14... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Competência. Justiça do Trabalho. Coisa julgada. Limites objetivos. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. É pacífica a jurisprudência da Corte de que não se presta o recurso extraordinário à verificação dos limites objetivos da coisa julgada, haja vista tratar-se de discussão de índole infraconstitucional. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274255. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 707.072 ACRE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE - UFAC PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :RAIMUNDO ANGELIM VASCONCELOS ADV.(A/S) :VICTOR RUSSOMANO JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DA 14... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Universidade Federal do Acre (UFAC) interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento (fls. 1.245 a 1.252), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Universidade Federal do Acre interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5..., inciso XXXVI, e 114 da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão Subseção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado: ‘INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COISA JULGADA. Se no Processo de Execução a incompetência da Justiça do Trabalho foi afastada, sendo julgada improcedente a postulação nesse sentido, formulada pelo Órgão Público, a matéria não pode ser renovada quando da expedição do precatório, sob pena de se afrontar a coisa julgada. Recurso de Embargos conhecido em parte e provido’ Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 707.072 ACRE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE - UFAC PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :RAIMUNDO ANGELIM VASCONCELOS ADV.(A/S) :VICTOR RUSSOMANO JUNIOR AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DA 14... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Universidade Federal do Acre (UFAC) interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento (fls. 1.245 a 1.252), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Universidade Federal do Acre interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5..., inciso XXXVI, e 114 da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão Subseção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho, assim ementado: ‘INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO. COISA JULGADA. Se no Processo de Execução a incompetência da Justiça do Trabalho foi afastada, sendo julgada improcedente a postulação nesse sentido, formulada pelo Órgão Público, a matéria não pode ser renovada quando da expedição do precatório, sob pena de se afrontar a coisa julgada. Recurso de Embargos conhecido em parte e provido’ Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório AI 707072 AGR / AC (fl. 1.156) Opostos embargos de declaração pela Fundação Universidade Federal do Acre - UFAC (fls. 1.166 a 1.171) e pelo Ministério Público do Trabalho (fls. 1.172 a 1.175), foram rejeitados (fls. 1.177 a 1.1179). Opina o Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República, Dr. Ela Wiecko de Castilho, pelo provimento do agravo (fls. 1.239 a 1.242). Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi publicado em 1.../9/06, como expresso na certidão de folha 1.180, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Não merece prosperar a irresignação. Conquanto seja hoje pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que os efeitos da sentença trabalhista limitam-se à edição da Lei n 8.112/90 (v. g. AI n 403.342/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06, e AI n 402.529/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ 17/6/05), a hipótese aqui em discussão é diversa. É que o acórdão recorrido entendeu que o tema relativo à fixação da competência afronta a coisa julgada, conforme se extrai da fundamentação do julgado: ‘O instituto da preclusão, de fato, inviabilizaria o exame da Revista da Universidade. No caso, a Turma conheceu do Recurso de Revista da Universidade por afronta ao art. 114D a Constituição Federal e, no mérito, deu provimento ao Apelo para limitar a execução à data da vigência da Lei n 8.112/90, declarando prejudicado o exame do Apelo do Ministério Público do Trabalho. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Supremo Tribunal Federal AI 707072 AGR / AC (fl. 1.156) Opostos embargos de declaração pela Fundação Universidade Federal do Acre - UFAC (fls. 1.166 a 1.171) e pelo Ministério Público do Trabalho (fls. 1.172 a 1.175), foram rejeitados (fls. 1.177 a 1.1179). Opina o Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República, Dr. Ela Wiecko de Castilho, pelo provimento do agravo (fls. 1.239 a 1.242). Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão recorrido foi publicado em 1.../9/06, como expresso na certidão de folha 1.180, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Não merece prosperar a irresignação. Conquanto seja hoje pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de que os efeitos da sentença trabalhista limitam-se à edição da Lei n 8.112/90 (v. g. AI n 403.342/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06, e AI n 402.529/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ 17/6/05), a hipótese aqui em discussão é diversa. É que o acórdão recorrido entendeu que o tema relativo à fixação da competência afronta a coisa julgada, conforme se extrai da fundamentação do julgado: ‘O instituto da preclusão, de fato, inviabilizaria o exame da Revista da Universidade. No caso, a Turma conheceu do Recurso de Revista da Universidade por afronta ao art. 114D a Constituição Federal e, no mérito, deu provimento ao Apelo para limitar a execução à data da vigência da Lei n 8.112/90, declarando prejudicado o exame do Apelo do Ministério Público do Trabalho. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório AI 707072 AGR / AC Ocorreu o trânsito em julgado da Sentença de fls. 248/254, substituída pelo Acórdão regional de fls. 280/283, nas quais nada se questionou acerca da competência da Justiça do Trabalho. Repita-se, apenas nos primeiros Embargos à Execução, fls. 871/873, é que a Universidade Federal do Acre arguiu a incompetência da Justiça do Trabalho para apreciar demanda referente a funcionário público, com fundamento nos arts. 113, ‘caput’, e 741, VII, do Código de Processo Civil, fls. 871/873. Embargos que foram julgados improcedentes – Sentença de fls. 882/884, quer por se considerar impróprio o inciso VII do art. 741 do Código de Processo Civil, porque expresso quanto à incompetência do juízo de execução, quer porque a arguição de incompetência afronta à coisa julgada, já que transitou em julgado a sentença substituída pelo Acórdão regional, fls. 913/915. Assim, verifica-se que a incompetência não mais poderia ser arguida, seja por estar a matéria abarcada pela coisa julgada, quer porque já havia sobre ela se manifestado o Regional, ao decidir matéria processual nos Embargos à Execução’ (fls. 2.137/2.138). Com efeito, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de não admitir, em recurso extraordinário, alegação de ofensa indireta à Constituição Federal, por má interpretação, aplicação ou mesmo inobservância de normas infraconstitucionais. No caso em tela, para que se pudesse decidir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a verificação dos limites objetivos da coisa julgada, ao que não se presta o recurso extraordinário, pois demandaria o reexame da legislação infraconstitucional. Sobre o tema, anote-se a seguinte passagem do voto do Ministro Celso de Mello, Relator, proferido no julgamento do AI n 452.174/RJ-AgR: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Supremo Tribunal Federal AI 707072 AGR / AC Ocorreu o trânsito em julgado da Sentença de fls. 248/254, substituída pelo Acórdão regional de fls. 280/283, nas quais nada se questionou acerca da competência da Justiça do Trabalho. Repita-se, apenas nos primeiros Embargos à Execução, fls. 871/873, é que a Universidade Federal do Acre arguiu a incompetência da Justiça do Trabalho para apreciar demanda referente a funcionário público, com fundamento nos arts. 113, ‘caput’, e 741, VII, do Código de Processo Civil, fls. 871/873. Embargos que foram julgados improcedentes – Sentença de fls. 882/884, quer por se considerar impróprio o inciso VII do art. 741 do Código de Processo Civil, porque expresso quanto à incompetência do juízo de execução, quer porque a arguição de incompetência afronta à coisa julgada, já que transitou em julgado a sentença substituída pelo Acórdão regional, fls. 913/915. Assim, verifica-se que a incompetência não mais poderia ser arguida, seja por estar a matéria abarcada pela coisa julgada, quer porque já havia sobre ela se manifestado o Regional, ao decidir matéria processual nos Embargos à Execução’ (fls. 2.137/2.138). Com efeito, é pacífica a jurisprudência desta Corte no sentido de não admitir, em recurso extraordinário, alegação de ofensa indireta à Constituição Federal, por má interpretação, aplicação ou mesmo inobservância de normas infraconstitucionais. No caso em tela, para que se pudesse decidir de forma diversa do acórdão recorrido, seria imprescindível a verificação dos limites objetivos da coisa julgada, ao que não se presta o recurso extraordinário, pois demandaria o reexame da legislação infraconstitucional. Sobre o tema, anote-se a seguinte passagem do voto do Ministro Celso de Mello, Relator, proferido no julgamento do AI n 452.174/RJ-AgR: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório AI 707072 AGR / AC ‘Cabe não desconhecer, de outro lado, com relação à suposta ofensa ao postulado da coisa julgada, a diretriz jurisprudencial prevalecente no Supremo Tribunal Federal, cuja orientação, no tema, tem enfatizado que a indagação pertinente aos limites objetivos da ‘res judicata’ traduz controvérsia ‘que não se alça ao plano constitucional do desrespeito ao princípio de observância da coisa julgada, mas se restringe ao plano infraconstitucional, configurando-se, no máximo, ofensa reflexa à Constituição, o que não dá margem ao cabimento do recurso extraordinário’ (Recurso Extraordinário 233.929/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei). Daí recente decisão desta Suprema Corte, que, em julgamento sobre a questão ora em análise, reiterou esse mesmo entendimento jurisprudencial: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - POSTULADO CONSTITUCIONAL DA COISA JULGADA - ALEGAÇÃO DE OFENSA DIRETA - INOCORRÊNCIA - LIMITES OBJETIVOS - TEMA DE DIREITO PROCESSUAL - MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL - VIOLAÇÃO OBLÍQUA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Se a discussão em torno da integridade da coisa julgada reclamar análise prévia e necessária dos requisitos legais, que, em nosso sistema jurídico, conformam o fenômeno processual da res judicata, revelar-se-á incabível o recurso extraordinário, eis que, em tal hipótese, a indagação em torno do que dispõe o art. 5..., XXXVI, da Constituição - por supor o exame, in concreto, dos limites subjetivos (Código de Processo Civil, art. 472) e/ou objetivos (Código de Processo Civil, arts. 468, 469, 470 e 474) da coisa julgada - traduzirá matéria revestida de caráter infraconstitucional, podendo configurar, quando muito, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Supremo Tribunal Federal AI 707072 AGR / AC ‘Cabe não desconhecer, de outro lado, com relação à suposta ofensa ao postulado da coisa julgada, a diretriz jurisprudencial prevalecente no Supremo Tribunal Federal, cuja orientação, no tema, tem enfatizado que a indagação pertinente aos limites objetivos da ‘res judicata’ traduz controvérsia ‘que não se alça ao plano constitucional do desrespeito ao princípio de observância da coisa julgada, mas se restringe ao plano infraconstitucional, configurando-se, no máximo, ofensa reflexa à Constituição, o que não dá margem ao cabimento do recurso extraordinário’ (Recurso Extraordinário 233.929/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei). Daí recente decisão desta Suprema Corte, que, em julgamento sobre a questão ora em análise, reiterou esse mesmo entendimento jurisprudencial: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - POSTULADO CONSTITUCIONAL DA COISA JULGADA - ALEGAÇÃO DE OFENSA DIRETA - INOCORRÊNCIA - LIMITES OBJETIVOS - TEMA DE DIREITO PROCESSUAL - MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL - VIOLAÇÃO OBLÍQUA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Se a discussão em torno da integridade da coisa julgada reclamar análise prévia e necessária dos requisitos legais, que, em nosso sistema jurídico, conformam o fenômeno processual da res judicata, revelar-se-á incabível o recurso extraordinário, eis que, em tal hipótese, a indagação em torno do que dispõe o art. 5..., XXXVI, da Constituição - por supor o exame, in concreto, dos limites subjetivos (Código de Processo Civil, art. 472) e/ou objetivos (Código de Processo Civil, arts. 468, 469, 470 e 474) da coisa julgada - traduzirá matéria revestida de caráter infraconstitucional, podendo configurar, quando muito, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório AI 707072 AGR / AC situação de conflito indireto com o texto da Carta Política, circunstância essa que torna inviável o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes.’ (RTJ 182/746, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Mostra-se relevante acentuar que essa orientação tem sido observada em sucessivas decisões proferidas no âmbito desta Suprema Corte (AI 268.312/MG-AgR, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA - AI 330.077/RS-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO - AI 338.927/RS-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE - AI 360.269/SP-AgR, Rel. Min. NELSON JOBIM). Sendo esse o contexto em que proferida a decisão em causa, não vejo como dele inferir o pretendido reconhecimento de ofensa direta ao que dispõe o art. 5..., XXXVI, da Carta Política, pois - insista-se - a discussão em torno da definição dos limites subjetivos ou objetivos pertinentes à coisa julgada qualifica-se como controvérsia impregnada de natureza eminentemente infraconstitucional, podendo configurar, ‘no máximo, ofensa reflexa à Constituição, o que não dá margem a recurso extraordinário’ (RTJ 158/327, Rel. Min. MOREIRA ALVES - grifei)” (DJ de 17/10/03). No mesmo sentido, trago os seguintes precedentes: ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DECISÃO BASEADA NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. II - esta Corte tem se orientado no sentido de que a discussão em torno dos limites objetivos da coisa julgada, matéria de legislação ordinária, não dá ensejo à abertura 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Supremo Tribunal Federal AI 707072 AGR / AC situação de conflito indireto com o texto da Carta Política, circunstância essa que torna inviável o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes.’ (RTJ 182/746, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Mostra-se relevante acentuar que essa orientação tem sido observada em sucessivas decisões proferidas no âmbito desta Suprema Corte (AI 268.312/MG-AgR, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA - AI 330.077/RS-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO - AI 338.927/RS-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE - AI 360.269/SP-AgR, Rel. Min. NELSON JOBIM). Sendo esse o contexto em que proferida a decisão em causa, não vejo como dele inferir o pretendido reconhecimento de ofensa direta ao que dispõe o art. 5..., XXXVI, da Carta Política, pois - insista-se - a discussão em torno da definição dos limites subjetivos ou objetivos pertinentes à coisa julgada qualifica-se como controvérsia impregnada de natureza eminentemente infraconstitucional, podendo configurar, ‘no máximo, ofensa reflexa à Constituição, o que não dá margem a recurso extraordinário’ (RTJ 158/327, Rel. Min. MOREIRA ALVES - grifei)” (DJ de 17/10/03). No mesmo sentido, trago os seguintes precedentes: ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DECISÃO BASEADA NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência da Súmula 280 desta Corte. II - esta Corte tem se orientado no sentido de que a discussão em torno dos limites objetivos da coisa julgada, matéria de legislação ordinária, não dá ensejo à abertura 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório AI 707072 AGR / AC da via extraordinária. III - Agravo regimental improvido’ (AI n 601.325/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 17/8/07). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. JUROS MORATÓRIOS. TERMO INICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. 1. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 3. O termo inicial da fluência dos juros moratórios, na repetição do indébito, dá-se na data do trânsito em julgado da decisão [art. 167, parágrafo único, do CTN]. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 658.206/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ 28/9/07). Especificamente sobre o tema dos autos, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL. COMPETÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. RECONHECIMENTO DE DIFERENÇAS SALARIAIS DECORRENTES DE VÍNCULO CELETISTA, EM PERÍODO ANTERIOR À PASSAGEM PARA O REGIME JURÍDICO ÚNICO. EFEITOS DA SENTENÇA TRABALHISTA LIMITADOS 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Supremo Tribunal Federal AI 707072 AGR / AC da via extraordinária. III - Agravo regimental improvido’ (AI n 601.325/PR-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 17/8/07). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA. REPETIÇÃO DE INDÉBITO. JUROS MORATÓRIOS. TERMO INICIAL. TRÂNSITO EM JULGADO. 1. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. 3. O termo inicial da fluência dos juros moratórios, na repetição do indébito, dá-se na data do trânsito em julgado da decisão [art. 167, parágrafo único, do CTN]. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 658.206/RS-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ 28/9/07). Especificamente sobre o tema dos autos, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL. COMPETÊNCIA. SERVIDOR PÚBLICO. RECONHECIMENTO DE DIFERENÇAS SALARIAIS DECORRENTES DE VÍNCULO CELETISTA, EM PERÍODO ANTERIOR À PASSAGEM PARA O REGIME JURÍDICO ÚNICO. EFEITOS DA SENTENÇA TRABALHISTA LIMITADOS 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório AI 707072 AGR / AC AO ADVENTO DA LEI 8.112/1990. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO INCISO XXXVI DO ART. 5... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VIOLAÇÃO REFLEXA AO MAGNO TEXTO. 1. É firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar reclamação de servidor sujeito ao regime estatutário, mas apenas quanto ao contrato individual de trabalho celebrado antes da vigência desse regime. O advento da Lei 8.112/1990 estanca, de plano, a competência da Justiça especial. 2. Entendimento diverso do adotado pelo acórdão impugnado demandaria a análise da legislação infraconstitucional pertinente. Pelo que é inviável a abertura da instância recursal extraordinária. 3. Agravo regimental desprovido’ (Recurso Extraordinário n 583.619/RO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 13/10/11). Ressalte-se a orientação adotada no julgamento monocrático da Reclamação n 5.566/AC, de minha relatoria, que se refere ao mesmo processo de que se originou o presente recurso, cuja decisão restou assim fundamentada: ‘Vistos. Cuida-se de reclamação constitucional da UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE- UFAC em face do TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO, com a finalidade de cassar decisão que afrontava a autoridade e a eficácia da emanação pretoriana do Supremo Tribunal Federal na ADI no 492. A matéria foi objeto de decisão liminar do eminente Ministro Menezes Direito (fls. 279 a 281), a qual restou confrontada por agravo interno. Levado o recurso ao colegiado, foi decidido na assentada de 10/4/08, nos termos da seguinte ementa: EMENTA Agravo regimental. Medida cautelar. Reclamação. Competência. Justiça Comum. Justiça do 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Supremo Tribunal Federal AI 707072 AGR / AC AO ADVENTO DA LEI 8.112/1990. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO INCISO XXXVI DO ART. 5... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. VIOLAÇÃO REFLEXA AO MAGNO TEXTO. 1. É firme no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar reclamação de servidor sujeito ao regime estatutário, mas apenas quanto ao contrato individual de trabalho celebrado antes da vigência desse regime. O advento da Lei 8.112/1990 estanca, de plano, a competência da Justiça especial. 2. Entendimento diverso do adotado pelo acórdão impugnado demandaria a análise da legislação infraconstitucional pertinente. Pelo que é inviável a abertura da instância recursal extraordinária. 3. Agravo regimental desprovido’ (Recurso Extraordinário n 583.619/RO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 13/10/11). Ressalte-se a orientação adotada no julgamento monocrático da Reclamação n 5.566/AC, de minha relatoria, que se refere ao mesmo processo de que se originou o presente recurso, cuja decisão restou assim fundamentada: ‘Vistos. Cuida-se de reclamação constitucional da UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE- UFAC em face do TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO, com a finalidade de cassar decisão que afrontava a autoridade e a eficácia da emanação pretoriana do Supremo Tribunal Federal na ADI no 492. A matéria foi objeto de decisão liminar do eminente Ministro Menezes Direito (fls. 279 a 281), a qual restou confrontada por agravo interno. Levado o recurso ao colegiado, foi decidido na assentada de 10/4/08, nos termos da seguinte ementa: EMENTA Agravo regimental. Medida cautelar. Reclamação. Competência. Justiça Comum. Justiça do 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório AI 707072 AGR / AC Trabalho. Execução de sentença. 1. A decisão reclamada contém particularidade que não permite, neste momento processual, visualizar ofensa ao teor da decisão proferida na ADI n 3.395/DF, em que houve deferimento de liminar para que as ações envolvendo o Poder Público e seus servidores estatutários fossem processadas perante a Justiça Comum, excluída outra interpretação ao artigo 114, I, da Constituição Federal, com a redação da Emenda Constitucional n 45/2004. A decisão reclamada nestes autos trata de aspecto acerca do qual não houve expresso enfrentamento na referida ADI, qual seja, o processamento da execução de sentença trabalhista, considerando-se que a arguição de incompetência afrontaria a coisa julgada. 2. Agravo regimental desprovido. Posteriormente, o Senhor Procurador-Geral da República, em manifestação como custos legis , manifestou-se pela improcedência da reclamação, porquanto tratam, os autos, de aspecto sobre o qual não houve expresso pronunciamento no julgamento da ADI n 492/DF e da ADI n 3395/DF, especialmente considerando- se que a procedência da arguição de incompetência da Justiça do Trabalho repercutiria na coisa julgada. É o relatório. Entendo que a decisão colegiada no agravo interno, a qual transitou em julgado, merece ser mantida no exame do mérito. Na origem, tem-se execução de sentença proferida em reclamação trabalhista movida contra a UFAC. A tese da reclamante reside na aproximação de fundamentos da ADI n 3395-6/DF com o ato judicial reclamado, na medida em que a Justiça do Trabalho não poderia processar a execução de seu julgado, porquanto avançaria em tema ligado ao regime jurídico de servidores estatutários. Entendo, como bem compreendeu o colegiado, que a ADI n 3.395-6/DF não avança no tema da coisa julgada. A 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Supremo Tribunal Federal AI 707072 AGR / AC Trabalho. Execução de sentença. 1. A decisão reclamada contém particularidade que não permite, neste momento processual, visualizar ofensa ao teor da decisão proferida na ADI n 3.395/DF, em que houve deferimento de liminar para que as ações envolvendo o Poder Público e seus servidores estatutários fossem processadas perante a Justiça Comum, excluída outra interpretação ao artigo 114, I, da Constituição Federal, com a redação da Emenda Constitucional n 45/2004. A decisão reclamada nestes autos trata de aspecto acerca do qual não houve expresso enfrentamento na referida ADI, qual seja, o processamento da execução de sentença trabalhista, considerando-se que a arguição de incompetência afrontaria a coisa julgada. 2. Agravo regimental desprovido. Posteriormente, o Senhor Procurador-Geral da República, em manifestação como custos legis , manifestou-se pela improcedência da reclamação, porquanto tratam, os autos, de aspecto sobre o qual não houve expresso pronunciamento no julgamento da ADI n 492/DF e da ADI n 3395/DF, especialmente considerando- se que a procedência da arguição de incompetência da Justiça do Trabalho repercutiria na coisa julgada. É o relatório. Entendo que a decisão colegiada no agravo interno, a qual transitou em julgado, merece ser mantida no exame do mérito. Na origem, tem-se execução de sentença proferida em reclamação trabalhista movida contra a UFAC. A tese da reclamante reside na aproximação de fundamentos da ADI n 3395-6/DF com o ato judicial reclamado, na medida em que a Justiça do Trabalho não poderia processar a execução de seu julgado, porquanto avançaria em tema ligado ao regime jurídico de servidores estatutários. Entendo, como bem compreendeu o colegiado, que a ADI n 3.395-6/DF não avança no tema da coisa julgada. A 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Relatório AI 707072 AGR / AC restrição ao julgamento da ação ordinária pela Justiça do Trabalho não alcança a execução de decisões transitadas em julgado, as quais, somente quanto ao elemento subjetivo (a presença de servidores estatutários) seria vinculada à Justiça Comum. Ante o exposto, julgo improcedente a reclamação’. Essa decisão transitou em julgado em 5/3/10. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Junte-se cópia desta decisão nos autos do Recurso Extraordinário n 580.716/AC.” Sustenta a agravante que “não foi objeto de discussão a questão da limitação no âmbito da Justiça Laboral do pagamento das verbas provenientes do período celetista ao advento do RJU e tal fato resta claramente comprovado no acórdão impugnado” (fl. 1.278), aduzindo, ainda, que “não há título judicial transitado em julgado que impeça a limitação do pagamento das vantagens reconhecidas ao advento do RJU, pois tal questão não foi objeto de discussão na impugnação da UFAC nos autos da execução” (fl. 1.278). Assevera, por fim, que “o acórdão proferido no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho, ao permitir a execução de sentença trabalhista em período posterior ao advento do RJU, ofende o art. 114 da Constituição Federal” (fl. 1.279). É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Supremo Tribunal Federal AI 707072 AGR / AC restrição ao julgamento da ação ordinária pela Justiça do Trabalho não alcança a execução de decisões transitadas em julgado, as quais, somente quanto ao elemento subjetivo (a presença de servidores estatutários) seria vinculada à Justiça Comum. Ante o exposto, julgo improcedente a reclamação’. Essa decisão transitou em julgado em 5/3/10. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Junte-se cópia desta decisão nos autos do Recurso Extraordinário n 580.716/AC.” Sustenta a agravante que “não foi objeto de discussão a questão da limitação no âmbito da Justiça Laboral do pagamento das verbas provenientes do período celetista ao advento do RJU e tal fato resta claramente comprovado no acórdão impugnado” (fl. 1.278), aduzindo, ainda, que “não há título judicial transitado em julgado que impeça a limitação do pagamento das vantagens reconhecidas ao advento do RJU, pois tal questão não foi objeto de discussão na impugnação da UFAC nos autos da execução” (fl. 1.278). Assevera, por fim, que “o acórdão proferido no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho, ao permitir a execução de sentença trabalhista em período posterior ao advento do RJU, ofende o art. 114 da Constituição Federal” (fl. 1.279). É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274253. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 707.072 ACRE VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação que ampara a decisão agravada. Consoante consignado naquela decisão, o acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho assentou, expressamente, que o tema relativo à incompetência da Justiça do Trabalho para julgar a execução em tela não mais poderia ter sido suscitado, uma vez que tal questão estava coberta pelo manto da coisa julgada. Desse modo, para rever o entendimento adotado pela Corte de origem e acolher a tese da agravante de que a Justiça do Trabalho não era competente para processar a presente demanda, seria necessário aferir os limites objetivos da coisa julgada, a cujo exame não se presta o recurso extraordinário, por tratar-se de matéria de índole infraconstitucional, consoante pacífica jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Limites objetivos da coisa julgada. 3. Matéria infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 695.880/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 17/8/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido quanto aos limites objetivos da coisa julgada, necessário seria o reexame de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274252. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 707.072 ACRE VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar, haja vista que as alegações deduzidas no agravo são insuficientes para infirmar a fundamentação que ampara a decisão agravada. Consoante consignado naquela decisão, o acórdão proferido pelo Tribunal Superior do Trabalho assentou, expressamente, que o tema relativo à incompetência da Justiça do Trabalho para julgar a execução em tela não mais poderia ter sido suscitado, uma vez que tal questão estava coberta pelo manto da coisa julgada. Desse modo, para rever o entendimento adotado pela Corte de origem e acolher a tese da agravante de que a Justiça do Trabalho não era competente para processar a presente demanda, seria necessário aferir os limites objetivos da coisa julgada, a cujo exame não se presta o recurso extraordinário, por tratar-se de matéria de índole infraconstitucional, consoante pacífica jurisprudência desta Corte. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Limites objetivos da coisa julgada. 3. Matéria infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 695.880/DF-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 17/8/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. LIMITES DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido quanto aos limites objetivos da coisa julgada, necessário seria o reexame de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 707072 AGR / AC normas infraconstitucionais, bem como a análise do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal . Precedentes. II - A alegada violação ao art. 5..., XXXV, da Constituição pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária. III – Agravo regimental improvido” (AI n 825.142/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/6/11). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA REFERENTE AOS LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. 1. A discussão em torno dos limites objetivos da coisa julgada pertence ao plano infraconstitucional. Precedentes: AIs 587.396- AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; 710.529-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; 754.994-AgR, da minha relatoria; 765.612-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia; 767.968-AgR, da relatoria do ministro Joaquim Barbosa; e 733.272-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello. 2. Agravo regimental desprovido” (AI n 488.339/SP- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 25/4/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE TRIBUNAL DIVERSO: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA SOBRE LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 812.574/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/2/11). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274252. Supremo Tribunal Federal AI 707072 AGR / AC normas infraconstitucionais, bem como a análise do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal . Precedentes. II - A alegada violação ao art. 5..., XXXV, da Constituição pode configurar, em regra, situação de ofensa reflexa ao texto constitucional, por demandar a análise de legislação processual ordinária. III – Agravo regimental improvido” (AI n 825.142/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 16/6/11). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA REFERENTE AOS LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. 1. A discussão em torno dos limites objetivos da coisa julgada pertence ao plano infraconstitucional. Precedentes: AIs 587.396- AgR, da relatoria do ministro Sepúlveda Pertence; 710.529-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Lewandowski; 754.994-AgR, da minha relatoria; 765.612-AgR, da relatoria da ministra Cármen Lúcia; 767.968-AgR, da relatoria do ministro Joaquim Barbosa; e 733.272-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello. 2. Agravo regimental desprovido” (AI n 488.339/SP- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 25/4/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ADMISSIBILIDADE DE RECURSO DE COMPETÊNCIA DE TRIBUNAL DIVERSO: INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. CONTROVÉRSIA SOBRE LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 812.574/RS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/2/11). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 707072 AGR / AC “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. DECISÃO CONTRÁRIA AOS INTERESSES DAS PARTES NÃO CONFIGURA OFENSA AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. 1. A controvérsia relativa aos limites objetivos da coisa julgada constitui matéria de nível infraconstitucional. Precedentes. 2. A ofensa aos postulados constitucionais da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e da prestação jurisdicional, se existente, seria, segundo entendimento deste Supremo Tribunal, meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 3. Decisão fundamentada contrária aos interesses das partes não configura ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 749.229/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 8/2/11). Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274252. Supremo Tribunal Federal AI 707072 AGR / AC “CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. LIMITES OBJETIVOS DA COISA JULGADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. PRECEDENTES. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. DECISÃO CONTRÁRIA AOS INTERESSES DAS PARTES NÃO CONFIGURA OFENSA AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. 1. A controvérsia relativa aos limites objetivos da coisa julgada constitui matéria de nível infraconstitucional. Precedentes. 2. A ofensa aos postulados constitucionais da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e da prestação jurisdicional, se existente, seria, segundo entendimento deste Supremo Tribunal, meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 3. Decisão fundamentada contrária aos interesses das partes não configura ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal de 1988. 4. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 749.229/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 8/2/11). Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274252. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 707.072 PROCED. : ACRE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE - UFAC PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : RAIMUNDO ANGELIM VASCONCELOS ADV.(A/S) : VICTOR RUSSOMANO JUNIOR AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DA 14... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857639 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 707.072 PROCED. : ACRE RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO ACRE - UFAC PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : RAIMUNDO ANGELIM VASCONCELOS ADV.(A/S) : VICTOR RUSSOMANO JUNIOR AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO DA 14... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857639 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
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Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.510 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GILDERLANIA PEREIRA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Obrigação de não fazer. Astreintes. Excesso. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756494. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.510 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GILDERLANIA PEREIRA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Santander (Brasil) S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 286/287), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Turma Cível do I Colégio Recursal do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO – FIXAÇÃO DE MULTA DIÁRIA – LIBERDADE DO JUÍZO NA SUA FIXAÇÃO TENDO EM VISTA ESTIMULAR O CUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO DE FAZER DE FAZER – NEGADO PROVIMENTO‘ (fls. 216). No recurso extraordinário sustenta violação ao artigo 5º, incisos LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756491. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.510 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GILDERLANIA PEREIRA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Santander (Brasil) S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 286/287), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Turma Cível do I Colégio Recursal do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO – FIXAÇÃO DE MULTA DIÁRIA – LIBERDADE DO JUÍZO NA SUA FIXAÇÃO TENDO EM VISTA ESTIMULAR O CUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO DE FAZER DE FAZER – NEGADO PROVIMENTO‘ (fls. 216). No recurso extraordinário sustenta violação ao artigo 5º, incisos LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório ARE 724510 AGR / SP Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, haja vista que os dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional pertinente, de reexame incabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Insiste o agravante que foram violados os arts. 5º, incisos LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(...) a matéria ora rebatida foi devidamente prequestionada. (…) no caso dos presentes autos, mesmo que o Tribunal a quo não tenha se manifestado de maneira explícita a respeito dos artigos violados, a questão tratada por eles arrastou-se durante todo o curso do processo, desde o seu início. Não há, portanto, necessidade de que as r. Decisões recorridas façam expressa referência aos artigos violados, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756491. Supremo Tribunal Federal ARE 724510 AGR / SP Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, haja vista que os dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional pertinente, de reexame incabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Insiste o agravante que foram violados os arts. 5º, incisos LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(...) a matéria ora rebatida foi devidamente prequestionada. (…) no caso dos presentes autos, mesmo que o Tribunal a quo não tenha se manifestado de maneira explícita a respeito dos artigos violados, a questão tratada por eles arrastou-se durante todo o curso do processo, desde o seu início. Não há, portanto, necessidade de que as r. Decisões recorridas façam expressa referência aos artigos violados, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 724510 AGR / SP bastando que disponha sobre as matérias e tais dispositivos. (…) o Recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer” (fls. 291 a 293). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756491. Supremo Tribunal Federal ARE 724510 AGR / SP bastando que disponha sobre as matérias e tais dispositivos. (…) o Recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer” (fls. 291 a 293). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.510 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão agravada, os art. 5º, incisos LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem não cuidou das referidas normas. Ressalte-se, também, que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756492. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.510 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão agravada, os art. 5º, incisos LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem não cuidou das referidas normas. Ressalte-se, também, que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 724510 AGR / SP 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do STF. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do STF. III - Agravo regimental improvido” (AI nº 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Trata-se de sentença judicial mantida em grau de recurso e transitada em julgado que determinou ao réu agravante que se abstivesse de fazer cobrança de dívida declarada inexigível. O agravante descumpriu a ordem judicial e continuou cobrando a agravada do valor indevido. Nesse sentido, o juiz de origem fixou multa diária para o caso de descumprimento da abstenção. (…) o juízo de piso, no exercício de seu legítimo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756492. Supremo Tribunal Federal ARE 724510 AGR / SP 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO STF. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do STF. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do STF. III - Agravo regimental improvido” (AI nº 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5º, LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Trata-se de sentença judicial mantida em grau de recurso e transitada em julgado que determinou ao réu agravante que se abstivesse de fazer cobrança de dívida declarada inexigível. O agravante descumpriu a ordem judicial e continuou cobrando a agravada do valor indevido. Nesse sentido, o juiz de origem fixou multa diária para o caso de descumprimento da abstenção. (…) o juízo de piso, no exercício de seu legítimo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 724510 AGR / SP convencimento, avaliou que o valor de R$ 1.000,00 seja razoável para estimular o comportamento conforme a decisão judicial. (…) não é possível admitir que o valor estabelecido seja abusivo, na medida em que posteriormente, na hipótese concreta de descumprimento, se o valor se tornar abusivo ou irrisório, poderá o juiz alterá-lo (...)” (fls.216/217). Desse modo, é certo que, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem acerca da liberdade do juízo de primeiro grau em fixar multa diária por descumprimento da decisão judicial em que se determinou a abstenção de cobrança indevida, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional pertinente, bem como reexaminar o conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. DIMINUIÇÃO DO VALOR DA MULTA. INDEFERIMENTO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.5.2012. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à entrega da prestação jurisdicional e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo conhecido e não provido” (ARE nº 715.448/SP- AgR , Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 5/3/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756492. Supremo Tribunal Federal ARE 724510 AGR / SP convencimento, avaliou que o valor de R$ 1.000,00 seja razoável para estimular o comportamento conforme a decisão judicial. (…) não é possível admitir que o valor estabelecido seja abusivo, na medida em que posteriormente, na hipótese concreta de descumprimento, se o valor se tornar abusivo ou irrisório, poderá o juiz alterá-lo (...)” (fls.216/217). Desse modo, é certo que, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem acerca da liberdade do juízo de primeiro grau em fixar multa diária por descumprimento da decisão judicial em que se determinou a abstenção de cobrança indevida, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional pertinente, bem como reexaminar o conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. DIMINUIÇÃO DO VALOR DA MULTA. INDEFERIMENTO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.5.2012. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à entrega da prestação jurisdicional e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo conhecido e não provido” (ARE nº 715.448/SP- AgR , Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 5/3/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 724510 AGR / SP INSTRUMENTO. CIVIL E PROCESSO CIVIL. AÇÃO INDENIZATÓRIA. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. REDUÇÃO DO MONTANTE ADVINDO DE MULTA DIÁRIA. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicar análise de matéria infraconstitucional. 4. Agravo regimental desprovido” (AI nº 806.521/RJ- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 26/9/11). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Processo Civil. Manutenção da multa diária. Matéria infraconstitucional. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 637.353/RJ- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 27/5/11). “I. Recurso extraordinário: descabimento: controvérsia relativa à incidência de multa cominatória decidida à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados, que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta, não viabilizando o recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636. II. Recurso extraordinário: inadmissibilidade: os temas dos dispositivos constitucionais 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756492. Supremo Tribunal Federal ARE 724510 AGR / SP INSTRUMENTO. CIVIL E PROCESSO CIVIL. AÇÃO INDENIZATÓRIA. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. REDUÇÃO DO MONTANTE ADVINDO DE MULTA DIÁRIA. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicar análise de matéria infraconstitucional. 4. Agravo regimental desprovido” (AI nº 806.521/RJ- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 26/9/11). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Processo Civil. Manutenção da multa diária. Matéria infraconstitucional. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 637.353/RJ- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 27/5/11). “I. Recurso extraordinário: descabimento: controvérsia relativa à incidência de multa cominatória decidida à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados, que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta, não viabilizando o recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636. II. Recurso extraordinário: inadmissibilidade: os temas dos dispositivos constitucionais 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 724510 AGR / SP dados por violados não foram examinados pelo acórdão recorrido, nem objeto de embargos de declaração: aplicação das Súmulas 282 e 356” (AI nº 601.185/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 16/2/07). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756492. Supremo Tribunal Federal ARE 724510 AGR / SP dados por violados não foram examinados pelo acórdão recorrido, nem objeto de embargos de declaração: aplicação das Súmulas 282 e 356” (AI nº 601.185/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 16/2/07). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.510 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GILDERLANIA PEREIRA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604799 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.510 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GILDERLANIA PEREIRA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604799 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3764253
2013-03-19T00:00:00
2013-05-09T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Obrigação de não fazer. Astreintes. Excesso. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.
sjur229921
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) RE 449232 AgR-AgR (2ªT), AI 594612 AgR (1ªT), RE 411859 AgR (2ªT). (ASTREINTES, EXCESSO) ARE 715448 AgR (1ªT), ARE 637353 AgR (2ªT), AI 601185 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 29/05/2013, MJC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
724510
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000356 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 724510 AgR
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ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A AGDO.(A/S) : GILDERLANIA PEREIRA DE OLIVEIRA
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Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.510 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GILDERLANIA PEREIRA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Obrigação de não fazer. Astreintes. Excesso. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756494. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.510 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GILDERLANIA PEREIRA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Santander (Brasil) S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 286/287), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Turma Cível do I Colégio Recursal do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO – FIXAÇÃO DE MULTA DIÁRIA – LIBERDADE DO JUÍZO NA SUA FIXAÇÃO TENDO EM VISTA ESTIMULAR O CUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO DE FAZER DE FAZER – NEGADO PROVIMENTO‘ (fls. 216). No recurso extraordinário sustenta violação ao artigo 5..., incisos LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756491. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.510 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :GILDERLANIA PEREIRA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Santander (Brasil) S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 286/287), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Primeira Turma Cível do I Colégio Recursal do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO – FIXAÇÃO DE MULTA DIÁRIA – LIBERDADE DO JUÍZO NA SUA FIXAÇÃO TENDO EM VISTA ESTIMULAR O CUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO DE FAZER DE FAZER – NEGADO PROVIMENTO‘ (fls. 216). No recurso extraordinário sustenta violação ao artigo 5..., incisos LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório ARE 724510 AGR / SP Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, haja vista que os dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional pertinente, de reexame incabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Insiste o agravante que foram violados os arts. 5..., incisos LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(...) a matéria ora rebatida foi devidamente prequestionada. (…) no caso dos presentes autos, mesmo que o Tribunal a quo não tenha se manifestado de maneira explícita a respeito dos artigos violados, a questão tratada por eles arrastou-se durante todo o curso do processo, desde o seu início. Não há, portanto, necessidade de que as r. Decisões recorridas façam expressa referência aos artigos violados, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756491. Supremo Tribunal Federal ARE 724510 AGR / SP Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar, haja vista que os dispositivos constitucionais indicados como violados no recurso extraordinário carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no acórdão recorrido. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Ressalte-se, por fim, que as instâncias de origem decidiram a lide amparadas nas provas dos autos e na legislação infraconstitucional pertinente, de reexame incabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Insiste o agravante que foram violados os arts. 5..., incisos LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(...) a matéria ora rebatida foi devidamente prequestionada. (…) no caso dos presentes autos, mesmo que o Tribunal a quo não tenha se manifestado de maneira explícita a respeito dos artigos violados, a questão tratada por eles arrastou-se durante todo o curso do processo, desde o seu início. Não há, portanto, necessidade de que as r. Decisões recorridas façam expressa referência aos artigos violados, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 724510 AGR / SP bastando que disponha sobre as matérias e tais dispositivos. (…) o Recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer” (fls. 291 a 293). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756491. Supremo Tribunal Federal ARE 724510 AGR / SP bastando que disponha sobre as matérias e tais dispositivos. (…) o Recurso não pretende reexaminar qualquer das provas dos autos, e trata apenas da interpretação que foi dada pelo acórdão recorrido para fatos que estão delimitados nos próprios acórdãos, que criam uma moldura fática para o caso, que delimita a discussão puramente jurídica que se pretende fazer” (fls. 291 a 293). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756491. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.510 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão agravada, os art. 5..., incisos LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem não cuidou das referidas normas. Ressalte-se, também, que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756492. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.510 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão agravada, os art. 5..., incisos LIV e LV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal, apontados como violados no recurso extraordinário, carecem do necessário prequestionamento, sendo certo que o acórdão proferido pelo Tribunal de origem não cuidou das referidas normas. Ressalte-se, também, que não foram opostos embargos de declaração para sanar eventual omissão no julgado. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. É certo que, no caso do recurso extraordinário, para se considerar que houve prequestionamento, não é necessário que o acórdão recorrido tenha tratado explicitamente dos dispositivos constitucionais invocados pela parte recorrente. É necessário, porém, que o referido acórdão tenha versado inequivocamente sobre a matéria neles abordada, o que não ocorreu no caso em tela. Ressalte-se, outrossim, que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, se a ofensa à Constituição surgir com a prolação do acórdão recorrido, é necessário opor embargos declaratórios que permitam ao Tribunal de origem apreciar o ponto sob o ângulo constitucional. Sobre o tema, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 2. O Tribunal a quo não se manifestou explicitamente sobre os temas constitucionais tidos por violados. Incidência das Súmulas ns. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 724510 AGR / SP 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (AI n 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Trata-se de sentença judicial mantida em grau de recurso e transitada em julgado que determinou ao réu agravante que se abstivesse de fazer cobrança de dívida declarada inexigível. O agravante descumpriu a ordem judicial e continuou cobrando a agravada do valor indevido. Nesse sentido, o juiz de origem fixou multa diária para o caso de descumprimento da abstenção. (…) o juízo de piso, no exercício de seu legítimo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756492. Supremo Tribunal Federal ARE 724510 AGR / SP 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 3. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 449.232/CE-AgR-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 11/4/08). “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULA 454. I - Falta de prequestionamento da questão constitucional suscitada. Incidência da Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Não se presta o recurso extraordinário à apreciação de cláusulas contratuais. Incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (AI n 594.612/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 19/12/07). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Alegação de ofensa ao art. 5..., LXIX e 97, da Carta Magna. Ausência de prequestionamento. Caso a violação à Constituição surja no julgamento do acórdão recorrido, torna-se indispensável à oposição dos embargos de declaração. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 411.859/AL-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 3/3/06). Ademais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Trata-se de sentença judicial mantida em grau de recurso e transitada em julgado que determinou ao réu agravante que se abstivesse de fazer cobrança de dívida declarada inexigível. O agravante descumpriu a ordem judicial e continuou cobrando a agravada do valor indevido. Nesse sentido, o juiz de origem fixou multa diária para o caso de descumprimento da abstenção. (…) o juízo de piso, no exercício de seu legítimo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 724510 AGR / SP convencimento, avaliou que o valor de R$ 1.000,00 seja razoável para estimular o comportamento conforme a decisão judicial. (…) não é possível admitir que o valor estabelecido seja abusivo, na medida em que posteriormente, na hipótese concreta de descumprimento, se o valor se tornar abusivo ou irrisório, poderá o juiz alterá-lo (...)” (fls.216/217). Desse modo, é certo que, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem acerca da liberdade do juízo de primeiro grau em fixar multa diária por descumprimento da decisão judicial em que se determinou a abstenção de cobrança indevida, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional pertinente, bem como reexaminar o conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. DIMINUIÇÃO DO VALOR DA MULTA. INDEFERIMENTO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.5.2012. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à entrega da prestação jurisdicional e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo conhecido e não provido” (ARE n 715.448/SP- AgR , Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 5/3/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756492. Supremo Tribunal Federal ARE 724510 AGR / SP convencimento, avaliou que o valor de R$ 1.000,00 seja razoável para estimular o comportamento conforme a decisão judicial. (…) não é possível admitir que o valor estabelecido seja abusivo, na medida em que posteriormente, na hipótese concreta de descumprimento, se o valor se tornar abusivo ou irrisório, poderá o juiz alterá-lo (...)” (fls.216/217). Desse modo, é certo que, para ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem acerca da liberdade do juízo de primeiro grau em fixar multa diária por descumprimento da decisão judicial em que se determinou a abstenção de cobrança indevida, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional pertinente, bem como reexaminar o conjunto fático-probatório da causa. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. DIMINUIÇÃO DO VALOR DA MULTA. INDEFERIMENTO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 30.5.2012. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à entrega da prestação jurisdicional e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo conhecido e não provido” (ARE n 715.448/SP- AgR , Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 5/3/13). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 724510 AGR / SP INSTRUMENTO. CIVIL E PROCESSO CIVIL. AÇÃO INDENIZATÓRIA. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. REDUÇÃO DO MONTANTE ADVINDO DE MULTA DIÁRIA. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicar análise de matéria infraconstitucional. 4. Agravo regimental desprovido” (AI n 806.521/RJ- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 26/9/11). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Processo Civil. Manutenção da multa diária. Matéria infraconstitucional. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 637.353/RJ- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 27/5/11). “I. Recurso extraordinário: descabimento: controvérsia relativa à incidência de multa cominatória decidida à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados, que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta, não viabilizando o recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636. II. Recurso extraordinário: inadmissibilidade: os temas dos dispositivos constitucionais 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756492. Supremo Tribunal Federal ARE 724510 AGR / SP INSTRUMENTO. CIVIL E PROCESSO CIVIL. AÇÃO INDENIZATÓRIA. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. REDUÇÃO DO MONTANTE ADVINDO DE MULTA DIÁRIA. MATÉRIA DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicar análise de matéria infraconstitucional. 4. Agravo regimental desprovido” (AI n 806.521/RJ- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 26/9/11). “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Processo Civil. Manutenção da multa diária. Matéria infraconstitucional. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 637.353/RJ- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 27/5/11). “I. Recurso extraordinário: descabimento: controvérsia relativa à incidência de multa cominatória decidida à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados, que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta, não viabilizando o recurso extraordinário: incidência, mutatis mutandis, da Súmula 636. II. Recurso extraordinário: inadmissibilidade: os temas dos dispositivos constitucionais 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 724510 AGR / SP dados por violados não foram examinados pelo acórdão recorrido, nem objeto de embargos de declaração: aplicação das Súmulas 282 e 356” (AI n 601.185/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 16/2/07). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756492. Supremo Tribunal Federal ARE 724510 AGR / SP dados por violados não foram examinados pelo acórdão recorrido, nem objeto de embargos de declaração: aplicação das Súmulas 282 e 356” (AI n 601.185/BA-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 16/2/07). Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3756492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.510 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GILDERLANIA PEREIRA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604799 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724.510 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : GILDERLANIA PEREIRA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604799 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724 . 510", "Súmulas ns 282", "Súmulas ns 636", "AGRAVO 724 . 510", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724 . 510", "ARE 724510 AGR /", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 724510 AGR / SP", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE", "ARE 724510 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 724 . 510 SÃO", "Súmulas ns 282", "Súmulas ns 282", "ARE 724510 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - AgR - AgR", "SÚMULA 282", "Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 594 . 612 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 411 . 859 / AL - AgR", "ARE 724510 AGR / SP", "356 do Supremo", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 449 . 232 / CE - AgR", "SÚMULA 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 594 . 612 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 411 . 859 / AL - AgR", "ARE 724510 AGR / SP", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 715 . 448 / SP - AgR", "ARE 724510 AGR / SP", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE n 715 . 448 / SP - AgR", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "AI 808 . 361", "AI n 806 . 521 / RJ - AgR", "ARE n 637 . 353 / RJ - AgR", "ARE 724510 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "AI 808 . 361", "AI n 806 . 521 / RJ - AgR", "ARE n 637 . 353 / RJ - AgR", "AI n 601 . 185", "AI n 601 . 185 / BA - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , incisos LIV e LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , incisos LIV e LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "arts", "93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "arts . 5 . . . , incisos LIV e LV ; e", "93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incisos LIV e LV ; e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incisos LIV e LV ; e", "93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXIX e 97 , da Carta Magna", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXIX e 97 , da Carta Magna", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", "Banco Santander ( Brasil ) S . A .", "Primeira Turma Cível do I Colégio Recursal do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", "Banco Santander ( Brasil ) S . A .", "Primeira Turma Cível", "I", "Colégio Recursal do Estado de São Paulo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "ARE", "AGR", "/", "SP", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "GILDERLANIA PEREIRA DE OLIVEIRA", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "GILDERLANIA PEREIRA DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "GILDERLANIA PEREIRA DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Eros Grau", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "DIAS TOFFOLI", "Carlos Britto", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Carlos Britto", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "GILDERLANIA PEREIRA DE OLIVEIRA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "GILDERLANIA PEREIRA DE OLIVEIRA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "03", "/", "2013", "19 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "3", "/", "5", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "3", "/", "5", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "4", "/", "08", "19", "/", "12", "/", "07", "3", "/", "3", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "4", "/", "08", "19", "/", "12", "/", "07", "3", "/", "3", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "5", ".", "2012", "5", "/", "3", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "5", ".", "2012", "5", "/", "3", "/", "13", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "10", "08", "/", "09", "/", "10", "26", "/", "9", "/", "11", "27", "/", "5", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "10", "08", "/", "09", "/", "10", "26", "/", "9", "/", "11", "27", "/", "5", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "2", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "2", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "19", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.979 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JORNAL DA BARRA LTDA ADV.(A/S) :JAIR ANTÔNIO MANGILI AGDO.(A/S) :BENEDITO FERNANDES ADV.(A/S) :MAURICIO DA SILVA SIQUEIRA RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660223. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 725979 AGR / SP taquigráficas. Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660223. Supremo Tribunal Federal ARE 725979 AGR / SP taquigráficas. Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660223. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.979 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JORNAL DA BARRA LTDA ADV.(A/S) :JAIR ANTÔNIO MANGILI AGDO.(A/S) :BENEDITO FERNANDES ADV.(A/S) :MAURICIO DA SILVA SIQUEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 20 de dezembro de 2012, proferi decisão de seguinte teor: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660224. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.979 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JORNAL DA BARRA LTDA ADV.(A/S) :JAIR ANTÔNIO MANGILI AGDO.(A/S) :BENEDITO FERNANDES ADV.(A/S) :MAURICIO DA SILVA SIQUEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 20 de dezembro de 2012, proferi decisão de seguinte teor: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 725979 AGR / SP A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta de agravo, insiste na demonstração de ofensa ao direito de informação e sustenta ser desnecessário o reexame de matéria fática para se verificar a aludida violação. A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660224. Supremo Tribunal Federal ARE 725979 AGR / SP A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta de agravo, insiste na demonstração de ofensa ao direito de informação e sustenta ser desnecessário o reexame de matéria fática para se verificar a aludida violação. A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.979 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro consignou em síntese: EMENTA-INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS – Matéria jornalística publicada pela ré atingido a honra e reputação do autor – Fatos divulgados em no jornal local, afirma a participação do autor em "esquema" montado no âmbito da administração, onde o mesmo aproveitava-se da sua posição de chefe da Guarda Municipal, para utilizar-se da estrutura e funcionários públicos com a finalidade de satisfazer interesse particular – Culpa verificada – Dano moral – Ocorrência – Ofensa à honra – Nítida a intenção do réu em ofender a integridade moral e a reputação do autor – Animus nocendi e injuriandi causadores do dano reclamado (que aqui, é imediato) – Indenização que deve ser proporcional e adequada ao caso concreto, para reparar o dano e desestimular a repetição da conduta – Sentença que fixa os danos morais em R$ 4.650,00 – Apelo adesivo do autor provido para majorar a condenação ao equivalente a 50 salários mínimos vigentes à data do efetivo pagamento – Sentença reformada – Recurso da ré improvido, bem como provido em parte, o recurso adesivo do autor. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660225. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.979 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro consignou em síntese: EMENTA-INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS – Matéria jornalística publicada pela ré atingido a honra e reputação do autor – Fatos divulgados em no jornal local, afirma a participação do autor em "esquema" montado no âmbito da administração, onde o mesmo aproveitava-se da sua posição de chefe da Guarda Municipal, para utilizar-se da estrutura e funcionários públicos com a finalidade de satisfazer interesse particular – Culpa verificada – Dano moral – Ocorrência – Ofensa à honra – Nítida a intenção do réu em ofender a integridade moral e a reputação do autor – Animus nocendi e injuriandi causadores do dano reclamado (que aqui, é imediato) – Indenização que deve ser proporcional e adequada ao caso concreto, para reparar o dano e desestimular a repetição da conduta – Sentença que fixa os danos morais em R$ 4.650,00 – Apelo adesivo do autor provido para majorar a condenação ao equivalente a 50 salários mínimos vigentes à data do efetivo pagamento – Sentença reformada – Recurso da ré improvido, bem como provido em parte, o recurso adesivo do autor. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660225. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 725979 AGR / SP Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660225. Supremo Tribunal Federal ARE 725979 AGR / SP Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660225. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.979 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JORNAL DA BARRA LTDA ADV.(A/S) : JAIR ANTÔNIO MANGILI AGDO.(A/S) : BENEDITO FERNANDES ADV.(A/S) : MAURICIO DA SILVA SIQUEIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604805 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.979 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JORNAL DA BARRA LTDA ADV.(A/S) : JAIR ANTÔNIO MANGILI AGDO.(A/S) : BENEDITO FERNANDES ADV.(A/S) : MAURICIO DA SILVA SIQUEIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3693782
2013-03-19T00:00:00
2013-04-26T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
sjur228983
Número de páginas: 7. Análise: 23/05/2013, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
725979
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 725979 AgR
[ "" ]
ADV.(A/S) : JAIR ANTÔNIO MANGILI AGTE.(S) : JORNAL DA BARRA LTDA AGDO.(A/S) : BENEDITO FERNANDES ADV.(A/S) : MAURICIO DA SILVA SIQUEIRA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.979 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JORNAL DA BARRA LTDA ADV.(A/S) :JAIR ANTÔNIO MANGILI AGDO.(A/S) :BENEDITO FERNANDES ADV.(A/S) :MAURICIO DA SILVA SIQUEIRA RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660223. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 725979 AGR / SP taquigráficas. Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660223. Supremo Tribunal Federal ARE 725979 AGR / SP taquigráficas. Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660223. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.979 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JORNAL DA BARRA LTDA ADV.(A/S) :JAIR ANTÔNIO MANGILI AGDO.(A/S) :BENEDITO FERNANDES ADV.(A/S) :MAURICIO DA SILVA SIQUEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 20 de dezembro de 2012, proferi decisão de seguinte teor: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660224. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.979 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JORNAL DA BARRA LTDA ADV.(A/S) :JAIR ANTÔNIO MANGILI AGDO.(A/S) :BENEDITO FERNANDES ADV.(A/S) :MAURICIO DA SILVA SIQUEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 20 de dezembro de 2012, proferi decisão de seguinte teor: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 725979 AGR / SP A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta de agravo, insiste na demonstração de ofensa ao direito de informação e sustenta ser desnecessário o reexame de matéria fática para se verificar a aludida violação. A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660224. Supremo Tribunal Federal ARE 725979 AGR / SP A par desse aspecto, descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses com solução na origem. A tentativa acaba por fazer-se voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta de agravo, insiste na demonstração de ofensa ao direito de informação e sustenta ser desnecessário o reexame de matéria fática para se verificar a aludida violação. A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.979 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro consignou em síntese: EMENTA-INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS – Matéria jornalística publicada pela ré atingido a honra e reputação do autor – Fatos divulgados em no jornal local, afirma a participação do autor em "esquema" montado no âmbito da administração, onde o mesmo aproveitava-se da sua posição de chefe da Guarda Municipal, para utilizar-se da estrutura e funcionários públicos com a finalidade de satisfazer interesse particular – Culpa verificada – Dano moral – Ocorrência – Ofensa à honra – Nítida a intenção do réu em ofender a integridade moral e a reputação do autor – Animus nocendi e injuriandi causadores do dano reclamado (que aqui, é imediato) – Indenização que deve ser proporcional e adequada ao caso concreto, para reparar o dano e desestimular a repetição da conduta – Sentença que fixa os danos morais em R$ 4.650,00 – Apelo adesivo do autor provido para majorar a condenação ao equivalente a 50 salários mínimos vigentes à data do efetivo pagamento – Sentença reformada – Recurso da ré improvido, bem como provido em parte, o recurso adesivo do autor. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660225. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.979 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro consignou em síntese: EMENTA-INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS – Matéria jornalística publicada pela ré atingido a honra e reputação do autor – Fatos divulgados em no jornal local, afirma a participação do autor em "esquema" montado no âmbito da administração, onde o mesmo aproveitava-se da sua posição de chefe da Guarda Municipal, para utilizar-se da estrutura e funcionários públicos com a finalidade de satisfazer interesse particular – Culpa verificada – Dano moral – Ocorrência – Ofensa à honra – Nítida a intenção do réu em ofender a integridade moral e a reputação do autor – Animus nocendi e injuriandi causadores do dano reclamado (que aqui, é imediato) – Indenização que deve ser proporcional e adequada ao caso concreto, para reparar o dano e desestimular a repetição da conduta – Sentença que fixa os danos morais em R$ 4.650,00 – Apelo adesivo do autor provido para majorar a condenação ao equivalente a 50 salários mínimos vigentes à data do efetivo pagamento – Sentença reformada – Recurso da ré improvido, bem como provido em parte, o recurso adesivo do autor. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660225. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 725979 AGR / SP Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660225. Supremo Tribunal Federal ARE 725979 AGR / SP Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660225. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.979 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JORNAL DA BARRA LTDA ADV.(A/S) : JAIR ANTÔNIO MANGILI AGDO.(A/S) : BENEDITO FERNANDES ADV.(A/S) : MAURICIO DA SILVA SIQUEIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604805 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.979 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JORNAL DA BARRA LTDA ADV.(A/S) : JAIR ANTÔNIO MANGILI AGDO.(A/S) : BENEDITO FERNANDES ADV.(A/S) : MAURICIO DA SILVA SIQUEIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604805 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725 . 979", "ARE 725979 AGR / SP", "ARE 725979 AGR", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 725979 AGR / SP", "ARE 725979", "AGRAVO 725 . 979", "ARE 725979 AGR / SP", "ARE 725979 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "JORNAL DA BARRA LTDA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "JORNAL DA BARRA LTDA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "JORNAL DA BARRA LTDA", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "JORNAL DA BARRA LTDA", "Primeira Turma", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "JAIR ANTÔNIO MANGILI", "BENEDITO FERNANDES", "MAURICIO DA SILVA SIQUEIRA", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JORNAL", "JAIR ANTÔNIO MANGILI", "BENEDITO FERNANDES", "MAURICIO DA SILVA SIQUEIRA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JAIR ANTÔNIO MANGILI", "BENEDITO FERNANDES", "MAURICIO DA SILVA SIQUEIRA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JAIR ANTÔNIO MANGILI", "BENEDITO FERNANDES", "MAURICIO DA SILVA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "JAIR ANTÔNIO MANGILI", "BENEDITO FERNANDES", "MAURICIO DA SILVA SIQUEIRA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "03", "/", "2013", "/", "08", "/", "2001", "19 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "20 de dezembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "20 de dezembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.246 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ERNANI DE OLIVEIRA REIS IMPTE.(S) :EURICO BATISTA SCHORRO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A DIREITO PENAL. HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO. CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO AUTOMOTOR. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, “a”, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla do preceito constitucional. 2. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 3. A quantidade de pena não é o único critério a ser considerado para a fixação do regime inicial de cumprimento da pena, conforme remissão constante no art. 33, § 3º, do Código Penal. No caso, a fixação do regime inicial semiaberto não se afigura arbitrária, máxime quando Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815070. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 114246 / SP presente motivação idônea consistente em circunstância judicial desfavorável. 4. Não se presta o habeas corpus, enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, como instrumento hábil ao reexame do conjunto fático-probatório que levou à fixação das penas. 5. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 14 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815070. Supremo Tribunal Federal HC 114246 / SP presente motivação idônea consistente em circunstância judicial desfavorável. 4. Não se presta o habeas corpus, enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, como instrumento hábil ao reexame do conjunto fático-probatório que levou à fixação das penas. 5. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 14 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815070. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.246 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ERNANI DE OLIVEIRA REIS IMPTE.(S) :EURICO BATISTA SCHORRO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus impetrado por Eurico Batista Schorro em favor de Ernani de Oliveira Reis contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC 143.845/SP. O paciente foi condenado às penas de 06 (seis) anos de reclusão, no regime inicial semiaberto, e de 30 (trinta) dias-multa pela prática dos crimes tipificados nos arts. 171, § 2º, V, e 311, ambos do Código Penal. Não há nos autos pormenores sobre a conduta delitiva por ele praticada. No julgamento da apelação defensiva, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decretou extinta a punibilidade do paciente pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva em relação ao crime de fraude para recebimento de indenização de seguro (art. 171, § 2º, V, do Código Penal). A Corte manteve a condenação pela prática do crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor à pena de 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão. A Defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, a fim de abrandar a pena e, em consequência, o regime inicial de cumprimento, tendo a Corte Superior concedido parcialmente a ordem no HC 143.845/SP para diminuir pena para 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão, mantendo o regime fixado na condenação. Ato contínuo, o Superior Tribunal de Justiça acolheu os embargos de declaração apenas para esclarecer que “ficou mantido o regime prisional semiaberto para início do cumprimento da reprimenda”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815071. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.246 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ERNANI DE OLIVEIRA REIS IMPTE.(S) :EURICO BATISTA SCHORRO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus impetrado por Eurico Batista Schorro em favor de Ernani de Oliveira Reis contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC 143.845/SP. O paciente foi condenado às penas de 06 (seis) anos de reclusão, no regime inicial semiaberto, e de 30 (trinta) dias-multa pela prática dos crimes tipificados nos arts. 171, § 2º, V, e 311, ambos do Código Penal. Não há nos autos pormenores sobre a conduta delitiva por ele praticada. No julgamento da apelação defensiva, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decretou extinta a punibilidade do paciente pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva em relação ao crime de fraude para recebimento de indenização de seguro (art. 171, § 2º, V, do Código Penal). A Corte manteve a condenação pela prática do crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor à pena de 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão. A Defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, a fim de abrandar a pena e, em consequência, o regime inicial de cumprimento, tendo a Corte Superior concedido parcialmente a ordem no HC 143.845/SP para diminuir pena para 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão, mantendo o regime fixado na condenação. Ato contínuo, o Superior Tribunal de Justiça acolheu os embargos de declaração apenas para esclarecer que “ficou mantido o regime prisional semiaberto para início do cumprimento da reprimenda”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815071. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 114246 / SP Neste habeas corpus, o Impetrante salienta ser o caso, pelo quantum da pena, de cumprimento da sanção no regime inicial aberto, à luz do disposto no art. 33, §2º, “c”, do Código Penal. Afirma ser o paciente tecnicamente primário, o que elide a apontada justa causa na imposição do regime mais severo. Reputa, assim, configurado constrangimento ilegal na escolha do regime inicial de cumprimento de pena cujo quantum permitiria imposição de modalidade mais branda. Requer a concessão da ordem para a fixação do regime prisional aberto. O pedido de liminar foi indeferido pelo então Presidente desta Suprema Corte, Ministro Ayres Britto, em 09.7.2012. Recebidas as informações (Petição STF nº 37510/2012). Parecer do Ministério Público Federal, da lavra da Subprocuradora- Geral da República Cláudia Sampaio Marques, pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815071. Supremo Tribunal Federal HC 114246 / SP Neste habeas corpus, o Impetrante salienta ser o caso, pelo quantum da pena, de cumprimento da sanção no regime inicial aberto, à luz do disposto no art. 33, §2º, “c”, do Código Penal. Afirma ser o paciente tecnicamente primário, o que elide a apontada justa causa na imposição do regime mais severo. Reputa, assim, configurado constrangimento ilegal na escolha do regime inicial de cumprimento de pena cujo quantum permitiria imposição de modalidade mais branda. Requer a concessão da ordem para a fixação do regime prisional aberto. O pedido de liminar foi indeferido pelo então Presidente desta Suprema Corte, Ministro Ayres Britto, em 09.7.2012. Recebidas as informações (Petição STF nº 37510/2012). Parecer do Ministério Público Federal, da lavra da Subprocuradora- Geral da República Cláudia Sampaio Marques, pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815071. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.246 SÃO PAULO V O T O I. A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus impetrado contra acórdão que concedeu parcialmente a ordem no HC 143.845/SP proferido pelo Superior Tribunal de Justiça. Insurge-se o paciente contra a matéria recursal na extensão em que denegada a ordem pela Corte Superior. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição da República remédio jurídico expresso, o recurso ordinário (art. 102, II, “a” ). Diante da dicção constitucional não cabe, em decorrência, a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. A Primeira Turma desta Corte assentou tal entendimento, em 08.8.2012, ao julgar o HC 109.956/PR (HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus , a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO CRIME DILIGÊNCIAS INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las. Rel. Min. Marco Aurélio, por maioria, DJe 11.9.2012), tendo a discussão se iniciado no HC 108.715/RJ, cujo julgamento ainda não foi finalizado. No mesmo sentido, encontram-se diversos precedentes da minha lavra, entre eles o seguinte: “O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.246 SÃO PAULO V O T O I. A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus impetrado contra acórdão que concedeu parcialmente a ordem no HC 143.845/SP proferido pelo Superior Tribunal de Justiça. Insurge-se o paciente contra a matéria recursal na extensão em que denegada a ordem pela Corte Superior. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição da República remédio jurídico expresso, o recurso ordinário (art. 102, II, “a” ). Diante da dicção constitucional não cabe, em decorrência, a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. A Primeira Turma desta Corte assentou tal entendimento, em 08.8.2012, ao julgar o HC 109.956/PR (HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus , a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO CRIME DILIGÊNCIAS INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las. Rel. Min. Marco Aurélio, por maioria, DJe 11.9.2012), tendo a discussão se iniciado no HC 108.715/RJ, cujo julgamento ainda não foi finalizado. No mesmo sentido, encontram-se diversos precedentes da minha lavra, entre eles o seguinte: “O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114246 / SP remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte.” (HC 104.045/RJ, Rel. Min. Rosa Weber, 1ª Turma, DJe 06.9.2012). Embora o habeas corpus constitua remédio criado pela common law, o seu prestígio ensejou-lhe posterior consagração legislativa, especialmente, no âmbito inglês, com o Habeas Corpus Act, de 1679, e, no âmbito norte- americano, com o artigo I, seção 9, da Constituição norte-americana de 1787, ainda antes da adoção das dez primeiras emendas de 1971. Interessante nesse breve relato é que, a despeito da importância histórica do instituto, confundindo com a própria essência da liberdade, não foi e não é o habeas corpus utilizado, no Direito anglo-saxão, senão diretamente contra uma prisão, decretada em processo criminal ou não (v.g. KAMISAR, Yale e outros. Modern Criminal Procedures: Cases, Commentes, Questions. 10ª ed., St. Paul: West Group, 2002, p. 1.585-628; TRECHSEL, Stefan. Human Rights in Criminal Proceedings. Oxford University Press, 2005, p. 462-495; GUIMARÃES, Isaac Sabbá. Habeas Corpus: críticas e perspectivas. 3ª ed., Curitiba, Juruá, 2009, p. 165-81). Jamais se cogitou de sua utilização como um substitutivo de recurso no processo penal. Também em Portugal, onde o habeas corpus foi adotado apenas no século XX (Decreto-lei nº 35.043, de 20.10.1945), constitui ação destinada apenas à impugnação de uma prisão. Como já decidiu o Superior Tribunal de Justiça português, “a providência de habeas corpus destina-se tão só a controlar a legalidade da prisão no momento em que se decide, tendo como finalidade verificar a legalidade das prisões a que os cidadãos estão sujeitos, nela não se incluindo a verificação de qualquer ilegalidade que possa ter sido cometida no processo, seja criminal ou disciplinar, nem qualquer medida contra os responsáveis por tais ilegalidades” (Acórdão de 26.4.1989, processo 10/89, BMJ 386, p. 422 – apud GUIMARÃES, Isaac Sabbá, op. cit., p. 228-229). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Supremo Tribunal Federal HC 114246 / SP remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte.” (HC 104.045/RJ, Rel. Min. Rosa Weber, 1ª Turma, DJe 06.9.2012). Embora o habeas corpus constitua remédio criado pela common law, o seu prestígio ensejou-lhe posterior consagração legislativa, especialmente, no âmbito inglês, com o Habeas Corpus Act, de 1679, e, no âmbito norte- americano, com o artigo I, seção 9, da Constituição norte-americana de 1787, ainda antes da adoção das dez primeiras emendas de 1971. Interessante nesse breve relato é que, a despeito da importância histórica do instituto, confundindo com a própria essência da liberdade, não foi e não é o habeas corpus utilizado, no Direito anglo-saxão, senão diretamente contra uma prisão, decretada em processo criminal ou não (v.g. KAMISAR, Yale e outros. Modern Criminal Procedures: Cases, Commentes, Questions. 10ª ed., St. Paul: West Group, 2002, p. 1.585-628; TRECHSEL, Stefan. Human Rights in Criminal Proceedings. Oxford University Press, 2005, p. 462-495; GUIMARÃES, Isaac Sabbá. Habeas Corpus: críticas e perspectivas. 3ª ed., Curitiba, Juruá, 2009, p. 165-81). Jamais se cogitou de sua utilização como um substitutivo de recurso no processo penal. Também em Portugal, onde o habeas corpus foi adotado apenas no século XX (Decreto-lei nº 35.043, de 20.10.1945), constitui ação destinada apenas à impugnação de uma prisão. Como já decidiu o Superior Tribunal de Justiça português, “a providência de habeas corpus destina-se tão só a controlar a legalidade da prisão no momento em que se decide, tendo como finalidade verificar a legalidade das prisões a que os cidadãos estão sujeitos, nela não se incluindo a verificação de qualquer ilegalidade que possa ter sido cometida no processo, seja criminal ou disciplinar, nem qualquer medida contra os responsáveis por tais ilegalidades” (Acórdão de 26.4.1989, processo 10/89, BMJ 386, p. 422 – apud GUIMARÃES, Isaac Sabbá, op. cit., p. 228-229). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114246 / SP Assim, é o habeas corpus uma garantia da liberdade de locomoção – ir, vir e permanecer –, contra violência ou coação, pressupondo, portanto, uma prisão, uma ameaça de prisão ou pelo menos alguma espécie de constrangimento físico ou moral à liberdade física. Nesse contexto, a preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de assegurar a razoável duração do processo comandada no art. 5º, LXXVIII, da Carta Magna aconselham seja retomada a função constitucional do habeas corpus, inadmitido o seu uso como substitutivo de recurso no processo penal. No caso do recurso ordinário contra a denegação do writ por Tribunal Superior, o emprego do habeas corpus em substituição é ainda mais grave, considerada a expressa previsão do recurso no texto constitucional (art. 102, II, “a”, da Constituição Federal). Admitir o habeas corpus como substitutivo do recurso, diante da expressa previsão constitucional, representa burla indireta ao instituto próprio, cujo manejo está à disposição do sucumbente, observados os requisitos pertinentes. Em síntese, o habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heroico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição. Portanto, voto por afirmar a inadequação do habeas corpus e por sua consequente extinção sem resolução do mérito. II. A questão em debate neste habeas corpus limita-se ao regime de cumprimento de pena. Aponta-se constrangimento ilegal sofrido pelo paciente devido à fixação do regime inicial semiaberto em condenação cujo quantum de pena aplicado viabilizaria o cumprimento na modalidade mais branda (aberto). Conforme relatado, o paciente foi condenado pela prática dos crimes previstos nos arts. 171, § 2º, V, e 311, ambos do Código 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Supremo Tribunal Federal HC 114246 / SP Assim, é o habeas corpus uma garantia da liberdade de locomoção – ir, vir e permanecer –, contra violência ou coação, pressupondo, portanto, uma prisão, uma ameaça de prisão ou pelo menos alguma espécie de constrangimento físico ou moral à liberdade física. Nesse contexto, a preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de assegurar a razoável duração do processo comandada no art. 5º, LXXVIII, da Carta Magna aconselham seja retomada a função constitucional do habeas corpus, inadmitido o seu uso como substitutivo de recurso no processo penal. No caso do recurso ordinário contra a denegação do writ por Tribunal Superior, o emprego do habeas corpus em substituição é ainda mais grave, considerada a expressa previsão do recurso no texto constitucional (art. 102, II, “a”, da Constituição Federal). Admitir o habeas corpus como substitutivo do recurso, diante da expressa previsão constitucional, representa burla indireta ao instituto próprio, cujo manejo está à disposição do sucumbente, observados os requisitos pertinentes. Em síntese, o habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heroico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição. Portanto, voto por afirmar a inadequação do habeas corpus e por sua consequente extinção sem resolução do mérito. II. A questão em debate neste habeas corpus limita-se ao regime de cumprimento de pena. Aponta-se constrangimento ilegal sofrido pelo paciente devido à fixação do regime inicial semiaberto em condenação cujo quantum de pena aplicado viabilizaria o cumprimento na modalidade mais branda (aberto). Conforme relatado, o paciente foi condenado pela prática dos crimes previstos nos arts. 171, § 2º, V, e 311, ambos do Código 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114246 / SP Penal. Reconhecida a prescrição da pretensão punitiva em relação ao crime de fraude para recebimento de indenização de seguro, restou reduzida, pelo Superior Tribunal de Justiça, a pena do crime de adulteração de sinal automotor (art. 311 do Código Penal), mantido o regime inicial, em acórdão assim ementado: “HABEAS CORPUS . PENAL. ADULTERAÇÃO DE SINAL DE VEÍCULO AUTOMOTOR. PENA-BASE FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. MAUS ANTECEDENTES DEVIDAMENTE VALORADOS. PERSONALIDADE DO AGENTE. IMPOSSIBILIDADE DE AVALIAÇÃO DESFAVORÁVEL. REGIME PRISIONAL MAIS GRAVOSO. CABIMENTO. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. Examinando as circunstâncias judiciais do caso concreto, as instâncias ordinárias consideraram desfavoráveis os maus antecedentes e a personalidade do réu para fixar a pena-base acima do mínimo legal. 2. Os maus antecedentes restaram devidamente comprovados por condenação transitada em julgado. Contudo, nos termos da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a aferição da personalidade do criminoso somente é possível se existirem, nos autos, elementos suficientes e que efetivamente possam levar o julgador a uma conclusão segura sobre a questão. 3. Tem-se por justificada a fixação de regime prisional fechado, diante da existência de maus antecedentes, circunstância judicial desfavorável ao réu, apta a justificar a fixação da pena-base acima do mínimo legal. 4. Ordem parcialmente concedida para, reformando a sentença condenatória e o acórdão impugnado, afastar o indevido reconhecimento de circunstância judicial desfavorável relativa à personalidade e fixar a pena privativa de liberdade do Paciente em 03 anos e 09 meses de reclusão”. Convém transcrever, a respeito da tese recursal, trechos extraídos do voto condutor do acórdão impugnado. Confira-se: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Supremo Tribunal Federal HC 114246 / SP Penal. Reconhecida a prescrição da pretensão punitiva em relação ao crime de fraude para recebimento de indenização de seguro, restou reduzida, pelo Superior Tribunal de Justiça, a pena do crime de adulteração de sinal automotor (art. 311 do Código Penal), mantido o regime inicial, em acórdão assim ementado: “HABEAS CORPUS . PENAL. ADULTERAÇÃO DE SINAL DE VEÍCULO AUTOMOTOR. PENA-BASE FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. MAUS ANTECEDENTES DEVIDAMENTE VALORADOS. PERSONALIDADE DO AGENTE. IMPOSSIBILIDADE DE AVALIAÇÃO DESFAVORÁVEL. REGIME PRISIONAL MAIS GRAVOSO. CABIMENTO. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. Examinando as circunstâncias judiciais do caso concreto, as instâncias ordinárias consideraram desfavoráveis os maus antecedentes e a personalidade do réu para fixar a pena-base acima do mínimo legal. 2. Os maus antecedentes restaram devidamente comprovados por condenação transitada em julgado. Contudo, nos termos da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a aferição da personalidade do criminoso somente é possível se existirem, nos autos, elementos suficientes e que efetivamente possam levar o julgador a uma conclusão segura sobre a questão. 3. Tem-se por justificada a fixação de regime prisional fechado, diante da existência de maus antecedentes, circunstância judicial desfavorável ao réu, apta a justificar a fixação da pena-base acima do mínimo legal. 4. Ordem parcialmente concedida para, reformando a sentença condenatória e o acórdão impugnado, afastar o indevido reconhecimento de circunstância judicial desfavorável relativa à personalidade e fixar a pena privativa de liberdade do Paciente em 03 anos e 09 meses de reclusão”. Convém transcrever, a respeito da tese recursal, trechos extraídos do voto condutor do acórdão impugnado. Confira-se: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114246 / SP “No caso, o Juiz sentenciante, ao analisar os parâmetros previstos no art. 59 do Código Penal, levou em consideração, para majorar a pena-base, os maus antecedentes e a personalidade do agente. No que diz respeito aos maus antecedentes do acusado, a sentença fez referência a condenações anteriores, posteriormente esclarecidas pelo acórdão impugnado, ao consignar que o ora Paciente não é mais primário, já que possui condenações transitadas em julgado, hipótese apta a ensejar a incidência da referida circunstância judicial para fins de exasperação da pena-base. Contudo, foi considerada indevidamente como desfavorável ao réu, pelo julgador, a circunstância judicial da personalidade do agente, constando da sentença condenatória que o Paciente ‘demonstra personalidade distorcida e tendente à prática de crimes’. Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça já se posicionou no sentido de que a aferição da personalidade do criminoso somente é possível se existirem, nos autos, elementos suficientes e que efetivamente possam levar o julgador a uma conclusão segura sobre a questão. Assim, no caso, é indevida a valoração negativa da personalidade realizada pelo magistrado sentenciante. (…) Assim, remanesce devidamente fundamentado, tão somente, os maus antecedentes, os quais emprestaram à conduta do Paciente especial reprovabilidade e que não se afiguram inerentes ao próprio tipo penal. (…) Por fim, tem-se por justificada a fixação do regime prisional fechado, diante da existência de maus antecedentes, circunstância judicial desfavorável ao réu, apta a justificar a fixação da pena-base acima do mínimo legal”. Diante do equívoco na indicação do regime prisional fechado como o estabelecido pelo magistrado sentenciante, o Superior Tribunal de Justiça acolheu os embargos de declaração, sem efeitos modificativos, “apenas para esclarecer que ficou mantido o regime prisional semiaberto para 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Supremo Tribunal Federal HC 114246 / SP “No caso, o Juiz sentenciante, ao analisar os parâmetros previstos no art. 59 do Código Penal, levou em consideração, para majorar a pena-base, os maus antecedentes e a personalidade do agente. No que diz respeito aos maus antecedentes do acusado, a sentença fez referência a condenações anteriores, posteriormente esclarecidas pelo acórdão impugnado, ao consignar que o ora Paciente não é mais primário, já que possui condenações transitadas em julgado, hipótese apta a ensejar a incidência da referida circunstância judicial para fins de exasperação da pena-base. Contudo, foi considerada indevidamente como desfavorável ao réu, pelo julgador, a circunstância judicial da personalidade do agente, constando da sentença condenatória que o Paciente ‘demonstra personalidade distorcida e tendente à prática de crimes’. Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça já se posicionou no sentido de que a aferição da personalidade do criminoso somente é possível se existirem, nos autos, elementos suficientes e que efetivamente possam levar o julgador a uma conclusão segura sobre a questão. Assim, no caso, é indevida a valoração negativa da personalidade realizada pelo magistrado sentenciante. (…) Assim, remanesce devidamente fundamentado, tão somente, os maus antecedentes, os quais emprestaram à conduta do Paciente especial reprovabilidade e que não se afiguram inerentes ao próprio tipo penal. (…) Por fim, tem-se por justificada a fixação do regime prisional fechado, diante da existência de maus antecedentes, circunstância judicial desfavorável ao réu, apta a justificar a fixação da pena-base acima do mínimo legal”. Diante do equívoco na indicação do regime prisional fechado como o estabelecido pelo magistrado sentenciante, o Superior Tribunal de Justiça acolheu os embargos de declaração, sem efeitos modificativos, “apenas para esclarecer que ficou mantido o regime prisional semiaberto para 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114246 / SP início do cumprimento da reprimenda”. Em relação ao regime inicial prisional, a quantidade de pena não é o único critério a ser considerado para a fixação do regime inicial de cumprimento da pena, conforme remissão constante do art. 33, § 3º, do Código Penal. A mesma circunstância autorizadora da exasperação da pena, consubstanciada nos maus antecedentes, também justifica a imposição do regime semiaberto. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. O paciente pretende comprovar ilegalidade na fixação do regime de cumprimento de pena, acostando ao menos três certidões de objeto e pé referentes a processos em que figurou como acusado e nos quais foi absolvido, teve extinta a punibilidade ou foi agraciado pelo sursis processual. Contudo, aludidas certidões não se prestam a infirmar os maus antecedentes reconhecidos pelas instâncias anteriores, por se tratarem de certidões isoladas, emitidas pelos Juízos perante os quais tramitaram as respectivas ações. Assim, é inequívoca a presença de circunstância judicial desfavorável a conduzir à imposição de modalidade de cumprimento de pena mais severa do que a autorizada pelo quantum da pena aplicada. Nessa perspectiva, a fixação do regime inicial semiaberto não se afigura arbitrária, máxime quando presente motivação idônea consistente em circunstância judicial desfavorável. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Supremo Tribunal Federal HC 114246 / SP início do cumprimento da reprimenda”. Em relação ao regime inicial prisional, a quantidade de pena não é o único critério a ser considerado para a fixação do regime inicial de cumprimento da pena, conforme remissão constante do art. 33, § 3º, do Código Penal. A mesma circunstância autorizadora da exasperação da pena, consubstanciada nos maus antecedentes, também justifica a imposição do regime semiaberto. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. O paciente pretende comprovar ilegalidade na fixação do regime de cumprimento de pena, acostando ao menos três certidões de objeto e pé referentes a processos em que figurou como acusado e nos quais foi absolvido, teve extinta a punibilidade ou foi agraciado pelo sursis processual. Contudo, aludidas certidões não se prestam a infirmar os maus antecedentes reconhecidos pelas instâncias anteriores, por se tratarem de certidões isoladas, emitidas pelos Juízos perante os quais tramitaram as respectivas ações. Assim, é inequívoca a presença de circunstância judicial desfavorável a conduzir à imposição de modalidade de cumprimento de pena mais severa do que a autorizada pelo quantum da pena aplicada. Nessa perspectiva, a fixação do regime inicial semiaberto não se afigura arbitrária, máxime quando presente motivação idônea consistente em circunstância judicial desfavorável. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114246 / SP Não se presta ainda o habeas corpus, enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, como instrumento hábil ao reexame do conjunto fático-probatório que levou à fixação das penas. A esse respeito, vale transcrever o seguinte julgado desta Corte: “Habeas Corpus. Alteração do regime inicial para cumprimento de pena. Inviabilidade. Aplicação do art. 33 do Código Penal. Reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. 1. Tendo a paciente, não reincidente, sido condenada a cinco anos e seis meses de reclusão, o regime inicial semi-aberto para cumprimento da pena mostra-se adequado, conforme dispõe o art. 33, § 2º, alínea "b", do Código Penal. 2. A análise dos elementos de convicção acerca das circunstâncias judiciais avaliadas negativamente na sentença condenatória é incompatível com a via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. 3. Ordem denegada” (HC 101.209/SP, Segunda Turma, Rel. Joaquim Barbosa, Julgamento em 21.9.2010). Portanto, não vislumbro como arbitrário ou ilegal o regime inicial de cumprimento de pena impugnado neste writ, não tendo lugar a concessão da ordem de ofício. Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem resolução do mérito por sua inadequação como substitutivo do recurso constitucional. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Supremo Tribunal Federal HC 114246 / SP Não se presta ainda o habeas corpus, enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, como instrumento hábil ao reexame do conjunto fático-probatório que levou à fixação das penas. A esse respeito, vale transcrever o seguinte julgado desta Corte: “Habeas Corpus. Alteração do regime inicial para cumprimento de pena. Inviabilidade. Aplicação do art. 33 do Código Penal. Reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. 1. Tendo a paciente, não reincidente, sido condenada a cinco anos e seis meses de reclusão, o regime inicial semi-aberto para cumprimento da pena mostra-se adequado, conforme dispõe o art. 33, § 2º, alínea "b", do Código Penal. 2. A análise dos elementos de convicção acerca das circunstâncias judiciais avaliadas negativamente na sentença condenatória é incompatível com a via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. 3. Ordem denegada” (HC 101.209/SP, Segunda Turma, Rel. Joaquim Barbosa, Julgamento em 21.9.2010). Portanto, não vislumbro como arbitrário ou ilegal o regime inicial de cumprimento de pena impugnado neste writ, não tendo lugar a concessão da ordem de ofício. Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem resolução do mérito por sua inadequação como substitutivo do recurso constitucional. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.246 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : ERNANI DE OLIVEIRA REIS IMPTE.(S) : EURICO BATISTA SCHORRO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857582 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.246 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : ERNANI DE OLIVEIRA REIS IMPTE.(S) : EURICO BATISTA SCHORRO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857582 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3901403
2013-05-14T00:00:00
2013-06-03T00:00:00
A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013.
HABEAS CORPUS
E M E N T A DIREITO PENAL. HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO. CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO AUTOMOTOR. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, “a”, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla do preceito constitucional. 2. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 3. A quantidade de pena não é o único critério a ser considerado para a fixação do regime inicial de cumprimento da pena, conforme remissão constante no art. 33, § 3º, do Código Penal. No caso, a fixação do regime inicial semiaberto não se afigura arbitrária, máxime quando presente motivação idônea consistente em circunstância judicial desfavorável. 4. Não se presta o habeas corpus, enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, como instrumento hábil ao reexame do conjunto fático-probatório que levou à fixação das penas. 5. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito.
sjur232003
- Acórdão (s) citado (s): (HC, REEXAME, FATO, PROVA) HC 101209 (2ªT). (HC, SUBSTITUTIVO, RECURSO ORDINÁRIO) HC 109956 (1ªT), HC 104045 (1ªT). - Legislação estangeira citada: Magna Carta de 1215 da Inglaterra; Habeas Corpus Act, de 1679; artigo I, seção 9, da Constituição norte-americana de 1787; Decreto-lei nº 35043 de 20.10.1945 de Portugal. - Decisões estrangeiras citadas: Caso James Somerset da King's Bench; Buschel's Case, de 1670, da Court of Common Pleas; Acórdão de 26.04.1989, processo 10/89, BMJ 386, p. 422, do Superior Tribunal de Justiça português. Número de páginas: 12. Análise: 08/06/2013, BMB.
ROSA WEBER
Primeira Turma
114246
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00078 ART-00102 INC-00002\r\n LET-A \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00033 ART-00171 PAR-00002 INC-00005\r\n ART-00311 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 114246
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PACTE.(S) : ERNANI DE OLIVEIRA REIS IMPTE.(S) : EURICO BATISTA SCHORRO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.246 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ERNANI DE OLIVEIRA REIS IMPTE.(S) :EURICO BATISTA SCHORRO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A DIREITO PENAL. HABEAS CORPUS. SUBSTITUTIVO DE RECURSO. CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO AUTOMOTOR. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, “a”, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla do preceito constitucional. 2. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 3. A quantidade de pena não é o único critério a ser considerado para a fixação do regime inicial de cumprimento da pena, conforme remissão constante no art. 33, § 3..., do Código Penal. No caso, a fixação do regime inicial semiaberto não se afigura arbitrária, máxime quando Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815070. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 114246 / SP presente motivação idônea consistente em circunstância judicial desfavorável. 4. Não se presta o habeas corpus, enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, como instrumento hábil ao reexame do conjunto fático-probatório que levou à fixação das penas. 5. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 14 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815070. Supremo Tribunal Federal HC 114246 / SP presente motivação idônea consistente em circunstância judicial desfavorável. 4. Não se presta o habeas corpus, enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, como instrumento hábil ao reexame do conjunto fático-probatório que levou à fixação das penas. 5. Habeas corpus extinto sem resolução do mérito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 14 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815070. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.246 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ERNANI DE OLIVEIRA REIS IMPTE.(S) :EURICO BATISTA SCHORRO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus impetrado por Eurico Batista Schorro em favor de Ernani de Oliveira Reis contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC 143.845/SP. O paciente foi condenado às penas de 06 (seis) anos de reclusão, no regime inicial semiaberto, e de 30 (trinta) dias-multa pela prática dos crimes tipificados nos arts. 171, § 2..., V, e 311, ambos do Código Penal. Não há nos autos pormenores sobre a conduta delitiva por ele praticada. No julgamento da apelação defensiva, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decretou extinta a punibilidade do paciente pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva em relação ao crime de fraude para recebimento de indenização de seguro (art. 171, § 2..., V, do Código Penal). A Corte manteve a condenação pela prática do crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor à pena de 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão. A Defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, a fim de abrandar a pena e, em consequência, o regime inicial de cumprimento, tendo a Corte Superior concedido parcialmente a ordem no HC 143.845/SP para diminuir pena para 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão, mantendo o regime fixado na condenação. Ato contínuo, o Superior Tribunal de Justiça acolheu os embargos de declaração apenas para esclarecer que “ficou mantido o regime prisional semiaberto para início do cumprimento da reprimenda”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815071. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.246 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :ERNANI DE OLIVEIRA REIS IMPTE.(S) :EURICO BATISTA SCHORRO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus impetrado por Eurico Batista Schorro em favor de Ernani de Oliveira Reis contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça nos autos do HC 143.845/SP. O paciente foi condenado às penas de 06 (seis) anos de reclusão, no regime inicial semiaberto, e de 30 (trinta) dias-multa pela prática dos crimes tipificados nos arts. 171, § 2..., V, e 311, ambos do Código Penal. Não há nos autos pormenores sobre a conduta delitiva por ele praticada. No julgamento da apelação defensiva, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decretou extinta a punibilidade do paciente pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva em relação ao crime de fraude para recebimento de indenização de seguro (art. 171, § 2..., V, do Código Penal). A Corte manteve a condenação pela prática do crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor à pena de 04 (quatro) anos e 06 (seis) meses de reclusão. A Defesa impetrou habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, a fim de abrandar a pena e, em consequência, o regime inicial de cumprimento, tendo a Corte Superior concedido parcialmente a ordem no HC 143.845/SP para diminuir pena para 03 (três) anos e 09 (nove) meses de reclusão, mantendo o regime fixado na condenação. Ato contínuo, o Superior Tribunal de Justiça acolheu os embargos de declaração apenas para esclarecer que “ficou mantido o regime prisional semiaberto para início do cumprimento da reprimenda”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815071. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 114246 / SP Neste habeas corpus, o Impetrante salienta ser o caso, pelo quantum da pena, de cumprimento da sanção no regime inicial aberto, à luz do disposto no art. 33, §2..., “c”, do Código Penal. Afirma ser o paciente tecnicamente primário, o que elide a apontada justa causa na imposição do regime mais severo. Reputa, assim, configurado constrangimento ilegal na escolha do regime inicial de cumprimento de pena cujo quantum permitiria imposição de modalidade mais branda. Requer a concessão da ordem para a fixação do regime prisional aberto. O pedido de liminar foi indeferido pelo então Presidente desta Suprema Corte, Ministro Ayres Britto, em 09.7.2012. Recebidas as informações (Petição Supremo Tribunal Federal n 37510/2012). Parecer do Ministério Público Federal, da lavra da Subprocuradora- Geral da República Cláudia Sampaio Marques, pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815071. Supremo Tribunal Federal HC 114246 / SP Neste habeas corpus, o Impetrante salienta ser o caso, pelo quantum da pena, de cumprimento da sanção no regime inicial aberto, à luz do disposto no art. 33, §2..., “c”, do Código Penal. Afirma ser o paciente tecnicamente primário, o que elide a apontada justa causa na imposição do regime mais severo. Reputa, assim, configurado constrangimento ilegal na escolha do regime inicial de cumprimento de pena cujo quantum permitiria imposição de modalidade mais branda. Requer a concessão da ordem para a fixação do regime prisional aberto. O pedido de liminar foi indeferido pelo então Presidente desta Suprema Corte, Ministro Ayres Britto, em 09.7.2012. Recebidas as informações (Petição Supremo Tribunal Federal n 37510/2012). Parecer do Ministério Público Federal, da lavra da Subprocuradora- Geral da República Cláudia Sampaio Marques, pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815071. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.246 SÃO PAULO V O T O I. A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus impetrado contra acórdão que concedeu parcialmente a ordem no HC 143.845/SP proferido pelo Superior Tribunal de Justiça. Insurge-se o paciente contra a matéria recursal na extensão em que denegada a ordem pela Corte Superior. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição da República remédio jurídico expresso, o recurso ordinário (art. 102, II, “a” ). Diante da dicção constitucional não cabe, em decorrência, a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. A Primeira Turma desta Corte assentou tal entendimento, em 08.8.2012, ao julgar o HC 109.956/PR (HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus , a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO CRIME DILIGÊNCIAS INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las. Rel. Min. Marco Aurélio, por maioria, DJe 11.9.2012), tendo a discussão se iniciado no HC 108.715/RJ, cujo julgamento ainda não foi finalizado. No mesmo sentido, encontram-se diversos precedentes da minha lavra, entre eles o seguinte: “O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.246 SÃO PAULO V O T O I. A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de habeas corpus impetrado contra acórdão que concedeu parcialmente a ordem no HC 143.845/SP proferido pelo Superior Tribunal de Justiça. Insurge-se o paciente contra a matéria recursal na extensão em que denegada a ordem pela Corte Superior. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição da República remédio jurídico expresso, o recurso ordinário (art. 102, II, “a” ). Diante da dicção constitucional não cabe, em decorrência, a utilização de novo habeas corpus, em caráter substitutivo. A Primeira Turma desta Corte assentou tal entendimento, em 08.8.2012, ao julgar o HC 109.956/PR (HABEAS CORPUS - JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR - IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus , a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO CRIME DILIGÊNCIAS INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las. Rel. Min. Marco Aurélio, por maioria, DJe 11.9.2012), tendo a discussão se iniciado no HC 108.715/RJ, cujo julgamento ainda não foi finalizado. No mesmo sentido, encontram-se diversos precedentes da minha lavra, entre eles o seguinte: “O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114246 / SP remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte.” (HC 104.045/RJ, Rel. Min. Rosa Weber, 1... Turma, DJe 06.9.2012). Embora o habeas corpus constitua remédio criado pela common law, o seu prestígio ensejou-lhe posterior consagração legislativa, especialmente, no âmbito inglês, com o Habeas Corpus Act, de 1679, e, no âmbito norte- americano, com o artigo I, seção 9, da Constituição norte-americana de 1787, ainda antes da adoção das dez primeiras emendas de 1971. Interessante nesse breve relato é que, a despeito da importância histórica do instituto, confundindo com a própria essência da liberdade, não foi e não é o habeas corpus utilizado, no Direito anglo-saxão, senão diretamente contra uma prisão, decretada em processo criminal ou não (v.g. KAMISAR, Yale e outros. Modern Criminal Procedures: Cases, Commentes, Questions. 10... ed., St. Paul: West Group, 2002, p. 1.585-628; TRECHSEL, Stefan. Human Rights in Criminal Proceedings. Oxford University Press, 2005, p. 462-495; GUIMARÃES, Isaac Sabbá. Habeas Corpus: críticas e perspectivas. 3... ed., Curitiba, Juruá, 2009, p. 165-81). Jamais se cogitou de sua utilização como um substitutivo de recurso no processo penal. Também em Portugal, onde o habeas corpus foi adotado apenas no século XX (Decreto-lei n 35.043, de 20.10.1945), constitui ação destinada apenas à impugnação de uma prisão. Como já decidiu o Superior Tribunal de Justiça português, “a providência de habeas corpus destina-se tão só a controlar a legalidade da prisão no momento em que se decide, tendo como finalidade verificar a legalidade das prisões a que os cidadãos estão sujeitos, nela não se incluindo a verificação de qualquer ilegalidade que possa ter sido cometida no processo, seja criminal ou disciplinar, nem qualquer medida contra os responsáveis por tais ilegalidades” (Acórdão de 26.4.1989, processo 10/89, BMJ 386, p. 422 – apud GUIMARÃES, Isaac Sabbá, op. cit., p. 228-229). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Supremo Tribunal Federal HC 114246 / SP remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte.” (HC 104.045/RJ, Rel. Min. Rosa Weber, 1... Turma, DJe 06.9.2012). Embora o habeas corpus constitua remédio criado pela common law, o seu prestígio ensejou-lhe posterior consagração legislativa, especialmente, no âmbito inglês, com o Habeas Corpus Act, de 1679, e, no âmbito norte- americano, com o artigo I, seção 9, da Constituição norte-americana de 1787, ainda antes da adoção das dez primeiras emendas de 1971. Interessante nesse breve relato é que, a despeito da importância histórica do instituto, confundindo com a própria essência da liberdade, não foi e não é o habeas corpus utilizado, no Direito anglo-saxão, senão diretamente contra uma prisão, decretada em processo criminal ou não (v.g. KAMISAR, Yale e outros. Modern Criminal Procedures: Cases, Commentes, Questions. 10... ed., St. Paul: West Group, 2002, p. 1.585-628; TRECHSEL, Stefan. Human Rights in Criminal Proceedings. Oxford University Press, 2005, p. 462-495; GUIMARÃES, Isaac Sabbá. Habeas Corpus: críticas e perspectivas. 3... ed., Curitiba, Juruá, 2009, p. 165-81). Jamais se cogitou de sua utilização como um substitutivo de recurso no processo penal. Também em Portugal, onde o habeas corpus foi adotado apenas no século XX (Decreto-lei n 35.043, de 20.10.1945), constitui ação destinada apenas à impugnação de uma prisão. Como já decidiu o Superior Tribunal de Justiça português, “a providência de habeas corpus destina-se tão só a controlar a legalidade da prisão no momento em que se decide, tendo como finalidade verificar a legalidade das prisões a que os cidadãos estão sujeitos, nela não se incluindo a verificação de qualquer ilegalidade que possa ter sido cometida no processo, seja criminal ou disciplinar, nem qualquer medida contra os responsáveis por tais ilegalidades” (Acórdão de 26.4.1989, processo 10/89, BMJ 386, p. 422 – apud GUIMARÃES, Isaac Sabbá, op. cit., p. 228-229). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114246 / SP Assim, é o habeas corpus uma garantia da liberdade de locomoção – ir, vir e permanecer –, contra violência ou coação, pressupondo, portanto, uma prisão, uma ameaça de prisão ou pelo menos alguma espécie de constrangimento físico ou moral à liberdade física. Nesse contexto, a preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de assegurar a razoável duração do processo comandada no art. 5..., LXXVIII, da Carta Magna aconselham seja retomada a função constitucional do habeas corpus, inadmitido o seu uso como substitutivo de recurso no processo penal. No caso do recurso ordinário contra a denegação do writ por Tribunal Superior, o emprego do habeas corpus em substituição é ainda mais grave, considerada a expressa previsão do recurso no texto constitucional (art. 102, II, “a”, da Constituição Federal). Admitir o habeas corpus como substitutivo do recurso, diante da expressa previsão constitucional, representa burla indireta ao instituto próprio, cujo manejo está à disposição do sucumbente, observados os requisitos pertinentes. Em síntese, o habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heroico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição. Portanto, voto por afirmar a inadequação do habeas corpus e por sua consequente extinção sem resolução do mérito. II. A questão em debate neste habeas corpus limita-se ao regime de cumprimento de pena. Aponta-se constrangimento ilegal sofrido pelo paciente devido à fixação do regime inicial semiaberto em condenação cujo quantum de pena aplicado viabilizaria o cumprimento na modalidade mais branda (aberto). Conforme relatado, o paciente foi condenado pela prática dos crimes previstos nos arts. 171, § 2..., V, e 311, ambos do Código 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Supremo Tribunal Federal HC 114246 / SP Assim, é o habeas corpus uma garantia da liberdade de locomoção – ir, vir e permanecer –, contra violência ou coação, pressupondo, portanto, uma prisão, uma ameaça de prisão ou pelo menos alguma espécie de constrangimento físico ou moral à liberdade física. Nesse contexto, a preservação da racionalidade do sistema processual e recursal, bem como a necessidade de assegurar a razoável duração do processo comandada no art. 5..., LXXVIII, da Carta Magna aconselham seja retomada a função constitucional do habeas corpus, inadmitido o seu uso como substitutivo de recurso no processo penal. No caso do recurso ordinário contra a denegação do writ por Tribunal Superior, o emprego do habeas corpus em substituição é ainda mais grave, considerada a expressa previsão do recurso no texto constitucional (art. 102, II, “a”, da Constituição Federal). Admitir o habeas corpus como substitutivo do recurso, diante da expressa previsão constitucional, representa burla indireta ao instituto próprio, cujo manejo está à disposição do sucumbente, observados os requisitos pertinentes. Em síntese, o habeas corpus é garantia fundamental que não pode ser vulgarizada, sob pena de sua descaracterização como remédio heroico, e seu emprego não pode servir a escamotear o instituto recursal previsto no texto da Constituição. Portanto, voto por afirmar a inadequação do habeas corpus e por sua consequente extinção sem resolução do mérito. II. A questão em debate neste habeas corpus limita-se ao regime de cumprimento de pena. Aponta-se constrangimento ilegal sofrido pelo paciente devido à fixação do regime inicial semiaberto em condenação cujo quantum de pena aplicado viabilizaria o cumprimento na modalidade mais branda (aberto). Conforme relatado, o paciente foi condenado pela prática dos crimes previstos nos arts. 171, § 2..., V, e 311, ambos do Código 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114246 / SP Penal. Reconhecida a prescrição da pretensão punitiva em relação ao crime de fraude para recebimento de indenização de seguro, restou reduzida, pelo Superior Tribunal de Justiça, a pena do crime de adulteração de sinal automotor (art. 311 do Código Penal), mantido o regime inicial, em acórdão assim ementado: “HABEAS CORPUS . PENAL. ADULTERAÇÃO DE SINAL DE VEÍCULO AUTOMOTOR. PENA-BASE FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. MAUS ANTECEDENTES DEVIDAMENTE VALORADOS. PERSONALIDADE DO AGENTE. IMPOSSIBILIDADE DE AVALIAÇÃO DESFAVORÁVEL. REGIME PRISIONAL MAIS GRAVOSO. CABIMENTO. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. Examinando as circunstâncias judiciais do caso concreto, as instâncias ordinárias consideraram desfavoráveis os maus antecedentes e a personalidade do réu para fixar a pena-base acima do mínimo legal. 2. Os maus antecedentes restaram devidamente comprovados por condenação transitada em julgado. Contudo, nos termos da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a aferição da personalidade do criminoso somente é possível se existirem, nos autos, elementos suficientes e que efetivamente possam levar o julgador a uma conclusão segura sobre a questão. 3. Tem-se por justificada a fixação de regime prisional fechado, diante da existência de maus antecedentes, circunstância judicial desfavorável ao réu, apta a justificar a fixação da pena-base acima do mínimo legal. 4. Ordem parcialmente concedida para, reformando a sentença condenatória e o acórdão impugnado, afastar o indevido reconhecimento de circunstância judicial desfavorável relativa à personalidade e fixar a pena privativa de liberdade do Paciente em 03 anos e 09 meses de reclusão”. Convém transcrever, a respeito da tese recursal, trechos extraídos do voto condutor do acórdão impugnado. Confira-se: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Supremo Tribunal Federal HC 114246 / SP Penal. Reconhecida a prescrição da pretensão punitiva em relação ao crime de fraude para recebimento de indenização de seguro, restou reduzida, pelo Superior Tribunal de Justiça, a pena do crime de adulteração de sinal automotor (art. 311 do Código Penal), mantido o regime inicial, em acórdão assim ementado: “HABEAS CORPUS . PENAL. ADULTERAÇÃO DE SINAL DE VEÍCULO AUTOMOTOR. PENA-BASE FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS DESFAVORÁVEIS. MAUS ANTECEDENTES DEVIDAMENTE VALORADOS. PERSONALIDADE DO AGENTE. IMPOSSIBILIDADE DE AVALIAÇÃO DESFAVORÁVEL. REGIME PRISIONAL MAIS GRAVOSO. CABIMENTO. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. 1. Examinando as circunstâncias judiciais do caso concreto, as instâncias ordinárias consideraram desfavoráveis os maus antecedentes e a personalidade do réu para fixar a pena-base acima do mínimo legal. 2. Os maus antecedentes restaram devidamente comprovados por condenação transitada em julgado. Contudo, nos termos da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a aferição da personalidade do criminoso somente é possível se existirem, nos autos, elementos suficientes e que efetivamente possam levar o julgador a uma conclusão segura sobre a questão. 3. Tem-se por justificada a fixação de regime prisional fechado, diante da existência de maus antecedentes, circunstância judicial desfavorável ao réu, apta a justificar a fixação da pena-base acima do mínimo legal. 4. Ordem parcialmente concedida para, reformando a sentença condenatória e o acórdão impugnado, afastar o indevido reconhecimento de circunstância judicial desfavorável relativa à personalidade e fixar a pena privativa de liberdade do Paciente em 03 anos e 09 meses de reclusão”. Convém transcrever, a respeito da tese recursal, trechos extraídos do voto condutor do acórdão impugnado. Confira-se: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114246 / SP “No caso, o Juiz sentenciante, ao analisar os parâmetros previstos no art. 59 do Código Penal, levou em consideração, para majorar a pena-base, os maus antecedentes e a personalidade do agente. No que diz respeito aos maus antecedentes do acusado, a sentença fez referência a condenações anteriores, posteriormente esclarecidas pelo acórdão impugnado, ao consignar que o ora Paciente não é mais primário, já que possui condenações transitadas em julgado, hipótese apta a ensejar a incidência da referida circunstância judicial para fins de exasperação da pena-base. Contudo, foi considerada indevidamente como desfavorável ao réu, pelo julgador, a circunstância judicial da personalidade do agente, constando da sentença condenatória que o Paciente ‘demonstra personalidade distorcida e tendente à prática de crimes’. Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça já se posicionou no sentido de que a aferição da personalidade do criminoso somente é possível se existirem, nos autos, elementos suficientes e que efetivamente possam levar o julgador a uma conclusão segura sobre a questão. Assim, no caso, é indevida a valoração negativa da personalidade realizada pelo magistrado sentenciante. (…) Assim, remanesce devidamente fundamentado, tão somente, os maus antecedentes, os quais emprestaram à conduta do Paciente especial reprovabilidade e que não se afiguram inerentes ao próprio tipo penal. (…) Por fim, tem-se por justificada a fixação do regime prisional fechado, diante da existência de maus antecedentes, circunstância judicial desfavorável ao réu, apta a justificar a fixação da pena-base acima do mínimo legal”. Diante do equívoco na indicação do regime prisional fechado como o estabelecido pelo magistrado sentenciante, o Superior Tribunal de Justiça acolheu os embargos de declaração, sem efeitos modificativos, “apenas para esclarecer que ficou mantido o regime prisional semiaberto para 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Supremo Tribunal Federal HC 114246 / SP “No caso, o Juiz sentenciante, ao analisar os parâmetros previstos no art. 59 do Código Penal, levou em consideração, para majorar a pena-base, os maus antecedentes e a personalidade do agente. No que diz respeito aos maus antecedentes do acusado, a sentença fez referência a condenações anteriores, posteriormente esclarecidas pelo acórdão impugnado, ao consignar que o ora Paciente não é mais primário, já que possui condenações transitadas em julgado, hipótese apta a ensejar a incidência da referida circunstância judicial para fins de exasperação da pena-base. Contudo, foi considerada indevidamente como desfavorável ao réu, pelo julgador, a circunstância judicial da personalidade do agente, constando da sentença condenatória que o Paciente ‘demonstra personalidade distorcida e tendente à prática de crimes’. Com efeito, o Superior Tribunal de Justiça já se posicionou no sentido de que a aferição da personalidade do criminoso somente é possível se existirem, nos autos, elementos suficientes e que efetivamente possam levar o julgador a uma conclusão segura sobre a questão. Assim, no caso, é indevida a valoração negativa da personalidade realizada pelo magistrado sentenciante. (…) Assim, remanesce devidamente fundamentado, tão somente, os maus antecedentes, os quais emprestaram à conduta do Paciente especial reprovabilidade e que não se afiguram inerentes ao próprio tipo penal. (…) Por fim, tem-se por justificada a fixação do regime prisional fechado, diante da existência de maus antecedentes, circunstância judicial desfavorável ao réu, apta a justificar a fixação da pena-base acima do mínimo legal”. Diante do equívoco na indicação do regime prisional fechado como o estabelecido pelo magistrado sentenciante, o Superior Tribunal de Justiça acolheu os embargos de declaração, sem efeitos modificativos, “apenas para esclarecer que ficou mantido o regime prisional semiaberto para 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114246 / SP início do cumprimento da reprimenda”. Em relação ao regime inicial prisional, a quantidade de pena não é o único critério a ser considerado para a fixação do regime inicial de cumprimento da pena, conforme remissão constante do art. 33, § 3..., do Código Penal. A mesma circunstância autorizadora da exasperação da pena, consubstanciada nos maus antecedentes, também justifica a imposição do regime semiaberto. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. O paciente pretende comprovar ilegalidade na fixação do regime de cumprimento de pena, acostando ao menos três certidões de objeto e pé referentes a processos em que figurou como acusado e nos quais foi absolvido, teve extinta a punibilidade ou foi agraciado pelo sursis processual. Contudo, aludidas certidões não se prestam a infirmar os maus antecedentes reconhecidos pelas instâncias anteriores, por se tratarem de certidões isoladas, emitidas pelos Juízos perante os quais tramitaram as respectivas ações. Assim, é inequívoca a presença de circunstância judicial desfavorável a conduzir à imposição de modalidade de cumprimento de pena mais severa do que a autorizada pelo quantum da pena aplicada. Nessa perspectiva, a fixação do regime inicial semiaberto não se afigura arbitrária, máxime quando presente motivação idônea consistente em circunstância judicial desfavorável. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Supremo Tribunal Federal HC 114246 / SP início do cumprimento da reprimenda”. Em relação ao regime inicial prisional, a quantidade de pena não é o único critério a ser considerado para a fixação do regime inicial de cumprimento da pena, conforme remissão constante do art. 33, § 3..., do Código Penal. A mesma circunstância autorizadora da exasperação da pena, consubstanciada nos maus antecedentes, também justifica a imposição do regime semiaberto. A dosimetria da pena é matéria sujeita a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, bem como a correção de eventuais discrepâncias, se gritantes ou arbitrárias, nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. O paciente pretende comprovar ilegalidade na fixação do regime de cumprimento de pena, acostando ao menos três certidões de objeto e pé referentes a processos em que figurou como acusado e nos quais foi absolvido, teve extinta a punibilidade ou foi agraciado pelo sursis processual. Contudo, aludidas certidões não se prestam a infirmar os maus antecedentes reconhecidos pelas instâncias anteriores, por se tratarem de certidões isoladas, emitidas pelos Juízos perante os quais tramitaram as respectivas ações. Assim, é inequívoca a presença de circunstância judicial desfavorável a conduzir à imposição de modalidade de cumprimento de pena mais severa do que a autorizada pelo quantum da pena aplicada. Nessa perspectiva, a fixação do regime inicial semiaberto não se afigura arbitrária, máxime quando presente motivação idônea consistente em circunstância judicial desfavorável. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 114246 / SP Não se presta ainda o habeas corpus, enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, como instrumento hábil ao reexame do conjunto fático-probatório que levou à fixação das penas. A esse respeito, vale transcrever o seguinte julgado desta Corte: “Habeas Corpus. Alteração do regime inicial para cumprimento de pena. Inviabilidade. Aplicação do art. 33 do Código Penal. Reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. 1. Tendo a paciente, não reincidente, sido condenada a cinco anos e seis meses de reclusão, o regime inicial semi-aberto para cumprimento da pena mostra-se adequado, conforme dispõe o art. 33, § 2..., alínea "b", do Código Penal. 2. A análise dos elementos de convicção acerca das circunstâncias judiciais avaliadas negativamente na sentença condenatória é incompatível com a via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. 3. Ordem denegada” (HC 101.209/SP, Segunda Turma, Rel. Joaquim Barbosa, Julgamento em 21.9.2010). Portanto, não vislumbro como arbitrário ou ilegal o regime inicial de cumprimento de pena impugnado neste writ, não tendo lugar a concessão da ordem de ofício. Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem resolução do mérito por sua inadequação como substitutivo do recurso constitucional. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Supremo Tribunal Federal HC 114246 / SP Não se presta ainda o habeas corpus, enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, como instrumento hábil ao reexame do conjunto fático-probatório que levou à fixação das penas. A esse respeito, vale transcrever o seguinte julgado desta Corte: “Habeas Corpus. Alteração do regime inicial para cumprimento de pena. Inviabilidade. Aplicação do art. 33 do Código Penal. Reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. 1. Tendo a paciente, não reincidente, sido condenada a cinco anos e seis meses de reclusão, o regime inicial semi-aberto para cumprimento da pena mostra-se adequado, conforme dispõe o art. 33, § 2..., alínea "b", do Código Penal. 2. A análise dos elementos de convicção acerca das circunstâncias judiciais avaliadas negativamente na sentença condenatória é incompatível com a via estreita do habeas corpus, por demandar minucioso exame fático e probatório inerente a meio processual diverso. 3. Ordem denegada” (HC 101.209/SP, Segunda Turma, Rel. Joaquim Barbosa, Julgamento em 21.9.2010). Portanto, não vislumbro como arbitrário ou ilegal o regime inicial de cumprimento de pena impugnado neste writ, não tendo lugar a concessão da ordem de ofício. Ante o exposto, voto pela extinção do habeas corpus sem resolução do mérito por sua inadequação como substitutivo do recurso constitucional. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3815072. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.246 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : ERNANI DE OLIVEIRA REIS IMPTE.(S) : EURICO BATISTA SCHORRO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857582 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.246 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : ERNANI DE OLIVEIRA REIS IMPTE.(S) : EURICO BATISTA SCHORRO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857582 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 114 . 246", "HC 114246 / SP", "HC 114246 / SP", "HABEAS CORPUS 114 . 246", "HC 143 . 845 / SP", "HC 143 . 845 / SP", "HABEAS CORPUS 114 . 246 SÃO", "HC 143 . 845 / SP", "HC 143 . 845 / SP", "HC 114246 / SP", "Petição", "HC 114246 / SP", "Petição", "HABEAS CORPUS 114 . 246", "HC 143 . 845 / SP", "HC 109 . 956 / PR", "HC 108 . 715 / RJ", "HABEAS CORPUS 114 . 246", "HC 143 . 845 / SP", "HC 109 . 956 / PR", "HC 108 . 715 / RJ", "HC 114246 / SP", "HC 104 . 045 / RJ", "HC 114246 / SP", "HC 104 . 045 / RJ", "HC 114246 / SP", "HC 114246 / SP", "HC 114246 / SP", "HC 114246 / SP", "HC 114246 / SP", "HC 114246 / SP", "HC 114246 / SP", "HC 114246 / SP", "HC 114246 / SP", "HC 101 . 209 / SP", "HC 114246 / SP", "HC 101 . 209 / SP", "HABEAS CORPUS 114 . 246", "HABEAS CORPUS 114 . 246" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "art . 102 , II , “ a ” , da Constituição da República", "Código Penal", "art . 33 , § 3 . . . , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "arts . 171 , § 2 . . . , V , e 311 , ambos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 171 , § 2 . . . , V , e 311 , ambos do Código Penal", "art . 171 , § 2 . . . , V , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 2 . . . , “ c ” , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 2 . . . , “ c ” , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 102 , II , “ a ”", "artigo 102 , inciso II , alínea a , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "artigo 102 , inciso II , alínea a , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "artigo I , seção 9 , da", "Constituição norte - americana de 1787", "Decreto", "-", "lei n 35 . 043", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "artigo I , seção 9 , da Constituição norte - americana de 1787", "Decreto", "-", "lei n 35 . 043", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXXVIII , da Carta Magna", "art . 102 , II , “ a ” , da Constituição Federal", "Constituição", "arts . 171 , § 2 . . . , V , e 311 , ambos do Código 3", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , LXXVIII , da Carta Magna", "art . 102 , II , “ a ” , da Constituição Federal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 311 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 311 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 59 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 3 . . . , do Código Penal", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 3 . . . , do Código Penal", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 do Código Penal", "art . 33 , § 2 . . . , alínea \" b \" , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 do Código Penal", "art . 33 , § 2 . . . , alínea \" b \" , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "St . 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Paul", "Curitiba", "Portugal", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Sexta Turma do", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Suprema", "1", ".", ". . Turma", "West Group", "Oxford University Press", "Juruá", "Superior Tribunal de Justiça português", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "1", ".", ". . Turma", "West Group", "Oxford University Press", "Juruá", "Superior Tribunal de Justiça português", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "7", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "ERNANI DE OLIVEIRA REIS", "EURICO BATISTA SCHORRO", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "ERNANI DE OLIVEIRA REIS", "EURICO BATISTA SCHORRO", "Rosa Weber", "Eurico Batista Schorro", "Ernani de Oliveira Reis", "ROSA WEBER", "ERNANI DE OLIVEIRA REIS", "EURICO BATISTA SCHORRO", "Rosa Weber", "Eurico Batista Schorro", "Ernani de Oliveira Reis", "Ayres Britto", "Cláudia Sampaio Marques", "Ayres Britto", "Cláudia Sampaio Marques", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "KAMISAR ,", "Yale", "TRECHSEL , Stefan", "GUIMARÃES , Isaac Sabbá", "GUIMARÃES , Isaac Sabbá", "Rosa Weber", "KAMISAR , Yale", "TRECHSEL ,", "Stefan", "GUIMARÃES , Isaac Sabbá", "“", "GUIMARÃES , Isaac Sabbá", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "ROSA WEBER", "ERNANI DE OLIVEIRA REIS", "EURICO BATISTA SCHORRO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "ERNANI DE OLIVEIRA REIS", "EURICO BATISTA SCHORRO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "7", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "7", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "08", ".", "8", ".", "2012", "11", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "08", ".", "8", ".", "2012", "11", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "9", ".", "2012", "1679", "1971", "2002", "2005", "2009", "20", ".", "10", ".", "1945", "26", ".", "4", ".", "1989", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "9", ".", "2012", "1679", "1971", "2002", "2005", "2009", "20", ".", "10", ".", "1945", "26", ".", "4", ".", "1989", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "9", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "9", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "14", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 417.074 PIAUÍ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIA DO AMPARO PORTELA LEAL DE ARAÚJO ADV.(A/S) :CELSO BARROS COELHO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO – TITULARIDADE – NECESSIDADE DE CONCURSO PÚBLICO – PRECEDENTE. De acordo com o entendimento consolidado no Supremo, o substituto não tem direito à titularidade. Precedente: Mandado de Segurança nº 28279, publicado no Diário de 28 de abril de 2011. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857922. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 417.074 PIAUÍ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIA DO AMPARO PORTELA LEAL DE ARAÚJO ADV.(A/S) :CELSO BARROS COELHO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 249 a 251, dei provimento ao extraordinário, consignando: ESCRIVÃO – TITULARIDADE DE CARTÓRIO APÓS A CONSTITUIÇÃO DE 1988 – NECESSIDADE DE CONCURSO PÚBLICO – PRECEDENTES – RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO. 1. O acórdão recorrido está em dissonância com a jurisprudência do Supremo. Confiram o teor da ementa do Mandado de Segurança nº 28279, relatado no Pleno pela Ministra Ellen Gracie, publicado no Diário de 28 de abril de 2011: MANDADO DE SEGURANÇA. ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-APLICÁVEL. DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857923. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 417.074 PIAUÍ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIA DO AMPARO PORTELA LEAL DE ARAÚJO ADV.(A/S) :CELSO BARROS COELHO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 249 a 251, dei provimento ao extraordinário, consignando: ESCRIVÃO – TITULARIDADE DE CARTÓRIO APÓS A CONSTITUIÇÃO DE 1988 – NECESSIDADE DE CONCURSO PÚBLICO – PRECEDENTES – RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO. 1. O acórdão recorrido está em dissonância com a jurisprudência do Supremo. Confiram o teor da ementa do Mandado de Segurança nº 28279, relatado no Pleno pela Ministra Ellen Gracie, publicado no Diário de 28 de abril de 2011: MANDADO DE SEGURANÇA. ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-APLICÁVEL. DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857923. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 417074 AGR / PI INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES INCONSTITUCIONAIS. PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA IGUALDADE, DA MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE. SUBSTITUTO EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O art. 236, § 3º, da Constituição Federal é norma auto-aplicável. 2. Nos termos da Constituição Federal, sempre se fez necessária a submissão a concurso público para o devido provimento de serventias extrajudiciais eventualmente vagas ou para fins de remoção. 3. Rejeição da tese de que somente com a edição da Lei 8.935/1994 teria essa norma constitucional se tornado auto-aplicável. 4. Existência de jurisprudência antiga e pacífica do Supremo Tribunal Federal no sentido da indispensabilidade de concurso público nesses casos (Ações Diretas de Inconstitucionalidade 126/RO, rel. Min. Octavio Gallotti, Plenário, DJ 05.6.1992; 363/DF, 552/RJ e 690/GO, rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ 03.5.1996 e 25.8.1995; 417/ES, rel. Min. Maurício Corrêa, Plenário, DJ 05.5.1998; 3.978/SC, rel. Min. Eros Grau, Plenário, DJe 29.10.2009). 5. Situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal. 6. Existência de jurisprudência consolidada da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857923. Supremo Tribunal Federal RE 417074 AGR / PI INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES INCONSTITUCIONAIS. PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA IGUALDADE, DA MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE. SUBSTITUTO EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O art. 236, § 3º, da Constituição Federal é norma auto-aplicável. 2. Nos termos da Constituição Federal, sempre se fez necessária a submissão a concurso público para o devido provimento de serventias extrajudiciais eventualmente vagas ou para fins de remoção. 3. Rejeição da tese de que somente com a edição da Lei 8.935/1994 teria essa norma constitucional se tornado auto-aplicável. 4. Existência de jurisprudência antiga e pacífica do Supremo Tribunal Federal no sentido da indispensabilidade de concurso público nesses casos (Ações Diretas de Inconstitucionalidade 126/RO, rel. Min. Octavio Gallotti, Plenário, DJ 05.6.1992; 363/DF, 552/RJ e 690/GO, rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ 03.5.1996 e 25.8.1995; 417/ES, rel. Min. Maurício Corrêa, Plenário, DJ 05.5.1998; 3.978/SC, rel. Min. Eros Grau, Plenário, DJe 29.10.2009). 5. Situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal. 6. Existência de jurisprudência consolidada da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857923. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 417074 AGR / PI Suprema Corte no sentido de que não há direito adquirido à efetivação de substituto no cargo vago de titular de serventia, com base no art. 208 da Constituição pretérita, na redação atribuída pela Emenda Constitucional 22/1983, quando a vacância da serventia se der já na vigência da Constituição de 1988 (Recursos Extraordinários 182.641/SP, rel. Min. Octavio Gallotti, Primeira Turma, DJ 15.3.1996; 191.794/RS, rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 06.3.1998; 252.313-AgR/SP, rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 02.6.2006; 302.739-AgR/RS, rel. Min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ 26.4.2002; 335.286/SC, rel. Min. Carlos Britto, DJ 15.6.2004; 378.347/MG, rel. Min. Cezar Peluso, DJ 29.4.2005; 383.408- AgR/MG, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 19.12.2003; 413.082-AgR/SP, rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJ 05.5.2006; e 566.314/GO, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 19.12.2007; Agravo de Instrumento 654.228- AgR/MG, rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 18.4.2008). 7. Reafirmada a inexistência de direito adquirido de substituto que preenchera os requisitos do art. 208 da Carta pretérita à investidura na titularidade de Cartório, quando a vaga tenha surgido após a promulgação da Constituição de 1988, pois esta, no seu art. 236, § 3º, exige expressamente a realização de concurso público de provas e títulos para o ingresso na atividade notarial e de registro. 8. Os princípios republicanos da igualdade, da moralidade e da impessoalidade devem nortear a ascensão às funções públicas. 9. Segurança denegada. 2. Ante o precedente, dou provimento ao extraordinário para denegar a segurança. 3. Publiquem. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857923. Supremo Tribunal Federal RE 417074 AGR / PI Suprema Corte no sentido de que não há direito adquirido à efetivação de substituto no cargo vago de titular de serventia, com base no art. 208 da Constituição pretérita, na redação atribuída pela Emenda Constitucional 22/1983, quando a vacância da serventia se der já na vigência da Constituição de 1988 (Recursos Extraordinários 182.641/SP, rel. Min. Octavio Gallotti, Primeira Turma, DJ 15.3.1996; 191.794/RS, rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 06.3.1998; 252.313-AgR/SP, rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 02.6.2006; 302.739-AgR/RS, rel. Min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ 26.4.2002; 335.286/SC, rel. Min. Carlos Britto, DJ 15.6.2004; 378.347/MG, rel. Min. Cezar Peluso, DJ 29.4.2005; 383.408- AgR/MG, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 19.12.2003; 413.082-AgR/SP, rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJ 05.5.2006; e 566.314/GO, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 19.12.2007; Agravo de Instrumento 654.228- AgR/MG, rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 18.4.2008). 7. Reafirmada a inexistência de direito adquirido de substituto que preenchera os requisitos do art. 208 da Carta pretérita à investidura na titularidade de Cartório, quando a vaga tenha surgido após a promulgação da Constituição de 1988, pois esta, no seu art. 236, § 3º, exige expressamente a realização de concurso público de provas e títulos para o ingresso na atividade notarial e de registro. 8. Os princípios republicanos da igualdade, da moralidade e da impessoalidade devem nortear a ascensão às funções públicas. 9. Segurança denegada. 2. Ante o precedente, dou provimento ao extraordinário para denegar a segurança. 3. Publiquem. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857923. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Relatório RE 417074 AGR / PI A agravante, na minuta do regimental, discorre acerca do direito líquido e certo à efetivação no cargo de Escrivã Titular do Cartório do 5º Ofício de Notas de Teresina. Evoca o princípio da segurança jurídica e defende a aplicação dos artigos 208 da Constituição de 1967 e 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias do Diploma Maior. Sustenta a não incidência do precedente invocado ante as peculiaridades do caso. O Estado do Piauí apresentou contraminuta de folha 230 a 234, apontando o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857923. Supremo Tribunal Federal RE 417074 AGR / PI A agravante, na minuta do regimental, discorre acerca do direito líquido e certo à efetivação no cargo de Escrivã Titular do Cartório do 5º Ofício de Notas de Teresina. Evoca o princípio da segurança jurídica e defende a aplicação dos artigos 208 da Constituição de 1967 e 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias do Diploma Maior. Sustenta a não incidência do precedente invocado ante as peculiaridades do caso. O Estado do Piauí apresentou contraminuta de folha 230 a 234, apontando o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857923. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 417.074 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído (folha 18), foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Atentem para o que decidido, em síntese, pelo Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (folha 193): Mandado de Segurança – Ato Administrativo anulado - Inexistência do devido processo legal – Direito da impetrante à efetivação no cargo de Escrivã Titular do Cartório do 5º Ofício de Notas de Teresina, ex vi do art. 208 da Constituição Federal de 1967. Decisão unânime, contrariamente o parecer da Procuradoria Geral de Justiça. A pretensão da agravante não merece prosperar. Conforme salientado, a conclusão adotada pelo Tribunal de origem está em desacordo com o julgamento do Mandado de Segurança nº 28279, relatado pela Ministra Ellen Gracie. Na oportunidade, o Supremo concluiu pela indispensabilidade de concurso público para a investidura de substituto efetivado como titular de Cartório, quando a vaga tenha surgido após a promulgação da Constituição Federal de 1988, ainda que preencha os requisitos do artigo 208 da Carta de 1967. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857924. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 417.074 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído (folha 18), foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Atentem para o que decidido, em síntese, pelo Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (folha 193): Mandado de Segurança – Ato Administrativo anulado - Inexistência do devido processo legal – Direito da impetrante à efetivação no cargo de Escrivã Titular do Cartório do 5º Ofício de Notas de Teresina, ex vi do art. 208 da Constituição Federal de 1967. Decisão unânime, contrariamente o parecer da Procuradoria Geral de Justiça. A pretensão da agravante não merece prosperar. Conforme salientado, a conclusão adotada pelo Tribunal de origem está em desacordo com o julgamento do Mandado de Segurança nº 28279, relatado pela Ministra Ellen Gracie. Na oportunidade, o Supremo concluiu pela indispensabilidade de concurso público para a investidura de substituto efetivado como titular de Cartório, quando a vaga tenha surgido após a promulgação da Constituição Federal de 1988, ainda que preencha os requisitos do artigo 208 da Carta de 1967. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857924. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 417.074 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARIA DO AMPARO PORTELA LEAL DE ARAÚJO ADV.(A/S) : CELSO BARROS COELHO AGDO.(A/S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857586 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 417.074 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARIA DO AMPARO PORTELA LEAL DE ARAÚJO ADV.(A/S) : CELSO BARROS COELHO AGDO.(A/S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857586 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3901397
2013-05-14T00:00:00
2013-06-03T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO – TITULARIDADE – NECESSIDADE DE CONCURSO PÚBLICO – PRECEDENTE. De acordo com o entendimento consolidado no Supremo, o substituto não tem direito à titularidade. Precedente: Mandado de Segurança nº 28279, publicado no Diário de 28 de abril de 2011.
sjur232006
- Acórdão(s) citado(s): (TITULARIDADE, CARTÓRIO) MS 28279 (TP). Número de páginas: 7.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
417074
[ "LEG-FED CF ANO-1967\r\n ART-00208 \r\n CF-1967 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00236 PAR-00003 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 417074 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MARIA DO AMPARO PORTELA LEAL DE ARAÚJO ADV.(A/S) : CELSO BARROS COELHO AGDO.(A/S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 417.074 PIAUÍ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIA DO AMPARO PORTELA LEAL DE ARAÚJO ADV.(A/S) :CELSO BARROS COELHO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO – TITULARIDADE – NECESSIDADE DE CONCURSO PÚBLICO – PRECEDENTE. De acordo com o entendimento consolidado no Supremo, o substituto não tem direito à titularidade. Precedente: Mandado de Segurança n 28279, publicado no Diário de 28 de abril de 2011. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857922. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 417.074 PIAUÍ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIA DO AMPARO PORTELA LEAL DE ARAÚJO ADV.(A/S) :CELSO BARROS COELHO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 249 a 251, dei provimento ao extraordinário, consignando: ESCRIVÃO – TITULARIDADE DE CARTÓRIO APÓS A CONSTITUIÇÃO DE 1988 – NECESSIDADE DE CONCURSO PÚBLICO – PRECEDENTES – RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO. 1. O acórdão recorrido está em dissonância com a jurisprudência do Supremo. Confiram o teor da ementa do Mandado de Segurança n 28279, relatado no Pleno pela Ministra Ellen Gracie, publicado no Diário de 28 de abril de 2011: MANDADO DE SEGURANÇA. ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-APLICÁVEL. DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857923. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 417.074 PIAUÍ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARIA DO AMPARO PORTELA LEAL DE ARAÚJO ADV.(A/S) :CELSO BARROS COELHO AGDO.(A/S) :ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folha 249 a 251, dei provimento ao extraordinário, consignando: ESCRIVÃO – TITULARIDADE DE CARTÓRIO APÓS A CONSTITUIÇÃO DE 1988 – NECESSIDADE DE CONCURSO PÚBLICO – PRECEDENTES – RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO. 1. O acórdão recorrido está em dissonância com a jurisprudência do Supremo. Confiram o teor da ementa do Mandado de Segurança n 28279, relatado no Pleno pela Ministra Ellen Gracie, publicado no Diário de 28 de abril de 2011: MANDADO DE SEGURANÇA. ATIVIDADE NOTARIAL E DE REGISTRO. INGRESSO. CONCURSO PÚBLICO. EXIGÊNCIA. ARTIGO 236, PARÁGRAFO 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. NORMA AUTO-APLICÁVEL. DECADÊNCIA PREVISTA NO ARTIGO 54 DA LEI 9.784/1999. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857923. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 417074 AGR / PI INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES INCONSTITUCIONAIS. PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA IGUALDADE, DA MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE. SUBSTITUTO EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O art. 236, § 3..., da Constituição Federal é norma auto-aplicável. 2. Nos termos da Constituição Federal, sempre se fez necessária a submissão a concurso público para o devido provimento de serventias extrajudiciais eventualmente vagas ou para fins de remoção. 3. Rejeição da tese de que somente com a edição da Lei 8.935/1994 teria essa norma constitucional se tornado auto-aplicável. 4. Existência de jurisprudência antiga e pacífica do Supremo Tribunal Federal no sentido da indispensabilidade de concurso público nesses casos (Ações Diretas de Inconstitucionalidade 126/RO, rel. Min. Octavio Gallotti, Plenário, DJ 05.6.1992; 363/DF, 552/RJ e 690/GO, rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ 03.5.1996 e 25.8.1995; 417/ES, rel. Min. Maurício Corrêa, Plenário, DJ 05.5.1998; 3.978/SC, rel. Min. Eros Grau, Plenário, DJe 29.10.2009). 5. Situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal. 6. Existência de jurisprudência consolidada da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857923. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 417074 AGR / PI INAPLICABILIDADE A SITUAÇÕES INCONSTITUCIONAIS. PREVALÊNCIA DOS PRINCÍPIOS REPUBLICANOS DA IGUALDADE, DA MORALIDADE E DA IMPESSOALIDADE. SUBSTITUTO EFETIVADO COMO TITULAR DE SERVENTIA APÓS A PROMULGAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. IMPOSSIBLIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O art. 236, § 3..., da Constituição Federal é norma auto-aplicável. 2. Nos termos da Constituição Federal, sempre se fez necessária a submissão a concurso público para o devido provimento de serventias extrajudiciais eventualmente vagas ou para fins de remoção. 3. Rejeição da tese de que somente com a edição da Lei 8.935/1994 teria essa norma constitucional se tornado auto-aplicável. 4. Existência de jurisprudência antiga e pacífica do Supremo Tribunal Federal no sentido da indispensabilidade de concurso público nesses casos (Ações Diretas de Inconstitucionalidade 126/RO, rel. Min. Octavio Gallotti, Plenário, DJ 05.6.1992; 363/DF, 552/RJ e 690/GO, rel. Min. Sydney Sanches, Plenário, DJ 03.5.1996 e 25.8.1995; 417/ES, rel. Min. Maurício Corrêa, Plenário, DJ 05.5.1998; 3.978/SC, rel. Min. Eros Grau, Plenário, DJe 29.10.2009). 5. Situações flagrantemente inconstitucionais como o provimento de serventia extrajudicial sem a devida submissão a concurso público não podem e não devem ser superadas pela simples incidência do que dispõe o art. 54 da Lei 9.784/1999, sob pena de subversão das determinações insertas na Constituição Federal. 6. Existência de jurisprudência consolidada da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857923. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 417074 AGR / PI Suprema Corte no sentido de que não há direito adquirido à efetivação de substituto no cargo vago de titular de serventia, com base no art. 208 da Constituição pretérita, na redação atribuída pela Emenda Constitucional 22/1983, quando a vacância da serventia se der já na vigência da Constituição de 1988 (Recursos Extraordinários 182.641/SP, rel. Min. Octavio Gallotti, Primeira Turma, DJ 15.3.1996; 191.794/RS, rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 06.3.1998; 252.313-AgR/SP, rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 02.6.2006; 302.739-AgR/RS, rel. Min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ 26.4.2002; 335.286/SC, rel. Min. Carlos Britto, DJ 15.6.2004; 378.347/MG, rel. Min. Cezar Peluso, DJ 29.4.2005; 383.408- AgR/MG, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 19.12.2003; 413.082-AgR/SP, rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJ 05.5.2006; e 566.314/GO, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 19.12.2007; Agravo de Instrumento 654.228- AgR/MG, rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 18.4.2008). 7. Reafirmada a inexistência de direito adquirido de substituto que preenchera os requisitos do art. 208 da Carta pretérita à investidura na titularidade de Cartório, quando a vaga tenha surgido após a promulgação da Constituição de 1988, pois esta, no seu art. 236, § 3..., exige expressamente a realização de concurso público de provas e títulos para o ingresso na atividade notarial e de registro. 8. Os princípios republicanos da igualdade, da moralidade e da impessoalidade devem nortear a ascensão às funções públicas. 9. Segurança denegada. 2. Ante o precedente, dou provimento ao extraordinário para denegar a segurança. 3. Publiquem. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857923. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 417074 AGR / PI Suprema Corte no sentido de que não há direito adquirido à efetivação de substituto no cargo vago de titular de serventia, com base no art. 208 da Constituição pretérita, na redação atribuída pela Emenda Constitucional 22/1983, quando a vacância da serventia se der já na vigência da Constituição de 1988 (Recursos Extraordinários 182.641/SP, rel. Min. Octavio Gallotti, Primeira Turma, DJ 15.3.1996; 191.794/RS, rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 06.3.1998; 252.313-AgR/SP, rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 02.6.2006; 302.739-AgR/RS, rel. Min. Nelson Jobim, Segunda Turma, DJ 26.4.2002; 335.286/SC, rel. Min. Carlos Britto, DJ 15.6.2004; 378.347/MG, rel. Min. Cezar Peluso, DJ 29.4.2005; 383.408- AgR/MG, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJ 19.12.2003; 413.082-AgR/SP, rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJ 05.5.2006; e 566.314/GO, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 19.12.2007; Agravo de Instrumento 654.228- AgR/MG, rel. Min. Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJe 18.4.2008). 7. Reafirmada a inexistência de direito adquirido de substituto que preenchera os requisitos do art. 208 da Carta pretérita à investidura na titularidade de Cartório, quando a vaga tenha surgido após a promulgação da Constituição de 1988, pois esta, no seu art. 236, § 3..., exige expressamente a realização de concurso público de provas e títulos para o ingresso na atividade notarial e de registro. 8. Os princípios republicanos da igualdade, da moralidade e da impessoalidade devem nortear a ascensão às funções públicas. 9. Segurança denegada. 2. Ante o precedente, dou provimento ao extraordinário para denegar a segurança. 3. Publiquem. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857923. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 417074 AGR / PI A agravante, na minuta do regimental, discorre acerca do direito líquido e certo à efetivação no cargo de Escrivã Titular do Cartório do 5... Ofício de Notas de Teresina. Evoca o princípio da segurança jurídica e defende a aplicação dos artigos 208 da Constituição de 1967 e 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias do Diploma Maior. Sustenta a não incidência do precedente invocado ante as peculiaridades do caso. O Estado do Piauí apresentou contraminuta de folha 230 a 234, apontando o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857923. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 417074 AGR / PI A agravante, na minuta do regimental, discorre acerca do direito líquido e certo à efetivação no cargo de Escrivã Titular do Cartório do 5... Ofício de Notas de Teresina. Evoca o princípio da segurança jurídica e defende a aplicação dos artigos 208 da Constituição de 1967 e 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias do Diploma Maior. Sustenta a não incidência do precedente invocado ante as peculiaridades do caso. O Estado do Piauí apresentou contraminuta de folha 230 a 234, apontando o acerto da decisão impugnada. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857923. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 417.074 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído (folha 18), foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Atentem para o que decidido, em síntese, pelo Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (folha 193): Mandado de Segurança – Ato Administrativo anulado - Inexistência do devido processo legal – Direito da impetrante à efetivação no cargo de Escrivã Titular do Cartório do 5... Ofício de Notas de Teresina, ex vi do art. 208 da Constituição Federal de 1967. Decisão unânime, contrariamente o parecer da Procuradoria Geral de Justiça. A pretensão da agravante não merece prosperar. Conforme salientado, a conclusão adotada pelo Tribunal de origem está em desacordo com o julgamento do Mandado de Segurança n 28279, relatado pela Ministra Ellen Gracie. Na oportunidade, o Supremo concluiu pela indispensabilidade de concurso público para a investidura de substituto efetivado como titular de Cartório, quando a vaga tenha surgido após a promulgação da Constituição Federal de 1988, ainda que preencha os requisitos do artigo 208 da Carta de 1967. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857924. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 417.074 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, atendeu-se aos pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído (folha 18), foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Atentem para o que decidido, em síntese, pelo Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (folha 193): Mandado de Segurança – Ato Administrativo anulado - Inexistência do devido processo legal – Direito da impetrante à efetivação no cargo de Escrivã Titular do Cartório do 5... Ofício de Notas de Teresina, ex vi do art. 208 da Constituição Federal de 1967. Decisão unânime, contrariamente o parecer da Procuradoria Geral de Justiça. A pretensão da agravante não merece prosperar. Conforme salientado, a conclusão adotada pelo Tribunal de origem está em desacordo com o julgamento do Mandado de Segurança n 28279, relatado pela Ministra Ellen Gracie. Na oportunidade, o Supremo concluiu pela indispensabilidade de concurso público para a investidura de substituto efetivado como titular de Cartório, quando a vaga tenha surgido após a promulgação da Constituição Federal de 1988, ainda que preencha os requisitos do artigo 208 da Carta de 1967. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3857924. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 417.074 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARIA DO AMPARO PORTELA LEAL DE ARAÚJO ADV.(A/S) : CELSO BARROS COELHO AGDO.(A/S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857586 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 417.074 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARIA DO AMPARO PORTELA LEAL DE ARAÚJO ADV.(A/S) : CELSO BARROS COELHO AGDO.(A/S) : ESTADO DO PIAUÍ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PIAUÍ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857586 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 417 . 074 PIAUÍ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 417 . 074", "Recurso Extraordinário 417074 AGR / PI", "Ações Diretas de Inconstitucionalidade 126 / RO", "/", "ES", "3", ".", "978", "/", "SC", "Recurso Extraordinário 417074 AGR / PI", "417", "/", "ES", "3", ".", "978", "/", "SC", "Recursos Extraordinários 182 . 641 / SP", "191", ".", "794", "/", "RS", ".", "-", "AgR", "-", "AgR", ".", "-", "AgR", "/", "566", ".", "314", "/", "GO", "Agravo de Instrumento 654 . 228 - AgR / MG", "Recurso Extraordinário 417074 AGR / PI", "Recursos", "191", ".", "794", "/", "RS", "252", ".", "313", "-", "AgR /", "SP", "302", ".", "739", "-", "AgR", "/", "RS", "335", ".", "286", "/", "SC", "378", ".", "347", "/", "MG", "383", ".", "408", "-", "AgR", "/", "MG", "413", ".", "082", "-", "AgR", "/", "SP", "566", ".", "314", "/", "GO", "Agravo de Instrumento 654 . 228 - AgR / MG", "Recurso Extraordinário 417074", "Recurso Extraordinário 417074 AGR / PI", "Mandado", "RECURSO 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"Nelson Jobim", "Carlos Britto", "Cezar Peluso", "Ellen Gracie", "Eros Grau", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Ellen Gracie", "MARCO AURÉLIO", "Ellen Gracie", "MARCO AURÉLIO", "MARIA DO AMPARO PORTELA LEAL DE ARAÚJO", "CELSO BARROS COELHO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARIA DO AMPARO PORTELA LEAL DE ARAÚJO", "CELSO BARROS COELHO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "05", "/", "2013", "28 de abril de 2011", "14 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "1988", "28 de abril de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "05", "/", "2013", "1988", "28 de abril de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "6", ".", "1992", "03", ".", "5", ".", "1996", "25", ".", "8", ".", "1995", "05", ".", 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Ementa e Acórdão 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 698.618 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARIA STELA OLIVEIRA CICARELLI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONCALVES ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Administrativo. Concurso público. Prazo de validade. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Nomeação por decisão judicial. Preterição de candidato. Inexistência. Violação do art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. É pacífica a jurisprudência da Corte de que não há falar em desrespeito à ordem de classificação em concurso público quando a Administração nomeia candidatos menos bem colocados por força de determinação judicial. 4. A alegada violação do art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, caso ocorresse, seria indireta ou reflexa, haja vista que sua verificação não prescinde, no caso, da análise da legislação infraconstitucional, das cláusulas do instrumento convocatório e dos fatos e das provas dos autos, a qual é inviável em recurso extraordinário. 5. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274263. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão AI 698618 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274263. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 698.618 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARIA STELA OLIVEIRA CICARELLI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONCALVES ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Maria Stela Oliveira Cicarelli e outros interpõem tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Maria Stela Oliveira Cicarelli e outros interpõem agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5º, caput e inciso XXXVI, 37, inciso III, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Insurgem-se, no apelo extremo, fundado na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO - CONCURSO PÚBLICO - AUDITOR FISCAL DO TESOURO NACIONAL - CONVOCAÇÃO DE CANDIDATOS QUE, CONQUANTO COM PIOR DESEMPENHO EM COTEJO COM O DOS APELANTES, OBTIVERAM PARA TANTO ORDEM JUDICIAL - EXTENSÃO DOS EFEITOS DAS DECISÕES JUDICIAIS DE MODO A ABARCAR OS APELANTES - IMPOSSIBILIDADE - Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 698.618 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARIA STELA OLIVEIRA CICARELLI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONCALVES ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Maria Stela Oliveira Cicarelli e outros interpõem tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Maria Stela Oliveira Cicarelli e outros interpõem agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5º, caput e inciso XXXVI, 37, inciso III, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Insurgem-se, no apelo extremo, fundado na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO - CONCURSO PÚBLICO - AUDITOR FISCAL DO TESOURO NACIONAL - CONVOCAÇÃO DE CANDIDATOS QUE, CONQUANTO COM PIOR DESEMPENHO EM COTEJO COM O DOS APELANTES, OBTIVERAM PARA TANTO ORDEM JUDICIAL - EXTENSÃO DOS EFEITOS DAS DECISÕES JUDICIAIS DE MODO A ABARCAR OS APELANTES - IMPOSSIBILIDADE - Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório AI 698618 AGR / SP INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 472 DO CPC - APELAÇÃO DESPROVIDA. I - A Lei 8.541/92, em seu artigo 56, modificou o Edital ESAF n° 18, de 16.10.1991, para autorizar a convocação para a segunda fase do concurso de Auditor Fiscal do Tesouro Nacional mais mil candidatos além do quingentésimo mais bem classificado, bem como para fixar como termo final de validade do certame o dia 16.10.1993. II - Os apelantes não foram abrangidos pela benesse da extensão do número de vagas, porquanto classificados além do milésimo quingentésimo classificado, não mais havendo com relação a eles qualquer direito de preferência em relação a outros aprovados em exames subsequentes após o término da validade do concurso. III - O fato de candidatos com pior desempenho do que o dos apelantes terem se beneficiado de ordens judiciais para compelirem a Administração a permitir sua participação na segunda fase do certame não autoriza a extensão dos efeitos de tais decisões judiciais, já que não foram os apelantes partes nas demandas, aplicando-se, na espécie, o artigo 472, ‘initio’, do CPC. IV - Apelação desprovida.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 472 DO CPC - APELAÇÃO DESPROVIDA. I - A Lei 8.541/92, em seu artigo 56, modificou o Edital ESAF n° 18, de 16.10.1991, para autorizar a convocação para a segunda fase do concurso de Auditor Fiscal do Tesouro Nacional mais mil candidatos além do quingentésimo mais bem classificado, bem como para fixar como termo final de validade do certame o dia 16.10.1993. II - Os apelantes não foram abrangidos pela benesse da extensão do número de vagas, porquanto classificados além do milésimo quingentésimo classificado, não mais havendo com relação a eles qualquer direito de preferência em relação a outros aprovados em exames subsequentes após o término da validade do concurso. III - O fato de candidatos com pior desempenho do que o dos apelantes terem se beneficiado de ordens judiciais para compelirem a Administração a permitir sua participação na segunda fase do certame não autoriza a extensão dos efeitos de tais decisões judiciais, já que não foram os apelantes partes nas demandas, aplicando-se, na espécie, o artigo 472, ‘initio’, do CPC. IV - Apelação desprovida.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório AI 698618 AGR / SP Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação, não merece prosperar, haja vista que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste- se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08; e RE nº 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação, não merece prosperar, haja vista que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste- se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08; e RE nº 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Relatório AI 698618 AGR / SP legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI nº 594.887/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). Ressalte-se ainda, que o Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que não houve preterição, uma vez que a inclusão não se deu por ato discricionário da Administração, mas sim por imposição judicial. O acórdão recorrido assim consignou: ‘(...) No mais, outra alteração substancial inserida pela lei foi a possibilidade de convocação de mais candidatos além, do número inicialmente previsto pelo Edital n° 18 (500), desde que os candidatos subsequentes ao quingentésimo convocado estivessem habilitados de acordo com os critérios mínimos exigidos na Primeira Etapa do certame. Aqui cabe ressaltar, desde logo, que os autores - todos eles - encontravam-se habilitados, segundo os critérios mínimos da primeira fase, conforme o demonstram os documentos de fls. 22, 23, 24 e 105. Daí que, em tese, estariam passíveis de serem albergados pela benesse conferida pelo ‘caput’ do art. 56 da Lei 8.541/92. Não foi, contudo o que ocorreu. Os autores não foram afetados pelas disposições do art. 56, ‘caput’, da Lei 8.541/92 pelo simples fato de que tal norma conferiu ao Sr. Ministro de Estado da Fazenda a possibilidade de edição de um ato administrativo discricionário, qual seja, convocar candidatos para a segunda fase o concurso além do 500º classificado de acordo com a necessidade do serviço e da conveniência da Administração. Assim se fez, e por meio da Portaria 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI nº 594.887/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). Ressalte-se ainda, que o Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que não houve preterição, uma vez que a inclusão não se deu por ato discricionário da Administração, mas sim por imposição judicial. O acórdão recorrido assim consignou: ‘(...) No mais, outra alteração substancial inserida pela lei foi a possibilidade de convocação de mais candidatos além, do número inicialmente previsto pelo Edital n° 18 (500), desde que os candidatos subsequentes ao quingentésimo convocado estivessem habilitados de acordo com os critérios mínimos exigidos na Primeira Etapa do certame. Aqui cabe ressaltar, desde logo, que os autores - todos eles - encontravam-se habilitados, segundo os critérios mínimos da primeira fase, conforme o demonstram os documentos de fls. 22, 23, 24 e 105. Daí que, em tese, estariam passíveis de serem albergados pela benesse conferida pelo ‘caput’ do art. 56 da Lei 8.541/92. Não foi, contudo o que ocorreu. Os autores não foram afetados pelas disposições do art. 56, ‘caput’, da Lei 8.541/92 pelo simples fato de que tal norma conferiu ao Sr. Ministro de Estado da Fazenda a possibilidade de edição de um ato administrativo discricionário, qual seja, convocar candidatos para a segunda fase o concurso além do 500º classificado de acordo com a necessidade do serviço e da conveniência da Administração. Assim se fez, e por meio da Portaria 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Relatório AI 698618 AGR / SP Ministerial nº 77, de 5.2.1993, foram convocados outros mil candidatos, até o classificado na milésima quingentésima posição (1500º). Ora, a classificação dos autores ficou além de tal ordem (2089º, 3853º, 5550º e 2285º, conforme docs. De fls. 22, 23, 24 e 105, respectivamente). Nada há portanto, a ser contestado a esse respeito. (…) Basta dizer que os candidatos além do 1500º somente realizaram a segunda etapa do concurso porque estribados em decisão judicial, até porque souberam impugnar o certame enquanto não expirado o seu prazo de validade, por meio da impetração de inúmeros mandados de segurança. Os autores, ao revés, permaneceram inertes, somente aforando a presente demanda em 17.01.1997, quando de há muito expirado o prazo de validade do certame. A inclusão não se deu portanto, por ato discricionário da Administração, mas sim por imposição judicial, de modo que não há que se falar em infringência à garantia de tratamento isonômico, pois que aqui não há situações iguais: quem impetrou mandado de segurança e se escorou em ordem judicial, obteve êxito e realizou a segunda etapa do concurso; os autores, que nada fizeram, nada podem obter, nem mesmo a extensão dos efeitos dos ‘mandamus’ vitoriosos, a teor da regra do artigo 472, ‘initio’ do Código de Processo Civil.’ Assim, para chegar a entendimento diverso seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional e reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279 desta Corte. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. APLICABILIDADE E VALIDADE DE 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP Ministerial nº 77, de 5.2.1993, foram convocados outros mil candidatos, até o classificado na milésima quingentésima posição (1500º). Ora, a classificação dos autores ficou além de tal ordem (2089º, 3853º, 5550º e 2285º, conforme docs. De fls. 22, 23, 24 e 105, respectivamente). Nada há portanto, a ser contestado a esse respeito. (…) Basta dizer que os candidatos além do 1500º somente realizaram a segunda etapa do concurso porque estribados em decisão judicial, até porque souberam impugnar o certame enquanto não expirado o seu prazo de validade, por meio da impetração de inúmeros mandados de segurança. Os autores, ao revés, permaneceram inertes, somente aforando a presente demanda em 17.01.1997, quando de há muito expirado o prazo de validade do certame. A inclusão não se deu portanto, por ato discricionário da Administração, mas sim por imposição judicial, de modo que não há que se falar em infringência à garantia de tratamento isonômico, pois que aqui não há situações iguais: quem impetrou mandado de segurança e se escorou em ordem judicial, obteve êxito e realizou a segunda etapa do concurso; os autores, que nada fizeram, nada podem obter, nem mesmo a extensão dos efeitos dos ‘mandamus’ vitoriosos, a teor da regra do artigo 472, ‘initio’ do Código de Processo Civil.’ Assim, para chegar a entendimento diverso seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional e reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279 desta Corte. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. APLICABILIDADE E VALIDADE DE 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Relatório AI 698618 AGR / SP NORMAS DE EDITAL. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DAS CLÁUSULAS EDITALÍCIAS E DO REEXAME DE PROVAS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configurariam ofensa constitucional indireta’ (AI nº 767.533/MT-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 12/3/10). ‘CONCURSO PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão decidiu a questão com base na legislação infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III - Agravo regimental improvido’ (AI nº 692.172/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 13/3/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP NORMAS DE EDITAL. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DAS CLÁUSULAS EDITALÍCIAS E DO REEXAME DE PROVAS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configurariam ofensa constitucional indireta’ (AI nº 767.533/MT-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 12/3/10). ‘CONCURSO PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão decidiu a questão com base na legislação infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III - Agravo regimental improvido’ (AI nº 692.172/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 13/3/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Relatório AI 698618 AGR / SP ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. INTERPRETAÇÃO DAS CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. IMPOSSIBILIDADE. Critério de classificação de candidatos. Interpretação das cláusulas editalícias e reexame da matéria fático-probatória. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 726.001/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 28/11/08). ‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO. PROVA DE TÍTULOS. CARÁTER ELIMINATÓRIO. REGRA CONSTANTE DO EDITAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. Os requisitos estabelecidos em edital de concurso constituem matéria de âmbito infraconstitucional. Por essa razão, incabível o recurso extraordinário, visto que não há ofensa direta à Constituição federal. Reexame de fatos e provas vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 521.421/RJ- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 22/09/06). E, especificamente sobre a hipótese aqui retratada, referente à aprovação de candidatos, por força de medidas judiciais, destaque-se a existência de diversos precedentes semelhantes ao caso em comento, abaixo transcritos: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Recurso que não demonstra o desacerto da decisão agravada. 3. Concurso Público. Nomeações com base em decisão judicial. Preterição. Inocorrência. 4. Decisão proferida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 437.403-AgR/RS, Relator o Ministro 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. INTERPRETAÇÃO DAS CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. IMPOSSIBILIDADE. Critério de classificação de candidatos. Interpretação das cláusulas editalícias e reexame da matéria fático-probatória. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 726.001/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 28/11/08). ‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO. PROVA DE TÍTULOS. CARÁTER ELIMINATÓRIO. REGRA CONSTANTE DO EDITAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. Os requisitos estabelecidos em edital de concurso constituem matéria de âmbito infraconstitucional. Por essa razão, incabível o recurso extraordinário, visto que não há ofensa direta à Constituição federal. Reexame de fatos e provas vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 521.421/RJ- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 22/09/06). E, especificamente sobre a hipótese aqui retratada, referente à aprovação de candidatos, por força de medidas judiciais, destaque-se a existência de diversos precedentes semelhantes ao caso em comento, abaixo transcritos: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Recurso que não demonstra o desacerto da decisão agravada. 3. Concurso Público. Nomeações com base em decisão judicial. Preterição. Inocorrência. 4. Decisão proferida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 437.403-AgR/RS, Relator o Ministro 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Relatório AI 698618 AGR / SP Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ de 5/5/06). ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - VIOLÊNCIA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL - CONCURSO PÚBLICO - PRETERIÇÃO - CUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL. O cumprimento, pela Administração Pública, de decisão judicial não configura preterição, sempre a pressupor ato espontâneo, colocando em plano secundário a ordem de classificação’ (RE nº 392.888-AgR/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 24/3/06). ‘MANDADO DE SEGURANÇA - CONCURSO PÚBLICO - AUDITOR FISCAL DO TESOURO NACIONAL - PORTARIA MF Nº 268/96 - ALEGADO CARÁTER DISCRIMINATÓRIO - INEXISTÊNCIA - ATO ADMINISTRATIVO QUE SE RESTRINGIU AO ESTRITO CUMPRIMENTO DE DECISÕES JUDICIAIS - PRETENDIDA EXTENSÃO, EM FAVOR DOS IMPETRANTES, DOS EFEITOS DE DECISÃO PROFERIDA EM BENEFÍCIO DE TERCEIROS - INADMISSIBILIDADE (CPC, ART. 472) - COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA DO MINISTRO-RELATOR PARA NEGAR PROVIMENTO A RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA - AGRAVO IMPROVIDO. A EFICÁCIA SUBJETIVA DA COISA JULGADA RESTRINGE-SE, ORDINARIAMENTE, AOS SUJEITOS DA RELAÇÃO PROCESSUAL. A sentença faz coisa julgada entre as partes que intervieram na relação processual (CPC, art. 472), não se estendendo a terceiros estranhos ao processo, quer para beneficiá-los, quer para prejudicá-los. ‘Res inter alios judicata tertiis nec prodest, nec nocet’ (MS nº 23.221-AgR/DF, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJ de 14/6/02). Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se.” 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ de 5/5/06). ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - VIOLÊNCIA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL - CONCURSO PÚBLICO - PRETERIÇÃO - CUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL. O cumprimento, pela Administração Pública, de decisão judicial não configura preterição, sempre a pressupor ato espontâneo, colocando em plano secundário a ordem de classificação’ (RE nº 392.888-AgR/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 24/3/06). ‘MANDADO DE SEGURANÇA - CONCURSO PÚBLICO - AUDITOR FISCAL DO TESOURO NACIONAL - PORTARIA MF Nº 268/96 - ALEGADO CARÁTER DISCRIMINATÓRIO - INEXISTÊNCIA - ATO ADMINISTRATIVO QUE SE RESTRINGIU AO ESTRITO CUMPRIMENTO DE DECISÕES JUDICIAIS - PRETENDIDA EXTENSÃO, EM FAVOR DOS IMPETRANTES, DOS EFEITOS DE DECISÃO PROFERIDA EM BENEFÍCIO DE TERCEIROS - INADMISSIBILIDADE (CPC, ART. 472) - COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA DO MINISTRO-RELATOR PARA NEGAR PROVIMENTO A RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA - AGRAVO IMPROVIDO. A EFICÁCIA SUBJETIVA DA COISA JULGADA RESTRINGE-SE, ORDINARIAMENTE, AOS SUJEITOS DA RELAÇÃO PROCESSUAL. A sentença faz coisa julgada entre as partes que intervieram na relação processual (CPC, art. 472), não se estendendo a terceiros estranhos ao processo, quer para beneficiá-los, quer para prejudicá-los. ‘Res inter alios judicata tertiis nec prodest, nec nocet’ (MS nº 23.221-AgR/DF, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJ de 14/6/02). Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se.” 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Relatório AI 698618 AGR / SP Alegam os agravantes que foram violados os arts. 5º, caput e inciso XXXVI; 37, incisos III e IV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal, e que não incidem no caso os óbices das Súmulas nºs 636 e 279 desta Corte. Afirmam que houve omissão do Tribunal de origem, o que acarretou a violação do art. 93, inciso IX, da Constituição haja vista que “o prazo final de validade do concurso público ocorreu em 13/12/1997, conforme Edital ESAF nº 58, momento em que foi homologado o resultado da segunda etapa do concurso para o último grupo” e que “essa circunstância não foi apreciada pelo Colendo Tribunal a quo em sede de apelação, ainda que crucial e impactante para o deslinde do caso em favor dos Agravantes, nada obstante a oposição de embargos de declaração”. Aduzem, ainda, in verbis, que, “(...) considerando que a data de homologação final do concurso não foi devidamente apreciada pelo Tribunal a quo, e tendo sido omisso o edital e a lei quanto ao prazo de validade do concurso público nos termos supracitados, deverá o mesmo ser de dois anos a contar de 13/12/1997, momento em que foi homologado administrativamente o último grupo AFTN/91, em atenção à faculdade concedida pela Lei nº 8.541/92. (…) (…) a não convocação dos Agravantes para o concurso em que foram habilitados, viola o princípio da Segurança Jurídica (artigo 5º, caput , da CF) e do Direito Adquirido (artigo 5º, inciso XXXVI, da CF), uma vez que habilitados para tanto. (...) Além disso, a decisão monocrática destacou que a jurisprudência do Egrégio Supremo Tribunal Federal encontra- se em consonância com o acórdão recorrido, na medida em que é permitida a quebra de ordem classificatória por força de decisão judicial. Ocorre que o reconhecimento da inobservância da ordem de classificação do certame em questão, independe da análise de legislação infraconstitucional e independe do revolvimento de provas constantes dos autos”. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP Alegam os agravantes que foram violados os arts. 5º, caput e inciso XXXVI; 37, incisos III e IV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal, e que não incidem no caso os óbices das Súmulas nºs 636 e 279 desta Corte. Afirmam que houve omissão do Tribunal de origem, o que acarretou a violação do art. 93, inciso IX, da Constituição haja vista que “o prazo final de validade do concurso público ocorreu em 13/12/1997, conforme Edital ESAF nº 58, momento em que foi homologado o resultado da segunda etapa do concurso para o último grupo” e que “essa circunstância não foi apreciada pelo Colendo Tribunal a quo em sede de apelação, ainda que crucial e impactante para o deslinde do caso em favor dos Agravantes, nada obstante a oposição de embargos de declaração”. Aduzem, ainda, in verbis, que, “(...) considerando que a data de homologação final do concurso não foi devidamente apreciada pelo Tribunal a quo, e tendo sido omisso o edital e a lei quanto ao prazo de validade do concurso público nos termos supracitados, deverá o mesmo ser de dois anos a contar de 13/12/1997, momento em que foi homologado administrativamente o último grupo AFTN/91, em atenção à faculdade concedida pela Lei nº 8.541/92. (…) (…) a não convocação dos Agravantes para o concurso em que foram habilitados, viola o princípio da Segurança Jurídica (artigo 5º, caput , da CF) e do Direito Adquirido (artigo 5º, inciso XXXVI, da CF), uma vez que habilitados para tanto. (...) Além disso, a decisão monocrática destacou que a jurisprudência do Egrégio Supremo Tribunal Federal encontra- se em consonância com o acórdão recorrido, na medida em que é permitida a quebra de ordem classificatória por força de decisão judicial. Ocorre que o reconhecimento da inobservância da ordem de classificação do certame em questão, independe da análise de legislação infraconstitucional e independe do revolvimento de provas constantes dos autos”. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Relatório AI 698618 AGR / SP É o relatório. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP É o relatório. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 698.618 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região, no tocante ao prazo de validade do concurso do qual participavam os ora agravantes, assim se manifestou: “Com efeito, tem-se que a Escola de Administração Fazendária (ESAF) fez lançar, em 16.8.1991, o Edital nº 18, com vistas ao preenchimento, em princípio, de 500 vagas para o desempenho do cargo de Auditor-Fiscal do Tesouro Nacional (AFTN). Previa o edital, em seu item 10.2, o prazo de validade de 6 meses para o concurso, a contar da homologação, prazo este prorrogável por igual período por uma única vez. A homologação do resultado, tendo por aprovados todos os 500 candidatos selecionados na Primeira Etapa do certame, foi publicada no D.O. de 4.8.1992, sendo o termo final de validade do concurso por conseguinte, 4.2.1993. Todavia, antes do advento do termo final do exame, deu- se a edição da Lei 8.541, de 23.12.1992, que, por conta da premente necessidade de ajustamento de pessoal, assim dispôs (…). (…) Em síntese, o que se deu foi a substituição pela lei do prazo final do concurso, transferindo-o de 4.2.1993, nos termos do Edital, para 16.10.1993 (§ 1º), ou por mais um ano (§ 2º), o que acabou por não ocorrer. Despiciendo me parece, na espécie, tecer maiores comentários acerca da higidez de tal alteração, haja vista a posição de prevalência que a lei assume quando em confronto com meras disposições editalícias.” Desse modo, ao contrário do que alegam os agravantes, é certo que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 698.618 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região, no tocante ao prazo de validade do concurso do qual participavam os ora agravantes, assim se manifestou: “Com efeito, tem-se que a Escola de Administração Fazendária (ESAF) fez lançar, em 16.8.1991, o Edital nº 18, com vistas ao preenchimento, em princípio, de 500 vagas para o desempenho do cargo de Auditor-Fiscal do Tesouro Nacional (AFTN). Previa o edital, em seu item 10.2, o prazo de validade de 6 meses para o concurso, a contar da homologação, prazo este prorrogável por igual período por uma única vez. A homologação do resultado, tendo por aprovados todos os 500 candidatos selecionados na Primeira Etapa do certame, foi publicada no D.O. de 4.8.1992, sendo o termo final de validade do concurso por conseguinte, 4.2.1993. Todavia, antes do advento do termo final do exame, deu- se a edição da Lei 8.541, de 23.12.1992, que, por conta da premente necessidade de ajustamento de pessoal, assim dispôs (…). (…) Em síntese, o que se deu foi a substituição pela lei do prazo final do concurso, transferindo-o de 4.2.1993, nos termos do Edital, para 16.10.1993 (§ 1º), ou por mais um ano (§ 2º), o que acabou por não ocorrer. Despiciendo me parece, na espécie, tecer maiores comentários acerca da higidez de tal alteração, haja vista a posição de prevalência que a lei assume quando em confronto com meras disposições editalícias.” Desse modo, ao contrário do que alegam os agravantes, é certo que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 698618 AGR / SP não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão dos recorrentes, tendo o Tribunal de origem explicitado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido” (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão dos recorrentes, tendo o Tribunal de origem explicitado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido” (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 698618 AGR / SP Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). “AGRAVO REGIMENTAL. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CF/88. INEXISTÊNCIA. Acórdão recorrido que se encontra devidamente fundamentado, ainda que com sua fundamentação não concorde o ora agravante. O órgão judicante não é obrigado a se manifestar sobre todas as teses apresentadas pela defesa, bastando que aponte fundamentadamente as razões de seu convencimento. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06). Ademais, é certo que o Tribunal de origem decidiu a questão relativa ao prazo de validade do certame em comento com base na legislação infraconstitucional (Lei nº 8.541/92), no edital e nos fatos e nas provas dos autos, cujo exame é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “SERVIDOR PÚBLICO MILITAR DO DISTRITO FEDERAL. EDITAL DE CONCURSO INTERNO PARA INGRESSO EM CURSO DE FORMAÇÃO. GRADUAÇÃO DE SARGENTO. DISCUSSÃO SOBRE PRAZO DE VALIDADE ESTABELECIDO EM EDITAL. ABERTURA DE OUTRO CONCURSO. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. EXISTÊNCIA DE FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA A MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. ÓBICE DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 490.552/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 8/5/12). “1. Concurso público. Prazo de validade. Recurso extraordinário: descabimento: controvérsia que demanda o 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). “AGRAVO REGIMENTAL. OFENSA AO ART. 93, IX, DA CF/88. INEXISTÊNCIA. Acórdão recorrido que se encontra devidamente fundamentado, ainda que com sua fundamentação não concorde o ora agravante. O órgão judicante não é obrigado a se manifestar sobre todas as teses apresentadas pela defesa, bastando que aponte fundamentadamente as razões de seu convencimento. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06). Ademais, é certo que o Tribunal de origem decidiu a questão relativa ao prazo de validade do certame em comento com base na legislação infraconstitucional (Lei nº 8.541/92), no edital e nos fatos e nas provas dos autos, cujo exame é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “SERVIDOR PÚBLICO MILITAR DO DISTRITO FEDERAL. EDITAL DE CONCURSO INTERNO PARA INGRESSO EM CURSO DE FORMAÇÃO. GRADUAÇÃO DE SARGENTO. DISCUSSÃO SOBRE PRAZO DE VALIDADE ESTABELECIDO EM EDITAL. ABERTURA DE OUTRO CONCURSO. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. EXISTÊNCIA DE FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA A MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. ÓBICE DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 490.552/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 8/5/12). “1. Concurso público. Prazo de validade. Recurso extraordinário: descabimento: controvérsia que demanda o 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 698618 AGR / SP reexame das provas e fatos em que se fundamentou o acórdão recorrido, inviável em recurso extraordinário: incidência da Súmula 279. 2. Improcedência das alegações de negativa de prestação jurisdicional e de inexistência de motivação do acórdão recorrido” (AI nº 259.164/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJe de 24/8/07). Por outro lado, conforme expresso na decisão agravada, consignou a Corte de origem que os ora agravantes foram classificados além do número máximo de candidatos previsto para convocação para a segunda etapa do certame e que outros candidatos com classificação pior só foram convocados porque havia decisões judiciais determinando a sua manutenção na disputa. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que não há falar em desrespeito à ordem de classificação em concurso público quando a Administração nomeia candidatos menos bem colocados por força de determinação judicial. Sobre o tema, os seguintes julgados: “ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO DECORRENTE DE DECISÃO JUDICIAL. PRETERIÇÃO. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. I – A jurisprudência desta Corte se firmou no sentido de que não há preterição quando a Administração realiza nomeações em observação a decisão judicial. II - Agravo regimental improvido” (RE nº 594.917/ES-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 24/11/10) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO. PÚBLICO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO DECORRENTE DE DECISÃO JUDICIAL. PRETERIÇÃO. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 620.992/GO-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/6/07). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP reexame das provas e fatos em que se fundamentou o acórdão recorrido, inviável em recurso extraordinário: incidência da Súmula 279. 2. Improcedência das alegações de negativa de prestação jurisdicional e de inexistência de motivação do acórdão recorrido” (AI nº 259.164/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJe de 24/8/07). Por outro lado, conforme expresso na decisão agravada, consignou a Corte de origem que os ora agravantes foram classificados além do número máximo de candidatos previsto para convocação para a segunda etapa do certame e que outros candidatos com classificação pior só foram convocados porque havia decisões judiciais determinando a sua manutenção na disputa. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que não há falar em desrespeito à ordem de classificação em concurso público quando a Administração nomeia candidatos menos bem colocados por força de determinação judicial. Sobre o tema, os seguintes julgados: “ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO DECORRENTE DE DECISÃO JUDICIAL. PRETERIÇÃO. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. I – A jurisprudência desta Corte se firmou no sentido de que não há preterição quando a Administração realiza nomeações em observação a decisão judicial. II - Agravo regimental improvido” (RE nº 594.917/ES-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 24/11/10) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO. PÚBLICO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO DECORRENTE DE DECISÃO JUDICIAL. PRETERIÇÃO. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 620.992/GO-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/6/07). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 698618 AGR / SP Por fim, a alegada violação do art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, caso ocorresse, seria indireta ou reflexa, haja vista que sua verificação não prescinde, no caso, da análise da legislação infraconstitucional, das cláusulas do instrumento convocatório e dos fatos e das provas dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Consumidor. Alegação de violação ao ato jurídico perfeito (Art. 5º, XXXVI, da CF/88). Ofensa reflexa. Incidência das súmulas 279 e 636. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 675.094/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 23/4/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO MONITÓRIA. TÍTULO EXECUTIVO PRESCRITO. LEI 9.079/95. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO E AO ATO JURÍDICO PERFEITO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicar análise de matéria infraconstitucional. 2. A prescrição, posto regulada por normas infraconstitucionais, indica que a eventual violação à Constituição, se ocorrente, é indireta ou reflexa, e não enseja o processamento do recurso extraordinário. 3. Deveras, mesmo afastado o óbice quanto à ausência de prequestionamento da questão constitucional, o agravo regimental não merece provimento, posto que a controvérsia a respeito da aplicabilidade da ação monitória para as dívidas não prescritas, apostas em títulos executivos já fulminados pela prescrição, restringe-se ao exame da norma processual infraconstitucional aplicável à espécie. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: APELAÇÃO CÍVEL. EMBARGOS MONITÓRIOS. AÇÃO MONITÓRIA EMBASADA EM NOTA PROMISSÓRIA 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP Por fim, a alegada violação do art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, caso ocorresse, seria indireta ou reflexa, haja vista que sua verificação não prescinde, no caso, da análise da legislação infraconstitucional, das cláusulas do instrumento convocatório e dos fatos e das provas dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Consumidor. Alegação de violação ao ato jurídico perfeito (Art. 5º, XXXVI, da CF/88). Ofensa reflexa. Incidência das súmulas 279 e 636. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 675.094/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 23/4/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO MONITÓRIA. TÍTULO EXECUTIVO PRESCRITO. LEI 9.079/95. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO E AO ATO JURÍDICO PERFEITO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicar análise de matéria infraconstitucional. 2. A prescrição, posto regulada por normas infraconstitucionais, indica que a eventual violação à Constituição, se ocorrente, é indireta ou reflexa, e não enseja o processamento do recurso extraordinário. 3. Deveras, mesmo afastado o óbice quanto à ausência de prequestionamento da questão constitucional, o agravo regimental não merece provimento, posto que a controvérsia a respeito da aplicabilidade da ação monitória para as dívidas não prescritas, apostas em títulos executivos já fulminados pela prescrição, restringe-se ao exame da norma processual infraconstitucional aplicável à espécie. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: APELAÇÃO CÍVEL. EMBARGOS MONITÓRIOS. AÇÃO MONITÓRIA EMBASADA EM NOTA PROMISSÓRIA 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 698618 AGR / SP ASSINADA PELO EMBARGANTE. ALEGAÇÃO DE PAGAMENTO. INEXISTÊNCIA DE PROVA DOCUMENTAL. ÔNUS PROBATÓRIO. EFICÁCIA DA PROVA ESCRITA DEMONSTRA A EXISTÊNCIA DA DÍVIDA. 1. É ônus do embargante, nos termos do artigo 333, II do CPC, provar suas alegações em sede de embargos. A nota promissória comprova a existência de crédito em favor do autor, pois há ausência de elementos de convicção para desfazer tal documento. Ademais, é regra basilar em Direito, que o pagamento se comprova com recibo, ou seja, prova documental e não testemunhal, nada tendo sido informado a respeito de eventual pagamento ou da origem ilícita da dívida. 2. Os juros moratórios na ação monitória, contam-se a partir da citação, conforme a lei civil vigente naquela data, no caso, o CC/2002. Deram parcial provimento. Unânime.” 5. Agravo regimental desprovido” (AI nº 803.153/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/4/12). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP ASSINADA PELO EMBARGANTE. ALEGAÇÃO DE PAGAMENTO. INEXISTÊNCIA DE PROVA DOCUMENTAL. ÔNUS PROBATÓRIO. EFICÁCIA DA PROVA ESCRITA DEMONSTRA A EXISTÊNCIA DA DÍVIDA. 1. É ônus do embargante, nos termos do artigo 333, II do CPC, provar suas alegações em sede de embargos. A nota promissória comprova a existência de crédito em favor do autor, pois há ausência de elementos de convicção para desfazer tal documento. Ademais, é regra basilar em Direito, que o pagamento se comprova com recibo, ou seja, prova documental e não testemunhal, nada tendo sido informado a respeito de eventual pagamento ou da origem ilícita da dívida. 2. Os juros moratórios na ação monitória, contam-se a partir da citação, conforme a lei civil vigente naquela data, no caso, o CC/2002. Deram parcial provimento. Unânime.” 5. Agravo regimental desprovido” (AI nº 803.153/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/4/12). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 698.618 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MARIA STELA OLIVEIRA CICARELLI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCOS JOAQUIM GONCALVES ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857632 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 698.618 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MARIA STELA OLIVEIRA CICARELLI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCOS JOAQUIM GONCALVES ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857632 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4290590
2013-05-14T00:00:00
2013-08-08T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Administrativo. Concurso público. Prazo de validade. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Nomeação por decisão judicial. Preterição de candidato. Inexistência. Violação do art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. É pacífica a jurisprudência da Corte de que não há falar em desrespeito à ordem de classificação em concurso público quando a Administração nomeia candidatos menos bem colocados por força de determinação judicial. 4. A alegada violação do art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal, caso ocorresse, seria indireta ou reflexa, haja vista que sua verificação não prescinde, no caso, da análise da legislação infraconstitucional, das cláusulas do instrumento convocatório e dos fatos e das provas dos autos, a qual é inviável em recurso extraordinário. 5. Agravo regimental não provido.
sjur237694
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO, DECISÃO JUDICIAL) AI 809411 AgR (2ªT), AI 653010 AgR (1ªT), RE 463139 AgR (2ªT). (OFENSA REFLEXA) ARE 675094 AgR (2ªT), AI 803153 AgR (1ªT). (CONCURSO PÚBLICO, DESRESPEITO, ORDEM DE CLASSIFICAÇÃO) RE 594917 AgR (1ªT), AI 620992 AgR (1ªT). (RECURSO EXTRAORDINÁRIO, REEXAME, FATO, PROVA) AI 490552 (2ªT), AI 259164 AgR (1ªT). Número de páginas: 19. Análise: 21/08/2013, TBC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
698618
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00036 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-008541 ANO-1992\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 698618 AgR
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AGTE.(S) : MARIA STELA OLIVEIRA CICARELLI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCOS JOAQUIM GONCALVES ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 698.618 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARIA STELA OLIVEIRA CICARELLI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONCALVES ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Administrativo. Concurso público. Prazo de validade. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Nomeação por decisão judicial. Preterição de candidato. Inexistência. Violação do art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. É pacífica a jurisprudência da Corte de que não há falar em desrespeito à ordem de classificação em concurso público quando a Administração nomeia candidatos menos bem colocados por força de determinação judicial. 4. A alegada violação do art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal, caso ocorresse, seria indireta ou reflexa, haja vista que sua verificação não prescinde, no caso, da análise da legislação infraconstitucional, das cláusulas do instrumento convocatório e dos fatos e das provas dos autos, a qual é inviável em recurso extraordinário. 5. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274263. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão AI 698618 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274263. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274263. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 698.618 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARIA STELA OLIVEIRA CICARELLI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONCALVES ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Maria Stela Oliveira Cicarelli e outros interpõem tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Maria Stela Oliveira Cicarelli e outros interpõem agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5..., caput e inciso XXXVI, 37, inciso III, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Insurgem-se, no apelo extremo, fundado na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO - CONCURSO PÚBLICO - AUDITOR FISCAL DO TESOURO NACIONAL - CONVOCAÇÃO DE CANDIDATOS QUE, CONQUANTO COM PIOR DESEMPENHO EM COTEJO COM O DOS APELANTES, OBTIVERAM PARA TANTO ORDEM JUDICIAL - EXTENSÃO DOS EFEITOS DAS DECISÕES JUDICIAIS DE MODO A ABARCAR OS APELANTES - IMPOSSIBILIDADE - Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 698.618 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MARIA STELA OLIVEIRA CICARELLI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MARCOS JOAQUIM GONCALVES ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Maria Stela Oliveira Cicarelli e outros interpõem tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Maria Stela Oliveira Cicarelli e outros interpõem agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5..., caput e inciso XXXVI, 37, inciso III, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Insurgem-se, no apelo extremo, fundado na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim ementado: ‘ADMINISTRATIVO - CONCURSO PÚBLICO - AUDITOR FISCAL DO TESOURO NACIONAL - CONVOCAÇÃO DE CANDIDATOS QUE, CONQUANTO COM PIOR DESEMPENHO EM COTEJO COM O DOS APELANTES, OBTIVERAM PARA TANTO ORDEM JUDICIAL - EXTENSÃO DOS EFEITOS DAS DECISÕES JUDICIAIS DE MODO A ABARCAR OS APELANTES - IMPOSSIBILIDADE - Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório AI 698618 AGR / SP INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 472 DO Código de Processo Civil - APELAÇÃO DESPROVIDA. I - A Lei 8.541/92, em seu artigo 56, modificou o Edital ESAF n 18, de 16.10.1991, para autorizar a convocação para a segunda fase do concurso de Auditor Fiscal do Tesouro Nacional mais mil candidatos além do quingentésimo mais bem classificado, bem como para fixar como termo final de validade do certame o dia 16.10.1993. II - Os apelantes não foram abrangidos pela benesse da extensão do número de vagas, porquanto classificados além do milésimo quingentésimo classificado, não mais havendo com relação a eles qualquer direito de preferência em relação a outros aprovados em exames subsequentes após o término da validade do concurso. III - O fato de candidatos com pior desempenho do que o dos apelantes terem se beneficiado de ordens judiciais para compelirem a Administração a permitir sua participação na segunda fase do certame não autoriza a extensão dos efeitos de tais decisões judiciais, já que não foram os apelantes partes nas demandas, aplicando-se, na espécie, o artigo 472, ‘initio’, do Código de Processo Civil. IV - Apelação desprovida.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 472 DO Código de Processo Civil - APELAÇÃO DESPROVIDA. I - A Lei 8.541/92, em seu artigo 56, modificou o Edital ESAF n 18, de 16.10.1991, para autorizar a convocação para a segunda fase do concurso de Auditor Fiscal do Tesouro Nacional mais mil candidatos além do quingentésimo mais bem classificado, bem como para fixar como termo final de validade do certame o dia 16.10.1993. II - Os apelantes não foram abrangidos pela benesse da extensão do número de vagas, porquanto classificados além do milésimo quingentésimo classificado, não mais havendo com relação a eles qualquer direito de preferência em relação a outros aprovados em exames subsequentes após o término da validade do concurso. III - O fato de candidatos com pior desempenho do que o dos apelantes terem se beneficiado de ordens judiciais para compelirem a Administração a permitir sua participação na segunda fase do certame não autoriza a extensão dos efeitos de tais decisões judiciais, já que não foram os apelantes partes nas demandas, aplicando-se, na espécie, o artigo 472, ‘initio’, do Código de Processo Civil. IV - Apelação desprovida.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório AI 698618 AGR / SP Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação, não merece prosperar, haja vista que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste- se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08; e Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação, não merece prosperar, haja vista que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste- se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08; e Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Relatório AI 698618 AGR / SP legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI n 594.887/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). Ressalte-se ainda, que o Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que não houve preterição, uma vez que a inclusão não se deu por ato discricionário da Administração, mas sim por imposição judicial. O acórdão recorrido assim consignou: ‘(...) No mais, outra alteração substancial inserida pela lei foi a possibilidade de convocação de mais candidatos além, do número inicialmente previsto pelo Edital n 18 (500), desde que os candidatos subsequentes ao quingentésimo convocado estivessem habilitados de acordo com os critérios mínimos exigidos na Primeira Etapa do certame. Aqui cabe ressaltar, desde logo, que os autores - todos eles - encontravam-se habilitados, segundo os critérios mínimos da primeira fase, conforme o demonstram os documentos de fls. 22, 23, 24 e 105. Daí que, em tese, estariam passíveis de serem albergados pela benesse conferida pelo ‘caput’ do art. 56 da Lei 8.541/92. Não foi, contudo o que ocorreu. Os autores não foram afetados pelas disposições do art. 56, ‘caput’, da Lei 8.541/92 pelo simples fato de que tal norma conferiu ao Sr. Ministro de Estado da Fazenda a possibilidade de edição de um ato administrativo discricionário, qual seja, convocar candidatos para a segunda fase o concurso além do 500... classificado de acordo com a necessidade do serviço e da conveniência da Administração. Assim se fez, e por meio da Portaria 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI n 594.887/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). Ressalte-se ainda, que o Tribunal de origem concluiu, com base nos fatos e nas provas dos autos, que não houve preterição, uma vez que a inclusão não se deu por ato discricionário da Administração, mas sim por imposição judicial. O acórdão recorrido assim consignou: ‘(...) No mais, outra alteração substancial inserida pela lei foi a possibilidade de convocação de mais candidatos além, do número inicialmente previsto pelo Edital n 18 (500), desde que os candidatos subsequentes ao quingentésimo convocado estivessem habilitados de acordo com os critérios mínimos exigidos na Primeira Etapa do certame. Aqui cabe ressaltar, desde logo, que os autores - todos eles - encontravam-se habilitados, segundo os critérios mínimos da primeira fase, conforme o demonstram os documentos de fls. 22, 23, 24 e 105. Daí que, em tese, estariam passíveis de serem albergados pela benesse conferida pelo ‘caput’ do art. 56 da Lei 8.541/92. Não foi, contudo o que ocorreu. Os autores não foram afetados pelas disposições do art. 56, ‘caput’, da Lei 8.541/92 pelo simples fato de que tal norma conferiu ao Sr. Ministro de Estado da Fazenda a possibilidade de edição de um ato administrativo discricionário, qual seja, convocar candidatos para a segunda fase o concurso além do 500... classificado de acordo com a necessidade do serviço e da conveniência da Administração. Assim se fez, e por meio da Portaria 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Relatório AI 698618 AGR / SP Ministerial n 77, de 5.2.1993, foram convocados outros mil candidatos, até o classificado na milésima quingentésima posição (1500...). Ora, a classificação dos autores ficou além de tal ordem (2089..., 3853..., 5550... e 2285..., conforme docs. De fls. 22, 23, 24 e 105, respectivamente). Nada há portanto, a ser contestado a esse respeito. (…) Basta dizer que os candidatos além do 1500... somente realizaram a segunda etapa do concurso porque estribados em decisão judicial, até porque souberam impugnar o certame enquanto não expirado o seu prazo de validade, por meio da impetração de inúmeros mandados de segurança. Os autores, ao revés, permaneceram inertes, somente aforando a presente demanda em 17.01.1997, quando de há muito expirado o prazo de validade do certame. A inclusão não se deu portanto, por ato discricionário da Administração, mas sim por imposição judicial, de modo que não há que se falar em infringência à garantia de tratamento isonômico, pois que aqui não há situações iguais: quem impetrou mandado de segurança e se escorou em ordem judicial, obteve êxito e realizou a segunda etapa do concurso; os autores, que nada fizeram, nada podem obter, nem mesmo a extensão dos efeitos dos ‘mandamus’ vitoriosos, a teor da regra do artigo 472, ‘initio’ do Código de Processo Civil.’ Assim, para chegar a entendimento diverso seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional e reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279 desta Corte. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. APLICABILIDADE E VALIDADE DE 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP Ministerial n 77, de 5.2.1993, foram convocados outros mil candidatos, até o classificado na milésima quingentésima posição (1500...). Ora, a classificação dos autores ficou além de tal ordem (2089..., 3853..., 5550... e 2285..., conforme docs. De fls. 22, 23, 24 e 105, respectivamente). Nada há portanto, a ser contestado a esse respeito. (…) Basta dizer que os candidatos além do 1500... somente realizaram a segunda etapa do concurso porque estribados em decisão judicial, até porque souberam impugnar o certame enquanto não expirado o seu prazo de validade, por meio da impetração de inúmeros mandados de segurança. Os autores, ao revés, permaneceram inertes, somente aforando a presente demanda em 17.01.1997, quando de há muito expirado o prazo de validade do certame. A inclusão não se deu portanto, por ato discricionário da Administração, mas sim por imposição judicial, de modo que não há que se falar em infringência à garantia de tratamento isonômico, pois que aqui não há situações iguais: quem impetrou mandado de segurança e se escorou em ordem judicial, obteve êxito e realizou a segunda etapa do concurso; os autores, que nada fizeram, nada podem obter, nem mesmo a extensão dos efeitos dos ‘mandamus’ vitoriosos, a teor da regra do artigo 472, ‘initio’ do Código de Processo Civil.’ Assim, para chegar a entendimento diverso seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional e reexaminar o conjunto fático-probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279 desta Corte. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. APLICABILIDADE E VALIDADE DE 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Relatório AI 698618 AGR / SP NORMAS DE EDITAL. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DAS CLÁUSULAS EDITALÍCIAS E DO REEXAME DE PROVAS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configurariam ofensa constitucional indireta’ (AI n 767.533/MT-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 12/3/10). ‘CONCURSO PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão decidiu a questão com base na legislação infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido’ (AI n 692.172/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 13/3/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP NORMAS DE EDITAL. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DAS CLÁUSULAS EDITALÍCIAS E DO REEXAME DE PROVAS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 283 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional, configurariam ofensa constitucional indireta’ (AI n 767.533/MT-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 12/3/10). ‘CONCURSO PÚBLICO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão decidiu a questão com base na legislação infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido’ (AI n 692.172/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 13/3/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSTITUCIONAL. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Relatório AI 698618 AGR / SP ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. INTERPRETAÇÃO DAS CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. IMPOSSIBILIDADE. Critério de classificação de candidatos. Interpretação das cláusulas editalícias e reexame da matéria fático-probatória. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 726.001/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 28/11/08). ‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO. PROVA DE TÍTULOS. CARÁTER ELIMINATÓRIO. REGRA CONSTANTE DO EDITAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. Os requisitos estabelecidos em edital de concurso constituem matéria de âmbito infraconstitucional. Por essa razão, incabível o recurso extraordinário, visto que não há ofensa direta à Constituição federal. Reexame de fatos e provas vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 521.421/RJ- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 22/09/06). E, especificamente sobre a hipótese aqui retratada, referente à aprovação de candidatos, por força de medidas judiciais, destaque-se a existência de diversos precedentes semelhantes ao caso em comento, abaixo transcritos: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Recurso que não demonstra o desacerto da decisão agravada. 3. Concurso Público. Nomeações com base em decisão judicial. Preterição. Inocorrência. 4. Decisão proferida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 437.403-AgR/RS, Relator o Ministro 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. INTERPRETAÇÃO DAS CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. IMPOSSIBILIDADE. Critério de classificação de candidatos. Interpretação das cláusulas editalícias e reexame da matéria fático-probatória. Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 726.001/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 28/11/08). ‘AGRAVO REGIMENTAL. CONCURSO PÚBLICO. PROVA DE TÍTULOS. CARÁTER ELIMINATÓRIO. REGRA CONSTANTE DO EDITAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. Os requisitos estabelecidos em edital de concurso constituem matéria de âmbito infraconstitucional. Por essa razão, incabível o recurso extraordinário, visto que não há ofensa direta à Constituição federal. Reexame de fatos e provas vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 521.421/RJ- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 22/09/06). E, especificamente sobre a hipótese aqui retratada, referente à aprovação de candidatos, por força de medidas judiciais, destaque-se a existência de diversos precedentes semelhantes ao caso em comento, abaixo transcritos: ‘Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Recurso que não demonstra o desacerto da decisão agravada. 3. Concurso Público. Nomeações com base em decisão judicial. Preterição. Inocorrência. 4. Decisão proferida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 437.403-AgR/RS, Relator o Ministro 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Relatório AI 698618 AGR / SP Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ de 5/5/06). ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - VIOLÊNCIA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL - CONCURSO PÚBLICO - PRETERIÇÃO - CUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL. O cumprimento, pela Administração Pública, de decisão judicial não configura preterição, sempre a pressupor ato espontâneo, colocando em plano secundário a ordem de classificação’ (Recurso Extraordinário n 392.888-AgR/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 24/3/06). ‘MANDADO DE SEGURANÇA - CONCURSO PÚBLICO - AUDITOR FISCAL DO TESOURO NACIONAL - PORTARIA MF n 268/96 - ALEGADO CARÁTER DISCRIMINATÓRIO - INEXISTÊNCIA - ATO ADMINISTRATIVO QUE SE RESTRINGIU AO ESTRITO CUMPRIMENTO DE DECISÕES JUDICIAIS - PRETENDIDA EXTENSÃO, EM FAVOR DOS IMPETRANTES, DOS EFEITOS DE DECISÃO PROFERIDA EM BENEFÍCIO DE TERCEIROS - INADMISSIBILIDADE (Código de Processo Civil, ART. 472) - COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA DO MINISTRO-RELATOR PARA NEGAR PROVIMENTO A RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA - AGRAVO IMPROVIDO. A EFICÁCIA SUBJETIVA DA COISA JULGADA RESTRINGE-SE, ORDINARIAMENTE, AOS SUJEITOS DA RELAÇÃO PROCESSUAL. A sentença faz coisa julgada entre as partes que intervieram na relação processual (Código de Processo Civil, art. 472), não se estendendo a terceiros estranhos ao processo, quer para beneficiá-los, quer para prejudicá-los. ‘Res inter alios judicata tertiis nec prodest, nec nocet’ (MS n 23.221-AgR/DF, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJ de 14/6/02). Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se.” 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ de 5/5/06). ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - VIOLÊNCIA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL - CONCURSO PÚBLICO - PRETERIÇÃO - CUMPRIMENTO DE DECISÃO JUDICIAL. O cumprimento, pela Administração Pública, de decisão judicial não configura preterição, sempre a pressupor ato espontâneo, colocando em plano secundário a ordem de classificação’ (Recurso Extraordinário n 392.888-AgR/DF, Relator o Ministro Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ de 24/3/06). ‘MANDADO DE SEGURANÇA - CONCURSO PÚBLICO - AUDITOR FISCAL DO TESOURO NACIONAL - PORTARIA MF n 268/96 - ALEGADO CARÁTER DISCRIMINATÓRIO - INEXISTÊNCIA - ATO ADMINISTRATIVO QUE SE RESTRINGIU AO ESTRITO CUMPRIMENTO DE DECISÕES JUDICIAIS - PRETENDIDA EXTENSÃO, EM FAVOR DOS IMPETRANTES, DOS EFEITOS DE DECISÃO PROFERIDA EM BENEFÍCIO DE TERCEIROS - INADMISSIBILIDADE (Código de Processo Civil, ART. 472) - COMPETÊNCIA MONOCRÁTICA DO MINISTRO-RELATOR PARA NEGAR PROVIMENTO A RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA - AGRAVO IMPROVIDO. A EFICÁCIA SUBJETIVA DA COISA JULGADA RESTRINGE-SE, ORDINARIAMENTE, AOS SUJEITOS DA RELAÇÃO PROCESSUAL. A sentença faz coisa julgada entre as partes que intervieram na relação processual (Código de Processo Civil, art. 472), não se estendendo a terceiros estranhos ao processo, quer para beneficiá-los, quer para prejudicá-los. ‘Res inter alios judicata tertiis nec prodest, nec nocet’ (MS n 23.221-AgR/DF, Relator o Ministro Celso de Mello, Segunda Turma, DJ de 14/6/02). Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se.” 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Relatório AI 698618 AGR / SP Alegam os agravantes que foram violados os arts. 5..., caput e inciso XXXVI; 37, incisos III e IV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal, e que não incidem no caso os óbices das Súmulas ns 636 e 279 desta Corte. Afirmam que houve omissão do Tribunal de origem, o que acarretou a violação do art. 93, inciso IX, da Constituição haja vista que “o prazo final de validade do concurso público ocorreu em 13/12/1997, conforme Edital ESAF n 58, momento em que foi homologado o resultado da segunda etapa do concurso para o último grupo” e que “essa circunstância não foi apreciada pelo Colendo Tribunal a quo em sede de apelação, ainda que crucial e impactante para o deslinde do caso em favor dos Agravantes, nada obstante a oposição de embargos de declaração”. Aduzem, ainda, in verbis, que, “(...) considerando que a data de homologação final do concurso não foi devidamente apreciada pelo Tribunal a quo, e tendo sido omisso o edital e a lei quanto ao prazo de validade do concurso público nos termos supracitados, deverá o mesmo ser de dois anos a contar de 13/12/1997, momento em que foi homologado administrativamente o último grupo AFTN/91, em atenção à faculdade concedida pela Lei n 8.541/92. (…) (…) a não convocação dos Agravantes para o concurso em que foram habilitados, viola o princípio da Segurança Jurídica (artigo 5..., caput , da Constituição Federal de 1988) e do Direito Adquirido (artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal de 1988), uma vez que habilitados para tanto. (...) Além disso, a decisão monocrática destacou que a jurisprudência do Egrégio Supremo Tribunal Federal encontra- se em consonância com o acórdão recorrido, na medida em que é permitida a quebra de ordem classificatória por força de decisão judicial. Ocorre que o reconhecimento da inobservância da ordem de classificação do certame em questão, independe da análise de legislação infraconstitucional e independe do revolvimento de provas constantes dos autos”. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP Alegam os agravantes que foram violados os arts. 5..., caput e inciso XXXVI; 37, incisos III e IV; e 93, inciso IX, da Constituição Federal, e que não incidem no caso os óbices das Súmulas ns 636 e 279 desta Corte. Afirmam que houve omissão do Tribunal de origem, o que acarretou a violação do art. 93, inciso IX, da Constituição haja vista que “o prazo final de validade do concurso público ocorreu em 13/12/1997, conforme Edital ESAF n 58, momento em que foi homologado o resultado da segunda etapa do concurso para o último grupo” e que “essa circunstância não foi apreciada pelo Colendo Tribunal a quo em sede de apelação, ainda que crucial e impactante para o deslinde do caso em favor dos Agravantes, nada obstante a oposição de embargos de declaração”. Aduzem, ainda, in verbis, que, “(...) considerando que a data de homologação final do concurso não foi devidamente apreciada pelo Tribunal a quo, e tendo sido omisso o edital e a lei quanto ao prazo de validade do concurso público nos termos supracitados, deverá o mesmo ser de dois anos a contar de 13/12/1997, momento em que foi homologado administrativamente o último grupo AFTN/91, em atenção à faculdade concedida pela Lei n 8.541/92. (…) (…) a não convocação dos Agravantes para o concurso em que foram habilitados, viola o princípio da Segurança Jurídica (artigo 5..., caput , da Constituição Federal de 1988) e do Direito Adquirido (artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal de 1988), uma vez que habilitados para tanto. (...) Além disso, a decisão monocrática destacou que a jurisprudência do Egrégio Supremo Tribunal Federal encontra- se em consonância com o acórdão recorrido, na medida em que é permitida a quebra de ordem classificatória por força de decisão judicial. Ocorre que o reconhecimento da inobservância da ordem de classificação do certame em questão, independe da análise de legislação infraconstitucional e independe do revolvimento de provas constantes dos autos”. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Relatório AI 698618 AGR / SP É o relatório. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP É o relatório. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 698.618 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. O Tribunal Regional Federal da 3... Região, no tocante ao prazo de validade do concurso do qual participavam os ora agravantes, assim se manifestou: “Com efeito, tem-se que a Escola de Administração Fazendária (ESAF) fez lançar, em 16.8.1991, o Edital n 18, com vistas ao preenchimento, em princípio, de 500 vagas para o desempenho do cargo de Auditor-Fiscal do Tesouro Nacional (AFTN). Previa o edital, em seu item 10.2, o prazo de validade de 6 meses para o concurso, a contar da homologação, prazo este prorrogável por igual período por uma única vez. A homologação do resultado, tendo por aprovados todos os 500 candidatos selecionados na Primeira Etapa do certame, foi publicada no D.O. de 4.8.1992, sendo o termo final de validade do concurso por conseguinte, 4.2.1993. Todavia, antes do advento do termo final do exame, deu- se a edição da Lei 8.541, de 23.12.1992, que, por conta da premente necessidade de ajustamento de pessoal, assim dispôs (…). (…) Em síntese, o que se deu foi a substituição pela lei do prazo final do concurso, transferindo-o de 4.2.1993, nos termos do Edital, para 16.10.1993 (§ 1...), ou por mais um ano (§ 2...), o que acabou por não ocorrer. Despiciendo me parece, na espécie, tecer maiores comentários acerca da higidez de tal alteração, haja vista a posição de prevalência que a lei assume quando em confronto com meras disposições editalícias.” Desse modo, ao contrário do que alegam os agravantes, é certo que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 698.618 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. O Tribunal Regional Federal da 3... Região, no tocante ao prazo de validade do concurso do qual participavam os ora agravantes, assim se manifestou: “Com efeito, tem-se que a Escola de Administração Fazendária (ESAF) fez lançar, em 16.8.1991, o Edital n 18, com vistas ao preenchimento, em princípio, de 500 vagas para o desempenho do cargo de Auditor-Fiscal do Tesouro Nacional (AFTN). Previa o edital, em seu item 10.2, o prazo de validade de 6 meses para o concurso, a contar da homologação, prazo este prorrogável por igual período por uma única vez. A homologação do resultado, tendo por aprovados todos os 500 candidatos selecionados na Primeira Etapa do certame, foi publicada no D.O. de 4.8.1992, sendo o termo final de validade do concurso por conseguinte, 4.2.1993. Todavia, antes do advento do termo final do exame, deu- se a edição da Lei 8.541, de 23.12.1992, que, por conta da premente necessidade de ajustamento de pessoal, assim dispôs (…). (…) Em síntese, o que se deu foi a substituição pela lei do prazo final do concurso, transferindo-o de 4.2.1993, nos termos do Edital, para 16.10.1993 (§ 1...), ou por mais um ano (§ 2...), o que acabou por não ocorrer. Despiciendo me parece, na espécie, tecer maiores comentários acerca da higidez de tal alteração, haja vista a posição de prevalência que a lei assume quando em confronto com meras disposições editalícias.” Desse modo, ao contrário do que alegam os agravantes, é certo que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 698618 AGR / SP não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão dos recorrentes, tendo o Tribunal de origem explicitado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido” (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão dos recorrentes, tendo o Tribunal de origem explicitado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante explicite as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido” (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 698618 AGR / SP Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). “AGRAVO REGIMENTAL. OFENSA AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. INEXISTÊNCIA. Acórdão recorrido que se encontra devidamente fundamentado, ainda que com sua fundamentação não concorde o ora agravante. O órgão judicante não é obrigado a se manifestar sobre todas as teses apresentadas pela defesa, bastando que aponte fundamentadamente as razões de seu convencimento. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06). Ademais, é certo que o Tribunal de origem decidiu a questão relativa ao prazo de validade do certame em comento com base na legislação infraconstitucional (Lei n 8.541/92), no edital e nos fatos e nas provas dos autos, cujo exame é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “SERVIDOR PÚBLICO MILITAR DO DISTRITO FEDERAL. EDITAL DE CONCURSO INTERNO PARA INGRESSO EM CURSO DE FORMAÇÃO. GRADUAÇÃO DE SARGENTO. DISCUSSÃO SOBRE PRAZO DE VALIDADE ESTABELECIDO EM EDITAL. ABERTURA DE OUTRO CONCURSO. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. EXISTÊNCIA DE FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA A MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. ÓBICE DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 490.552/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 8/5/12). “1. Concurso público. Prazo de validade. Recurso extraordinário: descabimento: controvérsia que demanda o 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). “AGRAVO REGIMENTAL. OFENSA AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988/88. INEXISTÊNCIA. Acórdão recorrido que se encontra devidamente fundamentado, ainda que com sua fundamentação não concorde o ora agravante. O órgão judicante não é obrigado a se manifestar sobre todas as teses apresentadas pela defesa, bastando que aponte fundamentadamente as razões de seu convencimento. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06). Ademais, é certo que o Tribunal de origem decidiu a questão relativa ao prazo de validade do certame em comento com base na legislação infraconstitucional (Lei n 8.541/92), no edital e nos fatos e nas provas dos autos, cujo exame é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “SERVIDOR PÚBLICO MILITAR DO DISTRITO FEDERAL. EDITAL DE CONCURSO INTERNO PARA INGRESSO EM CURSO DE FORMAÇÃO. GRADUAÇÃO DE SARGENTO. DISCUSSÃO SOBRE PRAZO DE VALIDADE ESTABELECIDO EM EDITAL. ABERTURA DE OUTRO CONCURSO. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. EXISTÊNCIA DE FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL SUFICIENTE PARA A MANUTENÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. REEXAME DE FATOS E PROVAS E DE CLÁUSULAS EDITALÍCIAS. ÓBICE DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 490.552/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 8/5/12). “1. Concurso público. Prazo de validade. Recurso extraordinário: descabimento: controvérsia que demanda o 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 698618 AGR / SP reexame das provas e fatos em que se fundamentou o acórdão recorrido, inviável em recurso extraordinário: incidência da Súmula 279. 2. Improcedência das alegações de negativa de prestação jurisdicional e de inexistência de motivação do acórdão recorrido” (AI n 259.164/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJe de 24/8/07). Por outro lado, conforme expresso na decisão agravada, consignou a Corte de origem que os ora agravantes foram classificados além do número máximo de candidatos previsto para convocação para a segunda etapa do certame e que outros candidatos com classificação pior só foram convocados porque havia decisões judiciais determinando a sua manutenção na disputa. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que não há falar em desrespeito à ordem de classificação em concurso público quando a Administração nomeia candidatos menos bem colocados por força de determinação judicial. Sobre o tema, os seguintes julgados: “ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO DECORRENTE DE DECISÃO JUDICIAL. PRETERIÇÃO. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. I – A jurisprudência desta Corte se firmou no sentido de que não há preterição quando a Administração realiza nomeações em observação a decisão judicial. II - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 594.917/ES-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 24/11/10) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO. PÚBLICO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO DECORRENTE DE DECISÃO JUDICIAL. PRETERIÇÃO. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 620.992/GO-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/6/07). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP reexame das provas e fatos em que se fundamentou o acórdão recorrido, inviável em recurso extraordinário: incidência da Súmula 279. 2. Improcedência das alegações de negativa de prestação jurisdicional e de inexistência de motivação do acórdão recorrido” (AI n 259.164/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJe de 24/8/07). Por outro lado, conforme expresso na decisão agravada, consignou a Corte de origem que os ora agravantes foram classificados além do número máximo de candidatos previsto para convocação para a segunda etapa do certame e que outros candidatos com classificação pior só foram convocados porque havia decisões judiciais determinando a sua manutenção na disputa. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que não há falar em desrespeito à ordem de classificação em concurso público quando a Administração nomeia candidatos menos bem colocados por força de determinação judicial. Sobre o tema, os seguintes julgados: “ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO DECORRENTE DE DECISÃO JUDICIAL. PRETERIÇÃO. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. I – A jurisprudência desta Corte se firmou no sentido de que não há preterição quando a Administração realiza nomeações em observação a decisão judicial. II - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 594.917/ES-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 24/11/10) “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONCURSO. PÚBLICO. NOMEAÇÃO DE CANDIDATO DECORRENTE DE DECISÃO JUDICIAL. PRETERIÇÃO. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 620.992/GO-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 29/6/07). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 698618 AGR / SP Por fim, a alegada violação do art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal, caso ocorresse, seria indireta ou reflexa, haja vista que sua verificação não prescinde, no caso, da análise da legislação infraconstitucional, das cláusulas do instrumento convocatório e dos fatos e das provas dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Consumidor. Alegação de violação ao ato jurídico perfeito (Art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal de 1988/88). Ofensa reflexa. Incidência das súmulas 279 e 636. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 675.094/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 23/4/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO MONITÓRIA. TÍTULO EXECUTIVO PRESCRITO. LEI 9.079/95. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO E AO ATO JURÍDICO PERFEITO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicar análise de matéria infraconstitucional. 2. A prescrição, posto regulada por normas infraconstitucionais, indica que a eventual violação à Constituição, se ocorrente, é indireta ou reflexa, e não enseja o processamento do recurso extraordinário. 3. Deveras, mesmo afastado o óbice quanto à ausência de prequestionamento da questão constitucional, o agravo regimental não merece provimento, posto que a controvérsia a respeito da aplicabilidade da ação monitória para as dívidas não prescritas, apostas em títulos executivos já fulminados pela prescrição, restringe-se ao exame da norma processual infraconstitucional aplicável à espécie. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: APELAÇÃO CÍVEL. EMBARGOS MONITÓRIOS. AÇÃO MONITÓRIA EMBASADA EM NOTA PROMISSÓRIA 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP Por fim, a alegada violação do art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal, caso ocorresse, seria indireta ou reflexa, haja vista que sua verificação não prescinde, no caso, da análise da legislação infraconstitucional, das cláusulas do instrumento convocatório e dos fatos e das provas dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Consumidor. Alegação de violação ao ato jurídico perfeito (Art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal de 1988/88). Ofensa reflexa. Incidência das súmulas 279 e 636. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 675.094/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 23/4/12). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO MONITÓRIA. TÍTULO EXECUTIVO PRESCRITO. LEI 9.079/95. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO E AO ATO JURÍDICO PERFEITO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicar análise de matéria infraconstitucional. 2. A prescrição, posto regulada por normas infraconstitucionais, indica que a eventual violação à Constituição, se ocorrente, é indireta ou reflexa, e não enseja o processamento do recurso extraordinário. 3. Deveras, mesmo afastado o óbice quanto à ausência de prequestionamento da questão constitucional, o agravo regimental não merece provimento, posto que a controvérsia a respeito da aplicabilidade da ação monitória para as dívidas não prescritas, apostas em títulos executivos já fulminados pela prescrição, restringe-se ao exame da norma processual infraconstitucional aplicável à espécie. 4. In casu, o acórdão recorrido assentou: APELAÇÃO CÍVEL. EMBARGOS MONITÓRIOS. AÇÃO MONITÓRIA EMBASADA EM NOTA PROMISSÓRIA 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 698618 AGR / SP ASSINADA PELO EMBARGANTE. ALEGAÇÃO DE PAGAMENTO. INEXISTÊNCIA DE PROVA DOCUMENTAL. ÔNUS PROBATÓRIO. EFICÁCIA DA PROVA ESCRITA DEMONSTRA A EXISTÊNCIA DA DÍVIDA. 1. É ônus do embargante, nos termos do artigo 333, II do Código de Processo Civil, provar suas alegações em sede de embargos. A nota promissória comprova a existência de crédito em favor do autor, pois há ausência de elementos de convicção para desfazer tal documento. Ademais, é regra basilar em Direito, que o pagamento se comprova com recibo, ou seja, prova documental e não testemunhal, nada tendo sido informado a respeito de eventual pagamento ou da origem ilícita da dívida. 2. Os juros moratórios na ação monitória, contam-se a partir da citação, conforme a lei civil vigente naquela data, no caso, o Código Civil Brasileiro/2002. Deram parcial provimento. Unânime.” 5. Agravo regimental desprovido” (AI n 803.153/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/4/12). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Supremo Tribunal Federal AI 698618 AGR / SP ASSINADA PELO EMBARGANTE. ALEGAÇÃO DE PAGAMENTO. INEXISTÊNCIA DE PROVA DOCUMENTAL. ÔNUS PROBATÓRIO. EFICÁCIA DA PROVA ESCRITA DEMONSTRA A EXISTÊNCIA DA DÍVIDA. 1. É ônus do embargante, nos termos do artigo 333, II do Código de Processo Civil, provar suas alegações em sede de embargos. A nota promissória comprova a existência de crédito em favor do autor, pois há ausência de elementos de convicção para desfazer tal documento. Ademais, é regra basilar em Direito, que o pagamento se comprova com recibo, ou seja, prova documental e não testemunhal, nada tendo sido informado a respeito de eventual pagamento ou da origem ilícita da dívida. 2. Os juros moratórios na ação monitória, contam-se a partir da citação, conforme a lei civil vigente naquela data, no caso, o Código Civil Brasileiro/2002. Deram parcial provimento. Unânime.” 5. Agravo regimental desprovido” (AI n 803.153/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 17/4/12). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Extrato de Ata - 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 698.618 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MARIA STELA OLIVEIRA CICARELLI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCOS JOAQUIM GONCALVES ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857632 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 698.618 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MARIA STELA OLIVEIRA CICARELLI E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCOS JOAQUIM GONCALVES ALVES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857632 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 698 . 618", "Súmulas ns 636", "AI 698618 AGR / SP", "AI 698618 AGR / SP", "DE INSTRUMENTO 698 . 618", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 698 . 618", "AI 698618 AGR / SP", "AI 698618 AGR /", "AI 698618 AGR / SP", "AI n 653 . 010 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR", "AI 698618 AGR / SP", "AI n 653 . 010 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR", "AI 698618 AGR / SP", "AI n 594 . 887 / SP - AgR", "AI 698618 AGR", "AI n 594 . 887 / SP - AgR", "AI 698618 AGR / SP Ministerial n 77", "AI 698618 AGR / SP Ministerial n 77", "AI 698618 AGR / SP", "SÚMULAS 279", "AI n 767 . 533 / MT - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "AI n 692 . 172 / SP - AgR", "AI 698618 AGR / SP", "SÚMULAS 279", "AI n 767 . 533 / MT - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 692 . 172 / SP - AgR", "AI 698618 AGR / SP", "Súmulas 279", "AI n 726 . 001", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 521 . 421 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 437 . 403 - AgR / RS", "AI 698618 AGR /", "Súmulas 279", "AI n 726 . 001 / SP - AgR", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 521 . 421 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 437 . 403 - AgR / RS", "AI 698618 AGR / SP", "Recurso Extraordinário n 392 . 888 - AgR / DF", "MS n 23 . 221 - AgR / DF", "AI 698618 AGR / SP", "Recurso Extraordinário n 392 . 888 - AgR / DF", "MS n 23 . 221 - AgR / DF", "AI 698618 AGR / SP", "AI 698618 AGR / SP", "AI 698618 AGR / SP", "AI 698618 AGR / SP", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 698 . 618", "AI 698618 AGR / SP", "AI n 809 . 411 / SP - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 653 . 010 / DF - AgR", "AI 698618 AGR / SP", "AI n 809 . 411 / SP - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 653 . 010 / DF - AgR", "AI 698618 AGR / SP", "Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal", "AI n 490 . 552 / DF", "AI 698618 AGR / SP Turma", "Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR", "Súmulas ns 636", "SÚMULAS 279", "AI n 490 . 552 / DF", "AI 698618 AGR / SP", "AI n 259 . 164 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 594 . 917 / ES - AgR", "AI n 620 . 992 / GO - AgR", "AI 698618 AGR / SP", "AI n 259 . 164 / DF - AgR", "Recurso Extraordinário n 594 . 917 / ES - AgR", "AI n 620 . 992 / GO - AgR", "AI 698618 AGR / SP", "ARE n 675 . 094 / SP - AgR", "AI 698618 AGR / SP", "ARE n 675 . 094 / SP - AgR", "AI 698618 AGR / SP", "AI n 803 . 153 / RS - AgR", "AI 698618 AGR / SP", "AI n 803 . 153 / RS - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 698 .", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 698 . 618" ], "LEGISLACAO": [ "art . 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "art . 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos", "Medida Provisória n 2 . 200", "artigos 5 . . . , caput e inciso XXXVI , 37 , inciso III , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 472 DO Código de Processo Civil", "Lei 8 . 541 / 92", "artigo 472 , ‘ initio", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 472 DO Código de Processo Civil", "Lei 8 . 541 / 92", "artigo 472 , ‘ initio", "artigo 323 do Regimento", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Regimental n 21 / 07", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Regimental n 21 / 07", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "caput", "art . 56 da Lei 8 . 541 / 92", "art . 56 , ‘ caput ’ , da Lei 8 . 541 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "caput", "art . 56 da Lei 8 . 541 / 92", "art . 56 , ‘ caput ’ , da Lei 8 . 541 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 472 , ‘ initio ’ do Código de Processo Civil .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 472 , ‘ initio ’ do Código de Processo Civil .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição federal", "PORTARIA MF n 268 / 96", "Código de Processo Civil , ART . 472", "Código de Processo Civil , art . 472", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "PORTARIA MF n 268 / 96", "Código de Processo Civil , ART . 472", "Código de Processo Civil , art . 472", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , caput e inciso XXXVI ; 37 , incisos III e IV ; e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "art . 93 , inciso IX , da Constituição", "Lei n 8 . 541 / 92", "artigo 5 . . . , caput , da Constituição Federal de 1988", "artigo 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts", "art . 93 , inciso IX , da Constituição", "Lei n 8 . 541 / 92", "artigo 5 . . . , caput , da Constituição Federal de 1988", ". , inciso XXXVI , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 541", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 8 . 541", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 93 , IX , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei n 8 . 541 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei n 8 . 541 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso XXXVI , da Constituição Federal", "Art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal de 1988 / 88", "LEI 9 . 079 / 95", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal de 1988 / 88", "LEI 9 . 079 / 95", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 333 , II do Código de Processo Civil", "Código Civil Brasileiro / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 333 , II do Código de Processo Civil", "Código Civil Brasileiro / 2002", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 3 . . . 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Ementa e Acórdão 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.256 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :RUY NELSON MOURÃO MARTINS ADV.(A/S) :MARTHA MAFRA GONZALEZ EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Transferência para a reserva remunerada. Grau hierárquico superior. Cálculo dos proventos. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Artigo 40, § 2º, da Constituição Federal. Inaplicabilidade aos militares. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento nas Leis Estaduais nºs 1.154/75, 1.502/81 e 2.986/05 e nos fatos e nas provas dos autos. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 3. A Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2º, da Constituição Federal. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272670. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RE 652256 AGR / DF Brasília, 14 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272670. Supremo Tribunal Federal RE 652256 AGR / DF Brasília, 14 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272670. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.256 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :RUY NELSON MOURÃO MARTINS ADV.(A/S) :MARTHA MAFRA GONZALEZ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Amazonas interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado do Amazonas interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão das Câmaras Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, que decidiu ser direito adquirido do impetrante ser reformado na patente imediatamente superior ao que estava, quando na ativa. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Sustenta o recorrente violação do artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Contra-arrazoado, o recurso extraordinário foi admitido na origem, subindo os autos a esta Suprema Corte. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.256 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :RUY NELSON MOURÃO MARTINS ADV.(A/S) :MARTHA MAFRA GONZALEZ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Amazonas interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado do Amazonas interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão das Câmaras Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, que decidiu ser direito adquirido do impetrante ser reformado na patente imediatamente superior ao que estava, quando na ativa. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Sustenta o recorrente violação do artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Contra-arrazoado, o recurso extraordinário foi admitido na origem, subindo os autos a esta Suprema Corte. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RE 652256 AGR / DF 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal está consolidada no sentido de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontra na Constituição Federal, senão na legislação ordinária. Nessa conformidade, encontra-se sob o pálio da proteção constitucional, tão somente a garantia desses direitos, mas não seu conteúdo material, isoladamente considerado, conforme bem, explicitado nos seguintes precedentes: ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. SÚMULA 279 DO STF. SÚMULA 636 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. MULTA. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Se a questão constitucional não vinha sendo discutida, e foi suscitada somente nos embargos de declaração, não há falar em prequestionamento. Incidem, na espécie, as Súmulas 282 e 356 da Corte. II - Matéria que demanda a análise de fatos e provas, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III - Incabível a interposição de RE por contrariedade ao art. 5º, II, da Constituição Federal, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Supremo Tribunal Federal RE 652256 AGR / DF 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal está consolidada no sentido de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontra na Constituição Federal, senão na legislação ordinária. Nessa conformidade, encontra-se sob o pálio da proteção constitucional, tão somente a garantia desses direitos, mas não seu conteúdo material, isoladamente considerado, conforme bem, explicitado nos seguintes precedentes: ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. SÚMULA 279 DO STF. SÚMULA 636 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. MULTA. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Se a questão constitucional não vinha sendo discutida, e foi suscitada somente nos embargos de declaração, não há falar em prequestionamento. Incidem, na espécie, as Súmulas 282 e 356 da Corte. II - Matéria que demanda a análise de fatos e provas, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III - Incabível a interposição de RE por contrariedade ao art. 5º, II, da Constituição Federal, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RE 652256 AGR / DF STF). IV - A alegada violação ao art. 5º, XXXVI, LIV e LV, da Constituição, em regra, configura situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. V - Aplicação de multa. VI - Agravo regimental improvido’ (AI nº 638.758/SP-AgR, Primeira Turma,Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/12/07); ‘PROCESSUAL CIVIL: QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356-STF. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. I. - Questão constitucional posta no RE não prequestionada no acórdão. Incidência das Súmulas 282 e 356-STF. II. - Somente a ofensa direta à Constituição autoriza a admissão do recurso extraordinário. No caso, o acórdão limita-se a interpretar normas infraconstitucionais. III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Agravo não provido’ (AI nº 504.844/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 8/10/04). Ademais, para acolher a pretensão do recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessária interpretação de normas infraconstitucionais, bem como o reexame de aspectos fáticos e circunstanciais, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema, anote-se: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Reforma. Grau hierárquico superior. Cálculo de gratificação. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. Agravo regimental não 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Supremo Tribunal Federal RE 652256 AGR / DF STF). IV - A alegada violação ao art. 5º, XXXVI, LIV e LV, da Constituição, em regra, configura situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. V - Aplicação de multa. VI - Agravo regimental improvido’ (AI nº 638.758/SP-AgR, Primeira Turma,Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/12/07); ‘PROCESSUAL CIVIL: QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356-STF. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. I. - Questão constitucional posta no RE não prequestionada no acórdão. Incidência das Súmulas 282 e 356-STF. II. - Somente a ofensa direta à Constituição autoriza a admissão do recurso extraordinário. No caso, o acórdão limita-se a interpretar normas infraconstitucionais. III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Agravo não provido’ (AI nº 504.844/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 8/10/04). Ademais, para acolher a pretensão do recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessária interpretação de normas infraconstitucionais, bem como o reexame de aspectos fáticos e circunstanciais, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema, anote-se: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Reforma. Grau hierárquico superior. Cálculo de gratificação. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. Agravo regimental não 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RE 652256 AGR / DF provido’ (RE nº 596.555/AM-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, Julgado em 5/3/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. PROVENTOS. PERCEPÇÃO DO GRAU HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL E DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 634.429/SE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/4/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MILITAR. PROVENTOS. CÁLCULO COM ESTEIO NA REMUNERAÇÃO DE PATENTE HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. LEIS NS. 2.066/76 E 2.590/86, DO ESTADO DE SERGIPE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A matéria referente à extensão aos inativos de promoção automática, que lhes permite ter seus proventos calculados com base na remuneração da patente hierarquicamente superior, está restrita ao âmbito infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 535.729/SE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 15/8/08). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/90. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE nº 733.499/MS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Supremo Tribunal Federal RE 652256 AGR / DF provido’ (RE nº 596.555/AM-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, Julgado em 5/3/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. PROVENTOS. PERCEPÇÃO DO GRAU HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL E DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 634.429/SE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/4/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MILITAR. PROVENTOS. CÁLCULO COM ESTEIO NA REMUNERAÇÃO DE PATENTE HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. LEIS NS. 2.066/76 E 2.590/86, DO ESTADO DE SERGIPE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A matéria referente à extensão aos inativos de promoção automática, que lhes permite ter seus proventos calculados com base na remuneração da patente hierarquicamente superior, está restrita ao âmbito infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 535.729/SE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 15/8/08). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/90. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE nº 733.499/MS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório RE 652256 AGR / DF Em caso idêntico ao dos autos, a seguinte decisão monocrática: RE n° 688.248/AM, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/6/12. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que foram violados os arts. 5º, inciso XXXVI; e 40, § 2º, da Constituição Federal, bem como o art. 17 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Aduz, in verbis, que “(...) não se trata de apreciação da legalidade de lei local, mas sim de sua CONSTITUCIONALIDADE quando confrontada diretamente com a Constituição Federal, art. 40, § 2º, da CF/88. (…) Diante disto, surge uma celeuma jurídica acerca da aplicação do § 2º do art. 40, da CF/88 aos policiais militares, uma vez que o inciso VIII do § 3º do art. 142, da CF/88 não teria o incluído de forma EXPRESSA. Não obstante, sabe-se que muito embora o inciso VIII do § 3º do art. 142, da CF/88 não traga de maneira expressa a aplicação do suscitado art. 40, é perfeitamente cabível a sua incidência quanto aos militares. A título ilustrativo, destaca-se como exemplo o § 8º do art. 40 da CF/88, com perfeita aplicação quanto aos servidores militares, mesmo sem estar inserido no rol do inciso VIII do § 3º do art. 142 da CF/88. Ademais, quando pretendeu excluir os incisos do art. 40 da CF/88 da incidência ao regime jurídico militar, a Constituição Federal o fez expressamente, consoante se extrai da referência feita pelo § 20º do art. 40 da CF/88. (…) Constata-se, assim, a incompatibilidade do artigo 98, da Lei 1.154/1975, com o artigo 40, § 2º, da CF/88, tendo em vista a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Supremo Tribunal Federal RE 652256 AGR / DF Em caso idêntico ao dos autos, a seguinte decisão monocrática: RE n° 688.248/AM, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/6/12. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que foram violados os arts. 5º, inciso XXXVI; e 40, § 2º, da Constituição Federal, bem como o art. 17 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Aduz, in verbis, que “(...) não se trata de apreciação da legalidade de lei local, mas sim de sua CONSTITUCIONALIDADE quando confrontada diretamente com a Constituição Federal, art. 40, § 2º, da CF/88. (…) Diante disto, surge uma celeuma jurídica acerca da aplicação do § 2º do art. 40, da CF/88 aos policiais militares, uma vez que o inciso VIII do § 3º do art. 142, da CF/88 não teria o incluído de forma EXPRESSA. Não obstante, sabe-se que muito embora o inciso VIII do § 3º do art. 142, da CF/88 não traga de maneira expressa a aplicação do suscitado art. 40, é perfeitamente cabível a sua incidência quanto aos militares. A título ilustrativo, destaca-se como exemplo o § 8º do art. 40 da CF/88, com perfeita aplicação quanto aos servidores militares, mesmo sem estar inserido no rol do inciso VIII do § 3º do art. 142 da CF/88. Ademais, quando pretendeu excluir os incisos do art. 40 da CF/88 da incidência ao regime jurídico militar, a Constituição Federal o fez expressamente, consoante se extrai da referência feita pelo § 20º do art. 40 da CF/88. (…) Constata-se, assim, a incompatibilidade do artigo 98, da Lei 1.154/1975, com o artigo 40, § 2º, da CF/88, tendo em vista a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório RE 652256 AGR / DF sua nova redação determinada pela Emenda Constitucional n.º 20/1998. Nesse diapasão, segundo o entendimento do STF, os proventos regulam-se pela lei vigente à época do ato concessivo da aposentadoria, que – in casu – se operou em 2008, restando evidente a incompatibilidade dos preceitos em apreço, sendo, pois, impossível a pretensão autoral de ser aposentado na patente superior, com os respectivos proventos, pelos seguintes fundamentos: i) pela inconstitucionalidade da norma em confronto com a Constituição de 1967, conforme tópico a ser delineado; ii) entendendo-se de maneira diversa, pela revogação da mesma em virtude da sua incompatibilidade com o art. 40, § 2º, da Carta Maior, tendo em vista a sua nova redação determinada pela Emenda Constitucional n.º 20/1998. (…) Por consequência, a norma estadual datada de 1975 (Lei n.º 1.154/75) que possibilita auferir proventos superiores aos vencimentos percebidos em atividade, nasceu com vício de inconstitucionalidade, por afronta ao supra transcrito mandamento da Constituição vigente ao tempo em que foi editada o Estatuto dos Militares e não foi recepcionada pela Constituição de 1988, uma vez que no direito brasileiro não se admite a constitucionalização superveniente. (…) (...) [O] próprio Tribunal Local já decidiu pelo reconhecimento de inconstitucionalidade da norma na Arguição de Inconstitucionalidade em Apelação Civil n.º 2007.001228-8/0001.00 (…). (…) Vale ressaltar que, muito embora a apreciação da inconstitucionalidade do art. 98, §§ 1º e 2º alínea ‘c’ da Lei Estadual nº 1.154/75 tenha como paradigma a Constituição do Estado do Amazonas (art. 109, XXVI e do art. 111, §§ 2º e 3º da Constituição Estadual de 1989), tal norma era - e o é - de repetição obrigatória, a qual se encontrava inserta na 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Supremo Tribunal Federal RE 652256 AGR / DF sua nova redação determinada pela Emenda Constitucional n.º 20/1998. Nesse diapasão, segundo o entendimento do STF, os proventos regulam-se pela lei vigente à época do ato concessivo da aposentadoria, que – in casu – se operou em 2008, restando evidente a incompatibilidade dos preceitos em apreço, sendo, pois, impossível a pretensão autoral de ser aposentado na patente superior, com os respectivos proventos, pelos seguintes fundamentos: i) pela inconstitucionalidade da norma em confronto com a Constituição de 1967, conforme tópico a ser delineado; ii) entendendo-se de maneira diversa, pela revogação da mesma em virtude da sua incompatibilidade com o art. 40, § 2º, da Carta Maior, tendo em vista a sua nova redação determinada pela Emenda Constitucional n.º 20/1998. (…) Por consequência, a norma estadual datada de 1975 (Lei n.º 1.154/75) que possibilita auferir proventos superiores aos vencimentos percebidos em atividade, nasceu com vício de inconstitucionalidade, por afronta ao supra transcrito mandamento da Constituição vigente ao tempo em que foi editada o Estatuto dos Militares e não foi recepcionada pela Constituição de 1988, uma vez que no direito brasileiro não se admite a constitucionalização superveniente. (…) (...) [O] próprio Tribunal Local já decidiu pelo reconhecimento de inconstitucionalidade da norma na Arguição de Inconstitucionalidade em Apelação Civil n.º 2007.001228-8/0001.00 (…). (…) Vale ressaltar que, muito embora a apreciação da inconstitucionalidade do art. 98, §§ 1º e 2º alínea ‘c’ da Lei Estadual nº 1.154/75 tenha como paradigma a Constituição do Estado do Amazonas (art. 109, XXVI e do art. 111, §§ 2º e 3º da Constituição Estadual de 1989), tal norma era - e o é - de repetição obrigatória, a qual se encontrava inserta na 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório RE 652256 AGR / DF Constituição Federal de 1967 – repetida posteriormente na CF/88 com a EC 20/1998”. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Supremo Tribunal Federal RE 652256 AGR / DF Constituição Federal de 1967 – repetida posteriormente na CF/88 com a EC 20/1998”. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.256 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “No mérito, hei por bem reconhecer a ilegalidade do ato atacado, pelo fato do impetrante ter sido reformado na patente imediatamente superior em que estava na ativa, qual seja, terceiro sargento PM, mas não estar recebendo remuneração referente à aludida graduação, em desobediência ao que preconiza o art. 98, caput, § 2º, alínea ‘c’ da Lei nº 1.154/75 (Estatuto dos Policiais Militares), combinado com o artigo 96, item 4, da Lei nº 1.502/81 e Lei nº 2.986/2005. (…) Outra mens legis não se extrai destes comandos legais, senão a de que, uma vez incorporada uma vantagem pessoal ao patrimônio do servidor, sendo revista esta vantagem, deve-se imediatamente ser incorporada aos proventos do mesmo. Nessa situação específica, tenho que é incensurável a concessão da segurança, pois a reforma do impetrante ocorreu em virtude de ‘acidente em serviço’, devendo ser obedecido o que reza a lei específica para esses casos. (…) Do exposto, convenço-me de que houve violação do direito líquido e certo do impetrante, pelo fato de não terem sido revistos os seus proventos por ocasião da Lei nº 2.986/2005, sendo imperiosa a concessão da segurança pleiteada, qual seja, inclusão nos proventos do mesmo da remuneração integral referente à patente de 3º Sargento PM, em razão de acidente de serviço, conforme rezam os arts. 96 a 98 do diploma legal acima descrito”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272668. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.256 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “No mérito, hei por bem reconhecer a ilegalidade do ato atacado, pelo fato do impetrante ter sido reformado na patente imediatamente superior em que estava na ativa, qual seja, terceiro sargento PM, mas não estar recebendo remuneração referente à aludida graduação, em desobediência ao que preconiza o art. 98, caput, § 2º, alínea ‘c’ da Lei nº 1.154/75 (Estatuto dos Policiais Militares), combinado com o artigo 96, item 4, da Lei nº 1.502/81 e Lei nº 2.986/2005. (…) Outra mens legis não se extrai destes comandos legais, senão a de que, uma vez incorporada uma vantagem pessoal ao patrimônio do servidor, sendo revista esta vantagem, deve-se imediatamente ser incorporada aos proventos do mesmo. Nessa situação específica, tenho que é incensurável a concessão da segurança, pois a reforma do impetrante ocorreu em virtude de ‘acidente em serviço’, devendo ser obedecido o que reza a lei específica para esses casos. (…) Do exposto, convenço-me de que houve violação do direito líquido e certo do impetrante, pelo fato de não terem sido revistos os seus proventos por ocasião da Lei nº 2.986/2005, sendo imperiosa a concessão da segurança pleiteada, qual seja, inclusão nos proventos do mesmo da remuneração integral referente à patente de 3º Sargento PM, em razão de acidente de serviço, conforme rezam os arts. 96 a 98 do diploma legal acima descrito”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 652256 AGR / DF Desse modo, consoante expresso na decisão agravada, é certo que o Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento nas Leis Estaduais nºs 1.154/75, 1.502/81 e 2.986/2005 e nos fatos e nas provas dos autos. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário interpretar a legislação local pertinente e reexaminar o conjunto fático- probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO RECORRIDA. SÚMULA 283 DO STF. DEFINIÇÃO DO CORRETO VALOR DO SOLDO DOS MILITARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO. LEIS ESTADUAIS 10.426/1990 E 11.216/1995 E LEI COMPLEMENTAR 32/2001. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Aplicável a Súmula 283 desta Corte quando persiste na decisão recorrida fundamento suficiente para sua manutenção que não foi atacado no recurso extraordinário. II – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Inadmissível o RE, ante a incidência da Súmula 280 do STF. III – Agravo regimental improvido” (ARE nº 699.774/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 24/9/12). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MOLDURA FÁTICA. Na apreciação do enquadramento do recurso extraordinário em um dos permissivos constitucionais, parte-se da moldura fática 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272668. Supremo Tribunal Federal RE 652256 AGR / DF Desse modo, consoante expresso na decisão agravada, é certo que o Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento nas Leis Estaduais nºs 1.154/75, 1.502/81 e 2.986/2005 e nos fatos e nas provas dos autos. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário interpretar a legislação local pertinente e reexaminar o conjunto fático- probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO RECORRIDA. SÚMULA 283 DO STF. DEFINIÇÃO DO CORRETO VALOR DO SOLDO DOS MILITARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO. LEIS ESTADUAIS 10.426/1990 E 11.216/1995 E LEI COMPLEMENTAR 32/2001. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Aplicável a Súmula 283 desta Corte quando persiste na decisão recorrida fundamento suficiente para sua manutenção que não foi atacado no recurso extraordinário. II – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Inadmissível o RE, ante a incidência da Súmula 280 do STF. III – Agravo regimental improvido” (ARE nº 699.774/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 24/9/12). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MOLDURA FÁTICA. Na apreciação do enquadramento do recurso extraordinário em um dos permissivos constitucionais, parte-se da moldura fática 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 652256 AGR / DF delineada pela Corte de origem. Impossível é pretender substituí-la para, a partir de fundamentos diversos, chegar-se a conclusão sobre a ofensa a dispositivo da Lei Básica Federal. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (AI nº 549.520/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 1º/8/11). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR ESTADUAL. TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA REMUNERADA. PLEITO DE PROMOÇÃO À GRADUAÇÃO DE 2º SARGENTO. LEIS ESTADUAIS 7.138/1978 E 10.581/1995. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 10.990/1997. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE DIREITO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE NA ESFERA EXTRAORDINÁRIA. ENUNCIADO 280 DA SÚMULA/STF. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 615.801/RS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 22/6/11). “AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. APOSENTAÇÃO EM FUNÇÃO HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. LEI 10.426/90. NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA. 1. A Súmula 280 do STF dispõe; verbis: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. Precedentes: AI 591.980-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 18/05/07, AI 830.176, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 16/02/11. 2. In casu, a controvérsia dos autos foi decidida ordinariamente 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272668. Supremo Tribunal Federal RE 652256 AGR / DF delineada pela Corte de origem. Impossível é pretender substituí-la para, a partir de fundamentos diversos, chegar-se a conclusão sobre a ofensa a dispositivo da Lei Básica Federal. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (AI nº 549.520/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 1º/8/11). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR ESTADUAL. TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA REMUNERADA. PLEITO DE PROMOÇÃO À GRADUAÇÃO DE 2º SARGENTO. LEIS ESTADUAIS 7.138/1978 E 10.581/1995. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 10.990/1997. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE DIREITO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE NA ESFERA EXTRAORDINÁRIA. ENUNCIADO 280 DA SÚMULA/STF. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 615.801/RS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 22/6/11). “AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. APOSENTAÇÃO EM FUNÇÃO HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. LEI 10.426/90. NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA. 1. A Súmula 280 do STF dispõe; verbis: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. Precedentes: AI 591.980-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 18/05/07, AI 830.176, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 16/02/11. 2. In casu, a controvérsia dos autos foi decidida ordinariamente 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 652256 AGR / DF com fundamento em lei infraconstitucional local, (Lei 10.426/90) o que impede a apreciação da matéria nesta instância. É que discutiu-se na origem a possibilidade de aposentadoria de policial militar do Estado de Pernambuco em grau hierárquico imediatamente superior nos termos do art. 83, III, da Lei 10.426/90. 3. Deveras, o acórdão recorrido, com fundamento na lei local e nas provas carreadas nos autos, entendeu pela procedência do pedido autoral, que teve reconhecido o direito à aposentação na função de 3º sargento. 4. Agravo regimental desprovido” (AI nº 802.074/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 25/5/11). Por outro lado, esta Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2º, da Constituição Federal, consoante se depreende do seguinte julgado: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público militar. Aposentadoria. 4. O Tribunal de origem consignou que o servidor preenchia os requisitos legais para a concessão da aposentadoria. 5. Necessário rever a interpretação conferida pelo acórdão recorrido à legislação local aplicável ao caso (Lei estadual 3.808/81), bem como revolver o conjunto fático-probatório. Óbices previstos nas súmulas 280 e 279. 6. Inaplicabilidade da vedação constante no art. 40, § 2º, CF, aos servidores públicos militares. O art. 40, § 2º, da CF se destina aos civis titulares de cargo efetivo. A Constituição Federal reservou regramento próprio para os servidores públicos militares (art. 42, § 1º, CF), o qual não abrange o mencionado art. 40, § 2º, da CF. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 534.323/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/9/12). Anote-se, por fim, que, conforme se depreende dos autos, a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272668. Supremo Tribunal Federal RE 652256 AGR / DF com fundamento em lei infraconstitucional local, (Lei 10.426/90) o que impede a apreciação da matéria nesta instância. É que discutiu-se na origem a possibilidade de aposentadoria de policial militar do Estado de Pernambuco em grau hierárquico imediatamente superior nos termos do art. 83, III, da Lei 10.426/90. 3. Deveras, o acórdão recorrido, com fundamento na lei local e nas provas carreadas nos autos, entendeu pela procedência do pedido autoral, que teve reconhecido o direito à aposentação na função de 3º sargento. 4. Agravo regimental desprovido” (AI nº 802.074/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 25/5/11). Por outro lado, esta Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2º, da Constituição Federal, consoante se depreende do seguinte julgado: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público militar. Aposentadoria. 4. O Tribunal de origem consignou que o servidor preenchia os requisitos legais para a concessão da aposentadoria. 5. Necessário rever a interpretação conferida pelo acórdão recorrido à legislação local aplicável ao caso (Lei estadual 3.808/81), bem como revolver o conjunto fático-probatório. Óbices previstos nas súmulas 280 e 279. 6. Inaplicabilidade da vedação constante no art. 40, § 2º, CF, aos servidores públicos militares. O art. 40, § 2º, da CF se destina aos civis titulares de cargo efetivo. A Constituição Federal reservou regramento próprio para os servidores públicos militares (art. 42, § 1º, CF), o qual não abrange o mencionado art. 40, § 2º, da CF. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 534.323/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/9/12). Anote-se, por fim, que, conforme se depreende dos autos, a 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 652256 AGR / DF mencionada arguição de inconstitucionalidade, cujo objeto era o art. 98, § 2º, alínea c, da Lei nº 1.154/75, tinha como parâmetro de confronto a Constituição do Estado do Amazonas, sendo certo que, instado pelo agravante, em embargos de declaração, para se manifestar sobre a aplicação do citado julgado ao caso dos autos, o Tribunal de Justiça limitou-se a afirmar a inexistência dos vícios do art. 535 do Código de Processo Civil. Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272668. Supremo Tribunal Federal RE 652256 AGR / DF mencionada arguição de inconstitucionalidade, cujo objeto era o art. 98, § 2º, alínea c, da Lei nº 1.154/75, tinha como parâmetro de confronto a Constituição do Estado do Amazonas, sendo certo que, instado pelo agravante, em embargos de declaração, para se manifestar sobre a aplicação do citado julgado ao caso dos autos, o Tribunal de Justiça limitou-se a afirmar a inexistência dos vícios do art. 535 do Código de Processo Civil. Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.256 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : RUY NELSON MOURÃO MARTINS ADV.(A/S) : MARTHA MAFRA GONZALEZ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857607 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.256 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : RUY NELSON MOURÃO MARTINS ADV.(A/S) : MARTHA MAFRA GONZALEZ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857607 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4290574
2013-05-14T00:00:00
2013-08-08T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Transferência para a reserva remunerada. Grau hierárquico superior. Cálculo dos proventos. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Artigo 40, § 2º, da Constituição Federal. Inaplicabilidade aos militares. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento nas Leis Estaduais nºs 1.154/75, 1.502/81 e 2.986/05 e nos fatos e nas provas dos autos. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 3. A Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2º, da Constituição Federal. 4. Agravo regimental não provido.
sjur237744
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULAS 280 E 279) ARE 699774 AgR (2ªT), AI 549520 AgR (1ªT), AI 615801 ED (2ªT), AI 802074 AgR (1ªT). (PREVENTOS, LIMITAÇÃO, CARGO DE REFERÊNCIA) RE 534323 AgR (2ªT). Número de páginas: 15. Análise: 13/08/2013, TBC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
652256
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00040 PAR-00002 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00535 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-EST LEI-001154 ANO-1975\r\n LEI ORDINÁRIA, AM\r\n\r\n", "LEG-EST LEI-001502 ANO-1981\r\n LEI ORDINÁRIA, AM\r\n\r\n", "LEG-EST LEI-002986 ANO-2005\r\n LEI ORDINÁRIA, AM" ]
RE-AgR
acordaos
RE 652256 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : RUY NELSON MOURÃO MARTINS ADV.(A/S) : MARTHA MAFRA GONZALEZ
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.256 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :RUY NELSON MOURÃO MARTINS ADV.(A/S) :MARTHA MAFRA GONZALEZ EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Transferência para a reserva remunerada. Grau hierárquico superior. Cálculo dos proventos. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Artigo 40, § 2..., da Constituição Federal. Inaplicabilidade aos militares. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento nas Leis Estaduais ns 1.154/75, 1.502/81 e 2.986/05 e nos fatos e nas provas dos autos. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. A Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2..., da Constituição Federal. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272670. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF Brasília, 14 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272670. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF Brasília, 14 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272670. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.256 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :RUY NELSON MOURÃO MARTINS ADV.(A/S) :MARTHA MAFRA GONZALEZ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Amazonas interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado do Amazonas interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão das Câmaras Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, que decidiu ser direito adquirido do impetrante ser reformado na patente imediatamente superior ao que estava, quando na ativa. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Sustenta o recorrente violação do artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Contra-arrazoado, o recurso extraordinário foi admitido na origem, subindo os autos a esta Suprema Corte. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.256 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :RUY NELSON MOURÃO MARTINS ADV.(A/S) :MARTHA MAFRA GONZALEZ RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Amazonas interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado do Amazonas interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão das Câmaras Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, que decidiu ser direito adquirido do impetrante ser reformado na patente imediatamente superior ao que estava, quando na ativa. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Sustenta o recorrente violação do artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Contra-arrazoado, o recurso extraordinário foi admitido na origem, subindo os autos a esta Suprema Corte. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal está consolidada no sentido de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontra na Constituição Federal, senão na legislação ordinária. Nessa conformidade, encontra-se sob o pálio da proteção constitucional, tão somente a garantia desses direitos, mas não seu conteúdo material, isoladamente considerado, conforme bem, explicitado nos seguintes precedentes: ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. MULTA. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Se a questão constitucional não vinha sendo discutida, e foi suscitada somente nos embargos de declaração, não há falar em prequestionamento. Incidem, na espécie, as Súmulas 282 e 356 da Corte. II - Matéria que demanda a análise de fatos e provas, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Incabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao art. 5..., II, da Constituição Federal, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal está consolidada no sentido de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontra na Constituição Federal, senão na legislação ordinária. Nessa conformidade, encontra-se sob o pálio da proteção constitucional, tão somente a garantia desses direitos, mas não seu conteúdo material, isoladamente considerado, conforme bem, explicitado nos seguintes precedentes: ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. MULTA. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Se a questão constitucional não vinha sendo discutida, e foi suscitada somente nos embargos de declaração, não há falar em prequestionamento. Incidem, na espécie, as Súmulas 282 e 356 da Corte. II - Matéria que demanda a análise de fatos e provas, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Incabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao art. 5..., II, da Constituição Federal, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF Supremo Tribunal Federal). IV - A alegada violação ao art. 5..., XXXVI, LIV e LV, da Constituição, em regra, configura situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. V - Aplicação de multa. VI - Agravo regimental improvido’ (AI n 638.758/SP-AgR, Primeira Turma,Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/12/07); ‘PROCESSUAL CIVIL: QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356-Supremo Tribunal Federal. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. I. - Questão constitucional posta no Recurso Extraordinário não prequestionada no acórdão. Incidência das Súmulas 282 e 356-Supremo Tribunal Federal. II. - Somente a ofensa direta à Constituição autoriza a admissão do recurso extraordinário. No caso, o acórdão limita-se a interpretar normas infraconstitucionais. III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Agravo não provido’ (AI n 504.844/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 8/10/04). Ademais, para acolher a pretensão do recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessária interpretação de normas infraconstitucionais, bem como o reexame de aspectos fáticos e circunstanciais, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema, anote-se: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Reforma. Grau hierárquico superior. Cálculo de gratificação. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF Supremo Tribunal Federal). IV - A alegada violação ao art. 5..., XXXVI, LIV e LV, da Constituição, em regra, configura situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. V - Aplicação de multa. VI - Agravo regimental improvido’ (AI n 638.758/SP-AgR, Primeira Turma,Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/12/07); ‘PROCESSUAL CIVIL: QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356-Supremo Tribunal Federal. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. I. - Questão constitucional posta no Recurso Extraordinário não prequestionada no acórdão. Incidência das Súmulas 282 e 356-Supremo Tribunal Federal. II. - Somente a ofensa direta à Constituição autoriza a admissão do recurso extraordinário. No caso, o acórdão limita-se a interpretar normas infraconstitucionais. III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Agravo não provido’ (AI n 504.844/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 8/10/04). Ademais, para acolher a pretensão do recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessária interpretação de normas infraconstitucionais, bem como o reexame de aspectos fáticos e circunstanciais, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema, anote-se: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Reforma. Grau hierárquico superior. Cálculo de gratificação. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF provido’ (Recurso Extraordinário n 596.555/AM-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, Julgado em 5/3/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. PROVENTOS. PERCEPÇÃO DO GRAU HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL E DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 634.429/SE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/4/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MILITAR. PROVENTOS. CÁLCULO COM ESTEIO NA REMUNERAÇÃO DE PATENTE HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. LEIS NS. 2.066/76 E 2.590/86, DO ESTADO DE SERGIPE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A matéria referente à extensão aos inativos de promoção automática, que lhes permite ter seus proventos calculados com base na remuneração da patente hierarquicamente superior, está restrita ao âmbito infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 535.729/SE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 15/8/08). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/90. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 733.499/MS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF provido’ (Recurso Extraordinário n 596.555/AM-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, Julgado em 5/3/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. PROVENTOS. PERCEPÇÃO DO GRAU HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL E DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 634.429/SE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/4/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MILITAR. PROVENTOS. CÁLCULO COM ESTEIO NA REMUNERAÇÃO DE PATENTE HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. LEIS NS. 2.066/76 E 2.590/86, DO ESTADO DE SERGIPE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A matéria referente à extensão aos inativos de promoção automática, que lhes permite ter seus proventos calculados com base na remuneração da patente hierarquicamente superior, está restrita ao âmbito infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 535.729/SE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 15/8/08). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/90. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 733.499/MS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF Em caso idêntico ao dos autos, a seguinte decisão monocrática: Recurso Extraordinário n 688.248/AM, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/6/12. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que foram violados os arts. 5..., inciso XXXVI; e 40, § 2..., da Constituição Federal, bem como o art. 17 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Aduz, in verbis, que “(...) não se trata de apreciação da legalidade de lei local, mas sim de sua CONSTITUCIONALIDADE quando confrontada diretamente com a Constituição Federal, art. 40, § 2..., da Constituição Federal de 1988/88. (…) Diante disto, surge uma celeuma jurídica acerca da aplicação do § 2... do art. 40, da Constituição Federal de 1988/88 aos policiais militares, uma vez que o inciso VIII do § 3... do art. 142, da Constituição Federal de 1988/88 não teria o incluído de forma EXPRESSA. Não obstante, sabe-se que muito embora o inciso VIII do § 3... do art. 142, da Constituição Federal de 1988/88 não traga de maneira expressa a aplicação do suscitado art. 40, é perfeitamente cabível a sua incidência quanto aos militares. A título ilustrativo, destaca-se como exemplo o § 8... do art. 40 da Constituição Federal de 1988/88, com perfeita aplicação quanto aos servidores militares, mesmo sem estar inserido no rol do inciso VIII do § 3... do art. 142 da Constituição Federal de 1988/88. Ademais, quando pretendeu excluir os incisos do art. 40 da Constituição Federal de 1988/88 da incidência ao regime jurídico militar, a Constituição Federal o fez expressamente, consoante se extrai da referência feita pelo § 20... do art. 40 da Constituição Federal de 1988/88. (…) Constata-se, assim, a incompatibilidade do artigo 98, da Lei 1.154/1975, com o artigo 40, § 2..., da Constituição Federal de 1988/88, tendo em vista a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF Em caso idêntico ao dos autos, a seguinte decisão monocrática: Recurso Extraordinário n 688.248/AM, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/6/12. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que foram violados os arts. 5..., inciso XXXVI; e 40, § 2..., da Constituição Federal, bem como o art. 17 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Aduz, in verbis, que “(...) não se trata de apreciação da legalidade de lei local, mas sim de sua CONSTITUCIONALIDADE quando confrontada diretamente com a Constituição Federal, art. 40, § 2..., da Constituição Federal de 1988/88. (…) Diante disto, surge uma celeuma jurídica acerca da aplicação do § 2... do art. 40, da Constituição Federal de 1988/88 aos policiais militares, uma vez que o inciso VIII do § 3... do art. 142, da Constituição Federal de 1988/88 não teria o incluído de forma EXPRESSA. Não obstante, sabe-se que muito embora o inciso VIII do § 3... do art. 142, da Constituição Federal de 1988/88 não traga de maneira expressa a aplicação do suscitado art. 40, é perfeitamente cabível a sua incidência quanto aos militares. A título ilustrativo, destaca-se como exemplo o § 8... do art. 40 da Constituição Federal de 1988/88, com perfeita aplicação quanto aos servidores militares, mesmo sem estar inserido no rol do inciso VIII do § 3... do art. 142 da Constituição Federal de 1988/88. Ademais, quando pretendeu excluir os incisos do art. 40 da Constituição Federal de 1988/88 da incidência ao regime jurídico militar, a Constituição Federal o fez expressamente, consoante se extrai da referência feita pelo § 20... do art. 40 da Constituição Federal de 1988/88. (…) Constata-se, assim, a incompatibilidade do artigo 98, da Lei 1.154/1975, com o artigo 40, § 2..., da Constituição Federal de 1988/88, tendo em vista a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF sua nova redação determinada pela Emenda Constitucional n. 20/1998. Nesse diapasão, segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal, os proventos regulam-se pela lei vigente à época do ato concessivo da aposentadoria, que – in casu – se operou em 2008, restando evidente a incompatibilidade dos preceitos em apreço, sendo, pois, impossível a pretensão autoral de ser aposentado na patente superior, com os respectivos proventos, pelos seguintes fundamentos: i) pela inconstitucionalidade da norma em confronto com a Constituição de 1967, conforme tópico a ser delineado; ii) entendendo-se de maneira diversa, pela revogação da mesma em virtude da sua incompatibilidade com o art. 40, § 2..., da Carta Maior, tendo em vista a sua nova redação determinada pela Emenda Constitucional n. 20/1998. (…) Por consequência, a norma estadual datada de 1975 (Lei n. 1.154/75) que possibilita auferir proventos superiores aos vencimentos percebidos em atividade, nasceu com vício de inconstitucionalidade, por afronta ao supra transcrito mandamento da Constituição vigente ao tempo em que foi editada o Estatuto dos Militares e não foi recepcionada pela Constituição de 1988, uma vez que no direito brasileiro não se admite a constitucionalização superveniente. (…) (...) [O] próprio Tribunal Local já decidiu pelo reconhecimento de inconstitucionalidade da norma na Arguição de Inconstitucionalidade em Apelação Civil n. 2007.001228-8/0001.00 (…). (…) Vale ressaltar que, muito embora a apreciação da inconstitucionalidade do art. 98, §§ 1... e 2... alínea ‘c’ da Lei Estadual n 1.154/75 tenha como paradigma a Constituição do Estado do Amazonas (art. 109, XXVI e do art. 111, §§ 2... e 3... da Constituição Estadual de 1989), tal norma era - e o é - de repetição obrigatória, a qual se encontrava inserta na 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF sua nova redação determinada pela Emenda Constitucional n. 20/1998. Nesse diapasão, segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal, os proventos regulam-se pela lei vigente à época do ato concessivo da aposentadoria, que – in casu – se operou em 2008, restando evidente a incompatibilidade dos preceitos em apreço, sendo, pois, impossível a pretensão autoral de ser aposentado na patente superior, com os respectivos proventos, pelos seguintes fundamentos: i) pela inconstitucionalidade da norma em confronto com a Constituição de 1967, conforme tópico a ser delineado; ii) entendendo-se de maneira diversa, pela revogação da mesma em virtude da sua incompatibilidade com o art. 40, § 2..., da Carta Maior, tendo em vista a sua nova redação determinada pela Emenda Constitucional n. 20/1998. (…) Por consequência, a norma estadual datada de 1975 (Lei n. 1.154/75) que possibilita auferir proventos superiores aos vencimentos percebidos em atividade, nasceu com vício de inconstitucionalidade, por afronta ao supra transcrito mandamento da Constituição vigente ao tempo em que foi editada o Estatuto dos Militares e não foi recepcionada pela Constituição de 1988, uma vez que no direito brasileiro não se admite a constitucionalização superveniente. (…) (...) [O] próprio Tribunal Local já decidiu pelo reconhecimento de inconstitucionalidade da norma na Arguição de Inconstitucionalidade em Apelação Civil n. 2007.001228-8/0001.00 (…). (…) Vale ressaltar que, muito embora a apreciação da inconstitucionalidade do art. 98, §§ 1... e 2... alínea ‘c’ da Lei Estadual n 1.154/75 tenha como paradigma a Constituição do Estado do Amazonas (art. 109, XXVI e do art. 111, §§ 2... e 3... da Constituição Estadual de 1989), tal norma era - e o é - de repetição obrigatória, a qual se encontrava inserta na 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF Constituição Federal de 1967 – repetida posteriormente na Constituição Federal de 1988/88 com a EC 20/1998”. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF Constituição Federal de 1967 – repetida posteriormente na Constituição Federal de 1988/88 com a EC 20/1998”. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272667. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.256 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “No mérito, hei por bem reconhecer a ilegalidade do ato atacado, pelo fato do impetrante ter sido reformado na patente imediatamente superior em que estava na ativa, qual seja, terceiro sargento PM, mas não estar recebendo remuneração referente à aludida graduação, em desobediência ao que preconiza o art. 98, caput, § 2..., alínea ‘c’ da Lei n 1.154/75 (Estatuto dos Policiais Militares), combinado com o artigo 96, item 4, da Lei n 1.502/81 e Lei n 2.986/2005. (…) Outra mens legis não se extrai destes comandos legais, senão a de que, uma vez incorporada uma vantagem pessoal ao patrimônio do servidor, sendo revista esta vantagem, deve-se imediatamente ser incorporada aos proventos do mesmo. Nessa situação específica, tenho que é incensurável a concessão da segurança, pois a reforma do impetrante ocorreu em virtude de ‘acidente em serviço’, devendo ser obedecido o que reza a lei específica para esses casos. (…) Do exposto, convenço-me de que houve violação do direito líquido e certo do impetrante, pelo fato de não terem sido revistos os seus proventos por ocasião da Lei n 2.986/2005, sendo imperiosa a concessão da segurança pleiteada, qual seja, inclusão nos proventos do mesmo da remuneração integral referente à patente de 3... Sargento PM, em razão de acidente de serviço, conforme rezam os arts. 96 a 98 do diploma legal acima descrito”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272668. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.256 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “No mérito, hei por bem reconhecer a ilegalidade do ato atacado, pelo fato do impetrante ter sido reformado na patente imediatamente superior em que estava na ativa, qual seja, terceiro sargento PM, mas não estar recebendo remuneração referente à aludida graduação, em desobediência ao que preconiza o art. 98, caput, § 2..., alínea ‘c’ da Lei n 1.154/75 (Estatuto dos Policiais Militares), combinado com o artigo 96, item 4, da Lei n 1.502/81 e Lei n 2.986/2005. (…) Outra mens legis não se extrai destes comandos legais, senão a de que, uma vez incorporada uma vantagem pessoal ao patrimônio do servidor, sendo revista esta vantagem, deve-se imediatamente ser incorporada aos proventos do mesmo. Nessa situação específica, tenho que é incensurável a concessão da segurança, pois a reforma do impetrante ocorreu em virtude de ‘acidente em serviço’, devendo ser obedecido o que reza a lei específica para esses casos. (…) Do exposto, convenço-me de que houve violação do direito líquido e certo do impetrante, pelo fato de não terem sido revistos os seus proventos por ocasião da Lei n 2.986/2005, sendo imperiosa a concessão da segurança pleiteada, qual seja, inclusão nos proventos do mesmo da remuneração integral referente à patente de 3... Sargento PM, em razão de acidente de serviço, conforme rezam os arts. 96 a 98 do diploma legal acima descrito”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF Desse modo, consoante expresso na decisão agravada, é certo que o Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento nas Leis Estaduais ns 1.154/75, 1.502/81 e 2.986/2005 e nos fatos e nas provas dos autos. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário interpretar a legislação local pertinente e reexaminar o conjunto fático- probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO RECORRIDA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. DEFINIÇÃO DO CORRETO VALOR DO SOLDO DOS MILITARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO. LEIS ESTADUAIS 10.426/1990 E 11.216/1995 E LEI COMPLEMENTAR 32/2001. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Aplicável a Súmula 283 desta Corte quando persiste na decisão recorrida fundamento suficiente para sua manutenção que não foi atacado no recurso extraordinário. II – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Inadmissível o Recurso Extraordinário, ante a incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental improvido” (ARE n 699.774/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 24/9/12). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MOLDURA FÁTICA. Na apreciação do enquadramento do recurso extraordinário em um dos permissivos constitucionais, parte-se da moldura fática 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272668. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF Desse modo, consoante expresso na decisão agravada, é certo que o Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento nas Leis Estaduais ns 1.154/75, 1.502/81 e 2.986/2005 e nos fatos e nas provas dos autos. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário interpretar a legislação local pertinente e reexaminar o conjunto fático- probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO RECORRIDA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. DEFINIÇÃO DO CORRETO VALOR DO SOLDO DOS MILITARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO. LEIS ESTADUAIS 10.426/1990 E 11.216/1995 E LEI COMPLEMENTAR 32/2001. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Aplicável a Súmula 283 desta Corte quando persiste na decisão recorrida fundamento suficiente para sua manutenção que não foi atacado no recurso extraordinário. II – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Inadmissível o Recurso Extraordinário, ante a incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental improvido” (ARE n 699.774/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 24/9/12). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MOLDURA FÁTICA. Na apreciação do enquadramento do recurso extraordinário em um dos permissivos constitucionais, parte-se da moldura fática 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF delineada pela Corte de origem. Impossível é pretender substituí-la para, a partir de fundamentos diversos, chegar-se a conclusão sobre a ofensa a dispositivo da Lei Básica Federal. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (AI n 549.520/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 1.../8/11). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR ESTADUAL. TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA REMUNERADA. PLEITO DE PROMOÇÃO À GRADUAÇÃO DE 2... SARGENTO. LEIS ESTADUAIS 7.138/1978 E 10.581/1995. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 10.990/1997. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE DIREITO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE NA ESFERA EXTRAORDINÁRIA. ENUNCIADO 280 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 615.801/RS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 22/6/11). “AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. APOSENTAÇÃO EM FUNÇÃO HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. LEI 10.426/90. NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA. 1. A Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal dispõe; verbis: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. Precedentes: AI 591.980-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 18/05/07, AI 830.176, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 16/02/11. 2. In casu, a controvérsia dos autos foi decidida ordinariamente 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272668. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF delineada pela Corte de origem. Impossível é pretender substituí-la para, a partir de fundamentos diversos, chegar-se a conclusão sobre a ofensa a dispositivo da Lei Básica Federal. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (AI n 549.520/MS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 1.../8/11). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR ESTADUAL. TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA REMUNERADA. PLEITO DE PROMOÇÃO À GRADUAÇÃO DE 2... SARGENTO. LEIS ESTADUAIS 7.138/1978 E 10.581/1995. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 10.990/1997. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE DIREITO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE NA ESFERA EXTRAORDINÁRIA. ENUNCIADO 280 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 615.801/RS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 22/6/11). “AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. APOSENTAÇÃO EM FUNÇÃO HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. LEI 10.426/90. NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA. 1. A Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal dispõe; verbis: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. Precedentes: AI 591.980-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 18/05/07, AI 830.176, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 16/02/11. 2. In casu, a controvérsia dos autos foi decidida ordinariamente 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF com fundamento em lei infraconstitucional local, (Lei 10.426/90) o que impede a apreciação da matéria nesta instância. É que discutiu-se na origem a possibilidade de aposentadoria de policial militar do Estado de Pernambuco em grau hierárquico imediatamente superior nos termos do art. 83, III, da Lei 10.426/90. 3. Deveras, o acórdão recorrido, com fundamento na lei local e nas provas carreadas nos autos, entendeu pela procedência do pedido autoral, que teve reconhecido o direito à aposentação na função de 3... sargento. 4. Agravo regimental desprovido” (AI n 802.074/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 25/5/11). Por outro lado, esta Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2..., da Constituição Federal, consoante se depreende do seguinte julgado: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público militar. Aposentadoria. 4. O Tribunal de origem consignou que o servidor preenchia os requisitos legais para a concessão da aposentadoria. 5. Necessário rever a interpretação conferida pelo acórdão recorrido à legislação local aplicável ao caso (Lei estadual 3.808/81), bem como revolver o conjunto fático-probatório. Óbices previstos nas súmulas 280 e 279. 6. Inaplicabilidade da vedação constante no art. 40, § 2..., Constituição Federal de 1988, aos servidores públicos militares. O art. 40, § 2..., da Constituição Federal de 1988 se destina aos civis titulares de cargo efetivo. A Constituição Federal reservou regramento próprio para os servidores públicos militares (art. 42, § 1..., Constituição Federal de 1988), o qual não abrange o mencionado art. 40, § 2..., da Constituição Federal de 1988. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 534.323/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/9/12). Anote-se, por fim, que, conforme se depreende dos autos, a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272668. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF com fundamento em lei infraconstitucional local, (Lei 10.426/90) o que impede a apreciação da matéria nesta instância. É que discutiu-se na origem a possibilidade de aposentadoria de policial militar do Estado de Pernambuco em grau hierárquico imediatamente superior nos termos do art. 83, III, da Lei 10.426/90. 3. Deveras, o acórdão recorrido, com fundamento na lei local e nas provas carreadas nos autos, entendeu pela procedência do pedido autoral, que teve reconhecido o direito à aposentação na função de 3... sargento. 4. Agravo regimental desprovido” (AI n 802.074/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 25/5/11). Por outro lado, esta Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2..., da Constituição Federal, consoante se depreende do seguinte julgado: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público militar. Aposentadoria. 4. O Tribunal de origem consignou que o servidor preenchia os requisitos legais para a concessão da aposentadoria. 5. Necessário rever a interpretação conferida pelo acórdão recorrido à legislação local aplicável ao caso (Lei estadual 3.808/81), bem como revolver o conjunto fático-probatório. Óbices previstos nas súmulas 280 e 279. 6. Inaplicabilidade da vedação constante no art. 40, § 2..., Constituição Federal de 1988, aos servidores públicos militares. O art. 40, § 2..., da Constituição Federal de 1988 se destina aos civis titulares de cargo efetivo. A Constituição Federal reservou regramento próprio para os servidores públicos militares (art. 42, § 1..., Constituição Federal de 1988), o qual não abrange o mencionado art. 40, § 2..., da Constituição Federal de 1988. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 534.323/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/9/12). Anote-se, por fim, que, conforme se depreende dos autos, a 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF mencionada arguição de inconstitucionalidade, cujo objeto era o art. 98, § 2..., alínea c, da Lei n 1.154/75, tinha como parâmetro de confronto a Constituição do Estado do Amazonas, sendo certo que, instado pelo agravante, em embargos de declaração, para se manifestar sobre a aplicação do citado julgado ao caso dos autos, o Tribunal de Justiça limitou-se a afirmar a inexistência dos vícios do art. 535 do Código de Processo Civil. Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272668. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF mencionada arguição de inconstitucionalidade, cujo objeto era o art. 98, § 2..., alínea c, da Lei n 1.154/75, tinha como parâmetro de confronto a Constituição do Estado do Amazonas, sendo certo que, instado pelo agravante, em embargos de declaração, para se manifestar sobre a aplicação do citado julgado ao caso dos autos, o Tribunal de Justiça limitou-se a afirmar a inexistência dos vícios do art. 535 do Código de Processo Civil. Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.256 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : RUY NELSON MOURÃO MARTINS ADV.(A/S) : MARTHA MAFRA GONZALEZ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857607 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652.256 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : RUY NELSON MOURÃO MARTINS ADV.(A/S) : MARTHA MAFRA GONZALEZ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857607 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652 . 256", "Súmulas ns 280", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 652 . 256", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 652256", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 652256", "SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 da Corte", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF", "AI n 638 . 758 / SP - AgR", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282", "AI n 504 . 844 / SP - AgR", "Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF", "AI n 638 . 758 / SP - AgR", "SÚMULAS 282", "Súmulas 282", "AI n 504 . 844 / SP - AgR", "Súmulas ns 279 e 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 652256 AGR / DF", "Recurso 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Ementa e Acórdão 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.004 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :RODOLFO DOS SANTOS FELICIO IMPTE.(S) :CLÁUDIO GASTÃO DA ROSA FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSO PENAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. DESCABIMENTO DE HABEAS CORPUS. ORDEM DENEGADA. 1. Não configura constrangimento à liberdade de locomoção decisão que não conhece agravo de instrumento, pela ausência de seus requisitos, não se prestando o habeas corpus ao reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal. 2. Habeas corpus não é substitutivo recursal. A prova de causa local de prorrogação de prazo deve ocorrer no momento da interposição do recurso próprio contra a decisão que reconhecer a sua intempestividade. 3. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar o habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 14 de maio de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122882. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.004 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :RODOLFO DOS SANTOS FELICIO IMPTE.(S) :CLÁUDIO GASTÃO DA ROSA FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO 1. Habeas corpus, com pedido liminar, impetrado por Cláudio Gastão da Rosa Filho e Nicoli Moré Bertotti, advogados, em favor de Rodolfo dos Santos Felício, contra julgado da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do Agravo de Instrumento nº 1.374.655. 2. Noticiam os Impetrantes ter sido o Paciente denunciado como incurso nos art. 12, caput, art. 14, c/c art. 18, inc. I, da Lei 6.368/76, sendo absolvido pelo Juízo da 1ª Vara Federal Criminal de Florianópolis (Evento 4). 3. O Ministério Público Federal interpôs recurso de apelação, provido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que “condenou o paciente como incurso no artigo 12, caput, da Lei nº 6.368/76, aplicando-lhe as penas de 4 (quatro) anos e 1 (um) mês de reclusão, em regime inicialmente fechado, e de 62 (sessenta e dois) dias-multa.” (Evento 1, fl. 5) 4. Opostos pela defesa, os embargos de declaração foram rejeitados (Evento 6). 5. O Paciente interpôs recurso especial (Evento 7), não admitido pelo Vice-Presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Evento 8). Contra essa decisão, interpôs-se agravo de instrumento n. 1.374.655–SC (Evento 10), não conhecido em 2.2.2011, pela Ministra Maria Thereza de Assis Moura, nos termos seguintes: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.004 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :RODOLFO DOS SANTOS FELICIO IMPTE.(S) :CLÁUDIO GASTÃO DA ROSA FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO 1. Habeas corpus, com pedido liminar, impetrado por Cláudio Gastão da Rosa Filho e Nicoli Moré Bertotti, advogados, em favor de Rodolfo dos Santos Felício, contra julgado da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do Agravo de Instrumento nº 1.374.655. 2. Noticiam os Impetrantes ter sido o Paciente denunciado como incurso nos art. 12, caput, art. 14, c/c art. 18, inc. I, da Lei 6.368/76, sendo absolvido pelo Juízo da 1ª Vara Federal Criminal de Florianópolis (Evento 4). 3. O Ministério Público Federal interpôs recurso de apelação, provido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que “condenou o paciente como incurso no artigo 12, caput, da Lei nº 6.368/76, aplicando-lhe as penas de 4 (quatro) anos e 1 (um) mês de reclusão, em regime inicialmente fechado, e de 62 (sessenta e dois) dias-multa.” (Evento 1, fl. 5) 4. Opostos pela defesa, os embargos de declaração foram rejeitados (Evento 6). 5. O Paciente interpôs recurso especial (Evento 7), não admitido pelo Vice-Presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Evento 8). Contra essa decisão, interpôs-se agravo de instrumento n. 1.374.655–SC (Evento 10), não conhecido em 2.2.2011, pela Ministra Maria Thereza de Assis Moura, nos termos seguintes: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório HC 109004 / SC “PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. INTERPOSIÇÃO FORA DO QÜINQÜÍDIO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. AGRAVO NÃO CONHECIDO. DECISÃO Trata-se de agravo de instrumento interposto por RODOLFO DOS SANTOS FELICIO, contra inadmissão, na origem, de recurso especial fundamentado na alínea "a" do inciso III do artigo 105 da Constituição Federal, manifestado contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Afere-se, contudo, que o agravo foi interposto intempestivamente. Com efeito, o prazo para interposição do agravo de instrumento de decisão denegatória de trânsito a recurso especial é de 5 dias, consoante assevera o artigo 28 da Lei 8.038/90, a saber: ‘Denegado o recurso extraordinário ou o recurso especial, caberá o agravo de instrumento, no prazo de cinco dias, para o Supremo Tribunal Federal ou para o Superior Tribunal de Justiça, conforme o caso’. Ademais, importante destacar que a superveniência da Lei 8.950/94, a qual alterou exclusivamente o prazo para interposição do agravo de instrumento no âmbito das causas cíveis, não teve o condão de modificar o prazo da Lei 8.038/90 em relação às controvérsias de natureza penal, como assevera o enunciado 699 da súmula do Supremo Tribunal Federal, a seguir citado em sua integralidade: ‘O prazo para interposição do agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei n.º 8.038/90, não se aplicando o disposto a respeito das alterações da Lei n.º 8.950/94 ao Código de Processo Civil’. Constata-se, assim, a intempestividade do agravo de instrumento, pois a intimação da inadmissão do recurso especial foi disponibilizada no Diário de Justiça eletrônico em 14.9.10 (terça- feira), considerando-se, portanto, como data da publicação o dia 15.9.10 (quarta-feira), nos termos do artigo 4º, § 3º, da Lei 11.419/06. Dessa forma, a contagem do prazo recursal teve início no dia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Supremo Tribunal Federal HC 109004 / SC “PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. INTERPOSIÇÃO FORA DO QÜINQÜÍDIO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. AGRAVO NÃO CONHECIDO. DECISÃO Trata-se de agravo de instrumento interposto por RODOLFO DOS SANTOS FELICIO, contra inadmissão, na origem, de recurso especial fundamentado na alínea "a" do inciso III do artigo 105 da Constituição Federal, manifestado contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Afere-se, contudo, que o agravo foi interposto intempestivamente. Com efeito, o prazo para interposição do agravo de instrumento de decisão denegatória de trânsito a recurso especial é de 5 dias, consoante assevera o artigo 28 da Lei 8.038/90, a saber: ‘Denegado o recurso extraordinário ou o recurso especial, caberá o agravo de instrumento, no prazo de cinco dias, para o Supremo Tribunal Federal ou para o Superior Tribunal de Justiça, conforme o caso’. Ademais, importante destacar que a superveniência da Lei 8.950/94, a qual alterou exclusivamente o prazo para interposição do agravo de instrumento no âmbito das causas cíveis, não teve o condão de modificar o prazo da Lei 8.038/90 em relação às controvérsias de natureza penal, como assevera o enunciado 699 da súmula do Supremo Tribunal Federal, a seguir citado em sua integralidade: ‘O prazo para interposição do agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei n.º 8.038/90, não se aplicando o disposto a respeito das alterações da Lei n.º 8.950/94 ao Código de Processo Civil’. Constata-se, assim, a intempestividade do agravo de instrumento, pois a intimação da inadmissão do recurso especial foi disponibilizada no Diário de Justiça eletrônico em 14.9.10 (terça- feira), considerando-se, portanto, como data da publicação o dia 15.9.10 (quarta-feira), nos termos do artigo 4º, § 3º, da Lei 11.419/06. Dessa forma, a contagem do prazo recursal teve início no dia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 109004 / SC 16.9.10 (quinta-feira) e terminou no dia 20.9.10 (segunda-feira), sendo que o presente recurso foi interposto somente em 21.9.10 (terça-feira), sendo, portanto, intempestivo. Cumpre ressaltar que, ao interpor agravo de instrumento ou recurso especial, cabe à parte recorrente trazer aos autos a prova da existência de suspensão de expediente forense, ou documento que comprove a suspensão ou interrupção do prazo legal, o que, in casu, não ocorreu. A esse respeito, confira-se julgado da Corte Especial: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. TEMPESTIVIDADE. FERIADO LOCAL. COMPROVAÇÃO. AUSÊNCIA DE PEÇA IMPRESCINDÍVEL. JUNTADA POSTERIORMENTE. INADMISSIBILIDADE. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. I - Nos casos de feriado local, por força de lei estadual ou ato do presidente do tribunal respectivo, a tempestividade do recurso interposto, aparentemente, fora do prazo, deve ser comprovada com a juntada, no momento da interposição, de cópia da lei ou do ato gerador da suspensão do prazo, ou ainda, de certidão de quem de direito, servidor do tribunal de origem. O silêncio da parte contrária, assim como a comprovação posterior do fato, não suprem a omissão do recorrente. II – Em qualquer caso de agravo contra decisão que inadmite recurso especial, não se conhece da impugnação, se ausente peça imprescindível ou útil à formação do instrumento, inadmitida a juntada posterior. Agravo interno a que se nega provimento’. (AgRg no Ag 708460/SP, Rel. Min. CASTRO FILHO, CORTE ESPECIAL, DJ 02/10/2006). Ante o exposto, não conheço do agravo de instrumento, com fulcro no artigo 34, inciso XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Publique-se” (Evento 12). 6. Inconformado com a decisão monocrática, o Paciente interpôs agravo regimental, não provido pela 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Supremo Tribunal Federal HC 109004 / SC 16.9.10 (quinta-feira) e terminou no dia 20.9.10 (segunda-feira), sendo que o presente recurso foi interposto somente em 21.9.10 (terça-feira), sendo, portanto, intempestivo. Cumpre ressaltar que, ao interpor agravo de instrumento ou recurso especial, cabe à parte recorrente trazer aos autos a prova da existência de suspensão de expediente forense, ou documento que comprove a suspensão ou interrupção do prazo legal, o que, in casu, não ocorreu. A esse respeito, confira-se julgado da Corte Especial: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. TEMPESTIVIDADE. FERIADO LOCAL. COMPROVAÇÃO. AUSÊNCIA DE PEÇA IMPRESCINDÍVEL. JUNTADA POSTERIORMENTE. INADMISSIBILIDADE. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. I - Nos casos de feriado local, por força de lei estadual ou ato do presidente do tribunal respectivo, a tempestividade do recurso interposto, aparentemente, fora do prazo, deve ser comprovada com a juntada, no momento da interposição, de cópia da lei ou do ato gerador da suspensão do prazo, ou ainda, de certidão de quem de direito, servidor do tribunal de origem. O silêncio da parte contrária, assim como a comprovação posterior do fato, não suprem a omissão do recorrente. II – Em qualquer caso de agravo contra decisão que inadmite recurso especial, não se conhece da impugnação, se ausente peça imprescindível ou útil à formação do instrumento, inadmitida a juntada posterior. Agravo interno a que se nega provimento’. (AgRg no Ag 708460/SP, Rel. Min. CASTRO FILHO, CORTE ESPECIAL, DJ 02/10/2006). Ante o exposto, não conheço do agravo de instrumento, com fulcro no artigo 34, inciso XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Publique-se” (Evento 12). 6. Inconformado com a decisão monocrática, o Paciente interpôs agravo regimental, não provido pela 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 109004 / SC “PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRAZO RECURSAL DO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ARTIGO 28 DA LEI 8.038/90. INTEMPESTIVIDADE. FERIADO LOCAL. NECESSIDADE DE DOCUMENTO QUE O COMPROVE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O prazo para interposição de agravo de instrumento previsto no artigo 28 da Lei 8.038/90 é de 5 dias, não tendo sido alterado pela superveniência da Lei 8.950/94. Precedentes desta Corte e enunciado 699 da súmula do Supremo Tribunal Federal. 2. Cabe à parte recorrente trazer aos autos a prova da existência de suspensão de expediente forense, ou documento que comprove a suspensão ou interrupção do prazo legal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Evento 19, fls. 5-6) 7. Com o presente habeas corpus pretendem os Impetrantes o afastamento da decisão de intempestividade do agravo de instrumento, que deverá ser conhecido e processado pelo Superior Tribunal de Justiça. Afirmam que “a decisão foi publicada no dia 15 de setembro de 2010. O esgotamento do lapso temporal deu-se em 20 de setembro de 2010 “ (Evento 1, fl. 7), porém, “por determinação da Lei Estadual nº 4.453/78, foi estatuído que, naquela data, consagrou-se feriado no Estado do Rio Grande do Sul em decorrência das comemorações da Revolução Farroupilha” (Evento 1, fl. 7), razão porque “o protocolo foi realizado no dia 21 de setembro de 2010, data imediata em que o expediente forense foi restabelecido” (Evento 1, fl. 8, destaques do original). Sustentam que a prova da ocorrência de suspensão do expediente forense “foi devidamente apresentada no recurso, eis que o paciente fez questão de salientar que o aludido feriado concernente à Revolução Farroupilha decorreu de determinação legal, oriunda da Lei Estadual nº 4453/78, do Rio Grande do Sul” (Evento 1, fl. 9, destaques do original). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Supremo Tribunal Federal HC 109004 / SC “PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRAZO RECURSAL DO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ARTIGO 28 DA LEI 8.038/90. INTEMPESTIVIDADE. FERIADO LOCAL. NECESSIDADE DE DOCUMENTO QUE O COMPROVE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O prazo para interposição de agravo de instrumento previsto no artigo 28 da Lei 8.038/90 é de 5 dias, não tendo sido alterado pela superveniência da Lei 8.950/94. Precedentes desta Corte e enunciado 699 da súmula do Supremo Tribunal Federal. 2. Cabe à parte recorrente trazer aos autos a prova da existência de suspensão de expediente forense, ou documento que comprove a suspensão ou interrupção do prazo legal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Evento 19, fls. 5-6) 7. Com o presente habeas corpus pretendem os Impetrantes o afastamento da decisão de intempestividade do agravo de instrumento, que deverá ser conhecido e processado pelo Superior Tribunal de Justiça. Afirmam que “a decisão foi publicada no dia 15 de setembro de 2010. O esgotamento do lapso temporal deu-se em 20 de setembro de 2010 “ (Evento 1, fl. 7), porém, “por determinação da Lei Estadual nº 4.453/78, foi estatuído que, naquela data, consagrou-se feriado no Estado do Rio Grande do Sul em decorrência das comemorações da Revolução Farroupilha” (Evento 1, fl. 7), razão porque “o protocolo foi realizado no dia 21 de setembro de 2010, data imediata em que o expediente forense foi restabelecido” (Evento 1, fl. 8, destaques do original). Sustentam que a prova da ocorrência de suspensão do expediente forense “foi devidamente apresentada no recurso, eis que o paciente fez questão de salientar que o aludido feriado concernente à Revolução Farroupilha decorreu de determinação legal, oriunda da Lei Estadual nº 4453/78, do Rio Grande do Sul” (Evento 1, fl. 9, destaques do original). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 109004 / SC Ressaltam que “a indicação da Lei Estadual nº 4453/78 supriu a necessidade da juntada de seu inteiro teor, eis que, como reconheceu alternativamente a decisão impugnada, prescindiu-se da apresentação de documento nesse sentido.” (Evento 1, fl. 10) 8. Este o teor dos pedidos: “Patenteado o constrangimento ilegal de que padece o paciente, que viu frustrado seu direito de ver analisado recurso aviado tempestivamente, espera-se a concessão de liminar a fim de sobrestar o cumprimento do mandado de prisão até decisão final do presente writ.” (Evento 1, fl. 10, destaques do original). (…) “Pelo exposto, e contando com os doutos suplementos de Vossas Excelências, espera-se a concessão liminar do writ a fim de sobrestar a expedição de mandado de prisão até julgamento de mérito, onde se espera seja concedida a ordem a fim de determinar o conhecimento do agravo de instrumento interposto tempestivamente.” (Evento 1, fl. 11) 9. Em 27.6.2011, indeferi a medida liminar e, suficiente a instrução, determinei que se colhesse a manifestação da Procuradoria-Geral da República (Evento 16), que opinou pela denegação da ordem: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INTEMPESTIVIDADE. ALEGAÇÃO DE FERIADO LOCAL. INSTRUÇÃO INDEVIDA. PARECER PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM.” (Evento 17, fl. 1) 10. Em 2.5.2012, os Impetrantes formularam pedido de reconsideração da decisão que indeferiu a medida liminar (Eventos 18 e 19). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Supremo Tribunal Federal HC 109004 / SC Ressaltam que “a indicação da Lei Estadual nº 4453/78 supriu a necessidade da juntada de seu inteiro teor, eis que, como reconheceu alternativamente a decisão impugnada, prescindiu-se da apresentação de documento nesse sentido.” (Evento 1, fl. 10) 8. Este o teor dos pedidos: “Patenteado o constrangimento ilegal de que padece o paciente, que viu frustrado seu direito de ver analisado recurso aviado tempestivamente, espera-se a concessão de liminar a fim de sobrestar o cumprimento do mandado de prisão até decisão final do presente writ.” (Evento 1, fl. 10, destaques do original). (…) “Pelo exposto, e contando com os doutos suplementos de Vossas Excelências, espera-se a concessão liminar do writ a fim de sobrestar a expedição de mandado de prisão até julgamento de mérito, onde se espera seja concedida a ordem a fim de determinar o conhecimento do agravo de instrumento interposto tempestivamente.” (Evento 1, fl. 11) 9. Em 27.6.2011, indeferi a medida liminar e, suficiente a instrução, determinei que se colhesse a manifestação da Procuradoria-Geral da República (Evento 16), que opinou pela denegação da ordem: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INTEMPESTIVIDADE. ALEGAÇÃO DE FERIADO LOCAL. INSTRUÇÃO INDEVIDA. PARECER PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM.” (Evento 17, fl. 1) 10. Em 2.5.2012, os Impetrantes formularam pedido de reconsideração da decisão que indeferiu a medida liminar (Eventos 18 e 19). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório HC 109004 / SC É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Supremo Tribunal Federal HC 109004 / SC É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.004 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Impetrantes. 2. Os Impetrantes indicaram, inicialmente, como ato coator a decisão monocrática proferida pela Ministra Maria Thereza de Assis Moura, quando o correto seria o acórdão do agravo regimental, oriundo da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, publicado em 11.3.2011, até porque o presente habes corpus somente foi impetrado em 17.6.2011. 3. O equívoco foi sanado com o pedido de reconsideração (Evento 19), pelo qual os Impetrantes relataram a ordem correta das decisões proferidas no Superior Tribunal de Justiça, fazendo menção expressa ao agravo regimental, com a transcrição de sua ementa (Evento 19, fls. 5-6), apesar de não terem juntado cópia do acórdão, disponível no sítio www.stj.jus.br. 4. Feito esse registro, que não prejudica a apreciação da ação, tem-se, nos autos, sustentarem os impetrantes que o Superior Tribunal de Justiça teria se equivocado ao não conhecer o agravo de instrumento n. 1.374.655 – SC lá interposto, ao fundamento de ser intempestivo. Busca-se, na presente ação, o reconhecimento da tempestividade daquele recurso e determinação para que o Superior Tribunal de Justiça analise o mérito do recurso lá interposto. 5. O habeas corpus é ação constitucional com objeto específico e insuplantável. Destina-se exclusivamente a garantir o direito à liberdade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.004 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Impetrantes. 2. Os Impetrantes indicaram, inicialmente, como ato coator a decisão monocrática proferida pela Ministra Maria Thereza de Assis Moura, quando o correto seria o acórdão do agravo regimental, oriundo da 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, publicado em 11.3.2011, até porque o presente habes corpus somente foi impetrado em 17.6.2011. 3. O equívoco foi sanado com o pedido de reconsideração (Evento 19), pelo qual os Impetrantes relataram a ordem correta das decisões proferidas no Superior Tribunal de Justiça, fazendo menção expressa ao agravo regimental, com a transcrição de sua ementa (Evento 19, fls. 5-6), apesar de não terem juntado cópia do acórdão, disponível no sítio www.stj.jus.br. 4. Feito esse registro, que não prejudica a apreciação da ação, tem-se, nos autos, sustentarem os impetrantes que o Superior Tribunal de Justiça teria se equivocado ao não conhecer o agravo de instrumento n. 1.374.655 – SC lá interposto, ao fundamento de ser intempestivo. Busca-se, na presente ação, o reconhecimento da tempestividade daquele recurso e determinação para que o Superior Tribunal de Justiça analise o mérito do recurso lá interposto. 5. O habeas corpus é ação constitucional com objeto específico e insuplantável. Destina-se exclusivamente a garantir o direito à liberdade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 109004 / SC de locomoção do indivíduo, sempre que este sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em tal direito, por ilegalidade ou abuso de poder (CF, art. 5º, LXVIII). Não configura constrangimento à liberdade de locomoção decisão judicial que nega provimento a agravo regimental interposto contra pelo não conhecimento de agravo de instrumento antes aproveitado. O habeas corpus não se presta ao reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal. 6. Em situação análoga, esse Supremo Tribunal Federal decidiu: “Habeas corpus. Processual penal. Intempestividade do agravo de instrumento interposto no Superior Tribunal de Justiça. Descabimento do habeas corpus para analisar questões alheias à privação da liberdade de locomoção. Precedentes. 1. O habeas corpus tem previsão constitucional para aquele que sofre ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder (art. 5º, inciso LXVIII, da Constituição Federal). 2. A impetração, tal como posta nos autos, tem a finalidade exclusiva de reconhecer a tempestividade do agravo de instrumento interposto no Superior Tribunal de Justiça, o qual, por sua vez, tem o objetivo de dar seguimento ao recurso especial interposto naquela Corte Superior, não havendo previsão legal para a concessão da ordem nesses termos. 3. Demonstrado, em última análise, que o impetrante/paciente não busca afastar ou evitar qualquer ameaça ao seu direito de locomoção, mas tão somente desincumbir-se do ônus de comprovar a tempestividade do recurso no momento da sua interposição, conforme reiterada jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e desta Suprema Corte, a impetração não merece prosperar. 4. Habeas corpus não conhecido.” (HC 94574-GO, Relator Ministro Dias Toffoli, DJe 24.9.2010). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Supremo Tribunal Federal HC 109004 / SC de locomoção do indivíduo, sempre que este sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em tal direito, por ilegalidade ou abuso de poder (CF, art. 5º, LXVIII). Não configura constrangimento à liberdade de locomoção decisão judicial que nega provimento a agravo regimental interposto contra pelo não conhecimento de agravo de instrumento antes aproveitado. O habeas corpus não se presta ao reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal. 6. Em situação análoga, esse Supremo Tribunal Federal decidiu: “Habeas corpus. Processual penal. Intempestividade do agravo de instrumento interposto no Superior Tribunal de Justiça. Descabimento do habeas corpus para analisar questões alheias à privação da liberdade de locomoção. Precedentes. 1. O habeas corpus tem previsão constitucional para aquele que sofre ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder (art. 5º, inciso LXVIII, da Constituição Federal). 2. A impetração, tal como posta nos autos, tem a finalidade exclusiva de reconhecer a tempestividade do agravo de instrumento interposto no Superior Tribunal de Justiça, o qual, por sua vez, tem o objetivo de dar seguimento ao recurso especial interposto naquela Corte Superior, não havendo previsão legal para a concessão da ordem nesses termos. 3. Demonstrado, em última análise, que o impetrante/paciente não busca afastar ou evitar qualquer ameaça ao seu direito de locomoção, mas tão somente desincumbir-se do ônus de comprovar a tempestividade do recurso no momento da sua interposição, conforme reiterada jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e desta Suprema Corte, a impetração não merece prosperar. 4. Habeas corpus não conhecido.” (HC 94574-GO, Relator Ministro Dias Toffoli, DJe 24.9.2010). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 109004 / SC 7. No caso dos autos, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça apontou a inexistência de prova da suspensão do expediente forense do TRF da 4ª Região no dia 20 de setembro de 2010, prazo final para a interposição do recurso: “(…) Ademais, conforme já explicitado na decisão ora agravada, cuidando-se suspensão do expediente forense em decorrência de feriado local, cabia à parte recorrente fazer prova nos autos, juntando o documento, no caso, a lei estadual que estatuiu o feriado, não sendo suficiente fazer menção a esta. Com efeito, é pacífico nesta Corte o entendimento no sentido de que, ao interpor agravo de instrumento ou recurso especial, cabe à parte recorrente trazer aos autos a prova da existência de suspensão de expediente forense, ou documento que comprove a suspensão ou interrupção do prazo legal, o que, in casu, não ocorreu. A esse respeito, confira-se julgado da Corte Especial: "AGRAVO DE INSTRUMENTO. TEMPESTIVIDADE. FERIADO LOCAL. COMPROVAÇÃO. AUSÊNCIA DE PEÇA IMPRESCINDÍVEL. JUNTADA POSTERIORMENTE. INADMISSIBILIDADE. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. I - Nos casos de feriado local, por força de lei estadual ou ato do presidente do tribunal respectivo, a tempestividade do recurso interposto, aparentemente, fora do prazo, deve ser comprovada com ajuntada, no momento da interposição, de cópia da lei ou do ato gerador da suspensão do prazo, ou ainda, de certidão de quem de direito, servidor do tribunal de origem. O silêncio da parte contrária, assim como a comprovação posterior do fato, não suprem a omissão do recorrente. II – Em qualquer caso de agravo contra decisão que inadmite recurso especial, não se conhece da impugnação, se ausente peça imprescindível ou útil à formação do instrumento, inadmitida a juntada posterior. Agravo interno a que se nega provimento". (AgRg no Ag 708460/SP, Rel. Min. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Supremo Tribunal Federal HC 109004 / SC 7. No caso dos autos, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça apontou a inexistência de prova da suspensão do expediente forense do TRF da 4ª Região no dia 20 de setembro de 2010, prazo final para a interposição do recurso: “(…) Ademais, conforme já explicitado na decisão ora agravada, cuidando-se suspensão do expediente forense em decorrência de feriado local, cabia à parte recorrente fazer prova nos autos, juntando o documento, no caso, a lei estadual que estatuiu o feriado, não sendo suficiente fazer menção a esta. Com efeito, é pacífico nesta Corte o entendimento no sentido de que, ao interpor agravo de instrumento ou recurso especial, cabe à parte recorrente trazer aos autos a prova da existência de suspensão de expediente forense, ou documento que comprove a suspensão ou interrupção do prazo legal, o que, in casu, não ocorreu. A esse respeito, confira-se julgado da Corte Especial: "AGRAVO DE INSTRUMENTO. TEMPESTIVIDADE. FERIADO LOCAL. COMPROVAÇÃO. AUSÊNCIA DE PEÇA IMPRESCINDÍVEL. JUNTADA POSTERIORMENTE. INADMISSIBILIDADE. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. I - Nos casos de feriado local, por força de lei estadual ou ato do presidente do tribunal respectivo, a tempestividade do recurso interposto, aparentemente, fora do prazo, deve ser comprovada com ajuntada, no momento da interposição, de cópia da lei ou do ato gerador da suspensão do prazo, ou ainda, de certidão de quem de direito, servidor do tribunal de origem. O silêncio da parte contrária, assim como a comprovação posterior do fato, não suprem a omissão do recorrente. II – Em qualquer caso de agravo contra decisão que inadmite recurso especial, não se conhece da impugnação, se ausente peça imprescindível ou útil à formação do instrumento, inadmitida a juntada posterior. Agravo interno a que se nega provimento". (AgRg no Ag 708460/SP, Rel. Min. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 109004 / SC CASTRO FILHO, CORTE ESPECIAL, DJ 02/10/2006). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.” (www.stj.jus.br) 8. Para refutar essa conclusão, os Impetrantes alegam que a prova da ocorrência de suspensão do expediente forense “foi devidamente apresentada no recurso, eis que o paciente fez questão de salientar que o aludido feriado concernente à Revolução Farroupilha decorreu de determinação legal, oriunda da Lei Estadual nº 4453/78, do Rio Grande do Sul” (Evento 1, fl. 9, destaques do original), ressaltando que “a indicação da Lei Estadual nº 4453/78 supriu a necessidade da juntada de seu inteiro teor, eis que, como reconheceu alternativamente a decisão impugnada, prescindiu-se da apresentação de documento nesse sentido.” (Evento 1, fl. 10) 9. Ao contrário do afirmado pelos Impetrantes, a simples menção, na petição do agravo de instrumento, de que a Lei Estadual n. 4.453/78 teria estabelecido feriado no Rio Grande do Sul, em 20 de setembro de 2010, não exime a parte interessada de comprovar, documentalmente, a existência e vigência da norma local que alterou o expediente forense, até porque o Superior Tribunal de Justiça não teria meios para apurar ocorrência de feriado local. Na relação de documentos que instruíram o agravo de instrumento, apresentada de forma destacada pelos Impetrantes, não consta a juntada de cópia da Lei Estadual n. 4.453/78 ou o calendário da instância regional (Evento 10, fl. 3), tampouco foi feita a transcrição do diploma estadual no corpo da petição do recurso. 10. De se realçar que o Plenário deste Supremo Tribunal, em recente julgamento (Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nº 626.358/MG, da relatoria do Ministro Cezar Peluso, publicado no Dje de 23.8.2012), firmou nova orientação jurisprudencial segundo a qual “pode a parte fazer eficazmente, perante o Supremo, em agravo regimental, prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição e da consequente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Supremo Tribunal Federal HC 109004 / SC CASTRO FILHO, CORTE ESPECIAL, DJ 02/10/2006). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.” (www.stj.jus.br) 8. Para refutar essa conclusão, os Impetrantes alegam que a prova da ocorrência de suspensão do expediente forense “foi devidamente apresentada no recurso, eis que o paciente fez questão de salientar que o aludido feriado concernente à Revolução Farroupilha decorreu de determinação legal, oriunda da Lei Estadual nº 4453/78, do Rio Grande do Sul” (Evento 1, fl. 9, destaques do original), ressaltando que “a indicação da Lei Estadual nº 4453/78 supriu a necessidade da juntada de seu inteiro teor, eis que, como reconheceu alternativamente a decisão impugnada, prescindiu-se da apresentação de documento nesse sentido.” (Evento 1, fl. 10) 9. Ao contrário do afirmado pelos Impetrantes, a simples menção, na petição do agravo de instrumento, de que a Lei Estadual n. 4.453/78 teria estabelecido feriado no Rio Grande do Sul, em 20 de setembro de 2010, não exime a parte interessada de comprovar, documentalmente, a existência e vigência da norma local que alterou o expediente forense, até porque o Superior Tribunal de Justiça não teria meios para apurar ocorrência de feriado local. Na relação de documentos que instruíram o agravo de instrumento, apresentada de forma destacada pelos Impetrantes, não consta a juntada de cópia da Lei Estadual n. 4.453/78 ou o calendário da instância regional (Evento 10, fl. 3), tampouco foi feita a transcrição do diploma estadual no corpo da petição do recurso. 10. De se realçar que o Plenário deste Supremo Tribunal, em recente julgamento (Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nº 626.358/MG, da relatoria do Ministro Cezar Peluso, publicado no Dje de 23.8.2012), firmou nova orientação jurisprudencial segundo a qual “pode a parte fazer eficazmente, perante o Supremo, em agravo regimental, prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição e da consequente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 109004 / SC tempestividade de recurso extraordinário.” 11. Entretanto, o caso agora analisado não pode ser considerado à luz dessa nova orientação jurisprudencial, porque o ora Paciente não instruiu a presente ação com cópia da petição do agravo regimental e dos documentos pertinentes. 12. O voto condutor do acórdão do agravo regimental, disponível no sítio www.stj.jus.br, ressaltou que “cabe à parte recorrente trazer aos autos a prova da existência de suspensão de expediente forense, ou documento que comprove a suspensão ou interrupção do prazo legal, o que, in casu, não ocorreu.” 13. Assim, tanto no agravo de instrumento quanto no agravo regimental, o Paciente deixou de comprovar, documentalmente, a existência e a vigência da Lei Estadual n. 4.453/78. 14. Com a presente ação é que os Impetrantes fizeram prova da suspensão do expediente forense no dia 20.09.2010, juntando cópia do calendário da instância regional (Evento 11), o que não permite ao Supremo Tribunal Federal reconhecer a tempestividade do agravo de instrumento, sob pena de supressão de instância, transformando-se o habeas corpus em substitutivo recursal, o que é inadmissível: "HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO- CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las." (HC 109.956/PR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 11/09/12) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Supremo Tribunal Federal HC 109004 / SC tempestividade de recurso extraordinário.” 11. Entretanto, o caso agora analisado não pode ser considerado à luz dessa nova orientação jurisprudencial, porque o ora Paciente não instruiu a presente ação com cópia da petição do agravo regimental e dos documentos pertinentes. 12. O voto condutor do acórdão do agravo regimental, disponível no sítio www.stj.jus.br, ressaltou que “cabe à parte recorrente trazer aos autos a prova da existência de suspensão de expediente forense, ou documento que comprove a suspensão ou interrupção do prazo legal, o que, in casu, não ocorreu.” 13. Assim, tanto no agravo de instrumento quanto no agravo regimental, o Paciente deixou de comprovar, documentalmente, a existência e a vigência da Lei Estadual n. 4.453/78. 14. Com a presente ação é que os Impetrantes fizeram prova da suspensão do expediente forense no dia 20.09.2010, juntando cópia do calendário da instância regional (Evento 11), o que não permite ao Supremo Tribunal Federal reconhecer a tempestividade do agravo de instrumento, sob pena de supressão de instância, transformando-se o habeas corpus em substitutivo recursal, o que é inadmissível: "HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO- CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las." (HC 109.956/PR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 11/09/12) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 109004 / SC “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. HISTÓRICO. VULGARIZAÇÃO E DESVIRTUAMENTO. SEQUESTRO. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. (…) 6. Habeas corpus rejeitado." (HC 104.045/RJ, Primeira Turma, Relª. Minª. Rosa Weber, DJe de 06/09/12) Esses dados aliados à circunstância intransponível de que não se demonstrou estar em causa, como objeto da ação de habeas corpus, a liberdade de locomoção, impedem o reconhecimento de direito do Impetrante amparado por essa ação. 15. Pelo exposto, voto no sentido de denegar a ordem, prejudicado o pedido de reconsideração do indeferimento da medida liminar. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Supremo Tribunal Federal HC 109004 / SC “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. HISTÓRICO. VULGARIZAÇÃO E DESVIRTUAMENTO. SEQUESTRO. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. (…) 6. Habeas corpus rejeitado." (HC 104.045/RJ, Primeira Turma, Relª. Minª. Rosa Weber, DJe de 06/09/12) Esses dados aliados à circunstância intransponível de que não se demonstrou estar em causa, como objeto da ação de habeas corpus, a liberdade de locomoção, impedem o reconhecimento de direito do Impetrante amparado por essa ação. 15. Pelo exposto, voto no sentido de denegar a ordem, prejudicado o pedido de reconsideração do indeferimento da medida liminar. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 14/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 109.004 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : RODOLFO DOS SANTOS FELICIO IMPTE.(S) : CLÁUDIO GASTÃO DA ROSA FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849767 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 109.004 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : RODOLFO DOS SANTOS FELICIO IMPTE.(S) : CLÁUDIO GASTÃO DA ROSA FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849767 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4190492
2013-05-14T00:00:00
2013-08-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.05.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSO PENAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. DESCABIMENTO DE HABEAS CORPUS. ORDEM DENEGADA. 1. Não configura constrangimento à liberdade de locomoção decisão que não conhece agravo de instrumento, pela ausência de seus requisitos, não se prestando o habeas corpus ao reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal. 2. Habeas corpus não é substitutivo recursal. A prova de causa local de prorrogação de prazo deve ocorrer no momento da interposição do recurso próprio contra a decisão que reconhecer a sua intempestividade. 3. Ordem denegada.
sjur237322
- Acórdão(s) citado(s): (HC, APRECIAÇÃO, PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE, RESP) HC 94574 (1ªT). (AGRAVO REGIMENTAL, COMPROVAÇÃO, FERIADO LOCAL) RE 626358 AgR (TP). (HC, SUBSTITUIÇÃO, RECURSO ORDINÁRIO) HC 109956 (1ªT), HC 104045 (1ªT). - Veja AI 1374655 e REsp 708460 Ag 708460 AgRg do STJ. Número de páginas: 14. Análise: 20/08/2013, AND.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
109004
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 INC-00068\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-EST LEI-004453 ANO-1978\n LEI ORDINÁRIA ESTADUAL, RS" ]
HC
acordaos
HC 109004
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PACTE.(S) : RODOLFO DOS SANTOS FELICIO IMPTE.(S) : CLÁUDIO GASTÃO DA ROSA FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.004 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :RODOLFO DOS SANTOS FELICIO IMPTE.(S) :CLÁUDIO GASTÃO DA ROSA FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSO PENAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. DESCABIMENTO DE HABEAS CORPUS. ORDEM DENEGADA. 1. Não configura constrangimento à liberdade de locomoção decisão que não conhece agravo de instrumento, pela ausência de seus requisitos, não se prestando o habeas corpus ao reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal. 2. Habeas corpus não é substitutivo recursal. A prova de causa local de prorrogação de prazo deve ocorrer no momento da interposição do recurso próprio contra a decisão que reconhecer a sua intempestividade. 3. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar o habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 14 de maio de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122882. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Relatório 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.004 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :RODOLFO DOS SANTOS FELICIO IMPTE.(S) :CLÁUDIO GASTÃO DA ROSA FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO 1. Habeas corpus, com pedido liminar, impetrado por Cláudio Gastão da Rosa Filho e Nicoli Moré Bertotti, advogados, em favor de Rodolfo dos Santos Felício, contra julgado da 6... Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do Agravo de Instrumento n 1.374.655. 2. Noticiam os Impetrantes ter sido o Paciente denunciado como incurso nos art. 12, caput, art. 14, c/c art. 18, inc. I, da Lei 6.368/76, sendo absolvido pelo Juízo da 1... Vara Federal Criminal de Florianópolis (Evento 4). 3. O Ministério Público Federal interpôs recurso de apelação, provido pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região, que “condenou o paciente como incurso no artigo 12, caput, da Lei n 6.368/76, aplicando-lhe as penas de 4 (quatro) anos e 1 (um) mês de reclusão, em regime inicialmente fechado, e de 62 (sessenta e dois) dias-multa.” (Evento 1, fl. 5) 4. Opostos pela defesa, os embargos de declaração foram rejeitados (Evento 6). 5. O Paciente interpôs recurso especial (Evento 7), não admitido pelo Vice-Presidente do Tribunal Regional Federal da 4... Região (Evento 8). Contra essa decisão, interpôs-se agravo de instrumento n. 1.374.655–SC (Evento 10), não conhecido em 2.2.2011, pela Ministra Maria Thereza de Assis Moura, nos termos seguintes: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.004 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :RODOLFO DOS SANTOS FELICIO IMPTE.(S) :CLÁUDIO GASTÃO DA ROSA FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO 1. Habeas corpus, com pedido liminar, impetrado por Cláudio Gastão da Rosa Filho e Nicoli Moré Bertotti, advogados, em favor de Rodolfo dos Santos Felício, contra julgado da 6... Turma do Superior Tribunal de Justiça, que não conheceu do Agravo de Instrumento n 1.374.655. 2. Noticiam os Impetrantes ter sido o Paciente denunciado como incurso nos art. 12, caput, art. 14, c/c art. 18, inc. I, da Lei 6.368/76, sendo absolvido pelo Juízo da 1... Vara Federal Criminal de Florianópolis (Evento 4). 3. O Ministério Público Federal interpôs recurso de apelação, provido pelo Tribunal Regional Federal da 4... Região, que “condenou o paciente como incurso no artigo 12, caput, da Lei n 6.368/76, aplicando-lhe as penas de 4 (quatro) anos e 1 (um) mês de reclusão, em regime inicialmente fechado, e de 62 (sessenta e dois) dias-multa.” (Evento 1, fl. 5) 4. Opostos pela defesa, os embargos de declaração foram rejeitados (Evento 6). 5. O Paciente interpôs recurso especial (Evento 7), não admitido pelo Vice-Presidente do Tribunal Regional Federal da 4... Região (Evento 8). Contra essa decisão, interpôs-se agravo de instrumento n. 1.374.655–SC (Evento 10), não conhecido em 2.2.2011, pela Ministra Maria Thereza de Assis Moura, nos termos seguintes: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório HC 109004 / SC “PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. INTERPOSIÇÃO FORA DO QÜINQÜÍDIO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. AGRAVO NÃO CONHECIDO. DECISÃO Trata-se de agravo de instrumento interposto por RODOLFO DOS SANTOS FELICIO, contra inadmissão, na origem, de recurso especial fundamentado na alínea "a" do inciso III do artigo 105 da Constituição Federal, manifestado contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 4... Região. Afere-se, contudo, que o agravo foi interposto intempestivamente. Com efeito, o prazo para interposição do agravo de instrumento de decisão denegatória de trânsito a recurso especial é de 5 dias, consoante assevera o artigo 28 da Lei 8.038/90, a saber: ‘Denegado o recurso extraordinário ou o recurso especial, caberá o agravo de instrumento, no prazo de cinco dias, para o Supremo Tribunal Federal ou para o Superior Tribunal de Justiça, conforme o caso’. Ademais, importante destacar que a superveniência da Lei 8.950/94, a qual alterou exclusivamente o prazo para interposição do agravo de instrumento no âmbito das causas cíveis, não teve o condão de modificar o prazo da Lei 8.038/90 em relação às controvérsias de natureza penal, como assevera o enunciado 699 da súmula do Supremo Tribunal Federal, a seguir citado em sua integralidade: ‘O prazo para interposição do agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei n. 8.038/90, não se aplicando o disposto a respeito das alterações da Lei n. 8.950/94 ao Código de Processo Civil’. Constata-se, assim, a intempestividade do agravo de instrumento, pois a intimação da inadmissão do recurso especial foi disponibilizada no Diário de Justiça eletrônico em 14.9.10 (terça- feira), considerando-se, portanto, como data da publicação o dia 15.9.10 (quarta-feira), nos termos do artigo 4..., § 3..., da Lei 11.419/06. Dessa forma, a contagem do prazo recursal teve início no dia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Supremo Tribunal Federal HC 109004 / SC “PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. INTERPOSIÇÃO FORA DO QÜINQÜÍDIO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. AGRAVO NÃO CONHECIDO. DECISÃO Trata-se de agravo de instrumento interposto por RODOLFO DOS SANTOS FELICIO, contra inadmissão, na origem, de recurso especial fundamentado na alínea "a" do inciso III do artigo 105 da Constituição Federal, manifestado contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 4... Região. Afere-se, contudo, que o agravo foi interposto intempestivamente. Com efeito, o prazo para interposição do agravo de instrumento de decisão denegatória de trânsito a recurso especial é de 5 dias, consoante assevera o artigo 28 da Lei 8.038/90, a saber: ‘Denegado o recurso extraordinário ou o recurso especial, caberá o agravo de instrumento, no prazo de cinco dias, para o Supremo Tribunal Federal ou para o Superior Tribunal de Justiça, conforme o caso’. Ademais, importante destacar que a superveniência da Lei 8.950/94, a qual alterou exclusivamente o prazo para interposição do agravo de instrumento no âmbito das causas cíveis, não teve o condão de modificar o prazo da Lei 8.038/90 em relação às controvérsias de natureza penal, como assevera o enunciado 699 da súmula do Supremo Tribunal Federal, a seguir citado em sua integralidade: ‘O prazo para interposição do agravo, em processo penal, é de cinco dias, de acordo com a Lei n. 8.038/90, não se aplicando o disposto a respeito das alterações da Lei n. 8.950/94 ao Código de Processo Civil’. Constata-se, assim, a intempestividade do agravo de instrumento, pois a intimação da inadmissão do recurso especial foi disponibilizada no Diário de Justiça eletrônico em 14.9.10 (terça- feira), considerando-se, portanto, como data da publicação o dia 15.9.10 (quarta-feira), nos termos do artigo 4..., § 3..., da Lei 11.419/06. Dessa forma, a contagem do prazo recursal teve início no dia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 109004 / SC 16.9.10 (quinta-feira) e terminou no dia 20.9.10 (segunda-feira), sendo que o presente recurso foi interposto somente em 21.9.10 (terça-feira), sendo, portanto, intempestivo. Cumpre ressaltar que, ao interpor agravo de instrumento ou recurso especial, cabe à parte recorrente trazer aos autos a prova da existência de suspensão de expediente forense, ou documento que comprove a suspensão ou interrupção do prazo legal, o que, in casu, não ocorreu. A esse respeito, confira-se julgado da Corte Especial: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. TEMPESTIVIDADE. FERIADO LOCAL. COMPROVAÇÃO. AUSÊNCIA DE PEÇA IMPRESCINDÍVEL. JUNTADA POSTERIORMENTE. INADMISSIBILIDADE. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. I - Nos casos de feriado local, por força de lei estadual ou ato do presidente do tribunal respectivo, a tempestividade do recurso interposto, aparentemente, fora do prazo, deve ser comprovada com a juntada, no momento da interposição, de cópia da lei ou do ato gerador da suspensão do prazo, ou ainda, de certidão de quem de direito, servidor do tribunal de origem. O silêncio da parte contrária, assim como a comprovação posterior do fato, não suprem a omissão do recorrente. II – Em qualquer caso de agravo contra decisão que inadmite recurso especial, não se conhece da impugnação, se ausente peça imprescindível ou útil à formação do instrumento, inadmitida a juntada posterior. Agravo interno a que se nega provimento’. (AgRg no Ag 708460/SP, Rel. Min. CASTRO FILHO, CORTE ESPECIAL, DJ 02/10/2006). Ante o exposto, não conheço do agravo de instrumento, com fulcro no artigo 34, inciso XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Publique-se” (Evento 12). 6. Inconformado com a decisão monocrática, o Paciente interpôs agravo regimental, não provido pela 6... Turma do Superior Tribunal de Justiça: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Supremo Tribunal Federal HC 109004 / SC 16.9.10 (quinta-feira) e terminou no dia 20.9.10 (segunda-feira), sendo que o presente recurso foi interposto somente em 21.9.10 (terça-feira), sendo, portanto, intempestivo. Cumpre ressaltar que, ao interpor agravo de instrumento ou recurso especial, cabe à parte recorrente trazer aos autos a prova da existência de suspensão de expediente forense, ou documento que comprove a suspensão ou interrupção do prazo legal, o que, in casu, não ocorreu. A esse respeito, confira-se julgado da Corte Especial: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. TEMPESTIVIDADE. FERIADO LOCAL. COMPROVAÇÃO. AUSÊNCIA DE PEÇA IMPRESCINDÍVEL. JUNTADA POSTERIORMENTE. INADMISSIBILIDADE. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. I - Nos casos de feriado local, por força de lei estadual ou ato do presidente do tribunal respectivo, a tempestividade do recurso interposto, aparentemente, fora do prazo, deve ser comprovada com a juntada, no momento da interposição, de cópia da lei ou do ato gerador da suspensão do prazo, ou ainda, de certidão de quem de direito, servidor do tribunal de origem. O silêncio da parte contrária, assim como a comprovação posterior do fato, não suprem a omissão do recorrente. II – Em qualquer caso de agravo contra decisão que inadmite recurso especial, não se conhece da impugnação, se ausente peça imprescindível ou útil à formação do instrumento, inadmitida a juntada posterior. Agravo interno a que se nega provimento’. (AgRg no Ag 708460/SP, Rel. Min. CASTRO FILHO, CORTE ESPECIAL, DJ 02/10/2006). Ante o exposto, não conheço do agravo de instrumento, com fulcro no artigo 34, inciso XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça. Publique-se” (Evento 12). 6. Inconformado com a decisão monocrática, o Paciente interpôs agravo regimental, não provido pela 6... Turma do Superior Tribunal de Justiça: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 109004 / SC “PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRAZO RECURSAL DO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ARTIGO 28 DA LEI 8.038/90. INTEMPESTIVIDADE. FERIADO LOCAL. NECESSIDADE DE DOCUMENTO QUE O COMPROVE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O prazo para interposição de agravo de instrumento previsto no artigo 28 da Lei 8.038/90 é de 5 dias, não tendo sido alterado pela superveniência da Lei 8.950/94. Precedentes desta Corte e enunciado 699 da súmula do Supremo Tribunal Federal. 2. Cabe à parte recorrente trazer aos autos a prova da existência de suspensão de expediente forense, ou documento que comprove a suspensão ou interrupção do prazo legal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Evento 19, fls. 5-6) 7. Com o presente habeas corpus pretendem os Impetrantes o afastamento da decisão de intempestividade do agravo de instrumento, que deverá ser conhecido e processado pelo Superior Tribunal de Justiça. Afirmam que “a decisão foi publicada no dia 15 de setembro de 2010. O esgotamento do lapso temporal deu-se em 20 de setembro de 2010 “ (Evento 1, fl. 7), porém, “por determinação da Lei Estadual n 4.453/78, foi estatuído que, naquela data, consagrou-se feriado no Estado do Rio Grande do Sul em decorrência das comemorações da Revolução Farroupilha” (Evento 1, fl. 7), razão porque “o protocolo foi realizado no dia 21 de setembro de 2010, data imediata em que o expediente forense foi restabelecido” (Evento 1, fl. 8, destaques do original). Sustentam que a prova da ocorrência de suspensão do expediente forense “foi devidamente apresentada no recurso, eis que o paciente fez questão de salientar que o aludido feriado concernente à Revolução Farroupilha decorreu de determinação legal, oriunda da Lei Estadual n 4453/78, do Rio Grande do Sul” (Evento 1, fl. 9, destaques do original). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Supremo Tribunal Federal HC 109004 / SC “PENAL E PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRAZO RECURSAL DO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ARTIGO 28 DA LEI 8.038/90. INTEMPESTIVIDADE. FERIADO LOCAL. NECESSIDADE DE DOCUMENTO QUE O COMPROVE. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O prazo para interposição de agravo de instrumento previsto no artigo 28 da Lei 8.038/90 é de 5 dias, não tendo sido alterado pela superveniência da Lei 8.950/94. Precedentes desta Corte e enunciado 699 da súmula do Supremo Tribunal Federal. 2. Cabe à parte recorrente trazer aos autos a prova da existência de suspensão de expediente forense, ou documento que comprove a suspensão ou interrupção do prazo legal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Evento 19, fls. 5-6) 7. Com o presente habeas corpus pretendem os Impetrantes o afastamento da decisão de intempestividade do agravo de instrumento, que deverá ser conhecido e processado pelo Superior Tribunal de Justiça. Afirmam que “a decisão foi publicada no dia 15 de setembro de 2010. O esgotamento do lapso temporal deu-se em 20 de setembro de 2010 “ (Evento 1, fl. 7), porém, “por determinação da Lei Estadual n 4.453/78, foi estatuído que, naquela data, consagrou-se feriado no Estado do Rio Grande do Sul em decorrência das comemorações da Revolução Farroupilha” (Evento 1, fl. 7), razão porque “o protocolo foi realizado no dia 21 de setembro de 2010, data imediata em que o expediente forense foi restabelecido” (Evento 1, fl. 8, destaques do original). Sustentam que a prova da ocorrência de suspensão do expediente forense “foi devidamente apresentada no recurso, eis que o paciente fez questão de salientar que o aludido feriado concernente à Revolução Farroupilha decorreu de determinação legal, oriunda da Lei Estadual n 4453/78, do Rio Grande do Sul” (Evento 1, fl. 9, destaques do original). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 109004 / SC Ressaltam que “a indicação da Lei Estadual n 4453/78 supriu a necessidade da juntada de seu inteiro teor, eis que, como reconheceu alternativamente a decisão impugnada, prescindiu-se da apresentação de documento nesse sentido.” (Evento 1, fl. 10) 8. Este o teor dos pedidos: “Patenteado o constrangimento ilegal de que padece o paciente, que viu frustrado seu direito de ver analisado recurso aviado tempestivamente, espera-se a concessão de liminar a fim de sobrestar o cumprimento do mandado de prisão até decisão final do presente writ.” (Evento 1, fl. 10, destaques do original). (…) “Pelo exposto, e contando com os doutos suplementos de Vossas Excelências, espera-se a concessão liminar do writ a fim de sobrestar a expedição de mandado de prisão até julgamento de mérito, onde se espera seja concedida a ordem a fim de determinar o conhecimento do agravo de instrumento interposto tempestivamente.” (Evento 1, fl. 11) 9. Em 27.6.2011, indeferi a medida liminar e, suficiente a instrução, determinei que se colhesse a manifestação da Procuradoria-Geral da República (Evento 16), que opinou pela denegação da ordem: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INTEMPESTIVIDADE. ALEGAÇÃO DE FERIADO LOCAL. INSTRUÇÃO INDEVIDA. PARECER PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM.” (Evento 17, fl. 1) 10. Em 2.5.2012, os Impetrantes formularam pedido de reconsideração da decisão que indeferiu a medida liminar (Eventos 18 e 19). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Supremo Tribunal Federal HC 109004 / SC Ressaltam que “a indicação da Lei Estadual n 4453/78 supriu a necessidade da juntada de seu inteiro teor, eis que, como reconheceu alternativamente a decisão impugnada, prescindiu-se da apresentação de documento nesse sentido.” (Evento 1, fl. 10) 8. Este o teor dos pedidos: “Patenteado o constrangimento ilegal de que padece o paciente, que viu frustrado seu direito de ver analisado recurso aviado tempestivamente, espera-se a concessão de liminar a fim de sobrestar o cumprimento do mandado de prisão até decisão final do presente writ.” (Evento 1, fl. 10, destaques do original). (…) “Pelo exposto, e contando com os doutos suplementos de Vossas Excelências, espera-se a concessão liminar do writ a fim de sobrestar a expedição de mandado de prisão até julgamento de mérito, onde se espera seja concedida a ordem a fim de determinar o conhecimento do agravo de instrumento interposto tempestivamente.” (Evento 1, fl. 11) 9. Em 27.6.2011, indeferi a medida liminar e, suficiente a instrução, determinei que se colhesse a manifestação da Procuradoria-Geral da República (Evento 16), que opinou pela denegação da ordem: “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INTEMPESTIVIDADE. ALEGAÇÃO DE FERIADO LOCAL. INSTRUÇÃO INDEVIDA. PARECER PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM.” (Evento 17, fl. 1) 10. Em 2.5.2012, os Impetrantes formularam pedido de reconsideração da decisão que indeferiu a medida liminar (Eventos 18 e 19). 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório HC 109004 / SC É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Supremo Tribunal Federal HC 109004 / SC É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122883. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.004 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Impetrantes. 2. Os Impetrantes indicaram, inicialmente, como ato coator a decisão monocrática proferida pela Ministra Maria Thereza de Assis Moura, quando o correto seria o acórdão do agravo regimental, oriundo da 6... Turma do Superior Tribunal de Justiça, publicado em 11.3.2011, até porque o presente habes corpus somente foi impetrado em 17.6.2011. 3. O equívoco foi sanado com o pedido de reconsideração (Evento 19), pelo qual os Impetrantes relataram a ordem correta das decisões proferidas no Superior Tribunal de Justiça, fazendo menção expressa ao agravo regimental, com a transcrição de sua ementa (Evento 19, fls. 5-6), apesar de não terem juntado cópia do acórdão, disponível no sítio www.stj.jus.br. 4. Feito esse registro, que não prejudica a apreciação da ação, tem-se, nos autos, sustentarem os impetrantes que o Superior Tribunal de Justiça teria se equivocado ao não conhecer o agravo de instrumento n. 1.374.655 – SC lá interposto, ao fundamento de ser intempestivo. Busca-se, na presente ação, o reconhecimento da tempestividade daquele recurso e determinação para que o Superior Tribunal de Justiça analise o mérito do recurso lá interposto. 5. O habeas corpus é ação constitucional com objeto específico e insuplantável. Destina-se exclusivamente a garantir o direito à liberdade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 109.004 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Impetrantes. 2. Os Impetrantes indicaram, inicialmente, como ato coator a decisão monocrática proferida pela Ministra Maria Thereza de Assis Moura, quando o correto seria o acórdão do agravo regimental, oriundo da 6... Turma do Superior Tribunal de Justiça, publicado em 11.3.2011, até porque o presente habes corpus somente foi impetrado em 17.6.2011. 3. O equívoco foi sanado com o pedido de reconsideração (Evento 19), pelo qual os Impetrantes relataram a ordem correta das decisões proferidas no Superior Tribunal de Justiça, fazendo menção expressa ao agravo regimental, com a transcrição de sua ementa (Evento 19, fls. 5-6), apesar de não terem juntado cópia do acórdão, disponível no sítio www.stj.jus.br. 4. Feito esse registro, que não prejudica a apreciação da ação, tem-se, nos autos, sustentarem os impetrantes que o Superior Tribunal de Justiça teria se equivocado ao não conhecer o agravo de instrumento n. 1.374.655 – SC lá interposto, ao fundamento de ser intempestivo. Busca-se, na presente ação, o reconhecimento da tempestividade daquele recurso e determinação para que o Superior Tribunal de Justiça analise o mérito do recurso lá interposto. 5. O habeas corpus é ação constitucional com objeto específico e insuplantável. Destina-se exclusivamente a garantir o direito à liberdade Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 109004 / SC de locomoção do indivíduo, sempre que este sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em tal direito, por ilegalidade ou abuso de poder (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII). Não configura constrangimento à liberdade de locomoção decisão judicial que nega provimento a agravo regimental interposto contra pelo não conhecimento de agravo de instrumento antes aproveitado. O habeas corpus não se presta ao reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal. 6. Em situação análoga, esse Supremo Tribunal Federal decidiu: “Habeas corpus. Processual penal. Intempestividade do agravo de instrumento interposto no Superior Tribunal de Justiça. Descabimento do habeas corpus para analisar questões alheias à privação da liberdade de locomoção. Precedentes. 1. O habeas corpus tem previsão constitucional para aquele que sofre ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder (art. 5..., inciso LXVIII, da Constituição Federal). 2. A impetração, tal como posta nos autos, tem a finalidade exclusiva de reconhecer a tempestividade do agravo de instrumento interposto no Superior Tribunal de Justiça, o qual, por sua vez, tem o objetivo de dar seguimento ao recurso especial interposto naquela Corte Superior, não havendo previsão legal para a concessão da ordem nesses termos. 3. Demonstrado, em última análise, que o impetrante/paciente não busca afastar ou evitar qualquer ameaça ao seu direito de locomoção, mas tão somente desincumbir-se do ônus de comprovar a tempestividade do recurso no momento da sua interposição, conforme reiterada jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e desta Suprema Corte, a impetração não merece prosperar. 4. Habeas corpus não conhecido.” (HC 94574-GO, Relator Ministro Dias Toffoli, DJe 24.9.2010). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Supremo Tribunal Federal HC 109004 / SC de locomoção do indivíduo, sempre que este sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em tal direito, por ilegalidade ou abuso de poder (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII). Não configura constrangimento à liberdade de locomoção decisão judicial que nega provimento a agravo regimental interposto contra pelo não conhecimento de agravo de instrumento antes aproveitado. O habeas corpus não se presta ao reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal. 6. Em situação análoga, esse Supremo Tribunal Federal decidiu: “Habeas corpus. Processual penal. Intempestividade do agravo de instrumento interposto no Superior Tribunal de Justiça. Descabimento do habeas corpus para analisar questões alheias à privação da liberdade de locomoção. Precedentes. 1. O habeas corpus tem previsão constitucional para aquele que sofre ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder (art. 5..., inciso LXVIII, da Constituição Federal). 2. A impetração, tal como posta nos autos, tem a finalidade exclusiva de reconhecer a tempestividade do agravo de instrumento interposto no Superior Tribunal de Justiça, o qual, por sua vez, tem o objetivo de dar seguimento ao recurso especial interposto naquela Corte Superior, não havendo previsão legal para a concessão da ordem nesses termos. 3. Demonstrado, em última análise, que o impetrante/paciente não busca afastar ou evitar qualquer ameaça ao seu direito de locomoção, mas tão somente desincumbir-se do ônus de comprovar a tempestividade do recurso no momento da sua interposição, conforme reiterada jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e desta Suprema Corte, a impetração não merece prosperar. 4. Habeas corpus não conhecido.” (HC 94574-GO, Relator Ministro Dias Toffoli, DJe 24.9.2010). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 109004 / SC 7. No caso dos autos, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça apontou a inexistência de prova da suspensão do expediente forense do TRF da 4... Região no dia 20 de setembro de 2010, prazo final para a interposição do recurso: “(…) Ademais, conforme já explicitado na decisão ora agravada, cuidando-se suspensão do expediente forense em decorrência de feriado local, cabia à parte recorrente fazer prova nos autos, juntando o documento, no caso, a lei estadual que estatuiu o feriado, não sendo suficiente fazer menção a esta. Com efeito, é pacífico nesta Corte o entendimento no sentido de que, ao interpor agravo de instrumento ou recurso especial, cabe à parte recorrente trazer aos autos a prova da existência de suspensão de expediente forense, ou documento que comprove a suspensão ou interrupção do prazo legal, o que, in casu, não ocorreu. A esse respeito, confira-se julgado da Corte Especial: "AGRAVO DE INSTRUMENTO. TEMPESTIVIDADE. FERIADO LOCAL. COMPROVAÇÃO. AUSÊNCIA DE PEÇA IMPRESCINDÍVEL. JUNTADA POSTERIORMENTE. INADMISSIBILIDADE. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. I - Nos casos de feriado local, por força de lei estadual ou ato do presidente do tribunal respectivo, a tempestividade do recurso interposto, aparentemente, fora do prazo, deve ser comprovada com ajuntada, no momento da interposição, de cópia da lei ou do ato gerador da suspensão do prazo, ou ainda, de certidão de quem de direito, servidor do tribunal de origem. O silêncio da parte contrária, assim como a comprovação posterior do fato, não suprem a omissão do recorrente. II – Em qualquer caso de agravo contra decisão que inadmite recurso especial, não se conhece da impugnação, se ausente peça imprescindível ou útil à formação do instrumento, inadmitida a juntada posterior. Agravo interno a que se nega provimento". (AgRg no Ag 708460/SP, Rel. Min. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Supremo Tribunal Federal HC 109004 / SC 7. No caso dos autos, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça apontou a inexistência de prova da suspensão do expediente forense do TRF da 4... Região no dia 20 de setembro de 2010, prazo final para a interposição do recurso: “(…) Ademais, conforme já explicitado na decisão ora agravada, cuidando-se suspensão do expediente forense em decorrência de feriado local, cabia à parte recorrente fazer prova nos autos, juntando o documento, no caso, a lei estadual que estatuiu o feriado, não sendo suficiente fazer menção a esta. Com efeito, é pacífico nesta Corte o entendimento no sentido de que, ao interpor agravo de instrumento ou recurso especial, cabe à parte recorrente trazer aos autos a prova da existência de suspensão de expediente forense, ou documento que comprove a suspensão ou interrupção do prazo legal, o que, in casu, não ocorreu. A esse respeito, confira-se julgado da Corte Especial: "AGRAVO DE INSTRUMENTO. TEMPESTIVIDADE. FERIADO LOCAL. COMPROVAÇÃO. AUSÊNCIA DE PEÇA IMPRESCINDÍVEL. JUNTADA POSTERIORMENTE. INADMISSIBILIDADE. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. I - Nos casos de feriado local, por força de lei estadual ou ato do presidente do tribunal respectivo, a tempestividade do recurso interposto, aparentemente, fora do prazo, deve ser comprovada com ajuntada, no momento da interposição, de cópia da lei ou do ato gerador da suspensão do prazo, ou ainda, de certidão de quem de direito, servidor do tribunal de origem. O silêncio da parte contrária, assim como a comprovação posterior do fato, não suprem a omissão do recorrente. II – Em qualquer caso de agravo contra decisão que inadmite recurso especial, não se conhece da impugnação, se ausente peça imprescindível ou útil à formação do instrumento, inadmitida a juntada posterior. Agravo interno a que se nega provimento". (AgRg no Ag 708460/SP, Rel. Min. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 109004 / SC CASTRO FILHO, CORTE ESPECIAL, DJ 02/10/2006). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.” (www.stj.jus.br) 8. Para refutar essa conclusão, os Impetrantes alegam que a prova da ocorrência de suspensão do expediente forense “foi devidamente apresentada no recurso, eis que o paciente fez questão de salientar que o aludido feriado concernente à Revolução Farroupilha decorreu de determinação legal, oriunda da Lei Estadual n 4453/78, do Rio Grande do Sul” (Evento 1, fl. 9, destaques do original), ressaltando que “a indicação da Lei Estadual n 4453/78 supriu a necessidade da juntada de seu inteiro teor, eis que, como reconheceu alternativamente a decisão impugnada, prescindiu-se da apresentação de documento nesse sentido.” (Evento 1, fl. 10) 9. Ao contrário do afirmado pelos Impetrantes, a simples menção, na petição do agravo de instrumento, de que a Lei Estadual n. 4.453/78 teria estabelecido feriado no Rio Grande do Sul, em 20 de setembro de 2010, não exime a parte interessada de comprovar, documentalmente, a existência e vigência da norma local que alterou o expediente forense, até porque o Superior Tribunal de Justiça não teria meios para apurar ocorrência de feriado local. Na relação de documentos que instruíram o agravo de instrumento, apresentada de forma destacada pelos Impetrantes, não consta a juntada de cópia da Lei Estadual n. 4.453/78 ou o calendário da instância regional (Evento 10, fl. 3), tampouco foi feita a transcrição do diploma estadual no corpo da petição do recurso. 10. De se realçar que o Plenário deste Supremo Tribunal, em recente julgamento (Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 626.358/MG, da relatoria do Ministro Cezar Peluso, publicado no Dje de 23.8.2012), firmou nova orientação jurisprudencial segundo a qual “pode a parte fazer eficazmente, perante o Supremo, em agravo regimental, prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição e da consequente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Supremo Tribunal Federal HC 109004 / SC CASTRO FILHO, CORTE ESPECIAL, DJ 02/10/2006). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental.” (www.stj.jus.br) 8. Para refutar essa conclusão, os Impetrantes alegam que a prova da ocorrência de suspensão do expediente forense “foi devidamente apresentada no recurso, eis que o paciente fez questão de salientar que o aludido feriado concernente à Revolução Farroupilha decorreu de determinação legal, oriunda da Lei Estadual n 4453/78, do Rio Grande do Sul” (Evento 1, fl. 9, destaques do original), ressaltando que “a indicação da Lei Estadual n 4453/78 supriu a necessidade da juntada de seu inteiro teor, eis que, como reconheceu alternativamente a decisão impugnada, prescindiu-se da apresentação de documento nesse sentido.” (Evento 1, fl. 10) 9. Ao contrário do afirmado pelos Impetrantes, a simples menção, na petição do agravo de instrumento, de que a Lei Estadual n. 4.453/78 teria estabelecido feriado no Rio Grande do Sul, em 20 de setembro de 2010, não exime a parte interessada de comprovar, documentalmente, a existência e vigência da norma local que alterou o expediente forense, até porque o Superior Tribunal de Justiça não teria meios para apurar ocorrência de feriado local. Na relação de documentos que instruíram o agravo de instrumento, apresentada de forma destacada pelos Impetrantes, não consta a juntada de cópia da Lei Estadual n. 4.453/78 ou o calendário da instância regional (Evento 10, fl. 3), tampouco foi feita a transcrição do diploma estadual no corpo da petição do recurso. 10. De se realçar que o Plenário deste Supremo Tribunal, em recente julgamento (Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 626.358/MG, da relatoria do Ministro Cezar Peluso, publicado no Dje de 23.8.2012), firmou nova orientação jurisprudencial segundo a qual “pode a parte fazer eficazmente, perante o Supremo, em agravo regimental, prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição e da consequente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 109004 / SC tempestividade de recurso extraordinário.” 11. Entretanto, o caso agora analisado não pode ser considerado à luz dessa nova orientação jurisprudencial, porque o ora Paciente não instruiu a presente ação com cópia da petição do agravo regimental e dos documentos pertinentes. 12. O voto condutor do acórdão do agravo regimental, disponível no sítio www.stj.jus.br, ressaltou que “cabe à parte recorrente trazer aos autos a prova da existência de suspensão de expediente forense, ou documento que comprove a suspensão ou interrupção do prazo legal, o que, in casu, não ocorreu.” 13. Assim, tanto no agravo de instrumento quanto no agravo regimental, o Paciente deixou de comprovar, documentalmente, a existência e a vigência da Lei Estadual n. 4.453/78. 14. Com a presente ação é que os Impetrantes fizeram prova da suspensão do expediente forense no dia 20.09.2010, juntando cópia do calendário da instância regional (Evento 11), o que não permite ao Supremo Tribunal Federal reconhecer a tempestividade do agravo de instrumento, sob pena de supressão de instância, transformando-se o habeas corpus em substitutivo recursal, o que é inadmissível: "HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO- CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las." (HC 109.956/PR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 11/09/12) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Supremo Tribunal Federal HC 109004 / SC tempestividade de recurso extraordinário.” 11. Entretanto, o caso agora analisado não pode ser considerado à luz dessa nova orientação jurisprudencial, porque o ora Paciente não instruiu a presente ação com cópia da petição do agravo regimental e dos documentos pertinentes. 12. O voto condutor do acórdão do agravo regimental, disponível no sítio www.stj.jus.br, ressaltou que “cabe à parte recorrente trazer aos autos a prova da existência de suspensão de expediente forense, ou documento que comprove a suspensão ou interrupção do prazo legal, o que, in casu, não ocorreu.” 13. Assim, tanto no agravo de instrumento quanto no agravo regimental, o Paciente deixou de comprovar, documentalmente, a existência e a vigência da Lei Estadual n. 4.453/78. 14. Com a presente ação é que os Impetrantes fizeram prova da suspensão do expediente forense no dia 20.09.2010, juntando cópia do calendário da instância regional (Evento 11), o que não permite ao Supremo Tribunal Federal reconhecer a tempestividade do agravo de instrumento, sob pena de supressão de instância, transformando-se o habeas corpus em substitutivo recursal, o que é inadmissível: "HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO- CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las." (HC 109.956/PR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 11/09/12) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 109004 / SC “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. HISTÓRICO. VULGARIZAÇÃO E DESVIRTUAMENTO. SEQUESTRO. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. (…) 6. Habeas corpus rejeitado." (HC 104.045/RJ, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 06/09/12) Esses dados aliados à circunstância intransponível de que não se demonstrou estar em causa, como objeto da ação de habeas corpus, a liberdade de locomoção, impedem o reconhecimento de direito do Impetrante amparado por essa ação. 15. Pelo exposto, voto no sentido de denegar a ordem, prejudicado o pedido de reconsideração do indeferimento da medida liminar. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Supremo Tribunal Federal HC 109004 / SC “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. HISTÓRICO. VULGARIZAÇÃO E DESVIRTUAMENTO. SEQUESTRO. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. (…) 6. Habeas corpus rejeitado." (HC 104.045/RJ, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 06/09/12) Esses dados aliados à circunstância intransponível de que não se demonstrou estar em causa, como objeto da ação de habeas corpus, a liberdade de locomoção, impedem o reconhecimento de direito do Impetrante amparado por essa ação. 15. Pelo exposto, voto no sentido de denegar a ordem, prejudicado o pedido de reconsideração do indeferimento da medida liminar. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4122884. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 14/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 109.004 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : RODOLFO DOS SANTOS FELICIO IMPTE.(S) : CLÁUDIO GASTÃO DA ROSA FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849767 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 109.004 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : RODOLFO DOS SANTOS FELICIO IMPTE.(S) : CLÁUDIO GASTÃO DA ROSA FILHO E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849767 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 109 . 004", "HABEAS CORPUS 109 . 004", "Agravo de Instrumento n 1", "agravo de instrumento n . 1 . 374 . 655 – SC", "HABEAS CORPUS 109 . 004", "Agravo de Instrumento n 1 . 374 . 655 .", "HC 109004 / SC", "enunciado 699 da súmula do Supremo Tribunal Federal", "HC 109004 / SC", "enunciado 699 da súmula do Supremo Tribunal Federal", "HC 109004", "AgRg no Ag 708460 / SP", "HC 109004 / SC", "AgRg no Ag 708460 / SP", "HC 109004 / SC", "HC 109004 / SC", "enunciado 699 da súmula do Supremo", "HC 109004 / SC", "HC 109004 / SC", "HC 109004 / SC", "HABEAS CORPUS 109 . 004", "agravo de instrumento n . 1 . 374 . 655 – SC", "HABEAS CORPUS 109 . 004", "agravo de instrumento n . 1 . 374 . 655 – SC", "HC 109004 / SC", "HC 94574 - GO", "HC 109004 / SC", "HC 94574 - GO", "HC 109004 / SC", "AgRg no Ag 708460 / SP", "HC 109004 / SC", "AgRg no Ag 708460 / SP", "HC 109004 / SC", "Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 626 . 358 / MG", "HC 109004 / SC", "Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 626", ".", "358", "/", "MG", "HC 109004 / SC", "HC 109 . 956 / PR", "HC 109004 / SC", "HC 109 . 956 / PR", "HC 109004 / SC", "HC 104 . 045 / RJ", "HC 109004 / SC", "HC 104 . 045 / RJ", "HABEAS CORPUS 109 . 004", "HABEAS CORPUS 109 . 004" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "2001", "art . 12 , caput , art . 14 , c / c art . 18 , inc . 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I , da Lei 6 . 368 / 76", "artigo 12 , caput , da Lei n 6 . 368", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea \" a \" do inciso III do artigo 105 da Constituição Federal", "artigo 28 da Lei 8 . 038 / 90", "Lei 8 . 950 / 94", "Lei 8 . 038 / 90", "Lei n . 8 . 038 / 90", "Lei n . 8 . 950 / 94", "Código de Processo Civil", "artigo 4 . . . , § 3 . . . , da Lei 11 . 419 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 28 da Lei 8 . 038 / 90", "Lei 8 . 950 / 94", "Lei 8 . 038 / 90", "Lei n . 8 . 038 / 90", "Lei n . 8 . 950 / 94", "Código de Processo Civil", "artigo 4 . . . , § 3 . . . , da Lei 11 . 419 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 34 , inciso XVIII , do", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 34 , inciso XVIII , do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 28 DA LEI 8 . 038 / 90", "artigo", "28 da Lei 8 . 038 / 90", "Lei 8 . 950 / 94", "Lei Estadual n 4 . 453 / 78", "Revolução", "Lei Estadual n 4453 / 78", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTIGO 28 DA LEI 8 . 038 / 90", "artigo 28 da Lei 8 . 038 / 90", "Lei 8 . 950 / 94", "Lei Estadual n 4 . 453 / 78", "Lei Estadual n 4453 / 78", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual n 4453 / 78", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual n 4453 / 78", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXVIII", "inciso LXVIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXVIII", "art . 5 . . . , inciso LXVIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual n 4453 / 78", "Lei Estadual n 4453 / 78", "Lei Estadual n . 4 . 453 / 78", "Lei Estadual n . 4 . 453 / 78", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual n 4453 / 78", "Lei Estadual n 4453 / 78", "Lei Estadual n . 4 . 453 / 78", "Lei Estadual n . 4 . 453 / 78", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual n . 4 . 453 / 78", "artigo 102 , inciso II , alínea “ a ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Estadual n . 4 . 453 / 78", "artigo 102 , inciso II , alínea “ a ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "Estado do Rio Grande do Sul", "Rio Grande do Sul", "Estado do Rio Grande do Sul", "Rio Grande do Sul", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "Rio Grande do Sul", "Rio Grande do Sul", "Rio Grande do Sul", "Rio Grande do Sul", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "6", ".", ".", ". 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CASTRO FILHO", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Maria Thereza de Assis Moura", "CÁRMEN LÚCIA", "Maria Thereza de Assis Moura", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Cezar Peluso", "CASTRO FILHO", "Cezar Peluso", "CÁRMEN LÚCIA", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "CÁRMEN LÚCIA", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "CÁRMEN LÚCIA", "RODOLFO DOS SANTOS FELICIO", "CLÁUDIO GASTÃO DA ROSA FILHO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Mário José Gisi . Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "RODOLFO DOS SANTOS FELICIO", "CLÁUDIO GASTÃO DA ROSA FILHO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Mário José Gisi . 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Ementa e Acórdão 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.329 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :GEOVANIA DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME PARA USO DE ENTORPECENTES: NECESSIDADE REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS, AO QUE NÃO SE PRESTA O HABEAS CORPUS. ORDEM DENEGADA. 1. O exame do pedido de desclassificação do delito de tráfico ilícito de entorpecentes para o de uso de entorpecentes demanda o revolvimento de fatos e provas, ao que não se presta o procedimento sumário e documental do habeas corpus. Precedentes. 2. Ordem denegada. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 14 de maio de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812736. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.329 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :GEOVANIA DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO em favor de GEOVANIA DA SILVA, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 28.2.2012, denegou a ordem no Habeas Corpus n. 218.050. 2. Tem-se, nos autos, que a Paciente foi “foi condenada à pena de 06 anos, 02 meses e 20 dias de reclusão no regime inicial fechado, e ao pagamento de 933 dias multa pela prática do crime de tráfico de drogas em associação, previsto no art. 33 caput e art. 35, ambos da Lei 11.343/06”. 3. Em 25.3.2011, a defesa interpôs apelação (Proc. n. 2011.15541-9) no Tribunal de Justiça de Mato Grosso e, em 8.10.2011, a Primeira Turma desse Tribunal negou provimento ao recurso: “APELAÇÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. RECURSO VISANDO A DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME DE TRÁFICO PARA O DE USO DE DROGAS. INOCORRÊNCIA. QUANTIDADE DE DROGA, AINDA NÃO PREPARADA PARA CONSUMO QUE COMPROVA A TRAFICÂNCIA. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO DO PEDIDO DE ASSOCIAÇÃO, APLICAÇÃO DA BENESSE DO § 4º DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS, FIXAÇÃO DE REGIME Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812737. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.329 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :GEOVANIA DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO em favor de GEOVANIA DA SILVA, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 28.2.2012, denegou a ordem no Habeas Corpus n. 218.050. 2. Tem-se, nos autos, que a Paciente foi “foi condenada à pena de 06 anos, 02 meses e 20 dias de reclusão no regime inicial fechado, e ao pagamento de 933 dias multa pela prática do crime de tráfico de drogas em associação, previsto no art. 33 caput e art. 35, ambos da Lei 11.343/06”. 3. Em 25.3.2011, a defesa interpôs apelação (Proc. n. 2011.15541-9) no Tribunal de Justiça de Mato Grosso e, em 8.10.2011, a Primeira Turma desse Tribunal negou provimento ao recurso: “APELAÇÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. RECURSO VISANDO A DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME DE TRÁFICO PARA O DE USO DE DROGAS. INOCORRÊNCIA. QUANTIDADE DE DROGA, AINDA NÃO PREPARADA PARA CONSUMO QUE COMPROVA A TRAFICÂNCIA. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO DO PEDIDO DE ASSOCIAÇÃO, APLICAÇÃO DA BENESSE DO § 4º DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS, FIXAÇÃO DE REGIME Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório HC 113329 / MS ABERTO E SUBSTITUIÇÃO DA PENA. IMPOSSIBILIDADE. VÍNCULO ASSOCIATIVO DA RECORRENTE DEMONSTRADO NOS AUTOS. RECURSO IMPROVIDO. A condição de usuária de drogas não afasta a traficância, ainda mais porque foi comprovado nos autos que a apelante é proprietária de uma 'boca de fumo', e os 53 gramas de cocaína (quantidade considerável para esse tipo de droga que é vendida por grama) encontrada em seu poder ainda não estava pronta para consumo, demonstrando que não se tratava de entorpecente destinado ao consumo, mas, à comercialização. Não há falar em absolvição para o crime de associação para o tráfico se foi comprovado nos autos que a apelante era dona de uma 'boca de fumo' e, há muito tempo abastecia sua 'boca' comprando drogas, a título de atacado, de outra 'boca de fumo' que agia como distribuidora de entorpecentes. Não se aplica a redutora do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06, tampouco se fixa regime mais brando ou substituição da pena, se restou demonstrado para o crime de associação para o tráfico que a apelante não possuía emprego e se dedicava à comercialização de drogas”. 4. Contra essa decisão, a defesa impetrou habeas corpus (Proc. n. 218.050) no Superior Tribunal de Justiça e, em 28.2.2012, a Sexta Turma desse Superior Tribunal conheceu parcialmente da ordem e, nesta parte, a denegou, nos termos seguintes: “PENAL. HABEAS CORPUS . TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. ASSOCIAÇÃO. DESCLASSIFICAÇÃO PARA USO DE DROGAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. PENA. REDUÇÃO. CAUSA ESPECIAL PREVISTA NO ART. 46 DA LEI ANTIDROGAS. MATÉRIA NÃO EXAMINADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA E REGIME MAIS BRANDO. IMPOSSIBILIDADE. 1. O pedido de desclassificação das imputações de tráfico ilícito 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812737. Supremo Tribunal Federal HC 113329 / MS ABERTO E SUBSTITUIÇÃO DA PENA. IMPOSSIBILIDADE. VÍNCULO ASSOCIATIVO DA RECORRENTE DEMONSTRADO NOS AUTOS. RECURSO IMPROVIDO. A condição de usuária de drogas não afasta a traficância, ainda mais porque foi comprovado nos autos que a apelante é proprietária de uma 'boca de fumo', e os 53 gramas de cocaína (quantidade considerável para esse tipo de droga que é vendida por grama) encontrada em seu poder ainda não estava pronta para consumo, demonstrando que não se tratava de entorpecente destinado ao consumo, mas, à comercialização. Não há falar em absolvição para o crime de associação para o tráfico se foi comprovado nos autos que a apelante era dona de uma 'boca de fumo' e, há muito tempo abastecia sua 'boca' comprando drogas, a título de atacado, de outra 'boca de fumo' que agia como distribuidora de entorpecentes. Não se aplica a redutora do § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06, tampouco se fixa regime mais brando ou substituição da pena, se restou demonstrado para o crime de associação para o tráfico que a apelante não possuía emprego e se dedicava à comercialização de drogas”. 4. Contra essa decisão, a defesa impetrou habeas corpus (Proc. n. 218.050) no Superior Tribunal de Justiça e, em 28.2.2012, a Sexta Turma desse Superior Tribunal conheceu parcialmente da ordem e, nesta parte, a denegou, nos termos seguintes: “PENAL. HABEAS CORPUS . TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. ASSOCIAÇÃO. DESCLASSIFICAÇÃO PARA USO DE DROGAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. PENA. REDUÇÃO. CAUSA ESPECIAL PREVISTA NO ART. 46 DA LEI ANTIDROGAS. MATÉRIA NÃO EXAMINADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA E REGIME MAIS BRANDO. IMPOSSIBILIDADE. 1. O pedido de desclassificação das imputações de tráfico ilícito 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 113329 / MS de entorpecentes e de associação para uso de drogas envolve o revolvimento do conjunto fático-probatório, mostrando-se impróprio à via eleita, em razão dos estreitos lindes do habeas corpus. 2. O Superior Tribunal de Justiça não pode analisar matérias que não passaram pelo exame da Corte de origem, sob pena de supressão de instância. 3. Embora a apelação devolva ao Tribunal de origem toda a matéria objeto de controvérsia, a defesa não pode formular habeas corpus no STJ arguindo, somente aqui, qualquer tese, sem antes levar o tema a debate das instâncias inferiores. Tal interpretação afronta o princípio do duplo grau de jurisdição. 4. Conquanto esta Corte, seguindo orientação do Supremo Tribunal Federal, entenda possível, em tese, a fixação de regime inicial diferente do fechado e a substituição da privativa de liberdade por restritiva de direitos, no caso concreto, essas benesses não se mostram razoáveis, porque, conforme firmou a instância ordinária, a paciente se dedica ao tráfico de drogas, o que reclama maior intensidade na retribuição penal ao delito cometido. 5. O mesmo raciocínio se aplica à pretendida substituição da privativa de liberdade por restritivas de direitos. 6. Ordem parcialmente conhecida e nesta extensão denegada”. Na presente ação, a Impetrante alega que ”[n]ão obstante existirem provas [frágeis] para condenar a paciente pelo crime de tráfico de drogas, o Tribunal de Justiça do Estado confirmou tal sentença, mesmo sem provas suficientes que demonstrem a tipificação do ilícito descrito no art. 33, caput, da Lei 11.343/06, e o Superior Tribunal de Justiça, ao analisar um pedido de liminar em Habeas Corpus, afirma que não é o HC a via adequada para tal desclassificação” . Afirma que “[c]om a nova Lei anti-drogas, não houve uma descriminalização do uso de entorpecentes, porém, houve a despenalização, aplicando medidas sócio-educativas, enfim, qualquer outro meio de conscientização que não a prisão” (Transcrição conforme o original). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812737. Supremo Tribunal Federal HC 113329 / MS de entorpecentes e de associação para uso de drogas envolve o revolvimento do conjunto fático-probatório, mostrando-se impróprio à via eleita, em razão dos estreitos lindes do habeas corpus. 2. O Superior Tribunal de Justiça não pode analisar matérias que não passaram pelo exame da Corte de origem, sob pena de supressão de instância. 3. Embora a apelação devolva ao Tribunal de origem toda a matéria objeto de controvérsia, a defesa não pode formular habeas corpus no STJ arguindo, somente aqui, qualquer tese, sem antes levar o tema a debate das instâncias inferiores. Tal interpretação afronta o princípio do duplo grau de jurisdição. 4. Conquanto esta Corte, seguindo orientação do Supremo Tribunal Federal, entenda possível, em tese, a fixação de regime inicial diferente do fechado e a substituição da privativa de liberdade por restritiva de direitos, no caso concreto, essas benesses não se mostram razoáveis, porque, conforme firmou a instância ordinária, a paciente se dedica ao tráfico de drogas, o que reclama maior intensidade na retribuição penal ao delito cometido. 5. O mesmo raciocínio se aplica à pretendida substituição da privativa de liberdade por restritivas de direitos. 6. Ordem parcialmente conhecida e nesta extensão denegada”. Na presente ação, a Impetrante alega que ”[n]ão obstante existirem provas [frágeis] para condenar a paciente pelo crime de tráfico de drogas, o Tribunal de Justiça do Estado confirmou tal sentença, mesmo sem provas suficientes que demonstrem a tipificação do ilícito descrito no art. 33, caput, da Lei 11.343/06, e o Superior Tribunal de Justiça, ao analisar um pedido de liminar em Habeas Corpus, afirma que não é o HC a via adequada para tal desclassificação” . Afirma que “[c]om a nova Lei anti-drogas, não houve uma descriminalização do uso de entorpecentes, porém, houve a despenalização, aplicando medidas sócio-educativas, enfim, qualquer outro meio de conscientização que não a prisão” (Transcrição conforme o original). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 113329 / MS Sustenta que “a paciente não é reincidente específico, o que da a entender que nunca traficou e que reforça a tese da defesa de que ele é apenas usuária” (Transcrição conforme o original). Este o teor dos pedidos: “Assim, requer se digne o Colendo Supremo Tribunal Federal a conceder a ordem de ‘HABEAS CORPUS’ em favor do paciente Geovania da Silva com a consequente desconstituição da decisão colegiada atacada, a fim de: 1) ser a prestação jurisdicional direta e efetivamente distribuída ao Paciente, tendo em vista já ter sido a matéria versada neste Habeas Corpus devidamente apreciada e esgotada nas instâncias inferiores; 2) Reformar a decisão do juízo monocrático afim de que seja desqualificada a caracterização do crime de tráfico para o uso de entorpecente, por ser essa uma medida de JUSTIÇA” (Transcrição conforme o original). 6. Em 21.5.2012, não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, determinei vista dos autos ao Procurador-Geral da República, que opinou pelo “não conhecimento, mas, se conhecido for, pela denegação”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812737. Supremo Tribunal Federal HC 113329 / MS Sustenta que “a paciente não é reincidente específico, o que da a entender que nunca traficou e que reforça a tese da defesa de que ele é apenas usuária” (Transcrição conforme o original). Este o teor dos pedidos: “Assim, requer se digne o Colendo Supremo Tribunal Federal a conceder a ordem de ‘HABEAS CORPUS’ em favor do paciente Geovania da Silva com a consequente desconstituição da decisão colegiada atacada, a fim de: 1) ser a prestação jurisdicional direta e efetivamente distribuída ao Paciente, tendo em vista já ter sido a matéria versada neste Habeas Corpus devidamente apreciada e esgotada nas instâncias inferiores; 2) Reformar a decisão do juízo monocrático afim de que seja desqualificada a caracterização do crime de tráfico para o uso de entorpecente, por ser essa uma medida de JUSTIÇA” (Transcrição conforme o original). 6. Em 21.5.2012, não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, determinei vista dos autos ao Procurador-Geral da República, que opinou pelo “não conhecimento, mas, se conhecido for, pela denegação”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.329 MATO GROSSO DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Conforme relatado, a Paciente foi condenada à pena 6 (seis) anos, 2 (dois) meses e 20 (vinte) dias de reclusão pela prática do crime previsto no artigo 33, caput, e 35 da Lei n.º 11.343/06 (tráfico de drogas e associação para o tráfico). Busca, agora, a Impetrante a desqualificação do crime de tráfico para o de uso de drogas, objetivo não alcançado na ação impetrada no Superior Tribunal de Justiça. 3. A pretensão postulada na presente impetração demanda o revolvimento do acervo probatório, o que é incompatível com os limites estreitos da ação constitucional do habeas corpus. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que a “desclassificação do crime de tráfico para o uso próprio não pode ser acolhido nesta via, em razão da necessidade de reexame dos fatos e provas da causa, o que não se admite em habeas corpus” (HC 109.071, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ. 13.9.2011). Nessa linha: “EMENTA Habeas corpus. Tráfico de entorpecentes. Pretensão à desclassificação para o crime de uso previsto no art. 28 da Lei de Tóxicos. Alegada inexistência de provas da finalidade mercantil. Inadequação da via do writ. Precedentes. Ordem denegada. 1. Para operar-se a desclassificação pretendida, afastando-se as Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812738. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.329 MATO GROSSO DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Conforme relatado, a Paciente foi condenada à pena 6 (seis) anos, 2 (dois) meses e 20 (vinte) dias de reclusão pela prática do crime previsto no artigo 33, caput, e 35 da Lei n.º 11.343/06 (tráfico de drogas e associação para o tráfico). Busca, agora, a Impetrante a desqualificação do crime de tráfico para o de uso de drogas, objetivo não alcançado na ação impetrada no Superior Tribunal de Justiça. 3. A pretensão postulada na presente impetração demanda o revolvimento do acervo probatório, o que é incompatível com os limites estreitos da ação constitucional do habeas corpus. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que a “desclassificação do crime de tráfico para o uso próprio não pode ser acolhido nesta via, em razão da necessidade de reexame dos fatos e provas da causa, o que não se admite em habeas corpus” (HC 109.071, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ. 13.9.2011). Nessa linha: “EMENTA Habeas corpus. Tráfico de entorpecentes. Pretensão à desclassificação para o crime de uso previsto no art. 28 da Lei de Tóxicos. Alegada inexistência de provas da finalidade mercantil. Inadequação da via do writ. Precedentes. Ordem denegada. 1. Para operar-se a desclassificação pretendida, afastando-se as Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812738. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 113329 / MS circunstâncias que levaram a julgadora de primeiro grau a reconhecer o tráfico, faz-se necessário o reexame de fatos e provas, incabível na via estreita do habeas corpus. 2. Ordem denegada” (HC 105343, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJ 10.4.2012, ); “EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. CONDENAÇÃO POR TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. PROVA INEQUÍVOCA DA TRAFICÂNCIA. INEXISTÊNCIA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. DESCABIMENTO. REVALORAÇÃO DE PROVAS. POSSIBILIDADE. ORDEM CONCEDIDA. I - Este Tribunal possui jurisprudência assente no sentido de que o habeas corpus não se presta ao revolvimento do conjunto fático-probatório da causa. II - No caso sob exame, porém, não há falar em revolvimento de provas e, sim, de sua revaloração. III - A Corte estadual reformou a sentença de primeiro grau, que havia concluído pela caracterização da infração de porte de entorpecente para uso próprio, para condenar o paciente pelo crime de tráfico sem a existência de prova inequívoca de que o réu tentara comercializar a droga apreendida. IV - Ordem concedida” (HC 98816, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 29.6.2010, grifos nossos); “EMENTA: Habeas Corpus. 2. Porte ilegal de armas e tráfico de entorpecentes 3. Pequena quantidade de drogas e ausência de finalidade mercantil. 4. Tentativa de desclassificação para uso. Inadequação da via do habeas corpus. Precedentes. 5. Questão do porte de arma não apreciada pelo juízo a quo. Supressão de instância. 6. Ordem indeferida” (HC 83426, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 13.4.2004) 4. Nesse sentido, o parecer do Ministério Público: “(...) O pedido não merece ser conhecido, eis que a desclassificação de um delito para outro exige, claramente, reapreciação fática, o que é vedado na presente via: (…) (HC 105697, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812738. Supremo Tribunal Federal HC 113329 / MS circunstâncias que levaram a julgadora de primeiro grau a reconhecer o tráfico, faz-se necessário o reexame de fatos e provas, incabível na via estreita do habeas corpus. 2. Ordem denegada” (HC 105343, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJ 10.4.2012, ); “EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. CONDENAÇÃO POR TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. PROVA INEQUÍVOCA DA TRAFICÂNCIA. INEXISTÊNCIA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. DESCABIMENTO. REVALORAÇÃO DE PROVAS. POSSIBILIDADE. ORDEM CONCEDIDA. I - Este Tribunal possui jurisprudência assente no sentido de que o habeas corpus não se presta ao revolvimento do conjunto fático-probatório da causa. II - No caso sob exame, porém, não há falar em revolvimento de provas e, sim, de sua revaloração. III - A Corte estadual reformou a sentença de primeiro grau, que havia concluído pela caracterização da infração de porte de entorpecente para uso próprio, para condenar o paciente pelo crime de tráfico sem a existência de prova inequívoca de que o réu tentara comercializar a droga apreendida. IV - Ordem concedida” (HC 98816, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 29.6.2010, grifos nossos); “EMENTA: Habeas Corpus. 2. Porte ilegal de armas e tráfico de entorpecentes 3. Pequena quantidade de drogas e ausência de finalidade mercantil. 4. Tentativa de desclassificação para uso. Inadequação da via do habeas corpus. Precedentes. 5. Questão do porte de arma não apreciada pelo juízo a quo. Supressão de instância. 6. Ordem indeferida” (HC 83426, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 13.4.2004) 4. Nesse sentido, o parecer do Ministério Público: “(...) O pedido não merece ser conhecido, eis que a desclassificação de um delito para outro exige, claramente, reapreciação fática, o que é vedado na presente via: (…) (HC 105697, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812738. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 113329 / MS Primeira Turma, julgado em 10/04/2012, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-091 DIVULG 09-05-2012 PUBLIC 10-05- 2012) (…) (RHC 99388, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 23/11/2010, DJe-055 DIVULG 23-03-2011 PUBLIC 24-03-2011 EMENT VOL- 02488-01 PP-00040 – grifo nosso) (…) (HC 100067, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Primeira Turma, julgado em 02/03/2010, Dje-050 DIVULG 18- 03-2010 PUBLIC 19-03-2010 EMENT VOL-02394-02 PP- 00375 LEXSTF v. 32, n. 376, 2010, p. 375-382 – grifo nosso) Ainda que assim não se entenda, o pedido não merece prosperar, eis que, conforme se lê da sentença condenatória, a conduta da paciente pode ser mesmo subsumida à prevista no art. 33 da Lei n. 11.343/06: […] Sob outro enfoque, em relação à acusada Geovania da Silva, nada obstante esta negue a autoria a ela imputada, afirmando ser apenas usuária, o certo é que também praticou o crime de tráfico de drogas. Uma análise apressada dos autos poderia levar à falsa ideia de que Geovania praticou o crime de posse de droga para consumo pessoal e não o delito de tráfico. Ocorre que os elementos de informação e provas existentes nos autos demonstram o contrário. De plano, impossível não se atentar para a expressa quantidade de droga apreendida com a mencionada ré. Embora, em um primeiro momento, 53 gramas de cocaína possam aparentar não ser uma quantidade grande, principalmente frente aos 6,307 quilos da mesma substância entorpecente apreendida com Silvana Jesus de Amorim, tem-se que tal quantidade de droga pura é sim indicativa de tráfico. De fato, não se coaduna com a quantidade de substância entorpecente normalmente encontrada com usuários. Primeiro, porque estes compram a substância pronta para o consumo, em papelotes. Já a que foi apreendida com a ré 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812738. Supremo Tribunal Federal HC 113329 / MS Primeira Turma, julgado em 10/04/2012, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-091 DIVULG 09-05-2012 PUBLIC 10-05- 2012) (…) (RHC 99388, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 23/11/2010, DJe-055 DIVULG 23-03-2011 PUBLIC 24-03-2011 EMENT VOL- 02488-01 PP-00040 – grifo nosso) (…) (HC 100067, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Primeira Turma, julgado em 02/03/2010, Dje-050 DIVULG 18- 03-2010 PUBLIC 19-03-2010 EMENT VOL-02394-02 PP- 00375 LEXSTF v. 32, n. 376, 2010, p. 375-382 – grifo nosso) Ainda que assim não se entenda, o pedido não merece prosperar, eis que, conforme se lê da sentença condenatória, a conduta da paciente pode ser mesmo subsumida à prevista no art. 33 da Lei n. 11.343/06: […] Sob outro enfoque, em relação à acusada Geovania da Silva, nada obstante esta negue a autoria a ela imputada, afirmando ser apenas usuária, o certo é que também praticou o crime de tráfico de drogas. Uma análise apressada dos autos poderia levar à falsa ideia de que Geovania praticou o crime de posse de droga para consumo pessoal e não o delito de tráfico. Ocorre que os elementos de informação e provas existentes nos autos demonstram o contrário. De plano, impossível não se atentar para a expressa quantidade de droga apreendida com a mencionada ré. Embora, em um primeiro momento, 53 gramas de cocaína possam aparentar não ser uma quantidade grande, principalmente frente aos 6,307 quilos da mesma substância entorpecente apreendida com Silvana Jesus de Amorim, tem-se que tal quantidade de droga pura é sim indicativa de tráfico. De fato, não se coaduna com a quantidade de substância entorpecente normalmente encontrada com usuários. Primeiro, porque estes compram a substância pronta para o consumo, em papelotes. Já a que foi apreendida com a ré 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812738. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 113329 / MS Geovania da Silva não se encontrava nessa condição, necessitando ser preparada, o que seria providenciado pela ré para a posterior revenda. A própria corré Silvana Jesus Amorim (fls. 293), corroborando o depoimento de Edelberto Nunes Viana, um dos policiais que participaram da ocorrência em questão (fls. 308), atesta que a substância entorpecente apreendida com Geovania da Silva não estava pronta para o consumo. Aliás, os 53 gramas de cocaína encontrados com a ré Geovania da Silva seriam suficientes para a produção de inúmeras paradinhas, segundo esclarecimento feito em juízo por Célio Rodrigues Monteiro, investigador de polícia que também participou da ocorrência (fls. 311). Ora, logo se nota que a quantidade de droga em questão tem grande potencial lesivo, não se adequando com a quantidade entorpecente geralmente apreendida com usuários, que se limitam a algumas poucas paradinhas. Segundo, porque, diante das inúmeras denúncia das prática de tráfico de drogas ocorridas na região, uma delas inclusive dando conta de que a ré administrava uma ‘boca de fumo’, os policiais já vinham monitorando as movimentações da acusada Geovania da Silva, notando os constantes contatos com Silvana Jesus de Amorim (fls. 307/308 e 310). […] Ora, não é comum a prática de ‘promoções’ quando o assunto é a venda de substância entorpecente. No caso em questão, Silvana Jesus de Amorim afirmou em juízo que vendia 10 gramas de cocaína por R$ 100,00 (fls. 293). Ocorre que, para a ré Geovania da Silva, Silvana vende 53 gramas por R$ 200,00 (fls. 299). Tal fato demonstra que Geovania comprou a droga, dando uma entrada de R$ 200,00, sendo que o restante pagaria com o produto auferido com a prática do crime em questão, o que é muito comum em relação a traficantes que já tem uma relação de confiança entre si. Seria muita ingenuidade acreditar que, podendo obter com 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812738. Supremo Tribunal Federal HC 113329 / MS Geovania da Silva não se encontrava nessa condição, necessitando ser preparada, o que seria providenciado pela ré para a posterior revenda. A própria corré Silvana Jesus Amorim (fls. 293), corroborando o depoimento de Edelberto Nunes Viana, um dos policiais que participaram da ocorrência em questão (fls. 308), atesta que a substância entorpecente apreendida com Geovania da Silva não estava pronta para o consumo. Aliás, os 53 gramas de cocaína encontrados com a ré Geovania da Silva seriam suficientes para a produção de inúmeras paradinhas, segundo esclarecimento feito em juízo por Célio Rodrigues Monteiro, investigador de polícia que também participou da ocorrência (fls. 311). Ora, logo se nota que a quantidade de droga em questão tem grande potencial lesivo, não se adequando com a quantidade entorpecente geralmente apreendida com usuários, que se limitam a algumas poucas paradinhas. Segundo, porque, diante das inúmeras denúncia das prática de tráfico de drogas ocorridas na região, uma delas inclusive dando conta de que a ré administrava uma ‘boca de fumo’, os policiais já vinham monitorando as movimentações da acusada Geovania da Silva, notando os constantes contatos com Silvana Jesus de Amorim (fls. 307/308 e 310). […] Ora, não é comum a prática de ‘promoções’ quando o assunto é a venda de substância entorpecente. No caso em questão, Silvana Jesus de Amorim afirmou em juízo que vendia 10 gramas de cocaína por R$ 100,00 (fls. 293). Ocorre que, para a ré Geovania da Silva, Silvana vende 53 gramas por R$ 200,00 (fls. 299). Tal fato demonstra que Geovania comprou a droga, dando uma entrada de R$ 200,00, sendo que o restante pagaria com o produto auferido com a prática do crime em questão, o que é muito comum em relação a traficantes que já tem uma relação de confiança entre si. Seria muita ingenuidade acreditar que, podendo obter com 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812738. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 113329 / MS a venda de 53 gramas de cocaína cerca de R$ 530,00, Silvana preferiu optar por vender essa mesma quantidade a Geovania por R$ 200,00. São várias, portanto, as provas indicando que a paciente não era mera usuária de drogas: a) a quantidade de entorpecente em seu poder, suficiente para abastecer vários usuários; b) a forma como se apresentava a cocaína, que não estava pronta para consumo, exigindo tratamento posterior para tanto; c) denúncias indicando ser a paciente administradora de ‘boca de fumo’; d) monitoramento policial comprovando o contato constante com a traficante Silvana Amorim; e) o preço pago pela droga, abaixo do de ‘mercado’, o que não se coaduna com a venda feita a usuários, que é a que possibilita o lucro do traficante. Tudo indica, portanto, que a ré Silvana Amorim era a responsável pela venda em atacado da cocaína e a paciente Geovânia efetivava o comércio no varejo: a primeira realizando o tráfico em grandesquantidades, com a droga ainda não preparada para consumo e a preço acessível a traficantes conhecidos, e a segunda preparando a substância para consumo e distribuição na ponta do processo, realizado-a diretamente aos consumidores. Não por outra razão foram ambas condenadas também por associação para o tráfico. Não há, assim, qualquer ilegalidade na condenação da paciente por tráfico ilícito de drogas. Ante o exposto, opinamos pelo não conhecimento, mas, se conhecido for, pela denegação(…)”. 5. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a presente ordem de habeas corpus. É o voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812738. Supremo Tribunal Federal HC 113329 / MS a venda de 53 gramas de cocaína cerca de R$ 530,00, Silvana preferiu optar por vender essa mesma quantidade a Geovania por R$ 200,00. São várias, portanto, as provas indicando que a paciente não era mera usuária de drogas: a) a quantidade de entorpecente em seu poder, suficiente para abastecer vários usuários; b) a forma como se apresentava a cocaína, que não estava pronta para consumo, exigindo tratamento posterior para tanto; c) denúncias indicando ser a paciente administradora de ‘boca de fumo’; d) monitoramento policial comprovando o contato constante com a traficante Silvana Amorim; e) o preço pago pela droga, abaixo do de ‘mercado’, o que não se coaduna com a venda feita a usuários, que é a que possibilita o lucro do traficante. Tudo indica, portanto, que a ré Silvana Amorim era a responsável pela venda em atacado da cocaína e a paciente Geovânia efetivava o comércio no varejo: a primeira realizando o tráfico em grandesquantidades, com a droga ainda não preparada para consumo e a preço acessível a traficantes conhecidos, e a segunda preparando a substância para consumo e distribuição na ponta do processo, realizado-a diretamente aos consumidores. Não por outra razão foram ambas condenadas também por associação para o tráfico. Não há, assim, qualquer ilegalidade na condenação da paciente por tráfico ilícito de drogas. Ante o exposto, opinamos pelo não conhecimento, mas, se conhecido for, pela denegação(…)”. 5. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a presente ordem de habeas corpus. É o voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812738. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 14/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 113.329 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : GEOVANIA DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849777 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 113.329 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : GEOVANIA DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849777 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3859306
2013-05-14T00:00:00
2013-05-28T00:00:00
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.05.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME PARA USO DE ENTORPECENTES: NECESSIDADE REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS, AO QUE NÃO SE PRESTA O HABEAS CORPUS. ORDEM DENEGADA. 1. O exame do pedido de desclassificação do delito de tráfico ilícito de entorpecentes para o de uso de entorpecentes demanda o revolvimento de fatos e provas, ao que não se presta o procedimento sumário e documental do habeas corpus. Precedentes. 2. Ordem denegada.
sjur231541
- Acórdão (s) citado (s): (DESCABIMENTO, HC, REEXAME, TRÁFICO, DESCLASSIFICAÇÃO, USO) RHC 109071 (2ªT), HC 105343 (1ªT), HC 98816 (1ªT), HC 83426 (2ªT). Número de páginas: 11. Análise: 13/06/2013, BMB.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
113329
[ "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\r\n ART-00033 \"CAPUT\" ART-00035 \r\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS" ]
HC
acordaos
HC 113329
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PACTE.(S) : GEOVANIA DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.329 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :GEOVANIA DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME PARA USO DE ENTORPECENTES: NECESSIDADE REVOLVIMENTO DE FATOS E PROVAS, AO QUE NÃO SE PRESTA O HABEAS CORPUS. ORDEM DENEGADA. 1. O exame do pedido de desclassificação do delito de tráfico ilícito de entorpecentes para o de uso de entorpecentes demanda o revolvimento de fatos e provas, ao que não se presta o procedimento sumário e documental do habeas corpus. Precedentes. 2. Ordem denegada. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 14 de maio de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812736. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Relatório 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.329 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :GEOVANIA DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO em favor de GEOVANIA DA SILVA, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 28.2.2012, denegou a ordem no Habeas Corpus n. 218.050. 2. Tem-se, nos autos, que a Paciente foi “foi condenada à pena de 06 anos, 02 meses e 20 dias de reclusão no regime inicial fechado, e ao pagamento de 933 dias multa pela prática do crime de tráfico de drogas em associação, previsto no art. 33 caput e art. 35, ambos da Lei 11.343/06”. 3. Em 25.3.2011, a defesa interpôs apelação (Proc. n. 2011.15541-9) no Tribunal de Justiça de Mato Grosso e, em 8.10.2011, a Primeira Turma desse Tribunal negou provimento ao recurso: “APELAÇÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. RECURSO VISANDO A DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME DE TRÁFICO PARA O DE USO DE DROGAS. INOCORRÊNCIA. QUANTIDADE DE DROGA, AINDA NÃO PREPARADA PARA CONSUMO QUE COMPROVA A TRAFICÂNCIA. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO DO PEDIDO DE ASSOCIAÇÃO, APLICAÇÃO DA BENESSE DO § 4... DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS, FIXAÇÃO DE REGIME Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812737. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.329 MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :GEOVANIA DA SILVA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, sem requerimento de medida liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO em favor de GEOVANIA DA SILVA, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 28.2.2012, denegou a ordem no Habeas Corpus n. 218.050. 2. Tem-se, nos autos, que a Paciente foi “foi condenada à pena de 06 anos, 02 meses e 20 dias de reclusão no regime inicial fechado, e ao pagamento de 933 dias multa pela prática do crime de tráfico de drogas em associação, previsto no art. 33 caput e art. 35, ambos da Lei 11.343/06”. 3. Em 25.3.2011, a defesa interpôs apelação (Proc. n. 2011.15541-9) no Tribunal de Justiça de Mato Grosso e, em 8.10.2011, a Primeira Turma desse Tribunal negou provimento ao recurso: “APELAÇÃO CRIMINAL. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. RECURSO VISANDO A DESCLASSIFICAÇÃO DO CRIME DE TRÁFICO PARA O DE USO DE DROGAS. INOCORRÊNCIA. QUANTIDADE DE DROGA, AINDA NÃO PREPARADA PARA CONSUMO QUE COMPROVA A TRAFICÂNCIA. PEDIDO DE ABSOLVIÇÃO DO PEDIDO DE ASSOCIAÇÃO, APLICAÇÃO DA BENESSE DO § 4... DO ART. 33 DA LEI DE DROGAS, FIXAÇÃO DE REGIME Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório HC 113329 / MS ABERTO E SUBSTITUIÇÃO DA PENA. IMPOSSIBILIDADE. VÍNCULO ASSOCIATIVO DA RECORRENTE DEMONSTRADO NOS AUTOS. RECURSO IMPROVIDO. A condição de usuária de drogas não afasta a traficância, ainda mais porque foi comprovado nos autos que a apelante é proprietária de uma 'boca de fumo', e os 53 gramas de cocaína (quantidade considerável para esse tipo de droga que é vendida por grama) encontrada em seu poder ainda não estava pronta para consumo, demonstrando que não se tratava de entorpecente destinado ao consumo, mas, à comercialização. Não há falar em absolvição para o crime de associação para o tráfico se foi comprovado nos autos que a apelante era dona de uma 'boca de fumo' e, há muito tempo abastecia sua 'boca' comprando drogas, a título de atacado, de outra 'boca de fumo' que agia como distribuidora de entorpecentes. Não se aplica a redutora do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06, tampouco se fixa regime mais brando ou substituição da pena, se restou demonstrado para o crime de associação para o tráfico que a apelante não possuía emprego e se dedicava à comercialização de drogas”. 4. Contra essa decisão, a defesa impetrou habeas corpus (Proc. n. 218.050) no Superior Tribunal de Justiça e, em 28.2.2012, a Sexta Turma desse Superior Tribunal conheceu parcialmente da ordem e, nesta parte, a denegou, nos termos seguintes: “PENAL. HABEAS CORPUS . TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. ASSOCIAÇÃO. DESCLASSIFICAÇÃO PARA USO DE DROGAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. PENA. REDUÇÃO. CAUSA ESPECIAL PREVISTA NO ART. 46 DA LEI ANTIDROGAS. MATÉRIA NÃO EXAMINADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA E REGIME MAIS BRANDO. IMPOSSIBILIDADE. 1. O pedido de desclassificação das imputações de tráfico ilícito 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812737. Supremo Tribunal Federal HC 113329 / MS ABERTO E SUBSTITUIÇÃO DA PENA. IMPOSSIBILIDADE. VÍNCULO ASSOCIATIVO DA RECORRENTE DEMONSTRADO NOS AUTOS. RECURSO IMPROVIDO. A condição de usuária de drogas não afasta a traficância, ainda mais porque foi comprovado nos autos que a apelante é proprietária de uma 'boca de fumo', e os 53 gramas de cocaína (quantidade considerável para esse tipo de droga que é vendida por grama) encontrada em seu poder ainda não estava pronta para consumo, demonstrando que não se tratava de entorpecente destinado ao consumo, mas, à comercialização. Não há falar em absolvição para o crime de associação para o tráfico se foi comprovado nos autos que a apelante era dona de uma 'boca de fumo' e, há muito tempo abastecia sua 'boca' comprando drogas, a título de atacado, de outra 'boca de fumo' que agia como distribuidora de entorpecentes. Não se aplica a redutora do § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06, tampouco se fixa regime mais brando ou substituição da pena, se restou demonstrado para o crime de associação para o tráfico que a apelante não possuía emprego e se dedicava à comercialização de drogas”. 4. Contra essa decisão, a defesa impetrou habeas corpus (Proc. n. 218.050) no Superior Tribunal de Justiça e, em 28.2.2012, a Sexta Turma desse Superior Tribunal conheceu parcialmente da ordem e, nesta parte, a denegou, nos termos seguintes: “PENAL. HABEAS CORPUS . TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. ASSOCIAÇÃO. DESCLASSIFICAÇÃO PARA USO DE DROGAS. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. PENA. REDUÇÃO. CAUSA ESPECIAL PREVISTA NO ART. 46 DA LEI ANTIDROGAS. MATÉRIA NÃO EXAMINADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. SUBSTITUIÇÃO DA PENA E REGIME MAIS BRANDO. IMPOSSIBILIDADE. 1. O pedido de desclassificação das imputações de tráfico ilícito 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório HC 113329 / MS de entorpecentes e de associação para uso de drogas envolve o revolvimento do conjunto fático-probatório, mostrando-se impróprio à via eleita, em razão dos estreitos lindes do habeas corpus. 2. O Superior Tribunal de Justiça não pode analisar matérias que não passaram pelo exame da Corte de origem, sob pena de supressão de instância. 3. Embora a apelação devolva ao Tribunal de origem toda a matéria objeto de controvérsia, a defesa não pode formular habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça arguindo, somente aqui, qualquer tese, sem antes levar o tema a debate das instâncias inferiores. Tal interpretação afronta o princípio do duplo grau de jurisdição. 4. Conquanto esta Corte, seguindo orientação do Supremo Tribunal Federal, entenda possível, em tese, a fixação de regime inicial diferente do fechado e a substituição da privativa de liberdade por restritiva de direitos, no caso concreto, essas benesses não se mostram razoáveis, porque, conforme firmou a instância ordinária, a paciente se dedica ao tráfico de drogas, o que reclama maior intensidade na retribuição penal ao delito cometido. 5. O mesmo raciocínio se aplica à pretendida substituição da privativa de liberdade por restritivas de direitos. 6. Ordem parcialmente conhecida e nesta extensão denegada”. Na presente ação, a Impetrante alega que ”[n]ão obstante existirem provas [frágeis] para condenar a paciente pelo crime de tráfico de drogas, o Tribunal de Justiça do Estado confirmou tal sentença, mesmo sem provas suficientes que demonstrem a tipificação do ilícito descrito no art. 33, caput, da Lei 11.343/06, e o Superior Tribunal de Justiça, ao analisar um pedido de liminar em Habeas Corpus, afirma que não é o HC a via adequada para tal desclassificação” . Afirma que “[c]om a nova Lei anti-drogas, não houve uma descriminalização do uso de entorpecentes, porém, houve a despenalização, aplicando medidas sócio-educativas, enfim, qualquer outro meio de conscientização que não a prisão” (Transcrição conforme o original). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812737. Supremo Tribunal Federal HC 113329 / MS de entorpecentes e de associação para uso de drogas envolve o revolvimento do conjunto fático-probatório, mostrando-se impróprio à via eleita, em razão dos estreitos lindes do habeas corpus. 2. O Superior Tribunal de Justiça não pode analisar matérias que não passaram pelo exame da Corte de origem, sob pena de supressão de instância. 3. Embora a apelação devolva ao Tribunal de origem toda a matéria objeto de controvérsia, a defesa não pode formular habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça arguindo, somente aqui, qualquer tese, sem antes levar o tema a debate das instâncias inferiores. Tal interpretação afronta o princípio do duplo grau de jurisdição. 4. Conquanto esta Corte, seguindo orientação do Supremo Tribunal Federal, entenda possível, em tese, a fixação de regime inicial diferente do fechado e a substituição da privativa de liberdade por restritiva de direitos, no caso concreto, essas benesses não se mostram razoáveis, porque, conforme firmou a instância ordinária, a paciente se dedica ao tráfico de drogas, o que reclama maior intensidade na retribuição penal ao delito cometido. 5. O mesmo raciocínio se aplica à pretendida substituição da privativa de liberdade por restritivas de direitos. 6. Ordem parcialmente conhecida e nesta extensão denegada”. Na presente ação, a Impetrante alega que ”[n]ão obstante existirem provas [frágeis] para condenar a paciente pelo crime de tráfico de drogas, o Tribunal de Justiça do Estado confirmou tal sentença, mesmo sem provas suficientes que demonstrem a tipificação do ilícito descrito no art. 33, caput, da Lei 11.343/06, e o Superior Tribunal de Justiça, ao analisar um pedido de liminar em Habeas Corpus, afirma que não é o HC a via adequada para tal desclassificação” . Afirma que “[c]om a nova Lei anti-drogas, não houve uma descriminalização do uso de entorpecentes, porém, houve a despenalização, aplicando medidas sócio-educativas, enfim, qualquer outro meio de conscientização que não a prisão” (Transcrição conforme o original). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório HC 113329 / MS Sustenta que “a paciente não é reincidente específico, o que da a entender que nunca traficou e que reforça a tese da defesa de que ele é apenas usuária” (Transcrição conforme o original). Este o teor dos pedidos: “Assim, requer se digne o Colendo Supremo Tribunal Federal a conceder a ordem de ‘HABEAS CORPUS’ em favor do paciente Geovania da Silva com a consequente desconstituição da decisão colegiada atacada, a fim de: 1) ser a prestação jurisdicional direta e efetivamente distribuída ao Paciente, tendo em vista já ter sido a matéria versada neste Habeas Corpus devidamente apreciada e esgotada nas instâncias inferiores; 2) Reformar a decisão do juízo monocrático afim de que seja desqualificada a caracterização do crime de tráfico para o uso de entorpecente, por ser essa uma medida de JUSTIÇA” (Transcrição conforme o original). 6. Em 21.5.2012, não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, determinei vista dos autos ao Procurador-Geral da República, que opinou pelo “não conhecimento, mas, se conhecido for, pela denegação”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812737. Supremo Tribunal Federal HC 113329 / MS Sustenta que “a paciente não é reincidente específico, o que da a entender que nunca traficou e que reforça a tese da defesa de que ele é apenas usuária” (Transcrição conforme o original). Este o teor dos pedidos: “Assim, requer se digne o Colendo Supremo Tribunal Federal a conceder a ordem de ‘HABEAS CORPUS’ em favor do paciente Geovania da Silva com a consequente desconstituição da decisão colegiada atacada, a fim de: 1) ser a prestação jurisdicional direta e efetivamente distribuída ao Paciente, tendo em vista já ter sido a matéria versada neste Habeas Corpus devidamente apreciada e esgotada nas instâncias inferiores; 2) Reformar a decisão do juízo monocrático afim de que seja desqualificada a caracterização do crime de tráfico para o uso de entorpecente, por ser essa uma medida de JUSTIÇA” (Transcrição conforme o original). 6. Em 21.5.2012, não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, determinei vista dos autos ao Procurador-Geral da República, que opinou pelo “não conhecimento, mas, se conhecido for, pela denegação”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812737. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.329 MATO GROSSO DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Conforme relatado, a Paciente foi condenada à pena 6 (seis) anos, 2 (dois) meses e 20 (vinte) dias de reclusão pela prática do crime previsto no artigo 33, caput, e 35 da Lei n. 11.343/06 (tráfico de drogas e associação para o tráfico). Busca, agora, a Impetrante a desqualificação do crime de tráfico para o de uso de drogas, objetivo não alcançado na ação impetrada no Superior Tribunal de Justiça. 3. A pretensão postulada na presente impetração demanda o revolvimento do acervo probatório, o que é incompatível com os limites estreitos da ação constitucional do habeas corpus. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que a “desclassificação do crime de tráfico para o uso próprio não pode ser acolhido nesta via, em razão da necessidade de reexame dos fatos e provas da causa, o que não se admite em habeas corpus” (HC 109.071, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ. 13.9.2011). Nessa linha: “EMENTA Habeas corpus. Tráfico de entorpecentes. Pretensão à desclassificação para o crime de uso previsto no art. 28 da Lei de Tóxicos. Alegada inexistência de provas da finalidade mercantil. Inadequação da via do writ. Precedentes. Ordem denegada. 1. Para operar-se a desclassificação pretendida, afastando-se as Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812738. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.329 MATO GROSSO DO SUL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Conforme relatado, a Paciente foi condenada à pena 6 (seis) anos, 2 (dois) meses e 20 (vinte) dias de reclusão pela prática do crime previsto no artigo 33, caput, e 35 da Lei n. 11.343/06 (tráfico de drogas e associação para o tráfico). Busca, agora, a Impetrante a desqualificação do crime de tráfico para o de uso de drogas, objetivo não alcançado na ação impetrada no Superior Tribunal de Justiça. 3. A pretensão postulada na presente impetração demanda o revolvimento do acervo probatório, o que é incompatível com os limites estreitos da ação constitucional do habeas corpus. A jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que a “desclassificação do crime de tráfico para o uso próprio não pode ser acolhido nesta via, em razão da necessidade de reexame dos fatos e provas da causa, o que não se admite em habeas corpus” (HC 109.071, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ. 13.9.2011). Nessa linha: “EMENTA Habeas corpus. Tráfico de entorpecentes. Pretensão à desclassificação para o crime de uso previsto no art. 28 da Lei de Tóxicos. Alegada inexistência de provas da finalidade mercantil. Inadequação da via do writ. Precedentes. Ordem denegada. 1. Para operar-se a desclassificação pretendida, afastando-se as Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812738. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 113329 / MS circunstâncias que levaram a julgadora de primeiro grau a reconhecer o tráfico, faz-se necessário o reexame de fatos e provas, incabível na via estreita do habeas corpus. 2. Ordem denegada” (HC 105343, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJ 10.4.2012, ); “EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. CONDENAÇÃO POR TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. PROVA INEQUÍVOCA DA TRAFICÂNCIA. INEXISTÊNCIA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. DESCABIMENTO. REVALORAÇÃO DE PROVAS. POSSIBILIDADE. ORDEM CONCEDIDA. I - Este Tribunal possui jurisprudência assente no sentido de que o habeas corpus não se presta ao revolvimento do conjunto fático-probatório da causa. II - No caso sob exame, porém, não há falar em revolvimento de provas e, sim, de sua revaloração. III - A Corte estadual reformou a sentença de primeiro grau, que havia concluído pela caracterização da infração de porte de entorpecente para uso próprio, para condenar o paciente pelo crime de tráfico sem a existência de prova inequívoca de que o réu tentara comercializar a droga apreendida. IV - Ordem concedida” (HC 98816, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 29.6.2010, grifos nossos); “EMENTA: Habeas Corpus. 2. Porte ilegal de armas e tráfico de entorpecentes 3. Pequena quantidade de drogas e ausência de finalidade mercantil. 4. Tentativa de desclassificação para uso. Inadequação da via do habeas corpus. Precedentes. 5. Questão do porte de arma não apreciada pelo juízo a quo. Supressão de instância. 6. Ordem indeferida” (HC 83426, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 13.4.2004) 4. Nesse sentido, o parecer do Ministério Público: “(...) O pedido não merece ser conhecido, eis que a desclassificação de um delito para outro exige, claramente, reapreciação fática, o que é vedado na presente via: (…) (HC 105697, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812738. Supremo Tribunal Federal HC 113329 / MS circunstâncias que levaram a julgadora de primeiro grau a reconhecer o tráfico, faz-se necessário o reexame de fatos e provas, incabível na via estreita do habeas corpus. 2. Ordem denegada” (HC 105343, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJ 10.4.2012, ); “EMENTA: PENAL. HABEAS CORPUS. CONDENAÇÃO POR TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. PROVA INEQUÍVOCA DA TRAFICÂNCIA. INEXISTÊNCIA. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. DESCABIMENTO. REVALORAÇÃO DE PROVAS. POSSIBILIDADE. ORDEM CONCEDIDA. I - Este Tribunal possui jurisprudência assente no sentido de que o habeas corpus não se presta ao revolvimento do conjunto fático-probatório da causa. II - No caso sob exame, porém, não há falar em revolvimento de provas e, sim, de sua revaloração. III - A Corte estadual reformou a sentença de primeiro grau, que havia concluído pela caracterização da infração de porte de entorpecente para uso próprio, para condenar o paciente pelo crime de tráfico sem a existência de prova inequívoca de que o réu tentara comercializar a droga apreendida. IV - Ordem concedida” (HC 98816, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 29.6.2010, grifos nossos); “EMENTA: Habeas Corpus. 2. Porte ilegal de armas e tráfico de entorpecentes 3. Pequena quantidade de drogas e ausência de finalidade mercantil. 4. Tentativa de desclassificação para uso. Inadequação da via do habeas corpus. Precedentes. 5. Questão do porte de arma não apreciada pelo juízo a quo. Supressão de instância. 6. Ordem indeferida” (HC 83426, Relator o Ministro Gilmar Mendes, Segunda Turma, DJ 13.4.2004) 4. Nesse sentido, o parecer do Ministério Público: “(...) O pedido não merece ser conhecido, eis que a desclassificação de um delito para outro exige, claramente, reapreciação fática, o que é vedado na presente via: (…) (HC 105697, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812738. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 113329 / MS Primeira Turma, julgado em 10/04/2012, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-091 DIVULG 09-05-2012 PUBLIC 10-05- 2012) (…) (RHC 99388, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 23/11/2010, DJe-055 DIVULG 23-03-2011 PUBLIC 24-03-2011 EMENT VOL- 02488-01 PP-00040 – grifo nosso) (…) (HC 100067, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Primeira Turma, julgado em 02/03/2010, Dje-050 DIVULG 18- 03-2010 PUBLIC 19-03-2010 EMENT VOL-02394-02 PP- 00375 LEXSTF v. 32, n. 376, 2010, p. 375-382 – grifo nosso) Ainda que assim não se entenda, o pedido não merece prosperar, eis que, conforme se lê da sentença condenatória, a conduta da paciente pode ser mesmo subsumida à prevista no art. 33 da Lei n. 11.343/06: […] Sob outro enfoque, em relação à acusada Geovania da Silva, nada obstante esta negue a autoria a ela imputada, afirmando ser apenas usuária, o certo é que também praticou o crime de tráfico de drogas. Uma análise apressada dos autos poderia levar à falsa ideia de que Geovania praticou o crime de posse de droga para consumo pessoal e não o delito de tráfico. Ocorre que os elementos de informação e provas existentes nos autos demonstram o contrário. De plano, impossível não se atentar para a expressa quantidade de droga apreendida com a mencionada ré. Embora, em um primeiro momento, 53 gramas de cocaína possam aparentar não ser uma quantidade grande, principalmente frente aos 6,307 quilos da mesma substância entorpecente apreendida com Silvana Jesus de Amorim, tem-se que tal quantidade de droga pura é sim indicativa de tráfico. De fato, não se coaduna com a quantidade de substância entorpecente normalmente encontrada com usuários. Primeiro, porque estes compram a substância pronta para o consumo, em papelotes. Já a que foi apreendida com a ré 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812738. Supremo Tribunal Federal HC 113329 / MS Primeira Turma, julgado em 10/04/2012, PROCESSO ELETRÔNICO DJe-091 DIVULG 09-05-2012 PUBLIC 10-05- 2012) (…) (RHC 99388, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 23/11/2010, DJe-055 DIVULG 23-03-2011 PUBLIC 24-03-2011 EMENT VOL- 02488-01 PP-00040 – grifo nosso) (…) (HC 100067, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Primeira Turma, julgado em 02/03/2010, Dje-050 DIVULG 18- 03-2010 PUBLIC 19-03-2010 EMENT VOL-02394-02 PP- 00375 LEXSTF v. 32, n. 376, 2010, p. 375-382 – grifo nosso) Ainda que assim não se entenda, o pedido não merece prosperar, eis que, conforme se lê da sentença condenatória, a conduta da paciente pode ser mesmo subsumida à prevista no art. 33 da Lei n. 11.343/06: […] Sob outro enfoque, em relação à acusada Geovania da Silva, nada obstante esta negue a autoria a ela imputada, afirmando ser apenas usuária, o certo é que também praticou o crime de tráfico de drogas. Uma análise apressada dos autos poderia levar à falsa ideia de que Geovania praticou o crime de posse de droga para consumo pessoal e não o delito de tráfico. Ocorre que os elementos de informação e provas existentes nos autos demonstram o contrário. De plano, impossível não se atentar para a expressa quantidade de droga apreendida com a mencionada ré. Embora, em um primeiro momento, 53 gramas de cocaína possam aparentar não ser uma quantidade grande, principalmente frente aos 6,307 quilos da mesma substância entorpecente apreendida com Silvana Jesus de Amorim, tem-se que tal quantidade de droga pura é sim indicativa de tráfico. De fato, não se coaduna com a quantidade de substância entorpecente normalmente encontrada com usuários. Primeiro, porque estes compram a substância pronta para o consumo, em papelotes. Já a que foi apreendida com a ré 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812738. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 113329 / MS Geovania da Silva não se encontrava nessa condição, necessitando ser preparada, o que seria providenciado pela ré para a posterior revenda. A própria corré Silvana Jesus Amorim (fls. 293), corroborando o depoimento de Edelberto Nunes Viana, um dos policiais que participaram da ocorrência em questão (fls. 308), atesta que a substância entorpecente apreendida com Geovania da Silva não estava pronta para o consumo. Aliás, os 53 gramas de cocaína encontrados com a ré Geovania da Silva seriam suficientes para a produção de inúmeras paradinhas, segundo esclarecimento feito em juízo por Célio Rodrigues Monteiro, investigador de polícia que também participou da ocorrência (fls. 311). Ora, logo se nota que a quantidade de droga em questão tem grande potencial lesivo, não se adequando com a quantidade entorpecente geralmente apreendida com usuários, que se limitam a algumas poucas paradinhas. Segundo, porque, diante das inúmeras denúncia das prática de tráfico de drogas ocorridas na região, uma delas inclusive dando conta de que a ré administrava uma ‘boca de fumo’, os policiais já vinham monitorando as movimentações da acusada Geovania da Silva, notando os constantes contatos com Silvana Jesus de Amorim (fls. 307/308 e 310). […] Ora, não é comum a prática de ‘promoções’ quando o assunto é a venda de substância entorpecente. No caso em questão, Silvana Jesus de Amorim afirmou em juízo que vendia 10 gramas de cocaína por R$ 100,00 (fls. 293). Ocorre que, para a ré Geovania da Silva, Silvana vende 53 gramas por R$ 200,00 (fls. 299). Tal fato demonstra que Geovania comprou a droga, dando uma entrada de R$ 200,00, sendo que o restante pagaria com o produto auferido com a prática do crime em questão, o que é muito comum em relação a traficantes que já tem uma relação de confiança entre si. Seria muita ingenuidade acreditar que, podendo obter com 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812738. Supremo Tribunal Federal HC 113329 / MS Geovania da Silva não se encontrava nessa condição, necessitando ser preparada, o que seria providenciado pela ré para a posterior revenda. A própria corré Silvana Jesus Amorim (fls. 293), corroborando o depoimento de Edelberto Nunes Viana, um dos policiais que participaram da ocorrência em questão (fls. 308), atesta que a substância entorpecente apreendida com Geovania da Silva não estava pronta para o consumo. Aliás, os 53 gramas de cocaína encontrados com a ré Geovania da Silva seriam suficientes para a produção de inúmeras paradinhas, segundo esclarecimento feito em juízo por Célio Rodrigues Monteiro, investigador de polícia que também participou da ocorrência (fls. 311). Ora, logo se nota que a quantidade de droga em questão tem grande potencial lesivo, não se adequando com a quantidade entorpecente geralmente apreendida com usuários, que se limitam a algumas poucas paradinhas. Segundo, porque, diante das inúmeras denúncia das prática de tráfico de drogas ocorridas na região, uma delas inclusive dando conta de que a ré administrava uma ‘boca de fumo’, os policiais já vinham monitorando as movimentações da acusada Geovania da Silva, notando os constantes contatos com Silvana Jesus de Amorim (fls. 307/308 e 310). […] Ora, não é comum a prática de ‘promoções’ quando o assunto é a venda de substância entorpecente. No caso em questão, Silvana Jesus de Amorim afirmou em juízo que vendia 10 gramas de cocaína por R$ 100,00 (fls. 293). Ocorre que, para a ré Geovania da Silva, Silvana vende 53 gramas por R$ 200,00 (fls. 299). Tal fato demonstra que Geovania comprou a droga, dando uma entrada de R$ 200,00, sendo que o restante pagaria com o produto auferido com a prática do crime em questão, o que é muito comum em relação a traficantes que já tem uma relação de confiança entre si. Seria muita ingenuidade acreditar que, podendo obter com 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812738. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 113329 / MS a venda de 53 gramas de cocaína cerca de R$ 530,00, Silvana preferiu optar por vender essa mesma quantidade a Geovania por R$ 200,00. São várias, portanto, as provas indicando que a paciente não era mera usuária de drogas: a) a quantidade de entorpecente em seu poder, suficiente para abastecer vários usuários; b) a forma como se apresentava a cocaína, que não estava pronta para consumo, exigindo tratamento posterior para tanto; c) denúncias indicando ser a paciente administradora de ‘boca de fumo’; d) monitoramento policial comprovando o contato constante com a traficante Silvana Amorim; e) o preço pago pela droga, abaixo do de ‘mercado’, o que não se coaduna com a venda feita a usuários, que é a que possibilita o lucro do traficante. Tudo indica, portanto, que a ré Silvana Amorim era a responsável pela venda em atacado da cocaína e a paciente Geovânia efetivava o comércio no varejo: a primeira realizando o tráfico em grandesquantidades, com a droga ainda não preparada para consumo e a preço acessível a traficantes conhecidos, e a segunda preparando a substância para consumo e distribuição na ponta do processo, realizado-a diretamente aos consumidores. Não por outra razão foram ambas condenadas também por associação para o tráfico. Não há, assim, qualquer ilegalidade na condenação da paciente por tráfico ilícito de drogas. Ante o exposto, opinamos pelo não conhecimento, mas, se conhecido for, pela denegação(…)”. 5. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a presente ordem de habeas corpus. É o voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812738. Supremo Tribunal Federal HC 113329 / MS a venda de 53 gramas de cocaína cerca de R$ 530,00, Silvana preferiu optar por vender essa mesma quantidade a Geovania por R$ 200,00. São várias, portanto, as provas indicando que a paciente não era mera usuária de drogas: a) a quantidade de entorpecente em seu poder, suficiente para abastecer vários usuários; b) a forma como se apresentava a cocaína, que não estava pronta para consumo, exigindo tratamento posterior para tanto; c) denúncias indicando ser a paciente administradora de ‘boca de fumo’; d) monitoramento policial comprovando o contato constante com a traficante Silvana Amorim; e) o preço pago pela droga, abaixo do de ‘mercado’, o que não se coaduna com a venda feita a usuários, que é a que possibilita o lucro do traficante. Tudo indica, portanto, que a ré Silvana Amorim era a responsável pela venda em atacado da cocaína e a paciente Geovânia efetivava o comércio no varejo: a primeira realizando o tráfico em grandesquantidades, com a droga ainda não preparada para consumo e a preço acessível a traficantes conhecidos, e a segunda preparando a substância para consumo e distribuição na ponta do processo, realizado-a diretamente aos consumidores. Não por outra razão foram ambas condenadas também por associação para o tráfico. Não há, assim, qualquer ilegalidade na condenação da paciente por tráfico ilícito de drogas. Ante o exposto, opinamos pelo não conhecimento, mas, se conhecido for, pela denegação(…)”. 5. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a presente ordem de habeas corpus. É o voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3812738. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Extrato de Ata - 14/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 113.329 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : GEOVANIA DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849777 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 113.329 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : GEOVANIA DA SILVA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849777 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 113 . 329", "HABEAS CORPUS 113 . 329", "Habeas Corpus n . 218 . 050 .", "HABEAS CORPUS 113 . 329", "Habeas Corpus n . 218 . 050 .", "Proc", "HC 113329 / MS", "HC 113329 / MS", "HC 113329 / MS", "HC 113329 / MS", "HC 113329 / MS", "HC 113329 / MS", "HABEAS CORPUS 113 . 329", "HC 109 . 071", "HABEAS CORPUS 113 . 329", "HC 109 . 071", "HC 113329 / MS", "HC 105343", "HC 98816", "HC 83426", "HC 105697", "HC 113329 / MS", "HC 105343", "HC 98816", "HC 83426", "HC 105697", "HC 113329 / MS", "RHC 99388", "HC 100067", "HC 113329 / MS", "RHC 99388", "HC 100067", "HC 113329 / MS", "HC 113329 / MS", "HC 113329 / MS", "HC 113329 / MS", "HABEAS CORPUS 113 . 329", "HABEAS CORPUS 113 . 329" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 caput e art . 35 , ambos da Lei 11 . 343 / 06", "§ 4 . . . 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Ementa e Acórdão 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.493 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) :THEOBALDO ALVES DOS SANTOS ADV.(A/S) :ALEXANDRE MARÇAL PEREIRA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Policial militar inativo. Auxílio-moradia. Legislação local. Reexame de fatos e provas. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274275. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.493 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) :THEOBALDO ALVES DOS SANTOS ADV.(A/S) :ALEXANDRE MARÇAL PEREIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Espírito Santo interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se negou seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo Estado do Espírito Santo, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça daquele Estado, assim ementado: ‘APELAÇÃO CÍVEL. 1) EXAME DAS CONDIÇÕES DA AÇÃO. TEORIA DA ASSERÇÃO. 2) ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. MILITAR DA RESERVA. AUXÍLIO-MORADIA INJUSTIFICADAMENTE RECUSADO. ENTE PÚBLICO. RESPONSABILIDADE PELO CUSTEIO. PERTINÊNCIA SUBJETIVA. 3) PARCELAS VINCENDAS. FALTA DE PEDIDO EXPRESSO. LÓGICA DO RAZOÁVEL. DESNECESSIDADE. PRESTAÇÕES PERIÓDICAS. INTELIGÊNCIA DO ART. 290, DO CPC. 4) POLICIAL MILITAR INATIVO. DECLARAÇÃO FORMAL DE CONDIÇÃO DE CASADO. AUXÍLIO-MORADIA DEVIDO. PREVISÃO LEGAL EXPRESSA. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.493 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) :THEOBALDO ALVES DOS SANTOS ADV.(A/S) :ALEXANDRE MARÇAL PEREIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Espírito Santo interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se negou seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo Estado do Espírito Santo, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça daquele Estado, assim ementado: ‘APELAÇÃO CÍVEL. 1) EXAME DAS CONDIÇÕES DA AÇÃO. TEORIA DA ASSERÇÃO. 2) ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. MILITAR DA RESERVA. AUXÍLIO-MORADIA INJUSTIFICADAMENTE RECUSADO. ENTE PÚBLICO. RESPONSABILIDADE PELO CUSTEIO. PERTINÊNCIA SUBJETIVA. 3) PARCELAS VINCENDAS. FALTA DE PEDIDO EXPRESSO. LÓGICA DO RAZOÁVEL. DESNECESSIDADE. PRESTAÇÕES PERIÓDICAS. INTELIGÊNCIA DO ART. 290, DO CPC. 4) POLICIAL MILITAR INATIVO. DECLARAÇÃO FORMAL DE CONDIÇÃO DE CASADO. AUXÍLIO-MORADIA DEVIDO. PREVISÃO LEGAL EXPRESSA. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório RE 582493 AGR / ES PRECEDENTES, À SACIEDADE, DO E. TRIBUNAL PLENO. RECURSO IMPROVIDO. 1) O exame das condições da ação deve ser feito in status assertionis; isto é, segundo a afirmativa feita pelo autor na petição inicial. 2) O fato de o autor ser militar da reserva não tem o condão de ensejar a ilegitimidade do Estado do Espírito Santo para figurar no pólo passivo da ação que pretende concessão do auxílio moradia injustificadamente recusado. Ora, por ilação lógica, se o ente público em tela é a entidade responsável pelo custeio das aposentadorias e faz o repasse das verbas ao competente instituto de previdência (IPAJM), atraída está a pertinência subjetiva daquele para responder o feito. 3) Alegar ausência de pedido expresso para que dos vencimentos vindouros conste o aludido auxílio moradia no percentual de vinte por cento, data venia, fere a lógica do razoável, já que despiciendo é o pedido expresso de que sejam incluídas as parcelas vincendas se a obrigação consiste em prestações periódicas, tal qual se conclui da inteligência do art. 290, do CPC. 4) É sedimentado perante o E. Tribunal Pleno que o policial militar inativo - que haja declarado formalmente perante a organização policial militar sua condição de casado - faz jus à percepção de auxílio-moradia no percentual de 20% (vinte por cento), na forma do art. 48, II, da Lei 2.701/72, já que resta configurado o encargo de família (arts. 49 e 111, da Lei 2.701/72). Recurso improvido’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Alega o recorrente contrariedade aos artigos 37, caput, e 40, § 4º, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Supremo Tribunal Federal RE 582493 AGR / ES PRECEDENTES, À SACIEDADE, DO E. TRIBUNAL PLENO. RECURSO IMPROVIDO. 1) O exame das condições da ação deve ser feito in status assertionis; isto é, segundo a afirmativa feita pelo autor na petição inicial. 2) O fato de o autor ser militar da reserva não tem o condão de ensejar a ilegitimidade do Estado do Espírito Santo para figurar no pólo passivo da ação que pretende concessão do auxílio moradia injustificadamente recusado. Ora, por ilação lógica, se o ente público em tela é a entidade responsável pelo custeio das aposentadorias e faz o repasse das verbas ao competente instituto de previdência (IPAJM), atraída está a pertinência subjetiva daquele para responder o feito. 3) Alegar ausência de pedido expresso para que dos vencimentos vindouros conste o aludido auxílio moradia no percentual de vinte por cento, data venia, fere a lógica do razoável, já que despiciendo é o pedido expresso de que sejam incluídas as parcelas vincendas se a obrigação consiste em prestações periódicas, tal qual se conclui da inteligência do art. 290, do CPC. 4) É sedimentado perante o E. Tribunal Pleno que o policial militar inativo - que haja declarado formalmente perante a organização policial militar sua condição de casado - faz jus à percepção de auxílio-moradia no percentual de 20% (vinte por cento), na forma do art. 48, II, da Lei 2.701/72, já que resta configurado o encargo de família (arts. 49 e 111, da Lei 2.701/72). Recurso improvido’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Alega o recorrente contrariedade aos artigos 37, caput, e 40, § 4º, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RE 582493 AGR / ES declaração foi publicado em 22/2/07, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a discussão acerca da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas do benefício do auxílio-moradia, bem como sobre a natureza jurídica da referida vantagem, está restrita à interpretação da legislação local e ao reexame dos fatos e provas que compõem a lide, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema, destaca-se o seguinte julgado, da relatoria do Ministro Cezar Peluso: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor público. Vencimentos. Proventos. Vantagem pecuniária. Gratificação devida aos funcionários em atividade. Extensão aos aposentados. Rediscussão do caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8º, da CF. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso não conhecido. Aplicação das súmulas 279, 280 e 636. Reconhecido ou negado pelo tribunal a quo o caráter geral de gratificação funcional ou de outra vantagem pecuniária, perante os termos da legislação local que a disciplina, não pode o Supremo, em recurso extraordinário, rever tal premissa para estender ou negar aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8º, da Constituição da República’ (RE nº 586.949/MG, Segunda Turma, DJ de 13/3/09). Ainda, em casos idênticos ao dos presentes autos, anote- se: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Supremo Tribunal Federal RE 582493 AGR / ES declaração foi publicado em 22/2/07, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a discussão acerca da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas do benefício do auxílio-moradia, bem como sobre a natureza jurídica da referida vantagem, está restrita à interpretação da legislação local e ao reexame dos fatos e provas que compõem a lide, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema, destaca-se o seguinte julgado, da relatoria do Ministro Cezar Peluso: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor público. Vencimentos. Proventos. Vantagem pecuniária. Gratificação devida aos funcionários em atividade. Extensão aos aposentados. Rediscussão do caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8º, da CF. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso não conhecido. Aplicação das súmulas 279, 280 e 636. Reconhecido ou negado pelo tribunal a quo o caráter geral de gratificação funcional ou de outra vantagem pecuniária, perante os termos da legislação local que a disciplina, não pode o Supremo, em recurso extraordinário, rever tal premissa para estender ou negar aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8º, da Constituição da República’ (RE nº 586.949/MG, Segunda Turma, DJ de 13/3/09). Ainda, em casos idênticos ao dos presentes autos, anote- se: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RE 582493 AGR / ES ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL MILITAR. AUXÍLIO MORADIA. EXTENSÃO. CRITÉRIOS. LEIS NS. 2.701/72 E 3.211/78. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. 1. Questão decidida à luz de legislação infraconstitucional. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do STF. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 526.916/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 7/12/07). ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. AUXÍLIO-MORADIA. EXTENSÃO A INVATIVO. LEGISLAÇÃO LOCAL. 1. Para estender ao agravado, policial militar inativo, o pagamento do auxílio- moradia, o Tribunal a quo não se baseou na norma do art. 40, § 4º, da Constituição Federal, mas em expressa determinação da Lei 3.211/78, do Estado do Espírito Santo. 2. O deslinde da questão posta nos autos, portanto, depende do exame da legislação local, o que é inviável em sede extraordinária, nos termos da Súmula STF nº 280. Precedentes: RE 113.622 e RE 232.027. 3. Agravo regimental improvido’ (RE nº 422.489/ES-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 18/11/05) . ‘Inativos da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo: auxílio moradia: controvérsia decidida com base em legislação estadual (Leis 2.701/72 e 3.211/78) e em prova documental, insuscetíveis de reexame na via extraordinária (Súmulas 280 e 279)’ (RE nº 113.622/ES, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 7/5/04). No mesmo sentido, ainda, as seguintes decisões 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Supremo Tribunal Federal RE 582493 AGR / ES ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL MILITAR. AUXÍLIO MORADIA. EXTENSÃO. CRITÉRIOS. LEIS NS. 2.701/72 E 3.211/78. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. 1. Questão decidida à luz de legislação infraconstitucional. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do STF. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 526.916/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 7/12/07). ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. AUXÍLIO-MORADIA. EXTENSÃO A INVATIVO. LEGISLAÇÃO LOCAL. 1. Para estender ao agravado, policial militar inativo, o pagamento do auxílio- moradia, o Tribunal a quo não se baseou na norma do art. 40, § 4º, da Constituição Federal, mas em expressa determinação da Lei 3.211/78, do Estado do Espírito Santo. 2. O deslinde da questão posta nos autos, portanto, depende do exame da legislação local, o que é inviável em sede extraordinária, nos termos da Súmula STF nº 280. Precedentes: RE 113.622 e RE 232.027. 3. Agravo regimental improvido’ (RE nº 422.489/ES-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 18/11/05) . ‘Inativos da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo: auxílio moradia: controvérsia decidida com base em legislação estadual (Leis 2.701/72 e 3.211/78) e em prova documental, insuscetíveis de reexame na via extraordinária (Súmulas 280 e 279)’ (RE nº 113.622/ES, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 7/5/04). No mesmo sentido, ainda, as seguintes decisões 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RE 582493 AGR / ES monocráticas: RE nº 628.924/ES, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 22/9/10, RE nº 523.755/ES, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 18/2/10, e RE nº 574.326/ES, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 20/4/09. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.” Aduz o agravante, in verbis, que “(...) [a] controvérsia discutida nestes autos diz respeito à possibilidade de se incorporar, aos vencimentos dos servidores militares inativos do Estado do Espírito Santo, a parcela relativa ao chamado AUXÍLIO MORADIA inerente ao exercício do cargo de Policial Militar do Estado do Espírito Santo (...) (…) o AUXÍLIO MORADIA em questão só deve ser percebido enquanto o servidor está prestando o serviço que a enseja em razão de um serviço comum (propter laborem), ou em face de situações individuais do servidor (propter personam). Daí porque não se incorporam automaticamente ao vencimento, nem são auferidas na disponibilidade e na aposentadoria, salvo quando a lei expressamente o determinar por liberalidade do legislador, o que NÃO OCORRE no presente mandamus, porquanto, consoante restou demonstrado, a diretriz constitucional acerca do tema, ditada pela Emenda Constitucional n.º 19, não mais admite a incorporação aos vencimentos de ditas gratificações. (...) acolher a pretensão da parte autora significaria deixar de observar os princípios constitucionais da Legalidade e da Isonomia, estatuídos no art. 37 e 5º, respectivamente, da Lei Maior, porquanto negar-se-ia vigência à letra expressa da lei, deferindo aos Impetrantes status extraordinário, em detrimento de todos os outros servidores públicos, em total desprezo ao princípio da igualdade. (…) 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Supremo Tribunal Federal RE 582493 AGR / ES monocráticas: RE nº 628.924/ES, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 22/9/10, RE nº 523.755/ES, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 18/2/10, e RE nº 574.326/ES, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 20/4/09. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.” Aduz o agravante, in verbis, que “(...) [a] controvérsia discutida nestes autos diz respeito à possibilidade de se incorporar, aos vencimentos dos servidores militares inativos do Estado do Espírito Santo, a parcela relativa ao chamado AUXÍLIO MORADIA inerente ao exercício do cargo de Policial Militar do Estado do Espírito Santo (...) (…) o AUXÍLIO MORADIA em questão só deve ser percebido enquanto o servidor está prestando o serviço que a enseja em razão de um serviço comum (propter laborem), ou em face de situações individuais do servidor (propter personam). Daí porque não se incorporam automaticamente ao vencimento, nem são auferidas na disponibilidade e na aposentadoria, salvo quando a lei expressamente o determinar por liberalidade do legislador, o que NÃO OCORRE no presente mandamus, porquanto, consoante restou demonstrado, a diretriz constitucional acerca do tema, ditada pela Emenda Constitucional n.º 19, não mais admite a incorporação aos vencimentos de ditas gratificações. (...) acolher a pretensão da parte autora significaria deixar de observar os princípios constitucionais da Legalidade e da Isonomia, estatuídos no art. 37 e 5º, respectivamente, da Lei Maior, porquanto negar-se-ia vigência à letra expressa da lei, deferindo aos Impetrantes status extraordinário, em detrimento de todos os outros servidores públicos, em total desprezo ao princípio da igualdade. (…) 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Relatório RE 582493 AGR / ES É que ofensa aos dispositivos da Carta Política, portanto, foi direta e frontal, e, ainda que assim não fosse, conforme entendimento já assentado por esse Egrégio Supremo Tribunal Federal não há a necessidade de a contrariedade ser direta e frontal (…).” É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Supremo Tribunal Federal RE 582493 AGR / ES É que ofensa aos dispositivos da Carta Política, portanto, foi direta e frontal, e, ainda que assim não fosse, conforme entendimento já assentado por esse Egrégio Supremo Tribunal Federal não há a necessidade de a contrariedade ser direta e frontal (…).” É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.493 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Anote-se que as alegadas afrontas aos arts. 5º, caput e inciso LXIX, da Constituição Federal e 17 do ADCT não foram suscitadas no recurso extraordinário, destarte, constituem inovação recursal manifesta em momento inoportuno. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “(...) [O] policial militar inativo – que haja declarado formalmente perante a organização policial militar sua condição de casado – faz jus à percepção de auxílio-moradia no percentual de 20%, na forma do art. 48, II da Lei nº 2.701/72, já que resta configurado o ‘encargo de família’ (arts. 49 e 111, da Lei nº 2.701/72)”. (...) (...) [E]m reiteradas oportunidades, o Egrégio Tribunal Pleno entendeu ser efetivamente devido o pagamento do ‘auxílio-moradia’ aos policiais da reserva remunerada do Estado do Espírito Santo, por expressa previsão legal (…).” Desse modo, o Tribunal de origem concluiu, com fundamento na legislação infraconstitucional local pertinente e nos fatos e provas da causa, que o ora agravado, servidor militar inativo, faz jus à percepção do auxílio-moradia. Desse modo, para ultrapassar tal entendimento e, ainda, analisar a natureza jurídica da referida parcela, seria necessário interpretar a legislação local pertinente, bem como reexaminar os fatos e as provas da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. Sobre o tema: “AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274273. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.493 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Anote-se que as alegadas afrontas aos arts. 5º, caput e inciso LXIX, da Constituição Federal e 17 do ADCT não foram suscitadas no recurso extraordinário, destarte, constituem inovação recursal manifesta em momento inoportuno. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “(...) [O] policial militar inativo – que haja declarado formalmente perante a organização policial militar sua condição de casado – faz jus à percepção de auxílio-moradia no percentual de 20%, na forma do art. 48, II da Lei nº 2.701/72, já que resta configurado o ‘encargo de família’ (arts. 49 e 111, da Lei nº 2.701/72)”. (...) (...) [E]m reiteradas oportunidades, o Egrégio Tribunal Pleno entendeu ser efetivamente devido o pagamento do ‘auxílio-moradia’ aos policiais da reserva remunerada do Estado do Espírito Santo, por expressa previsão legal (…).” Desse modo, o Tribunal de origem concluiu, com fundamento na legislação infraconstitucional local pertinente e nos fatos e provas da causa, que o ora agravado, servidor militar inativo, faz jus à percepção do auxílio-moradia. Desse modo, para ultrapassar tal entendimento e, ainda, analisar a natureza jurídica da referida parcela, seria necessário interpretar a legislação local pertinente, bem como reexaminar os fatos e as provas da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. Sobre o tema: “AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 582493 AGR / ES ESPÍRITO SANTO. AUXÍLIO-MORADIA. POLICIAL MILITAR INATIVO. LEIS 2.701/72 e 3.211/78. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ENUNCIADO 280 DA SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 527.123/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 12/4/11). “Recurso extraordinário. Auxílio-moradia. - Do exame dos autos, verifica-se que o acórdão recorrido, para decidir como decidiu, não se fundou na extensão prevista no § 4º do artigo 40 da Constituição, mas, sim, em texto expresso da Lei estadual n. 3.211/78 que alterou a Lei estadual anterior n. 2.701/72, estabelecendo, em seu artigo 3º, que ‘as disposições desta Lei se aplicam aos policiais militares na inatividade’. Inexiste, pois, no caso, a alegada má aplicação do referido dispositivo constitucional que, como salientado, não serviu de fundamento para o acórdão recorrido, estribado este exclusivamente em texto legal estadual para cujo exame não é cabível o recurso extraordinário. Recurso extraordinário não conhecido” (RE nº 232.027/ES, Primeira Turma, Relator Ministro Moreira Alves, DJe de 22/6/01). Nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274273. Supremo Tribunal Federal RE 582493 AGR / ES ESPÍRITO SANTO. AUXÍLIO-MORADIA. POLICIAL MILITAR INATIVO. LEIS 2.701/72 e 3.211/78. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ENUNCIADO 280 DA SÚMULA/STF. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 527.123/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 12/4/11). “Recurso extraordinário. Auxílio-moradia. - Do exame dos autos, verifica-se que o acórdão recorrido, para decidir como decidiu, não se fundou na extensão prevista no § 4º do artigo 40 da Constituição, mas, sim, em texto expresso da Lei estadual n. 3.211/78 que alterou a Lei estadual anterior n. 2.701/72, estabelecendo, em seu artigo 3º, que ‘as disposições desta Lei se aplicam aos policiais militares na inatividade’. Inexiste, pois, no caso, a alegada má aplicação do referido dispositivo constitucional que, como salientado, não serviu de fundamento para o acórdão recorrido, estribado este exclusivamente em texto legal estadual para cujo exame não é cabível o recurso extraordinário. Recurso extraordinário não conhecido” (RE nº 232.027/ES, Primeira Turma, Relator Ministro Moreira Alves, DJe de 22/6/01). Nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.493 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) : THEOBALDO ALVES DOS SANTOS ADV.(A/S) : ALEXANDRE MARÇAL PEREIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857598 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.493 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) : THEOBALDO ALVES DOS SANTOS ADV.(A/S) : ALEXANDRE MARÇAL PEREIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857598 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4290616
2013-05-14T00:00:00
2013-08-08T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Policial militar inativo. Auxílio-moradia. Legislação local. Reexame de fatos e provas. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido.
sjur237673
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULAS 280 E 279) RE 527123 AgR (2ªT), RE 232027 (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 20/08/2013, TBC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
582493
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-EST LEI-002701 ANO-1972\r\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 582493 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) : THEOBALDO ALVES DOS SANTOS ADV.(A/S) : ALEXANDRE MARÇAL PEREIRA
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Ementa e Acórdão 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.493 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) :THEOBALDO ALVES DOS SANTOS ADV.(A/S) :ALEXANDRE MARÇAL PEREIRA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Policial militar inativo. Auxílio-moradia. Legislação local. Reexame de fatos e provas. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame dos fatos e das provas da causa. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274275. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Relatório 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.493 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) :THEOBALDO ALVES DOS SANTOS ADV.(A/S) :ALEXANDRE MARÇAL PEREIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Espírito Santo interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se negou seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo Estado do Espírito Santo, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça daquele Estado, assim ementado: ‘APELAÇÃO CÍVEL. 1) EXAME DAS CONDIÇÕES DA AÇÃO. TEORIA DA ASSERÇÃO. 2) ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. MILITAR DA RESERVA. AUXÍLIO-MORADIA INJUSTIFICADAMENTE RECUSADO. ENTE PÚBLICO. RESPONSABILIDADE PELO CUSTEIO. PERTINÊNCIA SUBJETIVA. 3) PARCELAS VINCENDAS. FALTA DE PEDIDO EXPRESSO. LÓGICA DO RAZOÁVEL. DESNECESSIDADE. PRESTAÇÕES PERIÓDICAS. INTELIGÊNCIA DO ART. 290, DO Código de Processo Civil. 4) POLICIAL MILITAR INATIVO. DECLARAÇÃO FORMAL DE CONDIÇÃO DE CASADO. AUXÍLIO-MORADIA DEVIDO. PREVISÃO LEGAL EXPRESSA. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.493 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) :THEOBALDO ALVES DOS SANTOS ADV.(A/S) :ALEXANDRE MARÇAL PEREIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Espírito Santo interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que se negou seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo Estado do Espírito Santo, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça daquele Estado, assim ementado: ‘APELAÇÃO CÍVEL. 1) EXAME DAS CONDIÇÕES DA AÇÃO. TEORIA DA ASSERÇÃO. 2) ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM. MILITAR DA RESERVA. AUXÍLIO-MORADIA INJUSTIFICADAMENTE RECUSADO. ENTE PÚBLICO. RESPONSABILIDADE PELO CUSTEIO. PERTINÊNCIA SUBJETIVA. 3) PARCELAS VINCENDAS. FALTA DE PEDIDO EXPRESSO. LÓGICA DO RAZOÁVEL. DESNECESSIDADE. PRESTAÇÕES PERIÓDICAS. INTELIGÊNCIA DO ART. 290, DO Código de Processo Civil. 4) POLICIAL MILITAR INATIVO. DECLARAÇÃO FORMAL DE CONDIÇÃO DE CASADO. AUXÍLIO-MORADIA DEVIDO. PREVISÃO LEGAL EXPRESSA. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 582493 AGR / ES PRECEDENTES, À SACIEDADE, DO E. TRIBUNAL PLENO. RECURSO IMPROVIDO. 1) O exame das condições da ação deve ser feito in status assertionis; isto é, segundo a afirmativa feita pelo autor na petição inicial. 2) O fato de o autor ser militar da reserva não tem o condão de ensejar a ilegitimidade do Estado do Espírito Santo para figurar no pólo passivo da ação que pretende concessão do auxílio moradia injustificadamente recusado. Ora, por ilação lógica, se o ente público em tela é a entidade responsável pelo custeio das aposentadorias e faz o repasse das verbas ao competente instituto de previdência (IPAJM), atraída está a pertinência subjetiva daquele para responder o feito. 3) Alegar ausência de pedido expresso para que dos vencimentos vindouros conste o aludido auxílio moradia no percentual de vinte por cento, data venia, fere a lógica do razoável, já que despiciendo é o pedido expresso de que sejam incluídas as parcelas vincendas se a obrigação consiste em prestações periódicas, tal qual se conclui da inteligência do art. 290, do Código de Processo Civil. 4) É sedimentado perante o E. Tribunal Pleno que o policial militar inativo - que haja declarado formalmente perante a organização policial militar sua condição de casado - faz jus à percepção de auxílio-moradia no percentual de 20% (vinte por cento), na forma do art. 48, II, da Lei 2.701/72, já que resta configurado o encargo de família (arts. 49 e 111, da Lei 2.701/72). Recurso improvido’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Alega o recorrente contrariedade aos artigos 37, caput, e 40, § 4..., da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 582493 AGR / ES PRECEDENTES, À SACIEDADE, DO E. TRIBUNAL PLENO. RECURSO IMPROVIDO. 1) O exame das condições da ação deve ser feito in status assertionis; isto é, segundo a afirmativa feita pelo autor na petição inicial. 2) O fato de o autor ser militar da reserva não tem o condão de ensejar a ilegitimidade do Estado do Espírito Santo para figurar no pólo passivo da ação que pretende concessão do auxílio moradia injustificadamente recusado. Ora, por ilação lógica, se o ente público em tela é a entidade responsável pelo custeio das aposentadorias e faz o repasse das verbas ao competente instituto de previdência (IPAJM), atraída está a pertinência subjetiva daquele para responder o feito. 3) Alegar ausência de pedido expresso para que dos vencimentos vindouros conste o aludido auxílio moradia no percentual de vinte por cento, data venia, fere a lógica do razoável, já que despiciendo é o pedido expresso de que sejam incluídas as parcelas vincendas se a obrigação consiste em prestações periódicas, tal qual se conclui da inteligência do art. 290, do Código de Processo Civil. 4) É sedimentado perante o E. Tribunal Pleno que o policial militar inativo - que haja declarado formalmente perante a organização policial militar sua condição de casado - faz jus à percepção de auxílio-moradia no percentual de 20% (vinte por cento), na forma do art. 48, II, da Lei 2.701/72, já que resta configurado o encargo de família (arts. 49 e 111, da Lei 2.701/72). Recurso improvido’. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Alega o recorrente contrariedade aos artigos 37, caput, e 40, § 4..., da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 582493 AGR / ES declaração foi publicado em 22/2/07, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a discussão acerca da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas do benefício do auxílio-moradia, bem como sobre a natureza jurídica da referida vantagem, está restrita à interpretação da legislação local e ao reexame dos fatos e provas que compõem a lide, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema, destaca-se o seguinte julgado, da relatoria do Ministro Cezar Peluso: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor público. Vencimentos. Proventos. Vantagem pecuniária. Gratificação devida aos funcionários em atividade. Extensão aos aposentados. Rediscussão do caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso não conhecido. Aplicação das súmulas 279, 280 e 636. Reconhecido ou negado pelo tribunal a quo o caráter geral de gratificação funcional ou de outra vantagem pecuniária, perante os termos da legislação local que a disciplina, não pode o Supremo, em recurso extraordinário, rever tal premissa para estender ou negar aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8..., da Constituição da República’ (Recurso Extraordinário n 586.949/MG, Segunda Turma, DJ de 13/3/09). Ainda, em casos idênticos ao dos presentes autos, anote- se: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 582493 AGR / ES declaração foi publicado em 22/2/07, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. A irresignação não merece prosperar. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a discussão acerca da possibilidade de extensão aos inativos e pensionistas do benefício do auxílio-moradia, bem como sobre a natureza jurídica da referida vantagem, está restrita à interpretação da legislação local e ao reexame dos fatos e provas que compõem a lide, operações vedadas em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema, destaca-se o seguinte julgado, da relatoria do Ministro Cezar Peluso: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Servidor público. Vencimentos. Proventos. Vantagem pecuniária. Gratificação devida aos funcionários em atividade. Extensão aos aposentados. Rediscussão do caráter geral sob fundamento de ofensa ao art. 40, § 8..., da Constituição Federal de 1988. Impossibilidade. Questão infraconstitucional. Recurso não conhecido. Aplicação das súmulas 279, 280 e 636. Reconhecido ou negado pelo tribunal a quo o caráter geral de gratificação funcional ou de outra vantagem pecuniária, perante os termos da legislação local que a disciplina, não pode o Supremo, em recurso extraordinário, rever tal premissa para estender ou negar aquela aos servidores inativos com base no art. 40, § 8..., da Constituição da República’ (Recurso Extraordinário n 586.949/MG, Segunda Turma, DJ de 13/3/09). Ainda, em casos idênticos ao dos presentes autos, anote- se: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 582493 AGR / ES ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL MILITAR. AUXÍLIO MORADIA. EXTENSÃO. CRITÉRIOS. LEIS NS. 2.701/72 E 3.211/78. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. 1. Questão decidida à luz de legislação infraconstitucional. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 526.916/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 7/12/07). ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. AUXÍLIO-MORADIA. EXTENSÃO A INVATIVO. LEGISLAÇÃO LOCAL. 1. Para estender ao agravado, policial militar inativo, o pagamento do auxílio- moradia, o Tribunal a quo não se baseou na norma do art. 40, § 4..., da Constituição Federal, mas em expressa determinação da Lei 3.211/78, do Estado do Espírito Santo. 2. O deslinde da questão posta nos autos, portanto, depende do exame da legislação local, o que é inviável em sede extraordinária, nos termos da Súmula Supremo Tribunal Federal n 280. Precedentes: Recurso Extraordinário 113.622 e Recurso Extraordinário 232.027. 3. Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 422.489/ES-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 18/11/05) . ‘Inativos da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo: auxílio moradia: controvérsia decidida com base em legislação estadual (Leis 2.701/72 e 3.211/78) e em prova documental, insuscetíveis de reexame na via extraordinária (Súmulas 280 e 279)’ (Recurso Extraordinário n 113.622/ES, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 7/5/04). No mesmo sentido, ainda, as seguintes decisões 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 582493 AGR / ES ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL MILITAR. AUXÍLIO MORADIA. EXTENSÃO. CRITÉRIOS. LEIS NS. 2.701/72 E 3.211/78. LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. 1. Questão decidida à luz de legislação infraconstitucional. Ofensa indireta à Constituição do Brasil. 2. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 526.916/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 7/12/07). ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. AUXÍLIO-MORADIA. EXTENSÃO A INVATIVO. LEGISLAÇÃO LOCAL. 1. Para estender ao agravado, policial militar inativo, o pagamento do auxílio- moradia, o Tribunal a quo não se baseou na norma do art. 40, § 4..., da Constituição Federal, mas em expressa determinação da Lei 3.211/78, do Estado do Espírito Santo. 2. O deslinde da questão posta nos autos, portanto, depende do exame da legislação local, o que é inviável em sede extraordinária, nos termos da Súmula Supremo Tribunal Federal n 280. Precedentes: Recurso Extraordinário 113.622 e Recurso Extraordinário 232.027. 3. Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 422.489/ES-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 18/11/05) . ‘Inativos da Polícia Militar do Estado do Espírito Santo: auxílio moradia: controvérsia decidida com base em legislação estadual (Leis 2.701/72 e 3.211/78) e em prova documental, insuscetíveis de reexame na via extraordinária (Súmulas 280 e 279)’ (Recurso Extraordinário n 113.622/ES, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 7/5/04). No mesmo sentido, ainda, as seguintes decisões 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 582493 AGR / ES monocráticas: Recurso Extraordinário n 628.924/ES, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 22/9/10, Recurso Extraordinário n 523.755/ES, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 18/2/10, e Recurso Extraordinário n 574.326/ES, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 20/4/09. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.” Aduz o agravante, in verbis, que “(...) [a] controvérsia discutida nestes autos diz respeito à possibilidade de se incorporar, aos vencimentos dos servidores militares inativos do Estado do Espírito Santo, a parcela relativa ao chamado AUXÍLIO MORADIA inerente ao exercício do cargo de Policial Militar do Estado do Espírito Santo (...) (…) o AUXÍLIO MORADIA em questão só deve ser percebido enquanto o servidor está prestando o serviço que a enseja em razão de um serviço comum (propter laborem), ou em face de situações individuais do servidor (propter personam). Daí porque não se incorporam automaticamente ao vencimento, nem são auferidas na disponibilidade e na aposentadoria, salvo quando a lei expressamente o determinar por liberalidade do legislador, o que NÃO OCORRE no presente mandamus, porquanto, consoante restou demonstrado, a diretriz constitucional acerca do tema, ditada pela Emenda Constitucional n. 19, não mais admite a incorporação aos vencimentos de ditas gratificações. (...) acolher a pretensão da parte autora significaria deixar de observar os princípios constitucionais da Legalidade e da Isonomia, estatuídos no art. 37 e 5..., respectivamente, da Lei Maior, porquanto negar-se-ia vigência à letra expressa da lei, deferindo aos Impetrantes status extraordinário, em detrimento de todos os outros servidores públicos, em total desprezo ao princípio da igualdade. (…) 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 582493 AGR / ES monocráticas: Recurso Extraordinário n 628.924/ES, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 22/9/10, Recurso Extraordinário n 523.755/ES, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 18/2/10, e Recurso Extraordinário n 574.326/ES, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 20/4/09. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.” Aduz o agravante, in verbis, que “(...) [a] controvérsia discutida nestes autos diz respeito à possibilidade de se incorporar, aos vencimentos dos servidores militares inativos do Estado do Espírito Santo, a parcela relativa ao chamado AUXÍLIO MORADIA inerente ao exercício do cargo de Policial Militar do Estado do Espírito Santo (...) (…) o AUXÍLIO MORADIA em questão só deve ser percebido enquanto o servidor está prestando o serviço que a enseja em razão de um serviço comum (propter laborem), ou em face de situações individuais do servidor (propter personam). Daí porque não se incorporam automaticamente ao vencimento, nem são auferidas na disponibilidade e na aposentadoria, salvo quando a lei expressamente o determinar por liberalidade do legislador, o que NÃO OCORRE no presente mandamus, porquanto, consoante restou demonstrado, a diretriz constitucional acerca do tema, ditada pela Emenda Constitucional n. 19, não mais admite a incorporação aos vencimentos de ditas gratificações. (...) acolher a pretensão da parte autora significaria deixar de observar os princípios constitucionais da Legalidade e da Isonomia, estatuídos no art. 37 e 5..., respectivamente, da Lei Maior, porquanto negar-se-ia vigência à letra expressa da lei, deferindo aos Impetrantes status extraordinário, em detrimento de todos os outros servidores públicos, em total desprezo ao princípio da igualdade. (…) 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 582493 AGR / ES É que ofensa aos dispositivos da Carta Política, portanto, foi direta e frontal, e, ainda que assim não fosse, conforme entendimento já assentado por esse Egrégio Supremo Tribunal Federal não há a necessidade de a contrariedade ser direta e frontal (…).” É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 582493 AGR / ES É que ofensa aos dispositivos da Carta Política, portanto, foi direta e frontal, e, ainda que assim não fosse, conforme entendimento já assentado por esse Egrégio Supremo Tribunal Federal não há a necessidade de a contrariedade ser direta e frontal (…).” É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274272. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.493 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Anote-se que as alegadas afrontas aos arts. 5..., caput e inciso LXIX, da Constituição Federal e 17 do ADCT não foram suscitadas no recurso extraordinário, destarte, constituem inovação recursal manifesta em momento inoportuno. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “(...) [O] policial militar inativo – que haja declarado formalmente perante a organização policial militar sua condição de casado – faz jus à percepção de auxílio-moradia no percentual de 20%, na forma do art. 48, II da Lei n 2.701/72, já que resta configurado o ‘encargo de família’ (arts. 49 e 111, da Lei n 2.701/72)”. (...) (...) [E]m reiteradas oportunidades, o Egrégio Tribunal Pleno entendeu ser efetivamente devido o pagamento do ‘auxílio-moradia’ aos policiais da reserva remunerada do Estado do Espírito Santo, por expressa previsão legal (…).” Desse modo, o Tribunal de origem concluiu, com fundamento na legislação infraconstitucional local pertinente e nos fatos e provas da causa, que o ora agravado, servidor militar inativo, faz jus à percepção do auxílio-moradia. Desse modo, para ultrapassar tal entendimento e, ainda, analisar a natureza jurídica da referida parcela, seria necessário interpretar a legislação local pertinente, bem como reexaminar os fatos e as provas da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema: “AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274273. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.493 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Anote-se que as alegadas afrontas aos arts. 5..., caput e inciso LXIX, da Constituição Federal e 17 do ADCT não foram suscitadas no recurso extraordinário, destarte, constituem inovação recursal manifesta em momento inoportuno. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “(...) [O] policial militar inativo – que haja declarado formalmente perante a organização policial militar sua condição de casado – faz jus à percepção de auxílio-moradia no percentual de 20%, na forma do art. 48, II da Lei n 2.701/72, já que resta configurado o ‘encargo de família’ (arts. 49 e 111, da Lei n 2.701/72)”. (...) (...) [E]m reiteradas oportunidades, o Egrégio Tribunal Pleno entendeu ser efetivamente devido o pagamento do ‘auxílio-moradia’ aos policiais da reserva remunerada do Estado do Espírito Santo, por expressa previsão legal (…).” Desse modo, o Tribunal de origem concluiu, com fundamento na legislação infraconstitucional local pertinente e nos fatos e provas da causa, que o ora agravado, servidor militar inativo, faz jus à percepção do auxílio-moradia. Desse modo, para ultrapassar tal entendimento e, ainda, analisar a natureza jurídica da referida parcela, seria necessário interpretar a legislação local pertinente, bem como reexaminar os fatos e as provas da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Sobre o tema: “AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 582493 AGR / ES ESPÍRITO SANTO. AUXÍLIO-MORADIA. POLICIAL MILITAR INATIVO. LEIS 2.701/72 e 3.211/78. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ENUNCIADO 280 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 527.123/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 12/4/11). “Recurso extraordinário. Auxílio-moradia. - Do exame dos autos, verifica-se que o acórdão recorrido, para decidir como decidiu, não se fundou na extensão prevista no § 4... do artigo 40 da Constituição, mas, sim, em texto expresso da Lei estadual n. 3.211/78 que alterou a Lei estadual anterior n. 2.701/72, estabelecendo, em seu artigo 3..., que ‘as disposições desta Lei se aplicam aos policiais militares na inatividade’. Inexiste, pois, no caso, a alegada má aplicação do referido dispositivo constitucional que, como salientado, não serviu de fundamento para o acórdão recorrido, estribado este exclusivamente em texto legal estadual para cujo exame não é cabível o recurso extraordinário. Recurso extraordinário não conhecido” (Recurso Extraordinário n 232.027/ES, Primeira Turma, Relator Ministro Moreira Alves, DJe de 22/6/01). Nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274273. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 582493 AGR / ES ESPÍRITO SANTO. AUXÍLIO-MORADIA. POLICIAL MILITAR INATIVO. LEIS 2.701/72 e 3.211/78. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ENUNCIADO 280 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 527.123/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 12/4/11). “Recurso extraordinário. Auxílio-moradia. - Do exame dos autos, verifica-se que o acórdão recorrido, para decidir como decidiu, não se fundou na extensão prevista no § 4... do artigo 40 da Constituição, mas, sim, em texto expresso da Lei estadual n. 3.211/78 que alterou a Lei estadual anterior n. 2.701/72, estabelecendo, em seu artigo 3..., que ‘as disposições desta Lei se aplicam aos policiais militares na inatividade’. Inexiste, pois, no caso, a alegada má aplicação do referido dispositivo constitucional que, como salientado, não serviu de fundamento para o acórdão recorrido, estribado este exclusivamente em texto legal estadual para cujo exame não é cabível o recurso extraordinário. Recurso extraordinário não conhecido” (Recurso Extraordinário n 232.027/ES, Primeira Turma, Relator Ministro Moreira Alves, DJe de 22/6/01). Nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274273. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.493 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) : THEOBALDO ALVES DOS SANTOS ADV.(A/S) : ALEXANDRE MARÇAL PEREIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857598 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582.493 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) : THEOBALDO ALVES DOS SANTOS ADV.(A/S) : ALEXANDRE MARÇAL PEREIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857598 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582 . 493", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582 . 493", "Recurso Extraordinário 582493 AGR / ES", "Recurso Extraordinário 582493 AGR / ES", "Recurso Extraordinário 582493 AGR / ES", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Recurso Extraordinário n 586 . 949 / MG", "Recurso Extraordinário 582493 AGR / ES", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Recurso Extraordinário n 586 . 949 / MG", "Recurso Extraordinário 582493", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 526 . 916 / ES - AgR", "Súmula Supremo Tribunal Federal n 280", "Recurso Extraordinário 113 . 622", "Recurso Extraordinário 232 . 027 .", "Recurso Extraordinário n 422 . 489 / ES - AgR", "Recurso Extraordinário n 113 . 622 / ES", "Recurso Extraordinário 582493 AGR / ES", "AUXÍLIO", "Súmula", "AI n 526 . 916 / ES - AgR", "Recurso Extraordinário 113 . 622", "Recurso Extraordinário 232 . 027", "Recurso Extraordinário n 422 . 489 / ES - AgR", "Recurso Extraordinário n 113 . 622 / ES", "Recurso Extraordinário 582493 AGR / ES", "Recurso Extraordinário n 628 . 924 / ES", "Recurso Extraordinário n 523 . 755 / ES", "Recurso Extraordinário n 574 . 326 / ES", "Recurso Extraordinário 582493 AGR / ES", "Recurso Extraordinário n 628 . 924 / ES", "Recurso Extraordinário n 523 . 755 / ES", "Recurso Extraordinário", "Recurso Extraordinário 582493 AGR", "Recurso Extraordinário 582493 AGR / ES", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582 . 493", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 582 . 493", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 582493 AGR / ES", "ENUNCIADO 280 DA SÚMULA / Supremo Tribunal", "Recurso Extraordinário n 527 . 123 / ES - AgR", "Recurso Extraordinário n 232 . 027 / ES", "Recurso Extraordinário 582493 AGR /", "ENUNCIADO 280 DA SÚMULA", "Recurso Extraordinário n 527 . 123 / ES - AgR", "Recurso Extraordinário n 232 . 027 / ES", 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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , caput e inciso LXIX , da Constituição Federal", "17 do ADCT", "art . 48 , II da Lei n 2 . 701 / 72", "arts . 49 e 111 , da Lei n 2 . 701 / 72", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts", "17 do ADCT", "art . 48 , II da Lei n 2 . 701 / 72", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS 2 . 701 / 72", "3", ".", "211", "/", "78", "§", "artigo 40 da Constituição", "Lei estadual n . 3 . 211 / 78", "Lei estadual anterior n . 2 . 701 / 72", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEIS 2 . 701 / 72", "3", ".", "211", "/", "78", "artigo 40 da Constituição", "Lei estadual n .", "3", ".", "211", "/", "78", "Lei estadual anterior n . 2 . 701 / 72", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "Brasília", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", 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MARÇAL PEREIRA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "THEOBALDO ALVES DOS SANTOS", "ALEXANDRE MARÇAL PEREIRA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "05", "/", "2013", "14 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "2", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "13", "/", "3", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "2", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "13", "/", "3", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "12", "/", "07", "18", "/", "11", "/", "05", "7", "/", "5", "/", "04", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "12", "/", "07", "18", "/", "11", "/", "05", "7", 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Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 326.811 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) :JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCO AURÉLIO AGUIAR BARRETO E OUTRO(A/S) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. CONSTITUIÇÃO, ART. 8º, III. EXTENSÃO DA PRERROGATIVA À FEDERAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RAZÕES RECURSAIS DISSOCIADAS DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679354. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 326.811 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) :JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCO AURÉLIO AGUIAR BARRETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao fundamento de que: (a) “as razões recursais se voltam contra matéria diversa da apreciada no aresto impugnado. Pelo que é de incidir a Súmula 284 do STF” (fl. 258); e (b) “a jurisdição foi prestada de forma completa, não se configurando o alegado cerceamento de defesa” (fl. 258). Sustenta a parte agravante que: (a) o recurso extraordinário não aponta suposto cerceamento de defesa pelo TST, mas sim seu excessivo rigor formal, o que causou ofensa ao contraditório e à ampla defesa; (b) não há incidência da Súmula 284 do STF, pois o recurso encontra-se fundamentado de acordo com a matéria examinada pelo TST; e (c) “não restam dúvidas que a federação pode atuar como substituta processual da categoria profissional” (fl. 265). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679355. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 326.811 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) :JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCO AURÉLIO AGUIAR BARRETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao fundamento de que: (a) “as razões recursais se voltam contra matéria diversa da apreciada no aresto impugnado. Pelo que é de incidir a Súmula 284 do STF” (fl. 258); e (b) “a jurisdição foi prestada de forma completa, não se configurando o alegado cerceamento de defesa” (fl. 258). Sustenta a parte agravante que: (a) o recurso extraordinário não aponta suposto cerceamento de defesa pelo TST, mas sim seu excessivo rigor formal, o que causou ofensa ao contraditório e à ampla defesa; (b) não há incidência da Súmula 284 do STF, pois o recurso encontra-se fundamentado de acordo com a matéria examinada pelo TST; e (c) “não restam dúvidas que a federação pode atuar como substituta processual da categoria profissional” (fl. 265). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679355. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 326.811 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 3. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso porque o aresto impugnado assentou não ser aplicável às federações a legitimidade prevista no inciso III do art. 8º da Magna Carta. A seu turno, a recorrente defende a tese de que o referido dispositivo constitucional conferiu aos sindicatos legitimidade ativa para atuar na qualidade de substituto processual da categoria profissional (fls. 221). De se ver, portanto, que as razões recursais se voltam contra matéria diversa da apreciada no aresto impugnado. Pelo que é de incidir a Súmula 284 do STF. 4. Por outra volta, observo que a jurisdição foi prestada de forma completa, não se configurando o alegado cerceamento de defesa. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Quanto à afirmação da parte agravante no sentido de que “a federação pode atuar como substituta processual da categoria profissional” (fl. 265), cumpre afirmar que a impugnação dos argumentos do acórdão recorrido no agravo regimental não supre sua falta no momento oportuno, qual seja, no recurso extraordinário. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679356. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 326.811 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 3. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso porque o aresto impugnado assentou não ser aplicável às federações a legitimidade prevista no inciso III do art. 8º da Magna Carta. A seu turno, a recorrente defende a tese de que o referido dispositivo constitucional conferiu aos sindicatos legitimidade ativa para atuar na qualidade de substituto processual da categoria profissional (fls. 221). De se ver, portanto, que as razões recursais se voltam contra matéria diversa da apreciada no aresto impugnado. Pelo que é de incidir a Súmula 284 do STF. 4. Por outra volta, observo que a jurisdição foi prestada de forma completa, não se configurando o alegado cerceamento de defesa. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Quanto à afirmação da parte agravante no sentido de que “a federação pode atuar como substituta processual da categoria profissional” (fl. 265), cumpre afirmar que a impugnação dos argumentos do acórdão recorrido no agravo regimental não supre sua falta no momento oportuno, qual seja, no recurso extraordinário. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679356. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 326811 AGR / RS 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679356. Supremo Tribunal Federal RE 326811 AGR / RS 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679356. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 326.811 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) : JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARCO AURÉLIO AGUIAR BARRETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692726 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 326.811 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) : JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARCO AURÉLIO AGUIAR BARRETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692726 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3700701
2013-04-16T00:00:00
2013-04-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. CONSTITUIÇÃO, ART. 8º, III. EXTENSÃO DA PRERROGATIVA À FEDERAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RAZÕES RECURSAIS DISSOCIADAS DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 284 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur229081
Número de páginas: 5. Análise: 20/05/2013, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
326811
[ "LEG-FED SUMSTF-000284 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 326811 AgR
[ "" ]
AGDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCO AURÉLIO AGUIAR BARRETO E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 326.811 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) :JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCO AURÉLIO AGUIAR BARRETO E OUTRO(A/S) PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL. CONSTITUIÇÃO, ART. 8..., III. EXTENSÃO DA PRERROGATIVA À FEDERAÇÃO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RAZÕES RECURSAIS DISSOCIADAS DOS FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO RECORRIDO. SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679354. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 326.811 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) :JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCO AURÉLIO AGUIAR BARRETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao fundamento de que: (a) “as razões recursais se voltam contra matéria diversa da apreciada no aresto impugnado. Pelo que é de incidir a Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal” (fl. 258); e (b) “a jurisdição foi prestada de forma completa, não se configurando o alegado cerceamento de defesa” (fl. 258). Sustenta a parte agravante que: (a) o recurso extraordinário não aponta suposto cerceamento de defesa pelo Tribunal Superior do Trabalho, mas sim seu excessivo rigor formal, o que causou ofensa ao contraditório e à ampla defesa; (b) não há incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal, pois o recurso encontra-se fundamentado de acordo com a matéria examinada pelo Tribunal Superior do Trabalho; e (c) “não restam dúvidas que a federação pode atuar como substituta processual da categoria profissional” (fl. 265). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679355. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 326.811 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) :JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCO AURÉLIO AGUIAR BARRETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao fundamento de que: (a) “as razões recursais se voltam contra matéria diversa da apreciada no aresto impugnado. Pelo que é de incidir a Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal” (fl. 258); e (b) “a jurisdição foi prestada de forma completa, não se configurando o alegado cerceamento de defesa” (fl. 258). Sustenta a parte agravante que: (a) o recurso extraordinário não aponta suposto cerceamento de defesa pelo Tribunal Superior do Trabalho, mas sim seu excessivo rigor formal, o que causou ofensa ao contraditório e à ampla defesa; (b) não há incidência da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal, pois o recurso encontra-se fundamentado de acordo com a matéria examinada pelo Tribunal Superior do Trabalho; e (c) “não restam dúvidas que a federação pode atuar como substituta processual da categoria profissional” (fl. 265). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679355. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 326.811 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 3. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso porque o aresto impugnado assentou não ser aplicável às federações a legitimidade prevista no inciso III do art. 8... da Magna Carta. A seu turno, a recorrente defende a tese de que o referido dispositivo constitucional conferiu aos sindicatos legitimidade ativa para atuar na qualidade de substituto processual da categoria profissional (fls. 221). De se ver, portanto, que as razões recursais se voltam contra matéria diversa da apreciada no aresto impugnado. Pelo que é de incidir a Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 4. Por outra volta, observo que a jurisdição foi prestada de forma completa, não se configurando o alegado cerceamento de defesa. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Quanto à afirmação da parte agravante no sentido de que “a federação pode atuar como substituta processual da categoria profissional” (fl. 265), cumpre afirmar que a impugnação dos argumentos do acórdão recorrido no agravo regimental não supre sua falta no momento oportuno, qual seja, no recurso extraordinário. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679356. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 326.811 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 3. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso porque o aresto impugnado assentou não ser aplicável às federações a legitimidade prevista no inciso III do art. 8... da Magna Carta. A seu turno, a recorrente defende a tese de que o referido dispositivo constitucional conferiu aos sindicatos legitimidade ativa para atuar na qualidade de substituto processual da categoria profissional (fls. 221). De se ver, portanto, que as razões recursais se voltam contra matéria diversa da apreciada no aresto impugnado. Pelo que é de incidir a Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 4. Por outra volta, observo que a jurisdição foi prestada de forma completa, não se configurando o alegado cerceamento de defesa. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Quanto à afirmação da parte agravante no sentido de que “a federação pode atuar como substituta processual da categoria profissional” (fl. 265), cumpre afirmar que a impugnação dos argumentos do acórdão recorrido no agravo regimental não supre sua falta no momento oportuno, qual seja, no recurso extraordinário. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679356. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 326811 AGR / RS 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679356. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 326811 AGR / RS 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679356. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 326.811 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) : JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARCO AURÉLIO AGUIAR BARRETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692726 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 326.811 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) : JOSÉ EYMARD LOGUERCIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARCO AURÉLIO AGUIAR BARRETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692726 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 326 . 811", "SÚMULA 284 DO Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 326 .", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 326 . 811 RIO", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 326 .", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 326811 AGR /", "Recurso Extraordinário 326811 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 326 . 811", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 326 . 811" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso III do art . 8 . . . da Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso III do art . 8 . . . da Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DO ESTADO", "BANCO DO BRASIL S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DO ESTADO", "BANCO DO BRASIL S / A", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FEDERAÇÃO DOS", "BANCO DO BRASIL S / A", "Tribunal Superior do Trabalho", "Tribunal Superior do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "FEDERAÇÃO DOS", "BANCO DO BRASIL S / A", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DO", "BANCO DO BRASIL S / A", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "JOSÉ EYMARD LOGUERCIO", "MARCO AURÉLIO", "AGUIAR BARRETO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "JOSÉ EYMARD LOGUERCIO", "MARCO AURÉLIO AGUIAR BARRETO", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "JOSÉ EYMARD LOGUERCIO", "MARCO AURÉLIO AGUIAR BARRETO", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "JOSÉ EYMARD LOGUERCIO", "MARCO AURÉLIO", "AGUIAR BARRETO", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "JOSÉ EYMARD LOGUERCIO", "MARCO AURÉLIO AGUIAR BARRETO", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "16", "/", "04", "/", "2013", "16 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.327 AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :ALCEMIR TEIXEIRA EDWARDS ADV.(A/S) :MARCO PAULO COELHO DE SOUZ AGDO.(A/S) :A M M MELO IMAGEM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA, COM EFEITO VINCULANTE, NO EXAME DA ADC 16/DF – INOCORRÊNCIA – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS TRABALHISTAS (LEI Nº 8.666/93, ART. 71, § 1º) – ATO JUDICIAL RECLAMADO PLENAMENTE JUSTIFICADO, NO CASO, PELO RECONHECIMENTO DE SITUAÇÃO CONFIGURADORA DE CULPA “IN VIGILANDO”, “IN ELIGENDO” OU “IN OMITTENDO” – DEVER LEGAL DAS ENTIDADES PÚBLICAS CONTRATANTES DE FISCALIZAR O CUMPRIMENTO, POR PARTE DAS EMPRESAS CONTRATADAS, DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS REFERENTES AOS EMPREGADOS VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI Nº 8.666/93, ART. 67) – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ART. 97) – SÚMULA VINCULANTE Nº 10/STF – INAPLICABILIDADE – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE JUÍZO OSTENSIVO OU DISFARÇADO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493132. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão RCL 11327 AGR / AM A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 21 de fevereiro de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493132. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 21 de fevereiro de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493132. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.327 AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :ALCEMIR TEIXEIRA EDWARDS ADV.(A/S) :MARCO PAULO COELHO DE SOUZ AGDO.(A/S) :A M M MELO IMAGEM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A parte agravante insurge-se, na presente sede recursal, contra ato decisório que, por entender inocorrente, na espécie, qualquer situação caracterizadora de desrespeito à autoridade de decisão ou de enunciado sumular impregnados de eficácia vinculante emanados desta Suprema Corte, julgou improcedente a reclamação deduzida pelo ora recorrente. A parte agravante, para justificar, no caso, a utilização da via reclamatória, alegou que o ato judicial reclamado – que resultou de julgamento pelo E. Tribunal Superior do Trabalho – teria transgredido a autoridade da decisão que esta Suprema Corte proferiu, com efeito vinculante, no exame da ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, além de supostamente haver desrespeitado o enunciado constante da Súmula Vinculante nº 10/STF, que possui o seguinte teor: “Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.” (grifei) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493133. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.327 AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :ALCEMIR TEIXEIRA EDWARDS ADV.(A/S) :MARCO PAULO COELHO DE SOUZ AGDO.(A/S) :A M M MELO IMAGEM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A parte agravante insurge-se, na presente sede recursal, contra ato decisório que, por entender inocorrente, na espécie, qualquer situação caracterizadora de desrespeito à autoridade de decisão ou de enunciado sumular impregnados de eficácia vinculante emanados desta Suprema Corte, julgou improcedente a reclamação deduzida pelo ora recorrente. A parte agravante, para justificar, no caso, a utilização da via reclamatória, alegou que o ato judicial reclamado – que resultou de julgamento pelo E. Tribunal Superior do Trabalho – teria transgredido a autoridade da decisão que esta Suprema Corte proferiu, com efeito vinculante, no exame da ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, além de supostamente haver desrespeitado o enunciado constante da Súmula Vinculante nº 10/STF, que possui o seguinte teor: “Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.” (grifei) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493133. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório RCL 11327 AGR / AM Sustentou-se, em síntese, que o órgão reclamado, no julgamento objeto desta ação reclamatória, teria decidido com base na Súmula nº 331, IV, do TST (em sua antiga redação), afastando, em consequência, a incidência do art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93, o que, além de supostamente desrespeitar a decisão proferida quando do julgamento da ADC 16/STF, implicaria, ainda, ofensa ao princípio da reserva de plenário (CF, art. 97). O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência desta reclamação, assim resumiu e apreciou a presente causa: “Reclamação. Alegação de aplicação, pelo acórdão reclamado, da Súmula 331 do TST, a qual afastou o parágrafo 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93 sem o devido respeito à cláusula de reserva de plenário. Inobservância de ofensa à decisão proferida na ADC nº 16 ou à Súmula Vinculante nº 10. Parecer pela improcedência da reclamação . 1. Trata-se de reclamação, com pedido de liminar, proposta pelo Estado do Amazonas em face da decisão proferida pelo Tribunal Superior do Trabalho, que estaria em confronto com a Ação Direta de Constitucionalidade nº 16 e com a Súmula Vinculante nº 10. 2. O reclamante alega que o Juízo ‘a quo’ teria aplicado a Súmula 331, IV, do TST, para afastar a regra contida no § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93, em violação à ADC nº 16, além de não ter submetido a questão ao órgão pleno do tribunal, conforme determinação da Súmula Vinculante nº 10 e da cláusula da reserva de plenário. 3. A reclamação deve ser julgada improcedente. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493133. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM Sustentou-se, em síntese, que o órgão reclamado, no julgamento objeto desta ação reclamatória, teria decidido com base na Súmula nº 331, IV, do TST (em sua antiga redação), afastando, em consequência, a incidência do art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93, o que, além de supostamente desrespeitar a decisão proferida quando do julgamento da ADC 16/STF, implicaria, ainda, ofensa ao princípio da reserva de plenário (CF, art. 97). O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência desta reclamação, assim resumiu e apreciou a presente causa: “Reclamação. Alegação de aplicação, pelo acórdão reclamado, da Súmula 331 do TST, a qual afastou o parágrafo 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93 sem o devido respeito à cláusula de reserva de plenário. Inobservância de ofensa à decisão proferida na ADC nº 16 ou à Súmula Vinculante nº 10. Parecer pela improcedência da reclamação . 1. Trata-se de reclamação, com pedido de liminar, proposta pelo Estado do Amazonas em face da decisão proferida pelo Tribunal Superior do Trabalho, que estaria em confronto com a Ação Direta de Constitucionalidade nº 16 e com a Súmula Vinculante nº 10. 2. O reclamante alega que o Juízo ‘a quo’ teria aplicado a Súmula 331, IV, do TST, para afastar a regra contida no § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93, em violação à ADC nº 16, além de não ter submetido a questão ao órgão pleno do tribunal, conforme determinação da Súmula Vinculante nº 10 e da cláusula da reserva de plenário. 3. A reclamação deve ser julgada improcedente. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493133. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório RCL 11327 AGR / AM 4. Pela leitura do acórdão acostado aos autos eletrônicos, percebe-se que a decisão reclamada concluiu pela culpa ‘in vigilando’ da Administração. 5. O Tribunal Superior do Trabalho analisou o caso ali discutido à luz dos artigos 186 e 927 do Código Civil. Segundo o acórdão: ‘É, portanto, constitucional o art. 71 da Lei 8.666/93 (ADC 16, julgada pelo STF em 24.11.2010), não implicando, porém, naturalmente, óbice ao exame da culpa na fiscalização do contrato terceirizado. Evidenciada essa culpa nos autos, incide a responsabilidade subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916 e arts. 186 e 927, 'caput', do CCB/2002. É exatamente a hipótese dos autos, pois o Regional, ao analisar o conteúdo fático-probatório, consignou expressamente que o Reclamado não cumpriu o dever legal de fiscalização.’ 6. Conforme entendimento do STF, o Estado não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deva responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de constitucionalidade do § 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93. 7. No caso dos autos, o acórdão reclamado reconheceu a conduta omissiva culposa do Estado. Em sendo assim, não há de se falar em ofensa à decisão proferida na ADC nº 16, tendo em vista a análise da ‘culpa’ no caso concreto. 8. Entende-se, portanto, que o conteúdo da ADC nº 16 não foi violado, visto que a responsabilização do Estado, nesse ponto, não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a empresa contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária adentrou o tema referente à culpa omissiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar-se o acerto ou desacerto do julgamento. A desconstituição do entendimento em relação à caracterização da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493133. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM 4. Pela leitura do acórdão acostado aos autos eletrônicos, percebe-se que a decisão reclamada concluiu pela culpa ‘in vigilando’ da Administração. 5. O Tribunal Superior do Trabalho analisou o caso ali discutido à luz dos artigos 186 e 927 do Código Civil. Segundo o acórdão: ‘É, portanto, constitucional o art. 71 da Lei 8.666/93 (ADC 16, julgada pelo STF em 24.11.2010), não implicando, porém, naturalmente, óbice ao exame da culpa na fiscalização do contrato terceirizado. Evidenciada essa culpa nos autos, incide a responsabilidade subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916 e arts. 186 e 927, 'caput', do CCB/2002. É exatamente a hipótese dos autos, pois o Regional, ao analisar o conteúdo fático-probatório, consignou expressamente que o Reclamado não cumpriu o dever legal de fiscalização.’ 6. Conforme entendimento do STF, o Estado não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deva responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de constitucionalidade do § 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93. 7. No caso dos autos, o acórdão reclamado reconheceu a conduta omissiva culposa do Estado. Em sendo assim, não há de se falar em ofensa à decisão proferida na ADC nº 16, tendo em vista a análise da ‘culpa’ no caso concreto. 8. Entende-se, portanto, que o conteúdo da ADC nº 16 não foi violado, visto que a responsabilização do Estado, nesse ponto, não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a empresa contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária adentrou o tema referente à culpa omissiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar-se o acerto ou desacerto do julgamento. A desconstituição do entendimento em relação à caracterização da 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493133. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Relatório RCL 11327 AGR / AM culpa não pode ser feita na via estreita da reclamação. 9. Por fim, não houve violação à Súmula Vinculante nº 10. A análise do caso concreto centrou-se no reconhecimento da culpa ‘in vigilando’, não tendo havido juízo de inconstitucionalidade sobre o tema. A decisão teve como base a legislação civil e, por isso, não era o caso de exigir-se o julgamento pelo órgão plenário do tribunal ‘a quo’. Ante o exposto, o parecer é pela improcedência da reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação do Egrégio Plenário desta Suprema Corte, o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493133. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM culpa não pode ser feita na via estreita da reclamação. 9. Por fim, não houve violação à Súmula Vinculante nº 10. A análise do caso concreto centrou-se no reconhecimento da culpa ‘in vigilando’, não tendo havido juízo de inconstitucionalidade sobre o tema. A decisão teve como base a legislação civil e, por isso, não era o caso de exigir-se o julgamento pelo órgão plenário do tribunal ‘a quo’. Ante o exposto, o parecer é pela improcedência da reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação do Egrégio Plenário desta Suprema Corte, o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493133. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.327 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Como tive o ensejo de enfatizar quando da prolação da decisão agravada, esta Suprema Corte, ao apreciar a ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, julgou-a procedente, para declarar a constitucionalidade do art. 71, § 1º, da Lei 8.666/93, em julgamento que se acha assim ementado: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995.” (ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei) É oportuno ressaltar, no ponto, que, em referido julgamento, não obstante o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha confirmado a plena validade constitucional do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93 – por entender juridicamente incompatível com a Constituição a transferência automática, em detrimento da Administração Pública, dos encargos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.327 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Como tive o ensejo de enfatizar quando da prolação da decisão agravada, esta Suprema Corte, ao apreciar a ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, julgou-a procedente, para declarar a constitucionalidade do art. 71, § 1º, da Lei 8.666/93, em julgamento que se acha assim ementado: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995.” (ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei) É oportuno ressaltar, no ponto, que, em referido julgamento, não obstante o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha confirmado a plena validade constitucional do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93 – por entender juridicamente incompatível com a Constituição a transferência automática, em detrimento da Administração Pública, dos encargos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM trabalhistas, fiscais, comerciais e previdenciários resultantes da execução do contrato na hipótese de inadimplência da empresa contratada –, enfatizou-se que essa declaração de constitucionalidade não impediria, em cada situação ocorrente, o reconhecimento de eventual culpa “in omittendo” ou “in vigilando” do Poder Público. Essa visão em torno do tema tem sido observada por Ministros de ambas as Turmas desta Suprema Corte (Rcl 8.475/PE, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 11.917/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.089/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.310/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.388/SC, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.434/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.595/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.828/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 12.944/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 13.272-MC/MG, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 13.425/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 13.841/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 14.623/ES, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 14.658/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 14.943/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 15.052/RO, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.), em julgamentos nos quais se tem reconhecido possível a atribuição de responsabilidade subsidiária ao ente público na hipótese excepcional de restar demonstrada a ocorrência de comportamento culposo da Administração Pública. Vale referir, bem por isso, ante a pertinência de seu conteúdo, trecho da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA proferiu no âmbito da Rcl 12.925/SP, de que foi Relator: “(...) ao declarar a constitucionalidade do referido § 1º do art. 71 da Lei 8.666/1993, a Corte consignou que se, na análise do caso concreto, ficar configurada a culpa da Administração em fiscalizar a execução do contrato firmado com a empresa contratada, estará presente sua responsabilidade subsidiária pelos débitos trabalhistas não adimplidos. Em outras palavras, vedou-se, apenas, a transferência automática ou a responsabilidade objetiva da Administração Pública por essas obrigações. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM trabalhistas, fiscais, comerciais e previdenciários resultantes da execução do contrato na hipótese de inadimplência da empresa contratada –, enfatizou-se que essa declaração de constitucionalidade não impediria, em cada situação ocorrente, o reconhecimento de eventual culpa “in omittendo” ou “in vigilando” do Poder Público. Essa visão em torno do tema tem sido observada por Ministros de ambas as Turmas desta Suprema Corte (Rcl 8.475/PE, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 11.917/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.089/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.310/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.388/SC, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.434/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.595/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.828/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 12.944/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 13.272-MC/MG, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 13.425/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 13.841/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 14.623/ES, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 14.658/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 14.943/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 15.052/RO, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.), em julgamentos nos quais se tem reconhecido possível a atribuição de responsabilidade subsidiária ao ente público na hipótese excepcional de restar demonstrada a ocorrência de comportamento culposo da Administração Pública. Vale referir, bem por isso, ante a pertinência de seu conteúdo, trecho da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA proferiu no âmbito da Rcl 12.925/SP, de que foi Relator: “(...) ao declarar a constitucionalidade do referido § 1º do art. 71 da Lei 8.666/1993, a Corte consignou que se, na análise do caso concreto, ficar configurada a culpa da Administração em fiscalizar a execução do contrato firmado com a empresa contratada, estará presente sua responsabilidade subsidiária pelos débitos trabalhistas não adimplidos. Em outras palavras, vedou-se, apenas, a transferência automática ou a responsabilidade objetiva da Administração Pública por essas obrigações. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM No presente caso, a autoridade reclamada, embora de forma sucinta, a partir do conjunto probatório presente nos autos da reclamação trabalhista, analisou a conduta do ora reclamante e entendeu configurada a sua culpa ‘in vigilando’. …................................................................................................... Como o controle da regularidade da execução dos contratos firmados com a administração deve ser feito por dever de ofício, é densa a fundamentação do acórdão-reclamado ao atribuir ao Estado o dever de provar não ter agido com tolerância ou desídia incompatíveis com o respeito ao erário. Se bem ou mal decidiu a autoridade reclamada ao reconhecer a responsabilidade por culpa imputável à reclamante, a reclamação constitucional não é o meio adequado para substituir os recursos e as medidas ordinária e extraordinariamente disponíveis para correção do alegado erro. Ante o exposto, julgo improcedente esta reclamação (art. 38 da Lei 8.038/1990 e art. 161, par. ún. do RISTF).” (grifei) Cumpre assinalar, por necessário, que o dever legal das entidades públicas contratantes de fiscalizar a idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o controle prévio à contratação – consistente em exigir, das empresas licitantes, a apresentação dos documentos aptos a demonstrar a habilitação jurídica, a qualificação técnica, a situação econômico-financeira, a regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do artigo 7º da Constituição Federal (Lei nº 8.666/93, art. 27) –, mas compreende, também, o controle concomitante à execução contratual, viabilizador, dentre outras medidas, da vigilância efetiva e da adequada fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos empregados vinculados ao contrato celebrado (Lei nº 8.666/93, art. 67). Esse entendimento encontra apoio em expressivo magistério doutrinário (LÍVIA DEPRÁ CAMARGO SULZBACH, “A Responsabilidade Subsidiária da Administração Pública na Terceirização de Serviços – Princípio da supremacia do interesse público x dignidade da pessoa 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM No presente caso, a autoridade reclamada, embora de forma sucinta, a partir do conjunto probatório presente nos autos da reclamação trabalhista, analisou a conduta do ora reclamante e entendeu configurada a sua culpa ‘in vigilando’. …................................................................................................... Como o controle da regularidade da execução dos contratos firmados com a administração deve ser feito por dever de ofício, é densa a fundamentação do acórdão-reclamado ao atribuir ao Estado o dever de provar não ter agido com tolerância ou desídia incompatíveis com o respeito ao erário. Se bem ou mal decidiu a autoridade reclamada ao reconhecer a responsabilidade por culpa imputável à reclamante, a reclamação constitucional não é o meio adequado para substituir os recursos e as medidas ordinária e extraordinariamente disponíveis para correção do alegado erro. Ante o exposto, julgo improcedente esta reclamação (art. 38 da Lei 8.038/1990 e art. 161, par. ún. do RISTF).” (grifei) Cumpre assinalar, por necessário, que o dever legal das entidades públicas contratantes de fiscalizar a idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o controle prévio à contratação – consistente em exigir, das empresas licitantes, a apresentação dos documentos aptos a demonstrar a habilitação jurídica, a qualificação técnica, a situação econômico-financeira, a regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do artigo 7º da Constituição Federal (Lei nº 8.666/93, art. 27) –, mas compreende, também, o controle concomitante à execução contratual, viabilizador, dentre outras medidas, da vigilância efetiva e da adequada fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos empregados vinculados ao contrato celebrado (Lei nº 8.666/93, art. 67). Esse entendimento encontra apoio em expressivo magistério doutrinário (LÍVIA DEPRÁ CAMARGO SULZBACH, “A Responsabilidade Subsidiária da Administração Pública na Terceirização de Serviços – Princípio da supremacia do interesse público x dignidade da pessoa 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM humana? – Repercussões do julgamento da ADC n. 16 pelo STF na Súmula n. 331 do TST”, “in” Revista LTr, vol. 76/2012, p. 719/739; ROBERTO NOBREGA DE ALMEIDA FILHO, “Terceirização na Administração Pública e Suas Consequências no Âmbito da Justiça do Trabalho”, “in” Revista do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, nº 40/2012, p. 187/196; PLÍNIO ANTÔNIO PÚBLIO ALBREGARD, “Responsabilidade Subsidiária da Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional”, “in” Revista do TRT da 2ª Região, nº 07/2012, p. 67/73; IVANI CONTINI BRAMANTE, “A Aparente Derrota da Súmula 331/TST e a Responsabilidade do Poder Público na Terceirização”, “in” Repertório de Jurisprudência IOB, nº 24/2011, vol. II/721-767; BRUNO SANTOS CUNHA, “Fiscalização de Contratos Administrativos de Terceirização de Mão de Obra: Uma Nova Exegese e Reforço de Incidência”, “in” Revista do TST, nº 01/2011, vol. 77/131-138; EDITE HUPSEL, “Controle de Execução dos Contratos Administrativos pela Administração Pública”, “in” Revista Zênite de Licitações e Contratos – ILC, nº 163/2007, p. 872/878, v.g.). Cabe destacar, ainda, nessa mesma linha de orientação, em face de sua precisa abordagem, a lição de HELDER SANTOS AMORIM, MÁRCIO TÚLIO VIANA e GABRIELA NEVES DELGADO (“Terceirização – Aspectos Gerais: Última Decisão do STF e a Súmula 331 do TST – Novos Enfoques”, “in” Revista do TST, nº 01/2011, vol. 77/76-83): “A interpretação do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93 desafia sua leitura conjunta e contextualizada com vários outros dispositivos legais que imputam à Administração Pública, de forma correlata e proporcional, o dever de fiscalizar eficientemente a execução dos seus contratos de terceirização, por imperativo de legalidade e moralidade pública (Constituição, art. 37, capuz), inclusive em relação ao adimplemento dos direitos dos trabalhadores terceirizados, tendo em vista que se trata de direitos fundamentais (Constituição, art. 7º) cuja promoção e fiscalização 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM humana? – Repercussões do julgamento da ADC n. 16 pelo STF na Súmula n. 331 do TST”, “in” Revista LTr, vol. 76/2012, p. 719/739; ROBERTO NOBREGA DE ALMEIDA FILHO, “Terceirização na Administração Pública e Suas Consequências no Âmbito da Justiça do Trabalho”, “in” Revista do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, nº 40/2012, p. 187/196; PLÍNIO ANTÔNIO PÚBLIO ALBREGARD, “Responsabilidade Subsidiária da Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional”, “in” Revista do TRT da 2ª Região, nº 07/2012, p. 67/73; IVANI CONTINI BRAMANTE, “A Aparente Derrota da Súmula 331/TST e a Responsabilidade do Poder Público na Terceirização”, “in” Repertório de Jurisprudência IOB, nº 24/2011, vol. II/721-767; BRUNO SANTOS CUNHA, “Fiscalização de Contratos Administrativos de Terceirização de Mão de Obra: Uma Nova Exegese e Reforço de Incidência”, “in” Revista do TST, nº 01/2011, vol. 77/131-138; EDITE HUPSEL, “Controle de Execução dos Contratos Administrativos pela Administração Pública”, “in” Revista Zênite de Licitações e Contratos – ILC, nº 163/2007, p. 872/878, v.g.). Cabe destacar, ainda, nessa mesma linha de orientação, em face de sua precisa abordagem, a lição de HELDER SANTOS AMORIM, MÁRCIO TÚLIO VIANA e GABRIELA NEVES DELGADO (“Terceirização – Aspectos Gerais: Última Decisão do STF e a Súmula 331 do TST – Novos Enfoques”, “in” Revista do TST, nº 01/2011, vol. 77/76-83): “A interpretação do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93 desafia sua leitura conjunta e contextualizada com vários outros dispositivos legais que imputam à Administração Pública, de forma correlata e proporcional, o dever de fiscalizar eficientemente a execução dos seus contratos de terceirização, por imperativo de legalidade e moralidade pública (Constituição, art. 37, capuz), inclusive em relação ao adimplemento dos direitos dos trabalhadores terceirizados, tendo em vista que se trata de direitos fundamentais (Constituição, art. 7º) cuja promoção e fiscalização 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM incumbe aprioristicamente ao Estado, como razão essencial de sua existência. Daí porque a fiscalização do fiel cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados constitui elemento intrínseco à fiscalização do contrato de prestação de serviços, tal como decorre expressamente de dispositivos da Lei de Licitações e das normas que a regulamentam no nível federal, em observância aos preceitos constitucionais que consagram a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa como fundamento da República (CF, art. 1º, III e IV), que instituem como objetivo da República construir uma sociedade livre, justa e solidária (art. 3º, I), que fundamentalizam os direitos essenciais dos trabalhadores (art. 7º), que fundam a ordem econômica na valorização do trabalho humano (art. 170) e que alicerçam a ordem social no primado do trabalho (art. 193). No plano infraconstitucional, o dever da Administração Pública de fiscalizar o cumprimento de direitos dos trabalhadores terceirizados decorre primeiramente de dispositivos da Lei de Licitações, mas o padrão fiscalizatório, que diz respeito à extensão e profundidade deste dever de fiscalizar, encontra-se emoldurado na integração deste diploma legal com preceitos da Instrução Normativa (IN) nº 02/08, alterados pela Instrução Normativa (IN) nº 03/09, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que regulamentam a matéria no âmbito da Administração Pública Federal. …................................................................................................... E estando assim evidentes os extensos limites do dever constitucional e legal da Administração de fiscalizar o cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados, disso decorre naturalmente que a inobservância deste dever de fiscalização implica a responsabilidade da Administração pelo inadimplemento dos direitos que deveriam ser fiscalizados. Esta responsabilidade não se esgota com a demonstração de uma simples verificação superficial da formalização dos vínculos de emprego, pois o padrão fiscalizatório acima retratado exige o envolvimento direto e diário da Administração com a rotina das práticas trabalhistas da empresa contratada. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM incumbe aprioristicamente ao Estado, como razão essencial de sua existência. Daí porque a fiscalização do fiel cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados constitui elemento intrínseco à fiscalização do contrato de prestação de serviços, tal como decorre expressamente de dispositivos da Lei de Licitações e das normas que a regulamentam no nível federal, em observância aos preceitos constitucionais que consagram a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa como fundamento da República (CF, art. 1º, III e IV), que instituem como objetivo da República construir uma sociedade livre, justa e solidária (art. 3º, I), que fundamentalizam os direitos essenciais dos trabalhadores (art. 7º), que fundam a ordem econômica na valorização do trabalho humano (art. 170) e que alicerçam a ordem social no primado do trabalho (art. 193). No plano infraconstitucional, o dever da Administração Pública de fiscalizar o cumprimento de direitos dos trabalhadores terceirizados decorre primeiramente de dispositivos da Lei de Licitações, mas o padrão fiscalizatório, que diz respeito à extensão e profundidade deste dever de fiscalizar, encontra-se emoldurado na integração deste diploma legal com preceitos da Instrução Normativa (IN) nº 02/08, alterados pela Instrução Normativa (IN) nº 03/09, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que regulamentam a matéria no âmbito da Administração Pública Federal. …................................................................................................... E estando assim evidentes os extensos limites do dever constitucional e legal da Administração de fiscalizar o cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados, disso decorre naturalmente que a inobservância deste dever de fiscalização implica a responsabilidade da Administração pelo inadimplemento dos direitos que deveriam ser fiscalizados. Esta responsabilidade não se esgota com a demonstração de uma simples verificação superficial da formalização dos vínculos de emprego, pois o padrão fiscalizatório acima retratado exige o envolvimento direto e diário da Administração com a rotina das práticas trabalhistas da empresa contratada. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM A Administração só se desincumbe deste seu dever quando demonstra a promoção eficaz de todos os procedimentos legais de controle, além daqueles que, embora não previstos expressamente na lei, sejam indispensáveis à eficiência da fiscalização na obtenção dos seus resultados, em respeito ao princípio da eficiência administrativa que rege a Administração Pública (Constituição, art. 37). ….................................................................................................. Lado outro, a ausência de fiscalização ou a fiscalização insuficiente, descomprometida com a efetividade dos direitos fiscalizados, implica inadimplência do ente público contratante para com o seu dever de tutela, dever decorrente da sua própria condição de Administração Pública.” (grifei) Cumpre ter presente, por relevante, que essa diretriz tem sido observada pela jurisprudência dos Tribunais, notadamente por aquela emanada do E. Tribunal Superior do Trabalho (AIRR 132100- -60.2008.5.04.0402, Rel. Min. ALOYSIO CORRÊA DA VEIGA – AIRR 14726-94.2010.5.04.0000, Rel. Min. MARIA DE ASSIS CALSING – AIRR 2042-50.2010.5.18.0000, Rel. Min. ROSA WEBER – AIRR 546040- -57.2006.5.07.0032, Rel. Min. GUILHERME AUGUSTO CAPUTO BASTOS – RR 193600-61.2009.5.09.0594, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO, v.g.): “AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA – ENTIDADES ESTATAIS – RESPONSABILIDADE EM CASO DE CULPA ‘IN VIGILANDO’ NO QUE TANGE AO CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA POR PARTE DA EMPRESA TERCEIRIZANTE CONTRATADA – COMPATIBILIDADE COM O ART. 71 DA LEI DE LICITAÇÕES – INCIDÊNCIA DOS ARTS. 159 DO CCB/1916, 186 E 927, ‘CAPUT’, DO CCB/2002. A mera inadimplência da empresa terceirizante quanto às verbas trabalhistas e previdenciárias devidas ao trabalhador terceirizado não transfere a 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM A Administração só se desincumbe deste seu dever quando demonstra a promoção eficaz de todos os procedimentos legais de controle, além daqueles que, embora não previstos expressamente na lei, sejam indispensáveis à eficiência da fiscalização na obtenção dos seus resultados, em respeito ao princípio da eficiência administrativa que rege a Administração Pública (Constituição, art. 37). ….................................................................................................. Lado outro, a ausência de fiscalização ou a fiscalização insuficiente, descomprometida com a efetividade dos direitos fiscalizados, implica inadimplência do ente público contratante para com o seu dever de tutela, dever decorrente da sua própria condição de Administração Pública.” (grifei) Cumpre ter presente, por relevante, que essa diretriz tem sido observada pela jurisprudência dos Tribunais, notadamente por aquela emanada do E. Tribunal Superior do Trabalho (AIRR 132100- -60.2008.5.04.0402, Rel. Min. ALOYSIO CORRÊA DA VEIGA – AIRR 14726-94.2010.5.04.0000, Rel. Min. MARIA DE ASSIS CALSING – AIRR 2042-50.2010.5.18.0000, Rel. Min. ROSA WEBER – AIRR 546040- -57.2006.5.07.0032, Rel. Min. GUILHERME AUGUSTO CAPUTO BASTOS – RR 193600-61.2009.5.09.0594, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO, v.g.): “AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA – ENTIDADES ESTATAIS – RESPONSABILIDADE EM CASO DE CULPA ‘IN VIGILANDO’ NO QUE TANGE AO CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA POR PARTE DA EMPRESA TERCEIRIZANTE CONTRATADA – COMPATIBILIDADE COM O ART. 71 DA LEI DE LICITAÇÕES – INCIDÊNCIA DOS ARTS. 159 DO CCB/1916, 186 E 927, ‘CAPUT’, DO CCB/2002. A mera inadimplência da empresa terceirizante quanto às verbas trabalhistas e previdenciárias devidas ao trabalhador terceirizado não transfere a 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM responsabilidade por tais verbas para a entidade estatal tomadora de serviços, a teor do disposto no art. 71 da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações), cuja constitucionalidade foi declarada pelo Supremo Tribunal Federal na ADC nº 16-DF. Entretanto, a inadimplência da obrigação fiscalizatória da entidade estatal tomadora de serviços no tocante ao preciso cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias da empresa prestadora de serviços gera sua responsabilidade subsidiária, em face de sua culpa ‘in vigilando’, a teor da regra responsabilizatória incidente sobre qualquer pessoa física ou jurídica que, por ato ou omissão culposos, cause prejuízos a alguém (art. 186, Código Civil). Evidenciando-se essa culpa ‘in vigilando’ nos autos, incide a responsabilidade subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916, arts. 186 e 927, ‘caput’, do CCB/2002, observados os respectivos períodos de vigência. Agravo de instrumento desprovido.” (AIRR 157240-94.2007.5.16.0015, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO – grifei) O exame da decisão reclamada, tendo em vista a situação concreta nela apreciada, revela que se reconheceu, na espécie, a responsabilidade subsidiária da parte reclamante, ora recorrente, em decorrência de situação configuradora de culpa “in vigilando”, “in eligendo” ou “in omittendo”. Com efeito, o Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência da presente reclamação, formulou parecer que está assim ementado: “Reclamação. Alegação de aplicação, pelo acórdão reclamado, da Súmula 331 do TST, a qual afastou o parágrafo 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93 sem o devido respeito à cláusula de reserva de plenário. Inobservância de ofensa à decisão proferida na ADC nº 16 ou à Súmula Vinculante nº 10. Parecer pela improcedência da reclamação .” (grifei) 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM responsabilidade por tais verbas para a entidade estatal tomadora de serviços, a teor do disposto no art. 71 da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações), cuja constitucionalidade foi declarada pelo Supremo Tribunal Federal na ADC nº 16-DF. Entretanto, a inadimplência da obrigação fiscalizatória da entidade estatal tomadora de serviços no tocante ao preciso cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias da empresa prestadora de serviços gera sua responsabilidade subsidiária, em face de sua culpa ‘in vigilando’, a teor da regra responsabilizatória incidente sobre qualquer pessoa física ou jurídica que, por ato ou omissão culposos, cause prejuízos a alguém (art. 186, Código Civil). Evidenciando-se essa culpa ‘in vigilando’ nos autos, incide a responsabilidade subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916, arts. 186 e 927, ‘caput’, do CCB/2002, observados os respectivos períodos de vigência. Agravo de instrumento desprovido.” (AIRR 157240-94.2007.5.16.0015, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO – grifei) O exame da decisão reclamada, tendo em vista a situação concreta nela apreciada, revela que se reconheceu, na espécie, a responsabilidade subsidiária da parte reclamante, ora recorrente, em decorrência de situação configuradora de culpa “in vigilando”, “in eligendo” ou “in omittendo”. Com efeito, o Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência da presente reclamação, formulou parecer que está assim ementado: “Reclamação. Alegação de aplicação, pelo acórdão reclamado, da Súmula 331 do TST, a qual afastou o parágrafo 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93 sem o devido respeito à cláusula de reserva de plenário. Inobservância de ofensa à decisão proferida na ADC nº 16 ou à Súmula Vinculante nº 10. Parecer pela improcedência da reclamação .” (grifei) 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM Os fundamentos expostos em referida manifestação ajustam-se, integralmente, à orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou a propósito da matéria em análise, valendo destacar, por relevante, fragmento desse parecer oferecido pela douta Procuradoria-Geral da República, que a seguir reproduzo: “3. A reclamação deve ser julgada improcedente. 4. Pela leitura do acórdão acostado aos autos eletrônicos, percebe-se que a decisão reclamada concluiu pela culpa ‘in vigilando’ da Administração. 5. O Tribunal Superior do Trabalho analisou o caso ali discutido à luz dos artigos 186 e 927 do Código Civil. Segundo o acórdão: ‘É, portanto, constitucional o art. 71 da Lei 8.666/93 (ADC 16, julgada pelo STF em 24.11.2010), não implicando, porém, naturalmente, óbice ao exame da culpa na fiscalização do contrato terceirizado. Evidenciada essa culpa nos autos, incide a responsabilidade subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916 e arts. 186 e 927, 'caput', do CCB/2002. É exatamente a hipótese dos autos, pois o Regional, ao analisar o conteúdo fático-probatório, consignou expressamente que o Reclamado não cumpriu o dever legal de fiscalização.’ 6. Conforme entendimento do STF, o Estado não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deva responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de constitucionalidade do § 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93. 7. No caso dos autos, o acórdão reclamado reconheceu a conduta omissiva culposa do Estado. Em sendo assim, não há de se falar em ofensa à decisão proferida na ADC nº 16, tendo em vista a análise da ‘culpa’ no caso concreto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM Os fundamentos expostos em referida manifestação ajustam-se, integralmente, à orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou a propósito da matéria em análise, valendo destacar, por relevante, fragmento desse parecer oferecido pela douta Procuradoria-Geral da República, que a seguir reproduzo: “3. A reclamação deve ser julgada improcedente. 4. Pela leitura do acórdão acostado aos autos eletrônicos, percebe-se que a decisão reclamada concluiu pela culpa ‘in vigilando’ da Administração. 5. O Tribunal Superior do Trabalho analisou o caso ali discutido à luz dos artigos 186 e 927 do Código Civil. Segundo o acórdão: ‘É, portanto, constitucional o art. 71 da Lei 8.666/93 (ADC 16, julgada pelo STF em 24.11.2010), não implicando, porém, naturalmente, óbice ao exame da culpa na fiscalização do contrato terceirizado. Evidenciada essa culpa nos autos, incide a responsabilidade subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916 e arts. 186 e 927, 'caput', do CCB/2002. É exatamente a hipótese dos autos, pois o Regional, ao analisar o conteúdo fático-probatório, consignou expressamente que o Reclamado não cumpriu o dever legal de fiscalização.’ 6. Conforme entendimento do STF, o Estado não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deva responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de constitucionalidade do § 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93. 7. No caso dos autos, o acórdão reclamado reconheceu a conduta omissiva culposa do Estado. Em sendo assim, não há de se falar em ofensa à decisão proferida na ADC nº 16, tendo em vista a análise da ‘culpa’ no caso concreto. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM 8. Entende-se, portanto, que o conteúdo da ADC nº 16 não foi violado, visto que a responsabilização do Estado, nesse ponto, não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a empresa contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária adentrou o tema referente à culpa omissiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar-se o acerto ou desacerto do julgamento. A desconstituição do entendimento em relação à caracterização da culpa não pode ser feita na via estreita da reclamação. 9. Por fim, não houve violação à Súmula Vinculante nº 10. A análise do caso concreto centrou-se no reconhecimento da culpa ‘in vigilando’, não tendo havido juízo de inconstitucionalidade sobre o tema. A decisão teve como base a legislação civil e, por isso, não era o caso de exigir-se o julgamento pelo órgão plenário do tribunal ‘a quo’.” (grifei) Não vislumbro, desse modo, a ocorrência do alegado desrespeito à autoridade da decisão que esta Corte proferiu, com eficácia vinculante, no julgamento da ADC 16/DF. De outro lado, e no que concerne ao alegado desrespeito à diretriz resultante da Súmula Vinculante nº 10/STF, não verifico, na decisão de que ora se reclama, a existência de qualquer juízo, ostensivo ou disfarçado, de inconstitucionalidade do art. 71 da Lei nº 8.666/1993. Na realidade, tudo indica que, em referido julgamento, o órgão judiciário reclamado apenas reconheceu, no caso concreto, a omissão do Poder Público, em virtude do descumprimento de sua obrigação de fiscalizar a fiel execução das obrigações trabalhistas pela contratada, não havendo formulado juízo de inconstitucionalidade, o que afasta, ante a inexistência de qualquer declaração de ilegitimidade inconstitucional, a ocorrência de transgressão ao enunciado constante da Súmula Vinculante 10/STF. É certo que o Supremo Tribunal Federal, em sua jurisprudência (RE 432.597-AgR/SP e AI 473.019-AgR/SP, ambos relatados pelo Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE), considera “declaratório de 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM 8. Entende-se, portanto, que o conteúdo da ADC nº 16 não foi violado, visto que a responsabilização do Estado, nesse ponto, não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a empresa contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária adentrou o tema referente à culpa omissiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar-se o acerto ou desacerto do julgamento. A desconstituição do entendimento em relação à caracterização da culpa não pode ser feita na via estreita da reclamação. 9. Por fim, não houve violação à Súmula Vinculante nº 10. A análise do caso concreto centrou-se no reconhecimento da culpa ‘in vigilando’, não tendo havido juízo de inconstitucionalidade sobre o tema. A decisão teve como base a legislação civil e, por isso, não era o caso de exigir-se o julgamento pelo órgão plenário do tribunal ‘a quo’.” (grifei) Não vislumbro, desse modo, a ocorrência do alegado desrespeito à autoridade da decisão que esta Corte proferiu, com eficácia vinculante, no julgamento da ADC 16/DF. De outro lado, e no que concerne ao alegado desrespeito à diretriz resultante da Súmula Vinculante nº 10/STF, não verifico, na decisão de que ora se reclama, a existência de qualquer juízo, ostensivo ou disfarçado, de inconstitucionalidade do art. 71 da Lei nº 8.666/1993. Na realidade, tudo indica que, em referido julgamento, o órgão judiciário reclamado apenas reconheceu, no caso concreto, a omissão do Poder Público, em virtude do descumprimento de sua obrigação de fiscalizar a fiel execução das obrigações trabalhistas pela contratada, não havendo formulado juízo de inconstitucionalidade, o que afasta, ante a inexistência de qualquer declaração de ilegitimidade inconstitucional, a ocorrência de transgressão ao enunciado constante da Súmula Vinculante 10/STF. É certo que o Supremo Tribunal Federal, em sua jurisprudência (RE 432.597-AgR/SP e AI 473.019-AgR/SP, ambos relatados pelo Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE), considera “declaratório de 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM inconstitucionalidade o acórdão que – embora sem o explicitar – afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Esta Suprema Corte tem entendido equivaler, à própria declaração de inconstitucionalidade, o julgamento que, sem reconhecer, explicitamente, a eiva de ilegitimidade constitucional, vem, não obstante, a recusar aplicabilidade ao ato do Poder Público, sob alegação de conflito com critérios outros resultantes do texto da Carta Política. Como se sabe, a inconstitucionalidade de qualquer ato estatal só pode ser declarada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou, onde houver, dos integrantes do respectivo órgão especial, sob pena de absoluta nulidade da decisão emanada do órgão fracionário (Turma, Câmara ou Seção). É preciso ter presente, por necessário, que o respeito ao postulado da reserva de plenário – consagrado pelo art. 97 da Constituição (e introduzido, em nosso sistema de direito constitucional positivo, pela Constituição de 1934) – atua como verdadeira condição de eficácia jurídica da própria declaração jurisdicional de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público, consoante adverte o magistério da doutrina (LÚCIO BITTENCOURT, “O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis”, p. 43/46, 2ª ed., 1968, Forense; MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Comentários à Constituição Brasileira de 1988”, vol. 2/209, 1992, Saraiva; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.424/1.440, 6ª ed., 2006, Atlas; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Curso de Direito Constitucional Positivo”, p. 50/52, item n. 14, 27ª ed., 2006, Malheiros; UADI LAMMÊGO BULOS, “Constituição Federal Anotada”, p. 939/943, 5ª ed., 2003, Saraiva; LUÍS ROBERTO BARROSO, “O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 77/81, itens ns. 3.2 e 3.3, 2004, Saraiva; ZENO VELOSO, 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM inconstitucionalidade o acórdão que – embora sem o explicitar – afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Esta Suprema Corte tem entendido equivaler, à própria declaração de inconstitucionalidade, o julgamento que, sem reconhecer, explicitamente, a eiva de ilegitimidade constitucional, vem, não obstante, a recusar aplicabilidade ao ato do Poder Público, sob alegação de conflito com critérios outros resultantes do texto da Carta Política. Como se sabe, a inconstitucionalidade de qualquer ato estatal só pode ser declarada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou, onde houver, dos integrantes do respectivo órgão especial, sob pena de absoluta nulidade da decisão emanada do órgão fracionário (Turma, Câmara ou Seção). É preciso ter presente, por necessário, que o respeito ao postulado da reserva de plenário – consagrado pelo art. 97 da Constituição (e introduzido, em nosso sistema de direito constitucional positivo, pela Constituição de 1934) – atua como verdadeira condição de eficácia jurídica da própria declaração jurisdicional de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público, consoante adverte o magistério da doutrina (LÚCIO BITTENCOURT, “O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis”, p. 43/46, 2ª ed., 1968, Forense; MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Comentários à Constituição Brasileira de 1988”, vol. 2/209, 1992, Saraiva; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.424/1.440, 6ª ed., 2006, Atlas; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Curso de Direito Constitucional Positivo”, p. 50/52, item n. 14, 27ª ed., 2006, Malheiros; UADI LAMMÊGO BULOS, “Constituição Federal Anotada”, p. 939/943, 5ª ed., 2003, Saraiva; LUÍS ROBERTO BARROSO, “O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 77/81, itens ns. 3.2 e 3.3, 2004, Saraiva; ZENO VELOSO, 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM “Controle Jurisdicional de Constitucionalidade”, p. 50/51, item n. 41, 1999, Cejup; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 122/123 e 276/277, itens ns. 6.7.3 e 9.14.4, 2ª ed., 2001, RT, v.g.). A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por sua vez, tem reiteradamente proclamado que a desconsideração do princípio em causa gera, como inevitável efeito consequencial, a nulidade absoluta da decisão judicial colegiada que, emanando de órgão meramente fracionário, haja declarado a inconstitucionalidade de determinado ato estatal (RTJ 58/499 – RTJ 71/233 – RTJ 110/226 – RTJ 117/265 – RTJ 135/297) ou, então, “embora sem o explicitar”, haja afastado “a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). As razões subjacentes à formulação do postulado constitucional do “full bench”, excelentemente identificadas por MARCELLO CAETANO (“Direito Constitucional”, vol. II/417, item n. 140, 1978, Forense), justificam a advertência dos Tribunais, cujos pronunciamentos – enfatizando os propósitos teleológicos visados pelo legislador constituinte – acentuam que “A inconstitucionalidade de lei ou ato do poder público só pode ser decretada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal, em sessão plena” (RF 193/131 – RTJ 95/859 – RTJ 96/1188 – RT 508/217). Não se pode perder de perspectiva, por isso mesmo, o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, cujas decisões assinalam a alta significação político-jurídica de que se reveste, em nosso ordenamento positivo, a exigência constitucional da reserva de plenário: “Nenhum órgão fracionário de qualquer Tribunal dispõe de competência, no sistema jurídico brasileiro, para declarar a inconstitucionalidade de leis ou atos emanados do Poder Público. Essa magna prerrogativa jurisdicional foi atribuída, em grau 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM “Controle Jurisdicional de Constitucionalidade”, p. 50/51, item n. 41, 1999, Cejup; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 122/123 e 276/277, itens ns. 6.7.3 e 9.14.4, 2ª ed., 2001, RT, v.g.). A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por sua vez, tem reiteradamente proclamado que a desconsideração do princípio em causa gera, como inevitável efeito consequencial, a nulidade absoluta da decisão judicial colegiada que, emanando de órgão meramente fracionário, haja declarado a inconstitucionalidade de determinado ato estatal (RTJ 58/499 – RTJ 71/233 – RTJ 110/226 – RTJ 117/265 – RTJ 135/297) ou, então, “embora sem o explicitar”, haja afastado “a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). As razões subjacentes à formulação do postulado constitucional do “full bench”, excelentemente identificadas por MARCELLO CAETANO (“Direito Constitucional”, vol. II/417, item n. 140, 1978, Forense), justificam a advertência dos Tribunais, cujos pronunciamentos – enfatizando os propósitos teleológicos visados pelo legislador constituinte – acentuam que “A inconstitucionalidade de lei ou ato do poder público só pode ser decretada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal, em sessão plena” (RF 193/131 – RTJ 95/859 – RTJ 96/1188 – RT 508/217). Não se pode perder de perspectiva, por isso mesmo, o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, cujas decisões assinalam a alta significação político-jurídica de que se reveste, em nosso ordenamento positivo, a exigência constitucional da reserva de plenário: “Nenhum órgão fracionário de qualquer Tribunal dispõe de competência, no sistema jurídico brasileiro, para declarar a inconstitucionalidade de leis ou atos emanados do Poder Público. Essa magna prerrogativa jurisdicional foi atribuída, em grau 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM de absoluta exclusividade, ao Plenário dos Tribunais ou, onde houver, ao respectivo Órgão Especial. Essa extraordinária competência dos Tribunais é regida pelo princípio da reserva de plenário inscrito no artigo 97 da Constituição da República. Suscitada a questão prejudicial de constitucionalidade perante órgão fracionário de Tribunal (Câmaras, Grupos, Turmas ou Seções), a este competirá, em acolhendo a alegação, submeter a controvérsia jurídica ao Tribunal Pleno.” (RTJ 150/223-224, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Tenho para mim , na linha do que tem sido iterativamente proclamado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Rcl 11.846/MG , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 12.388/ES , Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.486/SP , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 14.623/ES , Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.), que o ato objeto da presente reclamação não declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93 nem afastou , mesmo implicitamente, a sua incidência , para decidir a causa “sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). Sendo assim, pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM de absoluta exclusividade, ao Plenário dos Tribunais ou, onde houver, ao respectivo Órgão Especial. Essa extraordinária competência dos Tribunais é regida pelo princípio da reserva de plenário inscrito no artigo 97 da Constituição da República. Suscitada a questão prejudicial de constitucionalidade perante órgão fracionário de Tribunal (Câmaras, Grupos, Turmas ou Seções), a este competirá, em acolhendo a alegação, submeter a controvérsia jurídica ao Tribunal Pleno.” (RTJ 150/223-224, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Tenho para mim , na linha do que tem sido iterativamente proclamado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Rcl 11.846/MG , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 12.388/ES , Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.486/SP , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 14.623/ES , Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.), que o ato objeto da presente reclamação não declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93 nem afastou , mesmo implicitamente, a sua incidência , para decidir a causa “sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). Sendo assim, pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Decisão de Julgamento PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.327 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : ALCEMIR TEIXEIRA EDWARDS ADV.(A/S) : MARCO PAULO COELHO DE SOUZ AGDO.(A/S) : A M M MELO IMAGEM INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por votação unânime e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso de agravo. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 21.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3467555 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.327 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : ALCEMIR TEIXEIRA EDWARDS ADV.(A/S) : MARCO PAULO COELHO DE SOUZ AGDO.(A/S) : A M M MELO IMAGEM INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por votação unânime e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso de agravo. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 21.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3467555 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3500178
2013-02-21T00:00:00
2013-03-15T00:00:00
O Tribunal, por votação unânime e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso de agravo. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 21.02.2013.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA, COM EFEITO VINCULANTE, NO EXAME DA ADC 16/DF – INOCORRÊNCIA – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS TRABALHISTAS (LEI Nº 8.666/93, ART. 71, § 1º) – ATO JUDICIAL RECLAMADO PLENAMENTE JUSTIFICADO, NO CASO, PELO RECONHECIMENTO DE SITUAÇÃO CONFIGURADORA DE CULPA “IN VIGILANDO”, “IN ELIGENDO” OU “IN OMITTENDO” – DEVER LEGAL DAS ENTIDADES PÚBLICAS CONTRATANTES DE FISCALIZAR O CUMPRIMENTO, POR PARTE DAS EMPRESAS CONTRATADAS, DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS REFERENTES AOS EMPREGADOS VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI Nº 8.666/93, ART. 67) – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ART. 97) – SÚMULA VINCULANTE Nº 10/STF – INAPLICABILIDADE – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE JUÍZO OSTENSIVO OU DISFARÇADO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur226417
- Acórdão(s) citado(s): (RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA, ESTADO, DECORRÊNCIA, COMPROVAÇÃO, OMISSÃO) ADC 16(TP) - CASO LÍDER. (INCONSTITUCIONALIDADE, EQUIVALÊNCIA, AFASTAMENTO, APLICAÇÃO, LEI) AI 473019 AgR(1ªT), RE 432597 AgR(1ªT); RTJ 169/756. (VIOLAÇÃO, RESERVA DE PLENÁRIO) RTJ 58/499, RTJ 71/233, RTJ 110/226, RTJ 117/265, RTJ 135/297, RTJ 169/756, RF 193/131, RTJ 95/859, RTJ 96/1188, RT 508/217. (EXIGÊNCIA, RESERVA DE PLENÁRIO) RTJ 150/223. (AUSÊNCIA, AFASTAMENTO, NORMA, INCONSTITUCIONALIDADE) RTJ 169/756. - Acórdãos citados - outros tribunais: TST: AIRR 157240-94.2007.5.16.0015 - Caso Líder, AIRR 132100-60.2008.5.04.0402, AIRR 14726-94.2010.5.04.0000, AIRR 2042-50.2010.5.18.0000, AIRR 546040-57.2006.5.07.0032, RR 193600-61.2009.5.09.0594. - Decisões monocráticas citadas: (RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA, ESTADO, DECORRÊNCIA, COMPROVAÇÃO, OMISSÃO) Rcl 8475, Rcl 11917, Rcl 12089, Rcl 12310, Rcl 12388, Rcl 12434, Rcl 12595, Rcl 12828, Rcl 12944, Rcl 13425, Rcl 13841, Rcl 14623, Rcl 14658, Rcl 14943, Rcl 15052, Rcl 13272 MC. (RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA, FALHA, FISCALIZAÇÃO) Rcl 12925. Número de páginas: 19. Análise: 08/04/2013, LLD.
CELSO DE MELLO
Tribunal Pleno
11327
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00007 INC-00033 ART-00097 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-008666 ANO-1993\r\n ART-00027 ART-00067 ART-00071 PAR-00001\r\n LLC-1993 LEI DE LICITAÇÕES\r\n\r\n", "LEG-FED SUV-000010 \r\n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 11327 AgR
[ "" ]
ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : ALCEMIR TEIXEIRA EDWARDS ADV.(A/S) : MARCO PAULO COELHO DE SOUZ AGDO.(A/S) : A M M MELO IMAGEM
[ "" ]
Ementa e Acórdão 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.327 AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :ALCEMIR TEIXEIRA EDWARDS ADV.(A/S) :MARCO PAULO COELHO DE SOUZ AGDO.(A/S) :A M M MELO IMAGEM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA, COM EFEITO VINCULANTE, NO EXAME DA ADC 16/DF – INOCORRÊNCIA – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS TRABALHISTAS (LEI n 8.666/93, ART. 71, § 1...) – ATO JUDICIAL RECLAMADO PLENAMENTE JUSTIFICADO, NO CASO, PELO RECONHECIMENTO DE SITUAÇÃO CONFIGURADORA DE CULPA “IN VIGILANDO”, “IN ELIGENDO” OU “IN OMITTENDO” – DEVER LEGAL DAS ENTIDADES PÚBLICAS CONTRATANTES DE FISCALIZAR O CUMPRIMENTO, POR PARTE DAS EMPRESAS CONTRATADAS, DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS REFERENTES AOS EMPREGADOS VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI n 8.666/93, ART. 67) – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (Constituição Federal de 1988, ART. 97) – SÚMULA VINCULANTE n 10/Supremo Tribunal Federal – INAPLICABILIDADE – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE JUÍZO OSTENSIVO OU DISFARÇADO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493132. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão RCL 11327 AGR / AM A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 21 de fevereiro de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493132. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 21 de fevereiro de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493132. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.327 AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :ALCEMIR TEIXEIRA EDWARDS ADV.(A/S) :MARCO PAULO COELHO DE SOUZ AGDO.(A/S) :A M M MELO IMAGEM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A parte agravante insurge-se, na presente sede recursal, contra ato decisório que, por entender inocorrente, na espécie, qualquer situação caracterizadora de desrespeito à autoridade de decisão ou de enunciado sumular impregnados de eficácia vinculante emanados desta Suprema Corte, julgou improcedente a reclamação deduzida pelo ora recorrente. A parte agravante, para justificar, no caso, a utilização da via reclamatória, alegou que o ato judicial reclamado – que resultou de julgamento pelo E. Tribunal Superior do Trabalho – teria transgredido a autoridade da decisão que esta Suprema Corte proferiu, com efeito vinculante, no exame da ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, além de supostamente haver desrespeitado o enunciado constante da Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal, que possui o seguinte teor: “Viola a cláusula de reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.” (grifei) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493133. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.327 AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :ALCEMIR TEIXEIRA EDWARDS ADV.(A/S) :MARCO PAULO COELHO DE SOUZ AGDO.(A/S) :A M M MELO IMAGEM INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A parte agravante insurge-se, na presente sede recursal, contra ato decisório que, por entender inocorrente, na espécie, qualquer situação caracterizadora de desrespeito à autoridade de decisão ou de enunciado sumular impregnados de eficácia vinculante emanados desta Suprema Corte, julgou improcedente a reclamação deduzida pelo ora recorrente. A parte agravante, para justificar, no caso, a utilização da via reclamatória, alegou que o ato judicial reclamado – que resultou de julgamento pelo E. Tribunal Superior do Trabalho – teria transgredido a autoridade da decisão que esta Suprema Corte proferiu, com efeito vinculante, no exame da ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, além de supostamente haver desrespeitado o enunciado constante da Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal, que possui o seguinte teor: “Viola a cláusula de reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.” (grifei) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493133. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório RCL 11327 AGR / AM Sustentou-se, em síntese, que o órgão reclamado, no julgamento objeto desta ação reclamatória, teria decidido com base na Súmula n 331, IV, do Tribunal Superior do Trabalho (em sua antiga redação), afastando, em consequência, a incidência do art. 71, § 1..., da Lei n 8.666/93, o que, além de supostamente desrespeitar a decisão proferida quando do julgamento da ADC 16/Supremo Tribunal Federal, implicaria, ainda, ofensa ao princípio da reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, art. 97). O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência desta reclamação, assim resumiu e apreciou a presente causa: “Reclamação. Alegação de aplicação, pelo acórdão reclamado, da Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho, a qual afastou o parágrafo 1... do artigo 71 da Lei 8.666/93 sem o devido respeito à cláusula de reserva de plenário. Inobservância de ofensa à decisão proferida na ADC n 16 ou à Súmula Vinculante n 10. Parecer pela improcedência da reclamação . 1. Trata-se de reclamação, com pedido de liminar, proposta pelo Estado do Amazonas em face da decisão proferida pelo Tribunal Superior do Trabalho, que estaria em confronto com a Ação Direta de Constitucionalidade n 16 e com a Súmula Vinculante n 10. 2. O reclamante alega que o Juízo ‘a quo’ teria aplicado a Súmula 331, IV, do Tribunal Superior do Trabalho, para afastar a regra contida no § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93, em violação à ADC n 16, além de não ter submetido a questão ao órgão pleno do tribunal, conforme determinação da Súmula Vinculante n 10 e da cláusula da reserva de plenário. 3. A reclamação deve ser julgada improcedente. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493133. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM Sustentou-se, em síntese, que o órgão reclamado, no julgamento objeto desta ação reclamatória, teria decidido com base na Súmula n 331, IV, do Tribunal Superior do Trabalho (em sua antiga redação), afastando, em consequência, a incidência do art. 71, § 1..., da Lei n 8.666/93, o que, além de supostamente desrespeitar a decisão proferida quando do julgamento da ADC 16/Supremo Tribunal Federal, implicaria, ainda, ofensa ao princípio da reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, art. 97). O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência desta reclamação, assim resumiu e apreciou a presente causa: “Reclamação. Alegação de aplicação, pelo acórdão reclamado, da Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho, a qual afastou o parágrafo 1... do artigo 71 da Lei 8.666/93 sem o devido respeito à cláusula de reserva de plenário. Inobservância de ofensa à decisão proferida na ADC n 16 ou à Súmula Vinculante n 10. Parecer pela improcedência da reclamação . 1. Trata-se de reclamação, com pedido de liminar, proposta pelo Estado do Amazonas em face da decisão proferida pelo Tribunal Superior do Trabalho, que estaria em confronto com a Ação Direta de Constitucionalidade n 16 e com a Súmula Vinculante n 10. 2. O reclamante alega que o Juízo ‘a quo’ teria aplicado a Súmula 331, IV, do Tribunal Superior do Trabalho, para afastar a regra contida no § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93, em violação à ADC n 16, além de não ter submetido a questão ao órgão pleno do tribunal, conforme determinação da Súmula Vinculante n 10 e da cláusula da reserva de plenário. 3. A reclamação deve ser julgada improcedente. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493133. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório RCL 11327 AGR / AM 4. Pela leitura do acórdão acostado aos autos eletrônicos, percebe-se que a decisão reclamada concluiu pela culpa ‘in vigilando’ da Administração. 5. O Tribunal Superior do Trabalho analisou o caso ali discutido à luz dos artigos 186 e 927 do Código Civil. Segundo o acórdão: ‘É, portanto, constitucional o art. 71 da Lei 8.666/93 (ADC 16, julgada pelo Supremo Tribunal Federal em 24.11.2010), não implicando, porém, naturalmente, óbice ao exame da culpa na fiscalização do contrato terceirizado. Evidenciada essa culpa nos autos, incide a responsabilidade subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916 e arts. 186 e 927, 'caput', do CCB/2002. É exatamente a hipótese dos autos, pois o Regional, ao analisar o conteúdo fático-probatório, consignou expressamente que o Reclamado não cumpriu o dever legal de fiscalização.’ 6. Conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, o Estado não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deva responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de constitucionalidade do § 1... do artigo 71 da Lei 8.666/93. 7. No caso dos autos, o acórdão reclamado reconheceu a conduta omissiva culposa do Estado. Em sendo assim, não há de se falar em ofensa à decisão proferida na ADC n 16, tendo em vista a análise da ‘culpa’ no caso concreto. 8. Entende-se, portanto, que o conteúdo da ADC n 16 não foi violado, visto que a responsabilização do Estado, nesse ponto, não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a empresa contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária adentrou o tema referente à culpa omissiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar-se o acerto ou desacerto do julgamento. A desconstituição do entendimento em relação à caracterização da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493133. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM 4. Pela leitura do acórdão acostado aos autos eletrônicos, percebe-se que a decisão reclamada concluiu pela culpa ‘in vigilando’ da Administração. 5. O Tribunal Superior do Trabalho analisou o caso ali discutido à luz dos artigos 186 e 927 do Código Civil. Segundo o acórdão: ‘É, portanto, constitucional o art. 71 da Lei 8.666/93 (ADC 16, julgada pelo Supremo Tribunal Federal em 24.11.2010), não implicando, porém, naturalmente, óbice ao exame da culpa na fiscalização do contrato terceirizado. Evidenciada essa culpa nos autos, incide a responsabilidade subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916 e arts. 186 e 927, 'caput', do CCB/2002. É exatamente a hipótese dos autos, pois o Regional, ao analisar o conteúdo fático-probatório, consignou expressamente que o Reclamado não cumpriu o dever legal de fiscalização.’ 6. Conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, o Estado não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deva responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de constitucionalidade do § 1... do artigo 71 da Lei 8.666/93. 7. No caso dos autos, o acórdão reclamado reconheceu a conduta omissiva culposa do Estado. Em sendo assim, não há de se falar em ofensa à decisão proferida na ADC n 16, tendo em vista a análise da ‘culpa’ no caso concreto. 8. Entende-se, portanto, que o conteúdo da ADC n 16 não foi violado, visto que a responsabilização do Estado, nesse ponto, não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a empresa contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária adentrou o tema referente à culpa omissiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar-se o acerto ou desacerto do julgamento. A desconstituição do entendimento em relação à caracterização da 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493133. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Relatório RCL 11327 AGR / AM culpa não pode ser feita na via estreita da reclamação. 9. Por fim, não houve violação à Súmula Vinculante n 10. A análise do caso concreto centrou-se no reconhecimento da culpa ‘in vigilando’, não tendo havido juízo de inconstitucionalidade sobre o tema. A decisão teve como base a legislação civil e, por isso, não era o caso de exigir-se o julgamento pelo órgão plenário do tribunal ‘a quo’. Ante o exposto, o parecer é pela improcedência da reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação do Egrégio Plenário desta Suprema Corte, o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493133. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM culpa não pode ser feita na via estreita da reclamação. 9. Por fim, não houve violação à Súmula Vinculante n 10. A análise do caso concreto centrou-se no reconhecimento da culpa ‘in vigilando’, não tendo havido juízo de inconstitucionalidade sobre o tema. A decisão teve como base a legislação civil e, por isso, não era o caso de exigir-se o julgamento pelo órgão plenário do tribunal ‘a quo’. Ante o exposto, o parecer é pela improcedência da reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação do Egrégio Plenário desta Suprema Corte, o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493133. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.327 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Como tive o ensejo de enfatizar quando da prolação da decisão agravada, esta Suprema Corte, ao apreciar a ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, julgou-a procedente, para declarar a constitucionalidade do art. 71, § 1..., da Lei 8.666/93, em julgamento que se acha assim ementado: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art. 71, § 1..., da Lei federal n 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1..., da Lei federal n 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela Lei n 9.032, de 1995.” (ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei) É oportuno ressaltar, no ponto, que, em referido julgamento, não obstante o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha confirmado a plena validade constitucional do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93 – por entender juridicamente incompatível com a Constituição a transferência automática, em detrimento da Administração Pública, dos encargos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.327 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Como tive o ensejo de enfatizar quando da prolação da decisão agravada, esta Suprema Corte, ao apreciar a ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, julgou-a procedente, para declarar a constitucionalidade do art. 71, § 1..., da Lei 8.666/93, em julgamento que se acha assim ementado: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art. 71, § 1..., da Lei federal n 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1..., da Lei federal n 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela Lei n 9.032, de 1995.” (ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei) É oportuno ressaltar, no ponto, que, em referido julgamento, não obstante o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha confirmado a plena validade constitucional do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93 – por entender juridicamente incompatível com a Constituição a transferência automática, em detrimento da Administração Pública, dos encargos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM trabalhistas, fiscais, comerciais e previdenciários resultantes da execução do contrato na hipótese de inadimplência da empresa contratada –, enfatizou-se que essa declaração de constitucionalidade não impediria, em cada situação ocorrente, o reconhecimento de eventual culpa “in omittendo” ou “in vigilando” do Poder Público. Essa visão em torno do tema tem sido observada por Ministros de ambas as Turmas desta Suprema Corte (Rcl 8.475/PE, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 11.917/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.089/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.310/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.388/SC, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.434/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.595/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.828/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 12.944/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 13.272-MC/MG, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 13.425/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 13.841/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 14.623/ES, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 14.658/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 14.943/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 15.052/RO, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.), em julgamentos nos quais se tem reconhecido possível a atribuição de responsabilidade subsidiária ao ente público na hipótese excepcional de restar demonstrada a ocorrência de comportamento culposo da Administração Pública. Vale referir, bem por isso, ante a pertinência de seu conteúdo, trecho da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA proferiu no âmbito da Rcl 12.925/SP, de que foi Relator: “(...) ao declarar a constitucionalidade do referido § 1... do art. 71 da Lei 8.666/1993, a Corte consignou que se, na análise do caso concreto, ficar configurada a culpa da Administração em fiscalizar a execução do contrato firmado com a empresa contratada, estará presente sua responsabilidade subsidiária pelos débitos trabalhistas não adimplidos. Em outras palavras, vedou-se, apenas, a transferência automática ou a responsabilidade objetiva da Administração Pública por essas obrigações. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM trabalhistas, fiscais, comerciais e previdenciários resultantes da execução do contrato na hipótese de inadimplência da empresa contratada –, enfatizou-se que essa declaração de constitucionalidade não impediria, em cada situação ocorrente, o reconhecimento de eventual culpa “in omittendo” ou “in vigilando” do Poder Público. Essa visão em torno do tema tem sido observada por Ministros de ambas as Turmas desta Suprema Corte (Rcl 8.475/PE, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 11.917/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.089/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.310/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.388/SC, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.434/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.595/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.828/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 12.944/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 13.272-MC/MG, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 13.425/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 13.841/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 14.623/ES, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 14.658/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 14.943/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 15.052/RO, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.), em julgamentos nos quais se tem reconhecido possível a atribuição de responsabilidade subsidiária ao ente público na hipótese excepcional de restar demonstrada a ocorrência de comportamento culposo da Administração Pública. Vale referir, bem por isso, ante a pertinência de seu conteúdo, trecho da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA proferiu no âmbito da Rcl 12.925/SP, de que foi Relator: “(...) ao declarar a constitucionalidade do referido § 1... do art. 71 da Lei 8.666/1993, a Corte consignou que se, na análise do caso concreto, ficar configurada a culpa da Administração em fiscalizar a execução do contrato firmado com a empresa contratada, estará presente sua responsabilidade subsidiária pelos débitos trabalhistas não adimplidos. Em outras palavras, vedou-se, apenas, a transferência automática ou a responsabilidade objetiva da Administração Pública por essas obrigações. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM No presente caso, a autoridade reclamada, embora de forma sucinta, a partir do conjunto probatório presente nos autos da reclamação trabalhista, analisou a conduta do ora reclamante e entendeu configurada a sua culpa ‘in vigilando’. …................................................................................................... Como o controle da regularidade da execução dos contratos firmados com a administração deve ser feito por dever de ofício, é densa a fundamentação do acórdão-reclamado ao atribuir ao Estado o dever de provar não ter agido com tolerância ou desídia incompatíveis com o respeito ao erário. Se bem ou mal decidiu a autoridade reclamada ao reconhecer a responsabilidade por culpa imputável à reclamante, a reclamação constitucional não é o meio adequado para substituir os recursos e as medidas ordinária e extraordinariamente disponíveis para correção do alegado erro. Ante o exposto, julgo improcedente esta reclamação (art. 38 da Lei 8.038/1990 e art. 161, par. ún. do RISTF).” (grifei) Cumpre assinalar, por necessário, que o dever legal das entidades públicas contratantes de fiscalizar a idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o controle prévio à contratação – consistente em exigir, das empresas licitantes, a apresentação dos documentos aptos a demonstrar a habilitação jurídica, a qualificação técnica, a situação econômico-financeira, a regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do artigo 7... da Constituição Federal (Lei n 8.666/93, art. 27) –, mas compreende, também, o controle concomitante à execução contratual, viabilizador, dentre outras medidas, da vigilância efetiva e da adequada fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos empregados vinculados ao contrato celebrado (Lei n 8.666/93, art. 67). Esse entendimento encontra apoio em expressivo magistério doutrinário (LÍVIA DEPRÁ CAMARGO SULZBACH, “A Responsabilidade Subsidiária da Administração Pública na Terceirização de Serviços – Princípio da supremacia do interesse público x dignidade da pessoa 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM No presente caso, a autoridade reclamada, embora de forma sucinta, a partir do conjunto probatório presente nos autos da reclamação trabalhista, analisou a conduta do ora reclamante e entendeu configurada a sua culpa ‘in vigilando’. …................................................................................................... Como o controle da regularidade da execução dos contratos firmados com a administração deve ser feito por dever de ofício, é densa a fundamentação do acórdão-reclamado ao atribuir ao Estado o dever de provar não ter agido com tolerância ou desídia incompatíveis com o respeito ao erário. Se bem ou mal decidiu a autoridade reclamada ao reconhecer a responsabilidade por culpa imputável à reclamante, a reclamação constitucional não é o meio adequado para substituir os recursos e as medidas ordinária e extraordinariamente disponíveis para correção do alegado erro. Ante o exposto, julgo improcedente esta reclamação (art. 38 da Lei 8.038/1990 e art. 161, par. ún. do RISTF).” (grifei) Cumpre assinalar, por necessário, que o dever legal das entidades públicas contratantes de fiscalizar a idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o controle prévio à contratação – consistente em exigir, das empresas licitantes, a apresentação dos documentos aptos a demonstrar a habilitação jurídica, a qualificação técnica, a situação econômico-financeira, a regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do artigo 7... da Constituição Federal (Lei n 8.666/93, art. 27) –, mas compreende, também, o controle concomitante à execução contratual, viabilizador, dentre outras medidas, da vigilância efetiva e da adequada fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos empregados vinculados ao contrato celebrado (Lei n 8.666/93, art. 67). Esse entendimento encontra apoio em expressivo magistério doutrinário (LÍVIA DEPRÁ CAMARGO SULZBACH, “A Responsabilidade Subsidiária da Administração Pública na Terceirização de Serviços – Princípio da supremacia do interesse público x dignidade da pessoa 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM humana? – Repercussões do julgamento da ADC n. 16 pelo Supremo Tribunal Federal na Súmula n. 331 do Tribunal Superior do Trabalho”, “in” Revista LTr, vol. 76/2012, p. 719/739; ROBERTO NOBREGA DE ALMEIDA FILHO, “Terceirização na Administração Pública e Suas Consequências no Âmbito da Justiça do Trabalho”, “in” Revista do Tribunal Regional do Trabalho da 15... Região, n 40/2012, p. 187/196; PLÍNIO ANTÔNIO PÚBLIO ALBREGARD, “Responsabilidade Subsidiária da Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional”, “in” Revista do TRT da 2... Região, n 07/2012, p. 67/73; IVANI CONTINI BRAMANTE, “A Aparente Derrota da Súmula 331/Tribunal Superior do Trabalho e a Responsabilidade do Poder Público na Terceirização”, “in” Repertório de Jurisprudência IOB, n 24/2011, vol. II/721-767; BRUNO SANTOS CUNHA, “Fiscalização de Contratos Administrativos de Terceirização de Mão de Obra: Uma Nova Exegese e Reforço de Incidência”, “in” Revista do Tribunal Superior do Trabalho, n 01/2011, vol. 77/131-138; EDITE HUPSEL, “Controle de Execução dos Contratos Administrativos pela Administração Pública”, “in” Revista Zênite de Licitações e Contratos – ILC, n 163/2007, p. 872/878, v.g.). Cabe destacar, ainda, nessa mesma linha de orientação, em face de sua precisa abordagem, a lição de HELDER SANTOS AMORIM, MÁRCIO TÚLIO VIANA e GABRIELA NEVES DELGADO (“Terceirização – Aspectos Gerais: Última Decisão do Supremo Tribunal Federal e a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho – Novos Enfoques”, “in” Revista do Tribunal Superior do Trabalho, n 01/2011, vol. 77/76-83): “A interpretação do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93 desafia sua leitura conjunta e contextualizada com vários outros dispositivos legais que imputam à Administração Pública, de forma correlata e proporcional, o dever de fiscalizar eficientemente a execução dos seus contratos de terceirização, por imperativo de legalidade e moralidade pública (Constituição, art. 37, capuz), inclusive em relação ao adimplemento dos direitos dos trabalhadores terceirizados, tendo em vista que se trata de direitos fundamentais (Constituição, art. 7...) cuja promoção e fiscalização 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM humana? – Repercussões do julgamento da ADC n. 16 pelo Supremo Tribunal Federal na Súmula n. 331 do Tribunal Superior do Trabalho”, “in” Revista LTr, vol. 76/2012, p. 719/739; ROBERTO NOBREGA DE ALMEIDA FILHO, “Terceirização na Administração Pública e Suas Consequências no Âmbito da Justiça do Trabalho”, “in” Revista do Tribunal Regional do Trabalho da 15... Região, n 40/2012, p. 187/196; PLÍNIO ANTÔNIO PÚBLIO ALBREGARD, “Responsabilidade Subsidiária da Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional”, “in” Revista do TRT da 2... Região, n 07/2012, p. 67/73; IVANI CONTINI BRAMANTE, “A Aparente Derrota da Súmula 331/Tribunal Superior do Trabalho e a Responsabilidade do Poder Público na Terceirização”, “in” Repertório de Jurisprudência IOB, n 24/2011, vol. II/721-767; BRUNO SANTOS CUNHA, “Fiscalização de Contratos Administrativos de Terceirização de Mão de Obra: Uma Nova Exegese e Reforço de Incidência”, “in” Revista do Tribunal Superior do Trabalho, n 01/2011, vol. 77/131-138; EDITE HUPSEL, “Controle de Execução dos Contratos Administrativos pela Administração Pública”, “in” Revista Zênite de Licitações e Contratos – ILC, n 163/2007, p. 872/878, v.g.). Cabe destacar, ainda, nessa mesma linha de orientação, em face de sua precisa abordagem, a lição de HELDER SANTOS AMORIM, MÁRCIO TÚLIO VIANA e GABRIELA NEVES DELGADO (“Terceirização – Aspectos Gerais: Última Decisão do Supremo Tribunal Federal e a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho – Novos Enfoques”, “in” Revista do Tribunal Superior do Trabalho, n 01/2011, vol. 77/76-83): “A interpretação do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93 desafia sua leitura conjunta e contextualizada com vários outros dispositivos legais que imputam à Administração Pública, de forma correlata e proporcional, o dever de fiscalizar eficientemente a execução dos seus contratos de terceirização, por imperativo de legalidade e moralidade pública (Constituição, art. 37, capuz), inclusive em relação ao adimplemento dos direitos dos trabalhadores terceirizados, tendo em vista que se trata de direitos fundamentais (Constituição, art. 7...) cuja promoção e fiscalização 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM incumbe aprioristicamente ao Estado, como razão essencial de sua existência. Daí porque a fiscalização do fiel cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados constitui elemento intrínseco à fiscalização do contrato de prestação de serviços, tal como decorre expressamente de dispositivos da Lei de Licitações e das normas que a regulamentam no nível federal, em observância aos preceitos constitucionais que consagram a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa como fundamento da República (Constituição Federal de 1988, art. 1..., III e IV), que instituem como objetivo da República construir uma sociedade livre, justa e solidária (art. 3..., I), que fundamentalizam os direitos essenciais dos trabalhadores (art. 7...), que fundam a ordem econômica na valorização do trabalho humano (art. 170) e que alicerçam a ordem social no primado do trabalho (art. 193). No plano infraconstitucional, o dever da Administração Pública de fiscalizar o cumprimento de direitos dos trabalhadores terceirizados decorre primeiramente de dispositivos da Lei de Licitações, mas o padrão fiscalizatório, que diz respeito à extensão e profundidade deste dever de fiscalizar, encontra-se emoldurado na integração deste diploma legal com preceitos da Instrução Normativa (IN) n 02/08, alterados pela Instrução Normativa (IN) n 03/09, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que regulamentam a matéria no âmbito da Administração Pública Federal. …................................................................................................... E estando assim evidentes os extensos limites do dever constitucional e legal da Administração de fiscalizar o cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados, disso decorre naturalmente que a inobservância deste dever de fiscalização implica a responsabilidade da Administração pelo inadimplemento dos direitos que deveriam ser fiscalizados. Esta responsabilidade não se esgota com a demonstração de uma simples verificação superficial da formalização dos vínculos de emprego, pois o padrão fiscalizatório acima retratado exige o envolvimento direto e diário da Administração com a rotina das práticas trabalhistas da empresa contratada. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM incumbe aprioristicamente ao Estado, como razão essencial de sua existência. Daí porque a fiscalização do fiel cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados constitui elemento intrínseco à fiscalização do contrato de prestação de serviços, tal como decorre expressamente de dispositivos da Lei de Licitações e das normas que a regulamentam no nível federal, em observância aos preceitos constitucionais que consagram a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa como fundamento da República (Constituição Federal de 1988, art. 1..., III e IV), que instituem como objetivo da República construir uma sociedade livre, justa e solidária (art. 3..., I), que fundamentalizam os direitos essenciais dos trabalhadores (art. 7...), que fundam a ordem econômica na valorização do trabalho humano (art. 170) e que alicerçam a ordem social no primado do trabalho (art. 193). No plano infraconstitucional, o dever da Administração Pública de fiscalizar o cumprimento de direitos dos trabalhadores terceirizados decorre primeiramente de dispositivos da Lei de Licitações, mas o padrão fiscalizatório, que diz respeito à extensão e profundidade deste dever de fiscalizar, encontra-se emoldurado na integração deste diploma legal com preceitos da Instrução Normativa (IN) n 02/08, alterados pela Instrução Normativa (IN) n 03/09, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que regulamentam a matéria no âmbito da Administração Pública Federal. …................................................................................................... E estando assim evidentes os extensos limites do dever constitucional e legal da Administração de fiscalizar o cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados, disso decorre naturalmente que a inobservância deste dever de fiscalização implica a responsabilidade da Administração pelo inadimplemento dos direitos que deveriam ser fiscalizados. Esta responsabilidade não se esgota com a demonstração de uma simples verificação superficial da formalização dos vínculos de emprego, pois o padrão fiscalizatório acima retratado exige o envolvimento direto e diário da Administração com a rotina das práticas trabalhistas da empresa contratada. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM A Administração só se desincumbe deste seu dever quando demonstra a promoção eficaz de todos os procedimentos legais de controle, além daqueles que, embora não previstos expressamente na lei, sejam indispensáveis à eficiência da fiscalização na obtenção dos seus resultados, em respeito ao princípio da eficiência administrativa que rege a Administração Pública (Constituição, art. 37). ….................................................................................................. Lado outro, a ausência de fiscalização ou a fiscalização insuficiente, descomprometida com a efetividade dos direitos fiscalizados, implica inadimplência do ente público contratante para com o seu dever de tutela, dever decorrente da sua própria condição de Administração Pública.” (grifei) Cumpre ter presente, por relevante, que essa diretriz tem sido observada pela jurisprudência dos Tribunais, notadamente por aquela emanada do E. Tribunal Superior do Trabalho (AIRR 132100- -60.2008.5.04.0402, Rel. Min. ALOYSIO CORRÊA DA VEIGA – AIRR 14726-94.2010.5.04.0000, Rel. Min. MARIA DE ASSIS CALSING – AIRR 2042-50.2010.5.18.0000, Rel. Min. ROSA WEBER – AIRR 546040- -57.2006.5.07.0032, Rel. Min. GUILHERME AUGUSTO CAPUTO BASTOS – RR 193600-61.2009.5.09.0594, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO, v.g.): “AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA – ENTIDADES ESTATAIS – RESPONSABILIDADE EM CASO DE CULPA ‘IN VIGILANDO’ NO QUE TANGE AO CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA POR PARTE DA EMPRESA TERCEIRIZANTE CONTRATADA – COMPATIBILIDADE COM O ART. 71 DA LEI DE LICITAÇÕES – INCIDÊNCIA DOS ARTS. 159 DO CCB/1916, 186 E 927, ‘CAPUT’, DO CCB/2002. A mera inadimplência da empresa terceirizante quanto às verbas trabalhistas e previdenciárias devidas ao trabalhador terceirizado não transfere a 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM A Administração só se desincumbe deste seu dever quando demonstra a promoção eficaz de todos os procedimentos legais de controle, além daqueles que, embora não previstos expressamente na lei, sejam indispensáveis à eficiência da fiscalização na obtenção dos seus resultados, em respeito ao princípio da eficiência administrativa que rege a Administração Pública (Constituição, art. 37). ….................................................................................................. Lado outro, a ausência de fiscalização ou a fiscalização insuficiente, descomprometida com a efetividade dos direitos fiscalizados, implica inadimplência do ente público contratante para com o seu dever de tutela, dever decorrente da sua própria condição de Administração Pública.” (grifei) Cumpre ter presente, por relevante, que essa diretriz tem sido observada pela jurisprudência dos Tribunais, notadamente por aquela emanada do E. Tribunal Superior do Trabalho (AIRR 132100- -60.2008.5.04.0402, Rel. Min. ALOYSIO CORRÊA DA VEIGA – AIRR 14726-94.2010.5.04.0000, Rel. Min. MARIA DE ASSIS CALSING – AIRR 2042-50.2010.5.18.0000, Rel. Min. ROSA WEBER – AIRR 546040- -57.2006.5.07.0032, Rel. Min. GUILHERME AUGUSTO CAPUTO BASTOS – RR 193600-61.2009.5.09.0594, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO, v.g.): “AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA – ENTIDADES ESTATAIS – RESPONSABILIDADE EM CASO DE CULPA ‘IN VIGILANDO’ NO QUE TANGE AO CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA POR PARTE DA EMPRESA TERCEIRIZANTE CONTRATADA – COMPATIBILIDADE COM O ART. 71 DA LEI DE LICITAÇÕES – INCIDÊNCIA DOS ARTS. 159 DO CCB/1916, 186 E 927, ‘CAPUT’, DO CCB/2002. A mera inadimplência da empresa terceirizante quanto às verbas trabalhistas e previdenciárias devidas ao trabalhador terceirizado não transfere a 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM responsabilidade por tais verbas para a entidade estatal tomadora de serviços, a teor do disposto no art. 71 da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações), cuja constitucionalidade foi declarada pelo Supremo Tribunal Federal na ADC n 16-DF. Entretanto, a inadimplência da obrigação fiscalizatória da entidade estatal tomadora de serviços no tocante ao preciso cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias da empresa prestadora de serviços gera sua responsabilidade subsidiária, em face de sua culpa ‘in vigilando’, a teor da regra responsabilizatória incidente sobre qualquer pessoa física ou jurídica que, por ato ou omissão culposos, cause prejuízos a alguém (art. 186, Código Civil). Evidenciando-se essa culpa ‘in vigilando’ nos autos, incide a responsabilidade subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916, arts. 186 e 927, ‘caput’, do CCB/2002, observados os respectivos períodos de vigência. Agravo de instrumento desprovido.” (AIRR 157240-94.2007.5.16.0015, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO – grifei) O exame da decisão reclamada, tendo em vista a situação concreta nela apreciada, revela que se reconheceu, na espécie, a responsabilidade subsidiária da parte reclamante, ora recorrente, em decorrência de situação configuradora de culpa “in vigilando”, “in eligendo” ou “in omittendo”. Com efeito, o Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência da presente reclamação, formulou parecer que está assim ementado: “Reclamação. Alegação de aplicação, pelo acórdão reclamado, da Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho, a qual afastou o parágrafo 1... do artigo 71 da Lei 8.666/93 sem o devido respeito à cláusula de reserva de plenário. Inobservância de ofensa à decisão proferida na ADC n 16 ou à Súmula Vinculante n 10. Parecer pela improcedência da reclamação .” (grifei) 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM responsabilidade por tais verbas para a entidade estatal tomadora de serviços, a teor do disposto no art. 71 da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações), cuja constitucionalidade foi declarada pelo Supremo Tribunal Federal na ADC n 16-DF. Entretanto, a inadimplência da obrigação fiscalizatória da entidade estatal tomadora de serviços no tocante ao preciso cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias da empresa prestadora de serviços gera sua responsabilidade subsidiária, em face de sua culpa ‘in vigilando’, a teor da regra responsabilizatória incidente sobre qualquer pessoa física ou jurídica que, por ato ou omissão culposos, cause prejuízos a alguém (art. 186, Código Civil). Evidenciando-se essa culpa ‘in vigilando’ nos autos, incide a responsabilidade subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916, arts. 186 e 927, ‘caput’, do CCB/2002, observados os respectivos períodos de vigência. Agravo de instrumento desprovido.” (AIRR 157240-94.2007.5.16.0015, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO – grifei) O exame da decisão reclamada, tendo em vista a situação concreta nela apreciada, revela que se reconheceu, na espécie, a responsabilidade subsidiária da parte reclamante, ora recorrente, em decorrência de situação configuradora de culpa “in vigilando”, “in eligendo” ou “in omittendo”. Com efeito, o Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência da presente reclamação, formulou parecer que está assim ementado: “Reclamação. Alegação de aplicação, pelo acórdão reclamado, da Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho, a qual afastou o parágrafo 1... do artigo 71 da Lei 8.666/93 sem o devido respeito à cláusula de reserva de plenário. Inobservância de ofensa à decisão proferida na ADC n 16 ou à Súmula Vinculante n 10. Parecer pela improcedência da reclamação .” (grifei) 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM Os fundamentos expostos em referida manifestação ajustam-se, integralmente, à orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou a propósito da matéria em análise, valendo destacar, por relevante, fragmento desse parecer oferecido pela douta Procuradoria-Geral da República, que a seguir reproduzo: “3. A reclamação deve ser julgada improcedente. 4. Pela leitura do acórdão acostado aos autos eletrônicos, percebe-se que a decisão reclamada concluiu pela culpa ‘in vigilando’ da Administração. 5. O Tribunal Superior do Trabalho analisou o caso ali discutido à luz dos artigos 186 e 927 do Código Civil. Segundo o acórdão: ‘É, portanto, constitucional o art. 71 da Lei 8.666/93 (ADC 16, julgada pelo Supremo Tribunal Federal em 24.11.2010), não implicando, porém, naturalmente, óbice ao exame da culpa na fiscalização do contrato terceirizado. Evidenciada essa culpa nos autos, incide a responsabilidade subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916 e arts. 186 e 927, 'caput', do CCB/2002. É exatamente a hipótese dos autos, pois o Regional, ao analisar o conteúdo fático-probatório, consignou expressamente que o Reclamado não cumpriu o dever legal de fiscalização.’ 6. Conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, o Estado não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deva responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de constitucionalidade do § 1... do artigo 71 da Lei 8.666/93. 7. No caso dos autos, o acórdão reclamado reconheceu a conduta omissiva culposa do Estado. Em sendo assim, não há de se falar em ofensa à decisão proferida na ADC n 16, tendo em vista a análise da ‘culpa’ no caso concreto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM Os fundamentos expostos em referida manifestação ajustam-se, integralmente, à orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou a propósito da matéria em análise, valendo destacar, por relevante, fragmento desse parecer oferecido pela douta Procuradoria-Geral da República, que a seguir reproduzo: “3. A reclamação deve ser julgada improcedente. 4. Pela leitura do acórdão acostado aos autos eletrônicos, percebe-se que a decisão reclamada concluiu pela culpa ‘in vigilando’ da Administração. 5. O Tribunal Superior do Trabalho analisou o caso ali discutido à luz dos artigos 186 e 927 do Código Civil. Segundo o acórdão: ‘É, portanto, constitucional o art. 71 da Lei 8.666/93 (ADC 16, julgada pelo Supremo Tribunal Federal em 24.11.2010), não implicando, porém, naturalmente, óbice ao exame da culpa na fiscalização do contrato terceirizado. Evidenciada essa culpa nos autos, incide a responsabilidade subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916 e arts. 186 e 927, 'caput', do CCB/2002. É exatamente a hipótese dos autos, pois o Regional, ao analisar o conteúdo fático-probatório, consignou expressamente que o Reclamado não cumpriu o dever legal de fiscalização.’ 6. Conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, o Estado não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deva responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de constitucionalidade do § 1... do artigo 71 da Lei 8.666/93. 7. No caso dos autos, o acórdão reclamado reconheceu a conduta omissiva culposa do Estado. Em sendo assim, não há de se falar em ofensa à decisão proferida na ADC n 16, tendo em vista a análise da ‘culpa’ no caso concreto. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM 8. Entende-se, portanto, que o conteúdo da ADC n 16 não foi violado, visto que a responsabilização do Estado, nesse ponto, não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a empresa contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária adentrou o tema referente à culpa omissiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar-se o acerto ou desacerto do julgamento. A desconstituição do entendimento em relação à caracterização da culpa não pode ser feita na via estreita da reclamação. 9. Por fim, não houve violação à Súmula Vinculante n 10. A análise do caso concreto centrou-se no reconhecimento da culpa ‘in vigilando’, não tendo havido juízo de inconstitucionalidade sobre o tema. A decisão teve como base a legislação civil e, por isso, não era o caso de exigir-se o julgamento pelo órgão plenário do tribunal ‘a quo’.” (grifei) Não vislumbro, desse modo, a ocorrência do alegado desrespeito à autoridade da decisão que esta Corte proferiu, com eficácia vinculante, no julgamento da ADC 16/DF. De outro lado, e no que concerne ao alegado desrespeito à diretriz resultante da Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal, não verifico, na decisão de que ora se reclama, a existência de qualquer juízo, ostensivo ou disfarçado, de inconstitucionalidade do art. 71 da Lei n 8.666/1993. Na realidade, tudo indica que, em referido julgamento, o órgão judiciário reclamado apenas reconheceu, no caso concreto, a omissão do Poder Público, em virtude do descumprimento de sua obrigação de fiscalizar a fiel execução das obrigações trabalhistas pela contratada, não havendo formulado juízo de inconstitucionalidade, o que afasta, ante a inexistência de qualquer declaração de ilegitimidade inconstitucional, a ocorrência de transgressão ao enunciado constante da Súmula Vinculante 10/Supremo Tribunal Federal. É certo que o Supremo Tribunal Federal, em sua jurisprudência (Recurso Extraordinário 432.597-AgR/SP e AI 473.019-AgR/SP, ambos relatados pelo Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE), considera “declaratório de 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM 8. Entende-se, portanto, que o conteúdo da ADC n 16 não foi violado, visto que a responsabilização do Estado, nesse ponto, não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a empresa contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária adentrou o tema referente à culpa omissiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar-se o acerto ou desacerto do julgamento. A desconstituição do entendimento em relação à caracterização da culpa não pode ser feita na via estreita da reclamação. 9. Por fim, não houve violação à Súmula Vinculante n 10. A análise do caso concreto centrou-se no reconhecimento da culpa ‘in vigilando’, não tendo havido juízo de inconstitucionalidade sobre o tema. A decisão teve como base a legislação civil e, por isso, não era o caso de exigir-se o julgamento pelo órgão plenário do tribunal ‘a quo’.” (grifei) Não vislumbro, desse modo, a ocorrência do alegado desrespeito à autoridade da decisão que esta Corte proferiu, com eficácia vinculante, no julgamento da ADC 16/DF. De outro lado, e no que concerne ao alegado desrespeito à diretriz resultante da Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal, não verifico, na decisão de que ora se reclama, a existência de qualquer juízo, ostensivo ou disfarçado, de inconstitucionalidade do art. 71 da Lei n 8.666/1993. Na realidade, tudo indica que, em referido julgamento, o órgão judiciário reclamado apenas reconheceu, no caso concreto, a omissão do Poder Público, em virtude do descumprimento de sua obrigação de fiscalizar a fiel execução das obrigações trabalhistas pela contratada, não havendo formulado juízo de inconstitucionalidade, o que afasta, ante a inexistência de qualquer declaração de ilegitimidade inconstitucional, a ocorrência de transgressão ao enunciado constante da Súmula Vinculante 10/Supremo Tribunal Federal. É certo que o Supremo Tribunal Federal, em sua jurisprudência (Recurso Extraordinário 432.597-AgR/SP e AI 473.019-AgR/SP, ambos relatados pelo Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE), considera “declaratório de 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM inconstitucionalidade o acórdão que – embora sem o explicitar – afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Esta Suprema Corte tem entendido equivaler, à própria declaração de inconstitucionalidade, o julgamento que, sem reconhecer, explicitamente, a eiva de ilegitimidade constitucional, vem, não obstante, a recusar aplicabilidade ao ato do Poder Público, sob alegação de conflito com critérios outros resultantes do texto da Carta Política. Como se sabe, a inconstitucionalidade de qualquer ato estatal só pode ser declarada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou, onde houver, dos integrantes do respectivo órgão especial, sob pena de absoluta nulidade da decisão emanada do órgão fracionário (Turma, Câmara ou Seção). É preciso ter presente, por necessário, que o respeito ao postulado da reserva de plenário – consagrado pelo art. 97 da Constituição (e introduzido, em nosso sistema de direito constitucional positivo, pela Constituição de 1934) – atua como verdadeira condição de eficácia jurídica da própria declaração jurisdicional de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público, consoante adverte o magistério da doutrina (LÚCIO BITTENCOURT, “O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis”, p. 43/46, 2... ed., 1968, Forense; MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Comentários à Constituição Brasileira de 1988”, vol. 2/209, 1992, Saraiva; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.424/1.440, 6... ed., 2006, Atlas; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Curso de Direito Constitucional Positivo”, p. 50/52, item n. 14, 27... ed., 2006, Malheiros; UADI LAMMÊGO BULOS, “Constituição Federal Anotada”, p. 939/943, 5... ed., 2003, Saraiva; LUÍS ROBERTO BARROSO, “O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 77/81, itens ns. 3.2 e 3.3, 2004, Saraiva; ZENO VELOSO, 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM inconstitucionalidade o acórdão que – embora sem o explicitar – afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Esta Suprema Corte tem entendido equivaler, à própria declaração de inconstitucionalidade, o julgamento que, sem reconhecer, explicitamente, a eiva de ilegitimidade constitucional, vem, não obstante, a recusar aplicabilidade ao ato do Poder Público, sob alegação de conflito com critérios outros resultantes do texto da Carta Política. Como se sabe, a inconstitucionalidade de qualquer ato estatal só pode ser declarada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou, onde houver, dos integrantes do respectivo órgão especial, sob pena de absoluta nulidade da decisão emanada do órgão fracionário (Turma, Câmara ou Seção). É preciso ter presente, por necessário, que o respeito ao postulado da reserva de plenário – consagrado pelo art. 97 da Constituição (e introduzido, em nosso sistema de direito constitucional positivo, pela Constituição de 1934) – atua como verdadeira condição de eficácia jurídica da própria declaração jurisdicional de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público, consoante adverte o magistério da doutrina (LÚCIO BITTENCOURT, “O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis”, p. 43/46, 2... ed., 1968, Forense; MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Comentários à Constituição Brasileira de 1988”, vol. 2/209, 1992, Saraiva; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.424/1.440, 6... ed., 2006, Atlas; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Curso de Direito Constitucional Positivo”, p. 50/52, item n. 14, 27... ed., 2006, Malheiros; UADI LAMMÊGO BULOS, “Constituição Federal Anotada”, p. 939/943, 5... ed., 2003, Saraiva; LUÍS ROBERTO BARROSO, “O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 77/81, itens ns. 3.2 e 3.3, 2004, Saraiva; ZENO VELOSO, 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM “Controle Jurisdicional de Constitucionalidade”, p. 50/51, item n. 41, 1999, Cejup; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 122/123 e 276/277, itens ns. 6.7.3 e 9.14.4, 2... ed., 2001, RT, v.g.). A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por sua vez, tem reiteradamente proclamado que a desconsideração do princípio em causa gera, como inevitável efeito consequencial, a nulidade absoluta da decisão judicial colegiada que, emanando de órgão meramente fracionário, haja declarado a inconstitucionalidade de determinado ato estatal (RTJ 58/499 – RTJ 71/233 – RTJ 110/226 – RTJ 117/265 – RTJ 135/297) ou, então, “embora sem o explicitar”, haja afastado “a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). As razões subjacentes à formulação do postulado constitucional do “full bench”, excelentemente identificadas por MARCELLO CAETANO (“Direito Constitucional”, vol. II/417, item n. 140, 1978, Forense), justificam a advertência dos Tribunais, cujos pronunciamentos – enfatizando os propósitos teleológicos visados pelo legislador constituinte – acentuam que “A inconstitucionalidade de lei ou ato do poder público só pode ser decretada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal, em sessão plena” (RF 193/131 – RTJ 95/859 – RTJ 96/1188 – RT 508/217). Não se pode perder de perspectiva, por isso mesmo, o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, cujas decisões assinalam a alta significação político-jurídica de que se reveste, em nosso ordenamento positivo, a exigência constitucional da reserva de plenário: “Nenhum órgão fracionário de qualquer Tribunal dispõe de competência, no sistema jurídico brasileiro, para declarar a inconstitucionalidade de leis ou atos emanados do Poder Público. Essa magna prerrogativa jurisdicional foi atribuída, em grau 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM “Controle Jurisdicional de Constitucionalidade”, p. 50/51, item n. 41, 1999, Cejup; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 122/123 e 276/277, itens ns. 6.7.3 e 9.14.4, 2... ed., 2001, RT, v.g.). A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por sua vez, tem reiteradamente proclamado que a desconsideração do princípio em causa gera, como inevitável efeito consequencial, a nulidade absoluta da decisão judicial colegiada que, emanando de órgão meramente fracionário, haja declarado a inconstitucionalidade de determinado ato estatal (RTJ 58/499 – RTJ 71/233 – RTJ 110/226 – RTJ 117/265 – RTJ 135/297) ou, então, “embora sem o explicitar”, haja afastado “a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). As razões subjacentes à formulação do postulado constitucional do “full bench”, excelentemente identificadas por MARCELLO CAETANO (“Direito Constitucional”, vol. II/417, item n. 140, 1978, Forense), justificam a advertência dos Tribunais, cujos pronunciamentos – enfatizando os propósitos teleológicos visados pelo legislador constituinte – acentuam que “A inconstitucionalidade de lei ou ato do poder público só pode ser decretada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal, em sessão plena” (RF 193/131 – RTJ 95/859 – RTJ 96/1188 – RT 508/217). Não se pode perder de perspectiva, por isso mesmo, o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, cujas decisões assinalam a alta significação político-jurídica de que se reveste, em nosso ordenamento positivo, a exigência constitucional da reserva de plenário: “Nenhum órgão fracionário de qualquer Tribunal dispõe de competência, no sistema jurídico brasileiro, para declarar a inconstitucionalidade de leis ou atos emanados do Poder Público. Essa magna prerrogativa jurisdicional foi atribuída, em grau 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 11327 AGR / AM de absoluta exclusividade, ao Plenário dos Tribunais ou, onde houver, ao respectivo Órgão Especial. Essa extraordinária competência dos Tribunais é regida pelo princípio da reserva de plenário inscrito no artigo 97 da Constituição da República. Suscitada a questão prejudicial de constitucionalidade perante órgão fracionário de Tribunal (Câmaras, Grupos, Turmas ou Seções), a este competirá, em acolhendo a alegação, submeter a controvérsia jurídica ao Tribunal Pleno.” (RTJ 150/223-224, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Tenho para mim , na linha do que tem sido iterativamente proclamado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Rcl 11.846/MG , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 12.388/ES , Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.486/SP , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 14.623/ES , Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.), que o ato objeto da presente reclamação não declarou a inconstitucionalidade do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93 nem afastou , mesmo implicitamente, a sua incidência , para decidir a causa “sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). Sendo assim, pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Supremo Tribunal Federal RCL 11327 AGR / AM de absoluta exclusividade, ao Plenário dos Tribunais ou, onde houver, ao respectivo Órgão Especial. Essa extraordinária competência dos Tribunais é regida pelo princípio da reserva de plenário inscrito no artigo 97 da Constituição da República. Suscitada a questão prejudicial de constitucionalidade perante órgão fracionário de Tribunal (Câmaras, Grupos, Turmas ou Seções), a este competirá, em acolhendo a alegação, submeter a controvérsia jurídica ao Tribunal Pleno.” (RTJ 150/223-224, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Tenho para mim , na linha do que tem sido iterativamente proclamado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Rcl 11.846/MG , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 12.388/ES , Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.486/SP , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 14.623/ES , Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.), que o ato objeto da presente reclamação não declarou a inconstitucionalidade do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93 nem afastou , mesmo implicitamente, a sua incidência , para decidir a causa “sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). Sendo assim, pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493134. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Decisão de Julgamento PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.327 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : ALCEMIR TEIXEIRA EDWARDS ADV.(A/S) : MARCO PAULO COELHO DE SOUZ AGDO.(A/S) : A M M MELO IMAGEM INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por votação unânime e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso de agravo. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 21.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3467555 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.327 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : ALCEMIR TEIXEIRA EDWARDS ADV.(A/S) : MARCO PAULO COELHO DE SOUZ AGDO.(A/S) : A M M MELO IMAGEM INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por votação unânime e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso de agravo. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 21.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3467555 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
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"08", "/", "2001", "24", ".", "11", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "02", "/", "2013", "26 de junho de 1993", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "02", "/", "2013", "26 de junho de 1993", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2012", "40", "/", "2012", "07", "/", "2012", "24", "/", "2011", "01", "/", "2011", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "2012", "24", "/", "2011", "01", "/", "2011", "2007", "01", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "11", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "11", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", 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Ementa e Acórdão 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.580 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) :ADRIANA FUMIE AOKI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARCOS APARECIDO DE FARIAS AGOSTINHO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DE SOUZA RIBEIRO JÚNIOR AGDO.(A/S) :CORPORAÇÃO GUTTY DE SEGURANÇA PATRIMONIAL E VIGILÂNCIA LTDA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 2ª REGIÃO E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA, COM EFEITO VINCULANTE, NO EXAME DA ADC 16/DF – INOCORRÊNCIA – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS TRABALHISTAS (LEI Nº 8.666/93, ART. 71, § 1º) – ATO JUDICIAL RECLAMADO PLENAMENTE JUSTIFICADO, NO CASO, PELO RECONHECIMENTO DE SITUAÇÃO CONFIGURADORA DE CULPA “IN VIGILANDO”, “IN ELIGENDO” OU “IN OMITTENDO” – DEVER LEGAL DAS ENTIDADES PÚBLICAS CONTRATANTES DE FISCALIZAR O CUMPRIMENTO, POR PARTE DAS EMPRESAS CONTRATADAS, DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS REFERENTES AOS EMPREGADOS VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI Nº 8.666/93, ART. 67) – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ART. 97) – SÚMULA VINCULANTE Nº 10/STF – INAPLICABILIDADE – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE JUÍZO OSTENSIVO OU DISFARÇADO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478631. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão RCL 12580 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 21 de fevereiro de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478631. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 21 de fevereiro de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478631. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.580 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) :ADRIANA FUMIE AOKI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARCOS APARECIDO DE FARIAS AGOSTINHO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DE SOUZA RIBEIRO JÚNIOR AGDO.(A/S) :CORPORAÇÃO GUTTY DE SEGURANÇA PATRIMONIAL E VIGILÂNCIA LTDA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 2ª REGIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A parte agravante insurge-se, na presente sede recursal, contra ato decisório que, por entender inocorrente, na espécie, qualquer situação caracterizadora de desrespeito à autoridade de decisão ou de enunciado sumular impregnados de eficácia vinculante emanados desta Suprema Corte, julgou improcedente a reclamação deduzida pela ora recorrente. A parte agravante, para justificar, no caso, a utilização da via reclamatória, alegou que o ato judicial reclamado – que resultou de julgamento pelo E. Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região – teria transgredido a autoridade da decisão que esta Suprema Corte proferiu, com efeito vinculante, no exame da ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, além de supostamente haver desrespeitado o enunciado constante da Súmula Vinculante nº 10/STF, que possui o seguinte teor: “Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.” (grifei) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478632. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.580 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) :ADRIANA FUMIE AOKI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARCOS APARECIDO DE FARIAS AGOSTINHO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DE SOUZA RIBEIRO JÚNIOR AGDO.(A/S) :CORPORAÇÃO GUTTY DE SEGURANÇA PATRIMONIAL E VIGILÂNCIA LTDA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 2ª REGIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A parte agravante insurge-se, na presente sede recursal, contra ato decisório que, por entender inocorrente, na espécie, qualquer situação caracterizadora de desrespeito à autoridade de decisão ou de enunciado sumular impregnados de eficácia vinculante emanados desta Suprema Corte, julgou improcedente a reclamação deduzida pela ora recorrente. A parte agravante, para justificar, no caso, a utilização da via reclamatória, alegou que o ato judicial reclamado – que resultou de julgamento pelo E. Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região – teria transgredido a autoridade da decisão que esta Suprema Corte proferiu, com efeito vinculante, no exame da ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, além de supostamente haver desrespeitado o enunciado constante da Súmula Vinculante nº 10/STF, que possui o seguinte teor: “Viola a cláusula de reserva de plenário (CF, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.” (grifei) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório RCL 12580 AGR / SP Sustentou-se, em síntese, que o órgão reclamado, no julgamento objeto desta ação reclamatória, teria decidido com base na Súmula nº 331, IV, do TST (em sua antiga redação), afastando, em consequência, a incidência do art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93, o que, além de supostamente desrespeitar a decisão proferida quando do julgamento da ADC 16/STF, implicaria, ainda, ofensa ao princípio da reserva de plenário (CF, art. 97). O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência desta reclamação, assim resumiu e apreciou a presente causa: “Reclamação. Alegação de aplicação, pelo acórdão reclamado, da Súmula nº 331 do TST, a qual afastou o parágrafo 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93 sem o devido respeito à cláusula de reserva de plenário. Inobservância de ofensa à decisão proferida na ADC nº 16 ou à Súmula Vinculante nº 10. Parecer pela improcedência da reclamação. 1. Trata-se de reclamação, com pedido de liminar, proposta pela Universidade de São Paulo em face da decisão proferida pela 13ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, que estaria em confronto com a Ação Direta de Constitucionalidade nº 16 e com a Súmula Vinculante nº 10. 2. A reclamante alega que o Juízo ‘a quo’ teria aplicado a Súmula 331, IV, do TST, para afastar a regra contida no § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93, em violação à ADC nº 16, além de não ter submetido a questão ao órgão pleno do tribunal, conforme determinação da Súmula Vinculante nº 10 e da cláusula da reserva de plenário. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478632. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP Sustentou-se, em síntese, que o órgão reclamado, no julgamento objeto desta ação reclamatória, teria decidido com base na Súmula nº 331, IV, do TST (em sua antiga redação), afastando, em consequência, a incidência do art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93, o que, além de supostamente desrespeitar a decisão proferida quando do julgamento da ADC 16/STF, implicaria, ainda, ofensa ao princípio da reserva de plenário (CF, art. 97). O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência desta reclamação, assim resumiu e apreciou a presente causa: “Reclamação. Alegação de aplicação, pelo acórdão reclamado, da Súmula nº 331 do TST, a qual afastou o parágrafo 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93 sem o devido respeito à cláusula de reserva de plenário. Inobservância de ofensa à decisão proferida na ADC nº 16 ou à Súmula Vinculante nº 10. Parecer pela improcedência da reclamação. 1. Trata-se de reclamação, com pedido de liminar, proposta pela Universidade de São Paulo em face da decisão proferida pela 13ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, que estaria em confronto com a Ação Direta de Constitucionalidade nº 16 e com a Súmula Vinculante nº 10. 2. A reclamante alega que o Juízo ‘a quo’ teria aplicado a Súmula 331, IV, do TST, para afastar a regra contida no § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93, em violação à ADC nº 16, além de não ter submetido a questão ao órgão pleno do tribunal, conforme determinação da Súmula Vinculante nº 10 e da cláusula da reserva de plenário. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório RCL 12580 AGR / SP 3. A reclamação deve ser julgada improcedente. 4. Pela leitura do acórdão acostado aos autos eletrônicos, percebe-se que a decisão reclamada concluiu pela culpa ‘in vigilando’ da Administração. 5. A 13ª Turma do TRT da 2ª Região analisou o caso ali discutido à luz do artigo 927 do Código Civil. Segundo a Relatora, a relação sobre a qual incidiu a decisão foi entre ‘o prestador de serviço inadimplente e o seu empregado’, ou seja, ‘res inter alios acta’ na relação administrativa’. Analisou-se a culpa sob o ponto de vista da responsabilidade civil, calcada no direito civil. 6. Conforme entendimento do STF, o Estado não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deve responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de constitucionalidade do § 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93. 7. No caso dos autos, o acórdão reclamado reconheceu a conduta omissiva culposa do Estado. Em sendo assim, não há de se falar em ofensa à decisão proferida na ADC nº 16, tendo em vista a análise da ‘culpa’ no caso concreto. 8. Entende-se, portanto, que o conteúdo da ADC nº 16 não foi violado eis que a responsabilização do Estado, nesse ponto, não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a empresa contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária adentrou no tema referente à culpa missiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar-se o acerto ou desacerto do julgamento. A desconstituição do entendimento em relação à caracterização da culpa não pode ser feita na via estreita da reclamação. 9. Por fim, não houve violação à Súmula Vinculante nº 10. A análise do caso concreto centrou-se no reconhecimento da culpa ‘in vigilando’, não tendo havido juízo de inconstitucionalidade sobre o tema. A decisão teve como base a legislação civil e, por isso, não era o caso de exigir-se o julgamento pelo órgão plenário do tribunal ‘a quo’. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478632. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP 3. A reclamação deve ser julgada improcedente. 4. Pela leitura do acórdão acostado aos autos eletrônicos, percebe-se que a decisão reclamada concluiu pela culpa ‘in vigilando’ da Administração. 5. A 13ª Turma do TRT da 2ª Região analisou o caso ali discutido à luz do artigo 927 do Código Civil. Segundo a Relatora, a relação sobre a qual incidiu a decisão foi entre ‘o prestador de serviço inadimplente e o seu empregado’, ou seja, ‘res inter alios acta’ na relação administrativa’. Analisou-se a culpa sob o ponto de vista da responsabilidade civil, calcada no direito civil. 6. Conforme entendimento do STF, o Estado não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deve responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de constitucionalidade do § 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93. 7. No caso dos autos, o acórdão reclamado reconheceu a conduta omissiva culposa do Estado. Em sendo assim, não há de se falar em ofensa à decisão proferida na ADC nº 16, tendo em vista a análise da ‘culpa’ no caso concreto. 8. Entende-se, portanto, que o conteúdo da ADC nº 16 não foi violado eis que a responsabilização do Estado, nesse ponto, não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a empresa contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária adentrou no tema referente à culpa missiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar-se o acerto ou desacerto do julgamento. A desconstituição do entendimento em relação à caracterização da culpa não pode ser feita na via estreita da reclamação. 9. Por fim, não houve violação à Súmula Vinculante nº 10. A análise do caso concreto centrou-se no reconhecimento da culpa ‘in vigilando’, não tendo havido juízo de inconstitucionalidade sobre o tema. A decisão teve como base a legislação civil e, por isso, não era o caso de exigir-se o julgamento pelo órgão plenário do tribunal ‘a quo’. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Relatório RCL 12580 AGR / SP Ante o exposto, o parecer é pela improcedência da reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação do Egrégio Plenário desta Suprema Corte, o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478632. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP Ante o exposto, o parecer é pela improcedência da reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação do Egrégio Plenário desta Suprema Corte, o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.580 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Como tive o ensejo de enfatizar quando da prolação da decisão agravada, esta Suprema Corte, ao apreciar a ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, julgou-a procedente, para declarar a constitucionalidade do art. 71, § 1º, da Lei 8.666/93, em julgamento que se acha assim ementado: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995.” (ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei) É oportuno ressaltar, no ponto, que, em referido julgamento, não obstante o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha confirmado a plena validade constitucional do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93 – por Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.580 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Como tive o ensejo de enfatizar quando da prolação da decisão agravada, esta Suprema Corte, ao apreciar a ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, julgou-a procedente, para declarar a constitucionalidade do art. 71, § 1º, da Lei 8.666/93, em julgamento que se acha assim ementado: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995.” (ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei) É oportuno ressaltar, no ponto, que, em referido julgamento, não obstante o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha confirmado a plena validade constitucional do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93 – por Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP entender juridicamente incompatível com a Constituição a transferência automática, em detrimento da Administração Pública, dos encargos trabalhistas, fiscais, comerciais e previdenciários resultantes da execução do contrato na hipótese de inadimplência da empresa contratada –, enfatizou-se que essa declaração de constitucionalidade não impediria, em cada situação ocorrente, o reconhecimento de eventual culpa “in omittendo” ou “in vigilando” do Poder Público. Essa visão em torno do tema tem sido observada por Ministros de ambas as Turmas desta Suprema Corte (Rcl 8.475/PE, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 11.917/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.089/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.310/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.388/SC, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.434/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.595/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.828/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 12.944/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 13.272-MC/MG, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 13.425/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 13.841/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 14.623/ES, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 14.658/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 14.943/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 15.052/RO, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.), em julgamentos nos quais se tem reconhecido possível a atribuição de responsabilidade subsidiária ao ente público na hipótese excepcional de restar demonstrada a ocorrência de comportamento culposo da Administração Pública. Vale referir, bem por isso, ante a pertinência de seu conteúdo, trecho da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA proferiu no âmbito da Rcl 12.925/SP, de que foi Relator: “(...) ao declarar a constitucionalidade do referido § 1º do art. 71 da Lei 8.666/1993, a Corte consignou que se, na análise do caso concreto, ficar configurada a culpa da Administração em fiscalizar a execução do contrato firmado com a empresa contratada, estará presente sua responsabilidade subsidiária pelos débitos trabalhistas não adimplidos. Em outras palavras, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP entender juridicamente incompatível com a Constituição a transferência automática, em detrimento da Administração Pública, dos encargos trabalhistas, fiscais, comerciais e previdenciários resultantes da execução do contrato na hipótese de inadimplência da empresa contratada –, enfatizou-se que essa declaração de constitucionalidade não impediria, em cada situação ocorrente, o reconhecimento de eventual culpa “in omittendo” ou “in vigilando” do Poder Público. Essa visão em torno do tema tem sido observada por Ministros de ambas as Turmas desta Suprema Corte (Rcl 8.475/PE, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 11.917/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.089/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.310/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.388/SC, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.434/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.595/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.828/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 12.944/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 13.272-MC/MG, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 13.425/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 13.841/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 14.623/ES, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 14.658/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 14.943/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 15.052/RO, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.), em julgamentos nos quais se tem reconhecido possível a atribuição de responsabilidade subsidiária ao ente público na hipótese excepcional de restar demonstrada a ocorrência de comportamento culposo da Administração Pública. Vale referir, bem por isso, ante a pertinência de seu conteúdo, trecho da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA proferiu no âmbito da Rcl 12.925/SP, de que foi Relator: “(...) ao declarar a constitucionalidade do referido § 1º do art. 71 da Lei 8.666/1993, a Corte consignou que se, na análise do caso concreto, ficar configurada a culpa da Administração em fiscalizar a execução do contrato firmado com a empresa contratada, estará presente sua responsabilidade subsidiária pelos débitos trabalhistas não adimplidos. Em outras palavras, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP vedou-se, apenas, a transferência automática ou a responsabilidade objetiva da Administração Pública por essas obrigações. No presente caso, a autoridade reclamada, embora de forma sucinta, a partir do conjunto probatório presente nos autos da reclamação trabalhista, analisou a conduta do ora reclamante e entendeu configurada a sua culpa ‘in vigilando’. …................................................................................................... Como o controle da regularidade da execução dos contratos firmados com a administração deve ser feito por dever de ofício, é densa a fundamentação do acórdão-reclamado ao atribuir ao Estado o dever de provar não ter agido com tolerância ou desídia incompatíveis com o respeito ao erário. Se bem ou mal decidiu a autoridade reclamada ao reconhecer a responsabilidade por culpa imputável à reclamante, a reclamação constitucional não é o meio adequado para substituir os recursos e as medidas ordinária e extraordinariamente disponíveis para correção do alegado erro. Ante o exposto, julgo improcedente esta reclamação (art. 38 da Lei 8.038/1990 e art. 161, par. ún. do RISTF).” (grifei) Cumpre assinalar, por necessário, que o dever legal das entidades públicas contratantes de fiscalizar a idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o controle prévio à contratação – consistente em exigir, das empresas licitantes, a apresentação dos documentos aptos a demonstrar a habilitação jurídica, a qualificação técnica, a situação econômico-financeira, a regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do artigo 7º da Constituição Federal (Lei nº 8.666/93, art. 27) –, mas compreende, também, o controle concomitante à execução contratual, viabilizador, dentre outras medidas, da vigilância efetiva e da adequada fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos empregados vinculados ao contrato celebrado (Lei nº 8.666/93, art. 67). Esse entendimento encontra apoio em expressivo magistério doutrinário (LÍVIA DEPRÁ CAMARGO SULZBACH, “A Responsabilidade 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP vedou-se, apenas, a transferência automática ou a responsabilidade objetiva da Administração Pública por essas obrigações. No presente caso, a autoridade reclamada, embora de forma sucinta, a partir do conjunto probatório presente nos autos da reclamação trabalhista, analisou a conduta do ora reclamante e entendeu configurada a sua culpa ‘in vigilando’. …................................................................................................... Como o controle da regularidade da execução dos contratos firmados com a administração deve ser feito por dever de ofício, é densa a fundamentação do acórdão-reclamado ao atribuir ao Estado o dever de provar não ter agido com tolerância ou desídia incompatíveis com o respeito ao erário. Se bem ou mal decidiu a autoridade reclamada ao reconhecer a responsabilidade por culpa imputável à reclamante, a reclamação constitucional não é o meio adequado para substituir os recursos e as medidas ordinária e extraordinariamente disponíveis para correção do alegado erro. Ante o exposto, julgo improcedente esta reclamação (art. 38 da Lei 8.038/1990 e art. 161, par. ún. do RISTF).” (grifei) Cumpre assinalar, por necessário, que o dever legal das entidades públicas contratantes de fiscalizar a idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o controle prévio à contratação – consistente em exigir, das empresas licitantes, a apresentação dos documentos aptos a demonstrar a habilitação jurídica, a qualificação técnica, a situação econômico-financeira, a regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do artigo 7º da Constituição Federal (Lei nº 8.666/93, art. 27) –, mas compreende, também, o controle concomitante à execução contratual, viabilizador, dentre outras medidas, da vigilância efetiva e da adequada fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos empregados vinculados ao contrato celebrado (Lei nº 8.666/93, art. 67). Esse entendimento encontra apoio em expressivo magistério doutrinário (LÍVIA DEPRÁ CAMARGO SULZBACH, “A Responsabilidade 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP Subsidiária da Administração Pública na Terceirização de Serviços – Princípio da supremacia do interesse público x dignidade da pessoa humana? – Repercussões do julgamento da ADC n. 16 pelo STF na Súmula n. 331 do TST”, “in” Revista LTr, vol. 76/2012, p. 719/739; ROBERTO NOBREGA DE ALMEIDA FILHO, “Terceirização na Administração Pública e Suas Consequências no Âmbito da Justiça do Trabalho”, “in” Revista do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, nº 40/2012, p. 187/196; PLÍNIO ANTÔNIO PÚBLIO ALBREGARD, “Responsabilidade Subsidiária da Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional”, “in” Revista do TRT da 2ª Região, nº 07/2012, p. 67/73; IVANI CONTINI BRAMANTE, “A Aparente Derrota da Súmula 331/TST e a Responsabilidade do Poder Público na Terceirização”, “in” Repertório de Jurisprudência IOB, nº 24/2011, vol. II/721-767; BRUNO SANTOS CUNHA, “Fiscalização de Contratos Administrativos de Terceirização de Mão de Obra: Uma Nova Exegese e Reforço de Incidência”, “in” Revista do TST, nº 01/2011, vol. 77/131-138; EDITE HUPSEL, “Controle de Execução dos Contratos Administrativos pela Administração Pública”, “in” Revista Zênite de Licitações e Contratos – ILC, nº 163/2007, p. 872/878, v.g.). Cabe destacar, ainda, nessa mesma linha de orientação, em face de sua precisa abordagem, a lição de HELDER SANTOS AMORIM, MÁRCIO TÚLIO VIANA e GABRIELA NEVES DELGADO (“Terceirização – Aspectos Gerais: Última Decisão do STF e a Súmula 331 do TST – Novos Enfoques”, “in” Revista do TST, nº 01/2011, vol. 77/76-83): “A interpretação do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93 desafia sua leitura conjunta e contextualizada com vários outros dispositivos legais que imputam à Administração Pública, de forma correlata e proporcional, o dever de fiscalizar eficientemente a execução dos seus contratos de terceirização, por imperativo de legalidade e moralidade pública (Constituição, art. 37, capuz), inclusive em relação ao adimplemento dos direitos dos 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP Subsidiária da Administração Pública na Terceirização de Serviços – Princípio da supremacia do interesse público x dignidade da pessoa humana? – Repercussões do julgamento da ADC n. 16 pelo STF na Súmula n. 331 do TST”, “in” Revista LTr, vol. 76/2012, p. 719/739; ROBERTO NOBREGA DE ALMEIDA FILHO, “Terceirização na Administração Pública e Suas Consequências no Âmbito da Justiça do Trabalho”, “in” Revista do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, nº 40/2012, p. 187/196; PLÍNIO ANTÔNIO PÚBLIO ALBREGARD, “Responsabilidade Subsidiária da Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional”, “in” Revista do TRT da 2ª Região, nº 07/2012, p. 67/73; IVANI CONTINI BRAMANTE, “A Aparente Derrota da Súmula 331/TST e a Responsabilidade do Poder Público na Terceirização”, “in” Repertório de Jurisprudência IOB, nº 24/2011, vol. II/721-767; BRUNO SANTOS CUNHA, “Fiscalização de Contratos Administrativos de Terceirização de Mão de Obra: Uma Nova Exegese e Reforço de Incidência”, “in” Revista do TST, nº 01/2011, vol. 77/131-138; EDITE HUPSEL, “Controle de Execução dos Contratos Administrativos pela Administração Pública”, “in” Revista Zênite de Licitações e Contratos – ILC, nº 163/2007, p. 872/878, v.g.). Cabe destacar, ainda, nessa mesma linha de orientação, em face de sua precisa abordagem, a lição de HELDER SANTOS AMORIM, MÁRCIO TÚLIO VIANA e GABRIELA NEVES DELGADO (“Terceirização – Aspectos Gerais: Última Decisão do STF e a Súmula 331 do TST – Novos Enfoques”, “in” Revista do TST, nº 01/2011, vol. 77/76-83): “A interpretação do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93 desafia sua leitura conjunta e contextualizada com vários outros dispositivos legais que imputam à Administração Pública, de forma correlata e proporcional, o dever de fiscalizar eficientemente a execução dos seus contratos de terceirização, por imperativo de legalidade e moralidade pública (Constituição, art. 37, capuz), inclusive em relação ao adimplemento dos direitos dos 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP trabalhadores terceirizados, tendo em vista que se trata de direitos fundamentais (Constituição, art. 7º) cuja promoção e fiscalização incumbe aprioristicamente ao Estado, como razão essencial de sua existência. Daí porque a fiscalização do fiel cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados constitui elemento intrínseco à fiscalização do contrato de prestação de serviços, tal como decorre expressamente de dispositivos da Lei de Licitações e das normas que a regulamentam no nível federal, em observância aos preceitos constitucionais que consagram a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa como fundamento da República (CF, art. 1º, III e IV), que instituem como objetivo da República construir uma sociedade livre, justa e solidária (art. 3º, I), que fundamentalizam os direitos essenciais dos trabalhadores (art. 7º), que fundam a ordem econômica na valorização do trabalho humano (art. 170) e que alicerçam a ordem social no primado do trabalho (art. 193). No plano infraconstitucional, o dever da Administração Pública de fiscalizar o cumprimento de direitos dos trabalhadores terceirizados decorre primeiramente de dispositivos da Lei de Licitações, mas o padrão fiscalizatório, que diz respeito à extensão e profundidade deste dever de fiscalizar, encontra-se emoldurado na integração deste diploma legal com preceitos da Instrução Normativa (IN) nº 02/08, alterados pela Instrução Normativa (IN) nº 03/09, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que regulamentam a matéria no âmbito da Administração Pública Federal. …................................................................................................... E estando assim evidentes os extensos limites do dever constitucional e legal da Administração de fiscalizar o cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados, disso decorre naturalmente que a inobservância deste dever de fiscalização implica a responsabilidade da Administração pelo inadimplemento dos direitos que deveriam ser fiscalizados. Esta responsabilidade não se esgota com a demonstração de uma simples verificação superficial da formalização dos vínculos de emprego, pois o padrão fiscalizatório acima retratado 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP trabalhadores terceirizados, tendo em vista que se trata de direitos fundamentais (Constituição, art. 7º) cuja promoção e fiscalização incumbe aprioristicamente ao Estado, como razão essencial de sua existência. Daí porque a fiscalização do fiel cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados constitui elemento intrínseco à fiscalização do contrato de prestação de serviços, tal como decorre expressamente de dispositivos da Lei de Licitações e das normas que a regulamentam no nível federal, em observância aos preceitos constitucionais que consagram a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa como fundamento da República (CF, art. 1º, III e IV), que instituem como objetivo da República construir uma sociedade livre, justa e solidária (art. 3º, I), que fundamentalizam os direitos essenciais dos trabalhadores (art. 7º), que fundam a ordem econômica na valorização do trabalho humano (art. 170) e que alicerçam a ordem social no primado do trabalho (art. 193). No plano infraconstitucional, o dever da Administração Pública de fiscalizar o cumprimento de direitos dos trabalhadores terceirizados decorre primeiramente de dispositivos da Lei de Licitações, mas o padrão fiscalizatório, que diz respeito à extensão e profundidade deste dever de fiscalizar, encontra-se emoldurado na integração deste diploma legal com preceitos da Instrução Normativa (IN) nº 02/08, alterados pela Instrução Normativa (IN) nº 03/09, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que regulamentam a matéria no âmbito da Administração Pública Federal. …................................................................................................... E estando assim evidentes os extensos limites do dever constitucional e legal da Administração de fiscalizar o cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados, disso decorre naturalmente que a inobservância deste dever de fiscalização implica a responsabilidade da Administração pelo inadimplemento dos direitos que deveriam ser fiscalizados. Esta responsabilidade não se esgota com a demonstração de uma simples verificação superficial da formalização dos vínculos de emprego, pois o padrão fiscalizatório acima retratado 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP exige o envolvimento direto e diário da Administração com a rotina das práticas trabalhistas da empresa contratada. A Administração só se desincumbe deste seu dever quando demonstra a promoção eficaz de todos os procedimentos legais de controle, além daqueles que, embora não previstos expressamente na lei, sejam indispensáveis à eficiência da fiscalização na obtenção dos seus resultados, em respeito ao princípio da eficiência administrativa que rege a Administração Pública (Constituição, art. 37). ….................................................................................................. Lado outro, a ausência de fiscalização ou a fiscalização insuficiente, descomprometida com a efetividade dos direitos fiscalizados, implica inadimplência do ente público contratante para com o seu dever de tutela, dever decorrente da sua própria condição de Administração Pública.” (grifei) Cumpre ter presente, por relevante, que essa diretriz tem sido observada pela jurisprudência dos Tribunais, notadamente por aquela emanada do E. Tribunal Superior do Trabalho (AIRR 132100- -60.2008.5.04.0402, Rel. Min. ALOYSIO CORRÊA DA VEIGA – AIRR 14726-94.2010.5.04.0000, Rel. Min. MARIA DE ASSIS CALSING – AIRR 2042-50.2010.5.18.0000, Rel. Min. ROSA WEBER – AIRR 546040- -57.2006.5.07.0032, Rel. Min. GUILHERME AUGUSTO CAPUTO BASTOS – RR 193600-61.2009.5.09.0594, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO, v.g.): “AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA – ENTIDADES ESTATAIS – RESPONSABILIDADE EM CASO DE CULPA ‘IN VIGILANDO’ NO QUE TANGE AO CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA POR PARTE DA EMPRESA TERCEIRIZANTE CONTRATADA – COMPATIBILIDADE COM O ART. 71 DA LEI DE LICITAÇÕES – INCIDÊNCIA DOS ARTS. 159 DO CCB/1916, 186 E 927, ‘CAPUT’, DO CCB/2002. A mera inadimplência da 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP exige o envolvimento direto e diário da Administração com a rotina das práticas trabalhistas da empresa contratada. A Administração só se desincumbe deste seu dever quando demonstra a promoção eficaz de todos os procedimentos legais de controle, além daqueles que, embora não previstos expressamente na lei, sejam indispensáveis à eficiência da fiscalização na obtenção dos seus resultados, em respeito ao princípio da eficiência administrativa que rege a Administração Pública (Constituição, art. 37). ….................................................................................................. Lado outro, a ausência de fiscalização ou a fiscalização insuficiente, descomprometida com a efetividade dos direitos fiscalizados, implica inadimplência do ente público contratante para com o seu dever de tutela, dever decorrente da sua própria condição de Administração Pública.” (grifei) Cumpre ter presente, por relevante, que essa diretriz tem sido observada pela jurisprudência dos Tribunais, notadamente por aquela emanada do E. Tribunal Superior do Trabalho (AIRR 132100- -60.2008.5.04.0402, Rel. Min. ALOYSIO CORRÊA DA VEIGA – AIRR 14726-94.2010.5.04.0000, Rel. Min. MARIA DE ASSIS CALSING – AIRR 2042-50.2010.5.18.0000, Rel. Min. ROSA WEBER – AIRR 546040- -57.2006.5.07.0032, Rel. Min. GUILHERME AUGUSTO CAPUTO BASTOS – RR 193600-61.2009.5.09.0594, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO, v.g.): “AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA – ENTIDADES ESTATAIS – RESPONSABILIDADE EM CASO DE CULPA ‘IN VIGILANDO’ NO QUE TANGE AO CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA POR PARTE DA EMPRESA TERCEIRIZANTE CONTRATADA – COMPATIBILIDADE COM O ART. 71 DA LEI DE LICITAÇÕES – INCIDÊNCIA DOS ARTS. 159 DO CCB/1916, 186 E 927, ‘CAPUT’, DO CCB/2002. A mera inadimplência da 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP empresa terceirizante quanto às verbas trabalhistas e previdenciárias devidas ao trabalhador terceirizado não transfere a responsabilidade por tais verbas para a entidade estatal tomadora de serviços, a teor do disposto no art. 71 da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações), cuja constitucionalidade foi declarada pelo Supremo Tribunal Federal na ADC nº 16-DF. Entretanto, a inadimplência da obrigação fiscalizatória da entidade estatal tomadora de serviços no tocante ao preciso cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias da empresa prestadora de serviços gera sua responsabilidade subsidiária, em face de sua culpa ‘in vigilando’, a teor da regra responsabilizatória incidente sobre qualquer pessoa física ou jurídica que, por ato ou omissão culposos, cause prejuízos a alguém (art. 186, Código Civil). Evidenciando-se essa culpa ‘in vigilando’ nos autos, incide a responsabilidade subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916, arts. 186 e 927, ‘caput’, do CCB/2002, observados os respectivos períodos de vigência. Agravo de instrumento desprovido.” (AIRR 157240-94.2007.5.16.0015, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO – grifei) O exame da decisão reclamada, tendo em vista a situação concreta nela apreciada, revela que se reconheceu, na espécie, a responsabilidade subsidiária da parte reclamante, ora recorrente, em decorrência de situação configuradora de culpa “in vigilando”, “in eligendo” ou “in omittendo”. Com efeito, o Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência da presente reclamação, formulou parecer que está assim ementado: “Reclamação. Alegação de aplicação, pelo acórdão reclamado, da Súmula nº 331 do TST, a qual afastou o parágrafo 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93 sem o devido respeito à cláusula de reserva de plenário. Inobservância de ofensa à decisão proferida 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP empresa terceirizante quanto às verbas trabalhistas e previdenciárias devidas ao trabalhador terceirizado não transfere a responsabilidade por tais verbas para a entidade estatal tomadora de serviços, a teor do disposto no art. 71 da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações), cuja constitucionalidade foi declarada pelo Supremo Tribunal Federal na ADC nº 16-DF. Entretanto, a inadimplência da obrigação fiscalizatória da entidade estatal tomadora de serviços no tocante ao preciso cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias da empresa prestadora de serviços gera sua responsabilidade subsidiária, em face de sua culpa ‘in vigilando’, a teor da regra responsabilizatória incidente sobre qualquer pessoa física ou jurídica que, por ato ou omissão culposos, cause prejuízos a alguém (art. 186, Código Civil). Evidenciando-se essa culpa ‘in vigilando’ nos autos, incide a responsabilidade subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916, arts. 186 e 927, ‘caput’, do CCB/2002, observados os respectivos períodos de vigência. Agravo de instrumento desprovido.” (AIRR 157240-94.2007.5.16.0015, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO – grifei) O exame da decisão reclamada, tendo em vista a situação concreta nela apreciada, revela que se reconheceu, na espécie, a responsabilidade subsidiária da parte reclamante, ora recorrente, em decorrência de situação configuradora de culpa “in vigilando”, “in eligendo” ou “in omittendo”. Com efeito, o Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência da presente reclamação, formulou parecer que está assim ementado: “Reclamação. Alegação de aplicação, pelo acórdão reclamado, da Súmula nº 331 do TST, a qual afastou o parágrafo 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93 sem o devido respeito à cláusula de reserva de plenário. Inobservância de ofensa à decisão proferida 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP na ADC nº 16 ou à Súmula Vinculante nº 10. Parecer pela improcedência da reclamação.” (grifei) Os fundamentos expostos em referida manifestação ajustam-se, integralmente, à orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou a propósito da matéria em análise, valendo destacar, por relevante, fragmento desse parecer oferecido pela douta Procuradoria-Geral da República, que a seguir reproduzo: “3. A reclamação deve ser julgada improcedente. 4. Pela leitura do acórdão acostado aos autos eletrônicos, percebe-se que a decisão reclamada concluiu pela culpa ‘in vigilando’ da Administração. 5. A 13ª Turma do TRT da 2ª Região analisou o caso ali discutido à luz do artigo 927 do Código Civil. Segundo a Relatora, a relação sobre a qual incidiu a decisão foi entre ‘o prestador de serviço inadimplente e o seu empregado’, ou seja, ‘res inter alios acta’ na relação administrativa’. Analisou-se a culpa sob o ponto de vista da responsabilidade civil, calcada no direito civil. 6. Conforme entendimento do STF, o Estado não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deve responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de constitucionalidade do § 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93. 7. No caso dos autos, o acórdão reclamado reconheceu a conduta omissiva culposa do Estado. Em sendo assim, não há de se falar em ofensa à decisão proferida na ADC nº 16, tendo em vista a análise da ‘culpa’ no caso concreto. 8. Entende-se, portanto, que o conteúdo da ADC nº 16 não foi violado eis que a responsabilização do Estado, nesse ponto, não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a empresa contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária adentrou no tema referente à culpa missiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar-se o acerto ou desacerto do julgamento. A 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP na ADC nº 16 ou à Súmula Vinculante nº 10. Parecer pela improcedência da reclamação.” (grifei) Os fundamentos expostos em referida manifestação ajustam-se, integralmente, à orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou a propósito da matéria em análise, valendo destacar, por relevante, fragmento desse parecer oferecido pela douta Procuradoria-Geral da República, que a seguir reproduzo: “3. A reclamação deve ser julgada improcedente. 4. Pela leitura do acórdão acostado aos autos eletrônicos, percebe-se que a decisão reclamada concluiu pela culpa ‘in vigilando’ da Administração. 5. A 13ª Turma do TRT da 2ª Região analisou o caso ali discutido à luz do artigo 927 do Código Civil. Segundo a Relatora, a relação sobre a qual incidiu a decisão foi entre ‘o prestador de serviço inadimplente e o seu empregado’, ou seja, ‘res inter alios acta’ na relação administrativa’. Analisou-se a culpa sob o ponto de vista da responsabilidade civil, calcada no direito civil. 6. Conforme entendimento do STF, o Estado não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deve responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de constitucionalidade do § 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93. 7. No caso dos autos, o acórdão reclamado reconheceu a conduta omissiva culposa do Estado. Em sendo assim, não há de se falar em ofensa à decisão proferida na ADC nº 16, tendo em vista a análise da ‘culpa’ no caso concreto. 8. Entende-se, portanto, que o conteúdo da ADC nº 16 não foi violado eis que a responsabilização do Estado, nesse ponto, não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a empresa contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária adentrou no tema referente à culpa missiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar-se o acerto ou desacerto do julgamento. A 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP desconstituição do entendimento em relação à caracterização da culpa não pode ser feita na via estreita da reclamação. 9. Por fim, não houve violação à Súmula Vinculante nº 10. A análise do caso concreto centrou-se no reconhecimento da culpa ‘in vigilando’, não tendo havido juízo de inconstitucionalidade sobre o tema. A decisão teve como base a legislação civil e, por isso, não era o caso de exigir-se o julgamento pelo órgão plenário do tribunal ‘a quo’.” (grifei) Não vislumbro, desse modo, a ocorrência do alegado desrespeito à autoridade da decisão que esta Corte proferiu, com eficácia vinculante, no julgamento da ADC 16/DF. De outro lado, e no que concerne ao alegado desrespeito à diretriz resultante da Súmula Vinculante nº 10/STF, não verifico, na decisão de que ora se reclama, a existência de qualquer juízo, ostensivo ou disfarçado, de inconstitucionalidade do art. 71 da Lei nº 8.666/1993. Na realidade, tudo indica que, em referido julgamento, o órgão judiciário reclamado apenas reconheceu, no caso concreto, a omissão do Poder Público, em virtude do descumprimento de sua obrigação de fiscalizar a fiel execução das obrigações trabalhistas pela contratada, não havendo formulado juízo de inconstitucionalidade, o que afasta, ante a inexistência de qualquer declaração de ilegitimidade inconstitucional, a ocorrência de transgressão ao enunciado constante da Súmula Vinculante 10/STF. É certo que o Supremo Tribunal Federal, em sua jurisprudência (RE 432.597-AgR/SP e AI 473.019-AgR/SP, ambos relatados pelo Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE), considera “declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que – embora sem o explicitar – afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP desconstituição do entendimento em relação à caracterização da culpa não pode ser feita na via estreita da reclamação. 9. Por fim, não houve violação à Súmula Vinculante nº 10. A análise do caso concreto centrou-se no reconhecimento da culpa ‘in vigilando’, não tendo havido juízo de inconstitucionalidade sobre o tema. A decisão teve como base a legislação civil e, por isso, não era o caso de exigir-se o julgamento pelo órgão plenário do tribunal ‘a quo’.” (grifei) Não vislumbro, desse modo, a ocorrência do alegado desrespeito à autoridade da decisão que esta Corte proferiu, com eficácia vinculante, no julgamento da ADC 16/DF. De outro lado, e no que concerne ao alegado desrespeito à diretriz resultante da Súmula Vinculante nº 10/STF, não verifico, na decisão de que ora se reclama, a existência de qualquer juízo, ostensivo ou disfarçado, de inconstitucionalidade do art. 71 da Lei nº 8.666/1993. Na realidade, tudo indica que, em referido julgamento, o órgão judiciário reclamado apenas reconheceu, no caso concreto, a omissão do Poder Público, em virtude do descumprimento de sua obrigação de fiscalizar a fiel execução das obrigações trabalhistas pela contratada, não havendo formulado juízo de inconstitucionalidade, o que afasta, ante a inexistência de qualquer declaração de ilegitimidade inconstitucional, a ocorrência de transgressão ao enunciado constante da Súmula Vinculante 10/STF. É certo que o Supremo Tribunal Federal, em sua jurisprudência (RE 432.597-AgR/SP e AI 473.019-AgR/SP, ambos relatados pelo Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE), considera “declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que – embora sem o explicitar – afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP Esta Suprema Corte tem entendido equivaler, à própria declaração de inconstitucionalidade, o julgamento que, sem reconhecer, explicitamente, a eiva de ilegitimidade constitucional, vem, não obstante, a recusar aplicabilidade ao ato do Poder Público, sob alegação de conflito com critérios outros resultantes do texto da Carta Política. Como se sabe, a inconstitucionalidade de qualquer ato estatal só pode ser declarada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou, onde houver, dos integrantes do respectivo órgão especial, sob pena de absoluta nulidade da decisão emanada do órgão fracionário (Turma, Câmara ou Seção). É preciso ter presente, por necessário, que o respeito ao postulado da reserva de plenário – consagrado pelo art. 97 da Constituição (e introduzido, em nosso sistema de direito constitucional positivo, pela Constituição de 1934) – atua como verdadeira condição de eficácia jurídica da própria declaração jurisdicional de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público, consoante adverte o magistério da doutrina (LÚCIO BITTENCOURT, “O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis”, p. 43/46, 2ª ed., 1968, Forense; MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Comentários à Constituição Brasileira de 1988”, vol. 2/209, 1992, Saraiva; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.424/1.440, 6ª ed., 2006, Atlas; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Curso de Direito Constitucional Positivo”, p. 50/52, item n. 14, 27ª ed., 2006, Malheiros; UADI LAMMÊGO BULOS, “Constituição Federal Anotada”, p. 939/943, 5ª ed., 2003, Saraiva; LUÍS ROBERTO BARROSO, “O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 77/81, itens ns. 3.2 e 3.3, 2004, Saraiva; ZENO VELOSO, “Controle Jurisdicional de Constitucionalidade”, p. 50/51, item n. 41, 1999, Cejup; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 122/123 e 276/277, itens ns. 6.7.3 e 9.14.4, 2ª ed., 2001, RT, v.g.). 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP Esta Suprema Corte tem entendido equivaler, à própria declaração de inconstitucionalidade, o julgamento que, sem reconhecer, explicitamente, a eiva de ilegitimidade constitucional, vem, não obstante, a recusar aplicabilidade ao ato do Poder Público, sob alegação de conflito com critérios outros resultantes do texto da Carta Política. Como se sabe, a inconstitucionalidade de qualquer ato estatal só pode ser declarada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou, onde houver, dos integrantes do respectivo órgão especial, sob pena de absoluta nulidade da decisão emanada do órgão fracionário (Turma, Câmara ou Seção). É preciso ter presente, por necessário, que o respeito ao postulado da reserva de plenário – consagrado pelo art. 97 da Constituição (e introduzido, em nosso sistema de direito constitucional positivo, pela Constituição de 1934) – atua como verdadeira condição de eficácia jurídica da própria declaração jurisdicional de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público, consoante adverte o magistério da doutrina (LÚCIO BITTENCOURT, “O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis”, p. 43/46, 2ª ed., 1968, Forense; MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Comentários à Constituição Brasileira de 1988”, vol. 2/209, 1992, Saraiva; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.424/1.440, 6ª ed., 2006, Atlas; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Curso de Direito Constitucional Positivo”, p. 50/52, item n. 14, 27ª ed., 2006, Malheiros; UADI LAMMÊGO BULOS, “Constituição Federal Anotada”, p. 939/943, 5ª ed., 2003, Saraiva; LUÍS ROBERTO BARROSO, “O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 77/81, itens ns. 3.2 e 3.3, 2004, Saraiva; ZENO VELOSO, “Controle Jurisdicional de Constitucionalidade”, p. 50/51, item n. 41, 1999, Cejup; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 122/123 e 276/277, itens ns. 6.7.3 e 9.14.4, 2ª ed., 2001, RT, v.g.). 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por sua vez, tem reiteradamente proclamado que a desconsideração do princípio em causa gera, como inevitável efeito consequencial, a nulidade absoluta da decisão judicial colegiada que, emanando de órgão meramente fracionário, haja declarado a inconstitucionalidade de determinado ato estatal (RTJ 58/499 – RTJ 71/233 – RTJ 110/226 – RTJ 117/265 – RTJ 135/297) ou, então, “embora sem o explicitar”, haja afastado “a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). As razões subjacentes à formulação do postulado constitucional do “full bench”, excelentemente identificadas por MARCELLO CAETANO (“Direito Constitucional”, vol. II/417, item n. 140, 1978, Forense), justificam a advertência dos Tribunais, cujos pronunciamentos – enfatizando os propósitos teleológicos visados pelo legislador constituinte – acentuam que “A inconstitucionalidade de lei ou ato do poder público só pode ser decretada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal, em sessão plena” (RF 193/131 – RTJ 95/859 – RTJ 96/1188 – RT 508/217). Não se pode perder de perspectiva, por isso mesmo, o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, cujas decisões assinalam a alta significação político-jurídica de que se reveste, em nosso ordenamento positivo, a exigência constitucional da reserva de plenário: “Nenhum órgão fracionário de qualquer Tribunal dispõe de competência, no sistema jurídico brasileiro, para declarar a inconstitucionalidade de leis ou atos emanados do Poder Público. Essa magna prerrogativa jurisdicional foi atribuída, em grau de absoluta exclusividade, ao Plenário dos Tribunais ou, onde houver, ao respectivo Órgão Especial. Essa extraordinária competência dos Tribunais é regida pelo princípio da reserva de plenário inscrito no artigo 97 da Constituição da República. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por sua vez, tem reiteradamente proclamado que a desconsideração do princípio em causa gera, como inevitável efeito consequencial, a nulidade absoluta da decisão judicial colegiada que, emanando de órgão meramente fracionário, haja declarado a inconstitucionalidade de determinado ato estatal (RTJ 58/499 – RTJ 71/233 – RTJ 110/226 – RTJ 117/265 – RTJ 135/297) ou, então, “embora sem o explicitar”, haja afastado “a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). As razões subjacentes à formulação do postulado constitucional do “full bench”, excelentemente identificadas por MARCELLO CAETANO (“Direito Constitucional”, vol. II/417, item n. 140, 1978, Forense), justificam a advertência dos Tribunais, cujos pronunciamentos – enfatizando os propósitos teleológicos visados pelo legislador constituinte – acentuam que “A inconstitucionalidade de lei ou ato do poder público só pode ser decretada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal, em sessão plena” (RF 193/131 – RTJ 95/859 – RTJ 96/1188 – RT 508/217). Não se pode perder de perspectiva, por isso mesmo, o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, cujas decisões assinalam a alta significação político-jurídica de que se reveste, em nosso ordenamento positivo, a exigência constitucional da reserva de plenário: “Nenhum órgão fracionário de qualquer Tribunal dispõe de competência, no sistema jurídico brasileiro, para declarar a inconstitucionalidade de leis ou atos emanados do Poder Público. Essa magna prerrogativa jurisdicional foi atribuída, em grau de absoluta exclusividade, ao Plenário dos Tribunais ou, onde houver, ao respectivo Órgão Especial. Essa extraordinária competência dos Tribunais é regida pelo princípio da reserva de plenário inscrito no artigo 97 da Constituição da República. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP Suscitada a questão prejudicial de constitucionalidade perante órgão fracionário de Tribunal (Câmaras, Grupos, Turmas ou Seções), a este competirá, em acolhendo a alegação, submeter a controvérsia jurídica ao Tribunal Pleno.” (RTJ 150/223-224, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Tenho para mim , na linha do que tem sido iterativamente proclamado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Rcl 11.846/MG , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 12.388/ES , Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.486/SP , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 14.623/ES , Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.), que o ato objeto da presente reclamação não declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93 nem afastou , mesmo implicitamente, a sua incidência , para decidir a causa “sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). Sendo assim, pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP Suscitada a questão prejudicial de constitucionalidade perante órgão fracionário de Tribunal (Câmaras, Grupos, Turmas ou Seções), a este competirá, em acolhendo a alegação, submeter a controvérsia jurídica ao Tribunal Pleno.” (RTJ 150/223-224, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Tenho para mim , na linha do que tem sido iterativamente proclamado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Rcl 11.846/MG , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 12.388/ES , Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.486/SP , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 14.623/ES , Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.), que o ato objeto da presente reclamação não declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93 nem afastou , mesmo implicitamente, a sua incidência , para decidir a causa “sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). Sendo assim, pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Decisão de Julgamento PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.580 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) : ADRIANA FUMIE AOKI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARCOS APARECIDO DE FARIAS AGOSTINHO ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS DE SOUZA RIBEIRO JÚNIOR AGDO.(A/S) : CORPORAÇÃO GUTTY DE SEGURANÇA PATRIMONIAL E VIGILÂNCIA LTDA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 2ª REGIÃO Decisão: O Tribunal, por votação unânime e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso de agravo. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 21.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3467561 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.580 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) : ADRIANA FUMIE AOKI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARCOS APARECIDO DE FARIAS AGOSTINHO ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS DE SOUZA RIBEIRO JÚNIOR AGDO.(A/S) : CORPORAÇÃO GUTTY DE SEGURANÇA PATRIMONIAL E VIGILÂNCIA LTDA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 2ª REGIÃO Decisão: O Tribunal, por votação unânime e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso de agravo. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 21.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3467561 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3492951
2013-02-21T00:00:00
2013-03-13T00:00:00
O Tribunal, por votação unânime e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso de agravo. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 21.02.2013.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA, COM EFEITO VINCULANTE, NO EXAME DA ADC 16/DF – INOCORRÊNCIA – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS TRABALHISTAS (LEI Nº 8.666/93, ART. 71, § 1º) – ATO JUDICIAL RECLAMADO PLENAMENTE JUSTIFICADO, NO CASO, PELO RECONHECIMENTO DE SITUAÇÃO CONFIGURADORA DE CULPA “IN VIGILANDO”, “IN ELIGENDO” OU “IN OMITTENDO” – DEVER LEGAL DAS ENTIDADES PÚBLICAS CONTRATANTES DE FISCALIZAR O CUMPRIMENTO, POR PARTE DAS EMPRESAS CONTRATADAS, DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS REFERENTES AOS EMPREGADOS VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI Nº 8.666/93, ART. 67) – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ART. 97) – SÚMULA VINCULANTE Nº 10/STF – INAPLICABILIDADE – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE JUÍZO OSTENSIVO OU DISFARÇADO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur226272
- Acórdão(s) citado(s): (RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, DÉBITO TRABALHISTA) ADC 16 (TP). (PRINCÍPIO DA RESERVA DE PLENÁRIO, DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE, AFASTAMENTO, INCIDÊNCIA DA NORMA) RE 432597 AgR (1ªT), AI 473019 AgR (1ªT); RTJ 169/756; RTJ 58/499, RTJ 71/233, RTJ 110/226, RTJ 117/265, RTJ 135/297, RTJ 169/756, RTJ 95/859, RTJ 96/1188, RTJ 150/223; RT 508/217; RF 193/131. - Decisões monocráticas citadas: (RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, DÉBITO TRABALHISTA) Rcl 8475, Rcl 11917, Rcl 12089, Rcl 12388, Rcl 12434, Rcl 12595, Rcl 12828, Rcl 12944, Rcl 13272 MC, Rcl 13425, Rcl 13841, Rcl 14623, Rcl 14658, Rcl 14943, Rcl 15052, Rcl 12925, Rcl 11846, Rcl 12486. - Veja AIRR 132100-60.2008.5.04.0402, AIRR 14726-94-2010.5.040000, AIRR 2042-50.2010.5.18.0000, AIRR 546040-57.2006.5.07.0032, RR 193600-61.2009.5.09.0594 e AIRR 157240-94.2007.5.16.0015 do TST. - Termo(s) de resgate: FULL BENCH Número de páginas: 19. Análise: 05/04/2013, AAT. Revisão: 06/05/2013, SEV.
CELSO DE MELLO
Tribunal Pleno
12580
[ "LEG-FED CF ANO-1934\n ART-00097\n CF-1934 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00007 INC-00033 ART-00097\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008666 ANO-1993\n ART-00027 ART-00067 ART-00071 PAR-00001\n LLC-1993 LEI DE LICITAÇÕES\n\n", "LEG-FED SUV-000010 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF \n\n", "LEG-FED SUMTST-000331 \n SÚMULA DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO - TST" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 12580 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) : ADRIANA FUMIE AOKI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARCOS APARECIDO DE FARIAS AGOSTINHO ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS DE SOUZA RIBEIRO JÚNIOR AGDO.(A/S) : CORPORAÇÃO GUTTY DE SEGURANÇA PATRIMONIAL E VIGILÂNCIA LTDA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 2ª REGIÃO
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Ementa e Acórdão 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.580 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) :ADRIANA FUMIE AOKI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARCOS APARECIDO DE FARIAS AGOSTINHO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DE SOUZA RIBEIRO JÚNIOR AGDO.(A/S) :CORPORAÇÃO GUTTY DE SEGURANÇA PATRIMONIAL E VIGILÂNCIA LTDA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 2... REGIÃO E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA, COM EFEITO VINCULANTE, NO EXAME DA ADC 16/DF – INOCORRÊNCIA – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS TRABALHISTAS (LEI n 8.666/93, ART. 71, § 1...) – ATO JUDICIAL RECLAMADO PLENAMENTE JUSTIFICADO, NO CASO, PELO RECONHECIMENTO DE SITUAÇÃO CONFIGURADORA DE CULPA “IN VIGILANDO”, “IN ELIGENDO” OU “IN OMITTENDO” – DEVER LEGAL DAS ENTIDADES PÚBLICAS CONTRATANTES DE FISCALIZAR O CUMPRIMENTO, POR PARTE DAS EMPRESAS CONTRATADAS, DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS REFERENTES AOS EMPREGADOS VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI n 8.666/93, ART. 67) – ARGUIÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (Constituição Federal de 1988, ART. 97) – SÚMULA VINCULANTE n 10/Supremo Tribunal Federal – INAPLICABILIDADE – INEXISTÊNCIA, NO CASO, DE JUÍZO OSTENSIVO OU DISFARÇADO DE INCONSTITUCIONALIDADE DE QUALQUER ATO ESTATAL – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478631. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Ementa e Acórdão RCL 12580 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 21 de fevereiro de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478631. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 21 de fevereiro de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478631. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Relatório 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.580 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) :ADRIANA FUMIE AOKI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARCOS APARECIDO DE FARIAS AGOSTINHO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DE SOUZA RIBEIRO JÚNIOR AGDO.(A/S) :CORPORAÇÃO GUTTY DE SEGURANÇA PATRIMONIAL E VIGILÂNCIA LTDA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 2... REGIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A parte agravante insurge-se, na presente sede recursal, contra ato decisório que, por entender inocorrente, na espécie, qualquer situação caracterizadora de desrespeito à autoridade de decisão ou de enunciado sumular impregnados de eficácia vinculante emanados desta Suprema Corte, julgou improcedente a reclamação deduzida pela ora recorrente. A parte agravante, para justificar, no caso, a utilização da via reclamatória, alegou que o ato judicial reclamado – que resultou de julgamento pelo E. Tribunal Regional do Trabalho da 2... Região – teria transgredido a autoridade da decisão que esta Suprema Corte proferiu, com efeito vinculante, no exame da ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, além de supostamente haver desrespeitado o enunciado constante da Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal, que possui o seguinte teor: “Viola a cláusula de reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.” (grifei) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478632. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.580 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) :ADRIANA FUMIE AOKI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARCOS APARECIDO DE FARIAS AGOSTINHO ADV.(A/S) :LUIZ CARLOS DE SOUZA RIBEIRO JÚNIOR AGDO.(A/S) :CORPORAÇÃO GUTTY DE SEGURANÇA PATRIMONIAL E VIGILÂNCIA LTDA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 2... REGIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A parte agravante insurge-se, na presente sede recursal, contra ato decisório que, por entender inocorrente, na espécie, qualquer situação caracterizadora de desrespeito à autoridade de decisão ou de enunciado sumular impregnados de eficácia vinculante emanados desta Suprema Corte, julgou improcedente a reclamação deduzida pela ora recorrente. A parte agravante, para justificar, no caso, a utilização da via reclamatória, alegou que o ato judicial reclamado – que resultou de julgamento pelo E. Tribunal Regional do Trabalho da 2... Região – teria transgredido a autoridade da decisão que esta Suprema Corte proferiu, com efeito vinculante, no exame da ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, além de supostamente haver desrespeitado o enunciado constante da Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal, que possui o seguinte teor: “Viola a cláusula de reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, artigo 97) a decisão de órgão fracionário de tribunal que, embora não declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, afasta sua incidência, no todo ou em parte.” (grifei) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Relatório RCL 12580 AGR / SP Sustentou-se, em síntese, que o órgão reclamado, no julgamento objeto desta ação reclamatória, teria decidido com base na Súmula n 331, IV, do Tribunal Superior do Trabalho (em sua antiga redação), afastando, em consequência, a incidência do art. 71, § 1..., da Lei n 8.666/93, o que, além de supostamente desrespeitar a decisão proferida quando do julgamento da ADC 16/Supremo Tribunal Federal, implicaria, ainda, ofensa ao princípio da reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, art. 97). O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência desta reclamação, assim resumiu e apreciou a presente causa: “Reclamação. Alegação de aplicação, pelo acórdão reclamado, da Súmula n 331 do Tribunal Superior do Trabalho, a qual afastou o parágrafo 1... do artigo 71 da Lei 8.666/93 sem o devido respeito à cláusula de reserva de plenário. Inobservância de ofensa à decisão proferida na ADC n 16 ou à Súmula Vinculante n 10. Parecer pela improcedência da reclamação. 1. Trata-se de reclamação, com pedido de liminar, proposta pela Universidade de São Paulo em face da decisão proferida pela 13... Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2... Região, que estaria em confronto com a Ação Direta de Constitucionalidade n 16 e com a Súmula Vinculante n 10. 2. A reclamante alega que o Juízo ‘a quo’ teria aplicado a Súmula 331, IV, do Tribunal Superior do Trabalho, para afastar a regra contida no § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93, em violação à ADC n 16, além de não ter submetido a questão ao órgão pleno do tribunal, conforme determinação da Súmula Vinculante n 10 e da cláusula da reserva de plenário. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478632. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP Sustentou-se, em síntese, que o órgão reclamado, no julgamento objeto desta ação reclamatória, teria decidido com base na Súmula n 331, IV, do Tribunal Superior do Trabalho (em sua antiga redação), afastando, em consequência, a incidência do art. 71, § 1..., da Lei n 8.666/93, o que, além de supostamente desrespeitar a decisão proferida quando do julgamento da ADC 16/Supremo Tribunal Federal, implicaria, ainda, ofensa ao princípio da reserva de plenário (Constituição Federal de 1988, art. 97). O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência desta reclamação, assim resumiu e apreciou a presente causa: “Reclamação. Alegação de aplicação, pelo acórdão reclamado, da Súmula n 331 do Tribunal Superior do Trabalho, a qual afastou o parágrafo 1... do artigo 71 da Lei 8.666/93 sem o devido respeito à cláusula de reserva de plenário. Inobservância de ofensa à decisão proferida na ADC n 16 ou à Súmula Vinculante n 10. Parecer pela improcedência da reclamação. 1. Trata-se de reclamação, com pedido de liminar, proposta pela Universidade de São Paulo em face da decisão proferida pela 13... Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2... Região, que estaria em confronto com a Ação Direta de Constitucionalidade n 16 e com a Súmula Vinculante n 10. 2. A reclamante alega que o Juízo ‘a quo’ teria aplicado a Súmula 331, IV, do Tribunal Superior do Trabalho, para afastar a regra contida no § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93, em violação à ADC n 16, além de não ter submetido a questão ao órgão pleno do tribunal, conforme determinação da Súmula Vinculante n 10 e da cláusula da reserva de plenário. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Relatório RCL 12580 AGR / SP 3. A reclamação deve ser julgada improcedente. 4. Pela leitura do acórdão acostado aos autos eletrônicos, percebe-se que a decisão reclamada concluiu pela culpa ‘in vigilando’ da Administração. 5. A 13... Turma do TRT da 2... Região analisou o caso ali discutido à luz do artigo 927 do Código Civil. Segundo a Relatora, a relação sobre a qual incidiu a decisão foi entre ‘o prestador de serviço inadimplente e o seu empregado’, ou seja, ‘res inter alios acta’ na relação administrativa’. Analisou-se a culpa sob o ponto de vista da responsabilidade civil, calcada no direito civil. 6. Conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, o Estado não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deve responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de constitucionalidade do § 1... do artigo 71 da Lei 8.666/93. 7. No caso dos autos, o acórdão reclamado reconheceu a conduta omissiva culposa do Estado. Em sendo assim, não há de se falar em ofensa à decisão proferida na ADC n 16, tendo em vista a análise da ‘culpa’ no caso concreto. 8. Entende-se, portanto, que o conteúdo da ADC n 16 não foi violado eis que a responsabilização do Estado, nesse ponto, não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a empresa contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária adentrou no tema referente à culpa missiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar-se o acerto ou desacerto do julgamento. A desconstituição do entendimento em relação à caracterização da culpa não pode ser feita na via estreita da reclamação. 9. Por fim, não houve violação à Súmula Vinculante n 10. A análise do caso concreto centrou-se no reconhecimento da culpa ‘in vigilando’, não tendo havido juízo de inconstitucionalidade sobre o tema. A decisão teve como base a legislação civil e, por isso, não era o caso de exigir-se o julgamento pelo órgão plenário do tribunal ‘a quo’. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478632. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP 3. A reclamação deve ser julgada improcedente. 4. Pela leitura do acórdão acostado aos autos eletrônicos, percebe-se que a decisão reclamada concluiu pela culpa ‘in vigilando’ da Administração. 5. A 13... Turma do TRT da 2... Região analisou o caso ali discutido à luz do artigo 927 do Código Civil. Segundo a Relatora, a relação sobre a qual incidiu a decisão foi entre ‘o prestador de serviço inadimplente e o seu empregado’, ou seja, ‘res inter alios acta’ na relação administrativa’. Analisou-se a culpa sob o ponto de vista da responsabilidade civil, calcada no direito civil. 6. Conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, o Estado não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deve responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de constitucionalidade do § 1... do artigo 71 da Lei 8.666/93. 7. No caso dos autos, o acórdão reclamado reconheceu a conduta omissiva culposa do Estado. Em sendo assim, não há de se falar em ofensa à decisão proferida na ADC n 16, tendo em vista a análise da ‘culpa’ no caso concreto. 8. Entende-se, portanto, que o conteúdo da ADC n 16 não foi violado eis que a responsabilização do Estado, nesse ponto, não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a empresa contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária adentrou no tema referente à culpa missiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar-se o acerto ou desacerto do julgamento. A desconstituição do entendimento em relação à caracterização da culpa não pode ser feita na via estreita da reclamação. 9. Por fim, não houve violação à Súmula Vinculante n 10. A análise do caso concreto centrou-se no reconhecimento da culpa ‘in vigilando’, não tendo havido juízo de inconstitucionalidade sobre o tema. A decisão teve como base a legislação civil e, por isso, não era o caso de exigir-se o julgamento pelo órgão plenário do tribunal ‘a quo’. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Relatório RCL 12580 AGR / SP Ante o exposto, o parecer é pela improcedência da reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação do Egrégio Plenário desta Suprema Corte, o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478632. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP Ante o exposto, o parecer é pela improcedência da reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação do Egrégio Plenário desta Suprema Corte, o presente recurso de agravo. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478632. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.580 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Como tive o ensejo de enfatizar quando da prolação da decisão agravada, esta Suprema Corte, ao apreciar a ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, julgou-a procedente, para declarar a constitucionalidade do art. 71, § 1..., da Lei 8.666/93, em julgamento que se acha assim ementado: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art. 71, § 1..., da Lei federal n 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1..., da Lei federal n 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela Lei n 9.032, de 1995.” (ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei) É oportuno ressaltar, no ponto, que, em referido julgamento, não obstante o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha confirmado a plena validade constitucional do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93 – por Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.580 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Como tive o ensejo de enfatizar quando da prolação da decisão agravada, esta Suprema Corte, ao apreciar a ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, julgou-a procedente, para declarar a constitucionalidade do art. 71, § 1..., da Lei 8.666/93, em julgamento que se acha assim ementado: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art. 71, § 1..., da Lei federal n 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1..., da Lei federal n 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela Lei n 9.032, de 1995.” (ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei) É oportuno ressaltar, no ponto, que, em referido julgamento, não obstante o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha confirmado a plena validade constitucional do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93 – por Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP entender juridicamente incompatível com a Constituição a transferência automática, em detrimento da Administração Pública, dos encargos trabalhistas, fiscais, comerciais e previdenciários resultantes da execução do contrato na hipótese de inadimplência da empresa contratada –, enfatizou-se que essa declaração de constitucionalidade não impediria, em cada situação ocorrente, o reconhecimento de eventual culpa “in omittendo” ou “in vigilando” do Poder Público. Essa visão em torno do tema tem sido observada por Ministros de ambas as Turmas desta Suprema Corte (Rcl 8.475/PE, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 11.917/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.089/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.310/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.388/SC, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.434/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.595/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.828/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 12.944/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 13.272-MC/MG, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 13.425/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 13.841/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 14.623/ES, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 14.658/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 14.943/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 15.052/RO, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.), em julgamentos nos quais se tem reconhecido possível a atribuição de responsabilidade subsidiária ao ente público na hipótese excepcional de restar demonstrada a ocorrência de comportamento culposo da Administração Pública. Vale referir, bem por isso, ante a pertinência de seu conteúdo, trecho da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA proferiu no âmbito da Rcl 12.925/SP, de que foi Relator: “(...) ao declarar a constitucionalidade do referido § 1... do art. 71 da Lei 8.666/1993, a Corte consignou que se, na análise do caso concreto, ficar configurada a culpa da Administração em fiscalizar a execução do contrato firmado com a empresa contratada, estará presente sua responsabilidade subsidiária pelos débitos trabalhistas não adimplidos. Em outras palavras, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP entender juridicamente incompatível com a Constituição a transferência automática, em detrimento da Administração Pública, dos encargos trabalhistas, fiscais, comerciais e previdenciários resultantes da execução do contrato na hipótese de inadimplência da empresa contratada –, enfatizou-se que essa declaração de constitucionalidade não impediria, em cada situação ocorrente, o reconhecimento de eventual culpa “in omittendo” ou “in vigilando” do Poder Público. Essa visão em torno do tema tem sido observada por Ministros de ambas as Turmas desta Suprema Corte (Rcl 8.475/PE, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 11.917/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.089/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.310/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.388/SC, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.434/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.595/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.828/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 12.944/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 13.272-MC/MG, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 13.425/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 13.841/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 14.623/ES, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 14.658/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 14.943/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 15.052/RO, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.), em julgamentos nos quais se tem reconhecido possível a atribuição de responsabilidade subsidiária ao ente público na hipótese excepcional de restar demonstrada a ocorrência de comportamento culposo da Administração Pública. Vale referir, bem por isso, ante a pertinência de seu conteúdo, trecho da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA proferiu no âmbito da Rcl 12.925/SP, de que foi Relator: “(...) ao declarar a constitucionalidade do referido § 1... do art. 71 da Lei 8.666/1993, a Corte consignou que se, na análise do caso concreto, ficar configurada a culpa da Administração em fiscalizar a execução do contrato firmado com a empresa contratada, estará presente sua responsabilidade subsidiária pelos débitos trabalhistas não adimplidos. Em outras palavras, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP vedou-se, apenas, a transferência automática ou a responsabilidade objetiva da Administração Pública por essas obrigações. No presente caso, a autoridade reclamada, embora de forma sucinta, a partir do conjunto probatório presente nos autos da reclamação trabalhista, analisou a conduta do ora reclamante e entendeu configurada a sua culpa ‘in vigilando’. …................................................................................................... Como o controle da regularidade da execução dos contratos firmados com a administração deve ser feito por dever de ofício, é densa a fundamentação do acórdão-reclamado ao atribuir ao Estado o dever de provar não ter agido com tolerância ou desídia incompatíveis com o respeito ao erário. Se bem ou mal decidiu a autoridade reclamada ao reconhecer a responsabilidade por culpa imputável à reclamante, a reclamação constitucional não é o meio adequado para substituir os recursos e as medidas ordinária e extraordinariamente disponíveis para correção do alegado erro. Ante o exposto, julgo improcedente esta reclamação (art. 38 da Lei 8.038/1990 e art. 161, par. ún. do RISTF).” (grifei) Cumpre assinalar, por necessário, que o dever legal das entidades públicas contratantes de fiscalizar a idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o controle prévio à contratação – consistente em exigir, das empresas licitantes, a apresentação dos documentos aptos a demonstrar a habilitação jurídica, a qualificação técnica, a situação econômico-financeira, a regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do artigo 7... da Constituição Federal (Lei n 8.666/93, art. 27) –, mas compreende, também, o controle concomitante à execução contratual, viabilizador, dentre outras medidas, da vigilância efetiva e da adequada fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos empregados vinculados ao contrato celebrado (Lei n 8.666/93, art. 67). Esse entendimento encontra apoio em expressivo magistério doutrinário (LÍVIA DEPRÁ CAMARGO SULZBACH, “A Responsabilidade 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP vedou-se, apenas, a transferência automática ou a responsabilidade objetiva da Administração Pública por essas obrigações. No presente caso, a autoridade reclamada, embora de forma sucinta, a partir do conjunto probatório presente nos autos da reclamação trabalhista, analisou a conduta do ora reclamante e entendeu configurada a sua culpa ‘in vigilando’. …................................................................................................... Como o controle da regularidade da execução dos contratos firmados com a administração deve ser feito por dever de ofício, é densa a fundamentação do acórdão-reclamado ao atribuir ao Estado o dever de provar não ter agido com tolerância ou desídia incompatíveis com o respeito ao erário. Se bem ou mal decidiu a autoridade reclamada ao reconhecer a responsabilidade por culpa imputável à reclamante, a reclamação constitucional não é o meio adequado para substituir os recursos e as medidas ordinária e extraordinariamente disponíveis para correção do alegado erro. Ante o exposto, julgo improcedente esta reclamação (art. 38 da Lei 8.038/1990 e art. 161, par. ún. do RISTF).” (grifei) Cumpre assinalar, por necessário, que o dever legal das entidades públicas contratantes de fiscalizar a idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o controle prévio à contratação – consistente em exigir, das empresas licitantes, a apresentação dos documentos aptos a demonstrar a habilitação jurídica, a qualificação técnica, a situação econômico-financeira, a regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do artigo 7... da Constituição Federal (Lei n 8.666/93, art. 27) –, mas compreende, também, o controle concomitante à execução contratual, viabilizador, dentre outras medidas, da vigilância efetiva e da adequada fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos empregados vinculados ao contrato celebrado (Lei n 8.666/93, art. 67). Esse entendimento encontra apoio em expressivo magistério doutrinário (LÍVIA DEPRÁ CAMARGO SULZBACH, “A Responsabilidade 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP Subsidiária da Administração Pública na Terceirização de Serviços – Princípio da supremacia do interesse público x dignidade da pessoa humana? – Repercussões do julgamento da ADC n. 16 pelo Supremo Tribunal Federal na Súmula n. 331 do Tribunal Superior do Trabalho”, “in” Revista LTr, vol. 76/2012, p. 719/739; ROBERTO NOBREGA DE ALMEIDA FILHO, “Terceirização na Administração Pública e Suas Consequências no Âmbito da Justiça do Trabalho”, “in” Revista do Tribunal Regional do Trabalho da 15... Região, n 40/2012, p. 187/196; PLÍNIO ANTÔNIO PÚBLIO ALBREGARD, “Responsabilidade Subsidiária da Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional”, “in” Revista do TRT da 2... Região, n 07/2012, p. 67/73; IVANI CONTINI BRAMANTE, “A Aparente Derrota da Súmula 331/Tribunal Superior do Trabalho e a Responsabilidade do Poder Público na Terceirização”, “in” Repertório de Jurisprudência IOB, n 24/2011, vol. II/721-767; BRUNO SANTOS CUNHA, “Fiscalização de Contratos Administrativos de Terceirização de Mão de Obra: Uma Nova Exegese e Reforço de Incidência”, “in” Revista do Tribunal Superior do Trabalho, n 01/2011, vol. 77/131-138; EDITE HUPSEL, “Controle de Execução dos Contratos Administrativos pela Administração Pública”, “in” Revista Zênite de Licitações e Contratos – ILC, n 163/2007, p. 872/878, v.g.). Cabe destacar, ainda, nessa mesma linha de orientação, em face de sua precisa abordagem, a lição de HELDER SANTOS AMORIM, MÁRCIO TÚLIO VIANA e GABRIELA NEVES DELGADO (“Terceirização – Aspectos Gerais: Última Decisão do Supremo Tribunal Federal e a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho – Novos Enfoques”, “in” Revista do Tribunal Superior do Trabalho, n 01/2011, vol. 77/76-83): “A interpretação do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93 desafia sua leitura conjunta e contextualizada com vários outros dispositivos legais que imputam à Administração Pública, de forma correlata e proporcional, o dever de fiscalizar eficientemente a execução dos seus contratos de terceirização, por imperativo de legalidade e moralidade pública (Constituição, art. 37, capuz), inclusive em relação ao adimplemento dos direitos dos 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP Subsidiária da Administração Pública na Terceirização de Serviços – Princípio da supremacia do interesse público x dignidade da pessoa humana? – Repercussões do julgamento da ADC n. 16 pelo Supremo Tribunal Federal na Súmula n. 331 do Tribunal Superior do Trabalho”, “in” Revista LTr, vol. 76/2012, p. 719/739; ROBERTO NOBREGA DE ALMEIDA FILHO, “Terceirização na Administração Pública e Suas Consequências no Âmbito da Justiça do Trabalho”, “in” Revista do Tribunal Regional do Trabalho da 15... Região, n 40/2012, p. 187/196; PLÍNIO ANTÔNIO PÚBLIO ALBREGARD, “Responsabilidade Subsidiária da Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional”, “in” Revista do TRT da 2... Região, n 07/2012, p. 67/73; IVANI CONTINI BRAMANTE, “A Aparente Derrota da Súmula 331/Tribunal Superior do Trabalho e a Responsabilidade do Poder Público na Terceirização”, “in” Repertório de Jurisprudência IOB, n 24/2011, vol. II/721-767; BRUNO SANTOS CUNHA, “Fiscalização de Contratos Administrativos de Terceirização de Mão de Obra: Uma Nova Exegese e Reforço de Incidência”, “in” Revista do Tribunal Superior do Trabalho, n 01/2011, vol. 77/131-138; EDITE HUPSEL, “Controle de Execução dos Contratos Administrativos pela Administração Pública”, “in” Revista Zênite de Licitações e Contratos – ILC, n 163/2007, p. 872/878, v.g.). Cabe destacar, ainda, nessa mesma linha de orientação, em face de sua precisa abordagem, a lição de HELDER SANTOS AMORIM, MÁRCIO TÚLIO VIANA e GABRIELA NEVES DELGADO (“Terceirização – Aspectos Gerais: Última Decisão do Supremo Tribunal Federal e a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho – Novos Enfoques”, “in” Revista do Tribunal Superior do Trabalho, n 01/2011, vol. 77/76-83): “A interpretação do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93 desafia sua leitura conjunta e contextualizada com vários outros dispositivos legais que imputam à Administração Pública, de forma correlata e proporcional, o dever de fiscalizar eficientemente a execução dos seus contratos de terceirização, por imperativo de legalidade e moralidade pública (Constituição, art. 37, capuz), inclusive em relação ao adimplemento dos direitos dos 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP trabalhadores terceirizados, tendo em vista que se trata de direitos fundamentais (Constituição, art. 7...) cuja promoção e fiscalização incumbe aprioristicamente ao Estado, como razão essencial de sua existência. Daí porque a fiscalização do fiel cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados constitui elemento intrínseco à fiscalização do contrato de prestação de serviços, tal como decorre expressamente de dispositivos da Lei de Licitações e das normas que a regulamentam no nível federal, em observância aos preceitos constitucionais que consagram a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa como fundamento da República (Constituição Federal de 1988, art. 1..., III e IV), que instituem como objetivo da República construir uma sociedade livre, justa e solidária (art. 3..., I), que fundamentalizam os direitos essenciais dos trabalhadores (art. 7...), que fundam a ordem econômica na valorização do trabalho humano (art. 170) e que alicerçam a ordem social no primado do trabalho (art. 193). No plano infraconstitucional, o dever da Administração Pública de fiscalizar o cumprimento de direitos dos trabalhadores terceirizados decorre primeiramente de dispositivos da Lei de Licitações, mas o padrão fiscalizatório, que diz respeito à extensão e profundidade deste dever de fiscalizar, encontra-se emoldurado na integração deste diploma legal com preceitos da Instrução Normativa (IN) n 02/08, alterados pela Instrução Normativa (IN) n 03/09, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que regulamentam a matéria no âmbito da Administração Pública Federal. …................................................................................................... E estando assim evidentes os extensos limites do dever constitucional e legal da Administração de fiscalizar o cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados, disso decorre naturalmente que a inobservância deste dever de fiscalização implica a responsabilidade da Administração pelo inadimplemento dos direitos que deveriam ser fiscalizados. Esta responsabilidade não se esgota com a demonstração de uma simples verificação superficial da formalização dos vínculos de emprego, pois o padrão fiscalizatório acima retratado 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP trabalhadores terceirizados, tendo em vista que se trata de direitos fundamentais (Constituição, art. 7...) cuja promoção e fiscalização incumbe aprioristicamente ao Estado, como razão essencial de sua existência. Daí porque a fiscalização do fiel cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados constitui elemento intrínseco à fiscalização do contrato de prestação de serviços, tal como decorre expressamente de dispositivos da Lei de Licitações e das normas que a regulamentam no nível federal, em observância aos preceitos constitucionais que consagram a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa como fundamento da República (Constituição Federal de 1988, art. 1..., III e IV), que instituem como objetivo da República construir uma sociedade livre, justa e solidária (art. 3..., I), que fundamentalizam os direitos essenciais dos trabalhadores (art. 7...), que fundam a ordem econômica na valorização do trabalho humano (art. 170) e que alicerçam a ordem social no primado do trabalho (art. 193). No plano infraconstitucional, o dever da Administração Pública de fiscalizar o cumprimento de direitos dos trabalhadores terceirizados decorre primeiramente de dispositivos da Lei de Licitações, mas o padrão fiscalizatório, que diz respeito à extensão e profundidade deste dever de fiscalizar, encontra-se emoldurado na integração deste diploma legal com preceitos da Instrução Normativa (IN) n 02/08, alterados pela Instrução Normativa (IN) n 03/09, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que regulamentam a matéria no âmbito da Administração Pública Federal. …................................................................................................... E estando assim evidentes os extensos limites do dever constitucional e legal da Administração de fiscalizar o cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados, disso decorre naturalmente que a inobservância deste dever de fiscalização implica a responsabilidade da Administração pelo inadimplemento dos direitos que deveriam ser fiscalizados. Esta responsabilidade não se esgota com a demonstração de uma simples verificação superficial da formalização dos vínculos de emprego, pois o padrão fiscalizatório acima retratado 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP exige o envolvimento direto e diário da Administração com a rotina das práticas trabalhistas da empresa contratada. A Administração só se desincumbe deste seu dever quando demonstra a promoção eficaz de todos os procedimentos legais de controle, além daqueles que, embora não previstos expressamente na lei, sejam indispensáveis à eficiência da fiscalização na obtenção dos seus resultados, em respeito ao princípio da eficiência administrativa que rege a Administração Pública (Constituição, art. 37). ….................................................................................................. Lado outro, a ausência de fiscalização ou a fiscalização insuficiente, descomprometida com a efetividade dos direitos fiscalizados, implica inadimplência do ente público contratante para com o seu dever de tutela, dever decorrente da sua própria condição de Administração Pública.” (grifei) Cumpre ter presente, por relevante, que essa diretriz tem sido observada pela jurisprudência dos Tribunais, notadamente por aquela emanada do E. Tribunal Superior do Trabalho (AIRR 132100- -60.2008.5.04.0402, Rel. Min. ALOYSIO CORRÊA DA VEIGA – AIRR 14726-94.2010.5.04.0000, Rel. Min. MARIA DE ASSIS CALSING – AIRR 2042-50.2010.5.18.0000, Rel. Min. ROSA WEBER – AIRR 546040- -57.2006.5.07.0032, Rel. Min. GUILHERME AUGUSTO CAPUTO BASTOS – RR 193600-61.2009.5.09.0594, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO, v.g.): “AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA – ENTIDADES ESTATAIS – RESPONSABILIDADE EM CASO DE CULPA ‘IN VIGILANDO’ NO QUE TANGE AO CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA POR PARTE DA EMPRESA TERCEIRIZANTE CONTRATADA – COMPATIBILIDADE COM O ART. 71 DA LEI DE LICITAÇÕES – INCIDÊNCIA DOS ARTS. 159 DO CCB/1916, 186 E 927, ‘CAPUT’, DO CCB/2002. A mera inadimplência da 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP exige o envolvimento direto e diário da Administração com a rotina das práticas trabalhistas da empresa contratada. A Administração só se desincumbe deste seu dever quando demonstra a promoção eficaz de todos os procedimentos legais de controle, além daqueles que, embora não previstos expressamente na lei, sejam indispensáveis à eficiência da fiscalização na obtenção dos seus resultados, em respeito ao princípio da eficiência administrativa que rege a Administração Pública (Constituição, art. 37). ….................................................................................................. Lado outro, a ausência de fiscalização ou a fiscalização insuficiente, descomprometida com a efetividade dos direitos fiscalizados, implica inadimplência do ente público contratante para com o seu dever de tutela, dever decorrente da sua própria condição de Administração Pública.” (grifei) Cumpre ter presente, por relevante, que essa diretriz tem sido observada pela jurisprudência dos Tribunais, notadamente por aquela emanada do E. Tribunal Superior do Trabalho (AIRR 132100- -60.2008.5.04.0402, Rel. Min. ALOYSIO CORRÊA DA VEIGA – AIRR 14726-94.2010.5.04.0000, Rel. Min. MARIA DE ASSIS CALSING – AIRR 2042-50.2010.5.18.0000, Rel. Min. ROSA WEBER – AIRR 546040- -57.2006.5.07.0032, Rel. Min. GUILHERME AUGUSTO CAPUTO BASTOS – RR 193600-61.2009.5.09.0594, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO, v.g.): “AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA – ENTIDADES ESTATAIS – RESPONSABILIDADE EM CASO DE CULPA ‘IN VIGILANDO’ NO QUE TANGE AO CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA POR PARTE DA EMPRESA TERCEIRIZANTE CONTRATADA – COMPATIBILIDADE COM O ART. 71 DA LEI DE LICITAÇÕES – INCIDÊNCIA DOS ARTS. 159 DO CCB/1916, 186 E 927, ‘CAPUT’, DO CCB/2002. A mera inadimplência da 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP empresa terceirizante quanto às verbas trabalhistas e previdenciárias devidas ao trabalhador terceirizado não transfere a responsabilidade por tais verbas para a entidade estatal tomadora de serviços, a teor do disposto no art. 71 da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações), cuja constitucionalidade foi declarada pelo Supremo Tribunal Federal na ADC n 16-DF. Entretanto, a inadimplência da obrigação fiscalizatória da entidade estatal tomadora de serviços no tocante ao preciso cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias da empresa prestadora de serviços gera sua responsabilidade subsidiária, em face de sua culpa ‘in vigilando’, a teor da regra responsabilizatória incidente sobre qualquer pessoa física ou jurídica que, por ato ou omissão culposos, cause prejuízos a alguém (art. 186, Código Civil). Evidenciando-se essa culpa ‘in vigilando’ nos autos, incide a responsabilidade subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916, arts. 186 e 927, ‘caput’, do CCB/2002, observados os respectivos períodos de vigência. Agravo de instrumento desprovido.” (AIRR 157240-94.2007.5.16.0015, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO – grifei) O exame da decisão reclamada, tendo em vista a situação concreta nela apreciada, revela que se reconheceu, na espécie, a responsabilidade subsidiária da parte reclamante, ora recorrente, em decorrência de situação configuradora de culpa “in vigilando”, “in eligendo” ou “in omittendo”. Com efeito, o Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência da presente reclamação, formulou parecer que está assim ementado: “Reclamação. Alegação de aplicação, pelo acórdão reclamado, da Súmula n 331 do Tribunal Superior do Trabalho, a qual afastou o parágrafo 1... do artigo 71 da Lei 8.666/93 sem o devido respeito à cláusula de reserva de plenário. Inobservância de ofensa à decisão proferida 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP empresa terceirizante quanto às verbas trabalhistas e previdenciárias devidas ao trabalhador terceirizado não transfere a responsabilidade por tais verbas para a entidade estatal tomadora de serviços, a teor do disposto no art. 71 da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações), cuja constitucionalidade foi declarada pelo Supremo Tribunal Federal na ADC n 16-DF. Entretanto, a inadimplência da obrigação fiscalizatória da entidade estatal tomadora de serviços no tocante ao preciso cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias da empresa prestadora de serviços gera sua responsabilidade subsidiária, em face de sua culpa ‘in vigilando’, a teor da regra responsabilizatória incidente sobre qualquer pessoa física ou jurídica que, por ato ou omissão culposos, cause prejuízos a alguém (art. 186, Código Civil). Evidenciando-se essa culpa ‘in vigilando’ nos autos, incide a responsabilidade subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916, arts. 186 e 927, ‘caput’, do CCB/2002, observados os respectivos períodos de vigência. Agravo de instrumento desprovido.” (AIRR 157240-94.2007.5.16.0015, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO – grifei) O exame da decisão reclamada, tendo em vista a situação concreta nela apreciada, revela que se reconheceu, na espécie, a responsabilidade subsidiária da parte reclamante, ora recorrente, em decorrência de situação configuradora de culpa “in vigilando”, “in eligendo” ou “in omittendo”. Com efeito, o Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência da presente reclamação, formulou parecer que está assim ementado: “Reclamação. Alegação de aplicação, pelo acórdão reclamado, da Súmula n 331 do Tribunal Superior do Trabalho, a qual afastou o parágrafo 1... do artigo 71 da Lei 8.666/93 sem o devido respeito à cláusula de reserva de plenário. Inobservância de ofensa à decisão proferida 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP na ADC n 16 ou à Súmula Vinculante n 10. Parecer pela improcedência da reclamação.” (grifei) Os fundamentos expostos em referida manifestação ajustam-se, integralmente, à orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou a propósito da matéria em análise, valendo destacar, por relevante, fragmento desse parecer oferecido pela douta Procuradoria-Geral da República, que a seguir reproduzo: “3. A reclamação deve ser julgada improcedente. 4. Pela leitura do acórdão acostado aos autos eletrônicos, percebe-se que a decisão reclamada concluiu pela culpa ‘in vigilando’ da Administração. 5. A 13... Turma do TRT da 2... Região analisou o caso ali discutido à luz do artigo 927 do Código Civil. Segundo a Relatora, a relação sobre a qual incidiu a decisão foi entre ‘o prestador de serviço inadimplente e o seu empregado’, ou seja, ‘res inter alios acta’ na relação administrativa’. Analisou-se a culpa sob o ponto de vista da responsabilidade civil, calcada no direito civil. 6. Conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, o Estado não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deve responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de constitucionalidade do § 1... do artigo 71 da Lei 8.666/93. 7. No caso dos autos, o acórdão reclamado reconheceu a conduta omissiva culposa do Estado. Em sendo assim, não há de se falar em ofensa à decisão proferida na ADC n 16, tendo em vista a análise da ‘culpa’ no caso concreto. 8. Entende-se, portanto, que o conteúdo da ADC n 16 não foi violado eis que a responsabilização do Estado, nesse ponto, não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a empresa contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária adentrou no tema referente à culpa missiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar-se o acerto ou desacerto do julgamento. A 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP na ADC n 16 ou à Súmula Vinculante n 10. Parecer pela improcedência da reclamação.” (grifei) Os fundamentos expostos em referida manifestação ajustam-se, integralmente, à orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou a propósito da matéria em análise, valendo destacar, por relevante, fragmento desse parecer oferecido pela douta Procuradoria-Geral da República, que a seguir reproduzo: “3. A reclamação deve ser julgada improcedente. 4. Pela leitura do acórdão acostado aos autos eletrônicos, percebe-se que a decisão reclamada concluiu pela culpa ‘in vigilando’ da Administração. 5. A 13... Turma do TRT da 2... Região analisou o caso ali discutido à luz do artigo 927 do Código Civil. Segundo a Relatora, a relação sobre a qual incidiu a decisão foi entre ‘o prestador de serviço inadimplente e o seu empregado’, ou seja, ‘res inter alios acta’ na relação administrativa’. Analisou-se a culpa sob o ponto de vista da responsabilidade civil, calcada no direito civil. 6. Conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, o Estado não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deve responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de constitucionalidade do § 1... do artigo 71 da Lei 8.666/93. 7. No caso dos autos, o acórdão reclamado reconheceu a conduta omissiva culposa do Estado. Em sendo assim, não há de se falar em ofensa à decisão proferida na ADC n 16, tendo em vista a análise da ‘culpa’ no caso concreto. 8. Entende-se, portanto, que o conteúdo da ADC n 16 não foi violado eis que a responsabilização do Estado, nesse ponto, não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a empresa contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária adentrou no tema referente à culpa missiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar-se o acerto ou desacerto do julgamento. A 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP desconstituição do entendimento em relação à caracterização da culpa não pode ser feita na via estreita da reclamação. 9. Por fim, não houve violação à Súmula Vinculante n 10. A análise do caso concreto centrou-se no reconhecimento da culpa ‘in vigilando’, não tendo havido juízo de inconstitucionalidade sobre o tema. A decisão teve como base a legislação civil e, por isso, não era o caso de exigir-se o julgamento pelo órgão plenário do tribunal ‘a quo’.” (grifei) Não vislumbro, desse modo, a ocorrência do alegado desrespeito à autoridade da decisão que esta Corte proferiu, com eficácia vinculante, no julgamento da ADC 16/DF. De outro lado, e no que concerne ao alegado desrespeito à diretriz resultante da Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal, não verifico, na decisão de que ora se reclama, a existência de qualquer juízo, ostensivo ou disfarçado, de inconstitucionalidade do art. 71 da Lei n 8.666/1993. Na realidade, tudo indica que, em referido julgamento, o órgão judiciário reclamado apenas reconheceu, no caso concreto, a omissão do Poder Público, em virtude do descumprimento de sua obrigação de fiscalizar a fiel execução das obrigações trabalhistas pela contratada, não havendo formulado juízo de inconstitucionalidade, o que afasta, ante a inexistência de qualquer declaração de ilegitimidade inconstitucional, a ocorrência de transgressão ao enunciado constante da Súmula Vinculante 10/Supremo Tribunal Federal. É certo que o Supremo Tribunal Federal, em sua jurisprudência (Recurso Extraordinário 432.597-AgR/SP e AI 473.019-AgR/SP, ambos relatados pelo Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE), considera “declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que – embora sem o explicitar – afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP desconstituição do entendimento em relação à caracterização da culpa não pode ser feita na via estreita da reclamação. 9. Por fim, não houve violação à Súmula Vinculante n 10. A análise do caso concreto centrou-se no reconhecimento da culpa ‘in vigilando’, não tendo havido juízo de inconstitucionalidade sobre o tema. A decisão teve como base a legislação civil e, por isso, não era o caso de exigir-se o julgamento pelo órgão plenário do tribunal ‘a quo’.” (grifei) Não vislumbro, desse modo, a ocorrência do alegado desrespeito à autoridade da decisão que esta Corte proferiu, com eficácia vinculante, no julgamento da ADC 16/DF. De outro lado, e no que concerne ao alegado desrespeito à diretriz resultante da Súmula Vinculante n 10/Supremo Tribunal Federal, não verifico, na decisão de que ora se reclama, a existência de qualquer juízo, ostensivo ou disfarçado, de inconstitucionalidade do art. 71 da Lei n 8.666/1993. Na realidade, tudo indica que, em referido julgamento, o órgão judiciário reclamado apenas reconheceu, no caso concreto, a omissão do Poder Público, em virtude do descumprimento de sua obrigação de fiscalizar a fiel execução das obrigações trabalhistas pela contratada, não havendo formulado juízo de inconstitucionalidade, o que afasta, ante a inexistência de qualquer declaração de ilegitimidade inconstitucional, a ocorrência de transgressão ao enunciado constante da Súmula Vinculante 10/Supremo Tribunal Federal. É certo que o Supremo Tribunal Federal, em sua jurisprudência (Recurso Extraordinário 432.597-AgR/SP e AI 473.019-AgR/SP, ambos relatados pelo Ministro SEPÚLVEDA PERTENCE), considera “declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que – embora sem o explicitar – afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP Esta Suprema Corte tem entendido equivaler, à própria declaração de inconstitucionalidade, o julgamento que, sem reconhecer, explicitamente, a eiva de ilegitimidade constitucional, vem, não obstante, a recusar aplicabilidade ao ato do Poder Público, sob alegação de conflito com critérios outros resultantes do texto da Carta Política. Como se sabe, a inconstitucionalidade de qualquer ato estatal só pode ser declarada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou, onde houver, dos integrantes do respectivo órgão especial, sob pena de absoluta nulidade da decisão emanada do órgão fracionário (Turma, Câmara ou Seção). É preciso ter presente, por necessário, que o respeito ao postulado da reserva de plenário – consagrado pelo art. 97 da Constituição (e introduzido, em nosso sistema de direito constitucional positivo, pela Constituição de 1934) – atua como verdadeira condição de eficácia jurídica da própria declaração jurisdicional de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público, consoante adverte o magistério da doutrina (LÚCIO BITTENCOURT, “O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis”, p. 43/46, 2... ed., 1968, Forense; MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Comentários à Constituição Brasileira de 1988”, vol. 2/209, 1992, Saraiva; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.424/1.440, 6... ed., 2006, Atlas; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Curso de Direito Constitucional Positivo”, p. 50/52, item n. 14, 27... ed., 2006, Malheiros; UADI LAMMÊGO BULOS, “Constituição Federal Anotada”, p. 939/943, 5... ed., 2003, Saraiva; LUÍS ROBERTO BARROSO, “O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 77/81, itens ns. 3.2 e 3.3, 2004, Saraiva; ZENO VELOSO, “Controle Jurisdicional de Constitucionalidade”, p. 50/51, item n. 41, 1999, Cejup; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 122/123 e 276/277, itens ns. 6.7.3 e 9.14.4, 2... ed., 2001, RT, v.g.). 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP Esta Suprema Corte tem entendido equivaler, à própria declaração de inconstitucionalidade, o julgamento que, sem reconhecer, explicitamente, a eiva de ilegitimidade constitucional, vem, não obstante, a recusar aplicabilidade ao ato do Poder Público, sob alegação de conflito com critérios outros resultantes do texto da Carta Política. Como se sabe, a inconstitucionalidade de qualquer ato estatal só pode ser declarada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal ou, onde houver, dos integrantes do respectivo órgão especial, sob pena de absoluta nulidade da decisão emanada do órgão fracionário (Turma, Câmara ou Seção). É preciso ter presente, por necessário, que o respeito ao postulado da reserva de plenário – consagrado pelo art. 97 da Constituição (e introduzido, em nosso sistema de direito constitucional positivo, pela Constituição de 1934) – atua como verdadeira condição de eficácia jurídica da própria declaração jurisdicional de inconstitucionalidade dos atos do Poder Público, consoante adverte o magistério da doutrina (LÚCIO BITTENCOURT, “O Controle Jurisdicional da Constitucionalidade das Leis”, p. 43/46, 2... ed., 1968, Forense; MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, “Comentários à Constituição Brasileira de 1988”, vol. 2/209, 1992, Saraiva; ALEXANDRE DE MORAES, “Constituição do Brasil Interpretada”, p. 1.424/1.440, 6... ed., 2006, Atlas; JOSÉ AFONSO DA SILVA, “Curso de Direito Constitucional Positivo”, p. 50/52, item n. 14, 27... ed., 2006, Malheiros; UADI LAMMÊGO BULOS, “Constituição Federal Anotada”, p. 939/943, 5... ed., 2003, Saraiva; LUÍS ROBERTO BARROSO, “O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro”, p. 77/81, itens ns. 3.2 e 3.3, 2004, Saraiva; ZENO VELOSO, “Controle Jurisdicional de Constitucionalidade”, p. 50/51, item n. 41, 1999, Cejup; OSWALDO LUIZ PALU, “Controle de Constitucionalidade”, p. 122/123 e 276/277, itens ns. 6.7.3 e 9.14.4, 2... ed., 2001, RT, v.g.). 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por sua vez, tem reiteradamente proclamado que a desconsideração do princípio em causa gera, como inevitável efeito consequencial, a nulidade absoluta da decisão judicial colegiada que, emanando de órgão meramente fracionário, haja declarado a inconstitucionalidade de determinado ato estatal (RTJ 58/499 – RTJ 71/233 – RTJ 110/226 – RTJ 117/265 – RTJ 135/297) ou, então, “embora sem o explicitar”, haja afastado “a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). As razões subjacentes à formulação do postulado constitucional do “full bench”, excelentemente identificadas por MARCELLO CAETANO (“Direito Constitucional”, vol. II/417, item n. 140, 1978, Forense), justificam a advertência dos Tribunais, cujos pronunciamentos – enfatizando os propósitos teleológicos visados pelo legislador constituinte – acentuam que “A inconstitucionalidade de lei ou ato do poder público só pode ser decretada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal, em sessão plena” (RF 193/131 – RTJ 95/859 – RTJ 96/1188 – RT 508/217). Não se pode perder de perspectiva, por isso mesmo, o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, cujas decisões assinalam a alta significação político-jurídica de que se reveste, em nosso ordenamento positivo, a exigência constitucional da reserva de plenário: “Nenhum órgão fracionário de qualquer Tribunal dispõe de competência, no sistema jurídico brasileiro, para declarar a inconstitucionalidade de leis ou atos emanados do Poder Público. Essa magna prerrogativa jurisdicional foi atribuída, em grau de absoluta exclusividade, ao Plenário dos Tribunais ou, onde houver, ao respectivo Órgão Especial. Essa extraordinária competência dos Tribunais é regida pelo princípio da reserva de plenário inscrito no artigo 97 da Constituição da República. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, por sua vez, tem reiteradamente proclamado que a desconsideração do princípio em causa gera, como inevitável efeito consequencial, a nulidade absoluta da decisão judicial colegiada que, emanando de órgão meramente fracionário, haja declarado a inconstitucionalidade de determinado ato estatal (RTJ 58/499 – RTJ 71/233 – RTJ 110/226 – RTJ 117/265 – RTJ 135/297) ou, então, “embora sem o explicitar”, haja afastado “a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidi-la sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). As razões subjacentes à formulação do postulado constitucional do “full bench”, excelentemente identificadas por MARCELLO CAETANO (“Direito Constitucional”, vol. II/417, item n. 140, 1978, Forense), justificam a advertência dos Tribunais, cujos pronunciamentos – enfatizando os propósitos teleológicos visados pelo legislador constituinte – acentuam que “A inconstitucionalidade de lei ou ato do poder público só pode ser decretada pelo voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal, em sessão plena” (RF 193/131 – RTJ 95/859 – RTJ 96/1188 – RT 508/217). Não se pode perder de perspectiva, por isso mesmo, o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, cujas decisões assinalam a alta significação político-jurídica de que se reveste, em nosso ordenamento positivo, a exigência constitucional da reserva de plenário: “Nenhum órgão fracionário de qualquer Tribunal dispõe de competência, no sistema jurídico brasileiro, para declarar a inconstitucionalidade de leis ou atos emanados do Poder Público. Essa magna prerrogativa jurisdicional foi atribuída, em grau de absoluta exclusividade, ao Plenário dos Tribunais ou, onde houver, ao respectivo Órgão Especial. Essa extraordinária competência dos Tribunais é regida pelo princípio da reserva de plenário inscrito no artigo 97 da Constituição da República. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 12580 AGR / SP Suscitada a questão prejudicial de constitucionalidade perante órgão fracionário de Tribunal (Câmaras, Grupos, Turmas ou Seções), a este competirá, em acolhendo a alegação, submeter a controvérsia jurídica ao Tribunal Pleno.” (RTJ 150/223-224, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Tenho para mim , na linha do que tem sido iterativamente proclamado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Rcl 11.846/MG , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 12.388/ES , Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.486/SP , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 14.623/ES , Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.), que o ato objeto da presente reclamação não declarou a inconstitucionalidade do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93 nem afastou , mesmo implicitamente, a sua incidência , para decidir a causa “sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). Sendo assim, pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Supremo Tribunal Federal RCL 12580 AGR / SP Suscitada a questão prejudicial de constitucionalidade perante órgão fracionário de Tribunal (Câmaras, Grupos, Turmas ou Seções), a este competirá, em acolhendo a alegação, submeter a controvérsia jurídica ao Tribunal Pleno.” (RTJ 150/223-224, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Tenho para mim , na linha do que tem sido iterativamente proclamado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (Rcl 11.846/MG , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 12.388/ES , Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.486/SP , Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – Rcl 14.623/ES , Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, v.g.), que o ato objeto da presente reclamação não declarou a inconstitucionalidade do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93 nem afastou , mesmo implicitamente, a sua incidência , para decidir a causa “sob critérios diversos alegadamente extraídos da Constituição” (RTJ 169/756-757, v.g.). Sendo assim, pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478633. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Decisão de Julgamento PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.580 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) : ADRIANA FUMIE AOKI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARCOS APARECIDO DE FARIAS AGOSTINHO ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS DE SOUZA RIBEIRO JÚNIOR AGDO.(A/S) : CORPORAÇÃO GUTTY DE SEGURANÇA PATRIMONIAL E VIGILÂNCIA LTDA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 2... REGIÃO Decisão: O Tribunal, por votação unânime e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso de agravo. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 21.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3467561 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 12.580 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP ADV.(A/S) : ADRIANA FUMIE AOKI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARCOS APARECIDO DE FARIAS AGOSTINHO ADV.(A/S) : LUIZ CARLOS DE SOUZA RIBEIRO JÚNIOR AGDO.(A/S) : CORPORAÇÃO GUTTY DE SEGURANÇA PATRIMONIAL E VIGILÂNCIA LTDA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 2... REGIÃO Decisão: O Tribunal, por votação unânime e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso de agravo. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 21.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3467561 Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 12 . 580", "ADC 16 / DF", "SÚMULA VINCULANTE n 10 / Supremo Tribunal Federal", "RCL 12580", "RCL 12580", "ADC 16 / DF", "Súmula Vinculante n 10 / Supremo Tribunal Federal", "RECLAMAÇÃO", "ADC 16 / DF", "Súmula Vinculante n 10 / Supremo Tribunal Federal", "RCL 12580 AGR / SP", "Súmula n 331 , IV , do Tribunal Superior do Trabalho", "ADC 16 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 331 do Tribunal Superior do Trabalho", "ADC n 16", "Súmula Vinculante n 10", "Ação Direta de Constitucionalidade n 16", "Súmula Vinculante n 10", "Súmula 331 , IV , do Tribunal Superior do Trabalho", "ADC n 16", "Súmula Vinculante n 10", "RCL 12580 AGR / SP", "Súmula n 331 , IV , do Tribunal Superior do Trabalho", "ADC 16 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 331 do Tribunal Superior do Trabalho", "ADC n 16", "Súmula Vinculante n 10", "Ação Direta de Constitucionalidade n 16", "Súmula Vinculante n 10 . 2", "Súmula 331", "ADC n 16", "Súmula Vinculante n 10", "RCL 12580 AGR / SP", "ADC n 16", "ADC n 16", "Súmula Vinculante n 10", "RCL 12580 AGR / SP", "ADC n 16", "ADC n 16", "RCL 12580 AGR / SP", "RCL 12580 AGR", "ADC 16 / DF", "ADC 16 / DF", "ADC 16 / DF", "ADC 16 / DF", "Rcl 8 . 475 / PE", "Rcl 11 . 917 / SP", "Rcl 12 . 089 / RJ", "Rcl 12 . 310 / SP", "Rcl 12 . 388 / SC", "Rcl 12", ".", "Rcl 12 . 595 / SP", "Rcl 12 . 828 / PE", "Rcl 12 . 944 / DF", "Rcl 13 . 272 - 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Turma", "TRT da 2 .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "13", ".", ". . Turma do TRT da 2 . . . 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REGIÃO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO", "USP", "CORPORAÇÃO GUTTY DE SEGURANÇA PATRIMONIAL E VIGILÂNCIA LTDA", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "ADRIANA FUMIE AOKI", "MARCOS APARECIDO DE FARIAS AGOSTINHO", "LUIZ CARLOS DE SOUZA RIBEIRO JÚNIOR", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "CELSO DE MELLO", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ADRIANA FUMIE AOKI", "MARCOS APARECIDO DE FARIAS AGOSTINHO", "LUIZ CARLOS DE SOUZA RIBEIRO JÚNIOR", "CELSO DE MELLO", "CEZAR PELUSO", "CELSO DE MELLO", "ADRIANA FUMIE AOKI", "MARCOS APARECIDO DE FARIAS AGOSTINHO", "LUIZ CARLOS DE SOUZA RIBEIRO JÚNIOR", "CELSO DE MELLO", "CEZAR PELUSO", "ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS", "ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CEZAR PELUSO", "CEZAR PELUSO", "CELSO DE MELLO", "CEZAR PELUSO", "CEZAR PELUSO", "CELSO DE MELLO", "AYRES BRITTO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "JOAQUIM BARBOSA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "JOAQUIM BARBOSA", "AYRES BRITTO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ROSA WEBER", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "JOAQUIM BARBOSA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "JOAQUIM BARBOSA", "CELSO DE MELLO", "LÍVIA DEPRÁ CAMARGO SULZBACH", "LÍVIA DEPRÁ CAMARGO SULZBACH", "CELSO DE MELLO", "ROBERTO NOBREGA DE ALMEIDA FILHO", "PLÍNIO ANTÔNIO PÚBLIO ALBREGARD", "IVANI CONTINI BRAMANTE", "BRUNO SANTOS CUNHA", "EDITE HUPSEL", "HELDER SANTOS AMORIM", "MÁRCIO TÚLIO VIANA", "GABRIELA NEVES DELGADO", "ROBERTO NOBREGA DE ALMEIDA FILHO", "PLÍNIO ANTÔNIO PÚBLIO ALBREGARD", "IVANI CONTINI BRAMANTE", "BRUNO SANTOS CUNHA", "EDITE HUPSEL", "HELDER SANTOS AMORIM", "GABRIELA NEVES DELGADO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ALOYSIO CORRÊA DA VEIGA", "MARIA DE ASSIS CALSING", "ROSA WEBER", "GUILHERME AUGUSTO CAPUTO BASTOS", "MAURICIO GODINHO DELGADO", "ALOYSIO CORRÊA DA VEIGA", "MARIA DE ASSIS CALSING", "ROSA WEBER", "GUILHERME AUGUSTO CAPUTO BASTOS", "MAURICIO GODINHO DELGADO", "CELSO DE MELLO", "MAURICIO GODINHO DELGADO", "ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS", "MAURICIO GODINHO DELGADO", "ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CELSO DE MELLO", "LÚCIO BITTENCOURT", "MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOSÉ AFONSO DA SILVA", "UADI LAMMÊGO BULOS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ZENO VELOSO", "OSWALDO LUIZ PALU", "LÚCIO BITTENCOURT", "MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO", "ALEXANDRE DE MORAES", "JOSÉ AFONSO DA SILVA", "UADI LAMMÊGO BULOS", "LUÍS ROBERTO BARROSO", "ZENO VELOSO", "OSWALDO LUIZ PALU", "CELSO DE MELLO", "MARCELLO CAETANO", "MARCELLO CAETANO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JOAQUIM BARBOSA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JOAQUIM BARBOSA", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JOAQUIM BARBOSA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JOAQUIM BARBOSA", "CELSO DE MELLO", "ADRIANA FUMIE AOKI", "MARCOS APARECIDO DE FARIAS AGOSTINHO", "LUIZ CARLOS DE SOUZA RIBEIRO", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz", "Tomimatsu", "CELSO DE MELLO", "ADRIANA FUMIE AOKI", "MARCOS APARECIDO DE FARIAS AGOSTINHO", "LUIZ CARLOS DE SOUZA RIBEIRO JÚNIOR", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "21", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "02", "/", "2013", "26 de junho de 1993", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "02", "/", "2013", "26 de junho de 1993", "1995", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2012", "/", "2012", "07", "/", "2012", "01", "/", "2011", "/", "2011", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 826.195 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :FUNCEF - FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ÂNGELO PEREIRA DACHE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUCIANA CRISTINA MENGUE EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. ARTIGO 543, § 1º, DO CPC: APLICABILIDADE VINCULADA À ADMISSÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO E DO RECURSO ESPECIAL INTERPOSTOS SIMULTANEAMENTE. PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. EXTENSÃO DE VANTAGENS AOS INATIVOS. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do STF. II – O art. 543, § 1º, do Código de Processo Civil, que impõe o julgamento prévio do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, somente se aplica, nos termos do que disposto no caput do artigo, quando os recursos especial e extraordinário são admitidos. III – Os Ministros desta Corte, no RE 590.005/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, por se tratar de matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. IV – Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774756. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão AI 826195 ED / RS A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, converter os embargos de declaração em agravo regimental, ao qual negam provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774756. Supremo Tribunal Federal AI 826195 ED / RS A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, converter os embargos de declaração em agravo regimental, ao qual negam provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774756. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 826.195 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :FUNCEF - FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ÂNGELO PEREIRA DACHE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUCIANA CRISTINA MENGUE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão que negou seguimento a agravo de instrumento. Eis o teor da decisão embargada: “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão cuja ementa segue transcrita: ‘PREVIDÊNCIA PRIVADA. FUNCEF. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. AUXÍLIO CESTA-ALIMENTAÇÃO. Chamamento ao processo da Caixa Econômica Federal indeferido, porquanto, além de inexistir vínculo dos autores com a patrocinadora, a partir da aposentadoria ou óbito de ex- empregado, não resta caracterizada a hipótese do art. 77, III do CPC. Pela mesma fundamentação, deve ser rejeitada a preliminar de ilegitimidade passiva. Prova pericial desnecessária. Cerceamento de defesa, em conseqüência, afastado. As condições estabelecidas em termo de transação extrajudicial, impondo aos participantes a renúncia aos direitos outorgados pelo plano anterior, são inadmissíveis, à luz do art. 5º, XXXV e XXXVI, da CF. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774757. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 826.195 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :FUNCEF - FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ÂNGELO PEREIRA DACHE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUCIANA CRISTINA MENGUE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão que negou seguimento a agravo de instrumento. Eis o teor da decisão embargada: “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão cuja ementa segue transcrita: ‘PREVIDÊNCIA PRIVADA. FUNCEF. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. AUXÍLIO CESTA-ALIMENTAÇÃO. Chamamento ao processo da Caixa Econômica Federal indeferido, porquanto, além de inexistir vínculo dos autores com a patrocinadora, a partir da aposentadoria ou óbito de ex- empregado, não resta caracterizada a hipótese do art. 77, III do CPC. Pela mesma fundamentação, deve ser rejeitada a preliminar de ilegitimidade passiva. Prova pericial desnecessária. Cerceamento de defesa, em conseqüência, afastado. As condições estabelecidas em termo de transação extrajudicial, impondo aos participantes a renúncia aos direitos outorgados pelo plano anterior, são inadmissíveis, à luz do art. 5º, XXXV e XXXVI, da CF. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774757. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório AI 826195 ED / RS Auxílio cesta-alimentação que deve ser estendido os bancários aposentados, porque se trata de verba com nítido caráter remuneratório. Correção monetária desde a data em que cada parcela deveria ter sido paga. Compensação descabida. Apelação desprovida’ (fl. 416). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação aos arts. 5º, XXXV e XXXVI, 7º, XXVI, e 202, caput, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. Com efeito, os Ministros desta Corte, no RE 590.005/RG, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, por se tratar de matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1º, do RISTF, e o art. 543-A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006. Por oportuno, transcrevo a ementa do referido julgamento: ‘RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Extensão, a aposentados, de benefício concedido a trabalhadores em atividade. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, versa sobre matéria infraconstitucional’. Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)” (fls. 536-537). A embargante sustenta, em suma, que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774757. Supremo Tribunal Federal AI 826195 ED / RS Auxílio cesta-alimentação que deve ser estendido os bancários aposentados, porque se trata de verba com nítido caráter remuneratório. Correção monetária desde a data em que cada parcela deveria ter sido paga. Compensação descabida. Apelação desprovida’ (fl. 416). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação aos arts. 5º, XXXV e XXXVI, 7º, XXVI, e 202, caput, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. Com efeito, os Ministros desta Corte, no RE 590.005/RG, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, por se tratar de matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1º, do RISTF, e o art. 543-A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006. Por oportuno, transcrevo a ementa do referido julgamento: ‘RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Extensão, a aposentados, de benefício concedido a trabalhadores em atividade. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, versa sobre matéria infraconstitucional’. Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)” (fls. 536-537). A embargante sustenta, em suma, que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774757. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório AI 826195 ED / RS “(...) conforme disposição do art. 543, § 1º, da Norma Adjetiva, interpostos Recurso Especial e Extraordinário concomitantemente, o Recurso Extraordinário ficará sobrestado até a conclusão da prestação jurisdicional perante o C. STJ. Finalizando o processo perante aquele Tribunal, o processo será remetido ao Pretório Excelso para apreciação” (fls. 547-548). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774757. Supremo Tribunal Federal AI 826195 ED / RS “(...) conforme disposição do art. 543, § 1º, da Norma Adjetiva, interpostos Recurso Especial e Extraordinário concomitantemente, o Recurso Extraordinário ficará sobrestado até a conclusão da prestação jurisdicional perante o C. STJ. Finalizando o processo perante aquele Tribunal, o processo será remetido ao Pretório Excelso para apreciação” (fls. 547-548). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774757. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 826.195 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Preliminarmente, recebo os embargos de declaração como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, a agravante cingiu-se a alegar que o recurso extraordinário ficou prejudicado com o provimento do recurso especial por ela interposto, sem, todavia, impugnar os fundamentos da decisão agravada. Desse modo, ante a deficiente fundamentação deste agravo regimental, incide no caso a Súmula 283 desta Corte. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: RE 548.094-AgR/DF e RE 561.869-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; RE 452.272-AgR/SE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 469.221-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 672.744-AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 544.591-AgR/RN e RE 503.350-AgR/AL, de minha relatoria. Ressalto, ainda, que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o § 1º do art. 543 do Código de Processo Civil, que impõe o julgamento prévio do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, somente se aplica, conforme prevê o caput do referido artigo, quando ambos os recursos, especial e extraordinário, são admitidos, o que não ocorreu na espécie. Nesse sentido, menciono o AI 494.459-AgR-SP, Rel. Min. Eros Grau, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. VÍCIO DE PROCEDIMENTO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774758. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 826.195 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Preliminarmente, recebo os embargos de declaração como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, a agravante cingiu-se a alegar que o recurso extraordinário ficou prejudicado com o provimento do recurso especial por ela interposto, sem, todavia, impugnar os fundamentos da decisão agravada. Desse modo, ante a deficiente fundamentação deste agravo regimental, incide no caso a Súmula 283 desta Corte. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: RE 548.094-AgR/DF e RE 561.869-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; RE 452.272-AgR/SE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 469.221-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 672.744-AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie; RE 544.591-AgR/RN e RE 503.350-AgR/AL, de minha relatoria. Ressalto, ainda, que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o § 1º do art. 543 do Código de Processo Civil, que impõe o julgamento prévio do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, somente se aplica, conforme prevê o caput do referido artigo, quando ambos os recursos, especial e extraordinário, são admitidos, o que não ocorreu na espécie. Nesse sentido, menciono o AI 494.459-AgR-SP, Rel. Min. Eros Grau, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. VÍCIO DE PROCEDIMENTO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AI 826195 ED / RS INEXISTÊNCIA. ARTIGO 33 DO ADCT. JUROS MORATÓRIOS E COMPENSATÓRIOS. INCIDÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. 1. A observância do disposto no parágrafo primeiro do artigo 543 do Código de Processo Civil não pode ser dissociada da previsão legal do seu caput, que prevê primeiramente a remessa do processo ao Superior Tribunal de Justiça somente na hipótese em que ambos os recursos foram admitidos pelo Presidente do Tribunal a quo. (...) Agravo regimental a que se nega provimento”. Na mesma linha, cito as seguintes decisões, entre outras: AI 780.879- AgR/RS e AI 846.703-AgR/RS, de minha relatoria; AI 786.121-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 844.834-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 827.993-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia. Por fim, como já asseverado na decisão impugnada, os Ministros desta Corte, no RE 590.005/RG, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema em debate, por se tratar de matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1º, do RISTF, e o art. 543-A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774758. Supremo Tribunal Federal AI 826195 ED / RS INEXISTÊNCIA. ARTIGO 33 DO ADCT. JUROS MORATÓRIOS E COMPENSATÓRIOS. INCIDÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. 1. A observância do disposto no parágrafo primeiro do artigo 543 do Código de Processo Civil não pode ser dissociada da previsão legal do seu caput, que prevê primeiramente a remessa do processo ao Superior Tribunal de Justiça somente na hipótese em que ambos os recursos foram admitidos pelo Presidente do Tribunal a quo. (...) Agravo regimental a que se nega provimento”. Na mesma linha, cito as seguintes decisões, entre outras: AI 780.879- AgR/RS e AI 846.703-AgR/RS, de minha relatoria; AI 786.121-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 844.834-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 827.993-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia. Por fim, como já asseverado na decisão impugnada, os Ministros desta Corte, no RE 590.005/RG, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema em debate, por se tratar de matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1º, do RISTF, e o art. 543-A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 826.195 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : FUNCEF - FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ÂNGELO PEREIRA DACHE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUCIANA CRISTINA MENGUE Decisão: A Turma, por unanimidade, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806256 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 826.195 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : FUNCEF - FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ÂNGELO PEREIRA DACHE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUCIANA CRISTINA MENGUE Decisão: A Turma, por unanimidade, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806256 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3822644
2013-05-07T00:00:00
2013-05-21T00:00:00
A Turma, por unanimidade, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013.
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO STF. ARTIGO 543, § 1º, DO CPC: APLICABILIDADE VINCULADA À ADMISSÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO E DO RECURSO ESPECIAL INTERPOSTOS SIMULTANEAMENTE. PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. EXTENSÃO DE VANTAGENS AOS INATIVOS. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do STF. II – O art. 543, § 1º, do Código de Processo Civil, que impõe o julgamento prévio do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, somente se aplica, nos termos do que disposto no caput do artigo, quando os recursos especial e extraordinário são admitidos. III – Os Ministros desta Corte, no RE 590.005/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, por se tratar de matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. IV – Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento.
sjur230911
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO, DEFICIÊNCIA) RE 548094 AgR (2ªT), RE 561869 AgR (2ªT), RE 452272 AgR (1ªT), AI 469221 AgR (1ªT), AI 672744 AgR (2ªT), RE 544591 AgR (1ªT). (RECURSO ESPECIAL, JULGAMENTO PRÉVIO) AI 494459 AgR (1ªT), AI 780879 AgR (2ªT), AI 846703 AgR (2ªT), AI 786121 AgR (2ªT), AI 844834 AgR (2ªT), AI 827993 ED (1ªT). (PREVIDÊNCIA PRIVADA, COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA) RE 590005 RG (TP). Número de páginas: 8. Análise: 10/06/2013, MJC.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
826195
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00543 PAR-00001 ART-0543A PAR-00005 INCLUÍDO PELA LEI-11418/2006\r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-011418 ANO-2006\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00326 ART-00327 PAR-00001 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000283 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-ED
acordaos
AI 826195 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : FUNCEF - FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ÂNGELO PEREIRA DACHE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUCIANA CRISTINA MENGUE
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Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 826.195 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :FUNCEF - FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ÂNGELO PEREIRA DACHE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUCIANA CRISTINA MENGUE EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO OPOSTOS DE DECISÃO MONOCRÁTICA. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. ARTIGO 543, § 1..., DO Código de Processo Civil: APLICABILIDADE VINCULADA À ADMISSÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO E DO RECURSO ESPECIAL INTERPOSTOS SIMULTANEAMENTE. PREVIDÊNCIA PRIVADA. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. EXTENSÃO DE VANTAGENS AOS INATIVOS. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – Ausência de impugnação dos fundamentos da decisão agravada. Incidência da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal. II – O art. 543, § 1..., do Código de Processo Civil, que impõe o julgamento prévio do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, somente se aplica, nos termos do que disposto no caput do artigo, quando os recursos especial e extraordinário são admitidos. III – Os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 590.005/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, por se tratar de matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. IV – Embargos de declaração recebidos como agravo regimental a que se nega provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774756. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão AI 826195 ED / RS A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, converter os embargos de declaração em agravo regimental, ao qual negam provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774756. Supremo Tribunal Federal AI 826195 ED / RS A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, converter os embargos de declaração em agravo regimental, ao qual negam provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774756. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 826.195 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :FUNCEF - FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ÂNGELO PEREIRA DACHE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUCIANA CRISTINA MENGUE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão que negou seguimento a agravo de instrumento. Eis o teor da decisão embargada: “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão cuja ementa segue transcrita: ‘PREVIDÊNCIA PRIVADA. FUNCEF. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. AUXÍLIO CESTA-ALIMENTAÇÃO. Chamamento ao processo da Caixa Econômica Federal indeferido, porquanto, além de inexistir vínculo dos autores com a patrocinadora, a partir da aposentadoria ou óbito de ex- empregado, não resta caracterizada a hipótese do art. 77, III do Código de Processo Civil. Pela mesma fundamentação, deve ser rejeitada a preliminar de ilegitimidade passiva. Prova pericial desnecessária. Cerceamento de defesa, em conseqüência, afastado. As condições estabelecidas em termo de transação extrajudicial, impondo aos participantes a renúncia aos direitos outorgados pelo plano anterior, são inadmissíveis, à luz do art. 5..., XXXV e XXXVI, da Constituição Federal de 1988. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774757. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 826.195 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) :FUNCEF - FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS ADV.(A/S) :LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :ÂNGELO PEREIRA DACHE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUCIANA CRISTINA MENGUE R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão que negou seguimento a agravo de instrumento. Eis o teor da decisão embargada: “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão cuja ementa segue transcrita: ‘PREVIDÊNCIA PRIVADA. FUNCEF. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA. AUXÍLIO CESTA-ALIMENTAÇÃO. Chamamento ao processo da Caixa Econômica Federal indeferido, porquanto, além de inexistir vínculo dos autores com a patrocinadora, a partir da aposentadoria ou óbito de ex- empregado, não resta caracterizada a hipótese do art. 77, III do Código de Processo Civil. Pela mesma fundamentação, deve ser rejeitada a preliminar de ilegitimidade passiva. Prova pericial desnecessária. Cerceamento de defesa, em conseqüência, afastado. As condições estabelecidas em termo de transação extrajudicial, impondo aos participantes a renúncia aos direitos outorgados pelo plano anterior, são inadmissíveis, à luz do art. 5..., XXXV e XXXVI, da Constituição Federal de 1988. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774757. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório AI 826195 ED / RS Auxílio cesta-alimentação que deve ser estendido os bancários aposentados, porque se trata de verba com nítido caráter remuneratório. Correção monetária desde a data em que cada parcela deveria ter sido paga. Compensação descabida. Apelação desprovida’ (fl. 416). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação aos arts. 5..., XXXV e XXXVI, 7..., XXVI, e 202, caput, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. Com efeito, os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 590.005/RG, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, por se tratar de matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1..., do RISTF, e o art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006. Por oportuno, transcrevo a ementa do referido julgamento: ‘RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Extensão, a aposentados, de benefício concedido a trabalhadores em atividade. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, versa sobre matéria infraconstitucional’. Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)” (fls. 536-537). A embargante sustenta, em suma, que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774757. Supremo Tribunal Federal AI 826195 ED / RS Auxílio cesta-alimentação que deve ser estendido os bancários aposentados, porque se trata de verba com nítido caráter remuneratório. Correção monetária desde a data em que cada parcela deveria ter sido paga. Compensação descabida. Apelação desprovida’ (fl. 416). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação aos arts. 5..., XXXV e XXXVI, 7..., XXVI, e 202, caput, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. Com efeito, os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 590.005/RG, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia acerca da concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, por se tratar de matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1..., do RISTF, e o art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006. Por oportuno, transcrevo a ementa do referido julgamento: ‘RECURSO. Extraordinário. Incognoscibilidade. Previdência privada. Complementação de aposentadoria. Extensão, a aposentados, de benefício concedido a trabalhadores em atividade. Questão infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral o recurso extraordinário que, tendo por objeto questão relativa à concessão, a beneficiários de plano de previdência privada complementar, de vantagem outorgada a empregados ativos, versa sobre matéria infraconstitucional’. Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)” (fls. 536-537). A embargante sustenta, em suma, que 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774757. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório AI 826195 ED / RS “(...) conforme disposição do art. 543, § 1..., da Norma Adjetiva, interpostos Recurso Especial e Extraordinário concomitantemente, o Recurso Extraordinário ficará sobrestado até a conclusão da prestação jurisdicional perante o C. Superior Tribunal de Justiça. Finalizando o processo perante aquele Tribunal, o processo será remetido ao Pretório Excelso para apreciação” (fls. 547-548). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774757. Supremo Tribunal Federal AI 826195 ED / RS “(...) conforme disposição do art. 543, § 1..., da Norma Adjetiva, interpostos Recurso Especial e Extraordinário concomitantemente, o Recurso Extraordinário ficará sobrestado até a conclusão da prestação jurisdicional perante o C. Superior Tribunal de Justiça. Finalizando o processo perante aquele Tribunal, o processo será remetido ao Pretório Excelso para apreciação” (fls. 547-548). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774757. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 826.195 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Preliminarmente, recebo os embargos de declaração como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, a agravante cingiu-se a alegar que o recurso extraordinário ficou prejudicado com o provimento do recurso especial por ela interposto, sem, todavia, impugnar os fundamentos da decisão agravada. Desse modo, ante a deficiente fundamentação deste agravo regimental, incide no caso a Súmula 283 desta Corte. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário 548.094-AgR/DF e Recurso Extraordinário 561.869-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; Recurso Extraordinário 452.272-AgR/SE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 469.221-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 672.744-AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 544.591-AgR/RN e Recurso Extraordinário 503.350-AgR/AL, de minha relatoria. Ressalto, ainda, que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o § 1... do art. 543 do Código de Processo Civil, que impõe o julgamento prévio do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, somente se aplica, conforme prevê o caput do referido artigo, quando ambos os recursos, especial e extraordinário, são admitidos, o que não ocorreu na espécie. Nesse sentido, menciono o AI 494.459-AgR-SP, Rel. Min. Eros Grau, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. VÍCIO DE PROCEDIMENTO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774758. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 826.195 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Preliminarmente, recebo os embargos de declaração como agravo regimental, uma vez que opostos de decisão monocrática. Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, a agravante cingiu-se a alegar que o recurso extraordinário ficou prejudicado com o provimento do recurso especial por ela interposto, sem, todavia, impugnar os fundamentos da decisão agravada. Desse modo, ante a deficiente fundamentação deste agravo regimental, incide no caso a Súmula 283 desta Corte. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões, entre outras: Recurso Extraordinário 548.094-AgR/DF e Recurso Extraordinário 561.869-AgR/RJ, Rel. Min. Cezar Peluso; Recurso Extraordinário 452.272-AgR/SE, Rel. Min. Sepúlveda Pertence; AI 469.221-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 672.744-AgR/BA, Rel. Min. Ellen Gracie; Recurso Extraordinário 544.591-AgR/RN e Recurso Extraordinário 503.350-AgR/AL, de minha relatoria. Ressalto, ainda, que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que o § 1... do art. 543 do Código de Processo Civil, que impõe o julgamento prévio do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, somente se aplica, conforme prevê o caput do referido artigo, quando ambos os recursos, especial e extraordinário, são admitidos, o que não ocorreu na espécie. Nesse sentido, menciono o AI 494.459-AgR-SP, Rel. Min. Eros Grau, assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. VÍCIO DE PROCEDIMENTO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AI 826195 ED / RS INEXISTÊNCIA. ARTIGO 33 DO ADCT. JUROS MORATÓRIOS E COMPENSATÓRIOS. INCIDÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. 1. A observância do disposto no parágrafo primeiro do artigo 543 do Código de Processo Civil não pode ser dissociada da previsão legal do seu caput, que prevê primeiramente a remessa do processo ao Superior Tribunal de Justiça somente na hipótese em que ambos os recursos foram admitidos pelo Presidente do Tribunal a quo. (...) Agravo regimental a que se nega provimento”. Na mesma linha, cito as seguintes decisões, entre outras: AI 780.879- AgR/RS e AI 846.703-AgR/RS, de minha relatoria; AI 786.121-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 844.834-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 827.993-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia. Por fim, como já asseverado na decisão impugnada, os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 590.005/RG, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema em debate, por se tratar de matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1..., do RISTF, e o art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774758. Supremo Tribunal Federal AI 826195 ED / RS INEXISTÊNCIA. ARTIGO 33 DO ADCT. JUROS MORATÓRIOS E COMPENSATÓRIOS. INCIDÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. 1. A observância do disposto no parágrafo primeiro do artigo 543 do Código de Processo Civil não pode ser dissociada da previsão legal do seu caput, que prevê primeiramente a remessa do processo ao Superior Tribunal de Justiça somente na hipótese em que ambos os recursos foram admitidos pelo Presidente do Tribunal a quo. (...) Agravo regimental a que se nega provimento”. Na mesma linha, cito as seguintes decisões, entre outras: AI 780.879- AgR/RS e AI 846.703-AgR/RS, de minha relatoria; AI 786.121-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 844.834-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 827.993-ED/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia. Por fim, como já asseverado na decisão impugnada, os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 590.005/RG, Rel. Min. Cezar Peluso, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema em debate, por se tratar de matéria restrita ao âmbito infraconstitucional. Essa decisão vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1..., do RISTF, e o art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774758. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 826.195 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : FUNCEF - FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ÂNGELO PEREIRA DACHE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUCIANA CRISTINA MENGUE Decisão: A Turma, por unanimidade, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806256 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 826.195 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI EMBTE.(S) : FUNCEF - FUNDAÇÃO DOS ECONOMIÁRIOS FEDERAIS ADV.(A/S) : LUIZ ANTONIO MUNIZ MACHADO E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : ÂNGELO PEREIRA DACHE E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUCIANA CRISTINA MENGUE Decisão: A Turma, por unanimidade, converteu os embargos de declaração em agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806256 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 590 . 005 / RS", "AI 826195 ED / RS", "AI 826195 ED / RS", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 826 . 195", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 826 . 195", "AI 826195 ED / RS", "Recurso Extraordinário 590 . 005 / RG", "Recurso Extraordinário 590 . 005 / RG", "AI 826195 ED / RS", "AI 826195 ED / RS", "Súmula 283 desta Corte", "Recurso Extraordinário 548 . 094 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 561 . 869 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 452 . 272 - AgR / SE", "AI 469 . 221 - AgR / SP", "AI 672 . 744 - AgR / BA", "Recurso Extraordinário 544 . 591 - AgR / RN", "Recurso Extraordinário 503 . 350 - AgR / AL", "AI 494 . 459 - AgR - SP", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 826 . 195", "Súmula 283 desta Corte", "Recurso Extraordinário 548 . 094 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 561 . 869 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 452 . 272 - AgR / SE", "AI 469 . 221 - AgR / SP", "AI 672 . 744 - AgR / BA", "Recurso Extraordinário 544 . 591 - 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Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.113 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :DISTRIBUIDORA WALMEIDA DE BEBIDAS LTDA - DISVABE ADV.(A/S) :BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. IPI. LEGITIMIDADE PARA PLEITEAR A RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774839. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.113 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :DISTRIBUIDORA WALMEIDA DE BEBIDAS LTDA - DISVABE ADV.(A/S) :BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo, sob o fundamento de que a Corte de origem decidiu a questão posta nos autos com base na interpretação da legislação infraconstitucional que rege a matéria. A agravante sustenta, em suma, que a decisão agravada deve ser reformada, ao argumento de que a matéria em discussão é de índole constitucional. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774840. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.113 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :DISTRIBUIDORA WALMEIDA DE BEBIDAS LTDA - DISVABE ADV.(A/S) :BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo, sob o fundamento de que a Corte de origem decidiu a questão posta nos autos com base na interpretação da legislação infraconstitucional que rege a matéria. A agravante sustenta, em suma, que a decisão agravada deve ser reformada, ao argumento de que a matéria em discussão é de índole constitucional. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774840. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.113 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Consoante asseverado na decisão agravada, o Tribunal de origem dirimiu a questão discutida nestes autos com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código Tributário Nacional) e, por isso, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta, o que inviabiliza o apelo extremo. Nesse sentido, destaco o julgamento do AI 832.140-AgR/CE, Rel. Min. Joaquim Barbosa, cuja ementa transcrevo a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO. LEGITIMIDADE. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. IMPOSIÇÃO DE REQUISITO INEXEQUÍVEL. ART. 166 DO CTN. Descabe confundir negativa de jurisdição com decisão mal fundamentada, ou com cujas conclusões não concorde a parte. O Tribunal de origem prestou jurisdição, ainda que o resultado tenha sido contrário ao interesse da parte. Da forma como postas as questões nas razões de recurso extraordinário, a discussão sobre a legitimidade para pleitear a restituição do indébito tributário se esgota no plano infraconstitucional. De fato, o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade do art. 166 do CTN. Pelo contrário, deixou de aplicá-lo por entender que o agravante não reunia as propriedades de fato para justificar a subsunção e a incidência normativa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774841. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.113 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Consoante asseverado na decisão agravada, o Tribunal de origem dirimiu a questão discutida nestes autos com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código Tributário Nacional) e, por isso, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta, o que inviabiliza o apelo extremo. Nesse sentido, destaco o julgamento do AI 832.140-AgR/CE, Rel. Min. Joaquim Barbosa, cuja ementa transcrevo a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO. LEGITIMIDADE. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. IMPOSIÇÃO DE REQUISITO INEXEQUÍVEL. ART. 166 DO CTN. Descabe confundir negativa de jurisdição com decisão mal fundamentada, ou com cujas conclusões não concorde a parte. O Tribunal de origem prestou jurisdição, ainda que o resultado tenha sido contrário ao interesse da parte. Da forma como postas as questões nas razões de recurso extraordinário, a discussão sobre a legitimidade para pleitear a restituição do indébito tributário se esgota no plano infraconstitucional. De fato, o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade do art. 166 do CTN. Pelo contrário, deixou de aplicá-lo por entender que o agravante não reunia as propriedades de fato para justificar a subsunção e a incidência normativa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774841. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 714113 AGR / BA (aplicabilidade restrita aos contribuintes de direito). Agravo regimental ao qual se nega provimento”. Seguindo essa mesma orientação, menciono as seguintes decisões, entre outras: AI 829.292-AgR-AgR/RJ, Rel. Min. Luiz Fux; AI 488.129- AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 536.927-ED/SP, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 508.739-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 488.016- AgR/SP, Rel. Min. Eros Grau; RE 335.462-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 566.358-AgR/SP e AI 788.583-AgR/SP, de minha relatoria. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774841. Supremo Tribunal Federal ARE 714113 AGR / BA (aplicabilidade restrita aos contribuintes de direito). Agravo regimental ao qual se nega provimento”. Seguindo essa mesma orientação, menciono as seguintes decisões, entre outras: AI 829.292-AgR-AgR/RJ, Rel. Min. Luiz Fux; AI 488.129- AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 536.927-ED/SP, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 508.739-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 488.016- AgR/SP, Rel. Min. Eros Grau; RE 335.462-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 566.358-AgR/SP e AI 788.583-AgR/SP, de minha relatoria. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774841. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.113 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : DISTRIBUIDORA WALMEIDA DE BEBIDAS LTDA - DISVABE ADV.(A/S) : BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806191 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.113 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : DISTRIBUIDORA WALMEIDA DE BEBIDAS LTDA - DISVABE ADV.(A/S) : BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806191 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3824073
2013-05-07T00:00:00
2013-05-22T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. IPI. LEGITIMIDADE PARA PLEITEAR A RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido.
sjur231007
- Acórdão(s) citado(s): (TRIBUTO, RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO) AI 832140 AgR (2ªT), AI 829292 AgR (1ªT), AI 488129 AgR (1ªT), AI 536927 ED (2ªT), AI 508739 AgR (2ªT), AI 488016 AgR (1ªT), RE 335462 AgR (2ªT), AI 566358 AgR (1ªT), AI 788583 AgR (1ªT). Número de páginas: 5. Análise: 12/06/2013, MJC.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
714113
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 714113 AgR
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AGTE.(S) : DISTRIBUIDORA WALMEIDA DE BEBIDAS LTDA - DISVABE ADV.(A/S) : BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL ADV.(A/S) : CLÁUDIO DE AZEVEDO MONTEIRO
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Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.113 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :DISTRIBUIDORA WALMEIDA DE BEBIDAS LTDA - DISVABE ADV.(A/S) :BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. IPI. LEGITIMIDADE PARA PLEITEAR A RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. INTERPRETAÇÃO DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO IMPROVIDO. I – É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774839. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.113 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :DISTRIBUIDORA WALMEIDA DE BEBIDAS LTDA - DISVABE ADV.(A/S) :BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo, sob o fundamento de que a Corte de origem decidiu a questão posta nos autos com base na interpretação da legislação infraconstitucional que rege a matéria. A agravante sustenta, em suma, que a decisão agravada deve ser reformada, ao argumento de que a matéria em discussão é de índole constitucional. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774840. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.113 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :DISTRIBUIDORA WALMEIDA DE BEBIDAS LTDA - DISVABE ADV.(A/S) :BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo, sob o fundamento de que a Corte de origem decidiu a questão posta nos autos com base na interpretação da legislação infraconstitucional que rege a matéria. A agravante sustenta, em suma, que a decisão agravada deve ser reformada, ao argumento de que a matéria em discussão é de índole constitucional. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774840. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.113 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Consoante asseverado na decisão agravada, o Tribunal de origem dirimiu a questão discutida nestes autos com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código Tributário Nacional) e, por isso, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta, o que inviabiliza o apelo extremo. Nesse sentido, destaco o julgamento do AI 832.140-AgR/CE, Rel. Min. Joaquim Barbosa, cuja ementa transcrevo a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO. LEGITIMIDADE. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. IMPOSIÇÃO DE REQUISITO INEXEQUÍVEL. ART. 166 DO CTN. Descabe confundir negativa de jurisdição com decisão mal fundamentada, ou com cujas conclusões não concorde a parte. O Tribunal de origem prestou jurisdição, ainda que o resultado tenha sido contrário ao interesse da parte. Da forma como postas as questões nas razões de recurso extraordinário, a discussão sobre a legitimidade para pleitear a restituição do indébito tributário se esgota no plano infraconstitucional. De fato, o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade do art. 166 do CTN. Pelo contrário, deixou de aplicá-lo por entender que o agravante não reunia as propriedades de fato para justificar a subsunção e a incidência normativa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774841. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.113 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Consoante asseverado na decisão agravada, o Tribunal de origem dirimiu a questão discutida nestes autos com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente (Código Tributário Nacional) e, por isso, a afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta, o que inviabiliza o apelo extremo. Nesse sentido, destaco o julgamento do AI 832.140-AgR/CE, Rel. Min. Joaquim Barbosa, cuja ementa transcrevo a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO TRIBUTÁRIO. LEGITIMIDADE. CONTRIBUINTE DE FATO E CONTRIBUINTE DE DIREITO. IMPOSIÇÃO DE REQUISITO INEXEQUÍVEL. ART. 166 DO CTN. Descabe confundir negativa de jurisdição com decisão mal fundamentada, ou com cujas conclusões não concorde a parte. O Tribunal de origem prestou jurisdição, ainda que o resultado tenha sido contrário ao interesse da parte. Da forma como postas as questões nas razões de recurso extraordinário, a discussão sobre a legitimidade para pleitear a restituição do indébito tributário se esgota no plano infraconstitucional. De fato, o Tribunal de origem não declarou a inconstitucionalidade do art. 166 do CTN. Pelo contrário, deixou de aplicá-lo por entender que o agravante não reunia as propriedades de fato para justificar a subsunção e a incidência normativa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774841. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 714113 AGR / BA (aplicabilidade restrita aos contribuintes de direito). Agravo regimental ao qual se nega provimento”. Seguindo essa mesma orientação, menciono as seguintes decisões, entre outras: AI 829.292-AgR-AgR/RJ, Rel. Min. Luiz Fux; AI 488.129- AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 536.927-ED/SP, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 508.739-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 488.016- AgR/SP, Rel. Min. Eros Grau; Recurso Extraordinário 335.462-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 566.358-AgR/SP e AI 788.583-AgR/SP, de minha relatoria. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774841. Supremo Tribunal Federal ARE 714113 AGR / BA (aplicabilidade restrita aos contribuintes de direito). Agravo regimental ao qual se nega provimento”. Seguindo essa mesma orientação, menciono as seguintes decisões, entre outras: AI 829.292-AgR-AgR/RJ, Rel. Min. Luiz Fux; AI 488.129- AgR/SP, Rel. Min. Cezar Peluso; AI 536.927-ED/SP, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 508.739-AgR/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa; AI 488.016- AgR/SP, Rel. Min. Eros Grau; Recurso Extraordinário 335.462-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 566.358-AgR/SP e AI 788.583-AgR/SP, de minha relatoria. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774841. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.113 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : DISTRIBUIDORA WALMEIDA DE BEBIDAS LTDA - DISVABE ADV.(A/S) : BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806191 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714.113 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : DISTRIBUIDORA WALMEIDA DE BEBIDAS LTDA - DISVABE ADV.(A/S) : BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806191 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 714 . 113", "AI 832 . 140 - AgR / CE", "AI 832 . 140 - AgR / CE", "ARE 714113 AGR / BA", "AI 829 . 292 - AgR - AgR / RJ", "AI 488 . 129 - AgR / SP", "AI 536 . 927 - ED / SP", "AI 508 . 739 - AgR / SP", "AI 488 . 016 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 335 . 462 - AgR / SP", "AI 566 . 358 - AgR / SP", "AI 788 . 583 - AgR / SP", "ARE 714113 AGR / BA", "AI 829 . 292 - AgR - AgR / RJ", "AI 488", ".", "129 -", "AgR", "/", "SP", "AI 536 . 927 - ED / SP", "AI 508 . 739 - AgR / SP", "AI 488 . 016 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 335 . 462 - AgR / SP", "AI 566 . 358 - AgR / SP", "AI 788 . 583 - AgR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Tributário Nacional", "Constituição", "ART . 166 DO CTN", "art . 166 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Tributário Nacional", "Constituição", "ART . 166 DO CTN", "art . 166 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "BAHIA", "Brasília", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "DISTRIBUIDORA WALMEIDA DE BEBIDAS LTDA", "UNIÃO", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DISTRIBUIDORA WALMEIDA DE BEBIDAS LTDA", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DISTRIBUIDORA WALMEIDA DE BEBIDAS LTDA", "UNIÃO", "FAZENDA NACIONAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "FAZENDA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DISTRIBUIDORA WALMEIDA DE BEBIDAS LTDA", "UNIÃO", "FAZENDA NACIONAL", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Joaquim Barbosa", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Joaquim Barbosa", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Luiz Fux", "Cezar Peluso", "Carlos Velloso", "Joaquim Barbosa", "Eros Grau", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Cezar Peluso", "Carlos Velloso", "Joaquim Barbosa", "Eros Grau", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Mário José Gisi", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "BRUNO ROMERO PEDROSA MONTEIRO", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Mário José Gisi", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "07", "/", "05", "/", "2013", "7 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "07", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 724.098 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARCOS AUGUSTO SACCO ADV.(A/S) :OSWALDO DUARTE DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :MAURICIO MARTINEZ TOLEDO DOS SANTOS EMENTA: ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO. INCIDÊNCIA DO ART. 37, § 6º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REQUISITOS MÍNIMOS PARA CONFIGURAÇÃO DA RESPONSABILIDADE (DANO, NEXO DE CAUSALIDADE, DEFICIÊNCIA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO). NÃO-PREENCHIMENTO. PRECEDENTE: RE 481.110 AgR, MIN. CELSO DE MELLO, SEGUNDA TURMA, DJ DE 09-03-2007 RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679254. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 724.098 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARCOS AUGUSTO SACCO ADV.(A/S) :OSWALDO DUARTE DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :MAURICIO MARTINEZ TOLEDO DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo de instrumento ao argumento de que “as instâncias ordinárias, examinando os fatos e as circunstâncias da causa, atestaram inexistir omissão ou deficiência do serviço estatal aptas a causar o dano. Essa conclusão, por envolver matéria probatória, é insuscetível de revisão por recurso extraordinário” (fl. 88). Sustenta o agravante, em suma, que (a) “a hipótese dos autos se configura como responsabilidade civil objetiva do Estado, e não subjetiva” (fl. 95); (b) não se busca, com o recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679255. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 724.098 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARCOS AUGUSTO SACCO ADV.(A/S) :OSWALDO DUARTE DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :MAURICIO MARTINEZ TOLEDO DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo de instrumento ao argumento de que “as instâncias ordinárias, examinando os fatos e as circunstâncias da causa, atestaram inexistir omissão ou deficiência do serviço estatal aptas a causar o dano. Essa conclusão, por envolver matéria probatória, é insuscetível de revisão por recurso extraordinário” (fl. 88). Sustenta o agravante, em suma, que (a) “a hipótese dos autos se configura como responsabilidade civil objetiva do Estado, e não subjetiva” (fl. 95); (b) não se busca, com o recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679255. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 16/04/2013 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 724.098 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Tem razão o decisão agravada quando afirma que também as condutas omissivas do Estado estão, em princípio, sujeitas à norma do art. 37, § 6º da CF. Mas essa circunstância, por si só, não impõe, desde logo, a confirmação da responsabilidade civil, cuja configuração depende da conjugação de outros elementos, especialmente a indispensável relação de causalidade entre a ação omissiva ou a deficiência do serviço do Estado e o evento danoso. O próprio precedente invocado pela decisão agravada (RE 481.110-AgR) deixa isso bem claro. E mais, esse mesmo precedente afirma que as instâncias ordinárias são soberanas no exame da matéria de fato que envolve a existência dessa omissão ou da deficiência do serviço estatal e a sua relação de causalidade com o evento apontado como danoso. Se, no exame dos fatos da causa, as instâncias ordinárias afastam a presença de qualquer dos elementos indispensáveis à configuração da responsabilidade civil, tal matéria é insuscetível de reexame em instância extraordinária. Aliás, foi exatamente isso o que ocorreu na hipótese examinada no precedente invocado, em que, segundo constou do voto do relator, “as instâncias ordinárias, não só deixaram de reconhecer a existência do nexo causal, como, ainda, concluíram, com fundamento na análise do conjunto probatório, que a parte recorrente sequer comprovou o dano por ela alegadamente sofrido”, o que levou à decisão de negar provimento ao agravo de instrumento, interposto da decisão que não admitira o recurso extraordinário. Eis o inteiro teor da ementa: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679256. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 724.098 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Tem razão o decisão agravada quando afirma que também as condutas omissivas do Estado estão, em princípio, sujeitas à norma do art. 37, § 6º da CF. Mas essa circunstância, por si só, não impõe, desde logo, a confirmação da responsabilidade civil, cuja configuração depende da conjugação de outros elementos, especialmente a indispensável relação de causalidade entre a ação omissiva ou a deficiência do serviço do Estado e o evento danoso. O próprio precedente invocado pela decisão agravada (RE 481.110-AgR) deixa isso bem claro. E mais, esse mesmo precedente afirma que as instâncias ordinárias são soberanas no exame da matéria de fato que envolve a existência dessa omissão ou da deficiência do serviço estatal e a sua relação de causalidade com o evento apontado como danoso. Se, no exame dos fatos da causa, as instâncias ordinárias afastam a presença de qualquer dos elementos indispensáveis à configuração da responsabilidade civil, tal matéria é insuscetível de reexame em instância extraordinária. Aliás, foi exatamente isso o que ocorreu na hipótese examinada no precedente invocado, em que, segundo constou do voto do relator, “as instâncias ordinárias, não só deixaram de reconhecer a existência do nexo causal, como, ainda, concluíram, com fundamento na análise do conjunto probatório, que a parte recorrente sequer comprovou o dano por ela alegadamente sofrido”, o que levou à decisão de negar provimento ao agravo de instrumento, interposto da decisão que não admitira o recurso extraordinário. Eis o inteiro teor da ementa: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679256. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 724098 AGR-SEGUNDO / RJ RESPONSABILIDADE CIVIL DO PODER PÚBLICO - PRESSUPOSTOS PRIMÁRIOS QUE DETERMINAM A RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO - O NEXO DE CAUSALIDADE MATERIAL COMO REQUISITO INDISPENSÁVEL À CONFIGURAÇÃO DO DEVER ESTATAL DE REPARAR O DANO - NÃO- COMPROVAÇÃO, PELA PARTE RECORRENTE, DO VÍNCULO CAUSAL - RECONHECIMENTO DE SUA INEXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS - SOBERANIA DESSE PRONUNCIAMENTO JURISDICIONAL EM MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA - INVIABILIDADE DA DISCUSSÃO, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA, DA EXISTÊNCIA DO NEXO CAUSAL - IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA (SÚMULA 279/STF) - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Os elementos que compõem a estrutura e delineiam o perfil da responsabilidade civil objetiva do Poder Público compreendem (a) a alteridade do dano, (b) a causalidade material entre o "eventus damni" e o comportamento positivo (ação) ou negativo (omissão) do agente público, (c) a oficialidade da atividade causal e lesiva imputável a agente do Poder Público que tenha, nessa específica condição, incidido em conduta comissiva ou omissiva, independentemente da licitude, ou não, do comportamento funcional e (d) a ausência de causa excludente da responsabilidade estatal. Precedentes. - O dever de indenizar, mesmo nas hipóteses de responsabilidade civil objetiva do Poder Público, supõe, dentre outros elementos (RTJ 163/1107-1109, v.g.), a comprovada existência do nexo de causalidade material entre o comportamento do agente e o "eventus damni", sem o que se torna inviável, no plano jurídico, o reconhecimento da obrigação de recompor o prejuízo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679256. Supremo Tribunal Federal AI 724098 AGR-SEGUNDO / RJ RESPONSABILIDADE CIVIL DO PODER PÚBLICO - PRESSUPOSTOS PRIMÁRIOS QUE DETERMINAM A RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO - O NEXO DE CAUSALIDADE MATERIAL COMO REQUISITO INDISPENSÁVEL À CONFIGURAÇÃO DO DEVER ESTATAL DE REPARAR O DANO - NÃO- COMPROVAÇÃO, PELA PARTE RECORRENTE, DO VÍNCULO CAUSAL - RECONHECIMENTO DE SUA INEXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS - SOBERANIA DESSE PRONUNCIAMENTO JURISDICIONAL EM MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA - INVIABILIDADE DA DISCUSSÃO, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA, DA EXISTÊNCIA DO NEXO CAUSAL - IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA (SÚMULA 279/STF) - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Os elementos que compõem a estrutura e delineiam o perfil da responsabilidade civil objetiva do Poder Público compreendem (a) a alteridade do dano, (b) a causalidade material entre o "eventus damni" e o comportamento positivo (ação) ou negativo (omissão) do agente público, (c) a oficialidade da atividade causal e lesiva imputável a agente do Poder Público que tenha, nessa específica condição, incidido em conduta comissiva ou omissiva, independentemente da licitude, ou não, do comportamento funcional e (d) a ausência de causa excludente da responsabilidade estatal. Precedentes. - O dever de indenizar, mesmo nas hipóteses de responsabilidade civil objetiva do Poder Público, supõe, dentre outros elementos (RTJ 163/1107-1109, v.g.), a comprovada existência do nexo de causalidade material entre o comportamento do agente e o "eventus damni", sem o que se torna inviável, no plano jurídico, o reconhecimento da obrigação de recompor o prejuízo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679256. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 724098 AGR-SEGUNDO / RJ sofrido pelo ofendido. - A comprovação da relação de causalidade - qualquer que seja a teoria que lhe dê suporte doutrinário (teoria da equivalência das condições, teoria da causalidade necessária ou teoria da causalidade adequada) - revela-se essencial ao reconhecimento do dever de indenizar, pois, sem tal demonstração, não há como imputar, ao causador do dano, a responsabilidade civil pelos prejuízos sofridos pelo ofendido. Doutrina. Precedentes. - Não se revela processualmente lícito reexaminar matéria fático-probatória em sede de recurso extraordinário (RTJ 161/992 - RTJ 186/703 - Súmula 279/STF), prevalecendo, nesse domínio, o caráter soberano do pronunciamento jurisdicional dos Tribunais ordinários sobre matéria de fato e de prova. Precedentes. - Ausência, na espécie, de demonstração inequívoca, mediante prova idônea, da efetiva ocorrência dos prejuízos alegadamente sofridos pela parte recorrente. Não-comprovação do vínculo causal registrada pelas instâncias ordinárias. (RE 481.110 AgR, Min. Celso De Mello, Segunda Turma, DJ de 09-03-2007) 3. Ora, no caso em exame, a situação é semelhante: as instâncias ordinárias, examinando os fatos e as circunstâncias da causa, atestaram inexistir omissão ou deficiência do serviço estatal aptas a causar o dano. Essa conclusão, por envolver matéria probatória, é insuscetível de revisão por recurso extraordinário. Assim, a exemplo do que ocorreu no precedente invocado, aqui também é de se negar provimento ao agravo de instrumento. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679256. Supremo Tribunal Federal AI 724098 AGR-SEGUNDO / RJ sofrido pelo ofendido. - A comprovação da relação de causalidade - qualquer que seja a teoria que lhe dê suporte doutrinário (teoria da equivalência das condições, teoria da causalidade necessária ou teoria da causalidade adequada) - revela-se essencial ao reconhecimento do dever de indenizar, pois, sem tal demonstração, não há como imputar, ao causador do dano, a responsabilidade civil pelos prejuízos sofridos pelo ofendido. Doutrina. Precedentes. - Não se revela processualmente lícito reexaminar matéria fático-probatória em sede de recurso extraordinário (RTJ 161/992 - RTJ 186/703 - Súmula 279/STF), prevalecendo, nesse domínio, o caráter soberano do pronunciamento jurisdicional dos Tribunais ordinários sobre matéria de fato e de prova. Precedentes. - Ausência, na espécie, de demonstração inequívoca, mediante prova idônea, da efetiva ocorrência dos prejuízos alegadamente sofridos pela parte recorrente. Não-comprovação do vínculo causal registrada pelas instâncias ordinárias. (RE 481.110 AgR, Min. Celso De Mello, Segunda Turma, DJ de 09-03-2007) 3. Ora, no caso em exame, a situação é semelhante: as instâncias ordinárias, examinando os fatos e as circunstâncias da causa, atestaram inexistir omissão ou deficiência do serviço estatal aptas a causar o dano. Essa conclusão, por envolver matéria probatória, é insuscetível de revisão por recurso extraordinário. Assim, a exemplo do que ocorreu no precedente invocado, aqui também é de se negar provimento ao agravo de instrumento. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679256. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 724098 AGR-SEGUNDO / RJ 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679256. Supremo Tribunal Federal AI 724098 AGR-SEGUNDO / RJ 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679256. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 724.098 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MARCOS AUGUSTO SACCO ADV.(A/S) : OSWALDO DUARTE DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : MAURICIO MARTINEZ TOLEDO DOS SANTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692783 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 724.098 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MARCOS AUGUSTO SACCO ADV.(A/S) : OSWALDO DUARTE DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : MAURICIO MARTINEZ TOLEDO DOS SANTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692783 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3700706
2013-04-16T00:00:00
2013-04-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013.
SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Ementa: ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO. INCIDÊNCIA DO ART. 37, § 6º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REQUISITOS MÍNIMOS PARA CONFIGURAÇÃO DA RESPONSABILIDADE (DANO, NEXO DE CAUSALIDADE, DEFICIÊNCIA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO). NÃO-PREENCHIMENTO. PRECEDENTE: RE 481.110 AgR, MIN. CELSO DE MELLO, SEGUNDA TURMA, DJ DE 09-03-2007 RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur229122
- Acórdão(s) citado(s): (DANO MORAL, CONFIGURAÇÃO, REQUISITOS) RE 481110 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 21/05/2013, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
724098
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00037 PAR-00006 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR-segundo
acordaos
AI 724098 AgR-segundo
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AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : OSWALDO DUARTE DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MAURICIO MARTINEZ TOLEDO DOS SANTOS AGTE.(S) : MARCOS AUGUSTO SACCO
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Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 724.098 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARCOS AUGUSTO SACCO ADV.(A/S) :OSWALDO DUARTE DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :MAURICIO MARTINEZ TOLEDO DOS SANTOS EMENTA: ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO POR OMISSÃO. INCIDÊNCIA DO ART. 37, § 6..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REQUISITOS MÍNIMOS PARA CONFIGURAÇÃO DA RESPONSABILIDADE (DANO, NEXO DE CAUSALIDADE, DEFICIÊNCIA NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO PÚBLICO). NÃO-PREENCHIMENTO. PRECEDENTE: Recurso Extraordinário 481.110 AgR, MIN. CELSO DE MELLO, SEGUNDA TURMA, DJ DE 09-03-2007 RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679254. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 724.098 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARCOS AUGUSTO SACCO ADV.(A/S) :OSWALDO DUARTE DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :MAURICIO MARTINEZ TOLEDO DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo de instrumento ao argumento de que “as instâncias ordinárias, examinando os fatos e as circunstâncias da causa, atestaram inexistir omissão ou deficiência do serviço estatal aptas a causar o dano. Essa conclusão, por envolver matéria probatória, é insuscetível de revisão por recurso extraordinário” (fl. 88). Sustenta o agravante, em suma, que (a) “a hipótese dos autos se configura como responsabilidade civil objetiva do Estado, e não subjetiva” (fl. 95); (b) não se busca, com o recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679255. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 724.098 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MARCOS AUGUSTO SACCO ADV.(A/S) :OSWALDO DUARTE DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :MAURICIO MARTINEZ TOLEDO DOS SANTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento a agravo de instrumento ao argumento de que “as instâncias ordinárias, examinando os fatos e as circunstâncias da causa, atestaram inexistir omissão ou deficiência do serviço estatal aptas a causar o dano. Essa conclusão, por envolver matéria probatória, é insuscetível de revisão por recurso extraordinário” (fl. 88). Sustenta o agravante, em suma, que (a) “a hipótese dos autos se configura como responsabilidade civil objetiva do Estado, e não subjetiva” (fl. 95); (b) não se busca, com o recurso extraordinário, o reexame do conjunto fático-probatório. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679255. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 16/04/2013 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 724.098 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Tem razão o decisão agravada quando afirma que também as condutas omissivas do Estado estão, em princípio, sujeitas à norma do art. 37, § 6... da Constituição Federal de 1988. Mas essa circunstância, por si só, não impõe, desde logo, a confirmação da responsabilidade civil, cuja configuração depende da conjugação de outros elementos, especialmente a indispensável relação de causalidade entre a ação omissiva ou a deficiência do serviço do Estado e o evento danoso. O próprio precedente invocado pela decisão agravada (Recurso Extraordinário 481.110-AgR) deixa isso bem claro. E mais, esse mesmo precedente afirma que as instâncias ordinárias são soberanas no exame da matéria de fato que envolve a existência dessa omissão ou da deficiência do serviço estatal e a sua relação de causalidade com o evento apontado como danoso. Se, no exame dos fatos da causa, as instâncias ordinárias afastam a presença de qualquer dos elementos indispensáveis à configuração da responsabilidade civil, tal matéria é insuscetível de reexame em instância extraordinária. Aliás, foi exatamente isso o que ocorreu na hipótese examinada no precedente invocado, em que, segundo constou do voto do relator, “as instâncias ordinárias, não só deixaram de reconhecer a existência do nexo causal, como, ainda, concluíram, com fundamento na análise do conjunto probatório, que a parte recorrente sequer comprovou o dano por ela alegadamente sofrido”, o que levou à decisão de negar provimento ao agravo de instrumento, interposto da decisão que não admitira o recurso extraordinário. Eis o inteiro teor da ementa: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679256. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 724.098 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Tem razão o decisão agravada quando afirma que também as condutas omissivas do Estado estão, em princípio, sujeitas à norma do art. 37, § 6... da Constituição Federal de 1988. Mas essa circunstância, por si só, não impõe, desde logo, a confirmação da responsabilidade civil, cuja configuração depende da conjugação de outros elementos, especialmente a indispensável relação de causalidade entre a ação omissiva ou a deficiência do serviço do Estado e o evento danoso. O próprio precedente invocado pela decisão agravada (Recurso Extraordinário 481.110-AgR) deixa isso bem claro. E mais, esse mesmo precedente afirma que as instâncias ordinárias são soberanas no exame da matéria de fato que envolve a existência dessa omissão ou da deficiência do serviço estatal e a sua relação de causalidade com o evento apontado como danoso. Se, no exame dos fatos da causa, as instâncias ordinárias afastam a presença de qualquer dos elementos indispensáveis à configuração da responsabilidade civil, tal matéria é insuscetível de reexame em instância extraordinária. Aliás, foi exatamente isso o que ocorreu na hipótese examinada no precedente invocado, em que, segundo constou do voto do relator, “as instâncias ordinárias, não só deixaram de reconhecer a existência do nexo causal, como, ainda, concluíram, com fundamento na análise do conjunto probatório, que a parte recorrente sequer comprovou o dano por ela alegadamente sofrido”, o que levou à decisão de negar provimento ao agravo de instrumento, interposto da decisão que não admitira o recurso extraordinário. Eis o inteiro teor da ementa: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679256. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 724098 AGR-SEGUNDO / RJ RESPONSABILIDADE CIVIL DO PODER PÚBLICO - PRESSUPOSTOS PRIMÁRIOS QUE DETERMINAM A RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO - O NEXO DE CAUSALIDADE MATERIAL COMO REQUISITO INDISPENSÁVEL À CONFIGURAÇÃO DO DEVER ESTATAL DE REPARAR O DANO - NÃO- COMPROVAÇÃO, PELA PARTE RECORRENTE, DO VÍNCULO CAUSAL - RECONHECIMENTO DE SUA INEXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS - SOBERANIA DESSE PRONUNCIAMENTO JURISDICIONAL EM MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA - INVIABILIDADE DA DISCUSSÃO, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA, DA EXISTÊNCIA DO NEXO CAUSAL - IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA (SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal) - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Os elementos que compõem a estrutura e delineiam o perfil da responsabilidade civil objetiva do Poder Público compreendem (a) a alteridade do dano, (b) a causalidade material entre o "eventus damni" e o comportamento positivo (ação) ou negativo (omissão) do agente público, (c) a oficialidade da atividade causal e lesiva imputável a agente do Poder Público que tenha, nessa específica condição, incidido em conduta comissiva ou omissiva, independentemente da licitude, ou não, do comportamento funcional e (d) a ausência de causa excludente da responsabilidade estatal. Precedentes. - O dever de indenizar, mesmo nas hipóteses de responsabilidade civil objetiva do Poder Público, supõe, dentre outros elementos (RTJ 163/1107-1109, v.g.), a comprovada existência do nexo de causalidade material entre o comportamento do agente e o "eventus damni", sem o que se torna inviável, no plano jurídico, o reconhecimento da obrigação de recompor o prejuízo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679256. Supremo Tribunal Federal AI 724098 AGR-SEGUNDO / RJ RESPONSABILIDADE CIVIL DO PODER PÚBLICO - PRESSUPOSTOS PRIMÁRIOS QUE DETERMINAM A RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DO ESTADO - O NEXO DE CAUSALIDADE MATERIAL COMO REQUISITO INDISPENSÁVEL À CONFIGURAÇÃO DO DEVER ESTATAL DE REPARAR O DANO - NÃO- COMPROVAÇÃO, PELA PARTE RECORRENTE, DO VÍNCULO CAUSAL - RECONHECIMENTO DE SUA INEXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, PELAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS - SOBERANIA DESSE PRONUNCIAMENTO JURISDICIONAL EM MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA - INVIABILIDADE DA DISCUSSÃO, EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA, DA EXISTÊNCIA DO NEXO CAUSAL - IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA (SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal) - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. - Os elementos que compõem a estrutura e delineiam o perfil da responsabilidade civil objetiva do Poder Público compreendem (a) a alteridade do dano, (b) a causalidade material entre o "eventus damni" e o comportamento positivo (ação) ou negativo (omissão) do agente público, (c) a oficialidade da atividade causal e lesiva imputável a agente do Poder Público que tenha, nessa específica condição, incidido em conduta comissiva ou omissiva, independentemente da licitude, ou não, do comportamento funcional e (d) a ausência de causa excludente da responsabilidade estatal. Precedentes. - O dever de indenizar, mesmo nas hipóteses de responsabilidade civil objetiva do Poder Público, supõe, dentre outros elementos (RTJ 163/1107-1109, v.g.), a comprovada existência do nexo de causalidade material entre o comportamento do agente e o "eventus damni", sem o que se torna inviável, no plano jurídico, o reconhecimento da obrigação de recompor o prejuízo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679256. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 724098 AGR-SEGUNDO / RJ sofrido pelo ofendido. - A comprovação da relação de causalidade - qualquer que seja a teoria que lhe dê suporte doutrinário (teoria da equivalência das condições, teoria da causalidade necessária ou teoria da causalidade adequada) - revela-se essencial ao reconhecimento do dever de indenizar, pois, sem tal demonstração, não há como imputar, ao causador do dano, a responsabilidade civil pelos prejuízos sofridos pelo ofendido. Doutrina. Precedentes. - Não se revela processualmente lícito reexaminar matéria fático-probatória em sede de recurso extraordinário (RTJ 161/992 - RTJ 186/703 - Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), prevalecendo, nesse domínio, o caráter soberano do pronunciamento jurisdicional dos Tribunais ordinários sobre matéria de fato e de prova. Precedentes. - Ausência, na espécie, de demonstração inequívoca, mediante prova idônea, da efetiva ocorrência dos prejuízos alegadamente sofridos pela parte recorrente. Não-comprovação do vínculo causal registrada pelas instâncias ordinárias. (Recurso Extraordinário 481.110 AgR, Min. Celso De Mello, Segunda Turma, DJ de 09-03-2007) 3. Ora, no caso em exame, a situação é semelhante: as instâncias ordinárias, examinando os fatos e as circunstâncias da causa, atestaram inexistir omissão ou deficiência do serviço estatal aptas a causar o dano. Essa conclusão, por envolver matéria probatória, é insuscetível de revisão por recurso extraordinário. Assim, a exemplo do que ocorreu no precedente invocado, aqui também é de se negar provimento ao agravo de instrumento. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679256. Supremo Tribunal Federal AI 724098 AGR-SEGUNDO / RJ sofrido pelo ofendido. - A comprovação da relação de causalidade - qualquer que seja a teoria que lhe dê suporte doutrinário (teoria da equivalência das condições, teoria da causalidade necessária ou teoria da causalidade adequada) - revela-se essencial ao reconhecimento do dever de indenizar, pois, sem tal demonstração, não há como imputar, ao causador do dano, a responsabilidade civil pelos prejuízos sofridos pelo ofendido. Doutrina. Precedentes. - Não se revela processualmente lícito reexaminar matéria fático-probatória em sede de recurso extraordinário (RTJ 161/992 - RTJ 186/703 - Súmula 279/Supremo Tribunal Federal), prevalecendo, nesse domínio, o caráter soberano do pronunciamento jurisdicional dos Tribunais ordinários sobre matéria de fato e de prova. Precedentes. - Ausência, na espécie, de demonstração inequívoca, mediante prova idônea, da efetiva ocorrência dos prejuízos alegadamente sofridos pela parte recorrente. Não-comprovação do vínculo causal registrada pelas instâncias ordinárias. (Recurso Extraordinário 481.110 AgR, Min. Celso De Mello, Segunda Turma, DJ de 09-03-2007) 3. Ora, no caso em exame, a situação é semelhante: as instâncias ordinárias, examinando os fatos e as circunstâncias da causa, atestaram inexistir omissão ou deficiência do serviço estatal aptas a causar o dano. Essa conclusão, por envolver matéria probatória, é insuscetível de revisão por recurso extraordinário. Assim, a exemplo do que ocorreu no precedente invocado, aqui também é de se negar provimento ao agravo de instrumento. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679256. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI AI 724098 AGR-SEGUNDO / RJ 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679256. Supremo Tribunal Federal AI 724098 AGR-SEGUNDO / RJ 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679256. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 724.098 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MARCOS AUGUSTO SACCO ADV.(A/S) : OSWALDO DUARTE DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : MAURICIO MARTINEZ TOLEDO DOS SANTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692783 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 724.098 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MARCOS AUGUSTO SACCO ADV.(A/S) : OSWALDO DUARTE DE SOUZA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) : MAURICIO MARTINEZ TOLEDO DOS SANTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692783 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 724 . 098", "Recurso Extraordinário 481 . 110 AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 724 . 098", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 724 . 098", "Recurso Extraordinário 481 . 110 - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 724 . 098", "Recurso Extraordinário 481 . 110 - AgR", "AI 724098 AGR - SEGUNDO / RJ", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "RTJ 163 / 1107 - 1109", "AI 724098 AGR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "RTJ 163 / 1107 - 1109", "AI 724098 AGR - SEGUNDO / RJ", "RTJ 161 / 992 -", "RTJ 186 / 703", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 481 . 110 AgR", "AI 724098 AGR - SEGUNDO / RJ", "RTJ 161 / 992", "RTJ 186 / 703", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 481 . 110 AgR", "AI 724098 AGR - SEGUNDO / RJ", "AI 724098 AGR - SEGUNDO / RJ", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 724 . 098" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 37 , § 6 . . . , DA", "CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 6 . . . da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 6 . . . da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "MUNICÍPIO DO RIO", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "RJ", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "2", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "MARCOS AUGUSTO SACCO", "OSWALDO DUARTE DE SOUZA", "MAURICIO MARTINEZ TOLEDO DOS SANTOS", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MARCOS AUGUSTO SACCO", "OSWALDO DUARTE DE SOUZA", "MAURICIO MARTINEZ TOLEDO DOS SANTOS", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MARCOS AUGUSTO SACCO", "OSWALDO DUARTE DE SOUZA", "MAURICIO MARTINEZ TOLEDO DOS SANTOS", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Celso De Mello", "Celso De Mello", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MARCOS AUGUSTO SACCO", "OSWALDO DUARTE DE SOUZA", "MAURICIO MARTINEZ", "TOLEDO DOS SANTOS", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "MARCOS AUGUSTO SACCO", "OSWALDO DUARTE DE SOUZA", "MAURICIO MARTINEZ TOLEDO DOS SANTOS", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "16", "/", "04", "/", "2013", "09", "-", "03", "-", "2007", "16 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "-", "03", "-", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "-", "03", "-", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/04/2013 PLENÁRIO REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.507 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AUTOR(A/S)(ES) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RÉU(É)(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. TUTELA ANTECIPADA. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DE DÉBITO FISCAL. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL EXTRANUMERÁRIO OU TRANSPOSTO. LEI ESTADUAL 10.098/1994. REFERENDO DO PLENÁRIO. ART. 21, V, DO RISTF. Autuação do Estado-autor pelo não recolhimento de contribuições previdenciárias sobre a remuneração de servidores públicos extranumerários ou transpostos, submetidos ao regime jurídico único pela Lei Estadual 10.098/1994, declarada inconstitucional por esta Corte no julgamento da ADI 1.150. Deferido o pedido de antecipação da tutela formulado pelo Estado para determinar a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, diante das peculiaridades do caso, em que uma pessoa constitucional, albergada pela cláusula pétrea da imunidade tributária recíproca frente à incidência de impostos (art. 150, VI, a , da CF), está sofrendo restrições ao regular desempenho das suas funções típicas, essenciais a toda a população, em decorrência de um débito ilíquido, de duvidosa legitimidade jurídica. Reforça essa determinação a impossibilidade de o Poder Público lançar mão dos meios corriqueiramente utilizados pelos particulares para a obtenção de certidões de regularidade fiscal, como o depósito do montante controverso e o oferecimento de garantias, seja na própria ação anulatória, na execução fiscal ou até mesmo em ação cautelar ajuizada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964301. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão ACO 1507 TA-REF / RS especificamente para essa finalidade. Referendada a decisão concessiva da tutela antecipada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto da Relatora, em referendar a concessão da tutela antecipada. Votou o Presidente. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964301. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS especificamente para essa finalidade. Referendada a decisão concessiva da tutela antecipada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto da Relatora, em referendar a concessão da tutela antecipada. Votou o Presidente. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 25/04/2013 PLENÁRIO REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.507 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AUTOR(A/S)(ES) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RÉU(É)(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Com fundamento no artigo 21, V, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, proferi decisão concessiva da tutela antecipada requerida nesta ação civil originária, nos seguintes termos: “Trata-se de ação anulatória de débitos fiscais, com pedido de tutela antecipada, ajuizada pelo Estado do Rio Grande do Sul contra o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, que almeja a desconstituição das NFLDs 35.427.346-9, 35.247.349-3, 35.427.350-7, 35.427.359-0, 35.427.470-8 e 35.427.472-4. Sustenta o autor serem nulas as peças fiscais citadas, relativas a contribuições previdenciárias incidentes sobre a remuneração de servidores públicos estaduais que mantêm consigo vínculo de natureza estatutária e permanente, haja vista que: i) os autos de lançamento não indicam como as autoridades fazendárias chegaram aos valores consignados como base de cálculo, quais os servidores considerados, qual a comprovação do regime jurídico dos servidores, etc., o que viola o comando do art. 37 da Lei 8.212/91 e configura cerceamento de defesa; ii) os servidores extranumerários ou transpostos estão sujeitos ao Regime Próprio de Previdência e, mais especificamente, ao Instituto de Previdência do Estado do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.507 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AUTOR(A/S)(ES) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RÉU(É)(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Com fundamento no artigo 21, V, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, proferi decisão concessiva da tutela antecipada requerida nesta ação civil originária, nos seguintes termos: “Trata-se de ação anulatória de débitos fiscais, com pedido de tutela antecipada, ajuizada pelo Estado do Rio Grande do Sul contra o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, que almeja a desconstituição das NFLDs 35.427.346-9, 35.247.349-3, 35.427.350-7, 35.427.359-0, 35.427.470-8 e 35.427.472-4. Sustenta o autor serem nulas as peças fiscais citadas, relativas a contribuições previdenciárias incidentes sobre a remuneração de servidores públicos estaduais que mantêm consigo vínculo de natureza estatutária e permanente, haja vista que: i) os autos de lançamento não indicam como as autoridades fazendárias chegaram aos valores consignados como base de cálculo, quais os servidores considerados, qual a comprovação do regime jurídico dos servidores, etc., o que viola o comando do art. 37 da Lei 8.212/91 e configura cerceamento de defesa; ii) os servidores extranumerários ou transpostos estão sujeitos ao Regime Próprio de Previdência e, mais especificamente, ao Instituto de Previdência do Estado do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS Rio Grande do Sul – IPERGS -, pois a Lei Complementar Estadual nº 10.098/94 determinou, em seu art. 276, a submissão ao regime jurídico único de todos os servidores estatutários, inclusive interinos e extranumerários, bem como os servidores celetistas estabilizados, assim como a transformação dos seus cargos em cargos de provimento efetivo, operando-se automaticamente a transposição dos seus ocupantes; iii) apesar de a referida transposição ter sido declarada inconstitucional na ADI 1.150, os servidores que haviam sido transpostos continuam submetidos ao regime estatutário e mantêm vínculo de natureza permanente com o ente público estadual; iv) há um parecer com caráter vinculante para a administração pública federal (Parecer GM nº 30, da lavra do então Advogado-Geral da União, Doutor Gilmar Mendes, e aprovado pela Presidência da República) que reconhece, a todos os servidores públicos que não sejam ocupantes de cargos de comissão ou de empregos temporários, o direito ao regime próprio de previdência; v) a imunidade tributária recíproca também abrange as contribuições; vi) na NFLD está sendo exigida a contribuição previdenciária inclusive sobre pagamentos efetuados a autônomos, sendo incluídos valores já recolhidos ao INSS, como pode ser demonstrado por prova pericial; vii) houve erros de enquadramento de servidores, o que torna necessária a realização de perícia técnica; viii) a Taxa SELIC é ilegal e inconstitucional; ix) os entes públicos estaduais têm direito a não ser incluídos no CADIN e a obter certidão positiva com efeitos de negativa. O processo tramitou originalmente perante a 4ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Porto Alegre/RS, onde foi deferido o pedido de antecipação dos efeitos da tutela, para suspender os efeitos das NFLDs questionadas, diante da impossibilidade de os Estados Federados ofertarem bens em garantia, parcelarem o débito ou realizarem depósito judicial destinado à suspensão da exigibilidade do crédito tributário, o que acaba por afetar a garantia do devido processo legal (fls. 277/281). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS Rio Grande do Sul – IPERGS -, pois a Lei Complementar Estadual nº 10.098/94 determinou, em seu art. 276, a submissão ao regime jurídico único de todos os servidores estatutários, inclusive interinos e extranumerários, bem como os servidores celetistas estabilizados, assim como a transformação dos seus cargos em cargos de provimento efetivo, operando-se automaticamente a transposição dos seus ocupantes; iii) apesar de a referida transposição ter sido declarada inconstitucional na ADI 1.150, os servidores que haviam sido transpostos continuam submetidos ao regime estatutário e mantêm vínculo de natureza permanente com o ente público estadual; iv) há um parecer com caráter vinculante para a administração pública federal (Parecer GM nº 30, da lavra do então Advogado-Geral da União, Doutor Gilmar Mendes, e aprovado pela Presidência da República) que reconhece, a todos os servidores públicos que não sejam ocupantes de cargos de comissão ou de empregos temporários, o direito ao regime próprio de previdência; v) a imunidade tributária recíproca também abrange as contribuições; vi) na NFLD está sendo exigida a contribuição previdenciária inclusive sobre pagamentos efetuados a autônomos, sendo incluídos valores já recolhidos ao INSS, como pode ser demonstrado por prova pericial; vii) houve erros de enquadramento de servidores, o que torna necessária a realização de perícia técnica; viii) a Taxa SELIC é ilegal e inconstitucional; ix) os entes públicos estaduais têm direito a não ser incluídos no CADIN e a obter certidão positiva com efeitos de negativa. O processo tramitou originalmente perante a 4ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Porto Alegre/RS, onde foi deferido o pedido de antecipação dos efeitos da tutela, para suspender os efeitos das NFLDs questionadas, diante da impossibilidade de os Estados Federados ofertarem bens em garantia, parcelarem o débito ou realizarem depósito judicial destinado à suspensão da exigibilidade do crédito tributário, o que acaba por afetar a garantia do devido processo legal (fls. 277/281). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS Citado, o INSS apresentou contestação, reportando-se às razões que fundamentaram as decisões administrativas e a resposta a um pedido de revisão de lançamento contra o IPERGS (fls. 284/295). O autor apresentou réplica à contestação (fls. 299/312). Indeferiu-se o pedido de perícia contábil (fl. 327), decisão contra a qual o Estado do Rio Grande do Sul interpôs agravo retido (fls. 331/338). O INSS informou o desmembramento das NFLDs (fls. 384/385), sobre o qual o autor se manifestou às fls. 572/573. Determinou-se a realização de prova pericial (fl. 576), decisão contra a qual a União interpôs agravo de instrumento (fls. 580/589), que foi improvido pelo TRF da 4ª Região (fl. 603). Apresentou-se o laudo pericial (fls. 625/645), com esclarecimentos (fls. 659/662) após manifestação das partes. Concluso o processo para sentença, o il. Magistrado declinou da competência em favor desta Corte, com fulcro no art. 102, I, f, da CF (fls. 677/679). Recebido o processo, a Ministra Ellen Gracie, que me antecedeu na relatoria deste processo, abriu vistas ao Sr. Procurador-Geral da República. O Estado do Rio Grande do Sul postulou a ratificação da liminar e a intimação da União para cumpri-la (fls. 694/695), pedido que foi reiterado às fls. 701/702. Solicitada à PGR a devolução dos autos, o Procurador- Geral da República opinou pela intimação das partes para manifestarem o seu interesse no prosseguimento da ação (fls. 688/692). Antes de tudo, reconheço expressamente a competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar esta causa, por estar caracterizada situação de conflito federativo, imprescindível à aplicação da norma inscrita no art. 102, I, f, da Constituição da República. Fixada a competência desta Corte, passo a examinar o pedido veiculado às fls. 694/695 e 701/702. Inicialmente, registro a nulidade da decisão de fls. 277/281, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS Citado, o INSS apresentou contestação, reportando-se às razões que fundamentaram as decisões administrativas e a resposta a um pedido de revisão de lançamento contra o IPERGS (fls. 284/295). O autor apresentou réplica à contestação (fls. 299/312). Indeferiu-se o pedido de perícia contábil (fl. 327), decisão contra a qual o Estado do Rio Grande do Sul interpôs agravo retido (fls. 331/338). O INSS informou o desmembramento das NFLDs (fls. 384/385), sobre o qual o autor se manifestou às fls. 572/573. Determinou-se a realização de prova pericial (fl. 576), decisão contra a qual a União interpôs agravo de instrumento (fls. 580/589), que foi improvido pelo TRF da 4ª Região (fl. 603). Apresentou-se o laudo pericial (fls. 625/645), com esclarecimentos (fls. 659/662) após manifestação das partes. Concluso o processo para sentença, o il. Magistrado declinou da competência em favor desta Corte, com fulcro no art. 102, I, f, da CF (fls. 677/679). Recebido o processo, a Ministra Ellen Gracie, que me antecedeu na relatoria deste processo, abriu vistas ao Sr. Procurador-Geral da República. O Estado do Rio Grande do Sul postulou a ratificação da liminar e a intimação da União para cumpri-la (fls. 694/695), pedido que foi reiterado às fls. 701/702. Solicitada à PGR a devolução dos autos, o Procurador- Geral da República opinou pela intimação das partes para manifestarem o seu interesse no prosseguimento da ação (fls. 688/692). Antes de tudo, reconheço expressamente a competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar esta causa, por estar caracterizada situação de conflito federativo, imprescindível à aplicação da norma inscrita no art. 102, I, f, da Constituição da República. Fixada a competência desta Corte, passo a examinar o pedido veiculado às fls. 694/695 e 701/702. Inicialmente, registro a nulidade da decisão de fls. 277/281, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS que antecipou os efeitos da tutela, visto ter sido proferida por juízo absolutamente incompetente (art. 113, § 2º, do CPC). Com isso, torna-se imprescindível reexaminar o pleito antecipatório. No juízo de cognição sumária que se mostra cabível nesta fase processual, afigura-se presente a verossimilhança das alegações do autor, a justificar o deferimento da medida antecipatória postulada. As NFLDs impugnadas neste feito dizem respeito a contribuições previdenciárias incidentes sobre a remuneração de servidores públicos extranumerários ou servidores transpostos, que foram submetidos ao regime jurídico único pela Lei Complementar Estadual nº 10.098/94, a qual determinou a transformação dos seus cargos em cargos de provimento efetivo, com transposição automática dos seus ocupantes. Ocorre que essa transposição foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, ao julgar a ADI 1.150: ‘EMENTA: Ação direta de inconstitucionalidade, §§ 3º e 4º do artigo 276 da Lei 10.098, de 03.02.94, do Estado do Rio Grande do Sul. - Inconstitucionalidade da expressão "operando-se automaticamente a transposição de seus ocupantes" contida no § 2º do artigo 276, porque essa transposição automática equivale ao aproveitamento de servidores não concursados em cargos para cuja investidura a Constituição exige os concursos aludidos no artigo 37, II, de sua parte permanente e no § 1º do artigo 19 de seu ADCT. - [...] Ação que se julga procedente em parte, para declarar-se inconstitucional a expressão "operando-se automaticamente a transposição de seus ocupantes" contida no artigo 276, § 2º, da Lei 10.098, de 03.02.94, do Estado do Rio Grande do Sul, bem como para declarar que os §§ 3º e 4º desse mesmo artigo 276 (sendo que o último deles na redação que lhe foi dada pela Lei 10.248, de 30.08.94) só são constitucionais com a interpretação que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS que antecipou os efeitos da tutela, visto ter sido proferida por juízo absolutamente incompetente (art. 113, § 2º, do CPC). Com isso, torna-se imprescindível reexaminar o pleito antecipatório. No juízo de cognição sumária que se mostra cabível nesta fase processual, afigura-se presente a verossimilhança das alegações do autor, a justificar o deferimento da medida antecipatória postulada. As NFLDs impugnadas neste feito dizem respeito a contribuições previdenciárias incidentes sobre a remuneração de servidores públicos extranumerários ou servidores transpostos, que foram submetidos ao regime jurídico único pela Lei Complementar Estadual nº 10.098/94, a qual determinou a transformação dos seus cargos em cargos de provimento efetivo, com transposição automática dos seus ocupantes. Ocorre que essa transposição foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, ao julgar a ADI 1.150: ‘EMENTA: Ação direta de inconstitucionalidade, §§ 3º e 4º do artigo 276 da Lei 10.098, de 03.02.94, do Estado do Rio Grande do Sul. - Inconstitucionalidade da expressão "operando-se automaticamente a transposição de seus ocupantes" contida no § 2º do artigo 276, porque essa transposição automática equivale ao aproveitamento de servidores não concursados em cargos para cuja investidura a Constituição exige os concursos aludidos no artigo 37, II, de sua parte permanente e no § 1º do artigo 19 de seu ADCT. - [...] Ação que se julga procedente em parte, para declarar-se inconstitucional a expressão "operando-se automaticamente a transposição de seus ocupantes" contida no artigo 276, § 2º, da Lei 10.098, de 03.02.94, do Estado do Rio Grande do Sul, bem como para declarar que os §§ 3º e 4º desse mesmo artigo 276 (sendo que o último deles na redação que lhe foi dada pela Lei 10.248, de 30.08.94) só são constitucionais com a interpretação que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS exclua da aplicação deles as funções ou os empregos relativos a servidores celetistas que não se submeteram ao concurso aludido no artigo 37, II, da parte permanente da Constituição, ou referido no § 1º do artigo 19 do seu ADCT’. (ADI 1150, Tribunal Pleno, rel. Min. Moreira Alves, julgado em 01/10/1997) Apesar da declaração de inconstitucionalidade da transposição, o Estado do Rio Grande do Sul, autor desta ação, manteve os servidores que haviam sido transpostos no regime estatutário. Esses servidores permaneceram vinculados ao Regime Próprio de Previdência administrado pelo Instituto de Previdência do Estado do RS – IPERGS – e continuaram obrigados a contribuir para tal regime. Como a consequência da inclusão (regular) em regime próprio de previdência é a exclusão da obrigatoriedade de recolhimento para o Regime Geral de Previdência Social, administrado pelo INSS, as contribuições dos servidores e do próprio Estado do RS não foram recolhidas, levando às autuações ora impugnadas. A lide concerne justamente à regularidade dessa inclusão, porquanto a Constituição da República restringe o regime estatutário de previdência social aos servidores titulares de cargos efetivos, in verbis: ‘Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo’. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003) Redação anterior, dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98: ‘Art. 40 - Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS exclua da aplicação deles as funções ou os empregos relativos a servidores celetistas que não se submeteram ao concurso aludido no artigo 37, II, da parte permanente da Constituição, ou referido no § 1º do artigo 19 do seu ADCT’. (ADI 1150, Tribunal Pleno, rel. Min. Moreira Alves, julgado em 01/10/1997) Apesar da declaração de inconstitucionalidade da transposição, o Estado do Rio Grande do Sul, autor desta ação, manteve os servidores que haviam sido transpostos no regime estatutário. Esses servidores permaneceram vinculados ao Regime Próprio de Previdência administrado pelo Instituto de Previdência do Estado do RS – IPERGS – e continuaram obrigados a contribuir para tal regime. Como a consequência da inclusão (regular) em regime próprio de previdência é a exclusão da obrigatoriedade de recolhimento para o Regime Geral de Previdência Social, administrado pelo INSS, as contribuições dos servidores e do próprio Estado do RS não foram recolhidas, levando às autuações ora impugnadas. A lide concerne justamente à regularidade dessa inclusão, porquanto a Constituição da República restringe o regime estatutário de previdência social aos servidores titulares de cargos efetivos, in verbis: ‘Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo’. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 41, 19.12.2003) Redação anterior, dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15/12/98: ‘Art. 40 - Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS assegurado regime de previdência de caráter contributivo, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo’. Para os demais servidores, sem vínculo efetivo com o Poder Público, é assegurada a proteção do regime geral. Na realidade, tal proteção é imposta pela legislação, pois os referidos servidores são segurados obrigatórios da Previdência Social, na categoria dos “empregados”. É o que estabelece o art. 12, I, g, da Lei 8.212/91 - Lei de Custeio da Seguridade Social (LCSS): ‘Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: I - como empregado: […] g) o servidor público ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a União, Autarquias, inclusive em regime especial, e Fundações Públicas Federais’; (Alínea acrescentada pela Lei n° 8.647, de 13.4.93) Por consequência, o ente público, que é equiparado à empresa pelo art. 15, I, da LCSS, deve arcar com as contribuições patronais (“Contribuições da Empresa”). Percebe-se que toda a discussão destes autos, de cunho tributário, gravita em torno de uma indagação de caráter administrativo: é legítima a inclusão, no Regime Próprio de Previdência do Estado, dos servidores cujos cargos foram transformados, inconstitucionalmente, em cargos de provimento efetivo, com a automática transposição dos seus ocupantes? Trata-se de uma questão relevante e complexa, decorrente da decisão proferida por esta Corte na ADI 1.150, que impôs a observância ao art. 37, II, da Constituição da República (exigência de aprovação prévia em concurso público para a investidura em cargos públicos) pelo Estado do Rio Grande do Sul, sem especificar os efeitos da pronúncia de inconstitucionalidade da lei que já vigia há três anos. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS assegurado regime de previdência de caráter contributivo, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo’. Para os demais servidores, sem vínculo efetivo com o Poder Público, é assegurada a proteção do regime geral. Na realidade, tal proteção é imposta pela legislação, pois os referidos servidores são segurados obrigatórios da Previdência Social, na categoria dos “empregados”. É o que estabelece o art. 12, I, g, da Lei 8.212/91 - Lei de Custeio da Seguridade Social (LCSS): ‘Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: I - como empregado: […] g) o servidor público ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a União, Autarquias, inclusive em regime especial, e Fundações Públicas Federais’; (Alínea acrescentada pela Lei n° 8.647, de 13.4.93) Por consequência, o ente público, que é equiparado à empresa pelo art. 15, I, da LCSS, deve arcar com as contribuições patronais (“Contribuições da Empresa”). Percebe-se que toda a discussão destes autos, de cunho tributário, gravita em torno de uma indagação de caráter administrativo: é legítima a inclusão, no Regime Próprio de Previdência do Estado, dos servidores cujos cargos foram transformados, inconstitucionalmente, em cargos de provimento efetivo, com a automática transposição dos seus ocupantes? Trata-se de uma questão relevante e complexa, decorrente da decisão proferida por esta Corte na ADI 1.150, que impôs a observância ao art. 37, II, da Constituição da República (exigência de aprovação prévia em concurso público para a investidura em cargos públicos) pelo Estado do Rio Grande do Sul, sem especificar os efeitos da pronúncia de inconstitucionalidade da lei que já vigia há três anos. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS Mesmo que, no julgamento do mérito, esta Corte possa conferir uma resposta negativa a tal questionamento, verifico haver razões robustas a justificar a antecipação da tutela. Como referido à fl. 573, os débitos consolidados nas NFLDs impugnadas neste processo foram reduzidos drasticamente após o desmembramento promovido pelo INSS (referido às fls. 384/385), para fins de reapreciação da matéria pelo CRPS, o que evidencia a insegurança da própria autarquia quanto aos lançamentos realizados. Essa informação é corroborada pela prova pericial. Desse modo, é mister manter suspensa a exigibilidade do crédito tributário, até que esta Corte defina com exatidão o quantum eventualmente devido pelo Estado-autor. Em favor dessa conclusão, pesam as peculiaridades do caso, em que uma pessoa constitucional, albergada pela cláusula pétrea da imunidade tributária recíproca frente à incidência de impostos (art. 150, VI, a, da CF), está sofrendo restrições ao regular desempenho das suas funções típicas, essenciais a toda a população, em decorrência de um débito ilíquido, de duvidosa legitimidade jurídica. Não só. O Estado-autor sequer pode valer-se dos meios corriqueiramente utilizados pelos particulares para a obtenção de certidões de regularidade fiscal, como o depósito do montante controverso e o oferecimento de garantias, seja na própria ação anulatória, na execução fiscal ou até mesmo em ação cautelar ajuizada especificamente para essa finalidade. Em tais situações, esta Corte tem deferido os pleitos antecipatórios formulados por Estados ou Municípios para obstar a inclusão dos seus nomes no CADIN, bem como do débito em dívida ativa, suspendendo a exigibilidade do crédito tributário enquanto tramita ação questionando a sua legitimidade. A título exemplificativo, refiro o julgamento do AC-AgR 39, em que o Plenário desproveu agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Maurício Corrêa, que havia deferido a concessão de medida liminar num litígio entre 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS Mesmo que, no julgamento do mérito, esta Corte possa conferir uma resposta negativa a tal questionamento, verifico haver razões robustas a justificar a antecipação da tutela. Como referido à fl. 573, os débitos consolidados nas NFLDs impugnadas neste processo foram reduzidos drasticamente após o desmembramento promovido pelo INSS (referido às fls. 384/385), para fins de reapreciação da matéria pelo CRPS, o que evidencia a insegurança da própria autarquia quanto aos lançamentos realizados. Essa informação é corroborada pela prova pericial. Desse modo, é mister manter suspensa a exigibilidade do crédito tributário, até que esta Corte defina com exatidão o quantum eventualmente devido pelo Estado-autor. Em favor dessa conclusão, pesam as peculiaridades do caso, em que uma pessoa constitucional, albergada pela cláusula pétrea da imunidade tributária recíproca frente à incidência de impostos (art. 150, VI, a, da CF), está sofrendo restrições ao regular desempenho das suas funções típicas, essenciais a toda a população, em decorrência de um débito ilíquido, de duvidosa legitimidade jurídica. Não só. O Estado-autor sequer pode valer-se dos meios corriqueiramente utilizados pelos particulares para a obtenção de certidões de regularidade fiscal, como o depósito do montante controverso e o oferecimento de garantias, seja na própria ação anulatória, na execução fiscal ou até mesmo em ação cautelar ajuizada especificamente para essa finalidade. Em tais situações, esta Corte tem deferido os pleitos antecipatórios formulados por Estados ou Municípios para obstar a inclusão dos seus nomes no CADIN, bem como do débito em dívida ativa, suspendendo a exigibilidade do crédito tributário enquanto tramita ação questionando a sua legitimidade. A título exemplificativo, refiro o julgamento do AC-AgR 39, em que o Plenário desproveu agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Maurício Corrêa, que havia deferido a concessão de medida liminar num litígio entre 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS a União e o Estado do Paraná, nestes termos: Como resulta do pedido inicial e da documentação que o acompanha, a controvérsia acerca da existência ou não de débito está submetida à apreciação judicial. Desse modo, para que se dê cumprimento ao devido processo legal, impõe-se e recomenda-se se obste a inscrição do nome do requerente no rol de devedores do respectivo órgão. A incerteza da obrigação que lhe é exigida, dado que submetida a sua legitimidade e liquidez à apreciação do Poder Judiciário, não autoriza o seu assentamento nos cadastros de restrição ao crédito, em vista das consequências danosas e imprevisíveis que o ato certamente acarretaria nas suas relações negociais com os órgãos da Administração Pública, com reflexos inclusive perante os agentes da iniciativa privada. Ademais, tal procedimento prematura atinge a honorabilidade e a respeitabilidade daquele a quem se imputa o inadimplemento da obrigação. A conduta do suposto credor, apesar de aparentemente legítima, traz em si o caráter coercitivo, uma vez que, por via transversa, busca a realização de sua pretensão, impondo ao devedor o comportamento de não-contestação e de incontinenti cumprimento de eventual débito. Assim, de forma oblíqua, o credor procede à constrição dos bens do devedor. Ante essas circunstâncias, evidenciada a plausibilidade da existência da boa tese sustentada na inicial e o risco da demora, defiro a medida liminar requerida”. (AC-AgR 39, Tribunal Pleno, rel. Min. Ellen Gracie, julgado em 11/09/2003 – trecho da decisão monocrática) Nessa linha, trago à colação decisão recentemente proferida pelo Supremo Tribunal Federal, em composição Plenária: ‘E M E N T A: CADIN – INCLUSÃO, NESSE 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS a União e o Estado do Paraná, nestes termos: Como resulta do pedido inicial e da documentação que o acompanha, a controvérsia acerca da existência ou não de débito está submetida à apreciação judicial. Desse modo, para que se dê cumprimento ao devido processo legal, impõe-se e recomenda-se se obste a inscrição do nome do requerente no rol de devedores do respectivo órgão. A incerteza da obrigação que lhe é exigida, dado que submetida a sua legitimidade e liquidez à apreciação do Poder Judiciário, não autoriza o seu assentamento nos cadastros de restrição ao crédito, em vista das consequências danosas e imprevisíveis que o ato certamente acarretaria nas suas relações negociais com os órgãos da Administração Pública, com reflexos inclusive perante os agentes da iniciativa privada. Ademais, tal procedimento prematura atinge a honorabilidade e a respeitabilidade daquele a quem se imputa o inadimplemento da obrigação. A conduta do suposto credor, apesar de aparentemente legítima, traz em si o caráter coercitivo, uma vez que, por via transversa, busca a realização de sua pretensão, impondo ao devedor o comportamento de não-contestação e de incontinenti cumprimento de eventual débito. Assim, de forma oblíqua, o credor procede à constrição dos bens do devedor. Ante essas circunstâncias, evidenciada a plausibilidade da existência da boa tese sustentada na inicial e o risco da demora, defiro a medida liminar requerida”. (AC-AgR 39, Tribunal Pleno, rel. Min. Ellen Gracie, julgado em 11/09/2003 – trecho da decisão monocrática) Nessa linha, trago à colação decisão recentemente proferida pelo Supremo Tribunal Federal, em composição Plenária: ‘E M E N T A: CADIN – INCLUSÃO, NESSE 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS CADASTRO FEDERAL, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, POR EFEITO DE NÃO RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS, AINDA EM DISCUSSÃO NA ESFERA ADMINISTRATIVA, REFERENTES A PARCELAS DE CARÁTER NÃO REMUNERATÓRIO (ABONO-FAMÍLIA, AUXÍLIO- TRANSPORTE, AUXÍLIO-CRECHE E VALE-REFEIÇÃO) - IMPOSIÇÃO, AO ESTADO-MEMBRO, EM VIRTUDE DE ALEGADO DESCUMPRIMENTO DAS RESPECTIVAS OBRIGAÇÕES, DE LIMITAÇÕES DE ORDEM JURÍDICA – A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO – POSSIBILIDADE DE INVOCAÇÃO, PELAS ENTIDADES ESTATAIS, EM SEU FAVOR, DA GARANTIA DO “DUE PROCESS OF LAW” - LITÍGIO QUE SE SUBMETE À ESFERA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – HARMONIA E EQUILÍBRIO NAS RELAÇÕES INSTITUCIONAIS ENTRE O ESTADO-MEMBRO E A UNIÃO FEDERAL – O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO – POSSIBILIDADE, NA ESPÉCIE, DE CONFLITO FEDERATIVO - PRETENSÃO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL FUNDADA NA ALEGAÇÃO DE TRANSGRESSÃO À GARANTIA DO “DUE PROCESS OF LAW” – SITUAÇÃO DE POTENCIALIDADE DANOSA AO INTERESSE PÚBLICO - TUTELA ANTECIPADA DEFERIDA – DECISÃO DO RELATOR REFERENDADA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONFLITOS FEDERATIVOS E O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO. - A Constituição da República confere, ao Supremo Tribunal Federal, a posição eminente de Tribunal da Federação (CF, art. 102, I, “f”), atribuindo, a esta Corte, 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS CADASTRO FEDERAL, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, POR EFEITO DE NÃO RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS, AINDA EM DISCUSSÃO NA ESFERA ADMINISTRATIVA, REFERENTES A PARCELAS DE CARÁTER NÃO REMUNERATÓRIO (ABONO-FAMÍLIA, AUXÍLIO- TRANSPORTE, AUXÍLIO-CRECHE E VALE-REFEIÇÃO) - IMPOSIÇÃO, AO ESTADO-MEMBRO, EM VIRTUDE DE ALEGADO DESCUMPRIMENTO DAS RESPECTIVAS OBRIGAÇÕES, DE LIMITAÇÕES DE ORDEM JURÍDICA – A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO – POSSIBILIDADE DE INVOCAÇÃO, PELAS ENTIDADES ESTATAIS, EM SEU FAVOR, DA GARANTIA DO “DUE PROCESS OF LAW” - LITÍGIO QUE SE SUBMETE À ESFERA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – HARMONIA E EQUILÍBRIO NAS RELAÇÕES INSTITUCIONAIS ENTRE O ESTADO-MEMBRO E A UNIÃO FEDERAL – O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO – POSSIBILIDADE, NA ESPÉCIE, DE CONFLITO FEDERATIVO - PRETENSÃO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL FUNDADA NA ALEGAÇÃO DE TRANSGRESSÃO À GARANTIA DO “DUE PROCESS OF LAW” – SITUAÇÃO DE POTENCIALIDADE DANOSA AO INTERESSE PÚBLICO - TUTELA ANTECIPADA DEFERIDA – DECISÃO DO RELATOR REFERENDADA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONFLITOS FEDERATIVOS E O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO. - A Constituição da República confere, ao Supremo Tribunal Federal, a posição eminente de Tribunal da Federação (CF, art. 102, I, “f”), atribuindo, a esta Corte, 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS em tal condição institucional, o poder de dirimir controvérsias, que, ao irromperem no seio do Estado Federal, culminam, perigosamente, por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. A aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, “f”, da Constituição estende-se aos litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação. Doutrina. Precedentes. A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. - A imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo, supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do “due process of law”, assegurada, pela Constituição da República (art. 5º, LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. - A Constituição da República estabelece, em seu art. 5º, incisos LIV e LV, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS em tal condição institucional, o poder de dirimir controvérsias, que, ao irromperem no seio do Estado Federal, culminam, perigosamente, por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. A aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, “f”, da Constituição estende-se aos litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação. Doutrina. Precedentes. A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. - A imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo, supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do “due process of law”, assegurada, pela Constituição da República (art. 5º, LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. - A Constituição da República estabelece, em seu art. 5º, incisos LIV e LV, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, seja ela pública ou privada, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. - A jurisprudência dos Tribunais, especialmente a do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível garantia, que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes. BLOQUEIO DE RECURSOS FEDERAIS CUJA EFETIVAÇÃO PODE COMPROMETER A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. - O Supremo Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. Precedentes’. (ACO 1534 TA-Ref, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, julgado em 17/03/2011) Desse modo, defiro, ad referendum do E. Plenário desta Corte (art. 21, V, do Regimento Interno), o pedido de antecipação dos efeitos da tutela, para determinar a suspensão da exigibilidade dos débitos formalizados nas NFLDs 35.427.346-9, 35.247.349-3, 35.427.350-7, 35.427.359-0, 35.427.470- 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, seja ela pública ou privada, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. - A jurisprudência dos Tribunais, especialmente a do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível garantia, que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes. BLOQUEIO DE RECURSOS FEDERAIS CUJA EFETIVAÇÃO PODE COMPROMETER A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. - O Supremo Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. Precedentes’. (ACO 1534 TA-Ref, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, julgado em 17/03/2011) Desse modo, defiro, ad referendum do E. Plenário desta Corte (art. 21, V, do Regimento Interno), o pedido de antecipação dos efeitos da tutela, para determinar a suspensão da exigibilidade dos débitos formalizados nas NFLDs 35.427.346-9, 35.247.349-3, 35.427.350-7, 35.427.359-0, 35.427.470- 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS 8 e 35.427.472-4, com todos os seus efeitos jurídicos. Intimem-se. Comunique-se, com urgência, para cumprimento imediato, o teor da presente decisão, cuja cópia deverá ser encaminhada ao Senhor Advogado-Geral da União. Intime-se a União para que cumpra esta decisão e se manifeste acerca da petição de fls. 701/705. Brasília, 22 de março de 2012. Ministra Rosa Weber Relatora”. Portanto, para os fins a que se refere o art. 21, V , do RISTF, submeto a decisão em causa ao referendo do E. Plenário desta Suprema Corte. É o relatório. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS 8 e 35.427.472-4, com todos os seus efeitos jurídicos. Intimem-se. Comunique-se, com urgência, para cumprimento imediato, o teor da presente decisão, cuja cópia deverá ser encaminhada ao Senhor Advogado-Geral da União. Intime-se a União para que cumpra esta decisão e se manifeste acerca da petição de fls. 701/705. Brasília, 22 de março de 2012. Ministra Rosa Weber Relatora”. Portanto, para os fins a que se refere o art. 21, V , do RISTF, submeto a decisão em causa ao referendo do E. Plenário desta Suprema Corte. É o relatório. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. ROSA WEBER 25/04/2013 PLENÁRIO REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.507 RIO GRANDE DO SUL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Referendo, integralmente, por seus próprios fundamentos, a decisão que proferi a fls. 710-20, deferindo o pedido de antecipação da tutela formulado pelo Estado do Rio Grande do Sul. Comunique-se o teor da decisão de fls. 710-20, juntamente com o resultado do presente julgamento, cientificando-se, para tanto, o eminente Senhor Advogado-Geral da União, o Senhor Secretário do Tesouro Nacional, o Senhor Presidente do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS e, ainda, o Senhor Superintendente Regional do INSS em Porto Alegre/RS. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964303. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.507 RIO GRANDE DO SUL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Referendo, integralmente, por seus próprios fundamentos, a decisão que proferi a fls. 710-20, deferindo o pedido de antecipação da tutela formulado pelo Estado do Rio Grande do Sul. Comunique-se o teor da decisão de fls. 710-20, juntamente com o resultado do presente julgamento, cientificando-se, para tanto, o eminente Senhor Advogado-Geral da União, o Senhor Secretário do Tesouro Nacional, o Senhor Presidente do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS e, ainda, o Senhor Superintendente Regional do INSS em Porto Alegre/RS. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 25/04/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.507 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AUTOR(A/S)(ES) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RÉU(É)(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, referendou a concessão da tutela antecipada. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773562 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.507 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AUTOR(A/S)(ES) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RÉU(É)(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, referendou a concessão da tutela antecipada. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773562 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3993037
2013-04-25T00:00:00
2013-06-14T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, referendou a concessão da tutela antecipada. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013.
REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA
EMENTA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. TUTELA ANTECIPADA. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DE DÉBITO FISCAL. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL EXTRANUMERÁRIO OU TRANSPOSTO. LEI ESTADUAL 10.098/1994. REFERENDO DO PLENÁRIO. ART. 21, V, DO RISTF. Autuação do Estado-autor pelo não recolhimento de contribuições previdenciárias sobre a remuneração de servidores públicos extranumerários ou transpostos, submetidos ao regime jurídico único pela Lei Estadual 10.098/1994, declarada inconstitucional por esta Corte no julgamento da ADI 1.150. Deferido o pedido de antecipação da tutela formulado pelo Estado para determinar a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, diante das peculiaridades do caso, em que uma pessoa constitucional, albergada pela cláusula pétrea da imunidade tributária recíproca frente à incidência de impostos (art. 150, VI, a , da CF), está sofrendo restrições ao regular desempenho das suas funções típicas, essenciais a toda a população, em decorrência de um débito ilíquido, de duvidosa legitimidade jurídica. Reforça essa determinação a impossibilidade de o Poder Público lançar mão dos meios corriqueiramente utilizados pelos particulares para a obtenção de certidões de regularidade fiscal, como o depósito do montante controverso e o oferecimento de garantias, seja na própria ação anulatória, na execução fiscal ou até mesmo em ação cautelar ajuizada especificamente para essa finalidade. Referendada a decisão concessiva da tutela antecipada.
sjur233521
- Veja ADI 1150 do STF. Número de páginas: 16. Análise: 28/06/2013, IVA. Revisão: 31/07/2013, SEV.
ROSA WEBER
Tribunal Pleno
1507
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00150 INC-00006 LET-A \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00021 INC-00005 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\r\n", "LEG-EST LEI-010098 ANO-1994\r\n LEI ORDINÁRIA, RS" ]
ACO-TA-Ref
acordaos
ACO 1507 TA-Ref
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AUTOR(A/S)(ES) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RÉU(É)(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 25/04/2013 PLENÁRIO REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.507 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AUTOR(A/S)(ES) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RÉU(É)(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. TUTELA ANTECIPADA. SUSPENSÃO DA EXIGIBILIDADE DE DÉBITO FISCAL. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL EXTRANUMERÁRIO OU TRANSPOSTO. LEI ESTADUAL 10.098/1994. REFERENDO DO PLENÁRIO. ART. 21, V, DO RISTF. Autuação do Estado-autor pelo não recolhimento de contribuições previdenciárias sobre a remuneração de servidores públicos extranumerários ou transpostos, submetidos ao regime jurídico único pela Lei Estadual 10.098/1994, declarada inconstitucional por esta Corte no julgamento da ADI 1.150. Deferido o pedido de antecipação da tutela formulado pelo Estado para determinar a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, diante das peculiaridades do caso, em que uma pessoa constitucional, albergada pela cláusula pétrea da imunidade tributária recíproca frente à incidência de impostos (art. 150, VI, a , da Constituição Federal de 1988), está sofrendo restrições ao regular desempenho das suas funções típicas, essenciais a toda a população, em decorrência de um débito ilíquido, de duvidosa legitimidade jurídica. Reforça essa determinação a impossibilidade de o Poder Público lançar mão dos meios corriqueiramente utilizados pelos particulares para a obtenção de certidões de regularidade fiscal, como o depósito do montante controverso e o oferecimento de garantias, seja na própria ação anulatória, na execução fiscal ou até mesmo em ação cautelar ajuizada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964301. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão ACO 1507 TA-REF / RS especificamente para essa finalidade. Referendada a decisão concessiva da tutela antecipada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto da Relatora, em referendar a concessão da tutela antecipada. Votou o Presidente. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964301. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS especificamente para essa finalidade. Referendada a decisão concessiva da tutela antecipada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto da Relatora, em referendar a concessão da tutela antecipada. Votou o Presidente. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964301. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 25/04/2013 PLENÁRIO REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.507 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AUTOR(A/S)(ES) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RÉU(É)(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Com fundamento no artigo 21, V, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, proferi decisão concessiva da tutela antecipada requerida nesta ação civil originária, nos seguintes termos: “Trata-se de ação anulatória de débitos fiscais, com pedido de tutela antecipada, ajuizada pelo Estado do Rio Grande do Sul contra o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, que almeja a desconstituição das NFLDs 35.427.346-9, 35.247.349-3, 35.427.350-7, 35.427.359-0, 35.427.470-8 e 35.427.472-4. Sustenta o autor serem nulas as peças fiscais citadas, relativas a contribuições previdenciárias incidentes sobre a remuneração de servidores públicos estaduais que mantêm consigo vínculo de natureza estatutária e permanente, haja vista que: i) os autos de lançamento não indicam como as autoridades fazendárias chegaram aos valores consignados como base de cálculo, quais os servidores considerados, qual a comprovação do regime jurídico dos servidores, etc., o que viola o comando do art. 37 da Lei 8.212/91 e configura cerceamento de defesa; ii) os servidores extranumerários ou transpostos estão sujeitos ao Regime Próprio de Previdência e, mais especificamente, ao Instituto de Previdência do Estado do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.507 RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AUTOR(A/S)(ES) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RÉU(É)(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Com fundamento no artigo 21, V, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, proferi decisão concessiva da tutela antecipada requerida nesta ação civil originária, nos seguintes termos: “Trata-se de ação anulatória de débitos fiscais, com pedido de tutela antecipada, ajuizada pelo Estado do Rio Grande do Sul contra o Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, que almeja a desconstituição das NFLDs 35.427.346-9, 35.247.349-3, 35.427.350-7, 35.427.359-0, 35.427.470-8 e 35.427.472-4. Sustenta o autor serem nulas as peças fiscais citadas, relativas a contribuições previdenciárias incidentes sobre a remuneração de servidores públicos estaduais que mantêm consigo vínculo de natureza estatutária e permanente, haja vista que: i) os autos de lançamento não indicam como as autoridades fazendárias chegaram aos valores consignados como base de cálculo, quais os servidores considerados, qual a comprovação do regime jurídico dos servidores, etc., o que viola o comando do art. 37 da Lei 8.212/91 e configura cerceamento de defesa; ii) os servidores extranumerários ou transpostos estão sujeitos ao Regime Próprio de Previdência e, mais especificamente, ao Instituto de Previdência do Estado do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS Rio Grande do Sul – IPERGS -, pois a Lei Complementar Estadual n 10.098/94 determinou, em seu art. 276, a submissão ao regime jurídico único de todos os servidores estatutários, inclusive interinos e extranumerários, bem como os servidores celetistas estabilizados, assim como a transformação dos seus cargos em cargos de provimento efetivo, operando-se automaticamente a transposição dos seus ocupantes; iii) apesar de a referida transposição ter sido declarada inconstitucional na ADI 1.150, os servidores que haviam sido transpostos continuam submetidos ao regime estatutário e mantêm vínculo de natureza permanente com o ente público estadual; iv) há um parecer com caráter vinculante para a administração pública federal (Parecer GM n 30, da lavra do então Advogado-Geral da União, Doutor Gilmar Mendes, e aprovado pela Presidência da República) que reconhece, a todos os servidores públicos que não sejam ocupantes de cargos de comissão ou de empregos temporários, o direito ao regime próprio de previdência; v) a imunidade tributária recíproca também abrange as contribuições; vi) na NFLD está sendo exigida a contribuição previdenciária inclusive sobre pagamentos efetuados a autônomos, sendo incluídos valores já recolhidos ao INSS, como pode ser demonstrado por prova pericial; vii) houve erros de enquadramento de servidores, o que torna necessária a realização de perícia técnica; viii) a Taxa SELIC é ilegal e inconstitucional; ix) os entes públicos estaduais têm direito a não ser incluídos no CADIN e a obter certidão positiva com efeitos de negativa. O processo tramitou originalmente perante a 4... Vara Federal da Subseção Judiciária de Porto Alegre/RS, onde foi deferido o pedido de antecipação dos efeitos da tutela, para suspender os efeitos das NFLDs questionadas, diante da impossibilidade de os Estados Federados ofertarem bens em garantia, parcelarem o débito ou realizarem depósito judicial destinado à suspensão da exigibilidade do crédito tributário, o que acaba por afetar a garantia do devido processo legal (fls. 277/281). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS Rio Grande do Sul – IPERGS -, pois a Lei Complementar Estadual n 10.098/94 determinou, em seu art. 276, a submissão ao regime jurídico único de todos os servidores estatutários, inclusive interinos e extranumerários, bem como os servidores celetistas estabilizados, assim como a transformação dos seus cargos em cargos de provimento efetivo, operando-se automaticamente a transposição dos seus ocupantes; iii) apesar de a referida transposição ter sido declarada inconstitucional na ADI 1.150, os servidores que haviam sido transpostos continuam submetidos ao regime estatutário e mantêm vínculo de natureza permanente com o ente público estadual; iv) há um parecer com caráter vinculante para a administração pública federal (Parecer GM n 30, da lavra do então Advogado-Geral da União, Doutor Gilmar Mendes, e aprovado pela Presidência da República) que reconhece, a todos os servidores públicos que não sejam ocupantes de cargos de comissão ou de empregos temporários, o direito ao regime próprio de previdência; v) a imunidade tributária recíproca também abrange as contribuições; vi) na NFLD está sendo exigida a contribuição previdenciária inclusive sobre pagamentos efetuados a autônomos, sendo incluídos valores já recolhidos ao INSS, como pode ser demonstrado por prova pericial; vii) houve erros de enquadramento de servidores, o que torna necessária a realização de perícia técnica; viii) a Taxa SELIC é ilegal e inconstitucional; ix) os entes públicos estaduais têm direito a não ser incluídos no CADIN e a obter certidão positiva com efeitos de negativa. O processo tramitou originalmente perante a 4... Vara Federal da Subseção Judiciária de Porto Alegre/RS, onde foi deferido o pedido de antecipação dos efeitos da tutela, para suspender os efeitos das NFLDs questionadas, diante da impossibilidade de os Estados Federados ofertarem bens em garantia, parcelarem o débito ou realizarem depósito judicial destinado à suspensão da exigibilidade do crédito tributário, o que acaba por afetar a garantia do devido processo legal (fls. 277/281). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS Citado, o INSS apresentou contestação, reportando-se às razões que fundamentaram as decisões administrativas e a resposta a um pedido de revisão de lançamento contra o IPERGS (fls. 284/295). O autor apresentou réplica à contestação (fls. 299/312). Indeferiu-se o pedido de perícia contábil (fl. 327), decisão contra a qual o Estado do Rio Grande do Sul interpôs agravo retido (fls. 331/338). O INSS informou o desmembramento das NFLDs (fls. 384/385), sobre o qual o autor se manifestou às fls. 572/573. Determinou-se a realização de prova pericial (fl. 576), decisão contra a qual a União interpôs agravo de instrumento (fls. 580/589), que foi improvido pelo TRF da 4... Região (fl. 603). Apresentou-se o laudo pericial (fls. 625/645), com esclarecimentos (fls. 659/662) após manifestação das partes. Concluso o processo para sentença, o il. Magistrado declinou da competência em favor desta Corte, com fulcro no art. 102, I, f, da Constituição Federal de 1988 (fls. 677/679). Recebido o processo, a Ministra Ellen Gracie, que me antecedeu na relatoria deste processo, abriu vistas ao Sr. Procurador-Geral da República. O Estado do Rio Grande do Sul postulou a ratificação da liminar e a intimação da União para cumpri-la (fls. 694/695), pedido que foi reiterado às fls. 701/702. Solicitada à PGR a devolução dos autos, o Procurador- Geral da República opinou pela intimação das partes para manifestarem o seu interesse no prosseguimento da ação (fls. 688/692). Antes de tudo, reconheço expressamente a competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar esta causa, por estar caracterizada situação de conflito federativo, imprescindível à aplicação da norma inscrita no art. 102, I, f, da Constituição da República. Fixada a competência desta Corte, passo a examinar o pedido veiculado às fls. 694/695 e 701/702. Inicialmente, registro a nulidade da decisão de fls. 277/281, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS Citado, o INSS apresentou contestação, reportando-se às razões que fundamentaram as decisões administrativas e a resposta a um pedido de revisão de lançamento contra o IPERGS (fls. 284/295). O autor apresentou réplica à contestação (fls. 299/312). Indeferiu-se o pedido de perícia contábil (fl. 327), decisão contra a qual o Estado do Rio Grande do Sul interpôs agravo retido (fls. 331/338). O INSS informou o desmembramento das NFLDs (fls. 384/385), sobre o qual o autor se manifestou às fls. 572/573. Determinou-se a realização de prova pericial (fl. 576), decisão contra a qual a União interpôs agravo de instrumento (fls. 580/589), que foi improvido pelo TRF da 4... Região (fl. 603). Apresentou-se o laudo pericial (fls. 625/645), com esclarecimentos (fls. 659/662) após manifestação das partes. Concluso o processo para sentença, o il. Magistrado declinou da competência em favor desta Corte, com fulcro no art. 102, I, f, da Constituição Federal de 1988 (fls. 677/679). Recebido o processo, a Ministra Ellen Gracie, que me antecedeu na relatoria deste processo, abriu vistas ao Sr. Procurador-Geral da República. O Estado do Rio Grande do Sul postulou a ratificação da liminar e a intimação da União para cumpri-la (fls. 694/695), pedido que foi reiterado às fls. 701/702. Solicitada à PGR a devolução dos autos, o Procurador- Geral da República opinou pela intimação das partes para manifestarem o seu interesse no prosseguimento da ação (fls. 688/692). Antes de tudo, reconheço expressamente a competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar esta causa, por estar caracterizada situação de conflito federativo, imprescindível à aplicação da norma inscrita no art. 102, I, f, da Constituição da República. Fixada a competência desta Corte, passo a examinar o pedido veiculado às fls. 694/695 e 701/702. Inicialmente, registro a nulidade da decisão de fls. 277/281, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS que antecipou os efeitos da tutela, visto ter sido proferida por juízo absolutamente incompetente (art. 113, § 2..., do Código de Processo Civil). Com isso, torna-se imprescindível reexaminar o pleito antecipatório. No juízo de cognição sumária que se mostra cabível nesta fase processual, afigura-se presente a verossimilhança das alegações do autor, a justificar o deferimento da medida antecipatória postulada. As NFLDs impugnadas neste feito dizem respeito a contribuições previdenciárias incidentes sobre a remuneração de servidores públicos extranumerários ou servidores transpostos, que foram submetidos ao regime jurídico único pela Lei Complementar Estadual n 10.098/94, a qual determinou a transformação dos seus cargos em cargos de provimento efetivo, com transposição automática dos seus ocupantes. Ocorre que essa transposição foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, ao julgar a ADI 1.150: ‘EMENTA: Ação direta de inconstitucionalidade, §§ 3... e 4... do artigo 276 da Lei 10.098, de 03.02.94, do Estado do Rio Grande do Sul. - Inconstitucionalidade da expressão "operando-se automaticamente a transposição de seus ocupantes" contida no § 2... do artigo 276, porque essa transposição automática equivale ao aproveitamento de servidores não concursados em cargos para cuja investidura a Constituição exige os concursos aludidos no artigo 37, II, de sua parte permanente e no § 1... do artigo 19 de seu ADCT. - [...] Ação que se julga procedente em parte, para declarar-se inconstitucional a expressão "operando-se automaticamente a transposição de seus ocupantes" contida no artigo 276, § 2..., da Lei 10.098, de 03.02.94, do Estado do Rio Grande do Sul, bem como para declarar que os §§ 3... e 4... desse mesmo artigo 276 (sendo que o último deles na redação que lhe foi dada pela Lei 10.248, de 30.08.94) só são constitucionais com a interpretação que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS que antecipou os efeitos da tutela, visto ter sido proferida por juízo absolutamente incompetente (art. 113, § 2..., do Código de Processo Civil). Com isso, torna-se imprescindível reexaminar o pleito antecipatório. No juízo de cognição sumária que se mostra cabível nesta fase processual, afigura-se presente a verossimilhança das alegações do autor, a justificar o deferimento da medida antecipatória postulada. As NFLDs impugnadas neste feito dizem respeito a contribuições previdenciárias incidentes sobre a remuneração de servidores públicos extranumerários ou servidores transpostos, que foram submetidos ao regime jurídico único pela Lei Complementar Estadual n 10.098/94, a qual determinou a transformação dos seus cargos em cargos de provimento efetivo, com transposição automática dos seus ocupantes. Ocorre que essa transposição foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal, ao julgar a ADI 1.150: ‘EMENTA: Ação direta de inconstitucionalidade, §§ 3... e 4... do artigo 276 da Lei 10.098, de 03.02.94, do Estado do Rio Grande do Sul. - Inconstitucionalidade da expressão "operando-se automaticamente a transposição de seus ocupantes" contida no § 2... do artigo 276, porque essa transposição automática equivale ao aproveitamento de servidores não concursados em cargos para cuja investidura a Constituição exige os concursos aludidos no artigo 37, II, de sua parte permanente e no § 1... do artigo 19 de seu ADCT. - [...] Ação que se julga procedente em parte, para declarar-se inconstitucional a expressão "operando-se automaticamente a transposição de seus ocupantes" contida no artigo 276, § 2..., da Lei 10.098, de 03.02.94, do Estado do Rio Grande do Sul, bem como para declarar que os §§ 3... e 4... desse mesmo artigo 276 (sendo que o último deles na redação que lhe foi dada pela Lei 10.248, de 30.08.94) só são constitucionais com a interpretação que 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS exclua da aplicação deles as funções ou os empregos relativos a servidores celetistas que não se submeteram ao concurso aludido no artigo 37, II, da parte permanente da Constituição, ou referido no § 1... do artigo 19 do seu ADCT’. (ADI 1150, Tribunal Pleno, rel. Min. Moreira Alves, julgado em 01/10/1997) Apesar da declaração de inconstitucionalidade da transposição, o Estado do Rio Grande do Sul, autor desta ação, manteve os servidores que haviam sido transpostos no regime estatutário. Esses servidores permaneceram vinculados ao Regime Próprio de Previdência administrado pelo Instituto de Previdência do Estado do RS – IPERGS – e continuaram obrigados a contribuir para tal regime. Como a consequência da inclusão (regular) em regime próprio de previdência é a exclusão da obrigatoriedade de recolhimento para o Regime Geral de Previdência Social, administrado pelo INSS, as contribuições dos servidores e do próprio Estado do RS não foram recolhidas, levando às autuações ora impugnadas. A lide concerne justamente à regularidade dessa inclusão, porquanto a Constituição da República restringe o regime estatutário de previdência social aos servidores titulares de cargos efetivos, in verbis: ‘Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo’. (Redação dada pela Emenda Constitucional n 41, 19.12.2003) Redação anterior, dada pela Emenda Constitucional n 20, de 15/12/98: ‘Art. 40 - Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS exclua da aplicação deles as funções ou os empregos relativos a servidores celetistas que não se submeteram ao concurso aludido no artigo 37, II, da parte permanente da Constituição, ou referido no § 1... do artigo 19 do seu ADCT’. (ADI 1150, Tribunal Pleno, rel. Min. Moreira Alves, julgado em 01/10/1997) Apesar da declaração de inconstitucionalidade da transposição, o Estado do Rio Grande do Sul, autor desta ação, manteve os servidores que haviam sido transpostos no regime estatutário. Esses servidores permaneceram vinculados ao Regime Próprio de Previdência administrado pelo Instituto de Previdência do Estado do RS – IPERGS – e continuaram obrigados a contribuir para tal regime. Como a consequência da inclusão (regular) em regime próprio de previdência é a exclusão da obrigatoriedade de recolhimento para o Regime Geral de Previdência Social, administrado pelo INSS, as contribuições dos servidores e do próprio Estado do RS não foram recolhidas, levando às autuações ora impugnadas. A lide concerne justamente à regularidade dessa inclusão, porquanto a Constituição da República restringe o regime estatutário de previdência social aos servidores titulares de cargos efetivos, in verbis: ‘Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo’. (Redação dada pela Emenda Constitucional n 41, 19.12.2003) Redação anterior, dada pela Emenda Constitucional n 20, de 15/12/98: ‘Art. 40 - Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS assegurado regime de previdência de caráter contributivo, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo’. Para os demais servidores, sem vínculo efetivo com o Poder Público, é assegurada a proteção do regime geral. Na realidade, tal proteção é imposta pela legislação, pois os referidos servidores são segurados obrigatórios da Previdência Social, na categoria dos “empregados”. É o que estabelece o art. 12, I, g, da Lei 8.212/91 - Lei de Custeio da Seguridade Social (LCSS): ‘Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: I - como empregado: […] g) o servidor público ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a União, Autarquias, inclusive em regime especial, e Fundações Públicas Federais’; (Alínea acrescentada pela Lei n 8.647, de 13.4.93) Por consequência, o ente público, que é equiparado à empresa pelo art. 15, I, da LCSS, deve arcar com as contribuições patronais (“Contribuições da Empresa”). Percebe-se que toda a discussão destes autos, de cunho tributário, gravita em torno de uma indagação de caráter administrativo: é legítima a inclusão, no Regime Próprio de Previdência do Estado, dos servidores cujos cargos foram transformados, inconstitucionalmente, em cargos de provimento efetivo, com a automática transposição dos seus ocupantes? Trata-se de uma questão relevante e complexa, decorrente da decisão proferida por esta Corte na ADI 1.150, que impôs a observância ao art. 37, II, da Constituição da República (exigência de aprovação prévia em concurso público para a investidura em cargos públicos) pelo Estado do Rio Grande do Sul, sem especificar os efeitos da pronúncia de inconstitucionalidade da lei que já vigia há três anos. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS assegurado regime de previdência de caráter contributivo, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo’. Para os demais servidores, sem vínculo efetivo com o Poder Público, é assegurada a proteção do regime geral. Na realidade, tal proteção é imposta pela legislação, pois os referidos servidores são segurados obrigatórios da Previdência Social, na categoria dos “empregados”. É o que estabelece o art. 12, I, g, da Lei 8.212/91 - Lei de Custeio da Seguridade Social (LCSS): ‘Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: I - como empregado: […] g) o servidor público ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a União, Autarquias, inclusive em regime especial, e Fundações Públicas Federais’; (Alínea acrescentada pela Lei n 8.647, de 13.4.93) Por consequência, o ente público, que é equiparado à empresa pelo art. 15, I, da LCSS, deve arcar com as contribuições patronais (“Contribuições da Empresa”). Percebe-se que toda a discussão destes autos, de cunho tributário, gravita em torno de uma indagação de caráter administrativo: é legítima a inclusão, no Regime Próprio de Previdência do Estado, dos servidores cujos cargos foram transformados, inconstitucionalmente, em cargos de provimento efetivo, com a automática transposição dos seus ocupantes? Trata-se de uma questão relevante e complexa, decorrente da decisão proferida por esta Corte na ADI 1.150, que impôs a observância ao art. 37, II, da Constituição da República (exigência de aprovação prévia em concurso público para a investidura em cargos públicos) pelo Estado do Rio Grande do Sul, sem especificar os efeitos da pronúncia de inconstitucionalidade da lei que já vigia há três anos. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS Mesmo que, no julgamento do mérito, esta Corte possa conferir uma resposta negativa a tal questionamento, verifico haver razões robustas a justificar a antecipação da tutela. Como referido à fl. 573, os débitos consolidados nas NFLDs impugnadas neste processo foram reduzidos drasticamente após o desmembramento promovido pelo INSS (referido às fls. 384/385), para fins de reapreciação da matéria pelo CRPS, o que evidencia a insegurança da própria autarquia quanto aos lançamentos realizados. Essa informação é corroborada pela prova pericial. Desse modo, é mister manter suspensa a exigibilidade do crédito tributário, até que esta Corte defina com exatidão o quantum eventualmente devido pelo Estado-autor. Em favor dessa conclusão, pesam as peculiaridades do caso, em que uma pessoa constitucional, albergada pela cláusula pétrea da imunidade tributária recíproca frente à incidência de impostos (art. 150, VI, a, da Constituição Federal de 1988), está sofrendo restrições ao regular desempenho das suas funções típicas, essenciais a toda a população, em decorrência de um débito ilíquido, de duvidosa legitimidade jurídica. Não só. O Estado-autor sequer pode valer-se dos meios corriqueiramente utilizados pelos particulares para a obtenção de certidões de regularidade fiscal, como o depósito do montante controverso e o oferecimento de garantias, seja na própria ação anulatória, na execução fiscal ou até mesmo em ação cautelar ajuizada especificamente para essa finalidade. Em tais situações, esta Corte tem deferido os pleitos antecipatórios formulados por Estados ou Municípios para obstar a inclusão dos seus nomes no CADIN, bem como do débito em dívida ativa, suspendendo a exigibilidade do crédito tributário enquanto tramita ação questionando a sua legitimidade. A título exemplificativo, refiro o julgamento do AC-AgR 39, em que o Plenário desproveu agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Maurício Corrêa, que havia deferido a concessão de medida liminar num litígio entre 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS Mesmo que, no julgamento do mérito, esta Corte possa conferir uma resposta negativa a tal questionamento, verifico haver razões robustas a justificar a antecipação da tutela. Como referido à fl. 573, os débitos consolidados nas NFLDs impugnadas neste processo foram reduzidos drasticamente após o desmembramento promovido pelo INSS (referido às fls. 384/385), para fins de reapreciação da matéria pelo CRPS, o que evidencia a insegurança da própria autarquia quanto aos lançamentos realizados. Essa informação é corroborada pela prova pericial. Desse modo, é mister manter suspensa a exigibilidade do crédito tributário, até que esta Corte defina com exatidão o quantum eventualmente devido pelo Estado-autor. Em favor dessa conclusão, pesam as peculiaridades do caso, em que uma pessoa constitucional, albergada pela cláusula pétrea da imunidade tributária recíproca frente à incidência de impostos (art. 150, VI, a, da Constituição Federal de 1988), está sofrendo restrições ao regular desempenho das suas funções típicas, essenciais a toda a população, em decorrência de um débito ilíquido, de duvidosa legitimidade jurídica. Não só. O Estado-autor sequer pode valer-se dos meios corriqueiramente utilizados pelos particulares para a obtenção de certidões de regularidade fiscal, como o depósito do montante controverso e o oferecimento de garantias, seja na própria ação anulatória, na execução fiscal ou até mesmo em ação cautelar ajuizada especificamente para essa finalidade. Em tais situações, esta Corte tem deferido os pleitos antecipatórios formulados por Estados ou Municípios para obstar a inclusão dos seus nomes no CADIN, bem como do débito em dívida ativa, suspendendo a exigibilidade do crédito tributário enquanto tramita ação questionando a sua legitimidade. A título exemplificativo, refiro o julgamento do AC-AgR 39, em que o Plenário desproveu agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Maurício Corrêa, que havia deferido a concessão de medida liminar num litígio entre 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS a União e o Estado do Paraná, nestes termos: Como resulta do pedido inicial e da documentação que o acompanha, a controvérsia acerca da existência ou não de débito está submetida à apreciação judicial. Desse modo, para que se dê cumprimento ao devido processo legal, impõe-se e recomenda-se se obste a inscrição do nome do requerente no rol de devedores do respectivo órgão. A incerteza da obrigação que lhe é exigida, dado que submetida a sua legitimidade e liquidez à apreciação do Poder Judiciário, não autoriza o seu assentamento nos cadastros de restrição ao crédito, em vista das consequências danosas e imprevisíveis que o ato certamente acarretaria nas suas relações negociais com os órgãos da Administração Pública, com reflexos inclusive perante os agentes da iniciativa privada. Ademais, tal procedimento prematura atinge a honorabilidade e a respeitabilidade daquele a quem se imputa o inadimplemento da obrigação. A conduta do suposto credor, apesar de aparentemente legítima, traz em si o caráter coercitivo, uma vez que, por via transversa, busca a realização de sua pretensão, impondo ao devedor o comportamento de não-contestação e de incontinenti cumprimento de eventual débito. Assim, de forma oblíqua, o credor procede à constrição dos bens do devedor. Ante essas circunstâncias, evidenciada a plausibilidade da existência da boa tese sustentada na inicial e o risco da demora, defiro a medida liminar requerida”. (AC-AgR 39, Tribunal Pleno, rel. Min. Ellen Gracie, julgado em 11/09/2003 – trecho da decisão monocrática) Nessa linha, trago à colação decisão recentemente proferida pelo Supremo Tribunal Federal, em composição Plenária: ‘E M E N T A: CADIN – INCLUSÃO, NESSE 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS a União e o Estado do Paraná, nestes termos: Como resulta do pedido inicial e da documentação que o acompanha, a controvérsia acerca da existência ou não de débito está submetida à apreciação judicial. Desse modo, para que se dê cumprimento ao devido processo legal, impõe-se e recomenda-se se obste a inscrição do nome do requerente no rol de devedores do respectivo órgão. A incerteza da obrigação que lhe é exigida, dado que submetida a sua legitimidade e liquidez à apreciação do Poder Judiciário, não autoriza o seu assentamento nos cadastros de restrição ao crédito, em vista das consequências danosas e imprevisíveis que o ato certamente acarretaria nas suas relações negociais com os órgãos da Administração Pública, com reflexos inclusive perante os agentes da iniciativa privada. Ademais, tal procedimento prematura atinge a honorabilidade e a respeitabilidade daquele a quem se imputa o inadimplemento da obrigação. A conduta do suposto credor, apesar de aparentemente legítima, traz em si o caráter coercitivo, uma vez que, por via transversa, busca a realização de sua pretensão, impondo ao devedor o comportamento de não-contestação e de incontinenti cumprimento de eventual débito. Assim, de forma oblíqua, o credor procede à constrição dos bens do devedor. Ante essas circunstâncias, evidenciada a plausibilidade da existência da boa tese sustentada na inicial e o risco da demora, defiro a medida liminar requerida”. (AC-AgR 39, Tribunal Pleno, rel. Min. Ellen Gracie, julgado em 11/09/2003 – trecho da decisão monocrática) Nessa linha, trago à colação decisão recentemente proferida pelo Supremo Tribunal Federal, em composição Plenária: ‘E M E N T A: CADIN – INCLUSÃO, NESSE 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS CADASTRO FEDERAL, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, POR EFEITO DE NÃO RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS, AINDA EM DISCUSSÃO NA ESFERA ADMINISTRATIVA, REFERENTES A PARCELAS DE CARÁTER NÃO REMUNERATÓRIO (ABONO-FAMÍLIA, AUXÍLIO- TRANSPORTE, AUXÍLIO-CRECHE E VALE-REFEIÇÃO) - IMPOSIÇÃO, AO ESTADO-MEMBRO, EM VIRTUDE DE ALEGADO DESCUMPRIMENTO DAS RESPECTIVAS OBRIGAÇÕES, DE LIMITAÇÕES DE ORDEM JURÍDICA – A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO – POSSIBILIDADE DE INVOCAÇÃO, PELAS ENTIDADES ESTATAIS, EM SEU FAVOR, DA GARANTIA DO “DUE PROCESS OF LAW” - LITÍGIO QUE SE SUBMETE À ESFERA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – HARMONIA E EQUILÍBRIO NAS RELAÇÕES INSTITUCIONAIS ENTRE O ESTADO-MEMBRO E A UNIÃO FEDERAL – O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO – POSSIBILIDADE, NA ESPÉCIE, DE CONFLITO FEDERATIVO - PRETENSÃO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL FUNDADA NA ALEGAÇÃO DE TRANSGRESSÃO À GARANTIA DO “DUE PROCESS OF LAW” – SITUAÇÃO DE POTENCIALIDADE DANOSA AO INTERESSE PÚBLICO - TUTELA ANTECIPADA DEFERIDA – DECISÃO DO RELATOR REFERENDADA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONFLITOS FEDERATIVOS E O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO. - A Constituição da República confere, ao Supremo Tribunal Federal, a posição eminente de Tribunal da Federação (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, “f”), atribuindo, a esta Corte, 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS CADASTRO FEDERAL, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, POR EFEITO DE NÃO RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS, AINDA EM DISCUSSÃO NA ESFERA ADMINISTRATIVA, REFERENTES A PARCELAS DE CARÁTER NÃO REMUNERATÓRIO (ABONO-FAMÍLIA, AUXÍLIO- TRANSPORTE, AUXÍLIO-CRECHE E VALE-REFEIÇÃO) - IMPOSIÇÃO, AO ESTADO-MEMBRO, EM VIRTUDE DE ALEGADO DESCUMPRIMENTO DAS RESPECTIVAS OBRIGAÇÕES, DE LIMITAÇÕES DE ORDEM JURÍDICA – A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO – POSSIBILIDADE DE INVOCAÇÃO, PELAS ENTIDADES ESTATAIS, EM SEU FAVOR, DA GARANTIA DO “DUE PROCESS OF LAW” - LITÍGIO QUE SE SUBMETE À ESFERA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – HARMONIA E EQUILÍBRIO NAS RELAÇÕES INSTITUCIONAIS ENTRE O ESTADO-MEMBRO E A UNIÃO FEDERAL – O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO – POSSIBILIDADE, NA ESPÉCIE, DE CONFLITO FEDERATIVO - PRETENSÃO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL FUNDADA NA ALEGAÇÃO DE TRANSGRESSÃO À GARANTIA DO “DUE PROCESS OF LAW” – SITUAÇÃO DE POTENCIALIDADE DANOSA AO INTERESSE PÚBLICO - TUTELA ANTECIPADA DEFERIDA – DECISÃO DO RELATOR REFERENDADA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONFLITOS FEDERATIVOS E O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO. - A Constituição da República confere, ao Supremo Tribunal Federal, a posição eminente de Tribunal da Federação (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, “f”), atribuindo, a esta Corte, 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS em tal condição institucional, o poder de dirimir controvérsias, que, ao irromperem no seio do Estado Federal, culminam, perigosamente, por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. A aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, “f”, da Constituição estende-se aos litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação. Doutrina. Precedentes. A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. - A imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo, supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do “due process of law”, assegurada, pela Constituição da República (art. 5..., LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. - A Constituição da República estabelece, em seu art. 5..., incisos LIV e LV, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS em tal condição institucional, o poder de dirimir controvérsias, que, ao irromperem no seio do Estado Federal, culminam, perigosamente, por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. A aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, “f”, da Constituição estende-se aos litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação. Doutrina. Precedentes. A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. - A imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo, supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do “due process of law”, assegurada, pela Constituição da República (art. 5..., LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. - A Constituição da República estabelece, em seu art. 5..., incisos LIV e LV, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, seja ela pública ou privada, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. - A jurisprudência dos Tribunais, especialmente a do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível garantia, que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes. BLOQUEIO DE RECURSOS FEDERAIS CUJA EFETIVAÇÃO PODE COMPROMETER A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. - O Supremo Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. Precedentes’. (ACO 1534 TA-Ref, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, julgado em 17/03/2011) Desse modo, defiro, ad referendum do E. Plenário desta Corte (art. 21, V, do Regimento Interno), o pedido de antecipação dos efeitos da tutela, para determinar a suspensão da exigibilidade dos débitos formalizados nas NFLDs 35.427.346-9, 35.247.349-3, 35.427.350-7, 35.427.359-0, 35.427.470- 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, seja ela pública ou privada, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. - A jurisprudência dos Tribunais, especialmente a do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível garantia, que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes. BLOQUEIO DE RECURSOS FEDERAIS CUJA EFETIVAÇÃO PODE COMPROMETER A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. - O Supremo Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. Precedentes’. (ACO 1534 TA-Ref, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, julgado em 17/03/2011) Desse modo, defiro, ad referendum do E. Plenário desta Corte (art. 21, V, do Regimento Interno), o pedido de antecipação dos efeitos da tutela, para determinar a suspensão da exigibilidade dos débitos formalizados nas NFLDs 35.427.346-9, 35.247.349-3, 35.427.350-7, 35.427.359-0, 35.427.470- 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Relatório ACO 1507 TA-REF / RS 8 e 35.427.472-4, com todos os seus efeitos jurídicos. Intimem-se. Comunique-se, com urgência, para cumprimento imediato, o teor da presente decisão, cuja cópia deverá ser encaminhada ao Senhor Advogado-Geral da União. Intime-se a União para que cumpra esta decisão e se manifeste acerca da petição de fls. 701/705. Brasília, 22 de março de 2012. Ministra Rosa Weber Relatora”. Portanto, para os fins a que se refere o art. 21, V , do RISTF, submeto a decisão em causa ao referendo do E. Plenário desta Suprema Corte. É o relatório. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Supremo Tribunal Federal ACO 1507 TA-REF / RS 8 e 35.427.472-4, com todos os seus efeitos jurídicos. Intimem-se. Comunique-se, com urgência, para cumprimento imediato, o teor da presente decisão, cuja cópia deverá ser encaminhada ao Senhor Advogado-Geral da União. Intime-se a União para que cumpra esta decisão e se manifeste acerca da petição de fls. 701/705. Brasília, 22 de março de 2012. Ministra Rosa Weber Relatora”. Portanto, para os fins a que se refere o art. 21, V , do RISTF, submeto a decisão em causa ao referendo do E. Plenário desta Suprema Corte. É o relatório. 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964302. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. ROSA WEBER 25/04/2013 PLENÁRIO REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.507 RIO GRANDE DO SUL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Referendo, integralmente, por seus próprios fundamentos, a decisão que proferi a fls. 710-20, deferindo o pedido de antecipação da tutela formulado pelo Estado do Rio Grande do Sul. Comunique-se o teor da decisão de fls. 710-20, juntamente com o resultado do presente julgamento, cientificando-se, para tanto, o eminente Senhor Advogado-Geral da União, o Senhor Secretário do Tesouro Nacional, o Senhor Presidente do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS e, ainda, o Senhor Superintendente Regional do INSS em Porto Alegre/RS. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964303. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.507 RIO GRANDE DO SUL V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Referendo, integralmente, por seus próprios fundamentos, a decisão que proferi a fls. 710-20, deferindo o pedido de antecipação da tutela formulado pelo Estado do Rio Grande do Sul. Comunique-se o teor da decisão de fls. 710-20, juntamente com o resultado do presente julgamento, cientificando-se, para tanto, o eminente Senhor Advogado-Geral da União, o Senhor Secretário do Tesouro Nacional, o Senhor Presidente do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS e, ainda, o Senhor Superintendente Regional do INSS em Porto Alegre/RS. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964303. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 25/04/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.507 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AUTOR(A/S)(ES) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RÉU(É)(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, referendou a concessão da tutela antecipada. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773562 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1.507 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AUTOR(A/S)(ES) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RÉU(É)(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, referendou a concessão da tutela antecipada. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773562 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 507", "ADI 1 . 150", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 507", "ADI 1 . 150", "ADI 1 . 150", "ADI 1 . 150 :", "ADI 1 . 150 :", "ACO 1507 TA", "ADI 1150", "ACO 1507", "ADI 1150", "ACO 1507", "ADI 1 . 150", "ACO 1507", "ADI 1 . 150", "ACO 1507 TA", "AC", "-", "AgR 39", "AC", "-", "AgR 39", "ACO 1507 TA - REF / RS", "AC", "-", "AgR 39", "AC", "-", "AgR 39", "ACO 1507 TA - REF / RS", "ACO 1534 TA - Ref", "ACO 1507 TA - REF / RS", "ACO 1534 TA - Ref", "ACO", "ACO 1507 TA", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 507", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 507", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 1 . 507" ], "LEGISLACAO": [ "LEI ESTADUAL 10 . 098 / 1994", "ART . 21 , V , DO RISTF", "Lei Estadual 10 . 098 / 1994", "art . 150 , VI , a , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 , V , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 37 da Lei 8 . 212 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 , V , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 37 da Lei 8 . 212 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Estadual n 10 . 098 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Estadual n 10 . 098 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , f , da Constituição Federal de 1988", "art . 102 , I , f , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "art . 102 , I , f , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 113 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei Complementar Estadual n 10 . 098 / 94", "Constituição", "artigo 276 , § 2 . . . , da Lei 10 . 098", "Lei 10 . 248", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 113 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei Complementar Estadual n 10 . 098 / 94", "artigo 276 da Lei 10 . 098", "Constituição", "artigo 276 , § 2 . . . , da Lei 10 . 098", "Lei 10 . 248", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 37 , II , da parte permanente da Constituição", "Constituição da República", "Emenda Constitucional n 41", "Emenda Constitucional n 20", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo", "Constituição", "Constituição da República", "Emenda Constitucional n 41", "Emenda Constitucional n 20", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 12 , I , g , da Lei 8 . 212 / 91", "Lei de Custeio da Seguridade Social", "LCSS", "Lei n 8 . 647", "art . 15 , I , da LCSS", "art . 37 , II , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 12 , I , g , da Lei 8 . 212 / 91", "Lei de Custeio da Seguridade Social", "LCSS", "Lei n 8 . 647", "art . 15 , I , da LCSS", "art . 37 , II , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , a , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , a , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , “ f ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , “ f ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “", "Constituição da República ( art . 5 . . . , LIV )", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Constituição da República ( art . 5 . . . , LIV )", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Estado do Rio Grande do Sul", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Estado do Rio Grande do Sul", "Rio Grande do Sul", "Rio Grande do Sul", "Estado do Rio Grande do Sul", "Estado do Rio Grande do Sul", "Estado do Rio Grande do Sul", "Estado do Rio Grande do Sul", "Estado do Rio Grande do Sul", "Estado do Rio Grande do Sul", "Estado do Rio Grande do Sul", "Estado do RS", "Estado do Rio Grande do Sul", "Estado do RS", "Estado do Rio Grande do Sul", "Estado do Rio Grande do Sul", "Estado do Paraná", "Estado do Paraná", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "Estado do Rio Grande do Sul", "Porto Alegre / RS", "RIO GRANDE DO SUL", "Estado do Rio Grande do Sul", "Porto Alegre / RS", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Estados Unidos" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "UNIÃO", "UNIÃO", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Instituto de Previdência do Estado", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "Instituto de Previdência do Estado do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "IPERGS", "União", "Presidência da República", "INSS", "4", ".", ".", ".", "Vara Federal da Subseção Judiciária de Porto Alegre / RS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "IPERGS", "União", "Presidência da República", "INSS", "4", ".", ".", ". Vara Federal da Subseção Judiciária de Porto Alegre / RS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "INSS", "IPERGS", "Estado do", "INSS", "União", "TRF da 4 . . . Região", "União", "PGR", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "INSS", "IPERGS", "Estado do", "INSS", "União", "TRF da 4 . . . Região", "União", "PGR", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal", "Instituto de Previdência do Estado do RS", "IPERGS", "INSS", "União", "Distrito Federal", "União", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Instituto de Previdência do Estado do RS", "IPERGS", "INSS", "União", "Distrito Federal", "União", "Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "INSS", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "INSS", "CRPS", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "UNIÃO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "TRIBUNAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "UNIÃO FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Suprema Corte", "Federação brasileira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Federação brasileira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "União", "Tesouro Nacional", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "União", "Tesouro Nacional", "Instituto Nacional do Seguro Social", "INSS", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Time 100 Gala", "Time Magazine", "Universidade de Princeton", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "UNIÃO", "Time 100 Gala", "Time Magazine", "Universidade de Princeton", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "Maurício Corrêa", "Maurício Corrêa", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz", "Tomimatsu", "ROSA WEBER", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "25", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "02", ".", "94", "03", ".", "02", ".", "94", "30", ".", "08", ".", "94", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "02", ".", "94", "03", ".", "02", ".", "94", "30", ".", "08", ".", "94", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "10", "/", "1997", "19", ".", "12", ".", "2003", "15", "/", "12", "/", "98", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "10", "/", "1997", "19", ".", "12", ".", "2003", "15", 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Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.339 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JOSIVAN ALBUQUERQUE ALVES ADV.(A/S) :ANDRÉA ELIZABETH DE LEÃO RODRIGUES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: PENAL. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678173. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.339 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JOSIVAN ALBUQUERQUE ALVES ADV.(A/S) :ANDRÉA ELIZABETH DE LEÃO RODRIGUES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso em face da ausência da preliminar formal de repercussão geral e por falta de prequestionamento (fls. 343/344). A parte agravante sustenta, em síntese, que: (a) pode-se inferir a repercussão geral pela relevância da matéria; (b) houve ofensa direta ao art. 5º, XLVI da Constituição Federal, em razão da ofensa ao princípio da individualização da pena. Requer o provimento do recurso para que o regime inicial a ser fixado seja o aberto (fls. 347/356 e 360/369). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678174. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.339 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JOSIVAN ALBUQUERQUE ALVES ADV.(A/S) :ANDRÉA ELIZABETH DE LEÃO RODRIGUES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso em face da ausência da preliminar formal de repercussão geral e por falta de prequestionamento (fls. 343/344). A parte agravante sustenta, em síntese, que: (a) pode-se inferir a repercussão geral pela relevância da matéria; (b) houve ofensa direta ao art. 5º, XLVI da Constituição Federal, em razão da ofensa ao princípio da individualização da pena. Requer o provimento do recurso para que o regime inicial a ser fixado seja o aberto (fls. 347/356 e 360/369). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.339 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada proferida pelo então Relator, Min. Cezar Peluso, é do seguinte teor: (...) 2. Inadmissível o recurso. Verifico que o recorrente não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral, na forma do art. 543-A, § 2º, do CPC, de modo que o recurso não pode ser admitido, como já o reconheceu o Plenário desta Corte, no julgamento da Questão de Ordem no AI nº 664.567 (Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE , DJ de 6.9.2007): [...] 49. Esse o quadro, resolvo a questão de ordem para concluir: a) que é de exigir-se a demonstração da repercussão geral das questões constitucionais discutidas em qualquer recurso extraordinário, incluído o criminal; b) que a verificação da existência na petição do RE de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 2º; RISTF, art. 327) das questões constitucionais discutidas pode fazer-se tanto na origem quanto no Supremo Tribunal Federal, cabendo exclusivamente a este Tribunal, somente, a decisão sobre a efetiva existência da repercussão geral; c) que só se aplica a exigência da repercussão geral a partir do dia 3 de maio de 2007, data da publicação da Emenda Regimental nº 21, de 30 de abril de 2007. [...]. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678175. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.339 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada proferida pelo então Relator, Min. Cezar Peluso, é do seguinte teor: (...) 2. Inadmissível o recurso. Verifico que o recorrente não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral, na forma do art. 543-A, § 2º, do CPC, de modo que o recurso não pode ser admitido, como já o reconheceu o Plenário desta Corte, no julgamento da Questão de Ordem no AI nº 664.567 (Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE , DJ de 6.9.2007): [...] 49. Esse o quadro, resolvo a questão de ordem para concluir: a) que é de exigir-se a demonstração da repercussão geral das questões constitucionais discutidas em qualquer recurso extraordinário, incluído o criminal; b) que a verificação da existência na petição do RE de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 2º; RISTF, art. 327) das questões constitucionais discutidas pode fazer-se tanto na origem quanto no Supremo Tribunal Federal, cabendo exclusivamente a este Tribunal, somente, a decisão sobre a efetiva existência da repercussão geral; c) que só se aplica a exigência da repercussão geral a partir do dia 3 de maio de 2007, data da publicação da Emenda Regimental nº 21, de 30 de abril de 2007. [...]. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678175. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 692339 AGR / SP Ademais, o tema constitucional suscitado no extraordinário não foi objeto de consideração no acórdão recorrido, faltando-lhe, assim, o requisito do prequestionamento, que deve ser explícito ( súmulas 282 e 356 ). 3. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 543-A, § 2°, do CPC e art. 327, § 1°, do RISTF) . O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678175. Supremo Tribunal Federal ARE 692339 AGR / SP Ademais, o tema constitucional suscitado no extraordinário não foi objeto de consideração no acórdão recorrido, faltando-lhe, assim, o requisito do prequestionamento, que deve ser explícito ( súmulas 282 e 356 ). 3. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 543-A, § 2°, do CPC e art. 327, § 1°, do RISTF) . O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678175. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.339 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : JOSIVAN ALBUQUERQUE ALVES ADV.(A/S) : ANDRÉA ELIZABETH DE LEÃO RODRIGUES AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692759 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.339 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : JOSIVAN ALBUQUERQUE ALVES ADV.(A/S) : ANDRÉA ELIZABETH DE LEÃO RODRIGUES AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692759 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
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2013-04-16T00:00:00
2013-04-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PENAL. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur229104
Número de páginas: 5. Análise: 20/05/2013, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
692339
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 692339 AgR
[ "" ]
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : ANDRÉA ELIZABETH DE LEÃO RODRIGUES AGTE.(S) : JOSIVAN ALBUQUERQUE ALVES
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Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.339 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JOSIVAN ALBUQUERQUE ALVES ADV.(A/S) :ANDRÉA ELIZABETH DE LEÃO RODRIGUES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: PENAL. AUSÊNCIA DE PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678173. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.339 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JOSIVAN ALBUQUERQUE ALVES ADV.(A/S) :ANDRÉA ELIZABETH DE LEÃO RODRIGUES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso em face da ausência da preliminar formal de repercussão geral e por falta de prequestionamento (fls. 343/344). A parte agravante sustenta, em síntese, que: (a) pode-se inferir a repercussão geral pela relevância da matéria; (b) houve ofensa direta ao art. 5..., XLVI da Constituição Federal, em razão da ofensa ao princípio da individualização da pena. Requer o provimento do recurso para que o regime inicial a ser fixado seja o aberto (fls. 347/356 e 360/369). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678174. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.339 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JOSIVAN ALBUQUERQUE ALVES ADV.(A/S) :ANDRÉA ELIZABETH DE LEÃO RODRIGUES AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso em face da ausência da preliminar formal de repercussão geral e por falta de prequestionamento (fls. 343/344). A parte agravante sustenta, em síntese, que: (a) pode-se inferir a repercussão geral pela relevância da matéria; (b) houve ofensa direta ao art. 5..., XLVI da Constituição Federal, em razão da ofensa ao princípio da individualização da pena. Requer o provimento do recurso para que o regime inicial a ser fixado seja o aberto (fls. 347/356 e 360/369). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678174. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.339 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada proferida pelo então Relator, Min. Cezar Peluso, é do seguinte teor: (...) 2. Inadmissível o recurso. Verifico que o recorrente não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral, na forma do art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, de modo que o recurso não pode ser admitido, como já o reconheceu o Plenário desta Corte, no julgamento da Questão de Ordem no AI n 664.567 (Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE , DJ de 6.9.2007): [...] 49. Esse o quadro, resolvo a questão de ordem para concluir: a) que é de exigir-se a demonstração da repercussão geral das questões constitucionais discutidas em qualquer recurso extraordinário, incluído o criminal; b) que a verificação da existência na petição do Recurso Extraordinário de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 2...; RISTF, art. 327) das questões constitucionais discutidas pode fazer-se tanto na origem quanto no Supremo Tribunal Federal, cabendo exclusivamente a este Tribunal, somente, a decisão sobre a efetiva existência da repercussão geral; c) que só se aplica a exigência da repercussão geral a partir do dia 3 de maio de 2007, data da publicação da Emenda Regimental n 21, de 30 de abril de 2007. [...]. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678175. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.339 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada proferida pelo então Relator, Min. Cezar Peluso, é do seguinte teor: (...) 2. Inadmissível o recurso. Verifico que o recorrente não apresentou preliminar formal e fundamentada de repercussão geral, na forma do art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, de modo que o recurso não pode ser admitido, como já o reconheceu o Plenário desta Corte, no julgamento da Questão de Ordem no AI n 664.567 (Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE , DJ de 6.9.2007): [...] 49. Esse o quadro, resolvo a questão de ordem para concluir: a) que é de exigir-se a demonstração da repercussão geral das questões constitucionais discutidas em qualquer recurso extraordinário, incluído o criminal; b) que a verificação da existência na petição do Recurso Extraordinário de preliminar formal e fundamentada de repercussão geral (C.Pr.Civil, art. 543-A, § 2...; RISTF, art. 327) das questões constitucionais discutidas pode fazer-se tanto na origem quanto no Supremo Tribunal Federal, cabendo exclusivamente a este Tribunal, somente, a decisão sobre a efetiva existência da repercussão geral; c) que só se aplica a exigência da repercussão geral a partir do dia 3 de maio de 2007, data da publicação da Emenda Regimental n 21, de 30 de abril de 2007. [...]. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678175. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 692339 AGR / SP Ademais, o tema constitucional suscitado no extraordinário não foi objeto de consideração no acórdão recorrido, faltando-lhe, assim, o requisito do prequestionamento, que deve ser explícito ( súmulas 282 e 356 ). 3. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil e art. 327, § 1..., do RISTF) . O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678175. Supremo Tribunal Federal ARE 692339 AGR / SP Ademais, o tema constitucional suscitado no extraordinário não foi objeto de consideração no acórdão recorrido, faltando-lhe, assim, o requisito do prequestionamento, que deve ser explícito ( súmulas 282 e 356 ). 3. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso (art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil e art. 327, § 1..., do RISTF) . O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678175. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.339 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : JOSIVAN ALBUQUERQUE ALVES ADV.(A/S) : ANDRÉA ELIZABETH DE LEÃO RODRIGUES AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692759 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692.339 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : JOSIVAN ALBUQUERQUE ALVES ADV.(A/S) : ANDRÉA ELIZABETH DE LEÃO RODRIGUES AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692759 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 692 . 339", "AGRAVO 692 . 339", "AI n 664 . 567", "AI n 664 . 567", "ARE 692339 AGR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XLVI da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XLVI da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Emenda Regimental n 21", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Emenda Regimental n 21", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 327 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 327 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Plenário desta Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "JOSIVAN ALBUQUERQUE ALVES", "ANDRÉA ELIZABETH DE LEÃO RODRIGUES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "JOSIVAN ALBUQUERQUE ALVES", "ANDRÉA ELIZABETH DE LEÃO RODRIGUES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "JOSIVAN ALBUQUERQUE ALVES", "ANDRÉA ELIZABETH DE LEÃO RODRIGUES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Cezar Peluso", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "Cezar Peluso", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "JOSIVAN ALBUQUERQUE ALVES", "ANDRÉA ELIZABETH DE LEÃO RODRIGUES", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "JOSIVAN ALBUQUERQUE ALVES", "ANDRÉA ELIZABETH DE LEÃO RODRIGUES", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "16", "/", "04", "/", "2013", "16 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "6", ".", "9", ".", "2007", "3 de maio de 2007", "30 de abril de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "6", ".", "9", ".", "2007", "3 de maio de 2007", "30 de abril de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Decisão sobre Repercussão Geral 02/05/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.977 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RECDO.(A/S) :G C G ADV.(A/S) :SAMY GARSON E OUTRO(A/S) DIREITO CONSTITUCIONAL. PENAL E PROCESSUAL PENAL. EXPORTAÇÃO ILEGAL DE ANIMAIS SILVESTRES. CRIME AMBIENTAL. TRANSNACIONALIDADE DO DELITO. DEFINIÇÃO DE COMPETÊNCIA. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. Decisão: O Tribunal, por maioria, reputou constitucional a questão, vencido o Ministro Teori Zavascki. Não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Rosa Weber. O Tribunal, por maioria, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, vencido o Ministro Teori Zavascki. Não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Ministro LUIZ FUX Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765383. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral 02/05/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.977 SÃO PAULO DIREITO CONSTITUCIONAL. PENAL E PROCESSO PENAL. EXPORTAÇÃO ILEGAL DE ANIMAIS SILVESTRES. CRIMES AMBIENTAIS. TRANSNACIONALIDADE DO DELITO. DEFINIÇÃO DE COMPETÊNCIA. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL. 1. Há percussão geral na questão que versa, sobre o limite da competência entre a Justiça federal e estadual para processar crimes ambientais previstos na Lei nº 9.605/98, cuja conduta e resultado tenham ou não extrapolado os limites territoriais do país. 2. O Brasil é signatário de Convenções e acordos internacionais e ratificou sua adesão ao Princípio da Precaução, ao assinar a Declaração do Rio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (RIO 92) e a Carta da Terra, no Fórum Rio +5. 3. Por outro lado, há violações que, embora cometidas contra o meio ambiente, não repercute no cenário mundial e, portanto, não caracterizaria interesse direto da União na demanda, a justificar a atuação da Justiça federal, mantendo-se a competência no âmbito interno da jurisdição residual e segmentada do estado. 3. Este fenômeno jurídico que demonstra preocupação e interesse do Brasil na proteção e conservação da biodiversidade e recursos biológicos nacionais, a toda evidência implica aparente conflito entre as competências da Justiça estadual e federal. 4. In casu, o recurso merece ter a repercussão geral reconhecida, pois o tema constitucional versado nestes autos é questão relevante do ponto de vista econômico, pois a cada operação clandestina de animais para o exterior, o país deixa de fiscalizar o destino e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Supremo Tribunal Federal 02/05/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.977 SÃO PAULO DIREITO CONSTITUCIONAL. PENAL E PROCESSO PENAL. EXPORTAÇÃO ILEGAL DE ANIMAIS SILVESTRES. CRIMES AMBIENTAIS. TRANSNACIONALIDADE DO DELITO. DEFINIÇÃO DE COMPETÊNCIA. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL. 1. Há percussão geral na questão que versa, sobre o limite da competência entre a Justiça federal e estadual para processar crimes ambientais previstos na Lei nº 9.605/98, cuja conduta e resultado tenham ou não extrapolado os limites territoriais do país. 2. O Brasil é signatário de Convenções e acordos internacionais e ratificou sua adesão ao Princípio da Precaução, ao assinar a Declaração do Rio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (RIO 92) e a Carta da Terra, no Fórum Rio +5. 3. Por outro lado, há violações que, embora cometidas contra o meio ambiente, não repercute no cenário mundial e, portanto, não caracterizaria interesse direto da União na demanda, a justificar a atuação da Justiça federal, mantendo-se a competência no âmbito interno da jurisdição residual e segmentada do estado. 3. Este fenômeno jurídico que demonstra preocupação e interesse do Brasil na proteção e conservação da biodiversidade e recursos biológicos nacionais, a toda evidência implica aparente conflito entre as competências da Justiça estadual e federal. 4. In casu, o recurso merece ter a repercussão geral reconhecida, pois o tema constitucional versado nestes autos é questão relevante do ponto de vista econômico, pois a cada operação clandestina de animais para o exterior, o país deixa de fiscalizar o destino e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP emprego de sua fauna nativa, além de não arrecadar tributos. Tem ainda repercussão social, pois os direitos fundamentais de terceira, quiçá, quarta geração asseguram a todos um meio ambiente saudável e equilibrado. Sob o enfoque jurídico, em última análise, há duas espécies de violação; a primeira, diz respeito à inobservância aos tratados e convenções internacionalizados pelo Brasil com a edição de expedientes legislativos que evidenciam a tendência de cooperação internacional no combate aos crimes ambientais. E, a outra, guarda relação com o delito que, embora cometido contra o meio ambiente, restringe-se à ofensa à política nacional sobre a matéria. Por fim, ultrapassa os interesses subjetivos da causa, uma vez que a tese jurídica é de definição de competência constitucionalmente prevista. Decisão: Trata-se de agravo interposto com base no art. 544 do Código de Processo Civil, contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário, sob o fundamento de que a alegação de ofensa ao texto constitucional, acaso existente, seria indireta e reflexa. Nas razões recursais, a parte agravante alega desacerto da decisão agravada, contrapondo-se, em síntese, aos argumentos do julgado. Pede, ao fim, o conhecimento do agravo e o provimento do recurso. Na origem, o recurso extraordinário foi manejado com esteio no art. 102, III, a, da Constituição da República, em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado: PROCESSO PENAL. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. ART. 29, §1º, III, DA LEI 9.605/98. LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS. EXPORTAÇÃO IRREGULAR DE ANIMAL EXÓTICO. INCOMPETÊNCIA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP emprego de sua fauna nativa, além de não arrecadar tributos. Tem ainda repercussão social, pois os direitos fundamentais de terceira, quiçá, quarta geração asseguram a todos um meio ambiente saudável e equilibrado. Sob o enfoque jurídico, em última análise, há duas espécies de violação; a primeira, diz respeito à inobservância aos tratados e convenções internacionalizados pelo Brasil com a edição de expedientes legislativos que evidenciam a tendência de cooperação internacional no combate aos crimes ambientais. E, a outra, guarda relação com o delito que, embora cometido contra o meio ambiente, restringe-se à ofensa à política nacional sobre a matéria. Por fim, ultrapassa os interesses subjetivos da causa, uma vez que a tese jurídica é de definição de competência constitucionalmente prevista. Decisão: Trata-se de agravo interposto com base no art. 544 do Código de Processo Civil, contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário, sob o fundamento de que a alegação de ofensa ao texto constitucional, acaso existente, seria indireta e reflexa. Nas razões recursais, a parte agravante alega desacerto da decisão agravada, contrapondo-se, em síntese, aos argumentos do julgado. Pede, ao fim, o conhecimento do agravo e o provimento do recurso. Na origem, o recurso extraordinário foi manejado com esteio no art. 102, III, a, da Constituição da República, em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado: PROCESSO PENAL. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. ART. 29, §1º, III, DA LEI 9.605/98. LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS. EXPORTAÇÃO IRREGULAR DE ANIMAL EXÓTICO. INCOMPETÊNCIA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP DA JUSTIÇA FEDERAL PARA PROCESSAR E JULGAR A AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE INTERESSE DIRETO DE AUTARQUIA FEDERAL. IBAMA. DESPROVIMENTO. 1. Alega o Parquet que os fatos descritos na exordial acusatória se amoldariam à hipótese de competência da Justiça Federal insculpida no art. 109, IV, da Constituição Federal, porquanto o ilícito penal atingiria interesse de entidade autárquica vinculada à União. 2. Cumpre sublinhar que o entendimento jurisprudencial sobre a matéria foi alterado a partir do cancelamento pelo colendo Superior Tribunal de Justiça da sua Súmula nº 91, que enunciava que compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes praticados contra a fauna. 3. Com efeito, admitir o enquadramento em tal regra por competir ao IBAMA a fiscalização quanto à saída destes exemplares no país, equivaleria a restabelecer o entendimento da súmula revogada, uma vez que o poder de polícia da autarquia federal abrange todas as espécies de animais exóticos. 4. Cabe anotar que, em casos análogos, o colendo Superior Tribunal de Justiça e esta egrégia Corte regional têm decidido reiteradamente que se trata de interesse reflexo que não tem, por si só, o condão de atrair a competência da Justiça Federal (STJ, 3ª Seção, CC 200801473008, Rel. Des. Fed. Conv. Celso Limongi, DJ 05/11/2010; TRF3, Quinta Turma, RESE 00109472920104036181, Rel. Des. Fed. Ramza Tartuce, DJ 01/03/2011). 5. A mera transnacionalidade do delito que não encontra previsão específica em tratado internacional em que o Brasil figure como signatário, não atrai a competência da Justiça Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP DA JUSTIÇA FEDERAL PARA PROCESSAR E JULGAR A AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE INTERESSE DIRETO DE AUTARQUIA FEDERAL. IBAMA. DESPROVIMENTO. 1. Alega o Parquet que os fatos descritos na exordial acusatória se amoldariam à hipótese de competência da Justiça Federal insculpida no art. 109, IV, da Constituição Federal, porquanto o ilícito penal atingiria interesse de entidade autárquica vinculada à União. 2. Cumpre sublinhar que o entendimento jurisprudencial sobre a matéria foi alterado a partir do cancelamento pelo colendo Superior Tribunal de Justiça da sua Súmula nº 91, que enunciava que compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes praticados contra a fauna. 3. Com efeito, admitir o enquadramento em tal regra por competir ao IBAMA a fiscalização quanto à saída destes exemplares no país, equivaleria a restabelecer o entendimento da súmula revogada, uma vez que o poder de polícia da autarquia federal abrange todas as espécies de animais exóticos. 4. Cabe anotar que, em casos análogos, o colendo Superior Tribunal de Justiça e esta egrégia Corte regional têm decidido reiteradamente que se trata de interesse reflexo que não tem, por si só, o condão de atrair a competência da Justiça Federal (STJ, 3ª Seção, CC 200801473008, Rel. Des. Fed. Conv. Celso Limongi, DJ 05/11/2010; TRF3, Quinta Turma, RESE 00109472920104036181, Rel. Des. Fed. Ramza Tartuce, DJ 01/03/2011). 5. A mera transnacionalidade do delito que não encontra previsão específica em tratado internacional em que o Brasil figure como signatário, não atrai a competência da Justiça Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP 6. Recurso em sentido estrito desprovido (fls. 472- 472-v). Na origem, o Ministério Público Federal ofereceu denúncia perante a Justiça Federal, imputando ao ora recorrido, a prática dos crimes do art. 29, § 1º, III, e § 4º, I, ambos da Lei nº 9.605/98 e, por três vezes, a do art. 299 c/c 71 do Código Penal, em razão das condutas irregulares de manter em cativeiro e exportar animais silvestres da fauna brasileira, inclusive espécimes ameaçados de extinção. Em primeiro grau, o juízo declinou da competência; a uma porque entende que, em regra, compete à Justiça estadual processar e julgar os crimes ambientais; a duas pois, o STJ cancelou a súmula nº 91, que estabelecia a competência da Justiça federal para o julgamento de crimes contra a fauna e, a três, por desconhecer a existência de tratado do qual o Brasil seja signatário, apto a ensejar a incidência do inciso V do art. 109 da Constituição da República. O Tribunal regional, ao julgar o recurso em sentido estrito, manteve a ausência de competência da Justiça Federal para julgar crimes ambientais, fundamentando- se, genericamente, em reiteradas decisões do Superior Tribunal de Justiça, que, segundo alega, em casos como os destes autos, não vislumbrariam lesão direta a qualquer bem, serviço ou interesse da União, visto que a proteção ao meio ambiente constitui matéria afeta à competência comum; portanto, envolvendo todos os entes da federação. Presentes os pressupostos de admissibilidade, dou provimento ao agravo. Passo à análise do recurso extraordinário. Nas razões recursais, o recorrente apresenta 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP 6. Recurso em sentido estrito desprovido (fls. 472- 472-v). Na origem, o Ministério Público Federal ofereceu denúncia perante a Justiça Federal, imputando ao ora recorrido, a prática dos crimes do art. 29, § 1º, III, e § 4º, I, ambos da Lei nº 9.605/98 e, por três vezes, a do art. 299 c/c 71 do Código Penal, em razão das condutas irregulares de manter em cativeiro e exportar animais silvestres da fauna brasileira, inclusive espécimes ameaçados de extinção. Em primeiro grau, o juízo declinou da competência; a uma porque entende que, em regra, compete à Justiça estadual processar e julgar os crimes ambientais; a duas pois, o STJ cancelou a súmula nº 91, que estabelecia a competência da Justiça federal para o julgamento de crimes contra a fauna e, a três, por desconhecer a existência de tratado do qual o Brasil seja signatário, apto a ensejar a incidência do inciso V do art. 109 da Constituição da República. O Tribunal regional, ao julgar o recurso em sentido estrito, manteve a ausência de competência da Justiça Federal para julgar crimes ambientais, fundamentando- se, genericamente, em reiteradas decisões do Superior Tribunal de Justiça, que, segundo alega, em casos como os destes autos, não vislumbrariam lesão direta a qualquer bem, serviço ou interesse da União, visto que a proteção ao meio ambiente constitui matéria afeta à competência comum; portanto, envolvendo todos os entes da federação. Presentes os pressupostos de admissibilidade, dou provimento ao agravo. Passo à análise do recurso extraordinário. Nas razões recursais, o recorrente apresenta 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP preliminar de repercussão geral fundamentada e, no mérito, sustenta violação ao art. 109, V, da Constituição Federal. Nesse sentido, sustenta a competência da Justiça Federal para julgar crimes ambientais, quando iniciada a execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou vice-versa. Com efeito, o Ministério Público alega que crimes que ultrapassam as fronteiras nacionais, com exportação clandestina e ilegal de animais da fauna nativa evidenciam ofensa direta ao patrimônio da União, porquanto o controle de saída e entrada do país está relacionado à soberania do Estado brasileiro, atraindo a competência da Justiça Federal para julgar a causa, nos termos do art. 109, V, da CF. Por fim, alega a transnacionalidade do delito, uma vez que os documentos que embasaram a denúncia demonstram remessas em grande quantidade de animais vivos, sem autorização do Ibama e por meio do correio aéreo para os Estados Unidos da América, caracterizando o interesse federal na causa, a fim de evitar mercancia ilegal de animais, inclusive por meio cruel, e evitar possíveis danos à reputação do País junto à comunidade internacional. A presente controvérsia versa, em suma, sobre o limite da competência entre a Justiça federal e estadual para processar crimes ambientais previstos na Lei nº 9.605/98, cuja conduta e resultado tenham ou não extrapolado os limites territoriais do país. O Brasil, desde 1965, é signatário de Convenções e acordos internacionais como a Convenção para a Proteção da Flora, da Fauna e das Belezas Cênicas Naturais dos Países da América (ratificada pelo Decreto Legislativo nº 3, de 1948, em vigor no Brasil 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP preliminar de repercussão geral fundamentada e, no mérito, sustenta violação ao art. 109, V, da Constituição Federal. Nesse sentido, sustenta a competência da Justiça Federal para julgar crimes ambientais, quando iniciada a execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou vice-versa. Com efeito, o Ministério Público alega que crimes que ultrapassam as fronteiras nacionais, com exportação clandestina e ilegal de animais da fauna nativa evidenciam ofensa direta ao patrimônio da União, porquanto o controle de saída e entrada do país está relacionado à soberania do Estado brasileiro, atraindo a competência da Justiça Federal para julgar a causa, nos termos do art. 109, V, da CF. Por fim, alega a transnacionalidade do delito, uma vez que os documentos que embasaram a denúncia demonstram remessas em grande quantidade de animais vivos, sem autorização do Ibama e por meio do correio aéreo para os Estados Unidos da América, caracterizando o interesse federal na causa, a fim de evitar mercancia ilegal de animais, inclusive por meio cruel, e evitar possíveis danos à reputação do País junto à comunidade internacional. A presente controvérsia versa, em suma, sobre o limite da competência entre a Justiça federal e estadual para processar crimes ambientais previstos na Lei nº 9.605/98, cuja conduta e resultado tenham ou não extrapolado os limites territoriais do país. O Brasil, desde 1965, é signatário de Convenções e acordos internacionais como a Convenção para a Proteção da Flora, da Fauna e das Belezas Cênicas Naturais dos Países da América (ratificada pelo Decreto Legislativo nº 3, de 1948, em vigor no Brasil 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP desde 26 de novembro de 1965, promulgado pelo Decreto nº 58.054, de 23 de março de 1966); a Convenção de Washington sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES ratificada pelo Decreto-Lei nº 54/75 e promulgado pelo Decreto nº 76.623, de novembro de 1975) e a Convenção sobre Diversidade Biológica CDB (ratificada pelo Brasil por meio do Decreto Legislativo nº 2, de 8 de fevereiro de 1994), o que demonstra sua preocupação e interesse na proteção e conservação da biodiversidade e recursos biológicos nacionais. Por outro lado, o Brasil ratificou sua adesão ao Princípio da Precaução, ao assinar a Declaração do Rio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (RIO 92) e a Carta da Terra, no Fórum Rio +5. Segundo este princípio fundamental de direito internacional ambiental, os povos devem estabelecer mecanismos de combate preventivos às ações que ameaçam a utilização sustentável dos ecossistemas, biodiversidade e florestas, fenômeno jurídico que a toda evidência implica aparente conflito entre as competências da Justiça estadual e federal. A meu juízo, o recurso merece ter a repercussão geral reconhecida, pois o tema constitucional versado nestes autos é questão relevante do ponto de vista econômico, pois a cada operação clandestina de animais para o exterior, o país deixa de fiscalizar o destino e emprego de sua fauna nativa, além de não arrecadar tributos. Tem ainda repercussão social, pois os direitos fundamentais de terceira, quiçá, quarta geração asseguram a todos um meio ambiente saudável e 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP desde 26 de novembro de 1965, promulgado pelo Decreto nº 58.054, de 23 de março de 1966); a Convenção de Washington sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES ratificada pelo Decreto-Lei nº 54/75 e promulgado pelo Decreto nº 76.623, de novembro de 1975) e a Convenção sobre Diversidade Biológica CDB (ratificada pelo Brasil por meio do Decreto Legislativo nº 2, de 8 de fevereiro de 1994), o que demonstra sua preocupação e interesse na proteção e conservação da biodiversidade e recursos biológicos nacionais. Por outro lado, o Brasil ratificou sua adesão ao Princípio da Precaução, ao assinar a Declaração do Rio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (RIO 92) e a Carta da Terra, no Fórum Rio +5. Segundo este princípio fundamental de direito internacional ambiental, os povos devem estabelecer mecanismos de combate preventivos às ações que ameaçam a utilização sustentável dos ecossistemas, biodiversidade e florestas, fenômeno jurídico que a toda evidência implica aparente conflito entre as competências da Justiça estadual e federal. A meu juízo, o recurso merece ter a repercussão geral reconhecida, pois o tema constitucional versado nestes autos é questão relevante do ponto de vista econômico, pois a cada operação clandestina de animais para o exterior, o país deixa de fiscalizar o destino e emprego de sua fauna nativa, além de não arrecadar tributos. Tem ainda repercussão social, pois os direitos fundamentais de terceira, quiçá, quarta geração asseguram a todos um meio ambiente saudável e 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP equilibrado. Sob o enfoque jurídico, em última análise, há duas espécies de violação; a primeira, diz respeito à inobservância aos tratados e convenções internacionalizados pelo Brasil com a edição dos expedientes legislativos acima mencionados que evidenciam a tendência do Brasil à cooperação internacional no combate aos crimes ambientais. E, a outra, guarda relação com o delito que, embora cometido contra o meio ambiente, restringe-se à ofensa à política nacional sobre a matéria. Portanto, não caracterizaria interesse direto da União na demanda, a justificar atuação da Justiça federal, mantendo-se a competência no âmbito interno da jurisdição residual e segmentada do estado. Por fim, ultrapassa os interesses subjetivos da causa, uma vez que a tese jurídica é de definição de competência constitucionalmente prevista. Ante o exposto, manifesto-me pela existência de repercussão geral e submeto a matéria à apreciação dos demais Ministros da Corte. Publique-se. Brasília, 1º de abril de 2013. Ministro Luiz Fux Relator 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP equilibrado. Sob o enfoque jurídico, em última análise, há duas espécies de violação; a primeira, diz respeito à inobservância aos tratados e convenções internacionalizados pelo Brasil com a edição dos expedientes legislativos acima mencionados que evidenciam a tendência do Brasil à cooperação internacional no combate aos crimes ambientais. E, a outra, guarda relação com o delito que, embora cometido contra o meio ambiente, restringe-se à ofensa à política nacional sobre a matéria. Portanto, não caracterizaria interesse direto da União na demanda, a justificar atuação da Justiça federal, mantendo-se a competência no âmbito interno da jurisdição residual e segmentada do estado. Por fim, ultrapassa os interesses subjetivos da causa, uma vez que a tese jurídica é de definição de competência constitucionalmente prevista. Ante o exposto, manifesto-me pela existência de repercussão geral e submeto a matéria à apreciação dos demais Ministros da Corte. Publique-se. Brasília, 1º de abril de 2013. Ministro Luiz Fux Relator 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.977 SÃO PAULO PRONUNCIAMENTO AGRAVO PROVIDO PELO RELATOR. COMPETÊNCIA – CRIME A ENVOLVER O MEIO AMBIENTE – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário com Agravo nº 737.977/SP, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 12 de abril de 2013. A Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, ao negar provimento ao Recurso em Sentido Estrito nº 0013147-48.2006.4.03.6181/SP, concluiu pela competência da Justiça estadual para julgar causa relativa à prática de crime previsto no artigo 29, § 1º, inciso III, da Lei nº 9.605/98, consistente na exportação irregular de espécimes da fauna silvestre brasileira. Segundo consignou, reconhecer que incumbe à Justiça Federal o exame da conduta criminosa, por ser atribuição do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA fiscalizar a saída dos referidos animais do país, implicaria o restabelecimento do cancelado Verbete nº 91 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça. Apontou que a mera transnacionalidade do delito, sem previsão específica em tratado internacional do qual o Brasil seja signatário, não teria o condão de atrair a competência para a Justiça Federal. Não foram interpostos embargos de declaração. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.977 SÃO PAULO PRONUNCIAMENTO AGRAVO PROVIDO PELO RELATOR. COMPETÊNCIA – CRIME A ENVOLVER O MEIO AMBIENTE – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário com Agravo nº 737.977/SP, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 12 de abril de 2013. A Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, ao negar provimento ao Recurso em Sentido Estrito nº 0013147-48.2006.4.03.6181/SP, concluiu pela competência da Justiça estadual para julgar causa relativa à prática de crime previsto no artigo 29, § 1º, inciso III, da Lei nº 9.605/98, consistente na exportação irregular de espécimes da fauna silvestre brasileira. Segundo consignou, reconhecer que incumbe à Justiça Federal o exame da conduta criminosa, por ser atribuição do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA fiscalizar a saída dos referidos animais do país, implicaria o restabelecimento do cancelado Verbete nº 91 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça. Apontou que a mera transnacionalidade do delito, sem previsão específica em tratado internacional do qual o Brasil seja signatário, não teria o condão de atrair a competência para a Justiça Federal. Não foram interpostos embargos de declaração. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP No extraordinário, protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o Ministério Público Federal sustenta ofensa aos artigos 5º, inciso LIII, e 109, inciso IV, da Carta da República. Assevera cuidar-se de delito com natureza transnacional, haja vista transcender a conduta criminosa as fronteiras brasileiras, cujo controle consubstancia questão diretamente atrelada à soberania do Estado, exigindo tratamento uniforme em todo o território nacional, o que evidenciaria afronta a interesse da União. Destaca caber à Polícia Federal a função de exercer a vigilância das fronteiras. Salienta haver o Supremo decidido, em outros casos, pela competência da Justiça Federal para o julgamento de ação penal envolvendo crimes com desdobramentos internacionais, embora inexistisse previsão específica das aludidas infrações em convenções ou tratados dos quais o Brasil participasse. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes, mostrando-se relevante do ponto de vista jurídico, porque versa sobre a competência da Justiça Federal para a apreciação de crime que extrapola as fronteiras nacionais. O recorrido, em contrarrazões, anota a ausência de repercussão geral da matéria. Alega a inexistência de transgressão aos dispositivos constitucionais evocadas, bem como a impossibilidade de arguição de questão fática. O extraordinário não foi admitido na origem. O recorrente interpôs agravo. Disse do cabimento do extraordinário e reiterou os argumentos constantes do recurso. O recorrido, na contraminuta, indicou o acerto da decisão atacada. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP No extraordinário, protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o Ministério Público Federal sustenta ofensa aos artigos 5º, inciso LIII, e 109, inciso IV, da Carta da República. Assevera cuidar-se de delito com natureza transnacional, haja vista transcender a conduta criminosa as fronteiras brasileiras, cujo controle consubstancia questão diretamente atrelada à soberania do Estado, exigindo tratamento uniforme em todo o território nacional, o que evidenciaria afronta a interesse da União. Destaca caber à Polícia Federal a função de exercer a vigilância das fronteiras. Salienta haver o Supremo decidido, em outros casos, pela competência da Justiça Federal para o julgamento de ação penal envolvendo crimes com desdobramentos internacionais, embora inexistisse previsão específica das aludidas infrações em convenções ou tratados dos quais o Brasil participasse. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes, mostrando-se relevante do ponto de vista jurídico, porque versa sobre a competência da Justiça Federal para a apreciação de crime que extrapola as fronteiras nacionais. O recorrido, em contrarrazões, anota a ausência de repercussão geral da matéria. Alega a inexistência de transgressão aos dispositivos constitucionais evocadas, bem como a impossibilidade de arguição de questão fática. O extraordinário não foi admitido na origem. O recorrente interpôs agravo. Disse do cabimento do extraordinário e reiterou os argumentos constantes do recurso. O recorrido, na contraminuta, indicou o acerto da decisão atacada. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP O relator proveu o agravo e determinou o seguimento do extraordinário. Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux: DIREITO CONSTITUCIONAL. PENAL E PROCESSO PENAL. EXPORTAÇÃO ILEGAL DE ANIMAIS SILVESTRES. CRIMES AMBIENTAIS. TRANSNACIONALIDADE DO DELITO. DEFINIÇÃO DE COMPETÊNCIA. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL. 1. Há percussão geral na questão que versa, sobre o limite da competência entre a Justiça federal e estadual para processar crimes ambientais previstos na Lei nº 9.605/98, cuja conduta e resultado tenham ou não extrapolado os limites territoriais do país. 2. O Brasil é signatário de Convenções e acordos internacionais e ratificou sua adesão ao Princípio da Precaução, ao assinar a Declaração do Rio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (RIO 92) e a Carta da Terra, no Fórum Rio +5. 3. Por outro lado, há violações que, embora cometidas contra o meio ambiente, não repercute no cenário mundial e, portanto, não caracterizaria interesse direto da União na demanda, a justificar a atuação da Justiça federal, mantendo-se a competência no âmbito interno da jurisdição residual e segmentada do estado. 3. Este fenômeno jurídico que demonstra preocupação e interesse do Brasil na proteção e conservação da biodiversidade e recursos biológicos nacionais, a toda evidência implica aparente conflito entre as competências da Justiça estadual e federal. 4. In casu, o recurso merece ter a repercussão geral reconhecida, pois o tema constitucional versado nestes autos é questão relevante do ponto de vista econômico, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP O relator proveu o agravo e determinou o seguimento do extraordinário. Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux: DIREITO CONSTITUCIONAL. PENAL E PROCESSO PENAL. EXPORTAÇÃO ILEGAL DE ANIMAIS SILVESTRES. CRIMES AMBIENTAIS. TRANSNACIONALIDADE DO DELITO. DEFINIÇÃO DE COMPETÊNCIA. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL. 1. Há percussão geral na questão que versa, sobre o limite da competência entre a Justiça federal e estadual para processar crimes ambientais previstos na Lei nº 9.605/98, cuja conduta e resultado tenham ou não extrapolado os limites territoriais do país. 2. O Brasil é signatário de Convenções e acordos internacionais e ratificou sua adesão ao Princípio da Precaução, ao assinar a Declaração do Rio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (RIO 92) e a Carta da Terra, no Fórum Rio +5. 3. Por outro lado, há violações que, embora cometidas contra o meio ambiente, não repercute no cenário mundial e, portanto, não caracterizaria interesse direto da União na demanda, a justificar a atuação da Justiça federal, mantendo-se a competência no âmbito interno da jurisdição residual e segmentada do estado. 3. Este fenômeno jurídico que demonstra preocupação e interesse do Brasil na proteção e conservação da biodiversidade e recursos biológicos nacionais, a toda evidência implica aparente conflito entre as competências da Justiça estadual e federal. 4. In casu, o recurso merece ter a repercussão geral reconhecida, pois o tema constitucional versado nestes autos é questão relevante do ponto de vista econômico, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP pois a cada operação clandestina de animais para o exterior, o país deixa de fiscalizar o destino e emprego de sua fauna nativa, além de não arrecadar tributos. Tem ainda repercussão social, pois os direitos fundamentais de terceira, quiçá, quarta geração asseguram a todos um meio ambiente saudável e equilibrado. Sob o enfoque jurídico, em última análise, há duas espécies de violação; a primeira, diz respeito à inobservância aos tratados e convenções internacionalizados pelo Brasil com a edição de expedientes legislativos que evidenciam a tendência de cooperação internacional no combate aos crimes ambientais. E, a outra, guarda relação com o delito que, embora cometido contra o meio ambiente, restringe-se à ofensa à política nacional sobre a matéria. Por fim, ultrapassa os interesses subjetivos da causa, uma vez que a tese jurídica é de definição de competência constitucionalmente prevista. Decisão: Trata-se de agravo interposto com base no art. 544 do Código de Processo Civil, contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário, sob o fundamento de que a alegação de ofensa ao texto constitucional, acaso existente, seria indireta e reflexa. Nas razões recursais, a parte agravante alega desacerto da decisão agravada, contrapondo-se, em síntese, aos argumentos do julgado. Pede, ao fim, o conhecimento do agravo e o provimento do recurso. Na origem, o recurso extraordinário foi manejado com esteio no art. 102, III, a, da Constituição da República, em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado: PROCESSO PENAL. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. ART. 29, §1º, III, DA LEI 9.605/98. LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS. EXPORTAÇÃO IRREGULAR DE ANIMAL EXÓTICO. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP pois a cada operação clandestina de animais para o exterior, o país deixa de fiscalizar o destino e emprego de sua fauna nativa, além de não arrecadar tributos. Tem ainda repercussão social, pois os direitos fundamentais de terceira, quiçá, quarta geração asseguram a todos um meio ambiente saudável e equilibrado. Sob o enfoque jurídico, em última análise, há duas espécies de violação; a primeira, diz respeito à inobservância aos tratados e convenções internacionalizados pelo Brasil com a edição de expedientes legislativos que evidenciam a tendência de cooperação internacional no combate aos crimes ambientais. E, a outra, guarda relação com o delito que, embora cometido contra o meio ambiente, restringe-se à ofensa à política nacional sobre a matéria. Por fim, ultrapassa os interesses subjetivos da causa, uma vez que a tese jurídica é de definição de competência constitucionalmente prevista. Decisão: Trata-se de agravo interposto com base no art. 544 do Código de Processo Civil, contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário, sob o fundamento de que a alegação de ofensa ao texto constitucional, acaso existente, seria indireta e reflexa. Nas razões recursais, a parte agravante alega desacerto da decisão agravada, contrapondo-se, em síntese, aos argumentos do julgado. Pede, ao fim, o conhecimento do agravo e o provimento do recurso. Na origem, o recurso extraordinário foi manejado com esteio no art. 102, III, a, da Constituição da República, em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, assim ementado: PROCESSO PENAL. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. ART. 29, §1º, III, DA LEI 9.605/98. LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS. EXPORTAÇÃO IRREGULAR DE ANIMAL EXÓTICO. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP FEDERAL PARA PROCESSAR E JULGAR A AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE INTERESSE DIRETO DE AUTARQUIA FEDERAL. IBAMA. DESPROVIMENTO. 1. Alega o Parquet que os fatos descritos na exordial acusatória se amoldariam à hipótese de competência da Justiça Federal insculpida no art. 109, IV, da Constituição Federal, porquanto o ilícito penal atingiria interesse de entidade autárquica vinculada à União. 2. Cumpre sublinhar que o entendimento jurisprudencial sobre a matéria foi alterado a partir do cancelamento pelo colendo Superior Tribunal de Justiça da sua Súmula nº 91, que enunciava que compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes praticados contra a fauna. 3. Com efeito, admitir o enquadramento em tal regra por competir ao IBAMA a fiscalização quanto à saída destes exemplares no país, equivaleria a restabelecer o entendimento da súmula revogada, uma vez que o poder de polícia da autarquia federal abrange todas as espécies de animais exóticos. 4. Cabe anotar que, em casos análogos, o colendo Superior Tribunal de Justiça e esta egrégia Corte regional têm decidido reiteradamente que se trata de interesse reflexo que não tem, por si só, o condão de atrair a competência da Justiça Federal (STJ, 3ª Seção, CC 200801473008, Rel. Des. Fed. Conv. Celso Limongi, DJ 05/11/2010; TRF3, Quinta Turma, RESE 00109472920104036181, Rel. Des. Fed. Ramza Tartuce, DJ 01/03/2011). 5. A mera transnacionalidade do delito que não encontra previsão específica em tratado internacional em que o Brasil figure como signatário, não atrai a competência da Justiça Federal. 6. Recurso em sentido estrito desprovido (fls. 472- 472-v). 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP FEDERAL PARA PROCESSAR E JULGAR A AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE INTERESSE DIRETO DE AUTARQUIA FEDERAL. IBAMA. DESPROVIMENTO. 1. Alega o Parquet que os fatos descritos na exordial acusatória se amoldariam à hipótese de competência da Justiça Federal insculpida no art. 109, IV, da Constituição Federal, porquanto o ilícito penal atingiria interesse de entidade autárquica vinculada à União. 2. Cumpre sublinhar que o entendimento jurisprudencial sobre a matéria foi alterado a partir do cancelamento pelo colendo Superior Tribunal de Justiça da sua Súmula nº 91, que enunciava que compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes praticados contra a fauna. 3. Com efeito, admitir o enquadramento em tal regra por competir ao IBAMA a fiscalização quanto à saída destes exemplares no país, equivaleria a restabelecer o entendimento da súmula revogada, uma vez que o poder de polícia da autarquia federal abrange todas as espécies de animais exóticos. 4. Cabe anotar que, em casos análogos, o colendo Superior Tribunal de Justiça e esta egrégia Corte regional têm decidido reiteradamente que se trata de interesse reflexo que não tem, por si só, o condão de atrair a competência da Justiça Federal (STJ, 3ª Seção, CC 200801473008, Rel. Des. Fed. Conv. Celso Limongi, DJ 05/11/2010; TRF3, Quinta Turma, RESE 00109472920104036181, Rel. Des. Fed. Ramza Tartuce, DJ 01/03/2011). 5. A mera transnacionalidade do delito que não encontra previsão específica em tratado internacional em que o Brasil figure como signatário, não atrai a competência da Justiça Federal. 6. Recurso em sentido estrito desprovido (fls. 472- 472-v). 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP Na origem, o Ministério Público Federal ofereceu denúncia perante a Justiça Federal, imputando ao ora recorrido, a prática dos crimes do art. 29, § 1º, III, e § 4º, I, ambos da Lei nº 9.605/98 e, por três vezes, a do art. 299 c/c 71 do Código Penal, em razão das condutas irregulares de manter em cativeiro e exportar animais silvestres da fauna brasileira, inclusive espécimes ameaçados de extinção. Em primeiro grau, o juízo declinou da competência; a uma porque entende que, em regra, compete à Justiça estadual processar e julgar os crimes ambientais; a duas pois, o STJ cancelou a súmula nº 91, que estabelecia a competência da Justiça federal para o julgamento de crimes contra a fauna e, a três, por desconhecer a existência de tratado do qual o Brasil seja signatário, apto a ensejar a incidência do inciso V do art. 109 da Constituição da República. O Tribunal regional, ao julgar o recurso em sentido estrito, manteve a ausência de competência da Justiça Federal para julgar crimes ambientais, fundamentando-se, genericamente, em reiteradas decisões do Superior Tribunal de Justiça, que, segundo alega, em casos como os destes autos, não vislumbrariam lesão direta a qualquer bem, serviço ou interesse da União, visto que a proteção ao meio ambiente constitui matéria afeta à competência comum; portanto, envolvendo todos os entes da federação. Presentes os pressupostos de admissibilidade, dou provimento ao agravo. Passo à análise do recurso extraordinário. Nas razões recursais, o recorrente apresenta preliminar de repercussão geral fundamentada e, no mérito, sustenta violação ao art. 109, V, da Constituição Federal. Nesse sentido, sustenta a competência da Justiça Federal para julgar crimes ambientais, quando iniciada a execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou vice-versa. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP Na origem, o Ministério Público Federal ofereceu denúncia perante a Justiça Federal, imputando ao ora recorrido, a prática dos crimes do art. 29, § 1º, III, e § 4º, I, ambos da Lei nº 9.605/98 e, por três vezes, a do art. 299 c/c 71 do Código Penal, em razão das condutas irregulares de manter em cativeiro e exportar animais silvestres da fauna brasileira, inclusive espécimes ameaçados de extinção. Em primeiro grau, o juízo declinou da competência; a uma porque entende que, em regra, compete à Justiça estadual processar e julgar os crimes ambientais; a duas pois, o STJ cancelou a súmula nº 91, que estabelecia a competência da Justiça federal para o julgamento de crimes contra a fauna e, a três, por desconhecer a existência de tratado do qual o Brasil seja signatário, apto a ensejar a incidência do inciso V do art. 109 da Constituição da República. O Tribunal regional, ao julgar o recurso em sentido estrito, manteve a ausência de competência da Justiça Federal para julgar crimes ambientais, fundamentando-se, genericamente, em reiteradas decisões do Superior Tribunal de Justiça, que, segundo alega, em casos como os destes autos, não vislumbrariam lesão direta a qualquer bem, serviço ou interesse da União, visto que a proteção ao meio ambiente constitui matéria afeta à competência comum; portanto, envolvendo todos os entes da federação. Presentes os pressupostos de admissibilidade, dou provimento ao agravo. Passo à análise do recurso extraordinário. Nas razões recursais, o recorrente apresenta preliminar de repercussão geral fundamentada e, no mérito, sustenta violação ao art. 109, V, da Constituição Federal. Nesse sentido, sustenta a competência da Justiça Federal para julgar crimes ambientais, quando iniciada a execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou vice-versa. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP Com efeito, o Ministério Público alega que crimes que ultrapassam as fronteiras nacionais, com exportação clandestina e ilegal de animais da fauna nativa evidenciam ofensa direta ao patrimônio da União, porquanto o controle de saída e entrada do país está relacionado à soberania do Estado brasileiro, atraindo a competência da Justiça Federal para julgar a causa, nos termos do art. 109, V, da CF. Por fim, alega a transnacionalidade do delito, uma vez que os documentos que embasaram a denúncia demonstram remessas em grande quantidade de animais vivos, sem autorização do Ibama e por meio do correio aéreo para os Estados Unidos da América, caracterizando o interesse federal na causa, a fim de evitar mercancia ilegal de animais, inclusive por meio cruel, e evitar possíveis danos à reputação do País junto à comunidade internacional. A presente controvérsia versa, em suma, sobre o limite da competência entre a Justiça federal e estadual para processar crimes ambientais previstos na Lei nº 9.605/98, cuja conduta e resultado tenham ou não extrapolado os limites territoriais do país. O Brasil, desde 1965, é signatário de Convenções e acordos internacionais como a Convenção para a Proteção da Flora, da Fauna e das Belezas Cênicas Naturais dos Países da América (ratificada pelo Decreto Legislativo nº 3, de 1948, em vigor no Brasil desde 26 de novembro de 1965, promulgado pelo Decreto nº 58.054, de 23 de março de 1966); a Convenção de Washington sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES ratificada pelo Decreto- Lei nº 54/75 e promulgado pelo Decreto nº 76.623, de novembro de 1975) e a Convenção sobre Diversidade Biológica CDB (ratificada pelo Brasil por meio do Decreto Legislativo nº 2, de 8 de fevereiro de 1994), o que demonstra sua preocupação e interesse na proteção e 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP Com efeito, o Ministério Público alega que crimes que ultrapassam as fronteiras nacionais, com exportação clandestina e ilegal de animais da fauna nativa evidenciam ofensa direta ao patrimônio da União, porquanto o controle de saída e entrada do país está relacionado à soberania do Estado brasileiro, atraindo a competência da Justiça Federal para julgar a causa, nos termos do art. 109, V, da CF. Por fim, alega a transnacionalidade do delito, uma vez que os documentos que embasaram a denúncia demonstram remessas em grande quantidade de animais vivos, sem autorização do Ibama e por meio do correio aéreo para os Estados Unidos da América, caracterizando o interesse federal na causa, a fim de evitar mercancia ilegal de animais, inclusive por meio cruel, e evitar possíveis danos à reputação do País junto à comunidade internacional. A presente controvérsia versa, em suma, sobre o limite da competência entre a Justiça federal e estadual para processar crimes ambientais previstos na Lei nº 9.605/98, cuja conduta e resultado tenham ou não extrapolado os limites territoriais do país. O Brasil, desde 1965, é signatário de Convenções e acordos internacionais como a Convenção para a Proteção da Flora, da Fauna e das Belezas Cênicas Naturais dos Países da América (ratificada pelo Decreto Legislativo nº 3, de 1948, em vigor no Brasil desde 26 de novembro de 1965, promulgado pelo Decreto nº 58.054, de 23 de março de 1966); a Convenção de Washington sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES ratificada pelo Decreto- Lei nº 54/75 e promulgado pelo Decreto nº 76.623, de novembro de 1975) e a Convenção sobre Diversidade Biológica CDB (ratificada pelo Brasil por meio do Decreto Legislativo nº 2, de 8 de fevereiro de 1994), o que demonstra sua preocupação e interesse na proteção e 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP conservação da biodiversidade e recursos biológicos nacionais. Por outro lado, o Brasil ratificou sua adesão ao Princípio da Precaução, ao assinar a Declaração do Rio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (RIO 92) e a Carta da Terra, no Fórum Rio +5. Segundo este princípio fundamental de direito internacional ambiental, os povos devem estabelecer mecanismos de combate preventivos às ações que ameaçam a utilização sustentável dos ecossistemas, biodiversidade e florestas, fenômeno jurídico que a toda evidência implica aparente conflito entre as competências da Justiça estadual e federal. A meu juízo, o recurso merece ter a repercussão geral reconhecida, pois o tema constitucional versado nestes autos é questão relevante do ponto de vista econômico, pois a cada operação clandestina de animais para o exterior, o país deixa de fiscalizar o destino e emprego de sua fauna nativa, além de não arrecadar tributos. Tem ainda repercussão social, pois os direitos fundamentais de terceira, quiçá, quarta geração asseguram a todos um meio ambiente saudável e equilibrado. Sob o enfoque jurídico, em última análise, há duas espécies de violação; a primeira, diz respeito à inobservância aos tratados e convenções internacionalizados pelo Brasil com a edição dos expedientes legislativos acima mencionados que evidenciam a tendência do Brasil à cooperação internacional no combate aos crimes ambientais. E, a outra, guarda relação com o delito que, embora cometido contra o meio ambiente, restringe-se à ofensa à política nacional sobre a matéria. Portanto, não caracterizaria interesse direto da União na demanda, a justificar atuação da Justiça federal, mantendo-se a competência no âmbito interno da jurisdição residual e 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP conservação da biodiversidade e recursos biológicos nacionais. Por outro lado, o Brasil ratificou sua adesão ao Princípio da Precaução, ao assinar a Declaração do Rio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (RIO 92) e a Carta da Terra, no Fórum Rio +5. Segundo este princípio fundamental de direito internacional ambiental, os povos devem estabelecer mecanismos de combate preventivos às ações que ameaçam a utilização sustentável dos ecossistemas, biodiversidade e florestas, fenômeno jurídico que a toda evidência implica aparente conflito entre as competências da Justiça estadual e federal. A meu juízo, o recurso merece ter a repercussão geral reconhecida, pois o tema constitucional versado nestes autos é questão relevante do ponto de vista econômico, pois a cada operação clandestina de animais para o exterior, o país deixa de fiscalizar o destino e emprego de sua fauna nativa, além de não arrecadar tributos. Tem ainda repercussão social, pois os direitos fundamentais de terceira, quiçá, quarta geração asseguram a todos um meio ambiente saudável e equilibrado. Sob o enfoque jurídico, em última análise, há duas espécies de violação; a primeira, diz respeito à inobservância aos tratados e convenções internacionalizados pelo Brasil com a edição dos expedientes legislativos acima mencionados que evidenciam a tendência do Brasil à cooperação internacional no combate aos crimes ambientais. E, a outra, guarda relação com o delito que, embora cometido contra o meio ambiente, restringe-se à ofensa à política nacional sobre a matéria. Portanto, não caracterizaria interesse direto da União na demanda, a justificar atuação da Justiça federal, mantendo-se a competência no âmbito interno da jurisdição residual e 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP segmentada do estado. Por fim, ultrapassa os interesses subjetivos da causa, uma vez que a tese jurídica é de definição de competência constitucionalmente prevista. Ante o exposto, manifesto-me pela existência de repercussão geral e submeto a matéria à apreciação dos demais Ministros da Corte. Publique-se. Brasília, 1º de abril de 2013. Ministro Luiz Fux Relator 2. O recurso extraordinário teve o processamento indeferido na origem. O processo em que interposto subiu ante o agravo formalizado. O relator, ministro Luiz Fux, a ele deu provimento. Então, nota-se evolução de Sua Excelência no que não se limitou a inserir o caso, sem análise do agravo, no denominado Plenário Virtual. A situação é diversa da apreciada no dia de ontem, sob a mesma relatoria, no Plenário – Recurso Extraordinário com Agravo nº 648.629/RJ. No mais, está-se diante de controvérsia a reclamar a manifestação do Supremo como guarda maior da Lei Básica da República. O Tribunal Regional Federal assentou a competência da Justiça Comum para julgar ação penal movida contra o recorrido. Cabe tão somente uma observação: nada justifica o lançamento, na autuação, das iniciais da parte em vez de homenagear-se a publicidade mediante a inserção do nome completo. 3. Preconizo a retificação da autuação na forma do que o próprio Supremo acaba de decidir em sessão administrativa realizada na última semana. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP segmentada do estado. Por fim, ultrapassa os interesses subjetivos da causa, uma vez que a tese jurídica é de definição de competência constitucionalmente prevista. Ante o exposto, manifesto-me pela existência de repercussão geral e submeto a matéria à apreciação dos demais Ministros da Corte. Publique-se. Brasília, 1º de abril de 2013. Ministro Luiz Fux Relator 2. O recurso extraordinário teve o processamento indeferido na origem. O processo em que interposto subiu ante o agravo formalizado. O relator, ministro Luiz Fux, a ele deu provimento. Então, nota-se evolução de Sua Excelência no que não se limitou a inserir o caso, sem análise do agravo, no denominado Plenário Virtual. A situação é diversa da apreciada no dia de ontem, sob a mesma relatoria, no Plenário – Recurso Extraordinário com Agravo nº 648.629/RJ. No mais, está-se diante de controvérsia a reclamar a manifestação do Supremo como guarda maior da Lei Básica da República. O Tribunal Regional Federal assentou a competência da Justiça Comum para julgar ação penal movida contra o recorrido. Cabe tão somente uma observação: nada justifica o lançamento, na autuação, das iniciais da parte em vez de homenagear-se a publicidade mediante a inserção do nome completo. 3. Preconizo a retificação da autuação na forma do que o próprio Supremo acaba de decidir em sessão administrativa realizada na última semana. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP 4. Manifesto-me no sentido de encontrar-se configurada a repercussão geral. 5. À Assessoria, para acompanhar o incidente, tomando as providências necessárias em processos, que se encontrem sob a minha relatoria, nos quais se veicule idêntica matéria. 6. Publiquem. Brasília – residência –, 25 de abril de 2013, às 10h50. Ministro MARCO AURÉLIO 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP 4. Manifesto-me no sentido de encontrar-se configurada a repercussão geral. 5. À Assessoria, para acompanhar o incidente, tomando as providências necessárias em processos, que se encontrem sob a minha relatoria, nos quais se veicule idêntica matéria. 6. Publiquem. Brasília – residência –, 25 de abril de 2013, às 10h50. Ministro MARCO AURÉLIO 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
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2013-05-02T00:00:00
2013-05-13T00:00:00
Decisão: O Tribunal, por maioria, reputou constitucional a questão, vencido o Ministro Teori Zavascki. Não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Rosa Weber. O Tribunal, por maioria, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, vencido o Ministro Teori Zavascki. Não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Ministro LUIZ FUX Relator
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
DIREITO CONSTITUCIONAL. PENAL E PROCESSUAL PENAL. EXPORTAÇÃO ILEGAL DE ANIMAIS SILVESTRES. CRIME AMBIENTAL. TRANSNACIONALIDADE DO DELITO. DEFINIÇÃO DE COMPETÊNCIA. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA.
repercussao-geral4843
REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO JULGADO NO RE 835558. - O ARE 737977 foi substituído para julgamento de tema de repercussão geral pelo RE 835558. - Veja ARE 648629 RG do STF. Número de páginas: 18. Análise: 06/03/2014, RAF. Revisão: 31/03/2014, SER.
LUIZ FUX
Tribunal Pleno
737977
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00053 LET-A ART-00102 \r\n INC-00003 LET-A ART-00109 INC-00004\r\n INC-00005\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00544 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n", "LEG-FED LEI-009605 ANO-1998\r\n ART-00029 PAR-00001 INC-00003 PAR-00004\r\n INC-00001 \r\n LEI ORDINÁRIA \r\n", "LEG-INT CVC ANO-1940\r\n CONVENÇÃO PARA A PROTEÇÃO DA FLORA, DA FAUNA E DAS BELEZAS\r\n CÊNICAS NATURAIS DOS PAÍSES DA AMÉRICAS\r\n", "LEG-INT CVC ANO-1973\r\n CONVENÇÃO SOBRE O COMÉRCIO DAS ESPÉCIES DA FLORA E FAUNA\r\n SELVAGENS EM PERIGO DE EXTINÇÃO\r\n", "LEG-INT CVC ANO-1992\r\n CONVENÇÃO SOBRE DIVERSIDADE BIOLÓGICA, ASSINADA DURANTE A\r\n CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E \r\n DESENVOLVIMENTO\r\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00071 ART-00299 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n", "LEG-FED DLG-000003 ANO-1948\r\n DECRETO LEGISLATIVO - APROVA A CONVENÇÃO PARA A PROTEÇÃO DA \r\n FLORA, DA FAUNA E DAS BELEZAS CÊNICAS NATURAIS DOS PAÍSES \r\n DA AMÉRICAS\r\n", "LEG-FED DEL-000054 ANO-1975\r\n DECRETO LEGISLATIVO - APROVA A CONVENÇÃO SOBRE O COMÉRCIO DAS \r\n ESPÉCIES DA FLORA E FAUNA SELVAGENS EM PERIGO DE EXTINÇÃO\r\n", "LEG-FED DLG-000002 ANO-1994\r\n DECRETO LEGISLATIVO - APROVA A CONVENÇÃO SOBRE DIVERSIDADE \r\n BIOLÓGICA, ASSINADA DURANTE A CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS \r\n SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO\r\n", "LEG-FED DEC-058054 ANO-1966\r\n DECRETO - PROMULGA A CONVENÇÃO PARA A PROTEÇÃO DA FLORA, DA \r\n FAUNA E DAS BELEZAS CÊNICAS NATURAIS DOS PAÍSES DA AMÉRICAS\r\n", "LEG-FED DEC-076623 ANO-1975\r\n DECRETO - PROMULGA APROVA A CONVENÇÃO SOBRE O COMÉRCIO DAS \r\n ESPÉCIES DA FLORA E FAUNA SELVAGENS EM PERIGO DE EXTINÇÃO\r\n", "LEG-FED DEC-002519 ANO-1998\r\n DECRETO - PROMULGA A CONVENÇÃO SOBRE DIVERSIDADE BIOLÓGICA, \r\n ASSINADA DURANTE A CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE \r\n MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO\r\n", "LEG-FED SUM-000091 \r\n SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ" ]
ARE-RG
acordaos
ARE 737977 RG
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RECTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RECDO.(A/S) : G C G ADV.(A/S) : SAMY GARSON E OUTRO(A/S)
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Decisão sobre Repercussão Geral 02/05/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.977 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RECDO.(A/S) :G C G ADV.(A/S) :SAMY GARSON E OUTRO(A/S) DIREITO CONSTITUCIONAL. PENAL E PROCESSUAL PENAL. EXPORTAÇÃO ILEGAL DE ANIMAIS SILVESTRES. CRIME AMBIENTAL. TRANSNACIONALIDADE DO DELITO. DEFINIÇÃO DE COMPETÊNCIA. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. Decisão: O Tribunal, por maioria, reputou constitucional a questão, vencido o Ministro Teori Zavascki. Não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Rosa Weber. O Tribunal, por maioria, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, vencido o Ministro Teori Zavascki. Não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Ministro LUIZ FUX Relator Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765383. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral 02/05/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.977 SÃO PAULO DIREITO CONSTITUCIONAL. PENAL E PROCESSO PENAL. EXPORTAÇÃO ILEGAL DE ANIMAIS SILVESTRES. CRIMES AMBIENTAIS. TRANSNACIONALIDADE DO DELITO. DEFINIÇÃO DE COMPETÊNCIA. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL. 1. Há percussão geral na questão que versa, sobre o limite da competência entre a Justiça federal e estadual para processar crimes ambientais previstos na Lei n 9.605/98, cuja conduta e resultado tenham ou não extrapolado os limites territoriais do país. 2. O Brasil é signatário de Convenções e acordos internacionais e ratificou sua adesão ao Princípio da Precaução, ao assinar a Declaração do Rio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (RIO 92) e a Carta da Terra, no Fórum Rio +5. 3. Por outro lado, há violações que, embora cometidas contra o meio ambiente, não repercute no cenário mundial e, portanto, não caracterizaria interesse direto da União na demanda, a justificar a atuação da Justiça federal, mantendo-se a competência no âmbito interno da jurisdição residual e segmentada do estado. 3. Este fenômeno jurídico que demonstra preocupação e interesse do Brasil na proteção e conservação da biodiversidade e recursos biológicos nacionais, a toda evidência implica aparente conflito entre as competências da Justiça estadual e federal. 4. In casu, o recurso merece ter a repercussão geral reconhecida, pois o tema constitucional versado nestes autos é questão relevante do ponto de vista econômico, pois a cada operação clandestina de animais para o exterior, o país deixa de fiscalizar o destino e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Supremo Tribunal Federal 02/05/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.977 SÃO PAULO DIREITO CONSTITUCIONAL. PENAL E PROCESSO PENAL. EXPORTAÇÃO ILEGAL DE ANIMAIS SILVESTRES. CRIMES AMBIENTAIS. TRANSNACIONALIDADE DO DELITO. DEFINIÇÃO DE COMPETÊNCIA. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL. 1. Há percussão geral na questão que versa, sobre o limite da competência entre a Justiça federal e estadual para processar crimes ambientais previstos na Lei n 9.605/98, cuja conduta e resultado tenham ou não extrapolado os limites territoriais do país. 2. O Brasil é signatário de Convenções e acordos internacionais e ratificou sua adesão ao Princípio da Precaução, ao assinar a Declaração do Rio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (RIO 92) e a Carta da Terra, no Fórum Rio +5. 3. Por outro lado, há violações que, embora cometidas contra o meio ambiente, não repercute no cenário mundial e, portanto, não caracterizaria interesse direto da União na demanda, a justificar a atuação da Justiça federal, mantendo-se a competência no âmbito interno da jurisdição residual e segmentada do estado. 3. Este fenômeno jurídico que demonstra preocupação e interesse do Brasil na proteção e conservação da biodiversidade e recursos biológicos nacionais, a toda evidência implica aparente conflito entre as competências da Justiça estadual e federal. 4. In casu, o recurso merece ter a repercussão geral reconhecida, pois o tema constitucional versado nestes autos é questão relevante do ponto de vista econômico, pois a cada operação clandestina de animais para o exterior, o país deixa de fiscalizar o destino e Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP emprego de sua fauna nativa, além de não arrecadar tributos. Tem ainda repercussão social, pois os direitos fundamentais de terceira, quiçá, quarta geração asseguram a todos um meio ambiente saudável e equilibrado. Sob o enfoque jurídico, em última análise, há duas espécies de violação; a primeira, diz respeito à inobservância aos tratados e convenções internacionalizados pelo Brasil com a edição de expedientes legislativos que evidenciam a tendência de cooperação internacional no combate aos crimes ambientais. E, a outra, guarda relação com o delito que, embora cometido contra o meio ambiente, restringe-se à ofensa à política nacional sobre a matéria. Por fim, ultrapassa os interesses subjetivos da causa, uma vez que a tese jurídica é de definição de competência constitucionalmente prevista. Decisão: Trata-se de agravo interposto com base no art. 544 do Código de Processo Civil, contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário, sob o fundamento de que a alegação de ofensa ao texto constitucional, acaso existente, seria indireta e reflexa. Nas razões recursais, a parte agravante alega desacerto da decisão agravada, contrapondo-se, em síntese, aos argumentos do julgado. Pede, ao fim, o conhecimento do agravo e o provimento do recurso. Na origem, o recurso extraordinário foi manejado com esteio no art. 102, III, a, da Constituição da República, em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim ementado: PROCESSO PENAL. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. ART. 29, §1..., III, DA LEI 9.605/98. LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS. EXPORTAÇÃO IRREGULAR DE ANIMAL EXÓTICO. INCOMPETÊNCIA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP emprego de sua fauna nativa, além de não arrecadar tributos. Tem ainda repercussão social, pois os direitos fundamentais de terceira, quiçá, quarta geração asseguram a todos um meio ambiente saudável e equilibrado. Sob o enfoque jurídico, em última análise, há duas espécies de violação; a primeira, diz respeito à inobservância aos tratados e convenções internacionalizados pelo Brasil com a edição de expedientes legislativos que evidenciam a tendência de cooperação internacional no combate aos crimes ambientais. E, a outra, guarda relação com o delito que, embora cometido contra o meio ambiente, restringe-se à ofensa à política nacional sobre a matéria. Por fim, ultrapassa os interesses subjetivos da causa, uma vez que a tese jurídica é de definição de competência constitucionalmente prevista. Decisão: Trata-se de agravo interposto com base no art. 544 do Código de Processo Civil, contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário, sob o fundamento de que a alegação de ofensa ao texto constitucional, acaso existente, seria indireta e reflexa. Nas razões recursais, a parte agravante alega desacerto da decisão agravada, contrapondo-se, em síntese, aos argumentos do julgado. Pede, ao fim, o conhecimento do agravo e o provimento do recurso. Na origem, o recurso extraordinário foi manejado com esteio no art. 102, III, a, da Constituição da República, em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim ementado: PROCESSO PENAL. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. ART. 29, §1..., III, DA LEI 9.605/98. LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS. EXPORTAÇÃO IRREGULAR DE ANIMAL EXÓTICO. INCOMPETÊNCIA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP DA JUSTIÇA FEDERAL PARA PROCESSAR E JULGAR A AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE INTERESSE DIRETO DE AUTARQUIA FEDERAL. IBAMA. DESPROVIMENTO. 1. Alega o Parquet que os fatos descritos na exordial acusatória se amoldariam à hipótese de competência da Justiça Federal insculpida no art. 109, IV, da Constituição Federal, porquanto o ilícito penal atingiria interesse de entidade autárquica vinculada à União. 2. Cumpre sublinhar que o entendimento jurisprudencial sobre a matéria foi alterado a partir do cancelamento pelo colendo Superior Tribunal de Justiça da sua Súmula n 91, que enunciava que compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes praticados contra a fauna. 3. Com efeito, admitir o enquadramento em tal regra por competir ao IBAMA a fiscalização quanto à saída destes exemplares no país, equivaleria a restabelecer o entendimento da súmula revogada, uma vez que o poder de polícia da autarquia federal abrange todas as espécies de animais exóticos. 4. Cabe anotar que, em casos análogos, o colendo Superior Tribunal de Justiça e esta egrégia Corte regional têm decidido reiteradamente que se trata de interesse reflexo que não tem, por si só, o condão de atrair a competência da Justiça Federal (Superior Tribunal de Justiça, 3... Seção, Código Civil Brasileiro 200801473008, Rel. Des. Fed. Conv. Celso Limongi, DJ 05/11/2010; TRF3, Quinta Turma, RESE 00109472920104036181, Rel. Des. Fed. Ramza Tartuce, DJ 01/03/2011). 5. A mera transnacionalidade do delito que não encontra previsão específica em tratado internacional em que o Brasil figure como signatário, não atrai a competência da Justiça Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP DA JUSTIÇA FEDERAL PARA PROCESSAR E JULGAR A AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE INTERESSE DIRETO DE AUTARQUIA FEDERAL. IBAMA. DESPROVIMENTO. 1. Alega o Parquet que os fatos descritos na exordial acusatória se amoldariam à hipótese de competência da Justiça Federal insculpida no art. 109, IV, da Constituição Federal, porquanto o ilícito penal atingiria interesse de entidade autárquica vinculada à União. 2. Cumpre sublinhar que o entendimento jurisprudencial sobre a matéria foi alterado a partir do cancelamento pelo colendo Superior Tribunal de Justiça da sua Súmula n 91, que enunciava que compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes praticados contra a fauna. 3. Com efeito, admitir o enquadramento em tal regra por competir ao IBAMA a fiscalização quanto à saída destes exemplares no país, equivaleria a restabelecer o entendimento da súmula revogada, uma vez que o poder de polícia da autarquia federal abrange todas as espécies de animais exóticos. 4. Cabe anotar que, em casos análogos, o colendo Superior Tribunal de Justiça e esta egrégia Corte regional têm decidido reiteradamente que se trata de interesse reflexo que não tem, por si só, o condão de atrair a competência da Justiça Federal (Superior Tribunal de Justiça, 3... Seção, Código Civil Brasileiro 200801473008, Rel. Des. Fed. Conv. Celso Limongi, DJ 05/11/2010; TRF3, Quinta Turma, RESE 00109472920104036181, Rel. Des. Fed. Ramza Tartuce, DJ 01/03/2011). 5. A mera transnacionalidade do delito que não encontra previsão específica em tratado internacional em que o Brasil figure como signatário, não atrai a competência da Justiça Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP 6. Recurso em sentido estrito desprovido (fls. 472- 472-v). Na origem, o Ministério Público Federal ofereceu denúncia perante a Justiça Federal, imputando ao ora recorrido, a prática dos crimes do art. 29, § 1..., III, e § 4..., I, ambos da Lei n 9.605/98 e, por três vezes, a do art. 299 c/c 71 do Código Penal, em razão das condutas irregulares de manter em cativeiro e exportar animais silvestres da fauna brasileira, inclusive espécimes ameaçados de extinção. Em primeiro grau, o juízo declinou da competência; a uma porque entende que, em regra, compete à Justiça estadual processar e julgar os crimes ambientais; a duas pois, o Superior Tribunal de Justiça cancelou a súmula n 91, que estabelecia a competência da Justiça federal para o julgamento de crimes contra a fauna e, a três, por desconhecer a existência de tratado do qual o Brasil seja signatário, apto a ensejar a incidência do inciso V do art. 109 da Constituição da República. O Tribunal regional, ao julgar o recurso em sentido estrito, manteve a ausência de competência da Justiça Federal para julgar crimes ambientais, fundamentando- se, genericamente, em reiteradas decisões do Superior Tribunal de Justiça, que, segundo alega, em casos como os destes autos, não vislumbrariam lesão direta a qualquer bem, serviço ou interesse da União, visto que a proteção ao meio ambiente constitui matéria afeta à competência comum; portanto, envolvendo todos os entes da federação. Presentes os pressupostos de admissibilidade, dou provimento ao agravo. Passo à análise do recurso extraordinário. Nas razões recursais, o recorrente apresenta 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP 6. Recurso em sentido estrito desprovido (fls. 472- 472-v). Na origem, o Ministério Público Federal ofereceu denúncia perante a Justiça Federal, imputando ao ora recorrido, a prática dos crimes do art. 29, § 1..., III, e § 4..., I, ambos da Lei n 9.605/98 e, por três vezes, a do art. 299 c/c 71 do Código Penal, em razão das condutas irregulares de manter em cativeiro e exportar animais silvestres da fauna brasileira, inclusive espécimes ameaçados de extinção. Em primeiro grau, o juízo declinou da competência; a uma porque entende que, em regra, compete à Justiça estadual processar e julgar os crimes ambientais; a duas pois, o Superior Tribunal de Justiça cancelou a súmula n 91, que estabelecia a competência da Justiça federal para o julgamento de crimes contra a fauna e, a três, por desconhecer a existência de tratado do qual o Brasil seja signatário, apto a ensejar a incidência do inciso V do art. 109 da Constituição da República. O Tribunal regional, ao julgar o recurso em sentido estrito, manteve a ausência de competência da Justiça Federal para julgar crimes ambientais, fundamentando- se, genericamente, em reiteradas decisões do Superior Tribunal de Justiça, que, segundo alega, em casos como os destes autos, não vislumbrariam lesão direta a qualquer bem, serviço ou interesse da União, visto que a proteção ao meio ambiente constitui matéria afeta à competência comum; portanto, envolvendo todos os entes da federação. Presentes os pressupostos de admissibilidade, dou provimento ao agravo. Passo à análise do recurso extraordinário. Nas razões recursais, o recorrente apresenta 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP preliminar de repercussão geral fundamentada e, no mérito, sustenta violação ao art. 109, V, da Constituição Federal. Nesse sentido, sustenta a competência da Justiça Federal para julgar crimes ambientais, quando iniciada a execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou vice-versa. Com efeito, o Ministério Público alega que crimes que ultrapassam as fronteiras nacionais, com exportação clandestina e ilegal de animais da fauna nativa evidenciam ofensa direta ao patrimônio da União, porquanto o controle de saída e entrada do país está relacionado à soberania do Estado brasileiro, atraindo a competência da Justiça Federal para julgar a causa, nos termos do art. 109, V, da Constituição Federal de 1988. Por fim, alega a transnacionalidade do delito, uma vez que os documentos que embasaram a denúncia demonstram remessas em grande quantidade de animais vivos, sem autorização do Ibama e por meio do correio aéreo para os Estados Unidos da América, caracterizando o interesse federal na causa, a fim de evitar mercancia ilegal de animais, inclusive por meio cruel, e evitar possíveis danos à reputação do País junto à comunidade internacional. A presente controvérsia versa, em suma, sobre o limite da competência entre a Justiça federal e estadual para processar crimes ambientais previstos na Lei n 9.605/98, cuja conduta e resultado tenham ou não extrapolado os limites territoriais do país. O Brasil, desde 1965, é signatário de Convenções e acordos internacionais como a Convenção para a Proteção da Flora, da Fauna e das Belezas Cênicas Naturais dos Países da América (ratificada pelo Decreto Legislativo n 3, de 1948, em vigor no Brasil 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP preliminar de repercussão geral fundamentada e, no mérito, sustenta violação ao art. 109, V, da Constituição Federal. Nesse sentido, sustenta a competência da Justiça Federal para julgar crimes ambientais, quando iniciada a execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou vice-versa. Com efeito, o Ministério Público alega que crimes que ultrapassam as fronteiras nacionais, com exportação clandestina e ilegal de animais da fauna nativa evidenciam ofensa direta ao patrimônio da União, porquanto o controle de saída e entrada do país está relacionado à soberania do Estado brasileiro, atraindo a competência da Justiça Federal para julgar a causa, nos termos do art. 109, V, da Constituição Federal de 1988. Por fim, alega a transnacionalidade do delito, uma vez que os documentos que embasaram a denúncia demonstram remessas em grande quantidade de animais vivos, sem autorização do Ibama e por meio do correio aéreo para os Estados Unidos da América, caracterizando o interesse federal na causa, a fim de evitar mercancia ilegal de animais, inclusive por meio cruel, e evitar possíveis danos à reputação do País junto à comunidade internacional. A presente controvérsia versa, em suma, sobre o limite da competência entre a Justiça federal e estadual para processar crimes ambientais previstos na Lei n 9.605/98, cuja conduta e resultado tenham ou não extrapolado os limites territoriais do país. O Brasil, desde 1965, é signatário de Convenções e acordos internacionais como a Convenção para a Proteção da Flora, da Fauna e das Belezas Cênicas Naturais dos Países da América (ratificada pelo Decreto Legislativo n 3, de 1948, em vigor no Brasil 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP desde 26 de novembro de 1965, promulgado pelo Decreto n 58.054, de 23 de março de 1966); a Convenção de Washington sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES ratificada pelo Decreto-Lei n 54/75 e promulgado pelo Decreto n 76.623, de novembro de 1975) e a Convenção sobre Diversidade Biológica CDB (ratificada pelo Brasil por meio do Decreto Legislativo n 2, de 8 de fevereiro de 1994), o que demonstra sua preocupação e interesse na proteção e conservação da biodiversidade e recursos biológicos nacionais. Por outro lado, o Brasil ratificou sua adesão ao Princípio da Precaução, ao assinar a Declaração do Rio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (RIO 92) e a Carta da Terra, no Fórum Rio +5. Segundo este princípio fundamental de direito internacional ambiental, os povos devem estabelecer mecanismos de combate preventivos às ações que ameaçam a utilização sustentável dos ecossistemas, biodiversidade e florestas, fenômeno jurídico que a toda evidência implica aparente conflito entre as competências da Justiça estadual e federal. A meu juízo, o recurso merece ter a repercussão geral reconhecida, pois o tema constitucional versado nestes autos é questão relevante do ponto de vista econômico, pois a cada operação clandestina de animais para o exterior, o país deixa de fiscalizar o destino e emprego de sua fauna nativa, além de não arrecadar tributos. Tem ainda repercussão social, pois os direitos fundamentais de terceira, quiçá, quarta geração asseguram a todos um meio ambiente saudável e 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP desde 26 de novembro de 1965, promulgado pelo Decreto n 58.054, de 23 de março de 1966); a Convenção de Washington sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES ratificada pelo Decreto-Lei n 54/75 e promulgado pelo Decreto n 76.623, de novembro de 1975) e a Convenção sobre Diversidade Biológica CDB (ratificada pelo Brasil por meio do Decreto Legislativo n 2, de 8 de fevereiro de 1994), o que demonstra sua preocupação e interesse na proteção e conservação da biodiversidade e recursos biológicos nacionais. Por outro lado, o Brasil ratificou sua adesão ao Princípio da Precaução, ao assinar a Declaração do Rio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (RIO 92) e a Carta da Terra, no Fórum Rio +5. Segundo este princípio fundamental de direito internacional ambiental, os povos devem estabelecer mecanismos de combate preventivos às ações que ameaçam a utilização sustentável dos ecossistemas, biodiversidade e florestas, fenômeno jurídico que a toda evidência implica aparente conflito entre as competências da Justiça estadual e federal. A meu juízo, o recurso merece ter a repercussão geral reconhecida, pois o tema constitucional versado nestes autos é questão relevante do ponto de vista econômico, pois a cada operação clandestina de animais para o exterior, o país deixa de fiscalizar o destino e emprego de sua fauna nativa, além de não arrecadar tributos. Tem ainda repercussão social, pois os direitos fundamentais de terceira, quiçá, quarta geração asseguram a todos um meio ambiente saudável e 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP equilibrado. Sob o enfoque jurídico, em última análise, há duas espécies de violação; a primeira, diz respeito à inobservância aos tratados e convenções internacionalizados pelo Brasil com a edição dos expedientes legislativos acima mencionados que evidenciam a tendência do Brasil à cooperação internacional no combate aos crimes ambientais. E, a outra, guarda relação com o delito que, embora cometido contra o meio ambiente, restringe-se à ofensa à política nacional sobre a matéria. Portanto, não caracterizaria interesse direto da União na demanda, a justificar atuação da Justiça federal, mantendo-se a competência no âmbito interno da jurisdição residual e segmentada do estado. Por fim, ultrapassa os interesses subjetivos da causa, uma vez que a tese jurídica é de definição de competência constitucionalmente prevista. Ante o exposto, manifesto-me pela existência de repercussão geral e submeto a matéria à apreciação dos demais Ministros da Corte. Publique-se. Brasília, 1... de abril de 2013. Ministro Luiz Fux Relator 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP equilibrado. Sob o enfoque jurídico, em última análise, há duas espécies de violação; a primeira, diz respeito à inobservância aos tratados e convenções internacionalizados pelo Brasil com a edição dos expedientes legislativos acima mencionados que evidenciam a tendência do Brasil à cooperação internacional no combate aos crimes ambientais. E, a outra, guarda relação com o delito que, embora cometido contra o meio ambiente, restringe-se à ofensa à política nacional sobre a matéria. Portanto, não caracterizaria interesse direto da União na demanda, a justificar atuação da Justiça federal, mantendo-se a competência no âmbito interno da jurisdição residual e segmentada do estado. Por fim, ultrapassa os interesses subjetivos da causa, uma vez que a tese jurídica é de definição de competência constitucionalmente prevista. Ante o exposto, manifesto-me pela existência de repercussão geral e submeto a matéria à apreciação dos demais Ministros da Corte. Publique-se. Brasília, 1... de abril de 2013. Ministro Luiz Fux Relator 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765384. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.977 SÃO PAULO PRONUNCIAMENTO AGRAVO PROVIDO PELO RELATOR. COMPETÊNCIA – CRIME A ENVOLVER O MEIO AMBIENTE – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário com Agravo n 737.977/SP, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 12 de abril de 2013. A Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 3... Região, ao negar provimento ao Recurso em Sentido Estrito n 0013147-48.2006.4.03.6181/SP, concluiu pela competência da Justiça estadual para julgar causa relativa à prática de crime previsto no artigo 29, § 1..., inciso III, da Lei n 9.605/98, consistente na exportação irregular de espécimes da fauna silvestre brasileira. Segundo consignou, reconhecer que incumbe à Justiça Federal o exame da conduta criminosa, por ser atribuição do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA fiscalizar a saída dos referidos animais do país, implicaria o restabelecimento do cancelado Verbete n 91 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça. Apontou que a mera transnacionalidade do delito, sem previsão específica em tratado internacional do qual o Brasil seja signatário, não teria o condão de atrair a competência para a Justiça Federal. Não foram interpostos embargos de declaração. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 737.977 SÃO PAULO PRONUNCIAMENTO AGRAVO PROVIDO PELO RELATOR. COMPETÊNCIA – CRIME A ENVOLVER O MEIO AMBIENTE – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário com Agravo n 737.977/SP, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 12 de abril de 2013. A Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 3... Região, ao negar provimento ao Recurso em Sentido Estrito n 0013147-48.2006.4.03.6181/SP, concluiu pela competência da Justiça estadual para julgar causa relativa à prática de crime previsto no artigo 29, § 1..., inciso III, da Lei n 9.605/98, consistente na exportação irregular de espécimes da fauna silvestre brasileira. Segundo consignou, reconhecer que incumbe à Justiça Federal o exame da conduta criminosa, por ser atribuição do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA fiscalizar a saída dos referidos animais do país, implicaria o restabelecimento do cancelado Verbete n 91 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça. Apontou que a mera transnacionalidade do delito, sem previsão específica em tratado internacional do qual o Brasil seja signatário, não teria o condão de atrair a competência para a Justiça Federal. Não foram interpostos embargos de declaração. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP No extraordinário, protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o Ministério Público Federal sustenta ofensa aos artigos 5..., inciso LIII, e 109, inciso IV, da Carta da República. Assevera cuidar-se de delito com natureza transnacional, haja vista transcender a conduta criminosa as fronteiras brasileiras, cujo controle consubstancia questão diretamente atrelada à soberania do Estado, exigindo tratamento uniforme em todo o território nacional, o que evidenciaria afronta a interesse da União. Destaca caber à Polícia Federal a função de exercer a vigilância das fronteiras. Salienta haver o Supremo decidido, em outros casos, pela competência da Justiça Federal para o julgamento de ação penal envolvendo crimes com desdobramentos internacionais, embora inexistisse previsão específica das aludidas infrações em convenções ou tratados dos quais o Brasil participasse. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes, mostrando-se relevante do ponto de vista jurídico, porque versa sobre a competência da Justiça Federal para a apreciação de crime que extrapola as fronteiras nacionais. O recorrido, em contrarrazões, anota a ausência de repercussão geral da matéria. Alega a inexistência de transgressão aos dispositivos constitucionais evocadas, bem como a impossibilidade de arguição de questão fática. O extraordinário não foi admitido na origem. O recorrente interpôs agravo. Disse do cabimento do extraordinário e reiterou os argumentos constantes do recurso. O recorrido, na contraminuta, indicou o acerto da decisão atacada. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP No extraordinário, protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o Ministério Público Federal sustenta ofensa aos artigos 5..., inciso LIII, e 109, inciso IV, da Carta da República. Assevera cuidar-se de delito com natureza transnacional, haja vista transcender a conduta criminosa as fronteiras brasileiras, cujo controle consubstancia questão diretamente atrelada à soberania do Estado, exigindo tratamento uniforme em todo o território nacional, o que evidenciaria afronta a interesse da União. Destaca caber à Polícia Federal a função de exercer a vigilância das fronteiras. Salienta haver o Supremo decidido, em outros casos, pela competência da Justiça Federal para o julgamento de ação penal envolvendo crimes com desdobramentos internacionais, embora inexistisse previsão específica das aludidas infrações em convenções ou tratados dos quais o Brasil participasse. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes, mostrando-se relevante do ponto de vista jurídico, porque versa sobre a competência da Justiça Federal para a apreciação de crime que extrapola as fronteiras nacionais. O recorrido, em contrarrazões, anota a ausência de repercussão geral da matéria. Alega a inexistência de transgressão aos dispositivos constitucionais evocadas, bem como a impossibilidade de arguição de questão fática. O extraordinário não foi admitido na origem. O recorrente interpôs agravo. Disse do cabimento do extraordinário e reiterou os argumentos constantes do recurso. O recorrido, na contraminuta, indicou o acerto da decisão atacada. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP O relator proveu o agravo e determinou o seguimento do extraordinário. Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux: DIREITO CONSTITUCIONAL. PENAL E PROCESSO PENAL. EXPORTAÇÃO ILEGAL DE ANIMAIS SILVESTRES. CRIMES AMBIENTAIS. TRANSNACIONALIDADE DO DELITO. DEFINIÇÃO DE COMPETÊNCIA. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL. 1. Há percussão geral na questão que versa, sobre o limite da competência entre a Justiça federal e estadual para processar crimes ambientais previstos na Lei n 9.605/98, cuja conduta e resultado tenham ou não extrapolado os limites territoriais do país. 2. O Brasil é signatário de Convenções e acordos internacionais e ratificou sua adesão ao Princípio da Precaução, ao assinar a Declaração do Rio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (RIO 92) e a Carta da Terra, no Fórum Rio +5. 3. Por outro lado, há violações que, embora cometidas contra o meio ambiente, não repercute no cenário mundial e, portanto, não caracterizaria interesse direto da União na demanda, a justificar a atuação da Justiça federal, mantendo-se a competência no âmbito interno da jurisdição residual e segmentada do estado. 3. Este fenômeno jurídico que demonstra preocupação e interesse do Brasil na proteção e conservação da biodiversidade e recursos biológicos nacionais, a toda evidência implica aparente conflito entre as competências da Justiça estadual e federal. 4. In casu, o recurso merece ter a repercussão geral reconhecida, pois o tema constitucional versado nestes autos é questão relevante do ponto de vista econômico, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP O relator proveu o agravo e determinou o seguimento do extraordinário. Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux: DIREITO CONSTITUCIONAL. PENAL E PROCESSO PENAL. EXPORTAÇÃO ILEGAL DE ANIMAIS SILVESTRES. CRIMES AMBIENTAIS. TRANSNACIONALIDADE DO DELITO. DEFINIÇÃO DE COMPETÊNCIA. MANIFESTAÇÃO PELA REPERCUSSÃO GERAL. 1. Há percussão geral na questão que versa, sobre o limite da competência entre a Justiça federal e estadual para processar crimes ambientais previstos na Lei n 9.605/98, cuja conduta e resultado tenham ou não extrapolado os limites territoriais do país. 2. O Brasil é signatário de Convenções e acordos internacionais e ratificou sua adesão ao Princípio da Precaução, ao assinar a Declaração do Rio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (RIO 92) e a Carta da Terra, no Fórum Rio +5. 3. Por outro lado, há violações que, embora cometidas contra o meio ambiente, não repercute no cenário mundial e, portanto, não caracterizaria interesse direto da União na demanda, a justificar a atuação da Justiça federal, mantendo-se a competência no âmbito interno da jurisdição residual e segmentada do estado. 3. Este fenômeno jurídico que demonstra preocupação e interesse do Brasil na proteção e conservação da biodiversidade e recursos biológicos nacionais, a toda evidência implica aparente conflito entre as competências da Justiça estadual e federal. 4. In casu, o recurso merece ter a repercussão geral reconhecida, pois o tema constitucional versado nestes autos é questão relevante do ponto de vista econômico, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP pois a cada operação clandestina de animais para o exterior, o país deixa de fiscalizar o destino e emprego de sua fauna nativa, além de não arrecadar tributos. Tem ainda repercussão social, pois os direitos fundamentais de terceira, quiçá, quarta geração asseguram a todos um meio ambiente saudável e equilibrado. Sob o enfoque jurídico, em última análise, há duas espécies de violação; a primeira, diz respeito à inobservância aos tratados e convenções internacionalizados pelo Brasil com a edição de expedientes legislativos que evidenciam a tendência de cooperação internacional no combate aos crimes ambientais. E, a outra, guarda relação com o delito que, embora cometido contra o meio ambiente, restringe-se à ofensa à política nacional sobre a matéria. Por fim, ultrapassa os interesses subjetivos da causa, uma vez que a tese jurídica é de definição de competência constitucionalmente prevista. Decisão: Trata-se de agravo interposto com base no art. 544 do Código de Processo Civil, contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário, sob o fundamento de que a alegação de ofensa ao texto constitucional, acaso existente, seria indireta e reflexa. Nas razões recursais, a parte agravante alega desacerto da decisão agravada, contrapondo-se, em síntese, aos argumentos do julgado. Pede, ao fim, o conhecimento do agravo e o provimento do recurso. Na origem, o recurso extraordinário foi manejado com esteio no art. 102, III, a, da Constituição da República, em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim ementado: PROCESSO PENAL. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. ART. 29, §1..., III, DA LEI 9.605/98. LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS. EXPORTAÇÃO IRREGULAR DE ANIMAL EXÓTICO. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP pois a cada operação clandestina de animais para o exterior, o país deixa de fiscalizar o destino e emprego de sua fauna nativa, além de não arrecadar tributos. Tem ainda repercussão social, pois os direitos fundamentais de terceira, quiçá, quarta geração asseguram a todos um meio ambiente saudável e equilibrado. Sob o enfoque jurídico, em última análise, há duas espécies de violação; a primeira, diz respeito à inobservância aos tratados e convenções internacionalizados pelo Brasil com a edição de expedientes legislativos que evidenciam a tendência de cooperação internacional no combate aos crimes ambientais. E, a outra, guarda relação com o delito que, embora cometido contra o meio ambiente, restringe-se à ofensa à política nacional sobre a matéria. Por fim, ultrapassa os interesses subjetivos da causa, uma vez que a tese jurídica é de definição de competência constitucionalmente prevista. Decisão: Trata-se de agravo interposto com base no art. 544 do Código de Processo Civil, contra decisão que inadmitiu recurso extraordinário, sob o fundamento de que a alegação de ofensa ao texto constitucional, acaso existente, seria indireta e reflexa. Nas razões recursais, a parte agravante alega desacerto da decisão agravada, contrapondo-se, em síntese, aos argumentos do julgado. Pede, ao fim, o conhecimento do agravo e o provimento do recurso. Na origem, o recurso extraordinário foi manejado com esteio no art. 102, III, a, da Constituição da República, em face de acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região, assim ementado: PROCESSO PENAL. RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. ART. 29, §1..., III, DA LEI 9.605/98. LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS. EXPORTAÇÃO IRREGULAR DE ANIMAL EXÓTICO. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP FEDERAL PARA PROCESSAR E JULGAR A AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE INTERESSE DIRETO DE AUTARQUIA FEDERAL. IBAMA. DESPROVIMENTO. 1. Alega o Parquet que os fatos descritos na exordial acusatória se amoldariam à hipótese de competência da Justiça Federal insculpida no art. 109, IV, da Constituição Federal, porquanto o ilícito penal atingiria interesse de entidade autárquica vinculada à União. 2. Cumpre sublinhar que o entendimento jurisprudencial sobre a matéria foi alterado a partir do cancelamento pelo colendo Superior Tribunal de Justiça da sua Súmula n 91, que enunciava que compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes praticados contra a fauna. 3. Com efeito, admitir o enquadramento em tal regra por competir ao IBAMA a fiscalização quanto à saída destes exemplares no país, equivaleria a restabelecer o entendimento da súmula revogada, uma vez que o poder de polícia da autarquia federal abrange todas as espécies de animais exóticos. 4. Cabe anotar que, em casos análogos, o colendo Superior Tribunal de Justiça e esta egrégia Corte regional têm decidido reiteradamente que se trata de interesse reflexo que não tem, por si só, o condão de atrair a competência da Justiça Federal (Superior Tribunal de Justiça, 3... Seção, Código Civil Brasileiro 200801473008, Rel. Des. Fed. Conv. Celso Limongi, DJ 05/11/2010; TRF3, Quinta Turma, RESE 00109472920104036181, Rel. Des. Fed. Ramza Tartuce, DJ 01/03/2011). 5. A mera transnacionalidade do delito que não encontra previsão específica em tratado internacional em que o Brasil figure como signatário, não atrai a competência da Justiça Federal. 6. Recurso em sentido estrito desprovido (fls. 472- 472-v). 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP FEDERAL PARA PROCESSAR E JULGAR A AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE INTERESSE DIRETO DE AUTARQUIA FEDERAL. IBAMA. DESPROVIMENTO. 1. Alega o Parquet que os fatos descritos na exordial acusatória se amoldariam à hipótese de competência da Justiça Federal insculpida no art. 109, IV, da Constituição Federal, porquanto o ilícito penal atingiria interesse de entidade autárquica vinculada à União. 2. Cumpre sublinhar que o entendimento jurisprudencial sobre a matéria foi alterado a partir do cancelamento pelo colendo Superior Tribunal de Justiça da sua Súmula n 91, que enunciava que compete à Justiça Federal processar e julgar os crimes praticados contra a fauna. 3. Com efeito, admitir o enquadramento em tal regra por competir ao IBAMA a fiscalização quanto à saída destes exemplares no país, equivaleria a restabelecer o entendimento da súmula revogada, uma vez que o poder de polícia da autarquia federal abrange todas as espécies de animais exóticos. 4. Cabe anotar que, em casos análogos, o colendo Superior Tribunal de Justiça e esta egrégia Corte regional têm decidido reiteradamente que se trata de interesse reflexo que não tem, por si só, o condão de atrair a competência da Justiça Federal (Superior Tribunal de Justiça, 3... Seção, Código Civil Brasileiro 200801473008, Rel. Des. Fed. Conv. Celso Limongi, DJ 05/11/2010; TRF3, Quinta Turma, RESE 00109472920104036181, Rel. Des. Fed. Ramza Tartuce, DJ 01/03/2011). 5. A mera transnacionalidade do delito que não encontra previsão específica em tratado internacional em que o Brasil figure como signatário, não atrai a competência da Justiça Federal. 6. Recurso em sentido estrito desprovido (fls. 472- 472-v). 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP Na origem, o Ministério Público Federal ofereceu denúncia perante a Justiça Federal, imputando ao ora recorrido, a prática dos crimes do art. 29, § 1..., III, e § 4..., I, ambos da Lei n 9.605/98 e, por três vezes, a do art. 299 c/c 71 do Código Penal, em razão das condutas irregulares de manter em cativeiro e exportar animais silvestres da fauna brasileira, inclusive espécimes ameaçados de extinção. Em primeiro grau, o juízo declinou da competência; a uma porque entende que, em regra, compete à Justiça estadual processar e julgar os crimes ambientais; a duas pois, o Superior Tribunal de Justiça cancelou a súmula n 91, que estabelecia a competência da Justiça federal para o julgamento de crimes contra a fauna e, a três, por desconhecer a existência de tratado do qual o Brasil seja signatário, apto a ensejar a incidência do inciso V do art. 109 da Constituição da República. O Tribunal regional, ao julgar o recurso em sentido estrito, manteve a ausência de competência da Justiça Federal para julgar crimes ambientais, fundamentando-se, genericamente, em reiteradas decisões do Superior Tribunal de Justiça, que, segundo alega, em casos como os destes autos, não vislumbrariam lesão direta a qualquer bem, serviço ou interesse da União, visto que a proteção ao meio ambiente constitui matéria afeta à competência comum; portanto, envolvendo todos os entes da federação. Presentes os pressupostos de admissibilidade, dou provimento ao agravo. Passo à análise do recurso extraordinário. Nas razões recursais, o recorrente apresenta preliminar de repercussão geral fundamentada e, no mérito, sustenta violação ao art. 109, V, da Constituição Federal. Nesse sentido, sustenta a competência da Justiça Federal para julgar crimes ambientais, quando iniciada a execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou vice-versa. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP Na origem, o Ministério Público Federal ofereceu denúncia perante a Justiça Federal, imputando ao ora recorrido, a prática dos crimes do art. 29, § 1..., III, e § 4..., I, ambos da Lei n 9.605/98 e, por três vezes, a do art. 299 c/c 71 do Código Penal, em razão das condutas irregulares de manter em cativeiro e exportar animais silvestres da fauna brasileira, inclusive espécimes ameaçados de extinção. Em primeiro grau, o juízo declinou da competência; a uma porque entende que, em regra, compete à Justiça estadual processar e julgar os crimes ambientais; a duas pois, o Superior Tribunal de Justiça cancelou a súmula n 91, que estabelecia a competência da Justiça federal para o julgamento de crimes contra a fauna e, a três, por desconhecer a existência de tratado do qual o Brasil seja signatário, apto a ensejar a incidência do inciso V do art. 109 da Constituição da República. O Tribunal regional, ao julgar o recurso em sentido estrito, manteve a ausência de competência da Justiça Federal para julgar crimes ambientais, fundamentando-se, genericamente, em reiteradas decisões do Superior Tribunal de Justiça, que, segundo alega, em casos como os destes autos, não vislumbrariam lesão direta a qualquer bem, serviço ou interesse da União, visto que a proteção ao meio ambiente constitui matéria afeta à competência comum; portanto, envolvendo todos os entes da federação. Presentes os pressupostos de admissibilidade, dou provimento ao agravo. Passo à análise do recurso extraordinário. Nas razões recursais, o recorrente apresenta preliminar de repercussão geral fundamentada e, no mérito, sustenta violação ao art. 109, V, da Constituição Federal. Nesse sentido, sustenta a competência da Justiça Federal para julgar crimes ambientais, quando iniciada a execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou vice-versa. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP Com efeito, o Ministério Público alega que crimes que ultrapassam as fronteiras nacionais, com exportação clandestina e ilegal de animais da fauna nativa evidenciam ofensa direta ao patrimônio da União, porquanto o controle de saída e entrada do país está relacionado à soberania do Estado brasileiro, atraindo a competência da Justiça Federal para julgar a causa, nos termos do art. 109, V, da Constituição Federal de 1988. Por fim, alega a transnacionalidade do delito, uma vez que os documentos que embasaram a denúncia demonstram remessas em grande quantidade de animais vivos, sem autorização do Ibama e por meio do correio aéreo para os Estados Unidos da América, caracterizando o interesse federal na causa, a fim de evitar mercancia ilegal de animais, inclusive por meio cruel, e evitar possíveis danos à reputação do País junto à comunidade internacional. A presente controvérsia versa, em suma, sobre o limite da competência entre a Justiça federal e estadual para processar crimes ambientais previstos na Lei n 9.605/98, cuja conduta e resultado tenham ou não extrapolado os limites territoriais do país. O Brasil, desde 1965, é signatário de Convenções e acordos internacionais como a Convenção para a Proteção da Flora, da Fauna e das Belezas Cênicas Naturais dos Países da América (ratificada pelo Decreto Legislativo n 3, de 1948, em vigor no Brasil desde 26 de novembro de 1965, promulgado pelo Decreto n 58.054, de 23 de março de 1966); a Convenção de Washington sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES ratificada pelo Decreto- Lei n 54/75 e promulgado pelo Decreto n 76.623, de novembro de 1975) e a Convenção sobre Diversidade Biológica CDB (ratificada pelo Brasil por meio do Decreto Legislativo n 2, de 8 de fevereiro de 1994), o que demonstra sua preocupação e interesse na proteção e 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP Com efeito, o Ministério Público alega que crimes que ultrapassam as fronteiras nacionais, com exportação clandestina e ilegal de animais da fauna nativa evidenciam ofensa direta ao patrimônio da União, porquanto o controle de saída e entrada do país está relacionado à soberania do Estado brasileiro, atraindo a competência da Justiça Federal para julgar a causa, nos termos do art. 109, V, da Constituição Federal de 1988. Por fim, alega a transnacionalidade do delito, uma vez que os documentos que embasaram a denúncia demonstram remessas em grande quantidade de animais vivos, sem autorização do Ibama e por meio do correio aéreo para os Estados Unidos da América, caracterizando o interesse federal na causa, a fim de evitar mercancia ilegal de animais, inclusive por meio cruel, e evitar possíveis danos à reputação do País junto à comunidade internacional. A presente controvérsia versa, em suma, sobre o limite da competência entre a Justiça federal e estadual para processar crimes ambientais previstos na Lei n 9.605/98, cuja conduta e resultado tenham ou não extrapolado os limites territoriais do país. O Brasil, desde 1965, é signatário de Convenções e acordos internacionais como a Convenção para a Proteção da Flora, da Fauna e das Belezas Cênicas Naturais dos Países da América (ratificada pelo Decreto Legislativo n 3, de 1948, em vigor no Brasil desde 26 de novembro de 1965, promulgado pelo Decreto n 58.054, de 23 de março de 1966); a Convenção de Washington sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES ratificada pelo Decreto- Lei n 54/75 e promulgado pelo Decreto n 76.623, de novembro de 1975) e a Convenção sobre Diversidade Biológica CDB (ratificada pelo Brasil por meio do Decreto Legislativo n 2, de 8 de fevereiro de 1994), o que demonstra sua preocupação e interesse na proteção e 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP conservação da biodiversidade e recursos biológicos nacionais. Por outro lado, o Brasil ratificou sua adesão ao Princípio da Precaução, ao assinar a Declaração do Rio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (RIO 92) e a Carta da Terra, no Fórum Rio +5. Segundo este princípio fundamental de direito internacional ambiental, os povos devem estabelecer mecanismos de combate preventivos às ações que ameaçam a utilização sustentável dos ecossistemas, biodiversidade e florestas, fenômeno jurídico que a toda evidência implica aparente conflito entre as competências da Justiça estadual e federal. A meu juízo, o recurso merece ter a repercussão geral reconhecida, pois o tema constitucional versado nestes autos é questão relevante do ponto de vista econômico, pois a cada operação clandestina de animais para o exterior, o país deixa de fiscalizar o destino e emprego de sua fauna nativa, além de não arrecadar tributos. Tem ainda repercussão social, pois os direitos fundamentais de terceira, quiçá, quarta geração asseguram a todos um meio ambiente saudável e equilibrado. Sob o enfoque jurídico, em última análise, há duas espécies de violação; a primeira, diz respeito à inobservância aos tratados e convenções internacionalizados pelo Brasil com a edição dos expedientes legislativos acima mencionados que evidenciam a tendência do Brasil à cooperação internacional no combate aos crimes ambientais. E, a outra, guarda relação com o delito que, embora cometido contra o meio ambiente, restringe-se à ofensa à política nacional sobre a matéria. Portanto, não caracterizaria interesse direto da União na demanda, a justificar atuação da Justiça federal, mantendo-se a competência no âmbito interno da jurisdição residual e 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP conservação da biodiversidade e recursos biológicos nacionais. Por outro lado, o Brasil ratificou sua adesão ao Princípio da Precaução, ao assinar a Declaração do Rio, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (RIO 92) e a Carta da Terra, no Fórum Rio +5. Segundo este princípio fundamental de direito internacional ambiental, os povos devem estabelecer mecanismos de combate preventivos às ações que ameaçam a utilização sustentável dos ecossistemas, biodiversidade e florestas, fenômeno jurídico que a toda evidência implica aparente conflito entre as competências da Justiça estadual e federal. A meu juízo, o recurso merece ter a repercussão geral reconhecida, pois o tema constitucional versado nestes autos é questão relevante do ponto de vista econômico, pois a cada operação clandestina de animais para o exterior, o país deixa de fiscalizar o destino e emprego de sua fauna nativa, além de não arrecadar tributos. Tem ainda repercussão social, pois os direitos fundamentais de terceira, quiçá, quarta geração asseguram a todos um meio ambiente saudável e equilibrado. Sob o enfoque jurídico, em última análise, há duas espécies de violação; a primeira, diz respeito à inobservância aos tratados e convenções internacionalizados pelo Brasil com a edição dos expedientes legislativos acima mencionados que evidenciam a tendência do Brasil à cooperação internacional no combate aos crimes ambientais. E, a outra, guarda relação com o delito que, embora cometido contra o meio ambiente, restringe-se à ofensa à política nacional sobre a matéria. Portanto, não caracterizaria interesse direto da União na demanda, a justificar atuação da Justiça federal, mantendo-se a competência no âmbito interno da jurisdição residual e 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP segmentada do estado. Por fim, ultrapassa os interesses subjetivos da causa, uma vez que a tese jurídica é de definição de competência constitucionalmente prevista. Ante o exposto, manifesto-me pela existência de repercussão geral e submeto a matéria à apreciação dos demais Ministros da Corte. Publique-se. Brasília, 1... de abril de 2013. Ministro Luiz Fux Relator 2. O recurso extraordinário teve o processamento indeferido na origem. O processo em que interposto subiu ante o agravo formalizado. O relator, ministro Luiz Fux, a ele deu provimento. Então, nota-se evolução de Sua Excelência no que não se limitou a inserir o caso, sem análise do agravo, no denominado Plenário Virtual. A situação é diversa da apreciada no dia de ontem, sob a mesma relatoria, no Plenário – Recurso Extraordinário com Agravo n 648.629/RJ. No mais, está-se diante de controvérsia a reclamar a manifestação do Supremo como guarda maior da Lei Básica da República. O Tribunal Regional Federal assentou a competência da Justiça Comum para julgar ação penal movida contra o recorrido. Cabe tão somente uma observação: nada justifica o lançamento, na autuação, das iniciais da parte em vez de homenagear-se a publicidade mediante a inserção do nome completo. 3. Preconizo a retificação da autuação na forma do que o próprio Supremo acaba de decidir em sessão administrativa realizada na última semana. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP segmentada do estado. Por fim, ultrapassa os interesses subjetivos da causa, uma vez que a tese jurídica é de definição de competência constitucionalmente prevista. Ante o exposto, manifesto-me pela existência de repercussão geral e submeto a matéria à apreciação dos demais Ministros da Corte. Publique-se. Brasília, 1... de abril de 2013. Ministro Luiz Fux Relator 2. O recurso extraordinário teve o processamento indeferido na origem. O processo em que interposto subiu ante o agravo formalizado. O relator, ministro Luiz Fux, a ele deu provimento. Então, nota-se evolução de Sua Excelência no que não se limitou a inserir o caso, sem análise do agravo, no denominado Plenário Virtual. A situação é diversa da apreciada no dia de ontem, sob a mesma relatoria, no Plenário – Recurso Extraordinário com Agravo n 648.629/RJ. No mais, está-se diante de controvérsia a reclamar a manifestação do Supremo como guarda maior da Lei Básica da República. O Tribunal Regional Federal assentou a competência da Justiça Comum para julgar ação penal movida contra o recorrido. Cabe tão somente uma observação: nada justifica o lançamento, na autuação, das iniciais da parte em vez de homenagear-se a publicidade mediante a inserção do nome completo. 3. Preconizo a retificação da autuação na forma do que o próprio Supremo acaba de decidir em sessão administrativa realizada na última semana. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 737977 RG / SP 4. Manifesto-me no sentido de encontrar-se configurada a repercussão geral. 5. À Assessoria, para acompanhar o incidente, tomando as providências necessárias em processos, que se encontrem sob a minha relatoria, nos quais se veicule idêntica matéria. 6. Publiquem. Brasília – residência –, 25 de abril de 2013, às 10h50. Ministro MARCO AURÉLIO 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Supremo Tribunal Federal ARE 737977 RG / SP 4. Manifesto-me no sentido de encontrar-se configurada a repercussão geral. 5. À Assessoria, para acompanhar o incidente, tomando as providências necessárias em processos, que se encontrem sob a minha relatoria, nos quais se veicule idêntica matéria. 6. Publiquem. Brasília – residência –, 25 de abril de 2013, às 10h50. Ministro MARCO AURÉLIO 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741066. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
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Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "IBAMA", "União", "Superior Tribunal de Justiça", "IBAMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "TRF3 , Quinta Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "IBAMA", "União", "Superior Tribunal de Justiça", "IBAMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "TRF3 , Quinta Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "União", "Infraestrutura", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "União", "Infraestrutura de", "Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público", "União", "Ibama", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "União", "Ibama", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Brasil", "Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento", "RIO", "92", "Fórum Rio + 5", "Brasil", "Brasil", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Brasil", "Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento", "RIO", "92", "Fórum Rio + 5", "Brasil", "Brasil", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário Virtual", "Plenário", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Plenário", "Supremo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "SAMY GARSON", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "Celso Limongi", "Ramza Tartuce", "Celso Limongi", "Ramza Tartuce", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Celso Limongi", "Ramza Tartuce", "Celso Limongi", "Ramza Tartuce", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO" ], "TEMPO": [ "02", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "11", "/", "2010", "01", "/", "03", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "11", "/", "2010", "01", "/", "03", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1948", "24", "/", "08", "/", "2001", "1948", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de novembro de 1965", "23 de março de 1966", "novembro de 1975", "8 de fevereiro de 1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de novembro de 1965", "23 de março de 1966", "novembro de 1975", "8 de fevereiro de 1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ". . . de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ". . . de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "11", "/", "2010", "01", "/", "03", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "11", "/", "2010", "01", "/", "03", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1948", "26 de novembro de 1965", "23 de março de 1966", "novembro de 1975", "8 de fevereiro de 1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "1948", "26 de novembro de 1965", "23 de março de 1966", "novembro de 1975", "8 de fevereiro de 1994", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ". . . de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ". . . de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 09/04/2013 SEGUNDA TURMA REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 3.173 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AUTOR(A/S)(ES) :UEBE REZECK ADV.(A/S) :PAULO RANGEL DO NASCIMENTO RÉU(É)(S) :OTAVIO ALVES GARCIA ADV.(A/S) :RICARDO ALVES DE OLIVEIRA RÉU(É)(S) :MUNICÍPIO DE BARRETOS ADV.(A/S) :LUIZ MANOEL GOMES JUNIOR E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :AFONSO CELSO DAS NEVES ADV.(A/S) :IVAN BARBOSA RIGOLIN EMENTA: AÇÃO CAUTELAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONALIDADE DO PAGAMENTO DE OUTRAS VERBAS REMUNERATÓRIAS JUNTAMENTO COM O SUBSÍDIO. MATÉRIA OBJETO DO RE 650.898-RG/RS. MEDIDA LIMINAR REFERENDADA. I – Ação cautelar que busca atribuir efeito suspensivo a recurso extraordinário em que se discute a constitucionalidade do pagamento de outras espécies remuneratórias juntamente com o subsídio. II – A matéria teve a repercussão geral reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal no RE 650.898-RG/RS, Rel. Min. Marco Aurélio III – Decisão monocrática concessiva da liminar referendada pela Turma. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, referendar a medida liminar deferida monocraticamente, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3636924. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão AC 3173 MC-REF / SP Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. Brasília, 9 de abril de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3636924. Supremo Tribunal Federal AC 3173 MC-REF / SP Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. Brasília, 9 de abril de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3636924. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 09/04/2013 SEGUNDA TURMA REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 3.173 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AUTOR(A/S)(ES) :UEBE REZECK ADV.(A/S) :PAULO RANGEL DO NASCIMENTO RÉU(É)(S) :OTAVIO ALVES GARCIA ADV.(A/S) :RICARDO ALVES DE OLIVEIRA RÉU(É)(S) :MUNICÍPIO DE BARRETOS ADV.(A/S) :LUIZ MANOEL GOMES JUNIOR E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :AFONSO CELSO DAS NEVES ADV.(A/S) :IVAN BARBOSA RIGOLIN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de ação cautelar, proposta por Uebe Rezeck, com pedido de medida liminar, a fim de atribuir efeito suspensivo ao RE 647.706/SP, de minha relatoria. Na origem, foi ajuizada ação popular questionando o pagamento ao requerente, então Prefeito do Município de Barretos/SP, de férias, com adicional de 1/3, e de gratificação natalina. A ação foi julgada procedente, condenando-se o ora requerente à devolução dos valores recebidos a tais títulos. Contra essa decisão foi interposto recurso de apelação, ao qual foi negado provimento. No recurso extraordinário interposto pelo requerente discute-se, então, a constitucionalidade do pagamento de outras espécies remuneratórias juntamente com o subsídio. Como essa matéria teve a repercussão geral reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (RE 650.898-RG/RS, Rel. Min. Marco Aurélio), Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3636925. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 SEGUNDA TURMA REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 3.173 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AUTOR(A/S)(ES) :UEBE REZECK ADV.(A/S) :PAULO RANGEL DO NASCIMENTO RÉU(É)(S) :OTAVIO ALVES GARCIA ADV.(A/S) :RICARDO ALVES DE OLIVEIRA RÉU(É)(S) :MUNICÍPIO DE BARRETOS ADV.(A/S) :LUIZ MANOEL GOMES JUNIOR E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :AFONSO CELSO DAS NEVES ADV.(A/S) :IVAN BARBOSA RIGOLIN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de ação cautelar, proposta por Uebe Rezeck, com pedido de medida liminar, a fim de atribuir efeito suspensivo ao RE 647.706/SP, de minha relatoria. Na origem, foi ajuizada ação popular questionando o pagamento ao requerente, então Prefeito do Município de Barretos/SP, de férias, com adicional de 1/3, e de gratificação natalina. A ação foi julgada procedente, condenando-se o ora requerente à devolução dos valores recebidos a tais títulos. Contra essa decisão foi interposto recurso de apelação, ao qual foi negado provimento. No recurso extraordinário interposto pelo requerente discute-se, então, a constitucionalidade do pagamento de outras espécies remuneratórias juntamente com o subsídio. Como essa matéria teve a repercussão geral reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (RE 650.898-RG/RS, Rel. Min. Marco Aurélio), Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3636925. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Relatório AC 3173 MC-REF / SP determinei, com fundamento no art. 328, parágrafo único, do RISTF, a devolução dos autos do RE ao Tribunal de origem para que fosse observado o disposto no art. 543-B do CPC. Nesta ação cautelar, o requerente justificou o perigo na demora no fato de que, caso não atribuído o efeito suspensivo ao recurso extraordinário, ficaria impedido de se candidatar a qualquer cargo político até que esta Corte resolvesse a questão de fundo. Deferi a liminar requerida, pois, como dito, este Tribunal reconheceu a repercussão da matéria relativa à constitucionalidade do pagamento de outras espécies remuneratórias juntamente com o subsídio, por ocasião da apreciação do RE 650.898-RG/RS, em acórdão assim ementado: “PROCESSO OBJETIVO – TRIBUNAL DE JUSTIÇA – CONFLITO DE LEI MUNICIPAL COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL – CRIVO IMPLEMENTADO – SUBSÍDIO – GRATIFICAÇÃO DE FÉRIAS, 13º SALÁRIO E VERBA INDENIZATÓRIA – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. Possui repercussão geral a controvérsia acerca da viabilidade de órgão especial de tribunal de justiça, no julgamento de ação direta de inconstitucionalidade em que se impugna lei municipal, verificar a existência de ofensa ao Diploma Maior. Igualmente, tem repercussão geral a questão relativa à possibilidade, ou não, de haver a satisfação de subsídio acompanhada do pagamento de outra espécie remuneratória” (grifei). Dessa forma, a fim de preservar a utilidade de eventual julgamento favorável ao requerente, entendi imperioso o deferimento de liminar para atribuir efeito suspensivo ao recurso extraordinário por ele interposto. É o relatório necessário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3636925. Supremo Tribunal Federal AC 3173 MC-REF / SP determinei, com fundamento no art. 328, parágrafo único, do RISTF, a devolução dos autos do RE ao Tribunal de origem para que fosse observado o disposto no art. 543-B do CPC. Nesta ação cautelar, o requerente justificou o perigo na demora no fato de que, caso não atribuído o efeito suspensivo ao recurso extraordinário, ficaria impedido de se candidatar a qualquer cargo político até que esta Corte resolvesse a questão de fundo. Deferi a liminar requerida, pois, como dito, este Tribunal reconheceu a repercussão da matéria relativa à constitucionalidade do pagamento de outras espécies remuneratórias juntamente com o subsídio, por ocasião da apreciação do RE 650.898-RG/RS, em acórdão assim ementado: “PROCESSO OBJETIVO – TRIBUNAL DE JUSTIÇA – CONFLITO DE LEI MUNICIPAL COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL – CRIVO IMPLEMENTADO – SUBSÍDIO – GRATIFICAÇÃO DE FÉRIAS, 13º SALÁRIO E VERBA INDENIZATÓRIA – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. Possui repercussão geral a controvérsia acerca da viabilidade de órgão especial de tribunal de justiça, no julgamento de ação direta de inconstitucionalidade em que se impugna lei municipal, verificar a existência de ofensa ao Diploma Maior. Igualmente, tem repercussão geral a questão relativa à possibilidade, ou não, de haver a satisfação de subsídio acompanhada do pagamento de outra espécie remuneratória” (grifei). Dessa forma, a fim de preservar a utilidade de eventual julgamento favorável ao requerente, entendi imperioso o deferimento de liminar para atribuir efeito suspensivo ao recurso extraordinário por ele interposto. É o relatório necessário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3636925. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 09/04/2013 SEGUNDA TURMA REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 3.173 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Senhores Ministros, como deferi a medida liminar monocraticamente, trago a apreciação desta Turma o feito a fim de referendar aquela decisão, pelos seus próprios fundamentos. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3636926. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 SEGUNDA TURMA REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 3.173 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Senhores Ministros, como deferi a medida liminar monocraticamente, trago a apreciação desta Turma o feito a fim de referendar aquela decisão, pelos seus próprios fundamentos. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3636926. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 09/04/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 3.173 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AUTOR(A/S)(ES) : UEBE REZECK ADV.(A/S) : PAULO RANGEL DO NASCIMENTO RÉU(É)(S) : OTAVIO ALVES GARCIA ADV.(A/S) : RICARDO ALVES DE OLIVEIRA RÉU(É)(S) : MUNICÍPIO DE BARRETOS ADV.(A/S) : LUIZ MANOEL GOMES JUNIOR E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : AFONSO CELSO DAS NEVES ADV.(A/S) : IVAN BARBOSA RIGOLIN Decisão: A Turma, por unanimidade, referendou a medida liminar deferida monocraticamente, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 09.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3664997 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 3.173 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AUTOR(A/S)(ES) : UEBE REZECK ADV.(A/S) : PAULO RANGEL DO NASCIMENTO RÉU(É)(S) : OTAVIO ALVES GARCIA ADV.(A/S) : RICARDO ALVES DE OLIVEIRA RÉU(É)(S) : MUNICÍPIO DE BARRETOS ADV.(A/S) : LUIZ MANOEL GOMES JUNIOR E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : AFONSO CELSO DAS NEVES ADV.(A/S) : IVAN BARBOSA RIGOLIN Decisão: A Turma, por unanimidade, referendou a medida liminar deferida monocraticamente, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 09.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3664997 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3773061
2013-04-09T00:00:00
2013-05-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, referendou a medida liminar deferida monocraticamente, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 09.04.2013.
REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR
Ementa: AÇÃO CAUTELAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONALIDADE DO PAGAMENTO DE OUTRAS VERBAS REMUNERATÓRIAS JUNTAMENTO COM O SUBSÍDIO. MATÉRIA OBJETO DO RE 650.898-RG/RS. MEDIDA LIMINAR REFERENDADA. I – Ação cautelar que busca atribuir efeito suspensivo a recurso extraordinário em que se discute a constitucionalidade do pagamento de outras espécies remuneratórias juntamente com o subsídio. II – A matéria teve a repercussão geral reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal no RE 650.898-RG/RS, Rel. Min. Marco Aurélio III – Decisão monocrática concessiva da liminar referendada pela Turma.
sjur229973
- Acórdão (s) citado (s): (POSSIBILIDADE, RECEBIMENTO CONJUNTO, OUTRAS VERBAS REMUNERATÓRIAS, SUBSÍDIO) RE 650898 RG (TP). Número de páginas: 6. Análise: 03/06/2013, BMB.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
3173
null
AC-MC-Ref
acordaos
AC 3173 MC-Ref
[ "" ]
RÉU(É)(S) : MUNICÍPIO DE BARRETOS AUTOR(A/S)(ES) : UEBE REZECK INTDO.(A/S) : AFONSO CELSO DAS NEVES ADV.(A/S) : LUIZ MANOEL GOMES JUNIOR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : IVAN BARBOSA RIGOLIN ADV.(A/S) : PAULO RANGEL DO NASCIMENTO ADV.(A/S) : RICARDO ALVES DE OLIVEIRA RÉU(É)(S) : OTAVIO ALVES GARCIA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 09/04/2013 SEGUNDA TURMA REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 3.173 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AUTOR(A/S)(ES) :UEBE REZECK ADV.(A/S) :PAULO RANGEL DO NASCIMENTO RÉU(É)(S) :OTAVIO ALVES GARCIA ADV.(A/S) :RICARDO ALVES DE OLIVEIRA RÉU(É)(S) :MUNICÍPIO DE BARRETOS ADV.(A/S) :LUIZ MANOEL GOMES JUNIOR E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :AFONSO CELSO DAS NEVES ADV.(A/S) :IVAN BARBOSA RIGOLIN EMENTA: AÇÃO CAUTELAR. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONALIDADE DO PAGAMENTO DE OUTRAS VERBAS REMUNERATÓRIAS JUNTAMENTO COM O SUBSÍDIO. MATÉRIA OBJETO DO Recurso Extraordinário 650.898-RG/RS. MEDIDA LIMINAR REFERENDADA. I – Ação cautelar que busca atribuir efeito suspensivo a recurso extraordinário em que se discute a constitucionalidade do pagamento de outras espécies remuneratórias juntamente com o subsídio. II – A matéria teve a repercussão geral reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal no Recurso Extraordinário 650.898-RG/RS, Rel. Min. Marco Aurélio III – Decisão monocrática concessiva da liminar referendada pela Turma. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, referendar a medida liminar deferida monocraticamente, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3636924. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão AC 3173 MC-REF / SP Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. Brasília, 9 de abril de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3636924. Supremo Tribunal Federal AC 3173 MC-REF / SP Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. Brasília, 9 de abril de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3636924. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 09/04/2013 SEGUNDA TURMA REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 3.173 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AUTOR(A/S)(ES) :UEBE REZECK ADV.(A/S) :PAULO RANGEL DO NASCIMENTO RÉU(É)(S) :OTAVIO ALVES GARCIA ADV.(A/S) :RICARDO ALVES DE OLIVEIRA RÉU(É)(S) :MUNICÍPIO DE BARRETOS ADV.(A/S) :LUIZ MANOEL GOMES JUNIOR E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :AFONSO CELSO DAS NEVES ADV.(A/S) :IVAN BARBOSA RIGOLIN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de ação cautelar, proposta por Uebe Rezeck, com pedido de medida liminar, a fim de atribuir efeito suspensivo ao Recurso Extraordinário 647.706/SP, de minha relatoria. Na origem, foi ajuizada ação popular questionando o pagamento ao requerente, então Prefeito do Município de Barretos/SP, de férias, com adicional de 1/3, e de gratificação natalina. A ação foi julgada procedente, condenando-se o ora requerente à devolução dos valores recebidos a tais títulos. Contra essa decisão foi interposto recurso de apelação, ao qual foi negado provimento. No recurso extraordinário interposto pelo requerente discute-se, então, a constitucionalidade do pagamento de outras espécies remuneratórias juntamente com o subsídio. Como essa matéria teve a repercussão geral reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (Recurso Extraordinário 650.898-RG/RS, Rel. Min. Marco Aurélio), Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3636925. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 SEGUNDA TURMA REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 3.173 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AUTOR(A/S)(ES) :UEBE REZECK ADV.(A/S) :PAULO RANGEL DO NASCIMENTO RÉU(É)(S) :OTAVIO ALVES GARCIA ADV.(A/S) :RICARDO ALVES DE OLIVEIRA RÉU(É)(S) :MUNICÍPIO DE BARRETOS ADV.(A/S) :LUIZ MANOEL GOMES JUNIOR E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :AFONSO CELSO DAS NEVES ADV.(A/S) :IVAN BARBOSA RIGOLIN R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de ação cautelar, proposta por Uebe Rezeck, com pedido de medida liminar, a fim de atribuir efeito suspensivo ao Recurso Extraordinário 647.706/SP, de minha relatoria. Na origem, foi ajuizada ação popular questionando o pagamento ao requerente, então Prefeito do Município de Barretos/SP, de férias, com adicional de 1/3, e de gratificação natalina. A ação foi julgada procedente, condenando-se o ora requerente à devolução dos valores recebidos a tais títulos. Contra essa decisão foi interposto recurso de apelação, ao qual foi negado provimento. No recurso extraordinário interposto pelo requerente discute-se, então, a constitucionalidade do pagamento de outras espécies remuneratórias juntamente com o subsídio. Como essa matéria teve a repercussão geral reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (Recurso Extraordinário 650.898-RG/RS, Rel. Min. Marco Aurélio), Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3636925. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Relatório AC 3173 MC-REF / SP determinei, com fundamento no art. 328, parágrafo único, do RISTF, a devolução dos autos do Recurso Extraordinário ao Tribunal de origem para que fosse observado o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Nesta ação cautelar, o requerente justificou o perigo na demora no fato de que, caso não atribuído o efeito suspensivo ao recurso extraordinário, ficaria impedido de se candidatar a qualquer cargo político até que esta Corte resolvesse a questão de fundo. Deferi a liminar requerida, pois, como dito, este Tribunal reconheceu a repercussão da matéria relativa à constitucionalidade do pagamento de outras espécies remuneratórias juntamente com o subsídio, por ocasião da apreciação do Recurso Extraordinário 650.898-RG/RS, em acórdão assim ementado: “PROCESSO OBJETIVO – TRIBUNAL DE JUSTIÇA – CONFLITO DE LEI MUNICIPAL COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL – CRIVO IMPLEMENTADO – SUBSÍDIO – GRATIFICAÇÃO DE FÉRIAS, 13... SALÁRIO E VERBA INDENIZATÓRIA – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. Possui repercussão geral a controvérsia acerca da viabilidade de órgão especial de tribunal de justiça, no julgamento de ação direta de inconstitucionalidade em que se impugna lei municipal, verificar a existência de ofensa ao Diploma Maior. Igualmente, tem repercussão geral a questão relativa à possibilidade, ou não, de haver a satisfação de subsídio acompanhada do pagamento de outra espécie remuneratória” (grifei). Dessa forma, a fim de preservar a utilidade de eventual julgamento favorável ao requerente, entendi imperioso o deferimento de liminar para atribuir efeito suspensivo ao recurso extraordinário por ele interposto. É o relatório necessário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3636925. Supremo Tribunal Federal AC 3173 MC-REF / SP determinei, com fundamento no art. 328, parágrafo único, do RISTF, a devolução dos autos do Recurso Extraordinário ao Tribunal de origem para que fosse observado o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil. Nesta ação cautelar, o requerente justificou o perigo na demora no fato de que, caso não atribuído o efeito suspensivo ao recurso extraordinário, ficaria impedido de se candidatar a qualquer cargo político até que esta Corte resolvesse a questão de fundo. Deferi a liminar requerida, pois, como dito, este Tribunal reconheceu a repercussão da matéria relativa à constitucionalidade do pagamento de outras espécies remuneratórias juntamente com o subsídio, por ocasião da apreciação do Recurso Extraordinário 650.898-RG/RS, em acórdão assim ementado: “PROCESSO OBJETIVO – TRIBUNAL DE JUSTIÇA – CONFLITO DE LEI MUNICIPAL COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL – CRIVO IMPLEMENTADO – SUBSÍDIO – GRATIFICAÇÃO DE FÉRIAS, 13... SALÁRIO E VERBA INDENIZATÓRIA – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. Possui repercussão geral a controvérsia acerca da viabilidade de órgão especial de tribunal de justiça, no julgamento de ação direta de inconstitucionalidade em que se impugna lei municipal, verificar a existência de ofensa ao Diploma Maior. Igualmente, tem repercussão geral a questão relativa à possibilidade, ou não, de haver a satisfação de subsídio acompanhada do pagamento de outra espécie remuneratória” (grifei). Dessa forma, a fim de preservar a utilidade de eventual julgamento favorável ao requerente, entendi imperioso o deferimento de liminar para atribuir efeito suspensivo ao recurso extraordinário por ele interposto. É o relatório necessário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3636925. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 09/04/2013 SEGUNDA TURMA REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 3.173 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Senhores Ministros, como deferi a medida liminar monocraticamente, trago a apreciação desta Turma o feito a fim de referendar aquela decisão, pelos seus próprios fundamentos. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3636926. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 SEGUNDA TURMA REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 3.173 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Senhores Ministros, como deferi a medida liminar monocraticamente, trago a apreciação desta Turma o feito a fim de referendar aquela decisão, pelos seus próprios fundamentos. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3636926. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 09/04/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 3.173 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AUTOR(A/S)(ES) : UEBE REZECK ADV.(A/S) : PAULO RANGEL DO NASCIMENTO RÉU(É)(S) : OTAVIO ALVES GARCIA ADV.(A/S) : RICARDO ALVES DE OLIVEIRA RÉU(É)(S) : MUNICÍPIO DE BARRETOS ADV.(A/S) : LUIZ MANOEL GOMES JUNIOR E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : AFONSO CELSO DAS NEVES ADV.(A/S) : IVAN BARBOSA RIGOLIN Decisão: A Turma, por unanimidade, referendou a medida liminar deferida monocraticamente, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 09.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3664997 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CAUTELAR 3.173 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AUTOR(A/S)(ES) : UEBE REZECK ADV.(A/S) : PAULO RANGEL DO NASCIMENTO RÉU(É)(S) : OTAVIO ALVES GARCIA ADV.(A/S) : RICARDO ALVES DE OLIVEIRA RÉU(É)(S) : MUNICÍPIO DE BARRETOS ADV.(A/S) : LUIZ MANOEL GOMES JUNIOR E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : AFONSO CELSO DAS NEVES ADV.(A/S) : IVAN BARBOSA RIGOLIN Decisão: A Turma, por unanimidade, referendou a medida liminar deferida monocraticamente, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 09.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3664997 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO CAUTELAR 3 . 173 SÃO", "Recurso Extraordinário 650 . 898 - RG / RS", "Recurso Extraordinário 650 . 898 - RG / RS", "AC 3173 MC - REF / SP", "AC 3173 MC - REF / SP", "AÇÃO CAUTELAR 3 . 173", "Recurso Extraordinário 647 . 706 / SP", "Recurso Extraordinário 650 . 898 - RG / RS", "AÇÃO CAUTELAR 3 . 173 SÃO", "Recurso Extraordinário 647 . 706 / SP", "Recurso Extraordinário 650 . 898 - RG / RS", "AC 3173 MC - REF / SP", "Recurso Extraordinário 650 . 898 - RG / RS", "AC 3173 MC - REF / SP", "Recurso Extraordinário 650 . 898 - RG / RS", "AÇÃO CAUTELAR 3 . 173", "AÇÃO CAUTELAR 3 . 173" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 328 , parágrafo único , do RISTF", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Diploma Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MUNICÍPIO DE BARRETOS", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "Município de Barretos / SP", "Município de Barretos / SP", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE BARRETOS", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE BARRETOS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA", "TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "UEBE REZECK", "PAULO RANGEL DO NASCIMENTO", "OTAVIO ALVES GARCIA", "RICARDO ALVES DE OLIVEIRA", "LUIZ MANOEL GOMES JUNIOR", "AFONSO CELSO DAS NEVES", "IVAN BARBOSA RIGOLIN", "Marco Aurélio", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "UEBE REZECK", "PAULO RANGEL DO NASCIMENTO", "OTAVIO ALVES GARCIA", "RICARDO ALVES DE OLIVEIRA", "LUIZ MANOEL GOMES JUNIOR", "AFONSO CELSO DAS NEVES", "IVAN BARBOSA RIGOLIN", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Uebe Rezeck", "Marco Aurélio", "RICARDO LEWANDOWSKI", "UEBE REZECK", "PAULO RANGEL DO NASCIMENTO", "OTAVIO ALVES GARCIA", "RICARDO ALVES DE OLIVEIRA", "LUIZ MANOEL GOMES JUNIOR", "AFONSO CELSO DAS NEVES", "IVAN BARBOSA RIGOLIN", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Uebe Rezeck", "Marco Aurélio", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "UEBE REZECK", "PAULO RANGEL DO NASCIMENTO", "OTAVIO ALVES GARCIA", "RICARDO ALVES DE OLIVEIRA", "LUIZ MANOEL GOMES JUNIOR", "AFONSO CELSO DAS NEVES", "IVAN BARBOSA RIGOLIN", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "UEBE REZECK", "PAULO RANGEL DO NASCIMENTO", "OTAVIO ALVES GARCIA", "RICARDO ALVES DE OLIVEIRA", "LUIZ MANOEL GOMES JUNIOR", "AFONSO CELSO DAS NEVES", "IVAN BARBOSA RIGOLIN", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "09", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "09", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 09/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.309 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :GLEISON PEREIRA DA SILVA IMPTE.(S) :GLEISON PEREIRA DA SILVA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO CC Nº 115.271 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. JUSTIÇA PENAL MILITAR X JUSTIÇA PENAL COMUM. QUESTÃO RESOLVIDA EM FAVOR DA JUSTIÇA MILITAR. CRIME PRATICADO EM LUGAR SUJEITO À ADMINISTRAÇÃO MILITAR. OFENSA À ORDEM ADMINISTRATIVA MILITAR. ARTS. 9º, II, E, DO CÓDIGO PENAL MILITAR, E 124 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. APLICABILIDADE. ORDEM DENEGADA. I – Impetrante/paciente denunciado na Justiça Militar do Estado de Minas Gerais pela suposta prática do crime de corrupção passiva (art. 308, § 1º, do CPM) e na Justiça Penal comum pela suposta prática dos delitos de formação de quadrilha (art. 288 do CP), estelionato (art. 171 do CP) e peculato (art. 312, § 1º, do CP). II – Acertada a decisão que resolveu o conflito positivo de competência em favor da Justiça Penal Militar, uma vez que se trata de crime praticado em local sujeito à administração militar, por militar atuando em razão de sua função, contra a ordem administrativa militar, na forma prevista no art. 9º, II, e, do Código Penal Militar, e por força do art. 124 da Constituição Federal, conforme apontou a decisão ora questionada. III – Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637164. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 Ementa e Acórdão HC 114309 / MG julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. Brasília, 9 de abril de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637164. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. Brasília, 9 de abril de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637164. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 Relatório 09/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.309 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :GLEISON PEREIRA DA SILVA IMPTE.(S) :GLEISON PEREIRA DA SILVA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO CC Nº 115.271 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por GLEISON PEREIRA DA SILVA, em nome próprio, contra decisão do Ministro Sebastião Reis Júnior, que julgou monocraticamente o Conflito de Competência 115.271/MG do Superior Tribunal de Justiça. O impetrante/paciente informa, de início, que desde 15/1/2002 está sendo processado na Justiça Penal Militar do Estado de Minas Gerais pela suposta prática do crime de corrupção passiva, previsto no art. 308 do Código Penal Militar. Esclarece que a ação já foi examinada em segundo grau, em apelação interposta pela defesa. Diz, em seguida, que, pelos mesmos fatos, foi iniciada outra ação penal na 1ª Vara Criminal de Betim/MG, pela suposta prática do delito de peculato (art. 312 do CP). Relata, então, que, em razão da duplicidade de ações, foi suscitado conflito positivo de competência no Superior Tribunal de Justiça, ocasião em que o Ministro Sebastião Reis Júnior, por decisão monocrática, decidiu pela competência do Juízo da 1ª Auditoria de Justiça Militar de Minas Gerais. É contra essa decisão que se insurge o impetrante/paciente. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637165. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.309 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :GLEISON PEREIRA DA SILVA IMPTE.(S) :GLEISON PEREIRA DA SILVA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO CC Nº 115.271 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por GLEISON PEREIRA DA SILVA, em nome próprio, contra decisão do Ministro Sebastião Reis Júnior, que julgou monocraticamente o Conflito de Competência 115.271/MG do Superior Tribunal de Justiça. O impetrante/paciente informa, de início, que desde 15/1/2002 está sendo processado na Justiça Penal Militar do Estado de Minas Gerais pela suposta prática do crime de corrupção passiva, previsto no art. 308 do Código Penal Militar. Esclarece que a ação já foi examinada em segundo grau, em apelação interposta pela defesa. Diz, em seguida, que, pelos mesmos fatos, foi iniciada outra ação penal na 1ª Vara Criminal de Betim/MG, pela suposta prática do delito de peculato (art. 312 do CP). Relata, então, que, em razão da duplicidade de ações, foi suscitado conflito positivo de competência no Superior Tribunal de Justiça, ocasião em que o Ministro Sebastião Reis Júnior, por decisão monocrática, decidiu pela competência do Juízo da 1ª Auditoria de Justiça Militar de Minas Gerais. É contra essa decisão que se insurge o impetrante/paciente. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 Relatório HC 114309 / MG Aduz, inicialmente, que não é correto o enquadramento penal dado aos fatos narrados na denúncia, uma vez que a acusação não logrou demonstrar, durante a instrução criminal, qual o ato de ofício que ele teria comercializado para receber a vantagem indevida. Daí porque assevera que as condutas a ele imputadas não configuram crime militar, conforme preceituam o art. 124 da Constituição Federal e o art. 9º, II, do Código Penal Militar. Afirma, ademais, que adotar o entendimento do Ministro Relator do conflito de competência no sentido de que “não importa a situação em que o Policial Militar se encontre, em policiamento civil ou sujeito à administração militar”, é levar o critério ratio personae às últimas consequências. Alega, outrossim, que os critérios utilizados para a determinação da competência penal militar são o ratione materiae (crimes militares) e ratione personae (policiais e bombeiros militares estaduais e distritais), sendo certo que as funções das Polícias Militares encontram-se estabelecidas no art. 144, § 5º, da Carta Magna. Diz, então, que, se não estiverem presentes tais requisitos, como no caso sob exame, não será crime militar. Requer, ao final, liminarmente, a suspensão das ações penais em curso na Justiça Militar do Estado de Minas Gerais e na 1ª Vara Criminal da Comarca de Betim/MG. No mérito, pede seja declarada a competência da Justiça Comum para processar e julgar os fatos a ele imputados, com a extinção do feito que tramita na Justiça Militar. Em 1º/8/2012, indeferi o pedido de liminar, solicitei informações ao Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais e ao Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Betim/MG, bem como determinei, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637165. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG Aduz, inicialmente, que não é correto o enquadramento penal dado aos fatos narrados na denúncia, uma vez que a acusação não logrou demonstrar, durante a instrução criminal, qual o ato de ofício que ele teria comercializado para receber a vantagem indevida. Daí porque assevera que as condutas a ele imputadas não configuram crime militar, conforme preceituam o art. 124 da Constituição Federal e o art. 9º, II, do Código Penal Militar. Afirma, ademais, que adotar o entendimento do Ministro Relator do conflito de competência no sentido de que “não importa a situação em que o Policial Militar se encontre, em policiamento civil ou sujeito à administração militar”, é levar o critério ratio personae às últimas consequências. Alega, outrossim, que os critérios utilizados para a determinação da competência penal militar são o ratione materiae (crimes militares) e ratione personae (policiais e bombeiros militares estaduais e distritais), sendo certo que as funções das Polícias Militares encontram-se estabelecidas no art. 144, § 5º, da Carta Magna. Diz, então, que, se não estiverem presentes tais requisitos, como no caso sob exame, não será crime militar. Requer, ao final, liminarmente, a suspensão das ações penais em curso na Justiça Militar do Estado de Minas Gerais e na 1ª Vara Criminal da Comarca de Betim/MG. No mérito, pede seja declarada a competência da Justiça Comum para processar e julgar os fatos a ele imputados, com a extinção do feito que tramita na Justiça Militar. Em 1º/8/2012, indeferi o pedido de liminar, solicitei informações ao Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais e ao Juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Betim/MG, bem como determinei, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 Relatório HC 114309 / MG O magistrado de primeira instância da Justiça Comum encaminhou suas informações em 27/8/2012. O Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais, por sua vez, prestou esclarecimentos por meio do Ofício 618/2012-Gerência Judicial, de 30/8/2012, recebido nesta Corte em 5/9/2012. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637165. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG O magistrado de primeira instância da Justiça Comum encaminhou suas informações em 27/8/2012. O Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais, por sua vez, prestou esclarecimentos por meio do Ofício 618/2012-Gerência Judicial, de 30/8/2012, recebido nesta Corte em 5/9/2012. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 09/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.309 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem. Consta dos autos que o Conselho Permanente de Justiça da 1ª Auditoria da Justiça Militar do Estado de Minas Gerais condenou o impetrante/paciente à pena de 6 anos e 8 meses de reclusão, em regime semiaberto, pela prática do crime de corrupção passiva (art. 308, § 1º, do CPM), por cinco vezes, combinado com o art. 71 do Código Penal, e o absolveu das demais imputações, nos termos do art. 439, e, do Código de Processo Penal Militar. Inconformada, a defesa apelou para o Tribunal de Justiça Militar estadual, que deu parcial provimento ao recurso apenas para absolver o paciente quanto a um dos fatos criminosos, mantendo, no mais, a decisão de primeira instância, inclusive a reprimenda aplicada. Desse acórdão foram opostos embargos de declaração, que, por maioria, foram acolhidos com efeitos infringentes apenas para diminuir a reprimenda em 4 meses, alcançando, ao final, 6 anos e 4 meses de reclusão. Ainda insatisfeitos, o paciente e um corréu opuseram embargos infringentes e de nulidade na Corte castrense estadual, que mais uma vez acolheu o recurso para reduzir a sanção corporal para 5 anos de reclusão. Pelos mesmos fatos, o MP estadual ofereceu denúncia na 1ª Vara Criminal da Comarca de Betim/MG (Processo 0027.01.012.843-0), imputando ao paciente a suposta prática dos delitos de formação de quadrilha (art. 288 do CP), estelionato (art. 171 do CP) e peculato (art. 312, § 1º, do CP). Constatada a prescrição da pretensão punitiva, o magistrado processante julgou extinta a punibilidade do paciente em relação ao crime Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.309 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem. Consta dos autos que o Conselho Permanente de Justiça da 1ª Auditoria da Justiça Militar do Estado de Minas Gerais condenou o impetrante/paciente à pena de 6 anos e 8 meses de reclusão, em regime semiaberto, pela prática do crime de corrupção passiva (art. 308, § 1º, do CPM), por cinco vezes, combinado com o art. 71 do Código Penal, e o absolveu das demais imputações, nos termos do art. 439, e, do Código de Processo Penal Militar. Inconformada, a defesa apelou para o Tribunal de Justiça Militar estadual, que deu parcial provimento ao recurso apenas para absolver o paciente quanto a um dos fatos criminosos, mantendo, no mais, a decisão de primeira instância, inclusive a reprimenda aplicada. Desse acórdão foram opostos embargos de declaração, que, por maioria, foram acolhidos com efeitos infringentes apenas para diminuir a reprimenda em 4 meses, alcançando, ao final, 6 anos e 4 meses de reclusão. Ainda insatisfeitos, o paciente e um corréu opuseram embargos infringentes e de nulidade na Corte castrense estadual, que mais uma vez acolheu o recurso para reduzir a sanção corporal para 5 anos de reclusão. Pelos mesmos fatos, o MP estadual ofereceu denúncia na 1ª Vara Criminal da Comarca de Betim/MG (Processo 0027.01.012.843-0), imputando ao paciente a suposta prática dos delitos de formação de quadrilha (art. 288 do CP), estelionato (art. 171 do CP) e peculato (art. 312, § 1º, do CP). Constatada a prescrição da pretensão punitiva, o magistrado processante julgou extinta a punibilidade do paciente em relação ao crime Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG de quadrilha, dando seguimento à ação penal quanto aos demais delitos. Alegando duplicidade de ações, o paciente/impetrante suscitou conflito positivo de competência no Superior Tribunal de Justiça, ocasião em que o Ministro Sebastião Reis Júnior concluiu pela competência do Juízo da 1ª Auditoria de Justiça Militar de Minas Gerais, em decisão assim fundamentada: “(...) Gleison Pereira da Silva suscita conflito positivo de competência entre o Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal de Betim/MG e o Juízo de Direito da 1ª Auditoria de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais. Consta dos autos que, em 15/1/2002, o suscitante (policial militar) foi denunciado, no juízo castrense, pela prática do delito previsto no art. 308 do Código Penal Militar, porque, 'valendo-se das prerrogativas e condição de militar, mediante o recebimento de certa quantia em dinheiro, por meio de terminais instalados nas respectivas unidades PM' realizou, em associação com outros indivíduos, 'o cancelamento e baixa de multas aplicadas em veículos automotores de terceiras pessoas' (Processo n. 18.253, 1ª Auditoria de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais) – fls. 77/78. Em 21/01/2003, foi denunciado, na esfera penal comum, pela prática dos delitos previstos nos arts. 288, caput, c/c o 171, caput, e 312, § 1º, do Código Penal, (Processo n. 12843-0/01, 1ª Vara Criminal de Betim/MG), pois, 'no período compreendido entre junho de 1998 e março de 2000', associou-se com outros denunciados com o objetivo de 'baixarem ilicitamente multas de trânsito, oriundas da JARI/DETRAN/MG, obtendo para si, proveito próprio e vantagem indevida, em prejuízo de R$ 258.799,48 (duzentos e cinquenta e oito mil, setecentos e noventa e nove reais e quarenta e oito centavos) para os cofres do Estado' (fls. 366/368). Alega, aqui, que ambas as ações penais versam acerca dos mesmos fatos. Requer, em liminar, a suspensão de ambos os processos. No mérito, busca o esclarecimento do juízo natural competente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG de quadrilha, dando seguimento à ação penal quanto aos demais delitos. Alegando duplicidade de ações, o paciente/impetrante suscitou conflito positivo de competência no Superior Tribunal de Justiça, ocasião em que o Ministro Sebastião Reis Júnior concluiu pela competência do Juízo da 1ª Auditoria de Justiça Militar de Minas Gerais, em decisão assim fundamentada: “(...) Gleison Pereira da Silva suscita conflito positivo de competência entre o Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal de Betim/MG e o Juízo de Direito da 1ª Auditoria de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais. Consta dos autos que, em 15/1/2002, o suscitante (policial militar) foi denunciado, no juízo castrense, pela prática do delito previsto no art. 308 do Código Penal Militar, porque, 'valendo-se das prerrogativas e condição de militar, mediante o recebimento de certa quantia em dinheiro, por meio de terminais instalados nas respectivas unidades PM' realizou, em associação com outros indivíduos, 'o cancelamento e baixa de multas aplicadas em veículos automotores de terceiras pessoas' (Processo n. 18.253, 1ª Auditoria de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais) – fls. 77/78. Em 21/01/2003, foi denunciado, na esfera penal comum, pela prática dos delitos previstos nos arts. 288, caput, c/c o 171, caput, e 312, § 1º, do Código Penal, (Processo n. 12843-0/01, 1ª Vara Criminal de Betim/MG), pois, 'no período compreendido entre junho de 1998 e março de 2000', associou-se com outros denunciados com o objetivo de 'baixarem ilicitamente multas de trânsito, oriundas da JARI/DETRAN/MG, obtendo para si, proveito próprio e vantagem indevida, em prejuízo de R$ 258.799,48 (duzentos e cinquenta e oito mil, setecentos e noventa e nove reais e quarenta e oito centavos) para os cofres do Estado' (fls. 366/368). Alega, aqui, que ambas as ações penais versam acerca dos mesmos fatos. Requer, em liminar, a suspensão de ambos os processos. No mérito, busca o esclarecimento do juízo natural competente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG O feito foi, inicialmente, distribuído ao Ministro Jorge Mussi (fl. 10). Em 13/6/2012, os autos foram redistribuídos a mim, por prevenção do Habeas Corpus n. 190.397/MG, de minha Relatoria (fl. 66). Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal opinou pela procedência do conflito, com declaração de competência da Justiça Militar (fl. 53): 'PENAL. CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. JUÍZO DE DIREITO E JUÍZO CASTRENSE, AMBOS DA JUSTIÇA ESTADUAL DE MINAS GERAIS, CORRUPÇÃO PASSIVA, DELITO COMETIDO POR POLICIAL MILITAR. Preliminar: conveniência do apensamento do HC n. 190.397/MG, que contém os mesmos fatos, em razão da complementariedade dos documentos. Na impossibilidade do julgamento conjunto, conveniência de sustação do HC até o julgamento do conflito. Delito praticado por policial militar no exercício de sua função, em coautoria com civis. Cisão de processos, CPP, art. 79, I. Parecer pelo conhecimento e procedência do conflito, declarando-se competente o Juízo da 1ª Auditoria de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais'. É o relatório. Efetivamente, está caracterizado o conflito positivo de competência, pois Gleison Pereira da Silva é alvo de acusação tanto na Justiça comum como na Militar pelo mesmo fato (exclusão de registro de multa de trânsito de terceiros, mediante obtenção de vantagem indevida). Confira-se o seguinte trecho da denúncia recebida na Justiça militar (fl. 77 – grifo nosso): '[…] Segundo consta do presente caderno apuratório, no ano de 1999, em determinadas datas e horários, os denunciados Gilson Vieira de Andrade, Gleison Pereira da Silva e Welberth dos Santos, em continuidade delitiva, receberam, para si, diretamente, em razão do exercício da função de policial militar, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG O feito foi, inicialmente, distribuído ao Ministro Jorge Mussi (fl. 10). Em 13/6/2012, os autos foram redistribuídos a mim, por prevenção do Habeas Corpus n. 190.397/MG, de minha Relatoria (fl. 66). Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal opinou pela procedência do conflito, com declaração de competência da Justiça Militar (fl. 53): 'PENAL. CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. JUÍZO DE DIREITO E JUÍZO CASTRENSE, AMBOS DA JUSTIÇA ESTADUAL DE MINAS GERAIS, CORRUPÇÃO PASSIVA, DELITO COMETIDO POR POLICIAL MILITAR. Preliminar: conveniência do apensamento do HC n. 190.397/MG, que contém os mesmos fatos, em razão da complementariedade dos documentos. Na impossibilidade do julgamento conjunto, conveniência de sustação do HC até o julgamento do conflito. Delito praticado por policial militar no exercício de sua função, em coautoria com civis. Cisão de processos, CPP, art. 79, I. Parecer pelo conhecimento e procedência do conflito, declarando-se competente o Juízo da 1ª Auditoria de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais'. É o relatório. Efetivamente, está caracterizado o conflito positivo de competência, pois Gleison Pereira da Silva é alvo de acusação tanto na Justiça comum como na Militar pelo mesmo fato (exclusão de registro de multa de trânsito de terceiros, mediante obtenção de vantagem indevida). Confira-se o seguinte trecho da denúncia recebida na Justiça militar (fl. 77 – grifo nosso): '[…] Segundo consta do presente caderno apuratório, no ano de 1999, em determinadas datas e horários, os denunciados Gilson Vieira de Andrade, Gleison Pereira da Silva e Welberth dos Santos, em continuidade delitiva, receberam, para si, diretamente, em razão do exercício da função de policial militar, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG vantagem. Apurou-se que, aproveitando-se de falha no sistema de aplicação da Secretaria de Segurança Pública, disponibilizado à PMMG, através da PRODEMGE, o qual acessa informações sobre impedimento administrativo ou existência de multa por infração à legislação de trânsito aplicada aos veículos automotores em circulação no território nacional, os denunciados Gilson Vieira de Andrade, Gleison Pereira da Silva e Welberth dos Santos, valendo-se das prerrogativas e condição de policial militar, mediante o recebimento de certa quantia em dinheiro, por meio de terminais instalados nas respectivas unidades PM, realizaram, indevidamente, o cancelamento e baixa de multas aplicadas em veículos automotores de terceiras pessoas […]'. No tocante a acusação oferecida na Justiça comum, consta da peça acusatória o seguinte (fl. 364 – grifo nosso): '[…] Segundo o apurado no encarte investigatório, as baixas de multa por infração eram feitas através de transação 'FEIR' (sistema SDAK) em terminais on-line instalados em vários órgãos governamentais. Assim, os denunciados Gilson Vieira de Andrade, Gleison Pereira da Silva e Luiz Antonio Dorídio, no exercício de suas funções de policiais militares, baixavam as multas irregularmente através dos terminais instalados no Quartel do Comando Geral da PMMG, onde possuíam livre acesso e a senha para acessar a transação 'FEIR', a qual era usada para retirar as multas de veículos. Os outros denunciados eram incumbidos de arrecadar 'clientes', sendo que cobravam pelo serviço a quantia equivalente a 50% (cinquenta por cento) do valor da multa constante do cadastro. […]'. Acerca da competência da Justiça Militar, o art. 124 da Constituição Federal assim determina: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG vantagem. Apurou-se que, aproveitando-se de falha no sistema de aplicação da Secretaria de Segurança Pública, disponibilizado à PMMG, através da PRODEMGE, o qual acessa informações sobre impedimento administrativo ou existência de multa por infração à legislação de trânsito aplicada aos veículos automotores em circulação no território nacional, os denunciados Gilson Vieira de Andrade, Gleison Pereira da Silva e Welberth dos Santos, valendo-se das prerrogativas e condição de policial militar, mediante o recebimento de certa quantia em dinheiro, por meio de terminais instalados nas respectivas unidades PM, realizaram, indevidamente, o cancelamento e baixa de multas aplicadas em veículos automotores de terceiras pessoas […]'. No tocante a acusação oferecida na Justiça comum, consta da peça acusatória o seguinte (fl. 364 – grifo nosso): '[…] Segundo o apurado no encarte investigatório, as baixas de multa por infração eram feitas através de transação 'FEIR' (sistema SDAK) em terminais on-line instalados em vários órgãos governamentais. Assim, os denunciados Gilson Vieira de Andrade, Gleison Pereira da Silva e Luiz Antonio Dorídio, no exercício de suas funções de policiais militares, baixavam as multas irregularmente através dos terminais instalados no Quartel do Comando Geral da PMMG, onde possuíam livre acesso e a senha para acessar a transação 'FEIR', a qual era usada para retirar as multas de veículos. Os outros denunciados eram incumbidos de arrecadar 'clientes', sendo que cobravam pelo serviço a quantia equivalente a 50% (cinquenta por cento) do valor da multa constante do cadastro. […]'. Acerca da competência da Justiça Militar, o art. 124 da Constituição Federal assim determina: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG 'Art. 124. À Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei. Parágrafo único. A lei disporá sobre a organização, o funcionamento e a competência da Justiça Militar'. Ao definir crime militar, o art. 9º, II, e, do Código Penal Militar, assim dispõe: 'Consideram-se crimes militares, em tempo de paz: […] II – os crimes previstos neste Código, embora também o sejam com igual definição na lei penal comum, quando praticados: […] e) por militar em situação de atividade, ou assemelhado, contra o patrimônio sob a administração militar, ou a ordem administrativa militar; […]'. Da leitura do dispositivo, não há dúvida de que a competência para julgar o suscitante recai sobre a Justiça Militar. Ora, os elementos indicam que o suscitante só perpetrou o suposto crime (corrupção passiva) porque, enquanto militar em atividade, tinha acesso ao sistema que permitia a exclusão de multas de trânsito. A ilegalidade do ato importou em clara violação à ordem administrativa militar. Com efeito, o crime é militar nos termos do art. 9º, II, e, do CPM. Acerca do tema, já decidiu o Pretório Excelso: 'HABEAS-CORPUS. POLICIAL MILITAR. CONDUTA RELACIONADA COM ATUAÇÃO FUNCIONAL. CRIMES TAMBÉM DE NATUREZA PENAL MILITAR. COMPETÊNCIA RECONHECIDA. 1. Policial militar. Existência de delitos tipificados ao mesmo tempo no CP e no CPM. Condutas que guardam relação com as funções regulares do servidor. Crime militar impróprio. Competência da Justiça Militar para o julgamento (CF, artigo 124). 2. Departamento de Operações de Fronteira do Estado de Mato Grosso do Sul. Polícia mista. Mesmo nas hipóteses em 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG 'Art. 124. À Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei. Parágrafo único. A lei disporá sobre a organização, o funcionamento e a competência da Justiça Militar'. Ao definir crime militar, o art. 9º, II, e, do Código Penal Militar, assim dispõe: 'Consideram-se crimes militares, em tempo de paz: […] II – os crimes previstos neste Código, embora também o sejam com igual definição na lei penal comum, quando praticados: […] e) por militar em situação de atividade, ou assemelhado, contra o patrimônio sob a administração militar, ou a ordem administrativa militar; […]'. Da leitura do dispositivo, não há dúvida de que a competência para julgar o suscitante recai sobre a Justiça Militar. Ora, os elementos indicam que o suscitante só perpetrou o suposto crime (corrupção passiva) porque, enquanto militar em atividade, tinha acesso ao sistema que permitia a exclusão de multas de trânsito. A ilegalidade do ato importou em clara violação à ordem administrativa militar. Com efeito, o crime é militar nos termos do art. 9º, II, e, do CPM. Acerca do tema, já decidiu o Pretório Excelso: 'HABEAS-CORPUS. POLICIAL MILITAR. CONDUTA RELACIONADA COM ATUAÇÃO FUNCIONAL. CRIMES TAMBÉM DE NATUREZA PENAL MILITAR. COMPETÊNCIA RECONHECIDA. 1. Policial militar. Existência de delitos tipificados ao mesmo tempo no CP e no CPM. Condutas que guardam relação com as funções regulares do servidor. Crime militar impróprio. Competência da Justiça Militar para o julgamento (CF, artigo 124). 2. Departamento de Operações de Fronteira do Estado de Mato Grosso do Sul. Polícia mista. Mesmo nas hipóteses em 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG que entre as atividades do policial militar estejam aquelas pertinentes ao policiamento civil, os desvios de condutas decorrentes de suas atribuições específicas e associadas à atividade militar, que caracterizem crime, perpetradas contra civil ou a ordem administrativa castrense, constituem-se em crimes militares, ainda que ocorridos fora do lugar sujeito à administração militar (CPM, artigo 9º, II, 'c' e 'e'). 3. Nesses casos a competência para processar e julgar o agente público é da Justiça Militar. Enunciado da Súmula/STF 297 há muito tempo superado. 4. Crime de formação de quadrilha (CP, artigo 288). Delito que não encontra tipificação correspondente no Código Penal Militar. Competência, nessa parte, da Justiça Comum. Habeas- corpus deferido em parte' (HC n. 82.142, Ministro Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ de 12/09/2003 – grifo nosso). No mesmo sentido, confira-se o seguinte precedente da Terceira Seção: 'CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. CORRUPÇÃO ATIVA. MILITAR PROCESSADO PERANTE AS JUSTIÇAS ESTADUAL E CASTRENSE PELO MESMO FATO DELITUOSO. ART. 9º, INCISO II, ALÍNEA E, DO CPM. CRIME MILITAR IMPRÓPRIO. COMPETÊNCIA DO JUÍZO MILITAR. 1. Tendo o delito de corrupção ativa sido cometido, em tese, na circunstância prevista no art. 9º, II, letra e, do Código Penal Militar, ou seja, por militar em situação de atividade contra a ordem administrativa militar, resta caracterizado o crime militar impróprio, sendo certo que a expressão 'militar em situação de atividade' contida no aludido dispositivo legal, significa da ativa, e não necessariamente em serviço, consoante precedentes deste Sodalício e do Pretório Excelso. […]' (CC n. 104.579/SP, Ministro Jorge Mussi, DJe 19/11/2009). Ante o exposto, acolhendo o parecer e à vista dos precedentes, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG que entre as atividades do policial militar estejam aquelas pertinentes ao policiamento civil, os desvios de condutas decorrentes de suas atribuições específicas e associadas à atividade militar, que caracterizem crime, perpetradas contra civil ou a ordem administrativa castrense, constituem-se em crimes militares, ainda que ocorridos fora do lugar sujeito à administração militar (CPM, artigo 9º, II, 'c' e 'e'). 3. Nesses casos a competência para processar e julgar o agente público é da Justiça Militar. Enunciado da Súmula/STF 297 há muito tempo superado. 4. Crime de formação de quadrilha (CP, artigo 288). Delito que não encontra tipificação correspondente no Código Penal Militar. Competência, nessa parte, da Justiça Comum. Habeas- corpus deferido em parte' (HC n. 82.142, Ministro Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ de 12/09/2003 – grifo nosso). No mesmo sentido, confira-se o seguinte precedente da Terceira Seção: 'CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. CORRUPÇÃO ATIVA. MILITAR PROCESSADO PERANTE AS JUSTIÇAS ESTADUAL E CASTRENSE PELO MESMO FATO DELITUOSO. ART. 9º, INCISO II, ALÍNEA E, DO CPM. CRIME MILITAR IMPRÓPRIO. COMPETÊNCIA DO JUÍZO MILITAR. 1. Tendo o delito de corrupção ativa sido cometido, em tese, na circunstância prevista no art. 9º, II, letra e, do Código Penal Militar, ou seja, por militar em situação de atividade contra a ordem administrativa militar, resta caracterizado o crime militar impróprio, sendo certo que a expressão 'militar em situação de atividade' contida no aludido dispositivo legal, significa da ativa, e não necessariamente em serviço, consoante precedentes deste Sodalício e do Pretório Excelso. […]' (CC n. 104.579/SP, Ministro Jorge Mussi, DJe 19/11/2009). Ante o exposto, acolhendo o parecer e à vista dos precedentes, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG conheço do conflito para declarar a competência do Juízo de Direito da 1ª Auditoria de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais para processar e julgar Gleison Pereira da Silva, pelos fatos descritos no IPM n. 18.253. Dê-se ciência aos Juízes em conflito” (grifos meus e no original). Neste writ, o impetrante/paciente, ex-policial militar, alega, em suma, a incompetência da Justiça Militar para processá-lo e julgá-lo pela prática do crime previsto no art. 308 Código Penal militar (corrupção passiva). Desse modo, pleiteia que seja declarada a competência da Justiça comum para processar e julgar os fatos a ele imputados, com a extinção do feito que tramita na Justiça Militar. Sem razão, contudo. Os fatos imputados ao impetrante/paciente foram assim expostos na sentença condenatória, que muito bem demonstrou a autoria dos delitos narrados na peça acusatória, explicando, inclusive, o modus operandi e os locais de onde foi acessado o sistema que permitiu a perpetração dos crimes, tudo a evidenciar a competência da Justiça Militar: “(...) SENTENÇA (julgamento realizado em 13/12/10) Vistos etc. O Ministério Público Estadual ofereceu denúncia em face do Sd PM Gilson Vieira de Andrade, o Sd PM Gleison Pereira da Silva, o Sd PM Welberth dos Santos e o Sgt PM Alexsandro Anastácio da Silva. Aos três primeiros foi imputado o delito do art. 308 do Código Penal Militar e ao quarto o delito do art. 324 do CPM. Posteriormente foi apresentado aditamento à denúncia, constante de fls. 01A a 01Q, do volume 3, no qual foram denunciados Sd PM Gilson Vieira de Andrade, o Sgt PM Luis Antônio Dorídio, o 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG conheço do conflito para declarar a competência do Juízo de Direito da 1ª Auditoria de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais para processar e julgar Gleison Pereira da Silva, pelos fatos descritos no IPM n. 18.253. Dê-se ciência aos Juízes em conflito” (grifos meus e no original). Neste writ, o impetrante/paciente, ex-policial militar, alega, em suma, a incompetência da Justiça Militar para processá-lo e julgá-lo pela prática do crime previsto no art. 308 Código Penal militar (corrupção passiva). Desse modo, pleiteia que seja declarada a competência da Justiça comum para processar e julgar os fatos a ele imputados, com a extinção do feito que tramita na Justiça Militar. Sem razão, contudo. Os fatos imputados ao impetrante/paciente foram assim expostos na sentença condenatória, que muito bem demonstrou a autoria dos delitos narrados na peça acusatória, explicando, inclusive, o modus operandi e os locais de onde foi acessado o sistema que permitiu a perpetração dos crimes, tudo a evidenciar a competência da Justiça Militar: “(...) SENTENÇA (julgamento realizado em 13/12/10) Vistos etc. O Ministério Público Estadual ofereceu denúncia em face do Sd PM Gilson Vieira de Andrade, o Sd PM Gleison Pereira da Silva, o Sd PM Welberth dos Santos e o Sgt PM Alexsandro Anastácio da Silva. Aos três primeiros foi imputado o delito do art. 308 do Código Penal Militar e ao quarto o delito do art. 324 do CPM. Posteriormente foi apresentado aditamento à denúncia, constante de fls. 01A a 01Q, do volume 3, no qual foram denunciados Sd PM Gilson Vieira de Andrade, o Sgt PM Luis Antônio Dorídio, o 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG Sd PM Gleison Pereira da Silva, Sgt PM Carlos Augusto Faria de Oliveira, o Sd PM Welberth dos Santos, o Sgt PM Alexsandro Anastácio da Silva, o Cb PM Nírio Selni Viana, o Sgt PM Alexandre dos Reis de Jesus e o Cb PM Austregésilo Nunes Rodrigues. Narra o aditamento: 'Consta dos autos que, de junho de 1998 a março de 2000 (fls. 2536 e 2551), foram efetivadas baixas ilícitas de multas de trânsito do sistema informatizado existente, redundando em um prejuízo de aproximadamente R$ 258.799,48 (duzentos e cinquenta e oito mil, setecentos e noventa e nove reais e quarenta centavos). Foram baixadas 2046 multas de 563 veículos distintos. Observa-se que em todas as unidades da PMMG existem terminais de computadores interligados à PRODEMGE, através dos quais são disponibilizados vários sistemas de aplicação como o SSP, o PMMG, o FÓRUM, etc, sendo certo que o sistema SSP dava acesso à Secretaria de Segurança Pública. Por outro lado, no ano de 1992, foi desenvolvido um subsistema dentro do sistema SSP, denominado de FEIR ou FEIRA, para ser utilizado na feira de veículos do Mineirão, visando à pesquisa de multas e impedimentos dos veículos ali negociados. Ocorre que por falha no subsistema que apresentava 'erro de processamento', alguns Policiais Militares passaram a efetuar a baixa de multas irregularmente, através de terminais on-line, instalados em dependências da Polícia Militar e, por vezes, fora do horário de expediente. O erro aduzido consistia no fato de o sistema, com o uso da tecla 'F10' para voltar à página anterior, passar para a próxima página, possibilitando ao usuário acessar o 'menu de infrações', procedendo ao cancelamento das multas existentes. O problema só foi corrigido pela PRODEMGE em 20/03/2000, quando foi bloqueada a possibilidade de acontecer o 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG Sd PM Gleison Pereira da Silva, Sgt PM Carlos Augusto Faria de Oliveira, o Sd PM Welberth dos Santos, o Sgt PM Alexsandro Anastácio da Silva, o Cb PM Nírio Selni Viana, o Sgt PM Alexandre dos Reis de Jesus e o Cb PM Austregésilo Nunes Rodrigues. Narra o aditamento: 'Consta dos autos que, de junho de 1998 a março de 2000 (fls. 2536 e 2551), foram efetivadas baixas ilícitas de multas de trânsito do sistema informatizado existente, redundando em um prejuízo de aproximadamente R$ 258.799,48 (duzentos e cinquenta e oito mil, setecentos e noventa e nove reais e quarenta centavos). Foram baixadas 2046 multas de 563 veículos distintos. Observa-se que em todas as unidades da PMMG existem terminais de computadores interligados à PRODEMGE, através dos quais são disponibilizados vários sistemas de aplicação como o SSP, o PMMG, o FÓRUM, etc, sendo certo que o sistema SSP dava acesso à Secretaria de Segurança Pública. Por outro lado, no ano de 1992, foi desenvolvido um subsistema dentro do sistema SSP, denominado de FEIR ou FEIRA, para ser utilizado na feira de veículos do Mineirão, visando à pesquisa de multas e impedimentos dos veículos ali negociados. Ocorre que por falha no subsistema que apresentava 'erro de processamento', alguns Policiais Militares passaram a efetuar a baixa de multas irregularmente, através de terminais on-line, instalados em dependências da Polícia Militar e, por vezes, fora do horário de expediente. O erro aduzido consistia no fato de o sistema, com o uso da tecla 'F10' para voltar à página anterior, passar para a próxima página, possibilitando ao usuário acessar o 'menu de infrações', procedendo ao cancelamento das multas existentes. O problema só foi corrigido pela PRODEMGE em 20/03/2000, quando foi bloqueada a possibilidade de acontecer o 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG 'erro de processamento' no subsistema FEIR, havendo monitoramento de novos acessos entre 20/03/00 a 26/03/00. Com a correção, foi lançado novo impedimento para parte dos veículos cujas multas tinham sido canceladas, mas 284 multas não puderam retornar ao cadastro, gerando um prejuízo de RS 43.316,50 (quarenta e três mil trezentos e dezesseis reais e cinquenta centavos) aos cofres públicos. As investigações realizadas levaram à identificação dos terminais de computadores utilizados e a vários policiais envolvidos, demonstrando que a maioria das baixas ocorreu através de um sólido esquema montado entre Policiais Militares e despachantes, mediante pagamento de vantagem indevida por civis. Outras multas, contudo, foram baixadas por Policiais Militares agindo em causa própria, sem maior dispersão social. Apesar do operador do sistema não utilizar senha de identificação, foi possível individualizar os envolvidos através das datas das multas baixadas dos sistemas, escalas de serviço, locais acessados, testemunhas, entre outros meios de prova. As investigações também indicaram que os denunciados GILSON VIEIRA ANDRADE, GLEISON PEREIRA DA SILVA e LUIS ANTONIO DORÍDIO, agindo ora separadamente ora em conjunto, são os principais militares envolvidos no esquema. No que tange a estes três sujeitos ativos, cumpre-nos observar que a maioria das multas baixadas indevidamente eram registradas em Betim (onde Gilson, Gleison e Dorídio trabalhavam), em São Joaquim de Bicas, Igarapé (onde Gleison mora), em Belo Horizonte, Contagem e região de Três Pontas (onde Dorídio reside) (fls. 2563). A denúncia foi recebida em seu rosto, e o aditamento foi recebido conforme decisão de fls. 3234 (vol. XIII). (…) Na Sessão de Julgamento designada para o dia 10/12/10, foram julgados os réus ex-PM Gilson Vieira de Andrade, Sgt 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG 'erro de processamento' no subsistema FEIR, havendo monitoramento de novos acessos entre 20/03/00 a 26/03/00. Com a correção, foi lançado novo impedimento para parte dos veículos cujas multas tinham sido canceladas, mas 284 multas não puderam retornar ao cadastro, gerando um prejuízo de RS 43.316,50 (quarenta e três mil trezentos e dezesseis reais e cinquenta centavos) aos cofres públicos. As investigações realizadas levaram à identificação dos terminais de computadores utilizados e a vários policiais envolvidos, demonstrando que a maioria das baixas ocorreu através de um sólido esquema montado entre Policiais Militares e despachantes, mediante pagamento de vantagem indevida por civis. Outras multas, contudo, foram baixadas por Policiais Militares agindo em causa própria, sem maior dispersão social. Apesar do operador do sistema não utilizar senha de identificação, foi possível individualizar os envolvidos através das datas das multas baixadas dos sistemas, escalas de serviço, locais acessados, testemunhas, entre outros meios de prova. As investigações também indicaram que os denunciados GILSON VIEIRA ANDRADE, GLEISON PEREIRA DA SILVA e LUIS ANTONIO DORÍDIO, agindo ora separadamente ora em conjunto, são os principais militares envolvidos no esquema. No que tange a estes três sujeitos ativos, cumpre-nos observar que a maioria das multas baixadas indevidamente eram registradas em Betim (onde Gilson, Gleison e Dorídio trabalhavam), em São Joaquim de Bicas, Igarapé (onde Gleison mora), em Belo Horizonte, Contagem e região de Três Pontas (onde Dorídio reside) (fls. 2563). A denúncia foi recebida em seu rosto, e o aditamento foi recebido conforme decisão de fls. 3234 (vol. XIII). (…) Na Sessão de Julgamento designada para o dia 10/12/10, foram julgados os réus ex-PM Gilson Vieira de Andrade, Sgt 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG PM QPR Luis Antônio Dorídio, ex-PM Welberth dos Santos e Cb PM Nírio Selni Viana. Na mesma data foi procedido ao desmembramento do julgamento quanto ao réu Gleison Pereira da Silva, pois não compareceu ao ato. Foi decretada sua revelia e nomeada curadora a Defensora Pública Dra. Adriana Newmann Franca Lima, sendo designada a data de 13/12/10 para o julgamento. Na Sessão de Julgamento designada para o dia 13/12/10, foi realizada a leitura das peças do processo. (…) Este o relatório dos autos do processo. FUNDAMENTAÇÃO A presente sentença trata apenas do réu Gleison Pereira da Silva, ao qual é imputado o cometimento do delito do art. 308, § 1º, do CPM, quinze vezes. Antes de analisar cada conduta imputada ao réu, passo ao argumento da defesa relativo à negativa de autoria. A defesa alega que a denúncia narra que a baixa das multas foi realizada nos terminais PRODEMGE de numeração 600 a 607, os quais se situavam no QCG (Quartel do Comando Geral da PMMG) cujo prédio se situa na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Segundo afirma não se poderia proceder à baixa das multas a partir de Betim. As testemunhas arroladas pela defesa, Cap PM Alessandro Crosara Petronzio (fls. 3931), Cap PM José Sérgio Felício (fls. 3932), Sgt PM Roberto Nívio J. Vieira (fls. 3933), Sgt Geraldo Magela Soares (fls. 3935), SubTen PM Gilmar de Castro (fls. 3968/3969), Cap PM José Martins de Oliveira Filho (fls. 3970), Cap PM Jair Landes de Andrade (fls. 4156), Sgt PM Viviane de Oliveira Ventura (fls. 4157) e Davi Henrique Carvalho (fls. 4177/4179) manifestaram- se quanto ao funcionamento do CETAUC, em BETIM, informando as atividades desenvolvidas. Informaram que havia militares e civis que trabalhavam no local. Nenhuma das testemunhas deu certeza quanto ao sistema aqui analisado, apenas indicando que havia a necessidade do uso de senha pessoal e que havia terminais ligados à PRODEMGE. A testemunha Sgt PM José Carlos de Almeida Fonseca (fls. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG PM QPR Luis Antônio Dorídio, ex-PM Welberth dos Santos e Cb PM Nírio Selni Viana. Na mesma data foi procedido ao desmembramento do julgamento quanto ao réu Gleison Pereira da Silva, pois não compareceu ao ato. Foi decretada sua revelia e nomeada curadora a Defensora Pública Dra. Adriana Newmann Franca Lima, sendo designada a data de 13/12/10 para o julgamento. Na Sessão de Julgamento designada para o dia 13/12/10, foi realizada a leitura das peças do processo. (…) Este o relatório dos autos do processo. FUNDAMENTAÇÃO A presente sentença trata apenas do réu Gleison Pereira da Silva, ao qual é imputado o cometimento do delito do art. 308, § 1º, do CPM, quinze vezes. Antes de analisar cada conduta imputada ao réu, passo ao argumento da defesa relativo à negativa de autoria. A defesa alega que a denúncia narra que a baixa das multas foi realizada nos terminais PRODEMGE de numeração 600 a 607, os quais se situavam no QCG (Quartel do Comando Geral da PMMG) cujo prédio se situa na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Segundo afirma não se poderia proceder à baixa das multas a partir de Betim. As testemunhas arroladas pela defesa, Cap PM Alessandro Crosara Petronzio (fls. 3931), Cap PM José Sérgio Felício (fls. 3932), Sgt PM Roberto Nívio J. Vieira (fls. 3933), Sgt Geraldo Magela Soares (fls. 3935), SubTen PM Gilmar de Castro (fls. 3968/3969), Cap PM José Martins de Oliveira Filho (fls. 3970), Cap PM Jair Landes de Andrade (fls. 4156), Sgt PM Viviane de Oliveira Ventura (fls. 4157) e Davi Henrique Carvalho (fls. 4177/4179) manifestaram- se quanto ao funcionamento do CETAUC, em BETIM, informando as atividades desenvolvidas. Informaram que havia militares e civis que trabalhavam no local. Nenhuma das testemunhas deu certeza quanto ao sistema aqui analisado, apenas indicando que havia a necessidade do uso de senha pessoal e que havia terminais ligados à PRODEMGE. A testemunha Sgt PM José Carlos de Almeida Fonseca (fls. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG 3966) confirmou que um dos terminais da CETALC compartilhava informações com o COPOM de BH. Analisando os documentos de fls. 740 e seguintes, é de se notar que a relação constante de fls. 740 lista os terminais 0600 a 0607 (terminal IBM), e indica como localização: PMMG QCG. Às fls. 741/742 há uma tabela de correspondências, discriminando qual máquina da PMMG (terminal tty) teria 'logado', iniciado acesso conectando-se aos terminais IBM 0600 a 0607. Referida tabela, ao fazer a correlação, nomina estes últimos como endereços (eletrônicos) dos terminais tty. Entre os terminais tty merece destaque o terminal de nº 61, que realizou 'log' de acesso aos terminais 0600 a 0607, e que tem sua localização na SOU (sala de operações) - Betim, conforme teor da relação de fls. 743. É de se concluir, portanto, que através do terminal tty 61, na SOU de Betim, era possível estabelecer conexão com os terminais IBM 0600 a 0607, de modo que não prospera o argumento da defesa de que as multas foram baixadas em terminais de computador fisicamente localizados no QCG da PMMG. (…) A testemunha Marcelo José de Souza, inquirida em juízo às fls. 3835 (vol. XV), confirmou as declarações anteriores (fls. 1336/1337) e disse que trabalha como despachante de documentos junto ao DETRAN e que entregava placas para Gleison Pereira da Silva retirar as multas por quantia menor que o valor das mesmas, confirma a entrega de dinheiro a Gleison e reconheceu o réu em juízo; afirma que passou cerca de 20 placas ao réu, indicando expressamente a placa GKT-7330 e o proprietário do veículo. Dessa forma, tenho que se configurou a materialidade assim como a autoria do réu Gleison Pereira da Silva, em coautoria com o réu Luis Antônio Dorídio, devendo ser expedido um decreto condenatório quanto a este fato. (…) A testemunha Marcelo José de Souza, inquirida em juízo às fls. 3835 (vol. XV), confirmou as declarações anteriores (fls. 1336/1337) e 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG 3966) confirmou que um dos terminais da CETALC compartilhava informações com o COPOM de BH. Analisando os documentos de fls. 740 e seguintes, é de se notar que a relação constante de fls. 740 lista os terminais 0600 a 0607 (terminal IBM), e indica como localização: PMMG QCG. Às fls. 741/742 há uma tabela de correspondências, discriminando qual máquina da PMMG (terminal tty) teria 'logado', iniciado acesso conectando-se aos terminais IBM 0600 a 0607. Referida tabela, ao fazer a correlação, nomina estes últimos como endereços (eletrônicos) dos terminais tty. Entre os terminais tty merece destaque o terminal de nº 61, que realizou 'log' de acesso aos terminais 0600 a 0607, e que tem sua localização na SOU (sala de operações) - Betim, conforme teor da relação de fls. 743. É de se concluir, portanto, que através do terminal tty 61, na SOU de Betim, era possível estabelecer conexão com os terminais IBM 0600 a 0607, de modo que não prospera o argumento da defesa de que as multas foram baixadas em terminais de computador fisicamente localizados no QCG da PMMG. (…) A testemunha Marcelo José de Souza, inquirida em juízo às fls. 3835 (vol. XV), confirmou as declarações anteriores (fls. 1336/1337) e disse que trabalha como despachante de documentos junto ao DETRAN e que entregava placas para Gleison Pereira da Silva retirar as multas por quantia menor que o valor das mesmas, confirma a entrega de dinheiro a Gleison e reconheceu o réu em juízo; afirma que passou cerca de 20 placas ao réu, indicando expressamente a placa GKT-7330 e o proprietário do veículo. Dessa forma, tenho que se configurou a materialidade assim como a autoria do réu Gleison Pereira da Silva, em coautoria com o réu Luis Antônio Dorídio, devendo ser expedido um decreto condenatório quanto a este fato. (…) A testemunha Marcelo José de Souza, inquirida em juízo às fls. 3835 (vol. XV), confirmou as declarações anteriores (fls. 1336/1337) e 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG disse que trabalha como despachante de documentos junto ao DETRAN e que entregava placas para Gleison Pereira da Silva retirar as multas por quantia menor que o valor das mesmas, confirma a entrega de dinheiro a Gleison e reconheceu o réu em juízo; afirma que passou cerca de 20 placas ao réu, indicando expressamente a placa GKM-7653 e o proprietário do veículo. (…) A testemunha Marcelo José de Souza, inquirida em juízo às fls. 3835 (vol. A XV), confirmou as declarações anteriores (fls. 1336/1337) e disse que trabalha como despachante de documentos junto ao DETRAN e que entregava placas para Gleison Pereira da Silva retirar as multas por quantia menor que o valor das mesmas, confirma a entrega de dinheiro a Gleison e reconheceu o réu em juízo; afirma que passou cerca de 20 placas ao réu, indicando expressamente a placa GLJ-2803 e o proprietário do veículo. (…) A testemunha Marcelo José de Souza, inquirida em juízo às fls. 3835 (vol. XV), confirmou as declarações anteriores (fls. 1336/1337) e disse que trabalha como despachante de documentos junto ao DETRAN e que entregava placas para Gleison Pereira da Silva retirar as multas por quantia menor que o valor das mesmas, confirma a entrega de dinheiro a Gleison e reconheceu o réu em juízo; afirma que passou cerca de 20 placas ao réu, indicando expressamente a placa GKT-5554. (…) Em todos os fatos considerados para condenação, a vantagem indevida se caracteriza, pois não justificava o seu recebimento pelo acusado. (…) Deve ser anotado também que o recebimento da vantagem indevida ocorre em virtude da função exercida pelo réu, pois somente foram recebidas em vista das funções exercidas, quais sejam, atividades de policial militar que tinha acesso ao sistema de computação que geria as autuações de trânsito. (…) PARTE DISPOSITIVA 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG disse que trabalha como despachante de documentos junto ao DETRAN e que entregava placas para Gleison Pereira da Silva retirar as multas por quantia menor que o valor das mesmas, confirma a entrega de dinheiro a Gleison e reconheceu o réu em juízo; afirma que passou cerca de 20 placas ao réu, indicando expressamente a placa GKM-7653 e o proprietário do veículo. (…) A testemunha Marcelo José de Souza, inquirida em juízo às fls. 3835 (vol. A XV), confirmou as declarações anteriores (fls. 1336/1337) e disse que trabalha como despachante de documentos junto ao DETRAN e que entregava placas para Gleison Pereira da Silva retirar as multas por quantia menor que o valor das mesmas, confirma a entrega de dinheiro a Gleison e reconheceu o réu em juízo; afirma que passou cerca de 20 placas ao réu, indicando expressamente a placa GLJ-2803 e o proprietário do veículo. (…) A testemunha Marcelo José de Souza, inquirida em juízo às fls. 3835 (vol. XV), confirmou as declarações anteriores (fls. 1336/1337) e disse que trabalha como despachante de documentos junto ao DETRAN e que entregava placas para Gleison Pereira da Silva retirar as multas por quantia menor que o valor das mesmas, confirma a entrega de dinheiro a Gleison e reconheceu o réu em juízo; afirma que passou cerca de 20 placas ao réu, indicando expressamente a placa GKT-5554. (…) Em todos os fatos considerados para condenação, a vantagem indevida se caracteriza, pois não justificava o seu recebimento pelo acusado. (…) Deve ser anotado também que o recebimento da vantagem indevida ocorre em virtude da função exercida pelo réu, pois somente foram recebidas em vista das funções exercidas, quais sejam, atividades de policial militar que tinha acesso ao sistema de computação que geria as autuações de trânsito. (…) PARTE DISPOSITIVA 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG O Conselho Permanente de Justiça, por unanimidade de votos, decidiu condenar o denunciado Ex-PM Gleison Pereira da Silva pela prática do delito capitulado no art. 308, § 1º, do CPM, condenação esta que se dá com relação a 05 fatos narrados na denúncia, relativos aos veículos de placas GKT 7370, GKM 7653, GLJ 2803, GKT 5554 e GPT 7511, absolvendo-o quanto aos demais fatos nos termos do art. 439, alínea 'e', do CPPM - insuficiência de provas para a condenação. (…) Com a aplicação do art. 71 do Código Penal, tendo em vista que se tratam de penas iguais, reconhecida a continuidade delitiva, aplico apenas uma delas, com aumento de pena em 1/4, chegando à pena final de 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão a ser cumprida em regime inicial semiaberto” (grifos meus e no original). Tem-se, desse modo, que o impetrante/paciente recebeu vantagem indevida oferecida por civis para que, no exercício de suas funções de policial militar, aproveitando-se de uma falha inicialmente apresentada em um sistema de informática, a partir de um terminal de computador instalado na unidade da PMMG onde prestava serviço (Betim/MG), procedesse à baixa e ao cancelamento de multas de trânsito cadastradas em veículos de propriedade daqueles. Contrariamente ao alegado na inicial, infere-se dos autos que a conduta do impetrante/paciente, policial militar, que praticou o crime contra a ordem administrativa militar, enquadra-se perfeitamente à hipótese elencada no art. 9º, II, e, do Código Penal Militar. Senão, vejamos: “Art. 9º Consideram-se crimes militares, em tempo de paz: (…) II – os crimes previstos neste Código, embora também o sejam com igual definição na lei penal comum, quando praticados: (…) 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG O Conselho Permanente de Justiça, por unanimidade de votos, decidiu condenar o denunciado Ex-PM Gleison Pereira da Silva pela prática do delito capitulado no art. 308, § 1º, do CPM, condenação esta que se dá com relação a 05 fatos narrados na denúncia, relativos aos veículos de placas GKT 7370, GKM 7653, GLJ 2803, GKT 5554 e GPT 7511, absolvendo-o quanto aos demais fatos nos termos do art. 439, alínea 'e', do CPPM - insuficiência de provas para a condenação. (…) Com a aplicação do art. 71 do Código Penal, tendo em vista que se tratam de penas iguais, reconhecida a continuidade delitiva, aplico apenas uma delas, com aumento de pena em 1/4, chegando à pena final de 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão a ser cumprida em regime inicial semiaberto” (grifos meus e no original). Tem-se, desse modo, que o impetrante/paciente recebeu vantagem indevida oferecida por civis para que, no exercício de suas funções de policial militar, aproveitando-se de uma falha inicialmente apresentada em um sistema de informática, a partir de um terminal de computador instalado na unidade da PMMG onde prestava serviço (Betim/MG), procedesse à baixa e ao cancelamento de multas de trânsito cadastradas em veículos de propriedade daqueles. Contrariamente ao alegado na inicial, infere-se dos autos que a conduta do impetrante/paciente, policial militar, que praticou o crime contra a ordem administrativa militar, enquadra-se perfeitamente à hipótese elencada no art. 9º, II, e, do Código Penal Militar. Senão, vejamos: “Art. 9º Consideram-se crimes militares, em tempo de paz: (…) II – os crimes previstos neste Código, embora também o sejam com igual definição na lei penal comum, quando praticados: (…) 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG e) por militar em situação de atividade, ou assemelhado, contra o patrimônio sob a administração militar, ou a ordem administrativa militar”. Ainda que restasse alguma dúvida sobre a classificação da conduta do condenado, o princípio da especialidade se encarregaria de saná-la. Como se sabe, havendo conflito aparente de normas, um dos critérios de que se pode valer o intérprete para solucionar a controvérsia é o da especialidade. Pois bem. Existindo dúvida sobre a tipificação de um crime como comum ou militar, que é especial em relação àquele, deve-se verificar se estão presentes, na hipótese, os elementos especializantes. Com relação ao crime militar próprio, não existe qualquer dificuldade em sua caracterização, uma vez que são aqueles previstos unicamente na legislação penal militar ou definidos de forma diversa na Lei Penal comum. Entretanto, quando se trata de crime militar impróprio, que é aquele previsto tanto na legislação penal comum como na militar, o intérprete deve perquirir se está presente, ao menos, um dos critérios do art. 9º, II, do CPM para classificar a infração como militar. O referido dispositivo estabelece que serão militares os crimes praticados por militar da ativa: i) contra militar da ativa; ii) em lugar sujeito à administração militar; iii) por militar em serviço ou atuando em razão da função; iv) durante o período de manobras ou exercício; v) contra o patrimônio sob a administração ou a ordem administrativa militar. Feitos tais apontamentos, a outra conclusão não se pode chegar a não ser a de que, na hipótese dos autos, está-se diante de crime militar impróprio, porque presentes três das especializantes anteriormente 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG e) por militar em situação de atividade, ou assemelhado, contra o patrimônio sob a administração militar, ou a ordem administrativa militar”. Ainda que restasse alguma dúvida sobre a classificação da conduta do condenado, o princípio da especialidade se encarregaria de saná-la. Como se sabe, havendo conflito aparente de normas, um dos critérios de que se pode valer o intérprete para solucionar a controvérsia é o da especialidade. Pois bem. Existindo dúvida sobre a tipificação de um crime como comum ou militar, que é especial em relação àquele, deve-se verificar se estão presentes, na hipótese, os elementos especializantes. Com relação ao crime militar próprio, não existe qualquer dificuldade em sua caracterização, uma vez que são aqueles previstos unicamente na legislação penal militar ou definidos de forma diversa na Lei Penal comum. Entretanto, quando se trata de crime militar impróprio, que é aquele previsto tanto na legislação penal comum como na militar, o intérprete deve perquirir se está presente, ao menos, um dos critérios do art. 9º, II, do CPM para classificar a infração como militar. O referido dispositivo estabelece que serão militares os crimes praticados por militar da ativa: i) contra militar da ativa; ii) em lugar sujeito à administração militar; iii) por militar em serviço ou atuando em razão da função; iv) durante o período de manobras ou exercício; v) contra o patrimônio sob a administração ou a ordem administrativa militar. Feitos tais apontamentos, a outra conclusão não se pode chegar a não ser a de que, na hipótese dos autos, está-se diante de crime militar impróprio, porque presentes três das especializantes anteriormente 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG elencadas (itens ii, iii e v). Nesse contexto, considero que o crime de corrupção passiva previsto no art. 308, § 1º, do CPM, cometido pelo paciente, é de competência da justiça castrense, uma vez que se trata de crime praticado em lugar sujeito à administração militar, por militar atuando em razão de sua função, contra a ordem administrativa militar, na forma prevista no art. 9º, II, do Código Penal Militar, e por força do art. 124 da Constituição Federal, conforme corretamente apontou a decisão ora questionada. Entendo, assim, que o ato praticado pelo impetrante/paciente ofendeu diretamente a ordem administrativa militar e sua fé pública, com reflexos na credibilidade da Instituição Militar e na lisura das informações colocadas a sua disposição pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, as quais deveriam ser acessadas apenas para consultas, restando configurada a prática de crime militar de modo a justificar a competência da justiça castrense. No mesmo sentido foi a manifestação do Órgão Ministerial, que assim se pronunciou sobre a matéria: “(...) 7. Não vislumbro a procedência da tese defensiva. 8. Discorre a denúncia que o paciente beneficiou-se da falha no 'sistema de aplicação da Secretaria de Segurança Pública, disponibilizado à PMMG' (terminais PRODEMGE), e, mediante certa paga em dinheiro, procedeu, indevidamente, em razão das suas funções e da condição de policial militar (da ativa), ao cancelamento e baixa de multas de trânsito aplicadas a veículos automotores de terceiros. 9. Na verdade, o delito de corrupção passiva ocorreu em unidades da Polícia Militar, com a participação de civis e outros militares, por meio do acesso ao sistema de computação instalado no local de trabalho, mediante prática de ato de ofício com infringência de dever funcional. Como ponderado pelo 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG elencadas (itens ii, iii e v). Nesse contexto, considero que o crime de corrupção passiva previsto no art. 308, § 1º, do CPM, cometido pelo paciente, é de competência da justiça castrense, uma vez que se trata de crime praticado em lugar sujeito à administração militar, por militar atuando em razão de sua função, contra a ordem administrativa militar, na forma prevista no art. 9º, II, do Código Penal Militar, e por força do art. 124 da Constituição Federal, conforme corretamente apontou a decisão ora questionada. Entendo, assim, que o ato praticado pelo impetrante/paciente ofendeu diretamente a ordem administrativa militar e sua fé pública, com reflexos na credibilidade da Instituição Militar e na lisura das informações colocadas a sua disposição pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, as quais deveriam ser acessadas apenas para consultas, restando configurada a prática de crime militar de modo a justificar a competência da justiça castrense. No mesmo sentido foi a manifestação do Órgão Ministerial, que assim se pronunciou sobre a matéria: “(...) 7. Não vislumbro a procedência da tese defensiva. 8. Discorre a denúncia que o paciente beneficiou-se da falha no 'sistema de aplicação da Secretaria de Segurança Pública, disponibilizado à PMMG' (terminais PRODEMGE), e, mediante certa paga em dinheiro, procedeu, indevidamente, em razão das suas funções e da condição de policial militar (da ativa), ao cancelamento e baixa de multas de trânsito aplicadas a veículos automotores de terceiros. 9. Na verdade, o delito de corrupção passiva ocorreu em unidades da Polícia Militar, com a participação de civis e outros militares, por meio do acesso ao sistema de computação instalado no local de trabalho, mediante prática de ato de ofício com infringência de dever funcional. Como ponderado pelo 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o CC nº 115.271, 'o suscitante só perpetrou o suposto crime […] porque, enquanto militar em atividade, tinha acesso ao sistema que permitia a exclusão de multas de trânsito'. 10. Dessa feita, não há dúvidas quanto à violação à ordem administrativa castrense e, em decorrência, à configuração de crime militar (impróprio), em consonância com o disposto no artigo 9º, II, do CPM. 11. Nesse sentido, a orientação do Supremo Tribunal Federal: 'Policial militar. Existência de delitos tipificados ao mesmo tempo no CP e no CPM. Condutas que guardam relação com as funções regulares do servidor. Crime militar impróprio. Competência da Justiça Militar para o julgamento (CF, artigo 124). 2. Departamento de Operações de Fronteira do Estado de Mato Grosso do Sul. Polícia mista. Mesmo nas hipóteses em que entre as atividades do policial militar estejam aquelas pertinentes ao policiamento civil, os desvios de condutas decorrentes de suas atribuições específicas e associadas à atividade militar, que caracterizem crime, perpetradas contra civil ou a ordem administrativa castrense, constituem-se crimes militares, ainda que ocorridos fora do lugar sujeito à administração militar (CPM, artigo 9º, II, 'c' e 'e'). 3. Nesses casos a competência para processar e julgar o agente público é da Justiça Militar' (HC 82142, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ 12/09/2003, pp-00029)” (grifos meus). Registro, por fim, que, solicitadas informações sobre o cumprimento da decisão do STJ, ora atacada, em 27/8/2012 o Magistrado da 1ª Vara Criminal de Betim/MG (Processo 0027.01.012.843-0) esclareceu que “os autos são de enorme complexidade, contando com onze volumes, envolvendo vinte e sete denunciados e diversos procuradores, sendo que muitos destes denunciados já tiveram a punibilidade extinta, o que demanda melhor análise e cuidados dos autos”. Em consulta ao sítio eletrônico do TJ/MG, verifiquei que aquele processo encontra-se com vista ao Ministério Público estadual desde 5/3/2013. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o CC nº 115.271, 'o suscitante só perpetrou o suposto crime […] porque, enquanto militar em atividade, tinha acesso ao sistema que permitia a exclusão de multas de trânsito'. 10. Dessa feita, não há dúvidas quanto à violação à ordem administrativa castrense e, em decorrência, à configuração de crime militar (impróprio), em consonância com o disposto no artigo 9º, II, do CPM. 11. Nesse sentido, a orientação do Supremo Tribunal Federal: 'Policial militar. Existência de delitos tipificados ao mesmo tempo no CP e no CPM. Condutas que guardam relação com as funções regulares do servidor. Crime militar impróprio. Competência da Justiça Militar para o julgamento (CF, artigo 124). 2. Departamento de Operações de Fronteira do Estado de Mato Grosso do Sul. Polícia mista. Mesmo nas hipóteses em que entre as atividades do policial militar estejam aquelas pertinentes ao policiamento civil, os desvios de condutas decorrentes de suas atribuições específicas e associadas à atividade militar, que caracterizem crime, perpetradas contra civil ou a ordem administrativa castrense, constituem-se crimes militares, ainda que ocorridos fora do lugar sujeito à administração militar (CPM, artigo 9º, II, 'c' e 'e'). 3. Nesses casos a competência para processar e julgar o agente público é da Justiça Militar' (HC 82142, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ 12/09/2003, pp-00029)” (grifos meus). Registro, por fim, que, solicitadas informações sobre o cumprimento da decisão do STJ, ora atacada, em 27/8/2012 o Magistrado da 1ª Vara Criminal de Betim/MG (Processo 0027.01.012.843-0) esclareceu que “os autos são de enorme complexidade, contando com onze volumes, envolvendo vinte e sete denunciados e diversos procuradores, sendo que muitos destes denunciados já tiveram a punibilidade extinta, o que demanda melhor análise e cuidados dos autos”. Em consulta ao sítio eletrônico do TJ/MG, verifiquei que aquele processo encontra-se com vista ao Ministério Público estadual desde 5/3/2013. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG Por outro lado, em consulta ao feito que tramita no Tribunal de Justiça Militar estadual, observei que o recurso especial interposto pelo impetrante/paciente contra o acórdão que julgou os embargos infringentes e de nulidade não foi admitido por aquela Corte castrense por intempestividade. Contra esse decisum o recorrente manejou agravo regimental, mas o recurso não foi conhecido. Ainda não há notícia de trânsito em julgado da condenação. Ante o exposto, denego a ordem. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG Por outro lado, em consulta ao feito que tramita no Tribunal de Justiça Militar estadual, observei que o recurso especial interposto pelo impetrante/paciente contra o acórdão que julgou os embargos infringentes e de nulidade não foi admitido por aquela Corte castrense por intempestividade. Contra esse decisum o recorrente manejou agravo regimental, mas o recurso não foi conhecido. Ainda não há notícia de trânsito em julgado da condenação. Ante o exposto, denego a ordem. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.309 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : GLEISON PEREIRA DA SILVA IMPTE.(S) : GLEISON PEREIRA DA SILVA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO CC Nº 115.271 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 09.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3665016 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.309 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : GLEISON PEREIRA DA SILVA IMPTE.(S) : GLEISON PEREIRA DA SILVA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO CC Nº 115.271 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 09.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3665016 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3673825
2013-04-09T00:00:00
2013-04-22T00:00:00
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 09.04.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS. CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. JUSTIÇA PENAL MILITAR X JUSTIÇA PENAL COMUM. QUESTÃO RESOLVIDA EM FAVOR DA JUSTIÇA MILITAR. CRIME PRATICADO EM LUGAR SUJEITO À ADMINISTRAÇÃO MILITAR. OFENSA À ORDEM ADMINISTRATIVA MILITAR. ARTS. 9º, II, E, DO CÓDIGO PENAL MILITAR, E 124 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. APLICABILIDADE. ORDEM DENEGADA. I – Impetrante/paciente denunciado na Justiça Militar do Estado de Minas Gerais pela suposta prática do crime de corrupção passiva (art. 308, § 1º, do CPM) e na Justiça Penal comum pela suposta prática dos delitos de formação de quadrilha (art. 288 do CP), estelionato (art. 171 do CP) e peculato (art. 312, § 1º, do CP). II – Acertada a decisão que resolveu o conflito positivo de competência em favor da Justiça Penal Militar, uma vez que se trata de crime praticado em local sujeito à administração militar, por militar atuando em razão de sua função, contra a ordem administrativa militar, na forma prevista no art. 9º, II, e, do Código Penal Militar, e por força do art. 124 da Constituição Federal, conforme apontou a decisão ora questionada. III – Ordem denegada.
sjur228528
- Veja Processo 0027.01.012.843-0 da 1ª Vara Criminal de Betim/MG. Número de páginas: 23. Análise: 15/05/2013, IMC. Revisão: 22/05/2013, MMR.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
114309
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00124 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00071 ART-00171 ART-00288 ART-00312 \r\n PAR-00001\r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n", "LEG-FED DEL-001001 ANO-1969\r\n ART-00009 INC-00002 LET-A LET-B\r\n LET-C LET-D LET-E ART-00308\r\n PAR-00001\r\n CPM-1969 CÓDIGO PENAL MILITAR\r\n", "LEG-FED DEL-001002 ANO-1969\r\n ART-00439 LET-E \r\n CPPM-1969 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR" ]
HC
acordaos
HC 114309
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PACTE.(S) : GLEISON PEREIRA DA SILVA IMPTE.(S) : GLEISON PEREIRA DA SILVA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO CC Nº 115.271 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 09/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.309 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :GLEISON PEREIRA DA SILVA IMPTE.(S) :GLEISON PEREIRA DA SILVA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO Código Civil Brasileiro n 115.271 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. JUSTIÇA PENAL MILITAR X JUSTIÇA PENAL COMUM. QUESTÃO RESOLVIDA EM FAVOR DA JUSTIÇA MILITAR. CRIME PRATICADO EM LUGAR SUJEITO À ADMINISTRAÇÃO MILITAR. OFENSA À ORDEM ADMINISTRATIVA MILITAR. ARTS. 9..., II, E, DO CÓDIGO PENAL MILITAR, E 124 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. APLICABILIDADE. ORDEM DENEGADA. I – Impetrante/paciente denunciado na Justiça Militar do Estado de Minas Gerais pela suposta prática do crime de corrupção passiva (art. 308, § 1..., do CPM) e na Justiça Penal comum pela suposta prática dos delitos de formação de quadrilha (art. 288 do Código Penal Brasileiro), estelionato (art. 171 do Código Penal Brasileiro) e peculato (art. 312, § 1..., do Código Penal Brasileiro). II – Acertada a decisão que resolveu o conflito positivo de competência em favor da Justiça Penal Militar, uma vez que se trata de crime praticado em local sujeito à administração militar, por militar atuando em razão de sua função, contra a ordem administrativa militar, na forma prevista no art. 9..., II, e, do Código Penal Militar, e por força do art. 124 da Constituição Federal, conforme apontou a decisão ora questionada. III – Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637164. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 Ementa e Acórdão HC 114309 / MG julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. Brasília, 9 de abril de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637164. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. Brasília, 9 de abril de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637164. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 Relatório 09/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.309 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :GLEISON PEREIRA DA SILVA IMPTE.(S) :GLEISON PEREIRA DA SILVA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO Código Civil Brasileiro n 115.271 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por GLEISON PEREIRA DA SILVA, em nome próprio, contra decisão do Ministro Sebastião Reis Júnior, que julgou monocraticamente o Conflito de Competência 115.271/MG do Superior Tribunal de Justiça. O impetrante/paciente informa, de início, que desde 15/1/2002 está sendo processado na Justiça Penal Militar do Estado de Minas Gerais pela suposta prática do crime de corrupção passiva, previsto no art. 308 do Código Penal Militar. Esclarece que a ação já foi examinada em segundo grau, em apelação interposta pela defesa. Diz, em seguida, que, pelos mesmos fatos, foi iniciada outra ação penal na 1... Vara Criminal de Betim/MG, pela suposta prática do delito de peculato (art. 312 do Código Penal Brasileiro). Relata, então, que, em razão da duplicidade de ações, foi suscitado conflito positivo de competência no Superior Tribunal de Justiça, ocasião em que o Ministro Sebastião Reis Júnior, por decisão monocrática, decidiu pela competência do Juízo da 1... Auditoria de Justiça Militar de Minas Gerais. É contra essa decisão que se insurge o impetrante/paciente. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637165. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.309 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :GLEISON PEREIRA DA SILVA IMPTE.(S) :GLEISON PEREIRA DA SILVA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO Código Civil Brasileiro n 115.271 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por GLEISON PEREIRA DA SILVA, em nome próprio, contra decisão do Ministro Sebastião Reis Júnior, que julgou monocraticamente o Conflito de Competência 115.271/MG do Superior Tribunal de Justiça. O impetrante/paciente informa, de início, que desde 15/1/2002 está sendo processado na Justiça Penal Militar do Estado de Minas Gerais pela suposta prática do crime de corrupção passiva, previsto no art. 308 do Código Penal Militar. Esclarece que a ação já foi examinada em segundo grau, em apelação interposta pela defesa. Diz, em seguida, que, pelos mesmos fatos, foi iniciada outra ação penal na 1... Vara Criminal de Betim/MG, pela suposta prática do delito de peculato (art. 312 do Código Penal Brasileiro). Relata, então, que, em razão da duplicidade de ações, foi suscitado conflito positivo de competência no Superior Tribunal de Justiça, ocasião em que o Ministro Sebastião Reis Júnior, por decisão monocrática, decidiu pela competência do Juízo da 1... Auditoria de Justiça Militar de Minas Gerais. É contra essa decisão que se insurge o impetrante/paciente. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 Relatório HC 114309 / MG Aduz, inicialmente, que não é correto o enquadramento penal dado aos fatos narrados na denúncia, uma vez que a acusação não logrou demonstrar, durante a instrução criminal, qual o ato de ofício que ele teria comercializado para receber a vantagem indevida. Daí porque assevera que as condutas a ele imputadas não configuram crime militar, conforme preceituam o art. 124 da Constituição Federal e o art. 9..., II, do Código Penal Militar. Afirma, ademais, que adotar o entendimento do Ministro Relator do conflito de competência no sentido de que “não importa a situação em que o Policial Militar se encontre, em policiamento civil ou sujeito à administração militar”, é levar o critério ratio personae às últimas consequências. Alega, outrossim, que os critérios utilizados para a determinação da competência penal militar são o ratione materiae (crimes militares) e ratione personae (policiais e bombeiros militares estaduais e distritais), sendo certo que as funções das Polícias Militares encontram-se estabelecidas no art. 144, § 5..., da Carta Magna. Diz, então, que, se não estiverem presentes tais requisitos, como no caso sob exame, não será crime militar. Requer, ao final, liminarmente, a suspensão das ações penais em curso na Justiça Militar do Estado de Minas Gerais e na 1... Vara Criminal da Comarca de Betim/MG. No mérito, pede seja declarada a competência da Justiça Comum para processar e julgar os fatos a ele imputados, com a extinção do feito que tramita na Justiça Militar. Em 1.../8/2012, indeferi o pedido de liminar, solicitei informações ao Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais e ao Juízo da 1... Vara Criminal da Comarca de Betim/MG, bem como determinei, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637165. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG Aduz, inicialmente, que não é correto o enquadramento penal dado aos fatos narrados na denúncia, uma vez que a acusação não logrou demonstrar, durante a instrução criminal, qual o ato de ofício que ele teria comercializado para receber a vantagem indevida. Daí porque assevera que as condutas a ele imputadas não configuram crime militar, conforme preceituam o art. 124 da Constituição Federal e o art. 9..., II, do Código Penal Militar. Afirma, ademais, que adotar o entendimento do Ministro Relator do conflito de competência no sentido de que “não importa a situação em que o Policial Militar se encontre, em policiamento civil ou sujeito à administração militar”, é levar o critério ratio personae às últimas consequências. Alega, outrossim, que os critérios utilizados para a determinação da competência penal militar são o ratione materiae (crimes militares) e ratione personae (policiais e bombeiros militares estaduais e distritais), sendo certo que as funções das Polícias Militares encontram-se estabelecidas no art. 144, § 5..., da Carta Magna. Diz, então, que, se não estiverem presentes tais requisitos, como no caso sob exame, não será crime militar. Requer, ao final, liminarmente, a suspensão das ações penais em curso na Justiça Militar do Estado de Minas Gerais e na 1... Vara Criminal da Comarca de Betim/MG. No mérito, pede seja declarada a competência da Justiça Comum para processar e julgar os fatos a ele imputados, com a extinção do feito que tramita na Justiça Militar. Em 1.../8/2012, indeferi o pedido de liminar, solicitei informações ao Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais e ao Juízo da 1... Vara Criminal da Comarca de Betim/MG, bem como determinei, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 Relatório HC 114309 / MG O magistrado de primeira instância da Justiça Comum encaminhou suas informações em 27/8/2012. O Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais, por sua vez, prestou esclarecimentos por meio do Ofício 618/2012-Gerência Judicial, de 30/8/2012, recebido nesta Corte em 5/9/2012. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637165. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG O magistrado de primeira instância da Justiça Comum encaminhou suas informações em 27/8/2012. O Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais, por sua vez, prestou esclarecimentos por meio do Ofício 618/2012-Gerência Judicial, de 30/8/2012, recebido nesta Corte em 5/9/2012. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Edson Oliveira de Almeida, manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637165. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 09/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.309 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem. Consta dos autos que o Conselho Permanente de Justiça da 1... Auditoria da Justiça Militar do Estado de Minas Gerais condenou o impetrante/paciente à pena de 6 anos e 8 meses de reclusão, em regime semiaberto, pela prática do crime de corrupção passiva (art. 308, § 1..., do CPM), por cinco vezes, combinado com o art. 71 do Código Penal, e o absolveu das demais imputações, nos termos do art. 439, e, do Código de Processo Penal Militar. Inconformada, a defesa apelou para o Tribunal de Justiça Militar estadual, que deu parcial provimento ao recurso apenas para absolver o paciente quanto a um dos fatos criminosos, mantendo, no mais, a decisão de primeira instância, inclusive a reprimenda aplicada. Desse acórdão foram opostos embargos de declaração, que, por maioria, foram acolhidos com efeitos infringentes apenas para diminuir a reprimenda em 4 meses, alcançando, ao final, 6 anos e 4 meses de reclusão. Ainda insatisfeitos, o paciente e um corréu opuseram embargos infringentes e de nulidade na Corte castrense estadual, que mais uma vez acolheu o recurso para reduzir a sanção corporal para 5 anos de reclusão. Pelos mesmos fatos, o Medida Provisória estadual ofereceu denúncia na 1... Vara Criminal da Comarca de Betim/MG (Processo 0027.01.012.843-0), imputando ao paciente a suposta prática dos delitos de formação de quadrilha (art. 288 do Código Penal Brasileiro), estelionato (art. 171 do Código Penal Brasileiro) e peculato (art. 312, § 1..., do Código Penal Brasileiro). Constatada a prescrição da pretensão punitiva, o magistrado processante julgou extinta a punibilidade do paciente em relação ao crime Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.309 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem. Consta dos autos que o Conselho Permanente de Justiça da 1... Auditoria da Justiça Militar do Estado de Minas Gerais condenou o impetrante/paciente à pena de 6 anos e 8 meses de reclusão, em regime semiaberto, pela prática do crime de corrupção passiva (art. 308, § 1..., do CPM), por cinco vezes, combinado com o art. 71 do Código Penal, e o absolveu das demais imputações, nos termos do art. 439, e, do Código de Processo Penal Militar. Inconformada, a defesa apelou para o Tribunal de Justiça Militar estadual, que deu parcial provimento ao recurso apenas para absolver o paciente quanto a um dos fatos criminosos, mantendo, no mais, a decisão de primeira instância, inclusive a reprimenda aplicada. Desse acórdão foram opostos embargos de declaração, que, por maioria, foram acolhidos com efeitos infringentes apenas para diminuir a reprimenda em 4 meses, alcançando, ao final, 6 anos e 4 meses de reclusão. Ainda insatisfeitos, o paciente e um corréu opuseram embargos infringentes e de nulidade na Corte castrense estadual, que mais uma vez acolheu o recurso para reduzir a sanção corporal para 5 anos de reclusão. Pelos mesmos fatos, o Medida Provisória estadual ofereceu denúncia na 1... Vara Criminal da Comarca de Betim/MG (Processo 0027.01.012.843-0), imputando ao paciente a suposta prática dos delitos de formação de quadrilha (art. 288 do Código Penal Brasileiro), estelionato (art. 171 do Código Penal Brasileiro) e peculato (art. 312, § 1..., do Código Penal Brasileiro). Constatada a prescrição da pretensão punitiva, o magistrado processante julgou extinta a punibilidade do paciente em relação ao crime Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG de quadrilha, dando seguimento à ação penal quanto aos demais delitos. Alegando duplicidade de ações, o paciente/impetrante suscitou conflito positivo de competência no Superior Tribunal de Justiça, ocasião em que o Ministro Sebastião Reis Júnior concluiu pela competência do Juízo da 1... Auditoria de Justiça Militar de Minas Gerais, em decisão assim fundamentada: “(...) Gleison Pereira da Silva suscita conflito positivo de competência entre o Juízo de Direito da 1... Vara Criminal de Betim/MG e o Juízo de Direito da 1... Auditoria de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais. Consta dos autos que, em 15/1/2002, o suscitante (policial militar) foi denunciado, no juízo castrense, pela prática do delito previsto no art. 308 do Código Penal Militar, porque, 'valendo-se das prerrogativas e condição de militar, mediante o recebimento de certa quantia em dinheiro, por meio de terminais instalados nas respectivas unidades PM' realizou, em associação com outros indivíduos, 'o cancelamento e baixa de multas aplicadas em veículos automotores de terceiras pessoas' (Processo n. 18.253, 1... Auditoria de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais) – fls. 77/78. Em 21/01/2003, foi denunciado, na esfera penal comum, pela prática dos delitos previstos nos arts. 288, caput, c/c o 171, caput, e 312, § 1..., do Código Penal, (Processo n. 12843-0/01, 1... Vara Criminal de Betim/MG), pois, 'no período compreendido entre junho de 1998 e março de 2000', associou-se com outros denunciados com o objetivo de 'baixarem ilicitamente multas de trânsito, oriundas da JARI/DETRAN/MG, obtendo para si, proveito próprio e vantagem indevida, em prejuízo de R$ 258.799,48 (duzentos e cinquenta e oito mil, setecentos e noventa e nove reais e quarenta e oito centavos) para os cofres do Estado' (fls. 366/368). Alega, aqui, que ambas as ações penais versam acerca dos mesmos fatos. Requer, em liminar, a suspensão de ambos os processos. No mérito, busca o esclarecimento do juízo natural competente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG de quadrilha, dando seguimento à ação penal quanto aos demais delitos. Alegando duplicidade de ações, o paciente/impetrante suscitou conflito positivo de competência no Superior Tribunal de Justiça, ocasião em que o Ministro Sebastião Reis Júnior concluiu pela competência do Juízo da 1... Auditoria de Justiça Militar de Minas Gerais, em decisão assim fundamentada: “(...) Gleison Pereira da Silva suscita conflito positivo de competência entre o Juízo de Direito da 1... Vara Criminal de Betim/MG e o Juízo de Direito da 1... Auditoria de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais. Consta dos autos que, em 15/1/2002, o suscitante (policial militar) foi denunciado, no juízo castrense, pela prática do delito previsto no art. 308 do Código Penal Militar, porque, 'valendo-se das prerrogativas e condição de militar, mediante o recebimento de certa quantia em dinheiro, por meio de terminais instalados nas respectivas unidades PM' realizou, em associação com outros indivíduos, 'o cancelamento e baixa de multas aplicadas em veículos automotores de terceiras pessoas' (Processo n. 18.253, 1... Auditoria de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais) – fls. 77/78. Em 21/01/2003, foi denunciado, na esfera penal comum, pela prática dos delitos previstos nos arts. 288, caput, c/c o 171, caput, e 312, § 1..., do Código Penal, (Processo n. 12843-0/01, 1... Vara Criminal de Betim/MG), pois, 'no período compreendido entre junho de 1998 e março de 2000', associou-se com outros denunciados com o objetivo de 'baixarem ilicitamente multas de trânsito, oriundas da JARI/DETRAN/MG, obtendo para si, proveito próprio e vantagem indevida, em prejuízo de R$ 258.799,48 (duzentos e cinquenta e oito mil, setecentos e noventa e nove reais e quarenta e oito centavos) para os cofres do Estado' (fls. 366/368). Alega, aqui, que ambas as ações penais versam acerca dos mesmos fatos. Requer, em liminar, a suspensão de ambos os processos. No mérito, busca o esclarecimento do juízo natural competente. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG O feito foi, inicialmente, distribuído ao Ministro Jorge Mussi (fl. 10). Em 13/6/2012, os autos foram redistribuídos a mim, por prevenção do Habeas Corpus n. 190.397/MG, de minha Relatoria (fl. 66). Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal opinou pela procedência do conflito, com declaração de competência da Justiça Militar (fl. 53): 'PENAL. CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. JUÍZO DE DIREITO E JUÍZO CASTRENSE, AMBOS DA JUSTIÇA ESTADUAL DE MINAS GERAIS, CORRUPÇÃO PASSIVA, DELITO COMETIDO POR POLICIAL MILITAR. Preliminar: conveniência do apensamento do HC n. 190.397/MG, que contém os mesmos fatos, em razão da complementariedade dos documentos. Na impossibilidade do julgamento conjunto, conveniência de sustação do HC até o julgamento do conflito. Delito praticado por policial militar no exercício de sua função, em coautoria com civis. Cisão de processos, CPP, art. 79, I. Parecer pelo conhecimento e procedência do conflito, declarando-se competente o Juízo da 1... Auditoria de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais'. É o relatório. Efetivamente, está caracterizado o conflito positivo de competência, pois Gleison Pereira da Silva é alvo de acusação tanto na Justiça comum como na Militar pelo mesmo fato (exclusão de registro de multa de trânsito de terceiros, mediante obtenção de vantagem indevida). Confira-se o seguinte trecho da denúncia recebida na Justiça militar (fl. 77 – grifo nosso): '[…] Segundo consta do presente caderno apuratório, no ano de 1999, em determinadas datas e horários, os denunciados Gilson Vieira de Andrade, Gleison Pereira da Silva e Welberth dos Santos, em continuidade delitiva, receberam, para si, diretamente, em razão do exercício da função de policial militar, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG O feito foi, inicialmente, distribuído ao Ministro Jorge Mussi (fl. 10). Em 13/6/2012, os autos foram redistribuídos a mim, por prevenção do Habeas Corpus n. 190.397/MG, de minha Relatoria (fl. 66). Instado a se manifestar, o Ministério Público Federal opinou pela procedência do conflito, com declaração de competência da Justiça Militar (fl. 53): 'PENAL. CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. JUÍZO DE DIREITO E JUÍZO CASTRENSE, AMBOS DA JUSTIÇA ESTADUAL DE MINAS GERAIS, CORRUPÇÃO PASSIVA, DELITO COMETIDO POR POLICIAL MILITAR. Preliminar: conveniência do apensamento do HC n. 190.397/MG, que contém os mesmos fatos, em razão da complementariedade dos documentos. Na impossibilidade do julgamento conjunto, conveniência de sustação do HC até o julgamento do conflito. Delito praticado por policial militar no exercício de sua função, em coautoria com civis. Cisão de processos, CPP, art. 79, I. Parecer pelo conhecimento e procedência do conflito, declarando-se competente o Juízo da 1... Auditoria de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais'. É o relatório. Efetivamente, está caracterizado o conflito positivo de competência, pois Gleison Pereira da Silva é alvo de acusação tanto na Justiça comum como na Militar pelo mesmo fato (exclusão de registro de multa de trânsito de terceiros, mediante obtenção de vantagem indevida). Confira-se o seguinte trecho da denúncia recebida na Justiça militar (fl. 77 – grifo nosso): '[…] Segundo consta do presente caderno apuratório, no ano de 1999, em determinadas datas e horários, os denunciados Gilson Vieira de Andrade, Gleison Pereira da Silva e Welberth dos Santos, em continuidade delitiva, receberam, para si, diretamente, em razão do exercício da função de policial militar, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG vantagem. Apurou-se que, aproveitando-se de falha no sistema de aplicação da Secretaria de Segurança Pública, disponibilizado à PMMG, através da PRODEMGE, o qual acessa informações sobre impedimento administrativo ou existência de multa por infração à legislação de trânsito aplicada aos veículos automotores em circulação no território nacional, os denunciados Gilson Vieira de Andrade, Gleison Pereira da Silva e Welberth dos Santos, valendo-se das prerrogativas e condição de policial militar, mediante o recebimento de certa quantia em dinheiro, por meio de terminais instalados nas respectivas unidades PM, realizaram, indevidamente, o cancelamento e baixa de multas aplicadas em veículos automotores de terceiras pessoas […]'. No tocante a acusação oferecida na Justiça comum, consta da peça acusatória o seguinte (fl. 364 – grifo nosso): '[…] Segundo o apurado no encarte investigatório, as baixas de multa por infração eram feitas através de transação 'FEIR' (sistema SDAK) em terminais on-line instalados em vários órgãos governamentais. Assim, os denunciados Gilson Vieira de Andrade, Gleison Pereira da Silva e Luiz Antonio Dorídio, no exercício de suas funções de policiais militares, baixavam as multas irregularmente através dos terminais instalados no Quartel do Comando Geral da PMMG, onde possuíam livre acesso e a senha para acessar a transação 'FEIR', a qual era usada para retirar as multas de veículos. Os outros denunciados eram incumbidos de arrecadar 'clientes', sendo que cobravam pelo serviço a quantia equivalente a 50% (cinquenta por cento) do valor da multa constante do cadastro. […]'. Acerca da competência da Justiça Militar, o art. 124 da Constituição Federal assim determina: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG vantagem. Apurou-se que, aproveitando-se de falha no sistema de aplicação da Secretaria de Segurança Pública, disponibilizado à PMMG, através da PRODEMGE, o qual acessa informações sobre impedimento administrativo ou existência de multa por infração à legislação de trânsito aplicada aos veículos automotores em circulação no território nacional, os denunciados Gilson Vieira de Andrade, Gleison Pereira da Silva e Welberth dos Santos, valendo-se das prerrogativas e condição de policial militar, mediante o recebimento de certa quantia em dinheiro, por meio de terminais instalados nas respectivas unidades PM, realizaram, indevidamente, o cancelamento e baixa de multas aplicadas em veículos automotores de terceiras pessoas […]'. No tocante a acusação oferecida na Justiça comum, consta da peça acusatória o seguinte (fl. 364 – grifo nosso): '[…] Segundo o apurado no encarte investigatório, as baixas de multa por infração eram feitas através de transação 'FEIR' (sistema SDAK) em terminais on-line instalados em vários órgãos governamentais. Assim, os denunciados Gilson Vieira de Andrade, Gleison Pereira da Silva e Luiz Antonio Dorídio, no exercício de suas funções de policiais militares, baixavam as multas irregularmente através dos terminais instalados no Quartel do Comando Geral da PMMG, onde possuíam livre acesso e a senha para acessar a transação 'FEIR', a qual era usada para retirar as multas de veículos. Os outros denunciados eram incumbidos de arrecadar 'clientes', sendo que cobravam pelo serviço a quantia equivalente a 50% (cinquenta por cento) do valor da multa constante do cadastro. […]'. Acerca da competência da Justiça Militar, o art. 124 da Constituição Federal assim determina: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG 'Art. 124. À Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei. Parágrafo único. A lei disporá sobre a organização, o funcionamento e a competência da Justiça Militar'. Ao definir crime militar, o art. 9..., II, e, do Código Penal Militar, assim dispõe: 'Consideram-se crimes militares, em tempo de paz: […] II – os crimes previstos neste Código, embora também o sejam com igual definição na lei penal comum, quando praticados: […] e) por militar em situação de atividade, ou assemelhado, contra o patrimônio sob a administração militar, ou a ordem administrativa militar; […]'. Da leitura do dispositivo, não há dúvida de que a competência para julgar o suscitante recai sobre a Justiça Militar. Ora, os elementos indicam que o suscitante só perpetrou o suposto crime (corrupção passiva) porque, enquanto militar em atividade, tinha acesso ao sistema que permitia a exclusão de multas de trânsito. A ilegalidade do ato importou em clara violação à ordem administrativa militar. Com efeito, o crime é militar nos termos do art. 9..., II, e, do CPM. Acerca do tema, já decidiu o Pretório Excelso: 'HABEAS-CORPUS. POLICIAL MILITAR. CONDUTA RELACIONADA COM ATUAÇÃO FUNCIONAL. CRIMES TAMBÉM DE NATUREZA PENAL MILITAR. COMPETÊNCIA RECONHECIDA. 1. Policial militar. Existência de delitos tipificados ao mesmo tempo no Código Penal Brasileiro e no CPM. Condutas que guardam relação com as funções regulares do servidor. Crime militar impróprio. Competência da Justiça Militar para o julgamento (Constituição Federal de 1988, artigo 124). 2. Departamento de Operações de Fronteira do Estado de Mato Grosso do Sul. Polícia mista. Mesmo nas hipóteses em 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG 'Art. 124. À Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei. Parágrafo único. A lei disporá sobre a organização, o funcionamento e a competência da Justiça Militar'. Ao definir crime militar, o art. 9..., II, e, do Código Penal Militar, assim dispõe: 'Consideram-se crimes militares, em tempo de paz: […] II – os crimes previstos neste Código, embora também o sejam com igual definição na lei penal comum, quando praticados: […] e) por militar em situação de atividade, ou assemelhado, contra o patrimônio sob a administração militar, ou a ordem administrativa militar; […]'. Da leitura do dispositivo, não há dúvida de que a competência para julgar o suscitante recai sobre a Justiça Militar. Ora, os elementos indicam que o suscitante só perpetrou o suposto crime (corrupção passiva) porque, enquanto militar em atividade, tinha acesso ao sistema que permitia a exclusão de multas de trânsito. A ilegalidade do ato importou em clara violação à ordem administrativa militar. Com efeito, o crime é militar nos termos do art. 9..., II, e, do CPM. Acerca do tema, já decidiu o Pretório Excelso: 'HABEAS-CORPUS. POLICIAL MILITAR. CONDUTA RELACIONADA COM ATUAÇÃO FUNCIONAL. CRIMES TAMBÉM DE NATUREZA PENAL MILITAR. COMPETÊNCIA RECONHECIDA. 1. Policial militar. Existência de delitos tipificados ao mesmo tempo no Código Penal Brasileiro e no CPM. Condutas que guardam relação com as funções regulares do servidor. Crime militar impróprio. Competência da Justiça Militar para o julgamento (Constituição Federal de 1988, artigo 124). 2. Departamento de Operações de Fronteira do Estado de Mato Grosso do Sul. Polícia mista. Mesmo nas hipóteses em 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG que entre as atividades do policial militar estejam aquelas pertinentes ao policiamento civil, os desvios de condutas decorrentes de suas atribuições específicas e associadas à atividade militar, que caracterizem crime, perpetradas contra civil ou a ordem administrativa castrense, constituem-se em crimes militares, ainda que ocorridos fora do lugar sujeito à administração militar (CPM, artigo 9..., II, 'c' e 'e'). 3. Nesses casos a competência para processar e julgar o agente público é da Justiça Militar. Enunciado da Súmula/Supremo Tribunal Federal 297 há muito tempo superado. 4. Crime de formação de quadrilha (Código Penal Brasileiro, artigo 288). Delito que não encontra tipificação correspondente no Código Penal Militar. Competência, nessa parte, da Justiça Comum. Habeas- corpus deferido em parte' (HC n. 82.142, Ministro Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ de 12/09/2003 – grifo nosso). No mesmo sentido, confira-se o seguinte precedente da Terceira Seção: 'CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. CORRUPÇÃO ATIVA. MILITAR PROCESSADO PERANTE AS JUSTIÇAS ESTADUAL E CASTRENSE PELO MESMO FATO DELITUOSO. ART. 9..., INCISO II, ALÍNEA E, DO CPM. CRIME MILITAR IMPRÓPRIO. COMPETÊNCIA DO JUÍZO MILITAR. 1. Tendo o delito de corrupção ativa sido cometido, em tese, na circunstância prevista no art. 9..., II, letra e, do Código Penal Militar, ou seja, por militar em situação de atividade contra a ordem administrativa militar, resta caracterizado o crime militar impróprio, sendo certo que a expressão 'militar em situação de atividade' contida no aludido dispositivo legal, significa da ativa, e não necessariamente em serviço, consoante precedentes deste Sodalício e do Pretório Excelso. […]' (Código Civil Brasileiro n. 104.579/SP, Ministro Jorge Mussi, DJe 19/11/2009). Ante o exposto, acolhendo o parecer e à vista dos precedentes, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG que entre as atividades do policial militar estejam aquelas pertinentes ao policiamento civil, os desvios de condutas decorrentes de suas atribuições específicas e associadas à atividade militar, que caracterizem crime, perpetradas contra civil ou a ordem administrativa castrense, constituem-se em crimes militares, ainda que ocorridos fora do lugar sujeito à administração militar (CPM, artigo 9..., II, 'c' e 'e'). 3. Nesses casos a competência para processar e julgar o agente público é da Justiça Militar. Enunciado da Súmula/Supremo Tribunal Federal 297 há muito tempo superado. 4. Crime de formação de quadrilha (Código Penal Brasileiro, artigo 288). Delito que não encontra tipificação correspondente no Código Penal Militar. Competência, nessa parte, da Justiça Comum. Habeas- corpus deferido em parte' (HC n. 82.142, Ministro Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ de 12/09/2003 – grifo nosso). No mesmo sentido, confira-se o seguinte precedente da Terceira Seção: 'CONFLITO POSITIVO DE COMPETÊNCIA. CORRUPÇÃO ATIVA. MILITAR PROCESSADO PERANTE AS JUSTIÇAS ESTADUAL E CASTRENSE PELO MESMO FATO DELITUOSO. ART. 9..., INCISO II, ALÍNEA E, DO CPM. CRIME MILITAR IMPRÓPRIO. COMPETÊNCIA DO JUÍZO MILITAR. 1. Tendo o delito de corrupção ativa sido cometido, em tese, na circunstância prevista no art. 9..., II, letra e, do Código Penal Militar, ou seja, por militar em situação de atividade contra a ordem administrativa militar, resta caracterizado o crime militar impróprio, sendo certo que a expressão 'militar em situação de atividade' contida no aludido dispositivo legal, significa da ativa, e não necessariamente em serviço, consoante precedentes deste Sodalício e do Pretório Excelso. […]' (Código Civil Brasileiro n. 104.579/SP, Ministro Jorge Mussi, DJe 19/11/2009). Ante o exposto, acolhendo o parecer e à vista dos precedentes, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG conheço do conflito para declarar a competência do Juízo de Direito da 1... Auditoria de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais para processar e julgar Gleison Pereira da Silva, pelos fatos descritos no IPM n. 18.253. Dê-se ciência aos Juízes em conflito” (grifos meus e no original). Neste writ, o impetrante/paciente, ex-policial militar, alega, em suma, a incompetência da Justiça Militar para processá-lo e julgá-lo pela prática do crime previsto no art. 308 Código Penal militar (corrupção passiva). Desse modo, pleiteia que seja declarada a competência da Justiça comum para processar e julgar os fatos a ele imputados, com a extinção do feito que tramita na Justiça Militar. Sem razão, contudo. Os fatos imputados ao impetrante/paciente foram assim expostos na sentença condenatória, que muito bem demonstrou a autoria dos delitos narrados na peça acusatória, explicando, inclusive, o modus operandi e os locais de onde foi acessado o sistema que permitiu a perpetração dos crimes, tudo a evidenciar a competência da Justiça Militar: “(...) SENTENÇA (julgamento realizado em 13/12/10) Vistos etc. O Ministério Público Estadual ofereceu denúncia em face do Sd PM Gilson Vieira de Andrade, o Sd PM Gleison Pereira da Silva, o Sd PM Welberth dos Santos e o Sgt PM Alexsandro Anastácio da Silva. Aos três primeiros foi imputado o delito do art. 308 do Código Penal Militar e ao quarto o delito do art. 324 do CPM. Posteriormente foi apresentado aditamento à denúncia, constante de fls. 01A a 01Q, do volume 3, no qual foram denunciados Sd PM Gilson Vieira de Andrade, o Sgt PM Luis Antônio Dorídio, o 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG conheço do conflito para declarar a competência do Juízo de Direito da 1... Auditoria de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais para processar e julgar Gleison Pereira da Silva, pelos fatos descritos no IPM n. 18.253. Dê-se ciência aos Juízes em conflito” (grifos meus e no original). Neste writ, o impetrante/paciente, ex-policial militar, alega, em suma, a incompetência da Justiça Militar para processá-lo e julgá-lo pela prática do crime previsto no art. 308 Código Penal militar (corrupção passiva). Desse modo, pleiteia que seja declarada a competência da Justiça comum para processar e julgar os fatos a ele imputados, com a extinção do feito que tramita na Justiça Militar. Sem razão, contudo. Os fatos imputados ao impetrante/paciente foram assim expostos na sentença condenatória, que muito bem demonstrou a autoria dos delitos narrados na peça acusatória, explicando, inclusive, o modus operandi e os locais de onde foi acessado o sistema que permitiu a perpetração dos crimes, tudo a evidenciar a competência da Justiça Militar: “(...) SENTENÇA (julgamento realizado em 13/12/10) Vistos etc. O Ministério Público Estadual ofereceu denúncia em face do Sd PM Gilson Vieira de Andrade, o Sd PM Gleison Pereira da Silva, o Sd PM Welberth dos Santos e o Sgt PM Alexsandro Anastácio da Silva. Aos três primeiros foi imputado o delito do art. 308 do Código Penal Militar e ao quarto o delito do art. 324 do CPM. Posteriormente foi apresentado aditamento à denúncia, constante de fls. 01A a 01Q, do volume 3, no qual foram denunciados Sd PM Gilson Vieira de Andrade, o Sgt PM Luis Antônio Dorídio, o 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG Sd PM Gleison Pereira da Silva, Sgt PM Carlos Augusto Faria de Oliveira, o Sd PM Welberth dos Santos, o Sgt PM Alexsandro Anastácio da Silva, o Cb PM Nírio Selni Viana, o Sgt PM Alexandre dos Reis de Jesus e o Cb PM Austregésilo Nunes Rodrigues. Narra o aditamento: 'Consta dos autos que, de junho de 1998 a março de 2000 (fls. 2536 e 2551), foram efetivadas baixas ilícitas de multas de trânsito do sistema informatizado existente, redundando em um prejuízo de aproximadamente R$ 258.799,48 (duzentos e cinquenta e oito mil, setecentos e noventa e nove reais e quarenta centavos). Foram baixadas 2046 multas de 563 veículos distintos. Observa-se que em todas as unidades da PMMG existem terminais de computadores interligados à PRODEMGE, através dos quais são disponibilizados vários sistemas de aplicação como o SSP, o PMMG, o FÓRUM, etc, sendo certo que o sistema SSP dava acesso à Secretaria de Segurança Pública. Por outro lado, no ano de 1992, foi desenvolvido um subsistema dentro do sistema SSP, denominado de FEIR ou FEIRA, para ser utilizado na feira de veículos do Mineirão, visando à pesquisa de multas e impedimentos dos veículos ali negociados. Ocorre que por falha no subsistema que apresentava 'erro de processamento', alguns Policiais Militares passaram a efetuar a baixa de multas irregularmente, através de terminais on-line, instalados em dependências da Polícia Militar e, por vezes, fora do horário de expediente. O erro aduzido consistia no fato de o sistema, com o uso da tecla 'F10' para voltar à página anterior, passar para a próxima página, possibilitando ao usuário acessar o 'menu de infrações', procedendo ao cancelamento das multas existentes. O problema só foi corrigido pela PRODEMGE em 20/03/2000, quando foi bloqueada a possibilidade de acontecer o 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG Sd PM Gleison Pereira da Silva, Sgt PM Carlos Augusto Faria de Oliveira, o Sd PM Welberth dos Santos, o Sgt PM Alexsandro Anastácio da Silva, o Cb PM Nírio Selni Viana, o Sgt PM Alexandre dos Reis de Jesus e o Cb PM Austregésilo Nunes Rodrigues. Narra o aditamento: 'Consta dos autos que, de junho de 1998 a março de 2000 (fls. 2536 e 2551), foram efetivadas baixas ilícitas de multas de trânsito do sistema informatizado existente, redundando em um prejuízo de aproximadamente R$ 258.799,48 (duzentos e cinquenta e oito mil, setecentos e noventa e nove reais e quarenta centavos). Foram baixadas 2046 multas de 563 veículos distintos. Observa-se que em todas as unidades da PMMG existem terminais de computadores interligados à PRODEMGE, através dos quais são disponibilizados vários sistemas de aplicação como o SSP, o PMMG, o FÓRUM, etc, sendo certo que o sistema SSP dava acesso à Secretaria de Segurança Pública. Por outro lado, no ano de 1992, foi desenvolvido um subsistema dentro do sistema SSP, denominado de FEIR ou FEIRA, para ser utilizado na feira de veículos do Mineirão, visando à pesquisa de multas e impedimentos dos veículos ali negociados. Ocorre que por falha no subsistema que apresentava 'erro de processamento', alguns Policiais Militares passaram a efetuar a baixa de multas irregularmente, através de terminais on-line, instalados em dependências da Polícia Militar e, por vezes, fora do horário de expediente. O erro aduzido consistia no fato de o sistema, com o uso da tecla 'F10' para voltar à página anterior, passar para a próxima página, possibilitando ao usuário acessar o 'menu de infrações', procedendo ao cancelamento das multas existentes. O problema só foi corrigido pela PRODEMGE em 20/03/2000, quando foi bloqueada a possibilidade de acontecer o 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG 'erro de processamento' no subsistema FEIR, havendo monitoramento de novos acessos entre 20/03/00 a 26/03/00. Com a correção, foi lançado novo impedimento para parte dos veículos cujas multas tinham sido canceladas, mas 284 multas não puderam retornar ao cadastro, gerando um prejuízo de RS 43.316,50 (quarenta e três mil trezentos e dezesseis reais e cinquenta centavos) aos cofres públicos. As investigações realizadas levaram à identificação dos terminais de computadores utilizados e a vários policiais envolvidos, demonstrando que a maioria das baixas ocorreu através de um sólido esquema montado entre Policiais Militares e despachantes, mediante pagamento de vantagem indevida por civis. Outras multas, contudo, foram baixadas por Policiais Militares agindo em causa própria, sem maior dispersão social. Apesar do operador do sistema não utilizar senha de identificação, foi possível individualizar os envolvidos através das datas das multas baixadas dos sistemas, escalas de serviço, locais acessados, testemunhas, entre outros meios de prova. As investigações também indicaram que os denunciados GILSON VIEIRA ANDRADE, GLEISON PEREIRA DA SILVA e LUIS ANTONIO DORÍDIO, agindo ora separadamente ora em conjunto, são os principais militares envolvidos no esquema. No que tange a estes três sujeitos ativos, cumpre-nos observar que a maioria das multas baixadas indevidamente eram registradas em Betim (onde Gilson, Gleison e Dorídio trabalhavam), em São Joaquim de Bicas, Igarapé (onde Gleison mora), em Belo Horizonte, Contagem e região de Três Pontas (onde Dorídio reside) (fls. 2563). A denúncia foi recebida em seu rosto, e o aditamento foi recebido conforme decisão de fls. 3234 (vol. XIII). (…) Na Sessão de Julgamento designada para o dia 10/12/10, foram julgados os réus ex-PM Gilson Vieira de Andrade, Sgt 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG 'erro de processamento' no subsistema FEIR, havendo monitoramento de novos acessos entre 20/03/00 a 26/03/00. Com a correção, foi lançado novo impedimento para parte dos veículos cujas multas tinham sido canceladas, mas 284 multas não puderam retornar ao cadastro, gerando um prejuízo de RS 43.316,50 (quarenta e três mil trezentos e dezesseis reais e cinquenta centavos) aos cofres públicos. As investigações realizadas levaram à identificação dos terminais de computadores utilizados e a vários policiais envolvidos, demonstrando que a maioria das baixas ocorreu através de um sólido esquema montado entre Policiais Militares e despachantes, mediante pagamento de vantagem indevida por civis. Outras multas, contudo, foram baixadas por Policiais Militares agindo em causa própria, sem maior dispersão social. Apesar do operador do sistema não utilizar senha de identificação, foi possível individualizar os envolvidos através das datas das multas baixadas dos sistemas, escalas de serviço, locais acessados, testemunhas, entre outros meios de prova. As investigações também indicaram que os denunciados GILSON VIEIRA ANDRADE, GLEISON PEREIRA DA SILVA e LUIS ANTONIO DORÍDIO, agindo ora separadamente ora em conjunto, são os principais militares envolvidos no esquema. No que tange a estes três sujeitos ativos, cumpre-nos observar que a maioria das multas baixadas indevidamente eram registradas em Betim (onde Gilson, Gleison e Dorídio trabalhavam), em São Joaquim de Bicas, Igarapé (onde Gleison mora), em Belo Horizonte, Contagem e região de Três Pontas (onde Dorídio reside) (fls. 2563). A denúncia foi recebida em seu rosto, e o aditamento foi recebido conforme decisão de fls. 3234 (vol. XIII). (…) Na Sessão de Julgamento designada para o dia 10/12/10, foram julgados os réus ex-PM Gilson Vieira de Andrade, Sgt 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG PM QPR Luis Antônio Dorídio, ex-PM Welberth dos Santos e Cb PM Nírio Selni Viana. Na mesma data foi procedido ao desmembramento do julgamento quanto ao réu Gleison Pereira da Silva, pois não compareceu ao ato. Foi decretada sua revelia e nomeada curadora a Defensora Pública Dra. Adriana Newmann Franca Lima, sendo designada a data de 13/12/10 para o julgamento. Na Sessão de Julgamento designada para o dia 13/12/10, foi realizada a leitura das peças do processo. (…) Este o relatório dos autos do processo. FUNDAMENTAÇÃO A presente sentença trata apenas do réu Gleison Pereira da Silva, ao qual é imputado o cometimento do delito do art. 308, § 1..., do CPM, quinze vezes. Antes de analisar cada conduta imputada ao réu, passo ao argumento da defesa relativo à negativa de autoria. A defesa alega que a denúncia narra que a baixa das multas foi realizada nos terminais PRODEMGE de numeração 600 a 607, os quais se situavam no QCG (Quartel do Comando Geral da PMMG) cujo prédio se situa na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Segundo afirma não se poderia proceder à baixa das multas a partir de Betim. As testemunhas arroladas pela defesa, Cap PM Alessandro Crosara Petronzio (fls. 3931), Cap PM José Sérgio Felício (fls. 3932), Sgt PM Roberto Nívio J. Vieira (fls. 3933), Sgt Geraldo Magela Soares (fls. 3935), SubTen PM Gilmar de Castro (fls. 3968/3969), Cap PM José Martins de Oliveira Filho (fls. 3970), Cap PM Jair Landes de Andrade (fls. 4156), Sgt PM Viviane de Oliveira Ventura (fls. 4157) e Davi Henrique Carvalho (fls. 4177/4179) manifestaram- se quanto ao funcionamento do CETAUC, em BETIM, informando as atividades desenvolvidas. Informaram que havia militares e civis que trabalhavam no local. Nenhuma das testemunhas deu certeza quanto ao sistema aqui analisado, apenas indicando que havia a necessidade do uso de senha pessoal e que havia terminais ligados à PRODEMGE. A testemunha Sgt PM José Carlos de Almeida Fonseca (fls. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG PM QPR Luis Antônio Dorídio, ex-PM Welberth dos Santos e Cb PM Nírio Selni Viana. Na mesma data foi procedido ao desmembramento do julgamento quanto ao réu Gleison Pereira da Silva, pois não compareceu ao ato. Foi decretada sua revelia e nomeada curadora a Defensora Pública Dra. Adriana Newmann Franca Lima, sendo designada a data de 13/12/10 para o julgamento. Na Sessão de Julgamento designada para o dia 13/12/10, foi realizada a leitura das peças do processo. (…) Este o relatório dos autos do processo. FUNDAMENTAÇÃO A presente sentença trata apenas do réu Gleison Pereira da Silva, ao qual é imputado o cometimento do delito do art. 308, § 1..., do CPM, quinze vezes. Antes de analisar cada conduta imputada ao réu, passo ao argumento da defesa relativo à negativa de autoria. A defesa alega que a denúncia narra que a baixa das multas foi realizada nos terminais PRODEMGE de numeração 600 a 607, os quais se situavam no QCG (Quartel do Comando Geral da PMMG) cujo prédio se situa na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Segundo afirma não se poderia proceder à baixa das multas a partir de Betim. As testemunhas arroladas pela defesa, Cap PM Alessandro Crosara Petronzio (fls. 3931), Cap PM José Sérgio Felício (fls. 3932), Sgt PM Roberto Nívio J. Vieira (fls. 3933), Sgt Geraldo Magela Soares (fls. 3935), SubTen PM Gilmar de Castro (fls. 3968/3969), Cap PM José Martins de Oliveira Filho (fls. 3970), Cap PM Jair Landes de Andrade (fls. 4156), Sgt PM Viviane de Oliveira Ventura (fls. 4157) e Davi Henrique Carvalho (fls. 4177/4179) manifestaram- se quanto ao funcionamento do CETAUC, em BETIM, informando as atividades desenvolvidas. Informaram que havia militares e civis que trabalhavam no local. Nenhuma das testemunhas deu certeza quanto ao sistema aqui analisado, apenas indicando que havia a necessidade do uso de senha pessoal e que havia terminais ligados à PRODEMGE. A testemunha Sgt PM José Carlos de Almeida Fonseca (fls. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG 3966) confirmou que um dos terminais da CETALC compartilhava informações com o COPOM de BH. Analisando os documentos de fls. 740 e seguintes, é de se notar que a relação constante de fls. 740 lista os terminais 0600 a 0607 (terminal IBM), e indica como localização: PMMG QCG. Às fls. 741/742 há uma tabela de correspondências, discriminando qual máquina da PMMG (terminal tty) teria 'logado', iniciado acesso conectando-se aos terminais IBM 0600 a 0607. Referida tabela, ao fazer a correlação, nomina estes últimos como endereços (eletrônicos) dos terminais tty. Entre os terminais tty merece destaque o terminal de n 61, que realizou 'log' de acesso aos terminais 0600 a 0607, e que tem sua localização na SOU (sala de operações) - Betim, conforme teor da relação de fls. 743. É de se concluir, portanto, que através do terminal tty 61, na SOU de Betim, era possível estabelecer conexão com os terminais IBM 0600 a 0607, de modo que não prospera o argumento da defesa de que as multas foram baixadas em terminais de computador fisicamente localizados no QCG da PMMG. (…) A testemunha Marcelo José de Souza, inquirida em juízo às fls. 3835 (vol. XV), confirmou as declarações anteriores (fls. 1336/1337) e disse que trabalha como despachante de documentos junto ao DETRAN e que entregava placas para Gleison Pereira da Silva retirar as multas por quantia menor que o valor das mesmas, confirma a entrega de dinheiro a Gleison e reconheceu o réu em juízo; afirma que passou cerca de 20 placas ao réu, indicando expressamente a placa GKT-7330 e o proprietário do veículo. Dessa forma, tenho que se configurou a materialidade assim como a autoria do réu Gleison Pereira da Silva, em coautoria com o réu Luis Antônio Dorídio, devendo ser expedido um decreto condenatório quanto a este fato. (…) A testemunha Marcelo José de Souza, inquirida em juízo às fls. 3835 (vol. XV), confirmou as declarações anteriores (fls. 1336/1337) e 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG 3966) confirmou que um dos terminais da CETALC compartilhava informações com o COPOM de BH. Analisando os documentos de fls. 740 e seguintes, é de se notar que a relação constante de fls. 740 lista os terminais 0600 a 0607 (terminal IBM), e indica como localização: PMMG QCG. Às fls. 741/742 há uma tabela de correspondências, discriminando qual máquina da PMMG (terminal tty) teria 'logado', iniciado acesso conectando-se aos terminais IBM 0600 a 0607. Referida tabela, ao fazer a correlação, nomina estes últimos como endereços (eletrônicos) dos terminais tty. Entre os terminais tty merece destaque o terminal de n 61, que realizou 'log' de acesso aos terminais 0600 a 0607, e que tem sua localização na SOU (sala de operações) - Betim, conforme teor da relação de fls. 743. É de se concluir, portanto, que através do terminal tty 61, na SOU de Betim, era possível estabelecer conexão com os terminais IBM 0600 a 0607, de modo que não prospera o argumento da defesa de que as multas foram baixadas em terminais de computador fisicamente localizados no QCG da PMMG. (…) A testemunha Marcelo José de Souza, inquirida em juízo às fls. 3835 (vol. XV), confirmou as declarações anteriores (fls. 1336/1337) e disse que trabalha como despachante de documentos junto ao DETRAN e que entregava placas para Gleison Pereira da Silva retirar as multas por quantia menor que o valor das mesmas, confirma a entrega de dinheiro a Gleison e reconheceu o réu em juízo; afirma que passou cerca de 20 placas ao réu, indicando expressamente a placa GKT-7330 e o proprietário do veículo. Dessa forma, tenho que se configurou a materialidade assim como a autoria do réu Gleison Pereira da Silva, em coautoria com o réu Luis Antônio Dorídio, devendo ser expedido um decreto condenatório quanto a este fato. (…) A testemunha Marcelo José de Souza, inquirida em juízo às fls. 3835 (vol. XV), confirmou as declarações anteriores (fls. 1336/1337) e 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG disse que trabalha como despachante de documentos junto ao DETRAN e que entregava placas para Gleison Pereira da Silva retirar as multas por quantia menor que o valor das mesmas, confirma a entrega de dinheiro a Gleison e reconheceu o réu em juízo; afirma que passou cerca de 20 placas ao réu, indicando expressamente a placa GKM-7653 e o proprietário do veículo. (…) A testemunha Marcelo José de Souza, inquirida em juízo às fls. 3835 (vol. A XV), confirmou as declarações anteriores (fls. 1336/1337) e disse que trabalha como despachante de documentos junto ao DETRAN e que entregava placas para Gleison Pereira da Silva retirar as multas por quantia menor que o valor das mesmas, confirma a entrega de dinheiro a Gleison e reconheceu o réu em juízo; afirma que passou cerca de 20 placas ao réu, indicando expressamente a placa GLJ-2803 e o proprietário do veículo. (…) A testemunha Marcelo José de Souza, inquirida em juízo às fls. 3835 (vol. XV), confirmou as declarações anteriores (fls. 1336/1337) e disse que trabalha como despachante de documentos junto ao DETRAN e que entregava placas para Gleison Pereira da Silva retirar as multas por quantia menor que o valor das mesmas, confirma a entrega de dinheiro a Gleison e reconheceu o réu em juízo; afirma que passou cerca de 20 placas ao réu, indicando expressamente a placa GKT-5554. (…) Em todos os fatos considerados para condenação, a vantagem indevida se caracteriza, pois não justificava o seu recebimento pelo acusado. (…) Deve ser anotado também que o recebimento da vantagem indevida ocorre em virtude da função exercida pelo réu, pois somente foram recebidas em vista das funções exercidas, quais sejam, atividades de policial militar que tinha acesso ao sistema de computação que geria as autuações de trânsito. (…) PARTE DISPOSITIVA 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG disse que trabalha como despachante de documentos junto ao DETRAN e que entregava placas para Gleison Pereira da Silva retirar as multas por quantia menor que o valor das mesmas, confirma a entrega de dinheiro a Gleison e reconheceu o réu em juízo; afirma que passou cerca de 20 placas ao réu, indicando expressamente a placa GKM-7653 e o proprietário do veículo. (…) A testemunha Marcelo José de Souza, inquirida em juízo às fls. 3835 (vol. A XV), confirmou as declarações anteriores (fls. 1336/1337) e disse que trabalha como despachante de documentos junto ao DETRAN e que entregava placas para Gleison Pereira da Silva retirar as multas por quantia menor que o valor das mesmas, confirma a entrega de dinheiro a Gleison e reconheceu o réu em juízo; afirma que passou cerca de 20 placas ao réu, indicando expressamente a placa GLJ-2803 e o proprietário do veículo. (…) A testemunha Marcelo José de Souza, inquirida em juízo às fls. 3835 (vol. XV), confirmou as declarações anteriores (fls. 1336/1337) e disse que trabalha como despachante de documentos junto ao DETRAN e que entregava placas para Gleison Pereira da Silva retirar as multas por quantia menor que o valor das mesmas, confirma a entrega de dinheiro a Gleison e reconheceu o réu em juízo; afirma que passou cerca de 20 placas ao réu, indicando expressamente a placa GKT-5554. (…) Em todos os fatos considerados para condenação, a vantagem indevida se caracteriza, pois não justificava o seu recebimento pelo acusado. (…) Deve ser anotado também que o recebimento da vantagem indevida ocorre em virtude da função exercida pelo réu, pois somente foram recebidas em vista das funções exercidas, quais sejam, atividades de policial militar que tinha acesso ao sistema de computação que geria as autuações de trânsito. (…) PARTE DISPOSITIVA 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG O Conselho Permanente de Justiça, por unanimidade de votos, decidiu condenar o denunciado Ex-PM Gleison Pereira da Silva pela prática do delito capitulado no art. 308, § 1..., do CPM, condenação esta que se dá com relação a 05 fatos narrados na denúncia, relativos aos veículos de placas GKT 7370, GKM 7653, GLJ 2803, GKT 5554 e GPT 7511, absolvendo-o quanto aos demais fatos nos termos do art. 439, alínea 'e', do CPPM - insuficiência de provas para a condenação. (…) Com a aplicação do art. 71 do Código Penal, tendo em vista que se tratam de penas iguais, reconhecida a continuidade delitiva, aplico apenas uma delas, com aumento de pena em 1/4, chegando à pena final de 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão a ser cumprida em regime inicial semiaberto” (grifos meus e no original). Tem-se, desse modo, que o impetrante/paciente recebeu vantagem indevida oferecida por civis para que, no exercício de suas funções de policial militar, aproveitando-se de uma falha inicialmente apresentada em um sistema de informática, a partir de um terminal de computador instalado na unidade da PMMG onde prestava serviço (Betim/MG), procedesse à baixa e ao cancelamento de multas de trânsito cadastradas em veículos de propriedade daqueles. Contrariamente ao alegado na inicial, infere-se dos autos que a conduta do impetrante/paciente, policial militar, que praticou o crime contra a ordem administrativa militar, enquadra-se perfeitamente à hipótese elencada no art. 9..., II, e, do Código Penal Militar. Senão, vejamos: “Art. 9... Consideram-se crimes militares, em tempo de paz: (…) II – os crimes previstos neste Código, embora também o sejam com igual definição na lei penal comum, quando praticados: (…) 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG O Conselho Permanente de Justiça, por unanimidade de votos, decidiu condenar o denunciado Ex-PM Gleison Pereira da Silva pela prática do delito capitulado no art. 308, § 1..., do CPM, condenação esta que se dá com relação a 05 fatos narrados na denúncia, relativos aos veículos de placas GKT 7370, GKM 7653, GLJ 2803, GKT 5554 e GPT 7511, absolvendo-o quanto aos demais fatos nos termos do art. 439, alínea 'e', do CPPM - insuficiência de provas para a condenação. (…) Com a aplicação do art. 71 do Código Penal, tendo em vista que se tratam de penas iguais, reconhecida a continuidade delitiva, aplico apenas uma delas, com aumento de pena em 1/4, chegando à pena final de 06 (seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão a ser cumprida em regime inicial semiaberto” (grifos meus e no original). Tem-se, desse modo, que o impetrante/paciente recebeu vantagem indevida oferecida por civis para que, no exercício de suas funções de policial militar, aproveitando-se de uma falha inicialmente apresentada em um sistema de informática, a partir de um terminal de computador instalado na unidade da PMMG onde prestava serviço (Betim/MG), procedesse à baixa e ao cancelamento de multas de trânsito cadastradas em veículos de propriedade daqueles. Contrariamente ao alegado na inicial, infere-se dos autos que a conduta do impetrante/paciente, policial militar, que praticou o crime contra a ordem administrativa militar, enquadra-se perfeitamente à hipótese elencada no art. 9..., II, e, do Código Penal Militar. Senão, vejamos: “Art. 9... Consideram-se crimes militares, em tempo de paz: (…) II – os crimes previstos neste Código, embora também o sejam com igual definição na lei penal comum, quando praticados: (…) 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG e) por militar em situação de atividade, ou assemelhado, contra o patrimônio sob a administração militar, ou a ordem administrativa militar”. Ainda que restasse alguma dúvida sobre a classificação da conduta do condenado, o princípio da especialidade se encarregaria de saná-la. Como se sabe, havendo conflito aparente de normas, um dos critérios de que se pode valer o intérprete para solucionar a controvérsia é o da especialidade. Pois bem. Existindo dúvida sobre a tipificação de um crime como comum ou militar, que é especial em relação àquele, deve-se verificar se estão presentes, na hipótese, os elementos especializantes. Com relação ao crime militar próprio, não existe qualquer dificuldade em sua caracterização, uma vez que são aqueles previstos unicamente na legislação penal militar ou definidos de forma diversa na Lei Penal comum. Entretanto, quando se trata de crime militar impróprio, que é aquele previsto tanto na legislação penal comum como na militar, o intérprete deve perquirir se está presente, ao menos, um dos critérios do art. 9..., II, do CPM para classificar a infração como militar. O referido dispositivo estabelece que serão militares os crimes praticados por militar da ativa: i) contra militar da ativa; ii) em lugar sujeito à administração militar; iii) por militar em serviço ou atuando em razão da função; iv) durante o período de manobras ou exercício; v) contra o patrimônio sob a administração ou a ordem administrativa militar. Feitos tais apontamentos, a outra conclusão não se pode chegar a não ser a de que, na hipótese dos autos, está-se diante de crime militar impróprio, porque presentes três das especializantes anteriormente 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG e) por militar em situação de atividade, ou assemelhado, contra o patrimônio sob a administração militar, ou a ordem administrativa militar”. Ainda que restasse alguma dúvida sobre a classificação da conduta do condenado, o princípio da especialidade se encarregaria de saná-la. Como se sabe, havendo conflito aparente de normas, um dos critérios de que se pode valer o intérprete para solucionar a controvérsia é o da especialidade. Pois bem. Existindo dúvida sobre a tipificação de um crime como comum ou militar, que é especial em relação àquele, deve-se verificar se estão presentes, na hipótese, os elementos especializantes. Com relação ao crime militar próprio, não existe qualquer dificuldade em sua caracterização, uma vez que são aqueles previstos unicamente na legislação penal militar ou definidos de forma diversa na Lei Penal comum. Entretanto, quando se trata de crime militar impróprio, que é aquele previsto tanto na legislação penal comum como na militar, o intérprete deve perquirir se está presente, ao menos, um dos critérios do art. 9..., II, do CPM para classificar a infração como militar. O referido dispositivo estabelece que serão militares os crimes praticados por militar da ativa: i) contra militar da ativa; ii) em lugar sujeito à administração militar; iii) por militar em serviço ou atuando em razão da função; iv) durante o período de manobras ou exercício; v) contra o patrimônio sob a administração ou a ordem administrativa militar. Feitos tais apontamentos, a outra conclusão não se pode chegar a não ser a de que, na hipótese dos autos, está-se diante de crime militar impróprio, porque presentes três das especializantes anteriormente 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG elencadas (itens ii, iii e v). Nesse contexto, considero que o crime de corrupção passiva previsto no art. 308, § 1..., do CPM, cometido pelo paciente, é de competência da justiça castrense, uma vez que se trata de crime praticado em lugar sujeito à administração militar, por militar atuando em razão de sua função, contra a ordem administrativa militar, na forma prevista no art. 9..., II, do Código Penal Militar, e por força do art. 124 da Constituição Federal, conforme corretamente apontou a decisão ora questionada. Entendo, assim, que o ato praticado pelo impetrante/paciente ofendeu diretamente a ordem administrativa militar e sua fé pública, com reflexos na credibilidade da Instituição Militar e na lisura das informações colocadas a sua disposição pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, as quais deveriam ser acessadas apenas para consultas, restando configurada a prática de crime militar de modo a justificar a competência da justiça castrense. No mesmo sentido foi a manifestação do Órgão Ministerial, que assim se pronunciou sobre a matéria: “(...) 7. Não vislumbro a procedência da tese defensiva. 8. Discorre a denúncia que o paciente beneficiou-se da falha no 'sistema de aplicação da Secretaria de Segurança Pública, disponibilizado à PMMG' (terminais PRODEMGE), e, mediante certa paga em dinheiro, procedeu, indevidamente, em razão das suas funções e da condição de policial militar (da ativa), ao cancelamento e baixa de multas de trânsito aplicadas a veículos automotores de terceiros. 9. Na verdade, o delito de corrupção passiva ocorreu em unidades da Polícia Militar, com a participação de civis e outros militares, por meio do acesso ao sistema de computação instalado no local de trabalho, mediante prática de ato de ofício com infringência de dever funcional. Como ponderado pelo 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG elencadas (itens ii, iii e v). Nesse contexto, considero que o crime de corrupção passiva previsto no art. 308, § 1..., do CPM, cometido pelo paciente, é de competência da justiça castrense, uma vez que se trata de crime praticado em lugar sujeito à administração militar, por militar atuando em razão de sua função, contra a ordem administrativa militar, na forma prevista no art. 9..., II, do Código Penal Militar, e por força do art. 124 da Constituição Federal, conforme corretamente apontou a decisão ora questionada. Entendo, assim, que o ato praticado pelo impetrante/paciente ofendeu diretamente a ordem administrativa militar e sua fé pública, com reflexos na credibilidade da Instituição Militar e na lisura das informações colocadas a sua disposição pela Secretaria de Segurança Pública do Estado, as quais deveriam ser acessadas apenas para consultas, restando configurada a prática de crime militar de modo a justificar a competência da justiça castrense. No mesmo sentido foi a manifestação do Órgão Ministerial, que assim se pronunciou sobre a matéria: “(...) 7. Não vislumbro a procedência da tese defensiva. 8. Discorre a denúncia que o paciente beneficiou-se da falha no 'sistema de aplicação da Secretaria de Segurança Pública, disponibilizado à PMMG' (terminais PRODEMGE), e, mediante certa paga em dinheiro, procedeu, indevidamente, em razão das suas funções e da condição de policial militar (da ativa), ao cancelamento e baixa de multas de trânsito aplicadas a veículos automotores de terceiros. 9. Na verdade, o delito de corrupção passiva ocorreu em unidades da Polícia Militar, com a participação de civis e outros militares, por meio do acesso ao sistema de computação instalado no local de trabalho, mediante prática de ato de ofício com infringência de dever funcional. Como ponderado pelo 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o Código Civil Brasileiro n 115.271, 'o suscitante só perpetrou o suposto crime […] porque, enquanto militar em atividade, tinha acesso ao sistema que permitia a exclusão de multas de trânsito'. 10. Dessa feita, não há dúvidas quanto à violação à ordem administrativa castrense e, em decorrência, à configuração de crime militar (impróprio), em consonância com o disposto no artigo 9..., II, do CPM. 11. Nesse sentido, a orientação do Supremo Tribunal Federal: 'Policial militar. Existência de delitos tipificados ao mesmo tempo no Código Penal Brasileiro e no CPM. Condutas que guardam relação com as funções regulares do servidor. Crime militar impróprio. Competência da Justiça Militar para o julgamento (Constituição Federal de 1988, artigo 124). 2. Departamento de Operações de Fronteira do Estado de Mato Grosso do Sul. Polícia mista. Mesmo nas hipóteses em que entre as atividades do policial militar estejam aquelas pertinentes ao policiamento civil, os desvios de condutas decorrentes de suas atribuições específicas e associadas à atividade militar, que caracterizem crime, perpetradas contra civil ou a ordem administrativa castrense, constituem-se crimes militares, ainda que ocorridos fora do lugar sujeito à administração militar (CPM, artigo 9..., II, 'c' e 'e'). 3. Nesses casos a competência para processar e julgar o agente público é da Justiça Militar' (HC 82142, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ 12/09/2003, pp-00029)” (grifos meus). Registro, por fim, que, solicitadas informações sobre o cumprimento da decisão do Superior Tribunal de Justiça, ora atacada, em 27/8/2012 o Magistrado da 1... Vara Criminal de Betim/MG (Processo 0027.01.012.843-0) esclareceu que “os autos são de enorme complexidade, contando com onze volumes, envolvendo vinte e sete denunciados e diversos procuradores, sendo que muitos destes denunciados já tiveram a punibilidade extinta, o que demanda melhor análise e cuidados dos autos”. Em consulta ao sítio eletrônico do TJ/MG, verifiquei que aquele processo encontra-se com vista ao Ministério Público estadual desde 5/3/2013. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG Superior Tribunal de Justiça, ao julgar o Código Civil Brasileiro n 115.271, 'o suscitante só perpetrou o suposto crime […] porque, enquanto militar em atividade, tinha acesso ao sistema que permitia a exclusão de multas de trânsito'. 10. Dessa feita, não há dúvidas quanto à violação à ordem administrativa castrense e, em decorrência, à configuração de crime militar (impróprio), em consonância com o disposto no artigo 9..., II, do CPM. 11. Nesse sentido, a orientação do Supremo Tribunal Federal: 'Policial militar. Existência de delitos tipificados ao mesmo tempo no Código Penal Brasileiro e no CPM. Condutas que guardam relação com as funções regulares do servidor. Crime militar impróprio. Competência da Justiça Militar para o julgamento (Constituição Federal de 1988, artigo 124). 2. Departamento de Operações de Fronteira do Estado de Mato Grosso do Sul. Polícia mista. Mesmo nas hipóteses em que entre as atividades do policial militar estejam aquelas pertinentes ao policiamento civil, os desvios de condutas decorrentes de suas atribuições específicas e associadas à atividade militar, que caracterizem crime, perpetradas contra civil ou a ordem administrativa castrense, constituem-se crimes militares, ainda que ocorridos fora do lugar sujeito à administração militar (CPM, artigo 9..., II, 'c' e 'e'). 3. Nesses casos a competência para processar e julgar o agente público é da Justiça Militar' (HC 82142, Rel. Min. Maurício Corrêa, Tribunal Pleno, DJ 12/09/2003, pp-00029)” (grifos meus). Registro, por fim, que, solicitadas informações sobre o cumprimento da decisão do Superior Tribunal de Justiça, ora atacada, em 27/8/2012 o Magistrado da 1... Vara Criminal de Betim/MG (Processo 0027.01.012.843-0) esclareceu que “os autos são de enorme complexidade, contando com onze volumes, envolvendo vinte e sete denunciados e diversos procuradores, sendo que muitos destes denunciados já tiveram a punibilidade extinta, o que demanda melhor análise e cuidados dos autos”. Em consulta ao sítio eletrônico do TJ/MG, verifiquei que aquele processo encontra-se com vista ao Ministério Público estadual desde 5/3/2013. 16 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114309 / MG Por outro lado, em consulta ao feito que tramita no Tribunal de Justiça Militar estadual, observei que o recurso especial interposto pelo impetrante/paciente contra o acórdão que julgou os embargos infringentes e de nulidade não foi admitido por aquela Corte castrense por intempestividade. Contra esse decisum o recorrente manejou agravo regimental, mas o recurso não foi conhecido. Ainda não há notícia de trânsito em julgado da condenação. Ante o exposto, denego a ordem. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Supremo Tribunal Federal HC 114309 / MG Por outro lado, em consulta ao feito que tramita no Tribunal de Justiça Militar estadual, observei que o recurso especial interposto pelo impetrante/paciente contra o acórdão que julgou os embargos infringentes e de nulidade não foi admitido por aquela Corte castrense por intempestividade. Contra esse decisum o recorrente manejou agravo regimental, mas o recurso não foi conhecido. Ainda não há notícia de trânsito em julgado da condenação. Ante o exposto, denego a ordem. 17 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3637166. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.309 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : GLEISON PEREIRA DA SILVA IMPTE.(S) : GLEISON PEREIRA DA SILVA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO Código Civil Brasileiro n 115.271 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 09.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3665016 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.309 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : GLEISON PEREIRA DA SILVA IMPTE.(S) : GLEISON PEREIRA DA SILVA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO Código Civil Brasileiro n 115.271 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 09.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3665016 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
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Vieira", "Geraldo Magela Soares", "Gilmar de Castro", "José Martins de Oliveira Filho", "Jair Landes de Andrade", "Viviane de Oliveira Ventura", "Davi Henrique Carvalho", "José Carlos de Almeida Fonseca", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Marcelo José de Souza", "Gleison Pereira da Silva", "Gleison", "Gleison Pereira da Silva", "Luis Antônio Dorídio", "Marcelo José de Souza", "Marcelo José de Souza", "Gleison Pereira da Silva", "Gleison", "Gleison Pereira da Silva", "Luis Antônio Dorídio", "Marcelo José de Souza", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Gleison Pereira da Silva", "Gleison", "Marcelo José de Souza", "Gleison Pereira da Silva", "Gleison", "Marcelo José de Souza", "Gleison Pereira da Silva", "Gleison", "Gleison Pereira da Silva", "Gleison", "Marcelo José de Souza", "Gleison Pereira da Silva", "Gleison", "Marcelo José de Souza", "Gleison Pereira da Silva", "Gleison", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Gleison Pereira da Silva", "Gleison Pereira da Silva", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Maurício Corrêa", "Maurício Corrêa", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GLEISON PEREIRA DA SILVA", "GLEISON PEREIRA DA SILVA", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GLEISON PEREIRA DA SILVA", "GLEISON PEREIRA DA SILVA", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "09", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "15", "/", "1", "/", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "15", "/", "1", "/", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "8", "/", "2012", "30", "/", "8", "/", "2012", "5", "/", "9", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "8", "/", "2012", "30", "/", "8", "/", "2012", "5", "/", "9", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "1", "/", "2002", "21", "/", "01", "/", "2003", "junho de 1998", "março de 2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "1", "/", "2002", "21", "/", "01", "/", "2003", "junho de 1998", "março de 2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "6", "/", "2012", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "6", "/", "2012", "1999", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "09", "/", "2003", "19", "/", "11", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "09", "/", "2003", "19", "/", "11", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "12", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "12", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "junho de 1998", "março de 2000", "1992", "20", "/", "03", "/", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "junho de 1998", "março de 2000", "1992", "20", "/", "03", "/", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "03", "/", "00", "26", "/", "03", "/", "00", "10", "/", "12", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "03", "/", "00", "26", "/", "03", "/", "00", "10", "/", "12", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "12", "/", "10", "13", "/", "12", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "12", "/", "10", "13", "/", "12", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "09", "/", "2003", "27", "/", "8", "/", "2012", "5", "/", "3", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "09", "/", "2003", "27", "/", "8", "/", "2012", "5", "/", "3", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/04/2013 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.838 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ARTUR TEIXEIRA VIVAS ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. INADMISSÃO. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA ENTRE OS PRECEDENTES POSTOS A CONFRONTO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3719151. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 25/04/2013 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.838 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ARTUR TEIXEIRA VIVAS ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que inadmitiu embargos de divergência, por falta de similitude entre o acórdão embargado e o paradigma. Sustenta o agravante, em suma, que (a) o acórdão embargado adentrou ao mérito da causa, declarando serem constitucionais dispositivos das Leis 8.212/1991 e 8.213/1991, divergindo de entendimento do Supremo Tribunal Federal; (b) ficou demonstrado nos embargos de divergência que, diferentemente do decidido no acórdão embargado, esta Corte “assentou ser possível que normas diversas adotem simultaneamente o mesmo percentual para o reajuste delas e do salário mínimo”; (c) disso retira-se que já se firmou entendimento no sentido de que é possível a utilização do percentual de reajuste do salário mínimo para reajustar qualquer outra prestação pecuniária; (d) diversamente do fundamento da inadmissão dos embargos de divergência, há divergência jurisprudencial a ser sanada; (e) cabe a este Tribunal a apreciação da constitucionalidade, ou não das normas infraconstitucionais impugnadas; (f) que esta Corte já decidiu que “a presunção de constitucionalidade da legislação infraconstitucional realizadora do reajuste previsto no art. 204, §4º, C.F., somente pode ser elidida mediante demonstração da impropriedade do percentual adotado para o reajuste”, impropriedade tal que teria sido demonstrada (fls. 529-531). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3719152. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.838 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ARTUR TEIXEIRA VIVAS ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que inadmitiu embargos de divergência, por falta de similitude entre o acórdão embargado e o paradigma. Sustenta o agravante, em suma, que (a) o acórdão embargado adentrou ao mérito da causa, declarando serem constitucionais dispositivos das Leis 8.212/1991 e 8.213/1991, divergindo de entendimento do Supremo Tribunal Federal; (b) ficou demonstrado nos embargos de divergência que, diferentemente do decidido no acórdão embargado, esta Corte “assentou ser possível que normas diversas adotem simultaneamente o mesmo percentual para o reajuste delas e do salário mínimo”; (c) disso retira-se que já se firmou entendimento no sentido de que é possível a utilização do percentual de reajuste do salário mínimo para reajustar qualquer outra prestação pecuniária; (d) diversamente do fundamento da inadmissão dos embargos de divergência, há divergência jurisprudencial a ser sanada; (e) cabe a este Tribunal a apreciação da constitucionalidade, ou não das normas infraconstitucionais impugnadas; (f) que esta Corte já decidiu que “a presunção de constitucionalidade da legislação infraconstitucional realizadora do reajuste previsto no art. 204, §4º, C.F., somente pode ser elidida mediante demonstração da impropriedade do percentual adotado para o reajuste”, impropriedade tal que teria sido demonstrada (fls. 529-531). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3719152. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 431838 AGR-ED-EDV-AGR / MG É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3719152. Supremo Tribunal Federal RE 431838 AGR-ED-EDV-AGR / MG É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3719152. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 25/04/2013 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.838 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de embargos de divergência opostos contra acórdão que, ao negar provimento a agravo regimental, manteve decisão que negara seguimento a recurso extraordinário. Eis a ementa do acórdão embargado: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO, BENEFÍCIO, CRITÉRIO DE REAJUSTE. INCISO II DO ART. 41 DA LEI 8.216/1991 (REDAÇÃO ORIGINAL). CONSTITUCIONALIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de constitucionalidade do inciso II do art. 41 da Lei 8.213/1991 (redação original), que determinou o reajuste dos valores dos benefícios em manutenção de acordo com as suas respectivas datas e com base na variação integral do INPC. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados (fls. 463-466). A parte embargante repisa os argumentos do agravo regimental e dos embargos de declaração. Aponta arestos do Superior Tribunal de Justiça e um do Plenário do Supremo Tribunal Federal como divergentes da decisão embargada. 2. O cabimento dos embargos de divergência está restrito Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3719153. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.838 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de embargos de divergência opostos contra acórdão que, ao negar provimento a agravo regimental, manteve decisão que negara seguimento a recurso extraordinário. Eis a ementa do acórdão embargado: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO, BENEFÍCIO, CRITÉRIO DE REAJUSTE. INCISO II DO ART. 41 DA LEI 8.216/1991 (REDAÇÃO ORIGINAL). CONSTITUCIONALIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de constitucionalidade do inciso II do art. 41 da Lei 8.213/1991 (redação original), que determinou o reajuste dos valores dos benefícios em manutenção de acordo com as suas respectivas datas e com base na variação integral do INPC. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados (fls. 463-466). A parte embargante repisa os argumentos do agravo regimental e dos embargos de declaração. Aponta arestos do Superior Tribunal de Justiça e um do Plenário do Supremo Tribunal Federal como divergentes da decisão embargada. 2. O cabimento dos embargos de divergência está restrito Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3719153. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 431838 AGR-ED-EDV-AGR / MG à decisão de Turma que, em recurso extraordinário ou em agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou do Plenário, nos termos do art. 330 do RISTF. Assim, não servem como paradigma os julgados do Superior Tribunal de Justiça apresentados. O aresto desta Suprema Corte apontado (RE 147.684-2/DF) dispõe que o art. 7º, IV, da Constituição Federal impede que o salário mínimo seja tomado como parâmetro indexador de quaisquer outras prestações pecuniárias, mas não veda que normas diversas adotem simultaneamente o mesmo percentual para seu reajuste (fls. 508 e 509). Comparando-se o teor da ementa acima transcrita, é possível concluir que não há correlação entre o acórdão embargado e o único acórdão paradigma apto a fundamentar o presente recurso. A ausência de similitude entre os casos confrontados é obstáculo suficiente para que os embargos de divergência não sejam admitidos. Nesse sentido: AI 378.629-AgR-ED-Edv/SP, rel. Min. Cezar Peluso, Pleno, DJe de 12.3.2010, AI 665.622-AgR- EDv-ED/RS, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno, DJe de 09.11.2011, AI 654.148-AgR-EDv-AgR-ED/SP, rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 06.12.2011 e AI 836.992-AgR-EDv-AgR/SC, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno, DJe de 30.5.2012. 3. Diante do exposto, não admito os embargos de divergência. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3719153. Supremo Tribunal Federal RE 431838 AGR-ED-EDV-AGR / MG à decisão de Turma que, em recurso extraordinário ou em agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou do Plenário, nos termos do art. 330 do RISTF. Assim, não servem como paradigma os julgados do Superior Tribunal de Justiça apresentados. O aresto desta Suprema Corte apontado (RE 147.684-2/DF) dispõe que o art. 7º, IV, da Constituição Federal impede que o salário mínimo seja tomado como parâmetro indexador de quaisquer outras prestações pecuniárias, mas não veda que normas diversas adotem simultaneamente o mesmo percentual para seu reajuste (fls. 508 e 509). Comparando-se o teor da ementa acima transcrita, é possível concluir que não há correlação entre o acórdão embargado e o único acórdão paradigma apto a fundamentar o presente recurso. A ausência de similitude entre os casos confrontados é obstáculo suficiente para que os embargos de divergência não sejam admitidos. Nesse sentido: AI 378.629-AgR-ED-Edv/SP, rel. Min. Cezar Peluso, Pleno, DJe de 12.3.2010, AI 665.622-AgR- EDv-ED/RS, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno, DJe de 09.11.2011, AI 654.148-AgR-EDv-AgR-ED/SP, rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 06.12.2011 e AI 836.992-AgR-EDv-AgR/SC, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno, DJe de 30.5.2012. 3. Diante do exposto, não admito os embargos de divergência. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3719153. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 25/04/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.838 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ARTUR TEIXEIRA VIVAS ADV.(A/S) : HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773570 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.838 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ARTUR TEIXEIRA VIVAS ADV.(A/S) : HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773570 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3791350
2013-04-25T00:00:00
2013-05-15T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013.
AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. INADMISSÃO. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA ENTRE OS PRECEDENTES POSTOS A CONFRONTO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur230299
Número de páginas: 6. Análise: 05/06/2013, AMS.
TEORI ZAVASCKI
Tribunal Pleno
431838
null
RE-AgR-ED-EDv-AgR
acordaos
RE 431838 AgR-ED-EDv-AgR
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ADV.(A/S) : HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGTE.(S) : ARTUR TEIXEIRA VIVAS
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Ementa e Acórdão 25/04/2013 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.838 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ARTUR TEIXEIRA VIVAS ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. INADMISSÃO. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE FÁTICA ENTRE OS PRECEDENTES POSTOS A CONFRONTO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3719151. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 25/04/2013 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.838 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ARTUR TEIXEIRA VIVAS ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que inadmitiu embargos de divergência, por falta de similitude entre o acórdão embargado e o paradigma. Sustenta o agravante, em suma, que (a) o acórdão embargado adentrou ao mérito da causa, declarando serem constitucionais dispositivos das Leis 8.212/1991 e 8.213/1991, divergindo de entendimento do Supremo Tribunal Federal; (b) ficou demonstrado nos embargos de divergência que, diferentemente do decidido no acórdão embargado, esta Corte “assentou ser possível que normas diversas adotem simultaneamente o mesmo percentual para o reajuste delas e do salário mínimo”; (c) disso retira-se que já se firmou entendimento no sentido de que é possível a utilização do percentual de reajuste do salário mínimo para reajustar qualquer outra prestação pecuniária; (d) diversamente do fundamento da inadmissão dos embargos de divergência, há divergência jurisprudencial a ser sanada; (e) cabe a este Tribunal a apreciação da constitucionalidade, ou não das normas infraconstitucionais impugnadas; (f) que esta Corte já decidiu que “a presunção de constitucionalidade da legislação infraconstitucional realizadora do reajuste previsto no art. 204, §4..., C.F., somente pode ser elidida mediante demonstração da impropriedade do percentual adotado para o reajuste”, impropriedade tal que teria sido demonstrada (fls. 529-531). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3719152. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.838 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ARTUR TEIXEIRA VIVAS ADV.(A/S) :HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que inadmitiu embargos de divergência, por falta de similitude entre o acórdão embargado e o paradigma. Sustenta o agravante, em suma, que (a) o acórdão embargado adentrou ao mérito da causa, declarando serem constitucionais dispositivos das Leis 8.212/1991 e 8.213/1991, divergindo de entendimento do Supremo Tribunal Federal; (b) ficou demonstrado nos embargos de divergência que, diferentemente do decidido no acórdão embargado, esta Corte “assentou ser possível que normas diversas adotem simultaneamente o mesmo percentual para o reajuste delas e do salário mínimo”; (c) disso retira-se que já se firmou entendimento no sentido de que é possível a utilização do percentual de reajuste do salário mínimo para reajustar qualquer outra prestação pecuniária; (d) diversamente do fundamento da inadmissão dos embargos de divergência, há divergência jurisprudencial a ser sanada; (e) cabe a este Tribunal a apreciação da constitucionalidade, ou não das normas infraconstitucionais impugnadas; (f) que esta Corte já decidiu que “a presunção de constitucionalidade da legislação infraconstitucional realizadora do reajuste previsto no art. 204, §4..., C.F., somente pode ser elidida mediante demonstração da impropriedade do percentual adotado para o reajuste”, impropriedade tal que teria sido demonstrada (fls. 529-531). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3719152. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 431838 AGR-ED-EDV-AGR / MG É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3719152. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 431838 AGR-ED-EDV-AGR / MG É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3719152. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 25/04/2013 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.838 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de embargos de divergência opostos contra acórdão que, ao negar provimento a agravo regimental, manteve decisão que negara seguimento a recurso extraordinário. Eis a ementa do acórdão embargado: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO, BENEFÍCIO, CRITÉRIO DE REAJUSTE. INCISO II DO ART. 41 DA LEI 8.216/1991 (REDAÇÃO ORIGINAL). CONSTITUCIONALIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de constitucionalidade do inciso II do art. 41 da Lei 8.213/1991 (redação original), que determinou o reajuste dos valores dos benefícios em manutenção de acordo com as suas respectivas datas e com base na variação integral do INPC. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados (fls. 463-466). A parte embargante repisa os argumentos do agravo regimental e dos embargos de declaração. Aponta arestos do Superior Tribunal de Justiça e um do Plenário do Supremo Tribunal Federal como divergentes da decisão embargada. 2. O cabimento dos embargos de divergência está restrito Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3719153. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.838 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 1. Trata-se de embargos de divergência opostos contra acórdão que, ao negar provimento a agravo regimental, manteve decisão que negara seguimento a recurso extraordinário. Eis a ementa do acórdão embargado: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PREVIDENCIÁRIO, BENEFÍCIO, CRITÉRIO DE REAJUSTE. INCISO II DO ART. 41 DA LEI 8.216/1991 (REDAÇÃO ORIGINAL). CONSTITUCIONALIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de constitucionalidade do inciso II do art. 41 da Lei 8.213/1991 (redação original), que determinou o reajuste dos valores dos benefícios em manutenção de acordo com as suas respectivas datas e com base na variação integral do INPC. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados (fls. 463-466). A parte embargante repisa os argumentos do agravo regimental e dos embargos de declaração. Aponta arestos do Superior Tribunal de Justiça e um do Plenário do Supremo Tribunal Federal como divergentes da decisão embargada. 2. O cabimento dos embargos de divergência está restrito Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3719153. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 431838 AGR-ED-EDV-AGR / MG à decisão de Turma que, em recurso extraordinário ou em agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou do Plenário, nos termos do art. 330 do RISTF. Assim, não servem como paradigma os julgados do Superior Tribunal de Justiça apresentados. O aresto desta Suprema Corte apontado (Recurso Extraordinário 147.684-2/DF) dispõe que o art. 7..., IV, da Constituição Federal impede que o salário mínimo seja tomado como parâmetro indexador de quaisquer outras prestações pecuniárias, mas não veda que normas diversas adotem simultaneamente o mesmo percentual para seu reajuste (fls. 508 e 509). Comparando-se o teor da ementa acima transcrita, é possível concluir que não há correlação entre o acórdão embargado e o único acórdão paradigma apto a fundamentar o presente recurso. A ausência de similitude entre os casos confrontados é obstáculo suficiente para que os embargos de divergência não sejam admitidos. Nesse sentido: AI 378.629-AgR-ED-Edv/SP, rel. Min. Cezar Peluso, Pleno, DJe de 12.3.2010, AI 665.622-AgR- EDv-ED/RS, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno, DJe de 09.11.2011, AI 654.148-AgR-EDv-AgR-ED/SP, rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 06.12.2011 e AI 836.992-AgR-EDv-AgR/SC, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno, DJe de 30.5.2012. 3. Diante do exposto, não admito os embargos de divergência. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3719153. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 431838 AGR-ED-EDV-AGR / MG à decisão de Turma que, em recurso extraordinário ou em agravo de instrumento, divergir de julgado de outra Turma ou do Plenário, nos termos do art. 330 do RISTF. Assim, não servem como paradigma os julgados do Superior Tribunal de Justiça apresentados. O aresto desta Suprema Corte apontado (Recurso Extraordinário 147.684-2/DF) dispõe que o art. 7..., IV, da Constituição Federal impede que o salário mínimo seja tomado como parâmetro indexador de quaisquer outras prestações pecuniárias, mas não veda que normas diversas adotem simultaneamente o mesmo percentual para seu reajuste (fls. 508 e 509). Comparando-se o teor da ementa acima transcrita, é possível concluir que não há correlação entre o acórdão embargado e o único acórdão paradigma apto a fundamentar o presente recurso. A ausência de similitude entre os casos confrontados é obstáculo suficiente para que os embargos de divergência não sejam admitidos. Nesse sentido: AI 378.629-AgR-ED-Edv/SP, rel. Min. Cezar Peluso, Pleno, DJe de 12.3.2010, AI 665.622-AgR- EDv-ED/RS, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno, DJe de 09.11.2011, AI 654.148-AgR-EDv-AgR-ED/SP, rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 06.12.2011 e AI 836.992-AgR-EDv-AgR/SC, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno, DJe de 30.5.2012. 3. Diante do exposto, não admito os embargos de divergência. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3719153. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 25/04/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.838 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ARTUR TEIXEIRA VIVAS ADV.(A/S) : HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773570 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.838 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ARTUR TEIXEIRA VIVAS ADV.(A/S) : HÉLIO JOSÉ FIGUEIREDO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431 . 838", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431 . 838", "Recurso Extraordinário 431838 AGR", "Recurso Extraordinário 431838 AGR", "Recurso Extraordinário 431838 AGR", "Recurso Extraordinário 147 . 684 - 2 / DF", "AI 378 . 629 - AgR - ED - Edv / SP", "AI 665 . 622 - AgR - EDv - ED / RS", "AI 654 . 148 - AgR - EDv - AgR - ED / SP", "AI 836 . 992 - AgR - EDv - AgR / SC", "Recurso Extraordinário 431838 AGR", "Recurso Extraordinário 147 . 684 - 2 / DF", "AI 378 . 629 - AgR - ED - Edv / SP", "AI 665 . 622 - AgR - EDv - ED / RS", "AI 654 . 148 - AgR - EDv - AgR -", "/", "AI 836 . 992 - AgR - EDv - AgR / SC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431 . 838" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis 8 . 212 / 1991", "8", ".", "213", "/", "1991", "art . 204 , § 4 . . . , C . 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"Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "25", "/", "04", "/", "2013", "25 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "3", ".", "2010", "09", ".", "11", ".", "2011", "06", ".", "12", ".", "2011", "30", ".", "5", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "3", ".", "2010", "09", ".", "11", ".", "2011", "06", ".", "12", ".", "2011", "30", ".", "5", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", ".", "25", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", 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Ementa e Acórdão 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.114 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LAUANA APARECIDA MARTINS BISPO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 251.963 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Habeas corpus. Tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico. Decisão monocrática do relator do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça dele não conhecendo, dado o seu caráter substitutivo. Precedentes da Suprema Corte. 1. O Ministro Relator negou seguimento ao writ impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça em virtude de seu caráter substitutivo, o que, em tese, obstaria a análise per saltum das questões em apreço por esta Suprema Corte. Precedentes. 2. Por outro lado, verifica-se que, no curso da impetração, houve a prolação de sentença condenatória mantenedora da custódia cautelar, na qual se utilizou o juízo de origem de fundamentação própria, afirmando a presença de elementos do art. 312 do CPP para justificar a manutenção da prisão provisória da paciente. 3. A Suprema Corte aderiu ao entendimento de que, com o advento da Lei nº 11.719/2008, que acrescentou o parágrafo único ao art. 387 do Código de Processo Penal, a sentença condenatória passou a constituir novo título judicial motivador da custódia cautelar, dado o mandamento de o juiz monocrático fundamentar a manutenção ou a decretação da custódia nessa ocasião. 4. Habeas corpus do qual não se conhece. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718141. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 Ementa e Acórdão HC 116114 / MG Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em não conhecer da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de abril de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718141. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em não conhecer da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de abril de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718141. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 Relatório 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.114 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LAUANA APARECIDA MARTINS BISPO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 251.963 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Lauana Aparecida Martins Bispo, apontando como autoridade coatora o Ministro Marco Aurélio Bellizze, do Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao HC nº 251.963/MG impetrado àquela Corte. Sustenta a impetrante, em síntese, o constrangimento ilegal imposto à paciente, tendo em vista a falta de fundamentação apta a justificar a necessidade da sua medida constritiva, bem como a ausência dos pressupostos autorizadores da prisão previstos no art. 312 do Código de Processo Penal. Defende, ainda, a aplicabilidade de medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do Código de Processo Penal (Lei nº 12.403/11). Requer, liminarmente, a concessão da ordem para assegurar à paciente o benefício da liberdade provisória. Em 5/12/12, ausentes os pressupostos legais, indeferi a medida liminar e, estando a impetração devidamente instruída com as peças necessárias ao entendimento da questão, dispensei as informações da autoridade coatora. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela denegação da ordem (anexo de instrução nº 6). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718138. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.114 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LAUANA APARECIDA MARTINS BISPO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC Nº 251.963 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Lauana Aparecida Martins Bispo, apontando como autoridade coatora o Ministro Marco Aurélio Bellizze, do Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao HC nº 251.963/MG impetrado àquela Corte. Sustenta a impetrante, em síntese, o constrangimento ilegal imposto à paciente, tendo em vista a falta de fundamentação apta a justificar a necessidade da sua medida constritiva, bem como a ausência dos pressupostos autorizadores da prisão previstos no art. 312 do Código de Processo Penal. Defende, ainda, a aplicabilidade de medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do Código de Processo Penal (Lei nº 12.403/11). Requer, liminarmente, a concessão da ordem para assegurar à paciente o benefício da liberdade provisória. Em 5/12/12, ausentes os pressupostos legais, indeferi a medida liminar e, estando a impetração devidamente instruída com as peças necessárias ao entendimento da questão, dispensei as informações da autoridade coatora. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela denegação da ordem (anexo de instrução nº 6). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718138. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 Relatório HC 116114 / MG É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718138. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718138. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.114 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra decisão do Ministro Marco Aurélio Bellizze, do Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao HC nº 251.963/MG impetrado àquela Corte, por ter sido ele manejado como substitutivo do recurso ordinário constitucionalmente previsto. Eis o teor daquela decisão: “Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Lauana Aparecida Martins Bispo, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Depreende-se dos autos que a paciente foi presa em flagrante pela suposta prática das condutas descritas nos arts. 12 da Lei n. 10.826; 33 e 35, ambos da Lei n. 11.343/2006. Irresignada, impetrou a defesa habeas corpus no Tribunal de origem. A ordem foi denegada nos termos do acórdão de fls. 30-33, assim ementado: ‘HABEAS CORPUS - TRÁFICO DE DROGAS, ASSOCIAÇÃO PARA TAL FIM E POSSE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO - PRISÃO EM FLAGRANTE CONVERTIDA EM PREVENTIVA - ART. 310, II, C/C OS ARTS. 312 E 313, TODOS DO CPP - FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA - RISCO À ORDEM PÚBLICA - ORDEM DENEGADA. I - Atendidos os requisitos instrumentais do art. 313 do CPP, bem como presentes os pressupostos e ao menos um dos requisitos do art. 312 do CPP (garantia da ordem pública), deve ser a prisão preventiva mantida, não havendo que se falar em concessão da liberdade Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.114 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra decisão do Ministro Marco Aurélio Bellizze, do Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao HC nº 251.963/MG impetrado àquela Corte, por ter sido ele manejado como substitutivo do recurso ordinário constitucionalmente previsto. Eis o teor daquela decisão: “Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Lauana Aparecida Martins Bispo, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Depreende-se dos autos que a paciente foi presa em flagrante pela suposta prática das condutas descritas nos arts. 12 da Lei n. 10.826; 33 e 35, ambos da Lei n. 11.343/2006. Irresignada, impetrou a defesa habeas corpus no Tribunal de origem. A ordem foi denegada nos termos do acórdão de fls. 30-33, assim ementado: ‘HABEAS CORPUS - TRÁFICO DE DROGAS, ASSOCIAÇÃO PARA TAL FIM E POSSE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO - PRISÃO EM FLAGRANTE CONVERTIDA EM PREVENTIVA - ART. 310, II, C/C OS ARTS. 312 E 313, TODOS DO CPP - FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA - RISCO À ORDEM PÚBLICA - ORDEM DENEGADA. I - Atendidos os requisitos instrumentais do art. 313 do CPP, bem como presentes os pressupostos e ao menos um dos requisitos do art. 312 do CPP (garantia da ordem pública), deve ser a prisão preventiva mantida, não havendo que se falar em concessão da liberdade Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do CPP, pelo fato de estas se revelarem absolutamente insuficientes. II - A medida extrema é necessária para se evitar a reiteração delitiva, que no caso não se trata de mera presunção, mas de risco efetivo, já que o paciente é suspeito também de violação ao art. 35 da Lei Antitóxicos. Precedente do STJ. III - Denegado o habeas corpus.’ No Superior Tribunal de Justiça, sustenta a impetrante a ausência dos requisitos insertos no art. 312 do Código de Processo Penal. Ressalta, ainda, que a vedação abstrata da liberdade provisória não é fundamentação idônea para lastrear a segregação cautelar, principalmente, quando a paciente conta com todas as condições pessoais favoráveis. Por derradeiro, registra que a condenação por tráfico poderá ser cumprida em regime aberto, ou substituída, consistindo, assim, a atual prisão da paciente uma violação ao princípio da proporcionalidade. Diante disso, busca a concessão da liberdade provisória à paciente. A liminar foi indeferida às fls. 94/96. O Ministério Público Federal, no parecer de fls. 155/158, opinou pela denegação da ordem. Brevemente relatado, decido. A liberdade de locomoção do indivíduo, independentemente dos transtornos dos procedimentos, da gravidade dos fatos criminosos, há muito ocupa lugar de destaque na escala de valores tutelados pelo Direito, razão pela qual sempre mereceu especial tratamento nos ordenamentos jurídicos das sociedades civilizadas. Lembremo-nos que a República Federativa brasileira assenta-se na dignidade da pessoa humana, e não há dignidade sem que haja proteção aos direitos fundamentais, tampouco há dignidade sem que o ordenamento jurídico estabeleça garantias 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do CPP, pelo fato de estas se revelarem absolutamente insuficientes. II - A medida extrema é necessária para se evitar a reiteração delitiva, que no caso não se trata de mera presunção, mas de risco efetivo, já que o paciente é suspeito também de violação ao art. 35 da Lei Antitóxicos. Precedente do STJ. III - Denegado o habeas corpus.’ No Superior Tribunal de Justiça, sustenta a impetrante a ausência dos requisitos insertos no art. 312 do Código de Processo Penal. Ressalta, ainda, que a vedação abstrata da liberdade provisória não é fundamentação idônea para lastrear a segregação cautelar, principalmente, quando a paciente conta com todas as condições pessoais favoráveis. Por derradeiro, registra que a condenação por tráfico poderá ser cumprida em regime aberto, ou substituída, consistindo, assim, a atual prisão da paciente uma violação ao princípio da proporcionalidade. Diante disso, busca a concessão da liberdade provisória à paciente. A liminar foi indeferida às fls. 94/96. O Ministério Público Federal, no parecer de fls. 155/158, opinou pela denegação da ordem. Brevemente relatado, decido. A liberdade de locomoção do indivíduo, independentemente dos transtornos dos procedimentos, da gravidade dos fatos criminosos, há muito ocupa lugar de destaque na escala de valores tutelados pelo Direito, razão pela qual sempre mereceu especial tratamento nos ordenamentos jurídicos das sociedades civilizadas. Lembremo-nos que a República Federativa brasileira assenta-se na dignidade da pessoa humana, e não há dignidade sem que haja proteção aos direitos fundamentais, tampouco há dignidade sem que o ordenamento jurídico estabeleça garantias 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG que possibilitem aos indivíduos fazer valer, frente ao Estado, esses direitos. Entre nós, com os parâmetros que lhe dá a Constituição e o Código de Processo Penal, é reconhecida a garantia constitucional do habeas corpus, criado com o objetivo de evitar ou fazer cessar violência ou coação à liberdade de locomoção decorrente de ilegalidade ou abuso de poder. Nesse contexto, ressaltou Pontes de Miranda ‘que a liberdade pessoal é a liberdade física: ius manendi ambulandi, eundi ultro citroque; e sua extensão coincide com a aplicabilidade do habeas corpus, remédio extraordinário, que se instituíra para fazer cessar, de pronto e imediatamente, a prisão ou o constrangimento ilegal’. (MIRANDA. Pontes de. Comentários à Constituição de 1967. São Paulo. Revista dos Tribunais. 1967.) Sabemos todos que o remédio constitucional do habeas corpus nasceu historicamente como uma necessidade de contenção do poder e do arbítrio do Estado. No Brasil, com o advento da Constituição Republicana, três posições se firmaram acerca da garantia constitucional: alguns, como Rui Barbosa, sustentavam que o remédio constitucional deveria ser aplicado em todos os casos em que um direito estivesse ameaçado, impossibilitado no seu exercício por abuso de poder ou ilegalidade; em sentido oposto, afirmava-se que o habeas corpus, por sua natureza e origem histórica, era remédio destinado exclusivamente à proteção da liberdade de locomoção. Por fim, uma terceira corrente, vencedora no seio do Supremo Tribunal Federal, propugnava incluir na proteção do habeas corpus não só os casos de restrição da liberdade de locomoção, como também situações em que a ofensa a essa liberdade fosse meio de ofender outro direito. Consolidou-se na jurisprudência, após a reforma constitucional de 1926, a tendência de se vincular o habeas corpus à proteção de direitos diretamente relacionados à liberdade de locomoção. A propósito, o art. 113, inciso 23, da Constituição, disciplinava que: ‘Dar-se-á habeas corpus sempre 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG que possibilitem aos indivíduos fazer valer, frente ao Estado, esses direitos. Entre nós, com os parâmetros que lhe dá a Constituição e o Código de Processo Penal, é reconhecida a garantia constitucional do habeas corpus, criado com o objetivo de evitar ou fazer cessar violência ou coação à liberdade de locomoção decorrente de ilegalidade ou abuso de poder. Nesse contexto, ressaltou Pontes de Miranda ‘que a liberdade pessoal é a liberdade física: ius manendi ambulandi, eundi ultro citroque; e sua extensão coincide com a aplicabilidade do habeas corpus, remédio extraordinário, que se instituíra para fazer cessar, de pronto e imediatamente, a prisão ou o constrangimento ilegal’. (MIRANDA. Pontes de. Comentários à Constituição de 1967. São Paulo. Revista dos Tribunais. 1967.) Sabemos todos que o remédio constitucional do habeas corpus nasceu historicamente como uma necessidade de contenção do poder e do arbítrio do Estado. No Brasil, com o advento da Constituição Republicana, três posições se firmaram acerca da garantia constitucional: alguns, como Rui Barbosa, sustentavam que o remédio constitucional deveria ser aplicado em todos os casos em que um direito estivesse ameaçado, impossibilitado no seu exercício por abuso de poder ou ilegalidade; em sentido oposto, afirmava-se que o habeas corpus, por sua natureza e origem histórica, era remédio destinado exclusivamente à proteção da liberdade de locomoção. Por fim, uma terceira corrente, vencedora no seio do Supremo Tribunal Federal, propugnava incluir na proteção do habeas corpus não só os casos de restrição da liberdade de locomoção, como também situações em que a ofensa a essa liberdade fosse meio de ofender outro direito. Consolidou-se na jurisprudência, após a reforma constitucional de 1926, a tendência de se vincular o habeas corpus à proteção de direitos diretamente relacionados à liberdade de locomoção. A propósito, o art. 113, inciso 23, da Constituição, disciplinava que: ‘Dar-se-á habeas corpus sempre 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG que alguém sofrer, ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade, por ilegalidade ou abuso de poder. Nas transgressões, disciplinares não cabe o habeas corpus.’ No entanto, a fim de garantir a proteção de direitos outros, instituiu o legislador constituinte, no art. 113, inciso 33, nova ação constitucional: ‘Dar-se-á Mandado de Segurança para defesa do direito, certo e incontestável, ameaçado ou violado por ato manifestamente inconstitucional ou ilegal de qualquer autoridade. O processo será o mesmo do Habeas Corpus, devendo ser sempre ouvida a pessoa de direito público interessada. O mandado não prejudica as ações petitórias competentes.’ Como cediço, as Constituições de 1946, 1967 e 1988 mantiveram a garantia constitucional do habeas corpus em seus textos, sendo que esta última destacou no inciso LXVIII do art. 5º, que ‘conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder’. O Código de Processo Penal, no mesmo diapasão, dispõe no art. 647, que: ‘dar-se-á Habeas Corpus sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar.’ Enquanto não encontre eu, nos dispositivos mencionados acima, argumentos para elastecer o cabimento do remédio constitucional a questões que não envolvem diretamente o direito de ir, vir e ficar do indivíduo, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, talvez como reflexo da redemocratização do país depois de mais de vinte anos de ditadura militar, na intenção de proteger o cidadão, foi ampliando, aos poucos, o cabimento do habeas corpus a fim de salvaguardar direitos que apenas indiretamente poderiam refletir na liberdade de locomoção. O estudo da prática judicial do habeas corpus mostrou que o instituto passou a ser utilizado, por exemplo, com o fim de impugnar atos persecutórios do Estado desprovidos de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG que alguém sofrer, ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade, por ilegalidade ou abuso de poder. Nas transgressões, disciplinares não cabe o habeas corpus.’ No entanto, a fim de garantir a proteção de direitos outros, instituiu o legislador constituinte, no art. 113, inciso 33, nova ação constitucional: ‘Dar-se-á Mandado de Segurança para defesa do direito, certo e incontestável, ameaçado ou violado por ato manifestamente inconstitucional ou ilegal de qualquer autoridade. O processo será o mesmo do Habeas Corpus, devendo ser sempre ouvida a pessoa de direito público interessada. O mandado não prejudica as ações petitórias competentes.’ Como cediço, as Constituições de 1946, 1967 e 1988 mantiveram a garantia constitucional do habeas corpus em seus textos, sendo que esta última destacou no inciso LXVIII do art. 5º, que ‘conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder’. O Código de Processo Penal, no mesmo diapasão, dispõe no art. 647, que: ‘dar-se-á Habeas Corpus sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar.’ Enquanto não encontre eu, nos dispositivos mencionados acima, argumentos para elastecer o cabimento do remédio constitucional a questões que não envolvem diretamente o direito de ir, vir e ficar do indivíduo, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, talvez como reflexo da redemocratização do país depois de mais de vinte anos de ditadura militar, na intenção de proteger o cidadão, foi ampliando, aos poucos, o cabimento do habeas corpus a fim de salvaguardar direitos que apenas indiretamente poderiam refletir na liberdade de locomoção. O estudo da prática judicial do habeas corpus mostrou que o instituto passou a ser utilizado, por exemplo, com o fim de impugnar atos persecutórios do Estado desprovidos de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG ameaça imediata de prisão, como a instauração de inquérito policial. Embora não existam dúvidas de que o só ajuizamento da persecução penal já seja suficiente para atingir o estado de dignidade do acusado, de modo a provocar graves transtornos para aqueles que se envolvem no cenário criminal, parece-me que, se não há o risco de prisão, não seria o habeas corpus o meio processual adequado para se discutir a existência de eventual ilegalidade. Não obstante, a jurisprudência dos tribunais pátrios passou a admitir a utilização do remédio heróico a fim de combater todo tipo de coação ou ameaça oriunda de ilegalidade ou abuso de poder. Noutras palavras, o habeas corpus tornou-se o remédio constitucional adequado para atacar, a qualquer tempo, todos os atos da persecução criminal. O exame das decisões do Superior Tribunal de Justiça demonstra que o habeas corpus já foi aceito inclusive para reparar ilegalidades que recaíram sobre o sequestro de bens imóveis e ativos financeiros, decretado durante a investigação policial, matéria que não afeta, sequer de forma reflexa, o direito de ir, vir e ficar do indivíduo. (HC n. 144.407/RJ, Relatora a Ministra LAURITA VAZ, DJe de 28/6/2011.) Recentemente, o Supremo Tribunal Federal, reformando anterior decisão do Superior Tribunal de Justiça que não conhecera do mandamus, concedeu a ordem para autorizar direito de visita de paciente custodiado em estabelecimento prisional, ao fundamento de que a ‘decisão do juízo das execuções, ao indeferir o pedido de visitas formulado, repercute na esfera de liberdade, porquanto agrava, ainda mais, o grau de restrição da liberdade do paciente’. (HC n. 107.701/RS, Segunda Turma, Relator o Ministro GILMAR MENDES, DJe de 23/3/2012.) No entanto, parece-me que se foi além da meta – proteção do direito fundamental à liberdade de locomoção –, quem sabe se não se tomou a nuvem por Juno; passou-se a admitir, fora das hipóteses de cabimento previstas na Constituição Federal e no Código de Processo Penal, a impetração de habeas corpus 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG ameaça imediata de prisão, como a instauração de inquérito policial. Embora não existam dúvidas de que o só ajuizamento da persecução penal já seja suficiente para atingir o estado de dignidade do acusado, de modo a provocar graves transtornos para aqueles que se envolvem no cenário criminal, parece-me que, se não há o risco de prisão, não seria o habeas corpus o meio processual adequado para se discutir a existência de eventual ilegalidade. Não obstante, a jurisprudência dos tribunais pátrios passou a admitir a utilização do remédio heróico a fim de combater todo tipo de coação ou ameaça oriunda de ilegalidade ou abuso de poder. Noutras palavras, o habeas corpus tornou-se o remédio constitucional adequado para atacar, a qualquer tempo, todos os atos da persecução criminal. O exame das decisões do Superior Tribunal de Justiça demonstra que o habeas corpus já foi aceito inclusive para reparar ilegalidades que recaíram sobre o sequestro de bens imóveis e ativos financeiros, decretado durante a investigação policial, matéria que não afeta, sequer de forma reflexa, o direito de ir, vir e ficar do indivíduo. (HC n. 144.407/RJ, Relatora a Ministra LAURITA VAZ, DJe de 28/6/2011.) Recentemente, o Supremo Tribunal Federal, reformando anterior decisão do Superior Tribunal de Justiça que não conhecera do mandamus, concedeu a ordem para autorizar direito de visita de paciente custodiado em estabelecimento prisional, ao fundamento de que a ‘decisão do juízo das execuções, ao indeferir o pedido de visitas formulado, repercute na esfera de liberdade, porquanto agrava, ainda mais, o grau de restrição da liberdade do paciente’. (HC n. 107.701/RS, Segunda Turma, Relator o Ministro GILMAR MENDES, DJe de 23/3/2012.) No entanto, parece-me que se foi além da meta – proteção do direito fundamental à liberdade de locomoção –, quem sabe se não se tomou a nuvem por Juno; passou-se a admitir, fora das hipóteses de cabimento previstas na Constituição Federal e no Código de Processo Penal, a impetração de habeas corpus 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG como meio Superior Tribunal de Justiça ordinário de impugnação, ainda que ausente ameaça concreta e imediata ao direito de ir, ficar e vir, inviabilizando, consequentemente, a proteção judicial efetiva, tendo em vista que a duração indefinida do processo compromete de modo decisivo a proteção da dignidade da pessoa humana, ‘na medida em que permite a transformação do ser humano em objeto dos processos estatais’. (MENDES, Gilmar Ferreira. Curso de Direito Constitucional. 2ª Edição. São Paulo. Saraiva. 2008. p. 100.) Observem que no ano de 2011, o Superior Tribunal de Justiça recebeu o habeas corpus de número duzentos mil. A questão preocupante está no fato de que metade das ações chegou à Corte Superior nos últimos três anos – Anuário da Justiça do Brasil 2012. No Supremo Tribunal Federal, da mesma forma, 4.457 habeas corpus foram protocolizados em 2011. Em razão disso, o operador do direito viu-se diante de tormentosa situação, vez que deveria perseguir a máxima efetividade da garantia fundamental, mas, também ter em mente que a utilização do habeas corpus indistintamente, em substituição aos recursos previstos no ordenamento jurídico, configura banalização do remédio constitucional. Desse modo, consolidou-se, por meio de reiteradas decisões do Superior Tribunal de Justiça a tendência de se atenuar as hipóteses de cabimento do remédio constitucional, destacando-se que o habeas corpus é antídoto de prescrição restrita, que se presta a reparar constrangimento ilegal evidente, incontroverso, indisfarçável e que, portanto, se mostra de plano comprovável e perceptível ao julgador. Logo, não se destina à correção de equívocos ou situações as quais, ainda que eventualmente existentes, demandam para sua identificação e correção o exame de matéria de fato ou da prova que sustentou o ato ou a decisão impugnada. Mais que isso, observou a jurisprudência desta Corte ser o habeas corpus remédio constitucional voltado ao combate de constrangimento ilegal específico, de ato ou decisão que afete, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG como meio Superior Tribunal de Justiça ordinário de impugnação, ainda que ausente ameaça concreta e imediata ao direito de ir, ficar e vir, inviabilizando, consequentemente, a proteção judicial efetiva, tendo em vista que a duração indefinida do processo compromete de modo decisivo a proteção da dignidade da pessoa humana, ‘na medida em que permite a transformação do ser humano em objeto dos processos estatais’. (MENDES, Gilmar Ferreira. Curso de Direito Constitucional. 2ª Edição. São Paulo. Saraiva. 2008. p. 100.) Observem que no ano de 2011, o Superior Tribunal de Justiça recebeu o habeas corpus de número duzentos mil. A questão preocupante está no fato de que metade das ações chegou à Corte Superior nos últimos três anos – Anuário da Justiça do Brasil 2012. No Supremo Tribunal Federal, da mesma forma, 4.457 habeas corpus foram protocolizados em 2011. Em razão disso, o operador do direito viu-se diante de tormentosa situação, vez que deveria perseguir a máxima efetividade da garantia fundamental, mas, também ter em mente que a utilização do habeas corpus indistintamente, em substituição aos recursos previstos no ordenamento jurídico, configura banalização do remédio constitucional. Desse modo, consolidou-se, por meio de reiteradas decisões do Superior Tribunal de Justiça a tendência de se atenuar as hipóteses de cabimento do remédio constitucional, destacando-se que o habeas corpus é antídoto de prescrição restrita, que se presta a reparar constrangimento ilegal evidente, incontroverso, indisfarçável e que, portanto, se mostra de plano comprovável e perceptível ao julgador. Logo, não se destina à correção de equívocos ou situações as quais, ainda que eventualmente existentes, demandam para sua identificação e correção o exame de matéria de fato ou da prova que sustentou o ato ou a decisão impugnada. Mais que isso, observou a jurisprudência desta Corte ser o habeas corpus remédio constitucional voltado ao combate de constrangimento ilegal específico, de ato ou decisão que afete, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG potencial ou efetivamente, direito líquido e certo do cidadão, com reflexo direto em sua liberdade. Dessa forma, não se presta à correção de decisão sujeita a recurso próprio, previsto no sistema processual penal, não sendo, pois, substituto de recursos ordinários, especial ou extraordinário. Nesse contexto, peço, respeitosamente, licença à Ministra Maria Thereza de Assis Moura (AgRg no HC n.º 239.957/TO, DJe de 11/6/2012) e ao Ministro Gilson Dipp (HC n.º 201.483/SP, DJe de 27/10/2011) para valer-me das seguintes passagens de seus votos: (I) ‘O habeas corpus não é panacéia e não pode ser utilizado como um 'super' recurso, que não tem prazo nem requisitos específicos, devendo se conformar ao propósito para o qual foi historicamente instituído, é dizer, o de impedir ameaça ou violação ao direito de ir e vir’; (II) ‘É imperiosa a necessidade de racionalização do habeas corpus, a bem de se prestigiar a lógica do sistema recursal, devendo ser observada sua função constitucional, de sanar ilegalidade ou abuso de poder que resulte em coação ou ameaça à liberdade de locomoção, inexistente na espécie’; (III) ‘Conquanto o uso do habeas corpus em substituição aos recursos cabíveis - ou incidentalmente como salvaguarda de possíveis liberdades em perigo - crescentemente fora de sua inspiração originária tenha sido muito alargado pelos Tribunais, há certos limites a serem respeitados, em homenagem à própria Constituição, devendo a impetração ser compreendida dentro dos limites da racionalidade recursal preexistente e coexistente para que não se perca a razão lógica e sistemática dos recursos ordinários, e mesmo dos excepcionais, por uma irrefletida banalização e vulgarização do habeas-corpus’. O Supremo Tribunal Federal, atento a essa evolução hermenêutica, passou a adotar, recentemente, decisões no sentido de não mais admitir habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário constitucional. A mudança jurisprudencial consolidou-se no julgamento do Habeas Corpus n.º 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, impetrado contra decisão que indeferiu diligências 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG potencial ou efetivamente, direito líquido e certo do cidadão, com reflexo direto em sua liberdade. Dessa forma, não se presta à correção de decisão sujeita a recurso próprio, previsto no sistema processual penal, não sendo, pois, substituto de recursos ordinários, especial ou extraordinário. Nesse contexto, peço, respeitosamente, licença à Ministra Maria Thereza de Assis Moura (AgRg no HC n.º 239.957/TO, DJe de 11/6/2012) e ao Ministro Gilson Dipp (HC n.º 201.483/SP, DJe de 27/10/2011) para valer-me das seguintes passagens de seus votos: (I) ‘O habeas corpus não é panacéia e não pode ser utilizado como um 'super' recurso, que não tem prazo nem requisitos específicos, devendo se conformar ao propósito para o qual foi historicamente instituído, é dizer, o de impedir ameaça ou violação ao direito de ir e vir’; (II) ‘É imperiosa a necessidade de racionalização do habeas corpus, a bem de se prestigiar a lógica do sistema recursal, devendo ser observada sua função constitucional, de sanar ilegalidade ou abuso de poder que resulte em coação ou ameaça à liberdade de locomoção, inexistente na espécie’; (III) ‘Conquanto o uso do habeas corpus em substituição aos recursos cabíveis - ou incidentalmente como salvaguarda de possíveis liberdades em perigo - crescentemente fora de sua inspiração originária tenha sido muito alargado pelos Tribunais, há certos limites a serem respeitados, em homenagem à própria Constituição, devendo a impetração ser compreendida dentro dos limites da racionalidade recursal preexistente e coexistente para que não se perca a razão lógica e sistemática dos recursos ordinários, e mesmo dos excepcionais, por uma irrefletida banalização e vulgarização do habeas-corpus’. O Supremo Tribunal Federal, atento a essa evolução hermenêutica, passou a adotar, recentemente, decisões no sentido de não mais admitir habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário constitucional. A mudança jurisprudencial consolidou-se no julgamento do Habeas Corpus n.º 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, impetrado contra decisão que indeferiu diligências 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG requeridas pela defesa. Na oportunidade, destacou o Ministro Relator: ‘O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea 'a', e 105, inciso II, alínea 'a', tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.’ (STF, Primeira Turma, HC 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, j. em 7/8/2012). Aos 21 de agosto de 2012, a Ministra Rosa Weber, no julgamento do Habeas Corpus n.º 104.045/RJ, destacou que o meio recursal ordinariamente previsto para a análise de eventual ofensa à legislação federal relativa à dosimetria da pena é a apelação e, a depender do caso concreto, o recurso especial ou extraordinário: ‘HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG requeridas pela defesa. Na oportunidade, destacou o Ministro Relator: ‘O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea 'a', e 105, inciso II, alínea 'a', tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.’ (STF, Primeira Turma, HC 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, j. em 7/8/2012). Aos 21 de agosto de 2012, a Ministra Rosa Weber, no julgamento do Habeas Corpus n.º 104.045/RJ, destacou que o meio recursal ordinariamente previsto para a análise de eventual ofensa à legislação federal relativa à dosimetria da pena é a apelação e, a depender do caso concreto, o recurso especial ou extraordinário: ‘HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG HISTÓRICO. VULGARIZAÇÃO E DESVIRTUAMENTO. SEQUESTRO. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heróico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete precipuamente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais discrepâncias gritantes e arbitrárias nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 3. Assim como a concorrência de vetoriais negativas do art. 59 do Código Penal autoriza pena base bem acima da mínima legal, a existência de uma única, desde que de especial gravidade, também autoriza a exasperação da pena, a despeito de neutras as demais vetoriais. 4. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG HISTÓRICO. VULGARIZAÇÃO E DESVIRTUAMENTO. SEQUESTRO. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heróico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete precipuamente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais discrepâncias gritantes e arbitrárias nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 3. Assim como a concorrência de vetoriais negativas do art. 59 do Código Penal autoriza pena base bem acima da mínima legal, a existência de uma única, desde que de especial gravidade, também autoriza a exasperação da pena, a despeito de neutras as demais vetoriais. 4. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, conforme remissão do art. 33, §3º, do mesmo diploma legal. Precedentes 5. Não se presta o habeas corpus, enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, ao reexame do conjunto fático-probatório determinante da fixação das penas. 6. Habeas corpus rejeitado.’ (STF, Primeira Turma, HC n.º 104.045/RJ, Relatora a Ministra Rosa Weber, j. em 21/8/2012.) Essa orientação foi aplicada, aos 22 de agosto de 2012, pelo Ministro Luiz Fux, que negou seguimento ao Habeas Corpus n.º 114.550/AC, tendo em vista a incompetência do Supremo Tribunal Federal para examinar habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Recebeu a decisão os seguintes fundamentos: ‘A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados: Súmula Vinculante e Repercussão Geral, com o objetivo viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, conforme remissão do art. 33, §3º, do mesmo diploma legal. Precedentes 5. Não se presta o habeas corpus, enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, ao reexame do conjunto fático-probatório determinante da fixação das penas. 6. Habeas corpus rejeitado.’ (STF, Primeira Turma, HC n.º 104.045/RJ, Relatora a Ministra Rosa Weber, j. em 21/8/2012.) Essa orientação foi aplicada, aos 22 de agosto de 2012, pelo Ministro Luiz Fux, que negou seguimento ao Habeas Corpus n.º 114.550/AC, tendo em vista a incompetência do Supremo Tribunal Federal para examinar habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Recebeu a decisão os seguintes fundamentos: ‘A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados: Súmula Vinculante e Repercussão Geral, com o objetivo viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG e vir.’ (STF, Primeira Turma, HC n.º 114.550/AC, Relator o Ministro Luiz Fux, j. Em 22/8/2012.) Mesmo vencido no leading case, o Ministro Dias Toffoli rendeu-se ao entendimento firmado pela Primeira Turma da Corte Constitucional e, com fundamento na nova orientação, recusou trânsito a habeas corpus impetrado em substituição ao recurso ordinariamente previsto no art. 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal (STF, Primeira Turma, HC n.º 114.924/RJ, Relator o Ministro Dias Toffoli, j. Em 29/8/2012). Entendo que boa razão aqui têm os Ministros do Supremo Tribunal Federal quando restringem o cabimento do remédio constitucional às hipóteses previstas na Constituição Federal e no Código de Processo Penal. É que as vias recursais ordinárias passaram a ser atravessadas por incontáveis possibilidades de dedução de insurgências pela impetração do writ, cujas origens me parecem terem sido esquecidas, sobrecarregando os tribunais, desvirtuando a racionalidade do ordenamento jurídico e a funcionalidade do sistema recursal. Calhou bem a mudança da orientação jurisprudencial, tanto que eu, de igual modo, dela passo a me valer com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Superior Tribunal de Justiça, da nobre função de uniformizar a interpretação da legislação federal brasileira. Em suma, louvando-me no entendimento de que o Direito é dinâmico, sendo que a definição do alcance de institutos previstos na Constituição Federal há de fazer-se de modo integrativo, de acordo com as mudanças de relevo que se verificam na tábua de valores sociais, tenho ser necessário amoldar a abrangência do habeas corpus a um novo espírito, visando restabelecer a eficácia de remédio constitucional tão caro ao Estado Democrático de Direito. Contudo, em homenagem à garantia constitucional constante do art. 5º, inciso LXVIII, e considerando que a modificação da jurisprudência firmou-se após a impetração do presente mandamus, passo à análise das questões suscitadas na 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG e vir.’ (STF, Primeira Turma, HC n.º 114.550/AC, Relator o Ministro Luiz Fux, j. Em 22/8/2012.) Mesmo vencido no leading case, o Ministro Dias Toffoli rendeu-se ao entendimento firmado pela Primeira Turma da Corte Constitucional e, com fundamento na nova orientação, recusou trânsito a habeas corpus impetrado em substituição ao recurso ordinariamente previsto no art. 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal (STF, Primeira Turma, HC n.º 114.924/RJ, Relator o Ministro Dias Toffoli, j. Em 29/8/2012). Entendo que boa razão aqui têm os Ministros do Supremo Tribunal Federal quando restringem o cabimento do remédio constitucional às hipóteses previstas na Constituição Federal e no Código de Processo Penal. É que as vias recursais ordinárias passaram a ser atravessadas por incontáveis possibilidades de dedução de insurgências pela impetração do writ, cujas origens me parecem terem sido esquecidas, sobrecarregando os tribunais, desvirtuando a racionalidade do ordenamento jurídico e a funcionalidade do sistema recursal. Calhou bem a mudança da orientação jurisprudencial, tanto que eu, de igual modo, dela passo a me valer com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Superior Tribunal de Justiça, da nobre função de uniformizar a interpretação da legislação federal brasileira. Em suma, louvando-me no entendimento de que o Direito é dinâmico, sendo que a definição do alcance de institutos previstos na Constituição Federal há de fazer-se de modo integrativo, de acordo com as mudanças de relevo que se verificam na tábua de valores sociais, tenho ser necessário amoldar a abrangência do habeas corpus a um novo espírito, visando restabelecer a eficácia de remédio constitucional tão caro ao Estado Democrático de Direito. Contudo, em homenagem à garantia constitucional constante do art. 5º, inciso LXVIII, e considerando que a modificação da jurisprudência firmou-se após a impetração do presente mandamus, passo à análise das questões suscitadas na 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG inicial, no afã de verificar a existência de constrangimento ilegal evidente, a ser sanado mediante a concessão de habeas corpus de ofício, evitando-se, assim, prejuízos à ampla defesa e ao devido processo legal, principalmente por se tratar, in casu, de efetiva busca de proteção ao jus libertatis. De efeito, impende ressaltar, de início, que não pairam mais dúvidas sobre a possibilidade de concessão de liberdade provisória aos acusados por tráfico de entorpecentes. É que, recentemente, no julgamento do Habeas Corpus n. 104.339/SP, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes - sessão de 10/5/2012 -, o Supremo Tribunal Federal declarou, incidentalmente, a inconstitucionalidade de parte do art. 44 da Lei n. 11.343/2006, que proibia a concessão de liberdade provisória nos crimes de tráfico. Na oportunidade, entendeu o Ministro Relator que a mencionada norma, ao afastar a liberdade provisória de forma genérica, retirava do magistrado a possibilidade de, no caso concreto, ‘analisar os pressupostos da necessidade do cárcere cautelar em inequívoca antecipação de pena, indo de encontro a diversos dispositivos constitucionais’. Dessa forma, reconhecida a inconstitucionalidade da vedação legal à liberdade provisória, devem ser observados necessariamente, para a manutenção da prisão cautelar nos crimes de tráfico, os parâmetros do art. 312 do Código de Processo Penal, que subordinam a medida excepcional ao fumus comissi delicti e ao periculum libertatis, presentes na hipótese em apreço. O Magistrado singular ao converter a prisão em flagrante em preventiva consignou: ‘Apesar de manter-me fiel a tal posicionamento, o presente feito merece desfecho diverso em razão das circunstâncias do flagrante, a associação ao tráfico de drogas, e a forma com que a substância entorpecente estava acondicionada, bem assim os demais objetos apreendidos (armas e munições). 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG inicial, no afã de verificar a existência de constrangimento ilegal evidente, a ser sanado mediante a concessão de habeas corpus de ofício, evitando-se, assim, prejuízos à ampla defesa e ao devido processo legal, principalmente por se tratar, in casu, de efetiva busca de proteção ao jus libertatis. De efeito, impende ressaltar, de início, que não pairam mais dúvidas sobre a possibilidade de concessão de liberdade provisória aos acusados por tráfico de entorpecentes. É que, recentemente, no julgamento do Habeas Corpus n. 104.339/SP, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes - sessão de 10/5/2012 -, o Supremo Tribunal Federal declarou, incidentalmente, a inconstitucionalidade de parte do art. 44 da Lei n. 11.343/2006, que proibia a concessão de liberdade provisória nos crimes de tráfico. Na oportunidade, entendeu o Ministro Relator que a mencionada norma, ao afastar a liberdade provisória de forma genérica, retirava do magistrado a possibilidade de, no caso concreto, ‘analisar os pressupostos da necessidade do cárcere cautelar em inequívoca antecipação de pena, indo de encontro a diversos dispositivos constitucionais’. Dessa forma, reconhecida a inconstitucionalidade da vedação legal à liberdade provisória, devem ser observados necessariamente, para a manutenção da prisão cautelar nos crimes de tráfico, os parâmetros do art. 312 do Código de Processo Penal, que subordinam a medida excepcional ao fumus comissi delicti e ao periculum libertatis, presentes na hipótese em apreço. O Magistrado singular ao converter a prisão em flagrante em preventiva consignou: ‘Apesar de manter-me fiel a tal posicionamento, o presente feito merece desfecho diverso em razão das circunstâncias do flagrante, a associação ao tráfico de drogas, e a forma com que a substância entorpecente estava acondicionada, bem assim os demais objetos apreendidos (armas e munições). 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG Tudo, conjuntamente, está a recomendar a manutenção dos flagranteados em estabelecimento prisional’ (fl. 68). A Corte a quo manteve a segregação preventiva nos termos que se seguem: ‘Dessarte, diante de tais circunstâncias (mormente a existência de informações prévias sobre a traficância naquele local, a tripla variedade de droga apreendida, a maior nocividade de duas delas, bem como o fato de terem sido arrecadadas, ainda, arma de fogo e munição), verifica-se, de forma patente, a gravidade do caso concreto, sendo certo que o crime tratado nos presentes autos é, com razão, digno de maior precaução por parte da il. Autoridade processante, conforme por Sua Excelência justificado na r. decisão em que converteu a prisão em flagrante em preventiva (fls. 45/46).’ (fls. 83/84). Como vimos, a custódia foi mantida com base na gravidade concreta do crime denunciado, evidenciada pela quantidade e variedade de droga, bem como na apreensão de arma de fogo e munição, o que atrai, de fato, a incidência do disposto no art. 312 do Código de Processo Penal, em virtude da necessidade de preservar-se a ordem pública. Nesse sentido, trago à colação os seguintes precedentes: ‘A - HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O NARCOTRÁFICO. PRISÃO EM FLAGRANTE CONVERTIDA EM PREVENTIVA. PRETENDIDA REVOGAÇÃO. ELEVADA QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. POTENCIALIDADE LESIVA DA INFRAÇÃO. GRAVIDADE CONCRETA. NECESSIDADE DE ACAUTELAMENTO DA ORDEM PÚBLICA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA E CONSTITUCIONAL. CONDIÇÕES PESSOAIS 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG Tudo, conjuntamente, está a recomendar a manutenção dos flagranteados em estabelecimento prisional’ (fl. 68). A Corte a quo manteve a segregação preventiva nos termos que se seguem: ‘Dessarte, diante de tais circunstâncias (mormente a existência de informações prévias sobre a traficância naquele local, a tripla variedade de droga apreendida, a maior nocividade de duas delas, bem como o fato de terem sido arrecadadas, ainda, arma de fogo e munição), verifica-se, de forma patente, a gravidade do caso concreto, sendo certo que o crime tratado nos presentes autos é, com razão, digno de maior precaução por parte da il. Autoridade processante, conforme por Sua Excelência justificado na r. decisão em que converteu a prisão em flagrante em preventiva (fls. 45/46).’ (fls. 83/84). Como vimos, a custódia foi mantida com base na gravidade concreta do crime denunciado, evidenciada pela quantidade e variedade de droga, bem como na apreensão de arma de fogo e munição, o que atrai, de fato, a incidência do disposto no art. 312 do Código de Processo Penal, em virtude da necessidade de preservar-se a ordem pública. Nesse sentido, trago à colação os seguintes precedentes: ‘A - HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O NARCOTRÁFICO. PRISÃO EM FLAGRANTE CONVERTIDA EM PREVENTIVA. PRETENDIDA REVOGAÇÃO. ELEVADA QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. POTENCIALIDADE LESIVA DA INFRAÇÃO. GRAVIDADE CONCRETA. NECESSIDADE DE ACAUTELAMENTO DA ORDEM PÚBLICA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA E CONSTITUCIONAL. CONDIÇÕES PESSOAIS 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. COAÇÃO ILEGAL NÃO DEMONSTRADA. ORDEM DENEGADA. 1. Não há falar em constrangimento ilegal quando a custódia cautelar está devidamente justificada na garantia da ordem pública, com base em elementos concretos dos autos que evidenciam a efetiva periculosidade do agente, dada a natureza dos delitos e o modo em que foram perpetrados. 2. Evidenciada a gravidade concreta dos crimes em tese cometidos, diante da elevada quantidade de droga apreendida - 85 porções de crack -, mostra-se necessária a continuidade da segregação cautelar do acusado para a garantia da ordem pública. 3. Condições pessoais favoráveis não têm, em princípio, o condão de, por si sós, revogarem a prisão preventiva, se há nos autos elementos suficientes a demonstrar a necessidade da custódia antecipada, como ocorre in casu. 4. Ordem denegada.’ (HC nº 242.720/MG, Relator o Ministro Jorge Mussi, DJe 16/08/2012) (…) Destaco, por fim, que eventuais condições pessoais favoráveis da paciente, tais como primariedade, residência fixa e atividade lícita, não impedem a manutenção da segregação cautelar, quando presentes os requisitos legais, como se dá no caso dos autos. Nesse sentido, trago à colação o seguinte precedente: ‘PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO TRIPLAMENTE QUALIFICADO. PRONÚNCIA. PRISÃO. EXCESSO DE PRAZO PARA TÉRMINO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. MATÉRIA NÃO APRECIADA PELA CORTE DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. NÃO CONHECIMENTO 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. COAÇÃO ILEGAL NÃO DEMONSTRADA. ORDEM DENEGADA. 1. Não há falar em constrangimento ilegal quando a custódia cautelar está devidamente justificada na garantia da ordem pública, com base em elementos concretos dos autos que evidenciam a efetiva periculosidade do agente, dada a natureza dos delitos e o modo em que foram perpetrados. 2. Evidenciada a gravidade concreta dos crimes em tese cometidos, diante da elevada quantidade de droga apreendida - 85 porções de crack -, mostra-se necessária a continuidade da segregação cautelar do acusado para a garantia da ordem pública. 3. Condições pessoais favoráveis não têm, em princípio, o condão de, por si sós, revogarem a prisão preventiva, se há nos autos elementos suficientes a demonstrar a necessidade da custódia antecipada, como ocorre in casu. 4. Ordem denegada.’ (HC nº 242.720/MG, Relator o Ministro Jorge Mussi, DJe 16/08/2012) (…) Destaco, por fim, que eventuais condições pessoais favoráveis da paciente, tais como primariedade, residência fixa e atividade lícita, não impedem a manutenção da segregação cautelar, quando presentes os requisitos legais, como se dá no caso dos autos. Nesse sentido, trago à colação o seguinte precedente: ‘PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO TRIPLAMENTE QUALIFICADO. PRONÚNCIA. PRISÃO. EXCESSO DE PRAZO PARA TÉRMINO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. MATÉRIA NÃO APRECIADA PELA CORTE DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. NÃO CONHECIMENTO 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG DO WRIT QUANTO AO PONTO. PRISÃO CAUTELAR SATISFATORIAMENTE FUNDAMENTADA. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. GARANTIA DE APLICAÇÃO DA LEI PENAL. TEMOR CONCRETAMENTE DEMONSTRADO PELAS TESTEMUNHAS. NECESSIDADE DE RENOVAÇÃO DA PROVA ORAL EM SESSÃO PLENÁRIA [...] 4. 'Condições pessoais favoráveis, por si só, não são suficientes a amparar a concessão da liberdade provisória quando presentes outras razões para a manutenção da prisão preventiva.' (HC 80.661/RS, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 04/05/2010, DJe 24/05/2010). 5. Habeas Corpus parcialmente conhecido e, nesta extensão, denegada a ordem.’ (HC n.º 145.817/SP, Relator o Ministro VASCO DELLA GIUSTINA (Desembargador convocado TJ/RS), DJe de 14/12/2011.) Diante do exposto, com fundamento no artigo 34, inciso XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, nego seguimento ao presente habeas corpus” (fls. 1 a 4 do anexo 4 – grifos do autor). De início, destaco não se tratar, na hipótese, de habeas corpus manejado em substituição a recurso ordinário constitucional. Segundo o entendimento da Corte, “não se conhece de recurso ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça” (RHC nº 107.877/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 19/10/11). Não há, a meu sentir, o que ser censurado nessa decisão. Como se vê, a decisão do Ministro Relator negou seguimento àquele writ, o que, em tese, obstaria a análise per saltum das questões em apreço. Aliás, a manifestação daquela Corte de Justiça reflete o 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG DO WRIT QUANTO AO PONTO. PRISÃO CAUTELAR SATISFATORIAMENTE FUNDAMENTADA. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. GARANTIA DE APLICAÇÃO DA LEI PENAL. TEMOR CONCRETAMENTE DEMONSTRADO PELAS TESTEMUNHAS. NECESSIDADE DE RENOVAÇÃO DA PROVA ORAL EM SESSÃO PLENÁRIA [...] 4. 'Condições pessoais favoráveis, por si só, não são suficientes a amparar a concessão da liberdade provisória quando presentes outras razões para a manutenção da prisão preventiva.' (HC 80.661/RS, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 04/05/2010, DJe 24/05/2010). 5. Habeas Corpus parcialmente conhecido e, nesta extensão, denegada a ordem.’ (HC n.º 145.817/SP, Relator o Ministro VASCO DELLA GIUSTINA (Desembargador convocado TJ/RS), DJe de 14/12/2011.) Diante do exposto, com fundamento no artigo 34, inciso XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, nego seguimento ao presente habeas corpus” (fls. 1 a 4 do anexo 4 – grifos do autor). De início, destaco não se tratar, na hipótese, de habeas corpus manejado em substituição a recurso ordinário constitucional. Segundo o entendimento da Corte, “não se conhece de recurso ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça” (RHC nº 107.877/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 19/10/11). Não há, a meu sentir, o que ser censurado nessa decisão. Como se vê, a decisão do Ministro Relator negou seguimento àquele writ, o que, em tese, obstaria a análise per saltum das questões em apreço. Aliás, a manifestação daquela Corte de Justiça reflete o 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG entendimento deste Supremo Tribunal Federal no julgamento do HC nº 109.956/PR, cuja ementa transcrevo: “HABEAS CORPUS. JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR. IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO-CRIME. DILIGÊNCIAS. INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las” (Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 11/9/12). Por outro lado, verifico que, no curso da impetração, houve a prolação de sentença condenatória mantenedora da custódia cautelar, na qual se utilizou o Juízo de origem de fundamentação própria e se afirmou a presença de elementos do art. 312 do CPP para se justificar a manutenção da prisão provisória da paciente. Esta Corte aderiu ao entendimento de que, com o advento da Lei nº 11.719/2008, que acrescentou o parágrafo único ao art. 387 do Código de Processo Penal, a sentença condenatória passou a constituir novo título judicial motivador da custódia cautelar, dado o mandamento de o juiz monocrático fundamentar a manutenção ou a decretação da custódia nessa ocasião. Confira-se: “Art. 387. O juiz, ao proferir sentença condenatória: (...) Parágrafo único. O juiz decidirá, fundamentadamente, sobre a manutenção ou, se for o caso, imposição de prisão preventiva ou de outra medida cautelar, sem prejuízo do conhecimento da apelação que vier a ser interposta.” 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG entendimento deste Supremo Tribunal Federal no julgamento do HC nº 109.956/PR, cuja ementa transcrevo: “HABEAS CORPUS. JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR. IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO-CRIME. DILIGÊNCIAS. INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las” (Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 11/9/12). Por outro lado, verifico que, no curso da impetração, houve a prolação de sentença condenatória mantenedora da custódia cautelar, na qual se utilizou o Juízo de origem de fundamentação própria e se afirmou a presença de elementos do art. 312 do CPP para se justificar a manutenção da prisão provisória da paciente. Esta Corte aderiu ao entendimento de que, com o advento da Lei nº 11.719/2008, que acrescentou o parágrafo único ao art. 387 do Código de Processo Penal, a sentença condenatória passou a constituir novo título judicial motivador da custódia cautelar, dado o mandamento de o juiz monocrático fundamentar a manutenção ou a decretação da custódia nessa ocasião. Confira-se: “Art. 387. O juiz, ao proferir sentença condenatória: (...) Parágrafo único. O juiz decidirá, fundamentadamente, sobre a manutenção ou, se for o caso, imposição de prisão preventiva ou de outra medida cautelar, sem prejuízo do conhecimento da apelação que vier a ser interposta.” 16 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG Ressalte-se, deste modo, que o prosseguimento da análise do presente feito implicaria inadmissível supressão de instância, uma vez que o novo título não foi submetido à análise da Corte de origem. Nesse sentido, o seguinte julgado: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO NÃO SUBMETIDA AO TRIBUNAL A QUO. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA. NOVO TÍTULO DA CUSTÓDIA CAUTELAR NÃO APRECIADO PELAS INSTÂNCIAS INFERIORES. WRIT NÃO CONHECIDO. 1. A questão trazida na presente impetração diz respeito ao reconhecimento de eventual constrangimento ilegal que estaria sofrendo o paciente em virtude da decretação de sua custódia cautelar. 2. Inicialmente, quanto à alegação de excesso de prazo, verifico que a questão não foi submetida ao Tribunal a quo, o que inviabiliza o seu conhecimento por esta Suprema Corte, sob pena de indevida supressão de instância. 3. O Supremo Tribunal Federal possui precedentes no sentido de que a superveniência da sentença condenatória prejudica o habeas corpus quando esse tenha por objeto o decreto de prisão preventiva, dado que passa a sentença a constituir novo título para a prisão. (HC 83.919/SP, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 18.06.2004; HC 86.016/MT, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 12.05.2006). 4. O prosseguimento do feito após a superveniência da sentença condenatória implicaria inadmissível supressão de instância, uma vez que o novo título prisional não foi submetido à análise das instâncias inferiores. 5. Habeas corpus não conhecido” (HC nº 98.036/PB, Ministra Ellen Gracie, DJe 11/12/09). Ante o exposto, voto pelo não conhecimento da impetração. 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG Ressalte-se, deste modo, que o prosseguimento da análise do presente feito implicaria inadmissível supressão de instância, uma vez que o novo título não foi submetido à análise da Corte de origem. Nesse sentido, o seguinte julgado: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO NÃO SUBMETIDA AO TRIBUNAL A QUO. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA. NOVO TÍTULO DA CUSTÓDIA CAUTELAR NÃO APRECIADO PELAS INSTÂNCIAS INFERIORES. WRIT NÃO CONHECIDO. 1. A questão trazida na presente impetração diz respeito ao reconhecimento de eventual constrangimento ilegal que estaria sofrendo o paciente em virtude da decretação de sua custódia cautelar. 2. Inicialmente, quanto à alegação de excesso de prazo, verifico que a questão não foi submetida ao Tribunal a quo, o que inviabiliza o seu conhecimento por esta Suprema Corte, sob pena de indevida supressão de instância. 3. O Supremo Tribunal Federal possui precedentes no sentido de que a superveniência da sentença condenatória prejudica o habeas corpus quando esse tenha por objeto o decreto de prisão preventiva, dado que passa a sentença a constituir novo título para a prisão. (HC 83.919/SP, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 18.06.2004; HC 86.016/MT, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 12.05.2006). 4. O prosseguimento do feito após a superveniência da sentença condenatória implicaria inadmissível supressão de instância, uma vez que o novo título prisional não foi submetido à análise das instâncias inferiores. 5. Habeas corpus não conhecido” (HC nº 98.036/PB, Ministra Ellen Gracie, DJe 11/12/09). Ante o exposto, voto pelo não conhecimento da impetração. 17 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.114 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Senhor Presidente, em primeiro lugar, o Verbete nº 691 da Súmula versa exclusivamente a competência do Supremo. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não, não é a Súmula 691. Ele aplicou a jurisprudência relativa à substituição. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Ele não recebeu o habeas corpus dizendo: o Supremo estabelece que não cabe habeas corpus substitutivo. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ele não deu trânsito. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em segundo lugar, o Superior Tribunal de Justiça julgou o habeas corpus, muito embora extinguindo o processo. Por isso, entendo que a decisão proferida desafia, sob tal ângulo, esta impetração e admito-a. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3763804. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.114 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Senhor Presidente, em primeiro lugar, o Verbete nº 691 da Súmula versa exclusivamente a competência do Supremo. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não, não é a Súmula 691. Ele aplicou a jurisprudência relativa à substituição. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Ele não recebeu o habeas corpus dizendo: o Supremo estabelece que não cabe habeas corpus substitutivo. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ele não deu trânsito. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em segundo lugar, o Superior Tribunal de Justiça julgou o habeas corpus, muito embora extinguindo o processo. Por isso, entendo que a decisão proferida desafia, sob tal ângulo, esta impetração e admito-a. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3763804. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 Extrato de Ata - 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 116.114 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : LAUANA APARECIDA MARTINS BISPO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 251.963 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que a admitia. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673382 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 116.114 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : LAUANA APARECIDA MARTINS BISPO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 251.963 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que a admitia. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673382 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3787401
2013-04-09T00:00:00
2013-05-14T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que a admitia. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 9.4.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA Habeas corpus. Tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico. Decisão monocrática do relator do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça dele não conhecendo, dado o seu caráter substitutivo. Precedentes da Suprema Corte. 1. O Ministro Relator negou seguimento ao writ impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça em virtude de seu caráter substitutivo, o que, em tese, obstaria a análise per saltum das questões em apreço por esta Suprema Corte. Precedentes. 2. Por outro lado, verifica-se que, no curso da impetração, houve a prolação de sentença condenatória mantenedora da custódia cautelar, na qual se utilizou o juízo de origem de fundamentação própria, afirmando a presença de elementos do art. 312 do CPP para justificar a manutenção da prisão provisória da paciente. 3. A Suprema Corte aderiu ao entendimento de que, com o advento da Lei nº 11.719/2008, que acrescentou o parágrafo único ao art. 387 do Código de Processo Penal, a sentença condenatória passou a constituir novo título judicial motivador da custódia cautelar, dado o mandamento de o juiz monocrático fundamentar a manutenção ou a decretação da custódia nessa ocasião. 4. Habeas corpus do qual não se conhece.
sjur230179
- Acórdão(s) citado(s): (HABEAS CORPUS, SUBSTITUIÇÃO, RECURSO EM HABEAS CORPUS) HC 109956 (1ªT). (HABEAS CORPUS, SUPERVENIÊNCIA, SENTENÇA CONDENATÓRIA, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 98036 (2ªT). Número de páginas: 23. Análise: 29/05/2013, AAT. Revisão: 02/07/2013, IMC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
116114
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00312 \r\n ART-00387 PAR-ÚNICO REDAÇÃO DADA PELA LEI-11719/2008\r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\r\n", "LEG-FED LEI-011719 ANO-2008\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 116114
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PACTE.(S) : LAUANA APARECIDA MARTINS BISPO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC Nº 251.963 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.114 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LAUANA APARECIDA MARTINS BISPO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 251.963 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Habeas corpus. Tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico. Decisão monocrática do relator do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça dele não conhecendo, dado o seu caráter substitutivo. Precedentes da Suprema Corte. 1. O Ministro Relator negou seguimento ao writ impetrado perante o Superior Tribunal de Justiça em virtude de seu caráter substitutivo, o que, em tese, obstaria a análise per saltum das questões em apreço por esta Suprema Corte. Precedentes. 2. Por outro lado, verifica-se que, no curso da impetração, houve a prolação de sentença condenatória mantenedora da custódia cautelar, na qual se utilizou o juízo de origem de fundamentação própria, afirmando a presença de elementos do art. 312 do CPP para justificar a manutenção da prisão provisória da paciente. 3. A Suprema Corte aderiu ao entendimento de que, com o advento da Lei n 11.719/2008, que acrescentou o parágrafo único ao art. 387 do Código de Processo Penal, a sentença condenatória passou a constituir novo título judicial motivador da custódia cautelar, dado o mandamento de o juiz monocrático fundamentar a manutenção ou a decretação da custódia nessa ocasião. 4. Habeas corpus do qual não se conhece. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718141. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 Ementa e Acórdão HC 116114 / MG Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em não conhecer da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de abril de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718141. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em não conhecer da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de abril de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718141. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 Relatório 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.114 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LAUANA APARECIDA MARTINS BISPO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 251.963 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Lauana Aparecida Martins Bispo, apontando como autoridade coatora o Ministro Marco Aurélio Bellizze, do Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao HC n 251.963/MG impetrado àquela Corte. Sustenta a impetrante, em síntese, o constrangimento ilegal imposto à paciente, tendo em vista a falta de fundamentação apta a justificar a necessidade da sua medida constritiva, bem como a ausência dos pressupostos autorizadores da prisão previstos no art. 312 do Código de Processo Penal. Defende, ainda, a aplicabilidade de medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do Código de Processo Penal (Lei n 12.403/11). Requer, liminarmente, a concessão da ordem para assegurar à paciente o benefício da liberdade provisória. Em 5/12/12, ausentes os pressupostos legais, indeferi a medida liminar e, estando a impetração devidamente instruída com as peças necessárias ao entendimento da questão, dispensei as informações da autoridade coatora. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela denegação da ordem (anexo de instrução n 6). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718138. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.114 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LAUANA APARECIDA MARTINS BISPO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC n 251.963 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União em favor de Lauana Aparecida Martins Bispo, apontando como autoridade coatora o Ministro Marco Aurélio Bellizze, do Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao HC n 251.963/MG impetrado àquela Corte. Sustenta a impetrante, em síntese, o constrangimento ilegal imposto à paciente, tendo em vista a falta de fundamentação apta a justificar a necessidade da sua medida constritiva, bem como a ausência dos pressupostos autorizadores da prisão previstos no art. 312 do Código de Processo Penal. Defende, ainda, a aplicabilidade de medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do Código de Processo Penal (Lei n 12.403/11). Requer, liminarmente, a concessão da ordem para assegurar à paciente o benefício da liberdade provisória. Em 5/12/12, ausentes os pressupostos legais, indeferi a medida liminar e, estando a impetração devidamente instruída com as peças necessárias ao entendimento da questão, dispensei as informações da autoridade coatora. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. Mario José Gisi, opinou pela denegação da ordem (anexo de instrução n 6). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718138. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 Relatório HC 116114 / MG É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718138. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718138. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.114 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra decisão do Ministro Marco Aurélio Bellizze, do Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao HC n 251.963/MG impetrado àquela Corte, por ter sido ele manejado como substitutivo do recurso ordinário constitucionalmente previsto. Eis o teor daquela decisão: “Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Lauana Aparecida Martins Bispo, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Depreende-se dos autos que a paciente foi presa em flagrante pela suposta prática das condutas descritas nos arts. 12 da Lei n. 10.826; 33 e 35, ambos da Lei n. 11.343/2006. Irresignada, impetrou a defesa habeas corpus no Tribunal de origem. A ordem foi denegada nos termos do acórdão de fls. 30-33, assim ementado: ‘HABEAS CORPUS - TRÁFICO DE DROGAS, ASSOCIAÇÃO PARA TAL FIM E POSSE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO - PRISÃO EM FLAGRANTE CONVERTIDA EM PREVENTIVA - ART. 310, II, C/C OS ARTS. 312 E 313, TODOS DO CPP - FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA - RISCO À ORDEM PÚBLICA - ORDEM DENEGADA. I - Atendidos os requisitos instrumentais do art. 313 do CPP, bem como presentes os pressupostos e ao menos um dos requisitos do art. 312 do CPP (garantia da ordem pública), deve ser a prisão preventiva mantida, não havendo que se falar em concessão da liberdade Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.114 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra decisão do Ministro Marco Aurélio Bellizze, do Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao HC n 251.963/MG impetrado àquela Corte, por ter sido ele manejado como substitutivo do recurso ordinário constitucionalmente previsto. Eis o teor daquela decisão: “Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Lauana Aparecida Martins Bispo, apontando-se como autoridade coatora o Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Depreende-se dos autos que a paciente foi presa em flagrante pela suposta prática das condutas descritas nos arts. 12 da Lei n. 10.826; 33 e 35, ambos da Lei n. 11.343/2006. Irresignada, impetrou a defesa habeas corpus no Tribunal de origem. A ordem foi denegada nos termos do acórdão de fls. 30-33, assim ementado: ‘HABEAS CORPUS - TRÁFICO DE DROGAS, ASSOCIAÇÃO PARA TAL FIM E POSSE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO - PRISÃO EM FLAGRANTE CONVERTIDA EM PREVENTIVA - ART. 310, II, C/C OS ARTS. 312 E 313, TODOS DO CPP - FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA - RISCO À ORDEM PÚBLICA - ORDEM DENEGADA. I - Atendidos os requisitos instrumentais do art. 313 do CPP, bem como presentes os pressupostos e ao menos um dos requisitos do art. 312 do CPP (garantia da ordem pública), deve ser a prisão preventiva mantida, não havendo que se falar em concessão da liberdade Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do CPP, pelo fato de estas se revelarem absolutamente insuficientes. II - A medida extrema é necessária para se evitar a reiteração delitiva, que no caso não se trata de mera presunção, mas de risco efetivo, já que o paciente é suspeito também de violação ao art. 35 da Lei Antitóxicos. Precedente do Superior Tribunal de Justiça. III - Denegado o habeas corpus.’ No Superior Tribunal de Justiça, sustenta a impetrante a ausência dos requisitos insertos no art. 312 do Código de Processo Penal. Ressalta, ainda, que a vedação abstrata da liberdade provisória não é fundamentação idônea para lastrear a segregação cautelar, principalmente, quando a paciente conta com todas as condições pessoais favoráveis. Por derradeiro, registra que a condenação por tráfico poderá ser cumprida em regime aberto, ou substituída, consistindo, assim, a atual prisão da paciente uma violação ao princípio da proporcionalidade. Diante disso, busca a concessão da liberdade provisória à paciente. A liminar foi indeferida às fls. 94/96. O Ministério Público Federal, no parecer de fls. 155/158, opinou pela denegação da ordem. Brevemente relatado, decido. A liberdade de locomoção do indivíduo, independentemente dos transtornos dos procedimentos, da gravidade dos fatos criminosos, há muito ocupa lugar de destaque na escala de valores tutelados pelo Direito, razão pela qual sempre mereceu especial tratamento nos ordenamentos jurídicos das sociedades civilizadas. Lembremo-nos que a República Federativa brasileira assenta-se na dignidade da pessoa humana, e não há dignidade sem que haja proteção aos direitos fundamentais, tampouco há dignidade sem que o ordenamento jurídico estabeleça garantias 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão previstas no art. 319 do CPP, pelo fato de estas se revelarem absolutamente insuficientes. II - A medida extrema é necessária para se evitar a reiteração delitiva, que no caso não se trata de mera presunção, mas de risco efetivo, já que o paciente é suspeito também de violação ao art. 35 da Lei Antitóxicos. Precedente do Superior Tribunal de Justiça. III - Denegado o habeas corpus.’ No Superior Tribunal de Justiça, sustenta a impetrante a ausência dos requisitos insertos no art. 312 do Código de Processo Penal. Ressalta, ainda, que a vedação abstrata da liberdade provisória não é fundamentação idônea para lastrear a segregação cautelar, principalmente, quando a paciente conta com todas as condições pessoais favoráveis. Por derradeiro, registra que a condenação por tráfico poderá ser cumprida em regime aberto, ou substituída, consistindo, assim, a atual prisão da paciente uma violação ao princípio da proporcionalidade. Diante disso, busca a concessão da liberdade provisória à paciente. A liminar foi indeferida às fls. 94/96. O Ministério Público Federal, no parecer de fls. 155/158, opinou pela denegação da ordem. Brevemente relatado, decido. A liberdade de locomoção do indivíduo, independentemente dos transtornos dos procedimentos, da gravidade dos fatos criminosos, há muito ocupa lugar de destaque na escala de valores tutelados pelo Direito, razão pela qual sempre mereceu especial tratamento nos ordenamentos jurídicos das sociedades civilizadas. Lembremo-nos que a República Federativa brasileira assenta-se na dignidade da pessoa humana, e não há dignidade sem que haja proteção aos direitos fundamentais, tampouco há dignidade sem que o ordenamento jurídico estabeleça garantias 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG que possibilitem aos indivíduos fazer valer, frente ao Estado, esses direitos. Entre nós, com os parâmetros que lhe dá a Constituição e o Código de Processo Penal, é reconhecida a garantia constitucional do habeas corpus, criado com o objetivo de evitar ou fazer cessar violência ou coação à liberdade de locomoção decorrente de ilegalidade ou abuso de poder. Nesse contexto, ressaltou Pontes de Miranda ‘que a liberdade pessoal é a liberdade física: ius manendi ambulandi, eundi ultro citroque; e sua extensão coincide com a aplicabilidade do habeas corpus, remédio extraordinário, que se instituíra para fazer cessar, de pronto e imediatamente, a prisão ou o constrangimento ilegal’. (MIRANDA. Pontes de. Comentários à Constituição de 1967. São Paulo. Revista dos Tribunais. 1967.) Sabemos todos que o remédio constitucional do habeas corpus nasceu historicamente como uma necessidade de contenção do poder e do arbítrio do Estado. No Brasil, com o advento da Constituição Republicana, três posições se firmaram acerca da garantia constitucional: alguns, como Rui Barbosa, sustentavam que o remédio constitucional deveria ser aplicado em todos os casos em que um direito estivesse ameaçado, impossibilitado no seu exercício por abuso de poder ou ilegalidade; em sentido oposto, afirmava-se que o habeas corpus, por sua natureza e origem histórica, era remédio destinado exclusivamente à proteção da liberdade de locomoção. Por fim, uma terceira corrente, vencedora no seio do Supremo Tribunal Federal, propugnava incluir na proteção do habeas corpus não só os casos de restrição da liberdade de locomoção, como também situações em que a ofensa a essa liberdade fosse meio de ofender outro direito. Consolidou-se na jurisprudência, após a reforma constitucional de 1926, a tendência de se vincular o habeas corpus à proteção de direitos diretamente relacionados à liberdade de locomoção. A propósito, o art. 113, inciso 23, da Constituição, disciplinava que: ‘Dar-se-á habeas corpus sempre 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG que possibilitem aos indivíduos fazer valer, frente ao Estado, esses direitos. Entre nós, com os parâmetros que lhe dá a Constituição e o Código de Processo Penal, é reconhecida a garantia constitucional do habeas corpus, criado com o objetivo de evitar ou fazer cessar violência ou coação à liberdade de locomoção decorrente de ilegalidade ou abuso de poder. Nesse contexto, ressaltou Pontes de Miranda ‘que a liberdade pessoal é a liberdade física: ius manendi ambulandi, eundi ultro citroque; e sua extensão coincide com a aplicabilidade do habeas corpus, remédio extraordinário, que se instituíra para fazer cessar, de pronto e imediatamente, a prisão ou o constrangimento ilegal’. (MIRANDA. Pontes de. Comentários à Constituição de 1967. São Paulo. Revista dos Tribunais. 1967.) Sabemos todos que o remédio constitucional do habeas corpus nasceu historicamente como uma necessidade de contenção do poder e do arbítrio do Estado. No Brasil, com o advento da Constituição Republicana, três posições se firmaram acerca da garantia constitucional: alguns, como Rui Barbosa, sustentavam que o remédio constitucional deveria ser aplicado em todos os casos em que um direito estivesse ameaçado, impossibilitado no seu exercício por abuso de poder ou ilegalidade; em sentido oposto, afirmava-se que o habeas corpus, por sua natureza e origem histórica, era remédio destinado exclusivamente à proteção da liberdade de locomoção. Por fim, uma terceira corrente, vencedora no seio do Supremo Tribunal Federal, propugnava incluir na proteção do habeas corpus não só os casos de restrição da liberdade de locomoção, como também situações em que a ofensa a essa liberdade fosse meio de ofender outro direito. Consolidou-se na jurisprudência, após a reforma constitucional de 1926, a tendência de se vincular o habeas corpus à proteção de direitos diretamente relacionados à liberdade de locomoção. A propósito, o art. 113, inciso 23, da Constituição, disciplinava que: ‘Dar-se-á habeas corpus sempre 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG que alguém sofrer, ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade, por ilegalidade ou abuso de poder. Nas transgressões, disciplinares não cabe o habeas corpus.’ No entanto, a fim de garantir a proteção de direitos outros, instituiu o legislador constituinte, no art. 113, inciso 33, nova ação constitucional: ‘Dar-se-á Mandado de Segurança para defesa do direito, certo e incontestável, ameaçado ou violado por ato manifestamente inconstitucional ou ilegal de qualquer autoridade. O processo será o mesmo do Habeas Corpus, devendo ser sempre ouvida a pessoa de direito público interessada. O mandado não prejudica as ações petitórias competentes.’ Como cediço, as Constituições de 1946, 1967 e 1988 mantiveram a garantia constitucional do habeas corpus em seus textos, sendo que esta última destacou no inciso LXVIII do art. 5..., que ‘conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder’. O Código de Processo Penal, no mesmo diapasão, dispõe no art. 647, que: ‘dar-se-á Habeas Corpus sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar.’ Enquanto não encontre eu, nos dispositivos mencionados acima, argumentos para elastecer o cabimento do remédio constitucional a questões que não envolvem diretamente o direito de ir, vir e ficar do indivíduo, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, talvez como reflexo da redemocratização do país depois de mais de vinte anos de ditadura militar, na intenção de proteger o cidadão, foi ampliando, aos poucos, o cabimento do habeas corpus a fim de salvaguardar direitos que apenas indiretamente poderiam refletir na liberdade de locomoção. O estudo da prática judicial do habeas corpus mostrou que o instituto passou a ser utilizado, por exemplo, com o fim de impugnar atos persecutórios do Estado desprovidos de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG que alguém sofrer, ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade, por ilegalidade ou abuso de poder. Nas transgressões, disciplinares não cabe o habeas corpus.’ No entanto, a fim de garantir a proteção de direitos outros, instituiu o legislador constituinte, no art. 113, inciso 33, nova ação constitucional: ‘Dar-se-á Mandado de Segurança para defesa do direito, certo e incontestável, ameaçado ou violado por ato manifestamente inconstitucional ou ilegal de qualquer autoridade. O processo será o mesmo do Habeas Corpus, devendo ser sempre ouvida a pessoa de direito público interessada. O mandado não prejudica as ações petitórias competentes.’ Como cediço, as Constituições de 1946, 1967 e 1988 mantiveram a garantia constitucional do habeas corpus em seus textos, sendo que esta última destacou no inciso LXVIII do art. 5..., que ‘conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder’. O Código de Processo Penal, no mesmo diapasão, dispõe no art. 647, que: ‘dar-se-á Habeas Corpus sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar.’ Enquanto não encontre eu, nos dispositivos mencionados acima, argumentos para elastecer o cabimento do remédio constitucional a questões que não envolvem diretamente o direito de ir, vir e ficar do indivíduo, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal, talvez como reflexo da redemocratização do país depois de mais de vinte anos de ditadura militar, na intenção de proteger o cidadão, foi ampliando, aos poucos, o cabimento do habeas corpus a fim de salvaguardar direitos que apenas indiretamente poderiam refletir na liberdade de locomoção. O estudo da prática judicial do habeas corpus mostrou que o instituto passou a ser utilizado, por exemplo, com o fim de impugnar atos persecutórios do Estado desprovidos de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG ameaça imediata de prisão, como a instauração de inquérito policial. Embora não existam dúvidas de que o só ajuizamento da persecução penal já seja suficiente para atingir o estado de dignidade do acusado, de modo a provocar graves transtornos para aqueles que se envolvem no cenário criminal, parece-me que, se não há o risco de prisão, não seria o habeas corpus o meio processual adequado para se discutir a existência de eventual ilegalidade. Não obstante, a jurisprudência dos tribunais pátrios passou a admitir a utilização do remédio heróico a fim de combater todo tipo de coação ou ameaça oriunda de ilegalidade ou abuso de poder. Noutras palavras, o habeas corpus tornou-se o remédio constitucional adequado para atacar, a qualquer tempo, todos os atos da persecução criminal. O exame das decisões do Superior Tribunal de Justiça demonstra que o habeas corpus já foi aceito inclusive para reparar ilegalidades que recaíram sobre o sequestro de bens imóveis e ativos financeiros, decretado durante a investigação policial, matéria que não afeta, sequer de forma reflexa, o direito de ir, vir e ficar do indivíduo. (HC n. 144.407/RJ, Relatora a Ministra LAURITA VAZ, DJe de 28/6/2011.) Recentemente, o Supremo Tribunal Federal, reformando anterior decisão do Superior Tribunal de Justiça que não conhecera do mandamus, concedeu a ordem para autorizar direito de visita de paciente custodiado em estabelecimento prisional, ao fundamento de que a ‘decisão do juízo das execuções, ao indeferir o pedido de visitas formulado, repercute na esfera de liberdade, porquanto agrava, ainda mais, o grau de restrição da liberdade do paciente’. (HC n. 107.701/RS, Segunda Turma, Relator o Ministro GILMAR MENDES, DJe de 23/3/2012.) No entanto, parece-me que se foi além da meta – proteção do direito fundamental à liberdade de locomoção –, quem sabe se não se tomou a nuvem por Juno; passou-se a admitir, fora das hipóteses de cabimento previstas na Constituição Federal e no Código de Processo Penal, a impetração de habeas corpus 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG ameaça imediata de prisão, como a instauração de inquérito policial. Embora não existam dúvidas de que o só ajuizamento da persecução penal já seja suficiente para atingir o estado de dignidade do acusado, de modo a provocar graves transtornos para aqueles que se envolvem no cenário criminal, parece-me que, se não há o risco de prisão, não seria o habeas corpus o meio processual adequado para se discutir a existência de eventual ilegalidade. Não obstante, a jurisprudência dos tribunais pátrios passou a admitir a utilização do remédio heróico a fim de combater todo tipo de coação ou ameaça oriunda de ilegalidade ou abuso de poder. Noutras palavras, o habeas corpus tornou-se o remédio constitucional adequado para atacar, a qualquer tempo, todos os atos da persecução criminal. O exame das decisões do Superior Tribunal de Justiça demonstra que o habeas corpus já foi aceito inclusive para reparar ilegalidades que recaíram sobre o sequestro de bens imóveis e ativos financeiros, decretado durante a investigação policial, matéria que não afeta, sequer de forma reflexa, o direito de ir, vir e ficar do indivíduo. (HC n. 144.407/RJ, Relatora a Ministra LAURITA VAZ, DJe de 28/6/2011.) Recentemente, o Supremo Tribunal Federal, reformando anterior decisão do Superior Tribunal de Justiça que não conhecera do mandamus, concedeu a ordem para autorizar direito de visita de paciente custodiado em estabelecimento prisional, ao fundamento de que a ‘decisão do juízo das execuções, ao indeferir o pedido de visitas formulado, repercute na esfera de liberdade, porquanto agrava, ainda mais, o grau de restrição da liberdade do paciente’. (HC n. 107.701/RS, Segunda Turma, Relator o Ministro GILMAR MENDES, DJe de 23/3/2012.) No entanto, parece-me que se foi além da meta – proteção do direito fundamental à liberdade de locomoção –, quem sabe se não se tomou a nuvem por Juno; passou-se a admitir, fora das hipóteses de cabimento previstas na Constituição Federal e no Código de Processo Penal, a impetração de habeas corpus 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG como meio Superior Tribunal de Justiça ordinário de impugnação, ainda que ausente ameaça concreta e imediata ao direito de ir, ficar e vir, inviabilizando, consequentemente, a proteção judicial efetiva, tendo em vista que a duração indefinida do processo compromete de modo decisivo a proteção da dignidade da pessoa humana, ‘na medida em que permite a transformação do ser humano em objeto dos processos estatais’. (MENDES, Gilmar Ferreira. Curso de Direito Constitucional. 2... Edição. São Paulo. Saraiva. 2008. p. 100.) Observem que no ano de 2011, o Superior Tribunal de Justiça recebeu o habeas corpus de número duzentos mil. A questão preocupante está no fato de que metade das ações chegou à Corte Superior nos últimos três anos – Anuário da Justiça do Brasil 2012. No Supremo Tribunal Federal, da mesma forma, 4.457 habeas corpus foram protocolizados em 2011. Em razão disso, o operador do direito viu-se diante de tormentosa situação, vez que deveria perseguir a máxima efetividade da garantia fundamental, mas, também ter em mente que a utilização do habeas corpus indistintamente, em substituição aos recursos previstos no ordenamento jurídico, configura banalização do remédio constitucional. Desse modo, consolidou-se, por meio de reiteradas decisões do Superior Tribunal de Justiça a tendência de se atenuar as hipóteses de cabimento do remédio constitucional, destacando-se que o habeas corpus é antídoto de prescrição restrita, que se presta a reparar constrangimento ilegal evidente, incontroverso, indisfarçável e que, portanto, se mostra de plano comprovável e perceptível ao julgador. Logo, não se destina à correção de equívocos ou situações as quais, ainda que eventualmente existentes, demandam para sua identificação e correção o exame de matéria de fato ou da prova que sustentou o ato ou a decisão impugnada. Mais que isso, observou a jurisprudência desta Corte ser o habeas corpus remédio constitucional voltado ao combate de constrangimento ilegal específico, de ato ou decisão que afete, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG como meio Superior Tribunal de Justiça ordinário de impugnação, ainda que ausente ameaça concreta e imediata ao direito de ir, ficar e vir, inviabilizando, consequentemente, a proteção judicial efetiva, tendo em vista que a duração indefinida do processo compromete de modo decisivo a proteção da dignidade da pessoa humana, ‘na medida em que permite a transformação do ser humano em objeto dos processos estatais’. (MENDES, Gilmar Ferreira. Curso de Direito Constitucional. 2... Edição. São Paulo. Saraiva. 2008. p. 100.) Observem que no ano de 2011, o Superior Tribunal de Justiça recebeu o habeas corpus de número duzentos mil. A questão preocupante está no fato de que metade das ações chegou à Corte Superior nos últimos três anos – Anuário da Justiça do Brasil 2012. No Supremo Tribunal Federal, da mesma forma, 4.457 habeas corpus foram protocolizados em 2011. Em razão disso, o operador do direito viu-se diante de tormentosa situação, vez que deveria perseguir a máxima efetividade da garantia fundamental, mas, também ter em mente que a utilização do habeas corpus indistintamente, em substituição aos recursos previstos no ordenamento jurídico, configura banalização do remédio constitucional. Desse modo, consolidou-se, por meio de reiteradas decisões do Superior Tribunal de Justiça a tendência de se atenuar as hipóteses de cabimento do remédio constitucional, destacando-se que o habeas corpus é antídoto de prescrição restrita, que se presta a reparar constrangimento ilegal evidente, incontroverso, indisfarçável e que, portanto, se mostra de plano comprovável e perceptível ao julgador. Logo, não se destina à correção de equívocos ou situações as quais, ainda que eventualmente existentes, demandam para sua identificação e correção o exame de matéria de fato ou da prova que sustentou o ato ou a decisão impugnada. Mais que isso, observou a jurisprudência desta Corte ser o habeas corpus remédio constitucional voltado ao combate de constrangimento ilegal específico, de ato ou decisão que afete, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG potencial ou efetivamente, direito líquido e certo do cidadão, com reflexo direto em sua liberdade. Dessa forma, não se presta à correção de decisão sujeita a recurso próprio, previsto no sistema processual penal, não sendo, pois, substituto de recursos ordinários, especial ou extraordinário. Nesse contexto, peço, respeitosamente, licença à Ministra Maria Thereza de Assis Moura (AgRg no HC n. 239.957/TO, DJe de 11/6/2012) e ao Ministro Gilson Dipp (HC n. 201.483/SP, DJe de 27/10/2011) para valer-me das seguintes passagens de seus votos: (I) ‘O habeas corpus não é panacéia e não pode ser utilizado como um 'super' recurso, que não tem prazo nem requisitos específicos, devendo se conformar ao propósito para o qual foi historicamente instituído, é dizer, o de impedir ameaça ou violação ao direito de ir e vir’; (II) ‘É imperiosa a necessidade de racionalização do habeas corpus, a bem de se prestigiar a lógica do sistema recursal, devendo ser observada sua função constitucional, de sanar ilegalidade ou abuso de poder que resulte em coação ou ameaça à liberdade de locomoção, inexistente na espécie’; (III) ‘Conquanto o uso do habeas corpus em substituição aos recursos cabíveis - ou incidentalmente como salvaguarda de possíveis liberdades em perigo - crescentemente fora de sua inspiração originária tenha sido muito alargado pelos Tribunais, há certos limites a serem respeitados, em homenagem à própria Constituição, devendo a impetração ser compreendida dentro dos limites da racionalidade recursal preexistente e coexistente para que não se perca a razão lógica e sistemática dos recursos ordinários, e mesmo dos excepcionais, por uma irrefletida banalização e vulgarização do habeas-corpus’. O Supremo Tribunal Federal, atento a essa evolução hermenêutica, passou a adotar, recentemente, decisões no sentido de não mais admitir habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário constitucional. A mudança jurisprudencial consolidou-se no julgamento do Habeas Corpus n. 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, impetrado contra decisão que indeferiu diligências 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG potencial ou efetivamente, direito líquido e certo do cidadão, com reflexo direto em sua liberdade. Dessa forma, não se presta à correção de decisão sujeita a recurso próprio, previsto no sistema processual penal, não sendo, pois, substituto de recursos ordinários, especial ou extraordinário. Nesse contexto, peço, respeitosamente, licença à Ministra Maria Thereza de Assis Moura (AgRg no HC n. 239.957/TO, DJe de 11/6/2012) e ao Ministro Gilson Dipp (HC n. 201.483/SP, DJe de 27/10/2011) para valer-me das seguintes passagens de seus votos: (I) ‘O habeas corpus não é panacéia e não pode ser utilizado como um 'super' recurso, que não tem prazo nem requisitos específicos, devendo se conformar ao propósito para o qual foi historicamente instituído, é dizer, o de impedir ameaça ou violação ao direito de ir e vir’; (II) ‘É imperiosa a necessidade de racionalização do habeas corpus, a bem de se prestigiar a lógica do sistema recursal, devendo ser observada sua função constitucional, de sanar ilegalidade ou abuso de poder que resulte em coação ou ameaça à liberdade de locomoção, inexistente na espécie’; (III) ‘Conquanto o uso do habeas corpus em substituição aos recursos cabíveis - ou incidentalmente como salvaguarda de possíveis liberdades em perigo - crescentemente fora de sua inspiração originária tenha sido muito alargado pelos Tribunais, há certos limites a serem respeitados, em homenagem à própria Constituição, devendo a impetração ser compreendida dentro dos limites da racionalidade recursal preexistente e coexistente para que não se perca a razão lógica e sistemática dos recursos ordinários, e mesmo dos excepcionais, por uma irrefletida banalização e vulgarização do habeas-corpus’. O Supremo Tribunal Federal, atento a essa evolução hermenêutica, passou a adotar, recentemente, decisões no sentido de não mais admitir habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário constitucional. A mudança jurisprudencial consolidou-se no julgamento do Habeas Corpus n. 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, impetrado contra decisão que indeferiu diligências 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG requeridas pela defesa. Na oportunidade, destacou o Ministro Relator: ‘O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea 'a', e 105, inciso II, alínea 'a', tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.’ (Supremo Tribunal Federal, Primeira Turma, HC 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, j. em 7/8/2012). Aos 21 de agosto de 2012, a Ministra Rosa Weber, no julgamento do Habeas Corpus n. 104.045/RJ, destacou que o meio recursal ordinariamente previsto para a análise de eventual ofensa à legislação federal relativa à dosimetria da pena é a apelação e, a depender do caso concreto, o recurso especial ou extraordinário: ‘HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG requeridas pela defesa. Na oportunidade, destacou o Ministro Relator: ‘O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea 'a', e 105, inciso II, alínea 'a', tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.’ (Supremo Tribunal Federal, Primeira Turma, HC 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, j. em 7/8/2012). Aos 21 de agosto de 2012, a Ministra Rosa Weber, no julgamento do Habeas Corpus n. 104.045/RJ, destacou que o meio recursal ordinariamente previsto para a análise de eventual ofensa à legislação federal relativa à dosimetria da pena é a apelação e, a depender do caso concreto, o recurso especial ou extraordinário: ‘HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG HISTÓRICO. VULGARIZAÇÃO E DESVIRTUAMENTO. SEQUESTRO. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heróico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete precipuamente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais discrepâncias gritantes e arbitrárias nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 3. Assim como a concorrência de vetoriais negativas do art. 59 do Código Penal autoriza pena base bem acima da mínima legal, a existência de uma única, desde que de especial gravidade, também autoriza a exasperação da pena, a despeito de neutras as demais vetoriais. 4. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG HISTÓRICO. VULGARIZAÇÃO E DESVIRTUAMENTO. SEQUESTRO. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heróico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. 2. A dosimetria da pena submete-se a certa discricionariedade judicial. O Código Penal não estabelece rígidos esquemas matemáticos ou regras absolutamente objetivas para a fixação da pena. Cabe às instâncias ordinárias, mais próximas dos fatos e das provas, fixar as penas. Às Cortes Superiores, no exame da dosimetria das penas em grau recursal, compete precipuamente o controle da legalidade e da constitucionalidade dos critérios empregados, com a correção apenas de eventuais discrepâncias gritantes e arbitrárias nas frações de aumento ou diminuição adotadas pelas instâncias anteriores. 3. Assim como a concorrência de vetoriais negativas do art. 59 do Código Penal autoriza pena base bem acima da mínima legal, a existência de uma única, desde que de especial gravidade, também autoriza a exasperação da pena, a despeito de neutras as demais vetoriais. 4. A fixação do regime inicial de cumprimento da pena não está condicionada somente ao quantum da 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, conforme remissão do art. 33, §3..., do mesmo diploma legal. Precedentes 5. Não se presta o habeas corpus, enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, ao reexame do conjunto fático-probatório determinante da fixação das penas. 6. Habeas corpus rejeitado.’ (Supremo Tribunal Federal, Primeira Turma, HC n. 104.045/RJ, Relatora a Ministra Rosa Weber, j. em 21/8/2012.) Essa orientação foi aplicada, aos 22 de agosto de 2012, pelo Ministro Luiz Fux, que negou seguimento ao Habeas Corpus n. 114.550/AC, tendo em vista a incompetência do Supremo Tribunal Federal para examinar habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Recebeu a decisão os seguintes fundamentos: ‘A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados: Súmula Vinculante e Repercussão Geral, com o objetivo viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG reprimenda, mas também ao exame das circunstâncias judiciais do artigo 59 do Código Penal, conforme remissão do art. 33, §3..., do mesmo diploma legal. Precedentes 5. Não se presta o habeas corpus, enquanto não permite ampla avaliação e valoração das provas, ao reexame do conjunto fático-probatório determinante da fixação das penas. 6. Habeas corpus rejeitado.’ (Supremo Tribunal Federal, Primeira Turma, HC n. 104.045/RJ, Relatora a Ministra Rosa Weber, j. em 21/8/2012.) Essa orientação foi aplicada, aos 22 de agosto de 2012, pelo Ministro Luiz Fux, que negou seguimento ao Habeas Corpus n. 114.550/AC, tendo em vista a incompetência do Supremo Tribunal Federal para examinar habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Recebeu a decisão os seguintes fundamentos: ‘A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados: Súmula Vinculante e Repercussão Geral, com o objetivo viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG e vir.’ (Supremo Tribunal Federal, Primeira Turma, HC n. 114.550/AC, Relator o Ministro Luiz Fux, j. Em 22/8/2012.) Mesmo vencido no leading case, o Ministro Dias Toffoli rendeu-se ao entendimento firmado pela Primeira Turma da Corte Constitucional e, com fundamento na nova orientação, recusou trânsito a habeas corpus impetrado em substituição ao recurso ordinariamente previsto no art. 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal (Supremo Tribunal Federal, Primeira Turma, HC n. 114.924/RJ, Relator o Ministro Dias Toffoli, j. Em 29/8/2012). Entendo que boa razão aqui têm os Ministros do Supremo Tribunal Federal quando restringem o cabimento do remédio constitucional às hipóteses previstas na Constituição Federal e no Código de Processo Penal. É que as vias recursais ordinárias passaram a ser atravessadas por incontáveis possibilidades de dedução de insurgências pela impetração do writ, cujas origens me parecem terem sido esquecidas, sobrecarregando os tribunais, desvirtuando a racionalidade do ordenamento jurídico e a funcionalidade do sistema recursal. Calhou bem a mudança da orientação jurisprudencial, tanto que eu, de igual modo, dela passo a me valer com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Superior Tribunal de Justiça, da nobre função de uniformizar a interpretação da legislação federal brasileira. Em suma, louvando-me no entendimento de que o Direito é dinâmico, sendo que a definição do alcance de institutos previstos na Constituição Federal há de fazer-se de modo integrativo, de acordo com as mudanças de relevo que se verificam na tábua de valores sociais, tenho ser necessário amoldar a abrangência do habeas corpus a um novo espírito, visando restabelecer a eficácia de remédio constitucional tão caro ao Estado Democrático de Direito. Contudo, em homenagem à garantia constitucional constante do art. 5..., inciso LXVIII, e considerando que a modificação da jurisprudência firmou-se após a impetração do presente mandamus, passo à análise das questões suscitadas na 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG e vir.’ (Supremo Tribunal Federal, Primeira Turma, HC n. 114.550/AC, Relator o Ministro Luiz Fux, j. Em 22/8/2012.) Mesmo vencido no leading case, o Ministro Dias Toffoli rendeu-se ao entendimento firmado pela Primeira Turma da Corte Constitucional e, com fundamento na nova orientação, recusou trânsito a habeas corpus impetrado em substituição ao recurso ordinariamente previsto no art. 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal (Supremo Tribunal Federal, Primeira Turma, HC n. 114.924/RJ, Relator o Ministro Dias Toffoli, j. Em 29/8/2012). Entendo que boa razão aqui têm os Ministros do Supremo Tribunal Federal quando restringem o cabimento do remédio constitucional às hipóteses previstas na Constituição Federal e no Código de Processo Penal. É que as vias recursais ordinárias passaram a ser atravessadas por incontáveis possibilidades de dedução de insurgências pela impetração do writ, cujas origens me parecem terem sido esquecidas, sobrecarregando os tribunais, desvirtuando a racionalidade do ordenamento jurídico e a funcionalidade do sistema recursal. Calhou bem a mudança da orientação jurisprudencial, tanto que eu, de igual modo, dela passo a me valer com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Superior Tribunal de Justiça, da nobre função de uniformizar a interpretação da legislação federal brasileira. Em suma, louvando-me no entendimento de que o Direito é dinâmico, sendo que a definição do alcance de institutos previstos na Constituição Federal há de fazer-se de modo integrativo, de acordo com as mudanças de relevo que se verificam na tábua de valores sociais, tenho ser necessário amoldar a abrangência do habeas corpus a um novo espírito, visando restabelecer a eficácia de remédio constitucional tão caro ao Estado Democrático de Direito. Contudo, em homenagem à garantia constitucional constante do art. 5..., inciso LXVIII, e considerando que a modificação da jurisprudência firmou-se após a impetração do presente mandamus, passo à análise das questões suscitadas na 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG inicial, no afã de verificar a existência de constrangimento ilegal evidente, a ser sanado mediante a concessão de habeas corpus de ofício, evitando-se, assim, prejuízos à ampla defesa e ao devido processo legal, principalmente por se tratar, in casu, de efetiva busca de proteção ao jus libertatis. De efeito, impende ressaltar, de início, que não pairam mais dúvidas sobre a possibilidade de concessão de liberdade provisória aos acusados por tráfico de entorpecentes. É que, recentemente, no julgamento do Habeas Corpus n. 104.339/SP, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes - sessão de 10/5/2012 -, o Supremo Tribunal Federal declarou, incidentalmente, a inconstitucionalidade de parte do art. 44 da Lei n. 11.343/2006, que proibia a concessão de liberdade provisória nos crimes de tráfico. Na oportunidade, entendeu o Ministro Relator que a mencionada norma, ao afastar a liberdade provisória de forma genérica, retirava do magistrado a possibilidade de, no caso concreto, ‘analisar os pressupostos da necessidade do cárcere cautelar em inequívoca antecipação de pena, indo de encontro a diversos dispositivos constitucionais’. Dessa forma, reconhecida a inconstitucionalidade da vedação legal à liberdade provisória, devem ser observados necessariamente, para a manutenção da prisão cautelar nos crimes de tráfico, os parâmetros do art. 312 do Código de Processo Penal, que subordinam a medida excepcional ao fumus comissi delicti e ao periculum libertatis, presentes na hipótese em apreço. O Magistrado singular ao converter a prisão em flagrante em preventiva consignou: ‘Apesar de manter-me fiel a tal posicionamento, o presente feito merece desfecho diverso em razão das circunstâncias do flagrante, a associação ao tráfico de drogas, e a forma com que a substância entorpecente estava acondicionada, bem assim os demais objetos apreendidos (armas e munições). 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG inicial, no afã de verificar a existência de constrangimento ilegal evidente, a ser sanado mediante a concessão de habeas corpus de ofício, evitando-se, assim, prejuízos à ampla defesa e ao devido processo legal, principalmente por se tratar, in casu, de efetiva busca de proteção ao jus libertatis. De efeito, impende ressaltar, de início, que não pairam mais dúvidas sobre a possibilidade de concessão de liberdade provisória aos acusados por tráfico de entorpecentes. É que, recentemente, no julgamento do Habeas Corpus n. 104.339/SP, de relatoria do Ministro Gilmar Mendes - sessão de 10/5/2012 -, o Supremo Tribunal Federal declarou, incidentalmente, a inconstitucionalidade de parte do art. 44 da Lei n. 11.343/2006, que proibia a concessão de liberdade provisória nos crimes de tráfico. Na oportunidade, entendeu o Ministro Relator que a mencionada norma, ao afastar a liberdade provisória de forma genérica, retirava do magistrado a possibilidade de, no caso concreto, ‘analisar os pressupostos da necessidade do cárcere cautelar em inequívoca antecipação de pena, indo de encontro a diversos dispositivos constitucionais’. Dessa forma, reconhecida a inconstitucionalidade da vedação legal à liberdade provisória, devem ser observados necessariamente, para a manutenção da prisão cautelar nos crimes de tráfico, os parâmetros do art. 312 do Código de Processo Penal, que subordinam a medida excepcional ao fumus comissi delicti e ao periculum libertatis, presentes na hipótese em apreço. O Magistrado singular ao converter a prisão em flagrante em preventiva consignou: ‘Apesar de manter-me fiel a tal posicionamento, o presente feito merece desfecho diverso em razão das circunstâncias do flagrante, a associação ao tráfico de drogas, e a forma com que a substância entorpecente estava acondicionada, bem assim os demais objetos apreendidos (armas e munições). 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG Tudo, conjuntamente, está a recomendar a manutenção dos flagranteados em estabelecimento prisional’ (fl. 68). A Corte a quo manteve a segregação preventiva nos termos que se seguem: ‘Dessarte, diante de tais circunstâncias (mormente a existência de informações prévias sobre a traficância naquele local, a tripla variedade de droga apreendida, a maior nocividade de duas delas, bem como o fato de terem sido arrecadadas, ainda, arma de fogo e munição), verifica-se, de forma patente, a gravidade do caso concreto, sendo certo que o crime tratado nos presentes autos é, com razão, digno de maior precaução por parte da il. Autoridade processante, conforme por Sua Excelência justificado na r. decisão em que converteu a prisão em flagrante em preventiva (fls. 45/46).’ (fls. 83/84). Como vimos, a custódia foi mantida com base na gravidade concreta do crime denunciado, evidenciada pela quantidade e variedade de droga, bem como na apreensão de arma de fogo e munição, o que atrai, de fato, a incidência do disposto no art. 312 do Código de Processo Penal, em virtude da necessidade de preservar-se a ordem pública. Nesse sentido, trago à colação os seguintes precedentes: ‘A - HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O NARCOTRÁFICO. PRISÃO EM FLAGRANTE CONVERTIDA EM PREVENTIVA. PRETENDIDA REVOGAÇÃO. ELEVADA QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. POTENCIALIDADE LESIVA DA INFRAÇÃO. GRAVIDADE CONCRETA. NECESSIDADE DE ACAUTELAMENTO DA ORDEM PÚBLICA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA E CONSTITUCIONAL. CONDIÇÕES PESSOAIS 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG Tudo, conjuntamente, está a recomendar a manutenção dos flagranteados em estabelecimento prisional’ (fl. 68). A Corte a quo manteve a segregação preventiva nos termos que se seguem: ‘Dessarte, diante de tais circunstâncias (mormente a existência de informações prévias sobre a traficância naquele local, a tripla variedade de droga apreendida, a maior nocividade de duas delas, bem como o fato de terem sido arrecadadas, ainda, arma de fogo e munição), verifica-se, de forma patente, a gravidade do caso concreto, sendo certo que o crime tratado nos presentes autos é, com razão, digno de maior precaução por parte da il. Autoridade processante, conforme por Sua Excelência justificado na r. decisão em que converteu a prisão em flagrante em preventiva (fls. 45/46).’ (fls. 83/84). Como vimos, a custódia foi mantida com base na gravidade concreta do crime denunciado, evidenciada pela quantidade e variedade de droga, bem como na apreensão de arma de fogo e munição, o que atrai, de fato, a incidência do disposto no art. 312 do Código de Processo Penal, em virtude da necessidade de preservar-se a ordem pública. Nesse sentido, trago à colação os seguintes precedentes: ‘A - HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O NARCOTRÁFICO. PRISÃO EM FLAGRANTE CONVERTIDA EM PREVENTIVA. PRETENDIDA REVOGAÇÃO. ELEVADA QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. POTENCIALIDADE LESIVA DA INFRAÇÃO. GRAVIDADE CONCRETA. NECESSIDADE DE ACAUTELAMENTO DA ORDEM PÚBLICA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA E CONSTITUCIONAL. CONDIÇÕES PESSOAIS 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. COAÇÃO ILEGAL NÃO DEMONSTRADA. ORDEM DENEGADA. 1. Não há falar em constrangimento ilegal quando a custódia cautelar está devidamente justificada na garantia da ordem pública, com base em elementos concretos dos autos que evidenciam a efetiva periculosidade do agente, dada a natureza dos delitos e o modo em que foram perpetrados. 2. Evidenciada a gravidade concreta dos crimes em tese cometidos, diante da elevada quantidade de droga apreendida - 85 porções de crack -, mostra-se necessária a continuidade da segregação cautelar do acusado para a garantia da ordem pública. 3. Condições pessoais favoráveis não têm, em princípio, o condão de, por si sós, revogarem a prisão preventiva, se há nos autos elementos suficientes a demonstrar a necessidade da custódia antecipada, como ocorre in casu. 4. Ordem denegada.’ (HC n 242.720/MG, Relator o Ministro Jorge Mussi, DJe 16/08/2012) (…) Destaco, por fim, que eventuais condições pessoais favoráveis da paciente, tais como primariedade, residência fixa e atividade lícita, não impedem a manutenção da segregação cautelar, quando presentes os requisitos legais, como se dá no caso dos autos. Nesse sentido, trago à colação o seguinte precedente: ‘PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO TRIPLAMENTE QUALIFICADO. PRONÚNCIA. PRISÃO. EXCESSO DE PRAZO PARA TÉRMINO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. MATÉRIA NÃO APRECIADA PELA CORTE DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. NÃO CONHECIMENTO 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. COAÇÃO ILEGAL NÃO DEMONSTRADA. ORDEM DENEGADA. 1. Não há falar em constrangimento ilegal quando a custódia cautelar está devidamente justificada na garantia da ordem pública, com base em elementos concretos dos autos que evidenciam a efetiva periculosidade do agente, dada a natureza dos delitos e o modo em que foram perpetrados. 2. Evidenciada a gravidade concreta dos crimes em tese cometidos, diante da elevada quantidade de droga apreendida - 85 porções de crack -, mostra-se necessária a continuidade da segregação cautelar do acusado para a garantia da ordem pública. 3. Condições pessoais favoráveis não têm, em princípio, o condão de, por si sós, revogarem a prisão preventiva, se há nos autos elementos suficientes a demonstrar a necessidade da custódia antecipada, como ocorre in casu. 4. Ordem denegada.’ (HC n 242.720/MG, Relator o Ministro Jorge Mussi, DJe 16/08/2012) (…) Destaco, por fim, que eventuais condições pessoais favoráveis da paciente, tais como primariedade, residência fixa e atividade lícita, não impedem a manutenção da segregação cautelar, quando presentes os requisitos legais, como se dá no caso dos autos. Nesse sentido, trago à colação o seguinte precedente: ‘PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. HOMICÍDIO TRIPLAMENTE QUALIFICADO. PRONÚNCIA. PRISÃO. EXCESSO DE PRAZO PARA TÉRMINO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. MATÉRIA NÃO APRECIADA PELA CORTE DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. NÃO CONHECIMENTO 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG DO WRIT QUANTO AO PONTO. PRISÃO CAUTELAR SATISFATORIAMENTE FUNDAMENTADA. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. GARANTIA DE APLICAÇÃO DA LEI PENAL. TEMOR CONCRETAMENTE DEMONSTRADO PELAS TESTEMUNHAS. NECESSIDADE DE RENOVAÇÃO DA PROVA ORAL EM SESSÃO PLENÁRIA [...] 4. 'Condições pessoais favoráveis, por si só, não são suficientes a amparar a concessão da liberdade provisória quando presentes outras razões para a manutenção da prisão preventiva.' (HC 80.661/RS, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 04/05/2010, DJe 24/05/2010). 5. Habeas Corpus parcialmente conhecido e, nesta extensão, denegada a ordem.’ (HC n. 145.817/SP, Relator o Ministro VASCO DELLA GIUSTINA (Desembargador convocado TJ/RS), DJe de 14/12/2011.) Diante do exposto, com fundamento no artigo 34, inciso XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, nego seguimento ao presente habeas corpus” (fls. 1 a 4 do anexo 4 – grifos do autor). De início, destaco não se tratar, na hipótese, de habeas corpus manejado em substituição a recurso ordinário constitucional. Segundo o entendimento da Corte, “não se conhece de recurso ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça” (RHC n 107.877/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 19/10/11). Não há, a meu sentir, o que ser censurado nessa decisão. Como se vê, a decisão do Ministro Relator negou seguimento àquele writ, o que, em tese, obstaria a análise per saltum das questões em apreço. Aliás, a manifestação daquela Corte de Justiça reflete o 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG DO WRIT QUANTO AO PONTO. PRISÃO CAUTELAR SATISFATORIAMENTE FUNDAMENTADA. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. GARANTIA DE APLICAÇÃO DA LEI PENAL. TEMOR CONCRETAMENTE DEMONSTRADO PELAS TESTEMUNHAS. NECESSIDADE DE RENOVAÇÃO DA PROVA ORAL EM SESSÃO PLENÁRIA [...] 4. 'Condições pessoais favoráveis, por si só, não são suficientes a amparar a concessão da liberdade provisória quando presentes outras razões para a manutenção da prisão preventiva.' (HC 80.661/RS, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em 04/05/2010, DJe 24/05/2010). 5. Habeas Corpus parcialmente conhecido e, nesta extensão, denegada a ordem.’ (HC n. 145.817/SP, Relator o Ministro VASCO DELLA GIUSTINA (Desembargador convocado TJ/RS), DJe de 14/12/2011.) Diante do exposto, com fundamento no artigo 34, inciso XVIII, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, nego seguimento ao presente habeas corpus” (fls. 1 a 4 do anexo 4 – grifos do autor). De início, destaco não se tratar, na hipótese, de habeas corpus manejado em substituição a recurso ordinário constitucional. Segundo o entendimento da Corte, “não se conhece de recurso ordinário em habeas corpus contra decisão monocrática proferida no Superior Tribunal de Justiça” (RHC n 107.877/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 19/10/11). Não há, a meu sentir, o que ser censurado nessa decisão. Como se vê, a decisão do Ministro Relator negou seguimento àquele writ, o que, em tese, obstaria a análise per saltum das questões em apreço. Aliás, a manifestação daquela Corte de Justiça reflete o 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG entendimento deste Supremo Tribunal Federal no julgamento do HC n 109.956/PR, cuja ementa transcrevo: “HABEAS CORPUS. JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR. IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO-CRIME. DILIGÊNCIAS. INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las” (Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 11/9/12). Por outro lado, verifico que, no curso da impetração, houve a prolação de sentença condenatória mantenedora da custódia cautelar, na qual se utilizou o Juízo de origem de fundamentação própria e se afirmou a presença de elementos do art. 312 do CPP para se justificar a manutenção da prisão provisória da paciente. Esta Corte aderiu ao entendimento de que, com o advento da Lei n 11.719/2008, que acrescentou o parágrafo único ao art. 387 do Código de Processo Penal, a sentença condenatória passou a constituir novo título judicial motivador da custódia cautelar, dado o mandamento de o juiz monocrático fundamentar a manutenção ou a decretação da custódia nessa ocasião. Confira-se: “Art. 387. O juiz, ao proferir sentença condenatória: (...) Parágrafo único. O juiz decidirá, fundamentadamente, sobre a manutenção ou, se for o caso, imposição de prisão preventiva ou de outra medida cautelar, sem prejuízo do conhecimento da apelação que vier a ser interposta.” 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG entendimento deste Supremo Tribunal Federal no julgamento do HC n 109.956/PR, cuja ementa transcrevo: “HABEAS CORPUS. JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR. IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO-CRIME. DILIGÊNCIAS. INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las” (Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 11/9/12). Por outro lado, verifico que, no curso da impetração, houve a prolação de sentença condenatória mantenedora da custódia cautelar, na qual se utilizou o Juízo de origem de fundamentação própria e se afirmou a presença de elementos do art. 312 do CPP para se justificar a manutenção da prisão provisória da paciente. Esta Corte aderiu ao entendimento de que, com o advento da Lei n 11.719/2008, que acrescentou o parágrafo único ao art. 387 do Código de Processo Penal, a sentença condenatória passou a constituir novo título judicial motivador da custódia cautelar, dado o mandamento de o juiz monocrático fundamentar a manutenção ou a decretação da custódia nessa ocasião. Confira-se: “Art. 387. O juiz, ao proferir sentença condenatória: (...) Parágrafo único. O juiz decidirá, fundamentadamente, sobre a manutenção ou, se for o caso, imposição de prisão preventiva ou de outra medida cautelar, sem prejuízo do conhecimento da apelação que vier a ser interposta.” 16 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 116114 / MG Ressalte-se, deste modo, que o prosseguimento da análise do presente feito implicaria inadmissível supressão de instância, uma vez que o novo título não foi submetido à análise da Corte de origem. Nesse sentido, o seguinte julgado: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO NÃO SUBMETIDA AO TRIBUNAL A QUO. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA. NOVO TÍTULO DA CUSTÓDIA CAUTELAR NÃO APRECIADO PELAS INSTÂNCIAS INFERIORES. WRIT NÃO CONHECIDO. 1. A questão trazida na presente impetração diz respeito ao reconhecimento de eventual constrangimento ilegal que estaria sofrendo o paciente em virtude da decretação de sua custódia cautelar. 2. Inicialmente, quanto à alegação de excesso de prazo, verifico que a questão não foi submetida ao Tribunal a quo, o que inviabiliza o seu conhecimento por esta Suprema Corte, sob pena de indevida supressão de instância. 3. O Supremo Tribunal Federal possui precedentes no sentido de que a superveniência da sentença condenatória prejudica o habeas corpus quando esse tenha por objeto o decreto de prisão preventiva, dado que passa a sentença a constituir novo título para a prisão. (HC 83.919/SP, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 18.06.2004; HC 86.016/MT, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 12.05.2006). 4. O prosseguimento do feito após a superveniência da sentença condenatória implicaria inadmissível supressão de instância, uma vez que o novo título prisional não foi submetido à análise das instâncias inferiores. 5. Habeas corpus não conhecido” (HC n 98.036/PB, Ministra Ellen Gracie, DJe 11/12/09). Ante o exposto, voto pelo não conhecimento da impetração. 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Supremo Tribunal Federal HC 116114 / MG Ressalte-se, deste modo, que o prosseguimento da análise do presente feito implicaria inadmissível supressão de instância, uma vez que o novo título não foi submetido à análise da Corte de origem. Nesse sentido, o seguinte julgado: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO NÃO SUBMETIDA AO TRIBUNAL A QUO. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA CONDENATÓRIA. NOVO TÍTULO DA CUSTÓDIA CAUTELAR NÃO APRECIADO PELAS INSTÂNCIAS INFERIORES. WRIT NÃO CONHECIDO. 1. A questão trazida na presente impetração diz respeito ao reconhecimento de eventual constrangimento ilegal que estaria sofrendo o paciente em virtude da decretação de sua custódia cautelar. 2. Inicialmente, quanto à alegação de excesso de prazo, verifico que a questão não foi submetida ao Tribunal a quo, o que inviabiliza o seu conhecimento por esta Suprema Corte, sob pena de indevida supressão de instância. 3. O Supremo Tribunal Federal possui precedentes no sentido de que a superveniência da sentença condenatória prejudica o habeas corpus quando esse tenha por objeto o decreto de prisão preventiva, dado que passa a sentença a constituir novo título para a prisão. (HC 83.919/SP, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 18.06.2004; HC 86.016/MT, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 12.05.2006). 4. O prosseguimento do feito após a superveniência da sentença condenatória implicaria inadmissível supressão de instância, uma vez que o novo título prisional não foi submetido à análise das instâncias inferiores. 5. Habeas corpus não conhecido” (HC n 98.036/PB, Ministra Ellen Gracie, DJe 11/12/09). Ante o exposto, voto pelo não conhecimento da impetração. 17 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718139. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.114 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Senhor Presidente, em primeiro lugar, o Verbete n 691 da Súmula versa exclusivamente a competência do Supremo. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não, não é a Súmula 691. Ele aplicou a jurisprudência relativa à substituição. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Ele não recebeu o habeas corpus dizendo: o Supremo estabelece que não cabe habeas corpus substitutivo. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ele não deu trânsito. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em segundo lugar, o Superior Tribunal de Justiça julgou o habeas corpus, muito embora extinguindo o processo. Por isso, entendo que a decisão proferida desafia, sob tal ângulo, esta impetração e admito-a. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3763804. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 116.114 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Senhor Presidente, em primeiro lugar, o Verbete n 691 da Súmula versa exclusivamente a competência do Supremo. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não, não é a Súmula 691. Ele aplicou a jurisprudência relativa à substituição. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Ele não recebeu o habeas corpus dizendo: o Supremo estabelece que não cabe habeas corpus substitutivo. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ele não deu trânsito. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em segundo lugar, o Superior Tribunal de Justiça julgou o habeas corpus, muito embora extinguindo o processo. Por isso, entendo que a decisão proferida desafia, sob tal ângulo, esta impetração e admito-a. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3763804. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 Extrato de Ata - 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 116.114 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : LAUANA APARECIDA MARTINS BISPO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 251.963 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que a admitia. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673382 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 116.114 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : LAUANA APARECIDA MARTINS BISPO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC n 251.963 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por maioria de votos, a Turma não conheceu da ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, vencido o Senhor Ministro Marco Aurélio, que a admitia. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673382 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 116 . 114", "HC n 251 . 963", "HC 116114 / MG", "HC 116114 / MG", "HABEAS CORPUS 116 . 114", "HC n 251 . 963 DO SUPERIOR", "HC n 251 . 963 / MG", "HABEAS CORPUS 116 . 114", "HC n 251 . 963", "HC n 251 . 963 / MG", "HC 116114 / MG", "HC 116114 / MG", "HABEAS CORPUS 116 . 114 MINAS", "HC n 251 . 963 / MG", "HC n 251 . 963 / MG", "HC 116114 / MG", "HC 116114 / MG", "HC 116114 / MG", "HC 116114 / MG", "HC 116114 / MG", "HC 116114 / MG", "HC 116114 / MG", "HC n . 144 . 407 / RJ", "HC n . 107 . 701 / RS", "HC 116114 / MG", "HC n . 144 . 407 / RJ", "HC n . 107 . 701 / RS", "HC 116114 / MG", "HC 116114 / MG", "HC 116114 / MG", "AgRg no HC n . 239 . 957 / TO", "HC n . 201 . 483 / SP", "Habeas Corpus n . 109 . 956 / PR", "HC 116114 / MG", "AgRg no HC n", "HC n . 201 . 483 / SP", "Habeas Corpus n . 109 . 956 / PR", "HC 116114 / MG", "HC 109 . 956 / PR", "Habeas Corpus n . 104 . 045 / RJ", "HC 116114 / MG", "HC 109 . 956 / PR", "Habeas Corpus n . 104 . 045 / 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310 , II , C / C OS ARTS . 312 E 313 , TODOS DO CPP", "art . 313 do CPP", "art . 312 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "art . 35 da Lei Antitóxicos", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 319 do CPP", "art . 35 da Lei Antitóxicos", "art . 312 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Código de Processo Penal", "Constituição de 1967", "Constituição Republicana", "art . 113 , inciso 23 , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Código de Processo Penal", "Constituição de 1967", "Constituição Republicana", "art . 113 , inciso 23 , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituições", "1946", "1967", "1988", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituições", "1946", "1967", "1988", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", 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Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEXTA TURMA", "TJ", "/", "RS", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEXTA TURMA", "TJ", "/", "RS", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", 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Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "LAUANA APARECIDA MARTINS BISPO", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "LAUANA APARECIDA MARTINS BISPO", "DIAS TOFFOLI", "Lauana Aparecida Martins Bispo", "Marco Aurélio Bellizze", "Mario José Gisi", "DIAS TOFFOLI", "LAUANA APARECIDA MARTINS BISPO", "DIAS TOFFOLI", "Lauana Aparecida Martins Bispo", "Marco Aurélio Bellizze", "Mario José Gisi", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio Bellizze", "Lauana Aparecida Martins Bispo", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio Bellizze", "Lauana Aparecida Martins Bispo", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Pontes de Miranda", "MIRANDA . Pontes de", "Rui Barbosa", "Pontes de Miranda", "MIRANDA . Pontes de", "Rui Barbosa", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "LAURITA VAZ", "GILMAR MENDES", "LAURITA VAZ", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "MENDES , Gilmar Ferreira", "MENDES , Gilmar Ferreira", "DIAS TOFFOLI", "Maria Thereza de Assis Moura", "Gilson Dipp", "Marco Aurélio", "Maria Thereza de Assis Moura", "Gilson Dipp", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Rosa Weber", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Jorge Mussi", "Jorge Mussi", "DIAS TOFFOLI", "MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA", "VASCO DELLA GIUSTINA", "Cármen Lúcia", "MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA", "VASCO DELLA", "GIUSTINA", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "Carlos Velloso", "Joaquim Barbosa", "Ellen Gracie", "Carlos Velloso", "Joaquim Barbosa", "Ellen Gracie", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "MARCO AURÉLIO", "DIAS TOFFOLI", "LAUANA APARECIDA MARTINS BISPO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "LAUANA APARECIDA MARTINS BISPO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "09", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "9 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "5", "/", "12", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "5", "/", "12", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1967", "1926", "24", "/", "08", "/", "2001", "1967", "1926", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "6", "/", "2011", "23", "/", "3", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", "/", "6", "/", "2011", "23", "/", "3", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "2008", "2011", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "2008", "2011", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "6", "/", "2012", "27", "/", "10", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "6", "/", "2012", "27", "/", "10", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "8", "/", "2012", "21 de agosto de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "8", "/", "2012", "21 de agosto de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "8", "/", "2012", "22 de agosto de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "8", "/", "2012", "22 de agosto de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "8", "/", "2012", "29", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "8", "/", "2012", "29", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "5", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "5", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "08", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "08", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "05", "/", "2010", "24", "/", "05", "/", "2010", "14", "/", "12", "/", "2011", "19", "/", "10", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "05", "/", "2010", "24", "/", "05", "/", "2010", "14", "/", "12", "/", "2011", "19", "/", "10", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "9", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "9", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "06", ".", "2004", "12", ".", "05", ".", "2006", "11", "/", "12", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "06", ".", "2004", "12", ".", "05", ".", "2006", "11", "/", "12", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "04", "/", "2013", "9", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Decisão sobre Repercussão Geral 02/05/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 638.491 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ RECDO.(A/S) :CARLOS ALEXANDRE GOMES ADV.(A/S) :ISRAEL BATISTA DE MOURA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. VEÍCULO APREENDIDO COM O SUJEITO ATIVO. DECRETAÇÃO DE PERDIMENTO DO BEM. EXIGÊNCIA DE HABITUALIDADE DO USO DO BEM NA PRÁTICA CRIMINOSA OU ADULTERAÇÃO PARA DIFICULTAR A DESCOBERTA DO LOCAL DE ACONDICIONAMENTO. INTERPRETAÇÃO DE ARTIGO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PRONUNCIAMENTO DO PLENÁRIO DO SUPREMO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. Decisão: O Tribunal, por maioria, reputou constitucional a questão, vencidos os Ministros Marco Aurélio e Teori Zavascki. Não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Rosa Weber. O Tribunal, por maioria, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, vencidos os Ministros Marco Aurélio e Teori Zavascki. Não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765406. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Decisão sobre Repercussão Geral RE 638491 RG / PR Ministro LUIZ FUX Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765406. Supremo Tribunal Federal RE 638491 RG / PR Ministro LUIZ FUX Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral 02/05/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 638.491 PARANÁ RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. VEÍCULO APREENDIDO COM O SUJEITO ATIVO. DECRETAÇÃO DE PERDIMENTO DO BEM. EXIGÊNCIA DE HABITUALIDADE DO USO DO BEM NA PRÁTICA CRIMINOSA OU ADULTERAÇÃO PARA DIFICULTAR A DESCOBERTA DO LOCAL DE ACONDICIONAMENTO. INTERPRETAÇÃO DO ARTIGO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PRONUNCIAMENTO DO PLENÁRIO DO SUPREMO. REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. Manifestação: Cuida-se de recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público Federal, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão prolatado pela 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná que proveu parcialmente o recurso de apelação, cuja ementa segue transcrita: EMENTA: APELAÇÃO CRIMINAL. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. RECURSO DA DEFESA. PLEITO DE ABSOLVIÇÃO, POR AVENTADA INSUFICIÊNCIA DE PROVAS A EMBASAR A CONDENAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESCONHECIMENTO DA DROGA TRANSPORTADA NO VEÍCULO. TESE NÃO ACATADA. QUADRO FÁTICO QUE EVIDENCIA O CONTRÁRIO. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. CONJUNTO PROBATÓRIO SATISFATÓRIO A FUNDAMENTAR A CONDENAÇÃO ATACADA. PEDIDO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765407. Supremo Tribunal Federal 02/05/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 638.491 PARANÁ RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. VEÍCULO APREENDIDO COM O SUJEITO ATIVO. DECRETAÇÃO DE PERDIMENTO DO BEM. EXIGÊNCIA DE HABITUALIDADE DO USO DO BEM NA PRÁTICA CRIMINOSA OU ADULTERAÇÃO PARA DIFICULTAR A DESCOBERTA DO LOCAL DE ACONDICIONAMENTO. INTERPRETAÇÃO DO ARTIGO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PRONUNCIAMENTO DO PLENÁRIO DO SUPREMO. REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. Manifestação: Cuida-se de recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público Federal, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão prolatado pela 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná que proveu parcialmente o recurso de apelação, cuja ementa segue transcrita: EMENTA: APELAÇÃO CRIMINAL. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. RECURSO DA DEFESA. PLEITO DE ABSOLVIÇÃO, POR AVENTADA INSUFICIÊNCIA DE PROVAS A EMBASAR A CONDENAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESCONHECIMENTO DA DROGA TRANSPORTADA NO VEÍCULO. TESE NÃO ACATADA. QUADRO FÁTICO QUE EVIDENCIA O CONTRÁRIO. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. CONJUNTO PROBATÓRIO SATISFATÓRIO A FUNDAMENTAR A CONDENAÇÃO ATACADA. PEDIDO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 638491 RG / PR DE RESTITUIÇÃO DE VEÍCULO. AUSÊNCIA DE PROVA DE QUE ESTIVESSE PREVIAMENTE PREPARADO PARA O TRANSPORTE DA DROGA OU MESMO DE SUA REGULAR UTILIZAÇÃO NO COMÉRCIO ILÍCITO. DECRETAÇÃO DE PERDA AFASTADA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. RECURSO MINISTERIAL. INSURGÊNCIA EM RELAÇÃO AO 'QUANTUM' DA PENA APLICADA AOS RÉUS. PLEITO DE MAJORAÇÃO. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE CORRETAMENTE FIXADA POUCO ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. PENA DE MULTA FIXADA NO MÍNIMO LEGAL. AUMENTO. NECESSIDADE DE PROPORCIONALIDADE COM A PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. READEQUAÇÃO DE OFÍCIO DO VALOR UNITÁRIO, DE ACORDO COM O PREVISTO NO ART. 38, § 1º, DA LEI DE TÓXICOS. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. Nas razões do recurso extraordinário o Parquet alega violação ao artigo 243, parágrafo único, da Constituição Federal. Não aponta a preliminar de repercussão geral, porquanto a intimação do acórdão recorrido ocorreu em momento anterior a 3 de maio de 2007. Sustenta, em síntese, que o acórdão recorrido contrariou a norma da Carta Magna, ao afastar o perdimento do veículo utilizado pelo apelante e o comparsa no transporte da droga para fins de tráfico quando foram apreendidos em flagrante delito, sob a alegação de que não existiria prova suficiente do uso reiterado do veículo para traficar. Articula com a necessidade de interpretação teleológica do dispositivo constitucional em consonância com a legislação infraconstitucional artigo 34 da Lei nº 6.368/76 (regime substituído pelos artigos 44 a 46 da Lei nº 10.409/02, por sua vez revogados pelos artigos 60 e seguintes da Lei nº 11.343/06), uma vez que não previu a norma a habitualidade como requisito para o perdimento de bens. Em contrarrazões, o réu condenado sustenta o acerto do aresto recorrido. Na origem, o recorrido foi preso em flagrante com Gilberto Fagundes portando aproximadamente 88 quilos de maconha no porta- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765407. Supremo Tribunal Federal RE 638491 RG / PR DE RESTITUIÇÃO DE VEÍCULO. AUSÊNCIA DE PROVA DE QUE ESTIVESSE PREVIAMENTE PREPARADO PARA O TRANSPORTE DA DROGA OU MESMO DE SUA REGULAR UTILIZAÇÃO NO COMÉRCIO ILÍCITO. DECRETAÇÃO DE PERDA AFASTADA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. RECURSO MINISTERIAL. INSURGÊNCIA EM RELAÇÃO AO 'QUANTUM' DA PENA APLICADA AOS RÉUS. PLEITO DE MAJORAÇÃO. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE CORRETAMENTE FIXADA POUCO ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. PENA DE MULTA FIXADA NO MÍNIMO LEGAL. AUMENTO. NECESSIDADE DE PROPORCIONALIDADE COM A PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. READEQUAÇÃO DE OFÍCIO DO VALOR UNITÁRIO, DE ACORDO COM O PREVISTO NO ART. 38, § 1º, DA LEI DE TÓXICOS. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. Nas razões do recurso extraordinário o Parquet alega violação ao artigo 243, parágrafo único, da Constituição Federal. Não aponta a preliminar de repercussão geral, porquanto a intimação do acórdão recorrido ocorreu em momento anterior a 3 de maio de 2007. Sustenta, em síntese, que o acórdão recorrido contrariou a norma da Carta Magna, ao afastar o perdimento do veículo utilizado pelo apelante e o comparsa no transporte da droga para fins de tráfico quando foram apreendidos em flagrante delito, sob a alegação de que não existiria prova suficiente do uso reiterado do veículo para traficar. Articula com a necessidade de interpretação teleológica do dispositivo constitucional em consonância com a legislação infraconstitucional artigo 34 da Lei nº 6.368/76 (regime substituído pelos artigos 44 a 46 da Lei nº 10.409/02, por sua vez revogados pelos artigos 60 e seguintes da Lei nº 11.343/06), uma vez que não previu a norma a habitualidade como requisito para o perdimento de bens. Em contrarrazões, o réu condenado sustenta o acerto do aresto recorrido. Na origem, o recorrido foi preso em flagrante com Gilberto Fagundes portando aproximadamente 88 quilos de maconha no porta- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 638491 RG / PR malas do GM- Ômega de placa AEK 3842. Devidamente denunciados e processados, foram condenados como incursos nas penas do artigo 12 da Lei nº 6.368/76 a 5 anos de prisão e ao perdimento do veículo. O Tribunal a quo, por unanimidade, deu parcial provimento às apelações, para afastar o perdimento do veículo, por ausência de prova de que o veículo fosse preparado para transportar a droga, tipo fundo falso, e da reiteração do uso para o crime. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. É contra esse pronunciamento que se volta o extraordinário. A presidência da Tribunal de Justiça do Paraná proferiu juízo positivo da admissibilidade. É o relatório. MANIFESTO-ME. Ab initio, verifico estarem presentes os pressupostos processuais recursais. A peça veio subscrita por Procurador de Justiça do Ministério Público Estadual e foi protocolizada dentro do prazo legal. Embora o recurso tenha sido interposto em data anterior a 03/07/2007, este Supremo Tribunal já firmou entendimento sobre a possibilidade de aplicação da sistemática de julgamento de recursos repetitivos mesmo a processos anteriores à referida data, conforme ementa do RE 540410, Relator Ministro Cezar Peluso: EMENTA: RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da CF/88. Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso interposto contra acórdão publicado antes de 03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de origem. Aplicação do art. 543-B do CPC. Precedente (AI nº 715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos cujo tema constitucional apresente repercussão geral reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007. Nesse sentido, a questão controvertida no extraordinário configura hipótese de julgamento de recursos repetitivos, uma vez que o Tribunal a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765407. Supremo Tribunal Federal RE 638491 RG / PR malas do GM- Ômega de placa AEK 3842. Devidamente denunciados e processados, foram condenados como incursos nas penas do artigo 12 da Lei nº 6.368/76 a 5 anos de prisão e ao perdimento do veículo. O Tribunal a quo, por unanimidade, deu parcial provimento às apelações, para afastar o perdimento do veículo, por ausência de prova de que o veículo fosse preparado para transportar a droga, tipo fundo falso, e da reiteração do uso para o crime. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. É contra esse pronunciamento que se volta o extraordinário. A presidência da Tribunal de Justiça do Paraná proferiu juízo positivo da admissibilidade. É o relatório. MANIFESTO-ME. Ab initio, verifico estarem presentes os pressupostos processuais recursais. A peça veio subscrita por Procurador de Justiça do Ministério Público Estadual e foi protocolizada dentro do prazo legal. Embora o recurso tenha sido interposto em data anterior a 03/07/2007, este Supremo Tribunal já firmou entendimento sobre a possibilidade de aplicação da sistemática de julgamento de recursos repetitivos mesmo a processos anteriores à referida data, conforme ementa do RE 540410, Relator Ministro Cezar Peluso: EMENTA: RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da CF/88. Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso interposto contra acórdão publicado antes de 03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de origem. Aplicação do art. 543-B do CPC. Precedente (AI nº 715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos cujo tema constitucional apresente repercussão geral reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007. Nesse sentido, a questão controvertida no extraordinário configura hipótese de julgamento de recursos repetitivos, uma vez que o Tribunal a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 638491 RG / PR quo afastou o perdimento do bem, veículo utilizado pelos réus condenados por tráfico de drogas, por interpretar que existe a necessidade prévia preparação do veículo para disfarçar o transporte, ou o uso reiterado do carro na traficância para a arrecadação compulsória do bem. A legislação aplicada, o artigo 34, § 13º, da Lei 6368/76, contém norma que foi repetida nos artigos 46 e 48 da Lei nº 10409/06 e, atualmente, pelos artigos 60 e 63 da Lei nº 11.343/06, demonstrando a vontade legislativa constante de tratamento do tema, por observância do parágrafo único do artigo 243 da Constituição Federal. A rigor, a norma constitucional não excepcionou o tema como interpretado pelo Tribunal a quo. Veja a letra da Carta Magna: Art. 243. As glebas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas serão imediatamente expropriadas e especificamente destinadas ao assentamento de colonos, para o cultivo de produtos alimentícios e medicamentosos, sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Parágrafo único. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins será confiscado e reverterá em benefício de instituições e pessoal especializados no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização, controle, prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias. Por outro lado, o tema, aparentemente tranquilo, ainda não foi objeto de apreciação pelo Plenário desta Corte. No entanto, órgãos fracionários do Superior Tribunal de Justiça têm entendido pela necessidade de demonstração da utilização costumeira do bem para a prática delitiva nos casos de perdimento (RMS 20136, Quinta Turma, Ministra Laurita Vaz, Dje 01/03/10 (fl. 488). Embora ausente o tratamento jurisprudencial sobre o tema no Pleno, a Primeira Turma, ao apreciar medida cautelar na Ação Cautelar nº 82, Relator Ministro Marco Aurélio, assim se pronunciou: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765407. Supremo Tribunal Federal RE 638491 RG / PR quo afastou o perdimento do bem, veículo utilizado pelos réus condenados por tráfico de drogas, por interpretar que existe a necessidade prévia preparação do veículo para disfarçar o transporte, ou o uso reiterado do carro na traficância para a arrecadação compulsória do bem. A legislação aplicada, o artigo 34, § 13º, da Lei 6368/76, contém norma que foi repetida nos artigos 46 e 48 da Lei nº 10409/06 e, atualmente, pelos artigos 60 e 63 da Lei nº 11.343/06, demonstrando a vontade legislativa constante de tratamento do tema, por observância do parágrafo único do artigo 243 da Constituição Federal. A rigor, a norma constitucional não excepcionou o tema como interpretado pelo Tribunal a quo. Veja a letra da Carta Magna: Art. 243. As glebas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas serão imediatamente expropriadas e especificamente destinadas ao assentamento de colonos, para o cultivo de produtos alimentícios e medicamentosos, sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Parágrafo único. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins será confiscado e reverterá em benefício de instituições e pessoal especializados no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização, controle, prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias. Por outro lado, o tema, aparentemente tranquilo, ainda não foi objeto de apreciação pelo Plenário desta Corte. No entanto, órgãos fracionários do Superior Tribunal de Justiça têm entendido pela necessidade de demonstração da utilização costumeira do bem para a prática delitiva nos casos de perdimento (RMS 20136, Quinta Turma, Ministra Laurita Vaz, Dje 01/03/10 (fl. 488). Embora ausente o tratamento jurisprudencial sobre o tema no Pleno, a Primeira Turma, ao apreciar medida cautelar na Ação Cautelar nº 82, Relator Ministro Marco Aurélio, assim se pronunciou: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 638491 RG / PR "Agravo de instrumento Eficácia suspensiva ativa Tráfico de drogas Apreensão e confisco de bem utilizado Art. 243, parágrafo único, da CF. Impõe-se o empréstimo de eficácia suspensiva ativa a agravo, suspendendo-se acórdão impugnado mediante extraordinário a que visa imprimir trânsito, quando o pronunciamento judicial revele distinção, não contemplada na CF, consubstanciada na exigência de utilização constante e habitual de bem em tráfico de droga, para chegar-se à apreensão e confisco." (, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 3-2-2004, Primeira Turma, DJ de 28-5-2004.) Destaco, por oportuno, trecho do Voto do Ministro Ayres Britto, que acompanhou o Relator: (...) Aliás, nessa matéria, a Constituição, sentando praça do seu rigor normativo, admite até a expropriação pura e simples de glebas onde tais culturas sejam implantadas. No citado parágrafo único, usou de dois pronomes radicais: todo e qualquer bem. Não há dúvida de que o seu propósito é tratar com severidade incomum essa matéria, dispensando-lhe um rigor absolutamente inusitado. Acompanho o eminente Relator. De fato, o tema e está a merecer apreciação do Supremo. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão geral das questões constitucionais suscitadas no recurso extraordinário, em razão do pleno atendimento do artigo 543-A, § 1º, do Código de Processo Civil e submeto-a à apreciação dos Pares deste Supremo Tribunal. Publique-se. Int.. Brasília, 11 de abril de 2013. Ministro LUIZ FUX Relator 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765407. Supremo Tribunal Federal RE 638491 RG / PR "Agravo de instrumento Eficácia suspensiva ativa Tráfico de drogas Apreensão e confisco de bem utilizado Art. 243, parágrafo único, da CF. Impõe-se o empréstimo de eficácia suspensiva ativa a agravo, suspendendo-se acórdão impugnado mediante extraordinário a que visa imprimir trânsito, quando o pronunciamento judicial revele distinção, não contemplada na CF, consubstanciada na exigência de utilização constante e habitual de bem em tráfico de droga, para chegar-se à apreensão e confisco." (, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 3-2-2004, Primeira Turma, DJ de 28-5-2004.) Destaco, por oportuno, trecho do Voto do Ministro Ayres Britto, que acompanhou o Relator: (...) Aliás, nessa matéria, a Constituição, sentando praça do seu rigor normativo, admite até a expropriação pura e simples de glebas onde tais culturas sejam implantadas. No citado parágrafo único, usou de dois pronomes radicais: todo e qualquer bem. Não há dúvida de que o seu propósito é tratar com severidade incomum essa matéria, dispensando-lhe um rigor absolutamente inusitado. Acompanho o eminente Relator. De fato, o tema e está a merecer apreciação do Supremo. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão geral das questões constitucionais suscitadas no recurso extraordinário, em razão do pleno atendimento do artigo 543-A, § 1º, do Código de Processo Civil e submeto-a à apreciação dos Pares deste Supremo Tribunal. Publique-se. Int.. Brasília, 11 de abril de 2013. Ministro LUIZ FUX Relator 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 638.491 PARANÁ PRONUNCIAMENTO REPERCUSSÃO GERAL – APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO – INADEQUAÇÃO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário nº 638.491/PR, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 12 de abril de 2013. A Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, ao prover parcialmente a Apelação nº 301.889-1, conferiu interpretação estrita ao artigo 34 da Lei nº 6.368/76. Assentou a impossibilidade de confisco em favor da União de veículo utilizado para prática de tráfico de entorpecentes quando ausentes as características da habitualidade e da destinação específica do objeto ao desempenho da conduta delitiva. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. No extraordinário protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o Ministério Público do Estado do Paraná argui ofensa ao artigo 243, parágrafo único, da Carta da República. Aponta a existência de nexo de instrumentalidade entre o crime cometido e o emprego do veículo, ocasionando o desvirtuamento da finalidade social da propriedade do bem. Afirma mostrar-se irrelevante, para a declaração de perda, o uso rotineiro dos instrumentos no tráfico de entorpecentes. Assevera ser viável o confisco de todos os bens apreendidos em decorrência da aludida atividade criminosa. Destaca haver precedentes do Supremo no sentido Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 638.491 PARANÁ PRONUNCIAMENTO REPERCUSSÃO GERAL – APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO – INADEQUAÇÃO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário nº 638.491/PR, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 12 de abril de 2013. A Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, ao prover parcialmente a Apelação nº 301.889-1, conferiu interpretação estrita ao artigo 34 da Lei nº 6.368/76. Assentou a impossibilidade de confisco em favor da União de veículo utilizado para prática de tráfico de entorpecentes quando ausentes as características da habitualidade e da destinação específica do objeto ao desempenho da conduta delitiva. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. No extraordinário protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o Ministério Público do Estado do Paraná argui ofensa ao artigo 243, parágrafo único, da Carta da República. Aponta a existência de nexo de instrumentalidade entre o crime cometido e o emprego do veículo, ocasionando o desvirtuamento da finalidade social da propriedade do bem. Afirma mostrar-se irrelevante, para a declaração de perda, o uso rotineiro dos instrumentos no tráfico de entorpecentes. Assevera ser viável o confisco de todos os bens apreendidos em decorrência da aludida atividade criminosa. Destaca haver precedentes do Supremo no sentido Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 638491 RG / PR da tese que sustenta. Anoto ter sido o acórdão publicado em 24 de fevereiro de 2006, anteriormente à entrada em vigência do citado sistema. O recorrido, nas contrarrazões, diz da ausência de afronta aos dispositivos constitucionais evocados. Argumenta que o automóvel apreendido seria utilizado exclusivamente na execução das atividades relacionadas à empresa onde trabalha, não tendo sido preparado especialmente para a prática de nenhum delito. O extraordinário foi admitido na origem. A Procuradoria Geral da República, em parecer, opina pelo provimento do recurso. Assinala não importar, para aplicação da pena de perdimento, a habitualidade do uso do bem apreendido. Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. VEÍCULO APREENDIDO COM O SUJEITO ATIVO. DECRETAÇÃO DE PERDIMENTO DO BEM. EXIGÊNCIA DE HABITUALIDADE DO USO DO BEM NA PRATICA CRIMINOSA OU ADULTERAÇÃO PARA DIFICULTAR A DESCOBERTA DO LOCAL DE ACONDICIONAMENTO. INTEPRETAÇÃO DO ARTIGO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PRONUNCIAMENTO DO PLENÁRIO DO SUPREMO. REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. Manifestação: Cuida-se de recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público Federal, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Supremo Tribunal Federal RE 638491 RG / PR da tese que sustenta. Anoto ter sido o acórdão publicado em 24 de fevereiro de 2006, anteriormente à entrada em vigência do citado sistema. O recorrido, nas contrarrazões, diz da ausência de afronta aos dispositivos constitucionais evocados. Argumenta que o automóvel apreendido seria utilizado exclusivamente na execução das atividades relacionadas à empresa onde trabalha, não tendo sido preparado especialmente para a prática de nenhum delito. O extraordinário foi admitido na origem. A Procuradoria Geral da República, em parecer, opina pelo provimento do recurso. Assinala não importar, para aplicação da pena de perdimento, a habitualidade do uso do bem apreendido. Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. VEÍCULO APREENDIDO COM O SUJEITO ATIVO. DECRETAÇÃO DE PERDIMENTO DO BEM. EXIGÊNCIA DE HABITUALIDADE DO USO DO BEM NA PRATICA CRIMINOSA OU ADULTERAÇÃO PARA DIFICULTAR A DESCOBERTA DO LOCAL DE ACONDICIONAMENTO. INTEPRETAÇÃO DO ARTIGO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PRONUNCIAMENTO DO PLENÁRIO DO SUPREMO. REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. Manifestação: Cuida-se de recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público Federal, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 638491 RG / PR contra acórdão prolatado pela 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná que proveu parcialmente o recurso de apelação, cuja ementa segue transcrita: EMENTA: APELAÇÃO CRIMINAL. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. RECURSO DA DEFESA. PLEITO DE ABSOLVIÇÃO, POR AVENTADA INSUFICIÊNCIA DE PROVAS A EMBASAR A CONDENAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESCONHECIMENTO DA DROGA TRANSPORTADA NO VEÍCULO. TESE NÃO ACATADA. QUADRO FÁTICO QUE EVIDENCIA O CONTRÁRIO. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. CONJUNTO PROBATÓRIO SATISFATÓRIO A FUNDAMENTAR A CONDENAÇÃO ATACADA. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE VEÍCULO. AUSÊNCIA DE PROVA DE QUE ESTIVESSE PREVIAMENTE PREPARADO PARA O TRANSPORTE DA DROGA OU MESMO DE SUA REGULAR UTILIZAÇÃO NO COMÉRCIO ILÍCITO. DECRETAÇÃO DE PERDA AFASTADA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. RECURSO MINISTERIAL. INSURGÊNCIA EM RELAÇÃO AO 'QUANTUM' DA PENA APLICADA AOS RÉUS. PLEITO DE MAJORAÇÃO. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE CORRETAMENTE FIXADA POUCO ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. PENA DE MULTA FIXADA NO MÍNIMO LEGAL. AUMENTO. NECESSIDADE DE PROPORCIONALIDADE COM A PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. READEQUAÇÃO DE OFÍCIO DO VALOR UNITÁRIO, DE ACORDO COM O PREVISTO NO ART. 38, § 1º, DA LEI DE TÓXICOS. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. Nas razões do recurso extraordinário o Parquet alega violação ao artigo 243, parágrafo único, todos da Constituição Federal. Não aponta a preliminar de repercussão geral, porquanto a intimação do acórdão 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Supremo Tribunal Federal RE 638491 RG / PR contra acórdão prolatado pela 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná que proveu parcialmente o recurso de apelação, cuja ementa segue transcrita: EMENTA: APELAÇÃO CRIMINAL. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. RECURSO DA DEFESA. PLEITO DE ABSOLVIÇÃO, POR AVENTADA INSUFICIÊNCIA DE PROVAS A EMBASAR A CONDENAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESCONHECIMENTO DA DROGA TRANSPORTADA NO VEÍCULO. TESE NÃO ACATADA. QUADRO FÁTICO QUE EVIDENCIA O CONTRÁRIO. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. CONJUNTO PROBATÓRIO SATISFATÓRIO A FUNDAMENTAR A CONDENAÇÃO ATACADA. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE VEÍCULO. AUSÊNCIA DE PROVA DE QUE ESTIVESSE PREVIAMENTE PREPARADO PARA O TRANSPORTE DA DROGA OU MESMO DE SUA REGULAR UTILIZAÇÃO NO COMÉRCIO ILÍCITO. DECRETAÇÃO DE PERDA AFASTADA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. RECURSO MINISTERIAL. INSURGÊNCIA EM RELAÇÃO AO 'QUANTUM' DA PENA APLICADA AOS RÉUS. PLEITO DE MAJORAÇÃO. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE CORRETAMENTE FIXADA POUCO ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. PENA DE MULTA FIXADA NO MÍNIMO LEGAL. AUMENTO. NECESSIDADE DE PROPORCIONALIDADE COM A PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. READEQUAÇÃO DE OFÍCIO DO VALOR UNITÁRIO, DE ACORDO COM O PREVISTO NO ART. 38, § 1º, DA LEI DE TÓXICOS. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. Nas razões do recurso extraordinário o Parquet alega violação ao artigo 243, parágrafo único, todos da Constituição Federal. Não aponta a preliminar de repercussão geral, porquanto a intimação do acórdão 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 638491 RG / PR recorrido ocorreu em momento anterior a 3 de maio de 2007. Sustenta, em síntese, que o acórdão recorrido contrariou a norma da Carta Magna, ao afastar o perdimento do veículo utilizado pelo apelante e o comparsa no transporte da droga para fins de tráfico quando foram apreendidos em flagrante delito, sob a alegação de que não existiria prova suficiente do uso reiterado do veículo para traficar. Articula com a necessidade de intepretação teleológica do dispositivo constitucional em consonância com a legislação infraconstitucional artigo 34 da Lei nº 6.368/76 (regime substituído pelos artigos 44 a 46 da Lei nº 10.409/02, por sua vez revogados pelos artigos 60 e seguintes da Lei nº 11.343/06), uma vez que não previu a norma a habitualidade como requisito para o perdimento de bens. Em contrarrazões, o réu condenado sustenta o acerto do aresto recorrido. Na origem, o recorrido foi preso em flagrante com Gilberto Fagundes portando aproximadamente 88 quilos de maconha no porta-malas do GM- Ômega de placas AEK 3842. Devidamente denunciados e processados, foram condenados como incursos nas penas do artigo 12 da Lei nº 6.368/76 a 5 anos de prisão e ao perdimento do veículo. O Tribunal a quo, por unanimidade, deu parcial provimento às apelações, para afastar o perdimento do veículo, por ausência de prova de que o veículo fosse preparado para transportar a droga, tipo fundo falso, e da reiteração do uso para o crime. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. É contra esse pronunciamento que se volta o extraordinário. A presidência da Tribunal de Justiça do Paraná 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Supremo Tribunal Federal RE 638491 RG / PR recorrido ocorreu em momento anterior a 3 de maio de 2007. Sustenta, em síntese, que o acórdão recorrido contrariou a norma da Carta Magna, ao afastar o perdimento do veículo utilizado pelo apelante e o comparsa no transporte da droga para fins de tráfico quando foram apreendidos em flagrante delito, sob a alegação de que não existiria prova suficiente do uso reiterado do veículo para traficar. Articula com a necessidade de intepretação teleológica do dispositivo constitucional em consonância com a legislação infraconstitucional artigo 34 da Lei nº 6.368/76 (regime substituído pelos artigos 44 a 46 da Lei nº 10.409/02, por sua vez revogados pelos artigos 60 e seguintes da Lei nº 11.343/06), uma vez que não previu a norma a habitualidade como requisito para o perdimento de bens. Em contrarrazões, o réu condenado sustenta o acerto do aresto recorrido. Na origem, o recorrido foi preso em flagrante com Gilberto Fagundes portando aproximadamente 88 quilos de maconha no porta-malas do GM- Ômega de placas AEK 3842. Devidamente denunciados e processados, foram condenados como incursos nas penas do artigo 12 da Lei nº 6.368/76 a 5 anos de prisão e ao perdimento do veículo. O Tribunal a quo, por unanimidade, deu parcial provimento às apelações, para afastar o perdimento do veículo, por ausência de prova de que o veículo fosse preparado para transportar a droga, tipo fundo falso, e da reiteração do uso para o crime. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. É contra esse pronunciamento que se volta o extraordinário. A presidência da Tribunal de Justiça do Paraná 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 638491 RG / PR proferiu juízo positivo da admissibilidade. É o relatório. MANIFESTO-ME. Ab initio, verifico estarem presentes os pressupostos processuais recursais. A peça veio subscrita por Procurador de Justiça do Ministério Público Estadual e foi protocolizada dentro do prazo legal. Embora o recurso tenha sido interposto em data anterior a 03/07/2007, este Supremo Tribunal já firmou entendimento sobre a possibilidade de aplicação da sistemática de julgamento de recursos repetitivos mesmo a processos anteriores à referida data, conforme ementa do RE 540410, Relator Ministro Cezar Peluso: EMENTA: RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da CF/88. Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso interposto contra acórdão publicado antes de 03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de origem. Aplicação do art. 543-B do CPC. Precedente (AI nº 715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos cujo tema constitucional apresente repercussão geral reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007. Nesse sentido, a questão controvertida no extraordinário configura hipótese de julgamento de recursos repetitivos, uma vez que o Tribunal a quo afastou o perdimento do bem veículo utilizado pelos réus condenados por tráfico de drogas, por interpretar que existe a necessidade prévia preparação do veículo para disfarçar o transporte, ou o uso reiterado do carro na traficância para a arrecadação compulsória do bem. A legislação aplicada, o artigo 34, § 13º, da Lei 6368/76, contém norma que foi repetida nos artigos 46 e 48 da Lei nº 10409/06 e, atualmente, pelos artigos 60 e 63, Lei nº 11.343/06, demonstrando a vontade legislativa 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Supremo Tribunal Federal RE 638491 RG / PR proferiu juízo positivo da admissibilidade. É o relatório. MANIFESTO-ME. Ab initio, verifico estarem presentes os pressupostos processuais recursais. A peça veio subscrita por Procurador de Justiça do Ministério Público Estadual e foi protocolizada dentro do prazo legal. Embora o recurso tenha sido interposto em data anterior a 03/07/2007, este Supremo Tribunal já firmou entendimento sobre a possibilidade de aplicação da sistemática de julgamento de recursos repetitivos mesmo a processos anteriores à referida data, conforme ementa do RE 540410, Relator Ministro Cezar Peluso: EMENTA: RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da CF/88. Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso interposto contra acórdão publicado antes de 03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de origem. Aplicação do art. 543-B do CPC. Precedente (AI nº 715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos cujo tema constitucional apresente repercussão geral reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007. Nesse sentido, a questão controvertida no extraordinário configura hipótese de julgamento de recursos repetitivos, uma vez que o Tribunal a quo afastou o perdimento do bem veículo utilizado pelos réus condenados por tráfico de drogas, por interpretar que existe a necessidade prévia preparação do veículo para disfarçar o transporte, ou o uso reiterado do carro na traficância para a arrecadação compulsória do bem. A legislação aplicada, o artigo 34, § 13º, da Lei 6368/76, contém norma que foi repetida nos artigos 46 e 48 da Lei nº 10409/06 e, atualmente, pelos artigos 60 e 63, Lei nº 11.343/06, demonstrando a vontade legislativa 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 638491 RG / PR constante de tratamento do tema, por observância do parágrafo único do artigo 243 da Constituição Federal. A rigor, a norma constitucional não excepcionou o tema como interpretado pelo Tribunal a quo. Veja a letra da Carta Magna: Art. 243. As glebas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas serão imediatamente expropriadas e especificamente destinadas ao assentamento de colonos, para o cultivo de produtos alimentícios e medicamentosos, sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Parágrafo único. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins será confiscado e reverterá em benefício de instituições e pessoal especializados no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização, controle, prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias. Por outro lado, o tema, aparentemente tranquilo, ainda não foi objeto de apreciação pelo Plenário desta Corte. No entanto, órgãos fracionários do Superior Tribunal de Justiça têm entendido pela necessidade de demonstração da utilização costumeira do bem para a prática delitiva nos casos de perdimento RMS 20136, Quinta Turma, Ministra Laurita Vaz, Dje 01/03/10 (fl. 488). Embora ausente o tratamento jurisprudencial sobre o tema no Pleno, a Primeira Turma, ao apreciar medida cautelar na Ação Cautelar nº 82, Relator Ministro Marco Aurélio, assim se pronunciou: "Agravo de instrumento Eficácia suspensiva ativa Tráfico de drogas Apreensão e confisco de bem utilizado Art. 243, parágrafo único, da CF. Impõe-se o empréstimo de eficácia suspensiva ativa a agravo, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Supremo Tribunal Federal RE 638491 RG / PR constante de tratamento do tema, por observância do parágrafo único do artigo 243 da Constituição Federal. A rigor, a norma constitucional não excepcionou o tema como interpretado pelo Tribunal a quo. Veja a letra da Carta Magna: Art. 243. As glebas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas serão imediatamente expropriadas e especificamente destinadas ao assentamento de colonos, para o cultivo de produtos alimentícios e medicamentosos, sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Parágrafo único. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins será confiscado e reverterá em benefício de instituições e pessoal especializados no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização, controle, prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias. Por outro lado, o tema, aparentemente tranquilo, ainda não foi objeto de apreciação pelo Plenário desta Corte. No entanto, órgãos fracionários do Superior Tribunal de Justiça têm entendido pela necessidade de demonstração da utilização costumeira do bem para a prática delitiva nos casos de perdimento RMS 20136, Quinta Turma, Ministra Laurita Vaz, Dje 01/03/10 (fl. 488). Embora ausente o tratamento jurisprudencial sobre o tema no Pleno, a Primeira Turma, ao apreciar medida cautelar na Ação Cautelar nº 82, Relator Ministro Marco Aurélio, assim se pronunciou: "Agravo de instrumento Eficácia suspensiva ativa Tráfico de drogas Apreensão e confisco de bem utilizado Art. 243, parágrafo único, da CF. Impõe-se o empréstimo de eficácia suspensiva ativa a agravo, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 638491 RG / PR suspendendo-se acórdão impugnado mediante extraordinário a que visa imprimir trânsito, quando o pronunciamento judicial revele distinção, não contemplada na CF, consubstanciada na exigência de utilização constante e habitual de bem em tráfico de droga, para chegar-se à apreensão e confisco." (, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 3-2-2004, Primeira Turma, DJ de 28-5-2004.) Destaco, por oportuno, trecho do Voto do Ministro Ayres Britto, que acompanhou o Relator: (...) Aliás, nessa matéria, a Constituição, sentando praça do seu rigor normativo, admite até a expropriação pura e simples de glebas onde tais culturas sejam implantadas. NO citado parágrafo único, usou de dois pronomes radicais: todo e qualquer bem. Não há dúvida de que o seu propósito é tratar com severidade incomum essa matéria, dispensando-lhe um rigor absolutamente inusitado. Acompanho o eminente Relator. De fato, o tema e está a merecer apreciação do Supremo. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão geral das questões constitucionais suscitadas no recurso extraordinário, em razão do pleno atendimento do artigo 543-A, § 1º, do Código de Processo Civil e submeto-a a apreciação dos Pares deste Supremo Tribunal. Publique-se. Int.. Brasília, 11 de abril de 2013. Ministro Luiz Fux Relator 2. O acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Supremo Tribunal Federal RE 638491 RG / PR suspendendo-se acórdão impugnado mediante extraordinário a que visa imprimir trânsito, quando o pronunciamento judicial revele distinção, não contemplada na CF, consubstanciada na exigência de utilização constante e habitual de bem em tráfico de droga, para chegar-se à apreensão e confisco." (, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 3-2-2004, Primeira Turma, DJ de 28-5-2004.) Destaco, por oportuno, trecho do Voto do Ministro Ayres Britto, que acompanhou o Relator: (...) Aliás, nessa matéria, a Constituição, sentando praça do seu rigor normativo, admite até a expropriação pura e simples de glebas onde tais culturas sejam implantadas. NO citado parágrafo único, usou de dois pronomes radicais: todo e qualquer bem. Não há dúvida de que o seu propósito é tratar com severidade incomum essa matéria, dispensando-lhe um rigor absolutamente inusitado. Acompanho o eminente Relator. De fato, o tema e está a merecer apreciação do Supremo. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão geral das questões constitucionais suscitadas no recurso extraordinário, em razão do pleno atendimento do artigo 543-A, § 1º, do Código de Processo Civil e submeto-a a apreciação dos Pares deste Supremo Tribunal. Publique-se. Int.. Brasília, 11 de abril de 2013. Ministro Luiz Fux Relator 2. O acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 638491 RG / PR data de 26 de janeiro de 2006, ou seja, oportunidade em que julgados os embargos declaratórios. O instituto da repercussão geral apenas foi regulamentado em 3 de maio de 2007. Então, considerada a aplicação da lei no tempo, tem-se que, relativamente ao recurso extraordinário interposto, revelando o inconformismo do Ministério Público estadual, para haver exame por Colegiado do Supremo, não é necessária a observância do mecanismo da repercussão geral. 3. Manifesto-me pela inadequação do instituto. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 25 de abril de 2013, às 17h50. Ministro MARCO AURÉLIO 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Supremo Tribunal Federal RE 638491 RG / PR data de 26 de janeiro de 2006, ou seja, oportunidade em que julgados os embargos declaratórios. O instituto da repercussão geral apenas foi regulamentado em 3 de maio de 2007. Então, considerada a aplicação da lei no tempo, tem-se que, relativamente ao recurso extraordinário interposto, revelando o inconformismo do Ministério Público estadual, para haver exame por Colegiado do Supremo, não é necessária a observância do mecanismo da repercussão geral. 3. Manifesto-me pela inadequação do instituto. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 25 de abril de 2013, às 17h50. Ministro MARCO AURÉLIO 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3779387
2013-05-02T00:00:00
2013-05-13T00:00:00
Decisão: O Tribunal, por maioria, reputou constitucional a questão, vencidos os Ministros Marco Aurélio e Teori Zavascki. Não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Rosa Weber. O Tribunal, por maioria, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, vencidos os Ministros Marco Aurélio e Teori Zavascki. Não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Ministro LUIZ FUX Relator
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. VEÍCULO APREENDIDO COM O SUJEITO ATIVO. DECRETAÇÃO DE PERDIMENTO DO BEM. EXIGÊNCIA DE HABITUALIDADE DO USO DO BEM NA PRÁTICA CRIMINOSA OU ADULTERAÇÃO PARA DIFICULTAR A DESCOBERTA DO LOCAL DE ACONDICIONAMENTO. INTERPRETAÇÃO DE ARTIGO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PRONUNCIAMENTO DO PLENÁRIO DO SUPREMO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA.
repercussao-geral4842
REPERCUSSÃO GERAL - MÉRITO JULGADO - Acórdão(s) citado(s): (REPERCUSSÃO GERAL, RECURSO EXTRAORDINÁRIO, ACÓRDÃO, PUBLICAÇÃO, MOMENTO ANTERIOR, VIGÊNCIA, INSTITUTO JURÍDICO) RE 540410 QO (TP). (CONFISCO DE BENS, TRÁFICO DE ENTORPECENTE, HABITUALIDADE DO USO) AC 82 MC (1ªT). - Acórdão(s) citado(s) - outros tribunais: STJ: RMS 20136. Número de páginas: 15. Análise: 06/03/2014, IVA. Revisão: 29/04/2014, SER.
LUIZ FUX
Tribunal Pleno
638491
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 INC-00003 LET-A ART-00243\r\n PAR-ÚNICO \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-0543A PAR-00001 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n", "LEG-FED LEI-006368 ANO-1976\r\n ART-00012 ART-00034 PAR-00013 \r\n LTX-1976 LEI DE TÓXICOS\r\n", "LEG-FED LEI-010409 ANO-2002\r\n ART-00044 ART-00045 ART-00046 ART-00048\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\r\n ART-00060 ART-00061 ART-00062 ART-00063\r\n ART-00064 \r\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS" ]
RE-RG
acordaos
RE 638491 RG
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RECTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ RECDO.(A/S) : CARLOS ALEXANDRE GOMES ADV.(A/S) : ISRAEL BATISTA DE MOURA
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Decisão sobre Repercussão Geral 02/05/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 638.491 PARANÁ RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ RECDO.(A/S) :CARLOS ALEXANDRE GOMES ADV.(A/S) :ISRAEL BATISTA DE MOURA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. VEÍCULO APREENDIDO COM O SUJEITO ATIVO. DECRETAÇÃO DE PERDIMENTO DO BEM. EXIGÊNCIA DE HABITUALIDADE DO USO DO BEM NA PRÁTICA CRIMINOSA OU ADULTERAÇÃO PARA DIFICULTAR A DESCOBERTA DO LOCAL DE ACONDICIONAMENTO. INTERPRETAÇÃO DE ARTIGO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PRONUNCIAMENTO DO PLENÁRIO DO SUPREMO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. Decisão: O Tribunal, por maioria, reputou constitucional a questão, vencidos os Ministros Marco Aurélio e Teori Zavascki. Não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Rosa Weber. O Tribunal, por maioria, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, vencidos os Ministros Marco Aurélio e Teori Zavascki. Não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765406. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Decisão sobre Repercussão Geral Recurso Extraordinário 638491 RG / PR Ministro LUIZ FUX Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765406. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 638491 RG / PR Ministro LUIZ FUX Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765406. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral 02/05/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 638.491 PARANÁ RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. VEÍCULO APREENDIDO COM O SUJEITO ATIVO. DECRETAÇÃO DE PERDIMENTO DO BEM. EXIGÊNCIA DE HABITUALIDADE DO USO DO BEM NA PRÁTICA CRIMINOSA OU ADULTERAÇÃO PARA DIFICULTAR A DESCOBERTA DO LOCAL DE ACONDICIONAMENTO. INTERPRETAÇÃO DO ARTIGO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PRONUNCIAMENTO DO PLENÁRIO DO SUPREMO. REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. Manifestação: Cuida-se de recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público Federal, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão prolatado pela 5... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná que proveu parcialmente o recurso de apelação, cuja ementa segue transcrita: EMENTA: APELAÇÃO CRIMINAL. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. RECURSO DA DEFESA. PLEITO DE ABSOLVIÇÃO, POR AVENTADA INSUFICIÊNCIA DE PROVAS A EMBASAR A CONDENAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESCONHECIMENTO DA DROGA TRANSPORTADA NO VEÍCULO. TESE NÃO ACATADA. QUADRO FÁTICO QUE EVIDENCIA O CONTRÁRIO. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. CONJUNTO PROBATÓRIO SATISFATÓRIO A FUNDAMENTAR A CONDENAÇÃO ATACADA. PEDIDO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765407. Supremo Tribunal Federal 02/05/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 638.491 PARANÁ RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. VEÍCULO APREENDIDO COM O SUJEITO ATIVO. DECRETAÇÃO DE PERDIMENTO DO BEM. EXIGÊNCIA DE HABITUALIDADE DO USO DO BEM NA PRÁTICA CRIMINOSA OU ADULTERAÇÃO PARA DIFICULTAR A DESCOBERTA DO LOCAL DE ACONDICIONAMENTO. INTERPRETAÇÃO DO ARTIGO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PRONUNCIAMENTO DO PLENÁRIO DO SUPREMO. REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. Manifestação: Cuida-se de recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público Federal, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão prolatado pela 5... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná que proveu parcialmente o recurso de apelação, cuja ementa segue transcrita: EMENTA: APELAÇÃO CRIMINAL. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. RECURSO DA DEFESA. PLEITO DE ABSOLVIÇÃO, POR AVENTADA INSUFICIÊNCIA DE PROVAS A EMBASAR A CONDENAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESCONHECIMENTO DA DROGA TRANSPORTADA NO VEÍCULO. TESE NÃO ACATADA. QUADRO FÁTICO QUE EVIDENCIA O CONTRÁRIO. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. CONJUNTO PROBATÓRIO SATISFATÓRIO A FUNDAMENTAR A CONDENAÇÃO ATACADA. PEDIDO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 638491 RG / PR DE RESTITUIÇÃO DE VEÍCULO. AUSÊNCIA DE PROVA DE QUE ESTIVESSE PREVIAMENTE PREPARADO PARA O TRANSPORTE DA DROGA OU MESMO DE SUA REGULAR UTILIZAÇÃO NO COMÉRCIO ILÍCITO. DECRETAÇÃO DE PERDA AFASTADA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. RECURSO MINISTERIAL. INSURGÊNCIA EM RELAÇÃO AO 'QUANTUM' DA PENA APLICADA AOS RÉUS. PLEITO DE MAJORAÇÃO. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE CORRETAMENTE FIXADA POUCO ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. PENA DE MULTA FIXADA NO MÍNIMO LEGAL. AUMENTO. NECESSIDADE DE PROPORCIONALIDADE COM A PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. READEQUAÇÃO DE OFÍCIO DO VALOR UNITÁRIO, DE ACORDO COM O PREVISTO NO ART. 38, § 1..., DA LEI DE TÓXICOS. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. Nas razões do recurso extraordinário o Parquet alega violação ao artigo 243, parágrafo único, da Constituição Federal. Não aponta a preliminar de repercussão geral, porquanto a intimação do acórdão recorrido ocorreu em momento anterior a 3 de maio de 2007. Sustenta, em síntese, que o acórdão recorrido contrariou a norma da Carta Magna, ao afastar o perdimento do veículo utilizado pelo apelante e o comparsa no transporte da droga para fins de tráfico quando foram apreendidos em flagrante delito, sob a alegação de que não existiria prova suficiente do uso reiterado do veículo para traficar. Articula com a necessidade de interpretação teleológica do dispositivo constitucional em consonância com a legislação infraconstitucional artigo 34 da Lei n 6.368/76 (regime substituído pelos artigos 44 a 46 da Lei n 10.409/02, por sua vez revogados pelos artigos 60 e seguintes da Lei n 11.343/06), uma vez que não previu a norma a habitualidade como requisito para o perdimento de bens. Em contrarrazões, o réu condenado sustenta o acerto do aresto recorrido. Na origem, o recorrido foi preso em flagrante com Gilberto Fagundes portando aproximadamente 88 quilos de maconha no porta- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765407. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 638491 RG / PR DE RESTITUIÇÃO DE VEÍCULO. AUSÊNCIA DE PROVA DE QUE ESTIVESSE PREVIAMENTE PREPARADO PARA O TRANSPORTE DA DROGA OU MESMO DE SUA REGULAR UTILIZAÇÃO NO COMÉRCIO ILÍCITO. DECRETAÇÃO DE PERDA AFASTADA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. RECURSO MINISTERIAL. INSURGÊNCIA EM RELAÇÃO AO 'QUANTUM' DA PENA APLICADA AOS RÉUS. PLEITO DE MAJORAÇÃO. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE CORRETAMENTE FIXADA POUCO ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. PENA DE MULTA FIXADA NO MÍNIMO LEGAL. AUMENTO. NECESSIDADE DE PROPORCIONALIDADE COM A PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. READEQUAÇÃO DE OFÍCIO DO VALOR UNITÁRIO, DE ACORDO COM O PREVISTO NO ART. 38, § 1..., DA LEI DE TÓXICOS. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. Nas razões do recurso extraordinário o Parquet alega violação ao artigo 243, parágrafo único, da Constituição Federal. Não aponta a preliminar de repercussão geral, porquanto a intimação do acórdão recorrido ocorreu em momento anterior a 3 de maio de 2007. Sustenta, em síntese, que o acórdão recorrido contrariou a norma da Carta Magna, ao afastar o perdimento do veículo utilizado pelo apelante e o comparsa no transporte da droga para fins de tráfico quando foram apreendidos em flagrante delito, sob a alegação de que não existiria prova suficiente do uso reiterado do veículo para traficar. Articula com a necessidade de interpretação teleológica do dispositivo constitucional em consonância com a legislação infraconstitucional artigo 34 da Lei n 6.368/76 (regime substituído pelos artigos 44 a 46 da Lei n 10.409/02, por sua vez revogados pelos artigos 60 e seguintes da Lei n 11.343/06), uma vez que não previu a norma a habitualidade como requisito para o perdimento de bens. Em contrarrazões, o réu condenado sustenta o acerto do aresto recorrido. Na origem, o recorrido foi preso em flagrante com Gilberto Fagundes portando aproximadamente 88 quilos de maconha no porta- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 638491 RG / PR malas do GM- Ômega de placa AEK 3842. Devidamente denunciados e processados, foram condenados como incursos nas penas do artigo 12 da Lei n 6.368/76 a 5 anos de prisão e ao perdimento do veículo. O Tribunal a quo, por unanimidade, deu parcial provimento às apelações, para afastar o perdimento do veículo, por ausência de prova de que o veículo fosse preparado para transportar a droga, tipo fundo falso, e da reiteração do uso para o crime. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. É contra esse pronunciamento que se volta o extraordinário. A presidência da Tribunal de Justiça do Paraná proferiu juízo positivo da admissibilidade. É o relatório. MANIFESTO-ME. Ab initio, verifico estarem presentes os pressupostos processuais recursais. A peça veio subscrita por Procurador de Justiça do Ministério Público Estadual e foi protocolizada dentro do prazo legal. Embora o recurso tenha sido interposto em data anterior a 03/07/2007, este Supremo Tribunal já firmou entendimento sobre a possibilidade de aplicação da sistemática de julgamento de recursos repetitivos mesmo a processos anteriores à referida data, conforme ementa do Recurso Extraordinário 540410, Relator Ministro Cezar Peluso: EMENTA: RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da Constituição Federal de 1988/88. Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso interposto contra acórdão publicado antes de 03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de origem. Aplicação do art. 543-B do Código de Processo Civil. Precedente (AI n 715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos cujo tema constitucional apresente repercussão geral reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007. Nesse sentido, a questão controvertida no extraordinário configura hipótese de julgamento de recursos repetitivos, uma vez que o Tribunal a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765407. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 638491 RG / PR malas do GM- Ômega de placa AEK 3842. Devidamente denunciados e processados, foram condenados como incursos nas penas do artigo 12 da Lei n 6.368/76 a 5 anos de prisão e ao perdimento do veículo. O Tribunal a quo, por unanimidade, deu parcial provimento às apelações, para afastar o perdimento do veículo, por ausência de prova de que o veículo fosse preparado para transportar a droga, tipo fundo falso, e da reiteração do uso para o crime. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. É contra esse pronunciamento que se volta o extraordinário. A presidência da Tribunal de Justiça do Paraná proferiu juízo positivo da admissibilidade. É o relatório. MANIFESTO-ME. Ab initio, verifico estarem presentes os pressupostos processuais recursais. A peça veio subscrita por Procurador de Justiça do Ministério Público Estadual e foi protocolizada dentro do prazo legal. Embora o recurso tenha sido interposto em data anterior a 03/07/2007, este Supremo Tribunal já firmou entendimento sobre a possibilidade de aplicação da sistemática de julgamento de recursos repetitivos mesmo a processos anteriores à referida data, conforme ementa do Recurso Extraordinário 540410, Relator Ministro Cezar Peluso: EMENTA: RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da Constituição Federal de 1988/88. Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso interposto contra acórdão publicado antes de 03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de origem. Aplicação do art. 543-B do Código de Processo Civil. Precedente (AI n 715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos cujo tema constitucional apresente repercussão geral reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007. Nesse sentido, a questão controvertida no extraordinário configura hipótese de julgamento de recursos repetitivos, uma vez que o Tribunal a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 638491 RG / PR quo afastou o perdimento do bem, veículo utilizado pelos réus condenados por tráfico de drogas, por interpretar que existe a necessidade prévia preparação do veículo para disfarçar o transporte, ou o uso reiterado do carro na traficância para a arrecadação compulsória do bem. A legislação aplicada, o artigo 34, § 13..., da Lei 6368/76, contém norma que foi repetida nos artigos 46 e 48 da Lei n 10409/06 e, atualmente, pelos artigos 60 e 63 da Lei n 11.343/06, demonstrando a vontade legislativa constante de tratamento do tema, por observância do parágrafo único do artigo 243 da Constituição Federal. A rigor, a norma constitucional não excepcionou o tema como interpretado pelo Tribunal a quo. Veja a letra da Carta Magna: Art. 243. As glebas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas serão imediatamente expropriadas e especificamente destinadas ao assentamento de colonos, para o cultivo de produtos alimentícios e medicamentosos, sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Parágrafo único. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins será confiscado e reverterá em benefício de instituições e pessoal especializados no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização, controle, prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias. Por outro lado, o tema, aparentemente tranquilo, ainda não foi objeto de apreciação pelo Plenário desta Corte. No entanto, órgãos fracionários do Superior Tribunal de Justiça têm entendido pela necessidade de demonstração da utilização costumeira do bem para a prática delitiva nos casos de perdimento (RMS 20136, Quinta Turma, Ministra Laurita Vaz, Dje 01/03/10 (fl. 488). Embora ausente o tratamento jurisprudencial sobre o tema no Pleno, a Primeira Turma, ao apreciar medida cautelar na Ação Cautelar n 82, Relator Ministro Marco Aurélio, assim se pronunciou: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765407. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 638491 RG / PR quo afastou o perdimento do bem, veículo utilizado pelos réus condenados por tráfico de drogas, por interpretar que existe a necessidade prévia preparação do veículo para disfarçar o transporte, ou o uso reiterado do carro na traficância para a arrecadação compulsória do bem. A legislação aplicada, o artigo 34, § 13..., da Lei 6368/76, contém norma que foi repetida nos artigos 46 e 48 da Lei n 10409/06 e, atualmente, pelos artigos 60 e 63 da Lei n 11.343/06, demonstrando a vontade legislativa constante de tratamento do tema, por observância do parágrafo único do artigo 243 da Constituição Federal. A rigor, a norma constitucional não excepcionou o tema como interpretado pelo Tribunal a quo. Veja a letra da Carta Magna: Art. 243. As glebas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas serão imediatamente expropriadas e especificamente destinadas ao assentamento de colonos, para o cultivo de produtos alimentícios e medicamentosos, sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Parágrafo único. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins será confiscado e reverterá em benefício de instituições e pessoal especializados no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização, controle, prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias. Por outro lado, o tema, aparentemente tranquilo, ainda não foi objeto de apreciação pelo Plenário desta Corte. No entanto, órgãos fracionários do Superior Tribunal de Justiça têm entendido pela necessidade de demonstração da utilização costumeira do bem para a prática delitiva nos casos de perdimento (RMS 20136, Quinta Turma, Ministra Laurita Vaz, Dje 01/03/10 (fl. 488). Embora ausente o tratamento jurisprudencial sobre o tema no Pleno, a Primeira Turma, ao apreciar medida cautelar na Ação Cautelar n 82, Relator Ministro Marco Aurélio, assim se pronunciou: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 638491 RG / PR "Agravo de instrumento Eficácia suspensiva ativa Tráfico de drogas Apreensão e confisco de bem utilizado Art. 243, parágrafo único, da Constituição Federal de 1988. Impõe-se o empréstimo de eficácia suspensiva ativa a agravo, suspendendo-se acórdão impugnado mediante extraordinário a que visa imprimir trânsito, quando o pronunciamento judicial revele distinção, não contemplada na Constituição Federal de 1988, consubstanciada na exigência de utilização constante e habitual de bem em tráfico de droga, para chegar-se à apreensão e confisco." (, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 3-2-2004, Primeira Turma, DJ de 28-5-2004.) Destaco, por oportuno, trecho do Voto do Ministro Ayres Britto, que acompanhou o Relator: (...) Aliás, nessa matéria, a Constituição, sentando praça do seu rigor normativo, admite até a expropriação pura e simples de glebas onde tais culturas sejam implantadas. No citado parágrafo único, usou de dois pronomes radicais: todo e qualquer bem. Não há dúvida de que o seu propósito é tratar com severidade incomum essa matéria, dispensando-lhe um rigor absolutamente inusitado. Acompanho o eminente Relator. De fato, o tema e está a merecer apreciação do Supremo. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão geral das questões constitucionais suscitadas no recurso extraordinário, em razão do pleno atendimento do artigo 543-A, § 1..., do Código de Processo Civil e submeto-a à apreciação dos Pares deste Supremo Tribunal. Publique-se. Int.. Brasília, 11 de abril de 2013. Ministro LUIZ FUX Relator 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765407. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 638491 RG / PR "Agravo de instrumento Eficácia suspensiva ativa Tráfico de drogas Apreensão e confisco de bem utilizado Art. 243, parágrafo único, da Constituição Federal de 1988. Impõe-se o empréstimo de eficácia suspensiva ativa a agravo, suspendendo-se acórdão impugnado mediante extraordinário a que visa imprimir trânsito, quando o pronunciamento judicial revele distinção, não contemplada na Constituição Federal de 1988, consubstanciada na exigência de utilização constante e habitual de bem em tráfico de droga, para chegar-se à apreensão e confisco." (, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 3-2-2004, Primeira Turma, DJ de 28-5-2004.) Destaco, por oportuno, trecho do Voto do Ministro Ayres Britto, que acompanhou o Relator: (...) Aliás, nessa matéria, a Constituição, sentando praça do seu rigor normativo, admite até a expropriação pura e simples de glebas onde tais culturas sejam implantadas. No citado parágrafo único, usou de dois pronomes radicais: todo e qualquer bem. Não há dúvida de que o seu propósito é tratar com severidade incomum essa matéria, dispensando-lhe um rigor absolutamente inusitado. Acompanho o eminente Relator. De fato, o tema e está a merecer apreciação do Supremo. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão geral das questões constitucionais suscitadas no recurso extraordinário, em razão do pleno atendimento do artigo 543-A, § 1..., do Código de Processo Civil e submeto-a à apreciação dos Pares deste Supremo Tribunal. Publique-se. Int.. Brasília, 11 de abril de 2013. Ministro LUIZ FUX Relator 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 638.491 PARANÁ PRONUNCIAMENTO REPERCUSSÃO GERAL – APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO – INADEQUAÇÃO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário n 638.491/PR, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 12 de abril de 2013. A Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, ao prover parcialmente a Apelação n 301.889-1, conferiu interpretação estrita ao artigo 34 da Lei n 6.368/76. Assentou a impossibilidade de confisco em favor da União de veículo utilizado para prática de tráfico de entorpecentes quando ausentes as características da habitualidade e da destinação específica do objeto ao desempenho da conduta delitiva. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. No extraordinário protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o Ministério Público do Estado do Paraná argui ofensa ao artigo 243, parágrafo único, da Carta da República. Aponta a existência de nexo de instrumentalidade entre o crime cometido e o emprego do veículo, ocasionando o desvirtuamento da finalidade social da propriedade do bem. Afirma mostrar-se irrelevante, para a declaração de perda, o uso rotineiro dos instrumentos no tráfico de entorpecentes. Assevera ser viável o confisco de todos os bens apreendidos em decorrência da aludida atividade criminosa. Destaca haver precedentes do Supremo no sentido Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 638.491 PARANÁ PRONUNCIAMENTO REPERCUSSÃO GERAL – APLICAÇÃO DA LEI NO TEMPO – INADEQUAÇÃO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário n 638.491/PR, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 12 de abril de 2013. A Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, ao prover parcialmente a Apelação n 301.889-1, conferiu interpretação estrita ao artigo 34 da Lei n 6.368/76. Assentou a impossibilidade de confisco em favor da União de veículo utilizado para prática de tráfico de entorpecentes quando ausentes as características da habitualidade e da destinação específica do objeto ao desempenho da conduta delitiva. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. No extraordinário protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o Ministério Público do Estado do Paraná argui ofensa ao artigo 243, parágrafo único, da Carta da República. Aponta a existência de nexo de instrumentalidade entre o crime cometido e o emprego do veículo, ocasionando o desvirtuamento da finalidade social da propriedade do bem. Afirma mostrar-se irrelevante, para a declaração de perda, o uso rotineiro dos instrumentos no tráfico de entorpecentes. Assevera ser viável o confisco de todos os bens apreendidos em decorrência da aludida atividade criminosa. Destaca haver precedentes do Supremo no sentido Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 638491 RG / PR da tese que sustenta. Anoto ter sido o acórdão publicado em 24 de fevereiro de 2006, anteriormente à entrada em vigência do citado sistema. O recorrido, nas contrarrazões, diz da ausência de afronta aos dispositivos constitucionais evocados. Argumenta que o automóvel apreendido seria utilizado exclusivamente na execução das atividades relacionadas à empresa onde trabalha, não tendo sido preparado especialmente para a prática de nenhum delito. O extraordinário foi admitido na origem. A Procuradoria Geral da República, em parecer, opina pelo provimento do recurso. Assinala não importar, para aplicação da pena de perdimento, a habitualidade do uso do bem apreendido. Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. VEÍCULO APREENDIDO COM O SUJEITO ATIVO. DECRETAÇÃO DE PERDIMENTO DO BEM. EXIGÊNCIA DE HABITUALIDADE DO USO DO BEM NA PRATICA CRIMINOSA OU ADULTERAÇÃO PARA DIFICULTAR A DESCOBERTA DO LOCAL DE ACONDICIONAMENTO. INTEPRETAÇÃO DO ARTIGO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PRONUNCIAMENTO DO PLENÁRIO DO SUPREMO. REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. Manifestação: Cuida-se de recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público Federal, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 638491 RG / PR da tese que sustenta. Anoto ter sido o acórdão publicado em 24 de fevereiro de 2006, anteriormente à entrada em vigência do citado sistema. O recorrido, nas contrarrazões, diz da ausência de afronta aos dispositivos constitucionais evocados. Argumenta que o automóvel apreendido seria utilizado exclusivamente na execução das atividades relacionadas à empresa onde trabalha, não tendo sido preparado especialmente para a prática de nenhum delito. O extraordinário foi admitido na origem. A Procuradoria Geral da República, em parecer, opina pelo provimento do recurso. Assinala não importar, para aplicação da pena de perdimento, a habitualidade do uso do bem apreendido. Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PENAL. PROCESSO PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. VEÍCULO APREENDIDO COM O SUJEITO ATIVO. DECRETAÇÃO DE PERDIMENTO DO BEM. EXIGÊNCIA DE HABITUALIDADE DO USO DO BEM NA PRATICA CRIMINOSA OU ADULTERAÇÃO PARA DIFICULTAR A DESCOBERTA DO LOCAL DE ACONDICIONAMENTO. INTEPRETAÇÃO DO ARTIGO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AUSÊNCIA DE PRONUNCIAMENTO DO PLENÁRIO DO SUPREMO. REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. Manifestação: Cuida-se de recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público Federal, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 638491 RG / PR contra acórdão prolatado pela 5... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná que proveu parcialmente o recurso de apelação, cuja ementa segue transcrita: EMENTA: APELAÇÃO CRIMINAL. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. RECURSO DA DEFESA. PLEITO DE ABSOLVIÇÃO, POR AVENTADA INSUFICIÊNCIA DE PROVAS A EMBASAR A CONDENAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESCONHECIMENTO DA DROGA TRANSPORTADA NO VEÍCULO. TESE NÃO ACATADA. QUADRO FÁTICO QUE EVIDENCIA O CONTRÁRIO. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. CONJUNTO PROBATÓRIO SATISFATÓRIO A FUNDAMENTAR A CONDENAÇÃO ATACADA. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE VEÍCULO. AUSÊNCIA DE PROVA DE QUE ESTIVESSE PREVIAMENTE PREPARADO PARA O TRANSPORTE DA DROGA OU MESMO DE SUA REGULAR UTILIZAÇÃO NO COMÉRCIO ILÍCITO. DECRETAÇÃO DE PERDA AFASTADA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. RECURSO MINISTERIAL. INSURGÊNCIA EM RELAÇÃO AO 'QUANTUM' DA PENA APLICADA AOS RÉUS. PLEITO DE MAJORAÇÃO. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE CORRETAMENTE FIXADA POUCO ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. PENA DE MULTA FIXADA NO MÍNIMO LEGAL. AUMENTO. NECESSIDADE DE PROPORCIONALIDADE COM A PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. READEQUAÇÃO DE OFÍCIO DO VALOR UNITÁRIO, DE ACORDO COM O PREVISTO NO ART. 38, § 1..., DA LEI DE TÓXICOS. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. Nas razões do recurso extraordinário o Parquet alega violação ao artigo 243, parágrafo único, todos da Constituição Federal. Não aponta a preliminar de repercussão geral, porquanto a intimação do acórdão 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 638491 RG / PR contra acórdão prolatado pela 5... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná que proveu parcialmente o recurso de apelação, cuja ementa segue transcrita: EMENTA: APELAÇÃO CRIMINAL. DELITO DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. RECURSO DA DEFESA. PLEITO DE ABSOLVIÇÃO, POR AVENTADA INSUFICIÊNCIA DE PROVAS A EMBASAR A CONDENAÇÃO. ALEGAÇÃO DE DESCONHECIMENTO DA DROGA TRANSPORTADA NO VEÍCULO. TESE NÃO ACATADA. QUADRO FÁTICO QUE EVIDENCIA O CONTRÁRIO. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. CONJUNTO PROBATÓRIO SATISFATÓRIO A FUNDAMENTAR A CONDENAÇÃO ATACADA. PEDIDO DE RESTITUIÇÃO DE VEÍCULO. AUSÊNCIA DE PROVA DE QUE ESTIVESSE PREVIAMENTE PREPARADO PARA O TRANSPORTE DA DROGA OU MESMO DE SUA REGULAR UTILIZAÇÃO NO COMÉRCIO ILÍCITO. DECRETAÇÃO DE PERDA AFASTADA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. RECURSO MINISTERIAL. INSURGÊNCIA EM RELAÇÃO AO 'QUANTUM' DA PENA APLICADA AOS RÉUS. PLEITO DE MAJORAÇÃO. PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE CORRETAMENTE FIXADA POUCO ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. PENA DE MULTA FIXADA NO MÍNIMO LEGAL. AUMENTO. NECESSIDADE DE PROPORCIONALIDADE COM A PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE. READEQUAÇÃO DE OFÍCIO DO VALOR UNITÁRIO, DE ACORDO COM O PREVISTO NO ART. 38, § 1..., DA LEI DE TÓXICOS. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. Nas razões do recurso extraordinário o Parquet alega violação ao artigo 243, parágrafo único, todos da Constituição Federal. Não aponta a preliminar de repercussão geral, porquanto a intimação do acórdão 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 638491 RG / PR recorrido ocorreu em momento anterior a 3 de maio de 2007. Sustenta, em síntese, que o acórdão recorrido contrariou a norma da Carta Magna, ao afastar o perdimento do veículo utilizado pelo apelante e o comparsa no transporte da droga para fins de tráfico quando foram apreendidos em flagrante delito, sob a alegação de que não existiria prova suficiente do uso reiterado do veículo para traficar. Articula com a necessidade de intepretação teleológica do dispositivo constitucional em consonância com a legislação infraconstitucional artigo 34 da Lei n 6.368/76 (regime substituído pelos artigos 44 a 46 da Lei n 10.409/02, por sua vez revogados pelos artigos 60 e seguintes da Lei n 11.343/06), uma vez que não previu a norma a habitualidade como requisito para o perdimento de bens. Em contrarrazões, o réu condenado sustenta o acerto do aresto recorrido. Na origem, o recorrido foi preso em flagrante com Gilberto Fagundes portando aproximadamente 88 quilos de maconha no porta-malas do GM- Ômega de placas AEK 3842. Devidamente denunciados e processados, foram condenados como incursos nas penas do artigo 12 da Lei n 6.368/76 a 5 anos de prisão e ao perdimento do veículo. O Tribunal a quo, por unanimidade, deu parcial provimento às apelações, para afastar o perdimento do veículo, por ausência de prova de que o veículo fosse preparado para transportar a droga, tipo fundo falso, e da reiteração do uso para o crime. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. É contra esse pronunciamento que se volta o extraordinário. A presidência da Tribunal de Justiça do Paraná 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 638491 RG / PR recorrido ocorreu em momento anterior a 3 de maio de 2007. Sustenta, em síntese, que o acórdão recorrido contrariou a norma da Carta Magna, ao afastar o perdimento do veículo utilizado pelo apelante e o comparsa no transporte da droga para fins de tráfico quando foram apreendidos em flagrante delito, sob a alegação de que não existiria prova suficiente do uso reiterado do veículo para traficar. Articula com a necessidade de intepretação teleológica do dispositivo constitucional em consonância com a legislação infraconstitucional artigo 34 da Lei n 6.368/76 (regime substituído pelos artigos 44 a 46 da Lei n 10.409/02, por sua vez revogados pelos artigos 60 e seguintes da Lei n 11.343/06), uma vez que não previu a norma a habitualidade como requisito para o perdimento de bens. Em contrarrazões, o réu condenado sustenta o acerto do aresto recorrido. Na origem, o recorrido foi preso em flagrante com Gilberto Fagundes portando aproximadamente 88 quilos de maconha no porta-malas do GM- Ômega de placas AEK 3842. Devidamente denunciados e processados, foram condenados como incursos nas penas do artigo 12 da Lei n 6.368/76 a 5 anos de prisão e ao perdimento do veículo. O Tribunal a quo, por unanimidade, deu parcial provimento às apelações, para afastar o perdimento do veículo, por ausência de prova de que o veículo fosse preparado para transportar a droga, tipo fundo falso, e da reiteração do uso para o crime. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. É contra esse pronunciamento que se volta o extraordinário. A presidência da Tribunal de Justiça do Paraná 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 638491 RG / PR proferiu juízo positivo da admissibilidade. É o relatório. MANIFESTO-ME. Ab initio, verifico estarem presentes os pressupostos processuais recursais. A peça veio subscrita por Procurador de Justiça do Ministério Público Estadual e foi protocolizada dentro do prazo legal. Embora o recurso tenha sido interposto em data anterior a 03/07/2007, este Supremo Tribunal já firmou entendimento sobre a possibilidade de aplicação da sistemática de julgamento de recursos repetitivos mesmo a processos anteriores à referida data, conforme ementa do Recurso Extraordinário 540410, Relator Ministro Cezar Peluso: EMENTA: RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da Constituição Federal de 1988/88. Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso interposto contra acórdão publicado antes de 03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de origem. Aplicação do art. 543-B do Código de Processo Civil. Precedente (AI n 715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos cujo tema constitucional apresente repercussão geral reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007. Nesse sentido, a questão controvertida no extraordinário configura hipótese de julgamento de recursos repetitivos, uma vez que o Tribunal a quo afastou o perdimento do bem veículo utilizado pelos réus condenados por tráfico de drogas, por interpretar que existe a necessidade prévia preparação do veículo para disfarçar o transporte, ou o uso reiterado do carro na traficância para a arrecadação compulsória do bem. A legislação aplicada, o artigo 34, § 13..., da Lei 6368/76, contém norma que foi repetida nos artigos 46 e 48 da Lei n 10409/06 e, atualmente, pelos artigos 60 e 63, Lei n 11.343/06, demonstrando a vontade legislativa 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 638491 RG / PR proferiu juízo positivo da admissibilidade. É o relatório. MANIFESTO-ME. Ab initio, verifico estarem presentes os pressupostos processuais recursais. A peça veio subscrita por Procurador de Justiça do Ministério Público Estadual e foi protocolizada dentro do prazo legal. Embora o recurso tenha sido interposto em data anterior a 03/07/2007, este Supremo Tribunal já firmou entendimento sobre a possibilidade de aplicação da sistemática de julgamento de recursos repetitivos mesmo a processos anteriores à referida data, conforme ementa do Recurso Extraordinário 540410, Relator Ministro Cezar Peluso: EMENTA: RECURSO. Extraordinário. Previdência social. Benefício previdenciário de prestação continuada. Art. 203, V, da Constituição Federal de 1988/88. Repercussão Geral do tema. Reconhecimento pelo Plenário. Recurso interposto contra acórdão publicado antes de 03.05.2007. Irrelevância. Devolução dos autos ao Tribunal de origem. Aplicação do art. 543-B do Código de Processo Civil. Precedente (AI n 715.423-RS-QO, Rel. Min. ELLEN GRACIE). Aplica-se o disposto no art. 543-B do Código de Processo Civil aos recursos cujo tema constitucional apresente repercussão geral reconhecida pelo Plenário, ainda que interpostos contra acórdãos publicados antes de 3 de maio de 2007. Nesse sentido, a questão controvertida no extraordinário configura hipótese de julgamento de recursos repetitivos, uma vez que o Tribunal a quo afastou o perdimento do bem veículo utilizado pelos réus condenados por tráfico de drogas, por interpretar que existe a necessidade prévia preparação do veículo para disfarçar o transporte, ou o uso reiterado do carro na traficância para a arrecadação compulsória do bem. A legislação aplicada, o artigo 34, § 13..., da Lei 6368/76, contém norma que foi repetida nos artigos 46 e 48 da Lei n 10409/06 e, atualmente, pelos artigos 60 e 63, Lei n 11.343/06, demonstrando a vontade legislativa 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 638491 RG / PR constante de tratamento do tema, por observância do parágrafo único do artigo 243 da Constituição Federal. A rigor, a norma constitucional não excepcionou o tema como interpretado pelo Tribunal a quo. Veja a letra da Carta Magna: Art. 243. As glebas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas serão imediatamente expropriadas e especificamente destinadas ao assentamento de colonos, para o cultivo de produtos alimentícios e medicamentosos, sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Parágrafo único. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins será confiscado e reverterá em benefício de instituições e pessoal especializados no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização, controle, prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias. Por outro lado, o tema, aparentemente tranquilo, ainda não foi objeto de apreciação pelo Plenário desta Corte. No entanto, órgãos fracionários do Superior Tribunal de Justiça têm entendido pela necessidade de demonstração da utilização costumeira do bem para a prática delitiva nos casos de perdimento RMS 20136, Quinta Turma, Ministra Laurita Vaz, Dje 01/03/10 (fl. 488). Embora ausente o tratamento jurisprudencial sobre o tema no Pleno, a Primeira Turma, ao apreciar medida cautelar na Ação Cautelar n 82, Relator Ministro Marco Aurélio, assim se pronunciou: "Agravo de instrumento Eficácia suspensiva ativa Tráfico de drogas Apreensão e confisco de bem utilizado Art. 243, parágrafo único, da Constituição Federal de 1988. Impõe-se o empréstimo de eficácia suspensiva ativa a agravo, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 638491 RG / PR constante de tratamento do tema, por observância do parágrafo único do artigo 243 da Constituição Federal. A rigor, a norma constitucional não excepcionou o tema como interpretado pelo Tribunal a quo. Veja a letra da Carta Magna: Art. 243. As glebas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas serão imediatamente expropriadas e especificamente destinadas ao assentamento de colonos, para o cultivo de produtos alimentícios e medicamentosos, sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previstas em lei. Parágrafo único. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins será confiscado e reverterá em benefício de instituições e pessoal especializados no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização, controle, prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias. Por outro lado, o tema, aparentemente tranquilo, ainda não foi objeto de apreciação pelo Plenário desta Corte. No entanto, órgãos fracionários do Superior Tribunal de Justiça têm entendido pela necessidade de demonstração da utilização costumeira do bem para a prática delitiva nos casos de perdimento RMS 20136, Quinta Turma, Ministra Laurita Vaz, Dje 01/03/10 (fl. 488). Embora ausente o tratamento jurisprudencial sobre o tema no Pleno, a Primeira Turma, ao apreciar medida cautelar na Ação Cautelar n 82, Relator Ministro Marco Aurélio, assim se pronunciou: "Agravo de instrumento Eficácia suspensiva ativa Tráfico de drogas Apreensão e confisco de bem utilizado Art. 243, parágrafo único, da Constituição Federal de 1988. Impõe-se o empréstimo de eficácia suspensiva ativa a agravo, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 638491 RG / PR suspendendo-se acórdão impugnado mediante extraordinário a que visa imprimir trânsito, quando o pronunciamento judicial revele distinção, não contemplada na Constituição Federal de 1988, consubstanciada na exigência de utilização constante e habitual de bem em tráfico de droga, para chegar-se à apreensão e confisco." (, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 3-2-2004, Primeira Turma, DJ de 28-5-2004.) Destaco, por oportuno, trecho do Voto do Ministro Ayres Britto, que acompanhou o Relator: (...) Aliás, nessa matéria, a Constituição, sentando praça do seu rigor normativo, admite até a expropriação pura e simples de glebas onde tais culturas sejam implantadas. NO citado parágrafo único, usou de dois pronomes radicais: todo e qualquer bem. Não há dúvida de que o seu propósito é tratar com severidade incomum essa matéria, dispensando-lhe um rigor absolutamente inusitado. Acompanho o eminente Relator. De fato, o tema e está a merecer apreciação do Supremo. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão geral das questões constitucionais suscitadas no recurso extraordinário, em razão do pleno atendimento do artigo 543-A, § 1..., do Código de Processo Civil e submeto-a a apreciação dos Pares deste Supremo Tribunal. Publique-se. Int.. Brasília, 11 de abril de 2013. Ministro Luiz Fux Relator 2. O acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 638491 RG / PR suspendendo-se acórdão impugnado mediante extraordinário a que visa imprimir trânsito, quando o pronunciamento judicial revele distinção, não contemplada na Constituição Federal de 1988, consubstanciada na exigência de utilização constante e habitual de bem em tráfico de droga, para chegar-se à apreensão e confisco." (, Rel. Min. Marco Aurélio, julgamento em 3-2-2004, Primeira Turma, DJ de 28-5-2004.) Destaco, por oportuno, trecho do Voto do Ministro Ayres Britto, que acompanhou o Relator: (...) Aliás, nessa matéria, a Constituição, sentando praça do seu rigor normativo, admite até a expropriação pura e simples de glebas onde tais culturas sejam implantadas. NO citado parágrafo único, usou de dois pronomes radicais: todo e qualquer bem. Não há dúvida de que o seu propósito é tratar com severidade incomum essa matéria, dispensando-lhe um rigor absolutamente inusitado. Acompanho o eminente Relator. De fato, o tema e está a merecer apreciação do Supremo. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão geral das questões constitucionais suscitadas no recurso extraordinário, em razão do pleno atendimento do artigo 543-A, § 1..., do Código de Processo Civil e submeto-a a apreciação dos Pares deste Supremo Tribunal. Publique-se. Int.. Brasília, 11 de abril de 2013. Ministro Luiz Fux Relator 2. O acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 638491 RG / PR data de 26 de janeiro de 2006, ou seja, oportunidade em que julgados os embargos declaratórios. O instituto da repercussão geral apenas foi regulamentado em 3 de maio de 2007. Então, considerada a aplicação da lei no tempo, tem-se que, relativamente ao recurso extraordinário interposto, revelando o inconformismo do Ministério Público estadual, para haver exame por Colegiado do Supremo, não é necessária a observância do mecanismo da repercussão geral. 3. Manifesto-me pela inadequação do instituto. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 25 de abril de 2013, às 17h50. Ministro MARCO AURÉLIO 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 638491 RG / PR data de 26 de janeiro de 2006, ou seja, oportunidade em que julgados os embargos declaratórios. O instituto da repercussão geral apenas foi regulamentado em 3 de maio de 2007. Então, considerada a aplicação da lei no tempo, tem-se que, relativamente ao recurso extraordinário interposto, revelando o inconformismo do Ministério Público estadual, para haver exame por Colegiado do Supremo, não é necessária a observância do mecanismo da repercussão geral. 3. Manifesto-me pela inadequação do instituto. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 25 de abril de 2013, às 17h50. Ministro MARCO AURÉLIO 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741188. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
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Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Paraná", "Ministério Público Estadual", "Supremo Tribunal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Paraná", "Ministério Público Estadual", "Supremo Tribunal", "Plenário", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Pleno", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "União", "Ministério Público do Estado do Paraná", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "União", "Ministério Público do Estado do Paraná", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria Geral da República", "PLENÁRIO", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria Geral da República", "PLENÁRIO", "SUPREMO", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "5", ".", ".", ".", "Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "5", ".", ". . Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Paraná", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Paraná", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Estadual", "Supremo Tribunal", "Plenário", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Estadual", "Supremo Tribunal", "Plenário", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Pleno", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Superior Tribunal de Justiça", "Quinta Turma", "Pleno", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo", "Supremo Tribunal", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo", "Tribunal de Justiça do Estado do Paraná", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público estadual", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "CARLOS ALEXANDRE GOMES", "ISRAEL BATISTA DE MOURA", "Marco Aurélio", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Teori Zavascki", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Cármen", "Lúcia", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Gilberto Fagundes", "Gilberto Fagundes", "Cezar Peluso", "ELLEN GRACIE", "Cezar Peluso", "ELLEN GRACIE", "Laurita Vaz", "Marco Aurélio", "Laurita Vaz", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Ayres Britto", "LUIZ FUX", "Marco Aurélio", "Ayres Britto", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Gilberto Fagundes", "Gilberto Fagundes", "Cezar Peluso", "ELLEN GRACIE", "Cezar Peluso", "ELLEN GRACIE", "Laurita Vaz", "Marco Aurélio", "Laurita Vaz", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "Ayres Britto", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Ayres", "Britto", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO" ], "TEMPO": [ "02", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de maio de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de maio de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "07", "/", "2007", "03", ".", "05", ".", "2007", "3 de maio de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "07", "/", "2007", "03", ".", "05", ".", "2007", "3 de maio de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "03", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "03", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "-", "2", "-", "2004", "28", "-", "5", "-", "2004", "11 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "-", "2", "-", "2004", "28", "-", "5", "-", "2004", "11 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de maio de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "3 de maio de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "07", "/", "2007", "03", ".", "05", ".", "2007", "3 de maio de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", "/", "07", "/", "2007", "03", ".", "05", ".", "2007", "3 de maio de 2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "03", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", "/", "03", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "-", "2", "-", "2004", "28", "-", "5", "-", "2004", "11 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "-", "2", "-", "2004", "28", "-", "5", "-", "2004", "11 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de janeiro de 2006", "3 de maio de 2007", "25 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de janeiro de 2006", "3 de maio de 2007", "25 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.974 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE CHAPECÓ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ AGDO.(A/S) :CLARICE PEREIRA DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (PROCESSO Nº 2008.069127-6) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO. AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883910. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.974 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE CHAPECÓ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ AGDO.(A/S) :CLARICE PEREIRA DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (PROCESSO Nº 2008.069127-6) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, que negou seguimento à reclamação, com fundamento na inexistência de identidade temática entre a súmula vinculante 4 e o acórdão impugnado, que teria se limitado a anular a sentença “ante a impossibilidade de indeferimento da inicial com base em razões de mérito” (Dje de 16/06/2010). No agravo regimental (fls. 77/78), o recorrente insiste na procedência da reclamação, com fundamento na tese de que: “As razões do presente agravo têm principal espeque em decisões oriundas do próprio STF, nas outras 5 reclamações que estão tramitando concomitantemente a esta, com idêntico pedido e causa de pedir. (…) O pedido do Município de Chapecó merece ser levado à apreciação do colegiado, até por que as demais reclamações, acima enumeradas foram recebidas, e, em uma delas, mais precisamente a de nº 8972, cujo relator é Eminente Ministro Joaquim Barbosa, a liminar foi deferida, para suspender o processo, no tribunal de origem. Assim, sem mais digressões, apenas para assegurar que as decisões sejam equânimes, é que se pleiteia a remessa desta reclamação à apreciação do colegiado”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883911. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.974 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE CHAPECÓ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ AGDO.(A/S) :CLARICE PEREIRA DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (PROCESSO Nº 2008.069127-6) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, que negou seguimento à reclamação, com fundamento na inexistência de identidade temática entre a súmula vinculante 4 e o acórdão impugnado, que teria se limitado a anular a sentença “ante a impossibilidade de indeferimento da inicial com base em razões de mérito” (Dje de 16/06/2010). No agravo regimental (fls. 77/78), o recorrente insiste na procedência da reclamação, com fundamento na tese de que: “As razões do presente agravo têm principal espeque em decisões oriundas do próprio STF, nas outras 5 reclamações que estão tramitando concomitantemente a esta, com idêntico pedido e causa de pedir. (…) O pedido do Município de Chapecó merece ser levado à apreciação do colegiado, até por que as demais reclamações, acima enumeradas foram recebidas, e, em uma delas, mais precisamente a de nº 8972, cujo relator é Eminente Ministro Joaquim Barbosa, a liminar foi deferida, para suspender o processo, no tribunal de origem. Assim, sem mais digressões, apenas para assegurar que as decisões sejam equânimes, é que se pleiteia a remessa desta reclamação à apreciação do colegiado”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883911. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório RCL 8974 AGR / SC É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883911. Supremo Tribunal Federal RCL 8974 AGR / SC É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883911. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.974 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada foi proferida sob fundamento de que não existiria identidade temática entre o acórdão reclamado e a súmula vinculante 4. Já, no agravo regimental, o recorrente insiste que o pedido formulado na inicial deveria ser julgado por órgão colegiado. Assim, é evidente a deficiência de fundamentação do recurso, porque as razões nele sustentadas destoam do conteúdo da decisão recorrida, o que implica a incidência da súmula 284. Em caso semelhante, assim decidiu o Pleno da Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. NÃO ATENDIMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO STF. RECURSO COM CARÁTER PROTELATÓRIO. MULTA. 1. O não atendimento aos pressupostos de recorribilidade impõe a negativa de seguimento do recurso. 2. É condição de êxito do agravo regimental que suas razões se voltem contra os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não conhecimento do recurso. Súmula 284/STF. 3. Recurso que possui nítido caráter protelatório. Multa de 1% sobre o valor corrigido da causa. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 263161- AgR-EDv-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Pleno, DJe de 28/08/2009. No mesmo sentido: AI 743629-AgR-EDv-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno, DJe de 11/11/2010; AI 563219-AgR-EDv- AgR-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe de 01/08/2012). 2. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883912. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.974 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada foi proferida sob fundamento de que não existiria identidade temática entre o acórdão reclamado e a súmula vinculante 4. Já, no agravo regimental, o recorrente insiste que o pedido formulado na inicial deveria ser julgado por órgão colegiado. Assim, é evidente a deficiência de fundamentação do recurso, porque as razões nele sustentadas destoam do conteúdo da decisão recorrida, o que implica a incidência da súmula 284. Em caso semelhante, assim decidiu o Pleno da Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. NÃO ATENDIMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO STF. RECURSO COM CARÁTER PROTELATÓRIO. MULTA. 1. O não atendimento aos pressupostos de recorribilidade impõe a negativa de seguimento do recurso. 2. É condição de êxito do agravo regimental que suas razões se voltem contra os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não conhecimento do recurso. Súmula 284/STF. 3. Recurso que possui nítido caráter protelatório. Multa de 1% sobre o valor corrigido da causa. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 263161- AgR-EDv-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Pleno, DJe de 28/08/2009. No mesmo sentido: AI 743629-AgR-EDv-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno, DJe de 11/11/2010; AI 563219-AgR-EDv- AgR-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe de 01/08/2012). 2. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.974 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CHAPECÓ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ AGDO.(A/S) : CLARICE PEREIRA DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (PROCESSO Nº 2008.069127-6) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951404 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.974 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CHAPECÓ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ AGDO.(A/S) : CLARICE PEREIRA DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (PROCESSO Nº 2008.069127-6) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951404 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3962414
2013-05-23T00:00:00
2013-06-11T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO. AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO.
sjur232795
- Acórdão(s) citado(s): (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA) RE 263161 AgR-EDv-AgR (TP), AI 743629 AgR-EDv-ED (TP), AI 563219 AGrEDv-AgR-ED (TP). Número de páginas: 5. Análise: 20/06/2013, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Tribunal Pleno
8974
[ "LEG-FED SUMSTF-000284 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 8974 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CHAPECÓ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ AGDO.(A/S) : CLARICE PEREIRA DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (PROCESSO Nº 2008.069127-6)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.974 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE CHAPECÓ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ AGDO.(A/S) :CLARICE PEREIRA DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (PROCESSO n 2008.069127-6) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. RECURSO. AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DO FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 284. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883910. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.974 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE CHAPECÓ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ AGDO.(A/S) :CLARICE PEREIRA DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (PROCESSO n 2008.069127-6) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, que negou seguimento à reclamação, com fundamento na inexistência de identidade temática entre a súmula vinculante 4 e o acórdão impugnado, que teria se limitado a anular a sentença “ante a impossibilidade de indeferimento da inicial com base em razões de mérito” (Dje de 16/06/2010). No agravo regimental (fls. 77/78), o recorrente insiste na procedência da reclamação, com fundamento na tese de que: “As razões do presente agravo têm principal espeque em decisões oriundas do próprio Supremo Tribunal Federal, nas outras 5 reclamações que estão tramitando concomitantemente a esta, com idêntico pedido e causa de pedir. (…) O pedido do Município de Chapecó merece ser levado à apreciação do colegiado, até por que as demais reclamações, acima enumeradas foram recebidas, e, em uma delas, mais precisamente a de n 8972, cujo relator é Eminente Ministro Joaquim Barbosa, a liminar foi deferida, para suspender o processo, no tribunal de origem. Assim, sem mais digressões, apenas para assegurar que as decisões sejam equânimes, é que se pleiteia a remessa desta reclamação à apreciação do colegiado”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883911. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.974 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE CHAPECÓ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ AGDO.(A/S) :CLARICE PEREIRA DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (PROCESSO n 2008.069127-6) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, que negou seguimento à reclamação, com fundamento na inexistência de identidade temática entre a súmula vinculante 4 e o acórdão impugnado, que teria se limitado a anular a sentença “ante a impossibilidade de indeferimento da inicial com base em razões de mérito” (Dje de 16/06/2010). No agravo regimental (fls. 77/78), o recorrente insiste na procedência da reclamação, com fundamento na tese de que: “As razões do presente agravo têm principal espeque em decisões oriundas do próprio Supremo Tribunal Federal, nas outras 5 reclamações que estão tramitando concomitantemente a esta, com idêntico pedido e causa de pedir. (…) O pedido do Município de Chapecó merece ser levado à apreciação do colegiado, até por que as demais reclamações, acima enumeradas foram recebidas, e, em uma delas, mais precisamente a de n 8972, cujo relator é Eminente Ministro Joaquim Barbosa, a liminar foi deferida, para suspender o processo, no tribunal de origem. Assim, sem mais digressões, apenas para assegurar que as decisões sejam equânimes, é que se pleiteia a remessa desta reclamação à apreciação do colegiado”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883911. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório RCL 8974 AGR / SC É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883911. Supremo Tribunal Federal RCL 8974 AGR / SC É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883911. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.974 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada foi proferida sob fundamento de que não existiria identidade temática entre o acórdão reclamado e a súmula vinculante 4. Já, no agravo regimental, o recorrente insiste que o pedido formulado na inicial deveria ser julgado por órgão colegiado. Assim, é evidente a deficiência de fundamentação do recurso, porque as razões nele sustentadas destoam do conteúdo da decisão recorrida, o que implica a incidência da súmula 284. Em caso semelhante, assim decidiu o Pleno da Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. NÃO ATENDIMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO COM CARÁTER PROTELATÓRIO. MULTA. 1. O não atendimento aos pressupostos de recorribilidade impõe a negativa de seguimento do recurso. 2. É condição de êxito do agravo regimental que suas razões se voltem contra os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não conhecimento do recurso. Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 3. Recurso que possui nítido caráter protelatório. Multa de 1% sobre o valor corrigido da causa. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 263161- AgR-EDv-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Pleno, DJe de 28/08/2009. No mesmo sentido: AI 743629-AgR-EDv-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno, DJe de 11/11/2010; AI 563219-AgR-EDv- AgR-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe de 01/08/2012). 2. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883912. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.974 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada foi proferida sob fundamento de que não existiria identidade temática entre o acórdão reclamado e a súmula vinculante 4. Já, no agravo regimental, o recorrente insiste que o pedido formulado na inicial deveria ser julgado por órgão colegiado. Assim, é evidente a deficiência de fundamentação do recurso, porque as razões nele sustentadas destoam do conteúdo da decisão recorrida, o que implica a incidência da súmula 284. Em caso semelhante, assim decidiu o Pleno da Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. NÃO ATENDIMENTO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 284 DO Supremo Tribunal Federal. RECURSO COM CARÁTER PROTELATÓRIO. MULTA. 1. O não atendimento aos pressupostos de recorribilidade impõe a negativa de seguimento do recurso. 2. É condição de êxito do agravo regimental que suas razões se voltem contra os fundamentos da decisão agravada, sob pena de não conhecimento do recurso. Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 3. Recurso que possui nítido caráter protelatório. Multa de 1% sobre o valor corrigido da causa. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 263161- AgR-EDv-AgR, Rel. Min. Eros Grau, Pleno, DJe de 28/08/2009. No mesmo sentido: AI 743629-AgR-EDv-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno, DJe de 11/11/2010; AI 563219-AgR-EDv- AgR-ED, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe de 01/08/2012). 2. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883912. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.974 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CHAPECÓ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ AGDO.(A/S) : CLARICE PEREIRA DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (PROCESSO n 2008.069127-6) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951404 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.974 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE CHAPECÓ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE CHAPECÓ AGDO.(A/S) : CLARICE PEREIRA DE OLIVEIRA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA (PROCESSO n 2008.069127-6) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951404 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
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Decisão sobre Repercussão Geral 02/05/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.531 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RECDO.(A/S) :D V D ADV.(A/S) :ALBERTO ZACHARIAS TORON ADV.(A/S) :EDSON JUNJI TORIHARA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :C E T R INTDO.(A/S) :A S INTDO.(A/S) :E P B N INTDO.(A/S) :R L B INTDO.(A/S) :B B INTDO.(A/S) :R M DE S P RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. CRIMINAL. INTERCEPTAÇÃO, POR TERCEIROS, DE COMUNICAÇÕES DE DADOS E TELEMÁTICAS DE SISTEMAS MANTIDOS POR ENTES PÚBLICOS FEDERAIS. FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO PARA CONHECER E JULGAR A AÇÃO PENAL AJUIZADA. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. Decisão: O Tribunal, por maioria, reputou constitucional a questão, vencidos os Ministros Teori Zavascki, Celso de Mello e Dias Toffoli. Não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Rosa Weber. O Tribunal, por maioria, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, vencidos os Ministros Teori Zavascki, Celso de Mello e Dias Toffoli. Não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765403. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Decisão sobre Repercussão Geral RE 626531 RG / SP Ministro LUIZ FUX Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765403. Supremo Tribunal Federal RE 626531 RG / SP Ministro LUIZ FUX Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral 02/05/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.531 SÃO PAULO Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. CRIMINAL. INTERCEPTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES DE DADOS E TELEMÁTICAS DE SISTEMAS MANTIDOS POR ENTES PÚBLICOS FEDERAIS. FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO PARA CONHECER E JULGAR A AÇÃO PENAL AJUIZADA. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. Manifestação: Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público Federal, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que, ao apreciar o habeas corpus impetrado em favor do recorrido, assim decidiu (folhas 1534/1536): EMENTA PROCESSUAL PENAL E PENAL: HABEAS CORPUS. CRIMES PREVISTOS NO ARTIGO 288 DO CP E ARTIGO 10 DA LEI Nº 9.296/96. QUESTÃO PRELIMINAR. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. DENÚNCIA. NÃO DESCRIÇÃO DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL PREJUÍZO AO ERÁRIO. NEM LESÃO A SERVIÇOS. BEM JURÍDICO OU INTERESSES DA UNIÃO OU DE ENTIDADE FEDERAL. CONDUTA IMPUTADA NA DENÚNCIA QUE GERA EFEITOS SOBRE PARTICULARES. NÃO CONFIGURAÇÃO DA HIPÓTESE PREVISTA NO ARTIGO 109, INCISO IV DA CF. EXORDIAL ACUSATÓRIA NÃO NOTICIA A OCORRÊNCIA DE INTERCEPTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES DE INFORMÁTICA OU TELEMÁTICA. OBTENÇÃO E DIVULGAÇÃO DE TELAS DOS SISTEMAS DA ADMINISTRAÇÃO. NÃO CONFIGURADAS NENHUMA DAS HIPÓTESES DE COMPETÊNCIA CRIMINAL ESPECÍFICA ESTABELECIDAS NOS DEMAIS INCISOS DO ARTIGO 109 DA CF. I Em matéria penal a competência geral da Justiça Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Supremo Tribunal Federal 02/05/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.531 SÃO PAULO Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. CRIMINAL. INTERCEPTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES DE DADOS E TELEMÁTICAS DE SISTEMAS MANTIDOS POR ENTES PÚBLICOS FEDERAIS. FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO PARA CONHECER E JULGAR A AÇÃO PENAL AJUIZADA. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. Manifestação: Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público Federal, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que, ao apreciar o habeas corpus impetrado em favor do recorrido, assim decidiu (folhas 1534/1536): EMENTA PROCESSUAL PENAL E PENAL: HABEAS CORPUS. CRIMES PREVISTOS NO ARTIGO 288 DO CP E ARTIGO 10 DA LEI Nº 9.296/96. QUESTÃO PRELIMINAR. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. DENÚNCIA. NÃO DESCRIÇÃO DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL PREJUÍZO AO ERÁRIO. NEM LESÃO A SERVIÇOS. BEM JURÍDICO OU INTERESSES DA UNIÃO OU DE ENTIDADE FEDERAL. CONDUTA IMPUTADA NA DENÚNCIA QUE GERA EFEITOS SOBRE PARTICULARES. NÃO CONFIGURAÇÃO DA HIPÓTESE PREVISTA NO ARTIGO 109, INCISO IV DA CF. EXORDIAL ACUSATÓRIA NÃO NOTICIA A OCORRÊNCIA DE INTERCEPTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES DE INFORMÁTICA OU TELEMÁTICA. OBTENÇÃO E DIVULGAÇÃO DE TELAS DOS SISTEMAS DA ADMINISTRAÇÃO. NÃO CONFIGURADAS NENHUMA DAS HIPÓTESES DE COMPETÊNCIA CRIMINAL ESPECÍFICA ESTABELECIDAS NOS DEMAIS INCISOS DO ARTIGO 109 DA CF. I Em matéria penal a competência geral da Justiça Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 626531 RG / SP Federal está inserida ano artigo 109 da Constituição Federal. II No presente caso, a denúncia traz o resumo das degravações das conversas havidas entre os denunciados (dentre eles o ora paciente) e terceiros não identificados, narrando fatos que versam sobre os crimes de interceptação telefônica e divulgação de segredos, em tese praticados pelo paciente e outros, em detrimento de LRDA e PHA. III A denúncia, da forma em que foi apresentada, não descreve a ocorrência de eventual prejuízo ao Erário, nem lesão a serviços, bem jurídico ou interesse da União ou de Entidade Federal. IV O crime atribuído ao réu, ora paciente, limita-se, segundo a exordial acusatória, a surtir efeitos sobre particulares, de forma a não justificar a competência da Justiça Federal, na hipótese descrita no artigo 109, inciso IV, da CF. V Único apontamento constante da denúncia que poderia levar à competência da Justiça Federal diz respeito à obtenção e divulgação de telas de sistemas da administração pública. VI Os réus foram denunciados com incursos nas sanções do delito tipificado no art. 10 da Lei n° 9.269/96, cujo bem jurídico tutelado é, sem sombra de dúvidas, o sigilo das comunicações, amparado pelo art. 5º, inciso XII, da Carta Magna. VII Relativamente aos particulares, a denúncia efetivamente descreve a ocorrência de interceptações de comunicações. Todavia, quanto à administração pública, não noticia a denúncia que tenha havido interceptação de comunicação de informática ou telemática, mas que foram obtidas e divulgadas telas dos sistemas da administração. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Supremo Tribunal Federal RE 626531 RG / SP Federal está inserida ano artigo 109 da Constituição Federal. II No presente caso, a denúncia traz o resumo das degravações das conversas havidas entre os denunciados (dentre eles o ora paciente) e terceiros não identificados, narrando fatos que versam sobre os crimes de interceptação telefônica e divulgação de segredos, em tese praticados pelo paciente e outros, em detrimento de LRDA e PHA. III A denúncia, da forma em que foi apresentada, não descreve a ocorrência de eventual prejuízo ao Erário, nem lesão a serviços, bem jurídico ou interesse da União ou de Entidade Federal. IV O crime atribuído ao réu, ora paciente, limita-se, segundo a exordial acusatória, a surtir efeitos sobre particulares, de forma a não justificar a competência da Justiça Federal, na hipótese descrita no artigo 109, inciso IV, da CF. V Único apontamento constante da denúncia que poderia levar à competência da Justiça Federal diz respeito à obtenção e divulgação de telas de sistemas da administração pública. VI Os réus foram denunciados com incursos nas sanções do delito tipificado no art. 10 da Lei n° 9.269/96, cujo bem jurídico tutelado é, sem sombra de dúvidas, o sigilo das comunicações, amparado pelo art. 5º, inciso XII, da Carta Magna. VII Relativamente aos particulares, a denúncia efetivamente descreve a ocorrência de interceptações de comunicações. Todavia, quanto à administração pública, não noticia a denúncia que tenha havido interceptação de comunicação de informática ou telemática, mas que foram obtidas e divulgadas telas dos sistemas da administração. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 626531 RG / SP VIII Interceptar é captar, conhecer o conteúdo de forma indevida e como dolo, pelo agente. A interceptação telemática, assim, só se dá para obtenção das telas dos sistemas da administração caso os interessados tivessem ingressado ilegalmente nos sistemas, o que a denúncia não noticia. IX Telas de sistemas da Administração Pública podem ser obtidas por livre acesso a sites e pressupõem a invasão desses sites, não restando configurada a hipótese previstas no artigo 109, IV, da CF que exige o efetivo interesse ou prejuízo dos entes federais para a configuração da competência da Justiça Federal. X De igual sorte não se cuida de nenhuma das hipóteses de competência criminal específica, estabelecidas nos demais incisos do artigo 109, da CF. XI Ordem concedida de ofício para reconhecer a incompetência da Justiça Federal para julgar o presente feito e declarar a nulidade dos atos decisórios da ação penal nº 2005.61.81.002929-6, inclusive o recebimento da denúncia e determinar o encaminhamento da ação penal à Justiça Estadual. Julgo prejudicada a impetração, tornando sem efeito a liminar. Nos embargos de declaração interpostos, o Ministério Público Federal realçou ter havido violação de sigilo de informações contidas em bancos de dados de órgãos federais (sistemas do Departamento de Polícia Federal, Senasp e Infoseg), acentuando, por isso, que, nos termos do artigo 109, IV, da Constituição Federal, a competência da Justiça Federal, e não a Estadual, para conhecer e julgar o Processo-Crime nº 2005.61.81.002929-6, em face do dano a serviço público prestado pela União. Os embargos declaratórios 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Supremo Tribunal Federal RE 626531 RG / SP VIII Interceptar é captar, conhecer o conteúdo de forma indevida e como dolo, pelo agente. A interceptação telemática, assim, só se dá para obtenção das telas dos sistemas da administração caso os interessados tivessem ingressado ilegalmente nos sistemas, o que a denúncia não noticia. IX Telas de sistemas da Administração Pública podem ser obtidas por livre acesso a sites e pressupõem a invasão desses sites, não restando configurada a hipótese previstas no artigo 109, IV, da CF que exige o efetivo interesse ou prejuízo dos entes federais para a configuração da competência da Justiça Federal. X De igual sorte não se cuida de nenhuma das hipóteses de competência criminal específica, estabelecidas nos demais incisos do artigo 109, da CF. XI Ordem concedida de ofício para reconhecer a incompetência da Justiça Federal para julgar o presente feito e declarar a nulidade dos atos decisórios da ação penal nº 2005.61.81.002929-6, inclusive o recebimento da denúncia e determinar o encaminhamento da ação penal à Justiça Estadual. Julgo prejudicada a impetração, tornando sem efeito a liminar. Nos embargos de declaração interpostos, o Ministério Público Federal realçou ter havido violação de sigilo de informações contidas em bancos de dados de órgãos federais (sistemas do Departamento de Polícia Federal, Senasp e Infoseg), acentuando, por isso, que, nos termos do artigo 109, IV, da Constituição Federal, a competência da Justiça Federal, e não a Estadual, para conhecer e julgar o Processo-Crime nº 2005.61.81.002929-6, em face do dano a serviço público prestado pela União. Os embargos declaratórios 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 626531 RG / SP foram rejeitados, in verbis: PROCESSUAL PENAL: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ART. 10 LEI N° 9.296/96 INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. REQUISISTOS DO ART. 109, IV, DA CF. INEXISTÊNXIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL MANTIDA. EMBARGOS REJEITADOS. I Contradição que não se fundamenta, na medida em que nos autos de nº 2006.03.00.035704-2, quando do julgamento da questão de ordem e posteriormente dos embargos de declaração, a questão da competência desta Justiça para processamento dos fatos foi justamente o objeto de discussão no voto proferido por esta E. Turma. II Quando toda a matéria redarguida já foi exaustivamente enfrentada no âmbito do r. Decisum, não há irregularidade a ser sanada. III A questão da incompetência da Justiça Federal para processamento de fatos que atinjam exclusivamente direitos ou bens de particulares, mesmo em se tratado de direito ou bens de particulares, mesmo em se tratado de direito ao sigilo telefônico, não foi tangenciado pelo acórdão embargado, foi diretamente tratado e afastado, sendo o cerne da discussão e julgamento por esta Turma. IV Competência da Justiça Estadual mantida. Precedentes do E. Superior Tribunal de Justiça. ( Informativos n. 383 do E. STF) V Embargos rejeitados. Do voto condutor do julgamento dos embargos colhem-se os seguintes fundamentos: (...) Alega o embargante que o acórdão é contraditório na medida em que enfrentando a questão da competência 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Supremo Tribunal Federal RE 626531 RG / SP foram rejeitados, in verbis: PROCESSUAL PENAL: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ART. 10 LEI N° 9.296/96 INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. REQUISISTOS DO ART. 109, IV, DA CF. INEXISTÊNXIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL MANTIDA. EMBARGOS REJEITADOS. I Contradição que não se fundamenta, na medida em que nos autos de nº 2006.03.00.035704-2, quando do julgamento da questão de ordem e posteriormente dos embargos de declaração, a questão da competência desta Justiça para processamento dos fatos foi justamente o objeto de discussão no voto proferido por esta E. Turma. II Quando toda a matéria redarguida já foi exaustivamente enfrentada no âmbito do r. Decisum, não há irregularidade a ser sanada. III A questão da incompetência da Justiça Federal para processamento de fatos que atinjam exclusivamente direitos ou bens de particulares, mesmo em se tratado de direito ou bens de particulares, mesmo em se tratado de direito ao sigilo telefônico, não foi tangenciado pelo acórdão embargado, foi diretamente tratado e afastado, sendo o cerne da discussão e julgamento por esta Turma. IV Competência da Justiça Estadual mantida. Precedentes do E. Superior Tribunal de Justiça. ( Informativos n. 383 do E. STF) V Embargos rejeitados. Do voto condutor do julgamento dos embargos colhem-se os seguintes fundamentos: (...) Alega o embargante que o acórdão é contraditório na medida em que enfrentando a questão da competência 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 626531 RG / SP da Justiça Federal, decidiu de maneira diversa daquela constante nos autos do HC nº 2006.03.00.035704-2, cujo paciente é co-réu Carlos Benardo Torres Rodenburg, não afastando a competência desta Corte. Em uma primeira observação, tenho que a contradição alegada não se fundamenta, na medida em que naqueles autos, quando do julgamento da questão de ordem e posteriormente dos embargos de declaração, a questão da competência desta Justiça para processamento dos fatos foi justamente o objeto de discussão no voto proferido por esta E. Turma, confira-se: Os presentes embargos ostentam caráter infringente pretendendo o embargante, em verdade, a reapreciação e modificação da decisão, o que não se coaduna com a via processual eleita. O ponto de insurgência aduzido na questão de ordem não somente foi enfrentado, como foi o cerne da decisão embargada, justamente pela arguição de omissão do julgado no HC nº 2006.03.00.035704-2, que segundo esta Relatora apontou, foi silente quando à questão da competência para julgamento da causa. Portanto, a decisão embargada expressamente se manifestou sobre a questão da competência, referindo- se ao julgado nos autos do HC nº 2008.03.00.001673-9, por esta 2ª Turma, ao declarar nulidade do julgamento do v. Acórdão prolatado nestes autos, por proclamar a incompetência desta Justiça. (...). O Ministério Público Federal, nas razões do recurso extraordinário de folhas 1.580/1596, sustenta que o acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região violou o disposto no artigo 109, IV, da Constituição 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Supremo Tribunal Federal RE 626531 RG / SP da Justiça Federal, decidiu de maneira diversa daquela constante nos autos do HC nº 2006.03.00.035704-2, cujo paciente é co-réu Carlos Benardo Torres Rodenburg, não afastando a competência desta Corte. Em uma primeira observação, tenho que a contradição alegada não se fundamenta, na medida em que naqueles autos, quando do julgamento da questão de ordem e posteriormente dos embargos de declaração, a questão da competência desta Justiça para processamento dos fatos foi justamente o objeto de discussão no voto proferido por esta E. Turma, confira-se: Os presentes embargos ostentam caráter infringente pretendendo o embargante, em verdade, a reapreciação e modificação da decisão, o que não se coaduna com a via processual eleita. O ponto de insurgência aduzido na questão de ordem não somente foi enfrentado, como foi o cerne da decisão embargada, justamente pela arguição de omissão do julgado no HC nº 2006.03.00.035704-2, que segundo esta Relatora apontou, foi silente quando à questão da competência para julgamento da causa. Portanto, a decisão embargada expressamente se manifestou sobre a questão da competência, referindo- se ao julgado nos autos do HC nº 2008.03.00.001673-9, por esta 2ª Turma, ao declarar nulidade do julgamento do v. Acórdão prolatado nestes autos, por proclamar a incompetência desta Justiça. (...). O Ministério Público Federal, nas razões do recurso extraordinário de folhas 1.580/1596, sustenta que o acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região violou o disposto no artigo 109, IV, da Constituição 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 626531 RG / SP Federal ao declarar a incompetência da Justiça Federal para processar e julgar a ação penal ajuizada em virtude de suposta infração do disposto no artigo 10 da Lei nº 9.296/96 e artigo 288 do Código Penal (interceptação de comunicações de informática ou telemática de dados do sistema de administração, em quadrilha), praticada contra bens e serviços prestados por entes federais. Em capítulo destacado, o Ministério Público Federal sustenta a existência de repercussão geral da questão constitucional, acentuando que a solução da controvérsia repercutirá na persecutio criminis, na medida em que preservará a ordem jurídica e a proteção judicial efetiva, com a observância do princípio do juiz natural e do promotor natural, quando em foco investigação de casos como o da espécie, no qual o particular ilegalmente pratica a interceptação de comunicações, de informática ou telemática dos sistemas de administração pública federal. O recorrente aduz que os aspectos jurídicos da causa ultrapassam a órbita do direito subjetivo das partes envolvidas, dado que a correta aplicação e interpretação das normas constitucionais, especialmente quando versam a respeito de fixação de competência do Juízo, têm repercussão no ambiente da efetiva e célere prestação jurisdicional, evitando o estabelecimento de insegurança jurídica. É o relatório. Decido. Verifico estarem presentes os pressupostos processuais indispensáveis ao conhecimento do recurso extraordinário. A matéria constitucional está devidamente prequestionada e a solução da controvérsia prescinde de interpretação da legislação ordinária e revolvimento da matéria fático-probatória, pois o tema 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Supremo Tribunal Federal RE 626531 RG / SP Federal ao declarar a incompetência da Justiça Federal para processar e julgar a ação penal ajuizada em virtude de suposta infração do disposto no artigo 10 da Lei nº 9.296/96 e artigo 288 do Código Penal (interceptação de comunicações de informática ou telemática de dados do sistema de administração, em quadrilha), praticada contra bens e serviços prestados por entes federais. Em capítulo destacado, o Ministério Público Federal sustenta a existência de repercussão geral da questão constitucional, acentuando que a solução da controvérsia repercutirá na persecutio criminis, na medida em que preservará a ordem jurídica e a proteção judicial efetiva, com a observância do princípio do juiz natural e do promotor natural, quando em foco investigação de casos como o da espécie, no qual o particular ilegalmente pratica a interceptação de comunicações, de informática ou telemática dos sistemas de administração pública federal. O recorrente aduz que os aspectos jurídicos da causa ultrapassam a órbita do direito subjetivo das partes envolvidas, dado que a correta aplicação e interpretação das normas constitucionais, especialmente quando versam a respeito de fixação de competência do Juízo, têm repercussão no ambiente da efetiva e célere prestação jurisdicional, evitando o estabelecimento de insegurança jurídica. É o relatório. Decido. Verifico estarem presentes os pressupostos processuais indispensáveis ao conhecimento do recurso extraordinário. A matéria constitucional está devidamente prequestionada e a solução da controvérsia prescinde de interpretação da legislação ordinária e revolvimento da matéria fático-probatória, pois o tema 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 626531 RG / SP relacionado à ocorrência de interceptação de comunicações e de telemática dos sistemas de entes da administração pública federal apresenta-se incontroverso nos autos, sendo que a fixação da competência do Juízo estadual - e não o da Justiça Federal pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região se ateve ao escopo visado pelos agentes da suposta prática infracional de acesso aos referidos dados, qual seja, alcançar e ferir direitos de terceiros, fato igualmente incontroverso. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão da questão constitucional controvertida nestes autos, nos termos do artigo 543-B do CPC e do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Submeto a matéria à apreciação da Corte no Plenário Virtual. Brasília, 11 de abril de 2013. Ministro Luiz Fux Relator Documento assinado digitalmente 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Supremo Tribunal Federal RE 626531 RG / SP relacionado à ocorrência de interceptação de comunicações e de telemática dos sistemas de entes da administração pública federal apresenta-se incontroverso nos autos, sendo que a fixação da competência do Juízo estadual - e não o da Justiça Federal pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região se ateve ao escopo visado pelos agentes da suposta prática infracional de acesso aos referidos dados, qual seja, alcançar e ferir direitos de terceiros, fato igualmente incontroverso. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão da questão constitucional controvertida nestes autos, nos termos do artigo 543-B do CPC e do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Submeto a matéria à apreciação da Corte no Plenário Virtual. Brasília, 11 de abril de 2013. Ministro Luiz Fux Relator Documento assinado digitalmente 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.531 SÃO PAULO PRONUNCIAMENTO AUTUAÇÃO – PUBLICIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESSUPOSTO DE RECORRIBILIDADE – OPORTUNA INTERPOSIÇÃO – PRELIMINAR SEM EXAME – PROJEÇÃO NO TEMPO. COMPETÊNCIA – DADOS TELEFÔNICOS E INTERCEPTAÇÃO – JUSTIÇA FEDERAL VERSUS JUSTIÇA ESTADUAL – ADMISSIBILIDADE DA ATUAÇÃO DESTA ÚLTIMA NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário nº 626.531/SP, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 7 horas e 38 minutos do dia 12 de abril de 2013. A Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região deferiu a ordem no Habeas Corpus nº 30.760 e concluiu pela competência da Justiça estadual para apreciar causa referente à prática do crime de interceptação ilegal de comunicações telefônicas e divulgação de segredos, previsto no artigo 10 da Lei nº 9.296/96, ante a ausência de prejuízo ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.531 SÃO PAULO PRONUNCIAMENTO AUTUAÇÃO – PUBLICIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESSUPOSTO DE RECORRIBILIDADE – OPORTUNA INTERPOSIÇÃO – PRELIMINAR SEM EXAME – PROJEÇÃO NO TEMPO. COMPETÊNCIA – DADOS TELEFÔNICOS E INTERCEPTAÇÃO – JUSTIÇA FEDERAL VERSUS JUSTIÇA ESTADUAL – ADMISSIBILIDADE DA ATUAÇÃO DESTA ÚLTIMA NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário nº 626.531/SP, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 7 horas e 38 minutos do dia 12 de abril de 2013. A Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região deferiu a ordem no Habeas Corpus nº 30.760 e concluiu pela competência da Justiça estadual para apreciar causa referente à prática do crime de interceptação ilegal de comunicações telefônicas e divulgação de segredos, previsto no artigo 10 da Lei nº 9.296/96, ante a ausência de prejuízo ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 626531 RG / SP patrimônio da União e de lesão a serviços, bem jurídico e interesses federais. Consoante apontou, os efeitos da conduta delitiva somente atingiram a esfera jurídica de particulares. Asseverou que, na denúncia, não se noticia a ocorrência de interceptação de comunicações de informática ou telemáticas relativas à Administração Pública, mas a obtenção e divulgação de telas de sistemas pertencentes a esta. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. No extraordinário protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o Ministério Público Federal argui ofensa ao artigo 109, inciso IV, da Carta da República. Articula com a competência da Justiça Federal para o julgamento do processo e sustenta haver, na denúncia, elementos a demonstrarem o interesse direto e específico da União, consistentes na violação do sigilo de informações constantes em bancos de dados de órgãos federais (sistemas do Departamento de Polícia Federal – DPF, da Secretaria Nacional de Segurança Pública – SENASP e da Rede de Integração Nacional de Informações de Segurança Pública, Justiça e Fiscalização – INFOSEG) e na ocorrência de interceptação telefônica e divulgação de segredos. Conforme aduz, o sigilo das comunicações, antes de preservar a privacidade, protege o próprio serviço de telecomunicações, cuja concessão é matéria de competência privativa da União. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes, porque versa sobre assunto relativo à competência da Justiça Federal. A parte recorrida, nas contrarrazões, diz da intempestividade do extraordinário e da inexistência de repercussão geral da questão debatida no recurso. Quanto ao mérito, destaca o acerto do ato impugnado e ressalta ser 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Supremo Tribunal Federal RE 626531 RG / SP patrimônio da União e de lesão a serviços, bem jurídico e interesses federais. Consoante apontou, os efeitos da conduta delitiva somente atingiram a esfera jurídica de particulares. Asseverou que, na denúncia, não se noticia a ocorrência de interceptação de comunicações de informática ou telemáticas relativas à Administração Pública, mas a obtenção e divulgação de telas de sistemas pertencentes a esta. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. No extraordinário protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o Ministério Público Federal argui ofensa ao artigo 109, inciso IV, da Carta da República. Articula com a competência da Justiça Federal para o julgamento do processo e sustenta haver, na denúncia, elementos a demonstrarem o interesse direto e específico da União, consistentes na violação do sigilo de informações constantes em bancos de dados de órgãos federais (sistemas do Departamento de Polícia Federal – DPF, da Secretaria Nacional de Segurança Pública – SENASP e da Rede de Integração Nacional de Informações de Segurança Pública, Justiça e Fiscalização – INFOSEG) e na ocorrência de interceptação telefônica e divulgação de segredos. Conforme aduz, o sigilo das comunicações, antes de preservar a privacidade, protege o próprio serviço de telecomunicações, cuja concessão é matéria de competência privativa da União. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes, porque versa sobre assunto relativo à competência da Justiça Federal. A parte recorrida, nas contrarrazões, diz da intempestividade do extraordinário e da inexistência de repercussão geral da questão debatida no recurso. Quanto ao mérito, destaca o acerto do ato impugnado e ressalta ser 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 626531 RG / SP pacífica a jurisprudência dos Tribunais Superiores no sentido de reconhecer a competência da Justiça estadual para a análise do delito de interceptação telefônica sem autorização judicial, haja vista a ausência de prejuízo a bens ou interesse da União. O extraordinário foi admitido na origem. A Procuradoria Geral da República, em parecer, opina pelo provimento do recurso. Explicita estar revelada, na peça acusatória, a apreensão de telas obtidas a partir de banco de dados do Departamento de Polícia Federal e da INFOSEG, possuindo tais sistemas informações sigilosas e de acesso restrito. Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux: Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. CRIMINAL. INTERCEPTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES DE DADOS E TELEMÁTICAS DE SISTEMAS MANTIDOS POR ENTES PÚBLICOS FEDERAIS. FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO PARA CONHECER E JULGAR A AÇÃO PENAL AJUIZADA. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. Manifestação: Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público Federal, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que, ao apreciar o habeas corpus impetrado em favor do recorrido, assim decidiu (folhas 1534/1536): EMENTA PROCESSUAL PENAL E PENAL: HABEAS CORPUS. CRIMES PREVISTOS NO ARTIGO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Supremo Tribunal Federal RE 626531 RG / SP pacífica a jurisprudência dos Tribunais Superiores no sentido de reconhecer a competência da Justiça estadual para a análise do delito de interceptação telefônica sem autorização judicial, haja vista a ausência de prejuízo a bens ou interesse da União. O extraordinário foi admitido na origem. A Procuradoria Geral da República, em parecer, opina pelo provimento do recurso. Explicita estar revelada, na peça acusatória, a apreensão de telas obtidas a partir de banco de dados do Departamento de Polícia Federal e da INFOSEG, possuindo tais sistemas informações sigilosas e de acesso restrito. Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux: Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. CRIMINAL. INTERCEPTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES DE DADOS E TELEMÁTICAS DE SISTEMAS MANTIDOS POR ENTES PÚBLICOS FEDERAIS. FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO PARA CONHECER E JULGAR A AÇÃO PENAL AJUIZADA. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. Manifestação: Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público Federal, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que, ao apreciar o habeas corpus impetrado em favor do recorrido, assim decidiu (folhas 1534/1536): EMENTA PROCESSUAL PENAL E PENAL: HABEAS CORPUS. CRIMES PREVISTOS NO ARTIGO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 626531 RG / SP 288 DO CP E ARTIGO 10 DA LEI Nº 9.296/96. QUESTÃO PRELIMINAR. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. DENÚNCIA. NÃO DESCRIÇÃO DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL PREJUÍZO AO ERÁRIO. NEM LESÃO A SERVIÇOS. BEM JURÍDICO OU INTERESSES DA UNIÃO OU DE ENTIDADE FEDERAL. CONDUTA IMPUTADA NA DENÚNCIA QUE GERA EFEITOS SOBRE PARTICULARES. NÃO CONFIGURAÇÃO DA HIPÓTESE PREVISTA NO ARTIGO 109, INCISO IV DA CF. EXORDIAL ACUSATÓRIA NÃO NOTICIA A OCORRÊNCIA DE INTERCEPTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES DE INFORMÁTICA OU TELEMÁTICA. OBTENÇÃO E DIVULGAÇÃO DE TELAS DOS SISTEMAS DA ADMINISTRAÇÃO. NÃO CONFIGURADAS NENHUMA DAS HIPÓTESES DE COMPETÊNCIA CRIMINAL ESPECÍFICA ESTABELECIDAS NOS DEMAIS INCISOS DO ARTIGO 109 DA CF. I Em matéria penal a competência geral da Justiça Federal está inserida ano artigo 109 da Constituição Federal. II No presente caso, a denúncia traz o resumo das degravações das conversas havidas entre os denunciados (dentre eles o ora paciente) e terceiros não identificados, narrando fatos que versam sobre os crimes de interceptação telefônica e divulgação de segredos, em tese praticados pelo paciente e outros, em detrimento de LRDA e PHA. III A denúncia, da forma em que foi apresentada, não descreve a ocorrência de eventual prejuízo ao Erário, nem lesão a serviços, bem jurídico ou interesse da União ou de Entidade Federal. IV O crime atribuído ao réu, ora paciente, limita- se, segundo a exordial acusatória, a surtir efeitos sobre particulares, de forma a não justificar a competência da Justiça Federal, na hipótese descrita no artigo 109, inciso 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Supremo Tribunal Federal RE 626531 RG / SP 288 DO CP E ARTIGO 10 DA LEI Nº 9.296/96. QUESTÃO PRELIMINAR. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. DENÚNCIA. NÃO DESCRIÇÃO DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL PREJUÍZO AO ERÁRIO. NEM LESÃO A SERVIÇOS. BEM JURÍDICO OU INTERESSES DA UNIÃO OU DE ENTIDADE FEDERAL. CONDUTA IMPUTADA NA DENÚNCIA QUE GERA EFEITOS SOBRE PARTICULARES. NÃO CONFIGURAÇÃO DA HIPÓTESE PREVISTA NO ARTIGO 109, INCISO IV DA CF. EXORDIAL ACUSATÓRIA NÃO NOTICIA A OCORRÊNCIA DE INTERCEPTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES DE INFORMÁTICA OU TELEMÁTICA. OBTENÇÃO E DIVULGAÇÃO DE TELAS DOS SISTEMAS DA ADMINISTRAÇÃO. NÃO CONFIGURADAS NENHUMA DAS HIPÓTESES DE COMPETÊNCIA CRIMINAL ESPECÍFICA ESTABELECIDAS NOS DEMAIS INCISOS DO ARTIGO 109 DA CF. I Em matéria penal a competência geral da Justiça Federal está inserida ano artigo 109 da Constituição Federal. II No presente caso, a denúncia traz o resumo das degravações das conversas havidas entre os denunciados (dentre eles o ora paciente) e terceiros não identificados, narrando fatos que versam sobre os crimes de interceptação telefônica e divulgação de segredos, em tese praticados pelo paciente e outros, em detrimento de LRDA e PHA. III A denúncia, da forma em que foi apresentada, não descreve a ocorrência de eventual prejuízo ao Erário, nem lesão a serviços, bem jurídico ou interesse da União ou de Entidade Federal. IV O crime atribuído ao réu, ora paciente, limita- se, segundo a exordial acusatória, a surtir efeitos sobre particulares, de forma a não justificar a competência da Justiça Federal, na hipótese descrita no artigo 109, inciso 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 626531 RG / SP IV, da CF. V Único apontamento constante da denúncia que poderia levar à competência da Justiça Federal diz respeito à obtenção e divulgação de telas de sistemas da administração pública. VI Os réus foram denunciados com incursos nas sanções do delito tipificado no art. 10 da Lei n° 9.269/96, cujo bem jurídico tutelado é, sem sombra de dúvidas, o sigilo das comunicações, amparado pelo art. 5º, inciso XII, da Carta Magna. VII Relativamente aos particulares, a denúncia efetivamente descreve a ocorrência de interceptações de comunicações. Todavia, quanto à administração pública, não noticia a denúncia que tenha havido interceptação de comunicação de informática ou telemática, mas que foram obtidas e divulgadas telas dos sistemas da administração. VIII Interceptar é captar, conhecer o conteúdo de forma indevida e como dolo, pelo agente. A interceptação telemática, assim, só se dá para obtenção das telas dos sistemas da administração caso os interessados tivessem ingressado ilegalmente nos sistemas, o que a denúncia não noticia. IX Telas de sistemas da Administração Pública podem ser obtidas por livre acesso a sites e pressupõem a invasão desses sites, não restando configurada a hipótese previstas no artigo 109, IV, da CF que exige o efetivo interesse ou prejuízo dos entes federais para a configuração da competência da Justiça Federal. X De igual sorte não se cuida de nenhuma das hipóteses de competência criminal específica, estabelecidas nos demais incisos do artigo 109, da CF. XI Ordem concedida de ofício para reconhecer a incompetência da Justiça Federal para julgar o presente feito e declarar a nulidade dos atos decisórios da ação penal nº 2005.61.81.002929-6, inclusive o recebimento da denúncia e determinar o encaminhamento da ação penal à 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Supremo Tribunal Federal RE 626531 RG / SP IV, da CF. V Único apontamento constante da denúncia que poderia levar à competência da Justiça Federal diz respeito à obtenção e divulgação de telas de sistemas da administração pública. VI Os réus foram denunciados com incursos nas sanções do delito tipificado no art. 10 da Lei n° 9.269/96, cujo bem jurídico tutelado é, sem sombra de dúvidas, o sigilo das comunicações, amparado pelo art. 5º, inciso XII, da Carta Magna. VII Relativamente aos particulares, a denúncia efetivamente descreve a ocorrência de interceptações de comunicações. Todavia, quanto à administração pública, não noticia a denúncia que tenha havido interceptação de comunicação de informática ou telemática, mas que foram obtidas e divulgadas telas dos sistemas da administração. VIII Interceptar é captar, conhecer o conteúdo de forma indevida e como dolo, pelo agente. A interceptação telemática, assim, só se dá para obtenção das telas dos sistemas da administração caso os interessados tivessem ingressado ilegalmente nos sistemas, o que a denúncia não noticia. IX Telas de sistemas da Administração Pública podem ser obtidas por livre acesso a sites e pressupõem a invasão desses sites, não restando configurada a hipótese previstas no artigo 109, IV, da CF que exige o efetivo interesse ou prejuízo dos entes federais para a configuração da competência da Justiça Federal. X De igual sorte não se cuida de nenhuma das hipóteses de competência criminal específica, estabelecidas nos demais incisos do artigo 109, da CF. XI Ordem concedida de ofício para reconhecer a incompetência da Justiça Federal para julgar o presente feito e declarar a nulidade dos atos decisórios da ação penal nº 2005.61.81.002929-6, inclusive o recebimento da denúncia e determinar o encaminhamento da ação penal à 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 626531 RG / SP Justiça Estadual. Julgo prejudicada a impetração, tornando sem efeito a liminar. Nos embargos de declaração interpostos, o Ministério Público Federal realçou ter havido violação de sigilo de informações contidas em bancos de dados de órgãos federais (sistemas do Departamento de Polícia Federal, Senasp e Infoseg), acentuando, por isso, que, nos termos do artigo 109, IV, da Constituição Federal, a competência da Justiça Federal, e não a Estadual, para conhecer e julgar o Processo-Crime nº 2005.61.81.002929- 6, em face do dano a serviço público prestado pela União. Os embargos declaratórios foram rejeitados, in verbis: PROCESSUAL PENAL: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ART. 10 LEI N° 9.296/96 INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. REQUISISTOS DO ART. 109, IV, DA CF. INEXISTÊNXIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL MANTIDA. EMBARGOS REJEITADOS. I Contradição que não se fundamenta, na medida em que nos autos de nº 2006.03.00.035704-2, quando do julgamento da questão de ordem e posteriormente dos embargos de declaração, a questão da competência desta Justiça para processamento dos fatos foi justamente o objeto de discussão no voto proferido por esta E. Turma. II Quando toda a matéria redarguida já foi exaustivamente enfrentada no âmbito do r. Decisum, não há irregularidade a ser sanada. III A questão da incompetência da Justiça Federal para processamento de fatos que atinjam exclusivamente direitos ou bens de particulares, mesmo em se tratado de direito ou bens de particulares, mesmo em se tratado de direito ao sigilo telefônico, não foi tangenciado pelo 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Supremo Tribunal Federal RE 626531 RG / SP Justiça Estadual. Julgo prejudicada a impetração, tornando sem efeito a liminar. Nos embargos de declaração interpostos, o Ministério Público Federal realçou ter havido violação de sigilo de informações contidas em bancos de dados de órgãos federais (sistemas do Departamento de Polícia Federal, Senasp e Infoseg), acentuando, por isso, que, nos termos do artigo 109, IV, da Constituição Federal, a competência da Justiça Federal, e não a Estadual, para conhecer e julgar o Processo-Crime nº 2005.61.81.002929- 6, em face do dano a serviço público prestado pela União. Os embargos declaratórios foram rejeitados, in verbis: PROCESSUAL PENAL: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ART. 10 LEI N° 9.296/96 INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. REQUISISTOS DO ART. 109, IV, DA CF. INEXISTÊNXIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL MANTIDA. EMBARGOS REJEITADOS. I Contradição que não se fundamenta, na medida em que nos autos de nº 2006.03.00.035704-2, quando do julgamento da questão de ordem e posteriormente dos embargos de declaração, a questão da competência desta Justiça para processamento dos fatos foi justamente o objeto de discussão no voto proferido por esta E. Turma. II Quando toda a matéria redarguida já foi exaustivamente enfrentada no âmbito do r. Decisum, não há irregularidade a ser sanada. III A questão da incompetência da Justiça Federal para processamento de fatos que atinjam exclusivamente direitos ou bens de particulares, mesmo em se tratado de direito ou bens de particulares, mesmo em se tratado de direito ao sigilo telefônico, não foi tangenciado pelo 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 626531 RG / SP acórdão embargado, foi diretamente tratado e afastado, sendo o cerne da discussão e julgamento por esta Turma. IV Competência da Justiça Estadual mantida. Precedentes do E. Superior Tribunal de Justiça. ( Informativos n. 383 do E. STF) V Embargos rejeitados. Do voto condutor do julgamento dos embargos colhem-se os seguintes fundamentos: (...) Alega o embargante que o acórdão é contraditório na medida em que enfrentando a questão da competência da Justiça Federal, decidiu de maneira diversa daquela constante nos autos do HC nº 2006.03.00.035704-2, cujo paciente é co-réu Carlos Benardo Torres Rodenburg, não afastando a competência desta Corte. Em uma primeira observação, tenho que a contradição alegada não se fundamenta, na medida em que naqueles autos, quando do julgamento da questão de ordem e posteriormente dos embargos de declaração, a questão da competência desta Justiça para processamento dos fatos foi justamente o objeto de discussão no voto proferido por esta E. Turma, confira-se: Os presentes embargos ostentam caráter infringente pretendendo o embargante, em verdade, a reapreciação e modificação da decisão, o que não se coaduna com a via processual eleita. O ponto de insurgência aduzido na questão de ordem não somente foi enfrentado, como foi o cerne da decisão embargada, justamente pela arguição de omissão do julgado no HC nº 2006.03.00.035704-2, que segundo esta Relatora apontou, foi silente quando à questão da competência para julgamento da causa. Portanto, a decisão embargada expressamente se manifestou sobre a questão da competência, referindo-se 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Supremo Tribunal Federal RE 626531 RG / SP acórdão embargado, foi diretamente tratado e afastado, sendo o cerne da discussão e julgamento por esta Turma. IV Competência da Justiça Estadual mantida. Precedentes do E. Superior Tribunal de Justiça. ( Informativos n. 383 do E. STF) V Embargos rejeitados. Do voto condutor do julgamento dos embargos colhem-se os seguintes fundamentos: (...) Alega o embargante que o acórdão é contraditório na medida em que enfrentando a questão da competência da Justiça Federal, decidiu de maneira diversa daquela constante nos autos do HC nº 2006.03.00.035704-2, cujo paciente é co-réu Carlos Benardo Torres Rodenburg, não afastando a competência desta Corte. Em uma primeira observação, tenho que a contradição alegada não se fundamenta, na medida em que naqueles autos, quando do julgamento da questão de ordem e posteriormente dos embargos de declaração, a questão da competência desta Justiça para processamento dos fatos foi justamente o objeto de discussão no voto proferido por esta E. Turma, confira-se: Os presentes embargos ostentam caráter infringente pretendendo o embargante, em verdade, a reapreciação e modificação da decisão, o que não se coaduna com a via processual eleita. O ponto de insurgência aduzido na questão de ordem não somente foi enfrentado, como foi o cerne da decisão embargada, justamente pela arguição de omissão do julgado no HC nº 2006.03.00.035704-2, que segundo esta Relatora apontou, foi silente quando à questão da competência para julgamento da causa. Portanto, a decisão embargada expressamente se manifestou sobre a questão da competência, referindo-se 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 626531 RG / SP ao julgado nos autos do HC nº 2008.03.00.001673-9, por esta 2ª Turma, ao declarar nulidade do julgamento do v. Acórdão prolatado nestes autos, por proclamar a incompetência desta Justiça. (...). O Ministério Público Federal, nas razões do recurso extraordinário de folhas 1.580/1596, sustenta que o acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região violou o disposto no artigo 109, IV, da Constituição Federal ao declarar a incompetência da Justiça Federal para processar e julgar a ação penal ajuizada em virtude de suposta infração do disposto no artigo 10 da Lei nº 9.296/96 e artigo 288 do Código Penal (interceptação de comunicações de informática ou telemática de dados do sistema de administração, em quadrilha), praticada contra bens e serviços prestados por entes federais. Em capítulo destacado, o Ministério Público Federal sustenta a existência de repercussão geral da questão constitucional, acentuando que a solução da controvérsia repercutirá na persecutio criminis, na medida em que preservará a ordem jurídica e a proteção judicial efetiva, com a observância do princípio do juiz natural e do promotor natural, quando em foco investigação de casos como o da espécie, no qual o particular ilegalmente pratica a interceptação de comunicações, de informática ou telemática dos sistemas de administração pública federal. O recorrente aduz que os aspectos jurídicos da causa ultrapassam a órbita do direito subjetivo das partes envolvidas, dado que a correta aplicação e interpretação das normas constitucionais, especialmente quando versam a respeito de fixação de competência do Juízo, têm repercussão no ambiente da efetiva e célere prestação jurisdicional, evitando o estabelecimento de insegurança jurídica. É o relatório. Decido. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Supremo Tribunal Federal RE 626531 RG / SP ao julgado nos autos do HC nº 2008.03.00.001673-9, por esta 2ª Turma, ao declarar nulidade do julgamento do v. Acórdão prolatado nestes autos, por proclamar a incompetência desta Justiça. (...). O Ministério Público Federal, nas razões do recurso extraordinário de folhas 1.580/1596, sustenta que o acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região violou o disposto no artigo 109, IV, da Constituição Federal ao declarar a incompetência da Justiça Federal para processar e julgar a ação penal ajuizada em virtude de suposta infração do disposto no artigo 10 da Lei nº 9.296/96 e artigo 288 do Código Penal (interceptação de comunicações de informática ou telemática de dados do sistema de administração, em quadrilha), praticada contra bens e serviços prestados por entes federais. Em capítulo destacado, o Ministério Público Federal sustenta a existência de repercussão geral da questão constitucional, acentuando que a solução da controvérsia repercutirá na persecutio criminis, na medida em que preservará a ordem jurídica e a proteção judicial efetiva, com a observância do princípio do juiz natural e do promotor natural, quando em foco investigação de casos como o da espécie, no qual o particular ilegalmente pratica a interceptação de comunicações, de informática ou telemática dos sistemas de administração pública federal. O recorrente aduz que os aspectos jurídicos da causa ultrapassam a órbita do direito subjetivo das partes envolvidas, dado que a correta aplicação e interpretação das normas constitucionais, especialmente quando versam a respeito de fixação de competência do Juízo, têm repercussão no ambiente da efetiva e célere prestação jurisdicional, evitando o estabelecimento de insegurança jurídica. É o relatório. Decido. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 626531 RG / SP Verifico estarem presentes os pressupostos processuais indispensáveis ao conhecimento do recurso extraordinário. A matéria constitucional está devidamente prequestionada e a solução da controvérsia prescinde de interpretação da legislação ordinária e revolvimento da matéria fático-probatória, pois o tema relacionado à ocorrência de interceptação de comunicações e de telemática dos sistemas de entes da administração pública federal apresenta-se incontroverso nos autos, sendo que a fixação da competência do Juízo estadual - e não o da Justiça Federal pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região se ateve ao escopo visado pelos agentes da suposta prática infracional de acesso aos referidos dados, qual seja, alcançar e ferir direitos de terceiros, fato igualmente incontroverso. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão da questão constitucional controvertida nestes autos, nos termos do artigo 543-B do CPC e do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Submeto a matéria à apreciação da Corte no Plenário Virtual. Brasília, 11 de abril de 2013. Ministro Luiz Fux Relator Documento assinado digitalmente 2. Observem ser a publicidade a espinha dorsal da atuação no âmbito da Administração Pública, viabilizando-se o acompanhamento pelos cidadãos em geral. Nada justifica a autuação do recurso extraordinário lançando-se, em vez dos nomes completos dos envolvidos, apenas as iniciais. De duas, uma: ou o processo corre em segredo de justiça, o que não é o caso, ou os dados são revelados. Também se deve consignar a pendência de preliminar evocada pelo recorrido em contrarrazões. Apontou a intempestividade do 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Supremo Tribunal Federal RE 626531 RG / SP Verifico estarem presentes os pressupostos processuais indispensáveis ao conhecimento do recurso extraordinário. A matéria constitucional está devidamente prequestionada e a solução da controvérsia prescinde de interpretação da legislação ordinária e revolvimento da matéria fático-probatória, pois o tema relacionado à ocorrência de interceptação de comunicações e de telemática dos sistemas de entes da administração pública federal apresenta-se incontroverso nos autos, sendo que a fixação da competência do Juízo estadual - e não o da Justiça Federal pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região se ateve ao escopo visado pelos agentes da suposta prática infracional de acesso aos referidos dados, qual seja, alcançar e ferir direitos de terceiros, fato igualmente incontroverso. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão da questão constitucional controvertida nestes autos, nos termos do artigo 543-B do CPC e do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Submeto a matéria à apreciação da Corte no Plenário Virtual. Brasília, 11 de abril de 2013. Ministro Luiz Fux Relator Documento assinado digitalmente 2. Observem ser a publicidade a espinha dorsal da atuação no âmbito da Administração Pública, viabilizando-se o acompanhamento pelos cidadãos em geral. Nada justifica a autuação do recurso extraordinário lançando-se, em vez dos nomes completos dos envolvidos, apenas as iniciais. De duas, uma: ou o processo corre em segredo de justiça, o que não é o caso, ou os dados são revelados. Também se deve consignar a pendência de preliminar evocada pelo recorrido em contrarrazões. Apontou a intempestividade do 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral RE 626531 RG / SP extraordinário. A análise do tema precede a inserção do recurso no denominado Plenário Virtual, mas, como há a preclusão da matéria, mostra-se possível dar sequência ao incidente. No mais, assento caber ao Supremo, guarda maior da Lei Básica da República, última trincheira da cidadania, definir a competência para julgar processo-crime em que verificada a quebra do sigilo de dados e interceptação telefônica, presentes serviços da União que o recorrente tem como alcançados. 3. Manifesto-me no sentido da configuração da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente, inclusive adotando as providências pertinentes quanto a processos, que se encontrem no Gabinete sob a minha relatoria, nos quais se veicule idêntica matéria. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 25 de abril de 2013, às 11h10. Ministro MARCO AURÉLIO 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Supremo Tribunal Federal RE 626531 RG / SP extraordinário. A análise do tema precede a inserção do recurso no denominado Plenário Virtual, mas, como há a preclusão da matéria, mostra-se possível dar sequência ao incidente. No mais, assento caber ao Supremo, guarda maior da Lei Básica da República, última trincheira da cidadania, definir a competência para julgar processo-crime em que verificada a quebra do sigilo de dados e interceptação telefônica, presentes serviços da União que o recorrente tem como alcançados. 3. Manifesto-me no sentido da configuração da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente, inclusive adotando as providências pertinentes quanto a processos, que se encontrem no Gabinete sob a minha relatoria, nos quais se veicule idêntica matéria. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 25 de abril de 2013, às 11h10. Ministro MARCO AURÉLIO 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3779447
2013-05-02T00:00:00
2013-05-13T00:00:00
Decisão: O Tribunal, por maioria, reputou constitucional a questão, vencidos os Ministros Teori Zavascki, Celso de Mello e Dias Toffoli. Não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Rosa Weber. O Tribunal, por maioria, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, vencidos os Ministros Teori Zavascki, Celso de Mello e Dias Toffoli. Não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Ministro LUIZ FUX Relator
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. CRIMINAL. INTERCEPTAÇÃO, POR TERCEIROS, DE COMUNICAÇÕES DE DADOS E TELEMÁTICAS DE SISTEMAS MANTIDOS POR ENTES PÚBLICOS FEDERAIS. FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO PARA CONHECER E JULGAR A AÇÃO PENAL AJUIZADA. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA.
repercussao-geral4841
Número de páginas: 19. Análise: 06/03/2014, IVA. Revisão: 29/04/2014, SER.
LUIZ FUX
Tribunal Pleno
626531
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00002 INC-00054 INC-00055 \r\n PAR-00002 ART-00093 INC-00009 ART-00102\r\n INC-00003 LET-A ART-00109 INC-00004 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00288 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-0543B \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n", "LEG-FED LEI-009296 ANO-1996\r\n ART-00010 \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RE-RG
acordaos
RE 626531 RG
[ "" ]
RECTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RECDO.(A/S) : D V D ADV.(A/S) : ALBERTO ZACHARIAS TORON ADV.(A/S) : EDSON JUNJI TORIHARA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : C E T R INTDO.(A/S) : A S INTDO.(A/S) : E P B N INTDO.(A/S) : R L B INTDO.(A/S) : B B INTDO.(A/S) : R M DE S P
[ "" ]
Decisão sobre Repercussão Geral 02/05/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.531 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA RECDO.(A/S) :D V D ADV.(A/S) :ALBERTO ZACHARIAS TORON ADV.(A/S) :EDSON JUNJI TORIHARA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :C E T R INTDO.(A/S) :A S INTDO.(A/S) :E P B N INTDO.(A/S) :R L B INTDO.(A/S) :B B INTDO.(A/S) :R M DE S P RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. CRIMINAL. INTERCEPTAÇÃO, POR TERCEIROS, DE COMUNICAÇÕES DE DADOS E TELEMÁTICAS DE SISTEMAS MANTIDOS POR ENTES PÚBLICOS FEDERAIS. FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO PARA CONHECER E JULGAR A AÇÃO PENAL AJUIZADA. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. Decisão: O Tribunal, por maioria, reputou constitucional a questão, vencidos os Ministros Teori Zavascki, Celso de Mello e Dias Toffoli. Não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Rosa Weber. O Tribunal, por maioria, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, vencidos os Ministros Teori Zavascki, Celso de Mello e Dias Toffoli. Não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765403. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 19 Decisão sobre Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626531 RG / SP Ministro LUIZ FUX Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765403. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626531 RG / SP Ministro LUIZ FUX Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765403. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral 02/05/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.531 SÃO PAULO Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. CRIMINAL. INTERCEPTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES DE DADOS E TELEMÁTICAS DE SISTEMAS MANTIDOS POR ENTES PÚBLICOS FEDERAIS. FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO PARA CONHECER E JULGAR A AÇÃO PENAL AJUIZADA. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. Manifestação: Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público Federal, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região que, ao apreciar o habeas corpus impetrado em favor do recorrido, assim decidiu (folhas 1534/1536): EMENTA PROCESSUAL PENAL E PENAL: HABEAS CORPUS. CRIMES PREVISTOS NO ARTIGO 288 DO Código Penal Brasileiro E ARTIGO 10 DA LEI n 9.296/96. QUESTÃO PRELIMINAR. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. DENÚNCIA. NÃO DESCRIÇÃO DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL PREJUÍZO AO ERÁRIO. NEM LESÃO A SERVIÇOS. BEM JURÍDICO OU INTERESSES DA UNIÃO OU DE ENTIDADE FEDERAL. CONDUTA IMPUTADA NA DENÚNCIA QUE GERA EFEITOS SOBRE PARTICULARES. NÃO CONFIGURAÇÃO DA HIPÓTESE PREVISTA NO ARTIGO 109, INCISO IV DA Constituição Federal de 1988. EXORDIAL ACUSATÓRIA NÃO NOTICIA A OCORRÊNCIA DE INTERCEPTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES DE INFORMÁTICA OU TELEMÁTICA. OBTENÇÃO E DIVULGAÇÃO DE TELAS DOS SISTEMAS DA ADMINISTRAÇÃO. NÃO CONFIGURADAS NENHUMA DAS HIPÓTESES DE COMPETÊNCIA CRIMINAL ESPECÍFICA ESTABELECIDAS NOS DEMAIS INCISOS DO ARTIGO 109 DA Constituição Federal de 1988. I Em matéria penal a competência geral da Justiça Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Supremo Tribunal Federal 02/05/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.531 SÃO PAULO Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. CRIMINAL. INTERCEPTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES DE DADOS E TELEMÁTICAS DE SISTEMAS MANTIDOS POR ENTES PÚBLICOS FEDERAIS. FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO PARA CONHECER E JULGAR A AÇÃO PENAL AJUIZADA. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. Manifestação: Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público Federal, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região que, ao apreciar o habeas corpus impetrado em favor do recorrido, assim decidiu (folhas 1534/1536): EMENTA PROCESSUAL PENAL E PENAL: HABEAS CORPUS. CRIMES PREVISTOS NO ARTIGO 288 DO Código Penal Brasileiro E ARTIGO 10 DA LEI n 9.296/96. QUESTÃO PRELIMINAR. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. DENÚNCIA. NÃO DESCRIÇÃO DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL PREJUÍZO AO ERÁRIO. NEM LESÃO A SERVIÇOS. BEM JURÍDICO OU INTERESSES DA UNIÃO OU DE ENTIDADE FEDERAL. CONDUTA IMPUTADA NA DENÚNCIA QUE GERA EFEITOS SOBRE PARTICULARES. NÃO CONFIGURAÇÃO DA HIPÓTESE PREVISTA NO ARTIGO 109, INCISO IV DA Constituição Federal de 1988. EXORDIAL ACUSATÓRIA NÃO NOTICIA A OCORRÊNCIA DE INTERCEPTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES DE INFORMÁTICA OU TELEMÁTICA. OBTENÇÃO E DIVULGAÇÃO DE TELAS DOS SISTEMAS DA ADMINISTRAÇÃO. NÃO CONFIGURADAS NENHUMA DAS HIPÓTESES DE COMPETÊNCIA CRIMINAL ESPECÍFICA ESTABELECIDAS NOS DEMAIS INCISOS DO ARTIGO 109 DA Constituição Federal de 1988. I Em matéria penal a competência geral da Justiça Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626531 RG / SP Federal está inserida ano artigo 109 da Constituição Federal. II No presente caso, a denúncia traz o resumo das degravações das conversas havidas entre os denunciados (dentre eles o ora paciente) e terceiros não identificados, narrando fatos que versam sobre os crimes de interceptação telefônica e divulgação de segredos, em tese praticados pelo paciente e outros, em detrimento de LRDA e PHA. III A denúncia, da forma em que foi apresentada, não descreve a ocorrência de eventual prejuízo ao Erário, nem lesão a serviços, bem jurídico ou interesse da União ou de Entidade Federal. IV O crime atribuído ao réu, ora paciente, limita-se, segundo a exordial acusatória, a surtir efeitos sobre particulares, de forma a não justificar a competência da Justiça Federal, na hipótese descrita no artigo 109, inciso IV, da Constituição Federal de 1988. V Único apontamento constante da denúncia que poderia levar à competência da Justiça Federal diz respeito à obtenção e divulgação de telas de sistemas da administração pública. VI Os réus foram denunciados com incursos nas sanções do delito tipificado no art. 10 da Lei n 9.269/96, cujo bem jurídico tutelado é, sem sombra de dúvidas, o sigilo das comunicações, amparado pelo art. 5..., inciso XII, da Carta Magna. VII Relativamente aos particulares, a denúncia efetivamente descreve a ocorrência de interceptações de comunicações. Todavia, quanto à administração pública, não noticia a denúncia que tenha havido interceptação de comunicação de informática ou telemática, mas que foram obtidas e divulgadas telas dos sistemas da administração. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626531 RG / SP Federal está inserida ano artigo 109 da Constituição Federal. II No presente caso, a denúncia traz o resumo das degravações das conversas havidas entre os denunciados (dentre eles o ora paciente) e terceiros não identificados, narrando fatos que versam sobre os crimes de interceptação telefônica e divulgação de segredos, em tese praticados pelo paciente e outros, em detrimento de LRDA e PHA. III A denúncia, da forma em que foi apresentada, não descreve a ocorrência de eventual prejuízo ao Erário, nem lesão a serviços, bem jurídico ou interesse da União ou de Entidade Federal. IV O crime atribuído ao réu, ora paciente, limita-se, segundo a exordial acusatória, a surtir efeitos sobre particulares, de forma a não justificar a competência da Justiça Federal, na hipótese descrita no artigo 109, inciso IV, da Constituição Federal de 1988. V Único apontamento constante da denúncia que poderia levar à competência da Justiça Federal diz respeito à obtenção e divulgação de telas de sistemas da administração pública. VI Os réus foram denunciados com incursos nas sanções do delito tipificado no art. 10 da Lei n 9.269/96, cujo bem jurídico tutelado é, sem sombra de dúvidas, o sigilo das comunicações, amparado pelo art. 5..., inciso XII, da Carta Magna. VII Relativamente aos particulares, a denúncia efetivamente descreve a ocorrência de interceptações de comunicações. Todavia, quanto à administração pública, não noticia a denúncia que tenha havido interceptação de comunicação de informática ou telemática, mas que foram obtidas e divulgadas telas dos sistemas da administração. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626531 RG / SP VIII Interceptar é captar, conhecer o conteúdo de forma indevida e como dolo, pelo agente. A interceptação telemática, assim, só se dá para obtenção das telas dos sistemas da administração caso os interessados tivessem ingressado ilegalmente nos sistemas, o que a denúncia não noticia. IX Telas de sistemas da Administração Pública podem ser obtidas por livre acesso a sites e pressupõem a invasão desses sites, não restando configurada a hipótese previstas no artigo 109, IV, da Constituição Federal de 1988 que exige o efetivo interesse ou prejuízo dos entes federais para a configuração da competência da Justiça Federal. X De igual sorte não se cuida de nenhuma das hipóteses de competência criminal específica, estabelecidas nos demais incisos do artigo 109, da Constituição Federal de 1988. XI Ordem concedida de ofício para reconhecer a incompetência da Justiça Federal para julgar o presente feito e declarar a nulidade dos atos decisórios da ação penal n 2005.61.81.002929-6, inclusive o recebimento da denúncia e determinar o encaminhamento da ação penal à Justiça Estadual. Julgo prejudicada a impetração, tornando sem efeito a liminar. Nos embargos de declaração interpostos, o Ministério Público Federal realçou ter havido violação de sigilo de informações contidas em bancos de dados de órgãos federais (sistemas do Departamento de Polícia Federal, Senasp e Infoseg), acentuando, por isso, que, nos termos do artigo 109, IV, da Constituição Federal, a competência da Justiça Federal, e não a Estadual, para conhecer e julgar o Processo-Crime n 2005.61.81.002929-6, em face do dano a serviço público prestado pela União. Os embargos declaratórios 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626531 RG / SP VIII Interceptar é captar, conhecer o conteúdo de forma indevida e como dolo, pelo agente. A interceptação telemática, assim, só se dá para obtenção das telas dos sistemas da administração caso os interessados tivessem ingressado ilegalmente nos sistemas, o que a denúncia não noticia. IX Telas de sistemas da Administração Pública podem ser obtidas por livre acesso a sites e pressupõem a invasão desses sites, não restando configurada a hipótese previstas no artigo 109, IV, da Constituição Federal de 1988 que exige o efetivo interesse ou prejuízo dos entes federais para a configuração da competência da Justiça Federal. X De igual sorte não se cuida de nenhuma das hipóteses de competência criminal específica, estabelecidas nos demais incisos do artigo 109, da Constituição Federal de 1988. XI Ordem concedida de ofício para reconhecer a incompetência da Justiça Federal para julgar o presente feito e declarar a nulidade dos atos decisórios da ação penal n 2005.61.81.002929-6, inclusive o recebimento da denúncia e determinar o encaminhamento da ação penal à Justiça Estadual. Julgo prejudicada a impetração, tornando sem efeito a liminar. Nos embargos de declaração interpostos, o Ministério Público Federal realçou ter havido violação de sigilo de informações contidas em bancos de dados de órgãos federais (sistemas do Departamento de Polícia Federal, Senasp e Infoseg), acentuando, por isso, que, nos termos do artigo 109, IV, da Constituição Federal, a competência da Justiça Federal, e não a Estadual, para conhecer e julgar o Processo-Crime n 2005.61.81.002929-6, em face do dano a serviço público prestado pela União. Os embargos declaratórios 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626531 RG / SP foram rejeitados, in verbis: PROCESSUAL PENAL: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ART. 10 LEI n 9.296/96 INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. REQUISISTOS DO ART. 109, IV, DA Constituição Federal de 1988. INEXISTÊNXIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL MANTIDA. EMBARGOS REJEITADOS. I Contradição que não se fundamenta, na medida em que nos autos de n 2006.03.00.035704-2, quando do julgamento da questão de ordem e posteriormente dos embargos de declaração, a questão da competência desta Justiça para processamento dos fatos foi justamente o objeto de discussão no voto proferido por esta E. Turma. II Quando toda a matéria redarguida já foi exaustivamente enfrentada no âmbito do r. Decisum, não há irregularidade a ser sanada. III A questão da incompetência da Justiça Federal para processamento de fatos que atinjam exclusivamente direitos ou bens de particulares, mesmo em se tratado de direito ou bens de particulares, mesmo em se tratado de direito ao sigilo telefônico, não foi tangenciado pelo acórdão embargado, foi diretamente tratado e afastado, sendo o cerne da discussão e julgamento por esta Turma. IV Competência da Justiça Estadual mantida. Precedentes do E. Superior Tribunal de Justiça. ( Informativos n. 383 do E. Supremo Tribunal Federal) V Embargos rejeitados. Do voto condutor do julgamento dos embargos colhem-se os seguintes fundamentos: (...) Alega o embargante que o acórdão é contraditório na medida em que enfrentando a questão da competência 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626531 RG / SP foram rejeitados, in verbis: PROCESSUAL PENAL: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ART. 10 LEI n 9.296/96 INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. REQUISISTOS DO ART. 109, IV, DA Constituição Federal de 1988. INEXISTÊNXIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL MANTIDA. EMBARGOS REJEITADOS. I Contradição que não se fundamenta, na medida em que nos autos de n 2006.03.00.035704-2, quando do julgamento da questão de ordem e posteriormente dos embargos de declaração, a questão da competência desta Justiça para processamento dos fatos foi justamente o objeto de discussão no voto proferido por esta E. Turma. II Quando toda a matéria redarguida já foi exaustivamente enfrentada no âmbito do r. Decisum, não há irregularidade a ser sanada. III A questão da incompetência da Justiça Federal para processamento de fatos que atinjam exclusivamente direitos ou bens de particulares, mesmo em se tratado de direito ou bens de particulares, mesmo em se tratado de direito ao sigilo telefônico, não foi tangenciado pelo acórdão embargado, foi diretamente tratado e afastado, sendo o cerne da discussão e julgamento por esta Turma. IV Competência da Justiça Estadual mantida. Precedentes do E. Superior Tribunal de Justiça. ( Informativos n. 383 do E. Supremo Tribunal Federal) V Embargos rejeitados. Do voto condutor do julgamento dos embargos colhem-se os seguintes fundamentos: (...) Alega o embargante que o acórdão é contraditório na medida em que enfrentando a questão da competência 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626531 RG / SP da Justiça Federal, decidiu de maneira diversa daquela constante nos autos do HC n 2006.03.00.035704-2, cujo paciente é co-réu Carlos Benardo Torres Rodenburg, não afastando a competência desta Corte. Em uma primeira observação, tenho que a contradição alegada não se fundamenta, na medida em que naqueles autos, quando do julgamento da questão de ordem e posteriormente dos embargos de declaração, a questão da competência desta Justiça para processamento dos fatos foi justamente o objeto de discussão no voto proferido por esta E. Turma, confira-se: Os presentes embargos ostentam caráter infringente pretendendo o embargante, em verdade, a reapreciação e modificação da decisão, o que não se coaduna com a via processual eleita. O ponto de insurgência aduzido na questão de ordem não somente foi enfrentado, como foi o cerne da decisão embargada, justamente pela arguição de omissão do julgado no HC n 2006.03.00.035704-2, que segundo esta Relatora apontou, foi silente quando à questão da competência para julgamento da causa. Portanto, a decisão embargada expressamente se manifestou sobre a questão da competência, referindo- se ao julgado nos autos do HC n 2008.03.00.001673-9, por esta 2... Turma, ao declarar nulidade do julgamento do v. Acórdão prolatado nestes autos, por proclamar a incompetência desta Justiça. (...). O Ministério Público Federal, nas razões do recurso extraordinário de folhas 1.580/1596, sustenta que o acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região violou o disposto no artigo 109, IV, da Constituição 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626531 RG / SP da Justiça Federal, decidiu de maneira diversa daquela constante nos autos do HC n 2006.03.00.035704-2, cujo paciente é co-réu Carlos Benardo Torres Rodenburg, não afastando a competência desta Corte. Em uma primeira observação, tenho que a contradição alegada não se fundamenta, na medida em que naqueles autos, quando do julgamento da questão de ordem e posteriormente dos embargos de declaração, a questão da competência desta Justiça para processamento dos fatos foi justamente o objeto de discussão no voto proferido por esta E. Turma, confira-se: Os presentes embargos ostentam caráter infringente pretendendo o embargante, em verdade, a reapreciação e modificação da decisão, o que não se coaduna com a via processual eleita. O ponto de insurgência aduzido na questão de ordem não somente foi enfrentado, como foi o cerne da decisão embargada, justamente pela arguição de omissão do julgado no HC n 2006.03.00.035704-2, que segundo esta Relatora apontou, foi silente quando à questão da competência para julgamento da causa. Portanto, a decisão embargada expressamente se manifestou sobre a questão da competência, referindo- se ao julgado nos autos do HC n 2008.03.00.001673-9, por esta 2... Turma, ao declarar nulidade do julgamento do v. Acórdão prolatado nestes autos, por proclamar a incompetência desta Justiça. (...). O Ministério Público Federal, nas razões do recurso extraordinário de folhas 1.580/1596, sustenta que o acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região violou o disposto no artigo 109, IV, da Constituição 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626531 RG / SP Federal ao declarar a incompetência da Justiça Federal para processar e julgar a ação penal ajuizada em virtude de suposta infração do disposto no artigo 10 da Lei n 9.296/96 e artigo 288 do Código Penal (interceptação de comunicações de informática ou telemática de dados do sistema de administração, em quadrilha), praticada contra bens e serviços prestados por entes federais. Em capítulo destacado, o Ministério Público Federal sustenta a existência de repercussão geral da questão constitucional, acentuando que a solução da controvérsia repercutirá na persecutio criminis, na medida em que preservará a ordem jurídica e a proteção judicial efetiva, com a observância do princípio do juiz natural e do promotor natural, quando em foco investigação de casos como o da espécie, no qual o particular ilegalmente pratica a interceptação de comunicações, de informática ou telemática dos sistemas de administração pública federal. O recorrente aduz que os aspectos jurídicos da causa ultrapassam a órbita do direito subjetivo das partes envolvidas, dado que a correta aplicação e interpretação das normas constitucionais, especialmente quando versam a respeito de fixação de competência do Juízo, têm repercussão no ambiente da efetiva e célere prestação jurisdicional, evitando o estabelecimento de insegurança jurídica. É o relatório. Decido. Verifico estarem presentes os pressupostos processuais indispensáveis ao conhecimento do recurso extraordinário. A matéria constitucional está devidamente prequestionada e a solução da controvérsia prescinde de interpretação da legislação ordinária e revolvimento da matéria fático-probatória, pois o tema 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626531 RG / SP Federal ao declarar a incompetência da Justiça Federal para processar e julgar a ação penal ajuizada em virtude de suposta infração do disposto no artigo 10 da Lei n 9.296/96 e artigo 288 do Código Penal (interceptação de comunicações de informática ou telemática de dados do sistema de administração, em quadrilha), praticada contra bens e serviços prestados por entes federais. Em capítulo destacado, o Ministério Público Federal sustenta a existência de repercussão geral da questão constitucional, acentuando que a solução da controvérsia repercutirá na persecutio criminis, na medida em que preservará a ordem jurídica e a proteção judicial efetiva, com a observância do princípio do juiz natural e do promotor natural, quando em foco investigação de casos como o da espécie, no qual o particular ilegalmente pratica a interceptação de comunicações, de informática ou telemática dos sistemas de administração pública federal. O recorrente aduz que os aspectos jurídicos da causa ultrapassam a órbita do direito subjetivo das partes envolvidas, dado que a correta aplicação e interpretação das normas constitucionais, especialmente quando versam a respeito de fixação de competência do Juízo, têm repercussão no ambiente da efetiva e célere prestação jurisdicional, evitando o estabelecimento de insegurança jurídica. É o relatório. Decido. Verifico estarem presentes os pressupostos processuais indispensáveis ao conhecimento do recurso extraordinário. A matéria constitucional está devidamente prequestionada e a solução da controvérsia prescinde de interpretação da legislação ordinária e revolvimento da matéria fático-probatória, pois o tema 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626531 RG / SP relacionado à ocorrência de interceptação de comunicações e de telemática dos sistemas de entes da administração pública federal apresenta-se incontroverso nos autos, sendo que a fixação da competência do Juízo estadual - e não o da Justiça Federal pelo Tribunal Regional Federal da 3... Região se ateve ao escopo visado pelos agentes da suposta prática infracional de acesso aos referidos dados, qual seja, alcançar e ferir direitos de terceiros, fato igualmente incontroverso. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão da questão constitucional controvertida nestes autos, nos termos do artigo 543-B do Código de Processo Civil e do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Submeto a matéria à apreciação da Corte no Plenário Virtual. Brasília, 11 de abril de 2013. Ministro Luiz Fux Relator Documento assinado digitalmente 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626531 RG / SP relacionado à ocorrência de interceptação de comunicações e de telemática dos sistemas de entes da administração pública federal apresenta-se incontroverso nos autos, sendo que a fixação da competência do Juízo estadual - e não o da Justiça Federal pelo Tribunal Regional Federal da 3... Região se ateve ao escopo visado pelos agentes da suposta prática infracional de acesso aos referidos dados, qual seja, alcançar e ferir direitos de terceiros, fato igualmente incontroverso. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão da questão constitucional controvertida nestes autos, nos termos do artigo 543-B do Código de Processo Civil e do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Submeto a matéria à apreciação da Corte no Plenário Virtual. Brasília, 11 de abril de 2013. Ministro Luiz Fux Relator Documento assinado digitalmente 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3765404. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.531 SÃO PAULO PRONUNCIAMENTO AUTUAÇÃO – PUBLICIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESSUPOSTO DE RECORRIBILIDADE – OPORTUNA INTERPOSIÇÃO – PRELIMINAR SEM EXAME – PROJEÇÃO NO TEMPO. COMPETÊNCIA – DADOS TELEFÔNICOS E INTERCEPTAÇÃO – JUSTIÇA FEDERAL VERSUS JUSTIÇA ESTADUAL – ADMISSIBILIDADE DA ATUAÇÃO DESTA ÚLTIMA NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário n 626.531/SP, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 7 horas e 38 minutos do dia 12 de abril de 2013. A Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 3... Região deferiu a ordem no Habeas Corpus n 30.760 e concluiu pela competência da Justiça estadual para apreciar causa referente à prática do crime de interceptação ilegal de comunicações telefônicas e divulgação de segredos, previsto no artigo 10 da Lei n 9.296/96, ante a ausência de prejuízo ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626.531 SÃO PAULO PRONUNCIAMENTO AUTUAÇÃO – PUBLICIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESSUPOSTO DE RECORRIBILIDADE – OPORTUNA INTERPOSIÇÃO – PRELIMINAR SEM EXAME – PROJEÇÃO NO TEMPO. COMPETÊNCIA – DADOS TELEFÔNICOS E INTERCEPTAÇÃO – JUSTIÇA FEDERAL VERSUS JUSTIÇA ESTADUAL – ADMISSIBILIDADE DA ATUAÇÃO DESTA ÚLTIMA NA ORIGEM – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – REPERCUSSÃO GERAL CONFIGURADA. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário n 626.531/SP, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 7 horas e 38 minutos do dia 12 de abril de 2013. A Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 3... Região deferiu a ordem no Habeas Corpus n 30.760 e concluiu pela competência da Justiça estadual para apreciar causa referente à prática do crime de interceptação ilegal de comunicações telefônicas e divulgação de segredos, previsto no artigo 10 da Lei n 9.296/96, ante a ausência de prejuízo ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626531 RG / SP patrimônio da União e de lesão a serviços, bem jurídico e interesses federais. Consoante apontou, os efeitos da conduta delitiva somente atingiram a esfera jurídica de particulares. Asseverou que, na denúncia, não se noticia a ocorrência de interceptação de comunicações de informática ou telemáticas relativas à Administração Pública, mas a obtenção e divulgação de telas de sistemas pertencentes a esta. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. No extraordinário protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o Ministério Público Federal argui ofensa ao artigo 109, inciso IV, da Carta da República. Articula com a competência da Justiça Federal para o julgamento do processo e sustenta haver, na denúncia, elementos a demonstrarem o interesse direto e específico da União, consistentes na violação do sigilo de informações constantes em bancos de dados de órgãos federais (sistemas do Departamento de Polícia Federal – DPF, da Secretaria Nacional de Segurança Pública – SENASP e da Rede de Integração Nacional de Informações de Segurança Pública, Justiça e Fiscalização – INFOSEG) e na ocorrência de interceptação telefônica e divulgação de segredos. Conforme aduz, o sigilo das comunicações, antes de preservar a privacidade, protege o próprio serviço de telecomunicações, cuja concessão é matéria de competência privativa da União. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes, porque versa sobre assunto relativo à competência da Justiça Federal. A parte recorrida, nas contrarrazões, diz da intempestividade do extraordinário e da inexistência de repercussão geral da questão debatida no recurso. Quanto ao mérito, destaca o acerto do ato impugnado e ressalta ser 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626531 RG / SP patrimônio da União e de lesão a serviços, bem jurídico e interesses federais. Consoante apontou, os efeitos da conduta delitiva somente atingiram a esfera jurídica de particulares. Asseverou que, na denúncia, não se noticia a ocorrência de interceptação de comunicações de informática ou telemáticas relativas à Administração Pública, mas a obtenção e divulgação de telas de sistemas pertencentes a esta. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. No extraordinário protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o Ministério Público Federal argui ofensa ao artigo 109, inciso IV, da Carta da República. Articula com a competência da Justiça Federal para o julgamento do processo e sustenta haver, na denúncia, elementos a demonstrarem o interesse direto e específico da União, consistentes na violação do sigilo de informações constantes em bancos de dados de órgãos federais (sistemas do Departamento de Polícia Federal – DPF, da Secretaria Nacional de Segurança Pública – SENASP e da Rede de Integração Nacional de Informações de Segurança Pública, Justiça e Fiscalização – INFOSEG) e na ocorrência de interceptação telefônica e divulgação de segredos. Conforme aduz, o sigilo das comunicações, antes de preservar a privacidade, protege o próprio serviço de telecomunicações, cuja concessão é matéria de competência privativa da União. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes, porque versa sobre assunto relativo à competência da Justiça Federal. A parte recorrida, nas contrarrazões, diz da intempestividade do extraordinário e da inexistência de repercussão geral da questão debatida no recurso. Quanto ao mérito, destaca o acerto do ato impugnado e ressalta ser 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626531 RG / SP pacífica a jurisprudência dos Tribunais Superiores no sentido de reconhecer a competência da Justiça estadual para a análise do delito de interceptação telefônica sem autorização judicial, haja vista a ausência de prejuízo a bens ou interesse da União. O extraordinário foi admitido na origem. A Procuradoria Geral da República, em parecer, opina pelo provimento do recurso. Explicita estar revelada, na peça acusatória, a apreensão de telas obtidas a partir de banco de dados do Departamento de Polícia Federal e da INFOSEG, possuindo tais sistemas informações sigilosas e de acesso restrito. Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux: Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. CRIMINAL. INTERCEPTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES DE DADOS E TELEMÁTICAS DE SISTEMAS MANTIDOS POR ENTES PÚBLICOS FEDERAIS. FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO PARA CONHECER E JULGAR A AÇÃO PENAL AJUIZADA. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. Manifestação: Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público Federal, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região que, ao apreciar o habeas corpus impetrado em favor do recorrido, assim decidiu (folhas 1534/1536): EMENTA PROCESSUAL PENAL E PENAL: HABEAS CORPUS. CRIMES PREVISTOS NO ARTIGO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626531 RG / SP pacífica a jurisprudência dos Tribunais Superiores no sentido de reconhecer a competência da Justiça estadual para a análise do delito de interceptação telefônica sem autorização judicial, haja vista a ausência de prejuízo a bens ou interesse da União. O extraordinário foi admitido na origem. A Procuradoria Geral da República, em parecer, opina pelo provimento do recurso. Explicita estar revelada, na peça acusatória, a apreensão de telas obtidas a partir de banco de dados do Departamento de Polícia Federal e da INFOSEG, possuindo tais sistemas informações sigilosas e de acesso restrito. Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux: Ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. CRIMINAL. INTERCEPTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES DE DADOS E TELEMÁTICAS DE SISTEMAS MANTIDOS POR ENTES PÚBLICOS FEDERAIS. FIXAÇÃO DE COMPETÊNCIA DO JUÍZO PARA CONHECER E JULGAR A AÇÃO PENAL AJUIZADA. REPERCUSSÃO GERAL DA QUESTÃO CONSTITUCIONAL. Manifestação: Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo Ministério Público Federal, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região que, ao apreciar o habeas corpus impetrado em favor do recorrido, assim decidiu (folhas 1534/1536): EMENTA PROCESSUAL PENAL E PENAL: HABEAS CORPUS. CRIMES PREVISTOS NO ARTIGO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626531 RG / SP 288 DO Código Penal Brasileiro E ARTIGO 10 DA LEI n 9.296/96. QUESTÃO PRELIMINAR. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. DENÚNCIA. NÃO DESCRIÇÃO DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL PREJUÍZO AO ERÁRIO. NEM LESÃO A SERVIÇOS. BEM JURÍDICO OU INTERESSES DA UNIÃO OU DE ENTIDADE FEDERAL. CONDUTA IMPUTADA NA DENÚNCIA QUE GERA EFEITOS SOBRE PARTICULARES. NÃO CONFIGURAÇÃO DA HIPÓTESE PREVISTA NO ARTIGO 109, INCISO IV DA Constituição Federal de 1988. EXORDIAL ACUSATÓRIA NÃO NOTICIA A OCORRÊNCIA DE INTERCEPTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES DE INFORMÁTICA OU TELEMÁTICA. OBTENÇÃO E DIVULGAÇÃO DE TELAS DOS SISTEMAS DA ADMINISTRAÇÃO. NÃO CONFIGURADAS NENHUMA DAS HIPÓTESES DE COMPETÊNCIA CRIMINAL ESPECÍFICA ESTABELECIDAS NOS DEMAIS INCISOS DO ARTIGO 109 DA Constituição Federal de 1988. I Em matéria penal a competência geral da Justiça Federal está inserida ano artigo 109 da Constituição Federal. II No presente caso, a denúncia traz o resumo das degravações das conversas havidas entre os denunciados (dentre eles o ora paciente) e terceiros não identificados, narrando fatos que versam sobre os crimes de interceptação telefônica e divulgação de segredos, em tese praticados pelo paciente e outros, em detrimento de LRDA e PHA. III A denúncia, da forma em que foi apresentada, não descreve a ocorrência de eventual prejuízo ao Erário, nem lesão a serviços, bem jurídico ou interesse da União ou de Entidade Federal. IV O crime atribuído ao réu, ora paciente, limita- se, segundo a exordial acusatória, a surtir efeitos sobre particulares, de forma a não justificar a competência da Justiça Federal, na hipótese descrita no artigo 109, inciso 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626531 RG / SP 288 DO Código Penal Brasileiro E ARTIGO 10 DA LEI n 9.296/96. QUESTÃO PRELIMINAR. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. DENÚNCIA. NÃO DESCRIÇÃO DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL PREJUÍZO AO ERÁRIO. NEM LESÃO A SERVIÇOS. BEM JURÍDICO OU INTERESSES DA UNIÃO OU DE ENTIDADE FEDERAL. CONDUTA IMPUTADA NA DENÚNCIA QUE GERA EFEITOS SOBRE PARTICULARES. NÃO CONFIGURAÇÃO DA HIPÓTESE PREVISTA NO ARTIGO 109, INCISO IV DA Constituição Federal de 1988. EXORDIAL ACUSATÓRIA NÃO NOTICIA A OCORRÊNCIA DE INTERCEPTAÇÃO DE COMUNICAÇÕES DE INFORMÁTICA OU TELEMÁTICA. OBTENÇÃO E DIVULGAÇÃO DE TELAS DOS SISTEMAS DA ADMINISTRAÇÃO. NÃO CONFIGURADAS NENHUMA DAS HIPÓTESES DE COMPETÊNCIA CRIMINAL ESPECÍFICA ESTABELECIDAS NOS DEMAIS INCISOS DO ARTIGO 109 DA Constituição Federal de 1988. I Em matéria penal a competência geral da Justiça Federal está inserida ano artigo 109 da Constituição Federal. II No presente caso, a denúncia traz o resumo das degravações das conversas havidas entre os denunciados (dentre eles o ora paciente) e terceiros não identificados, narrando fatos que versam sobre os crimes de interceptação telefônica e divulgação de segredos, em tese praticados pelo paciente e outros, em detrimento de LRDA e PHA. III A denúncia, da forma em que foi apresentada, não descreve a ocorrência de eventual prejuízo ao Erário, nem lesão a serviços, bem jurídico ou interesse da União ou de Entidade Federal. IV O crime atribuído ao réu, ora paciente, limita- se, segundo a exordial acusatória, a surtir efeitos sobre particulares, de forma a não justificar a competência da Justiça Federal, na hipótese descrita no artigo 109, inciso 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626531 RG / SP IV, da Constituição Federal de 1988. V Único apontamento constante da denúncia que poderia levar à competência da Justiça Federal diz respeito à obtenção e divulgação de telas de sistemas da administração pública. VI Os réus foram denunciados com incursos nas sanções do delito tipificado no art. 10 da Lei n 9.269/96, cujo bem jurídico tutelado é, sem sombra de dúvidas, o sigilo das comunicações, amparado pelo art. 5..., inciso XII, da Carta Magna. VII Relativamente aos particulares, a denúncia efetivamente descreve a ocorrência de interceptações de comunicações. Todavia, quanto à administração pública, não noticia a denúncia que tenha havido interceptação de comunicação de informática ou telemática, mas que foram obtidas e divulgadas telas dos sistemas da administração. VIII Interceptar é captar, conhecer o conteúdo de forma indevida e como dolo, pelo agente. A interceptação telemática, assim, só se dá para obtenção das telas dos sistemas da administração caso os interessados tivessem ingressado ilegalmente nos sistemas, o que a denúncia não noticia. IX Telas de sistemas da Administração Pública podem ser obtidas por livre acesso a sites e pressupõem a invasão desses sites, não restando configurada a hipótese previstas no artigo 109, IV, da Constituição Federal de 1988 que exige o efetivo interesse ou prejuízo dos entes federais para a configuração da competência da Justiça Federal. X De igual sorte não se cuida de nenhuma das hipóteses de competência criminal específica, estabelecidas nos demais incisos do artigo 109, da Constituição Federal de 1988. XI Ordem concedida de ofício para reconhecer a incompetência da Justiça Federal para julgar o presente feito e declarar a nulidade dos atos decisórios da ação penal n 2005.61.81.002929-6, inclusive o recebimento da denúncia e determinar o encaminhamento da ação penal à 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626531 RG / SP IV, da Constituição Federal de 1988. V Único apontamento constante da denúncia que poderia levar à competência da Justiça Federal diz respeito à obtenção e divulgação de telas de sistemas da administração pública. VI Os réus foram denunciados com incursos nas sanções do delito tipificado no art. 10 da Lei n 9.269/96, cujo bem jurídico tutelado é, sem sombra de dúvidas, o sigilo das comunicações, amparado pelo art. 5..., inciso XII, da Carta Magna. VII Relativamente aos particulares, a denúncia efetivamente descreve a ocorrência de interceptações de comunicações. Todavia, quanto à administração pública, não noticia a denúncia que tenha havido interceptação de comunicação de informática ou telemática, mas que foram obtidas e divulgadas telas dos sistemas da administração. VIII Interceptar é captar, conhecer o conteúdo de forma indevida e como dolo, pelo agente. A interceptação telemática, assim, só se dá para obtenção das telas dos sistemas da administração caso os interessados tivessem ingressado ilegalmente nos sistemas, o que a denúncia não noticia. IX Telas de sistemas da Administração Pública podem ser obtidas por livre acesso a sites e pressupõem a invasão desses sites, não restando configurada a hipótese previstas no artigo 109, IV, da Constituição Federal de 1988 que exige o efetivo interesse ou prejuízo dos entes federais para a configuração da competência da Justiça Federal. X De igual sorte não se cuida de nenhuma das hipóteses de competência criminal específica, estabelecidas nos demais incisos do artigo 109, da Constituição Federal de 1988. XI Ordem concedida de ofício para reconhecer a incompetência da Justiça Federal para julgar o presente feito e declarar a nulidade dos atos decisórios da ação penal n 2005.61.81.002929-6, inclusive o recebimento da denúncia e determinar o encaminhamento da ação penal à 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626531 RG / SP Justiça Estadual. Julgo prejudicada a impetração, tornando sem efeito a liminar. Nos embargos de declaração interpostos, o Ministério Público Federal realçou ter havido violação de sigilo de informações contidas em bancos de dados de órgãos federais (sistemas do Departamento de Polícia Federal, Senasp e Infoseg), acentuando, por isso, que, nos termos do artigo 109, IV, da Constituição Federal, a competência da Justiça Federal, e não a Estadual, para conhecer e julgar o Processo-Crime n 2005.61.81.002929- 6, em face do dano a serviço público prestado pela União. Os embargos declaratórios foram rejeitados, in verbis: PROCESSUAL PENAL: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ART. 10 LEI n 9.296/96 INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. REQUISISTOS DO ART. 109, IV, DA Constituição Federal de 1988. INEXISTÊNXIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL MANTIDA. EMBARGOS REJEITADOS. I Contradição que não se fundamenta, na medida em que nos autos de n 2006.03.00.035704-2, quando do julgamento da questão de ordem e posteriormente dos embargos de declaração, a questão da competência desta Justiça para processamento dos fatos foi justamente o objeto de discussão no voto proferido por esta E. Turma. II Quando toda a matéria redarguida já foi exaustivamente enfrentada no âmbito do r. Decisum, não há irregularidade a ser sanada. III A questão da incompetência da Justiça Federal para processamento de fatos que atinjam exclusivamente direitos ou bens de particulares, mesmo em se tratado de direito ou bens de particulares, mesmo em se tratado de direito ao sigilo telefônico, não foi tangenciado pelo 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626531 RG / SP Justiça Estadual. Julgo prejudicada a impetração, tornando sem efeito a liminar. Nos embargos de declaração interpostos, o Ministério Público Federal realçou ter havido violação de sigilo de informações contidas em bancos de dados de órgãos federais (sistemas do Departamento de Polícia Federal, Senasp e Infoseg), acentuando, por isso, que, nos termos do artigo 109, IV, da Constituição Federal, a competência da Justiça Federal, e não a Estadual, para conhecer e julgar o Processo-Crime n 2005.61.81.002929- 6, em face do dano a serviço público prestado pela União. Os embargos declaratórios foram rejeitados, in verbis: PROCESSUAL PENAL: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. CONTRADIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ART. 10 LEI n 9.296/96 INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. REQUISISTOS DO ART. 109, IV, DA Constituição Federal de 1988. INEXISTÊNXIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL MANTIDA. EMBARGOS REJEITADOS. I Contradição que não se fundamenta, na medida em que nos autos de n 2006.03.00.035704-2, quando do julgamento da questão de ordem e posteriormente dos embargos de declaração, a questão da competência desta Justiça para processamento dos fatos foi justamente o objeto de discussão no voto proferido por esta E. Turma. II Quando toda a matéria redarguida já foi exaustivamente enfrentada no âmbito do r. Decisum, não há irregularidade a ser sanada. III A questão da incompetência da Justiça Federal para processamento de fatos que atinjam exclusivamente direitos ou bens de particulares, mesmo em se tratado de direito ou bens de particulares, mesmo em se tratado de direito ao sigilo telefônico, não foi tangenciado pelo 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626531 RG / SP acórdão embargado, foi diretamente tratado e afastado, sendo o cerne da discussão e julgamento por esta Turma. IV Competência da Justiça Estadual mantida. Precedentes do E. Superior Tribunal de Justiça. ( Informativos n. 383 do E. Supremo Tribunal Federal) V Embargos rejeitados. Do voto condutor do julgamento dos embargos colhem-se os seguintes fundamentos: (...) Alega o embargante que o acórdão é contraditório na medida em que enfrentando a questão da competência da Justiça Federal, decidiu de maneira diversa daquela constante nos autos do HC n 2006.03.00.035704-2, cujo paciente é co-réu Carlos Benardo Torres Rodenburg, não afastando a competência desta Corte. Em uma primeira observação, tenho que a contradição alegada não se fundamenta, na medida em que naqueles autos, quando do julgamento da questão de ordem e posteriormente dos embargos de declaração, a questão da competência desta Justiça para processamento dos fatos foi justamente o objeto de discussão no voto proferido por esta E. Turma, confira-se: Os presentes embargos ostentam caráter infringente pretendendo o embargante, em verdade, a reapreciação e modificação da decisão, o que não se coaduna com a via processual eleita. O ponto de insurgência aduzido na questão de ordem não somente foi enfrentado, como foi o cerne da decisão embargada, justamente pela arguição de omissão do julgado no HC n 2006.03.00.035704-2, que segundo esta Relatora apontou, foi silente quando à questão da competência para julgamento da causa. Portanto, a decisão embargada expressamente se manifestou sobre a questão da competência, referindo-se 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626531 RG / SP acórdão embargado, foi diretamente tratado e afastado, sendo o cerne da discussão e julgamento por esta Turma. IV Competência da Justiça Estadual mantida. Precedentes do E. Superior Tribunal de Justiça. ( Informativos n. 383 do E. Supremo Tribunal Federal) V Embargos rejeitados. Do voto condutor do julgamento dos embargos colhem-se os seguintes fundamentos: (...) Alega o embargante que o acórdão é contraditório na medida em que enfrentando a questão da competência da Justiça Federal, decidiu de maneira diversa daquela constante nos autos do HC n 2006.03.00.035704-2, cujo paciente é co-réu Carlos Benardo Torres Rodenburg, não afastando a competência desta Corte. Em uma primeira observação, tenho que a contradição alegada não se fundamenta, na medida em que naqueles autos, quando do julgamento da questão de ordem e posteriormente dos embargos de declaração, a questão da competência desta Justiça para processamento dos fatos foi justamente o objeto de discussão no voto proferido por esta E. Turma, confira-se: Os presentes embargos ostentam caráter infringente pretendendo o embargante, em verdade, a reapreciação e modificação da decisão, o que não se coaduna com a via processual eleita. O ponto de insurgência aduzido na questão de ordem não somente foi enfrentado, como foi o cerne da decisão embargada, justamente pela arguição de omissão do julgado no HC n 2006.03.00.035704-2, que segundo esta Relatora apontou, foi silente quando à questão da competência para julgamento da causa. Portanto, a decisão embargada expressamente se manifestou sobre a questão da competência, referindo-se 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626531 RG / SP ao julgado nos autos do HC n 2008.03.00.001673-9, por esta 2... Turma, ao declarar nulidade do julgamento do v. Acórdão prolatado nestes autos, por proclamar a incompetência desta Justiça. (...). O Ministério Público Federal, nas razões do recurso extraordinário de folhas 1.580/1596, sustenta que o acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região violou o disposto no artigo 109, IV, da Constituição Federal ao declarar a incompetência da Justiça Federal para processar e julgar a ação penal ajuizada em virtude de suposta infração do disposto no artigo 10 da Lei n 9.296/96 e artigo 288 do Código Penal (interceptação de comunicações de informática ou telemática de dados do sistema de administração, em quadrilha), praticada contra bens e serviços prestados por entes federais. Em capítulo destacado, o Ministério Público Federal sustenta a existência de repercussão geral da questão constitucional, acentuando que a solução da controvérsia repercutirá na persecutio criminis, na medida em que preservará a ordem jurídica e a proteção judicial efetiva, com a observância do princípio do juiz natural e do promotor natural, quando em foco investigação de casos como o da espécie, no qual o particular ilegalmente pratica a interceptação de comunicações, de informática ou telemática dos sistemas de administração pública federal. O recorrente aduz que os aspectos jurídicos da causa ultrapassam a órbita do direito subjetivo das partes envolvidas, dado que a correta aplicação e interpretação das normas constitucionais, especialmente quando versam a respeito de fixação de competência do Juízo, têm repercussão no ambiente da efetiva e célere prestação jurisdicional, evitando o estabelecimento de insegurança jurídica. É o relatório. Decido. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626531 RG / SP ao julgado nos autos do HC n 2008.03.00.001673-9, por esta 2... Turma, ao declarar nulidade do julgamento do v. Acórdão prolatado nestes autos, por proclamar a incompetência desta Justiça. (...). O Ministério Público Federal, nas razões do recurso extraordinário de folhas 1.580/1596, sustenta que o acórdão do Tribunal Regional Federal da 3... Região violou o disposto no artigo 109, IV, da Constituição Federal ao declarar a incompetência da Justiça Federal para processar e julgar a ação penal ajuizada em virtude de suposta infração do disposto no artigo 10 da Lei n 9.296/96 e artigo 288 do Código Penal (interceptação de comunicações de informática ou telemática de dados do sistema de administração, em quadrilha), praticada contra bens e serviços prestados por entes federais. Em capítulo destacado, o Ministério Público Federal sustenta a existência de repercussão geral da questão constitucional, acentuando que a solução da controvérsia repercutirá na persecutio criminis, na medida em que preservará a ordem jurídica e a proteção judicial efetiva, com a observância do princípio do juiz natural e do promotor natural, quando em foco investigação de casos como o da espécie, no qual o particular ilegalmente pratica a interceptação de comunicações, de informática ou telemática dos sistemas de administração pública federal. O recorrente aduz que os aspectos jurídicos da causa ultrapassam a órbita do direito subjetivo das partes envolvidas, dado que a correta aplicação e interpretação das normas constitucionais, especialmente quando versam a respeito de fixação de competência do Juízo, têm repercussão no ambiente da efetiva e célere prestação jurisdicional, evitando o estabelecimento de insegurança jurídica. É o relatório. Decido. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626531 RG / SP Verifico estarem presentes os pressupostos processuais indispensáveis ao conhecimento do recurso extraordinário. A matéria constitucional está devidamente prequestionada e a solução da controvérsia prescinde de interpretação da legislação ordinária e revolvimento da matéria fático-probatória, pois o tema relacionado à ocorrência de interceptação de comunicações e de telemática dos sistemas de entes da administração pública federal apresenta-se incontroverso nos autos, sendo que a fixação da competência do Juízo estadual - e não o da Justiça Federal pelo Tribunal Regional Federal da 3... Região se ateve ao escopo visado pelos agentes da suposta prática infracional de acesso aos referidos dados, qual seja, alcançar e ferir direitos de terceiros, fato igualmente incontroverso. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão da questão constitucional controvertida nestes autos, nos termos do artigo 543-B do Código de Processo Civil e do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Submeto a matéria à apreciação da Corte no Plenário Virtual. Brasília, 11 de abril de 2013. Ministro Luiz Fux Relator Documento assinado digitalmente 2. Observem ser a publicidade a espinha dorsal da atuação no âmbito da Administração Pública, viabilizando-se o acompanhamento pelos cidadãos em geral. Nada justifica a autuação do recurso extraordinário lançando-se, em vez dos nomes completos dos envolvidos, apenas as iniciais. De duas, uma: ou o processo corre em segredo de justiça, o que não é o caso, ou os dados são revelados. Também se deve consignar a pendência de preliminar evocada pelo recorrido em contrarrazões. Apontou a intempestividade do 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626531 RG / SP Verifico estarem presentes os pressupostos processuais indispensáveis ao conhecimento do recurso extraordinário. A matéria constitucional está devidamente prequestionada e a solução da controvérsia prescinde de interpretação da legislação ordinária e revolvimento da matéria fático-probatória, pois o tema relacionado à ocorrência de interceptação de comunicações e de telemática dos sistemas de entes da administração pública federal apresenta-se incontroverso nos autos, sendo que a fixação da competência do Juízo estadual - e não o da Justiça Federal pelo Tribunal Regional Federal da 3... Região se ateve ao escopo visado pelos agentes da suposta prática infracional de acesso aos referidos dados, qual seja, alcançar e ferir direitos de terceiros, fato igualmente incontroverso. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão da questão constitucional controvertida nestes autos, nos termos do artigo 543-B do Código de Processo Civil e do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Submeto a matéria à apreciação da Corte no Plenário Virtual. Brasília, 11 de abril de 2013. Ministro Luiz Fux Relator Documento assinado digitalmente 2. Observem ser a publicidade a espinha dorsal da atuação no âmbito da Administração Pública, viabilizando-se o acompanhamento pelos cidadãos em geral. Nada justifica a autuação do recurso extraordinário lançando-se, em vez dos nomes completos dos envolvidos, apenas as iniciais. De duas, uma: ou o processo corre em segredo de justiça, o que não é o caso, ou os dados são revelados. Também se deve consignar a pendência de preliminar evocada pelo recorrido em contrarrazões. Apontou a intempestividade do 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 19 Manifestação sobre a Repercussão Geral Recurso Extraordinário 626531 RG / SP extraordinário. A análise do tema precede a inserção do recurso no denominado Plenário Virtual, mas, como há a preclusão da matéria, mostra-se possível dar sequência ao incidente. No mais, assento caber ao Supremo, guarda maior da Lei Básica da República, última trincheira da cidadania, definir a competência para julgar processo-crime em que verificada a quebra do sigilo de dados e interceptação telefônica, presentes serviços da União que o recorrente tem como alcançados. 3. Manifesto-me no sentido da configuração da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente, inclusive adotando as providências pertinentes quanto a processos, que se encontrem no Gabinete sob a minha relatoria, nos quais se veicule idêntica matéria. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 25 de abril de 2013, às 11h10. Ministro MARCO AURÉLIO 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 626531 RG / SP extraordinário. A análise do tema precede a inserção do recurso no denominado Plenário Virtual, mas, como há a preclusão da matéria, mostra-se possível dar sequência ao incidente. No mais, assento caber ao Supremo, guarda maior da Lei Básica da República, última trincheira da cidadania, definir a competência para julgar processo-crime em que verificada a quebra do sigilo de dados e interceptação telefônica, presentes serviços da União que o recorrente tem como alcançados. 3. Manifesto-me no sentido da configuração da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente, inclusive adotando as providências pertinentes quanto a processos, que se encontrem no Gabinete sob a minha relatoria, nos quais se veicule idêntica matéria. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 25 de abril de 2013, às 11h10. Ministro MARCO AURÉLIO 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741185. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 19
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626 . 531", "Recurso Extraordinário 626531 RG / SP", "Recurso Extraordinário 626531 RG / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626 . 531", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626 . 531", "Recurso Extraordinário 626531 RG / SP", "Recurso Extraordinário 626531 RG / SP", "Recurso Extraordinário 626531 RG / SP", "ação penal n 2005 . 61 . 81 . 002929 - 6", "Processo", "Recurso Extraordinário 626531 RG / SP", "ação penal n 2005 . 61 . 81 . 002929 - 6", "Recurso Extraordinário 626531 RG / SP", "2006", ".", "03", ".", "00", ".", "035704", "-", "2", "Recurso Extraordinário 626531 RG / SP", "2006", ".", "03", ".", "00", ".", "035704", "-", "2", "Recurso Extraordinário 626531 RG / SP", "HC n 2006 . 03 . 00 . 035704 - 2", "HC n 2006 . 03 . 00 . 035704 - 2", "HC n 2008 . 03 . 00 . 001673 - 9", "Recurso Extraordinário 626531 RG / SP da Justiça", "HC n 2006 . 03 . 00 . 035704 - 2", "HC n 2006 . 03 . 00 . 035704 - 2", "HC n 2008 . 03 . 00 . 001673 - 9", "Recurso Extraordinário 626531 RG / SP", "Recurso Extraordinário 626531 RG / SP Federal", "Recurso Extraordinário 626531 RG / SP", "Recurso Extraordinário 626531 RG / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626 . 531", "Recurso Extraordinário n 626 . 531 / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 626 . 531", "Recurso Extraordinário n 626 . 531 / SP", "Habeas Corpus n 30 . 760", "Recurso Extraordinário 626531 RG / SP", "Recurso Extraordinário 626531 RG / SP", "Recurso Extraordinário 626531 RG / SP", "Recurso Extraordinário 626531 RG / SP", "Recurso Extraordinário 626531 RG / SP", "Recurso Extraordinário 626531 RG / SP", "Recurso Extraordinário 626531 RG / SP", "ação penal n 2005 . 61 . 81 . 002929 - 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2 / 2001", "artigo 109 , IV , da Constituição Federal", "artigo 10 da Lei n 9 . 296 / 96", "Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543 - B do Código de Processo Civil", "Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Básica da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Básica da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "Brasília", "Brasília" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Ministério Público Federal", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . 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Região", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Departamento de Polícia Federal", "Senasp", "Infoseg", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Departamento de Polícia Federal", "Senasp", "Infoseg", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "E", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal", "Regional Federal da 3 . . . Região", "Plenário Virtual", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Ministério Público Federal", "União", "Departamento de Polícia Federal", "DPF", "Secretaria Nacional de Segurança Pública", "SENASP", "Rede de Integração Nacional de Informações de Segurança Pública , Justiça e Fiscalização", "INFOSEG", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Ministério Público Federal", "União", "Departamento de Polícia Federal", "DPF", "Secretaria Nacional de Segurança Pública", "SENASP", "Rede de Integração Nacional de Informações de Segurança Pública , Justiça e Fiscalização", "INFOSEG", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Procuradoria Geral da República", "Departamento de Polícia Federal", "INFOSEG", "Ministério Público Federal", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Procuradoria Geral da República", "Departamento de Polícia Federal", "INFOSEG", "Ministério Público Federal", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "UNIÃO", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "UNIÃO", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Departamento de Polícia Federal", "Senasp", "Infoseg", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Departamento de Polícia Federal", "Senasp", "Infoseg", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Plenário Virtual", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal", "Regional Federal da 3 . . . Região", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Supremo", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário Virtual", "Supremo", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "ALBERTO ZACHARIAS TORON", "EDSON JUNJI TORIHARA", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Zavascki", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "LRDA", "LRDA", "Carlos Benardo Torres Rodenburg", "Carlos Benardo Torres Rodenburg", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "LRDA", "Carlos Benardo Torres Rodenburg", "Carlos Benardo Torres Rodenburg", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO" ], "TEMPO": [ "02", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "96", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "Regimento", "11 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.688 ALAGOAS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MACEIÓ ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MACEIÓ AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 19ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 19ª REGIÃO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO EMENTA: CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. CONTRATO ENTRE O PODER PÚBLICO E PESSOA JURÍDICA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE LIMPEZA URBANA. OFENSA A NORMAS CONSTITUCIONAIS DE COMPETÊNCIA MUNICIPAL. ILEGALIDADE DA AVENÇA. AFRONTA À ADI 3395. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE ENTRE O ATO RECLAMADO E O ACÓRDÃO PARADIGMA. INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. Não há estrita aderência entre o objeto da ADI 3395, em que esta Corte decidiu questão referente à competência da Justiça Comum para julgamento de causas entre a Administração Pública e seus servidores ou empregados submetidos a vínculo jurídico-administrativo, e ação civil pública ajuizada sob fundamento de ilegalidade de contrato firmado entre o Poder Público e pessoa jurídica de direito privado, para prestação de serviços públicos. 2. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883942. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RCL 11688 AGR / AL unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883942. Supremo Tribunal Federal RCL 11688 AGR / AL unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.688 ALAGOAS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MACEIÓ ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MACEIÓ AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 19ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 19ª REGIÃO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão do Ministro Ayres Britto, que negou seguimento à reclamação sob fundamento de ausência de identidade temática entre a decisão reclamada e o acórdão paradigma. Para exata compreensão do caso, reproduzo trecho do relatório do ato ora agravado, que sintetiza a questão: “5. Feito esse aligeirado relato da causa, passo à decisão. Fazendo-o, tenho, de saída, que não merece seguimento a presente reclamação. É que a demanda em trâmite na Justiça trabalhista não envolve servidor público. O que se observa dos autos é que o Ministério Público do Trabalho pleiteia a rescisão de contratos administrativos celebrados entre o Município de Maceió/AL e empresas privadas prestadoras de serviços de limpeza urbana. O próprio reclamante admite que o Ministério Público do Trabalho, em ação civil pública, busca a declaração da ilegalidade dos contratos administrativos, precedidos de licitação, que terceirizaram parte dos serviços públicos de limpeza urbana e pede que tais serviços sejam prestados exclusivamente por servidores públicos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883943. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.688 ALAGOAS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MACEIÓ ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MACEIÓ AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 19ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 19ª REGIÃO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão do Ministro Ayres Britto, que negou seguimento à reclamação sob fundamento de ausência de identidade temática entre a decisão reclamada e o acórdão paradigma. Para exata compreensão do caso, reproduzo trecho do relatório do ato ora agravado, que sintetiza a questão: “5. Feito esse aligeirado relato da causa, passo à decisão. Fazendo-o, tenho, de saída, que não merece seguimento a presente reclamação. É que a demanda em trâmite na Justiça trabalhista não envolve servidor público. O que se observa dos autos é que o Ministério Público do Trabalho pleiteia a rescisão de contratos administrativos celebrados entre o Município de Maceió/AL e empresas privadas prestadoras de serviços de limpeza urbana. O próprio reclamante admite que o Ministério Público do Trabalho, em ação civil pública, busca a declaração da ilegalidade dos contratos administrativos, precedidos de licitação, que terceirizaram parte dos serviços públicos de limpeza urbana e pede que tais serviços sejam prestados exclusivamente por servidores públicos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883943. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RCL 11688 AGR / AL da administração direta vinculados à Superintendência de limpeza Urbana de Maceió SLUM . Ora, o que daí se conclui é que não houve qualquer afronta ao acórdão deste Supremo Tribunal Federal na ADI 3.395. 6. Explico: se estivesse a apreciar um conflito de competência, talvez fosse mesmo o caso de, diante desse quadro, sufragar a competência da Justiça Comum. Sucede que, no âmbito desta ação reclamatória, é de se perquirir apenas o desrespeito da decisão reclamada ao acórdão tido por paradigmático. E o fato é que a ADI 3.395 cuidou apenas de afastar a interpretação do inciso I do art. 114 da Constituição Federal que abrangesse as causas instauradas entre o Poder Público e o servidor que lhe seja vinculado por relação jurídico-estatutária . Não se tratando, portanto, de causa que envolva questão relacionada a servidor público , não há como se violar a decisão da ADI 3.395 . Do contrário, este Supremo Tribunal Federal extrapolaria os estreitos limites de cognição da ação reclamatória. Assim decidiu o Plenário deste Supremo Tribunal Federal em causas semelhantes (Rcl 4.761, de minha relatoria; Rcls 8.842 e 7.592, ambas de relatoria da Ministra Cármen Lúcia). Nesse sentido foi o parecer do Procurador-Geral da República na Rcl 10.203.” (grifos do original). No agravo regimental, o Município de Maceió sustenta que, ao contrário da conclusão do ato ora impugnado, a causa envolve questão referente a servidor público, sendo prova de tal afirmativa o pedido formulado pelo autor da ação civil pública na origem, no sentido de determinar que a Administração “(...) abra concurso público e nomeie quantos servidores públicos sejam necessários para que o serviço de limpeza seja direta e exclusivamente prestado pela Municipalidade.” (pág. 9 do arquivo 33 dos autos eletrônicos). A Procuradoria-Geral da República opinou pela improcedência da reclamação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883943. Supremo Tribunal Federal RCL 11688 AGR / AL da administração direta vinculados à Superintendência de limpeza Urbana de Maceió SLUM . Ora, o que daí se conclui é que não houve qualquer afronta ao acórdão deste Supremo Tribunal Federal na ADI 3.395. 6. Explico: se estivesse a apreciar um conflito de competência, talvez fosse mesmo o caso de, diante desse quadro, sufragar a competência da Justiça Comum. Sucede que, no âmbito desta ação reclamatória, é de se perquirir apenas o desrespeito da decisão reclamada ao acórdão tido por paradigmático. E o fato é que a ADI 3.395 cuidou apenas de afastar a interpretação do inciso I do art. 114 da Constituição Federal que abrangesse as causas instauradas entre o Poder Público e o servidor que lhe seja vinculado por relação jurídico-estatutária . Não se tratando, portanto, de causa que envolva questão relacionada a servidor público , não há como se violar a decisão da ADI 3.395 . Do contrário, este Supremo Tribunal Federal extrapolaria os estreitos limites de cognição da ação reclamatória. Assim decidiu o Plenário deste Supremo Tribunal Federal em causas semelhantes (Rcl 4.761, de minha relatoria; Rcls 8.842 e 7.592, ambas de relatoria da Ministra Cármen Lúcia). Nesse sentido foi o parecer do Procurador-Geral da República na Rcl 10.203.” (grifos do original). No agravo regimental, o Município de Maceió sustenta que, ao contrário da conclusão do ato ora impugnado, a causa envolve questão referente a servidor público, sendo prova de tal afirmativa o pedido formulado pelo autor da ação civil pública na origem, no sentido de determinar que a Administração “(...) abra concurso público e nomeie quantos servidores públicos sejam necessários para que o serviço de limpeza seja direta e exclusivamente prestado pela Municipalidade.” (pág. 9 do arquivo 33 dos autos eletrônicos). A Procuradoria-Geral da República opinou pela improcedência da reclamação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883943. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.688 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não deve prosperar. É que, como bem observado pelo Ministro Ayres Britto, a demanda ajuizada na origem não foi instaurada entre a Administração Pública e seus empregados ou servidores, o que poderia, se fosse o caso, caracterizar pretensão destes em face do Poder Público referente a direitos decorrentes de vínculo funcional ou trabalhista. A ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho tem como objeto a legitimidade de contrato firmado entre o Município e pessoa jurídica de direito privado, em razão de suposta ilegalidade na intermediação de mão-de-obra, com ofensa a normas de competência fixadas pela Constituição da República. É o que revela o acórdão reclamado, proferido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região: “TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA. CONTRATAÇÃO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS LIGADOS À ATIVIDADE FIM DA AUTARQUIA. CONFIGURAÇÃO. Apesar de prevista a descentralização da Administração Pública com vistas a maior agilidade e até melhor qualidade do serviço, no caso de limpeza pública tal situação não pode ocorrer, por afronta ao art. 30, inciso V da constituição Federal de 88. A Lei Municipal que criou autarquias com a finalidade de execução de serviços de limpeza e conservação não poderia contratar a prestação de serviços, senão por intermédio de concessão pública através de processo de licitação, caso em que a empresa vencedora seria a concessionária e não prestadora de serviços. AÇÃO CIVIL PARCIALMENTE PROCEDENTE.” Ainda que o Ministério Público tenha requerido a abertura de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883944. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.688 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não deve prosperar. É que, como bem observado pelo Ministro Ayres Britto, a demanda ajuizada na origem não foi instaurada entre a Administração Pública e seus empregados ou servidores, o que poderia, se fosse o caso, caracterizar pretensão destes em face do Poder Público referente a direitos decorrentes de vínculo funcional ou trabalhista. A ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho tem como objeto a legitimidade de contrato firmado entre o Município e pessoa jurídica de direito privado, em razão de suposta ilegalidade na intermediação de mão-de-obra, com ofensa a normas de competência fixadas pela Constituição da República. É o que revela o acórdão reclamado, proferido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região: “TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA. CONTRATAÇÃO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS LIGADOS À ATIVIDADE FIM DA AUTARQUIA. CONFIGURAÇÃO. Apesar de prevista a descentralização da Administração Pública com vistas a maior agilidade e até melhor qualidade do serviço, no caso de limpeza pública tal situação não pode ocorrer, por afronta ao art. 30, inciso V da constituição Federal de 88. A Lei Municipal que criou autarquias com a finalidade de execução de serviços de limpeza e conservação não poderia contratar a prestação de serviços, senão por intermédio de concessão pública através de processo de licitação, caso em que a empresa vencedora seria a concessionária e não prestadora de serviços. AÇÃO CIVIL PARCIALMENTE PROCEDENTE.” Ainda que o Ministério Público tenha requerido a abertura de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883944. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 11688 AGR / AL concurso público para prestação dos serviços contratados, não se descaracteriza ser objeto da ação a ilegalidade do contrato, consistindo a pretensão de abertura de concurso mera decorrência lógica do reconhecimento da ilegalidade. E essa questão – adequação de contratos para prestação de serviços públicos, em ofensa a normas constitucionais – não foi objeto de decisão no julgamento da ADI 3395. Nesses termos, não há estrita aderência entre os objetos do acórdão paradigma e do caso de que se cuida, caracterizando, na linha da jurisprudência consolidada desta Corte, hipótese de improcedência da reclamação: “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. (…) A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 1852-AgR, Rel. Min. Maurício Corrêa, Pleno, DJ de 08/03/2002. No mesmo sentido: Rcl 7979-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe de 06/03/2013; Rcl 9688-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno, DJe de 21/02/2012; Rcl 8333-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno, DJe de 01/08/2012; Rcl 6534- AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 17.10.2008). Assim, embora seja altamente questionável a competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar a referida causa, tal como proposta, o certo é que, como bem acentuou a decisão agravada, essa questão competencial deve ser dirimida por outra via processual, e, não, na presente reclamação, eis que o acórdão do STF alegadamente violado trata de outra matéria. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883944. Supremo Tribunal Federal RCL 11688 AGR / AL concurso público para prestação dos serviços contratados, não se descaracteriza ser objeto da ação a ilegalidade do contrato, consistindo a pretensão de abertura de concurso mera decorrência lógica do reconhecimento da ilegalidade. E essa questão – adequação de contratos para prestação de serviços públicos, em ofensa a normas constitucionais – não foi objeto de decisão no julgamento da ADI 3395. Nesses termos, não há estrita aderência entre os objetos do acórdão paradigma e do caso de que se cuida, caracterizando, na linha da jurisprudência consolidada desta Corte, hipótese de improcedência da reclamação: “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. (…) A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 1852-AgR, Rel. Min. Maurício Corrêa, Pleno, DJ de 08/03/2002. No mesmo sentido: Rcl 7979-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe de 06/03/2013; Rcl 9688-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno, DJe de 21/02/2012; Rcl 8333-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno, DJe de 01/08/2012; Rcl 6534- AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 17.10.2008). Assim, embora seja altamente questionável a competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar a referida causa, tal como proposta, o certo é que, como bem acentuou a decisão agravada, essa questão competencial deve ser dirimida por outra via processual, e, não, na presente reclamação, eis que o acórdão do STF alegadamente violado trata de outra matéria. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883944. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.688 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MACEIÓ ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MACEIÓ AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 19ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 19ª REGIÃO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951413 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.688 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MACEIÓ ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MACEIÓ AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 19ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 19ª REGIÃO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951413 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3993033
2013-05-23T00:00:00
2013-06-14T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. CONTRATO ENTRE O PODER PÚBLICO E PESSOA JURÍDICA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE LIMPEZA URBANA. OFENSA A NORMAS CONSTITUCIONAIS DE COMPETÊNCIA MUNICIPAL. ILEGALIDADE DA AVENÇA. AFRONTA À ADI 3395. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE ENTRE O ATO RECLAMADO E O ACÓRDÃO PARADIGMA. INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. Não há estrita aderência entre o objeto da ADI 3395, em que esta Corte decidiu questão referente à competência da Justiça Comum para julgamento de causas entre a Administração Pública e seus servidores ou empregados submetidos a vínculo jurídico-administrativo, e ação civil pública ajuizada sob fundamento de ilegalidade de contrato firmado entre o Poder Público e pessoa jurídica de direito privado, para prestação de serviços públicos. 2. Agravo regimental desprovido.
sjur233524
- Acórdão(s) citado(s): (INCOMPETÊNCIA, JUSTIÇA DO TRABALHO, JULGAMENTO, CAUSA, PODER PÚBLICO, SERVIDOR ESTATURÁRIO) ADI 3395 MC (TP). (RECLAMAÇÃO, SUCEDÂNEO, RECURSO) Rcl 1852 AgR (TP), Rcl 7979 AgR (TP), Rcl 9688 AgR (TP), Rcl 8333 ED (TP), Rcl 6534 AgR (TP). Número de páginas: 7. Análise: 03/07/2013, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Tribunal Pleno
11688
null
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 11688 AgR
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AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MACEIÓ ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MACEIÓ AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 19ª REGIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 19ª REGIÃO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO
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Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.688 ALAGOAS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MACEIÓ ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MACEIÓ AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 19... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 19... REGIÃO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO EMENTA: CONSTITUCIONAL. RECLAMAÇÃO. CONTRATO ENTRE O PODER PÚBLICO E PESSOA JURÍDICA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE LIMPEZA URBANA. OFENSA A NORMAS CONSTITUCIONAIS DE COMPETÊNCIA MUNICIPAL. ILEGALIDADE DA AVENÇA. AFRONTA À ADI 3395. INOCORRÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE ENTRE O ATO RECLAMADO E O ACÓRDÃO PARADIGMA. INADMISSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. Não há estrita aderência entre o objeto da ADI 3395, em que esta Corte decidiu questão referente à competência da Justiça Comum para julgamento de causas entre a Administração Pública e seus servidores ou empregados submetidos a vínculo jurídico-administrativo, e ação civil pública ajuizada sob fundamento de ilegalidade de contrato firmado entre o Poder Público e pessoa jurídica de direito privado, para prestação de serviços públicos. 2. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883942. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RCL 11688 AGR / AL unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883942. Supremo Tribunal Federal RCL 11688 AGR / AL unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.688 ALAGOAS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MACEIÓ ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MACEIÓ AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 19... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 19... REGIÃO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão do Ministro Ayres Britto, que negou seguimento à reclamação sob fundamento de ausência de identidade temática entre a decisão reclamada e o acórdão paradigma. Para exata compreensão do caso, reproduzo trecho do relatório do ato ora agravado, que sintetiza a questão: “5. Feito esse aligeirado relato da causa, passo à decisão. Fazendo-o, tenho, de saída, que não merece seguimento a presente reclamação. É que a demanda em trâmite na Justiça trabalhista não envolve servidor público. O que se observa dos autos é que o Ministério Público do Trabalho pleiteia a rescisão de contratos administrativos celebrados entre o Município de Maceió/AL e empresas privadas prestadoras de serviços de limpeza urbana. O próprio reclamante admite que o Ministério Público do Trabalho, em ação civil pública, busca a declaração da ilegalidade dos contratos administrativos, precedidos de licitação, que terceirizaram parte dos serviços públicos de limpeza urbana e pede que tais serviços sejam prestados exclusivamente por servidores públicos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883943. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.688 ALAGOAS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MACEIÓ ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MACEIÓ AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 19... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 19... REGIÃO INTDO.(A/S) :TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão do Ministro Ayres Britto, que negou seguimento à reclamação sob fundamento de ausência de identidade temática entre a decisão reclamada e o acórdão paradigma. Para exata compreensão do caso, reproduzo trecho do relatório do ato ora agravado, que sintetiza a questão: “5. Feito esse aligeirado relato da causa, passo à decisão. Fazendo-o, tenho, de saída, que não merece seguimento a presente reclamação. É que a demanda em trâmite na Justiça trabalhista não envolve servidor público. O que se observa dos autos é que o Ministério Público do Trabalho pleiteia a rescisão de contratos administrativos celebrados entre o Município de Maceió/AL e empresas privadas prestadoras de serviços de limpeza urbana. O próprio reclamante admite que o Ministério Público do Trabalho, em ação civil pública, busca a declaração da ilegalidade dos contratos administrativos, precedidos de licitação, que terceirizaram parte dos serviços públicos de limpeza urbana e pede que tais serviços sejam prestados exclusivamente por servidores públicos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883943. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RCL 11688 AGR / AL da administração direta vinculados à Superintendência de limpeza Urbana de Maceió SLUM . Ora, o que daí se conclui é que não houve qualquer afronta ao acórdão deste Supremo Tribunal Federal na ADI 3.395. 6. Explico: se estivesse a apreciar um conflito de competência, talvez fosse mesmo o caso de, diante desse quadro, sufragar a competência da Justiça Comum. Sucede que, no âmbito desta ação reclamatória, é de se perquirir apenas o desrespeito da decisão reclamada ao acórdão tido por paradigmático. E o fato é que a ADI 3.395 cuidou apenas de afastar a interpretação do inciso I do art. 114 da Constituição Federal que abrangesse as causas instauradas entre o Poder Público e o servidor que lhe seja vinculado por relação jurídico-estatutária . Não se tratando, portanto, de causa que envolva questão relacionada a servidor público , não há como se violar a decisão da ADI 3.395 . Do contrário, este Supremo Tribunal Federal extrapolaria os estreitos limites de cognição da ação reclamatória. Assim decidiu o Plenário deste Supremo Tribunal Federal em causas semelhantes (Rcl 4.761, de minha relatoria; Rcls 8.842 e 7.592, ambas de relatoria da Ministra Cármen Lúcia). Nesse sentido foi o parecer do Procurador-Geral da República na Rcl 10.203.” (grifos do original). No agravo regimental, o Município de Maceió sustenta que, ao contrário da conclusão do ato ora impugnado, a causa envolve questão referente a servidor público, sendo prova de tal afirmativa o pedido formulado pelo autor da ação civil pública na origem, no sentido de determinar que a Administração “(...) abra concurso público e nomeie quantos servidores públicos sejam necessários para que o serviço de limpeza seja direta e exclusivamente prestado pela Municipalidade.” (pág. 9 do arquivo 33 dos autos eletrônicos). A Procuradoria-Geral da República opinou pela improcedência da reclamação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883943. Supremo Tribunal Federal RCL 11688 AGR / AL da administração direta vinculados à Superintendência de limpeza Urbana de Maceió SLUM . Ora, o que daí se conclui é que não houve qualquer afronta ao acórdão deste Supremo Tribunal Federal na ADI 3.395. 6. Explico: se estivesse a apreciar um conflito de competência, talvez fosse mesmo o caso de, diante desse quadro, sufragar a competência da Justiça Comum. Sucede que, no âmbito desta ação reclamatória, é de se perquirir apenas o desrespeito da decisão reclamada ao acórdão tido por paradigmático. E o fato é que a ADI 3.395 cuidou apenas de afastar a interpretação do inciso I do art. 114 da Constituição Federal que abrangesse as causas instauradas entre o Poder Público e o servidor que lhe seja vinculado por relação jurídico-estatutária . Não se tratando, portanto, de causa que envolva questão relacionada a servidor público , não há como se violar a decisão da ADI 3.395 . Do contrário, este Supremo Tribunal Federal extrapolaria os estreitos limites de cognição da ação reclamatória. Assim decidiu o Plenário deste Supremo Tribunal Federal em causas semelhantes (Rcl 4.761, de minha relatoria; Rcls 8.842 e 7.592, ambas de relatoria da Ministra Cármen Lúcia). Nesse sentido foi o parecer do Procurador-Geral da República na Rcl 10.203.” (grifos do original). No agravo regimental, o Município de Maceió sustenta que, ao contrário da conclusão do ato ora impugnado, a causa envolve questão referente a servidor público, sendo prova de tal afirmativa o pedido formulado pelo autor da ação civil pública na origem, no sentido de determinar que a Administração “(...) abra concurso público e nomeie quantos servidores públicos sejam necessários para que o serviço de limpeza seja direta e exclusivamente prestado pela Municipalidade.” (pág. 9 do arquivo 33 dos autos eletrônicos). A Procuradoria-Geral da República opinou pela improcedência da reclamação. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883943. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.688 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não deve prosperar. É que, como bem observado pelo Ministro Ayres Britto, a demanda ajuizada na origem não foi instaurada entre a Administração Pública e seus empregados ou servidores, o que poderia, se fosse o caso, caracterizar pretensão destes em face do Poder Público referente a direitos decorrentes de vínculo funcional ou trabalhista. A ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho tem como objeto a legitimidade de contrato firmado entre o Município e pessoa jurídica de direito privado, em razão de suposta ilegalidade na intermediação de mão-de-obra, com ofensa a normas de competência fixadas pela Constituição da República. É o que revela o acórdão reclamado, proferido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 19... Região: “TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA. CONTRATAÇÃO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS LIGADOS À ATIVIDADE FIM DA AUTARQUIA. CONFIGURAÇÃO. Apesar de prevista a descentralização da Administração Pública com vistas a maior agilidade e até melhor qualidade do serviço, no caso de limpeza pública tal situação não pode ocorrer, por afronta ao art. 30, inciso V da constituição Federal de 88. A Lei Municipal que criou autarquias com a finalidade de execução de serviços de limpeza e conservação não poderia contratar a prestação de serviços, senão por intermédio de concessão pública através de processo de licitação, caso em que a empresa vencedora seria a concessionária e não prestadora de serviços. AÇÃO CIVIL PARCIALMENTE PROCEDENTE.” Ainda que o Ministério Público tenha requerido a abertura de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883944. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.688 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não deve prosperar. É que, como bem observado pelo Ministro Ayres Britto, a demanda ajuizada na origem não foi instaurada entre a Administração Pública e seus empregados ou servidores, o que poderia, se fosse o caso, caracterizar pretensão destes em face do Poder Público referente a direitos decorrentes de vínculo funcional ou trabalhista. A ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho tem como objeto a legitimidade de contrato firmado entre o Município e pessoa jurídica de direito privado, em razão de suposta ilegalidade na intermediação de mão-de-obra, com ofensa a normas de competência fixadas pela Constituição da República. É o que revela o acórdão reclamado, proferido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 19... Região: “TERCEIRIZAÇÃO ILÍCITA. CONTRATAÇÃO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS LIGADOS À ATIVIDADE FIM DA AUTARQUIA. CONFIGURAÇÃO. Apesar de prevista a descentralização da Administração Pública com vistas a maior agilidade e até melhor qualidade do serviço, no caso de limpeza pública tal situação não pode ocorrer, por afronta ao art. 30, inciso V da constituição Federal de 88. A Lei Municipal que criou autarquias com a finalidade de execução de serviços de limpeza e conservação não poderia contratar a prestação de serviços, senão por intermédio de concessão pública através de processo de licitação, caso em que a empresa vencedora seria a concessionária e não prestadora de serviços. AÇÃO CIVIL PARCIALMENTE PROCEDENTE.” Ainda que o Ministério Público tenha requerido a abertura de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883944. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RCL 11688 AGR / AL concurso público para prestação dos serviços contratados, não se descaracteriza ser objeto da ação a ilegalidade do contrato, consistindo a pretensão de abertura de concurso mera decorrência lógica do reconhecimento da ilegalidade. E essa questão – adequação de contratos para prestação de serviços públicos, em ofensa a normas constitucionais – não foi objeto de decisão no julgamento da ADI 3395. Nesses termos, não há estrita aderência entre os objetos do acórdão paradigma e do caso de que se cuida, caracterizando, na linha da jurisprudência consolidada desta Corte, hipótese de improcedência da reclamação: “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. (…) A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 1852-AgR, Rel. Min. Maurício Corrêa, Pleno, DJ de 08/03/2002. No mesmo sentido: Rcl 7979-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe de 06/03/2013; Rcl 9688-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno, DJe de 21/02/2012; Rcl 8333-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno, DJe de 01/08/2012; Rcl 6534- AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 17.10.2008). Assim, embora seja altamente questionável a competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar a referida causa, tal como proposta, o certo é que, como bem acentuou a decisão agravada, essa questão competencial deve ser dirimida por outra via processual, e, não, na presente reclamação, eis que o acórdão do Supremo Tribunal Federal alegadamente violado trata de outra matéria. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883944. Supremo Tribunal Federal RCL 11688 AGR / AL concurso público para prestação dos serviços contratados, não se descaracteriza ser objeto da ação a ilegalidade do contrato, consistindo a pretensão de abertura de concurso mera decorrência lógica do reconhecimento da ilegalidade. E essa questão – adequação de contratos para prestação de serviços públicos, em ofensa a normas constitucionais – não foi objeto de decisão no julgamento da ADI 3395. Nesses termos, não há estrita aderência entre os objetos do acórdão paradigma e do caso de que se cuida, caracterizando, na linha da jurisprudência consolidada desta Corte, hipótese de improcedência da reclamação: “AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AFRONTA À DECISÃO PROFERIDA NA ADI 1662-SP. INEXISTÊNCIA. AUSÊNCIA DE IDENTIDADE OU SIMILITUDE DE OBJETOS ENTRE O ATO IMPUGNADO E A EXEGESE DADA PELO TRIBUNAL. (…) A reclamação não pode servir de sucedâneo de outros recursos ou ações cabíveis. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Rcl 1852-AgR, Rel. Min. Maurício Corrêa, Pleno, DJ de 08/03/2002. No mesmo sentido: Rcl 7979-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Pleno, DJe de 06/03/2013; Rcl 9688-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Pleno, DJe de 21/02/2012; Rcl 8333-ED, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Pleno, DJe de 01/08/2012; Rcl 6534- AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Pleno, DJe de 17.10.2008). Assim, embora seja altamente questionável a competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar a referida causa, tal como proposta, o certo é que, como bem acentuou a decisão agravada, essa questão competencial deve ser dirimida por outra via processual, e, não, na presente reclamação, eis que o acórdão do Supremo Tribunal Federal alegadamente violado trata de outra matéria. 2. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3883944. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.688 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MACEIÓ ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MACEIÓ AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 19... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 19... REGIÃO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951413 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 11.688 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MACEIÓ ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE MACEIÓ AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO - PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 19... REGIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 19... REGIÃO INTDO.(A/S) : TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951413 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 11 . 688", "ADI 3395", "ADI 3395", "RECLAMAÇÃO 11 . 688", "RECLAMAÇÃO 11 . 688", "ADI 3 . 395 . 6", "ADI 3 . 395", "ADI 3 . 395", "Rcl 4 . 761", "Rcls 8 . 842", "7", ".", "592", "Rcl 10 . 203 .", "ADI 3 . 395 .", "ADI 3 . 395", "ADI 3 . 395", "Rcl 4 . 761", "Rcls 8 . 842", "Rcl 10 . 203 .", "ADI 3395", "ADI 1662 - SP", "Rcl 1852 - AgR", "Rcl 7979 - AgR", "Rcl 9688 - AgR", "Rcl 8333 - ED", "Rcl 6534 - AgR", "ADI 3395", "ADI 1662 - SP", "Rcl 1852 - AgR", "Rcl 7979 - AgR", "Rcl 9688 - AgR", "Rcl 8333 - ED", "Rcl 6534 - AgR", "RECLAMAÇÃO 11", "RECLAMAÇÃO 11 . 688" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso I do art . 114 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso I do art . 114 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 30 , inciso V da constituição Federal de 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 30 , inciso V da constituição Federal de 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ALAGOAS", "MUNICÍPIO DE MACEIÓ", "Brasília", "Brasília", "ALAGOAS", "MUNICÍPIO", "MACEIÓ", "Município de Maceió / AL", "ALAGOAS", "MUNICÍPIO DE MACEIÓ", "MUNICÍPIO DE MACEIÓ", "Município de Maceió / AL", "Município de Maceió", "ALAGOAS", "ALAGOAS", "ALAGOAS", "MUNICÍPIO DE MACEIÓ", "ALAGOAS", "MUNICÍPIO DE MACEIÓ", "MUNICÍPIO DE MACEIÓ" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "MUNICÍPIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 19 .", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "MUNICÍPIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 19 .", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Ministério Público do Trabalho", "Ministério Público do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 19 .", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Ministério Público do Trabalho", "Ministério Público do Trabalho", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superintendência de limpeza Urbana de Maceió", "SLUM", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário deste Supremo Tribunal Federal", "Município de", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "AGR", "/", "AL", "Superintendência de limpeza Urbana de Maceió", "SLUM", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário deste Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Ministério Público do Trabalho", "Tribunal Regional do Trabalho da 19 . . . Região", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Ministério Público do Trabalho", "Tribunal Regional do Trabalho da 19 . . . Região", "Ministério Público", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "Pleno", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "MUNICÍPIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO", "PROCURADORIA", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 19", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "PROCURADORIA REGIONAL DO TRABALHO DA 19 .", "TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 19 .", "TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Ayres Britto", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Ayres Britto", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Ayres Britto", "TEORI ZAVASCKI", "Ayres Britto", "TEORI ZAVASCKI", "Maurício Corrêa", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Maurício Corrêa", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "03", "/", "2002", "06", "/", "03", "/", "2013", "21", "/", "02", "/", "2012", "01", "/", "08", "/", "2012", "17", ".", "10", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", "/", "03", "/", "2002", "06", "/", "03", "/", "2013", "21", "/", "02", "/", "2012", "01", "/", "08", "/", "2012", "17", ".", "10", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "23", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.794 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO AGTE.(S) :MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO ADV.(A/S) :JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO ADV.(A/S) :MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO AGDO.(A/S) :AMAMSUL - ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DE MATO GROSSO DO SUL ADV.(A/S) :WAGNER ROSSI RODRIGUES INTDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO Nº 484/2007) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO MANDADO DE SEGURANÇA – ASSISTÊNCIA – IMPROPRIEDADE. Impetrado mandado de segurança coletivo, descabe admitir, como terceiros interessados, os substituídos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no mandado de segurança, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 23 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096375. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.794 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO AGTE.(S) :MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO ADV.(A/S) :JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO ADV.(A/S) :MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO AGDO.(A/S) :AMAMSUL - ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DE MATO GROSSO DO SUL ADV.(A/S) :WAGNER ROSSI RODRIGUES INTDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO Nº 484/2007) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os agravantes insurgem-se contra a seguinte decisão (folhas 508 e 509): MANDADO DE SEGURANÇA – BALIZAS – TERCEIRO – INTERESSE GENÉRICO – INADMISSIBILIDADE DA INTERVENÇÃO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Com a inicial de folha 2 a 22, acompanhada dos documentos de folha 28 a 293, a impetrante busca anular a decisão do Conselho Nacional de Justiça, formalizada, em 5 de junho de 2007, no Procedimento de Controle Administrativo nº 484/2007-CNJ (folhas 230 e 231), publicada no Diário da Justiça Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096376. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.794 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO AGTE.(S) :MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO ADV.(A/S) :JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO ADV.(A/S) :MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO AGDO.(A/S) :AMAMSUL - ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DE MATO GROSSO DO SUL ADV.(A/S) :WAGNER ROSSI RODRIGUES INTDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO Nº 484/2007) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os agravantes insurgem-se contra a seguinte decisão (folhas 508 e 509): MANDADO DE SEGURANÇA – BALIZAS – TERCEIRO – INTERESSE GENÉRICO – INADMISSIBILIDADE DA INTERVENÇÃO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Com a inicial de folha 2 a 22, acompanhada dos documentos de folha 28 a 293, a impetrante busca anular a decisão do Conselho Nacional de Justiça, formalizada, em 5 de junho de 2007, no Procedimento de Controle Administrativo nº 484/2007-CNJ (folhas 230 e 231), publicada no Diário da Justiça Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório MS 26794 AGR / MS em 21 seguinte. O órgão impetrado determinou ao Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul a suspensão do pagamento de auxílio-moradia aos magistrados estaduais ativos que não preenchessem os requisitos para o benefício, medida aplicável também aos inativos e pensionistas (folha 52). O motivo seria o não atendimento das condições expressas no inciso II do artigo 65 da Lei Complementar nº 35/1979: ser magistrado, em atividade, lotado em comarca sem residência oficial ou própria. Mediante a Petição/STF nº 40.378/2012, José de Ribamar Araújo requer seja admitido na qualidade de assistente, no mandado de segurança em referência. Pleiteia, ainda, a inclusão do processo em pauta para julgamento. Anoto ter sido iniciado e interrompido o julgamento na sessão de 10 de setembro de 2009, com vista à Ministra Cármen Lúcia. O processo encontra-se no Gabinete do Ministro Dias Toffoli, após pedido de vista, tendo sido liberado para julgamento em 22 de março de 2011. 2. O mandado de segurança possui regência a direcionar à excepcionalidade da intervenção de terceiros, especialmente como assistente simples de uma das partes. 3. Indefiro o pedido formulado. Devolvam ao requerente a peça apresentada. 4. Publiquem. Sustentam possuir interesse específico em serem admitidos no processo como assistentes, ante a condição de juízes aposentados do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, e estar sendo prejudicados com a suspensão do pagamento do auxílio-moradia. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096376. Supremo Tribunal Federal MS 26794 AGR / MS em 21 seguinte. O órgão impetrado determinou ao Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul a suspensão do pagamento de auxílio-moradia aos magistrados estaduais ativos que não preenchessem os requisitos para o benefício, medida aplicável também aos inativos e pensionistas (folha 52). O motivo seria o não atendimento das condições expressas no inciso II do artigo 65 da Lei Complementar nº 35/1979: ser magistrado, em atividade, lotado em comarca sem residência oficial ou própria. Mediante a Petição/STF nº 40.378/2012, José de Ribamar Araújo requer seja admitido na qualidade de assistente, no mandado de segurança em referência. Pleiteia, ainda, a inclusão do processo em pauta para julgamento. Anoto ter sido iniciado e interrompido o julgamento na sessão de 10 de setembro de 2009, com vista à Ministra Cármen Lúcia. O processo encontra-se no Gabinete do Ministro Dias Toffoli, após pedido de vista, tendo sido liberado para julgamento em 22 de março de 2011. 2. O mandado de segurança possui regência a direcionar à excepcionalidade da intervenção de terceiros, especialmente como assistente simples de uma das partes. 3. Indefiro o pedido formulado. Devolvam ao requerente a peça apresentada. 4. Publiquem. Sustentam possuir interesse específico em serem admitidos no processo como assistentes, ante a condição de juízes aposentados do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, e estar sendo prejudicados com a suspensão do pagamento do auxílio-moradia. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório MS 26794 AGR / MS Afirmam a inexistência de norma específica a obstaculizar a intervenção de terceiro, em mandado de segurança, como assistente. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096376. Supremo Tribunal Federal MS 26794 AGR / MS Afirmam a inexistência de norma específica a obstaculizar a intervenção de terceiro, em mandado de segurança, como assistente. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.794 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça encontra-se assinada eletronicamente por profissional da advocacia regularmente constituído. A decisão atacada mediante este recurso foi publicada no Diário da Justiça eletrônico de 20 de agosto de 2012, segunda-feira (certidão de folha 512). Excluído da contagem, o termo final ocorreu em 25 imediato, sábado, sendo prorrogado para o primeiro dia útil seguinte, segunda-feira, 27. Este recurso veio a ser protocolado em 24 de agosto, dentro do prazo fixado em lei. Conheço. É impetrante a Associação dos Magistrados do Estado de Mato Grosso do Sul – AMAMSUL, a qual possui legitimidade para atuar como substituto processual dos respectivos associados, defendendo os interesses e prerrogativas da magistratura estadual. A pretensão de integrar o processo como assistentes foi veiculada por juízes aposentados, membros da mencionada Associação, conforme documentos de folhas 29 e 30, motivo pelo qual ausente o interesse para tanto. A jurisprudência do Supremo é no sentido de não se admitir a assistência no mandado de segurança: Processual Civil. Mandado De segurança - Concessão de serviço público. Interesse na causa alegado pela União Federal. Pedido de assistência (inadmissibilidade). Mostra-se correto o entendimento firmado pelo v. acórdão recorrido no sentido de descabimento de assistência no mandado de segurança, tendo em vista o que dispõe o art. 19 da Lei nº 1.533/51 na redação dada pela Lei nº 6.701/74, que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096377. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.794 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça encontra-se assinada eletronicamente por profissional da advocacia regularmente constituído. A decisão atacada mediante este recurso foi publicada no Diário da Justiça eletrônico de 20 de agosto de 2012, segunda-feira (certidão de folha 512). Excluído da contagem, o termo final ocorreu em 25 imediato, sábado, sendo prorrogado para o primeiro dia útil seguinte, segunda-feira, 27. Este recurso veio a ser protocolado em 24 de agosto, dentro do prazo fixado em lei. Conheço. É impetrante a Associação dos Magistrados do Estado de Mato Grosso do Sul – AMAMSUL, a qual possui legitimidade para atuar como substituto processual dos respectivos associados, defendendo os interesses e prerrogativas da magistratura estadual. A pretensão de integrar o processo como assistentes foi veiculada por juízes aposentados, membros da mencionada Associação, conforme documentos de folhas 29 e 30, motivo pelo qual ausente o interesse para tanto. A jurisprudência do Supremo é no sentido de não se admitir a assistência no mandado de segurança: Processual Civil. Mandado De segurança - Concessão de serviço público. Interesse na causa alegado pela União Federal. Pedido de assistência (inadmissibilidade). Mostra-se correto o entendimento firmado pelo v. acórdão recorrido no sentido de descabimento de assistência no mandado de segurança, tendo em vista o que dispõe o art. 19 da Lei nº 1.533/51 na redação dada pela Lei nº 6.701/74, que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO MS 26794 AGR / MS restringiu a intervenção de terceiros no procedimento do writ ao instituto do litisconsórcio (Recurso Extraordinário nº 111.778-8-SP, Segunda Turma, unânime, relator ministro Célio Borja, acórdão publicado no Diário da Justiça de 30 de outubro de 1987). Como é hipótese de assistência litisconsorcial, art. 54 do mesmo Código, segue-se que, por ser o caso de ingresso voluntário de terceiros no processo, não se mostra compatível com o rito especial e sumário do mandado de segurança impetrado contra ato judicial (Habeas Corpus nº 69.802-6-SP, Segunda Turma, unânime, relator ministro Paulo Brossard, acórdão publicado no Diário de 16 de março de 1993). Ante as razões consignadas, descabe a admissão dos agravantes como assistentes. Conheço do regimental e o desprovejo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096377. Supremo Tribunal Federal MS 26794 AGR / MS restringiu a intervenção de terceiros no procedimento do writ ao instituto do litisconsórcio (Recurso Extraordinário nº 111.778-8-SP, Segunda Turma, unânime, relator ministro Célio Borja, acórdão publicado no Diário da Justiça de 30 de outubro de 1987). Como é hipótese de assistência litisconsorcial, art. 54 do mesmo Código, segue-se que, por ser o caso de ingresso voluntário de terceiros no processo, não se mostra compatível com o rito especial e sumário do mandado de segurança impetrado contra ato judicial (Habeas Corpus nº 69.802-6-SP, Segunda Turma, unânime, relator ministro Paulo Brossard, acórdão publicado no Diário de 16 de março de 1993). Ante as razões consignadas, descabe a admissão dos agravantes como assistentes. Conheço do regimental e o desprovejo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.794 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO AGTE.(S) : MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO ADV.(A/S) : JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO ADV.(A/S) : MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO AGDO.(A/S) : AMAMSUL - ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DE MATO GROSSO DO SUL ADV.(A/S) : WAGNER ROSSI RODRIGUES INTDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO Nº 484/2007) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993368 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.794 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO AGTE.(S) : MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO ADV.(A/S) : JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO ADV.(A/S) : MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO AGDO.(A/S) : AMAMSUL - ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DE MATO GROSSO DO SUL ADV.(A/S) : WAGNER ROSSI RODRIGUES INTDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO Nº 484/2007) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993368 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4154686
2013-05-23T00:00:00
2013-08-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013.
AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA
MANDADO DE SEGURANÇA – ASSISTÊNCIA – IMPROPRIEDADE. Impetrado mandado de segurança coletivo, descabe admitir, como terceiros interessados, os substituídos.
sjur237589
- Acórdão(s) citado(s): (INTERVENÇÃO DE TERCEIRO, ASSISTÊNCIA, MANDADO DE SEGURANÇA) HC 69802. Número de páginas: 7. Análise: 19/08/2013, SER.
MARCO AURÉLIO
Tribunal Pleno
26794
null
MS-AgR
acordaos
MS 26794 AgR
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AGTE.(S) : JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO AGTE.(S) : MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO ADV.(A/S) : JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO ADV.(A/S) : MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO AGDO.(A/S) : AMAMSUL - ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DE MATO GROSSO DO SUL ADV.(A/S) : WAGNER ROSSI RODRIGUES INTDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO Nº 484/2007) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.794 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO AGTE.(S) :MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO ADV.(A/S) :JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO ADV.(A/S) :MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO AGDO.(A/S) :AMAMSUL - ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DE MATO GROSSO DO SUL ADV.(A/S) :WAGNER ROSSI RODRIGUES INTDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO n 484/2007) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO MANDADO DE SEGURANÇA – ASSISTÊNCIA – IMPROPRIEDADE. Impetrado mandado de segurança coletivo, descabe admitir, como terceiros interessados, os substituídos. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no mandado de segurança, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 23 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096375. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.794 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO AGTE.(S) :MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO ADV.(A/S) :JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO ADV.(A/S) :MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO AGDO.(A/S) :AMAMSUL - ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DE MATO GROSSO DO SUL ADV.(A/S) :WAGNER ROSSI RODRIGUES INTDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO n 484/2007) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os agravantes insurgem-se contra a seguinte decisão (folhas 508 e 509): MANDADO DE SEGURANÇA – BALIZAS – TERCEIRO – INTERESSE GENÉRICO – INADMISSIBILIDADE DA INTERVENÇÃO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Com a inicial de folha 2 a 22, acompanhada dos documentos de folha 28 a 293, a impetrante busca anular a decisão do Conselho Nacional de Justiça, formalizada, em 5 de junho de 2007, no Procedimento de Controle Administrativo n 484/2007-CNJ (folhas 230 e 231), publicada no Diário da Justiça Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096376. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.794 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO AGTE.(S) :MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO ADV.(A/S) :JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO ADV.(A/S) :MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO AGDO.(A/S) :AMAMSUL - ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DE MATO GROSSO DO SUL ADV.(A/S) :WAGNER ROSSI RODRIGUES INTDO.(A/S) :CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO n 484/2007) ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Os agravantes insurgem-se contra a seguinte decisão (folhas 508 e 509): MANDADO DE SEGURANÇA – BALIZAS – TERCEIRO – INTERESSE GENÉRICO – INADMISSIBILIDADE DA INTERVENÇÃO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Com a inicial de folha 2 a 22, acompanhada dos documentos de folha 28 a 293, a impetrante busca anular a decisão do Conselho Nacional de Justiça, formalizada, em 5 de junho de 2007, no Procedimento de Controle Administrativo n 484/2007-CNJ (folhas 230 e 231), publicada no Diário da Justiça Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório MS 26794 AGR / MS em 21 seguinte. O órgão impetrado determinou ao Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul a suspensão do pagamento de auxílio-moradia aos magistrados estaduais ativos que não preenchessem os requisitos para o benefício, medida aplicável também aos inativos e pensionistas (folha 52). O motivo seria o não atendimento das condições expressas no inciso II do artigo 65 da Lei Complementar n 35/1979: ser magistrado, em atividade, lotado em comarca sem residência oficial ou própria. Mediante a Petição/Supremo Tribunal Federal n 40.378/2012, José de Ribamar Araújo requer seja admitido na qualidade de assistente, no mandado de segurança em referência. Pleiteia, ainda, a inclusão do processo em pauta para julgamento. Anoto ter sido iniciado e interrompido o julgamento na sessão de 10 de setembro de 2009, com vista à Ministra Cármen Lúcia. O processo encontra-se no Gabinete do Ministro Dias Toffoli, após pedido de vista, tendo sido liberado para julgamento em 22 de março de 2011. 2. O mandado de segurança possui regência a direcionar à excepcionalidade da intervenção de terceiros, especialmente como assistente simples de uma das partes. 3. Indefiro o pedido formulado. Devolvam ao requerente a peça apresentada. 4. Publiquem. Sustentam possuir interesse específico em serem admitidos no processo como assistentes, ante a condição de juízes aposentados do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, e estar sendo prejudicados com a suspensão do pagamento do auxílio-moradia. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096376. Supremo Tribunal Federal MS 26794 AGR / MS em 21 seguinte. O órgão impetrado determinou ao Presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul a suspensão do pagamento de auxílio-moradia aos magistrados estaduais ativos que não preenchessem os requisitos para o benefício, medida aplicável também aos inativos e pensionistas (folha 52). O motivo seria o não atendimento das condições expressas no inciso II do artigo 65 da Lei Complementar n 35/1979: ser magistrado, em atividade, lotado em comarca sem residência oficial ou própria. Mediante a Petição/Supremo Tribunal Federal n 40.378/2012, José de Ribamar Araújo requer seja admitido na qualidade de assistente, no mandado de segurança em referência. Pleiteia, ainda, a inclusão do processo em pauta para julgamento. Anoto ter sido iniciado e interrompido o julgamento na sessão de 10 de setembro de 2009, com vista à Ministra Cármen Lúcia. O processo encontra-se no Gabinete do Ministro Dias Toffoli, após pedido de vista, tendo sido liberado para julgamento em 22 de março de 2011. 2. O mandado de segurança possui regência a direcionar à excepcionalidade da intervenção de terceiros, especialmente como assistente simples de uma das partes. 3. Indefiro o pedido formulado. Devolvam ao requerente a peça apresentada. 4. Publiquem. Sustentam possuir interesse específico em serem admitidos no processo como assistentes, ante a condição de juízes aposentados do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, e estar sendo prejudicados com a suspensão do pagamento do auxílio-moradia. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório MS 26794 AGR / MS Afirmam a inexistência de norma específica a obstaculizar a intervenção de terceiro, em mandado de segurança, como assistente. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096376. Supremo Tribunal Federal MS 26794 AGR / MS Afirmam a inexistência de norma específica a obstaculizar a intervenção de terceiro, em mandado de segurança, como assistente. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096376. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.794 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça encontra-se assinada eletronicamente por profissional da advocacia regularmente constituído. A decisão atacada mediante este recurso foi publicada no Diário da Justiça eletrônico de 20 de agosto de 2012, segunda-feira (certidão de folha 512). Excluído da contagem, o termo final ocorreu em 25 imediato, sábado, sendo prorrogado para o primeiro dia útil seguinte, segunda-feira, 27. Este recurso veio a ser protocolado em 24 de agosto, dentro do prazo fixado em lei. Conheço. É impetrante a Associação dos Magistrados do Estado de Mato Grosso do Sul – AMAMSUL, a qual possui legitimidade para atuar como substituto processual dos respectivos associados, defendendo os interesses e prerrogativas da magistratura estadual. A pretensão de integrar o processo como assistentes foi veiculada por juízes aposentados, membros da mencionada Associação, conforme documentos de folhas 29 e 30, motivo pelo qual ausente o interesse para tanto. A jurisprudência do Supremo é no sentido de não se admitir a assistência no mandado de segurança: Processual Civil. Mandado De segurança - Concessão de serviço público. Interesse na causa alegado pela União Federal. Pedido de assistência (inadmissibilidade). Mostra-se correto o entendimento firmado pelo v. acórdão recorrido no sentido de descabimento de assistência no mandado de segurança, tendo em vista o que dispõe o art. 19 da Lei n 1.533/51 na redação dada pela Lei n 6.701/74, que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096377. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.794 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça encontra-se assinada eletronicamente por profissional da advocacia regularmente constituído. A decisão atacada mediante este recurso foi publicada no Diário da Justiça eletrônico de 20 de agosto de 2012, segunda-feira (certidão de folha 512). Excluído da contagem, o termo final ocorreu em 25 imediato, sábado, sendo prorrogado para o primeiro dia útil seguinte, segunda-feira, 27. Este recurso veio a ser protocolado em 24 de agosto, dentro do prazo fixado em lei. Conheço. É impetrante a Associação dos Magistrados do Estado de Mato Grosso do Sul – AMAMSUL, a qual possui legitimidade para atuar como substituto processual dos respectivos associados, defendendo os interesses e prerrogativas da magistratura estadual. A pretensão de integrar o processo como assistentes foi veiculada por juízes aposentados, membros da mencionada Associação, conforme documentos de folhas 29 e 30, motivo pelo qual ausente o interesse para tanto. A jurisprudência do Supremo é no sentido de não se admitir a assistência no mandado de segurança: Processual Civil. Mandado De segurança - Concessão de serviço público. Interesse na causa alegado pela União Federal. Pedido de assistência (inadmissibilidade). Mostra-se correto o entendimento firmado pelo v. acórdão recorrido no sentido de descabimento de assistência no mandado de segurança, tendo em vista o que dispõe o art. 19 da Lei n 1.533/51 na redação dada pela Lei n 6.701/74, que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO MS 26794 AGR / MS restringiu a intervenção de terceiros no procedimento do writ ao instituto do litisconsórcio (Recurso Extraordinário n 111.778-8-SP, Segunda Turma, unânime, relator ministro Célio Borja, acórdão publicado no Diário da Justiça de 30 de outubro de 1987). Como é hipótese de assistência litisconsorcial, art. 54 do mesmo Código, segue-se que, por ser o caso de ingresso voluntário de terceiros no processo, não se mostra compatível com o rito especial e sumário do mandado de segurança impetrado contra ato judicial (Habeas Corpus n 69.802-6-SP, Segunda Turma, unânime, relator ministro Paulo Brossard, acórdão publicado no Diário de 16 de março de 1993). Ante as razões consignadas, descabe a admissão dos agravantes como assistentes. Conheço do regimental e o desprovejo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096377. Supremo Tribunal Federal MS 26794 AGR / MS restringiu a intervenção de terceiros no procedimento do writ ao instituto do litisconsórcio (Recurso Extraordinário n 111.778-8-SP, Segunda Turma, unânime, relator ministro Célio Borja, acórdão publicado no Diário da Justiça de 30 de outubro de 1987). Como é hipótese de assistência litisconsorcial, art. 54 do mesmo Código, segue-se que, por ser o caso de ingresso voluntário de terceiros no processo, não se mostra compatível com o rito especial e sumário do mandado de segurança impetrado contra ato judicial (Habeas Corpus n 69.802-6-SP, Segunda Turma, unânime, relator ministro Paulo Brossard, acórdão publicado no Diário de 16 de março de 1993). Ante as razões consignadas, descabe a admissão dos agravantes como assistentes. Conheço do regimental e o desprovejo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4096377. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.794 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO AGTE.(S) : MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO ADV.(A/S) : JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO ADV.(A/S) : MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO AGDO.(A/S) : AMAMSUL - ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DE MATO GROSSO DO SUL ADV.(A/S) : WAGNER ROSSI RODRIGUES INTDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO n 484/2007) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993368 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. EM MANDADO DE SEGURANÇA 26.794 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO AGTE.(S) : MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO ADV.(A/S) : JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO ADV.(A/S) : MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO AGDO.(A/S) : AMAMSUL - ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DE MATO GROSSO DO SUL ADV.(A/S) : WAGNER ROSSI RODRIGUES INTDO.(A/S) : CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (PROCEDIMENTO DE CONTROLE ADMINISTRATIVO n 484/2007) ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993368 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "MANDADO DE SEGURANÇA 26 . 794", "MANDADO DE SEGURANÇA 26 . 794", "MS 26794 AGR / MS", "Petição", "MS 26794", "Petição", "MS 26794 AGR / MS", "MS 26794 AGR / MS", "MS 26794 AGR / MS", "Recurso Extraordinário n 111 . 778 - 8 - SP", "Habeas Corpus n 69 . 802 - 6 - SP", "MS 26794 AGR / MS", "Recurso Extraordinário n 111 . 778 - 8 - SP", "Habeas Corpus n 69 . 802 - 6 - SP" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso II do artigo 65 da Lei Complementar n 35 / 1979", "Supremo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso II do artigo 65 da Lei Complementar n 35 / 1979", "Supremo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 19 da Lei n 1 . 533 / 51", "Lei n 6 . 701 / 74", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 19 da Lei n 1 . 533", "Lei n 6 . 701 / 74", 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"ASSOCIAÇÃO DOS MAGISTRADOS DE", "CONSELHO NACIONAL DE", "UNIÃO", "Conselho Nacional de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul", "Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul", "Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Associação dos Magistrados do Estado de Mato Grosso do Sul", "AMAMSUL", "Supremo", "União Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Associação dos Magistrados do Estado de Mato Grosso 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AURÉLIO", "JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO", "MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO", "JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO", "MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO", "WAGNER ROSSI RODRIGUES", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO", "MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO", "JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO", "MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO", "WAGNER ROSSI RODRIGUES", "MARCO AURÉLIO", "José de Ribamar Araújo", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "José de Ribamar Araújo", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Célio Borja", "Paulo Brossard", "Célio Borja", "Paulo Brossard", "MARCO AURÉLIO", "JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO", "MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO", "JOSÉ DE RIBAMAR ARAÚJO", "MANOEL JOSÉ DE ARAÚJO AZEVEDO NETO", "WAGNER ROSSI RODRIGUES", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz 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Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 986 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :NICOLA ZACHARIAS MEDAGLIA ADV.(A/S) :LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SENADO FEDERAL INTDO.(A/S) :CÂMARA DOS DEPUTADOS AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE INJUNÇÃO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. ART. 40, § 4º, III, DA MAGNA CARTA. ORDEM CONCEDIDA PARA ASSEGURAR O EXAME DE PEDIDO DE APOSENTADORIA ESPECIAL DE SERVIDOR PÚBLICO À LUZ DO ART. 57 DA LEI 8.213/91. Ordem injuncional fundada na inexistência de norma regulamentadora do art. 40, § 4º, III, da Carta da República, a impedir o exercício de direito constitucionalmente assegurado, qual seja, a aposentadoria especial do servidor público que exerce atividades sob condições prejudiciais à saúde ou à integridade física. Ao julgamento do MI 721-7/DF, o Plenário do STF fixou o entendimento de que, evidenciada a mora legislativa em disciplinar a aposentadoria especial do servidor público prevista no art. 40, § 4º, da Lei Maior, se impõe a adoção supletiva, via pronunciamento judicial, da disciplina própria do Regime Geral da Previdência Social, a teor do art. 57 da Lei 8.213/1991. Precedentes. Agravo Regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890747. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão MI 986 AGR / DF Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) , na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, em negar provimento ao agravo regimental. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890747. Supremo Tribunal Federal MI 986 AGR / DF Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) , na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, em negar provimento ao agravo regimental. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890747. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 986 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :NICOLA ZACHARIAS MEDAGLIA ADV.(A/S) :LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SENADO FEDERAL INTDO.(A/S) :CÂMARA DOS DEPUTADOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Em face de decisão, da eminente Ministra Ellen Gracie, minha antecessora, pela qual concedida, em parte, ordem injuncional para, declarando a mora legislativa na regulamentação do art. 40, § 4º, da Carta Magna, determinar a aplicação, pela autoridade administrativa competente, do art. 57 da Lei 8.213/91, para fins de averiguação do atendimento de todos os requisitos necessários à concessão de aposentadoria especial em favor do servidor público estadual impetrante, interpõe agravo regimental o ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Sustenta que a utilização de regras do RGPS para a análise do direito à aposentadoria especial do impetrante encontra óbice no princípio da isonomia e em preceitos que disciplinam o equilíbrio financeiro e atuarial de regime de previdência aplicável aos servidores públicos civis. Agrega que a concessão de aposentadoria especial no âmbito de regime próprio de servidos públicos infringiria a exigência de prévia fonte de custeio, prevista no art. 195, § 5º, da Magna Carta. Por fim, argumenta que a falta de disciplinamento, na legislação estadual, sobre a caracterização de condições prejudiciais à saúde e à integridade física, inviabiliza o exame do pedido de aposentadoria especial da impetrante. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890748. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 986 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :NICOLA ZACHARIAS MEDAGLIA ADV.(A/S) :LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SENADO FEDERAL INTDO.(A/S) :CÂMARA DOS DEPUTADOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Em face de decisão, da eminente Ministra Ellen Gracie, minha antecessora, pela qual concedida, em parte, ordem injuncional para, declarando a mora legislativa na regulamentação do art. 40, § 4º, da Carta Magna, determinar a aplicação, pela autoridade administrativa competente, do art. 57 da Lei 8.213/91, para fins de averiguação do atendimento de todos os requisitos necessários à concessão de aposentadoria especial em favor do servidor público estadual impetrante, interpõe agravo regimental o ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Sustenta que a utilização de regras do RGPS para a análise do direito à aposentadoria especial do impetrante encontra óbice no princípio da isonomia e em preceitos que disciplinam o equilíbrio financeiro e atuarial de regime de previdência aplicável aos servidores públicos civis. Agrega que a concessão de aposentadoria especial no âmbito de regime próprio de servidos públicos infringiria a exigência de prévia fonte de custeio, prevista no art. 195, § 5º, da Magna Carta. Por fim, argumenta que a falta de disciplinamento, na legislação estadual, sobre a caracterização de condições prejudiciais à saúde e à integridade física, inviabiliza o exame do pedido de aposentadoria especial da impetrante. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890748. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório MI 986 AGR / DF Parecer do Procurador-Geral da República opinando pela manutenção da decisão recorrida (fls. 216/221). Substituição da relatoria à fl. 222 (art. 38, IV, a, do RISTF). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890748. Supremo Tribunal Federal MI 986 AGR / DF Parecer do Procurador-Geral da República opinando pela manutenção da decisão recorrida (fls. 216/221). Substituição da relatoria à fl. 222 (art. 38, IV, a, do RISTF). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890748. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 986 DISTRITO FEDERAL Presentes os pressupostos extrínsecos. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo regimental do Estado do Rio Grande do Sul: “Busca-se, por meio do presente mandado de injunção, a obtenção do direito à aposentadoria especial, em razão da inexistência de regulamentação do art. 40, § 4º, da Constituição Federal, que autoriza a fixação de um regime diferenciado de aposentação em favor dos servidores públicos portadores de deficiência ou que exerçam atividades arriscadas ou prejudiciais à saúde e à integridade física. 2. A matéria em debate passou por uma recente evolução jurisprudencial e está, com base nessa nova orientação, integralmente equacionada pelo Plenário desta Suprema Corte. A posição originária, já superada, assentava que o comando acima mencionado não proclamava qualquer direito, mas facultava ao legislador a instituição de um número restrito de exceções ao postulado da isonomia na avaliação dos requisitos e critérios necessários à concessão de aposentadoria. Consignou-se, por exemplo, na ementa do Mandado de Injunção 592-AgR, rel. Min. Marco Aurélio, DJ de 30.04.2004, que descabia confundir preceito constitucional assegurador de um certo direito com a autorização para o legislador, em opção político-legislativa, criar exceções à regra de contagem do tempo de serviço, presentes as peculiaridades da atividade . Porém, na sessão de 30.08.2007, o Plenário desta Casa, por ocasião o julgamento do Mandado de Injunção 721, rel. Min. Marco Aurélio, alterou o entendimento então prevalecente ao reconhecer presentes no texto do art. 40, § 4º, da Carta Magna, tanto o direito à aposentadoria especial dos servidores públicos nele referidos, como o dever de regulamentação desse mesmo direito. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 986 DISTRITO FEDERAL Presentes os pressupostos extrínsecos. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo regimental do Estado do Rio Grande do Sul: “Busca-se, por meio do presente mandado de injunção, a obtenção do direito à aposentadoria especial, em razão da inexistência de regulamentação do art. 40, § 4º, da Constituição Federal, que autoriza a fixação de um regime diferenciado de aposentação em favor dos servidores públicos portadores de deficiência ou que exerçam atividades arriscadas ou prejudiciais à saúde e à integridade física. 2. A matéria em debate passou por uma recente evolução jurisprudencial e está, com base nessa nova orientação, integralmente equacionada pelo Plenário desta Suprema Corte. A posição originária, já superada, assentava que o comando acima mencionado não proclamava qualquer direito, mas facultava ao legislador a instituição de um número restrito de exceções ao postulado da isonomia na avaliação dos requisitos e critérios necessários à concessão de aposentadoria. Consignou-se, por exemplo, na ementa do Mandado de Injunção 592-AgR, rel. Min. Marco Aurélio, DJ de 30.04.2004, que descabia confundir preceito constitucional assegurador de um certo direito com a autorização para o legislador, em opção político-legislativa, criar exceções à regra de contagem do tempo de serviço, presentes as peculiaridades da atividade . Porém, na sessão de 30.08.2007, o Plenário desta Casa, por ocasião o julgamento do Mandado de Injunção 721, rel. Min. Marco Aurélio, alterou o entendimento então prevalecente ao reconhecer presentes no texto do art. 40, § 4º, da Carta Magna, tanto o direito à aposentadoria especial dos servidores públicos nele referidos, como o dever de regulamentação desse mesmo direito. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 986 AGR / DF Decidiu o Supremo Tribunal Federal, naquela assentada, que, diante da incontestável mora do legislador, a eficácia da referida norma constitucional e a garantia do exercício do direito nela proclamado deveriam ser alcançados por meio da aplicação integrativa, no que couber, do art. 57 da Lei 8.213, de 24.07.1991, que dispõe sobre os requisitos e condições para a obtenção da aposentadoria especial pelos trabalhadores vinculados ao regime geral de previdência social. A ementa do julgado possui o seguinte teor (DJ de 30.11.2007): MANDADO DE INJUNÇÃO - NATUREZA . Conforme disposto no inciso LXXI do artigo 5º da Constituição Federal, conceder-se-á mandado de injunção quando necessário ao exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Há ação mandamental e não simplesmente declaratória de omissão. A carga de declaração não é objeto da impetração, mas premissa da ordem a ser formalizada. MANDADO DE INJUNÇÃO - DECISÃO - BALIZAS . Tratando-se de processo subjetivo, a decisão possui eficácia considerada a relação jurídica nele revelada. APOSENTADORIA - TRABALHO EM CONDIÇÕES ESPECIAIS - PREJUÍZO À SAÚDE DO SERVIDOR - INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR - ARTIGO 40, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL . Inexistente a disciplina específica da aposentadoria especial do servidor, impõe-se a adoção, via pronunciamento judicial, daquela própria aos trabalhadores em geral - artigo 57, § 1º, da Lei nº 8.213/91. No recente julgamento do Mandado de Injunção 795, rel. Min. Cármen Lúcia, ocorrido em 15.04.2009, o Plenário desta Suprema Corte ratificou o entendimento acima exposto e definiu a exata extensão da ordem a ser concedida, consubstanciada no reconhecimento da mora legislativa e na determinação de que seja adotada pela Administração Pública, na análise do direito à aposentadoria especial previsto no art. 40, § 4º, da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Supremo Tribunal Federal MI 986 AGR / DF Decidiu o Supremo Tribunal Federal, naquela assentada, que, diante da incontestável mora do legislador, a eficácia da referida norma constitucional e a garantia do exercício do direito nela proclamado deveriam ser alcançados por meio da aplicação integrativa, no que couber, do art. 57 da Lei 8.213, de 24.07.1991, que dispõe sobre os requisitos e condições para a obtenção da aposentadoria especial pelos trabalhadores vinculados ao regime geral de previdência social. A ementa do julgado possui o seguinte teor (DJ de 30.11.2007): MANDADO DE INJUNÇÃO - NATUREZA . Conforme disposto no inciso LXXI do artigo 5º da Constituição Federal, conceder-se-á mandado de injunção quando necessário ao exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Há ação mandamental e não simplesmente declaratória de omissão. A carga de declaração não é objeto da impetração, mas premissa da ordem a ser formalizada. MANDADO DE INJUNÇÃO - DECISÃO - BALIZAS . Tratando-se de processo subjetivo, a decisão possui eficácia considerada a relação jurídica nele revelada. APOSENTADORIA - TRABALHO EM CONDIÇÕES ESPECIAIS - PREJUÍZO À SAÚDE DO SERVIDOR - INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR - ARTIGO 40, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL . Inexistente a disciplina específica da aposentadoria especial do servidor, impõe-se a adoção, via pronunciamento judicial, daquela própria aos trabalhadores em geral - artigo 57, § 1º, da Lei nº 8.213/91. No recente julgamento do Mandado de Injunção 795, rel. Min. Cármen Lúcia, ocorrido em 15.04.2009, o Plenário desta Suprema Corte ratificou o entendimento acima exposto e definiu a exata extensão da ordem a ser concedida, consubstanciada no reconhecimento da mora legislativa e na determinação de que seja adotada pela Administração Pública, na análise do direito à aposentadoria especial previsto no art. 40, § 4º, da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 986 AGR / DF Constituição Federal, o teor do art. 57 da Lei 8.213/91, enquanto inexistente legislação específica a respeito do tema ora em exame. Esta é a ementa do acórdão (DJE de 22.05.2009): MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO. ARTIGO 40, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR A DISCIPLINAR A MATÉRIA. NECESSIDADE DE INTEGRAÇÃO LEGISLATIVA. 1. Servidor público. Investigador da polícia civil do Estado de São Paulo. Alegado exercício de atividade sob condições de periculosidade e insalubridade. 2. Reconhecida a omissão legislativa em razão da ausência de lei complementar a definir as condições para o implemento da aposentadoria especial. 3. Mandado de injunção conhecido e concedido para comunicar a mora à autoridade competente e determinar a aplicação, no que couber, do art. 57 da Lei n. 8.213/91. 3. Ante todo o exposto, com base nos precedentes citados e na autorização especificamente concedida, pelo Plenário desta Casa, para a apreciação monocrática dos casos idênticos àquele veiculado no Mandado de Injunção 795 (DJE de 22.05.2009), concedo , em parte , a ordem pleiteada para, declarando a mora legislativa na regulamentação do art. 40, § 4º, da Carta Magna, determinar a aplicação, pela autoridade administrativa competente, do art. 57 da Lei 8.213/91, para fins de averiguação do atendimento de todos os requisitos necessários à concessão de aposentadoria especial em favor do servidor público estadual ora impetrante.” Nada colhe o agravo regimental. Quanto às dificuldades surgidas na aplicação, a servidores públicos, das regras que disciplinam a concessão de aposentadoria especial a segurados do Regime Geral de Previdência Social, registro que esta Corte cumpre sua missão quando, ao exame de mandado de injunção, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Supremo Tribunal Federal MI 986 AGR / DF Constituição Federal, o teor do art. 57 da Lei 8.213/91, enquanto inexistente legislação específica a respeito do tema ora em exame. Esta é a ementa do acórdão (DJE de 22.05.2009): MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO. ARTIGO 40, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR A DISCIPLINAR A MATÉRIA. NECESSIDADE DE INTEGRAÇÃO LEGISLATIVA. 1. Servidor público. Investigador da polícia civil do Estado de São Paulo. Alegado exercício de atividade sob condições de periculosidade e insalubridade. 2. Reconhecida a omissão legislativa em razão da ausência de lei complementar a definir as condições para o implemento da aposentadoria especial. 3. Mandado de injunção conhecido e concedido para comunicar a mora à autoridade competente e determinar a aplicação, no que couber, do art. 57 da Lei n. 8.213/91. 3. Ante todo o exposto, com base nos precedentes citados e na autorização especificamente concedida, pelo Plenário desta Casa, para a apreciação monocrática dos casos idênticos àquele veiculado no Mandado de Injunção 795 (DJE de 22.05.2009), concedo , em parte , a ordem pleiteada para, declarando a mora legislativa na regulamentação do art. 40, § 4º, da Carta Magna, determinar a aplicação, pela autoridade administrativa competente, do art. 57 da Lei 8.213/91, para fins de averiguação do atendimento de todos os requisitos necessários à concessão de aposentadoria especial em favor do servidor público estadual ora impetrante.” Nada colhe o agravo regimental. Quanto às dificuldades surgidas na aplicação, a servidores públicos, das regras que disciplinam a concessão de aposentadoria especial a segurados do Regime Geral de Previdência Social, registro que esta Corte cumpre sua missão quando, ao exame de mandado de injunção, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 986 AGR / DF constatada a existência de direito consagrado em norma constitucional de eficácia limitada, cujo exercício esteja obstado por mora legislativa, colmata a lacuna regulamentadora, de molde a combater a “síndrome de inefetividade das normas constitucionais”. Nesse contexto, enfatizo que não cabe a este Excelso Pretório a exaustiva definição de critérios a serem observados, pela autoridade administrativa competente, na análise do pedido de jubilação especial de servidor público civil. Por pertinente, uma vez que examinada questão idêntica à debatida nos presentes autos, transcrevo fundamentos do voto condutor da eminente Ministra Cármen Lúcia, ao julgamento do MI 1.467-AgR/DF, aos quais me alinho: “O que cumpre ao Poder Judiciário é verificar a omissão da norma regulamentadora e a possibilidade de poder o servidor se valer de regra jurídica aplicável à situação por ele descrita, afastando-se o impedimento que lhe advém da ausência da regulamentação constitucionalmente prevista, o que, no caso, é aqui prestado. Verificada a omissão normativa que estaria a inviabilizar o exercício de um direito constitucionalmente previsto, integra-se o direito titularizado, em tese, pelo Impetrante. Tanto não se confunde com a análise dos requisitos exigidos para a aposentação especial, tampouco pode o Poder Judiciário definir, de forma exaustiva e que somente pode ser cumprida, administrativamente, pela autoridade competente, quais os critérios legais a serem observados na análise do pedido de aposentadoria submetido ao seu exame e à sua decisão. Assim, a integração normativa operada permite à autoridade competente realizar o exame do direito pretensamente titularizado pelo servidor público. Não compete, entretanto, ao Supremo Tribunal analisar o quadro fático-funcional do Impetrante para concluir pelo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Supremo Tribunal Federal MI 986 AGR / DF constatada a existência de direito consagrado em norma constitucional de eficácia limitada, cujo exercício esteja obstado por mora legislativa, colmata a lacuna regulamentadora, de molde a combater a “síndrome de inefetividade das normas constitucionais”. Nesse contexto, enfatizo que não cabe a este Excelso Pretório a exaustiva definição de critérios a serem observados, pela autoridade administrativa competente, na análise do pedido de jubilação especial de servidor público civil. Por pertinente, uma vez que examinada questão idêntica à debatida nos presentes autos, transcrevo fundamentos do voto condutor da eminente Ministra Cármen Lúcia, ao julgamento do MI 1.467-AgR/DF, aos quais me alinho: “O que cumpre ao Poder Judiciário é verificar a omissão da norma regulamentadora e a possibilidade de poder o servidor se valer de regra jurídica aplicável à situação por ele descrita, afastando-se o impedimento que lhe advém da ausência da regulamentação constitucionalmente prevista, o que, no caso, é aqui prestado. Verificada a omissão normativa que estaria a inviabilizar o exercício de um direito constitucionalmente previsto, integra-se o direito titularizado, em tese, pelo Impetrante. Tanto não se confunde com a análise dos requisitos exigidos para a aposentação especial, tampouco pode o Poder Judiciário definir, de forma exaustiva e que somente pode ser cumprida, administrativamente, pela autoridade competente, quais os critérios legais a serem observados na análise do pedido de aposentadoria submetido ao seu exame e à sua decisão. Assim, a integração normativa operada permite à autoridade competente realizar o exame do direito pretensamente titularizado pelo servidor público. Não compete, entretanto, ao Supremo Tribunal analisar o quadro fático-funcional do Impetrante para concluir pelo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 986 AGR / DF direito à sua aposentação, mas tão somente afastar o óbice da carência normativa a ser aplicada à espécie, se cumpridas as exigências da norma aplicável. As questões levantadas neste recurso devem, por isso mesmo, ser solucionadas pela autoridade competente, que o fará mediante a aplicação do art. 57 da Lei n. 8.213/1991 em conjunto com as regras que regem a aposentadoria do servidor público.” De outro lado, a determinação para que o pedido de aposentadoria especial do impetrante seja analisado à luz do art. 57 da Lei 8.213/91 não implica a criação de benefício previdenciário, mas a remoção de óbice ao exercício de direito constitucionalmente assegurado. Dessa forma, não há falar em ofensa ao art. 195, § 5º, da Magna Carta. A propósito do tema, recordo o seguinte precedente do Plenário desta Corte: “Ementa: EMBARGOS DECLARATÓRIOS. MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO. ARTIGO 40, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. APLICAÇÃO DO ART. 57 DA LEI 8.213/1991. PRECEDENTES. EXAME DE CONDIÇÕES FÁTICAS E JURÍDICAS. COMPETÊNCIA DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A orientação do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que compete à autoridade administrativa responsável pelo pedido de aposentadoria o exame das condições de fato e de direito previstas no ordenamento jurídico. Precedentes. II - “Efetivada a integração normativa necessária ao exercício de disciplinação normativa, exaure-se a função jurídico- constitucional para a qual foi concebido (e instituído) o remédio constitucional do mandado de injunção” (MI 1.194-ED/DF, Rel. Min. Celso de Mello). III - Não cabe ao Supremo Tribunal Federal definir de maneira exaustiva 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Supremo Tribunal Federal MI 986 AGR / DF direito à sua aposentação, mas tão somente afastar o óbice da carência normativa a ser aplicada à espécie, se cumpridas as exigências da norma aplicável. As questões levantadas neste recurso devem, por isso mesmo, ser solucionadas pela autoridade competente, que o fará mediante a aplicação do art. 57 da Lei n. 8.213/1991 em conjunto com as regras que regem a aposentadoria do servidor público.” De outro lado, a determinação para que o pedido de aposentadoria especial do impetrante seja analisado à luz do art. 57 da Lei 8.213/91 não implica a criação de benefício previdenciário, mas a remoção de óbice ao exercício de direito constitucionalmente assegurado. Dessa forma, não há falar em ofensa ao art. 195, § 5º, da Magna Carta. A propósito do tema, recordo o seguinte precedente do Plenário desta Corte: “Ementa: EMBARGOS DECLARATÓRIOS. MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO. ARTIGO 40, § 4º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. APLICAÇÃO DO ART. 57 DA LEI 8.213/1991. PRECEDENTES. EXAME DE CONDIÇÕES FÁTICAS E JURÍDICAS. COMPETÊNCIA DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A orientação do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que compete à autoridade administrativa responsável pelo pedido de aposentadoria o exame das condições de fato e de direito previstas no ordenamento jurídico. Precedentes. II - “Efetivada a integração normativa necessária ao exercício de disciplinação normativa, exaure-se a função jurídico- constitucional para a qual foi concebido (e instituído) o remédio constitucional do mandado de injunção” (MI 1.194-ED/DF, Rel. Min. Celso de Mello). III - Não cabe ao Supremo Tribunal Federal definir de maneira exaustiva 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 986 AGR / DF que critérios legais devem ser observados pela autoridade administrativa competente. IV - A decisão judicial, ademais, não cria novo benefício previdenciário, mas apenas removeu, mediante a aplicação das regras estabelecidas no art. 57 da Lei 8.213/1991, o óbice à aposentadoria especial. V - Embargos de declaração, recebidos como agravo regimental, a que se nega provimento.” (MI 2745 ED, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/11/2011, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-228 DIVULG 30-11-2011 PUBLIC 01-12-2011) De mais a mais, no Regime Geral de Previdência Social, o custeio da jubilação especial é ônus exclusivo do empregador. Assim, determinada, com base em critério isonômico, a aplicação do art. 57 da Lei 8.213/91, no exame do direito do impetrante, a conclusão lógica é que o ente público deverá arcar com o custeio, caso reconhecido, em concreto, o direito à aposentadoria especial. Nesse sentido, rememoro manifestação do Ministro Cezar Peluso, ao julgamento do MI 822/DF: “Dispõe o § 6º do art. 57 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, que a aposentadoria especial será custeada pela contribuição prevista no inciso II do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, que, por sua vez, estabelece uma contribuição social devida pela empresa na qual trabalhadores são expostos a riscos ambientais. Trata-se de benefício custeado unicamente pelo empregador. Tal sistema é dotado de razoabilidade. Não se poderia pretender que o trabalhador, que tem o direito de se aposentar contando tempo especial – em virtude das condições adversas em que exerceu o seu cargo -, arque com o custeio dessa modalidade de aposentadoria. Na questão suscitada pela União quanto à fonte de custeio da aposentadoria especial ‘criada pelo Supremo 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Supremo Tribunal Federal MI 986 AGR / DF que critérios legais devem ser observados pela autoridade administrativa competente. IV - A decisão judicial, ademais, não cria novo benefício previdenciário, mas apenas removeu, mediante a aplicação das regras estabelecidas no art. 57 da Lei 8.213/1991, o óbice à aposentadoria especial. V - Embargos de declaração, recebidos como agravo regimental, a que se nega provimento.” (MI 2745 ED, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/11/2011, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-228 DIVULG 30-11-2011 PUBLIC 01-12-2011) De mais a mais, no Regime Geral de Previdência Social, o custeio da jubilação especial é ônus exclusivo do empregador. Assim, determinada, com base em critério isonômico, a aplicação do art. 57 da Lei 8.213/91, no exame do direito do impetrante, a conclusão lógica é que o ente público deverá arcar com o custeio, caso reconhecido, em concreto, o direito à aposentadoria especial. Nesse sentido, rememoro manifestação do Ministro Cezar Peluso, ao julgamento do MI 822/DF: “Dispõe o § 6º do art. 57 da Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991, que a aposentadoria especial será custeada pela contribuição prevista no inciso II do art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, que, por sua vez, estabelece uma contribuição social devida pela empresa na qual trabalhadores são expostos a riscos ambientais. Trata-se de benefício custeado unicamente pelo empregador. Tal sistema é dotado de razoabilidade. Não se poderia pretender que o trabalhador, que tem o direito de se aposentar contando tempo especial – em virtude das condições adversas em que exerceu o seu cargo -, arque com o custeio dessa modalidade de aposentadoria. Na questão suscitada pela União quanto à fonte de custeio da aposentadoria especial ‘criada pelo Supremo 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 986 AGR / DF Tribunal Federal’, até por isonomia não poderá haver solução diversa. O responsável pelo custeio do benefício especial deverá ser o Estado, porque isso é o que se ajusta ao caput do art. 40 da Constituição Federal, que estabelece o regime previdenciário público “mediante contribuição do respectivo ente público”. A fonte de custeio da aposentadoria especial dos funcionários públicos deverá ser, pois, a ‘contribuição’ dos entes públicos aos quais são vinculados.” Ante o exposto, conheço e nego provimento ao agravo regimental interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Supremo Tribunal Federal MI 986 AGR / DF Tribunal Federal’, até por isonomia não poderá haver solução diversa. O responsável pelo custeio do benefício especial deverá ser o Estado, porque isso é o que se ajusta ao caput do art. 40 da Constituição Federal, que estabelece o regime previdenciário público “mediante contribuição do respectivo ente público”. A fonte de custeio da aposentadoria especial dos funcionários públicos deverá ser, pois, a ‘contribuição’ dos entes públicos aos quais são vinculados.” Ante o exposto, conheço e nego provimento ao agravo regimental interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 986 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : NICOLA ZACHARIAS MEDAGLIA ADV.(A/S) : LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : SENADO FEDERAL INTDO.(A/S) : CÂMARA DOS DEPUTADOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951380 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 986 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : NICOLA ZACHARIAS MEDAGLIA ADV.(A/S) : LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : SENADO FEDERAL INTDO.(A/S) : CÂMARA DOS DEPUTADOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951380 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4106369
2013-05-23T00:00:00
2013-07-01T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013.
AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO
AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE INJUNÇÃO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. ART. 40, § 4º, III, DA MAGNA CARTA. ORDEM CONCEDIDA PARA ASSEGURAR O EXAME DE PEDIDO DE APOSENTADORIA ESPECIAL DE SERVIDOR PÚBLICO À LUZ DO ART. 57 DA LEI 8.213/91. Ordem injuncional fundada na inexistência de norma regulamentadora do art. 40, § 4º, III, da Carta da República, a impedir o exercício de direito constitucionalmente assegurado, qual seja, a aposentadoria especial do servidor público que exerce atividades sob condições prejudiciais à saúde ou à integridade física. Ao julgamento do MI 721-7/DF, o Plenário do STF fixou o entendimento de que, evidenciada a mora legislativa em disciplinar a aposentadoria especial do servidor público prevista no art. 40, § 4º, da Lei Maior, se impõe a adoção supletiva, via pronunciamento judicial, da disciplina própria do Regime Geral da Previdência Social, a teor do art. 57 da Lei 8.213/1991. Precedentes. Agravo Regimental conhecido e não provido.
sjur252343
- Acórdão(s) citado(s): (APOSENTADORIA ESPECIAL, RGPS) MI 721 (TP). (COMPETÊNCIA, AUTORIDADE ADMINISTRATIVA) MI 1467 AgR (TP). (CRIAÇÃO, BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO) MI 2745 ED (TP). - Decisão monocrática citada: (CUSTEIO, APOSENTADORIA ESPECIAL) MI 822. Número de páginas: 12. Análise: 06/01/2014, TIA.
ROSA WEBER
Tribunal Pleno
986
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00040 PAR-00004 INC-00003 ART-00195 \n PAR-00005\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\n ART-00057\n LEI ORDINÁRIA" ]
MI-AgR
acordaos
MI 986 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : NICOLA ZACHARIAS MEDAGLIA ADV.(A/S) : LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : SENADO FEDERAL INTDO.(A/S) : CÂMARA DOS DEPUTADOS
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Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 986 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :NICOLA ZACHARIAS MEDAGLIA ADV.(A/S) :LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SENADO FEDERAL INTDO.(A/S) :CÂMARA DOS DEPUTADOS AGRAVO REGIMENTAL EM MANDADO DE INJUNÇÃO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. ART. 40, § 4..., III, DA MAGNA CARTA. ORDEM CONCEDIDA PARA ASSEGURAR O EXAME DE PEDIDO DE APOSENTADORIA ESPECIAL DE SERVIDOR PÚBLICO À LUZ DO ART. 57 DA LEI 8.213/91. Ordem injuncional fundada na inexistência de norma regulamentadora do art. 40, § 4..., III, da Carta da República, a impedir o exercício de direito constitucionalmente assegurado, qual seja, a aposentadoria especial do servidor público que exerce atividades sob condições prejudiciais à saúde ou à integridade física. Ao julgamento do MI 721-7/DF, o Plenário do Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que, evidenciada a mora legislativa em disciplinar a aposentadoria especial do servidor público prevista no art. 40, § 4..., da Lei Maior, se impõe a adoção supletiva, via pronunciamento judicial, da disciplina própria do Regime Geral da Previdência Social, a teor do art. 57 da Lei 8.213/1991. Precedentes. Agravo Regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890747. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão MI 986 AGR / DF Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) , na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, em negar provimento ao agravo regimental. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890747. Supremo Tribunal Federal MI 986 AGR / DF Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente) , na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, em negar provimento ao agravo regimental. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890747. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 986 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :NICOLA ZACHARIAS MEDAGLIA ADV.(A/S) :LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SENADO FEDERAL INTDO.(A/S) :CÂMARA DOS DEPUTADOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Em face de decisão, da eminente Ministra Ellen Gracie, minha antecessora, pela qual concedida, em parte, ordem injuncional para, declarando a mora legislativa na regulamentação do art. 40, § 4..., da Carta Magna, determinar a aplicação, pela autoridade administrativa competente, do art. 57 da Lei 8.213/91, para fins de averiguação do atendimento de todos os requisitos necessários à concessão de aposentadoria especial em favor do servidor público estadual impetrante, interpõe agravo regimental o ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Sustenta que a utilização de regras do RGPS para a análise do direito à aposentadoria especial do impetrante encontra óbice no princípio da isonomia e em preceitos que disciplinam o equilíbrio financeiro e atuarial de regime de previdência aplicável aos servidores públicos civis. Agrega que a concessão de aposentadoria especial no âmbito de regime próprio de servidos públicos infringiria a exigência de prévia fonte de custeio, prevista no art. 195, § 5..., da Magna Carta. Por fim, argumenta que a falta de disciplinamento, na legislação estadual, sobre a caracterização de condições prejudiciais à saúde e à integridade física, inviabiliza o exame do pedido de aposentadoria especial da impetrante. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890748. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 986 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :NICOLA ZACHARIAS MEDAGLIA ADV.(A/S) :LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) :SENADO FEDERAL INTDO.(A/S) :CÂMARA DOS DEPUTADOS RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Em face de decisão, da eminente Ministra Ellen Gracie, minha antecessora, pela qual concedida, em parte, ordem injuncional para, declarando a mora legislativa na regulamentação do art. 40, § 4..., da Carta Magna, determinar a aplicação, pela autoridade administrativa competente, do art. 57 da Lei 8.213/91, para fins de averiguação do atendimento de todos os requisitos necessários à concessão de aposentadoria especial em favor do servidor público estadual impetrante, interpõe agravo regimental o ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Sustenta que a utilização de regras do RGPS para a análise do direito à aposentadoria especial do impetrante encontra óbice no princípio da isonomia e em preceitos que disciplinam o equilíbrio financeiro e atuarial de regime de previdência aplicável aos servidores públicos civis. Agrega que a concessão de aposentadoria especial no âmbito de regime próprio de servidos públicos infringiria a exigência de prévia fonte de custeio, prevista no art. 195, § 5..., da Magna Carta. Por fim, argumenta que a falta de disciplinamento, na legislação estadual, sobre a caracterização de condições prejudiciais à saúde e à integridade física, inviabiliza o exame do pedido de aposentadoria especial da impetrante. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890748. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório MI 986 AGR / DF Parecer do Procurador-Geral da República opinando pela manutenção da decisão recorrida (fls. 216/221). Substituição da relatoria à fl. 222 (art. 38, IV, a, do RISTF). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890748. Supremo Tribunal Federal MI 986 AGR / DF Parecer do Procurador-Geral da República opinando pela manutenção da decisão recorrida (fls. 216/221). Substituição da relatoria à fl. 222 (art. 38, IV, a, do RISTF). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890748. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 986 DISTRITO FEDERAL Presentes os pressupostos extrínsecos. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo regimental do Estado do Rio Grande do Sul: “Busca-se, por meio do presente mandado de injunção, a obtenção do direito à aposentadoria especial, em razão da inexistência de regulamentação do art. 40, § 4..., da Constituição Federal, que autoriza a fixação de um regime diferenciado de aposentação em favor dos servidores públicos portadores de deficiência ou que exerçam atividades arriscadas ou prejudiciais à saúde e à integridade física. 2. A matéria em debate passou por uma recente evolução jurisprudencial e está, com base nessa nova orientação, integralmente equacionada pelo Plenário desta Suprema Corte. A posição originária, já superada, assentava que o comando acima mencionado não proclamava qualquer direito, mas facultava ao legislador a instituição de um número restrito de exceções ao postulado da isonomia na avaliação dos requisitos e critérios necessários à concessão de aposentadoria. Consignou-se, por exemplo, na ementa do Mandado de Injunção 592-AgR, rel. Min. Marco Aurélio, DJ de 30.04.2004, que descabia confundir preceito constitucional assegurador de um certo direito com a autorização para o legislador, em opção político-legislativa, criar exceções à regra de contagem do tempo de serviço, presentes as peculiaridades da atividade . Porém, na sessão de 30.08.2007, o Plenário desta Casa, por ocasião o julgamento do Mandado de Injunção 721, rel. Min. Marco Aurélio, alterou o entendimento então prevalecente ao reconhecer presentes no texto do art. 40, § 4..., da Carta Magna, tanto o direito à aposentadoria especial dos servidores públicos nele referidos, como o dever de regulamentação desse mesmo direito. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 986 DISTRITO FEDERAL Presentes os pressupostos extrínsecos. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo regimental do Estado do Rio Grande do Sul: “Busca-se, por meio do presente mandado de injunção, a obtenção do direito à aposentadoria especial, em razão da inexistência de regulamentação do art. 40, § 4..., da Constituição Federal, que autoriza a fixação de um regime diferenciado de aposentação em favor dos servidores públicos portadores de deficiência ou que exerçam atividades arriscadas ou prejudiciais à saúde e à integridade física. 2. A matéria em debate passou por uma recente evolução jurisprudencial e está, com base nessa nova orientação, integralmente equacionada pelo Plenário desta Suprema Corte. A posição originária, já superada, assentava que o comando acima mencionado não proclamava qualquer direito, mas facultava ao legislador a instituição de um número restrito de exceções ao postulado da isonomia na avaliação dos requisitos e critérios necessários à concessão de aposentadoria. Consignou-se, por exemplo, na ementa do Mandado de Injunção 592-AgR, rel. Min. Marco Aurélio, DJ de 30.04.2004, que descabia confundir preceito constitucional assegurador de um certo direito com a autorização para o legislador, em opção político-legislativa, criar exceções à regra de contagem do tempo de serviço, presentes as peculiaridades da atividade . Porém, na sessão de 30.08.2007, o Plenário desta Casa, por ocasião o julgamento do Mandado de Injunção 721, rel. Min. Marco Aurélio, alterou o entendimento então prevalecente ao reconhecer presentes no texto do art. 40, § 4..., da Carta Magna, tanto o direito à aposentadoria especial dos servidores públicos nele referidos, como o dever de regulamentação desse mesmo direito. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 986 AGR / DF Decidiu o Supremo Tribunal Federal, naquela assentada, que, diante da incontestável mora do legislador, a eficácia da referida norma constitucional e a garantia do exercício do direito nela proclamado deveriam ser alcançados por meio da aplicação integrativa, no que couber, do art. 57 da Lei 8.213, de 24.07.1991, que dispõe sobre os requisitos e condições para a obtenção da aposentadoria especial pelos trabalhadores vinculados ao regime geral de previdência social. A ementa do julgado possui o seguinte teor (DJ de 30.11.2007): MANDADO DE INJUNÇÃO - NATUREZA . Conforme disposto no inciso LXXI do artigo 5... da Constituição Federal, conceder-se-á mandado de injunção quando necessário ao exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Há ação mandamental e não simplesmente declaratória de omissão. A carga de declaração não é objeto da impetração, mas premissa da ordem a ser formalizada. MANDADO DE INJUNÇÃO - DECISÃO - BALIZAS . Tratando-se de processo subjetivo, a decisão possui eficácia considerada a relação jurídica nele revelada. APOSENTADORIA - TRABALHO EM CONDIÇÕES ESPECIAIS - PREJUÍZO À SAÚDE DO SERVIDOR - INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR - ARTIGO 40, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL . Inexistente a disciplina específica da aposentadoria especial do servidor, impõe-se a adoção, via pronunciamento judicial, daquela própria aos trabalhadores em geral - artigo 57, § 1..., da Lei n 8.213/91. No recente julgamento do Mandado de Injunção 795, rel. Min. Cármen Lúcia, ocorrido em 15.04.2009, o Plenário desta Suprema Corte ratificou o entendimento acima exposto e definiu a exata extensão da ordem a ser concedida, consubstanciada no reconhecimento da mora legislativa e na determinação de que seja adotada pela Administração Pública, na análise do direito à aposentadoria especial previsto no art. 40, § 4..., da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Supremo Tribunal Federal MI 986 AGR / DF Decidiu o Supremo Tribunal Federal, naquela assentada, que, diante da incontestável mora do legislador, a eficácia da referida norma constitucional e a garantia do exercício do direito nela proclamado deveriam ser alcançados por meio da aplicação integrativa, no que couber, do art. 57 da Lei 8.213, de 24.07.1991, que dispõe sobre os requisitos e condições para a obtenção da aposentadoria especial pelos trabalhadores vinculados ao regime geral de previdência social. A ementa do julgado possui o seguinte teor (DJ de 30.11.2007): MANDADO DE INJUNÇÃO - NATUREZA . Conforme disposto no inciso LXXI do artigo 5... da Constituição Federal, conceder-se-á mandado de injunção quando necessário ao exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Há ação mandamental e não simplesmente declaratória de omissão. A carga de declaração não é objeto da impetração, mas premissa da ordem a ser formalizada. MANDADO DE INJUNÇÃO - DECISÃO - BALIZAS . Tratando-se de processo subjetivo, a decisão possui eficácia considerada a relação jurídica nele revelada. APOSENTADORIA - TRABALHO EM CONDIÇÕES ESPECIAIS - PREJUÍZO À SAÚDE DO SERVIDOR - INEXISTÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR - ARTIGO 40, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL . Inexistente a disciplina específica da aposentadoria especial do servidor, impõe-se a adoção, via pronunciamento judicial, daquela própria aos trabalhadores em geral - artigo 57, § 1..., da Lei n 8.213/91. No recente julgamento do Mandado de Injunção 795, rel. Min. Cármen Lúcia, ocorrido em 15.04.2009, o Plenário desta Suprema Corte ratificou o entendimento acima exposto e definiu a exata extensão da ordem a ser concedida, consubstanciada no reconhecimento da mora legislativa e na determinação de que seja adotada pela Administração Pública, na análise do direito à aposentadoria especial previsto no art. 40, § 4..., da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 986 AGR / DF Constituição Federal, o teor do art. 57 da Lei 8.213/91, enquanto inexistente legislação específica a respeito do tema ora em exame. Esta é a ementa do acórdão (DJE de 22.05.2009): MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO. ARTIGO 40, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR A DISCIPLINAR A MATÉRIA. NECESSIDADE DE INTEGRAÇÃO LEGISLATIVA. 1. Servidor público. Investigador da polícia civil do Estado de São Paulo. Alegado exercício de atividade sob condições de periculosidade e insalubridade. 2. Reconhecida a omissão legislativa em razão da ausência de lei complementar a definir as condições para o implemento da aposentadoria especial. 3. Mandado de injunção conhecido e concedido para comunicar a mora à autoridade competente e determinar a aplicação, no que couber, do art. 57 da Lei n. 8.213/91. 3. Ante todo o exposto, com base nos precedentes citados e na autorização especificamente concedida, pelo Plenário desta Casa, para a apreciação monocrática dos casos idênticos àquele veiculado no Mandado de Injunção 795 (DJE de 22.05.2009), concedo , em parte , a ordem pleiteada para, declarando a mora legislativa na regulamentação do art. 40, § 4..., da Carta Magna, determinar a aplicação, pela autoridade administrativa competente, do art. 57 da Lei 8.213/91, para fins de averiguação do atendimento de todos os requisitos necessários à concessão de aposentadoria especial em favor do servidor público estadual ora impetrante.” Nada colhe o agravo regimental. Quanto às dificuldades surgidas na aplicação, a servidores públicos, das regras que disciplinam a concessão de aposentadoria especial a segurados do Regime Geral de Previdência Social, registro que esta Corte cumpre sua missão quando, ao exame de mandado de injunção, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Supremo Tribunal Federal MI 986 AGR / DF Constituição Federal, o teor do art. 57 da Lei 8.213/91, enquanto inexistente legislação específica a respeito do tema ora em exame. Esta é a ementa do acórdão (DJE de 22.05.2009): MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO. ARTIGO 40, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AUSÊNCIA DE LEI COMPLEMENTAR A DISCIPLINAR A MATÉRIA. NECESSIDADE DE INTEGRAÇÃO LEGISLATIVA. 1. Servidor público. Investigador da polícia civil do Estado de São Paulo. Alegado exercício de atividade sob condições de periculosidade e insalubridade. 2. Reconhecida a omissão legislativa em razão da ausência de lei complementar a definir as condições para o implemento da aposentadoria especial. 3. Mandado de injunção conhecido e concedido para comunicar a mora à autoridade competente e determinar a aplicação, no que couber, do art. 57 da Lei n. 8.213/91. 3. Ante todo o exposto, com base nos precedentes citados e na autorização especificamente concedida, pelo Plenário desta Casa, para a apreciação monocrática dos casos idênticos àquele veiculado no Mandado de Injunção 795 (DJE de 22.05.2009), concedo , em parte , a ordem pleiteada para, declarando a mora legislativa na regulamentação do art. 40, § 4..., da Carta Magna, determinar a aplicação, pela autoridade administrativa competente, do art. 57 da Lei 8.213/91, para fins de averiguação do atendimento de todos os requisitos necessários à concessão de aposentadoria especial em favor do servidor público estadual ora impetrante.” Nada colhe o agravo regimental. Quanto às dificuldades surgidas na aplicação, a servidores públicos, das regras que disciplinam a concessão de aposentadoria especial a segurados do Regime Geral de Previdência Social, registro que esta Corte cumpre sua missão quando, ao exame de mandado de injunção, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 986 AGR / DF constatada a existência de direito consagrado em norma constitucional de eficácia limitada, cujo exercício esteja obstado por mora legislativa, colmata a lacuna regulamentadora, de molde a combater a “síndrome de inefetividade das normas constitucionais”. Nesse contexto, enfatizo que não cabe a este Excelso Pretório a exaustiva definição de critérios a serem observados, pela autoridade administrativa competente, na análise do pedido de jubilação especial de servidor público civil. Por pertinente, uma vez que examinada questão idêntica à debatida nos presentes autos, transcrevo fundamentos do voto condutor da eminente Ministra Cármen Lúcia, ao julgamento do MI 1.467-AgR/DF, aos quais me alinho: “O que cumpre ao Poder Judiciário é verificar a omissão da norma regulamentadora e a possibilidade de poder o servidor se valer de regra jurídica aplicável à situação por ele descrita, afastando-se o impedimento que lhe advém da ausência da regulamentação constitucionalmente prevista, o que, no caso, é aqui prestado. Verificada a omissão normativa que estaria a inviabilizar o exercício de um direito constitucionalmente previsto, integra-se o direito titularizado, em tese, pelo Impetrante. Tanto não se confunde com a análise dos requisitos exigidos para a aposentação especial, tampouco pode o Poder Judiciário definir, de forma exaustiva e que somente pode ser cumprida, administrativamente, pela autoridade competente, quais os critérios legais a serem observados na análise do pedido de aposentadoria submetido ao seu exame e à sua decisão. Assim, a integração normativa operada permite à autoridade competente realizar o exame do direito pretensamente titularizado pelo servidor público. Não compete, entretanto, ao Supremo Tribunal analisar o quadro fático-funcional do Impetrante para concluir pelo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Supremo Tribunal Federal MI 986 AGR / DF constatada a existência de direito consagrado em norma constitucional de eficácia limitada, cujo exercício esteja obstado por mora legislativa, colmata a lacuna regulamentadora, de molde a combater a “síndrome de inefetividade das normas constitucionais”. Nesse contexto, enfatizo que não cabe a este Excelso Pretório a exaustiva definição de critérios a serem observados, pela autoridade administrativa competente, na análise do pedido de jubilação especial de servidor público civil. Por pertinente, uma vez que examinada questão idêntica à debatida nos presentes autos, transcrevo fundamentos do voto condutor da eminente Ministra Cármen Lúcia, ao julgamento do MI 1.467-AgR/DF, aos quais me alinho: “O que cumpre ao Poder Judiciário é verificar a omissão da norma regulamentadora e a possibilidade de poder o servidor se valer de regra jurídica aplicável à situação por ele descrita, afastando-se o impedimento que lhe advém da ausência da regulamentação constitucionalmente prevista, o que, no caso, é aqui prestado. Verificada a omissão normativa que estaria a inviabilizar o exercício de um direito constitucionalmente previsto, integra-se o direito titularizado, em tese, pelo Impetrante. Tanto não se confunde com a análise dos requisitos exigidos para a aposentação especial, tampouco pode o Poder Judiciário definir, de forma exaustiva e que somente pode ser cumprida, administrativamente, pela autoridade competente, quais os critérios legais a serem observados na análise do pedido de aposentadoria submetido ao seu exame e à sua decisão. Assim, a integração normativa operada permite à autoridade competente realizar o exame do direito pretensamente titularizado pelo servidor público. Não compete, entretanto, ao Supremo Tribunal analisar o quadro fático-funcional do Impetrante para concluir pelo 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 986 AGR / DF direito à sua aposentação, mas tão somente afastar o óbice da carência normativa a ser aplicada à espécie, se cumpridas as exigências da norma aplicável. As questões levantadas neste recurso devem, por isso mesmo, ser solucionadas pela autoridade competente, que o fará mediante a aplicação do art. 57 da Lei n. 8.213/1991 em conjunto com as regras que regem a aposentadoria do servidor público.” De outro lado, a determinação para que o pedido de aposentadoria especial do impetrante seja analisado à luz do art. 57 da Lei 8.213/91 não implica a criação de benefício previdenciário, mas a remoção de óbice ao exercício de direito constitucionalmente assegurado. Dessa forma, não há falar em ofensa ao art. 195, § 5..., da Magna Carta. A propósito do tema, recordo o seguinte precedente do Plenário desta Corte: “Ementa: EMBARGOS DECLARATÓRIOS. MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO. ARTIGO 40, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. APLICAÇÃO DO ART. 57 DA LEI 8.213/1991. PRECEDENTES. EXAME DE CONDIÇÕES FÁTICAS E JURÍDICAS. COMPETÊNCIA DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A orientação do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que compete à autoridade administrativa responsável pelo pedido de aposentadoria o exame das condições de fato e de direito previstas no ordenamento jurídico. Precedentes. II - “Efetivada a integração normativa necessária ao exercício de disciplinação normativa, exaure-se a função jurídico- constitucional para a qual foi concebido (e instituído) o remédio constitucional do mandado de injunção” (MI 1.194-ED/DF, Rel. Min. Celso de Mello). III - Não cabe ao Supremo Tribunal Federal definir de maneira exaustiva 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Supremo Tribunal Federal MI 986 AGR / DF direito à sua aposentação, mas tão somente afastar o óbice da carência normativa a ser aplicada à espécie, se cumpridas as exigências da norma aplicável. As questões levantadas neste recurso devem, por isso mesmo, ser solucionadas pela autoridade competente, que o fará mediante a aplicação do art. 57 da Lei n. 8.213/1991 em conjunto com as regras que regem a aposentadoria do servidor público.” De outro lado, a determinação para que o pedido de aposentadoria especial do impetrante seja analisado à luz do art. 57 da Lei 8.213/91 não implica a criação de benefício previdenciário, mas a remoção de óbice ao exercício de direito constitucionalmente assegurado. Dessa forma, não há falar em ofensa ao art. 195, § 5..., da Magna Carta. A propósito do tema, recordo o seguinte precedente do Plenário desta Corte: “Ementa: EMBARGOS DECLARATÓRIOS. MANDADO DE INJUNÇÃO. APOSENTADORIA ESPECIAL DO SERVIDOR PÚBLICO. ARTIGO 40, § 4..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. APLICAÇÃO DO ART. 57 DA LEI 8.213/1991. PRECEDENTES. EXAME DE CONDIÇÕES FÁTICAS E JURÍDICAS. COMPETÊNCIA DA AUTORIDADE ADMINISTRATIVA. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - A orientação do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que compete à autoridade administrativa responsável pelo pedido de aposentadoria o exame das condições de fato e de direito previstas no ordenamento jurídico. Precedentes. II - “Efetivada a integração normativa necessária ao exercício de disciplinação normativa, exaure-se a função jurídico- constitucional para a qual foi concebido (e instituído) o remédio constitucional do mandado de injunção” (MI 1.194-ED/DF, Rel. Min. Celso de Mello). III - Não cabe ao Supremo Tribunal Federal definir de maneira exaustiva 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 986 AGR / DF que critérios legais devem ser observados pela autoridade administrativa competente. IV - A decisão judicial, ademais, não cria novo benefício previdenciário, mas apenas removeu, mediante a aplicação das regras estabelecidas no art. 57 da Lei 8.213/1991, o óbice à aposentadoria especial. V - Embargos de declaração, recebidos como agravo regimental, a que se nega provimento.” (MI 2745 ED, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/11/2011, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-228 DIVULG 30-11-2011 PUBLIC 01-12-2011) De mais a mais, no Regime Geral de Previdência Social, o custeio da jubilação especial é ônus exclusivo do empregador. Assim, determinada, com base em critério isonômico, a aplicação do art. 57 da Lei 8.213/91, no exame do direito do impetrante, a conclusão lógica é que o ente público deverá arcar com o custeio, caso reconhecido, em concreto, o direito à aposentadoria especial. Nesse sentido, rememoro manifestação do Ministro Cezar Peluso, ao julgamento do MI 822/DF: “Dispõe o § 6... do art. 57 da Lei n 8.213, de 24 de julho de 1991, que a aposentadoria especial será custeada pela contribuição prevista no inciso II do art. 22 da Lei n 8.212, de 24 de julho de 1991, que, por sua vez, estabelece uma contribuição social devida pela empresa na qual trabalhadores são expostos a riscos ambientais. Trata-se de benefício custeado unicamente pelo empregador. Tal sistema é dotado de razoabilidade. Não se poderia pretender que o trabalhador, que tem o direito de se aposentar contando tempo especial – em virtude das condições adversas em que exerceu o seu cargo -, arque com o custeio dessa modalidade de aposentadoria. Na questão suscitada pela União quanto à fonte de custeio da aposentadoria especial ‘criada pelo Supremo 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Supremo Tribunal Federal MI 986 AGR / DF que critérios legais devem ser observados pela autoridade administrativa competente. IV - A decisão judicial, ademais, não cria novo benefício previdenciário, mas apenas removeu, mediante a aplicação das regras estabelecidas no art. 57 da Lei 8.213/1991, o óbice à aposentadoria especial. V - Embargos de declaração, recebidos como agravo regimental, a que se nega provimento.” (MI 2745 ED, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 17/11/2011, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-228 DIVULG 30-11-2011 PUBLIC 01-12-2011) De mais a mais, no Regime Geral de Previdência Social, o custeio da jubilação especial é ônus exclusivo do empregador. Assim, determinada, com base em critério isonômico, a aplicação do art. 57 da Lei 8.213/91, no exame do direito do impetrante, a conclusão lógica é que o ente público deverá arcar com o custeio, caso reconhecido, em concreto, o direito à aposentadoria especial. Nesse sentido, rememoro manifestação do Ministro Cezar Peluso, ao julgamento do MI 822/DF: “Dispõe o § 6... do art. 57 da Lei n 8.213, de 24 de julho de 1991, que a aposentadoria especial será custeada pela contribuição prevista no inciso II do art. 22 da Lei n 8.212, de 24 de julho de 1991, que, por sua vez, estabelece uma contribuição social devida pela empresa na qual trabalhadores são expostos a riscos ambientais. Trata-se de benefício custeado unicamente pelo empregador. Tal sistema é dotado de razoabilidade. Não se poderia pretender que o trabalhador, que tem o direito de se aposentar contando tempo especial – em virtude das condições adversas em que exerceu o seu cargo -, arque com o custeio dessa modalidade de aposentadoria. Na questão suscitada pela União quanto à fonte de custeio da aposentadoria especial ‘criada pelo Supremo 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. ROSA WEBER MI 986 AGR / DF Tribunal Federal’, até por isonomia não poderá haver solução diversa. O responsável pelo custeio do benefício especial deverá ser o Estado, porque isso é o que se ajusta ao caput do art. 40 da Constituição Federal, que estabelece o regime previdenciário público “mediante contribuição do respectivo ente público”. A fonte de custeio da aposentadoria especial dos funcionários públicos deverá ser, pois, a ‘contribuição’ dos entes públicos aos quais são vinculados.” Ante o exposto, conheço e nego provimento ao agravo regimental interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Supremo Tribunal Federal MI 986 AGR / DF Tribunal Federal’, até por isonomia não poderá haver solução diversa. O responsável pelo custeio do benefício especial deverá ser o Estado, porque isso é o que se ajusta ao caput do art. 40 da Constituição Federal, que estabelece o regime previdenciário público “mediante contribuição do respectivo ente público”. A fonte de custeio da aposentadoria especial dos funcionários públicos deverá ser, pois, a ‘contribuição’ dos entes públicos aos quais são vinculados.” Ante o exposto, conheço e nego provimento ao agravo regimental interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul. É como voto. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890749. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 986 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : NICOLA ZACHARIAS MEDAGLIA ADV.(A/S) : LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : SENADO FEDERAL INTDO.(A/S) : CÂMARA DOS DEPUTADOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951380 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO MANDADO DE INJUNÇÃO 986 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : NICOLA ZACHARIAS MEDAGLIA ADV.(A/S) : LARISSA F. MACIEL LONGO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO INTDO.(A/S) : SENADO FEDERAL INTDO.(A/S) : CÂMARA DOS DEPUTADOS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, negou provimento ao agravo regimental. Impedido o Ministro Dias Toffoli. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951380 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Mandado", "Mandado de Injunção 721", "Mandado de Injunção 721", "Mandado de Injunção 795", "MI 1 . 467 - AgR / DF", "MI 1 . 467 - AgR / DF", "MI 1 . 194 - ED / DF", "MI 1 . 194 - ED / DF", "MI 822 / DF", "MI 2745 ED", "MI 822 / DF" ], "LEGISLACAO": [ "ART", "ART . 57 DA LEI 8 . 213 / 91", "art . 40 , § 4 . . . , III , da Carta da República", "Lei Maior", "art . 57 da Lei 8 . 213 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , da Carta Magna", "art . 57 da Lei 8 . 213 / 91", "art . 195 , § 5 . . . , da Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , da Carta Magna", "art . 57 da Lei 8 . 213 / 91", "art . 195 , § 5 . . . , da Magna Carta", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 38 , IV , a , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , da Constituição Federal", "art . 40 , § 4 . . . , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 40 , § 4 . . . , da Constituição Federal", "art . 40 , § 4 . . . , da Carta Magna", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 57 da Lei 8 . 213", "inciso LXXI do artigo 5 . . . da Constituição Federal", "ARTIGO 40 , § 4 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "artigo 57 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 213 / 91", "art . 40 , § 4 . . . , da", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 57 da Lei 8 . 213", "ARTIGO 40 , § 4 . . . , DA", "CONSTITUIÇÃO", "artigo 57 , § 1 . . . , da Lei n 8 . 213 / 91", "art . 40 , § 4 . . . , da", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 57 da Lei 8 . 213 / 91", "ARTIGO 40 , § 4 . . . , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 57 da Lei n . 8 . 213 / 91", "art . 40 , § 4 . . . , da Carta Magna", "art . 57 da Lei 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "art . 57 da Lei 8 . 213 / 91", "ARTIGO 40 , § 4 . . . , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 57 da Lei n . 8 . 213 / 91", "art . 40 , § 4 . . . , da Carta Magna", "art . 57 da Lei 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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MACIEL LONGO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz", "Tomimatsu", "ROSA WEBER", "NICOLA ZACHARIAS MEDAGLIA", "LARISSA F . MACIEL LONGO", "Dias Toffoli", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz", "Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "30", ".", "04", ".", "2004", "30", ".", "08", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "30", ".", "04", ".", "2004", "30", ".", "08", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "07", ".", "1991", "30", ".", "11", ".", "2007", "15", ".", "04", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", ".", "07", ".", "1991", "30", ".", "11", ".", "2007", "15", ".", "04", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "05", ".", "2009", "22", ".", "05", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "05", ".", "2009", "22", ".", "05", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2011", "30", "-", "11", "-", "2011", "01", "-", "12", "-", "2011", "24 de julho de 1991", "24 de julho de 1991", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "11", "/", "2011", "30", "-", "11", "-", "2011", "01", "-", "12", "-", "2011", "24 de julho de 1991", "24 de julho de 1991", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "23", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.749 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GESONIAS GOMES MOREIRA ADV.(A/S) :JAIRO ANDRADE DE MIRANDA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :IVANA ROBERTA COUTO REIS Agravo regimental. Ação rescisória. Rediscussão do leading case, apreciado pelo Plenário, que orientou o desfecho da decisão rescindenda. Não cabimento. Agravo não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (vice-presidente), na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4519844. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.749 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GESONIAS GOMES MOREIRA ADV.(A/S) :JAIRO ANDRADE DE MIRANDA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :IVANA ROBERTA COUTO REIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental contra decisão monocrática que negou seguimento a ação rescisória de decisão, também monocrática, proferida em recurso extraordinário, que afastou a condenação da Caixa Econômica Federal ao ressarcimento de expurgos referentes aos planos Bresser, Collor I e Collor II aos titulares de contas vinculadas do FGTS, na linha do entendimento consolidado por esta Corte no RE 226.855. Alega o agravante que a decisão rescindenda violou, frontalmente, o art. 13 da Lei 8.036/90, o art. 3º da 5.107/66, além do art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal, razão pela qual requer a reforma da decisão agravada de modo a viabilizar o prosseguimento da rescisória. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4519845. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.749 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GESONIAS GOMES MOREIRA ADV.(A/S) :JAIRO ANDRADE DE MIRANDA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :IVANA ROBERTA COUTO REIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental contra decisão monocrática que negou seguimento a ação rescisória de decisão, também monocrática, proferida em recurso extraordinário, que afastou a condenação da Caixa Econômica Federal ao ressarcimento de expurgos referentes aos planos Bresser, Collor I e Collor II aos titulares de contas vinculadas do FGTS, na linha do entendimento consolidado por esta Corte no RE 226.855. Alega o agravante que a decisão rescindenda violou, frontalmente, o art. 13 da Lei 8.036/90, o art. 3º da 5.107/66, além do art. 5º, XXXVI, da Constituição Federal, razão pela qual requer a reforma da decisão agravada de modo a viabilizar o prosseguimento da rescisória. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4519845. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. GILMAR MENDES 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.749 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A decisão agravada negou seguimento à rescisória por estar a decisão rescindenda em consonância com a jurisprudência do STF sobre a matéria. Citou-se na decisão agravada precedente desta Corte, em rescisória sobre o mesmo tema, no sentido do não cabimento de ação rescisória: “quando se revela patente o intento de provocar, nesta sede, a mera rediscussão do leading case apreciado pelo Plenário deste Supremo Tribunal Federal (RE 226.855-RS, rel. Min. Moreira Alves, DJ 13.10.00) e que orientou o desfecho da descisão rescindenda” (AR- AgR 1.715, rel. Min. Ellen Gracie, DJ 1.9.2006). No caso concreto, o que pretende o agravante é a mera rediscussão da matéria apreciada pelo Plenário no precedente com base no qual foi negado seguimento à rescisória. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4519846. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.749 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A decisão agravada negou seguimento à rescisória por estar a decisão rescindenda em consonância com a jurisprudência do STF sobre a matéria. Citou-se na decisão agravada precedente desta Corte, em rescisória sobre o mesmo tema, no sentido do não cabimento de ação rescisória: “quando se revela patente o intento de provocar, nesta sede, a mera rediscussão do leading case apreciado pelo Plenário deste Supremo Tribunal Federal (RE 226.855-RS, rel. Min. Moreira Alves, DJ 13.10.00) e que orientou o desfecho da descisão rescindenda” (AR- AgR 1.715, rel. Min. Ellen Gracie, DJ 1.9.2006). No caso concreto, o que pretende o agravante é a mera rediscussão da matéria apreciada pelo Plenário no precedente com base no qual foi negado seguimento à rescisória. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4519846. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.749 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : GESONIAS GOMES MOREIRA ADV.(A/S) : JAIRO ANDRADE DE MIRANDA AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : IVANA ROBERTA COUTO REIS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951388 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.749 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : GESONIAS GOMES MOREIRA ADV.(A/S) : JAIRO ANDRADE DE MIRANDA AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : IVANA ROBERTA COUTO REIS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951388 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4535442
2013-05-23T00:00:00
2013-09-18T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013.
AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA
Agravo regimental. Ação rescisória. Rediscussão do leading case, apreciado pelo Plenário, que orientou o desfecho da decisão rescindenda. Não cabimento. Agravo não provido.
sjur242043
- Acórdão(s) citado(s): (RESCISÓRIA, CABIMENTO) AR 1749 AgR (TP). Número de páginas: 4. Análise: 27/09/2013, AUR.
GILMAR MENDES
Tribunal Pleno
1749
null
AR-AgR
acordaos
AR 1749 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : GESONIAS GOMES MOREIRA ADV.(A/S) : JAIRO ANDRADE DE MIRANDA AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : IVANA ROBERTA COUTO REIS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.749 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GESONIAS GOMES MOREIRA ADV.(A/S) :JAIRO ANDRADE DE MIRANDA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :IVANA ROBERTA COUTO REIS Agravo regimental. Ação rescisória. Rediscussão do leading case, apreciado pelo Plenário, que orientou o desfecho da decisão rescindenda. Não cabimento. Agravo não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (vice-presidente), na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4519844. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.749 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GESONIAS GOMES MOREIRA ADV.(A/S) :JAIRO ANDRADE DE MIRANDA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :IVANA ROBERTA COUTO REIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental contra decisão monocrática que negou seguimento a ação rescisória de decisão, também monocrática, proferida em recurso extraordinário, que afastou a condenação da Caixa Econômica Federal ao ressarcimento de expurgos referentes aos planos Bresser, Collor I e Collor II aos titulares de contas vinculadas do FGTS, na linha do entendimento consolidado por esta Corte no Recurso Extraordinário 226.855. Alega o agravante que a decisão rescindenda violou, frontalmente, o art. 13 da Lei 8.036/90, o art. 3... da 5.107/66, além do art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal, razão pela qual requer a reforma da decisão agravada de modo a viabilizar o prosseguimento da rescisória. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4519845. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.749 BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :GESONIAS GOMES MOREIRA ADV.(A/S) :JAIRO ANDRADE DE MIRANDA AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :IVANA ROBERTA COUTO REIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental contra decisão monocrática que negou seguimento a ação rescisória de decisão, também monocrática, proferida em recurso extraordinário, que afastou a condenação da Caixa Econômica Federal ao ressarcimento de expurgos referentes aos planos Bresser, Collor I e Collor II aos titulares de contas vinculadas do FGTS, na linha do entendimento consolidado por esta Corte no Recurso Extraordinário 226.855. Alega o agravante que a decisão rescindenda violou, frontalmente, o art. 13 da Lei 8.036/90, o art. 3... da 5.107/66, além do art. 5..., XXXVI, da Constituição Federal, razão pela qual requer a reforma da decisão agravada de modo a viabilizar o prosseguimento da rescisória. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4519845. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. GILMAR MENDES 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.749 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A decisão agravada negou seguimento à rescisória por estar a decisão rescindenda em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a matéria. Citou-se na decisão agravada precedente desta Corte, em rescisória sobre o mesmo tema, no sentido do não cabimento de ação rescisória: “quando se revela patente o intento de provocar, nesta sede, a mera rediscussão do leading case apreciado pelo Plenário deste Supremo Tribunal Federal (Recurso Extraordinário 226.855-RS, rel. Min. Moreira Alves, DJ 13.10.00) e que orientou o desfecho da descisão rescindenda” (AR- AgR 1.715, rel. Min. Ellen Gracie, DJ 1.9.2006). No caso concreto, o que pretende o agravante é a mera rediscussão da matéria apreciada pelo Plenário no precedente com base no qual foi negado seguimento à rescisória. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4519846. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.749 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): A decisão agravada negou seguimento à rescisória por estar a decisão rescindenda em consonância com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a matéria. Citou-se na decisão agravada precedente desta Corte, em rescisória sobre o mesmo tema, no sentido do não cabimento de ação rescisória: “quando se revela patente o intento de provocar, nesta sede, a mera rediscussão do leading case apreciado pelo Plenário deste Supremo Tribunal Federal (Recurso Extraordinário 226.855-RS, rel. Min. Moreira Alves, DJ 13.10.00) e que orientou o desfecho da descisão rescindenda” (AR- AgR 1.715, rel. Min. Ellen Gracie, DJ 1.9.2006). No caso concreto, o que pretende o agravante é a mera rediscussão da matéria apreciada pelo Plenário no precedente com base no qual foi negado seguimento à rescisória. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4519846. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.749 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : GESONIAS GOMES MOREIRA ADV.(A/S) : JAIRO ANDRADE DE MIRANDA AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : IVANA ROBERTA COUTO REIS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951388 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 1.749 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : GESONIAS GOMES MOREIRA ADV.(A/S) : JAIRO ANDRADE DE MIRANDA AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : IVANA ROBERTA COUTO REIS Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente) e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951388 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO RESCISÓRIA 1 . 749", "AÇÃO RESCISÓRIA 1 . 749", "Recurso Extraordinário 226 . 855", "AÇÃO RESCISÓRIA 1 . 749", "Recurso Extraordinário 226 . 855", "AÇÃO RESCISÓRIA 1 . 749", "226", ".", "855", "-", "RS", "AR", "-", "AgR 1 . 715", "AÇÃO RESCISÓRIA 1 . 749", "Recurso Extraordinário 226 . 855 - RS", "AR", "-", "AgR 1 . 715", "AÇÃO RESCISÓRIA 1 . 749", "AÇÃO RESCISÓRIA 1 . 749" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 13 da Lei 8 . 036 / 90", "art . 3 . . . da 5 . 107 / 66", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 13 da Lei 8 . 036 / 90", "art . 3 . . . da 5 . 107 / 66", "art . 5 . . . , XXXVI , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "BAHIA", "Brasília", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "BAHIA" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "BAHIA", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Caixa Econômica Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Caixa Econômica Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "BAHIA", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "CAIXA ECONÔMICA FEDERAL", "CEF", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "GESONIAS GOMES MOREIRA", "JAIRO ANDRADE DE MIRANDA", "IVANA ROBERTA COUTO REIS", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GESONIAS GOMES MOREIRA", "JAIRO ANDRADE DE", "IVANA ROBERTA COUTO REIS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GESONIAS GOMES MOREIRA", "JAIRO ANDRADE DE MIRANDA", "IVANA ROBERTA COUTO REIS", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Moreira Alves", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES", "Moreira Alves", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES", "GESONIAS GOMES MOREIRA", "JAIRO ANDRADE DE MIRANDA", "IVANA ROBERTA COUTO REIS", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Tomimatsu", "GILMAR MENDES", "GESONIAS GOMES MOREIRA", "JAIRO ANDRADE DE MIRANDA", "IVANA ROBERTA COUTO REIS", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "23", "/", "05", "/", "2013", "23 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "13", ".", "10", ".", "00", "1", ".", "9", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "13", ".", "10", ".", "00", "1", ".", "9", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "23", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.962 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FAGNER SCHNEIDER ADV.(A/S) :FAGNER SCHNEIDER AGDO.(A/S) :BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) :SANDRA REGINA RODRIGUES E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental em embargos de divergência rejeitados por serem inadmissíveis. Insurgência deduzida sem que ocorresse a demonstração analítica da divergência. 1. A decisão ora atacada considerou inadmissíveis os embargos de divergência, dentre outras razões, porque não houve a demonstração analítica da divergência. 2. Mostram-se incabíveis embargos de divergência quando não há diversidade de interpretação da mesma norma constitucional. 3. Conclusões diversas, decorrentes de premissas não coincidentes sobre fatos ou normas infraconstitucionais, a tanto não se prestam. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com imposição de multa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa. Brasília, 23 de maio de 2013. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274370. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274370. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274370. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.962 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FAGNER SCHNEIDER ADV.(A/S) :FAGNER SCHNEIDER AGDO.(A/S) :BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) :SANDRA REGINA RODRIGUES E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Fagner Schneider interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão monocrática em que neguei seguimento, por manifesta inadmissibilidade, aos embargos de divergência que interpusera, com a seguinte fundamentação: “Decisão: Vistos. Trata-se de embargos de divergência em agravo regimental em agravo de instrumento (folhas 371 a 384), interpostos por Fagner Schneider, contra acórdão proferido pela Segunda Turma desta Corte, assim ementado: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório. Súmula 279/STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento (folha 299). Interpostos embargos de declaração (folhas 316 a 321), foram rejeitados (folhas 334 a 337). Asseverou o embargante que a aludida decisão teria divergido de outra, proferida pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (HC nº 95.706-4/RJ), em que se entendeu, de forma diversa, acerca da efetiva falta de fundamentação do acórdão atacado, como fundamento necessário ao reconhecimento de sua nulidade. Arguiu, outrossim, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.962 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FAGNER SCHNEIDER ADV.(A/S) :FAGNER SCHNEIDER AGDO.(A/S) :BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) :SANDRA REGINA RODRIGUES E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Fagner Schneider interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão monocrática em que neguei seguimento, por manifesta inadmissibilidade, aos embargos de divergência que interpusera, com a seguinte fundamentação: “Decisão: Vistos. Trata-se de embargos de divergência em agravo regimental em agravo de instrumento (folhas 371 a 384), interpostos por Fagner Schneider, contra acórdão proferido pela Segunda Turma desta Corte, assim ementado: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório. Súmula 279/STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento (folha 299). Interpostos embargos de declaração (folhas 316 a 321), foram rejeitados (folhas 334 a 337). Asseverou o embargante que a aludida decisão teria divergido de outra, proferida pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (HC nº 95.706-4/RJ), em que se entendeu, de forma diversa, acerca da efetiva falta de fundamentação do acórdão atacado, como fundamento necessário ao reconhecimento de sua nulidade. Arguiu, outrossim, a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR nulidade, pela mesma razão, do acórdão proferido, nestes autos, quando do julgamento do recurso de embargos de declaração, postulando, alternativamente, sua anulação, para que outro seja proferido. Decido. O recurso de embargos de divergência tem cabimento contra decisão de uma das Turmas desta Corte que venha a divergir de julgamento proferido pela outra Turma, ou pelo Plenário (CPC, artigo 546, inciso II). A matéria vem disciplinada no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, o qual, em seu artigo 330 normatiza o cabimento desse tipo de recurso em decisões proferidas em recurso extraordinário ou em agravo de instrumento. Ressalte-se, por oportuno, que por muito tempo se entendeu ser incabível a interposição de embargos de divergência contra decisões proferidas em agravo regimental, entendimento esse inclusive sumulado (Súmula nº 599), matéria hoje já superada, com o cancelamento dessa súmula e a admissão de embargos de divergência, em tal hipótese. No caso em tela, contudo, não se afigura presente a apontada divergência, porquanto, na espécie, o embargante se insurge contra pronunciamento que rejeitou o recurso que interpôs, ao passo que no alegado paradigma indicado a amparar a pretendida dissensão, a ordem impetrada foi concedida, reconhecida que foi, naqueles autos, a presença dos requisitos autorizadores a tanto. Não é demais ressaltar que os embargos de divergência não se prestam ao fim de julgar ou rever a decisão do órgão fracionário, mas apenas de uniformizar o entendimento da Corte a respeito do tema em discussão, evitando tratamento desigual a matérias similares. Bem por isso, apenas haverá divergência jurisprudencial quando os acórdãos em confronto, partindo de quadro fático semelhante, vierem a adotar posicionamento dissonante quanto ao direito federal aplicável, sendo certo que os embargos de divergência, por expressa determinação legal, não se prestam 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR nulidade, pela mesma razão, do acórdão proferido, nestes autos, quando do julgamento do recurso de embargos de declaração, postulando, alternativamente, sua anulação, para que outro seja proferido. Decido. O recurso de embargos de divergência tem cabimento contra decisão de uma das Turmas desta Corte que venha a divergir de julgamento proferido pela outra Turma, ou pelo Plenário (CPC, artigo 546, inciso II). A matéria vem disciplinada no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, o qual, em seu artigo 330 normatiza o cabimento desse tipo de recurso em decisões proferidas em recurso extraordinário ou em agravo de instrumento. Ressalte-se, por oportuno, que por muito tempo se entendeu ser incabível a interposição de embargos de divergência contra decisões proferidas em agravo regimental, entendimento esse inclusive sumulado (Súmula nº 599), matéria hoje já superada, com o cancelamento dessa súmula e a admissão de embargos de divergência, em tal hipótese. No caso em tela, contudo, não se afigura presente a apontada divergência, porquanto, na espécie, o embargante se insurge contra pronunciamento que rejeitou o recurso que interpôs, ao passo que no alegado paradigma indicado a amparar a pretendida dissensão, a ordem impetrada foi concedida, reconhecida que foi, naqueles autos, a presença dos requisitos autorizadores a tanto. Não é demais ressaltar que os embargos de divergência não se prestam ao fim de julgar ou rever a decisão do órgão fracionário, mas apenas de uniformizar o entendimento da Corte a respeito do tema em discussão, evitando tratamento desigual a matérias similares. Bem por isso, apenas haverá divergência jurisprudencial quando os acórdãos em confronto, partindo de quadro fático semelhante, vierem a adotar posicionamento dissonante quanto ao direito federal aplicável, sendo certo que os embargos de divergência, por expressa determinação legal, não se prestam 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR ao fito exclusivo de rediscutir matéria já devidamente apreciada no julgamento do recurso extraordinário. Com efeito, pacificou-se nesta Suprema Corte o entendimento de que o dissídio jurisprudencial, para o fito ora perseguido pelo embargante, deve ser apresentado no mesmo plano decisório, de tal sorte que não se viabiliza esse recurso uniformizador quando o acórdão embargado não cuidar do próprio mérito da demanda e os dos paradigmas confrontados consubstanciarem resultado prejudicial a ele. Nesse sentido: ‘RECURSO. Embargos de divergência. Interposição contra decisão que não conheceu de recurso extraordinário à falta de prequestionamento. Pretensão de a confrontar com outra que julgou o mérito. Inadmissibilidade. Paradigma impertinente. Recurso não conhecido. Sob fundamento de haver divergido de outra que julgou o mérito de recurso extraordinário, não se conhece de embargos de divergência contra decisão que, à falta de prequestionamento, não conheceu de igual recurso’ (RE nº 148.858/SP-EDv, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 7/8//09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OMISSÃO QUANTO À APRECIAÇÃO DA MATÉRIA DE FUNDO. INSUBSISTÊNCIA. Embargos de Divergência. Pressupostos necessários ao conhecimento. Dissidência de julgados não demonstrada. Apreciação da matéria de fundo. Impossibilidade. A ausência dos pressupostos necessários ao conhecimento dos embargos de divergência inviabiliza o exame da matéria inserta nas razões recursais. Agravo regimental não provido’ (RE nº 209.847/RS-ED-EDv-AgR, Tribunal Pleno, Relator de Ministro Maurício Corrêa, DJ de 4/4/03). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR ao fito exclusivo de rediscutir matéria já devidamente apreciada no julgamento do recurso extraordinário. Com efeito, pacificou-se nesta Suprema Corte o entendimento de que o dissídio jurisprudencial, para o fito ora perseguido pelo embargante, deve ser apresentado no mesmo plano decisório, de tal sorte que não se viabiliza esse recurso uniformizador quando o acórdão embargado não cuidar do próprio mérito da demanda e os dos paradigmas confrontados consubstanciarem resultado prejudicial a ele. Nesse sentido: ‘RECURSO. Embargos de divergência. Interposição contra decisão que não conheceu de recurso extraordinário à falta de prequestionamento. Pretensão de a confrontar com outra que julgou o mérito. Inadmissibilidade. Paradigma impertinente. Recurso não conhecido. Sob fundamento de haver divergido de outra que julgou o mérito de recurso extraordinário, não se conhece de embargos de divergência contra decisão que, à falta de prequestionamento, não conheceu de igual recurso’ (RE nº 148.858/SP-EDv, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 7/8//09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OMISSÃO QUANTO À APRECIAÇÃO DA MATÉRIA DE FUNDO. INSUBSISTÊNCIA. Embargos de Divergência. Pressupostos necessários ao conhecimento. Dissidência de julgados não demonstrada. Apreciação da matéria de fundo. Impossibilidade. A ausência dos pressupostos necessários ao conhecimento dos embargos de divergência inviabiliza o exame da matéria inserta nas razões recursais. Agravo regimental não provido’ (RE nº 209.847/RS-ED-EDv-AgR, Tribunal Pleno, Relator de Ministro Maurício Corrêa, DJ de 4/4/03). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR ‘Agravo regimental contra despacho que não admitiu embargos de divergência. - O dissídio de jurisprudência entre as Turmas ou entre uma delas e o Plenário da Corte é o de teses jurídicas contrapostas sendo iguais as premissas de fato de que partem os acórdãos confrontados para chegar a elas. No caso, isso não ocorre. Agravo a que se nega provimento’ (RE nº 220.394/SP-EDv-AgR-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, Tribunal Pleno, DJ de 20/10/2000). Ou, ainda, que se mostram incabíveis tais embargos, sem a analítica demonstração da alegada divergência, conforme se colhe dos seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CABIMENTO DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO ANALÍTICA DA DIVERGÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Incabíveis os embargos de divergência pelos quais se pretende seja reconhecida a divergência entre julgado de Turma e decisão monocrática que determina a subida de recurso extraordinário para melhor exame ou que converta agravo de instrumento em recurso extraordinário’ (RE nº 518.813/RJ-AgR-EDv-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12-03-2010). ‘AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. PRESSUPOSTOS DE CABIMENTO. ARTIGOS 330 E 332 DO RISTF. 1. Incabíveis os embargos de divergência por ausência de comprovação da divergência de entendimento e de confronto analítico entre os paradigmas e o caso sob exame e, ainda, quando a decisão embargada estiver em conformidade com a orientação fixada por esta Corte (artigos 330 e 332 do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR ‘Agravo regimental contra despacho que não admitiu embargos de divergência. - O dissídio de jurisprudência entre as Turmas ou entre uma delas e o Plenário da Corte é o de teses jurídicas contrapostas sendo iguais as premissas de fato de que partem os acórdãos confrontados para chegar a elas. No caso, isso não ocorre. Agravo a que se nega provimento’ (RE nº 220.394/SP-EDv-AgR-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, Tribunal Pleno, DJ de 20/10/2000). Ou, ainda, que se mostram incabíveis tais embargos, sem a analítica demonstração da alegada divergência, conforme se colhe dos seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CABIMENTO DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO ANALÍTICA DA DIVERGÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Incabíveis os embargos de divergência pelos quais se pretende seja reconhecida a divergência entre julgado de Turma e decisão monocrática que determina a subida de recurso extraordinário para melhor exame ou que converta agravo de instrumento em recurso extraordinário’ (RE nº 518.813/RJ-AgR-EDv-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12-03-2010). ‘AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. PRESSUPOSTOS DE CABIMENTO. ARTIGOS 330 E 332 DO RISTF. 1. Incabíveis os embargos de divergência por ausência de comprovação da divergência de entendimento e de confronto analítico entre os paradigmas e o caso sob exame e, ainda, quando a decisão embargada estiver em conformidade com a orientação fixada por esta Corte (artigos 330 e 332 do 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR RISTF). 2. Agravo regimental improvido’ (AI nº 609.855/RN-AgR-AgR-ED-EDv-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 28/5/10). Ressalte-se, por oportuno, que a decisão embargada reflete a posição da moderna jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal acerca do tema, conforme os seguintes e recentes precedentes: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Indenização por danos morais. 3. Redução do valor da condenação. 4. A discussão relativa ao valor da indenização por danos morais demandaria o revolvimento dos elementos fático-probatórios constantes dos autos, o que não enseja a abertura da via extraordinária. 5. Incidência da Súmula 279. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 640.207/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/6/11) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido ocorrência, na espécie, de dano moral indenizável necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedente. II Agravo regimental improvido’ (AI nº 817.158/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 22/2/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. Para se 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR RISTF). 2. Agravo regimental improvido’ (AI nº 609.855/RN-AgR-AgR-ED-EDv-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 28/5/10). Ressalte-se, por oportuno, que a decisão embargada reflete a posição da moderna jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal acerca do tema, conforme os seguintes e recentes precedentes: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Indenização por danos morais. 3. Redução do valor da condenação. 4. A discussão relativa ao valor da indenização por danos morais demandaria o revolvimento dos elementos fático-probatórios constantes dos autos, o que não enseja a abertura da via extraordinária. 5. Incidência da Súmula 279. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE nº 640.207/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/6/11) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido ocorrência, na espécie, de dano moral indenizável necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedente. II Agravo regimental improvido’ (AI nº 817.158/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 22/2/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. Para se 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 707.311/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 2/12/10). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DAS PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 821.671/SP-AgR/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18/2/11). Convém que se diga, ainda, que os embargos de divergência não se prestam à revisão da decisão embargada, tampouco para a pretendida declaração de sua nulidade, conforme o seguinte precedente: ‘EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DISSIDÊNCIA DE JULGADOS NÃO DEMONSTRADA. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. Embargos de Divergência. Dissidência de julgados não demonstrada. Ausência dos pressupostos necessários ao seu conhecimento. Reexame da matéria. Impossibilidade. Embargos de Divergência não conhecidos ‘(RE nº 261.308-EDv/CE, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 14/11/03). Assinalo, por fim, que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em observância aos desígnios de uma Justiça efetiva e 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 707.311/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 2/12/10). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DAS PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 821.671/SP-AgR/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18/2/11). Convém que se diga, ainda, que os embargos de divergência não se prestam à revisão da decisão embargada, tampouco para a pretendida declaração de sua nulidade, conforme o seguinte precedente: ‘EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DISSIDÊNCIA DE JULGADOS NÃO DEMONSTRADA. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. Embargos de Divergência. Dissidência de julgados não demonstrada. Ausência dos pressupostos necessários ao seu conhecimento. Reexame da matéria. Impossibilidade. Embargos de Divergência não conhecidos ‘(RE nº 261.308-EDv/CE, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 14/11/03). Assinalo, por fim, que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em observância aos desígnios de uma Justiça efetiva e 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR célere, consagrou que ‘é legitima, sob o ponto de vista constitucional, a atribuição conferida ao Relator para arquivar ou negar seguimento a pedido ou recurso intempestivo, incabível ou improcedente e, ainda, quando contrariar a jurisprudência predominante do Tribunal ou for evidente a sua incompetência (RI/STF, art. 21, par 1.; Lei n. 8.038/90, art. 38), desde que, mediante recurso -- agravo regimental -- possam as decisões ser submetidas ao controle do colegiado’ (MI nº 375/PR-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Carlos Veloso, DJ de 15/5/92). Ainda sobre este último ponto, esta Suprema Corte, reiterando o entendimento, endossou a conclusão de que ‘assiste ao Ministro-Relator competência plena, para, com fundamento nos poderes processuais de que dispõe, exercer o controle de admissibilidade das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal. Cabe- lhe, em conseqüência, poder para negar trânsito, em decisão monocrática, a ações, pedidos ou recursos incabíveis, intempestivos, sem objeto ou que veiculem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante do Tribunal. Precedentes’ (MS nº 22.626/SP- AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 22/11/96). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, por manifestamente inadmissíveis, nego seguimento aos embargos de divergência. Publique-se. Brasília, 2 de agosto de 2011.” Assevera o agravante que inexistem controvérsias acerca da matéria fática em disputa nestes autos e que não ocorreu julgamento de mérito da 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR célere, consagrou que ‘é legitima, sob o ponto de vista constitucional, a atribuição conferida ao Relator para arquivar ou negar seguimento a pedido ou recurso intempestivo, incabível ou improcedente e, ainda, quando contrariar a jurisprudência predominante do Tribunal ou for evidente a sua incompetência (RI/STF, art. 21, par 1.; Lei n. 8.038/90, art. 38), desde que, mediante recurso -- agravo regimental -- possam as decisões ser submetidas ao controle do colegiado’ (MI nº 375/PR-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Carlos Veloso, DJ de 15/5/92). Ainda sobre este último ponto, esta Suprema Corte, reiterando o entendimento, endossou a conclusão de que ‘assiste ao Ministro-Relator competência plena, para, com fundamento nos poderes processuais de que dispõe, exercer o controle de admissibilidade das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal. Cabe- lhe, em conseqüência, poder para negar trânsito, em decisão monocrática, a ações, pedidos ou recursos incabíveis, intempestivos, sem objeto ou que veiculem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante do Tribunal. Precedentes’ (MS nº 22.626/SP- AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 22/11/96). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, por manifestamente inadmissíveis, nego seguimento aos embargos de divergência. Publique-se. Brasília, 2 de agosto de 2011.” Assevera o agravante que inexistem controvérsias acerca da matéria fática em disputa nestes autos e que não ocorreu julgamento de mérito da 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Relatório AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR pretensão que deduziu em Juízo. Postula, assim, o reconhecimento de questões unicamente jurídicas. Acrescenta que os julgados em que fundamentado seu recurso cuidam de hipótese semelhante à discutida nestes autos e que houve a devida demonstração analítica da alegada divergência. Seu apelo extremo pretende o reconhecimento da absoluta nulidade de todas as decisões proferidas nos autos, nas quais não teria sido apreciado o mérito da demanda. Assim, como não teria havido julgamento da ação, não se poderia falar na necessidade do reexame de fatos e provas. Por fim, imputa omissões à decisão agravada, as quais pretende ver sanadas. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR pretensão que deduziu em Juízo. Postula, assim, o reconhecimento de questões unicamente jurídicas. Acrescenta que os julgados em que fundamentado seu recurso cuidam de hipótese semelhante à discutida nestes autos e que houve a devida demonstração analítica da alegada divergência. Seu apelo extremo pretende o reconhecimento da absoluta nulidade de todas as decisões proferidas nos autos, nas quais não teria sido apreciado o mérito da demanda. Assim, como não teria havido julgamento da ação, não se poderia falar na necessidade do reexame de fatos e provas. Por fim, imputa omissões à decisão agravada, as quais pretende ver sanadas. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.962 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O presente agravo é representativo do abuso do direito de recorrer, o qual congestiona esta Corte com inúmeros processos despidos de qualquer relevância e que, mesmo assim, devem ser apreciados pelo seu Plenário. No presente caso, trata-se de ação de indenização por supostos danos morais acarretados ao agravante por comportamento imputado a prepostos da agravada. A demanda foi rejeitada pelo Juízo de origem com fundamento na inexistência de ato ilícito a ensejar a pretendida reparação e, também, na circunstância de que os fatos narrados não se prestariam a ensejar os danos morais que o agravante alega haver padecido. Tal decisão foi mantida pela Corte regional e o apelo extremo, rejeitado por esta Suprema Corte. Volta-se agora o agravante contra a decisão em que se negou seguimento aos embargos de divergência que interpôs nos autos, a qual teve por fundamento a inadmissibilidade do recurso, dada a ausência de demonstração da alegada divergência. De fato, conforme a pacífica jurisprudência desta Suprema Corte a respeito do tema, referida ausência da demonstração analítica da divergência efetivamente deve acarretar a negativa de seguimento de um recurso como o presente. Isso porque apenas haverá divergência jurisprudencial quando os acórdãos em confronto, partindo de quadro fático semelhante, vierem a adotar posicionamento dissonante quanto à norma constitucional aplicável, sendo certo que os embargos de divergência, por expressa determinação legal, não se prestam ao fito exclusivo de rediscutir matéria já devidamente apreciada no julgamento do recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274367. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.962 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O presente agravo é representativo do abuso do direito de recorrer, o qual congestiona esta Corte com inúmeros processos despidos de qualquer relevância e que, mesmo assim, devem ser apreciados pelo seu Plenário. No presente caso, trata-se de ação de indenização por supostos danos morais acarretados ao agravante por comportamento imputado a prepostos da agravada. A demanda foi rejeitada pelo Juízo de origem com fundamento na inexistência de ato ilícito a ensejar a pretendida reparação e, também, na circunstância de que os fatos narrados não se prestariam a ensejar os danos morais que o agravante alega haver padecido. Tal decisão foi mantida pela Corte regional e o apelo extremo, rejeitado por esta Suprema Corte. Volta-se agora o agravante contra a decisão em que se negou seguimento aos embargos de divergência que interpôs nos autos, a qual teve por fundamento a inadmissibilidade do recurso, dada a ausência de demonstração da alegada divergência. De fato, conforme a pacífica jurisprudência desta Suprema Corte a respeito do tema, referida ausência da demonstração analítica da divergência efetivamente deve acarretar a negativa de seguimento de um recurso como o presente. Isso porque apenas haverá divergência jurisprudencial quando os acórdãos em confronto, partindo de quadro fático semelhante, vierem a adotar posicionamento dissonante quanto à norma constitucional aplicável, sendo certo que os embargos de divergência, por expressa determinação legal, não se prestam ao fito exclusivo de rediscutir matéria já devidamente apreciada no julgamento do recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR Com efeito, pacificou-se nesta Suprema Corte o entendimento de que o dissídio jurisprudencial, para o fito ora perseguido pelo agravante, deve ser apresentado no mesmo plano decisório, de tal sorte que não se viabiliza esse recurso uniformizador quando o acórdão embargado não cuidar do próprio mérito da demanda e os paradigmas confrontados consubstanciarem resultado prejudicial a ele. Nesse sentido, em abono aos precedentes já constantes da decisão agravada, vide a ementa do seguinte acórdão: “AGRAVO REGIMENTAL EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ENTIDADE FECHADA DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 150, VI, C. Embargos de divergência inadmitidos porque as decisões postas em confronto não tratam da mesma questão, sob o aspecto processual. Assim, enquanto o acórdão embargado apreciou o mérito da controvérsia, para fixar a data a partir da qual deveria incidir o benefício, os acórdãos paradigmas se recusaram a analisar o fundo da questão e, conseqüentemente, a assertiva do Tribunal a quo de que o benefício, nestes casos, dependia da contribuição mensal dos associados. Conclusão que não foi afastada pelas razões do presente agravo regimental. Recurso a que nega provimento” (RE nº 214.788/DF-ED-EDv-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJ de 8/10/04). Ressalte-se, por oportuno, que nesse sentido, ainda, aponta a moderna jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, conforme recente precedente de seu Plenário, cuja ementa assim dispõe: “AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. PRESSUPOSTOS DE CABIMENTO. ARTIGOS 330 E 332 DO RISTF. 1. Incabíveis os embargos de divergência por ausência de comprovação da divergência de entendimento e de confronto analítico entre os paradigmas e o caso sob exame 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274367. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR Com efeito, pacificou-se nesta Suprema Corte o entendimento de que o dissídio jurisprudencial, para o fito ora perseguido pelo agravante, deve ser apresentado no mesmo plano decisório, de tal sorte que não se viabiliza esse recurso uniformizador quando o acórdão embargado não cuidar do próprio mérito da demanda e os paradigmas confrontados consubstanciarem resultado prejudicial a ele. Nesse sentido, em abono aos precedentes já constantes da decisão agravada, vide a ementa do seguinte acórdão: “AGRAVO REGIMENTAL EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ENTIDADE FECHADA DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 150, VI, C. Embargos de divergência inadmitidos porque as decisões postas em confronto não tratam da mesma questão, sob o aspecto processual. Assim, enquanto o acórdão embargado apreciou o mérito da controvérsia, para fixar a data a partir da qual deveria incidir o benefício, os acórdãos paradigmas se recusaram a analisar o fundo da questão e, conseqüentemente, a assertiva do Tribunal a quo de que o benefício, nestes casos, dependia da contribuição mensal dos associados. Conclusão que não foi afastada pelas razões do presente agravo regimental. Recurso a que nega provimento” (RE nº 214.788/DF-ED-EDv-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJ de 8/10/04). Ressalte-se, por oportuno, que nesse sentido, ainda, aponta a moderna jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, conforme recente precedente de seu Plenário, cuja ementa assim dispõe: “AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. PRESSUPOSTOS DE CABIMENTO. ARTIGOS 330 E 332 DO RISTF. 1. Incabíveis os embargos de divergência por ausência de comprovação da divergência de entendimento e de confronto analítico entre os paradigmas e o caso sob exame 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR e, ainda, quando a decisão embargada estiver em conformidade com a orientação fixada por esta Corte (artigos 330 e 332 do RISTF). 2. Agravo regimental improvido” (AI nº 609.855/RN- AgR-AgR-ED-EDv-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 28/5/10). Note-se que a decisão embargada negou provimento ao agravo de instrumento interposto pelo agravante contra decisão em que se negou trânsito ao apelo extremo que interpusera sob a premissa de que seria meramente reflexa a alegada ofensa constitucional que teria ensejado a interposição desse recurso. Já os paradigmas indicados a amparar a pretendida divergência, além de terem sido proferidos em processos que cuidavam de assuntos diversos, não se fizeram acompanhar da devida demonstração analítica da apontada divergência. Correto, destarte, o entendimento expresso na decisão agravada no sentido de que apenas há divergência jurisprudencial quando os acórdãos em confronto, partindo de quadro fático semelhante, vierem a adotar posicionamento dissonante quanto ao direito federal aplicável, sendo certo que os embargos de divergência, por expressa determinação legal, não se prestam ao fito exclusivo de rediscutir matéria já devidamente apreciada no julgamento do recurso extraordinário. Ademais, para o cabimento de embargos de divergência, não basta que casos substancialmente idênticos sejam decididos de modo diverso nos acórdãos cotejados; é preciso, também, que a diversidade das decisões seja imputável a interpretações diferentes do mesmo dispositivo constitucional. Ao contrário, não se reputam divergentes os julgados, para viabilizar os embargos, se as conclusões diferentes são devidas às premissas não coincidentes, de fato ou de direito local, de que partiram. É exatamente essa a situação que ocorre nestes autos. Trata-se de entendimento há muito sedimentado nesta Corte a respeito desse tipo de recurso, citando-se, para exemplificar, o seguinte precedente: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274367. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR e, ainda, quando a decisão embargada estiver em conformidade com a orientação fixada por esta Corte (artigos 330 e 332 do RISTF). 2. Agravo regimental improvido” (AI nº 609.855/RN- AgR-AgR-ED-EDv-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 28/5/10). Note-se que a decisão embargada negou provimento ao agravo de instrumento interposto pelo agravante contra decisão em que se negou trânsito ao apelo extremo que interpusera sob a premissa de que seria meramente reflexa a alegada ofensa constitucional que teria ensejado a interposição desse recurso. Já os paradigmas indicados a amparar a pretendida divergência, além de terem sido proferidos em processos que cuidavam de assuntos diversos, não se fizeram acompanhar da devida demonstração analítica da apontada divergência. Correto, destarte, o entendimento expresso na decisão agravada no sentido de que apenas há divergência jurisprudencial quando os acórdãos em confronto, partindo de quadro fático semelhante, vierem a adotar posicionamento dissonante quanto ao direito federal aplicável, sendo certo que os embargos de divergência, por expressa determinação legal, não se prestam ao fito exclusivo de rediscutir matéria já devidamente apreciada no julgamento do recurso extraordinário. Ademais, para o cabimento de embargos de divergência, não basta que casos substancialmente idênticos sejam decididos de modo diverso nos acórdãos cotejados; é preciso, também, que a diversidade das decisões seja imputável a interpretações diferentes do mesmo dispositivo constitucional. Ao contrário, não se reputam divergentes os julgados, para viabilizar os embargos, se as conclusões diferentes são devidas às premissas não coincidentes, de fato ou de direito local, de que partiram. É exatamente essa a situação que ocorre nestes autos. Trata-se de entendimento há muito sedimentado nesta Corte a respeito desse tipo de recurso, citando-se, para exemplificar, o seguinte precedente: 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR “Agravo regimental contra despacho que não admitiu embargos de divergência. - O dissídio de jurisprudência entre as Turmas ou entre uma delas e o Plenário da Corte é o de teses jurídicas contrapostas sendo iguais as premissas de fato de que partem os acórdãos confrontados para chegar a elas. No caso, isso não ocorre. Agravo a que se nega provimento” (RE nº 220.394/SP-EDv-AgR-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, Tribunal Pleno, DJ de 20/10/2000). Diga-se, ainda, que os embargos de divergência constituem recurso de rígidos contornos, admissível apenas nas estritas hipóteses previstas na legislação processual civil e no Regimento Interno desta Corte, não se podendo admitir sua interposição para reparar eventuais injustiças decorrentes de decisões que tenham implicado desigual tratamento entre pessoas que se encontravam na mesma situação pessoal. Vê-se, portanto, que é manifestamente infundado o presente agravo, razão pela qual voto pelo seu não provimento, com a condenação do agravante ao pagamento de multa no grau máximo de 10% sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 558, § 2º, do Código de Processo Civil. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274367. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR “Agravo regimental contra despacho que não admitiu embargos de divergência. - O dissídio de jurisprudência entre as Turmas ou entre uma delas e o Plenário da Corte é o de teses jurídicas contrapostas sendo iguais as premissas de fato de que partem os acórdãos confrontados para chegar a elas. No caso, isso não ocorre. Agravo a que se nega provimento” (RE nº 220.394/SP-EDv-AgR-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, Tribunal Pleno, DJ de 20/10/2000). Diga-se, ainda, que os embargos de divergência constituem recurso de rígidos contornos, admissível apenas nas estritas hipóteses previstas na legislação processual civil e no Regimento Interno desta Corte, não se podendo admitir sua interposição para reparar eventuais injustiças decorrentes de decisões que tenham implicado desigual tratamento entre pessoas que se encontravam na mesma situação pessoal. Vê-se, portanto, que é manifestamente infundado o presente agravo, razão pela qual voto pelo seu não provimento, com a condenação do agravante ao pagamento de multa no grau máximo de 10% sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 558, § 2º, do Código de Processo Civil. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.962 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : FAGNER SCHNEIDER ADV.(A/S) : FAGNER SCHNEIDER AGDO.(A/S) : BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) : SANDRA REGINA RODRIGUES E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951540 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.962 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : FAGNER SCHNEIDER ADV.(A/S) : FAGNER SCHNEIDER AGDO.(A/S) : BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) : SANDRA REGINA RODRIGUES E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951540 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4307249
2013-05-23T00:00:00
2013-08-12T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013.
AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA Agravo regimental em embargos de divergência rejeitados por serem inadmissíveis. Insurgência deduzida sem que ocorresse a demonstração analítica da divergência. 1. A decisão ora atacada considerou inadmissíveis os embargos de divergência, dentre outras razões, porque não houve a demonstração analítica da divergência. 2. Mostram-se incabíveis embargos de divergência quando não há diversidade de interpretação da mesma norma constitucional. 3. Conclusões diversas, decorrentes de premissas não coincidentes sobre fatos ou normas infraconstitucionais, a tanto não se prestam. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com imposição de multa.
sjur238002
- Acórdão (s) citado (s): (EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA) RE 214788 ED-EDv-AgR (TP), AI 609855 AgR-AgR-ED-EDv-AgR (TP), RE 220394 EDv-AgR-ED-AgR (TP). Número de páginas: 15. Análise: 22/08/2013, BMB.
DIAS TOFFOLI
Tribunal Pleno
795962
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00558 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
AI-AgR-ED-EDv-AgR
acordaos
AI 795962 AgR-ED-EDv-AgR
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AGTE.(S) : FAGNER SCHNEIDER ADV.(A/S) : FAGNER SCHNEIDER AGDO.(A/S) : BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) : SANDRA REGINA RODRIGUES E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.962 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FAGNER SCHNEIDER ADV.(A/S) :FAGNER SCHNEIDER AGDO.(A/S) :BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) :SANDRA REGINA RODRIGUES E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental em embargos de divergência rejeitados por serem inadmissíveis. Insurgência deduzida sem que ocorresse a demonstração analítica da divergência. 1. A decisão ora atacada considerou inadmissíveis os embargos de divergência, dentre outras razões, porque não houve a demonstração analítica da divergência. 2. Mostram-se incabíveis embargos de divergência quando não há diversidade de interpretação da mesma norma constitucional. 3. Conclusões diversas, decorrentes de premissas não coincidentes sobre fatos ou normas infraconstitucionais, a tanto não se prestam. 4. Agravo regimental a que se nega provimento, com imposição de multa. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental, com imposição de multa. Brasília, 23 de maio de 2013. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274370. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274370. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274370. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.962 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FAGNER SCHNEIDER ADV.(A/S) :FAGNER SCHNEIDER AGDO.(A/S) :BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) :SANDRA REGINA RODRIGUES E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Fagner Schneider interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão monocrática em que neguei seguimento, por manifesta inadmissibilidade, aos embargos de divergência que interpusera, com a seguinte fundamentação: “Decisão: Vistos. Trata-se de embargos de divergência em agravo regimental em agravo de instrumento (folhas 371 a 384), interpostos por Fagner Schneider, contra acórdão proferido pela Segunda Turma desta Corte, assim ementado: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório. Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento (folha 299). Interpostos embargos de declaração (folhas 316 a 321), foram rejeitados (folhas 334 a 337). Asseverou o embargante que a aludida decisão teria divergido de outra, proferida pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (HC n 95.706-4/RJ), em que se entendeu, de forma diversa, acerca da efetiva falta de fundamentação do acórdão atacado, como fundamento necessário ao reconhecimento de sua nulidade. Arguiu, outrossim, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.962 PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :FAGNER SCHNEIDER ADV.(A/S) :FAGNER SCHNEIDER AGDO.(A/S) :BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) :SANDRA REGINA RODRIGUES E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Fagner Schneider interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão monocrática em que neguei seguimento, por manifesta inadmissibilidade, aos embargos de divergência que interpusera, com a seguinte fundamentação: “Decisão: Vistos. Trata-se de embargos de divergência em agravo regimental em agravo de instrumento (folhas 371 a 384), interpostos por Fagner Schneider, contra acórdão proferido pela Segunda Turma desta Corte, assim ementado: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2.Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório. Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento (folha 299). Interpostos embargos de declaração (folhas 316 a 321), foram rejeitados (folhas 334 a 337). Asseverou o embargante que a aludida decisão teria divergido de outra, proferida pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (HC n 95.706-4/RJ), em que se entendeu, de forma diversa, acerca da efetiva falta de fundamentação do acórdão atacado, como fundamento necessário ao reconhecimento de sua nulidade. Arguiu, outrossim, a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR nulidade, pela mesma razão, do acórdão proferido, nestes autos, quando do julgamento do recurso de embargos de declaração, postulando, alternativamente, sua anulação, para que outro seja proferido. Decido. O recurso de embargos de divergência tem cabimento contra decisão de uma das Turmas desta Corte que venha a divergir de julgamento proferido pela outra Turma, ou pelo Plenário (Código de Processo Civil, artigo 546, inciso II). A matéria vem disciplinada no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, o qual, em seu artigo 330 normatiza o cabimento desse tipo de recurso em decisões proferidas em recurso extraordinário ou em agravo de instrumento. Ressalte-se, por oportuno, que por muito tempo se entendeu ser incabível a interposição de embargos de divergência contra decisões proferidas em agravo regimental, entendimento esse inclusive sumulado (Súmula n 599), matéria hoje já superada, com o cancelamento dessa súmula e a admissão de embargos de divergência, em tal hipótese. No caso em tela, contudo, não se afigura presente a apontada divergência, porquanto, na espécie, o embargante se insurge contra pronunciamento que rejeitou o recurso que interpôs, ao passo que no alegado paradigma indicado a amparar a pretendida dissensão, a ordem impetrada foi concedida, reconhecida que foi, naqueles autos, a presença dos requisitos autorizadores a tanto. Não é demais ressaltar que os embargos de divergência não se prestam ao fim de julgar ou rever a decisão do órgão fracionário, mas apenas de uniformizar o entendimento da Corte a respeito do tema em discussão, evitando tratamento desigual a matérias similares. Bem por isso, apenas haverá divergência jurisprudencial quando os acórdãos em confronto, partindo de quadro fático semelhante, vierem a adotar posicionamento dissonante quanto ao direito federal aplicável, sendo certo que os embargos de divergência, por expressa determinação legal, não se prestam 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR nulidade, pela mesma razão, do acórdão proferido, nestes autos, quando do julgamento do recurso de embargos de declaração, postulando, alternativamente, sua anulação, para que outro seja proferido. Decido. O recurso de embargos de divergência tem cabimento contra decisão de uma das Turmas desta Corte que venha a divergir de julgamento proferido pela outra Turma, ou pelo Plenário (Código de Processo Civil, artigo 546, inciso II). A matéria vem disciplinada no Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, o qual, em seu artigo 330 normatiza o cabimento desse tipo de recurso em decisões proferidas em recurso extraordinário ou em agravo de instrumento. Ressalte-se, por oportuno, que por muito tempo se entendeu ser incabível a interposição de embargos de divergência contra decisões proferidas em agravo regimental, entendimento esse inclusive sumulado (Súmula n 599), matéria hoje já superada, com o cancelamento dessa súmula e a admissão de embargos de divergência, em tal hipótese. No caso em tela, contudo, não se afigura presente a apontada divergência, porquanto, na espécie, o embargante se insurge contra pronunciamento que rejeitou o recurso que interpôs, ao passo que no alegado paradigma indicado a amparar a pretendida dissensão, a ordem impetrada foi concedida, reconhecida que foi, naqueles autos, a presença dos requisitos autorizadores a tanto. Não é demais ressaltar que os embargos de divergência não se prestam ao fim de julgar ou rever a decisão do órgão fracionário, mas apenas de uniformizar o entendimento da Corte a respeito do tema em discussão, evitando tratamento desigual a matérias similares. Bem por isso, apenas haverá divergência jurisprudencial quando os acórdãos em confronto, partindo de quadro fático semelhante, vierem a adotar posicionamento dissonante quanto ao direito federal aplicável, sendo certo que os embargos de divergência, por expressa determinação legal, não se prestam 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR ao fito exclusivo de rediscutir matéria já devidamente apreciada no julgamento do recurso extraordinário. Com efeito, pacificou-se nesta Suprema Corte o entendimento de que o dissídio jurisprudencial, para o fito ora perseguido pelo embargante, deve ser apresentado no mesmo plano decisório, de tal sorte que não se viabiliza esse recurso uniformizador quando o acórdão embargado não cuidar do próprio mérito da demanda e os dos paradigmas confrontados consubstanciarem resultado prejudicial a ele. Nesse sentido: ‘RECURSO. Embargos de divergência. Interposição contra decisão que não conheceu de recurso extraordinário à falta de prequestionamento. Pretensão de a confrontar com outra que julgou o mérito. Inadmissibilidade. Paradigma impertinente. Recurso não conhecido. Sob fundamento de haver divergido de outra que julgou o mérito de recurso extraordinário, não se conhece de embargos de divergência contra decisão que, à falta de prequestionamento, não conheceu de igual recurso’ (Recurso Extraordinário n 148.858/SP-EDv, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 7/8//09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OMISSÃO QUANTO À APRECIAÇÃO DA MATÉRIA DE FUNDO. INSUBSISTÊNCIA. Embargos de Divergência. Pressupostos necessários ao conhecimento. Dissidência de julgados não demonstrada. Apreciação da matéria de fundo. Impossibilidade. A ausência dos pressupostos necessários ao conhecimento dos embargos de divergência inviabiliza o exame da matéria inserta nas razões recursais. Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário n 209.847/RS-ED-EDv-AgR, Tribunal Pleno, Relator de Ministro Maurício Corrêa, DJ de 4/4/03). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR ao fito exclusivo de rediscutir matéria já devidamente apreciada no julgamento do recurso extraordinário. Com efeito, pacificou-se nesta Suprema Corte o entendimento de que o dissídio jurisprudencial, para o fito ora perseguido pelo embargante, deve ser apresentado no mesmo plano decisório, de tal sorte que não se viabiliza esse recurso uniformizador quando o acórdão embargado não cuidar do próprio mérito da demanda e os dos paradigmas confrontados consubstanciarem resultado prejudicial a ele. Nesse sentido: ‘RECURSO. Embargos de divergência. Interposição contra decisão que não conheceu de recurso extraordinário à falta de prequestionamento. Pretensão de a confrontar com outra que julgou o mérito. Inadmissibilidade. Paradigma impertinente. Recurso não conhecido. Sob fundamento de haver divergido de outra que julgou o mérito de recurso extraordinário, não se conhece de embargos de divergência contra decisão que, à falta de prequestionamento, não conheceu de igual recurso’ (Recurso Extraordinário n 148.858/SP-EDv, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJe de 7/8//09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. OMISSÃO QUANTO À APRECIAÇÃO DA MATÉRIA DE FUNDO. INSUBSISTÊNCIA. Embargos de Divergência. Pressupostos necessários ao conhecimento. Dissidência de julgados não demonstrada. Apreciação da matéria de fundo. Impossibilidade. A ausência dos pressupostos necessários ao conhecimento dos embargos de divergência inviabiliza o exame da matéria inserta nas razões recursais. Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário n 209.847/RS-ED-EDv-AgR, Tribunal Pleno, Relator de Ministro Maurício Corrêa, DJ de 4/4/03). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR ‘Agravo regimental contra despacho que não admitiu embargos de divergência. - O dissídio de jurisprudência entre as Turmas ou entre uma delas e o Plenário da Corte é o de teses jurídicas contrapostas sendo iguais as premissas de fato de que partem os acórdãos confrontados para chegar a elas. No caso, isso não ocorre. Agravo a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 220.394/SP-EDv-AgR-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, Tribunal Pleno, DJ de 20/10/2000). Ou, ainda, que se mostram incabíveis tais embargos, sem a analítica demonstração da alegada divergência, conforme se colhe dos seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CABIMENTO DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO ANALÍTICA DA DIVERGÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Incabíveis os embargos de divergência pelos quais se pretende seja reconhecida a divergência entre julgado de Turma e decisão monocrática que determina a subida de recurso extraordinário para melhor exame ou que converta agravo de instrumento em recurso extraordinário’ (Recurso Extraordinário n 518.813/RJ-AgR-EDv-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12-03-2010). ‘AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. PRESSUPOSTOS DE CABIMENTO. ARTIGOS 330 E 332 DO RISTF. 1. Incabíveis os embargos de divergência por ausência de comprovação da divergência de entendimento e de confronto analítico entre os paradigmas e o caso sob exame e, ainda, quando a decisão embargada estiver em conformidade com a orientação fixada por esta Corte (artigos 330 e 332 do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR ‘Agravo regimental contra despacho que não admitiu embargos de divergência. - O dissídio de jurisprudência entre as Turmas ou entre uma delas e o Plenário da Corte é o de teses jurídicas contrapostas sendo iguais as premissas de fato de que partem os acórdãos confrontados para chegar a elas. No caso, isso não ocorre. Agravo a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 220.394/SP-EDv-AgR-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, Tribunal Pleno, DJ de 20/10/2000). Ou, ainda, que se mostram incabíveis tais embargos, sem a analítica demonstração da alegada divergência, conforme se colhe dos seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CABIMENTO DOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO ANALÍTICA DA DIVERGÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. Incabíveis os embargos de divergência pelos quais se pretende seja reconhecida a divergência entre julgado de Turma e decisão monocrática que determina a subida de recurso extraordinário para melhor exame ou que converta agravo de instrumento em recurso extraordinário’ (Recurso Extraordinário n 518.813/RJ-AgR-EDv-AgR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 12-03-2010). ‘AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. PRESSUPOSTOS DE CABIMENTO. ARTIGOS 330 E 332 DO RISTF. 1. Incabíveis os embargos de divergência por ausência de comprovação da divergência de entendimento e de confronto analítico entre os paradigmas e o caso sob exame e, ainda, quando a decisão embargada estiver em conformidade com a orientação fixada por esta Corte (artigos 330 e 332 do 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR RISTF). 2. Agravo regimental improvido’ (AI n 609.855/RN-AgR-AgR-ED-EDv-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 28/5/10). Ressalte-se, por oportuno, que a decisão embargada reflete a posição da moderna jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal acerca do tema, conforme os seguintes e recentes precedentes: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Indenização por danos morais. 3. Redução do valor da condenação. 4. A discussão relativa ao valor da indenização por danos morais demandaria o revolvimento dos elementos fático-probatórios constantes dos autos, o que não enseja a abertura da via extraordinária. 5. Incidência da Súmula 279. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n 640.207/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/6/11) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido ocorrência, na espécie, de dano moral indenizável necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedente. II Agravo regimental improvido’ (AI n 817.158/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 22/2/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Para se 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR RISTF). 2. Agravo regimental improvido’ (AI n 609.855/RN-AgR-AgR-ED-EDv-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 28/5/10). Ressalte-se, por oportuno, que a decisão embargada reflete a posição da moderna jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal acerca do tema, conforme os seguintes e recentes precedentes: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. 2. Indenização por danos morais. 3. Redução do valor da condenação. 4. A discussão relativa ao valor da indenização por danos morais demandaria o revolvimento dos elementos fático-probatórios constantes dos autos, o que não enseja a abertura da via extraordinária. 5. Incidência da Súmula 279. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (ARE n 640.207/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 13/6/11) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido ocorrência, na espécie, de dano moral indenizável necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedente. II Agravo regimental improvido’ (AI n 817.158/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 22/2/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. Para se 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 707.311/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 2/12/10). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DAS PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 821.671/SP-AgR/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18/2/11). Convém que se diga, ainda, que os embargos de divergência não se prestam à revisão da decisão embargada, tampouco para a pretendida declaração de sua nulidade, conforme o seguinte precedente: ‘EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DISSIDÊNCIA DE JULGADOS NÃO DEMONSTRADA. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. Embargos de Divergência. Dissidência de julgados não demonstrada. Ausência dos pressupostos necessários ao seu conhecimento. Reexame da matéria. Impossibilidade. Embargos de Divergência não conhecidos ‘(Recurso Extraordinário n 261.308-EDv/CE, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 14/11/03). Assinalo, por fim, que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em observância aos desígnios de uma Justiça efetiva e 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido, seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 707.311/ES-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 2/12/10). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DE REEXAME DAS PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 821.671/SP-AgR/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18/2/11). Convém que se diga, ainda, que os embargos de divergência não se prestam à revisão da decisão embargada, tampouco para a pretendida declaração de sua nulidade, conforme o seguinte precedente: ‘EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DISSIDÊNCIA DE JULGADOS NÃO DEMONSTRADA. HIPÓTESE DE NÃO CONHECIMENTO. Embargos de Divergência. Dissidência de julgados não demonstrada. Ausência dos pressupostos necessários ao seu conhecimento. Reexame da matéria. Impossibilidade. Embargos de Divergência não conhecidos ‘(Recurso Extraordinário n 261.308-EDv/CE, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 14/11/03). Assinalo, por fim, que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em observância aos desígnios de uma Justiça efetiva e 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR célere, consagrou que ‘é legitima, sob o ponto de vista constitucional, a atribuição conferida ao Relator para arquivar ou negar seguimento a pedido ou recurso intempestivo, incabível ou improcedente e, ainda, quando contrariar a jurisprudência predominante do Tribunal ou for evidente a sua incompetência (RI/Supremo Tribunal Federal, art. 21, par 1.; Lei n. 8.038/90, art. 38), desde que, mediante recurso -- agravo regimental -- possam as decisões ser submetidas ao controle do colegiado’ (MI n 375/PR-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Carlos Veloso, DJ de 15/5/92). Ainda sobre este último ponto, esta Suprema Corte, reiterando o entendimento, endossou a conclusão de que ‘assiste ao Ministro-Relator competência plena, para, com fundamento nos poderes processuais de que dispõe, exercer o controle de admissibilidade das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal. Cabe- lhe, em conseqüência, poder para negar trânsito, em decisão monocrática, a ações, pedidos ou recursos incabíveis, intempestivos, sem objeto ou que veiculem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante do Tribunal. Precedentes’ (MS n 22.626/SP- AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 22/11/96). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, por manifestamente inadmissíveis, nego seguimento aos embargos de divergência. Publique-se. Brasília, 2 de agosto de 2011.” Assevera o agravante que inexistem controvérsias acerca da matéria fática em disputa nestes autos e que não ocorreu julgamento de mérito da 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR célere, consagrou que ‘é legitima, sob o ponto de vista constitucional, a atribuição conferida ao Relator para arquivar ou negar seguimento a pedido ou recurso intempestivo, incabível ou improcedente e, ainda, quando contrariar a jurisprudência predominante do Tribunal ou for evidente a sua incompetência (RI/Supremo Tribunal Federal, art. 21, par 1.; Lei n. 8.038/90, art. 38), desde que, mediante recurso -- agravo regimental -- possam as decisões ser submetidas ao controle do colegiado’ (MI n 375/PR-AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Carlos Veloso, DJ de 15/5/92). Ainda sobre este último ponto, esta Suprema Corte, reiterando o entendimento, endossou a conclusão de que ‘assiste ao Ministro-Relator competência plena, para, com fundamento nos poderes processuais de que dispõe, exercer o controle de admissibilidade das ações, pedidos ou recursos dirigidos ao Supremo Tribunal Federal. Cabe- lhe, em conseqüência, poder para negar trânsito, em decisão monocrática, a ações, pedidos ou recursos incabíveis, intempestivos, sem objeto ou que veiculem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante do Tribunal. Precedentes’ (MS n 22.626/SP- AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 22/11/96). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, por manifestamente inadmissíveis, nego seguimento aos embargos de divergência. Publique-se. Brasília, 2 de agosto de 2011.” Assevera o agravante que inexistem controvérsias acerca da matéria fática em disputa nestes autos e que não ocorreu julgamento de mérito da 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Relatório AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR pretensão que deduziu em Juízo. Postula, assim, o reconhecimento de questões unicamente jurídicas. Acrescenta que os julgados em que fundamentado seu recurso cuidam de hipótese semelhante à discutida nestes autos e que houve a devida demonstração analítica da alegada divergência. Seu apelo extremo pretende o reconhecimento da absoluta nulidade de todas as decisões proferidas nos autos, nas quais não teria sido apreciado o mérito da demanda. Assim, como não teria havido julgamento da ação, não se poderia falar na necessidade do reexame de fatos e provas. Por fim, imputa omissões à decisão agravada, as quais pretende ver sanadas. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR pretensão que deduziu em Juízo. Postula, assim, o reconhecimento de questões unicamente jurídicas. Acrescenta que os julgados em que fundamentado seu recurso cuidam de hipótese semelhante à discutida nestes autos e que houve a devida demonstração analítica da alegada divergência. Seu apelo extremo pretende o reconhecimento da absoluta nulidade de todas as decisões proferidas nos autos, nas quais não teria sido apreciado o mérito da demanda. Assim, como não teria havido julgamento da ação, não se poderia falar na necessidade do reexame de fatos e provas. Por fim, imputa omissões à decisão agravada, as quais pretende ver sanadas. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274368. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.962 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O presente agravo é representativo do abuso do direito de recorrer, o qual congestiona esta Corte com inúmeros processos despidos de qualquer relevância e que, mesmo assim, devem ser apreciados pelo seu Plenário. No presente caso, trata-se de ação de indenização por supostos danos morais acarretados ao agravante por comportamento imputado a prepostos da agravada. A demanda foi rejeitada pelo Juízo de origem com fundamento na inexistência de ato ilícito a ensejar a pretendida reparação e, também, na circunstância de que os fatos narrados não se prestariam a ensejar os danos morais que o agravante alega haver padecido. Tal decisão foi mantida pela Corte regional e o apelo extremo, rejeitado por esta Suprema Corte. Volta-se agora o agravante contra a decisão em que se negou seguimento aos embargos de divergência que interpôs nos autos, a qual teve por fundamento a inadmissibilidade do recurso, dada a ausência de demonstração da alegada divergência. De fato, conforme a pacífica jurisprudência desta Suprema Corte a respeito do tema, referida ausência da demonstração analítica da divergência efetivamente deve acarretar a negativa de seguimento de um recurso como o presente. Isso porque apenas haverá divergência jurisprudencial quando os acórdãos em confronto, partindo de quadro fático semelhante, vierem a adotar posicionamento dissonante quanto à norma constitucional aplicável, sendo certo que os embargos de divergência, por expressa determinação legal, não se prestam ao fito exclusivo de rediscutir matéria já devidamente apreciada no julgamento do recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274367. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.962 PARANÁ VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O presente agravo é representativo do abuso do direito de recorrer, o qual congestiona esta Corte com inúmeros processos despidos de qualquer relevância e que, mesmo assim, devem ser apreciados pelo seu Plenário. No presente caso, trata-se de ação de indenização por supostos danos morais acarretados ao agravante por comportamento imputado a prepostos da agravada. A demanda foi rejeitada pelo Juízo de origem com fundamento na inexistência de ato ilícito a ensejar a pretendida reparação e, também, na circunstância de que os fatos narrados não se prestariam a ensejar os danos morais que o agravante alega haver padecido. Tal decisão foi mantida pela Corte regional e o apelo extremo, rejeitado por esta Suprema Corte. Volta-se agora o agravante contra a decisão em que se negou seguimento aos embargos de divergência que interpôs nos autos, a qual teve por fundamento a inadmissibilidade do recurso, dada a ausência de demonstração da alegada divergência. De fato, conforme a pacífica jurisprudência desta Suprema Corte a respeito do tema, referida ausência da demonstração analítica da divergência efetivamente deve acarretar a negativa de seguimento de um recurso como o presente. Isso porque apenas haverá divergência jurisprudencial quando os acórdãos em confronto, partindo de quadro fático semelhante, vierem a adotar posicionamento dissonante quanto à norma constitucional aplicável, sendo certo que os embargos de divergência, por expressa determinação legal, não se prestam ao fito exclusivo de rediscutir matéria já devidamente apreciada no julgamento do recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR Com efeito, pacificou-se nesta Suprema Corte o entendimento de que o dissídio jurisprudencial, para o fito ora perseguido pelo agravante, deve ser apresentado no mesmo plano decisório, de tal sorte que não se viabiliza esse recurso uniformizador quando o acórdão embargado não cuidar do próprio mérito da demanda e os paradigmas confrontados consubstanciarem resultado prejudicial a ele. Nesse sentido, em abono aos precedentes já constantes da decisão agravada, vide a ementa do seguinte acórdão: “AGRAVO REGIMENTAL EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ENTIDADE FECHADA DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 150, VI, C. Embargos de divergência inadmitidos porque as decisões postas em confronto não tratam da mesma questão, sob o aspecto processual. Assim, enquanto o acórdão embargado apreciou o mérito da controvérsia, para fixar a data a partir da qual deveria incidir o benefício, os acórdãos paradigmas se recusaram a analisar o fundo da questão e, conseqüentemente, a assertiva do Tribunal a quo de que o benefício, nestes casos, dependia da contribuição mensal dos associados. Conclusão que não foi afastada pelas razões do presente agravo regimental. Recurso a que nega provimento” (Recurso Extraordinário n 214.788/DF-ED-EDv-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJ de 8/10/04). Ressalte-se, por oportuno, que nesse sentido, ainda, aponta a moderna jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, conforme recente precedente de seu Plenário, cuja ementa assim dispõe: “AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. PRESSUPOSTOS DE CABIMENTO. ARTIGOS 330 E 332 DO RISTF. 1. Incabíveis os embargos de divergência por ausência de comprovação da divergência de entendimento e de confronto analítico entre os paradigmas e o caso sob exame 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274367. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR Com efeito, pacificou-se nesta Suprema Corte o entendimento de que o dissídio jurisprudencial, para o fito ora perseguido pelo agravante, deve ser apresentado no mesmo plano decisório, de tal sorte que não se viabiliza esse recurso uniformizador quando o acórdão embargado não cuidar do próprio mérito da demanda e os paradigmas confrontados consubstanciarem resultado prejudicial a ele. Nesse sentido, em abono aos precedentes já constantes da decisão agravada, vide a ementa do seguinte acórdão: “AGRAVO REGIMENTAL EM EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM EMBARGOS DECLARATÓRIOS EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ENTIDADE FECHADA DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. IMUNIDADE. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, ART. 150, VI, C. Embargos de divergência inadmitidos porque as decisões postas em confronto não tratam da mesma questão, sob o aspecto processual. Assim, enquanto o acórdão embargado apreciou o mérito da controvérsia, para fixar a data a partir da qual deveria incidir o benefício, os acórdãos paradigmas se recusaram a analisar o fundo da questão e, conseqüentemente, a assertiva do Tribunal a quo de que o benefício, nestes casos, dependia da contribuição mensal dos associados. Conclusão que não foi afastada pelas razões do presente agravo regimental. Recurso a que nega provimento” (Recurso Extraordinário n 214.788/DF-ED-EDv-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Tribunal Pleno, DJ de 8/10/04). Ressalte-se, por oportuno, que nesse sentido, ainda, aponta a moderna jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal, conforme recente precedente de seu Plenário, cuja ementa assim dispõe: “AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. PRESSUPOSTOS DE CABIMENTO. ARTIGOS 330 E 332 DO RISTF. 1. Incabíveis os embargos de divergência por ausência de comprovação da divergência de entendimento e de confronto analítico entre os paradigmas e o caso sob exame 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR e, ainda, quando a decisão embargada estiver em conformidade com a orientação fixada por esta Corte (artigos 330 e 332 do RISTF). 2. Agravo regimental improvido” (AI n 609.855/RN- AgR-AgR-ED-EDv-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 28/5/10). Note-se que a decisão embargada negou provimento ao agravo de instrumento interposto pelo agravante contra decisão em que se negou trânsito ao apelo extremo que interpusera sob a premissa de que seria meramente reflexa a alegada ofensa constitucional que teria ensejado a interposição desse recurso. Já os paradigmas indicados a amparar a pretendida divergência, além de terem sido proferidos em processos que cuidavam de assuntos diversos, não se fizeram acompanhar da devida demonstração analítica da apontada divergência. Correto, destarte, o entendimento expresso na decisão agravada no sentido de que apenas há divergência jurisprudencial quando os acórdãos em confronto, partindo de quadro fático semelhante, vierem a adotar posicionamento dissonante quanto ao direito federal aplicável, sendo certo que os embargos de divergência, por expressa determinação legal, não se prestam ao fito exclusivo de rediscutir matéria já devidamente apreciada no julgamento do recurso extraordinário. Ademais, para o cabimento de embargos de divergência, não basta que casos substancialmente idênticos sejam decididos de modo diverso nos acórdãos cotejados; é preciso, também, que a diversidade das decisões seja imputável a interpretações diferentes do mesmo dispositivo constitucional. Ao contrário, não se reputam divergentes os julgados, para viabilizar os embargos, se as conclusões diferentes são devidas às premissas não coincidentes, de fato ou de direito local, de que partiram. É exatamente essa a situação que ocorre nestes autos. Trata-se de entendimento há muito sedimentado nesta Corte a respeito desse tipo de recurso, citando-se, para exemplificar, o seguinte precedente: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274367. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR e, ainda, quando a decisão embargada estiver em conformidade com a orientação fixada por esta Corte (artigos 330 e 332 do RISTF). 2. Agravo regimental improvido” (AI n 609.855/RN- AgR-AgR-ED-EDv-AgR, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 28/5/10). Note-se que a decisão embargada negou provimento ao agravo de instrumento interposto pelo agravante contra decisão em que se negou trânsito ao apelo extremo que interpusera sob a premissa de que seria meramente reflexa a alegada ofensa constitucional que teria ensejado a interposição desse recurso. Já os paradigmas indicados a amparar a pretendida divergência, além de terem sido proferidos em processos que cuidavam de assuntos diversos, não se fizeram acompanhar da devida demonstração analítica da apontada divergência. Correto, destarte, o entendimento expresso na decisão agravada no sentido de que apenas há divergência jurisprudencial quando os acórdãos em confronto, partindo de quadro fático semelhante, vierem a adotar posicionamento dissonante quanto ao direito federal aplicável, sendo certo que os embargos de divergência, por expressa determinação legal, não se prestam ao fito exclusivo de rediscutir matéria já devidamente apreciada no julgamento do recurso extraordinário. Ademais, para o cabimento de embargos de divergência, não basta que casos substancialmente idênticos sejam decididos de modo diverso nos acórdãos cotejados; é preciso, também, que a diversidade das decisões seja imputável a interpretações diferentes do mesmo dispositivo constitucional. Ao contrário, não se reputam divergentes os julgados, para viabilizar os embargos, se as conclusões diferentes são devidas às premissas não coincidentes, de fato ou de direito local, de que partiram. É exatamente essa a situação que ocorre nestes autos. Trata-se de entendimento há muito sedimentado nesta Corte a respeito desse tipo de recurso, citando-se, para exemplificar, o seguinte precedente: 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR “Agravo regimental contra despacho que não admitiu embargos de divergência. - O dissídio de jurisprudência entre as Turmas ou entre uma delas e o Plenário da Corte é o de teses jurídicas contrapostas sendo iguais as premissas de fato de que partem os acórdãos confrontados para chegar a elas. No caso, isso não ocorre. Agravo a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 220.394/SP-EDv-AgR-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, Tribunal Pleno, DJ de 20/10/2000). Diga-se, ainda, que os embargos de divergência constituem recurso de rígidos contornos, admissível apenas nas estritas hipóteses previstas na legislação processual civil e no Regimento Interno desta Corte, não se podendo admitir sua interposição para reparar eventuais injustiças decorrentes de decisões que tenham implicado desigual tratamento entre pessoas que se encontravam na mesma situação pessoal. Vê-se, portanto, que é manifestamente infundado o presente agravo, razão pela qual voto pelo seu não provimento, com a condenação do agravante ao pagamento de multa no grau máximo de 10% sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 558, § 2..., do Código de Processo Civil. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274367. Supremo Tribunal Federal AI 795962 AGR-ED-EDV-AGR / PR “Agravo regimental contra despacho que não admitiu embargos de divergência. - O dissídio de jurisprudência entre as Turmas ou entre uma delas e o Plenário da Corte é o de teses jurídicas contrapostas sendo iguais as premissas de fato de que partem os acórdãos confrontados para chegar a elas. No caso, isso não ocorre. Agravo a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 220.394/SP-EDv-AgR-ED-AgR, Relator o Ministro Moreira Alves, Tribunal Pleno, DJ de 20/10/2000). Diga-se, ainda, que os embargos de divergência constituem recurso de rígidos contornos, admissível apenas nas estritas hipóteses previstas na legislação processual civil e no Regimento Interno desta Corte, não se podendo admitir sua interposição para reparar eventuais injustiças decorrentes de decisões que tenham implicado desigual tratamento entre pessoas que se encontravam na mesma situação pessoal. Vê-se, portanto, que é manifestamente infundado o presente agravo, razão pela qual voto pelo seu não provimento, com a condenação do agravante ao pagamento de multa no grau máximo de 10% sobre o valor atualizado da causa, nos termos do art. 558, § 2..., do Código de Processo Civil. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.962 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : FAGNER SCHNEIDER ADV.(A/S) : FAGNER SCHNEIDER AGDO.(A/S) : BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) : SANDRA REGINA RODRIGUES E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951540 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NOS EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 795.962 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : FAGNER SCHNEIDER ADV.(A/S) : FAGNER SCHNEIDER AGDO.(A/S) : BRASIL TELECOM S/A ADV.(A/S) : SANDRA REGINA RODRIGUES E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951540 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 795 . 962", "AI 795962 AGR", "AI 795962", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 795 . 962", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "HC n 95 . 706 - 4 / RJ", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 795 .", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "HC n 95 . 706 - 4 / RJ", "AI 795962 AGR -", "AI 795962 AGR", "AI 795962 AGR - ED - EDV - AGR / PR", "Recurso Extraordinário n 148 . 858 / SP - EDv", "Recurso Extraordinário n 209 . 847 / RS - ED - EDv - AgR", "AI 795962 AGR", "Recurso Extraordinário n 148 . 858 / SP - EDv", "Recurso Extraordinário n 209 . 847 / RS - ED - EDv - AgR", "AI 795962 AGR - ED - EDV - AGR / PR", "Recurso Extraordinário n 220 . 394 / SP - EDv - AgR - ED - AgR", "Recurso Extraordinário n 518 . 813 / RJ - AgR - EDv - AgR", "AI 795962 AGR", "Recurso Extraordinário n 220 . 394 / SP", "Recurso Extraordinário n 518 . 813 / RJ - AgR - EDv - AgR", "AI 795962 AGR -", "AI n 609 . 855 / RN - AgR - AgR", "ARE n 640 . 207 / SP - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 817 . 158 / SP - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 795962 AGR - ED - EDV - AGR /", "AI n 609 . 855 / RN - AgR - AgR -", "ARE n 640 . 207 / SP - AgR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 817 . 158 / SP - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 795962 AGR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 707 . 311 / ES - AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI n 821 . 671 / SP - AgR / SP", "Recurso Extraordinário n 261 . 308 - EDv / CE", "AI 795962 AGR - ED -", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 707 . 311 / ES - AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI n 821 . 671 / SP - AgR / SP", "Recurso Extraordinário n 261 . 308 - EDv / CE", "AI 795962 AGR", "MI n 375 / PR - AgR", "MS n 22 . 626 / SP - AgR", "AI 795962", "MI n 375 / PR - AgR", "MS n 22 . 626 / SP - AgR", "AI 795962 AGR", "AI 795962 AGR", "AGRAVO DE 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Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 9.658 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :ANA CLARA MARCON GARMENDIA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CÁRMEN SILVIA GARMENDIA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL. REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. PAGAMENTO ANTES DE PRECATÓRIO ALIMENTAR. QUEBRA DA ORDEM CRONOLÓGICA. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. PRECATÓRIO CONSTITUÍDO ANTES DA EC 30/2000. QUESTÃO ESTRANHA AO OBJETO DA ADI 1098. RECLAMAÇÃO JULGADA IMPROCEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por maioria, em conhecer dos embargos de declaração como agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890501. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão RCL 9658 ED / RS Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890501. Supremo Tribunal Federal RCL 9658 ED / RS Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890501. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 9.658 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :ANA CLARA MARCON GARMENDIA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CÁRMEN SILVIA GARMENDIA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, que, com fundamento na inexistência de ofensa às ADI´s 571, 1098 e 1662, negou seguimento à reclamação. Esta fora ajuizada sob alegação de desrespeito às referidas ações diretas, porquanto outros precatórios, mais recentes do que o titularizado pelos reclamantes, teriam sido pagos antecipadamente, em alegado desrespeito à ordem cronológica de pagamentos. Decidiu o Ministro Ayres Britto, entretanto, não ter havido quebra da ordem cronológica, pois os pagamentos apontados pelos reclamantes são relativos a requisições de pequeno valor, não concorrendo com os precatórios, mesmo que alimentares. Os embargantes, requerendo atribuição de efeitos infringentes, impugnam apenas o capítulo decisório que não reconheceu desrespeito à ADI 1098. Alegam que “(...) tal decisão serve de paradigma ao presente caso, na medida em que o precatório dos reclamante formou-se no ano de 1999 e foi incluído no orçamento de 2000, antes da inovação da Emenda Constitucional n. 30/2000” (fl. 288). A Procuradoria-Geral da República opina pela improcedência da reclamação. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890502. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 9.658 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :ANA CLARA MARCON GARMENDIA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CÁRMEN SILVIA GARMENDIA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, que, com fundamento na inexistência de ofensa às ADI´s 571, 1098 e 1662, negou seguimento à reclamação. Esta fora ajuizada sob alegação de desrespeito às referidas ações diretas, porquanto outros precatórios, mais recentes do que o titularizado pelos reclamantes, teriam sido pagos antecipadamente, em alegado desrespeito à ordem cronológica de pagamentos. Decidiu o Ministro Ayres Britto, entretanto, não ter havido quebra da ordem cronológica, pois os pagamentos apontados pelos reclamantes são relativos a requisições de pequeno valor, não concorrendo com os precatórios, mesmo que alimentares. Os embargantes, requerendo atribuição de efeitos infringentes, impugnam apenas o capítulo decisório que não reconheceu desrespeito à ADI 1098. Alegam que “(...) tal decisão serve de paradigma ao presente caso, na medida em que o precatório dos reclamante formou-se no ano de 1999 e foi incluído no orçamento de 2000, antes da inovação da Emenda Constitucional n. 30/2000” (fl. 288). A Procuradoria-Geral da República opina pela improcedência da reclamação. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890502. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 23/05/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 9.658 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora a recorrente tenha denominado o presente recurso de “embargos de declaração”, pela análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negara seguimento à reclamação e não sanar qualquer omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do CPC). Evidenciada, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o como agravo regimental. 2. O agravo não merece prosperar, porquanto a alegada formação do precatório antes da EC 30/2000 nada altera a situação jurídica dos agravantes. É que referida Emenda, especificamente quanto à questão dos autos, relativa à sistemática das requisições de pequeno valor, apenas dispôs sobre: (a) inclusão da “Fazenda Distrital” como destinatária do comando do caput do artigo; (b) autorização para que a lei fixasse valores distintos para o fim previsto no § 3º do art. 100, segundo as diferentes capacidades das entidades de direito público; (c) ressalva dos créditos de pequeno valor do parcelamento constitucional. Em outras palavras, a EC 32/2000 não suprimiu a possibilidade de os entes pagarem as requisições de pequeno valor antes dos precatórios, inclusive alimentares, matéria, portanto, estranha ao objeto da ADI 1098, que versou sobre a inconstitucionalidade de norma do Regimento Interno do Tribunal de Justiça de São Paulo que dispunha sobre precatórios. 3. Diante do exposto, recebo os embargos declaratórios como agravo regimental e nego-lhe provimento. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890503. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 9.658 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora a recorrente tenha denominado o presente recurso de “embargos de declaração”, pela análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negara seguimento à reclamação e não sanar qualquer omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do CPC). Evidenciada, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o como agravo regimental. 2. O agravo não merece prosperar, porquanto a alegada formação do precatório antes da EC 30/2000 nada altera a situação jurídica dos agravantes. É que referida Emenda, especificamente quanto à questão dos autos, relativa à sistemática das requisições de pequeno valor, apenas dispôs sobre: (a) inclusão da “Fazenda Distrital” como destinatária do comando do caput do artigo; (b) autorização para que a lei fixasse valores distintos para o fim previsto no § 3º do art. 100, segundo as diferentes capacidades das entidades de direito público; (c) ressalva dos créditos de pequeno valor do parcelamento constitucional. Em outras palavras, a EC 32/2000 não suprimiu a possibilidade de os entes pagarem as requisições de pequeno valor antes dos precatórios, inclusive alimentares, matéria, portanto, estranha ao objeto da ADI 1098, que versou sobre a inconstitucionalidade de norma do Regimento Interno do Tribunal de Justiça de São Paulo que dispunha sobre precatórios. 3. Diante do exposto, recebo os embargos declaratórios como agravo regimental e nego-lhe provimento. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890503. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 23/05/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 9.658 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, na Lista nº 9, quanto ao recebimento dos declaratórios como regimental, fico vencido. As causas de pedir dos recursos são diversas e, a meu ver, não cabe a queima de etapa. Quanto ao mérito do agravo que surgiu da conversão, acompanho Sua Excelência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3951076. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 9.658 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, na Lista nº 9, quanto ao recebimento dos declaratórios como regimental, fico vencido. As causas de pedir dos recursos são diversas e, a meu ver, não cabe a queima de etapa. Quanto ao mérito do agravo que surgiu da conversão, acompanho Sua Excelência. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3951076. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 9.658 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : ANA CLARA MARCON GARMENDIA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CÁRMEN SILVIA GARMENDIA INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, conheceu dos embargos de declaração como agravo regimental e a este, por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951406 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 9.658 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : ANA CLARA MARCON GARMENDIA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CÁRMEN SILVIA GARMENDIA INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, conheceu dos embargos de declaração como agravo regimental e a este, por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3993810
2013-05-23T00:00:00
2013-06-14T00:00:00
O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, conheceu dos embargos de declaração como agravo regimental e a este, por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013.
EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL. REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. PAGAMENTO ANTES DE PRECATÓRIO ALIMENTAR. QUEBRA DA ORDEM CRONOLÓGICA. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. PRECATÓRIO CONSTITUÍDO ANTES DA EC 30/2000. QUESTÃO ESTRANHA AO OBJETO DA ADI 1098. RECLAMAÇÃO JULGADA IMPROCEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur233543
- Veja ADI 1098 do STF. Número de páginas: 6. Análise: 01/07/2013, SEV.
TEORI ZAVASCKI
Tribunal Pleno
9658
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00100 \"CAPUT\"\r\n ART-00100 PAR-00003 REDAÇÃO DADA PELA EMC-30/2000 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED EMC-000030 ANO-2000\r\n EMENDA CONSTITUCIONAL\r\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00535 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
Rcl-ED
acordaos
Rcl 9658 ED
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EMBTE.(S) : ANA CLARA MARCON GARMENDIA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CÁRMEN SILVIA GARMENDIA INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
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Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 9.658 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :ANA CLARA MARCON GARMENDIA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CÁRMEN SILVIA GARMENDIA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL. REQUISIÇÃO DE PEQUENO VALOR. PAGAMENTO ANTES DE PRECATÓRIO ALIMENTAR. QUEBRA DA ORDEM CRONOLÓGICA. INOCORRÊNCIA. PRECEDENTES. PRECATÓRIO CONSTITUÍDO ANTES DA EC 30/2000. QUESTÃO ESTRANHA AO OBJETO DA ADI 1098. RECLAMAÇÃO JULGADA IMPROCEDENTE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por maioria, em conhecer dos embargos de declaração como agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco Aurélio, e, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890501. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão RCL 9658 ED / RS Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890501. Supremo Tribunal Federal RCL 9658 ED / RS Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890501. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 9.658 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :ANA CLARA MARCON GARMENDIA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CÁRMEN SILVIA GARMENDIA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, que, com fundamento na inexistência de ofensa às ADI´s 571, 1098 e 1662, negou seguimento à reclamação. Esta fora ajuizada sob alegação de desrespeito às referidas ações diretas, porquanto outros precatórios, mais recentes do que o titularizado pelos reclamantes, teriam sido pagos antecipadamente, em alegado desrespeito à ordem cronológica de pagamentos. Decidiu o Ministro Ayres Britto, entretanto, não ter havido quebra da ordem cronológica, pois os pagamentos apontados pelos reclamantes são relativos a requisições de pequeno valor, não concorrendo com os precatórios, mesmo que alimentares. Os embargantes, requerendo atribuição de efeitos infringentes, impugnam apenas o capítulo decisório que não reconheceu desrespeito à ADI 1098. Alegam que “(...) tal decisão serve de paradigma ao presente caso, na medida em que o precatório dos reclamante formou-se no ano de 1999 e foi incluído no orçamento de 2000, antes da inovação da Emenda Constitucional n. 30/2000” (fl. 288). A Procuradoria-Geral da República opina pela improcedência da reclamação. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890502. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 9.658 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :ANA CLARA MARCON GARMENDIA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CÁRMEN SILVIA GARMENDIA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, que, com fundamento na inexistência de ofensa às ADI´s 571, 1098 e 1662, negou seguimento à reclamação. Esta fora ajuizada sob alegação de desrespeito às referidas ações diretas, porquanto outros precatórios, mais recentes do que o titularizado pelos reclamantes, teriam sido pagos antecipadamente, em alegado desrespeito à ordem cronológica de pagamentos. Decidiu o Ministro Ayres Britto, entretanto, não ter havido quebra da ordem cronológica, pois os pagamentos apontados pelos reclamantes são relativos a requisições de pequeno valor, não concorrendo com os precatórios, mesmo que alimentares. Os embargantes, requerendo atribuição de efeitos infringentes, impugnam apenas o capítulo decisório que não reconheceu desrespeito à ADI 1098. Alegam que “(...) tal decisão serve de paradigma ao presente caso, na medida em que o precatório dos reclamante formou-se no ano de 1999 e foi incluído no orçamento de 2000, antes da inovação da Emenda Constitucional n. 30/2000” (fl. 288). A Procuradoria-Geral da República opina pela improcedência da reclamação. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890502. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 23/05/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 9.658 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora a recorrente tenha denominado o presente recurso de “embargos de declaração”, pela análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negara seguimento à reclamação e não sanar qualquer omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do Código de Processo Civil). Evidenciada, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o como agravo regimental. 2. O agravo não merece prosperar, porquanto a alegada formação do precatório antes da EC 30/2000 nada altera a situação jurídica dos agravantes. É que referida Emenda, especificamente quanto à questão dos autos, relativa à sistemática das requisições de pequeno valor, apenas dispôs sobre: (a) inclusão da “Fazenda Distrital” como destinatária do comando do caput do artigo; (b) autorização para que a lei fixasse valores distintos para o fim previsto no § 3... do art. 100, segundo as diferentes capacidades das entidades de direito público; (c) ressalva dos créditos de pequeno valor do parcelamento constitucional. Em outras palavras, a EC 32/2000 não suprimiu a possibilidade de os entes pagarem as requisições de pequeno valor antes dos precatórios, inclusive alimentares, matéria, portanto, estranha ao objeto da ADI 1098, que versou sobre a inconstitucionalidade de norma do Regimento Interno do Tribunal de Justiça de São Paulo que dispunha sobre precatórios. 3. Diante do exposto, recebo os embargos declaratórios como agravo regimental e nego-lhe provimento. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890503. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 9.658 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora a recorrente tenha denominado o presente recurso de “embargos de declaração”, pela análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negara seguimento à reclamação e não sanar qualquer omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do Código de Processo Civil). Evidenciada, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o como agravo regimental. 2. O agravo não merece prosperar, porquanto a alegada formação do precatório antes da EC 30/2000 nada altera a situação jurídica dos agravantes. É que referida Emenda, especificamente quanto à questão dos autos, relativa à sistemática das requisições de pequeno valor, apenas dispôs sobre: (a) inclusão da “Fazenda Distrital” como destinatária do comando do caput do artigo; (b) autorização para que a lei fixasse valores distintos para o fim previsto no § 3... do art. 100, segundo as diferentes capacidades das entidades de direito público; (c) ressalva dos créditos de pequeno valor do parcelamento constitucional. Em outras palavras, a EC 32/2000 não suprimiu a possibilidade de os entes pagarem as requisições de pequeno valor antes dos precatórios, inclusive alimentares, matéria, portanto, estranha ao objeto da ADI 1098, que versou sobre a inconstitucionalidade de norma do Regimento Interno do Tribunal de Justiça de São Paulo que dispunha sobre precatórios. 3. Diante do exposto, recebo os embargos declaratórios como agravo regimental e nego-lhe provimento. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890503. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 23/05/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 9.658 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, na Lista n 9, quanto ao recebimento dos declaratórios como regimental, fico vencido. As causas de pedir dos recursos são diversas e, a meu ver, não cabe a queima de etapa. Quanto ao mérito do agravo que surgiu da conversão, acompanho Sua Excelência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3951076. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 9.658 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, na Lista n 9, quanto ao recebimento dos declaratórios como regimental, fico vencido. As causas de pedir dos recursos são diversas e, a meu ver, não cabe a queima de etapa. Quanto ao mérito do agravo que surgiu da conversão, acompanho Sua Excelência. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3951076. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 9.658 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : ANA CLARA MARCON GARMENDIA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CÁRMEN SILVIA GARMENDIA INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, conheceu dos embargos de declaração como agravo regimental e a este, por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951406 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NA RECLAMAÇÃO 9.658 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : ANA CLARA MARCON GARMENDIA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CÁRMEN SILVIA GARMENDIA INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMBDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: O Tribunal, por maioria, vencido o Ministro Marco Aurélio, conheceu dos embargos de declaração como agravo regimental e a este, por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951406 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RCL", "RCL 9658", "ADI 1098", "RECLAMAÇÃO 9 . 658", "ADI 1098", "ADI 1098", "ADI 1098", "RECLAMAÇÃO 9 . 658", "RECLAMAÇÃO 9 . 658" ], "LEGISLACAO": [ "EC 30 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n . 30 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "[UNK] 571 , 1098", "Emenda Constitucional n . 30 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "EC 30 / 2000", "EC 32 / 2000", "Regimento Interno do Tribunal de Justiça de São Paulo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "EC 30 / 2000", "EC 32 / 2000", "Regimento Interno do Tribunal de Justiça de São Paulo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 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"-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Fazenda Distrital", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Fazenda Distrital", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "ANA CLARA MARCON GARMENDIA", "CÁRMEN SILVIA GARMENDIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ANA CLARA MARCON GARMENDIA", "CÁRMEN SILVIA GARMENDIA", "TEORI ZAVASCKI", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "TEORI ZAVASCKI", "ANA CLARA", "MARCON GARMENDIA", "CÁRMEN SILVIA GARMENDIA", "TEORI ZAVASCKI", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "TEORI ZAVASCKI", "ANA CLARA MARCON GARMENDIA", "CÁRMEN SILVIA GARMENDIA", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu", "TEORI ZAVASCKI", "ANA CLARA MARCON GARMENDIA", "CÁRMEN SILVIA GARMENDIA", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "1999", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", 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Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.821 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MAUÁ ADV.(A/S) :MARCELO FIGUEIREDO AGDO.(A/S) :ALMEIDA PRADO S/A COMISSÁRIA EXPORTADORA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (PROC. Nº 145.198.0/0- 00) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. ORDEM DE SEQUESTRO. VALORES JÁ LIBERADOS AO PARTICULAR. PERDA DE OBJETO. RECLAMAÇÃO PREJUDICADA. PRECEDENTE DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890497. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.821 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MAUÁ ADV.(A/S) :MARCELO FIGUEIREDO AGDO.(A/S) :ALMEIDA PRADO S/A COMISSÁRIA EXPORTADORA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (PROC. Nº 145.198.0/0- 00) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, que julgou prejudicada a reclamação, por perda de objeto, ante a informação juntada aos autos de que já houve o levantamento das quantias relativas a pedido de sequestro deferido pelo Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ressalte-se que o Ministro Ayres Britto, antes da declaração de perda de objeto, já havia negado seguimento ao pedido inicial, por não verificar ofensa a nenhuma das ações diretas apontadas: ADI´s 493, 1662, 1689 e 3401, tampouco à ADPF 114. Interposto o primeiro agravo regimental, a Procuradoria-Geral da República opinara pelo não provimento do recurso e pela improcedência da reclamação. Sustenta agora o agravante, em síntese, não ser caso de perda de objeto, sendo necessário o provimento do recurso, porque, “(...) além de permitir o regresso de verbas ao Erário Municipal – evitará que decisões constritivas arbitrárias sejam novamente deferidas (vedação ao efeito multiplicador dessas condutas)” (fl. 241). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890498. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.821 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MAUÁ ADV.(A/S) :MARCELO FIGUEIREDO AGDO.(A/S) :ALMEIDA PRADO S/A COMISSÁRIA EXPORTADORA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (PROC. Nº 145.198.0/0- 00) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, que julgou prejudicada a reclamação, por perda de objeto, ante a informação juntada aos autos de que já houve o levantamento das quantias relativas a pedido de sequestro deferido pelo Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ressalte-se que o Ministro Ayres Britto, antes da declaração de perda de objeto, já havia negado seguimento ao pedido inicial, por não verificar ofensa a nenhuma das ações diretas apontadas: ADI´s 493, 1662, 1689 e 3401, tampouco à ADPF 114. Interposto o primeiro agravo regimental, a Procuradoria-Geral da República opinara pelo não provimento do recurso e pela improcedência da reclamação. Sustenta agora o agravante, em síntese, não ser caso de perda de objeto, sendo necessário o provimento do recurso, porque, “(...) além de permitir o regresso de verbas ao Erário Municipal – evitará que decisões constritivas arbitrárias sejam novamente deferidas (vedação ao efeito multiplicador dessas condutas)” (fl. 241). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890498. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 23/05/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.821 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Há, no caso, perda de objeto. É que a reclamação para garantia da autoridade dos julgados do Tribunal, quando procedente, implica, nos termos da norma de regência (art. 17 da Lei 8038/90), a cassação da decisão exorbitante do acórdão paradigma. Ora, uma vez obedecido o comando da decisão alegadamente ofensiva, porquanto satisfeito o crédito do particular, torna-se inócua eventual procedência da reclamação. Esta Corte, aliás, em caso que também versou sobre sequestro de verbas públicas para pagamento de credores (Rcl 1892, Rel. Min. Maurício Corrêa, Pleno, DJ de 01/03/2002, Ementário 2059-1), decidiu pela perda de objeto da reclamação, uma vez satisfeitos os créditos. Transcrevo trecho do voto condutor, que sintetiza a questão: 5. Em que pese tal conclusão, a notícia de liberação do numerário à quase totalidade dos exequentes incluídos no Processo 25-0121/95, revela hipótese que autoriza seja declarada parcialmente prejudicada a reclamação, pela perda superveniente de seu objeto. 6. Respeitados os objetivos deste instrumento processual, a atuação do Tribunal, no presente caso, limita-se à possibilidade de sustar o ato e, caso ultimada a transferência dos valores para a conta do juízo de origem, providenciar seu estorno para a do Estado, garantindo, desse modo, a eficácia de seu julgado. Se já consumado, porém, o repasse dos valores aos seus destinatários finais, impossível a adoção de qualquer outra providência”. 2. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890499. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.821 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Há, no caso, perda de objeto. É que a reclamação para garantia da autoridade dos julgados do Tribunal, quando procedente, implica, nos termos da norma de regência (art. 17 da Lei 8038/90), a cassação da decisão exorbitante do acórdão paradigma. Ora, uma vez obedecido o comando da decisão alegadamente ofensiva, porquanto satisfeito o crédito do particular, torna-se inócua eventual procedência da reclamação. Esta Corte, aliás, em caso que também versou sobre sequestro de verbas públicas para pagamento de credores (Rcl 1892, Rel. Min. Maurício Corrêa, Pleno, DJ de 01/03/2002, Ementário 2059-1), decidiu pela perda de objeto da reclamação, uma vez satisfeitos os créditos. Transcrevo trecho do voto condutor, que sintetiza a questão: 5. Em que pese tal conclusão, a notícia de liberação do numerário à quase totalidade dos exequentes incluídos no Processo 25-0121/95, revela hipótese que autoriza seja declarada parcialmente prejudicada a reclamação, pela perda superveniente de seu objeto. 6. Respeitados os objetivos deste instrumento processual, a atuação do Tribunal, no presente caso, limita-se à possibilidade de sustar o ato e, caso ultimada a transferência dos valores para a conta do juízo de origem, providenciar seu estorno para a do Estado, garantindo, desse modo, a eficácia de seu julgado. Se já consumado, porém, o repasse dos valores aos seus destinatários finais, impossível a adoção de qualquer outra providência”. 2. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.821 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MAUÁ ADV.(A/S) : MARCELO FIGUEIREDO AGDO.(A/S) : ALMEIDA PRADO S/A COMISSÁRIA EXPORTADORA INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (PROC. Nº 145.198.0/0-00) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951403 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.821 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MAUÁ ADV.(A/S) : MARCELO FIGUEIREDO AGDO.(A/S) : ALMEIDA PRADO S/A COMISSÁRIA EXPORTADORA INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (PROC. Nº 145.198.0/0-00) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951403 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3963968
2013-05-23T00:00:00
2013-06-12T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013.
SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. ORDEM DE SEQUESTRO. VALORES JÁ LIBERADOS AO PARTICULAR. PERDA DE OBJETO. RECLAMAÇÃO PREJUDICADA. PRECEDENTE DO STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur232894
- Acórdão(s) citado(s): (VERBA PÚBLICA, SEQUESTRO) Rcl 1892 (TP). Número de páginas: 4. Análise: 24/06/2013, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Tribunal Pleno
8821
[ "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\r\n ART-00017 \r\n LEI ORDINÁRIA" ]
Rcl-AgR-segundo
acordaos
Rcl 8821 AgR-segundo
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MAUÁ ADV.(A/S) : MARCELO FIGUEIREDO AGDO.(A/S) : ALMEIDA PRADO S/A COMISSÁRIA EXPORTADORA INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (PROC. Nº 145.198.0/0-00)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.821 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MAUÁ ADV.(A/S) :MARCELO FIGUEIREDO AGDO.(A/S) :ALMEIDA PRADO S/A COMISSÁRIA EXPORTADORA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (PROC. n 145.198.0/0- 00) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECLAMAÇÃO. CONSTITUCIONAL. PRECATÓRIO. ORDEM DE SEQUESTRO. VALORES JÁ LIBERADOS AO PARTICULAR. PERDA DE OBJETO. RECLAMAÇÃO PREJUDICADA. PRECEDENTE DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890497. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.821 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MAUÁ ADV.(A/S) :MARCELO FIGUEIREDO AGDO.(A/S) :ALMEIDA PRADO S/A COMISSÁRIA EXPORTADORA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (PROC. n 145.198.0/0- 00) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, que julgou prejudicada a reclamação, por perda de objeto, ante a informação juntada aos autos de que já houve o levantamento das quantias relativas a pedido de sequestro deferido pelo Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ressalte-se que o Ministro Ayres Britto, antes da declaração de perda de objeto, já havia negado seguimento ao pedido inicial, por não verificar ofensa a nenhuma das ações diretas apontadas: ADI´s 493, 1662, 1689 e 3401, tampouco à ADPF 114. Interposto o primeiro agravo regimental, a Procuradoria-Geral da República opinara pelo não provimento do recurso e pela improcedência da reclamação. Sustenta agora o agravante, em síntese, não ser caso de perda de objeto, sendo necessário o provimento do recurso, porque, “(...) além de permitir o regresso de verbas ao Erário Municipal – evitará que decisões constritivas arbitrárias sejam novamente deferidas (vedação ao efeito multiplicador dessas condutas)” (fl. 241). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890498. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.821 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE MAUÁ ADV.(A/S) :MARCELO FIGUEIREDO AGDO.(A/S) :ALMEIDA PRADO S/A COMISSÁRIA EXPORTADORA INTDO.(A/S) :PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (PROC. n 145.198.0/0- 00) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão proferida pelo Ministro Ayres Britto, que julgou prejudicada a reclamação, por perda de objeto, ante a informação juntada aos autos de que já houve o levantamento das quantias relativas a pedido de sequestro deferido pelo Presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ressalte-se que o Ministro Ayres Britto, antes da declaração de perda de objeto, já havia negado seguimento ao pedido inicial, por não verificar ofensa a nenhuma das ações diretas apontadas: ADI´s 493, 1662, 1689 e 3401, tampouco à ADPF 114. Interposto o primeiro agravo regimental, a Procuradoria-Geral da República opinara pelo não provimento do recurso e pela improcedência da reclamação. Sustenta agora o agravante, em síntese, não ser caso de perda de objeto, sendo necessário o provimento do recurso, porque, “(...) além de permitir o regresso de verbas ao Erário Municipal – evitará que decisões constritivas arbitrárias sejam novamente deferidas (vedação ao efeito multiplicador dessas condutas)” (fl. 241). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890498. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 23/05/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.821 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Há, no caso, perda de objeto. É que a reclamação para garantia da autoridade dos julgados do Tribunal, quando procedente, implica, nos termos da norma de regência (art. 17 da Lei 8038/90), a cassação da decisão exorbitante do acórdão paradigma. Ora, uma vez obedecido o comando da decisão alegadamente ofensiva, porquanto satisfeito o crédito do particular, torna-se inócua eventual procedência da reclamação. Esta Corte, aliás, em caso que também versou sobre sequestro de verbas públicas para pagamento de credores (Rcl 1892, Rel. Min. Maurício Corrêa, Pleno, DJ de 01/03/2002, Ementário 2059-1), decidiu pela perda de objeto da reclamação, uma vez satisfeitos os créditos. Transcrevo trecho do voto condutor, que sintetiza a questão: 5. Em que pese tal conclusão, a notícia de liberação do numerário à quase totalidade dos exequentes incluídos no Processo 25-0121/95, revela hipótese que autoriza seja declarada parcialmente prejudicada a reclamação, pela perda superveniente de seu objeto. 6. Respeitados os objetivos deste instrumento processual, a atuação do Tribunal, no presente caso, limita-se à possibilidade de sustar o ato e, caso ultimada a transferência dos valores para a conta do juízo de origem, providenciar seu estorno para a do Estado, garantindo, desse modo, a eficácia de seu julgado. Se já consumado, porém, o repasse dos valores aos seus destinatários finais, impossível a adoção de qualquer outra providência”. 2. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890499. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.821 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Há, no caso, perda de objeto. É que a reclamação para garantia da autoridade dos julgados do Tribunal, quando procedente, implica, nos termos da norma de regência (art. 17 da Lei 8038/90), a cassação da decisão exorbitante do acórdão paradigma. Ora, uma vez obedecido o comando da decisão alegadamente ofensiva, porquanto satisfeito o crédito do particular, torna-se inócua eventual procedência da reclamação. Esta Corte, aliás, em caso que também versou sobre sequestro de verbas públicas para pagamento de credores (Rcl 1892, Rel. Min. Maurício Corrêa, Pleno, DJ de 01/03/2002, Ementário 2059-1), decidiu pela perda de objeto da reclamação, uma vez satisfeitos os créditos. Transcrevo trecho do voto condutor, que sintetiza a questão: 5. Em que pese tal conclusão, a notícia de liberação do numerário à quase totalidade dos exequentes incluídos no Processo 25-0121/95, revela hipótese que autoriza seja declarada parcialmente prejudicada a reclamação, pela perda superveniente de seu objeto. 6. Respeitados os objetivos deste instrumento processual, a atuação do Tribunal, no presente caso, limita-se à possibilidade de sustar o ato e, caso ultimada a transferência dos valores para a conta do juízo de origem, providenciar seu estorno para a do Estado, garantindo, desse modo, a eficácia de seu julgado. Se já consumado, porém, o repasse dos valores aos seus destinatários finais, impossível a adoção de qualquer outra providência”. 2. Ante o exposto, nego provimento ao recurso. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3890499. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.821 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MAUÁ ADV.(A/S) : MARCELO FIGUEIREDO AGDO.(A/S) : ALMEIDA PRADO S/A COMISSÁRIA EXPORTADORA INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (PROC. n 145.198.0/0-00) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951403 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 8.821 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE MAUÁ ADV.(A/S) : MARCELO FIGUEIREDO AGDO.(A/S) : ALMEIDA PRADO S/A COMISSÁRIA EXPORTADORA INTDO.(A/S) : PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO (PROC. n 145.198.0/0-00) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Votou o Presidente. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, os Ministros Joaquim Barbosa (Presidente), Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3951403 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 8 . 821", "RECLAMAÇÃO 8 . 821", "ADPF 114", "RECLAMAÇÃO 8 . 821", "ADPF 114", "RECLAMAÇÃO 8 . 821", "Rcl 1892", "RECLAMAÇÃO 8 . 821", "Rcl 1892", "RECLAMAÇÃO 8 ." ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 17 da Lei 8038 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 17 da Lei 8038 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE MAUÁ", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "SEGUNDO", "MUNICÍPIO", "ALMEIDA PRADO S / A", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SEGUNDO", "MUNICÍPIO", "ALMEIDA PRADO S / A COMISSÁRIA EXPORTADORA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ALMEIDA PRADO S / A", "COMISSÁRIA", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "SEGUNDO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "MUNICÍPIO", "ALMEIDA PRADO S / A", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "MARCELO FIGUEIREDO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MARCELO FIGUEIREDO", "TEORI ZAVASCKI", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "TEORI ZAVASCKI", "MARCELO FIGUEIREDO", "TEORI ZAVASCKI", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Maurício Corrêa", "TEORI ZAVASCKI", "Maurício Corrêa", "TEORI ZAVASCKI", "MARCELO FIGUEIREDO", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu", "TEORI ZAVASCKI", "MARCELO FIGUEIREDO", "ALMEIDA PRADO S", "Celso de Mello", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "23", "/", "05", "/", "2013", "23 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "01", "/", "03", "/", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "01", "/", "03", "/", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "23", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 96.061 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :LUÍS MÁRIO MENDES SOARES IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL. DOSIMETRIA. CONCURSO ENTRE ATENUANTE E AGRAVANTE. ART. 67, CP. PREPONDERÂNCIA DA REINCIDÊNCIA SOBRE A CONFISSÂO ESPONTÂNEA. 1. A teor do disposto no art. 67 do Código Penal, a circunstância agravante da reincidência, como preponderante, prevalece sobre a confissão. Precedentes. 2. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 19 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562288. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 96.061 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :LUÍS MÁRIO MENDES SOARES IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Luís Mário Mendes Soares contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que, nos autos do HC 90.552/MS, denegou a ordem. Eis ementa do julgado: HABEAS CORPUS. PENA. DOSIMETRIA. CONFISSÃO ESPONTÂNEA E REINCIDÊNCIA. PREPONDERÂNCIA DA CIRCUNSTÂNCIA AGRAVANTE SOBRE A ATENUANTE. INTELIGÊNCIA DO ART. 67 DO CP. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO VERIFICADO. ORDEM DENEGADA. 1. A agravante da reincidência prevalece sobre a atenuante da confissão espontânea, não podendo, especialmente diante das particularidades do caso em questão, gerar a diminuição da pena ou a compensação (art. 67 do Código Penal). 2. Ordem denegada. Sustenta o impetrante, em síntese, (a) o paciente foi condenado à pena de 08 (oito) anos e 02 (dois) meses de reclusão pela prática do delito tipificado no art. 33, c/c o art. 40, III, da Lei 11.343/2006; (b) não há respaldo jurídico para a preponderância da agravante da reincidência, já que “a confissão espontânea revela uma personalidade comprometida com a lealdade processual”. Requer o redimensionamento da reprimenda imposta, com a compensação entre a confissão espontânea e a agravante da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562289. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 96.061 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :LUÍS MÁRIO MENDES SOARES IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Luís Mário Mendes Soares contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que, nos autos do HC 90.552/MS, denegou a ordem. Eis ementa do julgado: HABEAS CORPUS. PENA. DOSIMETRIA. CONFISSÃO ESPONTÂNEA E REINCIDÊNCIA. PREPONDERÂNCIA DA CIRCUNSTÂNCIA AGRAVANTE SOBRE A ATENUANTE. INTELIGÊNCIA DO ART. 67 DO CP. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO VERIFICADO. ORDEM DENEGADA. 1. A agravante da reincidência prevalece sobre a atenuante da confissão espontânea, não podendo, especialmente diante das particularidades do caso em questão, gerar a diminuição da pena ou a compensação (art. 67 do Código Penal). 2. Ordem denegada. Sustenta o impetrante, em síntese, (a) o paciente foi condenado à pena de 08 (oito) anos e 02 (dois) meses de reclusão pela prática do delito tipificado no art. 33, c/c o art. 40, III, da Lei 11.343/2006; (b) não há respaldo jurídico para a preponderância da agravante da reincidência, já que “a confissão espontânea revela uma personalidade comprometida com a lealdade processual”. Requer o redimensionamento da reprimenda imposta, com a compensação entre a confissão espontânea e a agravante da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 96061 / MS reincidência. Em parecer, o Ministério Público Federal manifesta-se pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562289. Supremo Tribunal Federal HC 96061 / MS reincidência. Em parecer, o Ministério Público Federal manifesta-se pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 19/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 96.061 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. No caso, a impetração busca reconhecer a possibilidade de compensação da circunstância atenuante da confissão espontânea (CP, art. 65, III, “d”) com a circunstância agravante de reincidência (CP, art. 61, I). A pretensão, todavia, não merece prosperar. 2. Acerca da matéria, a legislação penal estabelece que havendo concorrência de agravantes e atenuantes durante a segunda fase da aplicação da pena a reincidência (juntamente com a personalidade do agente e os motivos determinantes) deve preponderar sobre as demais circunstâncias. Assim, nos termos do art. 67 do Código Penal e firme jurisprudência a respeito, a reincidência, como preponderante, prevalece sobre a circunstância atenuante da confissão: HABEAS CORPUS . CONSTITUCIONAL. PENAL. 1. PREPONDERÂNCIA DA AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA EM CONCURSO COM A ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. PRECEDENTES. 2. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO EM HARMONIA COM O ART. 33, § 2º, ALÍNEA B , E § 3º, DO CÓDIGO PENAL. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. 1. A reincidência é circunstância agravante que prepondera sobre as atenuantes, com exceção daquelas que resultam dos motivos determinantes do crime ou da personalidade do agente, o que não é o caso da confissão espontânea. Precedentes. 2. A confissão espontânea é ato posterior ao cometimento do crime e não tem nenhuma relação com ele, mas, tão somente, com o interesse pessoal e a conveniência do réu durante o desenvolvimento do processo penal, motivo pelo qual não se Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562290. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 96.061 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. No caso, a impetração busca reconhecer a possibilidade de compensação da circunstância atenuante da confissão espontânea (CP, art. 65, III, “d”) com a circunstância agravante de reincidência (CP, art. 61, I). A pretensão, todavia, não merece prosperar. 2. Acerca da matéria, a legislação penal estabelece que havendo concorrência de agravantes e atenuantes durante a segunda fase da aplicação da pena a reincidência (juntamente com a personalidade do agente e os motivos determinantes) deve preponderar sobre as demais circunstâncias. Assim, nos termos do art. 67 do Código Penal e firme jurisprudência a respeito, a reincidência, como preponderante, prevalece sobre a circunstância atenuante da confissão: HABEAS CORPUS . CONSTITUCIONAL. PENAL. 1. PREPONDERÂNCIA DA AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA EM CONCURSO COM A ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. PRECEDENTES. 2. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO EM HARMONIA COM O ART. 33, § 2º, ALÍNEA B , E § 3º, DO CÓDIGO PENAL. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. 1. A reincidência é circunstância agravante que prepondera sobre as atenuantes, com exceção daquelas que resultam dos motivos determinantes do crime ou da personalidade do agente, o que não é o caso da confissão espontânea. Precedentes. 2. A confissão espontânea é ato posterior ao cometimento do crime e não tem nenhuma relação com ele, mas, tão somente, com o interesse pessoal e a conveniência do réu durante o desenvolvimento do processo penal, motivo pelo qual não se Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562290. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 96061 / MS inclui no caráter subjetivo dos motivos determinantes do crime ou na personalidade do agente. 3. Regime inicial fechado fixado de forma adequada, nos termos do art. 33, § 2º, alínea b , e § 3º, do Código Penal, em razão da quantidade da pena aplicada, das condições pessoais do Paciente e da reincidência. 4. Ordem denegada. (HC 111.849/SP, 2ª Turma, Min. Cármen Lúcia DJe 22/10/2012). Ementa: Penal. Habeas corpus. Homicídio triplamente qualificado (CP, art. 121, § 2º, II, III e IV). Dosimetria da pena. Preponderância da agravante da reincidência sobre a atenuante da confissão espontânea. Artigo 67 do Código Penal. Precedentes. 1. O artigo 67 do Código de Processo Penal dispõe que No concurso de agravantes e atenuantes, a pena deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias preponderantes, entendendo-se como tais, as que resultam dos motivos determinantes do crime, da personalidade do agente e da reincidência. 2. Deveras, a reincidência revela que a condenação transitada em julgado restou ineficaz como efeito preventivo no agente, por isso merece maior carga de reprovação e, por conseguinte, deve preponderar sobre a circunstância atenuante da confissão espontânea. 3. In casu, o Juiz ao afirmar que A circunstância de ser o réu reincidente, já tendo sido condenado várias vezes, prepondera sobre a confissão espontânea, nada mais fez do que aplicar o citado artigo 67 do Código Penal, que trata especificamente do concurso entre circunstâncias agravantes e atenuantes; aliás, na linha da jurisprudência desta Corte: HC 96.063/MS, 1ª Turma, Rel. Min. DIAS TÓFFOLI, DJe de 08/09/2011; RHC 106.514/MS, 1ª Turma, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 17/02/2011; e HC 106.172/MS, 2ª Turma, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 11/03/2011. 4. Recurso ordinário em habeas corpus ao qual se nega provimento (RHC 111.454/MS 1ª Turma, Min. Luiz Fux, DJe 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562290. Supremo Tribunal Federal HC 96061 / MS inclui no caráter subjetivo dos motivos determinantes do crime ou na personalidade do agente. 3. Regime inicial fechado fixado de forma adequada, nos termos do art. 33, § 2º, alínea b , e § 3º, do Código Penal, em razão da quantidade da pena aplicada, das condições pessoais do Paciente e da reincidência. 4. Ordem denegada. (HC 111.849/SP, 2ª Turma, Min. Cármen Lúcia DJe 22/10/2012). Ementa: Penal. Habeas corpus. Homicídio triplamente qualificado (CP, art. 121, § 2º, II, III e IV). Dosimetria da pena. Preponderância da agravante da reincidência sobre a atenuante da confissão espontânea. Artigo 67 do Código Penal. Precedentes. 1. O artigo 67 do Código de Processo Penal dispõe que No concurso de agravantes e atenuantes, a pena deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias preponderantes, entendendo-se como tais, as que resultam dos motivos determinantes do crime, da personalidade do agente e da reincidência. 2. Deveras, a reincidência revela que a condenação transitada em julgado restou ineficaz como efeito preventivo no agente, por isso merece maior carga de reprovação e, por conseguinte, deve preponderar sobre a circunstância atenuante da confissão espontânea. 3. In casu, o Juiz ao afirmar que A circunstância de ser o réu reincidente, já tendo sido condenado várias vezes, prepondera sobre a confissão espontânea, nada mais fez do que aplicar o citado artigo 67 do Código Penal, que trata especificamente do concurso entre circunstâncias agravantes e atenuantes; aliás, na linha da jurisprudência desta Corte: HC 96.063/MS, 1ª Turma, Rel. Min. DIAS TÓFFOLI, DJe de 08/09/2011; RHC 106.514/MS, 1ª Turma, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 17/02/2011; e HC 106.172/MS, 2ª Turma, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 11/03/2011. 4. Recurso ordinário em habeas corpus ao qual se nega provimento (RHC 111.454/MS 1ª Turma, Min. Luiz Fux, DJe 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562290. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 96061 / MS 23/04/2012). 3. Com essas considerações, denego a ordem de habeas corpus. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562290. Supremo Tribunal Federal HC 96061 / MS 23/04/2012). 3. Com essas considerações, denego a ordem de habeas corpus. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562290. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 96.061 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : LUÍS MÁRIO MENDES SOARES IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2a Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3562210 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 96.061 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : LUÍS MÁRIO MENDES SOARES IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2a Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3562210 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3581578
2013-03-19T00:00:00
2013-04-03T00:00:00
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2a Turma, 19.03.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: PENAL. DOSIMETRIA. CONCURSO ENTRE ATENUANTE E AGRAVANTE. ART. 67, CP. PREPONDERÂNCIA DA REINCIDÊNCIA SOBRE A CONFISSÂO ESPONTÂNEA. 1. A teor do disposto no art. 67 do Código Penal, a circunstância agravante da reincidência, como preponderante, prevalece sobre a confissão. Precedentes. 2. Ordem denegada.
sjur227295
- Acórdão(s) ciatdo(s): (REINCIDÊNCIA, CIRCUNSTÂNCIA PREPONDERANTE) HC 111849 (2ªT), RHC 111454 (1ªT). - Veja HC 90552 do STJ. Número de páginas: 7. Análise: 29/04/2013, SOF.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
96061
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00061 INC-00001 ART-00065 INC-00003\r\n LET-D ART-00067 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 96061
[ "" ]
PACTE.(S) : LUÍS MÁRIO MENDES SOARES IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 96.061 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :LUÍS MÁRIO MENDES SOARES IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL. DOSIMETRIA. CONCURSO ENTRE ATENUANTE E AGRAVANTE. ART. 67, Código Penal Brasileiro. PREPONDERÂNCIA DA REINCIDÊNCIA SOBRE A CONFISSÂO ESPONTÂNEA. 1. A teor do disposto no art. 67 do Código Penal, a circunstância agravante da reincidência, como preponderante, prevalece sobre a confissão. Precedentes. 2. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 19 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562288. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 96.061 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :LUÍS MÁRIO MENDES SOARES IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Luís Mário Mendes Soares contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que, nos autos do HC 90.552/MS, denegou a ordem. Eis ementa do julgado: HABEAS CORPUS. PENA. DOSIMETRIA. CONFISSÃO ESPONTÂNEA E REINCIDÊNCIA. PREPONDERÂNCIA DA CIRCUNSTÂNCIA AGRAVANTE SOBRE A ATENUANTE. INTELIGÊNCIA DO ART. 67 DO Código Penal Brasileiro. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO VERIFICADO. ORDEM DENEGADA. 1. A agravante da reincidência prevalece sobre a atenuante da confissão espontânea, não podendo, especialmente diante das particularidades do caso em questão, gerar a diminuição da pena ou a compensação (art. 67 do Código Penal). 2. Ordem denegada. Sustenta o impetrante, em síntese, (a) o paciente foi condenado à pena de 08 (oito) anos e 02 (dois) meses de reclusão pela prática do delito tipificado no art. 33, c/c o art. 40, III, da Lei 11.343/2006; (b) não há respaldo jurídico para a preponderância da agravante da reincidência, já que “a confissão espontânea revela uma personalidade comprometida com a lealdade processual”. Requer o redimensionamento da reprimenda imposta, com a compensação entre a confissão espontânea e a agravante da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562289. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 96.061 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) :LUÍS MÁRIO MENDES SOARES IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de Luís Mário Mendes Soares contra acórdão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça que, nos autos do HC 90.552/MS, denegou a ordem. Eis ementa do julgado: HABEAS CORPUS. PENA. DOSIMETRIA. CONFISSÃO ESPONTÂNEA E REINCIDÊNCIA. PREPONDERÂNCIA DA CIRCUNSTÂNCIA AGRAVANTE SOBRE A ATENUANTE. INTELIGÊNCIA DO ART. 67 DO Código Penal Brasileiro. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO VERIFICADO. ORDEM DENEGADA. 1. A agravante da reincidência prevalece sobre a atenuante da confissão espontânea, não podendo, especialmente diante das particularidades do caso em questão, gerar a diminuição da pena ou a compensação (art. 67 do Código Penal). 2. Ordem denegada. Sustenta o impetrante, em síntese, (a) o paciente foi condenado à pena de 08 (oito) anos e 02 (dois) meses de reclusão pela prática do delito tipificado no art. 33, c/c o art. 40, III, da Lei 11.343/2006; (b) não há respaldo jurídico para a preponderância da agravante da reincidência, já que “a confissão espontânea revela uma personalidade comprometida com a lealdade processual”. Requer o redimensionamento da reprimenda imposta, com a compensação entre a confissão espontânea e a agravante da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 96061 / MS reincidência. Em parecer, o Ministério Público Federal manifesta-se pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562289. Supremo Tribunal Federal HC 96061 / MS reincidência. Em parecer, o Ministério Público Federal manifesta-se pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562289. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 19/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 96.061 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. No caso, a impetração busca reconhecer a possibilidade de compensação da circunstância atenuante da confissão espontânea (Código Penal Brasileiro, art. 65, III, “d”) com a circunstância agravante de reincidência (Código Penal Brasileiro, art. 61, I). A pretensão, todavia, não merece prosperar. 2. Acerca da matéria, a legislação penal estabelece que havendo concorrência de agravantes e atenuantes durante a segunda fase da aplicação da pena a reincidência (juntamente com a personalidade do agente e os motivos determinantes) deve preponderar sobre as demais circunstâncias. Assim, nos termos do art. 67 do Código Penal e firme jurisprudência a respeito, a reincidência, como preponderante, prevalece sobre a circunstância atenuante da confissão: HABEAS CORPUS . CONSTITUCIONAL. PENAL. 1. PREPONDERÂNCIA DA AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA EM CONCURSO COM A ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. PRECEDENTES. 2. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO EM HARMONIA COM O ART. 33, § 2..., ALÍNEA B , E § 3..., DO CÓDIGO PENAL. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. 1. A reincidência é circunstância agravante que prepondera sobre as atenuantes, com exceção daquelas que resultam dos motivos determinantes do crime ou da personalidade do agente, o que não é o caso da confissão espontânea. Precedentes. 2. A confissão espontânea é ato posterior ao cometimento do crime e não tem nenhuma relação com ele, mas, tão somente, com o interesse pessoal e a conveniência do réu durante o desenvolvimento do processo penal, motivo pelo qual não se Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562290. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 96.061 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. No caso, a impetração busca reconhecer a possibilidade de compensação da circunstância atenuante da confissão espontânea (Código Penal Brasileiro, art. 65, III, “d”) com a circunstância agravante de reincidência (Código Penal Brasileiro, art. 61, I). A pretensão, todavia, não merece prosperar. 2. Acerca da matéria, a legislação penal estabelece que havendo concorrência de agravantes e atenuantes durante a segunda fase da aplicação da pena a reincidência (juntamente com a personalidade do agente e os motivos determinantes) deve preponderar sobre as demais circunstâncias. Assim, nos termos do art. 67 do Código Penal e firme jurisprudência a respeito, a reincidência, como preponderante, prevalece sobre a circunstância atenuante da confissão: HABEAS CORPUS . CONSTITUCIONAL. PENAL. 1. PREPONDERÂNCIA DA AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA EM CONCURSO COM A ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA. PRECEDENTES. 2. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO EM HARMONIA COM O ART. 33, § 2..., ALÍNEA B , E § 3..., DO CÓDIGO PENAL. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. 1. A reincidência é circunstância agravante que prepondera sobre as atenuantes, com exceção daquelas que resultam dos motivos determinantes do crime ou da personalidade do agente, o que não é o caso da confissão espontânea. Precedentes. 2. A confissão espontânea é ato posterior ao cometimento do crime e não tem nenhuma relação com ele, mas, tão somente, com o interesse pessoal e a conveniência do réu durante o desenvolvimento do processo penal, motivo pelo qual não se Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562290. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 96061 / MS inclui no caráter subjetivo dos motivos determinantes do crime ou na personalidade do agente. 3. Regime inicial fechado fixado de forma adequada, nos termos do art. 33, § 2..., alínea b , e § 3..., do Código Penal, em razão da quantidade da pena aplicada, das condições pessoais do Paciente e da reincidência. 4. Ordem denegada. (HC 111.849/SP, 2... Turma, Min. Cármen Lúcia DJe 22/10/2012). Ementa: Penal. Habeas corpus. Homicídio triplamente qualificado (Código Penal Brasileiro, art. 121, § 2..., II, III e IV). Dosimetria da pena. Preponderância da agravante da reincidência sobre a atenuante da confissão espontânea. Artigo 67 do Código Penal. Precedentes. 1. O artigo 67 do Código de Processo Penal dispõe que No concurso de agravantes e atenuantes, a pena deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias preponderantes, entendendo-se como tais, as que resultam dos motivos determinantes do crime, da personalidade do agente e da reincidência. 2. Deveras, a reincidência revela que a condenação transitada em julgado restou ineficaz como efeito preventivo no agente, por isso merece maior carga de reprovação e, por conseguinte, deve preponderar sobre a circunstância atenuante da confissão espontânea. 3. In casu, o Juiz ao afirmar que A circunstância de ser o réu reincidente, já tendo sido condenado várias vezes, prepondera sobre a confissão espontânea, nada mais fez do que aplicar o citado artigo 67 do Código Penal, que trata especificamente do concurso entre circunstâncias agravantes e atenuantes; aliás, na linha da jurisprudência desta Corte: HC 96.063/MS, 1... Turma, Rel. Min. DIAS TÓFFOLI, DJe de 08/09/2011; RHC 106.514/MS, 1... Turma, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 17/02/2011; e HC 106.172/MS, 2... Turma, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 11/03/2011. 4. Recurso ordinário em habeas corpus ao qual se nega provimento (RHC 111.454/MS 1... Turma, Min. Luiz Fux, DJe 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562290. Supremo Tribunal Federal HC 96061 / MS inclui no caráter subjetivo dos motivos determinantes do crime ou na personalidade do agente. 3. Regime inicial fechado fixado de forma adequada, nos termos do art. 33, § 2..., alínea b , e § 3..., do Código Penal, em razão da quantidade da pena aplicada, das condições pessoais do Paciente e da reincidência. 4. Ordem denegada. (HC 111.849/SP, 2... Turma, Min. Cármen Lúcia DJe 22/10/2012). Ementa: Penal. Habeas corpus. Homicídio triplamente qualificado (Código Penal Brasileiro, art. 121, § 2..., II, III e IV). Dosimetria da pena. Preponderância da agravante da reincidência sobre a atenuante da confissão espontânea. Artigo 67 do Código Penal. Precedentes. 1. O artigo 67 do Código de Processo Penal dispõe que No concurso de agravantes e atenuantes, a pena deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias preponderantes, entendendo-se como tais, as que resultam dos motivos determinantes do crime, da personalidade do agente e da reincidência. 2. Deveras, a reincidência revela que a condenação transitada em julgado restou ineficaz como efeito preventivo no agente, por isso merece maior carga de reprovação e, por conseguinte, deve preponderar sobre a circunstância atenuante da confissão espontânea. 3. In casu, o Juiz ao afirmar que A circunstância de ser o réu reincidente, já tendo sido condenado várias vezes, prepondera sobre a confissão espontânea, nada mais fez do que aplicar o citado artigo 67 do Código Penal, que trata especificamente do concurso entre circunstâncias agravantes e atenuantes; aliás, na linha da jurisprudência desta Corte: HC 96.063/MS, 1... Turma, Rel. Min. DIAS TÓFFOLI, DJe de 08/09/2011; RHC 106.514/MS, 1... Turma, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, DJe de 17/02/2011; e HC 106.172/MS, 2... Turma, Rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 11/03/2011. 4. Recurso ordinário em habeas corpus ao qual se nega provimento (RHC 111.454/MS 1... Turma, Min. Luiz Fux, DJe 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562290. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 96061 / MS 23/04/2012). 3. Com essas considerações, denego a ordem de habeas corpus. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562290. Supremo Tribunal Federal HC 96061 / MS 23/04/2012). 3. Com essas considerações, denego a ordem de habeas corpus. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3562290. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 96.061 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : LUÍS MÁRIO MENDES SOARES IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2a Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3562210 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 96.061 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI PACTE.(S) : LUÍS MÁRIO MENDES SOARES IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2a Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3562210 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 96 . 061", "HABEAS CORPUS 96 . 061", "HC 90 . 552 / MS", "HABEAS CORPUS 96 . 061", "HC 90 . 552 / MS", "HC 96061 / MS", "HC 96061 / MS", "HABEAS CORPUS 96 . 061", "HABEAS CORPUS 96 . 061", "HC 96061 / MS", "HC 111 . 849 / SP", "HC 96 . 063 / MS", "RHC 106 . 514 / MS", "HC 106 . 172 / MS", "RHC 111 . 454 / MS", "HC 96061 / MS", "HC 111 . 849 / SP", "HC 96 . 063 / MS", "RHC 106 . 514 / MS", "HC 106 . 172 / MS", "RHC 111 . 454 / MS", "HC 96061 / MS", "HC 96061 / MS", "HABEAS CORPUS 96 . 061", "HABEAS CORPUS 96 . 061" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 67 , Código Penal Brasileiro", "art . 67 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 67 DO Código Penal Brasileiro", "art . 67 do Código Penal", "art . 33 , c / c o art . 40 , III , da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 67 DO Código Penal Brasileiro", "art . 67 do Código Penal", "art . 33 , c / c o art . 40 , III , da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 704.774 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :DALVA HELENA NASCIMENTO PARAJARA ADV.(A/S) :PEDRO PAULO VOLPINI EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO EMENTA DIREITO PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. HOMICÍDIO. DECRETO DE PRONÚNCIA. SÚMULA 284 STF. HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. NÃO CABIMENTO. EXAME DE FATOS E PROVAS. Incabível o recurso extraordinário quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exatada compreensão da controvérsia. Súmula 284/STF. Não se mostra hábil o habeas corpus para revisão dos fundamentos da pronúncia, por implicar o reexame dos fatos e provas da causa, inviável na via estreita do writ. Embargos de declaração conhecidos e recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 09 de abril de 2013. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3651806. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 704774 ED / ES Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3651806. Supremo Tribunal Federal ARE 704774 ED / ES Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3651806. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 704.774 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :DALVA HELENA NASCIMENTO PARAJARA ADV.(A/S) :PEDRO PAULO VOLPINI EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de embargos de declaração de Dalva Helena Nascimento Parajara contra decisão de minha lavra na qual neguei seguimento a agravo manejado contra a inadmissão do extraordinário no Tribunal a quo. Defende a Embargante a possibilidade de se conhecer das mesmas razões apresentadas no apelo extremo como pedido de habeas corpus, com espeque no art. 193, II, do RISTF. Salienta que as decisões exaradas pelas instâncias antecedentes implicaram lesão ao seu direito de ir e vir, impondo-lhe indevido constrangimento ilegal. Requer o acolhimento dos embargos de declaração para que seja concedida a ordem de ofício, cessando o constrangimento ilegal deduzido nas razões do apelo extremo ou, caso assim não compreenda, a reautuação das peças do recurso extraordinário e do respectivo agravo como ação autônoma de habeas corpus. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3651807. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 704.774 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :DALVA HELENA NASCIMENTO PARAJARA ADV.(A/S) :PEDRO PAULO VOLPINI EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de embargos de declaração de Dalva Helena Nascimento Parajara contra decisão de minha lavra na qual neguei seguimento a agravo manejado contra a inadmissão do extraordinário no Tribunal a quo. Defende a Embargante a possibilidade de se conhecer das mesmas razões apresentadas no apelo extremo como pedido de habeas corpus, com espeque no art. 193, II, do RISTF. Salienta que as decisões exaradas pelas instâncias antecedentes implicaram lesão ao seu direito de ir e vir, impondo-lhe indevido constrangimento ilegal. Requer o acolhimento dos embargos de declaração para que seja concedida a ordem de ofício, cessando o constrangimento ilegal deduzido nas razões do apelo extremo ou, caso assim não compreenda, a reautuação das peças do recurso extraordinário e do respectivo agravo como ação autônoma de habeas corpus. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3651807. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROSA WEBER 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 704.774 ESPÍRITO SANTO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Esta Corte já firmou entendimento de que não cabem embargos de declaração contra decisão monocrática do relator (Plenário, Pet. 1.245/SP, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.05.98). Recebo, portanto, como agravo regimental os embargos de declaração. Pretende a recorrente a expedição de ordem de habeas corpus para sanar o constrangimento ilegal apontado nas razões do recurso extraordinário, conforme faculta o inciso II do art. 193 do RISTF. Cumpre consignar, de início, que o recurso extraordinário foi inadmitido por ausência de apresentação da preliminar formal da repercussão geral. A esse respeito nada refutou a recorrente. Limitou-se a argumentar acerca da possibilidade de se conceder habeas corpus para sanar alegado constrangimento ilegal. Forçoso concluir, assim, que o agravo regimental não combate os fundamentos da decisão recorrida, pelo que incide o óbice da Súmula nº 287/STF: “nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Por outro lado, o pleito de concessão da ordem de habeas corpus me parece inadequado. Não delimitou a recorrente em que consistiria o apontado constrangimento ilegal, apenas se reportou às argumentações deduzidas no apelo extraordinário. Ao exame dos autos, constato que a parte foi pronunciada pela suposta prática do crime de homicídio cometido contra seu cunhado Marcos Sardenberg Parajara, acusada de ter “arquitetado tanto por ela como por seu guia espiritual Sebastião Francisco da Silva Neto, este interessado no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3651808. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 704.774 ESPÍRITO SANTO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Esta Corte já firmou entendimento de que não cabem embargos de declaração contra decisão monocrática do relator (Plenário, Pet. 1.245/SP, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.05.98). Recebo, portanto, como agravo regimental os embargos de declaração. Pretende a recorrente a expedição de ordem de habeas corpus para sanar o constrangimento ilegal apontado nas razões do recurso extraordinário, conforme faculta o inciso II do art. 193 do RISTF. Cumpre consignar, de início, que o recurso extraordinário foi inadmitido por ausência de apresentação da preliminar formal da repercussão geral. A esse respeito nada refutou a recorrente. Limitou-se a argumentar acerca da possibilidade de se conceder habeas corpus para sanar alegado constrangimento ilegal. Forçoso concluir, assim, que o agravo regimental não combate os fundamentos da decisão recorrida, pelo que incide o óbice da Súmula nº 287/STF: “nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Por outro lado, o pleito de concessão da ordem de habeas corpus me parece inadequado. Não delimitou a recorrente em que consistiria o apontado constrangimento ilegal, apenas se reportou às argumentações deduzidas no apelo extraordinário. Ao exame dos autos, constato que a parte foi pronunciada pela suposta prática do crime de homicídio cometido contra seu cunhado Marcos Sardenberg Parajara, acusada de ter “arquitetado tanto por ela como por seu guia espiritual Sebastião Francisco da Silva Neto, este interessado no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3651808. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 704774 ED / ES pagamento que receberia pelo ‘trabalho’”. O Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo negou provimento ao recurso em sentido estrito interposto contra a decisão de pronúncia. Contra o acórdão foi interposto o recurso extraordinário. Nas razões do apelo extremo, refuta a existência de indícios da participação da recorrente no crime em apreço. Ao pronunciar a recorrente, o juiz singular deduziu, no que sobrelevam, os seguintes fundamentos: “No caso caso presente, não há como se acolher o pleito de impronúncia, pugnado pela nobre defensora dos réus, isto porque, conforme já frisado há prova inequívoca da materialidade do crime, atestada pelo laudo de exame cadavérico que constam dos autos, sendo que os indícios de autoria também são suficientes para a remessa dos acusados à segunda fase do procedimento, em especial, em razão dos depoimentos testemunhais que instruem o presente caderno probatório, sobretudo as declarações de Carlos Augusto Pinheiro Filho, fls. 419/420; Guilherme Daré de Lima, fls. 1127/1128; Cristiane Vossa Parajara, fls. 1150/1151 e Carleci Bento Benevides, fls. 1390/1391”. Assim, na minha compreensão, não se mostra hábil o habeas corpus para revisão dos fundamentos da pronúncia, por implicar o reexame dos fatos e provas da causa, inviável na via estreita do writ. Certo é que são inconfundíveis os pressupostos processuais e condições da ação constitucional do habeas corpus e os do recurso extraordinário, não sendo viável, reitero, o exame aprofundado dos fatos e provas da causa naquela via processual. Portanto, a decisão ora agravada não merece quaisquer reparos, seja pelo óbice da Súmula 287/STF, seja pelo não cabimento de habeas corpus para o exame dos fatos e provas da causa. Ante o exposto, conheço do recurso como agravo regimental, mas nego-lhe provimento. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3651808. Supremo Tribunal Federal ARE 704774 ED / ES pagamento que receberia pelo ‘trabalho’”. O Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo negou provimento ao recurso em sentido estrito interposto contra a decisão de pronúncia. Contra o acórdão foi interposto o recurso extraordinário. Nas razões do apelo extremo, refuta a existência de indícios da participação da recorrente no crime em apreço. Ao pronunciar a recorrente, o juiz singular deduziu, no que sobrelevam, os seguintes fundamentos: “No caso caso presente, não há como se acolher o pleito de impronúncia, pugnado pela nobre defensora dos réus, isto porque, conforme já frisado há prova inequívoca da materialidade do crime, atestada pelo laudo de exame cadavérico que constam dos autos, sendo que os indícios de autoria também são suficientes para a remessa dos acusados à segunda fase do procedimento, em especial, em razão dos depoimentos testemunhais que instruem o presente caderno probatório, sobretudo as declarações de Carlos Augusto Pinheiro Filho, fls. 419/420; Guilherme Daré de Lima, fls. 1127/1128; Cristiane Vossa Parajara, fls. 1150/1151 e Carleci Bento Benevides, fls. 1390/1391”. Assim, na minha compreensão, não se mostra hábil o habeas corpus para revisão dos fundamentos da pronúncia, por implicar o reexame dos fatos e provas da causa, inviável na via estreita do writ. Certo é que são inconfundíveis os pressupostos processuais e condições da ação constitucional do habeas corpus e os do recurso extraordinário, não sendo viável, reitero, o exame aprofundado dos fatos e provas da causa naquela via processual. Portanto, a decisão ora agravada não merece quaisquer reparos, seja pelo óbice da Súmula 287/STF, seja pelo não cabimento de habeas corpus para o exame dos fatos e provas da causa. Ante o exposto, conheço do recurso como agravo regimental, mas nego-lhe provimento. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3651808. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 704.774 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : DALVA HELENA NASCIMENTO PARAJARA ADV.(A/S) : PEDRO PAULO VOLPINI EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673424 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 704.774 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : DALVA HELENA NASCIMENTO PARAJARA ADV.(A/S) : PEDRO PAULO VOLPINI EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673424 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3694080
2013-04-09T00:00:00
2013-04-29T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 9.4.2013.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. HOMICÍDIO. DECRETO DE PRONÚNCIA. SÚMULA 284 STF. HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. NÃO CABIMENTO. EXAME DE FATOS E PROVAS. Incabível o recurso extraordinário quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exatada compreensão da controvérsia. Súmula 284/STF. Não se mostra hábil o habeas corpus para revisão dos fundamentos da pronúncia, por implicar o reexame dos fatos e provas da causa, inviável na via estreita do writ. Embargos de declaração conhecidos e recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento.
sjur229109
- Acórdão(s) citado(s): (CONVERSÃO, EMBARGOS DE DECLARAÇÃO) Pet 1245 (TP). Número de páginas: 6. Análise: 16/05/2013, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
704774
[ "LEG-FED SUMSTF-000287 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-ED
acordaos
ARE 704774 ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : DALVA HELENA NASCIMENTO PARAJARA ADV.(A/S) : PEDRO PAULO VOLPINI EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
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Ementa e Acórdão 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 704.774 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :DALVA HELENA NASCIMENTO PARAJARA ADV.(A/S) :PEDRO PAULO VOLPINI EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO EMENTA DIREITO PROCESSUAL PENAL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. HOMICÍDIO. DECRETO DE PRONÚNCIA. SÚMULA 284 Supremo Tribunal Federal. HABEAS CORPUS DE OFÍCIO. NÃO CABIMENTO. EXAME DE FATOS E PROVAS. Incabível o recurso extraordinário quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exatada compreensão da controvérsia. Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. Não se mostra hábil o habeas corpus para revisão dos fundamentos da pronúncia, por implicar o reexame dos fatos e provas da causa, inviável na via estreita do writ. Embargos de declaração conhecidos e recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 09 de abril de 2013. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3651806. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão ARE 704774 ED / ES Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3651806. Supremo Tribunal Federal ARE 704774 ED / ES Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3651806. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 704.774 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :DALVA HELENA NASCIMENTO PARAJARA ADV.(A/S) :PEDRO PAULO VOLPINI EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de embargos de declaração de Dalva Helena Nascimento Parajara contra decisão de minha lavra na qual neguei seguimento a agravo manejado contra a inadmissão do extraordinário no Tribunal a quo. Defende a Embargante a possibilidade de se conhecer das mesmas razões apresentadas no apelo extremo como pedido de habeas corpus, com espeque no art. 193, II, do RISTF. Salienta que as decisões exaradas pelas instâncias antecedentes implicaram lesão ao seu direito de ir e vir, impondo-lhe indevido constrangimento ilegal. Requer o acolhimento dos embargos de declaração para que seja concedida a ordem de ofício, cessando o constrangimento ilegal deduzido nas razões do apelo extremo ou, caso assim não compreenda, a reautuação das peças do recurso extraordinário e do respectivo agravo como ação autônoma de habeas corpus. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3651807. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 704.774 ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :DALVA HELENA NASCIMENTO PARAJARA ADV.(A/S) :PEDRO PAULO VOLPINI EMBDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de embargos de declaração de Dalva Helena Nascimento Parajara contra decisão de minha lavra na qual neguei seguimento a agravo manejado contra a inadmissão do extraordinário no Tribunal a quo. Defende a Embargante a possibilidade de se conhecer das mesmas razões apresentadas no apelo extremo como pedido de habeas corpus, com espeque no art. 193, II, do RISTF. Salienta que as decisões exaradas pelas instâncias antecedentes implicaram lesão ao seu direito de ir e vir, impondo-lhe indevido constrangimento ilegal. Requer o acolhimento dos embargos de declaração para que seja concedida a ordem de ofício, cessando o constrangimento ilegal deduzido nas razões do apelo extremo ou, caso assim não compreenda, a reautuação das peças do recurso extraordinário e do respectivo agravo como ação autônoma de habeas corpus. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3651807. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROSA WEBER 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 704.774 ESPÍRITO SANTO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Esta Corte já firmou entendimento de que não cabem embargos de declaração contra decisão monocrática do relator (Plenário, Pet. 1.245/SP, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.05.98). Recebo, portanto, como agravo regimental os embargos de declaração. Pretende a recorrente a expedição de ordem de habeas corpus para sanar o constrangimento ilegal apontado nas razões do recurso extraordinário, conforme faculta o inciso II do art. 193 do RISTF. Cumpre consignar, de início, que o recurso extraordinário foi inadmitido por ausência de apresentação da preliminar formal da repercussão geral. A esse respeito nada refutou a recorrente. Limitou-se a argumentar acerca da possibilidade de se conceder habeas corpus para sanar alegado constrangimento ilegal. Forçoso concluir, assim, que o agravo regimental não combate os fundamentos da decisão recorrida, pelo que incide o óbice da Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal: “nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Por outro lado, o pleito de concessão da ordem de habeas corpus me parece inadequado. Não delimitou a recorrente em que consistiria o apontado constrangimento ilegal, apenas se reportou às argumentações deduzidas no apelo extraordinário. Ao exame dos autos, constato que a parte foi pronunciada pela suposta prática do crime de homicídio cometido contra seu cunhado Marcos Sardenberg Parajara, acusada de ter “arquitetado tanto por ela como por seu guia espiritual Sebastião Francisco da Silva Neto, este interessado no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3651808. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 704.774 ESPÍRITO SANTO V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Esta Corte já firmou entendimento de que não cabem embargos de declaração contra decisão monocrática do relator (Plenário, Pet. 1.245/SP, Rel. Min. Moreira Alves, DJ 22.05.98). Recebo, portanto, como agravo regimental os embargos de declaração. Pretende a recorrente a expedição de ordem de habeas corpus para sanar o constrangimento ilegal apontado nas razões do recurso extraordinário, conforme faculta o inciso II do art. 193 do RISTF. Cumpre consignar, de início, que o recurso extraordinário foi inadmitido por ausência de apresentação da preliminar formal da repercussão geral. A esse respeito nada refutou a recorrente. Limitou-se a argumentar acerca da possibilidade de se conceder habeas corpus para sanar alegado constrangimento ilegal. Forçoso concluir, assim, que o agravo regimental não combate os fundamentos da decisão recorrida, pelo que incide o óbice da Súmula n 287/Supremo Tribunal Federal: “nega-se provimento ao agravo, quando a deficiência na sua fundamentação, ou na do recurso extraordinário, não permitir a exata compreensão da controvérsia”. Por outro lado, o pleito de concessão da ordem de habeas corpus me parece inadequado. Não delimitou a recorrente em que consistiria o apontado constrangimento ilegal, apenas se reportou às argumentações deduzidas no apelo extraordinário. Ao exame dos autos, constato que a parte foi pronunciada pela suposta prática do crime de homicídio cometido contra seu cunhado Marcos Sardenberg Parajara, acusada de ter “arquitetado tanto por ela como por seu guia espiritual Sebastião Francisco da Silva Neto, este interessado no Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3651808. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 704774 ED / ES pagamento que receberia pelo ‘trabalho’”. O Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo negou provimento ao recurso em sentido estrito interposto contra a decisão de pronúncia. Contra o acórdão foi interposto o recurso extraordinário. Nas razões do apelo extremo, refuta a existência de indícios da participação da recorrente no crime em apreço. Ao pronunciar a recorrente, o juiz singular deduziu, no que sobrelevam, os seguintes fundamentos: “No caso caso presente, não há como se acolher o pleito de impronúncia, pugnado pela nobre defensora dos réus, isto porque, conforme já frisado há prova inequívoca da materialidade do crime, atestada pelo laudo de exame cadavérico que constam dos autos, sendo que os indícios de autoria também são suficientes para a remessa dos acusados à segunda fase do procedimento, em especial, em razão dos depoimentos testemunhais que instruem o presente caderno probatório, sobretudo as declarações de Carlos Augusto Pinheiro Filho, fls. 419/420; Guilherme Daré de Lima, fls. 1127/1128; Cristiane Vossa Parajara, fls. 1150/1151 e Carleci Bento Benevides, fls. 1390/1391”. Assim, na minha compreensão, não se mostra hábil o habeas corpus para revisão dos fundamentos da pronúncia, por implicar o reexame dos fatos e provas da causa, inviável na via estreita do writ. Certo é que são inconfundíveis os pressupostos processuais e condições da ação constitucional do habeas corpus e os do recurso extraordinário, não sendo viável, reitero, o exame aprofundado dos fatos e provas da causa naquela via processual. Portanto, a decisão ora agravada não merece quaisquer reparos, seja pelo óbice da Súmula 287/Supremo Tribunal Federal, seja pelo não cabimento de habeas corpus para o exame dos fatos e provas da causa. Ante o exposto, conheço do recurso como agravo regimental, mas nego-lhe provimento. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3651808. Supremo Tribunal Federal ARE 704774 ED / ES pagamento que receberia pelo ‘trabalho’”. O Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo negou provimento ao recurso em sentido estrito interposto contra a decisão de pronúncia. Contra o acórdão foi interposto o recurso extraordinário. Nas razões do apelo extremo, refuta a existência de indícios da participação da recorrente no crime em apreço. Ao pronunciar a recorrente, o juiz singular deduziu, no que sobrelevam, os seguintes fundamentos: “No caso caso presente, não há como se acolher o pleito de impronúncia, pugnado pela nobre defensora dos réus, isto porque, conforme já frisado há prova inequívoca da materialidade do crime, atestada pelo laudo de exame cadavérico que constam dos autos, sendo que os indícios de autoria também são suficientes para a remessa dos acusados à segunda fase do procedimento, em especial, em razão dos depoimentos testemunhais que instruem o presente caderno probatório, sobretudo as declarações de Carlos Augusto Pinheiro Filho, fls. 419/420; Guilherme Daré de Lima, fls. 1127/1128; Cristiane Vossa Parajara, fls. 1150/1151 e Carleci Bento Benevides, fls. 1390/1391”. Assim, na minha compreensão, não se mostra hábil o habeas corpus para revisão dos fundamentos da pronúncia, por implicar o reexame dos fatos e provas da causa, inviável na via estreita do writ. Certo é que são inconfundíveis os pressupostos processuais e condições da ação constitucional do habeas corpus e os do recurso extraordinário, não sendo viável, reitero, o exame aprofundado dos fatos e provas da causa naquela via processual. Portanto, a decisão ora agravada não merece quaisquer reparos, seja pelo óbice da Súmula 287/Supremo Tribunal Federal, seja pelo não cabimento de habeas corpus para o exame dos fatos e provas da causa. Ante o exposto, conheço do recurso como agravo regimental, mas nego-lhe provimento. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3651808. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 704.774 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : DALVA HELENA NASCIMENTO PARAJARA ADV.(A/S) : PEDRO PAULO VOLPINI EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673424 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 704.774 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : DALVA HELENA NASCIMENTO PARAJARA ADV.(A/S) : PEDRO PAULO VOLPINI EMBDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673424 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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Ementa e Acórdão 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.417 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MICHELE FARIA DA SILVA ADV.(A/S) :GENILSON FIGUEIREDO DA COSTA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Danos morais. Fila de instituição financeira. Excessivo tempo de espera. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. O Plenário desta Corte, no exame do ARE nº 687.876/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo ao “direito à indenização por danos morais e materiais decorrentes da espera excessiva em fila de instituição financeira”, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684003. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.417 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MICHELE FARIA DA SILVA ADV.(A/S) :GENILSON FIGUEIREDO DA COSTA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Santander (Brasil) S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fl. 142), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo que impugna decisão que não admitiu recurso extraordinário em que se discute a responsabilidade civil das instituições financeiras por danos morais decorrentes de espera excessiva para atendimento em agência bancária. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07. Assim, conforme decidido pelo Plenário desta Corte na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, aplica-se ao presente recurso o instituto da repercussão geral. Não merece trânsito o recurso, uma vez que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE nº 687.876/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria versada neste feito. O assunto corresponde ao tema 623 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do STF na internet, relativo ao ‘direito à indenização por danos morais e materiais decorrentes Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684001. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.417 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MICHELE FARIA DA SILVA ADV.(A/S) :GENILSON FIGUEIREDO DA COSTA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Santander (Brasil) S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fl. 142), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo que impugna decisão que não admitiu recurso extraordinário em que se discute a responsabilidade civil das instituições financeiras por danos morais decorrentes de espera excessiva para atendimento em agência bancária. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07. Assim, conforme decidido pelo Plenário desta Corte na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, aplica-se ao presente recurso o instituto da repercussão geral. Não merece trânsito o recurso, uma vez que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE nº 687.876/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria versada neste feito. O assunto corresponde ao tema 623 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do STF na internet, relativo ao ‘direito à indenização por danos morais e materiais decorrentes Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684001. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório ARE 658417 AGR / RJ da espera excessiva em fila de instituição financeira.’ Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5º, do Código de Processo Civil, com a redação da Lei nº 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Aduz o agravante, in verbis, que: “(...) A discussão submetida à apreciação do C. Supremo Tribunal Federal pelo presente recurso extraordinário é de extrema relevância por tratar de questão de alta repercussão econômica e jurídica, uma vez que diz respeito ao tempo de espera em fila de banco” (fl. 161). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684001. Supremo Tribunal Federal ARE 658417 AGR / RJ da espera excessiva em fila de instituição financeira.’ Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5º, do Código de Processo Civil, com a redação da Lei nº 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Aduz o agravante, in verbis, que: “(...) A discussão submetida à apreciação do C. Supremo Tribunal Federal pelo presente recurso extraordinário é de extrema relevância por tratar de questão de alta repercussão econômica e jurídica, uma vez que diz respeito ao tempo de espera em fila de banco” (fl. 161). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684001. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.417 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão ora agravada, a questão trazida nos autos já foi analisada por esta Corte, no exame do ARE nº 687.876/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 6/12/12, quando se concluiu pela ausência da repercussão geral do tema relativo ao “direito à indenização por danos morais e materiais decorrentes da espera excessiva em fila de instituição financeira”, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Assim, tendo o presente recurso extraordinário sido interposto contra acórdão prolatado após 3/5/07, correta a decisão agravada ao aplicar o instituto da repercussão geral para, indeferindo-o liminarmente, a ele negar seguimento. Nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684000. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.417 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão ora agravada, a questão trazida nos autos já foi analisada por esta Corte, no exame do ARE nº 687.876/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 6/12/12, quando se concluiu pela ausência da repercussão geral do tema relativo ao “direito à indenização por danos morais e materiais decorrentes da espera excessiva em fila de instituição financeira”, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Assim, tendo o presente recurso extraordinário sido interposto contra acórdão prolatado após 3/5/07, correta a decisão agravada ao aplicar o instituto da repercussão geral para, indeferindo-o liminarmente, a ele negar seguimento. Nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.417 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MICHELE FARIA DA SILVA ADV.(A/S) : GENILSON FIGUEIREDO DA COSTA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3741724 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.417 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MICHELE FARIA DA SILVA ADV.(A/S) : GENILSON FIGUEIREDO DA COSTA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3741724 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3701153
2013-03-05T00:00:00
2013-04-29T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.3.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Danos morais. Fila de instituição financeira. Excessivo tempo de espera. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. O Plenário desta Corte, no exame do ARE nº 687.876/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo ao “direito à indenização por danos morais e materiais decorrentes da espera excessiva em fila de instituição financeira”, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 2. Agravo regimental não provido.
sjur229093
- Acórdão (s) citado (s): (AUSÊNCIA, REPERCUSSÃO GERAL, INDENIZAÇÃO, ESPERA EXCESSIVA, FILA, INSTITUIÇÃO FINANCEIRA) ARE 687876 RG (TP). Número de páginas: 5. Análise: 22/05/2013, BMB.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
658417
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 658417 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MICHELE FARIA DA SILVA ADV.(A/S) : GENILSON FIGUEIREDO DA COSTA ADV.(A/S) : LUIZ HENRIQUE PAJUNK SILVEIRA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.417 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MICHELE FARIA DA SILVA ADV.(A/S) :GENILSON FIGUEIREDO DA COSTA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Danos morais. Fila de instituição financeira. Excessivo tempo de espera. Ausência de repercussão geral. Precedentes. 1. O Plenário desta Corte, no exame do ARE n 687.876/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência de repercussão geral do tema relativo ao “direito à indenização por danos morais e materiais decorrentes da espera excessiva em fila de instituição financeira”, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684003. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.417 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MICHELE FARIA DA SILVA ADV.(A/S) :GENILSON FIGUEIREDO DA COSTA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Santander (Brasil) S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fl. 142), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo que impugna decisão que não admitiu recurso extraordinário em que se discute a responsabilidade civil das instituições financeiras por danos morais decorrentes de espera excessiva para atendimento em agência bancária. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07. Assim, conforme decidido pelo Plenário desta Corte na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, aplica-se ao presente recurso o instituto da repercussão geral. Não merece trânsito o recurso, uma vez que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE n 687.876/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria versada neste feito. O assunto corresponde ao tema 623 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do Supremo Tribunal Federal na internet, relativo ao ‘direito à indenização por danos morais e materiais decorrentes Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684001. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.417 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MICHELE FARIA DA SILVA ADV.(A/S) :GENILSON FIGUEIREDO DA COSTA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Banco Santander (Brasil) S.A. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fl. 142), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo que impugna decisão que não admitiu recurso extraordinário em que se discute a responsabilidade civil das instituições financeiras por danos morais decorrentes de espera excessiva para atendimento em agência bancária. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07. Assim, conforme decidido pelo Plenário desta Corte na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, aplica-se ao presente recurso o instituto da repercussão geral. Não merece trânsito o recurso, uma vez que o Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE n 687.876/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria versada neste feito. O assunto corresponde ao tema 623 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do Supremo Tribunal Federal na internet, relativo ao ‘direito à indenização por danos morais e materiais decorrentes Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684001. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório ARE 658417 AGR / RJ da espera excessiva em fila de instituição financeira.’ Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, com a redação da Lei n 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Aduz o agravante, in verbis, que: “(...) A discussão submetida à apreciação do C. Supremo Tribunal Federal pelo presente recurso extraordinário é de extrema relevância por tratar de questão de alta repercussão econômica e jurídica, uma vez que diz respeito ao tempo de espera em fila de banco” (fl. 161). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684001. Supremo Tribunal Federal ARE 658417 AGR / RJ da espera excessiva em fila de instituição financeira.’ Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, com a redação da Lei n 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário.” Aduz o agravante, in verbis, que: “(...) A discussão submetida à apreciação do C. Supremo Tribunal Federal pelo presente recurso extraordinário é de extrema relevância por tratar de questão de alta repercussão econômica e jurídica, uma vez que diz respeito ao tempo de espera em fila de banco” (fl. 161). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684001. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.417 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão ora agravada, a questão trazida nos autos já foi analisada por esta Corte, no exame do ARE n 687.876/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 6/12/12, quando se concluiu pela ausência da repercussão geral do tema relativo ao “direito à indenização por danos morais e materiais decorrentes da espera excessiva em fila de instituição financeira”, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Assim, tendo o presente recurso extraordinário sido interposto contra acórdão prolatado após 3/5/07, correta a decisão agravada ao aplicar o instituto da repercussão geral para, indeferindo-o liminarmente, a ele negar seguimento. Nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684000. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.417 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Conforme expresso na decisão ora agravada, a questão trazida nos autos já foi analisada por esta Corte, no exame do ARE n 687.876/RJ, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 6/12/12, quando se concluiu pela ausência da repercussão geral do tema relativo ao “direito à indenização por danos morais e materiais decorrentes da espera excessiva em fila de instituição financeira”, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Assim, tendo o presente recurso extraordinário sido interposto contra acórdão prolatado após 3/5/07, correta a decisão agravada ao aplicar o instituto da repercussão geral para, indeferindo-o liminarmente, a ele negar seguimento. Nego provimento ao agravo regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3684000. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.417 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MICHELE FARIA DA SILVA ADV.(A/S) : GENILSON FIGUEIREDO DA COSTA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3741724 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658.417 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MICHELE FARIA DA SILVA ADV.(A/S) : GENILSON FIGUEIREDO DA COSTA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3741724 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658 . 417", "ARE n 687 . 876 / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658 . 417", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE n 687 . 876 / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 658 . 417", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE n 687 . 876 / RJ", "ARE 658417 AGR / RJ", "ARE 658417 AGR / RJ", "ARE n 687 . 876 / RJ", "ARE n 687 . 876 / RJ" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n 11 . 418 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n 11 . 418 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", "Plenário", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", "Banco Santander ( Brasil ) S . A .", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Plenário desta", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER ( BRASIL )", "Banco Santander ( Brasil ) S . A .", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S / A", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER ( BRASIL ) S", "1", ".", ".", ". Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "MICHELE FARIA DA SILVA", "GENILSON FIGUEIREDO DA COSTA", "Ayres Britto", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "MICHELE FARIA DA SILVA", "GENILSON FIGUEIREDO DA COSTA", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Ayres Britto", "DIAS TOFFOLI", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "MICHELE FARIA DA SILVA", "GENILSON FIGUEIREDO DA COSTA", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Ayres Britto", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ayres Britto", "DIAS TOFFOLI", "Ayres Britto", "DIAS TOFFOLI", "OSMAR MENDES PAIXÃO", "MICHELE FARIA DA SILVA", "GENILSON FIGUEIREDO DA COSTA", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "MICHELE FARIA DA SILVA", "GENILSON FIGUEIREDO DA COSTA", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "05", "/", "03", "/", "2013", "5 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "6", "/", "12", "/", "12", "3", "/", "5", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "6", "/", "12", "/", "12", "3", "/", "5", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "5", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.722 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANA CONCEIÇÃO SOARES ADV.(A/S) :RICARDO WILLEMANN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA. RECEBIMENTO DE GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. LEI ESTADUAL N. 13.761/2006. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573000. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.722 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANA CONCEIÇÃO SOARES ADV.(A/S) :RICARDO WILLEMANN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 17 de dezembro de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Ana Conceição Soares contra julgado da 8ª Turma Recursal dos Juizados Especiais de Florianópolis/SC, que manteve decisão que julgara improcedente pedido de recebimento de gratificação de produtividade. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Leis estaduais n. 9.502/1994, 9.751/1994, 13.761/2006 e 15.159/2010 e Lei Complementar estadual n. 421/2008). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. (...) Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inciso II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573001. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.722 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANA CONCEIÇÃO SOARES ADV.(A/S) :RICARDO WILLEMANN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 17 de dezembro de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Ana Conceição Soares contra julgado da 8ª Turma Recursal dos Juizados Especiais de Florianópolis/SC, que manteve decisão que julgara improcedente pedido de recebimento de gratificação de produtividade. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Leis estaduais n. 9.502/1994, 9.751/1994, 13.761/2006 e 15.159/2010 e Lei Complementar estadual n. 421/2008). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. (...) Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inciso II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573001. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 722722 AGR / SC 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.2.2013, interpõe Ana Conceição Soares, em 13.2.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Afirma a Agravante que teria havido contrariedade direta à Constituição. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573001. Supremo Tribunal Federal ARE 722722 AGR / SC 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.2.2013, interpõe Ana Conceição Soares, em 13.2.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Afirma a Agravante que teria havido contrariedade direta à Constituição. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573001. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.722 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu: “está sedimentado o entendimento em nossa colenda Corte de justiça estadual, que a Gratificação de Produtividade instituída pela Lei n. 13.761/06 somente se aplica aos servidores do Quadro Único de Pessoal Civil lotados no órgão central da Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia. Trago precedente recentíssimo e unânime, de 22 de fevereiro do corrente, do Grupo de Câmaras de Direito Público, com relatoria do eminente Desembargador Pedro Manoel Abreu, que elucida o tema. Trata-se do acórdão prolatado no MS n. 2011.048241-9, da Capital. ‘(...) Nos termos do art. 1º, da Lei Estadual n. 13.761, de 22/05/2006, ainda que se trate de servidor público efetivo da Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia, a gratificação de produtividade não lhe será devida se não estiver lotado no órgão central daquela Secretaria. (MS n. 2011.048275-6, da Capital, rel. Des. Jaime Ramos, j. 28-9-2011) (...)’. (...) Exsurge, do venerando acórdão acima, carreado em parte, que não há afronta ao princípio da impessoalidade porquanto a gratificação instituída é propter laborem, que exige como requisito primordial a observância do local de labor, e é concedida a todos os que estiverem em igual situação, ou seja, laborando no mesmo local de trabalho e devido às condições deste. Aduzo, ainda, que o fato da recorrente estar lotada na Secretaria Regional, e para tais servidores não ser estendido o benefício, não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573002. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.722 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu: “está sedimentado o entendimento em nossa colenda Corte de justiça estadual, que a Gratificação de Produtividade instituída pela Lei n. 13.761/06 somente se aplica aos servidores do Quadro Único de Pessoal Civil lotados no órgão central da Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia. Trago precedente recentíssimo e unânime, de 22 de fevereiro do corrente, do Grupo de Câmaras de Direito Público, com relatoria do eminente Desembargador Pedro Manoel Abreu, que elucida o tema. Trata-se do acórdão prolatado no MS n. 2011.048241-9, da Capital. ‘(...) Nos termos do art. 1º, da Lei Estadual n. 13.761, de 22/05/2006, ainda que se trate de servidor público efetivo da Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia, a gratificação de produtividade não lhe será devida se não estiver lotado no órgão central daquela Secretaria. (MS n. 2011.048275-6, da Capital, rel. Des. Jaime Ramos, j. 28-9-2011) (...)’. (...) Exsurge, do venerando acórdão acima, carreado em parte, que não há afronta ao princípio da impessoalidade porquanto a gratificação instituída é propter laborem, que exige como requisito primordial a observância do local de labor, e é concedida a todos os que estiverem em igual situação, ou seja, laborando no mesmo local de trabalho e devido às condições deste. Aduzo, ainda, que o fato da recorrente estar lotada na Secretaria Regional, e para tais servidores não ser estendido o benefício, não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573002. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 722722 AGR / SC implica em desnaturar a aludida Secretaria, porquanto, repisa-se, ainda que exerça funções assemelhadas às do órgão central, a gratificação instituída o foi em razão das condições do trabalho para o lugar em que foi deferida. Assim, como se disse, embora as mesmas atribuições do órgão central, o local onde a servidora presta seu labor é diverso daquele encontrado nesse. Por tais razões, conheço do recurso, porém, nego-lhe provimento”. 3. O Tribunal a quo analisou e interpretou a Lei estadual n. 13.761/2006 e concluiu que a Agravante não teria direito à gratificação de produtividade. Como assentado na decisão agravada, concluir de modo diverso do acórdão recorrido demandaria a análise daquela legislação infraconstitucional. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal. Nesse sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público. Gratificação de produtividade. Reexame de legislação estadual. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 2. Agravo regimental não provido” (AI 212.311-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 15.6.2012). “Servidor Público do Estado de Santa Catarina: questão relativa à gratificação de produtividade decidida com base na interpretação de legislação local (L. est. 9.751/94), de reexame inviável no recurso extraordinário: incidência da Súmula 280” (AI 251.721-AgR, Rel. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573002. Supremo Tribunal Federal ARE 722722 AGR / SC implica em desnaturar a aludida Secretaria, porquanto, repisa-se, ainda que exerça funções assemelhadas às do órgão central, a gratificação instituída o foi em razão das condições do trabalho para o lugar em que foi deferida. Assim, como se disse, embora as mesmas atribuições do órgão central, o local onde a servidora presta seu labor é diverso daquele encontrado nesse. Por tais razões, conheço do recurso, porém, nego-lhe provimento”. 3. O Tribunal a quo analisou e interpretou a Lei estadual n. 13.761/2006 e concluiu que a Agravante não teria direito à gratificação de produtividade. Como assentado na decisão agravada, concluir de modo diverso do acórdão recorrido demandaria a análise daquela legislação infraconstitucional. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal. Nesse sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público. Gratificação de produtividade. Reexame de legislação estadual. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 2. Agravo regimental não provido” (AI 212.311-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 15.6.2012). “Servidor Público do Estado de Santa Catarina: questão relativa à gratificação de produtividade decidida com base na interpretação de legislação local (L. est. 9.751/94), de reexame inviável no recurso extraordinário: incidência da Súmula 280” (AI 251.721-AgR, Rel. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573002. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 722722 AGR / SC Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 30.6.2006 – grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ESTADO DE SANTA CATARINA. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. INTERPRETAÇÃO DE LEI ESTADUAL. Decisão agravada que se harmoniza com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a matéria (RE 232.343, Relator Ministro Moreira Alves; e AI 269.211-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, entre outros). Agravo regimental a que se nega provimento. Condenação do agravante a pagar à parte agravada multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao recolhimento do respectivo valor, nos termos do § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil” (RE 254.533-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 24.3.2006). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573002. Supremo Tribunal Federal ARE 722722 AGR / SC Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 30.6.2006 – grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ESTADO DE SANTA CATARINA. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. INTERPRETAÇÃO DE LEI ESTADUAL. Decisão agravada que se harmoniza com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a matéria (RE 232.343, Relator Ministro Moreira Alves; e AI 269.211-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, entre outros). Agravo regimental a que se nega provimento. Condenação do agravante a pagar à parte agravada multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao recolhimento do respectivo valor, nos termos do § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil” (RE 254.533-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 24.3.2006). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573002. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.722 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ANA CONCEIÇÃO SOARES ADV.(A/S) : RICARDO WILLEMANN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600535 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.722 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ANA CONCEIÇÃO SOARES ADV.(A/S) : RICARDO WILLEMANN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600535 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3660486
2013-03-19T00:00:00
2013-04-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA. RECEBIMENTO DE GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. LEI ESTADUAL N. 13.761/2006. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur228348
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 280) AI 212311 AgR(1ªT), AI 251721 AgR(1ªT). (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, GRATIFICAÇÃO) RE 254533 AgR(1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 09/05/2013, LLD.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
722722
[ "LEG-FED SUMSTF-000280\r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF \r\n\r\n", "LEG-EST LEI-013761 ANO-2006\r\n LEI ORDINÁRIA, SC" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 722722 AgR
[ "" ]
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) : RICARDO WILLEMANN E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : ANA CONCEIÇÃO SOARES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.722 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANA CONCEIÇÃO SOARES ADV.(A/S) :RICARDO WILLEMANN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA. RECEBIMENTO DE GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. LEI ESTADUAL N. 13.761/2006. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573000. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.722 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANA CONCEIÇÃO SOARES ADV.(A/S) :RICARDO WILLEMANN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 17 de dezembro de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Ana Conceição Soares contra julgado da 8... Turma Recursal dos Juizados Especiais de Florianópolis/SC, que manteve decisão que julgara improcedente pedido de recebimento de gratificação de produtividade. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Leis estaduais n. 9.502/1994, 9.751/1994, 13.761/2006 e 15.159/2010 e Lei Complementar estadual n. 421/2008). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. (...) Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inciso II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573001. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.722 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :ANA CONCEIÇÃO SOARES ADV.(A/S) :RICARDO WILLEMANN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 17 de dezembro de 2012, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Ana Conceição Soares contra julgado da 8... Turma Recursal dos Juizados Especiais de Florianópolis/SC, que manteve decisão que julgara improcedente pedido de recebimento de gratificação de produtividade. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria a análise prévia da legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Leis estaduais n. 9.502/1994, 9.751/1994, 13.761/2006 e 15.159/2010 e Lei Complementar estadual n. 421/2008). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. (...) Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 7. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inciso II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573001. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 722722 AGR / SC 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.2.2013, interpõe Ana Conceição Soares, em 13.2.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Afirma a Agravante que teria havido contrariedade direta à Constituição. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573001. Supremo Tribunal Federal ARE 722722 AGR / SC 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.2.2013, interpõe Ana Conceição Soares, em 13.2.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Afirma a Agravante que teria havido contrariedade direta à Constituição. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573001. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.722 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu: “está sedimentado o entendimento em nossa colenda Corte de justiça estadual, que a Gratificação de Produtividade instituída pela Lei n. 13.761/06 somente se aplica aos servidores do Quadro Único de Pessoal Civil lotados no órgão central da Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia. Trago precedente recentíssimo e unânime, de 22 de fevereiro do corrente, do Grupo de Câmaras de Direito Público, com relatoria do eminente Desembargador Pedro Manoel Abreu, que elucida o tema. Trata-se do acórdão prolatado no MS n. 2011.048241-9, da Capital. ‘(...) Nos termos do art. 1..., da Lei Estadual n. 13.761, de 22/05/2006, ainda que se trate de servidor público efetivo da Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia, a gratificação de produtividade não lhe será devida se não estiver lotado no órgão central daquela Secretaria. (MS n. 2011.048275-6, da Capital, rel. Des. Jaime Ramos, j. 28-9-2011) (...)’. (...) Exsurge, do venerando acórdão acima, carreado em parte, que não há afronta ao princípio da impessoalidade porquanto a gratificação instituída é propter laborem, que exige como requisito primordial a observância do local de labor, e é concedida a todos os que estiverem em igual situação, ou seja, laborando no mesmo local de trabalho e devido às condições deste. Aduzo, ainda, que o fato da recorrente estar lotada na Secretaria Regional, e para tais servidores não ser estendido o benefício, não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573002. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.722 SANTA CATARINA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu: “está sedimentado o entendimento em nossa colenda Corte de justiça estadual, que a Gratificação de Produtividade instituída pela Lei n. 13.761/06 somente se aplica aos servidores do Quadro Único de Pessoal Civil lotados no órgão central da Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia. Trago precedente recentíssimo e unânime, de 22 de fevereiro do corrente, do Grupo de Câmaras de Direito Público, com relatoria do eminente Desembargador Pedro Manoel Abreu, que elucida o tema. Trata-se do acórdão prolatado no MS n. 2011.048241-9, da Capital. ‘(...) Nos termos do art. 1..., da Lei Estadual n. 13.761, de 22/05/2006, ainda que se trate de servidor público efetivo da Secretaria de Estado da Educação, Ciência e Tecnologia, a gratificação de produtividade não lhe será devida se não estiver lotado no órgão central daquela Secretaria. (MS n. 2011.048275-6, da Capital, rel. Des. Jaime Ramos, j. 28-9-2011) (...)’. (...) Exsurge, do venerando acórdão acima, carreado em parte, que não há afronta ao princípio da impessoalidade porquanto a gratificação instituída é propter laborem, que exige como requisito primordial a observância do local de labor, e é concedida a todos os que estiverem em igual situação, ou seja, laborando no mesmo local de trabalho e devido às condições deste. Aduzo, ainda, que o fato da recorrente estar lotada na Secretaria Regional, e para tais servidores não ser estendido o benefício, não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573002. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 722722 AGR / SC implica em desnaturar a aludida Secretaria, porquanto, repisa-se, ainda que exerça funções assemelhadas às do órgão central, a gratificação instituída o foi em razão das condições do trabalho para o lugar em que foi deferida. Assim, como se disse, embora as mesmas atribuições do órgão central, o local onde a servidora presta seu labor é diverso daquele encontrado nesse. Por tais razões, conheço do recurso, porém, nego-lhe provimento”. 3. O Tribunal a quo analisou e interpretou a Lei estadual n. 13.761/2006 e concluiu que a Agravante não teria direito à gratificação de produtividade. Como assentado na decisão agravada, concluir de modo diverso do acórdão recorrido demandaria a análise daquela legislação infraconstitucional. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal. Nesse sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público. Gratificação de produtividade. Reexame de legislação estadual. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (AI 212.311-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 15.6.2012). “Servidor Público do Estado de Santa Catarina: questão relativa à gratificação de produtividade decidida com base na interpretação de legislação local (L. est. 9.751/94), de reexame inviável no recurso extraordinário: incidência da Súmula 280” (AI 251.721-AgR, Rel. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573002. Supremo Tribunal Federal ARE 722722 AGR / SC implica em desnaturar a aludida Secretaria, porquanto, repisa-se, ainda que exerça funções assemelhadas às do órgão central, a gratificação instituída o foi em razão das condições do trabalho para o lugar em que foi deferida. Assim, como se disse, embora as mesmas atribuições do órgão central, o local onde a servidora presta seu labor é diverso daquele encontrado nesse. Por tais razões, conheço do recurso, porém, nego-lhe provimento”. 3. O Tribunal a quo analisou e interpretou a Lei estadual n. 13.761/2006 e concluiu que a Agravante não teria direito à gratificação de produtividade. Como assentado na decisão agravada, concluir de modo diverso do acórdão recorrido demandaria a análise daquela legislação infraconstitucional. Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal. Nesse sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público. Gratificação de produtividade. Reexame de legislação estadual. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (AI 212.311-AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 15.6.2012). “Servidor Público do Estado de Santa Catarina: questão relativa à gratificação de produtividade decidida com base na interpretação de legislação local (L. est. 9.751/94), de reexame inviável no recurso extraordinário: incidência da Súmula 280” (AI 251.721-AgR, Rel. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573002. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 722722 AGR / SC Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 30.6.2006 – grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ESTADO DE SANTA CATARINA. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. INTERPRETAÇÃO DE LEI ESTADUAL. Decisão agravada que se harmoniza com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a matéria (Recurso Extraordinário 232.343, Relator Ministro Moreira Alves; e AI 269.211-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, entre outros). Agravo regimental a que se nega provimento. Condenação do agravante a pagar à parte agravada multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao recolhimento do respectivo valor, nos termos do § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil” (Recurso Extraordinário 254.533-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 24.3.2006). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573002. Supremo Tribunal Federal ARE 722722 AGR / SC Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 30.6.2006 – grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. ESTADO DE SANTA CATARINA. GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE. INTERPRETAÇÃO DE LEI ESTADUAL. Decisão agravada que se harmoniza com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre a matéria (Recurso Extraordinário 232.343, Relator Ministro Moreira Alves; e AI 269.211-AgR, Relator Ministro Cezar Peluso, entre outros). Agravo regimental a que se nega provimento. Condenação do agravante a pagar à parte agravada multa de 5% (cinco por cento) do valor atualizado da causa, ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao recolhimento do respectivo valor, nos termos do § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil” (Recurso Extraordinário 254.533-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 24.3.2006). 4. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573002. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.722 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ANA CONCEIÇÃO SOARES ADV.(A/S) : RICARDO WILLEMANN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600535 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.722 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : ANA CONCEIÇÃO SOARES ADV.(A/S) : RICARDO WILLEMANN E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600535 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722 . 722", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "MS n . 2011 . 048241 - 9", "MS n . 2011 . 048275 - 6", "MS n . 2011 . 048241 - 9", "MS n . 2011 . 048275 - 6", "ARE 722722 AGR / SC", "Súmula n . 280 deste Supremo Tribunal", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 212 . 311 - AgR", "AI 251 . 721 - AgR", "ARE 722722 AGR / SC", "Súmula n . 280 deste Supremo Tribunal", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 212 . 311 - AgR", "AI 251 . 721 - AgR", "ARE 722722 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 232 . 343", "AI 269 . 211 - AgR", "Recurso Extraordinário 254 . 533 - AgR", "ARE 722722 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 232 . 343", "AI 269 . 211 - AgR", "Recurso Extraordinário 254 . 533 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "LEI ESTADUAL N . 13 . 761 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis", "estaduais n . 9 . 502 / 1994", "9", ".", "751", "/", "1994", "13", ".", "761", "/", "2006", "15", ".", "159", "/", "2010", "Lei Complementar estadual n . 421 / 2008", "Constituição da República", "art . 544 , § 4 . . . , inciso II , alínea a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis estaduais n . 9 . 502 / 1994", "9", ".", "751", "/", "1994", "13", ".", "761", "/", "2006", "15", ".", "159", "/", "2010", "Lei", "Complementar estadual n . 421 / 2008", "Constituição da República", "art . 544 , § 4 . . . , inciso II , alínea a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 .", "Lei n . 13 . 761 / 06", "art . 1 . . . , da", "Lei Estadual n . 13 . 761", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 13 . 761 / 06", "art . 1 . . . , da", "Lei Estadual n . 13 . 761", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n . 13 . 761 / 2006", "Constituição da República", "L", ".", "est . 9 . 751 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n . 13 . 761 / 2006", "Constituição da República", "L", ".", "est . 9 . 751 / 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "Estado de Santa Catarina", "Estado de Santa Catarina", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "8", ".", ". . Turma Recursal dos Juizados Especiais de Florianópolis / SC", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "8", ".", ".", ". Turma Recursal dos Juizados Especiais de Florianópolis / SC", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Secretaria de Estado da Educação , Ciência e Tecnologia", "Grupo de Câmaras de Direito Público", "Secretaria de Estado da Educação , Ciência e Tecnologia", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Quadro Único de", "Secretaria de Estado da Educação , Ciência e Tecnologia", "Grupo de Câmaras de Direito Público", "Secretaria de Estado da Educação , Ciência e Tecnologia", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "2", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ANA CONCEIÇÃO SOARES", "RICARDO WILLEMANN", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "ANA CONCEIÇÃO SOARES", "RICARDO WILLEMANN", "CÁRMEN LÚCIA", "Ana Conceição Soares", "CÁRMEN LÚCIA", "ANA CONCEIÇÃO SOARES", "RICARDO WILLEMANN", "CÁRMEN LÚCIA", "Ana Conceição Soares", "Ana Conceição Soares", "Ana Conceição Soares", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Pedro Manoel Abreu", "Jaime Ramos", "CÁRMEN LÚCIA", "Pedro Manoel Abreu", "Jaime Ramos", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "Sepúlveda Pertence", "Moreira Alves", "Cezar Peluso", "Ayres Britto", "Sepúlveda Pertence", "Moreira Alves", "Cezar Peluso", "Ayres Britto", "CÁRMEN LÚCIA", "ANA CONCEIÇÃO SOARES", "RICARDO WILLEMANN", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "ANA CONCEIÇÃO SOARES", "RICARDO WILLEMANN", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "19", "/", "03", "/", "2013", "19 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "17 de dezembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "17 de dezembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "2", ".", "2013", "13", ".", "2", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "2", ".", "2013", "13", ".", "2", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "22 de fevereiro do corrente", "22", "/", "05", "/", "2006", "28", "-", "9", "-", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "22 de fevereiro do corrente", "22", "/", "05", "/", "2006", "28", "-", "9", "-", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "6", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "6", ".", "2006", "24", ".", "3", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "6", ".", "2006", "24", ".", "3", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.211 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :PETRUCIO ANTONIO MATIAS ADV.(A/S) :MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626056. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.211 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :PETRUCIO ANTONIO MATIAS ADV.(A/S) :MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 27 de dezembro de 2012, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626057. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.211 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :PETRUCIO ANTONIO MATIAS ADV.(A/S) :MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 27 de dezembro de 2012, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 727211 AGR / DF análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta de regimental, insiste no processamento do extraordinário. Assevera estar configurada a ofensa aos artigos 5º, inciso XXXVI, 201, §§ 3º e 4º e 202, cabeça, da Constituição Federal. Sustenta tratar-se de matéria eminentemente constitucional e refuta a incidência à espécie da orientação do Verbete nº 279 da Súmula do Supremo. A parte agravada apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626057. Supremo Tribunal Federal ARE 727211 AGR / DF análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta de regimental, insiste no processamento do extraordinário. Assevera estar configurada a ofensa aos artigos 5º, inciso XXXVI, 201, §§ 3º e 4º e 202, cabeça, da Constituição Federal. Sustenta tratar-se de matéria eminentemente constitucional e refuta a incidência à espécie da orientação do Verbete nº 279 da Súmula do Supremo. A parte agravada apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.211 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal consignou em síntese: APELAÇÃO CÍVEL. PREVIDÊNCIA PRIVADA. SISTEL. AÇÃO DE REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ART. 557 DO CPC. AGRAVO RETIDO. PERÍCIA ATUARIAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. DESPROVIMENTO. PRESCRIÇÃO. REGULAMENTO APLICÁVEL. REGRAS VIGENTES À ÉPOCA DA VERIFICAÇÃO DOS REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. INEXISTÊNCIA DE OFENSA A DIREITO ADQUIRIDO E AO ATO JURÍDICO PERFEITO. PRINCÍPIOS DA SOLIDARIEDADE E DO MUTUALISMO. RECURSO DESPROVIDO. I – A negativa de seguimento ao recurso com fundamento no artigo 557 do CPC constitui uma faculdade do Relator. II – A definição do Regulamento do Plano de Benefícios a ser aplicado configura matéria unicamente de direito, que é solucionada por meio de documentos carreados aos autos, bem como das normas existentes no ordenamento jurídico, mostrando-se desnecessária a produção de perícia técnica atuarial, o que não implica em desrespeito aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Agravo retido a que se nega provimento. III – O pagamento de suplementação de aposentadoria é Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626058. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.211 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal consignou em síntese: APELAÇÃO CÍVEL. PREVIDÊNCIA PRIVADA. SISTEL. AÇÃO DE REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ART. 557 DO CPC. AGRAVO RETIDO. PERÍCIA ATUARIAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. DESPROVIMENTO. PRESCRIÇÃO. REGULAMENTO APLICÁVEL. REGRAS VIGENTES À ÉPOCA DA VERIFICAÇÃO DOS REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. INEXISTÊNCIA DE OFENSA A DIREITO ADQUIRIDO E AO ATO JURÍDICO PERFEITO. PRINCÍPIOS DA SOLIDARIEDADE E DO MUTUALISMO. RECURSO DESPROVIDO. I – A negativa de seguimento ao recurso com fundamento no artigo 557 do CPC constitui uma faculdade do Relator. II – A definição do Regulamento do Plano de Benefícios a ser aplicado configura matéria unicamente de direito, que é solucionada por meio de documentos carreados aos autos, bem como das normas existentes no ordenamento jurídico, mostrando-se desnecessária a produção de perícia técnica atuarial, o que não implica em desrespeito aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Agravo retido a que se nega provimento. III – O pagamento de suplementação de aposentadoria é Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 727211 AGR / DF obrigação de trato sucessivo pelo que a prescrição alcança tão- somente as parcelas vencidas anteriormente ao quinquênio que precede o ajuizamento da ação, e não o próprio fundo de direito. IV – Não existe óbice à alteração dos regulamentos do sistema de previdência complementar, desde que obedecidas as regras legais para tanto, pois visam a garantir o equilíbrio econômico, financeiro e atuarial do fundo de onde se extraem os benefícios pagos e guardam consonância com os princípios da solidariedade e do mutualismo que regem a matéria. V – O participante que não reúne todas as condições para a obtenção da suplementação de proventos, nos termos do § 1º do artigo 68 da Lei Complementar nº 109/2001, não detém direito adquirido ao recebimento de complementação de benefício previdenciário de acordo com as regras vigentes no período de adesão ao plano de previdência privada. VI – Agravo retido e apelação desprovidos. Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada no acórdão prolatado fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência do tema. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626058. Supremo Tribunal Federal ARE 727211 AGR / DF obrigação de trato sucessivo pelo que a prescrição alcança tão- somente as parcelas vencidas anteriormente ao quinquênio que precede o ajuizamento da ação, e não o próprio fundo de direito. IV – Não existe óbice à alteração dos regulamentos do sistema de previdência complementar, desde que obedecidas as regras legais para tanto, pois visam a garantir o equilíbrio econômico, financeiro e atuarial do fundo de onde se extraem os benefícios pagos e guardam consonância com os princípios da solidariedade e do mutualismo que regem a matéria. V – O participante que não reúne todas as condições para a obtenção da suplementação de proventos, nos termos do § 1º do artigo 68 da Lei Complementar nº 109/2001, não detém direito adquirido ao recebimento de complementação de benefício previdenciário de acordo com as regras vigentes no período de adesão ao plano de previdência privada. VI – Agravo retido e apelação desprovidos. Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada no acórdão prolatado fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência do tema. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 727211 AGR / DF Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626058. Supremo Tribunal Federal ARE 727211 AGR / DF Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.211 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : PETRUCIO ANTONIO MATIAS ADV.(A/S) : MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) : ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604808 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.211 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : PETRUCIO ANTONIO MATIAS ADV.(A/S) : MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) : ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604808 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3642460
2013-03-19T00:00:00
2013-04-15T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur228007
Número de páginas: 7. Análise: 20/05/2013, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
727211
[ "LEG-FED LCP-000109 ANO-2011\r\n ART-00068 \r\n LEI COMPLEMENTAR\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 727211 AgR
[ "" ]
AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) : ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : PETRUCIO ANTONIO MATIAS
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Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.211 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :PETRUCIO ANTONIO MATIAS ADV.(A/S) :MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626056. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.211 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :PETRUCIO ANTONIO MATIAS ADV.(A/S) :MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 27 de dezembro de 2012, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626057. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.211 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :PETRUCIO ANTONIO MATIAS ADV.(A/S) :MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) :ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 27 de dezembro de 2012, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 727211 AGR / DF análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta de regimental, insiste no processamento do extraordinário. Assevera estar configurada a ofensa aos artigos 5..., inciso XXXVI, 201, §§ 3... e 4... e 202, cabeça, da Constituição Federal. Sustenta tratar-se de matéria eminentemente constitucional e refuta a incidência à espécie da orientação do Verbete n 279 da Súmula do Supremo. A parte agravada apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626057. Supremo Tribunal Federal ARE 727211 AGR / DF análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta de regimental, insiste no processamento do extraordinário. Assevera estar configurada a ofensa aos artigos 5..., inciso XXXVI, 201, §§ 3... e 4... e 202, cabeça, da Constituição Federal. Sustenta tratar-se de matéria eminentemente constitucional e refuta a incidência à espécie da orientação do Verbete n 279 da Súmula do Supremo. A parte agravada apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.211 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal consignou em síntese: APELAÇÃO CÍVEL. PREVIDÊNCIA PRIVADA. SISTEL. AÇÃO DE REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ART. 557 DO Código de Processo Civil. AGRAVO RETIDO. PERÍCIA ATUARIAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. DESPROVIMENTO. PRESCRIÇÃO. REGULAMENTO APLICÁVEL. REGRAS VIGENTES À ÉPOCA DA VERIFICAÇÃO DOS REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. INEXISTÊNCIA DE OFENSA A DIREITO ADQUIRIDO E AO ATO JURÍDICO PERFEITO. PRINCÍPIOS DA SOLIDARIEDADE E DO MUTUALISMO. RECURSO DESPROVIDO. I – A negativa de seguimento ao recurso com fundamento no artigo 557 do Código de Processo Civil constitui uma faculdade do Relator. II – A definição do Regulamento do Plano de Benefícios a ser aplicado configura matéria unicamente de direito, que é solucionada por meio de documentos carreados aos autos, bem como das normas existentes no ordenamento jurídico, mostrando-se desnecessária a produção de perícia técnica atuarial, o que não implica em desrespeito aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Agravo retido a que se nega provimento. III – O pagamento de suplementação de aposentadoria é Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626058. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.211 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal consignou em síntese: APELAÇÃO CÍVEL. PREVIDÊNCIA PRIVADA. SISTEL. AÇÃO DE REVISÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. ART. 557 DO Código de Processo Civil. AGRAVO RETIDO. PERÍCIA ATUARIAL. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. DESPROVIMENTO. PRESCRIÇÃO. REGULAMENTO APLICÁVEL. REGRAS VIGENTES À ÉPOCA DA VERIFICAÇÃO DOS REQUISITOS PARA A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO. INEXISTÊNCIA DE OFENSA A DIREITO ADQUIRIDO E AO ATO JURÍDICO PERFEITO. PRINCÍPIOS DA SOLIDARIEDADE E DO MUTUALISMO. RECURSO DESPROVIDO. I – A negativa de seguimento ao recurso com fundamento no artigo 557 do Código de Processo Civil constitui uma faculdade do Relator. II – A definição do Regulamento do Plano de Benefícios a ser aplicado configura matéria unicamente de direito, que é solucionada por meio de documentos carreados aos autos, bem como das normas existentes no ordenamento jurídico, mostrando-se desnecessária a produção de perícia técnica atuarial, o que não implica em desrespeito aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Agravo retido a que se nega provimento. III – O pagamento de suplementação de aposentadoria é Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 727211 AGR / DF obrigação de trato sucessivo pelo que a prescrição alcança tão- somente as parcelas vencidas anteriormente ao quinquênio que precede o ajuizamento da ação, e não o próprio fundo de direito. IV – Não existe óbice à alteração dos regulamentos do sistema de previdência complementar, desde que obedecidas as regras legais para tanto, pois visam a garantir o equilíbrio econômico, financeiro e atuarial do fundo de onde se extraem os benefícios pagos e guardam consonância com os princípios da solidariedade e do mutualismo que regem a matéria. V – O participante que não reúne todas as condições para a obtenção da suplementação de proventos, nos termos do § 1... do artigo 68 da Lei Complementar n 109/2001, não detém direito adquirido ao recebimento de complementação de benefício previdenciário de acordo com as regras vigentes no período de adesão ao plano de previdência privada. VI – Agravo retido e apelação desprovidos. Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada no acórdão prolatado fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência do tema. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626058. Supremo Tribunal Federal ARE 727211 AGR / DF obrigação de trato sucessivo pelo que a prescrição alcança tão- somente as parcelas vencidas anteriormente ao quinquênio que precede o ajuizamento da ação, e não o próprio fundo de direito. IV – Não existe óbice à alteração dos regulamentos do sistema de previdência complementar, desde que obedecidas as regras legais para tanto, pois visam a garantir o equilíbrio econômico, financeiro e atuarial do fundo de onde se extraem os benefícios pagos e guardam consonância com os princípios da solidariedade e do mutualismo que regem a matéria. V – O participante que não reúne todas as condições para a obtenção da suplementação de proventos, nos termos do § 1... do artigo 68 da Lei Complementar n 109/2001, não detém direito adquirido ao recebimento de complementação de benefício previdenciário de acordo com as regras vigentes no período de adesão ao plano de previdência privada. VI – Agravo retido e apelação desprovidos. Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada no acórdão prolatado fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência do tema. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 727211 AGR / DF Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626058. Supremo Tribunal Federal ARE 727211 AGR / DF Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3626058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.211 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : PETRUCIO ANTONIO MATIAS ADV.(A/S) : MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) : ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604808 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.211 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : PETRUCIO ANTONIO MATIAS ADV.(A/S) : MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL ADV.(A/S) : ADELMO DA SILVA EMERENCIANO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604808 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 727211 AGR / DF", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 727211 AGR", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 727211 AGR / DF", "ARE 727211 AGR", "ARE 727211 AGR / DF" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 5", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 5 . . . , inciso XXXVI , 201 , § § 3 . . . e 4 . . . e 202 , cabeça , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 557 DO Código de Processo Civil", "artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 557 DO Código de Processo Civil", "artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do artigo 68 da Lei Complementar n 109 / 2001", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 1 . . . do artigo 68 da Lei Complementar n 109 / 2001", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "DISTRITO", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO SISTEL DE SEGURIDADE SOCIAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal", "APELAÇÃO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "FUNDAÇÃO", ".", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "PETRUCIO ANTONIO MATIAS", "MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO", "ADELMO DA SILVA EMERENCIANO", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "PETRUCIO ANTONIO MATIAS", "MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO", "ADELMO DA SILVA EMERENCIANO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO", "ADELMO DA SILVA EMERENCIANO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "PETRUCIO ANTONIO MATIAS", "MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO", "ADELMO DA SILVA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "PETRUCIO ANTONIO MATIAS", "MARCELISE DE MIRANDA AZEVEDO", "ADELMO DA SILVA EMERENCIANO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "03", "/", "2013", "19 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "27 de dezembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "27 de dezembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.201 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :SANTO ITALO CARINHATO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS POLINI ADV.(A/S) :FRANCISCO ANTONIO ZEM PERALTA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO DO ADVOGADO SUBSCRITOR. RECURSO NÃO CONHECIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em não conhecer do agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 05 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3497191. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.201 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :SANTO ITALO CARINHATO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS POLINI ADV.(A/S) :FRANCISCO ANTONIO ZEM PERALTA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que deu provimento ao recurso extraordinário ao argumento de que “o Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento no sentido de que o art. 58 do ADCT só se aplica a benefícios concedidos anteriormente à Constituição Republicana e só tem vigência a partir do sétimo mês após a sua promulgação até a implantação do Plano de Benefícios, que se deu com a edição da Lei 8.213/1991”. Sustenta o agravante, em suma, que (a) “quaisquer questões relacionadas à violação ao artigo 7º, inciso IV, da CF/88 e ao artigo 58 ADCT haveriam de ser debatidas e dirimidas naquela seara de conhecimento, jamais em sede executiva (...)” (fl. 556); (b) “ainda que assim não fosse, a aferição, nessa seara executiva, de ofensa ao inciso IV do artigo 7º da Carta Magna de 1988, bem como ao artigo 58 do ADCT, na pior das suposições seria reflexa, de modo a inviabilizar essa via extraordinária, conforme solidificado entendimento dessa e. Corte Suprema” (fl. 559). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3497192. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.201 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :SANTO ITALO CARINHATO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS POLINI ADV.(A/S) :FRANCISCO ANTONIO ZEM PERALTA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que deu provimento ao recurso extraordinário ao argumento de que “o Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento no sentido de que o art. 58 do ADCT só se aplica a benefícios concedidos anteriormente à Constituição Republicana e só tem vigência a partir do sétimo mês após a sua promulgação até a implantação do Plano de Benefícios, que se deu com a edição da Lei 8.213/1991”. Sustenta o agravante, em suma, que (a) “quaisquer questões relacionadas à violação ao artigo 7º, inciso IV, da CF/88 e ao artigo 58 ADCT haveriam de ser debatidas e dirimidas naquela seara de conhecimento, jamais em sede executiva (...)” (fl. 556); (b) “ainda que assim não fosse, a aferição, nessa seara executiva, de ofensa ao inciso IV do artigo 7º da Carta Magna de 1988, bem como ao artigo 58 do ADCT, na pior das suposições seria reflexa, de modo a inviabilizar essa via extraordinária, conforme solidificado entendimento dessa e. Corte Suprema” (fl. 559). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3497192. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.201 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Não há procuração nem substabelecimento nos autos outorgados ao advogado Antonio Carlos Polini, subscritor do agravo regimental. Essa situação obsta a apreciação do recurso, conforme assente jurisprudência desta Corte. Nesse sentido os seguintes julgados: AgR no RE 684839/RS, Pleno, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 30/11/2012, AgR no RE 665704/SP, Pleno, Rel. Min. Cézar Peluso, DJe 05/12/2012; AgR no AI 7093924/CE, 1ª Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 02/10/2012; AgR no RE 606117/PR, 1ª Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 09/10/2012; AgR no AI 781729/RJ, 2ª Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 104/06/2012 e ED no AgR no AI 605124/RJ, 2ª Turma, Rel. Min. Celso de Mello, Dje de 04/11/2011. Ademais, esta Corte tem entendimento pacificado de que é inviável a aplicação do art. 13 do CPC na instância extraordinária, considerando- se inexistente o recurso assinado por advogado sem procuração nos autos. (Precedentes: AgR no AI 810.453/MG, 1ª Turma, Rel. Min. ROSA WEBER, Dje de 18/12/2012, ED no AgR no RE 208870/SP, 1ª Turma, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, DJ de 19/4/2002 e ED no AgR no AI 6056.124/RJ, 2ª Turma, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Dje de 04/11/2011 ). 2. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3497193. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.201 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Não há procuração nem substabelecimento nos autos outorgados ao advogado Antonio Carlos Polini, subscritor do agravo regimental. Essa situação obsta a apreciação do recurso, conforme assente jurisprudência desta Corte. Nesse sentido os seguintes julgados: AgR no RE 684839/RS, Pleno, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 30/11/2012, AgR no RE 665704/SP, Pleno, Rel. Min. Cézar Peluso, DJe 05/12/2012; AgR no AI 7093924/CE, 1ª Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 02/10/2012; AgR no RE 606117/PR, 1ª Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 09/10/2012; AgR no AI 781729/RJ, 2ª Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 104/06/2012 e ED no AgR no AI 605124/RJ, 2ª Turma, Rel. Min. Celso de Mello, Dje de 04/11/2011. Ademais, esta Corte tem entendimento pacificado de que é inviável a aplicação do art. 13 do CPC na instância extraordinária, considerando- se inexistente o recurso assinado por advogado sem procuração nos autos. (Precedentes: AgR no AI 810.453/MG, 1ª Turma, Rel. Min. ROSA WEBER, Dje de 18/12/2012, ED no AgR no RE 208870/SP, 1ª Turma, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, DJ de 19/4/2002 e ED no AgR no AI 6056.124/RJ, 2ª Turma, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Dje de 04/11/2011 ). 2. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3497193. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.201 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : SANTO ITALO CARINHATO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS POLINI ADV.(A/S) : FRANCISCO ANTONIO ZEM PERALTA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501072 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.201 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : SANTO ITALO CARINHATO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS POLINI ADV.(A/S) : FRANCISCO ANTONIO ZEM PERALTA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501072 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3506131
2013-03-05T00:00:00
2013-03-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO DO ADVOGADO SUBSCRITOR. RECURSO NÃO CONHECIDO.
sjur226476
- Acórdão (s) citado (s): (AUSÊNCIA, PROCURAÇÃO, SUBSCRITOR, IMPOSSIBILIDADE, APRECIAÇÃO, RECURSO) RE 684839 AgR (TP), RE 665704 AgR (TP), RE 606117 AgR (1ªT), AI 781729 AgR (2ªT), AI 605124 AgR-ED (2ªT). (AUSÊNCIA, PROCURAÇÃO, SUBSCRITOR, RECURSO INEXISTENTE) AI 810453 AgR (1ªT), RE 208870 AgR ED (1ªT). Número de páginas: 4. Análise: 11/04/2013, BMB.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
632201
null
RE-AgR
acordaos
RE 632201 AgR
[ "" ]
AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS POLINI AGTE.(S) : SANTO ITALO CARINHATO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FRANCISCO ANTONIO ZEM PERALTA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.201 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :SANTO ITALO CARINHATO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS POLINI ADV.(A/S) :FRANCISCO ANTONIO ZEM PERALTA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. AUSÊNCIA DE PROCURAÇÃO DO ADVOGADO SUBSCRITOR. RECURSO NÃO CONHECIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em não conhecer do agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 05 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3497191. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.201 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :SANTO ITALO CARINHATO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS POLINI ADV.(A/S) :FRANCISCO ANTONIO ZEM PERALTA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que deu provimento ao recurso extraordinário ao argumento de que “o Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento no sentido de que o art. 58 do ADCT só se aplica a benefícios concedidos anteriormente à Constituição Republicana e só tem vigência a partir do sétimo mês após a sua promulgação até a implantação do Plano de Benefícios, que se deu com a edição da Lei 8.213/1991”. Sustenta o agravante, em suma, que (a) “quaisquer questões relacionadas à violação ao artigo 7..., inciso IV, da Constituição Federal de 1988/88 e ao artigo 58 ADCT haveriam de ser debatidas e dirimidas naquela seara de conhecimento, jamais em sede executiva (...)” (fl. 556); (b) “ainda que assim não fosse, a aferição, nessa seara executiva, de ofensa ao inciso IV do artigo 7... da Carta Magna de 1988, bem como ao artigo 58 do ADCT, na pior das suposições seria reflexa, de modo a inviabilizar essa via extraordinária, conforme solidificado entendimento dessa e. Corte Suprema” (fl. 559). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3497192. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.201 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :SANTO ITALO CARINHATO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS POLINI ADV.(A/S) :FRANCISCO ANTONIO ZEM PERALTA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que deu provimento ao recurso extraordinário ao argumento de que “o Supremo Tribunal Federal já firmou entendimento no sentido de que o art. 58 do ADCT só se aplica a benefícios concedidos anteriormente à Constituição Republicana e só tem vigência a partir do sétimo mês após a sua promulgação até a implantação do Plano de Benefícios, que se deu com a edição da Lei 8.213/1991”. Sustenta o agravante, em suma, que (a) “quaisquer questões relacionadas à violação ao artigo 7..., inciso IV, da Constituição Federal de 1988/88 e ao artigo 58 ADCT haveriam de ser debatidas e dirimidas naquela seara de conhecimento, jamais em sede executiva (...)” (fl. 556); (b) “ainda que assim não fosse, a aferição, nessa seara executiva, de ofensa ao inciso IV do artigo 7... da Carta Magna de 1988, bem como ao artigo 58 do ADCT, na pior das suposições seria reflexa, de modo a inviabilizar essa via extraordinária, conforme solidificado entendimento dessa e. Corte Suprema” (fl. 559). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3497192. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.201 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Não há procuração nem substabelecimento nos autos outorgados ao advogado Antonio Carlos Polini, subscritor do agravo regimental. Essa situação obsta a apreciação do recurso, conforme assente jurisprudência desta Corte. Nesse sentido os seguintes julgados: AgR no Recurso Extraordinário 684839/RS, Pleno, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 30/11/2012, AgR no Recurso Extraordinário 665704/SP, Pleno, Rel. Min. Cézar Peluso, DJe 05/12/2012; AgR no AI 7093924/CE, 1... Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 02/10/2012; AgR no Recurso Extraordinário 606117/PR, 1... Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 09/10/2012; AgR no AI 781729/RJ, 2... Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 104/06/2012 e ED no AgR no AI 605124/RJ, 2... Turma, Rel. Min. Celso de Mello, Dje de 04/11/2011. Ademais, esta Corte tem entendimento pacificado de que é inviável a aplicação do art. 13 do Código de Processo Civil na instância extraordinária, considerando- se inexistente o recurso assinado por advogado sem procuração nos autos. (Precedentes: AgR no AI 810.453/MG, 1... Turma, Rel. Min. ROSA WEBER, Dje de 18/12/2012, ED no AgR no Recurso Extraordinário 208870/SP, 1... Turma, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, DJ de 19/4/2002 e ED no AgR no AI 6056.124/RJ, 2... Turma, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Dje de 04/11/2011 ). 2. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3497193. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.201 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Não há procuração nem substabelecimento nos autos outorgados ao advogado Antonio Carlos Polini, subscritor do agravo regimental. Essa situação obsta a apreciação do recurso, conforme assente jurisprudência desta Corte. Nesse sentido os seguintes julgados: AgR no Recurso Extraordinário 684839/RS, Pleno, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 30/11/2012, AgR no Recurso Extraordinário 665704/SP, Pleno, Rel. Min. Cézar Peluso, DJe 05/12/2012; AgR no AI 7093924/CE, 1... Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 02/10/2012; AgR no Recurso Extraordinário 606117/PR, 1... Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 09/10/2012; AgR no AI 781729/RJ, 2... Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 104/06/2012 e ED no AgR no AI 605124/RJ, 2... Turma, Rel. Min. Celso de Mello, Dje de 04/11/2011. Ademais, esta Corte tem entendimento pacificado de que é inviável a aplicação do art. 13 do Código de Processo Civil na instância extraordinária, considerando- se inexistente o recurso assinado por advogado sem procuração nos autos. (Precedentes: AgR no AI 810.453/MG, 1... Turma, Rel. Min. ROSA WEBER, Dje de 18/12/2012, ED no AgR no Recurso Extraordinário 208870/SP, 1... Turma, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, DJ de 19/4/2002 e ED no AgR no AI 6056.124/RJ, 2... Turma, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Dje de 04/11/2011 ). 2. Diante do exposto, não conheço do agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3497193. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.201 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : SANTO ITALO CARINHATO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS POLINI ADV.(A/S) : FRANCISCO ANTONIO ZEM PERALTA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501072 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632.201 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : SANTO ITALO CARINHATO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS POLINI ADV.(A/S) : FRANCISCO ANTONIO ZEM PERALTA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501072 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632 . 201 SÃO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632 . 201 SÃO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632 . 201", "AgR", "AgR", "Recurso Extraordinário 665704 / SP", "AgR no", "AI 7093924 / CE", "AgR no", "Recurso Extraordinário 606117 / PR", "AgR no AI 781729 / RJ", "ED", "AgR no AI 605124 / RJ", "AgR no AI 810 . 453 / MG", "AgR no Recurso Extraordinário 208870 / SP", "AgR no AI 6056 . 124 / RJ", "AgR", "Recurso Extraordinário 665704 / SP", "AgR no AI 7093924 / CE", "Recurso Extraordinário 606117", "/", "PR", "AgR no AI 781729 / RJ", "ED", "AgR no AI 605124 / RJ", "AgR no AI 810 . 453 / MG", "AgR no Recurso Extraordinário 208870 / SP", "ED", "AgR no AI 6056 . 124 / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632 .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 632 . 201" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Republicana", "Lei 8 . 213 / 1991", "artigo 7 . . . , inciso IV , da Constituição Federal de 1988 / 88", "artigo", "inciso IV do artigo 7 . . . da Carta Magna de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Republicana", "Lei 8 . 213 / 1991", "artigo 7 . . . , inciso IV , da Constituição Federal de 1988 / 88", "artigo", "inciso IV do artigo 7 . . . da Carta Magna de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 13 do Código de", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 13 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Suprema", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Pleno", "2", "2", "2", ".", ".", ".", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "EXTRATO", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "SANTO ITALO CARINHATO", "ANTONIO CARLOS POLINI", "FRANCISCO ANTONIO ZEM PERALTA", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "SANTO ITALO CARINHATO", "ANTONIO CARLOS POLINI", "FRANCISCO ANTONIO ZEM PERALTA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "SANTO ITALO CARINHATO", "ANTONIO CARLOS POLINI", "FRANCISCO ANTONIO ZEM PERALTA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Antonio Carlos Polini", "Ayres Britto", "Cézar Peluso", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "ROSA WEBER", "ILMAR GALVÃO", "CELSO DE MELLO", "TEORI ZAVASCKI", "Antonio Carlos Polini", "Ayres Britto", "Cézar Peluso", "Rosa Weber", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "ROSA WEBER", "ILMAR GALVÃO", "CELSO DE MELLO", "TEORI ZAVASCKI", "SANTO ITALO CARINHATO", "ANTONIO CARLOS POLINI", "FRANCISCO ANTONIO ZEM PERALTA", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Mário José Gisi", "Fabiane Duarte", "TEORI ZAVASCKI", "SANTO ITALO CARINHATO", "ANTONIO CARLOS POLINI", "FRANCISCO ANTONIO ZEM PERALTA", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Mário José Gisi", "Fabiane Duarte" ], "TEMPO": [ "05", "/", "03", "/", "2013", "05 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "30", "/", "11", "/", "2012", "05", "/", "12", "/", "2012", "02", "/", "10", "/", "2012", "09", "/", "10", "/", "2012", "104", "/", "06", "/", "2012", "04", "/", "11", "/", "2011", "18", "/", "12", "/", "2012", "19", "/", "4", "/", "2002", "04", "/", "11", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "30", "/", "11", "/", "2012", "05", "/", "12", "/", "2012", "02", "/", "10", "/", "2012", "09", "/", "10", "/", "2012", "104", "/", "06", "/", "2012", "04", "/", "11", "/", "2011", "18", "/", "12", "/", "2012", "19", "/", "4", "/", "2002", "04", "/", "11", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.066 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :MICHAEL RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. 1. CAUSA DE AUMENTO PREVISTA NO ART. 40, INC. VI, DA LEI N. 11.343/2006. QUESTÃO APRECIADA EM SEGUNDA INSTÂNCIA. DEVOLUTIVIDADE DA MATÉRIA COM A INTERPOSIÇÃO DA APELAÇÃO DA DEFESA. 2. CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006. QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA ADOTADAS PARA A FIXAÇÃO DA PENA-BASE E DEFINIÇÃO DO PERCENTUAL DE DIMINUIÇÃO. BIS IN IDEM. 1. A questão da causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006 foi apreciada pela Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, não podendo a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça deixar de conhecer do habeas corpus na parte referente a essa matéria. 2. A apelação da defesa, salvo limitação explícita no ato de sua interposição, devolve ao Tribunal todas as questões relevantes do processo, independentemente de terem sido arguidas nas razões de apelação. Precedentes. 3. O fundamento relativo à natureza e à quantidade do entorpecente foi utilizado tanto na primeira fase da dosimetria, para a fixação da pena- base, como na terceira fase, para a definição do patamar da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 em 1/6. Bis in idem. Patamar de dois terços a ser observado. 4. Recurso provido para determinar que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça conheça do Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, na parte relativa à causa de aumento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573143. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RHC 116066 / DF prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, e aprecie a matéria, e, de ofício, ordem concedida para determinar que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF, com o trânsito em julgado do novo acórdão a ser proferido no Superior Tribunal de Justiça, reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em dar provimento ao recurso ordinário para determinar que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça conheça do Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, na parte relativa à causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, e aprecie a matéria, e, de ofício, concedeu a ordem para determinar que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF, com o trânsito em julgado do novo acórdão a ser proferido no Superior Tribunal de Justiça, reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573143. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, e aprecie a matéria, e, de ofício, ordem concedida para determinar que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF, com o trânsito em julgado do novo acórdão a ser proferido no Superior Tribunal de Justiça, reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em dar provimento ao recurso ordinário para determinar que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça conheça do Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, na parte relativa à causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, e aprecie a matéria, e, de ofício, concedeu a ordem para determinar que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF, com o trânsito em julgado do novo acórdão a ser proferido no Superior Tribunal de Justiça, reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573143. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.066 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :MICHAEL RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de medida liminar, interposto pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, em favor de MICHAEL RODRIGUES DOS SANTOS, contra julgado da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 4.9.2012, conheceu em parte do Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, e, na parte conhecida, denegou a ordem. O caso 2. O Recorrente e Carlos Henrique da Cruz Souza foram denunciados pela prática dos delitos previstos nos arts. 33, caput, 35, caput, c/c o art. 40, inc. III, da Lei n. 11.343/2006. Expõe a denúncia: “No dia 23 de abril de 2009, na QNM 06, Conjunto L, Casa 43, Ceilândia, os denunciados, com consciência, vontade e unidade de desígnios, tinham em depósito, para fins de difusão ilícita, 81 (oitenta e uma) porções de cocaína, com massa bruta de 822,15g (oitocentos e vinte e dois gramas e quinze centigramas); sem autorização e em desacordo com determinação legal. Consta do auto de prisão em flagrante que os denunciados se valiam do auxílio dos adolescentes WALTER REIS NASCIMENTO JÚNIOR e WENDEL GOMES AMORIM para a exploração do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573144. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.066 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :MICHAEL RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de medida liminar, interposto pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, em favor de MICHAEL RODRIGUES DOS SANTOS, contra julgado da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 4.9.2012, conheceu em parte do Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, e, na parte conhecida, denegou a ordem. O caso 2. O Recorrente e Carlos Henrique da Cruz Souza foram denunciados pela prática dos delitos previstos nos arts. 33, caput, 35, caput, c/c o art. 40, inc. III, da Lei n. 11.343/2006. Expõe a denúncia: “No dia 23 de abril de 2009, na QNM 06, Conjunto L, Casa 43, Ceilândia, os denunciados, com consciência, vontade e unidade de desígnios, tinham em depósito, para fins de difusão ilícita, 81 (oitenta e uma) porções de cocaína, com massa bruta de 822,15g (oitocentos e vinte e dois gramas e quinze centigramas); sem autorização e em desacordo com determinação legal. Consta do auto de prisão em flagrante que os denunciados se valiam do auxílio dos adolescentes WALTER REIS NASCIMENTO JÚNIOR e WENDEL GOMES AMORIM para a exploração do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RHC 116066 / DF tráfico de drogas” (grifos nossos). 3. Em 19.8.2009, o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF condenou o Recorrente à pena de 7 anos e 6 meses de reclusão, a ser cumprida no regime inicial fechado, e 600 dias- multa. Nessa sentença foi aplicada a causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 1/6 nem concedido o direito de apelar em liberdade. 4. A defesa interpôs a Apelação Criminal n. 2009.01.1.052827-6, à qual a Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, em 5.3.2010, reconhecendo a atenuante da menoridade, deu parcial provimento para reduzir a pena do Recorrente para 6 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, e 550 dias-multa, mantida a aplicação da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 1/6. Esta a ementa desse julgado: “PENAL. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. ABSOLVIÇÃO. DESCLASSIFICAÇÃO PARA A FIGURA DO ARTIGO 28 DO MESMO DIPLOMA LEGAL. IMPOSSIBILIDADE. PROVAS CONTUNDENTES E COESAS. REDUÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS FAVORÁVEIS. ATENUANTE. MENORIDADE RELATIVA. CONSIDERAÇÃO. § 4º DO ARTIGO 33 DA LEI N. 11.343/2006. APLICAÇÃO DO PATAMAR MÁXIMO (DOIS TERÇOS): INVIABILIDADE. APREENSÃO DE EXCESSIVA QUANTIDADE DE DROGA. 1. Não há que se falar em absolvição quando a r. sentença tem como fundamento elementos probatórios robustos, inexistindo qualquer mácula se assentada em depoimento de policial, firme e coerente com o restante do conjunto probatório, relatando toda a dinâmica dos fatos. 2. Inviável a desclassificação da imputação inicial para a conduta prevista no artigo 28 da Lei n. 11.343/2006, quando a Defesa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573144. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF tráfico de drogas” (grifos nossos). 3. Em 19.8.2009, o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF condenou o Recorrente à pena de 7 anos e 6 meses de reclusão, a ser cumprida no regime inicial fechado, e 600 dias- multa. Nessa sentença foi aplicada a causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 1/6 nem concedido o direito de apelar em liberdade. 4. A defesa interpôs a Apelação Criminal n. 2009.01.1.052827-6, à qual a Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, em 5.3.2010, reconhecendo a atenuante da menoridade, deu parcial provimento para reduzir a pena do Recorrente para 6 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, e 550 dias-multa, mantida a aplicação da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 1/6. Esta a ementa desse julgado: “PENAL. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. ABSOLVIÇÃO. DESCLASSIFICAÇÃO PARA A FIGURA DO ARTIGO 28 DO MESMO DIPLOMA LEGAL. IMPOSSIBILIDADE. PROVAS CONTUNDENTES E COESAS. REDUÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS FAVORÁVEIS. ATENUANTE. MENORIDADE RELATIVA. CONSIDERAÇÃO. § 4º DO ARTIGO 33 DA LEI N. 11.343/2006. APLICAÇÃO DO PATAMAR MÁXIMO (DOIS TERÇOS): INVIABILIDADE. APREENSÃO DE EXCESSIVA QUANTIDADE DE DROGA. 1. Não há que se falar em absolvição quando a r. sentença tem como fundamento elementos probatórios robustos, inexistindo qualquer mácula se assentada em depoimento de policial, firme e coerente com o restante do conjunto probatório, relatando toda a dinâmica dos fatos. 2. Inviável a desclassificação da imputação inicial para a conduta prevista no artigo 28 da Lei n. 11.343/2006, quando a Defesa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RHC 116066 / DF não logrou êxito em demonstrar que a droga apreendida em poder do apelante destinava-se ao consumo próprio. 3. A conduta do recorrente melhor se amolda ao delito de tráfico de drogas (artigo 33, caput, da Lei n. 11.343/2006) haja vista que foi flagrado quando tinha em depósito, no interior de sua residência, quantidade excessiva de cocaína. 4. Constatado que a atenuante da menoridade relativa não foi considerada na aplicação da pena, por ocasião da prolação da r. sentença, merece reforma o decisum, para reduzir-se a reprimenda anteriormente fixada. 5. Correta se mostra a decisão que, considerando a expressiva quantidade de cocaína apreendida em poder do acusado, aplicou a causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no mínimo legal, uma vez que para tanto, deverá o magistrado sopesar as circunstâncias do artigo 42 do mesmo diploma legal, com preponderância sobre aquelas previstas no artigo 59 do Código Penal. 5. (…) Recurso do acusado Michael Rodrigues dos Santos parcialmente provido”. 5. Contra esse julgado a defesa impetrou no Superior Tribunal de Justiça o Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior. Em 4.9.2012, a Sexta Turma denegou a ordem: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA. PENA-BASE. NATUREZA E QUANTIDADE DE DROGAS APREENDIDAS. ART. 42 DA LEI 11.343/2006. EXASPERAÇÃO DA REPRIMENDA. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA E IDÔNEA. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006. FRAÇÃO DO REDUTOR. DISCRICIONARIEDADE. NATUREZA E ELEVADA QUANTIDADE DE DROGA. REDUÇÃO INFERIOR AO MÁXIMO ACERTADA. MAJORANTE PREVISTA NO ART. 40, VI, DA LEI DE DROGAS. QUANTUM DE AUMENTO. MATÉRIA NÃO ANALISADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573144. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF não logrou êxito em demonstrar que a droga apreendida em poder do apelante destinava-se ao consumo próprio. 3. A conduta do recorrente melhor se amolda ao delito de tráfico de drogas (artigo 33, caput, da Lei n. 11.343/2006) haja vista que foi flagrado quando tinha em depósito, no interior de sua residência, quantidade excessiva de cocaína. 4. Constatado que a atenuante da menoridade relativa não foi considerada na aplicação da pena, por ocasião da prolação da r. sentença, merece reforma o decisum, para reduzir-se a reprimenda anteriormente fixada. 5. Correta se mostra a decisão que, considerando a expressiva quantidade de cocaína apreendida em poder do acusado, aplicou a causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no mínimo legal, uma vez que para tanto, deverá o magistrado sopesar as circunstâncias do artigo 42 do mesmo diploma legal, com preponderância sobre aquelas previstas no artigo 59 do Código Penal. 5. (…) Recurso do acusado Michael Rodrigues dos Santos parcialmente provido”. 5. Contra esse julgado a defesa impetrou no Superior Tribunal de Justiça o Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior. Em 4.9.2012, a Sexta Turma denegou a ordem: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA. PENA-BASE. NATUREZA E QUANTIDADE DE DROGAS APREENDIDAS. ART. 42 DA LEI 11.343/2006. EXASPERAÇÃO DA REPRIMENDA. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA E IDÔNEA. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006. FRAÇÃO DO REDUTOR. DISCRICIONARIEDADE. NATUREZA E ELEVADA QUANTIDADE DE DROGA. REDUÇÃO INFERIOR AO MÁXIMO ACERTADA. MAJORANTE PREVISTA NO ART. 40, VI, DA LEI DE DROGAS. QUANTUM DE AUMENTO. MATÉRIA NÃO ANALISADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RHC 116066 / DF WRIT NÃO CONHECIDO NESSE PONTO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. 1. Não há constrangimento ilegal quando verificado que as instâncias ordinárias levaram em consideração especialmente a natureza e a elevada quantidade da droga apreendida em poder do paciente para a exasperação da pena-base, a teor do disposto no art. 42 da Lei n. 11.343/2006 (822,15 gramas de cocaína). 2. Este Superior Tribunal firmou entendimento de que, se o legislador não forneceu especificamente os parâmetros para a fixação do quantum da diminuição de pena previsto no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, mas apenas os pressupostos para a incidência desse benefício legal, impõem-se como critério a análise das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal e especialmente o disposto no art. 42 da Lei n. 11.343/2006. 3. Não há constrangimento ilegal no ponto em que foi aplicada a fração de 1/6 de redução de pena, de acordo com o previsto nos arts. 42 da Lei n. 11.343/2006 e 59 do Código Penal, tendo em vista a natureza e a elevada quantidade de substância entorpecente apreendida em poder do paciente. 4. Inviável a análise diretamente por este Superior Tribunal da alegação de que a majorante prevista no art. 40, VI, da Lei de Drogas deveria ter sido aplicada na fração mínima de 1/6, e não em 1/2, como procedido pelas instâncias ordinárias, tendo em vista que essa matéria não foi apreciada pela Corte de origem, sob pena de incidir na indevida supressão de instância. 5. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa extensão, ordem denegada”. 6. Esse julgado é o objeto do presente recurso ordinário em habeas corpus, interposto tempestivamente, no qual o Recorrente alega que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não teria apreciado a questão da causa de aumento do art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006 e teria assentado que a matéria não teria sido objeto de exame na segunda instância. Ressalta que a Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573144. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF WRIT NÃO CONHECIDO NESSE PONTO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. 1. Não há constrangimento ilegal quando verificado que as instâncias ordinárias levaram em consideração especialmente a natureza e a elevada quantidade da droga apreendida em poder do paciente para a exasperação da pena-base, a teor do disposto no art. 42 da Lei n. 11.343/2006 (822,15 gramas de cocaína). 2. Este Superior Tribunal firmou entendimento de que, se o legislador não forneceu especificamente os parâmetros para a fixação do quantum da diminuição de pena previsto no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, mas apenas os pressupostos para a incidência desse benefício legal, impõem-se como critério a análise das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal e especialmente o disposto no art. 42 da Lei n. 11.343/2006. 3. Não há constrangimento ilegal no ponto em que foi aplicada a fração de 1/6 de redução de pena, de acordo com o previsto nos arts. 42 da Lei n. 11.343/2006 e 59 do Código Penal, tendo em vista a natureza e a elevada quantidade de substância entorpecente apreendida em poder do paciente. 4. Inviável a análise diretamente por este Superior Tribunal da alegação de que a majorante prevista no art. 40, VI, da Lei de Drogas deveria ter sido aplicada na fração mínima de 1/6, e não em 1/2, como procedido pelas instâncias ordinárias, tendo em vista que essa matéria não foi apreciada pela Corte de origem, sob pena de incidir na indevida supressão de instância. 5. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa extensão, ordem denegada”. 6. Esse julgado é o objeto do presente recurso ordinário em habeas corpus, interposto tempestivamente, no qual o Recorrente alega que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não teria apreciado a questão da causa de aumento do art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006 e teria assentado que a matéria não teria sido objeto de exame na segunda instância. Ressalta que a Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório RHC 116066 / DF Distrito Federal e dos Territórios, no entanto, teria analisado a matéria, pelo que deveria ser conhecida a impetração no Superior Tribunal de Justiça. Este o teor dos pedidos: “Ante o exposto, requer seja o presente recurso ordinário conhecido determinando que o C. STJ aprecie o mérito da ordem de habeas corpus impetrada, considerando-se o fato do e. Tribunal local ter se posicionado quanto à majorante do inciso VI do art. 40 da Lei n. 11.343/06”. 7. Não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, foi dada vista dos autos ao Procurador-Geral da República, que opinou pelo “não conhecimento do recurso e, pela concessão da ordem de ofício, para redimensionamento da causa de diminuição da pena”. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573144. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF Distrito Federal e dos Territórios, no entanto, teria analisado a matéria, pelo que deveria ser conhecida a impetração no Superior Tribunal de Justiça. Este o teor dos pedidos: “Ante o exposto, requer seja o presente recurso ordinário conhecido determinando que o C. STJ aprecie o mérito da ordem de habeas corpus impetrada, considerando-se o fato do e. Tribunal local ter se posicionado quanto à majorante do inciso VI do art. 40 da Lei n. 11.343/06”. 7. Não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, foi dada vista dos autos ao Procurador-Geral da República, que opinou pelo “não conhecimento do recurso e, pela concessão da ordem de ofício, para redimensionamento da causa de diminuição da pena”. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/03/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.066 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica assiste ao Recorrente. 2. Ao realizar a dosimetria da pena, o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF afirmou: “O réu agiu com culpabilidade. Sua ação merece reprovação e censura. A pena base deve extrapolar o mínimo legal previsto pelo legislador, porquanto as demais circunstâncias não lhe são de todo favoráveis. Noto que ele não ostenta anotações em seu boletim de antecedentes e nada foi apurado no bojo destes autos no sentido de que tivesse ou tenha conduta social irregular ou mesmo personalidade voltada para a prática de ilícitos. Os motivos e as circunstâncias são as do tipo penal em que ele se acha incurso. As consequências devem ser valoradas contra o réu, na medida em que apesar de a polícia ter logrado êxito em apreender a droga, sua natureza e, principalmente sua expressiva quantidade autorizam aumento de pena base contra ele. Por fim, vejo que a circunstância relativa ao comportamento da vítima, não pode ser computado em seu desfavor porque se trata do Estado, razão pela qual entendo ser justo e necessário fixar a pena base em 06 (seis) anos de reclusão. Não existem circunstâncias atenuantes e nem agravantes a serem mensuradas nesta segunda fase de aplicação da pena. Diminuo-a, porém, na terceira etapa da dosimetria em 1/6 (um sexto) em respeito à causa de diminuição da pena prevista no § 4º do artigo 33 da lei de drogas, o que perfaz parcial de 05 (cinco) anos de reclusão. Esclareço que fixei patamar de diminuição mínimo por entender que a quantidade da droga apreendida assim autoriza. Aumento-a, por fim, em 1/2 (metade) por força da causa de aumento da pena reconhecida em linhas volvidas, tornando a pena Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.066 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica assiste ao Recorrente. 2. Ao realizar a dosimetria da pena, o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF afirmou: “O réu agiu com culpabilidade. Sua ação merece reprovação e censura. A pena base deve extrapolar o mínimo legal previsto pelo legislador, porquanto as demais circunstâncias não lhe são de todo favoráveis. Noto que ele não ostenta anotações em seu boletim de antecedentes e nada foi apurado no bojo destes autos no sentido de que tivesse ou tenha conduta social irregular ou mesmo personalidade voltada para a prática de ilícitos. Os motivos e as circunstâncias são as do tipo penal em que ele se acha incurso. As consequências devem ser valoradas contra o réu, na medida em que apesar de a polícia ter logrado êxito em apreender a droga, sua natureza e, principalmente sua expressiva quantidade autorizam aumento de pena base contra ele. Por fim, vejo que a circunstância relativa ao comportamento da vítima, não pode ser computado em seu desfavor porque se trata do Estado, razão pela qual entendo ser justo e necessário fixar a pena base em 06 (seis) anos de reclusão. Não existem circunstâncias atenuantes e nem agravantes a serem mensuradas nesta segunda fase de aplicação da pena. Diminuo-a, porém, na terceira etapa da dosimetria em 1/6 (um sexto) em respeito à causa de diminuição da pena prevista no § 4º do artigo 33 da lei de drogas, o que perfaz parcial de 05 (cinco) anos de reclusão. Esclareço que fixei patamar de diminuição mínimo por entender que a quantidade da droga apreendida assim autoriza. Aumento-a, por fim, em 1/2 (metade) por força da causa de aumento da pena reconhecida em linhas volvidas, tornando a pena Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 116066 / DF definitiva para o efetivo cumprimento em 07 (sete) anos e 06 (seis) meses de reclusão em regime inicial fechado, com fundamento no artigo 33, 2º, letra ‘a’, do Código Penal, acrescido dos rigores inovados pela Lei dos Crimes Hediondos. Esclareço que fixei patamar de aumento acima do mínimo por entender que as circunstâncias judiciais acima analisadas assim autorizam” (grifos nossos). 3. Ao dar parcial provimento ao recurso da defesa, a Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios reduziu a pena imposta ao Recorrente de 7 anos e 6 meses de reclusão e 600 dias-multa para 6 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão e 550 dias- multa: “A MM. Juíza Sentenciante, aplicando o disposto no art. 42 da Lei 11.343/2006 e considerando a sua preponderância perante as circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do CP, considerou a quantidade de droga apreendida (822,15 g) para majorar a pena-base em 1 (um) ano. (…) No entanto, por ser a aplicação da pena matéria de ordem pública, revejo, de ofício, a pena aplicada na r. sentença, notadamente no que se refere à menoridade relativa do réu Michael Rodrigues dos Santos. O réu, conforme informado às fls. 14, 46 e 124 dos autos, nasceu em 21/05/1990, contando com 18 (dezoito) anos de idade à época do crime. Não obstante, tal circunstância atenuante não foi considerada na aplicação da pena. Assim, reformo a r. sentença para na segunda fase de aplicação da pena reconhecer a atenuante da menoridade relativa do réu e reduzir a pena de 6 (seis) anos de reclusão para 5 (cinco) anos e 6 (seis) meses de reclusão. O corréu Michael Rodrigues dos Santos aduz, ainda, em seu apelo, que foram preenchidos os requisitos legais para aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 em seu patamar máximo, não havendo qualquer 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF definitiva para o efetivo cumprimento em 07 (sete) anos e 06 (seis) meses de reclusão em regime inicial fechado, com fundamento no artigo 33, 2º, letra ‘a’, do Código Penal, acrescido dos rigores inovados pela Lei dos Crimes Hediondos. Esclareço que fixei patamar de aumento acima do mínimo por entender que as circunstâncias judiciais acima analisadas assim autorizam” (grifos nossos). 3. Ao dar parcial provimento ao recurso da defesa, a Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios reduziu a pena imposta ao Recorrente de 7 anos e 6 meses de reclusão e 600 dias-multa para 6 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão e 550 dias- multa: “A MM. Juíza Sentenciante, aplicando o disposto no art. 42 da Lei 11.343/2006 e considerando a sua preponderância perante as circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do CP, considerou a quantidade de droga apreendida (822,15 g) para majorar a pena-base em 1 (um) ano. (…) No entanto, por ser a aplicação da pena matéria de ordem pública, revejo, de ofício, a pena aplicada na r. sentença, notadamente no que se refere à menoridade relativa do réu Michael Rodrigues dos Santos. O réu, conforme informado às fls. 14, 46 e 124 dos autos, nasceu em 21/05/1990, contando com 18 (dezoito) anos de idade à época do crime. Não obstante, tal circunstância atenuante não foi considerada na aplicação da pena. Assim, reformo a r. sentença para na segunda fase de aplicação da pena reconhecer a atenuante da menoridade relativa do réu e reduzir a pena de 6 (seis) anos de reclusão para 5 (cinco) anos e 6 (seis) meses de reclusão. O corréu Michael Rodrigues dos Santos aduz, ainda, em seu apelo, que foram preenchidos os requisitos legais para aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 em seu patamar máximo, não havendo qualquer 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 116066 / DF fundamento para a sua aplicação, empreendida pela MM. juíza sentenciante, no grau mínimo (1/6). Entretanto, a MM. juíza sentenciante, ao fixar a causa de diminuição em patamar mínimo (1/6), justificou tal fixação na quantidade de drogas apreendida, baseada nas circunstâncias previstas nos artigos 59 do CP e 42 da Lei 11.343/2006. (...) Assim, tenho que agiu com acerto e fundamentadamente a MM. juíza sentenciante ao considerar as circunstâncias do art. 42 da Lei 11.343/2006, bem como aquelas previstas no art. 59 do CP para fixar o grau de diminuição da pena em 1/6 (um sexto). Diminuída em 1/6 (um sexto), alcança a pena 4 (quatro) anos e 7 (sete) meses de reclusão. Mantido o aumento pelo art. 40, VI, da Lei 11.343/2006 no patamar de 1/2, torno-a definitiva em 6 (seis) anos, 10 (dez) meses e 15 (quinze) dias de reclusão, no regime inicial fechado, e 550 (quinhentos e cinquenta dias-multa)” (grifos nossos). 4. No julgado objeto do presente recurso, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça assentou: “No tocante aos critérios para a escolha da fração legalmente prevista para a redução de pena pela causa especial de diminuição em questão, este Superior Tribunal firmou entendimento de que, se o legislador não forneceu especificamente os parâmetros para a fixação do quantum da diminuição previsto no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, mas apenas os pressupostos para a incidência desse benefício legal, impõem-se como critérios a análise das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal e, especialmente, o disposto no art. 42 da Lei n. 11.343/2006. (…) Por essas razões, a partir da interpretação das disposições do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, não há nenhum constrangimento ilegal a ser sanado no ponto em que foi aplicada a fração de 1/6 de diminuição de pena, considerando as peculiaridades do caso concreto, tendo em vista a natureza e a elevada quantidade de drogas apreendidas em 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF fundamento para a sua aplicação, empreendida pela MM. juíza sentenciante, no grau mínimo (1/6). Entretanto, a MM. juíza sentenciante, ao fixar a causa de diminuição em patamar mínimo (1/6), justificou tal fixação na quantidade de drogas apreendida, baseada nas circunstâncias previstas nos artigos 59 do CP e 42 da Lei 11.343/2006. (...) Assim, tenho que agiu com acerto e fundamentadamente a MM. juíza sentenciante ao considerar as circunstâncias do art. 42 da Lei 11.343/2006, bem como aquelas previstas no art. 59 do CP para fixar o grau de diminuição da pena em 1/6 (um sexto). Diminuída em 1/6 (um sexto), alcança a pena 4 (quatro) anos e 7 (sete) meses de reclusão. Mantido o aumento pelo art. 40, VI, da Lei 11.343/2006 no patamar de 1/2, torno-a definitiva em 6 (seis) anos, 10 (dez) meses e 15 (quinze) dias de reclusão, no regime inicial fechado, e 550 (quinhentos e cinquenta dias-multa)” (grifos nossos). 4. No julgado objeto do presente recurso, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça assentou: “No tocante aos critérios para a escolha da fração legalmente prevista para a redução de pena pela causa especial de diminuição em questão, este Superior Tribunal firmou entendimento de que, se o legislador não forneceu especificamente os parâmetros para a fixação do quantum da diminuição previsto no § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, mas apenas os pressupostos para a incidência desse benefício legal, impõem-se como critérios a análise das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal e, especialmente, o disposto no art. 42 da Lei n. 11.343/2006. (…) Por essas razões, a partir da interpretação das disposições do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, não há nenhum constrangimento ilegal a ser sanado no ponto em que foi aplicada a fração de 1/6 de diminuição de pena, considerando as peculiaridades do caso concreto, tendo em vista a natureza e a elevada quantidade de drogas apreendidas em 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 116066 / DF poder do paciente – 822,15 g –, circunstâncias que, a toda evidência, justificam uma maior reprimenda penal e impedem, por sua vez, a aplicação da minorante em questão no maior percentual previsto em lei, como pretendido. (…) Ademais, ao contrário do alegado na impetração, não há como prosperar a alegação de que caracterizaria bis in idem a consideração da quantidade de droga para a elevação da pena-base e para negar a incidência da fração de 2/3 de diminuição de pena na terceira etapa da dosimetria, uma vez que se trata, na verdade, apenas da utilização de um mesmo parâmetro de referência para momentos distintos da aplicação da pena e com finalidades diversas, objetivando a aplicação da reprimenda que se mostre a mais adequada e suficiente para a prevenção e reprovação do delito perpetrado. (…) No que tange à alegação de que a majorante prevista no art. 40, VI, da Lei de Drogas deveria ter sido aplicada na fração mínima de 1/6, e não em 1/2, como procedido pelas instâncias ordinárias, verifica- se que essa matéria não foi analisada pelo Tribunal de origem, o que impede a sua apreciação diretamente por esta Corte Superior de Justiça, sob pena de, assim o fazendo, incidir na indevida supressão de instância” (grifos nossos). 5. Dessa forma, tem-se que a questão da causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006 foi apreciada pela Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, mesmo que de forma sucinta, não podendo a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça deixar de conhecer do habeas corpus na parte referente a essa matéria. 6. Ademais, é firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal, segundo a qual a “apelação da defesa, salvo limitação explícita no ato de sua interposição, devolve ao Tribunal todas as questões relevantes do processo, independentemente delas terem sido arguidas (...) nas razões de apelação” (RHC 94.350, de minha relatoria, DJe 31.10.2008). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF poder do paciente – 822,15 g –, circunstâncias que, a toda evidência, justificam uma maior reprimenda penal e impedem, por sua vez, a aplicação da minorante em questão no maior percentual previsto em lei, como pretendido. (…) Ademais, ao contrário do alegado na impetração, não há como prosperar a alegação de que caracterizaria bis in idem a consideração da quantidade de droga para a elevação da pena-base e para negar a incidência da fração de 2/3 de diminuição de pena na terceira etapa da dosimetria, uma vez que se trata, na verdade, apenas da utilização de um mesmo parâmetro de referência para momentos distintos da aplicação da pena e com finalidades diversas, objetivando a aplicação da reprimenda que se mostre a mais adequada e suficiente para a prevenção e reprovação do delito perpetrado. (…) No que tange à alegação de que a majorante prevista no art. 40, VI, da Lei de Drogas deveria ter sido aplicada na fração mínima de 1/6, e não em 1/2, como procedido pelas instâncias ordinárias, verifica- se que essa matéria não foi analisada pelo Tribunal de origem, o que impede a sua apreciação diretamente por esta Corte Superior de Justiça, sob pena de, assim o fazendo, incidir na indevida supressão de instância” (grifos nossos). 5. Dessa forma, tem-se que a questão da causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006 foi apreciada pela Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, mesmo que de forma sucinta, não podendo a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça deixar de conhecer do habeas corpus na parte referente a essa matéria. 6. Ademais, é firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal, segundo a qual a “apelação da defesa, salvo limitação explícita no ato de sua interposição, devolve ao Tribunal todas as questões relevantes do processo, independentemente delas terem sido arguidas (...) nas razões de apelação” (RHC 94.350, de minha relatoria, DJe 31.10.2008). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 116066 / DF No mesmo sentido: HC 92.956, de minha relatoria, DJe 25.4.2008; HC 86.248, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 2.12.2005, entre outros. 7. Portanto, mesmo que a Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios não tivesse feito menção à manutenção do que exposto na sentença condenatória quanto à questão da causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, essa matéria foi devolvida com a interposição do recurso de apelação da defesa e não poderia a Sexta Turma deixar de apreciá-la, não conhecendo da impetração. 8. Ressalto que se tem na espécie vertente situação de constrangimento ilegal flagrante a permitir a concessão da ordem de ofício, pois está evidenciado o bis in idem na fixação do percentual da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006. 9. Pelo que decidido nas instâncias antecedentes, tem-se que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF considerou a natureza e a quantidade do entorpecente para a fixação da pena-base e para a aplicação da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 1/6, o que foi mantido pela Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça. 10. Dessa forma, está caracterizado o bis in idem na fixação da pena, nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal : “HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. FUNDAMENTAÇÃO. NATUREZA E QUANTIDADE DA DROGA APREENDIDA. IMPOSSIBILIDADE. BIS IN IDEM. PRECEDENTES. PENA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO. IMPOSIÇÃO DE 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF No mesmo sentido: HC 92.956, de minha relatoria, DJe 25.4.2008; HC 86.248, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 2.12.2005, entre outros. 7. Portanto, mesmo que a Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios não tivesse feito menção à manutenção do que exposto na sentença condenatória quanto à questão da causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, essa matéria foi devolvida com a interposição do recurso de apelação da defesa e não poderia a Sexta Turma deixar de apreciá-la, não conhecendo da impetração. 8. Ressalto que se tem na espécie vertente situação de constrangimento ilegal flagrante a permitir a concessão da ordem de ofício, pois está evidenciado o bis in idem na fixação do percentual da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006. 9. Pelo que decidido nas instâncias antecedentes, tem-se que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF considerou a natureza e a quantidade do entorpecente para a fixação da pena-base e para a aplicação da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 1/6, o que foi mantido pela Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça. 10. Dessa forma, está caracterizado o bis in idem na fixação da pena, nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal : “HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/2006. FUNDAMENTAÇÃO. NATUREZA E QUANTIDADE DA DROGA APREENDIDA. IMPOSSIBILIDADE. BIS IN IDEM. PRECEDENTES. PENA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO. IMPOSIÇÃO DE 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 116066 / DF REGIME MAIS GRAVOSO DO QUE A PENA PERMITIR. POSSIBILIDADE. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. I – Esta Turma já sedimentou o entendimento no sentido de que a quantidade e a natureza da droga apreendida são circunstâncias que devem ser invocadas por ocasião da fixação da pena-base, não podendo ser novamente invocadas quando da escolha do fator de redução previsto no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, sob pena de bis in idem . Precedentes. II - O juiz não está obrigado a aplicar o máximo da causa de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas quando presentes os requisitos para a concessão desse benefício, tendo plena discricionariedade para fixar a redução no patamar que entenda necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto, desde que o faça de forma fundamentada. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. III - O Plenário desta Corte, no julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei 8.072/1990 (redação dada pela Lei 11.464/2007), que determinava o cumprimento de pena dos crimes hediondos, de tortura, de tráfico ilícito de entorpecentes e de terrorismo no regime inicial fechado. IV – Ordem parcialmente concedida para determinar ao juízo processante que proceda a nova dosimetria da pena, respeitados os parâmetros fixados por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade da droga na primeira fase de fixação da reprimenda. Do mesmo modo, determino que o magistrado, ao fixar o regime de cumprimento da pena, o faça de forma fundamentada, afastada a regra do art. 2º, § 1º, da Lei 8.072/1990” (HC 113.210, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 22.10.2012, grifos nossos). Na mesma linha: HC 101.119, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 2.5.2012 e HC 106.313, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 8.4.2011. 11. Portanto, considerada a existência de bis in idem, deve a causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 ser fixada no patamar de 2/3, pois, afastadas a natureza e a quantidade do entorpecente, não resta outro fundamento, pelo que se tem nas instâncias antecedentes, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF REGIME MAIS GRAVOSO DO QUE A PENA PERMITIR. POSSIBILIDADE. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. I – Esta Turma já sedimentou o entendimento no sentido de que a quantidade e a natureza da droga apreendida são circunstâncias que devem ser invocadas por ocasião da fixação da pena-base, não podendo ser novamente invocadas quando da escolha do fator de redução previsto no art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, sob pena de bis in idem . Precedentes. II - O juiz não está obrigado a aplicar o máximo da causa de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei de Drogas quando presentes os requisitos para a concessão desse benefício, tendo plena discricionariedade para fixar a redução no patamar que entenda necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto, desde que o faça de forma fundamentada. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. III - O Plenário desta Corte, no julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, declarou a inconstitucionalidade do § 1º do art. 2º da Lei 8.072/1990 (redação dada pela Lei 11.464/2007), que determinava o cumprimento de pena dos crimes hediondos, de tortura, de tráfico ilícito de entorpecentes e de terrorismo no regime inicial fechado. IV – Ordem parcialmente concedida para determinar ao juízo processante que proceda a nova dosimetria da pena, respeitados os parâmetros fixados por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade da droga na primeira fase de fixação da reprimenda. Do mesmo modo, determino que o magistrado, ao fixar o regime de cumprimento da pena, o faça de forma fundamentada, afastada a regra do art. 2º, § 1º, da Lei 8.072/1990” (HC 113.210, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 22.10.2012, grifos nossos). Na mesma linha: HC 101.119, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 2.5.2012 e HC 106.313, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 8.4.2011. 11. Portanto, considerada a existência de bis in idem, deve a causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 ser fixada no patamar de 2/3, pois, afastadas a natureza e a quantidade do entorpecente, não resta outro fundamento, pelo que se tem nas instâncias antecedentes, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 116066 / DF para definição do percentual de 1/6. 12. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de prover o recurso para determinar que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça conheça do Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, na parte relativa à causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, e aprecie a matéria, e, de ofício, concedo a ordem para determinar que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF, com o trânsito em julgado do novo acórdão a ser proferido no Superior Tribunal de Justiça, reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF para definição do percentual de 1/6. 12. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de prover o recurso para determinar que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça conheça do Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, na parte relativa à causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, e aprecie a matéria, e, de ofício, concedo a ordem para determinar que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF, com o trânsito em julgado do novo acórdão a ser proferido no Superior Tribunal de Justiça, reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.066 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : MICHAEL RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, deu provimento ao recurso ordinário para determinar que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça conheça do Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, na parte relativa à causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, e aprecie a matéria, e, de ofício, concedeu a ordem para determinar que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF, com o trânsito em julgado do novo acórdão a ser proferido no Superior Tribunal de Justiça, reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600462 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.066 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : MICHAEL RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, deu provimento ao recurso ordinário para determinar que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça conheça do Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, na parte relativa à causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, e aprecie a matéria, e, de ofício, concedeu a ordem para determinar que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF, com o trânsito em julgado do novo acórdão a ser proferido no Superior Tribunal de Justiça, reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600462 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3660537
2013-03-19T00:00:00
2013-04-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, deu provimento ao recurso ordinário para determinar que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça conheça do Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, na parte relativa à causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, e aprecie a matéria, e, de ofício, concedeu a ordem para determinar que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF, com o trânsito em julgado do novo acórdão a ser proferido no Superior Tribunal de Justiça, reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.03.2013.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. 1. CAUSA DE AUMENTO PREVISTA NO ART. 40, INC. VI, DA LEI N. 11.343/2006. QUESTÃO APRECIADA EM SEGUNDA INSTÂNCIA. DEVOLUTIVIDADE DA MATÉRIA COM A INTERPOSIÇÃO DA APELAÇÃO DA DEFESA. 2. CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006. QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA ADOTADAS PARA A FIXAÇÃO DA PENA-BASE E DEFINIÇÃO DO PERCENTUAL DE DIMINUIÇÃO. BIS IN IDEM. 1. A questão da causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006 foi apreciada pela Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, não podendo a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça deixar de conhecer do habeas corpus na parte referente a essa matéria. 2. A apelação da defesa, salvo limitação explícita no ato de sua interposição, devolve ao Tribunal todas as questões relevantes do processo, independentemente de terem sido arguidas nas razões de apelação. Precedentes. 3. O fundamento relativo à natureza e à quantidade do entorpecente foi utilizado tanto na primeira fase da dosimetria, para a fixação da pena-base, como na terceira fase, para a definição do patamar da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 em 1/6. Bis in idem. Patamar de dois terços a ser observado. 4. Recurso provido para determinar que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça conheça do Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, na parte relativa à causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, e aprecie a matéria, e, de ofício, ordem concedida para determinar que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF, com o trânsito em julgado do novo acórdão a ser proferido no Superior Tribunal de Justiça, reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços.
sjur228334
- Acórdão(s) citado(s): (EFEITO DEVOLUTIVO) HC 86248(2ªT), HC 92956(2ªT), RHC 94350(1ªT). (QUANTIDADE DE DROGA, INVIABILIDADE, CAUSA DE REDUÇÃO DE PENA) HC 101119(2ªT), HC 106313(2ªT), HC 113210(2ªT). Número de páginas: 15. Análise: 09/05/2013, LLD.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
116066
[ "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\r\n ART-00033 PAR-00004 \r\n ART-00040 INC-00006\r\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS" ]
RHC
acordaos
RHC 116066
[ "" ]
RECTE.(S) : MICHAEL RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 19/03/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.066 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :MICHAEL RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. 1. CAUSA DE AUMENTO PREVISTA NO ART. 40, INC. VI, DA LEI N. 11.343/2006. QUESTÃO APRECIADA EM SEGUNDA INSTÂNCIA. DEVOLUTIVIDADE DA MATÉRIA COM A INTERPOSIÇÃO DA APELAÇÃO DA DEFESA. 2. CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006. QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA ADOTADAS PARA A FIXAÇÃO DA PENA-BASE E DEFINIÇÃO DO PERCENTUAL DE DIMINUIÇÃO. BIS IN IDEM. 1. A questão da causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006 foi apreciada pela Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, não podendo a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça deixar de conhecer do habeas corpus na parte referente a essa matéria. 2. A apelação da defesa, salvo limitação explícita no ato de sua interposição, devolve ao Tribunal todas as questões relevantes do processo, independentemente de terem sido arguidas nas razões de apelação. Precedentes. 3. O fundamento relativo à natureza e à quantidade do entorpecente foi utilizado tanto na primeira fase da dosimetria, para a fixação da pena- base, como na terceira fase, para a definição do patamar da causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 em 1/6. Bis in idem. Patamar de dois terços a ser observado. 4. Recurso provido para determinar que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça conheça do Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, na parte relativa à causa de aumento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573143. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão RHC 116066 / DF prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, e aprecie a matéria, e, de ofício, ordem concedida para determinar que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF, com o trânsito em julgado do novo acórdão a ser proferido no Superior Tribunal de Justiça, reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em dar provimento ao recurso ordinário para determinar que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça conheça do Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, na parte relativa à causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, e aprecie a matéria, e, de ofício, concedeu a ordem para determinar que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF, com o trânsito em julgado do novo acórdão a ser proferido no Superior Tribunal de Justiça, reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573143. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, e aprecie a matéria, e, de ofício, ordem concedida para determinar que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF, com o trânsito em julgado do novo acórdão a ser proferido no Superior Tribunal de Justiça, reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em dar provimento ao recurso ordinário para determinar que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça conheça do Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, na parte relativa à causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, e aprecie a matéria, e, de ofício, concedeu a ordem para determinar que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF, com o trânsito em julgado do novo acórdão a ser proferido no Superior Tribunal de Justiça, reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 19 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573143. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 19/03/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.066 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :MICHAEL RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de medida liminar, interposto pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, em favor de MICHAEL RODRIGUES DOS SANTOS, contra julgado da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 4.9.2012, conheceu em parte do Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, e, na parte conhecida, denegou a ordem. O caso 2. O Recorrente e Carlos Henrique da Cruz Souza foram denunciados pela prática dos delitos previstos nos arts. 33, caput, 35, caput, c/c o art. 40, inc. III, da Lei n. 11.343/2006. Expõe a denúncia: “No dia 23 de abril de 2009, na QNM 06, Conjunto L, Casa 43, Ceilândia, os denunciados, com consciência, vontade e unidade de desígnios, tinham em depósito, para fins de difusão ilícita, 81 (oitenta e uma) porções de cocaína, com massa bruta de 822,15g (oitocentos e vinte e dois gramas e quinze centigramas); sem autorização e em desacordo com determinação legal. Consta do auto de prisão em flagrante que os denunciados se valiam do auxílio dos adolescentes WALTER REIS NASCIMENTO JÚNIOR e WENDEL GOMES AMORIM para a exploração do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573144. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.066 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :MICHAEL RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de medida liminar, interposto pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO, em favor de MICHAEL RODRIGUES DOS SANTOS, contra julgado da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 4.9.2012, conheceu em parte do Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, e, na parte conhecida, denegou a ordem. O caso 2. O Recorrente e Carlos Henrique da Cruz Souza foram denunciados pela prática dos delitos previstos nos arts. 33, caput, 35, caput, c/c o art. 40, inc. III, da Lei n. 11.343/2006. Expõe a denúncia: “No dia 23 de abril de 2009, na QNM 06, Conjunto L, Casa 43, Ceilândia, os denunciados, com consciência, vontade e unidade de desígnios, tinham em depósito, para fins de difusão ilícita, 81 (oitenta e uma) porções de cocaína, com massa bruta de 822,15g (oitocentos e vinte e dois gramas e quinze centigramas); sem autorização e em desacordo com determinação legal. Consta do auto de prisão em flagrante que os denunciados se valiam do auxílio dos adolescentes WALTER REIS NASCIMENTO JÚNIOR e WENDEL GOMES AMORIM para a exploração do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório RHC 116066 / DF tráfico de drogas” (grifos nossos). 3. Em 19.8.2009, o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF condenou o Recorrente à pena de 7 anos e 6 meses de reclusão, a ser cumprida no regime inicial fechado, e 600 dias- multa. Nessa sentença foi aplicada a causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 1/6 nem concedido o direito de apelar em liberdade. 4. A defesa interpôs a Apelação Criminal n. 2009.01.1.052827-6, à qual a Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, em 5.3.2010, reconhecendo a atenuante da menoridade, deu parcial provimento para reduzir a pena do Recorrente para 6 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, e 550 dias-multa, mantida a aplicação da causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 1/6. Esta a ementa desse julgado: “PENAL. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. ABSOLVIÇÃO. DESCLASSIFICAÇÃO PARA A FIGURA DO ARTIGO 28 DO MESMO DIPLOMA LEGAL. IMPOSSIBILIDADE. PROVAS CONTUNDENTES E COESAS. REDUÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS FAVORÁVEIS. ATENUANTE. MENORIDADE RELATIVA. CONSIDERAÇÃO. § 4... DO ARTIGO 33 DA LEI N. 11.343/2006. APLICAÇÃO DO PATAMAR MÁXIMO (DOIS TERÇOS): INVIABILIDADE. APREENSÃO DE EXCESSIVA QUANTIDADE DE DROGA. 1. Não há que se falar em absolvição quando a r. sentença tem como fundamento elementos probatórios robustos, inexistindo qualquer mácula se assentada em depoimento de policial, firme e coerente com o restante do conjunto probatório, relatando toda a dinâmica dos fatos. 2. Inviável a desclassificação da imputação inicial para a conduta prevista no artigo 28 da Lei n. 11.343/2006, quando a Defesa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573144. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF tráfico de drogas” (grifos nossos). 3. Em 19.8.2009, o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF condenou o Recorrente à pena de 7 anos e 6 meses de reclusão, a ser cumprida no regime inicial fechado, e 600 dias- multa. Nessa sentença foi aplicada a causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 1/6 nem concedido o direito de apelar em liberdade. 4. A defesa interpôs a Apelação Criminal n. 2009.01.1.052827-6, à qual a Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, em 5.3.2010, reconhecendo a atenuante da menoridade, deu parcial provimento para reduzir a pena do Recorrente para 6 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, e 550 dias-multa, mantida a aplicação da causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 1/6. Esta a ementa desse julgado: “PENAL. PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE DROGAS. ABSOLVIÇÃO. DESCLASSIFICAÇÃO PARA A FIGURA DO ARTIGO 28 DO MESMO DIPLOMA LEGAL. IMPOSSIBILIDADE. PROVAS CONTUNDENTES E COESAS. REDUÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS JUDICIAIS FAVORÁVEIS. ATENUANTE. MENORIDADE RELATIVA. CONSIDERAÇÃO. § 4... DO ARTIGO 33 DA LEI N. 11.343/2006. APLICAÇÃO DO PATAMAR MÁXIMO (DOIS TERÇOS): INVIABILIDADE. APREENSÃO DE EXCESSIVA QUANTIDADE DE DROGA. 1. Não há que se falar em absolvição quando a r. sentença tem como fundamento elementos probatórios robustos, inexistindo qualquer mácula se assentada em depoimento de policial, firme e coerente com o restante do conjunto probatório, relatando toda a dinâmica dos fatos. 2. Inviável a desclassificação da imputação inicial para a conduta prevista no artigo 28 da Lei n. 11.343/2006, quando a Defesa 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório RHC 116066 / DF não logrou êxito em demonstrar que a droga apreendida em poder do apelante destinava-se ao consumo próprio. 3. A conduta do recorrente melhor se amolda ao delito de tráfico de drogas (artigo 33, caput, da Lei n. 11.343/2006) haja vista que foi flagrado quando tinha em depósito, no interior de sua residência, quantidade excessiva de cocaína. 4. Constatado que a atenuante da menoridade relativa não foi considerada na aplicação da pena, por ocasião da prolação da r. sentença, merece reforma o decisum, para reduzir-se a reprimenda anteriormente fixada. 5. Correta se mostra a decisão que, considerando a expressiva quantidade de cocaína apreendida em poder do acusado, aplicou a causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no mínimo legal, uma vez que para tanto, deverá o magistrado sopesar as circunstâncias do artigo 42 do mesmo diploma legal, com preponderância sobre aquelas previstas no artigo 59 do Código Penal. 5. (…) Recurso do acusado Michael Rodrigues dos Santos parcialmente provido”. 5. Contra esse julgado a defesa impetrou no Superior Tribunal de Justiça o Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior. Em 4.9.2012, a Sexta Turma denegou a ordem: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA. PENA-BASE. NATUREZA E QUANTIDADE DE DROGAS APREENDIDAS. ART. 42 DA LEI 11.343/2006. EXASPERAÇÃO DA REPRIMENDA. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA E IDÔNEA. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006. FRAÇÃO DO REDUTOR. DISCRICIONARIEDADE. NATUREZA E ELEVADA QUANTIDADE DE DROGA. REDUÇÃO INFERIOR AO MÁXIMO ACERTADA. MAJORANTE PREVISTA NO ART. 40, VI, DA LEI DE DROGAS. QUANTUM DE AUMENTO. MATÉRIA NÃO ANALISADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573144. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF não logrou êxito em demonstrar que a droga apreendida em poder do apelante destinava-se ao consumo próprio. 3. A conduta do recorrente melhor se amolda ao delito de tráfico de drogas (artigo 33, caput, da Lei n. 11.343/2006) haja vista que foi flagrado quando tinha em depósito, no interior de sua residência, quantidade excessiva de cocaína. 4. Constatado que a atenuante da menoridade relativa não foi considerada na aplicação da pena, por ocasião da prolação da r. sentença, merece reforma o decisum, para reduzir-se a reprimenda anteriormente fixada. 5. Correta se mostra a decisão que, considerando a expressiva quantidade de cocaína apreendida em poder do acusado, aplicou a causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no mínimo legal, uma vez que para tanto, deverá o magistrado sopesar as circunstâncias do artigo 42 do mesmo diploma legal, com preponderância sobre aquelas previstas no artigo 59 do Código Penal. 5. (…) Recurso do acusado Michael Rodrigues dos Santos parcialmente provido”. 5. Contra esse julgado a defesa impetrou no Superior Tribunal de Justiça o Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior. Em 4.9.2012, a Sexta Turma denegou a ordem: “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS. DOSIMETRIA. PENA-BASE. NATUREZA E QUANTIDADE DE DROGAS APREENDIDAS. ART. 42 DA LEI 11.343/2006. EXASPERAÇÃO DA REPRIMENDA. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA E IDÔNEA. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006. FRAÇÃO DO REDUTOR. DISCRICIONARIEDADE. NATUREZA E ELEVADA QUANTIDADE DE DROGA. REDUÇÃO INFERIOR AO MÁXIMO ACERTADA. MAJORANTE PREVISTA NO ART. 40, VI, DA LEI DE DROGAS. QUANTUM DE AUMENTO. MATÉRIA NÃO ANALISADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório RHC 116066 / DF WRIT NÃO CONHECIDO NESSE PONTO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. 1. Não há constrangimento ilegal quando verificado que as instâncias ordinárias levaram em consideração especialmente a natureza e a elevada quantidade da droga apreendida em poder do paciente para a exasperação da pena-base, a teor do disposto no art. 42 da Lei n. 11.343/2006 (822,15 gramas de cocaína). 2. Este Superior Tribunal firmou entendimento de que, se o legislador não forneceu especificamente os parâmetros para a fixação do quantum da diminuição de pena previsto no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, mas apenas os pressupostos para a incidência desse benefício legal, impõem-se como critério a análise das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal e especialmente o disposto no art. 42 da Lei n. 11.343/2006. 3. Não há constrangimento ilegal no ponto em que foi aplicada a fração de 1/6 de redução de pena, de acordo com o previsto nos arts. 42 da Lei n. 11.343/2006 e 59 do Código Penal, tendo em vista a natureza e a elevada quantidade de substância entorpecente apreendida em poder do paciente. 4. Inviável a análise diretamente por este Superior Tribunal da alegação de que a majorante prevista no art. 40, VI, da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) deveria ter sido aplicada na fração mínima de 1/6, e não em 1/2, como procedido pelas instâncias ordinárias, tendo em vista que essa matéria não foi apreciada pela Corte de origem, sob pena de incidir na indevida supressão de instância. 5. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa extensão, ordem denegada”. 6. Esse julgado é o objeto do presente recurso ordinário em habeas corpus, interposto tempestivamente, no qual o Recorrente alega que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não teria apreciado a questão da causa de aumento do art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006 e teria assentado que a matéria não teria sido objeto de exame na segunda instância. Ressalta que a Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573144. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF WRIT NÃO CONHECIDO NESSE PONTO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. 1. Não há constrangimento ilegal quando verificado que as instâncias ordinárias levaram em consideração especialmente a natureza e a elevada quantidade da droga apreendida em poder do paciente para a exasperação da pena-base, a teor do disposto no art. 42 da Lei n. 11.343/2006 (822,15 gramas de cocaína). 2. Este Superior Tribunal firmou entendimento de que, se o legislador não forneceu especificamente os parâmetros para a fixação do quantum da diminuição de pena previsto no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, mas apenas os pressupostos para a incidência desse benefício legal, impõem-se como critério a análise das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal e especialmente o disposto no art. 42 da Lei n. 11.343/2006. 3. Não há constrangimento ilegal no ponto em que foi aplicada a fração de 1/6 de redução de pena, de acordo com o previsto nos arts. 42 da Lei n. 11.343/2006 e 59 do Código Penal, tendo em vista a natureza e a elevada quantidade de substância entorpecente apreendida em poder do paciente. 4. Inviável a análise diretamente por este Superior Tribunal da alegação de que a majorante prevista no art. 40, VI, da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) deveria ter sido aplicada na fração mínima de 1/6, e não em 1/2, como procedido pelas instâncias ordinárias, tendo em vista que essa matéria não foi apreciada pela Corte de origem, sob pena de incidir na indevida supressão de instância. 5. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa extensão, ordem denegada”. 6. Esse julgado é o objeto do presente recurso ordinário em habeas corpus, interposto tempestivamente, no qual o Recorrente alega que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça não teria apreciado a questão da causa de aumento do art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006 e teria assentado que a matéria não teria sido objeto de exame na segunda instância. Ressalta que a Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório RHC 116066 / DF Distrito Federal e dos Territórios, no entanto, teria analisado a matéria, pelo que deveria ser conhecida a impetração no Superior Tribunal de Justiça. Este o teor dos pedidos: “Ante o exposto, requer seja o presente recurso ordinário conhecido determinando que o C. Superior Tribunal de Justiça aprecie o mérito da ordem de habeas corpus impetrada, considerando-se o fato do e. Tribunal local ter se posicionado quanto à majorante do inciso VI do art. 40 da Lei n. 11.343/06”. 7. Não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, foi dada vista dos autos ao Procurador-Geral da República, que opinou pelo “não conhecimento do recurso e, pela concessão da ordem de ofício, para redimensionamento da causa de diminuição da pena”. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573144. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF Distrito Federal e dos Territórios, no entanto, teria analisado a matéria, pelo que deveria ser conhecida a impetração no Superior Tribunal de Justiça. Este o teor dos pedidos: “Ante o exposto, requer seja o presente recurso ordinário conhecido determinando que o C. Superior Tribunal de Justiça aprecie o mérito da ordem de habeas corpus impetrada, considerando-se o fato do e. Tribunal local ter se posicionado quanto à majorante do inciso VI do art. 40 da Lei n. 11.343/06”. 7. Não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, foi dada vista dos autos ao Procurador-Geral da República, que opinou pelo “não conhecimento do recurso e, pela concessão da ordem de ofício, para redimensionamento da causa de diminuição da pena”. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573144. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/03/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.066 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica assiste ao Recorrente. 2. Ao realizar a dosimetria da pena, o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF afirmou: “O réu agiu com culpabilidade. Sua ação merece reprovação e censura. A pena base deve extrapolar o mínimo legal previsto pelo legislador, porquanto as demais circunstâncias não lhe são de todo favoráveis. Noto que ele não ostenta anotações em seu boletim de antecedentes e nada foi apurado no bojo destes autos no sentido de que tivesse ou tenha conduta social irregular ou mesmo personalidade voltada para a prática de ilícitos. Os motivos e as circunstâncias são as do tipo penal em que ele se acha incurso. As consequências devem ser valoradas contra o réu, na medida em que apesar de a polícia ter logrado êxito em apreender a droga, sua natureza e, principalmente sua expressiva quantidade autorizam aumento de pena base contra ele. Por fim, vejo que a circunstância relativa ao comportamento da vítima, não pode ser computado em seu desfavor porque se trata do Estado, razão pela qual entendo ser justo e necessário fixar a pena base em 06 (seis) anos de reclusão. Não existem circunstâncias atenuantes e nem agravantes a serem mensuradas nesta segunda fase de aplicação da pena. Diminuo-a, porém, na terceira etapa da dosimetria em 1/6 (um sexto) em respeito à causa de diminuição da pena prevista no § 4... do artigo 33 da lei de drogas, o que perfaz parcial de 05 (cinco) anos de reclusão. Esclareço que fixei patamar de diminuição mínimo por entender que a quantidade da droga apreendida assim autoriza. Aumento-a, por fim, em 1/2 (metade) por força da causa de aumento da pena reconhecida em linhas volvidas, tornando a pena Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.066 DISTRITO FEDERAL V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica assiste ao Recorrente. 2. Ao realizar a dosimetria da pena, o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF afirmou: “O réu agiu com culpabilidade. Sua ação merece reprovação e censura. A pena base deve extrapolar o mínimo legal previsto pelo legislador, porquanto as demais circunstâncias não lhe são de todo favoráveis. Noto que ele não ostenta anotações em seu boletim de antecedentes e nada foi apurado no bojo destes autos no sentido de que tivesse ou tenha conduta social irregular ou mesmo personalidade voltada para a prática de ilícitos. Os motivos e as circunstâncias são as do tipo penal em que ele se acha incurso. As consequências devem ser valoradas contra o réu, na medida em que apesar de a polícia ter logrado êxito em apreender a droga, sua natureza e, principalmente sua expressiva quantidade autorizam aumento de pena base contra ele. Por fim, vejo que a circunstância relativa ao comportamento da vítima, não pode ser computado em seu desfavor porque se trata do Estado, razão pela qual entendo ser justo e necessário fixar a pena base em 06 (seis) anos de reclusão. Não existem circunstâncias atenuantes e nem agravantes a serem mensuradas nesta segunda fase de aplicação da pena. Diminuo-a, porém, na terceira etapa da dosimetria em 1/6 (um sexto) em respeito à causa de diminuição da pena prevista no § 4... do artigo 33 da lei de drogas, o que perfaz parcial de 05 (cinco) anos de reclusão. Esclareço que fixei patamar de diminuição mínimo por entender que a quantidade da droga apreendida assim autoriza. Aumento-a, por fim, em 1/2 (metade) por força da causa de aumento da pena reconhecida em linhas volvidas, tornando a pena Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 116066 / DF definitiva para o efetivo cumprimento em 07 (sete) anos e 06 (seis) meses de reclusão em regime inicial fechado, com fundamento no artigo 33, 2..., letra ‘a’, do Código Penal, acrescido dos rigores inovados pela Lei dos Crimes Hediondos. Esclareço que fixei patamar de aumento acima do mínimo por entender que as circunstâncias judiciais acima analisadas assim autorizam” (grifos nossos). 3. Ao dar parcial provimento ao recurso da defesa, a Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios reduziu a pena imposta ao Recorrente de 7 anos e 6 meses de reclusão e 600 dias-multa para 6 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão e 550 dias- multa: “A MM. Juíza Sentenciante, aplicando o disposto no art. 42 da Lei 11.343/2006 e considerando a sua preponderância perante as circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal Brasileiro, considerou a quantidade de droga apreendida (822,15 g) para majorar a pena-base em 1 (um) ano. (…) No entanto, por ser a aplicação da pena matéria de ordem pública, revejo, de ofício, a pena aplicada na r. sentença, notadamente no que se refere à menoridade relativa do réu Michael Rodrigues dos Santos. O réu, conforme informado às fls. 14, 46 e 124 dos autos, nasceu em 21/05/1990, contando com 18 (dezoito) anos de idade à época do crime. Não obstante, tal circunstância atenuante não foi considerada na aplicação da pena. Assim, reformo a r. sentença para na segunda fase de aplicação da pena reconhecer a atenuante da menoridade relativa do réu e reduzir a pena de 6 (seis) anos de reclusão para 5 (cinco) anos e 6 (seis) meses de reclusão. O corréu Michael Rodrigues dos Santos aduz, ainda, em seu apelo, que foram preenchidos os requisitos legais para aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 em seu patamar máximo, não havendo qualquer 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF definitiva para o efetivo cumprimento em 07 (sete) anos e 06 (seis) meses de reclusão em regime inicial fechado, com fundamento no artigo 33, 2..., letra ‘a’, do Código Penal, acrescido dos rigores inovados pela Lei dos Crimes Hediondos. Esclareço que fixei patamar de aumento acima do mínimo por entender que as circunstâncias judiciais acima analisadas assim autorizam” (grifos nossos). 3. Ao dar parcial provimento ao recurso da defesa, a Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios reduziu a pena imposta ao Recorrente de 7 anos e 6 meses de reclusão e 600 dias-multa para 6 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão e 550 dias- multa: “A MM. Juíza Sentenciante, aplicando o disposto no art. 42 da Lei 11.343/2006 e considerando a sua preponderância perante as circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal Brasileiro, considerou a quantidade de droga apreendida (822,15 g) para majorar a pena-base em 1 (um) ano. (…) No entanto, por ser a aplicação da pena matéria de ordem pública, revejo, de ofício, a pena aplicada na r. sentença, notadamente no que se refere à menoridade relativa do réu Michael Rodrigues dos Santos. O réu, conforme informado às fls. 14, 46 e 124 dos autos, nasceu em 21/05/1990, contando com 18 (dezoito) anos de idade à época do crime. Não obstante, tal circunstância atenuante não foi considerada na aplicação da pena. Assim, reformo a r. sentença para na segunda fase de aplicação da pena reconhecer a atenuante da menoridade relativa do réu e reduzir a pena de 6 (seis) anos de reclusão para 5 (cinco) anos e 6 (seis) meses de reclusão. O corréu Michael Rodrigues dos Santos aduz, ainda, em seu apelo, que foram preenchidos os requisitos legais para aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 em seu patamar máximo, não havendo qualquer 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 116066 / DF fundamento para a sua aplicação, empreendida pela MM. juíza sentenciante, no grau mínimo (1/6). Entretanto, a MM. juíza sentenciante, ao fixar a causa de diminuição em patamar mínimo (1/6), justificou tal fixação na quantidade de drogas apreendida, baseada nas circunstâncias previstas nos artigos 59 do Código Penal Brasileiro e 42 da Lei 11.343/2006. (...) Assim, tenho que agiu com acerto e fundamentadamente a MM. juíza sentenciante ao considerar as circunstâncias do art. 42 da Lei 11.343/2006, bem como aquelas previstas no art. 59 do Código Penal Brasileiro para fixar o grau de diminuição da pena em 1/6 (um sexto). Diminuída em 1/6 (um sexto), alcança a pena 4 (quatro) anos e 7 (sete) meses de reclusão. Mantido o aumento pelo art. 40, VI, da Lei 11.343/2006 no patamar de 1/2, torno-a definitiva em 6 (seis) anos, 10 (dez) meses e 15 (quinze) dias de reclusão, no regime inicial fechado, e 550 (quinhentos e cinquenta dias-multa)” (grifos nossos). 4. No julgado objeto do presente recurso, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça assentou: “No tocante aos critérios para a escolha da fração legalmente prevista para a redução de pena pela causa especial de diminuição em questão, este Superior Tribunal firmou entendimento de que, se o legislador não forneceu especificamente os parâmetros para a fixação do quantum da diminuição previsto no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, mas apenas os pressupostos para a incidência desse benefício legal, impõem-se como critérios a análise das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal e, especialmente, o disposto no art. 42 da Lei n. 11.343/2006. (…) Por essas razões, a partir da interpretação das disposições do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, não há nenhum constrangimento ilegal a ser sanado no ponto em que foi aplicada a fração de 1/6 de diminuição de pena, considerando as peculiaridades do caso concreto, tendo em vista a natureza e a elevada quantidade de drogas apreendidas em 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF fundamento para a sua aplicação, empreendida pela MM. juíza sentenciante, no grau mínimo (1/6). Entretanto, a MM. juíza sentenciante, ao fixar a causa de diminuição em patamar mínimo (1/6), justificou tal fixação na quantidade de drogas apreendida, baseada nas circunstâncias previstas nos artigos 59 do Código Penal Brasileiro e 42 da Lei 11.343/2006. (...) Assim, tenho que agiu com acerto e fundamentadamente a MM. juíza sentenciante ao considerar as circunstâncias do art. 42 da Lei 11.343/2006, bem como aquelas previstas no art. 59 do Código Penal Brasileiro para fixar o grau de diminuição da pena em 1/6 (um sexto). Diminuída em 1/6 (um sexto), alcança a pena 4 (quatro) anos e 7 (sete) meses de reclusão. Mantido o aumento pelo art. 40, VI, da Lei 11.343/2006 no patamar de 1/2, torno-a definitiva em 6 (seis) anos, 10 (dez) meses e 15 (quinze) dias de reclusão, no regime inicial fechado, e 550 (quinhentos e cinquenta dias-multa)” (grifos nossos). 4. No julgado objeto do presente recurso, a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça assentou: “No tocante aos critérios para a escolha da fração legalmente prevista para a redução de pena pela causa especial de diminuição em questão, este Superior Tribunal firmou entendimento de que, se o legislador não forneceu especificamente os parâmetros para a fixação do quantum da diminuição previsto no § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006, mas apenas os pressupostos para a incidência desse benefício legal, impõem-se como critérios a análise das circunstâncias judiciais previstas no art. 59 do Código Penal e, especialmente, o disposto no art. 42 da Lei n. 11.343/2006. (…) Por essas razões, a partir da interpretação das disposições do art. 42 da Lei n. 11.343/2006, não há nenhum constrangimento ilegal a ser sanado no ponto em que foi aplicada a fração de 1/6 de diminuição de pena, considerando as peculiaridades do caso concreto, tendo em vista a natureza e a elevada quantidade de drogas apreendidas em 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 116066 / DF poder do paciente – 822,15 g –, circunstâncias que, a toda evidência, justificam uma maior reprimenda penal e impedem, por sua vez, a aplicação da minorante em questão no maior percentual previsto em lei, como pretendido. (…) Ademais, ao contrário do alegado na impetração, não há como prosperar a alegação de que caracterizaria bis in idem a consideração da quantidade de droga para a elevação da pena-base e para negar a incidência da fração de 2/3 de diminuição de pena na terceira etapa da dosimetria, uma vez que se trata, na verdade, apenas da utilização de um mesmo parâmetro de referência para momentos distintos da aplicação da pena e com finalidades diversas, objetivando a aplicação da reprimenda que se mostre a mais adequada e suficiente para a prevenção e reprovação do delito perpetrado. (…) No que tange à alegação de que a majorante prevista no art. 40, VI, da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) deveria ter sido aplicada na fração mínima de 1/6, e não em 1/2, como procedido pelas instâncias ordinárias, verifica- se que essa matéria não foi analisada pelo Tribunal de origem, o que impede a sua apreciação diretamente por esta Corte Superior de Justiça, sob pena de, assim o fazendo, incidir na indevida supressão de instância” (grifos nossos). 5. Dessa forma, tem-se que a questão da causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006 foi apreciada pela Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, mesmo que de forma sucinta, não podendo a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça deixar de conhecer do habeas corpus na parte referente a essa matéria. 6. Ademais, é firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal, segundo a qual a “apelação da defesa, salvo limitação explícita no ato de sua interposição, devolve ao Tribunal todas as questões relevantes do processo, independentemente delas terem sido arguidas (...) nas razões de apelação” (RHC 94.350, de minha relatoria, DJe 31.10.2008). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF poder do paciente – 822,15 g –, circunstâncias que, a toda evidência, justificam uma maior reprimenda penal e impedem, por sua vez, a aplicação da minorante em questão no maior percentual previsto em lei, como pretendido. (…) Ademais, ao contrário do alegado na impetração, não há como prosperar a alegação de que caracterizaria bis in idem a consideração da quantidade de droga para a elevação da pena-base e para negar a incidência da fração de 2/3 de diminuição de pena na terceira etapa da dosimetria, uma vez que se trata, na verdade, apenas da utilização de um mesmo parâmetro de referência para momentos distintos da aplicação da pena e com finalidades diversas, objetivando a aplicação da reprimenda que se mostre a mais adequada e suficiente para a prevenção e reprovação do delito perpetrado. (…) No que tange à alegação de que a majorante prevista no art. 40, VI, da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) deveria ter sido aplicada na fração mínima de 1/6, e não em 1/2, como procedido pelas instâncias ordinárias, verifica- se que essa matéria não foi analisada pelo Tribunal de origem, o que impede a sua apreciação diretamente por esta Corte Superior de Justiça, sob pena de, assim o fazendo, incidir na indevida supressão de instância” (grifos nossos). 5. Dessa forma, tem-se que a questão da causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006 foi apreciada pela Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, mesmo que de forma sucinta, não podendo a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça deixar de conhecer do habeas corpus na parte referente a essa matéria. 6. Ademais, é firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal, segundo a qual a “apelação da defesa, salvo limitação explícita no ato de sua interposição, devolve ao Tribunal todas as questões relevantes do processo, independentemente delas terem sido arguidas (...) nas razões de apelação” (RHC 94.350, de minha relatoria, DJe 31.10.2008). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 116066 / DF No mesmo sentido: HC 92.956, de minha relatoria, DJe 25.4.2008; HC 86.248, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 2.12.2005, entre outros. 7. Portanto, mesmo que a Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios não tivesse feito menção à manutenção do que exposto na sentença condenatória quanto à questão da causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, essa matéria foi devolvida com a interposição do recurso de apelação da defesa e não poderia a Sexta Turma deixar de apreciá-la, não conhecendo da impetração. 8. Ressalto que se tem na espécie vertente situação de constrangimento ilegal flagrante a permitir a concessão da ordem de ofício, pois está evidenciado o bis in idem na fixação do percentual da causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006. 9. Pelo que decidido nas instâncias antecedentes, tem-se que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF considerou a natureza e a quantidade do entorpecente para a fixação da pena-base e para a aplicação da causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 1/6, o que foi mantido pela Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça. 10. Dessa forma, está caracterizado o bis in idem na fixação da pena, nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal : “HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006. FUNDAMENTAÇÃO. NATUREZA E QUANTIDADE DA DROGA APREENDIDA. IMPOSSIBILIDADE. BIS IN IDEM. PRECEDENTES. PENA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO. IMPOSIÇÃO DE 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF No mesmo sentido: HC 92.956, de minha relatoria, DJe 25.4.2008; HC 86.248, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 2.12.2005, entre outros. 7. Portanto, mesmo que a Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios não tivesse feito menção à manutenção do que exposto na sentença condenatória quanto à questão da causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, essa matéria foi devolvida com a interposição do recurso de apelação da defesa e não poderia a Sexta Turma deixar de apreciá-la, não conhecendo da impetração. 8. Ressalto que se tem na espécie vertente situação de constrangimento ilegal flagrante a permitir a concessão da ordem de ofício, pois está evidenciado o bis in idem na fixação do percentual da causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006. 9. Pelo que decidido nas instâncias antecedentes, tem-se que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF considerou a natureza e a quantidade do entorpecente para a fixação da pena-base e para a aplicação da causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 1/6, o que foi mantido pela Segunda Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios e pela Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça. 10. Dessa forma, está caracterizado o bis in idem na fixação da pena, nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal : “HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. CAUSA ESPECIAL DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/2006. FUNDAMENTAÇÃO. NATUREZA E QUANTIDADE DA DROGA APREENDIDA. IMPOSSIBILIDADE. BIS IN IDEM. PRECEDENTES. PENA. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO. IMPOSIÇÃO DE 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 116066 / DF REGIME MAIS GRAVOSO DO QUE A PENA PERMITIR. POSSIBILIDADE. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. I – Esta Turma já sedimentou o entendimento no sentido de que a quantidade e a natureza da droga apreendida são circunstâncias que devem ser invocadas por ocasião da fixação da pena-base, não podendo ser novamente invocadas quando da escolha do fator de redução previsto no art. 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), sob pena de bis in idem . Precedentes. II - O juiz não está obrigado a aplicar o máximo da causa de diminuição prevista no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) quando presentes os requisitos para a concessão desse benefício, tendo plena discricionariedade para fixar a redução no patamar que entenda necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto, desde que o faça de forma fundamentada. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. III - O Plenário desta Corte, no julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, declarou a inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... da Lei 8.072/1990 (redação dada pela Lei 11.464/2007), que determinava o cumprimento de pena dos crimes hediondos, de tortura, de tráfico ilícito de entorpecentes e de terrorismo no regime inicial fechado. IV – Ordem parcialmente concedida para determinar ao juízo processante que proceda a nova dosimetria da pena, respeitados os parâmetros fixados por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade da droga na primeira fase de fixação da reprimenda. Do mesmo modo, determino que o magistrado, ao fixar o regime de cumprimento da pena, o faça de forma fundamentada, afastada a regra do art. 2..., § 1..., da Lei 8.072/1990” (HC 113.210, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 22.10.2012, grifos nossos). Na mesma linha: HC 101.119, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 2.5.2012 e HC 106.313, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 8.4.2011. 11. Portanto, considerada a existência de bis in idem, deve a causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 ser fixada no patamar de 2/3, pois, afastadas a natureza e a quantidade do entorpecente, não resta outro fundamento, pelo que se tem nas instâncias antecedentes, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF REGIME MAIS GRAVOSO DO QUE A PENA PERMITIR. POSSIBILIDADE. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. I – Esta Turma já sedimentou o entendimento no sentido de que a quantidade e a natureza da droga apreendida são circunstâncias que devem ser invocadas por ocasião da fixação da pena-base, não podendo ser novamente invocadas quando da escolha do fator de redução previsto no art. 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), sob pena de bis in idem . Precedentes. II - O juiz não está obrigado a aplicar o máximo da causa de diminuição prevista no § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) quando presentes os requisitos para a concessão desse benefício, tendo plena discricionariedade para fixar a redução no patamar que entenda necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto, desde que o faça de forma fundamentada. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. III - O Plenário desta Corte, no julgamento do HC 111.840/ES, Rel. Min. Dias Toffoli, declarou a inconstitucionalidade do § 1... do art. 2... da Lei 8.072/1990 (redação dada pela Lei 11.464/2007), que determinava o cumprimento de pena dos crimes hediondos, de tortura, de tráfico ilícito de entorpecentes e de terrorismo no regime inicial fechado. IV – Ordem parcialmente concedida para determinar ao juízo processante que proceda a nova dosimetria da pena, respeitados os parâmetros fixados por esta Turma, ou seja, considerando a natureza e a quantidade da droga na primeira fase de fixação da reprimenda. Do mesmo modo, determino que o magistrado, ao fixar o regime de cumprimento da pena, o faça de forma fundamentada, afastada a regra do art. 2..., § 1..., da Lei 8.072/1990” (HC 113.210, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 22.10.2012, grifos nossos). Na mesma linha: HC 101.119, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 2.5.2012 e HC 106.313, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 8.4.2011. 11. Portanto, considerada a existência de bis in idem, deve a causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 ser fixada no patamar de 2/3, pois, afastadas a natureza e a quantidade do entorpecente, não resta outro fundamento, pelo que se tem nas instâncias antecedentes, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RHC 116066 / DF para definição do percentual de 1/6. 12. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de prover o recurso para determinar que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça conheça do Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, na parte relativa à causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, e aprecie a matéria, e, de ofício, concedo a ordem para determinar que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF, com o trânsito em julgado do novo acórdão a ser proferido no Superior Tribunal de Justiça, reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Supremo Tribunal Federal RHC 116066 / DF para definição do percentual de 1/6. 12. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de prover o recurso para determinar que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça conheça do Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, na parte relativa à causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, e aprecie a matéria, e, de ofício, concedo a ordem para determinar que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF, com o trânsito em julgado do novo acórdão a ser proferido no Superior Tribunal de Justiça, reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3573145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.066 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : MICHAEL RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, deu provimento ao recurso ordinário para determinar que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça conheça do Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, na parte relativa à causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, e aprecie a matéria, e, de ofício, concedeu a ordem para determinar que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF, com o trânsito em julgado do novo acórdão a ser proferido no Superior Tribunal de Justiça, reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600462 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.066 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) : MICHAEL RODRIGUES DOS SANTOS ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, deu provimento ao recurso ordinário para determinar que a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça conheça do Habeas Corpus n. 169.660, Relator o Ministro Sebastião Reis Júnior, na parte relativa à causa de aumento prevista no art. 40, inc. VI, da Lei n. 11.343/2006, e aprecie a matéria, e, de ofício, concedeu a ordem para determinar que o juízo da Primeira Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais/DF, com o trânsito em julgado do novo acórdão a ser proferido no Superior Tribunal de Justiça, reduza a pena imposta ao Recorrente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3600462 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
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RODRIGUES DOS SANTOS", "CÁRMEN LÚCIA", "MICHAEL RODRIGUES DOS SANTOS", "Sebastião Reis Júnior", "Carlos Henrique da Cruz Souza", "WALTER REIS NASCIMENTO JÚNIOR", "WENDEL GOMES AMORIM", "Michael Rodrigues dos Santos", "Sebastião Reis Júnior", "Michael Rodrigues dos Santos", "Sebastião Reis Júnior", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Michael Rodrigues dos Santos", "Michael Rodrigues dos Santos", "Michael Rodrigues dos Santos", "Michael Rodrigues dos Santos", "CÁRMEN LÚCIA RHC 116066", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ayres Britto", "Gilmar Mendes", "Sebastião Reis Júnior", "Sebastião Reis Júnior", "CÁRMEN LÚCIA", "MICHAEL RODRIGUES DOS SANTOS", "Sebastião Reis Júnior", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de 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Ementa e Acórdão 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.224 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :LUIZ ANTONIO RODRIGUES LEÃO ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público. Férias não gozadas a critério da Administração. Indenização. 4. Decreto n. 3.044/1980 (Estatuto dos Policiais Civis) do Estado do Rio de Janeiro. Necessidade de análise e interpretação de legislação local. Impossibilidade. Incidência do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. 5. Jurisprudência do STF no sentido de que é assegurada ao servidor a conversão de férias não gozadas em indenização, tendo em vista a vedação do enriquecimento sem causa. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de março de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493394. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.224 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :LUIZ ANTONIO RODRIGUES LEÃO ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 176-178, que negou seguimento ao recurso nos seguintes termos: “(...) Verifico que a controvérsia posta nos autos referente à indenização em decorrência de férias não gozadas por policial civil está restrita ao âmbito da interpretação da legislação infraconstitucional Decreto nº 3.044/1980 (Estatuto dos Policiais Civis) do Estado do Rio de Janeiro. Assim, eventual ofensa à Constituição Federal, se houvesse, seria indireta, hipótese que impede a admissão de recurso extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF. Nesse sentido: AI 842.077, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 12.4.2011; AI 829.621, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 23.2.2011; AI 830.548, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 7.2.2011; AI 828.251, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 7.12.2010; RE-AgR 588.951, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 11.9.2009, e AI- AgR 764.235, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 2.12.2010, cuja ementa dispõe: Agravo regimental no agravo de instrumento. Gratificação de atividade policial militar concedida pela Lei estadual nº 7.145/97 do Estado da Bahia. Ofensa a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493395. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.224 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :LUIZ ANTONIO RODRIGUES LEÃO ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 176-178, que negou seguimento ao recurso nos seguintes termos: “(...) Verifico que a controvérsia posta nos autos referente à indenização em decorrência de férias não gozadas por policial civil está restrita ao âmbito da interpretação da legislação infraconstitucional Decreto nº 3.044/1980 (Estatuto dos Policiais Civis) do Estado do Rio de Janeiro. Assim, eventual ofensa à Constituição Federal, se houvesse, seria indireta, hipótese que impede a admissão de recurso extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF. Nesse sentido: AI 842.077, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 12.4.2011; AI 829.621, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 23.2.2011; AI 830.548, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 7.2.2011; AI 828.251, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 7.12.2010; RE-AgR 588.951, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 11.9.2009, e AI- AgR 764.235, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 2.12.2010, cuja ementa dispõe: Agravo regimental no agravo de instrumento. Gratificação de atividade policial militar concedida pela Lei estadual nº 7.145/97 do Estado da Bahia. Ofensa a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 731224 AGR / RJ direito local. Incidência da Súmula 280/STF. Precedentes. 1. Não se abre a via do recurso extraordinário para o reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280 desta Corte. 2. Agravo regimental não provido. Ainda que assim não fosse, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, possui entendimento no sentido de que é assegurada ao servidor público a conversão de férias não gozadas ou de outros direitos de natureza remuneratória em indenização pecuniária, dada a responsabilidade objetiva da Administração Pública em virtude da vedação ao enriquecimento sem causa. Nesse sentido: o ARE-AgR 662.624, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.11.2012; o AI-AgR 768.313, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 18.12.2009; o RE 197.640, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 18.6.1999; e o RE-AgR 324.880, Rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJ 10.3.2006, este último com acórdão assim ementado: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. FÉRIAS. PERÍODOS NÃO GOZADOS EM ATIVIDADE. RECEBIMENTO EM PECÚNIA. ACRÉSCIMO DO TERÇO CONSTITUCIONAL. INCISO XVII DO ART. 7º DA MAGNA CARTA. ADMISSIBILIDADE. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao acolher o pedido do autor, apenas conferiu efetividade ao disposto no inciso XVII do art. 7º da Lei das Leis. Com efeito, se o benefício não é usufruído, porque a Administração indeferiu requerimento tempestivo do servidor, ao argumento de absoluta necessidade do serviço, impõe-se a indenização correspondente, acrescida do terço constitucional. De outra parte, o fato de o servidor não haver usufruído o direito, não lhe acarreta punição ainda maior; qual seja, a de deixar de receber a indenização devida, com o acréscimo constitucional. Procedimento esse que acarretaria, ainda, enriquecimento ilícito do Estado. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493395. Supremo Tribunal Federal ARE 731224 AGR / RJ direito local. Incidência da Súmula 280/STF. Precedentes. 1. Não se abre a via do recurso extraordinário para o reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280 desta Corte. 2. Agravo regimental não provido. Ainda que assim não fosse, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, possui entendimento no sentido de que é assegurada ao servidor público a conversão de férias não gozadas ou de outros direitos de natureza remuneratória em indenização pecuniária, dada a responsabilidade objetiva da Administração Pública em virtude da vedação ao enriquecimento sem causa. Nesse sentido: o ARE-AgR 662.624, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.11.2012; o AI-AgR 768.313, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 18.12.2009; o RE 197.640, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 18.6.1999; e o RE-AgR 324.880, Rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJ 10.3.2006, este último com acórdão assim ementado: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. FÉRIAS. PERÍODOS NÃO GOZADOS EM ATIVIDADE. RECEBIMENTO EM PECÚNIA. ACRÉSCIMO DO TERÇO CONSTITUCIONAL. INCISO XVII DO ART. 7º DA MAGNA CARTA. ADMISSIBILIDADE. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao acolher o pedido do autor, apenas conferiu efetividade ao disposto no inciso XVII do art. 7º da Lei das Leis. Com efeito, se o benefício não é usufruído, porque a Administração indeferiu requerimento tempestivo do servidor, ao argumento de absoluta necessidade do serviço, impõe-se a indenização correspondente, acrescida do terço constitucional. De outra parte, o fato de o servidor não haver usufruído o direito, não lhe acarreta punição ainda maior; qual seja, a de deixar de receber a indenização devida, com o acréscimo constitucional. Procedimento esse que acarretaria, ainda, enriquecimento ilícito do Estado. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 731224 AGR / RJ Agravo regimental a que se nega provimento. No agravo regimental, alega-se, em síntese, que a conversão das férias não gozadas em indenização pecuniária é devida somente aos servidores da inatividade, haja vista a impossibilidade destes em fruir um direito adquirido durante o tempo em serviço. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493395. Supremo Tribunal Federal ARE 731224 AGR / RJ Agravo regimental a que se nega provimento. No agravo regimental, alega-se, em síntese, que a conversão das férias não gozadas em indenização pecuniária é devida somente aos servidores da inatividade, haja vista a impossibilidade destes em fruir um direito adquirido durante o tempo em serviço. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.224 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte Suprema. Conforme consignado na decisão impugnada, a controvérsia posta nos autos referente à indenização em decorrência de férias não gozadas por policial civil está restrita ao âmbito da interpretação da legislação infraconstitucional, Decreto n. 3.044/1980 (Estatuto dos Policiais Civis) do Estado do Rio de Janeiro. Assim, eventual ofensa à Constituição Federal, se houvesse, seria indireta, hipótese que impede a admissão de recurso extraordinário, a teor do Enunciado 280 da Súmula do STF. Nesse sentido: AI 842.077, rel. Min. Ayres Britto, DJe 12.4.2011; AI 829.621, rel. Min. Ellen Gracie, DJe 23.2.2011; AI 830.548, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 7.2.2011; AI 828.251, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 7.12.2010; RE-AgR 588.951, rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 11.9.2009, e AI-AgR 764.235, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 2.12.2010, cuja ementa dispõe: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Gratificação de atividade policial militar concedida pela Lei estadual nº 7.145/97 do Estado da Bahia. Ofensa a direito local. Incidência da Súmula 280/STF. Precedentes. 1. Não se abre a via do recurso extraordinário para o reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280 desta Corte. 2. Agravo regimental não provido”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493396. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.224 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte Suprema. Conforme consignado na decisão impugnada, a controvérsia posta nos autos referente à indenização em decorrência de férias não gozadas por policial civil está restrita ao âmbito da interpretação da legislação infraconstitucional, Decreto n. 3.044/1980 (Estatuto dos Policiais Civis) do Estado do Rio de Janeiro. Assim, eventual ofensa à Constituição Federal, se houvesse, seria indireta, hipótese que impede a admissão de recurso extraordinário, a teor do Enunciado 280 da Súmula do STF. Nesse sentido: AI 842.077, rel. Min. Ayres Britto, DJe 12.4.2011; AI 829.621, rel. Min. Ellen Gracie, DJe 23.2.2011; AI 830.548, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 7.2.2011; AI 828.251, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 7.12.2010; RE-AgR 588.951, rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 11.9.2009, e AI-AgR 764.235, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 2.12.2010, cuja ementa dispõe: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Gratificação de atividade policial militar concedida pela Lei estadual nº 7.145/97 do Estado da Bahia. Ofensa a direito local. Incidência da Súmula 280/STF. Precedentes. 1. Não se abre a via do recurso extraordinário para o reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280 desta Corte. 2. Agravo regimental não provido”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493396. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 731224 AGR / RJ Ainda que assim não fosse, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal possui entendimento no sentido de que é assegurada ao servidor público a conversão de férias não gozadas ou de outros direitos de natureza remuneratória em indenização pecuniária, dada a vedação ao enriquecimento sem causa. Nesse sentido: o ARE-AgR 662.624, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.11.2012; o AI-AgR 768.313, rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 18.12.2009; o RE 197.640, rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 18.6.1999; e o RE-AgR 324.880, rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJ 10.3.2006, este último com acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. FÉRIAS. PERÍODOS NÃO GOZADOS EM ATIVIDADE. RECEBIMENTO EM PECÚNIA. ACRÉSCIMO DO TERÇO CONSTITUCIONAL. INCISO XVII DO ART. 7º DA MAGNA CARTA. ADMISSIBILIDADE. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao acolher o pedido do autor, apenas conferiu efetividade ao disposto no inciso XVII do art. 7º da Lei das Leis. Com efeito, se o benefício não é usufruído, porque a Administração indeferiu requerimento tempestivo do servidor, ao argumento de absoluta necessidade do serviço, impõe-se a indenização correspondente, acrescida do terço constitucional. De outra parte, o fato de o servidor não haver usufruído o direito, não lhe acarreta punição ainda maior; qual seja, a de deixar de receber a indenização devida, com o acréscimo constitucional. Procedimento esse que acarretaria, ainda, enriquecimento ilícito do Estado. Agravo regimental a que se nega provimento”. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493396. Supremo Tribunal Federal ARE 731224 AGR / RJ Ainda que assim não fosse, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal possui entendimento no sentido de que é assegurada ao servidor público a conversão de férias não gozadas ou de outros direitos de natureza remuneratória em indenização pecuniária, dada a vedação ao enriquecimento sem causa. Nesse sentido: o ARE-AgR 662.624, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.11.2012; o AI-AgR 768.313, rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 18.12.2009; o RE 197.640, rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 18.6.1999; e o RE-AgR 324.880, rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJ 10.3.2006, este último com acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. FÉRIAS. PERÍODOS NÃO GOZADOS EM ATIVIDADE. RECEBIMENTO EM PECÚNIA. ACRÉSCIMO DO TERÇO CONSTITUCIONAL. INCISO XVII DO ART. 7º DA MAGNA CARTA. ADMISSIBILIDADE. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao acolher o pedido do autor, apenas conferiu efetividade ao disposto no inciso XVII do art. 7º da Lei das Leis. Com efeito, se o benefício não é usufruído, porque a Administração indeferiu requerimento tempestivo do servidor, ao argumento de absoluta necessidade do serviço, impõe-se a indenização correspondente, acrescida do terço constitucional. De outra parte, o fato de o servidor não haver usufruído o direito, não lhe acarreta punição ainda maior; qual seja, a de deixar de receber a indenização devida, com o acréscimo constitucional. Procedimento esse que acarretaria, ainda, enriquecimento ilícito do Estado. Agravo regimental a que se nega provimento”. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493396. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 731224 AGR / RJ próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493396. Supremo Tribunal Federal ARE 731224 AGR / RJ próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493396. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.224 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : LUIZ ANTONIO RODRIGUES LEÃO ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501199 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.224 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : LUIZ ANTONIO RODRIGUES LEÃO ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501199 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3517287
2013-03-05T00:00:00
2013-03-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público. Férias não gozadas a critério da Administração. Indenização. 4. Decreto n. 3.044/1980 (Estatuto dos Policiais Civis) do Estado do Rio de Janeiro. Necessidade de análise e interpretação de legislação local. Impossibilidade. Incidência do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. 5. Jurisprudência do STF no sentido de que é assegurada ao servidor a conversão de férias não gozadas em indenização, tendo em vista a vedação do enriquecimento sem causa. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur226710
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 280) AI 842077 (2ªT), RE 588951 AgR (2ªT), AI 764235 AgR (1ªT). (CONVERSÃO, FÉRIAS, PECÚNIA) ARE 662624 AgR (1ªT), AI 768313 AgR (2ªT), RE 197640 (1ªT), RE 324880 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (SÚMULA 280) AI 829621, AI 830548, AI 828251. Número de páginas: 8. Análise: 18/04/2013, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
731224
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-EST DEC-003044 ANO-1980\r\n ESTATUTO DOS POLICIAIS CIVIS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO \r\n DECRETO, RJ" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 731224 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : LUIZ ANTONIO RODRIGUES LEÃO ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : SUELY DE SOUZA OLIVEIRA
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Ementa e Acórdão 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.224 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :LUIZ ANTONIO RODRIGUES LEÃO ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público. Férias não gozadas a critério da Administração. Indenização. 4. Decreto n. 3.044/1980 (Estatuto dos Policiais Civis) do Estado do Rio de Janeiro. Necessidade de análise e interpretação de legislação local. Impossibilidade. Incidência do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. 5. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que é assegurada ao servidor a conversão de férias não gozadas em indenização, tendo em vista a vedação do enriquecimento sem causa. Precedentes. 6. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 7. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de março de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493394. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.224 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :LUIZ ANTONIO RODRIGUES LEÃO ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 176-178, que negou seguimento ao recurso nos seguintes termos: “(...) Verifico que a controvérsia posta nos autos referente à indenização em decorrência de férias não gozadas por policial civil está restrita ao âmbito da interpretação da legislação infraconstitucional Decreto n 3.044/1980 (Estatuto dos Policiais Civis) do Estado do Rio de Janeiro. Assim, eventual ofensa à Constituição Federal, se houvesse, seria indireta, hipótese que impede a admissão de recurso extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AI 842.077, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 12.4.2011; AI 829.621, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 23.2.2011; AI 830.548, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 7.2.2011; AI 828.251, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 7.12.2010; Recurso Extraordinário-AgR 588.951, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 11.9.2009, e AI- AgR 764.235, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 2.12.2010, cuja ementa dispõe: Agravo regimental no agravo de instrumento. Gratificação de atividade policial militar concedida pela Lei estadual n 7.145/97 do Estado da Bahia. Ofensa a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493395. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.224 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :LUIZ ANTONIO RODRIGUES LEÃO ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 176-178, que negou seguimento ao recurso nos seguintes termos: “(...) Verifico que a controvérsia posta nos autos referente à indenização em decorrência de férias não gozadas por policial civil está restrita ao âmbito da interpretação da legislação infraconstitucional Decreto n 3.044/1980 (Estatuto dos Policiais Civis) do Estado do Rio de Janeiro. Assim, eventual ofensa à Constituição Federal, se houvesse, seria indireta, hipótese que impede a admissão de recurso extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AI 842.077, Rel. Min. Ayres Britto, DJe 12.4.2011; AI 829.621, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 23.2.2011; AI 830.548, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 7.2.2011; AI 828.251, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 7.12.2010; Recurso Extraordinário-AgR 588.951, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 11.9.2009, e AI- AgR 764.235, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 2.12.2010, cuja ementa dispõe: Agravo regimental no agravo de instrumento. Gratificação de atividade policial militar concedida pela Lei estadual n 7.145/97 do Estado da Bahia. Ofensa a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 731224 AGR / RJ direito local. Incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 1. Não se abre a via do recurso extraordinário para o reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n 280 desta Corte. 2. Agravo regimental não provido. Ainda que assim não fosse, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, possui entendimento no sentido de que é assegurada ao servidor público a conversão de férias não gozadas ou de outros direitos de natureza remuneratória em indenização pecuniária, dada a responsabilidade objetiva da Administração Pública em virtude da vedação ao enriquecimento sem causa. Nesse sentido: o ARE-AgR 662.624, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.11.2012; o AI-AgR 768.313, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 18.12.2009; o Recurso Extraordinário 197.640, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 18.6.1999; e o Recurso Extraordinário-AgR 324.880, Rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJ 10.3.2006, este último com acórdão assim ementado: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. FÉRIAS. PERÍODOS NÃO GOZADOS EM ATIVIDADE. RECEBIMENTO EM PECÚNIA. ACRÉSCIMO DO TERÇO CONSTITUCIONAL. INCISO XVII DO ART. 7... DA MAGNA CARTA. ADMISSIBILIDADE. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao acolher o pedido do autor, apenas conferiu efetividade ao disposto no inciso XVII do art. 7... da Lei das Leis. Com efeito, se o benefício não é usufruído, porque a Administração indeferiu requerimento tempestivo do servidor, ao argumento de absoluta necessidade do serviço, impõe-se a indenização correspondente, acrescida do terço constitucional. De outra parte, o fato de o servidor não haver usufruído o direito, não lhe acarreta punição ainda maior; qual seja, a de deixar de receber a indenização devida, com o acréscimo constitucional. Procedimento esse que acarretaria, ainda, enriquecimento ilícito do Estado. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493395. Supremo Tribunal Federal ARE 731224 AGR / RJ direito local. Incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 1. Não se abre a via do recurso extraordinário para o reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n 280 desta Corte. 2. Agravo regimental não provido. Ainda que assim não fosse, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, possui entendimento no sentido de que é assegurada ao servidor público a conversão de férias não gozadas ou de outros direitos de natureza remuneratória em indenização pecuniária, dada a responsabilidade objetiva da Administração Pública em virtude da vedação ao enriquecimento sem causa. Nesse sentido: o ARE-AgR 662.624, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.11.2012; o AI-AgR 768.313, Rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 18.12.2009; o Recurso Extraordinário 197.640, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 18.6.1999; e o Recurso Extraordinário-AgR 324.880, Rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJ 10.3.2006, este último com acórdão assim ementado: AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. FÉRIAS. PERÍODOS NÃO GOZADOS EM ATIVIDADE. RECEBIMENTO EM PECÚNIA. ACRÉSCIMO DO TERÇO CONSTITUCIONAL. INCISO XVII DO ART. 7... DA MAGNA CARTA. ADMISSIBILIDADE. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao acolher o pedido do autor, apenas conferiu efetividade ao disposto no inciso XVII do art. 7... da Lei das Leis. Com efeito, se o benefício não é usufruído, porque a Administração indeferiu requerimento tempestivo do servidor, ao argumento de absoluta necessidade do serviço, impõe-se a indenização correspondente, acrescida do terço constitucional. De outra parte, o fato de o servidor não haver usufruído o direito, não lhe acarreta punição ainda maior; qual seja, a de deixar de receber a indenização devida, com o acréscimo constitucional. Procedimento esse que acarretaria, ainda, enriquecimento ilícito do Estado. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 731224 AGR / RJ Agravo regimental a que se nega provimento. No agravo regimental, alega-se, em síntese, que a conversão das férias não gozadas em indenização pecuniária é devida somente aos servidores da inatividade, haja vista a impossibilidade destes em fruir um direito adquirido durante o tempo em serviço. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493395. Supremo Tribunal Federal ARE 731224 AGR / RJ Agravo regimental a que se nega provimento. No agravo regimental, alega-se, em síntese, que a conversão das férias não gozadas em indenização pecuniária é devida somente aos servidores da inatividade, haja vista a impossibilidade destes em fruir um direito adquirido durante o tempo em serviço. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493395. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.224 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte Suprema. Conforme consignado na decisão impugnada, a controvérsia posta nos autos referente à indenização em decorrência de férias não gozadas por policial civil está restrita ao âmbito da interpretação da legislação infraconstitucional, Decreto n. 3.044/1980 (Estatuto dos Policiais Civis) do Estado do Rio de Janeiro. Assim, eventual ofensa à Constituição Federal, se houvesse, seria indireta, hipótese que impede a admissão de recurso extraordinário, a teor do Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AI 842.077, rel. Min. Ayres Britto, DJe 12.4.2011; AI 829.621, rel. Min. Ellen Gracie, DJe 23.2.2011; AI 830.548, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 7.2.2011; AI 828.251, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 7.12.2010; Recurso Extraordinário-AgR 588.951, rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 11.9.2009, e AI-AgR 764.235, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 2.12.2010, cuja ementa dispõe: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Gratificação de atividade policial militar concedida pela Lei estadual n 7.145/97 do Estado da Bahia. Ofensa a direito local. Incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 1. Não se abre a via do recurso extraordinário para o reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n 280 desta Corte. 2. Agravo regimental não provido”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493396. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.224 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte Suprema. Conforme consignado na decisão impugnada, a controvérsia posta nos autos referente à indenização em decorrência de férias não gozadas por policial civil está restrita ao âmbito da interpretação da legislação infraconstitucional, Decreto n. 3.044/1980 (Estatuto dos Policiais Civis) do Estado do Rio de Janeiro. Assim, eventual ofensa à Constituição Federal, se houvesse, seria indireta, hipótese que impede a admissão de recurso extraordinário, a teor do Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AI 842.077, rel. Min. Ayres Britto, DJe 12.4.2011; AI 829.621, rel. Min. Ellen Gracie, DJe 23.2.2011; AI 830.548, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 7.2.2011; AI 828.251, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 7.12.2010; Recurso Extraordinário-AgR 588.951, rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 11.9.2009, e AI-AgR 764.235, rel. Min. Dias Toffoli, DJe 2.12.2010, cuja ementa dispõe: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Gratificação de atividade policial militar concedida pela Lei estadual n 7.145/97 do Estado da Bahia. Ofensa a direito local. Incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 1. Não se abre a via do recurso extraordinário para o reexame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n 280 desta Corte. 2. Agravo regimental não provido”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493396. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 731224 AGR / RJ Ainda que assim não fosse, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal possui entendimento no sentido de que é assegurada ao servidor público a conversão de férias não gozadas ou de outros direitos de natureza remuneratória em indenização pecuniária, dada a vedação ao enriquecimento sem causa. Nesse sentido: o ARE-AgR 662.624, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.11.2012; o AI-AgR 768.313, rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 18.12.2009; o Recurso Extraordinário 197.640, rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 18.6.1999; e o Recurso Extraordinário-AgR 324.880, rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJ 10.3.2006, este último com acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. FÉRIAS. PERÍODOS NÃO GOZADOS EM ATIVIDADE. RECEBIMENTO EM PECÚNIA. ACRÉSCIMO DO TERÇO CONSTITUCIONAL. INCISO XVII DO ART. 7... DA MAGNA CARTA. ADMISSIBILIDADE. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao acolher o pedido do autor, apenas conferiu efetividade ao disposto no inciso XVII do art. 7... da Lei das Leis. Com efeito, se o benefício não é usufruído, porque a Administração indeferiu requerimento tempestivo do servidor, ao argumento de absoluta necessidade do serviço, impõe-se a indenização correspondente, acrescida do terço constitucional. De outra parte, o fato de o servidor não haver usufruído o direito, não lhe acarreta punição ainda maior; qual seja, a de deixar de receber a indenização devida, com o acréscimo constitucional. Procedimento esse que acarretaria, ainda, enriquecimento ilícito do Estado. Agravo regimental a que se nega provimento”. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493396. Supremo Tribunal Federal ARE 731224 AGR / RJ Ainda que assim não fosse, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal possui entendimento no sentido de que é assegurada ao servidor público a conversão de férias não gozadas ou de outros direitos de natureza remuneratória em indenização pecuniária, dada a vedação ao enriquecimento sem causa. Nesse sentido: o ARE-AgR 662.624, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 13.11.2012; o AI-AgR 768.313, rel. Min. Eros Grau, Segunda Turma, DJe 18.12.2009; o Recurso Extraordinário 197.640, rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 18.6.1999; e o Recurso Extraordinário-AgR 324.880, rel. Min. Ayres Britto, Primeira Turma, DJ 10.3.2006, este último com acórdão assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. FÉRIAS. PERÍODOS NÃO GOZADOS EM ATIVIDADE. RECEBIMENTO EM PECÚNIA. ACRÉSCIMO DO TERÇO CONSTITUCIONAL. INCISO XVII DO ART. 7... DA MAGNA CARTA. ADMISSIBILIDADE. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, ao acolher o pedido do autor, apenas conferiu efetividade ao disposto no inciso XVII do art. 7... da Lei das Leis. Com efeito, se o benefício não é usufruído, porque a Administração indeferiu requerimento tempestivo do servidor, ao argumento de absoluta necessidade do serviço, impõe-se a indenização correspondente, acrescida do terço constitucional. De outra parte, o fato de o servidor não haver usufruído o direito, não lhe acarreta punição ainda maior; qual seja, a de deixar de receber a indenização devida, com o acréscimo constitucional. Procedimento esse que acarretaria, ainda, enriquecimento ilícito do Estado. Agravo regimental a que se nega provimento”. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493396. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 731224 AGR / RJ próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493396. Supremo Tribunal Federal ARE 731224 AGR / RJ próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493396. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.224 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : LUIZ ANTONIO RODRIGUES LEÃO ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501199 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731.224 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ESTADO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : LUIZ ANTONIO RODRIGUES LEÃO ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501199 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731 . 224", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 731 . 224", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "AI 842 . 077", "AI 829 . 621", "AI 830 . 548", "AI 828 . 251", "AI", "-", "AgR 764 . 235", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "AI 842 . 077", "AI 829 . 621", "AI 830 . 548", "AI 828 . 251", "Recurso Extraordinário - AgR 588 . 951", "AI", "-", "AgR 764 . 235", "ARE 731224 AGR / RJ", "Súmula", "ARE", "-", "AgR 662 . 624", "AI", "-", "AgR 768 . 313", "Recurso Extraordinário 197 . 640", "Recurso Extraordinário - AgR 324 . 880", "ARE 731224 AGR", "Súmula n 280 desta Corte", "ARE", "-", "AgR 662 . 624", "AI", "-", "AgR 768 . 313", "Recurso Extraordinário 197 . 640", "Recurso Extraordinário - AgR 324 . 880", "ARE 731224 AGR / RJ", "ARE 731224 AGR / RJ", "Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "AI 842 . 077", "AI 829 . 621", "AI 830 . 548", "AI 828 . 251", "AgR 588 . 951", "AI", "-", "AgR 764 . 235", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 desta Corte", "Enunciado 280 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "AI 842 . 077", "AI 829 . 621", "AI 830 . 548", "AI 828 . 251", "Recurso Extraordinário - AgR 588 . 951", "AI", "-", "AgR 764 . 235", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 280 desta Corte", "ARE", "-", "AgR 662 . 624", "AI", "-", "AgR 768 . 313", "Recurso Extraordinário 197 . 640", "Recurso Extraordinário - AgR 324 . 880", "ARE 731224 AGR / RJ", "ARE", "-", "AgR 662 . 624", "AI", "-", "AgR 768 . 313", "Recurso Extraordinário 197 . 640", "Recurso Extraordinário - AgR 324 . 880", "ARE 731224 AGR / RJ", "ARE 731224 AGR / RJ" ], "LEGISLACAO": [ "Decreto n . 3 . 044 / 1980", "Estatuto dos Policiais Civis", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n 3 . 044 / 1980", "Estatuto dos Policiais Civis", "Constituição Federal", "Lei estadual n 7 . 145 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto n 3 . 044 / 1980", "Estatuto dos", "Constituição Federal", 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Ementa e Acórdão 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LUIS ROBERTO PARDO IMPTE.(S) :MIGUEL REALE JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Habeas corpus. Constitucional. Processual Penal. Crimes de exploração de prestígio (art. 357 do CP), tráfico de influência (art. 332 do CP), corrupção ativa (art. 333 do CP), fraude processual (art. 347 do CP) e quadrilha ou bando (art. 288 do CP). Nulidades aventadas no curso do procedimento inquisitorial supostamente praticadas no âmbito do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Questões não analisadas no Superior Tribunal de Justiça. Pretendido exame per saltum. Inadmissível supressão de instância. Precedentes. Alegada falta de motivação da decisão proferida no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, a qual autorizou a 7ª prorrogação das escutas telefônicas pelo prazo de 30 dias consecutivos, o que estaria em desacordo com a lei de regência. Legitimidade da Corte para sua análise. Licitude da decisão de prorrogação. Precedentes. Trancamento da ação penal. Medida excepcional não demonstrada no caso. Conhecimento parcial da ordem. Ordem denegada. 1. Os atos praticados no âmbito do Tribunal Regional Federal da 3ª Região e impugnados no presente habeas corpus não ensejam conhecimento per saltum por esta Suprema Corte, porquanto não apreciados pelo Superior Tribunal Justiça, importando na ocorrência de supressão de instância e de grave violação das regras de competência previstas na Constituição da República. 2. A 7ª prorrogação das escutas telefônicas, por ter sido autorizada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, legitima esta Corte para sua análise. Entretanto, inexiste, na espécie, ausência de motivação da decisão que a implementou, pois, segundo a jurisprudência deste Supremo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507017. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 30 Ementa e Acórdão HC 100172 / SP Tribunal, “as decisões que, como no presente caso, autorizam a prorrogação de interceptação telefônica sem acrescentar novos motivos evidenciam que essa prorrogação foi autorizada com base na mesma fundamentação exposta na primeira decisão que deferiu o monitoramento” (HC nº 92.020/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 8/11/10). 3. O trancamento da ação penal na via do habeas corpus é medida excepcional, justificando-se quando despontar, fora de dúvida, atipicidade da conduta, causa extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de autoria, o que não ocorre na espécie. 4. Conhecimento parcial da ordem. Ordem denegada. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos e nos termos do voto do Relator, em conhecer, em parte, do habeas corpus. Acordam, ademais, os Ministro, quanto a parte de que conhecem, em denegar a ordem, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de fevereiro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507017. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP Tribunal, “as decisões que, como no presente caso, autorizam a prorrogação de interceptação telefônica sem acrescentar novos motivos evidenciam que essa prorrogação foi autorizada com base na mesma fundamentação exposta na primeira decisão que deferiu o monitoramento” (HC nº 92.020/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 8/11/10). 3. O trancamento da ação penal na via do habeas corpus é medida excepcional, justificando-se quando despontar, fora de dúvida, atipicidade da conduta, causa extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de autoria, o que não ocorre na espécie. 4. Conhecimento parcial da ordem. Ordem denegada. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos e nos termos do voto do Relator, em conhecer, em parte, do habeas corpus. Acordam, ademais, os Ministro, quanto a parte de que conhecem, em denegar a ordem, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de fevereiro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 30 Relatório 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LUIS ROBERTO PARDO IMPTE.(S) :MIGUEL REALE JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelos advogados Miguel Reale Júnior, Eduardo Reale Ferrari, Luiz Guilherme Moreira Porto e Felipe Henrique Vergniano Magliarelli em favor de Luis Roberto Pardo, também advogado, buscando sobrestar o procedimento criminal movido contra o paciente na 1ª Vara Criminal Federal de São Paulo, no qual se investiga “suposta prática dos crimes de exploração de prestígio, tráfico de influencia[,] corrupção ativa, fraude processual e quadrilha ou bando” (fl. 5). Apontam como autoridade coatora a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, que, acolhendo questão de ordem proposta na Ação Penal nº 549/SP pelo Relator, Ministro Félix Fischer, determinou o desmembramento do feito em relação ao paciente e a outros denunciados. Sustentam ter havido violação do princípio do juiz natural, mencionando os seguintes aspectos regimentais e processuais: “(...) salta aos olhos a violação à garantia do juiz natural de que se reveste a APN 549, do E. STJ, uma vez que se trata de um desdobramento do inquérito judicial originalmente instaurado perante o E. TRF3, onde se deram todos esses vícios insanáveis que são agora objeto do presente writ. No E. TRF3, o inquérito judicial foi presidido por outro Desembargador que não o juiz natural, em caráter de substituição, sendo que não foi certificada a razão pela qual o Desembargador sorteado não pôde assumir o feito. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LUIS ROBERTO PARDO IMPTE.(S) :MIGUEL REALE JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelos advogados Miguel Reale Júnior, Eduardo Reale Ferrari, Luiz Guilherme Moreira Porto e Felipe Henrique Vergniano Magliarelli em favor de Luis Roberto Pardo, também advogado, buscando sobrestar o procedimento criminal movido contra o paciente na 1ª Vara Criminal Federal de São Paulo, no qual se investiga “suposta prática dos crimes de exploração de prestígio, tráfico de influencia[,] corrupção ativa, fraude processual e quadrilha ou bando” (fl. 5). Apontam como autoridade coatora a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, que, acolhendo questão de ordem proposta na Ação Penal nº 549/SP pelo Relator, Ministro Félix Fischer, determinou o desmembramento do feito em relação ao paciente e a outros denunciados. Sustentam ter havido violação do princípio do juiz natural, mencionando os seguintes aspectos regimentais e processuais: “(...) salta aos olhos a violação à garantia do juiz natural de que se reveste a APN 549, do E. STJ, uma vez que se trata de um desdobramento do inquérito judicial originalmente instaurado perante o E. TRF3, onde se deram todos esses vícios insanáveis que são agora objeto do presente writ. No E. TRF3, o inquérito judicial foi presidido por outro Desembargador que não o juiz natural, em caráter de substituição, sendo que não foi certificada a razão pela qual o Desembargador sorteado não pôde assumir o feito. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 30 Relatório HC 100172 / SP Mais grave ainda: a substituição regimental do Desembargador sorteado foi realizada por magistrado que, segundo o critério de antiguidade, era incompetente para tanto. Inobstante isso, o Des. Fed. BAPTISTA PEREIRA extrapolou suas atribuições como substituto regimental, realizando atos de instrução como se relator de direito fosse, sem que houvesse qualquer necessidade ou urgência para tanto. Ademais, a substituição perdurou por muito mais tempo do que o prazo máximo previsto pelo regimento interno do TRF3, sendo que o presente feito deveria ter sido novamente distribuído a outro Desembargador Federal, diferentemente do que ocorreu no vertente caso. É evidente, portanto, que a violação da garantia constitucional expressa do juiz natural, como no presente caso, importa em nulidade insanável e absoluta de todos os atos processuais praticados pela autoridade incompetente, bem como de todos os atos subsequentes, por derivação, sendo arguível a qualquer tempo. Por todo o exposto, cristalina se torna a concessão do presente writ, a fim de reconhecer a nulidade absoluta que macula ab initio os autos da APN 549/SP, do STJ, de relatoria do Exmo. Min. FÉLIX FISCHER, - e, consequentemente, o procedimento n. 2009.61.81.008967-5, da 1ª Vara Federal de São Paulo (SP), sendo mero desmembramento daquele -, por patente violação ao princípio do juiz natural” (fls. 22/23 – grifos dos autores). Alegam, ainda, que não havia justa causa para o deferimento da primeira interceptação telefônica relativa ao paciente, pelos motivos apontados a seguir: “(...) A primeira diligência de interceptação telefônica realizada no inquérito judicial foi determinada de ofício pelo Des. Fed. BAPTISTA PEREIRA, na data de 22.09.06, em substituição 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP Mais grave ainda: a substituição regimental do Desembargador sorteado foi realizada por magistrado que, segundo o critério de antiguidade, era incompetente para tanto. Inobstante isso, o Des. Fed. BAPTISTA PEREIRA extrapolou suas atribuições como substituto regimental, realizando atos de instrução como se relator de direito fosse, sem que houvesse qualquer necessidade ou urgência para tanto. Ademais, a substituição perdurou por muito mais tempo do que o prazo máximo previsto pelo regimento interno do TRF3, sendo que o presente feito deveria ter sido novamente distribuído a outro Desembargador Federal, diferentemente do que ocorreu no vertente caso. É evidente, portanto, que a violação da garantia constitucional expressa do juiz natural, como no presente caso, importa em nulidade insanável e absoluta de todos os atos processuais praticados pela autoridade incompetente, bem como de todos os atos subsequentes, por derivação, sendo arguível a qualquer tempo. Por todo o exposto, cristalina se torna a concessão do presente writ, a fim de reconhecer a nulidade absoluta que macula ab initio os autos da APN 549/SP, do STJ, de relatoria do Exmo. Min. FÉLIX FISCHER, - e, consequentemente, o procedimento n. 2009.61.81.008967-5, da 1ª Vara Federal de São Paulo (SP), sendo mero desmembramento daquele -, por patente violação ao princípio do juiz natural” (fls. 22/23 – grifos dos autores). Alegam, ainda, que não havia justa causa para o deferimento da primeira interceptação telefônica relativa ao paciente, pelos motivos apontados a seguir: “(...) A primeira diligência de interceptação telefônica realizada no inquérito judicial foi determinada de ofício pelo Des. Fed. BAPTISTA PEREIRA, na data de 22.09.06, em substituição 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 30 Relatório HC 100172 / SP regimental do então relator, Des. CARLOS MUTA. Referida autorização foi concedida, por termo de deliberação, ao final da audiência de acareação realizada entre LÚCIO FUNARO e RICHARD OTTERLOO, consoante se verifica às fls. 62/63, do doc. 18. Na ocasião, pautando-se apenas pela delação concedida por LÚCIO FUNARO e por nenhum outro elemento, manifestou-se o i. Magistrado no sentido de que seria preciso: ‘(...) a completa identificação e atividades das duas mencionadas pessoas [Luiz Roberto Pardo e Ricardo Magro], bem como possível ligação do juiz [Manoel Álvares] com estes ou pessoas destes próximas’. Ou seja, com exceção à isolada – e inverossímil – delação de LÚCIO FUNARO, não havia qualquer fio indiciário que demonstrasse empiricamente eventual ligação entre o paciente e o juiz convocado MANOEL ÁLVARES. Ao contrário, essa aventada ligação seria meramente ‘possível’, como reconhece o próprio Des. BAPTISTA PEREIRA, no despacho. Entretanto, inobstante inexistisse um só fiapo de prova que demonstrasse a ventilada ligação entre o paciente e o juiz convocado MANOEL ÁLVARES, o Des. BAPTISTA PEREIRA, em substituição regimental, determinou a quebra do sigilo telefônico do paciente, nos seguintes termos: ‘(...) determino, ainda, autorizando-se o Sr. Superintendente a quebrar os sigilos telefônicos das referidas pessoas, inclusive do juiz a realizar interceptações, no sentido de se apurar o delito de corrupção o qual o indiciado Lúcio Bologna Funaro atribui ao magistrado por intermédio daqueles’. Vê-se que a interceptação telefônica do paciente foi deferida apenas para que pudesse ser averiguada a veracidade 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP regimental do então relator, Des. CARLOS MUTA. Referida autorização foi concedida, por termo de deliberação, ao final da audiência de acareação realizada entre LÚCIO FUNARO e RICHARD OTTERLOO, consoante se verifica às fls. 62/63, do doc. 18. Na ocasião, pautando-se apenas pela delação concedida por LÚCIO FUNARO e por nenhum outro elemento, manifestou-se o i. Magistrado no sentido de que seria preciso: ‘(...) a completa identificação e atividades das duas mencionadas pessoas [Luiz Roberto Pardo e Ricardo Magro], bem como possível ligação do juiz [Manoel Álvares] com estes ou pessoas destes próximas’. Ou seja, com exceção à isolada – e inverossímil – delação de LÚCIO FUNARO, não havia qualquer fio indiciário que demonstrasse empiricamente eventual ligação entre o paciente e o juiz convocado MANOEL ÁLVARES. Ao contrário, essa aventada ligação seria meramente ‘possível’, como reconhece o próprio Des. BAPTISTA PEREIRA, no despacho. Entretanto, inobstante inexistisse um só fiapo de prova que demonstrasse a ventilada ligação entre o paciente e o juiz convocado MANOEL ÁLVARES, o Des. BAPTISTA PEREIRA, em substituição regimental, determinou a quebra do sigilo telefônico do paciente, nos seguintes termos: ‘(...) determino, ainda, autorizando-se o Sr. Superintendente a quebrar os sigilos telefônicos das referidas pessoas, inclusive do juiz a realizar interceptações, no sentido de se apurar o delito de corrupção o qual o indiciado Lúcio Bologna Funaro atribui ao magistrado por intermédio daqueles’. Vê-se que a interceptação telefônica do paciente foi deferida apenas para que pudesse ser averiguada a veracidade 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 30 Relatório HC 100172 / SP dos fatos – inverídicos – alegados por LÚCIO FUNARO, e não porque existia um mínimo indício de veracidade para tais acusações (e não havia!)” (fls. 24/25 – grifo dos autores). Em seguida, alegam os impetrantes ser carente de fundamentos a decisão que deferiu a primeira prorrogação da escuta telefônica, expondo, para tanto, que: “(...) Em 25.10.06, já próximo do prazo de 15 dias para o término da interceptação telefônica, a autoridade policial expediu ofício ao E. TRF3, requerendo a prorrogação da diligência por igual período. E, na oportunidade, encaminhou ainda o primeiro relatório de inteligência policial. O Des. Fed. BAPTISTA PEREIRA, por sua vez, em substituição regimental, despachando no próprio rosto do ofício, autorizou a prorrogação da interceptação telefônica por mais 15 dias, nos seguintes termos (doc. 23): ‘Atenda-se. Digo – para ciência e vista do M.P.F. 28.X.MMVI.’ Ou seja, depois de decretada a quebra do sigilo telefônico do paciente – repita-se, sem justa causa para tanto -, a interceptação foi prorrogada sem qualquer fundamentação, mínima que seja, por meio de decisão que se resume em dizer ‘atenda-se’ e nada mais, ao arrepio dos mais comezinhos princípios constitucionais. Dispõe o artigo 5º, da Lei 9.296/96 (Lei das Interceptações Telefônicas), que a decisão que prorrogar a interceptação deve ser fundamentada, sob pena de nulidade, devendo indicar também a forma de execução da diligência: ‘Art. 5º A decisão será fundamentada, sob pena de nulidade, indicando também a forma de execução da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP dos fatos – inverídicos – alegados por LÚCIO FUNARO, e não porque existia um mínimo indício de veracidade para tais acusações (e não havia!)” (fls. 24/25 – grifo dos autores). Em seguida, alegam os impetrantes ser carente de fundamentos a decisão que deferiu a primeira prorrogação da escuta telefônica, expondo, para tanto, que: “(...) Em 25.10.06, já próximo do prazo de 15 dias para o término da interceptação telefônica, a autoridade policial expediu ofício ao E. TRF3, requerendo a prorrogação da diligência por igual período. E, na oportunidade, encaminhou ainda o primeiro relatório de inteligência policial. O Des. Fed. BAPTISTA PEREIRA, por sua vez, em substituição regimental, despachando no próprio rosto do ofício, autorizou a prorrogação da interceptação telefônica por mais 15 dias, nos seguintes termos (doc. 23): ‘Atenda-se. Digo – para ciência e vista do M.P.F. 28.X.MMVI.’ Ou seja, depois de decretada a quebra do sigilo telefônico do paciente – repita-se, sem justa causa para tanto -, a interceptação foi prorrogada sem qualquer fundamentação, mínima que seja, por meio de decisão que se resume em dizer ‘atenda-se’ e nada mais, ao arrepio dos mais comezinhos princípios constitucionais. Dispõe o artigo 5º, da Lei 9.296/96 (Lei das Interceptações Telefônicas), que a decisão que prorrogar a interceptação deve ser fundamentada, sob pena de nulidade, devendo indicar também a forma de execução da diligência: ‘Art. 5º A decisão será fundamentada, sob pena de nulidade, indicando também a forma de execução da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 30 Relatório HC 100172 / SP diligência, que não poderá exceder o prazo de quinze dias, renovável por igual tempo uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova.’ Portanto, é nula a decisão que deferiu, com breve ‘atenda- se’, a prorrogação da interceptação telefônica, sendo igualmente nulos (por vício de origem) todos os atos dela decorrentes, conforme disposto no art. 5º, da Lei 9.296/96” (fls. 31/32 – grifos dos autores). No mesmo sentido, alegam a ilegalidade da 2ª à 5ª prorrogação das interceptações telefônicas, por ausência de fundamentação (fls. 40 a 44). Afirmam, também, que “inexiste previsão legal para que as diligências de interceptação telefônica perdurassem por período superior a 30 dias. Assim, a extrapolação desse prazo, no presente caso, configurou patente violação a postulado constitucional, eivando de nulidade todos os atos subsequentes” (fl. 35 – grifo dos autores). Relatam, ainda, que, no período entre o término do prazo da 6ª prorrogação (28/12/06) e o deferimento da 7ª prorrogação pelo eminente Ministro Barros Monteiro, do Superior Tribunal de Justiça (3/1/07), as escutas telefônicas foram realizadas sem a devida autorização judicial (fls. 44 a 49). Por fim, argumentam que a 7ª prorrogação das escutas telefônicas pelo Ministro Raphael de Barros Monteiro deu-se, igualmente, de forma ilegal, pois foi deferida “por decisão imotivada e pelo prazo de 30 dias, em explícito desacordo com a Lei 9.293/06” (fl. 49). Ao final, requerem “a concessão de liminar, a fim de que seja sobrestado, em relação ao paciente, o andamento dos autos do procedimento n. 2009.61.81.008967-5, tramitados perante a 1ª Vara Criminal 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP diligência, que não poderá exceder o prazo de quinze dias, renovável por igual tempo uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova.’ Portanto, é nula a decisão que deferiu, com breve ‘atenda- se’, a prorrogação da interceptação telefônica, sendo igualmente nulos (por vício de origem) todos os atos dela decorrentes, conforme disposto no art. 5º, da Lei 9.296/96” (fls. 31/32 – grifos dos autores). No mesmo sentido, alegam a ilegalidade da 2ª à 5ª prorrogação das interceptações telefônicas, por ausência de fundamentação (fls. 40 a 44). Afirmam, também, que “inexiste previsão legal para que as diligências de interceptação telefônica perdurassem por período superior a 30 dias. Assim, a extrapolação desse prazo, no presente caso, configurou patente violação a postulado constitucional, eivando de nulidade todos os atos subsequentes” (fl. 35 – grifo dos autores). Relatam, ainda, que, no período entre o término do prazo da 6ª prorrogação (28/12/06) e o deferimento da 7ª prorrogação pelo eminente Ministro Barros Monteiro, do Superior Tribunal de Justiça (3/1/07), as escutas telefônicas foram realizadas sem a devida autorização judicial (fls. 44 a 49). Por fim, argumentam que a 7ª prorrogação das escutas telefônicas pelo Ministro Raphael de Barros Monteiro deu-se, igualmente, de forma ilegal, pois foi deferida “por decisão imotivada e pelo prazo de 30 dias, em explícito desacordo com a Lei 9.293/06” (fl. 49). Ao final, requerem “a concessão de liminar, a fim de que seja sobrestado, em relação ao paciente, o andamento dos autos do procedimento n. 2009.61.81.008967-5, tramitados perante a 1ª Vara Criminal 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 30 Relatório HC 100172 / SP Federal de São Paulo (SP), por ser mero desmembramento da APN 549/SP, onde foram praticadas todas as ilegalidades demonstradas acima, requerendo-se, ao final, a concessão definitiva da ordem de habeas corpus, para declarar todas as nulidades demonstradas no presente writ, trancando-se os autos do procedimento supramencionado” (fls. 53/54). Em 6/8/09, o Ministro Marco Aurélio solicitou informações ao Juízo da 1ª Vara Federal Criminal de São Paulo sobre o atual andamento processual do inquérito autuado sob o nº 2009.61.81.008967-5 (fl. 1.029). Antecipando-se às informações solicitadas, os impetrantes trazem considerações sobre o inquérito em curso, informando que os autos foram encaminhados ao Ministério Público Federal para ratificação da denúncia então oferecida no Superior Tribunal de Justiça. Ressaltam, desta forma, que o paciente está na iminência de sofrer constrangimento ilegal, pois, com o recebimento da denúncia, passará da condição de denunciado para a de réu, além de estar sujeito a uma possível prisão preventiva, a exemplo do que ocorreu em outro processo, no qual são investigadas outras pessoas em virtude dos mesmos fatos criminosos. Com esses fundamentos, reiteram o pedido de liminar (fls. 1031 a 1035). Em nova manifestação, os impetrantes alertam que os autos retornaram do Ministério Público Federal, e que, segundo informação verbal da serventia da 1ª Vara Federal Criminal, existe um pedido de prisão preventiva formulado pelo Parquet. Mais uma vez, reiteram o pedido liminar (fls. 1148/1149). O pedido de liminar foi indeferido (fls. 1155 a 1163). O Juízo da 1ª Vara Federal Criminal de São Paulo prestou informações (fl. 1170). O Ministério Público Federal, pelo parecer do ilustre Subprocurador- Geral da República Dr. Wagner Gonçalves, manifestou-se pela denegação da ordem (fls. 1176 a 1181). É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP Federal de São Paulo (SP), por ser mero desmembramento da APN 549/SP, onde foram praticadas todas as ilegalidades demonstradas acima, requerendo-se, ao final, a concessão definitiva da ordem de habeas corpus, para declarar todas as nulidades demonstradas no presente writ, trancando-se os autos do procedimento supramencionado” (fls. 53/54). Em 6/8/09, o Ministro Marco Aurélio solicitou informações ao Juízo da 1ª Vara Federal Criminal de São Paulo sobre o atual andamento processual do inquérito autuado sob o nº 2009.61.81.008967-5 (fl. 1.029). Antecipando-se às informações solicitadas, os impetrantes trazem considerações sobre o inquérito em curso, informando que os autos foram encaminhados ao Ministério Público Federal para ratificação da denúncia então oferecida no Superior Tribunal de Justiça. Ressaltam, desta forma, que o paciente está na iminência de sofrer constrangimento ilegal, pois, com o recebimento da denúncia, passará da condição de denunciado para a de réu, além de estar sujeito a uma possível prisão preventiva, a exemplo do que ocorreu em outro processo, no qual são investigadas outras pessoas em virtude dos mesmos fatos criminosos. Com esses fundamentos, reiteram o pedido de liminar (fls. 1031 a 1035). Em nova manifestação, os impetrantes alertam que os autos retornaram do Ministério Público Federal, e que, segundo informação verbal da serventia da 1ª Vara Federal Criminal, existe um pedido de prisão preventiva formulado pelo Parquet. Mais uma vez, reiteram o pedido liminar (fls. 1148/1149). O pedido de liminar foi indeferido (fls. 1155 a 1163). O Juízo da 1ª Vara Federal Criminal de São Paulo prestou informações (fl. 1170). O Ministério Público Federal, pelo parecer do ilustre Subprocurador- Geral da República Dr. Wagner Gonçalves, manifestou-se pela denegação da ordem (fls. 1176 a 1181). É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, o presente habeas corpus volta-se contra ato da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, que, acolhendo questão de ordem proposta na Ação Penal nº 549/SP pelo Relator, Ministro Félix Fischer, determinou o desmembramento do feito em relação ao paciente e a outros denunciados. O julgado foi assim ementado: “QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL. VÁRIOS DENUNCIADOS. COMPETÊNCIA RATIONE PERSONAE DESTA CORTE FIRMADA APENAS EM RELAÇÃO À TRÊS DOS DENUNCIADOS. POSSIBILIDADE, NECESSIDADE E UTILIDADE DE DESMEMBRAMENTO DO FEITO. APLICAÇÃO DO ART. 80 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. MEDIDA QUE BUSCA GARANTIR A CELERIDADE E RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO, ALÉM DE TORNAR EXEQUÍVEL A PRÓPRIA INSTRUÇÃO CRIMINAL DE MODO A VIABILIZAR A PERSECUTIO CRIMINIS IN IUDICIO. RISCO DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA EM RELAÇÃO A ALGUMAS INFRAÇÕES PENAIS. OBSERVÂNCIA DA AMPLA DEFESA E DO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. DIVERSOS PRECEDENTES DA SUPREMA CORTE. I - De acordo como art. 80 do Código de Processo Penal, embora haja continência ou conexão, pode o magistrado, facultativamente, separar os processos, desde que tal medida se mostre conveniente, quer porque as infrações foram praticadas em circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes, quer em razão do excessivo número de acusados, quer para não prolongar a prisão dos réus ou, ainda, diante de motivo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, o presente habeas corpus volta-se contra ato da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, que, acolhendo questão de ordem proposta na Ação Penal nº 549/SP pelo Relator, Ministro Félix Fischer, determinou o desmembramento do feito em relação ao paciente e a outros denunciados. O julgado foi assim ementado: “QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL. VÁRIOS DENUNCIADOS. COMPETÊNCIA RATIONE PERSONAE DESTA CORTE FIRMADA APENAS EM RELAÇÃO À TRÊS DOS DENUNCIADOS. POSSIBILIDADE, NECESSIDADE E UTILIDADE DE DESMEMBRAMENTO DO FEITO. APLICAÇÃO DO ART. 80 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. MEDIDA QUE BUSCA GARANTIR A CELERIDADE E RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO, ALÉM DE TORNAR EXEQUÍVEL A PRÓPRIA INSTRUÇÃO CRIMINAL DE MODO A VIABILIZAR A PERSECUTIO CRIMINIS IN IUDICIO. RISCO DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA EM RELAÇÃO A ALGUMAS INFRAÇÕES PENAIS. OBSERVÂNCIA DA AMPLA DEFESA E DO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. DIVERSOS PRECEDENTES DA SUPREMA CORTE. I - De acordo como art. 80 do Código de Processo Penal, embora haja continência ou conexão, pode o magistrado, facultativamente, separar os processos, desde que tal medida se mostre conveniente, quer porque as infrações foram praticadas em circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes, quer em razão do excessivo número de acusados, quer para não prolongar a prisão dos réus ou, ainda, diante de motivo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP relevante, em benefício dos acusados ou da própria administração da justiça. II - O simples fato de no inquérito ou na ação penal se investigar suposta organização criminosa não impede, per se, o desmembramento do processo (AP-AgR 336⁄TO, Tribunal Pleno, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ de 10⁄12⁄2004). III - Em diversas oportunidades a c. Suprema Corte, por motivos vários, nos processos de competência originária, acabou determinando o desmembramento do feito. IV - O processamento da presente ação penal perante esta Corte, cuja exordial acusatória apresentada em 229 laudas em face de 16 (dezesseis) denunciados, já conta, na data de hoje com 25 volumes e 553 apensos, sendo que a competência ratione personae desta Corte nos termos do art. 105, inciso I, letra a, da Lex Fundamentalis se verifica, exclusivamente, em razão de 3 (três) dos investigados serem Desembargadores Federais do e. Tribunal Regional Federal da 3ª Região, à toda evidência, se mostra totalmente desarrazoado podendo acarretar, como bem destacado em alguns arestos do c. Supremo Tribunal Federal, prejuízo para a própria efetividade da persecutio criminis in iudicio. De fato, o risco da verificação da prescrição da pretensão punitiva do Estado em relação a vários dos crimes narrados na proemial acusatória é real. V - A esperada celeridade ou razoável duração do processo, alçada pela EC nº 45⁄2004 à categoria de direito fundamental (art. 5º, inciso LXXVIII, da Carta Maxima) já se mostra seriamente comprometida, pois, apenas para ilustrar a dificuldade existente no processamento perante essa Corte deste feito, muito embora a notificação dos acusados em atendimento ao disposto no art. 4º da Lei nº 8.038⁄90 tenha sido por mim determinada em data de 03⁄09⁄2008, apenas em 16⁄02⁄2009 a última resposta à denúncia foi apresentada, ou seja, mais de cinco meses depois! Os inúmeros e infindáveis incidentes de restituição de bens, de compartilhamento de dados também são obstáculos à efetiva, célere e adequada prestação jurisdicional neste caso. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP relevante, em benefício dos acusados ou da própria administração da justiça. II - O simples fato de no inquérito ou na ação penal se investigar suposta organização criminosa não impede, per se, o desmembramento do processo (AP-AgR 336⁄TO, Tribunal Pleno, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ de 10⁄12⁄2004). III - Em diversas oportunidades a c. Suprema Corte, por motivos vários, nos processos de competência originária, acabou determinando o desmembramento do feito. IV - O processamento da presente ação penal perante esta Corte, cuja exordial acusatória apresentada em 229 laudas em face de 16 (dezesseis) denunciados, já conta, na data de hoje com 25 volumes e 553 apensos, sendo que a competência ratione personae desta Corte nos termos do art. 105, inciso I, letra a, da Lex Fundamentalis se verifica, exclusivamente, em razão de 3 (três) dos investigados serem Desembargadores Federais do e. Tribunal Regional Federal da 3ª Região, à toda evidência, se mostra totalmente desarrazoado podendo acarretar, como bem destacado em alguns arestos do c. Supremo Tribunal Federal, prejuízo para a própria efetividade da persecutio criminis in iudicio. De fato, o risco da verificação da prescrição da pretensão punitiva do Estado em relação a vários dos crimes narrados na proemial acusatória é real. V - A esperada celeridade ou razoável duração do processo, alçada pela EC nº 45⁄2004 à categoria de direito fundamental (art. 5º, inciso LXXVIII, da Carta Maxima) já se mostra seriamente comprometida, pois, apenas para ilustrar a dificuldade existente no processamento perante essa Corte deste feito, muito embora a notificação dos acusados em atendimento ao disposto no art. 4º da Lei nº 8.038⁄90 tenha sido por mim determinada em data de 03⁄09⁄2008, apenas em 16⁄02⁄2009 a última resposta à denúncia foi apresentada, ou seja, mais de cinco meses depois! Os inúmeros e infindáveis incidentes de restituição de bens, de compartilhamento de dados também são obstáculos à efetiva, célere e adequada prestação jurisdicional neste caso. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP VI - Além disso, a própria instrução criminal, nesse caso, se mostra problemática, bastando para evidenciar o alegado o número de testemunhas arroladas. VII - Nem se alegue que o fato de todos os denunciados já terem apresentado resposta preliminar nos termos do art. 4º da Lei nº 8.038⁄90 seria, de alguma forma, óbice para que, no presente caso, se determine o desmembramento. De fato, nos autos do INQ 2.486⁄AC, o Exmo. Sr. Min. Carlos Ayres Britto em fundamentada decisão monocrática publicada no DJ de 21⁄05⁄2007, determinou o desmembramento do feito com base no retromencionado art. 80 do Código de Processo Penal, elencando inúmeros arestos do c. Supremo Tribunal Federal, muito embora, na hipótese, já houvesse resposta preliminar apresentada. Aliás, em sua decisão, o Exmo. Sr. Min. Carlos Ayres Britto, após destacar que o desmembramento figura como exceção ao princípio do simultaneus processus, a inviabilidade do processamento e julgamento de todos os denunciados pelo Pretório Excelso, além dos graves inconvenientes para a instrução criminal caso não fosse realizado o desmembramento do feito, ressaltou que o art. 80 do Código de Processo Penal não delimita em que fase (extra- processual ou processual) tal medida pode ser tomada. Assim, se mostra perfeitamente cabível e oportuna a adoção de tal medida mesmo após a apresentação de resposta preliminar pelos denunciados. VIII - Não há, nem ao menos em tese, como vislumbrar que a determinação de desmembramento, permanecendo perante essa Corte o feito tão-somente em relação aos denunciados, que de acordo com a Constituição Federal, detêm nesse Tribunal Superior prerrogativa de foro, possa de alguma forma gerar prejuízo para a defesa dos acusados ou, ainda, acarretar violação ao princípio do juiz natural. Com efeito, em relação àqueles que deixarão de ser julgados perante essa Corte (frise-se, passando a ser julgados pelo juízo originariamente competente!), basta destacar que, contrariamente ao que se verificaria caso fossem processados perante essa Corte, todos 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP VI - Além disso, a própria instrução criminal, nesse caso, se mostra problemática, bastando para evidenciar o alegado o número de testemunhas arroladas. VII - Nem se alegue que o fato de todos os denunciados já terem apresentado resposta preliminar nos termos do art. 4º da Lei nº 8.038⁄90 seria, de alguma forma, óbice para que, no presente caso, se determine o desmembramento. De fato, nos autos do INQ 2.486⁄AC, o Exmo. Sr. Min. Carlos Ayres Britto em fundamentada decisão monocrática publicada no DJ de 21⁄05⁄2007, determinou o desmembramento do feito com base no retromencionado art. 80 do Código de Processo Penal, elencando inúmeros arestos do c. Supremo Tribunal Federal, muito embora, na hipótese, já houvesse resposta preliminar apresentada. Aliás, em sua decisão, o Exmo. Sr. Min. Carlos Ayres Britto, após destacar que o desmembramento figura como exceção ao princípio do simultaneus processus, a inviabilidade do processamento e julgamento de todos os denunciados pelo Pretório Excelso, além dos graves inconvenientes para a instrução criminal caso não fosse realizado o desmembramento do feito, ressaltou que o art. 80 do Código de Processo Penal não delimita em que fase (extra- processual ou processual) tal medida pode ser tomada. Assim, se mostra perfeitamente cabível e oportuna a adoção de tal medida mesmo após a apresentação de resposta preliminar pelos denunciados. VIII - Não há, nem ao menos em tese, como vislumbrar que a determinação de desmembramento, permanecendo perante essa Corte o feito tão-somente em relação aos denunciados, que de acordo com a Constituição Federal, detêm nesse Tribunal Superior prerrogativa de foro, possa de alguma forma gerar prejuízo para a defesa dos acusados ou, ainda, acarretar violação ao princípio do juiz natural. Com efeito, em relação àqueles que deixarão de ser julgados perante essa Corte (frise-se, passando a ser julgados pelo juízo originariamente competente!), basta destacar que, contrariamente ao que se verificaria caso fossem processados perante essa Corte, todos 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP eles (à exceção da magistrada federal denunciada) terão a possibilidade de em caso de eventual decisum ter a sua provável irresignação apreciada em outra instância na qual se admite, inclusive, a apreciação de questões fáticas, o que de outra forma não seria possível. Por outro lado, também o princípio do juiz natural não restará violado, pelo contrário, cada um dos denunciados será julgado pelo juízo originariamente competente, é dizer, o juiz natural em relação a cada um dos denunciados será rigorosamente observado. Questão de ordem resolvida no sentido de determinar o desmembramento da presente ação penal, extraindo-se cópia integral dos autos que serão encaminhadas ao e. Tribunal Regional Federal da 3ª Região (competente para processar e julgar a magistrada federal MARIA CRISTINA BARONGENO) e a uma das varas criminais da Seção Judiciária do Estado de São Paulo (competente para processar e julgar os demais denunciados) para que prossiguam no processamento do feito em relação àqueles que não possuem prerrogativa de foro perante esta Corte, mantendo-se, aqui, o feito apenas em relação aos denunciados ALDA MARIA BASTO CAMINHA ANSALDI, NERY DA COSTA JÚNIOR e ROBERTO LUIZ RIBEIRO HADDAD, todos Desembargadores Federais do e. Tribunal Regional Federal da 3ª Região” (fls. 738 a 740 – grifos do autor). A impetração tem como objetivo a declaração de “todas as nulidades demonstradas no presente writ, trancando-se os autos do procedimento supramencionado” (fls. 53/54). Consta dos autos que o inquérito judicial em questão teve início no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em virtude das declarações prestadas pelo Sr. Lúcio Bolonha Funaro ao Ministério Público Federal, o qual alegou “ter pago R$ 300.000,00 a preposto do MM. Juiz Federal MANOEL ÁLVARES, a fim de que fossem antecipados os efeitos da tutela, nos autos do Agravo de Instrumento n. 2004.03.00.073331-6, do qual era relator à época (doc. 02)” (fl. 3). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP eles (à exceção da magistrada federal denunciada) terão a possibilidade de em caso de eventual decisum ter a sua provável irresignação apreciada em outra instância na qual se admite, inclusive, a apreciação de questões fáticas, o que de outra forma não seria possível. Por outro lado, também o princípio do juiz natural não restará violado, pelo contrário, cada um dos denunciados será julgado pelo juízo originariamente competente, é dizer, o juiz natural em relação a cada um dos denunciados será rigorosamente observado. Questão de ordem resolvida no sentido de determinar o desmembramento da presente ação penal, extraindo-se cópia integral dos autos que serão encaminhadas ao e. Tribunal Regional Federal da 3ª Região (competente para processar e julgar a magistrada federal MARIA CRISTINA BARONGENO) e a uma das varas criminais da Seção Judiciária do Estado de São Paulo (competente para processar e julgar os demais denunciados) para que prossiguam no processamento do feito em relação àqueles que não possuem prerrogativa de foro perante esta Corte, mantendo-se, aqui, o feito apenas em relação aos denunciados ALDA MARIA BASTO CAMINHA ANSALDI, NERY DA COSTA JÚNIOR e ROBERTO LUIZ RIBEIRO HADDAD, todos Desembargadores Federais do e. Tribunal Regional Federal da 3ª Região” (fls. 738 a 740 – grifos do autor). A impetração tem como objetivo a declaração de “todas as nulidades demonstradas no presente writ, trancando-se os autos do procedimento supramencionado” (fls. 53/54). Consta dos autos que o inquérito judicial em questão teve início no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em virtude das declarações prestadas pelo Sr. Lúcio Bolonha Funaro ao Ministério Público Federal, o qual alegou “ter pago R$ 300.000,00 a preposto do MM. Juiz Federal MANOEL ÁLVARES, a fim de que fossem antecipados os efeitos da tutela, nos autos do Agravo de Instrumento n. 2004.03.00.073331-6, do qual era relator à época (doc. 02)” (fl. 3). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP No curso das investigações, em virtude do suposto envolvimento de magistrados integrantes daquela Corte Regional nos fatos criminosos, o feito foi remetido ao Superior Tribunal de Justiça, onde “os autos foram distribuídos sob o n. IJ 547/SP (posteriormente, APN nº 549/SP), cuja relatoria ficou a cargo do Exmo. Ministro FÉLIX FISCHER” (fl. 3). Prosseguem os impetrantes, afirmando que, “(...) [a]o final da investigação, no dia 26.05.08, o Ministério Público Federal ofereceu denúncia em face do paciente e de mais 15 acusados, imputando ao paciente a suposta prática dos crimes de exploração de prestígio (art. 357, do CP), tráfico de influência (art. 332, do CP), corrupção ativa (art. 333, do CP), fraude processual (art. 347, do CP) e quadrilha ou bando (art. 288, do CP) (doc. 07). Intimado da denúncia, o paciente apresentou sua resposta à acusação, demonstrando relevantes questões preliminares consistentes nos vícios insanáveis que ensejam a nulidade absoluta do feito, além de demonstrar a fragilidade das imputações que lhe são feitas na denúncia (doc. 08). Dentre esses vícios insanáveis, destacam-se: (a) nulidade do feito pela subtração do juiz natural da causa; e (b) patente nulidade da ‘prova’ oriunda das interceptações telefônicas, sobre as quais se assenta toda a acusação in casu. Embora tais vícios (que maculam o processo sob comento) sejam de ordem pública, podendo ter sido suscitados perante esse E. Supremo Tribunal Federal desde o início do feito, LUIS ROBERTO PARDO preferiu aguardar o posicionamento da C. Corte Especial do E. STJ, quando da apreciação de sua resposta à acusação, ou seja, optou por esperar que o próprio E. STJ reconhecesse os vícios da investigação conduzida pela autoridade coatora daquela Corte. Ocorre que a C. Corte Especial do E. Superior Tribunal de Justiça, entretanto, ao analisar questão de ordem, determinou o imediato desmembramento do feito, nos termos do voto do relator Exmo. Min. FÉLIX FISCHER, conforme v. acórdão publicado no último dia 28.05.09, sem, contudo, se manifestar a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP No curso das investigações, em virtude do suposto envolvimento de magistrados integrantes daquela Corte Regional nos fatos criminosos, o feito foi remetido ao Superior Tribunal de Justiça, onde “os autos foram distribuídos sob o n. IJ 547/SP (posteriormente, APN nº 549/SP), cuja relatoria ficou a cargo do Exmo. Ministro FÉLIX FISCHER” (fl. 3). Prosseguem os impetrantes, afirmando que, “(...) [a]o final da investigação, no dia 26.05.08, o Ministério Público Federal ofereceu denúncia em face do paciente e de mais 15 acusados, imputando ao paciente a suposta prática dos crimes de exploração de prestígio (art. 357, do CP), tráfico de influência (art. 332, do CP), corrupção ativa (art. 333, do CP), fraude processual (art. 347, do CP) e quadrilha ou bando (art. 288, do CP) (doc. 07). Intimado da denúncia, o paciente apresentou sua resposta à acusação, demonstrando relevantes questões preliminares consistentes nos vícios insanáveis que ensejam a nulidade absoluta do feito, além de demonstrar a fragilidade das imputações que lhe são feitas na denúncia (doc. 08). Dentre esses vícios insanáveis, destacam-se: (a) nulidade do feito pela subtração do juiz natural da causa; e (b) patente nulidade da ‘prova’ oriunda das interceptações telefônicas, sobre as quais se assenta toda a acusação in casu. Embora tais vícios (que maculam o processo sob comento) sejam de ordem pública, podendo ter sido suscitados perante esse E. Supremo Tribunal Federal desde o início do feito, LUIS ROBERTO PARDO preferiu aguardar o posicionamento da C. Corte Especial do E. STJ, quando da apreciação de sua resposta à acusação, ou seja, optou por esperar que o próprio E. STJ reconhecesse os vícios da investigação conduzida pela autoridade coatora daquela Corte. Ocorre que a C. Corte Especial do E. Superior Tribunal de Justiça, entretanto, ao analisar questão de ordem, determinou o imediato desmembramento do feito, nos termos do voto do relator Exmo. Min. FÉLIX FISCHER, conforme v. acórdão publicado no último dia 28.05.09, sem, contudo, se manifestar a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP respeito dessas nulidades (doc. 09). Determinou-se, assim, a remessa de cópia integral dos autos ao E. TRF3 (‘competente para processar a juíza federal MARIA CRISTINA BARONGENO’) e a uma das Varas Federais de São Paulo (‘competente para processar e julgar os demais denunciados’, entre eles o paciente), a fim de que ‘prossigam no processamento do feito em relação àqueles que não possuem prerrogativas de foro perante esta Corte’. Por via de consequência, os autos da APN 549/SP foram – definitivamente – desmembrados, sendo remetida cópia integral do feito à Justiça Federal de Primeira Instância de São Paulo (SP), onde foram distribuídos à 1ª Vara Federal Criminal sob n. 2009.61.81.008967-5, sendo que se aguarda manifestação por parte do MM Juízo Monocrático (doc. 10). Portanto, não resta mais alternativa a LUIS ROBERTO PARDO, senão a impetração do presente writ a esse E. STF, porquanto o paciente está, agora, à iminência de ser processado em razão de feito desmembrado da APN 549/SP, de relatoria do Min. FÉLIX FISCHER, mesmo estando referido procedimento flagrantemente eivado de nulidade absoluta” (fls. 3 a 6 – grifos conforme o original). À luz desses elementos é possível atestar que as irregularidades apontadas, como visto, ocorreram quando o inquérito judicial ainda tramitava no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, o qual foi, posteriormente, encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça, sendo lá praticado o último ato impugnado no presente habeas (7ª prorrogação das interceptações telefônicas). Essa questão é de extrema relevância para o desfecho final desta impetração. Pois bem, posteriormente, com o desmembramento do feito para que somente os denunciados Alda Maria Basto Caminha Ansaldi, Nery da Costa Júnior e Roberto Luiz Ribeiro Haddad, Magistrados do TRF da 3ª Região, permanecessem sendo processados e julgados pelo Superior Tribunal de Justiça (fls. 738 a 741), aquela Corte determinou a extração de cópias dos autos para serem encaminhadas ao Tribunal Regional Federal 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP respeito dessas nulidades (doc. 09). Determinou-se, assim, a remessa de cópia integral dos autos ao E. TRF3 (‘competente para processar a juíza federal MARIA CRISTINA BARONGENO’) e a uma das Varas Federais de São Paulo (‘competente para processar e julgar os demais denunciados’, entre eles o paciente), a fim de que ‘prossigam no processamento do feito em relação àqueles que não possuem prerrogativas de foro perante esta Corte’. Por via de consequência, os autos da APN 549/SP foram – definitivamente – desmembrados, sendo remetida cópia integral do feito à Justiça Federal de Primeira Instância de São Paulo (SP), onde foram distribuídos à 1ª Vara Federal Criminal sob n. 2009.61.81.008967-5, sendo que se aguarda manifestação por parte do MM Juízo Monocrático (doc. 10). Portanto, não resta mais alternativa a LUIS ROBERTO PARDO, senão a impetração do presente writ a esse E. STF, porquanto o paciente está, agora, à iminência de ser processado em razão de feito desmembrado da APN 549/SP, de relatoria do Min. FÉLIX FISCHER, mesmo estando referido procedimento flagrantemente eivado de nulidade absoluta” (fls. 3 a 6 – grifos conforme o original). À luz desses elementos é possível atestar que as irregularidades apontadas, como visto, ocorreram quando o inquérito judicial ainda tramitava no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, o qual foi, posteriormente, encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça, sendo lá praticado o último ato impugnado no presente habeas (7ª prorrogação das interceptações telefônicas). Essa questão é de extrema relevância para o desfecho final desta impetração. Pois bem, posteriormente, com o desmembramento do feito para que somente os denunciados Alda Maria Basto Caminha Ansaldi, Nery da Costa Júnior e Roberto Luiz Ribeiro Haddad, Magistrados do TRF da 3ª Região, permanecessem sendo processados e julgados pelo Superior Tribunal de Justiça (fls. 738 a 741), aquela Corte determinou a extração de cópias dos autos para serem encaminhadas ao Tribunal Regional Federal 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP da 3ª Região - o qual seria competente para processar e julgar a Juíza Federal Maria Cristina Barongeno - e a uma das varas federais criminais da Seção Judiciária do Estado de São Paulo – a qual se incumbiria de processar e julgar os demais denunciados, tendo o inquérito do paciente sido distribuído ao Juízo da 1ª Vara Federal de São Paulo, onde foi autuado sob o nº 2009.61.81.008967-5. Inicialmente, entendo que os atos praticados no âmbito do Tribunal Regional Federal da 3ª Região e ora impugnados no presente habeas corpus não ensejam conhecimento per saltum por esta Suprema Corte, porquanto não foram apreciados pelo Superior Tribunal Justiça, importando na ocorrência de supressão de instância e de grave violação das regras de competência previstas na Constituição da República. Nesse sentido é a nossa remansosa jurisprudência: HC nº 97.390/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 24/9/10; HC nº 102.116/MG, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 16/4/10; e HC nº 96.010/BA, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe de 8/5/09; entre outros. Outro não foi o entendimento do Parquet Federal ao asseverar que “os vícios aqui apontados não podem ser examinados por esse Eg. Supremo Tribunal Federal, pois não foram analisados pelo Superior Tribunal de Justiça. Entender de modo contrário, s. m. j., implicaria em indevida supressão de instância, pois haveria julgamento per saltum” (fl. 1179). De qualquer modo, apenas para demonstrar aos eminentes pares a impertinência dessas questões nesta Suprema Corte, registro, em síntese, as seguintes alegações lançadas na inicial: a.1) Indicam os impetrantes como violado o princípio do juiz natural, uma vez que “antes de [os autos] serem remetidos ao E. STJ, enquanto o inquérito judicial tramitou perante o E. TRF3, pessoas foram ouvidas, quebrou-se sigilo telefônico e foram autorizadas sucessivas prorrogações de interceptações telefônicas, sem que o relator sorteado proferisse um só despacho (...)” (fl. 10), tendo ocorrido diversas 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP da 3ª Região - o qual seria competente para processar e julgar a Juíza Federal Maria Cristina Barongeno - e a uma das varas federais criminais da Seção Judiciária do Estado de São Paulo – a qual se incumbiria de processar e julgar os demais denunciados, tendo o inquérito do paciente sido distribuído ao Juízo da 1ª Vara Federal de São Paulo, onde foi autuado sob o nº 2009.61.81.008967-5. Inicialmente, entendo que os atos praticados no âmbito do Tribunal Regional Federal da 3ª Região e ora impugnados no presente habeas corpus não ensejam conhecimento per saltum por esta Suprema Corte, porquanto não foram apreciados pelo Superior Tribunal Justiça, importando na ocorrência de supressão de instância e de grave violação das regras de competência previstas na Constituição da República. Nesse sentido é a nossa remansosa jurisprudência: HC nº 97.390/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 24/9/10; HC nº 102.116/MG, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 16/4/10; e HC nº 96.010/BA, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe de 8/5/09; entre outros. Outro não foi o entendimento do Parquet Federal ao asseverar que “os vícios aqui apontados não podem ser examinados por esse Eg. Supremo Tribunal Federal, pois não foram analisados pelo Superior Tribunal de Justiça. Entender de modo contrário, s. m. j., implicaria em indevida supressão de instância, pois haveria julgamento per saltum” (fl. 1179). De qualquer modo, apenas para demonstrar aos eminentes pares a impertinência dessas questões nesta Suprema Corte, registro, em síntese, as seguintes alegações lançadas na inicial: a.1) Indicam os impetrantes como violado o princípio do juiz natural, uma vez que “antes de [os autos] serem remetidos ao E. STJ, enquanto o inquérito judicial tramitou perante o E. TRF3, pessoas foram ouvidas, quebrou-se sigilo telefônico e foram autorizadas sucessivas prorrogações de interceptações telefônicas, sem que o relator sorteado proferisse um só despacho (...)” (fl. 10), tendo ocorrido diversas 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP substituições regimentais, sem que nenhuma delas tenha se dado de acordo com as hipóteses previstas no regimento interno do Tribunal Regional Federal da 3ª Região; a.2) Sustentam, também, que as substituições se deram de forma automática, sem a certificação dos motivos que as ensejaram e sem respeitarem a ordem decrescente de antiguidade (fls. 6 a 15); a.3) Ainda com relação a este tópico, alegam que “houve violação dos estreitos limites da substituição regimental por parte do Des. Fed. BAPTISTA FERREIRA, o qual presidiu o inquérito judicial como se relator fosse”, pois, “pelas circunstâncias havidas naquele momento, inexistia qualquer urgência para que [ele], em substituição regimental, precisasse ouvir pessoas e quebrar o sigilo telefônico do paciente, com acabou sendo feito” (fl. 16 – grifos dos autores); a.4) Substituição por tempo superior ao permitido pelo regimento interno do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, na medida em que “o Des. Fed. BAPTISTA PEREIRA presidiu o inquérito judicial – como se relator fosse e não meramente para cumprir medida urgentes - de 24.08.06 a 22.09.06 (por 28 dias); depois de 29.09.06 a 14.12.06 (por mais de 76 dias), sem que o feito tenha sido redistribuídos a outro Desembargador, em desacordo com o art. 49, III, do Regimento Interno do TRF3 (...)” (fl. 17). Observe-se que todas as irregularidades apontadas teriam sido supostamente praticadas no âmbito daquele Tribunal Regional Federal. Nesse ponto, destaco que essas questões, embora tenham sido aventadas na resposta à acusação (fls. 559 a 736) apresentada pela defesa ao Superior Tribunal de Justiça, não foram elas analisadas, uma vez que a Corte Especial, com já mencionei anteriormente, acolhendo questão de ordem proposta pelo Relator, Ministro Félix Fischer, determinou o desmembramento do feito em relação ao paciente e a outros denunciados. Aliás, os próprios impetrantes confirmam essa versão ao consignarem, na inicial da impetração, que 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP substituições regimentais, sem que nenhuma delas tenha se dado de acordo com as hipóteses previstas no regimento interno do Tribunal Regional Federal da 3ª Região; a.2) Sustentam, também, que as substituições se deram de forma automática, sem a certificação dos motivos que as ensejaram e sem respeitarem a ordem decrescente de antiguidade (fls. 6 a 15); a.3) Ainda com relação a este tópico, alegam que “houve violação dos estreitos limites da substituição regimental por parte do Des. Fed. BAPTISTA FERREIRA, o qual presidiu o inquérito judicial como se relator fosse”, pois, “pelas circunstâncias havidas naquele momento, inexistia qualquer urgência para que [ele], em substituição regimental, precisasse ouvir pessoas e quebrar o sigilo telefônico do paciente, com acabou sendo feito” (fl. 16 – grifos dos autores); a.4) Substituição por tempo superior ao permitido pelo regimento interno do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, na medida em que “o Des. Fed. BAPTISTA PEREIRA presidiu o inquérito judicial – como se relator fosse e não meramente para cumprir medida urgentes - de 24.08.06 a 22.09.06 (por 28 dias); depois de 29.09.06 a 14.12.06 (por mais de 76 dias), sem que o feito tenha sido redistribuídos a outro Desembargador, em desacordo com o art. 49, III, do Regimento Interno do TRF3 (...)” (fl. 17). Observe-se que todas as irregularidades apontadas teriam sido supostamente praticadas no âmbito daquele Tribunal Regional Federal. Nesse ponto, destaco que essas questões, embora tenham sido aventadas na resposta à acusação (fls. 559 a 736) apresentada pela defesa ao Superior Tribunal de Justiça, não foram elas analisadas, uma vez que a Corte Especial, com já mencionei anteriormente, acolhendo questão de ordem proposta pelo Relator, Ministro Félix Fischer, determinou o desmembramento do feito em relação ao paciente e a outros denunciados. Aliás, os próprios impetrantes confirmam essa versão ao consignarem, na inicial da impetração, que 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP “a C. Corte Especial (…) ao analisar questão de ordem, determinou o imediato desmembramento do feito, nos termos do voto do relator Exmo. Min. FÉLIX FISCHER, conforme v. Acórdão publicado no último dia 28.05.09, sem, contudo, se manifestar a respeito dessas nulidades (doc. 09)” (fls. 5/6 – grifos dos autores). Anote-se, ainda, que a remessa dos autos do inquérito (Inq. nº 547/SP) ao Superior Tribunal de Justiça, em virtude da suspeita de participação de alguns Magistrados daquele Tribunal Regional Federal nos fatos criminosos, não torna aquela Corte Superior responsável pelos atos praticados na instância antecedente (Tribunal Regional Federal da 3ª Região). O fato é que o processo caminhou no Superior Tribunal de Justiça. Lá foram praticados atos processuais, tendo, por fim, sido determinado, antes da apreciação da denúncia, em questão de ordem, o desmembramento do feito, de modo que o ora paciente deveria ser processado e julgado pelo juízo de primeiro grau. Em razão dessa alteração no quadro processual do feito, com razão o Ministério Público Federal que, em seu parecer, nos faz lembrar que “o inquérito policial [no caso, judicial] é peça meramente informativa, não suscetível de contraditório, e sua eventual irregularidade não é motivo para decretação da nulidade da ação penal” (HC 83.233/RJ, Rel. Min. Nelson Jobim, DJ de 19/3/04)” (fls. 1179). Não obstante meu entendimento pessoal de que as provas ilícitas obtidas de forma direta ou por derivação de outras (teoria dos frutos da árvore envenenada), independentemente do momento em que foram produzidas, são nulas e não devem subsidiar de forma exclusiva uma eventual condenação, esse não é o caso dos autos (RCL nº 12.484/DF-MC, de minha relatoria, em 5/10/11). 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP “a C. Corte Especial (…) ao analisar questão de ordem, determinou o imediato desmembramento do feito, nos termos do voto do relator Exmo. Min. FÉLIX FISCHER, conforme v. Acórdão publicado no último dia 28.05.09, sem, contudo, se manifestar a respeito dessas nulidades (doc. 09)” (fls. 5/6 – grifos dos autores). Anote-se, ainda, que a remessa dos autos do inquérito (Inq. nº 547/SP) ao Superior Tribunal de Justiça, em virtude da suspeita de participação de alguns Magistrados daquele Tribunal Regional Federal nos fatos criminosos, não torna aquela Corte Superior responsável pelos atos praticados na instância antecedente (Tribunal Regional Federal da 3ª Região). O fato é que o processo caminhou no Superior Tribunal de Justiça. Lá foram praticados atos processuais, tendo, por fim, sido determinado, antes da apreciação da denúncia, em questão de ordem, o desmembramento do feito, de modo que o ora paciente deveria ser processado e julgado pelo juízo de primeiro grau. Em razão dessa alteração no quadro processual do feito, com razão o Ministério Público Federal que, em seu parecer, nos faz lembrar que “o inquérito policial [no caso, judicial] é peça meramente informativa, não suscetível de contraditório, e sua eventual irregularidade não é motivo para decretação da nulidade da ação penal” (HC 83.233/RJ, Rel. Min. Nelson Jobim, DJ de 19/3/04)” (fls. 1179). Não obstante meu entendimento pessoal de que as provas ilícitas obtidas de forma direta ou por derivação de outras (teoria dos frutos da árvore envenenada), independentemente do momento em que foram produzidas, são nulas e não devem subsidiar de forma exclusiva uma eventual condenação, esse não é o caso dos autos (RCL nº 12.484/DF-MC, de minha relatoria, em 5/10/11). 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP Com essas considerações, não conheço da impetração, nesse ponto. Resta analisar o argumento dos impetrantes de que a 7ª prorrogação das escutas telefônicas, implementada pelo Ministro Raphael de Barros Monteiro, do Superior Tribunal de Justiça, deu-se, igualmente, de forma ilegal, pois foi deferida “por decisão imotivada e pelo prazo de 30 dias, em explícito desacordo com a Lei 9.293/06” (fl. 49). De saída, registro que o ato em questão, por ter sido praticado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, permite sua análise por esta Suprema Corte. Portanto, conheço da impetração tão somente quanto a esse ponto. Prosseguindo, afirmo que a pretensão dos impetrantes não merece prosperar, pois não encontra guarida no magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, consolidado no sentido da “possibilidade de se prorrogar o prazo de autorização para a interceptação telefônica por períodos sucessivos quando a intensidade e a complexidade das condutas delitivas investigadas assim o demandarem” (HC nº102.601/MS, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 3/11/11). Perfilhando esse entendimento, destaco: HC nº 84.301/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24/3/06; e HC nº 83.515/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ de 4/3/05. Em caso similar, esta Corte assim decidiu: “Recurso Ordinário em Habeas Corpus. 1. Crimes previstos nos arts. 12, caput, c/c o 18, II, da Lei nº 6.368/1976. 2. Alegações: a) ilegalidade no deferimento da autorização da interceptação por 30 dias consecutivos; e b) nulidade das provas, contaminadas pela escuta deferida por 30 dias consecutivos. 3. No caso concreto, a interceptação telefônica foi autorizada pela autoridade judiciária, com observância das exigências de fundamentação previstas no artigo 5º da Lei nº 9.296/1996. Ocorre, porém, que o prazo determinado pela autoridade judicial foi superior ao estabelecido nesse dispositivo, a saber: 15 (quinze) dias. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento segundo 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP Com essas considerações, não conheço da impetração, nesse ponto. Resta analisar o argumento dos impetrantes de que a 7ª prorrogação das escutas telefônicas, implementada pelo Ministro Raphael de Barros Monteiro, do Superior Tribunal de Justiça, deu-se, igualmente, de forma ilegal, pois foi deferida “por decisão imotivada e pelo prazo de 30 dias, em explícito desacordo com a Lei 9.293/06” (fl. 49). De saída, registro que o ato em questão, por ter sido praticado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, permite sua análise por esta Suprema Corte. Portanto, conheço da impetração tão somente quanto a esse ponto. Prosseguindo, afirmo que a pretensão dos impetrantes não merece prosperar, pois não encontra guarida no magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, consolidado no sentido da “possibilidade de se prorrogar o prazo de autorização para a interceptação telefônica por períodos sucessivos quando a intensidade e a complexidade das condutas delitivas investigadas assim o demandarem” (HC nº102.601/MS, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 3/11/11). Perfilhando esse entendimento, destaco: HC nº 84.301/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24/3/06; e HC nº 83.515/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ de 4/3/05. Em caso similar, esta Corte assim decidiu: “Recurso Ordinário em Habeas Corpus. 1. Crimes previstos nos arts. 12, caput, c/c o 18, II, da Lei nº 6.368/1976. 2. Alegações: a) ilegalidade no deferimento da autorização da interceptação por 30 dias consecutivos; e b) nulidade das provas, contaminadas pela escuta deferida por 30 dias consecutivos. 3. No caso concreto, a interceptação telefônica foi autorizada pela autoridade judiciária, com observância das exigências de fundamentação previstas no artigo 5º da Lei nº 9.296/1996. Ocorre, porém, que o prazo determinado pela autoridade judicial foi superior ao estabelecido nesse dispositivo, a saber: 15 (quinze) dias. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento segundo 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP o qual as interceptações telefônicas podem ser prorrogadas desde que devidamente fundamentadas pelo juízo competente quanto à necessidade para o prosseguimento das investigações. Precedentes: HC nº 83.515/RS, Rel. Min. Nelson Jobim, Pleno, maioria, DJ de 04.03.2005; e HC nº 84.301/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, unanimidade, DJ de 24.03.2006. 5. Ainda que fosse reconhecida a ilicitude das provas, os elementos colhidos nas primeiras interceptações telefônicas realizadas foram válidos e, em conjunto com os demais dados colhidos dos autos, foram suficientes para lastrear a persecução penal. Na origem, apontaram-se outros elementos que não somente a interceptação telefônica havida no período indicado que respaldaram a denúncia, a saber: a materialidade delitiva foi associada ao fato da apreensão da substância entorpecente; e a apreensão das substâncias e a prisão em flagrante dos acusados foram devidamente acompanhadas por testemunhas. 6. Recurso desprovido” (RHC nº 88.371/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 2/2/07 – grifei). O magistério de Guilherme de Souza Nucci ensina que, “embora o art. 5º da Lei nº 9.296/96 estabeleça o prazo máximo de quinze dias (prorrogável por outros quinze, se for indispensável) para a interceptação telefônica, com autorização judicial, realizar-se, não tem o menor sentido esse limite. Constituindo meio de prova lícito, pois autorizado por magistrado, no âmbito de investigação criminal ou processo- crime, é mais do que lógico não poder haver limitação em dias, sob pena de frustrar a busca da verdade real, além de se frear a atividade persecutória lícita por uma mera questão temporal” (Código de Processo Penal comentado. 10. ed. São Paulo: Revista do Tribunais, 2011. p. 378 – grifei). Ainda, sobre o tema, leciona o autor que “a jurisprudência praticamente sepultou essa limitação. Intercepta-se a comunicação telefônica enquanto for útil à colheita de prova” (Leis penais e 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP o qual as interceptações telefônicas podem ser prorrogadas desde que devidamente fundamentadas pelo juízo competente quanto à necessidade para o prosseguimento das investigações. Precedentes: HC nº 83.515/RS, Rel. Min. Nelson Jobim, Pleno, maioria, DJ de 04.03.2005; e HC nº 84.301/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, unanimidade, DJ de 24.03.2006. 5. Ainda que fosse reconhecida a ilicitude das provas, os elementos colhidos nas primeiras interceptações telefônicas realizadas foram válidos e, em conjunto com os demais dados colhidos dos autos, foram suficientes para lastrear a persecução penal. Na origem, apontaram-se outros elementos que não somente a interceptação telefônica havida no período indicado que respaldaram a denúncia, a saber: a materialidade delitiva foi associada ao fato da apreensão da substância entorpecente; e a apreensão das substâncias e a prisão em flagrante dos acusados foram devidamente acompanhadas por testemunhas. 6. Recurso desprovido” (RHC nº 88.371/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 2/2/07 – grifei). O magistério de Guilherme de Souza Nucci ensina que, “embora o art. 5º da Lei nº 9.296/96 estabeleça o prazo máximo de quinze dias (prorrogável por outros quinze, se for indispensável) para a interceptação telefônica, com autorização judicial, realizar-se, não tem o menor sentido esse limite. Constituindo meio de prova lícito, pois autorizado por magistrado, no âmbito de investigação criminal ou processo- crime, é mais do que lógico não poder haver limitação em dias, sob pena de frustrar a busca da verdade real, além de se frear a atividade persecutória lícita por uma mera questão temporal” (Código de Processo Penal comentado. 10. ed. São Paulo: Revista do Tribunais, 2011. p. 378 – grifei). Ainda, sobre o tema, leciona o autor que “a jurisprudência praticamente sepultou essa limitação. Intercepta-se a comunicação telefônica enquanto for útil à colheita de prova” (Leis penais e 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP processuais penais comentadas. 5. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2010. p. 802 – grifei). Sobre a alegada falta de motivação da 7ª prorrogação, novamente, faço remissão ao julgado proferido no HC nº 92.020/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 8/11/10, segundo o qual “as decisões que, como no presente caso, autorizam a prorrogação de interceptação telefônica sem acrescentar novos motivos evidenciam que essa prorrogação foi autorizada com base na mesma fundamentação exposta na primeira decisão que deferiu o monitoramento”. De resto, é firme a jurisprudência consagrada por esta Corte Suprema no sentido de que a concessão de habeas corpus com a finalidade de trancamento de ação penal em curso só é possível em situações excepcionais, quando estiverem comprovadas, de plano, a atipicidade da conduta, causa extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de autoria (HC nº 90.320/MG, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 25/5/07; HC nº 87.324/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 18/5/07; HC nº 85.496/SC, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 8/9/06; HC nº 86.583/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 27/4/07; HC nº 85.066/GO, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 20/5/05, entre outros), o que, como visto, não é o caso dos autos. Por tudo quanto exposto, conheço parcialmente da impetração e, quanto à parte de que conheço, denego a ordem. É como voto. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP processuais penais comentadas. 5. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2010. p. 802 – grifei). Sobre a alegada falta de motivação da 7ª prorrogação, novamente, faço remissão ao julgado proferido no HC nº 92.020/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 8/11/10, segundo o qual “as decisões que, como no presente caso, autorizam a prorrogação de interceptação telefônica sem acrescentar novos motivos evidenciam que essa prorrogação foi autorizada com base na mesma fundamentação exposta na primeira decisão que deferiu o monitoramento”. De resto, é firme a jurisprudência consagrada por esta Corte Suprema no sentido de que a concessão de habeas corpus com a finalidade de trancamento de ação penal em curso só é possível em situações excepcionais, quando estiverem comprovadas, de plano, a atipicidade da conduta, causa extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de autoria (HC nº 90.320/MG, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 25/5/07; HC nº 87.324/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 18/5/07; HC nº 85.496/SC, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 8/9/06; HC nº 86.583/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 27/4/07; HC nº 85.066/GO, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 20/5/05, entre outros), o que, como visto, não é o caso dos autos. Por tudo quanto exposto, conheço parcialmente da impetração e, quanto à parte de que conheço, denego a ordem. É como voto. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 30 Aditamento ao Voto 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Senhor Presidente, o meu auxiliar está distribuindo o voto, portanto, eu vou fazer um resumo dele. A questão é bastante objetiva, Vossas Excelências perceberam que eu instei o nobre defensor a atualizar a situação do processo, e Sua Excelência, de maneira muito inteligente, não o fez, mas o fez o Procurador-Geral da República. Qual é a tese da defesa? Que nós seríamos a autoridade competente para analisar esse habeas corpus, porque a decisão do STJ teria convalidado aquelas nulidades. Mas vejam Vossas Excelências que, como destacou o Procurador, a defesa não atualizou a situação do processo, porque não lhe favorecia, e não era obrigado a trazer à tribuna aquilo que não lhe favorecia, por óbvio. O que houve? O juiz de piso, depois do desmembramento, deu pela nulidade. Isso depois foi submetido, por recurso do Ministério Público, ao TRF, que reformou a decisão. Então, todas essas nulidades não foram praticadas no Superior Tribunal de Justiça. Resumindo, eu não estou conhecendo do pleito, porque a sua análise seria per saltum, como destacou o Procurador-Geral. Dessa decisão, lá no Tribunal Regional Federal, já tirou a defesa - muito bem feita - do ora paciente, os devidos recursos às instâncias competentes. Pois bem, então, eu não conheço do habeas corpus. De qualquer sorte, eu trouxe alegações, no voto que foi distribuído, sobre o mérito dessas questões, caso a Corte supere o não conhecimento. Também não vislumbro, Senhor Presidente, como destacou o nobre Procurador-Geral da República, a nulidade, seja quanto ao juiz natural - porque houve ali uma sequência determinada pelo Regimento -, seja quanto às interceptações. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507015. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Senhor Presidente, o meu auxiliar está distribuindo o voto, portanto, eu vou fazer um resumo dele. A questão é bastante objetiva, Vossas Excelências perceberam que eu instei o nobre defensor a atualizar a situação do processo, e Sua Excelência, de maneira muito inteligente, não o fez, mas o fez o Procurador-Geral da República. Qual é a tese da defesa? Que nós seríamos a autoridade competente para analisar esse habeas corpus, porque a decisão do STJ teria convalidado aquelas nulidades. Mas vejam Vossas Excelências que, como destacou o Procurador, a defesa não atualizou a situação do processo, porque não lhe favorecia, e não era obrigado a trazer à tribuna aquilo que não lhe favorecia, por óbvio. O que houve? O juiz de piso, depois do desmembramento, deu pela nulidade. Isso depois foi submetido, por recurso do Ministério Público, ao TRF, que reformou a decisão. Então, todas essas nulidades não foram praticadas no Superior Tribunal de Justiça. Resumindo, eu não estou conhecendo do pleito, porque a sua análise seria per saltum, como destacou o Procurador-Geral. Dessa decisão, lá no Tribunal Regional Federal, já tirou a defesa - muito bem feita - do ora paciente, os devidos recursos às instâncias competentes. Pois bem, então, eu não conheço do habeas corpus. De qualquer sorte, eu trouxe alegações, no voto que foi distribuído, sobre o mérito dessas questões, caso a Corte supere o não conhecimento. Também não vislumbro, Senhor Presidente, como destacou o nobre Procurador-Geral da República, a nulidade, seja quanto ao juiz natural - porque houve ali uma sequência determinada pelo Regimento -, seja quanto às interceptações. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 30 Aditamento ao Voto HC 100172 / SP Eu estou conhecendo apenas da sétima interceptação, que teria sido um ato praticado no Superior Tribunal de Justiça, entendendo, na linha da jurisprudência da Corte, que essa prorrogação pode ser feita, não havendo nulidade nessa prorrogação. Todos os nobres colegas receberam o voto. Penso que o posso dar por proferido, Senhor Presidente. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507015. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP Eu estou conhecendo apenas da sétima interceptação, que teria sido um ato praticado no Superior Tribunal de Justiça, entendendo, na linha da jurisprudência da Corte, que essa prorrogação pode ser feita, não havendo nulidade nessa prorrogação. Todos os nobres colegas receberam o voto. Penso que o posso dar por proferido, Senhor Presidente. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 30 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Senhor Presidente, se houve desmembramento presumivelmente legítimo, já que não houve contestação quanto a esse ponto, o STJ deixou de ter competência originária para os processos ou inquéritos remetidos ao TRF e ao juiz federal de primeiro grau. Tais processos estão sujeitos a controle próprio, pelas vias próprias, perante a autoridade judiciária própria. O fato do Tribunal Regional Federal ter dito que o STJ convalidou atos ilegais, essa afirmação, por si só, não atrai a competência do Supremo Tribunal Federal. Essa afirmação, se não for verdadeira, desafia o recurso próprio, ou a via autônoma do habeas corpus, enfim, do recurso próprio perante o STJ. Se o STJ, expressamente, disser, se e quando disser, que ratifica eventuais atos praticados por outras instâncias, então, sim, é que se abriria a jurisdição do Supremo Tribunal Federal. Eu acompanho o Ministro-Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3444065. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Senhor Presidente, se houve desmembramento presumivelmente legítimo, já que não houve contestação quanto a esse ponto, o STJ deixou de ter competência originária para os processos ou inquéritos remetidos ao TRF e ao juiz federal de primeiro grau. Tais processos estão sujeitos a controle próprio, pelas vias próprias, perante a autoridade judiciária própria. O fato do Tribunal Regional Federal ter dito que o STJ convalidou atos ilegais, essa afirmação, por si só, não atrai a competência do Supremo Tribunal Federal. Essa afirmação, se não for verdadeira, desafia o recurso próprio, ou a via autônoma do habeas corpus, enfim, do recurso próprio perante o STJ. Se o STJ, expressamente, disser, se e quando disser, que ratifica eventuais atos praticados por outras instâncias, então, sim, é que se abriria a jurisdição do Supremo Tribunal Federal. Eu acompanho o Ministro-Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3444065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 30 Notas para o Voto 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LUIS ROBERTO PARDO IMPTE.(S) :MIGUEL REALE JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA NOTAS PARA O VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, da mesma forma, reporto-me aos fundamentos do voto do eminente Relator e do Ministro Teori Zavascki para acompanhá-los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478792. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LUIS ROBERTO PARDO IMPTE.(S) :MIGUEL REALE JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA NOTAS PARA O VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, da mesma forma, reporto-me aos fundamentos do voto do eminente Relator e do Ministro Teori Zavascki para acompanhá-los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 30 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO TRIBUNAL PLENO HABEAS CORPUS 100.172 VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Eu também, Senhor Presidente, tal como o Ministro Toffoli, no seu brilhante voto que foi distribuido, conheço em parte da impetração, e, na parte conhecida, denego a ordem, exatamente pelos fundamentos apresentados, e na esteira dos precedentes, muitos dos quais por ele citados. ***** Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549859. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO TRIBUNAL PLENO HABEAS CORPUS 100.172 VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Eu também, Senhor Presidente, tal como o Ministro Toffoli, no seu brilhante voto que foi distribuido, conheço em parte da impetração, e, na parte conhecida, denego a ordem, exatamente pelos fundamentos apresentados, e na esteira dos precedentes, muitos dos quais por ele citados. ***** Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549859. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 30 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Eu também acompanho o eminente Relator, Senhor Presidente, pelos fundamentos que enunciou. Entendo também que não é adentrarmos no mérito da parte que não conhecemos, agora, na verdade, favorece à defesa que poderá, no momento próprio e mediante o instrumento adequado, suscitar essas nulidades eventuais. Acompanhando, portanto, integralmente o Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3447202. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Eu também acompanho o eminente Relator, Senhor Presidente, pelos fundamentos que enunciou. Entendo também que não é adentrarmos no mérito da parte que não conhecemos, agora, na verdade, favorece à defesa que poderá, no momento próprio e mediante o instrumento adequado, suscitar essas nulidades eventuais. Acompanhando, portanto, integralmente o Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3447202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 30 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a queima de etapas, no campo instrumental, apenas é possível quando autorizada mediante norma. Os atos praticados pelo Tribunal Regional Federal, como ressaltou o ministro Teori Zavaski, poderão desafiar recurso ou a ação de habeas corpus. Surge uma problemática, e todos sabem o que penso sobre a Lei de Interceptação: os preceitos nela contidos são imperativos e, no caso, exige-se, e há ato praticado pelo Superior Tribunal de Justiça, por meio da atuação do ministro Barros Monteiro, que a interceptação, no que afasta a privacidade, regra constitucional, se faça mediante pronunciamento devidamente motivado. É um aspecto. Há, mais, Presidente. Tem-se prazos peremptórios para essa mesma interceptação. A lei versa o de 15 dias, prorrogável por idêntico período. Não cabe a segunda prorrogação, a terceira, a quarta, a quinta, a sexta e a sétima, como implementada pelo Superior Tribunal de Justiça – refiro-me a esta última: a sétima prorrogação. Digo que, a partir do momento em que, ocorrida uma interceptação por trinta dias, não se levantam dados, passa-se a ter, à margem do ordenamento jurídico, verdadeira bisbilhotice. Houve, pelo Superior Tribunal de Justiça – estou apenas apreciando esse ato –, a sétima prorrogação sem a formalização devida, em termos de fundamentos, formalidade essencial prevista na Lei de regência. Por isso, nesse ponto, implemento a ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500111. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a queima de etapas, no campo instrumental, apenas é possível quando autorizada mediante norma. Os atos praticados pelo Tribunal Regional Federal, como ressaltou o ministro Teori Zavaski, poderão desafiar recurso ou a ação de habeas corpus. Surge uma problemática, e todos sabem o que penso sobre a Lei de Interceptação: os preceitos nela contidos são imperativos e, no caso, exige-se, e há ato praticado pelo Superior Tribunal de Justiça, por meio da atuação do ministro Barros Monteiro, que a interceptação, no que afasta a privacidade, regra constitucional, se faça mediante pronunciamento devidamente motivado. É um aspecto. Há, mais, Presidente. Tem-se prazos peremptórios para essa mesma interceptação. A lei versa o de 15 dias, prorrogável por idêntico período. Não cabe a segunda prorrogação, a terceira, a quarta, a quinta, a sexta e a sétima, como implementada pelo Superior Tribunal de Justiça – refiro-me a esta última: a sétima prorrogação. Digo que, a partir do momento em que, ocorrida uma interceptação por trinta dias, não se levantam dados, passa-se a ter, à margem do ordenamento jurídico, verdadeira bisbilhotice. Houve, pelo Superior Tribunal de Justiça – estou apenas apreciando esse ato –, a sétima prorrogação sem a formalização devida, em termos de fundamentos, formalidade essencial prevista na Lei de regência. Por isso, nesse ponto, implemento a ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 30 Voto - MIN. GILMAR MENDES 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Senhor Presidente, eu ouvi o voto do Ministro Toffoli e vou acompanhá-lo. Tal como já me manifestei recentemente aqui, numa outra assentada, eu também tenho dúvidas, tal como o Ministro Marco Aurélio, quanto à adequação da legislação a propósito desse tópico, quando discutimos a necessidade de transcrição. Na verdade, eu acho que está na hora de esta Corte fazer um apelo para que haja uma modificação na legislação, seja no que diz respeito à interceptação telefônica, porque essa prorrogação de quinze dias, que pode chegar, na verdade, a quinze anos, parece realmente absurda, não poderia ser esse o intuito do legislador. Da mesma forma, nós discutimos aqui um outro tema delicado, que é aquele da chamada interceptação, e agora do monitoramento ambiental, para o qual sequer há procedimento, simplesmente se diz que o juiz circunstanciadamente vai estabelecer. De modo que nós precisamos, realmente, pensar em algum modo de constraint para estimular uma revisão dessa legislação, tendo em vista não só os avanços tecnológicos - lembro-me desse debate já naquela ação penal, naquele inquérito, a chamada Operação Furacão, em que se discutiu a questão das transcrições. E aí se dizia que, tendo em vista a tecnologia hoje desenvolvida, que as transcrições não podem ser feitas. Em suma, nós estamos vivendo então um quadro delicado, mas, tendo em vista a jurisprudência, eu acompanho o voto do Relator. Faço porém essas anotações à guisa de obiter dicta, para que nós pensemos soluções para o tema. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4325620. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Senhor Presidente, eu ouvi o voto do Ministro Toffoli e vou acompanhá-lo. Tal como já me manifestei recentemente aqui, numa outra assentada, eu também tenho dúvidas, tal como o Ministro Marco Aurélio, quanto à adequação da legislação a propósito desse tópico, quando discutimos a necessidade de transcrição. Na verdade, eu acho que está na hora de esta Corte fazer um apelo para que haja uma modificação na legislação, seja no que diz respeito à interceptação telefônica, porque essa prorrogação de quinze dias, que pode chegar, na verdade, a quinze anos, parece realmente absurda, não poderia ser esse o intuito do legislador. Da mesma forma, nós discutimos aqui um outro tema delicado, que é aquele da chamada interceptação, e agora do monitoramento ambiental, para o qual sequer há procedimento, simplesmente se diz que o juiz circunstanciadamente vai estabelecer. De modo que nós precisamos, realmente, pensar em algum modo de constraint para estimular uma revisão dessa legislação, tendo em vista não só os avanços tecnológicos - lembro-me desse debate já naquela ação penal, naquele inquérito, a chamada Operação Furacão, em que se discutiu a questão das transcrições. E aí se dizia que, tendo em vista a tecnologia hoje desenvolvida, que as transcrições não podem ser feitas. Em suma, nós estamos vivendo então um quadro delicado, mas, tendo em vista a jurisprudência, eu acompanho o voto do Relator. Faço porém essas anotações à guisa de obiter dicta, para que nós pensemos soluções para o tema. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4325620. Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 30 Retificação de Voto 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO RETIFICAÇÃO DE VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Senhor Presidente, só uma questão: diante da maioria que já se formou - com a devida vênia do Ministro Celso de Mello - no sentido de acompanhar o não conhecimento, como eu fiz a distribuição do voto, eu vou retirar dele o juízo de valor quanto à questão de mérito, até porque, como nós estamos decidindo, isso ficará por conta das vias ordinárias. Isso inclui, para Vossas Excelências terem uma ideia, tudo que está entre o último parágrafo da página 10 e o quarto parágrafo da página 12. Então, peço que os nobres Colegas desconsiderem esse texto, na medida em que eu o preparei caso ficasse vencido quanto ao não conhecimento e tivesse de enfrentar o mérito. Só isso, para ficar registrado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507016. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO RETIFICAÇÃO DE VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Senhor Presidente, só uma questão: diante da maioria que já se formou - com a devida vênia do Ministro Celso de Mello - no sentido de acompanhar o não conhecimento, como eu fiz a distribuição do voto, eu vou retirar dele o juízo de valor quanto à questão de mérito, até porque, como nós estamos decidindo, isso ficará por conta das vias ordinárias. Isso inclui, para Vossas Excelências terem uma ideia, tudo que está entre o último parágrafo da página 10 e o quarto parágrafo da página 12. Então, peço que os nobres Colegas desconsiderem esse texto, na medida em que eu o preparei caso ficasse vencido quanto ao não conhecimento e tivesse de enfrentar o mérito. Só isso, para ficar registrado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507016. Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 30 Extrato de Ata - 21/02/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 100.172 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : LUIS ROBERTO PARDO IMPTE.(S) : MIGUEL REALE JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, conheceu em parte do habeas corpus e na parte conhecida denegou a ordem, vencido o Ministro Marco Aurélio. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Impedido o Ministro Luiz Fux. Falaram, pelo paciente, o Dr. Luiz Guilherme Moreira Porto e, pelo Ministério Público Federal, o Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos, Procurador-Geral da República. Plenário, 21.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3467584 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 100.172 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : LUIS ROBERTO PARDO IMPTE.(S) : MIGUEL REALE JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, conheceu em parte do habeas corpus e na parte conhecida denegou a ordem, vencido o Ministro Marco Aurélio. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Impedido o Ministro Luiz Fux. Falaram, pelo paciente, o Dr. Luiz Guilherme Moreira Porto e, pelo Ministério Público Federal, o Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos, Procurador-Geral da República. Plenário, 21.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3467584 Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 30
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4567834
2013-02-21T00:00:00
2013-09-25T00:00:00
O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, conheceu em parte do habeas corpus e na parte conhecida denegou a ordem, vencido o Ministro Marco Aurélio. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Impedido o Ministro Luiz Fux. Falaram, pelo paciente, o Dr. Luiz Guilherme Moreira Porto e, pelo Ministério Público Federal, o Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos, Procurador-Geral da República. Plenário, 21.02.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA Habeas corpus. Constitucional. Processual Penal. Crimes de exploração de prestígio (art. 357 do CP), tráfico de influência (art. 332 do CP), corrupção ativa (art. 333 do CP), fraude processual (art. 347 do CP) e quadrilha ou bando (art. 288 do CP). Nulidades aventadas no curso do procedimento inquisitorial supostamente praticadas no âmbito do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Questões não analisadas no Superior Tribunal de Justiça. Pretendido exame per saltum. Inadmissível supressão de instância. Precedentes. Alegada falta de motivação da decisão proferida no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, a qual autorizou a 7ª prorrogação das escutas telefônicas pelo prazo de 30 dias consecutivos, o que estaria em desacordo com a lei de regência. Legitimidade da Corte para sua análise. Licitude da decisão de prorrogação. Precedentes. Trancamento da ação penal. Medida excepcional não demonstrada no caso. Conhecimento parcial da ordem. Ordem denegada. 1. Os atos praticados no âmbito do Tribunal Regional Federal da 3ª Região e impugnados no presente habeas corpus não ensejam conhecimento per saltum por esta Suprema Corte, porquanto não apreciados pelo Superior Tribunal Justiça, importando na ocorrência de supressão de instância e de grave violação das regras de competência previstas na Constituição da República. 2. A 7ª prorrogação das escutas telefônicas, por ter sido autorizada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, legitima esta Corte para sua análise. Entretanto, inexiste, na espécie, ausência de motivação da decisão que a implementou, pois, segundo a jurisprudência deste Supremo Tribunal, “as decisões que, como no presente caso, autorizam a prorrogação de interceptação telefônica sem acrescentar novos motivos evidenciam que essa prorrogação foi autorizada com base na mesma fundamentação exposta na primeira decisão que deferiu o monitoramento” (HC nº 92.020/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 8/11/10). 3. O trancamento da ação penal na via do habeas corpus é medida excepcional, justificando-se quando despontar, fora de dúvida, atipicidade da conduta, causa extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de autoria, o que não ocorre na espécie. 4. Conhecimento parcial da ordem. Ordem denegada.
sjur242807
- Acórdão(s) citado(s): (INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA, FUNDAMENTAÇÃO) HC 92020 (2ªT). (HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 96010 (1ªT), HC 97390 (1ªT), HC 102116 (1ªT). (INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA, PRAZO, PRORROGAÇÃO) HC 83515 (TP), HC 84301 (2ªT), RHC 88371 (2ªT), HC 102601 (1ªT). (HC, TRANCAMENTO DE AÇÃO PENAL, EXCEPCIONALIDADE) HC 85066 (2ªT), HC 85496 (1ªT), HC 86583 (2ªT), HC 87324 (1ªT), HC 90320 (1ªT). - Veja Rcl 12484MC do STF. Número de páginas: 30. Análise: 05/11/2013, GOD. Revisão: 08/11/2013, SER.
DIAS TOFFOLI
Tribunal Pleno
100172
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00288 ART-00332 ART-00333 ART-00347 \n ART-00357\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 100172
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PACTE.(S) : LUIS ROBERTO PARDO IMPTE.(S) : MIGUEL REALE JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LUIS ROBERTO PARDO IMPTE.(S) :MIGUEL REALE JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Habeas corpus. Constitucional. Processual Penal. Crimes de exploração de prestígio (art. 357 do Código Penal Brasileiro), tráfico de influência (art. 332 do Código Penal Brasileiro), corrupção ativa (art. 333 do Código Penal Brasileiro), fraude processual (art. 347 do Código Penal Brasileiro) e quadrilha ou bando (art. 288 do Código Penal Brasileiro). Nulidades aventadas no curso do procedimento inquisitorial supostamente praticadas no âmbito do Tribunal Regional Federal da 3... Região. Questões não analisadas no Superior Tribunal de Justiça. Pretendido exame per saltum. Inadmissível supressão de instância. Precedentes. Alegada falta de motivação da decisão proferida no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, a qual autorizou a 7... prorrogação das escutas telefônicas pelo prazo de 30 dias consecutivos, o que estaria em desacordo com a lei de regência. Legitimidade da Corte para sua análise. Licitude da decisão de prorrogação. Precedentes. Trancamento da ação penal. Medida excepcional não demonstrada no caso. Conhecimento parcial da ordem. Ordem denegada. 1. Os atos praticados no âmbito do Tribunal Regional Federal da 3... Região e impugnados no presente habeas corpus não ensejam conhecimento per saltum por esta Suprema Corte, porquanto não apreciados pelo Superior Tribunal Justiça, importando na ocorrência de supressão de instância e de grave violação das regras de competência previstas na Constituição da República. 2. A 7... prorrogação das escutas telefônicas, por ter sido autorizada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, legitima esta Corte para sua análise. Entretanto, inexiste, na espécie, ausência de motivação da decisão que a implementou, pois, segundo a jurisprudência deste Supremo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507017. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 30 Ementa e Acórdão HC 100172 / SP Tribunal, “as decisões que, como no presente caso, autorizam a prorrogação de interceptação telefônica sem acrescentar novos motivos evidenciam que essa prorrogação foi autorizada com base na mesma fundamentação exposta na primeira decisão que deferiu o monitoramento” (HC n 92.020/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 8/11/10). 3. O trancamento da ação penal na via do habeas corpus é medida excepcional, justificando-se quando despontar, fora de dúvida, atipicidade da conduta, causa extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de autoria, o que não ocorre na espécie. 4. Conhecimento parcial da ordem. Ordem denegada. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos e nos termos do voto do Relator, em conhecer, em parte, do habeas corpus. Acordam, ademais, os Ministro, quanto a parte de que conhecem, em denegar a ordem, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de fevereiro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507017. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP Tribunal, “as decisões que, como no presente caso, autorizam a prorrogação de interceptação telefônica sem acrescentar novos motivos evidenciam que essa prorrogação foi autorizada com base na mesma fundamentação exposta na primeira decisão que deferiu o monitoramento” (HC n 92.020/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 8/11/10). 3. O trancamento da ação penal na via do habeas corpus é medida excepcional, justificando-se quando despontar, fora de dúvida, atipicidade da conduta, causa extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de autoria, o que não ocorre na espécie. 4. Conhecimento parcial da ordem. Ordem denegada. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos e nos termos do voto do Relator, em conhecer, em parte, do habeas corpus. Acordam, ademais, os Ministro, quanto a parte de que conhecem, em denegar a ordem, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de fevereiro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 30 Relatório 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LUIS ROBERTO PARDO IMPTE.(S) :MIGUEL REALE JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelos advogados Miguel Reale Júnior, Eduardo Reale Ferrari, Luiz Guilherme Moreira Porto e Felipe Henrique Vergniano Magliarelli em favor de Luis Roberto Pardo, também advogado, buscando sobrestar o procedimento criminal movido contra o paciente na 1... Vara Criminal Federal de São Paulo, no qual se investiga “suposta prática dos crimes de exploração de prestígio, tráfico de influencia[,] corrupção ativa, fraude processual e quadrilha ou bando” (fl. 5). Apontam como autoridade coatora a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, que, acolhendo questão de ordem proposta na Ação Penal n 549/SP pelo Relator, Ministro Félix Fischer, determinou o desmembramento do feito em relação ao paciente e a outros denunciados. Sustentam ter havido violação do princípio do juiz natural, mencionando os seguintes aspectos regimentais e processuais: “(...) salta aos olhos a violação à garantia do juiz natural de que se reveste a APN 549, do E. Superior Tribunal de Justiça, uma vez que se trata de um desdobramento do inquérito judicial originalmente instaurado perante o E. TRF3, onde se deram todos esses vícios insanáveis que são agora objeto do presente writ. No E. TRF3, o inquérito judicial foi presidido por outro Desembargador que não o juiz natural, em caráter de substituição, sendo que não foi certificada a razão pela qual o Desembargador sorteado não pôde assumir o feito. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LUIS ROBERTO PARDO IMPTE.(S) :MIGUEL REALE JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pelos advogados Miguel Reale Júnior, Eduardo Reale Ferrari, Luiz Guilherme Moreira Porto e Felipe Henrique Vergniano Magliarelli em favor de Luis Roberto Pardo, também advogado, buscando sobrestar o procedimento criminal movido contra o paciente na 1... Vara Criminal Federal de São Paulo, no qual se investiga “suposta prática dos crimes de exploração de prestígio, tráfico de influencia[,] corrupção ativa, fraude processual e quadrilha ou bando” (fl. 5). Apontam como autoridade coatora a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, que, acolhendo questão de ordem proposta na Ação Penal n 549/SP pelo Relator, Ministro Félix Fischer, determinou o desmembramento do feito em relação ao paciente e a outros denunciados. Sustentam ter havido violação do princípio do juiz natural, mencionando os seguintes aspectos regimentais e processuais: “(...) salta aos olhos a violação à garantia do juiz natural de que se reveste a APN 549, do E. Superior Tribunal de Justiça, uma vez que se trata de um desdobramento do inquérito judicial originalmente instaurado perante o E. TRF3, onde se deram todos esses vícios insanáveis que são agora objeto do presente writ. No E. TRF3, o inquérito judicial foi presidido por outro Desembargador que não o juiz natural, em caráter de substituição, sendo que não foi certificada a razão pela qual o Desembargador sorteado não pôde assumir o feito. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 30 Relatório HC 100172 / SP Mais grave ainda: a substituição regimental do Desembargador sorteado foi realizada por magistrado que, segundo o critério de antiguidade, era incompetente para tanto. Inobstante isso, o Des. Fed. BAPTISTA PEREIRA extrapolou suas atribuições como substituto regimental, realizando atos de instrução como se relator de direito fosse, sem que houvesse qualquer necessidade ou urgência para tanto. Ademais, a substituição perdurou por muito mais tempo do que o prazo máximo previsto pelo regimento interno do TRF3, sendo que o presente feito deveria ter sido novamente distribuído a outro Desembargador Federal, diferentemente do que ocorreu no vertente caso. É evidente, portanto, que a violação da garantia constitucional expressa do juiz natural, como no presente caso, importa em nulidade insanável e absoluta de todos os atos processuais praticados pela autoridade incompetente, bem como de todos os atos subsequentes, por derivação, sendo arguível a qualquer tempo. Por todo o exposto, cristalina se torna a concessão do presente writ, a fim de reconhecer a nulidade absoluta que macula ab initio os autos da APN 549/SP, do Superior Tribunal de Justiça, de relatoria do Exmo. Min. FÉLIX FISCHER, - e, consequentemente, o procedimento n. 2009.61.81.008967-5, da 1... Vara Federal de São Paulo (SP), sendo mero desmembramento daquele -, por patente violação ao princípio do juiz natural” (fls. 22/23 – grifos dos autores). Alegam, ainda, que não havia justa causa para o deferimento da primeira interceptação telefônica relativa ao paciente, pelos motivos apontados a seguir: “(...) A primeira diligência de interceptação telefônica realizada no inquérito judicial foi determinada de ofício pelo Des. Fed. BAPTISTA PEREIRA, na data de 22.09.06, em substituição 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP Mais grave ainda: a substituição regimental do Desembargador sorteado foi realizada por magistrado que, segundo o critério de antiguidade, era incompetente para tanto. Inobstante isso, o Des. Fed. BAPTISTA PEREIRA extrapolou suas atribuições como substituto regimental, realizando atos de instrução como se relator de direito fosse, sem que houvesse qualquer necessidade ou urgência para tanto. Ademais, a substituição perdurou por muito mais tempo do que o prazo máximo previsto pelo regimento interno do TRF3, sendo que o presente feito deveria ter sido novamente distribuído a outro Desembargador Federal, diferentemente do que ocorreu no vertente caso. É evidente, portanto, que a violação da garantia constitucional expressa do juiz natural, como no presente caso, importa em nulidade insanável e absoluta de todos os atos processuais praticados pela autoridade incompetente, bem como de todos os atos subsequentes, por derivação, sendo arguível a qualquer tempo. Por todo o exposto, cristalina se torna a concessão do presente writ, a fim de reconhecer a nulidade absoluta que macula ab initio os autos da APN 549/SP, do Superior Tribunal de Justiça, de relatoria do Exmo. Min. FÉLIX FISCHER, - e, consequentemente, o procedimento n. 2009.61.81.008967-5, da 1... Vara Federal de São Paulo (SP), sendo mero desmembramento daquele -, por patente violação ao princípio do juiz natural” (fls. 22/23 – grifos dos autores). Alegam, ainda, que não havia justa causa para o deferimento da primeira interceptação telefônica relativa ao paciente, pelos motivos apontados a seguir: “(...) A primeira diligência de interceptação telefônica realizada no inquérito judicial foi determinada de ofício pelo Des. Fed. BAPTISTA PEREIRA, na data de 22.09.06, em substituição 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 30 Relatório HC 100172 / SP regimental do então relator, Des. CARLOS MUTA. Referida autorização foi concedida, por termo de deliberação, ao final da audiência de acareação realizada entre LÚCIO FUNARO e RICHARD OTTERLOO, consoante se verifica às fls. 62/63, do doc. 18. Na ocasião, pautando-se apenas pela delação concedida por LÚCIO FUNARO e por nenhum outro elemento, manifestou-se o i. Magistrado no sentido de que seria preciso: ‘(...) a completa identificação e atividades das duas mencionadas pessoas [Luiz Roberto Pardo e Ricardo Magro], bem como possível ligação do juiz [Manoel Álvares] com estes ou pessoas destes próximas’. Ou seja, com exceção à isolada – e inverossímil – delação de LÚCIO FUNARO, não havia qualquer fio indiciário que demonstrasse empiricamente eventual ligação entre o paciente e o juiz convocado MANOEL ÁLVARES. Ao contrário, essa aventada ligação seria meramente ‘possível’, como reconhece o próprio Des. BAPTISTA PEREIRA, no despacho. Entretanto, inobstante inexistisse um só fiapo de prova que demonstrasse a ventilada ligação entre o paciente e o juiz convocado MANOEL ÁLVARES, o Des. BAPTISTA PEREIRA, em substituição regimental, determinou a quebra do sigilo telefônico do paciente, nos seguintes termos: ‘(...) determino, ainda, autorizando-se o Sr. Superintendente a quebrar os sigilos telefônicos das referidas pessoas, inclusive do juiz a realizar interceptações, no sentido de se apurar o delito de corrupção o qual o indiciado Lúcio Bologna Funaro atribui ao magistrado por intermédio daqueles’. Vê-se que a interceptação telefônica do paciente foi deferida apenas para que pudesse ser averiguada a veracidade 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP regimental do então relator, Des. CARLOS MUTA. Referida autorização foi concedida, por termo de deliberação, ao final da audiência de acareação realizada entre LÚCIO FUNARO e RICHARD OTTERLOO, consoante se verifica às fls. 62/63, do doc. 18. Na ocasião, pautando-se apenas pela delação concedida por LÚCIO FUNARO e por nenhum outro elemento, manifestou-se o i. Magistrado no sentido de que seria preciso: ‘(...) a completa identificação e atividades das duas mencionadas pessoas [Luiz Roberto Pardo e Ricardo Magro], bem como possível ligação do juiz [Manoel Álvares] com estes ou pessoas destes próximas’. Ou seja, com exceção à isolada – e inverossímil – delação de LÚCIO FUNARO, não havia qualquer fio indiciário que demonstrasse empiricamente eventual ligação entre o paciente e o juiz convocado MANOEL ÁLVARES. Ao contrário, essa aventada ligação seria meramente ‘possível’, como reconhece o próprio Des. BAPTISTA PEREIRA, no despacho. Entretanto, inobstante inexistisse um só fiapo de prova que demonstrasse a ventilada ligação entre o paciente e o juiz convocado MANOEL ÁLVARES, o Des. BAPTISTA PEREIRA, em substituição regimental, determinou a quebra do sigilo telefônico do paciente, nos seguintes termos: ‘(...) determino, ainda, autorizando-se o Sr. Superintendente a quebrar os sigilos telefônicos das referidas pessoas, inclusive do juiz a realizar interceptações, no sentido de se apurar o delito de corrupção o qual o indiciado Lúcio Bologna Funaro atribui ao magistrado por intermédio daqueles’. Vê-se que a interceptação telefônica do paciente foi deferida apenas para que pudesse ser averiguada a veracidade 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 30 Relatório HC 100172 / SP dos fatos – inverídicos – alegados por LÚCIO FUNARO, e não porque existia um mínimo indício de veracidade para tais acusações (e não havia!)” (fls. 24/25 – grifo dos autores). Em seguida, alegam os impetrantes ser carente de fundamentos a decisão que deferiu a primeira prorrogação da escuta telefônica, expondo, para tanto, que: “(...) Em 25.10.06, já próximo do prazo de 15 dias para o término da interceptação telefônica, a autoridade policial expediu ofício ao E. TRF3, requerendo a prorrogação da diligência por igual período. E, na oportunidade, encaminhou ainda o primeiro relatório de inteligência policial. O Des. Fed. BAPTISTA PEREIRA, por sua vez, em substituição regimental, despachando no próprio rosto do ofício, autorizou a prorrogação da interceptação telefônica por mais 15 dias, nos seguintes termos (doc. 23): ‘Atenda-se. Digo – para ciência e vista do M.P.F. 28.X.MMVI.’ Ou seja, depois de decretada a quebra do sigilo telefônico do paciente – repita-se, sem justa causa para tanto -, a interceptação foi prorrogada sem qualquer fundamentação, mínima que seja, por meio de decisão que se resume em dizer ‘atenda-se’ e nada mais, ao arrepio dos mais comezinhos princípios constitucionais. Dispõe o artigo 5..., da Lei 9.296/96 (Lei das Interceptações Telefônicas), que a decisão que prorrogar a interceptação deve ser fundamentada, sob pena de nulidade, devendo indicar também a forma de execução da diligência: ‘Art. 5... A decisão será fundamentada, sob pena de nulidade, indicando também a forma de execução da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP dos fatos – inverídicos – alegados por LÚCIO FUNARO, e não porque existia um mínimo indício de veracidade para tais acusações (e não havia!)” (fls. 24/25 – grifo dos autores). Em seguida, alegam os impetrantes ser carente de fundamentos a decisão que deferiu a primeira prorrogação da escuta telefônica, expondo, para tanto, que: “(...) Em 25.10.06, já próximo do prazo de 15 dias para o término da interceptação telefônica, a autoridade policial expediu ofício ao E. TRF3, requerendo a prorrogação da diligência por igual período. E, na oportunidade, encaminhou ainda o primeiro relatório de inteligência policial. O Des. Fed. BAPTISTA PEREIRA, por sua vez, em substituição regimental, despachando no próprio rosto do ofício, autorizou a prorrogação da interceptação telefônica por mais 15 dias, nos seguintes termos (doc. 23): ‘Atenda-se. Digo – para ciência e vista do M.P.F. 28.X.MMVI.’ Ou seja, depois de decretada a quebra do sigilo telefônico do paciente – repita-se, sem justa causa para tanto -, a interceptação foi prorrogada sem qualquer fundamentação, mínima que seja, por meio de decisão que se resume em dizer ‘atenda-se’ e nada mais, ao arrepio dos mais comezinhos princípios constitucionais. Dispõe o artigo 5..., da Lei 9.296/96 (Lei das Interceptações Telefônicas), que a decisão que prorrogar a interceptação deve ser fundamentada, sob pena de nulidade, devendo indicar também a forma de execução da diligência: ‘Art. 5... A decisão será fundamentada, sob pena de nulidade, indicando também a forma de execução da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 30 Relatório HC 100172 / SP diligência, que não poderá exceder o prazo de quinze dias, renovável por igual tempo uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova.’ Portanto, é nula a decisão que deferiu, com breve ‘atenda- se’, a prorrogação da interceptação telefônica, sendo igualmente nulos (por vício de origem) todos os atos dela decorrentes, conforme disposto no art. 5..., da Lei 9.296/96” (fls. 31/32 – grifos dos autores). No mesmo sentido, alegam a ilegalidade da 2... à 5... prorrogação das interceptações telefônicas, por ausência de fundamentação (fls. 40 a 44). Afirmam, também, que “inexiste previsão legal para que as diligências de interceptação telefônica perdurassem por período superior a 30 dias. Assim, a extrapolação desse prazo, no presente caso, configurou patente violação a postulado constitucional, eivando de nulidade todos os atos subsequentes” (fl. 35 – grifo dos autores). Relatam, ainda, que, no período entre o término do prazo da 6... prorrogação (28/12/06) e o deferimento da 7... prorrogação pelo eminente Ministro Barros Monteiro, do Superior Tribunal de Justiça (3/1/07), as escutas telefônicas foram realizadas sem a devida autorização judicial (fls. 44 a 49). Por fim, argumentam que a 7... prorrogação das escutas telefônicas pelo Ministro Raphael de Barros Monteiro deu-se, igualmente, de forma ilegal, pois foi deferida “por decisão imotivada e pelo prazo de 30 dias, em explícito desacordo com a Lei 9.293/06” (fl. 49). Ao final, requerem “a concessão de liminar, a fim de que seja sobrestado, em relação ao paciente, o andamento dos autos do procedimento n. 2009.61.81.008967-5, tramitados perante a 1... Vara Criminal 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP diligência, que não poderá exceder o prazo de quinze dias, renovável por igual tempo uma vez comprovada a indispensabilidade do meio de prova.’ Portanto, é nula a decisão que deferiu, com breve ‘atenda- se’, a prorrogação da interceptação telefônica, sendo igualmente nulos (por vício de origem) todos os atos dela decorrentes, conforme disposto no art. 5..., da Lei 9.296/96” (fls. 31/32 – grifos dos autores). No mesmo sentido, alegam a ilegalidade da 2... à 5... prorrogação das interceptações telefônicas, por ausência de fundamentação (fls. 40 a 44). Afirmam, também, que “inexiste previsão legal para que as diligências de interceptação telefônica perdurassem por período superior a 30 dias. Assim, a extrapolação desse prazo, no presente caso, configurou patente violação a postulado constitucional, eivando de nulidade todos os atos subsequentes” (fl. 35 – grifo dos autores). Relatam, ainda, que, no período entre o término do prazo da 6... prorrogação (28/12/06) e o deferimento da 7... prorrogação pelo eminente Ministro Barros Monteiro, do Superior Tribunal de Justiça (3/1/07), as escutas telefônicas foram realizadas sem a devida autorização judicial (fls. 44 a 49). Por fim, argumentam que a 7... prorrogação das escutas telefônicas pelo Ministro Raphael de Barros Monteiro deu-se, igualmente, de forma ilegal, pois foi deferida “por decisão imotivada e pelo prazo de 30 dias, em explícito desacordo com a Lei 9.293/06” (fl. 49). Ao final, requerem “a concessão de liminar, a fim de que seja sobrestado, em relação ao paciente, o andamento dos autos do procedimento n. 2009.61.81.008967-5, tramitados perante a 1... Vara Criminal 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 30 Relatório HC 100172 / SP Federal de São Paulo (SP), por ser mero desmembramento da APN 549/SP, onde foram praticadas todas as ilegalidades demonstradas acima, requerendo-se, ao final, a concessão definitiva da ordem de habeas corpus, para declarar todas as nulidades demonstradas no presente writ, trancando-se os autos do procedimento supramencionado” (fls. 53/54). Em 6/8/09, o Ministro Marco Aurélio solicitou informações ao Juízo da 1... Vara Federal Criminal de São Paulo sobre o atual andamento processual do inquérito autuado sob o n 2009.61.81.008967-5 (fl. 1.029). Antecipando-se às informações solicitadas, os impetrantes trazem considerações sobre o inquérito em curso, informando que os autos foram encaminhados ao Ministério Público Federal para ratificação da denúncia então oferecida no Superior Tribunal de Justiça. Ressaltam, desta forma, que o paciente está na iminência de sofrer constrangimento ilegal, pois, com o recebimento da denúncia, passará da condição de denunciado para a de réu, além de estar sujeito a uma possível prisão preventiva, a exemplo do que ocorreu em outro processo, no qual são investigadas outras pessoas em virtude dos mesmos fatos criminosos. Com esses fundamentos, reiteram o pedido de liminar (fls. 1031 a 1035). Em nova manifestação, os impetrantes alertam que os autos retornaram do Ministério Público Federal, e que, segundo informação verbal da serventia da 1... Vara Federal Criminal, existe um pedido de prisão preventiva formulado pelo Parquet. Mais uma vez, reiteram o pedido liminar (fls. 1148/1149). O pedido de liminar foi indeferido (fls. 1155 a 1163). O Juízo da 1... Vara Federal Criminal de São Paulo prestou informações (fl. 1170). O Ministério Público Federal, pelo parecer do ilustre Subprocurador- Geral da República Dr. Wagner Gonçalves, manifestou-se pela denegação da ordem (fls. 1176 a 1181). É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP Federal de São Paulo (SP), por ser mero desmembramento da APN 549/SP, onde foram praticadas todas as ilegalidades demonstradas acima, requerendo-se, ao final, a concessão definitiva da ordem de habeas corpus, para declarar todas as nulidades demonstradas no presente writ, trancando-se os autos do procedimento supramencionado” (fls. 53/54). Em 6/8/09, o Ministro Marco Aurélio solicitou informações ao Juízo da 1... Vara Federal Criminal de São Paulo sobre o atual andamento processual do inquérito autuado sob o n 2009.61.81.008967-5 (fl. 1.029). Antecipando-se às informações solicitadas, os impetrantes trazem considerações sobre o inquérito em curso, informando que os autos foram encaminhados ao Ministério Público Federal para ratificação da denúncia então oferecida no Superior Tribunal de Justiça. Ressaltam, desta forma, que o paciente está na iminência de sofrer constrangimento ilegal, pois, com o recebimento da denúncia, passará da condição de denunciado para a de réu, além de estar sujeito a uma possível prisão preventiva, a exemplo do que ocorreu em outro processo, no qual são investigadas outras pessoas em virtude dos mesmos fatos criminosos. Com esses fundamentos, reiteram o pedido de liminar (fls. 1031 a 1035). Em nova manifestação, os impetrantes alertam que os autos retornaram do Ministério Público Federal, e que, segundo informação verbal da serventia da 1... Vara Federal Criminal, existe um pedido de prisão preventiva formulado pelo Parquet. Mais uma vez, reiteram o pedido liminar (fls. 1148/1149). O pedido de liminar foi indeferido (fls. 1155 a 1163). O Juízo da 1... Vara Federal Criminal de São Paulo prestou informações (fl. 1170). O Ministério Público Federal, pelo parecer do ilustre Subprocurador- Geral da República Dr. Wagner Gonçalves, manifestou-se pela denegação da ordem (fls. 1176 a 1181). É o relatório. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507013. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, o presente habeas corpus volta-se contra ato da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, que, acolhendo questão de ordem proposta na Ação Penal n 549/SP pelo Relator, Ministro Félix Fischer, determinou o desmembramento do feito em relação ao paciente e a outros denunciados. O julgado foi assim ementado: “QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL. VÁRIOS DENUNCIADOS. COMPETÊNCIA RATIONE PERSONAE DESTA CORTE FIRMADA APENAS EM RELAÇÃO À TRÊS DOS DENUNCIADOS. POSSIBILIDADE, NECESSIDADE E UTILIDADE DE DESMEMBRAMENTO DO FEITO. APLICAÇÃO DO ART. 80 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. MEDIDA QUE BUSCA GARANTIR A CELERIDADE E RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO, ALÉM DE TORNAR EXEQUÍVEL A PRÓPRIA INSTRUÇÃO CRIMINAL DE MODO A VIABILIZAR A PERSECUTIO CRIMINIS IN IUDICIO. RISCO DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA EM RELAÇÃO A ALGUMAS INFRAÇÕES PENAIS. OBSERVÂNCIA DA AMPLA DEFESA E DO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. DIVERSOS PRECEDENTES DA SUPREMA CORTE. I - De acordo como art. 80 do Código de Processo Penal, embora haja continência ou conexão, pode o magistrado, facultativamente, separar os processos, desde que tal medida se mostre conveniente, quer porque as infrações foram praticadas em circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes, quer em razão do excessivo número de acusados, quer para não prolongar a prisão dos réus ou, ainda, diante de motivo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, o presente habeas corpus volta-se contra ato da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça, que, acolhendo questão de ordem proposta na Ação Penal n 549/SP pelo Relator, Ministro Félix Fischer, determinou o desmembramento do feito em relação ao paciente e a outros denunciados. O julgado foi assim ementado: “QUESTÃO DE ORDEM NA AÇÃO PENAL. VÁRIOS DENUNCIADOS. COMPETÊNCIA RATIONE PERSONAE DESTA CORTE FIRMADA APENAS EM RELAÇÃO À TRÊS DOS DENUNCIADOS. POSSIBILIDADE, NECESSIDADE E UTILIDADE DE DESMEMBRAMENTO DO FEITO. APLICAÇÃO DO ART. 80 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. MEDIDA QUE BUSCA GARANTIR A CELERIDADE E RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO, ALÉM DE TORNAR EXEQUÍVEL A PRÓPRIA INSTRUÇÃO CRIMINAL DE MODO A VIABILIZAR A PERSECUTIO CRIMINIS IN IUDICIO. RISCO DE PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA EM RELAÇÃO A ALGUMAS INFRAÇÕES PENAIS. OBSERVÂNCIA DA AMPLA DEFESA E DO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. DIVERSOS PRECEDENTES DA SUPREMA CORTE. I - De acordo como art. 80 do Código de Processo Penal, embora haja continência ou conexão, pode o magistrado, facultativamente, separar os processos, desde que tal medida se mostre conveniente, quer porque as infrações foram praticadas em circunstâncias de tempo ou de lugar diferentes, quer em razão do excessivo número de acusados, quer para não prolongar a prisão dos réus ou, ainda, diante de motivo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP relevante, em benefício dos acusados ou da própria administração da justiça. II - O simples fato de no inquérito ou na ação penal se investigar suposta organização criminosa não impede, per se, o desmembramento do processo (AP-AgR 336⁄TO, Tribunal Pleno, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ de 10⁄12⁄2004). III - Em diversas oportunidades a c. Suprema Corte, por motivos vários, nos processos de competência originária, acabou determinando o desmembramento do feito. IV - O processamento da presente ação penal perante esta Corte, cuja exordial acusatória apresentada em 229 laudas em face de 16 (dezesseis) denunciados, já conta, na data de hoje com 25 volumes e 553 apensos, sendo que a competência ratione personae desta Corte nos termos do art. 105, inciso I, letra a, da Lex Fundamentalis se verifica, exclusivamente, em razão de 3 (três) dos investigados serem Desembargadores Federais do e. Tribunal Regional Federal da 3... Região, à toda evidência, se mostra totalmente desarrazoado podendo acarretar, como bem destacado em alguns arestos do c. Supremo Tribunal Federal, prejuízo para a própria efetividade da persecutio criminis in iudicio. De fato, o risco da verificação da prescrição da pretensão punitiva do Estado em relação a vários dos crimes narrados na proemial acusatória é real. V - A esperada celeridade ou razoável duração do processo, alçada pela EC n 45⁄2004 à categoria de direito fundamental (art. 5..., inciso LXXVIII, da Carta Maxima) já se mostra seriamente comprometida, pois, apenas para ilustrar a dificuldade existente no processamento perante essa Corte deste feito, muito embora a notificação dos acusados em atendimento ao disposto no art. 4... da Lei n 8.038⁄90 tenha sido por mim determinada em data de 03⁄09⁄2008, apenas em 16⁄02⁄2009 a última resposta à denúncia foi apresentada, ou seja, mais de cinco meses depois! Os inúmeros e infindáveis incidentes de restituição de bens, de compartilhamento de dados também são obstáculos à efetiva, célere e adequada prestação jurisdicional neste caso. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP relevante, em benefício dos acusados ou da própria administração da justiça. II - O simples fato de no inquérito ou na ação penal se investigar suposta organização criminosa não impede, per se, o desmembramento do processo (AP-AgR 336⁄TO, Tribunal Pleno, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ de 10⁄12⁄2004). III - Em diversas oportunidades a c. Suprema Corte, por motivos vários, nos processos de competência originária, acabou determinando o desmembramento do feito. IV - O processamento da presente ação penal perante esta Corte, cuja exordial acusatória apresentada em 229 laudas em face de 16 (dezesseis) denunciados, já conta, na data de hoje com 25 volumes e 553 apensos, sendo que a competência ratione personae desta Corte nos termos do art. 105, inciso I, letra a, da Lex Fundamentalis se verifica, exclusivamente, em razão de 3 (três) dos investigados serem Desembargadores Federais do e. Tribunal Regional Federal da 3... Região, à toda evidência, se mostra totalmente desarrazoado podendo acarretar, como bem destacado em alguns arestos do c. Supremo Tribunal Federal, prejuízo para a própria efetividade da persecutio criminis in iudicio. De fato, o risco da verificação da prescrição da pretensão punitiva do Estado em relação a vários dos crimes narrados na proemial acusatória é real. V - A esperada celeridade ou razoável duração do processo, alçada pela EC n 45⁄2004 à categoria de direito fundamental (art. 5..., inciso LXXVIII, da Carta Maxima) já se mostra seriamente comprometida, pois, apenas para ilustrar a dificuldade existente no processamento perante essa Corte deste feito, muito embora a notificação dos acusados em atendimento ao disposto no art. 4... da Lei n 8.038⁄90 tenha sido por mim determinada em data de 03⁄09⁄2008, apenas em 16⁄02⁄2009 a última resposta à denúncia foi apresentada, ou seja, mais de cinco meses depois! Os inúmeros e infindáveis incidentes de restituição de bens, de compartilhamento de dados também são obstáculos à efetiva, célere e adequada prestação jurisdicional neste caso. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP VI - Além disso, a própria instrução criminal, nesse caso, se mostra problemática, bastando para evidenciar o alegado o número de testemunhas arroladas. VII - Nem se alegue que o fato de todos os denunciados já terem apresentado resposta preliminar nos termos do art. 4... da Lei n 8.038⁄90 seria, de alguma forma, óbice para que, no presente caso, se determine o desmembramento. De fato, nos autos do INQ 2.486⁄AC, o Exmo. Sr. Min. Carlos Ayres Britto em fundamentada decisão monocrática publicada no DJ de 21⁄05⁄2007, determinou o desmembramento do feito com base no retromencionado art. 80 do Código de Processo Penal, elencando inúmeros arestos do c. Supremo Tribunal Federal, muito embora, na hipótese, já houvesse resposta preliminar apresentada. Aliás, em sua decisão, o Exmo. Sr. Min. Carlos Ayres Britto, após destacar que o desmembramento figura como exceção ao princípio do simultaneus processus, a inviabilidade do processamento e julgamento de todos os denunciados pelo Pretório Excelso, além dos graves inconvenientes para a instrução criminal caso não fosse realizado o desmembramento do feito, ressaltou que o art. 80 do Código de Processo Penal não delimita em que fase (extra- processual ou processual) tal medida pode ser tomada. Assim, se mostra perfeitamente cabível e oportuna a adoção de tal medida mesmo após a apresentação de resposta preliminar pelos denunciados. VIII - Não há, nem ao menos em tese, como vislumbrar que a determinação de desmembramento, permanecendo perante essa Corte o feito tão-somente em relação aos denunciados, que de acordo com a Constituição Federal, detêm nesse Tribunal Superior prerrogativa de foro, possa de alguma forma gerar prejuízo para a defesa dos acusados ou, ainda, acarretar violação ao princípio do juiz natural. Com efeito, em relação àqueles que deixarão de ser julgados perante essa Corte (frise-se, passando a ser julgados pelo juízo originariamente competente!), basta destacar que, contrariamente ao que se verificaria caso fossem processados perante essa Corte, todos 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP VI - Além disso, a própria instrução criminal, nesse caso, se mostra problemática, bastando para evidenciar o alegado o número de testemunhas arroladas. VII - Nem se alegue que o fato de todos os denunciados já terem apresentado resposta preliminar nos termos do art. 4... da Lei n 8.038⁄90 seria, de alguma forma, óbice para que, no presente caso, se determine o desmembramento. De fato, nos autos do INQ 2.486⁄AC, o Exmo. Sr. Min. Carlos Ayres Britto em fundamentada decisão monocrática publicada no DJ de 21⁄05⁄2007, determinou o desmembramento do feito com base no retromencionado art. 80 do Código de Processo Penal, elencando inúmeros arestos do c. Supremo Tribunal Federal, muito embora, na hipótese, já houvesse resposta preliminar apresentada. Aliás, em sua decisão, o Exmo. Sr. Min. Carlos Ayres Britto, após destacar que o desmembramento figura como exceção ao princípio do simultaneus processus, a inviabilidade do processamento e julgamento de todos os denunciados pelo Pretório Excelso, além dos graves inconvenientes para a instrução criminal caso não fosse realizado o desmembramento do feito, ressaltou que o art. 80 do Código de Processo Penal não delimita em que fase (extra- processual ou processual) tal medida pode ser tomada. Assim, se mostra perfeitamente cabível e oportuna a adoção de tal medida mesmo após a apresentação de resposta preliminar pelos denunciados. VIII - Não há, nem ao menos em tese, como vislumbrar que a determinação de desmembramento, permanecendo perante essa Corte o feito tão-somente em relação aos denunciados, que de acordo com a Constituição Federal, detêm nesse Tribunal Superior prerrogativa de foro, possa de alguma forma gerar prejuízo para a defesa dos acusados ou, ainda, acarretar violação ao princípio do juiz natural. Com efeito, em relação àqueles que deixarão de ser julgados perante essa Corte (frise-se, passando a ser julgados pelo juízo originariamente competente!), basta destacar que, contrariamente ao que se verificaria caso fossem processados perante essa Corte, todos 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP eles (à exceção da magistrada federal denunciada) terão a possibilidade de em caso de eventual decisum ter a sua provável irresignação apreciada em outra instância na qual se admite, inclusive, a apreciação de questões fáticas, o que de outra forma não seria possível. Por outro lado, também o princípio do juiz natural não restará violado, pelo contrário, cada um dos denunciados será julgado pelo juízo originariamente competente, é dizer, o juiz natural em relação a cada um dos denunciados será rigorosamente observado. Questão de ordem resolvida no sentido de determinar o desmembramento da presente ação penal, extraindo-se cópia integral dos autos que serão encaminhadas ao e. Tribunal Regional Federal da 3... Região (competente para processar e julgar a magistrada federal MARIA CRISTINA BARONGENO) e a uma das varas criminais da Seção Judiciária do Estado de São Paulo (competente para processar e julgar os demais denunciados) para que prossiguam no processamento do feito em relação àqueles que não possuem prerrogativa de foro perante esta Corte, mantendo-se, aqui, o feito apenas em relação aos denunciados ALDA MARIA BASTO CAMINHA ANSALDI, NERY DA COSTA JÚNIOR e ROBERTO LUIZ RIBEIRO HADDAD, todos Desembargadores Federais do e. Tribunal Regional Federal da 3... Região” (fls. 738 a 740 – grifos do autor). A impetração tem como objetivo a declaração de “todas as nulidades demonstradas no presente writ, trancando-se os autos do procedimento supramencionado” (fls. 53/54). Consta dos autos que o inquérito judicial em questão teve início no Tribunal Regional Federal da 3... Região, em virtude das declarações prestadas pelo Sr. Lúcio Bolonha Funaro ao Ministério Público Federal, o qual alegou “ter pago R$ 300.000,00 a preposto do MM. Juiz Federal MANOEL ÁLVARES, a fim de que fossem antecipados os efeitos da tutela, nos autos do Agravo de Instrumento n. 2004.03.00.073331-6, do qual era relator à época (doc. 02)” (fl. 3). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP eles (à exceção da magistrada federal denunciada) terão a possibilidade de em caso de eventual decisum ter a sua provável irresignação apreciada em outra instância na qual se admite, inclusive, a apreciação de questões fáticas, o que de outra forma não seria possível. Por outro lado, também o princípio do juiz natural não restará violado, pelo contrário, cada um dos denunciados será julgado pelo juízo originariamente competente, é dizer, o juiz natural em relação a cada um dos denunciados será rigorosamente observado. Questão de ordem resolvida no sentido de determinar o desmembramento da presente ação penal, extraindo-se cópia integral dos autos que serão encaminhadas ao e. Tribunal Regional Federal da 3... Região (competente para processar e julgar a magistrada federal MARIA CRISTINA BARONGENO) e a uma das varas criminais da Seção Judiciária do Estado de São Paulo (competente para processar e julgar os demais denunciados) para que prossiguam no processamento do feito em relação àqueles que não possuem prerrogativa de foro perante esta Corte, mantendo-se, aqui, o feito apenas em relação aos denunciados ALDA MARIA BASTO CAMINHA ANSALDI, NERY DA COSTA JÚNIOR e ROBERTO LUIZ RIBEIRO HADDAD, todos Desembargadores Federais do e. Tribunal Regional Federal da 3... Região” (fls. 738 a 740 – grifos do autor). A impetração tem como objetivo a declaração de “todas as nulidades demonstradas no presente writ, trancando-se os autos do procedimento supramencionado” (fls. 53/54). Consta dos autos que o inquérito judicial em questão teve início no Tribunal Regional Federal da 3... Região, em virtude das declarações prestadas pelo Sr. Lúcio Bolonha Funaro ao Ministério Público Federal, o qual alegou “ter pago R$ 300.000,00 a preposto do MM. Juiz Federal MANOEL ÁLVARES, a fim de que fossem antecipados os efeitos da tutela, nos autos do Agravo de Instrumento n. 2004.03.00.073331-6, do qual era relator à época (doc. 02)” (fl. 3). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP No curso das investigações, em virtude do suposto envolvimento de magistrados integrantes daquela Corte Regional nos fatos criminosos, o feito foi remetido ao Superior Tribunal de Justiça, onde “os autos foram distribuídos sob o n. IJ 547/SP (posteriormente, APN n 549/SP), cuja relatoria ficou a cargo do Exmo. Ministro FÉLIX FISCHER” (fl. 3). Prosseguem os impetrantes, afirmando que, “(...) [a]o final da investigação, no dia 26.05.08, o Ministério Público Federal ofereceu denúncia em face do paciente e de mais 15 acusados, imputando ao paciente a suposta prática dos crimes de exploração de prestígio (art. 357, do Código Penal Brasileiro), tráfico de influência (art. 332, do Código Penal Brasileiro), corrupção ativa (art. 333, do Código Penal Brasileiro), fraude processual (art. 347, do Código Penal Brasileiro) e quadrilha ou bando (art. 288, do Código Penal Brasileiro) (doc. 07). Intimado da denúncia, o paciente apresentou sua resposta à acusação, demonstrando relevantes questões preliminares consistentes nos vícios insanáveis que ensejam a nulidade absoluta do feito, além de demonstrar a fragilidade das imputações que lhe são feitas na denúncia (doc. 08). Dentre esses vícios insanáveis, destacam-se: (a) nulidade do feito pela subtração do juiz natural da causa; e (b) patente nulidade da ‘prova’ oriunda das interceptações telefônicas, sobre as quais se assenta toda a acusação in casu. Embora tais vícios (que maculam o processo sob comento) sejam de ordem pública, podendo ter sido suscitados perante esse E. Supremo Tribunal Federal desde o início do feito, LUIS ROBERTO PARDO preferiu aguardar o posicionamento da C. Corte Especial do E. Superior Tribunal de Justiça, quando da apreciação de sua resposta à acusação, ou seja, optou por esperar que o próprio E. Superior Tribunal de Justiça reconhecesse os vícios da investigação conduzida pela autoridade coatora daquela Corte. Ocorre que a C. Corte Especial do E. Superior Tribunal de Justiça, entretanto, ao analisar questão de ordem, determinou o imediato desmembramento do feito, nos termos do voto do relator Exmo. Min. FÉLIX FISCHER, conforme v. acórdão publicado no último dia 28.05.09, sem, contudo, se manifestar a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP No curso das investigações, em virtude do suposto envolvimento de magistrados integrantes daquela Corte Regional nos fatos criminosos, o feito foi remetido ao Superior Tribunal de Justiça, onde “os autos foram distribuídos sob o n. IJ 547/SP (posteriormente, APN n 549/SP), cuja relatoria ficou a cargo do Exmo. Ministro FÉLIX FISCHER” (fl. 3). Prosseguem os impetrantes, afirmando que, “(...) [a]o final da investigação, no dia 26.05.08, o Ministério Público Federal ofereceu denúncia em face do paciente e de mais 15 acusados, imputando ao paciente a suposta prática dos crimes de exploração de prestígio (art. 357, do Código Penal Brasileiro), tráfico de influência (art. 332, do Código Penal Brasileiro), corrupção ativa (art. 333, do Código Penal Brasileiro), fraude processual (art. 347, do Código Penal Brasileiro) e quadrilha ou bando (art. 288, do Código Penal Brasileiro) (doc. 07). Intimado da denúncia, o paciente apresentou sua resposta à acusação, demonstrando relevantes questões preliminares consistentes nos vícios insanáveis que ensejam a nulidade absoluta do feito, além de demonstrar a fragilidade das imputações que lhe são feitas na denúncia (doc. 08). Dentre esses vícios insanáveis, destacam-se: (a) nulidade do feito pela subtração do juiz natural da causa; e (b) patente nulidade da ‘prova’ oriunda das interceptações telefônicas, sobre as quais se assenta toda a acusação in casu. Embora tais vícios (que maculam o processo sob comento) sejam de ordem pública, podendo ter sido suscitados perante esse E. Supremo Tribunal Federal desde o início do feito, LUIS ROBERTO PARDO preferiu aguardar o posicionamento da C. Corte Especial do E. Superior Tribunal de Justiça, quando da apreciação de sua resposta à acusação, ou seja, optou por esperar que o próprio E. Superior Tribunal de Justiça reconhecesse os vícios da investigação conduzida pela autoridade coatora daquela Corte. Ocorre que a C. Corte Especial do E. Superior Tribunal de Justiça, entretanto, ao analisar questão de ordem, determinou o imediato desmembramento do feito, nos termos do voto do relator Exmo. Min. FÉLIX FISCHER, conforme v. acórdão publicado no último dia 28.05.09, sem, contudo, se manifestar a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP respeito dessas nulidades (doc. 09). Determinou-se, assim, a remessa de cópia integral dos autos ao E. TRF3 (‘competente para processar a juíza federal MARIA CRISTINA BARONGENO’) e a uma das Varas Federais de São Paulo (‘competente para processar e julgar os demais denunciados’, entre eles o paciente), a fim de que ‘prossigam no processamento do feito em relação àqueles que não possuem prerrogativas de foro perante esta Corte’. Por via de consequência, os autos da APN 549/SP foram – definitivamente – desmembrados, sendo remetida cópia integral do feito à Justiça Federal de Primeira Instância de São Paulo (SP), onde foram distribuídos à 1... Vara Federal Criminal sob n. 2009.61.81.008967-5, sendo que se aguarda manifestação por parte do MM Juízo Monocrático (doc. 10). Portanto, não resta mais alternativa a LUIS ROBERTO PARDO, senão a impetração do presente writ a esse E. Supremo Tribunal Federal, porquanto o paciente está, agora, à iminência de ser processado em razão de feito desmembrado da APN 549/SP, de relatoria do Min. FÉLIX FISCHER, mesmo estando referido procedimento flagrantemente eivado de nulidade absoluta” (fls. 3 a 6 – grifos conforme o original). À luz desses elementos é possível atestar que as irregularidades apontadas, como visto, ocorreram quando o inquérito judicial ainda tramitava no Tribunal Regional Federal da 3... Região, o qual foi, posteriormente, encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça, sendo lá praticado o último ato impugnado no presente habeas (7... prorrogação das interceptações telefônicas). Essa questão é de extrema relevância para o desfecho final desta impetração. Pois bem, posteriormente, com o desmembramento do feito para que somente os denunciados Alda Maria Basto Caminha Ansaldi, Nery da Costa Júnior e Roberto Luiz Ribeiro Haddad, Magistrados do TRF da 3... Região, permanecessem sendo processados e julgados pelo Superior Tribunal de Justiça (fls. 738 a 741), aquela Corte determinou a extração de cópias dos autos para serem encaminhadas ao Tribunal Regional Federal 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP respeito dessas nulidades (doc. 09). Determinou-se, assim, a remessa de cópia integral dos autos ao E. TRF3 (‘competente para processar a juíza federal MARIA CRISTINA BARONGENO’) e a uma das Varas Federais de São Paulo (‘competente para processar e julgar os demais denunciados’, entre eles o paciente), a fim de que ‘prossigam no processamento do feito em relação àqueles que não possuem prerrogativas de foro perante esta Corte’. Por via de consequência, os autos da APN 549/SP foram – definitivamente – desmembrados, sendo remetida cópia integral do feito à Justiça Federal de Primeira Instância de São Paulo (SP), onde foram distribuídos à 1... Vara Federal Criminal sob n. 2009.61.81.008967-5, sendo que se aguarda manifestação por parte do MM Juízo Monocrático (doc. 10). Portanto, não resta mais alternativa a LUIS ROBERTO PARDO, senão a impetração do presente writ a esse E. Supremo Tribunal Federal, porquanto o paciente está, agora, à iminência de ser processado em razão de feito desmembrado da APN 549/SP, de relatoria do Min. FÉLIX FISCHER, mesmo estando referido procedimento flagrantemente eivado de nulidade absoluta” (fls. 3 a 6 – grifos conforme o original). À luz desses elementos é possível atestar que as irregularidades apontadas, como visto, ocorreram quando o inquérito judicial ainda tramitava no Tribunal Regional Federal da 3... Região, o qual foi, posteriormente, encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça, sendo lá praticado o último ato impugnado no presente habeas (7... prorrogação das interceptações telefônicas). Essa questão é de extrema relevância para o desfecho final desta impetração. Pois bem, posteriormente, com o desmembramento do feito para que somente os denunciados Alda Maria Basto Caminha Ansaldi, Nery da Costa Júnior e Roberto Luiz Ribeiro Haddad, Magistrados do TRF da 3... Região, permanecessem sendo processados e julgados pelo Superior Tribunal de Justiça (fls. 738 a 741), aquela Corte determinou a extração de cópias dos autos para serem encaminhadas ao Tribunal Regional Federal 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP da 3... Região - o qual seria competente para processar e julgar a Juíza Federal Maria Cristina Barongeno - e a uma das varas federais criminais da Seção Judiciária do Estado de São Paulo – a qual se incumbiria de processar e julgar os demais denunciados, tendo o inquérito do paciente sido distribuído ao Juízo da 1... Vara Federal de São Paulo, onde foi autuado sob o n 2009.61.81.008967-5. Inicialmente, entendo que os atos praticados no âmbito do Tribunal Regional Federal da 3... Região e ora impugnados no presente habeas corpus não ensejam conhecimento per saltum por esta Suprema Corte, porquanto não foram apreciados pelo Superior Tribunal Justiça, importando na ocorrência de supressão de instância e de grave violação das regras de competência previstas na Constituição da República. Nesse sentido é a nossa remansosa jurisprudência: HC n 97.390/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 24/9/10; HC n 102.116/MG, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 16/4/10; e HC n 96.010/BA, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe de 8/5/09; entre outros. Outro não foi o entendimento do Parquet Federal ao asseverar que “os vícios aqui apontados não podem ser examinados por esse Eg. Supremo Tribunal Federal, pois não foram analisados pelo Superior Tribunal de Justiça. Entender de modo contrário, s. m. j., implicaria em indevida supressão de instância, pois haveria julgamento per saltum” (fl. 1179). De qualquer modo, apenas para demonstrar aos eminentes pares a impertinência dessas questões nesta Suprema Corte, registro, em síntese, as seguintes alegações lançadas na inicial: a.1) Indicam os impetrantes como violado o princípio do juiz natural, uma vez que “antes de [os autos] serem remetidos ao E. Superior Tribunal de Justiça, enquanto o inquérito judicial tramitou perante o E. TRF3, pessoas foram ouvidas, quebrou-se sigilo telefônico e foram autorizadas sucessivas prorrogações de interceptações telefônicas, sem que o relator sorteado proferisse um só despacho (...)” (fl. 10), tendo ocorrido diversas 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP da 3... Região - o qual seria competente para processar e julgar a Juíza Federal Maria Cristina Barongeno - e a uma das varas federais criminais da Seção Judiciária do Estado de São Paulo – a qual se incumbiria de processar e julgar os demais denunciados, tendo o inquérito do paciente sido distribuído ao Juízo da 1... Vara Federal de São Paulo, onde foi autuado sob o n 2009.61.81.008967-5. Inicialmente, entendo que os atos praticados no âmbito do Tribunal Regional Federal da 3... Região e ora impugnados no presente habeas corpus não ensejam conhecimento per saltum por esta Suprema Corte, porquanto não foram apreciados pelo Superior Tribunal Justiça, importando na ocorrência de supressão de instância e de grave violação das regras de competência previstas na Constituição da República. Nesse sentido é a nossa remansosa jurisprudência: HC n 97.390/SP, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 24/9/10; HC n 102.116/MG, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 16/4/10; e HC n 96.010/BA, Primeira Turma, Relator o Ministro Menezes Direito, DJe de 8/5/09; entre outros. Outro não foi o entendimento do Parquet Federal ao asseverar que “os vícios aqui apontados não podem ser examinados por esse Eg. Supremo Tribunal Federal, pois não foram analisados pelo Superior Tribunal de Justiça. Entender de modo contrário, s. m. j., implicaria em indevida supressão de instância, pois haveria julgamento per saltum” (fl. 1179). De qualquer modo, apenas para demonstrar aos eminentes pares a impertinência dessas questões nesta Suprema Corte, registro, em síntese, as seguintes alegações lançadas na inicial: a.1) Indicam os impetrantes como violado o princípio do juiz natural, uma vez que “antes de [os autos] serem remetidos ao E. Superior Tribunal de Justiça, enquanto o inquérito judicial tramitou perante o E. TRF3, pessoas foram ouvidas, quebrou-se sigilo telefônico e foram autorizadas sucessivas prorrogações de interceptações telefônicas, sem que o relator sorteado proferisse um só despacho (...)” (fl. 10), tendo ocorrido diversas 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP substituições regimentais, sem que nenhuma delas tenha se dado de acordo com as hipóteses previstas no regimento interno do Tribunal Regional Federal da 3... Região; a.2) Sustentam, também, que as substituições se deram de forma automática, sem a certificação dos motivos que as ensejaram e sem respeitarem a ordem decrescente de antiguidade (fls. 6 a 15); a.3) Ainda com relação a este tópico, alegam que “houve violação dos estreitos limites da substituição regimental por parte do Des. Fed. BAPTISTA FERREIRA, o qual presidiu o inquérito judicial como se relator fosse”, pois, “pelas circunstâncias havidas naquele momento, inexistia qualquer urgência para que [ele], em substituição regimental, precisasse ouvir pessoas e quebrar o sigilo telefônico do paciente, com acabou sendo feito” (fl. 16 – grifos dos autores); a.4) Substituição por tempo superior ao permitido pelo regimento interno do Tribunal Regional Federal da 3... Região, na medida em que “o Des. Fed. BAPTISTA PEREIRA presidiu o inquérito judicial – como se relator fosse e não meramente para cumprir medida urgentes - de 24.08.06 a 22.09.06 (por 28 dias); depois de 29.09.06 a 14.12.06 (por mais de 76 dias), sem que o feito tenha sido redistribuídos a outro Desembargador, em desacordo com o art. 49, III, do Regimento Interno do TRF3 (...)” (fl. 17). Observe-se que todas as irregularidades apontadas teriam sido supostamente praticadas no âmbito daquele Tribunal Regional Federal. Nesse ponto, destaco que essas questões, embora tenham sido aventadas na resposta à acusação (fls. 559 a 736) apresentada pela defesa ao Superior Tribunal de Justiça, não foram elas analisadas, uma vez que a Corte Especial, com já mencionei anteriormente, acolhendo questão de ordem proposta pelo Relator, Ministro Félix Fischer, determinou o desmembramento do feito em relação ao paciente e a outros denunciados. Aliás, os próprios impetrantes confirmam essa versão ao consignarem, na inicial da impetração, que 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP substituições regimentais, sem que nenhuma delas tenha se dado de acordo com as hipóteses previstas no regimento interno do Tribunal Regional Federal da 3... Região; a.2) Sustentam, também, que as substituições se deram de forma automática, sem a certificação dos motivos que as ensejaram e sem respeitarem a ordem decrescente de antiguidade (fls. 6 a 15); a.3) Ainda com relação a este tópico, alegam que “houve violação dos estreitos limites da substituição regimental por parte do Des. Fed. BAPTISTA FERREIRA, o qual presidiu o inquérito judicial como se relator fosse”, pois, “pelas circunstâncias havidas naquele momento, inexistia qualquer urgência para que [ele], em substituição regimental, precisasse ouvir pessoas e quebrar o sigilo telefônico do paciente, com acabou sendo feito” (fl. 16 – grifos dos autores); a.4) Substituição por tempo superior ao permitido pelo regimento interno do Tribunal Regional Federal da 3... Região, na medida em que “o Des. Fed. BAPTISTA PEREIRA presidiu o inquérito judicial – como se relator fosse e não meramente para cumprir medida urgentes - de 24.08.06 a 22.09.06 (por 28 dias); depois de 29.09.06 a 14.12.06 (por mais de 76 dias), sem que o feito tenha sido redistribuídos a outro Desembargador, em desacordo com o art. 49, III, do Regimento Interno do TRF3 (...)” (fl. 17). Observe-se que todas as irregularidades apontadas teriam sido supostamente praticadas no âmbito daquele Tribunal Regional Federal. Nesse ponto, destaco que essas questões, embora tenham sido aventadas na resposta à acusação (fls. 559 a 736) apresentada pela defesa ao Superior Tribunal de Justiça, não foram elas analisadas, uma vez que a Corte Especial, com já mencionei anteriormente, acolhendo questão de ordem proposta pelo Relator, Ministro Félix Fischer, determinou o desmembramento do feito em relação ao paciente e a outros denunciados. Aliás, os próprios impetrantes confirmam essa versão ao consignarem, na inicial da impetração, que 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP “a C. Corte Especial (…) ao analisar questão de ordem, determinou o imediato desmembramento do feito, nos termos do voto do relator Exmo. Min. FÉLIX FISCHER, conforme v. Acórdão publicado no último dia 28.05.09, sem, contudo, se manifestar a respeito dessas nulidades (doc. 09)” (fls. 5/6 – grifos dos autores). Anote-se, ainda, que a remessa dos autos do inquérito (Inq. n 547/SP) ao Superior Tribunal de Justiça, em virtude da suspeita de participação de alguns Magistrados daquele Tribunal Regional Federal nos fatos criminosos, não torna aquela Corte Superior responsável pelos atos praticados na instância antecedente (Tribunal Regional Federal da 3... Região). O fato é que o processo caminhou no Superior Tribunal de Justiça. Lá foram praticados atos processuais, tendo, por fim, sido determinado, antes da apreciação da denúncia, em questão de ordem, o desmembramento do feito, de modo que o ora paciente deveria ser processado e julgado pelo juízo de primeiro grau. Em razão dessa alteração no quadro processual do feito, com razão o Ministério Público Federal que, em seu parecer, nos faz lembrar que “o inquérito policial [no caso, judicial] é peça meramente informativa, não suscetível de contraditório, e sua eventual irregularidade não é motivo para decretação da nulidade da ação penal” (HC 83.233/RJ, Rel. Min. Nelson Jobim, DJ de 19/3/04)” (fls. 1179). Não obstante meu entendimento pessoal de que as provas ilícitas obtidas de forma direta ou por derivação de outras (teoria dos frutos da árvore envenenada), independentemente do momento em que foram produzidas, são nulas e não devem subsidiar de forma exclusiva uma eventual condenação, esse não é o caso dos autos (RCL n 12.484/DF-MC, de minha relatoria, em 5/10/11). 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP “a C. Corte Especial (…) ao analisar questão de ordem, determinou o imediato desmembramento do feito, nos termos do voto do relator Exmo. Min. FÉLIX FISCHER, conforme v. Acórdão publicado no último dia 28.05.09, sem, contudo, se manifestar a respeito dessas nulidades (doc. 09)” (fls. 5/6 – grifos dos autores). Anote-se, ainda, que a remessa dos autos do inquérito (Inq. n 547/SP) ao Superior Tribunal de Justiça, em virtude da suspeita de participação de alguns Magistrados daquele Tribunal Regional Federal nos fatos criminosos, não torna aquela Corte Superior responsável pelos atos praticados na instância antecedente (Tribunal Regional Federal da 3... Região). O fato é que o processo caminhou no Superior Tribunal de Justiça. Lá foram praticados atos processuais, tendo, por fim, sido determinado, antes da apreciação da denúncia, em questão de ordem, o desmembramento do feito, de modo que o ora paciente deveria ser processado e julgado pelo juízo de primeiro grau. Em razão dessa alteração no quadro processual do feito, com razão o Ministério Público Federal que, em seu parecer, nos faz lembrar que “o inquérito policial [no caso, judicial] é peça meramente informativa, não suscetível de contraditório, e sua eventual irregularidade não é motivo para decretação da nulidade da ação penal” (HC 83.233/RJ, Rel. Min. Nelson Jobim, DJ de 19/3/04)” (fls. 1179). Não obstante meu entendimento pessoal de que as provas ilícitas obtidas de forma direta ou por derivação de outras (teoria dos frutos da árvore envenenada), independentemente do momento em que foram produzidas, são nulas e não devem subsidiar de forma exclusiva uma eventual condenação, esse não é o caso dos autos (RCL n 12.484/DF-MC, de minha relatoria, em 5/10/11). 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP Com essas considerações, não conheço da impetração, nesse ponto. Resta analisar o argumento dos impetrantes de que a 7... prorrogação das escutas telefônicas, implementada pelo Ministro Raphael de Barros Monteiro, do Superior Tribunal de Justiça, deu-se, igualmente, de forma ilegal, pois foi deferida “por decisão imotivada e pelo prazo de 30 dias, em explícito desacordo com a Lei 9.293/06” (fl. 49). De saída, registro que o ato em questão, por ter sido praticado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, permite sua análise por esta Suprema Corte. Portanto, conheço da impetração tão somente quanto a esse ponto. Prosseguindo, afirmo que a pretensão dos impetrantes não merece prosperar, pois não encontra guarida no magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, consolidado no sentido da “possibilidade de se prorrogar o prazo de autorização para a interceptação telefônica por períodos sucessivos quando a intensidade e a complexidade das condutas delitivas investigadas assim o demandarem” (HC n102.601/MS, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 3/11/11). Perfilhando esse entendimento, destaco: HC n 84.301/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24/3/06; e HC n 83.515/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ de 4/3/05. Em caso similar, esta Corte assim decidiu: “Recurso Ordinário em Habeas Corpus. 1. Crimes previstos nos arts. 12, caput, c/c o 18, II, da Lei n 6.368/1976. 2. Alegações: a) ilegalidade no deferimento da autorização da interceptação por 30 dias consecutivos; e b) nulidade das provas, contaminadas pela escuta deferida por 30 dias consecutivos. 3. No caso concreto, a interceptação telefônica foi autorizada pela autoridade judiciária, com observância das exigências de fundamentação previstas no artigo 5... da Lei n 9.296/1996. Ocorre, porém, que o prazo determinado pela autoridade judicial foi superior ao estabelecido nesse dispositivo, a saber: 15 (quinze) dias. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento segundo 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP Com essas considerações, não conheço da impetração, nesse ponto. Resta analisar o argumento dos impetrantes de que a 7... prorrogação das escutas telefônicas, implementada pelo Ministro Raphael de Barros Monteiro, do Superior Tribunal de Justiça, deu-se, igualmente, de forma ilegal, pois foi deferida “por decisão imotivada e pelo prazo de 30 dias, em explícito desacordo com a Lei 9.293/06” (fl. 49). De saída, registro que o ato em questão, por ter sido praticado no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, permite sua análise por esta Suprema Corte. Portanto, conheço da impetração tão somente quanto a esse ponto. Prosseguindo, afirmo que a pretensão dos impetrantes não merece prosperar, pois não encontra guarida no magistério jurisprudencial desta Suprema Corte, consolidado no sentido da “possibilidade de se prorrogar o prazo de autorização para a interceptação telefônica por períodos sucessivos quando a intensidade e a complexidade das condutas delitivas investigadas assim o demandarem” (HC n102.601/MS, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 3/11/11). Perfilhando esse entendimento, destaco: HC n 84.301/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24/3/06; e HC n 83.515/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Nelson Jobim, DJ de 4/3/05. Em caso similar, esta Corte assim decidiu: “Recurso Ordinário em Habeas Corpus. 1. Crimes previstos nos arts. 12, caput, c/c o 18, II, da Lei n 6.368/1976. 2. Alegações: a) ilegalidade no deferimento da autorização da interceptação por 30 dias consecutivos; e b) nulidade das provas, contaminadas pela escuta deferida por 30 dias consecutivos. 3. No caso concreto, a interceptação telefônica foi autorizada pela autoridade judiciária, com observância das exigências de fundamentação previstas no artigo 5... da Lei n 9.296/1996. Ocorre, porém, que o prazo determinado pela autoridade judicial foi superior ao estabelecido nesse dispositivo, a saber: 15 (quinze) dias. 4. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal consolidou o entendimento segundo 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP o qual as interceptações telefônicas podem ser prorrogadas desde que devidamente fundamentadas pelo juízo competente quanto à necessidade para o prosseguimento das investigações. Precedentes: HC n 83.515/RS, Rel. Min. Nelson Jobim, Pleno, maioria, DJ de 04.03.2005; e HC n 84.301/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, unanimidade, DJ de 24.03.2006. 5. Ainda que fosse reconhecida a ilicitude das provas, os elementos colhidos nas primeiras interceptações telefônicas realizadas foram válidos e, em conjunto com os demais dados colhidos dos autos, foram suficientes para lastrear a persecução penal. Na origem, apontaram-se outros elementos que não somente a interceptação telefônica havida no período indicado que respaldaram a denúncia, a saber: a materialidade delitiva foi associada ao fato da apreensão da substância entorpecente; e a apreensão das substâncias e a prisão em flagrante dos acusados foram devidamente acompanhadas por testemunhas. 6. Recurso desprovido” (RHC n 88.371/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 2/2/07 – grifei). O magistério de Guilherme de Souza Nucci ensina que, “embora o art. 5... da Lei n 9.296/96 estabeleça o prazo máximo de quinze dias (prorrogável por outros quinze, se for indispensável) para a interceptação telefônica, com autorização judicial, realizar-se, não tem o menor sentido esse limite. Constituindo meio de prova lícito, pois autorizado por magistrado, no âmbito de investigação criminal ou processo- crime, é mais do que lógico não poder haver limitação em dias, sob pena de frustrar a busca da verdade real, além de se frear a atividade persecutória lícita por uma mera questão temporal” (Código de Processo Penal comentado. 10. ed. São Paulo: Revista do Tribunais, 2011. p. 378 – grifei). Ainda, sobre o tema, leciona o autor que “a jurisprudência praticamente sepultou essa limitação. Intercepta-se a comunicação telefônica enquanto for útil à colheita de prova” (Leis penais e 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP o qual as interceptações telefônicas podem ser prorrogadas desde que devidamente fundamentadas pelo juízo competente quanto à necessidade para o prosseguimento das investigações. Precedentes: HC n 83.515/RS, Rel. Min. Nelson Jobim, Pleno, maioria, DJ de 04.03.2005; e HC n 84.301/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, unanimidade, DJ de 24.03.2006. 5. Ainda que fosse reconhecida a ilicitude das provas, os elementos colhidos nas primeiras interceptações telefônicas realizadas foram válidos e, em conjunto com os demais dados colhidos dos autos, foram suficientes para lastrear a persecução penal. Na origem, apontaram-se outros elementos que não somente a interceptação telefônica havida no período indicado que respaldaram a denúncia, a saber: a materialidade delitiva foi associada ao fato da apreensão da substância entorpecente; e a apreensão das substâncias e a prisão em flagrante dos acusados foram devidamente acompanhadas por testemunhas. 6. Recurso desprovido” (RHC n 88.371/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ de 2/2/07 – grifei). O magistério de Guilherme de Souza Nucci ensina que, “embora o art. 5... da Lei n 9.296/96 estabeleça o prazo máximo de quinze dias (prorrogável por outros quinze, se for indispensável) para a interceptação telefônica, com autorização judicial, realizar-se, não tem o menor sentido esse limite. Constituindo meio de prova lícito, pois autorizado por magistrado, no âmbito de investigação criminal ou processo- crime, é mais do que lógico não poder haver limitação em dias, sob pena de frustrar a busca da verdade real, além de se frear a atividade persecutória lícita por uma mera questão temporal” (Código de Processo Penal comentado. 10. ed. São Paulo: Revista do Tribunais, 2011. p. 378 – grifei). Ainda, sobre o tema, leciona o autor que “a jurisprudência praticamente sepultou essa limitação. Intercepta-se a comunicação telefônica enquanto for útil à colheita de prova” (Leis penais e 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 30 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 100172 / SP processuais penais comentadas. 5. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2010. p. 802 – grifei). Sobre a alegada falta de motivação da 7... prorrogação, novamente, faço remissão ao julgado proferido no HC n 92.020/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 8/11/10, segundo o qual “as decisões que, como no presente caso, autorizam a prorrogação de interceptação telefônica sem acrescentar novos motivos evidenciam que essa prorrogação foi autorizada com base na mesma fundamentação exposta na primeira decisão que deferiu o monitoramento”. De resto, é firme a jurisprudência consagrada por esta Corte Suprema no sentido de que a concessão de habeas corpus com a finalidade de trancamento de ação penal em curso só é possível em situações excepcionais, quando estiverem comprovadas, de plano, a atipicidade da conduta, causa extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de autoria (HC n 90.320/MG, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 25/5/07; HC n 87.324/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 18/5/07; HC n 85.496/SC, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 8/9/06; HC n 86.583/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 27/4/07; HC n 85.066/GO, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 20/5/05, entre outros), o que, como visto, não é o caso dos autos. Por tudo quanto exposto, conheço parcialmente da impetração e, quanto à parte de que conheço, denego a ordem. É como voto. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP processuais penais comentadas. 5. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2010. p. 802 – grifei). Sobre a alegada falta de motivação da 7... prorrogação, novamente, faço remissão ao julgado proferido no HC n 92.020/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 8/11/10, segundo o qual “as decisões que, como no presente caso, autorizam a prorrogação de interceptação telefônica sem acrescentar novos motivos evidenciam que essa prorrogação foi autorizada com base na mesma fundamentação exposta na primeira decisão que deferiu o monitoramento”. De resto, é firme a jurisprudência consagrada por esta Corte Suprema no sentido de que a concessão de habeas corpus com a finalidade de trancamento de ação penal em curso só é possível em situações excepcionais, quando estiverem comprovadas, de plano, a atipicidade da conduta, causa extintiva da punibilidade ou ausência de indícios de autoria (HC n 90.320/MG, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 25/5/07; HC n 87.324/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 18/5/07; HC n 85.496/SC, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 8/9/06; HC n 86.583/SP, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 27/4/07; HC n 85.066/GO, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 20/5/05, entre outros), o que, como visto, não é o caso dos autos. Por tudo quanto exposto, conheço parcialmente da impetração e, quanto à parte de que conheço, denego a ordem. É como voto. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507014. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 30 Aditamento ao Voto 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Senhor Presidente, o meu auxiliar está distribuindo o voto, portanto, eu vou fazer um resumo dele. A questão é bastante objetiva, Vossas Excelências perceberam que eu instei o nobre defensor a atualizar a situação do processo, e Sua Excelência, de maneira muito inteligente, não o fez, mas o fez o Procurador-Geral da República. Qual é a tese da defesa? Que nós seríamos a autoridade competente para analisar esse habeas corpus, porque a decisão do Superior Tribunal de Justiça teria convalidado aquelas nulidades. Mas vejam Vossas Excelências que, como destacou o Procurador, a defesa não atualizou a situação do processo, porque não lhe favorecia, e não era obrigado a trazer à tribuna aquilo que não lhe favorecia, por óbvio. O que houve? O juiz de piso, depois do desmembramento, deu pela nulidade. Isso depois foi submetido, por recurso do Ministério Público, ao TRF, que reformou a decisão. Então, todas essas nulidades não foram praticadas no Superior Tribunal de Justiça. Resumindo, eu não estou conhecendo do pleito, porque a sua análise seria per saltum, como destacou o Procurador-Geral. Dessa decisão, lá no Tribunal Regional Federal, já tirou a defesa - muito bem feita - do ora paciente, os devidos recursos às instâncias competentes. Pois bem, então, eu não conheço do habeas corpus. De qualquer sorte, eu trouxe alegações, no voto que foi distribuído, sobre o mérito dessas questões, caso a Corte supere o não conhecimento. Também não vislumbro, Senhor Presidente, como destacou o nobre Procurador-Geral da República, a nulidade, seja quanto ao juiz natural - porque houve ali uma sequência determinada pelo Regimento -, seja quanto às interceptações. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507015. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO ADITAMENTO AO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Senhor Presidente, o meu auxiliar está distribuindo o voto, portanto, eu vou fazer um resumo dele. A questão é bastante objetiva, Vossas Excelências perceberam que eu instei o nobre defensor a atualizar a situação do processo, e Sua Excelência, de maneira muito inteligente, não o fez, mas o fez o Procurador-Geral da República. Qual é a tese da defesa? Que nós seríamos a autoridade competente para analisar esse habeas corpus, porque a decisão do Superior Tribunal de Justiça teria convalidado aquelas nulidades. Mas vejam Vossas Excelências que, como destacou o Procurador, a defesa não atualizou a situação do processo, porque não lhe favorecia, e não era obrigado a trazer à tribuna aquilo que não lhe favorecia, por óbvio. O que houve? O juiz de piso, depois do desmembramento, deu pela nulidade. Isso depois foi submetido, por recurso do Ministério Público, ao TRF, que reformou a decisão. Então, todas essas nulidades não foram praticadas no Superior Tribunal de Justiça. Resumindo, eu não estou conhecendo do pleito, porque a sua análise seria per saltum, como destacou o Procurador-Geral. Dessa decisão, lá no Tribunal Regional Federal, já tirou a defesa - muito bem feita - do ora paciente, os devidos recursos às instâncias competentes. Pois bem, então, eu não conheço do habeas corpus. De qualquer sorte, eu trouxe alegações, no voto que foi distribuído, sobre o mérito dessas questões, caso a Corte supere o não conhecimento. Também não vislumbro, Senhor Presidente, como destacou o nobre Procurador-Geral da República, a nulidade, seja quanto ao juiz natural - porque houve ali uma sequência determinada pelo Regimento -, seja quanto às interceptações. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 30 Aditamento ao Voto HC 100172 / SP Eu estou conhecendo apenas da sétima interceptação, que teria sido um ato praticado no Superior Tribunal de Justiça, entendendo, na linha da jurisprudência da Corte, que essa prorrogação pode ser feita, não havendo nulidade nessa prorrogação. Todos os nobres colegas receberam o voto. Penso que o posso dar por proferido, Senhor Presidente. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507015. Supremo Tribunal Federal HC 100172 / SP Eu estou conhecendo apenas da sétima interceptação, que teria sido um ato praticado no Superior Tribunal de Justiça, entendendo, na linha da jurisprudência da Corte, que essa prorrogação pode ser feita, não havendo nulidade nessa prorrogação. Todos os nobres colegas receberam o voto. Penso que o posso dar por proferido, Senhor Presidente. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507015. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 30 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Senhor Presidente, se houve desmembramento presumivelmente legítimo, já que não houve contestação quanto a esse ponto, o Superior Tribunal de Justiça deixou de ter competência originária para os processos ou inquéritos remetidos ao TRF e ao juiz federal de primeiro grau. Tais processos estão sujeitos a controle próprio, pelas vias próprias, perante a autoridade judiciária própria. O fato do Tribunal Regional Federal ter dito que o Superior Tribunal de Justiça convalidou atos ilegais, essa afirmação, por si só, não atrai a competência do Supremo Tribunal Federal. Essa afirmação, se não for verdadeira, desafia o recurso próprio, ou a via autônoma do habeas corpus, enfim, do recurso próprio perante o Superior Tribunal de Justiça. Se o Superior Tribunal de Justiça, expressamente, disser, se e quando disser, que ratifica eventuais atos praticados por outras instâncias, então, sim, é que se abriria a jurisdição do Supremo Tribunal Federal. Eu acompanho o Ministro-Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3444065. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Senhor Presidente, se houve desmembramento presumivelmente legítimo, já que não houve contestação quanto a esse ponto, o Superior Tribunal de Justiça deixou de ter competência originária para os processos ou inquéritos remetidos ao TRF e ao juiz federal de primeiro grau. Tais processos estão sujeitos a controle próprio, pelas vias próprias, perante a autoridade judiciária própria. O fato do Tribunal Regional Federal ter dito que o Superior Tribunal de Justiça convalidou atos ilegais, essa afirmação, por si só, não atrai a competência do Supremo Tribunal Federal. Essa afirmação, se não for verdadeira, desafia o recurso próprio, ou a via autônoma do habeas corpus, enfim, do recurso próprio perante o Superior Tribunal de Justiça. Se o Superior Tribunal de Justiça, expressamente, disser, se e quando disser, que ratifica eventuais atos praticados por outras instâncias, então, sim, é que se abriria a jurisdição do Supremo Tribunal Federal. Eu acompanho o Ministro-Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3444065. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 30 Notas para o Voto 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LUIS ROBERTO PARDO IMPTE.(S) :MIGUEL REALE JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA NOTAS PARA O VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, da mesma forma, reporto-me aos fundamentos do voto do eminente Relator e do Ministro Teori Zavascki para acompanhá-los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478792. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LUIS ROBERTO PARDO IMPTE.(S) :MIGUEL REALE JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA NOTAS PARA O VOTO A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, da mesma forma, reporto-me aos fundamentos do voto do eminente Relator e do Ministro Teori Zavascki para acompanhá-los. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3478792. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 30 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO TRIBUNAL PLENO HABEAS CORPUS 100.172 VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Eu também, Senhor Presidente, tal como o Ministro Toffoli, no seu brilhante voto que foi distribuido, conheço em parte da impetração, e, na parte conhecida, denego a ordem, exatamente pelos fundamentos apresentados, e na esteira dos precedentes, muitos dos quais por ele citados. ***** Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549859. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO TRIBUNAL PLENO HABEAS CORPUS 100.172 VOTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - Eu também, Senhor Presidente, tal como o Ministro Toffoli, no seu brilhante voto que foi distribuido, conheço em parte da impetração, e, na parte conhecida, denego a ordem, exatamente pelos fundamentos apresentados, e na esteira dos precedentes, muitos dos quais por ele citados. ***** Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4549859. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 30 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Eu também acompanho o eminente Relator, Senhor Presidente, pelos fundamentos que enunciou. Entendo também que não é adentrarmos no mérito da parte que não conhecemos, agora, na verdade, favorece à defesa que poderá, no momento próprio e mediante o instrumento adequado, suscitar essas nulidades eventuais. Acompanhando, portanto, integralmente o Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3447202. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI - Eu também acompanho o eminente Relator, Senhor Presidente, pelos fundamentos que enunciou. Entendo também que não é adentrarmos no mérito da parte que não conhecemos, agora, na verdade, favorece à defesa que poderá, no momento próprio e mediante o instrumento adequado, suscitar essas nulidades eventuais. Acompanhando, portanto, integralmente o Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3447202. Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 30 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a queima de etapas, no campo instrumental, apenas é possível quando autorizada mediante norma. Os atos praticados pelo Tribunal Regional Federal, como ressaltou o ministro Teori Zavaski, poderão desafiar recurso ou a ação de habeas corpus. Surge uma problemática, e todos sabem o que penso sobre a Lei de Interceptação: os preceitos nela contidos são imperativos e, no caso, exige-se, e há ato praticado pelo Superior Tribunal de Justiça, por meio da atuação do ministro Barros Monteiro, que a interceptação, no que afasta a privacidade, regra constitucional, se faça mediante pronunciamento devidamente motivado. É um aspecto. Há, mais, Presidente. Tem-se prazos peremptórios para essa mesma interceptação. A lei versa o de 15 dias, prorrogável por idêntico período. Não cabe a segunda prorrogação, a terceira, a quarta, a quinta, a sexta e a sétima, como implementada pelo Superior Tribunal de Justiça – refiro-me a esta última: a sétima prorrogação. Digo que, a partir do momento em que, ocorrida uma interceptação por trinta dias, não se levantam dados, passa-se a ter, à margem do ordenamento jurídico, verdadeira bisbilhotice. Houve, pelo Superior Tribunal de Justiça – estou apenas apreciando esse ato –, a sétima prorrogação sem a formalização devida, em termos de fundamentos, formalidade essencial prevista na Lei de regência. Por isso, nesse ponto, implemento a ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500111. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, a queima de etapas, no campo instrumental, apenas é possível quando autorizada mediante norma. Os atos praticados pelo Tribunal Regional Federal, como ressaltou o ministro Teori Zavaski, poderão desafiar recurso ou a ação de habeas corpus. Surge uma problemática, e todos sabem o que penso sobre a Lei de Interceptação: os preceitos nela contidos são imperativos e, no caso, exige-se, e há ato praticado pelo Superior Tribunal de Justiça, por meio da atuação do ministro Barros Monteiro, que a interceptação, no que afasta a privacidade, regra constitucional, se faça mediante pronunciamento devidamente motivado. É um aspecto. Há, mais, Presidente. Tem-se prazos peremptórios para essa mesma interceptação. A lei versa o de 15 dias, prorrogável por idêntico período. Não cabe a segunda prorrogação, a terceira, a quarta, a quinta, a sexta e a sétima, como implementada pelo Superior Tribunal de Justiça – refiro-me a esta última: a sétima prorrogação. Digo que, a partir do momento em que, ocorrida uma interceptação por trinta dias, não se levantam dados, passa-se a ter, à margem do ordenamento jurídico, verdadeira bisbilhotice. Houve, pelo Superior Tribunal de Justiça – estou apenas apreciando esse ato –, a sétima prorrogação sem a formalização devida, em termos de fundamentos, formalidade essencial prevista na Lei de regência. Por isso, nesse ponto, implemento a ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3500111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 27 de 30 Voto - MIN. GILMAR MENDES 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Senhor Presidente, eu ouvi o voto do Ministro Toffoli e vou acompanhá-lo. Tal como já me manifestei recentemente aqui, numa outra assentada, eu também tenho dúvidas, tal como o Ministro Marco Aurélio, quanto à adequação da legislação a propósito desse tópico, quando discutimos a necessidade de transcrição. Na verdade, eu acho que está na hora de esta Corte fazer um apelo para que haja uma modificação na legislação, seja no que diz respeito à interceptação telefônica, porque essa prorrogação de quinze dias, que pode chegar, na verdade, a quinze anos, parece realmente absurda, não poderia ser esse o intuito do legislador. Da mesma forma, nós discutimos aqui um outro tema delicado, que é aquele da chamada interceptação, e agora do monitoramento ambiental, para o qual sequer há procedimento, simplesmente se diz que o juiz circunstanciadamente vai estabelecer. De modo que nós precisamos, realmente, pensar em algum modo de constraint para estimular uma revisão dessa legislação, tendo em vista não só os avanços tecnológicos - lembro-me desse debate já naquela ação penal, naquele inquérito, a chamada Operação Furacão, em que se discutiu a questão das transcrições. E aí se dizia que, tendo em vista a tecnologia hoje desenvolvida, que as transcrições não podem ser feitas. Em suma, nós estamos vivendo então um quadro delicado, mas, tendo em vista a jurisprudência, eu acompanho o voto do Relator. Faço porém essas anotações à guisa de obiter dicta, para que nós pensemos soluções para o tema. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4325620. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES - Senhor Presidente, eu ouvi o voto do Ministro Toffoli e vou acompanhá-lo. Tal como já me manifestei recentemente aqui, numa outra assentada, eu também tenho dúvidas, tal como o Ministro Marco Aurélio, quanto à adequação da legislação a propósito desse tópico, quando discutimos a necessidade de transcrição. Na verdade, eu acho que está na hora de esta Corte fazer um apelo para que haja uma modificação na legislação, seja no que diz respeito à interceptação telefônica, porque essa prorrogação de quinze dias, que pode chegar, na verdade, a quinze anos, parece realmente absurda, não poderia ser esse o intuito do legislador. Da mesma forma, nós discutimos aqui um outro tema delicado, que é aquele da chamada interceptação, e agora do monitoramento ambiental, para o qual sequer há procedimento, simplesmente se diz que o juiz circunstanciadamente vai estabelecer. De modo que nós precisamos, realmente, pensar em algum modo de constraint para estimular uma revisão dessa legislação, tendo em vista não só os avanços tecnológicos - lembro-me desse debate já naquela ação penal, naquele inquérito, a chamada Operação Furacão, em que se discutiu a questão das transcrições. E aí se dizia que, tendo em vista a tecnologia hoje desenvolvida, que as transcrições não podem ser feitas. Em suma, nós estamos vivendo então um quadro delicado, mas, tendo em vista a jurisprudência, eu acompanho o voto do Relator. Faço porém essas anotações à guisa de obiter dicta, para que nós pensemos soluções para o tema. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4325620. Inteiro Teor do Acórdão - Página 28 de 30 Retificação de Voto 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO RETIFICAÇÃO DE VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Senhor Presidente, só uma questão: diante da maioria que já se formou - com a devida vênia do Ministro Celso de Mello - no sentido de acompanhar o não conhecimento, como eu fiz a distribuição do voto, eu vou retirar dele o juízo de valor quanto à questão de mérito, até porque, como nós estamos decidindo, isso ficará por conta das vias ordinárias. Isso inclui, para Vossas Excelências terem uma ideia, tudo que está entre o último parágrafo da página 10 e o quarto parágrafo da página 12. Então, peço que os nobres Colegas desconsiderem esse texto, na medida em que eu o preparei caso ficasse vencido quanto ao não conhecimento e tivesse de enfrentar o mérito. Só isso, para ficar registrado. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507016. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO HABEAS CORPUS 100.172 SÃO PAULO RETIFICAÇÃO DE VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Senhor Presidente, só uma questão: diante da maioria que já se formou - com a devida vênia do Ministro Celso de Mello - no sentido de acompanhar o não conhecimento, como eu fiz a distribuição do voto, eu vou retirar dele o juízo de valor quanto à questão de mérito, até porque, como nós estamos decidindo, isso ficará por conta das vias ordinárias. Isso inclui, para Vossas Excelências terem uma ideia, tudo que está entre o último parágrafo da página 10 e o quarto parágrafo da página 12. Então, peço que os nobres Colegas desconsiderem esse texto, na medida em que eu o preparei caso ficasse vencido quanto ao não conhecimento e tivesse de enfrentar o mérito. Só isso, para ficar registrado. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507016. Inteiro Teor do Acórdão - Página 29 de 30 Extrato de Ata - 21/02/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 100.172 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : LUIS ROBERTO PARDO IMPTE.(S) : MIGUEL REALE JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, conheceu em parte do habeas corpus e na parte conhecida denegou a ordem, vencido o Ministro Marco Aurélio. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Impedido o Ministro Luiz Fux. Falaram, pelo paciente, o Dr. Luiz Guilherme Moreira Porto e, pelo Ministério Público Federal, o Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos, Procurador-Geral da República. Plenário, 21.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3467584 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 100.172 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : LUIS ROBERTO PARDO IMPTE.(S) : MIGUEL REALE JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, conheceu em parte do habeas corpus e na parte conhecida denegou a ordem, vencido o Ministro Marco Aurélio. Votou o Presidente, Ministro Joaquim Barbosa. Impedido o Ministro Luiz Fux. Falaram, pelo paciente, o Dr. Luiz Guilherme Moreira Porto e, pelo Ministério Público Federal, o Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos, Procurador-Geral da República. Plenário, 21.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3467584 Inteiro Teor do Acórdão - Página 30 de 30
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 100 . 172", "HC 100172 / SP", "HC n 92 . 020 / DF", "HC 100172 / SP", "HC n 92 . 020 / DF", "HABEAS CORPUS 100 . 172", "Ação Penal n 549 / SP", "APN 549 ,", "HABEAS CORPUS 100 . 172", "Ação Penal n 549 / SP", "APN 549", "HC 100172 / SP", "APN 549 / SP", "HC 100172 / SP", "APN 549 / SP", "HC 100172 / SP", "HC 100172 / SP", "HC 100172 / SP", "HC 100172 / SP", "HC 100172 / SP", ".", ".", ".", "-", "HC 100172 / SP", "HC 100172 / SP", "APN 549 / SP", "HC 100172 / SP Federal de São", "2009", ".", "61", ".", "81", ".", "008967", "-", "5", "HABEAS CORPUS 100 . 172 SÃO", "Ação Penal n 549 / SP", "HABEAS CORPUS 100 . 172", "Ação Penal n 549 / SP", "HC 100172 / SP", "AP", "-", "AgR 336⁄TO", "HC 100172 / SP", "AP", "-", "AgR 336⁄TO", "HC 100172 / SP", "INQ 2 . 486⁄AC", "HC 100172 / SP", "INQ 2 . 486⁄AC", "HC 100172 / SP", "Agravo de Instrumento n . 2004 . 03 . 00 . 073331 - 6", "HC 100172 / SP", "Agravo de Instrumento n . 2004 . 03 . 00 . 073331 -", "HC 100172 / SP", "IJ 547 / SP", "APN n 549 / SP", "HC 100172 / SP", "HC 100172 / SP", "APN 549 / SP", "APN 549 / SP", "HC 100172 / SP", "APN 549 / SP", ".", ".", "-", "APN 549 / SP", "HC 100172 / SP da 3 .", "HC n 97 . 390 / SP", "HC n 102 . 116 / MG", "HC n 96 . 010 / BA", "HC 100172 / SP", "HC n 97 . 390 / SP", "HC n 102 . 116 / MG", "HC n 96 . 010 / BA", "HC 100172 / SP", "HC 100172 / SP", "HC 100172 / SP", "Inq", ". n 547 / SP", "HC 83 . 233 / RJ", "RCL n 12 . 484 / DF - 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Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TRF3", "Varas Federais de São Paulo", "1", ".", ".", ". Vara Federal Criminal", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "TRF da 3 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Seção Judiciária do Estado de São Paulo", "1", ".", ".", ".", "Vara Federal de São Paulo", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . Região", "Superior Tribunal Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "TRF3", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "3", "Seção Judiciária do Estado de São Paulo", "1", ". Vara Federal de São Paulo", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . 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Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Superior Tribunal de Justiça", "TRF", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Superior Tribunal de Justiça", "TRF", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "TRIBUNAL PLENO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas 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Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "DIAS TOFFOLI", "LUIS ROBERTO PARDO", "MIGUEL REALE JÚNIOR", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "Luiz Fux", "Luiz Guilherme Moreira Porto", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "21", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "11", "/", "10", "21 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "11", "/", "10", "21 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", ".", "09", ".", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", 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Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 701.266 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ADELAIR LAURIANO GODOY ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS INCABÍVEIS. NÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo, porquanto prevalece nesta Corte o entendimento de que os embargos de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por serem manifestamente incabíveis, não suspendem ou interrompem o prazo para a interposição de recurso. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro JOAQUIM BARBOSA Presidente Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4107753. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 701.266 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ADELAIR LAURIANO GODOY ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): É este o teor da decisão prolatada por meu antecessor, min. Ayres Britto: “DECISÃO: vistos, etc. É de agravo (“nos próprios autos”, conforme a Lei 12.322/2010) interposto contra decisão denegatória de admissibilidade a recurso extraordinário que se cuida. Tenho que o agravo é intempestivo. Isso porque é predominante no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que são manifestamente incabíveis os embargos declaratórios opostos, na origem, contra decisão denegatória de admissibilidade a recurso extraordinário. Pelo que não têm o efeito de interromper ou suspender o prazo para a interposição do recurso oportuno, previsto no art. 544/CPC. O que acarreta, no caso em exame, a intempestividade do agravo interposto. Nesse mesmo sentido, cito, por amostragem, os AIs 704.271- ED, da relatoria do ministro Joaquim Barbosa; 733.719-AgR, da relatoria da ministra Ellen Gracie; 777.476-AgR, da relatoria do ministro Gilmar Mendes, 779.295-AgR-ED-ED-EDv, da relatoria da ministra Rosa Weber; e 839.995, da relatoria do ministro Dias Toffoli; bem como os AREs 663.031-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4107754. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 701.266 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ADELAIR LAURIANO GODOY ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): É este o teor da decisão prolatada por meu antecessor, min. Ayres Britto: “DECISÃO: vistos, etc. É de agravo (“nos próprios autos”, conforme a Lei 12.322/2010) interposto contra decisão denegatória de admissibilidade a recurso extraordinário que se cuida. Tenho que o agravo é intempestivo. Isso porque é predominante no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que são manifestamente incabíveis os embargos declaratórios opostos, na origem, contra decisão denegatória de admissibilidade a recurso extraordinário. Pelo que não têm o efeito de interromper ou suspender o prazo para a interposição do recurso oportuno, previsto no art. 544/CPC. O que acarreta, no caso em exame, a intempestividade do agravo interposto. Nesse mesmo sentido, cito, por amostragem, os AIs 704.271- ED, da relatoria do ministro Joaquim Barbosa; 733.719-AgR, da relatoria da ministra Ellen Gracie; 777.476-AgR, da relatoria do ministro Gilmar Mendes, 779.295-AgR-ED-ED-EDv, da relatoria da ministra Rosa Weber; e 839.995, da relatoria do ministro Dias Toffoli; bem como os AREs 663.031-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4107754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 701266 AGR / RS Lewandowski; 686.112-ED, da relatoria da ministra Cármen Lúcia; 688.273, da relatoria do ministro Luiz Fux; e 707.822, da relatoria do ministro Celso de Mello. Embora não seja esse meu entendimento pessoal, acedo, democraticamente, ao pensar majoritário dos eminentes ministros desta Casa de Justiça, e nego seguimento ao recurso. O que faço frente ao art. 557 do CPC e à alínea “c” do inciso V do art. 13, c/c o § 1º do art. 21, ambos do RI/STF.” Alega-se, em síntese, que o agravo é tempestivo, ao contrário do que foi decidido. Mantenho a decisão agravada e submeto o recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4107754. Supremo Tribunal Federal ARE 701266 AGR / RS Lewandowski; 686.112-ED, da relatoria da ministra Cármen Lúcia; 688.273, da relatoria do ministro Luiz Fux; e 707.822, da relatoria do ministro Celso de Mello. Embora não seja esse meu entendimento pessoal, acedo, democraticamente, ao pensar majoritário dos eminentes ministros desta Casa de Justiça, e nego seguimento ao recurso. O que faço frente ao art. 557 do CPC e à alínea “c” do inciso V do art. 13, c/c o § 1º do art. 21, ambos do RI/STF.” Alega-se, em síntese, que o agravo é tempestivo, ao contrário do que foi decidido. Mantenho a decisão agravada e submeto o recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4107754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 701.266 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo. Com efeito, prevalece nesta Corte o entendimento de que o recurso de embargos de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por ser manifestamente incabível, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de agravo. Nesse sentido, confira-se o seguinte julgado: “EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo regimental e embargos de declaração opostos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Recursos incabíveis. 3. Intempestividade do agravo. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 777.476-AgR, Plenário, relator- presidente min. Gilmar Mendes, DJe de 07.05.2010) Ainda nesse sentido: ARE 689.083-ED (rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 01.02.2013), ARE 663.031-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 15.03.2012), ARE 685.912 – ED (rel. min. Celso de Mello; Segunda Turma, DJe de 26.10.2012), ARE 688.273 (rel. min. Luiz Fux, DJe de 28.09.2012), ARE 691.090 (rel. min. Rosa Weber, DJe de 07.02.2013), ARE 661.112 (rel. min. Teori Zavascki, DJe de 08.02.2013), ARE 706.945 (rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 22.11.2012) e AI 602.116-AgR (de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 26.10.2007). Do exposto, nego provimento ao presente agravo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3930233. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 701.266 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo. Com efeito, prevalece nesta Corte o entendimento de que o recurso de embargos de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por ser manifestamente incabível, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de agravo. Nesse sentido, confira-se o seguinte julgado: “EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo regimental e embargos de declaração opostos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Recursos incabíveis. 3. Intempestividade do agravo. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 777.476-AgR, Plenário, relator- presidente min. Gilmar Mendes, DJe de 07.05.2010) Ainda nesse sentido: ARE 689.083-ED (rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 01.02.2013), ARE 663.031-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 15.03.2012), ARE 685.912 – ED (rel. min. Celso de Mello; Segunda Turma, DJe de 26.10.2012), ARE 688.273 (rel. min. Luiz Fux, DJe de 28.09.2012), ARE 691.090 (rel. min. Rosa Weber, DJe de 07.02.2013), ARE 661.112 (rel. min. Teori Zavascki, DJe de 08.02.2013), ARE 706.945 (rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 22.11.2012) e AI 602.116-AgR (de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 26.10.2007). Do exposto, nego provimento ao presente agravo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3930233. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 701.266 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Senhor Presidente, peço vênia à sempre ilustrada maioria – e devo estar errado – para divergir. O que temos? O envolvimento do crivo do juízo primeiro de admissibilidade, no que negou sequência aos extraordinários. Vem-nos da doutrina que todo pronunciamento judicial, sem exceção, com carga decisória desafia embargos declaratórios, presente contradição, omissão ou obscuridade. A decisão do juízo primeiro de admissibilidade pode ser interlocutória – havendo a sequência do processo, chegando ao órgão incumbido de julgar o recurso formalizado – ou terminativa, caso se negue sequência, processamento, ao recurso e não haja manifestação de inconformismo. Na espécie, o órgão competente para apreciar, em etapa inicial, o recurso extraordinário negou-lhe processamento. A parte, vislumbrando um dos vícios que respaldam os declaratórios, os interpôs. Indago: é possível dizer que não seriam cabíveis esses declaratórios, e, portanto, não ocorreu o fenômeno da interrupção? A meu ver, não. Creio que houve o fenômeno da interrupção e o agravo de instrumento – que se seguiu para trazer ao Supremo a análise do merecimento do ato do Presidente, ou de quem faça as vezes no Tribunal de origem – não foi protocolado após a dilação legal. Por isso, peço vênia a Vossa Excelência e aos colegas que o acompanham para entender que não se mostram intempestivos os agravos interpostos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983695. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 701.266 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Senhor Presidente, peço vênia à sempre ilustrada maioria – e devo estar errado – para divergir. O que temos? O envolvimento do crivo do juízo primeiro de admissibilidade, no que negou sequência aos extraordinários. Vem-nos da doutrina que todo pronunciamento judicial, sem exceção, com carga decisória desafia embargos declaratórios, presente contradição, omissão ou obscuridade. A decisão do juízo primeiro de admissibilidade pode ser interlocutória – havendo a sequência do processo, chegando ao órgão incumbido de julgar o recurso formalizado – ou terminativa, caso se negue sequência, processamento, ao recurso e não haja manifestação de inconformismo. Na espécie, o órgão competente para apreciar, em etapa inicial, o recurso extraordinário negou-lhe processamento. A parte, vislumbrando um dos vícios que respaldam os declaratórios, os interpôs. Indago: é possível dizer que não seriam cabíveis esses declaratórios, e, portanto, não ocorreu o fenômeno da interrupção? A meu ver, não. Creio que houve o fenômeno da interrupção e o agravo de instrumento – que se seguiu para trazer ao Supremo a análise do merecimento do ato do Presidente, ou de quem faça as vezes no Tribunal de origem – não foi protocolado após a dilação legal. Por isso, peço vênia a Vossa Excelência e aos colegas que o acompanham para entender que não se mostram intempestivos os agravos interpostos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983695. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 701.266 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ADELAIR LAURIANO GODOY ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4227873 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 701.266 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ADELAIR LAURIANO GODOY ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4227873 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4228060
2013-05-23T00:00:00
2013-08-01T00:00:00
O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS INCABÍVEIS. NÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo, porquanto prevalece nesta Corte o entendimento de que os embargos de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por serem manifestamente incabíveis, não suspendem ou interrompem o prazo para a interposição de recurso. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur237512
- Acórdão (s) citado (s): (RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL, PRAZOS) AI 777476 AgR (TP), ARE 689083 ED (1ªT), ARE 663031 AgR (2ªT), ARE 685912 ED (2ªT), AI 602116 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citdas: (RECURSO MANIFESTAMENTE INCABÍVEL, PRAZOS) ARE 688273, ARE 691090, ARE 661112, ARE 706945. Número de páginas: 6. Análise: 09/08/2013, BMB.
JOAQUIM BARBOSA (Presidente)
Tribunal Pleno
701266
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 701266 AgR
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AGTE.(S) : ADELAIR LAURIANO GODOY ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 701.266 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ADELAIR LAURIANO GODOY ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO DE INADMISSIBILIDADE DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. INTERPOSIÇÃO DE EMBARGOS DECLARATÓRIOS INCABÍVEIS. NÃO INTERRUPÇÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO. INTEMPESTIVIDADE. O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo, porquanto prevalece nesta Corte o entendimento de que os embargos de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por serem manifestamente incabíveis, não suspendem ou interrompem o prazo para a interposição de recurso. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos e nos termos do voto do Relator, em negar provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Brasília, 23 de maio de 2013. Ministro JOAQUIM BARBOSA Presidente Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4107753. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 701.266 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ADELAIR LAURIANO GODOY ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): É este o teor da decisão prolatada por meu antecessor, min. Ayres Britto: “DECISÃO: vistos, etc. É de agravo (“nos próprios autos”, conforme a Lei 12.322/2010) interposto contra decisão denegatória de admissibilidade a recurso extraordinário que se cuida. Tenho que o agravo é intempestivo. Isso porque é predominante no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que são manifestamente incabíveis os embargos declaratórios opostos, na origem, contra decisão denegatória de admissibilidade a recurso extraordinário. Pelo que não têm o efeito de interromper ou suspender o prazo para a interposição do recurso oportuno, previsto no art. 544/Código de Processo Civil. O que acarreta, no caso em exame, a intempestividade do agravo interposto. Nesse mesmo sentido, cito, por amostragem, os AIs 704.271- ED, da relatoria do ministro Joaquim Barbosa; 733.719-AgR, da relatoria da ministra Ellen Gracie; 777.476-AgR, da relatoria do ministro Gilmar Mendes, 779.295-AgR-ED-ED-EDv, da relatoria da ministra Rosa Weber; e 839.995, da relatoria do ministro Dias Toffoli; bem como os AREs 663.031-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4107754. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 701.266 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) :ADELAIR LAURIANO GODOY ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): É este o teor da decisão prolatada por meu antecessor, min. Ayres Britto: “DECISÃO: vistos, etc. É de agravo (“nos próprios autos”, conforme a Lei 12.322/2010) interposto contra decisão denegatória de admissibilidade a recurso extraordinário que se cuida. Tenho que o agravo é intempestivo. Isso porque é predominante no Supremo Tribunal Federal o entendimento de que são manifestamente incabíveis os embargos declaratórios opostos, na origem, contra decisão denegatória de admissibilidade a recurso extraordinário. Pelo que não têm o efeito de interromper ou suspender o prazo para a interposição do recurso oportuno, previsto no art. 544/Código de Processo Civil. O que acarreta, no caso em exame, a intempestividade do agravo interposto. Nesse mesmo sentido, cito, por amostragem, os AIs 704.271- ED, da relatoria do ministro Joaquim Barbosa; 733.719-AgR, da relatoria da ministra Ellen Gracie; 777.476-AgR, da relatoria do ministro Gilmar Mendes, 779.295-AgR-ED-ED-EDv, da relatoria da ministra Rosa Weber; e 839.995, da relatoria do ministro Dias Toffoli; bem como os AREs 663.031-AgR, da relatoria do ministro Ricardo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4107754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 701266 AGR / RS Lewandowski; 686.112-ED, da relatoria da ministra Cármen Lúcia; 688.273, da relatoria do ministro Luiz Fux; e 707.822, da relatoria do ministro Celso de Mello. Embora não seja esse meu entendimento pessoal, acedo, democraticamente, ao pensar majoritário dos eminentes ministros desta Casa de Justiça, e nego seguimento ao recurso. O que faço frente ao art. 557 do Código de Processo Civil e à alínea “c” do inciso V do art. 13, c/c o § 1... do art. 21, ambos do RI/Supremo Tribunal Federal.” Alega-se, em síntese, que o agravo é tempestivo, ao contrário do que foi decidido. Mantenho a decisão agravada e submeto o recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4107754. Supremo Tribunal Federal ARE 701266 AGR / RS Lewandowski; 686.112-ED, da relatoria da ministra Cármen Lúcia; 688.273, da relatoria do ministro Luiz Fux; e 707.822, da relatoria do ministro Celso de Mello. Embora não seja esse meu entendimento pessoal, acedo, democraticamente, ao pensar majoritário dos eminentes ministros desta Casa de Justiça, e nego seguimento ao recurso. O que faço frente ao art. 557 do Código de Processo Civil e à alínea “c” do inciso V do art. 13, c/c o § 1... do art. 21, ambos do RI/Supremo Tribunal Federal.” Alega-se, em síntese, que o agravo é tempestivo, ao contrário do que foi decidido. Mantenho a decisão agravada e submeto o recurso à apreciação do Plenário. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4107754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MINISTRO PRESIDENTE 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 701.266 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo. Com efeito, prevalece nesta Corte o entendimento de que o recurso de embargos de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por ser manifestamente incabível, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de agravo. Nesse sentido, confira-se o seguinte julgado: “EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo regimental e embargos de declaração opostos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Recursos incabíveis. 3. Intempestividade do agravo. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 777.476-AgR, Plenário, relator- presidente min. Gilmar Mendes, DJe de 07.05.2010) Ainda nesse sentido: ARE 689.083-ED (rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 01.02.2013), ARE 663.031-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 15.03.2012), ARE 685.912 – ED (rel. min. Celso de Mello; Segunda Turma, DJe de 26.10.2012), ARE 688.273 (rel. min. Luiz Fux, DJe de 28.09.2012), ARE 691.090 (rel. min. Rosa Weber, DJe de 07.02.2013), ARE 661.112 (rel. min. Teori Zavascki, DJe de 08.02.2013), ARE 706.945 (rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 22.11.2012) e AI 602.116-AgR (de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 26.10.2007). Do exposto, nego provimento ao presente agravo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3930233. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 701.266 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO JOAQUIM BARBOSA (PRESIDENTE): O agravo interposto da decisão que inadmitiu o recurso extraordinário é intempestivo. Com efeito, prevalece nesta Corte o entendimento de que o recurso de embargos de declaração opostos da decisão que, na origem, nega seguimento a recurso extraordinário, por ser manifestamente incabível, não suspende ou interrompe o prazo para a interposição de agravo. Nesse sentido, confira-se o seguinte julgado: “EMENTA: Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Agravo regimental e embargos de declaração opostos da decisão de inadmissibilidade do recurso extraordinário. Recursos incabíveis. 3. Intempestividade do agravo. Precedentes. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 777.476-AgR, Plenário, relator- presidente min. Gilmar Mendes, DJe de 07.05.2010) Ainda nesse sentido: ARE 689.083-ED (rel. min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe de 01.02.2013), ARE 663.031-AgR (rel. min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe de 15.03.2012), ARE 685.912 – ED (rel. min. Celso de Mello; Segunda Turma, DJe de 26.10.2012), ARE 688.273 (rel. min. Luiz Fux, DJe de 28.09.2012), ARE 691.090 (rel. min. Rosa Weber, DJe de 07.02.2013), ARE 661.112 (rel. min. Teori Zavascki, DJe de 08.02.2013), ARE 706.945 (rel. min. Cármen Lúcia, DJe de 22.11.2012) e AI 602.116-AgR (de minha relatoria, Segunda Turma, DJe de 26.10.2007). Do exposto, nego provimento ao presente agravo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3930233. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 701.266 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Senhor Presidente, peço vênia à sempre ilustrada maioria – e devo estar errado – para divergir. O que temos? O envolvimento do crivo do juízo primeiro de admissibilidade, no que negou sequência aos extraordinários. Vem-nos da doutrina que todo pronunciamento judicial, sem exceção, com carga decisória desafia embargos declaratórios, presente contradição, omissão ou obscuridade. A decisão do juízo primeiro de admissibilidade pode ser interlocutória – havendo a sequência do processo, chegando ao órgão incumbido de julgar o recurso formalizado – ou terminativa, caso se negue sequência, processamento, ao recurso e não haja manifestação de inconformismo. Na espécie, o órgão competente para apreciar, em etapa inicial, o recurso extraordinário negou-lhe processamento. A parte, vislumbrando um dos vícios que respaldam os declaratórios, os interpôs. Indago: é possível dizer que não seriam cabíveis esses declaratórios, e, portanto, não ocorreu o fenômeno da interrupção? A meu ver, não. Creio que houve o fenômeno da interrupção e o agravo de instrumento – que se seguiu para trazer ao Supremo a análise do merecimento do ato do Presidente, ou de quem faça as vezes no Tribunal de origem – não foi protocolado após a dilação legal. Por isso, peço vênia a Vossa Excelência e aos colegas que o acompanham para entender que não se mostram intempestivos os agravos interpostos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983695. Supremo Tribunal Federal 23/05/2013 PLENÁRIO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 701.266 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Senhor Presidente, peço vênia à sempre ilustrada maioria – e devo estar errado – para divergir. O que temos? O envolvimento do crivo do juízo primeiro de admissibilidade, no que negou sequência aos extraordinários. Vem-nos da doutrina que todo pronunciamento judicial, sem exceção, com carga decisória desafia embargos declaratórios, presente contradição, omissão ou obscuridade. A decisão do juízo primeiro de admissibilidade pode ser interlocutória – havendo a sequência do processo, chegando ao órgão incumbido de julgar o recurso formalizado – ou terminativa, caso se negue sequência, processamento, ao recurso e não haja manifestação de inconformismo. Na espécie, o órgão competente para apreciar, em etapa inicial, o recurso extraordinário negou-lhe processamento. A parte, vislumbrando um dos vícios que respaldam os declaratórios, os interpôs. Indago: é possível dizer que não seriam cabíveis esses declaratórios, e, portanto, não ocorreu o fenômeno da interrupção? A meu ver, não. Creio que houve o fenômeno da interrupção e o agravo de instrumento – que se seguiu para trazer ao Supremo a análise do merecimento do ato do Presidente, ou de quem faça as vezes no Tribunal de origem – não foi protocolado após a dilação legal. Por isso, peço vênia a Vossa Excelência e aos colegas que o acompanham para entender que não se mostram intempestivos os agravos interpostos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983695. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 23/05/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 701.266 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ADELAIR LAURIANO GODOY ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4227873 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 701.266 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MINISTRO PRESIDENTE AGTE.(S) : ADELAIR LAURIANO GODOY ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO BORRÉ E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: O Tribunal, por maioria e nos termos do voto do Relator, Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), negou provimento ao agravo regimental, vencido o Ministro Marco Aurélio. Ausentes, justificadamente, o Ministro Celso de Mello e, neste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Plenário, 23.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4227873 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 701 . 266", "AIs 704 . 271 -", "AREs 663 . 031 - AgR", "AIs 704 . 271 - ED", "AgR", ".", "AREs 663 . 031 - AgR", "ARE 701266 AGR / RS", "ARE 701266 AGR / RS", "AI 777 . 476 - AgR", "ARE 689 . 083 - ED", "ARE 663 . 031 - AgR", "ARE", "ARE 688", "ARE 691 . 090", "ARE 661 . 112", "ARE 706 . 945", "AI 602 . 116 - AgR", "AI 777 . 476 - AgR", "ARE", "ARE 663 .", "ARE", "ARE", "ARE", "ARE", "ARE", "AI", "AGRAVO 701 . 266", "RECURSO", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 701 . 266" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 12 . 322 / 2010", "art . 544 / Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 12 . 322 / 2010", "art . 544 / Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "RI", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Lewandowski", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Plenário", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Plenário", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ADELAIR LAURIANO GODOY", "CARLOS ALBERTO BORRÉ", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "JOAQUIM BARBOSA", "ADELAIR LAURIANO GODOY", "CARLOS ALBERTO BORRÉ", "JOAQUIM BARBOSA", "Ayres Britto", "Joaquim Barbosa", "Ellen Gracie", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Ricardo", "ADELAIR LAURIANO GODOY", "CARLOS ALBERTO BORRÉ", "JOAQUIM BARBOSA", "Ayres Britto", "Joaquim Barbosa", "Ellen Gracie", "Gilmar Mendes", "Rosa Weber", "Dias Toffoli", "Ricardo", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Celso de Mello", "JOAQUIM BARBOSA", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "JOAQUIM BARBOSA", "Gilmar Mendes", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "ADELAIR LAURIANO GODOY", "CARLOS ALBERTO BORRÉ", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Tomimatsu", "ADELAIR LAURIANO GODOY", "CARLOS ALBERTO BORRÉ", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "23", "/", "05", "/", "2013", "23 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "07", ".", "05", ".", "2010", "01", ".", "02", ".", "2013", "15", ".", "03", ".", "2012", "26", ".", "10", ".", "2012", "28", ".", "09", ".", "2012", "07", ".", "02", ".", "2013", "08", ".", "02", ".", "2013", "22", ".", "11", ".", "2012", "26", ".", "10", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "07", ".", "05", ".", "2010", "01", ".", "02", ".", "2013", "15", ".", "03", ".", "2012", "26", ".", "10", ".", "2012", "28", ".", "09", ".", "2012", "07", ".", "02", ".", "2013", "08", ".", "02", ".", "2013", "22", ".", "11", ".", "2012", "26", ".", "10", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "05", "/", "2013", "23", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 110.015 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :FRANCISCO DE ASSIS CUSTODIO DE OLIVEIRA IMPTE.(S) :LEONARDO DA SILVA ARAUJO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. DENÚNCIA. INÉPCIA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. VÍCIOS NA PEÇA ACUSATÓRIA. ORDEM CONCEDIDA, EX OFFICIO, PARA ANULAR PARCIALMENTE A DENÚNCIA, SEM PREJUÍZO DE QUE OUTRA SEJA OFERECIDA COM OBSERVÂNCIA DO DISPOSTO NA LEGISLAÇÃO PROCESSUAL PENAL. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal é de direito estrito e, como consectário do efeito taxativo do rol constante da Constituição Federal, há de ser afastada do âmbito de suas atribuições jurisdicionais o processo e julgamento de causas que não se apresentam adequadas àquelas previstas no artigo 102 da referida Carta. 2. Afigura-se flagrantemente paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger hipóteses não sujeitas à jurisdição originária do Supremo Tribunal Federal. Portanto, a prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, que objetivam viabilizar o exercício, em sua plenitude, de função de guardião da Constituição Federal. 3. Pedido de habeas corpus não conhecido. 4. O Código de Processo Penal, no artigo 41, prescreve que a denúncia deverá conter a exposição do fato criminoso, com todas as circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do crime (indicação de rol de testemunhas, se houver), exigências que encontram fundamento na necessidade de o representante do Ministério Público precisar os limites Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582502. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 110015 / RJ da imputação, possibilitando ao acusado, prima facie, o conhecimento da alegação de infringência à norma incriminadora e o exercício da ampla defesa. 5. O artigo 41 do Código de Processo Penal é de necessária observância, posto que a inépcia da denúncia baseada em descrição do fato delituoso, viola as garantias constitucionais do devido processo legal e do contraditório, integrantes do núcleo essencial do due process of law. 6. In casu, a peça acusatória - à exceção do crime de furto – em relação ao crime de homicídio, não demonstra, sequer perfunctoriamente, a responsabilidade do denunciado e paciente, nem mesmo o nexo de causalidade entre a conduta deste e o crime supostamente cometido, nada dispondo quanto aos meios empregados ou de que maneira teria ele participado da suposta prática delituosa. 6.1 É que se impunha a narrativa dos fatos e das condutas empreendidas, conquanto não fosse exigida, desde logo, que a peça acusatória trouxesse a lume a comprovação dos fatos imputados em toda a sua inteireza, pois o que se exige é a exposição do fato criminoso com todas as suas circunstâncias, ainda que sucintamente, sob pena de, não o fazendo, vir a impossibilitar ou a dificultar o exercício da ampla defesa e do contraditório. 7. A denúncia oferecida perante o Juízo do Tribunal do Júri da Comarca de São Gonçalo/RJ – Cartório da 4ª Vara Criminal – em relação ao crime de homicídio, contém a seguinte narrativa: “No dia 02 de Maio de 2002, no período noturno, no interior do bar ‘Maracanãzinho’, localizado no nº 252 da Av. Maricá, bairro jardim Alcântara, nesta comarca, terceira pessoa, com vontade livre e consciente de matar em comunhão de ações e desígnios com os denunciados, desfecho vários golpes de faca contra Luiz Carlos Pereira dos Santos, causando-lhe as lesões descritas na AEC de fls. 23/26, que por sua natureza, sede e extensão foram a causa eficiente da morte da vítima. Os denunciados [leia-se Francisco Assis Custódio e Marcos Paulo Lucas Guimarães], livre e conscientemente concorreram de modo eficaz para o crime, determinando seu cometimento e estando encorajadamente presentes no momento de sua execução. (...)” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582502. Supremo Tribunal Federal HC 110015 / RJ da imputação, possibilitando ao acusado, prima facie, o conhecimento da alegação de infringência à norma incriminadora e o exercício da ampla defesa. 5. O artigo 41 do Código de Processo Penal é de necessária observância, posto que a inépcia da denúncia baseada em descrição do fato delituoso, viola as garantias constitucionais do devido processo legal e do contraditório, integrantes do núcleo essencial do due process of law. 6. In casu, a peça acusatória - à exceção do crime de furto – em relação ao crime de homicídio, não demonstra, sequer perfunctoriamente, a responsabilidade do denunciado e paciente, nem mesmo o nexo de causalidade entre a conduta deste e o crime supostamente cometido, nada dispondo quanto aos meios empregados ou de que maneira teria ele participado da suposta prática delituosa. 6.1 É que se impunha a narrativa dos fatos e das condutas empreendidas, conquanto não fosse exigida, desde logo, que a peça acusatória trouxesse a lume a comprovação dos fatos imputados em toda a sua inteireza, pois o que se exige é a exposição do fato criminoso com todas as suas circunstâncias, ainda que sucintamente, sob pena de, não o fazendo, vir a impossibilitar ou a dificultar o exercício da ampla defesa e do contraditório. 7. A denúncia oferecida perante o Juízo do Tribunal do Júri da Comarca de São Gonçalo/RJ – Cartório da 4ª Vara Criminal – em relação ao crime de homicídio, contém a seguinte narrativa: “No dia 02 de Maio de 2002, no período noturno, no interior do bar ‘Maracanãzinho’, localizado no nº 252 da Av. Maricá, bairro jardim Alcântara, nesta comarca, terceira pessoa, com vontade livre e consciente de matar em comunhão de ações e desígnios com os denunciados, desfecho vários golpes de faca contra Luiz Carlos Pereira dos Santos, causando-lhe as lesões descritas na AEC de fls. 23/26, que por sua natureza, sede e extensão foram a causa eficiente da morte da vítima. Os denunciados [leia-se Francisco Assis Custódio e Marcos Paulo Lucas Guimarães], livre e conscientemente concorreram de modo eficaz para o crime, determinando seu cometimento e estando encorajadamente presentes no momento de sua execução. (...)” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582502. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Ementa e Acórdão HC 110015 / RJ 8. O voto proferido no âmbito do Superior Tribunal de Justiça pelo Ministro Celso Limongi (Desembargador convocado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), que, embora vencido, bem evidenciou a nulidade da denúncia oferecida perante o Juízo de Primeira Instância, merecendo, inclusive, a censura do Ministério Público nesta sede, in verbis: “(...) É da letra do art. 41 do Cód. de Pr. Penal que ‘a denúncia (…) conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias...’ Isso exige que se diga, a par de quem morreu, quem matou, onde, quando e como se fez, se sozinho ou com o auxílio de outrem, e de que forma foi prestado esse auxílio, qual a contribuição desse concurso no objetivo criminoso. Portanto, para atender às prescrições legais, deve conter os sujeitos ativos (quis), os meios empregados para atingir o resultado criminoso (quibus auxiliis), o resultado (quid), o lugar do delito (ubi), o modo pelo qual foi praticado o crime (quomodo) e o tempo do fato (quando). Ora, o que efetivamente se sabe a respeito do paciente é que estava presente no momento da ação delituosa, e nada mais. (…) A exordial acusatória é desprovida do quibus auxiliis e quomodo, pelo que contraria tanto a determinação processual, quanto à garantia da defesa ampla e contraditório”. 9. Habeas corpus extinto sem julgamento do mérito, posto ser substitutivo de recurso ordinário constitucional, e concessão, de ofício, da ordem, porque evidenciada a inépcia da peça acusatória em relação ao crime de homicídio, sem prejuízo de que outra seja elaborada em relação ao réu, com o cumprimento dos ditames processuais penais legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas em concedê-la, de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582502. Supremo Tribunal Federal HC 110015 / RJ 8. O voto proferido no âmbito do Superior Tribunal de Justiça pelo Ministro Celso Limongi (Desembargador convocado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), que, embora vencido, bem evidenciou a nulidade da denúncia oferecida perante o Juízo de Primeira Instância, merecendo, inclusive, a censura do Ministério Público nesta sede, in verbis: “(...) É da letra do art. 41 do Cód. de Pr. Penal que ‘a denúncia (…) conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias...’ Isso exige que se diga, a par de quem morreu, quem matou, onde, quando e como se fez, se sozinho ou com o auxílio de outrem, e de que forma foi prestado esse auxílio, qual a contribuição desse concurso no objetivo criminoso. Portanto, para atender às prescrições legais, deve conter os sujeitos ativos (quis), os meios empregados para atingir o resultado criminoso (quibus auxiliis), o resultado (quid), o lugar do delito (ubi), o modo pelo qual foi praticado o crime (quomodo) e o tempo do fato (quando). Ora, o que efetivamente se sabe a respeito do paciente é que estava presente no momento da ação delituosa, e nada mais. (…) A exordial acusatória é desprovida do quibus auxiliis e quomodo, pelo que contraria tanto a determinação processual, quanto à garantia da defesa ampla e contraditório”. 9. Habeas corpus extinto sem julgamento do mérito, posto ser substitutivo de recurso ordinário constitucional, e concessão, de ofício, da ordem, porque evidenciada a inépcia da peça acusatória em relação ao crime de homicídio, sem prejuízo de que outra seja elaborada em relação ao réu, com o cumprimento dos ditames processuais penais legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas em concedê-la, de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582502. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 110.015 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :FRANCISCO DE ASSIS CUSTODIO DE OLIVEIRA IMPTE.(S) :LEONARDO DA SILVA ARAUJO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ao deferir a medida acauteladora, adotei os seguintes fundamentos: Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça cuja ementa tem o seguinte teor: “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO E FURTOS QUALIFICADOS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. INÉPCIA DA DENÚNCIA. INOCORRÊNCIA. PRESENÇA DOS REQUISITOS DO ARTIGO 41 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. GARANTIDO O EXERCÍCIO DO DIREITO DE DEFESA. 1. Não é inepta a denúncia que, em conformidade com o artigo 41 do Código de Processo Penal, descreve os elementos indispensáveis quanto à prática, em tese, dos delitos que menciona, apontando, ainda, a existência de indícios suficientes de autoria em relação ao paciente, além de subsídios aptos a configurar a materialidade delitiva de forma a permitir o exercício do direito de defesa. 2. Habeas Corpus denegado.” O paciente e outros foram denunciados pela participação nos crimes de homicídio e furto qualificados (arts. 121, § 2º, inc. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582503. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 110.015 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :FRANCISCO DE ASSIS CUSTODIO DE OLIVEIRA IMPTE.(S) :LEONARDO DA SILVA ARAUJO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ao deferir a medida acauteladora, adotei os seguintes fundamentos: Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça cuja ementa tem o seguinte teor: “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO E FURTOS QUALIFICADOS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. INÉPCIA DA DENÚNCIA. INOCORRÊNCIA. PRESENÇA DOS REQUISITOS DO ARTIGO 41 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. GARANTIDO O EXERCÍCIO DO DIREITO DE DEFESA. 1. Não é inepta a denúncia que, em conformidade com o artigo 41 do Código de Processo Penal, descreve os elementos indispensáveis quanto à prática, em tese, dos delitos que menciona, apontando, ainda, a existência de indícios suficientes de autoria em relação ao paciente, além de subsídios aptos a configurar a materialidade delitiva de forma a permitir o exercício do direito de defesa. 2. Habeas Corpus denegado.” O paciente e outros foram denunciados pela participação nos crimes de homicídio e furto qualificados (arts. 121, § 2º, inc. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582503. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 110015 / RJ III, e 155, § 4º, inc., c/c art. 29). O impetrante alega, em síntese, que a peça acusatória é inepta, porquanto não descreve como os fatos ocorreram nem estabelece o liame entre entre eles e a conduta do paciente, como exigido no art. 41 do CPP, impossibilitando o exercício da ampla defesa. Requer seja concedida liminar inaudita altera pars, para suspender o “agendamento do julgamento em sessão plenária do júri popular para o processo originário ou, caso já tenha sido designado, seja concedida a ordem para suspendê-lo imediatamente até o julgamento do mérito da presente, sob pena de se tornar esta inócua”. Postula, no mérito, a concessão da ordem a fim de que seja declarada extinta a ação penal, por inépcia da denúncia, sem prejuízo de que o Ministério Público oferece outra. É o breve relatório. DECIDO. O impetrante peticionou, em 8 de setembro, afirmando que “após a arguição de nova NULIDADE ABSOLUTA detectada, cujo fundamento é a INCOMPETÊNCIA do Tribunal do Júri para julgamento da ação penal, em razão de se tratar o fato, em tese, de LATROCÍNIO, cf. cópia acostada, repentinamente surgiu determinação do juízo para antecipar o julgamento do paciente para o dia 10/10/2011” [estava designado para o dia 26/06/2012]. Observo, prima facie, que o impetrante não instruiu os autos com a cópia da peça principal a ser examinada: a denúncia que reputa inepta. No entanto, o voto vencido no STJ, que a anulava, proferido pelo Ministro CELSO LIMONGI, reproduz o seu conteúdo: “No dia 02 de Maio de 2002, no período noturno, no interior do bar ‘Maracanãzinho’, localizado no nº 252 da Av. Maricá, bairro jardim Alcântara, nesta comarca, terceira pessoa, com vontade livre e consciente de matar em comunhão de ações e desígnios com os denunciados, desfecho vários golpes de faca contra Luiz Carlos Pereira 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582503. Supremo Tribunal Federal HC 110015 / RJ III, e 155, § 4º, inc., c/c art. 29). O impetrante alega, em síntese, que a peça acusatória é inepta, porquanto não descreve como os fatos ocorreram nem estabelece o liame entre entre eles e a conduta do paciente, como exigido no art. 41 do CPP, impossibilitando o exercício da ampla defesa. Requer seja concedida liminar inaudita altera pars, para suspender o “agendamento do julgamento em sessão plenária do júri popular para o processo originário ou, caso já tenha sido designado, seja concedida a ordem para suspendê-lo imediatamente até o julgamento do mérito da presente, sob pena de se tornar esta inócua”. Postula, no mérito, a concessão da ordem a fim de que seja declarada extinta a ação penal, por inépcia da denúncia, sem prejuízo de que o Ministério Público oferece outra. É o breve relatório. DECIDO. O impetrante peticionou, em 8 de setembro, afirmando que “após a arguição de nova NULIDADE ABSOLUTA detectada, cujo fundamento é a INCOMPETÊNCIA do Tribunal do Júri para julgamento da ação penal, em razão de se tratar o fato, em tese, de LATROCÍNIO, cf. cópia acostada, repentinamente surgiu determinação do juízo para antecipar o julgamento do paciente para o dia 10/10/2011” [estava designado para o dia 26/06/2012]. Observo, prima facie, que o impetrante não instruiu os autos com a cópia da peça principal a ser examinada: a denúncia que reputa inepta. No entanto, o voto vencido no STJ, que a anulava, proferido pelo Ministro CELSO LIMONGI, reproduz o seu conteúdo: “No dia 02 de Maio de 2002, no período noturno, no interior do bar ‘Maracanãzinho’, localizado no nº 252 da Av. Maricá, bairro jardim Alcântara, nesta comarca, terceira pessoa, com vontade livre e consciente de matar em comunhão de ações e desígnios com os denunciados, desfecho vários golpes de faca contra Luiz Carlos Pereira 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582503. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório HC 110015 / RJ dos Santos, causando-lhe as lesões descritas na AEC de fls. 23/26, que por sua natureza, sede e extensão foram a causa eficiente da morte da vítima. Os denunciados [leia-se Francisco Assis Custódio e Marcos Paulo Lucas Guimarães], livre e conscientemente concorreram de modo eficaz para o crime, determinando seu cometimento e estando encorajadamente presentes no momento de sua execução. O crime foi cometido com rompimento de obstáculo à subtração da coisa, qual seja, uma tela de proteção existente sobre o balcão do citado estabelecimento. Estão os denunciados incursos nas penas do art. 121, § 2º, inciso III, c/c art. 29 e art. 155, § 2º, inciso I, n/f do art. 69, todos do Código Penal.” O voto vencido no STJ e o parecer do Ministério Público Federal, favoráveis à pretensão ora deduzida, conferem, à primeira vista, densidade jurídica às razões da impetração. O periculum in mora resta evidenciado no agendamento, para o dia 10/10/11, da sessão de julgamento do Tribunal do Júri. A concessão de liminar implicará apenas o protelamento, por pouco tempo, do julgamento do Tribunal do Júri, ao passo que a não concessão tornará inócuo o pronunciamento de mérito eventualmente favorável. Ex positis, DEFIRO a liminar para suspender a sessão de julgamento do Tribunal do Júri da Comarca de São Gonçalo/RJ – Cartório da 4ª Vara Criminal -, designada para o dia 10/10/11, até o julgamento definitivo deste writ. O Ministério Público Federal manifesta-se no sentido do indeferimento da ordem, mas, por antever nulidade na denúncia – inépcia parcial – opina no sentido da concessão da ordem, ex officio, no que tange ao crime de homicídio imputado ao paciente. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582503. Supremo Tribunal Federal HC 110015 / RJ dos Santos, causando-lhe as lesões descritas na AEC de fls. 23/26, que por sua natureza, sede e extensão foram a causa eficiente da morte da vítima. Os denunciados [leia-se Francisco Assis Custódio e Marcos Paulo Lucas Guimarães], livre e conscientemente concorreram de modo eficaz para o crime, determinando seu cometimento e estando encorajadamente presentes no momento de sua execução. O crime foi cometido com rompimento de obstáculo à subtração da coisa, qual seja, uma tela de proteção existente sobre o balcão do citado estabelecimento. Estão os denunciados incursos nas penas do art. 121, § 2º, inciso III, c/c art. 29 e art. 155, § 2º, inciso I, n/f do art. 69, todos do Código Penal.” O voto vencido no STJ e o parecer do Ministério Público Federal, favoráveis à pretensão ora deduzida, conferem, à primeira vista, densidade jurídica às razões da impetração. O periculum in mora resta evidenciado no agendamento, para o dia 10/10/11, da sessão de julgamento do Tribunal do Júri. A concessão de liminar implicará apenas o protelamento, por pouco tempo, do julgamento do Tribunal do Júri, ao passo que a não concessão tornará inócuo o pronunciamento de mérito eventualmente favorável. Ex positis, DEFIRO a liminar para suspender a sessão de julgamento do Tribunal do Júri da Comarca de São Gonçalo/RJ – Cartório da 4ª Vara Criminal -, designada para o dia 10/10/11, até o julgamento definitivo deste writ. O Ministério Público Federal manifesta-se no sentido do indeferimento da ordem, mas, por antever nulidade na denúncia – inépcia parcial – opina no sentido da concessão da ordem, ex officio, no que tange ao crime de homicídio imputado ao paciente. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582503. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 110.015 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional, que a jurisprudência recente desta Corte não mais admite, tendo vista o rol taxativo da competência outorgada ao Supremo Tribunal Federal (CF, artigo 102, I). Preliminarmente, portanto, não conheço do writ. No entanto, ante a alegação de inépcia da denúncia, vício que, se porventura existente, implicaria cerceamento do direito ao exercício da ampla defesa e do contraditório, passo à análise da controvérsia, para verificação se ocorrentes, no caso, a necessidade de providência jurisdicional, ex officio, por parte desta Corte. Consta dos autos, que o paciente foi denunciado em 1º de agosto de 2003, e, posteriormente, juntamente com Peterson Serra Pimenta e Marcos Paulo Lucas Guimarães, por suposta participação na conduta prevista no art. 121, § 2º, inciso III, do Código Penal e no artigo 155, inciso I, do mesmo diploma. Vencidas as instâncias ordinárias, nas quais alegada a ilegalidade decorrente da inépcia da peça acusatória no tocante ao crime de homicídio, e indeferida, por maioria, a ordem requerida no Habeas Corpus nº 146.406/RJ no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, insiste-se nesta impetração na alegação de vício na denúncia, por não descrever como os fatos ocorreram nem estabelecer o liame entre eles e a conduta do paciente, como exigido no artigo 41 do Código de Processo Penal, impossibilitando, assim, o exercício da ampla defesa. Na inicial da impetração, realça-se o fato de a peça acusatória não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582504. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 110.015 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional, que a jurisprudência recente desta Corte não mais admite, tendo vista o rol taxativo da competência outorgada ao Supremo Tribunal Federal (CF, artigo 102, I). Preliminarmente, portanto, não conheço do writ. No entanto, ante a alegação de inépcia da denúncia, vício que, se porventura existente, implicaria cerceamento do direito ao exercício da ampla defesa e do contraditório, passo à análise da controvérsia, para verificação se ocorrentes, no caso, a necessidade de providência jurisdicional, ex officio, por parte desta Corte. Consta dos autos, que o paciente foi denunciado em 1º de agosto de 2003, e, posteriormente, juntamente com Peterson Serra Pimenta e Marcos Paulo Lucas Guimarães, por suposta participação na conduta prevista no art. 121, § 2º, inciso III, do Código Penal e no artigo 155, inciso I, do mesmo diploma. Vencidas as instâncias ordinárias, nas quais alegada a ilegalidade decorrente da inépcia da peça acusatória no tocante ao crime de homicídio, e indeferida, por maioria, a ordem requerida no Habeas Corpus nº 146.406/RJ no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, insiste-se nesta impetração na alegação de vício na denúncia, por não descrever como os fatos ocorreram nem estabelecer o liame entre eles e a conduta do paciente, como exigido no artigo 41 do Código de Processo Penal, impossibilitando, assim, o exercício da ampla defesa. Na inicial da impetração, realça-se o fato de a peça acusatória não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582504. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110015 / RJ descrever o que significa “estar encorajadoramente presente”, como o fato de estar presente no momento de um crime, por si só, fosse suficiente para configurar uma participação. Relativamente ao crime de furto, a denúncia sequer menciona como teria sido praticado o suposto fato delituoso, limitando-se a informar a sua ocorrência. A controvérsia posta nestes autos está circunscrita à inépcia da denúncia, razão por que impõe-se a transcrição dos seus termos, in verbis: “(...) No dia 02 de maio de 2002, no período noturno, no interior do bar ‘Maracãnazinho’, localizado no nº 252 da Av. Maricá, baixo Jardim Alcântara, nesta Comarca, terceira pessoa, com vontade livre e consciente de matar em comunhão de ações e desígnios com os denunciados, desfechou vários golpes de faca contra Luiz Carlos Pereira dos Santos, causando-lhe as lesões descritas na AEC de fls. 23/26, que por sua natureza, sede e extensão foram a causa eficiente da morte da vítima. Os denunciados [leia-se Francisco Assis Custódio de Oliveira, ora paciente, Peterson Serra Pimenta e Marcos Paulo Lucas Guimarães], livre e conscientemente concorreram de modo eficaz para o crime, determinando seu cometimento e estando encorajadoramente presentes no momento de sua execução. O crime foi cometido com o emprego de meio cruel, eis que à vítima Luiz Carlos foi infligido intenso e desnecessário sofrimento. Nas mesmas circunstâncias de tempo e lugar descritas acima, os denunciados, com vontade livre e consciente de furtar em comunhão de ações e desígnios, subtraíram coisa alheia móvel, qual seja, mercadorias do bar ‘Maracãnazinho’, que serão oportunamente descritas em laudo a ser juntado, de propriedade de Raimundo Martins Nobre. O crime foi cometido com rompimento de obstáculo à subtração da coisa, qual seja, uma tela de proteção existente sobre o balcão do citado estabelecimento. Estão os denunciados incursos nas penas do art. 121, § 2º, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582504. Supremo Tribunal Federal HC 110015 / RJ descrever o que significa “estar encorajadoramente presente”, como o fato de estar presente no momento de um crime, por si só, fosse suficiente para configurar uma participação. Relativamente ao crime de furto, a denúncia sequer menciona como teria sido praticado o suposto fato delituoso, limitando-se a informar a sua ocorrência. A controvérsia posta nestes autos está circunscrita à inépcia da denúncia, razão por que impõe-se a transcrição dos seus termos, in verbis: “(...) No dia 02 de maio de 2002, no período noturno, no interior do bar ‘Maracãnazinho’, localizado no nº 252 da Av. Maricá, baixo Jardim Alcântara, nesta Comarca, terceira pessoa, com vontade livre e consciente de matar em comunhão de ações e desígnios com os denunciados, desfechou vários golpes de faca contra Luiz Carlos Pereira dos Santos, causando-lhe as lesões descritas na AEC de fls. 23/26, que por sua natureza, sede e extensão foram a causa eficiente da morte da vítima. Os denunciados [leia-se Francisco Assis Custódio de Oliveira, ora paciente, Peterson Serra Pimenta e Marcos Paulo Lucas Guimarães], livre e conscientemente concorreram de modo eficaz para o crime, determinando seu cometimento e estando encorajadoramente presentes no momento de sua execução. O crime foi cometido com o emprego de meio cruel, eis que à vítima Luiz Carlos foi infligido intenso e desnecessário sofrimento. Nas mesmas circunstâncias de tempo e lugar descritas acima, os denunciados, com vontade livre e consciente de furtar em comunhão de ações e desígnios, subtraíram coisa alheia móvel, qual seja, mercadorias do bar ‘Maracãnazinho’, que serão oportunamente descritas em laudo a ser juntado, de propriedade de Raimundo Martins Nobre. O crime foi cometido com rompimento de obstáculo à subtração da coisa, qual seja, uma tela de proteção existente sobre o balcão do citado estabelecimento. Estão os denunciados incursos nas penas do art. 121, § 2º, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582504. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110015 / RJ inciso III, c/c art. 29 e art. 155, § 2º, inciso I, c/c o art. 69, todos do Código Penal”. Consoante se verifica – o fato também foi anotado no parecer do Ministério Público Federal –, a peça acusatória, em relação ao crime de homicídio, não demonstra, sequer perfunctoriamente, a responsabilidade do denunciado e paciente, nem mesmo o nexo de causalidade entre a conduta deste e o crime supostamente cometido, bem assim quanto aos meios empregados ou de que maneira teria ele participado da suposta prática delituosa. Impunha-se ao representante do Ministério Público a narrativa dos fatos e das condutas empreendidas, conquanto não se exija que desde logo venha com a peça acusatória os fundamentos da imputação comprovados em sua inteireza. O que se exige, à luz do artigo 41 do Código de Processo Penal, é a exposição do fato criminoso com todas as suas circunstâncias, ainda que sucintamente, sob pena de, não o fazendo, vir a impossibilitar ou a dificultar o exercício da ampla defesa. Aliás, estes são os fundamentos do voto vencido, proferido pelo Ministro Celso Limongi (Desembargador convocado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), quando reconheceu a inépcia da denúncia, no que concerne à imputação do crime de homicídio em face do paciente. Para registro, transcrevo a manifestação de Sua Excelência, in verbis: “(..) É da letra do art. 41 do Cód. de Pr. Penal que ‘a denúncia (…) conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias...’ Isso exige que se diga, a par de quem morreu, quem matou, onde, quando e como se fez, se sozinho ou com o auxílio de outrem, e de que forma foi prestado esse auxílio, qual a contribuição desse concurso no objetivo criminoso. Portanto, para atender às prescrições legais, deve conter os sujeitos ativos (quis), os meios empregados para atingir o resultado criminoso (quibus auxiliis), o resultado (quid), o lugar do delito (ubi), o modo pelo qual foi praticado o crime 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582504. Supremo Tribunal Federal HC 110015 / RJ inciso III, c/c art. 29 e art. 155, § 2º, inciso I, c/c o art. 69, todos do Código Penal”. Consoante se verifica – o fato também foi anotado no parecer do Ministério Público Federal –, a peça acusatória, em relação ao crime de homicídio, não demonstra, sequer perfunctoriamente, a responsabilidade do denunciado e paciente, nem mesmo o nexo de causalidade entre a conduta deste e o crime supostamente cometido, bem assim quanto aos meios empregados ou de que maneira teria ele participado da suposta prática delituosa. Impunha-se ao representante do Ministério Público a narrativa dos fatos e das condutas empreendidas, conquanto não se exija que desde logo venha com a peça acusatória os fundamentos da imputação comprovados em sua inteireza. O que se exige, à luz do artigo 41 do Código de Processo Penal, é a exposição do fato criminoso com todas as suas circunstâncias, ainda que sucintamente, sob pena de, não o fazendo, vir a impossibilitar ou a dificultar o exercício da ampla defesa. Aliás, estes são os fundamentos do voto vencido, proferido pelo Ministro Celso Limongi (Desembargador convocado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), quando reconheceu a inépcia da denúncia, no que concerne à imputação do crime de homicídio em face do paciente. Para registro, transcrevo a manifestação de Sua Excelência, in verbis: “(..) É da letra do art. 41 do Cód. de Pr. Penal que ‘a denúncia (…) conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias...’ Isso exige que se diga, a par de quem morreu, quem matou, onde, quando e como se fez, se sozinho ou com o auxílio de outrem, e de que forma foi prestado esse auxílio, qual a contribuição desse concurso no objetivo criminoso. Portanto, para atender às prescrições legais, deve conter os sujeitos ativos (quis), os meios empregados para atingir o resultado criminoso (quibus auxiliis), o resultado (quid), o lugar do delito (ubi), o modo pelo qual foi praticado o crime 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582504. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110015 / RJ (quomodo) e o tempo do fato (quando). Ora, o que efetivamente se sabe a respeito do paciente é que estava presente no momento da ação delituosa, e nada mais. Por isso, outro é o entendimento do Superior Tribunal. Veja-se, a propósito, o RHC 16.981 (Ministro Hamilton Carvalhido, DJe de 4.8.08): ‘A omissão da intenção do agente, elemento subjetivo do tipo, suprime a regularidade formal da denúncia que há de descrever o fato em todas as suas circunstâncias, indeclinavelmente, ante o disposto no artigo 41 do Código de Processo Penal’. Ainda trago o Resp 167.791 (Ministro Vicente Cernicchiaro, DJ de 17.2.99): ‘A denúncia precisa descrever a conduta delituosa. Decorrência dos princípios constitucionais do contraditório e da defesa plena. Qualquer que seja o delito. Os chamados crimes societários não fazem exceção’. Trago ainda, de minha relatoria, o HC 132.449, publicado em 3.8.09: ‘1. A denúncia deve descrever a conduta do agente, de modo a possibilitar o exercício da ampla defesa. 2. Se o fato ilícito não for descrito adequadamente, limitando-se o acusador a mencionar que o agente concorreu para a prática do delito, a ação deve ser trancada, por inépcia da denúncia. 3. Ordem concedida para trancar a ação penal.’ Vê-se que a exordial acusatória é desprovida do quibus auxiliis e quomodo, pelo que contraria tanto a determinação processual, quanto à garantia da defesa ampla e contraditório.” Ex positis, tendo em conta a superveniente jurisprudência desta Corte no sentido da não admissão de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional, não conheço do pedido formalizado na impetração. Contudo, em face da inépcia da peça acusatória em relação à imputação do crime de homicídio, vício do qual decorre, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582504. Supremo Tribunal Federal HC 110015 / RJ (quomodo) e o tempo do fato (quando). Ora, o que efetivamente se sabe a respeito do paciente é que estava presente no momento da ação delituosa, e nada mais. Por isso, outro é o entendimento do Superior Tribunal. Veja-se, a propósito, o RHC 16.981 (Ministro Hamilton Carvalhido, DJe de 4.8.08): ‘A omissão da intenção do agente, elemento subjetivo do tipo, suprime a regularidade formal da denúncia que há de descrever o fato em todas as suas circunstâncias, indeclinavelmente, ante o disposto no artigo 41 do Código de Processo Penal’. Ainda trago o Resp 167.791 (Ministro Vicente Cernicchiaro, DJ de 17.2.99): ‘A denúncia precisa descrever a conduta delituosa. Decorrência dos princípios constitucionais do contraditório e da defesa plena. Qualquer que seja o delito. Os chamados crimes societários não fazem exceção’. Trago ainda, de minha relatoria, o HC 132.449, publicado em 3.8.09: ‘1. A denúncia deve descrever a conduta do agente, de modo a possibilitar o exercício da ampla defesa. 2. Se o fato ilícito não for descrito adequadamente, limitando-se o acusador a mencionar que o agente concorreu para a prática do delito, a ação deve ser trancada, por inépcia da denúncia. 3. Ordem concedida para trancar a ação penal.’ Vê-se que a exordial acusatória é desprovida do quibus auxiliis e quomodo, pelo que contraria tanto a determinação processual, quanto à garantia da defesa ampla e contraditório.” Ex positis, tendo em conta a superveniente jurisprudência desta Corte no sentido da não admissão de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional, não conheço do pedido formalizado na impetração. Contudo, em face da inépcia da peça acusatória em relação à imputação do crime de homicídio, vício do qual decorre, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582504. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110015 / RJ consectariamente, a impossibilidade do exercício da ampla defesa e do contraditório – garantias constitucionais -, concedo a ordem, ex officio, para a nulidade parcial da denúncia, somente em relação ao paciente, sem prejuízo de que outra seja elaborada com o cumprimento dos ditames legais. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582504. Supremo Tribunal Federal HC 110015 / RJ consectariamente, a impossibilidade do exercício da ampla defesa e do contraditório – garantias constitucionais -, concedo a ordem, ex officio, para a nulidade parcial da denúncia, somente em relação ao paciente, sem prejuízo de que outra seja elaborada com o cumprimento dos ditames legais. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582504. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 110.015 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : FRANCISCO DE ASSIS CUSTODIO DE OLIVEIRA IMPTE.(S) : LEONARDO DA SILVA ARAUJO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604631 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 110.015 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : FRANCISCO DE ASSIS CUSTODIO DE OLIVEIRA IMPTE.(S) : LEONARDO DA SILVA ARAUJO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3625845
2013-03-19T00:00:00
2013-04-11T00:00:00
A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. DENÚNCIA. INÉPCIA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. VÍCIOS NA PEÇA ACUSATÓRIA. ORDEM CONCEDIDA, EX OFFICIO, PARA ANULAR PARCIALMENTE A DENÚNCIA, SEM PREJUÍZO DE QUE OUTRA SEJA OFERECIDA COM OBSERVÂNCIA DO DISPOSTO NA LEGISLAÇÃO PROCESSUAL PENAL. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal é de direito estrito e, como consectário do efeito taxativo do rol constante da Constituição Federal, há de ser afastada do âmbito de suas atribuições jurisdicionais o processo e julgamento de causas que não se apresentam adequadas àquelas previstas no artigo 102 da referida Carta. 2. Afigura-se flagrantemente paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger hipóteses não sujeitas à jurisdição originária do Supremo Tribunal Federal. Portanto, a prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, que objetivam viabilizar o exercício, em sua plenitude, de função de guardião da Constituição Federal. 3. Pedido de habeas corpus não conhecido. 4. O Código de Processo Penal, no artigo 41, prescreve que a denúncia deverá conter a exposição do fato criminoso, com todas as circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do crime (indicação de rol de testemunhas, se houver), exigências que encontram fundamento na necessidade de o representante do Ministério Público precisar os limites da imputação, possibilitando ao acusado, prima facie, o conhecimento da alegação de infringência à norma incriminadora e o exercício da ampla defesa. 5. O artigo 41 do Código de Processo Penal é de necessária observância, posto que a inépcia da denúncia baseada em descrição do fato delituoso, viola as garantias constitucionais do devido processo legal e do contraditório, integrantes do núcleo essencial do due process of law. 6. In casu, a peça acusatória - à exceção do crime de furto – em relação ao crime de homicídio, não demonstra, sequer perfunctoriamente, a responsabilidade do denunciado e paciente, nem mesmo o nexo de causalidade entre a conduta deste e o crime supostamente cometido, nada dispondo quanto aos meios empregados ou de que maneira teria ele participado da suposta prática delituosa. 6.1 É que se impunha a narrativa dos fatos e das condutas empreendidas, conquanto não fosse exigida, desde logo, que a peça acusatória trouxesse a lume a comprovação dos fatos imputados em toda a sua inteireza, pois o que se exige é a exposição do fato criminoso com todas as suas circunstâncias, ainda que sucintamente, sob pena de, não o fazendo, vir a impossibilitar ou a dificultar o exercício da ampla defesa e do contraditório. 7. A denúncia oferecida perante o Juízo do Tribunal do Júri da Comarca de São Gonçalo/RJ – Cartório da 4ª Vara Criminal – em relação ao crime de homicídio, contém a seguinte narrativa: “No dia 02 de Maio de 2002, no período noturno, no interior do bar ‘Maracanãzinho’, localizado no nº 252 da Av. Maricá, bairro jardim Alcântara, nesta comarca, terceira pessoa, com vontade livre e consciente de matar em comunhão de ações e desígnios com os denunciados, desfecho vários golpes de faca contra Luiz Carlos Pereira dos Santos, causando-lhe as lesões descritas na AEC de fls. 23/26, que por sua natureza, sede e extensão foram a causa eficiente da morte da vítima. Os denunciados [leia-se Francisco Assis Custódio e Marcos Paulo Lucas Guimarães], livre e conscientemente concorreram de modo eficaz para o crime, determinando seu cometimento e estando encorajadamente presentes no momento de sua execução. (...)” 8. O voto proferido no âmbito do Superior Tribunal de Justiça pelo Ministro Celso Limongi (Desembargador convocado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), que, embora vencido, bem evidenciou a nulidade da denúncia oferecida perante o Juízo de Primeira Instância, merecendo, inclusive, a censura do Ministério Público nesta sede, in verbis: “(...) É da letra do art. 41 do Cód. de Pr. Penal que ‘a denúncia (…) conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias...’ Isso exige que se diga, a par de quem morreu, quem matou, onde, quando e como se fez, se sozinho ou com o auxílio de outrem, e de que forma foi prestado esse auxílio, qual a contribuição desse concurso no objetivo criminoso. Portanto, para atender às prescrições legais, deve conter os sujeitos ativos (quis), os meios empregados para atingir o resultado criminoso (quibus auxiliis), o resultado (quid), o lugar do delito (ubi), o modo pelo qual foi praticado o crime (quomodo) e o tempo do fato (quando). Ora, o que efetivamente se sabe a respeito do paciente é que estava presente no momento da ação delituosa, e nada mais. (…) A exordial acusatória é desprovida do quibus auxiliis e quomodo, pelo que contraria tanto a determinação processual, quanto à garantia da defesa ampla e contraditório”. 9. Habeas corpus extinto sem julgamento do mérito, posto ser substitutivo de recurso ordinário constitucional, e concessão, de ofício, da ordem, porque evidenciada a inépcia da peça acusatória em relação ao crime de homicídio, sem prejuízo de que outra seja elaborada em relação ao réu, com o cumprimento dos ditames processuais penais legais.
sjur227771
Número de páginas: 12. Análise: 23/05/2013, AMS.
LUIZ FUX
Primeira Turma
110015
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00041 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 110015
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PACTE.(S) : FRANCISCO DE ASSIS CUSTODIO DE OLIVEIRA IMPTE.(S) : LEONARDO DA SILVA ARAUJO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 110.015 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :FRANCISCO DE ASSIS CUSTODIO DE OLIVEIRA IMPTE.(S) :LEONARDO DA SILVA ARAUJO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. DENÚNCIA. INÉPCIA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. INADMISSIBILIDADE. VÍCIOS NA PEÇA ACUSATÓRIA. ORDEM CONCEDIDA, EX OFFICIO, PARA ANULAR PARCIALMENTE A DENÚNCIA, SEM PREJUÍZO DE QUE OUTRA SEJA OFERECIDA COM OBSERVÂNCIA DO DISPOSTO NA LEGISLAÇÃO PROCESSUAL PENAL. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal é de direito estrito e, como consectário do efeito taxativo do rol constante da Constituição Federal, há de ser afastada do âmbito de suas atribuições jurisdicionais o processo e julgamento de causas que não se apresentam adequadas àquelas previstas no artigo 102 da referida Carta. 2. Afigura-se flagrantemente paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger hipóteses não sujeitas à jurisdição originária do Supremo Tribunal Federal. Portanto, a prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, que objetivam viabilizar o exercício, em sua plenitude, de função de guardião da Constituição Federal. 3. Pedido de habeas corpus não conhecido. 4. O Código de Processo Penal, no artigo 41, prescreve que a denúncia deverá conter a exposição do fato criminoso, com todas as circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do crime (indicação de rol de testemunhas, se houver), exigências que encontram fundamento na necessidade de o representante do Ministério Público precisar os limites Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582502. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão HC 110015 / RJ da imputação, possibilitando ao acusado, prima facie, o conhecimento da alegação de infringência à norma incriminadora e o exercício da ampla defesa. 5. O artigo 41 do Código de Processo Penal é de necessária observância, posto que a inépcia da denúncia baseada em descrição do fato delituoso, viola as garantias constitucionais do devido processo legal e do contraditório, integrantes do núcleo essencial do due process of law. 6. In casu, a peça acusatória - à exceção do crime de furto – em relação ao crime de homicídio, não demonstra, sequer perfunctoriamente, a responsabilidade do denunciado e paciente, nem mesmo o nexo de causalidade entre a conduta deste e o crime supostamente cometido, nada dispondo quanto aos meios empregados ou de que maneira teria ele participado da suposta prática delituosa. 6.1 É que se impunha a narrativa dos fatos e das condutas empreendidas, conquanto não fosse exigida, desde logo, que a peça acusatória trouxesse a lume a comprovação dos fatos imputados em toda a sua inteireza, pois o que se exige é a exposição do fato criminoso com todas as suas circunstâncias, ainda que sucintamente, sob pena de, não o fazendo, vir a impossibilitar ou a dificultar o exercício da ampla defesa e do contraditório. 7. A denúncia oferecida perante o Juízo do Tribunal do Júri da Comarca de São Gonçalo/RJ – Cartório da 4... Vara Criminal – em relação ao crime de homicídio, contém a seguinte narrativa: “No dia 02 de Maio de 2002, no período noturno, no interior do bar ‘Maracanãzinho’, localizado no n 252 da Av. Maricá, bairro jardim Alcântara, nesta comarca, terceira pessoa, com vontade livre e consciente de matar em comunhão de ações e desígnios com os denunciados, desfecho vários golpes de faca contra Luiz Carlos Pereira dos Santos, causando-lhe as lesões descritas na AEC de fls. 23/26, que por sua natureza, sede e extensão foram a causa eficiente da morte da vítima. Os denunciados [leia-se Francisco Assis Custódio e Marcos Paulo Lucas Guimarães], livre e conscientemente concorreram de modo eficaz para o crime, determinando seu cometimento e estando encorajadamente presentes no momento de sua execução. (...)” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582502. Supremo Tribunal Federal HC 110015 / RJ da imputação, possibilitando ao acusado, prima facie, o conhecimento da alegação de infringência à norma incriminadora e o exercício da ampla defesa. 5. O artigo 41 do Código de Processo Penal é de necessária observância, posto que a inépcia da denúncia baseada em descrição do fato delituoso, viola as garantias constitucionais do devido processo legal e do contraditório, integrantes do núcleo essencial do due process of law. 6. In casu, a peça acusatória - à exceção do crime de furto – em relação ao crime de homicídio, não demonstra, sequer perfunctoriamente, a responsabilidade do denunciado e paciente, nem mesmo o nexo de causalidade entre a conduta deste e o crime supostamente cometido, nada dispondo quanto aos meios empregados ou de que maneira teria ele participado da suposta prática delituosa. 6.1 É que se impunha a narrativa dos fatos e das condutas empreendidas, conquanto não fosse exigida, desde logo, que a peça acusatória trouxesse a lume a comprovação dos fatos imputados em toda a sua inteireza, pois o que se exige é a exposição do fato criminoso com todas as suas circunstâncias, ainda que sucintamente, sob pena de, não o fazendo, vir a impossibilitar ou a dificultar o exercício da ampla defesa e do contraditório. 7. A denúncia oferecida perante o Juízo do Tribunal do Júri da Comarca de São Gonçalo/RJ – Cartório da 4... Vara Criminal – em relação ao crime de homicídio, contém a seguinte narrativa: “No dia 02 de Maio de 2002, no período noturno, no interior do bar ‘Maracanãzinho’, localizado no n 252 da Av. Maricá, bairro jardim Alcântara, nesta comarca, terceira pessoa, com vontade livre e consciente de matar em comunhão de ações e desígnios com os denunciados, desfecho vários golpes de faca contra Luiz Carlos Pereira dos Santos, causando-lhe as lesões descritas na AEC de fls. 23/26, que por sua natureza, sede e extensão foram a causa eficiente da morte da vítima. Os denunciados [leia-se Francisco Assis Custódio e Marcos Paulo Lucas Guimarães], livre e conscientemente concorreram de modo eficaz para o crime, determinando seu cometimento e estando encorajadamente presentes no momento de sua execução. (...)” 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582502. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Ementa e Acórdão HC 110015 / RJ 8. O voto proferido no âmbito do Superior Tribunal de Justiça pelo Ministro Celso Limongi (Desembargador convocado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), que, embora vencido, bem evidenciou a nulidade da denúncia oferecida perante o Juízo de Primeira Instância, merecendo, inclusive, a censura do Ministério Público nesta sede, in verbis: “(...) É da letra do art. 41 do Cód. de Pr. Penal que ‘a denúncia (…) conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias...’ Isso exige que se diga, a par de quem morreu, quem matou, onde, quando e como se fez, se sozinho ou com o auxílio de outrem, e de que forma foi prestado esse auxílio, qual a contribuição desse concurso no objetivo criminoso. Portanto, para atender às prescrições legais, deve conter os sujeitos ativos (quis), os meios empregados para atingir o resultado criminoso (quibus auxiliis), o resultado (quid), o lugar do delito (ubi), o modo pelo qual foi praticado o crime (quomodo) e o tempo do fato (quando). Ora, o que efetivamente se sabe a respeito do paciente é que estava presente no momento da ação delituosa, e nada mais. (…) A exordial acusatória é desprovida do quibus auxiliis e quomodo, pelo que contraria tanto a determinação processual, quanto à garantia da defesa ampla e contraditório”. 9. Habeas corpus extinto sem julgamento do mérito, posto ser substitutivo de recurso ordinário constitucional, e concessão, de ofício, da ordem, porque evidenciada a inépcia da peça acusatória em relação ao crime de homicídio, sem prejuízo de que outra seja elaborada em relação ao réu, com o cumprimento dos ditames processuais penais legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas em concedê-la, de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582502. Supremo Tribunal Federal HC 110015 / RJ 8. O voto proferido no âmbito do Superior Tribunal de Justiça pelo Ministro Celso Limongi (Desembargador convocado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), que, embora vencido, bem evidenciou a nulidade da denúncia oferecida perante o Juízo de Primeira Instância, merecendo, inclusive, a censura do Ministério Público nesta sede, in verbis: “(...) É da letra do art. 41 do Cód. de Pr. Penal que ‘a denúncia (…) conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias...’ Isso exige que se diga, a par de quem morreu, quem matou, onde, quando e como se fez, se sozinho ou com o auxílio de outrem, e de que forma foi prestado esse auxílio, qual a contribuição desse concurso no objetivo criminoso. Portanto, para atender às prescrições legais, deve conter os sujeitos ativos (quis), os meios empregados para atingir o resultado criminoso (quibus auxiliis), o resultado (quid), o lugar do delito (ubi), o modo pelo qual foi praticado o crime (quomodo) e o tempo do fato (quando). Ora, o que efetivamente se sabe a respeito do paciente é que estava presente no momento da ação delituosa, e nada mais. (…) A exordial acusatória é desprovida do quibus auxiliis e quomodo, pelo que contraria tanto a determinação processual, quanto à garantia da defesa ampla e contraditório”. 9. Habeas corpus extinto sem julgamento do mérito, posto ser substitutivo de recurso ordinário constitucional, e concessão, de ofício, da ordem, porque evidenciada a inépcia da peça acusatória em relação ao crime de homicídio, sem prejuízo de que outra seja elaborada em relação ao réu, com o cumprimento dos ditames processuais penais legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas em concedê-la, de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582502. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 110.015 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :FRANCISCO DE ASSIS CUSTODIO DE OLIVEIRA IMPTE.(S) :LEONARDO DA SILVA ARAUJO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ao deferir a medida acauteladora, adotei os seguintes fundamentos: Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça cuja ementa tem o seguinte teor: “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO E FURTOS QUALIFICADOS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. INÉPCIA DA DENÚNCIA. INOCORRÊNCIA. PRESENÇA DOS REQUISITOS DO ARTIGO 41 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. GARANTIDO O EXERCÍCIO DO DIREITO DE DEFESA. 1. Não é inepta a denúncia que, em conformidade com o artigo 41 do Código de Processo Penal, descreve os elementos indispensáveis quanto à prática, em tese, dos delitos que menciona, apontando, ainda, a existência de indícios suficientes de autoria em relação ao paciente, além de subsídios aptos a configurar a materialidade delitiva de forma a permitir o exercício do direito de defesa. 2. Habeas Corpus denegado.” O paciente e outros foram denunciados pela participação nos crimes de homicídio e furto qualificados (arts. 121, § 2..., inc. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582503. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 110.015 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :FRANCISCO DE ASSIS CUSTODIO DE OLIVEIRA IMPTE.(S) :LEONARDO DA SILVA ARAUJO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ao deferir a medida acauteladora, adotei os seguintes fundamentos: Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça cuja ementa tem o seguinte teor: “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO E FURTOS QUALIFICADOS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. INÉPCIA DA DENÚNCIA. INOCORRÊNCIA. PRESENÇA DOS REQUISITOS DO ARTIGO 41 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. GARANTIDO O EXERCÍCIO DO DIREITO DE DEFESA. 1. Não é inepta a denúncia que, em conformidade com o artigo 41 do Código de Processo Penal, descreve os elementos indispensáveis quanto à prática, em tese, dos delitos que menciona, apontando, ainda, a existência de indícios suficientes de autoria em relação ao paciente, além de subsídios aptos a configurar a materialidade delitiva de forma a permitir o exercício do direito de defesa. 2. Habeas Corpus denegado.” O paciente e outros foram denunciados pela participação nos crimes de homicídio e furto qualificados (arts. 121, § 2..., inc. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582503. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 110015 / RJ III, e 155, § 4..., inc., c/c art. 29). O impetrante alega, em síntese, que a peça acusatória é inepta, porquanto não descreve como os fatos ocorreram nem estabelece o liame entre entre eles e a conduta do paciente, como exigido no art. 41 do CPP, impossibilitando o exercício da ampla defesa. Requer seja concedida liminar inaudita altera pars, para suspender o “agendamento do julgamento em sessão plenária do júri popular para o processo originário ou, caso já tenha sido designado, seja concedida a ordem para suspendê-lo imediatamente até o julgamento do mérito da presente, sob pena de se tornar esta inócua”. Postula, no mérito, a concessão da ordem a fim de que seja declarada extinta a ação penal, por inépcia da denúncia, sem prejuízo de que o Ministério Público oferece outra. É o breve relatório. DECIDO. O impetrante peticionou, em 8 de setembro, afirmando que “após a arguição de nova NULIDADE ABSOLUTA detectada, cujo fundamento é a INCOMPETÊNCIA do Tribunal do Júri para julgamento da ação penal, em razão de se tratar o fato, em tese, de LATROCÍNIO, cf. cópia acostada, repentinamente surgiu determinação do juízo para antecipar o julgamento do paciente para o dia 10/10/2011” [estava designado para o dia 26/06/2012]. Observo, prima facie, que o impetrante não instruiu os autos com a cópia da peça principal a ser examinada: a denúncia que reputa inepta. No entanto, o voto vencido no Superior Tribunal de Justiça, que a anulava, proferido pelo Ministro CELSO LIMONGI, reproduz o seu conteúdo: “No dia 02 de Maio de 2002, no período noturno, no interior do bar ‘Maracanãzinho’, localizado no n 252 da Av. Maricá, bairro jardim Alcântara, nesta comarca, terceira pessoa, com vontade livre e consciente de matar em comunhão de ações e desígnios com os denunciados, desfecho vários golpes de faca contra Luiz Carlos Pereira 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582503. Supremo Tribunal Federal HC 110015 / RJ III, e 155, § 4..., inc., c/c art. 29). O impetrante alega, em síntese, que a peça acusatória é inepta, porquanto não descreve como os fatos ocorreram nem estabelece o liame entre entre eles e a conduta do paciente, como exigido no art. 41 do CPP, impossibilitando o exercício da ampla defesa. Requer seja concedida liminar inaudita altera pars, para suspender o “agendamento do julgamento em sessão plenária do júri popular para o processo originário ou, caso já tenha sido designado, seja concedida a ordem para suspendê-lo imediatamente até o julgamento do mérito da presente, sob pena de se tornar esta inócua”. Postula, no mérito, a concessão da ordem a fim de que seja declarada extinta a ação penal, por inépcia da denúncia, sem prejuízo de que o Ministério Público oferece outra. É o breve relatório. DECIDO. O impetrante peticionou, em 8 de setembro, afirmando que “após a arguição de nova NULIDADE ABSOLUTA detectada, cujo fundamento é a INCOMPETÊNCIA do Tribunal do Júri para julgamento da ação penal, em razão de se tratar o fato, em tese, de LATROCÍNIO, cf. cópia acostada, repentinamente surgiu determinação do juízo para antecipar o julgamento do paciente para o dia 10/10/2011” [estava designado para o dia 26/06/2012]. Observo, prima facie, que o impetrante não instruiu os autos com a cópia da peça principal a ser examinada: a denúncia que reputa inepta. No entanto, o voto vencido no Superior Tribunal de Justiça, que a anulava, proferido pelo Ministro CELSO LIMONGI, reproduz o seu conteúdo: “No dia 02 de Maio de 2002, no período noturno, no interior do bar ‘Maracanãzinho’, localizado no n 252 da Av. Maricá, bairro jardim Alcântara, nesta comarca, terceira pessoa, com vontade livre e consciente de matar em comunhão de ações e desígnios com os denunciados, desfecho vários golpes de faca contra Luiz Carlos Pereira 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582503. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório HC 110015 / RJ dos Santos, causando-lhe as lesões descritas na AEC de fls. 23/26, que por sua natureza, sede e extensão foram a causa eficiente da morte da vítima. Os denunciados [leia-se Francisco Assis Custódio e Marcos Paulo Lucas Guimarães], livre e conscientemente concorreram de modo eficaz para o crime, determinando seu cometimento e estando encorajadamente presentes no momento de sua execução. O crime foi cometido com rompimento de obstáculo à subtração da coisa, qual seja, uma tela de proteção existente sobre o balcão do citado estabelecimento. Estão os denunciados incursos nas penas do art. 121, § 2..., inciso III, c/c art. 29 e art. 155, § 2..., inciso I, n/f do art. 69, todos do Código Penal.” O voto vencido no Superior Tribunal de Justiça e o parecer do Ministério Público Federal, favoráveis à pretensão ora deduzida, conferem, à primeira vista, densidade jurídica às razões da impetração. O periculum in mora resta evidenciado no agendamento, para o dia 10/10/11, da sessão de julgamento do Tribunal do Júri. A concessão de liminar implicará apenas o protelamento, por pouco tempo, do julgamento do Tribunal do Júri, ao passo que a não concessão tornará inócuo o pronunciamento de mérito eventualmente favorável. Ex positis, DEFIRO a liminar para suspender a sessão de julgamento do Tribunal do Júri da Comarca de São Gonçalo/RJ – Cartório da 4... Vara Criminal -, designada para o dia 10/10/11, até o julgamento definitivo deste writ. O Ministério Público Federal manifesta-se no sentido do indeferimento da ordem, mas, por antever nulidade na denúncia – inépcia parcial – opina no sentido da concessão da ordem, ex officio, no que tange ao crime de homicídio imputado ao paciente. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582503. Supremo Tribunal Federal HC 110015 / RJ dos Santos, causando-lhe as lesões descritas na AEC de fls. 23/26, que por sua natureza, sede e extensão foram a causa eficiente da morte da vítima. Os denunciados [leia-se Francisco Assis Custódio e Marcos Paulo Lucas Guimarães], livre e conscientemente concorreram de modo eficaz para o crime, determinando seu cometimento e estando encorajadamente presentes no momento de sua execução. O crime foi cometido com rompimento de obstáculo à subtração da coisa, qual seja, uma tela de proteção existente sobre o balcão do citado estabelecimento. Estão os denunciados incursos nas penas do art. 121, § 2..., inciso III, c/c art. 29 e art. 155, § 2..., inciso I, n/f do art. 69, todos do Código Penal.” O voto vencido no Superior Tribunal de Justiça e o parecer do Ministério Público Federal, favoráveis à pretensão ora deduzida, conferem, à primeira vista, densidade jurídica às razões da impetração. O periculum in mora resta evidenciado no agendamento, para o dia 10/10/11, da sessão de julgamento do Tribunal do Júri. A concessão de liminar implicará apenas o protelamento, por pouco tempo, do julgamento do Tribunal do Júri, ao passo que a não concessão tornará inócuo o pronunciamento de mérito eventualmente favorável. Ex positis, DEFIRO a liminar para suspender a sessão de julgamento do Tribunal do Júri da Comarca de São Gonçalo/RJ – Cartório da 4... Vara Criminal -, designada para o dia 10/10/11, até o julgamento definitivo deste writ. O Ministério Público Federal manifesta-se no sentido do indeferimento da ordem, mas, por antever nulidade na denúncia – inépcia parcial – opina no sentido da concessão da ordem, ex officio, no que tange ao crime de homicídio imputado ao paciente. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582503. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 110.015 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional, que a jurisprudência recente desta Corte não mais admite, tendo vista o rol taxativo da competência outorgada ao Supremo Tribunal Federal (Constituição Federal de 1988, artigo 102, I). Preliminarmente, portanto, não conheço do writ. No entanto, ante a alegação de inépcia da denúncia, vício que, se porventura existente, implicaria cerceamento do direito ao exercício da ampla defesa e do contraditório, passo à análise da controvérsia, para verificação se ocorrentes, no caso, a necessidade de providência jurisdicional, ex officio, por parte desta Corte. Consta dos autos, que o paciente foi denunciado em 1... de agosto de 2003, e, posteriormente, juntamente com Peterson Serra Pimenta e Marcos Paulo Lucas Guimarães, por suposta participação na conduta prevista no art. 121, § 2..., inciso III, do Código Penal e no artigo 155, inciso I, do mesmo diploma. Vencidas as instâncias ordinárias, nas quais alegada a ilegalidade decorrente da inépcia da peça acusatória no tocante ao crime de homicídio, e indeferida, por maioria, a ordem requerida no Habeas Corpus n 146.406/RJ no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, insiste-se nesta impetração na alegação de vício na denúncia, por não descrever como os fatos ocorreram nem estabelecer o liame entre eles e a conduta do paciente, como exigido no artigo 41 do Código de Processo Penal, impossibilitando, assim, o exercício da ampla defesa. Na inicial da impetração, realça-se o fato de a peça acusatória não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582504. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 110.015 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional, que a jurisprudência recente desta Corte não mais admite, tendo vista o rol taxativo da competência outorgada ao Supremo Tribunal Federal (Constituição Federal de 1988, artigo 102, I). Preliminarmente, portanto, não conheço do writ. No entanto, ante a alegação de inépcia da denúncia, vício que, se porventura existente, implicaria cerceamento do direito ao exercício da ampla defesa e do contraditório, passo à análise da controvérsia, para verificação se ocorrentes, no caso, a necessidade de providência jurisdicional, ex officio, por parte desta Corte. Consta dos autos, que o paciente foi denunciado em 1... de agosto de 2003, e, posteriormente, juntamente com Peterson Serra Pimenta e Marcos Paulo Lucas Guimarães, por suposta participação na conduta prevista no art. 121, § 2..., inciso III, do Código Penal e no artigo 155, inciso I, do mesmo diploma. Vencidas as instâncias ordinárias, nas quais alegada a ilegalidade decorrente da inépcia da peça acusatória no tocante ao crime de homicídio, e indeferida, por maioria, a ordem requerida no Habeas Corpus n 146.406/RJ no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, insiste-se nesta impetração na alegação de vício na denúncia, por não descrever como os fatos ocorreram nem estabelecer o liame entre eles e a conduta do paciente, como exigido no artigo 41 do Código de Processo Penal, impossibilitando, assim, o exercício da ampla defesa. Na inicial da impetração, realça-se o fato de a peça acusatória não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582504. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110015 / RJ descrever o que significa “estar encorajadoramente presente”, como o fato de estar presente no momento de um crime, por si só, fosse suficiente para configurar uma participação. Relativamente ao crime de furto, a denúncia sequer menciona como teria sido praticado o suposto fato delituoso, limitando-se a informar a sua ocorrência. A controvérsia posta nestes autos está circunscrita à inépcia da denúncia, razão por que impõe-se a transcrição dos seus termos, in verbis: “(...) No dia 02 de maio de 2002, no período noturno, no interior do bar ‘Maracãnazinho’, localizado no n 252 da Av. Maricá, baixo Jardim Alcântara, nesta Comarca, terceira pessoa, com vontade livre e consciente de matar em comunhão de ações e desígnios com os denunciados, desfechou vários golpes de faca contra Luiz Carlos Pereira dos Santos, causando-lhe as lesões descritas na AEC de fls. 23/26, que por sua natureza, sede e extensão foram a causa eficiente da morte da vítima. Os denunciados [leia-se Francisco Assis Custódio de Oliveira, ora paciente, Peterson Serra Pimenta e Marcos Paulo Lucas Guimarães], livre e conscientemente concorreram de modo eficaz para o crime, determinando seu cometimento e estando encorajadoramente presentes no momento de sua execução. O crime foi cometido com o emprego de meio cruel, eis que à vítima Luiz Carlos foi infligido intenso e desnecessário sofrimento. Nas mesmas circunstâncias de tempo e lugar descritas acima, os denunciados, com vontade livre e consciente de furtar em comunhão de ações e desígnios, subtraíram coisa alheia móvel, qual seja, mercadorias do bar ‘Maracãnazinho’, que serão oportunamente descritas em laudo a ser juntado, de propriedade de Raimundo Martins Nobre. O crime foi cometido com rompimento de obstáculo à subtração da coisa, qual seja, uma tela de proteção existente sobre o balcão do citado estabelecimento. Estão os denunciados incursos nas penas do art. 121, § 2..., 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582504. Supremo Tribunal Federal HC 110015 / RJ descrever o que significa “estar encorajadoramente presente”, como o fato de estar presente no momento de um crime, por si só, fosse suficiente para configurar uma participação. Relativamente ao crime de furto, a denúncia sequer menciona como teria sido praticado o suposto fato delituoso, limitando-se a informar a sua ocorrência. A controvérsia posta nestes autos está circunscrita à inépcia da denúncia, razão por que impõe-se a transcrição dos seus termos, in verbis: “(...) No dia 02 de maio de 2002, no período noturno, no interior do bar ‘Maracãnazinho’, localizado no n 252 da Av. Maricá, baixo Jardim Alcântara, nesta Comarca, terceira pessoa, com vontade livre e consciente de matar em comunhão de ações e desígnios com os denunciados, desfechou vários golpes de faca contra Luiz Carlos Pereira dos Santos, causando-lhe as lesões descritas na AEC de fls. 23/26, que por sua natureza, sede e extensão foram a causa eficiente da morte da vítima. Os denunciados [leia-se Francisco Assis Custódio de Oliveira, ora paciente, Peterson Serra Pimenta e Marcos Paulo Lucas Guimarães], livre e conscientemente concorreram de modo eficaz para o crime, determinando seu cometimento e estando encorajadoramente presentes no momento de sua execução. O crime foi cometido com o emprego de meio cruel, eis que à vítima Luiz Carlos foi infligido intenso e desnecessário sofrimento. Nas mesmas circunstâncias de tempo e lugar descritas acima, os denunciados, com vontade livre e consciente de furtar em comunhão de ações e desígnios, subtraíram coisa alheia móvel, qual seja, mercadorias do bar ‘Maracãnazinho’, que serão oportunamente descritas em laudo a ser juntado, de propriedade de Raimundo Martins Nobre. O crime foi cometido com rompimento de obstáculo à subtração da coisa, qual seja, uma tela de proteção existente sobre o balcão do citado estabelecimento. Estão os denunciados incursos nas penas do art. 121, § 2..., 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582504. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110015 / RJ inciso III, c/c art. 29 e art. 155, § 2..., inciso I, c/c o art. 69, todos do Código Penal”. Consoante se verifica – o fato também foi anotado no parecer do Ministério Público Federal –, a peça acusatória, em relação ao crime de homicídio, não demonstra, sequer perfunctoriamente, a responsabilidade do denunciado e paciente, nem mesmo o nexo de causalidade entre a conduta deste e o crime supostamente cometido, bem assim quanto aos meios empregados ou de que maneira teria ele participado da suposta prática delituosa. Impunha-se ao representante do Ministério Público a narrativa dos fatos e das condutas empreendidas, conquanto não se exija que desde logo venha com a peça acusatória os fundamentos da imputação comprovados em sua inteireza. O que se exige, à luz do artigo 41 do Código de Processo Penal, é a exposição do fato criminoso com todas as suas circunstâncias, ainda que sucintamente, sob pena de, não o fazendo, vir a impossibilitar ou a dificultar o exercício da ampla defesa. Aliás, estes são os fundamentos do voto vencido, proferido pelo Ministro Celso Limongi (Desembargador convocado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), quando reconheceu a inépcia da denúncia, no que concerne à imputação do crime de homicídio em face do paciente. Para registro, transcrevo a manifestação de Sua Excelência, in verbis: “(..) É da letra do art. 41 do Cód. de Pr. Penal que ‘a denúncia (…) conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias...’ Isso exige que se diga, a par de quem morreu, quem matou, onde, quando e como se fez, se sozinho ou com o auxílio de outrem, e de que forma foi prestado esse auxílio, qual a contribuição desse concurso no objetivo criminoso. Portanto, para atender às prescrições legais, deve conter os sujeitos ativos (quis), os meios empregados para atingir o resultado criminoso (quibus auxiliis), o resultado (quid), o lugar do delito (ubi), o modo pelo qual foi praticado o crime 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582504. Supremo Tribunal Federal HC 110015 / RJ inciso III, c/c art. 29 e art. 155, § 2..., inciso I, c/c o art. 69, todos do Código Penal”. Consoante se verifica – o fato também foi anotado no parecer do Ministério Público Federal –, a peça acusatória, em relação ao crime de homicídio, não demonstra, sequer perfunctoriamente, a responsabilidade do denunciado e paciente, nem mesmo o nexo de causalidade entre a conduta deste e o crime supostamente cometido, bem assim quanto aos meios empregados ou de que maneira teria ele participado da suposta prática delituosa. Impunha-se ao representante do Ministério Público a narrativa dos fatos e das condutas empreendidas, conquanto não se exija que desde logo venha com a peça acusatória os fundamentos da imputação comprovados em sua inteireza. O que se exige, à luz do artigo 41 do Código de Processo Penal, é a exposição do fato criminoso com todas as suas circunstâncias, ainda que sucintamente, sob pena de, não o fazendo, vir a impossibilitar ou a dificultar o exercício da ampla defesa. Aliás, estes são os fundamentos do voto vencido, proferido pelo Ministro Celso Limongi (Desembargador convocado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo), quando reconheceu a inépcia da denúncia, no que concerne à imputação do crime de homicídio em face do paciente. Para registro, transcrevo a manifestação de Sua Excelência, in verbis: “(..) É da letra do art. 41 do Cód. de Pr. Penal que ‘a denúncia (…) conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias...’ Isso exige que se diga, a par de quem morreu, quem matou, onde, quando e como se fez, se sozinho ou com o auxílio de outrem, e de que forma foi prestado esse auxílio, qual a contribuição desse concurso no objetivo criminoso. Portanto, para atender às prescrições legais, deve conter os sujeitos ativos (quis), os meios empregados para atingir o resultado criminoso (quibus auxiliis), o resultado (quid), o lugar do delito (ubi), o modo pelo qual foi praticado o crime 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582504. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110015 / RJ (quomodo) e o tempo do fato (quando). Ora, o que efetivamente se sabe a respeito do paciente é que estava presente no momento da ação delituosa, e nada mais. Por isso, outro é o entendimento do Superior Tribunal. Veja-se, a propósito, o RHC 16.981 (Ministro Hamilton Carvalhido, DJe de 4.8.08): ‘A omissão da intenção do agente, elemento subjetivo do tipo, suprime a regularidade formal da denúncia que há de descrever o fato em todas as suas circunstâncias, indeclinavelmente, ante o disposto no artigo 41 do Código de Processo Penal’. Ainda trago o Resp 167.791 (Ministro Vicente Cernicchiaro, DJ de 17.2.99): ‘A denúncia precisa descrever a conduta delituosa. Decorrência dos princípios constitucionais do contraditório e da defesa plena. Qualquer que seja o delito. Os chamados crimes societários não fazem exceção’. Trago ainda, de minha relatoria, o HC 132.449, publicado em 3.8.09: ‘1. A denúncia deve descrever a conduta do agente, de modo a possibilitar o exercício da ampla defesa. 2. Se o fato ilícito não for descrito adequadamente, limitando-se o acusador a mencionar que o agente concorreu para a prática do delito, a ação deve ser trancada, por inépcia da denúncia. 3. Ordem concedida para trancar a ação penal.’ Vê-se que a exordial acusatória é desprovida do quibus auxiliis e quomodo, pelo que contraria tanto a determinação processual, quanto à garantia da defesa ampla e contraditório.” Ex positis, tendo em conta a superveniente jurisprudência desta Corte no sentido da não admissão de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional, não conheço do pedido formalizado na impetração. Contudo, em face da inépcia da peça acusatória em relação à imputação do crime de homicídio, vício do qual decorre, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582504. Supremo Tribunal Federal HC 110015 / RJ (quomodo) e o tempo do fato (quando). Ora, o que efetivamente se sabe a respeito do paciente é que estava presente no momento da ação delituosa, e nada mais. Por isso, outro é o entendimento do Superior Tribunal. Veja-se, a propósito, o RHC 16.981 (Ministro Hamilton Carvalhido, DJe de 4.8.08): ‘A omissão da intenção do agente, elemento subjetivo do tipo, suprime a regularidade formal da denúncia que há de descrever o fato em todas as suas circunstâncias, indeclinavelmente, ante o disposto no artigo 41 do Código de Processo Penal’. Ainda trago o Resp 167.791 (Ministro Vicente Cernicchiaro, DJ de 17.2.99): ‘A denúncia precisa descrever a conduta delituosa. Decorrência dos princípios constitucionais do contraditório e da defesa plena. Qualquer que seja o delito. Os chamados crimes societários não fazem exceção’. Trago ainda, de minha relatoria, o HC 132.449, publicado em 3.8.09: ‘1. A denúncia deve descrever a conduta do agente, de modo a possibilitar o exercício da ampla defesa. 2. Se o fato ilícito não for descrito adequadamente, limitando-se o acusador a mencionar que o agente concorreu para a prática do delito, a ação deve ser trancada, por inépcia da denúncia. 3. Ordem concedida para trancar a ação penal.’ Vê-se que a exordial acusatória é desprovida do quibus auxiliis e quomodo, pelo que contraria tanto a determinação processual, quanto à garantia da defesa ampla e contraditório.” Ex positis, tendo em conta a superveniente jurisprudência desta Corte no sentido da não admissão de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional, não conheço do pedido formalizado na impetração. Contudo, em face da inépcia da peça acusatória em relação à imputação do crime de homicídio, vício do qual decorre, 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582504. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110015 / RJ consectariamente, a impossibilidade do exercício da ampla defesa e do contraditório – garantias constitucionais -, concedo a ordem, ex officio, para a nulidade parcial da denúncia, somente em relação ao paciente, sem prejuízo de que outra seja elaborada com o cumprimento dos ditames legais. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582504. Supremo Tribunal Federal HC 110015 / RJ consectariamente, a impossibilidade do exercício da ampla defesa e do contraditório – garantias constitucionais -, concedo a ordem, ex officio, para a nulidade parcial da denúncia, somente em relação ao paciente, sem prejuízo de que outra seja elaborada com o cumprimento dos ditames legais. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3582504. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 110.015 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : FRANCISCO DE ASSIS CUSTODIO DE OLIVEIRA IMPTE.(S) : LEONARDO DA SILVA ARAUJO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604631 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 110.015 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : FRANCISCO DE ASSIS CUSTODIO DE OLIVEIRA IMPTE.(S) : LEONARDO DA SILVA ARAUJO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604631 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 110 . 015", "HC 110015 / RJ", "HC 110015 / RJ", "HC 110015 / RJ", "HC 110015 / RJ", "HABEAS CORPUS 110 . 015", "HABEAS CORPUS 110 . 015", "HC 110015 /", "HC 110015 / RJ", "HC 110015 / RJ", "HC 110015 / RJ", "HABEAS CORPUS 110 . 015", "Habeas Corpus n 146 . 406 / RJ", "HABEAS CORPUS 110 . 015", "Habeas Corpus n 146 . 406 / RJ", "HC 110015 / RJ", "HC 110015 / RJ", "HC 110015 / RJ", "HC 110015 / RJ", "HC 110015 / RJ", "RHC 16 . 981", "Resp 167 . 791", "HC 132 . 449", "HC 110015 / RJ", "RHC 16 . 981", "Resp 167 . 791", "HC 132 . 449", "HC 110015 / RJ", "HC 110015 / RJ", "HABEAS CORPUS 110 . 015" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "Constituição Federal", "Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 41 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 41 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 41 do Cód . de Pr . 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"Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público Federal", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Ministério Público", "Tribunal de Justiça do 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Ementa e Acórdão 21/02/2013 PLENÁRIO REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.057 RONDÔNIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: SIAFI/CADIN/CAUC – INCLUSÃO, NESSE CADASTRO FEDERAL, DO ESTADO DE RONDÔNIA E DO FUNDO PENITENCIÁRIO ESTADUAL – FUPEN – IMINÊNCIA DE IMPOSIÇÃO, AO ESTADO-MEMBRO, DE LIMITAÇÕES DE ORDEM JURÍDICA, EM VIRTUDE DA EXIGÊNCIA DE RECOLHIMENTO, PELO ESTADO, DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS SOBRE A REMUNERAÇÃO DE TRABALHO DOS APENADOS DO SISTEMA PENITENCIÁRIO ESTADUAL – EXISTÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA – OCORRÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE SITUAÇÃO CONFIGURADORA DE “PERICULUM IN MORA” – RISCO À CONTINUIDADE DA EXECUÇÃO, NO PLANO LOCAL, DE POLÍTICAS PÚBLICAS – LITÍGIO QUE SE SUBMETE À ESFERA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – HARMONIA E EQUILÍBRIO NAS RELAÇÕES INSTITUCIONAIS ENTRE OS ESTADOS-MEMBROS E A UNIÃO FEDERAL – O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO – POSSIBILIDADE, NA ESPÉCIE, DE CONFLITO FEDERATIVO – MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA – DECISÃO DO RELATOR REFERENDADA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONFLITOS FEDERATIVOS E O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473586. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Ementa e Acórdão ACO 2057 MC-REF / RO - A Constituição da República confere, ao Supremo Tribunal Federal, a posição eminente de Tribunal da Federação (CF, art. 102, I, “f”), atribuindo, a esta Corte, em tal condição institucional, o poder de dirimir controvérsias, que, ao irromperem no seio do Estado Federal, culminam, perigosamente, por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. A aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, “f”, da Constituição estende-se aos litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação. Doutrina. Precedentes. BLOQUEIO DE RECURSOS FEDERAIS CUJA EFETIVAÇÃO PODE COMPROMETER A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. - O Supremo Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. Precedentes. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473586. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO - A Constituição da República confere, ao Supremo Tribunal Federal, a posição eminente de Tribunal da Federação (CF, art. 102, I, “f”), atribuindo, a esta Corte, em tal condição institucional, o poder de dirimir controvérsias, que, ao irromperem no seio do Estado Federal, culminam, perigosamente, por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. A aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, “f”, da Constituição estende-se aos litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação. Doutrina. Precedentes. BLOQUEIO DE RECURSOS FEDERAIS CUJA EFETIVAÇÃO PODE COMPROMETER A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. - O Supremo Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. Precedentes. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Ementa e Acórdão ACO 2057 MC-REF / RO A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em referendar a cautelar concedida, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 21 de fevereiro de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473586. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em referendar a cautelar concedida, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 21 de fevereiro de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Relatório 21/02/2013 PLENÁRIO REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.057 RONDÔNIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Em sede de “ação cautelar preparatória e inominada” – e tendo em vista a cumulativa satisfação dos pressupostos referentes à plausibilidade jurídica e ao “periculum in mora” –, proferi decisão que possui o seguinte teor: “Trata-se de ‘ação cível originária’, com pedido de liminar, que, ajuizada pelo Estado de Rondônia contra a União Federal, tem por objetivo a declaração de ‘(...) inexistência de relação jurídico tributária que obrigue ao estado de Rondônia ao recolhimento das contribuições previdenciárias sobre pagamentos feitos em decorrência da remuneração de trabalho dos apenados em seu sistema penitenciário, bem como a declaração de nulidade do ato de inclusão nas informações do SIAFI/CADIN/CAUC’. O autor sustenta, em síntese, para justificar sua pretensão cautelar, o que se segue: ‘Com escopo de dar fiel cumprimento aos objetivos da Lei 7.210, de 11 de junho de 1.994, o Estado de Rondônia, através da sua Secretaria de Estado da Justiça e do Fundo Penitenciário Estadual, mantem convênio com entes da Administração, tendo como objeto o aproveitamento de mão de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.057 RONDÔNIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Em sede de “ação cautelar preparatória e inominada” – e tendo em vista a cumulativa satisfação dos pressupostos referentes à plausibilidade jurídica e ao “periculum in mora” –, proferi decisão que possui o seguinte teor: “Trata-se de ‘ação cível originária’, com pedido de liminar, que, ajuizada pelo Estado de Rondônia contra a União Federal, tem por objetivo a declaração de ‘(...) inexistência de relação jurídico tributária que obrigue ao estado de Rondônia ao recolhimento das contribuições previdenciárias sobre pagamentos feitos em decorrência da remuneração de trabalho dos apenados em seu sistema penitenciário, bem como a declaração de nulidade do ato de inclusão nas informações do SIAFI/CADIN/CAUC’. O autor sustenta, em síntese, para justificar sua pretensão cautelar, o que se segue: ‘Com escopo de dar fiel cumprimento aos objetivos da Lei 7.210, de 11 de junho de 1.994, o Estado de Rondônia, através da sua Secretaria de Estado da Justiça e do Fundo Penitenciário Estadual, mantem convênio com entes da Administração, tendo como objeto o aproveitamento de mão de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO obra de presos apenados sob os regimes fechado e semi-aberto e induzido pela Instrução Normativa INSS/DC nº 100/2003, que estabeleceu, em seu art. 12, XXV, a filiação obrigatória, ao Regime Geral da Previdência Social, desses prestadores de serviços, vem recolhendo contribuição previdenciária, referente a parte do trabalhador, no percentual de 11% sobre o salário de contribuição. Sucede que a Receita Federal do Brasil, através da Delegacia Fazendária em Porto Velho – RO, vem exigindo a referida contribuição previdenciária com base em alíquota de 20% sobre o valor do salário de contribuição e em face da divergência, inscreveu não só o Fundo Penitenciário Estadual – FUPEN, bem como, o estado de Rondônia, no SIAF/CADIN/CAUC, impedindo este ente federado de firmar acordos de cooperação, convênios e operações de crédito e entidades federais. Eis a síntese dos fatos que integram a causa ‘petendi’ remota da presente ação, cabendo adiante expor os fundamentos jurídicos que autorizam a declaração de ilegalidade da exigência tributária, bem como, a nulidade dos efeitos da restrição cadastral imposta pela UNIÃO sem observância dos princípios constitucionais do Devido Processo Legal, Ampla Defesa, Contraditório, Razoabilidade e Proporcionalidade. ….......................................................................................... De fato, o registro do CNPJ da FUPEN, bem como do Estado de Rondônia, nos cadastros de inadimplência da União, afetando o âmbito dos três poderes do Estado de Rondônia, foi efetivado sem prévio procedimento ou processo administrativo, que o cientificasse formalmente quanto à medida restritiva, não sendo ofertada sequer oportunidade de defesa quanto à penalidade. Nesse diapasão é preciso lembrar que a Lei n. 9.784/99, traçou normas e princípios gerais de processo administrativos os quais devem ser estritamente observados por toda a Administração Pública Federal, sem exceção. A referida norma concretizou no plano infraconstitucional, o direito 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO obra de presos apenados sob os regimes fechado e semi-aberto e induzido pela Instrução Normativa INSS/DC nº 100/2003, que estabeleceu, em seu art. 12, XXV, a filiação obrigatória, ao Regime Geral da Previdência Social, desses prestadores de serviços, vem recolhendo contribuição previdenciária, referente a parte do trabalhador, no percentual de 11% sobre o salário de contribuição. Sucede que a Receita Federal do Brasil, através da Delegacia Fazendária em Porto Velho – RO, vem exigindo a referida contribuição previdenciária com base em alíquota de 20% sobre o valor do salário de contribuição e em face da divergência, inscreveu não só o Fundo Penitenciário Estadual – FUPEN, bem como, o estado de Rondônia, no SIAF/CADIN/CAUC, impedindo este ente federado de firmar acordos de cooperação, convênios e operações de crédito e entidades federais. Eis a síntese dos fatos que integram a causa ‘petendi’ remota da presente ação, cabendo adiante expor os fundamentos jurídicos que autorizam a declaração de ilegalidade da exigência tributária, bem como, a nulidade dos efeitos da restrição cadastral imposta pela UNIÃO sem observância dos princípios constitucionais do Devido Processo Legal, Ampla Defesa, Contraditório, Razoabilidade e Proporcionalidade. ….......................................................................................... De fato, o registro do CNPJ da FUPEN, bem como do Estado de Rondônia, nos cadastros de inadimplência da União, afetando o âmbito dos três poderes do Estado de Rondônia, foi efetivado sem prévio procedimento ou processo administrativo, que o cientificasse formalmente quanto à medida restritiva, não sendo ofertada sequer oportunidade de defesa quanto à penalidade. Nesse diapasão é preciso lembrar que a Lei n. 9.784/99, traçou normas e princípios gerais de processo administrativos os quais devem ser estritamente observados por toda a Administração Pública Federal, sem exceção. A referida norma concretizou no plano infraconstitucional, o direito 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO fundamental previsto no artigo 5º, inciso LV, da CF, consagrado, para além dos princípios previstos no art. 37, da CF, outros divulgados na doutrina e na jurisprudência, tais como o principio do devido processo legal, da finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, ampla defesa, contraditório e segurança jurídica. Esclareça–se que, no âmbito do CADIN, a Lei nº 10.522/2002, prevê expressamente a concessão de prazo para oitiva do órgão interessado. Resta certo que, a negativa de oportunizar ao autor acerca da probabilidade de inclusão no SIAFI/CADIN/CAUC, seja por que razão for, há inegável violação do principio da ampla defesa e do contraditório, reiterados no art. 2º, da l ei n. 9.784, fulminando a possibilidade de reação de o autor defender-se. Assim, não tendo sido garantido ao Autor a prévia manifestação acerca da integração da requerida de lhe inscrever no SIAFI/CADIN/CAUC e mesmo não tendo havido determinação especifica da penalidade, verifica – se uma clara situação de ilegalidade que precisa ser rechaçada, mediante declaração de inexistência de relação tributária bem como declaração de nulidade do ato de registro, bem como a importação de obrigação de fazer a retirada da restrição dos Cadastros de Inadimplentes.’ (grifei) Reconheço, preliminarmente, considerada a norma inscrita no art. 102, I, ‘f’, da Constituição da República, que a presente causa inclui-se na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal. Com efeito, sabemos que essa regra de competência confere, ao Supremo Tribunal Federal, a posição eminente de Tribunal da Federação, atribuindo, a esta Corte, em tal condição institucional, o poder de dirimir as controvérsias que, ao irromperem no seio do Estado Federal, culminam, perigosamente, por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO fundamental previsto no artigo 5º, inciso LV, da CF, consagrado, para além dos princípios previstos no art. 37, da CF, outros divulgados na doutrina e na jurisprudência, tais como o principio do devido processo legal, da finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, ampla defesa, contraditório e segurança jurídica. Esclareça–se que, no âmbito do CADIN, a Lei nº 10.522/2002, prevê expressamente a concessão de prazo para oitiva do órgão interessado. Resta certo que, a negativa de oportunizar ao autor acerca da probabilidade de inclusão no SIAFI/CADIN/CAUC, seja por que razão for, há inegável violação do principio da ampla defesa e do contraditório, reiterados no art. 2º, da l ei n. 9.784, fulminando a possibilidade de reação de o autor defender-se. Assim, não tendo sido garantido ao Autor a prévia manifestação acerca da integração da requerida de lhe inscrever no SIAFI/CADIN/CAUC e mesmo não tendo havido determinação especifica da penalidade, verifica – se uma clara situação de ilegalidade que precisa ser rechaçada, mediante declaração de inexistência de relação tributária bem como declaração de nulidade do ato de registro, bem como a importação de obrigação de fazer a retirada da restrição dos Cadastros de Inadimplentes.’ (grifei) Reconheço, preliminarmente, considerada a norma inscrita no art. 102, I, ‘f’, da Constituição da República, que a presente causa inclui-se na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal. Com efeito, sabemos que essa regra de competência confere, ao Supremo Tribunal Federal, a posição eminente de Tribunal da Federação, atribuindo, a esta Corte, em tal condição institucional, o poder de dirimir as controvérsias que, ao irromperem no seio do Estado Federal, culminam, perigosamente, por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. Cabe assinalar que o Supremo Tribunal Federal, ao interpretar a norma de competência inscrita no art. 102, I, ‘f’, da Carta Política, tem proclamado que ‘o dispositivo constitucional invocado visa a resguardar o equilíbrio federativo’ (RTJ 81/330-331, Rel. Min. XAVIER DE ALBUQUERQUE – grifei), advertindo, por isso mesmo, que não é qualquer causa que legitima a invocação do preceito constitucional referido, mas, exclusivamente, aquelas controvérsias de que possam derivar situações caracterizadoras de conflito federativo (RTJ 81/675 – RTJ 95/485 – RTJ 132/109 – RTJ 132/120, v.g.). Esse entendimento jurisprudencial evidencia que a aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, ‘f’, da Carta Política restringe-se àqueles litígios – como o de que ora se cuida – cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação, em ordem a viabilizar a incidência da norma constitucional que atribui, a esta Suprema Corte, o papel eminente de Tribunal da Federação (AC 1.700-MC/SE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – AC 2.156-REF-MC/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ACO 597-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ACO 925-REF-MC/RN, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Vale referir, neste ponto, julgamento do Supremo Tribunal Federal, em que esse aspecto da questão foi bem realçado pelo Plenário desta Suprema Corte: ‘CONFLITOS FEDERATIVOS E O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO. - A Constituição da República confere, ao Supremo Tribunal Federal, a posição eminente de Tribunal da Federação (CF, art. 102, I, ‘f’), atribuindo, a esta Corte, em 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. Cabe assinalar que o Supremo Tribunal Federal, ao interpretar a norma de competência inscrita no art. 102, I, ‘f’, da Carta Política, tem proclamado que ‘o dispositivo constitucional invocado visa a resguardar o equilíbrio federativo’ (RTJ 81/330-331, Rel. Min. XAVIER DE ALBUQUERQUE – grifei), advertindo, por isso mesmo, que não é qualquer causa que legitima a invocação do preceito constitucional referido, mas, exclusivamente, aquelas controvérsias de que possam derivar situações caracterizadoras de conflito federativo (RTJ 81/675 – RTJ 95/485 – RTJ 132/109 – RTJ 132/120, v.g.). Esse entendimento jurisprudencial evidencia que a aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, ‘f’, da Carta Política restringe-se àqueles litígios – como o de que ora se cuida – cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação, em ordem a viabilizar a incidência da norma constitucional que atribui, a esta Suprema Corte, o papel eminente de Tribunal da Federação (AC 1.700-MC/SE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – AC 2.156-REF-MC/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ACO 597-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ACO 925-REF-MC/RN, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Vale referir, neste ponto, julgamento do Supremo Tribunal Federal, em que esse aspecto da questão foi bem realçado pelo Plenário desta Suprema Corte: ‘CONFLITOS FEDERATIVOS E O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO. - A Constituição da República confere, ao Supremo Tribunal Federal, a posição eminente de Tribunal da Federação (CF, art. 102, I, ‘f’), atribuindo, a esta Corte, em 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO tal condição institucional, o poder de dirimir as controvérsias, que, ao irromperem no seio do Estado Federal, culminam, perigosamente, por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. A aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, ‘f’, da Constituição estende-se aos litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação. Doutrina. Precedentes.’ (ACO 1.048-QO/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Daí a observação constante do magistério doutrinário (MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, ‘Comentários à Constituição Brasileira de 1988’, vol. 2/219-220, 1992, Saraiva), cuja lição, ao ressaltar essa qualificada competência constitucional do Supremo Tribunal Federal, acentua: ‘Reponta aqui o papel do Supremo Tribunal Federal como órgão de equilíbrio do sistema federativo. Pertencente embora à estrutura da União, o Supremo tem um caráter nacional que o habilita a decidir, com independência e imparcialidade, as causas e conflitos de que sejam partes, em campos opostos, a União e qualquer dos Estados federados.’ (grifei) Definida, assim, a competência originária deste Tribunal, passo a analisar a postulação cautelar deduzida na presente causa. E, ao fazê-lo, observo que os elementos produzidos nesta sede processual revelam-se suficientes para justificar, na espécie, o acolhimento do pleito em questão, eis que concorrem, segundo 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO tal condição institucional, o poder de dirimir as controvérsias, que, ao irromperem no seio do Estado Federal, culminam, perigosamente, por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. A aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, ‘f’, da Constituição estende-se aos litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação. Doutrina. Precedentes.’ (ACO 1.048-QO/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Daí a observação constante do magistério doutrinário (MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, ‘Comentários à Constituição Brasileira de 1988’, vol. 2/219-220, 1992, Saraiva), cuja lição, ao ressaltar essa qualificada competência constitucional do Supremo Tribunal Federal, acentua: ‘Reponta aqui o papel do Supremo Tribunal Federal como órgão de equilíbrio do sistema federativo. Pertencente embora à estrutura da União, o Supremo tem um caráter nacional que o habilita a decidir, com independência e imparcialidade, as causas e conflitos de que sejam partes, em campos opostos, a União e qualquer dos Estados federados.’ (grifei) Definida, assim, a competência originária deste Tribunal, passo a analisar a postulação cautelar deduzida na presente causa. E, ao fazê-lo, observo que os elementos produzidos nesta sede processual revelam-se suficientes para justificar, na espécie, o acolhimento do pleito em questão, eis que concorrem, segundo 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO vislumbro em juízo de estrita delibação, os requisitos autorizadores da concessão da medida cautelar ora postulada. Cumpre ressaltar que a plausibilidade jurídica da pretensão cautelar formulada na presente sede processual resulta, considerado o fundamento invocado pelo autor, de possível transgressão à garantia constitucional do devido processo legal (igualmente aplicável aos procedimentos de caráter meramente administrativo). Cabe advertir, por relevante, em face da essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que a Constituição da República estabelece, em seu art. 5º, incisos LIV e LV, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. Impende assinalar, bem por isso, na linha de decisões que já proferi nesta Corte (RTJ 183/371-372, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 306.626/MT, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), que o Estado, em tema de restrição à esfera jurídica de qualquer pessoa (inclusive das pessoas estatais), não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva ou arbitrária, desconsiderando, no exercício de sua atividade, o postulado da plenitude de defesa, pois – cabe enfatizar – o reconhecimento da legitimidade ético-jurídica de qualquer medida imposta pelo Poder Público, de que resultem, como no caso, consequências gravosas no plano dos direitos e garantias individuais, exige a fiel observância do princípio do devido processo legal (CF, art. 5º, LIV e LV), consoante adverte autorizado magistério doutrinário (MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, ‘Comentários à Constituição Brasileira de 1988’, vol. 1/68-69, 1990, Saraiva; PINTO FERREIRA, ‘Comentários à Constituição Brasileira’, vol. 1/176 e 180, 1989, Saraiva; JESSÉ TORRES PEREIRA JÚNIOR, ‘O Direito à Defesa na Constituição de 1988’, p. 71/73, item n. 17, 1991, Renovar; EDGARD SILVEIRA BUENO FILHO, ‘O Direito à Defesa na Constituição’, p. 47/49, 1994, Saraiva; CELSO RIBEIRO BASTOS, ‘Comentários à Constituição do Brasil’, vol. 2/268-269, 1989, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO vislumbro em juízo de estrita delibação, os requisitos autorizadores da concessão da medida cautelar ora postulada. Cumpre ressaltar que a plausibilidade jurídica da pretensão cautelar formulada na presente sede processual resulta, considerado o fundamento invocado pelo autor, de possível transgressão à garantia constitucional do devido processo legal (igualmente aplicável aos procedimentos de caráter meramente administrativo). Cabe advertir, por relevante, em face da essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que a Constituição da República estabelece, em seu art. 5º, incisos LIV e LV, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. Impende assinalar, bem por isso, na linha de decisões que já proferi nesta Corte (RTJ 183/371-372, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 306.626/MT, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), que o Estado, em tema de restrição à esfera jurídica de qualquer pessoa (inclusive das pessoas estatais), não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva ou arbitrária, desconsiderando, no exercício de sua atividade, o postulado da plenitude de defesa, pois – cabe enfatizar – o reconhecimento da legitimidade ético-jurídica de qualquer medida imposta pelo Poder Público, de que resultem, como no caso, consequências gravosas no plano dos direitos e garantias individuais, exige a fiel observância do princípio do devido processo legal (CF, art. 5º, LIV e LV), consoante adverte autorizado magistério doutrinário (MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, ‘Comentários à Constituição Brasileira de 1988’, vol. 1/68-69, 1990, Saraiva; PINTO FERREIRA, ‘Comentários à Constituição Brasileira’, vol. 1/176 e 180, 1989, Saraiva; JESSÉ TORRES PEREIRA JÚNIOR, ‘O Direito à Defesa na Constituição de 1988’, p. 71/73, item n. 17, 1991, Renovar; EDGARD SILVEIRA BUENO FILHO, ‘O Direito à Defesa na Constituição’, p. 47/49, 1994, Saraiva; CELSO RIBEIRO BASTOS, ‘Comentários à Constituição do Brasil’, vol. 2/268-269, 1989, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO Saraiva; MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO, ‘Direito Administrativo’, p. 401/402, 5ª ed., 1995, Atlas; LÚCIA VALLE FIGUEIREDO, ‘Curso de Direito Administrativo’, p. 290 e 293/294, 2ª ed., 1995, Malheiros; HELY LOPES MEIRELLES, ‘Direito Administrativo Brasileiro’, p. 588, 17ª ed., 1992, Malheiros, v.g.). Cumpre ter presente, neste ponto, o valioso magistério de PAULO GUSTAVO GONET BRANCO, em obra conjunta escrita com GILMAR FERREIRA MENDES e INOCÊNCIO MÁRTIRES COELHO (‘Curso de Direito Constitucional’, p. 261/262, item n. 12.1, 2007, Saraiva), cuja lição ressalta a possibilidade constitucional de pessoas jurídicas titularizarem, elas mesmas, direitos e garantias fundamentais, aí incluídas, no que concerne às prerrogativas jurídicas de ordem procedimental, as próprias pessoas de direito público: ‘Não há, em princípio, impedimento insuperável a que pessoas jurídicas venham, também, a ser consideradas titulares de direitos fundamentais, não obstantes estes, originalmente, terem por referência a pessoa física. Acha-se superada a doutrina de que os direitos fundamentais se dirigem apenas às pessoas humanas. Os direitos fundamentais suscetíveis, por sua natureza, de serem exercidos por pessoas jurídicas podem tê-las por titular. (…). ….......................................................................................... Questão mais melindrosa diz com a possibilidade de pessoa jurídica de direito público vir a titularizar direitos fundamentais. Afinal, os direitos fundamentais nascem da intenção de garantir uma esfera de liberdade justamente em face dos Poderes Públicos. Novamente, aqui, uma resposta negativa absoluta não conviria, até por força de alguns desdobramentos dos direitos fundamentais do ponto de vista da sua dimensão objetiva. Tem-se admitido que as entidades estatais gozam de 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO Saraiva; MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO, ‘Direito Administrativo’, p. 401/402, 5ª ed., 1995, Atlas; LÚCIA VALLE FIGUEIREDO, ‘Curso de Direito Administrativo’, p. 290 e 293/294, 2ª ed., 1995, Malheiros; HELY LOPES MEIRELLES, ‘Direito Administrativo Brasileiro’, p. 588, 17ª ed., 1992, Malheiros, v.g.). Cumpre ter presente, neste ponto, o valioso magistério de PAULO GUSTAVO GONET BRANCO, em obra conjunta escrita com GILMAR FERREIRA MENDES e INOCÊNCIO MÁRTIRES COELHO (‘Curso de Direito Constitucional’, p. 261/262, item n. 12.1, 2007, Saraiva), cuja lição ressalta a possibilidade constitucional de pessoas jurídicas titularizarem, elas mesmas, direitos e garantias fundamentais, aí incluídas, no que concerne às prerrogativas jurídicas de ordem procedimental, as próprias pessoas de direito público: ‘Não há, em princípio, impedimento insuperável a que pessoas jurídicas venham, também, a ser consideradas titulares de direitos fundamentais, não obstantes estes, originalmente, terem por referência a pessoa física. Acha-se superada a doutrina de que os direitos fundamentais se dirigem apenas às pessoas humanas. Os direitos fundamentais suscetíveis, por sua natureza, de serem exercidos por pessoas jurídicas podem tê-las por titular. (…). ….......................................................................................... Questão mais melindrosa diz com a possibilidade de pessoa jurídica de direito público vir a titularizar direitos fundamentais. Afinal, os direitos fundamentais nascem da intenção de garantir uma esfera de liberdade justamente em face dos Poderes Públicos. Novamente, aqui, uma resposta negativa absoluta não conviria, até por força de alguns desdobramentos dos direitos fundamentais do ponto de vista da sua dimensão objetiva. Tem-se admitido que as entidades estatais gozam de 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO direitos do tipo procedimental. Essa a lição de Hesse, que a ilustra citando o direito de ser ouvido em juízo e o direito ao juiz predeterminado por lei. A esses exemplos, poder-se-ia agregar o direito à igualdade de armas – que o STF afirmou ser prerrogativa, também, da acusação pública, no processo penal – e o direito à ampla defesa.’ (grifei) Essa visão do tema tem o apoio da própria jurisprudência constitucional do Supremo Tribunal Federal: ‘A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. - A imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo (como sucede com a inclusão de supostos devedores em cadastros públicos de inadimplentes), supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do ‘due process of law’, assegurada, pela Constituição da República (art. 5º, LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina . Precedentes .’ (AC 2.032-QO/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) A jurisprudência dos Tribunais, notadamente a do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado a essencialidade desse princípio, nele reconhecendo uma insuprimível garantia, que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO direitos do tipo procedimental. Essa a lição de Hesse, que a ilustra citando o direito de ser ouvido em juízo e o direito ao juiz predeterminado por lei. A esses exemplos, poder-se-ia agregar o direito à igualdade de armas – que o STF afirmou ser prerrogativa, também, da acusação pública, no processo penal – e o direito à ampla defesa.’ (grifei) Essa visão do tema tem o apoio da própria jurisprudência constitucional do Supremo Tribunal Federal: ‘A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. - A imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo (como sucede com a inclusão de supostos devedores em cadastros públicos de inadimplentes), supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do ‘due process of law’, assegurada, pela Constituição da República (art. 5º, LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina . Precedentes .’ (AC 2.032-QO/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) A jurisprudência dos Tribunais, notadamente a do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado a essencialidade desse princípio, nele reconhecendo uma insuprimível garantia, que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO revestida, ou não, de caráter punitivo (RDA 97/110 – RDA 114/142 – RDA 118/99 – RTJ 163/790, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 306.626/MT, Rel. Min. CELSO DE MELLO, ‘in’ Informativo/STF nº 253/2002 – RE 140.195/SC, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – RE 191.480/SC, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RE 199.800/SP, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.): ‘RESTRIÇÃO DE DIREITOS E GARANTIA DO ‘DUE PROCESS OF LAW’. - O Estado, em tema de punições disciplinares ou de restrição a direitos, qualquer que seja o destinatário de tais medidas, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva ou arbitrária, desconsiderando, no exercício de sua atividade, o postulado da plenitude de defesa, pois o reconhecimento da legitimidade ético-jurídica de qualquer medida estatal – que importe em punição disciplinar ou em limitação de direitos – exige, ainda que se cuide de procedimento meramente administrativo (CF, art. 5º, LV), a fiel observância do princípio do devido processo legal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reafirmado a essencialidade desse princípio, nele reconhecendo uma insuprimível garantia, que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa, sob pena de nulidade do próprio ato punitivo ou da medida restritiva de direitos. Precedentes. Doutrina.’ (RTJ 183/371-372, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Impende referir, por oportuno, que, em situações semelhantes à que se registra na presente causa, esta Suprema Corte tem deferido, ‘initio litis’, provimentos cautelares e/ou antecipatórios em processos instaurados por iniciativa do próprio Estado-membro (RTJ 192/767- -768, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AC 39-AgR/PR, Rel. Min. ELLEN GRACIE – AC 235-MC/S P , Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – AC 1.033-AgR-QO/DF, Rel. Min. CELSO DE 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO revestida, ou não, de caráter punitivo (RDA 97/110 – RDA 114/142 – RDA 118/99 – RTJ 163/790, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 306.626/MT, Rel. Min. CELSO DE MELLO, ‘in’ Informativo/STF nº 253/2002 – RE 140.195/SC, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – RE 191.480/SC, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – RE 199.800/SP, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.): ‘RESTRIÇÃO DE DIREITOS E GARANTIA DO ‘DUE PROCESS OF LAW’. - O Estado, em tema de punições disciplinares ou de restrição a direitos, qualquer que seja o destinatário de tais medidas, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva ou arbitrária, desconsiderando, no exercício de sua atividade, o postulado da plenitude de defesa, pois o reconhecimento da legitimidade ético-jurídica de qualquer medida estatal – que importe em punição disciplinar ou em limitação de direitos – exige, ainda que se cuide de procedimento meramente administrativo (CF, art. 5º, LV), a fiel observância do princípio do devido processo legal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reafirmado a essencialidade desse princípio, nele reconhecendo uma insuprimível garantia, que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa, sob pena de nulidade do próprio ato punitivo ou da medida restritiva de direitos. Precedentes. Doutrina.’ (RTJ 183/371-372, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Impende referir, por oportuno, que, em situações semelhantes à que se registra na presente causa, esta Suprema Corte tem deferido, ‘initio litis’, provimentos cautelares e/ou antecipatórios em processos instaurados por iniciativa do próprio Estado-membro (RTJ 192/767- -768, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AC 39-AgR/PR, Rel. Min. ELLEN GRACIE – AC 235-MC/S P , Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – AC 1.033-AgR-QO/DF, Rel. Min. CELSO DE 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO MELLO – AC 1.260-MC/BA, Rel. Min. GILMAR MENDES – AC 1.700-MC/SE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – AC 1.915/RJ , Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AC 1.936-MC/SE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ACO 900/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – ACO 1.048-QO/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO), determinando, então, a adoção da mesma providência que ora se postula nesta sede processual: ‘(...) A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. - A imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo, supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do ‘due process of law’, assegurada, pela Constituição da República (art. 5º, LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. - A Constituição da República estabelece, em seu art. 5º, incisos LIV e LV, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, seja ela 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO MELLO – AC 1.260-MC/BA, Rel. Min. GILMAR MENDES – AC 1.700-MC/SE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – AC 1.915/RJ , Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AC 1.936-MC/SE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ACO 900/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – ACO 1.048-QO/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO), determinando, então, a adoção da mesma providência que ora se postula nesta sede processual: ‘(...) A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. - A imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo, supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do ‘due process of law’, assegurada, pela Constituição da República (art. 5º, LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. - A Constituição da República estabelece, em seu art. 5º, incisos LIV e LV, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, seja ela 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO pública ou privada, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. - A jurisprudência dos Tribunais, especialmente a do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível garantia, que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes. BLOQUEIO DE RECURSOS CUJA EFETIVAÇÃO COMPROMETE A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. - O Supremo Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. Precedentes.’ (ACO 1.576-TA-REF/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Ressalto, ainda, julgamento, em caso idêntico ao ora em análise, no qual o Plenário desta Suprema Corte ordenou a suspensão cautelar do registro constante do CADIN/SIAFI, efetuado em desarmonia com a garantia do devido processo legal: ‘CADIN/SIAFI – INCLUSÃO, NESSE CADASTRO 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO pública ou privada, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. - A jurisprudência dos Tribunais, especialmente a do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível garantia, que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes. BLOQUEIO DE RECURSOS CUJA EFETIVAÇÃO COMPROMETE A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. - O Supremo Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. Precedentes.’ (ACO 1.576-TA-REF/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Ressalto, ainda, julgamento, em caso idêntico ao ora em análise, no qual o Plenário desta Suprema Corte ordenou a suspensão cautelar do registro constante do CADIN/SIAFI, efetuado em desarmonia com a garantia do devido processo legal: ‘CADIN/SIAFI – INCLUSÃO, NESSE CADASTRO 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO FEDERAL, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, POR EFEITO DE DIVERGÊNCIAS NA PRESTAÇÃO DE CONTAS DO CONVÊNIO MJ Nº 019/2000 – CONSEQÜENTE IMPOSIÇÃO, AO ESTADO-MEMBRO, EM VIRTUDE DE ALEGADO DESCUMPRIMENTO DAS RESPECTIVAS OBRIGAÇÕES, DE LIMITAÇÕES DE ORDEM JURÍDICA – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL COMO REQUISITO LEGITIMADOR DA INCLUSÃO, NO CADIN/SIAFI, DE QUALQUER ENTE ESTATAL – LITÍGIO QUE SE SUBMETE À ESFERA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – HARMONIA E EQUILÍBRIO NAS RELAÇÕES INSTITUCIONAIS ENTRE OS ESTADOS-MEMBROS E A UNIÃO FEDERAL – O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO – POSSIBILIDADE DE CONFLITO FEDERATIVO – PRETENSÃO CAUTELAR FUNDADA NAS ALEGAÇÕES DE TRANSGRESSÃO À GARANTIA DO ‘DUE PROCESS OF LAW’ E DE DESRESPEITO AO POSTULADO DA RESERVA DE LEI EM SENTIDO FORMAL – MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA – DECISÃO DO RELATOR REFERENDADA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ….......................................................................................... LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. - A imposição estatal de restrições de ordem jurídica, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo (como sucede com a inclusão de supostos devedores em cadastros públicos de inadimplentes), supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO FEDERAL, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, POR EFEITO DE DIVERGÊNCIAS NA PRESTAÇÃO DE CONTAS DO CONVÊNIO MJ Nº 019/2000 – CONSEQÜENTE IMPOSIÇÃO, AO ESTADO-MEMBRO, EM VIRTUDE DE ALEGADO DESCUMPRIMENTO DAS RESPECTIVAS OBRIGAÇÕES, DE LIMITAÇÕES DE ORDEM JURÍDICA – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL COMO REQUISITO LEGITIMADOR DA INCLUSÃO, NO CADIN/SIAFI, DE QUALQUER ENTE ESTATAL – LITÍGIO QUE SE SUBMETE À ESFERA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – HARMONIA E EQUILÍBRIO NAS RELAÇÕES INSTITUCIONAIS ENTRE OS ESTADOS-MEMBROS E A UNIÃO FEDERAL – O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO – POSSIBILIDADE DE CONFLITO FEDERATIVO – PRETENSÃO CAUTELAR FUNDADA NAS ALEGAÇÕES DE TRANSGRESSÃO À GARANTIA DO ‘DUE PROCESS OF LAW’ E DE DESRESPEITO AO POSTULADO DA RESERVA DE LEI EM SENTIDO FORMAL – MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA – DECISÃO DO RELATOR REFERENDADA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ….......................................................................................... LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. - A imposição estatal de restrições de ordem jurídica, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo (como sucede com a inclusão de supostos devedores em cadastros públicos de inadimplentes), supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO do ‘due process of law’, assegurada, pela Constituição da República (art. 5º, LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina . Precedentes . (...).’ (ACO 1.048-QO/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Impõe-se ter presente, agora, um outro aspecto que se me afigura relevante, considerada a jurisprudência que o Supremo Tribunal Federal firmou em decisões que – ordenando a liberação e o repasse de verbas federais – foram proferidas com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que pudesse comprometer, de modo irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou de serviços essenciais à coletividade: ‘Questão de ordem em medida cautelar em ação cautelar. 2. Autarquia estadual. Inscrição no SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal). 3. Impedimento de repasse de verbas federais . Risco para a continuidade da execução de políticas públicas. 4. Precedentes: (QO) AC nº 259-AP, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ de 03.12.2004; (QO) AC nº 266-SP, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 28.10.2004; e (AgR) AC nº 39-PR, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ de 05.03.2004. 5. Cautelar, em questão de ordem, referendada.” (AC 1.084-MC-QO/AP, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno – grifei) Essa mesma orientação foi observada no julgamento (monocrático) da AC 1.989-MC/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES, da AC 2.578- -MC/PB, Rel. Min. CELSO DE MELLO, e da ACO 1.576-TA- -REF/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO, em casos que guardam absoluta identidade com a matéria ora em exame. O que se mostra importante considerar, na realidade, é a 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO do ‘due process of law’, assegurada, pela Constituição da República (art. 5º, LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina . Precedentes . (...).’ (ACO 1.048-QO/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Impõe-se ter presente, agora, um outro aspecto que se me afigura relevante, considerada a jurisprudência que o Supremo Tribunal Federal firmou em decisões que – ordenando a liberação e o repasse de verbas federais – foram proferidas com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que pudesse comprometer, de modo irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou de serviços essenciais à coletividade: ‘Questão de ordem em medida cautelar em ação cautelar. 2. Autarquia estadual. Inscrição no SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal). 3. Impedimento de repasse de verbas federais . Risco para a continuidade da execução de políticas públicas. 4. Precedentes: (QO) AC nº 259-AP, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ de 03.12.2004; (QO) AC nº 266-SP, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 28.10.2004; e (AgR) AC nº 39-PR, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ de 05.03.2004. 5. Cautelar, em questão de ordem, referendada.” (AC 1.084-MC-QO/AP, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno – grifei) Essa mesma orientação foi observada no julgamento (monocrático) da AC 1.989-MC/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES, da AC 2.578- -MC/PB, Rel. Min. CELSO DE MELLO, e da ACO 1.576-TA- -REF/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO, em casos que guardam absoluta identidade com a matéria ora em exame. O que se mostra importante considerar, na realidade, é a 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO orientação que o Supremo Tribunal Federal firmou a respeito do tema em análise, na qual esta Suprema Corte tem enfatizado a sua preocupação com as graves consequências, para o interesse da coletividade, que podem resultar do bloqueio das transferências de recursos federais (AC 2.032-QO/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) ou de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantia, como se verifica de fragmento de decisão proferida pelo eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, referendada pelo E. Plenário desta Corte: ‘(...) Os argumentos apresentados evidenciam a plausibilidade jurídica do pedido cautelar, porquanto a permanência do Estado de São Paulo nos registros do CAUC e SIAFI implica o imediato bloqueio das transferências de recursos federais em detrimento do interesse público, com prejuízos irreparáveis ao crescimento estadual e à população.’ (AC 1.845-MC/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Assinalo que essa preocupação do Supremo Tribunal Federal tem sido reafirmada em diversos outros julgamentos, como o evidencia a seguinte decisão consubstanciada em acórdão assim ementado: ‘(...) NECESSIDADE DE SUSPENSÃO DA INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO NO CAUC/SIAFI, COM O OBJETIVO DE NÃO FRUSTRAR A REGULAR PRESTAÇÃO, NO PLANO LOCAL, DE SERVIÇOS PÚBLICOS ESSENCIAIS. A inscrição no registro federal concernente a entidades e instituições inadimplentes, mais do que simplesmente afetar, compromete, de modo irreversível, a prestação, no plano local, de serviços públicos de caráter primário, além de inviabilizar a celebração de novos convênios, impedindo, assim, a transferência de recursos financeiros necessários ao 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO orientação que o Supremo Tribunal Federal firmou a respeito do tema em análise, na qual esta Suprema Corte tem enfatizado a sua preocupação com as graves consequências, para o interesse da coletividade, que podem resultar do bloqueio das transferências de recursos federais (AC 2.032-QO/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) ou de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantia, como se verifica de fragmento de decisão proferida pelo eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, referendada pelo E. Plenário desta Corte: ‘(...) Os argumentos apresentados evidenciam a plausibilidade jurídica do pedido cautelar, porquanto a permanência do Estado de São Paulo nos registros do CAUC e SIAFI implica o imediato bloqueio das transferências de recursos federais em detrimento do interesse público, com prejuízos irreparáveis ao crescimento estadual e à população.’ (AC 1.845-MC/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Assinalo que essa preocupação do Supremo Tribunal Federal tem sido reafirmada em diversos outros julgamentos, como o evidencia a seguinte decisão consubstanciada em acórdão assim ementado: ‘(...) NECESSIDADE DE SUSPENSÃO DA INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO NO CAUC/SIAFI, COM O OBJETIVO DE NÃO FRUSTRAR A REGULAR PRESTAÇÃO, NO PLANO LOCAL, DE SERVIÇOS PÚBLICOS ESSENCIAIS. A inscrição no registro federal concernente a entidades e instituições inadimplentes, mais do que simplesmente afetar, compromete, de modo irreversível, a prestação, no plano local, de serviços públicos de caráter primário, além de inviabilizar a celebração de novos convênios, impedindo, assim, a transferência de recursos financeiros necessários ao 14 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO desenvolvimento e ao fortalecimento de áreas sensíveis, como a saúde, a educação e a segurança públicas. Situação que configura, de modo expressivo, para efeito de outorga de provimento cautelar, hipótese caracterizadora de ‘periculum in mora’. Precedentes.’ (AC 2.327-REF-MC/MS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Registre-se, finalmente, que o Estado de Rondônia justificou, de maneira inteiramente adequada, as razões que caracterizam a concreta ocorrência, na espécie, da situação configuradora do ‘periculum in mora’. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, defiro, ‘ad referendum’ do E. Plenário do Supremo Tribunal Federal (RISTF, art. 21, inciso V), até final julgamento desta causa, o pedido de medida liminar formulado pelo Estado de Rondônia, em ordem a suspender, cautelarmente, ‘do sistema SIAFI/CADIN/CAUC, a restrição cadastral que pesa sobre o do ESTADO DE RONDÔNIA e sua SECRETÁRIA DE ESTADO DE JUSTIÇA e o FUNDO PENITENCIÁRIO ESTADUAL, relativamente ao registro de inadimplência ocasionado pelo não recolhimento de contribuições previdenciárias em decorrência da remuneração de trabalho dos apenados do seu sistema penitenciário, desconsiderando-a para todos os efeitos legais, inclusive, para fins de realização das transferências voluntárias e para contratação de operações de crédito externo e interno’. 2. Comunique-se, com urgência, o teor da presente decisão, para cumprimento imediato, ao Senhor Advogado-Geral da União e ao Senhor Secretário do Tesouro Nacional. ....................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Para os fins a que se refere o art. 21, inciso V, do RISTF, submeto, ao referendo do E. Plenário desta Suprema Corte, a decisão em causa. É o relatório. 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO desenvolvimento e ao fortalecimento de áreas sensíveis, como a saúde, a educação e a segurança públicas. Situação que configura, de modo expressivo, para efeito de outorga de provimento cautelar, hipótese caracterizadora de ‘periculum in mora’. Precedentes.’ (AC 2.327-REF-MC/MS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Registre-se, finalmente, que o Estado de Rondônia justificou, de maneira inteiramente adequada, as razões que caracterizam a concreta ocorrência, na espécie, da situação configuradora do ‘periculum in mora’. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, defiro, ‘ad referendum’ do E. Plenário do Supremo Tribunal Federal (RISTF, art. 21, inciso V), até final julgamento desta causa, o pedido de medida liminar formulado pelo Estado de Rondônia, em ordem a suspender, cautelarmente, ‘do sistema SIAFI/CADIN/CAUC, a restrição cadastral que pesa sobre o do ESTADO DE RONDÔNIA e sua SECRETÁRIA DE ESTADO DE JUSTIÇA e o FUNDO PENITENCIÁRIO ESTADUAL, relativamente ao registro de inadimplência ocasionado pelo não recolhimento de contribuições previdenciárias em decorrência da remuneração de trabalho dos apenados do seu sistema penitenciário, desconsiderando-a para todos os efeitos legais, inclusive, para fins de realização das transferências voluntárias e para contratação de operações de crédito externo e interno’. 2. Comunique-se, com urgência, o teor da presente decisão, para cumprimento imediato, ao Senhor Advogado-Geral da União e ao Senhor Secretário do Tesouro Nacional. ....................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Para os fins a que se refere o art. 21, inciso V, do RISTF, submeto, ao referendo do E. Plenário desta Suprema Corte, a decisão em causa. É o relatório. 15 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 21/02/2013 PLENÁRIO REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.057 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Referendo, integralmente, por seus próprios fundamentos, a decisão que proferi, neste processo, em 05/12/2012. Assinalo, por necessário, que o provimento cautelar ora concedido ao Estado de Rondônia reveste-se de eficácia temporal limitada (CPC, art. 808, I), considerado o que dispõe o art. 806 do Código de Processo Civil. A Secretaria do Supremo Tribunal Federal, após publicado o acórdão consubstanciador deste julgamento, deverá promover, em momento oportuno, a juntada de cópia do referido julgado aos autos da ação principal a ser ajuizada pelo Estado de Rondônia. O teor da decisão ora referendada e o resultado do presente julgamento deverão ser comunicados, com urgência, para imediato cumprimento, ao Senhor Advogado-Geral da União, ao Senhor Ministro de Estado da Justiça e ao Senhor Secretário do Tesouro Nacional. É o meu voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473588. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.057 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Referendo, integralmente, por seus próprios fundamentos, a decisão que proferi, neste processo, em 05/12/2012. Assinalo, por necessário, que o provimento cautelar ora concedido ao Estado de Rondônia reveste-se de eficácia temporal limitada (CPC, art. 808, I), considerado o que dispõe o art. 806 do Código de Processo Civil. A Secretaria do Supremo Tribunal Federal, após publicado o acórdão consubstanciador deste julgamento, deverá promover, em momento oportuno, a juntada de cópia do referido julgado aos autos da ação principal a ser ajuizada pelo Estado de Rondônia. O teor da decisão ora referendada e o resultado do presente julgamento deverão ser comunicados, com urgência, para imediato cumprimento, ao Senhor Advogado-Geral da União, ao Senhor Ministro de Estado da Justiça e ao Senhor Secretário do Tesouro Nacional. É o meu voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Decisão de Julgamento PLENÁRIO EXTRATO DE ATA REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.057 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por votação unânime, referendou a cautelar concedida, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 21.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3467551 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.057 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por votação unânime, referendou a cautelar concedida, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 21.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3467551 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3492844
2013-02-21T00:00:00
2013-03-13T00:00:00
O Tribunal, por votação unânime, referendou a cautelar concedida, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 21.02.2013.
REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA
E M E N T A: SIAFI/CADIN/CAUC – INCLUSÃO, NESSE CADASTRO FEDERAL, DO ESTADO DE RONDÔNIA E DO FUNDO PENITENCIÁRIO ESTADUAL – FUPEN – IMINÊNCIA DE IMPOSIÇÃO, AO ESTADO-MEMBRO, DE LIMITAÇÕES DE ORDEM JURÍDICA, EM VIRTUDE DA EXIGÊNCIA DE RECOLHIMENTO, PELO ESTADO, DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS SOBRE A REMUNERAÇÃO DE TRABALHO DOS APENADOS DO SISTEMA PENITENCIÁRIO ESTADUAL – EXISTÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA – OCORRÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE SITUAÇÃO CONFIGURADORA DE “PERICULUM IN MORA” – RISCO À CONTINUIDADE DA EXECUÇÃO, NO PLANO LOCAL, DE POLÍTICAS PÚBLICAS – LITÍGIO QUE SE SUBMETE À ESFERA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – HARMONIA E EQUILÍBRIO NAS RELAÇÕES INSTITUCIONAIS ENTRE OS ESTADOS-MEMBROS E A UNIÃO FEDERAL – O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO – POSSIBILIDADE, NA ESPÉCIE, DE CONFLITO FEDERATIVO – MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA – DECISÃO DO RELATOR REFERENDADA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONFLITOS FEDERATIVOS E O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO. - A Constituição da República confere, ao Supremo Tribunal Federal, a posição eminente de Tribunal da Federação (CF, art. 102, I, “f”), atribuindo, a esta Corte, em tal condição institucional, o poder de dirimir controvérsias, que, ao irromperem no seio do Estado Federal, culminam, perigosamente, por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. A aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, “f”, da Constituição estende-se aos litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação. Doutrina. Precedentes. BLOQUEIO DE RECURSOS FEDERAIS CUJA EFETIVAÇÃO PODE COMPROMETER A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. - O Supremo Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. Precedentes.
sjur226271
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA, STF, VÍNCULO FEDERATIVO) AC 2156 MC-Ref (TP), ACO 597 AgR (TP), ACO 925 MC-Ref, ACO 1048 QO (TP); RTJ 81/330, RTJ 81/675, RTJ 95/485, RTJ 132/109, RTJ 132/120. (PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO, TITULARIDADE, DIREITO FUNDAMENTAL, DEVIDO PROCESSO LEGAL) RE 140195 (1ªT), RE 191480 (2ªT), RE 199800 (TP), AC 39 AgR (TP), AC 1033 AgR-QO (TP); RTJ 192/767, RTJ 183/371, RTJ 163/790; RDA 97/110, RDA 114/142, RDA 118/99. (MEDIDA CAUTELAR, SUSPENSÃO, INSCRIÇÃO, CADIN/SIAFI) AC 2032 QO (TP), AC 1048 QO (TP), AC 1084 MC-QO (TP), AC 2032 QO (TP), ACO 1576 TA-Ref (TP), AC 2327 MC-Ref. - Decisões monocráticas citadas: (COMPETÊNCIA, STF, VÍNCULO FEDERATIVO) AC 1700 MC. (PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO, TITULARIDADE, DIREITO FUNDAMENTAL, DEVIDO PROCESSO LEGAL) AI 306626, AC 235 MC, AC 1260 MC, AC 1915, AC 1936 MC, ACO 900. (MEDIDA CAUTELAR, SUSPENSÃO, INSCRIÇÃO, CADIN/SIAFI) AC 1989 MC, AC 2578 MC, AC 1845 MC. Número de páginas: 20. Análise: 08/04/2013, AAT. Revisão: 12/04/2013, SEV.
CELSO DE MELLO
Tribunal Pleno
2057
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00054 INC-00055 ART-00102\r\n INC-00001 LET-F\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00806 ART-00808 INC-00001 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00021 INC-00005\r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ACO-MC-Ref
acordaos
ACO 2057 MC-Ref
[ "" ]
AUTOR(A/S)(ES) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 21/02/2013 PLENÁRIO REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.057 RONDÔNIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO E M E N T A: SIAFI/CADIN/CAUC – INCLUSÃO, NESSE CADASTRO FEDERAL, DO ESTADO DE RONDÔNIA E DO FUNDO PENITENCIÁRIO ESTADUAL – FUPEN – IMINÊNCIA DE IMPOSIÇÃO, AO ESTADO-MEMBRO, DE LIMITAÇÕES DE ORDEM JURÍDICA, EM VIRTUDE DA EXIGÊNCIA DE RECOLHIMENTO, PELO ESTADO, DAS CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS SOBRE A REMUNERAÇÃO DE TRABALHO DOS APENADOS DO SISTEMA PENITENCIÁRIO ESTADUAL – EXISTÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA – OCORRÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE SITUAÇÃO CONFIGURADORA DE “PERICULUM IN MORA” – RISCO À CONTINUIDADE DA EXECUÇÃO, NO PLANO LOCAL, DE POLÍTICAS PÚBLICAS – LITÍGIO QUE SE SUBMETE À ESFERA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – HARMONIA E EQUILÍBRIO NAS RELAÇÕES INSTITUCIONAIS ENTRE OS ESTADOS-MEMBROS E A UNIÃO FEDERAL – O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO – POSSIBILIDADE, NA ESPÉCIE, DE CONFLITO FEDERATIVO – MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA – DECISÃO DO RELATOR REFERENDADA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONFLITOS FEDERATIVOS E O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473586. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Ementa e Acórdão ACO 2057 MC-REF / RO - A Constituição da República confere, ao Supremo Tribunal Federal, a posição eminente de Tribunal da Federação (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, “f”), atribuindo, a esta Corte, em tal condição institucional, o poder de dirimir controvérsias, que, ao irromperem no seio do Estado Federal, culminam, perigosamente, por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. A aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, “f”, da Constituição estende-se aos litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação. Doutrina. Precedentes. BLOQUEIO DE RECURSOS FEDERAIS CUJA EFETIVAÇÃO PODE COMPROMETER A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. - O Supremo Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. Precedentes. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473586. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO - A Constituição da República confere, ao Supremo Tribunal Federal, a posição eminente de Tribunal da Federação (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, “f”), atribuindo, a esta Corte, em tal condição institucional, o poder de dirimir controvérsias, que, ao irromperem no seio do Estado Federal, culminam, perigosamente, por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. A aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, “f”, da Constituição estende-se aos litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação. Doutrina. Precedentes. BLOQUEIO DE RECURSOS FEDERAIS CUJA EFETIVAÇÃO PODE COMPROMETER A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. - O Supremo Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. Precedentes. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Ementa e Acórdão ACO 2057 MC-REF / RO A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em referendar a cautelar concedida, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 21 de fevereiro de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473586. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em referendar a cautelar concedida, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 21 de fevereiro de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Relatório 21/02/2013 PLENÁRIO REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.057 RONDÔNIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Em sede de “ação cautelar preparatória e inominada” – e tendo em vista a cumulativa satisfação dos pressupostos referentes à plausibilidade jurídica e ao “periculum in mora” –, proferi decisão que possui o seguinte teor: “Trata-se de ‘ação cível originária’, com pedido de liminar, que, ajuizada pelo Estado de Rondônia contra a União Federal, tem por objetivo a declaração de ‘(...) inexistência de relação jurídico tributária que obrigue ao estado de Rondônia ao recolhimento das contribuições previdenciárias sobre pagamentos feitos em decorrência da remuneração de trabalho dos apenados em seu sistema penitenciário, bem como a declaração de nulidade do ato de inclusão nas informações do SIAFI/CADIN/CAUC’. O autor sustenta, em síntese, para justificar sua pretensão cautelar, o que se segue: ‘Com escopo de dar fiel cumprimento aos objetivos da Lei 7.210, de 11 de junho de 1.994, o Estado de Rondônia, através da sua Secretaria de Estado da Justiça e do Fundo Penitenciário Estadual, mantem convênio com entes da Administração, tendo como objeto o aproveitamento de mão de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.057 RONDÔNIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) :ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Em sede de “ação cautelar preparatória e inominada” – e tendo em vista a cumulativa satisfação dos pressupostos referentes à plausibilidade jurídica e ao “periculum in mora” –, proferi decisão que possui o seguinte teor: “Trata-se de ‘ação cível originária’, com pedido de liminar, que, ajuizada pelo Estado de Rondônia contra a União Federal, tem por objetivo a declaração de ‘(...) inexistência de relação jurídico tributária que obrigue ao estado de Rondônia ao recolhimento das contribuições previdenciárias sobre pagamentos feitos em decorrência da remuneração de trabalho dos apenados em seu sistema penitenciário, bem como a declaração de nulidade do ato de inclusão nas informações do SIAFI/CADIN/CAUC’. O autor sustenta, em síntese, para justificar sua pretensão cautelar, o que se segue: ‘Com escopo de dar fiel cumprimento aos objetivos da Lei 7.210, de 11 de junho de 1.994, o Estado de Rondônia, através da sua Secretaria de Estado da Justiça e do Fundo Penitenciário Estadual, mantem convênio com entes da Administração, tendo como objeto o aproveitamento de mão de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO obra de presos apenados sob os regimes fechado e semi-aberto e induzido pela Instrução Normativa INSS/DC n 100/2003, que estabeleceu, em seu art. 12, XXV, a filiação obrigatória, ao Regime Geral da Previdência Social, desses prestadores de serviços, vem recolhendo contribuição previdenciária, referente a parte do trabalhador, no percentual de 11% sobre o salário de contribuição. Sucede que a Receita Federal do Brasil, através da Delegacia Fazendária em Porto Velho – RO, vem exigindo a referida contribuição previdenciária com base em alíquota de 20% sobre o valor do salário de contribuição e em face da divergência, inscreveu não só o Fundo Penitenciário Estadual – FUPEN, bem como, o estado de Rondônia, no SIAF/CADIN/CAUC, impedindo este ente federado de firmar acordos de cooperação, convênios e operações de crédito e entidades federais. Eis a síntese dos fatos que integram a causa ‘petendi’ remota da presente ação, cabendo adiante expor os fundamentos jurídicos que autorizam a declaração de ilegalidade da exigência tributária, bem como, a nulidade dos efeitos da restrição cadastral imposta pela UNIÃO sem observância dos princípios constitucionais do Devido Processo Legal, Ampla Defesa, Contraditório, Razoabilidade e Proporcionalidade. ….......................................................................................... De fato, o registro do CNPJ da FUPEN, bem como do Estado de Rondônia, nos cadastros de inadimplência da União, afetando o âmbito dos três poderes do Estado de Rondônia, foi efetivado sem prévio procedimento ou processo administrativo, que o cientificasse formalmente quanto à medida restritiva, não sendo ofertada sequer oportunidade de defesa quanto à penalidade. Nesse diapasão é preciso lembrar que a Lei n. 9.784/99, traçou normas e princípios gerais de processo administrativos os quais devem ser estritamente observados por toda a Administração Pública Federal, sem exceção. A referida norma concretizou no plano infraconstitucional, o direito 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO obra de presos apenados sob os regimes fechado e semi-aberto e induzido pela Instrução Normativa INSS/DC n 100/2003, que estabeleceu, em seu art. 12, XXV, a filiação obrigatória, ao Regime Geral da Previdência Social, desses prestadores de serviços, vem recolhendo contribuição previdenciária, referente a parte do trabalhador, no percentual de 11% sobre o salário de contribuição. Sucede que a Receita Federal do Brasil, através da Delegacia Fazendária em Porto Velho – RO, vem exigindo a referida contribuição previdenciária com base em alíquota de 20% sobre o valor do salário de contribuição e em face da divergência, inscreveu não só o Fundo Penitenciário Estadual – FUPEN, bem como, o estado de Rondônia, no SIAF/CADIN/CAUC, impedindo este ente federado de firmar acordos de cooperação, convênios e operações de crédito e entidades federais. Eis a síntese dos fatos que integram a causa ‘petendi’ remota da presente ação, cabendo adiante expor os fundamentos jurídicos que autorizam a declaração de ilegalidade da exigência tributária, bem como, a nulidade dos efeitos da restrição cadastral imposta pela UNIÃO sem observância dos princípios constitucionais do Devido Processo Legal, Ampla Defesa, Contraditório, Razoabilidade e Proporcionalidade. ….......................................................................................... De fato, o registro do CNPJ da FUPEN, bem como do Estado de Rondônia, nos cadastros de inadimplência da União, afetando o âmbito dos três poderes do Estado de Rondônia, foi efetivado sem prévio procedimento ou processo administrativo, que o cientificasse formalmente quanto à medida restritiva, não sendo ofertada sequer oportunidade de defesa quanto à penalidade. Nesse diapasão é preciso lembrar que a Lei n. 9.784/99, traçou normas e princípios gerais de processo administrativos os quais devem ser estritamente observados por toda a Administração Pública Federal, sem exceção. A referida norma concretizou no plano infraconstitucional, o direito 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO fundamental previsto no artigo 5..., inciso LV, da Constituição Federal de 1988, consagrado, para além dos princípios previstos no art. 37, da Constituição Federal de 1988, outros divulgados na doutrina e na jurisprudência, tais como o principio do devido processo legal, da finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, ampla defesa, contraditório e segurança jurídica. Esclareça–se que, no âmbito do CADIN, a Lei n 10.522/2002, prevê expressamente a concessão de prazo para oitiva do órgão interessado. Resta certo que, a negativa de oportunizar ao autor acerca da probabilidade de inclusão no SIAFI/CADIN/CAUC, seja por que razão for, há inegável violação do principio da ampla defesa e do contraditório, reiterados no art. 2..., da l ei n. 9.784, fulminando a possibilidade de reação de o autor defender-se. Assim, não tendo sido garantido ao Autor a prévia manifestação acerca da integração da requerida de lhe inscrever no SIAFI/CADIN/CAUC e mesmo não tendo havido determinação especifica da penalidade, verifica – se uma clara situação de ilegalidade que precisa ser rechaçada, mediante declaração de inexistência de relação tributária bem como declaração de nulidade do ato de registro, bem como a importação de obrigação de fazer a retirada da restrição dos Cadastros de Inadimplentes.’ (grifei) Reconheço, preliminarmente, considerada a norma inscrita no art. 102, I, ‘f’, da Constituição da República, que a presente causa inclui-se na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal. Com efeito, sabemos que essa regra de competência confere, ao Supremo Tribunal Federal, a posição eminente de Tribunal da Federação, atribuindo, a esta Corte, em tal condição institucional, o poder de dirimir as controvérsias que, ao irromperem no seio do Estado Federal, culminam, perigosamente, por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO fundamental previsto no artigo 5..., inciso LV, da Constituição Federal de 1988, consagrado, para além dos princípios previstos no art. 37, da Constituição Federal de 1988, outros divulgados na doutrina e na jurisprudência, tais como o principio do devido processo legal, da finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, ampla defesa, contraditório e segurança jurídica. Esclareça–se que, no âmbito do CADIN, a Lei n 10.522/2002, prevê expressamente a concessão de prazo para oitiva do órgão interessado. Resta certo que, a negativa de oportunizar ao autor acerca da probabilidade de inclusão no SIAFI/CADIN/CAUC, seja por que razão for, há inegável violação do principio da ampla defesa e do contraditório, reiterados no art. 2..., da l ei n. 9.784, fulminando a possibilidade de reação de o autor defender-se. Assim, não tendo sido garantido ao Autor a prévia manifestação acerca da integração da requerida de lhe inscrever no SIAFI/CADIN/CAUC e mesmo não tendo havido determinação especifica da penalidade, verifica – se uma clara situação de ilegalidade que precisa ser rechaçada, mediante declaração de inexistência de relação tributária bem como declaração de nulidade do ato de registro, bem como a importação de obrigação de fazer a retirada da restrição dos Cadastros de Inadimplentes.’ (grifei) Reconheço, preliminarmente, considerada a norma inscrita no art. 102, I, ‘f’, da Constituição da República, que a presente causa inclui-se na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal. Com efeito, sabemos que essa regra de competência confere, ao Supremo Tribunal Federal, a posição eminente de Tribunal da Federação, atribuindo, a esta Corte, em tal condição institucional, o poder de dirimir as controvérsias que, ao irromperem no seio do Estado Federal, culminam, perigosamente, por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. Cabe assinalar que o Supremo Tribunal Federal, ao interpretar a norma de competência inscrita no art. 102, I, ‘f’, da Carta Política, tem proclamado que ‘o dispositivo constitucional invocado visa a resguardar o equilíbrio federativo’ (RTJ 81/330-331, Rel. Min. XAVIER DE ALBUQUERQUE – grifei), advertindo, por isso mesmo, que não é qualquer causa que legitima a invocação do preceito constitucional referido, mas, exclusivamente, aquelas controvérsias de que possam derivar situações caracterizadoras de conflito federativo (RTJ 81/675 – RTJ 95/485 – RTJ 132/109 – RTJ 132/120, v.g.). Esse entendimento jurisprudencial evidencia que a aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, ‘f’, da Carta Política restringe-se àqueles litígios – como o de que ora se cuida – cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação, em ordem a viabilizar a incidência da norma constitucional que atribui, a esta Suprema Corte, o papel eminente de Tribunal da Federação (AC 1.700-MC/SE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – AC 2.156-REF-MC/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ACO 597-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ACO 925-REF-MC/RN, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Vale referir, neste ponto, julgamento do Supremo Tribunal Federal, em que esse aspecto da questão foi bem realçado pelo Plenário desta Suprema Corte: ‘CONFLITOS FEDERATIVOS E O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO. - A Constituição da República confere, ao Supremo Tribunal Federal, a posição eminente de Tribunal da Federação (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, ‘f’), atribuindo, a esta Corte, em 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. Cabe assinalar que o Supremo Tribunal Federal, ao interpretar a norma de competência inscrita no art. 102, I, ‘f’, da Carta Política, tem proclamado que ‘o dispositivo constitucional invocado visa a resguardar o equilíbrio federativo’ (RTJ 81/330-331, Rel. Min. XAVIER DE ALBUQUERQUE – grifei), advertindo, por isso mesmo, que não é qualquer causa que legitima a invocação do preceito constitucional referido, mas, exclusivamente, aquelas controvérsias de que possam derivar situações caracterizadoras de conflito federativo (RTJ 81/675 – RTJ 95/485 – RTJ 132/109 – RTJ 132/120, v.g.). Esse entendimento jurisprudencial evidencia que a aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, ‘f’, da Carta Política restringe-se àqueles litígios – como o de que ora se cuida – cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação, em ordem a viabilizar a incidência da norma constitucional que atribui, a esta Suprema Corte, o papel eminente de Tribunal da Federação (AC 1.700-MC/SE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – AC 2.156-REF-MC/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ACO 597-AgR/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO – ACO 925-REF-MC/RN, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.). Vale referir, neste ponto, julgamento do Supremo Tribunal Federal, em que esse aspecto da questão foi bem realçado pelo Plenário desta Suprema Corte: ‘CONFLITOS FEDERATIVOS E O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO. - A Constituição da República confere, ao Supremo Tribunal Federal, a posição eminente de Tribunal da Federação (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, ‘f’), atribuindo, a esta Corte, em 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO tal condição institucional, o poder de dirimir as controvérsias, que, ao irromperem no seio do Estado Federal, culminam, perigosamente, por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. A aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, ‘f’, da Constituição estende-se aos litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação. Doutrina. Precedentes.’ (ACO 1.048-QO/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Daí a observação constante do magistério doutrinário (MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, ‘Comentários à Constituição Brasileira de 1988’, vol. 2/219-220, 1992, Saraiva), cuja lição, ao ressaltar essa qualificada competência constitucional do Supremo Tribunal Federal, acentua: ‘Reponta aqui o papel do Supremo Tribunal Federal como órgão de equilíbrio do sistema federativo. Pertencente embora à estrutura da União, o Supremo tem um caráter nacional que o habilita a decidir, com independência e imparcialidade, as causas e conflitos de que sejam partes, em campos opostos, a União e qualquer dos Estados federados.’ (grifei) Definida, assim, a competência originária deste Tribunal, passo a analisar a postulação cautelar deduzida na presente causa. E, ao fazê-lo, observo que os elementos produzidos nesta sede processual revelam-se suficientes para justificar, na espécie, o acolhimento do pleito em questão, eis que concorrem, segundo 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO tal condição institucional, o poder de dirimir as controvérsias, que, ao irromperem no seio do Estado Federal, culminam, perigosamente, por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. A aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, ‘f’, da Constituição estende-se aos litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação. Doutrina. Precedentes.’ (ACO 1.048-QO/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Daí a observação constante do magistério doutrinário (MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, ‘Comentários à Constituição Brasileira de 1988’, vol. 2/219-220, 1992, Saraiva), cuja lição, ao ressaltar essa qualificada competência constitucional do Supremo Tribunal Federal, acentua: ‘Reponta aqui o papel do Supremo Tribunal Federal como órgão de equilíbrio do sistema federativo. Pertencente embora à estrutura da União, o Supremo tem um caráter nacional que o habilita a decidir, com independência e imparcialidade, as causas e conflitos de que sejam partes, em campos opostos, a União e qualquer dos Estados federados.’ (grifei) Definida, assim, a competência originária deste Tribunal, passo a analisar a postulação cautelar deduzida na presente causa. E, ao fazê-lo, observo que os elementos produzidos nesta sede processual revelam-se suficientes para justificar, na espécie, o acolhimento do pleito em questão, eis que concorrem, segundo 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO vislumbro em juízo de estrita delibação, os requisitos autorizadores da concessão da medida cautelar ora postulada. Cumpre ressaltar que a plausibilidade jurídica da pretensão cautelar formulada na presente sede processual resulta, considerado o fundamento invocado pelo autor, de possível transgressão à garantia constitucional do devido processo legal (igualmente aplicável aos procedimentos de caráter meramente administrativo). Cabe advertir, por relevante, em face da essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que a Constituição da República estabelece, em seu art. 5..., incisos LIV e LV, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. Impende assinalar, bem por isso, na linha de decisões que já proferi nesta Corte (RTJ 183/371-372, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 306.626/MT, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), que o Estado, em tema de restrição à esfera jurídica de qualquer pessoa (inclusive das pessoas estatais), não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva ou arbitrária, desconsiderando, no exercício de sua atividade, o postulado da plenitude de defesa, pois – cabe enfatizar – o reconhecimento da legitimidade ético-jurídica de qualquer medida imposta pelo Poder Público, de que resultem, como no caso, consequências gravosas no plano dos direitos e garantias individuais, exige a fiel observância do princípio do devido processo legal (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LIV e LV), consoante adverte autorizado magistério doutrinário (MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, ‘Comentários à Constituição Brasileira de 1988’, vol. 1/68-69, 1990, Saraiva; PINTO FERREIRA, ‘Comentários à Constituição Brasileira’, vol. 1/176 e 180, 1989, Saraiva; JESSÉ TORRES PEREIRA JÚNIOR, ‘O Direito à Defesa na Constituição de 1988’, p. 71/73, item n. 17, 1991, Renovar; EDGARD SILVEIRA BUENO FILHO, ‘O Direito à Defesa na Constituição’, p. 47/49, 1994, Saraiva; CELSO RIBEIRO BASTOS, ‘Comentários à Constituição do Brasil’, vol. 2/268-269, 1989, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO vislumbro em juízo de estrita delibação, os requisitos autorizadores da concessão da medida cautelar ora postulada. Cumpre ressaltar que a plausibilidade jurídica da pretensão cautelar formulada na presente sede processual resulta, considerado o fundamento invocado pelo autor, de possível transgressão à garantia constitucional do devido processo legal (igualmente aplicável aos procedimentos de caráter meramente administrativo). Cabe advertir, por relevante, em face da essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que a Constituição da República estabelece, em seu art. 5..., incisos LIV e LV, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. Impende assinalar, bem por isso, na linha de decisões que já proferi nesta Corte (RTJ 183/371-372, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 306.626/MT, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.), que o Estado, em tema de restrição à esfera jurídica de qualquer pessoa (inclusive das pessoas estatais), não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva ou arbitrária, desconsiderando, no exercício de sua atividade, o postulado da plenitude de defesa, pois – cabe enfatizar – o reconhecimento da legitimidade ético-jurídica de qualquer medida imposta pelo Poder Público, de que resultem, como no caso, consequências gravosas no plano dos direitos e garantias individuais, exige a fiel observância do princípio do devido processo legal (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LIV e LV), consoante adverte autorizado magistério doutrinário (MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO, ‘Comentários à Constituição Brasileira de 1988’, vol. 1/68-69, 1990, Saraiva; PINTO FERREIRA, ‘Comentários à Constituição Brasileira’, vol. 1/176 e 180, 1989, Saraiva; JESSÉ TORRES PEREIRA JÚNIOR, ‘O Direito à Defesa na Constituição de 1988’, p. 71/73, item n. 17, 1991, Renovar; EDGARD SILVEIRA BUENO FILHO, ‘O Direito à Defesa na Constituição’, p. 47/49, 1994, Saraiva; CELSO RIBEIRO BASTOS, ‘Comentários à Constituição do Brasil’, vol. 2/268-269, 1989, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO Saraiva; MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO, ‘Direito Administrativo’, p. 401/402, 5... ed., 1995, Atlas; LÚCIA VALLE FIGUEIREDO, ‘Curso de Direito Administrativo’, p. 290 e 293/294, 2... ed., 1995, Malheiros; HELY LOPES MEIRELLES, ‘Direito Administrativo Brasileiro’, p. 588, 17... ed., 1992, Malheiros, v.g.). Cumpre ter presente, neste ponto, o valioso magistério de PAULO GUSTAVO GONET BRANCO, em obra conjunta escrita com GILMAR FERREIRA MENDES e INOCÊNCIO MÁRTIRES COELHO (‘Curso de Direito Constitucional’, p. 261/262, item n. 12.1, 2007, Saraiva), cuja lição ressalta a possibilidade constitucional de pessoas jurídicas titularizarem, elas mesmas, direitos e garantias fundamentais, aí incluídas, no que concerne às prerrogativas jurídicas de ordem procedimental, as próprias pessoas de direito público: ‘Não há, em princípio, impedimento insuperável a que pessoas jurídicas venham, também, a ser consideradas titulares de direitos fundamentais, não obstantes estes, originalmente, terem por referência a pessoa física. Acha-se superada a doutrina de que os direitos fundamentais se dirigem apenas às pessoas humanas. Os direitos fundamentais suscetíveis, por sua natureza, de serem exercidos por pessoas jurídicas podem tê-las por titular. (…). ….......................................................................................... Questão mais melindrosa diz com a possibilidade de pessoa jurídica de direito público vir a titularizar direitos fundamentais. Afinal, os direitos fundamentais nascem da intenção de garantir uma esfera de liberdade justamente em face dos Poderes Públicos. Novamente, aqui, uma resposta negativa absoluta não conviria, até por força de alguns desdobramentos dos direitos fundamentais do ponto de vista da sua dimensão objetiva. Tem-se admitido que as entidades estatais gozam de 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO Saraiva; MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO, ‘Direito Administrativo’, p. 401/402, 5... ed., 1995, Atlas; LÚCIA VALLE FIGUEIREDO, ‘Curso de Direito Administrativo’, p. 290 e 293/294, 2... ed., 1995, Malheiros; HELY LOPES MEIRELLES, ‘Direito Administrativo Brasileiro’, p. 588, 17... ed., 1992, Malheiros, v.g.). Cumpre ter presente, neste ponto, o valioso magistério de PAULO GUSTAVO GONET BRANCO, em obra conjunta escrita com GILMAR FERREIRA MENDES e INOCÊNCIO MÁRTIRES COELHO (‘Curso de Direito Constitucional’, p. 261/262, item n. 12.1, 2007, Saraiva), cuja lição ressalta a possibilidade constitucional de pessoas jurídicas titularizarem, elas mesmas, direitos e garantias fundamentais, aí incluídas, no que concerne às prerrogativas jurídicas de ordem procedimental, as próprias pessoas de direito público: ‘Não há, em princípio, impedimento insuperável a que pessoas jurídicas venham, também, a ser consideradas titulares de direitos fundamentais, não obstantes estes, originalmente, terem por referência a pessoa física. Acha-se superada a doutrina de que os direitos fundamentais se dirigem apenas às pessoas humanas. Os direitos fundamentais suscetíveis, por sua natureza, de serem exercidos por pessoas jurídicas podem tê-las por titular. (…). ….......................................................................................... Questão mais melindrosa diz com a possibilidade de pessoa jurídica de direito público vir a titularizar direitos fundamentais. Afinal, os direitos fundamentais nascem da intenção de garantir uma esfera de liberdade justamente em face dos Poderes Públicos. Novamente, aqui, uma resposta negativa absoluta não conviria, até por força de alguns desdobramentos dos direitos fundamentais do ponto de vista da sua dimensão objetiva. Tem-se admitido que as entidades estatais gozam de 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO direitos do tipo procedimental. Essa a lição de Hesse, que a ilustra citando o direito de ser ouvido em juízo e o direito ao juiz predeterminado por lei. A esses exemplos, poder-se-ia agregar o direito à igualdade de armas – que o Supremo Tribunal Federal afirmou ser prerrogativa, também, da acusação pública, no processo penal – e o direito à ampla defesa.’ (grifei) Essa visão do tema tem o apoio da própria jurisprudência constitucional do Supremo Tribunal Federal: ‘A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. - A imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo (como sucede com a inclusão de supostos devedores em cadastros públicos de inadimplentes), supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do ‘due process of law’, assegurada, pela Constituição da República (art. 5..., LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina . Precedentes .’ (AC 2.032-QO/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) A jurisprudência dos Tribunais, notadamente a do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado a essencialidade desse princípio, nele reconhecendo uma insuprimível garantia, que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO direitos do tipo procedimental. Essa a lição de Hesse, que a ilustra citando o direito de ser ouvido em juízo e o direito ao juiz predeterminado por lei. A esses exemplos, poder-se-ia agregar o direito à igualdade de armas – que o Supremo Tribunal Federal afirmou ser prerrogativa, também, da acusação pública, no processo penal – e o direito à ampla defesa.’ (grifei) Essa visão do tema tem o apoio da própria jurisprudência constitucional do Supremo Tribunal Federal: ‘A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. - A imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo (como sucede com a inclusão de supostos devedores em cadastros públicos de inadimplentes), supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do ‘due process of law’, assegurada, pela Constituição da República (art. 5..., LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina . Precedentes .’ (AC 2.032-QO/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) A jurisprudência dos Tribunais, notadamente a do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado a essencialidade desse princípio, nele reconhecendo uma insuprimível garantia, que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO revestida, ou não, de caráter punitivo (RDA 97/110 – RDA 114/142 – RDA 118/99 – RTJ 163/790, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 306.626/MT, Rel. Min. CELSO DE MELLO, ‘in’ Informativo/Supremo Tribunal Federal n 253/2002 – Recurso Extraordinário 140.195/SC, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – Recurso Extraordinário 191.480/SC, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Recurso Extraordinário 199.800/SP, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.): ‘RESTRIÇÃO DE DIREITOS E GARANTIA DO ‘DUE PROCESS OF LAW’. - O Estado, em tema de punições disciplinares ou de restrição a direitos, qualquer que seja o destinatário de tais medidas, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva ou arbitrária, desconsiderando, no exercício de sua atividade, o postulado da plenitude de defesa, pois o reconhecimento da legitimidade ético-jurídica de qualquer medida estatal – que importe em punição disciplinar ou em limitação de direitos – exige, ainda que se cuide de procedimento meramente administrativo (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LV), a fiel observância do princípio do devido processo legal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reafirmado a essencialidade desse princípio, nele reconhecendo uma insuprimível garantia, que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa, sob pena de nulidade do próprio ato punitivo ou da medida restritiva de direitos. Precedentes. Doutrina.’ (RTJ 183/371-372, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Impende referir, por oportuno, que, em situações semelhantes à que se registra na presente causa, esta Suprema Corte tem deferido, ‘initio litis’, provimentos cautelares e/ou antecipatórios em processos instaurados por iniciativa do próprio Estado-membro (RTJ 192/767- -768, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AC 39-AgR/PR, Rel. Min. ELLEN GRACIE – AC 235-MC/S P , Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – AC 1.033-AgR-QO/DF, Rel. Min. CELSO DE 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO revestida, ou não, de caráter punitivo (RDA 97/110 – RDA 114/142 – RDA 118/99 – RTJ 163/790, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 306.626/MT, Rel. Min. CELSO DE MELLO, ‘in’ Informativo/Supremo Tribunal Federal n 253/2002 – Recurso Extraordinário 140.195/SC, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – Recurso Extraordinário 191.480/SC, Rel. Min. MARCO AURÉLIO – Recurso Extraordinário 199.800/SP, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.): ‘RESTRIÇÃO DE DIREITOS E GARANTIA DO ‘DUE PROCESS OF LAW’. - O Estado, em tema de punições disciplinares ou de restrição a direitos, qualquer que seja o destinatário de tais medidas, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva ou arbitrária, desconsiderando, no exercício de sua atividade, o postulado da plenitude de defesa, pois o reconhecimento da legitimidade ético-jurídica de qualquer medida estatal – que importe em punição disciplinar ou em limitação de direitos – exige, ainda que se cuide de procedimento meramente administrativo (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LV), a fiel observância do princípio do devido processo legal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reafirmado a essencialidade desse princípio, nele reconhecendo uma insuprimível garantia, que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa, sob pena de nulidade do próprio ato punitivo ou da medida restritiva de direitos. Precedentes. Doutrina.’ (RTJ 183/371-372, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Impende referir, por oportuno, que, em situações semelhantes à que se registra na presente causa, esta Suprema Corte tem deferido, ‘initio litis’, provimentos cautelares e/ou antecipatórios em processos instaurados por iniciativa do próprio Estado-membro (RTJ 192/767- -768, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AC 39-AgR/PR, Rel. Min. ELLEN GRACIE – AC 235-MC/S P , Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – AC 1.033-AgR-QO/DF, Rel. Min. CELSO DE 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO MELLO – AC 1.260-MC/BA, Rel. Min. GILMAR MENDES – AC 1.700-MC/SE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – AC 1.915/RJ , Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AC 1.936-MC/SE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ACO 900/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – ACO 1.048-QO/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO), determinando, então, a adoção da mesma providência que ora se postula nesta sede processual: ‘(...) A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. - A imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo, supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do ‘due process of law’, assegurada, pela Constituição da República (art. 5..., LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. - A Constituição da República estabelece, em seu art. 5..., incisos LIV e LV, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, seja ela 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO MELLO – AC 1.260-MC/BA, Rel. Min. GILMAR MENDES – AC 1.700-MC/SE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – AC 1.915/RJ , Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – AC 1.936-MC/SE, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ACO 900/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – ACO 1.048-QO/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO), determinando, então, a adoção da mesma providência que ora se postula nesta sede processual: ‘(...) A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. - A imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo, supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do ‘due process of law’, assegurada, pela Constituição da República (art. 5..., LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. - A Constituição da República estabelece, em seu art. 5..., incisos LIV e LV, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, seja ela 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO pública ou privada, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. - A jurisprudência dos Tribunais, especialmente a do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível garantia, que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes. BLOQUEIO DE RECURSOS CUJA EFETIVAÇÃO COMPROMETE A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. - O Supremo Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. Precedentes.’ (ACO 1.576-TA-REF/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Ressalto, ainda, julgamento, em caso idêntico ao ora em análise, no qual o Plenário desta Suprema Corte ordenou a suspensão cautelar do registro constante do CADIN/SIAFI, efetuado em desarmonia com a garantia do devido processo legal: ‘CADIN/SIAFI – INCLUSÃO, NESSE CADASTRO 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO pública ou privada, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. - A jurisprudência dos Tribunais, especialmente a do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível garantia, que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes. BLOQUEIO DE RECURSOS CUJA EFETIVAÇÃO COMPROMETE A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. - O Supremo Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. Precedentes.’ (ACO 1.576-TA-REF/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Ressalto, ainda, julgamento, em caso idêntico ao ora em análise, no qual o Plenário desta Suprema Corte ordenou a suspensão cautelar do registro constante do CADIN/SIAFI, efetuado em desarmonia com a garantia do devido processo legal: ‘CADIN/SIAFI – INCLUSÃO, NESSE CADASTRO 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO FEDERAL, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, POR EFEITO DE DIVERGÊNCIAS NA PRESTAÇÃO DE CONTAS DO CONVÊNIO MJ n 019/2000 – CONSEQÜENTE IMPOSIÇÃO, AO ESTADO-MEMBRO, EM VIRTUDE DE ALEGADO DESCUMPRIMENTO DAS RESPECTIVAS OBRIGAÇÕES, DE LIMITAÇÕES DE ORDEM JURÍDICA – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL COMO REQUISITO LEGITIMADOR DA INCLUSÃO, NO CADIN/SIAFI, DE QUALQUER ENTE ESTATAL – LITÍGIO QUE SE SUBMETE À ESFERA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – HARMONIA E EQUILÍBRIO NAS RELAÇÕES INSTITUCIONAIS ENTRE OS ESTADOS-MEMBROS E A UNIÃO FEDERAL – O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO – POSSIBILIDADE DE CONFLITO FEDERATIVO – PRETENSÃO CAUTELAR FUNDADA NAS ALEGAÇÕES DE TRANSGRESSÃO À GARANTIA DO ‘DUE PROCESS OF LAW’ E DE DESRESPEITO AO POSTULADO DA RESERVA DE LEI EM SENTIDO FORMAL – MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA – DECISÃO DO RELATOR REFERENDADA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ….......................................................................................... LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. - A imposição estatal de restrições de ordem jurídica, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo (como sucede com a inclusão de supostos devedores em cadastros públicos de inadimplentes), supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO FEDERAL, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, POR EFEITO DE DIVERGÊNCIAS NA PRESTAÇÃO DE CONTAS DO CONVÊNIO MJ n 019/2000 – CONSEQÜENTE IMPOSIÇÃO, AO ESTADO-MEMBRO, EM VIRTUDE DE ALEGADO DESCUMPRIMENTO DAS RESPECTIVAS OBRIGAÇÕES, DE LIMITAÇÕES DE ORDEM JURÍDICA – NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL COMO REQUISITO LEGITIMADOR DA INCLUSÃO, NO CADIN/SIAFI, DE QUALQUER ENTE ESTATAL – LITÍGIO QUE SE SUBMETE À ESFERA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – HARMONIA E EQUILÍBRIO NAS RELAÇÕES INSTITUCIONAIS ENTRE OS ESTADOS-MEMBROS E A UNIÃO FEDERAL – O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO – POSSIBILIDADE DE CONFLITO FEDERATIVO – PRETENSÃO CAUTELAR FUNDADA NAS ALEGAÇÕES DE TRANSGRESSÃO À GARANTIA DO ‘DUE PROCESS OF LAW’ E DE DESRESPEITO AO POSTULADO DA RESERVA DE LEI EM SENTIDO FORMAL – MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA – DECISÃO DO RELATOR REFERENDADA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. ….......................................................................................... LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. - A imposição estatal de restrições de ordem jurídica, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo (como sucede com a inclusão de supostos devedores em cadastros públicos de inadimplentes), supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO do ‘due process of law’, assegurada, pela Constituição da República (art. 5..., LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina . Precedentes . (...).’ (ACO 1.048-QO/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Impõe-se ter presente, agora, um outro aspecto que se me afigura relevante, considerada a jurisprudência que o Supremo Tribunal Federal firmou em decisões que – ordenando a liberação e o repasse de verbas federais – foram proferidas com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que pudesse comprometer, de modo irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou de serviços essenciais à coletividade: ‘Questão de ordem em medida cautelar em ação cautelar. 2. Autarquia estadual. Inscrição no SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal). 3. Impedimento de repasse de verbas federais . Risco para a continuidade da execução de políticas públicas. 4. Precedentes: (QO) AC n 259-AP, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ de 03.12.2004; (QO) AC n 266-SP, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 28.10.2004; e (AgR) AC n 39-PR, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ de 05.03.2004. 5. Cautelar, em questão de ordem, referendada.” (AC 1.084-MC-QO/AP, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno – grifei) Essa mesma orientação foi observada no julgamento (monocrático) da AC 1.989-MC/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES, da AC 2.578- -MC/PB, Rel. Min. CELSO DE MELLO, e da ACO 1.576-TA- -REF/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO, em casos que guardam absoluta identidade com a matéria ora em exame. O que se mostra importante considerar, na realidade, é a 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO do ‘due process of law’, assegurada, pela Constituição da República (art. 5..., LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina . Precedentes . (...).’ (ACO 1.048-QO/RS, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Pleno) Impõe-se ter presente, agora, um outro aspecto que se me afigura relevante, considerada a jurisprudência que o Supremo Tribunal Federal firmou em decisões que – ordenando a liberação e o repasse de verbas federais – foram proferidas com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que pudesse comprometer, de modo irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou de serviços essenciais à coletividade: ‘Questão de ordem em medida cautelar em ação cautelar. 2. Autarquia estadual. Inscrição no SIAFI (Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal). 3. Impedimento de repasse de verbas federais . Risco para a continuidade da execução de políticas públicas. 4. Precedentes: (QO) AC n 259-AP, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ de 03.12.2004; (QO) AC n 266-SP, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 28.10.2004; e (AgR) AC n 39-PR, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ de 05.03.2004. 5. Cautelar, em questão de ordem, referendada.” (AC 1.084-MC-QO/AP, Rel. Min. GILMAR MENDES, Pleno – grifei) Essa mesma orientação foi observada no julgamento (monocrático) da AC 1.989-MC/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES, da AC 2.578- -MC/PB, Rel. Min. CELSO DE MELLO, e da ACO 1.576-TA- -REF/MG, Rel. Min. CELSO DE MELLO, em casos que guardam absoluta identidade com a matéria ora em exame. O que se mostra importante considerar, na realidade, é a 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO orientação que o Supremo Tribunal Federal firmou a respeito do tema em análise, na qual esta Suprema Corte tem enfatizado a sua preocupação com as graves consequências, para o interesse da coletividade, que podem resultar do bloqueio das transferências de recursos federais (AC 2.032-QO/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) ou de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantia, como se verifica de fragmento de decisão proferida pelo eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, referendada pelo E. Plenário desta Corte: ‘(...) Os argumentos apresentados evidenciam a plausibilidade jurídica do pedido cautelar, porquanto a permanência do Estado de São Paulo nos registros do CAUC e SIAFI implica o imediato bloqueio das transferências de recursos federais em detrimento do interesse público, com prejuízos irreparáveis ao crescimento estadual e à população.’ (AC 1.845-MC/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Assinalo que essa preocupação do Supremo Tribunal Federal tem sido reafirmada em diversos outros julgamentos, como o evidencia a seguinte decisão consubstanciada em acórdão assim ementado: ‘(...) NECESSIDADE DE SUSPENSÃO DA INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO NO CAUC/SIAFI, COM O OBJETIVO DE NÃO FRUSTRAR A REGULAR PRESTAÇÃO, NO PLANO LOCAL, DE SERVIÇOS PÚBLICOS ESSENCIAIS. A inscrição no registro federal concernente a entidades e instituições inadimplentes, mais do que simplesmente afetar, compromete, de modo irreversível, a prestação, no plano local, de serviços públicos de caráter primário, além de inviabilizar a celebração de novos convênios, impedindo, assim, a transferência de recursos financeiros necessários ao 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO orientação que o Supremo Tribunal Federal firmou a respeito do tema em análise, na qual esta Suprema Corte tem enfatizado a sua preocupação com as graves consequências, para o interesse da coletividade, que podem resultar do bloqueio das transferências de recursos federais (AC 2.032-QO/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) ou de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantia, como se verifica de fragmento de decisão proferida pelo eminente Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, referendada pelo E. Plenário desta Corte: ‘(...) Os argumentos apresentados evidenciam a plausibilidade jurídica do pedido cautelar, porquanto a permanência do Estado de São Paulo nos registros do CAUC e SIAFI implica o imediato bloqueio das transferências de recursos federais em detrimento do interesse público, com prejuízos irreparáveis ao crescimento estadual e à população.’ (AC 1.845-MC/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – grifei) Assinalo que essa preocupação do Supremo Tribunal Federal tem sido reafirmada em diversos outros julgamentos, como o evidencia a seguinte decisão consubstanciada em acórdão assim ementado: ‘(...) NECESSIDADE DE SUSPENSÃO DA INSCRIÇÃO DE ESTADO-MEMBRO NO CAUC/SIAFI, COM O OBJETIVO DE NÃO FRUSTRAR A REGULAR PRESTAÇÃO, NO PLANO LOCAL, DE SERVIÇOS PÚBLICOS ESSENCIAIS. A inscrição no registro federal concernente a entidades e instituições inadimplentes, mais do que simplesmente afetar, compromete, de modo irreversível, a prestação, no plano local, de serviços públicos de caráter primário, além de inviabilizar a celebração de novos convênios, impedindo, assim, a transferência de recursos financeiros necessários ao 14 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Relatório ACO 2057 MC-REF / RO desenvolvimento e ao fortalecimento de áreas sensíveis, como a saúde, a educação e a segurança públicas. Situação que configura, de modo expressivo, para efeito de outorga de provimento cautelar, hipótese caracterizadora de ‘periculum in mora’. Precedentes.’ (AC 2.327-REF-MC/MS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Registre-se, finalmente, que o Estado de Rondônia justificou, de maneira inteiramente adequada, as razões que caracterizam a concreta ocorrência, na espécie, da situação configuradora do ‘periculum in mora’. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, defiro, ‘ad referendum’ do E. Plenário do Supremo Tribunal Federal (RISTF, art. 21, inciso V), até final julgamento desta causa, o pedido de medida liminar formulado pelo Estado de Rondônia, em ordem a suspender, cautelarmente, ‘do sistema SIAFI/CADIN/CAUC, a restrição cadastral que pesa sobre o do ESTADO DE RONDÔNIA e sua SECRETÁRIA DE ESTADO DE JUSTIÇA e o FUNDO PENITENCIÁRIO ESTADUAL, relativamente ao registro de inadimplência ocasionado pelo não recolhimento de contribuições previdenciárias em decorrência da remuneração de trabalho dos apenados do seu sistema penitenciário, desconsiderando-a para todos os efeitos legais, inclusive, para fins de realização das transferências voluntárias e para contratação de operações de crédito externo e interno’. 2. Comunique-se, com urgência, o teor da presente decisão, para cumprimento imediato, ao Senhor Advogado-Geral da União e ao Senhor Secretário do Tesouro Nacional. ....................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Para os fins a que se refere o art. 21, inciso V, do RISTF, submeto, ao referendo do E. Plenário desta Suprema Corte, a decisão em causa. É o relatório. 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Supremo Tribunal Federal ACO 2057 MC-REF / RO desenvolvimento e ao fortalecimento de áreas sensíveis, como a saúde, a educação e a segurança públicas. Situação que configura, de modo expressivo, para efeito de outorga de provimento cautelar, hipótese caracterizadora de ‘periculum in mora’. Precedentes.’ (AC 2.327-REF-MC/MS, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Registre-se, finalmente, que o Estado de Rondônia justificou, de maneira inteiramente adequada, as razões que caracterizam a concreta ocorrência, na espécie, da situação configuradora do ‘periculum in mora’. Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, defiro, ‘ad referendum’ do E. Plenário do Supremo Tribunal Federal (RISTF, art. 21, inciso V), até final julgamento desta causa, o pedido de medida liminar formulado pelo Estado de Rondônia, em ordem a suspender, cautelarmente, ‘do sistema SIAFI/CADIN/CAUC, a restrição cadastral que pesa sobre o do ESTADO DE RONDÔNIA e sua SECRETÁRIA DE ESTADO DE JUSTIÇA e o FUNDO PENITENCIÁRIO ESTADUAL, relativamente ao registro de inadimplência ocasionado pelo não recolhimento de contribuições previdenciárias em decorrência da remuneração de trabalho dos apenados do seu sistema penitenciário, desconsiderando-a para todos os efeitos legais, inclusive, para fins de realização das transferências voluntárias e para contratação de operações de crédito externo e interno’. 2. Comunique-se, com urgência, o teor da presente decisão, para cumprimento imediato, ao Senhor Advogado-Geral da União e ao Senhor Secretário do Tesouro Nacional. ....................................................................................................... Ministro CELSO DE MELLO Relator” Para os fins a que se refere o art. 21, inciso V, do RISTF, submeto, ao referendo do E. Plenário desta Suprema Corte, a decisão em causa. É o relatório. 15 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473587. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 21/02/2013 PLENÁRIO REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.057 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Referendo, integralmente, por seus próprios fundamentos, a decisão que proferi, neste processo, em 05/12/2012. Assinalo, por necessário, que o provimento cautelar ora concedido ao Estado de Rondônia reveste-se de eficácia temporal limitada (Código de Processo Civil, art. 808, I), considerado o que dispõe o art. 806 do Código de Processo Civil. A Secretaria do Supremo Tribunal Federal, após publicado o acórdão consubstanciador deste julgamento, deverá promover, em momento oportuno, a juntada de cópia do referido julgado aos autos da ação principal a ser ajuizada pelo Estado de Rondônia. O teor da decisão ora referendada e o resultado do presente julgamento deverão ser comunicados, com urgência, para imediato cumprimento, ao Senhor Advogado-Geral da União, ao Senhor Ministro de Estado da Justiça e ao Senhor Secretário do Tesouro Nacional. É o meu voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473588. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.057 RONDÔNIA V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Referendo, integralmente, por seus próprios fundamentos, a decisão que proferi, neste processo, em 05/12/2012. Assinalo, por necessário, que o provimento cautelar ora concedido ao Estado de Rondônia reveste-se de eficácia temporal limitada (Código de Processo Civil, art. 808, I), considerado o que dispõe o art. 806 do Código de Processo Civil. A Secretaria do Supremo Tribunal Federal, após publicado o acórdão consubstanciador deste julgamento, deverá promover, em momento oportuno, a juntada de cópia do referido julgado aos autos da ação principal a ser ajuizada pelo Estado de Rondônia. O teor da decisão ora referendada e o resultado do presente julgamento deverão ser comunicados, com urgência, para imediato cumprimento, ao Senhor Advogado-Geral da União, ao Senhor Ministro de Estado da Justiça e ao Senhor Secretário do Tesouro Nacional. É o meu voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3473588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Decisão de Julgamento PLENÁRIO EXTRATO DE ATA REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.057 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por votação unânime, referendou a cautelar concedida, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 21.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3467551 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA REFERENDO NA MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.057 PROCED. : RONDÔNIA RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AUTOR(A/S)(ES) : ESTADO DE RONDÔNIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE RONDÔNIA RÉU(É)(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por votação unânime, referendou a cautelar concedida, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 21.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3467551 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 057", "ACO 2057 MC -", "ACO 2057", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 057", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 057", "ACO 2057 MC", "RTJ 81 / 330 - 331", "RTJ 81 / 675", "AC 1 . 700 - MC / SE", "AC 2 . 156 - REF - MC / SP", "ACO 597 - AgR / SC", "ACO 925 - REF - MC / RN", "ACO 2057 MC - REF / RO", "RTJ 81 / 330 - 331", "RTJ 81 / 675", "RTJ 95 / 485", "RTJ 132 / 109", "RTJ 132 / 120", "AC 1 . 700 - MC / SE", "AC 2 . 156 - REF - MC / SP", "ACO 597 - AgR / SC", "ACO 925 - REF - MC / RN", "ACO 2057 MC - REF / RO", "ACO 1 . 048 - QO / RS", "ACO 2057 MC - REF / RO", "ACO 1 . 048 - QO / RS", "ACO 2057 MC", "RTJ 183 / 371 - 372", "AI 306 . 626 / MT", "ACO 2057 MC - REF / RO", "RTJ 183 / 371 - 372", "AI 306 . 626 / MT", "AC 2 . 032 - QO / SP", "ACO 2057", "AC 2 . 032 - QO / SP", "RDA 97 / 110", "RDA 114 / 142", "RDA 118 / 99", "RTJ 163 / 790", "AI 306 . 626 / MT", "Recurso Extraordinário 140 . 195 / SC", "Recurso Extraordinário 191 . 480 / SC", "Recurso 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Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , ‘ f ’ , da Carta Política", "art . 102 , I , ‘ f ’ , da Carta Política", "Constituição da República", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , ‘ f ’", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , ‘ f ’ , da Constituição", "Constituição Brasileira de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , ‘ f ’ , da Constituição", "Constituição Brasileira de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LIV", "Constituição Brasileira de 1988", "Constituição Brasileira", "Constituição de 1988", "Constituição", "Constituição do Brasil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LIV e LV", "Constituição Brasileira de 1988", "Constituição Brasileira", "Constituição de 1988", "Constituição", "Constituição do Brasil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 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"Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "CELSO DE MELLO", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "XAVIER DE ALBUQUERQUE", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "XAVIER DE ALBUQUERQUE", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO", "CELSO DE MELLO", "MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO", "PINTO FERREIRA", "JESSÉ TORRES PEREIRA JÚNIOR", "EDGARD SILVEIRA BUENO FILHO", "CELSO RIBEIRO BASTOS", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MANOEL GONÇALVES FERREIRA FILHO", "PINTO FERREIRA", "JESSÉ TORRES PEREIRA JÚNIOR", "EDGARD SILVEIRA BUENO FILHO", "CELSO RIBEIRO BASTOS", "MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO", "LÚCIA VALLE FIGUEIREDO", "HELY LOPES MEIRELLES", "PAULO GUSTAVO GONET BRANCO", "GILMAR FERREIRA MENDES", "INOCÊNCIO MÁRTIRES COELHO", "MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO", "LÚCIA VALLE FIGUEIREDO", "HELY LOPES MEIRELLES", "PAULO GUSTAVO GONET BRANCO", "GILMAR FERREIRA MENDES", "INOCÊNCIO MÁRTIRES COELHO", "Hesse", "CELSO DE MELLO", "Hesse", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "ILMAR GALVÃO", "MARCO AURÉLIO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ELLEN GRACIE", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CELSO DE 9", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "ILMAR GALVÃO", "MARCO AURÉLIO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "ELLEN GRACIE", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CELSO DE 9", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Marco Aurélio", "Celso de Mello", "Ellen Gracie", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz", "Tomimatsu", "CELSO DE MELLO", "Cármen Lúcia", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori 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Ementa e Acórdão 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.901 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO AGDO.(A/S) :RICARDO FAXINA ADV.(A/S) :HENRIQUE TEIXEIRA RANGEL AGDO.(A/S) :CENTRO INTEGRADO E APOIO PROFISSIONAL - CIAP INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 2ª VARA DO TRABALHO DE SERTÃOZINHO E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA, COM EFEITO VINCULANTE, NO EXAME DA ADC 16/DF – INOCORRÊNCIA – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS TRABALHISTAS (LEI Nº 8.666/93, ART. 71, § 1º) – ATO JUDICIAL RECLAMADO PLENAMENTE JUSTIFICADO, NO CASO, PELO RECONHECIMENTO DE SITUAÇÃO CONFIGURADORA DE CULPA “IN VIGILANDO”, “IN ELIGENDO” OU “IN OMITTENDO” – DEVER LEGAL DAS ENTIDADES PÚBLICAS CONTRATANTES DE FISCALIZAR O CUMPRIMENTO, POR PARTE DAS EMPRESAS CONTRATADAS, DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS REFERENTES AOS EMPREGADOS VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI Nº 8.666/93, ART. 67) – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553442. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão RCL 13901 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 21 de fevereiro de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553442. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 21 de fevereiro de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553442. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.901 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO AGDO.(A/S) :RICARDO FAXINA ADV.(A/S) :HENRIQUE TEIXEIRA RANGEL AGDO.(A/S) :CENTRO INTEGRADO E APOIO PROFISSIONAL - CIAP INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 2ª VARA DO TRABALHO DE SERTÃOZINHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A parte agravante insurge-se, na presente sede recursal, contra ato decisório que, por entender inocorrente, na espécie, qualquer situação caracterizadora de desrespeito à autoridade de decisão ou de enunciado sumular impregnados de eficácia vinculante emanados desta Suprema Corte, julgou improcedente a reclamação deduzida pelo ora recorrente. A parte agravante, para justificar, no caso, a utilização da via reclamatória, alegou que o ato judicial reclamado – que resultou de julgamento pelo MM. Juiz do Trabalho da 2ª Vara do Trabalho de Sertãozinho/SP – teria transgredido a autoridade da decisão que esta Suprema Corte proferiu, com efeito vinculante, no exame da ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO. Sustentou-se, em síntese, que a autoridade judiciária reclamada, no julgamento objeto desta ação reclamatória, teria decidido com base na Súmula nº 331, IV, do TST (em sua antiga redação), afastando, em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553443. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.901 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO AGDO.(A/S) :RICARDO FAXINA ADV.(A/S) :HENRIQUE TEIXEIRA RANGEL AGDO.(A/S) :CENTRO INTEGRADO E APOIO PROFISSIONAL - CIAP INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 2ª VARA DO TRABALHO DE SERTÃOZINHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A parte agravante insurge-se, na presente sede recursal, contra ato decisório que, por entender inocorrente, na espécie, qualquer situação caracterizadora de desrespeito à autoridade de decisão ou de enunciado sumular impregnados de eficácia vinculante emanados desta Suprema Corte, julgou improcedente a reclamação deduzida pelo ora recorrente. A parte agravante, para justificar, no caso, a utilização da via reclamatória, alegou que o ato judicial reclamado – que resultou de julgamento pelo MM. Juiz do Trabalho da 2ª Vara do Trabalho de Sertãozinho/SP – teria transgredido a autoridade da decisão que esta Suprema Corte proferiu, com efeito vinculante, no exame da ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO. Sustentou-se, em síntese, que a autoridade judiciária reclamada, no julgamento objeto desta ação reclamatória, teria decidido com base na Súmula nº 331, IV, do TST (em sua antiga redação), afastando, em Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório RCL 13901 AGR / SP consequência, a incidência do art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93, o que teria supostamente desrespeitado a decisão proferida quando do julgamento da ADC 16/STF. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência desta reclamação, assim resumiu e apreciou a presente causa: “Reclamação. Alegação de desrespeito à decisão proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3.395. Matéria não abrangida pelo paradigma invocado. Responsabilidade subsidiária do Município por débitos trabalhistas. Aplicação, pelo acórdão reclamado, da Súmula nº 331 do Tribunal Superior do Trabalho. Análise da culpa ‘in vigilando’ e ‘in eligendo’ do Município. Ofensa à decisão proferida na Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 16 não configurada. Parecer pela improcedência da reclamação. 1. O Município de Sertãozinho ajuizou reclamação em face de decisão proferida pelo Juízo do Trabalho da 2ª Vara do Trabalho de Sertãozinho que julgou parcialmente procedente a Reclamação Trabalhista nº 0000008-65.2011.5.15.0125 movida contra o Centro Integrado e Apoio Profissional (CIAP) e o Município de Sertãozinho, com fundamento no enunciado da Súmula 331, IV, do Tribunal Superior do Trabalho, por entender configurada a culpa ‘in eligendo’ e ‘in vigilando’ do ente público. 2. Sustenta o reclamante que, ao assim proceder, o Juízo reclamado afrontou a autoridade da Ação Direta de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553443. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP consequência, a incidência do art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93, o que teria supostamente desrespeitado a decisão proferida quando do julgamento da ADC 16/STF. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência desta reclamação, assim resumiu e apreciou a presente causa: “Reclamação. Alegação de desrespeito à decisão proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3.395. Matéria não abrangida pelo paradigma invocado. Responsabilidade subsidiária do Município por débitos trabalhistas. Aplicação, pelo acórdão reclamado, da Súmula nº 331 do Tribunal Superior do Trabalho. Análise da culpa ‘in vigilando’ e ‘in eligendo’ do Município. Ofensa à decisão proferida na Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 16 não configurada. Parecer pela improcedência da reclamação. 1. O Município de Sertãozinho ajuizou reclamação em face de decisão proferida pelo Juízo do Trabalho da 2ª Vara do Trabalho de Sertãozinho que julgou parcialmente procedente a Reclamação Trabalhista nº 0000008-65.2011.5.15.0125 movida contra o Centro Integrado e Apoio Profissional (CIAP) e o Município de Sertãozinho, com fundamento no enunciado da Súmula 331, IV, do Tribunal Superior do Trabalho, por entender configurada a culpa ‘in eligendo’ e ‘in vigilando’ do ente público. 2. Sustenta o reclamante que, ao assim proceder, o Juízo reclamado afrontou a autoridade da Ação Direta de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório RCL 13901 AGR / SP Inconstitucionalidade nº 3.395/DF e da Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 16/DF que, respectivamente, reconheceram a competência da Justiça comum para processar e julgar causas entre o poder público e os servidores a ele vinculados por típica relação de natureza estatutária ou jurídico-administrativa e a constitucionalidade do art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93. 3. O Ministro Relator indeferiu o pedido de medida liminar. 4. Vieram os autos à Procuradoria Geral da República. 5. A reclamação deve ser julgada improcedente. 6. Essa Corte Suprema, com arrimo no princípio da proporcionalidade, deferiu a medida cautelar requerida nos autos da Ação Declaratória de Inconstitucionalidade nº 3.395/DF, entendendo ser inconstitucional a inclusão, no âmbito de competência da Justiça do Trabalho, das causas que envolvam o poder público e seus servidores estatutários ou com vínculo de direito administrativo. 7. Contudo, na presente hipótese, a ação trabalhista que se pretende suspender discute eventuais direitos de trabalhador vinculado à organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) Centro Integrado e Apoio Profissional, prestador de serviços na área de serviços gerais. A participação do Município de Sertãozinho no polo passivo da demanda decorre da pretensão do autor em sua condenação subsidiária, uma vez que os serviços prestados são de responsabilidade do Município, matéria não abrangida pelo acórdão proferido na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3.395/DF, tido como paradigma. 8. O entendimento do Supremo Tribunal Federal no julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 16 foi no sentido de que o Município não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deva responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de constitucionalidade do § 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93. 9. Ao contrário do afirmado na inicial, o juízo reclamado 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553443. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP Inconstitucionalidade nº 3.395/DF e da Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 16/DF que, respectivamente, reconheceram a competência da Justiça comum para processar e julgar causas entre o poder público e os servidores a ele vinculados por típica relação de natureza estatutária ou jurídico-administrativa e a constitucionalidade do art. 71, § 1º, da Lei nº 8.666/93. 3. O Ministro Relator indeferiu o pedido de medida liminar. 4. Vieram os autos à Procuradoria Geral da República. 5. A reclamação deve ser julgada improcedente. 6. Essa Corte Suprema, com arrimo no princípio da proporcionalidade, deferiu a medida cautelar requerida nos autos da Ação Declaratória de Inconstitucionalidade nº 3.395/DF, entendendo ser inconstitucional a inclusão, no âmbito de competência da Justiça do Trabalho, das causas que envolvam o poder público e seus servidores estatutários ou com vínculo de direito administrativo. 7. Contudo, na presente hipótese, a ação trabalhista que se pretende suspender discute eventuais direitos de trabalhador vinculado à organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) Centro Integrado e Apoio Profissional, prestador de serviços na área de serviços gerais. A participação do Município de Sertãozinho no polo passivo da demanda decorre da pretensão do autor em sua condenação subsidiária, uma vez que os serviços prestados são de responsabilidade do Município, matéria não abrangida pelo acórdão proferido na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3.395/DF, tido como paradigma. 8. O entendimento do Supremo Tribunal Federal no julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 16 foi no sentido de que o Município não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deva responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de constitucionalidade do § 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93. 9. Ao contrário do afirmado na inicial, o juízo reclamado 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Relatório RCL 13901 AGR / SP fundamentou o reconhecimento da responsabilidade subsidiária do Estado no entendimento de que o Município incorreu em culpa ‘in vigilando’, conforme se extrai do seguinte trecho da decisão impugnada: ‘Assim, competia ao município réu verificar se a contratada honrou suas obrigações, especialmente as trabalhistas. Esclarecendo, deveria o ente público observar se a prestadora dos serviços efetuou o pagamento de todas as verbas devidas a seus empregadores, cumpria a jornada pactuada. E isso porque, tendo sido verificada qualquer irregularidade, era obrigação do contratante tomar medidas contra ela, inclusive, cessando o repasse das verbas até que a prestadora regularizasse a situação dos contratos celebrados com seus empregadores. Em relação à 2ª ré, é evidente que não procedeu da forma narrada acima, negligenciando o seu dever de cuidar da regularidade contratual na prestação de serviços, caracterizando, desta forma, a sua culpa ‘in vigilando’, não produzindo qualquer prova nesse sentido. Ressalte-se que não é crível que a segunda reclamada, em um período tão grande de contrato, nunca tenha verificado as irregularidades aqui constatadas.’ 10. Não parece haver, na decisão reclamada, qualquer juízo de inconstitucionalidade do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93, o que, de pronto, afastaria o pretendido reconhecimento da violação ao enunciado constante da Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 16. 11. Ademais, a responsabilização do Município não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a OSCIP contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária, examinando os elementos concretos, adentrou o tema referente à culpa omissiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar o acerto ou desacerto do julgamento. A desconstituição do entendimento em relação à caracterização da culpa não pode ser feita 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553443. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP fundamentou o reconhecimento da responsabilidade subsidiária do Estado no entendimento de que o Município incorreu em culpa ‘in vigilando’, conforme se extrai do seguinte trecho da decisão impugnada: ‘Assim, competia ao município réu verificar se a contratada honrou suas obrigações, especialmente as trabalhistas. Esclarecendo, deveria o ente público observar se a prestadora dos serviços efetuou o pagamento de todas as verbas devidas a seus empregadores, cumpria a jornada pactuada. E isso porque, tendo sido verificada qualquer irregularidade, era obrigação do contratante tomar medidas contra ela, inclusive, cessando o repasse das verbas até que a prestadora regularizasse a situação dos contratos celebrados com seus empregadores. Em relação à 2ª ré, é evidente que não procedeu da forma narrada acima, negligenciando o seu dever de cuidar da regularidade contratual na prestação de serviços, caracterizando, desta forma, a sua culpa ‘in vigilando’, não produzindo qualquer prova nesse sentido. Ressalte-se que não é crível que a segunda reclamada, em um período tão grande de contrato, nunca tenha verificado as irregularidades aqui constatadas.’ 10. Não parece haver, na decisão reclamada, qualquer juízo de inconstitucionalidade do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93, o que, de pronto, afastaria o pretendido reconhecimento da violação ao enunciado constante da Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 16. 11. Ademais, a responsabilização do Município não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a OSCIP contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária, examinando os elementos concretos, adentrou o tema referente à culpa omissiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar o acerto ou desacerto do julgamento. A desconstituição do entendimento em relação à caracterização da culpa não pode ser feita 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Relatório RCL 13901 AGR / SP na via estreita da reclamação. Ante o exposto, o parecer é pela improcedência da reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação do Egrégio Plenário desta Suprema Corte, o presente recurso de agravo. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553443. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP na via estreita da reclamação. Ante o exposto, o parecer é pela improcedência da reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação do Egrégio Plenário desta Suprema Corte, o presente recurso de agravo. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.901 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Como tive o ensejo de enfatizar quando da prolação da decisão agravada, esta Suprema Corte, ao apreciar a ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, julgou-a procedente, para declarar a constitucionalidade do art. 71, § 1º, da Lei 8.666/93, em julgamento que se acha assim ementado: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995.” (ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei) É oportuno ressaltar, no ponto, que, em referido julgamento, não obstante o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha confirmado a plena validade constitucional do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93 – por Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.901 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Como tive o ensejo de enfatizar quando da prolação da decisão agravada, esta Suprema Corte, ao apreciar a ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, julgou-a procedente, para declarar a constitucionalidade do art. 71, § 1º, da Lei 8.666/93, em julgamento que se acha assim ementado: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1º, da Lei federal nº 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela Lei nº 9.032, de 1995.” (ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei) É oportuno ressaltar, no ponto, que, em referido julgamento, não obstante o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha confirmado a plena validade constitucional do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93 – por Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13901 AGR / SP entender juridicamente incompatível com a Constituição a transferência automática, em detrimento da Administração Pública, dos encargos trabalhistas, fiscais, comerciais e previdenciários resultantes da execução do contrato na hipótese de inadimplência da empresa contratada –, enfatizou-se que essa declaração de constitucionalidade não impediria, em cada situação ocorrente, o reconhecimento de eventual culpa “in omittendo” ou “in vigilando” do Poder Público. Essa visão em torno do tema tem sido observada por Ministros de ambas as Turmas desta Suprema Corte (Rcl 8.475/PE, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 11.917/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.089/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.310/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.388/SC, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.434/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.595/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.828/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 12.944/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 13.272-MC/MG, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 13.425/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 13.841/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 14.623/ES, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 14.658/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 14.943/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 15.052/RO, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.), em julgamentos nos quais se tem reconhecido possível a atribuição de responsabilidade subsidiária ao ente público na hipótese excepcional de restar demonstrada a ocorrência de comportamento culposo da Administração Pública. Vale referir, bem por isso, ante a pertinência de seu conteúdo, trecho da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA proferiu no âmbito da Rcl 12.925/SP, de que foi Relator: “(...) ao declarar a constitucionalidade do referido § 1º do art. 71 da Lei 8.666/1993, a Corte consignou que se, na análise do caso concreto, ficar configurada a culpa da Administração em fiscalizar a execução do contrato firmado com a empresa contratada, estará presente sua responsabilidade subsidiária pelos débitos trabalhistas não adimplidos. Em outras palavras, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP entender juridicamente incompatível com a Constituição a transferência automática, em detrimento da Administração Pública, dos encargos trabalhistas, fiscais, comerciais e previdenciários resultantes da execução do contrato na hipótese de inadimplência da empresa contratada –, enfatizou-se que essa declaração de constitucionalidade não impediria, em cada situação ocorrente, o reconhecimento de eventual culpa “in omittendo” ou “in vigilando” do Poder Público. Essa visão em torno do tema tem sido observada por Ministros de ambas as Turmas desta Suprema Corte (Rcl 8.475/PE, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 11.917/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.089/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.310/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.388/SC, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.434/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.595/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.828/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 12.944/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 13.272-MC/MG, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 13.425/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 13.841/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 14.623/ES, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 14.658/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 14.943/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 15.052/RO, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.), em julgamentos nos quais se tem reconhecido possível a atribuição de responsabilidade subsidiária ao ente público na hipótese excepcional de restar demonstrada a ocorrência de comportamento culposo da Administração Pública. Vale referir, bem por isso, ante a pertinência de seu conteúdo, trecho da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA proferiu no âmbito da Rcl 12.925/SP, de que foi Relator: “(...) ao declarar a constitucionalidade do referido § 1º do art. 71 da Lei 8.666/1993, a Corte consignou que se, na análise do caso concreto, ficar configurada a culpa da Administração em fiscalizar a execução do contrato firmado com a empresa contratada, estará presente sua responsabilidade subsidiária pelos débitos trabalhistas não adimplidos. Em outras palavras, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13901 AGR / SP vedou-se, apenas, a transferência automática ou a responsabilidade objetiva da Administração Pública por essas obrigações. No presente caso, a autoridade reclamada, embora de forma sucinta, a partir do conjunto probatório presente nos autos da reclamação trabalhista, analisou a conduta do ora reclamante e entendeu configurada a sua culpa ‘in vigilando’. …................................................................................................... Como o controle da regularidade da execução dos contratos firmados com a administração deve ser feito por dever de ofício, é densa a fundamentação do acórdão-reclamado ao atribuir ao Estado o dever de provar não ter agido com tolerância ou desídia incompatíveis com o respeito ao erário. Se bem ou mal decidiu a autoridade reclamada ao reconhecer a responsabilidade por culpa imputável à reclamante, a reclamação constitucional não é o meio adequado para substituir os recursos e as medidas ordinária e extraordinariamente disponíveis para correção do alegado erro. Ante o exposto, julgo improcedente esta reclamação (art. 38 da Lei 8.038/1990 e art. 161, par. ún. do RISTF).” (grifei) Cumpre assinalar, por necessário, que o dever legal das entidades públicas contratantes de fiscalizar a idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o controle prévio à contratação – consistente em exigir, das empresas licitantes, a apresentação dos documentos aptos a demonstrar a habilitação jurídica, a qualificação técnica, a situação econômico-financeira, a regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do artigo 7º da Constituição Federal (Lei nº 8.666/93, art. 27) –, mas compreende, também, o controle concomitante à execução contratual, viabilizador, dentre outras medidas, da vigilância efetiva e da adequada fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos empregados vinculados ao contrato celebrado (Lei nº 8.666/93, art. 67). Esse entendimento encontra apoio em expressivo magistério doutrinário (LÍVIA DEPRÁ CAMARGO SULZBACH, “A Responsabilidade 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP vedou-se, apenas, a transferência automática ou a responsabilidade objetiva da Administração Pública por essas obrigações. No presente caso, a autoridade reclamada, embora de forma sucinta, a partir do conjunto probatório presente nos autos da reclamação trabalhista, analisou a conduta do ora reclamante e entendeu configurada a sua culpa ‘in vigilando’. …................................................................................................... Como o controle da regularidade da execução dos contratos firmados com a administração deve ser feito por dever de ofício, é densa a fundamentação do acórdão-reclamado ao atribuir ao Estado o dever de provar não ter agido com tolerância ou desídia incompatíveis com o respeito ao erário. Se bem ou mal decidiu a autoridade reclamada ao reconhecer a responsabilidade por culpa imputável à reclamante, a reclamação constitucional não é o meio adequado para substituir os recursos e as medidas ordinária e extraordinariamente disponíveis para correção do alegado erro. Ante o exposto, julgo improcedente esta reclamação (art. 38 da Lei 8.038/1990 e art. 161, par. ún. do RISTF).” (grifei) Cumpre assinalar, por necessário, que o dever legal das entidades públicas contratantes de fiscalizar a idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o controle prévio à contratação – consistente em exigir, das empresas licitantes, a apresentação dos documentos aptos a demonstrar a habilitação jurídica, a qualificação técnica, a situação econômico-financeira, a regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do artigo 7º da Constituição Federal (Lei nº 8.666/93, art. 27) –, mas compreende, também, o controle concomitante à execução contratual, viabilizador, dentre outras medidas, da vigilância efetiva e da adequada fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos empregados vinculados ao contrato celebrado (Lei nº 8.666/93, art. 67). Esse entendimento encontra apoio em expressivo magistério doutrinário (LÍVIA DEPRÁ CAMARGO SULZBACH, “A Responsabilidade 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13901 AGR / SP Subsidiária da Administração Pública na Terceirização de Serviços – Princípio da supremacia do interesse público x dignidade da pessoa humana? – Repercussões do julgamento da ADC n. 16 pelo STF na Súmula n. 331 do TST”, “in” Revista LTr, vol. 76/2012, p. 719/739; ROBERTO NOBREGA DE ALMEIDA FILHO, “Terceirização na Administração Pública e Suas Consequências no Âmbito da Justiça do Trabalho”, “in” Revista do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, nº 40/2012, p. 187/196; PLÍNIO ANTÔNIO PÚBLIO ALBREGARD, “Responsabilidade Subsidiária da Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional”, “in” Revista do TRT da 2ª Região, nº 07/2012, p. 67/73; IVANI CONTINI BRAMANTE, “A Aparente Derrota da Súmula 331/TST e a Responsabilidade do Poder Público na Terceirização”, “in” Repertório de Jurisprudência IOB, nº 24/2011, vol. II/721-767; BRUNO SANTOS CUNHA, “Fiscalização de Contratos Administrativos de Terceirização de Mão de Obra: Uma Nova Exegese e Reforço de Incidência”, “in” Revista do TST, nº 01/2011, vol. 77/131-138; EDITE HUPSEL, “Controle de Execução dos Contratos Administrativos pela Administração Pública”, “in” Revista Zênite de Licitações e Contratos – ILC, nº 163/2007, p. 872/878, v.g.). Cabe destacar, ainda, nessa mesma linha de orientação, em face de sua precisa abordagem, a lição de HELDER SANTOS AMORIM, MÁRCIO TÚLIO VIANA e GABRIELA NEVES DELGADO (“Terceirização – Aspectos Gerais: Última Decisão do STF e a Súmula 331 do TST – Novos Enfoques”, “in” Revista do TST, nº 01/2011, vol. 77/76-83): “A interpretação do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93 desafia sua leitura conjunta e contextualizada com vários outros dispositivos legais que imputam à Administração Pública, de forma correlata e proporcional, o dever de fiscalizar eficientemente a execução dos seus contratos de terceirização, por imperativo de legalidade e moralidade pública (Constituição, art. 37, capuz), inclusive em relação ao adimplemento dos direitos dos 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP Subsidiária da Administração Pública na Terceirização de Serviços – Princípio da supremacia do interesse público x dignidade da pessoa humana? – Repercussões do julgamento da ADC n. 16 pelo STF na Súmula n. 331 do TST”, “in” Revista LTr, vol. 76/2012, p. 719/739; ROBERTO NOBREGA DE ALMEIDA FILHO, “Terceirização na Administração Pública e Suas Consequências no Âmbito da Justiça do Trabalho”, “in” Revista do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, nº 40/2012, p. 187/196; PLÍNIO ANTÔNIO PÚBLIO ALBREGARD, “Responsabilidade Subsidiária da Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional”, “in” Revista do TRT da 2ª Região, nº 07/2012, p. 67/73; IVANI CONTINI BRAMANTE, “A Aparente Derrota da Súmula 331/TST e a Responsabilidade do Poder Público na Terceirização”, “in” Repertório de Jurisprudência IOB, nº 24/2011, vol. II/721-767; BRUNO SANTOS CUNHA, “Fiscalização de Contratos Administrativos de Terceirização de Mão de Obra: Uma Nova Exegese e Reforço de Incidência”, “in” Revista do TST, nº 01/2011, vol. 77/131-138; EDITE HUPSEL, “Controle de Execução dos Contratos Administrativos pela Administração Pública”, “in” Revista Zênite de Licitações e Contratos – ILC, nº 163/2007, p. 872/878, v.g.). Cabe destacar, ainda, nessa mesma linha de orientação, em face de sua precisa abordagem, a lição de HELDER SANTOS AMORIM, MÁRCIO TÚLIO VIANA e GABRIELA NEVES DELGADO (“Terceirização – Aspectos Gerais: Última Decisão do STF e a Súmula 331 do TST – Novos Enfoques”, “in” Revista do TST, nº 01/2011, vol. 77/76-83): “A interpretação do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93 desafia sua leitura conjunta e contextualizada com vários outros dispositivos legais que imputam à Administração Pública, de forma correlata e proporcional, o dever de fiscalizar eficientemente a execução dos seus contratos de terceirização, por imperativo de legalidade e moralidade pública (Constituição, art. 37, capuz), inclusive em relação ao adimplemento dos direitos dos 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13901 AGR / SP trabalhadores terceirizados, tendo em vista que se trata de direitos fundamentais (Constituição, art. 7º) cuja promoção e fiscalização incumbe aprioristicamente ao Estado, como razão essencial de sua existência. Daí porque a fiscalização do fiel cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados constitui elemento intrínseco à fiscalização do contrato de prestação de serviços, tal como decorre expressamente de dispositivos da Lei de Licitações e das normas que a regulamentam no nível federal, em observância aos preceitos constitucionais que consagram a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa como fundamento da República (CF, art. 1º, III e IV), que instituem como objetivo da República construir uma sociedade livre, justa e solidária (art. 3º, I), que fundamentalizam os direitos essenciais dos trabalhadores (art. 7º), que fundam a ordem econômica na valorização do trabalho humano (art. 170) e que alicerçam a ordem social no primado do trabalho (art. 193). No plano infraconstitucional, o dever da Administração Pública de fiscalizar o cumprimento de direitos dos trabalhadores terceirizados decorre primeiramente de dispositivos da Lei de Licitações, mas o padrão fiscalizatório, que diz respeito à extensão e profundidade deste dever de fiscalizar, encontra-se emoldurado na integração deste diploma legal com preceitos da Instrução Normativa (IN) nº 02/08, alterados pela Instrução Normativa (IN) nº 03/09, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que regulamentam a matéria no âmbito da Administração Pública Federal. …................................................................................................... E estando assim evidentes os extensos limites do dever constitucional e legal da Administração de fiscalizar o cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados, disso decorre naturalmente que a inobservância deste dever de fiscalização implica a responsabilidade da Administração pelo inadimplemento dos direitos que deveriam ser fiscalizados. Esta responsabilidade não se esgota com a demonstração de uma simples verificação superficial da formalização dos vínculos de emprego, pois o padrão fiscalizatório acima retratado 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP trabalhadores terceirizados, tendo em vista que se trata de direitos fundamentais (Constituição, art. 7º) cuja promoção e fiscalização incumbe aprioristicamente ao Estado, como razão essencial de sua existência. Daí porque a fiscalização do fiel cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados constitui elemento intrínseco à fiscalização do contrato de prestação de serviços, tal como decorre expressamente de dispositivos da Lei de Licitações e das normas que a regulamentam no nível federal, em observância aos preceitos constitucionais que consagram a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa como fundamento da República (CF, art. 1º, III e IV), que instituem como objetivo da República construir uma sociedade livre, justa e solidária (art. 3º, I), que fundamentalizam os direitos essenciais dos trabalhadores (art. 7º), que fundam a ordem econômica na valorização do trabalho humano (art. 170) e que alicerçam a ordem social no primado do trabalho (art. 193). No plano infraconstitucional, o dever da Administração Pública de fiscalizar o cumprimento de direitos dos trabalhadores terceirizados decorre primeiramente de dispositivos da Lei de Licitações, mas o padrão fiscalizatório, que diz respeito à extensão e profundidade deste dever de fiscalizar, encontra-se emoldurado na integração deste diploma legal com preceitos da Instrução Normativa (IN) nº 02/08, alterados pela Instrução Normativa (IN) nº 03/09, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que regulamentam a matéria no âmbito da Administração Pública Federal. …................................................................................................... E estando assim evidentes os extensos limites do dever constitucional e legal da Administração de fiscalizar o cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados, disso decorre naturalmente que a inobservância deste dever de fiscalização implica a responsabilidade da Administração pelo inadimplemento dos direitos que deveriam ser fiscalizados. Esta responsabilidade não se esgota com a demonstração de uma simples verificação superficial da formalização dos vínculos de emprego, pois o padrão fiscalizatório acima retratado 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13901 AGR / SP exige o envolvimento direto e diário da Administração com a rotina das práticas trabalhistas da empresa contratada. A Administração só se desincumbe deste seu dever quando demonstra a promoção eficaz de todos os procedimentos legais de controle, além daqueles que, embora não previstos expressamente na lei, sejam indispensáveis à eficiência da fiscalização na obtenção dos seus resultados, em respeito ao princípio da eficiência administrativa que rege a Administração Pública (Constituição, art. 37). ….................................................................................................. Lado outro, a ausência de fiscalização ou a fiscalização insuficiente, descomprometida com a efetividade dos direitos fiscalizados, implica inadimplência do ente público contratante para com o seu dever de tutela, dever decorrente da sua própria condição de Administração Pública.” (grifei) Cumpre ter presente, por relevante, que essa diretriz tem sido observada pela jurisprudência dos Tribunais, notadamente por aquela emanada do E. Tribunal Superior do Trabalho (AIRR 132100- -60.2008.5.04.0402, Rel. Min. ALOYSIO CORRÊA DA VEIGA – AIRR 14726-94.2010.5.04.0000, Rel. Min. MARIA DE ASSIS CALSING – AIRR 2042-50.2010.5.18.0000, Rel. Min. ROSA WEBER – AIRR 546040- -57.2006.5.07.0032, Rel. Min. GUILHERME AUGUSTO CAPUTO BASTOS – RR 193600-61.2009.5.09.0594, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO, v.g.): “AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA – ENTIDADES ESTATAIS – RESPONSABILIDADE EM CASO DE CULPA ‘IN VIGILANDO’ NO QUE TANGE AO CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA POR PARTE DA EMPRESA TERCEIRIZANTE CONTRATADA – COMPATIBILIDADE COM O ART. 71 DA LEI DE LICITAÇÕES – INCIDÊNCIA DOS ARTS. 159 DO CCB/1916, 186 E 927, ‘CAPUT’, DO CCB/2002. A mera inadimplência da 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP exige o envolvimento direto e diário da Administração com a rotina das práticas trabalhistas da empresa contratada. A Administração só se desincumbe deste seu dever quando demonstra a promoção eficaz de todos os procedimentos legais de controle, além daqueles que, embora não previstos expressamente na lei, sejam indispensáveis à eficiência da fiscalização na obtenção dos seus resultados, em respeito ao princípio da eficiência administrativa que rege a Administração Pública (Constituição, art. 37). ….................................................................................................. Lado outro, a ausência de fiscalização ou a fiscalização insuficiente, descomprometida com a efetividade dos direitos fiscalizados, implica inadimplência do ente público contratante para com o seu dever de tutela, dever decorrente da sua própria condição de Administração Pública.” (grifei) Cumpre ter presente, por relevante, que essa diretriz tem sido observada pela jurisprudência dos Tribunais, notadamente por aquela emanada do E. Tribunal Superior do Trabalho (AIRR 132100- -60.2008.5.04.0402, Rel. Min. ALOYSIO CORRÊA DA VEIGA – AIRR 14726-94.2010.5.04.0000, Rel. Min. MARIA DE ASSIS CALSING – AIRR 2042-50.2010.5.18.0000, Rel. Min. ROSA WEBER – AIRR 546040- -57.2006.5.07.0032, Rel. Min. GUILHERME AUGUSTO CAPUTO BASTOS – RR 193600-61.2009.5.09.0594, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO, v.g.): “AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA – ENTIDADES ESTATAIS – RESPONSABILIDADE EM CASO DE CULPA ‘IN VIGILANDO’ NO QUE TANGE AO CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA POR PARTE DA EMPRESA TERCEIRIZANTE CONTRATADA – COMPATIBILIDADE COM O ART. 71 DA LEI DE LICITAÇÕES – INCIDÊNCIA DOS ARTS. 159 DO CCB/1916, 186 E 927, ‘CAPUT’, DO CCB/2002. A mera inadimplência da 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13901 AGR / SP empresa terceirizante quanto às verbas trabalhistas e previdenciárias devidas ao trabalhador terceirizado não transfere a responsabilidade por tais verbas para a entidade estatal tomadora de serviços, a teor do disposto no art. 71 da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações), cuja constitucionalidade foi declarada pelo Supremo Tribunal Federal na ADC nº 16-DF. Entretanto, a inadimplência da obrigação fiscalizatória da entidade estatal tomadora de serviços no tocante ao preciso cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias da empresa prestadora de serviços gera sua responsabilidade subsidiária, em face de sua culpa ‘in vigilando’, a teor da regra responsabilizatória incidente sobre qualquer pessoa física ou jurídica que, por ato ou omissão culposos, cause prejuízos a alguém (art. 186, Código Civil). Evidenciando-se essa culpa ‘in vigilando’ nos autos, incide a responsabilidade subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916, arts. 186 e 927, ‘caput’, do CCB/2002, observados os respectivos períodos de vigência. Agravo de instrumento desprovido.” (AIRR 157240-94.2007.5.16.0015, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO – grifei) O exame da decisão reclamada, tendo em vista a situação concreta nela apreciada, revela que se reconheceu, na espécie, a responsabilidade subsidiária da parte reclamante, ora recorrente, em decorrência de situação configuradora de culpa “in vigilando”, “in eligendo” ou “in omittendo”. Com efeito, o Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência da presente reclamação, formulou parecer que está assim ementado: “Reclamação. Alegação de desrespeito à decisão proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3.395. Matéria não abrangida pelo paradigma invocado. Responsabilidade subsidiária do Município por débitos trabalhistas. Aplicação, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP empresa terceirizante quanto às verbas trabalhistas e previdenciárias devidas ao trabalhador terceirizado não transfere a responsabilidade por tais verbas para a entidade estatal tomadora de serviços, a teor do disposto no art. 71 da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações), cuja constitucionalidade foi declarada pelo Supremo Tribunal Federal na ADC nº 16-DF. Entretanto, a inadimplência da obrigação fiscalizatória da entidade estatal tomadora de serviços no tocante ao preciso cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias da empresa prestadora de serviços gera sua responsabilidade subsidiária, em face de sua culpa ‘in vigilando’, a teor da regra responsabilizatória incidente sobre qualquer pessoa física ou jurídica que, por ato ou omissão culposos, cause prejuízos a alguém (art. 186, Código Civil). Evidenciando-se essa culpa ‘in vigilando’ nos autos, incide a responsabilidade subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916, arts. 186 e 927, ‘caput’, do CCB/2002, observados os respectivos períodos de vigência. Agravo de instrumento desprovido.” (AIRR 157240-94.2007.5.16.0015, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO – grifei) O exame da decisão reclamada, tendo em vista a situação concreta nela apreciada, revela que se reconheceu, na espécie, a responsabilidade subsidiária da parte reclamante, ora recorrente, em decorrência de situação configuradora de culpa “in vigilando”, “in eligendo” ou “in omittendo”. Com efeito, o Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência da presente reclamação, formulou parecer que está assim ementado: “Reclamação. Alegação de desrespeito à decisão proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3.395. Matéria não abrangida pelo paradigma invocado. Responsabilidade subsidiária do Município por débitos trabalhistas. Aplicação, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13901 AGR / SP pelo acórdão reclamado, da Súmula nº 331 do Tribunal Superior do Trabalho. Análise da culpa ‘in vigilando’ e ‘in eligendo’ do Município. Ofensa à decisão proferida na Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 16 não configurada. Parecer pela improcedência da reclamação.” (grifei) Os fundamentos expostos em referida manifestação ajustam-se, integralmente, à orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou a propósito da matéria em análise, valendo destacar, por relevante, fragmento desse parecer oferecido pela douta Procuradoria-Geral da República, que a seguir reproduzo: “6. Essa Corte Suprema, com arrimo no princípio da proporcionalidade, deferiu a medida cautelar requerida nos autos da Ação Declaratória de Inconstitucionalidade nº 3.395/DF, entendendo ser inconstitucional a inclusão, no âmbito de competência da Justiça do Trabalho, das causas que envolvam o poder público e seus servidores estatutários ou com vínculo de direito administrativo. 7. Contudo, na presente hipótese, a ação trabalhista que se pretende suspender discute eventuais direitos de trabalhador vinculado à organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) Centro Integrado e Apoio Profissional, prestador de serviços na área de serviços gerais. A participação do Município de Sertãozinho no polo passivo da demanda decorre da pretensão do autor em sua condenação subsidiária, uma vez que os serviços prestados são de responsabilidade do Município, matéria não abrangida pelo acórdão proferido na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3.395/DF, tido como paradigma. 8. O entendimento do Supremo Tribunal Federal no julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 16 foi no sentido de que o Município não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deva responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP pelo acórdão reclamado, da Súmula nº 331 do Tribunal Superior do Trabalho. Análise da culpa ‘in vigilando’ e ‘in eligendo’ do Município. Ofensa à decisão proferida na Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 16 não configurada. Parecer pela improcedência da reclamação.” (grifei) Os fundamentos expostos em referida manifestação ajustam-se, integralmente, à orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou a propósito da matéria em análise, valendo destacar, por relevante, fragmento desse parecer oferecido pela douta Procuradoria-Geral da República, que a seguir reproduzo: “6. Essa Corte Suprema, com arrimo no princípio da proporcionalidade, deferiu a medida cautelar requerida nos autos da Ação Declaratória de Inconstitucionalidade nº 3.395/DF, entendendo ser inconstitucional a inclusão, no âmbito de competência da Justiça do Trabalho, das causas que envolvam o poder público e seus servidores estatutários ou com vínculo de direito administrativo. 7. Contudo, na presente hipótese, a ação trabalhista que se pretende suspender discute eventuais direitos de trabalhador vinculado à organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) Centro Integrado e Apoio Profissional, prestador de serviços na área de serviços gerais. A participação do Município de Sertãozinho no polo passivo da demanda decorre da pretensão do autor em sua condenação subsidiária, uma vez que os serviços prestados são de responsabilidade do Município, matéria não abrangida pelo acórdão proferido na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3.395/DF, tido como paradigma. 8. O entendimento do Supremo Tribunal Federal no julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 16 foi no sentido de que o Município não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deva responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13901 AGR / SP constitucionalidade do § 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93. 9. Ao contrário do afirmado na inicial, o juízo reclamado fundamentou o reconhecimento da responsabilidade subsidiária do Estado no entendimento de que o Município incorreu em culpa ‘in vigilando’, conforme se extrai do seguinte trecho da decisão impugnada: ‘Assim, competia ao município réu verificar se a contratada honrou suas obrigações, especialmente as trabalhistas. Esclarecendo, deveria o ente público observar se a prestadora dos serviços efetuou o pagamento de todas as verbas devidas a seus empregadores, cumpria a jornada pactuada. E isso porque, tendo sido verificada qualquer irregularidade, era obrigação do contratante tomar medidas contra ela, inclusive, cessando o repasse das verbas até que a prestadora regularizasse a situação dos contratos celebrados com seus empregadores. Em relação à 2ª ré, é evidente que não procedeu da forma narrada acima, negligenciando o seu dever de cuidar da regularidade contratual na prestação de serviços, caracterizando, desta forma, a sua culpa ‘in vigilando’, não produzindo qualquer prova nesse sentido. Ressalte-se que não é crível que a segunda reclamada, em um período tão grande de contrato, nunca tenha verificado as irregularidades aqui constatadas.’ 10. Não parece haver, na decisão reclamada, qualquer juízo de inconstitucionalidade do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93, o que, de pronto, afastaria o pretendido reconhecimento da violação ao enunciado constante da Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 16. 11. Ademais, a responsabilização do Município não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a OSCIP contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária, examinando os elementos concretos, adentrou o tema referente à culpa omissiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar o acerto ou desacerto do 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP constitucionalidade do § 1º do artigo 71 da Lei 8.666/93. 9. Ao contrário do afirmado na inicial, o juízo reclamado fundamentou o reconhecimento da responsabilidade subsidiária do Estado no entendimento de que o Município incorreu em culpa ‘in vigilando’, conforme se extrai do seguinte trecho da decisão impugnada: ‘Assim, competia ao município réu verificar se a contratada honrou suas obrigações, especialmente as trabalhistas. Esclarecendo, deveria o ente público observar se a prestadora dos serviços efetuou o pagamento de todas as verbas devidas a seus empregadores, cumpria a jornada pactuada. E isso porque, tendo sido verificada qualquer irregularidade, era obrigação do contratante tomar medidas contra ela, inclusive, cessando o repasse das verbas até que a prestadora regularizasse a situação dos contratos celebrados com seus empregadores. Em relação à 2ª ré, é evidente que não procedeu da forma narrada acima, negligenciando o seu dever de cuidar da regularidade contratual na prestação de serviços, caracterizando, desta forma, a sua culpa ‘in vigilando’, não produzindo qualquer prova nesse sentido. Ressalte-se que não é crível que a segunda reclamada, em um período tão grande de contrato, nunca tenha verificado as irregularidades aqui constatadas.’ 10. Não parece haver, na decisão reclamada, qualquer juízo de inconstitucionalidade do § 1º do art. 71 da Lei nº 8.666/93, o que, de pronto, afastaria o pretendido reconhecimento da violação ao enunciado constante da Ação Declaratória de Constitucionalidade nº 16. 11. Ademais, a responsabilização do Município não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a OSCIP contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária, examinando os elementos concretos, adentrou o tema referente à culpa omissiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar o acerto ou desacerto do 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13901 AGR / SP julgamento. A desconstituição do entendimento em relação à caracterização da culpa não pode ser feita na via estreita da reclamação.” (grifei) Não vislumbro, desse modo, a ocorrência do alegado desrespeito à autoridade da decisão que esta Corte proferiu, com eficácia vinculante, no julgamento da ADC 16/DF. Sendo assim, pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP julgamento. A desconstituição do entendimento em relação à caracterização da culpa não pode ser feita na via estreita da reclamação.” (grifei) Não vislumbro, desse modo, a ocorrência do alegado desrespeito à autoridade da decisão que esta Corte proferiu, com eficácia vinculante, no julgamento da ADC 16/DF. Sendo assim, pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Decisão de Julgamento PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.901 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO AGDO.(A/S) : RICARDO FAXINA ADV.(A/S) : HENRIQUE TEIXEIRA RANGEL AGDO.(A/S) : CENTRO INTEGRADO E APOIO PROFISSIONAL - CIAP INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 2ª VARA DO TRABALHO DE SERTÃOZINHO Decisão: O Tribunal, por votação unânime e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso de agravo. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 21.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3605252 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.901 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO AGDO.(A/S) : RICARDO FAXINA ADV.(A/S) : HENRIQUE TEIXEIRA RANGEL AGDO.(A/S) : CENTRO INTEGRADO E APOIO PROFISSIONAL - CIAP INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 2ª VARA DO TRABALHO DE SERTÃOZINHO Decisão: O Tribunal, por votação unânime e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso de agravo. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 21.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3605252 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3633997
2013-02-21T00:00:00
2013-04-12T00:00:00
O Tribunal, por votação unânime e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso de agravo. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 21.02.2013.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA, COM EFEITO VINCULANTE, NO EXAME DA ADC 16/DF – INOCORRÊNCIA – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS TRABALHISTAS (LEI Nº 8.666/93, ART. 71, § 1º) – ATO JUDICIAL RECLAMADO PLENAMENTE JUSTIFICADO, NO CASO, PELO RECONHECIMENTO DE SITUAÇÃO CONFIGURADORA DE CULPA “IN VIGILANDO”, “IN ELIGENDO” OU “IN OMITTENDO” – DEVER LEGAL DAS ENTIDADES PÚBLICAS CONTRATANTES DE FISCALIZAR O CUMPRIMENTO, POR PARTE DAS EMPRESAS CONTRATADAS, DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS REFERENTES AOS EMPREGADOS VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI Nº 8.666/93, ART. 67) – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur227852
- Acórdão (s) citado (s): (RESPONSABILIZAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TERCEIRIZAÇÃO) Rcl 8475 (2ªT). (CONSTITUCIONALIDADE, DISPOSITIVO, LEI DE LICITAÇÕES) ADC 16 (TP). - Decisões monocráticas citadas: (RESPONSABILIZAÇÃO, ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TERCEIRIZAÇÃO) Rcl 11917, Rcl 12089, Rcl 12310, Rcl 12388, Rcl 12434, Rcl 12595, Rcl 12828, Rcl 12944, Rcl 13272, Rcl 13425, Rcl 13841, Rcl 14623, Rcl 14658, Rcl 14943, Rcl 15052, Rcl 12925 - Acórdãos citados - outros tribunais: TST: AIRR 132100-60.2008.5.04.0402, AIRR 14726-94.2010.5.04.0000, AIRR 546040-57.2006.5.07.0032. Número de páginas: 18. Análise: 03/05/2013, BMB.
CELSO DE MELLO
Tribunal Pleno
13901
[ "LEG-FED LEI-008666 ANO-1993\r\n ART-00067 ART-00071 PAR-00001 \r\n LLC-1993 LEI DE LICITAÇÕES" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 13901 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO AGDO.(A/S) : RICARDO FAXINA ADV.(A/S) : HENRIQUE TEIXEIRA RANGEL AGDO.(A/S) : CENTRO INTEGRADO E APOIO PROFISSIONAL - CIAP INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 2ª VARA DO TRABALHO DE SERTÃOZINHO
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Ementa e Acórdão 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.901 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO AGDO.(A/S) :RICARDO FAXINA ADV.(A/S) :HENRIQUE TEIXEIRA RANGEL AGDO.(A/S) :CENTRO INTEGRADO E APOIO PROFISSIONAL - CIAP INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 2... VARA DO TRABALHO DE SERTÃOZINHO E M E N T A: RECLAMAÇÃO – ALEGAÇÃO DE DESRESPEITO À AUTORIDADE DA DECISÃO PROFERIDA, COM EFEITO VINCULANTE, NO EXAME DA ADC 16/DF – INOCORRÊNCIA – RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA POR DÉBITOS TRABALHISTAS (LEI n 8.666/93, ART. 71, § 1...) – ATO JUDICIAL RECLAMADO PLENAMENTE JUSTIFICADO, NO CASO, PELO RECONHECIMENTO DE SITUAÇÃO CONFIGURADORA DE CULPA “IN VIGILANDO”, “IN ELIGENDO” OU “IN OMITTENDO” – DEVER LEGAL DAS ENTIDADES PÚBLICAS CONTRATANTES DE FISCALIZAR O CUMPRIMENTO, POR PARTE DAS EMPRESAS CONTRATADAS, DAS OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS REFERENTES AOS EMPREGADOS VINCULADOS AO CONTRATO CELEBRADO (LEI n 8.666/93, ART. 67) – PRECEDENTES – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553442. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão RCL 13901 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 21 de fevereiro de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553442. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Ministro Joaquim Barbosa, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 21 de fevereiro de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553442. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.901 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO AGDO.(A/S) :RICARDO FAXINA ADV.(A/S) :HENRIQUE TEIXEIRA RANGEL AGDO.(A/S) :CENTRO INTEGRADO E APOIO PROFISSIONAL - CIAP INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 2... VARA DO TRABALHO DE SERTÃOZINHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A parte agravante insurge-se, na presente sede recursal, contra ato decisório que, por entender inocorrente, na espécie, qualquer situação caracterizadora de desrespeito à autoridade de decisão ou de enunciado sumular impregnados de eficácia vinculante emanados desta Suprema Corte, julgou improcedente a reclamação deduzida pelo ora recorrente. A parte agravante, para justificar, no caso, a utilização da via reclamatória, alegou que o ato judicial reclamado – que resultou de julgamento pelo MM. Juiz do Trabalho da 2... Vara do Trabalho de Sertãozinho/SP – teria transgredido a autoridade da decisão que esta Suprema Corte proferiu, com efeito vinculante, no exame da ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO. Sustentou-se, em síntese, que a autoridade judiciária reclamada, no julgamento objeto desta ação reclamatória, teria decidido com base na Súmula n 331, IV, do Tribunal Superior do Trabalho (em sua antiga redação), afastando, em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553443. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.901 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO AGDO.(A/S) :RICARDO FAXINA ADV.(A/S) :HENRIQUE TEIXEIRA RANGEL AGDO.(A/S) :CENTRO INTEGRADO E APOIO PROFISSIONAL - CIAP INTDO.(A/S) :JUIZ DO TRABALHO DA 2... VARA DO TRABALHO DE SERTÃOZINHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): A parte agravante insurge-se, na presente sede recursal, contra ato decisório que, por entender inocorrente, na espécie, qualquer situação caracterizadora de desrespeito à autoridade de decisão ou de enunciado sumular impregnados de eficácia vinculante emanados desta Suprema Corte, julgou improcedente a reclamação deduzida pelo ora recorrente. A parte agravante, para justificar, no caso, a utilização da via reclamatória, alegou que o ato judicial reclamado – que resultou de julgamento pelo MM. Juiz do Trabalho da 2... Vara do Trabalho de Sertãozinho/SP – teria transgredido a autoridade da decisão que esta Suprema Corte proferiu, com efeito vinculante, no exame da ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO. Sustentou-se, em síntese, que a autoridade judiciária reclamada, no julgamento objeto desta ação reclamatória, teria decidido com base na Súmula n 331, IV, do Tribunal Superior do Trabalho (em sua antiga redação), afastando, em Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório RCL 13901 AGR / SP consequência, a incidência do art. 71, § 1..., da Lei n 8.666/93, o que teria supostamente desrespeitado a decisão proferida quando do julgamento da ADC 16/Supremo Tribunal Federal. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência desta reclamação, assim resumiu e apreciou a presente causa: “Reclamação. Alegação de desrespeito à decisão proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 3.395. Matéria não abrangida pelo paradigma invocado. Responsabilidade subsidiária do Município por débitos trabalhistas. Aplicação, pelo acórdão reclamado, da Súmula n 331 do Tribunal Superior do Trabalho. Análise da culpa ‘in vigilando’ e ‘in eligendo’ do Município. Ofensa à decisão proferida na Ação Declaratória de Constitucionalidade n 16 não configurada. Parecer pela improcedência da reclamação. 1. O Município de Sertãozinho ajuizou reclamação em face de decisão proferida pelo Juízo do Trabalho da 2... Vara do Trabalho de Sertãozinho que julgou parcialmente procedente a Reclamação Trabalhista n 0000008-65.2011.5.15.0125 movida contra o Centro Integrado e Apoio Profissional (CIAP) e o Município de Sertãozinho, com fundamento no enunciado da Súmula 331, IV, do Tribunal Superior do Trabalho, por entender configurada a culpa ‘in eligendo’ e ‘in vigilando’ do ente público. 2. Sustenta o reclamante que, ao assim proceder, o Juízo reclamado afrontou a autoridade da Ação Direta de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553443. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP consequência, a incidência do art. 71, § 1..., da Lei n 8.666/93, o que teria supostamente desrespeitado a decisão proferida quando do julgamento da ADC 16/Supremo Tribunal Federal. O Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência desta reclamação, assim resumiu e apreciou a presente causa: “Reclamação. Alegação de desrespeito à decisão proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 3.395. Matéria não abrangida pelo paradigma invocado. Responsabilidade subsidiária do Município por débitos trabalhistas. Aplicação, pelo acórdão reclamado, da Súmula n 331 do Tribunal Superior do Trabalho. Análise da culpa ‘in vigilando’ e ‘in eligendo’ do Município. Ofensa à decisão proferida na Ação Declaratória de Constitucionalidade n 16 não configurada. Parecer pela improcedência da reclamação. 1. O Município de Sertãozinho ajuizou reclamação em face de decisão proferida pelo Juízo do Trabalho da 2... Vara do Trabalho de Sertãozinho que julgou parcialmente procedente a Reclamação Trabalhista n 0000008-65.2011.5.15.0125 movida contra o Centro Integrado e Apoio Profissional (CIAP) e o Município de Sertãozinho, com fundamento no enunciado da Súmula 331, IV, do Tribunal Superior do Trabalho, por entender configurada a culpa ‘in eligendo’ e ‘in vigilando’ do ente público. 2. Sustenta o reclamante que, ao assim proceder, o Juízo reclamado afrontou a autoridade da Ação Direta de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório RCL 13901 AGR / SP Inconstitucionalidade n 3.395/DF e da Ação Declaratória de Constitucionalidade n 16/DF que, respectivamente, reconheceram a competência da Justiça comum para processar e julgar causas entre o poder público e os servidores a ele vinculados por típica relação de natureza estatutária ou jurídico-administrativa e a constitucionalidade do art. 71, § 1..., da Lei n 8.666/93. 3. O Ministro Relator indeferiu o pedido de medida liminar. 4. Vieram os autos à Procuradoria Geral da República. 5. A reclamação deve ser julgada improcedente. 6. Essa Corte Suprema, com arrimo no princípio da proporcionalidade, deferiu a medida cautelar requerida nos autos da Ação Declaratória de Inconstitucionalidade n 3.395/DF, entendendo ser inconstitucional a inclusão, no âmbito de competência da Justiça do Trabalho, das causas que envolvam o poder público e seus servidores estatutários ou com vínculo de direito administrativo. 7. Contudo, na presente hipótese, a ação trabalhista que se pretende suspender discute eventuais direitos de trabalhador vinculado à organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) Centro Integrado e Apoio Profissional, prestador de serviços na área de serviços gerais. A participação do Município de Sertãozinho no polo passivo da demanda decorre da pretensão do autor em sua condenação subsidiária, uma vez que os serviços prestados são de responsabilidade do Município, matéria não abrangida pelo acórdão proferido na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 3.395/DF, tido como paradigma. 8. O entendimento do Supremo Tribunal Federal no julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade n 16 foi no sentido de que o Município não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deva responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de constitucionalidade do § 1... do artigo 71 da Lei 8.666/93. 9. Ao contrário do afirmado na inicial, o juízo reclamado 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553443. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP Inconstitucionalidade n 3.395/DF e da Ação Declaratória de Constitucionalidade n 16/DF que, respectivamente, reconheceram a competência da Justiça comum para processar e julgar causas entre o poder público e os servidores a ele vinculados por típica relação de natureza estatutária ou jurídico-administrativa e a constitucionalidade do art. 71, § 1..., da Lei n 8.666/93. 3. O Ministro Relator indeferiu o pedido de medida liminar. 4. Vieram os autos à Procuradoria Geral da República. 5. A reclamação deve ser julgada improcedente. 6. Essa Corte Suprema, com arrimo no princípio da proporcionalidade, deferiu a medida cautelar requerida nos autos da Ação Declaratória de Inconstitucionalidade n 3.395/DF, entendendo ser inconstitucional a inclusão, no âmbito de competência da Justiça do Trabalho, das causas que envolvam o poder público e seus servidores estatutários ou com vínculo de direito administrativo. 7. Contudo, na presente hipótese, a ação trabalhista que se pretende suspender discute eventuais direitos de trabalhador vinculado à organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) Centro Integrado e Apoio Profissional, prestador de serviços na área de serviços gerais. A participação do Município de Sertãozinho no polo passivo da demanda decorre da pretensão do autor em sua condenação subsidiária, uma vez que os serviços prestados são de responsabilidade do Município, matéria não abrangida pelo acórdão proferido na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 3.395/DF, tido como paradigma. 8. O entendimento do Supremo Tribunal Federal no julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade n 16 foi no sentido de que o Município não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deva responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de constitucionalidade do § 1... do artigo 71 da Lei 8.666/93. 9. Ao contrário do afirmado na inicial, o juízo reclamado 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Relatório RCL 13901 AGR / SP fundamentou o reconhecimento da responsabilidade subsidiária do Estado no entendimento de que o Município incorreu em culpa ‘in vigilando’, conforme se extrai do seguinte trecho da decisão impugnada: ‘Assim, competia ao município réu verificar se a contratada honrou suas obrigações, especialmente as trabalhistas. Esclarecendo, deveria o ente público observar se a prestadora dos serviços efetuou o pagamento de todas as verbas devidas a seus empregadores, cumpria a jornada pactuada. E isso porque, tendo sido verificada qualquer irregularidade, era obrigação do contratante tomar medidas contra ela, inclusive, cessando o repasse das verbas até que a prestadora regularizasse a situação dos contratos celebrados com seus empregadores. Em relação à 2... ré, é evidente que não procedeu da forma narrada acima, negligenciando o seu dever de cuidar da regularidade contratual na prestação de serviços, caracterizando, desta forma, a sua culpa ‘in vigilando’, não produzindo qualquer prova nesse sentido. Ressalte-se que não é crível que a segunda reclamada, em um período tão grande de contrato, nunca tenha verificado as irregularidades aqui constatadas.’ 10. Não parece haver, na decisão reclamada, qualquer juízo de inconstitucionalidade do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93, o que, de pronto, afastaria o pretendido reconhecimento da violação ao enunciado constante da Ação Declaratória de Constitucionalidade n 16. 11. Ademais, a responsabilização do Município não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a OSCIP contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária, examinando os elementos concretos, adentrou o tema referente à culpa omissiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar o acerto ou desacerto do julgamento. A desconstituição do entendimento em relação à caracterização da culpa não pode ser feita 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553443. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP fundamentou o reconhecimento da responsabilidade subsidiária do Estado no entendimento de que o Município incorreu em culpa ‘in vigilando’, conforme se extrai do seguinte trecho da decisão impugnada: ‘Assim, competia ao município réu verificar se a contratada honrou suas obrigações, especialmente as trabalhistas. Esclarecendo, deveria o ente público observar se a prestadora dos serviços efetuou o pagamento de todas as verbas devidas a seus empregadores, cumpria a jornada pactuada. E isso porque, tendo sido verificada qualquer irregularidade, era obrigação do contratante tomar medidas contra ela, inclusive, cessando o repasse das verbas até que a prestadora regularizasse a situação dos contratos celebrados com seus empregadores. Em relação à 2... ré, é evidente que não procedeu da forma narrada acima, negligenciando o seu dever de cuidar da regularidade contratual na prestação de serviços, caracterizando, desta forma, a sua culpa ‘in vigilando’, não produzindo qualquer prova nesse sentido. Ressalte-se que não é crível que a segunda reclamada, em um período tão grande de contrato, nunca tenha verificado as irregularidades aqui constatadas.’ 10. Não parece haver, na decisão reclamada, qualquer juízo de inconstitucionalidade do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93, o que, de pronto, afastaria o pretendido reconhecimento da violação ao enunciado constante da Ação Declaratória de Constitucionalidade n 16. 11. Ademais, a responsabilização do Município não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a OSCIP contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária, examinando os elementos concretos, adentrou o tema referente à culpa omissiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar o acerto ou desacerto do julgamento. A desconstituição do entendimento em relação à caracterização da culpa não pode ser feita 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Relatório RCL 13901 AGR / SP na via estreita da reclamação. Ante o exposto, o parecer é pela improcedência da reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação do Egrégio Plenário desta Suprema Corte, o presente recurso de agravo. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553443. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP na via estreita da reclamação. Ante o exposto, o parecer é pela improcedência da reclamação.” (grifei) Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação do Egrégio Plenário desta Suprema Corte, o presente recurso de agravo. É o relatório. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553443. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.901 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Como tive o ensejo de enfatizar quando da prolação da decisão agravada, esta Suprema Corte, ao apreciar a ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, julgou-a procedente, para declarar a constitucionalidade do art. 71, § 1..., da Lei 8.666/93, em julgamento que se acha assim ementado: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art. 71, § 1..., da Lei federal n 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1..., da Lei federal n 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela Lei n 9.032, de 1995.” (ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei) É oportuno ressaltar, no ponto, que, em referido julgamento, não obstante o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha confirmado a plena validade constitucional do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93 – por Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Supremo Tribunal Federal 21/02/2013 PLENÁRIO AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.901 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não a ssiste razão à parte recorrente, eis que a decisão impugnada na presente sede recursal ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria ora em exame. Como tive o ensejo de enfatizar quando da prolação da decisão agravada, esta Suprema Corte, ao apreciar a ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO, julgou-a procedente, para declarar a constitucionalidade do art. 71, § 1..., da Lei 8.666/93, em julgamento que se acha assim ementado: “RESPONSABILIDADE CONTRATUAL. Subsidiária. Contrato com a administração pública. Inadimplência negocial do outro contraente. Transferência consequente e automática dos seus encargos trabalhistas, fiscais e comerciais, resultantes da execução do contrato, à administração. Impossibilidade jurídica. Consequência proibida pelo art. 71, § 1..., da Lei federal n 8.666/93. Constitucionalidade reconhecida dessa norma. Ação direta de constitucionalidade julgada, nesse sentido, procedente. Voto vencido. É constitucional a norma inscrita no art. 71, § 1..., da Lei federal n 8.666, de 26 de junho de 1993, com a redação dada pela Lei n 9.032, de 1995.” (ADC 16/DF, Rel. Min. CEZAR PELUSO – grifei) É oportuno ressaltar, no ponto, que, em referido julgamento, não obstante o Plenário do Supremo Tribunal Federal tenha confirmado a plena validade constitucional do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93 – por Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13901 AGR / SP entender juridicamente incompatível com a Constituição a transferência automática, em detrimento da Administração Pública, dos encargos trabalhistas, fiscais, comerciais e previdenciários resultantes da execução do contrato na hipótese de inadimplência da empresa contratada –, enfatizou-se que essa declaração de constitucionalidade não impediria, em cada situação ocorrente, o reconhecimento de eventual culpa “in omittendo” ou “in vigilando” do Poder Público. Essa visão em torno do tema tem sido observada por Ministros de ambas as Turmas desta Suprema Corte (Rcl 8.475/PE, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 11.917/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.089/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.310/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.388/SC, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.434/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.595/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.828/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 12.944/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 13.272-MC/MG, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 13.425/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 13.841/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 14.623/ES, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 14.658/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 14.943/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 15.052/RO, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.), em julgamentos nos quais se tem reconhecido possível a atribuição de responsabilidade subsidiária ao ente público na hipótese excepcional de restar demonstrada a ocorrência de comportamento culposo da Administração Pública. Vale referir, bem por isso, ante a pertinência de seu conteúdo, trecho da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA proferiu no âmbito da Rcl 12.925/SP, de que foi Relator: “(...) ao declarar a constitucionalidade do referido § 1... do art. 71 da Lei 8.666/1993, a Corte consignou que se, na análise do caso concreto, ficar configurada a culpa da Administração em fiscalizar a execução do contrato firmado com a empresa contratada, estará presente sua responsabilidade subsidiária pelos débitos trabalhistas não adimplidos. Em outras palavras, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP entender juridicamente incompatível com a Constituição a transferência automática, em detrimento da Administração Pública, dos encargos trabalhistas, fiscais, comerciais e previdenciários resultantes da execução do contrato na hipótese de inadimplência da empresa contratada –, enfatizou-se que essa declaração de constitucionalidade não impediria, em cada situação ocorrente, o reconhecimento de eventual culpa “in omittendo” ou “in vigilando” do Poder Público. Essa visão em torno do tema tem sido observada por Ministros de ambas as Turmas desta Suprema Corte (Rcl 8.475/PE, Rel. Min. AYRES BRITTO – Rcl 11.917/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.089/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.310/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.388/SC, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.434/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Rcl 12.595/SP, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 12.828/PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 12.944/DF, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 13.272-MC/MG, Rel. Min. ROSA WEBER – Rcl 13.425/SP, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI – Rcl 13.841/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – Rcl 14.623/ES, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Rcl 14.658/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 14.943/RS, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Rcl 15.052/RO, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, v.g.), em julgamentos nos quais se tem reconhecido possível a atribuição de responsabilidade subsidiária ao ente público na hipótese excepcional de restar demonstrada a ocorrência de comportamento culposo da Administração Pública. Vale referir, bem por isso, ante a pertinência de seu conteúdo, trecho da decisão que o eminente Ministro JOAQUIM BARBOSA proferiu no âmbito da Rcl 12.925/SP, de que foi Relator: “(...) ao declarar a constitucionalidade do referido § 1... do art. 71 da Lei 8.666/1993, a Corte consignou que se, na análise do caso concreto, ficar configurada a culpa da Administração em fiscalizar a execução do contrato firmado com a empresa contratada, estará presente sua responsabilidade subsidiária pelos débitos trabalhistas não adimplidos. Em outras palavras, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13901 AGR / SP vedou-se, apenas, a transferência automática ou a responsabilidade objetiva da Administração Pública por essas obrigações. No presente caso, a autoridade reclamada, embora de forma sucinta, a partir do conjunto probatório presente nos autos da reclamação trabalhista, analisou a conduta do ora reclamante e entendeu configurada a sua culpa ‘in vigilando’. …................................................................................................... Como o controle da regularidade da execução dos contratos firmados com a administração deve ser feito por dever de ofício, é densa a fundamentação do acórdão-reclamado ao atribuir ao Estado o dever de provar não ter agido com tolerância ou desídia incompatíveis com o respeito ao erário. Se bem ou mal decidiu a autoridade reclamada ao reconhecer a responsabilidade por culpa imputável à reclamante, a reclamação constitucional não é o meio adequado para substituir os recursos e as medidas ordinária e extraordinariamente disponíveis para correção do alegado erro. Ante o exposto, julgo improcedente esta reclamação (art. 38 da Lei 8.038/1990 e art. 161, par. ún. do RISTF).” (grifei) Cumpre assinalar, por necessário, que o dever legal das entidades públicas contratantes de fiscalizar a idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o controle prévio à contratação – consistente em exigir, das empresas licitantes, a apresentação dos documentos aptos a demonstrar a habilitação jurídica, a qualificação técnica, a situação econômico-financeira, a regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do artigo 7... da Constituição Federal (Lei n 8.666/93, art. 27) –, mas compreende, também, o controle concomitante à execução contratual, viabilizador, dentre outras medidas, da vigilância efetiva e da adequada fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos empregados vinculados ao contrato celebrado (Lei n 8.666/93, art. 67). Esse entendimento encontra apoio em expressivo magistério doutrinário (LÍVIA DEPRÁ CAMARGO SULZBACH, “A Responsabilidade 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP vedou-se, apenas, a transferência automática ou a responsabilidade objetiva da Administração Pública por essas obrigações. No presente caso, a autoridade reclamada, embora de forma sucinta, a partir do conjunto probatório presente nos autos da reclamação trabalhista, analisou a conduta do ora reclamante e entendeu configurada a sua culpa ‘in vigilando’. …................................................................................................... Como o controle da regularidade da execução dos contratos firmados com a administração deve ser feito por dever de ofício, é densa a fundamentação do acórdão-reclamado ao atribuir ao Estado o dever de provar não ter agido com tolerância ou desídia incompatíveis com o respeito ao erário. Se bem ou mal decidiu a autoridade reclamada ao reconhecer a responsabilidade por culpa imputável à reclamante, a reclamação constitucional não é o meio adequado para substituir os recursos e as medidas ordinária e extraordinariamente disponíveis para correção do alegado erro. Ante o exposto, julgo improcedente esta reclamação (art. 38 da Lei 8.038/1990 e art. 161, par. ún. do RISTF).” (grifei) Cumpre assinalar, por necessário, que o dever legal das entidades públicas contratantes de fiscalizar a idoneidade das empresas que lhes prestam serviços abrange não apenas o controle prévio à contratação – consistente em exigir, das empresas licitantes, a apresentação dos documentos aptos a demonstrar a habilitação jurídica, a qualificação técnica, a situação econômico-financeira, a regularidade fiscal e o cumprimento do disposto no inciso XXXIII do artigo 7... da Constituição Federal (Lei n 8.666/93, art. 27) –, mas compreende, também, o controle concomitante à execução contratual, viabilizador, dentre outras medidas, da vigilância efetiva e da adequada fiscalização do cumprimento das obrigações trabalhistas em relação aos empregados vinculados ao contrato celebrado (Lei n 8.666/93, art. 67). Esse entendimento encontra apoio em expressivo magistério doutrinário (LÍVIA DEPRÁ CAMARGO SULZBACH, “A Responsabilidade 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13901 AGR / SP Subsidiária da Administração Pública na Terceirização de Serviços – Princípio da supremacia do interesse público x dignidade da pessoa humana? – Repercussões do julgamento da ADC n. 16 pelo Supremo Tribunal Federal na Súmula n. 331 do Tribunal Superior do Trabalho”, “in” Revista LTr, vol. 76/2012, p. 719/739; ROBERTO NOBREGA DE ALMEIDA FILHO, “Terceirização na Administração Pública e Suas Consequências no Âmbito da Justiça do Trabalho”, “in” Revista do Tribunal Regional do Trabalho da 15... Região, n 40/2012, p. 187/196; PLÍNIO ANTÔNIO PÚBLIO ALBREGARD, “Responsabilidade Subsidiária da Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional”, “in” Revista do TRT da 2... Região, n 07/2012, p. 67/73; IVANI CONTINI BRAMANTE, “A Aparente Derrota da Súmula 331/Tribunal Superior do Trabalho e a Responsabilidade do Poder Público na Terceirização”, “in” Repertório de Jurisprudência IOB, n 24/2011, vol. II/721-767; BRUNO SANTOS CUNHA, “Fiscalização de Contratos Administrativos de Terceirização de Mão de Obra: Uma Nova Exegese e Reforço de Incidência”, “in” Revista do Tribunal Superior do Trabalho, n 01/2011, vol. 77/131-138; EDITE HUPSEL, “Controle de Execução dos Contratos Administrativos pela Administração Pública”, “in” Revista Zênite de Licitações e Contratos – ILC, n 163/2007, p. 872/878, v.g.). Cabe destacar, ainda, nessa mesma linha de orientação, em face de sua precisa abordagem, a lição de HELDER SANTOS AMORIM, MÁRCIO TÚLIO VIANA e GABRIELA NEVES DELGADO (“Terceirização – Aspectos Gerais: Última Decisão do Supremo Tribunal Federal e a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho – Novos Enfoques”, “in” Revista do Tribunal Superior do Trabalho, n 01/2011, vol. 77/76-83): “A interpretação do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93 desafia sua leitura conjunta e contextualizada com vários outros dispositivos legais que imputam à Administração Pública, de forma correlata e proporcional, o dever de fiscalizar eficientemente a execução dos seus contratos de terceirização, por imperativo de legalidade e moralidade pública (Constituição, art. 37, capuz), inclusive em relação ao adimplemento dos direitos dos 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP Subsidiária da Administração Pública na Terceirização de Serviços – Princípio da supremacia do interesse público x dignidade da pessoa humana? – Repercussões do julgamento da ADC n. 16 pelo Supremo Tribunal Federal na Súmula n. 331 do Tribunal Superior do Trabalho”, “in” Revista LTr, vol. 76/2012, p. 719/739; ROBERTO NOBREGA DE ALMEIDA FILHO, “Terceirização na Administração Pública e Suas Consequências no Âmbito da Justiça do Trabalho”, “in” Revista do Tribunal Regional do Trabalho da 15... Região, n 40/2012, p. 187/196; PLÍNIO ANTÔNIO PÚBLIO ALBREGARD, “Responsabilidade Subsidiária da Administração Pública Direta, Autárquica e Fundacional”, “in” Revista do TRT da 2... Região, n 07/2012, p. 67/73; IVANI CONTINI BRAMANTE, “A Aparente Derrota da Súmula 331/Tribunal Superior do Trabalho e a Responsabilidade do Poder Público na Terceirização”, “in” Repertório de Jurisprudência IOB, n 24/2011, vol. II/721-767; BRUNO SANTOS CUNHA, “Fiscalização de Contratos Administrativos de Terceirização de Mão de Obra: Uma Nova Exegese e Reforço de Incidência”, “in” Revista do Tribunal Superior do Trabalho, n 01/2011, vol. 77/131-138; EDITE HUPSEL, “Controle de Execução dos Contratos Administrativos pela Administração Pública”, “in” Revista Zênite de Licitações e Contratos – ILC, n 163/2007, p. 872/878, v.g.). Cabe destacar, ainda, nessa mesma linha de orientação, em face de sua precisa abordagem, a lição de HELDER SANTOS AMORIM, MÁRCIO TÚLIO VIANA e GABRIELA NEVES DELGADO (“Terceirização – Aspectos Gerais: Última Decisão do Supremo Tribunal Federal e a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho – Novos Enfoques”, “in” Revista do Tribunal Superior do Trabalho, n 01/2011, vol. 77/76-83): “A interpretação do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93 desafia sua leitura conjunta e contextualizada com vários outros dispositivos legais que imputam à Administração Pública, de forma correlata e proporcional, o dever de fiscalizar eficientemente a execução dos seus contratos de terceirização, por imperativo de legalidade e moralidade pública (Constituição, art. 37, capuz), inclusive em relação ao adimplemento dos direitos dos 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13901 AGR / SP trabalhadores terceirizados, tendo em vista que se trata de direitos fundamentais (Constituição, art. 7...) cuja promoção e fiscalização incumbe aprioristicamente ao Estado, como razão essencial de sua existência. Daí porque a fiscalização do fiel cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados constitui elemento intrínseco à fiscalização do contrato de prestação de serviços, tal como decorre expressamente de dispositivos da Lei de Licitações e das normas que a regulamentam no nível federal, em observância aos preceitos constitucionais que consagram a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa como fundamento da República (Constituição Federal de 1988, art. 1..., III e IV), que instituem como objetivo da República construir uma sociedade livre, justa e solidária (art. 3..., I), que fundamentalizam os direitos essenciais dos trabalhadores (art. 7...), que fundam a ordem econômica na valorização do trabalho humano (art. 170) e que alicerçam a ordem social no primado do trabalho (art. 193). No plano infraconstitucional, o dever da Administração Pública de fiscalizar o cumprimento de direitos dos trabalhadores terceirizados decorre primeiramente de dispositivos da Lei de Licitações, mas o padrão fiscalizatório, que diz respeito à extensão e profundidade deste dever de fiscalizar, encontra-se emoldurado na integração deste diploma legal com preceitos da Instrução Normativa (IN) n 02/08, alterados pela Instrução Normativa (IN) n 03/09, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que regulamentam a matéria no âmbito da Administração Pública Federal. …................................................................................................... E estando assim evidentes os extensos limites do dever constitucional e legal da Administração de fiscalizar o cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados, disso decorre naturalmente que a inobservância deste dever de fiscalização implica a responsabilidade da Administração pelo inadimplemento dos direitos que deveriam ser fiscalizados. Esta responsabilidade não se esgota com a demonstração de uma simples verificação superficial da formalização dos vínculos de emprego, pois o padrão fiscalizatório acima retratado 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP trabalhadores terceirizados, tendo em vista que se trata de direitos fundamentais (Constituição, art. 7...) cuja promoção e fiscalização incumbe aprioristicamente ao Estado, como razão essencial de sua existência. Daí porque a fiscalização do fiel cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados constitui elemento intrínseco à fiscalização do contrato de prestação de serviços, tal como decorre expressamente de dispositivos da Lei de Licitações e das normas que a regulamentam no nível federal, em observância aos preceitos constitucionais que consagram a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa como fundamento da República (Constituição Federal de 1988, art. 1..., III e IV), que instituem como objetivo da República construir uma sociedade livre, justa e solidária (art. 3..., I), que fundamentalizam os direitos essenciais dos trabalhadores (art. 7...), que fundam a ordem econômica na valorização do trabalho humano (art. 170) e que alicerçam a ordem social no primado do trabalho (art. 193). No plano infraconstitucional, o dever da Administração Pública de fiscalizar o cumprimento de direitos dos trabalhadores terceirizados decorre primeiramente de dispositivos da Lei de Licitações, mas o padrão fiscalizatório, que diz respeito à extensão e profundidade deste dever de fiscalizar, encontra-se emoldurado na integração deste diploma legal com preceitos da Instrução Normativa (IN) n 02/08, alterados pela Instrução Normativa (IN) n 03/09, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que regulamentam a matéria no âmbito da Administração Pública Federal. …................................................................................................... E estando assim evidentes os extensos limites do dever constitucional e legal da Administração de fiscalizar o cumprimento dos direitos dos trabalhadores terceirizados, disso decorre naturalmente que a inobservância deste dever de fiscalização implica a responsabilidade da Administração pelo inadimplemento dos direitos que deveriam ser fiscalizados. Esta responsabilidade não se esgota com a demonstração de uma simples verificação superficial da formalização dos vínculos de emprego, pois o padrão fiscalizatório acima retratado 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13901 AGR / SP exige o envolvimento direto e diário da Administração com a rotina das práticas trabalhistas da empresa contratada. A Administração só se desincumbe deste seu dever quando demonstra a promoção eficaz de todos os procedimentos legais de controle, além daqueles que, embora não previstos expressamente na lei, sejam indispensáveis à eficiência da fiscalização na obtenção dos seus resultados, em respeito ao princípio da eficiência administrativa que rege a Administração Pública (Constituição, art. 37). ….................................................................................................. Lado outro, a ausência de fiscalização ou a fiscalização insuficiente, descomprometida com a efetividade dos direitos fiscalizados, implica inadimplência do ente público contratante para com o seu dever de tutela, dever decorrente da sua própria condição de Administração Pública.” (grifei) Cumpre ter presente, por relevante, que essa diretriz tem sido observada pela jurisprudência dos Tribunais, notadamente por aquela emanada do E. Tribunal Superior do Trabalho (AIRR 132100- -60.2008.5.04.0402, Rel. Min. ALOYSIO CORRÊA DA VEIGA – AIRR 14726-94.2010.5.04.0000, Rel. Min. MARIA DE ASSIS CALSING – AIRR 2042-50.2010.5.18.0000, Rel. Min. ROSA WEBER – AIRR 546040- -57.2006.5.07.0032, Rel. Min. GUILHERME AUGUSTO CAPUTO BASTOS – RR 193600-61.2009.5.09.0594, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO, v.g.): “AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA – ENTIDADES ESTATAIS – RESPONSABILIDADE EM CASO DE CULPA ‘IN VIGILANDO’ NO QUE TANGE AO CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA POR PARTE DA EMPRESA TERCEIRIZANTE CONTRATADA – COMPATIBILIDADE COM O ART. 71 DA LEI DE LICITAÇÕES – INCIDÊNCIA DOS ARTS. 159 DO CCB/1916, 186 E 927, ‘CAPUT’, DO CCB/2002. A mera inadimplência da 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP exige o envolvimento direto e diário da Administração com a rotina das práticas trabalhistas da empresa contratada. A Administração só se desincumbe deste seu dever quando demonstra a promoção eficaz de todos os procedimentos legais de controle, além daqueles que, embora não previstos expressamente na lei, sejam indispensáveis à eficiência da fiscalização na obtenção dos seus resultados, em respeito ao princípio da eficiência administrativa que rege a Administração Pública (Constituição, art. 37). ….................................................................................................. Lado outro, a ausência de fiscalização ou a fiscalização insuficiente, descomprometida com a efetividade dos direitos fiscalizados, implica inadimplência do ente público contratante para com o seu dever de tutela, dever decorrente da sua própria condição de Administração Pública.” (grifei) Cumpre ter presente, por relevante, que essa diretriz tem sido observada pela jurisprudência dos Tribunais, notadamente por aquela emanada do E. Tribunal Superior do Trabalho (AIRR 132100- -60.2008.5.04.0402, Rel. Min. ALOYSIO CORRÊA DA VEIGA – AIRR 14726-94.2010.5.04.0000, Rel. Min. MARIA DE ASSIS CALSING – AIRR 2042-50.2010.5.18.0000, Rel. Min. ROSA WEBER – AIRR 546040- -57.2006.5.07.0032, Rel. Min. GUILHERME AUGUSTO CAPUTO BASTOS – RR 193600-61.2009.5.09.0594, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO, v.g.): “AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. TERCEIRIZAÇÃO TRABALHISTA – ENTIDADES ESTATAIS – RESPONSABILIDADE EM CASO DE CULPA ‘IN VIGILANDO’ NO QUE TANGE AO CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E PREVIDENCIÁRIA POR PARTE DA EMPRESA TERCEIRIZANTE CONTRATADA – COMPATIBILIDADE COM O ART. 71 DA LEI DE LICITAÇÕES – INCIDÊNCIA DOS ARTS. 159 DO CCB/1916, 186 E 927, ‘CAPUT’, DO CCB/2002. A mera inadimplência da 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13901 AGR / SP empresa terceirizante quanto às verbas trabalhistas e previdenciárias devidas ao trabalhador terceirizado não transfere a responsabilidade por tais verbas para a entidade estatal tomadora de serviços, a teor do disposto no art. 71 da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações), cuja constitucionalidade foi declarada pelo Supremo Tribunal Federal na ADC n 16-DF. Entretanto, a inadimplência da obrigação fiscalizatória da entidade estatal tomadora de serviços no tocante ao preciso cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias da empresa prestadora de serviços gera sua responsabilidade subsidiária, em face de sua culpa ‘in vigilando’, a teor da regra responsabilizatória incidente sobre qualquer pessoa física ou jurídica que, por ato ou omissão culposos, cause prejuízos a alguém (art. 186, Código Civil). Evidenciando-se essa culpa ‘in vigilando’ nos autos, incide a responsabilidade subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916, arts. 186 e 927, ‘caput’, do CCB/2002, observados os respectivos períodos de vigência. Agravo de instrumento desprovido.” (AIRR 157240-94.2007.5.16.0015, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO – grifei) O exame da decisão reclamada, tendo em vista a situação concreta nela apreciada, revela que se reconheceu, na espécie, a responsabilidade subsidiária da parte reclamante, ora recorrente, em decorrência de situação configuradora de culpa “in vigilando”, “in eligendo” ou “in omittendo”. Com efeito, o Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência da presente reclamação, formulou parecer que está assim ementado: “Reclamação. Alegação de desrespeito à decisão proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 3.395. Matéria não abrangida pelo paradigma invocado. Responsabilidade subsidiária do Município por débitos trabalhistas. Aplicação, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP empresa terceirizante quanto às verbas trabalhistas e previdenciárias devidas ao trabalhador terceirizado não transfere a responsabilidade por tais verbas para a entidade estatal tomadora de serviços, a teor do disposto no art. 71 da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações), cuja constitucionalidade foi declarada pelo Supremo Tribunal Federal na ADC n 16-DF. Entretanto, a inadimplência da obrigação fiscalizatória da entidade estatal tomadora de serviços no tocante ao preciso cumprimento das obrigações trabalhistas e previdenciárias da empresa prestadora de serviços gera sua responsabilidade subsidiária, em face de sua culpa ‘in vigilando’, a teor da regra responsabilizatória incidente sobre qualquer pessoa física ou jurídica que, por ato ou omissão culposos, cause prejuízos a alguém (art. 186, Código Civil). Evidenciando-se essa culpa ‘in vigilando’ nos autos, incide a responsabilidade subjetiva prevista no art. 159 do CCB/1916, arts. 186 e 927, ‘caput’, do CCB/2002, observados os respectivos períodos de vigência. Agravo de instrumento desprovido.” (AIRR 157240-94.2007.5.16.0015, Rel. Min. MAURICIO GODINHO DELGADO – grifei) O exame da decisão reclamada, tendo em vista a situação concreta nela apreciada, revela que se reconheceu, na espécie, a responsabilidade subsidiária da parte reclamante, ora recorrente, em decorrência de situação configuradora de culpa “in vigilando”, “in eligendo” ou “in omittendo”. Com efeito, o Ministério Público Federal, em pronunciamento da lavra do eminente Procurador-Geral da República, Dr. ROBERTO MONTEIRO GURGEL SANTOS, ao manifestar-se pela improcedência da presente reclamação, formulou parecer que está assim ementado: “Reclamação. Alegação de desrespeito à decisão proferida na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 3.395. Matéria não abrangida pelo paradigma invocado. Responsabilidade subsidiária do Município por débitos trabalhistas. Aplicação, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13901 AGR / SP pelo acórdão reclamado, da Súmula n 331 do Tribunal Superior do Trabalho. Análise da culpa ‘in vigilando’ e ‘in eligendo’ do Município. Ofensa à decisão proferida na Ação Declaratória de Constitucionalidade n 16 não configurada. Parecer pela improcedência da reclamação.” (grifei) Os fundamentos expostos em referida manifestação ajustam-se, integralmente, à orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou a propósito da matéria em análise, valendo destacar, por relevante, fragmento desse parecer oferecido pela douta Procuradoria-Geral da República, que a seguir reproduzo: “6. Essa Corte Suprema, com arrimo no princípio da proporcionalidade, deferiu a medida cautelar requerida nos autos da Ação Declaratória de Inconstitucionalidade n 3.395/DF, entendendo ser inconstitucional a inclusão, no âmbito de competência da Justiça do Trabalho, das causas que envolvam o poder público e seus servidores estatutários ou com vínculo de direito administrativo. 7. Contudo, na presente hipótese, a ação trabalhista que se pretende suspender discute eventuais direitos de trabalhador vinculado à organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) Centro Integrado e Apoio Profissional, prestador de serviços na área de serviços gerais. A participação do Município de Sertãozinho no polo passivo da demanda decorre da pretensão do autor em sua condenação subsidiária, uma vez que os serviços prestados são de responsabilidade do Município, matéria não abrangida pelo acórdão proferido na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 3.395/DF, tido como paradigma. 8. O entendimento do Supremo Tribunal Federal no julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade n 16 foi no sentido de que o Município não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deva responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP pelo acórdão reclamado, da Súmula n 331 do Tribunal Superior do Trabalho. Análise da culpa ‘in vigilando’ e ‘in eligendo’ do Município. Ofensa à decisão proferida na Ação Declaratória de Constitucionalidade n 16 não configurada. Parecer pela improcedência da reclamação.” (grifei) Os fundamentos expostos em referida manifestação ajustam-se, integralmente, à orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou a propósito da matéria em análise, valendo destacar, por relevante, fragmento desse parecer oferecido pela douta Procuradoria-Geral da República, que a seguir reproduzo: “6. Essa Corte Suprema, com arrimo no princípio da proporcionalidade, deferiu a medida cautelar requerida nos autos da Ação Declaratória de Inconstitucionalidade n 3.395/DF, entendendo ser inconstitucional a inclusão, no âmbito de competência da Justiça do Trabalho, das causas que envolvam o poder público e seus servidores estatutários ou com vínculo de direito administrativo. 7. Contudo, na presente hipótese, a ação trabalhista que se pretende suspender discute eventuais direitos de trabalhador vinculado à organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) Centro Integrado e Apoio Profissional, prestador de serviços na área de serviços gerais. A participação do Município de Sertãozinho no polo passivo da demanda decorre da pretensão do autor em sua condenação subsidiária, uma vez que os serviços prestados são de responsabilidade do Município, matéria não abrangida pelo acórdão proferido na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 3.395/DF, tido como paradigma. 8. O entendimento do Supremo Tribunal Federal no julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade n 16 foi no sentido de que o Município não pode ser compelido a indenizar diretamente empregado de empresa licitada por inadimplemento dessa última. Todavia, isso não significa, de acordo com o inteiro teor do julgado, que a Administração não deva responder em caso de omissão culposa de agente público em fiscalizar a empresa tomadora de serviço. Esse último tema não foi afetado pela declaração de 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13901 AGR / SP constitucionalidade do § 1... do artigo 71 da Lei 8.666/93. 9. Ao contrário do afirmado na inicial, o juízo reclamado fundamentou o reconhecimento da responsabilidade subsidiária do Estado no entendimento de que o Município incorreu em culpa ‘in vigilando’, conforme se extrai do seguinte trecho da decisão impugnada: ‘Assim, competia ao município réu verificar se a contratada honrou suas obrigações, especialmente as trabalhistas. Esclarecendo, deveria o ente público observar se a prestadora dos serviços efetuou o pagamento de todas as verbas devidas a seus empregadores, cumpria a jornada pactuada. E isso porque, tendo sido verificada qualquer irregularidade, era obrigação do contratante tomar medidas contra ela, inclusive, cessando o repasse das verbas até que a prestadora regularizasse a situação dos contratos celebrados com seus empregadores. Em relação à 2... ré, é evidente que não procedeu da forma narrada acima, negligenciando o seu dever de cuidar da regularidade contratual na prestação de serviços, caracterizando, desta forma, a sua culpa ‘in vigilando’, não produzindo qualquer prova nesse sentido. Ressalte-se que não é crível que a segunda reclamada, em um período tão grande de contrato, nunca tenha verificado as irregularidades aqui constatadas.’ 10. Não parece haver, na decisão reclamada, qualquer juízo de inconstitucionalidade do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93, o que, de pronto, afastaria o pretendido reconhecimento da violação ao enunciado constante da Ação Declaratória de Constitucionalidade n 16. 11. Ademais, a responsabilização do Município não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a OSCIP contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária, examinando os elementos concretos, adentrou o tema referente à culpa omissiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar o acerto ou desacerto do 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP constitucionalidade do § 1... do artigo 71 da Lei 8.666/93. 9. Ao contrário do afirmado na inicial, o juízo reclamado fundamentou o reconhecimento da responsabilidade subsidiária do Estado no entendimento de que o Município incorreu em culpa ‘in vigilando’, conforme se extrai do seguinte trecho da decisão impugnada: ‘Assim, competia ao município réu verificar se a contratada honrou suas obrigações, especialmente as trabalhistas. Esclarecendo, deveria o ente público observar se a prestadora dos serviços efetuou o pagamento de todas as verbas devidas a seus empregadores, cumpria a jornada pactuada. E isso porque, tendo sido verificada qualquer irregularidade, era obrigação do contratante tomar medidas contra ela, inclusive, cessando o repasse das verbas até que a prestadora regularizasse a situação dos contratos celebrados com seus empregadores. Em relação à 2... ré, é evidente que não procedeu da forma narrada acima, negligenciando o seu dever de cuidar da regularidade contratual na prestação de serviços, caracterizando, desta forma, a sua culpa ‘in vigilando’, não produzindo qualquer prova nesse sentido. Ressalte-se que não é crível que a segunda reclamada, em um período tão grande de contrato, nunca tenha verificado as irregularidades aqui constatadas.’ 10. Não parece haver, na decisão reclamada, qualquer juízo de inconstitucionalidade do § 1... do art. 71 da Lei n 8.666/93, o que, de pronto, afastaria o pretendido reconhecimento da violação ao enunciado constante da Ação Declaratória de Constitucionalidade n 16. 11. Ademais, a responsabilização do Município não ocorreu de forma direta, pelo simples fato de a OSCIP contratada ter inadimplido com as suas obrigações. A instância ordinária, examinando os elementos concretos, adentrou o tema referente à culpa omissiva do agente, não cabendo, nesse momento, analisar o acerto ou desacerto do 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RCL 13901 AGR / SP julgamento. A desconstituição do entendimento em relação à caracterização da culpa não pode ser feita na via estreita da reclamação.” (grifei) Não vislumbro, desse modo, a ocorrência do alegado desrespeito à autoridade da decisão que esta Corte proferiu, com eficácia vinculante, no julgamento da ADC 16/DF. Sendo assim, pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Supremo Tribunal Federal RCL 13901 AGR / SP julgamento. A desconstituição do entendimento em relação à caracterização da culpa não pode ser feita na via estreita da reclamação.” (grifei) Não vislumbro, desse modo, a ocorrência do alegado desrespeito à autoridade da decisão que esta Corte proferiu, com eficácia vinculante, no julgamento da ADC 16/DF. Sendo assim, pelas razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553444. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Decisão de Julgamento PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.901 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO AGDO.(A/S) : RICARDO FAXINA ADV.(A/S) : HENRIQUE TEIXEIRA RANGEL AGDO.(A/S) : CENTRO INTEGRADO E APOIO PROFISSIONAL - CIAP INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 2... VARA DO TRABALHO DE SERTÃOZINHO Decisão: O Tribunal, por votação unânime e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso de agravo. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 21.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3605252 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 13.901 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SERTÃOZINHO AGDO.(A/S) : RICARDO FAXINA ADV.(A/S) : HENRIQUE TEIXEIRA RANGEL AGDO.(A/S) : CENTRO INTEGRADO E APOIO PROFISSIONAL - CIAP INTDO.(A/S) : JUIZ DO TRABALHO DA 2... VARA DO TRABALHO DE SERTÃOZINHO Decisão: O Tribunal, por votação unânime e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao recurso de agravo. Ausente, neste julgamento, a Ministra Cármen Lúcia. Presidiu o julgamento o Ministro Joaquim Barbosa. Plenário, 21.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Joaquim Barbosa. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3605252 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
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Decisão sobre Repercussão Geral 21/02/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.340 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) :MANOEL AGENOR ANACLETO ADV.(A/S) :FABIANO FRETTA DA ROSA RECDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ISONOMIA DE GÊNERO. CRITÉRIO DE EXPECTATIVA DE VIDA ADOTADO NO CÁLCULO DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-A DO CPC). 1. A controvérsia a respeito da isonomia de gênero quanto ao critério de expectativa de vida adotado no cálculo do fator previdenciário é de natureza infraconstitucional, não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada (ADI 2111 MC/DF, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, Pleno, DJ de 05/12/2003; ARE 712775 AgR/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 2ª Turma, DJe de 19/11/2012; RE 697982 AgR/ES, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJe de 06/12/2012; ARE 707176 AgR/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, 2ª Turma, DJe de 01/10/2012). 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC. Decisão: O Tribunal, por maioria, reconheceu a inexistência de repercussão geral da questão, por não se tratar de matéria constitucional. Não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3505497. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Decisão sobre Repercussão Geral ARE 664340 RG / SC Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3505497. Supremo Tribunal Federal ARE 664340 RG / SC Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3505497. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.340 SANTA CATARINA DECISÃO: 1. Trata-se de agravo de decisão que deixou de admitir recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma Recursal do Juizado Especial Federal da Seção Judiciária de Santa Catarina, que negou provimento a recurso e confirmou a sentença por seus próprios fundamentos, no sentido de que “(...) o legislador tratou de regular exaustivamente a forma de incidência do fator previdenciário, sendo que o STF negou a cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade movida, dentre outros, contra o art. 2º da Lei 9.876/99, este mesmo que deu ao §8º do art. 29 da Lei 8.213/91 a redação ora combatida” (fls. 44). Os embargos de declaração foram rejeitados (fl. 50-51). No recurso extraordinário, o recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543- A, § 2º, do CPC, pois, em relação aos elementos que compõem a fórmula de cálculo do fator previdenciário, “não há interesse isolado da parte recorrente, mas sim de relevância geral” (fl. 53). Aponta ofensa aos seguintes dispositivos: artigos 5º, caput, e 201, § 7º, da Constituição Federal, asseverando, em síntese, que: “(...) Destarte a expressão ‘considerando-se a média nacional única para ambos os sexos’ contida no § 80 do art. 29 da Lei 8.213/91, com redação dada pela Lei 9.876/99 é inconstitucional, pois tratou de forma igual homens e mulheres com expectativa de vida diferentes. (...) Despiciendo salientar que a intenção do legislador em eleger a tábua de ambos os sexos no cálculo dos benefícios de aposentadoria por tempo de contribuição, foi manter a igualdade entre homem e mulher, contudo, causou um efeito contrário, pois prejudicou sobremaneira o valor do benefício Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3229074. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.340 SANTA CATARINA DECISÃO: 1. Trata-se de agravo de decisão que deixou de admitir recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma Recursal do Juizado Especial Federal da Seção Judiciária de Santa Catarina, que negou provimento a recurso e confirmou a sentença por seus próprios fundamentos, no sentido de que “(...) o legislador tratou de regular exaustivamente a forma de incidência do fator previdenciário, sendo que o STF negou a cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade movida, dentre outros, contra o art. 2º da Lei 9.876/99, este mesmo que deu ao §8º do art. 29 da Lei 8.213/91 a redação ora combatida” (fls. 44). Os embargos de declaração foram rejeitados (fl. 50-51). No recurso extraordinário, o recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543- A, § 2º, do CPC, pois, em relação aos elementos que compõem a fórmula de cálculo do fator previdenciário, “não há interesse isolado da parte recorrente, mas sim de relevância geral” (fl. 53). Aponta ofensa aos seguintes dispositivos: artigos 5º, caput, e 201, § 7º, da Constituição Federal, asseverando, em síntese, que: “(...) Destarte a expressão ‘considerando-se a média nacional única para ambos os sexos’ contida no § 80 do art. 29 da Lei 8.213/91, com redação dada pela Lei 9.876/99 é inconstitucional, pois tratou de forma igual homens e mulheres com expectativa de vida diferentes. (...) Despiciendo salientar que a intenção do legislador em eleger a tábua de ambos os sexos no cálculo dos benefícios de aposentadoria por tempo de contribuição, foi manter a igualdade entre homem e mulher, contudo, causou um efeito contrário, pois prejudicou sobremaneira o valor do benefício Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3229074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 664.340 RG / SC concedido ao sexo masculino” (fl. 61). Requer, ainda, a reforma do acórdão para declarar a “inconstitucionalidade da aplicação da tábua de mortalidade única de ambos os sexos prevista na parte final do § 8° do art. 29 da Lei 8.213/91 com redação dada pela Lei 9.876/99” (fl. 61), determinando a aplicação da expectativa de vida prevista na tábua de mortalidade relativa ao sexo masculino. 2. Presentes os requisitos formais de admissibilidade, é de ser conhecido o agravo, passando-se à análise da repercussão geral no recurso extraordinário. 3. À luz dos artigos 5º, caput, e 201, § 7º, da Constituição Federal, põe-se em questão a isonomia de gênero quanto ao critério de expectativa de vida adotado no cálculo do fator previdenciário. Não há, todavia, matéria constitucional a ser analisada, porquanto o Tribunal de origem decidiu a controvérsia tão-somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Leis 8.213/1991 e 9.876/1999). 4. Com efeito, no julgamento da ADI 2111 MC/DF, o STF declarou a constitucionalidade de todas as normas da Lei nº 9.876/99 (que criou o fator previdenciário) e ressalvou que a forma de cálculo do fator previdenciário constitui matéria infraconstitucional. Destaca-se, da ementa: “(...) 2. Quanto à alegação de inconstitucionalidade material do art. 2o da Lei nº 9.876/99, na parte em que deu nova redação ao art. 29, "caput", incisos e parágrafos, da Lei nº 8.213/91, a um primeiro exame, parecem corretas as objeções da Presidência da República e do Congresso Nacional. É que o art. 201, §§ 1o e 7o, da C.F., com a redação dada pela E.C. nº 20, de 15.12.1998, cuidaram apenas, no que aqui interessa, dos requisitos para a obtenção do benefício da aposentadoria. No que tange ao montante do benefício, ou seja, quanto aos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3229074. Supremo Tribunal Federal ARE 664.340 RG / SC concedido ao sexo masculino” (fl. 61). Requer, ainda, a reforma do acórdão para declarar a “inconstitucionalidade da aplicação da tábua de mortalidade única de ambos os sexos prevista na parte final do § 8° do art. 29 da Lei 8.213/91 com redação dada pela Lei 9.876/99” (fl. 61), determinando a aplicação da expectativa de vida prevista na tábua de mortalidade relativa ao sexo masculino. 2. Presentes os requisitos formais de admissibilidade, é de ser conhecido o agravo, passando-se à análise da repercussão geral no recurso extraordinário. 3. À luz dos artigos 5º, caput, e 201, § 7º, da Constituição Federal, põe-se em questão a isonomia de gênero quanto ao critério de expectativa de vida adotado no cálculo do fator previdenciário. Não há, todavia, matéria constitucional a ser analisada, porquanto o Tribunal de origem decidiu a controvérsia tão-somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Leis 8.213/1991 e 9.876/1999). 4. Com efeito, no julgamento da ADI 2111 MC/DF, o STF declarou a constitucionalidade de todas as normas da Lei nº 9.876/99 (que criou o fator previdenciário) e ressalvou que a forma de cálculo do fator previdenciário constitui matéria infraconstitucional. Destaca-se, da ementa: “(...) 2. Quanto à alegação de inconstitucionalidade material do art. 2o da Lei nº 9.876/99, na parte em que deu nova redação ao art. 29, "caput", incisos e parágrafos, da Lei nº 8.213/91, a um primeiro exame, parecem corretas as objeções da Presidência da República e do Congresso Nacional. É que o art. 201, §§ 1o e 7o, da C.F., com a redação dada pela E.C. nº 20, de 15.12.1998, cuidaram apenas, no que aqui interessa, dos requisitos para a obtenção do benefício da aposentadoria. No que tange ao montante do benefício, ou seja, quanto aos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3229074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 664.340 RG / SC proventos da aposentadoria, propriamente ditos, a Constituição Federal de 5.10.1988, em seu texto originário, dele cuidava no art. 202. O texto atual da Constituição, porém, com o advento da E.C. nº 20/98, já não trata dessa matéria, que, assim, fica remetida "aos termos da lei", a que se referem o "caput" e o § 7o do novo art. 201. Ora, se a Constituição, em seu texto em vigor, já não trata do cálculo do montante do benefício da aposentadoria, ou melhor, dos respectivos proventos, não pode ter sido violada pelo art. 2o da Lei nº 9.876, de 26.11.1999, que, dando nova redação ao art. 29 da Lei nº 8.213/91, cuidou exatamente disso. (...)”. Registre-se que a EC 20/98 alterou a redação do art. 201, § 7º, que passou a ser a seguinte: “assegurada aposentadoria no regime geral de previdência social, nos termos da lei, obedecidas as seguintes condições”. Assim, a forma de cálculo do fator previdenciário é tema infraconstitucional, pois instituído por lei e não pela Constituição. O pedido do recorrente se limita a questionar o critério legal de cálculo do fator previdenciário, matéria infraconstitucional, portanto, conforme o STF já decidiu na ADI 2111 MC/DF (Pleno, rel. Min. Sydney Sanches, j. 16/03/2000, DJ 05/12/2003, p. 17). Esse entendimento foi reiterado em diversos acórdãos posteriores do Supremo Tribunal Federal, como, por exemplo, em recente julgado da 2ª Turma: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. FATOR PREVIDENCIÁRIO. LEI 9.876/1999. CONSTITUCIONALIDADE. ADI 2.111-MC/DF. APOSENTADORIA ESPECIAL DOS PROFESSORES. CÁLCULO DO MONTANTE DEVIDO. APLICAÇÃO DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – O Plenário desta Corte, no julgamento da ADI 2.111-MC/DF, Rel. Min. Sydney Sanches, entendeu constitucional o fator previdenciário previsto no art. 29, caput, incisos e parágrafos, da Lei 8.213/1991, com redação dada pelo art. 2º da Lei 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3229074. Supremo Tribunal Federal ARE 664.340 RG / SC proventos da aposentadoria, propriamente ditos, a Constituição Federal de 5.10.1988, em seu texto originário, dele cuidava no art. 202. O texto atual da Constituição, porém, com o advento da E.C. nº 20/98, já não trata dessa matéria, que, assim, fica remetida "aos termos da lei", a que se referem o "caput" e o § 7o do novo art. 201. Ora, se a Constituição, em seu texto em vigor, já não trata do cálculo do montante do benefício da aposentadoria, ou melhor, dos respectivos proventos, não pode ter sido violada pelo art. 2o da Lei nº 9.876, de 26.11.1999, que, dando nova redação ao art. 29 da Lei nº 8.213/91, cuidou exatamente disso. (...)”. Registre-se que a EC 20/98 alterou a redação do art. 201, § 7º, que passou a ser a seguinte: “assegurada aposentadoria no regime geral de previdência social, nos termos da lei, obedecidas as seguintes condições”. Assim, a forma de cálculo do fator previdenciário é tema infraconstitucional, pois instituído por lei e não pela Constituição. O pedido do recorrente se limita a questionar o critério legal de cálculo do fator previdenciário, matéria infraconstitucional, portanto, conforme o STF já decidiu na ADI 2111 MC/DF (Pleno, rel. Min. Sydney Sanches, j. 16/03/2000, DJ 05/12/2003, p. 17). Esse entendimento foi reiterado em diversos acórdãos posteriores do Supremo Tribunal Federal, como, por exemplo, em recente julgado da 2ª Turma: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. FATOR PREVIDENCIÁRIO. LEI 9.876/1999. CONSTITUCIONALIDADE. ADI 2.111-MC/DF. APOSENTADORIA ESPECIAL DOS PROFESSORES. CÁLCULO DO MONTANTE DEVIDO. APLICAÇÃO DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – O Plenário desta Corte, no julgamento da ADI 2.111-MC/DF, Rel. Min. Sydney Sanches, entendeu constitucional o fator previdenciário previsto no art. 29, caput, incisos e parágrafos, da Lei 8.213/1991, com redação dada pelo art. 2º da Lei 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3229074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 664.340 RG / SC 9.876/1999. II – Naquela oportunidade, o Tribunal afirmou, ainda, que a matéria atinente ao cálculo do montante do benefício previdenciário já não possui disciplina constitucional. Por essa razão, a utilização do fator previdenciário, previsto na Lei 9.876/1999, no cálculo do valor devido à recorrente a título de aposentadoria, não implica qualquer ofensa à Carta Magna. De fato, por ser matéria remetida à disciplina exclusivamente infraconstitucional, a suposta violação do Texto Maior se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. III – Agravo regimental improvido” (ARE 702764 AgR/RS, 2ª Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 13/11/2012, DJe 03/12/2012). Igualmente, nas duas Turmas do STF: ARE 712775 AgR/RS, 2ª Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, j. 30/10/2012, DJe 19/11/2012; RE 697982 AgR/ES, 1ª Turma, rel. Min. Dias Toffoli, j. 30/10/2012, DJe 06/12/2012; ARE 707176 AgR/RS, 2ª Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 18/09/2012, DJe 01/10/2012. Conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: ARE 683.276 AgR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2a Turma, DJe 10/12/2012; AI 716.102 AgR-AgR, rel. Min. Dias Toffoli, 1a Turma, DJe 31/05/2012; ARE 668.694 ED, rel. Min. Luiz Fux, 1a Turma, DJe 03/05/2012; ARE nº 660.324, rel. Min. Ayres Britto, DJe 07.12.2011. Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584608 RG, Min. Ellen Gracie, DJe de 13/03/2009). 5. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3229074. Supremo Tribunal Federal ARE 664.340 RG / SC 9.876/1999. II – Naquela oportunidade, o Tribunal afirmou, ainda, que a matéria atinente ao cálculo do montante do benefício previdenciário já não possui disciplina constitucional. Por essa razão, a utilização do fator previdenciário, previsto na Lei 9.876/1999, no cálculo do valor devido à recorrente a título de aposentadoria, não implica qualquer ofensa à Carta Magna. De fato, por ser matéria remetida à disciplina exclusivamente infraconstitucional, a suposta violação do Texto Maior se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. III – Agravo regimental improvido” (ARE 702764 AgR/RS, 2ª Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 13/11/2012, DJe 03/12/2012). Igualmente, nas duas Turmas do STF: ARE 712775 AgR/RS, 2ª Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, j. 30/10/2012, DJe 19/11/2012; RE 697982 AgR/ES, 1ª Turma, rel. Min. Dias Toffoli, j. 30/10/2012, DJe 06/12/2012; ARE 707176 AgR/RS, 2ª Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 18/09/2012, DJe 01/10/2012. Conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: ARE 683.276 AgR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2a Turma, DJe 10/12/2012; AI 716.102 AgR-AgR, rel. Min. Dias Toffoli, 1a Turma, DJe 31/05/2012; ARE 668.694 ED, rel. Min. Luiz Fux, 1a Turma, DJe 03/05/2012; ARE nº 660.324, rel. Min. Ayres Britto, DJe 07.12.2011. Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584608 RG, Min. Ellen Gracie, DJe de 13/03/2009). 5. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3229074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 664.340 RG / SC Brasília, 10 de dezembro de 2012. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3229074. Supremo Tribunal Federal ARE 664.340 RG / SC Brasília, 10 de dezembro de 2012. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3229074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.340 SANTA CATARINA PRONUNCIAMENTO REPERCUSSÃO GERAL – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL – INADEQUAÇÃO DO INSTITUTO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no Recurso Extraordinário com Agravo nº 664.340/SC, da relatoria do ministro Teori Zavascki, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 1° de fevereiro de 2013. A Segunda Turma Recursal da Seção Judiciária de Santa Catarina, ao apreciar o Processo n° 2010.72.57.004059-0, manteve a sentença em que julgada improcedente a pretensão da parte de obter revisão de benefício de aposentadoria mediante a utilização de índice diverso daquele previsto legalmente para cálculo do fator previdenciário. Assentou estar esse fator regulado pelo legislador, razão pela qual o pedido não merecia prosperar. Consignou que o Supremo indeferiu a cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 2110, que foi movida contra o artigo 2º da Lei nº 9.876/99, responsável pela redação do artigo 29 da Lei nº 8.213/91. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. No extraordinário, protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, Manoel Agenor Anacleto argui transgressão aos artigos 5°, cabeça, e 201, § 7º, da Carta da República. Sustenta a inconstitucionalidade do artigo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.340 SANTA CATARINA PRONUNCIAMENTO REPERCUSSÃO GERAL – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL – INADEQUAÇÃO DO INSTITUTO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no Recurso Extraordinário com Agravo nº 664.340/SC, da relatoria do ministro Teori Zavascki, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 1° de fevereiro de 2013. A Segunda Turma Recursal da Seção Judiciária de Santa Catarina, ao apreciar o Processo n° 2010.72.57.004059-0, manteve a sentença em que julgada improcedente a pretensão da parte de obter revisão de benefício de aposentadoria mediante a utilização de índice diverso daquele previsto legalmente para cálculo do fator previdenciário. Assentou estar esse fator regulado pelo legislador, razão pela qual o pedido não merecia prosperar. Consignou que o Supremo indeferiu a cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 2110, que foi movida contra o artigo 2º da Lei nº 9.876/99, responsável pela redação do artigo 29 da Lei nº 8.213/91. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. No extraordinário, protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, Manoel Agenor Anacleto argui transgressão aos artigos 5°, cabeça, e 201, § 7º, da Carta da República. Sustenta a inconstitucionalidade do artigo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 664340 RG / SC 29, § 8º, da Lei nº 8.213/91, haja vista a aplicação da “média nacional única” de expectativa de sobrevida para o cômputo do fator previdenciário para ambos os sexos, desconsiderando-se a desigualdade entre homens e mulheres no quesito. Salienta a intenção do legislador em manter a igualdade entre os sexos. Assinala, porém, que a utilização de tábua única para o cálculo dos benefícios de aposentadoria por tempo de contribuição resulta em prejuízo aos indivíduos do sexo masculino. Pleiteia o emprego da tábua de mortalidade relativa ao sexo masculino, em detrimento da aludida média nacional. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes e mostrar-se relevante do ponto de vista jurídico, social, político e econômico, por versar sobre a necessidade de reconhecerem-se as diferenças existentes entre a expectativa de vida dos indivíduos do sexo masculino e feminino no cálculo do fator previdenciário. O recorrido não apresentou contrarrazões. O extraordinário não foi admitido na origem. A recorrente interpôs agravo, enfatizando a violação direta ao Diploma Maior. O agravado não protocolou contraminuta. Eis o pronunciamento do ministro Teori Zavascki: Decisão: 1. Trata-se de agravo de decisão que deixou de admitir recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma Recursal do Juizado Especial Federal da Seção Judiciária de Santa Catarina, que negou provimento a recurso e confirmou a sentença por seus próprios fundamentos, no sentido de que (...) o legislador tratou de regular exaustivamente a forma de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Supremo Tribunal Federal ARE 664340 RG / SC 29, § 8º, da Lei nº 8.213/91, haja vista a aplicação da “média nacional única” de expectativa de sobrevida para o cômputo do fator previdenciário para ambos os sexos, desconsiderando-se a desigualdade entre homens e mulheres no quesito. Salienta a intenção do legislador em manter a igualdade entre os sexos. Assinala, porém, que a utilização de tábua única para o cálculo dos benefícios de aposentadoria por tempo de contribuição resulta em prejuízo aos indivíduos do sexo masculino. Pleiteia o emprego da tábua de mortalidade relativa ao sexo masculino, em detrimento da aludida média nacional. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes e mostrar-se relevante do ponto de vista jurídico, social, político e econômico, por versar sobre a necessidade de reconhecerem-se as diferenças existentes entre a expectativa de vida dos indivíduos do sexo masculino e feminino no cálculo do fator previdenciário. O recorrido não apresentou contrarrazões. O extraordinário não foi admitido na origem. A recorrente interpôs agravo, enfatizando a violação direta ao Diploma Maior. O agravado não protocolou contraminuta. Eis o pronunciamento do ministro Teori Zavascki: Decisão: 1. Trata-se de agravo de decisão que deixou de admitir recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma Recursal do Juizado Especial Federal da Seção Judiciária de Santa Catarina, que negou provimento a recurso e confirmou a sentença por seus próprios fundamentos, no sentido de que (...) o legislador tratou de regular exaustivamente a forma de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 664340 RG / SC incidência do fator previdenciário, sendo que o STF negou a cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade movida, dentre outros, contra o art. 2º da Lei 9.876/99, este mesmo que deu ao §8º do art. 29 da Lei 8.213/91 a redação ora combatida (fls. 44). Os embargos de declaração foram rejeitados (fl. 50- 51). No recurso extraordinário, o recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2º, do CPC, pois, em relação aos elementos que compõem a fórmula de cálculo do fator previdenciário, não há interesse isolado da parte recorrente, mas sim de relevância geral (fl. 53). Aponta ofensa aos seguintes dispositivos: artigos 5º, caput, e 201, § 7º, da Constituição Federal, asseverando, em síntese, que: (...) Destarte a expressão considerando-se a média nacional única para ambos os sexos contida no § 80 do art. 29 da Lei 8.213/91, com redação dada pela Lei 9.876/99 é inconstitucional, pois tratou de forma igual homens e mulheres com expectativa de vida diferentes. (...) Despiciendo salientar que a intenção do legislador em eleger a tábua de ambos os sexos no cálculo dos benefícios de aposentadoria por tempo de contribuição, foi manter a igualdade entre homem e mulher, contudo, causou um efeito contrário, pois prejudicou sobremaneira o valor do benefício concedido ao sexo masculino (fl. 61). Requer, ainda, a reforma do acórdão para declarar a inconstitucionalidade da aplicação da tábua de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Supremo Tribunal Federal ARE 664340 RG / SC incidência do fator previdenciário, sendo que o STF negou a cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade movida, dentre outros, contra o art. 2º da Lei 9.876/99, este mesmo que deu ao §8º do art. 29 da Lei 8.213/91 a redação ora combatida (fls. 44). Os embargos de declaração foram rejeitados (fl. 50- 51). No recurso extraordinário, o recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2º, do CPC, pois, em relação aos elementos que compõem a fórmula de cálculo do fator previdenciário, não há interesse isolado da parte recorrente, mas sim de relevância geral (fl. 53). Aponta ofensa aos seguintes dispositivos: artigos 5º, caput, e 201, § 7º, da Constituição Federal, asseverando, em síntese, que: (...) Destarte a expressão considerando-se a média nacional única para ambos os sexos contida no § 80 do art. 29 da Lei 8.213/91, com redação dada pela Lei 9.876/99 é inconstitucional, pois tratou de forma igual homens e mulheres com expectativa de vida diferentes. (...) Despiciendo salientar que a intenção do legislador em eleger a tábua de ambos os sexos no cálculo dos benefícios de aposentadoria por tempo de contribuição, foi manter a igualdade entre homem e mulher, contudo, causou um efeito contrário, pois prejudicou sobremaneira o valor do benefício concedido ao sexo masculino (fl. 61). Requer, ainda, a reforma do acórdão para declarar a inconstitucionalidade da aplicação da tábua de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 664340 RG / SC mortalidade única de ambos os sexos prevista na parte final do § 8° do art. 29 da Lei 8.213/91 com redação dada pela Lei 9.876/99 (fl. 61), determinando a aplicação da expectativa de vida prevista na tábua de mortalidade relativa ao sexo masculino. 2. Presentes os requisitos formais de admissibilidade, é de ser conhecido o agravo, passando-se à análise da repercussão geral no recurso extraordinário. 3. À luz dos artigos 5º, caput, e 201, § 7º, da Constituição Federal, põe-se em questão a isonomia de gênero quanto ao critério de expectativa de vida adotado no cálculo do fator previdenciário. Não há, todavia, matéria constitucional a ser analisada, porquanto o Tribunal de origem decidiu a controvérsia tão-somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Leis 8.213/1991 e 9.876/1999). 4. Com efeito, no julgamento da ADI 2111 MC/DF, o STF declarou a constitucionalidade de todas as normas da Lei nº 9.876/99 (que criou o fator previdenciário) e ressalvou que a forma de cálculo do fator previdenciário constitui matéria infraconstitucional. Destaca-se, da ementa: (...) 2. Quanto à alegação de inconstitucionalidade material do art. 2o da Lei nº 9.876/99, na parte em que deu nova redação ao art. 29, "caput", incisos e parágrafos, da Lei nº 8.213/91, a um primeiro exame, parecem corretas as objeções da Presidência da República e do Congresso Nacional. É que o art. 201, §§ 1o e 7o, da C.F., com a redação dada pela E.C. nº 20, de 15.12.1998, cuidaram apenas, no que aqui interessa, dos requisitos para a obtenção do benefício da aposentadoria. No que tange ao montante do benefício, ou seja, quanto os proventos da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Supremo Tribunal Federal ARE 664340 RG / SC mortalidade única de ambos os sexos prevista na parte final do § 8° do art. 29 da Lei 8.213/91 com redação dada pela Lei 9.876/99 (fl. 61), determinando a aplicação da expectativa de vida prevista na tábua de mortalidade relativa ao sexo masculino. 2. Presentes os requisitos formais de admissibilidade, é de ser conhecido o agravo, passando-se à análise da repercussão geral no recurso extraordinário. 3. À luz dos artigos 5º, caput, e 201, § 7º, da Constituição Federal, põe-se em questão a isonomia de gênero quanto ao critério de expectativa de vida adotado no cálculo do fator previdenciário. Não há, todavia, matéria constitucional a ser analisada, porquanto o Tribunal de origem decidiu a controvérsia tão-somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Leis 8.213/1991 e 9.876/1999). 4. Com efeito, no julgamento da ADI 2111 MC/DF, o STF declarou a constitucionalidade de todas as normas da Lei nº 9.876/99 (que criou o fator previdenciário) e ressalvou que a forma de cálculo do fator previdenciário constitui matéria infraconstitucional. Destaca-se, da ementa: (...) 2. Quanto à alegação de inconstitucionalidade material do art. 2o da Lei nº 9.876/99, na parte em que deu nova redação ao art. 29, "caput", incisos e parágrafos, da Lei nº 8.213/91, a um primeiro exame, parecem corretas as objeções da Presidência da República e do Congresso Nacional. É que o art. 201, §§ 1o e 7o, da C.F., com a redação dada pela E.C. nº 20, de 15.12.1998, cuidaram apenas, no que aqui interessa, dos requisitos para a obtenção do benefício da aposentadoria. No que tange ao montante do benefício, ou seja, quanto os proventos da 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 664340 RG / SC aposentadoria, propriamente ditos, a Constituição Federal de 5.10.1988, em seu texto originário, dele cuidava no art. 202. O texto atual da Constituição, porém, com o advento da E.C. nº 20/98, já não trata dessa matéria, que, assim, fica remetida "aos termos da lei", a que se referem o "caput" e o § 7o do novo art. 201. Ora, se a Constituição, em seu texto em vigor, já não trata do cálculo do montante do benefício da aposentadoria, ou melhor, dos respectivos proventos, não pode ter sido violada pelo art. 2o da Lei nº 9.876, de 26.11.1999, que, dando nova redação ao art. 29 da Lei nº 8.213/91, cuidou exatamente disso. (...). Registre-se que a EC 20/98 alterou a redação do art. 201, § 7º, que passou a ser a seguinte: assegurada aposentadoria no regime geral de previdência social, nos termos da lei, obedecidas as seguintes condições. Assim, a forma de cálculo do fator previdenciário é tema infraconstitucional, pois instituído por lei e não pela Constituição. O pedido do recorrente se limita a questionar o critério legal de cálculo do fator previdenciário, matéria infraconstitucional, portanto, conforme o STF já decidiu na ADI 2111 MC/DF (Pleno, rel. Min. Sydney Sanches, j. 16/03/2000, DJ 05/12/2003, p. 17). Esse entendimento foi reiterado em diversos acórdãos posteriores do Supremo Tribunal Federal, como, por exemplo, em recente julgado da 2ª Turma: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. FATOR PREVIDENCIÁRIO. LEI 9.876/1999. CONSTITUCIONALIDADE. ADI 2.111- MC/DF. APOSENTADORIA ESPECIAL DOS PROFESSORES. CÁLCULO DO MONTANTE DEVIDO. APLICAÇÃO DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I O 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Supremo Tribunal Federal ARE 664340 RG / SC aposentadoria, propriamente ditos, a Constituição Federal de 5.10.1988, em seu texto originário, dele cuidava no art. 202. O texto atual da Constituição, porém, com o advento da E.C. nº 20/98, já não trata dessa matéria, que, assim, fica remetida "aos termos da lei", a que se referem o "caput" e o § 7o do novo art. 201. Ora, se a Constituição, em seu texto em vigor, já não trata do cálculo do montante do benefício da aposentadoria, ou melhor, dos respectivos proventos, não pode ter sido violada pelo art. 2o da Lei nº 9.876, de 26.11.1999, que, dando nova redação ao art. 29 da Lei nº 8.213/91, cuidou exatamente disso. (...). Registre-se que a EC 20/98 alterou a redação do art. 201, § 7º, que passou a ser a seguinte: assegurada aposentadoria no regime geral de previdência social, nos termos da lei, obedecidas as seguintes condições. Assim, a forma de cálculo do fator previdenciário é tema infraconstitucional, pois instituído por lei e não pela Constituição. O pedido do recorrente se limita a questionar o critério legal de cálculo do fator previdenciário, matéria infraconstitucional, portanto, conforme o STF já decidiu na ADI 2111 MC/DF (Pleno, rel. Min. Sydney Sanches, j. 16/03/2000, DJ 05/12/2003, p. 17). Esse entendimento foi reiterado em diversos acórdãos posteriores do Supremo Tribunal Federal, como, por exemplo, em recente julgado da 2ª Turma: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. FATOR PREVIDENCIÁRIO. LEI 9.876/1999. CONSTITUCIONALIDADE. ADI 2.111- MC/DF. APOSENTADORIA ESPECIAL DOS PROFESSORES. CÁLCULO DO MONTANTE DEVIDO. APLICAÇÃO DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I O 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 664340 RG / SC Plenário desta Corte, no julgamento da ADI 2.111-MC/DF, Rel. Min. Sydney Sanches, entendeu constitucional o fator previdenciário previsto no art. 29, caput, incisos e parágrafos, da Lei 8.213/1991, com redação dada pelo art. 2º da Lei 9.876/1999. II Naquela oportunidade, o Tribunal afirmou, ainda, que a matéria atinente ao cálculo do montante do benefício previdenciário já não possui disciplina constitucional. Por essa razão, a utilização do fator previdenciário, previsto na Lei 9.876/1999, no cálculo do valor devido à recorrente a título de aposentadoria, não implica qualquer ofensa à Carta Magna. De fato, por ser matéria remetida à disciplina exclusivamente infraconstitucional, a suposta violação do Texto Maior se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. III Agravo regimental improvido (ARE 702764 AgR/RS, 2ª Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 13/11/2012, DJe 03/12/2012). Igualmente, nas duas Turmas do STF: ARE 712775 AgR/RS, 2ª Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, j. 30/10/2012, DJe 19/11/2012; RE 697982 AgR/ES, 1ª Turma, rel. Min. Dias Toffoli, j. 30/10/2012, DJe 06/12/2012; ARE 707176 AgR/RS, 2ª Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 18/09/2012, DJe 01/10/2012. Conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: ARE 683.276 AgR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2a Turma, DJe 10/12/2012; AI 716.102 AgR- AgR, rel. Min. Dias Toffoli, 1a Turma, DJe 31/05/2012; ARE 668.694 ED, rel. Min. Luiz Fux, 1a Turma, DJe 03/05/2012; ARE nº 660.324, rel. Min. Ayres Britto, DJe 07.12.2011. Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Supremo Tribunal Federal ARE 664340 RG / SC Plenário desta Corte, no julgamento da ADI 2.111-MC/DF, Rel. Min. Sydney Sanches, entendeu constitucional o fator previdenciário previsto no art. 29, caput, incisos e parágrafos, da Lei 8.213/1991, com redação dada pelo art. 2º da Lei 9.876/1999. II Naquela oportunidade, o Tribunal afirmou, ainda, que a matéria atinente ao cálculo do montante do benefício previdenciário já não possui disciplina constitucional. Por essa razão, a utilização do fator previdenciário, previsto na Lei 9.876/1999, no cálculo do valor devido à recorrente a título de aposentadoria, não implica qualquer ofensa à Carta Magna. De fato, por ser matéria remetida à disciplina exclusivamente infraconstitucional, a suposta violação do Texto Maior se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. III Agravo regimental improvido (ARE 702764 AgR/RS, 2ª Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 13/11/2012, DJe 03/12/2012). Igualmente, nas duas Turmas do STF: ARE 712775 AgR/RS, 2ª Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, j. 30/10/2012, DJe 19/11/2012; RE 697982 AgR/ES, 1ª Turma, rel. Min. Dias Toffoli, j. 30/10/2012, DJe 06/12/2012; ARE 707176 AgR/RS, 2ª Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 18/09/2012, DJe 01/10/2012. Conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: ARE 683.276 AgR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2a Turma, DJe 10/12/2012; AI 716.102 AgR- AgR, rel. Min. Dias Toffoli, 1a Turma, DJe 31/05/2012; ARE 668.694 ED, rel. Min. Luiz Fux, 1a Turma, DJe 03/05/2012; ARE nº 660.324, rel. Min. Ayres Britto, DJe 07.12.2011. Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 664340 RG / SC o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584608 RG, Min. Ellen Gracie, DJe de 13/03/2009). 5. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. Brasília, 10 de dezembro de 2012. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2. Repetem-se as situações jurídicas. O relator consigna a ausência de matéria constitucional e, mesmo assim, determina a inserção do processo no Plenário Virtual. Relembrem a premissa do instituto da repercussão geral - o envolvimento de controvérsia constitucional. A partir do momento em que não se veicula tema de envergadura maior, descabe inserir o recurso extraordinário, presente a manifesta inadequação do instituto da repercussão geral, no Plenário Virtual. Fico a imaginar o objetivo buscado. Ante o sistema, não consigo concebê-lo. 3. Pronuncio-me pela inadequação do instituto da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília, 18 de fevereiro de 2013. Ministro MARCO AURÉLIO 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Supremo Tribunal Federal ARE 664340 RG / SC o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584608 RG, Min. Ellen Gracie, DJe de 13/03/2009). 5. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. Brasília, 10 de dezembro de 2012. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2. Repetem-se as situações jurídicas. O relator consigna a ausência de matéria constitucional e, mesmo assim, determina a inserção do processo no Plenário Virtual. Relembrem a premissa do instituto da repercussão geral - o envolvimento de controvérsia constitucional. A partir do momento em que não se veicula tema de envergadura maior, descabe inserir o recurso extraordinário, presente a manifesta inadequação do instituto da repercussão geral, no Plenário Virtual. Fico a imaginar o objetivo buscado. Ante o sistema, não consigo concebê-lo. 3. Pronuncio-me pela inadequação do instituto da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília, 18 de fevereiro de 2013. Ministro MARCO AURÉLIO 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
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2013-02-21T00:00:00
2013-03-20T00:00:00
Decisão: O Tribunal, por maioria, reconheceu a inexistência de repercussão geral da questão, por não se tratar de matéria constitucional. Não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ISONOMIA DE GÊNERO. CRITÉRIO DE EXPECTATIVA DE VIDA ADOTADO NO CÁLCULO DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-A DO CPC). 1. A controvérsia a respeito da isonomia de gênero quanto ao critério de expectativa de vida adotado no cálculo do fator previdenciário é de natureza infraconstitucional, não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada (ADI 2111 MC/DF, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, Pleno, DJ de 05/12/2003; ARE 712775 AgR/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 2ª Turma, DJe de 19/11/2012; RE 697982 AgR/ES, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJe de 06/12/2012; ARE 707176 AgR/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, 2ª Turma, DJe de 01/10/2012). 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (RE 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do CPC.
repercussao-geral4641
- Acórdão(s) citado(s): (FATOR PREVIDENCIÁRIO, GÊNERO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) ADI 2111 MC (TP), ARE 702764 (2ªT), ARE 712775 AgR (2ªT), RE 697982 AgR (1ªT), ARE 707176 AgR (2ªT). (INVIABILIDADE, RECURSO EXTRAORDINÁRIO, OFENSA REFLEXA) ARE 683276 AgR (2ªT), AI 716102 AgR-AgR (1ªT), ARE 668694 ED (1ªT). (AUSÊNCIA, REPERCUSSÃO GERAL, OFENSA REFLEXA) RE 584608 RG (TP). - Decisão monocrática citada: ARE 660324. - Veja Processo 2010.72.57.004059-0 da Segunda Turma Recursal da Seção Judiciária de Santa Catarina. Número de páginas: 14. Análise: 19/04/2013, MMR.
TEORI ZAVASCKI
Tribunal Pleno
664340
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 \"CAPUT\" ART-00102 INC-00003\r\n LET-A\r\n ART-00201 PAR-00001 PAR-00007 REDAÇÃO DADA PELA EMC-20/1998\r\n ART-00202\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\r\n EMENDA CONSTITUCIONAL\r\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-0543A PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n", "LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\r\n ART-00029 PAR-00008 REDAÇÃO DADA PELA LEI-9876/1999\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED LEI-009876 ANO-1999\r\n ART-00002\r\n LEI ORDINÁRIA" ]
ARE-RG
acordaos
ARE 664340 RG
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RECTE.(S) : MANOEL AGENOR ANACLETO ADV.(A/S) : FABIANO FRETTA DA ROSA RECDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Decisão sobre Repercussão Geral 21/02/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.340 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI RECTE.(S) :MANOEL AGENOR ANACLETO ADV.(A/S) :FABIANO FRETTA DA ROSA RECDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ISONOMIA DE GÊNERO. CRITÉRIO DE EXPECTATIVA DE VIDA ADOTADO NO CÁLCULO DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL (ART. 543-A DO Código de Processo Civil). 1. A controvérsia a respeito da isonomia de gênero quanto ao critério de expectativa de vida adotado no cálculo do fator previdenciário é de natureza infraconstitucional, não havendo, portanto, matéria constitucional a ser analisada (ADI 2111 MC/DF, Rel. Min. SYDNEY SANCHES, Pleno, DJ de 05/12/2003; ARE 712775 AgR/RS, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 2... Turma, DJe de 19/11/2012; Recurso Extraordinário 697982 AgR/ES, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJe de 06/12/2012; ARE 707176 AgR/RS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, 2... Turma, DJe de 01/10/2012). 2. É cabível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584.608 RG, Min. ELLEN GRACIE, Pleno, DJe de 13/03/2009). 3. Ausência de repercussão geral da questão suscitada, nos termos do art. 543-A do Código de Processo Civil. Decisão: O Tribunal, por maioria, reconheceu a inexistência de repercussão geral da questão, por não se tratar de matéria constitucional. Não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3505497. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Decisão sobre Repercussão Geral ARE 664340 RG / SC Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3505497. Supremo Tribunal Federal ARE 664340 RG / SC Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3505497. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.340 SANTA CATARINA DECISÃO: 1. Trata-se de agravo de decisão que deixou de admitir recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma Recursal do Juizado Especial Federal da Seção Judiciária de Santa Catarina, que negou provimento a recurso e confirmou a sentença por seus próprios fundamentos, no sentido de que “(...) o legislador tratou de regular exaustivamente a forma de incidência do fator previdenciário, sendo que o Supremo Tribunal Federal negou a cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade movida, dentre outros, contra o art. 2... da Lei 9.876/99, este mesmo que deu ao §8... do art. 29 da Lei 8.213/91 a redação ora combatida” (fls. 44). Os embargos de declaração foram rejeitados (fl. 50-51). No recurso extraordinário, o recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543- A, § 2..., do Código de Processo Civil, pois, em relação aos elementos que compõem a fórmula de cálculo do fator previdenciário, “não há interesse isolado da parte recorrente, mas sim de relevância geral” (fl. 53). Aponta ofensa aos seguintes dispositivos: artigos 5..., caput, e 201, § 7..., da Constituição Federal, asseverando, em síntese, que: “(...) Destarte a expressão ‘considerando-se a média nacional única para ambos os sexos’ contida no § 80 do art. 29 da Lei 8.213/91, com redação dada pela Lei 9.876/99 é inconstitucional, pois tratou de forma igual homens e mulheres com expectativa de vida diferentes. (...) Despiciendo salientar que a intenção do legislador em eleger a tábua de ambos os sexos no cálculo dos benefícios de aposentadoria por tempo de contribuição, foi manter a igualdade entre homem e mulher, contudo, causou um efeito contrário, pois prejudicou sobremaneira o valor do benefício Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3229074. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.340 SANTA CATARINA DECISÃO: 1. Trata-se de agravo de decisão que deixou de admitir recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma Recursal do Juizado Especial Federal da Seção Judiciária de Santa Catarina, que negou provimento a recurso e confirmou a sentença por seus próprios fundamentos, no sentido de que “(...) o legislador tratou de regular exaustivamente a forma de incidência do fator previdenciário, sendo que o Supremo Tribunal Federal negou a cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade movida, dentre outros, contra o art. 2... da Lei 9.876/99, este mesmo que deu ao §8... do art. 29 da Lei 8.213/91 a redação ora combatida” (fls. 44). Os embargos de declaração foram rejeitados (fl. 50-51). No recurso extraordinário, o recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543- A, § 2..., do Código de Processo Civil, pois, em relação aos elementos que compõem a fórmula de cálculo do fator previdenciário, “não há interesse isolado da parte recorrente, mas sim de relevância geral” (fl. 53). Aponta ofensa aos seguintes dispositivos: artigos 5..., caput, e 201, § 7..., da Constituição Federal, asseverando, em síntese, que: “(...) Destarte a expressão ‘considerando-se a média nacional única para ambos os sexos’ contida no § 80 do art. 29 da Lei 8.213/91, com redação dada pela Lei 9.876/99 é inconstitucional, pois tratou de forma igual homens e mulheres com expectativa de vida diferentes. (...) Despiciendo salientar que a intenção do legislador em eleger a tábua de ambos os sexos no cálculo dos benefícios de aposentadoria por tempo de contribuição, foi manter a igualdade entre homem e mulher, contudo, causou um efeito contrário, pois prejudicou sobremaneira o valor do benefício Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3229074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 664.340 RG / SC concedido ao sexo masculino” (fl. 61). Requer, ainda, a reforma do acórdão para declarar a “inconstitucionalidade da aplicação da tábua de mortalidade única de ambos os sexos prevista na parte final do § 8... do art. 29 da Lei 8.213/91 com redação dada pela Lei 9.876/99” (fl. 61), determinando a aplicação da expectativa de vida prevista na tábua de mortalidade relativa ao sexo masculino. 2. Presentes os requisitos formais de admissibilidade, é de ser conhecido o agravo, passando-se à análise da repercussão geral no recurso extraordinário. 3. À luz dos artigos 5..., caput, e 201, § 7..., da Constituição Federal, põe-se em questão a isonomia de gênero quanto ao critério de expectativa de vida adotado no cálculo do fator previdenciário. Não há, todavia, matéria constitucional a ser analisada, porquanto o Tribunal de origem decidiu a controvérsia tão-somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Leis 8.213/1991 e 9.876/1999). 4. Com efeito, no julgamento da ADI 2111 MC/DF, o Supremo Tribunal Federal declarou a constitucionalidade de todas as normas da Lei n 9.876/99 (que criou o fator previdenciário) e ressalvou que a forma de cálculo do fator previdenciário constitui matéria infraconstitucional. Destaca-se, da ementa: “(...) 2. Quanto à alegação de inconstitucionalidade material do art. 2o da Lei n 9.876/99, na parte em que deu nova redação ao art. 29, "caput", incisos e parágrafos, da Lei n 8.213/91, a um primeiro exame, parecem corretas as objeções da Presidência da República e do Congresso Nacional. É que o art. 201, §§ 1o e 7o, da C.F., com a redação dada pela E.C. n 20, de 15.12.1998, cuidaram apenas, no que aqui interessa, dos requisitos para a obtenção do benefício da aposentadoria. No que tange ao montante do benefício, ou seja, quanto aos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3229074. Supremo Tribunal Federal ARE 664.340 RG / SC concedido ao sexo masculino” (fl. 61). Requer, ainda, a reforma do acórdão para declarar a “inconstitucionalidade da aplicação da tábua de mortalidade única de ambos os sexos prevista na parte final do § 8... do art. 29 da Lei 8.213/91 com redação dada pela Lei 9.876/99” (fl. 61), determinando a aplicação da expectativa de vida prevista na tábua de mortalidade relativa ao sexo masculino. 2. Presentes os requisitos formais de admissibilidade, é de ser conhecido o agravo, passando-se à análise da repercussão geral no recurso extraordinário. 3. À luz dos artigos 5..., caput, e 201, § 7..., da Constituição Federal, põe-se em questão a isonomia de gênero quanto ao critério de expectativa de vida adotado no cálculo do fator previdenciário. Não há, todavia, matéria constitucional a ser analisada, porquanto o Tribunal de origem decidiu a controvérsia tão-somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Leis 8.213/1991 e 9.876/1999). 4. Com efeito, no julgamento da ADI 2111 MC/DF, o Supremo Tribunal Federal declarou a constitucionalidade de todas as normas da Lei n 9.876/99 (que criou o fator previdenciário) e ressalvou que a forma de cálculo do fator previdenciário constitui matéria infraconstitucional. Destaca-se, da ementa: “(...) 2. Quanto à alegação de inconstitucionalidade material do art. 2o da Lei n 9.876/99, na parte em que deu nova redação ao art. 29, "caput", incisos e parágrafos, da Lei n 8.213/91, a um primeiro exame, parecem corretas as objeções da Presidência da República e do Congresso Nacional. É que o art. 201, §§ 1o e 7o, da C.F., com a redação dada pela E.C. n 20, de 15.12.1998, cuidaram apenas, no que aqui interessa, dos requisitos para a obtenção do benefício da aposentadoria. No que tange ao montante do benefício, ou seja, quanto aos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3229074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 664.340 RG / SC proventos da aposentadoria, propriamente ditos, a Constituição Federal de 5.10.1988, em seu texto originário, dele cuidava no art. 202. O texto atual da Constituição, porém, com o advento da E.C. n 20/98, já não trata dessa matéria, que, assim, fica remetida "aos termos da lei", a que se referem o "caput" e o § 7o do novo art. 201. Ora, se a Constituição, em seu texto em vigor, já não trata do cálculo do montante do benefício da aposentadoria, ou melhor, dos respectivos proventos, não pode ter sido violada pelo art. 2o da Lei n 9.876, de 26.11.1999, que, dando nova redação ao art. 29 da Lei n 8.213/91, cuidou exatamente disso. (...)”. Registre-se que a EC 20/98 alterou a redação do art. 201, § 7..., que passou a ser a seguinte: “assegurada aposentadoria no regime geral de previdência social, nos termos da lei, obedecidas as seguintes condições”. Assim, a forma de cálculo do fator previdenciário é tema infraconstitucional, pois instituído por lei e não pela Constituição. O pedido do recorrente se limita a questionar o critério legal de cálculo do fator previdenciário, matéria infraconstitucional, portanto, conforme o Supremo Tribunal Federal já decidiu na ADI 2111 MC/DF (Pleno, rel. Min. Sydney Sanches, j. 16/03/2000, DJ 05/12/2003, p. 17). Esse entendimento foi reiterado em diversos acórdãos posteriores do Supremo Tribunal Federal, como, por exemplo, em recente julgado da 2... Turma: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. FATOR PREVIDENCIÁRIO. LEI 9.876/1999. CONSTITUCIONALIDADE. ADI 2.111-MC/DF. APOSENTADORIA ESPECIAL DOS PROFESSORES. CÁLCULO DO MONTANTE DEVIDO. APLICAÇÃO DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – O Plenário desta Corte, no julgamento da ADI 2.111-MC/DF, Rel. Min. Sydney Sanches, entendeu constitucional o fator previdenciário previsto no art. 29, caput, incisos e parágrafos, da Lei 8.213/1991, com redação dada pelo art. 2... da Lei 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3229074. Supremo Tribunal Federal ARE 664.340 RG / SC proventos da aposentadoria, propriamente ditos, a Constituição Federal de 5.10.1988, em seu texto originário, dele cuidava no art. 202. O texto atual da Constituição, porém, com o advento da E.C. n 20/98, já não trata dessa matéria, que, assim, fica remetida "aos termos da lei", a que se referem o "caput" e o § 7o do novo art. 201. Ora, se a Constituição, em seu texto em vigor, já não trata do cálculo do montante do benefício da aposentadoria, ou melhor, dos respectivos proventos, não pode ter sido violada pelo art. 2o da Lei n 9.876, de 26.11.1999, que, dando nova redação ao art. 29 da Lei n 8.213/91, cuidou exatamente disso. (...)”. Registre-se que a EC 20/98 alterou a redação do art. 201, § 7..., que passou a ser a seguinte: “assegurada aposentadoria no regime geral de previdência social, nos termos da lei, obedecidas as seguintes condições”. Assim, a forma de cálculo do fator previdenciário é tema infraconstitucional, pois instituído por lei e não pela Constituição. O pedido do recorrente se limita a questionar o critério legal de cálculo do fator previdenciário, matéria infraconstitucional, portanto, conforme o Supremo Tribunal Federal já decidiu na ADI 2111 MC/DF (Pleno, rel. Min. Sydney Sanches, j. 16/03/2000, DJ 05/12/2003, p. 17). Esse entendimento foi reiterado em diversos acórdãos posteriores do Supremo Tribunal Federal, como, por exemplo, em recente julgado da 2... Turma: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. FATOR PREVIDENCIÁRIO. LEI 9.876/1999. CONSTITUCIONALIDADE. ADI 2.111-MC/DF. APOSENTADORIA ESPECIAL DOS PROFESSORES. CÁLCULO DO MONTANTE DEVIDO. APLICAÇÃO DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – O Plenário desta Corte, no julgamento da ADI 2.111-MC/DF, Rel. Min. Sydney Sanches, entendeu constitucional o fator previdenciário previsto no art. 29, caput, incisos e parágrafos, da Lei 8.213/1991, com redação dada pelo art. 2... da Lei 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3229074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 664.340 RG / SC 9.876/1999. II – Naquela oportunidade, o Tribunal afirmou, ainda, que a matéria atinente ao cálculo do montante do benefício previdenciário já não possui disciplina constitucional. Por essa razão, a utilização do fator previdenciário, previsto na Lei 9.876/1999, no cálculo do valor devido à recorrente a título de aposentadoria, não implica qualquer ofensa à Carta Magna. De fato, por ser matéria remetida à disciplina exclusivamente infraconstitucional, a suposta violação do Texto Maior se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. III – Agravo regimental improvido” (ARE 702764 AgR/RS, 2... Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 13/11/2012, DJe 03/12/2012). Igualmente, nas duas Turmas do Supremo Tribunal Federal: ARE 712775 AgR/RS, 2... Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, j. 30/10/2012, DJe 19/11/2012; Recurso Extraordinário 697982 AgR/ES, 1... Turma, rel. Min. Dias Toffoli, j. 30/10/2012, DJe 06/12/2012; ARE 707176 AgR/RS, 2... Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 18/09/2012, DJe 01/10/2012. Conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: ARE 683.276 AgR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2a Turma, DJe 10/12/2012; AI 716.102 AgR-AgR, rel. Min. Dias Toffoli, 1a Turma, DJe 31/05/2012; ARE 668.694 ED, rel. Min. Luiz Fux, 1a Turma, DJe 03/05/2012; ARE n 660.324, rel. Min. Ayres Britto, DJe 07.12.2011. Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584608 RG, Min. Ellen Gracie, DJe de 13/03/2009). 5. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3229074. Supremo Tribunal Federal ARE 664.340 RG / SC 9.876/1999. II – Naquela oportunidade, o Tribunal afirmou, ainda, que a matéria atinente ao cálculo do montante do benefício previdenciário já não possui disciplina constitucional. Por essa razão, a utilização do fator previdenciário, previsto na Lei 9.876/1999, no cálculo do valor devido à recorrente a título de aposentadoria, não implica qualquer ofensa à Carta Magna. De fato, por ser matéria remetida à disciplina exclusivamente infraconstitucional, a suposta violação do Texto Maior se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. III – Agravo regimental improvido” (ARE 702764 AgR/RS, 2... Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 13/11/2012, DJe 03/12/2012). Igualmente, nas duas Turmas do Supremo Tribunal Federal: ARE 712775 AgR/RS, 2... Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, j. 30/10/2012, DJe 19/11/2012; Recurso Extraordinário 697982 AgR/ES, 1... Turma, rel. Min. Dias Toffoli, j. 30/10/2012, DJe 06/12/2012; ARE 707176 AgR/RS, 2... Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 18/09/2012, DJe 01/10/2012. Conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: ARE 683.276 AgR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2a Turma, DJe 10/12/2012; AI 716.102 AgR-AgR, rel. Min. Dias Toffoli, 1a Turma, DJe 31/05/2012; ARE 668.694 ED, rel. Min. Luiz Fux, 1a Turma, DJe 03/05/2012; ARE n 660.324, rel. Min. Ayres Britto, DJe 07.12.2011. Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584608 RG, Min. Ellen Gracie, DJe de 13/03/2009). 5. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3229074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 664.340 RG / SC Brasília, 10 de dezembro de 2012. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3229074. Supremo Tribunal Federal ARE 664.340 RG / SC Brasília, 10 de dezembro de 2012. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3229074. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.340 SANTA CATARINA PRONUNCIAMENTO REPERCUSSÃO GERAL – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL – INADEQUAÇÃO DO INSTITUTO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no Recurso Extraordinário com Agravo n 664.340/SC, da relatoria do ministro Teori Zavascki, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 1... de fevereiro de 2013. A Segunda Turma Recursal da Seção Judiciária de Santa Catarina, ao apreciar o Processo n 2010.72.57.004059-0, manteve a sentença em que julgada improcedente a pretensão da parte de obter revisão de benefício de aposentadoria mediante a utilização de índice diverso daquele previsto legalmente para cálculo do fator previdenciário. Assentou estar esse fator regulado pelo legislador, razão pela qual o pedido não merecia prosperar. Consignou que o Supremo indeferiu a cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 2110, que foi movida contra o artigo 2... da Lei n 9.876/99, responsável pela redação do artigo 29 da Lei n 8.213/91. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. No extraordinário, protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, Manoel Agenor Anacleto argui transgressão aos artigos 5..., cabeça, e 201, § 7..., da Carta da República. Sustenta a inconstitucionalidade do artigo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 664.340 SANTA CATARINA PRONUNCIAMENTO REPERCUSSÃO GERAL – RECURSO EXTRAORDINÁRIO – AUSÊNCIA DE MATÉRIA CONSTITUCIONAL – INADEQUAÇÃO DO INSTITUTO. 1. A Assessoria prestou as seguintes informações: Eis a síntese do discutido no Recurso Extraordinário com Agravo n 664.340/SC, da relatoria do ministro Teori Zavascki, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 1... de fevereiro de 2013. A Segunda Turma Recursal da Seção Judiciária de Santa Catarina, ao apreciar o Processo n 2010.72.57.004059-0, manteve a sentença em que julgada improcedente a pretensão da parte de obter revisão de benefício de aposentadoria mediante a utilização de índice diverso daquele previsto legalmente para cálculo do fator previdenciário. Assentou estar esse fator regulado pelo legislador, razão pela qual o pedido não merecia prosperar. Consignou que o Supremo indeferiu a cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade n 2110, que foi movida contra o artigo 2... da Lei n 9.876/99, responsável pela redação do artigo 29 da Lei n 8.213/91. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. No extraordinário, protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, Manoel Agenor Anacleto argui transgressão aos artigos 5..., cabeça, e 201, § 7..., da Carta da República. Sustenta a inconstitucionalidade do artigo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 664340 RG / SC 29, § 8..., da Lei n 8.213/91, haja vista a aplicação da “média nacional única” de expectativa de sobrevida para o cômputo do fator previdenciário para ambos os sexos, desconsiderando-se a desigualdade entre homens e mulheres no quesito. Salienta a intenção do legislador em manter a igualdade entre os sexos. Assinala, porém, que a utilização de tábua única para o cálculo dos benefícios de aposentadoria por tempo de contribuição resulta em prejuízo aos indivíduos do sexo masculino. Pleiteia o emprego da tábua de mortalidade relativa ao sexo masculino, em detrimento da aludida média nacional. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes e mostrar-se relevante do ponto de vista jurídico, social, político e econômico, por versar sobre a necessidade de reconhecerem-se as diferenças existentes entre a expectativa de vida dos indivíduos do sexo masculino e feminino no cálculo do fator previdenciário. O recorrido não apresentou contrarrazões. O extraordinário não foi admitido na origem. A recorrente interpôs agravo, enfatizando a violação direta ao Diploma Maior. O agravado não protocolou contraminuta. Eis o pronunciamento do ministro Teori Zavascki: Decisão: 1. Trata-se de agravo de decisão que deixou de admitir recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma Recursal do Juizado Especial Federal da Seção Judiciária de Santa Catarina, que negou provimento a recurso e confirmou a sentença por seus próprios fundamentos, no sentido de que (...) o legislador tratou de regular exaustivamente a forma de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Supremo Tribunal Federal ARE 664340 RG / SC 29, § 8..., da Lei n 8.213/91, haja vista a aplicação da “média nacional única” de expectativa de sobrevida para o cômputo do fator previdenciário para ambos os sexos, desconsiderando-se a desigualdade entre homens e mulheres no quesito. Salienta a intenção do legislador em manter a igualdade entre os sexos. Assinala, porém, que a utilização de tábua única para o cálculo dos benefícios de aposentadoria por tempo de contribuição resulta em prejuízo aos indivíduos do sexo masculino. Pleiteia o emprego da tábua de mortalidade relativa ao sexo masculino, em detrimento da aludida média nacional. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes e mostrar-se relevante do ponto de vista jurídico, social, político e econômico, por versar sobre a necessidade de reconhecerem-se as diferenças existentes entre a expectativa de vida dos indivíduos do sexo masculino e feminino no cálculo do fator previdenciário. O recorrido não apresentou contrarrazões. O extraordinário não foi admitido na origem. A recorrente interpôs agravo, enfatizando a violação direta ao Diploma Maior. O agravado não protocolou contraminuta. Eis o pronunciamento do ministro Teori Zavascki: Decisão: 1. Trata-se de agravo de decisão que deixou de admitir recurso extraordinário interposto contra acórdão da Segunda Turma Recursal do Juizado Especial Federal da Seção Judiciária de Santa Catarina, que negou provimento a recurso e confirmou a sentença por seus próprios fundamentos, no sentido de que (...) o legislador tratou de regular exaustivamente a forma de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 664340 RG / SC incidência do fator previdenciário, sendo que o Supremo Tribunal Federal negou a cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade movida, dentre outros, contra o art. 2... da Lei 9.876/99, este mesmo que deu ao §8... do art. 29 da Lei 8.213/91 a redação ora combatida (fls. 44). Os embargos de declaração foram rejeitados (fl. 50- 51). No recurso extraordinário, o recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, pois, em relação aos elementos que compõem a fórmula de cálculo do fator previdenciário, não há interesse isolado da parte recorrente, mas sim de relevância geral (fl. 53). Aponta ofensa aos seguintes dispositivos: artigos 5..., caput, e 201, § 7..., da Constituição Federal, asseverando, em síntese, que: (...) Destarte a expressão considerando-se a média nacional única para ambos os sexos contida no § 80 do art. 29 da Lei 8.213/91, com redação dada pela Lei 9.876/99 é inconstitucional, pois tratou de forma igual homens e mulheres com expectativa de vida diferentes. (...) Despiciendo salientar que a intenção do legislador em eleger a tábua de ambos os sexos no cálculo dos benefícios de aposentadoria por tempo de contribuição, foi manter a igualdade entre homem e mulher, contudo, causou um efeito contrário, pois prejudicou sobremaneira o valor do benefício concedido ao sexo masculino (fl. 61). Requer, ainda, a reforma do acórdão para declarar a inconstitucionalidade da aplicação da tábua de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Supremo Tribunal Federal ARE 664340 RG / SC incidência do fator previdenciário, sendo que o Supremo Tribunal Federal negou a cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade movida, dentre outros, contra o art. 2... da Lei 9.876/99, este mesmo que deu ao §8... do art. 29 da Lei 8.213/91 a redação ora combatida (fls. 44). Os embargos de declaração foram rejeitados (fl. 50- 51). No recurso extraordinário, o recorrente sustenta, preliminarmente, a existência de repercussão geral da matéria, conforme estabelece o art. 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, pois, em relação aos elementos que compõem a fórmula de cálculo do fator previdenciário, não há interesse isolado da parte recorrente, mas sim de relevância geral (fl. 53). Aponta ofensa aos seguintes dispositivos: artigos 5..., caput, e 201, § 7..., da Constituição Federal, asseverando, em síntese, que: (...) Destarte a expressão considerando-se a média nacional única para ambos os sexos contida no § 80 do art. 29 da Lei 8.213/91, com redação dada pela Lei 9.876/99 é inconstitucional, pois tratou de forma igual homens e mulheres com expectativa de vida diferentes. (...) Despiciendo salientar que a intenção do legislador em eleger a tábua de ambos os sexos no cálculo dos benefícios de aposentadoria por tempo de contribuição, foi manter a igualdade entre homem e mulher, contudo, causou um efeito contrário, pois prejudicou sobremaneira o valor do benefício concedido ao sexo masculino (fl. 61). Requer, ainda, a reforma do acórdão para declarar a inconstitucionalidade da aplicação da tábua de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 664340 RG / SC mortalidade única de ambos os sexos prevista na parte final do § 8... do art. 29 da Lei 8.213/91 com redação dada pela Lei 9.876/99 (fl. 61), determinando a aplicação da expectativa de vida prevista na tábua de mortalidade relativa ao sexo masculino. 2. Presentes os requisitos formais de admissibilidade, é de ser conhecido o agravo, passando-se à análise da repercussão geral no recurso extraordinário. 3. À luz dos artigos 5..., caput, e 201, § 7..., da Constituição Federal, põe-se em questão a isonomia de gênero quanto ao critério de expectativa de vida adotado no cálculo do fator previdenciário. Não há, todavia, matéria constitucional a ser analisada, porquanto o Tribunal de origem decidiu a controvérsia tão-somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Leis 8.213/1991 e 9.876/1999). 4. Com efeito, no julgamento da ADI 2111 MC/DF, o Supremo Tribunal Federal declarou a constitucionalidade de todas as normas da Lei n 9.876/99 (que criou o fator previdenciário) e ressalvou que a forma de cálculo do fator previdenciário constitui matéria infraconstitucional. Destaca-se, da ementa: (...) 2. Quanto à alegação de inconstitucionalidade material do art. 2o da Lei n 9.876/99, na parte em que deu nova redação ao art. 29, "caput", incisos e parágrafos, da Lei n 8.213/91, a um primeiro exame, parecem corretas as objeções da Presidência da República e do Congresso Nacional. É que o art. 201, §§ 1o e 7o, da C.F., com a redação dada pela E.C. n 20, de 15.12.1998, cuidaram apenas, no que aqui interessa, dos requisitos para a obtenção do benefício da aposentadoria. No que tange ao montante do benefício, ou seja, quanto os proventos da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Supremo Tribunal Federal ARE 664340 RG / SC mortalidade única de ambos os sexos prevista na parte final do § 8... do art. 29 da Lei 8.213/91 com redação dada pela Lei 9.876/99 (fl. 61), determinando a aplicação da expectativa de vida prevista na tábua de mortalidade relativa ao sexo masculino. 2. Presentes os requisitos formais de admissibilidade, é de ser conhecido o agravo, passando-se à análise da repercussão geral no recurso extraordinário. 3. À luz dos artigos 5..., caput, e 201, § 7..., da Constituição Federal, põe-se em questão a isonomia de gênero quanto ao critério de expectativa de vida adotado no cálculo do fator previdenciário. Não há, todavia, matéria constitucional a ser analisada, porquanto o Tribunal de origem decidiu a controvérsia tão-somente a partir de interpretação e aplicação das normas infraconstitucionais pertinentes (Leis 8.213/1991 e 9.876/1999). 4. Com efeito, no julgamento da ADI 2111 MC/DF, o Supremo Tribunal Federal declarou a constitucionalidade de todas as normas da Lei n 9.876/99 (que criou o fator previdenciário) e ressalvou que a forma de cálculo do fator previdenciário constitui matéria infraconstitucional. Destaca-se, da ementa: (...) 2. Quanto à alegação de inconstitucionalidade material do art. 2o da Lei n 9.876/99, na parte em que deu nova redação ao art. 29, "caput", incisos e parágrafos, da Lei n 8.213/91, a um primeiro exame, parecem corretas as objeções da Presidência da República e do Congresso Nacional. É que o art. 201, §§ 1o e 7o, da C.F., com a redação dada pela E.C. n 20, de 15.12.1998, cuidaram apenas, no que aqui interessa, dos requisitos para a obtenção do benefício da aposentadoria. No que tange ao montante do benefício, ou seja, quanto os proventos da 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 664340 RG / SC aposentadoria, propriamente ditos, a Constituição Federal de 5.10.1988, em seu texto originário, dele cuidava no art. 202. O texto atual da Constituição, porém, com o advento da E.C. n 20/98, já não trata dessa matéria, que, assim, fica remetida "aos termos da lei", a que se referem o "caput" e o § 7o do novo art. 201. Ora, se a Constituição, em seu texto em vigor, já não trata do cálculo do montante do benefício da aposentadoria, ou melhor, dos respectivos proventos, não pode ter sido violada pelo art. 2o da Lei n 9.876, de 26.11.1999, que, dando nova redação ao art. 29 da Lei n 8.213/91, cuidou exatamente disso. (...). Registre-se que a EC 20/98 alterou a redação do art. 201, § 7..., que passou a ser a seguinte: assegurada aposentadoria no regime geral de previdência social, nos termos da lei, obedecidas as seguintes condições. Assim, a forma de cálculo do fator previdenciário é tema infraconstitucional, pois instituído por lei e não pela Constituição. O pedido do recorrente se limita a questionar o critério legal de cálculo do fator previdenciário, matéria infraconstitucional, portanto, conforme o Supremo Tribunal Federal já decidiu na ADI 2111 MC/DF (Pleno, rel. Min. Sydney Sanches, j. 16/03/2000, DJ 05/12/2003, p. 17). Esse entendimento foi reiterado em diversos acórdãos posteriores do Supremo Tribunal Federal, como, por exemplo, em recente julgado da 2... Turma: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. FATOR PREVIDENCIÁRIO. LEI 9.876/1999. CONSTITUCIONALIDADE. ADI 2.111- MC/DF. APOSENTADORIA ESPECIAL DOS PROFESSORES. CÁLCULO DO MONTANTE DEVIDO. APLICAÇÃO DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I O 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Supremo Tribunal Federal ARE 664340 RG / SC aposentadoria, propriamente ditos, a Constituição Federal de 5.10.1988, em seu texto originário, dele cuidava no art. 202. O texto atual da Constituição, porém, com o advento da E.C. n 20/98, já não trata dessa matéria, que, assim, fica remetida "aos termos da lei", a que se referem o "caput" e o § 7o do novo art. 201. Ora, se a Constituição, em seu texto em vigor, já não trata do cálculo do montante do benefício da aposentadoria, ou melhor, dos respectivos proventos, não pode ter sido violada pelo art. 2o da Lei n 9.876, de 26.11.1999, que, dando nova redação ao art. 29 da Lei n 8.213/91, cuidou exatamente disso. (...). Registre-se que a EC 20/98 alterou a redação do art. 201, § 7..., que passou a ser a seguinte: assegurada aposentadoria no regime geral de previdência social, nos termos da lei, obedecidas as seguintes condições. Assim, a forma de cálculo do fator previdenciário é tema infraconstitucional, pois instituído por lei e não pela Constituição. O pedido do recorrente se limita a questionar o critério legal de cálculo do fator previdenciário, matéria infraconstitucional, portanto, conforme o Supremo Tribunal Federal já decidiu na ADI 2111 MC/DF (Pleno, rel. Min. Sydney Sanches, j. 16/03/2000, DJ 05/12/2003, p. 17). Esse entendimento foi reiterado em diversos acórdãos posteriores do Supremo Tribunal Federal, como, por exemplo, em recente julgado da 2... Turma: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO PREVIDENCIÁRIO. FATOR PREVIDENCIÁRIO. LEI 9.876/1999. CONSTITUCIONALIDADE. ADI 2.111- MC/DF. APOSENTADORIA ESPECIAL DOS PROFESSORES. CÁLCULO DO MONTANTE DEVIDO. APLICAÇÃO DO FATOR PREVIDENCIÁRIO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. AGRAVO IMPROVIDO. I O 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 664340 RG / SC Plenário desta Corte, no julgamento da ADI 2.111-MC/DF, Rel. Min. Sydney Sanches, entendeu constitucional o fator previdenciário previsto no art. 29, caput, incisos e parágrafos, da Lei 8.213/1991, com redação dada pelo art. 2... da Lei 9.876/1999. II Naquela oportunidade, o Tribunal afirmou, ainda, que a matéria atinente ao cálculo do montante do benefício previdenciário já não possui disciplina constitucional. Por essa razão, a utilização do fator previdenciário, previsto na Lei 9.876/1999, no cálculo do valor devido à recorrente a título de aposentadoria, não implica qualquer ofensa à Carta Magna. De fato, por ser matéria remetida à disciplina exclusivamente infraconstitucional, a suposta violação do Texto Maior se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. III Agravo regimental improvido (ARE 702764 AgR/RS, 2... Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 13/11/2012, DJe 03/12/2012). Igualmente, nas duas Turmas do Supremo Tribunal Federal: ARE 712775 AgR/RS, 2... Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, j. 30/10/2012, DJe 19/11/2012; Recurso Extraordinário 697982 AgR/ES, 1... Turma, rel. Min. Dias Toffoli, j. 30/10/2012, DJe 06/12/2012; ARE 707176 AgR/RS, 2... Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 18/09/2012, DJe 01/10/2012. Conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: ARE 683.276 AgR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2a Turma, DJe 10/12/2012; AI 716.102 AgR- AgR, rel. Min. Dias Toffoli, 1a Turma, DJe 31/05/2012; ARE 668.694 ED, rel. Min. Luiz Fux, 1a Turma, DJe 03/05/2012; ARE n 660.324, rel. Min. Ayres Britto, DJe 07.12.2011. Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Supremo Tribunal Federal ARE 664340 RG / SC Plenário desta Corte, no julgamento da ADI 2.111-MC/DF, Rel. Min. Sydney Sanches, entendeu constitucional o fator previdenciário previsto no art. 29, caput, incisos e parágrafos, da Lei 8.213/1991, com redação dada pelo art. 2... da Lei 9.876/1999. II Naquela oportunidade, o Tribunal afirmou, ainda, que a matéria atinente ao cálculo do montante do benefício previdenciário já não possui disciplina constitucional. Por essa razão, a utilização do fator previdenciário, previsto na Lei 9.876/1999, no cálculo do valor devido à recorrente a título de aposentadoria, não implica qualquer ofensa à Carta Magna. De fato, por ser matéria remetida à disciplina exclusivamente infraconstitucional, a suposta violação do Texto Maior se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. III Agravo regimental improvido (ARE 702764 AgR/RS, 2... Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 13/11/2012, DJe 03/12/2012). Igualmente, nas duas Turmas do Supremo Tribunal Federal: ARE 712775 AgR/RS, 2... Turma, rel. Min. Cármen Lúcia, j. 30/10/2012, DJe 19/11/2012; Recurso Extraordinário 697982 AgR/ES, 1... Turma, rel. Min. Dias Toffoli, j. 30/10/2012, DJe 06/12/2012; ARE 707176 AgR/RS, 2... Turma, rel. Min. Ricardo Lewandowski, j. 18/09/2012, DJe 01/10/2012. Conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de alegada violação a dispositivo da Constituição Federal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: ARE 683.276 AgR, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2a Turma, DJe 10/12/2012; AI 716.102 AgR- AgR, rel. Min. Dias Toffoli, 1a Turma, DJe 31/05/2012; ARE 668.694 ED, rel. Min. Luiz Fux, 1a Turma, DJe 03/05/2012; ARE n 660.324, rel. Min. Ayres Britto, DJe 07.12.2011. Ademais, o Plenário do Supremo Tribunal Federal firmou 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 664340 RG / SC o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584608 RG, Min. Ellen Gracie, DJe de 13/03/2009). 5. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. Brasília, 10 de dezembro de 2012. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2. Repetem-se as situações jurídicas. O relator consigna a ausência de matéria constitucional e, mesmo assim, determina a inserção do processo no Plenário Virtual. Relembrem a premissa do instituto da repercussão geral - o envolvimento de controvérsia constitucional. A partir do momento em que não se veicula tema de envergadura maior, descabe inserir o recurso extraordinário, presente a manifesta inadequação do instituto da repercussão geral, no Plenário Virtual. Fico a imaginar o objetivo buscado. Ante o sistema, não consigo concebê-lo. 3. Pronuncio-me pela inadequação do instituto da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília, 18 de fevereiro de 2013. Ministro MARCO AURÉLIO 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Supremo Tribunal Federal ARE 664340 RG / SC o entendimento de que é possível a atribuição dos efeitos da declaração de ausência de repercussão geral quando não há matéria constitucional a ser apreciada ou quando eventual ofensa à Constituição Federal se dê de forma indireta ou reflexa (Recurso Extraordinário 584608 RG, Min. Ellen Gracie, DJe de 13/03/2009). 5. Diante do exposto, manifesto-me pela inexistência de repercussão geral da questão suscitada. Brasília, 10 de dezembro de 2012. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2. Repetem-se as situações jurídicas. O relator consigna a ausência de matéria constitucional e, mesmo assim, determina a inserção do processo no Plenário Virtual. Relembrem a premissa do instituto da repercussão geral - o envolvimento de controvérsia constitucional. A partir do momento em que não se veicula tema de envergadura maior, descabe inserir o recurso extraordinário, presente a manifesta inadequação do instituto da repercussão geral, no Plenário Virtual. Fico a imaginar o objetivo buscado. Ante o sistema, não consigo concebê-lo. 3. Pronuncio-me pela inadequação do instituto da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília, 18 de fevereiro de 2013. Ministro MARCO AURÉLIO 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3423832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "ADI 2111 MC / DF", "ARE 712775 AgR / RS", "Recurso Extraordinário 697982 AgR / ES", "ARE 707176 AgR / RS", "Recurso Extraordinário 584 . 608 RG", "ARE 664 . 340 RG / SC", "ADI 2111 MC / DF", "ADI 2111 MC / DF", "ARE 664 . 340 RG / SC", "ADI 2111 MC / DF", "ADI 2 . 111 - MC / DF", "ADI 2 . 111 - MC / DF", "ARE 664 . 340 RG / SC", "ADI 2111 MC / DF", "ADI 2 . 111 - MC / DF", "ADI 2 . 111 - MC / DF", "ARE 664 . 340 RG / SC 9", "ARE 702764 AgR / RS", "712775", "AgR", "/", "RS", "Recurso Extraordinário 697982 AgR / ES", "ARE 707176 AgR / RS", "ARE 683 . 276 AgR", "AI 716 . 102 AgR - AgR", "ARE 668 . 694 ED", "ARE n 660 . 324", "Recurso Extraordinário 584608 RG", "ARE 702764 AgR / RS", "ARE 712775 AgR / RS", "Recurso Extraordinário 697982 AgR / ES", "ARE 707176 AgR / RS", "ARE 683 . 276 AgR", "AI 716 . 102 AgR - AgR", "ARE 668 . 694 ED", "ARE n 660 . 324", "Recurso Extraordinário 584608 RG", "ARE 664 . 340 RG / SC", "ARE 664 . 340 RG / SC", "Recurso Extraordinário com Agravo n 664 . 340 / SC", "Processo n 2010 . 72 . 57 . 004059 - 0", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 2110", "Recurso Extraordinário com Agravo n 664 . 340 / SC", "Processo n 2010 . 72 . 57 . 004059 - 0", "Ação Direta de Inconstitucionalidade n 2110", "ARE 664340 RG / SC", "ARE 664340 RG / SC", "ARE 664340 RG / SC", "ARE 664340 RG / SC", "ARE 664340 RG / SC", "ADI 2111 MC / DF", "ADI 2111 MC / DF", "ARE 664340 RG / SC", "ADI 2111 MC / DF", "ADI 2 . 111 - MC / DF", "ADI 2111 MC / DF", "ADI 2 . 111 - MC / DF", "ARE 664340 RG / SC", "ADI 2 . 111 - MC / DF", "ARE 702764 AgR / RS", "ARE 712775 AgR / RS", "Recurso Extraordinário 697982 AgR / ES", "ARE 707176 AgR / RS", "ARE 683 . 276 AgR", "AI 716 . 102 AgR - AgR", "ARE 668 . 694 ED", "ARE n 660 . 324", "ARE 664340 RG / SC", "ADI 2 . 111 - MC / DF", "ARE 702764 AgR / RS", "ARE 712775 AgR / RS", "Recurso Extraordinário 697982 AgR / ES", "ARE 707176 AgR / RS", "ARE 683 . 276 AgR", "AI 716 . 102 AgR - AgR", "ARE 668 . 694 ED", "ARE n 660 . 324", "ARE 664340 RG / SC", "Recurso Extraordinário 584608 RG", "ARE 664340 RG / SC", "Recurso Extraordinário 584608 RG" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 543 - A DO Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "art . 543 - A do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Lei 9 . 876 / 99", "§ 8 . . . do art . 29 da Lei 8 . 213 / 91", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "artigos 5 . . . , caput , e 201 , § 7 . . . , da Constituição Federal", "§ 80 do art . 29 da Lei 8 . 213 / 91", "Lei 9 . 876 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Lei 9 . 876 / 99", "§ 8 . . . do art . 29 da Lei 8 . 213 / 91", "art . 543 - A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "artigos 5 . . . , caput , e 201 , § 7 . . . , da Constituição Federal", "§", "Lei 9 . 876 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 8 . . . do art . 29 da Lei 8 . 213 / 91", "Lei 9 . 876 / 99", "artigos 5 . . . , caput , e 201 , § 7 . . . , da Constituição Federal", "Leis 8 . 213 / 1991", "9", ".", "876", "/", "1999", "Lei n 9 . 876 / 99", "art . 2o da Lei n 9 . 876 / 99", "art . 29 , \" caput \" , incisos e parágrafos , da", "Lei n 8 . 213 / 91", "art . 201 , § § 1o e 7o , da C . 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"31", "/", "05", "/", "2012", "03", "/", "05", "/", "2012", "07", ".", "12", ".", "2011", "13", "/", "03", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "11", "/", "2012", "03", "/", "12", "/", "2012", "30", "/", "10", "/", "2012", "19", "/", "11", "/", "2012", "30", "/", "10", "/", "2012", "06", "/", "12", "/", "2012", "18", "/", "09", "/", "2012", "01", "/", "10", "/", "2012", "10", "/", "12", "/", "2012", "31", "/", "05", "/", "2012", "03", "/", "05", "/", "2012", "07", ".", "12", ".", "2011", "13", "/", "03", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de dezembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de dezembro de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "1 . . . de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "1 . . . de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "12", ".", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "876", "/", 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"/", "12", "/", "2012", "31", "/", "05", "/", "2012", "03", "/", "05", "/", "2012", "07", ".", "12", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "03", "/", "2009", "10 de dezembro de 2012", "18 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "03", "/", "2009", "10 de dezembro de 2012", "18 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 736.970 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOÃO CARLOS BOTELHO ADV.(A/S) :CIBELE CARVALHO BRAGA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838566. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 736.970 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOÃO CARLOS BOTELHO ADV.(A/S) :CIBELE CARVALHO BRAGA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 216 e 217, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838567. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 736.970 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOÃO CARLOS BOTELHO ADV.(A/S) :CIBELE CARVALHO BRAGA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 216 e 217, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório AI 736970 AGR / SP 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Discorre acerca do tema de fundo e articula com a ofensa ao § 4º do artigo 40 da Constituição Federal. Sustenta a não incidência do Verbete nº 279 da Súmula do Supremo. O Estado de São Paulo apresentou contraminuta de folhas 235 e 236, apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838567. Supremo Tribunal Federal AI 736970 AGR / SP 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Discorre acerca do tema de fundo e articula com a ofensa ao § 4º do artigo 40 da Constituição Federal. Sustenta a não incidência do Verbete nº 279 da Súmula do Supremo. O Estado de São Paulo apresentou contraminuta de folhas 235 e 236, apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 736.970 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente constituída (folha 20), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo assentou, em síntese (folha 149): Mandado de Segurança. Carcereiro Policial. Pretensão a que se lhe conceda a aposentadoria especial prevista para os policiais civis no art. 1º, I, da Lei Complementar federal nº. 51, de 1985. Inviabilidade. Não preenchimento dos demais requisitos para obtenção da aposentadoria, de que cuidou a E.C. 20/98, a cuja aplicação não se forra o impetrante. Direito líquido e certo ausente. Afastamento da extinção do feito em virtude de ilegitimidade passiva "ad causam", e, prosseguindo- se na apreciação do mérito (CPC, 515, § 3º), improvimento da pretensão. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, conduzir o Supremo ao reexame dos elementos probatórios pertinentes à comprovação dos requisitos exigidos para a concessão da aposentadoria para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838568. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 736.970 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente constituída (folha 20), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo assentou, em síntese (folha 149): Mandado de Segurança. Carcereiro Policial. Pretensão a que se lhe conceda a aposentadoria especial prevista para os policiais civis no art. 1º, I, da Lei Complementar federal nº. 51, de 1985. Inviabilidade. Não preenchimento dos demais requisitos para obtenção da aposentadoria, de que cuidou a E.C. 20/98, a cuja aplicação não se forra o impetrante. Direito líquido e certo ausente. Afastamento da extinção do feito em virtude de ilegitimidade passiva "ad causam", e, prosseguindo- se na apreciação do mérito (CPC, 515, § 3º), improvimento da pretensão. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, conduzir o Supremo ao reexame dos elementos probatórios pertinentes à comprovação dos requisitos exigidos para a concessão da aposentadoria para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 736.970 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOÃO CARLOS BOTELHO ADV.(A/S) : CIBELE CARVALHO BRAGA AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857678 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 736.970 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOÃO CARLOS BOTELHO ADV.(A/S) : CIBELE CARVALHO BRAGA AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857678 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3873502
2013-05-14T00:00:00
2013-05-29T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur231756
Número de páginas: 5. Análise: 04/06/2013, TBC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
736970
[ "LEG-FED LCP-000051 ANO-1985\r\n ART-00001 INC-00001 \r\n LEI COMPLEMENTAR" ]
AI-AgR
acordaos
AI 736970 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOÃO CARLOS BOTELHO ADV.(A/S) : CIBELE CARVALHO BRAGA AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 736.970 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOÃO CARLOS BOTELHO ADV.(A/S) :CIBELE CARVALHO BRAGA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 14 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838566. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 736.970 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOÃO CARLOS BOTELHO ADV.(A/S) :CIBELE CARVALHO BRAGA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 216 e 217, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838567. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 736.970 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOÃO CARLOS BOTELHO ADV.(A/S) :CIBELE CARVALHO BRAGA AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 216 e 217, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DO AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório AI 736970 AGR / SP 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Discorre acerca do tema de fundo e articula com a ofensa ao § 4... do artigo 40 da Constituição Federal. Sustenta a não incidência do Verbete n 279 da Súmula do Supremo. O Estado de São Paulo apresentou contraminuta de folhas 235 e 236, apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838567. Supremo Tribunal Federal AI 736970 AGR / SP 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Discorre acerca do tema de fundo e articula com a ofensa ao § 4... do artigo 40 da Constituição Federal. Sustenta a não incidência do Verbete n 279 da Súmula do Supremo. O Estado de São Paulo apresentou contraminuta de folhas 235 e 236, apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 736.970 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente constituída (folha 20), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo assentou, em síntese (folha 149): Mandado de Segurança. Carcereiro Policial. Pretensão a que se lhe conceda a aposentadoria especial prevista para os policiais civis no art. 1..., I, da Lei Complementar federal n. 51, de 1985. Inviabilidade. Não preenchimento dos demais requisitos para obtenção da aposentadoria, de que cuidou a E.C. 20/98, a cuja aplicação não se forra o impetrante. Direito líquido e certo ausente. Afastamento da extinção do feito em virtude de ilegitimidade passiva "ad causam", e, prosseguindo- se na apreciação do mérito (Código de Processo Civil, 515, § 3...), improvimento da pretensão. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, conduzir o Supremo ao reexame dos elementos probatórios pertinentes à comprovação dos requisitos exigidos para a concessão da aposentadoria para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838568. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 736.970 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente constituída (folha 20), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo assentou, em síntese (folha 149): Mandado de Segurança. Carcereiro Policial. Pretensão a que se lhe conceda a aposentadoria especial prevista para os policiais civis no art. 1..., I, da Lei Complementar federal n. 51, de 1985. Inviabilidade. Não preenchimento dos demais requisitos para obtenção da aposentadoria, de que cuidou a E.C. 20/98, a cuja aplicação não se forra o impetrante. Direito líquido e certo ausente. Afastamento da extinção do feito em virtude de ilegitimidade passiva "ad causam", e, prosseguindo- se na apreciação do mérito (Código de Processo Civil, 515, § 3...), improvimento da pretensão. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, conduzir o Supremo ao reexame dos elementos probatórios pertinentes à comprovação dos requisitos exigidos para a concessão da aposentadoria para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3838568. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 736.970 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOÃO CARLOS BOTELHO ADV.(A/S) : CIBELE CARVALHO BRAGA AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857678 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 736.970 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOÃO CARLOS BOTELHO ADV.(A/S) : CIBELE CARVALHO BRAGA AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857678 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 736 . 970", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 736 .", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "AI 736970 AGR / SP", "AI 736970 AGR / SP", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 736 .", "E", ".", "C . 20 / 98", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 736 . 970", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 736 . 970" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do artigo 40 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . , I , da Lei Complementar federal n . 51", "Código de Processo Civil , 515 , § 3 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . , I , da Lei Complementar federal n . 51", "E", ".", "C . 20 / 98", "Código de Processo Civil , 515 , § 3 . . .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", ".", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "JOÃO CARLOS BOTELHO", "CIBELE CARVALHO BRAGA", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOÃO CARLOS BOTELHO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOÃO CARLOS BOTELHO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "JOÃO CARLOS BOTELHO", "CIBELE CARVALHO BRAGA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "JOÃO CARLOS BOTELHO", "CIBELE CARVALHO BRAGA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "05", "/", "2013", "14 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "1985", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "14", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 670.532 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESMERALDA SANT ANA DE LIMA VIANA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :VIAÇÃO ITAPEMIRIM S/A ADV.(A/S) :ALBERTINO RIBEIRO COIMBRA E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO DO CONSUMIDOR. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IDOSO. NEGATIVA DE FORNECIMENTO GRATUITO DE PASSAGEM INTERESTADUAL. AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. SÚMULA 279/STF. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 17.02.2011. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543419. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 670532 AGR / DF negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 19 de março de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543419. Supremo Tribunal Federal ARE 670532 AGR / DF negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 19 de março de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543419. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 670.532 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESMERALDA SANT ANA DE LIMA VIANA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :VIAÇÃO ITAPEMIRIM S/A ADV.(A/S) :ALBERTINO RIBEIRO COIMBRA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO Contra decisão por mim proferida (fls.140-2), mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental Esmeralda Sant Ana De Lima Viana (fls. 144-5). A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento da ocorrência de violação direta da Constituição da República. Sustenta inaplicável a Súmula 279/STF ao feito, alegando que o dano experimentado decorre da própria natureza da conduta da agravada. Acordão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios disponibilizado em 17.02.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543420. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 670.532 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESMERALDA SANT ANA DE LIMA VIANA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :VIAÇÃO ITAPEMIRIM S/A ADV.(A/S) :ALBERTINO RIBEIRO COIMBRA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO Contra decisão por mim proferida (fls.140-2), mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental Esmeralda Sant Ana De Lima Viana (fls. 144-5). A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento da ocorrência de violação direta da Constituição da República. Sustenta inaplicável a Súmula 279/STF ao feito, alegando que o dano experimentado decorre da própria natureza da conduta da agravada. Acordão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios disponibilizado em 17.02.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543420. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 670.532 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 1º, III, 5º, X e XXXII e 230, § 2º, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da dignidade da pessoa humana e da defesa do consumidor e do idoso, demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie (Estatuto do Idoso e Código de Defesa do Consumidor), de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543421. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 670.532 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 1º, III, 5º, X e XXXII e 230, § 2º, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da dignidade da pessoa humana e da defesa do consumidor e do idoso, demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie (Estatuto do Idoso e Código de Defesa do Consumidor), de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 670532 AGR / DF ‘Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Impossibilidade de reexame de legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido." (STF-ARE- ED-660.894/RJ, Relator Ministro Dias Tóffoli, 1ª Turma, DJe 15.3.2012).’ ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. MAJORAÇÃO DE CONTRAPRESTAÇÃO POR MUDANÇA DE FAIXA ETÁRIA. ESTATUDO DO IDOSO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, II, E XXXVI, DA CF. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS E ANÁLISE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A apreciação dos temas constitucionais, no caso, depende do prévio exame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Defesa do Consumidor e Estatuto do Idoso). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II – A apreciação do recurso extraordinário demanda o exame de matéria de fato e a interpretação de cláusulas contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. Precedentes. III - Agravo regimental improvido." (STF-AI-AgR-766.043/PE, Relator Ministro Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 09.3.2011)’ ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543421. Supremo Tribunal Federal ARE 670532 AGR / DF ‘Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Impossibilidade de reexame de legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. Agravo regimental não provido." (STF-ARE- ED-660.894/RJ, Relator Ministro Dias Tóffoli, 1ª Turma, DJe 15.3.2012).’ ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. MAJORAÇÃO DE CONTRAPRESTAÇÃO POR MUDANÇA DE FAIXA ETÁRIA. ESTATUDO DO IDOSO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, II, E XXXVI, DA CF. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS E ANÁLISE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A apreciação dos temas constitucionais, no caso, depende do prévio exame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Defesa do Consumidor e Estatuto do Idoso). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II – A apreciação do recurso extraordinário demanda o exame de matéria de fato e a interpretação de cláusulas contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. Precedentes. III - Agravo regimental improvido." (STF-AI-AgR-766.043/PE, Relator Ministro Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 09.3.2011)’ ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 670532 AGR / DF CIVIL. DIREITO DO CONSUMIDOR. DANOS MORAIS E INDENIZAÇÃO COMPENSATÓRIA. 1. Turma recursal. Possibilidade de remissão, no acórdão, aos fundamentos da sentença. 2. Controvérsia decidida à luz do Código de Defesa do Consumidor, das provas dos autos e do contrato firmado pelas partes. Incidência das Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegada contrariedade ao art. 5º, inc. XXXV, LIV e LV, da Constituição: ofensa constitucional indireta. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento." (STF-ARE-AgR- 682.317/SP, Relator Ministro Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 1º.8.2012).’ Outrossim, o Tribunal de origem lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento no sentido de que, na espécie, não pode ser atribuída à conduta da ré – comissiva ou omissiva – a responsabilidade pelos danos extrapatrimoniais eventualmente sofridos pela autora. Nesse contexto, somente mediante o revolvimento do quadro fático delineado seria possível aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo (art. 5º, X, da Lei Maior). Inadmissível, pois, o recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/STF, segundo a qual “para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, “a”, do CPC). “ Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543421. Supremo Tribunal Federal ARE 670532 AGR / DF CIVIL. DIREITO DO CONSUMIDOR. DANOS MORAIS E INDENIZAÇÃO COMPENSATÓRIA. 1. Turma recursal. Possibilidade de remissão, no acórdão, aos fundamentos da sentença. 2. Controvérsia decidida à luz do Código de Defesa do Consumidor, das provas dos autos e do contrato firmado pelas partes. Incidência das Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegada contrariedade ao art. 5º, inc. XXXV, LIV e LV, da Constituição: ofensa constitucional indireta. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento." (STF-ARE-AgR- 682.317/SP, Relator Ministro Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 1º.8.2012).’ Outrossim, o Tribunal de origem lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento no sentido de que, na espécie, não pode ser atribuída à conduta da ré – comissiva ou omissiva – a responsabilidade pelos danos extrapatrimoniais eventualmente sofridos pela autora. Nesse contexto, somente mediante o revolvimento do quadro fático delineado seria possível aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo (art. 5º, X, da Lei Maior). Inadmissível, pois, o recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/STF, segundo a qual “para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, “a”, do CPC). “ Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 670532 AGR / DF refere ao óbice da Súmula 279 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Na espécie, o Tribunal de origem, com espeque no conjunto probatório, firmou seu convencimento, no sentido da inexistência de dano moral. Nesse contexto, a pretensão da agravante de obter decisão em sentido diverso demandaria o reexame do conjunto probatório, inviabilizado em sede de recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/STF, nesse sentido: AI 709.291-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 06.02.2009, RE 580.126-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 17.9.2012, AI 789.246-AgR/RS, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 12.4.2012, e AI 767.214-AgR/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 15.8.2011, cuja ementa segue transcrita: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO AMBIENTAL. RESPONSABILIDADE. ART. 5º, LIV E LV, DA CF. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios opostos não tiveram o condão de prequestionar a matéria, é inviável o recurso, a teor das Súmulas 282 e 356 do STF. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem faz-se necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que traz à Súmula 279 do STF. III - Agravo regimental improvido.” Da mesma forma, eventual violação reflexa da Constituição da República não viabiliza o manejo de recurso extraordinário, considerado o âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543421. Supremo Tribunal Federal ARE 670532 AGR / DF refere ao óbice da Súmula 279 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Na espécie, o Tribunal de origem, com espeque no conjunto probatório, firmou seu convencimento, no sentido da inexistência de dano moral. Nesse contexto, a pretensão da agravante de obter decisão em sentido diverso demandaria o reexame do conjunto probatório, inviabilizado em sede de recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/STF, nesse sentido: AI 709.291-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 06.02.2009, RE 580.126-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 17.9.2012, AI 789.246-AgR/RS, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 12.4.2012, e AI 767.214-AgR/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 15.8.2011, cuja ementa segue transcrita: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO AMBIENTAL. RESPONSABILIDADE. ART. 5º, LIV E LV, DA CF. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios opostos não tiveram o condão de prequestionar a matéria, é inviável o recurso, a teor das Súmulas 282 e 356 do STF. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem faz-se necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que traz à Súmula 279 do STF. III - Agravo regimental improvido.” Da mesma forma, eventual violação reflexa da Constituição da República não viabiliza o manejo de recurso extraordinário, considerado o âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 670532 AGR / DF É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543421. Supremo Tribunal Federal ARE 670532 AGR / DF É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 670.532 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESMERALDA SANT ANA DE LIMA VIANA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) : VIAÇÃO ITAPEMIRIM S/A ADV.(A/S) : ALBERTINO RIBEIRO COIMBRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604728 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 670.532 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESMERALDA SANT ANA DE LIMA VIANA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) : VIAÇÃO ITAPEMIRIM S/A ADV.(A/S) : ALBERTINO RIBEIRO COIMBRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604728 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3626438
2013-03-19T00:00:00
2013-04-11T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO DO CONSUMIDOR. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IDOSO. NEGATIVA DE FORNECIMENTO GRATUITO DE PASSAGEM INTERESTADUAL. AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. SÚMULA 279/STF. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 17.02.2011. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo conhecido e não provido.
sjur227794
- Acórdão (s) citado (s): (SÚMULA 279) AI 709291 AgR (1ªT), RE 580126 AgR (2ªT), AI 789246 AgR (2ªT), AI 767214 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 24/05/2013, BMB.
ROSA WEBER
Primeira Turma
670532
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 670532 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESMERALDA SANT ANA DE LIMA VIANA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) : VIAÇÃO ITAPEMIRIM S/A ADV.(A/S) : ALBERTINO RIBEIRO COIMBRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EZEQUIEL DE MELO CAMPOS FILHO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 670.532 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESMERALDA SANT ANA DE LIMA VIANA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :VIAÇÃO ITAPEMIRIM S/A ADV.(A/S) :ALBERTINO RIBEIRO COIMBRA E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO DO CONSUMIDOR. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IDOSO. NEGATIVA DE FORNECIMENTO GRATUITO DE PASSAGEM INTERESTADUAL. AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 17.02.2011. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543419. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 670532 AGR / DF negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 19 de março de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543419. Supremo Tribunal Federal ARE 670532 AGR / DF negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 19 de março de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543419. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 670.532 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESMERALDA SANT ANA DE LIMA VIANA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :VIAÇÃO ITAPEMIRIM S/A ADV.(A/S) :ALBERTINO RIBEIRO COIMBRA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO Contra decisão por mim proferida (fls.140-2), mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental Esmeralda Sant Ana De Lima Viana (fls. 144-5). A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento da ocorrência de violação direta da Constituição da República. Sustenta inaplicável a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal ao feito, alegando que o dano experimentado decorre da própria natureza da conduta da agravada. Acordão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios disponibilizado em 17.02.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543420. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 670.532 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ESMERALDA SANT ANA DE LIMA VIANA ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) :VIAÇÃO ITAPEMIRIM S/A ADV.(A/S) :ALBERTINO RIBEIRO COIMBRA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO Contra decisão por mim proferida (fls.140-2), mediante a qual negado seguimento a seu recurso extraordinário, maneja agravo regimental Esmeralda Sant Ana De Lima Viana (fls. 144-5). A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento da ocorrência de violação direta da Constituição da República. Sustenta inaplicável a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal ao feito, alegando que o dano experimentado decorre da própria natureza da conduta da agravada. Acordão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios disponibilizado em 17.02.2011. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543420. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 670.532 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 1..., III, 5..., X e XXXII e 230, § 2..., da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da dignidade da pessoa humana e da defesa do consumidor e do idoso, demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie (Estatuto do Idoso e Código de Defesa do Consumidor), de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543421. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 670.532 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 1..., III, 5..., X e XXXII e 230, § 2..., da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da dignidade da pessoa humana e da defesa do consumidor e do idoso, demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie (Estatuto do Idoso e Código de Defesa do Consumidor), de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 670532 AGR / DF ‘Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Impossibilidade de reexame de legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido." (Supremo Tribunal Federal-ARE- ED-660.894/RJ, Relator Ministro Dias Tóffoli, 1... Turma, DJe 15.3.2012).’ ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. MAJORAÇÃO DE CONTRAPRESTAÇÃO POR MUDANÇA DE FAIXA ETÁRIA. ESTATUDO DO IDOSO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., II, E XXXVI, DA Constituição Federal de 1988. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS E ANÁLISE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A apreciação dos temas constitucionais, no caso, depende do prévio exame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Defesa do Consumidor e Estatuto do Idoso). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II – A apreciação do recurso extraordinário demanda o exame de matéria de fato e a interpretação de cláusulas contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - Agravo regimental improvido." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-766.043/PE, Relator Ministro Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 09.3.2011)’ ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543421. Supremo Tribunal Federal ARE 670532 AGR / DF ‘Embargos de declaração no recurso extraordinário com agravo. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Impossibilidade de reexame de legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido." (Supremo Tribunal Federal-ARE- ED-660.894/RJ, Relator Ministro Dias Tóffoli, 1... Turma, DJe 15.3.2012).’ ‘AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO DO CONSUMIDOR. PLANO DE SAÚDE. MAJORAÇÃO DE CONTRAPRESTAÇÃO POR MUDANÇA DE FAIXA ETÁRIA. ESTATUDO DO IDOSO. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., II, E XXXVI, DA Constituição Federal de 1988. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS E ANÁLISE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A apreciação dos temas constitucionais, no caso, depende do prévio exame da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Defesa do Consumidor e Estatuto do Idoso). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II – A apreciação do recurso extraordinário demanda o exame de matéria de fato e a interpretação de cláusulas contratuais, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - Agravo regimental improvido." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-766.043/PE, Relator Ministro Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 09.3.2011)’ ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 670532 AGR / DF CIVIL. DIREITO DO CONSUMIDOR. DANOS MORAIS E INDENIZAÇÃO COMPENSATÓRIA. 1. Turma recursal. Possibilidade de remissão, no acórdão, aos fundamentos da sentença. 2. Controvérsia decidida à luz do Código de Defesa do Consumidor, das provas dos autos e do contrato firmado pelas partes. Incidência das Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegada contrariedade ao art. 5..., inc. XXXV, LIV e LV, da Constituição: ofensa constitucional indireta. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento." (Supremo Tribunal Federal-ARE-AgR- 682.317/SP, Relator Ministro Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 1....8.2012).’ Outrossim, o Tribunal de origem lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento no sentido de que, na espécie, não pode ser atribuída à conduta da ré – comissiva ou omissiva – a responsabilidade pelos danos extrapatrimoniais eventualmente sofridos pela autora. Nesse contexto, somente mediante o revolvimento do quadro fático delineado seria possível aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo (art. 5..., X, da Lei Maior). Inadmissível, pois, o recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, segundo a qual “para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, “a”, do Código de Processo Civil). “ Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543421. Supremo Tribunal Federal ARE 670532 AGR / DF CIVIL. DIREITO DO CONSUMIDOR. DANOS MORAIS E INDENIZAÇÃO COMPENSATÓRIA. 1. Turma recursal. Possibilidade de remissão, no acórdão, aos fundamentos da sentença. 2. Controvérsia decidida à luz do Código de Defesa do Consumidor, das provas dos autos e do contrato firmado pelas partes. Incidência das Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 3. Alegada contrariedade ao art. 5..., inc. XXXV, LIV e LV, da Constituição: ofensa constitucional indireta. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento." (Supremo Tribunal Federal-ARE-AgR- 682.317/SP, Relator Ministro Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 1....8.2012).’ Outrossim, o Tribunal de origem lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento no sentido de que, na espécie, não pode ser atribuída à conduta da ré – comissiva ou omissiva – a responsabilidade pelos danos extrapatrimoniais eventualmente sofridos pela autora. Nesse contexto, somente mediante o revolvimento do quadro fático delineado seria possível aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo (art. 5..., X, da Lei Maior). Inadmissível, pois, o recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, segundo a qual “para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, “a”, do Código de Processo Civil). “ Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 670532 AGR / DF refere ao óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Na espécie, o Tribunal de origem, com espeque no conjunto probatório, firmou seu convencimento, no sentido da inexistência de dano moral. Nesse contexto, a pretensão da agravante de obter decisão em sentido diverso demandaria o reexame do conjunto probatório, inviabilizado em sede de recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, nesse sentido: AI 709.291-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 06.02.2009, Recurso Extraordinário 580.126-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 17.9.2012, AI 789.246-AgR/RS, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 12.4.2012, e AI 767.214-AgR/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 15.8.2011, cuja ementa segue transcrita: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO AMBIENTAL. RESPONSABILIDADE. ART. 5..., LIV E LV, DA Constituição Federal de 1988. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios opostos não tiveram o condão de prequestionar a matéria, é inviável o recurso, a teor das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem faz-se necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que traz à Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido.” Da mesma forma, eventual violação reflexa da Constituição da República não viabiliza o manejo de recurso extraordinário, considerado o âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543421. Supremo Tribunal Federal ARE 670532 AGR / DF refere ao óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Na espécie, o Tribunal de origem, com espeque no conjunto probatório, firmou seu convencimento, no sentido da inexistência de dano moral. Nesse contexto, a pretensão da agravante de obter decisão em sentido diverso demandaria o reexame do conjunto probatório, inviabilizado em sede de recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, nesse sentido: AI 709.291-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 06.02.2009, Recurso Extraordinário 580.126-AgR/SP, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 17.9.2012, AI 789.246-AgR/RS, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 12.4.2012, e AI 767.214-AgR/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 15.8.2011, cuja ementa segue transcrita: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO AMBIENTAL. RESPONSABILIDADE. ART. 5..., LIV E LV, DA Constituição Federal de 1988. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios opostos não tiveram o condão de prequestionar a matéria, é inviável o recurso, a teor das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem faz-se necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que traz à Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido.” Da mesma forma, eventual violação reflexa da Constituição da República não viabiliza o manejo de recurso extraordinário, considerado o âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 670532 AGR / DF É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543421. Supremo Tribunal Federal ARE 670532 AGR / DF É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3543421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 670.532 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESMERALDA SANT ANA DE LIMA VIANA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) : VIAÇÃO ITAPEMIRIM S/A ADV.(A/S) : ALBERTINO RIBEIRO COIMBRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604728 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 670.532 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ESMERALDA SANT ANA DE LIMA VIANA ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) : VIAÇÃO ITAPEMIRIM S/A ADV.(A/S) : ALBERTINO RIBEIRO COIMBRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604728 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 670 . 532", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE", "ARE 670532", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 636", "SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "AgR", "-", "766", ".", "043", "/", "PE", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "ED", "-", "660", ".", "894", "/", "RJ", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279", "AI", "-", "AgR", "-", "766", ".", "043", "/", "PE", "Súmulas n . 279", "ARE", "-", "AgR", "-", "682", ".", "317", "/", "SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 670532", "Súmulas n . 279", "ARE", "-", "AgR", "-", "682 .", "317 / SP", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 709 . 291 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 580 . 126 - AgR / SP", "AI 789 . 246 - AgR / RS", "AI 767 . 214 - AgR / SP", "SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 670532 AGR / DF", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 709 . 291 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 580 . 126 - AgR / SP", "AI 789 . 246 - AgR / RS", "AI 767 . 214 - AgR / SP", "SÚMULAS 282", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 670532" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Maior", "Estatuto do Idoso", "Código de Defesa do Consumidor", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 1 . . . , III , 5 . . . , X e XXXII e 230 , § 2 . . . , da Lei Maior", "Estatuto do Idoso", "Código de Defesa do Consumidor", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , II , E XXXVI , DA Constituição Federal de 1988", "Código de Defesa do Consumidor", "Estatuto do", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , II , E XXXVI , DA Constituição Federal de 1988", "Código de Defesa do Consumidor", "Estatuto do Idoso", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "art . 5 . . . , inc . XXXV , LIV e LV , da Constituição", "art . 5 . . . , X , da Lei Maior", "Constituição da República", "art . 544 , § 4 . . . , II , “ a ” , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "art . 5 . . . , X , da Lei Maior", "Constituição da República", "art . 544 , § 4 . . . , II , “ a ” , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , LIV E LV , DA Constituição Federal de 1988", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , LIV E LV , DA Constituição Federal de 1988", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "VIAÇÃO ITAPEMIRIM S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/", "DF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "VIAÇÃO ITAPEMIRIM S / A", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA", "TURMA", "VIAÇÃO ITAPEMIRIM S / A", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "ARE", "-", "ED", "-", "660", "894", "/", "RJ", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "DF", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", "2", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", "2", "2", "1", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "VIAÇÃO ITAPEMIRIM S / A", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "VIAÇÃO ITAPEMIRIM S / A", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "ESMERALDA SANT ANA DE LIMA VIANA", "ALBERTINO RIBEIRO COIMBRA", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "ESMERALDA SANT ANA DE LIMA VIANA", "ALBERTINO RIBEIRO COIMBRA", "Esmeralda Sant Ana De Lima Viana", "ROSA WEBER", "ESMERALDA SANT ANA DE LIMA VIANA", "ALBERTINO RIBEIRO COIMBRA", "Esmeralda Sant Ana De Lima Viana", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Dias Tóffoli", "Ricardo Lewandowski", "Dias Tóffoli", "Ricardo Lewandowski", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "ESMERALDA SANT ANA DE LIMA VIANA", "ALBERTINO RIBEIRO COIMBRA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "ESMERALDA SANT ANA DE LIMA VIANA", "ALBERTINO RIBEIRO COIMBRA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "03", "/", "2013", "17", ".", "02", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "17", ".", "02", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "17", ".", "02", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "3", ".", "2012", "09", ".", "3", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", ".", "3", ".", "2012", "09", ".", "3", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", ".", ".", ".", "8", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", ".", ".", "8", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "02", ".", "2009", "17", ".", "9", ".", "2012", "12", ".", "4", ".", "2012", "15", ".", "8", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "02", ".", "2009", "17", ".", "9", ".", "2012", "12", ".", "4", ".", "2012", "15", ".", "8", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 309.158 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL - HSPM ADVDA. :MARIA AMELIA CAMPOLIM DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :SANDRA REGINA PIRONI E OUTROS ADVDOS. :ELAINE TREVISANI MOREIRA E OUTROS EMENTA: ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE. LEIS MUNICIPAIS 10.688/88, 10.722/95 E 11.722/95. MODIFICAÇÃO DO CRITÉRIO DE REAJUSTE SALARIAL NO MESMO MÊS DA EDIÇÃO DA NOVA NORMA, EM PREJUÍZO DO ÍNDICE PREVISTO PARA ESSE PERÍODO NAS LEIS REVOGADAS. OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. RE 258.980/SP (REL. MIN. ILMAR GALVÃO, TRIBUNAL PLENO, DJE. 06/06/2003). EMPREGADOS REGIDOS PELO REGIME ESTATUTÁRIO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. INVIABILIDADE. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830057. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão RE 309158 AGR / SP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830057. Supremo Tribunal Federal RE 309158 AGR / SP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 309.158 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL - HSPM ADVDA. :MARIA AMELIA CAMPOLIM DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :SANDRA REGINA PIRONI E OUTROS ADVDOS. :ELAINE TREVISANI MOREIRA E OUTROS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao fundamento de que o art. 2º da Lei municipal 11.722/95 é inconstitucional, pois, ao retroagir seu critério de reajustamento salarial para o mesmo mês de sua edição, em prejuízo de índice superior previsto nas normas então vigentes, violou o princípio da irredutibilidade de vencimentos. Sustenta a parte agravante que: (a) “a lide gira em torno de dissídio individual, entre empregado e empregador, demonstrando-se, portanto, que a esfera competente para julgamento é a justiça do trabalho” (fl. 479); (b) “os autores, ora agravados, são todos empregados da ré e contratados, sob o império das leis do trabalho, conforme confessam na inicial” (fl. 482); e (c) os empregados, “ao assinarem o contrato de trabalho tomam conhecimento, cláusula 6ª, que também trabalham na Autarquia funcionários públicos comissionados, sob regime estatutário” (fl. 482). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830058. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 309.158 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL - HSPM ADVDA. :MARIA AMELIA CAMPOLIM DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :SANDRA REGINA PIRONI E OUTROS ADVDOS. :ELAINE TREVISANI MOREIRA E OUTROS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao fundamento de que o art. 2º da Lei municipal 11.722/95 é inconstitucional, pois, ao retroagir seu critério de reajustamento salarial para o mesmo mês de sua edição, em prejuízo de índice superior previsto nas normas então vigentes, violou o princípio da irredutibilidade de vencimentos. Sustenta a parte agravante que: (a) “a lide gira em torno de dissídio individual, entre empregado e empregador, demonstrando-se, portanto, que a esfera competente para julgamento é a justiça do trabalho” (fl. 479); (b) “os autores, ora agravados, são todos empregados da ré e contratados, sob o império das leis do trabalho, conforme confessam na inicial” (fl. 482); e (c) os empregados, “ao assinarem o contrato de trabalho tomam conhecimento, cláusula 6ª, que também trabalham na Autarquia funcionários públicos comissionados, sob regime estatutário” (fl. 482). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 309.158 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: Trata-se de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que entendeu ofender o princípio do direito adquirido o fato de a Lei municipal n° 11.722/95, que substituiu as Leis municipais nos 10.688/88 e 10.722/95, haver determinado aplicação de critério de reajustamento novo para o mesmo mês de sua edição, em prejuízo de reajuste anteriormente previsto nas leis revogadas. O Plenário desta Corte, na assentada de 10/04/2003, quando do julgamento do RE 258.980, Relator o eminente Ministro Ilmar Galvão, declarou, por unanimidade, a inconstitucionalidade do art. 2o e da expressão “retroagindo os efeitos do disposto no art. 1o a 1o de fevereiro de 1995”, contida no art. 7o da Lei nova, por ofensa ao princípio constitucional da irredutibilidade de vencimentos. Mais recentemente, em 06/08/2003, no julgamento do RE 298.694, Relator o eminente Ministro Sepúlveda Pertence, examinando caso análogo ao do precedente mencionado, entendeu esta Corte ser possível, no exame do recurso extraordinário interposto pela alínea “a”, “manter o dispositivo do acórdão recorrido, ainda que por fundamento diverso daquele que o tenha lastreado”. No caso, com maior razão justificar-se-ia tal entendimento, em virtude da natureza do princípio da irredutibilidade de vencimentos, interpretada como modalidade qualificada da garantia do direito adquirido. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830059. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 309.158 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: Trata-se de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que entendeu ofender o princípio do direito adquirido o fato de a Lei municipal n° 11.722/95, que substituiu as Leis municipais nos 10.688/88 e 10.722/95, haver determinado aplicação de critério de reajustamento novo para o mesmo mês de sua edição, em prejuízo de reajuste anteriormente previsto nas leis revogadas. O Plenário desta Corte, na assentada de 10/04/2003, quando do julgamento do RE 258.980, Relator o eminente Ministro Ilmar Galvão, declarou, por unanimidade, a inconstitucionalidade do art. 2o e da expressão “retroagindo os efeitos do disposto no art. 1o a 1o de fevereiro de 1995”, contida no art. 7o da Lei nova, por ofensa ao princípio constitucional da irredutibilidade de vencimentos. Mais recentemente, em 06/08/2003, no julgamento do RE 298.694, Relator o eminente Ministro Sepúlveda Pertence, examinando caso análogo ao do precedente mencionado, entendeu esta Corte ser possível, no exame do recurso extraordinário interposto pela alínea “a”, “manter o dispositivo do acórdão recorrido, ainda que por fundamento diverso daquele que o tenha lastreado”. No caso, com maior razão justificar-se-ia tal entendimento, em virtude da natureza do princípio da irredutibilidade de vencimentos, interpretada como modalidade qualificada da garantia do direito adquirido. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 309158 AGR / SP da decisão agravada. 2. Ademais, quanto à alegação da parte agravante de que a Justiça Comum seria incompetente para julgar a lide, tendo em vista que os empregados contratados não seriam regidos pelo regime estatutário, o acórdão recorrido afirmou que se “cuida de questão de cunho funcional, decorrente de vínculo estatutário, não se aplicando a legislação social (CLT)” (fl. 297). Assim, refutar essas afirmações demanda a reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula 279 do STF. Por fim, a parte recorrente fundamenta suas alegações quanto a esse ponto na Lei Municipal 10.287/87, o que demandaria análise de direito local, fazendo incidir o óbice constante da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal (“por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”). 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830059. Supremo Tribunal Federal RE 309158 AGR / SP da decisão agravada. 2. Ademais, quanto à alegação da parte agravante de que a Justiça Comum seria incompetente para julgar a lide, tendo em vista que os empregados contratados não seriam regidos pelo regime estatutário, o acórdão recorrido afirmou que se “cuida de questão de cunho funcional, decorrente de vínculo estatutário, não se aplicando a legislação social (CLT)” (fl. 297). Assim, refutar essas afirmações demanda a reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula 279 do STF. Por fim, a parte recorrente fundamenta suas alegações quanto a esse ponto na Lei Municipal 10.287/87, o que demandaria análise de direito local, fazendo incidir o óbice constante da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal (“por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”). 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 309.158 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL - HSPM ADVDA. : MARIA AMELIA CAMPOLIM DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : SANDRA REGINA PIRONI E OUTROS ADVDOS. : ELAINE TREVISANI MOREIRA E OUTROS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849804 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 309.158 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL - HSPM ADVDA. : MARIA AMELIA CAMPOLIM DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : SANDRA REGINA PIRONI E OUTROS ADVDOS. : ELAINE TREVISANI MOREIRA E OUTROS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849804 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3883067
2013-05-14T00:00:00
2013-05-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 14.05.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE. LEIS MUNICIPAIS 10.688/88, 10.722/95 E 11.722/95. MODIFICAÇÃO DO CRITÉRIO DE REAJUSTE SALARIAL NO MESMO MÊS DA EDIÇÃO DA NOVA NORMA, EM PREJUÍZO DO ÍNDICE PREVISTO PARA ESSE PERÍODO NAS LEIS REVOGADAS. OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. RE 258.980/SP (REL. MIN. ILMAR GALVÃO, TRIBUNAL PLENO, DJE. 06/06/2003). EMPREGADOS REGIDOS PELO REGIME ESTATUTÁRIO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. INVIABILIDADE. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur231714
- Acórdão (s) citado (s): (OFENSA, PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DOS VENCIMENTOS) RE 258980 (TP). Número de páginas: 6. Análise: 12/06/2013, BMB.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
309158
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-MUN LEI-010287 ANO-1987\r\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, SP\r\n\r\n", "LEG-MUN LEI-010688 ANO-1988\r\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, SP\r\n\r\n", "LEG-MUN LEI-010722 ANO-1995\r\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, SP\r\n\r\n", "LEG-MUN LEI-011722 ANO-1995\r\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, SP" ]
RE-AgR
acordaos
RE 309158 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL - HSPM ADVDA. : MARIA AMELIA CAMPOLIM DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : SANDRA REGINA PIRONI E OUTROS ADVDOS. : ELAINE TREVISANI MOREIRA E OUTROS
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Ementa e Acórdão 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 309.158 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL - HSPM ADVDA. :MARIA AMELIA CAMPOLIM DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :SANDRA REGINA PIRONI E OUTROS ADVDOS. :ELAINE TREVISANI MOREIRA E OUTROS EMENTA: ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO. REAJUSTE. LEIS MUNICIPAIS 10.688/88, 10.722/95 E 11.722/95. MODIFICAÇÃO DO CRITÉRIO DE REAJUSTE SALARIAL NO MESMO MÊS DA EDIÇÃO DA NOVA NORMA, EM PREJUÍZO DO ÍNDICE PREVISTO PARA ESSE PERÍODO NAS LEIS REVOGADAS. OFENSA AO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS. Recurso Extraordinário 258.980/SP (REL. MIN. ILMAR GALVÃO, TRIBUNAL PLENO, DJE. 06/06/2003). EMPREGADOS REGIDOS PELO REGIME ESTATUTÁRIO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM. ANÁLISE DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. INVIABILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830057. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 309158 AGR / SP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830057. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 309158 AGR / SP Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 309.158 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL - HSPM ADVDA. :MARIA AMELIA CAMPOLIM DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :SANDRA REGINA PIRONI E OUTROS ADVDOS. :ELAINE TREVISANI MOREIRA E OUTROS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao fundamento de que o art. 2... da Lei municipal 11.722/95 é inconstitucional, pois, ao retroagir seu critério de reajustamento salarial para o mesmo mês de sua edição, em prejuízo de índice superior previsto nas normas então vigentes, violou o princípio da irredutibilidade de vencimentos. Sustenta a parte agravante que: (a) “a lide gira em torno de dissídio individual, entre empregado e empregador, demonstrando-se, portanto, que a esfera competente para julgamento é a justiça do trabalho” (fl. 479); (b) “os autores, ora agravados, são todos empregados da ré e contratados, sob o império das leis do trabalho, conforme confessam na inicial” (fl. 482); e (c) os empregados, “ao assinarem o contrato de trabalho tomam conhecimento, cláusula 6..., que também trabalham na Autarquia funcionários públicos comissionados, sob regime estatutário” (fl. 482). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830058. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 309.158 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL - HSPM ADVDA. :MARIA AMELIA CAMPOLIM DE ALMEIDA AGDO.(A/S) :SANDRA REGINA PIRONI E OUTROS ADVDOS. :ELAINE TREVISANI MOREIRA E OUTROS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao fundamento de que o art. 2... da Lei municipal 11.722/95 é inconstitucional, pois, ao retroagir seu critério de reajustamento salarial para o mesmo mês de sua edição, em prejuízo de índice superior previsto nas normas então vigentes, violou o princípio da irredutibilidade de vencimentos. Sustenta a parte agravante que: (a) “a lide gira em torno de dissídio individual, entre empregado e empregador, demonstrando-se, portanto, que a esfera competente para julgamento é a justiça do trabalho” (fl. 479); (b) “os autores, ora agravados, são todos empregados da ré e contratados, sob o império das leis do trabalho, conforme confessam na inicial” (fl. 482); e (c) os empregados, “ao assinarem o contrato de trabalho tomam conhecimento, cláusula 6..., que também trabalham na Autarquia funcionários públicos comissionados, sob regime estatutário” (fl. 482). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830058. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 309.158 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: Trata-se de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que entendeu ofender o princípio do direito adquirido o fato de a Lei municipal n 11.722/95, que substituiu as Leis municipais nos 10.688/88 e 10.722/95, haver determinado aplicação de critério de reajustamento novo para o mesmo mês de sua edição, em prejuízo de reajuste anteriormente previsto nas leis revogadas. O Plenário desta Corte, na assentada de 10/04/2003, quando do julgamento do Recurso Extraordinário 258.980, Relator o eminente Ministro Ilmar Galvão, declarou, por unanimidade, a inconstitucionalidade do art. 2o e da expressão “retroagindo os efeitos do disposto no art. 1o a 1o de fevereiro de 1995”, contida no art. 7o da Lei nova, por ofensa ao princípio constitucional da irredutibilidade de vencimentos. Mais recentemente, em 06/08/2003, no julgamento do Recurso Extraordinário 298.694, Relator o eminente Ministro Sepúlveda Pertence, examinando caso análogo ao do precedente mencionado, entendeu esta Corte ser possível, no exame do recurso extraordinário interposto pela alínea “a”, “manter o dispositivo do acórdão recorrido, ainda que por fundamento diverso daquele que o tenha lastreado”. No caso, com maior razão justificar-se-ia tal entendimento, em virtude da natureza do princípio da irredutibilidade de vencimentos, interpretada como modalidade qualificada da garantia do direito adquirido. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830059. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 309.158 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: Trata-se de recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que entendeu ofender o princípio do direito adquirido o fato de a Lei municipal n 11.722/95, que substituiu as Leis municipais nos 10.688/88 e 10.722/95, haver determinado aplicação de critério de reajustamento novo para o mesmo mês de sua edição, em prejuízo de reajuste anteriormente previsto nas leis revogadas. O Plenário desta Corte, na assentada de 10/04/2003, quando do julgamento do Recurso Extraordinário 258.980, Relator o eminente Ministro Ilmar Galvão, declarou, por unanimidade, a inconstitucionalidade do art. 2o e da expressão “retroagindo os efeitos do disposto no art. 1o a 1o de fevereiro de 1995”, contida no art. 7o da Lei nova, por ofensa ao princípio constitucional da irredutibilidade de vencimentos. Mais recentemente, em 06/08/2003, no julgamento do Recurso Extraordinário 298.694, Relator o eminente Ministro Sepúlveda Pertence, examinando caso análogo ao do precedente mencionado, entendeu esta Corte ser possível, no exame do recurso extraordinário interposto pela alínea “a”, “manter o dispositivo do acórdão recorrido, ainda que por fundamento diverso daquele que o tenha lastreado”. No caso, com maior razão justificar-se-ia tal entendimento, em virtude da natureza do princípio da irredutibilidade de vencimentos, interpretada como modalidade qualificada da garantia do direito adquirido. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 309158 AGR / SP da decisão agravada. 2. Ademais, quanto à alegação da parte agravante de que a Justiça Comum seria incompetente para julgar a lide, tendo em vista que os empregados contratados não seriam regidos pelo regime estatutário, o acórdão recorrido afirmou que se “cuida de questão de cunho funcional, decorrente de vínculo estatutário, não se aplicando a legislação social (Consolidação das Leis do Trabalho)” (fl. 297). Assim, refutar essas afirmações demanda a reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Por fim, a parte recorrente fundamenta suas alegações quanto a esse ponto na Lei Municipal 10.287/87, o que demandaria análise de direito local, fazendo incidir o óbice constante da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal (“por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”). 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830059. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 309158 AGR / SP da decisão agravada. 2. Ademais, quanto à alegação da parte agravante de que a Justiça Comum seria incompetente para julgar a lide, tendo em vista que os empregados contratados não seriam regidos pelo regime estatutário, o acórdão recorrido afirmou que se “cuida de questão de cunho funcional, decorrente de vínculo estatutário, não se aplicando a legislação social (Consolidação das Leis do Trabalho)” (fl. 297). Assim, refutar essas afirmações demanda a reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Por fim, a parte recorrente fundamenta suas alegações quanto a esse ponto na Lei Municipal 10.287/87, o que demandaria análise de direito local, fazendo incidir o óbice constante da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal (“por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”). 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830059. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 14/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 309.158 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL - HSPM ADVDA. : MARIA AMELIA CAMPOLIM DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : SANDRA REGINA PIRONI E OUTROS ADVDOS. : ELAINE TREVISANI MOREIRA E OUTROS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849804 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 309.158 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL - HSPM ADVDA. : MARIA AMELIA CAMPOLIM DE ALMEIDA AGDO.(A/S) : SANDRA REGINA PIRONI E OUTROS ADVDOS. : ELAINE TREVISANI MOREIRA E OUTROS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849804 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 309 . 158", "Recurso Extraordinário 258 . 980 / SP", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 309 . 158", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 309 . 158 SÃO", "Recurso Extraordinário 258 . 980", "Recurso Extraordinário 298 . 694", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 309 . 158", "Recurso Extraordinário 258 . 980", "Recurso Extraordinário 298 . 694", "Recurso Extraordinário 309158 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 309158 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 309 . 158", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 309 . 158" ], "LEGISLACAO": [ "LEIS MUNICIPAIS 10 . 688 / 88", "10", ".", "722", "/", "95", "11", ".", "722", "/", "95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Lei municipal 11 . 722 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 2 . . . da Lei municipal 11 . 722 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei municipal n 11 . 722 / 95", "Leis municipais nos 10 . 688 / 88", "10", ".", "722", "/", "95", "Medida Provisória n 2 . 200", "Lei municipal n 11 . 722 / 95", "Leis municipais nos 10 . 688 / 88", "10", ".", "722", "/", "95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Lei Municipal 10 . 287 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Consolidação das Leis do Trabalho", "Lei Municipal 10 . 287 / 87", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL", "HSPM", "TRIBUNAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL", "HSPM", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL", "HSPM", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "HOSPITAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "HOSPITAL DO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "MARIA AMELIA CAMPOLIM DE ALMEIDA", "SANDRA REGINA PIRONI", "ELAINE TREVISANI MOREIRA", "ILMAR GALVÃO", "CÁRMEN LÚCIA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MARIA AMELIA CAMPOLIM DE ALMEIDA", "SANDRA REGINA PIRONI", "ELAINE TREVISANI MOREIRA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MARIA AMELIA CAMPOLIM DE ALMEIDA", "SANDRA REGINA PIRONI", "ELAINE TREVISANI MOREIRA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Ilmar Galvão", "Sepúlveda Pertence", "TEORI ZAVASCKI", "Ilmar Galvão", "Sepúlveda Pertence", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MARIA AMELIA CAMPOLIM DE ALMEIDA", "SANDRA REGINA PIRONI", "ELAINE TREVISANI MOREIRA", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Mário José Gisi . Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "MARIA AMELIA CAMPOLIM DE ALMEIDA", "SANDRA REGINA PIRONI", "ELAINE TREVISANI MOREIRA", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Mário José Gisi . Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "14", "/", "05", "/", "2013", "06", "/", "06", "/", "2003", "14 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "10", "/", "04", "/", "2003", "1o de fevereiro de 1995", "06", "/", "08", "/", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "10", "/", "04", "/", "2003", "1o de fevereiro de 1995", "06", "/", "08", "/", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "14", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 591.426 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :SATIPEL INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :PATRÍCIA GUIMARÃES HERNANDEZ E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGRAVO REGIMENTAL – MULTA – INSUBSISTÊNCIA. Uma vez afastada a premissa alusiva ao caráter protelatório do agravo regimental, impõe-se declarar a insubsistência da multa, procedendo-se à autorização do levantamento. Embargos de declaração acolhidos parcialmente. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em prover parcialmente os embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598743. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 591.426 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :SATIPEL INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :PATRÍCIA GUIMARÃES HERNANDEZ E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma negou acolhida a pedido formulado em agravo, ante fundamentos assim resumidos (folha 619): RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MOLDURA FÁTICA. Na apreciação do enquadramento do recurso extraordinário em um dos permissivos constitucionais, parte-se da moldura fática delineada pela Corte de origem. Impossível é pretender substituí-la para, a partir de fundamentos diversos, chegar-se a conclusão sobre a ofensa a dispositivo da Lei Básica Federal. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. Na peça de folha 626 a 629, a embargante aponta omissão no julgado Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598744. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 591.426 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :SATIPEL INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :PATRÍCIA GUIMARÃES HERNANDEZ E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma negou acolhida a pedido formulado em agravo, ante fundamentos assim resumidos (folha 619): RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MOLDURA FÁTICA. Na apreciação do enquadramento do recurso extraordinário em um dos permissivos constitucionais, parte-se da moldura fática delineada pela Corte de origem. Impossível é pretender substituí-la para, a partir de fundamentos diversos, chegar-se a conclusão sobre a ofensa a dispositivo da Lei Básica Federal. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. Na peça de folha 626 a 629, a embargante aponta omissão no julgado Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598744. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 591426 AGR-ED / RS quanto ao exame da inconstitucionalidade do artigo 120 da Lei nº 8.213/91, diante dos artigos 7º, inciso XXVIII, 201, inciso I, da Constituição Federal. Assevera não ter recorrido de má-fé e pleiteia a revogação da condenação à multa por litigância de má-fé. A parte embargada, instada a se manifestar, não apresentou contrarrazões (certidão de folha 638). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598744. Supremo Tribunal Federal RE 591426 AGR-ED / RS quanto ao exame da inconstitucionalidade do artigo 120 da Lei nº 8.213/91, diante dos artigos 7º, inciso XXVIII, 201, inciso I, da Constituição Federal. Assevera não ter recorrido de má-fé e pleiteia a revogação da condenação à multa por litigância de má-fé. A parte embargada, instada a se manifestar, não apresentou contrarrazões (certidão de folha 638). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598744. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 591.426 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada, foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Esclareço que o julgamento da apelação foi interrompido para o exame, pela Corte Especial, de inconstitucionalidade do artigo 120 da Lei nº 8.213/91. O Colegiado, no entanto, veio a rejeitar a arguição, ante fundamentos assim resumidos (folha 273): CONSTITUCIONAL. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INEXISTÊNCIA DE INCOMPATIBILIDADE ENTRE OS ARTS. 120 DA LEI N° 8.213/91 E 7º, XXVIII, DA CF. Inocorre a inconstitucionalidade do art. 120 da Lei nº 8.213/91 (Art. 120. Nos casos de negligência quanto às normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicadas para a proteção individual e coletiva, a Previdência Social proporá ação regressiva contra os responsáveis.) em face da disposição constitucional do art. 7º, XXVIII, da CF (Art. 7º. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XXXVIII – seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;), pois que, cuidando-se de prestações de natureza diversa e a título próprio, inexiste incompatibilidade entre os ditos preceitos. Interpretação conforme a Constituição. Votos vencidos que acolhiam ante a verificação da dupla responsabilidade pelo mesmo fato. Arguição rejeitada, por maioria. O processo foi, então, devolvido a Terceira Turma que, partindo do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598745. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 591.426 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada, foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Esclareço que o julgamento da apelação foi interrompido para o exame, pela Corte Especial, de inconstitucionalidade do artigo 120 da Lei nº 8.213/91. O Colegiado, no entanto, veio a rejeitar a arguição, ante fundamentos assim resumidos (folha 273): CONSTITUCIONAL. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INEXISTÊNCIA DE INCOMPATIBILIDADE ENTRE OS ARTS. 120 DA LEI N° 8.213/91 E 7º, XXVIII, DA CF. Inocorre a inconstitucionalidade do art. 120 da Lei nº 8.213/91 (Art. 120. Nos casos de negligência quanto às normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicadas para a proteção individual e coletiva, a Previdência Social proporá ação regressiva contra os responsáveis.) em face da disposição constitucional do art. 7º, XXVIII, da CF (Art. 7º. São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XXXVIII – seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;), pois que, cuidando-se de prestações de natureza diversa e a título próprio, inexiste incompatibilidade entre os ditos preceitos. Interpretação conforme a Constituição. Votos vencidos que acolhiam ante a verificação da dupla responsabilidade pelo mesmo fato. Arguição rejeitada, por maioria. O processo foi, então, devolvido a Terceira Turma que, partindo do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598745. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 591426 AGR-ED / RS pressuposto da harmonia do preceito com a Carta da República, acolheu parcialmente o pedido formulado na apelação, consignando, em síntese (folha 310): PROCESSO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. ACIDENTE DO TRABALHO. AÇÃO REGRESSIVA CONTRA EMPREGADOR. ART. 120 DA LEI Nº 8.213/91. CULPA EXCLUSIVA. CONSTITUIÇÃO DE CAPITAL. ART. 602 DO CPC. 1. Pretensão regressiva exercitada pelo INSS face à empresa, com amparo na Lei nº 8.213/91, art. 120. 2. È dever da empresa fiscalizar o cumprimento das determinações e procedimentos de segurança, não lhe sendo dado eximir-se da responsabilidade pelas consequências quando tais normas não são cumpridas, ou o são de forma inadequada, afirmando de modo simplista que cumpriu com seu dever apenas estabelecendo referidas normas. 3. Os testemunhos confirmam que medidas de segurança recomendadas não foram adotadas. 4. A pessoa jurídica responde pela atuação desidiosa dos que conduzem suas atividades, em especial daqueles que têm o dever de zelar pelo bom andamento dos trabalhos. 5. Para avaliarmos, diante de um acidente de trabalho, se a eventual conduta imprudente de um empregado foi causa do evento, basta um raciocínio simples: se essa conduta imprudente fosse realizada em local seguro, seria, ela, causadora do sinistro? No caso, a forma como eram transportadas as pilhas de chapas de madeira (sem cintamento e uma distância razoável entre elas) denota a falta de prevenção da empresa. 6. Em se tratando de ressarcimento dos valores dispendidos pelo INSS em virtude da concessão de benefício previdenciário, é infundada a pretensão da apelante de limitar sua responsabilidade pelos prejuízos causados, visto quê o pagamento daquele não se sujeita à limitação etária preconizada no apelo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598745. Supremo Tribunal Federal RE 591426 AGR-ED / RS pressuposto da harmonia do preceito com a Carta da República, acolheu parcialmente o pedido formulado na apelação, consignando, em síntese (folha 310): PROCESSO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. ACIDENTE DO TRABALHO. AÇÃO REGRESSIVA CONTRA EMPREGADOR. ART. 120 DA LEI Nº 8.213/91. CULPA EXCLUSIVA. CONSTITUIÇÃO DE CAPITAL. ART. 602 DO CPC. 1. Pretensão regressiva exercitada pelo INSS face à empresa, com amparo na Lei nº 8.213/91, art. 120. 2. È dever da empresa fiscalizar o cumprimento das determinações e procedimentos de segurança, não lhe sendo dado eximir-se da responsabilidade pelas consequências quando tais normas não são cumpridas, ou o são de forma inadequada, afirmando de modo simplista que cumpriu com seu dever apenas estabelecendo referidas normas. 3. Os testemunhos confirmam que medidas de segurança recomendadas não foram adotadas. 4. A pessoa jurídica responde pela atuação desidiosa dos que conduzem suas atividades, em especial daqueles que têm o dever de zelar pelo bom andamento dos trabalhos. 5. Para avaliarmos, diante de um acidente de trabalho, se a eventual conduta imprudente de um empregado foi causa do evento, basta um raciocínio simples: se essa conduta imprudente fosse realizada em local seguro, seria, ela, causadora do sinistro? No caso, a forma como eram transportadas as pilhas de chapas de madeira (sem cintamento e uma distância razoável entre elas) denota a falta de prevenção da empresa. 6. Em se tratando de ressarcimento dos valores dispendidos pelo INSS em virtude da concessão de benefício previdenciário, é infundada a pretensão da apelante de limitar sua responsabilidade pelos prejuízos causados, visto quê o pagamento daquele não se sujeita à limitação etária preconizada no apelo. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598745. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 591426 AGR-ED / RS 7. Pela mesma razão, não tendo sido a empresa condenada/á prestar alimentos à dependente do de cujus, e sim ao ressarcimento do INSS, não cabe a aplicação da norma contida no art. 602 do CPC, que constitui garantia de subsistência do alimentando, para que o pensionamento não sofra solução de continuidade. 8. Parcialmente provido o recurso para excluir da condenação a constituição de capital. O tema foi analisado à luz legislação de regência e tendo em vista a moldura fática delineada soberanamente pelo tribunal de origem, não havendo margem a concluir pela ofensa aos artigos 5º , incisos LIV e LV, 7º, inciso XXVIII, e 201, inciso I, da Constituição Federal. Todavia, levando em conta o julgamento da arguição de inconstitucionalidade, no âmbito do Órgão Especial, afasto o caráter procrastinatório imputado ao agravo regimental. Acolho parcialmente os declaratórios para, considerado esse contexto, excluir a multa decorrente do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598745. Supremo Tribunal Federal RE 591426 AGR-ED / RS 7. Pela mesma razão, não tendo sido a empresa condenada/á prestar alimentos à dependente do de cujus, e sim ao ressarcimento do INSS, não cabe a aplicação da norma contida no art. 602 do CPC, que constitui garantia de subsistência do alimentando, para que o pensionamento não sofra solução de continuidade. 8. Parcialmente provido o recurso para excluir da condenação a constituição de capital. O tema foi analisado à luz legislação de regência e tendo em vista a moldura fática delineada soberanamente pelo tribunal de origem, não havendo margem a concluir pela ofensa aos artigos 5º , incisos LIV e LV, 7º, inciso XXVIII, e 201, inciso I, da Constituição Federal. Todavia, levando em conta o julgamento da arguição de inconstitucionalidade, no âmbito do Órgão Especial, afasto o caráter procrastinatório imputado ao agravo regimental. Acolho parcialmente os declaratórios para, considerado esse contexto, excluir a multa decorrente do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598745. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 591.426 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : SATIPEL INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) : PATRÍCIA GUIMARÃES HERNANDEZ E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma deu parcial provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604709 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 591.426 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : SATIPEL INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) : PATRÍCIA GUIMARÃES HERNANDEZ E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma deu parcial provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604709 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3642182
2013-03-19T00:00:00
2013-04-15T00:00:00
A Turma deu parcial provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.3.2013.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
AGRAVO REGIMENTAL – MULTA – INSUBSISTÊNCIA. Uma vez afastada a premissa alusiva ao caráter protelatório do agravo regimental, impõe-se declarar a insubsistência da multa, procedendo-se à autorização do levantamento. Embargos de declaração acolhidos parcialmente.
sjur227970
Número de páginas: 7. Análise: 15/05/2013, LLD.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
591426
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 ART-00054 INC-00055 ART-00007\r\n INC-00028 ART-00201 INC-00001 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\r\n ART-00120 \r\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR-ED
acordaos
RE 591426 AgR-ED
[ "" ]
EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL ADV.(A/S) : PATRÍCIA GUIMARÃES HERNANDEZ E OUTRO(A/S) EMBTE.(S) : SATIPEL INDUSTRIAL LTDA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 591.426 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :SATIPEL INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :PATRÍCIA GUIMARÃES HERNANDEZ E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGRAVO REGIMENTAL – MULTA – INSUBSISTÊNCIA. Uma vez afastada a premissa alusiva ao caráter protelatório do agravo regimental, impõe-se declarar a insubsistência da multa, procedendo-se à autorização do levantamento. Embargos de declaração acolhidos parcialmente. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em prover parcialmente os embargos de declaração no agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 19 de março de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598743. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 591.426 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :SATIPEL INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :PATRÍCIA GUIMARÃES HERNANDEZ E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma negou acolhida a pedido formulado em agravo, ante fundamentos assim resumidos (folha 619): RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MOLDURA FÁTICA. Na apreciação do enquadramento do recurso extraordinário em um dos permissivos constitucionais, parte-se da moldura fática delineada pela Corte de origem. Impossível é pretender substituí-la para, a partir de fundamentos diversos, chegar-se a conclusão sobre a ofensa a dispositivo da Lei Básica Federal. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. Na peça de folha 626 a 629, a embargante aponta omissão no julgado Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598744. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 591.426 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) :SATIPEL INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) :PATRÍCIA GUIMARÃES HERNANDEZ E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A Primeira Turma negou acolhida a pedido formulado em agravo, ante fundamentos assim resumidos (folha 619): RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MOLDURA FÁTICA. Na apreciação do enquadramento do recurso extraordinário em um dos permissivos constitucionais, parte-se da moldura fática delineada pela Corte de origem. Impossível é pretender substituí-la para, a partir de fundamentos diversos, chegar-se a conclusão sobre a ofensa a dispositivo da Lei Básica Federal. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. Na peça de folha 626 a 629, a embargante aponta omissão no julgado Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598744. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 591426 AGR-ED / RS quanto ao exame da inconstitucionalidade do artigo 120 da Lei n 8.213/91, diante dos artigos 7..., inciso XXVIII, 201, inciso I, da Constituição Federal. Assevera não ter recorrido de má-fé e pleiteia a revogação da condenação à multa por litigância de má-fé. A parte embargada, instada a se manifestar, não apresentou contrarrazões (certidão de folha 638). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598744. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 591426 AGR-ED / RS quanto ao exame da inconstitucionalidade do artigo 120 da Lei n 8.213/91, diante dos artigos 7..., inciso XXVIII, 201, inciso I, da Constituição Federal. Assevera não ter recorrido de má-fé e pleiteia a revogação da condenação à multa por litigância de má-fé. A parte embargada, instada a se manifestar, não apresentou contrarrazões (certidão de folha 638). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598744. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 591.426 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada, foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Esclareço que o julgamento da apelação foi interrompido para o exame, pela Corte Especial, de inconstitucionalidade do artigo 120 da Lei n 8.213/91. O Colegiado, no entanto, veio a rejeitar a arguição, ante fundamentos assim resumidos (folha 273): CONSTITUCIONAL. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INEXISTÊNCIA DE INCOMPATIBILIDADE ENTRE OS ARTS. 120 DA LEI n 8.213/91 E 7..., XXVIII, DA Constituição Federal de 1988. Inocorre a inconstitucionalidade do art. 120 da Lei n 8.213/91 (Art. 120. Nos casos de negligência quanto às normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicadas para a proteção individual e coletiva, a Previdência Social proporá ação regressiva contra os responsáveis.) em face da disposição constitucional do art. 7..., XXVIII, da Constituição Federal de 1988 (Art. 7.... São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XXXVIII – seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;), pois que, cuidando-se de prestações de natureza diversa e a título próprio, inexiste incompatibilidade entre os ditos preceitos. Interpretação conforme a Constituição. Votos vencidos que acolhiam ante a verificação da dupla responsabilidade pelo mesmo fato. Arguição rejeitada, por maioria. O processo foi, então, devolvido a Terceira Turma que, partindo do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598745. Supremo Tribunal Federal 19/03/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 591.426 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição destes embargos, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada, foi protocolada no prazo assinado em lei. Conheço. Esclareço que o julgamento da apelação foi interrompido para o exame, pela Corte Especial, de inconstitucionalidade do artigo 120 da Lei n 8.213/91. O Colegiado, no entanto, veio a rejeitar a arguição, ante fundamentos assim resumidos (folha 273): CONSTITUCIONAL. ARGÜIÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. INEXISTÊNCIA DE INCOMPATIBILIDADE ENTRE OS ARTS. 120 DA LEI n 8.213/91 E 7..., XXVIII, DA Constituição Federal de 1988. Inocorre a inconstitucionalidade do art. 120 da Lei n 8.213/91 (Art. 120. Nos casos de negligência quanto às normas padrão de segurança e higiene do trabalho indicadas para a proteção individual e coletiva, a Previdência Social proporá ação regressiva contra os responsáveis.) em face da disposição constitucional do art. 7..., XXVIII, da Constituição Federal de 1988 (Art. 7.... São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XXXVIII – seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;), pois que, cuidando-se de prestações de natureza diversa e a título próprio, inexiste incompatibilidade entre os ditos preceitos. Interpretação conforme a Constituição. Votos vencidos que acolhiam ante a verificação da dupla responsabilidade pelo mesmo fato. Arguição rejeitada, por maioria. O processo foi, então, devolvido a Terceira Turma que, partindo do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598745. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 591426 AGR-ED / RS pressuposto da harmonia do preceito com a Carta da República, acolheu parcialmente o pedido formulado na apelação, consignando, em síntese (folha 310): PROCESSO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. ACIDENTE DO TRABALHO. AÇÃO REGRESSIVA CONTRA EMPREGADOR. ART. 120 DA LEI n 8.213/91. CULPA EXCLUSIVA. CONSTITUIÇÃO DE CAPITAL. ART. 602 DO Código de Processo Civil. 1. Pretensão regressiva exercitada pelo INSS face à empresa, com amparo na Lei n 8.213/91, art. 120. 2. È dever da empresa fiscalizar o cumprimento das determinações e procedimentos de segurança, não lhe sendo dado eximir-se da responsabilidade pelas consequências quando tais normas não são cumpridas, ou o são de forma inadequada, afirmando de modo simplista que cumpriu com seu dever apenas estabelecendo referidas normas. 3. Os testemunhos confirmam que medidas de segurança recomendadas não foram adotadas. 4. A pessoa jurídica responde pela atuação desidiosa dos que conduzem suas atividades, em especial daqueles que têm o dever de zelar pelo bom andamento dos trabalhos. 5. Para avaliarmos, diante de um acidente de trabalho, se a eventual conduta imprudente de um empregado foi causa do evento, basta um raciocínio simples: se essa conduta imprudente fosse realizada em local seguro, seria, ela, causadora do sinistro? No caso, a forma como eram transportadas as pilhas de chapas de madeira (sem cintamento e uma distância razoável entre elas) denota a falta de prevenção da empresa. 6. Em se tratando de ressarcimento dos valores dispendidos pelo INSS em virtude da concessão de benefício previdenciário, é infundada a pretensão da apelante de limitar sua responsabilidade pelos prejuízos causados, visto quê o pagamento daquele não se sujeita à limitação etária preconizada no apelo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598745. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 591426 AGR-ED / RS pressuposto da harmonia do preceito com a Carta da República, acolheu parcialmente o pedido formulado na apelação, consignando, em síntese (folha 310): PROCESSO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. ACIDENTE DO TRABALHO. AÇÃO REGRESSIVA CONTRA EMPREGADOR. ART. 120 DA LEI n 8.213/91. CULPA EXCLUSIVA. CONSTITUIÇÃO DE CAPITAL. ART. 602 DO Código de Processo Civil. 1. Pretensão regressiva exercitada pelo INSS face à empresa, com amparo na Lei n 8.213/91, art. 120. 2. È dever da empresa fiscalizar o cumprimento das determinações e procedimentos de segurança, não lhe sendo dado eximir-se da responsabilidade pelas consequências quando tais normas não são cumpridas, ou o são de forma inadequada, afirmando de modo simplista que cumpriu com seu dever apenas estabelecendo referidas normas. 3. Os testemunhos confirmam que medidas de segurança recomendadas não foram adotadas. 4. A pessoa jurídica responde pela atuação desidiosa dos que conduzem suas atividades, em especial daqueles que têm o dever de zelar pelo bom andamento dos trabalhos. 5. Para avaliarmos, diante de um acidente de trabalho, se a eventual conduta imprudente de um empregado foi causa do evento, basta um raciocínio simples: se essa conduta imprudente fosse realizada em local seguro, seria, ela, causadora do sinistro? No caso, a forma como eram transportadas as pilhas de chapas de madeira (sem cintamento e uma distância razoável entre elas) denota a falta de prevenção da empresa. 6. Em se tratando de ressarcimento dos valores dispendidos pelo INSS em virtude da concessão de benefício previdenciário, é infundada a pretensão da apelante de limitar sua responsabilidade pelos prejuízos causados, visto quê o pagamento daquele não se sujeita à limitação etária preconizada no apelo. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598745. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 591426 AGR-ED / RS 7. Pela mesma razão, não tendo sido a empresa condenada/á prestar alimentos à dependente do de cujus, e sim ao ressarcimento do INSS, não cabe a aplicação da norma contida no art. 602 do Código de Processo Civil, que constitui garantia de subsistência do alimentando, para que o pensionamento não sofra solução de continuidade. 8. Parcialmente provido o recurso para excluir da condenação a constituição de capital. O tema foi analisado à luz legislação de regência e tendo em vista a moldura fática delineada soberanamente pelo tribunal de origem, não havendo margem a concluir pela ofensa aos artigos 5... , incisos LIV e LV, 7..., inciso XXVIII, e 201, inciso I, da Constituição Federal. Todavia, levando em conta o julgamento da arguição de inconstitucionalidade, no âmbito do Órgão Especial, afasto o caráter procrastinatório imputado ao agravo regimental. Acolho parcialmente os declaratórios para, considerado esse contexto, excluir a multa decorrente do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598745. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 591426 AGR-ED / RS 7. Pela mesma razão, não tendo sido a empresa condenada/á prestar alimentos à dependente do de cujus, e sim ao ressarcimento do INSS, não cabe a aplicação da norma contida no art. 602 do Código de Processo Civil, que constitui garantia de subsistência do alimentando, para que o pensionamento não sofra solução de continuidade. 8. Parcialmente provido o recurso para excluir da condenação a constituição de capital. O tema foi analisado à luz legislação de regência e tendo em vista a moldura fática delineada soberanamente pelo tribunal de origem, não havendo margem a concluir pela ofensa aos artigos 5... , incisos LIV e LV, 7..., inciso XXVIII, e 201, inciso I, da Constituição Federal. Todavia, levando em conta o julgamento da arguição de inconstitucionalidade, no âmbito do Órgão Especial, afasto o caráter procrastinatório imputado ao agravo regimental. Acolho parcialmente os declaratórios para, considerado esse contexto, excluir a multa decorrente do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3598745. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 591.426 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : SATIPEL INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) : PATRÍCIA GUIMARÃES HERNANDEZ E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma deu parcial provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604709 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 591.426 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO EMBTE.(S) : SATIPEL INDUSTRIAL LTDA ADV.(A/S) : PATRÍCIA GUIMARÃES HERNANDEZ E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma deu parcial provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3604709 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 591 . 426", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 591 . 426", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 591 . 426", "Recurso Extraordinário 591426 AGR - ED / RS", "Recurso Extraordinário 591426 AGR - ED / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 591 . 426", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 591 . 426", "Recurso Extraordinário 591426 AGR - ED / RS", "Recurso Extraordinário 591426 AGR - ED / RS", "Recurso Extraordinário 591426 AGR - ED / RS", "Recurso Extraordinário 591426 AGR - ED / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 591 . 426" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Básica Federal", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Básica Federal", "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 120 da Lei n 8 . 213 / 91", "artigos 7 . . . , inciso XXVIII , 201 , inciso I , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 120 da Lei n 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 120 da Lei n 8 . 213 / 91", "ARTS . 120 DA LEI n 8 . 213 / 91", "7", ". . . , XXVIII , DA Constituição Federal de 1988", "art . 120 da Lei n 8 . 213 / 91", "art . 7 . . . , XXVIII , da Constituição Federal de 1988", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 120 da Lei n 8 . 213 / 91", "ARTS . 120 DA LEI n 8 . 213 / 91", "7", ". . . , XXVIII , DA Constituição Federal de 1988", "art . 120 da Lei n 8 . 213 / 91", "art . 7 . . . , XXVIII , da Constituição Federal de 1988", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "ART . 120 DA LEI n 8 . 213 / 91", "ART . 602 DO Código de Processo Civil", "Lei n 8 . 213 / 91 ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "ART . 120 DA LEI n 8 . 213 / 91", "ART . 602 DO Código de Processo Civil", "Lei n 8 . 213 / 91 , art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 602 do Código de Processo Civil", "artigos 5 .", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 286.287 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE GUARULHOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS EMENTA: TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PETROBRÁS. INCIDÊNCIA DE IPTU SOBRE SEUS IMÓVEIS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. ART. 150, VI, A, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INAPLICABILIDADE. IMÓVEL ILEGITIMAMENTE OCUPADO POR TERCEIROS. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/STF. VIOLAÇÃO ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. ART. 93, IX, DA CF. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830049. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 286.287 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE GUARULHOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) à exceção da alínea a do inciso VI do art. 150 da CF/88, os dispositivos aos quais se alega violação não foram prequestionados; (b) “a discussão alusiva à ocupação do imóvel objeto da tributação não prescinde de revolvimento probatório, encontrando óbice na Súmula 279 desta nossa Corte” (fl. 141); (c) “a alegada ofensa às garantias constitucionais do processo, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto“ (fl. 141); (d) “para afastar a referida imunidade, o acórdão recorrido se valeu de fundamento suficiente, consistente no regime especial da empresa recorrente, sociedade de economia mista exploradora de atividade econômica (§ 3º do art. 150 e §§ 1º e 2º do art. 173 da Constituição Federal). Fundamento que não foi impugnado no recurso extraordinário interposto, o que atrai a Súmula 283 do STF” (fl. 142). Sustenta o agravante, em suma, que (a) os dispositivos apontados como violados foram devidamente prequestionados; (b) “deve ser afastado o óbice do enunciado sumular 283/STF, pois o recurso extraordinário atacou todos os fundamentos da decisão recorrida” (fl. 146); (c) “é de se verificar a ocorrência de hipótese de imunidade enquadrada no artigo 150 VI, ‘a’, da CF” (fl. 147); (d) o recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830050. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 286.287 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE GUARULHOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) à exceção da alínea a do inciso VI do art. 150 da CF/88, os dispositivos aos quais se alega violação não foram prequestionados; (b) “a discussão alusiva à ocupação do imóvel objeto da tributação não prescinde de revolvimento probatório, encontrando óbice na Súmula 279 desta nossa Corte” (fl. 141); (c) “a alegada ofensa às garantias constitucionais do processo, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto“ (fl. 141); (d) “para afastar a referida imunidade, o acórdão recorrido se valeu de fundamento suficiente, consistente no regime especial da empresa recorrente, sociedade de economia mista exploradora de atividade econômica (§ 3º do art. 150 e §§ 1º e 2º do art. 173 da Constituição Federal). Fundamento que não foi impugnado no recurso extraordinário interposto, o que atrai a Súmula 283 do STF” (fl. 142). Sustenta o agravante, em suma, que (a) os dispositivos apontados como violados foram devidamente prequestionados; (b) “deve ser afastado o óbice do enunciado sumular 283/STF, pois o recurso extraordinário atacou todos os fundamentos da decisão recorrida” (fl. 146); (c) “é de se verificar a ocorrência de hipótese de imunidade enquadrada no artigo 150 VI, ‘a’, da CF” (fl. 147); (d) o recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 286287 AGR / SP extraordinário “não pretendeu revolver matéria fática, mas sim, discutir a aplicação do direito ao caso concreto” (fl. 147); (e) “a recorrente não pretendeu discutir qualquer violação de cunho infraconstitucional” (fl. 147). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830050. Supremo Tribunal Federal RE 286287 AGR / SP extraordinário “não pretendeu revolver matéria fática, mas sim, discutir a aplicação do direito ao caso concreto” (fl. 147); (e) “a recorrente não pretendeu discutir qualquer violação de cunho infraconstitucional” (fl. 147). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 286.287 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Não se verifica a suposta violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, pois o acórdão e a sentença estão devidamente fundamentados. Esta Corte, no julgamento do AI 791.292 QO-RG/PE (rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 13.8.2010), cuja repercussão geral foi reconhecida, entendeu que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 2. Com razão o agravante ao afirmar que impugnou, no recurso extraordinário, todos os fundamentos do acórdão recorrido. Todavia, a negativa de seguimento ao recurso deve ser mantida. Com efeito, esta Corte possui o entendimento de que os bens imóveis usados pela Petrobrás para a instalação de oleodutos não são abrangidos pela imunidade recíproca prevista no art. 150, VI, a, da CF/88. Nesse sentido, confira-se: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA (ART. 150, VI, A DA CONSTITUIÇÃO). IMÓVEL UTILIZADO PARA SEDIAR CONDUTOS DE TRANSPORTE DE PETRÓLEO, COMBUSTÍVEIS OU DERIVADOS. OPERAÇÃO PELA PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRÁS. MONOPÓLIO DA UNIÃO. INAPLICABILIDADE DA SALVAGUARDA CONSTITUCIONAL. 1. Recurso extraordinário interposto de acórdão que considerou tributável propriedade imóvel utilizada pela Petrobrás para a instalação e operação de condutos de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830051. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 286.287 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Não se verifica a suposta violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, pois o acórdão e a sentença estão devidamente fundamentados. Esta Corte, no julgamento do AI 791.292 QO-RG/PE (rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 13.8.2010), cuja repercussão geral foi reconhecida, entendeu que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 2. Com razão o agravante ao afirmar que impugnou, no recurso extraordinário, todos os fundamentos do acórdão recorrido. Todavia, a negativa de seguimento ao recurso deve ser mantida. Com efeito, esta Corte possui o entendimento de que os bens imóveis usados pela Petrobrás para a instalação de oleodutos não são abrangidos pela imunidade recíproca prevista no art. 150, VI, a, da CF/88. Nesse sentido, confira-se: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA (ART. 150, VI, A DA CONSTITUIÇÃO). IMÓVEL UTILIZADO PARA SEDIAR CONDUTOS DE TRANSPORTE DE PETRÓLEO, COMBUSTÍVEIS OU DERIVADOS. OPERAÇÃO PELA PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRÁS. MONOPÓLIO DA UNIÃO. INAPLICABILIDADE DA SALVAGUARDA CONSTITUCIONAL. 1. Recurso extraordinário interposto de acórdão que considerou tributável propriedade imóvel utilizada pela Petrobrás para a instalação e operação de condutos de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 286287 AGR / SP transporte de seus produtos. Alegada imunidade tributária recíproca, na medida em que a empresa-agravante desempenha atividade sujeita a monopólio. 2. É irrelevante para definição da aplicabilidade da imunidade tributária recíproca a circunstância de a atividade desempenhada estar ou não sujeita a monopólio estatal. O alcance da salvaguarda constitucional pressupõe o exame (i) da caracterização econômica da atividade (lucrativa ou não), (ii) do risco à concorrência e à livre-iniciativa e (iii) de riscos ao pacto federativo pela pressão política ou econômica. 3. A imunidade tributária recíproca não se aplica à Petrobrás, pois: 3.1. Trata-se de sociedade de economia mista destinada à exploração econômica em benefício de seus acionistas, pessoas de direito público e privado, e a salvaguarda não se presta a proteger aumento patrimonial dissociado de interesse público primário; 3.2. A Petrobrás visa a distribuição de lucros, e, portanto, tem capacidade contributiva para participar do apoio econômico aos entes federados; 3.3. A tributação de atividade econômica lucrativa não implica risco ao pacto federativo. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento. (RE 285716 AgR, Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 26-03-2010) 3. No mais, a decisão agravada é do seguinte teor: 5. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso porque, à exceção da alínea “a” do inciso VI do art. 150, os demais dispositivos constitucionais tidos por violados não foram apreciados pelo aresto impugnado. Tampouco foram opostos embargos declaratórios para suprir eventual omissão. Falta, portanto, o necessário prequestionamento, a teor das Súmulas 282 e 356 do STF. 6. Por outra volta, a discussão alusiva à ocupação do imóvel objeto da tributação não prescinde de revolvimento probatório, encontrando óbice na Súmula 279 desta nossa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830051. Supremo Tribunal Federal RE 286287 AGR / SP transporte de seus produtos. Alegada imunidade tributária recíproca, na medida em que a empresa-agravante desempenha atividade sujeita a monopólio. 2. É irrelevante para definição da aplicabilidade da imunidade tributária recíproca a circunstância de a atividade desempenhada estar ou não sujeita a monopólio estatal. O alcance da salvaguarda constitucional pressupõe o exame (i) da caracterização econômica da atividade (lucrativa ou não), (ii) do risco à concorrência e à livre-iniciativa e (iii) de riscos ao pacto federativo pela pressão política ou econômica. 3. A imunidade tributária recíproca não se aplica à Petrobrás, pois: 3.1. Trata-se de sociedade de economia mista destinada à exploração econômica em benefício de seus acionistas, pessoas de direito público e privado, e a salvaguarda não se presta a proteger aumento patrimonial dissociado de interesse público primário; 3.2. A Petrobrás visa a distribuição de lucros, e, portanto, tem capacidade contributiva para participar do apoio econômico aos entes federados; 3.3. A tributação de atividade econômica lucrativa não implica risco ao pacto federativo. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento. (RE 285716 AgR, Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 26-03-2010) 3. No mais, a decisão agravada é do seguinte teor: 5. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso porque, à exceção da alínea “a” do inciso VI do art. 150, os demais dispositivos constitucionais tidos por violados não foram apreciados pelo aresto impugnado. Tampouco foram opostos embargos declaratórios para suprir eventual omissão. Falta, portanto, o necessário prequestionamento, a teor das Súmulas 282 e 356 do STF. 6. Por outra volta, a discussão alusiva à ocupação do imóvel objeto da tributação não prescinde de revolvimento probatório, encontrando óbice na Súmula 279 desta nossa 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 286287 AGR / SP Corte. 7. Não bastasse, pontuo que a alegada ofensa às garantias constitucionais do processo, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto. No mesmo sentido é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece juridicamente correta. A título de exemplo, reproduzo a ementa do AI 517.643- AgR, sob a relatoria do ministro Celso de Mello: “AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRECEITOS INSCRITOS NO ART. 5º, XXXV E LV, E NO ART. 93, IX, TODOS DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - RECURSO IMPROVIDO. - As alegações de desrespeito aos postulados da inafastabilidade do controle jurisdicional, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios e da plenitude de defesa, por dependerem de exame prévio e necessário da legislação comum, podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, o que não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes.” O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830051. Supremo Tribunal Federal RE 286287 AGR / SP Corte. 7. Não bastasse, pontuo que a alegada ofensa às garantias constitucionais do processo, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto. No mesmo sentido é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece juridicamente correta. A título de exemplo, reproduzo a ementa do AI 517.643- AgR, sob a relatoria do ministro Celso de Mello: “AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRECEITOS INSCRITOS NO ART. 5º, XXXV E LV, E NO ART. 93, IX, TODOS DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - RECURSO IMPROVIDO. - As alegações de desrespeito aos postulados da inafastabilidade do controle jurisdicional, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios e da plenitude de defesa, por dependerem de exame prévio e necessário da legislação comum, podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, o que não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes.” O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 286.287 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE GUARULHOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849802 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 286.287 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE GUARULHOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849802 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3872725
2013-05-14T00:00:00
2013-05-28T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 14.05.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PETROBRÁS. INCIDÊNCIA DE IPTU SOBRE SEUS IMÓVEIS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. ART. 150, VI, A, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INAPLICABILIDADE. IMÓVEL ILEGITIMAMENTE OCUPADO POR TERCEIROS. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/STF. VIOLAÇÃO ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. ART. 93, IX, DA CF. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur231550
- Acórdão (s) citado (s): (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG (TP). (IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA, OLEODUTOS) RE 285716 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 12/06/2013, BMB.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
286287
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00093 INC-00009 ART-00150 INC-00006\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 286287 AgR
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AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE GUARULHOS ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS
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Ementa e Acórdão 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 286.287 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE GUARULHOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS EMENTA: TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PETROBRÁS. INCIDÊNCIA DE IPTU SOBRE SEUS IMÓVEIS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. ART. 150, VI, A, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INAPLICABILIDADE. IMÓVEL ILEGITIMAMENTE OCUPADO POR TERCEIROS. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830049. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 286.287 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE GUARULHOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) à exceção da alínea a do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal de 1988/88, os dispositivos aos quais se alega violação não foram prequestionados; (b) “a discussão alusiva à ocupação do imóvel objeto da tributação não prescinde de revolvimento probatório, encontrando óbice na Súmula 279 desta nossa Corte” (fl. 141); (c) “a alegada ofensa às garantias constitucionais do processo, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto“ (fl. 141); (d) “para afastar a referida imunidade, o acórdão recorrido se valeu de fundamento suficiente, consistente no regime especial da empresa recorrente, sociedade de economia mista exploradora de atividade econômica (§ 3... do art. 150 e §§ 1... e 2... do art. 173 da Constituição Federal). Fundamento que não foi impugnado no recurso extraordinário interposto, o que atrai a Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal” (fl. 142). Sustenta o agravante, em suma, que (a) os dispositivos apontados como violados foram devidamente prequestionados; (b) “deve ser afastado o óbice do enunciado sumular 283/Supremo Tribunal Federal, pois o recurso extraordinário atacou todos os fundamentos da decisão recorrida” (fl. 146); (c) “é de se verificar a ocorrência de hipótese de imunidade enquadrada no artigo 150 VI, ‘a’, da Constituição Federal de 1988” (fl. 147); (d) o recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830050. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 286.287 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) :CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE GUARULHOS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) à exceção da alínea a do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal de 1988/88, os dispositivos aos quais se alega violação não foram prequestionados; (b) “a discussão alusiva à ocupação do imóvel objeto da tributação não prescinde de revolvimento probatório, encontrando óbice na Súmula 279 desta nossa Corte” (fl. 141); (c) “a alegada ofensa às garantias constitucionais do processo, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto“ (fl. 141); (d) “para afastar a referida imunidade, o acórdão recorrido se valeu de fundamento suficiente, consistente no regime especial da empresa recorrente, sociedade de economia mista exploradora de atividade econômica (§ 3... do art. 150 e §§ 1... e 2... do art. 173 da Constituição Federal). Fundamento que não foi impugnado no recurso extraordinário interposto, o que atrai a Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal” (fl. 142). Sustenta o agravante, em suma, que (a) os dispositivos apontados como violados foram devidamente prequestionados; (b) “deve ser afastado o óbice do enunciado sumular 283/Supremo Tribunal Federal, pois o recurso extraordinário atacou todos os fundamentos da decisão recorrida” (fl. 146); (c) “é de se verificar a ocorrência de hipótese de imunidade enquadrada no artigo 150 VI, ‘a’, da Constituição Federal de 1988” (fl. 147); (d) o recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 286287 AGR / SP extraordinário “não pretendeu revolver matéria fática, mas sim, discutir a aplicação do direito ao caso concreto” (fl. 147); (e) “a recorrente não pretendeu discutir qualquer violação de cunho infraconstitucional” (fl. 147). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830050. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 286287 AGR / SP extraordinário “não pretendeu revolver matéria fática, mas sim, discutir a aplicação do direito ao caso concreto” (fl. 147); (e) “a recorrente não pretendeu discutir qualquer violação de cunho infraconstitucional” (fl. 147). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830050. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 286.287 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Não se verifica a suposta violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, pois o acórdão e a sentença estão devidamente fundamentados. Esta Corte, no julgamento do AI 791.292 QO-RG/PE (rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 13.8.2010), cuja repercussão geral foi reconhecida, entendeu que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 2. Com razão o agravante ao afirmar que impugnou, no recurso extraordinário, todos os fundamentos do acórdão recorrido. Todavia, a negativa de seguimento ao recurso deve ser mantida. Com efeito, esta Corte possui o entendimento de que os bens imóveis usados pela Petrobrás para a instalação de oleodutos não são abrangidos pela imunidade recíproca prevista no art. 150, VI, a, da Constituição Federal de 1988/88. Nesse sentido, confira-se: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA (ART. 150, VI, A DA CONSTITUIÇÃO). IMÓVEL UTILIZADO PARA SEDIAR CONDUTOS DE TRANSPORTE DE PETRÓLEO, COMBUSTÍVEIS OU DERIVADOS. OPERAÇÃO PELA PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRÁS. MONOPÓLIO DA UNIÃO. INAPLICABILIDADE DA SALVAGUARDA CONSTITUCIONAL. 1. Recurso extraordinário interposto de acórdão que considerou tributável propriedade imóvel utilizada pela Petrobrás para a instalação e operação de condutos de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830051. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 286.287 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Não se verifica a suposta violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, pois o acórdão e a sentença estão devidamente fundamentados. Esta Corte, no julgamento do AI 791.292 QO-RG/PE (rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 13.8.2010), cuja repercussão geral foi reconhecida, entendeu que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 2. Com razão o agravante ao afirmar que impugnou, no recurso extraordinário, todos os fundamentos do acórdão recorrido. Todavia, a negativa de seguimento ao recurso deve ser mantida. Com efeito, esta Corte possui o entendimento de que os bens imóveis usados pela Petrobrás para a instalação de oleodutos não são abrangidos pela imunidade recíproca prevista no art. 150, VI, a, da Constituição Federal de 1988/88. Nesse sentido, confira-se: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA (ART. 150, VI, A DA CONSTITUIÇÃO). IMÓVEL UTILIZADO PARA SEDIAR CONDUTOS DE TRANSPORTE DE PETRÓLEO, COMBUSTÍVEIS OU DERIVADOS. OPERAÇÃO PELA PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRÁS. MONOPÓLIO DA UNIÃO. INAPLICABILIDADE DA SALVAGUARDA CONSTITUCIONAL. 1. Recurso extraordinário interposto de acórdão que considerou tributável propriedade imóvel utilizada pela Petrobrás para a instalação e operação de condutos de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 286287 AGR / SP transporte de seus produtos. Alegada imunidade tributária recíproca, na medida em que a empresa-agravante desempenha atividade sujeita a monopólio. 2. É irrelevante para definição da aplicabilidade da imunidade tributária recíproca a circunstância de a atividade desempenhada estar ou não sujeita a monopólio estatal. O alcance da salvaguarda constitucional pressupõe o exame (i) da caracterização econômica da atividade (lucrativa ou não), (ii) do risco à concorrência e à livre-iniciativa e (iii) de riscos ao pacto federativo pela pressão política ou econômica. 3. A imunidade tributária recíproca não se aplica à Petrobrás, pois: 3.1. Trata-se de sociedade de economia mista destinada à exploração econômica em benefício de seus acionistas, pessoas de direito público e privado, e a salvaguarda não se presta a proteger aumento patrimonial dissociado de interesse público primário; 3.2. A Petrobrás visa a distribuição de lucros, e, portanto, tem capacidade contributiva para participar do apoio econômico aos entes federados; 3.3. A tributação de atividade econômica lucrativa não implica risco ao pacto federativo. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento. (Recurso Extraordinário 285716 AgR, Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 26-03-2010) 3. No mais, a decisão agravada é do seguinte teor: 5. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso porque, à exceção da alínea “a” do inciso VI do art. 150, os demais dispositivos constitucionais tidos por violados não foram apreciados pelo aresto impugnado. Tampouco foram opostos embargos declaratórios para suprir eventual omissão. Falta, portanto, o necessário prequestionamento, a teor das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 6. Por outra volta, a discussão alusiva à ocupação do imóvel objeto da tributação não prescinde de revolvimento probatório, encontrando óbice na Súmula 279 desta nossa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830051. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 286287 AGR / SP transporte de seus produtos. Alegada imunidade tributária recíproca, na medida em que a empresa-agravante desempenha atividade sujeita a monopólio. 2. É irrelevante para definição da aplicabilidade da imunidade tributária recíproca a circunstância de a atividade desempenhada estar ou não sujeita a monopólio estatal. O alcance da salvaguarda constitucional pressupõe o exame (i) da caracterização econômica da atividade (lucrativa ou não), (ii) do risco à concorrência e à livre-iniciativa e (iii) de riscos ao pacto federativo pela pressão política ou econômica. 3. A imunidade tributária recíproca não se aplica à Petrobrás, pois: 3.1. Trata-se de sociedade de economia mista destinada à exploração econômica em benefício de seus acionistas, pessoas de direito público e privado, e a salvaguarda não se presta a proteger aumento patrimonial dissociado de interesse público primário; 3.2. A Petrobrás visa a distribuição de lucros, e, portanto, tem capacidade contributiva para participar do apoio econômico aos entes federados; 3.3. A tributação de atividade econômica lucrativa não implica risco ao pacto federativo. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento. (Recurso Extraordinário 285716 AgR, Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 26-03-2010) 3. No mais, a decisão agravada é do seguinte teor: 5. Tenho que a insurgência não merece acolhida. Isso porque, à exceção da alínea “a” do inciso VI do art. 150, os demais dispositivos constitucionais tidos por violados não foram apreciados pelo aresto impugnado. Tampouco foram opostos embargos declaratórios para suprir eventual omissão. Falta, portanto, o necessário prequestionamento, a teor das Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal. 6. Por outra volta, a discussão alusiva à ocupação do imóvel objeto da tributação não prescinde de revolvimento probatório, encontrando óbice na Súmula 279 desta nossa 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 286287 AGR / SP Corte. 7. Não bastasse, pontuo que a alegada ofensa às garantias constitucionais do processo, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto. No mesmo sentido é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece juridicamente correta. A título de exemplo, reproduzo a ementa do AI 517.643- AgR, sob a relatoria do ministro Celso de Mello: “AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRECEITOS INSCRITOS NO ART. 5..., XXXV E LV, E NO ART. 93, IX, TODOS DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - RECURSO IMPROVIDO. - As alegações de desrespeito aos postulados da inafastabilidade do controle jurisdicional, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios e da plenitude de defesa, por dependerem de exame prévio e necessário da legislação comum, podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, o que não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes.” O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830051. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 286287 AGR / SP Corte. 7. Não bastasse, pontuo que a alegada ofensa às garantias constitucionais do processo, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto. No mesmo sentido é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece juridicamente correta. A título de exemplo, reproduzo a ementa do AI 517.643- AgR, sob a relatoria do ministro Celso de Mello: “AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGADA VIOLAÇÃO AOS PRECEITOS INSCRITOS NO ART. 5..., XXXV E LV, E NO ART. 93, IX, TODOS DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - RECURSO IMPROVIDO. - As alegações de desrespeito aos postulados da inafastabilidade do controle jurisdicional, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios e da plenitude de defesa, por dependerem de exame prévio e necessário da legislação comum, podem configurar, quando muito, situações caracterizadoras de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, o que não basta, só por si, para viabilizar o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes.” O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830051. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 286.287 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE GUARULHOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849802 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 286.287 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : PETRÓLEO BRASILEIRO S/A - PETROBRAS ADV.(A/S) : CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE GUARULHOS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849802 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 286 . 287", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 286 . 287", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "enunciado sumular 283 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 desta", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "enunciado sumular 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 286287 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 286287 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 286 . 287", "AI 791 . 292 QO - RG / PE", "AI 791 . 292 QO - RG / PE", "Recurso Extraordinário 286287 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 285716 AgR", "Súmulas 282", "Recurso Extraordinário 286287 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 285716 AgR", "Súmulas 282", "Recurso Extraordinário 286287 AGR / SP", "AI 517 . 643 - AgR", "Recurso Extraordinário 286287 AGR / SP", "AI 517 . 643 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 286 . 287" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 150 , VI , A , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea a do inciso VI do art . 150 da Constituição Federal de 1988 / 88", "§ 3 . . . do art . 150 e § § 1 . . . e 2 . . . do art . 173 da Constituição Federal", "artigo 150 VI , ‘ a ’ , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea a do inciso VI do art . 150 da Constituição Federal de 1988 / 88", "§ 3 . . . do art . 150 e § § 1 . . . e 2 .", "artigo 150 VI , ‘ a ’ , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Constituição da República", "art . 150 , VI , a , da Constituição Federal de 1988 / 88", "ART . 150 , VI , A DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da", "Constituição Federal", "Constituição da República", "art . 150 , VI , a , da Constituição Federal de 1988 / 88", "ART . 150 , VI , A DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , XXXV E LV , E", "ART . 93 , IX , TODOS DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , XXXV E LV , E", "ART . 93 , IX , TODOS DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Constituição", "Medida Provisória n 2 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE GUARULHOS", "Brasília", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE GUARULHOS", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE GUARULHOS", "MUNICÍPIO DE GUARULHOS", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE GUARULHOS", "MUNICÍPIO DE GUARULHOS", "SÃO PAULO", "MUNICÍPIO DE GUARULHOS", "MUNICÍPIO DE GUARULHOS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "MUNICÍPIO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "MUNICÍPIO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Petrobrás", "PETRÓLEO BRASILEIRO S . A .", "PETROBRÁS", "UNIÃO", "Petrobrás", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Petrobrás", "PETRÓLEO BRASILEIRO S . A .", "PETROBRÁS", "Petrobrás", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Petrobrás", "Petrobrás", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Petrobrás", "Petrobrás", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "PETRÓLEO BRASILEIRO S / A", "PETROBRAS", ".", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO", "CÁRMEN LÚCIA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "TEORI ZAVASCKI", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Mário José Gisi .", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "CANDIDO FERREIRA DA CUNHA LOBO", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Mário José Gisi .", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "14", "/", "05", "/", "2013", "14 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "-", "03", "-", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "-", "03", "-", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "14", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.862 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :GIL FONTANESI ADV.(A/S) :PATRICIA CORRÊA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) :FABIOLA STAURENGHI E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/STF. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. VEDAÇÃO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em receber os embargos de declaração como agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679274. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.862 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :GIL FONTANESI ADV.(A/S) :PATRICIA CORRÊA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) :FABIOLA STAURENGHI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra decisão que negou provimento ao agravo sob os seguintes fundamentos: (a) ausência de prequestionamento no que toca à alegada ofensa aos artigos 5º, II, e 170 da Constituição Federal (Súmula 282/STF); (b) fundamentação deficiente quanto à forma como o art. 5º, XXXII e XXXV, da Constituição Federal foi violado; (c) o recurso versa sobre matéria infraconstitucional; (d) para afastar as conclusões a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório (Súmula 279/STF). Sustenta o agravante, em suma, a existência de contrariedade na decisão proferida, pois o presente recurso não requer a apreciação de normas infraconstitucionais, tampouco a análise das provas acostadas aos autos, porquanto operou-se evidente ofensa ao princípio da coisa julgada, uma vez que transitou em julgado a sentença que reconhecera o direito do recorrente, não podendo ser alterada já em fase de execução. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679275. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.862 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :GIL FONTANESI ADV.(A/S) :PATRICIA CORRÊA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) :FABIOLA STAURENGHI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra decisão que negou provimento ao agravo sob os seguintes fundamentos: (a) ausência de prequestionamento no que toca à alegada ofensa aos artigos 5º, II, e 170 da Constituição Federal (Súmula 282/STF); (b) fundamentação deficiente quanto à forma como o art. 5º, XXXII e XXXV, da Constituição Federal foi violado; (c) o recurso versa sobre matéria infraconstitucional; (d) para afastar as conclusões a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório (Súmula 279/STF). Sustenta o agravante, em suma, a existência de contrariedade na decisão proferida, pois o presente recurso não requer a apreciação de normas infraconstitucionais, tampouco a análise das provas acostadas aos autos, porquanto operou-se evidente ofensa ao princípio da coisa julgada, uma vez que transitou em julgado a sentença que reconhecera o direito do recorrente, não podendo ser alterada já em fase de execução. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 16/04/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.862 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora a recorrente tenha denominado o presente recurso de embargos de declaração, pela análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário e não sanar qualquer omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do CPC). Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o como agravo regimental. 2. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. Não houve emissão, pelo acórdão recorrido, de juízo acerca da violação da matéria de que tratam as normas insertas nos artigos 5º, II, e 170 da Constituição Federal, razão pela qual, à falta do indispensável prequestionamento, não pode ser o recurso extraordinário conhecido, incidindo o óbice da súmula 282/STF. 3. Igualmente, não pode ser conhecido o recurso extraordinário quanto à alegada ofensa ao art. 5º, XXXII e XXXV, da Constituição Federal. Isto porque não há, na fundamentação do recurso, a indicação adequada da questão constitucional controvertida, tendo deixado a recorrente de informar de que modo a Constituição foi violada, incidindo, na espécie, o óbice da súmula 284 do STF. 4. Ademais, conforme reiterada jurisprudência desta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679276. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.862 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora a recorrente tenha denominado o presente recurso de embargos de declaração, pela análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário e não sanar qualquer omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do CPC). Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o como agravo regimental. 2. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. Não houve emissão, pelo acórdão recorrido, de juízo acerca da violação da matéria de que tratam as normas insertas nos artigos 5º, II, e 170 da Constituição Federal, razão pela qual, à falta do indispensável prequestionamento, não pode ser o recurso extraordinário conhecido, incidindo o óbice da súmula 282/STF. 3. Igualmente, não pode ser conhecido o recurso extraordinário quanto à alegada ofensa ao art. 5º, XXXII e XXXV, da Constituição Federal. Isto porque não há, na fundamentação do recurso, a indicação adequada da questão constitucional controvertida, tendo deixado a recorrente de informar de que modo a Constituição foi violada, incidindo, na espécie, o óbice da súmula 284 do STF. 4. Ademais, conforme reiterada jurisprudência desta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 728862 ED / SP Corte, é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: AI 796.905 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, .DJe de 21/05/2012; AI 622.814 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/03/2012; ARE 642.062 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/08/2011. 5. Por fim, o recorrente afirma que: (…) os documentos ora juntados deveriam ter sido apresentados no momento processual oportuno, em fase de contestação, eis que não se trata de documento ou informação nova, pois as informações nele constante já eram de total conhecimento da instituição financeira não só quando contestou o feito, e sim quando forneceu os extratos ao autor, antes mesmo de que fosse proposta a presente medida judicial (fl. 180). Todavia, o acórdão recorrido asseverou o seguinte: Foi determinado ao recorrido procedesse a correção do saldo de conta de poupança do recorrente em março de 1991. Iniciada a execução, a instituição bancária ré apresentou extrato demonstrando que não havia saldo na referida conta do autor em março de 1991, o que levou a extinção da execução. A decisão guerreada bem apreciou a questão. Sem saldo a ser corrigido, não há como prosseguir-se a execução. Não restam caracterizadas a alegada má-fé e a intempestividade, visto que a apresentação do extrato somente era exigível para embasar a liquidação do julgado em fase de execução, visto que a defesa de mérito não veio fulcrada nos valores pretendidos pelo recorrente (fl. 161). Assim, refutar essas afirmações demanda a reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é cabível no 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679276. Supremo Tribunal Federal ARE 728862 ED / SP Corte, é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: AI 796.905 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, .DJe de 21/05/2012; AI 622.814 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/03/2012; ARE 642.062 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/08/2011. 5. Por fim, o recorrente afirma que: (…) os documentos ora juntados deveriam ter sido apresentados no momento processual oportuno, em fase de contestação, eis que não se trata de documento ou informação nova, pois as informações nele constante já eram de total conhecimento da instituição financeira não só quando contestou o feito, e sim quando forneceu os extratos ao autor, antes mesmo de que fosse proposta a presente medida judicial (fl. 180). Todavia, o acórdão recorrido asseverou o seguinte: Foi determinado ao recorrido procedesse a correção do saldo de conta de poupança do recorrente em março de 1991. Iniciada a execução, a instituição bancária ré apresentou extrato demonstrando que não havia saldo na referida conta do autor em março de 1991, o que levou a extinção da execução. A decisão guerreada bem apreciou a questão. Sem saldo a ser corrigido, não há como prosseguir-se a execução. Não restam caracterizadas a alegada má-fé e a intempestividade, visto que a apresentação do extrato somente era exigível para embasar a liquidação do julgado em fase de execução, visto que a defesa de mérito não veio fulcrada nos valores pretendidos pelo recorrente (fl. 161). Assim, refutar essas afirmações demanda a reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é cabível no 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 728862 ED / SP âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelece a súmula 279 do STF. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo em recurso extraordinário. 3. Diante do exposto, recebo os embargos declaratórios como agravo regimental e nego-lhe provimento. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679276. Supremo Tribunal Federal ARE 728862 ED / SP âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelece a súmula 279 do STF. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo em recurso extraordinário. 3. Diante do exposto, recebo os embargos declaratórios como agravo regimental e nego-lhe provimento. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.862 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : GIL FONTANESI ADV.(A/S) : PATRICIA CORRÊA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) : FABIOLA STAURENGHI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692795 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.862 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : GIL FONTANESI ADV.(A/S) : PATRICIA CORRÊA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) : FABIOLA STAURENGHI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692795 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3701078
2013-04-16T00:00:00
2013-04-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/STF. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. VEDAÇÃO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur229130
Número de páginas: 6. Análise: 21/05/2013, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
728862
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-ED
acordaos
ARE 728862 ED
[ "" ]
EMBDO.(A/S) : BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) : FABIOLA STAURENGHI E OUTRO(A/S) EMBTE.(S) : GIL FONTANESI ADV.(A/S) : PATRICIA CORRÊA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.862 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :GIL FONTANESI ADV.(A/S) :PATRICIA CORRÊA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) :FABIOLA STAURENGHI E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 282/Supremo Tribunal Federal. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. VEDAÇÃO. REVOLVIMENTO DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em receber os embargos de declaração como agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679274. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.862 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :GIL FONTANESI ADV.(A/S) :PATRICIA CORRÊA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) :FABIOLA STAURENGHI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra decisão que negou provimento ao agravo sob os seguintes fundamentos: (a) ausência de prequestionamento no que toca à alegada ofensa aos artigos 5..., II, e 170 da Constituição Federal (Súmula 282/Supremo Tribunal Federal); (b) fundamentação deficiente quanto à forma como o art. 5..., XXXII e XXXV, da Constituição Federal foi violado; (c) o recurso versa sobre matéria infraconstitucional; (d) para afastar as conclusões a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). Sustenta o agravante, em suma, a existência de contrariedade na decisão proferida, pois o presente recurso não requer a apreciação de normas infraconstitucionais, tampouco a análise das provas acostadas aos autos, porquanto operou-se evidente ofensa ao princípio da coisa julgada, uma vez que transitou em julgado a sentença que reconhecera o direito do recorrente, não podendo ser alterada já em fase de execução. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679275. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.862 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :GIL FONTANESI ADV.(A/S) :PATRICIA CORRÊA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) :FABIOLA STAURENGHI E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra decisão que negou provimento ao agravo sob os seguintes fundamentos: (a) ausência de prequestionamento no que toca à alegada ofensa aos artigos 5..., II, e 170 da Constituição Federal (Súmula 282/Supremo Tribunal Federal); (b) fundamentação deficiente quanto à forma como o art. 5..., XXXII e XXXV, da Constituição Federal foi violado; (c) o recurso versa sobre matéria infraconstitucional; (d) para afastar as conclusões a que chegou o Tribunal de origem, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório (Súmula 279/Supremo Tribunal Federal). Sustenta o agravante, em suma, a existência de contrariedade na decisão proferida, pois o presente recurso não requer a apreciação de normas infraconstitucionais, tampouco a análise das provas acostadas aos autos, porquanto operou-se evidente ofensa ao princípio da coisa julgada, uma vez que transitou em julgado a sentença que reconhecera o direito do recorrente, não podendo ser alterada já em fase de execução. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679275. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 16/04/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.862 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora a recorrente tenha denominado o presente recurso de embargos de declaração, pela análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário e não sanar qualquer omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do Código de Processo Civil). Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o como agravo regimental. 2. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. Não houve emissão, pelo acórdão recorrido, de juízo acerca da violação da matéria de que tratam as normas insertas nos artigos 5..., II, e 170 da Constituição Federal, razão pela qual, à falta do indispensável prequestionamento, não pode ser o recurso extraordinário conhecido, incidindo o óbice da súmula 282/Supremo Tribunal Federal. 3. Igualmente, não pode ser conhecido o recurso extraordinário quanto à alegada ofensa ao art. 5..., XXXII e XXXV, da Constituição Federal. Isto porque não há, na fundamentação do recurso, a indicação adequada da questão constitucional controvertida, tendo deixado a recorrente de informar de que modo a Constituição foi violada, incidindo, na espécie, o óbice da súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 4. Ademais, conforme reiterada jurisprudência desta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679276. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.862 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora a recorrente tenha denominado o presente recurso de embargos de declaração, pela análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário e não sanar qualquer omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do Código de Processo Civil). Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o como agravo regimental. 2. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 2. Não houve emissão, pelo acórdão recorrido, de juízo acerca da violação da matéria de que tratam as normas insertas nos artigos 5..., II, e 170 da Constituição Federal, razão pela qual, à falta do indispensável prequestionamento, não pode ser o recurso extraordinário conhecido, incidindo o óbice da súmula 282/Supremo Tribunal Federal. 3. Igualmente, não pode ser conhecido o recurso extraordinário quanto à alegada ofensa ao art. 5..., XXXII e XXXV, da Constituição Federal. Isto porque não há, na fundamentação do recurso, a indicação adequada da questão constitucional controvertida, tendo deixado a recorrente de informar de que modo a Constituição foi violada, incidindo, na espécie, o óbice da súmula 284 do Supremo Tribunal Federal. 4. Ademais, conforme reiterada jurisprudência desta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 728862 ED / SP Corte, é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: AI 796.905 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, .DJe de 21/05/2012; AI 622.814 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/03/2012; ARE 642.062 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/08/2011. 5. Por fim, o recorrente afirma que: (…) os documentos ora juntados deveriam ter sido apresentados no momento processual oportuno, em fase de contestação, eis que não se trata de documento ou informação nova, pois as informações nele constante já eram de total conhecimento da instituição financeira não só quando contestou o feito, e sim quando forneceu os extratos ao autor, antes mesmo de que fosse proposta a presente medida judicial (fl. 180). Todavia, o acórdão recorrido asseverou o seguinte: Foi determinado ao recorrido procedesse a correção do saldo de conta de poupança do recorrente em março de 1991. Iniciada a execução, a instituição bancária ré apresentou extrato demonstrando que não havia saldo na referida conta do autor em março de 1991, o que levou a extinção da execução. A decisão guerreada bem apreciou a questão. Sem saldo a ser corrigido, não há como prosseguir-se a execução. Não restam caracterizadas a alegada má-fé e a intempestividade, visto que a apresentação do extrato somente era exigível para embasar a liquidação do julgado em fase de execução, visto que a defesa de mérito não veio fulcrada nos valores pretendidos pelo recorrente (fl. 161). Assim, refutar essas afirmações demanda a reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é cabível no 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679276. Supremo Tribunal Federal ARE 728862 ED / SP Corte, é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: AI 796.905 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, .DJe de 21/05/2012; AI 622.814 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/03/2012; ARE 642.062 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/08/2011. 5. Por fim, o recorrente afirma que: (…) os documentos ora juntados deveriam ter sido apresentados no momento processual oportuno, em fase de contestação, eis que não se trata de documento ou informação nova, pois as informações nele constante já eram de total conhecimento da instituição financeira não só quando contestou o feito, e sim quando forneceu os extratos ao autor, antes mesmo de que fosse proposta a presente medida judicial (fl. 180). Todavia, o acórdão recorrido asseverou o seguinte: Foi determinado ao recorrido procedesse a correção do saldo de conta de poupança do recorrente em março de 1991. Iniciada a execução, a instituição bancária ré apresentou extrato demonstrando que não havia saldo na referida conta do autor em março de 1991, o que levou a extinção da execução. A decisão guerreada bem apreciou a questão. Sem saldo a ser corrigido, não há como prosseguir-se a execução. Não restam caracterizadas a alegada má-fé e a intempestividade, visto que a apresentação do extrato somente era exigível para embasar a liquidação do julgado em fase de execução, visto que a defesa de mérito não veio fulcrada nos valores pretendidos pelo recorrente (fl. 161). Assim, refutar essas afirmações demanda a reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é cabível no 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 728862 ED / SP âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelece a súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo em recurso extraordinário. 3. Diante do exposto, recebo os embargos declaratórios como agravo regimental e nego-lhe provimento. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679276. Supremo Tribunal Federal ARE 728862 ED / SP âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelece a súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 6. Diante do exposto, nego provimento ao agravo em recurso extraordinário. 3. Diante do exposto, recebo os embargos declaratórios como agravo regimental e nego-lhe provimento. É o voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679276. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.862 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : GIL FONTANESI ADV.(A/S) : PATRICIA CORRÊA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) : FABIOLA STAURENGHI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692795 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 728.862 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : GIL FONTANESI ADV.(A/S) : PATRICIA CORRÊA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : BANCO ITAÚ S/A ADV.(A/S) : FABIOLA STAURENGHI E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692795 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 282 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 728862 ED / SP", "AI 796 . 905 AgR", "AI 622 . 814 AgR", "ARE 642 . 062 AgR", "ARE 728862 ED / SP", "AI 796 . 905 AgR", "AI 622 . 814", "ARE 642 . 062 AgR", "súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "súmula 279 do Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , II , e 170 da Constituição Federal", "art . 5 . . . , XXXII e XXXV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , II , e 170 da Constituição Federal", "art . 5 . . . , XXXII e XXXV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.117 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :AUGUSTO ANTONIO XAVIER FILHO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. ART. 251 DO CÓDIGO PENAL MILITAR. CRIME PRATICADO POR CIVIL. CONDENAÇÃO NA JUSTIÇA CASTRENSE. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR FEDERAL E DE VÍCIO NA COMPOSIÇÃO DO CONSELHO PERMANENTE DE JUSTIÇA. QUESTÕES NÃO SUBMETIDAS AO SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. TRÂNSITO EM JULGADO DO ACÓRDÃO PROFERIDO PELA JUSTIÇA MILITAR. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. Inexistindo prévia manifestação do Superior Tribunal Militar sobre a matéria de fundo da impetração, a apreciação da alegada incompetência da Justiça Militar e de vício na composição do Conselho Permanente de Justiça importa em inadmissível supressão de instância, não admitido em habeas corpus. Jurisprudência desta Corte. 2. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, não conhecer do habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847407. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão HC 110117 / RJ Brasília, 14 de maio de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847407. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ Brasília, 14 de maio de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.117 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :AUGUSTO ANTONIO XAVIER FILHO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR RELATÓRIO 1. Habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO em favor de AUGUSTO ANTÔNIO XAVIER FILHO contra ato do Superior Tribunal Militar, que rejeitou os embargos infringentes opostos na apelação n. 0000032-34.2009.7.01.0401- RJ. 2. Noticia a Impetrante ter sido o Paciente, que não é militar, denunciado como incurso no art. 251 do Código Penal Militar, porque, na condição de filho da pensionista Aurora da Costa Lima, falecida em 8.12.2006, “intencionalmente, deixou de comunicar o óbito à Administração Militar, que, mantida em erro, continuou creditando os respectivos valores na conta-corrente 25232-8, agência 6124, do Bando Itaú S.A” (Evento 3, fl. 6), situação “que perdurou até dezembro de 2007” (Evento 3, fl. 7). Em 14.4.2010, o juízo da 4ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar condenou o Paciente a dois anos de reclusão: “Sendo assim, pelos fundamentos expostos, resolveu o Conselho Permanente de Justiça para a Marinha, por maioria de votos (3x2), julgar procedente a pretensão punitiva do Estado e condenar o acusado AUGUSTO ANTÔNIO XAVIER FILHO, já qualificado nos autos, como incurso nas sanções do artigo 251, cabeça, fixando-se a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847408. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.117 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :AUGUSTO ANTONIO XAVIER FILHO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR RELATÓRIO 1. Habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO em favor de AUGUSTO ANTÔNIO XAVIER FILHO contra ato do Superior Tribunal Militar, que rejeitou os embargos infringentes opostos na apelação n. 0000032-34.2009.7.01.0401- RJ. 2. Noticia a Impetrante ter sido o Paciente, que não é militar, denunciado como incurso no art. 251 do Código Penal Militar, porque, na condição de filho da pensionista Aurora da Costa Lima, falecida em 8.12.2006, “intencionalmente, deixou de comunicar o óbito à Administração Militar, que, mantida em erro, continuou creditando os respectivos valores na conta-corrente 25232-8, agência 6124, do Bando Itaú S.A” (Evento 3, fl. 6), situação “que perdurou até dezembro de 2007” (Evento 3, fl. 7). Em 14.4.2010, o juízo da 4ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar condenou o Paciente a dois anos de reclusão: “Sendo assim, pelos fundamentos expostos, resolveu o Conselho Permanente de Justiça para a Marinha, por maioria de votos (3x2), julgar procedente a pretensão punitiva do Estado e condenar o acusado AUGUSTO ANTÔNIO XAVIER FILHO, já qualificado nos autos, como incurso nas sanções do artigo 251, cabeça, fixando-se a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório HC 110117 / RJ pena-base, no mínimo legal, de acordo com as circunstâncias judiciais dos artigos 69 e 77, tudo do CPM, tornando-se definitiva em 02 (dois) anos de reclusão, ante a ausência de circunstâncias legais agravantes e atenuantes, bem assim causas especiais de aumento e de diminuição de pena, fixando o regime inicial de pena em aberto, com fulcro no artigo 33, §§ 1º, alínea ‘c’ e 2º alínea ‘c’, do Código Penal Brasileiro, c/c o artigo 110, da Lei de Execuções Penais (sem abstrair a possibilidade dos artigos 43 e 44, §2º, ambos do CPB), caso venha o réu a cumprir pena em estabelecimento prisional civil. Resolveu, nesse sentido, conceder ao acusado a Suspensão Condicional da Execução da Pena (especial) pelo prazo de 02 (dois) anos, por estarem preenchidas as circunstâncias dos incisos I e II do artigo 84 do CPM, mediante o cumprimento das condições insertas no artigo 608, cabeça, c/c o artigo 626, ambos do CPPM, ou seja, apresentar-se, trimestralmente, ao juízo da execução da pena, para assinar livro próprio; bem como se entrevistar com o órgão do Ministério Público; não portar armas ofensivas ou capazes de ofender; não frequentar casas de bebidas alcoólicas, de jogos ou de tavolagem; não mudar de habitação sem prévio aviso à autoridade competente, e não se ausentar do território da jurisdição do juiz, sem prévia autorização. Por fim, permitindo-se ao acusado apelar em liberdade, pelo que dispõe o artigo 527, do CPM.” (Evento 2, fls. 66-67). Interposta apelação n. 0000032-34.2009.7.01.0401-RJ pela defesa, em 30.11.2010 o Superior Tribunal Militar negou provimento ao recurso: “APELAÇÃO. DEFESA. ESTELIONATO. CRIME MILITAR IMPRÓPRIO. AUSÊNCIA DE ESTADO DE NECESSIDADE EXCULPANTE. TIPICIDADE FORMAL E MATERIAL. 1. Presentes todas as elementares do tipo penal previsto no art. 251 do CPM, quais sejam: a fraude, o erro, o duplo resultado e o dolo. É crime militar impróprio. 2. O Recorrente não estava com sua vida em perigo ou sua sobrevivência em risco que pudesse justificar os saques realizados na 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847408. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ pena-base, no mínimo legal, de acordo com as circunstâncias judiciais dos artigos 69 e 77, tudo do CPM, tornando-se definitiva em 02 (dois) anos de reclusão, ante a ausência de circunstâncias legais agravantes e atenuantes, bem assim causas especiais de aumento e de diminuição de pena, fixando o regime inicial de pena em aberto, com fulcro no artigo 33, §§ 1º, alínea ‘c’ e 2º alínea ‘c’, do Código Penal Brasileiro, c/c o artigo 110, da Lei de Execuções Penais (sem abstrair a possibilidade dos artigos 43 e 44, §2º, ambos do CPB), caso venha o réu a cumprir pena em estabelecimento prisional civil. Resolveu, nesse sentido, conceder ao acusado a Suspensão Condicional da Execução da Pena (especial) pelo prazo de 02 (dois) anos, por estarem preenchidas as circunstâncias dos incisos I e II do artigo 84 do CPM, mediante o cumprimento das condições insertas no artigo 608, cabeça, c/c o artigo 626, ambos do CPPM, ou seja, apresentar-se, trimestralmente, ao juízo da execução da pena, para assinar livro próprio; bem como se entrevistar com o órgão do Ministério Público; não portar armas ofensivas ou capazes de ofender; não frequentar casas de bebidas alcoólicas, de jogos ou de tavolagem; não mudar de habitação sem prévio aviso à autoridade competente, e não se ausentar do território da jurisdição do juiz, sem prévia autorização. Por fim, permitindo-se ao acusado apelar em liberdade, pelo que dispõe o artigo 527, do CPM.” (Evento 2, fls. 66-67). Interposta apelação n. 0000032-34.2009.7.01.0401-RJ pela defesa, em 30.11.2010 o Superior Tribunal Militar negou provimento ao recurso: “APELAÇÃO. DEFESA. ESTELIONATO. CRIME MILITAR IMPRÓPRIO. AUSÊNCIA DE ESTADO DE NECESSIDADE EXCULPANTE. TIPICIDADE FORMAL E MATERIAL. 1. Presentes todas as elementares do tipo penal previsto no art. 251 do CPM, quais sejam: a fraude, o erro, o duplo resultado e o dolo. É crime militar impróprio. 2. O Recorrente não estava com sua vida em perigo ou sua sobrevivência em risco que pudesse justificar os saques realizados na 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório HC 110117 / RJ conta bancária de sua mãe falecida. Não tinha que escolher entre um bem jurídico e outro, pois não ocorria conflito de bens, razão pela qual não se configura o estado de necessidade exculpante. 3. Autoria e materialidade amplamente configuradas pela confissão e provas testemunhais. Recurso desprovido. Decisão majoritária.” (Evento 2, fl. 120, destaques do original). A defesa opôs embargos infringentes (Evento 2, fls. 141-147). Em 23.5.2011, o Superior Tribunal Militar os rejeitou: “Embargos infringentes do Julgado. Estelionato (CPM, art. 251). Apropriação indébita. Desclassificação. Rejeição. Hipótese em que restou demonstrado que o réu, por aproximadamente um ano, efetuou saques por meio de cartão bancário magnético, ocorridos posteriormente ao falecimento da pensionista militar, titular da conta. O autor, mediante silêncio malicioso acerca do óbito, deliberadamente e conscientemente, manteve a Administração Militar em erro, a fim de obter vantagem indevida e ilícita. Presentes os elementos do tipo de estelionato, não há falar em desclassificação para o crime de apropriação indébita. Embargos rejeitados. Decisão unânime” (Evento 2, fl. 175). 3. A decisão condenatória do Superior Tribunal Militar é o objeto do presente habeas corpus, no qual a Impetrante alega estar o Paciente na iminência de sofrer coação ilegal na sua liberdade de locomoção, pois “o Órgão Julgador de primeiro grau, denominado ‘Conselho de Justiça Permanente’ não preenche o pressuposto (ou requisito) de validade da jurisdição válida, porque nem todos os membros contam com as garantias constitucionais acima referidas” (Evento 1, fl. 4). Afirma a Impetrante ser a instância militar absolutamente incompetente para processar e julgar a ação penal, porque “o delito militar praticado por civil, em tempo de paz, tem caráter excepcional, somente sendo admitido o seu julgamento pela Justiça Militar quando atingir 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847408. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ conta bancária de sua mãe falecida. Não tinha que escolher entre um bem jurídico e outro, pois não ocorria conflito de bens, razão pela qual não se configura o estado de necessidade exculpante. 3. Autoria e materialidade amplamente configuradas pela confissão e provas testemunhais. Recurso desprovido. Decisão majoritária.” (Evento 2, fl. 120, destaques do original). A defesa opôs embargos infringentes (Evento 2, fls. 141-147). Em 23.5.2011, o Superior Tribunal Militar os rejeitou: “Embargos infringentes do Julgado. Estelionato (CPM, art. 251). Apropriação indébita. Desclassificação. Rejeição. Hipótese em que restou demonstrado que o réu, por aproximadamente um ano, efetuou saques por meio de cartão bancário magnético, ocorridos posteriormente ao falecimento da pensionista militar, titular da conta. O autor, mediante silêncio malicioso acerca do óbito, deliberadamente e conscientemente, manteve a Administração Militar em erro, a fim de obter vantagem indevida e ilícita. Presentes os elementos do tipo de estelionato, não há falar em desclassificação para o crime de apropriação indébita. Embargos rejeitados. Decisão unânime” (Evento 2, fl. 175). 3. A decisão condenatória do Superior Tribunal Militar é o objeto do presente habeas corpus, no qual a Impetrante alega estar o Paciente na iminência de sofrer coação ilegal na sua liberdade de locomoção, pois “o Órgão Julgador de primeiro grau, denominado ‘Conselho de Justiça Permanente’ não preenche o pressuposto (ou requisito) de validade da jurisdição válida, porque nem todos os membros contam com as garantias constitucionais acima referidas” (Evento 1, fl. 4). Afirma a Impetrante ser a instância militar absolutamente incompetente para processar e julgar a ação penal, porque “o delito militar praticado por civil, em tempo de paz, tem caráter excepcional, somente sendo admitido o seu julgamento pela Justiça Militar quando atingir 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório HC 110117 / RJ bens jurídicos diretamente relacionados às funções típicas das Forças Armadas, previstas no artigo 142, caput, da Constituição da República” (Evento 1, fl. 7, destaques do original). 4. A Impetrante requer liminar, “para determinar a suspensão dos efeitos do acórdão proferido pelo SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR em desfavor do Paciente, bem como o andamento da ação penal militar” (Evento 1, fl. 11, destaques do original). Este o teor dos pedidos: “3.1. declarar, em sede de controle incidental, a inconstitucionalidade das disposições, contidas na Lei 8.457/1992, que determinam a composição dos Conselhos Permanentes de Justiça por militares desprovidos das garantias constitucionais de jurisdição válida, ínsitas a todos os Juízes, com fundamento no artigo 95, incisos I a III, da Constituição da República; 3.2. declarar, em sede de controle incidental, a inconstitucionalidade das disposições, contidas na Lei 8.457/1992, que determinam a composição dos Conselhos Permanentes de Justiça por militares que exerçam, concomitantemente ao exercício da judicatura, outro cargo ou função, salvo uma de magistério, com fundamento no artigo 95, parágrafo único, inciso I, da Constituição da República; 3.3. declarar a nulidade de todos os atos praticados em primeiro grau de jurisdição com a participação de julgadores outros que não o Juiz-Auditor, com fundamento nos dispositivos constitucionais acima referidos; 3.4. declarar a nulidade do processo, desde o início, por violação ao artigo 5.º, inciso LIII, e ao artigo 109, inciso IV, ambos da Constituição da República, bem como ao artigo 8.º, item 1, do Pacto de São José da Costa Rica, com o declínio da competência para processar e julgar os fatos versados na referida ação penal para a Justiça Federal comum” (Evento 1, fls. 11-12, destaques do original). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847408. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ bens jurídicos diretamente relacionados às funções típicas das Forças Armadas, previstas no artigo 142, caput, da Constituição da República” (Evento 1, fl. 7, destaques do original). 4. A Impetrante requer liminar, “para determinar a suspensão dos efeitos do acórdão proferido pelo SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR em desfavor do Paciente, bem como o andamento da ação penal militar” (Evento 1, fl. 11, destaques do original). Este o teor dos pedidos: “3.1. declarar, em sede de controle incidental, a inconstitucionalidade das disposições, contidas na Lei 8.457/1992, que determinam a composição dos Conselhos Permanentes de Justiça por militares desprovidos das garantias constitucionais de jurisdição válida, ínsitas a todos os Juízes, com fundamento no artigo 95, incisos I a III, da Constituição da República; 3.2. declarar, em sede de controle incidental, a inconstitucionalidade das disposições, contidas na Lei 8.457/1992, que determinam a composição dos Conselhos Permanentes de Justiça por militares que exerçam, concomitantemente ao exercício da judicatura, outro cargo ou função, salvo uma de magistério, com fundamento no artigo 95, parágrafo único, inciso I, da Constituição da República; 3.3. declarar a nulidade de todos os atos praticados em primeiro grau de jurisdição com a participação de julgadores outros que não o Juiz-Auditor, com fundamento nos dispositivos constitucionais acima referidos; 3.4. declarar a nulidade do processo, desde o início, por violação ao artigo 5.º, inciso LIII, e ao artigo 109, inciso IV, ambos da Constituição da República, bem como ao artigo 8.º, item 1, do Pacto de São José da Costa Rica, com o declínio da competência para processar e julgar os fatos versados na referida ação penal para a Justiça Federal comum” (Evento 1, fls. 11-12, destaques do original). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Relatório HC 110117 / RJ 5. Em 31.8.2011, indeferi a medida liminar e, por entender suficiente a instrução, determinei que se colhesse a manifestação do Procurador- Geral da República. 6. Parecer da Procuradoria-Geral da República pelo não conhecimento do habeas corpus ou, caso conhecido, pela denegação da ordem: “HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR. PROCESSUAL PENAL MILITAR. ESTELIONATO – ART. 251, CPM. QUESTÕES NÃO ENFRENTADAS NAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. NÃO CONHECIMENTO DO WRIT SOB PENA DE INDEVIDA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA CASTRENSE. CRIME COMETIDO POR CIVIL EM DETRIMENTO DE BENS DA UNIÃO SOB A ADMINISTRAÇÃO MILITAR. ART. 9º, II E II, A, DO CPM. PRECEDENTES. NULIDADE DOS ATOS DECISÓRIOS. CONSELHO PERMANENTE DE JUSTIÇA. COMPOSIÇÃO. PARTICIPAÇÃO DE OFICIAIS MILITARES, AOS QUAIS SE GARANTE A INDEPENDÊNCIA NO EXERCÍCIO DA ATIVIDADE JURISDICIONAL. SIMETRIA CONSTITUCIONAL. ACUMULAÇÃO INDEVIDA DE CARGO OU FUNÇÃO DE MAGISTRADO NÃO VERIFICADA. ATIVIDADE INERENTE AO CARGO DE OFICIAL MILITAR. - Parecer pelo não conhecimento do mandamus ou, caso conhecido, pela denegação da ordem” (Evento 7, fl. 1, destaques do original) É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847408. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ 5. Em 31.8.2011, indeferi a medida liminar e, por entender suficiente a instrução, determinei que se colhesse a manifestação do Procurador- Geral da República. 6. Parecer da Procuradoria-Geral da República pelo não conhecimento do habeas corpus ou, caso conhecido, pela denegação da ordem: “HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR. PROCESSUAL PENAL MILITAR. ESTELIONATO – ART. 251, CPM. QUESTÕES NÃO ENFRENTADAS NAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. NÃO CONHECIMENTO DO WRIT SOB PENA DE INDEVIDA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA CASTRENSE. CRIME COMETIDO POR CIVIL EM DETRIMENTO DE BENS DA UNIÃO SOB A ADMINISTRAÇÃO MILITAR. ART. 9º, II E II, A, DO CPM. PRECEDENTES. NULIDADE DOS ATOS DECISÓRIOS. CONSELHO PERMANENTE DE JUSTIÇA. COMPOSIÇÃO. PARTICIPAÇÃO DE OFICIAIS MILITARES, AOS QUAIS SE GARANTE A INDEPENDÊNCIA NO EXERCÍCIO DA ATIVIDADE JURISDICIONAL. SIMETRIA CONSTITUCIONAL. ACUMULAÇÃO INDEVIDA DE CARGO OU FUNÇÃO DE MAGISTRADO NÃO VERIFICADA. ATIVIDADE INERENTE AO CARGO DE OFICIAL MILITAR. - Parecer pelo não conhecimento do mandamus ou, caso conhecido, pela denegação da ordem” (Evento 7, fl. 1, destaques do original) É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.117 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Conforme relatado, a Impetrante sustenta, em síntese, a irregularidade na constituição do Conselho Permanente de Justiça e que a instância militar é absolutamente incompetente para processar e julgar a ação penal. 3. Tem-se, nos autos, ter sido o Paciente denunciado como incurso nas penas do art. 251, caput, do Código Penal Militar. Expõe a denúncia que: “Consta dos autos IPM que, no dia 08 de dezembro de 2006, faleceu a pensionista da Marinha AURORA DA COSTA LIMA (fl. 3). Entretanto, o denunciado, filho da falecida, intencionalmente deixou de comunicar o óbito à Administração Militar, que, mantida em erro, continuou creditando os respectivos valores na conta corrente 25232-8, agência 6124, do Banco do Itaú S.A. Possuindo o denunciado o cartão magnético da referida conta corrente e sabedor da senha de acesso, passou a sacar fraudulentamente os valores creditados em erro pela Administração Militar, obtendo para si vantagem ilícita. A conduta ilícita, que teve início em dezembro de 2006, perdurou até dezembro de 2007 (fls. 22/23 e 32). (…) O denunciado, ao omitir intencionalmente o óbito de sua mãe, obteve para si vantagem ilícita em prejuízo alheio, pelo que, consciente e voluntariamente, praticou, em tese, a conduta descrita no artigo 251 do Código Penal Militar” (Evento 3, fls. 6-7, destaque do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.117 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Conforme relatado, a Impetrante sustenta, em síntese, a irregularidade na constituição do Conselho Permanente de Justiça e que a instância militar é absolutamente incompetente para processar e julgar a ação penal. 3. Tem-se, nos autos, ter sido o Paciente denunciado como incurso nas penas do art. 251, caput, do Código Penal Militar. Expõe a denúncia que: “Consta dos autos IPM que, no dia 08 de dezembro de 2006, faleceu a pensionista da Marinha AURORA DA COSTA LIMA (fl. 3). Entretanto, o denunciado, filho da falecida, intencionalmente deixou de comunicar o óbito à Administração Militar, que, mantida em erro, continuou creditando os respectivos valores na conta corrente 25232-8, agência 6124, do Banco do Itaú S.A. Possuindo o denunciado o cartão magnético da referida conta corrente e sabedor da senha de acesso, passou a sacar fraudulentamente os valores creditados em erro pela Administração Militar, obtendo para si vantagem ilícita. A conduta ilícita, que teve início em dezembro de 2006, perdurou até dezembro de 2007 (fls. 22/23 e 32). (…) O denunciado, ao omitir intencionalmente o óbito de sua mãe, obteve para si vantagem ilícita em prejuízo alheio, pelo que, consciente e voluntariamente, praticou, em tese, a conduta descrita no artigo 251 do Código Penal Militar” (Evento 3, fls. 6-7, destaque do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110117 / RJ original). Na fase de alegações finais, a defesa trouxe como únicas teses a absolvição do réu por ausência de dolo e erro de direito (Evento 2, fls. 45- 47). 4. Em 14.4.2010, o juízo da 4ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar condenou o Paciente a dois anos de reclusão como incurso no art. 251 do CPM, em regime aberto, com o direito de apelar em liberdade, concedendo, ainda, o benefício do sursis: “Sendo assim, pelos fundamentos expostos, resolveu o Conselho Permanente de Justiça para a Marinha, por maioria de votos (3x2), julgar procedente a pretensão punitiva do Estado e condenar o acusado AUGUSTO ANTÔNIO XAVIER FILHO, já qualificado nos autos, como incurso nas sanções do artigo 251, cabeça, fixando-se a pena-base, no mínimo legal, de acordo com as circunstâncias judiciais dos artigos 69 e 77, tudo do CPM, tornando-se definitiva em 02 (dois) anos de reclusão, ante a ausência de circunstâncias legais agravantes e atenuantes, bem assim causas especiais de aumento e de diminuição de pena, fixando o regime inicial de pena em aberto, com fulcro no artigo 33, §§ 1º, alínea ‘c’ e 2º alínea ‘c’, do Código Penal Brasileiro, c/c o artigo 110, da Lei de Execuções Penais (sem abstrair a possibilidade dos artigos 43 e 44, §2º, ambos do CPB), caso venha o réu a cumprir pena em estabelecimento prisional civil. Resolveu, nesse sentido, conceder ao acusado a Suspensão Condicional da Execução da Pena (especial) pelo prazo de 02 (dois) anos, por estarem preenchidas as circunstâncias dos incisos I e II do artigo 84 do CPM, mediante o cumprimento das condições insertas no artigo 608, cabeça, c/c o artigo 626, ambos do CPPM, ou seja, apresentar-se, trimestralmente, ao juízo da execução da pena, para assinar livro próprio; bem como se entrevistar com o órgão do Ministério Público; não portar armas ofensivas ou capazes de ofender; não frequentar casas de bebidas alcoólicas, de jogos ou de tavolagem; não mudar de habitação sem prévio aviso à autoridade competente, e não se ausentar do território da jurisdição do juiz, sem prévia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ original). Na fase de alegações finais, a defesa trouxe como únicas teses a absolvição do réu por ausência de dolo e erro de direito (Evento 2, fls. 45- 47). 4. Em 14.4.2010, o juízo da 4ª Auditoria da 1ª Circunscrição Judiciária Militar condenou o Paciente a dois anos de reclusão como incurso no art. 251 do CPM, em regime aberto, com o direito de apelar em liberdade, concedendo, ainda, o benefício do sursis: “Sendo assim, pelos fundamentos expostos, resolveu o Conselho Permanente de Justiça para a Marinha, por maioria de votos (3x2), julgar procedente a pretensão punitiva do Estado e condenar o acusado AUGUSTO ANTÔNIO XAVIER FILHO, já qualificado nos autos, como incurso nas sanções do artigo 251, cabeça, fixando-se a pena-base, no mínimo legal, de acordo com as circunstâncias judiciais dos artigos 69 e 77, tudo do CPM, tornando-se definitiva em 02 (dois) anos de reclusão, ante a ausência de circunstâncias legais agravantes e atenuantes, bem assim causas especiais de aumento e de diminuição de pena, fixando o regime inicial de pena em aberto, com fulcro no artigo 33, §§ 1º, alínea ‘c’ e 2º alínea ‘c’, do Código Penal Brasileiro, c/c o artigo 110, da Lei de Execuções Penais (sem abstrair a possibilidade dos artigos 43 e 44, §2º, ambos do CPB), caso venha o réu a cumprir pena em estabelecimento prisional civil. Resolveu, nesse sentido, conceder ao acusado a Suspensão Condicional da Execução da Pena (especial) pelo prazo de 02 (dois) anos, por estarem preenchidas as circunstâncias dos incisos I e II do artigo 84 do CPM, mediante o cumprimento das condições insertas no artigo 608, cabeça, c/c o artigo 626, ambos do CPPM, ou seja, apresentar-se, trimestralmente, ao juízo da execução da pena, para assinar livro próprio; bem como se entrevistar com o órgão do Ministério Público; não portar armas ofensivas ou capazes de ofender; não frequentar casas de bebidas alcoólicas, de jogos ou de tavolagem; não mudar de habitação sem prévio aviso à autoridade competente, e não se ausentar do território da jurisdição do juiz, sem prévia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110117 / RJ autorização. Por fim, permitindo-se ao acusado apelar em liberdade, pelo que dispõe o artigo 527, do CPM.” (Evento 2, fls. 66-67). 5. Recurso de apelação interposto pela defesa em 27.4.2010 (Evento 2, fl. 76), alegando, também como únicas teses, a atipicidade da conduta pela ausência de dolo e estado de necessidade como excludente de crime (Evento 2, fls. 77-79). 6. Em 30.11.2010, o Superior Tribunal Militar julgou a apelação n. 0000032-34.2009.7.01.0401-RJ: “APELAÇÃO. DEFESA. ESTELIONATO. CRIME MILITAR IMPRÓPRIO. AUSÊNCIA DE ESTADO DE NECESSIDADE EXCULPANTE. TIPICIDADE FORMAL E MATERIAL. 1. Presentes todas as elementares do tipo penal previsto no art. 251 do CPM, quais sejam: a fraude, o erro, o duplo resultado e o dolo. É crime militar impróprio. 2. O Recorrente não estava com sua vida em perigo ou sua sobrevivência em risco que pudesse justificar os saques realizados na conta bancária de sua mãe falecida. Não tinha que escolher entre um bem jurídico e outro, pois não ocorria conflito de bens, razão pela qual não se configura o estado de necessidade exculpante. 3. Autoria e materialidade amplamente configuradas pela confissão e provas testemunhais. Recurso desprovido. Decisão majoritária.” (Evento 2, fl. 120, destaques do original). 7. A defesa opôs embargos infringentes (Evento 2, fls. 141-147), buscando prevalecer o voto vencido para desclassificar a conduta do acusado para o crime de apropriação indébita simples (CPM, art. 248). 8. Em 23.5.2011, o Superior Tribunal Militar rejeitou os embargos infringentes: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ autorização. Por fim, permitindo-se ao acusado apelar em liberdade, pelo que dispõe o artigo 527, do CPM.” (Evento 2, fls. 66-67). 5. Recurso de apelação interposto pela defesa em 27.4.2010 (Evento 2, fl. 76), alegando, também como únicas teses, a atipicidade da conduta pela ausência de dolo e estado de necessidade como excludente de crime (Evento 2, fls. 77-79). 6. Em 30.11.2010, o Superior Tribunal Militar julgou a apelação n. 0000032-34.2009.7.01.0401-RJ: “APELAÇÃO. DEFESA. ESTELIONATO. CRIME MILITAR IMPRÓPRIO. AUSÊNCIA DE ESTADO DE NECESSIDADE EXCULPANTE. TIPICIDADE FORMAL E MATERIAL. 1. Presentes todas as elementares do tipo penal previsto no art. 251 do CPM, quais sejam: a fraude, o erro, o duplo resultado e o dolo. É crime militar impróprio. 2. O Recorrente não estava com sua vida em perigo ou sua sobrevivência em risco que pudesse justificar os saques realizados na conta bancária de sua mãe falecida. Não tinha que escolher entre um bem jurídico e outro, pois não ocorria conflito de bens, razão pela qual não se configura o estado de necessidade exculpante. 3. Autoria e materialidade amplamente configuradas pela confissão e provas testemunhais. Recurso desprovido. Decisão majoritária.” (Evento 2, fl. 120, destaques do original). 7. A defesa opôs embargos infringentes (Evento 2, fls. 141-147), buscando prevalecer o voto vencido para desclassificar a conduta do acusado para o crime de apropriação indébita simples (CPM, art. 248). 8. Em 23.5.2011, o Superior Tribunal Militar rejeitou os embargos infringentes: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110117 / RJ “Embargos infringentes do Julgado. Estelionato (CPM, art. 251). Apropriação indébita. Desclassificação. Rejeição. Hipótese em que restou demonstrado que o réu, por aproximadamente um ano, efetuou saques por meio de cartão bancário magnético, ocorridos posteriormente ao falecimento da pensionista Militar, titular da conta. O autor, mediante silêncio malicioso acerca do óbito, deliberadamente e conscientemente, manteve a Administração militar em erro, a fim de obter vantagem indevida e ilícita. Presentes os elementos do tipo de estelionato, não há falar em desclassificação para o crime de apropriação indébita. Embargos rejeitados. Decisão unânime” (Evento 2, fl. 175). 9. Tem-se dos autos, portanto, que as questões relativas à incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o Paciente e eventual irregularidade na constituição do Conselho Permanente de Justiça não foram objeto de exame tanto pela primeira instância militar quanto pelo Superior Tribunal Militar. No Superior Tribunal Militar apenas foram analisadas e afastadas as teses de a) atipicidade da conduta, por ausência de dolo; b) estado de necessidade como excludente de crime e c) desclassificação para o crime de apropriação indébita simples. 10. Este Supremo Tribunal assentou a impossibilidade de atuação jurisdicional quando a decisão impugnada por meio de habeas corpus não tenha cuidado da matéria objeto do pedido apresentado na nova ação, sob pena de supressão de instância: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL MILITAR. PROCESSUAL PENAL MILITAR. CRIME DE ESTELIONATO PRATICADO CONTRA PATRIMÔNIO SOB A ADMINISTRAÇÃO MILITAR. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA CASTRENSE. MATÉRIA NÃO EXAMINADA NO ACÓRDÃO ATACADO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. WRIT NÃO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ “Embargos infringentes do Julgado. Estelionato (CPM, art. 251). Apropriação indébita. Desclassificação. Rejeição. Hipótese em que restou demonstrado que o réu, por aproximadamente um ano, efetuou saques por meio de cartão bancário magnético, ocorridos posteriormente ao falecimento da pensionista Militar, titular da conta. O autor, mediante silêncio malicioso acerca do óbito, deliberadamente e conscientemente, manteve a Administração militar em erro, a fim de obter vantagem indevida e ilícita. Presentes os elementos do tipo de estelionato, não há falar em desclassificação para o crime de apropriação indébita. Embargos rejeitados. Decisão unânime” (Evento 2, fl. 175). 9. Tem-se dos autos, portanto, que as questões relativas à incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o Paciente e eventual irregularidade na constituição do Conselho Permanente de Justiça não foram objeto de exame tanto pela primeira instância militar quanto pelo Superior Tribunal Militar. No Superior Tribunal Militar apenas foram analisadas e afastadas as teses de a) atipicidade da conduta, por ausência de dolo; b) estado de necessidade como excludente de crime e c) desclassificação para o crime de apropriação indébita simples. 10. Este Supremo Tribunal assentou a impossibilidade de atuação jurisdicional quando a decisão impugnada por meio de habeas corpus não tenha cuidado da matéria objeto do pedido apresentado na nova ação, sob pena de supressão de instância: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL MILITAR. PROCESSUAL PENAL MILITAR. CRIME DE ESTELIONATO PRATICADO CONTRA PATRIMÔNIO SOB A ADMINISTRAÇÃO MILITAR. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA CASTRENSE. MATÉRIA NÃO EXAMINADA NO ACÓRDÃO ATACADO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. WRIT NÃO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110117 / RJ CONHECIDO. I – A questão relativa à incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o paciente pelos fatos narrados na peça acusatória não foi examinada pelo Superior Tribunal Militar, sendo certo que o tema sequer foi suscitado pela defesa como preliminar de apelação. II – Esse fato impede que esta Corte aprecie a matéria, sob pena de incorrer-se em indevida supressão de instância, com evidente extravasamento dos limites da competência outorgada no art. 102 da Constituição Federal. III – Habeas corpus não conhecido.”(HC 111.148, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 6.3.2012 – grifos nossos). Nesse sentido, a decisão monocrática proferida pelo Ministro Celso de Mello no Recurso Ordinário em Habeas Corpus n. 84.567: “(...) [S]e impõe o não conhecimento deste recurso ordinário, na parte em que se apóia em fundamento não apreciado na decisão ora impugnada, vale dizer, na parte em que se postula a anulação do acórdão emanado do E. Tribunal de Justiça estadual, para que nova decisão seja prolatada, ‘com apreciação da legalidade ou licitude das provas em que se fundou a sentença condenatória (...)’ (fls. 115). É que, se assim não fosse, registrar-se-ia indevida supressão de instância, consoante tem advertido a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 182/243-244, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE - HC 73.390/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 81.115/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – HC 81.406/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): ‘ IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL. - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do ‘habeas corpus’, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir ‘per saltum’, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ CONHECIDO. I – A questão relativa à incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o paciente pelos fatos narrados na peça acusatória não foi examinada pelo Superior Tribunal Militar, sendo certo que o tema sequer foi suscitado pela defesa como preliminar de apelação. II – Esse fato impede que esta Corte aprecie a matéria, sob pena de incorrer-se em indevida supressão de instância, com evidente extravasamento dos limites da competência outorgada no art. 102 da Constituição Federal. III – Habeas corpus não conhecido.”(HC 111.148, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 6.3.2012 – grifos nossos). Nesse sentido, a decisão monocrática proferida pelo Ministro Celso de Mello no Recurso Ordinário em Habeas Corpus n. 84.567: “(...) [S]e impõe o não conhecimento deste recurso ordinário, na parte em que se apóia em fundamento não apreciado na decisão ora impugnada, vale dizer, na parte em que se postula a anulação do acórdão emanado do E. Tribunal de Justiça estadual, para que nova decisão seja prolatada, ‘com apreciação da legalidade ou licitude das provas em que se fundou a sentença condenatória (...)’ (fls. 115). É que, se assim não fosse, registrar-se-ia indevida supressão de instância, consoante tem advertido a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 182/243-244, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE - HC 73.390/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 81.115/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – HC 81.406/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): ‘ IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL. - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do ‘habeas corpus’, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir ‘per saltum’, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110117 / RJ subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes’ (HC 83.842/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO). 'HABEAS CORPUS’. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. FALTA DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA TÉCNICA. MATÉRIA NÃO SUBMETIDA ÀS INSTÂNCIAS INFERIORES. DUPLA SURPESSÃO DE INSTÂNCIA. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE PROVAS PARA CONDENAÇÃO. REITERAÇÃO DE PEDIDO. IMPOSSIBILIDADE ADMITIR-SE O ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE NULIDADE FLAGRANTE. IMPETRAÇÃO NÃO CONHECIDA. I – A questão relativa à ausência de realização de perícia espectrográfica não foi apreciada nas instâncias inferiores. Assim, seu conhecimento em sede originária pelo Supremo Tribunal Federal implicaria em supressão de instância. Precedentes. .................................................. IV – ‘Writ’ não conhecido’ (HC 98.906/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI - grifei). Por isso mesmo, e considerando que esse específico fundamento não constituiu objeto de expressa análise por parte do E. Superior Tribunal de Justiça, resta inviabilizado, quanto a tal aspecto, o conhecimento do presente recurso (...)” (DJe 4.6.2010). 11. Consta do sítio do Superior Tribunal Militar (www.stm.jus.br) que, em 26.9.2011, houve o trânsito em julgado do acórdão proferido por aquele Tribunal Superior. 12. Além disso e sem adentrar o mérito da impetração, incabível a concessão da ordem de ofício, porque não há que se ter como censurável a competência da Justiça Militar para o processamento do feito, pois a legislação penal militar considera crime a infração praticada por civil, em tempo de paz, contra o patrimônio sob a administração militar com a 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes’ (HC 83.842/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO). 'HABEAS CORPUS’. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. FALTA DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA TÉCNICA. MATÉRIA NÃO SUBMETIDA ÀS INSTÂNCIAS INFERIORES. DUPLA SURPESSÃO DE INSTÂNCIA. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE PROVAS PARA CONDENAÇÃO. REITERAÇÃO DE PEDIDO. IMPOSSIBILIDADE ADMITIR-SE O ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE NULIDADE FLAGRANTE. IMPETRAÇÃO NÃO CONHECIDA. I – A questão relativa à ausência de realização de perícia espectrográfica não foi apreciada nas instâncias inferiores. Assim, seu conhecimento em sede originária pelo Supremo Tribunal Federal implicaria em supressão de instância. Precedentes. .................................................. IV – ‘Writ’ não conhecido’ (HC 98.906/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI - grifei). Por isso mesmo, e considerando que esse específico fundamento não constituiu objeto de expressa análise por parte do E. Superior Tribunal de Justiça, resta inviabilizado, quanto a tal aspecto, o conhecimento do presente recurso (...)” (DJe 4.6.2010). 11. Consta do sítio do Superior Tribunal Militar (www.stm.jus.br) que, em 26.9.2011, houve o trânsito em julgado do acórdão proferido por aquele Tribunal Superior. 12. Além disso e sem adentrar o mérito da impetração, incabível a concessão da ordem de ofício, porque não há que se ter como censurável a competência da Justiça Militar para o processamento do feito, pois a legislação penal militar considera crime a infração praticada por civil, em tempo de paz, contra o patrimônio sob a administração militar com a 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110117 / RJ finalidade de “obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento” (art. 251, caput, do Código Penal Militar). Nesse sentido, decidiu a Primeira Turma do Supremo Tribunal, em 16 de outubro de 2007, no Habeas Corpus n. 92.171, de relatoria do Ministro Menezes Direito, cujo julgado é o seguinte: “Habeas corpus. Penal Militar e Processual Penal Militar. Condenação pelo crime de receptação de armamento de uso exclusivo das Forças Armadas (art. 254 do CPM). Competência da Justiça Militar (art. 9º, inc. III, alínea ‘a’, do CPM). (...). 1. Assentado nos autos que o material encontrado com o paciente pertencia à Diretoria de Material Bélico da Aeronáutica, a dizer, do acervo da Força Aérea Brasileira, é patente a competência da Justiça Militar da União para processar e julgar o feito, a teor do que dispõe o art. 9º, inc. III, alínea ‘a’, do Código Penal Militar. 2. (...). 3. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, denegada a ordem” (DJ 30.11.2007). Igualmente, os Habeas Corpus ns. 113423, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 26.2.2013; 109574, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje 17.12.2012; 86.430, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ 16.12.2005; 79.792, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 3.3.2000; e os Recursos Ordinários em Habeas Corpus ns. 81.048, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 6.9.2001; e o 69.129, Relator o Ministro Paulo Brossard, DJ 15.5.1992. Também no que se refere à composição do órgão colegiado militar de primeiro grau, este Supremo Tribunal, ao tratar das questões afetas àquela instância, não identificou qualquer irregularidade no sentido posto agora a exame: Habeas Corpus nº 85.025-1, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, p. 8.3.2005; Habeas Corpus nº 73.676, Relator o Ministro Sidney Sanches, j. 2.4.96; e Habeas Corpus nº 65.743, Relator o Ministro Néri da Silveira, j. 22.3.1988). 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ finalidade de “obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento” (art. 251, caput, do Código Penal Militar). Nesse sentido, decidiu a Primeira Turma do Supremo Tribunal, em 16 de outubro de 2007, no Habeas Corpus n. 92.171, de relatoria do Ministro Menezes Direito, cujo julgado é o seguinte: “Habeas corpus. Penal Militar e Processual Penal Militar. Condenação pelo crime de receptação de armamento de uso exclusivo das Forças Armadas (art. 254 do CPM). Competência da Justiça Militar (art. 9º, inc. III, alínea ‘a’, do CPM). (...). 1. Assentado nos autos que o material encontrado com o paciente pertencia à Diretoria de Material Bélico da Aeronáutica, a dizer, do acervo da Força Aérea Brasileira, é patente a competência da Justiça Militar da União para processar e julgar o feito, a teor do que dispõe o art. 9º, inc. III, alínea ‘a’, do Código Penal Militar. 2. (...). 3. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, denegada a ordem” (DJ 30.11.2007). Igualmente, os Habeas Corpus ns. 113423, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 26.2.2013; 109574, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje 17.12.2012; 86.430, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ 16.12.2005; 79.792, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 3.3.2000; e os Recursos Ordinários em Habeas Corpus ns. 81.048, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 6.9.2001; e o 69.129, Relator o Ministro Paulo Brossard, DJ 15.5.1992. Também no que se refere à composição do órgão colegiado militar de primeiro grau, este Supremo Tribunal, ao tratar das questões afetas àquela instância, não identificou qualquer irregularidade no sentido posto agora a exame: Habeas Corpus nº 85.025-1, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, p. 8.3.2005; Habeas Corpus nº 73.676, Relator o Ministro Sidney Sanches, j. 2.4.96; e Habeas Corpus nº 65.743, Relator o Ministro Néri da Silveira, j. 22.3.1988). 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110117 / RJ 13. Pelo exposto, voto pelo não conhecimento do habeas corpus. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ 13. Pelo exposto, voto pelo não conhecimento do habeas corpus. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 14/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 110.117 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : AUGUSTO ANTONIO XAVIER FILHO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849770 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 110.117 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : AUGUSTO ANTONIO XAVIER FILHO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849770 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3858750
2013-05-14T00:00:00
2013-05-28T00:00:00
A Turma, por unanimidade, não conheceu do habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.05.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. ART. 251 DO CÓDIGO PENAL MILITAR. CRIME PRATICADO POR CIVIL. CONDENAÇÃO NA JUSTIÇA CASTRENSE. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR FEDERAL E DE VÍCIO NA COMPOSIÇÃO DO CONSELHO PERMANENTE DE JUSTIÇA. QUESTÕES NÃO SUBMETIDAS AO SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. TRÂNSITO EM JULGADO DO ACÓRDÃO PROFERIDO PELA JUSTIÇA MILITAR. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. Inexistindo prévia manifestação do Superior Tribunal Militar sobre a matéria de fundo da impetração, a apreciação da alegada incompetência da Justiça Militar e de vício na composição do Conselho Permanente de Justiça importa em inadmissível supressão de instância, não admitido em habeas corpus. Jurisprudência desta Corte. 2. Habeas corpus não conhecido.
sjur231538
- Acórdão (s) citado (s): (COMPOSIÇÃO, ÓRGÃO COLEGIADO MILITAR, PRIMEIRA INSTÂNCIA) RHC 85025 (1ªT), HC 73676 (1ªT), HC 65743 (1ªT). (HC, OBJETO NOVO, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 111148 (2ªT). (COMPETÊNCIA, JUSTIÇA MILITAR, RÉU CIVIL) HC 92171 (1ªT), HC 113423 (1ªT), HC 109574 (1ªT), HC 86430 (2ªT), HC 79792 (1ªT), RHC 81048 (1ªT), RHC 69129 (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (HC, OBJETO NOVO, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 84567. Número de páginas: 16. Análise: 13/06/2013, BMB.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
110117
[ "LEG-FED DEL-001001 ANO-1969\r\n ART-00251 \r\n CPM-1969 CÓDIGO PENAL MILITAR" ]
HC
acordaos
HC 110117
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PACTE.(S) : AUGUSTO ANTONIO XAVIER FILHO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
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Ementa e Acórdão 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.117 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :AUGUSTO ANTONIO XAVIER FILHO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. ART. 251 DO CÓDIGO PENAL MILITAR. CRIME PRATICADO POR CIVIL. CONDENAÇÃO NA JUSTIÇA CASTRENSE. ALEGAÇÃO DE INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR FEDERAL E DE VÍCIO NA COMPOSIÇÃO DO CONSELHO PERMANENTE DE JUSTIÇA. QUESTÕES NÃO SUBMETIDAS AO SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. TRÂNSITO EM JULGADO DO ACÓRDÃO PROFERIDO PELA JUSTIÇA MILITAR. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. Inexistindo prévia manifestação do Superior Tribunal Militar sobre a matéria de fundo da impetração, a apreciação da alegada incompetência da Justiça Militar e de vício na composição do Conselho Permanente de Justiça importa em inadmissível supressão de instância, não admitido em habeas corpus. Jurisprudência desta Corte. 2. Habeas corpus não conhecido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, não conhecer do habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847407. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Ementa e Acórdão HC 110117 / RJ Brasília, 14 de maio de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847407. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ Brasília, 14 de maio de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847407. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.117 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :AUGUSTO ANTONIO XAVIER FILHO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR RELATÓRIO 1. Habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO em favor de AUGUSTO ANTÔNIO XAVIER FILHO contra ato do Superior Tribunal Militar, que rejeitou os embargos infringentes opostos na apelação n. 0000032-34.2009.7.01.0401- RJ. 2. Noticia a Impetrante ter sido o Paciente, que não é militar, denunciado como incurso no art. 251 do Código Penal Militar, porque, na condição de filho da pensionista Aurora da Costa Lima, falecida em 8.12.2006, “intencionalmente, deixou de comunicar o óbito à Administração Militar, que, mantida em erro, continuou creditando os respectivos valores na conta-corrente 25232-8, agência 6124, do Bando Itaú S.A” (Evento 3, fl. 6), situação “que perdurou até dezembro de 2007” (Evento 3, fl. 7). Em 14.4.2010, o juízo da 4... Auditoria da 1... Circunscrição Judiciária Militar condenou o Paciente a dois anos de reclusão: “Sendo assim, pelos fundamentos expostos, resolveu o Conselho Permanente de Justiça para a Marinha, por maioria de votos (3x2), julgar procedente a pretensão punitiva do Estado e condenar o acusado AUGUSTO ANTÔNIO XAVIER FILHO, já qualificado nos autos, como incurso nas sanções do artigo 251, cabeça, fixando-se a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847408. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.117 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :AUGUSTO ANTONIO XAVIER FILHO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR RELATÓRIO 1. Habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado pela DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO em favor de AUGUSTO ANTÔNIO XAVIER FILHO contra ato do Superior Tribunal Militar, que rejeitou os embargos infringentes opostos na apelação n. 0000032-34.2009.7.01.0401- RJ. 2. Noticia a Impetrante ter sido o Paciente, que não é militar, denunciado como incurso no art. 251 do Código Penal Militar, porque, na condição de filho da pensionista Aurora da Costa Lima, falecida em 8.12.2006, “intencionalmente, deixou de comunicar o óbito à Administração Militar, que, mantida em erro, continuou creditando os respectivos valores na conta-corrente 25232-8, agência 6124, do Bando Itaú S.A” (Evento 3, fl. 6), situação “que perdurou até dezembro de 2007” (Evento 3, fl. 7). Em 14.4.2010, o juízo da 4... Auditoria da 1... Circunscrição Judiciária Militar condenou o Paciente a dois anos de reclusão: “Sendo assim, pelos fundamentos expostos, resolveu o Conselho Permanente de Justiça para a Marinha, por maioria de votos (3x2), julgar procedente a pretensão punitiva do Estado e condenar o acusado AUGUSTO ANTÔNIO XAVIER FILHO, já qualificado nos autos, como incurso nas sanções do artigo 251, cabeça, fixando-se a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório HC 110117 / RJ pena-base, no mínimo legal, de acordo com as circunstâncias judiciais dos artigos 69 e 77, tudo do CPM, tornando-se definitiva em 02 (dois) anos de reclusão, ante a ausência de circunstâncias legais agravantes e atenuantes, bem assim causas especiais de aumento e de diminuição de pena, fixando o regime inicial de pena em aberto, com fulcro no artigo 33, §§ 1..., alínea ‘c’ e 2... alínea ‘c’, do Código Penal Brasileiro, c/c o artigo 110, da Lei de Execuções Penais (sem abstrair a possibilidade dos artigos 43 e 44, §2..., ambos do CPB), caso venha o réu a cumprir pena em estabelecimento prisional civil. Resolveu, nesse sentido, conceder ao acusado a Suspensão Condicional da Execução da Pena (especial) pelo prazo de 02 (dois) anos, por estarem preenchidas as circunstâncias dos incisos I e II do artigo 84 do CPM, mediante o cumprimento das condições insertas no artigo 608, cabeça, c/c o artigo 626, ambos do CPPM, ou seja, apresentar-se, trimestralmente, ao juízo da execução da pena, para assinar livro próprio; bem como se entrevistar com o órgão do Ministério Público; não portar armas ofensivas ou capazes de ofender; não frequentar casas de bebidas alcoólicas, de jogos ou de tavolagem; não mudar de habitação sem prévio aviso à autoridade competente, e não se ausentar do território da jurisdição do juiz, sem prévia autorização. Por fim, permitindo-se ao acusado apelar em liberdade, pelo que dispõe o artigo 527, do CPM.” (Evento 2, fls. 66-67). Interposta apelação n. 0000032-34.2009.7.01.0401-RJ pela defesa, em 30.11.2010 o Superior Tribunal Militar negou provimento ao recurso: “APELAÇÃO. DEFESA. ESTELIONATO. CRIME MILITAR IMPRÓPRIO. AUSÊNCIA DE ESTADO DE NECESSIDADE EXCULPANTE. TIPICIDADE FORMAL E MATERIAL. 1. Presentes todas as elementares do tipo penal previsto no art. 251 do CPM, quais sejam: a fraude, o erro, o duplo resultado e o dolo. É crime militar impróprio. 2. O Recorrente não estava com sua vida em perigo ou sua sobrevivência em risco que pudesse justificar os saques realizados na 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847408. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ pena-base, no mínimo legal, de acordo com as circunstâncias judiciais dos artigos 69 e 77, tudo do CPM, tornando-se definitiva em 02 (dois) anos de reclusão, ante a ausência de circunstâncias legais agravantes e atenuantes, bem assim causas especiais de aumento e de diminuição de pena, fixando o regime inicial de pena em aberto, com fulcro no artigo 33, §§ 1..., alínea ‘c’ e 2... alínea ‘c’, do Código Penal Brasileiro, c/c o artigo 110, da Lei de Execuções Penais (sem abstrair a possibilidade dos artigos 43 e 44, §2..., ambos do CPB), caso venha o réu a cumprir pena em estabelecimento prisional civil. Resolveu, nesse sentido, conceder ao acusado a Suspensão Condicional da Execução da Pena (especial) pelo prazo de 02 (dois) anos, por estarem preenchidas as circunstâncias dos incisos I e II do artigo 84 do CPM, mediante o cumprimento das condições insertas no artigo 608, cabeça, c/c o artigo 626, ambos do CPPM, ou seja, apresentar-se, trimestralmente, ao juízo da execução da pena, para assinar livro próprio; bem como se entrevistar com o órgão do Ministério Público; não portar armas ofensivas ou capazes de ofender; não frequentar casas de bebidas alcoólicas, de jogos ou de tavolagem; não mudar de habitação sem prévio aviso à autoridade competente, e não se ausentar do território da jurisdição do juiz, sem prévia autorização. Por fim, permitindo-se ao acusado apelar em liberdade, pelo que dispõe o artigo 527, do CPM.” (Evento 2, fls. 66-67). Interposta apelação n. 0000032-34.2009.7.01.0401-RJ pela defesa, em 30.11.2010 o Superior Tribunal Militar negou provimento ao recurso: “APELAÇÃO. DEFESA. ESTELIONATO. CRIME MILITAR IMPRÓPRIO. AUSÊNCIA DE ESTADO DE NECESSIDADE EXCULPANTE. TIPICIDADE FORMAL E MATERIAL. 1. Presentes todas as elementares do tipo penal previsto no art. 251 do CPM, quais sejam: a fraude, o erro, o duplo resultado e o dolo. É crime militar impróprio. 2. O Recorrente não estava com sua vida em perigo ou sua sobrevivência em risco que pudesse justificar os saques realizados na 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Relatório HC 110117 / RJ conta bancária de sua mãe falecida. Não tinha que escolher entre um bem jurídico e outro, pois não ocorria conflito de bens, razão pela qual não se configura o estado de necessidade exculpante. 3. Autoria e materialidade amplamente configuradas pela confissão e provas testemunhais. Recurso desprovido. Decisão majoritária.” (Evento 2, fl. 120, destaques do original). A defesa opôs embargos infringentes (Evento 2, fls. 141-147). Em 23.5.2011, o Superior Tribunal Militar os rejeitou: “Embargos infringentes do Julgado. Estelionato (CPM, art. 251). Apropriação indébita. Desclassificação. Rejeição. Hipótese em que restou demonstrado que o réu, por aproximadamente um ano, efetuou saques por meio de cartão bancário magnético, ocorridos posteriormente ao falecimento da pensionista militar, titular da conta. O autor, mediante silêncio malicioso acerca do óbito, deliberadamente e conscientemente, manteve a Administração Militar em erro, a fim de obter vantagem indevida e ilícita. Presentes os elementos do tipo de estelionato, não há falar em desclassificação para o crime de apropriação indébita. Embargos rejeitados. Decisão unânime” (Evento 2, fl. 175). 3. A decisão condenatória do Superior Tribunal Militar é o objeto do presente habeas corpus, no qual a Impetrante alega estar o Paciente na iminência de sofrer coação ilegal na sua liberdade de locomoção, pois “o Órgão Julgador de primeiro grau, denominado ‘Conselho de Justiça Permanente’ não preenche o pressuposto (ou requisito) de validade da jurisdição válida, porque nem todos os membros contam com as garantias constitucionais acima referidas” (Evento 1, fl. 4). Afirma a Impetrante ser a instância militar absolutamente incompetente para processar e julgar a ação penal, porque “o delito militar praticado por civil, em tempo de paz, tem caráter excepcional, somente sendo admitido o seu julgamento pela Justiça Militar quando atingir 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847408. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ conta bancária de sua mãe falecida. Não tinha que escolher entre um bem jurídico e outro, pois não ocorria conflito de bens, razão pela qual não se configura o estado de necessidade exculpante. 3. Autoria e materialidade amplamente configuradas pela confissão e provas testemunhais. Recurso desprovido. Decisão majoritária.” (Evento 2, fl. 120, destaques do original). A defesa opôs embargos infringentes (Evento 2, fls. 141-147). Em 23.5.2011, o Superior Tribunal Militar os rejeitou: “Embargos infringentes do Julgado. Estelionato (CPM, art. 251). Apropriação indébita. Desclassificação. Rejeição. Hipótese em que restou demonstrado que o réu, por aproximadamente um ano, efetuou saques por meio de cartão bancário magnético, ocorridos posteriormente ao falecimento da pensionista militar, titular da conta. O autor, mediante silêncio malicioso acerca do óbito, deliberadamente e conscientemente, manteve a Administração Militar em erro, a fim de obter vantagem indevida e ilícita. Presentes os elementos do tipo de estelionato, não há falar em desclassificação para o crime de apropriação indébita. Embargos rejeitados. Decisão unânime” (Evento 2, fl. 175). 3. A decisão condenatória do Superior Tribunal Militar é o objeto do presente habeas corpus, no qual a Impetrante alega estar o Paciente na iminência de sofrer coação ilegal na sua liberdade de locomoção, pois “o Órgão Julgador de primeiro grau, denominado ‘Conselho de Justiça Permanente’ não preenche o pressuposto (ou requisito) de validade da jurisdição válida, porque nem todos os membros contam com as garantias constitucionais acima referidas” (Evento 1, fl. 4). Afirma a Impetrante ser a instância militar absolutamente incompetente para processar e julgar a ação penal, porque “o delito militar praticado por civil, em tempo de paz, tem caráter excepcional, somente sendo admitido o seu julgamento pela Justiça Militar quando atingir 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Relatório HC 110117 / RJ bens jurídicos diretamente relacionados às funções típicas das Forças Armadas, previstas no artigo 142, caput, da Constituição da República” (Evento 1, fl. 7, destaques do original). 4. A Impetrante requer liminar, “para determinar a suspensão dos efeitos do acórdão proferido pelo SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR em desfavor do Paciente, bem como o andamento da ação penal militar” (Evento 1, fl. 11, destaques do original). Este o teor dos pedidos: “3.1. declarar, em sede de controle incidental, a inconstitucionalidade das disposições, contidas na Lei 8.457/1992, que determinam a composição dos Conselhos Permanentes de Justiça por militares desprovidos das garantias constitucionais de jurisdição válida, ínsitas a todos os Juízes, com fundamento no artigo 95, incisos I a III, da Constituição da República; 3.2. declarar, em sede de controle incidental, a inconstitucionalidade das disposições, contidas na Lei 8.457/1992, que determinam a composição dos Conselhos Permanentes de Justiça por militares que exerçam, concomitantemente ao exercício da judicatura, outro cargo ou função, salvo uma de magistério, com fundamento no artigo 95, parágrafo único, inciso I, da Constituição da República; 3.3. declarar a nulidade de todos os atos praticados em primeiro grau de jurisdição com a participação de julgadores outros que não o Juiz-Auditor, com fundamento nos dispositivos constitucionais acima referidos; 3.4. declarar a nulidade do processo, desde o início, por violação ao artigo 5., inciso LIII, e ao artigo 109, inciso IV, ambos da Constituição da República, bem como ao artigo 8., item 1, do Pacto de São José da Costa Rica, com o declínio da competência para processar e julgar os fatos versados na referida ação penal para a Justiça Federal comum” (Evento 1, fls. 11-12, destaques do original). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847408. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ bens jurídicos diretamente relacionados às funções típicas das Forças Armadas, previstas no artigo 142, caput, da Constituição da República” (Evento 1, fl. 7, destaques do original). 4. A Impetrante requer liminar, “para determinar a suspensão dos efeitos do acórdão proferido pelo SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR em desfavor do Paciente, bem como o andamento da ação penal militar” (Evento 1, fl. 11, destaques do original). Este o teor dos pedidos: “3.1. declarar, em sede de controle incidental, a inconstitucionalidade das disposições, contidas na Lei 8.457/1992, que determinam a composição dos Conselhos Permanentes de Justiça por militares desprovidos das garantias constitucionais de jurisdição válida, ínsitas a todos os Juízes, com fundamento no artigo 95, incisos I a III, da Constituição da República; 3.2. declarar, em sede de controle incidental, a inconstitucionalidade das disposições, contidas na Lei 8.457/1992, que determinam a composição dos Conselhos Permanentes de Justiça por militares que exerçam, concomitantemente ao exercício da judicatura, outro cargo ou função, salvo uma de magistério, com fundamento no artigo 95, parágrafo único, inciso I, da Constituição da República; 3.3. declarar a nulidade de todos os atos praticados em primeiro grau de jurisdição com a participação de julgadores outros que não o Juiz-Auditor, com fundamento nos dispositivos constitucionais acima referidos; 3.4. declarar a nulidade do processo, desde o início, por violação ao artigo 5., inciso LIII, e ao artigo 109, inciso IV, ambos da Constituição da República, bem como ao artigo 8., item 1, do Pacto de São José da Costa Rica, com o declínio da competência para processar e julgar os fatos versados na referida ação penal para a Justiça Federal comum” (Evento 1, fls. 11-12, destaques do original). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Relatório HC 110117 / RJ 5. Em 31.8.2011, indeferi a medida liminar e, por entender suficiente a instrução, determinei que se colhesse a manifestação do Procurador- Geral da República. 6. Parecer da Procuradoria-Geral da República pelo não conhecimento do habeas corpus ou, caso conhecido, pela denegação da ordem: “HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR. PROCESSUAL PENAL MILITAR. ESTELIONATO – ART. 251, CPM. QUESTÕES NÃO ENFRENTADAS NAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. NÃO CONHECIMENTO DO WRIT SOB PENA DE INDEVIDA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA CASTRENSE. CRIME COMETIDO POR CIVIL EM DETRIMENTO DE BENS DA UNIÃO SOB A ADMINISTRAÇÃO MILITAR. ART. 9..., II E II, A, DO CPM. PRECEDENTES. NULIDADE DOS ATOS DECISÓRIOS. CONSELHO PERMANENTE DE JUSTIÇA. COMPOSIÇÃO. PARTICIPAÇÃO DE OFICIAIS MILITARES, AOS QUAIS SE GARANTE A INDEPENDÊNCIA NO EXERCÍCIO DA ATIVIDADE JURISDICIONAL. SIMETRIA CONSTITUCIONAL. ACUMULAÇÃO INDEVIDA DE CARGO OU FUNÇÃO DE MAGISTRADO NÃO VERIFICADA. ATIVIDADE INERENTE AO CARGO DE OFICIAL MILITAR. - Parecer pelo não conhecimento do mandamus ou, caso conhecido, pela denegação da ordem” (Evento 7, fl. 1, destaques do original) É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847408. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ 5. Em 31.8.2011, indeferi a medida liminar e, por entender suficiente a instrução, determinei que se colhesse a manifestação do Procurador- Geral da República. 6. Parecer da Procuradoria-Geral da República pelo não conhecimento do habeas corpus ou, caso conhecido, pela denegação da ordem: “HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR. PROCESSUAL PENAL MILITAR. ESTELIONATO – ART. 251, CPM. QUESTÕES NÃO ENFRENTADAS NAS INSTÂNCIAS ORDINÁRIAS. NÃO CONHECIMENTO DO WRIT SOB PENA DE INDEVIDA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA CASTRENSE. CRIME COMETIDO POR CIVIL EM DETRIMENTO DE BENS DA UNIÃO SOB A ADMINISTRAÇÃO MILITAR. ART. 9..., II E II, A, DO CPM. PRECEDENTES. NULIDADE DOS ATOS DECISÓRIOS. CONSELHO PERMANENTE DE JUSTIÇA. COMPOSIÇÃO. PARTICIPAÇÃO DE OFICIAIS MILITARES, AOS QUAIS SE GARANTE A INDEPENDÊNCIA NO EXERCÍCIO DA ATIVIDADE JURISDICIONAL. SIMETRIA CONSTITUCIONAL. ACUMULAÇÃO INDEVIDA DE CARGO OU FUNÇÃO DE MAGISTRADO NÃO VERIFICADA. ATIVIDADE INERENTE AO CARGO DE OFICIAL MILITAR. - Parecer pelo não conhecimento do mandamus ou, caso conhecido, pela denegação da ordem” (Evento 7, fl. 1, destaques do original) É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.117 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Conforme relatado, a Impetrante sustenta, em síntese, a irregularidade na constituição do Conselho Permanente de Justiça e que a instância militar é absolutamente incompetente para processar e julgar a ação penal. 3. Tem-se, nos autos, ter sido o Paciente denunciado como incurso nas penas do art. 251, caput, do Código Penal Militar. Expõe a denúncia que: “Consta dos autos IPM que, no dia 08 de dezembro de 2006, faleceu a pensionista da Marinha AURORA DA COSTA LIMA (fl. 3). Entretanto, o denunciado, filho da falecida, intencionalmente deixou de comunicar o óbito à Administração Militar, que, mantida em erro, continuou creditando os respectivos valores na conta corrente 25232-8, agência 6124, do Banco do Itaú S.A. Possuindo o denunciado o cartão magnético da referida conta corrente e sabedor da senha de acesso, passou a sacar fraudulentamente os valores creditados em erro pela Administração Militar, obtendo para si vantagem ilícita. A conduta ilícita, que teve início em dezembro de 2006, perdurou até dezembro de 2007 (fls. 22/23 e 32). (…) O denunciado, ao omitir intencionalmente o óbito de sua mãe, obteve para si vantagem ilícita em prejuízo alheio, pelo que, consciente e voluntariamente, praticou, em tese, a conduta descrita no artigo 251 do Código Penal Militar” (Evento 3, fls. 6-7, destaque do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 110.117 RIO DE JANEIRO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Conforme relatado, a Impetrante sustenta, em síntese, a irregularidade na constituição do Conselho Permanente de Justiça e que a instância militar é absolutamente incompetente para processar e julgar a ação penal. 3. Tem-se, nos autos, ter sido o Paciente denunciado como incurso nas penas do art. 251, caput, do Código Penal Militar. Expõe a denúncia que: “Consta dos autos IPM que, no dia 08 de dezembro de 2006, faleceu a pensionista da Marinha AURORA DA COSTA LIMA (fl. 3). Entretanto, o denunciado, filho da falecida, intencionalmente deixou de comunicar o óbito à Administração Militar, que, mantida em erro, continuou creditando os respectivos valores na conta corrente 25232-8, agência 6124, do Banco do Itaú S.A. Possuindo o denunciado o cartão magnético da referida conta corrente e sabedor da senha de acesso, passou a sacar fraudulentamente os valores creditados em erro pela Administração Militar, obtendo para si vantagem ilícita. A conduta ilícita, que teve início em dezembro de 2006, perdurou até dezembro de 2007 (fls. 22/23 e 32). (…) O denunciado, ao omitir intencionalmente o óbito de sua mãe, obteve para si vantagem ilícita em prejuízo alheio, pelo que, consciente e voluntariamente, praticou, em tese, a conduta descrita no artigo 251 do Código Penal Militar” (Evento 3, fls. 6-7, destaque do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110117 / RJ original). Na fase de alegações finais, a defesa trouxe como únicas teses a absolvição do réu por ausência de dolo e erro de direito (Evento 2, fls. 45- 47). 4. Em 14.4.2010, o juízo da 4... Auditoria da 1... Circunscrição Judiciária Militar condenou o Paciente a dois anos de reclusão como incurso no art. 251 do CPM, em regime aberto, com o direito de apelar em liberdade, concedendo, ainda, o benefício do sursis: “Sendo assim, pelos fundamentos expostos, resolveu o Conselho Permanente de Justiça para a Marinha, por maioria de votos (3x2), julgar procedente a pretensão punitiva do Estado e condenar o acusado AUGUSTO ANTÔNIO XAVIER FILHO, já qualificado nos autos, como incurso nas sanções do artigo 251, cabeça, fixando-se a pena-base, no mínimo legal, de acordo com as circunstâncias judiciais dos artigos 69 e 77, tudo do CPM, tornando-se definitiva em 02 (dois) anos de reclusão, ante a ausência de circunstâncias legais agravantes e atenuantes, bem assim causas especiais de aumento e de diminuição de pena, fixando o regime inicial de pena em aberto, com fulcro no artigo 33, §§ 1..., alínea ‘c’ e 2... alínea ‘c’, do Código Penal Brasileiro, c/c o artigo 110, da Lei de Execuções Penais (sem abstrair a possibilidade dos artigos 43 e 44, §2..., ambos do CPB), caso venha o réu a cumprir pena em estabelecimento prisional civil. Resolveu, nesse sentido, conceder ao acusado a Suspensão Condicional da Execução da Pena (especial) pelo prazo de 02 (dois) anos, por estarem preenchidas as circunstâncias dos incisos I e II do artigo 84 do CPM, mediante o cumprimento das condições insertas no artigo 608, cabeça, c/c o artigo 626, ambos do CPPM, ou seja, apresentar-se, trimestralmente, ao juízo da execução da pena, para assinar livro próprio; bem como se entrevistar com o órgão do Ministério Público; não portar armas ofensivas ou capazes de ofender; não frequentar casas de bebidas alcoólicas, de jogos ou de tavolagem; não mudar de habitação sem prévio aviso à autoridade competente, e não se ausentar do território da jurisdição do juiz, sem prévia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ original). Na fase de alegações finais, a defesa trouxe como únicas teses a absolvição do réu por ausência de dolo e erro de direito (Evento 2, fls. 45- 47). 4. Em 14.4.2010, o juízo da 4... Auditoria da 1... Circunscrição Judiciária Militar condenou o Paciente a dois anos de reclusão como incurso no art. 251 do CPM, em regime aberto, com o direito de apelar em liberdade, concedendo, ainda, o benefício do sursis: “Sendo assim, pelos fundamentos expostos, resolveu o Conselho Permanente de Justiça para a Marinha, por maioria de votos (3x2), julgar procedente a pretensão punitiva do Estado e condenar o acusado AUGUSTO ANTÔNIO XAVIER FILHO, já qualificado nos autos, como incurso nas sanções do artigo 251, cabeça, fixando-se a pena-base, no mínimo legal, de acordo com as circunstâncias judiciais dos artigos 69 e 77, tudo do CPM, tornando-se definitiva em 02 (dois) anos de reclusão, ante a ausência de circunstâncias legais agravantes e atenuantes, bem assim causas especiais de aumento e de diminuição de pena, fixando o regime inicial de pena em aberto, com fulcro no artigo 33, §§ 1..., alínea ‘c’ e 2... alínea ‘c’, do Código Penal Brasileiro, c/c o artigo 110, da Lei de Execuções Penais (sem abstrair a possibilidade dos artigos 43 e 44, §2..., ambos do CPB), caso venha o réu a cumprir pena em estabelecimento prisional civil. Resolveu, nesse sentido, conceder ao acusado a Suspensão Condicional da Execução da Pena (especial) pelo prazo de 02 (dois) anos, por estarem preenchidas as circunstâncias dos incisos I e II do artigo 84 do CPM, mediante o cumprimento das condições insertas no artigo 608, cabeça, c/c o artigo 626, ambos do CPPM, ou seja, apresentar-se, trimestralmente, ao juízo da execução da pena, para assinar livro próprio; bem como se entrevistar com o órgão do Ministério Público; não portar armas ofensivas ou capazes de ofender; não frequentar casas de bebidas alcoólicas, de jogos ou de tavolagem; não mudar de habitação sem prévio aviso à autoridade competente, e não se ausentar do território da jurisdição do juiz, sem prévia 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110117 / RJ autorização. Por fim, permitindo-se ao acusado apelar em liberdade, pelo que dispõe o artigo 527, do CPM.” (Evento 2, fls. 66-67). 5. Recurso de apelação interposto pela defesa em 27.4.2010 (Evento 2, fl. 76), alegando, também como únicas teses, a atipicidade da conduta pela ausência de dolo e estado de necessidade como excludente de crime (Evento 2, fls. 77-79). 6. Em 30.11.2010, o Superior Tribunal Militar julgou a apelação n. 0000032-34.2009.7.01.0401-RJ: “APELAÇÃO. DEFESA. ESTELIONATO. CRIME MILITAR IMPRÓPRIO. AUSÊNCIA DE ESTADO DE NECESSIDADE EXCULPANTE. TIPICIDADE FORMAL E MATERIAL. 1. Presentes todas as elementares do tipo penal previsto no art. 251 do CPM, quais sejam: a fraude, o erro, o duplo resultado e o dolo. É crime militar impróprio. 2. O Recorrente não estava com sua vida em perigo ou sua sobrevivência em risco que pudesse justificar os saques realizados na conta bancária de sua mãe falecida. Não tinha que escolher entre um bem jurídico e outro, pois não ocorria conflito de bens, razão pela qual não se configura o estado de necessidade exculpante. 3. Autoria e materialidade amplamente configuradas pela confissão e provas testemunhais. Recurso desprovido. Decisão majoritária.” (Evento 2, fl. 120, destaques do original). 7. A defesa opôs embargos infringentes (Evento 2, fls. 141-147), buscando prevalecer o voto vencido para desclassificar a conduta do acusado para o crime de apropriação indébita simples (CPM, art. 248). 8. Em 23.5.2011, o Superior Tribunal Militar rejeitou os embargos infringentes: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ autorização. Por fim, permitindo-se ao acusado apelar em liberdade, pelo que dispõe o artigo 527, do CPM.” (Evento 2, fls. 66-67). 5. Recurso de apelação interposto pela defesa em 27.4.2010 (Evento 2, fl. 76), alegando, também como únicas teses, a atipicidade da conduta pela ausência de dolo e estado de necessidade como excludente de crime (Evento 2, fls. 77-79). 6. Em 30.11.2010, o Superior Tribunal Militar julgou a apelação n. 0000032-34.2009.7.01.0401-RJ: “APELAÇÃO. DEFESA. ESTELIONATO. CRIME MILITAR IMPRÓPRIO. AUSÊNCIA DE ESTADO DE NECESSIDADE EXCULPANTE. TIPICIDADE FORMAL E MATERIAL. 1. Presentes todas as elementares do tipo penal previsto no art. 251 do CPM, quais sejam: a fraude, o erro, o duplo resultado e o dolo. É crime militar impróprio. 2. O Recorrente não estava com sua vida em perigo ou sua sobrevivência em risco que pudesse justificar os saques realizados na conta bancária de sua mãe falecida. Não tinha que escolher entre um bem jurídico e outro, pois não ocorria conflito de bens, razão pela qual não se configura o estado de necessidade exculpante. 3. Autoria e materialidade amplamente configuradas pela confissão e provas testemunhais. Recurso desprovido. Decisão majoritária.” (Evento 2, fl. 120, destaques do original). 7. A defesa opôs embargos infringentes (Evento 2, fls. 141-147), buscando prevalecer o voto vencido para desclassificar a conduta do acusado para o crime de apropriação indébita simples (CPM, art. 248). 8. Em 23.5.2011, o Superior Tribunal Militar rejeitou os embargos infringentes: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110117 / RJ “Embargos infringentes do Julgado. Estelionato (CPM, art. 251). Apropriação indébita. Desclassificação. Rejeição. Hipótese em que restou demonstrado que o réu, por aproximadamente um ano, efetuou saques por meio de cartão bancário magnético, ocorridos posteriormente ao falecimento da pensionista Militar, titular da conta. O autor, mediante silêncio malicioso acerca do óbito, deliberadamente e conscientemente, manteve a Administração militar em erro, a fim de obter vantagem indevida e ilícita. Presentes os elementos do tipo de estelionato, não há falar em desclassificação para o crime de apropriação indébita. Embargos rejeitados. Decisão unânime” (Evento 2, fl. 175). 9. Tem-se dos autos, portanto, que as questões relativas à incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o Paciente e eventual irregularidade na constituição do Conselho Permanente de Justiça não foram objeto de exame tanto pela primeira instância militar quanto pelo Superior Tribunal Militar. No Superior Tribunal Militar apenas foram analisadas e afastadas as teses de a) atipicidade da conduta, por ausência de dolo; b) estado de necessidade como excludente de crime e c) desclassificação para o crime de apropriação indébita simples. 10. Este Supremo Tribunal assentou a impossibilidade de atuação jurisdicional quando a decisão impugnada por meio de habeas corpus não tenha cuidado da matéria objeto do pedido apresentado na nova ação, sob pena de supressão de instância: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL MILITAR. PROCESSUAL PENAL MILITAR. CRIME DE ESTELIONATO PRATICADO CONTRA PATRIMÔNIO SOB A ADMINISTRAÇÃO MILITAR. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA CASTRENSE. MATÉRIA NÃO EXAMINADA NO ACÓRDÃO ATACADO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. WRIT NÃO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ “Embargos infringentes do Julgado. Estelionato (CPM, art. 251). Apropriação indébita. Desclassificação. Rejeição. Hipótese em que restou demonstrado que o réu, por aproximadamente um ano, efetuou saques por meio de cartão bancário magnético, ocorridos posteriormente ao falecimento da pensionista Militar, titular da conta. O autor, mediante silêncio malicioso acerca do óbito, deliberadamente e conscientemente, manteve a Administração militar em erro, a fim de obter vantagem indevida e ilícita. Presentes os elementos do tipo de estelionato, não há falar em desclassificação para o crime de apropriação indébita. Embargos rejeitados. Decisão unânime” (Evento 2, fl. 175). 9. Tem-se dos autos, portanto, que as questões relativas à incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o Paciente e eventual irregularidade na constituição do Conselho Permanente de Justiça não foram objeto de exame tanto pela primeira instância militar quanto pelo Superior Tribunal Militar. No Superior Tribunal Militar apenas foram analisadas e afastadas as teses de a) atipicidade da conduta, por ausência de dolo; b) estado de necessidade como excludente de crime e c) desclassificação para o crime de apropriação indébita simples. 10. Este Supremo Tribunal assentou a impossibilidade de atuação jurisdicional quando a decisão impugnada por meio de habeas corpus não tenha cuidado da matéria objeto do pedido apresentado na nova ação, sob pena de supressão de instância: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL MILITAR. PROCESSUAL PENAL MILITAR. CRIME DE ESTELIONATO PRATICADO CONTRA PATRIMÔNIO SOB A ADMINISTRAÇÃO MILITAR. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA CASTRENSE. MATÉRIA NÃO EXAMINADA NO ACÓRDÃO ATACADO. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. WRIT NÃO 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110117 / RJ CONHECIDO. I – A questão relativa à incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o paciente pelos fatos narrados na peça acusatória não foi examinada pelo Superior Tribunal Militar, sendo certo que o tema sequer foi suscitado pela defesa como preliminar de apelação. II – Esse fato impede que esta Corte aprecie a matéria, sob pena de incorrer-se em indevida supressão de instância, com evidente extravasamento dos limites da competência outorgada no art. 102 da Constituição Federal. III – Habeas corpus não conhecido.”(HC 111.148, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 6.3.2012 – grifos nossos). Nesse sentido, a decisão monocrática proferida pelo Ministro Celso de Mello no Recurso Ordinário em Habeas Corpus n. 84.567: “(...) [S]e impõe o não conhecimento deste recurso ordinário, na parte em que se apóia em fundamento não apreciado na decisão ora impugnada, vale dizer, na parte em que se postula a anulação do acórdão emanado do E. Tribunal de Justiça estadual, para que nova decisão seja prolatada, ‘com apreciação da legalidade ou licitude das provas em que se fundou a sentença condenatória (...)’ (fls. 115). É que, se assim não fosse, registrar-se-ia indevida supressão de instância, consoante tem advertido a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 182/243-244, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE - HC 73.390/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 81.115/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – HC 81.406/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): ‘ IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL. - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do ‘habeas corpus’, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir ‘per saltum’, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ CONHECIDO. I – A questão relativa à incompetência da Justiça Militar para processar e julgar o paciente pelos fatos narrados na peça acusatória não foi examinada pelo Superior Tribunal Militar, sendo certo que o tema sequer foi suscitado pela defesa como preliminar de apelação. II – Esse fato impede que esta Corte aprecie a matéria, sob pena de incorrer-se em indevida supressão de instância, com evidente extravasamento dos limites da competência outorgada no art. 102 da Constituição Federal. III – Habeas corpus não conhecido.”(HC 111.148, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 6.3.2012 – grifos nossos). Nesse sentido, a decisão monocrática proferida pelo Ministro Celso de Mello no Recurso Ordinário em Habeas Corpus n. 84.567: “(...) [S]e impõe o não conhecimento deste recurso ordinário, na parte em que se apóia em fundamento não apreciado na decisão ora impugnada, vale dizer, na parte em que se postula a anulação do acórdão emanado do E. Tribunal de Justiça estadual, para que nova decisão seja prolatada, ‘com apreciação da legalidade ou licitude das provas em que se fundou a sentença condenatória (...)’ (fls. 115). É que, se assim não fosse, registrar-se-ia indevida supressão de instância, consoante tem advertido a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (RTJ 182/243-244, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE - HC 73.390/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 81.115/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – HC 81.406/SC, Rel. Min. CELSO DE MELLO, v.g.): ‘ IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL. - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do ‘habeas corpus’, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir ‘per saltum’, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110117 / RJ subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes’ (HC 83.842/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO). 'HABEAS CORPUS’. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. FALTA DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA TÉCNICA. MATÉRIA NÃO SUBMETIDA ÀS INSTÂNCIAS INFERIORES. DUPLA SURPESSÃO DE INSTÂNCIA. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE PROVAS PARA CONDENAÇÃO. REITERAÇÃO DE PEDIDO. IMPOSSIBILIDADE ADMITIR-SE O ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE NULIDADE FLAGRANTE. IMPETRAÇÃO NÃO CONHECIDA. I – A questão relativa à ausência de realização de perícia espectrográfica não foi apreciada nas instâncias inferiores. Assim, seu conhecimento em sede originária pelo Supremo Tribunal Federal implicaria em supressão de instância. Precedentes. .................................................. IV – ‘Writ’ não conhecido’ (HC 98.906/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI - grifei). Por isso mesmo, e considerando que esse específico fundamento não constituiu objeto de expressa análise por parte do E. Superior Tribunal de Justiça, resta inviabilizado, quanto a tal aspecto, o conhecimento do presente recurso (...)” (DJe 4.6.2010). 11. Consta do sítio do Superior Tribunal Militar (www.stm.jus.br) que, em 26.9.2011, houve o trânsito em julgado do acórdão proferido por aquele Tribunal Superior. 12. Além disso e sem adentrar o mérito da impetração, incabível a concessão da ordem de ofício, porque não há que se ter como censurável a competência da Justiça Militar para o processamento do feito, pois a legislação penal militar considera crime a infração praticada por civil, em tempo de paz, contra o patrimônio sob a administração militar com a 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes’ (HC 83.842/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO). 'HABEAS CORPUS’. PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. FALTA DE REALIZAÇÃO DE PERÍCIA TÉCNICA. MATÉRIA NÃO SUBMETIDA ÀS INSTÂNCIAS INFERIORES. DUPLA SURPESSÃO DE INSTÂNCIA. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE PROVAS PARA CONDENAÇÃO. REITERAÇÃO DE PEDIDO. IMPOSSIBILIDADE ADMITIR-SE O ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. AUSÊNCIA DE NULIDADE FLAGRANTE. IMPETRAÇÃO NÃO CONHECIDA. I – A questão relativa à ausência de realização de perícia espectrográfica não foi apreciada nas instâncias inferiores. Assim, seu conhecimento em sede originária pelo Supremo Tribunal Federal implicaria em supressão de instância. Precedentes. .................................................. IV – ‘Writ’ não conhecido’ (HC 98.906/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI - grifei). Por isso mesmo, e considerando que esse específico fundamento não constituiu objeto de expressa análise por parte do E. Superior Tribunal de Justiça, resta inviabilizado, quanto a tal aspecto, o conhecimento do presente recurso (...)” (DJe 4.6.2010). 11. Consta do sítio do Superior Tribunal Militar (www.stm.jus.br) que, em 26.9.2011, houve o trânsito em julgado do acórdão proferido por aquele Tribunal Superior. 12. Além disso e sem adentrar o mérito da impetração, incabível a concessão da ordem de ofício, porque não há que se ter como censurável a competência da Justiça Militar para o processamento do feito, pois a legislação penal militar considera crime a infração praticada por civil, em tempo de paz, contra o patrimônio sob a administração militar com a 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110117 / RJ finalidade de “obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento” (art. 251, caput, do Código Penal Militar). Nesse sentido, decidiu a Primeira Turma do Supremo Tribunal, em 16 de outubro de 2007, no Habeas Corpus n. 92.171, de relatoria do Ministro Menezes Direito, cujo julgado é o seguinte: “Habeas corpus. Penal Militar e Processual Penal Militar. Condenação pelo crime de receptação de armamento de uso exclusivo das Forças Armadas (art. 254 do CPM). Competência da Justiça Militar (art. 9..., inc. III, alínea ‘a’, do CPM). (...). 1. Assentado nos autos que o material encontrado com o paciente pertencia à Diretoria de Material Bélico da Aeronáutica, a dizer, do acervo da Força Aérea Brasileira, é patente a competência da Justiça Militar da União para processar e julgar o feito, a teor do que dispõe o art. 9..., inc. III, alínea ‘a’, do Código Penal Militar. 2. (...). 3. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, denegada a ordem” (DJ 30.11.2007). Igualmente, os Habeas Corpus ns. 113423, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 26.2.2013; 109574, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje 17.12.2012; 86.430, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ 16.12.2005; 79.792, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 3.3.2000; e os Recursos Ordinários em Habeas Corpus ns. 81.048, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 6.9.2001; e o 69.129, Relator o Ministro Paulo Brossard, DJ 15.5.1992. Também no que se refere à composição do órgão colegiado militar de primeiro grau, este Supremo Tribunal, ao tratar das questões afetas àquela instância, não identificou qualquer irregularidade no sentido posto agora a exame: Habeas Corpus n 85.025-1, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, p. 8.3.2005; Habeas Corpus n 73.676, Relator o Ministro Sidney Sanches, j. 2.4.96; e Habeas Corpus n 65.743, Relator o Ministro Néri da Silveira, j. 22.3.1988). 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ finalidade de “obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento” (art. 251, caput, do Código Penal Militar). Nesse sentido, decidiu a Primeira Turma do Supremo Tribunal, em 16 de outubro de 2007, no Habeas Corpus n. 92.171, de relatoria do Ministro Menezes Direito, cujo julgado é o seguinte: “Habeas corpus. Penal Militar e Processual Penal Militar. Condenação pelo crime de receptação de armamento de uso exclusivo das Forças Armadas (art. 254 do CPM). Competência da Justiça Militar (art. 9..., inc. III, alínea ‘a’, do CPM). (...). 1. Assentado nos autos que o material encontrado com o paciente pertencia à Diretoria de Material Bélico da Aeronáutica, a dizer, do acervo da Força Aérea Brasileira, é patente a competência da Justiça Militar da União para processar e julgar o feito, a teor do que dispõe o art. 9..., inc. III, alínea ‘a’, do Código Penal Militar. 2. (...). 3. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, denegada a ordem” (DJ 30.11.2007). Igualmente, os Habeas Corpus ns. 113423, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe 26.2.2013; 109574, Relator o Ministro Dias Toffoli, Dje 17.12.2012; 86.430, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ 16.12.2005; 79.792, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 3.3.2000; e os Recursos Ordinários em Habeas Corpus ns. 81.048, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 6.9.2001; e o 69.129, Relator o Ministro Paulo Brossard, DJ 15.5.1992. Também no que se refere à composição do órgão colegiado militar de primeiro grau, este Supremo Tribunal, ao tratar das questões afetas àquela instância, não identificou qualquer irregularidade no sentido posto agora a exame: Habeas Corpus n 85.025-1, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, p. 8.3.2005; Habeas Corpus n 73.676, Relator o Ministro Sidney Sanches, j. 2.4.96; e Habeas Corpus n 65.743, Relator o Ministro Néri da Silveira, j. 22.3.1988). 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 110117 / RJ 13. Pelo exposto, voto pelo não conhecimento do habeas corpus. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Supremo Tribunal Federal HC 110117 / RJ 13. Pelo exposto, voto pelo não conhecimento do habeas corpus. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3847409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 14/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 110.117 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : AUGUSTO ANTONIO XAVIER FILHO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849770 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 110.117 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : AUGUSTO ANTONIO XAVIER FILHO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu do habeas corpus, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849770 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 110 . 117", "HC 110117 / RJ", "HC 110117 / RJ", "HABEAS CORPUS 110 . 117", "apelação n . 0000032 - 34 . 2009 . 7 . 01 . 0401 - RJ", "HABEAS CORPUS 110 . 117", "apelação n . 0000032 - 34 . 2009 . 7 . 01 . 0401 - RJ", "HC 110117 / RJ", "apelação n . 0000032 - 34 . 2009 . 7 . 01 . 0401 - RJ", "HC 110117 / RJ", "apelação n . 0000032 - 34 . 2009 . 7 . 01 . 0401 - RJ", "HC 110117 / RJ", "HC 110117 / RJ", "HC 110117 / RJ", "HC 110117 / RJ", "HC 110117 / RJ", "HC 110117 / RJ", "HABEAS CORPUS 110 . 117", "HABEAS CORPUS 110 . 117", "HC 110117 / RJ", "HC 110117 / RJ", "HC 110117 / RJ", "apelação n . 0000032 - 34 . 2009 . 7 . 01 . 0401 - RJ", "HC 110117 / RJ", "apelação n . 0000032 - 34 . 2009 . 7 . 01 . 0401 - RJ", "HC 110117 / RJ", "HC 110117 / RJ", "HC 110117 / RJ", "HC 111 . 148", "Recurso Ordinário em Habeas Corpus n . 84 . 567", "RTJ 182 / 243 - 244", "HC 73 . 390 / RS", "HC 81 . 115 / SP", "HC 81 . 406 / SC", "HC 110117 / RJ", "HC 111 . 148", "Recurso Ordinário em Habeas Corpus n . 84 . 567", "RTJ 182 / 243 - 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Ementa e Acórdão 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.880 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ANTÔNIO ERNESTO BEIRA DA SILVA ADV.(A/S) :LUCIANO DUARTE PERES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CÁSSIA APARECIDA BEIRA DA SILVA LEVECKE ADV.(A/S) :EVANDRO MUNIZ EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO. DIREITO À AMPLA DEFESA E AO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830019. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.880 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ANTÔNIO ERNESTO BEIRA DA SILVA ADV.(A/S) :LUCIANO DUARTE PERES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CÁSSIA APARECIDA BEIRA DA SILVA LEVECKE ADV.(A/S) :EVANDRO MUNIZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário pelos seguintes fundamentos: (a) não se verifica violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, pois o acórdão e a sentença estão devidamente fundamentados; (b) conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação aos princípios do acesso à jurisdição, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, apontam ofensa, meramente, indireta ou reflexa; e (c) divergir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem demandaria a análise do conjunto fático-probatório dos autos, incidindo a vedação da Súmula 279. Sustenta o agravante, em suma, que (a) a alta complexidade da demanda e a dicotomia entre as provas dos autos demandam a realização de nova perícia, a qual “deve ser determinada de ofício pela Instância Superior” e (b) não se pretende a reanálise de provas, mas apenas que o “pedido de realização de nova perícia” seja apreciado. Postula a concessão de efeito suspensivo ao agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830020. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.880 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ANTÔNIO ERNESTO BEIRA DA SILVA ADV.(A/S) :LUCIANO DUARTE PERES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CÁSSIA APARECIDA BEIRA DA SILVA LEVECKE ADV.(A/S) :EVANDRO MUNIZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário pelos seguintes fundamentos: (a) não se verifica violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, pois o acórdão e a sentença estão devidamente fundamentados; (b) conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação aos princípios do acesso à jurisdição, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, apontam ofensa, meramente, indireta ou reflexa; e (c) divergir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem demandaria a análise do conjunto fático-probatório dos autos, incidindo a vedação da Súmula 279. Sustenta o agravante, em suma, que (a) a alta complexidade da demanda e a dicotomia entre as provas dos autos demandam a realização de nova perícia, a qual “deve ser determinada de ofício pela Instância Superior” e (b) não se pretende a reanálise de provas, mas apenas que o “pedido de realização de nova perícia” seja apreciado. Postula a concessão de efeito suspensivo ao agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830020. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.880 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Não se verifica a suposta violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, pois o acórdão e a sentença estão devidamente fundamentados. Esta Corte, no julgamento do AI 791.292 QO-RG/PE (rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 13.8.2010), cuja repercussão geral foi reconhecida, entendeu que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 3. O recurso não merece ser conhecido em relação ao art. 5º, LV, da Constituição. Em primeiro lugar, conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação aos princípios do acesso à jurisdição, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, apontam ofensa, meramente, indireta ou reflexa. Nesse sentido: AI 622.814 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/3/2012; ARE 642.062 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. De outro lado, as alegações da parte recorrente demandam incursão em fatos e provas, vedada em recurso extraordinário pela Súmula 279/STF (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Concluir, pois, de modo diverso ao firmado pelo Tribunal de origem – que considerou Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830021. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.880 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Não se verifica a suposta violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, pois o acórdão e a sentença estão devidamente fundamentados. Esta Corte, no julgamento do AI 791.292 QO-RG/PE (rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 13.8.2010), cuja repercussão geral foi reconhecida, entendeu que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 3. O recurso não merece ser conhecido em relação ao art. 5º, LV, da Constituição. Em primeiro lugar, conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação aos princípios do acesso à jurisdição, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, apontam ofensa, meramente, indireta ou reflexa. Nesse sentido: AI 622.814 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/3/2012; ARE 642.062 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. De outro lado, as alegações da parte recorrente demandam incursão em fatos e provas, vedada em recurso extraordinário pela Súmula 279/STF (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Concluir, pois, de modo diverso ao firmado pelo Tribunal de origem – que considerou Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830021. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 739880 AGR / SC adequado o valor de indenização estipulado na sentença –, exigiria a análise da perícia contábil em cotejo com o apontado laudo de engenheiro agrônomo, exame inviável nesta sede recursal. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830021. Supremo Tribunal Federal ARE 739880 AGR / SC adequado o valor de indenização estipulado na sentença –, exigiria a análise da perícia contábil em cotejo com o apontado laudo de engenheiro agrônomo, exame inviável nesta sede recursal. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830021. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 14/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.880 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ANTÔNIO ERNESTO BEIRA DA SILVA ADV.(A/S) : LUCIANO DUARTE PERES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CÁSSIA APARECIDA BEIRA DA SILVA LEVECKE ADV.(A/S) : EVANDRO MUNIZ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849887 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.880 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ANTÔNIO ERNESTO BEIRA DA SILVA ADV.(A/S) : LUCIANO DUARTE PERES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CÁSSIA APARECIDA BEIRA DA SILVA LEVECKE ADV.(A/S) : EVANDRO MUNIZ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849887 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3873223
2013-05-14T00:00:00
2013-05-28T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 14.05.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO. DIREITO À AMPLA DEFESA E AO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur231594
Número de páginas: 5. Análise: 12/06/2013, BMB.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
739880
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00055 ART-00093 INC-00009\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 739880 AgR
[ "" ]
ADV.(A/S) : LUCIANO DUARTE PERES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : EVANDRO MUNIZ AGTE.(S) : ANTÔNIO ERNESTO BEIRA DA SILVA AGDO.(A/S) : CÁSSIA APARECIDA BEIRA DA SILVA LEVECKE
[ "" ]
Ementa e Acórdão 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.880 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ANTÔNIO ERNESTO BEIRA DA SILVA ADV.(A/S) :LUCIANO DUARTE PERES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CÁSSIA APARECIDA BEIRA DA SILVA LEVECKE ADV.(A/S) :EVANDRO MUNIZ EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO. DIREITO À AMPLA DEFESA E AO CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA. REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830019. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.880 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ANTÔNIO ERNESTO BEIRA DA SILVA ADV.(A/S) :LUCIANO DUARTE PERES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CÁSSIA APARECIDA BEIRA DA SILVA LEVECKE ADV.(A/S) :EVANDRO MUNIZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário pelos seguintes fundamentos: (a) não se verifica violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, pois o acórdão e a sentença estão devidamente fundamentados; (b) conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação aos princípios do acesso à jurisdição, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, apontam ofensa, meramente, indireta ou reflexa; e (c) divergir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem demandaria a análise do conjunto fático-probatório dos autos, incidindo a vedação da Súmula 279. Sustenta o agravante, em suma, que (a) a alta complexidade da demanda e a dicotomia entre as provas dos autos demandam a realização de nova perícia, a qual “deve ser determinada de ofício pela Instância Superior” e (b) não se pretende a reanálise de provas, mas apenas que o “pedido de realização de nova perícia” seja apreciado. Postula a concessão de efeito suspensivo ao agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830020. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.880 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ANTÔNIO ERNESTO BEIRA DA SILVA ADV.(A/S) :LUCIANO DUARTE PERES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CÁSSIA APARECIDA BEIRA DA SILVA LEVECKE ADV.(A/S) :EVANDRO MUNIZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário pelos seguintes fundamentos: (a) não se verifica violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, pois o acórdão e a sentença estão devidamente fundamentados; (b) conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação, em recurso extraordinário, de alegada violação aos princípios do acesso à jurisdição, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, apontam ofensa, meramente, indireta ou reflexa; e (c) divergir da conclusão adotada pelo Tribunal de origem demandaria a análise do conjunto fático-probatório dos autos, incidindo a vedação da Súmula 279. Sustenta o agravante, em suma, que (a) a alta complexidade da demanda e a dicotomia entre as provas dos autos demandam a realização de nova perícia, a qual “deve ser determinada de ofício pela Instância Superior” e (b) não se pretende a reanálise de provas, mas apenas que o “pedido de realização de nova perícia” seja apreciado. Postula a concessão de efeito suspensivo ao agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830020. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.880 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Não se verifica a suposta violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, pois o acórdão e a sentença estão devidamente fundamentados. Esta Corte, no julgamento do AI 791.292 QO-RG/PE (rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 13.8.2010), cuja repercussão geral foi reconhecida, entendeu que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 3. O recurso não merece ser conhecido em relação ao art. 5..., LV, da Constituição. Em primeiro lugar, conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação aos princípios do acesso à jurisdição, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, apontam ofensa, meramente, indireta ou reflexa. Nesse sentido: AI 622.814 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/3/2012; ARE 642.062 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. De outro lado, as alegações da parte recorrente demandam incursão em fatos e provas, vedada em recurso extraordinário pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Concluir, pois, de modo diverso ao firmado pelo Tribunal de origem – que considerou Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830021. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.880 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Não se verifica a suposta violação ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, pois o acórdão e a sentença estão devidamente fundamentados. Esta Corte, no julgamento do AI 791.292 QO-RG/PE (rel. Min. GILMAR MENDES, DJe de 13.8.2010), cuja repercussão geral foi reconhecida, entendeu que a Constituição da República exige acórdão ou decisão fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 3. O recurso não merece ser conhecido em relação ao art. 5..., LV, da Constituição. Em primeiro lugar, conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação aos princípios do acesso à jurisdição, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, apontam ofensa, meramente, indireta ou reflexa. Nesse sentido: AI 622.814 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/3/2012; ARE 642.062 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/8/2011. De outro lado, as alegações da parte recorrente demandam incursão em fatos e provas, vedada em recurso extraordinário pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Concluir, pois, de modo diverso ao firmado pelo Tribunal de origem – que considerou Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830021. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 739880 AGR / SC adequado o valor de indenização estipulado na sentença –, exigiria a análise da perícia contábil em cotejo com o apontado laudo de engenheiro agrônomo, exame inviável nesta sede recursal. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830021. Supremo Tribunal Federal ARE 739880 AGR / SC adequado o valor de indenização estipulado na sentença –, exigiria a análise da perícia contábil em cotejo com o apontado laudo de engenheiro agrônomo, exame inviável nesta sede recursal. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3830021. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 14/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.880 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ANTÔNIO ERNESTO BEIRA DA SILVA ADV.(A/S) : LUCIANO DUARTE PERES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CÁSSIA APARECIDA BEIRA DA SILVA LEVECKE ADV.(A/S) : EVANDRO MUNIZ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849887 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 739.880 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ANTÔNIO ERNESTO BEIRA DA SILVA ADV.(A/S) : LUCIANO DUARTE PERES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CÁSSIA APARECIDA BEIRA DA SILVA LEVECKE ADV.(A/S) : EVANDRO MUNIZ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849887 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "Súmula 279", "AI 791 . 292 QO - RG / PE", "AI 622 . 814 AgR", "ARE 642 . 062 AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 791 . 292 QO - RG / PE", "AI 622 . 814 AgR", "ARE 642 . 062 AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 739880 AGR / SC", "ARE 739880 AGR / SC" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 93 , IX , DA Constituição Federal de 1988", "ART . 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Constituição da República", "art . 5 . . . , LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Constituição da República", "art . 5 . . . , LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "ANTÔNIO ERNESTO BEIRA DA SILVA", "LUCIANO DUARTE PERES", "CÁSSIA APARECIDA BEIRA DA SILVA LEVECKE", "EVANDRO MUNIZ", "CÁRMEN LÚCIA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ANTÔNIO ERNESTO BEIRA DA SILVA", "LUCIANO DUARTE PERES", "CÁSSIA APARECIDA BEIRA DA SILVA LEVECKE", "EVANDRO MUNIZ", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ANTÔNIO ERNESTO BEIRA DA SILVA", "LUCIANO DUARTE PERES", "CÁSSIA APARECIDA BEIRA DA SILVA LEVECKE", "EVANDRO MUNIZ", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ANTÔNIO ERNESTO BEIRA DA SILVA", "LUCIANO DUARTE PERES", "CÁSSIA APARECIDA BEIRA DA SILVA LEVECKE", "EVANDRO MUNIZ", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Mário José Gisi .", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "ANTÔNIO ERNESTO BEIRA DA SILVA", "LUCIANO DUARTE PERES", "CÁSSIA APARECIDA BEIRA DA SILVA LEVECKE", "EVANDRO MUNIZ", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Mário José Gisi .", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "14", "/", "05", "/", "2013", "14 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "13", ".", "8", ".", "2010", "08", "/", "3", "/", "2012", "19", "/", "8", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "13", ".", "8", ".", "2010", "08", "/", "3", "/", "2012", "19", "/", "8", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "14", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.679 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :CISLANE APARECIDA LEITE PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne à alegada ofensa ao art. 37, § 6°, da Constituição, encontra óbice na Súmula 279 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814115. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.679 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :CISLANE APARECIDA LEITE PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento, sob o fundamento de que incidia, no caso, a Súmula 279 desta Corte. O agravante sustenta, em suma, a inaplicabilidade da Súmula 279 do STF na espécie. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814116. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.679 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :CISLANE APARECIDA LEITE PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento, sob o fundamento de que incidia, no caso, a Súmula 279 desta Corte. O agravante sustenta, em suma, a inaplicabilidade da Súmula 279 do STF na espécie. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814116. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.679 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, uma vez que o agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. O Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à responsabilidade do recorrente por dano moral - em razão de o filho da recorrida ter falecido quanto aos cuidados de instituição hospitalar mantida pelo Distrito Federal - com fundamento na análise do acervo probatório existente nos autos, conforme se observa do seguinte trecho da decisão a quo: “(...) restou indene de dúvidas a omissão do Estado ao deixar de proceder à devida proteção e vigilância de paciente que, em tratamento psiquiátrico, já havia tentado evadir-se do hospital, permitindo sua fuga, por meio de uma janela quebrada nas instalações do nosocômio, vindo, em seguida, a falecer depois de cair de uma torre de telefonia, a configurar, pois, o nexo de causalidade entre o dever de agir do Estado e o evento danoso, impondo o ônus de indenizar. Com efeito, não restou demonstrada nos autos a simples alegação do Distrito Federal de que a fuga do paciente em tratamento psiquiátrico, com quadro de depressão e tendências suicidas (fls.17/21), nada tenha influenciado no resultado lesivo do evento (morte), sendo certo que o réu descurou-se de produzir prova apta neste sentido, de forma a atenuar ou mesmo afastar sua responsabilidade, in casu, objetiva, razão pela qual prevalece a assertiva de que deve responder pelos atos de seus agentes (art. 37, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814117. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.679 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, uma vez que o agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. O Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à responsabilidade do recorrente por dano moral - em razão de o filho da recorrida ter falecido quanto aos cuidados de instituição hospitalar mantida pelo Distrito Federal - com fundamento na análise do acervo probatório existente nos autos, conforme se observa do seguinte trecho da decisão a quo: “(...) restou indene de dúvidas a omissão do Estado ao deixar de proceder à devida proteção e vigilância de paciente que, em tratamento psiquiátrico, já havia tentado evadir-se do hospital, permitindo sua fuga, por meio de uma janela quebrada nas instalações do nosocômio, vindo, em seguida, a falecer depois de cair de uma torre de telefonia, a configurar, pois, o nexo de causalidade entre o dever de agir do Estado e o evento danoso, impondo o ônus de indenizar. Com efeito, não restou demonstrada nos autos a simples alegação do Distrito Federal de que a fuga do paciente em tratamento psiquiátrico, com quadro de depressão e tendências suicidas (fls.17/21), nada tenha influenciado no resultado lesivo do evento (morte), sendo certo que o réu descurou-se de produzir prova apta neste sentido, de forma a atenuar ou mesmo afastar sua responsabilidade, in casu, objetiva, razão pela qual prevalece a assertiva de que deve responder pelos atos de seus agentes (art. 37, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 698679 AGR / DF XXII, § 6º, da Carta Política). E ainda, conforme Depoimento Prestado Pela Gerente de enfermagem do referido hospital, Meyre Pereira Neri Menescal, 'o déficit estrutural e de funcionários datava de 2001, sendo que, a despeito de recente morte em decorrência de fuga, não houve atuação tempestiva e eficiente para evitar novas fugas e morte, como a retratada nestes autos.' Como bem asseverado pelo juiz sentenciante, a configuração da responsabilidade do Estado é clara, sendo que 'decorre da violação do dever de guarda (segurança) imposto ao requerido. No caso concreto, não se pode falar em causa absolutamente desconexa com a fuga, visto que, houvesse o Distrito Federal, por meio dos seus prepostos, ministrado adequado o atendimento de saúde à vítima, inclusive impedindo-a de deixar o Hospital Psiquiátrico sem alta médica ou acompanhamento por familiar, certamente não haveria a antecipação da morte do filho da autora'” (fls. 173-174). Assim, firmar entendimento diverso implicaria novo exame do conjunto fático-probatório dos autos, circunstância que torna inviável o recurso, nos termos da Súmula 279 do STF. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DO REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO PROBATÓRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 829.078-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814117. Supremo Tribunal Federal ARE 698679 AGR / DF XXII, § 6º, da Carta Política). E ainda, conforme Depoimento Prestado Pela Gerente de enfermagem do referido hospital, Meyre Pereira Neri Menescal, 'o déficit estrutural e de funcionários datava de 2001, sendo que, a despeito de recente morte em decorrência de fuga, não houve atuação tempestiva e eficiente para evitar novas fugas e morte, como a retratada nestes autos.' Como bem asseverado pelo juiz sentenciante, a configuração da responsabilidade do Estado é clara, sendo que 'decorre da violação do dever de guarda (segurança) imposto ao requerido. No caso concreto, não se pode falar em causa absolutamente desconexa com a fuga, visto que, houvesse o Distrito Federal, por meio dos seus prepostos, ministrado adequado o atendimento de saúde à vítima, inclusive impedindo-a de deixar o Hospital Psiquiátrico sem alta médica ou acompanhamento por familiar, certamente não haveria a antecipação da morte do filho da autora'” (fls. 173-174). Assim, firmar entendimento diverso implicaria novo exame do conjunto fático-probatório dos autos, circunstância que torna inviável o recurso, nos termos da Súmula 279 do STF. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DO REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO PROBATÓRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 829.078-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 698679 AGR / DF RESPONSABILIDADE OBJETIVA. REPARAÇÃO DE DANOS. ACIDENTE DE TRÂNSITO. RECURSO INOMINADO INTERPOSTO APÓS DECORRIDO O PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. (...) 3. A Súmula 279/STF dispõe: 'Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário'. 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. Precedentes: RE n. 389.096-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25.09.2009 e AI n. 763.419-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10.11.2010. (...) 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 683.170-AgR/SC, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma). “1. RECURSO Extraordinário. Inadmissibilidade. Responsabilidade civil. Extracontratual. Assalto em veículo de transporte coletivo intermunicipal. Danos morais reconhecidos. Responsabilidade objetiva do Estado. Indenização devida. Art. 37, § 6º, da CF. Necessidade de revisão dos fatos à luz da prova. Impossibilidade. Recurso não conhecido. Aplicação da súmula 279. Não se admite, em recurso extraordinário, alegação de ofensa constitucional, cujo reconhecimento dependeria de reexame prévio de provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade pronunciada. Jurisprudência assentada a respeito da matéria. Ausência de objeções consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte” (RE 449.210-AgR/BA, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814117. Supremo Tribunal Federal ARE 698679 AGR / DF RESPONSABILIDADE OBJETIVA. REPARAÇÃO DE DANOS. ACIDENTE DE TRÂNSITO. RECURSO INOMINADO INTERPOSTO APÓS DECORRIDO O PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. (...) 3. A Súmula 279/STF dispõe: 'Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário'. 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. Precedentes: RE n. 389.096-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25.09.2009 e AI n. 763.419-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10.11.2010. (...) 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 683.170-AgR/SC, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma). “1. RECURSO Extraordinário. Inadmissibilidade. Responsabilidade civil. Extracontratual. Assalto em veículo de transporte coletivo intermunicipal. Danos morais reconhecidos. Responsabilidade objetiva do Estado. Indenização devida. Art. 37, § 6º, da CF. Necessidade de revisão dos fatos à luz da prova. Impossibilidade. Recurso não conhecido. Aplicação da súmula 279. Não se admite, em recurso extraordinário, alegação de ofensa constitucional, cujo reconhecimento dependeria de reexame prévio de provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade pronunciada. Jurisprudência assentada a respeito da matéria. Ausência de objeções consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte” (RE 449.210-AgR/BA, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 698679 AGR / DF PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne à alegada ofensa ao art. 37, § 6°, da Constituição, encontra óbice na Súmula 279 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (AI 829.974- AgR/GO, de minha relatoria). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814117. Supremo Tribunal Federal ARE 698679 AGR / DF PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne à alegada ofensa ao art. 37, § 6°, da Constituição, encontra óbice na Súmula 279 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (AI 829.974- AgR/GO, de minha relatoria). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.679 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : CISLANE APARECIDA LEITE PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849831 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.679 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : CISLANE APARECIDA LEITE PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849831 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
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2013-05-14T00:00:00
2013-05-27T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 14.05.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne à alegada ofensa ao art. 37, § 6°, da Constituição, encontra óbice na Súmula 279 do STF. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.
sjur231378
- Acórdão(s) citado(s): (DANO MORAL, RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO) AI 829078 AgR (1ªT), ARE 683170 AgR (1ªT), RE 449210 AgR (2ªT), AI 829974 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 17/06/2013, mjc.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
698679
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00037 PAR-00006 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 698679 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS AGDO.(A/S) : CISLANE APARECIDA LEITE
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Ementa e Acórdão 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.679 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :CISLANE APARECIDA LEITE PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne à alegada ofensa ao art. 37, § 6..., da Constituição, encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814115. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.679 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :CISLANE APARECIDA LEITE PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento, sob o fundamento de que incidia, no caso, a Súmula 279 desta Corte. O agravante sustenta, em suma, a inaplicabilidade da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal na espécie. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814116. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.679 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :CISLANE APARECIDA LEITE PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento, sob o fundamento de que incidia, no caso, a Súmula 279 desta Corte. O agravante sustenta, em suma, a inaplicabilidade da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal na espécie. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814116. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.679 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, uma vez que o agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. O Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à responsabilidade do recorrente por dano moral - em razão de o filho da recorrida ter falecido quanto aos cuidados de instituição hospitalar mantida pelo Distrito Federal - com fundamento na análise do acervo probatório existente nos autos, conforme se observa do seguinte trecho da decisão a quo: “(...) restou indene de dúvidas a omissão do Estado ao deixar de proceder à devida proteção e vigilância de paciente que, em tratamento psiquiátrico, já havia tentado evadir-se do hospital, permitindo sua fuga, por meio de uma janela quebrada nas instalações do nosocômio, vindo, em seguida, a falecer depois de cair de uma torre de telefonia, a configurar, pois, o nexo de causalidade entre o dever de agir do Estado e o evento danoso, impondo o ônus de indenizar. Com efeito, não restou demonstrada nos autos a simples alegação do Distrito Federal de que a fuga do paciente em tratamento psiquiátrico, com quadro de depressão e tendências suicidas (fls.17/21), nada tenha influenciado no resultado lesivo do evento (morte), sendo certo que o réu descurou-se de produzir prova apta neste sentido, de forma a atenuar ou mesmo afastar sua responsabilidade, in casu, objetiva, razão pela qual prevalece a assertiva de que deve responder pelos atos de seus agentes (art. 37, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814117. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.679 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, uma vez que o agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. O Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à responsabilidade do recorrente por dano moral - em razão de o filho da recorrida ter falecido quanto aos cuidados de instituição hospitalar mantida pelo Distrito Federal - com fundamento na análise do acervo probatório existente nos autos, conforme se observa do seguinte trecho da decisão a quo: “(...) restou indene de dúvidas a omissão do Estado ao deixar de proceder à devida proteção e vigilância de paciente que, em tratamento psiquiátrico, já havia tentado evadir-se do hospital, permitindo sua fuga, por meio de uma janela quebrada nas instalações do nosocômio, vindo, em seguida, a falecer depois de cair de uma torre de telefonia, a configurar, pois, o nexo de causalidade entre o dever de agir do Estado e o evento danoso, impondo o ônus de indenizar. Com efeito, não restou demonstrada nos autos a simples alegação do Distrito Federal de que a fuga do paciente em tratamento psiquiátrico, com quadro de depressão e tendências suicidas (fls.17/21), nada tenha influenciado no resultado lesivo do evento (morte), sendo certo que o réu descurou-se de produzir prova apta neste sentido, de forma a atenuar ou mesmo afastar sua responsabilidade, in casu, objetiva, razão pela qual prevalece a assertiva de que deve responder pelos atos de seus agentes (art. 37, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 698679 AGR / DF XXII, § 6..., da Carta Política). E ainda, conforme Depoimento Prestado Pela Gerente de enfermagem do referido hospital, Meyre Pereira Neri Menescal, 'o déficit estrutural e de funcionários datava de 2001, sendo que, a despeito de recente morte em decorrência de fuga, não houve atuação tempestiva e eficiente para evitar novas fugas e morte, como a retratada nestes autos.' Como bem asseverado pelo juiz sentenciante, a configuração da responsabilidade do Estado é clara, sendo que 'decorre da violação do dever de guarda (segurança) imposto ao requerido. No caso concreto, não se pode falar em causa absolutamente desconexa com a fuga, visto que, houvesse o Distrito Federal, por meio dos seus prepostos, ministrado adequado o atendimento de saúde à vítima, inclusive impedindo-a de deixar o Hospital Psiquiátrico sem alta médica ou acompanhamento por familiar, certamente não haveria a antecipação da morte do filho da autora'” (fls. 173-174). Assim, firmar entendimento diverso implicaria novo exame do conjunto fático-probatório dos autos, circunstância que torna inviável o recurso, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DO REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO PROBATÓRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 829.078-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814117. Supremo Tribunal Federal ARE 698679 AGR / DF XXII, § 6..., da Carta Política). E ainda, conforme Depoimento Prestado Pela Gerente de enfermagem do referido hospital, Meyre Pereira Neri Menescal, 'o déficit estrutural e de funcionários datava de 2001, sendo que, a despeito de recente morte em decorrência de fuga, não houve atuação tempestiva e eficiente para evitar novas fugas e morte, como a retratada nestes autos.' Como bem asseverado pelo juiz sentenciante, a configuração da responsabilidade do Estado é clara, sendo que 'decorre da violação do dever de guarda (segurança) imposto ao requerido. No caso concreto, não se pode falar em causa absolutamente desconexa com a fuga, visto que, houvesse o Distrito Federal, por meio dos seus prepostos, ministrado adequado o atendimento de saúde à vítima, inclusive impedindo-a de deixar o Hospital Psiquiátrico sem alta médica ou acompanhamento por familiar, certamente não haveria a antecipação da morte do filho da autora'” (fls. 173-174). Assim, firmar entendimento diverso implicaria novo exame do conjunto fático-probatório dos autos, circunstância que torna inviável o recurso, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. NECESSIDADE DO REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO PROBATÓRIO. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 829.078-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 698679 AGR / DF RESPONSABILIDADE OBJETIVA. REPARAÇÃO DE DANOS. ACIDENTE DE TRÂNSITO. RECURSO INOMINADO INTERPOSTO APÓS DECORRIDO O PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. (...) 3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe: 'Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário'. 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. Precedentes: Recurso Extraordinário n. 389.096-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25.09.2009 e AI n. 763.419-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10.11.2010. (...) 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 683.170-AgR/SC, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma). “1. RECURSO Extraordinário. Inadmissibilidade. Responsabilidade civil. Extracontratual. Assalto em veículo de transporte coletivo intermunicipal. Danos morais reconhecidos. Responsabilidade objetiva do Estado. Indenização devida. Art. 37, § 6..., da Constituição Federal de 1988. Necessidade de revisão dos fatos à luz da prova. Impossibilidade. Recurso não conhecido. Aplicação da súmula 279. Não se admite, em recurso extraordinário, alegação de ofensa constitucional, cujo reconhecimento dependeria de reexame prévio de provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade pronunciada. Jurisprudência assentada a respeito da matéria. Ausência de objeções consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte” (Recurso Extraordinário 449.210-AgR/BA, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814117. Supremo Tribunal Federal ARE 698679 AGR / DF RESPONSABILIDADE OBJETIVA. REPARAÇÃO DE DANOS. ACIDENTE DE TRÂNSITO. RECURSO INOMINADO INTERPOSTO APÓS DECORRIDO O PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. INCURSIONAMENTO NO CONTEXTO FÁTICO-PROBATÓRIO CARREADO AOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. (...) 3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe: 'Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário'. 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. Precedentes: Recurso Extraordinário n. 389.096-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25.09.2009 e AI n. 763.419-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10.11.2010. (...) 6. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 683.170-AgR/SC, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma). “1. RECURSO Extraordinário. Inadmissibilidade. Responsabilidade civil. Extracontratual. Assalto em veículo de transporte coletivo intermunicipal. Danos morais reconhecidos. Responsabilidade objetiva do Estado. Indenização devida. Art. 37, § 6..., da Constituição Federal de 1988. Necessidade de revisão dos fatos à luz da prova. Impossibilidade. Recurso não conhecido. Aplicação da súmula 279. Não se admite, em recurso extraordinário, alegação de ofensa constitucional, cujo reconhecimento dependeria de reexame prévio de provas. 2. RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade pronunciada. Jurisprudência assentada a respeito da matéria. Ausência de objeções consistentes. Decisão mantida. Agravo regimental improvido. Nega-se provimento a agravo regimental tendente a impugnar, sem razões consistentes, decisão fundada em jurisprudência assente na Corte” (Recurso Extraordinário 449.210-AgR/BA, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 698679 AGR / DF PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne à alegada ofensa ao art. 37, § 6..., da Constituição, encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (AI 829.974- AgR/GO, de minha relatoria). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814117. Supremo Tribunal Federal ARE 698679 AGR / DF PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne à alegada ofensa ao art. 37, § 6..., da Constituição, encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Agravo regimental improvido” (AI 829.974- AgR/GO, de minha relatoria). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814117. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.679 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : CISLANE APARECIDA LEITE PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849831 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698.679 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : CISLANE APARECIDA LEITE PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849831 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 698 . 679", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 698 . 679", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 829 . 078 - AgR / RJ", "ARE 698679 AGR / DF", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL", "AI 829 . 078 - AgR / RJ", "ARE 698679 AGR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 389 . 096 - AgR", "AI n . 763 . 419 - AgR", "ARE 683 . 170 - AgR / SC", "Recurso Extraordinário 449 . 210 - AgR / BA", "ARE 698679", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n . 389 . 096 - AgR", "AI n . 763 . 419 - AgR", "ARE 683 . 170 - AgR / SC", "Recurso Extraordinário 449 . 210 - AgR / BA", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 829 . 974 - 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Ementa e Acórdão 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 110.902 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :FABIO LUIS CARNEIRO DE BRITO IMPTE.(S) :CELSO AUGUSTO HENTSCHOLEK VALENTE COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. ORGANICIDADE DO DIREITO. CONCUSSÃO (ART. 316 DO CP). PACIENTE ENVOLVIDO COM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. FUNDADO RISCO DE RETALIAÇÃO CONTRA TESTEMUNHAS. INSTRUÇÃO CRIMINAL CONCLUÍDA. SUBSISTÊNCIA DA NECESSIDADE DA PRISÃO CAUTELAR. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PRIMARIEDADE, BONS ANTECEDENTES, RESIDÊNCIA FIXA E PROFISSÃO LÍCITA: CIRCUNSTÂNCIAS PESSOAIS QUE, POR SI SÓS, NÃO OBSTAM A DECRETAÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 2. A custódia cautelar visando a garantia da ordem pública legitima- se quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, bem como quando demonstrada a imprescindibilidade da segregação para acautelar o meio social, em razão de fundada probabilidade da prática de atos de retaliação contra testemunhas. Precedentes: HC 108.219, Primeira Turma, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694385. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 Ementa e Acórdão HC 110902 / DF Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 08.08.12; HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º.09.11; HC 102.164, Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 24.05.11; HC 112.738, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.11.12; HC 111.058, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 12.12.12; HC 108.219, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 08.08.12. 3. In casu, o juiz singular, no ato do recebimento da denúncia, decretou a prisão preventiva do paciente, para a garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para a garantia da aplicação a lei penal. Isso porque o magistrado concluiu que o paciente estava envolvido com organização criminosa voltada à prática de tráfico de entorpecentes e ameaçando testemunhas. 4. A sentença penal condenatória, por seu turno, manteve a segregação cautelar do paciente, posto que continuavam presentes os fundamentos pelos quais foi decretada a prisão preventiva; vale dizer, ainda que concluída a instrução criminal, restaram provas de fundado risco concreto de retaliação do paciente contra testemunhas que prestaram depoimento no curso da fase instrutória. 5. É que constou da decisão que: “havendo risco concreto de possível retaliação dos policiais contra as testemunhas que depuseram nos autos, assim, como a todos aqueles que de algum modo dele participaram, como demonstrado por ofício encaminhado pela Delegacia Seccional de Araçatuba, o qual noticiou que parentes de um dos acusados estaria em cidade perguntando sobre informações pessoais do Delegado que presidiu as investigações, bem como pelos fortes indícios de envio de ‘recados’ dos corréus a Alex (‘Café’), na Penitenciária. A periculosidade dos corréus, destarte, é patente no caso concreto, justificando-se a medida igualmente por tal fundamento”. 6. Deveras, no próprio ato de recebimento da denúncia, atestou-se que “a prisão é necessária para garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal, porquanto há notícias de que os denunciados estariam intimidando testemunhas ‘por meio de recados’, valendo-se da condição de policiais (ITAMAR e FÁBIO) e de funcionário público que pudesse fazer as vezes 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694385. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 08.08.12; HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º.09.11; HC 102.164, Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 24.05.11; HC 112.738, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.11.12; HC 111.058, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 12.12.12; HC 108.219, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 08.08.12. 3. In casu, o juiz singular, no ato do recebimento da denúncia, decretou a prisão preventiva do paciente, para a garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para a garantia da aplicação a lei penal. Isso porque o magistrado concluiu que o paciente estava envolvido com organização criminosa voltada à prática de tráfico de entorpecentes e ameaçando testemunhas. 4. A sentença penal condenatória, por seu turno, manteve a segregação cautelar do paciente, posto que continuavam presentes os fundamentos pelos quais foi decretada a prisão preventiva; vale dizer, ainda que concluída a instrução criminal, restaram provas de fundado risco concreto de retaliação do paciente contra testemunhas que prestaram depoimento no curso da fase instrutória. 5. É que constou da decisão que: “havendo risco concreto de possível retaliação dos policiais contra as testemunhas que depuseram nos autos, assim, como a todos aqueles que de algum modo dele participaram, como demonstrado por ofício encaminhado pela Delegacia Seccional de Araçatuba, o qual noticiou que parentes de um dos acusados estaria em cidade perguntando sobre informações pessoais do Delegado que presidiu as investigações, bem como pelos fortes indícios de envio de ‘recados’ dos corréus a Alex (‘Café’), na Penitenciária. A periculosidade dos corréus, destarte, é patente no caso concreto, justificando-se a medida igualmente por tal fundamento”. 6. Deveras, no próprio ato de recebimento da denúncia, atestou-se que “a prisão é necessária para garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal, porquanto há notícias de que os denunciados estariam intimidando testemunhas ‘por meio de recados’, valendo-se da condição de policiais (ITAMAR e FÁBIO) e de funcionário público que pudesse fazer as vezes 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694385. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 Ementa e Acórdão HC 110902 / DF destes (NILTON), pondo em risco à ordem pública e a regularidade da instrução criminal. As provas amealhadas indicam, de modo concreto, malgrado em cognição sumária, a existência de intimidação a testemunhas, circunstância mais que suficiente a ensejar a custódia cautelar, visando a garantir o normal andamento da instrução criminal, como ressaltado pela autoridade policial e pelo Ministério Público. A prisão decorre, ademais, da garantia de se resguardar a credibilidade da Justiça e o meio social, que está ameaçado”. 7. O revolvimento do conjunto fático-probatório, inviável na via do writ, sendo certo que pleiteia-se, neste lide, a análise do envolvimento, ou não, do paciente com organização criminosa. Precedentes: HC 112.813, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 14.09.12; HC 106.293, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 06.05.11; HC 103.730-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 23.11.10. 8. “A primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são suficientes ao afastamento da prisão preventiva” (HC 112.642, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 10.08.12). No mesmo sentido: HC 106.474, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 30.03.12; HC 108.314, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 05.10.11; HC 103.460, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 30.08.11; HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 102.354, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24.05.11, entre outros). 9. O réu segregado cautelarmente desde o início do processo e condenado em sentença repetindo os fundamentos da prisão cautelar, não pode recorrer em liberdade. Precedentes: HC 110.446, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 14.03.12; HC 101.248, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 09.08.11; HC 98.217, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 16.04.10; HC 87.621, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 10.11.06. 10. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via eleita. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694385. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF destes (NILTON), pondo em risco à ordem pública e a regularidade da instrução criminal. As provas amealhadas indicam, de modo concreto, malgrado em cognição sumária, a existência de intimidação a testemunhas, circunstância mais que suficiente a ensejar a custódia cautelar, visando a garantir o normal andamento da instrução criminal, como ressaltado pela autoridade policial e pelo Ministério Público. A prisão decorre, ademais, da garantia de se resguardar a credibilidade da Justiça e o meio social, que está ameaçado”. 7. O revolvimento do conjunto fático-probatório, inviável na via do writ, sendo certo que pleiteia-se, neste lide, a análise do envolvimento, ou não, do paciente com organização criminosa. Precedentes: HC 112.813, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 14.09.12; HC 106.293, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 06.05.11; HC 103.730-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 23.11.10. 8. “A primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são suficientes ao afastamento da prisão preventiva” (HC 112.642, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 10.08.12). No mesmo sentido: HC 106.474, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 30.03.12; HC 108.314, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 05.10.11; HC 103.460, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 30.08.11; HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 102.354, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24.05.11, entre outros). 9. O réu segregado cautelarmente desde o início do processo e condenado em sentença repetindo os fundamentos da prisão cautelar, não pode recorrer em liberdade. Precedentes: HC 110.446, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 14.03.12; HC 101.248, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 09.08.11; HC 98.217, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 16.04.10; HC 87.621, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 10.11.06. 10. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via eleita. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694385. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 Ementa e Acórdão HC 110902 / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de abril de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694385. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de abril de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694385. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 Relatório 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 110.902 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :FABIO LUIS CARNEIRO DE BRITO IMPTE.(S) :CELSO AUGUSTO HENTSCHOLEK VALENTE COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em benefício de FABIO LUIS CARNEIRO DE BRITO contra acórdão prolatado pelo Superior Tribunal de Justiça sintetizado na seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. CONCUSSÃO. PRISÃO PREVENTIVA. CIRCUNSTÂNCIAS QUE EVIDENCIAM A EXISTÊNCIA DE GRUPO CRIMINOSO VOLTADA A PRÁTICA DE DELITOS. GRAVIDADE CONCRETA. NECESSIDADE DE ACAUTELAMENTO DA ORDEM PÚBLICA. TEMOR DE REPRESÁLIAS CONTRA TESTEMUNHAS. OBSTÁCULO À ELUCIDAÇÃO DO FATO. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. COAÇÃO ILEGAL NÃO DEMONSTRADA. ORDEM DENEGADA. 1. As circunstâncias demonstram a existência, em tese, de um grupo criminoso estruturado para a prática do delito de concussão, situação que aponta ser necessária a custódia cautelar para o bem da ordem pública. 2. Imprescindível se mostra a manutenção da prisão também para a conveniência da instrução criminal, pois há temor de ameaça as testemunhas, o que dificultaria o esclarecimento dos fatos perante o juízo competente. 3. Condições pessoais favoráveis, em princípio, não têm o condão de, por si sós, garantirem a revogação da preventiva, se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694386. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 110.902 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :FABIO LUIS CARNEIRO DE BRITO IMPTE.(S) :CELSO AUGUSTO HENTSCHOLEK VALENTE COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em benefício de FABIO LUIS CARNEIRO DE BRITO contra acórdão prolatado pelo Superior Tribunal de Justiça sintetizado na seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. CONCUSSÃO. PRISÃO PREVENTIVA. CIRCUNSTÂNCIAS QUE EVIDENCIAM A EXISTÊNCIA DE GRUPO CRIMINOSO VOLTADA A PRÁTICA DE DELITOS. GRAVIDADE CONCRETA. NECESSIDADE DE ACAUTELAMENTO DA ORDEM PÚBLICA. TEMOR DE REPRESÁLIAS CONTRA TESTEMUNHAS. OBSTÁCULO À ELUCIDAÇÃO DO FATO. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. COAÇÃO ILEGAL NÃO DEMONSTRADA. ORDEM DENEGADA. 1. As circunstâncias demonstram a existência, em tese, de um grupo criminoso estruturado para a prática do delito de concussão, situação que aponta ser necessária a custódia cautelar para o bem da ordem pública. 2. Imprescindível se mostra a manutenção da prisão também para a conveniência da instrução criminal, pois há temor de ameaça as testemunhas, o que dificultaria o esclarecimento dos fatos perante o juízo competente. 3. Condições pessoais favoráveis, em princípio, não têm o condão de, por si sós, garantirem a revogação da preventiva, se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694386. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 Relatório HC 110902 / DF há nos autos elementos suficientes a demonstrar a imprescindibilidade da sua manutenção, como ocorre na hipótese. 4. Ordem denegada.” Colhe-se dos autos que o paciente e outros corréus foram denunciados como incursos nas sanções do artigo 316 do Código Penal (concussão) c/c o artigo 29 do mesmo Estatuto, “porque teriam exigido, em razão de suas funções públicas, que as vítimas (…) lhe entregassem a quantia de R$ 6.000,00 (seis mil reais) e em troca, deixariam de cumprir mandado de prisão expedido em desfavor de Alex Pereira de Souza, pessoa que sabiam ostentar a condição de foragido da Justiça”. No ato que recebeu a denúncia, o Juiz da Segunda Vara Criminal da Comarca de Birigui/SP decretou a prisão preventiva do paciente para garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal. Irresignada, a defesa impetrou, sucessivamente, habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e no Superior Tribunal de Justiça, sustentando, em síntese, ausência de base concreta para a segregação cautelar. Ambos os writs foram indeferidos. Após o julgamento daquelas impetrações, foi proferida sentença nos autos do processo principal. O paciente foi condenado a 5 (cinco) anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime de concussão, sendo-lhe vedado o direito de recorrer em liberdade. Nesta impetração, sustenta, preliminarmente, que “o fato de ter sentença prolatada não invalida a impetração do presente ‘mandamus’ visto que se trata de prisão cautelar uma vez que a r. sentença não transitou em julgado”. No mérito, reitera a tese de ausência de base concreta para a segregação cautelar, sob os seguintes argumentos: (i) não comprovação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694386. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF há nos autos elementos suficientes a demonstrar a imprescindibilidade da sua manutenção, como ocorre na hipótese. 4. Ordem denegada.” Colhe-se dos autos que o paciente e outros corréus foram denunciados como incursos nas sanções do artigo 316 do Código Penal (concussão) c/c o artigo 29 do mesmo Estatuto, “porque teriam exigido, em razão de suas funções públicas, que as vítimas (…) lhe entregassem a quantia de R$ 6.000,00 (seis mil reais) e em troca, deixariam de cumprir mandado de prisão expedido em desfavor de Alex Pereira de Souza, pessoa que sabiam ostentar a condição de foragido da Justiça”. No ato que recebeu a denúncia, o Juiz da Segunda Vara Criminal da Comarca de Birigui/SP decretou a prisão preventiva do paciente para garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal. Irresignada, a defesa impetrou, sucessivamente, habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e no Superior Tribunal de Justiça, sustentando, em síntese, ausência de base concreta para a segregação cautelar. Ambos os writs foram indeferidos. Após o julgamento daquelas impetrações, foi proferida sentença nos autos do processo principal. O paciente foi condenado a 5 (cinco) anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime de concussão, sendo-lhe vedado o direito de recorrer em liberdade. Nesta impetração, sustenta, preliminarmente, que “o fato de ter sentença prolatada não invalida a impetração do presente ‘mandamus’ visto que se trata de prisão cautelar uma vez que a r. sentença não transitou em julgado”. No mérito, reitera a tese de ausência de base concreta para a segregação cautelar, sob os seguintes argumentos: (i) não comprovação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694386. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 Relatório HC 110902 / DF do envolvimento do paciente com traficantes; (ii) impossibilidade da decretação de prisão preventiva com respaldo na gravidade do crime; e (iii) insubsistência do principal fundamento utilizado para a manutenção da segregação – risco de turbação da instrução criminal –, porquanto, proferida sentença condenatória, está encerrada a fase instrutória. Ressalta que a manutenção da prisão do paciente implica o cumprimento antecipado da pena. Destaca, por fim, que o paciente é primário, possui bons antecedentes, desenvolve atividade laboral lícita e reside permanentemente no distrito de culpa. Requer, ao final, a concessão de medida liminar a fim de revogar a prisão preventiva do paciente, assegurando-lhe o direito de recorrer em liberdade. No mérito, pleiteia a confirmação da cautelar. A liminar foi indeferida em decisão assim ementada: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. CONCUSSÃO (ART. 316 DO CP). PRISÃO PREVENTIVA PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI E PELA POSSIBILIDADE CONCRETA DE REITERAÇÃO CRIMINOSA. PACIENTE MEMBRO DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. INTIMIDAÇÃO DE TESTEMUNHAS. FUNDAMENTOS IDÔNEOS. AUSÊNCIA DE FUMUS BONI JURIS. LIMINAR INDEFERIDA.” O Ministério Público Federal manifesta-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694386. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF do envolvimento do paciente com traficantes; (ii) impossibilidade da decretação de prisão preventiva com respaldo na gravidade do crime; e (iii) insubsistência do principal fundamento utilizado para a manutenção da segregação – risco de turbação da instrução criminal –, porquanto, proferida sentença condenatória, está encerrada a fase instrutória. Ressalta que a manutenção da prisão do paciente implica o cumprimento antecipado da pena. Destaca, por fim, que o paciente é primário, possui bons antecedentes, desenvolve atividade laboral lícita e reside permanentemente no distrito de culpa. Requer, ao final, a concessão de medida liminar a fim de revogar a prisão preventiva do paciente, assegurando-lhe o direito de recorrer em liberdade. No mérito, pleiteia a confirmação da cautelar. A liminar foi indeferida em decisão assim ementada: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. CONCUSSÃO (ART. 316 DO CP). PRISÃO PREVENTIVA PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI E PELA POSSIBILIDADE CONCRETA DE REITERAÇÃO CRIMINOSA. PACIENTE MEMBRO DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. INTIMIDAÇÃO DE TESTEMUNHAS. FUNDAMENTOS IDÔNEOS. AUSÊNCIA DE FUMUS BONI JURIS. LIMINAR INDEFERIDA.” O Ministério Público Federal manifesta-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694386. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 Relatório HC 110902 / DF 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694386. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694386. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 110.902 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, verifica-se que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: (…) d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; (…) i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1º.10.99, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 110.902 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, verifica-se que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: (…) d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; (…) i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1º.10.99, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (CPC, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (CPC, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Segunda Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Segunda Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” Todavia, não existe, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. Isso porque, ainda que concluída a instrução criminal, a prisão cautelar do paciente justifica-se para a garantia da ordem pública. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que a custódia cautelar visando a garantia da ordem pública legitima-se quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, bem como quando demonstrada a imprescindibilidade da segregação para acautelar o meio social, em razão de fundada probabilidade da prática de atos de retaliação contra testemunhas que tenham prestado depoimento no curso da instrução criminal. Nesse sentido, os seguintes julgados: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” Todavia, não existe, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. Isso porque, ainda que concluída a instrução criminal, a prisão cautelar do paciente justifica-se para a garantia da ordem pública. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que a custódia cautelar visando a garantia da ordem pública legitima-se quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, bem como quando demonstrada a imprescindibilidade da segregação para acautelar o meio social, em razão de fundada probabilidade da prática de atos de retaliação contra testemunhas que tenham prestado depoimento no curso da instrução criminal. Nesse sentido, os seguintes julgados: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF “Ementa: Processual penal. Habeas corpus. Tráfico de entorpecentes, associação para tráfico de entorpecentes (Arts. 33 e 35, da Lei n. 11.343/2006). Prisão preventiva. garantia da ordem pública. Organização criminosa. Real possibilidade de reiteração delituosa e de ameaça a testemunhas. Fundamentação idônea. 1. A existência de organização criminosa impõe a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de seus integrantes como garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva (HC 95.024/SP, 1ª Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20/02/2009). 2. In casu, restou apurado na instrução criminal que o paciente é um dos líderes de organização criminosa composta por 40 (quarenta) integrantes, com estrutura profissional e atuação intensa no abastecimento de entorpecentes no estado da Paraíba, a evidenciar a necessidade de sua segregação cautelar para garantia da ordem pública, considerada a real possibilidade de reiteração delituosa, na linha da pacífica jurisprudência desta Corte: HC 98.290, Relator o Min. MARCO AURÉLIO, Relator p/ o acórdão Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/06/11; 104.608, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 01/09/11; HC 102.164, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 24/05/11; e HC 101.854, Relator o Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe de 30/04/10. 3. A justificativa da prisão preventiva por conveniência da instrução criminal também fez-se necessária ante a alusão à possibilidade de turbação da busca da verdade real, considerada a afirmação judicial de que testemunhas e os próprios envolvidos estariam sujeitos à intimidação e ao terror, valendo conferir a propósito: HC 105614/RJ, rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJ de 10/6/2011 e HC 101309/PE, Rel. Min. Ayres Britto, 1ª Turma, DJ de 7/5/2010. 4. Ordem denegada.” (Sem grifos no original) (HC 108.219, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 08.08.12) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF “Ementa: Processual penal. Habeas corpus. Tráfico de entorpecentes, associação para tráfico de entorpecentes (Arts. 33 e 35, da Lei n. 11.343/2006). Prisão preventiva. garantia da ordem pública. Organização criminosa. Real possibilidade de reiteração delituosa e de ameaça a testemunhas. Fundamentação idônea. 1. A existência de organização criminosa impõe a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de seus integrantes como garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva (HC 95.024/SP, 1ª Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20/02/2009). 2. In casu, restou apurado na instrução criminal que o paciente é um dos líderes de organização criminosa composta por 40 (quarenta) integrantes, com estrutura profissional e atuação intensa no abastecimento de entorpecentes no estado da Paraíba, a evidenciar a necessidade de sua segregação cautelar para garantia da ordem pública, considerada a real possibilidade de reiteração delituosa, na linha da pacífica jurisprudência desta Corte: HC 98.290, Relator o Min. MARCO AURÉLIO, Relator p/ o acórdão Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/06/11; 104.608, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 01/09/11; HC 102.164, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 24/05/11; e HC 101.854, Relator o Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe de 30/04/10. 3. A justificativa da prisão preventiva por conveniência da instrução criminal também fez-se necessária ante a alusão à possibilidade de turbação da busca da verdade real, considerada a afirmação judicial de que testemunhas e os próprios envolvidos estariam sujeitos à intimidação e ao terror, valendo conferir a propósito: HC 105614/RJ, rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJ de 10/6/2011 e HC 101309/PE, Rel. Min. Ayres Britto, 1ª Turma, DJ de 7/5/2010. 4. Ordem denegada.” (Sem grifos no original) (HC 108.219, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 08.08.12) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO INTERESTADUAL DE DROGAS E FINANCIAMENTO AO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA MANTENDO A SEGREGAÇÃO CAUTELAR. GARANTIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. ENCERRAMENTO DA FASE PROBATÓRIA. GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. REAL POSSIBILIDADE DE FUGA. PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. FUNÇÃO DE CHEFIA EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E QUANTIDADE DE DROGAS: CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. 1. Decreto de prisão preventiva devidamente fundamentado na garantia da ordem pública, consideradas a quantidade de drogas apreendida e a participação do Paciente em organização criminosa, o exercício de chefia e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, não desmentida pelos elementos constantes dos autos. 2. Existência de outro fundamento idôneo e suficiente para a manutenção da prisão preventiva, consistente na aplicação da lei penal, evidenciada pelo risco de fuga do distrito da culpa. 3. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a garantia da instrução criminal não constitui fundamento válido da prisão preventiva do condenado. 4. A presença de condições subjetivas favoráveis ao Paciente não obsta a segregação cautelar, mesmo após a sentença penal, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção. 5. Ordem denegada.” (Sem grifos no original) (HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º.09.11) “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO INTERESTADUAL DE DROGAS E FINANCIAMENTO AO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA MANTENDO A SEGREGAÇÃO CAUTELAR. GARANTIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. ENCERRAMENTO DA FASE PROBATÓRIA. GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. REAL POSSIBILIDADE DE FUGA. PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. FUNÇÃO DE CHEFIA EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E QUANTIDADE DE DROGAS: CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. 1. Decreto de prisão preventiva devidamente fundamentado na garantia da ordem pública, consideradas a quantidade de drogas apreendida e a participação do Paciente em organização criminosa, o exercício de chefia e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, não desmentida pelos elementos constantes dos autos. 2. Existência de outro fundamento idôneo e suficiente para a manutenção da prisão preventiva, consistente na aplicação da lei penal, evidenciada pelo risco de fuga do distrito da culpa. 3. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a garantia da instrução criminal não constitui fundamento válido da prisão preventiva do condenado. 4. A presença de condições subjetivas favoráveis ao Paciente não obsta a segregação cautelar, mesmo após a sentença penal, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção. 5. Ordem denegada.” (Sem grifos no original) (HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º.09.11) “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF PENAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECENTES E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA DA DECISÃO QUE DECRETOU A PRISÃO PREVENTIVA. IMPROCEDÊNCIA. PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO DELITUOSA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. RISCO DE FUGA DO PACIENTE. APLICAÇÃO DA LEI PENAL. ORDEM DENEGADA 1. Decreto de prisão preventiva devidamente fundamentado na garantia da ordem pública, considerada a participação do Paciente em organização criminosa, notadamente o exercício de chefia, e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, que não é desmentida pelos elementos constantes dos autos. 2. Existência, ademais, de outro fundamento idôneo e suficiente para a manutenção da prisão preventiva, consistente na aplicação da lei penal, evidenciada pelo risco de fuga do distrito da culpa. 3. Ordem denegada.” (Sem grifos no original) (HC 102.164, Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 24.05.11). “Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. LEGITIMIDADE DOS FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. PERICULOSIDADE DOS AGENTES. PACIENTES ENVOLVIDOS COM TRÁFICO DE DROGAS. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. AMEAÇA A TESTEMUNHAS. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. FUGA DO DISTRITO DA CULPA. APLICAÇÃO DA LEI PENAL. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM DENEGADA. I – A prisão cautelar mostra-se suficientemente motivada para a garantia da instrução criminal e para a preservação da ordem pública. Isso diante da periculosidade dos pacientes, verificada pelo seu envolvimento com o tráfico de drogas, além das ameaças de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF PENAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECENTES E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA DA DECISÃO QUE DECRETOU A PRISÃO PREVENTIVA. IMPROCEDÊNCIA. PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO DELITUOSA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. RISCO DE FUGA DO PACIENTE. APLICAÇÃO DA LEI PENAL. ORDEM DENEGADA 1. Decreto de prisão preventiva devidamente fundamentado na garantia da ordem pública, considerada a participação do Paciente em organização criminosa, notadamente o exercício de chefia, e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, que não é desmentida pelos elementos constantes dos autos. 2. Existência, ademais, de outro fundamento idôneo e suficiente para a manutenção da prisão preventiva, consistente na aplicação da lei penal, evidenciada pelo risco de fuga do distrito da culpa. 3. Ordem denegada.” (Sem grifos no original) (HC 102.164, Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 24.05.11). “Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. LEGITIMIDADE DOS FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. PERICULOSIDADE DOS AGENTES. PACIENTES ENVOLVIDOS COM TRÁFICO DE DROGAS. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. AMEAÇA A TESTEMUNHAS. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. FUGA DO DISTRITO DA CULPA. APLICAÇÃO DA LEI PENAL. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM DENEGADA. I – A prisão cautelar mostra-se suficientemente motivada para a garantia da instrução criminal e para a preservação da ordem pública. Isso diante da periculosidade dos pacientes, verificada pelo seu envolvimento com o tráfico de drogas, além das ameaças de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF morte feitas às testemunhas e seus familiares. II – A todos esses fundamentos, o juízo ainda acrescentou que a custódia dos pacientes se faz necessária para garantir a aplicação da lei penal em caso de condenação, haja vista que os acusados estavam foragidos por ocasião da decretação da custódia cautelar. III – Ordem denegada.” (Sem grifos no original) (HC 112.738, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.11.12) “EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL E CONSTITUCIONAL. IMPUTAÇÃO DA PRÁTICA DO CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. 1. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO DA INSTRUÇÃO PROCESSUAL. QUESTÃO NÃO SUBMETIDA AO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2. PERICULOSIDADE EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI. AMEAÇA A TESTEMUNHAS. FUGA DO PACIENTE. FUNDAMENTOS AUTÔNOMOS, SUFICIENTES E IDÔNEOS PARA A PRISÃO DO ORA PACIENTE. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA PARTE, DENEGADA. 1. Se não foi submetida à instância antecedente a alegação de excesso de prazo da prisão do ora Paciente, não cabe ao Supremo Tribunal Federal dela conhecer originariamente, sob pena de supressão de instância. 2. Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi e a ameaça a testemunhas são motivos idôneos para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. 3. Necessidade de se resguardar a aplicação da lei penal, considerada a fuga, que não é desmentida pelos elementos constantes dos autos. 4. A presença de condições subjetivas favoráveis não obsta a segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção, como se tem na espécie vertente. 5. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, denegado.” (Sem grifos no original) (HC 111.058, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF morte feitas às testemunhas e seus familiares. II – A todos esses fundamentos, o juízo ainda acrescentou que a custódia dos pacientes se faz necessária para garantir a aplicação da lei penal em caso de condenação, haja vista que os acusados estavam foragidos por ocasião da decretação da custódia cautelar. III – Ordem denegada.” (Sem grifos no original) (HC 112.738, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.11.12) “EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL E CONSTITUCIONAL. IMPUTAÇÃO DA PRÁTICA DO CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. 1. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO DA INSTRUÇÃO PROCESSUAL. QUESTÃO NÃO SUBMETIDA AO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2. PERICULOSIDADE EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI. AMEAÇA A TESTEMUNHAS. FUGA DO PACIENTE. FUNDAMENTOS AUTÔNOMOS, SUFICIENTES E IDÔNEOS PARA A PRISÃO DO ORA PACIENTE. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA PARTE, DENEGADA. 1. Se não foi submetida à instância antecedente a alegação de excesso de prazo da prisão do ora Paciente, não cabe ao Supremo Tribunal Federal dela conhecer originariamente, sob pena de supressão de instância. 2. Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi e a ameaça a testemunhas são motivos idôneos para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. 3. Necessidade de se resguardar a aplicação da lei penal, considerada a fuga, que não é desmentida pelos elementos constantes dos autos. 4. A presença de condições subjetivas favoráveis não obsta a segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção, como se tem na espécie vertente. 5. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, denegado.” (Sem grifos no original) (HC 111.058, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF Lúcia, DJ de 12.12.12) “Ementa: Processual penal. Habeas corpus. Tráfico de entorpecentes, associação para tráfico de entorpecentes (Arts. 33 e 35, da Lei n. 11.343/2006). Prisão preventiva. garantia da ordem pública. Organização criminosa. Real possibilidade de reiteração delituosa e de ameaça a testemunhas. Fundamentação idônea. 1. A existência de organização criminosa impõe a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de seus integrantes como garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva (HC 95.024/SP, 1ª Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20/02/2009). 2. In casu, restou apurado na instrução criminal que o paciente é um dos líderes de organização criminosa composta por 40 (quarenta) integrantes, com estrutura profissional e atuação intensa no abastecimento de entorpecentes no estado da Paraíba, a evidenciar a necessidade de sua segregação cautelar para garantia da ordem pública, considerada a real possibilidade de reiteração delituosa, na linha da pacífica jurisprudência desta Corte: HC 98.290, Relator o Min. MARCO AURÉLIO, Relator p/ o acórdão Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/06/11; 104.608, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 01/09/11; HC 102.164, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 24/05/11; e HC 101.854, Relator o Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe de 30/04/10. 3. A justificativa da prisão preventiva por conveniência da instrução criminal também fez-se necessária ante a alusão à possibilidade de turbação da busca da verdade real, considerada a afirmação judicial de que testemunhas e os próprios envolvidos estariam sujeitos à intimidação e ao terror, valendo conferir a propósito: HC 105614/RJ, rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJ de 10/6/2011 e HC 101309/PE, Rel. Min. Ayres Britto, 1ª Turma, DJ de 7/5/2010. 4. Ordem denegada.” (Sem grifos no original) (HC 108.219, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF Lúcia, DJ de 12.12.12) “Ementa: Processual penal. Habeas corpus. Tráfico de entorpecentes, associação para tráfico de entorpecentes (Arts. 33 e 35, da Lei n. 11.343/2006). Prisão preventiva. garantia da ordem pública. Organização criminosa. Real possibilidade de reiteração delituosa e de ameaça a testemunhas. Fundamentação idônea. 1. A existência de organização criminosa impõe a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de seus integrantes como garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva (HC 95.024/SP, 1ª Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20/02/2009). 2. In casu, restou apurado na instrução criminal que o paciente é um dos líderes de organização criminosa composta por 40 (quarenta) integrantes, com estrutura profissional e atuação intensa no abastecimento de entorpecentes no estado da Paraíba, a evidenciar a necessidade de sua segregação cautelar para garantia da ordem pública, considerada a real possibilidade de reiteração delituosa, na linha da pacífica jurisprudência desta Corte: HC 98.290, Relator o Min. MARCO AURÉLIO, Relator p/ o acórdão Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/06/11; 104.608, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 01/09/11; HC 102.164, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 24/05/11; e HC 101.854, Relator o Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe de 30/04/10. 3. A justificativa da prisão preventiva por conveniência da instrução criminal também fez-se necessária ante a alusão à possibilidade de turbação da busca da verdade real, considerada a afirmação judicial de que testemunhas e os próprios envolvidos estariam sujeitos à intimidação e ao terror, valendo conferir a propósito: HC 105614/RJ, rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJ de 10/6/2011 e HC 101309/PE, Rel. Min. Ayres Britto, 1ª Turma, DJ de 7/5/2010. 4. Ordem denegada.” (Sem grifos no original) (HC 108.219, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF DJ de 08.08.12) In casu, o juiz singular, no ato que recebeu a denúncia, decretou a prisão preventiva do paciente para a garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para a garantia da aplicação a lei penal. Isso porque o magistrado concluiu que o paciente estava envolvido com organização criminosa voltada à prática de tráfico de entorpecentes, bem como que existem provas de que ele estava ameaçando testemunhas. Transcrevo o seguinte trecho daquela decisão: “(...) Considerando o requerimento formulado pela Autoridade Policial e pelos representantes do Ministério Público, entendo absolutamente necessária a prisão preventiva dos denunciados, haja vista estarem presentes os pressupostos da prisão preventiva (indícios suficientes de autoria e prova da materialidade delitiva (…), assim como os fundamentos que justificam a custódia cautelar, quais sejam, a prisão para garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para garantia da aplicação da lei penal. De efeito, forçoso convir que a ordem pública encontra-se ameaçada se forem os denunciados referidos acima postos em liberdade, visto que, além de extrema gravidade dos delitos que lhes são imputados na inicial, há indícios de que mantinham ligações com integrantes de uma organização criminosa para a prática do crime de tráfico de entorpecentes, indícios estes que, por ora, recaem sobre os denunciados. Anto que a prisão é necessária para garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal, porquanto há notícias de que os denunciados estariam intimidando testemunhas ‘por meio de recados’, valendo-se da condição de policiais (ITAMAR e FÁBIO) e de funcionário público que pudesse fazer as vezes destes (NILTON), pondo em risco à ordem pública e a regularidade da instrução criminal. As provas amealhadas indicam, de modo concreto, malgrado em cognição sumária, a existência de intimidação a testemunhas, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF DJ de 08.08.12) In casu, o juiz singular, no ato que recebeu a denúncia, decretou a prisão preventiva do paciente para a garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para a garantia da aplicação a lei penal. Isso porque o magistrado concluiu que o paciente estava envolvido com organização criminosa voltada à prática de tráfico de entorpecentes, bem como que existem provas de que ele estava ameaçando testemunhas. Transcrevo o seguinte trecho daquela decisão: “(...) Considerando o requerimento formulado pela Autoridade Policial e pelos representantes do Ministério Público, entendo absolutamente necessária a prisão preventiva dos denunciados, haja vista estarem presentes os pressupostos da prisão preventiva (indícios suficientes de autoria e prova da materialidade delitiva (…), assim como os fundamentos que justificam a custódia cautelar, quais sejam, a prisão para garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para garantia da aplicação da lei penal. De efeito, forçoso convir que a ordem pública encontra-se ameaçada se forem os denunciados referidos acima postos em liberdade, visto que, além de extrema gravidade dos delitos que lhes são imputados na inicial, há indícios de que mantinham ligações com integrantes de uma organização criminosa para a prática do crime de tráfico de entorpecentes, indícios estes que, por ora, recaem sobre os denunciados. Anto que a prisão é necessária para garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal, porquanto há notícias de que os denunciados estariam intimidando testemunhas ‘por meio de recados’, valendo-se da condição de policiais (ITAMAR e FÁBIO) e de funcionário público que pudesse fazer as vezes destes (NILTON), pondo em risco à ordem pública e a regularidade da instrução criminal. As provas amealhadas indicam, de modo concreto, malgrado em cognição sumária, a existência de intimidação a testemunhas, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF circunstância mais que suficiente a ensejar a custódia cautelar, visando a garantir o normal andamento da instrução criminal, como ressaltado pela autoridade policial e pelo Ministério Público. A prisão decorre, ademais, da garantia de se resguardar a credibilidade da Justiça e o meio social, que está ameaçado. (…) De resto, pontuo que eventual comprovação de residência fixa, bons antecedentes, ou ocupação lícita não obstam a decretação da preventiva. (…) Diante do exposto, DECRETO A PRISÃO PREVENTIVA de Fábio Luis Carneiro de Brito, Itamar Biu de Faria e Nilton César Parrechio, expedindo-se mandados de prisão preventiva em desfavor dos acusados.” (Sem grifos no original). Na sentença penal condenatória, o magistrado negou ao paciente o direito de recorrer em liberdade, por entender que continuavam presentes os fundamentos pelos quais foi decretada a prisão preventiva. Ademais, o juiz singular demonstrou que, ainda que concluída a instrução criminal, há risco fundado e concreto de retaliação do paciente contra testemunhas que prestaram depoimento no curso da fase instrutória bem como contra todas as pessoas que de algum modo participaram daquela fase. Transcrevo o seguinte trecho da sentença: “(...) Os réus não poderão recorrer desta decisão em liberdade. Tal medida é necessária, tendo em vista a pena aplicada, a gravidade do delito praticado e os fundamentos que justificaram a custódia cautelar dos réus durante toda a instrução criminal. É preciso reconhecer que a presente sentença vem apenas a reforçar os argumentos que justificaram a prisão cautelar, já expostos na decisão que decretou a prisão preventiva e em inúmeras que indeferiram pedidos de revogação e liberdade provisória, cujos fundamentos me reporto a fim de evitar improfícua repetição. Não se olvide o absoluto disparate de manter os réus 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF circunstância mais que suficiente a ensejar a custódia cautelar, visando a garantir o normal andamento da instrução criminal, como ressaltado pela autoridade policial e pelo Ministério Público. A prisão decorre, ademais, da garantia de se resguardar a credibilidade da Justiça e o meio social, que está ameaçado. (…) De resto, pontuo que eventual comprovação de residência fixa, bons antecedentes, ou ocupação lícita não obstam a decretação da preventiva. (…) Diante do exposto, DECRETO A PRISÃO PREVENTIVA de Fábio Luis Carneiro de Brito, Itamar Biu de Faria e Nilton César Parrechio, expedindo-se mandados de prisão preventiva em desfavor dos acusados.” (Sem grifos no original). Na sentença penal condenatória, o magistrado negou ao paciente o direito de recorrer em liberdade, por entender que continuavam presentes os fundamentos pelos quais foi decretada a prisão preventiva. Ademais, o juiz singular demonstrou que, ainda que concluída a instrução criminal, há risco fundado e concreto de retaliação do paciente contra testemunhas que prestaram depoimento no curso da fase instrutória bem como contra todas as pessoas que de algum modo participaram daquela fase. Transcrevo o seguinte trecho da sentença: “(...) Os réus não poderão recorrer desta decisão em liberdade. Tal medida é necessária, tendo em vista a pena aplicada, a gravidade do delito praticado e os fundamentos que justificaram a custódia cautelar dos réus durante toda a instrução criminal. É preciso reconhecer que a presente sentença vem apenas a reforçar os argumentos que justificaram a prisão cautelar, já expostos na decisão que decretou a prisão preventiva e em inúmeras que indeferiram pedidos de revogação e liberdade provisória, cujos fundamentos me reporto a fim de evitar improfícua repetição. Não se olvide o absoluto disparate de manter os réus 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF encarcerados antes da sentença e liberá-los após a condenação, com imposição de pena a ser cumprida em regime inicial fechado. Decorre a necessidade da custódia cautelar, assim, para garantia da ordem pública, ameaçada com a colocação dos réus em liberdade, além de ser absolutamente imprescindível para a garantia da aplicação da lei penal. Relembro que se trata de crime gravíssimo, praticado por policiais, em cidade de pequeno porte, onde os moradores se vêem amedrontados com a notícia do delito em questão, havendo risco concreto de possível retaliação dos policiais contra as testemunhas que depuseram nos autos, assim, como a todos aqueles que de algum modo dele participaram, como demonstrado por ofício encaminhado pela Delegacia Seccional de Araçatuba, o qual noticiou que parentes de um dos acusados estaria em cidade perguntando sobre informações pessoais do Delegado que presidiu as investigações, bem como pelos fortes indícios de envio de ‘recados’ dos corréus a Alex (‘Café’), na Penitenciária. A periculosidade dos corréus, destarte, é patente no caso concreto, justificando-se a medida igualmente por tal fundamento. Ressalto, por oportuno, a inviabilidade da instituição da prisão preventiva por qualquer das medidas previstas no art. 319, do Código de Processo Penal, à vista da extrema necessidade da prisão, como asseverado. (...)” Ademais, para dissentir-se do acórdão impugnado, e afirmar que o paciente não possui qualquer envolvimento com organização criminosa, seria necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório, inviável na via do writ. Nesse sentido: HC 112.813, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 14.09.12; HC 106.293, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 06.05.11; HC 103.730- AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 23.11.10. Por fim, verifica-se que “a primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são suficientes ao afastamento da prisão preventiva” (HC 112.642, Segunda 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF encarcerados antes da sentença e liberá-los após a condenação, com imposição de pena a ser cumprida em regime inicial fechado. Decorre a necessidade da custódia cautelar, assim, para garantia da ordem pública, ameaçada com a colocação dos réus em liberdade, além de ser absolutamente imprescindível para a garantia da aplicação da lei penal. Relembro que se trata de crime gravíssimo, praticado por policiais, em cidade de pequeno porte, onde os moradores se vêem amedrontados com a notícia do delito em questão, havendo risco concreto de possível retaliação dos policiais contra as testemunhas que depuseram nos autos, assim, como a todos aqueles que de algum modo dele participaram, como demonstrado por ofício encaminhado pela Delegacia Seccional de Araçatuba, o qual noticiou que parentes de um dos acusados estaria em cidade perguntando sobre informações pessoais do Delegado que presidiu as investigações, bem como pelos fortes indícios de envio de ‘recados’ dos corréus a Alex (‘Café’), na Penitenciária. A periculosidade dos corréus, destarte, é patente no caso concreto, justificando-se a medida igualmente por tal fundamento. Ressalto, por oportuno, a inviabilidade da instituição da prisão preventiva por qualquer das medidas previstas no art. 319, do Código de Processo Penal, à vista da extrema necessidade da prisão, como asseverado. (...)” Ademais, para dissentir-se do acórdão impugnado, e afirmar que o paciente não possui qualquer envolvimento com organização criminosa, seria necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório, inviável na via do writ. Nesse sentido: HC 112.813, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 14.09.12; HC 106.293, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 06.05.11; HC 103.730- AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 23.11.10. Por fim, verifica-se que “a primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são suficientes ao afastamento da prisão preventiva” (HC 112.642, Segunda 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 10.08.12). No mesmo sentido: HC 106.474, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 30.03.12; HC 108.314, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 05.10.11; HC 103.460, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 30.08.11; HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 102.354, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24.05.11, entre outros). O réu segregado cautelarmente desde o início do processo e condenado em sentença repetindo os fundamentos da prisão cautelar, não pode recorrer em liberdade. Precedentes: HC 110.446, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 14.03.12; HC 101.248, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 09.08.11; HC 98.217, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 16.04.10; HC 87.621, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 10.11.06. Ex positis, julgo extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via eleita. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 10.08.12). No mesmo sentido: HC 106.474, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 30.03.12; HC 108.314, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 05.10.11; HC 103.460, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 30.08.11; HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 102.354, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24.05.11, entre outros). O réu segregado cautelarmente desde o início do processo e condenado em sentença repetindo os fundamentos da prisão cautelar, não pode recorrer em liberdade. Precedentes: HC 110.446, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 14.03.12; HC 101.248, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 09.08.11; HC 98.217, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 16.04.10; HC 87.621, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 10.11.06. Ex positis, julgo extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via eleita. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 110.902 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : FABIO LUIS CARNEIRO DE BRITO IMPTE.(S) : CELSO AUGUSTO HENTSCHOLEK VALENTE COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 16.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700826 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 110.902 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : FABIO LUIS CARNEIRO DE BRITO IMPTE.(S) : CELSO AUGUSTO HENTSCHOLEK VALENTE COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 16.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700826 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3736572
2013-04-16T00:00:00
2013-05-03T00:00:00
A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 16.4.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. ORGANICIDADE DO DIREITO. CONCUSSÃO (ART. 316 DO CP). PACIENTE ENVOLVIDO COM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. FUNDADO RISCO DE RETALIAÇÃO CONTRA TESTEMUNHAS. INSTRUÇÃO CRIMINAL CONCLUÍDA. SUBSISTÊNCIA DA NECESSIDADE DA PRISÃO CAUTELAR. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PRIMARIEDADE, BONS ANTECEDENTES, RESIDÊNCIA FIXA E PROFISSÃO LÍCITA: CIRCUNSTÂNCIAS PESSOAIS QUE, POR SI SÓS, NÃO OBSTAM A DECRETAÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 2. A custódia cautelar visando a garantia da ordem pública legitima-se quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, bem como quando demonstrada a imprescindibilidade da segregação para acautelar o meio social, em razão de fundada probabilidade da prática de atos de retaliação contra testemunhas. Precedentes: HC 108.219, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 08.08.12; HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º.09.11; HC 102.164, Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 24.05.11; HC 112.738, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.11.12; HC 111.058, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 12.12.12; HC 108.219, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 08.08.12. 3. In casu, o juiz singular, no ato do recebimento da denúncia, decretou a prisão preventiva do paciente, para a garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para a garantia da aplicação a lei penal. Isso porque o magistrado concluiu que o paciente estava envolvido com organização criminosa voltada à prática de tráfico de entorpecentes e ameaçando testemunhas. 4. A sentença penal condenatória, por seu turno, manteve a segregação cautelar do paciente, posto que continuavam presentes os fundamentos pelos quais foi decretada a prisão preventiva; vale dizer, ainda que concluída a instrução criminal, restaram provas de fundado risco concreto de retaliação do paciente contra testemunhas que prestaram depoimento no curso da fase instrutória. 5. É que constou da decisão que: “havendo risco concreto de possível retaliação dos policiais contra as testemunhas que depuseram nos autos, assim, como a todos aqueles que de algum modo dele participaram, como demonstrado por ofício encaminhado pela Delegacia Seccional de Araçatuba, o qual noticiou que parentes de um dos acusados estaria em cidade perguntando sobre informações pessoais do Delegado que presidiu as investigações, bem como pelos fortes indícios de envio de ‘recados’ dos corréus a Alex (‘Café’), na Penitenciária. A periculosidade dos corréus, destarte, é patente no caso concreto, justificando-se a medida igualmente por tal fundamento”. 6. Deveras, no próprio ato de recebimento da denúncia, atestou-se que “a prisão é necessária para garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal, porquanto há notícias de que os denunciados estariam intimidando testemunhas ‘por meio de recados’, valendo-se da condição de policiais (ITAMAR e FÁBIO) e de funcionário público que pudesse fazer as vezes destes (NILTON), pondo em risco à ordem pública e a regularidade da instrução criminal. As provas amealhadas indicam, de modo concreto, malgrado em cognição sumária, a existência de intimidação a testemunhas, circunstância mais que suficiente a ensejar a custódia cautelar, visando a garantir o normal andamento da instrução criminal, como ressaltado pela autoridade policial e pelo Ministério Público. A prisão decorre, ademais, da garantia de se resguardar a credibilidade da Justiça e o meio social, que está ameaçado”. 7. O revolvimento do conjunto fático-probatório, inviável na via do writ, sendo certo que pleiteia-se, neste lide, a análise do envolvimento, ou não, do paciente com organização criminosa. Precedentes: HC 112.813, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 14.09.12; HC 106.293, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 06.05.11; HC 103.730-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 23.11.10. 8. “A primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são suficientes ao afastamento da prisão preventiva” (HC 112.642, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 10.08.12). No mesmo sentido: HC 106.474, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 30.03.12; HC 108.314, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 05.10.11; HC 103.460, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 30.08.11; HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 102.354, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24.05.11, entre outros). 9. O réu segregado cautelarmente desde o início do processo e condenado em sentença repetindo os fundamentos da prisão cautelar, não pode recorrer em liberdade. Precedentes: HC 110.446, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 14.03.12; HC 101.248, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 09.08.11; HC 98.217, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 16.04.10; HC 87.621, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 10.11.06. 10. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via eleita.
sjur229396
- Acórdão(s) citado(s): (PRISÃO CAUTELAR, ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, TESTEMUNHA, INTIMIDAÇÃO) HC 108219 (1ªT), HC 104608 (1ªT), HC 102164 (TP), HC 112738 (2ªT), HC 111058 (2ªT), HC 108219 (1ªT). (HABEAS CORPUS, FATO, PROVA) HC 112813 (2ªT), HC 106293 (1ªT), HC 103730 AgR (1ªT). (PRISÃO PREVENTIVA, CIRCUNSTÂNCIA PESSOAL FAVORÁVEL) HC 112642 (2ªT), HC 106474 (1ªT), HC 108314 (1ªT), HC 103460 (1ªT), HC 106816 (2ªT), HC 102354 (2ªT). (SENTENÇA CONDENATÓRIA, PRISÃO CAUTELAR) HC 110446 (1ªT), HC 101248 (1ªT), HC 98217 (1ªT), HC 87621 (1ªT). (COMPETÊNCIA, SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF)) Pet 1738 AgR (TP). (HABEAS CORPUS, SUBSTITUIÇÃO, RECURSO EM HABEAS CORPUS) HC 109956 (1ªT). Número de páginas: 22. Análise: 03/06/2013, MMR.
LUIZ FUX
Primeira Turma
110902
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 INC-00001 LET-D LET-I\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00316 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 110902
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PACTE.(S) : FABIO LUIS CARNEIRO DE BRITO IMPTE.(S) : CELSO AUGUSTO HENTSCHOLEK VALENTE COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 110.902 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :FABIO LUIS CARNEIRO DE BRITO IMPTE.(S) :CELSO AUGUSTO HENTSCHOLEK VALENTE COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. ORGANICIDADE DO DIREITO. CONCUSSÃO (ART. 316 DO Código Penal Brasileiro). PACIENTE ENVOLVIDO COM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. FUNDADO RISCO DE RETALIAÇÃO CONTRA TESTEMUNHAS. INSTRUÇÃO CRIMINAL CONCLUÍDA. SUBSISTÊNCIA DA NECESSIDADE DA PRISÃO CAUTELAR. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PRIMARIEDADE, BONS ANTECEDENTES, RESIDÊNCIA FIXA E PROFISSÃO LÍCITA: CIRCUNSTÂNCIAS PESSOAIS QUE, POR SI SÓS, NÃO OBSTAM A DECRETAÇÃO DA PRISÃO CAUTELAR. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 2. A custódia cautelar visando a garantia da ordem pública legitima- se quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, bem como quando demonstrada a imprescindibilidade da segregação para acautelar o meio social, em razão de fundada probabilidade da prática de atos de retaliação contra testemunhas. Precedentes: HC 108.219, Primeira Turma, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694385. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 Ementa e Acórdão HC 110902 / DF Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 08.08.12; HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1....09.11; HC 102.164, Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 24.05.11; HC 112.738, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.11.12; HC 111.058, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 12.12.12; HC 108.219, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 08.08.12. 3. In casu, o juiz singular, no ato do recebimento da denúncia, decretou a prisão preventiva do paciente, para a garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para a garantia da aplicação a lei penal. Isso porque o magistrado concluiu que o paciente estava envolvido com organização criminosa voltada à prática de tráfico de entorpecentes e ameaçando testemunhas. 4. A sentença penal condenatória, por seu turno, manteve a segregação cautelar do paciente, posto que continuavam presentes os fundamentos pelos quais foi decretada a prisão preventiva; vale dizer, ainda que concluída a instrução criminal, restaram provas de fundado risco concreto de retaliação do paciente contra testemunhas que prestaram depoimento no curso da fase instrutória. 5. É que constou da decisão que: “havendo risco concreto de possível retaliação dos policiais contra as testemunhas que depuseram nos autos, assim, como a todos aqueles que de algum modo dele participaram, como demonstrado por ofício encaminhado pela Delegacia Seccional de Araçatuba, o qual noticiou que parentes de um dos acusados estaria em cidade perguntando sobre informações pessoais do Delegado que presidiu as investigações, bem como pelos fortes indícios de envio de ‘recados’ dos corréus a Alex (‘Café’), na Penitenciária. A periculosidade dos corréus, destarte, é patente no caso concreto, justificando-se a medida igualmente por tal fundamento”. 6. Deveras, no próprio ato de recebimento da denúncia, atestou-se que “a prisão é necessária para garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal, porquanto há notícias de que os denunciados estariam intimidando testemunhas ‘por meio de recados’, valendo-se da condição de policiais (ITAMAR e FÁBIO) e de funcionário público que pudesse fazer as vezes 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694385. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 08.08.12; HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1....09.11; HC 102.164, Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 24.05.11; HC 112.738, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.11.12; HC 111.058, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 12.12.12; HC 108.219, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 08.08.12. 3. In casu, o juiz singular, no ato do recebimento da denúncia, decretou a prisão preventiva do paciente, para a garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para a garantia da aplicação a lei penal. Isso porque o magistrado concluiu que o paciente estava envolvido com organização criminosa voltada à prática de tráfico de entorpecentes e ameaçando testemunhas. 4. A sentença penal condenatória, por seu turno, manteve a segregação cautelar do paciente, posto que continuavam presentes os fundamentos pelos quais foi decretada a prisão preventiva; vale dizer, ainda que concluída a instrução criminal, restaram provas de fundado risco concreto de retaliação do paciente contra testemunhas que prestaram depoimento no curso da fase instrutória. 5. É que constou da decisão que: “havendo risco concreto de possível retaliação dos policiais contra as testemunhas que depuseram nos autos, assim, como a todos aqueles que de algum modo dele participaram, como demonstrado por ofício encaminhado pela Delegacia Seccional de Araçatuba, o qual noticiou que parentes de um dos acusados estaria em cidade perguntando sobre informações pessoais do Delegado que presidiu as investigações, bem como pelos fortes indícios de envio de ‘recados’ dos corréus a Alex (‘Café’), na Penitenciária. A periculosidade dos corréus, destarte, é patente no caso concreto, justificando-se a medida igualmente por tal fundamento”. 6. Deveras, no próprio ato de recebimento da denúncia, atestou-se que “a prisão é necessária para garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal, porquanto há notícias de que os denunciados estariam intimidando testemunhas ‘por meio de recados’, valendo-se da condição de policiais (ITAMAR e FÁBIO) e de funcionário público que pudesse fazer as vezes 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694385. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 Ementa e Acórdão HC 110902 / DF destes (NILTON), pondo em risco à ordem pública e a regularidade da instrução criminal. As provas amealhadas indicam, de modo concreto, malgrado em cognição sumária, a existência de intimidação a testemunhas, circunstância mais que suficiente a ensejar a custódia cautelar, visando a garantir o normal andamento da instrução criminal, como ressaltado pela autoridade policial e pelo Ministério Público. A prisão decorre, ademais, da garantia de se resguardar a credibilidade da Justiça e o meio social, que está ameaçado”. 7. O revolvimento do conjunto fático-probatório, inviável na via do writ, sendo certo que pleiteia-se, neste lide, a análise do envolvimento, ou não, do paciente com organização criminosa. Precedentes: HC 112.813, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 14.09.12; HC 106.293, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 06.05.11; HC 103.730-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 23.11.10. 8. “A primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são suficientes ao afastamento da prisão preventiva” (HC 112.642, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 10.08.12). No mesmo sentido: HC 106.474, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 30.03.12; HC 108.314, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 05.10.11; HC 103.460, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 30.08.11; HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 102.354, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24.05.11, entre outros). 9. O réu segregado cautelarmente desde o início do processo e condenado em sentença repetindo os fundamentos da prisão cautelar, não pode recorrer em liberdade. Precedentes: HC 110.446, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 14.03.12; HC 101.248, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 09.08.11; HC 98.217, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 16.04.10; HC 87.621, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 10.11.06. 10. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via eleita. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694385. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF destes (NILTON), pondo em risco à ordem pública e a regularidade da instrução criminal. As provas amealhadas indicam, de modo concreto, malgrado em cognição sumária, a existência de intimidação a testemunhas, circunstância mais que suficiente a ensejar a custódia cautelar, visando a garantir o normal andamento da instrução criminal, como ressaltado pela autoridade policial e pelo Ministério Público. A prisão decorre, ademais, da garantia de se resguardar a credibilidade da Justiça e o meio social, que está ameaçado”. 7. O revolvimento do conjunto fático-probatório, inviável na via do writ, sendo certo que pleiteia-se, neste lide, a análise do envolvimento, ou não, do paciente com organização criminosa. Precedentes: HC 112.813, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 14.09.12; HC 106.293, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 06.05.11; HC 103.730-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 23.11.10. 8. “A primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são suficientes ao afastamento da prisão preventiva” (HC 112.642, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 10.08.12). No mesmo sentido: HC 106.474, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 30.03.12; HC 108.314, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 05.10.11; HC 103.460, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 30.08.11; HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 102.354, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24.05.11, entre outros). 9. O réu segregado cautelarmente desde o início do processo e condenado em sentença repetindo os fundamentos da prisão cautelar, não pode recorrer em liberdade. Precedentes: HC 110.446, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 14.03.12; HC 101.248, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 09.08.11; HC 98.217, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 16.04.10; HC 87.621, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 10.11.06. 10. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via eleita. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694385. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 Ementa e Acórdão HC 110902 / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de abril de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694385. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de abril de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694385. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 Relatório 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 110.902 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :FABIO LUIS CARNEIRO DE BRITO IMPTE.(S) :CELSO AUGUSTO HENTSCHOLEK VALENTE COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em benefício de FABIO LUIS CARNEIRO DE BRITO contra acórdão prolatado pelo Superior Tribunal de Justiça sintetizado na seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. CONCUSSÃO. PRISÃO PREVENTIVA. CIRCUNSTÂNCIAS QUE EVIDENCIAM A EXISTÊNCIA DE GRUPO CRIMINOSO VOLTADA A PRÁTICA DE DELITOS. GRAVIDADE CONCRETA. NECESSIDADE DE ACAUTELAMENTO DA ORDEM PÚBLICA. TEMOR DE REPRESÁLIAS CONTRA TESTEMUNHAS. OBSTÁCULO À ELUCIDAÇÃO DO FATO. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. COAÇÃO ILEGAL NÃO DEMONSTRADA. ORDEM DENEGADA. 1. As circunstâncias demonstram a existência, em tese, de um grupo criminoso estruturado para a prática do delito de concussão, situação que aponta ser necessária a custódia cautelar para o bem da ordem pública. 2. Imprescindível se mostra a manutenção da prisão também para a conveniência da instrução criminal, pois há temor de ameaça as testemunhas, o que dificultaria o esclarecimento dos fatos perante o juízo competente. 3. Condições pessoais favoráveis, em princípio, não têm o condão de, por si sós, garantirem a revogação da preventiva, se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694386. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 110.902 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :FABIO LUIS CARNEIRO DE BRITO IMPTE.(S) :CELSO AUGUSTO HENTSCHOLEK VALENTE COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em benefício de FABIO LUIS CARNEIRO DE BRITO contra acórdão prolatado pelo Superior Tribunal de Justiça sintetizado na seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. CONCUSSÃO. PRISÃO PREVENTIVA. CIRCUNSTÂNCIAS QUE EVIDENCIAM A EXISTÊNCIA DE GRUPO CRIMINOSO VOLTADA A PRÁTICA DE DELITOS. GRAVIDADE CONCRETA. NECESSIDADE DE ACAUTELAMENTO DA ORDEM PÚBLICA. TEMOR DE REPRESÁLIAS CONTRA TESTEMUNHAS. OBSTÁCULO À ELUCIDAÇÃO DO FATO. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS. IRRELEVÂNCIA. COAÇÃO ILEGAL NÃO DEMONSTRADA. ORDEM DENEGADA. 1. As circunstâncias demonstram a existência, em tese, de um grupo criminoso estruturado para a prática do delito de concussão, situação que aponta ser necessária a custódia cautelar para o bem da ordem pública. 2. Imprescindível se mostra a manutenção da prisão também para a conveniência da instrução criminal, pois há temor de ameaça as testemunhas, o que dificultaria o esclarecimento dos fatos perante o juízo competente. 3. Condições pessoais favoráveis, em princípio, não têm o condão de, por si sós, garantirem a revogação da preventiva, se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694386. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 Relatório HC 110902 / DF há nos autos elementos suficientes a demonstrar a imprescindibilidade da sua manutenção, como ocorre na hipótese. 4. Ordem denegada.” Colhe-se dos autos que o paciente e outros corréus foram denunciados como incursos nas sanções do artigo 316 do Código Penal (concussão) c/c o artigo 29 do mesmo Estatuto, “porque teriam exigido, em razão de suas funções públicas, que as vítimas (…) lhe entregassem a quantia de R$ 6.000,00 (seis mil reais) e em troca, deixariam de cumprir mandado de prisão expedido em desfavor de Alex Pereira de Souza, pessoa que sabiam ostentar a condição de foragido da Justiça”. No ato que recebeu a denúncia, o Juiz da Segunda Vara Criminal da Comarca de Birigui/SP decretou a prisão preventiva do paciente para garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal. Irresignada, a defesa impetrou, sucessivamente, habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e no Superior Tribunal de Justiça, sustentando, em síntese, ausência de base concreta para a segregação cautelar. Ambos os writs foram indeferidos. Após o julgamento daquelas impetrações, foi proferida sentença nos autos do processo principal. O paciente foi condenado a 5 (cinco) anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime de concussão, sendo-lhe vedado o direito de recorrer em liberdade. Nesta impetração, sustenta, preliminarmente, que “o fato de ter sentença prolatada não invalida a impetração do presente ‘mandamus’ visto que se trata de prisão cautelar uma vez que a r. sentença não transitou em julgado”. No mérito, reitera a tese de ausência de base concreta para a segregação cautelar, sob os seguintes argumentos: (i) não comprovação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694386. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF há nos autos elementos suficientes a demonstrar a imprescindibilidade da sua manutenção, como ocorre na hipótese. 4. Ordem denegada.” Colhe-se dos autos que o paciente e outros corréus foram denunciados como incursos nas sanções do artigo 316 do Código Penal (concussão) c/c o artigo 29 do mesmo Estatuto, “porque teriam exigido, em razão de suas funções públicas, que as vítimas (…) lhe entregassem a quantia de R$ 6.000,00 (seis mil reais) e em troca, deixariam de cumprir mandado de prisão expedido em desfavor de Alex Pereira de Souza, pessoa que sabiam ostentar a condição de foragido da Justiça”. No ato que recebeu a denúncia, o Juiz da Segunda Vara Criminal da Comarca de Birigui/SP decretou a prisão preventiva do paciente para garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal. Irresignada, a defesa impetrou, sucessivamente, habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e no Superior Tribunal de Justiça, sustentando, em síntese, ausência de base concreta para a segregação cautelar. Ambos os writs foram indeferidos. Após o julgamento daquelas impetrações, foi proferida sentença nos autos do processo principal. O paciente foi condenado a 5 (cinco) anos de reclusão, em regime inicial fechado, pela prática do crime de concussão, sendo-lhe vedado o direito de recorrer em liberdade. Nesta impetração, sustenta, preliminarmente, que “o fato de ter sentença prolatada não invalida a impetração do presente ‘mandamus’ visto que se trata de prisão cautelar uma vez que a r. sentença não transitou em julgado”. No mérito, reitera a tese de ausência de base concreta para a segregação cautelar, sob os seguintes argumentos: (i) não comprovação 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694386. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 Relatório HC 110902 / DF do envolvimento do paciente com traficantes; (ii) impossibilidade da decretação de prisão preventiva com respaldo na gravidade do crime; e (iii) insubsistência do principal fundamento utilizado para a manutenção da segregação – risco de turbação da instrução criminal –, porquanto, proferida sentença condenatória, está encerrada a fase instrutória. Ressalta que a manutenção da prisão do paciente implica o cumprimento antecipado da pena. Destaca, por fim, que o paciente é primário, possui bons antecedentes, desenvolve atividade laboral lícita e reside permanentemente no distrito de culpa. Requer, ao final, a concessão de medida liminar a fim de revogar a prisão preventiva do paciente, assegurando-lhe o direito de recorrer em liberdade. No mérito, pleiteia a confirmação da cautelar. A liminar foi indeferida em decisão assim ementada: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. CONCUSSÃO (ART. 316 DO Código Penal Brasileiro). PRISÃO PREVENTIVA PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI E PELA POSSIBILIDADE CONCRETA DE REITERAÇÃO CRIMINOSA. PACIENTE MEMBRO DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. INTIMIDAÇÃO DE TESTEMUNHAS. FUNDAMENTOS IDÔNEOS. AUSÊNCIA DE FUMUS BONI JURIS. LIMINAR INDEFERIDA.” O Ministério Público Federal manifesta-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694386. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF do envolvimento do paciente com traficantes; (ii) impossibilidade da decretação de prisão preventiva com respaldo na gravidade do crime; e (iii) insubsistência do principal fundamento utilizado para a manutenção da segregação – risco de turbação da instrução criminal –, porquanto, proferida sentença condenatória, está encerrada a fase instrutória. Ressalta que a manutenção da prisão do paciente implica o cumprimento antecipado da pena. Destaca, por fim, que o paciente é primário, possui bons antecedentes, desenvolve atividade laboral lícita e reside permanentemente no distrito de culpa. Requer, ao final, a concessão de medida liminar a fim de revogar a prisão preventiva do paciente, assegurando-lhe o direito de recorrer em liberdade. No mérito, pleiteia a confirmação da cautelar. A liminar foi indeferida em decisão assim ementada: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. CONCUSSÃO (ART. 316 DO Código Penal Brasileiro). PRISÃO PREVENTIVA PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI E PELA POSSIBILIDADE CONCRETA DE REITERAÇÃO CRIMINOSA. PACIENTE MEMBRO DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. INTIMIDAÇÃO DE TESTEMUNHAS. FUNDAMENTOS IDÔNEOS. AUSÊNCIA DE FUMUS BONI JURIS. LIMINAR INDEFERIDA.” O Ministério Público Federal manifesta-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694386. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 Relatório HC 110902 / DF 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694386. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694386. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 110.902 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, verifica-se que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: (…) d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; (…) i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1....10.99, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 110.902 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, verifica-se que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: (…) d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; (…) i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1....10.99, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (Código de Processo Civil, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (Código de Processo Civil, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Segunda Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Segunda Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” Todavia, não existe, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. Isso porque, ainda que concluída a instrução criminal, a prisão cautelar do paciente justifica-se para a garantia da ordem pública. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que a custódia cautelar visando a garantia da ordem pública legitima-se quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, bem como quando demonstrada a imprescindibilidade da segregação para acautelar o meio social, em razão de fundada probabilidade da prática de atos de retaliação contra testemunhas que tenham prestado depoimento no curso da instrução criminal. Nesse sentido, os seguintes julgados: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” Todavia, não existe, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. Isso porque, ainda que concluída a instrução criminal, a prisão cautelar do paciente justifica-se para a garantia da ordem pública. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que a custódia cautelar visando a garantia da ordem pública legitima-se quando evidenciada a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de integrantes de organização criminosa, bem como quando demonstrada a imprescindibilidade da segregação para acautelar o meio social, em razão de fundada probabilidade da prática de atos de retaliação contra testemunhas que tenham prestado depoimento no curso da instrução criminal. Nesse sentido, os seguintes julgados: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF “Ementa: Processual penal. Habeas corpus. Tráfico de entorpecentes, associação para tráfico de entorpecentes (Arts. 33 e 35, da Lei n. 11.343/2006). Prisão preventiva. garantia da ordem pública. Organização criminosa. Real possibilidade de reiteração delituosa e de ameaça a testemunhas. Fundamentação idônea. 1. A existência de organização criminosa impõe a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de seus integrantes como garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva (HC 95.024/SP, 1... Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20/02/2009). 2. In casu, restou apurado na instrução criminal que o paciente é um dos líderes de organização criminosa composta por 40 (quarenta) integrantes, com estrutura profissional e atuação intensa no abastecimento de entorpecentes no estado da Paraíba, a evidenciar a necessidade de sua segregação cautelar para garantia da ordem pública, considerada a real possibilidade de reiteração delituosa, na linha da pacífica jurisprudência desta Corte: HC 98.290, Relator o Min. MARCO AURÉLIO, Relator p/ o acórdão Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/06/11; 104.608, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 01/09/11; HC 102.164, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 24/05/11; e HC 101.854, Relator o Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe de 30/04/10. 3. A justificativa da prisão preventiva por conveniência da instrução criminal também fez-se necessária ante a alusão à possibilidade de turbação da busca da verdade real, considerada a afirmação judicial de que testemunhas e os próprios envolvidos estariam sujeitos à intimidação e ao terror, valendo conferir a propósito: HC 105614/RJ, rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJ de 10/6/2011 e HC 101309/PE, Rel. Min. Ayres Britto, 1... Turma, DJ de 7/5/2010. 4. Ordem denegada.” (Sem grifos no original) (HC 108.219, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 08.08.12) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF “Ementa: Processual penal. Habeas corpus. Tráfico de entorpecentes, associação para tráfico de entorpecentes (Arts. 33 e 35, da Lei n. 11.343/2006). Prisão preventiva. garantia da ordem pública. Organização criminosa. Real possibilidade de reiteração delituosa e de ameaça a testemunhas. Fundamentação idônea. 1. A existência de organização criminosa impõe a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de seus integrantes como garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva (HC 95.024/SP, 1... Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20/02/2009). 2. In casu, restou apurado na instrução criminal que o paciente é um dos líderes de organização criminosa composta por 40 (quarenta) integrantes, com estrutura profissional e atuação intensa no abastecimento de entorpecentes no estado da Paraíba, a evidenciar a necessidade de sua segregação cautelar para garantia da ordem pública, considerada a real possibilidade de reiteração delituosa, na linha da pacífica jurisprudência desta Corte: HC 98.290, Relator o Min. MARCO AURÉLIO, Relator p/ o acórdão Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/06/11; 104.608, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 01/09/11; HC 102.164, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 24/05/11; e HC 101.854, Relator o Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe de 30/04/10. 3. A justificativa da prisão preventiva por conveniência da instrução criminal também fez-se necessária ante a alusão à possibilidade de turbação da busca da verdade real, considerada a afirmação judicial de que testemunhas e os próprios envolvidos estariam sujeitos à intimidação e ao terror, valendo conferir a propósito: HC 105614/RJ, rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJ de 10/6/2011 e HC 101309/PE, Rel. Min. Ayres Britto, 1... Turma, DJ de 7/5/2010. 4. Ordem denegada.” (Sem grifos no original) (HC 108.219, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 08.08.12) 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO INTERESTADUAL DE DROGAS E FINANCIAMENTO AO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA MANTENDO A SEGREGAÇÃO CAUTELAR. GARANTIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. ENCERRAMENTO DA FASE PROBATÓRIA. GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. REAL POSSIBILIDADE DE FUGA. PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. FUNÇÃO DE CHEFIA EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E QUANTIDADE DE DROGAS: CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. 1. Decreto de prisão preventiva devidamente fundamentado na garantia da ordem pública, consideradas a quantidade de drogas apreendida e a participação do Paciente em organização criminosa, o exercício de chefia e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, não desmentida pelos elementos constantes dos autos. 2. Existência de outro fundamento idôneo e suficiente para a manutenção da prisão preventiva, consistente na aplicação da lei penal, evidenciada pelo risco de fuga do distrito da culpa. 3. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a garantia da instrução criminal não constitui fundamento válido da prisão preventiva do condenado. 4. A presença de condições subjetivas favoráveis ao Paciente não obsta a segregação cautelar, mesmo após a sentença penal, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção. 5. Ordem denegada.” (Sem grifos no original) (HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1....09.11) “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO INTERESTADUAL DE DROGAS E FINANCIAMENTO AO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA MANTENDO A SEGREGAÇÃO CAUTELAR. GARANTIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. ENCERRAMENTO DA FASE PROBATÓRIA. GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. REAL POSSIBILIDADE DE FUGA. PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. FUNÇÃO DE CHEFIA EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E QUANTIDADE DE DROGAS: CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. 1. Decreto de prisão preventiva devidamente fundamentado na garantia da ordem pública, consideradas a quantidade de drogas apreendida e a participação do Paciente em organização criminosa, o exercício de chefia e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, não desmentida pelos elementos constantes dos autos. 2. Existência de outro fundamento idôneo e suficiente para a manutenção da prisão preventiva, consistente na aplicação da lei penal, evidenciada pelo risco de fuga do distrito da culpa. 3. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a garantia da instrução criminal não constitui fundamento válido da prisão preventiva do condenado. 4. A presença de condições subjetivas favoráveis ao Paciente não obsta a segregação cautelar, mesmo após a sentença penal, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção. 5. Ordem denegada.” (Sem grifos no original) (HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1....09.11) “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF PENAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECENTES E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA DA DECISÃO QUE DECRETOU A PRISÃO PREVENTIVA. IMPROCEDÊNCIA. PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO DELITUOSA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. RISCO DE FUGA DO PACIENTE. APLICAÇÃO DA LEI PENAL. ORDEM DENEGADA 1. Decreto de prisão preventiva devidamente fundamentado na garantia da ordem pública, considerada a participação do Paciente em organização criminosa, notadamente o exercício de chefia, e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, que não é desmentida pelos elementos constantes dos autos. 2. Existência, ademais, de outro fundamento idôneo e suficiente para a manutenção da prisão preventiva, consistente na aplicação da lei penal, evidenciada pelo risco de fuga do distrito da culpa. 3. Ordem denegada.” (Sem grifos no original) (HC 102.164, Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 24.05.11). “Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. LEGITIMIDADE DOS FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. PERICULOSIDADE DOS AGENTES. PACIENTES ENVOLVIDOS COM TRÁFICO DE DROGAS. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. AMEAÇA A TESTEMUNHAS. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. FUGA DO DISTRITO DA CULPA. APLICAÇÃO DA LEI PENAL. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM DENEGADA. I – A prisão cautelar mostra-se suficientemente motivada para a garantia da instrução criminal e para a preservação da ordem pública. Isso diante da periculosidade dos pacientes, verificada pelo seu envolvimento com o tráfico de drogas, além das ameaças de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF PENAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECENTES E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA DA DECISÃO QUE DECRETOU A PRISÃO PREVENTIVA. IMPROCEDÊNCIA. PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E POSSIBILIDADE DE REITERAÇÃO DELITUOSA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. RISCO DE FUGA DO PACIENTE. APLICAÇÃO DA LEI PENAL. ORDEM DENEGADA 1. Decreto de prisão preventiva devidamente fundamentado na garantia da ordem pública, considerada a participação do Paciente em organização criminosa, notadamente o exercício de chefia, e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, que não é desmentida pelos elementos constantes dos autos. 2. Existência, ademais, de outro fundamento idôneo e suficiente para a manutenção da prisão preventiva, consistente na aplicação da lei penal, evidenciada pelo risco de fuga do distrito da culpa. 3. Ordem denegada.” (Sem grifos no original) (HC 102.164, Pleno, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 24.05.11). “Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. LEGITIMIDADE DOS FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA. PERICULOSIDADE DOS AGENTES. PACIENTES ENVOLVIDOS COM TRÁFICO DE DROGAS. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. AMEAÇA A TESTEMUNHAS. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. FUGA DO DISTRITO DA CULPA. APLICAÇÃO DA LEI PENAL. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. ORDEM DENEGADA. I – A prisão cautelar mostra-se suficientemente motivada para a garantia da instrução criminal e para a preservação da ordem pública. Isso diante da periculosidade dos pacientes, verificada pelo seu envolvimento com o tráfico de drogas, além das ameaças de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF morte feitas às testemunhas e seus familiares. II – A todos esses fundamentos, o juízo ainda acrescentou que a custódia dos pacientes se faz necessária para garantir a aplicação da lei penal em caso de condenação, haja vista que os acusados estavam foragidos por ocasião da decretação da custódia cautelar. III – Ordem denegada.” (Sem grifos no original) (HC 112.738, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.11.12) “EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL E CONSTITUCIONAL. IMPUTAÇÃO DA PRÁTICA DO CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. 1. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO DA INSTRUÇÃO PROCESSUAL. QUESTÃO NÃO SUBMETIDA AO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2. PERICULOSIDADE EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI. AMEAÇA A TESTEMUNHAS. FUGA DO PACIENTE. FUNDAMENTOS AUTÔNOMOS, SUFICIENTES E IDÔNEOS PARA A PRISÃO DO ORA PACIENTE. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA PARTE, DENEGADA. 1. Se não foi submetida à instância antecedente a alegação de excesso de prazo da prisão do ora Paciente, não cabe ao Supremo Tribunal Federal dela conhecer originariamente, sob pena de supressão de instância. 2. Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi e a ameaça a testemunhas são motivos idôneos para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. 3. Necessidade de se resguardar a aplicação da lei penal, considerada a fuga, que não é desmentida pelos elementos constantes dos autos. 4. A presença de condições subjetivas favoráveis não obsta a segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção, como se tem na espécie vertente. 5. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, denegado.” (Sem grifos no original) (HC 111.058, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF morte feitas às testemunhas e seus familiares. II – A todos esses fundamentos, o juízo ainda acrescentou que a custódia dos pacientes se faz necessária para garantir a aplicação da lei penal em caso de condenação, haja vista que os acusados estavam foragidos por ocasião da decretação da custódia cautelar. III – Ordem denegada.” (Sem grifos no original) (HC 112.738, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.11.12) “EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL E CONSTITUCIONAL. IMPUTAÇÃO DA PRÁTICA DO CRIME DE HOMICÍDIO QUALIFICADO. 1. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO DA INSTRUÇÃO PROCESSUAL. QUESTÃO NÃO SUBMETIDA AO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. 2. PERICULOSIDADE EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI. AMEAÇA A TESTEMUNHAS. FUGA DO PACIENTE. FUNDAMENTOS AUTÔNOMOS, SUFICIENTES E IDÔNEOS PARA A PRISÃO DO ORA PACIENTE. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA PARTE, DENEGADA. 1. Se não foi submetida à instância antecedente a alegação de excesso de prazo da prisão do ora Paciente, não cabe ao Supremo Tribunal Federal dela conhecer originariamente, sob pena de supressão de instância. 2. Este Supremo Tribunal assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi e a ameaça a testemunhas são motivos idôneos para a manutenção da custódia cautelar. Precedentes. 3. Necessidade de se resguardar a aplicação da lei penal, considerada a fuga, que não é desmentida pelos elementos constantes dos autos. 4. A presença de condições subjetivas favoráveis não obsta a segregação cautelar, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção, como se tem na espécie vertente. 5. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, denegado.” (Sem grifos no original) (HC 111.058, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF Lúcia, DJ de 12.12.12) “Ementa: Processual penal. Habeas corpus. Tráfico de entorpecentes, associação para tráfico de entorpecentes (Arts. 33 e 35, da Lei n. 11.343/2006). Prisão preventiva. garantia da ordem pública. Organização criminosa. Real possibilidade de reiteração delituosa e de ameaça a testemunhas. Fundamentação idônea. 1. A existência de organização criminosa impõe a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de seus integrantes como garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva (HC 95.024/SP, 1... Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20/02/2009). 2. In casu, restou apurado na instrução criminal que o paciente é um dos líderes de organização criminosa composta por 40 (quarenta) integrantes, com estrutura profissional e atuação intensa no abastecimento de entorpecentes no estado da Paraíba, a evidenciar a necessidade de sua segregação cautelar para garantia da ordem pública, considerada a real possibilidade de reiteração delituosa, na linha da pacífica jurisprudência desta Corte: HC 98.290, Relator o Min. MARCO AURÉLIO, Relator p/ o acórdão Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/06/11; 104.608, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 01/09/11; HC 102.164, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 24/05/11; e HC 101.854, Relator o Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe de 30/04/10. 3. A justificativa da prisão preventiva por conveniência da instrução criminal também fez-se necessária ante a alusão à possibilidade de turbação da busca da verdade real, considerada a afirmação judicial de que testemunhas e os próprios envolvidos estariam sujeitos à intimidação e ao terror, valendo conferir a propósito: HC 105614/RJ, rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJ de 10/6/2011 e HC 101309/PE, Rel. Min. Ayres Britto, 1... Turma, DJ de 7/5/2010. 4. Ordem denegada.” (Sem grifos no original) (HC 108.219, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF Lúcia, DJ de 12.12.12) “Ementa: Processual penal. Habeas corpus. Tráfico de entorpecentes, associação para tráfico de entorpecentes (Arts. 33 e 35, da Lei n. 11.343/2006). Prisão preventiva. garantia da ordem pública. Organização criminosa. Real possibilidade de reiteração delituosa e de ameaça a testemunhas. Fundamentação idônea. 1. A existência de organização criminosa impõe a necessidade de se interromper ou diminuir a atuação de seus integrantes como garantia da ordem pública, constituindo fundamentação cautelar idônea e suficiente para a prisão preventiva (HC 95.024/SP, 1... Turma, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, DJe de 20/02/2009). 2. In casu, restou apurado na instrução criminal que o paciente é um dos líderes de organização criminosa composta por 40 (quarenta) integrantes, com estrutura profissional e atuação intensa no abastecimento de entorpecentes no estado da Paraíba, a evidenciar a necessidade de sua segregação cautelar para garantia da ordem pública, considerada a real possibilidade de reiteração delituosa, na linha da pacífica jurisprudência desta Corte: HC 98.290, Relator o Min. MARCO AURÉLIO, Relator p/ o acórdão Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/06/11; 104.608, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe de 01/09/11; HC 102.164, Relatora a Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJe de 24/05/11; e HC 101.854, Relator o Min. EROS GRAU, Segunda Turma, DJe de 30/04/10. 3. A justificativa da prisão preventiva por conveniência da instrução criminal também fez-se necessária ante a alusão à possibilidade de turbação da busca da verdade real, considerada a afirmação judicial de que testemunhas e os próprios envolvidos estariam sujeitos à intimidação e ao terror, valendo conferir a propósito: HC 105614/RJ, rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJ de 10/6/2011 e HC 101309/PE, Rel. Min. Ayres Britto, 1... Turma, DJ de 7/5/2010. 4. Ordem denegada.” (Sem grifos no original) (HC 108.219, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF DJ de 08.08.12) In casu, o juiz singular, no ato que recebeu a denúncia, decretou a prisão preventiva do paciente para a garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para a garantia da aplicação a lei penal. Isso porque o magistrado concluiu que o paciente estava envolvido com organização criminosa voltada à prática de tráfico de entorpecentes, bem como que existem provas de que ele estava ameaçando testemunhas. Transcrevo o seguinte trecho daquela decisão: “(...) Considerando o requerimento formulado pela Autoridade Policial e pelos representantes do Ministério Público, entendo absolutamente necessária a prisão preventiva dos denunciados, haja vista estarem presentes os pressupostos da prisão preventiva (indícios suficientes de autoria e prova da materialidade delitiva (…), assim como os fundamentos que justificam a custódia cautelar, quais sejam, a prisão para garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para garantia da aplicação da lei penal. De efeito, forçoso convir que a ordem pública encontra-se ameaçada se forem os denunciados referidos acima postos em liberdade, visto que, além de extrema gravidade dos delitos que lhes são imputados na inicial, há indícios de que mantinham ligações com integrantes de uma organização criminosa para a prática do crime de tráfico de entorpecentes, indícios estes que, por ora, recaem sobre os denunciados. Anto que a prisão é necessária para garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal, porquanto há notícias de que os denunciados estariam intimidando testemunhas ‘por meio de recados’, valendo-se da condição de policiais (ITAMAR e FÁBIO) e de funcionário público que pudesse fazer as vezes destes (NILTON), pondo em risco à ordem pública e a regularidade da instrução criminal. As provas amealhadas indicam, de modo concreto, malgrado em cognição sumária, a existência de intimidação a testemunhas, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF DJ de 08.08.12) In casu, o juiz singular, no ato que recebeu a denúncia, decretou a prisão preventiva do paciente para a garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para a garantia da aplicação a lei penal. Isso porque o magistrado concluiu que o paciente estava envolvido com organização criminosa voltada à prática de tráfico de entorpecentes, bem como que existem provas de que ele estava ameaçando testemunhas. Transcrevo o seguinte trecho daquela decisão: “(...) Considerando o requerimento formulado pela Autoridade Policial e pelos representantes do Ministério Público, entendo absolutamente necessária a prisão preventiva dos denunciados, haja vista estarem presentes os pressupostos da prisão preventiva (indícios suficientes de autoria e prova da materialidade delitiva (…), assim como os fundamentos que justificam a custódia cautelar, quais sejam, a prisão para garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para garantia da aplicação da lei penal. De efeito, forçoso convir que a ordem pública encontra-se ameaçada se forem os denunciados referidos acima postos em liberdade, visto que, além de extrema gravidade dos delitos que lhes são imputados na inicial, há indícios de que mantinham ligações com integrantes de uma organização criminosa para a prática do crime de tráfico de entorpecentes, indícios estes que, por ora, recaem sobre os denunciados. Anto que a prisão é necessária para garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal, porquanto há notícias de que os denunciados estariam intimidando testemunhas ‘por meio de recados’, valendo-se da condição de policiais (ITAMAR e FÁBIO) e de funcionário público que pudesse fazer as vezes destes (NILTON), pondo em risco à ordem pública e a regularidade da instrução criminal. As provas amealhadas indicam, de modo concreto, malgrado em cognição sumária, a existência de intimidação a testemunhas, 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF circunstância mais que suficiente a ensejar a custódia cautelar, visando a garantir o normal andamento da instrução criminal, como ressaltado pela autoridade policial e pelo Ministério Público. A prisão decorre, ademais, da garantia de se resguardar a credibilidade da Justiça e o meio social, que está ameaçado. (…) De resto, pontuo que eventual comprovação de residência fixa, bons antecedentes, ou ocupação lícita não obstam a decretação da preventiva. (…) Diante do exposto, DECRETO A PRISÃO PREVENTIVA de Fábio Luis Carneiro de Brito, Itamar Biu de Faria e Nilton César Parrechio, expedindo-se mandados de prisão preventiva em desfavor dos acusados.” (Sem grifos no original). Na sentença penal condenatória, o magistrado negou ao paciente o direito de recorrer em liberdade, por entender que continuavam presentes os fundamentos pelos quais foi decretada a prisão preventiva. Ademais, o juiz singular demonstrou que, ainda que concluída a instrução criminal, há risco fundado e concreto de retaliação do paciente contra testemunhas que prestaram depoimento no curso da fase instrutória bem como contra todas as pessoas que de algum modo participaram daquela fase. Transcrevo o seguinte trecho da sentença: “(...) Os réus não poderão recorrer desta decisão em liberdade. Tal medida é necessária, tendo em vista a pena aplicada, a gravidade do delito praticado e os fundamentos que justificaram a custódia cautelar dos réus durante toda a instrução criminal. É preciso reconhecer que a presente sentença vem apenas a reforçar os argumentos que justificaram a prisão cautelar, já expostos na decisão que decretou a prisão preventiva e em inúmeras que indeferiram pedidos de revogação e liberdade provisória, cujos fundamentos me reporto a fim de evitar improfícua repetição. Não se olvide o absoluto disparate de manter os réus 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF circunstância mais que suficiente a ensejar a custódia cautelar, visando a garantir o normal andamento da instrução criminal, como ressaltado pela autoridade policial e pelo Ministério Público. A prisão decorre, ademais, da garantia de se resguardar a credibilidade da Justiça e o meio social, que está ameaçado. (…) De resto, pontuo que eventual comprovação de residência fixa, bons antecedentes, ou ocupação lícita não obstam a decretação da preventiva. (…) Diante do exposto, DECRETO A PRISÃO PREVENTIVA de Fábio Luis Carneiro de Brito, Itamar Biu de Faria e Nilton César Parrechio, expedindo-se mandados de prisão preventiva em desfavor dos acusados.” (Sem grifos no original). Na sentença penal condenatória, o magistrado negou ao paciente o direito de recorrer em liberdade, por entender que continuavam presentes os fundamentos pelos quais foi decretada a prisão preventiva. Ademais, o juiz singular demonstrou que, ainda que concluída a instrução criminal, há risco fundado e concreto de retaliação do paciente contra testemunhas que prestaram depoimento no curso da fase instrutória bem como contra todas as pessoas que de algum modo participaram daquela fase. Transcrevo o seguinte trecho da sentença: “(...) Os réus não poderão recorrer desta decisão em liberdade. Tal medida é necessária, tendo em vista a pena aplicada, a gravidade do delito praticado e os fundamentos que justificaram a custódia cautelar dos réus durante toda a instrução criminal. É preciso reconhecer que a presente sentença vem apenas a reforçar os argumentos que justificaram a prisão cautelar, já expostos na decisão que decretou a prisão preventiva e em inúmeras que indeferiram pedidos de revogação e liberdade provisória, cujos fundamentos me reporto a fim de evitar improfícua repetição. Não se olvide o absoluto disparate de manter os réus 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF encarcerados antes da sentença e liberá-los após a condenação, com imposição de pena a ser cumprida em regime inicial fechado. Decorre a necessidade da custódia cautelar, assim, para garantia da ordem pública, ameaçada com a colocação dos réus em liberdade, além de ser absolutamente imprescindível para a garantia da aplicação da lei penal. Relembro que se trata de crime gravíssimo, praticado por policiais, em cidade de pequeno porte, onde os moradores se vêem amedrontados com a notícia do delito em questão, havendo risco concreto de possível retaliação dos policiais contra as testemunhas que depuseram nos autos, assim, como a todos aqueles que de algum modo dele participaram, como demonstrado por ofício encaminhado pela Delegacia Seccional de Araçatuba, o qual noticiou que parentes de um dos acusados estaria em cidade perguntando sobre informações pessoais do Delegado que presidiu as investigações, bem como pelos fortes indícios de envio de ‘recados’ dos corréus a Alex (‘Café’), na Penitenciária. A periculosidade dos corréus, destarte, é patente no caso concreto, justificando-se a medida igualmente por tal fundamento. Ressalto, por oportuno, a inviabilidade da instituição da prisão preventiva por qualquer das medidas previstas no art. 319, do Código de Processo Penal, à vista da extrema necessidade da prisão, como asseverado. (...)” Ademais, para dissentir-se do acórdão impugnado, e afirmar que o paciente não possui qualquer envolvimento com organização criminosa, seria necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório, inviável na via do writ. Nesse sentido: HC 112.813, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 14.09.12; HC 106.293, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 06.05.11; HC 103.730- AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 23.11.10. Por fim, verifica-se que “a primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são suficientes ao afastamento da prisão preventiva” (HC 112.642, Segunda 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF encarcerados antes da sentença e liberá-los após a condenação, com imposição de pena a ser cumprida em regime inicial fechado. Decorre a necessidade da custódia cautelar, assim, para garantia da ordem pública, ameaçada com a colocação dos réus em liberdade, além de ser absolutamente imprescindível para a garantia da aplicação da lei penal. Relembro que se trata de crime gravíssimo, praticado por policiais, em cidade de pequeno porte, onde os moradores se vêem amedrontados com a notícia do delito em questão, havendo risco concreto de possível retaliação dos policiais contra as testemunhas que depuseram nos autos, assim, como a todos aqueles que de algum modo dele participaram, como demonstrado por ofício encaminhado pela Delegacia Seccional de Araçatuba, o qual noticiou que parentes de um dos acusados estaria em cidade perguntando sobre informações pessoais do Delegado que presidiu as investigações, bem como pelos fortes indícios de envio de ‘recados’ dos corréus a Alex (‘Café’), na Penitenciária. A periculosidade dos corréus, destarte, é patente no caso concreto, justificando-se a medida igualmente por tal fundamento. Ressalto, por oportuno, a inviabilidade da instituição da prisão preventiva por qualquer das medidas previstas no art. 319, do Código de Processo Penal, à vista da extrema necessidade da prisão, como asseverado. (...)” Ademais, para dissentir-se do acórdão impugnado, e afirmar que o paciente não possui qualquer envolvimento com organização criminosa, seria necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório, inviável na via do writ. Nesse sentido: HC 112.813, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 14.09.12; HC 106.293, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 06.05.11; HC 103.730- AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 23.11.10. Por fim, verifica-se que “a primariedade, os bons antecedentes, a residência fixa e a profissão lícita são circunstâncias pessoais que, de per se, não são suficientes ao afastamento da prisão preventiva” (HC 112.642, Segunda 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 110902 / DF Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 10.08.12). No mesmo sentido: HC 106.474, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 30.03.12; HC 108.314, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 05.10.11; HC 103.460, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 30.08.11; HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 102.354, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24.05.11, entre outros). O réu segregado cautelarmente desde o início do processo e condenado em sentença repetindo os fundamentos da prisão cautelar, não pode recorrer em liberdade. Precedentes: HC 110.446, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 14.03.12; HC 101.248, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 09.08.11; HC 98.217, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 16.04.10; HC 87.621, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 10.11.06. Ex positis, julgo extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via eleita. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Supremo Tribunal Federal HC 110902 / DF Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 10.08.12). No mesmo sentido: HC 106.474, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 30.03.12; HC 108.314, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 05.10.11; HC 103.460, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 30.08.11; HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 102.354, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 24.05.11, entre outros). O réu segregado cautelarmente desde o início do processo e condenado em sentença repetindo os fundamentos da prisão cautelar, não pode recorrer em liberdade. Precedentes: HC 110.446, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 14.03.12; HC 101.248, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 09.08.11; HC 98.217, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 16.04.10; HC 87.621, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 10.11.06. Ex positis, julgo extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via eleita. 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3694387. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 110.902 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : FABIO LUIS CARNEIRO DE BRITO IMPTE.(S) : CELSO AUGUSTO HENTSCHOLEK VALENTE COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 16.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700826 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 110.902 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : FABIO LUIS CARNEIRO DE BRITO IMPTE.(S) : CELSO AUGUSTO HENTSCHOLEK VALENTE COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 16.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700826 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 110 . 902", "HC 108 . 219", "HC 110902 / DF", "HC 104 . 608", "HC 102 . 164", "HC 112 . 738", "HC 111 . 058", "HC 108 . 219", "HC 110902 / DF", "HC 104 . 608", "HC 102 . 164", "HC 112 . 738", "HC 111 . 058", "HC 108 . 219", "HC 110902 / DF", "HC 112 . 813", "HC 106 . 293", "HC 103 . 730 - AgR", "HC 112 . 642", "HC 106 . 474", "HC 108 . 314", "HC 103 . 460", "HC 106 . 816", "HC 102 . 354", "HC 110 . 446", "HC 101 . 248", "HC 98 . 217", "HC 87 . 621", "HC 110902 / DF", "HC 112 . 813", "HC 106 . 293", "HC 103 . 730 - AgR", "HC 112 . 642", "HC 106 . 474", "HC 108 . 314", "HC 103 . 460", "HC 106 . 816", "HC 102 . 354", "HC 110 . 446", "HC 101 . 248", "HC 98 . 217", "HC 87 . 621", "HC 110902 / DF", "HC 110902 / DF", "HABEAS CORPUS 110 . 902", "HABEAS CORPUS 110 . 902", "HC 110902 / DF", "HC 110902 / DF", "HC 110902 / DF", "HC 110902 / DF", "HC 110902 / DF", "HC 110902 / DF", "HABEAS CORPUS 110 . 902", "Pet 1738 - AgR", "Pet 1738 - AgR", "HC 110902 / DF", 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"21", ".", "11", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "12", ".", "12", "20", "/", "02", "/", "2009", "21", "/", "06", "/", "11", "01", "/", "09", "/", "11", "24", "/", "05", "/", "11", "30", "/", "04", "/", "10", "10", "/", "6", "/", "2011", "7", "/", "5", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "12", ".", "12", "20", "/", "02", "/", "2009", "21", "/", "06", "/", "11", "01", "/", "09", "/", "11", "24", "/", "05", "/", "11", "30", "/", "04", "/", "10", "10", "/", "6", "/", "2011", "7", "/", "5", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "08", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "08", ".", "08", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "09", ".", "12", "06", ".", "05", ".", "11", "23", ".", "11", ".", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "09", ".", "12", "06", ".", "05", ".", "11", "23", ".", "11", ".", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "08", ".", "12", "30", ".", "03", ".", "12", "05", ".", "10", ".", "11", "30", ".", "08", ".", "11", "20", ".", "06", ".", "11", "24", ".", "05", ".", "11", "14", ".", "03", ".", "12", "09", ".", "08", ".", "11", "16", ".", "04", ".", "10", "10", ".", "11", ".", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "08", ".", "12", "30", ".", "03", ".", "12", "05", ".", "10", ".", "11", "30", ".", "08", ".", "11", "20", ".", "06", ".", "11", "24", ".", "05", ".", "11", "14", ".", "03", ".", "12", "09", ".", "08", ".", "11", "16", ".", "04", ".", "10", "10", ".", "11", ".", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 743.628 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOÃO CARLOS ROCHA DO Ó ADV.(A/S) :GERSON LUCCHESI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. ANISTIA. MOTIVAÇÃO POLÍTICA NÃO DEMONSTRADA. ACÓRDÃO REGIONAL BASEADO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 09.4.2008. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279/STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 14 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814932. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 743.628 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOÃO CARLOS ROCHA DO Ó ADV.(A/S) :GERSON LUCCHESI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento, maneja agravo regimental João Carlos Rocha do Ó. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que inaplicável a Súmula 279/STF. Alega afronta direta ao art. 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, porquanto teria sido atingido por ato de exceção, de cunho exclusivamente político, assim reconhecido pelo Ministério da Justiça, por meio da Súmula Administrativa 2002.07.003. Sustenta que os militares que ingressaram após a Portaria 1.104-64 merecem ser contemplados com o direito à anistia. Requer o reenquadramento à reserva remunerada da Força Aérea Brasileira, com todas as promoções cabíveis. Acordão regional disponibilizado em 09.4.2008. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814933. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 743.628 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOÃO CARLOS ROCHA DO Ó ADV.(A/S) :GERSON LUCCHESI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento, maneja agravo regimental João Carlos Rocha do Ó. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que inaplicável a Súmula 279/STF. Alega afronta direta ao art. 8º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, porquanto teria sido atingido por ato de exceção, de cunho exclusivamente político, assim reconhecido pelo Ministério da Justiça, por meio da Súmula Administrativa 2002.07.003. Sustenta que os militares que ingressaram após a Portaria 1.104-64 merecem ser contemplados com o direito à anistia. Requer o reenquadramento à reserva remunerada da Força Aérea Brasileira, com todas as promoções cabíveis. Acordão regional disponibilizado em 09.4.2008. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 743.628 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , maneja agravo de instrumento João Carlos Rocha do Ó. Na minuta, sustenta que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aponta ofensa ao art. 8º do ADCT. Contraminuta. Substituição da Relatora (art. 38 do RISTF). É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O Tribunal de origem lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento no sentido de que, na espécie, o autor não se desincumbiu de comprovar ter sido desligado do serviço militar por motivação política, razão porque não teria direito à anistia concedida pelo artigo 8º do ADCT da CF/88. Nesse contexto, somente mediante o revolvimento do quadro fático delineado seria possível aferir a ocorrência de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814934. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 743.628 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , maneja agravo de instrumento João Carlos Rocha do Ó. Na minuta, sustenta que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aponta ofensa ao art. 8º do ADCT. Contraminuta. Substituição da Relatora (art. 38 do RISTF). É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O Tribunal de origem lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento no sentido de que, na espécie, o autor não se desincumbiu de comprovar ter sido desligado do serviço militar por motivação política, razão porque não teria direito à anistia concedida pelo artigo 8º do ADCT da CF/88. Nesse contexto, somente mediante o revolvimento do quadro fático delineado seria possível aferir a ocorrência de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814934. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 743628 AGR / RJ eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo. Inadmissível, pois, o recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/STF, segundo a qual para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário . Nesse sentido: RE 424.364-AgR/RS, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 30.4.2010; AI 747.239-AgR/RJ, rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 03.11.2010; e AI 76.633-AgR/RJ, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 04.3.2011, este último assim ementado: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MILITAR. ANISTIA. ART. 8º DO ADCT. NATUREZA DO ATO DE EXPULSÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I A controvérsia sobre a natureza jurídica do ato de expulsão do militar, para efeito de concessão da anistia prevista no art. 8º do ADCT, requer o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279 do STF. II - Agravo regimental improvido. Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (CPC, art. 557, caput ). Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição do acórdão proferido pela Corte de origem: “PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. MILITAR. ANISTIA. ART 8º ADCT DA CRFB/88. CABO INCORPORADO APÓS A EDIÇÃO DA PORTARIA Nº 1.104-GM3/1964. MOTIVAÇÃO POLÍTICA NÃO CONFIGURADA. PRECEDENTES DO STJ. RECURSO NÃO PROVIDO. - A Lei do Serviço Militar (DL nº 9.500, de 23.07.1946), a Lei nº 1.585, de 28.03.1952 e a Portaria nº 570/GM3, de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814934. Supremo Tribunal Federal AI 743628 AGR / RJ eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo. Inadmissível, pois, o recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/STF, segundo a qual para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário . Nesse sentido: RE 424.364-AgR/RS, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 30.4.2010; AI 747.239-AgR/RJ, rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 03.11.2010; e AI 76.633-AgR/RJ, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 04.3.2011, este último assim ementado: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MILITAR. ANISTIA. ART. 8º DO ADCT. NATUREZA DO ATO DE EXPULSÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I A controvérsia sobre a natureza jurídica do ato de expulsão do militar, para efeito de concessão da anistia prevista no art. 8º do ADCT, requer o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279 do STF. II - Agravo regimental improvido. Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (CPC, art. 557, caput ). Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição do acórdão proferido pela Corte de origem: “PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. MILITAR. ANISTIA. ART 8º ADCT DA CRFB/88. CABO INCORPORADO APÓS A EDIÇÃO DA PORTARIA Nº 1.104-GM3/1964. MOTIVAÇÃO POLÍTICA NÃO CONFIGURADA. PRECEDENTES DO STJ. RECURSO NÃO PROVIDO. - A Lei do Serviço Militar (DL nº 9.500, de 23.07.1946), a Lei nº 1.585, de 28.03.1952 e a Portaria nº 570/GM3, de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814934. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 743628 AGR / RJ 23.11.1954, possibilitavam aos militares incorporados que completassem o tempo de serviço inicial a permanecer no serviço ativo, mediante requerimento do próprio interessado, através do engajamento e reengajamento. Ocorre que a Portaria nº 1.104-GM3/1964, ao estabelecer novas regras para as prorrogações do serviço militar dos praças, limitou sua permanência a 8 (oito) anos, o que foi considerado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, criada pelo art. 12 da Lei nº 10.559, de 13.11.2002, como ato de exceção, de natureza exclusivamente política, tendo em vista que o entendimento majoritário foi no sentido de que esta legislação teve como propósito renovar a corporação, de moldes a evitar que a homogênea mobilização de cabos eclodisse em movimentos considerados subversivos, dado o crescente descontentamento entre os militares de baixa patente, conforme Súmula Administrativa nº 2002.07.003-CA. Precedentes do STJ. - Na espécie, o ingresso do apelante foi posterior à edição da Portaria em comento, sendo esta a legislação de regência, não havendo falar em restrição de direitos, haja vista o prévio conhecimento da impossibilidade de engajamento ou reengajamento após 8 (oito) anos de serviço ativo. Diante disso, não tendo o autor logrado demonstrar outros elementos que comprovassem a motivação política de seu desligamento (art. 333, I, do CPC), não faz jus à anistia vindicada.” Emerge do acórdão recorrido que o agravante não logrou demonstrar elementos que comprovassem a motivação política de seu desligamento da Força Aérea. Nesse contexto, a pretensão do agravante de obter decisão em sentido diverso demandaria revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF (“para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”). Colho os seguintes precedentes: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. ANISTIA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814934. Supremo Tribunal Federal AI 743628 AGR / RJ 23.11.1954, possibilitavam aos militares incorporados que completassem o tempo de serviço inicial a permanecer no serviço ativo, mediante requerimento do próprio interessado, através do engajamento e reengajamento. Ocorre que a Portaria nº 1.104-GM3/1964, ao estabelecer novas regras para as prorrogações do serviço militar dos praças, limitou sua permanência a 8 (oito) anos, o que foi considerado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, criada pelo art. 12 da Lei nº 10.559, de 13.11.2002, como ato de exceção, de natureza exclusivamente política, tendo em vista que o entendimento majoritário foi no sentido de que esta legislação teve como propósito renovar a corporação, de moldes a evitar que a homogênea mobilização de cabos eclodisse em movimentos considerados subversivos, dado o crescente descontentamento entre os militares de baixa patente, conforme Súmula Administrativa nº 2002.07.003-CA. Precedentes do STJ. - Na espécie, o ingresso do apelante foi posterior à edição da Portaria em comento, sendo esta a legislação de regência, não havendo falar em restrição de direitos, haja vista o prévio conhecimento da impossibilidade de engajamento ou reengajamento após 8 (oito) anos de serviço ativo. Diante disso, não tendo o autor logrado demonstrar outros elementos que comprovassem a motivação política de seu desligamento (art. 333, I, do CPC), não faz jus à anistia vindicada.” Emerge do acórdão recorrido que o agravante não logrou demonstrar elementos que comprovassem a motivação política de seu desligamento da Força Aérea. Nesse contexto, a pretensão do agravante de obter decisão em sentido diverso demandaria revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF (“para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”). Colho os seguintes precedentes: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. ANISTIA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814934. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 743628 AGR / RJ IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 735788-AgR/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 26.6.2009). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2 Administrativo. Anistia. Caracterização de motivação política do ato de desligamento de militar temporário. 3. Reexame de conteúdo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 740518-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 03.5.2013). Acresço, à demasia, que esta Suprema Corte examinou, em sede de mandado de segurança, questão semelhante à dos autos, firmando sua jurisprudência no sentido de que não faz jus à concessão de anistia o militar incorporado às Forças Armadas em data posterior à edição da Portaria n. 1.104/GM3/1964, verbis: “ANISTIA POLÍTICA. Anulação. Validez. Servidor público militar. Praça. Cabo da Aeronáutica. Ingresso na Força Aérea já na vigência da portaria nº 1.104/64. Inexistência de direito subjetivo. Situação diversa dos admitidos anteriormente. Segurança denegada. Recurso extraordinário não conhecido. Agravo improvido. Precedentes. A portaria nº 1.104/1964, da Aeronáutica, só permite sejam anistiados os cabos que, ao tempo de sua edição, já eram praças da Força Aérea”. ( RMS 25.642-AgR , Rel. min. Cezar Peluso, DJe de 07.08.2009) Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814934. Supremo Tribunal Federal AI 743628 AGR / RJ IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 735788-AgR/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 26.6.2009). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2 Administrativo. Anistia. Caracterização de motivação política do ato de desligamento de militar temporário. 3. Reexame de conteúdo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do STF. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 740518-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 03.5.2013). Acresço, à demasia, que esta Suprema Corte examinou, em sede de mandado de segurança, questão semelhante à dos autos, firmando sua jurisprudência no sentido de que não faz jus à concessão de anistia o militar incorporado às Forças Armadas em data posterior à edição da Portaria n. 1.104/GM3/1964, verbis: “ANISTIA POLÍTICA. Anulação. Validez. Servidor público militar. Praça. Cabo da Aeronáutica. Ingresso na Força Aérea já na vigência da portaria nº 1.104/64. Inexistência de direito subjetivo. Situação diversa dos admitidos anteriormente. Segurança denegada. Recurso extraordinário não conhecido. Agravo improvido. Precedentes. A portaria nº 1.104/1964, da Aeronáutica, só permite sejam anistiados os cabos que, ao tempo de sua edição, já eram praças da Força Aérea”. ( RMS 25.642-AgR , Rel. min. Cezar Peluso, DJe de 07.08.2009) Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814934. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 743.628 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOÃO CARLOS ROCHA DO Ó ADV.(A/S) : GERSON LUCCHESI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857681 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 743.628 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOÃO CARLOS ROCHA DO Ó ADV.(A/S) : GERSON LUCCHESI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857681 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3883559
2013-05-14T00:00:00
2013-05-29T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 14.5.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. ANISTIA. MOTIVAÇÃO POLÍTICA NÃO DEMONSTRADA. ACÓRDÃO REGIONAL BASEADO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/STF. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 09.4.2008. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279/STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur231765
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO EXTRAORDINÁRIO, REEXAME, FATO, PROVA, MILITAR, ANISTIA) AI 735788 AgR (1ªT), ARE 740518 AgR (2ªT), RMS 25642 AgR (TP). Número de páginas: 7. Análise: 05/06/2013, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
743628
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED ADCT ANO-1988\r\n ART-00008 \r\n ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED PRT-001104 ANO-1964\r\n PORTARIA DA FORÇA AÉREA BRASILEIRA - FAB" ]
AI-AgR
acordaos
AI 743628 AgR
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AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO ADV.(A/S) : GERSON LUCCHESI E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : JOÃO CARLOS ROCHA DO Ó
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Ementa e Acórdão 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 743.628 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOÃO CARLOS ROCHA DO Ó ADV.(A/S) :GERSON LUCCHESI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. ANISTIA. MOTIVAÇÃO POLÍTICA NÃO DEMONSTRADA. ACÓRDÃO REGIONAL BASEADO NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 09.4.2008. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 14 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814932. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 743.628 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOÃO CARLOS ROCHA DO Ó ADV.(A/S) :GERSON LUCCHESI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento, maneja agravo regimental João Carlos Rocha do Ó. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que inaplicável a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Alega afronta direta ao art. 8... do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, porquanto teria sido atingido por ato de exceção, de cunho exclusivamente político, assim reconhecido pelo Ministério da Justiça, por meio da Súmula Administrativa 2002.07.003. Sustenta que os militares que ingressaram após a Portaria 1.104-64 merecem ser contemplados com o direito à anistia. Requer o reenquadramento à reserva remunerada da Força Aérea Brasileira, com todas as promoções cabíveis. Acordão regional disponibilizado em 09.4.2008. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814933. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 743.628 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :JOÃO CARLOS ROCHA DO Ó ADV.(A/S) :GERSON LUCCHESI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento, maneja agravo regimental João Carlos Rocha do Ó. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que inaplicável a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Alega afronta direta ao art. 8... do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, porquanto teria sido atingido por ato de exceção, de cunho exclusivamente político, assim reconhecido pelo Ministério da Justiça, por meio da Súmula Administrativa 2002.07.003. Sustenta que os militares que ingressaram após a Portaria 1.104-64 merecem ser contemplados com o direito à anistia. Requer o reenquadramento à reserva remunerada da Força Aérea Brasileira, com todas as promoções cabíveis. Acordão regional disponibilizado em 09.4.2008. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814933. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 743.628 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , maneja agravo de instrumento João Carlos Rocha do Ó. Na minuta, sustenta que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aponta ofensa ao art. 8... do ADCT. Contraminuta. Substituição da Relatora (art. 38 do RISTF). É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O Tribunal de origem lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento no sentido de que, na espécie, o autor não se desincumbiu de comprovar ter sido desligado do serviço militar por motivação política, razão porque não teria direito à anistia concedida pelo artigo 8... do ADCT da Constituição Federal de 1988/88. Nesse contexto, somente mediante o revolvimento do quadro fático delineado seria possível aferir a ocorrência de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814934. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 743.628 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , maneja agravo de instrumento João Carlos Rocha do Ó. Na minuta, sustenta que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aponta ofensa ao art. 8... do ADCT. Contraminuta. Substituição da Relatora (art. 38 do RISTF). É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O Tribunal de origem lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento no sentido de que, na espécie, o autor não se desincumbiu de comprovar ter sido desligado do serviço militar por motivação política, razão porque não teria direito à anistia concedida pelo artigo 8... do ADCT da Constituição Federal de 1988/88. Nesse contexto, somente mediante o revolvimento do quadro fático delineado seria possível aferir a ocorrência de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814934. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 743628 AGR / RJ eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo. Inadmissível, pois, o recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, segundo a qual para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário . Nesse sentido: Recurso Extraordinário 424.364-AgR/RS, rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 30.4.2010; AI 747.239-AgR/RJ, rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 03.11.2010; e AI 76.633-AgR/RJ, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 04.3.2011, este último assim ementado: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MILITAR. ANISTIA. ART. 8... DO ADCT. NATUREZA DO ATO DE EXPULSÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I A controvérsia sobre a natureza jurídica do ato de expulsão do militar, para efeito de concessão da anistia prevista no art. 8... do ADCT, requer o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - Agravo regimental improvido. Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (Código de Processo Civil, art. 557, caput ). Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição do acórdão proferido pela Corte de origem: “PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. MILITAR. ANISTIA. ART 8... ADCT DA CRFB/88. CABO INCORPORADO APÓS A EDIÇÃO DA PORTARIA n 1.104-GM3/1964. MOTIVAÇÃO POLÍTICA NÃO CONFIGURADA. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça. RECURSO NÃO PROVIDO. - A Lei do Serviço Militar (DL n 9.500, de 23.07.1946), a Lei n 1.585, de 28.03.1952 e a Portaria n 570/GM3, de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814934. Supremo Tribunal Federal AI 743628 AGR / RJ eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo. Inadmissível, pois, o recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, segundo a qual para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário . Nesse sentido: Recurso Extraordinário 424.364-AgR/RS, rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 30.4.2010; AI 747.239-AgR/RJ, rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 03.11.2010; e AI 76.633-AgR/RJ, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 04.3.2011, este último assim ementado: EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MILITAR. ANISTIA. ART. 8... DO ADCT. NATUREZA DO ATO DE EXPULSÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I A controvérsia sobre a natureza jurídica do ato de expulsão do militar, para efeito de concessão da anistia prevista no art. 8... do ADCT, requer o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. II - Agravo regimental improvido. Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (Código de Processo Civil, art. 557, caput ). Irrepreensível a decisão agravada. Oportuna a transcrição do acórdão proferido pela Corte de origem: “PROCESSUAL CIVIL E CONSTITUCIONAL. MILITAR. ANISTIA. ART 8... ADCT DA CRFB/88. CABO INCORPORADO APÓS A EDIÇÃO DA PORTARIA n 1.104-GM3/1964. MOTIVAÇÃO POLÍTICA NÃO CONFIGURADA. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça. RECURSO NÃO PROVIDO. - A Lei do Serviço Militar (DL n 9.500, de 23.07.1946), a Lei n 1.585, de 28.03.1952 e a Portaria n 570/GM3, de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814934. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 743628 AGR / RJ 23.11.1954, possibilitavam aos militares incorporados que completassem o tempo de serviço inicial a permanecer no serviço ativo, mediante requerimento do próprio interessado, através do engajamento e reengajamento. Ocorre que a Portaria n 1.104-GM3/1964, ao estabelecer novas regras para as prorrogações do serviço militar dos praças, limitou sua permanência a 8 (oito) anos, o que foi considerado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, criada pelo art. 12 da Lei n 10.559, de 13.11.2002, como ato de exceção, de natureza exclusivamente política, tendo em vista que o entendimento majoritário foi no sentido de que esta legislação teve como propósito renovar a corporação, de moldes a evitar que a homogênea mobilização de cabos eclodisse em movimentos considerados subversivos, dado o crescente descontentamento entre os militares de baixa patente, conforme Súmula Administrativa n 2002.07.003-CA. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. - Na espécie, o ingresso do apelante foi posterior à edição da Portaria em comento, sendo esta a legislação de regência, não havendo falar em restrição de direitos, haja vista o prévio conhecimento da impossibilidade de engajamento ou reengajamento após 8 (oito) anos de serviço ativo. Diante disso, não tendo o autor logrado demonstrar outros elementos que comprovassem a motivação política de seu desligamento (art. 333, I, do Código de Processo Civil), não faz jus à anistia vindicada.” Emerge do acórdão recorrido que o agravante não logrou demonstrar elementos que comprovassem a motivação política de seu desligamento da Força Aérea. Nesse contexto, a pretensão do agravante de obter decisão em sentido diverso demandaria revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (“para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”). Colho os seguintes precedentes: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. ANISTIA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814934. Supremo Tribunal Federal AI 743628 AGR / RJ 23.11.1954, possibilitavam aos militares incorporados que completassem o tempo de serviço inicial a permanecer no serviço ativo, mediante requerimento do próprio interessado, através do engajamento e reengajamento. Ocorre que a Portaria n 1.104-GM3/1964, ao estabelecer novas regras para as prorrogações do serviço militar dos praças, limitou sua permanência a 8 (oito) anos, o que foi considerado pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, criada pelo art. 12 da Lei n 10.559, de 13.11.2002, como ato de exceção, de natureza exclusivamente política, tendo em vista que o entendimento majoritário foi no sentido de que esta legislação teve como propósito renovar a corporação, de moldes a evitar que a homogênea mobilização de cabos eclodisse em movimentos considerados subversivos, dado o crescente descontentamento entre os militares de baixa patente, conforme Súmula Administrativa n 2002.07.003-CA. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça. - Na espécie, o ingresso do apelante foi posterior à edição da Portaria em comento, sendo esta a legislação de regência, não havendo falar em restrição de direitos, haja vista o prévio conhecimento da impossibilidade de engajamento ou reengajamento após 8 (oito) anos de serviço ativo. Diante disso, não tendo o autor logrado demonstrar outros elementos que comprovassem a motivação política de seu desligamento (art. 333, I, do Código de Processo Civil), não faz jus à anistia vindicada.” Emerge do acórdão recorrido que o agravante não logrou demonstrar elementos que comprovassem a motivação política de seu desligamento da Força Aérea. Nesse contexto, a pretensão do agravante de obter decisão em sentido diverso demandaria revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (“para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”). Colho os seguintes precedentes: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. ANISTIA. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814934. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 743628 AGR / RJ IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 735788-AgR/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 26.6.2009). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2 Administrativo. Anistia. Caracterização de motivação política do ato de desligamento de militar temporário. 3. Reexame de conteúdo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 740518-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 03.5.2013). Acresço, à demasia, que esta Suprema Corte examinou, em sede de mandado de segurança, questão semelhante à dos autos, firmando sua jurisprudência no sentido de que não faz jus à concessão de anistia o militar incorporado às Forças Armadas em data posterior à edição da Portaria n. 1.104/GM3/1964, verbis: “ANISTIA POLÍTICA. Anulação. Validez. Servidor público militar. Praça. Cabo da Aeronáutica. Ingresso na Força Aérea já na vigência da portaria n 1.104/64. Inexistência de direito subjetivo. Situação diversa dos admitidos anteriormente. Segurança denegada. Recurso extraordinário não conhecido. Agravo improvido. Precedentes. A portaria n 1.104/1964, da Aeronáutica, só permite sejam anistiados os cabos que, ao tempo de sua edição, já eram praças da Força Aérea”. ( RMS 25.642-AgR , Rel. min. Cezar Peluso, DJe de 07.08.2009) Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814934. Supremo Tribunal Federal AI 743628 AGR / RJ IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS: INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (AI 735788-AgR/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 26.6.2009). “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2 Administrativo. Anistia. Caracterização de motivação política do ato de desligamento de militar temporário. 3. Reexame de conteúdo fático-probatório. Incidência do Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 740518-AgR/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 03.5.2013). Acresço, à demasia, que esta Suprema Corte examinou, em sede de mandado de segurança, questão semelhante à dos autos, firmando sua jurisprudência no sentido de que não faz jus à concessão de anistia o militar incorporado às Forças Armadas em data posterior à edição da Portaria n. 1.104/GM3/1964, verbis: “ANISTIA POLÍTICA. Anulação. Validez. Servidor público militar. Praça. Cabo da Aeronáutica. Ingresso na Força Aérea já na vigência da portaria n 1.104/64. Inexistência de direito subjetivo. Situação diversa dos admitidos anteriormente. Segurança denegada. Recurso extraordinário não conhecido. Agravo improvido. Precedentes. A portaria n 1.104/1964, da Aeronáutica, só permite sejam anistiados os cabos que, ao tempo de sua edição, já eram praças da Força Aérea”. ( RMS 25.642-AgR , Rel. min. Cezar Peluso, DJe de 07.08.2009) Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3814934. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 743.628 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOÃO CARLOS ROCHA DO Ó ADV.(A/S) : GERSON LUCCHESI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857681 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 743.628 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : JOÃO CARLOS ROCHA DO Ó ADV.(A/S) : GERSON LUCCHESI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 14.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3857681 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 743 . 628", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 743 . 628", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Administrativa 2002 . 07 . 003", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula Administrativa 2002 . 07 . 003", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 743 . 628", "AI 743628 AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 424 . 364 - AgR / RS", "AI 747 . 239 -", "AI 76 . 633 - AgR / RJ", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 743628 AGR / RJ", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 424 . 364 - AgR / RS", "AI 747 . 239 - AgR / RJ", "AI 76 . 633 - AgR / RJ", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 743628 AGR / RJ", "Súmula Administrativa n 2002 . 07 . 003 - CA", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 743628 AGR / RJ", "Súmula Administrativa n 2002 . 07 . 003 - CA", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 743628 AGR / RJ", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 735788 - AgR / SC", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 740518 - AgR / DF", "RMS 25 . 642 - AgR", "AI 743628 AGR / RJ", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 735788 - AgR / SC", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 740518 - AgR / DF", "RMS 25 . 642 - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 743 . 628" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 . . . do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "Portaria 1 . 104 - 64", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 . . . do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 . . . do", "art . 38 do RISTF", "artigo 8 . . . do ADCT da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 8 . . . do ADCT", "art . 38 do RISTF", "artigo 8 . . . do ADCT da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput", "CRFB /", "88", "PORTARIA n 1 . 104 - GM3 / 1964", "Lei do Serviço Militar", "DL n 9 . 500", "Lei n 1 . 585", "Portaria n", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput", "CRFB /", "88", "PORTARIA n 1 . 104 - GM3 / 1964", "Lei do Serviço Militar", "DL n 9 . 500", "Lei n 1 . 585", "Portaria n 570 / GM3", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n 1 . 104 - GM3 / 1964", "art . 12 da Lei n 10 . 559", "art . 333 , I , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n 1 . 104 - GM3 / 1964", "art . 12 da Lei n 10 . 559", "art . 333 , I , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n . 1 . 104 /", "portaria n 1 . 104 / 64", "portaria n 1 . 104 / 1964", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Portaria n . 1 . 104 / GM3 / 1964", "portaria n 1 . 104 / 64", "portaria n 1 . 104 / 1964", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Ministério da Justiça", "Força Aérea Brasileira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Ministério da Justiça", "Força Aérea Brasileira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", "1", ".", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ".", "1", ".", ".", ".", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Comissão de", "Ministério da Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Comissão de Anistia do Ministério da Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ". . Turma", "2", ".", ".", "Suprema", "Aeronáutica", "Aeronáutica", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "2", ".", ". . Turma", "Suprema Corte", "Aeronáutica", "Força", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "JOÃO CARLOS ROCHA DO Ó", "GERSON LUCCHESI", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "JOÃO CARLOS ROCHA DO Ó", "GERSON LUCCHESI", "Rosa Weber", "João Carlos Rocha do Ó", "ROSA WEBER", "JOÃO CARLOS ROCHA DO Ó", "GERSON LUCCHESI", "Rosa Weber", "João Carlos Rocha do Ó", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "João Carlos Rocha do Ó", "Rosa Weber", "João Carlos Rocha do Ó", "ROSA WEBER", "Ellen Gracie", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Cezar Peluso", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Cezar Peluso", "ROSA WEBER", "JOÃO CARLOS ROCHA DO Ó", "GERSON LUCCHESI", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "JOÃO CARLOS ROCHA DO Ó", "GERSON LUCCHESI", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "14", "/", "05", "/", "2013", "09", ".", "4", ".", "2008", "14 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "09", ".", "4", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "09", ".", "4", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "4", ".", "2010", "03", ".", "11", ".", "2010", "04", ".", "3", ".", "2011", "23", ".", "07", ".", "1946", "28", ".", "03", ".", "1952", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "4", ".", "2010", "03", ".", "11", ".", "2010", "04", ".", "3", ".", "2011", "23", ".", "07", ".", "1946", "28", ".", "03", ".", "1952", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "11", ".", "1954", "13", ".", "11", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "11", ".", "1954", "13", ".", "11", ".", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "6", ".", "2009", "03", ".", "5", ".", "2013", "07", ".", "08", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "6", ".", "2009", "03", ".", "5", ".", "2013", "07", ".", "08", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "05", "/", "2013", "14", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.747 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :PEDRO HENRIQUE ALVARENGA OLIVEIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes. Condenação. 3. Ausência do original do laudo de exame toxicológico. Cópia juntada e certificada por agente público. Autenticidade do documento não impugnada. 4. Materialidade delitiva comprovada por intermédio do auto de apreensão e laudo provisório de constatação de substância entorpecente junto a outros elementos de convicção, como a própria confissão do acusado. Precedentes. 5. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859963. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.747 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :PEDRO HENRIQUE ALVARENGA OLIVEIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Trata-se de habeas corpus, sem pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União (DPU), em favor de Pedro Henrique Alvarenga Oliveira, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Agravo Regimental no Recurso Especial n. 1.266.422/MG. Na espécie, o paciente foi preso em flagrante e denunciado pela prática do delito previsto no art. 33, caput, da Lei 11.343/2006, porque, em 30 de dezembro de 2008, por volta das 22 horas, na Rua Monsenhor Nogueira, n. 70, Bairro Chácara, no Município de Betim/MG, tinha em depósito 6 tabletes de substância semelhante à maconha, pesando 4,23793 kg (quatro quilos, duzentos e trinta e sete gramas e noventa e três centigramas). Sobreveio condenação à pena de 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e 500 dias-multa, tendo sido negados a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos e o direito de recorrer em liberdade. A defesa, então, interpôs apelação no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJ/MG), que reformou a sentença e absolveu o paciente, nos seguintes termos: “PENAL E PROCESSO PENAL – TRÁFICO DE DROGA – MATERIALIDADE NÃO COMPROVADA – LAUDO TOXICOLÓGICO DEFINITIVO – IMPRESCINDIBILIDADE – FOTOCÓPIA NÃO AUTENTICADA – INVALIDADE – Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859964. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.747 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :PEDRO HENRIQUE ALVARENGA OLIVEIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Trata-se de habeas corpus, sem pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União (DPU), em favor de Pedro Henrique Alvarenga Oliveira, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Agravo Regimental no Recurso Especial n. 1.266.422/MG. Na espécie, o paciente foi preso em flagrante e denunciado pela prática do delito previsto no art. 33, caput, da Lei 11.343/2006, porque, em 30 de dezembro de 2008, por volta das 22 horas, na Rua Monsenhor Nogueira, n. 70, Bairro Chácara, no Município de Betim/MG, tinha em depósito 6 tabletes de substância semelhante à maconha, pesando 4,23793 kg (quatro quilos, duzentos e trinta e sete gramas e noventa e três centigramas). Sobreveio condenação à pena de 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e 500 dias-multa, tendo sido negados a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos e o direito de recorrer em liberdade. A defesa, então, interpôs apelação no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJ/MG), que reformou a sentença e absolveu o paciente, nos seguintes termos: “PENAL E PROCESSO PENAL – TRÁFICO DE DROGA – MATERIALIDADE NÃO COMPROVADA – LAUDO TOXICOLÓGICO DEFINITIVO – IMPRESCINDIBILIDADE – FOTOCÓPIA NÃO AUTENTICADA – INVALIDADE – Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859964. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 111747 / MG ABSOLVIÇÃO – RECURSO A QUE SE DÁ PROVIMENTO. Nas infrações de tráfico de entorpecentes, é indispensável a juntada aos autos do laudo toxicológico definitivo, a fim de ser comprovar a materialidade do delito. O laudo de constatação preliminar é suficiente apenas para a lavratura do auto de prisão em flagrante e para a oferta da denúncia, nos termos do art. 50 da Lei n. 11.343/06, sem suprir a ausência do laudo definitivo. O art. 232 do CPP, confere à fotocópia do documento o mesmo valor do original, desde que devidamente autenticada, de modo que a juntada aos autos do laudo toxicológico em cópia, sem autenticação ou sem a juntada, ainda que posterior, do original, não se presta a comprovar, de forma inequívoca, a materialidade do delito, do que decorre a imperiosa necessidade de que o réu seja absolvido. Recurso provido. Absolvição decretada”. Inconformado, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais opôs embargos de declaração, rejeitados por unanimidade. Daí, a interposição de recurso especial com vistas ao restabelecimento da sentença condenatória, diante da validade da cópia do laudo toxicológico definitivo apresentada pela autoridade policial, que é agente público, bem como da presença de outros elementos no processo que constatam a materialidade do delito de tráfico. O ministro Adilson Vieira Macabu, desembargador convocado do TJ/RJ, deu provimento ao Recurso Especial n. 1.266.422/MG para restabelecer a condenação. Interposto agravo regimental pela defesa, a Quinta Turma do STJ não conheceu do recurso, nos seguintes termos: “PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 182/STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO ATACADA. AGRAVO NÃO CONHECIDO. PRECEDENTES. 1. Incide o enunciado 182, da Súmula desta Corte, no 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859964. Supremo Tribunal Federal HC 111747 / MG ABSOLVIÇÃO – RECURSO A QUE SE DÁ PROVIMENTO. Nas infrações de tráfico de entorpecentes, é indispensável a juntada aos autos do laudo toxicológico definitivo, a fim de ser comprovar a materialidade do delito. O laudo de constatação preliminar é suficiente apenas para a lavratura do auto de prisão em flagrante e para a oferta da denúncia, nos termos do art. 50 da Lei n. 11.343/06, sem suprir a ausência do laudo definitivo. O art. 232 do CPP, confere à fotocópia do documento o mesmo valor do original, desde que devidamente autenticada, de modo que a juntada aos autos do laudo toxicológico em cópia, sem autenticação ou sem a juntada, ainda que posterior, do original, não se presta a comprovar, de forma inequívoca, a materialidade do delito, do que decorre a imperiosa necessidade de que o réu seja absolvido. Recurso provido. Absolvição decretada”. Inconformado, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais opôs embargos de declaração, rejeitados por unanimidade. Daí, a interposição de recurso especial com vistas ao restabelecimento da sentença condenatória, diante da validade da cópia do laudo toxicológico definitivo apresentada pela autoridade policial, que é agente público, bem como da presença de outros elementos no processo que constatam a materialidade do delito de tráfico. O ministro Adilson Vieira Macabu, desembargador convocado do TJ/RJ, deu provimento ao Recurso Especial n. 1.266.422/MG para restabelecer a condenação. Interposto agravo regimental pela defesa, a Quinta Turma do STJ não conheceu do recurso, nos seguintes termos: “PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 182/STJ. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO ATACADA. AGRAVO NÃO CONHECIDO. PRECEDENTES. 1. Incide o enunciado 182, da Súmula desta Corte, no 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859964. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 111747 / MG agravo interno em que a parte agravante deixa de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido”. No presente writ, requer seja restabelecido o acórdão do TJ/MG que absolveu o paciente, pois não foi comprovada a materialidade em laudo toxicológico definitivo. O Ministério Público Federal manifestou-se pela denegação da ordem, nos seguintes termos: “12. Com efeito, ainda que a fotocópia lançada nos autos do laudo de exame toxicológico não esteja autenticada, o documento foi juntado aos autos com certidão original emitida por autoridade pública, não pairando dúvidas de que se tratava de cópia do laudo original. Ademais, a defesa em momento algum impugnou a autenticidade do documento. 13. E mesmo que assim não fosse, consta dos autos elementos que comprovam a materialidade do crime, como o boletim de ocorrência, auto de apreensão, exame preliminar toxicológico, confissões do réu, na fase inquisitorial e em juízo, entre outros. Tais documentos indicam que o paciente guardava e tinha em depósito 4.237,93 g (quatro quilos, duzentos e trinta e sete gramas e noventa e três centigramas) da substância conhecida popularmente como ‘maconha’. 14. Assim, havendo nos autos provas suficientes da materialidade do crime de tráfico de drogas e tendo o paciente confessado a autoria em juízo, é de rigor a sua condenação, o que ocorreu no caso dos autos, inexistindo qualquer vício que macule o processo. Para decretação de nulidade é necessário a prova de prejuízo, o que não foi demonstrado pela defesa. 15. Ademais, o processo penal é regido pelo princípio da instrumentalidade das formas, de modo que, consideram-se válidos os atos que, ainda que realizados de outro modo, preencham a sua finalidade essencial (art. 154 do CPC) (…)”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859964. Supremo Tribunal Federal HC 111747 / MG agravo interno em que a parte agravante deixa de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido”. No presente writ, requer seja restabelecido o acórdão do TJ/MG que absolveu o paciente, pois não foi comprovada a materialidade em laudo toxicológico definitivo. O Ministério Público Federal manifestou-se pela denegação da ordem, nos seguintes termos: “12. Com efeito, ainda que a fotocópia lançada nos autos do laudo de exame toxicológico não esteja autenticada, o documento foi juntado aos autos com certidão original emitida por autoridade pública, não pairando dúvidas de que se tratava de cópia do laudo original. Ademais, a defesa em momento algum impugnou a autenticidade do documento. 13. E mesmo que assim não fosse, consta dos autos elementos que comprovam a materialidade do crime, como o boletim de ocorrência, auto de apreensão, exame preliminar toxicológico, confissões do réu, na fase inquisitorial e em juízo, entre outros. Tais documentos indicam que o paciente guardava e tinha em depósito 4.237,93 g (quatro quilos, duzentos e trinta e sete gramas e noventa e três centigramas) da substância conhecida popularmente como ‘maconha’. 14. Assim, havendo nos autos provas suficientes da materialidade do crime de tráfico de drogas e tendo o paciente confessado a autoria em juízo, é de rigor a sua condenação, o que ocorreu no caso dos autos, inexistindo qualquer vício que macule o processo. Para decretação de nulidade é necessário a prova de prejuízo, o que não foi demonstrado pela defesa. 15. Ademais, o processo penal é regido pelo princípio da instrumentalidade das formas, de modo que, consideram-se válidos os atos que, ainda que realizados de outro modo, preencham a sua finalidade essencial (art. 154 do CPC) (…)”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859964. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.747 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): A questão controversa dos autos cinge-se à imprescindibilidade da juntada ao processo de laudo toxicológico definitivo, nos crimes previstos na Lei 11.343/2006. No presente caso, o laudo definitivo de exame toxicológico, encaminhado pela autoridade policial e juntado aos autos, foi apresentado em fotocópia não autenticada, aparentemente, em desacordo com a regra prevista no artigo 232 do Código de Processo Penal. A ausência desse documento original foi o fundamento utilizado pelo Tribunal de Justiça estadual para refutar a materialidade do crime imputado ao agente, desconstituindo a sentença condenatória de primeiro grau. A rigor, não me parece haver ilegalidade patente merecedora de reforma quanto à decisão prolatada pelo Superior Tribunal de Justiça. É que, embora repute de suma importância a presença de laudo toxicológico definitivo para comprovação da materialidade nos crimes previstos na Lei n. 11.343/2006, mormente na fase de instrução criminal, que se destina de forma precípua a colher os elementos probatórios hábeis a proporcionar o julgamento pelo juiz, o fato é que a ausência deste laudo, bem como a juntada posterior deste documento ou de fotocópia encaminhada por autoridade competente – conforme o caso em voga – não tem o condão, por si só, de provocar a nulidade do feito, desde que presentes outros elementos de prova. Precedentes: RHC 110.429/MG, Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 21.03.2012; HC 82.035/MS, Sydney Sanches, Primeira Turma, DJ 04.04.2003; HC 85.173/SP, Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ 03.06.2005; HC 69.806, Celso de Mello, Primeira Turma, DJ 04.06.1993. Neste caso, o magistrado se utilizou de diversas provas ensejadoras de comprovação da materialidade do crime para fundamentar a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859965. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.747 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): A questão controversa dos autos cinge-se à imprescindibilidade da juntada ao processo de laudo toxicológico definitivo, nos crimes previstos na Lei 11.343/2006. No presente caso, o laudo definitivo de exame toxicológico, encaminhado pela autoridade policial e juntado aos autos, foi apresentado em fotocópia não autenticada, aparentemente, em desacordo com a regra prevista no artigo 232 do Código de Processo Penal. A ausência desse documento original foi o fundamento utilizado pelo Tribunal de Justiça estadual para refutar a materialidade do crime imputado ao agente, desconstituindo a sentença condenatória de primeiro grau. A rigor, não me parece haver ilegalidade patente merecedora de reforma quanto à decisão prolatada pelo Superior Tribunal de Justiça. É que, embora repute de suma importância a presença de laudo toxicológico definitivo para comprovação da materialidade nos crimes previstos na Lei n. 11.343/2006, mormente na fase de instrução criminal, que se destina de forma precípua a colher os elementos probatórios hábeis a proporcionar o julgamento pelo juiz, o fato é que a ausência deste laudo, bem como a juntada posterior deste documento ou de fotocópia encaminhada por autoridade competente – conforme o caso em voga – não tem o condão, por si só, de provocar a nulidade do feito, desde que presentes outros elementos de prova. Precedentes: RHC 110.429/MG, Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 21.03.2012; HC 82.035/MS, Sydney Sanches, Primeira Turma, DJ 04.04.2003; HC 85.173/SP, Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ 03.06.2005; HC 69.806, Celso de Mello, Primeira Turma, DJ 04.06.1993. Neste caso, o magistrado se utilizou de diversas provas ensejadoras de comprovação da materialidade do crime para fundamentar a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 111747 / MG condenação do réu, conforme se denota dos documentos juntados ao autos. Ressalto, também, que, embora o laudo definitivo não seja o original, a fotocópia foi encaminhada por autoridade legítima. Por isso, não há que se contestar a lisura e a autenticidade deste documento. Soma-se, ainda, o fato de que a defesa não contestou, em momento oportuno, o laudo juntado aos autos em fase de instrução, como muito bem assentou o Parquet. É preponderante, na doutrina e na jurisprudência, que eventual nulidade ocorrida em instrução criminal deve ser formulada no momento oportuno, sob pena de preclusão. Assim, tenho para mim que, em princípio, ainda que fosse o caso de declarar a nulidade do laudo toxicológico, esse vício, por si só, não teria o condão de provocar a nulidade de todo o feito, porquanto a condenação do paciente, mesmo afastada essa espécie de prova, encontrar-se-ia apoiada em elementos outros colhidos ao longo da instrução, mormente o boletim de ocorrência, o auto de apreensão, o exame preliminar toxicológico, as confissões do réu, na fase inquisitorial e em juízo, entre outros. Diante de todo o exposto, o meu voto é no sentido de denegar a ordem de habeas corpus. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859965. Supremo Tribunal Federal HC 111747 / MG condenação do réu, conforme se denota dos documentos juntados ao autos. Ressalto, também, que, embora o laudo definitivo não seja o original, a fotocópia foi encaminhada por autoridade legítima. Por isso, não há que se contestar a lisura e a autenticidade deste documento. Soma-se, ainda, o fato de que a defesa não contestou, em momento oportuno, o laudo juntado aos autos em fase de instrução, como muito bem assentou o Parquet. É preponderante, na doutrina e na jurisprudência, que eventual nulidade ocorrida em instrução criminal deve ser formulada no momento oportuno, sob pena de preclusão. Assim, tenho para mim que, em princípio, ainda que fosse o caso de declarar a nulidade do laudo toxicológico, esse vício, por si só, não teria o condão de provocar a nulidade de todo o feito, porquanto a condenação do paciente, mesmo afastada essa espécie de prova, encontrar-se-ia apoiada em elementos outros colhidos ao longo da instrução, mormente o boletim de ocorrência, o auto de apreensão, o exame preliminar toxicológico, as confissões do réu, na fase inquisitorial e em juízo, entre outros. Diante de todo o exposto, o meu voto é no sentido de denegar a ordem de habeas corpus. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.747 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : PEDRO HENRIQUE ALVARENGA OLIVEIRA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849774 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.747 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : PEDRO HENRIQUE ALVARENGA OLIVEIRA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849774 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3883593
2013-05-14T00:00:00
2013-05-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 14.05.2013.
HABEAS CORPUS
Habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes. Condenação. 3. Ausência do original do laudo de exame toxicológico. Cópia juntada e certificada por agente público. Autenticidade do documento não impugnada. 4. Materialidade delitiva comprovada por intermédio do auto de apreensão e laudo provisório de constatação de substância entorpecente junto a outros elementos de convicção, como a própria confissão do acusado. Precedentes. 5. Ordem denegada.
sjur231707
- Acórdão(s) citado(s): (LAUDO TOXICOLÓGICO, NULIDADE, PROCESSO) RHC 110429 (1ªT), HC 82035 (1ªT), HC 85173 (2ªT), HC 69806 (1ªT). - Veja REsp 1266422 AgRg do STJ. Número de páginas: 7. Análise: 13/06/2013, IMC. Revisão: 25/07/2013, SOF.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
111747
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00232 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\r\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\r\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS" ]
HC
acordaos
HC 111747
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PACTE.(S) : PEDRO HENRIQUE ALVARENGA OLIVEIRA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.747 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :PEDRO HENRIQUE ALVARENGA OLIVEIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes. Condenação. 3. Ausência do original do laudo de exame toxicológico. Cópia juntada e certificada por agente público. Autenticidade do documento não impugnada. 4. Materialidade delitiva comprovada por intermédio do auto de apreensão e laudo provisório de constatação de substância entorpecente junto a outros elementos de convicção, como a própria confissão do acusado. Precedentes. 5. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 14 de maio de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859963. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.747 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :PEDRO HENRIQUE ALVARENGA OLIVEIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Trata-se de habeas corpus, sem pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União (DPU), em favor de Pedro Henrique Alvarenga Oliveira, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça) no Agravo Regimental no Recurso Especial n. 1.266.422/MG. Na espécie, o paciente foi preso em flagrante e denunciado pela prática do delito previsto no art. 33, caput, da Lei 11.343/2006, porque, em 30 de dezembro de 2008, por volta das 22 horas, na Rua Monsenhor Nogueira, n. 70, Bairro Chácara, no Município de Betim/MG, tinha em depósito 6 tabletes de substância semelhante à maconha, pesando 4,23793 kg (quatro quilos, duzentos e trinta e sete gramas e noventa e três centigramas). Sobreveio condenação à pena de 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e 500 dias-multa, tendo sido negados a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos e o direito de recorrer em liberdade. A defesa, então, interpôs apelação no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJ/MG), que reformou a sentença e absolveu o paciente, nos seguintes termos: “PENAL E PROCESSO PENAL – TRÁFICO DE DROGA – MATERIALIDADE NÃO COMPROVADA – LAUDO TOXICOLÓGICO DEFINITIVO – IMPRESCINDIBILIDADE – FOTOCÓPIA NÃO AUTENTICADA – INVALIDADE – Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859964. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.747 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :PEDRO HENRIQUE ALVARENGA OLIVEIRA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Trata-se de habeas corpus, sem pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União (DPU), em favor de Pedro Henrique Alvarenga Oliveira, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça) no Agravo Regimental no Recurso Especial n. 1.266.422/MG. Na espécie, o paciente foi preso em flagrante e denunciado pela prática do delito previsto no art. 33, caput, da Lei 11.343/2006, porque, em 30 de dezembro de 2008, por volta das 22 horas, na Rua Monsenhor Nogueira, n. 70, Bairro Chácara, no Município de Betim/MG, tinha em depósito 6 tabletes de substância semelhante à maconha, pesando 4,23793 kg (quatro quilos, duzentos e trinta e sete gramas e noventa e três centigramas). Sobreveio condenação à pena de 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, e 500 dias-multa, tendo sido negados a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos e o direito de recorrer em liberdade. A defesa, então, interpôs apelação no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJ/MG), que reformou a sentença e absolveu o paciente, nos seguintes termos: “PENAL E PROCESSO PENAL – TRÁFICO DE DROGA – MATERIALIDADE NÃO COMPROVADA – LAUDO TOXICOLÓGICO DEFINITIVO – IMPRESCINDIBILIDADE – FOTOCÓPIA NÃO AUTENTICADA – INVALIDADE – Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859964. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório HC 111747 / MG ABSOLVIÇÃO – RECURSO A QUE SE DÁ PROVIMENTO. Nas infrações de tráfico de entorpecentes, é indispensável a juntada aos autos do laudo toxicológico definitivo, a fim de ser comprovar a materialidade do delito. O laudo de constatação preliminar é suficiente apenas para a lavratura do auto de prisão em flagrante e para a oferta da denúncia, nos termos do art. 50 da Lei n. 11.343/06, sem suprir a ausência do laudo definitivo. O art. 232 do CPP, confere à fotocópia do documento o mesmo valor do original, desde que devidamente autenticada, de modo que a juntada aos autos do laudo toxicológico em cópia, sem autenticação ou sem a juntada, ainda que posterior, do original, não se presta a comprovar, de forma inequívoca, a materialidade do delito, do que decorre a imperiosa necessidade de que o réu seja absolvido. Recurso provido. Absolvição decretada”. Inconformado, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais opôs embargos de declaração, rejeitados por unanimidade. Daí, a interposição de recurso especial com vistas ao restabelecimento da sentença condenatória, diante da validade da cópia do laudo toxicológico definitivo apresentada pela autoridade policial, que é agente público, bem como da presença de outros elementos no processo que constatam a materialidade do delito de tráfico. O ministro Adilson Vieira Macabu, desembargador convocado do TJ/RJ, deu provimento ao Recurso Especial n. 1.266.422/MG para restabelecer a condenação. Interposto agravo regimental pela defesa, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça não conheceu do recurso, nos seguintes termos: “PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 182/Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO ATACADA. AGRAVO NÃO CONHECIDO. PRECEDENTES. 1. Incide o enunciado 182, da Súmula desta Corte, no 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859964. Supremo Tribunal Federal HC 111747 / MG ABSOLVIÇÃO – RECURSO A QUE SE DÁ PROVIMENTO. Nas infrações de tráfico de entorpecentes, é indispensável a juntada aos autos do laudo toxicológico definitivo, a fim de ser comprovar a materialidade do delito. O laudo de constatação preliminar é suficiente apenas para a lavratura do auto de prisão em flagrante e para a oferta da denúncia, nos termos do art. 50 da Lei n. 11.343/06, sem suprir a ausência do laudo definitivo. O art. 232 do CPP, confere à fotocópia do documento o mesmo valor do original, desde que devidamente autenticada, de modo que a juntada aos autos do laudo toxicológico em cópia, sem autenticação ou sem a juntada, ainda que posterior, do original, não se presta a comprovar, de forma inequívoca, a materialidade do delito, do que decorre a imperiosa necessidade de que o réu seja absolvido. Recurso provido. Absolvição decretada”. Inconformado, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais opôs embargos de declaração, rejeitados por unanimidade. Daí, a interposição de recurso especial com vistas ao restabelecimento da sentença condenatória, diante da validade da cópia do laudo toxicológico definitivo apresentada pela autoridade policial, que é agente público, bem como da presença de outros elementos no processo que constatam a materialidade do delito de tráfico. O ministro Adilson Vieira Macabu, desembargador convocado do TJ/RJ, deu provimento ao Recurso Especial n. 1.266.422/MG para restabelecer a condenação. Interposto agravo regimental pela defesa, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça não conheceu do recurso, nos seguintes termos: “PROCESSUAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 182/Superior Tribunal de Justiça. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DA DECISÃO ATACADA. AGRAVO NÃO CONHECIDO. PRECEDENTES. 1. Incide o enunciado 182, da Súmula desta Corte, no 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859964. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório HC 111747 / MG agravo interno em que a parte agravante deixa de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido”. No presente writ, requer seja restabelecido o acórdão do TJ/MG que absolveu o paciente, pois não foi comprovada a materialidade em laudo toxicológico definitivo. O Ministério Público Federal manifestou-se pela denegação da ordem, nos seguintes termos: “12. Com efeito, ainda que a fotocópia lançada nos autos do laudo de exame toxicológico não esteja autenticada, o documento foi juntado aos autos com certidão original emitida por autoridade pública, não pairando dúvidas de que se tratava de cópia do laudo original. Ademais, a defesa em momento algum impugnou a autenticidade do documento. 13. E mesmo que assim não fosse, consta dos autos elementos que comprovam a materialidade do crime, como o boletim de ocorrência, auto de apreensão, exame preliminar toxicológico, confissões do réu, na fase inquisitorial e em juízo, entre outros. Tais documentos indicam que o paciente guardava e tinha em depósito 4.237,93 g (quatro quilos, duzentos e trinta e sete gramas e noventa e três centigramas) da substância conhecida popularmente como ‘maconha’. 14. Assim, havendo nos autos provas suficientes da materialidade do crime de tráfico de drogas e tendo o paciente confessado a autoria em juízo, é de rigor a sua condenação, o que ocorreu no caso dos autos, inexistindo qualquer vício que macule o processo. Para decretação de nulidade é necessário a prova de prejuízo, o que não foi demonstrado pela defesa. 15. Ademais, o processo penal é regido pelo princípio da instrumentalidade das formas, de modo que, consideram-se válidos os atos que, ainda que realizados de outro modo, preencham a sua finalidade essencial (art. 154 do Código de Processo Civil) (…)”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859964. Supremo Tribunal Federal HC 111747 / MG agravo interno em que a parte agravante deixa de impugnar, especificamente, todos os fundamentos da decisão agravada. 2. Agravo regimental não conhecido”. No presente writ, requer seja restabelecido o acórdão do TJ/MG que absolveu o paciente, pois não foi comprovada a materialidade em laudo toxicológico definitivo. O Ministério Público Federal manifestou-se pela denegação da ordem, nos seguintes termos: “12. Com efeito, ainda que a fotocópia lançada nos autos do laudo de exame toxicológico não esteja autenticada, o documento foi juntado aos autos com certidão original emitida por autoridade pública, não pairando dúvidas de que se tratava de cópia do laudo original. Ademais, a defesa em momento algum impugnou a autenticidade do documento. 13. E mesmo que assim não fosse, consta dos autos elementos que comprovam a materialidade do crime, como o boletim de ocorrência, auto de apreensão, exame preliminar toxicológico, confissões do réu, na fase inquisitorial e em juízo, entre outros. Tais documentos indicam que o paciente guardava e tinha em depósito 4.237,93 g (quatro quilos, duzentos e trinta e sete gramas e noventa e três centigramas) da substância conhecida popularmente como ‘maconha’. 14. Assim, havendo nos autos provas suficientes da materialidade do crime de tráfico de drogas e tendo o paciente confessado a autoria em juízo, é de rigor a sua condenação, o que ocorreu no caso dos autos, inexistindo qualquer vício que macule o processo. Para decretação de nulidade é necessário a prova de prejuízo, o que não foi demonstrado pela defesa. 15. Ademais, o processo penal é regido pelo princípio da instrumentalidade das formas, de modo que, consideram-se válidos os atos que, ainda que realizados de outro modo, preencham a sua finalidade essencial (art. 154 do Código de Processo Civil) (…)”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859964. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.747 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): A questão controversa dos autos cinge-se à imprescindibilidade da juntada ao processo de laudo toxicológico definitivo, nos crimes previstos na Lei 11.343/2006. No presente caso, o laudo definitivo de exame toxicológico, encaminhado pela autoridade policial e juntado aos autos, foi apresentado em fotocópia não autenticada, aparentemente, em desacordo com a regra prevista no artigo 232 do Código de Processo Penal. A ausência desse documento original foi o fundamento utilizado pelo Tribunal de Justiça estadual para refutar a materialidade do crime imputado ao agente, desconstituindo a sentença condenatória de primeiro grau. A rigor, não me parece haver ilegalidade patente merecedora de reforma quanto à decisão prolatada pelo Superior Tribunal de Justiça. É que, embora repute de suma importância a presença de laudo toxicológico definitivo para comprovação da materialidade nos crimes previstos na Lei n. 11.343/2006, mormente na fase de instrução criminal, que se destina de forma precípua a colher os elementos probatórios hábeis a proporcionar o julgamento pelo juiz, o fato é que a ausência deste laudo, bem como a juntada posterior deste documento ou de fotocópia encaminhada por autoridade competente – conforme o caso em voga – não tem o condão, por si só, de provocar a nulidade do feito, desde que presentes outros elementos de prova. Precedentes: RHC 110.429/MG, Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 21.03.2012; HC 82.035/MS, Sydney Sanches, Primeira Turma, DJ 04.04.2003; HC 85.173/SP, Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ 03.06.2005; HC 69.806, Celso de Mello, Primeira Turma, DJ 04.06.1993. Neste caso, o magistrado se utilizou de diversas provas ensejadoras de comprovação da materialidade do crime para fundamentar a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859965. Supremo Tribunal Federal 14/05/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.747 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): A questão controversa dos autos cinge-se à imprescindibilidade da juntada ao processo de laudo toxicológico definitivo, nos crimes previstos na Lei 11.343/2006. No presente caso, o laudo definitivo de exame toxicológico, encaminhado pela autoridade policial e juntado aos autos, foi apresentado em fotocópia não autenticada, aparentemente, em desacordo com a regra prevista no artigo 232 do Código de Processo Penal. A ausência desse documento original foi o fundamento utilizado pelo Tribunal de Justiça estadual para refutar a materialidade do crime imputado ao agente, desconstituindo a sentença condenatória de primeiro grau. A rigor, não me parece haver ilegalidade patente merecedora de reforma quanto à decisão prolatada pelo Superior Tribunal de Justiça. É que, embora repute de suma importância a presença de laudo toxicológico definitivo para comprovação da materialidade nos crimes previstos na Lei n. 11.343/2006, mormente na fase de instrução criminal, que se destina de forma precípua a colher os elementos probatórios hábeis a proporcionar o julgamento pelo juiz, o fato é que a ausência deste laudo, bem como a juntada posterior deste documento ou de fotocópia encaminhada por autoridade competente – conforme o caso em voga – não tem o condão, por si só, de provocar a nulidade do feito, desde que presentes outros elementos de prova. Precedentes: RHC 110.429/MG, Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 21.03.2012; HC 82.035/MS, Sydney Sanches, Primeira Turma, DJ 04.04.2003; HC 85.173/SP, Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJ 03.06.2005; HC 69.806, Celso de Mello, Primeira Turma, DJ 04.06.1993. Neste caso, o magistrado se utilizou de diversas provas ensejadoras de comprovação da materialidade do crime para fundamentar a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 111747 / MG condenação do réu, conforme se denota dos documentos juntados ao autos. Ressalto, também, que, embora o laudo definitivo não seja o original, a fotocópia foi encaminhada por autoridade legítima. Por isso, não há que se contestar a lisura e a autenticidade deste documento. Soma-se, ainda, o fato de que a defesa não contestou, em momento oportuno, o laudo juntado aos autos em fase de instrução, como muito bem assentou o Parquet. É preponderante, na doutrina e na jurisprudência, que eventual nulidade ocorrida em instrução criminal deve ser formulada no momento oportuno, sob pena de preclusão. Assim, tenho para mim que, em princípio, ainda que fosse o caso de declarar a nulidade do laudo toxicológico, esse vício, por si só, não teria o condão de provocar a nulidade de todo o feito, porquanto a condenação do paciente, mesmo afastada essa espécie de prova, encontrar-se-ia apoiada em elementos outros colhidos ao longo da instrução, mormente o boletim de ocorrência, o auto de apreensão, o exame preliminar toxicológico, as confissões do réu, na fase inquisitorial e em juízo, entre outros. Diante de todo o exposto, o meu voto é no sentido de denegar a ordem de habeas corpus. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859965. Supremo Tribunal Federal HC 111747 / MG condenação do réu, conforme se denota dos documentos juntados ao autos. Ressalto, também, que, embora o laudo definitivo não seja o original, a fotocópia foi encaminhada por autoridade legítima. Por isso, não há que se contestar a lisura e a autenticidade deste documento. Soma-se, ainda, o fato de que a defesa não contestou, em momento oportuno, o laudo juntado aos autos em fase de instrução, como muito bem assentou o Parquet. É preponderante, na doutrina e na jurisprudência, que eventual nulidade ocorrida em instrução criminal deve ser formulada no momento oportuno, sob pena de preclusão. Assim, tenho para mim que, em princípio, ainda que fosse o caso de declarar a nulidade do laudo toxicológico, esse vício, por si só, não teria o condão de provocar a nulidade de todo o feito, porquanto a condenação do paciente, mesmo afastada essa espécie de prova, encontrar-se-ia apoiada em elementos outros colhidos ao longo da instrução, mormente o boletim de ocorrência, o auto de apreensão, o exame preliminar toxicológico, as confissões do réu, na fase inquisitorial e em juízo, entre outros. Diante de todo o exposto, o meu voto é no sentido de denegar a ordem de habeas corpus. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859965. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 14/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.747 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : PEDRO HENRIQUE ALVARENGA OLIVEIRA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849774 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.747 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : PEDRO HENRIQUE ALVARENGA OLIVEIRA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 14.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3849774 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 111 . 747", "HABEAS CORPUS 111 . 747", "Agravo Regimental no Recurso Especial n . 1 . 266 . 422 / MG", "HABEAS CORPUS 111 . 747", "Agravo Regimental no Recurso Especial n . 1 . 266 . 422 / MG", "HC 111747 / MG", "Recurso Especial n . 1 . 266 . 422 / MG", "SÚMULA 182 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 111747 / MG", "Recurso Especial n . 1 . 266 . 422 / MG", "SÚMULA 182 / Superior Tribunal de Justiça", "HC 111747 / MG", "HC 111747 / MG", "HABEAS CORPUS 111 . 747", "RHC 110 . 429 / MG", "HC 82 . 035 / MS", "HC 85 . 173 / SP", "HC 69 . 806", "HABEAS CORPUS 111 . 747", "RHC 110 . 429 / MG", "HC 82 . 035 / MS", "HC 85 . 173 / SP", "HC 69 . 806", "HC 111747 / MG", "HC 111747 / MG", "HABEAS CORPUS 111 . 747", "HABEAS CORPUS 111 . 747" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , caput , da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , caput , da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 50 da Lei n . 11 . 343 / 06", "art . 232 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 11 . 343 / 06", "art . 232 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 154 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 154 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 11 . 343 / 2006", "artigo 232 do Código de Processo Penal", "Lei n . 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 11 . 343 / 2006", "artigo 232 do Código de Processo Penal", "Lei n . 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "Rua Monsenhor Nogueira", "Bairro Chácara", "Município de Betim / MG", "Rua Monsenhor Nogueira", "Chácara", "Município de", "Betim / MG", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Defensoria Pública da União", "DPU", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "TJ", "/", "MG", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Defensoria Pública da União", "DPU", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "TJ", "/", "MG", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público do Estado de Minas Gerais", "TJ", "/", "RJ", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público do Estado de Minas Gerais", "TJ", "/", "RJ", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TJ", "/", "MG", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TJ", "/", "MG", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Superior Tribunal de Justiça", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "PEDRO HENRIQUE ALVARENGA OLIVEIRA", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "PEDRO HENRIQUE ALVARENGA OLIVEIRA", "GILMAR MENDES", "Pedro Henrique Alvarenga Oliveira", "GILMAR MENDES", "PEDRO HENRIQUE ALVARENGA OLIVEIRA", "GILMAR MENDES", "Pedro Henrique Alvarenga Oliveira", "Adilson Vieira Macabu", "Adilson Vieira Macabu", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Luiz Fux", "Sydney Sanches", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "Luiz Fux", "Sydney Sanches", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "PEDRO HENRIQUE ALVARENGA OLIVEIRA", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Mário José Gisi . 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Ementa e Acórdão 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO ADV.(A/S) :LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA Penal. Rejeição da denúncia. Recurso em Sentido Estrito. Ilegitimidade ativa do Ministério Público Federal em 1ª Instância. Réu com prerrogativa de foro. Legitimidade do Procurador-Geral da República. Falsificação de documento Público (GFIP). Sonegação de contribuição previdenciária. Falso utilizado como crime-meio para a sonegação. Princípio da consunção. Ausência de constituição definitiva do crédito. Súmula Vinculante n. 24 do STF. Recurso não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministro GILMAR MENDES Presidente e Relator Documento assinado digitalmente. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528730. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 25 Relatório 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO ADV.(A/S) :LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Federal contra decisão proferida pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Belo Horizonte/MG, que rejeitou denúncia oferecida em desfavor de NEWTON CARDOSO, Deputado Federal nesta Legislatura. De acordo com a inicial acusatória, o denunciado, representante judicial da pessoa jurídica SOCIEDADE CULTURAL SANTA RITA, teria informado as remunerações de seus empregados (competências de 04/2006 a 13/2007) nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Fundo de Serviço (FGTS) e nas Informações à Previdência Social (GFIP) com código de empresa filantrópica, sem possuir o necessário certificado de isenção emitido pela Previdência Social ou Receita Federal. Ao agir assim, teria deixado de recolher as contribuições previdenciárias devidas. Dessarte, o Ministério Público Federal imputou ao representante legal da sociedade a prática dos crimes tipificados nos art. 297, § 4º, e art. 337-A, inciso III, do Código Penal Brasileiro, combinado com o artigo 71 do mesmo diploma legal. Quanto ao crime do art. 337-A, inciso III, a inicial acusatória pugnou pela suspensão da ação penal, única e exclusivamente em relação a esse crime, porquanto suspensa a exigibilidade do crédito previdenciário, em virtude de impugnação na esfera administrativa por parte do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528731. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO ADV.(A/S) :LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Federal contra decisão proferida pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Belo Horizonte/MG, que rejeitou denúncia oferecida em desfavor de NEWTON CARDOSO, Deputado Federal nesta Legislatura. De acordo com a inicial acusatória, o denunciado, representante judicial da pessoa jurídica SOCIEDADE CULTURAL SANTA RITA, teria informado as remunerações de seus empregados (competências de 04/2006 a 13/2007) nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Fundo de Serviço (FGTS) e nas Informações à Previdência Social (GFIP) com código de empresa filantrópica, sem possuir o necessário certificado de isenção emitido pela Previdência Social ou Receita Federal. Ao agir assim, teria deixado de recolher as contribuições previdenciárias devidas. Dessarte, o Ministério Público Federal imputou ao representante legal da sociedade a prática dos crimes tipificados nos art. 297, § 4º, e art. 337-A, inciso III, do Código Penal Brasileiro, combinado com o artigo 71 do mesmo diploma legal. Quanto ao crime do art. 337-A, inciso III, a inicial acusatória pugnou pela suspensão da ação penal, única e exclusivamente em relação a esse crime, porquanto suspensa a exigibilidade do crédito previdenciário, em virtude de impugnação na esfera administrativa por parte do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 25 Relatório INQ 3102 / MG denunciado. Conclusos os autos, o Juízo a quo rejeitou a denúncia, por entender que o crime de falsificação previsto no art. 297, § 4º constituiria crime meio para a prática do delito do art. 337-A, inciso III, razão pela qual o primeiro estaria absorvido pelo segundo. E em relação àquele do art. 337-A, inciso III, o referido Juízo asseverou que a impugnação da exigibilidade de crédito previdenciário obstaria a instauração de ação penal. Assim, determinou o arquivamento provisório da denúncia, com a ressalva do art. 18 do Código de Processo Penal. Contra essa decisão, o Ministério Público Federal no Estado de Minas Gerais ofereceu recurso em sentido estrito e, diante do fato de NEWTON CARDOSO ter sido diplomado Deputado Federal em dezembro de 2010, requereu a remessa dos autos a este Supremo Tribunal Federal. Em seu recurso, sustenta, em síntese: “(i) Que o denunciado teria agido em concurso formal em relação aos dois crimes discutidos neste inquérito, já que a potencialidade lesiva de ambos é diversa. A saber, a do crime de falsificação seria contra a fé pública, enquanto a do delito de sonegação atingiria a própria saúde financeira da Previdência Social. (ii) Que o crime do art. 337-A, inciso III, é de natureza formal. Desse modo, a constituição definitiva do crédito previdenciário não configuraria condição objetiva para a propositura de ação penal pela prática deste delito. (iii) Que o Enunciado nº 24 da Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal não haveria de ser aplicada à hipótese em tela, por esse Enunciado dizer respeito apenas aos delitos previstos nos incisos I a IV do art. 1º da Lei nº 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528731. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG denunciado. Conclusos os autos, o Juízo a quo rejeitou a denúncia, por entender que o crime de falsificação previsto no art. 297, § 4º constituiria crime meio para a prática do delito do art. 337-A, inciso III, razão pela qual o primeiro estaria absorvido pelo segundo. E em relação àquele do art. 337-A, inciso III, o referido Juízo asseverou que a impugnação da exigibilidade de crédito previdenciário obstaria a instauração de ação penal. Assim, determinou o arquivamento provisório da denúncia, com a ressalva do art. 18 do Código de Processo Penal. Contra essa decisão, o Ministério Público Federal no Estado de Minas Gerais ofereceu recurso em sentido estrito e, diante do fato de NEWTON CARDOSO ter sido diplomado Deputado Federal em dezembro de 2010, requereu a remessa dos autos a este Supremo Tribunal Federal. Em seu recurso, sustenta, em síntese: “(i) Que o denunciado teria agido em concurso formal em relação aos dois crimes discutidos neste inquérito, já que a potencialidade lesiva de ambos é diversa. A saber, a do crime de falsificação seria contra a fé pública, enquanto a do delito de sonegação atingiria a própria saúde financeira da Previdência Social. (ii) Que o crime do art. 337-A, inciso III, é de natureza formal. Desse modo, a constituição definitiva do crédito previdenciário não configuraria condição objetiva para a propositura de ação penal pela prática deste delito. (iii) Que o Enunciado nº 24 da Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal não haveria de ser aplicada à hipótese em tela, por esse Enunciado dizer respeito apenas aos delitos previstos nos incisos I a IV do art. 1º da Lei nº 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 25 Relatório INQ 3102 / MG 8.137/1990”. Como questão prejudicial, o Ministério Público requereu, diante do teor dos artigos 91, caput, e 116, inciso I, do Código de Processo Penal, a suspensão do prazo prescricional para a punibilidade do delito do art. 337-A, inciso III. Por fim, requereu o conhecimento e provimento do recurso para que a decisão recorrida fosse inteiramente modificada e, assim, que fosse instaurada ação penal em desfavor de NEWTON CARDOSO pela prática dos referidos delitos. Recebidos os autos nesta Corte, a Procuradoria-Geral da República se pronunciou no sentido de ratificar, em parte, os termos do recurso em sentido estrito, com o consequente recebimento da denúncia, tão somente em relação ao crime do art. 337-A, inciso III, do CP. Instada a se manifestar, a defesa, em síntese, aduziu: “(i) A ilegitimidade ativa do Ministério Público Federal do Estado de Minas Gerais para interposição do presente recurso. (ii) A ilegitimidade passiva do denunciado, eis que a responsabilidade pelas práticas que lhe foram imputadas caberia, segundo o próprio Estatuto da Sociedade, ao Primeiro Tesoureiro, e não a seu Presidente. (iii) A atipicidade de sua conduta, já que a denúncia não teria oferecido quaisquer indícios tendentes a comprovar, concretamente, que o Deputado Federal incorreu na prática de falsificação de documento ou de sonegação de contribuições previdenciárias. (iv) A necessidade de constituição definitiva de crédito tributário para configuração material mínima do delito do art. 337-A, inciso III, e por conseguinte necessária para a instauração de ação penal. (v) Ocorrência de bis in idem acusatório, já que o art. 297, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528731. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG 8.137/1990”. Como questão prejudicial, o Ministério Público requereu, diante do teor dos artigos 91, caput, e 116, inciso I, do Código de Processo Penal, a suspensão do prazo prescricional para a punibilidade do delito do art. 337-A, inciso III. Por fim, requereu o conhecimento e provimento do recurso para que a decisão recorrida fosse inteiramente modificada e, assim, que fosse instaurada ação penal em desfavor de NEWTON CARDOSO pela prática dos referidos delitos. Recebidos os autos nesta Corte, a Procuradoria-Geral da República se pronunciou no sentido de ratificar, em parte, os termos do recurso em sentido estrito, com o consequente recebimento da denúncia, tão somente em relação ao crime do art. 337-A, inciso III, do CP. Instada a se manifestar, a defesa, em síntese, aduziu: “(i) A ilegitimidade ativa do Ministério Público Federal do Estado de Minas Gerais para interposição do presente recurso. (ii) A ilegitimidade passiva do denunciado, eis que a responsabilidade pelas práticas que lhe foram imputadas caberia, segundo o próprio Estatuto da Sociedade, ao Primeiro Tesoureiro, e não a seu Presidente. (iii) A atipicidade de sua conduta, já que a denúncia não teria oferecido quaisquer indícios tendentes a comprovar, concretamente, que o Deputado Federal incorreu na prática de falsificação de documento ou de sonegação de contribuições previdenciárias. (iv) A necessidade de constituição definitiva de crédito tributário para configuração material mínima do delito do art. 337-A, inciso III, e por conseguinte necessária para a instauração de ação penal. (v) Ocorrência de bis in idem acusatório, já que o art. 297, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 25 Relatório INQ 3102 / MG §4º, seria mero crime meio para a consecução da prática tipificada no art. 337-A, inciso III”. Por fim, requereu a defesa, fosse negado provimento ao recurso, mantendo-se a sentença que rejeitou a denúncia. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528731. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG §4º, seria mero crime meio para a consecução da prática tipificada no art. 337-A, inciso III”. Por fim, requereu a defesa, fosse negado provimento ao recurso, mantendo-se a sentença que rejeitou a denúncia. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Consoante relatado, cuida-se de recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Federal contra decisão proferida pelo Juízo da 4ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte/MG, que rejeitou denúncia oferecida contra NEWTON CARDOSO pela prática, em tese, dos delitos tipificados nos artigos 297, § 4º, e 337-A, inciso III, ambos do Código Penal O recurso apresentado pelo Ministério Público Estadual de Minas Gerais lastreia-se, em síntese, nos seguintes argumentos: (i) possibilidade de configuração de concurso formal entre os crimes dos artigos 297, § 4º, e 337-A, inciso III; (ii) natureza formal do delito de sonegação de contribuição previdenciária; e (iii) não aplicação do Enunciado 24 da Súmula Vinculante desta Suprema Corte ao caso em tela. Preliminarmente, deve ser ressaltada a improcedência das alegações do recorrido quanto à ilegitimidade ativa da entidade ministerial para ter interposto este recurso em sentido estrito. Como ressaltado pelo próprio Procurador-Geral da República, a despeito de o Ministério Público ter, na primeira instância, apresentado este recurso em momento posterior à diplomação de NEWTON CARDOSO como Deputado Federal, assim o fez unicamente em razão do tempo exíguo para recorrer da decisão que rejeitou a denúncia oferecida. Além disso, a Procuradoria da República em Minas Gerais, requereu, inclusive em data anterior à interposição do recurso, a remessa do presente feito a este Supremo Tribunal Federal, em plena observância aos artigos 53, §1º, e 102, inciso I, da Constituição. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Consoante relatado, cuida-se de recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Federal contra decisão proferida pelo Juízo da 4ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte/MG, que rejeitou denúncia oferecida contra NEWTON CARDOSO pela prática, em tese, dos delitos tipificados nos artigos 297, § 4º, e 337-A, inciso III, ambos do Código Penal O recurso apresentado pelo Ministério Público Estadual de Minas Gerais lastreia-se, em síntese, nos seguintes argumentos: (i) possibilidade de configuração de concurso formal entre os crimes dos artigos 297, § 4º, e 337-A, inciso III; (ii) natureza formal do delito de sonegação de contribuição previdenciária; e (iii) não aplicação do Enunciado 24 da Súmula Vinculante desta Suprema Corte ao caso em tela. Preliminarmente, deve ser ressaltada a improcedência das alegações do recorrido quanto à ilegitimidade ativa da entidade ministerial para ter interposto este recurso em sentido estrito. Como ressaltado pelo próprio Procurador-Geral da República, a despeito de o Ministério Público ter, na primeira instância, apresentado este recurso em momento posterior à diplomação de NEWTON CARDOSO como Deputado Federal, assim o fez unicamente em razão do tempo exíguo para recorrer da decisão que rejeitou a denúncia oferecida. Além disso, a Procuradoria da República em Minas Gerais, requereu, inclusive em data anterior à interposição do recurso, a remessa do presente feito a este Supremo Tribunal Federal, em plena observância aos artigos 53, §1º, e 102, inciso I, da Constituição. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG Ratificados, posteriormente, os termos da denúncia oferecida no Juízo de origem pelo Procurador-Geral da República, não há de ser questionada a legitimidade ativa da entidade ministerial para interposição do recurso a ser ora apreciado. A jurisprudência desta Corte, aliás, é assente quanto à possibilidade de o Procurador-Geral da República ratificar atos processuais praticados por Ministério Público Estadual em primeira instância (Inq 2.471/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 1.3.2012; Rcl 7.358/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 3.6.2011; HC 83.006/SP, Rel. Min. Ellen Gracie. Tribunal Pleno, DJ 29.8.2003). Pois bem. Segundo a denúncia, o recorrido, representante judicial da pessoa jurídica SOCIEDADE CULTURAL SANTA RITA, teria informado as remunerações de seus empregados (competências de 04/2006 a 13/2007) nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Fundo de Serviço (FGTS) e nas Informações à Previdência Social (GFIP) com código de empresa filantrópica, sem possuir o necessário certificado de isenção emitido pela Previdência Social ou Receita Federal, de modo a ter incorrido, portanto, na prática de sonegações de contribuições previdenciárias, bem como na de omissão de informação em documento previdenciário. Ao rejeitar a denúncia, o Juízo a quo assim asseverou: Inicialmente, cumpre registrar que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Habeas Corpus nº 81.611, firmou entendimento no sentido de que a comprovação do tributo devido é condição objetiva de punibilidade. Assim, há a necessidade de constituição definitiva do crédito tributário previamente ao início da ação penal, sendo este o momento de consumação do delito. Na espécie, diante da informação fornecida pela Receita Federal do Brasil (fls. 66), verifica-se que está suspensa a exigibilidade do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG Ratificados, posteriormente, os termos da denúncia oferecida no Juízo de origem pelo Procurador-Geral da República, não há de ser questionada a legitimidade ativa da entidade ministerial para interposição do recurso a ser ora apreciado. A jurisprudência desta Corte, aliás, é assente quanto à possibilidade de o Procurador-Geral da República ratificar atos processuais praticados por Ministério Público Estadual em primeira instância (Inq 2.471/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 1.3.2012; Rcl 7.358/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 3.6.2011; HC 83.006/SP, Rel. Min. Ellen Gracie. Tribunal Pleno, DJ 29.8.2003). Pois bem. Segundo a denúncia, o recorrido, representante judicial da pessoa jurídica SOCIEDADE CULTURAL SANTA RITA, teria informado as remunerações de seus empregados (competências de 04/2006 a 13/2007) nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Fundo de Serviço (FGTS) e nas Informações à Previdência Social (GFIP) com código de empresa filantrópica, sem possuir o necessário certificado de isenção emitido pela Previdência Social ou Receita Federal, de modo a ter incorrido, portanto, na prática de sonegações de contribuições previdenciárias, bem como na de omissão de informação em documento previdenciário. Ao rejeitar a denúncia, o Juízo a quo assim asseverou: Inicialmente, cumpre registrar que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Habeas Corpus nº 81.611, firmou entendimento no sentido de que a comprovação do tributo devido é condição objetiva de punibilidade. Assim, há a necessidade de constituição definitiva do crédito tributário previamente ao início da ação penal, sendo este o momento de consumação do delito. Na espécie, diante da informação fornecida pela Receita Federal do Brasil (fls. 66), verifica-se que está suspensa a exigibilidade do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG crédito objeto do Auto de Infração nº 37.219.716-7, em razão da discussão, ainda no âmbito administrativo quanto ao débito previdenciário. De tal maneira que, aina não lançado definitivamente o débito tributário, há verdadeiro óbice à propositura da ação penal, por isso que ausente a materialidade" . E quanto ao crime do art. 297, § 4º, consignou o seguinte: Por sua vez, a despeito dos judiciosos argumentos trazidos pela exordial acusatória, não há como se colher a tese de que configurada na espécie a existência de tipos penais autônomos ou concurso material de crimes . Justificou esse entendimento nos seguintes termos: Isso porque a omissão descrita no §4º do art. 297 do Código Penal constitui, na hipótese em apreço, elementar do delito tipificado no art. 337-A do mesmo diploma normativa que, por apresentar como objeto material contribuição previdenciária e qualquer acessório, configura espécie de tributo com destinação específica, qual seja, o custeio da Seguridade Social . E finalizou: Além disso, a falsidade documental que tenha por escopo suprimir ou reduzir tributo não é delito autônomo, mas sim crime- meio para a supressão ou redução, que é o crime-fim. Mais corrobora o raciocínio a inexistência nos presentes autos de elementos probatórios que demonstrem o direcionamento do ato omissivo com objetivo diverso de se alcançar a sonegação fiscal . De início, cumpre analisar o acerto ou desacerto da decisão, ao afirmar que: Nesse contexto, não tendo o falsum autonomia lesiva, resta absorvido pela sonegação (...) . Sustentou o Ministério Público do Estado de Minas Gerais que os referidos crimes tutelam bens jurídicos diferentes, sendo, portanto, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG crédito objeto do Auto de Infração nº 37.219.716-7, em razão da discussão, ainda no âmbito administrativo quanto ao débito previdenciário. De tal maneira que, aina não lançado definitivamente o débito tributário, há verdadeiro óbice à propositura da ação penal, por isso que ausente a materialidade" . E quanto ao crime do art. 297, § 4º, consignou o seguinte: Por sua vez, a despeito dos judiciosos argumentos trazidos pela exordial acusatória, não há como se colher a tese de que configurada na espécie a existência de tipos penais autônomos ou concurso material de crimes . Justificou esse entendimento nos seguintes termos: Isso porque a omissão descrita no §4º do art. 297 do Código Penal constitui, na hipótese em apreço, elementar do delito tipificado no art. 337-A do mesmo diploma normativa que, por apresentar como objeto material contribuição previdenciária e qualquer acessório, configura espécie de tributo com destinação específica, qual seja, o custeio da Seguridade Social . E finalizou: Além disso, a falsidade documental que tenha por escopo suprimir ou reduzir tributo não é delito autônomo, mas sim crime- meio para a supressão ou redução, que é o crime-fim. Mais corrobora o raciocínio a inexistência nos presentes autos de elementos probatórios que demonstrem o direcionamento do ato omissivo com objetivo diverso de se alcançar a sonegação fiscal . De início, cumpre analisar o acerto ou desacerto da decisão, ao afirmar que: Nesse contexto, não tendo o falsum autonomia lesiva, resta absorvido pela sonegação (...) . Sustentou o Ministério Público do Estado de Minas Gerais que os referidos crimes tutelam bens jurídicos diferentes, sendo, portanto, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG inaplicável o princípio da consunção no presente caso. De início, lembro os ensinamentos de Francisco de Assis Toledo: “Há, na lei, tipos mais abrangentes e tipos mais específicos que, por visarem a proteção de bens jurídicos diferentes, não se situam numa perfeita relação de gênero para espécie (especialidade) nem se colocam numa posição de maior ou menor grau de execução do crime. Um exemplo disso temos na violação do domicílio (CP, art. 150), que lesa a liberdade da pessoa, e no furto (art. 155), lesivo ao patrimônio. Se, todavia, a violação da residência é o meio empregado para a consumação do furto, a punição deste último crime absorve a punibilidade do primeiro. A norma mais ampla, mais abrangente, do furto, ao incluir como um de seus elementos essenciais a subtração, ou seja, o apossamento da coisa contra a vontade do dono, abrange a hipótese de penetração na residência, contra a vontade do dono, para o apossamento da coisa. Essa norma mais ampla consome, absorve a proteção parcial que a outra menos abrangente objetiva. Note-se que a violação do domicílio não é etapa ou passagem necessária para o furto, como ocorre com a lesão corporal em relação ao homicídio, pelo que a aplicação do princípio da subsidiariedade tácita seria discutível, embora defensável. Mas, estando esse fato prévio abrangido pela prática do crime mais grave, numa relação de meio para fim, é por este consumido ou absorvido”. (Princípios Básicos de Direito Penal, p. 52-53). Colhe-se desse ensinamento que é da essência do princípio da consunção a necessária convergência de tratamento jurídico-penal no caso de normas que protejam bens jurídicos diferentes. Esse parâmetro, todavia, não é suficiente para solucionar a unidade ou a pluralidade de ações. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG inaplicável o princípio da consunção no presente caso. De início, lembro os ensinamentos de Francisco de Assis Toledo: “Há, na lei, tipos mais abrangentes e tipos mais específicos que, por visarem a proteção de bens jurídicos diferentes, não se situam numa perfeita relação de gênero para espécie (especialidade) nem se colocam numa posição de maior ou menor grau de execução do crime. Um exemplo disso temos na violação do domicílio (CP, art. 150), que lesa a liberdade da pessoa, e no furto (art. 155), lesivo ao patrimônio. Se, todavia, a violação da residência é o meio empregado para a consumação do furto, a punição deste último crime absorve a punibilidade do primeiro. A norma mais ampla, mais abrangente, do furto, ao incluir como um de seus elementos essenciais a subtração, ou seja, o apossamento da coisa contra a vontade do dono, abrange a hipótese de penetração na residência, contra a vontade do dono, para o apossamento da coisa. Essa norma mais ampla consome, absorve a proteção parcial que a outra menos abrangente objetiva. Note-se que a violação do domicílio não é etapa ou passagem necessária para o furto, como ocorre com a lesão corporal em relação ao homicídio, pelo que a aplicação do princípio da subsidiariedade tácita seria discutível, embora defensável. Mas, estando esse fato prévio abrangido pela prática do crime mais grave, numa relação de meio para fim, é por este consumido ou absorvido”. (Princípios Básicos de Direito Penal, p. 52-53). Colhe-se desse ensinamento que é da essência do princípio da consunção a necessária convergência de tratamento jurídico-penal no caso de normas que protejam bens jurídicos diferentes. Esse parâmetro, todavia, não é suficiente para solucionar a unidade ou a pluralidade de ações. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG Sobreleva destacar que a ideia de uma unidade natural de acção ou possui caráter insuportavelmente indeterminado, visando permitir que o aplicador alcance, em cada caso, a solução que julgue mais razoável; ou (quando se não confunda com a figura do crime continuado) reconduz-se a uma qualquer forma de unidade típica de acção. Na parte excedente representa, do ponto de vista político-criminal e jurídico-constitucional, um convite inadmissível ao incumprimento (ou ao cumprimento ligeiro) do mandado de esgotante apreciação ínsito ao princípio ne bis in idem. ( Jorge de Figueiredo Dias, Direito Penal Parte Geral Questões fundamentais a doutrina geral do crime, Coimbra Editora, p. 985). Elucidativa, igualmente, a lição do saudoso Nélson Hungria: “Consunção. Finalmente, uma norma se deve reconhecer consumida por outra quando o crime previsto por aquela não passa de uma fase de realização do crime previsto por esta, ou é necessária ou normal forma de transição para o último (crime progressivo) . O crime previsto pela norma consuntiva representa a etapa mais avançada da efetuação do malefício, aplicando-se, então, o princípio que major absorbet minorem. Os fatos, aqui, também não se acham em relação de species a genus, mas de minus a plus, de parte a todo, de meio a fim. É de notar-se ainda que a exclusão de uma norma por outra pode ocorrer mesmo no caso em que não haja unidade de fato ou um só contexto de ação. Um fato, embora configure crime, pode deixar de ser punível quando anterior ou posterior (straflose Vor und Nachtat) a outro crime mais grave, pressuposta a unidade do agente, nas seguintes hipóteses: a) quando o crime anterior serve, necessária ou normalmente, de meio para cometer o crime subsequente (mais grave); b) quando o crime posterior incide na linha de atuação do fim que se propôs o agente ao cometer o primeiro crime; c) quando se trata de fatos compreendidos num só artigo 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG Sobreleva destacar que a ideia de uma unidade natural de acção ou possui caráter insuportavelmente indeterminado, visando permitir que o aplicador alcance, em cada caso, a solução que julgue mais razoável; ou (quando se não confunda com a figura do crime continuado) reconduz-se a uma qualquer forma de unidade típica de acção. Na parte excedente representa, do ponto de vista político-criminal e jurídico-constitucional, um convite inadmissível ao incumprimento (ou ao cumprimento ligeiro) do mandado de esgotante apreciação ínsito ao princípio ne bis in idem. ( Jorge de Figueiredo Dias, Direito Penal Parte Geral Questões fundamentais a doutrina geral do crime, Coimbra Editora, p. 985). Elucidativa, igualmente, a lição do saudoso Nélson Hungria: “Consunção. Finalmente, uma norma se deve reconhecer consumida por outra quando o crime previsto por aquela não passa de uma fase de realização do crime previsto por esta, ou é necessária ou normal forma de transição para o último (crime progressivo) . O crime previsto pela norma consuntiva representa a etapa mais avançada da efetuação do malefício, aplicando-se, então, o princípio que major absorbet minorem. Os fatos, aqui, também não se acham em relação de species a genus, mas de minus a plus, de parte a todo, de meio a fim. É de notar-se ainda que a exclusão de uma norma por outra pode ocorrer mesmo no caso em que não haja unidade de fato ou um só contexto de ação. Um fato, embora configure crime, pode deixar de ser punível quando anterior ou posterior (straflose Vor und Nachtat) a outro crime mais grave, pressuposta a unidade do agente, nas seguintes hipóteses: a) quando o crime anterior serve, necessária ou normalmente, de meio para cometer o crime subsequente (mais grave); b) quando o crime posterior incide na linha de atuação do fim que se propôs o agente ao cometer o primeiro crime; c) quando se trata de fatos compreendidos num só artigo 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG penal, como formas ou modos de um mesmo crime (crime de conteúdo variado); d) quando a lesão ao bem jurídico acarretada pelo crime anterior torna indiferente o fato posterior”. (Comentários ao Código Penal, Forense, 1980, v. I, tomo I, p.147-148). Na hipótese, como destacado pelo magistrado de primeiro grau, o crime de falso é meio – frise-se, necessário – à consumação do crime de sonegação de contribuição previdenciária. E a simples leitura dos incisos do artigo 337-A do Código Penal evidencia essa afirmação. Observe-se que o caput do art. 337-A textualmente explicita que a supressão ou redução da contribuição social previdenciária dá-se mediante as seguintes condutas: I) omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurado empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços; II) deixar de lançar mensalmente, nos títulos próprios da contabilidade da empresa, as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços; III) omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias. É verdade que, ao se omitir da folha de pagamento informações sobre os empregados, meio pelo qual o empregador logra consumar a sonegação de contribuição previdenciária, também ofende-se legítimos interesses desses trabalhadores. Esta ofensa, porém, é um minus em relação à sustentabilidade da Previdência Social. Aliás, dessa decorre a própria subsistência do direito daquele trabalhador. Apesar de a potencialidade ofensiva, de fato, ser distinta a saber, o crime de falsificação atenta contra a fé pública, ao passo que o de sonegação previdenciária fere a própria saúde financeira da Previdência Social, há de ser averiguada a ofensa da conduta supostamente delitiva, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG penal, como formas ou modos de um mesmo crime (crime de conteúdo variado); d) quando a lesão ao bem jurídico acarretada pelo crime anterior torna indiferente o fato posterior”. (Comentários ao Código Penal, Forense, 1980, v. I, tomo I, p.147-148). Na hipótese, como destacado pelo magistrado de primeiro grau, o crime de falso é meio – frise-se, necessário – à consumação do crime de sonegação de contribuição previdenciária. E a simples leitura dos incisos do artigo 337-A do Código Penal evidencia essa afirmação. Observe-se que o caput do art. 337-A textualmente explicita que a supressão ou redução da contribuição social previdenciária dá-se mediante as seguintes condutas: I) omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurado empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços; II) deixar de lançar mensalmente, nos títulos próprios da contabilidade da empresa, as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços; III) omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias. É verdade que, ao se omitir da folha de pagamento informações sobre os empregados, meio pelo qual o empregador logra consumar a sonegação de contribuição previdenciária, também ofende-se legítimos interesses desses trabalhadores. Esta ofensa, porém, é um minus em relação à sustentabilidade da Previdência Social. Aliás, dessa decorre a própria subsistência do direito daquele trabalhador. Apesar de a potencialidade ofensiva, de fato, ser distinta a saber, o crime de falsificação atenta contra a fé pública, ao passo que o de sonegação previdenciária fere a própria saúde financeira da Previdência Social, há de ser averiguada a ofensa da conduta supostamente delitiva, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG pautando-se na concretude dos fatos narrados na inicial. Pelo relato da inicial acusatória, o denunciado teria informado às Guias de Recolhimento do FGTS e da GFIP as remunerações pagas a seus empregados com código de empresa filantrópica, sem ter o certificado necessário para tal. Ainda que fosse possível vislumbrar, em tese, a possibilidade de utilização dessa declaração falsa para outros fins, o delineamento fático do caso demonstra que esta suposta ação irradiou efeitos lesivos apenas aos interesses da Previdência Social. Insta observar que o suposto falso limita-se à inserção, nas guias próprias, do código de empresa filantrópica. Não houve, propriamente, falsificação material de documentos, muito menos, do próprio certificado de empresa filantrópica. Este Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Habeas Corpus nº 84.453/PA, Rel. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 4.2.2005, consolidou entendimento no sentido de que o crime de sonegação fiscal absorve o de falsidade ideológica quando este é necessário à própria configuração típica daquele: Crimes contra a ordem tributária, quadrilha e falsidade ideológica. 1. O aperfeiçoamento do delito de quadrilha ou bando não depende da prática ou da punibilidade dos crimes a cuja comissão se destinava a associação criminosa. 2. Por isso, a suspensão da punibilidade de crimes contra a ordem tributária imputados a membros da associação para delinquir, por força da adesão ao REFIS II (L. 10684/03), não se estende ao de quadrilha. 3. O crime contra a ordem tributária absorve os de falsidade ideológica necessários à tipificação daqueles ; não, porém, o falsum cometido na organização da quadrilha. (grifos nossos). 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG pautando-se na concretude dos fatos narrados na inicial. Pelo relato da inicial acusatória, o denunciado teria informado às Guias de Recolhimento do FGTS e da GFIP as remunerações pagas a seus empregados com código de empresa filantrópica, sem ter o certificado necessário para tal. Ainda que fosse possível vislumbrar, em tese, a possibilidade de utilização dessa declaração falsa para outros fins, o delineamento fático do caso demonstra que esta suposta ação irradiou efeitos lesivos apenas aos interesses da Previdência Social. Insta observar que o suposto falso limita-se à inserção, nas guias próprias, do código de empresa filantrópica. Não houve, propriamente, falsificação material de documentos, muito menos, do próprio certificado de empresa filantrópica. Este Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Habeas Corpus nº 84.453/PA, Rel. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 4.2.2005, consolidou entendimento no sentido de que o crime de sonegação fiscal absorve o de falsidade ideológica quando este é necessário à própria configuração típica daquele: Crimes contra a ordem tributária, quadrilha e falsidade ideológica. 1. O aperfeiçoamento do delito de quadrilha ou bando não depende da prática ou da punibilidade dos crimes a cuja comissão se destinava a associação criminosa. 2. Por isso, a suspensão da punibilidade de crimes contra a ordem tributária imputados a membros da associação para delinquir, por força da adesão ao REFIS II (L. 10684/03), não se estende ao de quadrilha. 3. O crime contra a ordem tributária absorve os de falsidade ideológica necessários à tipificação daqueles ; não, porém, o falsum cometido na organização da quadrilha. (grifos nossos). 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG Desse modo, é possível concluir que, quanto aos fatos imputados ao recorrido, o delito do art. 297, § 4º, há de ser considerado absorvido pela suposta prática do crime do art. 337-A, inciso III. Impende consignar que o Procurador-Geral da República, às fls. 120- 121, entendeu ser atípica a conduta do Deputado Federal no que tange ao delito do art. 297, § 4º, do Código Penal. Por essa razão, ratificou os termos do recurso em sentido estrito, outrora interposto, para imputar ao denunciado somente a prática do delito previsto no art. 337-A, inciso III, do mesmo diploma legal. Aliás, asseverou que, em momento algum, houve narrativa no sentido de ter o denunciado omitido quaisquer informações referidas no art. 297, que assim se encontra redigido: Art. 297 - Falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar documento público verdadeiro: Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa. (...) § 3º Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: I - na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social, pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório; II - na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita; III - em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. § 4º Nas mesmas penas incorre quem omite , nos documentos mencionados no § 3º, nome do segurado e seus dados pessoais, a remuneração, a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços. (grifos nossos) 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG Desse modo, é possível concluir que, quanto aos fatos imputados ao recorrido, o delito do art. 297, § 4º, há de ser considerado absorvido pela suposta prática do crime do art. 337-A, inciso III. Impende consignar que o Procurador-Geral da República, às fls. 120- 121, entendeu ser atípica a conduta do Deputado Federal no que tange ao delito do art. 297, § 4º, do Código Penal. Por essa razão, ratificou os termos do recurso em sentido estrito, outrora interposto, para imputar ao denunciado somente a prática do delito previsto no art. 337-A, inciso III, do mesmo diploma legal. Aliás, asseverou que, em momento algum, houve narrativa no sentido de ter o denunciado omitido quaisquer informações referidas no art. 297, que assim se encontra redigido: Art. 297 - Falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar documento público verdadeiro: Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa. (...) § 3º Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: I - na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social, pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório; II - na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita; III - em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. § 4º Nas mesmas penas incorre quem omite , nos documentos mencionados no § 3º, nome do segurado e seus dados pessoais, a remuneração, a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços. (grifos nossos) 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG Poder-se-ia vislumbrar, ad argumentandum tantum, a subsunção da conduta ao disposto no inciso III do § 3º do art. 297. Não obstante, consoante já delineado anteriormente, essa conduta seria absorvida pela posterior prática de sonegação de contribuições previdenciárias. Passo, então, a analisar a segunda questão posta. Em síntese: a necessidade ou não da constituição do crédito tributário, como condição objetiva de punibilidade, na hipótese de ação penal que tem como objeto o crime de sonegação de contribuição previdenciária, previsto no art. 337-A do Código Penal: Art. 337-A. Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas : I - omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurados empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços; II - deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços; III - omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. (grifos nossos) Como se observa, trata-se de tipo misto, alternativo, em que os núcleos são suprimir (eliminar, desaparecer, extinguir) e reduzir (diminuir), que se perfectibiliza mediante as condutas descritas nos incisos I a III. Considerando a objetividade jurídica do delito, prima facie, é difícil 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG Poder-se-ia vislumbrar, ad argumentandum tantum, a subsunção da conduta ao disposto no inciso III do § 3º do art. 297. Não obstante, consoante já delineado anteriormente, essa conduta seria absorvida pela posterior prática de sonegação de contribuições previdenciárias. Passo, então, a analisar a segunda questão posta. Em síntese: a necessidade ou não da constituição do crédito tributário, como condição objetiva de punibilidade, na hipótese de ação penal que tem como objeto o crime de sonegação de contribuição previdenciária, previsto no art. 337-A do Código Penal: Art. 337-A. Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas : I - omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurados empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços; II - deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços; III - omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. (grifos nossos) Como se observa, trata-se de tipo misto, alternativo, em que os núcleos são suprimir (eliminar, desaparecer, extinguir) e reduzir (diminuir), que se perfectibiliza mediante as condutas descritas nos incisos I a III. Considerando a objetividade jurídica do delito, prima facie, é difícil 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG sustentar que as condutas que importam em suprimir ou reduzir a contribuição previdenciária estejam desvinculadas de qualquer materialidade. É fato que, quanto à natureza desse crime, a doutrina divide-se, atribuindo-lhe ora natureza material (vg. Celso Delmanto, Código Penal Comentado, Renovar, 7ª edição, p. 854; Luiz Regis Prado, Curso de Direito Penal Brasileiro, RT, 8ª edição, p. 727) ora formal ( vg. Guilherme Souza Nucci, Código Penal Comentado, RT, 11ª edição, p. 1.214; Cezar Roberto Bitencourt, Tratado de Direito Penal, Saraiva, 6ª edição, Vol. 5, p. 289). Por comungar dos argumentos, destaco excertos doutrinários de José Paulo Baltazar Junior e de Rui Stoco: O tipo ora introduzido constitui forma específica daquele do art. 1º da Lei nº 8.137/90, distinguindo-se pelo objeto, que é aqui a contribuição social previdenciária, enquanto o crime da lei especial pode recair sobre outro tributo. O delito em exame submete-se, no geral, ao mesmo regime do crime contra a ordem tributaria previsto no art. 1º da Lei nº 8.137/90, exigindo-se, por conseguinte, o lançamento definitivo para o oferecimento da denúncia. (Crimes Federais, Livraria do Advogado, p. 171) "A adoção da Lei 8.137/90 como modelo para a criminalização da sonegação de contribuição previdenciária: Salta aos olhos que o legislador, para estabelecer as figuras penais de sonegação de contribuição previdenciária no art. 337- A do Código Penal, inspirou-se, felizmente, nos arts. 1º e 2º da Lei 8.137, de 27.12.1990, que define os crimes contra a ordem tributária. Abandonou, definitivamente, a previsão de condutas erigidas à condição de figuras delituosas, construindo crimes de mera conduta, em que a só manifestação do comportamento previsto na lei já caracterizava o delito, 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG sustentar que as condutas que importam em suprimir ou reduzir a contribuição previdenciária estejam desvinculadas de qualquer materialidade. É fato que, quanto à natureza desse crime, a doutrina divide-se, atribuindo-lhe ora natureza material (vg. Celso Delmanto, Código Penal Comentado, Renovar, 7ª edição, p. 854; Luiz Regis Prado, Curso de Direito Penal Brasileiro, RT, 8ª edição, p. 727) ora formal ( vg. Guilherme Souza Nucci, Código Penal Comentado, RT, 11ª edição, p. 1.214; Cezar Roberto Bitencourt, Tratado de Direito Penal, Saraiva, 6ª edição, Vol. 5, p. 289). Por comungar dos argumentos, destaco excertos doutrinários de José Paulo Baltazar Junior e de Rui Stoco: O tipo ora introduzido constitui forma específica daquele do art. 1º da Lei nº 8.137/90, distinguindo-se pelo objeto, que é aqui a contribuição social previdenciária, enquanto o crime da lei especial pode recair sobre outro tributo. O delito em exame submete-se, no geral, ao mesmo regime do crime contra a ordem tributaria previsto no art. 1º da Lei nº 8.137/90, exigindo-se, por conseguinte, o lançamento definitivo para o oferecimento da denúncia. (Crimes Federais, Livraria do Advogado, p. 171) "A adoção da Lei 8.137/90 como modelo para a criminalização da sonegação de contribuição previdenciária: Salta aos olhos que o legislador, para estabelecer as figuras penais de sonegação de contribuição previdenciária no art. 337- A do Código Penal, inspirou-se, felizmente, nos arts. 1º e 2º da Lei 8.137, de 27.12.1990, que define os crimes contra a ordem tributária. Abandonou, definitivamente, a previsão de condutas erigidas à condição de figuras delituosas, construindo crimes de mera conduta, em que a só manifestação do comportamento previsto na lei já caracterizava o delito, 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG independentemente da ocorrência de um resultado no mundo físico, como ocorria com as figuras estabelecidas no art. 95 da Lei 8.212, de 24.07.1991, agora expressamente revogada pela Lei 9.983, de 14.07.2000. Esta, além de prever figuras típicas de sonegação fiscal, em que não basta a conduta, exigindo-se intenção e resultado, pulverizou as demais figuras do revogado art. 95 da lei anterior e inúmeras normas autônomas, disseminadas no Código Penal (arts. 313-A, 313-B, 168-A e outros acréscimos em normas já existentes). (...) Consumação: Cuidando-se de crime material, consuma-se com a efetiva supressão ou redução de contribuição previdenciária e não apenas com a realização das condutas omissivas descritas nos incisos I a III. Aliás, como antes observado, a conduta omissiva é apenas meio e modo para se obter o fim buscado, ou seja a sonegação. A conduta omissiva existe apenas para a realização do tipo." (STOCO, Rui e STOCO; Tatiana de O. Dos crimes contra a administração pública. In: FRANCO, Alberto Silva; STOCO, Rui (Coord.). Código penal e sua interpretação, Doutrina e Jurisprudência. 8ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007. p. 1597-1604). E, de fato, não consigo encontrar justificativa razoável para sustentar tratamento distinto ao tipo previsto no artigo 1º da Lei 8.137/90 e àquele previsto no art. 337-A do Código Penal. No que tange aos crimes tributários previstos nos incisos I a IV do art. 1º da Lei nº 8.137/1990, a necessidade de lançamento de crédito tributário para configuração típica desses delitos já é matéria pacificada, de tal modo que este Supremo Tribunal Federal editou o Enunciado nº 24 de sua Súmula Vinculante, que assim dispõe: Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no art. 1º, incisos I a IV, da Lei nº 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo . 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG independentemente da ocorrência de um resultado no mundo físico, como ocorria com as figuras estabelecidas no art. 95 da Lei 8.212, de 24.07.1991, agora expressamente revogada pela Lei 9.983, de 14.07.2000. Esta, além de prever figuras típicas de sonegação fiscal, em que não basta a conduta, exigindo-se intenção e resultado, pulverizou as demais figuras do revogado art. 95 da lei anterior e inúmeras normas autônomas, disseminadas no Código Penal (arts. 313-A, 313-B, 168-A e outros acréscimos em normas já existentes). (...) Consumação: Cuidando-se de crime material, consuma-se com a efetiva supressão ou redução de contribuição previdenciária e não apenas com a realização das condutas omissivas descritas nos incisos I a III. Aliás, como antes observado, a conduta omissiva é apenas meio e modo para se obter o fim buscado, ou seja a sonegação. A conduta omissiva existe apenas para a realização do tipo." (STOCO, Rui e STOCO; Tatiana de O. Dos crimes contra a administração pública. In: FRANCO, Alberto Silva; STOCO, Rui (Coord.). Código penal e sua interpretação, Doutrina e Jurisprudência. 8ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007. p. 1597-1604). E, de fato, não consigo encontrar justificativa razoável para sustentar tratamento distinto ao tipo previsto no artigo 1º da Lei 8.137/90 e àquele previsto no art. 337-A do Código Penal. No que tange aos crimes tributários previstos nos incisos I a IV do art. 1º da Lei nº 8.137/1990, a necessidade de lançamento de crédito tributário para configuração típica desses delitos já é matéria pacificada, de tal modo que este Supremo Tribunal Federal editou o Enunciado nº 24 de sua Súmula Vinculante, que assim dispõe: Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no art. 1º, incisos I a IV, da Lei nº 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo . 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG O norte precípuo desse enunciado é o fato de que, enquanto não constituído o crédito tributário, sequer é possível afirmar que este é devido. Dessarte, como seria possível imputar a alguém a prática de ter sonegado contribuição sem ter a ciência de ser ou não o crédito efetivamente devido? O único argumento delineado pelo Ministério Público a ir de encontro à aplicabilidade desse enunciado ao presente caso consiste no fato de a Justiça do Trabalho ter competência para reconhecer créditos de contribuições sociais, o que demonstraria a prescindibilidade do lançamento definitivo de crédito previdenciário por parte da Administração Pública para configuração típica do crime. Ora, ocorre que esse argumento parte de premissa equivocada. A questão reside em saber se o crédito é ou não devido, e não em averiguar quem deve ou pode averiguar sua exigibilidade. Acrescentando-se, por respeito à argumentação, que a competência reconhecida pelo art. 114, inciso VII, da Constituição, à Justiça do Trabalho para executar as contribuições previdenciárias é aquela decorrente das sentenças que proferir. Logo, o pressuposto de exigibilidade é a constituição do crédito pela própria decisão trabalhista. De fato, o Enunciado nº 24 da Súmula Vinculante desta Suprema Corte não é de aplicabilidade obrigatória à hipótese em tela, uma vez que não versa expressamente sobre o art. 337-A do Código Penal. Contudo, desde o julgamento do Recurso Extraordinário 146.733/SP, de relatoria do Ministro Moreira Alves, esta Corte tem reiteradamente considerado, em seus julgados, que as contribuições devidas à Previdência Social possuem natureza tributária (AgRg no RE 564.601/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 13.3.2009; RE 556.664/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 14.11.2008; AgRg no AI 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG O norte precípuo desse enunciado é o fato de que, enquanto não constituído o crédito tributário, sequer é possível afirmar que este é devido. Dessarte, como seria possível imputar a alguém a prática de ter sonegado contribuição sem ter a ciência de ser ou não o crédito efetivamente devido? O único argumento delineado pelo Ministério Público a ir de encontro à aplicabilidade desse enunciado ao presente caso consiste no fato de a Justiça do Trabalho ter competência para reconhecer créditos de contribuições sociais, o que demonstraria a prescindibilidade do lançamento definitivo de crédito previdenciário por parte da Administração Pública para configuração típica do crime. Ora, ocorre que esse argumento parte de premissa equivocada. A questão reside em saber se o crédito é ou não devido, e não em averiguar quem deve ou pode averiguar sua exigibilidade. Acrescentando-se, por respeito à argumentação, que a competência reconhecida pelo art. 114, inciso VII, da Constituição, à Justiça do Trabalho para executar as contribuições previdenciárias é aquela decorrente das sentenças que proferir. Logo, o pressuposto de exigibilidade é a constituição do crédito pela própria decisão trabalhista. De fato, o Enunciado nº 24 da Súmula Vinculante desta Suprema Corte não é de aplicabilidade obrigatória à hipótese em tela, uma vez que não versa expressamente sobre o art. 337-A do Código Penal. Contudo, desde o julgamento do Recurso Extraordinário 146.733/SP, de relatoria do Ministro Moreira Alves, esta Corte tem reiteradamente considerado, em seus julgados, que as contribuições devidas à Previdência Social possuem natureza tributária (AgRg no RE 564.601/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 13.3.2009; RE 556.664/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 14.11.2008; AgRg no AI 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG 679.355/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 19.12.2007; AgRg no RE 405.885/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 9.9.2005). Assim, a sistemática de imputação penal por crimes de sonegação contra a Previdência Social deve se sujeitar à mesma lógica aplicada àqueles contra a ordem tributária em sentido estrito. Necessário ressaltar que, no presente caso, a exigibilidade do crédito previdenciário supostamente devido, ao tempo do oferecimento da denúncia, estava suspensa em virtude de o ora recorrido ter apresentado impugnação nos autos da Representação Fiscal para Fins Penais nº 10976.000004/2010-02. Enquanto pendente a constituição definitiva de crédito previdenciário, que possui natureza tributária, não há como se imputar a alguém a prática de sonegação de contribuição previdenciária, simplesmente por persistir a dúvida quanto ao fato de essa contribuição ser devida ou não. Ressalto, como aliás requerido, que se encontra “suspenso, porém, o curso da prescrição enquanto obstada a sua propositura pela falta o lançamento definitivo” (RE 230020/SP e HC 81.611). Dessarte, meu voto é no sentido de negar provimento ao recurso em sentido estrito ora interposto, mantendo-se os termos da decisão de primeira instância que rejeitou a denúncia. É como voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG 679.355/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 19.12.2007; AgRg no RE 405.885/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 9.9.2005). Assim, a sistemática de imputação penal por crimes de sonegação contra a Previdência Social deve se sujeitar à mesma lógica aplicada àqueles contra a ordem tributária em sentido estrito. Necessário ressaltar que, no presente caso, a exigibilidade do crédito previdenciário supostamente devido, ao tempo do oferecimento da denúncia, estava suspensa em virtude de o ora recorrido ter apresentado impugnação nos autos da Representação Fiscal para Fins Penais nº 10976.000004/2010-02. Enquanto pendente a constituição definitiva de crédito previdenciário, que possui natureza tributária, não há como se imputar a alguém a prática de sonegação de contribuição previdenciária, simplesmente por persistir a dúvida quanto ao fato de essa contribuição ser devida ou não. Ressalto, como aliás requerido, que se encontra “suspenso, porém, o curso da prescrição enquanto obstada a sua propositura pela falta o lançamento definitivo” (RE 230020/SP e HC 81.611). Dessarte, meu voto é no sentido de negar provimento ao recurso em sentido estrito ora interposto, mantendo-se os termos da decisão de primeira instância que rejeitou a denúncia. É como voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 25 Antecipação ao Voto 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, em primeiro lugar, preconizo a correção da autuação para, em vez das iniciais dos envolvidos, constar os nomes completos, tendo em conta o princípio da publicidade, a medula da própria Administração Pública, possibilitando, portanto, o acompanhamento do dia a dia pelos cidadãos em geral. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796508. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, em primeiro lugar, preconizo a correção da autuação para, em vez das iniciais dos envolvidos, constar os nomes completos, tendo em conta o princípio da publicidade, a medula da própria Administração Pública, possibilitando, portanto, o acompanhamento do dia a dia pelos cidadãos em geral. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796508. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 25 Esclarecimento 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO ADV.(A/S) :LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eminente Ministro Marco Aurélio, então, primeiramente, vou submeter ao Plenário essa ponderação de Vossa Excelência. Enunciamos, então, e reautuamos ambos os inquéritos com os nomes dos indiciados, conforme assentamos inclusive na Sessão Administrativa. Portanto, nós reautuaremos os inquéritos para que conste que os investigados no Inquérito 3.141, são Newton Cardoso e Newton Cardoso Júnior e, no Inquérito 3.102, Deputado Newton Cardoso. Vossa Excelência prossegue. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3742664. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO ADV.(A/S) :LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eminente Ministro Marco Aurélio, então, primeiramente, vou submeter ao Plenário essa ponderação de Vossa Excelência. Enunciamos, então, e reautuamos ambos os inquéritos com os nomes dos indiciados, conforme assentamos inclusive na Sessão Administrativa. Portanto, nós reautuaremos os inquéritos para que conste que os investigados no Inquérito 3.141, são Newton Cardoso e Newton Cardoso Júnior e, no Inquérito 3.102, Deputado Newton Cardoso. Vossa Excelência prossegue. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3742664. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 25 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, indago se a questão alusiva à ilegitimidade de quem subscreveu o recurso está ligada apenas ao em sentido estrito no Inquérito nº 3.102. O SENHOR LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA (ADVOGADO) - Somente nesse. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Peço vênia, Presidente, ao relator para não conhecer, nesse caso, do recurso. O que apontou o Ministério Público, já agora sediado em Brasília? Que, em primeiro lugar, deve-se consignar que a decisão mediante a qual se rejeitou a denúncia em primeira instância foi proferida em 16 de dezembro de 2010, dia anterior à diplomação do denunciado para o mandato de deputado federal. Então, o ato praticado pelo Juízo mostrou-se realmente enquadrável no figurino alusivo à competência. Vem a justificativa para o recurso ter sido subscrito pelo Procurador da República em atuação nas Minas Gerais e não pelo Geral da República: Posteriormente, em 16 de janeiro de 2011, o Ministério Público Federal interpôs recurso em sentido estrito contra a sentença proferida pelo juízo. Embora o Procurador da República não possuísse mais atribuição para atuar no feito, o fez em razão do prazo exíguo para a interposição do referido recurso, cinco dias – artigo 586 do Código de Processo Penal. O fator "prazo exíguo" é neutro para definir-se se poderia, ou não, o Procurador, personificando o Estado-acusador, interpor o recurso. E o Supremo tem jurisprudência no sentido de que, no caso de haver a prerrogativa de foro, o ato praticado na origem pelo membro do Ministério Público não subsiste. E, não subsistindo esse ato, não tenho Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804731. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, indago se a questão alusiva à ilegitimidade de quem subscreveu o recurso está ligada apenas ao em sentido estrito no Inquérito nº 3.102. O SENHOR LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA (ADVOGADO) - Somente nesse. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Peço vênia, Presidente, ao relator para não conhecer, nesse caso, do recurso. O que apontou o Ministério Público, já agora sediado em Brasília? Que, em primeiro lugar, deve-se consignar que a decisão mediante a qual se rejeitou a denúncia em primeira instância foi proferida em 16 de dezembro de 2010, dia anterior à diplomação do denunciado para o mandato de deputado federal. Então, o ato praticado pelo Juízo mostrou-se realmente enquadrável no figurino alusivo à competência. Vem a justificativa para o recurso ter sido subscrito pelo Procurador da República em atuação nas Minas Gerais e não pelo Geral da República: Posteriormente, em 16 de janeiro de 2011, o Ministério Público Federal interpôs recurso em sentido estrito contra a sentença proferida pelo juízo. Embora o Procurador da República não possuísse mais atribuição para atuar no feito, o fez em razão do prazo exíguo para a interposição do referido recurso, cinco dias – artigo 586 do Código de Processo Penal. O fator "prazo exíguo" é neutro para definir-se se poderia, ou não, o Procurador, personificando o Estado-acusador, interpor o recurso. E o Supremo tem jurisprudência no sentido de que, no caso de haver a prerrogativa de foro, o ato praticado na origem pelo membro do Ministério Público não subsiste. E, não subsistindo esse ato, não tenho Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 25 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO INQ 3102 / MG como conhecer desse recurso. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Isso com relação ao Inquérito 3.102? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Esse é o Inquérito nº 3.102. No mais, se por acaso vencido, Presidente, quanto a esse aspecto, há a articulação de que teria sido acusado o hoje deputado federal Newton Cardoso, apenas pela condição de presidente da sociedade. Mas não é isso que está retratado na peça primeira do Ministério Público. Nela, há referência a atos de administração da própria sociedade, aludindo-se inclusive ao estatuto. Então, ultrapassada a problemática do conhecimento do recurso, não tenho como acolher o que articulado. Resta a última questão, ou seja, a absorção do que se mostra como crime meio. Penso que sobre a matéria não há controvérsia. O falso é absorvido pelo crime do artigo 337-A do Código Penal – Sonegação de contribuição previdenciária. Comungo, no particular, com o relator. A última questão está ligada à existência de processo administrativo, em que os interessados se insurgiram contra os autos de infração. Há referência, por exemplo, na denúncia do Inquérito nº 3.141, ao montante do prejuízo. Esse prejuízo é que terá de ser apurado na fase administrativa, antes de chegar-se à persecução criminal propriamente dita. Por isso, acompanho o relator. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - E negar provimento a ambos os recursos. E, portanto, subsistindo a decisão original. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A consequência lógica é realmente essa, porque o juiz apontou que a matéria estaria 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804731. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG como conhecer desse recurso. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Isso com relação ao Inquérito 3.102? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Esse é o Inquérito nº 3.102. No mais, se por acaso vencido, Presidente, quanto a esse aspecto, há a articulação de que teria sido acusado o hoje deputado federal Newton Cardoso, apenas pela condição de presidente da sociedade. Mas não é isso que está retratado na peça primeira do Ministério Público. Nela, há referência a atos de administração da própria sociedade, aludindo-se inclusive ao estatuto. Então, ultrapassada a problemática do conhecimento do recurso, não tenho como acolher o que articulado. Resta a última questão, ou seja, a absorção do que se mostra como crime meio. Penso que sobre a matéria não há controvérsia. O falso é absorvido pelo crime do artigo 337-A do Código Penal – Sonegação de contribuição previdenciária. Comungo, no particular, com o relator. A última questão está ligada à existência de processo administrativo, em que os interessados se insurgiram contra os autos de infração. Há referência, por exemplo, na denúncia do Inquérito nº 3.141, ao montante do prejuízo. Esse prejuízo é que terá de ser apurado na fase administrativa, antes de chegar-se à persecução criminal propriamente dita. Por isso, acompanho o relator. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - E negar provimento a ambos os recursos. E, portanto, subsistindo a decisão original. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A consequência lógica é realmente essa, porque o juiz apontou que a matéria estaria 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 25 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO INQ 3102 / MG controvertida na seara administrativa e assentou esse fundamento, para chegar à rejeição da denúncia. Não tenho como, a essa altura, voltando a estágio pretérito, preconizar a suspensão da ação penal, uma vez provido o recurso para admitir-se, portanto, a denúncia. No mais, acompanho Sua Excelência. Mas torno a frisar que, no Inquérito nº 3.102, o Estado-acusador, que atuou protocolizando o recurso em sentido estrito, não poderia fazê-lo, conforme reconhecido pelo próprio Procurador-Geral da República, muito embora justificando a participação ante a exiguidade do prazo recursal. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804731. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG controvertida na seara administrativa e assentou esse fundamento, para chegar à rejeição da denúncia. Não tenho como, a essa altura, voltando a estágio pretérito, preconizar a suspensão da ação penal, uma vez provido o recurso para admitir-se, portanto, a denúncia. No mais, acompanho Sua Excelência. Mas torno a frisar que, no Inquérito nº 3.102, o Estado-acusador, que atuou protocolizando o recurso em sentido estrito, não poderia fazê-lo, conforme reconhecido pelo próprio Procurador-Geral da República, muito embora justificando a participação ante a exiguidade do prazo recursal. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 25 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Vou pedir vênia também ao eminente Ministro Marco Aurélio para acompanhar integralmente o Relator, conhecendo de ambos os recursos, entendendo também que o crime de falso é absorvido pelo 337-A do Código Penal e reafirmando a jurisprudência pacífica da Corte, no sentido de que não se pode instaurar uma ação penal com relação a um delito tributário enquanto a questão não estiver resolvida na seara administrativa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3742668. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Vou pedir vênia também ao eminente Ministro Marco Aurélio para acompanhar integralmente o Relator, conhecendo de ambos os recursos, entendendo também que o crime de falso é absorvido pelo 337-A do Código Penal e reafirmando a jurisprudência pacífica da Corte, no sentido de que não se pode instaurar uma ação penal com relação a um delito tributário enquanto a questão não estiver resolvida na seara administrativa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3742668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 25 Extrato de Ata - 25/04/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 3.102 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : NEWTON CARDOSO ADV.(A/S) : LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA Decisão: O Tribunal deliberou reautuar o processo para constar o nome completo do investigado. Preliminarmente, o Tribunal, por maioria, conheceu do recurso, vencido o Ministro Marco Aurélio. No mérito, o Tribunal, por unanimidade, negou-lhe provimento. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773567 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 3.102 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : NEWTON CARDOSO ADV.(A/S) : LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA Decisão: O Tribunal deliberou reautuar o processo para constar o nome completo do investigado. Preliminarmente, o Tribunal, por maioria, conheceu do recurso, vencido o Ministro Marco Aurélio. No mérito, o Tribunal, por unanimidade, negou-lhe provimento. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773567 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 25
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4543869
2013-04-25T00:00:00
2013-09-19T00:00:00
O Tribunal deliberou reautuar o processo para constar o nome completo do investigado. Preliminarmente, o Tribunal, por maioria, conheceu do recurso, vencido o Ministro Marco Aurélio. No mérito, o Tribunal, por unanimidade, negou-lhe provimento. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013.
INQUÉRITO
Penal. Rejeição da denúncia. Recurso em Sentido Estrito. Ilegitimidade ativa do Ministério Público Federal em 1ª Instância. Réu com prerrogativa de foro. Legitimidade do Procurador-Geral da República. Falsificação de documento Público (GFIP). Sonegação de contribuição previdenciária. Falso utilizado como crime-meio para a sonegação. Princípio da consunção. Ausência de constituição definitiva do crédito. Súmula Vinculante n. 24 do STF. Recurso não provido.
sjur242231
- Acórdão(s) citado(s): (PGR, ATOS PROCESSUAIS, RATIFICAÇÃO) HC 83006 (TP), Inq 2471 (TP), Rcl 7358 (TP). (SONEGAÇÃO FISCAL, ABSORÇÃO, FALSIDADE IDEOLÓGICA) HC 84453 (1ªT). (CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA, NATUREZA TRIBUTÁRIA) RE 146733, RE 556664 (TP), RE 405885 AgR (1ªT), RE 564601 AgR (2ªT), AI 679355 AgR (1ªT). (PRAZO PRESCRICIONAL, SUSPENSÃO) RE 230020 (1ªT), HC 81611 (TP). - Veja Inq 3141 do STF. Número de páginas: 25. Análise: 05/11/2013, GOD. Revisão: 05/11/2013, SER.
GILMAR MENDES
Tribunal Pleno
3102
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00053 PAR-00001 ART-00102 INC-00001 \n ART-00114 INC-00007\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008137 ANO-1990\n ART-00001 INC-00001 INC-00002 INC-00003 \n INC-00004\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00297 PAR-00003 INC-00001 INC-00002 \n INC-00003 PAR-00004 ART-0337A \"CAPUT\" \n INC-00001 INC-00002 INC-00003\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED SUV-000024 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Inq
acordaos
Inq 3102
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AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : NEWTON CARDOSO ADV.(A/S) : LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA
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Ementa e Acórdão 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO ADV.(A/S) :LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA Penal. Rejeição da denúncia. Recurso em Sentido Estrito. Ilegitimidade ativa do Ministério Público Federal em 1... Instância. Réu com prerrogativa de foro. Legitimidade do Procurador-Geral da República. Falsificação de documento Público (GFIP). Sonegação de contribuição previdenciária. Falso utilizado como crime-meio para a sonegação. Princípio da consunção. Ausência de constituição definitiva do crédito. Súmula Vinculante n. 24 do Supremo Tribunal Federal. Recurso não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministro GILMAR MENDES Presidente e Relator Documento assinado digitalmente. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528730. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 25 Relatório 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO ADV.(A/S) :LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Federal contra decisão proferida pela 4... Vara Federal da Seção Judiciária de Belo Horizonte/MG, que rejeitou denúncia oferecida em desfavor de NEWTON CARDOSO, Deputado Federal nesta Legislatura. De acordo com a inicial acusatória, o denunciado, representante judicial da pessoa jurídica SOCIEDADE CULTURAL SANTA RITA, teria informado as remunerações de seus empregados (competências de 04/2006 a 13/2007) nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Fundo de Serviço (FGTS) e nas Informações à Previdência Social (GFIP) com código de empresa filantrópica, sem possuir o necessário certificado de isenção emitido pela Previdência Social ou Receita Federal. Ao agir assim, teria deixado de recolher as contribuições previdenciárias devidas. Dessarte, o Ministério Público Federal imputou ao representante legal da sociedade a prática dos crimes tipificados nos art. 297, § 4..., e art. 337-A, inciso III, do Código Penal Brasileiro, combinado com o artigo 71 do mesmo diploma legal. Quanto ao crime do art. 337-A, inciso III, a inicial acusatória pugnou pela suspensão da ação penal, única e exclusivamente em relação a esse crime, porquanto suspensa a exigibilidade do crédito previdenciário, em virtude de impugnação na esfera administrativa por parte do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528731. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO ADV.(A/S) :LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Federal contra decisão proferida pela 4... Vara Federal da Seção Judiciária de Belo Horizonte/MG, que rejeitou denúncia oferecida em desfavor de NEWTON CARDOSO, Deputado Federal nesta Legislatura. De acordo com a inicial acusatória, o denunciado, representante judicial da pessoa jurídica SOCIEDADE CULTURAL SANTA RITA, teria informado as remunerações de seus empregados (competências de 04/2006 a 13/2007) nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Fundo de Serviço (FGTS) e nas Informações à Previdência Social (GFIP) com código de empresa filantrópica, sem possuir o necessário certificado de isenção emitido pela Previdência Social ou Receita Federal. Ao agir assim, teria deixado de recolher as contribuições previdenciárias devidas. Dessarte, o Ministério Público Federal imputou ao representante legal da sociedade a prática dos crimes tipificados nos art. 297, § 4..., e art. 337-A, inciso III, do Código Penal Brasileiro, combinado com o artigo 71 do mesmo diploma legal. Quanto ao crime do art. 337-A, inciso III, a inicial acusatória pugnou pela suspensão da ação penal, única e exclusivamente em relação a esse crime, porquanto suspensa a exigibilidade do crédito previdenciário, em virtude de impugnação na esfera administrativa por parte do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 25 Relatório INQ 3102 / MG denunciado. Conclusos os autos, o Juízo a quo rejeitou a denúncia, por entender que o crime de falsificação previsto no art. 297, § 4... constituiria crime meio para a prática do delito do art. 337-A, inciso III, razão pela qual o primeiro estaria absorvido pelo segundo. E em relação àquele do art. 337-A, inciso III, o referido Juízo asseverou que a impugnação da exigibilidade de crédito previdenciário obstaria a instauração de ação penal. Assim, determinou o arquivamento provisório da denúncia, com a ressalva do art. 18 do Código de Processo Penal. Contra essa decisão, o Ministério Público Federal no Estado de Minas Gerais ofereceu recurso em sentido estrito e, diante do fato de NEWTON CARDOSO ter sido diplomado Deputado Federal em dezembro de 2010, requereu a remessa dos autos a este Supremo Tribunal Federal. Em seu recurso, sustenta, em síntese: “(i) Que o denunciado teria agido em concurso formal em relação aos dois crimes discutidos neste inquérito, já que a potencialidade lesiva de ambos é diversa. A saber, a do crime de falsificação seria contra a fé pública, enquanto a do delito de sonegação atingiria a própria saúde financeira da Previdência Social. (ii) Que o crime do art. 337-A, inciso III, é de natureza formal. Desse modo, a constituição definitiva do crédito previdenciário não configuraria condição objetiva para a propositura de ação penal pela prática deste delito. (iii) Que o Enunciado n 24 da Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal não haveria de ser aplicada à hipótese em tela, por esse Enunciado dizer respeito apenas aos delitos previstos nos incisos I a IV do art. 1... da Lei n 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528731. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG denunciado. Conclusos os autos, o Juízo a quo rejeitou a denúncia, por entender que o crime de falsificação previsto no art. 297, § 4... constituiria crime meio para a prática do delito do art. 337-A, inciso III, razão pela qual o primeiro estaria absorvido pelo segundo. E em relação àquele do art. 337-A, inciso III, o referido Juízo asseverou que a impugnação da exigibilidade de crédito previdenciário obstaria a instauração de ação penal. Assim, determinou o arquivamento provisório da denúncia, com a ressalva do art. 18 do Código de Processo Penal. Contra essa decisão, o Ministério Público Federal no Estado de Minas Gerais ofereceu recurso em sentido estrito e, diante do fato de NEWTON CARDOSO ter sido diplomado Deputado Federal em dezembro de 2010, requereu a remessa dos autos a este Supremo Tribunal Federal. Em seu recurso, sustenta, em síntese: “(i) Que o denunciado teria agido em concurso formal em relação aos dois crimes discutidos neste inquérito, já que a potencialidade lesiva de ambos é diversa. A saber, a do crime de falsificação seria contra a fé pública, enquanto a do delito de sonegação atingiria a própria saúde financeira da Previdência Social. (ii) Que o crime do art. 337-A, inciso III, é de natureza formal. Desse modo, a constituição definitiva do crédito previdenciário não configuraria condição objetiva para a propositura de ação penal pela prática deste delito. (iii) Que o Enunciado n 24 da Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal não haveria de ser aplicada à hipótese em tela, por esse Enunciado dizer respeito apenas aos delitos previstos nos incisos I a IV do art. 1... da Lei n 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 25 Relatório INQ 3102 / MG 8.137/1990”. Como questão prejudicial, o Ministério Público requereu, diante do teor dos artigos 91, caput, e 116, inciso I, do Código de Processo Penal, a suspensão do prazo prescricional para a punibilidade do delito do art. 337-A, inciso III. Por fim, requereu o conhecimento e provimento do recurso para que a decisão recorrida fosse inteiramente modificada e, assim, que fosse instaurada ação penal em desfavor de NEWTON CARDOSO pela prática dos referidos delitos. Recebidos os autos nesta Corte, a Procuradoria-Geral da República se pronunciou no sentido de ratificar, em parte, os termos do recurso em sentido estrito, com o consequente recebimento da denúncia, tão somente em relação ao crime do art. 337-A, inciso III, do Código Penal Brasileiro. Instada a se manifestar, a defesa, em síntese, aduziu: “(i) A ilegitimidade ativa do Ministério Público Federal do Estado de Minas Gerais para interposição do presente recurso. (ii) A ilegitimidade passiva do denunciado, eis que a responsabilidade pelas práticas que lhe foram imputadas caberia, segundo o próprio Estatuto da Sociedade, ao Primeiro Tesoureiro, e não a seu Presidente. (iii) A atipicidade de sua conduta, já que a denúncia não teria oferecido quaisquer indícios tendentes a comprovar, concretamente, que o Deputado Federal incorreu na prática de falsificação de documento ou de sonegação de contribuições previdenciárias. (iv) A necessidade de constituição definitiva de crédito tributário para configuração material mínima do delito do art. 337-A, inciso III, e por conseguinte necessária para a instauração de ação penal. (v) Ocorrência de bis in idem acusatório, já que o art. 297, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528731. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG 8.137/1990”. Como questão prejudicial, o Ministério Público requereu, diante do teor dos artigos 91, caput, e 116, inciso I, do Código de Processo Penal, a suspensão do prazo prescricional para a punibilidade do delito do art. 337-A, inciso III. Por fim, requereu o conhecimento e provimento do recurso para que a decisão recorrida fosse inteiramente modificada e, assim, que fosse instaurada ação penal em desfavor de NEWTON CARDOSO pela prática dos referidos delitos. Recebidos os autos nesta Corte, a Procuradoria-Geral da República se pronunciou no sentido de ratificar, em parte, os termos do recurso em sentido estrito, com o consequente recebimento da denúncia, tão somente em relação ao crime do art. 337-A, inciso III, do Código Penal Brasileiro. Instada a se manifestar, a defesa, em síntese, aduziu: “(i) A ilegitimidade ativa do Ministério Público Federal do Estado de Minas Gerais para interposição do presente recurso. (ii) A ilegitimidade passiva do denunciado, eis que a responsabilidade pelas práticas que lhe foram imputadas caberia, segundo o próprio Estatuto da Sociedade, ao Primeiro Tesoureiro, e não a seu Presidente. (iii) A atipicidade de sua conduta, já que a denúncia não teria oferecido quaisquer indícios tendentes a comprovar, concretamente, que o Deputado Federal incorreu na prática de falsificação de documento ou de sonegação de contribuições previdenciárias. (iv) A necessidade de constituição definitiva de crédito tributário para configuração material mínima do delito do art. 337-A, inciso III, e por conseguinte necessária para a instauração de ação penal. (v) Ocorrência de bis in idem acusatório, já que o art. 297, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 25 Relatório INQ 3102 / MG §4..., seria mero crime meio para a consecução da prática tipificada no art. 337-A, inciso III”. Por fim, requereu a defesa, fosse negado provimento ao recurso, mantendo-se a sentença que rejeitou a denúncia. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528731. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG §4..., seria mero crime meio para a consecução da prática tipificada no art. 337-A, inciso III”. Por fim, requereu a defesa, fosse negado provimento ao recurso, mantendo-se a sentença que rejeitou a denúncia. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Consoante relatado, cuida-se de recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Federal contra decisão proferida pelo Juízo da 4... Vara Federal Criminal de Belo Horizonte/MG, que rejeitou denúncia oferecida contra NEWTON CARDOSO pela prática, em tese, dos delitos tipificados nos artigos 297, § 4..., e 337-A, inciso III, ambos do Código Penal O recurso apresentado pelo Ministério Público Estadual de Minas Gerais lastreia-se, em síntese, nos seguintes argumentos: (i) possibilidade de configuração de concurso formal entre os crimes dos artigos 297, § 4..., e 337-A, inciso III; (ii) natureza formal do delito de sonegação de contribuição previdenciária; e (iii) não aplicação do Enunciado 24 da Súmula Vinculante desta Suprema Corte ao caso em tela. Preliminarmente, deve ser ressaltada a improcedência das alegações do recorrido quanto à ilegitimidade ativa da entidade ministerial para ter interposto este recurso em sentido estrito. Como ressaltado pelo próprio Procurador-Geral da República, a despeito de o Ministério Público ter, na primeira instância, apresentado este recurso em momento posterior à diplomação de NEWTON CARDOSO como Deputado Federal, assim o fez unicamente em razão do tempo exíguo para recorrer da decisão que rejeitou a denúncia oferecida. Além disso, a Procuradoria da República em Minas Gerais, requereu, inclusive em data anterior à interposição do recurso, a remessa do presente feito a este Supremo Tribunal Federal, em plena observância aos artigos 53, §1..., e 102, inciso I, da Constituição. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Consoante relatado, cuida-se de recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Federal contra decisão proferida pelo Juízo da 4... Vara Federal Criminal de Belo Horizonte/MG, que rejeitou denúncia oferecida contra NEWTON CARDOSO pela prática, em tese, dos delitos tipificados nos artigos 297, § 4..., e 337-A, inciso III, ambos do Código Penal O recurso apresentado pelo Ministério Público Estadual de Minas Gerais lastreia-se, em síntese, nos seguintes argumentos: (i) possibilidade de configuração de concurso formal entre os crimes dos artigos 297, § 4..., e 337-A, inciso III; (ii) natureza formal do delito de sonegação de contribuição previdenciária; e (iii) não aplicação do Enunciado 24 da Súmula Vinculante desta Suprema Corte ao caso em tela. Preliminarmente, deve ser ressaltada a improcedência das alegações do recorrido quanto à ilegitimidade ativa da entidade ministerial para ter interposto este recurso em sentido estrito. Como ressaltado pelo próprio Procurador-Geral da República, a despeito de o Ministério Público ter, na primeira instância, apresentado este recurso em momento posterior à diplomação de NEWTON CARDOSO como Deputado Federal, assim o fez unicamente em razão do tempo exíguo para recorrer da decisão que rejeitou a denúncia oferecida. Além disso, a Procuradoria da República em Minas Gerais, requereu, inclusive em data anterior à interposição do recurso, a remessa do presente feito a este Supremo Tribunal Federal, em plena observância aos artigos 53, §1..., e 102, inciso I, da Constituição. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG Ratificados, posteriormente, os termos da denúncia oferecida no Juízo de origem pelo Procurador-Geral da República, não há de ser questionada a legitimidade ativa da entidade ministerial para interposição do recurso a ser ora apreciado. A jurisprudência desta Corte, aliás, é assente quanto à possibilidade de o Procurador-Geral da República ratificar atos processuais praticados por Ministério Público Estadual em primeira instância (Inq 2.471/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 1.3.2012; Rcl 7.358/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 3.6.2011; HC 83.006/SP, Rel. Min. Ellen Gracie. Tribunal Pleno, DJ 29.8.2003). Pois bem. Segundo a denúncia, o recorrido, representante judicial da pessoa jurídica SOCIEDADE CULTURAL SANTA RITA, teria informado as remunerações de seus empregados (competências de 04/2006 a 13/2007) nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Fundo de Serviço (FGTS) e nas Informações à Previdência Social (GFIP) com código de empresa filantrópica, sem possuir o necessário certificado de isenção emitido pela Previdência Social ou Receita Federal, de modo a ter incorrido, portanto, na prática de sonegações de contribuições previdenciárias, bem como na de omissão de informação em documento previdenciário. Ao rejeitar a denúncia, o Juízo a quo assim asseverou: Inicialmente, cumpre registrar que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Habeas Corpus n 81.611, firmou entendimento no sentido de que a comprovação do tributo devido é condição objetiva de punibilidade. Assim, há a necessidade de constituição definitiva do crédito tributário previamente ao início da ação penal, sendo este o momento de consumação do delito. Na espécie, diante da informação fornecida pela Receita Federal do Brasil (fls. 66), verifica-se que está suspensa a exigibilidade do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG Ratificados, posteriormente, os termos da denúncia oferecida no Juízo de origem pelo Procurador-Geral da República, não há de ser questionada a legitimidade ativa da entidade ministerial para interposição do recurso a ser ora apreciado. A jurisprudência desta Corte, aliás, é assente quanto à possibilidade de o Procurador-Geral da República ratificar atos processuais praticados por Ministério Público Estadual em primeira instância (Inq 2.471/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 1.3.2012; Rcl 7.358/SP, Rel. Min. Ellen Gracie, Tribunal Pleno, DJe 3.6.2011; HC 83.006/SP, Rel. Min. Ellen Gracie. Tribunal Pleno, DJ 29.8.2003). Pois bem. Segundo a denúncia, o recorrido, representante judicial da pessoa jurídica SOCIEDADE CULTURAL SANTA RITA, teria informado as remunerações de seus empregados (competências de 04/2006 a 13/2007) nas Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia por Fundo de Serviço (FGTS) e nas Informações à Previdência Social (GFIP) com código de empresa filantrópica, sem possuir o necessário certificado de isenção emitido pela Previdência Social ou Receita Federal, de modo a ter incorrido, portanto, na prática de sonegações de contribuições previdenciárias, bem como na de omissão de informação em documento previdenciário. Ao rejeitar a denúncia, o Juízo a quo assim asseverou: Inicialmente, cumpre registrar que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Habeas Corpus n 81.611, firmou entendimento no sentido de que a comprovação do tributo devido é condição objetiva de punibilidade. Assim, há a necessidade de constituição definitiva do crédito tributário previamente ao início da ação penal, sendo este o momento de consumação do delito. Na espécie, diante da informação fornecida pela Receita Federal do Brasil (fls. 66), verifica-se que está suspensa a exigibilidade do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG crédito objeto do Auto de Infração n 37.219.716-7, em razão da discussão, ainda no âmbito administrativo quanto ao débito previdenciário. De tal maneira que, aina não lançado definitivamente o débito tributário, há verdadeiro óbice à propositura da ação penal, por isso que ausente a materialidade" . E quanto ao crime do art. 297, § 4..., consignou o seguinte: Por sua vez, a despeito dos judiciosos argumentos trazidos pela exordial acusatória, não há como se colher a tese de que configurada na espécie a existência de tipos penais autônomos ou concurso material de crimes . Justificou esse entendimento nos seguintes termos: Isso porque a omissão descrita no §4... do art. 297 do Código Penal constitui, na hipótese em apreço, elementar do delito tipificado no art. 337-A do mesmo diploma normativa que, por apresentar como objeto material contribuição previdenciária e qualquer acessório, configura espécie de tributo com destinação específica, qual seja, o custeio da Seguridade Social . E finalizou: Além disso, a falsidade documental que tenha por escopo suprimir ou reduzir tributo não é delito autônomo, mas sim crime- meio para a supressão ou redução, que é o crime-fim. Mais corrobora o raciocínio a inexistência nos presentes autos de elementos probatórios que demonstrem o direcionamento do ato omissivo com objetivo diverso de se alcançar a sonegação fiscal . De início, cumpre analisar o acerto ou desacerto da decisão, ao afirmar que: Nesse contexto, não tendo o falsum autonomia lesiva, resta absorvido pela sonegação (...) . Sustentou o Ministério Público do Estado de Minas Gerais que os referidos crimes tutelam bens jurídicos diferentes, sendo, portanto, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG crédito objeto do Auto de Infração n 37.219.716-7, em razão da discussão, ainda no âmbito administrativo quanto ao débito previdenciário. De tal maneira que, aina não lançado definitivamente o débito tributário, há verdadeiro óbice à propositura da ação penal, por isso que ausente a materialidade" . E quanto ao crime do art. 297, § 4..., consignou o seguinte: Por sua vez, a despeito dos judiciosos argumentos trazidos pela exordial acusatória, não há como se colher a tese de que configurada na espécie a existência de tipos penais autônomos ou concurso material de crimes . Justificou esse entendimento nos seguintes termos: Isso porque a omissão descrita no §4... do art. 297 do Código Penal constitui, na hipótese em apreço, elementar do delito tipificado no art. 337-A do mesmo diploma normativa que, por apresentar como objeto material contribuição previdenciária e qualquer acessório, configura espécie de tributo com destinação específica, qual seja, o custeio da Seguridade Social . E finalizou: Além disso, a falsidade documental que tenha por escopo suprimir ou reduzir tributo não é delito autônomo, mas sim crime- meio para a supressão ou redução, que é o crime-fim. Mais corrobora o raciocínio a inexistência nos presentes autos de elementos probatórios que demonstrem o direcionamento do ato omissivo com objetivo diverso de se alcançar a sonegação fiscal . De início, cumpre analisar o acerto ou desacerto da decisão, ao afirmar que: Nesse contexto, não tendo o falsum autonomia lesiva, resta absorvido pela sonegação (...) . Sustentou o Ministério Público do Estado de Minas Gerais que os referidos crimes tutelam bens jurídicos diferentes, sendo, portanto, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG inaplicável o princípio da consunção no presente caso. De início, lembro os ensinamentos de Francisco de Assis Toledo: “Há, na lei, tipos mais abrangentes e tipos mais específicos que, por visarem a proteção de bens jurídicos diferentes, não se situam numa perfeita relação de gênero para espécie (especialidade) nem se colocam numa posição de maior ou menor grau de execução do crime. Um exemplo disso temos na violação do domicílio (Código Penal Brasileiro, art. 150), que lesa a liberdade da pessoa, e no furto (art. 155), lesivo ao patrimônio. Se, todavia, a violação da residência é o meio empregado para a consumação do furto, a punição deste último crime absorve a punibilidade do primeiro. A norma mais ampla, mais abrangente, do furto, ao incluir como um de seus elementos essenciais a subtração, ou seja, o apossamento da coisa contra a vontade do dono, abrange a hipótese de penetração na residência, contra a vontade do dono, para o apossamento da coisa. Essa norma mais ampla consome, absorve a proteção parcial que a outra menos abrangente objetiva. Note-se que a violação do domicílio não é etapa ou passagem necessária para o furto, como ocorre com a lesão corporal em relação ao homicídio, pelo que a aplicação do princípio da subsidiariedade tácita seria discutível, embora defensável. Mas, estando esse fato prévio abrangido pela prática do crime mais grave, numa relação de meio para fim, é por este consumido ou absorvido”. (Princípios Básicos de Direito Penal, p. 52-53). Colhe-se desse ensinamento que é da essência do princípio da consunção a necessária convergência de tratamento jurídico-penal no caso de normas que protejam bens jurídicos diferentes. Esse parâmetro, todavia, não é suficiente para solucionar a unidade ou a pluralidade de ações. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG inaplicável o princípio da consunção no presente caso. De início, lembro os ensinamentos de Francisco de Assis Toledo: “Há, na lei, tipos mais abrangentes e tipos mais específicos que, por visarem a proteção de bens jurídicos diferentes, não se situam numa perfeita relação de gênero para espécie (especialidade) nem se colocam numa posição de maior ou menor grau de execução do crime. Um exemplo disso temos na violação do domicílio (Código Penal Brasileiro, art. 150), que lesa a liberdade da pessoa, e no furto (art. 155), lesivo ao patrimônio. Se, todavia, a violação da residência é o meio empregado para a consumação do furto, a punição deste último crime absorve a punibilidade do primeiro. A norma mais ampla, mais abrangente, do furto, ao incluir como um de seus elementos essenciais a subtração, ou seja, o apossamento da coisa contra a vontade do dono, abrange a hipótese de penetração na residência, contra a vontade do dono, para o apossamento da coisa. Essa norma mais ampla consome, absorve a proteção parcial que a outra menos abrangente objetiva. Note-se que a violação do domicílio não é etapa ou passagem necessária para o furto, como ocorre com a lesão corporal em relação ao homicídio, pelo que a aplicação do princípio da subsidiariedade tácita seria discutível, embora defensável. Mas, estando esse fato prévio abrangido pela prática do crime mais grave, numa relação de meio para fim, é por este consumido ou absorvido”. (Princípios Básicos de Direito Penal, p. 52-53). Colhe-se desse ensinamento que é da essência do princípio da consunção a necessária convergência de tratamento jurídico-penal no caso de normas que protejam bens jurídicos diferentes. Esse parâmetro, todavia, não é suficiente para solucionar a unidade ou a pluralidade de ações. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG Sobreleva destacar que a ideia de uma unidade natural de acção ou possui caráter insuportavelmente indeterminado, visando permitir que o aplicador alcance, em cada caso, a solução que julgue mais razoável; ou (quando se não confunda com a figura do crime continuado) reconduz-se a uma qualquer forma de unidade típica de acção. Na parte excedente representa, do ponto de vista político-criminal e jurídico-constitucional, um convite inadmissível ao incumprimento (ou ao cumprimento ligeiro) do mandado de esgotante apreciação ínsito ao princípio ne bis in idem. ( Jorge de Figueiredo Dias, Direito Penal Parte Geral Questões fundamentais a doutrina geral do crime, Coimbra Editora, p. 985). Elucidativa, igualmente, a lição do saudoso Nélson Hungria: “Consunção. Finalmente, uma norma se deve reconhecer consumida por outra quando o crime previsto por aquela não passa de uma fase de realização do crime previsto por esta, ou é necessária ou normal forma de transição para o último (crime progressivo) . O crime previsto pela norma consuntiva representa a etapa mais avançada da efetuação do malefício, aplicando-se, então, o princípio que major absorbet minorem. Os fatos, aqui, também não se acham em relação de species a genus, mas de minus a plus, de parte a todo, de meio a fim. É de notar-se ainda que a exclusão de uma norma por outra pode ocorrer mesmo no caso em que não haja unidade de fato ou um só contexto de ação. Um fato, embora configure crime, pode deixar de ser punível quando anterior ou posterior (straflose Vor und Nachtat) a outro crime mais grave, pressuposta a unidade do agente, nas seguintes hipóteses: a) quando o crime anterior serve, necessária ou normalmente, de meio para cometer o crime subsequente (mais grave); b) quando o crime posterior incide na linha de atuação do fim que se propôs o agente ao cometer o primeiro crime; c) quando se trata de fatos compreendidos num só artigo 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG Sobreleva destacar que a ideia de uma unidade natural de acção ou possui caráter insuportavelmente indeterminado, visando permitir que o aplicador alcance, em cada caso, a solução que julgue mais razoável; ou (quando se não confunda com a figura do crime continuado) reconduz-se a uma qualquer forma de unidade típica de acção. Na parte excedente representa, do ponto de vista político-criminal e jurídico-constitucional, um convite inadmissível ao incumprimento (ou ao cumprimento ligeiro) do mandado de esgotante apreciação ínsito ao princípio ne bis in idem. ( Jorge de Figueiredo Dias, Direito Penal Parte Geral Questões fundamentais a doutrina geral do crime, Coimbra Editora, p. 985). Elucidativa, igualmente, a lição do saudoso Nélson Hungria: “Consunção. Finalmente, uma norma se deve reconhecer consumida por outra quando o crime previsto por aquela não passa de uma fase de realização do crime previsto por esta, ou é necessária ou normal forma de transição para o último (crime progressivo) . O crime previsto pela norma consuntiva representa a etapa mais avançada da efetuação do malefício, aplicando-se, então, o princípio que major absorbet minorem. Os fatos, aqui, também não se acham em relação de species a genus, mas de minus a plus, de parte a todo, de meio a fim. É de notar-se ainda que a exclusão de uma norma por outra pode ocorrer mesmo no caso em que não haja unidade de fato ou um só contexto de ação. Um fato, embora configure crime, pode deixar de ser punível quando anterior ou posterior (straflose Vor und Nachtat) a outro crime mais grave, pressuposta a unidade do agente, nas seguintes hipóteses: a) quando o crime anterior serve, necessária ou normalmente, de meio para cometer o crime subsequente (mais grave); b) quando o crime posterior incide na linha de atuação do fim que se propôs o agente ao cometer o primeiro crime; c) quando se trata de fatos compreendidos num só artigo 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG penal, como formas ou modos de um mesmo crime (crime de conteúdo variado); d) quando a lesão ao bem jurídico acarretada pelo crime anterior torna indiferente o fato posterior”. (Comentários ao Código Penal, Forense, 1980, v. I, tomo I, p.147-148). Na hipótese, como destacado pelo magistrado de primeiro grau, o crime de falso é meio – frise-se, necessário – à consumação do crime de sonegação de contribuição previdenciária. E a simples leitura dos incisos do artigo 337-A do Código Penal evidencia essa afirmação. Observe-se que o caput do art. 337-A textualmente explicita que a supressão ou redução da contribuição social previdenciária dá-se mediante as seguintes condutas: I) omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurado empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços; II) deixar de lançar mensalmente, nos títulos próprios da contabilidade da empresa, as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços; III) omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias. É verdade que, ao se omitir da folha de pagamento informações sobre os empregados, meio pelo qual o empregador logra consumar a sonegação de contribuição previdenciária, também ofende-se legítimos interesses desses trabalhadores. Esta ofensa, porém, é um minus em relação à sustentabilidade da Previdência Social. Aliás, dessa decorre a própria subsistência do direito daquele trabalhador. Apesar de a potencialidade ofensiva, de fato, ser distinta a saber, o crime de falsificação atenta contra a fé pública, ao passo que o de sonegação previdenciária fere a própria saúde financeira da Previdência Social, há de ser averiguada a ofensa da conduta supostamente delitiva, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG penal, como formas ou modos de um mesmo crime (crime de conteúdo variado); d) quando a lesão ao bem jurídico acarretada pelo crime anterior torna indiferente o fato posterior”. (Comentários ao Código Penal, Forense, 1980, v. I, tomo I, p.147-148). Na hipótese, como destacado pelo magistrado de primeiro grau, o crime de falso é meio – frise-se, necessário – à consumação do crime de sonegação de contribuição previdenciária. E a simples leitura dos incisos do artigo 337-A do Código Penal evidencia essa afirmação. Observe-se que o caput do art. 337-A textualmente explicita que a supressão ou redução da contribuição social previdenciária dá-se mediante as seguintes condutas: I) omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurado empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços; II) deixar de lançar mensalmente, nos títulos próprios da contabilidade da empresa, as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços; III) omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias. É verdade que, ao se omitir da folha de pagamento informações sobre os empregados, meio pelo qual o empregador logra consumar a sonegação de contribuição previdenciária, também ofende-se legítimos interesses desses trabalhadores. Esta ofensa, porém, é um minus em relação à sustentabilidade da Previdência Social. Aliás, dessa decorre a própria subsistência do direito daquele trabalhador. Apesar de a potencialidade ofensiva, de fato, ser distinta a saber, o crime de falsificação atenta contra a fé pública, ao passo que o de sonegação previdenciária fere a própria saúde financeira da Previdência Social, há de ser averiguada a ofensa da conduta supostamente delitiva, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG pautando-se na concretude dos fatos narrados na inicial. Pelo relato da inicial acusatória, o denunciado teria informado às Guias de Recolhimento do FGTS e da GFIP as remunerações pagas a seus empregados com código de empresa filantrópica, sem ter o certificado necessário para tal. Ainda que fosse possível vislumbrar, em tese, a possibilidade de utilização dessa declaração falsa para outros fins, o delineamento fático do caso demonstra que esta suposta ação irradiou efeitos lesivos apenas aos interesses da Previdência Social. Insta observar que o suposto falso limita-se à inserção, nas guias próprias, do código de empresa filantrópica. Não houve, propriamente, falsificação material de documentos, muito menos, do próprio certificado de empresa filantrópica. Este Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Habeas Corpus n 84.453/PA, Rel. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 4.2.2005, consolidou entendimento no sentido de que o crime de sonegação fiscal absorve o de falsidade ideológica quando este é necessário à própria configuração típica daquele: Crimes contra a ordem tributária, quadrilha e falsidade ideológica. 1. O aperfeiçoamento do delito de quadrilha ou bando não depende da prática ou da punibilidade dos crimes a cuja comissão se destinava a associação criminosa. 2. Por isso, a suspensão da punibilidade de crimes contra a ordem tributária imputados a membros da associação para delinquir, por força da adesão ao REFIS II (L. 10684/03), não se estende ao de quadrilha. 3. O crime contra a ordem tributária absorve os de falsidade ideológica necessários à tipificação daqueles ; não, porém, o falsum cometido na organização da quadrilha. (grifos nossos). 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG pautando-se na concretude dos fatos narrados na inicial. Pelo relato da inicial acusatória, o denunciado teria informado às Guias de Recolhimento do FGTS e da GFIP as remunerações pagas a seus empregados com código de empresa filantrópica, sem ter o certificado necessário para tal. Ainda que fosse possível vislumbrar, em tese, a possibilidade de utilização dessa declaração falsa para outros fins, o delineamento fático do caso demonstra que esta suposta ação irradiou efeitos lesivos apenas aos interesses da Previdência Social. Insta observar que o suposto falso limita-se à inserção, nas guias próprias, do código de empresa filantrópica. Não houve, propriamente, falsificação material de documentos, muito menos, do próprio certificado de empresa filantrópica. Este Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Habeas Corpus n 84.453/PA, Rel. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 4.2.2005, consolidou entendimento no sentido de que o crime de sonegação fiscal absorve o de falsidade ideológica quando este é necessário à própria configuração típica daquele: Crimes contra a ordem tributária, quadrilha e falsidade ideológica. 1. O aperfeiçoamento do delito de quadrilha ou bando não depende da prática ou da punibilidade dos crimes a cuja comissão se destinava a associação criminosa. 2. Por isso, a suspensão da punibilidade de crimes contra a ordem tributária imputados a membros da associação para delinquir, por força da adesão ao REFIS II (L. 10684/03), não se estende ao de quadrilha. 3. O crime contra a ordem tributária absorve os de falsidade ideológica necessários à tipificação daqueles ; não, porém, o falsum cometido na organização da quadrilha. (grifos nossos). 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG Desse modo, é possível concluir que, quanto aos fatos imputados ao recorrido, o delito do art. 297, § 4..., há de ser considerado absorvido pela suposta prática do crime do art. 337-A, inciso III. Impende consignar que o Procurador-Geral da República, às fls. 120- 121, entendeu ser atípica a conduta do Deputado Federal no que tange ao delito do art. 297, § 4..., do Código Penal. Por essa razão, ratificou os termos do recurso em sentido estrito, outrora interposto, para imputar ao denunciado somente a prática do delito previsto no art. 337-A, inciso III, do mesmo diploma legal. Aliás, asseverou que, em momento algum, houve narrativa no sentido de ter o denunciado omitido quaisquer informações referidas no art. 297, que assim se encontra redigido: Art. 297 - Falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar documento público verdadeiro: Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa. (...) § 3... Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: I - na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social, pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório; II - na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita; III - em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. § 4... Nas mesmas penas incorre quem omite , nos documentos mencionados no § 3..., nome do segurado e seus dados pessoais, a remuneração, a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços. (grifos nossos) 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG Desse modo, é possível concluir que, quanto aos fatos imputados ao recorrido, o delito do art. 297, § 4..., há de ser considerado absorvido pela suposta prática do crime do art. 337-A, inciso III. Impende consignar que o Procurador-Geral da República, às fls. 120- 121, entendeu ser atípica a conduta do Deputado Federal no que tange ao delito do art. 297, § 4..., do Código Penal. Por essa razão, ratificou os termos do recurso em sentido estrito, outrora interposto, para imputar ao denunciado somente a prática do delito previsto no art. 337-A, inciso III, do mesmo diploma legal. Aliás, asseverou que, em momento algum, houve narrativa no sentido de ter o denunciado omitido quaisquer informações referidas no art. 297, que assim se encontra redigido: Art. 297 - Falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar documento público verdadeiro: Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa. (...) § 3... Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: I - na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social, pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório; II - na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita; III - em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. § 4... Nas mesmas penas incorre quem omite , nos documentos mencionados no § 3..., nome do segurado e seus dados pessoais, a remuneração, a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços. (grifos nossos) 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG Poder-se-ia vislumbrar, ad argumentandum tantum, a subsunção da conduta ao disposto no inciso III do § 3... do art. 297. Não obstante, consoante já delineado anteriormente, essa conduta seria absorvida pela posterior prática de sonegação de contribuições previdenciárias. Passo, então, a analisar a segunda questão posta. Em síntese: a necessidade ou não da constituição do crédito tributário, como condição objetiva de punibilidade, na hipótese de ação penal que tem como objeto o crime de sonegação de contribuição previdenciária, previsto no art. 337-A do Código Penal: Art. 337-A. Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas : I - omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurados empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços; II - deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços; III - omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. (grifos nossos) Como se observa, trata-se de tipo misto, alternativo, em que os núcleos são suprimir (eliminar, desaparecer, extinguir) e reduzir (diminuir), que se perfectibiliza mediante as condutas descritas nos incisos I a III. Considerando a objetividade jurídica do delito, prima facie, é difícil 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG Poder-se-ia vislumbrar, ad argumentandum tantum, a subsunção da conduta ao disposto no inciso III do § 3... do art. 297. Não obstante, consoante já delineado anteriormente, essa conduta seria absorvida pela posterior prática de sonegação de contribuições previdenciárias. Passo, então, a analisar a segunda questão posta. Em síntese: a necessidade ou não da constituição do crédito tributário, como condição objetiva de punibilidade, na hipótese de ação penal que tem como objeto o crime de sonegação de contribuição previdenciária, previsto no art. 337-A do Código Penal: Art. 337-A. Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas : I - omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurados empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços; II - deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços; III - omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. (grifos nossos) Como se observa, trata-se de tipo misto, alternativo, em que os núcleos são suprimir (eliminar, desaparecer, extinguir) e reduzir (diminuir), que se perfectibiliza mediante as condutas descritas nos incisos I a III. Considerando a objetividade jurídica do delito, prima facie, é difícil 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG sustentar que as condutas que importam em suprimir ou reduzir a contribuição previdenciária estejam desvinculadas de qualquer materialidade. É fato que, quanto à natureza desse crime, a doutrina divide-se, atribuindo-lhe ora natureza material (vg. Celso Delmanto, Código Penal Comentado, Renovar, 7... edição, p. 854; Luiz Regis Prado, Curso de Direito Penal Brasileiro, RT, 8... edição, p. 727) ora formal ( vg. Guilherme Souza Nucci, Código Penal Comentado, RT, 11... edição, p. 1.214; Cezar Roberto Bitencourt, Tratado de Direito Penal, Saraiva, 6... edição, Vol. 5, p. 289). Por comungar dos argumentos, destaco excertos doutrinários de José Paulo Baltazar Junior e de Rui Stoco: O tipo ora introduzido constitui forma específica daquele do art. 1... da Lei n 8.137/90, distinguindo-se pelo objeto, que é aqui a contribuição social previdenciária, enquanto o crime da lei especial pode recair sobre outro tributo. O delito em exame submete-se, no geral, ao mesmo regime do crime contra a ordem tributaria previsto no art. 1... da Lei n 8.137/90, exigindo-se, por conseguinte, o lançamento definitivo para o oferecimento da denúncia. (Crimes Federais, Livraria do Advogado, p. 171) "A adoção da Lei 8.137/90 como modelo para a criminalização da sonegação de contribuição previdenciária: Salta aos olhos que o legislador, para estabelecer as figuras penais de sonegação de contribuição previdenciária no art. 337- A do Código Penal, inspirou-se, felizmente, nos arts. 1... e 2... da Lei 8.137, de 27.12.1990, que define os crimes contra a ordem tributária. Abandonou, definitivamente, a previsão de condutas erigidas à condição de figuras delituosas, construindo crimes de mera conduta, em que a só manifestação do comportamento previsto na lei já caracterizava o delito, 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG sustentar que as condutas que importam em suprimir ou reduzir a contribuição previdenciária estejam desvinculadas de qualquer materialidade. É fato que, quanto à natureza desse crime, a doutrina divide-se, atribuindo-lhe ora natureza material (vg. Celso Delmanto, Código Penal Comentado, Renovar, 7... edição, p. 854; Luiz Regis Prado, Curso de Direito Penal Brasileiro, RT, 8... edição, p. 727) ora formal ( vg. Guilherme Souza Nucci, Código Penal Comentado, RT, 11... edição, p. 1.214; Cezar Roberto Bitencourt, Tratado de Direito Penal, Saraiva, 6... edição, Vol. 5, p. 289). Por comungar dos argumentos, destaco excertos doutrinários de José Paulo Baltazar Junior e de Rui Stoco: O tipo ora introduzido constitui forma específica daquele do art. 1... da Lei n 8.137/90, distinguindo-se pelo objeto, que é aqui a contribuição social previdenciária, enquanto o crime da lei especial pode recair sobre outro tributo. O delito em exame submete-se, no geral, ao mesmo regime do crime contra a ordem tributaria previsto no art. 1... da Lei n 8.137/90, exigindo-se, por conseguinte, o lançamento definitivo para o oferecimento da denúncia. (Crimes Federais, Livraria do Advogado, p. 171) "A adoção da Lei 8.137/90 como modelo para a criminalização da sonegação de contribuição previdenciária: Salta aos olhos que o legislador, para estabelecer as figuras penais de sonegação de contribuição previdenciária no art. 337- A do Código Penal, inspirou-se, felizmente, nos arts. 1... e 2... da Lei 8.137, de 27.12.1990, que define os crimes contra a ordem tributária. Abandonou, definitivamente, a previsão de condutas erigidas à condição de figuras delituosas, construindo crimes de mera conduta, em que a só manifestação do comportamento previsto na lei já caracterizava o delito, 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG independentemente da ocorrência de um resultado no mundo físico, como ocorria com as figuras estabelecidas no art. 95 da Lei 8.212, de 24.07.1991, agora expressamente revogada pela Lei 9.983, de 14.07.2000. Esta, além de prever figuras típicas de sonegação fiscal, em que não basta a conduta, exigindo-se intenção e resultado, pulverizou as demais figuras do revogado art. 95 da lei anterior e inúmeras normas autônomas, disseminadas no Código Penal (arts. 313-A, 313-B, 168-A e outros acréscimos em normas já existentes). (...) Consumação: Cuidando-se de crime material, consuma-se com a efetiva supressão ou redução de contribuição previdenciária e não apenas com a realização das condutas omissivas descritas nos incisos I a III. Aliás, como antes observado, a conduta omissiva é apenas meio e modo para se obter o fim buscado, ou seja a sonegação. A conduta omissiva existe apenas para a realização do tipo." (STOCO, Rui e STOCO; Tatiana de O. Dos crimes contra a administração pública. In: FRANCO, Alberto Silva; STOCO, Rui (Coord.). Código penal e sua interpretação, Doutrina e Jurisprudência. 8... ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007. p. 1597-1604). E, de fato, não consigo encontrar justificativa razoável para sustentar tratamento distinto ao tipo previsto no artigo 1... da Lei 8.137/90 e àquele previsto no art. 337-A do Código Penal. No que tange aos crimes tributários previstos nos incisos I a IV do art. 1... da Lei n 8.137/1990, a necessidade de lançamento de crédito tributário para configuração típica desses delitos já é matéria pacificada, de tal modo que este Supremo Tribunal Federal editou o Enunciado n 24 de sua Súmula Vinculante, que assim dispõe: Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no art. 1..., incisos I a IV, da Lei n 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo . 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG independentemente da ocorrência de um resultado no mundo físico, como ocorria com as figuras estabelecidas no art. 95 da Lei 8.212, de 24.07.1991, agora expressamente revogada pela Lei 9.983, de 14.07.2000. Esta, além de prever figuras típicas de sonegação fiscal, em que não basta a conduta, exigindo-se intenção e resultado, pulverizou as demais figuras do revogado art. 95 da lei anterior e inúmeras normas autônomas, disseminadas no Código Penal (arts. 313-A, 313-B, 168-A e outros acréscimos em normas já existentes). (...) Consumação: Cuidando-se de crime material, consuma-se com a efetiva supressão ou redução de contribuição previdenciária e não apenas com a realização das condutas omissivas descritas nos incisos I a III. Aliás, como antes observado, a conduta omissiva é apenas meio e modo para se obter o fim buscado, ou seja a sonegação. A conduta omissiva existe apenas para a realização do tipo." (STOCO, Rui e STOCO; Tatiana de O. Dos crimes contra a administração pública. In: FRANCO, Alberto Silva; STOCO, Rui (Coord.). Código penal e sua interpretação, Doutrina e Jurisprudência. 8... ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007. p. 1597-1604). E, de fato, não consigo encontrar justificativa razoável para sustentar tratamento distinto ao tipo previsto no artigo 1... da Lei 8.137/90 e àquele previsto no art. 337-A do Código Penal. No que tange aos crimes tributários previstos nos incisos I a IV do art. 1... da Lei n 8.137/1990, a necessidade de lançamento de crédito tributário para configuração típica desses delitos já é matéria pacificada, de tal modo que este Supremo Tribunal Federal editou o Enunciado n 24 de sua Súmula Vinculante, que assim dispõe: Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no art. 1..., incisos I a IV, da Lei n 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo . 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG O norte precípuo desse enunciado é o fato de que, enquanto não constituído o crédito tributário, sequer é possível afirmar que este é devido. Dessarte, como seria possível imputar a alguém a prática de ter sonegado contribuição sem ter a ciência de ser ou não o crédito efetivamente devido? O único argumento delineado pelo Ministério Público a ir de encontro à aplicabilidade desse enunciado ao presente caso consiste no fato de a Justiça do Trabalho ter competência para reconhecer créditos de contribuições sociais, o que demonstraria a prescindibilidade do lançamento definitivo de crédito previdenciário por parte da Administração Pública para configuração típica do crime. Ora, ocorre que esse argumento parte de premissa equivocada. A questão reside em saber se o crédito é ou não devido, e não em averiguar quem deve ou pode averiguar sua exigibilidade. Acrescentando-se, por respeito à argumentação, que a competência reconhecida pelo art. 114, inciso VII, da Constituição, à Justiça do Trabalho para executar as contribuições previdenciárias é aquela decorrente das sentenças que proferir. Logo, o pressuposto de exigibilidade é a constituição do crédito pela própria decisão trabalhista. De fato, o Enunciado n 24 da Súmula Vinculante desta Suprema Corte não é de aplicabilidade obrigatória à hipótese em tela, uma vez que não versa expressamente sobre o art. 337-A do Código Penal. Contudo, desde o julgamento do Recurso Extraordinário 146.733/SP, de relatoria do Ministro Moreira Alves, esta Corte tem reiteradamente considerado, em seus julgados, que as contribuições devidas à Previdência Social possuem natureza tributária (AgRg no Recurso Extraordinário 564.601/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 13.3.2009; Recurso Extraordinário 556.664/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 14.11.2008; AgRg no AI 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG O norte precípuo desse enunciado é o fato de que, enquanto não constituído o crédito tributário, sequer é possível afirmar que este é devido. Dessarte, como seria possível imputar a alguém a prática de ter sonegado contribuição sem ter a ciência de ser ou não o crédito efetivamente devido? O único argumento delineado pelo Ministério Público a ir de encontro à aplicabilidade desse enunciado ao presente caso consiste no fato de a Justiça do Trabalho ter competência para reconhecer créditos de contribuições sociais, o que demonstraria a prescindibilidade do lançamento definitivo de crédito previdenciário por parte da Administração Pública para configuração típica do crime. Ora, ocorre que esse argumento parte de premissa equivocada. A questão reside em saber se o crédito é ou não devido, e não em averiguar quem deve ou pode averiguar sua exigibilidade. Acrescentando-se, por respeito à argumentação, que a competência reconhecida pelo art. 114, inciso VII, da Constituição, à Justiça do Trabalho para executar as contribuições previdenciárias é aquela decorrente das sentenças que proferir. Logo, o pressuposto de exigibilidade é a constituição do crédito pela própria decisão trabalhista. De fato, o Enunciado n 24 da Súmula Vinculante desta Suprema Corte não é de aplicabilidade obrigatória à hipótese em tela, uma vez que não versa expressamente sobre o art. 337-A do Código Penal. Contudo, desde o julgamento do Recurso Extraordinário 146.733/SP, de relatoria do Ministro Moreira Alves, esta Corte tem reiteradamente considerado, em seus julgados, que as contribuições devidas à Previdência Social possuem natureza tributária (AgRg no Recurso Extraordinário 564.601/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 13.3.2009; Recurso Extraordinário 556.664/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 14.11.2008; AgRg no AI 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 25 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3102 / MG 679.355/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 19.12.2007; AgRg no Recurso Extraordinário 405.885/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 9.9.2005). Assim, a sistemática de imputação penal por crimes de sonegação contra a Previdência Social deve se sujeitar à mesma lógica aplicada àqueles contra a ordem tributária em sentido estrito. Necessário ressaltar que, no presente caso, a exigibilidade do crédito previdenciário supostamente devido, ao tempo do oferecimento da denúncia, estava suspensa em virtude de o ora recorrido ter apresentado impugnação nos autos da Representação Fiscal para Fins Penais n 10976.000004/2010-02. Enquanto pendente a constituição definitiva de crédito previdenciário, que possui natureza tributária, não há como se imputar a alguém a prática de sonegação de contribuição previdenciária, simplesmente por persistir a dúvida quanto ao fato de essa contribuição ser devida ou não. Ressalto, como aliás requerido, que se encontra “suspenso, porém, o curso da prescrição enquanto obstada a sua propositura pela falta o lançamento definitivo” (Recurso Extraordinário 230020/SP e HC 81.611). Dessarte, meu voto é no sentido de negar provimento ao recurso em sentido estrito ora interposto, mantendo-se os termos da decisão de primeira instância que rejeitou a denúncia. É como voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG 679.355/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 19.12.2007; AgRg no Recurso Extraordinário 405.885/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 9.9.2005). Assim, a sistemática de imputação penal por crimes de sonegação contra a Previdência Social deve se sujeitar à mesma lógica aplicada àqueles contra a ordem tributária em sentido estrito. Necessário ressaltar que, no presente caso, a exigibilidade do crédito previdenciário supostamente devido, ao tempo do oferecimento da denúncia, estava suspensa em virtude de o ora recorrido ter apresentado impugnação nos autos da Representação Fiscal para Fins Penais n 10976.000004/2010-02. Enquanto pendente a constituição definitiva de crédito previdenciário, que possui natureza tributária, não há como se imputar a alguém a prática de sonegação de contribuição previdenciária, simplesmente por persistir a dúvida quanto ao fato de essa contribuição ser devida ou não. Ressalto, como aliás requerido, que se encontra “suspenso, porém, o curso da prescrição enquanto obstada a sua propositura pela falta o lançamento definitivo” (Recurso Extraordinário 230020/SP e HC 81.611). Dessarte, meu voto é no sentido de negar provimento ao recurso em sentido estrito ora interposto, mantendo-se os termos da decisão de primeira instância que rejeitou a denúncia. É como voto. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4528732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 25 Antecipação ao Voto 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, em primeiro lugar, preconizo a correção da autuação para, em vez das iniciais dos envolvidos, constar os nomes completos, tendo em conta o princípio da publicidade, a medula da própria Administração Pública, possibilitando, portanto, o acompanhamento do dia a dia pelos cidadãos em geral. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796508. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, em primeiro lugar, preconizo a correção da autuação para, em vez das iniciais dos envolvidos, constar os nomes completos, tendo em conta o princípio da publicidade, a medula da própria Administração Pública, possibilitando, portanto, o acompanhamento do dia a dia pelos cidadãos em geral. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796508. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 25 Esclarecimento 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO ADV.(A/S) :LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eminente Ministro Marco Aurélio, então, primeiramente, vou submeter ao Plenário essa ponderação de Vossa Excelência. Enunciamos, então, e reautuamos ambos os inquéritos com os nomes dos indiciados, conforme assentamos inclusive na Sessão Administrativa. Portanto, nós reautuaremos os inquéritos para que conste que os investigados no Inquérito 3.141, são Newton Cardoso e Newton Cardoso Júnior e, no Inquérito 3.102, Deputado Newton Cardoso. Vossa Excelência prossegue. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3742664. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO ADV.(A/S) :LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eminente Ministro Marco Aurélio, então, primeiramente, vou submeter ao Plenário essa ponderação de Vossa Excelência. Enunciamos, então, e reautuamos ambos os inquéritos com os nomes dos indiciados, conforme assentamos inclusive na Sessão Administrativa. Portanto, nós reautuaremos os inquéritos para que conste que os investigados no Inquérito 3.141, são Newton Cardoso e Newton Cardoso Júnior e, no Inquérito 3.102, Deputado Newton Cardoso. Vossa Excelência prossegue. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3742664. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 25 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, indago se a questão alusiva à ilegitimidade de quem subscreveu o recurso está ligada apenas ao em sentido estrito no Inquérito n 3.102. O SENHOR LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA (ADVOGADO) - Somente nesse. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Peço vênia, Presidente, ao relator para não conhecer, nesse caso, do recurso. O que apontou o Ministério Público, já agora sediado em Brasília? Que, em primeiro lugar, deve-se consignar que a decisão mediante a qual se rejeitou a denúncia em primeira instância foi proferida em 16 de dezembro de 2010, dia anterior à diplomação do denunciado para o mandato de deputado federal. Então, o ato praticado pelo Juízo mostrou-se realmente enquadrável no figurino alusivo à competência. Vem a justificativa para o recurso ter sido subscrito pelo Procurador da República em atuação nas Minas Gerais e não pelo Geral da República: Posteriormente, em 16 de janeiro de 2011, o Ministério Público Federal interpôs recurso em sentido estrito contra a sentença proferida pelo juízo. Embora o Procurador da República não possuísse mais atribuição para atuar no feito, o fez em razão do prazo exíguo para a interposição do referido recurso, cinco dias – artigo 586 do Código de Processo Penal. O fator "prazo exíguo" é neutro para definir-se se poderia, ou não, o Procurador, personificando o Estado-acusador, interpor o recurso. E o Supremo tem jurisprudência no sentido de que, no caso de haver a prerrogativa de foro, o ato praticado na origem pelo membro do Ministério Público não subsiste. E, não subsistindo esse ato, não tenho Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804731. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, indago se a questão alusiva à ilegitimidade de quem subscreveu o recurso está ligada apenas ao em sentido estrito no Inquérito n 3.102. O SENHOR LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA (ADVOGADO) - Somente nesse. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Peço vênia, Presidente, ao relator para não conhecer, nesse caso, do recurso. O que apontou o Ministério Público, já agora sediado em Brasília? Que, em primeiro lugar, deve-se consignar que a decisão mediante a qual se rejeitou a denúncia em primeira instância foi proferida em 16 de dezembro de 2010, dia anterior à diplomação do denunciado para o mandato de deputado federal. Então, o ato praticado pelo Juízo mostrou-se realmente enquadrável no figurino alusivo à competência. Vem a justificativa para o recurso ter sido subscrito pelo Procurador da República em atuação nas Minas Gerais e não pelo Geral da República: Posteriormente, em 16 de janeiro de 2011, o Ministério Público Federal interpôs recurso em sentido estrito contra a sentença proferida pelo juízo. Embora o Procurador da República não possuísse mais atribuição para atuar no feito, o fez em razão do prazo exíguo para a interposição do referido recurso, cinco dias – artigo 586 do Código de Processo Penal. O fator "prazo exíguo" é neutro para definir-se se poderia, ou não, o Procurador, personificando o Estado-acusador, interpor o recurso. E o Supremo tem jurisprudência no sentido de que, no caso de haver a prerrogativa de foro, o ato praticado na origem pelo membro do Ministério Público não subsiste. E, não subsistindo esse ato, não tenho Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 25 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO INQ 3102 / MG como conhecer desse recurso. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Isso com relação ao Inquérito 3.102? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Esse é o Inquérito n 3.102. No mais, se por acaso vencido, Presidente, quanto a esse aspecto, há a articulação de que teria sido acusado o hoje deputado federal Newton Cardoso, apenas pela condição de presidente da sociedade. Mas não é isso que está retratado na peça primeira do Ministério Público. Nela, há referência a atos de administração da própria sociedade, aludindo-se inclusive ao estatuto. Então, ultrapassada a problemática do conhecimento do recurso, não tenho como acolher o que articulado. Resta a última questão, ou seja, a absorção do que se mostra como crime meio. Penso que sobre a matéria não há controvérsia. O falso é absorvido pelo crime do artigo 337-A do Código Penal – Sonegação de contribuição previdenciária. Comungo, no particular, com o relator. A última questão está ligada à existência de processo administrativo, em que os interessados se insurgiram contra os autos de infração. Há referência, por exemplo, na denúncia do Inquérito n 3.141, ao montante do prejuízo. Esse prejuízo é que terá de ser apurado na fase administrativa, antes de chegar-se à persecução criminal propriamente dita. Por isso, acompanho o relator. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - E negar provimento a ambos os recursos. E, portanto, subsistindo a decisão original. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A consequência lógica é realmente essa, porque o juiz apontou que a matéria estaria 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804731. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG como conhecer desse recurso. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Isso com relação ao Inquérito 3.102? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Esse é o Inquérito n 3.102. No mais, se por acaso vencido, Presidente, quanto a esse aspecto, há a articulação de que teria sido acusado o hoje deputado federal Newton Cardoso, apenas pela condição de presidente da sociedade. Mas não é isso que está retratado na peça primeira do Ministério Público. Nela, há referência a atos de administração da própria sociedade, aludindo-se inclusive ao estatuto. Então, ultrapassada a problemática do conhecimento do recurso, não tenho como acolher o que articulado. Resta a última questão, ou seja, a absorção do que se mostra como crime meio. Penso que sobre a matéria não há controvérsia. O falso é absorvido pelo crime do artigo 337-A do Código Penal – Sonegação de contribuição previdenciária. Comungo, no particular, com o relator. A última questão está ligada à existência de processo administrativo, em que os interessados se insurgiram contra os autos de infração. Há referência, por exemplo, na denúncia do Inquérito n 3.141, ao montante do prejuízo. Esse prejuízo é que terá de ser apurado na fase administrativa, antes de chegar-se à persecução criminal propriamente dita. Por isso, acompanho o relator. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - E negar provimento a ambos os recursos. E, portanto, subsistindo a decisão original. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A consequência lógica é realmente essa, porque o juiz apontou que a matéria estaria 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 25 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO INQ 3102 / MG controvertida na seara administrativa e assentou esse fundamento, para chegar à rejeição da denúncia. Não tenho como, a essa altura, voltando a estágio pretérito, preconizar a suspensão da ação penal, uma vez provido o recurso para admitir-se, portanto, a denúncia. No mais, acompanho Sua Excelência. Mas torno a frisar que, no Inquérito n 3.102, o Estado-acusador, que atuou protocolizando o recurso em sentido estrito, não poderia fazê-lo, conforme reconhecido pelo próprio Procurador-Geral da República, muito embora justificando a participação ante a exiguidade do prazo recursal. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804731. Supremo Tribunal Federal INQ 3102 / MG controvertida na seara administrativa e assentou esse fundamento, para chegar à rejeição da denúncia. Não tenho como, a essa altura, voltando a estágio pretérito, preconizar a suspensão da ação penal, uma vez provido o recurso para admitir-se, portanto, a denúncia. No mais, acompanho Sua Excelência. Mas torno a frisar que, no Inquérito n 3.102, o Estado-acusador, que atuou protocolizando o recurso em sentido estrito, não poderia fazê-lo, conforme reconhecido pelo próprio Procurador-Geral da República, muito embora justificando a participação ante a exiguidade do prazo recursal. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 25 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Vou pedir vênia também ao eminente Ministro Marco Aurélio para acompanhar integralmente o Relator, conhecendo de ambos os recursos, entendendo também que o crime de falso é absorvido pelo 337-A do Código Penal e reafirmando a jurisprudência pacífica da Corte, no sentido de que não se pode instaurar uma ação penal com relação a um delito tributário enquanto a questão não estiver resolvida na seara administrativa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3742668. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.102 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Vou pedir vênia também ao eminente Ministro Marco Aurélio para acompanhar integralmente o Relator, conhecendo de ambos os recursos, entendendo também que o crime de falso é absorvido pelo 337-A do Código Penal e reafirmando a jurisprudência pacífica da Corte, no sentido de que não se pode instaurar uma ação penal com relação a um delito tributário enquanto a questão não estiver resolvida na seara administrativa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3742668. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 25 Extrato de Ata - 25/04/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 3.102 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : NEWTON CARDOSO ADV.(A/S) : LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA Decisão: O Tribunal deliberou reautuar o processo para constar o nome completo do investigado. Preliminarmente, o Tribunal, por maioria, conheceu do recurso, vencido o Ministro Marco Aurélio. No mérito, o Tribunal, por unanimidade, negou-lhe provimento. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773567 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 3.102 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : NEWTON CARDOSO ADV.(A/S) : LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA Decisão: O Tribunal deliberou reautuar o processo para constar o nome completo do investigado. Preliminarmente, o Tribunal, por maioria, conheceu do recurso, vencido o Ministro Marco Aurélio. No mérito, o Tribunal, por unanimidade, negou-lhe provimento. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773567 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 25
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Súmula Vinculante n . 24 do Supremo Tribunal Federal", "Enunciado n 24 da Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal", "Enunciado n 24 da Súmula", "Enunciado 24 da Súmula Vinculante desta Suprema Corte", "Enunciado 24 da Súmula Vinculante desta Suprema Corte", "Inq 2 . 471 / SP", "Rcl 7 . 358 / SP", "HC 83 . 006 / SP", "Habeas Corpus n 81 . 611", "INQ 3102 / MG", "Inq 2 . 471 / SP", "Rcl 7 . 358 / SP", "HC 83 . 006 / SP", "Habeas Corpus n 81 . 611", "INQ 3102 / MG", "Auto de", "INQ 3102 / MG", "INQ 3102 / MG", "INQ 3102 / MG", "INQ 3102 / MG", "Habeas Corpus n 84 . 453 / PA", "Habeas Corpus n 84 . 453 / PA", "INQ 3102", "Enunciado n 24 de sua Súmula Vinculante", "Enunciado n 24 da Súmula Vinculante desta Suprema Corte", "Recurso Extraordinário 146 . 733 / SP", "AgRg no Recurso Extraordinário 564 . 601 / SP", "Recurso Extraordinário 556 . 664 / RS", "AgRg no AI 12", "INQ 3102 / MG", "Enunciado n 24 da Súmula Vinculante desta Suprema Corte", "Recurso Extraordinário 146 . 733 / SP", "AgRg no Recurso Extraordinário 564 . 601 / SP", "Recurso Extraordinário 556 . 664 / RS", "AgRg no AI 12", "INQ 3102 / MG 679 . 355 / RS", "AgRg no Recurso Extraordinário 405 . 885 / RS", "Representação Fiscal para", "Recurso Extraordinário 230020 / SP", "HC 81 . 611", "INQ 3102 / MG 679 . 355 / RS", "AgRg no Recurso Extraordinário 405 . 885 / RS", "Representação Fiscal para", "Recurso Extraordinário 230020 / SP", "HC 81 . 611", "Inquérito 3 . 141", "Inquérito 3 . 102", "INQUÉRITO", "Inquérito 3 . 141", "Inquérito", "Inquérito n 3 . 102", "Inquérito 3 . 102", "Inquérito n 3 . 102", "Inquérito n 3 . 141", "Inquérito 3 . 102", "Inquérito n 3 . 102", "Inquérito n 3 . 141", "Inquérito n 3 . 102", "INQ", "Inquérito n 3 . 102" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Toledo", "Francisco de Assis Toledo", "GILMAR MENDES", "Jorge de Figueiredo Dias", "Nélson Hungria", "Jorge de Figueiredo Dias", "Nélson Hungria", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES INQ", "Celso Delmanto", "Luiz Regis Prado", "Guilherme Souza Nucci", "Cezar Roberto Bitencourt", "José Paulo Baltazar Junior", "Rui Stoco", "Celso Delmanto", "Luiz Regis Prado", "Guilherme Souza Nucci", "Cezar Roberto Bitencourt", "José Paulo Baltazar Junior", "Rui Stoco", "GILMAR MENDES", "STOCO ,", "Rui", "STOCO ;", "Tatiana de O", "FRANCO , Alberto Silva", "STOCO ,", "Rui", "STOCO ,", "Rui", "STOCO ;", "Tatiana de O", "FRANCO , Alberto Silva", "STOCO ,", "Rui", "GILMAR MENDES", "Moreira Alves", "Cezar Peluso", "Gilmar Mendes", "Moreira Alves", "Cezar Peluso", "Gilmar Mendes", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowski", "Cezar Peluso", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "GILMAR MENDES", "NEWTON CARDOSO", "LUÍS CARLOS PARREIRAS", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Marco Aurélio", "Newton Cardoso", "Newton Cardoso Júnior", "Newton Cardoso", "GILMAR MENDES", "NEWTON CARDOSO", "LUÍS CARLOS PARREIRAS", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Marco Aurélio", "Newton Cardoso", "Newton Cardoso Júnior", "Newton Cardoso", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "Newton Cardoso", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "Newton Cardoso", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Marco Aurélio", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Marco Aurélio", "GILMAR MENDES", "NEWTON CARDOSO", "LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz", "Tomimatsu", "GILMAR MENDES", "NEWTON CARDOSO", "LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA", "Marco Aurélio", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "25", "/", "04", "/", "2013", "25 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "04", "/", "2006", "13", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "04", "/", "2006", "13", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "dezembro de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "dezembro de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", 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"/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "16 de dezembro de 2010", "16 de janeiro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "25", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/04/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 671 AMAZONAS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VANESSA DE SOUZA LIMA AGTE.(S) :ALLAN REGO DA MATTA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE COSTA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS RÉU(É)(S) :CARLOS ALBERTO CAVALCANTE DE SOUZA ADV.(A/S) :LILIANE DE CARVALHO GABRIEL ADV.(A/S) :MARCELO TURBAY FREIRIA ADV.(A/S) :PEDRO IVO RODRIGUES VELLOSO CORDEIRO ADV.(A/S) :ROBERTA CRISTINA RIBEIRO DE CASTRO QUEIROZ ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO ADV.(A/S) :DENISE MOURA MACEDO DA SILVA RÉU(É)(S) :ELIZEU DE SOUZA GOMES ADV.(A/S) :JOSEMAR BERÇOT RODRIGUES RÉU(É)(S) :LUIZ MAIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :FELIX VALOIS COELHO JUNIOR RÉU(É)(S) :JOÃO SIDNEY VILAÇA DE BRITO ADV.(A/S) :JORGE SECAF NETO RÉU(É)(S) :JOÃO BOSCO SARRAF DE RESENDE ADV.(A/S) :ANTONIO COIMBRA FILHO E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) :WATHILA SILVA DA COSTA ADV.(A/S) :WASHINGTON LUIZ COSTA DE JESUS E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) :MÁRIO RUBENS NUNES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RÉU(É)(S) :FAUSTO DE SOUZA NETO ADV.(A/S) :GÉRSON BELLANI Agravo regimental em ação penal. Indeferimento de diligências. Testemunhas referidas. Novo interrogatório. Informações sobre a movimentação processual e autuação. Testemunhas arroladas e outras Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750878. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão AP 671 AGR-SEGUNDO / AM conhecidas desde o início da ação penal. Ausência de inovação fática. Falta de demonstração objetiva da necessidade e utilidade da prova. Desnecessidade de realização de novo interrogatório (precedentes). Modificação do suporte físico dos autos digital/papel. Diligências devem dirigir-se à elucidação dos fatos. Irrelevância do extrato de movimentação processual. Inexistência das irregularidades alegadas. Negado provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, vice-presidente, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes: ministro Joaquim Barbosa, presidente, por participação no evento Time 100 Gala organizado por Time Magazine e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos; ministros Dias Toffoli e Cármen Lúcia. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750878. Supremo Tribunal Federal AP 671 AGR-SEGUNDO / AM conhecidas desde o início da ação penal. Ausência de inovação fática. Falta de demonstração objetiva da necessidade e utilidade da prova. Desnecessidade de realização de novo interrogatório (precedentes). Modificação do suporte físico dos autos digital/papel. Diligências devem dirigir-se à elucidação dos fatos. Irrelevância do extrato de movimentação processual. Inexistência das irregularidades alegadas. Negado provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, vice-presidente, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes: ministro Joaquim Barbosa, presidente, por participação no evento Time 100 Gala organizado por Time Magazine e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos; ministros Dias Toffoli e Cármen Lúcia. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 25/04/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 671 AMAZONAS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VANESSA DE SOUZA LIMA AGTE.(S) :ALLAN REGO DA MATTA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE COSTA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS RÉU(É)(S) :CARLOS ALBERTO CAVALCANTE DE SOUZA ADV.(A/S) :LILIANE DE CARVALHO GABRIEL ADV.(A/S) :MARCELO TURBAY FREIRIA ADV.(A/S) :PEDRO IVO RODRIGUES VELLOSO CORDEIRO ADV.(A/S) :ROBERTA CRISTINA RIBEIRO DE CASTRO QUEIROZ ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO ADV.(A/S) :DENISE MOURA MACEDO DA SILVA RÉU(É)(S) :ELIZEU DE SOUZA GOMES ADV.(A/S) :JOSEMAR BERÇOT RODRIGUES RÉU(É)(S) :LUIZ MAIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :FELIX VALOIS COELHO JUNIOR RÉU(É)(S) :JOÃO SIDNEY VILAÇA DE BRITO ADV.(A/S) :JORGE SECAF NETO RÉU(É)(S) :JOÃO BOSCO SARRAF DE RESENDE ADV.(A/S) :ANTONIO COIMBRA FILHO E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) :WATHILA SILVA DA COSTA ADV.(A/S) :WASHINGTON LUIZ COSTA DE JESUS E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) :MÁRIO RUBENS NUNES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RÉU(É)(S) :FAUSTO DE SOUZA NETO ADV.(A/S) :GÉRSON BELLANI Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 671 AMAZONAS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VANESSA DE SOUZA LIMA AGTE.(S) :ALLAN REGO DA MATTA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE COSTA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS RÉU(É)(S) :CARLOS ALBERTO CAVALCANTE DE SOUZA ADV.(A/S) :LILIANE DE CARVALHO GABRIEL ADV.(A/S) :MARCELO TURBAY FREIRIA ADV.(A/S) :PEDRO IVO RODRIGUES VELLOSO CORDEIRO ADV.(A/S) :ROBERTA CRISTINA RIBEIRO DE CASTRO QUEIROZ ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO ADV.(A/S) :DENISE MOURA MACEDO DA SILVA RÉU(É)(S) :ELIZEU DE SOUZA GOMES ADV.(A/S) :JOSEMAR BERÇOT RODRIGUES RÉU(É)(S) :LUIZ MAIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :FELIX VALOIS COELHO JUNIOR RÉU(É)(S) :JOÃO SIDNEY VILAÇA DE BRITO ADV.(A/S) :JORGE SECAF NETO RÉU(É)(S) :JOÃO BOSCO SARRAF DE RESENDE ADV.(A/S) :ANTONIO COIMBRA FILHO E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) :WATHILA SILVA DA COSTA ADV.(A/S) :WASHINGTON LUIZ COSTA DE JESUS E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) :MÁRIO RUBENS NUNES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RÉU(É)(S) :FAUSTO DE SOUZA NETO ADV.(A/S) :GÉRSON BELLANI Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório AP 671 AGR-SEGUNDO / AM R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto por VANESSA DE SOUZA LIMA e ALLAN REGO DA MATA contra decisão de fls. 6.150-6.155, publicada em 10.4.2013, que indeferiu diligências requeridas pela defesa, lançada nos seguintes termos: “Concluída a inquirição das testemunhas, nos termos do art. 10 da Lei 8.038/90, foram as partes instadas a se manifestar sobre eventuais diligências. O Ministério Público Federal requereu a expedição de ofício à 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas para que encaminhe, em atendimento à decisão de fls. 5.911-5.922 e ao ofício de fl. 5.928, cópia integral digitalizada do processo nº 001.08.245471-0 (Operação Centurião) e das mídias relativas à interceptação telefônica realizada naqueles autos (fl. 6081) A defesa de VANESSA DE SOUZA LIMA e ALLAN REGO DA MATA requereu a oitiva de Tomaz de Vasconcelos, Divanilson Cavalcante e Antonio Chicre Neto, na qualidade de testemunhas referidas, e, posteriormente, a realização de interrogatório dos réus VANESSA DE SOUZA LIMA e ALLAN REGO DA MATA. Ainda, requereu a expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para que encaminhe relatório das movimentações processuais nos autos 001.09.250255-6 e preste esclarecimentos sobre as alterações de numeração (fls. 6.083-6.098). A defesa de CARLOS ALERTO CAVALCANTE DE SOUZA requereu a realização de novo interrogatório do acusado (fls. 6.130-6.134). A defesa de FAUSTO SOUZA NETO requereu a expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para que encaminhe cópia dos registros integrais dos processos 0249142-86.2009.8.24.0001 e 0250255-75.2009.8.04.0001, inclusive relatório cronológico dos lançamentos; oitiva das testemunhas 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Supremo Tribunal Federal AP 671 AGR-SEGUNDO / AM R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto por VANESSA DE SOUZA LIMA e ALLAN REGO DA MATA contra decisão de fls. 6.150-6.155, publicada em 10.4.2013, que indeferiu diligências requeridas pela defesa, lançada nos seguintes termos: “Concluída a inquirição das testemunhas, nos termos do art. 10 da Lei 8.038/90, foram as partes instadas a se manifestar sobre eventuais diligências. O Ministério Público Federal requereu a expedição de ofício à 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas para que encaminhe, em atendimento à decisão de fls. 5.911-5.922 e ao ofício de fl. 5.928, cópia integral digitalizada do processo nº 001.08.245471-0 (Operação Centurião) e das mídias relativas à interceptação telefônica realizada naqueles autos (fl. 6081) A defesa de VANESSA DE SOUZA LIMA e ALLAN REGO DA MATA requereu a oitiva de Tomaz de Vasconcelos, Divanilson Cavalcante e Antonio Chicre Neto, na qualidade de testemunhas referidas, e, posteriormente, a realização de interrogatório dos réus VANESSA DE SOUZA LIMA e ALLAN REGO DA MATA. Ainda, requereu a expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para que encaminhe relatório das movimentações processuais nos autos 001.09.250255-6 e preste esclarecimentos sobre as alterações de numeração (fls. 6.083-6.098). A defesa de CARLOS ALERTO CAVALCANTE DE SOUZA requereu a realização de novo interrogatório do acusado (fls. 6.130-6.134). A defesa de FAUSTO SOUZA NETO requereu a expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para que encaminhe cópia dos registros integrais dos processos 0249142-86.2009.8.24.0001 e 0250255-75.2009.8.04.0001, inclusive relatório cronológico dos lançamentos; oitiva das testemunhas 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório AP 671 AGR-SEGUNDO / AM referidas Thomas Augusto Correa, José Divanilson Cavalcante Junior, Moacir Jorge Pessoa da Costa e Mário Saboia de Albuquerque Neto; e, por fim, novo interrogatório do ora acusado. A Defensoria Pública da União, atuando em favor de MÁRIO RUBENS NUNES, informou não ter diligências a requerer (fl. 6.144). A defesa dos demais acusados, embora regularmente notificada, nada requereu (fl. 6.148). Primeiramente, observo que a fase processual prevista no art. 10 da Lei 8.038/90, assim como previa o art. 499 do CPP revogado pela Lei 11.719/08 e prevê o atual art. 402 do CPP, circunscreve-se às diligências cuja necessidade ou conveniência se origine de circunstâncias ou fatos apurados na instrução. A fase é de complementação e, não, propriamente, de instrução. Com efeito, não se justifica a oitiva das testemunhas referidas. A um, porque duas delas, Thomaz A.C. de Vaconcelos e José Divanilson Cavalcanti Junior, já estavam arroladas como testemunhas da acusação, sendo que José Divanilson já foi inquirido (fls. 2.489-2.495) e Thomaz de Vasconcelos dispensado, com a anuência das defesas (fls. 2.524-2.525). Portanto, tiveram as partes oportunidade para inquirirem as testemunhas. A dois, os nomes das outras duas testemunhas referidas (Moacir e Mário) já eram conhecidos e sabidos desde o início da ação penal. São réus em outra ação penal, fato também conhecido desde o início da instrução. A três, as referências factuais afirmadas pelas testemunhas inquiridas (Paulo Sérgio de Oliveira, Raimundo Acataussu Dantas da Costa e Einsten Rebouças Tomé Praciano) não inovaram o quadro fático descrito nos autos ou as circunstâncias já conhecidas. Por sua vez, as alegadas contradições inserem-se no juízo de valoração da prova. A quatro, não observo nos depoimentos referidos qualquer necessidade de oitiva ou de renovação da oitiva das 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Supremo Tribunal Federal AP 671 AGR-SEGUNDO / AM referidas Thomas Augusto Correa, José Divanilson Cavalcante Junior, Moacir Jorge Pessoa da Costa e Mário Saboia de Albuquerque Neto; e, por fim, novo interrogatório do ora acusado. A Defensoria Pública da União, atuando em favor de MÁRIO RUBENS NUNES, informou não ter diligências a requerer (fl. 6.144). A defesa dos demais acusados, embora regularmente notificada, nada requereu (fl. 6.148). Primeiramente, observo que a fase processual prevista no art. 10 da Lei 8.038/90, assim como previa o art. 499 do CPP revogado pela Lei 11.719/08 e prevê o atual art. 402 do CPP, circunscreve-se às diligências cuja necessidade ou conveniência se origine de circunstâncias ou fatos apurados na instrução. A fase é de complementação e, não, propriamente, de instrução. Com efeito, não se justifica a oitiva das testemunhas referidas. A um, porque duas delas, Thomaz A.C. de Vaconcelos e José Divanilson Cavalcanti Junior, já estavam arroladas como testemunhas da acusação, sendo que José Divanilson já foi inquirido (fls. 2.489-2.495) e Thomaz de Vasconcelos dispensado, com a anuência das defesas (fls. 2.524-2.525). Portanto, tiveram as partes oportunidade para inquirirem as testemunhas. A dois, os nomes das outras duas testemunhas referidas (Moacir e Mário) já eram conhecidos e sabidos desde o início da ação penal. São réus em outra ação penal, fato também conhecido desde o início da instrução. A três, as referências factuais afirmadas pelas testemunhas inquiridas (Paulo Sérgio de Oliveira, Raimundo Acataussu Dantas da Costa e Einsten Rebouças Tomé Praciano) não inovaram o quadro fático descrito nos autos ou as circunstâncias já conhecidas. Por sua vez, as alegadas contradições inserem-se no juízo de valoração da prova. A quatro, não observo nos depoimentos referidos qualquer necessidade de oitiva ou de renovação da oitiva das 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório AP 671 AGR-SEGUNDO / AM testemunhas pretendidas. Os depoimentos circunscreveram-se a fatos outros (prisão de Moacir e Mário) que não são objeto da presente ação penal. E tanto é assim, que a defesa sequer logrou justificar a real necessidade da oitiva, apegando-se apenas às referências nominais e possíveis contradições, sem especificar os fatos que reclamam esclarecimentos. Ademais, como antes afirmado, todos os nomes e o próprio fato (prisão e remoção de Moacir e Mário) já eram de conhecimento das partes desde o início da ação penal. Por outro lado, inexistiu, como pretensamente alegado, inversão tumultuária do processo. Advirta-se que não se aplica o rito comum estabelecido no Código de Processo Penal às ações penais originárias, cujo rito procedimental encontra-se previsto na Lei 8.038/90. E no caso, em face da prerrogativa de foro de um dos denunciados, o processo teve início perante o Tribunal de Justiça. Assim, existindo rito especial, próprio, não se aplicam as regras do procedimento comum previsto no Código de Processo Penal, conforme expresso no §2º do art. 394. Por sua vez, nos termos do parágrafo único do art. 235 do RISTF, ao receber ação penal oriunda de instância inferior, o Relator verificará a competência do Supremo tribunal Federal, recebendo-a no estado em que se encontrar. Logo, indemonstradas razões fáticas, objetivas, a justificar o pedido de repetição dos interrogatórios, desnecessário se mostra a repetição de atos processuais validamente praticados. Observo que o Pleno, no julgamento da 8ª Questão de Ordem na AP 470/MG, assentou: ‘QUESTÃO DE ORDEM. AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. LEI 11.719/2008. PEDIDO DE NOVO INTERROGATÓRIO. ESPECIALIDADE DA LEI 8.038/1990, CUJOS DISPOSITIVOS NÃO FORAM ALTERADOS. INDEFERIMENTO. A Lei 8.038/1990 é especial em relação ao Código de Processo Penal, alterado pela Lei 11.719/2008. Por conseguinte, as disposições do CPP aplicam-se aos feitos 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Supremo Tribunal Federal AP 671 AGR-SEGUNDO / AM testemunhas pretendidas. Os depoimentos circunscreveram-se a fatos outros (prisão de Moacir e Mário) que não são objeto da presente ação penal. E tanto é assim, que a defesa sequer logrou justificar a real necessidade da oitiva, apegando-se apenas às referências nominais e possíveis contradições, sem especificar os fatos que reclamam esclarecimentos. Ademais, como antes afirmado, todos os nomes e o próprio fato (prisão e remoção de Moacir e Mário) já eram de conhecimento das partes desde o início da ação penal. Por outro lado, inexistiu, como pretensamente alegado, inversão tumultuária do processo. Advirta-se que não se aplica o rito comum estabelecido no Código de Processo Penal às ações penais originárias, cujo rito procedimental encontra-se previsto na Lei 8.038/90. E no caso, em face da prerrogativa de foro de um dos denunciados, o processo teve início perante o Tribunal de Justiça. Assim, existindo rito especial, próprio, não se aplicam as regras do procedimento comum previsto no Código de Processo Penal, conforme expresso no §2º do art. 394. Por sua vez, nos termos do parágrafo único do art. 235 do RISTF, ao receber ação penal oriunda de instância inferior, o Relator verificará a competência do Supremo tribunal Federal, recebendo-a no estado em que se encontrar. Logo, indemonstradas razões fáticas, objetivas, a justificar o pedido de repetição dos interrogatórios, desnecessário se mostra a repetição de atos processuais validamente praticados. Observo que o Pleno, no julgamento da 8ª Questão de Ordem na AP 470/MG, assentou: ‘QUESTÃO DE ORDEM. AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. LEI 11.719/2008. PEDIDO DE NOVO INTERROGATÓRIO. ESPECIALIDADE DA LEI 8.038/1990, CUJOS DISPOSITIVOS NÃO FORAM ALTERADOS. INDEFERIMENTO. A Lei 8.038/1990 é especial em relação ao Código de Processo Penal, alterado pela Lei 11.719/2008. Por conseguinte, as disposições do CPP aplicam-se aos feitos 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório AP 671 AGR-SEGUNDO / AM sujeitos ao procedimento previsto na Lei 8.038/1990 apenas subsidiariamente, somente no que for aplicável´ou ´no que couber´. Daí por que a modificação legislativa referida pelos acusados em nada altera o procedimento até então observado, uma vez que a fase processual em que deve ocorrer o interrogatório continua expressamente prescrita no art. 7º da Lei 8.038/1990, o qual prevê tal ato processual como próxima etapa depois do recebimento da denúncia (ou queixa). Questão de ordem resolvida no sentido de indeferimento da petição de fls. 40.151-40.161’. É fato que a inversão do momento do interrogatório para a fase final da instrução maximiza o contraditório e a ampla defesa. Por conseguinte, esta Corte entendeu que o interrogatório, como ato derradeiro da instrução penal, deve prevalecer nas ações penais originárias perante o Supremo tribunal Federal, em detrimento do previsto no art. 7º da Lei 8.038/90 , excetuando-se somente as ações nas quais o interrogatório já tenha sido ultimado (AgR. na AP 630, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Limitando-se as defesas a protestar formalmente pela realização de novo interrogatório, sem demonstrar circunstâncias objetivas que a justifiquem, revela-se desnecessária e procrastinatória a repetição do ato. Igualmente desnecessária a expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para que encaminhe relatório das movimentações processuais nos autos 001.09.250255-6 e preste esclarecimentos sobre as alterações de numeração. A modificação do suporte físico dos autos digital/papel , por si só, não justifica a diligência. As disparidades de numeração são comuns nas modificações, inclusive entre as instâncias, por questões burocráticas ( vg. reautuação e distribuição) e de sistema. A ausência de determinadas certidões de juntada decorre da própria automaticidade de determinadas rotinas no processo eletrônico. E quanto às assinaturas, é claro, são elas validadas pelo próprio acesso ao sistema, de sorte que 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Supremo Tribunal Federal AP 671 AGR-SEGUNDO / AM sujeitos ao procedimento previsto na Lei 8.038/1990 apenas subsidiariamente, somente no que for aplicável´ou ´no que couber´. Daí por que a modificação legislativa referida pelos acusados em nada altera o procedimento até então observado, uma vez que a fase processual em que deve ocorrer o interrogatório continua expressamente prescrita no art. 7º da Lei 8.038/1990, o qual prevê tal ato processual como próxima etapa depois do recebimento da denúncia (ou queixa). Questão de ordem resolvida no sentido de indeferimento da petição de fls. 40.151-40.161’. É fato que a inversão do momento do interrogatório para a fase final da instrução maximiza o contraditório e a ampla defesa. Por conseguinte, esta Corte entendeu que o interrogatório, como ato derradeiro da instrução penal, deve prevalecer nas ações penais originárias perante o Supremo tribunal Federal, em detrimento do previsto no art. 7º da Lei 8.038/90 , excetuando-se somente as ações nas quais o interrogatório já tenha sido ultimado (AgR. na AP 630, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Limitando-se as defesas a protestar formalmente pela realização de novo interrogatório, sem demonstrar circunstâncias objetivas que a justifiquem, revela-se desnecessária e procrastinatória a repetição do ato. Igualmente desnecessária a expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para que encaminhe relatório das movimentações processuais nos autos 001.09.250255-6 e preste esclarecimentos sobre as alterações de numeração. A modificação do suporte físico dos autos digital/papel , por si só, não justifica a diligência. As disparidades de numeração são comuns nas modificações, inclusive entre as instâncias, por questões burocráticas ( vg. reautuação e distribuição) e de sistema. A ausência de determinadas certidões de juntada decorre da própria automaticidade de determinadas rotinas no processo eletrônico. E quanto às assinaturas, é claro, são elas validadas pelo próprio acesso ao sistema, de sorte que 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório AP 671 AGR-SEGUNDO / AM eventual documento não assinado na transposição dos meios não invalida o documento. Não vislumbro, assim, necessidade e utilidade na solicitação de certidões ou relatórios de movimentação processual. Afinal, as diligências e provas devem-se dirigir à descoberta dos fatos, para os quais a movimentação dos relatórios em nada contribui. Aliás, salvo demonstração em contrário, o próprio andamento processual é acessível à parte, sendo desnecessária a requisição judicial. A princípio, não verifico qualquer irregularidade nos autos ou mesmo no processamento da ação penal que justifique o pedido de esclarecimento. Por fim, conforme referido pelo Procurador-Geral da República, a expedição de ofício à 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas já havia sido deferida (decisão de fls. 5.911-5.922 e ofício de fl. 5.928). Assim, reitere-se a solicitação para que seja encaminhada cópia integral (digitalizada) do processo nº 001.08.245471-0 (Operação Centurião) e das mídias relativas à interceptação telefônica realizada naqueles autos, no prazo de 15 (quinze) dias. Atendida a diligência, intimem-se a acusação e as defesas para, sucessivamente, apresentarem, no prazo de 15 (quinze) dias, alegações escritas, nos termos do art. 11 da Lei 8.038/90”. Inconformada com o indeferimento das diligências requeridas (oitiva de testemunhas referidas, novo interrogatório e expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas), a defesa recorre da decisão, sustentando, em síntese: a) que a oitiva das testemunhas referidas, não examinada sob a ótica do deferimento da juntada aos autos de cópia dos autos 001.08.245471-0 (Operação Centurião) e das mídias relativas à interceptação telefônica realizada naqueles autos, é imprescindível ao exercício do direito ao contraditório e da amplitude de defesa; b) que a realização de novo interrogatório é direito dos agravantes, haja vista que, tendo o processo inciado sob a égide do Código de Processo Penal, com a subida dos autos 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Supremo Tribunal Federal AP 671 AGR-SEGUNDO / AM eventual documento não assinado na transposição dos meios não invalida o documento. Não vislumbro, assim, necessidade e utilidade na solicitação de certidões ou relatórios de movimentação processual. Afinal, as diligências e provas devem-se dirigir à descoberta dos fatos, para os quais a movimentação dos relatórios em nada contribui. Aliás, salvo demonstração em contrário, o próprio andamento processual é acessível à parte, sendo desnecessária a requisição judicial. A princípio, não verifico qualquer irregularidade nos autos ou mesmo no processamento da ação penal que justifique o pedido de esclarecimento. Por fim, conforme referido pelo Procurador-Geral da República, a expedição de ofício à 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas já havia sido deferida (decisão de fls. 5.911-5.922 e ofício de fl. 5.928). Assim, reitere-se a solicitação para que seja encaminhada cópia integral (digitalizada) do processo nº 001.08.245471-0 (Operação Centurião) e das mídias relativas à interceptação telefônica realizada naqueles autos, no prazo de 15 (quinze) dias. Atendida a diligência, intimem-se a acusação e as defesas para, sucessivamente, apresentarem, no prazo de 15 (quinze) dias, alegações escritas, nos termos do art. 11 da Lei 8.038/90”. Inconformada com o indeferimento das diligências requeridas (oitiva de testemunhas referidas, novo interrogatório e expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas), a defesa recorre da decisão, sustentando, em síntese: a) que a oitiva das testemunhas referidas, não examinada sob a ótica do deferimento da juntada aos autos de cópia dos autos 001.08.245471-0 (Operação Centurião) e das mídias relativas à interceptação telefônica realizada naqueles autos, é imprescindível ao exercício do direito ao contraditório e da amplitude de defesa; b) que a realização de novo interrogatório é direito dos agravantes, haja vista que, tendo o processo inciado sob a égide do Código de Processo Penal, com a subida dos autos 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório AP 671 AGR-SEGUNDO / AM a esta Corte, prevalece o rito comum, sendo vedado transmudar para o rito especial, principalmente quando demonstrado prejuízo para a defesa e que sendo reconhecida a prevalência do Código de Processo Penal ao caso, em razão da competência inicial da primeira instância judicial, há que se reconhecer de igual modo a inversão tumultuária do processo, e que esta inversão trouxe grave prejuízo à defesa, cerceando o direito dos agravantes de se defenderem das acusações impostas em sede de depoimento de testemunhas de acusação; c) a juntada dos autos da Operação Centurião, a pedido do Ministério Público, é extemporânea e inoportuna, não logrando a defesa identificar utilidade/necessidade, inclusive porque nenhum dos acusados foi alvo de tal operação; d) a expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas revela-se necessária e útil para o exercício do direito de defesa, pois foi enviada à Suprema Corte ‘versão integral dos autos’, porém várias páginas, sem assinatura, aparentam terem sido juntadas irregularmente, misteriosamente juntadas quando da subida dos autos. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Supremo Tribunal Federal AP 671 AGR-SEGUNDO / AM a esta Corte, prevalece o rito comum, sendo vedado transmudar para o rito especial, principalmente quando demonstrado prejuízo para a defesa e que sendo reconhecida a prevalência do Código de Processo Penal ao caso, em razão da competência inicial da primeira instância judicial, há que se reconhecer de igual modo a inversão tumultuária do processo, e que esta inversão trouxe grave prejuízo à defesa, cerceando o direito dos agravantes de se defenderem das acusações impostas em sede de depoimento de testemunhas de acusação; c) a juntada dos autos da Operação Centurião, a pedido do Ministério Público, é extemporânea e inoportuna, não logrando a defesa identificar utilidade/necessidade, inclusive porque nenhum dos acusados foi alvo de tal operação; d) a expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas revela-se necessária e útil para o exercício do direito de defesa, pois foi enviada à Suprema Corte ‘versão integral dos autos’, porém várias páginas, sem assinatura, aparentam terem sido juntadas irregularmente, misteriosamente juntadas quando da subida dos autos. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES 25/04/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 671 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a defesa dos acusados VANESSA DE SOUZA LIMA e ALLAN REGO DA MATA insurge-se contra a decisão de fls. 6.150-6.155, que indeferiu os pedidos de oitiva de testemunhas referidas, realização de novo interrogatório e expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para que encaminhasse relatório de movimentação processual dos autos e prestasse esclarecimentos sobre as alterações de numeração de folhas. Examinando as razões de recurso, observo que os agravantes não lograram justificar a real necessidade e utilidade das providências requeridas. Primeiramente, consigno que, ao contrário do sustentado pelos agravantes, inexiste qualquer inversão tumultuária no processo pelo simples fato de ele, iniciado em primeiro grau de jurisdição, ser deslocado a esta Corte. Observe-se, aliás, que o início do processo foi anterior à modificação do procedimento comum estabelecida pela Lei 11.719/08 – que, em essência, deslocou o interrogatório para o fim da instrução –, cujo rito era semelhante ao previsto na Lei 8.038/90, exceção ao próprio recebimento da denúncia. Com efeito, diferentemente do alegado, inexiste qualquer prejuízo procedimental às partes. Por sua vez, o rito a ser observado, a partir do deslocamento da competência, é aquele previsto na Lei 8.038/90, devendo o feito prosseguir no estado em que se encontra, nos termos do art. 235 do RI/STF. E isso por uma razão lógica e funcional, pois é ínsito à ideia de processo o desencadeamento concatenado de suas fases no tempo, uma marcha para frente, não um círculo. Portanto, insubsistente a alegação de inversão tumultuária do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750880. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 671 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a defesa dos acusados VANESSA DE SOUZA LIMA e ALLAN REGO DA MATA insurge-se contra a decisão de fls. 6.150-6.155, que indeferiu os pedidos de oitiva de testemunhas referidas, realização de novo interrogatório e expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para que encaminhasse relatório de movimentação processual dos autos e prestasse esclarecimentos sobre as alterações de numeração de folhas. Examinando as razões de recurso, observo que os agravantes não lograram justificar a real necessidade e utilidade das providências requeridas. Primeiramente, consigno que, ao contrário do sustentado pelos agravantes, inexiste qualquer inversão tumultuária no processo pelo simples fato de ele, iniciado em primeiro grau de jurisdição, ser deslocado a esta Corte. Observe-se, aliás, que o início do processo foi anterior à modificação do procedimento comum estabelecida pela Lei 11.719/08 – que, em essência, deslocou o interrogatório para o fim da instrução –, cujo rito era semelhante ao previsto na Lei 8.038/90, exceção ao próprio recebimento da denúncia. Com efeito, diferentemente do alegado, inexiste qualquer prejuízo procedimental às partes. Por sua vez, o rito a ser observado, a partir do deslocamento da competência, é aquele previsto na Lei 8.038/90, devendo o feito prosseguir no estado em que se encontra, nos termos do art. 235 do RI/STF. E isso por uma razão lógica e funcional, pois é ínsito à ideia de processo o desencadeamento concatenado de suas fases no tempo, uma marcha para frente, não um círculo. Portanto, insubsistente a alegação de inversão tumultuária do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750880. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES AP 671 AGR-SEGUNDO / AM processo com prejuízos à defesa. Pois bem. Como assentado na decisão recorrida, após a oitiva das testemunhas, nos termos do art. 10 da Lei 8.038/90, faculta-se às partes o requerimento de diligências complementares. A fase processual equivale àquela anteriormente prevista no art. 499 do Código de Processo Penal, atualmente prevista no art. 402 do mesmo Código. A fase é de complementação e, não, propriamente, de instrução. Com relação às testemunhas referidas, indeferi a oitiva pelas seguintes razões: duas delas, Thomaz A. C. de Vasconcelos e José Divanilson Cavalcanti Junior, foram arroladas testemunhas de acusação, sendo que José Divanilson já foi inquirido (fls. 2.489-2.495) e Thomaz dispensado com a anuência das defesas (fls. 2.524-2.525). Portanto, tiveram as partes oportunidade para inquiri-las. As outras duas testemunhas apontadas pelos agravantes (Moacir e Mário), réus em outra ação penal, eram conhecidas e os fatos sabidos desde o início da ação penal. Ademais, as referências factuais afirmadas pelas testemunhas inquiridas não inovaram o quadro fático descrito nos autos ou as circunstâncias já conhecidas, sendo que eventuais contradições entre os depoimentos inserem-se no juízo de valoração da prova. Dessarte, como consignado na decisão recorrida, os depoimentos circunscreveram-se a fatos outros, que não são objeto da presente ação penal, não tendo a defesa demonstrado a real necessidade e utilidade na produção da prova requerida. E a ausência de plausibilidade se evidência, uma vez mais, quando, agora, no agravo, afirma a defesa que “não se considerou a importância e a relevância sob a ótica do deferimento da juntada dos autos de n. 001.08.245471- 0”. Olvida-se a defesa que a justificativa da oitiva das testemunhas era o fato de terem sido referidas e não os documentos que no futuro serão carreados. Quanto à repetição dos interrogatórios, consignei, primeiramente, que os agravantes não demonstraram razões fáticas e objetivas que 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750880. Supremo Tribunal Federal AP 671 AGR-SEGUNDO / AM processo com prejuízos à defesa. Pois bem. Como assentado na decisão recorrida, após a oitiva das testemunhas, nos termos do art. 10 da Lei 8.038/90, faculta-se às partes o requerimento de diligências complementares. A fase processual equivale àquela anteriormente prevista no art. 499 do Código de Processo Penal, atualmente prevista no art. 402 do mesmo Código. A fase é de complementação e, não, propriamente, de instrução. Com relação às testemunhas referidas, indeferi a oitiva pelas seguintes razões: duas delas, Thomaz A. C. de Vasconcelos e José Divanilson Cavalcanti Junior, foram arroladas testemunhas de acusação, sendo que José Divanilson já foi inquirido (fls. 2.489-2.495) e Thomaz dispensado com a anuência das defesas (fls. 2.524-2.525). Portanto, tiveram as partes oportunidade para inquiri-las. As outras duas testemunhas apontadas pelos agravantes (Moacir e Mário), réus em outra ação penal, eram conhecidas e os fatos sabidos desde o início da ação penal. Ademais, as referências factuais afirmadas pelas testemunhas inquiridas não inovaram o quadro fático descrito nos autos ou as circunstâncias já conhecidas, sendo que eventuais contradições entre os depoimentos inserem-se no juízo de valoração da prova. Dessarte, como consignado na decisão recorrida, os depoimentos circunscreveram-se a fatos outros, que não são objeto da presente ação penal, não tendo a defesa demonstrado a real necessidade e utilidade na produção da prova requerida. E a ausência de plausibilidade se evidência, uma vez mais, quando, agora, no agravo, afirma a defesa que “não se considerou a importância e a relevância sob a ótica do deferimento da juntada dos autos de n. 001.08.245471- 0”. Olvida-se a defesa que a justificativa da oitiva das testemunhas era o fato de terem sido referidas e não os documentos que no futuro serão carreados. Quanto à repetição dos interrogatórios, consignei, primeiramente, que os agravantes não demonstraram razões fáticas e objetivas que 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750880. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES AP 671 AGR-SEGUNDO / AM justificassem a renovação de ato processual validamente realizado. É fato que a inversão do momento do interrogatório para a fase final da instrução maximiza o contraditório e a ampla defesa. Por conseguinte, esta Corte entendeu que o interrogatório, como ato derradeiro da instrução penal, deve prevalecer nas ações penais originárias perante o Supremo tribunal Federal, em detrimento do previsto no art. 7º da Lei 8.038/90, excetuando-se somente as ações nas quais já tenha sido ultimado (AgR. na AP 630, rel. Min. Ricardo Lewandowski). O plenário da Corte também se manifestou no sentido da desnecessidade de repetição do ato na Questão de Ordem n. 8 na AP 470. Limitando-se as defesas a protestar formalmente pela realização de novo interrogatório, sem demonstrar circunstâncias objetivas que a justifiquem, revela-se desnecessária e procrastinatória a repetição do ato. Ainda protestou a defesa pela expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para que encaminhasse relatório de movimentação processual e informações sobre a numeração de folhas dos autos. Importante registrar que a ação, inicialmente, foi processada em meio digital. Registrei, então, que a modificação do suporte físico dos autos (digital/papel), por si só, não justifica a diligência. As disparidades de numeração são comuns nas modificações, inclusive entre as instâncias, por questões burocráticas ( v.g. reautuação e distribuição) e de sistema. A ausência de determinadas certidões de juntada decorre da própria automaticidade de determinadas rotinas no processo eletrônico. E quanto às assinaturas, é claro, são elas validadas pelo próprio acesso ao sistema, de sorte que eventual documento não assinado na transposição dos meios não invalida o documento. Não vislumbro, assim, necessidade e utilidade na solicitação de certidões ou relatórios de movimentação processual. Afinal, as diligências e provas devem dirigir-se à descoberta dos fatos, para os quais a movimentação dos relatórios em nada contribui. Aliás, salvo demonstração em contrário, o próprio andamento processual 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750880. Supremo Tribunal Federal AP 671 AGR-SEGUNDO / AM justificassem a renovação de ato processual validamente realizado. É fato que a inversão do momento do interrogatório para a fase final da instrução maximiza o contraditório e a ampla defesa. Por conseguinte, esta Corte entendeu que o interrogatório, como ato derradeiro da instrução penal, deve prevalecer nas ações penais originárias perante o Supremo tribunal Federal, em detrimento do previsto no art. 7º da Lei 8.038/90, excetuando-se somente as ações nas quais já tenha sido ultimado (AgR. na AP 630, rel. Min. Ricardo Lewandowski). O plenário da Corte também se manifestou no sentido da desnecessidade de repetição do ato na Questão de Ordem n. 8 na AP 470. Limitando-se as defesas a protestar formalmente pela realização de novo interrogatório, sem demonstrar circunstâncias objetivas que a justifiquem, revela-se desnecessária e procrastinatória a repetição do ato. Ainda protestou a defesa pela expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para que encaminhasse relatório de movimentação processual e informações sobre a numeração de folhas dos autos. Importante registrar que a ação, inicialmente, foi processada em meio digital. Registrei, então, que a modificação do suporte físico dos autos (digital/papel), por si só, não justifica a diligência. As disparidades de numeração são comuns nas modificações, inclusive entre as instâncias, por questões burocráticas ( v.g. reautuação e distribuição) e de sistema. A ausência de determinadas certidões de juntada decorre da própria automaticidade de determinadas rotinas no processo eletrônico. E quanto às assinaturas, é claro, são elas validadas pelo próprio acesso ao sistema, de sorte que eventual documento não assinado na transposição dos meios não invalida o documento. Não vislumbro, assim, necessidade e utilidade na solicitação de certidões ou relatórios de movimentação processual. Afinal, as diligências e provas devem dirigir-se à descoberta dos fatos, para os quais a movimentação dos relatórios em nada contribui. Aliás, salvo demonstração em contrário, o próprio andamento processual 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750880. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES AP 671 AGR-SEGUNDO / AM é acessível à parte, sendo desnecessária a requisição judicial. A princípio, não verifico qualquer irregularidade nos autos ou mesmo no processamento da ação penal que justifique o pedido de esclarecimento. Por fim, insurgiu-se a defesa quanto ao deferimento de expedição de ofício ao Tribunal de Justiça para que fosse encaminhada cópia digital dos autos da Operação Centurião. Ocorre que, conforme referido pelo Procurador-Geral da República, a expedição de ofício à 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas já havia sido deferida (Decisão de fls. 5.911-5.922 e Ofício de fl. 5.928). Assim, apenas determinei a reiteração. Por essas razões, voto no sentido de negar provimento ao agravo. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750880. Supremo Tribunal Federal AP 671 AGR-SEGUNDO / AM é acessível à parte, sendo desnecessária a requisição judicial. A princípio, não verifico qualquer irregularidade nos autos ou mesmo no processamento da ação penal que justifique o pedido de esclarecimento. Por fim, insurgiu-se a defesa quanto ao deferimento de expedição de ofício ao Tribunal de Justiça para que fosse encaminhada cópia digital dos autos da Operação Centurião. Ocorre que, conforme referido pelo Procurador-Geral da República, a expedição de ofício à 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas já havia sido deferida (Decisão de fls. 5.911-5.922 e Ofício de fl. 5.928). Assim, apenas determinei a reiteração. Por essas razões, voto no sentido de negar provimento ao agravo. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750880. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Extrato de Ata - 25/04/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 671 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VANESSA DE SOUZA LIMA AGTE.(S) : ALLAN REGO DA MATTA ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE COSTA DE SOUZA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS RÉU(É)(S) : CARLOS ALBERTO CAVALCANTE DE SOUZA ADV.(A/S) : LILIANE DE CARVALHO GABRIEL ADV.(A/S) : MARCELO TURBAY FREIRIA ADV.(A/S) : PEDRO IVO RODRIGUES VELLOSO CORDEIRO ADV.(A/S) : ROBERTA CRISTINA RIBEIRO DE CASTRO QUEIROZ ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO ADV.(A/S) : DENISE MOURA MACEDO DA SILVA RÉU(É)(S) : ELIZEU DE SOUZA GOMES ADV.(A/S) : JOSEMAR BERÇOT RODRIGUES RÉU(É)(S) : LUIZ MAIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : FELIX VALOIS COELHO JUNIOR RÉU(É)(S) : JOÃO SIDNEY VILAÇA DE BRITO ADV.(A/S) : JORGE SECAF NETO RÉU(É)(S) : JOÃO BOSCO SARRAF DE RESENDE ADV.(A/S) : ANTONIO COIMBRA FILHO E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) : WATHILA SILVA DA COSTA ADV.(A/S) : WASHINGTON LUIZ COSTA DE JESUS E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) : MÁRIO RUBENS NUNES PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RÉU(É)(S) : FAUSTO DE SOUZA NETO ADV.(A/S) : GÉRSON BELLANI Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773561 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 671 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VANESSA DE SOUZA LIMA AGTE.(S) : ALLAN REGO DA MATTA ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE COSTA DE SOUZA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS RÉU(É)(S) : CARLOS ALBERTO CAVALCANTE DE SOUZA ADV.(A/S) : LILIANE DE CARVALHO GABRIEL ADV.(A/S) : MARCELO TURBAY FREIRIA ADV.(A/S) : PEDRO IVO RODRIGUES VELLOSO CORDEIRO ADV.(A/S) : ROBERTA CRISTINA RIBEIRO DE CASTRO QUEIROZ ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO ADV.(A/S) : DENISE MOURA MACEDO DA SILVA RÉU(É)(S) : ELIZEU DE SOUZA GOMES ADV.(A/S) : JOSEMAR BERÇOT RODRIGUES RÉU(É)(S) : LUIZ MAIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : FELIX VALOIS COELHO JUNIOR RÉU(É)(S) : JOÃO SIDNEY VILAÇA DE BRITO ADV.(A/S) : JORGE SECAF NETO RÉU(É)(S) : JOÃO BOSCO SARRAF DE RESENDE ADV.(A/S) : ANTONIO COIMBRA FILHO E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) : WATHILA SILVA DA COSTA ADV.(A/S) : WASHINGTON LUIZ COSTA DE JESUS E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) : MÁRIO RUBENS NUNES PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RÉU(É)(S) : FAUSTO DE SOUZA NETO ADV.(A/S) : GÉRSON BELLANI Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773561 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 25/04/2013 Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773561 Supremo Tribunal Federal Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773561 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3796652
2013-04-25T00:00:00
2013-05-16T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013.
SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL
Agravo regimental em ação penal. Indeferimento de diligências. Testemunhas referidas. Novo interrogatório. Informações sobre a movimentação processual e autuação. Testemunhas arroladas e outras conhecidas desde o início da ação penal. Ausência de inovação fática. Falta de demonstração objetiva da necessidade e utilidade da prova. Desnecessidade de realização de novo interrogatório (precedentes). Modificação do suporte físico dos autos digital/papel. Diligências devem dirigir-se à elucidação dos fatos. Irrelevância do extrato de movimentação processual. Inexistência das irregularidades alegadas. Negado provimento.
sjur230471
- Acórdão(s) citado(s): (AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA, INTERROGATÓRIO, FASE FINAL, INSTRUÇÃO) AP 630 AgR (TP), AP 470 QO-OITAVA (TP). Número de páginas: 15. Análise: 04/06/2013, SEV. Revisão: 08/08/2013, AAT.
GILMAR MENDES
Tribunal Pleno
671
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00402 \r\n ART-00499 REVOGADO PELA LEI-11719/2008\r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\r\n", "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\r\n ART-00007 ART-00010 \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED LEI-011719 ANO-2008\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00235 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
AP-AgR-segundo
acordaos
AP 671 AgR-segundo
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AGTE.(S) : VANESSA DE SOUZA LIMA AGTE.(S) : ALLAN REGO DA MATTA ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE COSTA DE SOUZA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS RÉU(É)(S) : CARLOS ALBERTO CAVALCANTE DE SOUZA ADV.(A/S) : LILIANE DE CARVALHO GABRIEL ADV.(A/S) : MARCELO TURBAY FREIRIA ADV.(A/S) : PEDRO IVO RODRIGUES VELLOSO CORDEIRO ADV.(A/S) : ROBERTA CRISTINA RIBEIRO DE CASTRO QUEIROZ ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO ADV.(A/S) : DENISE MOURA MACEDO DA SILVA RÉU(É)(S) : ELIZEU DE SOUZA GOMES ADV.(A/S) : JOSEMAR BERÇOT RODRIGUES RÉU(É)(S) : LUIZ MAIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : FELIX VALOIS COELHO JUNIOR RÉU(É)(S) : JOÃO SIDNEY VILAÇA DE BRITO ADV.(A/S) : JORGE SECAF NETO RÉU(É)(S) : JOÃO BOSCO SARRAF DE RESENDE ADV.(A/S) : ANTONIO COIMBRA FILHO E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) : WATHILA SILVA DA COSTA ADV.(A/S) : WASHINGTON LUIZ COSTA DE JESUS E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) : MÁRIO RUBENS NUNES PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RÉU(É)(S) : FAUSTO DE SOUZA NETO ADV.(A/S) : GÉRSON BELLANI
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Ementa e Acórdão 25/04/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 671 AMAZONAS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VANESSA DE SOUZA LIMA AGTE.(S) :ALLAN REGO DA MATTA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE COSTA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS RÉU(É)(S) :CARLOS ALBERTO CAVALCANTE DE SOUZA ADV.(A/S) :LILIANE DE CARVALHO GABRIEL ADV.(A/S) :MARCELO TURBAY FREIRIA ADV.(A/S) :PEDRO IVO RODRIGUES VELLOSO CORDEIRO ADV.(A/S) :ROBERTA CRISTINA RIBEIRO DE CASTRO QUEIROZ ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO ADV.(A/S) :DENISE MOURA MACEDO DA SILVA RÉU(É)(S) :ELIZEU DE SOUZA GOMES ADV.(A/S) :JOSEMAR BERÇOT RODRIGUES RÉU(É)(S) :LUIZ MAIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :FELIX VALOIS COELHO JUNIOR RÉU(É)(S) :JOÃO SIDNEY VILAÇA DE BRITO ADV.(A/S) :JORGE SECAF NETO RÉU(É)(S) :JOÃO BOSCO SARRAF DE RESENDE ADV.(A/S) :ANTONIO COIMBRA FILHO E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) :WATHILA SILVA DA COSTA ADV.(A/S) :WASHINGTON LUIZ COSTA DE JESUS E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) :MÁRIO RUBENS NUNES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RÉU(É)(S) :FAUSTO DE SOUZA NETO ADV.(A/S) :GÉRSON BELLANI Agravo regimental em ação penal. Indeferimento de diligências. Testemunhas referidas. Novo interrogatório. Informações sobre a movimentação processual e autuação. Testemunhas arroladas e outras Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750878. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 15 Ementa e Acórdão AP 671 AGR-SEGUNDO / AM conhecidas desde o início da ação penal. Ausência de inovação fática. Falta de demonstração objetiva da necessidade e utilidade da prova. Desnecessidade de realização de novo interrogatório (precedentes). Modificação do suporte físico dos autos digital/papel. Diligências devem dirigir-se à elucidação dos fatos. Irrelevância do extrato de movimentação processual. Inexistência das irregularidades alegadas. Negado provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, vice-presidente, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes: ministro Joaquim Barbosa, presidente, por participação no evento Time 100 Gala organizado por Time Magazine e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos; ministros Dias Toffoli e Cármen Lúcia. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750878. Supremo Tribunal Federal AP 671 AGR-SEGUNDO / AM conhecidas desde o início da ação penal. Ausência de inovação fática. Falta de demonstração objetiva da necessidade e utilidade da prova. Desnecessidade de realização de novo interrogatório (precedentes). Modificação do suporte físico dos autos digital/papel. Diligências devem dirigir-se à elucidação dos fatos. Irrelevância do extrato de movimentação processual. Inexistência das irregularidades alegadas. Negado provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, vice-presidente, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausentes: ministro Joaquim Barbosa, presidente, por participação no evento Time 100 Gala organizado por Time Magazine e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos; ministros Dias Toffoli e Cármen Lúcia. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 15 Relatório 25/04/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 671 AMAZONAS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VANESSA DE SOUZA LIMA AGTE.(S) :ALLAN REGO DA MATTA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE COSTA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS RÉU(É)(S) :CARLOS ALBERTO CAVALCANTE DE SOUZA ADV.(A/S) :LILIANE DE CARVALHO GABRIEL ADV.(A/S) :MARCELO TURBAY FREIRIA ADV.(A/S) :PEDRO IVO RODRIGUES VELLOSO CORDEIRO ADV.(A/S) :ROBERTA CRISTINA RIBEIRO DE CASTRO QUEIROZ ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO ADV.(A/S) :DENISE MOURA MACEDO DA SILVA RÉU(É)(S) :ELIZEU DE SOUZA GOMES ADV.(A/S) :JOSEMAR BERÇOT RODRIGUES RÉU(É)(S) :LUIZ MAIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :FELIX VALOIS COELHO JUNIOR RÉU(É)(S) :JOÃO SIDNEY VILAÇA DE BRITO ADV.(A/S) :JORGE SECAF NETO RÉU(É)(S) :JOÃO BOSCO SARRAF DE RESENDE ADV.(A/S) :ANTONIO COIMBRA FILHO E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) :WATHILA SILVA DA COSTA ADV.(A/S) :WASHINGTON LUIZ COSTA DE JESUS E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) :MÁRIO RUBENS NUNES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RÉU(É)(S) :FAUSTO DE SOUZA NETO ADV.(A/S) :GÉRSON BELLANI Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 671 AMAZONAS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :VANESSA DE SOUZA LIMA AGTE.(S) :ALLAN REGO DA MATTA ADV.(A/S) :CARLOS HENRIQUE COSTA DE SOUZA AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS RÉU(É)(S) :CARLOS ALBERTO CAVALCANTE DE SOUZA ADV.(A/S) :LILIANE DE CARVALHO GABRIEL ADV.(A/S) :MARCELO TURBAY FREIRIA ADV.(A/S) :PEDRO IVO RODRIGUES VELLOSO CORDEIRO ADV.(A/S) :ROBERTA CRISTINA RIBEIRO DE CASTRO QUEIROZ ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO ADV.(A/S) :DENISE MOURA MACEDO DA SILVA RÉU(É)(S) :ELIZEU DE SOUZA GOMES ADV.(A/S) :JOSEMAR BERÇOT RODRIGUES RÉU(É)(S) :LUIZ MAIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :FELIX VALOIS COELHO JUNIOR RÉU(É)(S) :JOÃO SIDNEY VILAÇA DE BRITO ADV.(A/S) :JORGE SECAF NETO RÉU(É)(S) :JOÃO BOSCO SARRAF DE RESENDE ADV.(A/S) :ANTONIO COIMBRA FILHO E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) :WATHILA SILVA DA COSTA ADV.(A/S) :WASHINGTON LUIZ COSTA DE JESUS E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) :MÁRIO RUBENS NUNES PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RÉU(É)(S) :FAUSTO DE SOUZA NETO ADV.(A/S) :GÉRSON BELLANI Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 15 Relatório AP 671 AGR-SEGUNDO / AM R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto por VANESSA DE SOUZA LIMA e ALLAN REGO DA MATA contra decisão de fls. 6.150-6.155, publicada em 10.4.2013, que indeferiu diligências requeridas pela defesa, lançada nos seguintes termos: “Concluída a inquirição das testemunhas, nos termos do art. 10 da Lei 8.038/90, foram as partes instadas a se manifestar sobre eventuais diligências. O Ministério Público Federal requereu a expedição de ofício à 2... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas para que encaminhe, em atendimento à decisão de fls. 5.911-5.922 e ao ofício de fl. 5.928, cópia integral digitalizada do processo n 001.08.245471-0 (Operação Centurião) e das mídias relativas à interceptação telefônica realizada naqueles autos (fl. 6081) A defesa de VANESSA DE SOUZA LIMA e ALLAN REGO DA MATA requereu a oitiva de Tomaz de Vasconcelos, Divanilson Cavalcante e Antonio Chicre Neto, na qualidade de testemunhas referidas, e, posteriormente, a realização de interrogatório dos réus VANESSA DE SOUZA LIMA e ALLAN REGO DA MATA. Ainda, requereu a expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para que encaminhe relatório das movimentações processuais nos autos 001.09.250255-6 e preste esclarecimentos sobre as alterações de numeração (fls. 6.083-6.098). A defesa de CARLOS ALERTO CAVALCANTE DE SOUZA requereu a realização de novo interrogatório do acusado (fls. 6.130-6.134). A defesa de FAUSTO SOUZA NETO requereu a expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para que encaminhe cópia dos registros integrais dos processos 0249142-86.2009.8.24.0001 e 0250255-75.2009.8.04.0001, inclusive relatório cronológico dos lançamentos; oitiva das testemunhas 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Supremo Tribunal Federal AP 671 AGR-SEGUNDO / AM R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto por VANESSA DE SOUZA LIMA e ALLAN REGO DA MATA contra decisão de fls. 6.150-6.155, publicada em 10.4.2013, que indeferiu diligências requeridas pela defesa, lançada nos seguintes termos: “Concluída a inquirição das testemunhas, nos termos do art. 10 da Lei 8.038/90, foram as partes instadas a se manifestar sobre eventuais diligências. O Ministério Público Federal requereu a expedição de ofício à 2... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas para que encaminhe, em atendimento à decisão de fls. 5.911-5.922 e ao ofício de fl. 5.928, cópia integral digitalizada do processo n 001.08.245471-0 (Operação Centurião) e das mídias relativas à interceptação telefônica realizada naqueles autos (fl. 6081) A defesa de VANESSA DE SOUZA LIMA e ALLAN REGO DA MATA requereu a oitiva de Tomaz de Vasconcelos, Divanilson Cavalcante e Antonio Chicre Neto, na qualidade de testemunhas referidas, e, posteriormente, a realização de interrogatório dos réus VANESSA DE SOUZA LIMA e ALLAN REGO DA MATA. Ainda, requereu a expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para que encaminhe relatório das movimentações processuais nos autos 001.09.250255-6 e preste esclarecimentos sobre as alterações de numeração (fls. 6.083-6.098). A defesa de CARLOS ALERTO CAVALCANTE DE SOUZA requereu a realização de novo interrogatório do acusado (fls. 6.130-6.134). A defesa de FAUSTO SOUZA NETO requereu a expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para que encaminhe cópia dos registros integrais dos processos 0249142-86.2009.8.24.0001 e 0250255-75.2009.8.04.0001, inclusive relatório cronológico dos lançamentos; oitiva das testemunhas 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 15 Relatório AP 671 AGR-SEGUNDO / AM referidas Thomas Augusto Correa, José Divanilson Cavalcante Junior, Moacir Jorge Pessoa da Costa e Mário Saboia de Albuquerque Neto; e, por fim, novo interrogatório do ora acusado. A Defensoria Pública da União, atuando em favor de MÁRIO RUBENS NUNES, informou não ter diligências a requerer (fl. 6.144). A defesa dos demais acusados, embora regularmente notificada, nada requereu (fl. 6.148). Primeiramente, observo que a fase processual prevista no art. 10 da Lei 8.038/90, assim como previa o art. 499 do CPP revogado pela Lei 11.719/08 e prevê o atual art. 402 do CPP, circunscreve-se às diligências cuja necessidade ou conveniência se origine de circunstâncias ou fatos apurados na instrução. A fase é de complementação e, não, propriamente, de instrução. Com efeito, não se justifica a oitiva das testemunhas referidas. A um, porque duas delas, Thomaz A.C. de Vaconcelos e José Divanilson Cavalcanti Junior, já estavam arroladas como testemunhas da acusação, sendo que José Divanilson já foi inquirido (fls. 2.489-2.495) e Thomaz de Vasconcelos dispensado, com a anuência das defesas (fls. 2.524-2.525). Portanto, tiveram as partes oportunidade para inquirirem as testemunhas. A dois, os nomes das outras duas testemunhas referidas (Moacir e Mário) já eram conhecidos e sabidos desde o início da ação penal. São réus em outra ação penal, fato também conhecido desde o início da instrução. A três, as referências factuais afirmadas pelas testemunhas inquiridas (Paulo Sérgio de Oliveira, Raimundo Acataussu Dantas da Costa e Einsten Rebouças Tomé Praciano) não inovaram o quadro fático descrito nos autos ou as circunstâncias já conhecidas. Por sua vez, as alegadas contradições inserem-se no juízo de valoração da prova. A quatro, não observo nos depoimentos referidos qualquer necessidade de oitiva ou de renovação da oitiva das 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Supremo Tribunal Federal AP 671 AGR-SEGUNDO / AM referidas Thomas Augusto Correa, José Divanilson Cavalcante Junior, Moacir Jorge Pessoa da Costa e Mário Saboia de Albuquerque Neto; e, por fim, novo interrogatório do ora acusado. A Defensoria Pública da União, atuando em favor de MÁRIO RUBENS NUNES, informou não ter diligências a requerer (fl. 6.144). A defesa dos demais acusados, embora regularmente notificada, nada requereu (fl. 6.148). Primeiramente, observo que a fase processual prevista no art. 10 da Lei 8.038/90, assim como previa o art. 499 do CPP revogado pela Lei 11.719/08 e prevê o atual art. 402 do CPP, circunscreve-se às diligências cuja necessidade ou conveniência se origine de circunstâncias ou fatos apurados na instrução. A fase é de complementação e, não, propriamente, de instrução. Com efeito, não se justifica a oitiva das testemunhas referidas. A um, porque duas delas, Thomaz A.C. de Vaconcelos e José Divanilson Cavalcanti Junior, já estavam arroladas como testemunhas da acusação, sendo que José Divanilson já foi inquirido (fls. 2.489-2.495) e Thomaz de Vasconcelos dispensado, com a anuência das defesas (fls. 2.524-2.525). Portanto, tiveram as partes oportunidade para inquirirem as testemunhas. A dois, os nomes das outras duas testemunhas referidas (Moacir e Mário) já eram conhecidos e sabidos desde o início da ação penal. São réus em outra ação penal, fato também conhecido desde o início da instrução. A três, as referências factuais afirmadas pelas testemunhas inquiridas (Paulo Sérgio de Oliveira, Raimundo Acataussu Dantas da Costa e Einsten Rebouças Tomé Praciano) não inovaram o quadro fático descrito nos autos ou as circunstâncias já conhecidas. Por sua vez, as alegadas contradições inserem-se no juízo de valoração da prova. A quatro, não observo nos depoimentos referidos qualquer necessidade de oitiva ou de renovação da oitiva das 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 15 Relatório AP 671 AGR-SEGUNDO / AM testemunhas pretendidas. Os depoimentos circunscreveram-se a fatos outros (prisão de Moacir e Mário) que não são objeto da presente ação penal. E tanto é assim, que a defesa sequer logrou justificar a real necessidade da oitiva, apegando-se apenas às referências nominais e possíveis contradições, sem especificar os fatos que reclamam esclarecimentos. Ademais, como antes afirmado, todos os nomes e o próprio fato (prisão e remoção de Moacir e Mário) já eram de conhecimento das partes desde o início da ação penal. Por outro lado, inexistiu, como pretensamente alegado, inversão tumultuária do processo. Advirta-se que não se aplica o rito comum estabelecido no Código de Processo Penal às ações penais originárias, cujo rito procedimental encontra-se previsto na Lei 8.038/90. E no caso, em face da prerrogativa de foro de um dos denunciados, o processo teve início perante o Tribunal de Justiça. Assim, existindo rito especial, próprio, não se aplicam as regras do procedimento comum previsto no Código de Processo Penal, conforme expresso no §2... do art. 394. Por sua vez, nos termos do parágrafo único do art. 235 do RISTF, ao receber ação penal oriunda de instância inferior, o Relator verificará a competência do Supremo tribunal Federal, recebendo-a no estado em que se encontrar. Logo, indemonstradas razões fáticas, objetivas, a justificar o pedido de repetição dos interrogatórios, desnecessário se mostra a repetição de atos processuais validamente praticados. Observo que o Pleno, no julgamento da 8... Questão de Ordem na AP 470/MG, assentou: ‘QUESTÃO DE ORDEM. AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. LEI 11.719/2008. PEDIDO DE NOVO INTERROGATÓRIO. ESPECIALIDADE DA LEI 8.038/1990, CUJOS DISPOSITIVOS NÃO FORAM ALTERADOS. INDEFERIMENTO. A Lei 8.038/1990 é especial em relação ao Código de Processo Penal, alterado pela Lei 11.719/2008. Por conseguinte, as disposições do CPP aplicam-se aos feitos 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Supremo Tribunal Federal AP 671 AGR-SEGUNDO / AM testemunhas pretendidas. Os depoimentos circunscreveram-se a fatos outros (prisão de Moacir e Mário) que não são objeto da presente ação penal. E tanto é assim, que a defesa sequer logrou justificar a real necessidade da oitiva, apegando-se apenas às referências nominais e possíveis contradições, sem especificar os fatos que reclamam esclarecimentos. Ademais, como antes afirmado, todos os nomes e o próprio fato (prisão e remoção de Moacir e Mário) já eram de conhecimento das partes desde o início da ação penal. Por outro lado, inexistiu, como pretensamente alegado, inversão tumultuária do processo. Advirta-se que não se aplica o rito comum estabelecido no Código de Processo Penal às ações penais originárias, cujo rito procedimental encontra-se previsto na Lei 8.038/90. E no caso, em face da prerrogativa de foro de um dos denunciados, o processo teve início perante o Tribunal de Justiça. Assim, existindo rito especial, próprio, não se aplicam as regras do procedimento comum previsto no Código de Processo Penal, conforme expresso no §2... do art. 394. Por sua vez, nos termos do parágrafo único do art. 235 do RISTF, ao receber ação penal oriunda de instância inferior, o Relator verificará a competência do Supremo tribunal Federal, recebendo-a no estado em que se encontrar. Logo, indemonstradas razões fáticas, objetivas, a justificar o pedido de repetição dos interrogatórios, desnecessário se mostra a repetição de atos processuais validamente praticados. Observo que o Pleno, no julgamento da 8... Questão de Ordem na AP 470/MG, assentou: ‘QUESTÃO DE ORDEM. AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. LEI 11.719/2008. PEDIDO DE NOVO INTERROGATÓRIO. ESPECIALIDADE DA LEI 8.038/1990, CUJOS DISPOSITIVOS NÃO FORAM ALTERADOS. INDEFERIMENTO. A Lei 8.038/1990 é especial em relação ao Código de Processo Penal, alterado pela Lei 11.719/2008. Por conseguinte, as disposições do CPP aplicam-se aos feitos 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 15 Relatório AP 671 AGR-SEGUNDO / AM sujeitos ao procedimento previsto na Lei 8.038/1990 apenas subsidiariamente, somente no que for aplicável´ou ´no que couber´. Daí por que a modificação legislativa referida pelos acusados em nada altera o procedimento até então observado, uma vez que a fase processual em que deve ocorrer o interrogatório continua expressamente prescrita no art. 7... da Lei 8.038/1990, o qual prevê tal ato processual como próxima etapa depois do recebimento da denúncia (ou queixa). Questão de ordem resolvida no sentido de indeferimento da petição de fls. 40.151-40.161’. É fato que a inversão do momento do interrogatório para a fase final da instrução maximiza o contraditório e a ampla defesa. Por conseguinte, esta Corte entendeu que o interrogatório, como ato derradeiro da instrução penal, deve prevalecer nas ações penais originárias perante o Supremo tribunal Federal, em detrimento do previsto no art. 7... da Lei 8.038/90 , excetuando-se somente as ações nas quais o interrogatório já tenha sido ultimado (AgR. na AP 630, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Limitando-se as defesas a protestar formalmente pela realização de novo interrogatório, sem demonstrar circunstâncias objetivas que a justifiquem, revela-se desnecessária e procrastinatória a repetição do ato. Igualmente desnecessária a expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para que encaminhe relatório das movimentações processuais nos autos 001.09.250255-6 e preste esclarecimentos sobre as alterações de numeração. A modificação do suporte físico dos autos digital/papel , por si só, não justifica a diligência. As disparidades de numeração são comuns nas modificações, inclusive entre as instâncias, por questões burocráticas ( vg. reautuação e distribuição) e de sistema. A ausência de determinadas certidões de juntada decorre da própria automaticidade de determinadas rotinas no processo eletrônico. E quanto às assinaturas, é claro, são elas validadas pelo próprio acesso ao sistema, de sorte que 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Supremo Tribunal Federal AP 671 AGR-SEGUNDO / AM sujeitos ao procedimento previsto na Lei 8.038/1990 apenas subsidiariamente, somente no que for aplicável´ou ´no que couber´. Daí por que a modificação legislativa referida pelos acusados em nada altera o procedimento até então observado, uma vez que a fase processual em que deve ocorrer o interrogatório continua expressamente prescrita no art. 7... da Lei 8.038/1990, o qual prevê tal ato processual como próxima etapa depois do recebimento da denúncia (ou queixa). Questão de ordem resolvida no sentido de indeferimento da petição de fls. 40.151-40.161’. É fato que a inversão do momento do interrogatório para a fase final da instrução maximiza o contraditório e a ampla defesa. Por conseguinte, esta Corte entendeu que o interrogatório, como ato derradeiro da instrução penal, deve prevalecer nas ações penais originárias perante o Supremo tribunal Federal, em detrimento do previsto no art. 7... da Lei 8.038/90 , excetuando-se somente as ações nas quais o interrogatório já tenha sido ultimado (AgR. na AP 630, Rel. Min. Ricardo Lewandowski). Limitando-se as defesas a protestar formalmente pela realização de novo interrogatório, sem demonstrar circunstâncias objetivas que a justifiquem, revela-se desnecessária e procrastinatória a repetição do ato. Igualmente desnecessária a expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para que encaminhe relatório das movimentações processuais nos autos 001.09.250255-6 e preste esclarecimentos sobre as alterações de numeração. A modificação do suporte físico dos autos digital/papel , por si só, não justifica a diligência. As disparidades de numeração são comuns nas modificações, inclusive entre as instâncias, por questões burocráticas ( vg. reautuação e distribuição) e de sistema. A ausência de determinadas certidões de juntada decorre da própria automaticidade de determinadas rotinas no processo eletrônico. E quanto às assinaturas, é claro, são elas validadas pelo próprio acesso ao sistema, de sorte que 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 15 Relatório AP 671 AGR-SEGUNDO / AM eventual documento não assinado na transposição dos meios não invalida o documento. Não vislumbro, assim, necessidade e utilidade na solicitação de certidões ou relatórios de movimentação processual. Afinal, as diligências e provas devem-se dirigir à descoberta dos fatos, para os quais a movimentação dos relatórios em nada contribui. Aliás, salvo demonstração em contrário, o próprio andamento processual é acessível à parte, sendo desnecessária a requisição judicial. A princípio, não verifico qualquer irregularidade nos autos ou mesmo no processamento da ação penal que justifique o pedido de esclarecimento. Por fim, conforme referido pelo Procurador-Geral da República, a expedição de ofício à 2... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas já havia sido deferida (decisão de fls. 5.911-5.922 e ofício de fl. 5.928). Assim, reitere-se a solicitação para que seja encaminhada cópia integral (digitalizada) do processo n 001.08.245471-0 (Operação Centurião) e das mídias relativas à interceptação telefônica realizada naqueles autos, no prazo de 15 (quinze) dias. Atendida a diligência, intimem-se a acusação e as defesas para, sucessivamente, apresentarem, no prazo de 15 (quinze) dias, alegações escritas, nos termos do art. 11 da Lei 8.038/90”. Inconformada com o indeferimento das diligências requeridas (oitiva de testemunhas referidas, novo interrogatório e expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas), a defesa recorre da decisão, sustentando, em síntese: a) que a oitiva das testemunhas referidas, não examinada sob a ótica do deferimento da juntada aos autos de cópia dos autos 001.08.245471-0 (Operação Centurião) e das mídias relativas à interceptação telefônica realizada naqueles autos, é imprescindível ao exercício do direito ao contraditório e da amplitude de defesa; b) que a realização de novo interrogatório é direito dos agravantes, haja vista que, tendo o processo inciado sob a égide do Código de Processo Penal, com a subida dos autos 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Supremo Tribunal Federal AP 671 AGR-SEGUNDO / AM eventual documento não assinado na transposição dos meios não invalida o documento. Não vislumbro, assim, necessidade e utilidade na solicitação de certidões ou relatórios de movimentação processual. Afinal, as diligências e provas devem-se dirigir à descoberta dos fatos, para os quais a movimentação dos relatórios em nada contribui. Aliás, salvo demonstração em contrário, o próprio andamento processual é acessível à parte, sendo desnecessária a requisição judicial. A princípio, não verifico qualquer irregularidade nos autos ou mesmo no processamento da ação penal que justifique o pedido de esclarecimento. Por fim, conforme referido pelo Procurador-Geral da República, a expedição de ofício à 2... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Amazonas já havia sido deferida (decisão de fls. 5.911-5.922 e ofício de fl. 5.928). Assim, reitere-se a solicitação para que seja encaminhada cópia integral (digitalizada) do processo n 001.08.245471-0 (Operação Centurião) e das mídias relativas à interceptação telefônica realizada naqueles autos, no prazo de 15 (quinze) dias. Atendida a diligência, intimem-se a acusação e as defesas para, sucessivamente, apresentarem, no prazo de 15 (quinze) dias, alegações escritas, nos termos do art. 11 da Lei 8.038/90”. Inconformada com o indeferimento das diligências requeridas (oitiva de testemunhas referidas, novo interrogatório e expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas), a defesa recorre da decisão, sustentando, em síntese: a) que a oitiva das testemunhas referidas, não examinada sob a ótica do deferimento da juntada aos autos de cópia dos autos 001.08.245471-0 (Operação Centurião) e das mídias relativas à interceptação telefônica realizada naqueles autos, é imprescindível ao exercício do direito ao contraditório e da amplitude de defesa; b) que a realização de novo interrogatório é direito dos agravantes, haja vista que, tendo o processo inciado sob a égide do Código de Processo Penal, com a subida dos autos 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 15 Relatório AP 671 AGR-SEGUNDO / AM a esta Corte, prevalece o rito comum, sendo vedado transmudar para o rito especial, principalmente quando demonstrado prejuízo para a defesa e que sendo reconhecida a prevalência do Código de Processo Penal ao caso, em razão da competência inicial da primeira instância judicial, há que se reconhecer de igual modo a inversão tumultuária do processo, e que esta inversão trouxe grave prejuízo à defesa, cerceando o direito dos agravantes de se defenderem das acusações impostas em sede de depoimento de testemunhas de acusação; c) a juntada dos autos da Operação Centurião, a pedido do Ministério Público, é extemporânea e inoportuna, não logrando a defesa identificar utilidade/necessidade, inclusive porque nenhum dos acusados foi alvo de tal operação; d) a expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas revela-se necessária e útil para o exercício do direito de defesa, pois foi enviada à Suprema Corte ‘versão integral dos autos’, porém várias páginas, sem assinatura, aparentam terem sido juntadas irregularmente, misteriosamente juntadas quando da subida dos autos. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Supremo Tribunal Federal AP 671 AGR-SEGUNDO / AM a esta Corte, prevalece o rito comum, sendo vedado transmudar para o rito especial, principalmente quando demonstrado prejuízo para a defesa e que sendo reconhecida a prevalência do Código de Processo Penal ao caso, em razão da competência inicial da primeira instância judicial, há que se reconhecer de igual modo a inversão tumultuária do processo, e que esta inversão trouxe grave prejuízo à defesa, cerceando o direito dos agravantes de se defenderem das acusações impostas em sede de depoimento de testemunhas de acusação; c) a juntada dos autos da Operação Centurião, a pedido do Ministério Público, é extemporânea e inoportuna, não logrando a defesa identificar utilidade/necessidade, inclusive porque nenhum dos acusados foi alvo de tal operação; d) a expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas revela-se necessária e útil para o exercício do direito de defesa, pois foi enviada à Suprema Corte ‘versão integral dos autos’, porém várias páginas, sem assinatura, aparentam terem sido juntadas irregularmente, misteriosamente juntadas quando da subida dos autos. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750879. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES 25/04/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 671 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a defesa dos acusados VANESSA DE SOUZA LIMA e ALLAN REGO DA MATA insurge-se contra a decisão de fls. 6.150-6.155, que indeferiu os pedidos de oitiva de testemunhas referidas, realização de novo interrogatório e expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para que encaminhasse relatório de movimentação processual dos autos e prestasse esclarecimentos sobre as alterações de numeração de folhas. Examinando as razões de recurso, observo que os agravantes não lograram justificar a real necessidade e utilidade das providências requeridas. Primeiramente, consigno que, ao contrário do sustentado pelos agravantes, inexiste qualquer inversão tumultuária no processo pelo simples fato de ele, iniciado em primeiro grau de jurisdição, ser deslocado a esta Corte. Observe-se, aliás, que o início do processo foi anterior à modificação do procedimento comum estabelecida pela Lei 11.719/08 – que, em essência, deslocou o interrogatório para o fim da instrução –, cujo rito era semelhante ao previsto na Lei 8.038/90, exceção ao próprio recebimento da denúncia. Com efeito, diferentemente do alegado, inexiste qualquer prejuízo procedimental às partes. Por sua vez, o rito a ser observado, a partir do deslocamento da competência, é aquele previsto na Lei 8.038/90, devendo o feito prosseguir no estado em que se encontra, nos termos do art. 235 do RI/Supremo Tribunal Federal. E isso por uma razão lógica e funcional, pois é ínsito à ideia de processo o desencadeamento concatenado de suas fases no tempo, uma marcha para frente, não um círculo. Portanto, insubsistente a alegação de inversão tumultuária do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750880. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 671 AMAZONAS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, a defesa dos acusados VANESSA DE SOUZA LIMA e ALLAN REGO DA MATA insurge-se contra a decisão de fls. 6.150-6.155, que indeferiu os pedidos de oitiva de testemunhas referidas, realização de novo interrogatório e expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para que encaminhasse relatório de movimentação processual dos autos e prestasse esclarecimentos sobre as alterações de numeração de folhas. Examinando as razões de recurso, observo que os agravantes não lograram justificar a real necessidade e utilidade das providências requeridas. Primeiramente, consigno que, ao contrário do sustentado pelos agravantes, inexiste qualquer inversão tumultuária no processo pelo simples fato de ele, iniciado em primeiro grau de jurisdição, ser deslocado a esta Corte. Observe-se, aliás, que o início do processo foi anterior à modificação do procedimento comum estabelecida pela Lei 11.719/08 – que, em essência, deslocou o interrogatório para o fim da instrução –, cujo rito era semelhante ao previsto na Lei 8.038/90, exceção ao próprio recebimento da denúncia. Com efeito, diferentemente do alegado, inexiste qualquer prejuízo procedimental às partes. Por sua vez, o rito a ser observado, a partir do deslocamento da competência, é aquele previsto na Lei 8.038/90, devendo o feito prosseguir no estado em que se encontra, nos termos do art. 235 do RI/Supremo Tribunal Federal. E isso por uma razão lógica e funcional, pois é ínsito à ideia de processo o desencadeamento concatenado de suas fases no tempo, uma marcha para frente, não um círculo. Portanto, insubsistente a alegação de inversão tumultuária do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750880. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES AP 671 AGR-SEGUNDO / AM processo com prejuízos à defesa. Pois bem. Como assentado na decisão recorrida, após a oitiva das testemunhas, nos termos do art. 10 da Lei 8.038/90, faculta-se às partes o requerimento de diligências complementares. A fase processual equivale àquela anteriormente prevista no art. 499 do Código de Processo Penal, atualmente prevista no art. 402 do mesmo Código. A fase é de complementação e, não, propriamente, de instrução. Com relação às testemunhas referidas, indeferi a oitiva pelas seguintes razões: duas delas, Thomaz A. C. de Vasconcelos e José Divanilson Cavalcanti Junior, foram arroladas testemunhas de acusação, sendo que José Divanilson já foi inquirido (fls. 2.489-2.495) e Thomaz dispensado com a anuência das defesas (fls. 2.524-2.525). Portanto, tiveram as partes oportunidade para inquiri-las. As outras duas testemunhas apontadas pelos agravantes (Moacir e Mário), réus em outra ação penal, eram conhecidas e os fatos sabidos desde o início da ação penal. Ademais, as referências factuais afirmadas pelas testemunhas inquiridas não inovaram o quadro fático descrito nos autos ou as circunstâncias já conhecidas, sendo que eventuais contradições entre os depoimentos inserem-se no juízo de valoração da prova. Dessarte, como consignado na decisão recorrida, os depoimentos circunscreveram-se a fatos outros, que não são objeto da presente ação penal, não tendo a defesa demonstrado a real necessidade e utilidade na produção da prova requerida. E a ausência de plausibilidade se evidência, uma vez mais, quando, agora, no agravo, afirma a defesa que “não se considerou a importância e a relevância sob a ótica do deferimento da juntada dos autos de n. 001.08.245471- 0”. Olvida-se a defesa que a justificativa da oitiva das testemunhas era o fato de terem sido referidas e não os documentos que no futuro serão carreados. Quanto à repetição dos interrogatórios, consignei, primeiramente, que os agravantes não demonstraram razões fáticas e objetivas que 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750880. Supremo Tribunal Federal AP 671 AGR-SEGUNDO / AM processo com prejuízos à defesa. Pois bem. Como assentado na decisão recorrida, após a oitiva das testemunhas, nos termos do art. 10 da Lei 8.038/90, faculta-se às partes o requerimento de diligências complementares. A fase processual equivale àquela anteriormente prevista no art. 499 do Código de Processo Penal, atualmente prevista no art. 402 do mesmo Código. A fase é de complementação e, não, propriamente, de instrução. Com relação às testemunhas referidas, indeferi a oitiva pelas seguintes razões: duas delas, Thomaz A. C. de Vasconcelos e José Divanilson Cavalcanti Junior, foram arroladas testemunhas de acusação, sendo que José Divanilson já foi inquirido (fls. 2.489-2.495) e Thomaz dispensado com a anuência das defesas (fls. 2.524-2.525). Portanto, tiveram as partes oportunidade para inquiri-las. As outras duas testemunhas apontadas pelos agravantes (Moacir e Mário), réus em outra ação penal, eram conhecidas e os fatos sabidos desde o início da ação penal. Ademais, as referências factuais afirmadas pelas testemunhas inquiridas não inovaram o quadro fático descrito nos autos ou as circunstâncias já conhecidas, sendo que eventuais contradições entre os depoimentos inserem-se no juízo de valoração da prova. Dessarte, como consignado na decisão recorrida, os depoimentos circunscreveram-se a fatos outros, que não são objeto da presente ação penal, não tendo a defesa demonstrado a real necessidade e utilidade na produção da prova requerida. E a ausência de plausibilidade se evidência, uma vez mais, quando, agora, no agravo, afirma a defesa que “não se considerou a importância e a relevância sob a ótica do deferimento da juntada dos autos de n. 001.08.245471- 0”. Olvida-se a defesa que a justificativa da oitiva das testemunhas era o fato de terem sido referidas e não os documentos que no futuro serão carreados. Quanto à repetição dos interrogatórios, consignei, primeiramente, que os agravantes não demonstraram razões fáticas e objetivas que 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750880. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES AP 671 AGR-SEGUNDO / AM justificassem a renovação de ato processual validamente realizado. É fato que a inversão do momento do interrogatório para a fase final da instrução maximiza o contraditório e a ampla defesa. Por conseguinte, esta Corte entendeu que o interrogatório, como ato derradeiro da instrução penal, deve prevalecer nas ações penais originárias perante o Supremo tribunal Federal, em detrimento do previsto no art. 7... da Lei 8.038/90, excetuando-se somente as ações nas quais já tenha sido ultimado (AgR. na AP 630, rel. Min. Ricardo Lewandowski). O plenário da Corte também se manifestou no sentido da desnecessidade de repetição do ato na Questão de Ordem n. 8 na AP 470. Limitando-se as defesas a protestar formalmente pela realização de novo interrogatório, sem demonstrar circunstâncias objetivas que a justifiquem, revela-se desnecessária e procrastinatória a repetição do ato. Ainda protestou a defesa pela expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para que encaminhasse relatório de movimentação processual e informações sobre a numeração de folhas dos autos. Importante registrar que a ação, inicialmente, foi processada em meio digital. Registrei, então, que a modificação do suporte físico dos autos (digital/papel), por si só, não justifica a diligência. As disparidades de numeração são comuns nas modificações, inclusive entre as instâncias, por questões burocráticas ( v.g. reautuação e distribuição) e de sistema. A ausência de determinadas certidões de juntada decorre da própria automaticidade de determinadas rotinas no processo eletrônico. E quanto às assinaturas, é claro, são elas validadas pelo próprio acesso ao sistema, de sorte que eventual documento não assinado na transposição dos meios não invalida o documento. Não vislumbro, assim, necessidade e utilidade na solicitação de certidões ou relatórios de movimentação processual. Afinal, as diligências e provas devem dirigir-se à descoberta dos fatos, para os quais a movimentação dos relatórios em nada contribui. Aliás, salvo demonstração em contrário, o próprio andamento processual 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750880. Supremo Tribunal Federal AP 671 AGR-SEGUNDO / AM justificassem a renovação de ato processual validamente realizado. É fato que a inversão do momento do interrogatório para a fase final da instrução maximiza o contraditório e a ampla defesa. Por conseguinte, esta Corte entendeu que o interrogatório, como ato derradeiro da instrução penal, deve prevalecer nas ações penais originárias perante o Supremo tribunal Federal, em detrimento do previsto no art. 7... da Lei 8.038/90, excetuando-se somente as ações nas quais já tenha sido ultimado (AgR. na AP 630, rel. Min. Ricardo Lewandowski). O plenário da Corte também se manifestou no sentido da desnecessidade de repetição do ato na Questão de Ordem n. 8 na AP 470. Limitando-se as defesas a protestar formalmente pela realização de novo interrogatório, sem demonstrar circunstâncias objetivas que a justifiquem, revela-se desnecessária e procrastinatória a repetição do ato. Ainda protestou a defesa pela expedição de ofício ao Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas para que encaminhasse relatório de movimentação processual e informações sobre a numeração de folhas dos autos. Importante registrar que a ação, inicialmente, foi processada em meio digital. Registrei, então, que a modificação do suporte físico dos autos (digital/papel), por si só, não justifica a diligência. As disparidades de numeração são comuns nas modificações, inclusive entre as instâncias, por questões burocráticas ( v.g. reautuação e distribuição) e de sistema. A ausência de determinadas certidões de juntada decorre da própria automaticidade de determinadas rotinas no processo eletrônico. E quanto às assinaturas, é claro, são elas validadas pelo próprio acesso ao sistema, de sorte que eventual documento não assinado na transposição dos meios não invalida o documento. Não vislumbro, assim, necessidade e utilidade na solicitação de certidões ou relatórios de movimentação processual. Afinal, as diligências e provas devem dirigir-se à descoberta dos fatos, para os quais a movimentação dos relatórios em nada contribui. Aliás, salvo demonstração em contrário, o próprio andamento processual 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750880. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 15 Voto - MIN. GILMAR MENDES AP 671 AGR-SEGUNDO / AM é acessível à parte, sendo desnecessária a requisição judicial. A princípio, não verifico qualquer irregularidade nos autos ou mesmo no processamento da ação penal que justifique o pedido de esclarecimento. Por fim, insurgiu-se a defesa quanto ao deferimento de expedição de ofício ao Tribunal de Justiça para que fosse encaminhada cópia digital dos autos da Operação Centurião. Ocorre que, conforme referido pelo Procurador-Geral da República, a expedição de ofício à 2... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas já havia sido deferida (Decisão de fls. 5.911-5.922 e Ofício de fl. 5.928). Assim, apenas determinei a reiteração. Por essas razões, voto no sentido de negar provimento ao agravo. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750880. Supremo Tribunal Federal AP 671 AGR-SEGUNDO / AM é acessível à parte, sendo desnecessária a requisição judicial. A princípio, não verifico qualquer irregularidade nos autos ou mesmo no processamento da ação penal que justifique o pedido de esclarecimento. Por fim, insurgiu-se a defesa quanto ao deferimento de expedição de ofício ao Tribunal de Justiça para que fosse encaminhada cópia digital dos autos da Operação Centurião. Ocorre que, conforme referido pelo Procurador-Geral da República, a expedição de ofício à 2... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas já havia sido deferida (Decisão de fls. 5.911-5.922 e Ofício de fl. 5.928). Assim, apenas determinei a reiteração. Por essas razões, voto no sentido de negar provimento ao agravo. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3750880. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 15 Extrato de Ata - 25/04/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 671 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VANESSA DE SOUZA LIMA AGTE.(S) : ALLAN REGO DA MATTA ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE COSTA DE SOUZA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS RÉU(É)(S) : CARLOS ALBERTO CAVALCANTE DE SOUZA ADV.(A/S) : LILIANE DE CARVALHO GABRIEL ADV.(A/S) : MARCELO TURBAY FREIRIA ADV.(A/S) : PEDRO IVO RODRIGUES VELLOSO CORDEIRO ADV.(A/S) : ROBERTA CRISTINA RIBEIRO DE CASTRO QUEIROZ ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO ADV.(A/S) : DENISE MOURA MACEDO DA SILVA RÉU(É)(S) : ELIZEU DE SOUZA GOMES ADV.(A/S) : JOSEMAR BERÇOT RODRIGUES RÉU(É)(S) : LUIZ MAIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : FELIX VALOIS COELHO JUNIOR RÉU(É)(S) : JOÃO SIDNEY VILAÇA DE BRITO ADV.(A/S) : JORGE SECAF NETO RÉU(É)(S) : JOÃO BOSCO SARRAF DE RESENDE ADV.(A/S) : ANTONIO COIMBRA FILHO E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) : WATHILA SILVA DA COSTA ADV.(A/S) : WASHINGTON LUIZ COSTA DE JESUS E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) : MÁRIO RUBENS NUNES PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RÉU(É)(S) : FAUSTO DE SOUZA NETO ADV.(A/S) : GÉRSON BELLANI Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773561 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NA AÇÃO PENAL 671 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : VANESSA DE SOUZA LIMA AGTE.(S) : ALLAN REGO DA MATTA ADV.(A/S) : CARLOS HENRIQUE COSTA DE SOUZA AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS RÉU(É)(S) : CARLOS ALBERTO CAVALCANTE DE SOUZA ADV.(A/S) : LILIANE DE CARVALHO GABRIEL ADV.(A/S) : MARCELO TURBAY FREIRIA ADV.(A/S) : PEDRO IVO RODRIGUES VELLOSO CORDEIRO ADV.(A/S) : ROBERTA CRISTINA RIBEIRO DE CASTRO QUEIROZ ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO ADV.(A/S) : DENISE MOURA MACEDO DA SILVA RÉU(É)(S) : ELIZEU DE SOUZA GOMES ADV.(A/S) : JOSEMAR BERÇOT RODRIGUES RÉU(É)(S) : LUIZ MAIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : FELIX VALOIS COELHO JUNIOR RÉU(É)(S) : JOÃO SIDNEY VILAÇA DE BRITO ADV.(A/S) : JORGE SECAF NETO RÉU(É)(S) : JOÃO BOSCO SARRAF DE RESENDE ADV.(A/S) : ANTONIO COIMBRA FILHO E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) : WATHILA SILVA DA COSTA ADV.(A/S) : WASHINGTON LUIZ COSTA DE JESUS E OUTRO(A/S) RÉU(É)(S) : MÁRIO RUBENS NUNES PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL RÉU(É)(S) : FAUSTO DE SOUZA NETO ADV.(A/S) : GÉRSON BELLANI Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, negou provimento ao agravo regimental. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773561 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 15 Extrato de Ata - 25/04/2013 Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773561 Supremo Tribunal Federal Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773561 Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 15
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Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS", "Time 100 Gala", "Time Magazine", "Universidade de Princeton", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO AMAZONAS", "Time", "Time Magazine", "Universidade de Princeton", "Estados", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "VANESSA DE SOUZA LIMA", "ALLAN REGO DA MATTA", "CARLOS HENRIQUE COSTA DE SOUZA", "CARLOS ALBERTO CAVALCANTE DE SOUZA", "LILIANE DE CARVALHO GABRIEL", "MARCELO TURBAY FREIRIA", "PEDRO IVO RODRIGUES VELLOSO CORDEIRO", "ROBERTA CRISTINA RIBEIRO DE CASTRO QUEIROZ", "ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO", "DENISE MOURA MACEDO DA SILVA", "ELIZEU DE SOUZA GOMES", "JOSEMAR BERÇOT RODRIGUES", "LUIZ MAIA DE OLIVEIRA", "FELIX VALOIS COELHO JUNIOR", "JOÃO SIDNEY VILAÇA DE BRITO", "JORGE SECAF NETO", "JOÃO BOSCO SARRAF DE RESENDE", "ANTONIO COIMBRA FILHO", "WATHILA SILVA DA COSTA", "WASHINGTON LUIZ COSTA DE JESUS", "MÁRIO RUBENS NUNES", "FAUSTO DE SOUZA NETO", "GÉRSON BELLANI", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Joaquim Barbosa", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "VANESSA DE SOUZA LIMA", "ALLAN REGO DA MATTA", "CARLOS HENRIQUE COSTA DE SOUZA", "CARLOS ALBERTO CAVALCANTE DE SOUZA", "LILIANE DE CARVALHO GABRIEL", "MARCELO TURBAY FREIRIA", "PEDRO IVO RODRIGUES VELLOSO CORDEIRO", "ROBERTA CRISTINA RIBEIRO DE CASTRO QUEIROZ", "ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO", "DENISE MOURA MACEDO DA SILVA", "ELIZEU DE SOUZA GOMES", "JOSEMAR BERÇOT RODRIGUES", "LUIZ MAIA DE OLIVEIRA", "FELIX VALOIS COELHO JUNIOR", "JOÃO SIDNEY VILAÇA DE BRITO", "JORGE SECAF NETO", "JOÃO BOSCO SARRAF DE RESENDE", "ANTONIO COIMBRA FILHO", "WATHILA SILVA DA COSTA", "WASHINGTON LUIZ COSTA DE JESUS", "MÁRIO RUBENS NUNES", "FAUSTO DE SOUZA NETO", "GÉRSON BELLANI", "GILMAR MENDES", "VANESSA DE SOUZA LIMA", "ALLAN REGO DA MATTA", "CARLOS HENRIQUE COSTA DE SOUZA", "CARLOS ALBERTO CAVALCANTE DE SOUZA", "LILIANE DE CARVALHO GABRIEL", "MARCELO TURBAY FREIRIA", "PEDRO IVO RODRIGUES VELLOSO CORDEIRO", "ROBERTA CRISTINA RIBEIRO DE CASTRO QUEIROZ", "ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO", "DENISE MOURA MACEDO DA SILVA", "ELIZEU DE SOUZA GOMES", "JOSEMAR BERÇOT RODRIGUES", "LUIZ MAIA DE OLIVEIRA", "FELIX VALOIS COELHO JUNIOR", "JOÃO SIDNEY VILAÇA DE BRITO", "JORGE SECAF NETO", "JOÃO BOSCO SARRAF DE RESENDE", "ANTONIO COIMBRA FILHO", "WATHILA SILVA DA COSTA", "WASHINGTON LUIZ COSTA DE JESUS", "MÁRIO RUBENS NUNES", "FAUSTO DE SOUZA NETO", "GÉRSON BELLANI", "GILMAR MENDES", "VANESSA DE SOUZA LIMA", "ALLAN REGO DA MATA", "VANESSA DE SOUZA LIMA", "ALLAN REGO DA MATA", "Tomaz de Vasconcelos", "Divanilson Cavalcante", "Antonio Chicre Neto", "VANESSA DE SOUZA LIMA", "ALLAN REGO DA MATA", "CARLOS ALERTO CAVALCANTE DE SOUZA", "FAUSTO SOUZA NETO", "GILMAR MENDES", "VANESSA DE SOUZA LIMA", "ALLAN REGO DA MATA", "VANESSA DE SOUZA LIMA", "ALLAN REGO DA MATA", "Tomaz de Vasconcelos", "Divanilson Cavalcante", "Antonio Chicre Neto", "VANESSA DE SOUZA LIMA", "ALLAN REGO DA MATA", "CARLOS ALERTO CAVALCANTE DE SOUZA", "FAUSTO SOUZA NETO", "Thomas Augusto Correa", "José Divanilson Cavalcante Junior", "Moacir Jorge Pessoa da Costa", "Mário Saboia de Albuquerque Neto", "MÁRIO RUBENS NUNES", "Thomaz A . 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Ementa e Acórdão 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO JÚNIOR Penal. Rejeição da denúncia. Recurso em sentido estrito. 2. Falsificação de documento público (GFIP). 3. Sonegação de contribuição previdenciária. 4. Falso utilizado como crime-meio para sonegação. Princípio da consunção. 5. Ausência de constituição definitiva do crédito. 6. Súmula Vinculante n. 24. 7. Recurso não provido. A C Ó R D à O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (vice-presidente), na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, reautuar o processo para constar o nome completo do investigado e, no mérito, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683670. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 Relatório 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO JÚNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Federal em face de decisão proferida pelo Juízo da 11ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte/MG, que rejeitou denúncia oferecida contra NEWTON CARDOSO e NEWTON CARDOSO JÚNIOR, sendo o primeiro deputado federal nesta legislatura. Segundo a inicial acusatória, os denunciados, Diretor-Presidente e Diretor-Geral, respectivamente, da COMPANHIA SIDERÚRGICA PITANGUI LTDA., teriam declarado a menor o valor de remunerações de seus empregados (competências de 01/2004 a 10/2004, 12/2004 e 13/2004) e suprimido informações legalmente requisitadas (valores de serviços realizados por contribuintes individuais e da compra de produto rural de pessoas físicas) na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e na Guia de Informações à Previdência Social (GFIP), incorrendo na prática de sonegação de contribuição previdenciária, bem como omissão de informação em documento previdenciário. Diante desses fatos, o Ministério Público Federal de Minas Gerais imputou aos referidos denunciados a prática dos crimes tipificados nos artigos 297, § 4º, e 337-A, inciso I, do Código Penal, combinado com o artigo 71 do mesmo diploma legal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683671. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO JÚNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Federal em face de decisão proferida pelo Juízo da 11ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte/MG, que rejeitou denúncia oferecida contra NEWTON CARDOSO e NEWTON CARDOSO JÚNIOR, sendo o primeiro deputado federal nesta legislatura. Segundo a inicial acusatória, os denunciados, Diretor-Presidente e Diretor-Geral, respectivamente, da COMPANHIA SIDERÚRGICA PITANGUI LTDA., teriam declarado a menor o valor de remunerações de seus empregados (competências de 01/2004 a 10/2004, 12/2004 e 13/2004) e suprimido informações legalmente requisitadas (valores de serviços realizados por contribuintes individuais e da compra de produto rural de pessoas físicas) na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e na Guia de Informações à Previdência Social (GFIP), incorrendo na prática de sonegação de contribuição previdenciária, bem como omissão de informação em documento previdenciário. Diante desses fatos, o Ministério Público Federal de Minas Gerais imputou aos referidos denunciados a prática dos crimes tipificados nos artigos 297, § 4º, e 337-A, inciso I, do Código Penal, combinado com o artigo 71 do mesmo diploma legal. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683671. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 Relatório INQ 3141 / MG No que diz respeito ao delito do art. 337-A, inciso I, pugnou pela suspensão da ação penal, única e exclusivamente em relação a esse crime, com fundamento no art. 93 caput do CPP, por estar suspensa a exigibilidade do crédito previdenciário em virtude de impugnação na esfera administrativa por parte dos denunciados. Ao examinar a denúncia, o Juízo a quo entendeu que o delito tipificado no art. 297, § 4º, falsificação de informações relativas à Previdência Social, seria crime-meio para a consecução daquele previsto no art. 337-A, inciso I, crime de sonegação previdenciária, do mesmo diploma legal. Desse modo, o primeiro estaria absorvido pelo segundo, sob pena de bis in idem. Por sua vez, diante da inexistência de constituição definitiva de crédito tributário, pela impugnação na esfera administrativa, entendeu o Juízo a quo, nos termos da Súmula Vinculante n. 24, pela rejeição da denúncia. Contra essa decisão, o Ministério Público Federal do Estado de Minas Gerais interpôs recurso em sentido estrito. Sustentou, em síntese: “(i) existência de concurso formal entre os crimes previstos nos artigos 297, § 4º, e 337-A do Código Penal Brasileiro. Nesse sentido, argumentou que ambos delitos possuem potencialidade lesiva independente e, por conseguinte, não deve prevalecer a tese segundo a qual o primeiro delito poderia ser absorvido pelo segundo. (ii) classificação do crime do art. 337-A, inciso I, como de natureza formal. Assim, a constituição definitiva do crédito tributário seria desnecessária para a configuração típica desse delito. (iii) inaplicabilidade do Enunciado nº 24 da Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal, que versa sobre a impossibilidade de tipificação material dos delitos previstos no art. 1º, incisos I a IV, da Lei nº 8.137/1990, antes do lançamento 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683671. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG No que diz respeito ao delito do art. 337-A, inciso I, pugnou pela suspensão da ação penal, única e exclusivamente em relação a esse crime, com fundamento no art. 93 caput do CPP, por estar suspensa a exigibilidade do crédito previdenciário em virtude de impugnação na esfera administrativa por parte dos denunciados. Ao examinar a denúncia, o Juízo a quo entendeu que o delito tipificado no art. 297, § 4º, falsificação de informações relativas à Previdência Social, seria crime-meio para a consecução daquele previsto no art. 337-A, inciso I, crime de sonegação previdenciária, do mesmo diploma legal. Desse modo, o primeiro estaria absorvido pelo segundo, sob pena de bis in idem. Por sua vez, diante da inexistência de constituição definitiva de crédito tributário, pela impugnação na esfera administrativa, entendeu o Juízo a quo, nos termos da Súmula Vinculante n. 24, pela rejeição da denúncia. Contra essa decisão, o Ministério Público Federal do Estado de Minas Gerais interpôs recurso em sentido estrito. Sustentou, em síntese: “(i) existência de concurso formal entre os crimes previstos nos artigos 297, § 4º, e 337-A do Código Penal Brasileiro. Nesse sentido, argumentou que ambos delitos possuem potencialidade lesiva independente e, por conseguinte, não deve prevalecer a tese segundo a qual o primeiro delito poderia ser absorvido pelo segundo. (ii) classificação do crime do art. 337-A, inciso I, como de natureza formal. Assim, a constituição definitiva do crédito tributário seria desnecessária para a configuração típica desse delito. (iii) inaplicabilidade do Enunciado nº 24 da Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal, que versa sobre a impossibilidade de tipificação material dos delitos previstos no art. 1º, incisos I a IV, da Lei nº 8.137/1990, antes do lançamento 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683671. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 Relatório INQ 3141 / MG definitivo do tributo. Argumentou que o presente óbice não se aplica ao crime do art. 337-A do Código Penal, uma vez que não expressamente referido nesse enunciado. (iv) que o termo inicial para contagem prescricional do delito tipificado no art. 297, §4º, se daria no momento de ciência do sujeito passivo da ocorrência da prática desse crime, a fim de evitar possível declaração da prescrição da pretensão punitiva estatal em relação a esse delito”. Como prejudicial, suscitou, com fundamento nos artigos 93, caput, e 116, inciso I, ambos do Código Penal, a suspensão do curso do prazo prescricional do delito do art. 337-A, inciso I. Requereu, ao final, o conhecimento e provimento do recurso para que a decisão atacada fosse modificada e, consequentemente, instaurada ação penal em desfavor de NEWTON CARDOSO e NEWTON CARODOSO JÚNIOR pela prática dos mencionados delitos. Notificados da interposição do recurso em sentido estrito, apresentaram os denunciados as contrarrazões, em que alegaram, em suma: “(i) a consunção entre os crimes do art. 297, § 4º, e do art. 337-A, inciso I, de sorte que o primeiro delito estaria absorvido pelo segundo. Sendo que imputar aos ora denunciados a prática de ambos configura bis in idem acusatório. (ii) imprescindibilidade do esgotamento das vias administrativas para configuração da tipicidade objetiva do crime do art. 337-A, inciso I. Não constituído o crédito, enquanto não resolvida questão pendente de impugnação, seria impossível acusar os denunciados pela prática desse crime. (iii) aplicabilidade do Enunciado nº 24 da Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal, eis que referente a crime análogo àquele discutidos no presente caso. (iv) que a questão prejudicial suscitada pelo Ministério 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683671. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG definitivo do tributo. Argumentou que o presente óbice não se aplica ao crime do art. 337-A do Código Penal, uma vez que não expressamente referido nesse enunciado. (iv) que o termo inicial para contagem prescricional do delito tipificado no art. 297, §4º, se daria no momento de ciência do sujeito passivo da ocorrência da prática desse crime, a fim de evitar possível declaração da prescrição da pretensão punitiva estatal em relação a esse delito”. Como prejudicial, suscitou, com fundamento nos artigos 93, caput, e 116, inciso I, ambos do Código Penal, a suspensão do curso do prazo prescricional do delito do art. 337-A, inciso I. Requereu, ao final, o conhecimento e provimento do recurso para que a decisão atacada fosse modificada e, consequentemente, instaurada ação penal em desfavor de NEWTON CARDOSO e NEWTON CARODOSO JÚNIOR pela prática dos mencionados delitos. Notificados da interposição do recurso em sentido estrito, apresentaram os denunciados as contrarrazões, em que alegaram, em suma: “(i) a consunção entre os crimes do art. 297, § 4º, e do art. 337-A, inciso I, de sorte que o primeiro delito estaria absorvido pelo segundo. Sendo que imputar aos ora denunciados a prática de ambos configura bis in idem acusatório. (ii) imprescindibilidade do esgotamento das vias administrativas para configuração da tipicidade objetiva do crime do art. 337-A, inciso I. Não constituído o crédito, enquanto não resolvida questão pendente de impugnação, seria impossível acusar os denunciados pela prática desse crime. (iii) aplicabilidade do Enunciado nº 24 da Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal, eis que referente a crime análogo àquele discutidos no presente caso. (iv) que a questão prejudicial suscitada pelo Ministério 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683671. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 Relatório INQ 3141 / MG Público sequer poderia ser considerada, pois ausentes estariam os elementos objetivos mínimos a saber, a constituição de crédito tributário exigível para instauração de ação penal. (v) em sede de eventualidade argumentativa, aduziu que a pretensão punitiva estatal já estaria prescrita em relação ao crime do art. 297, § 4º”. Requereram, assim, fosse negado provimento ao recurso do Ministério Público, mantendo-se a decisão que rejeitou a denúncia. Declinada a competência para esta Suprema Corte, foi a Procuradoria-Geral da República instada a se manifestar. Em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República, aprovado pelo Procurador-Geral, foi ratificado o recurso em sentido estrito, protestando-se pelo provimento e, por conseguinte, pela reforma da decisão com o recebimento da denúncia em desfavor dos recorridos pela prática dos crimes descritos na inicial acusatória. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683671. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG Público sequer poderia ser considerada, pois ausentes estariam os elementos objetivos mínimos a saber, a constituição de crédito tributário exigível para instauração de ação penal. (v) em sede de eventualidade argumentativa, aduziu que a pretensão punitiva estatal já estaria prescrita em relação ao crime do art. 297, § 4º”. Requereram, assim, fosse negado provimento ao recurso do Ministério Público, mantendo-se a decisão que rejeitou a denúncia. Declinada a competência para esta Suprema Corte, foi a Procuradoria-Geral da República instada a se manifestar. Em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República, aprovado pelo Procurador-Geral, foi ratificado o recurso em sentido estrito, protestando-se pelo provimento e, por conseguinte, pela reforma da decisão com o recebimento da denúncia em desfavor dos recorridos pela prática dos crimes descritos na inicial acusatória. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683671. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, cuida-se de recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Federal em face de decisão proferida pelo Juízo da 11ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte/MG, que rejeitou denúncia oferecida contra NEWTON CARDOSO e NEWTON CARDOSO JÚNIOR pela prática, em tese, dos delitos tipificados nos artigos 297, § 4º, e 337-A, inciso I, ambos do Código Penal. Em síntese, a insurgência recursal sustenta-se nos seguintes argumentos: (i) possibilidade de configuração de concurso formal entre os delitos tipificados nos art. 297, § 4º, e art. 337-A, inciso I, ambos do Código Penal; (ii) natureza formal do crime de sonegação de contribuição previdenciária; e (iii) inaplicabilidade do Enunciado n. 24 da Súmula Vinculante deste Supremo Tribunal Federal ao caso em tela. Segundo a inicial acusatória, os denunciados, Diretor-Presidente e Diretor-Geral, respectivamente, da COMPANHIA SIDERÚRGICA PITANGUI LTDA., teriam informado a menor o valor da remuneração de seus empregados (competências de 01/2004 a 10/2004, 12/2004 e 13/2004) e as contribuições descontadas dos seus empregados e dos contribuintes individuais (autônomos), no mesmo período; e não teriam declarado os valores de serviços realizados por contribuintes individuais e da compra de produto rural de pessoas físicas), nas guias de recolhimento do (FGTS) e Informações à Previdência Social (GFIP), incorrendo na prática de sonegação de contribuição previdenciária, bem como de omissão de informação em documento previdenciário. Ao rejeitar a denúncia, o Juízo a quo expressou que a falsidade documental que tenha por escopo suprimir ou reduzir tributo não é delito Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, cuida-se de recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Federal em face de decisão proferida pelo Juízo da 11ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte/MG, que rejeitou denúncia oferecida contra NEWTON CARDOSO e NEWTON CARDOSO JÚNIOR pela prática, em tese, dos delitos tipificados nos artigos 297, § 4º, e 337-A, inciso I, ambos do Código Penal. Em síntese, a insurgência recursal sustenta-se nos seguintes argumentos: (i) possibilidade de configuração de concurso formal entre os delitos tipificados nos art. 297, § 4º, e art. 337-A, inciso I, ambos do Código Penal; (ii) natureza formal do crime de sonegação de contribuição previdenciária; e (iii) inaplicabilidade do Enunciado n. 24 da Súmula Vinculante deste Supremo Tribunal Federal ao caso em tela. Segundo a inicial acusatória, os denunciados, Diretor-Presidente e Diretor-Geral, respectivamente, da COMPANHIA SIDERÚRGICA PITANGUI LTDA., teriam informado a menor o valor da remuneração de seus empregados (competências de 01/2004 a 10/2004, 12/2004 e 13/2004) e as contribuições descontadas dos seus empregados e dos contribuintes individuais (autônomos), no mesmo período; e não teriam declarado os valores de serviços realizados por contribuintes individuais e da compra de produto rural de pessoas físicas), nas guias de recolhimento do (FGTS) e Informações à Previdência Social (GFIP), incorrendo na prática de sonegação de contribuição previdenciária, bem como de omissão de informação em documento previdenciário. Ao rejeitar a denúncia, o Juízo a quo expressou que a falsidade documental que tenha por escopo suprimir ou reduzir tributo não é delito Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3141 / MG autônomo, mas sim crime-meio para a supressão ou redução, que é o crime-fim. Não tendo o falso autonomia lesiva, já que praticado para a consecução da redução de contribuição previdenciária e qualquer acessório, fica ele absorvido pela sonegação, configurando bis in idem a imputação destacada quanto ao crime descrito no art. 297, § 4º, do Código Penal . E, quanto ao delito do art. 337-A do Código Penal, assentou que a exigibilidade do crédito previdenciário em questão encontra-se suspensa em razão da impugnação na via administrativa, suspensão esta prevista no art. 151, III, do Código Tributário Nacional. Enquanto não constituído definitivamente o crédito tributário, sequer se pode cogitar de apurar eventual responsabilidade penal decorrente do acertamento da dívida, tal como previsto na Súmula Vinculante 24 . Inicialmente, cumpre analisar o acerto ou desacerto da decisão, ao reconhecer que a falsidade documental é crime-meio para a supressão ou redução de tributo. Argumenta o Ministério Público Federal que se trata de tutela de bens juridicamente diversos, sendo, por conseguinte, inaplicável o princípio da consunção. Principio destacando a lição de Francisco de Assis Toledo: Há, na lei, tipos mais abrangentes e tipos mais específicos que, por visarem a proteção de bens jurídicos diferentes, não se situam numa perfeita relação de gênero para espécie (especialidade) nem se colocam numa posição de maior ou menor grau de execução do crime. Um exemplo disso temos na violação do domicílio (CP, art. 150), que lesa a liberdade da pessoa, e no furto (art. 155), lesivo ao patrimônio. Se, todavia, a violação da residência é o meio empregado para a consumação do furto, a punição deste último crime absorve a punibilidade do primeiro. A norma mais ampla, mais 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG autônomo, mas sim crime-meio para a supressão ou redução, que é o crime-fim. Não tendo o falso autonomia lesiva, já que praticado para a consecução da redução de contribuição previdenciária e qualquer acessório, fica ele absorvido pela sonegação, configurando bis in idem a imputação destacada quanto ao crime descrito no art. 297, § 4º, do Código Penal . E, quanto ao delito do art. 337-A do Código Penal, assentou que a exigibilidade do crédito previdenciário em questão encontra-se suspensa em razão da impugnação na via administrativa, suspensão esta prevista no art. 151, III, do Código Tributário Nacional. Enquanto não constituído definitivamente o crédito tributário, sequer se pode cogitar de apurar eventual responsabilidade penal decorrente do acertamento da dívida, tal como previsto na Súmula Vinculante 24 . Inicialmente, cumpre analisar o acerto ou desacerto da decisão, ao reconhecer que a falsidade documental é crime-meio para a supressão ou redução de tributo. Argumenta o Ministério Público Federal que se trata de tutela de bens juridicamente diversos, sendo, por conseguinte, inaplicável o princípio da consunção. Principio destacando a lição de Francisco de Assis Toledo: Há, na lei, tipos mais abrangentes e tipos mais específicos que, por visarem a proteção de bens jurídicos diferentes, não se situam numa perfeita relação de gênero para espécie (especialidade) nem se colocam numa posição de maior ou menor grau de execução do crime. Um exemplo disso temos na violação do domicílio (CP, art. 150), que lesa a liberdade da pessoa, e no furto (art. 155), lesivo ao patrimônio. Se, todavia, a violação da residência é o meio empregado para a consumação do furto, a punição deste último crime absorve a punibilidade do primeiro. A norma mais ampla, mais 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3141 / MG abrangente, do furto, ao incluir como um de seus elementos essenciais a subtração, ou seja, o apossamento da coisa contra a vontade do dono, abrange a hipótese de penetração na residência, contra a vontade do dono, para o apossamento da coisa. Essa norma mais ampla consome, absorve a proteção parcial que a outra menos abrangente objetiva. Note-se que a violação do domicílio não é etapa ou passagem necessária para o furto, como ocorre com a lesão corporal em relação ao homicídio, pelo que a aplicação do princípio da subsidiariedade tácita seria discutível, embora defensável. Mas, estando esse fato prévio abrangido pela prática do crime mais grave, numa relação de meio para fim, é por este consumido ou absorvido. (Princípios Básicos de Direito Penal, p. 52-53). Colhe-se desse ensinamento que é da essência do princípio da consunção a necessária convergência de tratamento jurídico-penal no caso de regras que protejam bens jurídicos diferentes. Esse parâmetro, todavia, não é suficiente para solucionar a unidade ou a pluralidade de ações. Sobreleva destacar que a ideia de uma unidade natural de acção ou possui caráter insuportavelmente indeterminado, visando permitir que o aplicador alcance, em cada caso, a solução que julgue mais razoável; ou (quando se não confunda com a figura do crime continuado) reconduz-se a uma qualquer forma de unidade típica de acção. Na parte excedente representa, do ponto de vista político-criminal e jurídico-constitucional, um convite inadmissível ao incumprimento (ou ao cumprimento ligeiro) do mandado de esgotante apreciação ínsito ao princípio ne bis in idem. (Jorge de Figueiredo Dias, Direito Penal Parte Geral Questões fundamentais a doutrina geral do crime, Coimbra Editora, p. 985). Elucidativa a lição do saudoso Nélson Hungria: Consunção. Finalmente, uma norma se deve reconhecer 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG abrangente, do furto, ao incluir como um de seus elementos essenciais a subtração, ou seja, o apossamento da coisa contra a vontade do dono, abrange a hipótese de penetração na residência, contra a vontade do dono, para o apossamento da coisa. Essa norma mais ampla consome, absorve a proteção parcial que a outra menos abrangente objetiva. Note-se que a violação do domicílio não é etapa ou passagem necessária para o furto, como ocorre com a lesão corporal em relação ao homicídio, pelo que a aplicação do princípio da subsidiariedade tácita seria discutível, embora defensável. Mas, estando esse fato prévio abrangido pela prática do crime mais grave, numa relação de meio para fim, é por este consumido ou absorvido. (Princípios Básicos de Direito Penal, p. 52-53). Colhe-se desse ensinamento que é da essência do princípio da consunção a necessária convergência de tratamento jurídico-penal no caso de regras que protejam bens jurídicos diferentes. Esse parâmetro, todavia, não é suficiente para solucionar a unidade ou a pluralidade de ações. Sobreleva destacar que a ideia de uma unidade natural de acção ou possui caráter insuportavelmente indeterminado, visando permitir que o aplicador alcance, em cada caso, a solução que julgue mais razoável; ou (quando se não confunda com a figura do crime continuado) reconduz-se a uma qualquer forma de unidade típica de acção. Na parte excedente representa, do ponto de vista político-criminal e jurídico-constitucional, um convite inadmissível ao incumprimento (ou ao cumprimento ligeiro) do mandado de esgotante apreciação ínsito ao princípio ne bis in idem. (Jorge de Figueiredo Dias, Direito Penal Parte Geral Questões fundamentais a doutrina geral do crime, Coimbra Editora, p. 985). Elucidativa a lição do saudoso Nélson Hungria: Consunção. Finalmente, uma norma se deve reconhecer 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3141 / MG consumida por outra quando o crime previsto por aquela não passa de uma fase de realização do crime previsto por esta, ou é necessária ou normal forma de transição para o último (crime progressivo) . O crime previsto pela norma consuntiva representa a etapa mais avançada da efetuação do malefício, aplicando-se, então, o princípio que major absorbet minorem. Os fatos, aqui, também não se acham em relação de species a genus, mas de minus a plus, de parte a todo, de meio a fim. É de notar-se ainda que a exclusão de uma norma por outra pode ocorrer mesmo no caso em que não haja unidade de fato ou um só contexto de ação. Um fato, embora configure crime, pode deixar de ser punível quando anterior ou posterior (straflose Vor und Nachtat) a outro crime mais grave, pressuposta a unidade do agente, nas seguintes hipóteses: a) quando o crime anterior serve, necessária ou normalmente, de meio para cometer o crime subsequente (mais grave); b) quando o crime posterior incide na linha de atuação do fim que se propôs o agente ao cometer o primeiro crime; c) quando se trata de fatos compreendidos num só artigo penal, como formas ou modos de um mesmo crime (crime de conteúdo variado); d) quando a lesão ao bem jurídico acarretada pelo crime anterior torna indiferente o fato posterior. (Comentários ao Código Penal, Forense, 1980, v. I, tomo I, p.147-148) Na hipótese, consoante destacado pelo magistrado de primeiro grau, o crime de falso é meio – frise-se, necessário – à consumação do crime de sonegação de contribuição previdenciária. E o simples exame do artigo 337-A do Código Penal evidencia essa afirmação. Observe-se que o caput do art. 337-A textualmente explicita que a supressão ou redução da contribuição social previdenciária dá-se mediante as seguintes condutas: I) omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurado empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG consumida por outra quando o crime previsto por aquela não passa de uma fase de realização do crime previsto por esta, ou é necessária ou normal forma de transição para o último (crime progressivo) . O crime previsto pela norma consuntiva representa a etapa mais avançada da efetuação do malefício, aplicando-se, então, o princípio que major absorbet minorem. Os fatos, aqui, também não se acham em relação de species a genus, mas de minus a plus, de parte a todo, de meio a fim. É de notar-se ainda que a exclusão de uma norma por outra pode ocorrer mesmo no caso em que não haja unidade de fato ou um só contexto de ação. Um fato, embora configure crime, pode deixar de ser punível quando anterior ou posterior (straflose Vor und Nachtat) a outro crime mais grave, pressuposta a unidade do agente, nas seguintes hipóteses: a) quando o crime anterior serve, necessária ou normalmente, de meio para cometer o crime subsequente (mais grave); b) quando o crime posterior incide na linha de atuação do fim que se propôs o agente ao cometer o primeiro crime; c) quando se trata de fatos compreendidos num só artigo penal, como formas ou modos de um mesmo crime (crime de conteúdo variado); d) quando a lesão ao bem jurídico acarretada pelo crime anterior torna indiferente o fato posterior. (Comentários ao Código Penal, Forense, 1980, v. I, tomo I, p.147-148) Na hipótese, consoante destacado pelo magistrado de primeiro grau, o crime de falso é meio – frise-se, necessário – à consumação do crime de sonegação de contribuição previdenciária. E o simples exame do artigo 337-A do Código Penal evidencia essa afirmação. Observe-se que o caput do art. 337-A textualmente explicita que a supressão ou redução da contribuição social previdenciária dá-se mediante as seguintes condutas: I) omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurado empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3141 / MG autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços; II) deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços; III) omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias. É certo que, ao omitir da folha de pagamento informações sobre os empregados, meio pelo qual o empregador logra consumar a sonegação de contribuição previdenciária, também ofende-se legítimos interesses desses trabalhadores. Esta ofensa, porém, é um minus em relação à sustentabilidade da Previdência Social. Aliás, dessa decorre a própria subsistência do direito daquele trabalhador. De outro norte, consta na peça acusatória que o denunciado teria informado a menor, nas guias de recolhimento e informação, as remunerações pagas a seus empregados durante o período de 01/2004 a 10/2004, 12/2004 e 13/2004. Ainda que fosse possível conjecturar, em tese, a possibilidade de utilização dessa declaração com informações falsas para outras finalidades, o delineamento fático da hipótese demonstra que essa suposta adulteração documental teve o intuito exclusivo de sonegar contribuições à Previdência Social. Este Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Habeas Corpus n. 84.453/PA, Rel. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 4.2.2005, já assentou entendimento no sentido de que o delito de sonegação fiscal absorve o de falsidade ideológica quando este é necessário para a própria configuração típica daquele. Vale transcrever, a seguir, a ementa desse julgado: Crimes contra a ordem tributária, quadrilha e falsidade ideológica. 1. O aperfeiçoamento do delito de quadrilha ou bando não depende da prática ou da punibilidade dos crimes a cuja 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços; II) deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços; III) omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias. É certo que, ao omitir da folha de pagamento informações sobre os empregados, meio pelo qual o empregador logra consumar a sonegação de contribuição previdenciária, também ofende-se legítimos interesses desses trabalhadores. Esta ofensa, porém, é um minus em relação à sustentabilidade da Previdência Social. Aliás, dessa decorre a própria subsistência do direito daquele trabalhador. De outro norte, consta na peça acusatória que o denunciado teria informado a menor, nas guias de recolhimento e informação, as remunerações pagas a seus empregados durante o período de 01/2004 a 10/2004, 12/2004 e 13/2004. Ainda que fosse possível conjecturar, em tese, a possibilidade de utilização dessa declaração com informações falsas para outras finalidades, o delineamento fático da hipótese demonstra que essa suposta adulteração documental teve o intuito exclusivo de sonegar contribuições à Previdência Social. Este Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Habeas Corpus n. 84.453/PA, Rel. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 4.2.2005, já assentou entendimento no sentido de que o delito de sonegação fiscal absorve o de falsidade ideológica quando este é necessário para a própria configuração típica daquele. Vale transcrever, a seguir, a ementa desse julgado: Crimes contra a ordem tributária, quadrilha e falsidade ideológica. 1. O aperfeiçoamento do delito de quadrilha ou bando não depende da prática ou da punibilidade dos crimes a cuja 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3141 / MG comissão se destinava a associação criminosa. 2. Por isso, a suspensão da punibilidade de crimes contra a ordem tributária imputados a membros da associação para delinquir, por força da adesão ao REFIS II (L. 10684/03), não se estende ao de quadrilha. 3. O crime contra a ordem tributária absorve os de falsidade ideológica necessários à tipificação daqueles ; não, porém, o falsum cometido na organização da quadrilha. (grifos nossos) Dessa forma, é possível concluir que, em relação aos fatos imputados aos denunciados, o delito do art. 297, § 4º, há de ser considerado absorvido pela suposta prática do crime do art. 337-A, inciso I. Passo, então, a analisar a segunda questão posta. Em síntese: a necessidade ou não da constituição do crédito tributário, como condição objetiva de punibilidade, na hipótese de ação penal que tem como objeto o crime de sonegação de contribuição previdenciária, previsto no art. 337-A do Código Penal: “Art. 337-A. Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas : I - omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurados empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços; II - deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços; III - omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa”. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG comissão se destinava a associação criminosa. 2. Por isso, a suspensão da punibilidade de crimes contra a ordem tributária imputados a membros da associação para delinquir, por força da adesão ao REFIS II (L. 10684/03), não se estende ao de quadrilha. 3. O crime contra a ordem tributária absorve os de falsidade ideológica necessários à tipificação daqueles ; não, porém, o falsum cometido na organização da quadrilha. (grifos nossos) Dessa forma, é possível concluir que, em relação aos fatos imputados aos denunciados, o delito do art. 297, § 4º, há de ser considerado absorvido pela suposta prática do crime do art. 337-A, inciso I. Passo, então, a analisar a segunda questão posta. Em síntese: a necessidade ou não da constituição do crédito tributário, como condição objetiva de punibilidade, na hipótese de ação penal que tem como objeto o crime de sonegação de contribuição previdenciária, previsto no art. 337-A do Código Penal: “Art. 337-A. Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas : I - omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurados empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços; II - deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços; III - omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa”. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3141 / MG (Grifos nossos). Como se observa, trata-se de tipo misto, alternativo, em que os núcleos são suprimir (eliminar, desaparecer, extinguir) e reduzir (diminuir), que se perfectibiliza mediante as condutas descritas nos incisos I a III. Considerando a objetividade jurídica do delito, prima facie, é difícil sustentar que as condutas que importam em suprimir ou reduzir a contribuição previdenciária estejam desvinculadas de qualquer materialidade. É fato que, quanto à natureza desse crime, a doutrina divide-se, atribuindo-lhe ora natureza material (vg. Celso Delmanto, Código Penal Comentado, Renovar, 7ª edição, p. 854; Luiz Regis Prado, Curso de Direito Penal Brasileiro, RT, 8ª edição, p. 727) ora formal ( vg. Guilherme Souza Nucci, Código Penal Comentado, RT, 11ª edição, p. 1.214; Cezar Roberto Bitencourt, Tratado de Direito Penal, Saraiva, 6ª edição, Vol. 5, p. 289). Por comungar dos argumentos, destaco excertos doutrinários de José Paulo Baltazar Junior e de Rui Stoco: O tipo ora introduzido constitui forma específica daquele do art. 1º da Lei nº 8.137/90, distinguindo-se pelo objeto, que é aqui a contribuição social previdenciária, enquanto o crime da lei especial pode recair sobre outro tributo. O delito em exame submete-se, no geral, ao mesmo regime do crime contra a ordem tributaria previsto no art. 1º da Lei nº 8.137/90, exigindo-se, por conseguinte, o lançamento definitivo para o oferecimento da denúncia. (Crimes Federais, Livraria do Advogado, p. 171) "A adoção da Lei 8.137/90 como modelo para a criminalização da sonegação de contribuição previdenciária: Salta aos olhos que o legislador, para estabelecer as figuras 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG (Grifos nossos). Como se observa, trata-se de tipo misto, alternativo, em que os núcleos são suprimir (eliminar, desaparecer, extinguir) e reduzir (diminuir), que se perfectibiliza mediante as condutas descritas nos incisos I a III. Considerando a objetividade jurídica do delito, prima facie, é difícil sustentar que as condutas que importam em suprimir ou reduzir a contribuição previdenciária estejam desvinculadas de qualquer materialidade. É fato que, quanto à natureza desse crime, a doutrina divide-se, atribuindo-lhe ora natureza material (vg. Celso Delmanto, Código Penal Comentado, Renovar, 7ª edição, p. 854; Luiz Regis Prado, Curso de Direito Penal Brasileiro, RT, 8ª edição, p. 727) ora formal ( vg. Guilherme Souza Nucci, Código Penal Comentado, RT, 11ª edição, p. 1.214; Cezar Roberto Bitencourt, Tratado de Direito Penal, Saraiva, 6ª edição, Vol. 5, p. 289). Por comungar dos argumentos, destaco excertos doutrinários de José Paulo Baltazar Junior e de Rui Stoco: O tipo ora introduzido constitui forma específica daquele do art. 1º da Lei nº 8.137/90, distinguindo-se pelo objeto, que é aqui a contribuição social previdenciária, enquanto o crime da lei especial pode recair sobre outro tributo. O delito em exame submete-se, no geral, ao mesmo regime do crime contra a ordem tributaria previsto no art. 1º da Lei nº 8.137/90, exigindo-se, por conseguinte, o lançamento definitivo para o oferecimento da denúncia. (Crimes Federais, Livraria do Advogado, p. 171) "A adoção da Lei 8.137/90 como modelo para a criminalização da sonegação de contribuição previdenciária: Salta aos olhos que o legislador, para estabelecer as figuras 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3141 / MG penais de sonegação de contribuição previdenciária no art. 337- A do Código Penal, inspirou-se, felizmente, nos arts. 1º e 2º da Lei 8.137, de 27.12.1990, que define os crimes contra a ordem tributária. Abandonou, definitivamente, a previsão de condutas erigidas à condição de figuras delituosas, construindo crimes de mera conduta, em que a só manifestação do comportamento previsto na lei já caracterizava o delito, independentemente da ocorrência de um resultado no mundo físico, como ocorria com as figuras estabelecidas no art. 95 da Lei 8.212, de 24.07.1991, agora expressamente revogada pela Lei 9.983, de 14.07.2000. Esta, além de prever figuras típicas de sonegação fiscal, em que não basta a conduta, exigindo-se intenção e resultado, pulverizou as demais figuras do revogado art. 95 da lei anterior e inúmeras normas autônomas, disseminadas no Código Penal (arts. 313-A, 313-B, 168-A e outros acréscimos em normas já existentes). (...) Consumação: Cuidando-se de crime material, consuma-se com a efetiva supressão ou redução de contribuição previdenciária e não apenas com a realização das condutas omissivas descritas nos incisos I a III. Aliás, como antes observado, a conduta omissiva é apenas meio e modo para se obter o fim buscado, ou seja a sonegação. A conduta omissiva existe apenas para a realização do tipo." (STOCO, Rui e STOCO; Tatiana de O. Dos crimes contra a administração pública. In: FRANCO, Alberto Silva; STOCO, Rui (Coord.). Código penal e sua interpretação, Doutrina e Jurisprudência. 8ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007. p. 1597-1604). E, de fato, não consigo encontrar justificativa razoável para sustentar tratamento distinto ao tipo previsto no artigo 1º da Lei 8.137/90 e àquele previsto no art. 337-A do Código Penal. No que concerne aos crimes tributários previstos nos incisos I a IV 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG penais de sonegação de contribuição previdenciária no art. 337- A do Código Penal, inspirou-se, felizmente, nos arts. 1º e 2º da Lei 8.137, de 27.12.1990, que define os crimes contra a ordem tributária. Abandonou, definitivamente, a previsão de condutas erigidas à condição de figuras delituosas, construindo crimes de mera conduta, em que a só manifestação do comportamento previsto na lei já caracterizava o delito, independentemente da ocorrência de um resultado no mundo físico, como ocorria com as figuras estabelecidas no art. 95 da Lei 8.212, de 24.07.1991, agora expressamente revogada pela Lei 9.983, de 14.07.2000. Esta, além de prever figuras típicas de sonegação fiscal, em que não basta a conduta, exigindo-se intenção e resultado, pulverizou as demais figuras do revogado art. 95 da lei anterior e inúmeras normas autônomas, disseminadas no Código Penal (arts. 313-A, 313-B, 168-A e outros acréscimos em normas já existentes). (...) Consumação: Cuidando-se de crime material, consuma-se com a efetiva supressão ou redução de contribuição previdenciária e não apenas com a realização das condutas omissivas descritas nos incisos I a III. Aliás, como antes observado, a conduta omissiva é apenas meio e modo para se obter o fim buscado, ou seja a sonegação. A conduta omissiva existe apenas para a realização do tipo." (STOCO, Rui e STOCO; Tatiana de O. Dos crimes contra a administração pública. In: FRANCO, Alberto Silva; STOCO, Rui (Coord.). Código penal e sua interpretação, Doutrina e Jurisprudência. 8ª ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007. p. 1597-1604). E, de fato, não consigo encontrar justificativa razoável para sustentar tratamento distinto ao tipo previsto no artigo 1º da Lei 8.137/90 e àquele previsto no art. 337-A do Código Penal. No que concerne aos crimes tributários previstos nos incisos I a IV 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3141 / MG do art. 1º da Lei nº 8.137/1990, a necessidade de lançamento de crédito tributário, para configuração típica desses delitos, já é matéria pacificada. Nesse sentido, a Corte editou o Enunciado nº 24, Súmula Vinculante, que assim dispõe: Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no art. 1º, incisos I a IV, da Lei nº 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo. O norte precípuo desse enunciado é o fato de que, enquanto não constituído o crédito tributário, sequer é possível afirmar que este é devido. Dessa forma, como seria possível imputar a alguém a prática de ter sonegado contribuições sem ter a ciência de ser esse crédito efetivamente devido? O único argumento delineado pelo Ministério Público a ir de encontro à aplicabilidade desse enunciado à hipótese dos autos consiste no fato de a Justiça do Trabalho ter competência para reconhecer créditos de contribuições sociais, o que demonstraria a prescindibilidade do lançamento definitivo de crédito previdenciário por parte da Administração Pública para configuração típica do delito. Ora, o argumento é inválido porque parte de premissa equivocada. Na verdade, a questão reside em saber se o crédito é ou não devido, e não em averiguar quem deve ou pode exigi-lo. Acrescentando-se, por respeito à argumentação, que a competência reconhecida à Justiça do Trabalho para executar as contribuições previdenciárias é aquela decorrente das sentenças que proferir (art. 114, VIII, da CF). Logo, o pressuposto de exigibilidade é a constituição do crédito pela própria decisão trabalhista. De fato, o Enunciado nº 24 da Súmula Vinculante deste Supremo Tribunal Federal não é de aplicabilidade obrigatória ao presente caso, já que não versa expressamente sobre o art. 337-A do Código Penal. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG do art. 1º da Lei nº 8.137/1990, a necessidade de lançamento de crédito tributário, para configuração típica desses delitos, já é matéria pacificada. Nesse sentido, a Corte editou o Enunciado nº 24, Súmula Vinculante, que assim dispõe: Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no art. 1º, incisos I a IV, da Lei nº 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo. O norte precípuo desse enunciado é o fato de que, enquanto não constituído o crédito tributário, sequer é possível afirmar que este é devido. Dessa forma, como seria possível imputar a alguém a prática de ter sonegado contribuições sem ter a ciência de ser esse crédito efetivamente devido? O único argumento delineado pelo Ministério Público a ir de encontro à aplicabilidade desse enunciado à hipótese dos autos consiste no fato de a Justiça do Trabalho ter competência para reconhecer créditos de contribuições sociais, o que demonstraria a prescindibilidade do lançamento definitivo de crédito previdenciário por parte da Administração Pública para configuração típica do delito. Ora, o argumento é inválido porque parte de premissa equivocada. Na verdade, a questão reside em saber se o crédito é ou não devido, e não em averiguar quem deve ou pode exigi-lo. Acrescentando-se, por respeito à argumentação, que a competência reconhecida à Justiça do Trabalho para executar as contribuições previdenciárias é aquela decorrente das sentenças que proferir (art. 114, VIII, da CF). Logo, o pressuposto de exigibilidade é a constituição do crédito pela própria decisão trabalhista. De fato, o Enunciado nº 24 da Súmula Vinculante deste Supremo Tribunal Federal não é de aplicabilidade obrigatória ao presente caso, já que não versa expressamente sobre o art. 337-A do Código Penal. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3141 / MG Contudo, desde o julgamento do Recurso Extraordinário 146.733/SP, de relatoria do Ministro Moreira Alves, esta Suprema Corte tem reiteradamente considerado, em seus julgados, que as contribuições devidas à Previdência Social possuem natureza tributária (AgRg no RE 564.601/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 13.3.2009; RE 556.664/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 14.11.2008; AgRg no AI 679.355/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 19.12.2007; AgRg no RE 405.885/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 9.9.2005). Assim, a sistemática de imputação penal por crimes de sonegação contra a Previdência Social deve se sujeitar à mesma lógica aplicada àqueles contra a ordem tributária em sentido estrito. Enquanto pendente a constituição definitiva de crédito previdenciário, que possui natureza tributária, não há como se imputar a alguém a prática de sonegação de contribuição previdenciária simplesmente por persistir dúvida quanto ao fato de essa contribuição ser devida ou não. É preciso salientar que, no caso, desde o início, era incontroverso que a exigibilidade do crédito previdenciário estava suspensa, em virtude de o ora recorrido ter apresentado impugnação nos autos da Representação Fiscal para Fins Penais nº 15504.020008/2008-54. Aliás, curiosamente, protestou o Procurador da República, à época, a suspensão do processo penal nos termos do art. 93 do CPP. Assim, não vejo razão para que seja admitida a possibilidade de instauração de ação penal destinada a reprimir a conduta de sonegação de contribuições previdenciárias, sem ao menos saber se esses valores são de fato devidos. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG Contudo, desde o julgamento do Recurso Extraordinário 146.733/SP, de relatoria do Ministro Moreira Alves, esta Suprema Corte tem reiteradamente considerado, em seus julgados, que as contribuições devidas à Previdência Social possuem natureza tributária (AgRg no RE 564.601/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 13.3.2009; RE 556.664/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 14.11.2008; AgRg no AI 679.355/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 19.12.2007; AgRg no RE 405.885/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 9.9.2005). Assim, a sistemática de imputação penal por crimes de sonegação contra a Previdência Social deve se sujeitar à mesma lógica aplicada àqueles contra a ordem tributária em sentido estrito. Enquanto pendente a constituição definitiva de crédito previdenciário, que possui natureza tributária, não há como se imputar a alguém a prática de sonegação de contribuição previdenciária simplesmente por persistir dúvida quanto ao fato de essa contribuição ser devida ou não. É preciso salientar que, no caso, desde o início, era incontroverso que a exigibilidade do crédito previdenciário estava suspensa, em virtude de o ora recorrido ter apresentado impugnação nos autos da Representação Fiscal para Fins Penais nº 15504.020008/2008-54. Aliás, curiosamente, protestou o Procurador da República, à época, a suspensão do processo penal nos termos do art. 93 do CPP. Assim, não vejo razão para que seja admitida a possibilidade de instauração de ação penal destinada a reprimir a conduta de sonegação de contribuições previdenciárias, sem ao menos saber se esses valores são de fato devidos. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3141 / MG Ressalto, como aliás requerido, que se encontra “suspenso, porém, o curso da prescrição enquanto obstada a sua propositura pela falta o lançamento definitivo” (RE 230020/SP e HC 81.611). Dessarte, meu voto é no sentido de negar provimento a este recurso em sentido estrito, mantendo-se a rejeição da denúncia. É como voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG Ressalto, como aliás requerido, que se encontra “suspenso, porém, o curso da prescrição enquanto obstada a sua propositura pela falta o lançamento definitivo” (RE 230020/SP e HC 81.611). Dessarte, meu voto é no sentido de negar provimento a este recurso em sentido estrito, mantendo-se a rejeição da denúncia. É como voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 Antecipação ao Voto 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, em primeiro lugar, preconizo a correção da autuação para, em vez das iniciais dos envolvidos, constar os nomes completos, tendo em conta o princípio da publicidade, a medula da própria Administração Pública, possibilitando, portanto, o acompanhamento do dia a dia pelos cidadãos em geral. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796509. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, em primeiro lugar, preconizo a correção da autuação para, em vez das iniciais dos envolvidos, constar os nomes completos, tendo em conta o princípio da publicidade, a medula da própria Administração Pública, possibilitando, portanto, o acompanhamento do dia a dia pelos cidadãos em geral. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796509. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 Esclarecimento 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO JÚNIOR O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eminente Ministro Marco Aurélio, então, primeiramente, vou submeter ao Plenário essa ponderação de Vossa Excelência. Enunciamos, então, e reautuamos ambos os inquéritos com os nomes dos indiciados, conforme assentamos inclusive na Sessão Administrativa. Portanto, nós reautuaremos os inquéritos para que conste que os investigados no Inquérito 3.141, são Newton Cardoso e Newton Cardoso Júnior e, no Inquérito 3.102, Deputado Newton Cardoso. Vossa Excelência prossegue. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3742665. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO JÚNIOR O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eminente Ministro Marco Aurélio, então, primeiramente, vou submeter ao Plenário essa ponderação de Vossa Excelência. Enunciamos, então, e reautuamos ambos os inquéritos com os nomes dos indiciados, conforme assentamos inclusive na Sessão Administrativa. Portanto, nós reautuaremos os inquéritos para que conste que os investigados no Inquérito 3.141, são Newton Cardoso e Newton Cardoso Júnior e, no Inquérito 3.102, Deputado Newton Cardoso. Vossa Excelência prossegue. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3742665. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, indago se a questão alusiva à ilegitimidade de quem subscreveu o recurso está ligada apenas ao em sentido estrito no Inquérito nº 3.102. O SENHOR LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA (ADVOGADO) - Somente nesse. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Peço vênia, Presidente, ao relator para não conhecer, nesse caso, do recurso. O que apontou o Ministério Público, já agora sediado em Brasília? Que, em primeiro lugar, deve-se consignar que a decisão mediante a qual se rejeitou a denúncia em primeira instância foi proferida em 16 de dezembro de 2010, dia anterior à diplomação do denunciado para o mandato de deputado federal. Então, o ato praticado pelo Juízo mostrou-se realmente enquadrável no figurino alusivo à competência. Vem a justificativa para o recurso ter sido subscrito pelo Procurador da República em atuação nas Minas Gerais e não pelo Geral da República: Posteriormente, em 16 de janeiro de 2011, o Ministério Público Federal interpôs recurso em sentido estrito contra a sentença proferida pelo juízo. Embora o Procurador da República não possuísse mais atribuição para atuar no feito, o fez em razão do prazo exíguo para a interposição do referido recurso, cinco dias – artigo 586 do Código de Processo Penal. O fator "prazo exíguo" é neutro para definir-se se poderia, ou não, o Procurador, personificando o Estado-acusador, interpor o recurso. E o Supremo tem jurisprudência no sentido de que, no caso de haver a prerrogativa de foro, o ato praticado na origem pelo membro do Ministério Público não subsiste. E, não subsistindo esse ato, não tenho Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804732. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, indago se a questão alusiva à ilegitimidade de quem subscreveu o recurso está ligada apenas ao em sentido estrito no Inquérito nº 3.102. O SENHOR LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA (ADVOGADO) - Somente nesse. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Peço vênia, Presidente, ao relator para não conhecer, nesse caso, do recurso. O que apontou o Ministério Público, já agora sediado em Brasília? Que, em primeiro lugar, deve-se consignar que a decisão mediante a qual se rejeitou a denúncia em primeira instância foi proferida em 16 de dezembro de 2010, dia anterior à diplomação do denunciado para o mandato de deputado federal. Então, o ato praticado pelo Juízo mostrou-se realmente enquadrável no figurino alusivo à competência. Vem a justificativa para o recurso ter sido subscrito pelo Procurador da República em atuação nas Minas Gerais e não pelo Geral da República: Posteriormente, em 16 de janeiro de 2011, o Ministério Público Federal interpôs recurso em sentido estrito contra a sentença proferida pelo juízo. Embora o Procurador da República não possuísse mais atribuição para atuar no feito, o fez em razão do prazo exíguo para a interposição do referido recurso, cinco dias – artigo 586 do Código de Processo Penal. O fator "prazo exíguo" é neutro para definir-se se poderia, ou não, o Procurador, personificando o Estado-acusador, interpor o recurso. E o Supremo tem jurisprudência no sentido de que, no caso de haver a prerrogativa de foro, o ato praticado na origem pelo membro do Ministério Público não subsiste. E, não subsistindo esse ato, não tenho Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO INQ 3141 / MG como conhecer desse recurso. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Isso com relação ao Inquérito 3.102? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Esse é o Inquérito nº 3.102. No mais, se por acaso vencido, Presidente, quanto a esse aspecto, há a articulação de que teria sido acusado o hoje deputado federal Newton Cardoso, apenas pela condição de presidente da sociedade. Mas não é isso que está retratado na peça primeira do Ministério Público. Nela, há referência a atos de administração da própria sociedade, aludindo-se inclusive ao estatuto. Então, ultrapassada a problemática do conhecimento do recurso, não tenho como acolher o que articulado. Resta a última questão, ou seja, a absorção do que se mostra como crime meio. Penso que sobre a matéria não há controvérsia. O falso é absorvido pelo crime do artigo 337-A do Código Penal – Sonegação de contribuição previdenciária. Comungo, no particular, com o relator. A última questão está ligada à existência de processo administrativo, em que os interessados se insurgiram contra os autos de infração. Há referência, por exemplo, na denúncia do Inquérito nº 3.141, ao montante do prejuízo. Esse prejuízo é que terá de ser apurado na fase administrativa, antes de chegar-se à persecução criminal propriamente dita. Por isso, acompanho o relator. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - E negar provimento a ambos os recursos. E, portanto, subsistindo a decisão original. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A consequência lógica é realmente essa, porque o juiz apontou que a matéria estaria 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804732. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG como conhecer desse recurso. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Isso com relação ao Inquérito 3.102? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Esse é o Inquérito nº 3.102. No mais, se por acaso vencido, Presidente, quanto a esse aspecto, há a articulação de que teria sido acusado o hoje deputado federal Newton Cardoso, apenas pela condição de presidente da sociedade. Mas não é isso que está retratado na peça primeira do Ministério Público. Nela, há referência a atos de administração da própria sociedade, aludindo-se inclusive ao estatuto. Então, ultrapassada a problemática do conhecimento do recurso, não tenho como acolher o que articulado. Resta a última questão, ou seja, a absorção do que se mostra como crime meio. Penso que sobre a matéria não há controvérsia. O falso é absorvido pelo crime do artigo 337-A do Código Penal – Sonegação de contribuição previdenciária. Comungo, no particular, com o relator. A última questão está ligada à existência de processo administrativo, em que os interessados se insurgiram contra os autos de infração. Há referência, por exemplo, na denúncia do Inquérito nº 3.141, ao montante do prejuízo. Esse prejuízo é que terá de ser apurado na fase administrativa, antes de chegar-se à persecução criminal propriamente dita. Por isso, acompanho o relator. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - E negar provimento a ambos os recursos. E, portanto, subsistindo a decisão original. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A consequência lógica é realmente essa, porque o juiz apontou que a matéria estaria 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO INQ 3141 / MG controvertida na seara administrativa e assentou esse fundamento, para chegar à rejeição da denúncia. Não tenho como, a essa altura, voltando a estágio pretérito, preconizar a suspensão da ação penal, uma vez provido o recurso para admitir-se, portanto, a denúncia. No mais, acompanho Sua Excelência. Mas torno a frisar que, no Inquérito nº 3.102, o Estado-acusador, que atuou protocolizando o recurso em sentido estrito, não poderia fazê-lo, conforme reconhecido pelo próprio Procurador-Geral da República, muito embora justificando a participação ante a exiguidade do prazo recursal. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804732. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG controvertida na seara administrativa e assentou esse fundamento, para chegar à rejeição da denúncia. Não tenho como, a essa altura, voltando a estágio pretérito, preconizar a suspensão da ação penal, uma vez provido o recurso para admitir-se, portanto, a denúncia. No mais, acompanho Sua Excelência. Mas torno a frisar que, no Inquérito nº 3.102, o Estado-acusador, que atuou protocolizando o recurso em sentido estrito, não poderia fazê-lo, conforme reconhecido pelo próprio Procurador-Geral da República, muito embora justificando a participação ante a exiguidade do prazo recursal. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Vou pedir vênia também ao eminente Ministro Marco Aurélio para acompanhar integralmente o Relator, conhecendo de ambos os recursos, entendendo também que o crime de falso é absorvido pelo 337-A do Código Penal e reafirmando a jurisprudência pacífica da Corte, no sentido de que não se pode instaurar uma ação penal com relação a um delito tributário enquanto a questão não estiver resolvida na seara administrativa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3742669. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Vou pedir vênia também ao eminente Ministro Marco Aurélio para acompanhar integralmente o Relator, conhecendo de ambos os recursos, entendendo também que o crime de falso é absorvido pelo 337-A do Código Penal e reafirmando a jurisprudência pacífica da Corte, no sentido de que não se pode instaurar uma ação penal com relação a um delito tributário enquanto a questão não estiver resolvida na seara administrativa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3742669. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 Extrato de Ata - 25/04/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 3.141 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : NEWTON CARDOSO INVEST.(A/S) : NEWTON CARDOSO JÚNIOR Decisão: O Tribunal deliberou reautuar o processo para constar o nome completo do investigado. No mérito, o Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao recurso. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773568 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 3.141 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : NEWTON CARDOSO INVEST.(A/S) : NEWTON CARDOSO JÚNIOR Decisão: O Tribunal deliberou reautuar o processo para constar o nome completo do investigado. No mérito, o Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao recurso. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773568 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4703749
2013-04-25T00:00:00
2013-10-21T00:00:00
O Tribunal deliberou reautuar o processo para constar o nome completo do investigado. No mérito, o Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao recurso. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013.
INQUÉRITO
Penal. Rejeição da denúncia. Recurso em sentido estrito. 2. Falsificação de documento público (GFIP). 3. Sonegação de contribuição previdenciária. 4. Falso utilizado como crime-meio para sonegação. Princípio da consunção. 5. Ausência de constituição definitiva do crédito. 6. Súmula Vinculante n. 24. 7. Recurso não provido.
sjur245697
- Acórdão(s) citado(s): (SONEGAÇÃO FISCAL, ABSORÇÃO, FALSIDADE IDEOLÓGICA) HC 84453 (1ªT). (CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA, NATUREZA TRIBUTÁRIA) RE 143733 (2ªT), RE 146733, RE 556664 (TP), RE 405885 AgR (1ªT), RE 564601 AgR (2ªT), AI 679355 AgR (1ªT). (PRAZO PRESCRICIONAL, SUSPENSÃO) RE 230020 (1ªT), HC 81611 (TP). - Veja Inq 3102 DO STF. Número de páginas: 23. Análise: 18/11/2013, JOS. Revisão: 02/01/2014, SER.
GILMAR MENDES
Tribunal Pleno
3141
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00114 INC-00008\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-008137 ANO-1990\n ART-00001 INC-00001 INC-00002 INC-00003 \n INC-00004\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00297 PAR-00004 ART-0337A \"CAPUT\" \n INC-00001 INC-00002 INC-00003\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00093\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED SUV-000024 \n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
Inq
acordaos
Inq 3141
[ "" ]
AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : NEWTON CARDOSO INVEST.(A/S) : NEWTON CARDOSO JÚNIOR
[ "" ]
Ementa e Acórdão 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO JÚNIOR Penal. Rejeição da denúncia. Recurso em sentido estrito. 2. Falsificação de documento público (GFIP). 3. Sonegação de contribuição previdenciária. 4. Falso utilizado como crime-meio para sonegação. Princípio da consunção. 5. Ausência de constituição definitiva do crédito. 6. Súmula Vinculante n. 24. 7. Recurso não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (vice-presidente), na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, reautuar o processo para constar o nome completo do investigado e, no mérito, por unanimidade, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683670. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 23 Relatório 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO JÚNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Federal em face de decisão proferida pelo Juízo da 11... Vara Federal Criminal de Belo Horizonte/MG, que rejeitou denúncia oferecida contra NEWTON CARDOSO e NEWTON CARDOSO JÚNIOR, sendo o primeiro deputado federal nesta legislatura. Segundo a inicial acusatória, os denunciados, Diretor-Presidente e Diretor-Geral, respectivamente, da COMPANHIA SIDERÚRGICA PITANGUI LTDA., teriam declarado a menor o valor de remunerações de seus empregados (competências de 01/2004 a 10/2004, 12/2004 e 13/2004) e suprimido informações legalmente requisitadas (valores de serviços realizados por contribuintes individuais e da compra de produto rural de pessoas físicas) na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e na Guia de Informações à Previdência Social (GFIP), incorrendo na prática de sonegação de contribuição previdenciária, bem como omissão de informação em documento previdenciário. Diante desses fatos, o Ministério Público Federal de Minas Gerais imputou aos referidos denunciados a prática dos crimes tipificados nos artigos 297, § 4..., e 337-A, inciso I, do Código Penal, combinado com o artigo 71 do mesmo diploma legal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683671. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO JÚNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Cuida-se de recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Federal em face de decisão proferida pelo Juízo da 11... Vara Federal Criminal de Belo Horizonte/MG, que rejeitou denúncia oferecida contra NEWTON CARDOSO e NEWTON CARDOSO JÚNIOR, sendo o primeiro deputado federal nesta legislatura. Segundo a inicial acusatória, os denunciados, Diretor-Presidente e Diretor-Geral, respectivamente, da COMPANHIA SIDERÚRGICA PITANGUI LTDA., teriam declarado a menor o valor de remunerações de seus empregados (competências de 01/2004 a 10/2004, 12/2004 e 13/2004) e suprimido informações legalmente requisitadas (valores de serviços realizados por contribuintes individuais e da compra de produto rural de pessoas físicas) na Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e na Guia de Informações à Previdência Social (GFIP), incorrendo na prática de sonegação de contribuição previdenciária, bem como omissão de informação em documento previdenciário. Diante desses fatos, o Ministério Público Federal de Minas Gerais imputou aos referidos denunciados a prática dos crimes tipificados nos artigos 297, § 4..., e 337-A, inciso I, do Código Penal, combinado com o artigo 71 do mesmo diploma legal. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683671. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 23 Relatório INQ 3141 / MG No que diz respeito ao delito do art. 337-A, inciso I, pugnou pela suspensão da ação penal, única e exclusivamente em relação a esse crime, com fundamento no art. 93 caput do CPP, por estar suspensa a exigibilidade do crédito previdenciário em virtude de impugnação na esfera administrativa por parte dos denunciados. Ao examinar a denúncia, o Juízo a quo entendeu que o delito tipificado no art. 297, § 4..., falsificação de informações relativas à Previdência Social, seria crime-meio para a consecução daquele previsto no art. 337-A, inciso I, crime de sonegação previdenciária, do mesmo diploma legal. Desse modo, o primeiro estaria absorvido pelo segundo, sob pena de bis in idem. Por sua vez, diante da inexistência de constituição definitiva de crédito tributário, pela impugnação na esfera administrativa, entendeu o Juízo a quo, nos termos da Súmula Vinculante n. 24, pela rejeição da denúncia. Contra essa decisão, o Ministério Público Federal do Estado de Minas Gerais interpôs recurso em sentido estrito. Sustentou, em síntese: “(i) existência de concurso formal entre os crimes previstos nos artigos 297, § 4..., e 337-A do Código Penal Brasileiro. Nesse sentido, argumentou que ambos delitos possuem potencialidade lesiva independente e, por conseguinte, não deve prevalecer a tese segundo a qual o primeiro delito poderia ser absorvido pelo segundo. (ii) classificação do crime do art. 337-A, inciso I, como de natureza formal. Assim, a constituição definitiva do crédito tributário seria desnecessária para a configuração típica desse delito. (iii) inaplicabilidade do Enunciado n 24 da Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal, que versa sobre a impossibilidade de tipificação material dos delitos previstos no art. 1..., incisos I a IV, da Lei n 8.137/1990, antes do lançamento 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683671. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG No que diz respeito ao delito do art. 337-A, inciso I, pugnou pela suspensão da ação penal, única e exclusivamente em relação a esse crime, com fundamento no art. 93 caput do CPP, por estar suspensa a exigibilidade do crédito previdenciário em virtude de impugnação na esfera administrativa por parte dos denunciados. Ao examinar a denúncia, o Juízo a quo entendeu que o delito tipificado no art. 297, § 4..., falsificação de informações relativas à Previdência Social, seria crime-meio para a consecução daquele previsto no art. 337-A, inciso I, crime de sonegação previdenciária, do mesmo diploma legal. Desse modo, o primeiro estaria absorvido pelo segundo, sob pena de bis in idem. Por sua vez, diante da inexistência de constituição definitiva de crédito tributário, pela impugnação na esfera administrativa, entendeu o Juízo a quo, nos termos da Súmula Vinculante n. 24, pela rejeição da denúncia. Contra essa decisão, o Ministério Público Federal do Estado de Minas Gerais interpôs recurso em sentido estrito. Sustentou, em síntese: “(i) existência de concurso formal entre os crimes previstos nos artigos 297, § 4..., e 337-A do Código Penal Brasileiro. Nesse sentido, argumentou que ambos delitos possuem potencialidade lesiva independente e, por conseguinte, não deve prevalecer a tese segundo a qual o primeiro delito poderia ser absorvido pelo segundo. (ii) classificação do crime do art. 337-A, inciso I, como de natureza formal. Assim, a constituição definitiva do crédito tributário seria desnecessária para a configuração típica desse delito. (iii) inaplicabilidade do Enunciado n 24 da Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal, que versa sobre a impossibilidade de tipificação material dos delitos previstos no art. 1..., incisos I a IV, da Lei n 8.137/1990, antes do lançamento 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683671. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 23 Relatório INQ 3141 / MG definitivo do tributo. Argumentou que o presente óbice não se aplica ao crime do art. 337-A do Código Penal, uma vez que não expressamente referido nesse enunciado. (iv) que o termo inicial para contagem prescricional do delito tipificado no art. 297, §4..., se daria no momento de ciência do sujeito passivo da ocorrência da prática desse crime, a fim de evitar possível declaração da prescrição da pretensão punitiva estatal em relação a esse delito”. Como prejudicial, suscitou, com fundamento nos artigos 93, caput, e 116, inciso I, ambos do Código Penal, a suspensão do curso do prazo prescricional do delito do art. 337-A, inciso I. Requereu, ao final, o conhecimento e provimento do recurso para que a decisão atacada fosse modificada e, consequentemente, instaurada ação penal em desfavor de NEWTON CARDOSO e NEWTON CARODOSO JÚNIOR pela prática dos mencionados delitos. Notificados da interposição do recurso em sentido estrito, apresentaram os denunciados as contrarrazões, em que alegaram, em suma: “(i) a consunção entre os crimes do art. 297, § 4..., e do art. 337-A, inciso I, de sorte que o primeiro delito estaria absorvido pelo segundo. Sendo que imputar aos ora denunciados a prática de ambos configura bis in idem acusatório. (ii) imprescindibilidade do esgotamento das vias administrativas para configuração da tipicidade objetiva do crime do art. 337-A, inciso I. Não constituído o crédito, enquanto não resolvida questão pendente de impugnação, seria impossível acusar os denunciados pela prática desse crime. (iii) aplicabilidade do Enunciado n 24 da Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal, eis que referente a crime análogo àquele discutidos no presente caso. (iv) que a questão prejudicial suscitada pelo Ministério 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683671. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG definitivo do tributo. Argumentou que o presente óbice não se aplica ao crime do art. 337-A do Código Penal, uma vez que não expressamente referido nesse enunciado. (iv) que o termo inicial para contagem prescricional do delito tipificado no art. 297, §4..., se daria no momento de ciência do sujeito passivo da ocorrência da prática desse crime, a fim de evitar possível declaração da prescrição da pretensão punitiva estatal em relação a esse delito”. Como prejudicial, suscitou, com fundamento nos artigos 93, caput, e 116, inciso I, ambos do Código Penal, a suspensão do curso do prazo prescricional do delito do art. 337-A, inciso I. Requereu, ao final, o conhecimento e provimento do recurso para que a decisão atacada fosse modificada e, consequentemente, instaurada ação penal em desfavor de NEWTON CARDOSO e NEWTON CARODOSO JÚNIOR pela prática dos mencionados delitos. Notificados da interposição do recurso em sentido estrito, apresentaram os denunciados as contrarrazões, em que alegaram, em suma: “(i) a consunção entre os crimes do art. 297, § 4..., e do art. 337-A, inciso I, de sorte que o primeiro delito estaria absorvido pelo segundo. Sendo que imputar aos ora denunciados a prática de ambos configura bis in idem acusatório. (ii) imprescindibilidade do esgotamento das vias administrativas para configuração da tipicidade objetiva do crime do art. 337-A, inciso I. Não constituído o crédito, enquanto não resolvida questão pendente de impugnação, seria impossível acusar os denunciados pela prática desse crime. (iii) aplicabilidade do Enunciado n 24 da Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal, eis que referente a crime análogo àquele discutidos no presente caso. (iv) que a questão prejudicial suscitada pelo Ministério 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683671. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 23 Relatório INQ 3141 / MG Público sequer poderia ser considerada, pois ausentes estariam os elementos objetivos mínimos a saber, a constituição de crédito tributário exigível para instauração de ação penal. (v) em sede de eventualidade argumentativa, aduziu que a pretensão punitiva estatal já estaria prescrita em relação ao crime do art. 297, § 4...”. Requereram, assim, fosse negado provimento ao recurso do Ministério Público, mantendo-se a decisão que rejeitou a denúncia. Declinada a competência para esta Suprema Corte, foi a Procuradoria-Geral da República instada a se manifestar. Em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República, aprovado pelo Procurador-Geral, foi ratificado o recurso em sentido estrito, protestando-se pelo provimento e, por conseguinte, pela reforma da decisão com o recebimento da denúncia em desfavor dos recorridos pela prática dos crimes descritos na inicial acusatória. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683671. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG Público sequer poderia ser considerada, pois ausentes estariam os elementos objetivos mínimos a saber, a constituição de crédito tributário exigível para instauração de ação penal. (v) em sede de eventualidade argumentativa, aduziu que a pretensão punitiva estatal já estaria prescrita em relação ao crime do art. 297, § 4...”. Requereram, assim, fosse negado provimento ao recurso do Ministério Público, mantendo-se a decisão que rejeitou a denúncia. Declinada a competência para esta Suprema Corte, foi a Procuradoria-Geral da República instada a se manifestar. Em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República, aprovado pelo Procurador-Geral, foi ratificado o recurso em sentido estrito, protestando-se pelo provimento e, por conseguinte, pela reforma da decisão com o recebimento da denúncia em desfavor dos recorridos pela prática dos crimes descritos na inicial acusatória. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683671. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, cuida-se de recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Federal em face de decisão proferida pelo Juízo da 11... Vara Federal Criminal de Belo Horizonte/MG, que rejeitou denúncia oferecida contra NEWTON CARDOSO e NEWTON CARDOSO JÚNIOR pela prática, em tese, dos delitos tipificados nos artigos 297, § 4..., e 337-A, inciso I, ambos do Código Penal. Em síntese, a insurgência recursal sustenta-se nos seguintes argumentos: (i) possibilidade de configuração de concurso formal entre os delitos tipificados nos art. 297, § 4..., e art. 337-A, inciso I, ambos do Código Penal; (ii) natureza formal do crime de sonegação de contribuição previdenciária; e (iii) inaplicabilidade do Enunciado n. 24 da Súmula Vinculante deste Supremo Tribunal Federal ao caso em tela. Segundo a inicial acusatória, os denunciados, Diretor-Presidente e Diretor-Geral, respectivamente, da COMPANHIA SIDERÚRGICA PITANGUI LTDA., teriam informado a menor o valor da remuneração de seus empregados (competências de 01/2004 a 10/2004, 12/2004 e 13/2004) e as contribuições descontadas dos seus empregados e dos contribuintes individuais (autônomos), no mesmo período; e não teriam declarado os valores de serviços realizados por contribuintes individuais e da compra de produto rural de pessoas físicas), nas guias de recolhimento do (FGTS) e Informações à Previdência Social (GFIP), incorrendo na prática de sonegação de contribuição previdenciária, bem como de omissão de informação em documento previdenciário. Ao rejeitar a denúncia, o Juízo a quo expressou que a falsidade documental que tenha por escopo suprimir ou reduzir tributo não é delito Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Conforme relatado, cuida-se de recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Federal em face de decisão proferida pelo Juízo da 11... Vara Federal Criminal de Belo Horizonte/MG, que rejeitou denúncia oferecida contra NEWTON CARDOSO e NEWTON CARDOSO JÚNIOR pela prática, em tese, dos delitos tipificados nos artigos 297, § 4..., e 337-A, inciso I, ambos do Código Penal. Em síntese, a insurgência recursal sustenta-se nos seguintes argumentos: (i) possibilidade de configuração de concurso formal entre os delitos tipificados nos art. 297, § 4..., e art. 337-A, inciso I, ambos do Código Penal; (ii) natureza formal do crime de sonegação de contribuição previdenciária; e (iii) inaplicabilidade do Enunciado n. 24 da Súmula Vinculante deste Supremo Tribunal Federal ao caso em tela. Segundo a inicial acusatória, os denunciados, Diretor-Presidente e Diretor-Geral, respectivamente, da COMPANHIA SIDERÚRGICA PITANGUI LTDA., teriam informado a menor o valor da remuneração de seus empregados (competências de 01/2004 a 10/2004, 12/2004 e 13/2004) e as contribuições descontadas dos seus empregados e dos contribuintes individuais (autônomos), no mesmo período; e não teriam declarado os valores de serviços realizados por contribuintes individuais e da compra de produto rural de pessoas físicas), nas guias de recolhimento do (FGTS) e Informações à Previdência Social (GFIP), incorrendo na prática de sonegação de contribuição previdenciária, bem como de omissão de informação em documento previdenciário. Ao rejeitar a denúncia, o Juízo a quo expressou que a falsidade documental que tenha por escopo suprimir ou reduzir tributo não é delito Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3141 / MG autônomo, mas sim crime-meio para a supressão ou redução, que é o crime-fim. Não tendo o falso autonomia lesiva, já que praticado para a consecução da redução de contribuição previdenciária e qualquer acessório, fica ele absorvido pela sonegação, configurando bis in idem a imputação destacada quanto ao crime descrito no art. 297, § 4..., do Código Penal . E, quanto ao delito do art. 337-A do Código Penal, assentou que a exigibilidade do crédito previdenciário em questão encontra-se suspensa em razão da impugnação na via administrativa, suspensão esta prevista no art. 151, III, do Código Tributário Nacional. Enquanto não constituído definitivamente o crédito tributário, sequer se pode cogitar de apurar eventual responsabilidade penal decorrente do acertamento da dívida, tal como previsto na Súmula Vinculante 24 . Inicialmente, cumpre analisar o acerto ou desacerto da decisão, ao reconhecer que a falsidade documental é crime-meio para a supressão ou redução de tributo. Argumenta o Ministério Público Federal que se trata de tutela de bens juridicamente diversos, sendo, por conseguinte, inaplicável o princípio da consunção. Principio destacando a lição de Francisco de Assis Toledo: Há, na lei, tipos mais abrangentes e tipos mais específicos que, por visarem a proteção de bens jurídicos diferentes, não se situam numa perfeita relação de gênero para espécie (especialidade) nem se colocam numa posição de maior ou menor grau de execução do crime. Um exemplo disso temos na violação do domicílio (Código Penal Brasileiro, art. 150), que lesa a liberdade da pessoa, e no furto (art. 155), lesivo ao patrimônio. Se, todavia, a violação da residência é o meio empregado para a consumação do furto, a punição deste último crime absorve a punibilidade do primeiro. A norma mais ampla, mais 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG autônomo, mas sim crime-meio para a supressão ou redução, que é o crime-fim. Não tendo o falso autonomia lesiva, já que praticado para a consecução da redução de contribuição previdenciária e qualquer acessório, fica ele absorvido pela sonegação, configurando bis in idem a imputação destacada quanto ao crime descrito no art. 297, § 4..., do Código Penal . E, quanto ao delito do art. 337-A do Código Penal, assentou que a exigibilidade do crédito previdenciário em questão encontra-se suspensa em razão da impugnação na via administrativa, suspensão esta prevista no art. 151, III, do Código Tributário Nacional. Enquanto não constituído definitivamente o crédito tributário, sequer se pode cogitar de apurar eventual responsabilidade penal decorrente do acertamento da dívida, tal como previsto na Súmula Vinculante 24 . Inicialmente, cumpre analisar o acerto ou desacerto da decisão, ao reconhecer que a falsidade documental é crime-meio para a supressão ou redução de tributo. Argumenta o Ministério Público Federal que se trata de tutela de bens juridicamente diversos, sendo, por conseguinte, inaplicável o princípio da consunção. Principio destacando a lição de Francisco de Assis Toledo: Há, na lei, tipos mais abrangentes e tipos mais específicos que, por visarem a proteção de bens jurídicos diferentes, não se situam numa perfeita relação de gênero para espécie (especialidade) nem se colocam numa posição de maior ou menor grau de execução do crime. Um exemplo disso temos na violação do domicílio (Código Penal Brasileiro, art. 150), que lesa a liberdade da pessoa, e no furto (art. 155), lesivo ao patrimônio. Se, todavia, a violação da residência é o meio empregado para a consumação do furto, a punição deste último crime absorve a punibilidade do primeiro. A norma mais ampla, mais 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3141 / MG abrangente, do furto, ao incluir como um de seus elementos essenciais a subtração, ou seja, o apossamento da coisa contra a vontade do dono, abrange a hipótese de penetração na residência, contra a vontade do dono, para o apossamento da coisa. Essa norma mais ampla consome, absorve a proteção parcial que a outra menos abrangente objetiva. Note-se que a violação do domicílio não é etapa ou passagem necessária para o furto, como ocorre com a lesão corporal em relação ao homicídio, pelo que a aplicação do princípio da subsidiariedade tácita seria discutível, embora defensável. Mas, estando esse fato prévio abrangido pela prática do crime mais grave, numa relação de meio para fim, é por este consumido ou absorvido. (Princípios Básicos de Direito Penal, p. 52-53). Colhe-se desse ensinamento que é da essência do princípio da consunção a necessária convergência de tratamento jurídico-penal no caso de regras que protejam bens jurídicos diferentes. Esse parâmetro, todavia, não é suficiente para solucionar a unidade ou a pluralidade de ações. Sobreleva destacar que a ideia de uma unidade natural de acção ou possui caráter insuportavelmente indeterminado, visando permitir que o aplicador alcance, em cada caso, a solução que julgue mais razoável; ou (quando se não confunda com a figura do crime continuado) reconduz-se a uma qualquer forma de unidade típica de acção. Na parte excedente representa, do ponto de vista político-criminal e jurídico-constitucional, um convite inadmissível ao incumprimento (ou ao cumprimento ligeiro) do mandado de esgotante apreciação ínsito ao princípio ne bis in idem. (Jorge de Figueiredo Dias, Direito Penal Parte Geral Questões fundamentais a doutrina geral do crime, Coimbra Editora, p. 985). Elucidativa a lição do saudoso Nélson Hungria: Consunção. Finalmente, uma norma se deve reconhecer 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG abrangente, do furto, ao incluir como um de seus elementos essenciais a subtração, ou seja, o apossamento da coisa contra a vontade do dono, abrange a hipótese de penetração na residência, contra a vontade do dono, para o apossamento da coisa. Essa norma mais ampla consome, absorve a proteção parcial que a outra menos abrangente objetiva. Note-se que a violação do domicílio não é etapa ou passagem necessária para o furto, como ocorre com a lesão corporal em relação ao homicídio, pelo que a aplicação do princípio da subsidiariedade tácita seria discutível, embora defensável. Mas, estando esse fato prévio abrangido pela prática do crime mais grave, numa relação de meio para fim, é por este consumido ou absorvido. (Princípios Básicos de Direito Penal, p. 52-53). Colhe-se desse ensinamento que é da essência do princípio da consunção a necessária convergência de tratamento jurídico-penal no caso de regras que protejam bens jurídicos diferentes. Esse parâmetro, todavia, não é suficiente para solucionar a unidade ou a pluralidade de ações. Sobreleva destacar que a ideia de uma unidade natural de acção ou possui caráter insuportavelmente indeterminado, visando permitir que o aplicador alcance, em cada caso, a solução que julgue mais razoável; ou (quando se não confunda com a figura do crime continuado) reconduz-se a uma qualquer forma de unidade típica de acção. Na parte excedente representa, do ponto de vista político-criminal e jurídico-constitucional, um convite inadmissível ao incumprimento (ou ao cumprimento ligeiro) do mandado de esgotante apreciação ínsito ao princípio ne bis in idem. (Jorge de Figueiredo Dias, Direito Penal Parte Geral Questões fundamentais a doutrina geral do crime, Coimbra Editora, p. 985). Elucidativa a lição do saudoso Nélson Hungria: Consunção. Finalmente, uma norma se deve reconhecer 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3141 / MG consumida por outra quando o crime previsto por aquela não passa de uma fase de realização do crime previsto por esta, ou é necessária ou normal forma de transição para o último (crime progressivo) . O crime previsto pela norma consuntiva representa a etapa mais avançada da efetuação do malefício, aplicando-se, então, o princípio que major absorbet minorem. Os fatos, aqui, também não se acham em relação de species a genus, mas de minus a plus, de parte a todo, de meio a fim. É de notar-se ainda que a exclusão de uma norma por outra pode ocorrer mesmo no caso em que não haja unidade de fato ou um só contexto de ação. Um fato, embora configure crime, pode deixar de ser punível quando anterior ou posterior (straflose Vor und Nachtat) a outro crime mais grave, pressuposta a unidade do agente, nas seguintes hipóteses: a) quando o crime anterior serve, necessária ou normalmente, de meio para cometer o crime subsequente (mais grave); b) quando o crime posterior incide na linha de atuação do fim que se propôs o agente ao cometer o primeiro crime; c) quando se trata de fatos compreendidos num só artigo penal, como formas ou modos de um mesmo crime (crime de conteúdo variado); d) quando a lesão ao bem jurídico acarretada pelo crime anterior torna indiferente o fato posterior. (Comentários ao Código Penal, Forense, 1980, v. I, tomo I, p.147-148) Na hipótese, consoante destacado pelo magistrado de primeiro grau, o crime de falso é meio – frise-se, necessário – à consumação do crime de sonegação de contribuição previdenciária. E o simples exame do artigo 337-A do Código Penal evidencia essa afirmação. Observe-se que o caput do art. 337-A textualmente explicita que a supressão ou redução da contribuição social previdenciária dá-se mediante as seguintes condutas: I) omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurado empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG consumida por outra quando o crime previsto por aquela não passa de uma fase de realização do crime previsto por esta, ou é necessária ou normal forma de transição para o último (crime progressivo) . O crime previsto pela norma consuntiva representa a etapa mais avançada da efetuação do malefício, aplicando-se, então, o princípio que major absorbet minorem. Os fatos, aqui, também não se acham em relação de species a genus, mas de minus a plus, de parte a todo, de meio a fim. É de notar-se ainda que a exclusão de uma norma por outra pode ocorrer mesmo no caso em que não haja unidade de fato ou um só contexto de ação. Um fato, embora configure crime, pode deixar de ser punível quando anterior ou posterior (straflose Vor und Nachtat) a outro crime mais grave, pressuposta a unidade do agente, nas seguintes hipóteses: a) quando o crime anterior serve, necessária ou normalmente, de meio para cometer o crime subsequente (mais grave); b) quando o crime posterior incide na linha de atuação do fim que se propôs o agente ao cometer o primeiro crime; c) quando se trata de fatos compreendidos num só artigo penal, como formas ou modos de um mesmo crime (crime de conteúdo variado); d) quando a lesão ao bem jurídico acarretada pelo crime anterior torna indiferente o fato posterior. (Comentários ao Código Penal, Forense, 1980, v. I, tomo I, p.147-148) Na hipótese, consoante destacado pelo magistrado de primeiro grau, o crime de falso é meio – frise-se, necessário – à consumação do crime de sonegação de contribuição previdenciária. E o simples exame do artigo 337-A do Código Penal evidencia essa afirmação. Observe-se que o caput do art. 337-A textualmente explicita que a supressão ou redução da contribuição social previdenciária dá-se mediante as seguintes condutas: I) omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurado empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3141 / MG autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços; II) deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços; III) omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias. É certo que, ao omitir da folha de pagamento informações sobre os empregados, meio pelo qual o empregador logra consumar a sonegação de contribuição previdenciária, também ofende-se legítimos interesses desses trabalhadores. Esta ofensa, porém, é um minus em relação à sustentabilidade da Previdência Social. Aliás, dessa decorre a própria subsistência do direito daquele trabalhador. De outro norte, consta na peça acusatória que o denunciado teria informado a menor, nas guias de recolhimento e informação, as remunerações pagas a seus empregados durante o período de 01/2004 a 10/2004, 12/2004 e 13/2004. Ainda que fosse possível conjecturar, em tese, a possibilidade de utilização dessa declaração com informações falsas para outras finalidades, o delineamento fático da hipótese demonstra que essa suposta adulteração documental teve o intuito exclusivo de sonegar contribuições à Previdência Social. Este Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Habeas Corpus n. 84.453/PA, Rel. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 4.2.2005, já assentou entendimento no sentido de que o delito de sonegação fiscal absorve o de falsidade ideológica quando este é necessário para a própria configuração típica daquele. Vale transcrever, a seguir, a ementa desse julgado: Crimes contra a ordem tributária, quadrilha e falsidade ideológica. 1. O aperfeiçoamento do delito de quadrilha ou bando não depende da prática ou da punibilidade dos crimes a cuja 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços; II) deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços; III) omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias. É certo que, ao omitir da folha de pagamento informações sobre os empregados, meio pelo qual o empregador logra consumar a sonegação de contribuição previdenciária, também ofende-se legítimos interesses desses trabalhadores. Esta ofensa, porém, é um minus em relação à sustentabilidade da Previdência Social. Aliás, dessa decorre a própria subsistência do direito daquele trabalhador. De outro norte, consta na peça acusatória que o denunciado teria informado a menor, nas guias de recolhimento e informação, as remunerações pagas a seus empregados durante o período de 01/2004 a 10/2004, 12/2004 e 13/2004. Ainda que fosse possível conjecturar, em tese, a possibilidade de utilização dessa declaração com informações falsas para outras finalidades, o delineamento fático da hipótese demonstra que essa suposta adulteração documental teve o intuito exclusivo de sonegar contribuições à Previdência Social. Este Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Habeas Corpus n. 84.453/PA, Rel. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, DJ 4.2.2005, já assentou entendimento no sentido de que o delito de sonegação fiscal absorve o de falsidade ideológica quando este é necessário para a própria configuração típica daquele. Vale transcrever, a seguir, a ementa desse julgado: Crimes contra a ordem tributária, quadrilha e falsidade ideológica. 1. O aperfeiçoamento do delito de quadrilha ou bando não depende da prática ou da punibilidade dos crimes a cuja 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3141 / MG comissão se destinava a associação criminosa. 2. Por isso, a suspensão da punibilidade de crimes contra a ordem tributária imputados a membros da associação para delinquir, por força da adesão ao REFIS II (L. 10684/03), não se estende ao de quadrilha. 3. O crime contra a ordem tributária absorve os de falsidade ideológica necessários à tipificação daqueles ; não, porém, o falsum cometido na organização da quadrilha. (grifos nossos) Dessa forma, é possível concluir que, em relação aos fatos imputados aos denunciados, o delito do art. 297, § 4..., há de ser considerado absorvido pela suposta prática do crime do art. 337-A, inciso I. Passo, então, a analisar a segunda questão posta. Em síntese: a necessidade ou não da constituição do crédito tributário, como condição objetiva de punibilidade, na hipótese de ação penal que tem como objeto o crime de sonegação de contribuição previdenciária, previsto no art. 337-A do Código Penal: “Art. 337-A. Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas : I - omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurados empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços; II - deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços; III - omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa”. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG comissão se destinava a associação criminosa. 2. Por isso, a suspensão da punibilidade de crimes contra a ordem tributária imputados a membros da associação para delinquir, por força da adesão ao REFIS II (L. 10684/03), não se estende ao de quadrilha. 3. O crime contra a ordem tributária absorve os de falsidade ideológica necessários à tipificação daqueles ; não, porém, o falsum cometido na organização da quadrilha. (grifos nossos) Dessa forma, é possível concluir que, em relação aos fatos imputados aos denunciados, o delito do art. 297, § 4..., há de ser considerado absorvido pela suposta prática do crime do art. 337-A, inciso I. Passo, então, a analisar a segunda questão posta. Em síntese: a necessidade ou não da constituição do crédito tributário, como condição objetiva de punibilidade, na hipótese de ação penal que tem como objeto o crime de sonegação de contribuição previdenciária, previsto no art. 337-A do Código Penal: “Art. 337-A. Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório, mediante as seguintes condutas : I - omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurados empregado, empresário, trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços; II - deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços; III - omitir, total ou parcialmente, receitas ou lucros auferidos, remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias: Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa”. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3141 / MG (Grifos nossos). Como se observa, trata-se de tipo misto, alternativo, em que os núcleos são suprimir (eliminar, desaparecer, extinguir) e reduzir (diminuir), que se perfectibiliza mediante as condutas descritas nos incisos I a III. Considerando a objetividade jurídica do delito, prima facie, é difícil sustentar que as condutas que importam em suprimir ou reduzir a contribuição previdenciária estejam desvinculadas de qualquer materialidade. É fato que, quanto à natureza desse crime, a doutrina divide-se, atribuindo-lhe ora natureza material (vg. Celso Delmanto, Código Penal Comentado, Renovar, 7... edição, p. 854; Luiz Regis Prado, Curso de Direito Penal Brasileiro, RT, 8... edição, p. 727) ora formal ( vg. Guilherme Souza Nucci, Código Penal Comentado, RT, 11... edição, p. 1.214; Cezar Roberto Bitencourt, Tratado de Direito Penal, Saraiva, 6... edição, Vol. 5, p. 289). Por comungar dos argumentos, destaco excertos doutrinários de José Paulo Baltazar Junior e de Rui Stoco: O tipo ora introduzido constitui forma específica daquele do art. 1... da Lei n 8.137/90, distinguindo-se pelo objeto, que é aqui a contribuição social previdenciária, enquanto o crime da lei especial pode recair sobre outro tributo. O delito em exame submete-se, no geral, ao mesmo regime do crime contra a ordem tributaria previsto no art. 1... da Lei n 8.137/90, exigindo-se, por conseguinte, o lançamento definitivo para o oferecimento da denúncia. (Crimes Federais, Livraria do Advogado, p. 171) "A adoção da Lei 8.137/90 como modelo para a criminalização da sonegação de contribuição previdenciária: Salta aos olhos que o legislador, para estabelecer as figuras 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG (Grifos nossos). Como se observa, trata-se de tipo misto, alternativo, em que os núcleos são suprimir (eliminar, desaparecer, extinguir) e reduzir (diminuir), que se perfectibiliza mediante as condutas descritas nos incisos I a III. Considerando a objetividade jurídica do delito, prima facie, é difícil sustentar que as condutas que importam em suprimir ou reduzir a contribuição previdenciária estejam desvinculadas de qualquer materialidade. É fato que, quanto à natureza desse crime, a doutrina divide-se, atribuindo-lhe ora natureza material (vg. Celso Delmanto, Código Penal Comentado, Renovar, 7... edição, p. 854; Luiz Regis Prado, Curso de Direito Penal Brasileiro, RT, 8... edição, p. 727) ora formal ( vg. Guilherme Souza Nucci, Código Penal Comentado, RT, 11... edição, p. 1.214; Cezar Roberto Bitencourt, Tratado de Direito Penal, Saraiva, 6... edição, Vol. 5, p. 289). Por comungar dos argumentos, destaco excertos doutrinários de José Paulo Baltazar Junior e de Rui Stoco: O tipo ora introduzido constitui forma específica daquele do art. 1... da Lei n 8.137/90, distinguindo-se pelo objeto, que é aqui a contribuição social previdenciária, enquanto o crime da lei especial pode recair sobre outro tributo. O delito em exame submete-se, no geral, ao mesmo regime do crime contra a ordem tributaria previsto no art. 1... da Lei n 8.137/90, exigindo-se, por conseguinte, o lançamento definitivo para o oferecimento da denúncia. (Crimes Federais, Livraria do Advogado, p. 171) "A adoção da Lei 8.137/90 como modelo para a criminalização da sonegação de contribuição previdenciária: Salta aos olhos que o legislador, para estabelecer as figuras 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3141 / MG penais de sonegação de contribuição previdenciária no art. 337- A do Código Penal, inspirou-se, felizmente, nos arts. 1... e 2... da Lei 8.137, de 27.12.1990, que define os crimes contra a ordem tributária. Abandonou, definitivamente, a previsão de condutas erigidas à condição de figuras delituosas, construindo crimes de mera conduta, em que a só manifestação do comportamento previsto na lei já caracterizava o delito, independentemente da ocorrência de um resultado no mundo físico, como ocorria com as figuras estabelecidas no art. 95 da Lei 8.212, de 24.07.1991, agora expressamente revogada pela Lei 9.983, de 14.07.2000. Esta, além de prever figuras típicas de sonegação fiscal, em que não basta a conduta, exigindo-se intenção e resultado, pulverizou as demais figuras do revogado art. 95 da lei anterior e inúmeras normas autônomas, disseminadas no Código Penal (arts. 313-A, 313-B, 168-A e outros acréscimos em normas já existentes). (...) Consumação: Cuidando-se de crime material, consuma-se com a efetiva supressão ou redução de contribuição previdenciária e não apenas com a realização das condutas omissivas descritas nos incisos I a III. Aliás, como antes observado, a conduta omissiva é apenas meio e modo para se obter o fim buscado, ou seja a sonegação. A conduta omissiva existe apenas para a realização do tipo." (STOCO, Rui e STOCO; Tatiana de O. Dos crimes contra a administração pública. In: FRANCO, Alberto Silva; STOCO, Rui (Coord.). Código penal e sua interpretação, Doutrina e Jurisprudência. 8... ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007. p. 1597-1604). E, de fato, não consigo encontrar justificativa razoável para sustentar tratamento distinto ao tipo previsto no artigo 1... da Lei 8.137/90 e àquele previsto no art. 337-A do Código Penal. No que concerne aos crimes tributários previstos nos incisos I a IV 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG penais de sonegação de contribuição previdenciária no art. 337- A do Código Penal, inspirou-se, felizmente, nos arts. 1... e 2... da Lei 8.137, de 27.12.1990, que define os crimes contra a ordem tributária. Abandonou, definitivamente, a previsão de condutas erigidas à condição de figuras delituosas, construindo crimes de mera conduta, em que a só manifestação do comportamento previsto na lei já caracterizava o delito, independentemente da ocorrência de um resultado no mundo físico, como ocorria com as figuras estabelecidas no art. 95 da Lei 8.212, de 24.07.1991, agora expressamente revogada pela Lei 9.983, de 14.07.2000. Esta, além de prever figuras típicas de sonegação fiscal, em que não basta a conduta, exigindo-se intenção e resultado, pulverizou as demais figuras do revogado art. 95 da lei anterior e inúmeras normas autônomas, disseminadas no Código Penal (arts. 313-A, 313-B, 168-A e outros acréscimos em normas já existentes). (...) Consumação: Cuidando-se de crime material, consuma-se com a efetiva supressão ou redução de contribuição previdenciária e não apenas com a realização das condutas omissivas descritas nos incisos I a III. Aliás, como antes observado, a conduta omissiva é apenas meio e modo para se obter o fim buscado, ou seja a sonegação. A conduta omissiva existe apenas para a realização do tipo." (STOCO, Rui e STOCO; Tatiana de O. Dos crimes contra a administração pública. In: FRANCO, Alberto Silva; STOCO, Rui (Coord.). Código penal e sua interpretação, Doutrina e Jurisprudência. 8... ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007. p. 1597-1604). E, de fato, não consigo encontrar justificativa razoável para sustentar tratamento distinto ao tipo previsto no artigo 1... da Lei 8.137/90 e àquele previsto no art. 337-A do Código Penal. No que concerne aos crimes tributários previstos nos incisos I a IV 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3141 / MG do art. 1... da Lei n 8.137/1990, a necessidade de lançamento de crédito tributário, para configuração típica desses delitos, já é matéria pacificada. Nesse sentido, a Corte editou o Enunciado n 24, Súmula Vinculante, que assim dispõe: Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no art. 1..., incisos I a IV, da Lei n 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo. O norte precípuo desse enunciado é o fato de que, enquanto não constituído o crédito tributário, sequer é possível afirmar que este é devido. Dessa forma, como seria possível imputar a alguém a prática de ter sonegado contribuições sem ter a ciência de ser esse crédito efetivamente devido? O único argumento delineado pelo Ministério Público a ir de encontro à aplicabilidade desse enunciado à hipótese dos autos consiste no fato de a Justiça do Trabalho ter competência para reconhecer créditos de contribuições sociais, o que demonstraria a prescindibilidade do lançamento definitivo de crédito previdenciário por parte da Administração Pública para configuração típica do delito. Ora, o argumento é inválido porque parte de premissa equivocada. Na verdade, a questão reside em saber se o crédito é ou não devido, e não em averiguar quem deve ou pode exigi-lo. Acrescentando-se, por respeito à argumentação, que a competência reconhecida à Justiça do Trabalho para executar as contribuições previdenciárias é aquela decorrente das sentenças que proferir (art. 114, VIII, da Constituição Federal de 1988). Logo, o pressuposto de exigibilidade é a constituição do crédito pela própria decisão trabalhista. De fato, o Enunciado n 24 da Súmula Vinculante deste Supremo Tribunal Federal não é de aplicabilidade obrigatória ao presente caso, já que não versa expressamente sobre o art. 337-A do Código Penal. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG do art. 1... da Lei n 8.137/1990, a necessidade de lançamento de crédito tributário, para configuração típica desses delitos, já é matéria pacificada. Nesse sentido, a Corte editou o Enunciado n 24, Súmula Vinculante, que assim dispõe: Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no art. 1..., incisos I a IV, da Lei n 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo. O norte precípuo desse enunciado é o fato de que, enquanto não constituído o crédito tributário, sequer é possível afirmar que este é devido. Dessa forma, como seria possível imputar a alguém a prática de ter sonegado contribuições sem ter a ciência de ser esse crédito efetivamente devido? O único argumento delineado pelo Ministério Público a ir de encontro à aplicabilidade desse enunciado à hipótese dos autos consiste no fato de a Justiça do Trabalho ter competência para reconhecer créditos de contribuições sociais, o que demonstraria a prescindibilidade do lançamento definitivo de crédito previdenciário por parte da Administração Pública para configuração típica do delito. Ora, o argumento é inválido porque parte de premissa equivocada. Na verdade, a questão reside em saber se o crédito é ou não devido, e não em averiguar quem deve ou pode exigi-lo. Acrescentando-se, por respeito à argumentação, que a competência reconhecida à Justiça do Trabalho para executar as contribuições previdenciárias é aquela decorrente das sentenças que proferir (art. 114, VIII, da Constituição Federal de 1988). Logo, o pressuposto de exigibilidade é a constituição do crédito pela própria decisão trabalhista. De fato, o Enunciado n 24 da Súmula Vinculante deste Supremo Tribunal Federal não é de aplicabilidade obrigatória ao presente caso, já que não versa expressamente sobre o art. 337-A do Código Penal. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3141 / MG Contudo, desde o julgamento do Recurso Extraordinário 146.733/SP, de relatoria do Ministro Moreira Alves, esta Suprema Corte tem reiteradamente considerado, em seus julgados, que as contribuições devidas à Previdência Social possuem natureza tributária (AgRg no Recurso Extraordinário 564.601/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 13.3.2009; Recurso Extraordinário 556.664/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 14.11.2008; AgRg no AI 679.355/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 19.12.2007; AgRg no Recurso Extraordinário 405.885/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 9.9.2005). Assim, a sistemática de imputação penal por crimes de sonegação contra a Previdência Social deve se sujeitar à mesma lógica aplicada àqueles contra a ordem tributária em sentido estrito. Enquanto pendente a constituição definitiva de crédito previdenciário, que possui natureza tributária, não há como se imputar a alguém a prática de sonegação de contribuição previdenciária simplesmente por persistir dúvida quanto ao fato de essa contribuição ser devida ou não. É preciso salientar que, no caso, desde o início, era incontroverso que a exigibilidade do crédito previdenciário estava suspensa, em virtude de o ora recorrido ter apresentado impugnação nos autos da Representação Fiscal para Fins Penais n 15504.020008/2008-54. Aliás, curiosamente, protestou o Procurador da República, à época, a suspensão do processo penal nos termos do art. 93 do CPP. Assim, não vejo razão para que seja admitida a possibilidade de instauração de ação penal destinada a reprimir a conduta de sonegação de contribuições previdenciárias, sem ao menos saber se esses valores são de fato devidos. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG Contudo, desde o julgamento do Recurso Extraordinário 146.733/SP, de relatoria do Ministro Moreira Alves, esta Suprema Corte tem reiteradamente considerado, em seus julgados, que as contribuições devidas à Previdência Social possuem natureza tributária (AgRg no Recurso Extraordinário 564.601/SP, Rel. Min. Cezar Peluso, Segunda Turma, DJe 13.3.2009; Recurso Extraordinário 556.664/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, DJe 14.11.2008; AgRg no AI 679.355/RS, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 19.12.2007; AgRg no Recurso Extraordinário 405.885/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Primeira Turma, DJ 9.9.2005). Assim, a sistemática de imputação penal por crimes de sonegação contra a Previdência Social deve se sujeitar à mesma lógica aplicada àqueles contra a ordem tributária em sentido estrito. Enquanto pendente a constituição definitiva de crédito previdenciário, que possui natureza tributária, não há como se imputar a alguém a prática de sonegação de contribuição previdenciária simplesmente por persistir dúvida quanto ao fato de essa contribuição ser devida ou não. É preciso salientar que, no caso, desde o início, era incontroverso que a exigibilidade do crédito previdenciário estava suspensa, em virtude de o ora recorrido ter apresentado impugnação nos autos da Representação Fiscal para Fins Penais n 15504.020008/2008-54. Aliás, curiosamente, protestou o Procurador da República, à época, a suspensão do processo penal nos termos do art. 93 do CPP. Assim, não vejo razão para que seja admitida a possibilidade de instauração de ação penal destinada a reprimir a conduta de sonegação de contribuições previdenciárias, sem ao menos saber se esses valores são de fato devidos. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 23 Voto - MIN. GILMAR MENDES INQ 3141 / MG Ressalto, como aliás requerido, que se encontra “suspenso, porém, o curso da prescrição enquanto obstada a sua propositura pela falta o lançamento definitivo” (Recurso Extraordinário 230020/SP e HC 81.611). Dessarte, meu voto é no sentido de negar provimento a este recurso em sentido estrito, mantendo-se a rejeição da denúncia. É como voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG Ressalto, como aliás requerido, que se encontra “suspenso, porém, o curso da prescrição enquanto obstada a sua propositura pela falta o lançamento definitivo” (Recurso Extraordinário 230020/SP e HC 81.611). Dessarte, meu voto é no sentido de negar provimento a este recurso em sentido estrito, mantendo-se a rejeição da denúncia. É como voto. 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4683672. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 23 Antecipação ao Voto 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, em primeiro lugar, preconizo a correção da autuação para, em vez das iniciais dos envolvidos, constar os nomes completos, tendo em conta o princípio da publicidade, a medula da própria Administração Pública, possibilitando, portanto, o acompanhamento do dia a dia pelos cidadãos em geral. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796509. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, em primeiro lugar, preconizo a correção da autuação para, em vez das iniciais dos envolvidos, constar os nomes completos, tendo em conta o princípio da publicidade, a medula da própria Administração Pública, possibilitando, portanto, o acompanhamento do dia a dia pelos cidadãos em geral. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3796509. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 23 Esclarecimento 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO JÚNIOR O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eminente Ministro Marco Aurélio, então, primeiramente, vou submeter ao Plenário essa ponderação de Vossa Excelência. Enunciamos, então, e reautuamos ambos os inquéritos com os nomes dos indiciados, conforme assentamos inclusive na Sessão Administrativa. Portanto, nós reautuaremos os inquéritos para que conste que os investigados no Inquérito 3.141, são Newton Cardoso e Newton Cardoso Júnior e, no Inquérito 3.102, Deputado Newton Cardoso. Vossa Excelência prossegue. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3742665. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO INVEST.(A/S) :NEWTON CARDOSO JÚNIOR O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Eminente Ministro Marco Aurélio, então, primeiramente, vou submeter ao Plenário essa ponderação de Vossa Excelência. Enunciamos, então, e reautuamos ambos os inquéritos com os nomes dos indiciados, conforme assentamos inclusive na Sessão Administrativa. Portanto, nós reautuaremos os inquéritos para que conste que os investigados no Inquérito 3.141, são Newton Cardoso e Newton Cardoso Júnior e, no Inquérito 3.102, Deputado Newton Cardoso. Vossa Excelência prossegue. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3742665. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 23 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, indago se a questão alusiva à ilegitimidade de quem subscreveu o recurso está ligada apenas ao em sentido estrito no Inquérito n 3.102. O SENHOR LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA (ADVOGADO) - Somente nesse. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Peço vênia, Presidente, ao relator para não conhecer, nesse caso, do recurso. O que apontou o Ministério Público, já agora sediado em Brasília? Que, em primeiro lugar, deve-se consignar que a decisão mediante a qual se rejeitou a denúncia em primeira instância foi proferida em 16 de dezembro de 2010, dia anterior à diplomação do denunciado para o mandato de deputado federal. Então, o ato praticado pelo Juízo mostrou-se realmente enquadrável no figurino alusivo à competência. Vem a justificativa para o recurso ter sido subscrito pelo Procurador da República em atuação nas Minas Gerais e não pelo Geral da República: Posteriormente, em 16 de janeiro de 2011, o Ministério Público Federal interpôs recurso em sentido estrito contra a sentença proferida pelo juízo. Embora o Procurador da República não possuísse mais atribuição para atuar no feito, o fez em razão do prazo exíguo para a interposição do referido recurso, cinco dias – artigo 586 do Código de Processo Penal. O fator "prazo exíguo" é neutro para definir-se se poderia, ou não, o Procurador, personificando o Estado-acusador, interpor o recurso. E o Supremo tem jurisprudência no sentido de que, no caso de haver a prerrogativa de foro, o ato praticado na origem pelo membro do Ministério Público não subsiste. E, não subsistindo esse ato, não tenho Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804732. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, indago se a questão alusiva à ilegitimidade de quem subscreveu o recurso está ligada apenas ao em sentido estrito no Inquérito n 3.102. O SENHOR LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA (ADVOGADO) - Somente nesse. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Peço vênia, Presidente, ao relator para não conhecer, nesse caso, do recurso. O que apontou o Ministério Público, já agora sediado em Brasília? Que, em primeiro lugar, deve-se consignar que a decisão mediante a qual se rejeitou a denúncia em primeira instância foi proferida em 16 de dezembro de 2010, dia anterior à diplomação do denunciado para o mandato de deputado federal. Então, o ato praticado pelo Juízo mostrou-se realmente enquadrável no figurino alusivo à competência. Vem a justificativa para o recurso ter sido subscrito pelo Procurador da República em atuação nas Minas Gerais e não pelo Geral da República: Posteriormente, em 16 de janeiro de 2011, o Ministério Público Federal interpôs recurso em sentido estrito contra a sentença proferida pelo juízo. Embora o Procurador da República não possuísse mais atribuição para atuar no feito, o fez em razão do prazo exíguo para a interposição do referido recurso, cinco dias – artigo 586 do Código de Processo Penal. O fator "prazo exíguo" é neutro para definir-se se poderia, ou não, o Procurador, personificando o Estado-acusador, interpor o recurso. E o Supremo tem jurisprudência no sentido de que, no caso de haver a prerrogativa de foro, o ato praticado na origem pelo membro do Ministério Público não subsiste. E, não subsistindo esse ato, não tenho Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 23 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO INQ 3141 / MG como conhecer desse recurso. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Isso com relação ao Inquérito 3.102? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Esse é o Inquérito n 3.102. No mais, se por acaso vencido, Presidente, quanto a esse aspecto, há a articulação de que teria sido acusado o hoje deputado federal Newton Cardoso, apenas pela condição de presidente da sociedade. Mas não é isso que está retratado na peça primeira do Ministério Público. Nela, há referência a atos de administração da própria sociedade, aludindo-se inclusive ao estatuto. Então, ultrapassada a problemática do conhecimento do recurso, não tenho como acolher o que articulado. Resta a última questão, ou seja, a absorção do que se mostra como crime meio. Penso que sobre a matéria não há controvérsia. O falso é absorvido pelo crime do artigo 337-A do Código Penal – Sonegação de contribuição previdenciária. Comungo, no particular, com o relator. A última questão está ligada à existência de processo administrativo, em que os interessados se insurgiram contra os autos de infração. Há referência, por exemplo, na denúncia do Inquérito n 3.141, ao montante do prejuízo. Esse prejuízo é que terá de ser apurado na fase administrativa, antes de chegar-se à persecução criminal propriamente dita. Por isso, acompanho o relator. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - E negar provimento a ambos os recursos. E, portanto, subsistindo a decisão original. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A consequência lógica é realmente essa, porque o juiz apontou que a matéria estaria 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804732. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG como conhecer desse recurso. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Isso com relação ao Inquérito 3.102? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Esse é o Inquérito n 3.102. No mais, se por acaso vencido, Presidente, quanto a esse aspecto, há a articulação de que teria sido acusado o hoje deputado federal Newton Cardoso, apenas pela condição de presidente da sociedade. Mas não é isso que está retratado na peça primeira do Ministério Público. Nela, há referência a atos de administração da própria sociedade, aludindo-se inclusive ao estatuto. Então, ultrapassada a problemática do conhecimento do recurso, não tenho como acolher o que articulado. Resta a última questão, ou seja, a absorção do que se mostra como crime meio. Penso que sobre a matéria não há controvérsia. O falso é absorvido pelo crime do artigo 337-A do Código Penal – Sonegação de contribuição previdenciária. Comungo, no particular, com o relator. A última questão está ligada à existência de processo administrativo, em que os interessados se insurgiram contra os autos de infração. Há referência, por exemplo, na denúncia do Inquérito n 3.141, ao montante do prejuízo. Esse prejuízo é que terá de ser apurado na fase administrativa, antes de chegar-se à persecução criminal propriamente dita. Por isso, acompanho o relator. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - E negar provimento a ambos os recursos. E, portanto, subsistindo a decisão original. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – A consequência lógica é realmente essa, porque o juiz apontou que a matéria estaria 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 23 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO INQ 3141 / MG controvertida na seara administrativa e assentou esse fundamento, para chegar à rejeição da denúncia. Não tenho como, a essa altura, voltando a estágio pretérito, preconizar a suspensão da ação penal, uma vez provido o recurso para admitir-se, portanto, a denúncia. No mais, acompanho Sua Excelência. Mas torno a frisar que, no Inquérito n 3.102, o Estado-acusador, que atuou protocolizando o recurso em sentido estrito, não poderia fazê-lo, conforme reconhecido pelo próprio Procurador-Geral da República, muito embora justificando a participação ante a exiguidade do prazo recursal. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804732. Supremo Tribunal Federal INQ 3141 / MG controvertida na seara administrativa e assentou esse fundamento, para chegar à rejeição da denúncia. Não tenho como, a essa altura, voltando a estágio pretérito, preconizar a suspensão da ação penal, uma vez provido o recurso para admitir-se, portanto, a denúncia. No mais, acompanho Sua Excelência. Mas torno a frisar que, no Inquérito n 3.102, o Estado-acusador, que atuou protocolizando o recurso em sentido estrito, não poderia fazê-lo, conforme reconhecido pelo próprio Procurador-Geral da República, muito embora justificando a participação ante a exiguidade do prazo recursal. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3804732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 23 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Vou pedir vênia também ao eminente Ministro Marco Aurélio para acompanhar integralmente o Relator, conhecendo de ambos os recursos, entendendo também que o crime de falso é absorvido pelo 337-A do Código Penal e reafirmando a jurisprudência pacífica da Corte, no sentido de que não se pode instaurar uma ação penal com relação a um delito tributário enquanto a questão não estiver resolvida na seara administrativa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3742669. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 3.141 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Vou pedir vênia também ao eminente Ministro Marco Aurélio para acompanhar integralmente o Relator, conhecendo de ambos os recursos, entendendo também que o crime de falso é absorvido pelo 337-A do Código Penal e reafirmando a jurisprudência pacífica da Corte, no sentido de que não se pode instaurar uma ação penal com relação a um delito tributário enquanto a questão não estiver resolvida na seara administrativa. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3742669. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 23 Extrato de Ata - 25/04/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 3.141 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : NEWTON CARDOSO INVEST.(A/S) : NEWTON CARDOSO JÚNIOR Decisão: O Tribunal deliberou reautuar o processo para constar o nome completo do investigado. No mérito, o Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao recurso. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773568 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 3.141 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : NEWTON CARDOSO INVEST.(A/S) : NEWTON CARDOSO JÚNIOR Decisão: O Tribunal deliberou reautuar o processo para constar o nome completo do investigado. No mérito, o Tribunal, por unanimidade, negou provimento ao recurso. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773568 Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 23
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Súmula Vinculante n . 24", "Enunciado n 24 da Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante n . 24", "Enunciado n 24 da Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal", "Enunciado n 24 da Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal", "Enunciado n 24 da Súmula Vinculante do Supremo Tribunal Federal", "Enunciado n . 24 da Súmula Vinculante deste Supremo Tribunal Federal", "Enunciado n . 24 da Súmula Vinculante deste Supremo Tribunal Federal", "Súmula Vinculante 24", "Súmula Vinculante 24", "INQ 3141 / MG", "INQ 3141 / MG", "INQ 3141 / MG", "Habeas Corpus n . 84 . 453 / PA", "Habeas Corpus n . 84 . 453 / PA", "INQ 3141 / MG", "Enunciado n 24 da Súmula Vinculante deste Supremo Tribunal Federal", "Enunciado n 24", "Enunciado n 24 da Súmula Vinculante deste Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 146 . 733 / SP", "AgRg no Recurso Extraordinário 564 . 601 / SP", "Recurso Extraordinário 556 . 664 / RS", "AgRg no AI 679 . 355 / RS", "AgRg no Recurso Extraordinário 405 . 885 / RS", "INQ 3141 / MG", "Recurso Extraordinário 146 . 733 / SP", "AgRg no Recurso Extraordinário 564 . 601 / SP", "Recurso Extraordinário 556 . 664 / RS", "AgRg no AI 679 . 355 / RS", "AgRg no Recurso Extraordinário 405 . 885 / RS", "Recurso Extraordinário 230020 / SP", "HC 81 . 611", "Recurso Extraordinário 230020 / SP", "HC 81 . 611", "Inquérito 3 . 141", "Inquérito 3 . 102", "Inquérito", "Inquérito", "INQUÉRITO 3 . 141", "Inquérito n 3 . 102", "INQUÉRITO 3 . 141", "Inquérito n 3 . 102", "INQ 3141 / MG", "Inquérito 3 . 102", "Inquérito n 3 . 141", "Inquérito 3 . 102", "Inquérito n 3 . 141", "INQ 3141 / MG", "Inquérito n 3 . 102", "INQ", "Inquérito" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Assis Toledo", "GILMAR MENDES", "Jorge de Figueiredo Dias", "Nélson Hungria", "Jorge de Figueiredo Dias", "Nélson Hungria", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Sepúlveda Pertence", "Sepúlveda Pertence", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Celso Delmanto", "Luiz Regis Prado", "Guilherme Souza Nucci", "Cezar Roberto Bitencourt", "José Paulo Baltazar Junior", "Rui Stoco", "Celso Delmanto", "Luiz Regis Prado", "Guilherme Souza Nucci", "Cezar Roberto Bitencourt", "José Paulo Baltazar Junior", "Rui Stoco", "GILMAR MENDES", "STOCO ,", "Rui", "STOCO ;", "Tatiana de O", "FRANCO , Alberto Silva", "STOCO ,", "Rui", "STOCO ,", "Rui", "STOCO ;", "Tatiana de O", "FRANCO , Alberto Silva", "STOCO ,", "Rui", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Moreira Alves", "Cezar Peluso", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cezar Peluso", "Moreira Alves", "Cezar Peluso", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Cezar Peluso", "GILMAR MENDES", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "GILMAR MENDES", "NEWTON CARDOSO", "NEWTON CARDOSO JÚNIOR", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Marco Aurélio", "Newton Cardoso", "Newton Cardoso Júnior", "Newton Cardoso", "GILMAR MENDES", "NEWTON CARDOSO", "NEWTON CARDOSO JÚNIOR", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Marco Aurélio", "Newton Cardoso", "Newton Cardoso Júnior", "Newton Cardoso", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "LUÍS CARLOS PARREIRAS ABRITTA", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "Newton Cardoso", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "Newton Cardoso", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Marco Aurélio", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Marco Aurélio", "GILMAR MENDES", "NEWTON CARDOSO", "NEWTON CARDOSO JÚNIOR", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu", "GILMAR MENDES", "NEWTON CARDOSO", "NEWTON CARDOSO JÚNIOR", "Joaquim Barbosa", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz", "Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "25", "/", "04", "/", "2013", "25 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "01", "/", "2004", "10", "/", "2004", "12", "/", "2004", "13", "/", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "01", "/", "2004", "10", "/", "2004", "12", "/", "2004", "13", "/", "2004", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", 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2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "25", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 2.588 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :EMANUEL FERNANDES ADV.(A/S) :ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) EMENTA: INQUÉRITO. APURAÇÃO DE CRIME COMETIDO POR PARLAMENTAR. ART. 1º, I, DO DECRETO-LEI 201/67. DELITO PRATICADO POR PREFEITO MUNICIPAL. JUSTA CAUSA PRESENTE. DOLO EVIDENCIADO. DENÚNCIA RECEBIDA. 1. O juízo exercido no momento do recebimento da denúncia é de cognição meramente sumária, devendo-se ter cautela para “não rejeitar a acusação como se estivesse decidindo definitivamente sôbre o mérito da causa” (MARQUES, José Frederico. Elementos de Direito Processual Penal. V. II. 2 ed. Rio de Janeiro: Forense, 1965. p. 164 e 168). 2. A justa causa é constatada pela presença de lastro probatório mínimo a embasar a peça acusatória, a fim de que não se submeta alguém a julgamento público ante uma denúncia sem quaisquer fundamentos, exonerando o parquet da produção de prova plena sobre os fatos narrados na exordial acusatória. 3. In casu, a denúncia imputa ao réu a suposta prática do crime tipificado no artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/67, em continuidade delitiva, em virtude dos seguintes fatos: (i) em 31 de julho de 1998: celebração do Contrato nº 5.625/98 (fls. 1112/1118), como Prefeito de São José dos Campos/SP, em desacordo com o instrumento convocatório da licitação; (ii) em 24 de setembro de 1998: realização indevida de termo aditivo ao Contrato nº 5628/98 (fls. 1.140) para alterar a quantidade de talonários e o valor de cada vale; (iii) em 18 de agosto de 1999: realização de um segundo termo aditivo (fls. 1.655) para prorrogar o contrato em 24 (vinte e quatro) meses; (iv) em 3 de maio de 2001: realização de mais um termo aditivo (fls. 1.242/1.347) para acrescer Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792857. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 Ementa e Acórdão INQ 2588 / SP o valor do contrato em mais R$ 6.579.571,80 (seis milhões, quinhentos e setenta e nove mil, quinhentos e setenta e um reais e oitenta centavos), mesmo após decisão do Tribunal de Contas estadual que julgou irregulares a Concorrência Pública nº 18/97, o Contrato nº 5.625/98 e o primeiro termo aditivo; (v) pagamento de R$ 3.360.314,63 (três milhões, trezentos e sessenta mil, trezentos e quatorze reais e sessenta e seis centavos) além do total estimado à empresa contratada (conforme Laudo de Contabilidade Pública nº 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP, fls. 4313/4327); (vi) inclusão, na relação de servidores beneficiários dos “tickets”, de nomes em duplicidade, servidores admitidos e dispensados em menos de um mês, estagiários e servidores de entidades com orçamento próprio para custear despesas com pessoal, como a Câmara Municipal e a Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof. Hélio Augusto de Souza – FUNDHAS (conforme Laudo de Contabilidade Pública nº 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP, fls. 4313/4327); (vii) efetuação de pagamentos à empresa contratada até dezembro de 2001, apesar de o contrato ter sido extinto em agosto de 2001. 4. A pena máxima cominada ao delito imputado na denúncia é de 12 (doze) anos de reclusão, por isso que o prazo de prescrição da pretensão punitiva em abstrato é de 16 (dezesseis) anos (art. 109, II, do Código Penal), de modo que o referido prazo ultimar-se-á, quanto ao primeiro fato – qual seja, a celebração inaugural do contrato, em 31 de julho de 1998 –, na data de 31 de julho de 2014. 5. A prática dos atos reputados ilícitos pelo denunciado posteriormente à decisão do Tribunal de Contas competente, que concluiu pela irregularidade, é suficiente para denotar, ao menos em sede de cognição sumária, o dolo do agente. 6. Em caso semelhante, também tratando de crimes cometidos por Prefeitos, o Plenário desta Casa assentou: “O vasto conjunto probatório dos autos evidencia que o acusado se encontrava à frente da administração do Município, apesar de, ocasionalmente, transferir a respectiva gestão à vice-Prefeita. Mais: de próprio punho assinou a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792857. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP o valor do contrato em mais R$ 6.579.571,80 (seis milhões, quinhentos e setenta e nove mil, quinhentos e setenta e um reais e oitenta centavos), mesmo após decisão do Tribunal de Contas estadual que julgou irregulares a Concorrência Pública nº 18/97, o Contrato nº 5.625/98 e o primeiro termo aditivo; (v) pagamento de R$ 3.360.314,63 (três milhões, trezentos e sessenta mil, trezentos e quatorze reais e sessenta e seis centavos) além do total estimado à empresa contratada (conforme Laudo de Contabilidade Pública nº 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP, fls. 4313/4327); (vi) inclusão, na relação de servidores beneficiários dos “tickets”, de nomes em duplicidade, servidores admitidos e dispensados em menos de um mês, estagiários e servidores de entidades com orçamento próprio para custear despesas com pessoal, como a Câmara Municipal e a Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof. Hélio Augusto de Souza – FUNDHAS (conforme Laudo de Contabilidade Pública nº 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP, fls. 4313/4327); (vii) efetuação de pagamentos à empresa contratada até dezembro de 2001, apesar de o contrato ter sido extinto em agosto de 2001. 4. A pena máxima cominada ao delito imputado na denúncia é de 12 (doze) anos de reclusão, por isso que o prazo de prescrição da pretensão punitiva em abstrato é de 16 (dezesseis) anos (art. 109, II, do Código Penal), de modo que o referido prazo ultimar-se-á, quanto ao primeiro fato – qual seja, a celebração inaugural do contrato, em 31 de julho de 1998 –, na data de 31 de julho de 2014. 5. A prática dos atos reputados ilícitos pelo denunciado posteriormente à decisão do Tribunal de Contas competente, que concluiu pela irregularidade, é suficiente para denotar, ao menos em sede de cognição sumária, o dolo do agente. 6. Em caso semelhante, também tratando de crimes cometidos por Prefeitos, o Plenário desta Casa assentou: “O vasto conjunto probatório dos autos evidencia que o acusado se encontrava à frente da administração do Município, apesar de, ocasionalmente, transferir a respectiva gestão à vice-Prefeita. Mais: de próprio punho assinou a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 Ementa e Acórdão INQ 2588 / SP minuta original do ajuste, como também todos os sete termos de prorrogação do prazo. Pelo que se comprova que o réu empregou os recursos financeiros em desconformidade com o objeto da avença. Improcedência da tese de que a alteração contratual partiu exclusivamente da vontade particular do Secretário de Infra-estrutura. Dolo configurado, porquanto decorrente da vontade livre e consciente de empregar recursos em desacordo com a respectiva programação” (AP 409, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 13/05/2010). 7. A denúncia que se reveste de justa causa impõe seja admitida em razão da suposta prática, pelo acusado, de forma consciente e voluntária, de desvio de rendas públicas, in casu, em proveito da empresa Refeicheque Administração Ltda, fato esse que se amolda ao delito previsto no artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/67, in verbis: “Art. 1º São crimes de responsabilidade dos Prefeitos Municipal (sic), sujeitos ao julgamento do Poder Judiciário, independentemente do pronunciamento da Câmara dos Vereadores: I - apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”. 8. Denúncia recebida, nos termos do art. 7º da Lei nº 8.038/90. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos este autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em receber a denúncia. Votou o Presidente. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministro LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792857. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP minuta original do ajuste, como também todos os sete termos de prorrogação do prazo. Pelo que se comprova que o réu empregou os recursos financeiros em desconformidade com o objeto da avença. Improcedência da tese de que a alteração contratual partiu exclusivamente da vontade particular do Secretário de Infra-estrutura. Dolo configurado, porquanto decorrente da vontade livre e consciente de empregar recursos em desacordo com a respectiva programação” (AP 409, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 13/05/2010). 7. A denúncia que se reveste de justa causa impõe seja admitida em razão da suposta prática, pelo acusado, de forma consciente e voluntária, de desvio de rendas públicas, in casu, em proveito da empresa Refeicheque Administração Ltda, fato esse que se amolda ao delito previsto no artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/67, in verbis: “Art. 1º São crimes de responsabilidade dos Prefeitos Municipal (sic), sujeitos ao julgamento do Poder Judiciário, independentemente do pronunciamento da Câmara dos Vereadores: I - apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”. 8. Denúncia recebida, nos termos do art. 7º da Lei nº 8.038/90. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos este autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em receber a denúncia. Votou o Presidente. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministro LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 Relatório 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 2.588 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :EMANUEL FERNANDES ADV.(A/S) :ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O Procurador-Geral da República ofereceu denúncia contra Emanuel Fernandes, imputando-lhe a prática do crime previsto no artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/67 (“apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”), em continuidade delitiva. Narra o órgão acusador que, em dezembro de 1997, a Prefeitura de São José dos Campos/SP, durante o mandato do ora denunciado, publicou o edital de Concorrência Pública nº 18/97, visando à escolha de empresa responsável pelo fornecimento de vales-refeição e vales-alimentação para os servidores do Município, com quantidade mensal estimada de 3.700 (três mil e setecentos) talonários de vale-refeição e 4.700 (quatro mil e setecentos) talonários de vale-alimentação, pelo valor de R$ 5,55 (cinco reais e cinquenta e cinco centavos) cada vale. Sagrou-se vencedora na licitação a empresa Refeicheque Administração Ltda. (fls. 1112/1118), que, em 31 de julho de 1998, firmou o Contrato nº 5.625/98, no valor de R$ 13.164.422,76 (treze milhões, cento e sessenta e quatro mil, quatrocentos e vinte e dois e setenta e seis centavos), para fornecimento da quantidade mensal estimada de 4.015 (quatro mil, cento e cinco) talonários de vale-alimentação, observado o valor de R$ 5,55 para cada vale, conforme previsto no edital. Em 24 de setembro de 1998, a Prefeitura de São José dos Campos/SP, representada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 2.588 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :EMANUEL FERNANDES ADV.(A/S) :ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O Procurador-Geral da República ofereceu denúncia contra Emanuel Fernandes, imputando-lhe a prática do crime previsto no artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/67 (“apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”), em continuidade delitiva. Narra o órgão acusador que, em dezembro de 1997, a Prefeitura de São José dos Campos/SP, durante o mandato do ora denunciado, publicou o edital de Concorrência Pública nº 18/97, visando à escolha de empresa responsável pelo fornecimento de vales-refeição e vales-alimentação para os servidores do Município, com quantidade mensal estimada de 3.700 (três mil e setecentos) talonários de vale-refeição e 4.700 (quatro mil e setecentos) talonários de vale-alimentação, pelo valor de R$ 5,55 (cinco reais e cinquenta e cinco centavos) cada vale. Sagrou-se vencedora na licitação a empresa Refeicheque Administração Ltda. (fls. 1112/1118), que, em 31 de julho de 1998, firmou o Contrato nº 5.625/98, no valor de R$ 13.164.422,76 (treze milhões, cento e sessenta e quatro mil, quatrocentos e vinte e dois e setenta e seis centavos), para fornecimento da quantidade mensal estimada de 4.015 (quatro mil, cento e cinco) talonários de vale-alimentação, observado o valor de R$ 5,55 para cada vale, conforme previsto no edital. Em 24 de setembro de 1998, a Prefeitura de São José dos Campos/SP, representada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 Relatório INQ 2588 / SP pelo denunciado, firmou com a empresa Refeicheque Administração Ltda. o primeiro termo aditivo ao Contrato nº 5628/98, para alterar a redação do item 1.6 da cláusula 1ª do contrato, de forma a adequar a quantidade de talonários e o valor de cada vale ao valor total neste constante. Em 18 de agosto de 1999, a mencionada prefeitura firmou o segundo termo aditivo ao referido contrato, prorrogando-o pelo prazo de 24 (vinte e quatro) meses, com a ratificação das demais disposições contratadas originalmente. Após a celebração deste termo aditivo sobreveio a decisão da Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, em sessão realizada no dia 26 de outubro de 1999, julgando irregulares a Concorrência Pública nº 18/97, o Contrato nº 5.625/98 celebrado com a empresa vencedora do certame, o primeiro termo aditivo e ilegais as despesas realizadas, “(...) porque, no procedimento licitatório, foram impostas indevidas exigências de balanço patrimonial ou balancetes trimestrais relativos ao exercício de 1997, infringindo o princípio da vinculação ao instrumento convocatório e, ainda, [porque] não foi esclarecida a questão decorrente do aumento, na instrumentalização do contrato, do objeto licitado (...)” (fls. 10/11). Essa decisão foi confirmada pelo Pleno do Tribunal de Contas do Estado no julgamento do recurso interposto pela Prefeitura, ocorrido em 28 de junho de 2000 (fls. 7/15). A despeito desta decisão do Tribunal de Contas estadual, relacionada às exigências indevidas para participação na concorrência pública e ao aumento numérico do objeto, em 3 de maio de 2001, a Prefeitura firmou novo termo aditivo com a empresa Refeicheque Administração Ltda., em razão da insuficiência do saldo contratual (fls. 1.329). Novo termo contratual, o valor do contrato foi aditado em mais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP pelo denunciado, firmou com a empresa Refeicheque Administração Ltda. o primeiro termo aditivo ao Contrato nº 5628/98, para alterar a redação do item 1.6 da cláusula 1ª do contrato, de forma a adequar a quantidade de talonários e o valor de cada vale ao valor total neste constante. Em 18 de agosto de 1999, a mencionada prefeitura firmou o segundo termo aditivo ao referido contrato, prorrogando-o pelo prazo de 24 (vinte e quatro) meses, com a ratificação das demais disposições contratadas originalmente. Após a celebração deste termo aditivo sobreveio a decisão da Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, em sessão realizada no dia 26 de outubro de 1999, julgando irregulares a Concorrência Pública nº 18/97, o Contrato nº 5.625/98 celebrado com a empresa vencedora do certame, o primeiro termo aditivo e ilegais as despesas realizadas, “(...) porque, no procedimento licitatório, foram impostas indevidas exigências de balanço patrimonial ou balancetes trimestrais relativos ao exercício de 1997, infringindo o princípio da vinculação ao instrumento convocatório e, ainda, [porque] não foi esclarecida a questão decorrente do aumento, na instrumentalização do contrato, do objeto licitado (...)” (fls. 10/11). Essa decisão foi confirmada pelo Pleno do Tribunal de Contas do Estado no julgamento do recurso interposto pela Prefeitura, ocorrido em 28 de junho de 2000 (fls. 7/15). A despeito desta decisão do Tribunal de Contas estadual, relacionada às exigências indevidas para participação na concorrência pública e ao aumento numérico do objeto, em 3 de maio de 2001, a Prefeitura firmou novo termo aditivo com a empresa Refeicheque Administração Ltda., em razão da insuficiência do saldo contratual (fls. 1.329). Novo termo contratual, o valor do contrato foi aditado em mais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 Relatório INQ 2588 / SP “R$ 6.579.571,80 (seis milhões, quinhentos e setenta e nove mil, quinhentos e setenta e um reais e oitenta centavos), equivalente à (sic) 16,66% (dezesseis vírgula sessenta e seis por cento) do valor inicial contratado”, sendo ratificadas as demais disposições originalmente contratadas (fls. 1347). A contratação da empresa expirou em agosto de 2001, consoante informação prestada pela Prefeitura (fls. 4028). Em 30 de julho de 2002, a Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo julgou irregulares os dois últimos termos de aditamento nºs 6477/99 e 8066/2001 ao contrato originário, adotando o princípio da acessoriedade, segundo o qual, por se tratarem de contratos acessórios, não seria possível dissociá-los da irregularidade averiguada, anteriormente apontada pela Corte de Contas em relação aos termos do contrato inicial (fls. 24). O Ministério Público Federal ressalta na denúncia que, com base em documentos fornecidos pela Câmara Municipal (fls. 3285/3289; 3804/3998 e 4155/4267), pela Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof. Hélio Augusto de Souza (fls. 3298, 4001 e 4052) e pela Prefeitura de São José dos Campos (fls. 4015/4045 e 4132/4148), foi elaborado o Laudo de Contabilidade Pública nº 2433/2010 (fls. 4313/4327), do qual constou, que: “(...) a quantidade de servidores que de fato receberam os vales alimentação/refeição não pôde ser obtida, pois (…) a documentação que continha essa informação foi fragmentada sob justificativa de cumprimento de prazo expressa em tabela de temporalidade do município conforme Decreto 10.315/2001 [foram eliminados]. Contudo, do total de servidores apresentados, o prefeito, o vice-prefeito, secretários e professores eventuais não tinham direito ao benefício, o que gerou a coluna ‘Servidores com direito ao benefício’.” No que se refere à documentação da Câmara Municipal, os peritos teriam feito uma ressalva quanto aos pagamentos realizados 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP “R$ 6.579.571,80 (seis milhões, quinhentos e setenta e nove mil, quinhentos e setenta e um reais e oitenta centavos), equivalente à (sic) 16,66% (dezesseis vírgula sessenta e seis por cento) do valor inicial contratado”, sendo ratificadas as demais disposições originalmente contratadas (fls. 1347). A contratação da empresa expirou em agosto de 2001, consoante informação prestada pela Prefeitura (fls. 4028). Em 30 de julho de 2002, a Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo julgou irregulares os dois últimos termos de aditamento nºs 6477/99 e 8066/2001 ao contrato originário, adotando o princípio da acessoriedade, segundo o qual, por se tratarem de contratos acessórios, não seria possível dissociá-los da irregularidade averiguada, anteriormente apontada pela Corte de Contas em relação aos termos do contrato inicial (fls. 24). O Ministério Público Federal ressalta na denúncia que, com base em documentos fornecidos pela Câmara Municipal (fls. 3285/3289; 3804/3998 e 4155/4267), pela Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof. Hélio Augusto de Souza (fls. 3298, 4001 e 4052) e pela Prefeitura de São José dos Campos (fls. 4015/4045 e 4132/4148), foi elaborado o Laudo de Contabilidade Pública nº 2433/2010 (fls. 4313/4327), do qual constou, que: “(...) a quantidade de servidores que de fato receberam os vales alimentação/refeição não pôde ser obtida, pois (…) a documentação que continha essa informação foi fragmentada sob justificativa de cumprimento de prazo expressa em tabela de temporalidade do município conforme Decreto 10.315/2001 [foram eliminados]. Contudo, do total de servidores apresentados, o prefeito, o vice-prefeito, secretários e professores eventuais não tinham direito ao benefício, o que gerou a coluna ‘Servidores com direito ao benefício’.” No que se refere à documentação da Câmara Municipal, os peritos teriam feito uma ressalva quanto aos pagamentos realizados 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 Relatório INQ 2588 / SP mensalmente pela referido órgão à Prefeitura, anotando que, ao contrário do que dispunha a cláusula segunda do contrato com a empresa Refeicheque, não teria havido o desconto do percentual de 2,35% no valor de face dos vales alimentação/refeição, sendo que o valor repassado pela Câmara para a Prefeitura correspondia ao valor “cheio” (fls. 4320). Apontou-se na perícia contábil o aumento de servidores que trabalharam na Prefeitura, Câmara e na Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof. Hélio Augusto de Souza, a partir de 2000 e, consequentemente, do número de servidores com direito ao benefício de vales alimentação/refeição no mesmo período. Realça, no entanto, o fato de ter sido encontrada a diferença de R$ 3.360.314,63 (três milhões, trezentos e sessenta mil, trezentos e quatorze reais e sessenta e seis centavos) entre o total pago pela Prefeitura à Refeicheque (R$ 54.347.546,10) e o total estimado. A Prefeitura teria argumentado que a diferença equivale a 6,7% a mais do total estimado era devido ao pagamento de vales referentes a horas extras cumpridas. Os peritos, contudo, não tiveram acesso a qualquer registro, controle ou memória de cálculo que comprovasse o referido pagamento (fls. 4326). Com base nessas premissas, o Ministério Público Federal afirma que a análise do laudo em questão, juntamente com os demais elementos probatórios contidas nos autos, não deixa dúvida quanto à intenção do denunciado de desviar recursos públicos em proveito da empresa Refeicheque Administração Ltda. por meio do Contrato nº 5625/98 e aditamentos. O Parquet esclarece que no início das investigações o Ministério Público do Estado de São Paulo requisitou informações ao denunciado, tendo o denunciado, hoje Deputado Federal, insistido na regularidade da exigência do balanço patrimonial relativo ao ano de 1997 das empresas participantes da Concorrência Pública nº 18/97. Quanto à contratação do objeto licitado em quantidades superiores às inicialmente especificadas no edital, afirmou que o número de talonários constante do edital foi 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP mensalmente pela referido órgão à Prefeitura, anotando que, ao contrário do que dispunha a cláusula segunda do contrato com a empresa Refeicheque, não teria havido o desconto do percentual de 2,35% no valor de face dos vales alimentação/refeição, sendo que o valor repassado pela Câmara para a Prefeitura correspondia ao valor “cheio” (fls. 4320). Apontou-se na perícia contábil o aumento de servidores que trabalharam na Prefeitura, Câmara e na Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof. Hélio Augusto de Souza, a partir de 2000 e, consequentemente, do número de servidores com direito ao benefício de vales alimentação/refeição no mesmo período. Realça, no entanto, o fato de ter sido encontrada a diferença de R$ 3.360.314,63 (três milhões, trezentos e sessenta mil, trezentos e quatorze reais e sessenta e seis centavos) entre o total pago pela Prefeitura à Refeicheque (R$ 54.347.546,10) e o total estimado. A Prefeitura teria argumentado que a diferença equivale a 6,7% a mais do total estimado era devido ao pagamento de vales referentes a horas extras cumpridas. Os peritos, contudo, não tiveram acesso a qualquer registro, controle ou memória de cálculo que comprovasse o referido pagamento (fls. 4326). Com base nessas premissas, o Ministério Público Federal afirma que a análise do laudo em questão, juntamente com os demais elementos probatórios contidas nos autos, não deixa dúvida quanto à intenção do denunciado de desviar recursos públicos em proveito da empresa Refeicheque Administração Ltda. por meio do Contrato nº 5625/98 e aditamentos. O Parquet esclarece que no início das investigações o Ministério Público do Estado de São Paulo requisitou informações ao denunciado, tendo o denunciado, hoje Deputado Federal, insistido na regularidade da exigência do balanço patrimonial relativo ao ano de 1997 das empresas participantes da Concorrência Pública nº 18/97. Quanto à contratação do objeto licitado em quantidades superiores às inicialmente especificadas no edital, afirmou que o número de talonários constante do edital foi 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 Relatório INQ 2588 / SP estipulado com base em mera estimativa e que a diferença verificada refere-se ao aumento do quadro de pessoal ocorrido entre o momento da licitação e ao da efetiva formalização do contrato, não tendo sido alcançado o limite legal de 25% previsto pela própria lei de licitações, alcançando somente 9,54% do valor inicial contratado. Na mesma oportunidade, o denunciado destacou que, consoante Portaria AS/001/95 do Secretário da Administração da Município, os servidores que prestem serviços extraordinários em seguida à jornada diária de trabalho têm direito ao vale refeição/alimentação (fls. 40/41). Ao prestar declarações perante a autoridade policial, o denunciado apresentou cópia do processo administrativo pertinente à licitação e à concorrência pública em questão, e, posteriormente, forneceu cópia dos documentos relativos à liquidação das despesas concernentes ao Contrato nº 5625/98 e seus aditamentos (fls. 1664/2938). No ponto, o Ministério Público Federal assevera na denúncia que, pela análise dos mencionados documentos, é possível constatar que não houve qualquer justificativa para a mudança dos valores previstos no edital da Concorrência Pública nº 18/97 e termos aditivos. Além de ter firmado o Contrato nº 5625/98 (fls. 1112/1118), a despeito da inexistência de qualquer justificativa para a alteração dos valores em relação aos previstos no edital – com ofensa ao princípio da vinculação ao instrumento convocatório -, o denunciado assinou o termo aditivo, cuja cópia encontra-se a fls. 1140, com base em mero pedido de retificação do contrato (fls. 1133), apesar de não existir sequer parecer jurídico a respeito. Realça, então, o fato de o Pleno do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, ao confirmar decisão da Segunda Câmara daquela Corte, ter julgado irregulares a Concorrência Pública nº 18/97, o Contrato nº 5625/98 e primeiro termo aditivo (fls. 1643/1645), bem como ter assentado a ilegalidade das despesas decorrentes. O Ministério Público Federal dá relevo ao fato de o termo de prorrogação do contrato ter ocorrido em momento anterior às decisões do 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP estipulado com base em mera estimativa e que a diferença verificada refere-se ao aumento do quadro de pessoal ocorrido entre o momento da licitação e ao da efetiva formalização do contrato, não tendo sido alcançado o limite legal de 25% previsto pela própria lei de licitações, alcançando somente 9,54% do valor inicial contratado. Na mesma oportunidade, o denunciado destacou que, consoante Portaria AS/001/95 do Secretário da Administração da Município, os servidores que prestem serviços extraordinários em seguida à jornada diária de trabalho têm direito ao vale refeição/alimentação (fls. 40/41). Ao prestar declarações perante a autoridade policial, o denunciado apresentou cópia do processo administrativo pertinente à licitação e à concorrência pública em questão, e, posteriormente, forneceu cópia dos documentos relativos à liquidação das despesas concernentes ao Contrato nº 5625/98 e seus aditamentos (fls. 1664/2938). No ponto, o Ministério Público Federal assevera na denúncia que, pela análise dos mencionados documentos, é possível constatar que não houve qualquer justificativa para a mudança dos valores previstos no edital da Concorrência Pública nº 18/97 e termos aditivos. Além de ter firmado o Contrato nº 5625/98 (fls. 1112/1118), a despeito da inexistência de qualquer justificativa para a alteração dos valores em relação aos previstos no edital – com ofensa ao princípio da vinculação ao instrumento convocatório -, o denunciado assinou o termo aditivo, cuja cópia encontra-se a fls. 1140, com base em mero pedido de retificação do contrato (fls. 1133), apesar de não existir sequer parecer jurídico a respeito. Realça, então, o fato de o Pleno do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, ao confirmar decisão da Segunda Câmara daquela Corte, ter julgado irregulares a Concorrência Pública nº 18/97, o Contrato nº 5625/98 e primeiro termo aditivo (fls. 1643/1645), bem como ter assentado a ilegalidade das despesas decorrentes. O Ministério Público Federal dá relevo ao fato de o termo de prorrogação do contrato ter ocorrido em momento anterior às decisões do 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 Relatório INQ 2588 / SP Tribunal de Contas estadual – a última, em 30 de julho de 2002. Diz, no entanto, que o denunciado prorrogou a vigência do contrato de fornecimento de vales alimentação/refeição, acolhendo as justificativas genéricas contidas em despacho administrativo no sentido de que o prazo do Contrato nº 5625/98 expiraria na data ali consignada e, ante a nota de que a empresa Refeicheque Administração Ltda. vinha prestando “um bom serviço” e manifestara interesse na renovação do citado contrato, cedendo inclusive 10 computadores, 10 impressoras, 10 leitoras óticas e 4 cofres visando adequar e melhorar o atendimento. Agindo assim, teria ele desrespeitado o artigo 57, inciso II, da Lei nº 8.666/93, pois a vigência do contrato originário era de 12 (doze) meses, não sendo possível prorrogá- lo pelo dobro do período, ou seja, por 24 (vinte e quatro) meses. O representante do Parquet frisa que o denunciado, ciente das irregularidades reconhecidas pela Corte de Contas estadual, assinou, em 3 de maio de 2001, o terceiro e último termo aditivo contratual, aumentando o valor do contrato em R$ 6.579.571,80 (seis milhões, quinhentos e setenta e nove mil, quinhentos e setenta e um reais e oitenta centavos), aumento que equivale não a 16,66% como constou do termo de aditamento, mas a 49,98% do valor inicial contratado, tendo sido desrespeitado o limite de 25% previsto no artigo 65, § 1º, da Lei nº 8.666/93. Quanto aos últimos termos aditivos ao Contrato nº 5625/98, teria o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo verificado a existência de irregularidades, como a introdução de cláusula de prorrogação de prazo após a expiração do prazo de vigência do contrato; a ausência de publicações de extratos dos referidos termos, como exigido pela Lei Federal nº 8.666/93, artigo 61, parágrafo único; falta de prorrogação da caução contratual; aumento do valor do contratado, sem a devida comprovação da necessidade do acréscimo de quantidade do tíquete e nota de empenho em valor menor ao que foi editado. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP Tribunal de Contas estadual – a última, em 30 de julho de 2002. Diz, no entanto, que o denunciado prorrogou a vigência do contrato de fornecimento de vales alimentação/refeição, acolhendo as justificativas genéricas contidas em despacho administrativo no sentido de que o prazo do Contrato nº 5625/98 expiraria na data ali consignada e, ante a nota de que a empresa Refeicheque Administração Ltda. vinha prestando “um bom serviço” e manifestara interesse na renovação do citado contrato, cedendo inclusive 10 computadores, 10 impressoras, 10 leitoras óticas e 4 cofres visando adequar e melhorar o atendimento. Agindo assim, teria ele desrespeitado o artigo 57, inciso II, da Lei nº 8.666/93, pois a vigência do contrato originário era de 12 (doze) meses, não sendo possível prorrogá- lo pelo dobro do período, ou seja, por 24 (vinte e quatro) meses. O representante do Parquet frisa que o denunciado, ciente das irregularidades reconhecidas pela Corte de Contas estadual, assinou, em 3 de maio de 2001, o terceiro e último termo aditivo contratual, aumentando o valor do contrato em R$ 6.579.571,80 (seis milhões, quinhentos e setenta e nove mil, quinhentos e setenta e um reais e oitenta centavos), aumento que equivale não a 16,66% como constou do termo de aditamento, mas a 49,98% do valor inicial contratado, tendo sido desrespeitado o limite de 25% previsto no artigo 65, § 1º, da Lei nº 8.666/93. Quanto aos últimos termos aditivos ao Contrato nº 5625/98, teria o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo verificado a existência de irregularidades, como a introdução de cláusula de prorrogação de prazo após a expiração do prazo de vigência do contrato; a ausência de publicações de extratos dos referidos termos, como exigido pela Lei Federal nº 8.666/93, artigo 61, parágrafo único; falta de prorrogação da caução contratual; aumento do valor do contratado, sem a devida comprovação da necessidade do acréscimo de quantidade do tíquete e nota de empenho em valor menor ao que foi editado. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 Relatório INQ 2588 / SP Em virtude das irregularidades apontados pelo Tribunal de Contas estadual, o Ministério Público Federal pôs em destaque o fato de ter havido “grande oscilação no total de tickets entregues à Câmara” e que, a despeito de ter solicitado 536 (quinhentos e trinta e seis) tíquetes avulsos, e não talonários - conforme informação prestada pela Prefeitura de São José dos Campos (fls. 1416) -, sendo que este montante de 536 tíquetes avulsos equivaleria a um total de 25 talões, não há esclarecimentos sobre a devolução dos talões sobressalentes à Prefeitura Municipal ou do estorno dos valores pagos a maior à empresa Refeicheque Administração Ltda. em decorrência do equívoco anotado. Prosseguindo, o representante do Parquet afirma ter analisado a relação de servidores admitidos entre 1º de agosto de 1999 e 30 de abril de 2001, constatou-se que foram considerados nomes em duplicidade, servidores admitidos e dispensados em menos de um mês, estagiários, servidores de entidades com orçamento próprio para custear despesas com pessoal, como a Câmara Municipal e a Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof. Hélio Augusto de Souza – FUNDHAS, enfim, várias anomalias que provocaram dúvida quanto à efetiva necessidade do acréscimo do valor contratual efetivado por meio do Termo Aditivo nº 8066/2001. Em razão deste fato, foi elaborado o Laudo de Contabilidade Pública nº 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP (fls. 4313/4327), no qual há a constatação de efetiva ocorrência de desvio de verbas municipais em favor da empresa Refeicheque Administração Ltda. Afirma, ainda, que a Prefeitura de São José dos Campos/SP, ao contrário do que buscou comprovar mediante o documento de folhas 1679, não teria pago o valor total de R$ 46.072.846,78 (quarenta e seis milhões, setenta e dois mil, oitocentos e quarenta e seis reais e setenta e oito centavos) em virtude do contrato firmado com a referida empresa, bem assim em razão de aditamentos, mas, sim, o valor de R$ 53.187.168,16 (cinquenta e três milhões, cento e oitenta e sete mil, cento e sessenta e oito reais e dezesseis centavos), consoante laudo pericial 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP Em virtude das irregularidades apontados pelo Tribunal de Contas estadual, o Ministério Público Federal pôs em destaque o fato de ter havido “grande oscilação no total de tickets entregues à Câmara” e que, a despeito de ter solicitado 536 (quinhentos e trinta e seis) tíquetes avulsos, e não talonários - conforme informação prestada pela Prefeitura de São José dos Campos (fls. 1416) -, sendo que este montante de 536 tíquetes avulsos equivaleria a um total de 25 talões, não há esclarecimentos sobre a devolução dos talões sobressalentes à Prefeitura Municipal ou do estorno dos valores pagos a maior à empresa Refeicheque Administração Ltda. em decorrência do equívoco anotado. Prosseguindo, o representante do Parquet afirma ter analisado a relação de servidores admitidos entre 1º de agosto de 1999 e 30 de abril de 2001, constatou-se que foram considerados nomes em duplicidade, servidores admitidos e dispensados em menos de um mês, estagiários, servidores de entidades com orçamento próprio para custear despesas com pessoal, como a Câmara Municipal e a Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof. Hélio Augusto de Souza – FUNDHAS, enfim, várias anomalias que provocaram dúvida quanto à efetiva necessidade do acréscimo do valor contratual efetivado por meio do Termo Aditivo nº 8066/2001. Em razão deste fato, foi elaborado o Laudo de Contabilidade Pública nº 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP (fls. 4313/4327), no qual há a constatação de efetiva ocorrência de desvio de verbas municipais em favor da empresa Refeicheque Administração Ltda. Afirma, ainda, que a Prefeitura de São José dos Campos/SP, ao contrário do que buscou comprovar mediante o documento de folhas 1679, não teria pago o valor total de R$ 46.072.846,78 (quarenta e seis milhões, setenta e dois mil, oitocentos e quarenta e seis reais e setenta e oito centavos) em virtude do contrato firmado com a referida empresa, bem assim em razão de aditamentos, mas, sim, o valor de R$ 53.187.168,16 (cinquenta e três milhões, cento e oitenta e sete mil, cento e sessenta e oito reais e dezesseis centavos), consoante laudo pericial 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 Relatório INQ 2588 / SP juntado às folhas 4313/4327. Verificar-se-ia, desse modo, o pagamento de 6,7% desse valor, ou seja, R$ 3.360.314,63 (três milhões, trezentos e sessenta mil, trezentos e catorze reais e sessenta e três centavos) pagos à empresa Refeicheque Administração Ltda., sem qualquer justificativa. E, conforme poderá ser visto à folha 4028, há esclarecimento a respeito de o contrato ter sido extinto em agosto de 2001, mas até dezembro de 2001 teriam sido efetuados pagamentos à empresa contratada. O Ministério Público Federal pondera que a responsabilidade do denunciado nos fatos é extraída do Contrato nº 5625/98 e seus termos aditivos nºs 5739/98, 6477/99 e 8066 (fls. 1112/1118; 1140; 1655/1655; 1242 , 1347, respectivamente) firmados pelos Prefeito, das declarações por ele prestadas (fls. 68/69) e das informações encaminhadas ao Ministro Público do Estado de São Paulo (fls. 32/43), documentos que demonstram a plena ciência do denunciado quanto às irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo desde o momento da assinatura do contrato em questão, que possibilitaram o desvio de mais de R$ 3 milhões, conforme apurado no Laudo de Contabilidade Pública nº 2433/2010. Em razão destes fatos, o Procurador-Geral da República ofereceu denúncia contra o investigado, imputando a prática, em continuidade delitiva, do crime previsto no artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/67, pois, de maneira consciente e voluntária, teria desviado, por meio do citado contrato, rendas públicas em proveito da empresa Refeicheque Administração Ltda. Pede, então, a condenação do denunciado nas penas previstas no referido dispositivo legal. O denunciado apresentou resposta (fls. 4413/4434). Afirma a defesa que não foi possível comprovar a quantidade de servidores que de fato receberam os valores alimentação/refeição, porque a documentação comprobatória foi destruída (incinerada) em cumprimento à legislação municipal; não foi considerado o número de servidores que receberam os 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP juntado às folhas 4313/4327. Verificar-se-ia, desse modo, o pagamento de 6,7% desse valor, ou seja, R$ 3.360.314,63 (três milhões, trezentos e sessenta mil, trezentos e catorze reais e sessenta e três centavos) pagos à empresa Refeicheque Administração Ltda., sem qualquer justificativa. E, conforme poderá ser visto à folha 4028, há esclarecimento a respeito de o contrato ter sido extinto em agosto de 2001, mas até dezembro de 2001 teriam sido efetuados pagamentos à empresa contratada. O Ministério Público Federal pondera que a responsabilidade do denunciado nos fatos é extraída do Contrato nº 5625/98 e seus termos aditivos nºs 5739/98, 6477/99 e 8066 (fls. 1112/1118; 1140; 1655/1655; 1242 , 1347, respectivamente) firmados pelos Prefeito, das declarações por ele prestadas (fls. 68/69) e das informações encaminhadas ao Ministro Público do Estado de São Paulo (fls. 32/43), documentos que demonstram a plena ciência do denunciado quanto às irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo desde o momento da assinatura do contrato em questão, que possibilitaram o desvio de mais de R$ 3 milhões, conforme apurado no Laudo de Contabilidade Pública nº 2433/2010. Em razão destes fatos, o Procurador-Geral da República ofereceu denúncia contra o investigado, imputando a prática, em continuidade delitiva, do crime previsto no artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/67, pois, de maneira consciente e voluntária, teria desviado, por meio do citado contrato, rendas públicas em proveito da empresa Refeicheque Administração Ltda. Pede, então, a condenação do denunciado nas penas previstas no referido dispositivo legal. O denunciado apresentou resposta (fls. 4413/4434). Afirma a defesa que não foi possível comprovar a quantidade de servidores que de fato receberam os valores alimentação/refeição, porque a documentação comprobatória foi destruída (incinerada) em cumprimento à legislação municipal; não foi considerado o número de servidores que receberam os 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 Relatório INQ 2588 / SP vales alimentação/refeição em virtude do cumprimento de horas extraordinárias, uma vez que a documentação comprobatória foi incinerada por força da lei municipal; o número de servidores que receberam os vales alimentação/refeição considerado no laudo é, meramente, estimativo. Portanto, segundo aduz a defesa, os peritos teriam se valido de dois dados distintos: um real, comprovado por meio de notas fiscais emitidas pela empresa contratada e dos lançamentos contábeis (valores pagos) da Prefeitura de São José dos Campos/SP, consubstanciado no valor pago; e outro, presumido, por estimativa, não sendo considerado o pagamento de vales referentes às horas extras cumpridas, valendo-se os peritos do método da amostragem. Consequentemente, não seria possível afirmar que a diferença apontada no laudo pericial, de R$ 3.360.314,63, realmente existiu, por se tratar de mera presunção, o que afasta a materialidade do crime apontado pelo Ministério Público Federal como praticado pelo denunciado. Daí concluir pela ausência de suporte probatório hábil a fundamentar a hipótese de suposta conduta delituosa de desvio de verba para si ou para outrem, bem assim a deflagração da persecutio criminis. Aponta, por isso, a ausência mínima de prova da materialidade do delito, dado que o crime imputado ao denunciado, cujo aperfeiçoamento ontológico requer a verificação de dano patrimonial específico e concreto, requer a configuração e a demonstração de desfalque patrimonial sofrido pela Administração Pública, fato não comprovado material, seja mediante o laudo pericial contábil ou pelos documentos e depoimentos colhidos. Alega também a ausência de elemento subjetivo do tipo, visto não estar minimamente descrito na denúncia a conduta dolosa do então prefeito, ora denunciado, como exigido pelo tipo descrito no inciso I do artigo 1º do Decreto-Lei nº 201/67. Acrescenta não ser do Prefeito a obrigação de praticar atos burocráticos, como o controle de quantidade de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP vales alimentação/refeição em virtude do cumprimento de horas extraordinárias, uma vez que a documentação comprobatória foi incinerada por força da lei municipal; o número de servidores que receberam os vales alimentação/refeição considerado no laudo é, meramente, estimativo. Portanto, segundo aduz a defesa, os peritos teriam se valido de dois dados distintos: um real, comprovado por meio de notas fiscais emitidas pela empresa contratada e dos lançamentos contábeis (valores pagos) da Prefeitura de São José dos Campos/SP, consubstanciado no valor pago; e outro, presumido, por estimativa, não sendo considerado o pagamento de vales referentes às horas extras cumpridas, valendo-se os peritos do método da amostragem. Consequentemente, não seria possível afirmar que a diferença apontada no laudo pericial, de R$ 3.360.314,63, realmente existiu, por se tratar de mera presunção, o que afasta a materialidade do crime apontado pelo Ministério Público Federal como praticado pelo denunciado. Daí concluir pela ausência de suporte probatório hábil a fundamentar a hipótese de suposta conduta delituosa de desvio de verba para si ou para outrem, bem assim a deflagração da persecutio criminis. Aponta, por isso, a ausência mínima de prova da materialidade do delito, dado que o crime imputado ao denunciado, cujo aperfeiçoamento ontológico requer a verificação de dano patrimonial específico e concreto, requer a configuração e a demonstração de desfalque patrimonial sofrido pela Administração Pública, fato não comprovado material, seja mediante o laudo pericial contábil ou pelos documentos e depoimentos colhidos. Alega também a ausência de elemento subjetivo do tipo, visto não estar minimamente descrito na denúncia a conduta dolosa do então prefeito, ora denunciado, como exigido pelo tipo descrito no inciso I do artigo 1º do Decreto-Lei nº 201/67. Acrescenta não ser do Prefeito a obrigação de praticar atos burocráticos, como o controle de quantidade de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 Relatório INQ 2588 / SP vales refeição/alimentação, o recebimento de talonários, a guarda, a efetiva distribuição, a conferência de dados e o processamento das Notas Fiscais e respectivo pagamento. Neste sentido, aponta que no edital de Concorrência vencido pela empresa Refeicheque Administração Ltda. constou que a entrega do produto, objeto do edital, seria da Divisão de Benefícios, e cumpriria à Secretaria da Administração requisitante vistoriar a execução e o recebimento do objeto do contrato, cabendo, ainda, prestar assistência e a orientação que se fizerem necessárias. Portanto, a gestão da execução contratual não estava aos cuidados do denunciado, não havendo de falar em prática delituosa quando o tipo penal incriminador exige conduta de mão própria. Acentua por fim, ser imprópria a imputação realizada na denúncia, da suposta prática do crime descrito no inciso I do artigo 1º do Decreto- Lei nº 201/67 (“apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”), quando poder-se-ia cogitar da prática do crime previsto no inciso III do referido artigo (“desviar, ou aplicar indevidamente, rendas ou verbas públicas”). Mas, neste último caso, também não seria possível dar curso à persecução criminal, em virtude do transcurso da lapso prescricional, considerada a pena in abstrato de maior ou igual a três anos. Pede, portanto, a rejeição da denúncia. Tendo em conta as alegações apresentadas pela defesa, determinei a remessa dos autos ao Ministério Público Federal, vindo a manifestação de fls. 4467/4474, na qual se afirma a higidez da peça acusatória oferecida, pois não estaria a sofrer dos vícios apontados pelo denunciado, reafirmando a existência de superfaturamento, com o consequente desvio em seu proveito (do denunciado) da quantia superfaturada. Discorre-se sobre os fatos relacionados com a execução do contrato firmado com a empresa Refeicheque Administração Ltda., com os aditamentos contratuais efetivados e à falta de justificação para o aumento do número de talões adquiridos, acentuando-se, ante a alegação de aumento de números de servidores e beneficiários do auxílio, o lançamento em 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP vales refeição/alimentação, o recebimento de talonários, a guarda, a efetiva distribuição, a conferência de dados e o processamento das Notas Fiscais e respectivo pagamento. Neste sentido, aponta que no edital de Concorrência vencido pela empresa Refeicheque Administração Ltda. constou que a entrega do produto, objeto do edital, seria da Divisão de Benefícios, e cumpriria à Secretaria da Administração requisitante vistoriar a execução e o recebimento do objeto do contrato, cabendo, ainda, prestar assistência e a orientação que se fizerem necessárias. Portanto, a gestão da execução contratual não estava aos cuidados do denunciado, não havendo de falar em prática delituosa quando o tipo penal incriminador exige conduta de mão própria. Acentua por fim, ser imprópria a imputação realizada na denúncia, da suposta prática do crime descrito no inciso I do artigo 1º do Decreto- Lei nº 201/67 (“apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”), quando poder-se-ia cogitar da prática do crime previsto no inciso III do referido artigo (“desviar, ou aplicar indevidamente, rendas ou verbas públicas”). Mas, neste último caso, também não seria possível dar curso à persecução criminal, em virtude do transcurso da lapso prescricional, considerada a pena in abstrato de maior ou igual a três anos. Pede, portanto, a rejeição da denúncia. Tendo em conta as alegações apresentadas pela defesa, determinei a remessa dos autos ao Ministério Público Federal, vindo a manifestação de fls. 4467/4474, na qual se afirma a higidez da peça acusatória oferecida, pois não estaria a sofrer dos vícios apontados pelo denunciado, reafirmando a existência de superfaturamento, com o consequente desvio em seu proveito (do denunciado) da quantia superfaturada. Discorre-se sobre os fatos relacionados com a execução do contrato firmado com a empresa Refeicheque Administração Ltda., com os aditamentos contratuais efetivados e à falta de justificação para o aumento do número de talões adquiridos, acentuando-se, ante a alegação de aumento de números de servidores e beneficiários do auxílio, o lançamento em 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 Relatório INQ 2588 / SP duplicidade de servidores, a admissão e demissão, no mesmo dias, de servidores e o fato de servidores terem trabalhado por período inferior a um mês para o município; a existência de grande número de estagiários, que, nos termos da Lei nº 4580/94, não eram beneficiários do programa de alimentação implantado. Diz também que os menores aprendizes da Fundação de Assistência à Criança e ao Adolescente seriam beneficiários dos vales alimentação e refeição adquiridos pela Prefeitura. No entanto, conforme documentação de fls. 4000/4001, a fundação jamais forneceu o auxílio alimentação aos menores aprendizes, sendo os vales recebidos da prefeitura entregues aos funcionários contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho e investidos em cargos comissionados. Aduz ser possível verificar, em face da tabela de funcionários juntada à folha 4321, certa estabilidade no número de empregados da referida Fundação no período de julho/98 a maio/2000, havendo certos períodos, inclusive, um número menor de beneficiários do auxílio alimentação. Quanto aos talonários de vales alimentação/refeição fornecidos à Câmara Municipal, recorda não existir nos autos qualquer elemento que aponte a devolução dos talões sobressalentes à Prefeitura Municipal ou do estorno dos valores pagos a maior à empresa contratada em decorrência do equívoco - a entrega de 748 talões de tíquetes uma vez que 536 tíquetes avulsos daria a margem a um total de 25 talões. Assevera que os elementos dos autos demonstram que não se faziam necessários os acréscimos no valor do contrato, em consonância com o Laudo de Contabilidade Pública nº 2433/2010, restando claro o desvio de verba em favor da empresa contratada. Por fim, a participação do denunciado e sua responsabilidade é extraída do Contrato nº 5625 e dos termos aditivos que foram firmados pelo então Prefeito, bem assim dos documentos que demonstram que o investigado tinha plena ciência das irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo desde o momento da assinatura do contrato em questão. Pede, por isso, o recebimento da denúncia, nos termos propostos. É o relatório. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP duplicidade de servidores, a admissão e demissão, no mesmo dias, de servidores e o fato de servidores terem trabalhado por período inferior a um mês para o município; a existência de grande número de estagiários, que, nos termos da Lei nº 4580/94, não eram beneficiários do programa de alimentação implantado. Diz também que os menores aprendizes da Fundação de Assistência à Criança e ao Adolescente seriam beneficiários dos vales alimentação e refeição adquiridos pela Prefeitura. No entanto, conforme documentação de fls. 4000/4001, a fundação jamais forneceu o auxílio alimentação aos menores aprendizes, sendo os vales recebidos da prefeitura entregues aos funcionários contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho e investidos em cargos comissionados. Aduz ser possível verificar, em face da tabela de funcionários juntada à folha 4321, certa estabilidade no número de empregados da referida Fundação no período de julho/98 a maio/2000, havendo certos períodos, inclusive, um número menor de beneficiários do auxílio alimentação. Quanto aos talonários de vales alimentação/refeição fornecidos à Câmara Municipal, recorda não existir nos autos qualquer elemento que aponte a devolução dos talões sobressalentes à Prefeitura Municipal ou do estorno dos valores pagos a maior à empresa contratada em decorrência do equívoco - a entrega de 748 talões de tíquetes uma vez que 536 tíquetes avulsos daria a margem a um total de 25 talões. Assevera que os elementos dos autos demonstram que não se faziam necessários os acréscimos no valor do contrato, em consonância com o Laudo de Contabilidade Pública nº 2433/2010, restando claro o desvio de verba em favor da empresa contratada. Por fim, a participação do denunciado e sua responsabilidade é extraída do Contrato nº 5625 e dos termos aditivos que foram firmados pelo então Prefeito, bem assim dos documentos que demonstram que o investigado tinha plena ciência das irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo desde o momento da assinatura do contrato em questão. Pede, por isso, o recebimento da denúncia, nos termos propostos. É o relatório. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 2.588 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Conforme explicitado no relatório, o Procurador-Geral da República ofereceu denúncia contra Emanuel Fernandes, imputando-lhe a prática do crime previsto no artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/67 (“apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”), em continuidade delitiva. Cabe lembrar que, nas palavras de José Frederico Marques, o juízo exercido no momento do recebimento da denúncia é de cognição meramente sumária, devendo-se ter cautela para “não rejeitar a acusação como se estivesse decidindo definitivamente sôbre o mérito da causa” (MARQUES, José Frederico. Elementos de Direito Processual Penal. V. II. 2 ed. Rio de Janeiro: Forense, 1965. p. 164 e 168). Nesta sede, cabe ao julgador, quanto ao mérito, apreciar tão somente a existência de justa causa, isto é, de lastro probatório mínimo a embasar a peça acusatória, a fim de que não se submeta alguém a julgamento público ante uma denúncia sem quaisquer fundamentos. A denúncia imputa ao réu a prática do crime tipificado no artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/67 em virtude da suposta ocorrência dos seguintes fatos: (i) em 31 de julho de 1998: celebração, na qualidade de Prefeito do Município de São José dos Campos/SP, do Contrato nº 5.625/98 (fls. 1112/1118) com a empresa Refeicheque Administração Ltda. em desacordo com o instrumento convocatório da licitação; (ii) em 24 de setembro de 1998: realização indevida de termo aditivo ao Contrato nº 5628/98 (fls. 1.140) para alterar a quantidade de talonários e o valor de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792859. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 2.588 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Conforme explicitado no relatório, o Procurador-Geral da República ofereceu denúncia contra Emanuel Fernandes, imputando-lhe a prática do crime previsto no artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/67 (“apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”), em continuidade delitiva. Cabe lembrar que, nas palavras de José Frederico Marques, o juízo exercido no momento do recebimento da denúncia é de cognição meramente sumária, devendo-se ter cautela para “não rejeitar a acusação como se estivesse decidindo definitivamente sôbre o mérito da causa” (MARQUES, José Frederico. Elementos de Direito Processual Penal. V. II. 2 ed. Rio de Janeiro: Forense, 1965. p. 164 e 168). Nesta sede, cabe ao julgador, quanto ao mérito, apreciar tão somente a existência de justa causa, isto é, de lastro probatório mínimo a embasar a peça acusatória, a fim de que não se submeta alguém a julgamento público ante uma denúncia sem quaisquer fundamentos. A denúncia imputa ao réu a prática do crime tipificado no artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/67 em virtude da suposta ocorrência dos seguintes fatos: (i) em 31 de julho de 1998: celebração, na qualidade de Prefeito do Município de São José dos Campos/SP, do Contrato nº 5.625/98 (fls. 1112/1118) com a empresa Refeicheque Administração Ltda. em desacordo com o instrumento convocatório da licitação; (ii) em 24 de setembro de 1998: realização indevida de termo aditivo ao Contrato nº 5628/98 (fls. 1.140) para alterar a quantidade de talonários e o valor de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792859. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX INQ 2588 / SP cada vale; (iii) em 18 de agosto de 1999: realização de um segundo termo aditivo (fls. 1.655) para prorrogar o contrato em 24 (vinte e quatro) meses; (iv) em 3 de maio de 2001: realização de mais um termo aditivo (fls. 1.242/1.347) para acrescer o valor do contrato em mais R$ 6.579.571,80 (seis milhões, quinhentos e setenta e nove mil, quinhentos e setenta e um reais e oitenta centavos), mesmo após decisão do Tribunal de Contas estadual que julgou irregulares a Concorrência Pública nº 18/97, o Contrato nº 5.625/98 e o primeiro termo aditivo; (v) pagamento de R$ 3.360.314,63 (três milhões, trezentos e sessenta mil, trezentos e quatorze reais e sessenta e seis centavos) além do total estimado à empresa contratada (conforme Laudo de Contabilidade Pública nº 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP, fls. 4313/4327); (vi) inclusão, na relação de servidores beneficiários dos “tickets”, de nomes em duplicidade, servidores admitidos e dispensados em menos de um mês, estagiários e servidores de entidades com orçamento próprio para custear despesas com pessoal, como a Câmara Municipal e a Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof. Hélio Augusto de Souza – FUNDHAS (conforme Laudo de Contabilidade Pública nº 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP, fls. 4313/4327); (vii) efetuação de pagamentos à empresa contratada até dezembro de 2001, apesar de o contrato ter sido extinto em agosto de 2001. Não há como acolher, nesta fase, o argumento da defesa de que não foi apontada nenhuma conduta concreta do denunciado que sugerisse estar ele agindo dolosamente, porquanto não é a mera ocupação do cargo de Prefeito do Município de São José dos Campos/SP, pelo investigado, que embasa a peça vestibular. Demonstrou o Ministério Público que o denunciado assinou o termo aditivo ao contrato original com a empresa Refeicheque Administração Ltda., cuja cópia encontra-se a fls. 1140, com base em mero pedido de retificação do contrato (fls. 1133), apesar de não existir sequer parecer jurídico a respeito. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792859. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP cada vale; (iii) em 18 de agosto de 1999: realização de um segundo termo aditivo (fls. 1.655) para prorrogar o contrato em 24 (vinte e quatro) meses; (iv) em 3 de maio de 2001: realização de mais um termo aditivo (fls. 1.242/1.347) para acrescer o valor do contrato em mais R$ 6.579.571,80 (seis milhões, quinhentos e setenta e nove mil, quinhentos e setenta e um reais e oitenta centavos), mesmo após decisão do Tribunal de Contas estadual que julgou irregulares a Concorrência Pública nº 18/97, o Contrato nº 5.625/98 e o primeiro termo aditivo; (v) pagamento de R$ 3.360.314,63 (três milhões, trezentos e sessenta mil, trezentos e quatorze reais e sessenta e seis centavos) além do total estimado à empresa contratada (conforme Laudo de Contabilidade Pública nº 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP, fls. 4313/4327); (vi) inclusão, na relação de servidores beneficiários dos “tickets”, de nomes em duplicidade, servidores admitidos e dispensados em menos de um mês, estagiários e servidores de entidades com orçamento próprio para custear despesas com pessoal, como a Câmara Municipal e a Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof. Hélio Augusto de Souza – FUNDHAS (conforme Laudo de Contabilidade Pública nº 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP, fls. 4313/4327); (vii) efetuação de pagamentos à empresa contratada até dezembro de 2001, apesar de o contrato ter sido extinto em agosto de 2001. Não há como acolher, nesta fase, o argumento da defesa de que não foi apontada nenhuma conduta concreta do denunciado que sugerisse estar ele agindo dolosamente, porquanto não é a mera ocupação do cargo de Prefeito do Município de São José dos Campos/SP, pelo investigado, que embasa a peça vestibular. Demonstrou o Ministério Público que o denunciado assinou o termo aditivo ao contrato original com a empresa Refeicheque Administração Ltda., cuja cópia encontra-se a fls. 1140, com base em mero pedido de retificação do contrato (fls. 1133), apesar de não existir sequer parecer jurídico a respeito. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792859. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX INQ 2588 / SP Além disso, o acusado prorrogou a vigência do contrato tendo por base justificativas genéricas, a saber, a iminente expiração da avença e a boa prestação de serviços por parte da contratada. Houve inobservância do art. 57, II, da Lei nº 8.666/93, que apenas permite a prorrogação do contrato de prestação de serviços a serem executados de forma contínua “por iguais e sucessivos períodos”, porquanto, apesar de o contrato original ter previsto a duração de 12 (doze) meses, houve prorrogação em mais 24 (vinte e quatro) meses (fls. 1.658). Mais ainda, o parquet afirma, com base em documentos acostados à denúncia, que o acusado, mesmo ciente da decisão desfavorável do Tribunal de Contas, assinou novo termo aditivo para aumentar o valor do contrato em 49,98% (quarenta e nove e noventa e oito décimos por cento) do valor inicial, desrespeitando o limite de 25% previsto no artigo 65, § 1º, da Lei nº 8.666/93. É certo que, conforme já decidiu esta Corte, a “incidência da norma que se extrai do inciso I do art. 1º do Decreto-Lei nº 201/67 depende da presença de um claro elemento subjetivo do agente político: a vontade livre e consciente (dolo) de lesar o Erário, pois é assim que se garante a necessária distinção entre atos próprios do cotidiano político-administrativo e atos que revelam o cometimento de ilícitos penais” (AP 372, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 16/12/2010). No caso em tela, todavia, vários dados expõem, para fins de verificação da justa causa, o conhecimento e a vontade do agente na prática das condutas a ele imputadas. A prática dos atos reputados ilícitos pelo denunciado posteriormente à decisão do Tribunal de Contas competente, que concluiu pela irregularidade, é suficiente para denotar, ao menos em sede de cognição sumária, o dolo do agente. Nada obstante, verifica-se ainda que o acusado assinou o Contrato nº 5625/98 (fls. 1.112/1.118) e seus termos aditivos de nº 5739/98 (fls. 1.140), 6477/99 (fls. 1.658) e 8066/2001 (fls. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792859. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP Além disso, o acusado prorrogou a vigência do contrato tendo por base justificativas genéricas, a saber, a iminente expiração da avença e a boa prestação de serviços por parte da contratada. Houve inobservância do art. 57, II, da Lei nº 8.666/93, que apenas permite a prorrogação do contrato de prestação de serviços a serem executados de forma contínua “por iguais e sucessivos períodos”, porquanto, apesar de o contrato original ter previsto a duração de 12 (doze) meses, houve prorrogação em mais 24 (vinte e quatro) meses (fls. 1.658). Mais ainda, o parquet afirma, com base em documentos acostados à denúncia, que o acusado, mesmo ciente da decisão desfavorável do Tribunal de Contas, assinou novo termo aditivo para aumentar o valor do contrato em 49,98% (quarenta e nove e noventa e oito décimos por cento) do valor inicial, desrespeitando o limite de 25% previsto no artigo 65, § 1º, da Lei nº 8.666/93. É certo que, conforme já decidiu esta Corte, a “incidência da norma que se extrai do inciso I do art. 1º do Decreto-Lei nº 201/67 depende da presença de um claro elemento subjetivo do agente político: a vontade livre e consciente (dolo) de lesar o Erário, pois é assim que se garante a necessária distinção entre atos próprios do cotidiano político-administrativo e atos que revelam o cometimento de ilícitos penais” (AP 372, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 16/12/2010). No caso em tela, todavia, vários dados expõem, para fins de verificação da justa causa, o conhecimento e a vontade do agente na prática das condutas a ele imputadas. A prática dos atos reputados ilícitos pelo denunciado posteriormente à decisão do Tribunal de Contas competente, que concluiu pela irregularidade, é suficiente para denotar, ao menos em sede de cognição sumária, o dolo do agente. Nada obstante, verifica-se ainda que o acusado assinou o Contrato nº 5625/98 (fls. 1.112/1.118) e seus termos aditivos de nº 5739/98 (fls. 1.140), 6477/99 (fls. 1.658) e 8066/2001 (fls. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792859. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX INQ 2588 / SP 1.660) de próprio punho, a indicar a presença do elemento subjetivo do tipo penal. O conhecimento do agente acerca dos fatos apontados como delituosos também pode ser extraído das declarações por ele prestadas (fls. 68/69) e das informações encaminhadas ao Ministro Público do Estado de São Paulo (fls. 32/43). O próprio denunciado admite ter ciência da contratação da empresa Refeicheque, ao apresentar justificativas para exigir dos licitantes “a apresentação de balanço patrimonial ou de balancetes trimestrais mais atualizados (relativos ao ano de1997) [sic]” (fls. 36), bem como para “a diferença entre o valor efetivamente contratado e aquele lançado no edital” (fls. 40). Em caso semelhante, também tratando de crimes cometidos por Prefeitos, o Plenário desta Casa assentou: “O vasto conjunto probatório dos autos evidencia que o acusado se encontrava à frente da administração do Município, apesar de, ocasionalmente, transferir a respectiva gestão à vice- Prefeita. Mais: de próprio punho assinou a minuta original do ajuste, como também todos os sete termos de prorrogação do prazo. Pelo que se comprova que o réu empregou os recursos financeiros em desconformidade com o objeto da avença. Improcedência da tese de que a alteração contratual partiu exclusivamente da vontade particular do Secretário de Infra-estrutura. Dolo configurado, porquanto decorrente da vontade livre e consciente de empregar recursos em desacordo com a respectiva programação” (AP 409, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 13/05/2010). Sendo assim, ante a prova documental acima referida, tem-se justa causa para admitir a denúncia contra o acusado, por supostamente ter, de forma consciente e voluntária, desviado rendas públicas em proveito da empresa Refeicheque Administração Ltda, fato esse que se amoldaria ao delito previsto no artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/67, in verbis: “Art. 1º São crimes de responsabilidade dos Prefeitos Municipal (sic), sujeitos ao julgamento do Poder Judiciário, independentemente do pronunciamento da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792859. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP 1.660) de próprio punho, a indicar a presença do elemento subjetivo do tipo penal. O conhecimento do agente acerca dos fatos apontados como delituosos também pode ser extraído das declarações por ele prestadas (fls. 68/69) e das informações encaminhadas ao Ministro Público do Estado de São Paulo (fls. 32/43). O próprio denunciado admite ter ciência da contratação da empresa Refeicheque, ao apresentar justificativas para exigir dos licitantes “a apresentação de balanço patrimonial ou de balancetes trimestrais mais atualizados (relativos ao ano de1997) [sic]” (fls. 36), bem como para “a diferença entre o valor efetivamente contratado e aquele lançado no edital” (fls. 40). Em caso semelhante, também tratando de crimes cometidos por Prefeitos, o Plenário desta Casa assentou: “O vasto conjunto probatório dos autos evidencia que o acusado se encontrava à frente da administração do Município, apesar de, ocasionalmente, transferir a respectiva gestão à vice- Prefeita. Mais: de próprio punho assinou a minuta original do ajuste, como também todos os sete termos de prorrogação do prazo. Pelo que se comprova que o réu empregou os recursos financeiros em desconformidade com o objeto da avença. Improcedência da tese de que a alteração contratual partiu exclusivamente da vontade particular do Secretário de Infra-estrutura. Dolo configurado, porquanto decorrente da vontade livre e consciente de empregar recursos em desacordo com a respectiva programação” (AP 409, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 13/05/2010). Sendo assim, ante a prova documental acima referida, tem-se justa causa para admitir a denúncia contra o acusado, por supostamente ter, de forma consciente e voluntária, desviado rendas públicas em proveito da empresa Refeicheque Administração Ltda, fato esse que se amoldaria ao delito previsto no artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/67, in verbis: “Art. 1º São crimes de responsabilidade dos Prefeitos Municipal (sic), sujeitos ao julgamento do Poder Judiciário, independentemente do pronunciamento da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792859. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX INQ 2588 / SP Câmara dos Vereadores: I - apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”. Ex positis, voto pelo recebimento da denúncia, nos termos do art. 7º da Lei nº 8.038/90. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792859. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP Câmara dos Vereadores: I - apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”. Ex positis, voto pelo recebimento da denúncia, nos termos do art. 7º da Lei nº 8.038/90. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792859. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 Explicação 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 2.588 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :EMANUEL FERNANDES ADV.(A/S) :ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Senhor Presidente, não havendo sustentação oral, eu me permito, se a Corte também assim o permite, reportar-me às razões agora expostas pelo eminente representante do Ministério Público e afirmar o que eu sempre afirmo aqui: nós não barateamos o recebimento de uma denúncia contra o homem público e entendemos que, mesmo que ele vá ter a oportunidade de se defender num processo penal, o simples recebimento da denúncia já traz um prejuízo deveras expressivo na sua vida cotidiana, quiçá na sua própria vida pública. De sorte que procuramos, sempre que possível, aferir o dolo, até porque a Lei nº 8.038 permite ao Tribunal julgar até improcedente a acusação, e, se o tipo for doloso e não houver dolo, há uma questão gravitante em torno de uma atipicidade. Mas, de toda sorte, para que isso ocorra, é preciso que haja realmente elementos para que nós constatemos, prima facie, que não há justa causa para a ação penal, que foi esse o novo pressuposto trazido e que pressupõe que não haja um panorama que leve a um estado de dúvida, porque neste estado, evidentemente, o Ministério Público deve fazer prevalecer a qualidade dominus litis, a máxima in dubio pro societate, ao passo que nós, julgadores, no momento do julgamento final, assentamos os nossos julgamentos de acordo com a nossa convicção; em estado de dúvida aplicamos in dubio pro reo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792860. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 2.588 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :EMANUEL FERNANDES ADV.(A/S) :ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Senhor Presidente, não havendo sustentação oral, eu me permito, se a Corte também assim o permite, reportar-me às razões agora expostas pelo eminente representante do Ministério Público e afirmar o que eu sempre afirmo aqui: nós não barateamos o recebimento de uma denúncia contra o homem público e entendemos que, mesmo que ele vá ter a oportunidade de se defender num processo penal, o simples recebimento da denúncia já traz um prejuízo deveras expressivo na sua vida cotidiana, quiçá na sua própria vida pública. De sorte que procuramos, sempre que possível, aferir o dolo, até porque a Lei nº 8.038 permite ao Tribunal julgar até improcedente a acusação, e, se o tipo for doloso e não houver dolo, há uma questão gravitante em torno de uma atipicidade. Mas, de toda sorte, para que isso ocorra, é preciso que haja realmente elementos para que nós constatemos, prima facie, que não há justa causa para a ação penal, que foi esse o novo pressuposto trazido e que pressupõe que não haja um panorama que leve a um estado de dúvida, porque neste estado, evidentemente, o Ministério Público deve fazer prevalecer a qualidade dominus litis, a máxima in dubio pro societate, ao passo que nós, julgadores, no momento do julgamento final, assentamos os nossos julgamentos de acordo com a nossa convicção; em estado de dúvida aplicamos in dubio pro reo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792860. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 Explicação INQ 2588 / SP Mas este não é o caso aqui versado nos autos. E como eu faço sempre essa ressalva, eu encartei no meu voto que, nesta sede, efetivamente, não cabe, neste caso, essa ponderação. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792860. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP Mas este não é o caso aqui versado nos autos. E como eu faço sempre essa ressalva, eu encartei no meu voto que, nesta sede, efetivamente, não cabe, neste caso, essa ponderação. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792860. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 Extrato de Ata - 25/04/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 2.588 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : EMANUEL FERNANDES ADV.(A/S) : ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, recebeu a denúncia. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773565 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 2.588 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : EMANUEL FERNANDES ADV.(A/S) : ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, recebeu a denúncia. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773565 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3804812
2013-04-25T00:00:00
2013-05-17T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, recebeu a denúncia. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013.
INQUÉRITO
Ementa: INQUÉRITO. APURAÇÃO DE CRIME COMETIDO POR PARLAMENTAR. ART. 1º, I, DO DECRETO-LEI 201/67. DELITO PRATICADO POR PREFEITO MUNICIPAL. JUSTA CAUSA PRESENTE. DOLO EVIDENCIADO. DENÚNCIA RECEBIDA. 1. O juízo exercido no momento do recebimento da denúncia é de cognição meramente sumária, devendo-se ter cautela para “não rejeitar a acusação como se estivesse decidindo definitivamente sôbre o mérito da causa” (MARQUES, José Frederico. Elementos de Direito Processual Penal. V. II. 2 ed. Rio de Janeiro: Forense, 1965. p. 164 e 168). 2. A justa causa é constatada pela presença de lastro probatório mínimo a embasar a peça acusatória, a fim de que não se submeta alguém a julgamento público ante uma denúncia sem quaisquer fundamentos, exonerando o parquet da produção de prova plena sobre os fatos narrados na exordial acusatória. 3. In casu, a denúncia imputa ao réu a suposta prática do crime tipificado no artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/67, em continuidade delitiva, em virtude dos seguintes fatos: (i) em 31 de julho de 1998: celebração do Contrato nº 5.625/98 (fls. 1112/1118), como Prefeito de São José dos Campos/SP, em desacordo com o instrumento convocatório da licitação; (ii) em 24 de setembro de 1998: realização indevida de termo aditivo ao Contrato nº 5628/98 (fls. 1.140) para alterar a quantidade de talonários e o valor de cada vale; (iii) em 18 de agosto de 1999: realização de um segundo termo aditivo (fls. 1.655) para prorrogar o contrato em 24 (vinte e quatro) meses; (iv) em 3 de maio de 2001: realização de mais um termo aditivo (fls. 1.242/1.347) para acrescer o valor do contrato em mais R$ 6.579.571,80 (seis milhões, quinhentos e setenta e nove mil, quinhentos e setenta e um reais e oitenta centavos), mesmo após decisão do Tribunal de Contas estadual que julgou irregulares a Concorrência Pública nº 18/97, o Contrato nº 5.625/98 e o primeiro termo aditivo; (v) pagamento de R$ 3.360.314,63 (três milhões, trezentos e sessenta mil, trezentos e quatorze reais e sessenta e seis centavos) além do total estimado à empresa contratada (conforme Laudo de Contabilidade Pública nº 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP, fls. 4313/4327); (vi) inclusão, na relação de servidores beneficiários dos “tickets”, de nomes em duplicidade, servidores admitidos e dispensados em menos de um mês, estagiários e servidores de entidades com orçamento próprio para custear despesas com pessoal, como a Câmara Municipal e a Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof. Hélio Augusto de Souza – FUNDHAS (conforme Laudo de Contabilidade Pública nº 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP, fls. 4313/4327); (vii) efetuação de pagamentos à empresa contratada até dezembro de 2001, apesar de o contrato ter sido extinto em agosto de 2001. 4. A pena máxima cominada ao delito imputado na denúncia é de 12 (doze) anos de reclusão, por isso que o prazo de prescrição da pretensão punitiva em abstrato é de 16 (dezesseis) anos (art. 109, II, do Código Penal), de modo que o referido prazo ultimar-se-á, quanto ao primeiro fato – qual seja, a celebração inaugural do contrato, em 31 de julho de 1998 –, na data de 31 de julho de 2014. 5. A prática dos atos reputados ilícitos pelo denunciado posteriormente à decisão do Tribunal de Contas competente, que concluiu pela irregularidade, é suficiente para denotar, ao menos em sede de cognição sumária, o dolo do agente. 6. Em caso semelhante, também tratando de crimes cometidos por Prefeitos, o Plenário desta Casa assentou: “O vasto conjunto probatório dos autos evidencia que o acusado se encontrava à frente da administração do Município, apesar de, ocasionalmente, transferir a respectiva gestão à vice-Prefeita. Mais: de próprio punho assinou a minuta original do ajuste, como também todos os sete termos de prorrogação do prazo. Pelo que se comprova que o réu empregou os recursos financeiros em desconformidade com o objeto da avença. Improcedência da tese de que a alteração contratual partiu exclusivamente da vontade particular do Secretário de Infra-estrutura. Dolo configurado, porquanto decorrente da vontade livre e consciente de empregar recursos em desacordo com a respectiva programação” (AP 409, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 13/05/2010). 7. A denúncia que se reveste de justa causa impõe seja admitida em razão da suposta prática, pelo acusado, de forma consciente e voluntária, de desvio de rendas públicas, in casu, em proveito da empresa Refeicheque Administração Ltda, fato esse que se amolda ao delito previsto no artigo 1º, inciso I, do Decreto-Lei nº 201/67, in verbis: “Art. 1º São crimes de responsabilidade dos Prefeitos Municipal (sic), sujeitos ao julgamento do Poder Judiciário, independentemente do pronunciamento da Câmara dos Vereadores: I - apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”. 8. Denúncia recebida, nos termos do art. 7º da Lei nº 8.038/90.
sjur230612
- Acórdão(s) citado(s): (CRIME DE RESPONSABILIDADE, PREFEITO) AP 409 (TP). (EXISTÊNCIA, DOLO, CONFIGURAÇÃO, CRIME DE RESPONSABILIDADE, PREFEITO) AP 372 (TP). Número de páginas: 22. Análise: 06/06/2013, IMC. Revisão: 03/09/2013, SOF.
LUIZ FUX
Tribunal Pleno
2588
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00109 INC-00002 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n", "LEG-FED LEI-008038 ANO-1990\r\n ART-00007 \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED LEI-008666 ANO-1993\r\n ART-00057 INC-00002 ART-00065 PAR-00001 \r\n LLC-1993 LEI DE LICITAÇÕES\r\n", "LEG-FED DEL-000201 ANO-1967\r\n ART-00001 INC-00001 \r\n DECRETO-LEI" ]
Inq
acordaos
Inq 2588
[ "" ]
AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : EMANUEL FERNANDES ADV.(A/S) : ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 2.588 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :EMANUEL FERNANDES ADV.(A/S) :ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) EMENTA: INQUÉRITO. APURAÇÃO DE CRIME COMETIDO POR PARLAMENTAR. ART. 1..., I, DO DECRETO-LEI 201/67. DELITO PRATICADO POR PREFEITO MUNICIPAL. JUSTA CAUSA PRESENTE. DOLO EVIDENCIADO. DENÚNCIA RECEBIDA. 1. O juízo exercido no momento do recebimento da denúncia é de cognição meramente sumária, devendo-se ter cautela para “não rejeitar a acusação como se estivesse decidindo definitivamente sôbre o mérito da causa” (MARQUES, José Frederico. Elementos de Direito Processual Penal. V. II. 2 ed. Rio de Janeiro: Forense, 1965. p. 164 e 168). 2. A justa causa é constatada pela presença de lastro probatório mínimo a embasar a peça acusatória, a fim de que não se submeta alguém a julgamento público ante uma denúncia sem quaisquer fundamentos, exonerando o parquet da produção de prova plena sobre os fatos narrados na exordial acusatória. 3. In casu, a denúncia imputa ao réu a suposta prática do crime tipificado no artigo 1..., inciso I, do Decreto-Lei n 201/67, em continuidade delitiva, em virtude dos seguintes fatos: (i) em 31 de julho de 1998: celebração do Contrato n 5.625/98 (fls. 1112/1118), como Prefeito de São José dos Campos/SP, em desacordo com o instrumento convocatório da licitação; (ii) em 24 de setembro de 1998: realização indevida de termo aditivo ao Contrato n 5628/98 (fls. 1.140) para alterar a quantidade de talonários e o valor de cada vale; (iii) em 18 de agosto de 1999: realização de um segundo termo aditivo (fls. 1.655) para prorrogar o contrato em 24 (vinte e quatro) meses; (iv) em 3 de maio de 2001: realização de mais um termo aditivo (fls. 1.242/1.347) para acrescer Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792857. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 Ementa e Acórdão INQ 2588 / SP o valor do contrato em mais R$ 6.579.571,80 (seis milhões, quinhentos e setenta e nove mil, quinhentos e setenta e um reais e oitenta centavos), mesmo após decisão do Tribunal de Contas estadual que julgou irregulares a Concorrência Pública n 18/97, o Contrato n 5.625/98 e o primeiro termo aditivo; (v) pagamento de R$ 3.360.314,63 (três milhões, trezentos e sessenta mil, trezentos e quatorze reais e sessenta e seis centavos) além do total estimado à empresa contratada (conforme Laudo de Contabilidade Pública n 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP, fls. 4313/4327); (vi) inclusão, na relação de servidores beneficiários dos “tickets”, de nomes em duplicidade, servidores admitidos e dispensados em menos de um mês, estagiários e servidores de entidades com orçamento próprio para custear despesas com pessoal, como a Câmara Municipal e a Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof. Hélio Augusto de Souza – FUNDHAS (conforme Laudo de Contabilidade Pública n 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP, fls. 4313/4327); (vii) efetuação de pagamentos à empresa contratada até dezembro de 2001, apesar de o contrato ter sido extinto em agosto de 2001. 4. A pena máxima cominada ao delito imputado na denúncia é de 12 (doze) anos de reclusão, por isso que o prazo de prescrição da pretensão punitiva em abstrato é de 16 (dezesseis) anos (art. 109, II, do Código Penal), de modo que o referido prazo ultimar-se-á, quanto ao primeiro fato – qual seja, a celebração inaugural do contrato, em 31 de julho de 1998 –, na data de 31 de julho de 2014. 5. A prática dos atos reputados ilícitos pelo denunciado posteriormente à decisão do Tribunal de Contas competente, que concluiu pela irregularidade, é suficiente para denotar, ao menos em sede de cognição sumária, o dolo do agente. 6. Em caso semelhante, também tratando de crimes cometidos por Prefeitos, o Plenário desta Casa assentou: “O vasto conjunto probatório dos autos evidencia que o acusado se encontrava à frente da administração do Município, apesar de, ocasionalmente, transferir a respectiva gestão à vice-Prefeita. Mais: de próprio punho assinou a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792857. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP o valor do contrato em mais R$ 6.579.571,80 (seis milhões, quinhentos e setenta e nove mil, quinhentos e setenta e um reais e oitenta centavos), mesmo após decisão do Tribunal de Contas estadual que julgou irregulares a Concorrência Pública n 18/97, o Contrato n 5.625/98 e o primeiro termo aditivo; (v) pagamento de R$ 3.360.314,63 (três milhões, trezentos e sessenta mil, trezentos e quatorze reais e sessenta e seis centavos) além do total estimado à empresa contratada (conforme Laudo de Contabilidade Pública n 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP, fls. 4313/4327); (vi) inclusão, na relação de servidores beneficiários dos “tickets”, de nomes em duplicidade, servidores admitidos e dispensados em menos de um mês, estagiários e servidores de entidades com orçamento próprio para custear despesas com pessoal, como a Câmara Municipal e a Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof. Hélio Augusto de Souza – FUNDHAS (conforme Laudo de Contabilidade Pública n 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP, fls. 4313/4327); (vii) efetuação de pagamentos à empresa contratada até dezembro de 2001, apesar de o contrato ter sido extinto em agosto de 2001. 4. A pena máxima cominada ao delito imputado na denúncia é de 12 (doze) anos de reclusão, por isso que o prazo de prescrição da pretensão punitiva em abstrato é de 16 (dezesseis) anos (art. 109, II, do Código Penal), de modo que o referido prazo ultimar-se-á, quanto ao primeiro fato – qual seja, a celebração inaugural do contrato, em 31 de julho de 1998 –, na data de 31 de julho de 2014. 5. A prática dos atos reputados ilícitos pelo denunciado posteriormente à decisão do Tribunal de Contas competente, que concluiu pela irregularidade, é suficiente para denotar, ao menos em sede de cognição sumária, o dolo do agente. 6. Em caso semelhante, também tratando de crimes cometidos por Prefeitos, o Plenário desta Casa assentou: “O vasto conjunto probatório dos autos evidencia que o acusado se encontrava à frente da administração do Município, apesar de, ocasionalmente, transferir a respectiva gestão à vice-Prefeita. Mais: de próprio punho assinou a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 Ementa e Acórdão INQ 2588 / SP minuta original do ajuste, como também todos os sete termos de prorrogação do prazo. Pelo que se comprova que o réu empregou os recursos financeiros em desconformidade com o objeto da avença. Improcedência da tese de que a alteração contratual partiu exclusivamente da vontade particular do Secretário de Infra-estrutura. Dolo configurado, porquanto decorrente da vontade livre e consciente de empregar recursos em desacordo com a respectiva programação” (AP 409, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 13/05/2010). 7. A denúncia que se reveste de justa causa impõe seja admitida em razão da suposta prática, pelo acusado, de forma consciente e voluntária, de desvio de rendas públicas, in casu, em proveito da empresa Refeicheque Administração Ltda, fato esse que se amolda ao delito previsto no artigo 1..., inciso I, do Decreto-Lei n 201/67, in verbis: “Art. 1... São crimes de responsabilidade dos Prefeitos Municipal (sic), sujeitos ao julgamento do Poder Judiciário, independentemente do pronunciamento da Câmara dos Vereadores: I - apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”. 8. Denúncia recebida, nos termos do art. 7... da Lei n 8.038/90. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos este autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em receber a denúncia. Votou o Presidente. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministro LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792857. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP minuta original do ajuste, como também todos os sete termos de prorrogação do prazo. Pelo que se comprova que o réu empregou os recursos financeiros em desconformidade com o objeto da avença. Improcedência da tese de que a alteração contratual partiu exclusivamente da vontade particular do Secretário de Infra-estrutura. Dolo configurado, porquanto decorrente da vontade livre e consciente de empregar recursos em desacordo com a respectiva programação” (AP 409, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 13/05/2010). 7. A denúncia que se reveste de justa causa impõe seja admitida em razão da suposta prática, pelo acusado, de forma consciente e voluntária, de desvio de rendas públicas, in casu, em proveito da empresa Refeicheque Administração Ltda, fato esse que se amolda ao delito previsto no artigo 1..., inciso I, do Decreto-Lei n 201/67, in verbis: “Art. 1... São crimes de responsabilidade dos Prefeitos Municipal (sic), sujeitos ao julgamento do Poder Judiciário, independentemente do pronunciamento da Câmara dos Vereadores: I - apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”. 8. Denúncia recebida, nos termos do art. 7... da Lei n 8.038/90. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos este autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto do Relator, em receber a denúncia. Votou o Presidente. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministro LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792857. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 Relatório 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 2.588 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :EMANUEL FERNANDES ADV.(A/S) :ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O Procurador-Geral da República ofereceu denúncia contra Emanuel Fernandes, imputando-lhe a prática do crime previsto no artigo 1..., inciso I, do Decreto-Lei n 201/67 (“apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”), em continuidade delitiva. Narra o órgão acusador que, em dezembro de 1997, a Prefeitura de São José dos Campos/SP, durante o mandato do ora denunciado, publicou o edital de Concorrência Pública n 18/97, visando à escolha de empresa responsável pelo fornecimento de vales-refeição e vales-alimentação para os servidores do Município, com quantidade mensal estimada de 3.700 (três mil e setecentos) talonários de vale-refeição e 4.700 (quatro mil e setecentos) talonários de vale-alimentação, pelo valor de R$ 5,55 (cinco reais e cinquenta e cinco centavos) cada vale. Sagrou-se vencedora na licitação a empresa Refeicheque Administração Ltda. (fls. 1112/1118), que, em 31 de julho de 1998, firmou o Contrato n 5.625/98, no valor de R$ 13.164.422,76 (treze milhões, cento e sessenta e quatro mil, quatrocentos e vinte e dois e setenta e seis centavos), para fornecimento da quantidade mensal estimada de 4.015 (quatro mil, cento e cinco) talonários de vale-alimentação, observado o valor de R$ 5,55 para cada vale, conforme previsto no edital. Em 24 de setembro de 1998, a Prefeitura de São José dos Campos/SP, representada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 2.588 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :EMANUEL FERNANDES ADV.(A/S) :ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): O Procurador-Geral da República ofereceu denúncia contra Emanuel Fernandes, imputando-lhe a prática do crime previsto no artigo 1..., inciso I, do Decreto-Lei n 201/67 (“apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”), em continuidade delitiva. Narra o órgão acusador que, em dezembro de 1997, a Prefeitura de São José dos Campos/SP, durante o mandato do ora denunciado, publicou o edital de Concorrência Pública n 18/97, visando à escolha de empresa responsável pelo fornecimento de vales-refeição e vales-alimentação para os servidores do Município, com quantidade mensal estimada de 3.700 (três mil e setecentos) talonários de vale-refeição e 4.700 (quatro mil e setecentos) talonários de vale-alimentação, pelo valor de R$ 5,55 (cinco reais e cinquenta e cinco centavos) cada vale. Sagrou-se vencedora na licitação a empresa Refeicheque Administração Ltda. (fls. 1112/1118), que, em 31 de julho de 1998, firmou o Contrato n 5.625/98, no valor de R$ 13.164.422,76 (treze milhões, cento e sessenta e quatro mil, quatrocentos e vinte e dois e setenta e seis centavos), para fornecimento da quantidade mensal estimada de 4.015 (quatro mil, cento e cinco) talonários de vale-alimentação, observado o valor de R$ 5,55 para cada vale, conforme previsto no edital. Em 24 de setembro de 1998, a Prefeitura de São José dos Campos/SP, representada Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 Relatório INQ 2588 / SP pelo denunciado, firmou com a empresa Refeicheque Administração Ltda. o primeiro termo aditivo ao Contrato n 5628/98, para alterar a redação do item 1.6 da cláusula 1... do contrato, de forma a adequar a quantidade de talonários e o valor de cada vale ao valor total neste constante. Em 18 de agosto de 1999, a mencionada prefeitura firmou o segundo termo aditivo ao referido contrato, prorrogando-o pelo prazo de 24 (vinte e quatro) meses, com a ratificação das demais disposições contratadas originalmente. Após a celebração deste termo aditivo sobreveio a decisão da Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, em sessão realizada no dia 26 de outubro de 1999, julgando irregulares a Concorrência Pública n 18/97, o Contrato n 5.625/98 celebrado com a empresa vencedora do certame, o primeiro termo aditivo e ilegais as despesas realizadas, “(...) porque, no procedimento licitatório, foram impostas indevidas exigências de balanço patrimonial ou balancetes trimestrais relativos ao exercício de 1997, infringindo o princípio da vinculação ao instrumento convocatório e, ainda, [porque] não foi esclarecida a questão decorrente do aumento, na instrumentalização do contrato, do objeto licitado (...)” (fls. 10/11). Essa decisão foi confirmada pelo Pleno do Tribunal de Contas do Estado no julgamento do recurso interposto pela Prefeitura, ocorrido em 28 de junho de 2000 (fls. 7/15). A despeito desta decisão do Tribunal de Contas estadual, relacionada às exigências indevidas para participação na concorrência pública e ao aumento numérico do objeto, em 3 de maio de 2001, a Prefeitura firmou novo termo aditivo com a empresa Refeicheque Administração Ltda., em razão da insuficiência do saldo contratual (fls. 1.329). Novo termo contratual, o valor do contrato foi aditado em mais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP pelo denunciado, firmou com a empresa Refeicheque Administração Ltda. o primeiro termo aditivo ao Contrato n 5628/98, para alterar a redação do item 1.6 da cláusula 1... do contrato, de forma a adequar a quantidade de talonários e o valor de cada vale ao valor total neste constante. Em 18 de agosto de 1999, a mencionada prefeitura firmou o segundo termo aditivo ao referido contrato, prorrogando-o pelo prazo de 24 (vinte e quatro) meses, com a ratificação das demais disposições contratadas originalmente. Após a celebração deste termo aditivo sobreveio a decisão da Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, em sessão realizada no dia 26 de outubro de 1999, julgando irregulares a Concorrência Pública n 18/97, o Contrato n 5.625/98 celebrado com a empresa vencedora do certame, o primeiro termo aditivo e ilegais as despesas realizadas, “(...) porque, no procedimento licitatório, foram impostas indevidas exigências de balanço patrimonial ou balancetes trimestrais relativos ao exercício de 1997, infringindo o princípio da vinculação ao instrumento convocatório e, ainda, [porque] não foi esclarecida a questão decorrente do aumento, na instrumentalização do contrato, do objeto licitado (...)” (fls. 10/11). Essa decisão foi confirmada pelo Pleno do Tribunal de Contas do Estado no julgamento do recurso interposto pela Prefeitura, ocorrido em 28 de junho de 2000 (fls. 7/15). A despeito desta decisão do Tribunal de Contas estadual, relacionada às exigências indevidas para participação na concorrência pública e ao aumento numérico do objeto, em 3 de maio de 2001, a Prefeitura firmou novo termo aditivo com a empresa Refeicheque Administração Ltda., em razão da insuficiência do saldo contratual (fls. 1.329). Novo termo contratual, o valor do contrato foi aditado em mais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 Relatório INQ 2588 / SP “R$ 6.579.571,80 (seis milhões, quinhentos e setenta e nove mil, quinhentos e setenta e um reais e oitenta centavos), equivalente à (sic) 16,66% (dezesseis vírgula sessenta e seis por cento) do valor inicial contratado”, sendo ratificadas as demais disposições originalmente contratadas (fls. 1347). A contratação da empresa expirou em agosto de 2001, consoante informação prestada pela Prefeitura (fls. 4028). Em 30 de julho de 2002, a Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo julgou irregulares os dois últimos termos de aditamento ns 6477/99 e 8066/2001 ao contrato originário, adotando o princípio da acessoriedade, segundo o qual, por se tratarem de contratos acessórios, não seria possível dissociá-los da irregularidade averiguada, anteriormente apontada pela Corte de Contas em relação aos termos do contrato inicial (fls. 24). O Ministério Público Federal ressalta na denúncia que, com base em documentos fornecidos pela Câmara Municipal (fls. 3285/3289; 3804/3998 e 4155/4267), pela Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof. Hélio Augusto de Souza (fls. 3298, 4001 e 4052) e pela Prefeitura de São José dos Campos (fls. 4015/4045 e 4132/4148), foi elaborado o Laudo de Contabilidade Pública n 2433/2010 (fls. 4313/4327), do qual constou, que: “(...) a quantidade de servidores que de fato receberam os vales alimentação/refeição não pôde ser obtida, pois (…) a documentação que continha essa informação foi fragmentada sob justificativa de cumprimento de prazo expressa em tabela de temporalidade do município conforme Decreto 10.315/2001 [foram eliminados]. Contudo, do total de servidores apresentados, o prefeito, o vice-prefeito, secretários e professores eventuais não tinham direito ao benefício, o que gerou a coluna ‘Servidores com direito ao benefício’.” No que se refere à documentação da Câmara Municipal, os peritos teriam feito uma ressalva quanto aos pagamentos realizados 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP “R$ 6.579.571,80 (seis milhões, quinhentos e setenta e nove mil, quinhentos e setenta e um reais e oitenta centavos), equivalente à (sic) 16,66% (dezesseis vírgula sessenta e seis por cento) do valor inicial contratado”, sendo ratificadas as demais disposições originalmente contratadas (fls. 1347). A contratação da empresa expirou em agosto de 2001, consoante informação prestada pela Prefeitura (fls. 4028). Em 30 de julho de 2002, a Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo julgou irregulares os dois últimos termos de aditamento ns 6477/99 e 8066/2001 ao contrato originário, adotando o princípio da acessoriedade, segundo o qual, por se tratarem de contratos acessórios, não seria possível dissociá-los da irregularidade averiguada, anteriormente apontada pela Corte de Contas em relação aos termos do contrato inicial (fls. 24). O Ministério Público Federal ressalta na denúncia que, com base em documentos fornecidos pela Câmara Municipal (fls. 3285/3289; 3804/3998 e 4155/4267), pela Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof. Hélio Augusto de Souza (fls. 3298, 4001 e 4052) e pela Prefeitura de São José dos Campos (fls. 4015/4045 e 4132/4148), foi elaborado o Laudo de Contabilidade Pública n 2433/2010 (fls. 4313/4327), do qual constou, que: “(...) a quantidade de servidores que de fato receberam os vales alimentação/refeição não pôde ser obtida, pois (…) a documentação que continha essa informação foi fragmentada sob justificativa de cumprimento de prazo expressa em tabela de temporalidade do município conforme Decreto 10.315/2001 [foram eliminados]. Contudo, do total de servidores apresentados, o prefeito, o vice-prefeito, secretários e professores eventuais não tinham direito ao benefício, o que gerou a coluna ‘Servidores com direito ao benefício’.” No que se refere à documentação da Câmara Municipal, os peritos teriam feito uma ressalva quanto aos pagamentos realizados 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 Relatório INQ 2588 / SP mensalmente pela referido órgão à Prefeitura, anotando que, ao contrário do que dispunha a cláusula segunda do contrato com a empresa Refeicheque, não teria havido o desconto do percentual de 2,35% no valor de face dos vales alimentação/refeição, sendo que o valor repassado pela Câmara para a Prefeitura correspondia ao valor “cheio” (fls. 4320). Apontou-se na perícia contábil o aumento de servidores que trabalharam na Prefeitura, Câmara e na Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof. Hélio Augusto de Souza, a partir de 2000 e, consequentemente, do número de servidores com direito ao benefício de vales alimentação/refeição no mesmo período. Realça, no entanto, o fato de ter sido encontrada a diferença de R$ 3.360.314,63 (três milhões, trezentos e sessenta mil, trezentos e quatorze reais e sessenta e seis centavos) entre o total pago pela Prefeitura à Refeicheque (R$ 54.347.546,10) e o total estimado. A Prefeitura teria argumentado que a diferença equivale a 6,7% a mais do total estimado era devido ao pagamento de vales referentes a horas extras cumpridas. Os peritos, contudo, não tiveram acesso a qualquer registro, controle ou memória de cálculo que comprovasse o referido pagamento (fls. 4326). Com base nessas premissas, o Ministério Público Federal afirma que a análise do laudo em questão, juntamente com os demais elementos probatórios contidas nos autos, não deixa dúvida quanto à intenção do denunciado de desviar recursos públicos em proveito da empresa Refeicheque Administração Ltda. por meio do Contrato n 5625/98 e aditamentos. O Parquet esclarece que no início das investigações o Ministério Público do Estado de São Paulo requisitou informações ao denunciado, tendo o denunciado, hoje Deputado Federal, insistido na regularidade da exigência do balanço patrimonial relativo ao ano de 1997 das empresas participantes da Concorrência Pública n 18/97. Quanto à contratação do objeto licitado em quantidades superiores às inicialmente especificadas no edital, afirmou que o número de talonários constante do edital foi 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP mensalmente pela referido órgão à Prefeitura, anotando que, ao contrário do que dispunha a cláusula segunda do contrato com a empresa Refeicheque, não teria havido o desconto do percentual de 2,35% no valor de face dos vales alimentação/refeição, sendo que o valor repassado pela Câmara para a Prefeitura correspondia ao valor “cheio” (fls. 4320). Apontou-se na perícia contábil o aumento de servidores que trabalharam na Prefeitura, Câmara e na Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof. Hélio Augusto de Souza, a partir de 2000 e, consequentemente, do número de servidores com direito ao benefício de vales alimentação/refeição no mesmo período. Realça, no entanto, o fato de ter sido encontrada a diferença de R$ 3.360.314,63 (três milhões, trezentos e sessenta mil, trezentos e quatorze reais e sessenta e seis centavos) entre o total pago pela Prefeitura à Refeicheque (R$ 54.347.546,10) e o total estimado. A Prefeitura teria argumentado que a diferença equivale a 6,7% a mais do total estimado era devido ao pagamento de vales referentes a horas extras cumpridas. Os peritos, contudo, não tiveram acesso a qualquer registro, controle ou memória de cálculo que comprovasse o referido pagamento (fls. 4326). Com base nessas premissas, o Ministério Público Federal afirma que a análise do laudo em questão, juntamente com os demais elementos probatórios contidas nos autos, não deixa dúvida quanto à intenção do denunciado de desviar recursos públicos em proveito da empresa Refeicheque Administração Ltda. por meio do Contrato n 5625/98 e aditamentos. O Parquet esclarece que no início das investigações o Ministério Público do Estado de São Paulo requisitou informações ao denunciado, tendo o denunciado, hoje Deputado Federal, insistido na regularidade da exigência do balanço patrimonial relativo ao ano de 1997 das empresas participantes da Concorrência Pública n 18/97. Quanto à contratação do objeto licitado em quantidades superiores às inicialmente especificadas no edital, afirmou que o número de talonários constante do edital foi 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 Relatório INQ 2588 / SP estipulado com base em mera estimativa e que a diferença verificada refere-se ao aumento do quadro de pessoal ocorrido entre o momento da licitação e ao da efetiva formalização do contrato, não tendo sido alcançado o limite legal de 25% previsto pela própria lei de licitações, alcançando somente 9,54% do valor inicial contratado. Na mesma oportunidade, o denunciado destacou que, consoante Portaria AS/001/95 do Secretário da Administração da Município, os servidores que prestem serviços extraordinários em seguida à jornada diária de trabalho têm direito ao vale refeição/alimentação (fls. 40/41). Ao prestar declarações perante a autoridade policial, o denunciado apresentou cópia do processo administrativo pertinente à licitação e à concorrência pública em questão, e, posteriormente, forneceu cópia dos documentos relativos à liquidação das despesas concernentes ao Contrato n 5625/98 e seus aditamentos (fls. 1664/2938). No ponto, o Ministério Público Federal assevera na denúncia que, pela análise dos mencionados documentos, é possível constatar que não houve qualquer justificativa para a mudança dos valores previstos no edital da Concorrência Pública n 18/97 e termos aditivos. Além de ter firmado o Contrato n 5625/98 (fls. 1112/1118), a despeito da inexistência de qualquer justificativa para a alteração dos valores em relação aos previstos no edital – com ofensa ao princípio da vinculação ao instrumento convocatório -, o denunciado assinou o termo aditivo, cuja cópia encontra-se a fls. 1140, com base em mero pedido de retificação do contrato (fls. 1133), apesar de não existir sequer parecer jurídico a respeito. Realça, então, o fato de o Pleno do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, ao confirmar decisão da Segunda Câmara daquela Corte, ter julgado irregulares a Concorrência Pública n 18/97, o Contrato n 5625/98 e primeiro termo aditivo (fls. 1643/1645), bem como ter assentado a ilegalidade das despesas decorrentes. O Ministério Público Federal dá relevo ao fato de o termo de prorrogação do contrato ter ocorrido em momento anterior às decisões do 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP estipulado com base em mera estimativa e que a diferença verificada refere-se ao aumento do quadro de pessoal ocorrido entre o momento da licitação e ao da efetiva formalização do contrato, não tendo sido alcançado o limite legal de 25% previsto pela própria lei de licitações, alcançando somente 9,54% do valor inicial contratado. Na mesma oportunidade, o denunciado destacou que, consoante Portaria AS/001/95 do Secretário da Administração da Município, os servidores que prestem serviços extraordinários em seguida à jornada diária de trabalho têm direito ao vale refeição/alimentação (fls. 40/41). Ao prestar declarações perante a autoridade policial, o denunciado apresentou cópia do processo administrativo pertinente à licitação e à concorrência pública em questão, e, posteriormente, forneceu cópia dos documentos relativos à liquidação das despesas concernentes ao Contrato n 5625/98 e seus aditamentos (fls. 1664/2938). No ponto, o Ministério Público Federal assevera na denúncia que, pela análise dos mencionados documentos, é possível constatar que não houve qualquer justificativa para a mudança dos valores previstos no edital da Concorrência Pública n 18/97 e termos aditivos. Além de ter firmado o Contrato n 5625/98 (fls. 1112/1118), a despeito da inexistência de qualquer justificativa para a alteração dos valores em relação aos previstos no edital – com ofensa ao princípio da vinculação ao instrumento convocatório -, o denunciado assinou o termo aditivo, cuja cópia encontra-se a fls. 1140, com base em mero pedido de retificação do contrato (fls. 1133), apesar de não existir sequer parecer jurídico a respeito. Realça, então, o fato de o Pleno do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, ao confirmar decisão da Segunda Câmara daquela Corte, ter julgado irregulares a Concorrência Pública n 18/97, o Contrato n 5625/98 e primeiro termo aditivo (fls. 1643/1645), bem como ter assentado a ilegalidade das despesas decorrentes. O Ministério Público Federal dá relevo ao fato de o termo de prorrogação do contrato ter ocorrido em momento anterior às decisões do 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 Relatório INQ 2588 / SP Tribunal de Contas estadual – a última, em 30 de julho de 2002. Diz, no entanto, que o denunciado prorrogou a vigência do contrato de fornecimento de vales alimentação/refeição, acolhendo as justificativas genéricas contidas em despacho administrativo no sentido de que o prazo do Contrato n 5625/98 expiraria na data ali consignada e, ante a nota de que a empresa Refeicheque Administração Ltda. vinha prestando “um bom serviço” e manifestara interesse na renovação do citado contrato, cedendo inclusive 10 computadores, 10 impressoras, 10 leitoras óticas e 4 cofres visando adequar e melhorar o atendimento. Agindo assim, teria ele desrespeitado o artigo 57, inciso II, da Lei n 8.666/93, pois a vigência do contrato originário era de 12 (doze) meses, não sendo possível prorrogá- lo pelo dobro do período, ou seja, por 24 (vinte e quatro) meses. O representante do Parquet frisa que o denunciado, ciente das irregularidades reconhecidas pela Corte de Contas estadual, assinou, em 3 de maio de 2001, o terceiro e último termo aditivo contratual, aumentando o valor do contrato em R$ 6.579.571,80 (seis milhões, quinhentos e setenta e nove mil, quinhentos e setenta e um reais e oitenta centavos), aumento que equivale não a 16,66% como constou do termo de aditamento, mas a 49,98% do valor inicial contratado, tendo sido desrespeitado o limite de 25% previsto no artigo 65, § 1..., da Lei n 8.666/93. Quanto aos últimos termos aditivos ao Contrato n 5625/98, teria o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo verificado a existência de irregularidades, como a introdução de cláusula de prorrogação de prazo após a expiração do prazo de vigência do contrato; a ausência de publicações de extratos dos referidos termos, como exigido pela Lei Federal n 8.666/93, artigo 61, parágrafo único; falta de prorrogação da caução contratual; aumento do valor do contratado, sem a devida comprovação da necessidade do acréscimo de quantidade do tíquete e nota de empenho em valor menor ao que foi editado. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP Tribunal de Contas estadual – a última, em 30 de julho de 2002. Diz, no entanto, que o denunciado prorrogou a vigência do contrato de fornecimento de vales alimentação/refeição, acolhendo as justificativas genéricas contidas em despacho administrativo no sentido de que o prazo do Contrato n 5625/98 expiraria na data ali consignada e, ante a nota de que a empresa Refeicheque Administração Ltda. vinha prestando “um bom serviço” e manifestara interesse na renovação do citado contrato, cedendo inclusive 10 computadores, 10 impressoras, 10 leitoras óticas e 4 cofres visando adequar e melhorar o atendimento. Agindo assim, teria ele desrespeitado o artigo 57, inciso II, da Lei n 8.666/93, pois a vigência do contrato originário era de 12 (doze) meses, não sendo possível prorrogá- lo pelo dobro do período, ou seja, por 24 (vinte e quatro) meses. O representante do Parquet frisa que o denunciado, ciente das irregularidades reconhecidas pela Corte de Contas estadual, assinou, em 3 de maio de 2001, o terceiro e último termo aditivo contratual, aumentando o valor do contrato em R$ 6.579.571,80 (seis milhões, quinhentos e setenta e nove mil, quinhentos e setenta e um reais e oitenta centavos), aumento que equivale não a 16,66% como constou do termo de aditamento, mas a 49,98% do valor inicial contratado, tendo sido desrespeitado o limite de 25% previsto no artigo 65, § 1..., da Lei n 8.666/93. Quanto aos últimos termos aditivos ao Contrato n 5625/98, teria o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo verificado a existência de irregularidades, como a introdução de cláusula de prorrogação de prazo após a expiração do prazo de vigência do contrato; a ausência de publicações de extratos dos referidos termos, como exigido pela Lei Federal n 8.666/93, artigo 61, parágrafo único; falta de prorrogação da caução contratual; aumento do valor do contratado, sem a devida comprovação da necessidade do acréscimo de quantidade do tíquete e nota de empenho em valor menor ao que foi editado. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 Relatório INQ 2588 / SP Em virtude das irregularidades apontados pelo Tribunal de Contas estadual, o Ministério Público Federal pôs em destaque o fato de ter havido “grande oscilação no total de tickets entregues à Câmara” e que, a despeito de ter solicitado 536 (quinhentos e trinta e seis) tíquetes avulsos, e não talonários - conforme informação prestada pela Prefeitura de São José dos Campos (fls. 1416) -, sendo que este montante de 536 tíquetes avulsos equivaleria a um total de 25 talões, não há esclarecimentos sobre a devolução dos talões sobressalentes à Prefeitura Municipal ou do estorno dos valores pagos a maior à empresa Refeicheque Administração Ltda. em decorrência do equívoco anotado. Prosseguindo, o representante do Parquet afirma ter analisado a relação de servidores admitidos entre 1... de agosto de 1999 e 30 de abril de 2001, constatou-se que foram considerados nomes em duplicidade, servidores admitidos e dispensados em menos de um mês, estagiários, servidores de entidades com orçamento próprio para custear despesas com pessoal, como a Câmara Municipal e a Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof. Hélio Augusto de Souza – FUNDHAS, enfim, várias anomalias que provocaram dúvida quanto à efetiva necessidade do acréscimo do valor contratual efetivado por meio do Termo Aditivo n 8066/2001. Em razão deste fato, foi elaborado o Laudo de Contabilidade Pública n 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP (fls. 4313/4327), no qual há a constatação de efetiva ocorrência de desvio de verbas municipais em favor da empresa Refeicheque Administração Ltda. Afirma, ainda, que a Prefeitura de São José dos Campos/SP, ao contrário do que buscou comprovar mediante o documento de folhas 1679, não teria pago o valor total de R$ 46.072.846,78 (quarenta e seis milhões, setenta e dois mil, oitocentos e quarenta e seis reais e setenta e oito centavos) em virtude do contrato firmado com a referida empresa, bem assim em razão de aditamentos, mas, sim, o valor de R$ 53.187.168,16 (cinquenta e três milhões, cento e oitenta e sete mil, cento e sessenta e oito reais e dezesseis centavos), consoante laudo pericial 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP Em virtude das irregularidades apontados pelo Tribunal de Contas estadual, o Ministério Público Federal pôs em destaque o fato de ter havido “grande oscilação no total de tickets entregues à Câmara” e que, a despeito de ter solicitado 536 (quinhentos e trinta e seis) tíquetes avulsos, e não talonários - conforme informação prestada pela Prefeitura de São José dos Campos (fls. 1416) -, sendo que este montante de 536 tíquetes avulsos equivaleria a um total de 25 talões, não há esclarecimentos sobre a devolução dos talões sobressalentes à Prefeitura Municipal ou do estorno dos valores pagos a maior à empresa Refeicheque Administração Ltda. em decorrência do equívoco anotado. Prosseguindo, o representante do Parquet afirma ter analisado a relação de servidores admitidos entre 1... de agosto de 1999 e 30 de abril de 2001, constatou-se que foram considerados nomes em duplicidade, servidores admitidos e dispensados em menos de um mês, estagiários, servidores de entidades com orçamento próprio para custear despesas com pessoal, como a Câmara Municipal e a Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof. Hélio Augusto de Souza – FUNDHAS, enfim, várias anomalias que provocaram dúvida quanto à efetiva necessidade do acréscimo do valor contratual efetivado por meio do Termo Aditivo n 8066/2001. Em razão deste fato, foi elaborado o Laudo de Contabilidade Pública n 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP (fls. 4313/4327), no qual há a constatação de efetiva ocorrência de desvio de verbas municipais em favor da empresa Refeicheque Administração Ltda. Afirma, ainda, que a Prefeitura de São José dos Campos/SP, ao contrário do que buscou comprovar mediante o documento de folhas 1679, não teria pago o valor total de R$ 46.072.846,78 (quarenta e seis milhões, setenta e dois mil, oitocentos e quarenta e seis reais e setenta e oito centavos) em virtude do contrato firmado com a referida empresa, bem assim em razão de aditamentos, mas, sim, o valor de R$ 53.187.168,16 (cinquenta e três milhões, cento e oitenta e sete mil, cento e sessenta e oito reais e dezesseis centavos), consoante laudo pericial 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 Relatório INQ 2588 / SP juntado às folhas 4313/4327. Verificar-se-ia, desse modo, o pagamento de 6,7% desse valor, ou seja, R$ 3.360.314,63 (três milhões, trezentos e sessenta mil, trezentos e catorze reais e sessenta e três centavos) pagos à empresa Refeicheque Administração Ltda., sem qualquer justificativa. E, conforme poderá ser visto à folha 4028, há esclarecimento a respeito de o contrato ter sido extinto em agosto de 2001, mas até dezembro de 2001 teriam sido efetuados pagamentos à empresa contratada. O Ministério Público Federal pondera que a responsabilidade do denunciado nos fatos é extraída do Contrato n 5625/98 e seus termos aditivos ns 5739/98, 6477/99 e 8066 (fls. 1112/1118; 1140; 1655/1655; 1242 , 1347, respectivamente) firmados pelos Prefeito, das declarações por ele prestadas (fls. 68/69) e das informações encaminhadas ao Ministro Público do Estado de São Paulo (fls. 32/43), documentos que demonstram a plena ciência do denunciado quanto às irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo desde o momento da assinatura do contrato em questão, que possibilitaram o desvio de mais de R$ 3 milhões, conforme apurado no Laudo de Contabilidade Pública n 2433/2010. Em razão destes fatos, o Procurador-Geral da República ofereceu denúncia contra o investigado, imputando a prática, em continuidade delitiva, do crime previsto no artigo 1..., inciso I, do Decreto-Lei n 201/67, pois, de maneira consciente e voluntária, teria desviado, por meio do citado contrato, rendas públicas em proveito da empresa Refeicheque Administração Ltda. Pede, então, a condenação do denunciado nas penas previstas no referido dispositivo legal. O denunciado apresentou resposta (fls. 4413/4434). Afirma a defesa que não foi possível comprovar a quantidade de servidores que de fato receberam os valores alimentação/refeição, porque a documentação comprobatória foi destruída (incinerada) em cumprimento à legislação municipal; não foi considerado o número de servidores que receberam os 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP juntado às folhas 4313/4327. Verificar-se-ia, desse modo, o pagamento de 6,7% desse valor, ou seja, R$ 3.360.314,63 (três milhões, trezentos e sessenta mil, trezentos e catorze reais e sessenta e três centavos) pagos à empresa Refeicheque Administração Ltda., sem qualquer justificativa. E, conforme poderá ser visto à folha 4028, há esclarecimento a respeito de o contrato ter sido extinto em agosto de 2001, mas até dezembro de 2001 teriam sido efetuados pagamentos à empresa contratada. O Ministério Público Federal pondera que a responsabilidade do denunciado nos fatos é extraída do Contrato n 5625/98 e seus termos aditivos ns 5739/98, 6477/99 e 8066 (fls. 1112/1118; 1140; 1655/1655; 1242 , 1347, respectivamente) firmados pelos Prefeito, das declarações por ele prestadas (fls. 68/69) e das informações encaminhadas ao Ministro Público do Estado de São Paulo (fls. 32/43), documentos que demonstram a plena ciência do denunciado quanto às irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo desde o momento da assinatura do contrato em questão, que possibilitaram o desvio de mais de R$ 3 milhões, conforme apurado no Laudo de Contabilidade Pública n 2433/2010. Em razão destes fatos, o Procurador-Geral da República ofereceu denúncia contra o investigado, imputando a prática, em continuidade delitiva, do crime previsto no artigo 1..., inciso I, do Decreto-Lei n 201/67, pois, de maneira consciente e voluntária, teria desviado, por meio do citado contrato, rendas públicas em proveito da empresa Refeicheque Administração Ltda. Pede, então, a condenação do denunciado nas penas previstas no referido dispositivo legal. O denunciado apresentou resposta (fls. 4413/4434). Afirma a defesa que não foi possível comprovar a quantidade de servidores que de fato receberam os valores alimentação/refeição, porque a documentação comprobatória foi destruída (incinerada) em cumprimento à legislação municipal; não foi considerado o número de servidores que receberam os 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 Relatório INQ 2588 / SP vales alimentação/refeição em virtude do cumprimento de horas extraordinárias, uma vez que a documentação comprobatória foi incinerada por força da lei municipal; o número de servidores que receberam os vales alimentação/refeição considerado no laudo é, meramente, estimativo. Portanto, segundo aduz a defesa, os peritos teriam se valido de dois dados distintos: um real, comprovado por meio de notas fiscais emitidas pela empresa contratada e dos lançamentos contábeis (valores pagos) da Prefeitura de São José dos Campos/SP, consubstanciado no valor pago; e outro, presumido, por estimativa, não sendo considerado o pagamento de vales referentes às horas extras cumpridas, valendo-se os peritos do método da amostragem. Consequentemente, não seria possível afirmar que a diferença apontada no laudo pericial, de R$ 3.360.314,63, realmente existiu, por se tratar de mera presunção, o que afasta a materialidade do crime apontado pelo Ministério Público Federal como praticado pelo denunciado. Daí concluir pela ausência de suporte probatório hábil a fundamentar a hipótese de suposta conduta delituosa de desvio de verba para si ou para outrem, bem assim a deflagração da persecutio criminis. Aponta, por isso, a ausência mínima de prova da materialidade do delito, dado que o crime imputado ao denunciado, cujo aperfeiçoamento ontológico requer a verificação de dano patrimonial específico e concreto, requer a configuração e a demonstração de desfalque patrimonial sofrido pela Administração Pública, fato não comprovado material, seja mediante o laudo pericial contábil ou pelos documentos e depoimentos colhidos. Alega também a ausência de elemento subjetivo do tipo, visto não estar minimamente descrito na denúncia a conduta dolosa do então prefeito, ora denunciado, como exigido pelo tipo descrito no inciso I do artigo 1... do Decreto-Lei n 201/67. Acrescenta não ser do Prefeito a obrigação de praticar atos burocráticos, como o controle de quantidade de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP vales alimentação/refeição em virtude do cumprimento de horas extraordinárias, uma vez que a documentação comprobatória foi incinerada por força da lei municipal; o número de servidores que receberam os vales alimentação/refeição considerado no laudo é, meramente, estimativo. Portanto, segundo aduz a defesa, os peritos teriam se valido de dois dados distintos: um real, comprovado por meio de notas fiscais emitidas pela empresa contratada e dos lançamentos contábeis (valores pagos) da Prefeitura de São José dos Campos/SP, consubstanciado no valor pago; e outro, presumido, por estimativa, não sendo considerado o pagamento de vales referentes às horas extras cumpridas, valendo-se os peritos do método da amostragem. Consequentemente, não seria possível afirmar que a diferença apontada no laudo pericial, de R$ 3.360.314,63, realmente existiu, por se tratar de mera presunção, o que afasta a materialidade do crime apontado pelo Ministério Público Federal como praticado pelo denunciado. Daí concluir pela ausência de suporte probatório hábil a fundamentar a hipótese de suposta conduta delituosa de desvio de verba para si ou para outrem, bem assim a deflagração da persecutio criminis. Aponta, por isso, a ausência mínima de prova da materialidade do delito, dado que o crime imputado ao denunciado, cujo aperfeiçoamento ontológico requer a verificação de dano patrimonial específico e concreto, requer a configuração e a demonstração de desfalque patrimonial sofrido pela Administração Pública, fato não comprovado material, seja mediante o laudo pericial contábil ou pelos documentos e depoimentos colhidos. Alega também a ausência de elemento subjetivo do tipo, visto não estar minimamente descrito na denúncia a conduta dolosa do então prefeito, ora denunciado, como exigido pelo tipo descrito no inciso I do artigo 1... do Decreto-Lei n 201/67. Acrescenta não ser do Prefeito a obrigação de praticar atos burocráticos, como o controle de quantidade de 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 Relatório INQ 2588 / SP vales refeição/alimentação, o recebimento de talonários, a guarda, a efetiva distribuição, a conferência de dados e o processamento das Notas Fiscais e respectivo pagamento. Neste sentido, aponta que no edital de Concorrência vencido pela empresa Refeicheque Administração Ltda. constou que a entrega do produto, objeto do edital, seria da Divisão de Benefícios, e cumpriria à Secretaria da Administração requisitante vistoriar a execução e o recebimento do objeto do contrato, cabendo, ainda, prestar assistência e a orientação que se fizerem necessárias. Portanto, a gestão da execução contratual não estava aos cuidados do denunciado, não havendo de falar em prática delituosa quando o tipo penal incriminador exige conduta de mão própria. Acentua por fim, ser imprópria a imputação realizada na denúncia, da suposta prática do crime descrito no inciso I do artigo 1... do Decreto- Lei n 201/67 (“apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”), quando poder-se-ia cogitar da prática do crime previsto no inciso III do referido artigo (“desviar, ou aplicar indevidamente, rendas ou verbas públicas”). Mas, neste último caso, também não seria possível dar curso à persecução criminal, em virtude do transcurso da lapso prescricional, considerada a pena in abstrato de maior ou igual a três anos. Pede, portanto, a rejeição da denúncia. Tendo em conta as alegações apresentadas pela defesa, determinei a remessa dos autos ao Ministério Público Federal, vindo a manifestação de fls. 4467/4474, na qual se afirma a higidez da peça acusatória oferecida, pois não estaria a sofrer dos vícios apontados pelo denunciado, reafirmando a existência de superfaturamento, com o consequente desvio em seu proveito (do denunciado) da quantia superfaturada. Discorre-se sobre os fatos relacionados com a execução do contrato firmado com a empresa Refeicheque Administração Ltda., com os aditamentos contratuais efetivados e à falta de justificação para o aumento do número de talões adquiridos, acentuando-se, ante a alegação de aumento de números de servidores e beneficiários do auxílio, o lançamento em 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP vales refeição/alimentação, o recebimento de talonários, a guarda, a efetiva distribuição, a conferência de dados e o processamento das Notas Fiscais e respectivo pagamento. Neste sentido, aponta que no edital de Concorrência vencido pela empresa Refeicheque Administração Ltda. constou que a entrega do produto, objeto do edital, seria da Divisão de Benefícios, e cumpriria à Secretaria da Administração requisitante vistoriar a execução e o recebimento do objeto do contrato, cabendo, ainda, prestar assistência e a orientação que se fizerem necessárias. Portanto, a gestão da execução contratual não estava aos cuidados do denunciado, não havendo de falar em prática delituosa quando o tipo penal incriminador exige conduta de mão própria. Acentua por fim, ser imprópria a imputação realizada na denúncia, da suposta prática do crime descrito no inciso I do artigo 1... do Decreto- Lei n 201/67 (“apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”), quando poder-se-ia cogitar da prática do crime previsto no inciso III do referido artigo (“desviar, ou aplicar indevidamente, rendas ou verbas públicas”). Mas, neste último caso, também não seria possível dar curso à persecução criminal, em virtude do transcurso da lapso prescricional, considerada a pena in abstrato de maior ou igual a três anos. Pede, portanto, a rejeição da denúncia. Tendo em conta as alegações apresentadas pela defesa, determinei a remessa dos autos ao Ministério Público Federal, vindo a manifestação de fls. 4467/4474, na qual se afirma a higidez da peça acusatória oferecida, pois não estaria a sofrer dos vícios apontados pelo denunciado, reafirmando a existência de superfaturamento, com o consequente desvio em seu proveito (do denunciado) da quantia superfaturada. Discorre-se sobre os fatos relacionados com a execução do contrato firmado com a empresa Refeicheque Administração Ltda., com os aditamentos contratuais efetivados e à falta de justificação para o aumento do número de talões adquiridos, acentuando-se, ante a alegação de aumento de números de servidores e beneficiários do auxílio, o lançamento em 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 Relatório INQ 2588 / SP duplicidade de servidores, a admissão e demissão, no mesmo dias, de servidores e o fato de servidores terem trabalhado por período inferior a um mês para o município; a existência de grande número de estagiários, que, nos termos da Lei n 4580/94, não eram beneficiários do programa de alimentação implantado. Diz também que os menores aprendizes da Fundação de Assistência à Criança e ao Adolescente seriam beneficiários dos vales alimentação e refeição adquiridos pela Prefeitura. No entanto, conforme documentação de fls. 4000/4001, a fundação jamais forneceu o auxílio alimentação aos menores aprendizes, sendo os vales recebidos da prefeitura entregues aos funcionários contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho e investidos em cargos comissionados. Aduz ser possível verificar, em face da tabela de funcionários juntada à folha 4321, certa estabilidade no número de empregados da referida Fundação no período de julho/98 a maio/2000, havendo certos períodos, inclusive, um número menor de beneficiários do auxílio alimentação. Quanto aos talonários de vales alimentação/refeição fornecidos à Câmara Municipal, recorda não existir nos autos qualquer elemento que aponte a devolução dos talões sobressalentes à Prefeitura Municipal ou do estorno dos valores pagos a maior à empresa contratada em decorrência do equívoco - a entrega de 748 talões de tíquetes uma vez que 536 tíquetes avulsos daria a margem a um total de 25 talões. Assevera que os elementos dos autos demonstram que não se faziam necessários os acréscimos no valor do contrato, em consonância com o Laudo de Contabilidade Pública n 2433/2010, restando claro o desvio de verba em favor da empresa contratada. Por fim, a participação do denunciado e sua responsabilidade é extraída do Contrato n 5625 e dos termos aditivos que foram firmados pelo então Prefeito, bem assim dos documentos que demonstram que o investigado tinha plena ciência das irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo desde o momento da assinatura do contrato em questão. Pede, por isso, o recebimento da denúncia, nos termos propostos. É o relatório. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP duplicidade de servidores, a admissão e demissão, no mesmo dias, de servidores e o fato de servidores terem trabalhado por período inferior a um mês para o município; a existência de grande número de estagiários, que, nos termos da Lei n 4580/94, não eram beneficiários do programa de alimentação implantado. Diz também que os menores aprendizes da Fundação de Assistência à Criança e ao Adolescente seriam beneficiários dos vales alimentação e refeição adquiridos pela Prefeitura. No entanto, conforme documentação de fls. 4000/4001, a fundação jamais forneceu o auxílio alimentação aos menores aprendizes, sendo os vales recebidos da prefeitura entregues aos funcionários contratados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho e investidos em cargos comissionados. Aduz ser possível verificar, em face da tabela de funcionários juntada à folha 4321, certa estabilidade no número de empregados da referida Fundação no período de julho/98 a maio/2000, havendo certos períodos, inclusive, um número menor de beneficiários do auxílio alimentação. Quanto aos talonários de vales alimentação/refeição fornecidos à Câmara Municipal, recorda não existir nos autos qualquer elemento que aponte a devolução dos talões sobressalentes à Prefeitura Municipal ou do estorno dos valores pagos a maior à empresa contratada em decorrência do equívoco - a entrega de 748 talões de tíquetes uma vez que 536 tíquetes avulsos daria a margem a um total de 25 talões. Assevera que os elementos dos autos demonstram que não se faziam necessários os acréscimos no valor do contrato, em consonância com o Laudo de Contabilidade Pública n 2433/2010, restando claro o desvio de verba em favor da empresa contratada. Por fim, a participação do denunciado e sua responsabilidade é extraída do Contrato n 5625 e dos termos aditivos que foram firmados pelo então Prefeito, bem assim dos documentos que demonstram que o investigado tinha plena ciência das irregularidades constatadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo desde o momento da assinatura do contrato em questão. Pede, por isso, o recebimento da denúncia, nos termos propostos. É o relatório. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792858. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 2.588 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Conforme explicitado no relatório, o Procurador-Geral da República ofereceu denúncia contra Emanuel Fernandes, imputando-lhe a prática do crime previsto no artigo 1..., inciso I, do Decreto-Lei n 201/67 (“apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”), em continuidade delitiva. Cabe lembrar que, nas palavras de José Frederico Marques, o juízo exercido no momento do recebimento da denúncia é de cognição meramente sumária, devendo-se ter cautela para “não rejeitar a acusação como se estivesse decidindo definitivamente sôbre o mérito da causa” (MARQUES, José Frederico. Elementos de Direito Processual Penal. V. II. 2 ed. Rio de Janeiro: Forense, 1965. p. 164 e 168). Nesta sede, cabe ao julgador, quanto ao mérito, apreciar tão somente a existência de justa causa, isto é, de lastro probatório mínimo a embasar a peça acusatória, a fim de que não se submeta alguém a julgamento público ante uma denúncia sem quaisquer fundamentos. A denúncia imputa ao réu a prática do crime tipificado no artigo 1..., inciso I, do Decreto-Lei n 201/67 em virtude da suposta ocorrência dos seguintes fatos: (i) em 31 de julho de 1998: celebração, na qualidade de Prefeito do Município de São José dos Campos/SP, do Contrato n 5.625/98 (fls. 1112/1118) com a empresa Refeicheque Administração Ltda. em desacordo com o instrumento convocatório da licitação; (ii) em 24 de setembro de 1998: realização indevida de termo aditivo ao Contrato n 5628/98 (fls. 1.140) para alterar a quantidade de talonários e o valor de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792859. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 2.588 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Conforme explicitado no relatório, o Procurador-Geral da República ofereceu denúncia contra Emanuel Fernandes, imputando-lhe a prática do crime previsto no artigo 1..., inciso I, do Decreto-Lei n 201/67 (“apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”), em continuidade delitiva. Cabe lembrar que, nas palavras de José Frederico Marques, o juízo exercido no momento do recebimento da denúncia é de cognição meramente sumária, devendo-se ter cautela para “não rejeitar a acusação como se estivesse decidindo definitivamente sôbre o mérito da causa” (MARQUES, José Frederico. Elementos de Direito Processual Penal. V. II. 2 ed. Rio de Janeiro: Forense, 1965. p. 164 e 168). Nesta sede, cabe ao julgador, quanto ao mérito, apreciar tão somente a existência de justa causa, isto é, de lastro probatório mínimo a embasar a peça acusatória, a fim de que não se submeta alguém a julgamento público ante uma denúncia sem quaisquer fundamentos. A denúncia imputa ao réu a prática do crime tipificado no artigo 1..., inciso I, do Decreto-Lei n 201/67 em virtude da suposta ocorrência dos seguintes fatos: (i) em 31 de julho de 1998: celebração, na qualidade de Prefeito do Município de São José dos Campos/SP, do Contrato n 5.625/98 (fls. 1112/1118) com a empresa Refeicheque Administração Ltda. em desacordo com o instrumento convocatório da licitação; (ii) em 24 de setembro de 1998: realização indevida de termo aditivo ao Contrato n 5628/98 (fls. 1.140) para alterar a quantidade de talonários e o valor de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792859. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX INQ 2588 / SP cada vale; (iii) em 18 de agosto de 1999: realização de um segundo termo aditivo (fls. 1.655) para prorrogar o contrato em 24 (vinte e quatro) meses; (iv) em 3 de maio de 2001: realização de mais um termo aditivo (fls. 1.242/1.347) para acrescer o valor do contrato em mais R$ 6.579.571,80 (seis milhões, quinhentos e setenta e nove mil, quinhentos e setenta e um reais e oitenta centavos), mesmo após decisão do Tribunal de Contas estadual que julgou irregulares a Concorrência Pública n 18/97, o Contrato n 5.625/98 e o primeiro termo aditivo; (v) pagamento de R$ 3.360.314,63 (três milhões, trezentos e sessenta mil, trezentos e quatorze reais e sessenta e seis centavos) além do total estimado à empresa contratada (conforme Laudo de Contabilidade Pública n 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP, fls. 4313/4327); (vi) inclusão, na relação de servidores beneficiários dos “tickets”, de nomes em duplicidade, servidores admitidos e dispensados em menos de um mês, estagiários e servidores de entidades com orçamento próprio para custear despesas com pessoal, como a Câmara Municipal e a Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof. Hélio Augusto de Souza – FUNDHAS (conforme Laudo de Contabilidade Pública n 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP, fls. 4313/4327); (vii) efetuação de pagamentos à empresa contratada até dezembro de 2001, apesar de o contrato ter sido extinto em agosto de 2001. Não há como acolher, nesta fase, o argumento da defesa de que não foi apontada nenhuma conduta concreta do denunciado que sugerisse estar ele agindo dolosamente, porquanto não é a mera ocupação do cargo de Prefeito do Município de São José dos Campos/SP, pelo investigado, que embasa a peça vestibular. Demonstrou o Ministério Público que o denunciado assinou o termo aditivo ao contrato original com a empresa Refeicheque Administração Ltda., cuja cópia encontra-se a fls. 1140, com base em mero pedido de retificação do contrato (fls. 1133), apesar de não existir sequer parecer jurídico a respeito. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792859. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP cada vale; (iii) em 18 de agosto de 1999: realização de um segundo termo aditivo (fls. 1.655) para prorrogar o contrato em 24 (vinte e quatro) meses; (iv) em 3 de maio de 2001: realização de mais um termo aditivo (fls. 1.242/1.347) para acrescer o valor do contrato em mais R$ 6.579.571,80 (seis milhões, quinhentos e setenta e nove mil, quinhentos e setenta e um reais e oitenta centavos), mesmo após decisão do Tribunal de Contas estadual que julgou irregulares a Concorrência Pública n 18/97, o Contrato n 5.625/98 e o primeiro termo aditivo; (v) pagamento de R$ 3.360.314,63 (três milhões, trezentos e sessenta mil, trezentos e quatorze reais e sessenta e seis centavos) além do total estimado à empresa contratada (conforme Laudo de Contabilidade Pública n 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP, fls. 4313/4327); (vi) inclusão, na relação de servidores beneficiários dos “tickets”, de nomes em duplicidade, servidores admitidos e dispensados em menos de um mês, estagiários e servidores de entidades com orçamento próprio para custear despesas com pessoal, como a Câmara Municipal e a Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof. Hélio Augusto de Souza – FUNDHAS (conforme Laudo de Contabilidade Pública n 2433/2010 – NUCRIM/SETEC/SR/DPF/SP, fls. 4313/4327); (vii) efetuação de pagamentos à empresa contratada até dezembro de 2001, apesar de o contrato ter sido extinto em agosto de 2001. Não há como acolher, nesta fase, o argumento da defesa de que não foi apontada nenhuma conduta concreta do denunciado que sugerisse estar ele agindo dolosamente, porquanto não é a mera ocupação do cargo de Prefeito do Município de São José dos Campos/SP, pelo investigado, que embasa a peça vestibular. Demonstrou o Ministério Público que o denunciado assinou o termo aditivo ao contrato original com a empresa Refeicheque Administração Ltda., cuja cópia encontra-se a fls. 1140, com base em mero pedido de retificação do contrato (fls. 1133), apesar de não existir sequer parecer jurídico a respeito. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792859. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX INQ 2588 / SP Além disso, o acusado prorrogou a vigência do contrato tendo por base justificativas genéricas, a saber, a iminente expiração da avença e a boa prestação de serviços por parte da contratada. Houve inobservância do art. 57, II, da Lei n 8.666/93, que apenas permite a prorrogação do contrato de prestação de serviços a serem executados de forma contínua “por iguais e sucessivos períodos”, porquanto, apesar de o contrato original ter previsto a duração de 12 (doze) meses, houve prorrogação em mais 24 (vinte e quatro) meses (fls. 1.658). Mais ainda, o parquet afirma, com base em documentos acostados à denúncia, que o acusado, mesmo ciente da decisão desfavorável do Tribunal de Contas, assinou novo termo aditivo para aumentar o valor do contrato em 49,98% (quarenta e nove e noventa e oito décimos por cento) do valor inicial, desrespeitando o limite de 25% previsto no artigo 65, § 1..., da Lei n 8.666/93. É certo que, conforme já decidiu esta Corte, a “incidência da norma que se extrai do inciso I do art. 1... do Decreto-Lei n 201/67 depende da presença de um claro elemento subjetivo do agente político: a vontade livre e consciente (dolo) de lesar o Erário, pois é assim que se garante a necessária distinção entre atos próprios do cotidiano político-administrativo e atos que revelam o cometimento de ilícitos penais” (AP 372, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 16/12/2010). No caso em tela, todavia, vários dados expõem, para fins de verificação da justa causa, o conhecimento e a vontade do agente na prática das condutas a ele imputadas. A prática dos atos reputados ilícitos pelo denunciado posteriormente à decisão do Tribunal de Contas competente, que concluiu pela irregularidade, é suficiente para denotar, ao menos em sede de cognição sumária, o dolo do agente. Nada obstante, verifica-se ainda que o acusado assinou o Contrato n 5625/98 (fls. 1.112/1.118) e seus termos aditivos de n 5739/98 (fls. 1.140), 6477/99 (fls. 1.658) e 8066/2001 (fls. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792859. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP Além disso, o acusado prorrogou a vigência do contrato tendo por base justificativas genéricas, a saber, a iminente expiração da avença e a boa prestação de serviços por parte da contratada. Houve inobservância do art. 57, II, da Lei n 8.666/93, que apenas permite a prorrogação do contrato de prestação de serviços a serem executados de forma contínua “por iguais e sucessivos períodos”, porquanto, apesar de o contrato original ter previsto a duração de 12 (doze) meses, houve prorrogação em mais 24 (vinte e quatro) meses (fls. 1.658). Mais ainda, o parquet afirma, com base em documentos acostados à denúncia, que o acusado, mesmo ciente da decisão desfavorável do Tribunal de Contas, assinou novo termo aditivo para aumentar o valor do contrato em 49,98% (quarenta e nove e noventa e oito décimos por cento) do valor inicial, desrespeitando o limite de 25% previsto no artigo 65, § 1..., da Lei n 8.666/93. É certo que, conforme já decidiu esta Corte, a “incidência da norma que se extrai do inciso I do art. 1... do Decreto-Lei n 201/67 depende da presença de um claro elemento subjetivo do agente político: a vontade livre e consciente (dolo) de lesar o Erário, pois é assim que se garante a necessária distinção entre atos próprios do cotidiano político-administrativo e atos que revelam o cometimento de ilícitos penais” (AP 372, Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI, Tribunal Pleno, julgado em 16/12/2010). No caso em tela, todavia, vários dados expõem, para fins de verificação da justa causa, o conhecimento e a vontade do agente na prática das condutas a ele imputadas. A prática dos atos reputados ilícitos pelo denunciado posteriormente à decisão do Tribunal de Contas competente, que concluiu pela irregularidade, é suficiente para denotar, ao menos em sede de cognição sumária, o dolo do agente. Nada obstante, verifica-se ainda que o acusado assinou o Contrato n 5625/98 (fls. 1.112/1.118) e seus termos aditivos de n 5739/98 (fls. 1.140), 6477/99 (fls. 1.658) e 8066/2001 (fls. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792859. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX INQ 2588 / SP 1.660) de próprio punho, a indicar a presença do elemento subjetivo do tipo penal. O conhecimento do agente acerca dos fatos apontados como delituosos também pode ser extraído das declarações por ele prestadas (fls. 68/69) e das informações encaminhadas ao Ministro Público do Estado de São Paulo (fls. 32/43). O próprio denunciado admite ter ciência da contratação da empresa Refeicheque, ao apresentar justificativas para exigir dos licitantes “a apresentação de balanço patrimonial ou de balancetes trimestrais mais atualizados (relativos ao ano de1997) [sic]” (fls. 36), bem como para “a diferença entre o valor efetivamente contratado e aquele lançado no edital” (fls. 40). Em caso semelhante, também tratando de crimes cometidos por Prefeitos, o Plenário desta Casa assentou: “O vasto conjunto probatório dos autos evidencia que o acusado se encontrava à frente da administração do Município, apesar de, ocasionalmente, transferir a respectiva gestão à vice- Prefeita. Mais: de próprio punho assinou a minuta original do ajuste, como também todos os sete termos de prorrogação do prazo. Pelo que se comprova que o réu empregou os recursos financeiros em desconformidade com o objeto da avença. Improcedência da tese de que a alteração contratual partiu exclusivamente da vontade particular do Secretário de Infra-estrutura. Dolo configurado, porquanto decorrente da vontade livre e consciente de empregar recursos em desacordo com a respectiva programação” (AP 409, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 13/05/2010). Sendo assim, ante a prova documental acima referida, tem-se justa causa para admitir a denúncia contra o acusado, por supostamente ter, de forma consciente e voluntária, desviado rendas públicas em proveito da empresa Refeicheque Administração Ltda, fato esse que se amoldaria ao delito previsto no artigo 1..., inciso I, do Decreto-Lei n 201/67, in verbis: “Art. 1... São crimes de responsabilidade dos Prefeitos Municipal (sic), sujeitos ao julgamento do Poder Judiciário, independentemente do pronunciamento da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792859. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP 1.660) de próprio punho, a indicar a presença do elemento subjetivo do tipo penal. O conhecimento do agente acerca dos fatos apontados como delituosos também pode ser extraído das declarações por ele prestadas (fls. 68/69) e das informações encaminhadas ao Ministro Público do Estado de São Paulo (fls. 32/43). O próprio denunciado admite ter ciência da contratação da empresa Refeicheque, ao apresentar justificativas para exigir dos licitantes “a apresentação de balanço patrimonial ou de balancetes trimestrais mais atualizados (relativos ao ano de1997) [sic]” (fls. 36), bem como para “a diferença entre o valor efetivamente contratado e aquele lançado no edital” (fls. 40). Em caso semelhante, também tratando de crimes cometidos por Prefeitos, o Plenário desta Casa assentou: “O vasto conjunto probatório dos autos evidencia que o acusado se encontrava à frente da administração do Município, apesar de, ocasionalmente, transferir a respectiva gestão à vice- Prefeita. Mais: de próprio punho assinou a minuta original do ajuste, como também todos os sete termos de prorrogação do prazo. Pelo que se comprova que o réu empregou os recursos financeiros em desconformidade com o objeto da avença. Improcedência da tese de que a alteração contratual partiu exclusivamente da vontade particular do Secretário de Infra-estrutura. Dolo configurado, porquanto decorrente da vontade livre e consciente de empregar recursos em desacordo com a respectiva programação” (AP 409, Relator(a): Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 13/05/2010). Sendo assim, ante a prova documental acima referida, tem-se justa causa para admitir a denúncia contra o acusado, por supostamente ter, de forma consciente e voluntária, desviado rendas públicas em proveito da empresa Refeicheque Administração Ltda, fato esse que se amoldaria ao delito previsto no artigo 1..., inciso I, do Decreto-Lei n 201/67, in verbis: “Art. 1... São crimes de responsabilidade dos Prefeitos Municipal (sic), sujeitos ao julgamento do Poder Judiciário, independentemente do pronunciamento da 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792859. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 Voto - MIN. LUIZ FUX INQ 2588 / SP Câmara dos Vereadores: I - apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”. Ex positis, voto pelo recebimento da denúncia, nos termos do art. 7... da Lei n 8.038/90. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792859. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP Câmara dos Vereadores: I - apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio”. Ex positis, voto pelo recebimento da denúncia, nos termos do art. 7... da Lei n 8.038/90. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792859. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 Explicação 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 2.588 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :EMANUEL FERNANDES ADV.(A/S) :ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Senhor Presidente, não havendo sustentação oral, eu me permito, se a Corte também assim o permite, reportar-me às razões agora expostas pelo eminente representante do Ministério Público e afirmar o que eu sempre afirmo aqui: nós não barateamos o recebimento de uma denúncia contra o homem público e entendemos que, mesmo que ele vá ter a oportunidade de se defender num processo penal, o simples recebimento da denúncia já traz um prejuízo deveras expressivo na sua vida cotidiana, quiçá na sua própria vida pública. De sorte que procuramos, sempre que possível, aferir o dolo, até porque a Lei n 8.038 permite ao Tribunal julgar até improcedente a acusação, e, se o tipo for doloso e não houver dolo, há uma questão gravitante em torno de uma atipicidade. Mas, de toda sorte, para que isso ocorra, é preciso que haja realmente elementos para que nós constatemos, prima facie, que não há justa causa para a ação penal, que foi esse o novo pressuposto trazido e que pressupõe que não haja um panorama que leve a um estado de dúvida, porque neste estado, evidentemente, o Ministério Público deve fazer prevalecer a qualidade dominus litis, a máxima in dubio pro societate, ao passo que nós, julgadores, no momento do julgamento final, assentamos os nossos julgamentos de acordo com a nossa convicção; em estado de dúvida aplicamos in dubio pro reo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792860. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO INQUÉRITO 2.588 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AUTOR(A/S)(ES) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) :EMANUEL FERNANDES ADV.(A/S) :ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Senhor Presidente, não havendo sustentação oral, eu me permito, se a Corte também assim o permite, reportar-me às razões agora expostas pelo eminente representante do Ministério Público e afirmar o que eu sempre afirmo aqui: nós não barateamos o recebimento de uma denúncia contra o homem público e entendemos que, mesmo que ele vá ter a oportunidade de se defender num processo penal, o simples recebimento da denúncia já traz um prejuízo deveras expressivo na sua vida cotidiana, quiçá na sua própria vida pública. De sorte que procuramos, sempre que possível, aferir o dolo, até porque a Lei n 8.038 permite ao Tribunal julgar até improcedente a acusação, e, se o tipo for doloso e não houver dolo, há uma questão gravitante em torno de uma atipicidade. Mas, de toda sorte, para que isso ocorra, é preciso que haja realmente elementos para que nós constatemos, prima facie, que não há justa causa para a ação penal, que foi esse o novo pressuposto trazido e que pressupõe que não haja um panorama que leve a um estado de dúvida, porque neste estado, evidentemente, o Ministério Público deve fazer prevalecer a qualidade dominus litis, a máxima in dubio pro societate, ao passo que nós, julgadores, no momento do julgamento final, assentamos os nossos julgamentos de acordo com a nossa convicção; em estado de dúvida aplicamos in dubio pro reo. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792860. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 Explicação INQ 2588 / SP Mas este não é o caso aqui versado nos autos. E como eu faço sempre essa ressalva, eu encartei no meu voto que, nesta sede, efetivamente, não cabe, neste caso, essa ponderação. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792860. Supremo Tribunal Federal INQ 2588 / SP Mas este não é o caso aqui versado nos autos. E como eu faço sempre essa ressalva, eu encartei no meu voto que, nesta sede, efetivamente, não cabe, neste caso, essa ponderação. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3792860. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 Extrato de Ata - 25/04/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 2.588 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : EMANUEL FERNANDES ADV.(A/S) : ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, recebeu a denúncia. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773565 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA INQUÉRITO 2.588 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AUTOR(A/S)(ES) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INVEST.(A/S) : EMANUEL FERNANDES ADV.(A/S) : ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE E OUTRO(A/S) Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto do Relator, recebeu a denúncia. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, o Ministro Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773565 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22
{ "JURISPRUDENCIA": [ "INQ 2588 / SP", "AP 409", "INQ 2588 / SP", "AP 409", "INQUÉRITO 2 . 588", "INQ 2588 / SP", "INQ 2588 / SP", "INQ 2588 / SP", "INQUÉRITO", "AP 372", "INQ 2588 / SP", "AP 372", "AP 409", "AP 409", "INQ 2588 / SP", "INQUÉRITO 2 . 588", "INQ 2588 / SP" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 1 . . . , I , DO DECRETO - LEI 201 / 67", "artigo 1 . . . , inciso I , do Decreto - Lei n 201 / 67", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Contrato n 5 . 625 / 98", "art . 109 , II , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 109 , II , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . , inciso I , do Decreto - Lei n 201 / 67", "art . 7 . . . da Lei n 8 . 038 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . , inciso I , do Decreto - Lei n 201 / 67", "art . 7 . . . da Lei n 8 . 038 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . , inciso I , do Decreto - Lei n 201 / 67", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . , inciso I , do Decreto - 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Hélio Augusto de Souza", "FUNDHAS", "/", "Tribunal de Contas", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Refeicheque Administração Ltda", "Câmara dos Vereadores", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Refeicheque Administração Ltda", "Câmara dos Vereadores", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Prefeitura de", "Refeicheque Administração Ltda .", "Prefeitura de", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "REPÚBLICA", "Prefeitura de", "Refeicheque Administração Ltda .", "Prefeitura de", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Refeicheque Administração Ltda .", "Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo", "Pleno", "Tribunal de Contas do Estado", "Tribunal de Contas", "Refeicheque Administração Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "INQ", "Refeicheque Administração Ltda .", "Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo", "Pleno do Tribunal de Contas do Estado", "Tribunal de Contas", "Refeicheque Administração Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de São", "Ministério Público Federal", "Câmara Municipal", "Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof . Hélio Augusto de Souza", "Prefeitura de São José dos Campos", "Câmara Municipal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo", "Ministério Público Federal", "Câmara Municipal", "Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof . Hélio Augusto de Souza", "Prefeitura de São José dos Campos", "Câmara Municipal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Refeicheque", "Câmara", "Prefeitura", "Câmara", "Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof . Hélio Augusto de Souza", "Refeicheque", "Ministério Público Federal", "Refeicheque Administração Ltda .", "Ministério Público do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Refeicheque", "Câmara", "Câmara", "Fundação de Atendimento à Criança e ao Adolescente Prof . 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Hélio Augusto de Souza", "FUNDHAS", "Ministério Público", "Refeicheque Administração Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Contas", "Tribunal Pleno", "Tribunal de Contas", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Contas", "Tribunal Pleno", "Tribunal de Contas", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Refeicheque", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Refeicheque Administração Ltda", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministro", "Estado de São Paulo", "Refeicheque", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Refeicheque Administração Ltda", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Câmara dos Vereadores", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara dos Vereadores", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Ministério Público", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "INQUÉRITO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Ministério Público", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "Time", "Time Magazine", "Universidade de Princeton", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Time 100 Gala", "Time Magazine", "Universidade de Princeton", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "EMANUEL FERNANDES", "ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE", "MARQUES , José Frederico", "Hélio Augusto de Souza", "AYRES BRITTO", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "AYRES BRITTO", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "EMANUEL FERNANDES", "ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE", "LUIZ FUX", "Emanuel Fernandes", "LUIZ FUX", "EMANUEL FERNANDES", "ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE", "LUIZ FUX", "Emanuel Fernandes", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Emanuel Fernandes", "José Frederico Marques", "MARQUES , José Frederico", "LUIZ FUX", "Emanuel Fernandes", "José Frederico Marques", "MARQUES , José Frederico", "LUIZ FUX INQ", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "LUIZ FUX", "AYRES BRITTO", "AYRES BRITTO", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "EMANUEL FERNANDES", "ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "EMANUEL FERNANDES", "ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "EMANUEL FERNANDES", "ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE", "Joaquim Barbosa", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel", "Luiz Tomimatsu", "LUIZ FUX", "EMANUEL FERNANDES", "ERNESTO APARECIDO DE ALBUQUERQUE", "Joaquim Barbosa", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz Tomimatsu" ], "TEMPO": [ "25", "/", "04", "/", "2013", "1965", "31 de julho de 1998", "24 de setembro de 1998", "18 de agosto de 1999", "3 de maio de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "dezembro de 2001", "agosto de 2001", "31 de julho de 1998", "31 de julho de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "dezembro de 2001", "agosto de 2001", "31 de julho de 1998", "31 de julho de 2014", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "05", "/", "2010", "25 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "05", "/", "2010", "25 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "dezembro de 1997", "31 de julho de", "1998", "24 de setembro de 1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "dezembro de 1997", "31 de julho de 1998", "24 de setembro de 1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de agosto de 1999", "26 de", "outubro de 1999", "1997", "28 de junho de 2000", "3 de maio de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de agosto de 1999", "26 de outubro de 1999", "1997", "28 de junho de 2000", "3 de maio de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "agosto de 2001", "30 de julho de 2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "agosto de 2001", "30 de julho de 2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "2000", "1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "2000", "1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 de julho de 2002", "3 de maio de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "30 de julho de 2002", "3 de maio de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ". . de agosto de 1999", "30 de abril de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ". de agosto de 1999", "30 de abril de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "agosto de 2001", "dezembro de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "agosto de 2001", "dezembro de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "julho", "/", "98", "maio", "/", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "julho", "/", "98", "maio", "/", "2000", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "1965", "31 de julho de 1998", "24 de setembro de 1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "1965", "31 de julho de 1998", "24 de setembro de 1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de agosto de 1999", "3 de maio de 2001", "dezembro de 2001", "agosto de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de agosto de 1999", "3 de maio de 2001", "dezembro de 2001", "agosto de 2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "05", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", "/", "05", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "04", "/", "2013", "25", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Decisão sobre Repercussão Geral 25/04/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.294 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS RECDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTA BÁRBARA ADV.(A/S) :TARCÍLIO MARTINS DA COSTA JÚNIOR E OUTRO(A/S) DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. APELAÇÃO INTERPOSTA EM FACE DE SENTENÇA PROFERIDA EM SEDE DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA QUE DISCUTE MATÉRIA TRIBUTÁRIA (DIREITO DOS CONTRIBUINTES À RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS À TÍTULO DE TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA SUPOSTAMENTE INCONSTITUCIONAL). ILEGITIMIDADE ATIVA "AD CAUSAM" DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA, EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA, DEDUZIR PRETENSÃO RELATIVA À MATÉRIA TRIBUTÁRIA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. Decisão: O Tribunal, por maioria, reputou constitucional a questão, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestaram os Ministros Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia e Rosa Weber. O Tribunal, por maioria, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestaram os Ministros Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia e Rosa Weber. No mérito, por maioria, reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestaram os Ministros Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718401. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Decisão sobre Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG Ministro LUIZ FUX Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718401. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG Ministro LUIZ FUX Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718401. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral 25/04/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.294 MINAS GERAIS DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. APELAÇÃO INTERPOSTA EM FACE DE SENTENÇA PROFERIDA EM SEDE DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA QUE DISCUTE MATÉRIA TRIBUTÁRIA (DIREITO DOS CONTRIBUINTES À RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS À TÍTULO DE TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA SUPOSTAMENTE INCONSTITUCIONAL). ILEGITIMIDADE ATIVA "AD CAUSAM" DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA, EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA, DEDUZIR PRETENSÃO RELATIVA À MATÉRIA TRIBUTÁRIA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. Decisão: Trata-se de agravo nos próprios autos interposto em face de decisão que não admitiu o recurso extraordinário interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, o qual negou provimento ao recurso de apelação manejado pelo ora recorrente em face de sentença proferida em sede de ação civil pública que extinguiu o processo sem resolução de mérito ao fundamento de que o autor carece de legitimidade ativa ad causam. O acórdão objurgado ostenta a seguinte ementa, in verbis: AÇÃO CIVIL PÚBLICA - TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E PEDIDO DE RESTITUIÇÃO - SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL IMPRÓPRIA - ILEGITIMIDADE AD CAUSAM. O Ministério Público não tem legitimidade para, via ação civil pública, requerer a declaração de inconstitucionalidade de norma que instituiu tributo municipal e requerer a restituição, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.294 MINAS GERAIS DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. APELAÇÃO INTERPOSTA EM FACE DE SENTENÇA PROFERIDA EM SEDE DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA QUE DISCUTE MATÉRIA TRIBUTÁRIA (DIREITO DOS CONTRIBUINTES À RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS À TÍTULO DE TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA SUPOSTAMENTE INCONSTITUCIONAL). ILEGITIMIDADE ATIVA "AD CAUSAM" DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA, EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA, DEDUZIR PRETENSÃO RELATIVA À MATÉRIA TRIBUTÁRIA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. Decisão: Trata-se de agravo nos próprios autos interposto em face de decisão que não admitiu o recurso extraordinário interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, o qual negou provimento ao recurso de apelação manejado pelo ora recorrente em face de sentença proferida em sede de ação civil pública que extinguiu o processo sem resolução de mérito ao fundamento de que o autor carece de legitimidade ativa ad causam. O acórdão objurgado ostenta a seguinte ementa, in verbis: AÇÃO CIVIL PÚBLICA - TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E PEDIDO DE RESTITUIÇÃO - SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL IMPRÓPRIA - ILEGITIMIDADE AD CAUSAM. O Ministério Público não tem legitimidade para, via ação civil pública, requerer a declaração de inconstitucionalidade de norma que instituiu tributo municipal e requerer a restituição, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG aos contribuintes, dos valores por eles pagos. (fl. 273). No recurso extraordinário, o recorrente sustenta, preliminarmente, estar caracterizada a necessária repercussão geral e, no mérito, aponta como violados os artigos 5º, LIV, 93, IX, 127 e 129, III, da Constituição Federal. Sustenta, em síntese, que A ação civil pública, tal como presentemente concebida, destina-se a ser um dos mais importantes instrumentos de defesa de interesses difusos e coletivos, principalmente porque a ordem jurídica está evoluindo no sentido de buscar, por meio de ações coletivas, a solução para os conflitos de massa. Entretanto, lamentavelmente, interpretações equivocadas têm sido utilizadas para afastar a atuação ministerial, prejudicando, assim, o interesse da coletividade. Exemplo disso pode ser verificado no caso em tela. Entendeu-se que a ação civil pública não poderia ser manejada para a defesa dos direitos de uma categoria de pessoas que estão sendo lesadas com a cobrança inconstitucional do tributo. (fl. 317). Contrarrazões às fls. 345/352. É o breve relatório. Prima facie, sobreleva enfatizar que a questão debatida no presente recurso extraordinário não se confunde com a decidida no RE nº 576.155/DF, de relatoria do Em. Ministro Ricardo Lewandowsky, Dje 01/08/2008, no qual se discutia a legitimidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública visando a anulação de acordo realizado entre contribuinte e poder público para pagamento de dívida 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG aos contribuintes, dos valores por eles pagos. (fl. 273). No recurso extraordinário, o recorrente sustenta, preliminarmente, estar caracterizada a necessária repercussão geral e, no mérito, aponta como violados os artigos 5º, LIV, 93, IX, 127 e 129, III, da Constituição Federal. Sustenta, em síntese, que A ação civil pública, tal como presentemente concebida, destina-se a ser um dos mais importantes instrumentos de defesa de interesses difusos e coletivos, principalmente porque a ordem jurídica está evoluindo no sentido de buscar, por meio de ações coletivas, a solução para os conflitos de massa. Entretanto, lamentavelmente, interpretações equivocadas têm sido utilizadas para afastar a atuação ministerial, prejudicando, assim, o interesse da coletividade. Exemplo disso pode ser verificado no caso em tela. Entendeu-se que a ação civil pública não poderia ser manejada para a defesa dos direitos de uma categoria de pessoas que estão sendo lesadas com a cobrança inconstitucional do tributo. (fl. 317). Contrarrazões às fls. 345/352. É o breve relatório. Prima facie, sobreleva enfatizar que a questão debatida no presente recurso extraordinário não se confunde com a decidida no RE nº 576.155/DF, de relatoria do Em. Ministro Ricardo Lewandowsky, Dje 01/08/2008, no qual se discutia a legitimidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública visando a anulação de acordo realizado entre contribuinte e poder público para pagamento de dívida 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG tributária, ocasião em que o Pleno desta Corte reconheceu a repercussão geral da matéria em acórdão que produziu a seguinte ementa, verbis: LEGITIMIDADE. MINISTÉRIO PÚBLICO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. NULIDADE DE ACORDO PARA PAGAMENTO DE DÉBITO TRIBUTÁRIO. DETRIMENTO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO E DA ORDEM TRIBUTÁRIA. REPERCUSÃO JURÍDICA. (RE 576155 RG, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 03/04/2008, DJe-142 DIVULG 31-07-2008 PUBLIC 01-08- 2008 EMENT VOL-02326-09 PP-01832 ) Deveras, a matéria sub examine ilegitimidade ativa do Ministério Público para deduzir em juízo pretensão de natureza tributária em defesa dos contribuintes, visando a questionar a constitucionalidade/legalidade de tributo - há muito vem sendo objeto de discussão no âmbito deste Pretório Excelso, por isso, ressoa inequívoca a vocação para o pronunciamento definitivo deste Supremo Tribunal Federal quanto à existência de repercussão geral das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social e jurídico, que ultrapassam os interesses subjetivos da causa. In casu, o Ministério Público de Minas Gerais, por sua promotoria de Justiça oficiante na Comarca de Santa Bárbara, propôs contra o Município homônimo uma Ação Civil Pública de Responsabilidade por Cobrança Inconstitucional de Taxa de Iluminação Pública, exarando argumentos que, ao final, arrematou com os pedidos de (i) reconhecimento incidental da inconstitucionalidade das Leis Municipais nºs 1146, de 09 de fevereiro de 2001 e Lei 998, de 14 de abril de 1997, em face do disposto no artigo 145, inciso II, § 2º, da Constituição Federal, bem como da afronta aos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG tributária, ocasião em que o Pleno desta Corte reconheceu a repercussão geral da matéria em acórdão que produziu a seguinte ementa, verbis: LEGITIMIDADE. MINISTÉRIO PÚBLICO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. NULIDADE DE ACORDO PARA PAGAMENTO DE DÉBITO TRIBUTÁRIO. DETRIMENTO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO E DA ORDEM TRIBUTÁRIA. REPERCUSÃO JURÍDICA. (RE 576155 RG, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 03/04/2008, DJe-142 DIVULG 31-07-2008 PUBLIC 01-08- 2008 EMENT VOL-02326-09 PP-01832 ) Deveras, a matéria sub examine ilegitimidade ativa do Ministério Público para deduzir em juízo pretensão de natureza tributária em defesa dos contribuintes, visando a questionar a constitucionalidade/legalidade de tributo - há muito vem sendo objeto de discussão no âmbito deste Pretório Excelso, por isso, ressoa inequívoca a vocação para o pronunciamento definitivo deste Supremo Tribunal Federal quanto à existência de repercussão geral das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social e jurídico, que ultrapassam os interesses subjetivos da causa. In casu, o Ministério Público de Minas Gerais, por sua promotoria de Justiça oficiante na Comarca de Santa Bárbara, propôs contra o Município homônimo uma Ação Civil Pública de Responsabilidade por Cobrança Inconstitucional de Taxa de Iluminação Pública, exarando argumentos que, ao final, arrematou com os pedidos de (i) reconhecimento incidental da inconstitucionalidade das Leis Municipais nºs 1146, de 09 de fevereiro de 2001 e Lei 998, de 14 de abril de 1997, em face do disposto no artigo 145, inciso II, § 2º, da Constituição Federal, bem como da afronta aos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG arts. 77 e 79, do Código Tributário Nacional; (ii) concessão de liminar para fazer cessar imediatamente a tal cobrança, com fixação de multa em caso de descumprimento; (iii) condenação da municipalidade à devolução aos contribuintes, de forma retroativa, dos valores cobrados, algo a ser feito via compensação nas contas posteriores. Acolhendo a preliminar eriçada pelo Município, o Juízo Singular extinguiu o feito sem resolução de mérito, ao fundamento de que o autor carecia de legitimidade ativa para requerer tanto a suspensão da cobrança, quanto a devolução dos valores até então pagos pelos munícipes. Irresignado, o órgão ministerial manejou recurso de apelação, alegando que pretendia com o seu feito realizar o controle difuso de constitucionalidade das referidas leis municipais que instituíram a cobrança da taxa de iluminação pública e, bem assim, condenar o parquet a repetir o indébito, porquanto trata-se de direitos individuais homogêneos. Segundo ele, a partir da relação de consumo que se estabeleceu nos termos do Código de Defesa do Consumidor, a sua legitimidade decorre a teor do que dispõe a Lei nº 7.347/85. Decorre também do texto Constitucional, enquanto atribui a ele a legitimidade para a defesa de interesses coletivos e difusos e que, por último, a inconstitucionalidade suscitada é questão prejudicial ao pedido da repetição do indébito tributário. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais entendeu que a relação estabelecida entre o Município de Santa Bárbara e os contribuintes não é de consumo, mas, tão somente, jurídico-tributária, sem quebra da individualidade de cada um destes; que o MP não tem legitimidade para a defesa de direitos individuais 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG arts. 77 e 79, do Código Tributário Nacional; (ii) concessão de liminar para fazer cessar imediatamente a tal cobrança, com fixação de multa em caso de descumprimento; (iii) condenação da municipalidade à devolução aos contribuintes, de forma retroativa, dos valores cobrados, algo a ser feito via compensação nas contas posteriores. Acolhendo a preliminar eriçada pelo Município, o Juízo Singular extinguiu o feito sem resolução de mérito, ao fundamento de que o autor carecia de legitimidade ativa para requerer tanto a suspensão da cobrança, quanto a devolução dos valores até então pagos pelos munícipes. Irresignado, o órgão ministerial manejou recurso de apelação, alegando que pretendia com o seu feito realizar o controle difuso de constitucionalidade das referidas leis municipais que instituíram a cobrança da taxa de iluminação pública e, bem assim, condenar o parquet a repetir o indébito, porquanto trata-se de direitos individuais homogêneos. Segundo ele, a partir da relação de consumo que se estabeleceu nos termos do Código de Defesa do Consumidor, a sua legitimidade decorre a teor do que dispõe a Lei nº 7.347/85. Decorre também do texto Constitucional, enquanto atribui a ele a legitimidade para a defesa de interesses coletivos e difusos e que, por último, a inconstitucionalidade suscitada é questão prejudicial ao pedido da repetição do indébito tributário. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais entendeu que a relação estabelecida entre o Município de Santa Bárbara e os contribuintes não é de consumo, mas, tão somente, jurídico-tributária, sem quebra da individualidade de cada um destes; que o MP não tem legitimidade para a defesa de direitos individuais 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG homogêneos identificáveis e divisíveis, eis que a ação civil pública presta-se tão somente para a defesa de interesses difusos ou coletivos; que a hipótese também não é de substituição processual eis que estas encontram-se expressamente previstas em rol da lei, do qual não consta a situação vertente, e, por último, que a ação direta de inconstitucionalidade não pode ser substituída pelo feito manejado com o fim proposto na exordial, tendo a Corte a quo negado provimento ao recurso nos termos da ementa retro transcrita. Com efeito, a jurisprudência desta Corte pacificou entendimento segundo o qual falece ao Ministério Público legitimidade ativa ad causam para deduzir em juízo pretensão de natureza tributária em defesa dos contribuintes, visando a questionar a constitucionalidade/legalidade de tributo. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes, in verbis: LEGITIMIDADE - MINISTÉRIO PÚBLICO - AÇÃO CIVIL PÚBLICA - TRIBUTO. Na dicção da ilustrada maioria, entendimento em relação ao qual guardo reservas, o Ministério Público não possui legitimidade para propor ação civil pública impugnando cobrança de tributo. Precedente: Recurso Extraordinário nº 195.056-1/PR, relatado perante o Pleno pelo Ministro Carlos Velloso, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 17 de fevereiro de 1999. (RE 206781, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Segunda Turma, julgado em 06/02/2001, DJ 29- 06-2001 PP-00056 EMENT VOL-02037-04 PP-00874) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. MINISTÉRIO PÚBLICO. LEGITIMIDADE. QUESTIONAMENTO DA VALIDADE DE TRIBUTO. INTERESSE INDIVIDUAL PATRIMONIAL 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG homogêneos identificáveis e divisíveis, eis que a ação civil pública presta-se tão somente para a defesa de interesses difusos ou coletivos; que a hipótese também não é de substituição processual eis que estas encontram-se expressamente previstas em rol da lei, do qual não consta a situação vertente, e, por último, que a ação direta de inconstitucionalidade não pode ser substituída pelo feito manejado com o fim proposto na exordial, tendo a Corte a quo negado provimento ao recurso nos termos da ementa retro transcrita. Com efeito, a jurisprudência desta Corte pacificou entendimento segundo o qual falece ao Ministério Público legitimidade ativa ad causam para deduzir em juízo pretensão de natureza tributária em defesa dos contribuintes, visando a questionar a constitucionalidade/legalidade de tributo. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes, in verbis: LEGITIMIDADE - MINISTÉRIO PÚBLICO - AÇÃO CIVIL PÚBLICA - TRIBUTO. Na dicção da ilustrada maioria, entendimento em relação ao qual guardo reservas, o Ministério Público não possui legitimidade para propor ação civil pública impugnando cobrança de tributo. Precedente: Recurso Extraordinário nº 195.056-1/PR, relatado perante o Pleno pelo Ministro Carlos Velloso, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 17 de fevereiro de 1999. (RE 206781, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Segunda Turma, julgado em 06/02/2001, DJ 29- 06-2001 PP-00056 EMENT VOL-02037-04 PP-00874) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. MINISTÉRIO PÚBLICO. LEGITIMIDADE. QUESTIONAMENTO DA VALIDADE DE TRIBUTO. INTERESSE INDIVIDUAL PATRIMONIAL 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG E DISPONÍVEL. AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE. 1. O Ministério Público não tem legitimidade para defender interesse individual patrimonial e disponível de contribuinte, pelo questionamento da cobrança de tributo. 2. Situação que não se confunde com a discussão travada pelo Pleno desta Corte no RE 576.155-RG (rel. min. Ricardo Lewandowski, Pleno, julgamento em curso), cuja questão de fundo é se saber se o Ministério Público tem legitimidade para questionar a concessão de benefícios fiscais teoricamente contrários ao interesse público. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (AI 327013 AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 06/04/2010, DJe-076 DIVULG 29-04-2010 PUBLIC 30-04-2010 EMENT VOL-02399-07 PP-01430 RT v. 99, n. 898, 2010, p. 133-135) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. TRIBUTÁRIO. ILEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. 2. O Ministério Público não tem legitimidade para propor ação civil pública que verse sobre tributos. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 559985 AgR, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda Turma, julgado em 04/12/2007, DJe-018 DIVULG 31-01-2008 PUBLIC 01-02-2008 EMENT VOL- 02305-12 PP-02613) EMENTA: CONSTITUCIONAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA: MINISTÉRIO PÚBLICO: TRIBUTOS: LEGITIMIDADE. Lei 7.374/85, art. 1º, II, e art. 21, com a redação do art. 117 da Lei 8.078/90 (Código do Consumidor); Lei 8.625/93, art. 25 . C.F., artigos 127 e 129, III. I. - O Ministério Público não tem legitimidade para aforar ação civil pública para o fim de impugnar a cobrança de tributos 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG E DISPONÍVEL. AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE. 1. O Ministério Público não tem legitimidade para defender interesse individual patrimonial e disponível de contribuinte, pelo questionamento da cobrança de tributo. 2. Situação que não se confunde com a discussão travada pelo Pleno desta Corte no RE 576.155-RG (rel. min. Ricardo Lewandowski, Pleno, julgamento em curso), cuja questão de fundo é se saber se o Ministério Público tem legitimidade para questionar a concessão de benefícios fiscais teoricamente contrários ao interesse público. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (AI 327013 AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 06/04/2010, DJe-076 DIVULG 29-04-2010 PUBLIC 30-04-2010 EMENT VOL-02399-07 PP-01430 RT v. 99, n. 898, 2010, p. 133-135) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. TRIBUTÁRIO. ILEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. 2. O Ministério Público não tem legitimidade para propor ação civil pública que verse sobre tributos. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 559985 AgR, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda Turma, julgado em 04/12/2007, DJe-018 DIVULG 31-01-2008 PUBLIC 01-02-2008 EMENT VOL- 02305-12 PP-02613) EMENTA: CONSTITUCIONAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA: MINISTÉRIO PÚBLICO: TRIBUTOS: LEGITIMIDADE. Lei 7.374/85, art. 1º, II, e art. 21, com a redação do art. 117 da Lei 8.078/90 (Código do Consumidor); Lei 8.625/93, art. 25 . C.F., artigos 127 e 129, III. I. - O Ministério Público não tem legitimidade para aforar ação civil pública para o fim de impugnar a cobrança de tributos 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG ou para pleitear a sua restituição. É que, tratando-se de tributos, não há, entre o sujeito ativo (poder p úblico) e o sujeito passivo (contribuinte) relação de consumo, nem seria possível identificar o direito do contribuinte com "interesses sociais e individuais indisponíveis". (C.F., art. 127). II. - Precedentes do STF: RE 195.056-PR, Ministro Carlos Velloso, Plenário, 09.12.99; RE 213.631-MG, Ministro Ilmar Galvão, Plenário, 09.12.99, RTJ 173/288. III. - RE conhecido e provido. Agravo não provido. (RE 248191 AgR, Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, julgado em 01/10/2002, DJ 25-10-2002 PP-00064 EMENT VOL-02088-03 PP-00567) EMENTA: MINISTÉRIO PÚBLICO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE RIO NOVO-MG. EXIGIBILIDADE IMPUGNADA POR MEIO DE AÇÃO PÚBLICA, SOB ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. ACÓRDÃO QUE CONCLUIU PELO SEU NÃO-CABIMENTO, SOB INVOCAÇÃO DOS ARTS. 102, I, a, E 125, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO. Ausência de legitimação do Ministério Público para ações da espécie, por não configurada, no caso, a hipótese de interesses difusos, como tais considerados os pertencentes concomitantemente a todos e a cada um dos membros da sociedade, como um bem não individualizável ou divisível, mas, ao revés, interesses de grupo ou classe de pessoas, sujeitos passivos de uma exigência tributária cuja impugnação, por isso, só pode ser promovida por eles próprios, de forma individual ou coletiva. Recurso não conhecido. (RE 213631, Relator(a): Min. ILMAR GALVÃO, Tribunal Pleno, julgado em 09/12/1999, DJ 07-04-2000 PP-00069 EMENT VOL-01986-02 PP-00263 RTJ VOL-00173-01 PP-00288) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG ou para pleitear a sua restituição. É que, tratando-se de tributos, não há, entre o sujeito ativo (poder p úblico) e o sujeito passivo (contribuinte) relação de consumo, nem seria possível identificar o direito do contribuinte com "interesses sociais e individuais indisponíveis". (C.F., art. 127). II. - Precedentes do STF: RE 195.056-PR, Ministro Carlos Velloso, Plenário, 09.12.99; RE 213.631-MG, Ministro Ilmar Galvão, Plenário, 09.12.99, RTJ 173/288. III. - RE conhecido e provido. Agravo não provido. (RE 248191 AgR, Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, julgado em 01/10/2002, DJ 25-10-2002 PP-00064 EMENT VOL-02088-03 PP-00567) EMENTA: MINISTÉRIO PÚBLICO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE RIO NOVO-MG. EXIGIBILIDADE IMPUGNADA POR MEIO DE AÇÃO PÚBLICA, SOB ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. ACÓRDÃO QUE CONCLUIU PELO SEU NÃO-CABIMENTO, SOB INVOCAÇÃO DOS ARTS. 102, I, a, E 125, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO. Ausência de legitimação do Ministério Público para ações da espécie, por não configurada, no caso, a hipótese de interesses difusos, como tais considerados os pertencentes concomitantemente a todos e a cada um dos membros da sociedade, como um bem não individualizável ou divisível, mas, ao revés, interesses de grupo ou classe de pessoas, sujeitos passivos de uma exigência tributária cuja impugnação, por isso, só pode ser promovida por eles próprios, de forma individual ou coletiva. Recurso não conhecido. (RE 213631, Relator(a): Min. ILMAR GALVÃO, Tribunal Pleno, julgado em 09/12/1999, DJ 07-04-2000 PP-00069 EMENT VOL-01986-02 PP-00263 RTJ VOL-00173-01 PP-00288) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG Tenho, pois, que o tema constitucional versado nestes autos é relevante do ponto de vista econômico, político, social e jurídico, pois alcança uma quantidade significativa de ações em todo o país. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão geral e pela reafirmação da jurisprudência sobre o tema (art. 543-A, § 1º, do CPC c/c art. 322, parágrafo único do RISTF). Publique-se. Brasília, 2 de abril de 2013. Ministro Luiz Fux - Relator 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG Tenho, pois, que o tema constitucional versado nestes autos é relevante do ponto de vista econômico, político, social e jurídico, pois alcança uma quantidade significativa de ações em todo o país. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão geral e pela reafirmação da jurisprudência sobre o tema (art. 543-A, § 1º, do CPC c/c art. 322, parágrafo único do RISTF). Publique-se. Brasília, 2 de abril de 2013. Ministro Luiz Fux - Relator 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.294 MINAS GERAIS PRONUNCIAMENTO REPERCUSSÃO GERAL – INADEQUAÇÃO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário com Agravo nº 694.294/MG, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 5 de abril de 2013. A Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, ao negar provimento à Apelação nº 1.0572.03.002810-2/001, assentou a ilegitimidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública na qual se postula, em defesa dos contribuintes, a declaração de inconstitucionalidade de norma instituidora de tributo, bem como a restituição dos valores pagos. Segundo asseverou, a relação entre município e contribuintes não seria de consumo, mas jurídico-tributária, caracterizada pela individualidade dos vínculos. Observou que os interesses em questão revelam-se individuais homogêneos, identificáveis e divisíveis, estando a atuação do Ministério Público restrita aos difusos ou coletivos. Apontou a inadequação da via eleita para pleitear proclamação de inconstitucionalidade de lei com efeito contra todos. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. No extraordinário, protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais argui ofensa aos artigos 5º, inciso LIV, 93, inciso IX, 127, cabeça, e 129, inciso III, da Carta da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.294 MINAS GERAIS PRONUNCIAMENTO REPERCUSSÃO GERAL – INADEQUAÇÃO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário com Agravo nº 694.294/MG, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 5 de abril de 2013. A Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, ao negar provimento à Apelação nº 1.0572.03.002810-2/001, assentou a ilegitimidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública na qual se postula, em defesa dos contribuintes, a declaração de inconstitucionalidade de norma instituidora de tributo, bem como a restituição dos valores pagos. Segundo asseverou, a relação entre município e contribuintes não seria de consumo, mas jurídico-tributária, caracterizada pela individualidade dos vínculos. Observou que os interesses em questão revelam-se individuais homogêneos, identificáveis e divisíveis, estando a atuação do Ministério Público restrita aos difusos ou coletivos. Apontou a inadequação da via eleita para pleitear proclamação de inconstitucionalidade de lei com efeito contra todos. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. No extraordinário, protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais argui ofensa aos artigos 5º, inciso LIV, 93, inciso IX, 127, cabeça, e 129, inciso III, da Carta da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG República. Sustenta, inicialmente, a omissão do Tribunal de origem, que, mesmo após a interposição dos embargos declaratórios para fins de prequestionamento, não teria analisado todas as matérias abordadas na apelação. Diz do caráter coletivo e da natureza pública e indisponível dos interesses defendidos na ação, cujos titulares estariam ligados à Fazenda Municipal devido a relação jurídica base. Aduz possuir o Supremo entendimento pacífico no sentido da possibilidade de formulação de pedido incidental de inconstitucionalidade na ação civil pública. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes, mostrando-se relevante do ponto de vista social e jurídico, pois versa inconstitucionalidade de tributo, bem como o alcance da atuação do Ministério Público em relação à defesa de direitos individuais homogêneos. O Município de Santa Bárbara, em contrarrazões, anota o acerto do ato impugnado e argumenta faltar legitimidade ao recorrente para buscar, mediante ação civil pública, a defesa de direitos individuais homogêneos. O extraordinário não foi admitido na origem. O recorrente interpôs agravo. Buscou a sequência do extraordinário e reiterou os argumentos constantes do recurso. O recorrido, na contraminuta, indica o acerto da decisão atacada. Destaco constar do incidente de repercussão geral questão relativa à reafirmação da jurisprudência do Supremo. Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG República. Sustenta, inicialmente, a omissão do Tribunal de origem, que, mesmo após a interposição dos embargos declaratórios para fins de prequestionamento, não teria analisado todas as matérias abordadas na apelação. Diz do caráter coletivo e da natureza pública e indisponível dos interesses defendidos na ação, cujos titulares estariam ligados à Fazenda Municipal devido a relação jurídica base. Aduz possuir o Supremo entendimento pacífico no sentido da possibilidade de formulação de pedido incidental de inconstitucionalidade na ação civil pública. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes, mostrando-se relevante do ponto de vista social e jurídico, pois versa inconstitucionalidade de tributo, bem como o alcance da atuação do Ministério Público em relação à defesa de direitos individuais homogêneos. O Município de Santa Bárbara, em contrarrazões, anota o acerto do ato impugnado e argumenta faltar legitimidade ao recorrente para buscar, mediante ação civil pública, a defesa de direitos individuais homogêneos. O extraordinário não foi admitido na origem. O recorrente interpôs agravo. Buscou a sequência do extraordinário e reiterou os argumentos constantes do recurso. O recorrido, na contraminuta, indica o acerto da decisão atacada. Destaco constar do incidente de repercussão geral questão relativa à reafirmação da jurisprudência do Supremo. Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux: 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. APELAÇÃO INTERPOSTA EM FACE DE SENTENÇA PROFERIDA EM SEDE DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA QUE DISCUTE MATÉRIA TRIBUTÁRIA (DIREITO DOS CONTRIBUINTES À RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS À TÍTULO DE TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA SUPOSTAMENTE INCONSTITUCIONAL). ILEGITIMIDADE ATIVA "AD CAUSAM" DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA, EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA, DEDUZIR PRETENSÃO RELATIVA À MATÉRIA TRIBUTÁRIA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. Decisão: Trata-se de agravo nos próprios autos interposto em face de decisão que não admitiu o recurso extraordinário interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, o qual negou provimento ao recurso de apelação manejado pelo ora recorrente em face de sentença proferida em sede de ação civil pública que extinguiu o processo sem resolução de mérito ao fundamento de que o autor carece de legitimidade ativa ad causam. O acórdão objurgado ostenta a seguinte ementa, in verbis: AÇÃO CIVIL PÚBLICA - TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E PEDIDO DE RESTITUIÇÃO - SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL IMPRÓPRIA - ILEGITIMIDADE AD CAUSAM. O Ministério Público não tem legitimidade para, via ação civil pública, requerer a declaração de inconstitucionalidade de norma que instituiu tributo municipal e requerer a restituição, aos contribuintes, dos valores por eles pagos. (fl. 273). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. APELAÇÃO INTERPOSTA EM FACE DE SENTENÇA PROFERIDA EM SEDE DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA QUE DISCUTE MATÉRIA TRIBUTÁRIA (DIREITO DOS CONTRIBUINTES À RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS À TÍTULO DE TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA SUPOSTAMENTE INCONSTITUCIONAL). ILEGITIMIDADE ATIVA "AD CAUSAM" DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA, EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA, DEDUZIR PRETENSÃO RELATIVA À MATÉRIA TRIBUTÁRIA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. Decisão: Trata-se de agravo nos próprios autos interposto em face de decisão que não admitiu o recurso extraordinário interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, o qual negou provimento ao recurso de apelação manejado pelo ora recorrente em face de sentença proferida em sede de ação civil pública que extinguiu o processo sem resolução de mérito ao fundamento de que o autor carece de legitimidade ativa ad causam. O acórdão objurgado ostenta a seguinte ementa, in verbis: AÇÃO CIVIL PÚBLICA - TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E PEDIDO DE RESTITUIÇÃO - SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL IMPRÓPRIA - ILEGITIMIDADE AD CAUSAM. O Ministério Público não tem legitimidade para, via ação civil pública, requerer a declaração de inconstitucionalidade de norma que instituiu tributo municipal e requerer a restituição, aos contribuintes, dos valores por eles pagos. (fl. 273). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG No recurso extraordinário, o recorrente sustenta, preliminarmente, estar caracterizada a necessária repercussão geral e, no mérito, aponta como violados os artigos 5º, LIV, 93, IX, 127 e 129, III, da Constituição Federal. Sustenta, em síntese, que A ação civil pública, tal como presentemente concebida, destina-se a ser um dos mais importantes instrumentos de defesa de interesses difusos e coletivos, principalmente porque a ordem jurídica está evoluindo no sentido de buscar, por meio de ações coletivas, a solução para os conflitos de massa. Entretanto, lamentavelmente, interpretações equivocadas têm sido utilizadas para afastar a atuação ministerial, prejudicando, assim, o interesse da coletividade. Exemplo disso pode ser verificado no caso em tela. Entendeu-se que a ação civil pública não poderia ser manejada para a defesa dos direitos de uma categoria de pessoas que estão sendo lesadas com a cobrança inconstitucional do tributo. (fl. 317). Contrarrazões às fls. 345/352. É o breve relatório. Prima facie, sobreleva enfatizar que a questão debatida no presente recurso extraordinário não se confunde com a decidida no RE nº 576.155/DF, de relatoria do Em. Ministro Ricardo Lewandowsky, Dje 01/08/2008, no qual se discutia a legitimidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública visando a anulação de acordo realizado entre contribuinte e poder público para pagamento de dívida tributária, ocasião em que o Pleno desta Corte reconheceu a repercussão geral da matéria em acórdão que produziu a seguinte ementa, verbis: LEGITIMIDADE. MINISTÉRIO PÚBLICO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. NULIDADE DE ACORDO PARA 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG No recurso extraordinário, o recorrente sustenta, preliminarmente, estar caracterizada a necessária repercussão geral e, no mérito, aponta como violados os artigos 5º, LIV, 93, IX, 127 e 129, III, da Constituição Federal. Sustenta, em síntese, que A ação civil pública, tal como presentemente concebida, destina-se a ser um dos mais importantes instrumentos de defesa de interesses difusos e coletivos, principalmente porque a ordem jurídica está evoluindo no sentido de buscar, por meio de ações coletivas, a solução para os conflitos de massa. Entretanto, lamentavelmente, interpretações equivocadas têm sido utilizadas para afastar a atuação ministerial, prejudicando, assim, o interesse da coletividade. Exemplo disso pode ser verificado no caso em tela. Entendeu-se que a ação civil pública não poderia ser manejada para a defesa dos direitos de uma categoria de pessoas que estão sendo lesadas com a cobrança inconstitucional do tributo. (fl. 317). Contrarrazões às fls. 345/352. É o breve relatório. Prima facie, sobreleva enfatizar que a questão debatida no presente recurso extraordinário não se confunde com a decidida no RE nº 576.155/DF, de relatoria do Em. Ministro Ricardo Lewandowsky, Dje 01/08/2008, no qual se discutia a legitimidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública visando a anulação de acordo realizado entre contribuinte e poder público para pagamento de dívida tributária, ocasião em que o Pleno desta Corte reconheceu a repercussão geral da matéria em acórdão que produziu a seguinte ementa, verbis: LEGITIMIDADE. MINISTÉRIO PÚBLICO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. NULIDADE DE ACORDO PARA 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG PAGAMENTO DE DÉBITO TRIBUTÁRIO. DETRIMENTO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO E DA ORDEM TRIBUTÁRIA. REPERCUSÃO JURÍDICA. (RE 576155 RG, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 03/04/2008, DJe-142 DIVULG 31-07-2008 PUBLIC 01-08-2008 EMENT VOL-02326-09 PP-01832 ) Deveras, a matéria sub examine ilegitimidade ativa do Ministério Público para deduzir em juízo pretensão de natureza tributária em defesa dos contribuintes, visando a questionar a constitucionalidade/legalidade de tributo - há muito vem sendo objeto de discussão no âmbito deste Pretório Excelso, por isso, ressoa inequívoca a vocação para o pronunciamento definitivo deste Supremo Tribunal Federal quanto à existência de repercussão geral das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social e jurídico, que ultrapassam os interesses subjetivos da causa. In casu, o Ministério Público de Minas Gerais, por sua promotoria de Justiça oficiante na Comarca de Santa Bárbara, propôs contra o Município homônimo uma Ação Civil Pública de Responsabilidade por Cobrança Inconstitucional de Taxa de Iluminação Pública, exarando argumentos que, ao final, arrematou com os pedidos de (i) reconhecimento incidental da inconstitucionalidade das Leis Municipais nºs 1146, de 09 de fevereiro de 2001 e Lei 998, de 14 de abril de 1997, em face do disposto no artigo 145, inciso II, § 2º, da Constituição Federal, bem como da afronta aos arts. 77 e 79, do Código Tributário Nacional; (ii) concessão de liminar para fazer cessar imediatamente a tal cobrança, com fixação de multa em caso de descumprimento; (iii) condenação da municipalidade à devolução aos contribuintes, de forma retroativa, dos valores cobrados, algo a ser feito via compensação nas contas posteriores. Acolhendo a preliminar eriçada pelo Município, o 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG PAGAMENTO DE DÉBITO TRIBUTÁRIO. DETRIMENTO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO E DA ORDEM TRIBUTÁRIA. REPERCUSÃO JURÍDICA. (RE 576155 RG, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 03/04/2008, DJe-142 DIVULG 31-07-2008 PUBLIC 01-08-2008 EMENT VOL-02326-09 PP-01832 ) Deveras, a matéria sub examine ilegitimidade ativa do Ministério Público para deduzir em juízo pretensão de natureza tributária em defesa dos contribuintes, visando a questionar a constitucionalidade/legalidade de tributo - há muito vem sendo objeto de discussão no âmbito deste Pretório Excelso, por isso, ressoa inequívoca a vocação para o pronunciamento definitivo deste Supremo Tribunal Federal quanto à existência de repercussão geral das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social e jurídico, que ultrapassam os interesses subjetivos da causa. In casu, o Ministério Público de Minas Gerais, por sua promotoria de Justiça oficiante na Comarca de Santa Bárbara, propôs contra o Município homônimo uma Ação Civil Pública de Responsabilidade por Cobrança Inconstitucional de Taxa de Iluminação Pública, exarando argumentos que, ao final, arrematou com os pedidos de (i) reconhecimento incidental da inconstitucionalidade das Leis Municipais nºs 1146, de 09 de fevereiro de 2001 e Lei 998, de 14 de abril de 1997, em face do disposto no artigo 145, inciso II, § 2º, da Constituição Federal, bem como da afronta aos arts. 77 e 79, do Código Tributário Nacional; (ii) concessão de liminar para fazer cessar imediatamente a tal cobrança, com fixação de multa em caso de descumprimento; (iii) condenação da municipalidade à devolução aos contribuintes, de forma retroativa, dos valores cobrados, algo a ser feito via compensação nas contas posteriores. Acolhendo a preliminar eriçada pelo Município, o 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG Juízo Singular extinguiu o feito sem resolução de mérito, ao fundamento de que o autor carecia de legitimidade ativa para requerer tanto a suspensão da cobrança, quanto a devolução dos valores até então pagos pelos munícipes. Irresignado, o órgão ministerial manejou recurso de apelação, alegando que pretendia com o seu feito realizar o controle difuso de constitucionalidade das referidas leis municipais que instituíram a cobrança da taxa de iluminação pública e, bem assim, condenar o parquet a repetir o indébito, porquanto trata-se de direitos individuais homogêneos. Segundo ele, a partir da relação de consumo que se estabeleceu nos termos do Código de Defesa do Consumidor, a sua legitimidade decorre a teor do que dispõe a Lei nº 7.347/85. Decorre também do texto Constitucional, enquanto atribui a ele a legitimidade para a defesa de interesses coletivos e difusos e que, por último, a inconstitucionalidade suscitada é questão prejudicial ao pedido da repetição do indébito tributário. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais entendeu que a relação estabelecida entre o Município de Santa Bárbara e os contribuintes não é de consumo, mas, tão somente, jurídico-tributária, sem quebra da individualidade de cada um destes; que o MP não tem legitimidade para a defesa de direitos individuais homogêneos identificáveis e divisíveis, eis que a ação civil pública presta-se tão somente para a defesa de interesses difusos ou coletivos; que a hipótese também não é de substituição processual eis que estas encontram-se expressamente previstas em rol da lei, do qual não consta a situação vertente, e, por último, que a ação direta de inconstitucionalidade não pode ser substituída pelo feito manejado com o fim proposto na exordial, tendo a Corte a quo negado provimento ao recurso nos termos da ementa retro transcrita. Com efeito, a jurisprudência desta Corte pacificou entendimento segundo o qual falece ao Ministério Público 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG Juízo Singular extinguiu o feito sem resolução de mérito, ao fundamento de que o autor carecia de legitimidade ativa para requerer tanto a suspensão da cobrança, quanto a devolução dos valores até então pagos pelos munícipes. Irresignado, o órgão ministerial manejou recurso de apelação, alegando que pretendia com o seu feito realizar o controle difuso de constitucionalidade das referidas leis municipais que instituíram a cobrança da taxa de iluminação pública e, bem assim, condenar o parquet a repetir o indébito, porquanto trata-se de direitos individuais homogêneos. Segundo ele, a partir da relação de consumo que se estabeleceu nos termos do Código de Defesa do Consumidor, a sua legitimidade decorre a teor do que dispõe a Lei nº 7.347/85. Decorre também do texto Constitucional, enquanto atribui a ele a legitimidade para a defesa de interesses coletivos e difusos e que, por último, a inconstitucionalidade suscitada é questão prejudicial ao pedido da repetição do indébito tributário. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais entendeu que a relação estabelecida entre o Município de Santa Bárbara e os contribuintes não é de consumo, mas, tão somente, jurídico-tributária, sem quebra da individualidade de cada um destes; que o MP não tem legitimidade para a defesa de direitos individuais homogêneos identificáveis e divisíveis, eis que a ação civil pública presta-se tão somente para a defesa de interesses difusos ou coletivos; que a hipótese também não é de substituição processual eis que estas encontram-se expressamente previstas em rol da lei, do qual não consta a situação vertente, e, por último, que a ação direta de inconstitucionalidade não pode ser substituída pelo feito manejado com o fim proposto na exordial, tendo a Corte a quo negado provimento ao recurso nos termos da ementa retro transcrita. Com efeito, a jurisprudência desta Corte pacificou entendimento segundo o qual falece ao Ministério Público 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG legitimidade ativa ad causam para deduzir em juízo pretensão de natureza tributária em defesa dos contribuintes, visando a questionar a constitucionalidade/legalidade de tributo. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes, in verbis: LEGITIMIDADE - MINISTÉRIO PÚBLICO - AÇÃO CIVIL PÚBLICA - TRIBUTO. Na dicção da ilustrada maioria, entendimento em relação ao qual guardo reservas, o Ministério Público não possui legitimidade para propor ação civil pública impugnando cobrança de tributo. Precedente: Recurso Extraordinário nº 195.056- 1/PR, relatado perante o Pleno pelo Ministro Carlos Velloso, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 17 de fevereiro de 1999. (RE 206781, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Segunda Turma, julgado em 06/02/2001, DJ 29- 06-2001 PP-00056 EMENT VOL-02037-04 PP-00874) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. MINISTÉRIO PÚBLICO. LEGITIMIDADE. QUESTIONAMENTO DA VALIDADE DE TRIBUTO. INTERESSE INDIVIDUAL PATRIMONIAL E DISPONÍVEL. AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE. 1. O Ministério Público não tem legitimidade para defender interesse individual patrimonial e disponível de contribuinte, pelo questionamento da cobrança de tributo. 2. Situação que não se confunde com a discussão travada pelo Pleno desta Corte no RE 576.155-RG (rel. min. Ricardo Lewandowski, Pleno, julgamento em curso), cuja questão de fundo é se saber se o Ministério Público tem legitimidade para questionar a concessão de benefícios fiscais teoricamente contrários ao interesse público. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (AI 327013 AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 06/04/2010, DJe-076 DIVULG 29-04-2010 PUBLIC 30-04-2010 EMENT VOL-02399-07 PP- 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG legitimidade ativa ad causam para deduzir em juízo pretensão de natureza tributária em defesa dos contribuintes, visando a questionar a constitucionalidade/legalidade de tributo. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes, in verbis: LEGITIMIDADE - MINISTÉRIO PÚBLICO - AÇÃO CIVIL PÚBLICA - TRIBUTO. Na dicção da ilustrada maioria, entendimento em relação ao qual guardo reservas, o Ministério Público não possui legitimidade para propor ação civil pública impugnando cobrança de tributo. Precedente: Recurso Extraordinário nº 195.056- 1/PR, relatado perante o Pleno pelo Ministro Carlos Velloso, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 17 de fevereiro de 1999. (RE 206781, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Segunda Turma, julgado em 06/02/2001, DJ 29- 06-2001 PP-00056 EMENT VOL-02037-04 PP-00874) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. MINISTÉRIO PÚBLICO. LEGITIMIDADE. QUESTIONAMENTO DA VALIDADE DE TRIBUTO. INTERESSE INDIVIDUAL PATRIMONIAL E DISPONÍVEL. AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE. 1. O Ministério Público não tem legitimidade para defender interesse individual patrimonial e disponível de contribuinte, pelo questionamento da cobrança de tributo. 2. Situação que não se confunde com a discussão travada pelo Pleno desta Corte no RE 576.155-RG (rel. min. Ricardo Lewandowski, Pleno, julgamento em curso), cuja questão de fundo é se saber se o Ministério Público tem legitimidade para questionar a concessão de benefícios fiscais teoricamente contrários ao interesse público. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (AI 327013 AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 06/04/2010, DJe-076 DIVULG 29-04-2010 PUBLIC 30-04-2010 EMENT VOL-02399-07 PP- 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG 01430 RT v. 99, n. 898, 2010, p. 133-135) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. TRIBUTÁRIO. ILEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. 2. O Ministério Público não tem legitimidade para propor ação civil pública que verse sobre tributos. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 559985 AgR, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda Turma, julgado em 04/12/2007, DJe-018 DIVULG 31-01-2008 PUBLIC 01-02-2008 EMENT VOL- 02305-12 PP-02613) EMENTA: CONSTITUCIONAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA: MINISTÉRIO PÚBLICO: TRIBUTOS: LEGITIMIDADE. Lei 7.374/85, art. 1º, II, e art. 21, com a redação do art. 117 da Lei 8.078/90 (Código do Consumidor); Lei 8.625/93, art. 25 . C.F., artigos 127 e 129, III. I. - O Ministério Público não tem legitimidade para aforar ação civil pública para o fim de impugnar a cobrança de tributos ou para pleitear a sua restituição. É que, tratando-se de tributos, não há, entre o sujeito ativo (poder p úblico) e o sujeito passivo (contribuinte) relação de consumo, nem seria possível identificar o direito do contribuinte com "interesses sociais e individuais indisponíveis". (C.F., art. 127). II. - Precedentes do STF: RE 195.056-PR, Ministro Carlos Velloso, Plenário, 09.12.99; RE 213.631-MG, Ministro Ilmar Galvão, Plenário, 09.12.99, RTJ 173/288. III. - RE conhecido e provido. Agravo não provido. (RE 248191 AgR, Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, julgado em 01/10/2002, DJ 25- 10-2002 PP-00064 EMENT VOL-02088-03 PP-00567) EMENTA: MINISTÉRIO PÚBLICO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE RIO NOVO-MG. EXIGIBILIDADE 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG 01430 RT v. 99, n. 898, 2010, p. 133-135) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. TRIBUTÁRIO. ILEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. 2. O Ministério Público não tem legitimidade para propor ação civil pública que verse sobre tributos. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE 559985 AgR, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda Turma, julgado em 04/12/2007, DJe-018 DIVULG 31-01-2008 PUBLIC 01-02-2008 EMENT VOL- 02305-12 PP-02613) EMENTA: CONSTITUCIONAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA: MINISTÉRIO PÚBLICO: TRIBUTOS: LEGITIMIDADE. Lei 7.374/85, art. 1º, II, e art. 21, com a redação do art. 117 da Lei 8.078/90 (Código do Consumidor); Lei 8.625/93, art. 25 . C.F., artigos 127 e 129, III. I. - O Ministério Público não tem legitimidade para aforar ação civil pública para o fim de impugnar a cobrança de tributos ou para pleitear a sua restituição. É que, tratando-se de tributos, não há, entre o sujeito ativo (poder p úblico) e o sujeito passivo (contribuinte) relação de consumo, nem seria possível identificar o direito do contribuinte com "interesses sociais e individuais indisponíveis". (C.F., art. 127). II. - Precedentes do STF: RE 195.056-PR, Ministro Carlos Velloso, Plenário, 09.12.99; RE 213.631-MG, Ministro Ilmar Galvão, Plenário, 09.12.99, RTJ 173/288. III. - RE conhecido e provido. Agravo não provido. (RE 248191 AgR, Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, julgado em 01/10/2002, DJ 25- 10-2002 PP-00064 EMENT VOL-02088-03 PP-00567) EMENTA: MINISTÉRIO PÚBLICO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE RIO NOVO-MG. EXIGIBILIDADE 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG IMPUGNADA POR MEIO DE AÇÃO PÚBLICA, SOB ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. ACÓRDÃO QUE CONCLUIU PELO SEU NÃO- CABIMENTO, SOB INVOCAÇÃO DOS ARTS. 102, I, a, E 125, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO. Ausência de legitimação do Ministério Público para ações da espécie, por não configurada, no caso, a hipótese de interesses difusos, como tais considerados os pertencentes concomitantemente a todos e a cada um dos membros da sociedade, como um bem não individualizável ou divisível, mas, ao revés, interesses de grupo ou classe de pessoas, sujeitos passivos de uma exigência tributária cuja impugnação, por isso, só pode ser promovida por eles próprios, de forma individual ou coletiva. Recurso não conhecido. (RE 213631, Relator(a): Min. ILMAR GALVÃO, Tribunal Pleno, julgado em 09/12/1999, DJ 07-04-2000 PP- 00069 EMENT VOL-01986-02 PP-00263 RTJ VOL-00173-01 PP-00288) Tenho, pois, que o tema constitucional versado nestes autos é relevante do ponto de vista econômico, político, social e jurídico, pois alcança uma quantidade significativa de ações em todo o país. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão geral e pela reafirmação da jurisprudência sobre o tema (art. 543-A, § 1º, do CPC c/c art. 322, parágrafo único do RISTF). Publique-se. Brasília, 2 de abril de 2013. Ministro Luiz Fux - Relator 2. O instituto da repercussão geral refere-se ao recurso extraordinário, a teor do disposto no artigo 102, § 3º, da Constituição Federal: § 3º No recurso extraordinário, o recorrente deverá 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG IMPUGNADA POR MEIO DE AÇÃO PÚBLICA, SOB ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. ACÓRDÃO QUE CONCLUIU PELO SEU NÃO- CABIMENTO, SOB INVOCAÇÃO DOS ARTS. 102, I, a, E 125, § 2º, DA CONSTITUIÇÃO. Ausência de legitimação do Ministério Público para ações da espécie, por não configurada, no caso, a hipótese de interesses difusos, como tais considerados os pertencentes concomitantemente a todos e a cada um dos membros da sociedade, como um bem não individualizável ou divisível, mas, ao revés, interesses de grupo ou classe de pessoas, sujeitos passivos de uma exigência tributária cuja impugnação, por isso, só pode ser promovida por eles próprios, de forma individual ou coletiva. Recurso não conhecido. (RE 213631, Relator(a): Min. ILMAR GALVÃO, Tribunal Pleno, julgado em 09/12/1999, DJ 07-04-2000 PP- 00069 EMENT VOL-01986-02 PP-00263 RTJ VOL-00173-01 PP-00288) Tenho, pois, que o tema constitucional versado nestes autos é relevante do ponto de vista econômico, político, social e jurídico, pois alcança uma quantidade significativa de ações em todo o país. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão geral e pela reafirmação da jurisprudência sobre o tema (art. 543-A, § 1º, do CPC c/c art. 322, parágrafo único do RISTF). Publique-se. Brasília, 2 de abril de 2013. Ministro Luiz Fux - Relator 2. O instituto da repercussão geral refere-se ao recurso extraordinário, a teor do disposto no artigo 102, § 3º, da Constituição Federal: § 3º No recurso extraordinário, o recorrente deverá 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros. No caso concreto, o extraordinário do Ministério Público do Estado de Minas Gerais teve sequência indeferida, no Tribunal local, mediante decisão que desafiou o agravo de instrumento. O relator, ministro Luiz Fux, sem manifestar-se quanto a este, procedeu à inserção do extraordinário, que, juridicamente, continua na origem, no denominado Plenário Virtual. O Direito, orgânico e dinâmico, possui princípios, institutos, expressões e vocábulos com sentido próprio. A observância revela segurança jurídica. 3. Manifesto-me no sentido da inadequação da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 24 de abril de 2013. Ministro MARCO AURÉLIO 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros. No caso concreto, o extraordinário do Ministério Público do Estado de Minas Gerais teve sequência indeferida, no Tribunal local, mediante decisão que desafiou o agravo de instrumento. O relator, ministro Luiz Fux, sem manifestar-se quanto a este, procedeu à inserção do extraordinário, que, juridicamente, continua na origem, no denominado Plenário Virtual. O Direito, orgânico e dinâmico, possui princípios, institutos, expressões e vocábulos com sentido próprio. A observância revela segurança jurídica. 3. Manifesto-me no sentido da inadequação da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 24 de abril de 2013. Ministro MARCO AURÉLIO 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3791784
2013-04-25T00:00:00
2013-05-17T00:00:00
Decisão: O Tribunal, por maioria, reputou constitucional a questão, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestaram os Ministros Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia e Rosa Weber. O Tribunal, por maioria, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestaram os Ministros Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia e Rosa Weber. No mérito, por maioria, reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestaram os Ministros Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Ministro LUIZ FUX Relator
REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. APELAÇÃO INTERPOSTA EM FACE DE SENTENÇA PROFERIDA EM SEDE DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA QUE DISCUTE MATÉRIA TRIBUTÁRIA (DIREITO DOS CONTRIBUINTES À RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS À TÍTULO DE TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA SUPOSTAMENTE INCONSTITUCIONAL). ILEGITIMIDADE ATIVA "AD CAUSAM" DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA, EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA, DEDUZIR PRETENSÃO RELATIVA À MATÉRIA TRIBUTÁRIA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA.
repercussao-geral4882
- Acórdão(s) citado(s): (MINISTÉRIO PÚBLICO, AÇÃO CIVIL PÚBLICA, MATÉRIA TRIBUTÁRIA) AI 327013 AgR (2ªT), RE 195056 (TP), RE 206781, (2ªT), RE 559985 AgR (TP), RE 213631 (TP), RE 248191 AgR (2ªT). (MINISTÉRIO PÚBLICO, AÇÃO CIVIL PÚBLICA, ANULAÇÃO, ACORDO, DÍVIDA TRIBUTÁRIA) RE 576155 RG (TP), - Veja Apelação 1.0572.03.002810-2/001 da Sexta Câmara Cível do TJMG. Número de páginas: 20. Análise: 05/06/2013, SEV. Revisão: 09/08/2013, AAT.
LUIZ FUX
Tribunal Pleno
694294
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00054 ART-00093 INC-00009\r\n ART-00102 INC-00003 LET-A PAR-00003\r\n ART-00125 PAR-00002 ART-00127 \"CAPUT\" \r\n ART-00129 INC-00003 ART-00145 INC-00002 \r\n PAR-00002 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED LEI-005172 ANO-1966\r\n ART-00077 ART-00079 \r\n CTN-1966 CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL\r\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-0543A PAR-00001 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n", "LEG-FED LEI-007347 ANO-1985\r\n ART-00001 INC-00002\r\n ART-00021 REDAÇÃO DADA PELA LEI-8078/1990\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED LEI-008079 ANO-1990\r\n ART-00117 \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED LEI-008625 ANO-1993\r\n ART-00025 \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00322 PAR-ÚNICO \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\r\n", "LEG-MUN LEI-000998 ANO-1997\r\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE SANTA BARBARA, MG\r\n", "LEG-MUN LEI-001146 ANO-2001\r\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE SANTA BARBARA, MG" ]
ARE-RG
acordaos
ARE 694294 RG
[ "" ]
RECTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS RECDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SANTA BÁRBARA ADV.(A/S) : TARCÍLIO MARTINS DA COSTA JÚNIOR E OUTRO(A/S)
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Decisão sobre Repercussão Geral 25/04/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.294 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX RECTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS RECDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTA BÁRBARA ADV.(A/S) :TARCÍLIO MARTINS DA COSTA JÚNIOR E OUTRO(A/S) DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. APELAÇÃO INTERPOSTA EM FACE DE SENTENÇA PROFERIDA EM SEDE DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA QUE DISCUTE MATÉRIA TRIBUTÁRIA (DIREITO DOS CONTRIBUINTES À RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS À TÍTULO DE TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA SUPOSTAMENTE INCONSTITUCIONAL). ILEGITIMIDADE ATIVA "AD CAUSAM" DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA, EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA, DEDUZIR PRETENSÃO RELATIVA À MATÉRIA TRIBUTÁRIA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. Decisão: O Tribunal, por maioria, reputou constitucional a questão, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestaram os Ministros Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia e Rosa Weber. O Tribunal, por maioria, reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestaram os Ministros Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia e Rosa Weber. No mérito, por maioria, reafirmou a jurisprudência dominante sobre a matéria, vencido o Ministro Marco Aurélio. Não se manifestaram os Ministros Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia e Rosa Weber. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718401. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Decisão sobre Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG Ministro LUIZ FUX Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718401. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG Ministro LUIZ FUX Relator 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718401. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral 25/04/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.294 MINAS GERAIS DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. APELAÇÃO INTERPOSTA EM FACE DE SENTENÇA PROFERIDA EM SEDE DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA QUE DISCUTE MATÉRIA TRIBUTÁRIA (DIREITO DOS CONTRIBUINTES À RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS À TÍTULO DE TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA SUPOSTAMENTE INCONSTITUCIONAL). ILEGITIMIDADE ATIVA "AD CAUSAM" DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA, EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA, DEDUZIR PRETENSÃO RELATIVA À MATÉRIA TRIBUTÁRIA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. Decisão: Trata-se de agravo nos próprios autos interposto em face de decisão que não admitiu o recurso extraordinário interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, o qual negou provimento ao recurso de apelação manejado pelo ora recorrente em face de sentença proferida em sede de ação civil pública que extinguiu o processo sem resolução de mérito ao fundamento de que o autor carece de legitimidade ativa ad causam. O acórdão objurgado ostenta a seguinte ementa, in verbis: AÇÃO CIVIL PÚBLICA - TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E PEDIDO DE RESTITUIÇÃO - SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL IMPRÓPRIA - ILEGITIMIDADE AD CAUSAM. O Ministério Público não tem legitimidade para, via ação civil pública, requerer a declaração de inconstitucionalidade de norma que instituiu tributo municipal e requerer a restituição, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.294 MINAS GERAIS DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. APELAÇÃO INTERPOSTA EM FACE DE SENTENÇA PROFERIDA EM SEDE DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA QUE DISCUTE MATÉRIA TRIBUTÁRIA (DIREITO DOS CONTRIBUINTES À RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS À TÍTULO DE TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA SUPOSTAMENTE INCONSTITUCIONAL). ILEGITIMIDADE ATIVA "AD CAUSAM" DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA, EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA, DEDUZIR PRETENSÃO RELATIVA À MATÉRIA TRIBUTÁRIA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. Decisão: Trata-se de agravo nos próprios autos interposto em face de decisão que não admitiu o recurso extraordinário interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, o qual negou provimento ao recurso de apelação manejado pelo ora recorrente em face de sentença proferida em sede de ação civil pública que extinguiu o processo sem resolução de mérito ao fundamento de que o autor carece de legitimidade ativa ad causam. O acórdão objurgado ostenta a seguinte ementa, in verbis: AÇÃO CIVIL PÚBLICA - TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E PEDIDO DE RESTITUIÇÃO - SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL IMPRÓPRIA - ILEGITIMIDADE AD CAUSAM. O Ministério Público não tem legitimidade para, via ação civil pública, requerer a declaração de inconstitucionalidade de norma que instituiu tributo municipal e requerer a restituição, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG aos contribuintes, dos valores por eles pagos. (fl. 273). No recurso extraordinário, o recorrente sustenta, preliminarmente, estar caracterizada a necessária repercussão geral e, no mérito, aponta como violados os artigos 5..., LIV, 93, IX, 127 e 129, III, da Constituição Federal. Sustenta, em síntese, que A ação civil pública, tal como presentemente concebida, destina-se a ser um dos mais importantes instrumentos de defesa de interesses difusos e coletivos, principalmente porque a ordem jurídica está evoluindo no sentido de buscar, por meio de ações coletivas, a solução para os conflitos de massa. Entretanto, lamentavelmente, interpretações equivocadas têm sido utilizadas para afastar a atuação ministerial, prejudicando, assim, o interesse da coletividade. Exemplo disso pode ser verificado no caso em tela. Entendeu-se que a ação civil pública não poderia ser manejada para a defesa dos direitos de uma categoria de pessoas que estão sendo lesadas com a cobrança inconstitucional do tributo. (fl. 317). Contrarrazões às fls. 345/352. É o breve relatório. Prima facie, sobreleva enfatizar que a questão debatida no presente recurso extraordinário não se confunde com a decidida no Recurso Extraordinário n 576.155/DF, de relatoria do Em. Ministro Ricardo Lewandowsky, Dje 01/08/2008, no qual se discutia a legitimidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública visando a anulação de acordo realizado entre contribuinte e poder público para pagamento de dívida 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG aos contribuintes, dos valores por eles pagos. (fl. 273). No recurso extraordinário, o recorrente sustenta, preliminarmente, estar caracterizada a necessária repercussão geral e, no mérito, aponta como violados os artigos 5..., LIV, 93, IX, 127 e 129, III, da Constituição Federal. Sustenta, em síntese, que A ação civil pública, tal como presentemente concebida, destina-se a ser um dos mais importantes instrumentos de defesa de interesses difusos e coletivos, principalmente porque a ordem jurídica está evoluindo no sentido de buscar, por meio de ações coletivas, a solução para os conflitos de massa. Entretanto, lamentavelmente, interpretações equivocadas têm sido utilizadas para afastar a atuação ministerial, prejudicando, assim, o interesse da coletividade. Exemplo disso pode ser verificado no caso em tela. Entendeu-se que a ação civil pública não poderia ser manejada para a defesa dos direitos de uma categoria de pessoas que estão sendo lesadas com a cobrança inconstitucional do tributo. (fl. 317). Contrarrazões às fls. 345/352. É o breve relatório. Prima facie, sobreleva enfatizar que a questão debatida no presente recurso extraordinário não se confunde com a decidida no Recurso Extraordinário n 576.155/DF, de relatoria do Em. Ministro Ricardo Lewandowsky, Dje 01/08/2008, no qual se discutia a legitimidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública visando a anulação de acordo realizado entre contribuinte e poder público para pagamento de dívida 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG tributária, ocasião em que o Pleno desta Corte reconheceu a repercussão geral da matéria em acórdão que produziu a seguinte ementa, verbis: LEGITIMIDADE. MINISTÉRIO PÚBLICO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. NULIDADE DE ACORDO PARA PAGAMENTO DE DÉBITO TRIBUTÁRIO. DETRIMENTO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO E DA ORDEM TRIBUTÁRIA. REPERCUSÃO JURÍDICA. (Recurso Extraordinário 576155 RG, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 03/04/2008, DJe-142 DIVULG 31-07-2008 PUBLIC 01-08- 2008 EMENT VOL-02326-09 PP-01832 ) Deveras, a matéria sub examine ilegitimidade ativa do Ministério Público para deduzir em juízo pretensão de natureza tributária em defesa dos contribuintes, visando a questionar a constitucionalidade/legalidade de tributo - há muito vem sendo objeto de discussão no âmbito deste Pretório Excelso, por isso, ressoa inequívoca a vocação para o pronunciamento definitivo deste Supremo Tribunal Federal quanto à existência de repercussão geral das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social e jurídico, que ultrapassam os interesses subjetivos da causa. In casu, o Ministério Público de Minas Gerais, por sua promotoria de Justiça oficiante na Comarca de Santa Bárbara, propôs contra o Município homônimo uma Ação Civil Pública de Responsabilidade por Cobrança Inconstitucional de Taxa de Iluminação Pública, exarando argumentos que, ao final, arrematou com os pedidos de (i) reconhecimento incidental da inconstitucionalidade das Leis Municipais ns 1146, de 09 de fevereiro de 2001 e Lei 998, de 14 de abril de 1997, em face do disposto no artigo 145, inciso II, § 2..., da Constituição Federal, bem como da afronta aos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG tributária, ocasião em que o Pleno desta Corte reconheceu a repercussão geral da matéria em acórdão que produziu a seguinte ementa, verbis: LEGITIMIDADE. MINISTÉRIO PÚBLICO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. NULIDADE DE ACORDO PARA PAGAMENTO DE DÉBITO TRIBUTÁRIO. DETRIMENTO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO E DA ORDEM TRIBUTÁRIA. REPERCUSÃO JURÍDICA. (Recurso Extraordinário 576155 RG, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 03/04/2008, DJe-142 DIVULG 31-07-2008 PUBLIC 01-08- 2008 EMENT VOL-02326-09 PP-01832 ) Deveras, a matéria sub examine ilegitimidade ativa do Ministério Público para deduzir em juízo pretensão de natureza tributária em defesa dos contribuintes, visando a questionar a constitucionalidade/legalidade de tributo - há muito vem sendo objeto de discussão no âmbito deste Pretório Excelso, por isso, ressoa inequívoca a vocação para o pronunciamento definitivo deste Supremo Tribunal Federal quanto à existência de repercussão geral das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social e jurídico, que ultrapassam os interesses subjetivos da causa. In casu, o Ministério Público de Minas Gerais, por sua promotoria de Justiça oficiante na Comarca de Santa Bárbara, propôs contra o Município homônimo uma Ação Civil Pública de Responsabilidade por Cobrança Inconstitucional de Taxa de Iluminação Pública, exarando argumentos que, ao final, arrematou com os pedidos de (i) reconhecimento incidental da inconstitucionalidade das Leis Municipais ns 1146, de 09 de fevereiro de 2001 e Lei 998, de 14 de abril de 1997, em face do disposto no artigo 145, inciso II, § 2..., da Constituição Federal, bem como da afronta aos 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG arts. 77 e 79, do Código Tributário Nacional; (ii) concessão de liminar para fazer cessar imediatamente a tal cobrança, com fixação de multa em caso de descumprimento; (iii) condenação da municipalidade à devolução aos contribuintes, de forma retroativa, dos valores cobrados, algo a ser feito via compensação nas contas posteriores. Acolhendo a preliminar eriçada pelo Município, o Juízo Singular extinguiu o feito sem resolução de mérito, ao fundamento de que o autor carecia de legitimidade ativa para requerer tanto a suspensão da cobrança, quanto a devolução dos valores até então pagos pelos munícipes. Irresignado, o órgão ministerial manejou recurso de apelação, alegando que pretendia com o seu feito realizar o controle difuso de constitucionalidade das referidas leis municipais que instituíram a cobrança da taxa de iluminação pública e, bem assim, condenar o parquet a repetir o indébito, porquanto trata-se de direitos individuais homogêneos. Segundo ele, a partir da relação de consumo que se estabeleceu nos termos do Código de Defesa do Consumidor, a sua legitimidade decorre a teor do que dispõe a Lei n 7.347/85. Decorre também do texto Constitucional, enquanto atribui a ele a legitimidade para a defesa de interesses coletivos e difusos e que, por último, a inconstitucionalidade suscitada é questão prejudicial ao pedido da repetição do indébito tributário. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais entendeu que a relação estabelecida entre o Município de Santa Bárbara e os contribuintes não é de consumo, mas, tão somente, jurídico-tributária, sem quebra da individualidade de cada um destes; que o Medida Provisória não tem legitimidade para a defesa de direitos individuais 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG arts. 77 e 79, do Código Tributário Nacional; (ii) concessão de liminar para fazer cessar imediatamente a tal cobrança, com fixação de multa em caso de descumprimento; (iii) condenação da municipalidade à devolução aos contribuintes, de forma retroativa, dos valores cobrados, algo a ser feito via compensação nas contas posteriores. Acolhendo a preliminar eriçada pelo Município, o Juízo Singular extinguiu o feito sem resolução de mérito, ao fundamento de que o autor carecia de legitimidade ativa para requerer tanto a suspensão da cobrança, quanto a devolução dos valores até então pagos pelos munícipes. Irresignado, o órgão ministerial manejou recurso de apelação, alegando que pretendia com o seu feito realizar o controle difuso de constitucionalidade das referidas leis municipais que instituíram a cobrança da taxa de iluminação pública e, bem assim, condenar o parquet a repetir o indébito, porquanto trata-se de direitos individuais homogêneos. Segundo ele, a partir da relação de consumo que se estabeleceu nos termos do Código de Defesa do Consumidor, a sua legitimidade decorre a teor do que dispõe a Lei n 7.347/85. Decorre também do texto Constitucional, enquanto atribui a ele a legitimidade para a defesa de interesses coletivos e difusos e que, por último, a inconstitucionalidade suscitada é questão prejudicial ao pedido da repetição do indébito tributário. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais entendeu que a relação estabelecida entre o Município de Santa Bárbara e os contribuintes não é de consumo, mas, tão somente, jurídico-tributária, sem quebra da individualidade de cada um destes; que o Medida Provisória não tem legitimidade para a defesa de direitos individuais 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG homogêneos identificáveis e divisíveis, eis que a ação civil pública presta-se tão somente para a defesa de interesses difusos ou coletivos; que a hipótese também não é de substituição processual eis que estas encontram-se expressamente previstas em rol da lei, do qual não consta a situação vertente, e, por último, que a ação direta de inconstitucionalidade não pode ser substituída pelo feito manejado com o fim proposto na exordial, tendo a Corte a quo negado provimento ao recurso nos termos da ementa retro transcrita. Com efeito, a jurisprudência desta Corte pacificou entendimento segundo o qual falece ao Ministério Público legitimidade ativa ad causam para deduzir em juízo pretensão de natureza tributária em defesa dos contribuintes, visando a questionar a constitucionalidade/legalidade de tributo. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes, in verbis: LEGITIMIDADE - MINISTÉRIO PÚBLICO - AÇÃO CIVIL PÚBLICA - TRIBUTO. Na dicção da ilustrada maioria, entendimento em relação ao qual guardo reservas, o Ministério Público não possui legitimidade para propor ação civil pública impugnando cobrança de tributo. Precedente: Recurso Extraordinário n 195.056-1/PR, relatado perante o Pleno pelo Ministro Carlos Velloso, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 17 de fevereiro de 1999. (Recurso Extraordinário 206781, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Segunda Turma, julgado em 06/02/2001, DJ 29- 06-2001 PP-00056 EMENT VOL-02037-04 PP-00874) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. MINISTÉRIO PÚBLICO. LEGITIMIDADE. QUESTIONAMENTO DA VALIDADE DE TRIBUTO. INTERESSE INDIVIDUAL PATRIMONIAL 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG homogêneos identificáveis e divisíveis, eis que a ação civil pública presta-se tão somente para a defesa de interesses difusos ou coletivos; que a hipótese também não é de substituição processual eis que estas encontram-se expressamente previstas em rol da lei, do qual não consta a situação vertente, e, por último, que a ação direta de inconstitucionalidade não pode ser substituída pelo feito manejado com o fim proposto na exordial, tendo a Corte a quo negado provimento ao recurso nos termos da ementa retro transcrita. Com efeito, a jurisprudência desta Corte pacificou entendimento segundo o qual falece ao Ministério Público legitimidade ativa ad causam para deduzir em juízo pretensão de natureza tributária em defesa dos contribuintes, visando a questionar a constitucionalidade/legalidade de tributo. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes, in verbis: LEGITIMIDADE - MINISTÉRIO PÚBLICO - AÇÃO CIVIL PÚBLICA - TRIBUTO. Na dicção da ilustrada maioria, entendimento em relação ao qual guardo reservas, o Ministério Público não possui legitimidade para propor ação civil pública impugnando cobrança de tributo. Precedente: Recurso Extraordinário n 195.056-1/PR, relatado perante o Pleno pelo Ministro Carlos Velloso, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 17 de fevereiro de 1999. (Recurso Extraordinário 206781, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Segunda Turma, julgado em 06/02/2001, DJ 29- 06-2001 PP-00056 EMENT VOL-02037-04 PP-00874) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. MINISTÉRIO PÚBLICO. LEGITIMIDADE. QUESTIONAMENTO DA VALIDADE DE TRIBUTO. INTERESSE INDIVIDUAL PATRIMONIAL 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG E DISPONÍVEL. AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE. 1. O Ministério Público não tem legitimidade para defender interesse individual patrimonial e disponível de contribuinte, pelo questionamento da cobrança de tributo. 2. Situação que não se confunde com a discussão travada pelo Pleno desta Corte no Recurso Extraordinário 576.155-RG (rel. min. Ricardo Lewandowski, Pleno, julgamento em curso), cuja questão de fundo é se saber se o Ministério Público tem legitimidade para questionar a concessão de benefícios fiscais teoricamente contrários ao interesse público. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (AI 327013 AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 06/04/2010, DJe-076 DIVULG 29-04-2010 PUBLIC 30-04-2010 EMENT VOL-02399-07 PP-01430 RT v. 99, n. 898, 2010, p. 133-135) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. TRIBUTÁRIO. ILEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. 2. O Ministério Público não tem legitimidade para propor ação civil pública que verse sobre tributos. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 559985 AgR, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda Turma, julgado em 04/12/2007, DJe-018 DIVULG 31-01-2008 PUBLIC 01-02-2008 EMENT VOL- 02305-12 PP-02613) EMENTA: CONSTITUCIONAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA: MINISTÉRIO PÚBLICO: TRIBUTOS: LEGITIMIDADE. Lei 7.374/85, art. 1..., II, e art. 21, com a redação do art. 117 da Lei 8.078/90 (Código do Consumidor); Lei 8.625/93, art. 25 . C.F., artigos 127 e 129, III. I. - O Ministério Público não tem legitimidade para aforar ação civil pública para o fim de impugnar a cobrança de tributos 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG E DISPONÍVEL. AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE. 1. O Ministério Público não tem legitimidade para defender interesse individual patrimonial e disponível de contribuinte, pelo questionamento da cobrança de tributo. 2. Situação que não se confunde com a discussão travada pelo Pleno desta Corte no Recurso Extraordinário 576.155-RG (rel. min. Ricardo Lewandowski, Pleno, julgamento em curso), cuja questão de fundo é se saber se o Ministério Público tem legitimidade para questionar a concessão de benefícios fiscais teoricamente contrários ao interesse público. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (AI 327013 AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 06/04/2010, DJe-076 DIVULG 29-04-2010 PUBLIC 30-04-2010 EMENT VOL-02399-07 PP-01430 RT v. 99, n. 898, 2010, p. 133-135) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. TRIBUTÁRIO. ILEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. 2. O Ministério Público não tem legitimidade para propor ação civil pública que verse sobre tributos. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 559985 AgR, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda Turma, julgado em 04/12/2007, DJe-018 DIVULG 31-01-2008 PUBLIC 01-02-2008 EMENT VOL- 02305-12 PP-02613) EMENTA: CONSTITUCIONAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA: MINISTÉRIO PÚBLICO: TRIBUTOS: LEGITIMIDADE. Lei 7.374/85, art. 1..., II, e art. 21, com a redação do art. 117 da Lei 8.078/90 (Código do Consumidor); Lei 8.625/93, art. 25 . C.F., artigos 127 e 129, III. I. - O Ministério Público não tem legitimidade para aforar ação civil pública para o fim de impugnar a cobrança de tributos 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG ou para pleitear a sua restituição. É que, tratando-se de tributos, não há, entre o sujeito ativo (poder p úblico) e o sujeito passivo (contribuinte) relação de consumo, nem seria possível identificar o direito do contribuinte com "interesses sociais e individuais indisponíveis". (C.F., art. 127). II. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal: Recurso Extraordinário 195.056-PR, Ministro Carlos Velloso, Plenário, 09.12.99; Recurso Extraordinário 213.631-MG, Ministro Ilmar Galvão, Plenário, 09.12.99, RTJ 173/288. III. - Recurso Extraordinário conhecido e provido. Agravo não provido. (Recurso Extraordinário 248191 AgR, Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, julgado em 01/10/2002, DJ 25-10-2002 PP-00064 EMENT VOL-02088-03 PP-00567) EMENTA: MINISTÉRIO PÚBLICO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE RIO NOVO-MG. EXIGIBILIDADE IMPUGNADA POR MEIO DE AÇÃO PÚBLICA, SOB ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. ACÓRDÃO QUE CONCLUIU PELO SEU NÃO-CABIMENTO, SOB INVOCAÇÃO DOS ARTS. 102, I, a, E 125, § 2..., DA CONSTITUIÇÃO. Ausência de legitimação do Ministério Público para ações da espécie, por não configurada, no caso, a hipótese de interesses difusos, como tais considerados os pertencentes concomitantemente a todos e a cada um dos membros da sociedade, como um bem não individualizável ou divisível, mas, ao revés, interesses de grupo ou classe de pessoas, sujeitos passivos de uma exigência tributária cuja impugnação, por isso, só pode ser promovida por eles próprios, de forma individual ou coletiva. Recurso não conhecido. (Recurso Extraordinário 213631, Relator(a): Min. ILMAR GALVÃO, Tribunal Pleno, julgado em 09/12/1999, DJ 07-04-2000 PP-00069 EMENT VOL-01986-02 PP-00263 RTJ VOL-00173-01 PP-00288) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG ou para pleitear a sua restituição. É que, tratando-se de tributos, não há, entre o sujeito ativo (poder p úblico) e o sujeito passivo (contribuinte) relação de consumo, nem seria possível identificar o direito do contribuinte com "interesses sociais e individuais indisponíveis". (C.F., art. 127). II. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal: Recurso Extraordinário 195.056-PR, Ministro Carlos Velloso, Plenário, 09.12.99; Recurso Extraordinário 213.631-MG, Ministro Ilmar Galvão, Plenário, 09.12.99, RTJ 173/288. III. - Recurso Extraordinário conhecido e provido. Agravo não provido. (Recurso Extraordinário 248191 AgR, Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, julgado em 01/10/2002, DJ 25-10-2002 PP-00064 EMENT VOL-02088-03 PP-00567) EMENTA: MINISTÉRIO PÚBLICO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE RIO NOVO-MG. EXIGIBILIDADE IMPUGNADA POR MEIO DE AÇÃO PÚBLICA, SOB ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. ACÓRDÃO QUE CONCLUIU PELO SEU NÃO-CABIMENTO, SOB INVOCAÇÃO DOS ARTS. 102, I, a, E 125, § 2..., DA CONSTITUIÇÃO. Ausência de legitimação do Ministério Público para ações da espécie, por não configurada, no caso, a hipótese de interesses difusos, como tais considerados os pertencentes concomitantemente a todos e a cada um dos membros da sociedade, como um bem não individualizável ou divisível, mas, ao revés, interesses de grupo ou classe de pessoas, sujeitos passivos de uma exigência tributária cuja impugnação, por isso, só pode ser promovida por eles próprios, de forma individual ou coletiva. Recurso não conhecido. (Recurso Extraordinário 213631, Relator(a): Min. ILMAR GALVÃO, Tribunal Pleno, julgado em 09/12/1999, DJ 07-04-2000 PP-00069 EMENT VOL-01986-02 PP-00263 RTJ VOL-00173-01 PP-00288) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG Tenho, pois, que o tema constitucional versado nestes autos é relevante do ponto de vista econômico, político, social e jurídico, pois alcança uma quantidade significativa de ações em todo o país. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão geral e pela reafirmação da jurisprudência sobre o tema (art. 543-A, § 1..., do Código de Processo Civil c/c art. 322, parágrafo único do RISTF). Publique-se. Brasília, 2 de abril de 2013. Ministro Luiz Fux - Relator 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG Tenho, pois, que o tema constitucional versado nestes autos é relevante do ponto de vista econômico, político, social e jurídico, pois alcança uma quantidade significativa de ações em todo o país. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão geral e pela reafirmação da jurisprudência sobre o tema (art. 543-A, § 1..., do Código de Processo Civil c/c art. 322, parágrafo único do RISTF). Publique-se. Brasília, 2 de abril de 2013. Ministro Luiz Fux - Relator 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718402. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.294 MINAS GERAIS PRONUNCIAMENTO REPERCUSSÃO GERAL – INADEQUAÇÃO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário com Agravo n 694.294/MG, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 5 de abril de 2013. A Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, ao negar provimento à Apelação n 1.0572.03.002810-2/001, assentou a ilegitimidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública na qual se postula, em defesa dos contribuintes, a declaração de inconstitucionalidade de norma instituidora de tributo, bem como a restituição dos valores pagos. Segundo asseverou, a relação entre município e contribuintes não seria de consumo, mas jurídico-tributária, caracterizada pela individualidade dos vínculos. Observou que os interesses em questão revelam-se individuais homogêneos, identificáveis e divisíveis, estando a atuação do Ministério Público restrita aos difusos ou coletivos. Apontou a inadequação da via eleita para pleitear proclamação de inconstitucionalidade de lei com efeito contra todos. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. No extraordinário, protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais argui ofensa aos artigos 5..., inciso LIV, 93, inciso IX, 127, cabeça, e 129, inciso III, da Carta da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Supremo Tribunal Federal REPERCUSSÃO GERAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 694.294 MINAS GERAIS PRONUNCIAMENTO REPERCUSSÃO GERAL – INADEQUAÇÃO. 1. O Gabinete prestou as seguintes informações: Eis a síntese do que discutido no Recurso Extraordinário com Agravo n 694.294/MG, da relatoria do ministro Luiz Fux, inserido no sistema eletrônico da repercussão geral às 23 horas e 59 minutos do dia 5 de abril de 2013. A Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, ao negar provimento à Apelação n 1.0572.03.002810-2/001, assentou a ilegitimidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública na qual se postula, em defesa dos contribuintes, a declaração de inconstitucionalidade de norma instituidora de tributo, bem como a restituição dos valores pagos. Segundo asseverou, a relação entre município e contribuintes não seria de consumo, mas jurídico-tributária, caracterizada pela individualidade dos vínculos. Observou que os interesses em questão revelam-se individuais homogêneos, identificáveis e divisíveis, estando a atuação do Ministério Público restrita aos difusos ou coletivos. Apontou a inadequação da via eleita para pleitear proclamação de inconstitucionalidade de lei com efeito contra todos. Os embargos de declaração interpostos foram desprovidos. No extraordinário, protocolado com alegada base na alínea “a” do permissivo constitucional, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais argui ofensa aos artigos 5..., inciso LIV, 93, inciso IX, 127, cabeça, e 129, inciso III, da Carta da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG República. Sustenta, inicialmente, a omissão do Tribunal de origem, que, mesmo após a interposição dos embargos declaratórios para fins de prequestionamento, não teria analisado todas as matérias abordadas na apelação. Diz do caráter coletivo e da natureza pública e indisponível dos interesses defendidos na ação, cujos titulares estariam ligados à Fazenda Municipal devido a relação jurídica base. Aduz possuir o Supremo entendimento pacífico no sentido da possibilidade de formulação de pedido incidental de inconstitucionalidade na ação civil pública. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes, mostrando-se relevante do ponto de vista social e jurídico, pois versa inconstitucionalidade de tributo, bem como o alcance da atuação do Ministério Público em relação à defesa de direitos individuais homogêneos. O Município de Santa Bárbara, em contrarrazões, anota o acerto do ato impugnado e argumenta faltar legitimidade ao recorrente para buscar, mediante ação civil pública, a defesa de direitos individuais homogêneos. O extraordinário não foi admitido na origem. O recorrente interpôs agravo. Buscou a sequência do extraordinário e reiterou os argumentos constantes do recurso. O recorrido, na contraminuta, indica o acerto da decisão atacada. Destaco constar do incidente de repercussão geral questão relativa à reafirmação da jurisprudência do Supremo. Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG República. Sustenta, inicialmente, a omissão do Tribunal de origem, que, mesmo após a interposição dos embargos declaratórios para fins de prequestionamento, não teria analisado todas as matérias abordadas na apelação. Diz do caráter coletivo e da natureza pública e indisponível dos interesses defendidos na ação, cujos titulares estariam ligados à Fazenda Municipal devido a relação jurídica base. Aduz possuir o Supremo entendimento pacífico no sentido da possibilidade de formulação de pedido incidental de inconstitucionalidade na ação civil pública. Sob o ângulo da repercussão geral, afirma ultrapassar o tema o interesse subjetivo das partes, mostrando-se relevante do ponto de vista social e jurídico, pois versa inconstitucionalidade de tributo, bem como o alcance da atuação do Ministério Público em relação à defesa de direitos individuais homogêneos. O Município de Santa Bárbara, em contrarrazões, anota o acerto do ato impugnado e argumenta faltar legitimidade ao recorrente para buscar, mediante ação civil pública, a defesa de direitos individuais homogêneos. O extraordinário não foi admitido na origem. O recorrente interpôs agravo. Buscou a sequência do extraordinário e reiterou os argumentos constantes do recurso. O recorrido, na contraminuta, indica o acerto da decisão atacada. Destaco constar do incidente de repercussão geral questão relativa à reafirmação da jurisprudência do Supremo. Eis o pronunciamento do ministro Luiz Fux: 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. APELAÇÃO INTERPOSTA EM FACE DE SENTENÇA PROFERIDA EM SEDE DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA QUE DISCUTE MATÉRIA TRIBUTÁRIA (DIREITO DOS CONTRIBUINTES À RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS À TÍTULO DE TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA SUPOSTAMENTE INCONSTITUCIONAL). ILEGITIMIDADE ATIVA "AD CAUSAM" DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA, EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA, DEDUZIR PRETENSÃO RELATIVA À MATÉRIA TRIBUTÁRIA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. Decisão: Trata-se de agravo nos próprios autos interposto em face de decisão que não admitiu o recurso extraordinário interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, o qual negou provimento ao recurso de apelação manejado pelo ora recorrente em face de sentença proferida em sede de ação civil pública que extinguiu o processo sem resolução de mérito ao fundamento de que o autor carece de legitimidade ativa ad causam. O acórdão objurgado ostenta a seguinte ementa, in verbis: AÇÃO CIVIL PÚBLICA - TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E PEDIDO DE RESTITUIÇÃO - SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL IMPRÓPRIA - ILEGITIMIDADE AD CAUSAM. O Ministério Público não tem legitimidade para, via ação civil pública, requerer a declaração de inconstitucionalidade de norma que instituiu tributo municipal e requerer a restituição, aos contribuintes, dos valores por eles pagos. (fl. 273). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG DIREITO CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. APELAÇÃO INTERPOSTA EM FACE DE SENTENÇA PROFERIDA EM SEDE DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA QUE DISCUTE MATÉRIA TRIBUTÁRIA (DIREITO DOS CONTRIBUINTES À RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS À TÍTULO DE TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA SUPOSTAMENTE INCONSTITUCIONAL). ILEGITIMIDADE ATIVA "AD CAUSAM" DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA, EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA, DEDUZIR PRETENSÃO RELATIVA À MATÉRIA TRIBUTÁRIA. REAFIRMAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. Decisão: Trata-se de agravo nos próprios autos interposto em face de decisão que não admitiu o recurso extraordinário interposto pelo MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS, com fundamento no artigo 102, III, a, da Constituição Federal, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, o qual negou provimento ao recurso de apelação manejado pelo ora recorrente em face de sentença proferida em sede de ação civil pública que extinguiu o processo sem resolução de mérito ao fundamento de que o autor carece de legitimidade ativa ad causam. O acórdão objurgado ostenta a seguinte ementa, in verbis: AÇÃO CIVIL PÚBLICA - TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA - DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE E PEDIDO DE RESTITUIÇÃO - SUBSTITUIÇÃO PROCESSUAL IMPRÓPRIA - ILEGITIMIDADE AD CAUSAM. O Ministério Público não tem legitimidade para, via ação civil pública, requerer a declaração de inconstitucionalidade de norma que instituiu tributo municipal e requerer a restituição, aos contribuintes, dos valores por eles pagos. (fl. 273). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG No recurso extraordinário, o recorrente sustenta, preliminarmente, estar caracterizada a necessária repercussão geral e, no mérito, aponta como violados os artigos 5..., LIV, 93, IX, 127 e 129, III, da Constituição Federal. Sustenta, em síntese, que A ação civil pública, tal como presentemente concebida, destina-se a ser um dos mais importantes instrumentos de defesa de interesses difusos e coletivos, principalmente porque a ordem jurídica está evoluindo no sentido de buscar, por meio de ações coletivas, a solução para os conflitos de massa. Entretanto, lamentavelmente, interpretações equivocadas têm sido utilizadas para afastar a atuação ministerial, prejudicando, assim, o interesse da coletividade. Exemplo disso pode ser verificado no caso em tela. Entendeu-se que a ação civil pública não poderia ser manejada para a defesa dos direitos de uma categoria de pessoas que estão sendo lesadas com a cobrança inconstitucional do tributo. (fl. 317). Contrarrazões às fls. 345/352. É o breve relatório. Prima facie, sobreleva enfatizar que a questão debatida no presente recurso extraordinário não se confunde com a decidida no Recurso Extraordinário n 576.155/DF, de relatoria do Em. Ministro Ricardo Lewandowsky, Dje 01/08/2008, no qual se discutia a legitimidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública visando a anulação de acordo realizado entre contribuinte e poder público para pagamento de dívida tributária, ocasião em que o Pleno desta Corte reconheceu a repercussão geral da matéria em acórdão que produziu a seguinte ementa, verbis: LEGITIMIDADE. MINISTÉRIO PÚBLICO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. NULIDADE DE ACORDO PARA 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG No recurso extraordinário, o recorrente sustenta, preliminarmente, estar caracterizada a necessária repercussão geral e, no mérito, aponta como violados os artigos 5..., LIV, 93, IX, 127 e 129, III, da Constituição Federal. Sustenta, em síntese, que A ação civil pública, tal como presentemente concebida, destina-se a ser um dos mais importantes instrumentos de defesa de interesses difusos e coletivos, principalmente porque a ordem jurídica está evoluindo no sentido de buscar, por meio de ações coletivas, a solução para os conflitos de massa. Entretanto, lamentavelmente, interpretações equivocadas têm sido utilizadas para afastar a atuação ministerial, prejudicando, assim, o interesse da coletividade. Exemplo disso pode ser verificado no caso em tela. Entendeu-se que a ação civil pública não poderia ser manejada para a defesa dos direitos de uma categoria de pessoas que estão sendo lesadas com a cobrança inconstitucional do tributo. (fl. 317). Contrarrazões às fls. 345/352. É o breve relatório. Prima facie, sobreleva enfatizar que a questão debatida no presente recurso extraordinário não se confunde com a decidida no Recurso Extraordinário n 576.155/DF, de relatoria do Em. Ministro Ricardo Lewandowsky, Dje 01/08/2008, no qual se discutia a legitimidade do Ministério Público para ajuizar ação civil pública visando a anulação de acordo realizado entre contribuinte e poder público para pagamento de dívida tributária, ocasião em que o Pleno desta Corte reconheceu a repercussão geral da matéria em acórdão que produziu a seguinte ementa, verbis: LEGITIMIDADE. MINISTÉRIO PÚBLICO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. NULIDADE DE ACORDO PARA 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG PAGAMENTO DE DÉBITO TRIBUTÁRIO. DETRIMENTO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO E DA ORDEM TRIBUTÁRIA. REPERCUSÃO JURÍDICA. (Recurso Extraordinário 576155 RG, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 03/04/2008, DJe-142 DIVULG 31-07-2008 PUBLIC 01-08-2008 EMENT VOL-02326-09 PP-01832 ) Deveras, a matéria sub examine ilegitimidade ativa do Ministério Público para deduzir em juízo pretensão de natureza tributária em defesa dos contribuintes, visando a questionar a constitucionalidade/legalidade de tributo - há muito vem sendo objeto de discussão no âmbito deste Pretório Excelso, por isso, ressoa inequívoca a vocação para o pronunciamento definitivo deste Supremo Tribunal Federal quanto à existência de repercussão geral das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social e jurídico, que ultrapassam os interesses subjetivos da causa. In casu, o Ministério Público de Minas Gerais, por sua promotoria de Justiça oficiante na Comarca de Santa Bárbara, propôs contra o Município homônimo uma Ação Civil Pública de Responsabilidade por Cobrança Inconstitucional de Taxa de Iluminação Pública, exarando argumentos que, ao final, arrematou com os pedidos de (i) reconhecimento incidental da inconstitucionalidade das Leis Municipais ns 1146, de 09 de fevereiro de 2001 e Lei 998, de 14 de abril de 1997, em face do disposto no artigo 145, inciso II, § 2..., da Constituição Federal, bem como da afronta aos arts. 77 e 79, do Código Tributário Nacional; (ii) concessão de liminar para fazer cessar imediatamente a tal cobrança, com fixação de multa em caso de descumprimento; (iii) condenação da municipalidade à devolução aos contribuintes, de forma retroativa, dos valores cobrados, algo a ser feito via compensação nas contas posteriores. Acolhendo a preliminar eriçada pelo Município, o 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG PAGAMENTO DE DÉBITO TRIBUTÁRIO. DETRIMENTO DO PATRIMÔNIO PÚBLICO E DA ORDEM TRIBUTÁRIA. REPERCUSÃO JURÍDICA. (Recurso Extraordinário 576155 RG, Relator(a): Min. RICARDO LEWANDOWSKI, julgado em 03/04/2008, DJe-142 DIVULG 31-07-2008 PUBLIC 01-08-2008 EMENT VOL-02326-09 PP-01832 ) Deveras, a matéria sub examine ilegitimidade ativa do Ministério Público para deduzir em juízo pretensão de natureza tributária em defesa dos contribuintes, visando a questionar a constitucionalidade/legalidade de tributo - há muito vem sendo objeto de discussão no âmbito deste Pretório Excelso, por isso, ressoa inequívoca a vocação para o pronunciamento definitivo deste Supremo Tribunal Federal quanto à existência de repercussão geral das questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social e jurídico, que ultrapassam os interesses subjetivos da causa. In casu, o Ministério Público de Minas Gerais, por sua promotoria de Justiça oficiante na Comarca de Santa Bárbara, propôs contra o Município homônimo uma Ação Civil Pública de Responsabilidade por Cobrança Inconstitucional de Taxa de Iluminação Pública, exarando argumentos que, ao final, arrematou com os pedidos de (i) reconhecimento incidental da inconstitucionalidade das Leis Municipais ns 1146, de 09 de fevereiro de 2001 e Lei 998, de 14 de abril de 1997, em face do disposto no artigo 145, inciso II, § 2..., da Constituição Federal, bem como da afronta aos arts. 77 e 79, do Código Tributário Nacional; (ii) concessão de liminar para fazer cessar imediatamente a tal cobrança, com fixação de multa em caso de descumprimento; (iii) condenação da municipalidade à devolução aos contribuintes, de forma retroativa, dos valores cobrados, algo a ser feito via compensação nas contas posteriores. Acolhendo a preliminar eriçada pelo Município, o 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG Juízo Singular extinguiu o feito sem resolução de mérito, ao fundamento de que o autor carecia de legitimidade ativa para requerer tanto a suspensão da cobrança, quanto a devolução dos valores até então pagos pelos munícipes. Irresignado, o órgão ministerial manejou recurso de apelação, alegando que pretendia com o seu feito realizar o controle difuso de constitucionalidade das referidas leis municipais que instituíram a cobrança da taxa de iluminação pública e, bem assim, condenar o parquet a repetir o indébito, porquanto trata-se de direitos individuais homogêneos. Segundo ele, a partir da relação de consumo que se estabeleceu nos termos do Código de Defesa do Consumidor, a sua legitimidade decorre a teor do que dispõe a Lei n 7.347/85. Decorre também do texto Constitucional, enquanto atribui a ele a legitimidade para a defesa de interesses coletivos e difusos e que, por último, a inconstitucionalidade suscitada é questão prejudicial ao pedido da repetição do indébito tributário. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais entendeu que a relação estabelecida entre o Município de Santa Bárbara e os contribuintes não é de consumo, mas, tão somente, jurídico-tributária, sem quebra da individualidade de cada um destes; que o Medida Provisória não tem legitimidade para a defesa de direitos individuais homogêneos identificáveis e divisíveis, eis que a ação civil pública presta-se tão somente para a defesa de interesses difusos ou coletivos; que a hipótese também não é de substituição processual eis que estas encontram-se expressamente previstas em rol da lei, do qual não consta a situação vertente, e, por último, que a ação direta de inconstitucionalidade não pode ser substituída pelo feito manejado com o fim proposto na exordial, tendo a Corte a quo negado provimento ao recurso nos termos da ementa retro transcrita. Com efeito, a jurisprudência desta Corte pacificou entendimento segundo o qual falece ao Ministério Público 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG Juízo Singular extinguiu o feito sem resolução de mérito, ao fundamento de que o autor carecia de legitimidade ativa para requerer tanto a suspensão da cobrança, quanto a devolução dos valores até então pagos pelos munícipes. Irresignado, o órgão ministerial manejou recurso de apelação, alegando que pretendia com o seu feito realizar o controle difuso de constitucionalidade das referidas leis municipais que instituíram a cobrança da taxa de iluminação pública e, bem assim, condenar o parquet a repetir o indébito, porquanto trata-se de direitos individuais homogêneos. Segundo ele, a partir da relação de consumo que se estabeleceu nos termos do Código de Defesa do Consumidor, a sua legitimidade decorre a teor do que dispõe a Lei n 7.347/85. Decorre também do texto Constitucional, enquanto atribui a ele a legitimidade para a defesa de interesses coletivos e difusos e que, por último, a inconstitucionalidade suscitada é questão prejudicial ao pedido da repetição do indébito tributário. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais entendeu que a relação estabelecida entre o Município de Santa Bárbara e os contribuintes não é de consumo, mas, tão somente, jurídico-tributária, sem quebra da individualidade de cada um destes; que o Medida Provisória não tem legitimidade para a defesa de direitos individuais homogêneos identificáveis e divisíveis, eis que a ação civil pública presta-se tão somente para a defesa de interesses difusos ou coletivos; que a hipótese também não é de substituição processual eis que estas encontram-se expressamente previstas em rol da lei, do qual não consta a situação vertente, e, por último, que a ação direta de inconstitucionalidade não pode ser substituída pelo feito manejado com o fim proposto na exordial, tendo a Corte a quo negado provimento ao recurso nos termos da ementa retro transcrita. Com efeito, a jurisprudência desta Corte pacificou entendimento segundo o qual falece ao Ministério Público 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG legitimidade ativa ad causam para deduzir em juízo pretensão de natureza tributária em defesa dos contribuintes, visando a questionar a constitucionalidade/legalidade de tributo. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes, in verbis: LEGITIMIDADE - MINISTÉRIO PÚBLICO - AÇÃO CIVIL PÚBLICA - TRIBUTO. Na dicção da ilustrada maioria, entendimento em relação ao qual guardo reservas, o Ministério Público não possui legitimidade para propor ação civil pública impugnando cobrança de tributo. Precedente: Recurso Extraordinário n 195.056- 1/PR, relatado perante o Pleno pelo Ministro Carlos Velloso, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 17 de fevereiro de 1999. (Recurso Extraordinário 206781, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Segunda Turma, julgado em 06/02/2001, DJ 29- 06-2001 PP-00056 EMENT VOL-02037-04 PP-00874) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. MINISTÉRIO PÚBLICO. LEGITIMIDADE. QUESTIONAMENTO DA VALIDADE DE TRIBUTO. INTERESSE INDIVIDUAL PATRIMONIAL E DISPONÍVEL. AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE. 1. O Ministério Público não tem legitimidade para defender interesse individual patrimonial e disponível de contribuinte, pelo questionamento da cobrança de tributo. 2. Situação que não se confunde com a discussão travada pelo Pleno desta Corte no Recurso Extraordinário 576.155-RG (rel. min. Ricardo Lewandowski, Pleno, julgamento em curso), cuja questão de fundo é se saber se o Ministério Público tem legitimidade para questionar a concessão de benefícios fiscais teoricamente contrários ao interesse público. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (AI 327013 AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 06/04/2010, DJe-076 DIVULG 29-04-2010 PUBLIC 30-04-2010 EMENT VOL-02399-07 PP- 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG legitimidade ativa ad causam para deduzir em juízo pretensão de natureza tributária em defesa dos contribuintes, visando a questionar a constitucionalidade/legalidade de tributo. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes, in verbis: LEGITIMIDADE - MINISTÉRIO PÚBLICO - AÇÃO CIVIL PÚBLICA - TRIBUTO. Na dicção da ilustrada maioria, entendimento em relação ao qual guardo reservas, o Ministério Público não possui legitimidade para propor ação civil pública impugnando cobrança de tributo. Precedente: Recurso Extraordinário n 195.056- 1/PR, relatado perante o Pleno pelo Ministro Carlos Velloso, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 17 de fevereiro de 1999. (Recurso Extraordinário 206781, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Segunda Turma, julgado em 06/02/2001, DJ 29- 06-2001 PP-00056 EMENT VOL-02037-04 PP-00874) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. MINISTÉRIO PÚBLICO. LEGITIMIDADE. QUESTIONAMENTO DA VALIDADE DE TRIBUTO. INTERESSE INDIVIDUAL PATRIMONIAL E DISPONÍVEL. AUSÊNCIA DE LEGITIMIDADE. 1. O Ministério Público não tem legitimidade para defender interesse individual patrimonial e disponível de contribuinte, pelo questionamento da cobrança de tributo. 2. Situação que não se confunde com a discussão travada pelo Pleno desta Corte no Recurso Extraordinário 576.155-RG (rel. min. Ricardo Lewandowski, Pleno, julgamento em curso), cuja questão de fundo é se saber se o Ministério Público tem legitimidade para questionar a concessão de benefícios fiscais teoricamente contrários ao interesse público. Agravo regimental ao qual se nega provimento. (AI 327013 AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, julgado em 06/04/2010, DJe-076 DIVULG 29-04-2010 PUBLIC 30-04-2010 EMENT VOL-02399-07 PP- 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG 01430 RT v. 99, n. 898, 2010, p. 133-135) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. TRIBUTÁRIO. ILEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. 2. O Ministério Público não tem legitimidade para propor ação civil pública que verse sobre tributos. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 559985 AgR, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda Turma, julgado em 04/12/2007, DJe-018 DIVULG 31-01-2008 PUBLIC 01-02-2008 EMENT VOL- 02305-12 PP-02613) EMENTA: CONSTITUCIONAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA: MINISTÉRIO PÚBLICO: TRIBUTOS: LEGITIMIDADE. Lei 7.374/85, art. 1..., II, e art. 21, com a redação do art. 117 da Lei 8.078/90 (Código do Consumidor); Lei 8.625/93, art. 25 . C.F., artigos 127 e 129, III. I. - O Ministério Público não tem legitimidade para aforar ação civil pública para o fim de impugnar a cobrança de tributos ou para pleitear a sua restituição. É que, tratando-se de tributos, não há, entre o sujeito ativo (poder p úblico) e o sujeito passivo (contribuinte) relação de consumo, nem seria possível identificar o direito do contribuinte com "interesses sociais e individuais indisponíveis". (C.F., art. 127). II. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal: Recurso Extraordinário 195.056-PR, Ministro Carlos Velloso, Plenário, 09.12.99; Recurso Extraordinário 213.631-MG, Ministro Ilmar Galvão, Plenário, 09.12.99, RTJ 173/288. III. - Recurso Extraordinário conhecido e provido. Agravo não provido. (Recurso Extraordinário 248191 AgR, Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, julgado em 01/10/2002, DJ 25- 10-2002 PP-00064 EMENT VOL-02088-03 PP-00567) EMENTA: MINISTÉRIO PÚBLICO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE RIO NOVO-MG. EXIGIBILIDADE 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG 01430 RT v. 99, n. 898, 2010, p. 133-135) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. TRIBUTÁRIO. ILEGITIMIDADE DO MINISTÉRIO PÚBLICO. 2. O Ministério Público não tem legitimidade para propor ação civil pública que verse sobre tributos. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário 559985 AgR, Relator(a): Min. EROS GRAU, Segunda Turma, julgado em 04/12/2007, DJe-018 DIVULG 31-01-2008 PUBLIC 01-02-2008 EMENT VOL- 02305-12 PP-02613) EMENTA: CONSTITUCIONAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA: MINISTÉRIO PÚBLICO: TRIBUTOS: LEGITIMIDADE. Lei 7.374/85, art. 1..., II, e art. 21, com a redação do art. 117 da Lei 8.078/90 (Código do Consumidor); Lei 8.625/93, art. 25 . C.F., artigos 127 e 129, III. I. - O Ministério Público não tem legitimidade para aforar ação civil pública para o fim de impugnar a cobrança de tributos ou para pleitear a sua restituição. É que, tratando-se de tributos, não há, entre o sujeito ativo (poder p úblico) e o sujeito passivo (contribuinte) relação de consumo, nem seria possível identificar o direito do contribuinte com "interesses sociais e individuais indisponíveis". (C.F., art. 127). II. - Precedentes do Supremo Tribunal Federal: Recurso Extraordinário 195.056-PR, Ministro Carlos Velloso, Plenário, 09.12.99; Recurso Extraordinário 213.631-MG, Ministro Ilmar Galvão, Plenário, 09.12.99, RTJ 173/288. III. - Recurso Extraordinário conhecido e provido. Agravo não provido. (Recurso Extraordinário 248191 AgR, Relator(a): Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, julgado em 01/10/2002, DJ 25- 10-2002 PP-00064 EMENT VOL-02088-03 PP-00567) EMENTA: MINISTÉRIO PÚBLICO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. TAXA DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA DO MUNICÍPIO DE RIO NOVO-MG. EXIGIBILIDADE 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG IMPUGNADA POR MEIO DE AÇÃO PÚBLICA, SOB ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. ACÓRDÃO QUE CONCLUIU PELO SEU NÃO- CABIMENTO, SOB INVOCAÇÃO DOS ARTS. 102, I, a, E 125, § 2..., DA CONSTITUIÇÃO. Ausência de legitimação do Ministério Público para ações da espécie, por não configurada, no caso, a hipótese de interesses difusos, como tais considerados os pertencentes concomitantemente a todos e a cada um dos membros da sociedade, como um bem não individualizável ou divisível, mas, ao revés, interesses de grupo ou classe de pessoas, sujeitos passivos de uma exigência tributária cuja impugnação, por isso, só pode ser promovida por eles próprios, de forma individual ou coletiva. Recurso não conhecido. (Recurso Extraordinário 213631, Relator(a): Min. ILMAR GALVÃO, Tribunal Pleno, julgado em 09/12/1999, DJ 07-04-2000 PP- 00069 EMENT VOL-01986-02 PP-00263 RTJ VOL-00173-01 PP-00288) Tenho, pois, que o tema constitucional versado nestes autos é relevante do ponto de vista econômico, político, social e jurídico, pois alcança uma quantidade significativa de ações em todo o país. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão geral e pela reafirmação da jurisprudência sobre o tema (art. 543-A, § 1..., do Código de Processo Civil c/c art. 322, parágrafo único do RISTF). Publique-se. Brasília, 2 de abril de 2013. Ministro Luiz Fux - Relator 2. O instituto da repercussão geral refere-se ao recurso extraordinário, a teor do disposto no artigo 102, § 3..., da Constituição Federal: § 3... No recurso extraordinário, o recorrente deverá 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG IMPUGNADA POR MEIO DE AÇÃO PÚBLICA, SOB ALEGAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE. ACÓRDÃO QUE CONCLUIU PELO SEU NÃO- CABIMENTO, SOB INVOCAÇÃO DOS ARTS. 102, I, a, E 125, § 2..., DA CONSTITUIÇÃO. Ausência de legitimação do Ministério Público para ações da espécie, por não configurada, no caso, a hipótese de interesses difusos, como tais considerados os pertencentes concomitantemente a todos e a cada um dos membros da sociedade, como um bem não individualizável ou divisível, mas, ao revés, interesses de grupo ou classe de pessoas, sujeitos passivos de uma exigência tributária cuja impugnação, por isso, só pode ser promovida por eles próprios, de forma individual ou coletiva. Recurso não conhecido. (Recurso Extraordinário 213631, Relator(a): Min. ILMAR GALVÃO, Tribunal Pleno, julgado em 09/12/1999, DJ 07-04-2000 PP- 00069 EMENT VOL-01986-02 PP-00263 RTJ VOL-00173-01 PP-00288) Tenho, pois, que o tema constitucional versado nestes autos é relevante do ponto de vista econômico, político, social e jurídico, pois alcança uma quantidade significativa de ações em todo o país. Ex positis, manifesto-me pela existência de repercussão geral e pela reafirmação da jurisprudência sobre o tema (art. 543-A, § 1..., do Código de Processo Civil c/c art. 322, parágrafo único do RISTF). Publique-se. Brasília, 2 de abril de 2013. Ministro Luiz Fux - Relator 2. O instituto da repercussão geral refere-se ao recurso extraordinário, a teor do disposto no artigo 102, § 3..., da Constituição Federal: § 3... No recurso extraordinário, o recorrente deverá 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Manifestação sobre a Repercussão Geral ARE 694294 RG / MG demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros. No caso concreto, o extraordinário do Ministério Público do Estado de Minas Gerais teve sequência indeferida, no Tribunal local, mediante decisão que desafiou o agravo de instrumento. O relator, ministro Luiz Fux, sem manifestar-se quanto a este, procedeu à inserção do extraordinário, que, juridicamente, continua na origem, no denominado Plenário Virtual. O Direito, orgânico e dinâmico, possui princípios, institutos, expressões e vocábulos com sentido próprio. A observância revela segurança jurídica. 3. Manifesto-me no sentido da inadequação da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 24 de abril de 2013. Ministro MARCO AURÉLIO 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Supremo Tribunal Federal ARE 694294 RG / MG demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros. No caso concreto, o extraordinário do Ministério Público do Estado de Minas Gerais teve sequência indeferida, no Tribunal local, mediante decisão que desafiou o agravo de instrumento. O relator, ministro Luiz Fux, sem manifestar-se quanto a este, procedeu à inserção do extraordinário, que, juridicamente, continua na origem, no denominado Plenário Virtual. O Direito, orgânico e dinâmico, possui princípios, institutos, expressões e vocábulos com sentido próprio. A observância revela segurança jurídica. 3. Manifesto-me no sentido da inadequação da repercussão geral. 4. À Assessoria, para acompanhar a tramitação do incidente. 5. Publiquem. Brasília – residência –, 24 de abril de 2013. Ministro MARCO AURÉLIO 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3701294. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 694294 RG / MG", "ARE 694294 RG /", "ARE 694294 RG / MG", "Recurso Extraordinário n 576 . 155 / DF", "ARE 694294 RG / MG", "Recurso Extraordinário n 576 . 155 / DF", "ARE 694294 RG / MG", "Recurso Extraordinário 576155 RG", "ARE 694294 RG / MG", "Recurso Extraordinário 576155 RG", "ARE 694294 RG / MG", "ARE 694294 RG / MG", "ARE 694294 RG / MG", "Recurso Extraordinário n 195 . 056 - 1 / PR", "Recurso Extraordinário 206781", "Recurso Extraordinário n 195 . 056 - 1 / PR", "Recurso Extraordinário 206781", "ARE 694294 RG / MG", "Recurso Extraordinário 576 . 155 - RG", "AI 327013 AgR", "Recurso Extraordinário 559985 AgR", "ARE 694294 RG / MG", "Recurso Extraordinário 576 . 155 - RG", "AI 327013 AgR", "Recurso Extraordinário 559985 AgR", "ARE 694294 RG / MG", "Recurso Extraordinário 195 . 056 - PR", "Recurso Extraordinário 213 . 631 -", "Recurso Extraordinário 248191 AgR", "Recurso Extraordinário 213631", "ARE 694294 RG / MG", "Recurso Extraordinário 195 . 056 - PR", "Recurso Extraordinário 213 . 631 - MG", "Recurso Extraordinário 248191 AgR", "Recurso Extraordinário 213631", "Recurso Extraordinário com Agravo n 694 . 294 / MG", "Apelação n 1 . 0572 . 03 . 002810 - 2 / 001", "Recurso Extraordinário com Agravo n 694 . 294 / MG", "Apelação n 1 . 0572 . 03 . 002810 - 2 / 001", "ARE 694294 RG / MG", "ARE 694294 RG / MG", "ARE 694294", "ARE 694294 RG /", "ARE 694294 RG / MG", "Recurso Extraordinário n 576 . 155 / DF", "ARE 694294 RG / MG", "Recurso Extraordinário n 576 . 155 / DF", "ARE 694294 RG / MG", "Recurso Extraordinário 576155 RG", "ARE 694294 RG / MG", "Recurso Extraordinário 576155 RG", "ARE 694294 RG / MG", "ARE 694294 RG / MG", "ARE 694294 RG / MG", "Recurso Extraordinário n 195 . 056 - 1 / PR", "Recurso Extraordinário 206781", "Recurso Extraordinário 576 . 155 - RG", "AI 327013 AgR", "ARE 694294 RG / MG", "Recurso Extraordinário n 195 . 056 - 1 / PR", "Recurso Extraordinário 206781", "Recurso Extraordinário 576 . 155 - RG", "AI 327013 AgR", "ARE 694294 RG / MG 01430 RT", "Recurso Extraordinário 559985 AgR", "Recurso Extraordinário 195 . 056 - PR", "Recurso Extraordinário 213 . 631 - MG", "Recurso Extraordinário 248191 AgR", "ARE 694294 RG", "Recurso Extraordinário 559985 AgR", "Recurso Extraordinário 195 . 056 - PR", "Recurso Extraordinário 213 . 631 - MG", "Recurso Extraordinário 248191 AgR", "ARE 694294 RG / MG", "Recurso Extraordinário 213631", "ARE 694294 RG / MG", "Recurso Extraordinário 213631", "ARE 694294 RG / MG", "ARE 694294 RG / MG" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , III , a , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , III , a , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , LIV , 93 , IX , 127 e 129 , III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 5 . . . , LIV , 93 , IX , 127 e 129 , III , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis Municipais ns 1146", "Lei 998", "artigo 145 , inciso II , § 2 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis Municipais ns 1146", "Lei 998", "artigo 145 , inciso II , § 2 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 77 e 79 , do Código Tributário Nacional", "Código de Defesa do Consumidor", "Lei n 7 . 347 / 85", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 77 e 79 , do Código Tributário Nacional", "Código de Defesa do Consumidor", "Lei n 7 . 347 / 85", "Constitucional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 7 . 374 / 85 , art", ".", "117 da Lei 8 .", "Código do", "Lei 8 . 625 / 93 , art . 25 . 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"2008", "01", "-", "02", "-", "2008", "09", ".", "12", ".", "99", "09", ".", "12", ".", "99", "01", "/", "10", "/", "2002", "25", "-", "10", "-", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "2010", "04", "/", "12", "/", "2007", "31", "-", "01", "-", "2008", "01", "-", "02", "-", "2008", "09", ".", "12", ".", "99", "09", ".", "12", ".", "99", "01", "/", "10", "/", "2002", "25", "-", "10", "-", "2002", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "1999", "07", "-", "04", "-", "2000", "2 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "09", "/", "12", "/", "1999", "07", "-", "04", "-", "2000", "2 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/04/2013 PLENÁRIO REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.023 ACRE RELATORA : MIN. ROSA WEBER AUTOR(A/S)(ES) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE RÉU(É)(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PRESCRIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TUTELA ANTECIPADA DEFERIDA. REFERENDO DO PLENÁRIO. ART. 21, V, DO RISTF. Autuação do Estado-autor pelo não recolhimento de contribuições previdenciárias sobre a remuneração de servidores públicos extranumerários ou transpostos, submetidos ao regime jurídico único pela Lei Complementar Estadual 39/1994. Deferido o pedido de antecipação da tutela formulado pelo Estado para determinar a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, diante da plausibilidade jurídica da alegação de prescrição, bem como das peculiaridades do caso, em que uma pessoa constitucional, albergada pela cláusula pétrea da imunidade tributária recíproca frente à incidência de impostos (art. 150, VI, a, da CF), está sofrendo restrições ao regular desempenho das suas funções típicas, essenciais a toda a população, em decorrência de um débito de duvidosa legitimidade jurídica. Referendada a decisão concessiva da tutela antecipada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto da Relatora, em referendar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964310. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão ACO 2023 TA-REF / AC concessão da tutela antecipada. Votou o Presidente. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964310. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC concessão da tutela antecipada. Votou o Presidente. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 25/04/2013 PLENÁRIO REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.023 ACRE RELATORA : MIN. ROSA WEBER AUTOR(A/S)(ES) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE RÉU(É)(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Com fundamento no artigo 21, V, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, proferi decisão concessiva da tutela antecipada requerida nesta ação cível originária, nos seguintes termos: “Vistos etc. Trata-se de ação cível originária, com pedido de liminar, ajuizada pelo Estado do Acre/Secretaria da Saúde contra a União, em que almeja a desconstituição dos créditos previdenciários lançados por meio da NFLD 35.752.782-8, representando o valor de R$ 473.419,40 (quatrocentos e setenta e três mil, quatrocentos e dezenove reais e quarenta centavos), referente às competências 09/1997 a 13/1998. Essa NFLD se originou da subdivisão da NFLD 35.412.951-1, relativa às contribuições sociais incidentes sobre a folha de pagamento de servidores do Estado, no período de 05/1991 a 13/1998. Afirma o autor que o Instituto Nacional do Serviço Social – INSS, ao proceder em 04.9.2002 a “levantamento fiscal junto à Secretaria de Saúde e Saneamento do Estado do Acre, relativo ao período de 05/1991 a 13/1998”, constituiu o débito concernente às contribuições sociais sobre a folha de pagamento dos servidores públicos. Contra o lançamento desse crédito, o Estado apresentou impugnação e, como não alcançou êxito, ajuizou Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.023 ACRE RELATORA : MIN. ROSA WEBER AUTOR(A/S)(ES) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE RÉU(É)(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Com fundamento no artigo 21, V, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, proferi decisão concessiva da tutela antecipada requerida nesta ação cível originária, nos seguintes termos: “Vistos etc. Trata-se de ação cível originária, com pedido de liminar, ajuizada pelo Estado do Acre/Secretaria da Saúde contra a União, em que almeja a desconstituição dos créditos previdenciários lançados por meio da NFLD 35.752.782-8, representando o valor de R$ 473.419,40 (quatrocentos e setenta e três mil, quatrocentos e dezenove reais e quarenta centavos), referente às competências 09/1997 a 13/1998. Essa NFLD se originou da subdivisão da NFLD 35.412.951-1, relativa às contribuições sociais incidentes sobre a folha de pagamento de servidores do Estado, no período de 05/1991 a 13/1998. Afirma o autor que o Instituto Nacional do Serviço Social – INSS, ao proceder em 04.9.2002 a “levantamento fiscal junto à Secretaria de Saúde e Saneamento do Estado do Acre, relativo ao período de 05/1991 a 13/1998”, constituiu o débito concernente às contribuições sociais sobre a folha de pagamento dos servidores públicos. Contra o lançamento desse crédito, o Estado apresentou impugnação e, como não alcançou êxito, ajuizou Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC ação anulatória, alegando decadência dos créditos alusivos à NFLD 35.412.951-1, referentes às competências 05/1991 a 13/1998, bem como ilegalidade da incidência da taxa Selic sobre os créditos tributários constituídos antes de janeiro de 1996. O Juízo da 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Acre acolheu parcialmente o pedido para que seja aplicada exclusivamente a Selic, como taxa de juros. Em face dessa sentença, o Estado manejou recurso de apelação, objetivando o reconhecimento da “decadência do direito da Fazenda Nacional constituir os créditos previdenciários relativos às competências anteriores a setembro/1997” (pet. inicial, fl. 4). Paralelamente, ingressou com ação cautelar incidental “com propósito de obstar o INSS de iniciar o processo de execução” (fl. 5). Ressalta a decisão administrativa sobrevinda em 07.3.2012, em que a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Rio Branco extinguiu os créditos anteriores a setembro/1997, contidos na NFLD 35.752.782-8, pela decadência, suprimindo o objeto da apelação do Estado. Eis a conclusão do Despacho Decisório da RFB: “Deve-se reconhecer, por conseqüência, que as competências anteriores a SET/1997 foram de fato fulminadas pela decadência, nos termos da Súmula Vinculante nº 08 STF” (fl. 5). Consoante afirma, remanescem para o Estado do Acre os débitos alusivos às competências 09/1997 a 13/1998, não atingidos pela decadência e não impugnados na via recursal, mas fulminados pela prescrição, invocada como fundamento central da presente ação: “Importa para efeito de reconhecimento da prescrição das contribuições previdenciárias lançadas na NFLD 35.752.782-8 no período compreendido entre 09/1997 a 13/1998 fixar a premissa de que o Recurso de Apelação interposto pelo Estado do Acre nos autos da Ação Anulatória nº 2005.30.00.000668-0 não impedia a União de promover a respectiva ação executória dentro do lustro estabelecido no art. 174 do CTN, mormente porque 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC ação anulatória, alegando decadência dos créditos alusivos à NFLD 35.412.951-1, referentes às competências 05/1991 a 13/1998, bem como ilegalidade da incidência da taxa Selic sobre os créditos tributários constituídos antes de janeiro de 1996. O Juízo da 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Acre acolheu parcialmente o pedido para que seja aplicada exclusivamente a Selic, como taxa de juros. Em face dessa sentença, o Estado manejou recurso de apelação, objetivando o reconhecimento da “decadência do direito da Fazenda Nacional constituir os créditos previdenciários relativos às competências anteriores a setembro/1997” (pet. inicial, fl. 4). Paralelamente, ingressou com ação cautelar incidental “com propósito de obstar o INSS de iniciar o processo de execução” (fl. 5). Ressalta a decisão administrativa sobrevinda em 07.3.2012, em que a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Rio Branco extinguiu os créditos anteriores a setembro/1997, contidos na NFLD 35.752.782-8, pela decadência, suprimindo o objeto da apelação do Estado. Eis a conclusão do Despacho Decisório da RFB: “Deve-se reconhecer, por conseqüência, que as competências anteriores a SET/1997 foram de fato fulminadas pela decadência, nos termos da Súmula Vinculante nº 08 STF” (fl. 5). Consoante afirma, remanescem para o Estado do Acre os débitos alusivos às competências 09/1997 a 13/1998, não atingidos pela decadência e não impugnados na via recursal, mas fulminados pela prescrição, invocada como fundamento central da presente ação: “Importa para efeito de reconhecimento da prescrição das contribuições previdenciárias lançadas na NFLD 35.752.782-8 no período compreendido entre 09/1997 a 13/1998 fixar a premissa de que o Recurso de Apelação interposto pelo Estado do Acre nos autos da Ação Anulatória nº 2005.30.00.000668-0 não impedia a União de promover a respectiva ação executória dentro do lustro estabelecido no art. 174 do CTN, mormente porque 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC o Estado na apelação se limitou a impugnar exclusivamente a parte da sentença que diz respeito às competências previdenciárias anteriores ao mês de set/1997, conformando-se assim com o teor do julgado relativo às competências 09/1997 a 13/1998, de sorte que esta parte da sentença restou atingida pela preclusão lógica e consumativa, com o respectivo trânsito em julgado, nos termos do art. 467 e seguintes do CPC” (pet. inicial, fl. 6) Salienta que, como não houve, no ponto, apelação por parte da União, tampouco reexame necessário, tendo em vista o plano horizontal do recurso, a matéria devolvida ao órgão superior se restringiu àquela impugnada (fl. 8). Destarte, “interposto recurso de apenas um capítulo da sentença, os outros transitarão em julgado formal e materialmente assim que findar o prazo de interposição de recursos contra eles oponíveis, tornando-se assim imutáveis” (fls. 9-10), exsurgindo, por força de preclusão consumativa, o trânsito em julgado do questionamento atinente à liquidez e à certeza dos créditos do período de 09/1997 a 13/1998. Segundo a inicial, tal situação evidencia que a União deixou transcorrer o prazo quinquenal, previsto no art. 174 do CTN, para a cobrança judicial das contribuições sociais atinentes às competências set/1997 a 13/1998, notadamente porque não configuradas hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito (CTN, art. 151) ou causas interruptivas do prazo prescricional (CTN, art. 174, parágrafo único, I, II, III e IV). Quanto ao mérito do lançamento fiscal, sustenta que, com base na autorização da Constituição Federal para os entes federados instituírem regime jurídico estatutário ou contratual de seus servidores, o Estado do Acre optou pelo regime estatutário, mediante a edição da Lei Complementar Estadual 39/1994. Portanto, à época dos fatos geradores das contribuições previdenciárias reclamadas (09/1997 a 13/1998), os servidores acrianos já estavam submetidos ao regime estatutário da LC 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC o Estado na apelação se limitou a impugnar exclusivamente a parte da sentença que diz respeito às competências previdenciárias anteriores ao mês de set/1997, conformando-se assim com o teor do julgado relativo às competências 09/1997 a 13/1998, de sorte que esta parte da sentença restou atingida pela preclusão lógica e consumativa, com o respectivo trânsito em julgado, nos termos do art. 467 e seguintes do CPC” (pet. inicial, fl. 6) Salienta que, como não houve, no ponto, apelação por parte da União, tampouco reexame necessário, tendo em vista o plano horizontal do recurso, a matéria devolvida ao órgão superior se restringiu àquela impugnada (fl. 8). Destarte, “interposto recurso de apenas um capítulo da sentença, os outros transitarão em julgado formal e materialmente assim que findar o prazo de interposição de recursos contra eles oponíveis, tornando-se assim imutáveis” (fls. 9-10), exsurgindo, por força de preclusão consumativa, o trânsito em julgado do questionamento atinente à liquidez e à certeza dos créditos do período de 09/1997 a 13/1998. Segundo a inicial, tal situação evidencia que a União deixou transcorrer o prazo quinquenal, previsto no art. 174 do CTN, para a cobrança judicial das contribuições sociais atinentes às competências set/1997 a 13/1998, notadamente porque não configuradas hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito (CTN, art. 151) ou causas interruptivas do prazo prescricional (CTN, art. 174, parágrafo único, I, II, III e IV). Quanto ao mérito do lançamento fiscal, sustenta que, com base na autorização da Constituição Federal para os entes federados instituírem regime jurídico estatutário ou contratual de seus servidores, o Estado do Acre optou pelo regime estatutário, mediante a edição da Lei Complementar Estadual 39/1994. Portanto, à época dos fatos geradores das contribuições previdenciárias reclamadas (09/1997 a 13/1998), os servidores acrianos já estavam submetidos ao regime estatutário da LC 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC 39/1994, que, a exemplo da Lei Federal 8.112/1990, estabeleceu no art. 236 o Sistema Previdenciário Próprio, “de modo que a partir da vigência da LC 39/94 (01.01.94) os servidores antes celetistas transmudaram do Regime de Previdência Geral (INSS) para a Previdência do Estado do Acre” (fls. 17-8). Por conseguinte, os servidores da Secretaria de Estado de Saúde e Saneamento do Estado do Acre vinculam-se ao regime estatutário estadual, não se enquadrando no conceito de empregados, nos termos do art. 12, I, da Lei 8.212/1991. Impõe-se, por tal razão, a extinção do crédito tributário constante da NFLD 35.752.782-8. O autor aponta, outrossim, a necessidade de antecipação da tutela para impedir a inscrição de seu nome nos cadastros de inadimplência da União (CADIN), bem como para suspender a exigibilidade dos aludidos créditos previdenciários relativos às competências 09/1997 a 13/1998 (NFLD 35.752.782-8), assegurando a obtenção de certidão de regularidade fiscal até decisão final, sob o seguinte fundamento: “(...) qualquer ato de inclusão do Estado do Acre nos Cadastros SIAF/CAUC/CADIN ou outros criados pela União, que impeça esta Unidade Federativa de obter Certidão de Regularidade Fiscal para receber repasses financeiros, celebrar convênios e realizar operações de crédito, violam frontalmente o princípio da proporcionalidade e razoabilidade, verificando-se a inadequação entre a sanção aplicada e os fins colimados para recebimento da dívida tributária” (fl. 20). Requer, portanto, a concessão de liminar inaudita altera pars, para “suspender a exigibilidade do crédito previdenciário lançado por meio do processo fiscal nº 35.752.782-8, bem como obstar a inscrição do CNPJ do Estado do Acre e Órgãos a ele vinculados nos cadastros de inadimplência mantidos pela União (CADIN/CAUC/SIAFI), mantendo assim o direito do Estado do Acre à Certidão Positiva com Efeito de Negativa e à celebração de convênios e outras operações financeiras com a União” (fl. 28). Pede que, ao final, seja declarado extinto o crédito consolidado na NFLD 35.752.782-8, por força da prescrição. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC 39/1994, que, a exemplo da Lei Federal 8.112/1990, estabeleceu no art. 236 o Sistema Previdenciário Próprio, “de modo que a partir da vigência da LC 39/94 (01.01.94) os servidores antes celetistas transmudaram do Regime de Previdência Geral (INSS) para a Previdência do Estado do Acre” (fls. 17-8). Por conseguinte, os servidores da Secretaria de Estado de Saúde e Saneamento do Estado do Acre vinculam-se ao regime estatutário estadual, não se enquadrando no conceito de empregados, nos termos do art. 12, I, da Lei 8.212/1991. Impõe-se, por tal razão, a extinção do crédito tributário constante da NFLD 35.752.782-8. O autor aponta, outrossim, a necessidade de antecipação da tutela para impedir a inscrição de seu nome nos cadastros de inadimplência da União (CADIN), bem como para suspender a exigibilidade dos aludidos créditos previdenciários relativos às competências 09/1997 a 13/1998 (NFLD 35.752.782-8), assegurando a obtenção de certidão de regularidade fiscal até decisão final, sob o seguinte fundamento: “(...) qualquer ato de inclusão do Estado do Acre nos Cadastros SIAF/CAUC/CADIN ou outros criados pela União, que impeça esta Unidade Federativa de obter Certidão de Regularidade Fiscal para receber repasses financeiros, celebrar convênios e realizar operações de crédito, violam frontalmente o princípio da proporcionalidade e razoabilidade, verificando-se a inadequação entre a sanção aplicada e os fins colimados para recebimento da dívida tributária” (fl. 20). Requer, portanto, a concessão de liminar inaudita altera pars, para “suspender a exigibilidade do crédito previdenciário lançado por meio do processo fiscal nº 35.752.782-8, bem como obstar a inscrição do CNPJ do Estado do Acre e Órgãos a ele vinculados nos cadastros de inadimplência mantidos pela União (CADIN/CAUC/SIAFI), mantendo assim o direito do Estado do Acre à Certidão Positiva com Efeito de Negativa e à celebração de convênios e outras operações financeiras com a União” (fl. 28). Pede que, ao final, seja declarado extinto o crédito consolidado na NFLD 35.752.782-8, por força da prescrição. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC 2. Instada a se manifestar, juntando ao feito o processo administrativo da ação fiscal que ensejou a formalização do débito tributário relativo à NFLD 35.752.782-8 (doc. 23), a União alegou a ausência de requisitos ensejadores do provimento liminar (pet. STF 50.514/2012 doc. 21). Asseverou que “o pleito busca atribuir à sentença da ação anulatória nº 2005.30.00.000668-0, proferida pelo juízo da 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Acre, uma definitividade parcial (de determinado capítulo de sentença) da qual não goza”, sendo “equivocado querer estabelecer o dia 12.01.2006, quando foi publicada a sentença mencionada, como marco inicial para a contagem do prazo prescricional quinquenal dentro do qual a Fazenda Nacional poderia ter ajuizado a correspondente execução fiscal, a fim de cobrar débitos referentes ao período de setembro de 1997 até dezembro de 1998”. Sustenta, por fim, que com a edição da “Súmula Vinculante nº 08, em 20.06.2008, no entanto, restou estabelecido que o prazo é quinquenal, razão pela qual a data final para a prescrição seria 19.06.2013.” É o relatório. Decido. 3. Antes de tudo, reconheço expressamente a competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar esta causa, por estar caracterizada situação de conflito federativo, imprescindível à aplicação da norma inscrita no art. 102, I, f, da Constituição da República. Fixada a competência desta Corte, passo a examinar o pedido de antecipação da tutela, veiculado às fls. 18-29 da exordial. No juízo de cognição sumária que se mostra cabível nesta fase processual, afigura-se presente a verossimilhança das alegações do autor, a justificar o deferimento da medida antecipatória postulada. 4. Para esclarecer o conteúdo da lide, principio por um breve apanhado dos fatos que levaram ao ajuizamento da presente ação, à luz das peças processuais trazidas aos autos. A NFLD 35.412.951-1 diz respeito a contribuições previdenciárias incidentes, no período 05/1991 a 12/1998, sobre 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC 2. Instada a se manifestar, juntando ao feito o processo administrativo da ação fiscal que ensejou a formalização do débito tributário relativo à NFLD 35.752.782-8 (doc. 23), a União alegou a ausência de requisitos ensejadores do provimento liminar (pet. STF 50.514/2012 doc. 21). Asseverou que “o pleito busca atribuir à sentença da ação anulatória nº 2005.30.00.000668-0, proferida pelo juízo da 3ª Vara Federal da Seção Judiciária do Acre, uma definitividade parcial (de determinado capítulo de sentença) da qual não goza”, sendo “equivocado querer estabelecer o dia 12.01.2006, quando foi publicada a sentença mencionada, como marco inicial para a contagem do prazo prescricional quinquenal dentro do qual a Fazenda Nacional poderia ter ajuizado a correspondente execução fiscal, a fim de cobrar débitos referentes ao período de setembro de 1997 até dezembro de 1998”. Sustenta, por fim, que com a edição da “Súmula Vinculante nº 08, em 20.06.2008, no entanto, restou estabelecido que o prazo é quinquenal, razão pela qual a data final para a prescrição seria 19.06.2013.” É o relatório. Decido. 3. Antes de tudo, reconheço expressamente a competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar esta causa, por estar caracterizada situação de conflito federativo, imprescindível à aplicação da norma inscrita no art. 102, I, f, da Constituição da República. Fixada a competência desta Corte, passo a examinar o pedido de antecipação da tutela, veiculado às fls. 18-29 da exordial. No juízo de cognição sumária que se mostra cabível nesta fase processual, afigura-se presente a verossimilhança das alegações do autor, a justificar o deferimento da medida antecipatória postulada. 4. Para esclarecer o conteúdo da lide, principio por um breve apanhado dos fatos que levaram ao ajuizamento da presente ação, à luz das peças processuais trazidas aos autos. A NFLD 35.412.951-1 diz respeito a contribuições previdenciárias incidentes, no período 05/1991 a 12/1998, sobre 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC a remuneração de servidores públicos ligados à Secretaria de Saúde e Saneamento Básico do Estado do Acre e não abrangidos por regime próprio de previdência, dada a sua filiação obrigatória ao Regime Geral de Previdência Social, nos termos dos artigos 13, 15 e 22 da Lei 8.212/1991. A notificação fiscal do lançamento do débito ocorreu em 6 de setembro de 2002. Após a interposição de recurso administrativo, a Quarta Câmara de Julgamento do Conselho de Recursos da Previdência Social lavrou o Acórdão 851/2003, em 20 de novembro de 2003 (fl. 5, doc. 2). Inexitosa a defesa administrativa, o Estado do Acre ingressou com a ação anulatória 2005.30.00.000668-0, relativa ao crédito tributário consolidado na NFLD 35.412.951-1. Em 13 de maio de 2005, foi deferida, em parte, a antecipação dos efeitos da tutela, para suspender a exigibilidade do crédito tributário apenas quanto às competências de maio de 1991 a setembro de 1997 (fl. 84, doc. 23). Essa decisão judicial levou ao desdobramento do processo administrativo em 15 de julho de 2005 (fl. 53, doc. 23): incluíram-se no DEBCAD 35.752.782-8 os créditos cuja exigibilidade foi suspensa; e mantiveram-se no DEBCAD 35.412.951-1 os demais, relativos ao período de outubro de 1997 a dezembro de 1998 (fl. 53, doc. 23). A antecipação da tutela foi revogada na sentença, prolatada em 19 de dezembro de 2005 (fl. 5, doc. 6) e publicada no Diário Oficial em 12 de janeiro de 2006 (fl. 2, doc. 12). O Fisco, no entanto, considerou que a suspensão da exigibilidade do crédito tributário subsistia. Até meados de 2011, não havia ocorrido a inscrição em dívida ativa, como se verifica do Ofício PFN/AC/GAB/nº 1499/2011, datado de 17 de junho de 2011 (fl. 99, doc. 23). Em março de 2012, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Rio Branco reconheceu a decadência do crédito tributário relativo às competências de 05/1991 a 08/1997, nos termos da Súmula Vinculante nº 8 (fl. 102, doc. 23), sendo cientificado o Estado do Acre em 22 de junho de 2012 (fl. 111, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC a remuneração de servidores públicos ligados à Secretaria de Saúde e Saneamento Básico do Estado do Acre e não abrangidos por regime próprio de previdência, dada a sua filiação obrigatória ao Regime Geral de Previdência Social, nos termos dos artigos 13, 15 e 22 da Lei 8.212/1991. A notificação fiscal do lançamento do débito ocorreu em 6 de setembro de 2002. Após a interposição de recurso administrativo, a Quarta Câmara de Julgamento do Conselho de Recursos da Previdência Social lavrou o Acórdão 851/2003, em 20 de novembro de 2003 (fl. 5, doc. 2). Inexitosa a defesa administrativa, o Estado do Acre ingressou com a ação anulatória 2005.30.00.000668-0, relativa ao crédito tributário consolidado na NFLD 35.412.951-1. Em 13 de maio de 2005, foi deferida, em parte, a antecipação dos efeitos da tutela, para suspender a exigibilidade do crédito tributário apenas quanto às competências de maio de 1991 a setembro de 1997 (fl. 84, doc. 23). Essa decisão judicial levou ao desdobramento do processo administrativo em 15 de julho de 2005 (fl. 53, doc. 23): incluíram-se no DEBCAD 35.752.782-8 os créditos cuja exigibilidade foi suspensa; e mantiveram-se no DEBCAD 35.412.951-1 os demais, relativos ao período de outubro de 1997 a dezembro de 1998 (fl. 53, doc. 23). A antecipação da tutela foi revogada na sentença, prolatada em 19 de dezembro de 2005 (fl. 5, doc. 6) e publicada no Diário Oficial em 12 de janeiro de 2006 (fl. 2, doc. 12). O Fisco, no entanto, considerou que a suspensão da exigibilidade do crédito tributário subsistia. Até meados de 2011, não havia ocorrido a inscrição em dívida ativa, como se verifica do Ofício PFN/AC/GAB/nº 1499/2011, datado de 17 de junho de 2011 (fl. 99, doc. 23). Em março de 2012, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Rio Branco reconheceu a decadência do crédito tributário relativo às competências de 05/1991 a 08/1997, nos termos da Súmula Vinculante nº 8 (fl. 102, doc. 23), sendo cientificado o Estado do Acre em 22 de junho de 2012 (fl. 111, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC doc. 23). Do DEBCAD 35.752.782-8 remanesceu apenas a competência de setembro de 1997, dando origem ao DEBCAD 37.379.281-6 (fls. 108-9, doc. 23). 5. Os fatos supranarrados evidenciam a plausibilidade jurídica da alegação de extinção do crédito tributário pela ocorrência da prescrição, nos termos do art. 174 do Código Tributário Nacional, que preconiza: “Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva. Parágrafo único. A prescrição se interrompe: I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; (Redação dada pela Lcp nº 118, de 2005) II - pelo protesto judicial; III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor.” A despeito das divergências acerca do momento em que se considera definitivamente constituído o crédito tributário, é indubitável que, findo o processo administrativo, o prazo prescricional está a fluir, de modo que, transcorridos cinco anos sem a ocorrência de causas suspensivas ou interruptivas, o crédito da Fazenda se encontra extinto, nos termos do art. 156, V, da codificação tributária. No caso dos autos, a última decisão administrativa acerca da legitimidade do crédito tributário ocorreu em 20 de novembro de 2003, data em que foi lavrado o Acórdão 851/2003 da Quarta Câmara de Julgamento do Conselho de Recursos da Previdência Social. Com essa decisão, encerrou-se o processo administrativo, restando evidentes a constituição definitiva do crédito tributário e o fluir do prazo prescricional. O curso do prazo prescricional não foi afetado pela ulterior reabertura do processo administrativo, primeiramente para ser realizado o seu desmembramento, em razão da 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC doc. 23). Do DEBCAD 35.752.782-8 remanesceu apenas a competência de setembro de 1997, dando origem ao DEBCAD 37.379.281-6 (fls. 108-9, doc. 23). 5. Os fatos supranarrados evidenciam a plausibilidade jurídica da alegação de extinção do crédito tributário pela ocorrência da prescrição, nos termos do art. 174 do Código Tributário Nacional, que preconiza: “Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva. Parágrafo único. A prescrição se interrompe: I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; (Redação dada pela Lcp nº 118, de 2005) II - pelo protesto judicial; III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor.” A despeito das divergências acerca do momento em que se considera definitivamente constituído o crédito tributário, é indubitável que, findo o processo administrativo, o prazo prescricional está a fluir, de modo que, transcorridos cinco anos sem a ocorrência de causas suspensivas ou interruptivas, o crédito da Fazenda se encontra extinto, nos termos do art. 156, V, da codificação tributária. No caso dos autos, a última decisão administrativa acerca da legitimidade do crédito tributário ocorreu em 20 de novembro de 2003, data em que foi lavrado o Acórdão 851/2003 da Quarta Câmara de Julgamento do Conselho de Recursos da Previdência Social. Com essa decisão, encerrou-se o processo administrativo, restando evidentes a constituição definitiva do crédito tributário e o fluir do prazo prescricional. O curso do prazo prescricional não foi afetado pela ulterior reabertura do processo administrativo, primeiramente para ser realizado o seu desmembramento, em razão da 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC antecipação da tutela concedida na ação anulatória, e, posteriormente, para a pronúncia da decadência do crédito relativo ao período de 05/1991 a 08/1997, por força da Súmula Vinculante nº 8. O único fato a repercutir no curso do prazo prescricional foi a concessão parcial, em 13 de maio de 2005, da tutela antecipada na ação anulatória 2005.30.00.000668-0, em ordem a suspender a exigibilidade do crédito tributário quanto às competências de maio de 1991 a setembro de 1997. Das competências remanescentes, não extintas pelo advento da SV 8, somente a de setembro de 1997 foi abrangida por essa decisão. De qualquer modo, a antecipação da tutela foi expressamente revogada na sentença, publicada no Diário Oficial em 12 de janeiro de 2006 (fl. 2, doc. 12), de forma que a suspensão do prazo prescricional, decorrente da suspensão da exigibilidade do crédito tributário nos moldes do art. 151, V, do CTN, não perdurou sequer um ano. Assinalo que a revogação da antecipação da tutela se opera de imediato e não é afetada pela interposição do recurso de apelação, sequer quando recebido em ambos os efeitos. Publicada a sentença, cessou a suspensão da exigibilidade do crédito tributário e, consectariamente, do decurso do prazo prescricional. Desde então, a Administração Tributária podia (rectius: devia) proceder à cobrança do crédito em foco, cuja exigibilidade, vale repisar, somente restou suspensa quanto à competência de setembro de 1997 – e a competências anteriores, cuja decadência já foi pronunciada administrativamente. Anoto, outrossim, ser aplicável à espécie o prazo quinquenal estabelecido no art. 174, caput, do CTN, dada a inconstitucionalidade do prazo decenal estipulado pelo art. 46 da Lei 8.212/1991, nos termos da Súmula Vinculante 8, verbis: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-Leinº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.” 6. Mesmo que, no julgamento do mérito, com o advento de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC antecipação da tutela concedida na ação anulatória, e, posteriormente, para a pronúncia da decadência do crédito relativo ao período de 05/1991 a 08/1997, por força da Súmula Vinculante nº 8. O único fato a repercutir no curso do prazo prescricional foi a concessão parcial, em 13 de maio de 2005, da tutela antecipada na ação anulatória 2005.30.00.000668-0, em ordem a suspender a exigibilidade do crédito tributário quanto às competências de maio de 1991 a setembro de 1997. Das competências remanescentes, não extintas pelo advento da SV 8, somente a de setembro de 1997 foi abrangida por essa decisão. De qualquer modo, a antecipação da tutela foi expressamente revogada na sentença, publicada no Diário Oficial em 12 de janeiro de 2006 (fl. 2, doc. 12), de forma que a suspensão do prazo prescricional, decorrente da suspensão da exigibilidade do crédito tributário nos moldes do art. 151, V, do CTN, não perdurou sequer um ano. Assinalo que a revogação da antecipação da tutela se opera de imediato e não é afetada pela interposição do recurso de apelação, sequer quando recebido em ambos os efeitos. Publicada a sentença, cessou a suspensão da exigibilidade do crédito tributário e, consectariamente, do decurso do prazo prescricional. Desde então, a Administração Tributária podia (rectius: devia) proceder à cobrança do crédito em foco, cuja exigibilidade, vale repisar, somente restou suspensa quanto à competência de setembro de 1997 – e a competências anteriores, cuja decadência já foi pronunciada administrativamente. Anoto, outrossim, ser aplicável à espécie o prazo quinquenal estabelecido no art. 174, caput, do CTN, dada a inconstitucionalidade do prazo decenal estipulado pelo art. 46 da Lei 8.212/1991, nos termos da Súmula Vinculante 8, verbis: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5º do Decreto-Leinº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.” 6. Mesmo que, no julgamento do mérito, com o advento de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC novas informações e arguições, esta Corte possa chegar a conclusão distinta, verifico haver razões robustas a justificar a antecipação da tutela. Em favor dessa conclusão, pesam as peculiaridades do caso, em que uma pessoa constitucional, albergada pela cláusula pétrea da imunidade tributária recíproca frente à incidência de impostos (art. 150, VI, a, da CF), está sofrendo restrições ao regular desempenho das suas funções típicas, essenciais a toda a população, em decorrência de um débito de duvidosa legitimidade jurídica. Não só. O Estado-autor sequer pode valer-se dos meios corriqueiramente utilizados pelos particulares para a obtenção de certidões de regularidade fiscal, como o depósito do montante controverso e o oferecimento de garantias, seja na própria ação anulatória, na execução fiscal ou até mesmo em ação cautelar ajuizada especificamente para essa finalidade. Em tais situações, esta Corte tem deferido os pleitos antecipatórios formulados por Estados ou Municípios para obstar a inclusão dos seus nomes no CADIN, bem como do débito em dívida ativa, suspendendo a exigibilidade do crédito tributário enquanto tramita ação questionando a sua legitimidade. A título exemplificativo, refiro o julgamento do AC-AgR 39, em que o Plenário desproveu agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Maurício Corrêa, que havia deferido a concessão de medida liminar num litígio entre a União e o Estado do Paraná, nestes termos: “Como resulta do pedido inicial e da documentação que o acompanha, a controvérsia acerca da existência ou não de débito está submetida à apreciação judicial. Desse modo, para que se dê cumprimento ao devido processo legal, impõe-se e recomenda-se se obste a inscrição do nome do requerente no rol de devedores do respectivo órgão. A incerteza da obrigação que lhe é exigida, dado que submetida a sua legitimidade e liquidez à apreciação do Poder Judiciário, não autoriza o seu assentamento nos 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC novas informações e arguições, esta Corte possa chegar a conclusão distinta, verifico haver razões robustas a justificar a antecipação da tutela. Em favor dessa conclusão, pesam as peculiaridades do caso, em que uma pessoa constitucional, albergada pela cláusula pétrea da imunidade tributária recíproca frente à incidência de impostos (art. 150, VI, a, da CF), está sofrendo restrições ao regular desempenho das suas funções típicas, essenciais a toda a população, em decorrência de um débito de duvidosa legitimidade jurídica. Não só. O Estado-autor sequer pode valer-se dos meios corriqueiramente utilizados pelos particulares para a obtenção de certidões de regularidade fiscal, como o depósito do montante controverso e o oferecimento de garantias, seja na própria ação anulatória, na execução fiscal ou até mesmo em ação cautelar ajuizada especificamente para essa finalidade. Em tais situações, esta Corte tem deferido os pleitos antecipatórios formulados por Estados ou Municípios para obstar a inclusão dos seus nomes no CADIN, bem como do débito em dívida ativa, suspendendo a exigibilidade do crédito tributário enquanto tramita ação questionando a sua legitimidade. A título exemplificativo, refiro o julgamento do AC-AgR 39, em que o Plenário desproveu agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Maurício Corrêa, que havia deferido a concessão de medida liminar num litígio entre a União e o Estado do Paraná, nestes termos: “Como resulta do pedido inicial e da documentação que o acompanha, a controvérsia acerca da existência ou não de débito está submetida à apreciação judicial. Desse modo, para que se dê cumprimento ao devido processo legal, impõe-se e recomenda-se se obste a inscrição do nome do requerente no rol de devedores do respectivo órgão. A incerteza da obrigação que lhe é exigida, dado que submetida a sua legitimidade e liquidez à apreciação do Poder Judiciário, não autoriza o seu assentamento nos 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC cadastros de restrição ao crédito, em vista das consequências danosas e imprevisíveis que o ato certamente acarretaria nas suas relações negociais com os órgãos da Administração Pública, com reflexos inclusive perante os agentes da iniciativa privada. Ademais, tal procedimento prematura atinge a honorabilidade e a respeitabilidade daquele a quem se imputa o inadimplemento da obrigação. A conduta do suposto credor, apesar de aparentemente legítima, traz em si o caráter coercitivo, uma vez que, por via transversa, busca a realização de sua pretensão, impondo ao devedor o comportamento de não-contestação e de incontinenti cumprimento de eventual débito. Assim, de forma oblíqua, o credor procede à constrição dos bens do devedor. Ante essas circunstâncias, evidenciada a plausibilidade da existência da boa tese sustentada na inicial e o risco da demora, defiro a medida liminar requerida. (AC 39-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ellen Gracie, julgado em 11/09/2003, trecho da decisão monocrática). Nessa linha, trago à colação decisão recentemente proferida pelo Supremo Tribunal Federal, em composição Plenária: “E M E N T A: CADIN INCLUSÃO, NESSE CADASTRO FEDERAL, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, POR EFEITO DE NÃO RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS, AINDA EM DISCUSSÃO NA ESFERA ADMINISTRATIVA, REFERENTES A PARCELAS DE CARÁTER NÃO REMUNERATÓRIO (ABONO-FAMÍLIA, AUXÍLIO- TRANSPORTE, AUXÍLIO-CRECHE E VALE-REFEIÇÃO) - IMPOSIÇÃO, AO ESTADO-MEMBRO, EM VIRTUDE DE ALEGADO DESCUMPRIMENTO DAS RESPECTIVAS OBRIGAÇÕES, DE LIMITAÇÕES DE ORDEM JURÍDICA A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC cadastros de restrição ao crédito, em vista das consequências danosas e imprevisíveis que o ato certamente acarretaria nas suas relações negociais com os órgãos da Administração Pública, com reflexos inclusive perante os agentes da iniciativa privada. Ademais, tal procedimento prematura atinge a honorabilidade e a respeitabilidade daquele a quem se imputa o inadimplemento da obrigação. A conduta do suposto credor, apesar de aparentemente legítima, traz em si o caráter coercitivo, uma vez que, por via transversa, busca a realização de sua pretensão, impondo ao devedor o comportamento de não-contestação e de incontinenti cumprimento de eventual débito. Assim, de forma oblíqua, o credor procede à constrição dos bens do devedor. Ante essas circunstâncias, evidenciada a plausibilidade da existência da boa tese sustentada na inicial e o risco da demora, defiro a medida liminar requerida. (AC 39-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ellen Gracie, julgado em 11/09/2003, trecho da decisão monocrática). Nessa linha, trago à colação decisão recentemente proferida pelo Supremo Tribunal Federal, em composição Plenária: “E M E N T A: CADIN INCLUSÃO, NESSE CADASTRO FEDERAL, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, POR EFEITO DE NÃO RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS, AINDA EM DISCUSSÃO NA ESFERA ADMINISTRATIVA, REFERENTES A PARCELAS DE CARÁTER NÃO REMUNERATÓRIO (ABONO-FAMÍLIA, AUXÍLIO- TRANSPORTE, AUXÍLIO-CRECHE E VALE-REFEIÇÃO) - IMPOSIÇÃO, AO ESTADO-MEMBRO, EM VIRTUDE DE ALEGADO DESCUMPRIMENTO DAS RESPECTIVAS OBRIGAÇÕES, DE LIMITAÇÕES DE ORDEM JURÍDICA A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO POSSIBILIDADE DE INVOCAÇÃO, PELAS ENTIDADES ESTATAIS, EM SEU FAVOR, DA GARANTIA DO DUE PROCESS OF LAW - LITÍGIO QUE SE SUBMETE À ESFERA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL HARMONIA E EQUILÍBRIO NAS RELAÇÕES INSTITUCIONAIS ENTRE O ESTADO-MEMBRO E A UNIÃO FEDERAL O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO POSSIBILIDADE, NA ESPÉCIE, DE CONFLITO FEDERATIVO - PRETENSÃO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL FUNDADA NA ALEGAÇÃO DE TRANSGRESSÃO À GARANTIA DO DUE PROCESS OF LAW SITUAÇÃO DE POTENCIALIDADE DANOSA AO INTERESSE PÚBLICO - TUTELA ANTECIPADA DEFERIDA DECISÃO DO RELATOR REFERENDADA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONFLITOS FEDERATIVOS E O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO. - A Constituição da República confere, ao Supremo Tribunal Federal, a posição eminente de Tribunal da Federação (CF, art. 102, I, f), atribuindo, a esta Corte, em tal condição institucional, o poder de dirimir controvérsias, que, ao irromperem no seio do Estado Federal, culminam, perigosamente, por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. A aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, f, da Constituição estende-se aos litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO POSSIBILIDADE DE INVOCAÇÃO, PELAS ENTIDADES ESTATAIS, EM SEU FAVOR, DA GARANTIA DO DUE PROCESS OF LAW - LITÍGIO QUE SE SUBMETE À ESFERA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL HARMONIA E EQUILÍBRIO NAS RELAÇÕES INSTITUCIONAIS ENTRE O ESTADO-MEMBRO E A UNIÃO FEDERAL O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO POSSIBILIDADE, NA ESPÉCIE, DE CONFLITO FEDERATIVO - PRETENSÃO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL FUNDADA NA ALEGAÇÃO DE TRANSGRESSÃO À GARANTIA DO DUE PROCESS OF LAW SITUAÇÃO DE POTENCIALIDADE DANOSA AO INTERESSE PÚBLICO - TUTELA ANTECIPADA DEFERIDA DECISÃO DO RELATOR REFERENDADA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONFLITOS FEDERATIVOS E O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO. - A Constituição da República confere, ao Supremo Tribunal Federal, a posição eminente de Tribunal da Federação (CF, art. 102, I, f), atribuindo, a esta Corte, em tal condição institucional, o poder de dirimir controvérsias, que, ao irromperem no seio do Estado Federal, culminam, perigosamente, por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. A aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, f, da Constituição estende-se aos litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação. Doutrina. Precedentes. A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. - A imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo, supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do due process of law, assegurada, pela Constituição da República (art. 5º, LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. - A Constituição da República estabelece, em seu art. 5º, incisos LIV e LV, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, seja ela pública ou privada, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. - A jurisprudência dos Tribunais, especialmente a do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível garantia, que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação. Doutrina. Precedentes. A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. - A imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo, supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do due process of law, assegurada, pela Constituição da República (art. 5º, LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. - A Constituição da República estabelece, em seu art. 5º, incisos LIV e LV, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, seja ela pública ou privada, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. - A jurisprudência dos Tribunais, especialmente a do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível garantia, que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes. BLOQUEIO DE RECURSOS FEDERAIS CUJA EFETIVAÇÃO PODE COMPROMETER A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. - O Supremo Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. Precedentes”. (ACO 1534-TA-Ref, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, julgado em 17.3.2011) 7. Desse modo, defiro, ad referendum do E. Plenário desta Corte (art. 21, V, do Regimento Interno), o pedido de antecipação dos efeitos da tutela, para determinar a suspensão da exigibilidade dos créditos tributários correspondentes às competências 09/1997 a 13/1998, consolidados originalmente na NFLD 35.412.951-1, com todos os seus efeitos jurídicos. Comunique-se, com urgência, para cumprimento imediato, o teor da presente decisão, cuja cópia deverá ser encaminhada ao Senhor Advogado-Geral da União. Publique-se. Cite-se a União para contestar, no prazo legal. Brasília, 30 de janeiro de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora”. Portanto, para os fins a que se refere o art. 21, V , do RISTF, submeto 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes. BLOQUEIO DE RECURSOS FEDERAIS CUJA EFETIVAÇÃO PODE COMPROMETER A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. - O Supremo Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. Precedentes”. (ACO 1534-TA-Ref, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, julgado em 17.3.2011) 7. Desse modo, defiro, ad referendum do E. Plenário desta Corte (art. 21, V, do Regimento Interno), o pedido de antecipação dos efeitos da tutela, para determinar a suspensão da exigibilidade dos créditos tributários correspondentes às competências 09/1997 a 13/1998, consolidados originalmente na NFLD 35.412.951-1, com todos os seus efeitos jurídicos. Comunique-se, com urgência, para cumprimento imediato, o teor da presente decisão, cuja cópia deverá ser encaminhada ao Senhor Advogado-Geral da União. Publique-se. Cite-se a União para contestar, no prazo legal. Brasília, 30 de janeiro de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora”. Portanto, para os fins a que se refere o art. 21, V , do RISTF, submeto 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC a decisão em causa ao referendo do E. Plenário desta Suprema Corte. É o relatório. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC a decisão em causa ao referendo do E. Plenário desta Suprema Corte. É o relatório. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER 25/04/2013 PLENÁRIO REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.023 ACRE V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Referendo, integralmente, por seus próprios fundamentos, a decisão que proferi, deferindo o pedido de antecipação da tutela formulado pelo Estado do Acre. Comunique-se o teor da decisão referendada, juntamente com o resultado do presente julgamento, cientificando-se, para tanto, o eminente Senhor Advogado-Geral da União, o Senhor Secretário do Tesouro Nacional, o Senhor Presidente do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS e, ainda, o Senhor Superintendente Regional do INSS em Rio Branco/AC. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964312. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.023 ACRE V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Referendo, integralmente, por seus próprios fundamentos, a decisão que proferi, deferindo o pedido de antecipação da tutela formulado pelo Estado do Acre. Comunique-se o teor da decisão referendada, juntamente com o resultado do presente julgamento, cientificando-se, para tanto, o eminente Senhor Advogado-Geral da União, o Senhor Secretário do Tesouro Nacional, o Senhor Presidente do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS e, ainda, o Senhor Superintendente Regional do INSS em Rio Branco/AC. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964312. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 25/04/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.023 PROCED. : ACRE RELATORA : MIN. ROSA WEBER AUTOR(A/S)(ES) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE RÉU(É)(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, referendou a concessão da tutela antecipada. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773564 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.023 PROCED. : ACRE RELATORA : MIN. ROSA WEBER AUTOR(A/S)(ES) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE RÉU(É)(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, referendou a concessão da tutela antecipada. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773564 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3983922
2013-04-25T00:00:00
2013-06-13T00:00:00
O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, referendou a concessão da tutela antecipada. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013.
REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA
EMENTA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PRESCRIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TUTELA ANTECIPADA DEFERIDA. REFERENDO DO PLENÁRIO. ART. 21, V, DO RISTF. Autuação do Estado-autor pelo não recolhimento de contribuições previdenciárias sobre a remuneração de servidores públicos extranumerários ou transpostos, submetidos ao regime jurídico único pela Lei Complementar Estadual 39/1994. Deferido o pedido de antecipação da tutela formulado pelo Estado para determinar a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, diante da plausibilidade jurídica da alegação de prescrição, bem como das peculiaridades do caso, em que uma pessoa constitucional, albergada pela cláusula pétrea da imunidade tributária recíproca frente à incidência de impostos (art. 150, VI, a, da CF), está sofrendo restrições ao regular desempenho das suas funções típicas, essenciais a toda a população, em decorrência de um débito de duvidosa legitimidade jurídica. Referendada a decisão concessiva da tutela antecipada.
sjur233471
Número de páginas: 18. Análise: 23/07/2013, SAB.
ROSA WEBER
Tribunal Pleno
2023
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00150 INC-00006 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\n ART-00021 INC-00005\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\n\n", "LEG-EST LCP-000039 ANO-1994\n LEI COMPLEMENTAR, AC" ]
ACO-TA-Ref
acordaos
ACO 2023 TA-Ref
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AUTOR(A/S)(ES) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE RÉU(É)(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO
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Ementa e Acórdão 25/04/2013 PLENÁRIO REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.023 ACRE RELATORA : MIN. ROSA WEBER AUTOR(A/S)(ES) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE RÉU(É)(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO EMENTA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. PRESCRIÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. TUTELA ANTECIPADA DEFERIDA. REFERENDO DO PLENÁRIO. ART. 21, V, DO RISTF. Autuação do Estado-autor pelo não recolhimento de contribuições previdenciárias sobre a remuneração de servidores públicos extranumerários ou transpostos, submetidos ao regime jurídico único pela Lei Complementar Estadual 39/1994. Deferido o pedido de antecipação da tutela formulado pelo Estado para determinar a suspensão da exigibilidade do crédito tributário, diante da plausibilidade jurídica da alegação de prescrição, bem como das peculiaridades do caso, em que uma pessoa constitucional, albergada pela cláusula pétrea da imunidade tributária recíproca frente à incidência de impostos (art. 150, VI, a, da Constituição Federal de 1988), está sofrendo restrições ao regular desempenho das suas funções típicas, essenciais a toda a população, em decorrência de um débito de duvidosa legitimidade jurídica. Referendada a decisão concessiva da tutela antecipada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente), na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos e nos termos do voto da Relatora, em referendar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964310. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão ACO 2023 TA-REF / AC concessão da tutela antecipada. Votou o Presidente. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964310. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC concessão da tutela antecipada. Votou o Presidente. Brasília, 25 de abril de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 25/04/2013 PLENÁRIO REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.023 ACRE RELATORA : MIN. ROSA WEBER AUTOR(A/S)(ES) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE RÉU(É)(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Com fundamento no artigo 21, V, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, proferi decisão concessiva da tutela antecipada requerida nesta ação cível originária, nos seguintes termos: “Vistos etc. Trata-se de ação cível originária, com pedido de liminar, ajuizada pelo Estado do Acre/Secretaria da Saúde contra a União, em que almeja a desconstituição dos créditos previdenciários lançados por meio da NFLD 35.752.782-8, representando o valor de R$ 473.419,40 (quatrocentos e setenta e três mil, quatrocentos e dezenove reais e quarenta centavos), referente às competências 09/1997 a 13/1998. Essa NFLD se originou da subdivisão da NFLD 35.412.951-1, relativa às contribuições sociais incidentes sobre a folha de pagamento de servidores do Estado, no período de 05/1991 a 13/1998. Afirma o autor que o Instituto Nacional do Serviço Social – INSS, ao proceder em 04.9.2002 a “levantamento fiscal junto à Secretaria de Saúde e Saneamento do Estado do Acre, relativo ao período de 05/1991 a 13/1998”, constituiu o débito concernente às contribuições sociais sobre a folha de pagamento dos servidores públicos. Contra o lançamento desse crédito, o Estado apresentou impugnação e, como não alcançou êxito, ajuizou Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.023 ACRE RELATORA : MIN. ROSA WEBER AUTOR(A/S)(ES) :ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE RÉU(É)(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Com fundamento no artigo 21, V, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, proferi decisão concessiva da tutela antecipada requerida nesta ação cível originária, nos seguintes termos: “Vistos etc. Trata-se de ação cível originária, com pedido de liminar, ajuizada pelo Estado do Acre/Secretaria da Saúde contra a União, em que almeja a desconstituição dos créditos previdenciários lançados por meio da NFLD 35.752.782-8, representando o valor de R$ 473.419,40 (quatrocentos e setenta e três mil, quatrocentos e dezenove reais e quarenta centavos), referente às competências 09/1997 a 13/1998. Essa NFLD se originou da subdivisão da NFLD 35.412.951-1, relativa às contribuições sociais incidentes sobre a folha de pagamento de servidores do Estado, no período de 05/1991 a 13/1998. Afirma o autor que o Instituto Nacional do Serviço Social – INSS, ao proceder em 04.9.2002 a “levantamento fiscal junto à Secretaria de Saúde e Saneamento do Estado do Acre, relativo ao período de 05/1991 a 13/1998”, constituiu o débito concernente às contribuições sociais sobre a folha de pagamento dos servidores públicos. Contra o lançamento desse crédito, o Estado apresentou impugnação e, como não alcançou êxito, ajuizou Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC ação anulatória, alegando decadência dos créditos alusivos à NFLD 35.412.951-1, referentes às competências 05/1991 a 13/1998, bem como ilegalidade da incidência da taxa Selic sobre os créditos tributários constituídos antes de janeiro de 1996. O Juízo da 3... Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Acre acolheu parcialmente o pedido para que seja aplicada exclusivamente a Selic, como taxa de juros. Em face dessa sentença, o Estado manejou recurso de apelação, objetivando o reconhecimento da “decadência do direito da Fazenda Nacional constituir os créditos previdenciários relativos às competências anteriores a setembro/1997” (pet. inicial, fl. 4). Paralelamente, ingressou com ação cautelar incidental “com propósito de obstar o INSS de iniciar o processo de execução” (fl. 5). Ressalta a decisão administrativa sobrevinda em 07.3.2012, em que a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Rio Branco extinguiu os créditos anteriores a setembro/1997, contidos na NFLD 35.752.782-8, pela decadência, suprimindo o objeto da apelação do Estado. Eis a conclusão do Despacho Decisório da RFB: “Deve-se reconhecer, por conseqüência, que as competências anteriores a SET/1997 foram de fato fulminadas pela decadência, nos termos da Súmula Vinculante n 08 Supremo Tribunal Federal” (fl. 5). Consoante afirma, remanescem para o Estado do Acre os débitos alusivos às competências 09/1997 a 13/1998, não atingidos pela decadência e não impugnados na via recursal, mas fulminados pela prescrição, invocada como fundamento central da presente ação: “Importa para efeito de reconhecimento da prescrição das contribuições previdenciárias lançadas na NFLD 35.752.782-8 no período compreendido entre 09/1997 a 13/1998 fixar a premissa de que o Recurso de Apelação interposto pelo Estado do Acre nos autos da Ação Anulatória n 2005.30.00.000668-0 não impedia a União de promover a respectiva ação executória dentro do lustro estabelecido no art. 174 do CTN, mormente porque 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC ação anulatória, alegando decadência dos créditos alusivos à NFLD 35.412.951-1, referentes às competências 05/1991 a 13/1998, bem como ilegalidade da incidência da taxa Selic sobre os créditos tributários constituídos antes de janeiro de 1996. O Juízo da 3... Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Acre acolheu parcialmente o pedido para que seja aplicada exclusivamente a Selic, como taxa de juros. Em face dessa sentença, o Estado manejou recurso de apelação, objetivando o reconhecimento da “decadência do direito da Fazenda Nacional constituir os créditos previdenciários relativos às competências anteriores a setembro/1997” (pet. inicial, fl. 4). Paralelamente, ingressou com ação cautelar incidental “com propósito de obstar o INSS de iniciar o processo de execução” (fl. 5). Ressalta a decisão administrativa sobrevinda em 07.3.2012, em que a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Rio Branco extinguiu os créditos anteriores a setembro/1997, contidos na NFLD 35.752.782-8, pela decadência, suprimindo o objeto da apelação do Estado. Eis a conclusão do Despacho Decisório da RFB: “Deve-se reconhecer, por conseqüência, que as competências anteriores a SET/1997 foram de fato fulminadas pela decadência, nos termos da Súmula Vinculante n 08 Supremo Tribunal Federal” (fl. 5). Consoante afirma, remanescem para o Estado do Acre os débitos alusivos às competências 09/1997 a 13/1998, não atingidos pela decadência e não impugnados na via recursal, mas fulminados pela prescrição, invocada como fundamento central da presente ação: “Importa para efeito de reconhecimento da prescrição das contribuições previdenciárias lançadas na NFLD 35.752.782-8 no período compreendido entre 09/1997 a 13/1998 fixar a premissa de que o Recurso de Apelação interposto pelo Estado do Acre nos autos da Ação Anulatória n 2005.30.00.000668-0 não impedia a União de promover a respectiva ação executória dentro do lustro estabelecido no art. 174 do CTN, mormente porque 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC o Estado na apelação se limitou a impugnar exclusivamente a parte da sentença que diz respeito às competências previdenciárias anteriores ao mês de set/1997, conformando-se assim com o teor do julgado relativo às competências 09/1997 a 13/1998, de sorte que esta parte da sentença restou atingida pela preclusão lógica e consumativa, com o respectivo trânsito em julgado, nos termos do art. 467 e seguintes do Código de Processo Civil” (pet. inicial, fl. 6) Salienta que, como não houve, no ponto, apelação por parte da União, tampouco reexame necessário, tendo em vista o plano horizontal do recurso, a matéria devolvida ao órgão superior se restringiu àquela impugnada (fl. 8). Destarte, “interposto recurso de apenas um capítulo da sentença, os outros transitarão em julgado formal e materialmente assim que findar o prazo de interposição de recursos contra eles oponíveis, tornando-se assim imutáveis” (fls. 9-10), exsurgindo, por força de preclusão consumativa, o trânsito em julgado do questionamento atinente à liquidez e à certeza dos créditos do período de 09/1997 a 13/1998. Segundo a inicial, tal situação evidencia que a União deixou transcorrer o prazo quinquenal, previsto no art. 174 do CTN, para a cobrança judicial das contribuições sociais atinentes às competências set/1997 a 13/1998, notadamente porque não configuradas hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito (CTN, art. 151) ou causas interruptivas do prazo prescricional (CTN, art. 174, parágrafo único, I, II, III e IV). Quanto ao mérito do lançamento fiscal, sustenta que, com base na autorização da Constituição Federal para os entes federados instituírem regime jurídico estatutário ou contratual de seus servidores, o Estado do Acre optou pelo regime estatutário, mediante a edição da Lei Complementar Estadual 39/1994. Portanto, à época dos fatos geradores das contribuições previdenciárias reclamadas (09/1997 a 13/1998), os servidores acrianos já estavam submetidos ao regime estatutário da Lei Complementar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC o Estado na apelação se limitou a impugnar exclusivamente a parte da sentença que diz respeito às competências previdenciárias anteriores ao mês de set/1997, conformando-se assim com o teor do julgado relativo às competências 09/1997 a 13/1998, de sorte que esta parte da sentença restou atingida pela preclusão lógica e consumativa, com o respectivo trânsito em julgado, nos termos do art. 467 e seguintes do Código de Processo Civil” (pet. inicial, fl. 6) Salienta que, como não houve, no ponto, apelação por parte da União, tampouco reexame necessário, tendo em vista o plano horizontal do recurso, a matéria devolvida ao órgão superior se restringiu àquela impugnada (fl. 8). Destarte, “interposto recurso de apenas um capítulo da sentença, os outros transitarão em julgado formal e materialmente assim que findar o prazo de interposição de recursos contra eles oponíveis, tornando-se assim imutáveis” (fls. 9-10), exsurgindo, por força de preclusão consumativa, o trânsito em julgado do questionamento atinente à liquidez e à certeza dos créditos do período de 09/1997 a 13/1998. Segundo a inicial, tal situação evidencia que a União deixou transcorrer o prazo quinquenal, previsto no art. 174 do CTN, para a cobrança judicial das contribuições sociais atinentes às competências set/1997 a 13/1998, notadamente porque não configuradas hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito (CTN, art. 151) ou causas interruptivas do prazo prescricional (CTN, art. 174, parágrafo único, I, II, III e IV). Quanto ao mérito do lançamento fiscal, sustenta que, com base na autorização da Constituição Federal para os entes federados instituírem regime jurídico estatutário ou contratual de seus servidores, o Estado do Acre optou pelo regime estatutário, mediante a edição da Lei Complementar Estadual 39/1994. Portanto, à época dos fatos geradores das contribuições previdenciárias reclamadas (09/1997 a 13/1998), os servidores acrianos já estavam submetidos ao regime estatutário da Lei Complementar 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC 39/1994, que, a exemplo da Lei Federal 8.112/1990, estabeleceu no art. 236 o Sistema Previdenciário Próprio, “de modo que a partir da vigência da Lei Complementar 39/94 (01.01.94) os servidores antes celetistas transmudaram do Regime de Previdência Geral (INSS) para a Previdência do Estado do Acre” (fls. 17-8). Por conseguinte, os servidores da Secretaria de Estado de Saúde e Saneamento do Estado do Acre vinculam-se ao regime estatutário estadual, não se enquadrando no conceito de empregados, nos termos do art. 12, I, da Lei 8.212/1991. Impõe-se, por tal razão, a extinção do crédito tributário constante da NFLD 35.752.782-8. O autor aponta, outrossim, a necessidade de antecipação da tutela para impedir a inscrição de seu nome nos cadastros de inadimplência da União (CADIN), bem como para suspender a exigibilidade dos aludidos créditos previdenciários relativos às competências 09/1997 a 13/1998 (NFLD 35.752.782-8), assegurando a obtenção de certidão de regularidade fiscal até decisão final, sob o seguinte fundamento: “(...) qualquer ato de inclusão do Estado do Acre nos Cadastros SIAF/CAUC/CADIN ou outros criados pela União, que impeça esta Unidade Federativa de obter Certidão de Regularidade Fiscal para receber repasses financeiros, celebrar convênios e realizar operações de crédito, violam frontalmente o princípio da proporcionalidade e razoabilidade, verificando-se a inadequação entre a sanção aplicada e os fins colimados para recebimento da dívida tributária” (fl. 20). Requer, portanto, a concessão de liminar inaudita altera pars, para “suspender a exigibilidade do crédito previdenciário lançado por meio do processo fiscal n 35.752.782-8, bem como obstar a inscrição do CNPJ do Estado do Acre e Órgãos a ele vinculados nos cadastros de inadimplência mantidos pela União (CADIN/CAUC/SIAFI), mantendo assim o direito do Estado do Acre à Certidão Positiva com Efeito de Negativa e à celebração de convênios e outras operações financeiras com a União” (fl. 28). Pede que, ao final, seja declarado extinto o crédito consolidado na NFLD 35.752.782-8, por força da prescrição. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC 39/1994, que, a exemplo da Lei Federal 8.112/1990, estabeleceu no art. 236 o Sistema Previdenciário Próprio, “de modo que a partir da vigência da Lei Complementar 39/94 (01.01.94) os servidores antes celetistas transmudaram do Regime de Previdência Geral (INSS) para a Previdência do Estado do Acre” (fls. 17-8). Por conseguinte, os servidores da Secretaria de Estado de Saúde e Saneamento do Estado do Acre vinculam-se ao regime estatutário estadual, não se enquadrando no conceito de empregados, nos termos do art. 12, I, da Lei 8.212/1991. Impõe-se, por tal razão, a extinção do crédito tributário constante da NFLD 35.752.782-8. O autor aponta, outrossim, a necessidade de antecipação da tutela para impedir a inscrição de seu nome nos cadastros de inadimplência da União (CADIN), bem como para suspender a exigibilidade dos aludidos créditos previdenciários relativos às competências 09/1997 a 13/1998 (NFLD 35.752.782-8), assegurando a obtenção de certidão de regularidade fiscal até decisão final, sob o seguinte fundamento: “(...) qualquer ato de inclusão do Estado do Acre nos Cadastros SIAF/CAUC/CADIN ou outros criados pela União, que impeça esta Unidade Federativa de obter Certidão de Regularidade Fiscal para receber repasses financeiros, celebrar convênios e realizar operações de crédito, violam frontalmente o princípio da proporcionalidade e razoabilidade, verificando-se a inadequação entre a sanção aplicada e os fins colimados para recebimento da dívida tributária” (fl. 20). Requer, portanto, a concessão de liminar inaudita altera pars, para “suspender a exigibilidade do crédito previdenciário lançado por meio do processo fiscal n 35.752.782-8, bem como obstar a inscrição do CNPJ do Estado do Acre e Órgãos a ele vinculados nos cadastros de inadimplência mantidos pela União (CADIN/CAUC/SIAFI), mantendo assim o direito do Estado do Acre à Certidão Positiva com Efeito de Negativa e à celebração de convênios e outras operações financeiras com a União” (fl. 28). Pede que, ao final, seja declarado extinto o crédito consolidado na NFLD 35.752.782-8, por força da prescrição. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC 2. Instada a se manifestar, juntando ao feito o processo administrativo da ação fiscal que ensejou a formalização do débito tributário relativo à NFLD 35.752.782-8 (doc. 23), a União alegou a ausência de requisitos ensejadores do provimento liminar (pet. Supremo Tribunal Federal 50.514/2012 doc. 21). Asseverou que “o pleito busca atribuir à sentença da ação anulatória n 2005.30.00.000668-0, proferida pelo juízo da 3... Vara Federal da Seção Judiciária do Acre, uma definitividade parcial (de determinado capítulo de sentença) da qual não goza”, sendo “equivocado querer estabelecer o dia 12.01.2006, quando foi publicada a sentença mencionada, como marco inicial para a contagem do prazo prescricional quinquenal dentro do qual a Fazenda Nacional poderia ter ajuizado a correspondente execução fiscal, a fim de cobrar débitos referentes ao período de setembro de 1997 até dezembro de 1998”. Sustenta, por fim, que com a edição da “Súmula Vinculante n 08, em 20.06.2008, no entanto, restou estabelecido que o prazo é quinquenal, razão pela qual a data final para a prescrição seria 19.06.2013.” É o relatório. Decido. 3. Antes de tudo, reconheço expressamente a competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar esta causa, por estar caracterizada situação de conflito federativo, imprescindível à aplicação da norma inscrita no art. 102, I, f, da Constituição da República. Fixada a competência desta Corte, passo a examinar o pedido de antecipação da tutela, veiculado às fls. 18-29 da exordial. No juízo de cognição sumária que se mostra cabível nesta fase processual, afigura-se presente a verossimilhança das alegações do autor, a justificar o deferimento da medida antecipatória postulada. 4. Para esclarecer o conteúdo da lide, principio por um breve apanhado dos fatos que levaram ao ajuizamento da presente ação, à luz das peças processuais trazidas aos autos. A NFLD 35.412.951-1 diz respeito a contribuições previdenciárias incidentes, no período 05/1991 a 12/1998, sobre 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC 2. Instada a se manifestar, juntando ao feito o processo administrativo da ação fiscal que ensejou a formalização do débito tributário relativo à NFLD 35.752.782-8 (doc. 23), a União alegou a ausência de requisitos ensejadores do provimento liminar (pet. Supremo Tribunal Federal 50.514/2012 doc. 21). Asseverou que “o pleito busca atribuir à sentença da ação anulatória n 2005.30.00.000668-0, proferida pelo juízo da 3... Vara Federal da Seção Judiciária do Acre, uma definitividade parcial (de determinado capítulo de sentença) da qual não goza”, sendo “equivocado querer estabelecer o dia 12.01.2006, quando foi publicada a sentença mencionada, como marco inicial para a contagem do prazo prescricional quinquenal dentro do qual a Fazenda Nacional poderia ter ajuizado a correspondente execução fiscal, a fim de cobrar débitos referentes ao período de setembro de 1997 até dezembro de 1998”. Sustenta, por fim, que com a edição da “Súmula Vinculante n 08, em 20.06.2008, no entanto, restou estabelecido que o prazo é quinquenal, razão pela qual a data final para a prescrição seria 19.06.2013.” É o relatório. Decido. 3. Antes de tudo, reconheço expressamente a competência originária do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar esta causa, por estar caracterizada situação de conflito federativo, imprescindível à aplicação da norma inscrita no art. 102, I, f, da Constituição da República. Fixada a competência desta Corte, passo a examinar o pedido de antecipação da tutela, veiculado às fls. 18-29 da exordial. No juízo de cognição sumária que se mostra cabível nesta fase processual, afigura-se presente a verossimilhança das alegações do autor, a justificar o deferimento da medida antecipatória postulada. 4. Para esclarecer o conteúdo da lide, principio por um breve apanhado dos fatos que levaram ao ajuizamento da presente ação, à luz das peças processuais trazidas aos autos. A NFLD 35.412.951-1 diz respeito a contribuições previdenciárias incidentes, no período 05/1991 a 12/1998, sobre 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC a remuneração de servidores públicos ligados à Secretaria de Saúde e Saneamento Básico do Estado do Acre e não abrangidos por regime próprio de previdência, dada a sua filiação obrigatória ao Regime Geral de Previdência Social, nos termos dos artigos 13, 15 e 22 da Lei 8.212/1991. A notificação fiscal do lançamento do débito ocorreu em 6 de setembro de 2002. Após a interposição de recurso administrativo, a Quarta Câmara de Julgamento do Conselho de Recursos da Previdência Social lavrou o Acórdão 851/2003, em 20 de novembro de 2003 (fl. 5, doc. 2). Inexitosa a defesa administrativa, o Estado do Acre ingressou com a ação anulatória 2005.30.00.000668-0, relativa ao crédito tributário consolidado na NFLD 35.412.951-1. Em 13 de maio de 2005, foi deferida, em parte, a antecipação dos efeitos da tutela, para suspender a exigibilidade do crédito tributário apenas quanto às competências de maio de 1991 a setembro de 1997 (fl. 84, doc. 23). Essa decisão judicial levou ao desdobramento do processo administrativo em 15 de julho de 2005 (fl. 53, doc. 23): incluíram-se no DEBCAD 35.752.782-8 os créditos cuja exigibilidade foi suspensa; e mantiveram-se no DEBCAD 35.412.951-1 os demais, relativos ao período de outubro de 1997 a dezembro de 1998 (fl. 53, doc. 23). A antecipação da tutela foi revogada na sentença, prolatada em 19 de dezembro de 2005 (fl. 5, doc. 6) e publicada no Diário Oficial em 12 de janeiro de 2006 (fl. 2, doc. 12). O Fisco, no entanto, considerou que a suspensão da exigibilidade do crédito tributário subsistia. Até meados de 2011, não havia ocorrido a inscrição em dívida ativa, como se verifica do Ofício PFN/AC/GAB/n 1499/2011, datado de 17 de junho de 2011 (fl. 99, doc. 23). Em março de 2012, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Rio Branco reconheceu a decadência do crédito tributário relativo às competências de 05/1991 a 08/1997, nos termos da Súmula Vinculante n 8 (fl. 102, doc. 23), sendo cientificado o Estado do Acre em 22 de junho de 2012 (fl. 111, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC a remuneração de servidores públicos ligados à Secretaria de Saúde e Saneamento Básico do Estado do Acre e não abrangidos por regime próprio de previdência, dada a sua filiação obrigatória ao Regime Geral de Previdência Social, nos termos dos artigos 13, 15 e 22 da Lei 8.212/1991. A notificação fiscal do lançamento do débito ocorreu em 6 de setembro de 2002. Após a interposição de recurso administrativo, a Quarta Câmara de Julgamento do Conselho de Recursos da Previdência Social lavrou o Acórdão 851/2003, em 20 de novembro de 2003 (fl. 5, doc. 2). Inexitosa a defesa administrativa, o Estado do Acre ingressou com a ação anulatória 2005.30.00.000668-0, relativa ao crédito tributário consolidado na NFLD 35.412.951-1. Em 13 de maio de 2005, foi deferida, em parte, a antecipação dos efeitos da tutela, para suspender a exigibilidade do crédito tributário apenas quanto às competências de maio de 1991 a setembro de 1997 (fl. 84, doc. 23). Essa decisão judicial levou ao desdobramento do processo administrativo em 15 de julho de 2005 (fl. 53, doc. 23): incluíram-se no DEBCAD 35.752.782-8 os créditos cuja exigibilidade foi suspensa; e mantiveram-se no DEBCAD 35.412.951-1 os demais, relativos ao período de outubro de 1997 a dezembro de 1998 (fl. 53, doc. 23). A antecipação da tutela foi revogada na sentença, prolatada em 19 de dezembro de 2005 (fl. 5, doc. 6) e publicada no Diário Oficial em 12 de janeiro de 2006 (fl. 2, doc. 12). O Fisco, no entanto, considerou que a suspensão da exigibilidade do crédito tributário subsistia. Até meados de 2011, não havia ocorrido a inscrição em dívida ativa, como se verifica do Ofício PFN/AC/GAB/n 1499/2011, datado de 17 de junho de 2011 (fl. 99, doc. 23). Em março de 2012, a Delegacia da Receita Federal do Brasil em Rio Branco reconheceu a decadência do crédito tributário relativo às competências de 05/1991 a 08/1997, nos termos da Súmula Vinculante n 8 (fl. 102, doc. 23), sendo cientificado o Estado do Acre em 22 de junho de 2012 (fl. 111, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC doc. 23). Do DEBCAD 35.752.782-8 remanesceu apenas a competência de setembro de 1997, dando origem ao DEBCAD 37.379.281-6 (fls. 108-9, doc. 23). 5. Os fatos supranarrados evidenciam a plausibilidade jurídica da alegação de extinção do crédito tributário pela ocorrência da prescrição, nos termos do art. 174 do Código Tributário Nacional, que preconiza: “Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva. Parágrafo único. A prescrição se interrompe: I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; (Redação dada pela Lcp n 118, de 2005) II - pelo protesto judicial; III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor.” A despeito das divergências acerca do momento em que se considera definitivamente constituído o crédito tributário, é indubitável que, findo o processo administrativo, o prazo prescricional está a fluir, de modo que, transcorridos cinco anos sem a ocorrência de causas suspensivas ou interruptivas, o crédito da Fazenda se encontra extinto, nos termos do art. 156, V, da codificação tributária. No caso dos autos, a última decisão administrativa acerca da legitimidade do crédito tributário ocorreu em 20 de novembro de 2003, data em que foi lavrado o Acórdão 851/2003 da Quarta Câmara de Julgamento do Conselho de Recursos da Previdência Social. Com essa decisão, encerrou-se o processo administrativo, restando evidentes a constituição definitiva do crédito tributário e o fluir do prazo prescricional. O curso do prazo prescricional não foi afetado pela ulterior reabertura do processo administrativo, primeiramente para ser realizado o seu desmembramento, em razão da 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC doc. 23). Do DEBCAD 35.752.782-8 remanesceu apenas a competência de setembro de 1997, dando origem ao DEBCAD 37.379.281-6 (fls. 108-9, doc. 23). 5. Os fatos supranarrados evidenciam a plausibilidade jurídica da alegação de extinção do crédito tributário pela ocorrência da prescrição, nos termos do art. 174 do Código Tributário Nacional, que preconiza: “Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva. Parágrafo único. A prescrição se interrompe: I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; (Redação dada pela Lcp n 118, de 2005) II - pelo protesto judicial; III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor.” A despeito das divergências acerca do momento em que se considera definitivamente constituído o crédito tributário, é indubitável que, findo o processo administrativo, o prazo prescricional está a fluir, de modo que, transcorridos cinco anos sem a ocorrência de causas suspensivas ou interruptivas, o crédito da Fazenda se encontra extinto, nos termos do art. 156, V, da codificação tributária. No caso dos autos, a última decisão administrativa acerca da legitimidade do crédito tributário ocorreu em 20 de novembro de 2003, data em que foi lavrado o Acórdão 851/2003 da Quarta Câmara de Julgamento do Conselho de Recursos da Previdência Social. Com essa decisão, encerrou-se o processo administrativo, restando evidentes a constituição definitiva do crédito tributário e o fluir do prazo prescricional. O curso do prazo prescricional não foi afetado pela ulterior reabertura do processo administrativo, primeiramente para ser realizado o seu desmembramento, em razão da 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC antecipação da tutela concedida na ação anulatória, e, posteriormente, para a pronúncia da decadência do crédito relativo ao período de 05/1991 a 08/1997, por força da Súmula Vinculante n 8. O único fato a repercutir no curso do prazo prescricional foi a concessão parcial, em 13 de maio de 2005, da tutela antecipada na ação anulatória 2005.30.00.000668-0, em ordem a suspender a exigibilidade do crédito tributário quanto às competências de maio de 1991 a setembro de 1997. Das competências remanescentes, não extintas pelo advento da SV 8, somente a de setembro de 1997 foi abrangida por essa decisão. De qualquer modo, a antecipação da tutela foi expressamente revogada na sentença, publicada no Diário Oficial em 12 de janeiro de 2006 (fl. 2, doc. 12), de forma que a suspensão do prazo prescricional, decorrente da suspensão da exigibilidade do crédito tributário nos moldes do art. 151, V, do CTN, não perdurou sequer um ano. Assinalo que a revogação da antecipação da tutela se opera de imediato e não é afetada pela interposição do recurso de apelação, sequer quando recebido em ambos os efeitos. Publicada a sentença, cessou a suspensão da exigibilidade do crédito tributário e, consectariamente, do decurso do prazo prescricional. Desde então, a Administração Tributária podia (rectius: devia) proceder à cobrança do crédito em foco, cuja exigibilidade, vale repisar, somente restou suspensa quanto à competência de setembro de 1997 – e a competências anteriores, cuja decadência já foi pronunciada administrativamente. Anoto, outrossim, ser aplicável à espécie o prazo quinquenal estabelecido no art. 174, caput, do CTN, dada a inconstitucionalidade do prazo decenal estipulado pelo art. 46 da Lei 8.212/1991, nos termos da Súmula Vinculante 8, verbis: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5... do Decreto-Lein 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei n 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.” 6. Mesmo que, no julgamento do mérito, com o advento de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC antecipação da tutela concedida na ação anulatória, e, posteriormente, para a pronúncia da decadência do crédito relativo ao período de 05/1991 a 08/1997, por força da Súmula Vinculante n 8. O único fato a repercutir no curso do prazo prescricional foi a concessão parcial, em 13 de maio de 2005, da tutela antecipada na ação anulatória 2005.30.00.000668-0, em ordem a suspender a exigibilidade do crédito tributário quanto às competências de maio de 1991 a setembro de 1997. Das competências remanescentes, não extintas pelo advento da SV 8, somente a de setembro de 1997 foi abrangida por essa decisão. De qualquer modo, a antecipação da tutela foi expressamente revogada na sentença, publicada no Diário Oficial em 12 de janeiro de 2006 (fl. 2, doc. 12), de forma que a suspensão do prazo prescricional, decorrente da suspensão da exigibilidade do crédito tributário nos moldes do art. 151, V, do CTN, não perdurou sequer um ano. Assinalo que a revogação da antecipação da tutela se opera de imediato e não é afetada pela interposição do recurso de apelação, sequer quando recebido em ambos os efeitos. Publicada a sentença, cessou a suspensão da exigibilidade do crédito tributário e, consectariamente, do decurso do prazo prescricional. Desde então, a Administração Tributária podia (rectius: devia) proceder à cobrança do crédito em foco, cuja exigibilidade, vale repisar, somente restou suspensa quanto à competência de setembro de 1997 – e a competências anteriores, cuja decadência já foi pronunciada administrativamente. Anoto, outrossim, ser aplicável à espécie o prazo quinquenal estabelecido no art. 174, caput, do CTN, dada a inconstitucionalidade do prazo decenal estipulado pelo art. 46 da Lei 8.212/1991, nos termos da Súmula Vinculante 8, verbis: “São inconstitucionais o parágrafo único do artigo 5... do Decreto-Lein 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei n 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.” 6. Mesmo que, no julgamento do mérito, com o advento de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC novas informações e arguições, esta Corte possa chegar a conclusão distinta, verifico haver razões robustas a justificar a antecipação da tutela. Em favor dessa conclusão, pesam as peculiaridades do caso, em que uma pessoa constitucional, albergada pela cláusula pétrea da imunidade tributária recíproca frente à incidência de impostos (art. 150, VI, a, da Constituição Federal de 1988), está sofrendo restrições ao regular desempenho das suas funções típicas, essenciais a toda a população, em decorrência de um débito de duvidosa legitimidade jurídica. Não só. O Estado-autor sequer pode valer-se dos meios corriqueiramente utilizados pelos particulares para a obtenção de certidões de regularidade fiscal, como o depósito do montante controverso e o oferecimento de garantias, seja na própria ação anulatória, na execução fiscal ou até mesmo em ação cautelar ajuizada especificamente para essa finalidade. Em tais situações, esta Corte tem deferido os pleitos antecipatórios formulados por Estados ou Municípios para obstar a inclusão dos seus nomes no CADIN, bem como do débito em dívida ativa, suspendendo a exigibilidade do crédito tributário enquanto tramita ação questionando a sua legitimidade. A título exemplificativo, refiro o julgamento do AC-AgR 39, em que o Plenário desproveu agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Maurício Corrêa, que havia deferido a concessão de medida liminar num litígio entre a União e o Estado do Paraná, nestes termos: “Como resulta do pedido inicial e da documentação que o acompanha, a controvérsia acerca da existência ou não de débito está submetida à apreciação judicial. Desse modo, para que se dê cumprimento ao devido processo legal, impõe-se e recomenda-se se obste a inscrição do nome do requerente no rol de devedores do respectivo órgão. A incerteza da obrigação que lhe é exigida, dado que submetida a sua legitimidade e liquidez à apreciação do Poder Judiciário, não autoriza o seu assentamento nos 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC novas informações e arguições, esta Corte possa chegar a conclusão distinta, verifico haver razões robustas a justificar a antecipação da tutela. Em favor dessa conclusão, pesam as peculiaridades do caso, em que uma pessoa constitucional, albergada pela cláusula pétrea da imunidade tributária recíproca frente à incidência de impostos (art. 150, VI, a, da Constituição Federal de 1988), está sofrendo restrições ao regular desempenho das suas funções típicas, essenciais a toda a população, em decorrência de um débito de duvidosa legitimidade jurídica. Não só. O Estado-autor sequer pode valer-se dos meios corriqueiramente utilizados pelos particulares para a obtenção de certidões de regularidade fiscal, como o depósito do montante controverso e o oferecimento de garantias, seja na própria ação anulatória, na execução fiscal ou até mesmo em ação cautelar ajuizada especificamente para essa finalidade. Em tais situações, esta Corte tem deferido os pleitos antecipatórios formulados por Estados ou Municípios para obstar a inclusão dos seus nomes no CADIN, bem como do débito em dívida ativa, suspendendo a exigibilidade do crédito tributário enquanto tramita ação questionando a sua legitimidade. A título exemplificativo, refiro o julgamento do AC-AgR 39, em que o Plenário desproveu agravo regimental interposto contra decisão monocrática do Ministro Maurício Corrêa, que havia deferido a concessão de medida liminar num litígio entre a União e o Estado do Paraná, nestes termos: “Como resulta do pedido inicial e da documentação que o acompanha, a controvérsia acerca da existência ou não de débito está submetida à apreciação judicial. Desse modo, para que se dê cumprimento ao devido processo legal, impõe-se e recomenda-se se obste a inscrição do nome do requerente no rol de devedores do respectivo órgão. A incerteza da obrigação que lhe é exigida, dado que submetida a sua legitimidade e liquidez à apreciação do Poder Judiciário, não autoriza o seu assentamento nos 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC cadastros de restrição ao crédito, em vista das consequências danosas e imprevisíveis que o ato certamente acarretaria nas suas relações negociais com os órgãos da Administração Pública, com reflexos inclusive perante os agentes da iniciativa privada. Ademais, tal procedimento prematura atinge a honorabilidade e a respeitabilidade daquele a quem se imputa o inadimplemento da obrigação. A conduta do suposto credor, apesar de aparentemente legítima, traz em si o caráter coercitivo, uma vez que, por via transversa, busca a realização de sua pretensão, impondo ao devedor o comportamento de não-contestação e de incontinenti cumprimento de eventual débito. Assim, de forma oblíqua, o credor procede à constrição dos bens do devedor. Ante essas circunstâncias, evidenciada a plausibilidade da existência da boa tese sustentada na inicial e o risco da demora, defiro a medida liminar requerida. (AC 39-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ellen Gracie, julgado em 11/09/2003, trecho da decisão monocrática). Nessa linha, trago à colação decisão recentemente proferida pelo Supremo Tribunal Federal, em composição Plenária: “E M E N T A: CADIN INCLUSÃO, NESSE CADASTRO FEDERAL, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, POR EFEITO DE NÃO RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS, AINDA EM DISCUSSÃO NA ESFERA ADMINISTRATIVA, REFERENTES A PARCELAS DE CARÁTER NÃO REMUNERATÓRIO (ABONO-FAMÍLIA, AUXÍLIO- TRANSPORTE, AUXÍLIO-CRECHE E VALE-REFEIÇÃO) - IMPOSIÇÃO, AO ESTADO-MEMBRO, EM VIRTUDE DE ALEGADO DESCUMPRIMENTO DAS RESPECTIVAS OBRIGAÇÕES, DE LIMITAÇÕES DE ORDEM JURÍDICA A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC cadastros de restrição ao crédito, em vista das consequências danosas e imprevisíveis que o ato certamente acarretaria nas suas relações negociais com os órgãos da Administração Pública, com reflexos inclusive perante os agentes da iniciativa privada. Ademais, tal procedimento prematura atinge a honorabilidade e a respeitabilidade daquele a quem se imputa o inadimplemento da obrigação. A conduta do suposto credor, apesar de aparentemente legítima, traz em si o caráter coercitivo, uma vez que, por via transversa, busca a realização de sua pretensão, impondo ao devedor o comportamento de não-contestação e de incontinenti cumprimento de eventual débito. Assim, de forma oblíqua, o credor procede à constrição dos bens do devedor. Ante essas circunstâncias, evidenciada a plausibilidade da existência da boa tese sustentada na inicial e o risco da demora, defiro a medida liminar requerida. (AC 39-AgR, Tribunal Pleno, Rel. Min. Ellen Gracie, julgado em 11/09/2003, trecho da decisão monocrática). Nessa linha, trago à colação decisão recentemente proferida pelo Supremo Tribunal Federal, em composição Plenária: “E M E N T A: CADIN INCLUSÃO, NESSE CADASTRO FEDERAL, DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, POR EFEITO DE NÃO RECOLHIMENTO DE CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS, AINDA EM DISCUSSÃO NA ESFERA ADMINISTRATIVA, REFERENTES A PARCELAS DE CARÁTER NÃO REMUNERATÓRIO (ABONO-FAMÍLIA, AUXÍLIO- TRANSPORTE, AUXÍLIO-CRECHE E VALE-REFEIÇÃO) - IMPOSIÇÃO, AO ESTADO-MEMBRO, EM VIRTUDE DE ALEGADO DESCUMPRIMENTO DAS RESPECTIVAS OBRIGAÇÕES, DE LIMITAÇÕES DE ORDEM JURÍDICA A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO POSSIBILIDADE DE INVOCAÇÃO, PELAS ENTIDADES ESTATAIS, EM SEU FAVOR, DA GARANTIA DO DUE PROCESS OF LAW - LITÍGIO QUE SE SUBMETE À ESFERA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL HARMONIA E EQUILÍBRIO NAS RELAÇÕES INSTITUCIONAIS ENTRE O ESTADO-MEMBRO E A UNIÃO FEDERAL O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO POSSIBILIDADE, NA ESPÉCIE, DE CONFLITO FEDERATIVO - PRETENSÃO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL FUNDADA NA ALEGAÇÃO DE TRANSGRESSÃO À GARANTIA DO DUE PROCESS OF LAW SITUAÇÃO DE POTENCIALIDADE DANOSA AO INTERESSE PÚBLICO - TUTELA ANTECIPADA DEFERIDA DECISÃO DO RELATOR REFERENDADA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONFLITOS FEDERATIVOS E O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO. - A Constituição da República confere, ao Supremo Tribunal Federal, a posição eminente de Tribunal da Federação (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, f), atribuindo, a esta Corte, em tal condição institucional, o poder de dirimir controvérsias, que, ao irromperem no seio do Estado Federal, culminam, perigosamente, por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. A aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, f, da Constituição estende-se aos litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO POSSIBILIDADE DE INVOCAÇÃO, PELAS ENTIDADES ESTATAIS, EM SEU FAVOR, DA GARANTIA DO DUE PROCESS OF LAW - LITÍGIO QUE SE SUBMETE À ESFERA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL HARMONIA E EQUILÍBRIO NAS RELAÇÕES INSTITUCIONAIS ENTRE O ESTADO-MEMBRO E A UNIÃO FEDERAL O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO POSSIBILIDADE, NA ESPÉCIE, DE CONFLITO FEDERATIVO - PRETENSÃO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA JURISDICIONAL FUNDADA NA ALEGAÇÃO DE TRANSGRESSÃO À GARANTIA DO DUE PROCESS OF LAW SITUAÇÃO DE POTENCIALIDADE DANOSA AO INTERESSE PÚBLICO - TUTELA ANTECIPADA DEFERIDA DECISÃO DO RELATOR REFERENDADA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONFLITOS FEDERATIVOS E O PAPEL DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL COMO TRIBUNAL DA FEDERAÇÃO. - A Constituição da República confere, ao Supremo Tribunal Federal, a posição eminente de Tribunal da Federação (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, f), atribuindo, a esta Corte, em tal condição institucional, o poder de dirimir controvérsias, que, ao irromperem no seio do Estado Federal, culminam, perigosamente, por antagonizar as unidades que compõem a Federação. Essa magna função jurídico-institucional da Suprema Corte impõe-lhe o gravíssimo dever de velar pela intangibilidade do vínculo federativo e de zelar pelo equilíbrio harmonioso das relações políticas entre as pessoas estatais que integram a Federação brasileira. A aplicabilidade da norma inscrita no art. 102, I, f, da Constituição estende-se aos litígios cuja potencialidade ofensiva revela-se apta a vulnerar os 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação. Doutrina. Precedentes. A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. - A imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo, supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do due process of law, assegurada, pela Constituição da República (art. 5..., LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. - A Constituição da República estabelece, em seu art. 5..., incisos LIV e LV, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, seja ela pública ou privada, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. - A jurisprudência dos Tribunais, especialmente a do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível garantia, que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC valores que informam o princípio fundamental que rege, em nosso ordenamento jurídico, o pacto da Federação. Doutrina. Precedentes. A QUESTÃO DOS DIREITOS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS, NOTADAMENTE AQUELES DE CARÁTER PROCEDIMENTAL, TITULARIZADOS PELAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PÚBLICO. - A imposição de restrições de ordem jurídica, pelo Estado, quer se concretize na esfera judicial, quer se realize no âmbito estritamente administrativo, supõe, para legitimar-se constitucionalmente, o efetivo respeito, pelo Poder Público, da garantia indisponível do due process of law, assegurada, pela Constituição da República (art. 5..., LIV), à generalidade das pessoas, inclusive às próprias pessoas jurídicas de direito público, eis que o Estado, em tema de limitação ou supressão de direitos, não pode exercer a sua autoridade de maneira abusiva e arbitrária. Doutrina. Precedentes. LIMITAÇÃO DE DIREITOS E NECESSÁRIA OBSERVÂNCIA, PARA EFEITO DE SUA IMPOSIÇÃO, DA GARANTIA CONSTITUCIONAL DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. - A Constituição da República estabelece, em seu art. 5..., incisos LIV e LV, considerada a essencialidade da garantia constitucional da plenitude de defesa e do contraditório, que ninguém pode ser privado de sua liberdade, de seus bens ou de seus direitos sem o devido processo legal, notadamente naqueles casos em que se viabilize a possibilidade de imposição, a determinada pessoa ou entidade, seja ela pública ou privada, de medidas consubstanciadoras de limitação de direitos. - A jurisprudência dos Tribunais, especialmente a do Supremo Tribunal Federal, tem reafirmado o caráter fundamental do princípio da plenitude de defesa, nele reconhecendo uma insuprimível garantia, que, instituída em favor de qualquer pessoa ou entidade, rege e condiciona o exercício, pelo Poder Público, de sua atividade, ainda que em sede materialmente administrativa ou no âmbito 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes. BLOQUEIO DE RECURSOS FEDERAIS CUJA EFETIVAÇÃO PODE COMPROMETER A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. - O Supremo Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. Precedentes”. (ACO 1534-TA-Ref, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, julgado em 17.3.2011) 7. Desse modo, defiro, ad referendum do E. Plenário desta Corte (art. 21, V, do Regimento Interno), o pedido de antecipação dos efeitos da tutela, para determinar a suspensão da exigibilidade dos créditos tributários correspondentes às competências 09/1997 a 13/1998, consolidados originalmente na NFLD 35.412.951-1, com todos os seus efeitos jurídicos. Comunique-se, com urgência, para cumprimento imediato, o teor da presente decisão, cuja cópia deverá ser encaminhada ao Senhor Advogado-Geral da União. Publique-se. Cite-se a União para contestar, no prazo legal. Brasília, 30 de janeiro de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora”. Portanto, para os fins a que se refere o art. 21, V , do RISTF, submeto 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC político-administrativo, sob pena de nulidade da própria medida restritiva de direitos, revestida, ou não, de caráter punitivo. Doutrina. Precedentes. BLOQUEIO DE RECURSOS FEDERAIS CUJA EFETIVAÇÃO PODE COMPROMETER A EXECUÇÃO, NO ÂMBITO LOCAL, DE PROGRAMA ESTRUTURADO PARA VIABILIZAR A IMPLEMENTAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS. - O Supremo Tribunal Federal, nos casos de inscrição de entidades estatais, de pessoas administrativas ou de empresas governamentais em cadastros de inadimplentes, organizados e mantidos pela União, tem ordenado a liberação e o repasse de verbas federais (ou, então, determinado o afastamento de restrições impostas à celebração de operações de crédito em geral ou à obtenção de garantias), sempre com o propósito de neutralizar a ocorrência de risco que possa comprometer, de modo grave e/ou irreversível, a continuidade da execução de políticas públicas ou a prestação de serviços essenciais à coletividade. Precedentes”. (ACO 1534-TA-Ref, Tribunal Pleno, Rel. Min. Celso de Mello, julgado em 17.3.2011) 7. Desse modo, defiro, ad referendum do E. Plenário desta Corte (art. 21, V, do Regimento Interno), o pedido de antecipação dos efeitos da tutela, para determinar a suspensão da exigibilidade dos créditos tributários correspondentes às competências 09/1997 a 13/1998, consolidados originalmente na NFLD 35.412.951-1, com todos os seus efeitos jurídicos. Comunique-se, com urgência, para cumprimento imediato, o teor da presente decisão, cuja cópia deverá ser encaminhada ao Senhor Advogado-Geral da União. Publique-se. Cite-se a União para contestar, no prazo legal. Brasília, 30 de janeiro de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora”. Portanto, para os fins a que se refere o art. 21, V , do RISTF, submeto 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Relatório ACO 2023 TA-REF / AC a decisão em causa ao referendo do E. Plenário desta Suprema Corte. É o relatório. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Supremo Tribunal Federal ACO 2023 TA-REF / AC a decisão em causa ao referendo do E. Plenário desta Suprema Corte. É o relatório. 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964311. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. ROSA WEBER 25/04/2013 PLENÁRIO REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.023 ACRE V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Referendo, integralmente, por seus próprios fundamentos, a decisão que proferi, deferindo o pedido de antecipação da tutela formulado pelo Estado do Acre. Comunique-se o teor da decisão referendada, juntamente com o resultado do presente julgamento, cientificando-se, para tanto, o eminente Senhor Advogado-Geral da União, o Senhor Secretário do Tesouro Nacional, o Senhor Presidente do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS e, ainda, o Senhor Superintendente Regional do INSS em Rio Branco/AC. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964312. Supremo Tribunal Federal 25/04/2013 PLENÁRIO REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.023 ACRE V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Referendo, integralmente, por seus próprios fundamentos, a decisão que proferi, deferindo o pedido de antecipação da tutela formulado pelo Estado do Acre. Comunique-se o teor da decisão referendada, juntamente com o resultado do presente julgamento, cientificando-se, para tanto, o eminente Senhor Advogado-Geral da União, o Senhor Secretário do Tesouro Nacional, o Senhor Presidente do Instituto Nacional do Seguro Social - INSS e, ainda, o Senhor Superintendente Regional do INSS em Rio Branco/AC. É como voto. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3964312. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 25/04/2013 PLENÁRIO EXTRATO DE ATA REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.023 PROCED. : ACRE RELATORA : MIN. ROSA WEBER AUTOR(A/S)(ES) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE RÉU(É)(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, referendou a concessão da tutela antecipada. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773564 Supremo Tribunal Federal PLENÁRIO EXTRATO DE ATA REFERENDO EM TUTELA ANTECIPADA NA AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2.023 PROCED. : ACRE RELATORA : MIN. ROSA WEBER AUTOR(A/S)(ES) : ESTADO DO ACRE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO ACRE RÉU(É)(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO Decisão: O Tribunal, por unanimidade e nos termos do voto da Relatora, referendou a concessão da tutela antecipada. Votou o Presidente. Ausentes o Ministro Joaquim Barbosa (Presidente), por participação no evento Time 100 Gala, organizado pela Time Magazine, e em seminário promovido pela Universidade de Princeton, ambos nos Estados Unidos, e, neste julgamento, os Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Dias Toffoli. Presidiu o julgamento o Ministro Ricardo Lewandowski (Vice-Presidente). Plenário, 25.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski (Vice- Presidente). Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber e Teori Zavascki. Procurador-Geral da República, Dr. Roberto Monteiro Gurgel Santos. p/ Luiz Tomimatsu Assessor-Chefe do Plenário Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3773564 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 023 ACRE", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 023", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 023", "Súmula Vinculante n 08 Supremo Tribunal Federal", "Ação Anulatória n 2005 . 30 . 00 . 000668 - 0", "Súmula Vinculante n 08 Supremo Tribunal Federal", "Ação Anulatória n 2005 . 30", "ACO", "ACO 2023", "ação anulatória n 2005 . 30 . 00 . 000668 - 0", "Súmula Vinculante n 08", "ação anulatória n 2005 . 30 . 00 . 000668 - 0", "Acórdão 851 /", "Acórdão 851 / 2003", "Acórdão 851 / 2003 da", "ACO", "Acórdão 851 / 2003", "Súmula Vinculante 8", "Súmula Vinculante 8", "AC", "-", "AgR 39", "AC", "-", "AgR 39", "AC 39 - AgR", "AC 39 - AgR", "ACO 1534 - TA - Ref", "ACO 1534 - TA - Ref", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 023", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 023", "AÇÃO CÍVEL ORIGINÁRIA 2 . 023" ], "LEGISLACAO": [ "ART", "Lei Complementar Estadual 39 / 1994", "art . 150 , VI , a , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 , V , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 21 , V , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 174 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 174 do CTN", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 467 e seguintes do Código de Processo Civil", "art . 174 do CTN", "CTN , art . 151", "CTN", "Constituição Federal", "Lei Complementar Estadual 39 / 1994", "Lei Complementar 3", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 467 e seguintes do Código de Processo Civil", "art . 174 do CTN", "CTN , art . 151", "CTN , art . 174 , parágrafo único , I , II , III e IV", "Constituição Federal", "Lei Complementar Estadual 39 / 1994", "Lei Complementar 3 Supremo Tribunal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Federal 8 . 112 / 1990", "Lei Complementar 39 / 94", "art . 12 , I , da Lei 8 . 212 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Federal 8 . 112 / 1990", "Lei Complementar 39 / 94", "art . 12 , I , da Lei 8 . 212 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , f , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , f , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 13 , 15 e 22 da Lei 8 . 212 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 13 , 15 e 22 da Lei 8 . 212 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 174 do Código Tributário Nacional", "Lcp n 118", "art . 156 , V , da codificação tributária", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 174 do Código Tributário Nacional", "Lcp n 118", "art . 156 , V , da codificação tributária", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 151 , V , do CTN", "art", "art . 46 da Lei 8 . 212 / 1991", "artigo 5 . . . do Decreto - Lein 1 . 569 / 1977", "artigos 45 e 46 da Lei n 8 . 212 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 151 , V , do CTN", "art . 174 , caput , do CTN", "art . 46 da Lei 8 . 212 / 1991", "parágrafo único do artigo 5 . . . do Decreto -", "Lein 1 . 569 / 1977", "artigos 45 e 46 da Lei n 8 . 212 / 1991", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , a , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , a , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , f", "art . 102 , I , f , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição Federal de 1988 , art . 102 , I , f", "art .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República ( art . 5 . . . , LIV )", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República ( art . 5 . . . , LIV )", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , V , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "Brasília", "Brasília", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "Estado do Acre", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "Rio Branco", "Estado do Acre", "Estado do Acre", "Rio Branco", "Estado do Acre", "Estado do Acre", "Estado do Acre", "Estado do Acre", "Estado do Acre", "Estado do Acre", "Estado do Acre", "Estado do Acre", "Estado do Acre", "Rio Branco", "Estado do Acre", "Estado do Acre", "Rio Branco", "Estado do Acre", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Estado Federal", "Brasília", "Brasília", "Estado do Acre", "Rio Branco / AC", "Estado do Acre", "Rio Branco / AC", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE", "Estados Unidos", "ESTADO DO ACRE", "ESTADO DO ACRE" ], "ORGANIZACAO": [ "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PLENÁRIO", "UNIÃO", "UNIÃO", "Secretaria", "União", "Instituto Nacional do Serviço Social", "INSS", "Secretaria de Saúde e Saneamento do Estado do Acre", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ACRE", "UNIÃO", "UNIÃO", "Estado", "Secretaria da Saúde", "União", "Instituto Nacional do Serviço Social", "INSS", "Secretaria de Saúde e Saneamento do Estado do Acre", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "3", ".", ". . 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Vara Federal da Seção Judiciária do Acre", "Fazenda Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Supremo Tribunal Federal 50 . 514 /", "3", ".", ". . Vara Federal da Seção Judiciária do Acre", "Fazenda Nacional", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Secretaria de Saúde e Saneamento Básico do Estado do Acre", "Quarta Câmara de Julgamento do Conselho de Recursos da Previdência Social", "Delegacia da", "Receita Federal do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Secretaria de Saúde e Saneamento Básico do Estado do Acre", "Quarta Câmara de Julgamento do Conselho de Recursos da Previdência Social", "Delegacia da Receita Federal do Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Quarta Câmara", "Conselho de Recursos da Previdência Social", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Quarta Câmara de Julgamento", 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"PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Federação brasileira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "UNIÃO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "PLENÁRIO", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal da Federação", "Suprema Corte", "Federação brasileira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Tribunal Pleno", "Plenário", "União", "União", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de 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Princeton", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PLENÁRIO", "ACRE", "UNIÃO", "UNIÃO", "Time", "Time Magazine", "Universidade de Princeton", "Plenário", "Plenário", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Maurício Corrêa", "Maurício Corrêa", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "Celso de Mello", "Rosa Weber", "Celso de Mello", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Marco Aurélio", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Roberto Monteiro Gurgel Santos", "Luiz", "Tomimatsu", "ROSA WEBER", "Joaquim Barbosa", "Gilmar 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"/", "1997", "09", "/", "1997", "13", "/", "1998", "09", "/", "1997", "13", "/", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "1991", "13", "/", "1998", "janeiro de 1996", "setembro", "/", "1997", "07", ".", "3", ".", "2012", "setembro", "/", "1997", "SET", "/", "1997", "/", "/", "09", "/", "1997", "13", "/", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "set", "/", "1997", "09", "/", "1997", "13", "/", "1998", "09", "/", "1997", "13", "/", "1998", "set", "/", "13", "/", "1998", "09", "/", "1997", "13", "/", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "set", "/", "1997", "09", "/", "1997", "13", "/", "1998", "09", "/", "1997", "13", "/", "1998", "set", "/", "1997", "13", "/", "1998", "09", "/", "1997", "13", "/", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", ".", "01", ".", "94", "09", "/", "1997", "13", "/", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "01", ".", "01", ".", "94", "09", "/", "1997", "13", "/", "1998", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "01", ".", "2006", "setembro de 1997", 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"24", "/", "08", "/", "2001", "setembro de 1997", "2005", "20 de novembro de 2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "setembro de 1997", "2005", "20 de novembro de 2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "1991", "08", "/", "1997", "13 de maio de 2005", "maio de 1991", "setembro de 1997", "setembro de 1997", "12 de janeiro de 2006", "setembro de 1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "1991", "08", "/", "1997", "13 de maio de 2005", "maio de 1991", "setembro de 1997", "setembro de 1997", "12 de janeiro de 2006", "setembro de 1997", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "09", "/", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", "/", "09", "/", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", ".", "3", ".", "2011", "09", "/", "1997", "13", "/", "1998", "30 de janeiro de 2013", "24", "/", "08", "/", 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Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.527 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO SEMI-ÁRIDO (CRIADA POR TRANSFORMAÇÃO DA ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE MOSSORÓ - ESAM) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :FRANCISCO FAUSTO PAULA DE MEDEIROS ADV.(A/S) :RUBEN ANTÔNIO MACHADO VIEIRA MARIZ EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. PROCESSAMENTO DE PRECATÓRIO. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 733/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679370. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.527 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO SEMI-ÁRIDO (CRIADA POR TRANSFORMAÇÃO DA ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE MOSSORÓ - ESAM) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :FRANCISCO FAUSTO PAULA DE MEDEIROS ADV.(A/S) :RUBEN ANTÔNIO MACHADO VIEIRA MARIZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao argumento de que não cabe interposição desse apelo no processamento de precatório, conforme estabelece a Súmula 733/STF. Sustenta o agravante, em suma, que (a) a manifestação do sindicato contra o sobrestamento do processo não poderia ter sido analisada, em face da ocorrência da preclusão; (b) “a discussão transcende o caráter administrativo e apresenta nitidamente caráter jurisdicional- constitucional” (fl. 414); (c) a Justiça do Trabalho é absolutamente incompetente para executar título que “avança a vigência da Lei n. 8.112/90” (fl. 418). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679371. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.527 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO SEMI-ÁRIDO (CRIADA POR TRANSFORMAÇÃO DA ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE MOSSORÓ - ESAM) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :FRANCISCO FAUSTO PAULA DE MEDEIROS ADV.(A/S) :RUBEN ANTÔNIO MACHADO VIEIRA MARIZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao argumento de que não cabe interposição desse apelo no processamento de precatório, conforme estabelece a Súmula 733/STF. Sustenta o agravante, em suma, que (a) a manifestação do sindicato contra o sobrestamento do processo não poderia ter sido analisada, em face da ocorrência da preclusão; (b) “a discussão transcende o caráter administrativo e apresenta nitidamente caráter jurisdicional- constitucional” (fl. 414); (c) a Justiça do Trabalho é absolutamente incompetente para executar título que “avança a vigência da Lei n. 8.112/90” (fl. 418). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679371. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.527 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Inviável o recurso extraordinário. É que a atividade desenvolvida pelo presidente do tribunal no processamento de precatório é administrativa, conforme aturada jurisprudência da Corte. A interposição de recurso extraordinário de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho nos autos de precatório não atende à exigência constitucional do art. 102, III, qual seja, tratar-se de causa decidida em única ou última instância, por órgão do Poder Judiciário, em atividade de natureza jurisdicional. Incide, portanto, o óbice da súmula 733 desta Corte. Em situação idêntica, já decidiu esta Corte: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECATÓRIO: PROCESSAMENTO DO TRIBUNAL: ATIVIDADE ADMINISTRATIVA. I. - A atividade desenvolvida pelo Presidente do Tribunal, no processamento do precatório, não é jurisdicional, mas administrativa. Também é administrativa a decisão do Tribunal tomada em agravo regimental interposto contra despacho do Presidente na mencionada atividade. Precedente do STF: ADIn 1098-SP. II. - O recurso extraordinário pressupõe a existência de causa decidida em única ou última instância por órgão do Poder Judiciário no exercício de função jurisdicional. Proferida a decisão em sede administrativa, não há falar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679372. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.527 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Inviável o recurso extraordinário. É que a atividade desenvolvida pelo presidente do tribunal no processamento de precatório é administrativa, conforme aturada jurisprudência da Corte. A interposição de recurso extraordinário de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho nos autos de precatório não atende à exigência constitucional do art. 102, III, qual seja, tratar-se de causa decidida em única ou última instância, por órgão do Poder Judiciário, em atividade de natureza jurisdicional. Incide, portanto, o óbice da súmula 733 desta Corte. Em situação idêntica, já decidiu esta Corte: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECATÓRIO: PROCESSAMENTO DO TRIBUNAL: ATIVIDADE ADMINISTRATIVA. I. - A atividade desenvolvida pelo Presidente do Tribunal, no processamento do precatório, não é jurisdicional, mas administrativa. Também é administrativa a decisão do Tribunal tomada em agravo regimental interposto contra despacho do Presidente na mencionada atividade. Precedente do STF: ADIn 1098-SP. II. - O recurso extraordinário pressupõe a existência de causa decidida em única ou última instância por órgão do Poder Judiciário no exercício de função jurisdicional. Proferida a decisão em sede administrativa, não há falar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679372. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 571527 AGR / RN em causa. Não cabimento do recurso extraordinário. III. - R.E. admitido na origem. Negativa de trânsito por decisão do Relator. Agravo não provido.” (RE-AgR nº 213.696, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno, DJ de 6.2.98. No mesmo sentido: RE 229.786, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA, Segunda Turma, DJ de 18.5.2001, RE nº 595.045-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Dje de 01.7.2009, ARE nº 655.205, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Dje de 28.9.2011 e AI nº 854.380, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Dje de 9.3.2012). O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Quanto à alegação de extemporaneidade da manifestação do sindicato, cumpre considerar que a determinação de sobrestamento não acarreta preclusão para o juiz, que pode revê-la, de ofício ou por provocação mediante mera petição. Foi o que ocorreu, no caso. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679372. Supremo Tribunal Federal RE 571527 AGR / RN em causa. Não cabimento do recurso extraordinário. III. - R.E. admitido na origem. Negativa de trânsito por decisão do Relator. Agravo não provido.” (RE-AgR nº 213.696, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno, DJ de 6.2.98. No mesmo sentido: RE 229.786, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA, Segunda Turma, DJ de 18.5.2001, RE nº 595.045-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Dje de 01.7.2009, ARE nº 655.205, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Dje de 28.9.2011 e AI nº 854.380, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Dje de 9.3.2012). O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Quanto à alegação de extemporaneidade da manifestação do sindicato, cumpre considerar que a determinação de sobrestamento não acarreta preclusão para o juiz, que pode revê-la, de ofício ou por provocação mediante mera petição. Foi o que ocorreu, no caso. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679372. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.527 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO SEMI-ÁRIDO (CRIADA POR TRANSFORMAÇÃO DA ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE MOSSORÓ - ESAM) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : FRANCISCO FAUSTO PAULA DE MEDEIROS ADV.(A/S) : RUBEN ANTÔNIO MACHADO VIEIRA MARIZ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692732 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.527 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO SEMI-ÁRIDO (CRIADA POR TRANSFORMAÇÃO DA ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE MOSSORÓ - ESAM) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : FRANCISCO FAUSTO PAULA DE MEDEIROS ADV.(A/S) : RUBEN ANTÔNIO MACHADO VIEIRA MARIZ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692732 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3700344
2013-04-16T00:00:00
2013-04-29T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. PROCESSAMENTO DE PRECATÓRIO. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 733/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur229087
Número de páginas: 5. Análise: 20/05/2013, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
571527
[ "LEG-FED SUMSTF-000733 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 571527 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO SEMI-ÁRIDO (CRIADA POR TRANSFORMAÇÃO DA ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE MOSSORÓ - ESAM) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : FRANCISCO FAUSTO PAULA DE MEDEIROS ADV.(A/S) : RUBEN ANTÔNIO MACHADO VIEIRA MARIZ
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Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.527 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO SEMI-ÁRIDO (CRIADA POR TRANSFORMAÇÃO DA ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE MOSSORÓ - ESAM) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :FRANCISCO FAUSTO PAULA DE MEDEIROS ADV.(A/S) :RUBEN ANTÔNIO MACHADO VIEIRA MARIZ EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. PROCESSAMENTO DE PRECATÓRIO. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 733/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679370. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.527 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO SEMI-ÁRIDO (CRIADA POR TRANSFORMAÇÃO DA ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE MOSSORÓ - ESAM) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :FRANCISCO FAUSTO PAULA DE MEDEIROS ADV.(A/S) :RUBEN ANTÔNIO MACHADO VIEIRA MARIZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao argumento de que não cabe interposição desse apelo no processamento de precatório, conforme estabelece a Súmula 733/Supremo Tribunal Federal. Sustenta o agravante, em suma, que (a) a manifestação do sindicato contra o sobrestamento do processo não poderia ter sido analisada, em face da ocorrência da preclusão; (b) “a discussão transcende o caráter administrativo e apresenta nitidamente caráter jurisdicional- constitucional” (fl. 414); (c) a Justiça do Trabalho é absolutamente incompetente para executar título que “avança a vigência da Lei n. 8.112/90” (fl. 418). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679371. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.527 RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIVERSIDADE FEDERAL DO SEMI-ÁRIDO (CRIADA POR TRANSFORMAÇÃO DA ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE MOSSORÓ - ESAM) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) :FRANCISCO FAUSTO PAULA DE MEDEIROS ADV.(A/S) :RUBEN ANTÔNIO MACHADO VIEIRA MARIZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário ao argumento de que não cabe interposição desse apelo no processamento de precatório, conforme estabelece a Súmula 733/Supremo Tribunal Federal. Sustenta o agravante, em suma, que (a) a manifestação do sindicato contra o sobrestamento do processo não poderia ter sido analisada, em face da ocorrência da preclusão; (b) “a discussão transcende o caráter administrativo e apresenta nitidamente caráter jurisdicional- constitucional” (fl. 414); (c) a Justiça do Trabalho é absolutamente incompetente para executar título que “avança a vigência da Lei n. 8.112/90” (fl. 418). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679371. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.527 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Inviável o recurso extraordinário. É que a atividade desenvolvida pelo presidente do tribunal no processamento de precatório é administrativa, conforme aturada jurisprudência da Corte. A interposição de recurso extraordinário de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho nos autos de precatório não atende à exigência constitucional do art. 102, III, qual seja, tratar-se de causa decidida em única ou última instância, por órgão do Poder Judiciário, em atividade de natureza jurisdicional. Incide, portanto, o óbice da súmula 733 desta Corte. Em situação idêntica, já decidiu esta Corte: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECATÓRIO: PROCESSAMENTO DO TRIBUNAL: ATIVIDADE ADMINISTRATIVA. I. - A atividade desenvolvida pelo Presidente do Tribunal, no processamento do precatório, não é jurisdicional, mas administrativa. Também é administrativa a decisão do Tribunal tomada em agravo regimental interposto contra despacho do Presidente na mencionada atividade. Precedente do Supremo Tribunal Federal: ADIn 1098-SP. II. - O recurso extraordinário pressupõe a existência de causa decidida em única ou última instância por órgão do Poder Judiciário no exercício de função jurisdicional. Proferida a decisão em sede administrativa, não há falar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679372. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.527 RIO GRANDE DO NORTE V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: 2. Inviável o recurso extraordinário. É que a atividade desenvolvida pelo presidente do tribunal no processamento de precatório é administrativa, conforme aturada jurisprudência da Corte. A interposição de recurso extraordinário de acórdão do Tribunal Superior do Trabalho nos autos de precatório não atende à exigência constitucional do art. 102, III, qual seja, tratar-se de causa decidida em única ou última instância, por órgão do Poder Judiciário, em atividade de natureza jurisdicional. Incide, portanto, o óbice da súmula 733 desta Corte. Em situação idêntica, já decidiu esta Corte: “CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECATÓRIO: PROCESSAMENTO DO TRIBUNAL: ATIVIDADE ADMINISTRATIVA. I. - A atividade desenvolvida pelo Presidente do Tribunal, no processamento do precatório, não é jurisdicional, mas administrativa. Também é administrativa a decisão do Tribunal tomada em agravo regimental interposto contra despacho do Presidente na mencionada atividade. Precedente do Supremo Tribunal Federal: ADIn 1098-SP. II. - O recurso extraordinário pressupõe a existência de causa decidida em única ou última instância por órgão do Poder Judiciário no exercício de função jurisdicional. Proferida a decisão em sede administrativa, não há falar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679372. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 571527 AGR / RN em causa. Não cabimento do recurso extraordinário. III. - R.E. admitido na origem. Negativa de trânsito por decisão do Relator. Agravo não provido.” (Recurso Extraordinário-AgR n 213.696, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno, DJ de 6.2.98. No mesmo sentido: Recurso Extraordinário 229.786, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA, Segunda Turma, DJ de 18.5.2001, Recurso Extraordinário n 595.045-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Dje de 01.7.2009, ARE n 655.205, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Dje de 28.9.2011 e AI n 854.380, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Dje de 9.3.2012). O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Quanto à alegação de extemporaneidade da manifestação do sindicato, cumpre considerar que a determinação de sobrestamento não acarreta preclusão para o juiz, que pode revê-la, de ofício ou por provocação mediante mera petição. Foi o que ocorreu, no caso. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679372. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 571527 AGR / RN em causa. Não cabimento do recurso extraordinário. III. - R.E. admitido na origem. Negativa de trânsito por decisão do Relator. Agravo não provido.” (Recurso Extraordinário-AgR n 213.696, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, Pleno, DJ de 6.2.98. No mesmo sentido: Recurso Extraordinário 229.786, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA, Segunda Turma, DJ de 18.5.2001, Recurso Extraordinário n 595.045-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Dje de 01.7.2009, ARE n 655.205, Rel. Min. CELSO DE MELLO, Dje de 28.9.2011 e AI n 854.380, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Dje de 9.3.2012). O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Quanto à alegação de extemporaneidade da manifestação do sindicato, cumpre considerar que a determinação de sobrestamento não acarreta preclusão para o juiz, que pode revê-la, de ofício ou por provocação mediante mera petição. Foi o que ocorreu, no caso. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679372. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.527 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO SEMI-ÁRIDO (CRIADA POR TRANSFORMAÇÃO DA ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE MOSSORÓ - ESAM) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : FRANCISCO FAUSTO PAULA DE MEDEIROS ADV.(A/S) : RUBEN ANTÔNIO MACHADO VIEIRA MARIZ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692732 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571.527 PROCED. : RIO GRANDE DO NORTE RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIVERSIDADE FEDERAL DO SEMI-ÁRIDO (CRIADA POR TRANSFORMAÇÃO DA ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE MOSSORÓ - ESAM) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE ADV.(A/S) : FRANCISCO FAUSTO PAULA DE MEDEIROS ADV.(A/S) : RUBEN ANTÔNIO MACHADO VIEIRA MARIZ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692732 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571 . 527", "SÚMULA 733 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571 . 527", "Súmula 733 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571 . 527", "Súmula 733 / Supremo Tribunal Federal", "ADIn 1098 - SP", "ADIn 1098 - SP", "Recurso Extraordinário 571527 AGR / RN", "Recurso Extraordinário - AgR n 213 . 696", "Recurso Extraordinário 229 . 786", "Recurso Extraordinário n 595 . 045 - AgR", "ARE n 655 . 205", "AI n 854 . 380", "Recurso Extraordinário 571527 AGR / RN", "Recurso Extraordinário - AgR n 213 . 696", "Recurso Extraordinário 229 . 786", "Recurso Extraordinário n 595 . 045 - AgR", "ARE n 655 . 205", "AI n 854 . 380", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571 . 527", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 571 . 527" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "08", "/", "2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "Brasília", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE", "RIO GRANDE DO NORTE", "ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO SEMI - ÁRIDO", "ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE MOSSORÓ", "ESAM", "SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO SEMI - ÁRIDO", "ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE MOSSORÓ", "ESAM", "SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO SEMI", "ÁRIDO", "ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE MOSSORÓ", "ESAM", "SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Pleno", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Segunda Turma", "Infraestrutura", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO SEMI - ÁRIDO", "ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE MOSSORÓ", "ESAM", "SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIVERSIDADE FEDERAL DO SEMI - ÁRIDO", "ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA DE MOSSORÓ", "ESAM", "SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS FEDERAIS NO", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "FRANCISCO FAUSTO PAULA DE MEDEIROS", "RUBEN ANTÔNIO MACHADO VIEIRA MARIZ", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "FRANCISCO FAUSTO PAULA DE MEDEIROS", "RUBEN ANTÔNIO MACHADO VIEIRA MARIZ", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "FRANCISCO FAUSTO PAULA DE MEDEIROS", "RUBEN ANTÔNIO MACHADO VIEIRA MARIZ", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "CARLOS VELLOSO", "NÉRI DA SILVEIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "JOAQUIM BARBOSA", "CARLOS VELLOSO", "NÉRI DA SILVEIRA", "CÁRMEN LÚCIA", "CELSO DE MELLO", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "FRANCISCO FAUSTO PAULA DE MEDEIROS", "RUBEN ANTÔNIO MACHADO VIEIRA MARIZ", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "FRANCISCO FAUSTO PAULA DE MEDEIROS", "RUBEN ANTÔNIO MACHADO VIEIRA MARIZ", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino .", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "16", "/", "04", "/", "2013", "16 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "2", ".", "98", "18", ".", "5", ".", "2001", "01", ".", "7", ".", "2009", "28", ".", "9", ".", "2011", "9", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", ".", "2", ".", "98", "18", ".", "5", ".", "2001", "01", ".", "7", ".", "2009", "28", ".", "9", ".", "2011", "9", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "16", ".", "04", ".", "2013", "24", "/" ] }
Ementa e Acórdão 09/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.897 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FABIO ALEXANDRE KOMOROWSKI ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público militar. Remuneração integral como base de cálculo do adicional noturno e das horas extras. LCE 266/2004 e LCE 549/2009 e Lei estadual 6.218/83. 4. Ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. Controvérsia decidida com base na legislação local. Incidência do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de abril de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3661850. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 09/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.897 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FABIO ALEXANDRE KOMOROWSKI ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a recurso nos seguintes termos: “Verifica-se que a Turma Recursal, mantendo a sentença por seus próprios fundamentos, decidiu a controvérsia à luz da legislação local aplicável, qual seja: Leis Complementares Estaduais 266/2004 e 549/2009 e da Lei Estadual 6.218/83. Confira-se, a propósito, excerto do acórdão recorrido: ‘Ou seja, muito embora a LCE 266/04 seja aplicável aos Policiais Militares para calcular sua contribuição previdenciária, face a sua especificidade (criada exclusivamente para o fim de cálculo da contribuição previdenciária), referida norma não pode ter seus termos, disposições e efeitos estendidos para ser adotada como critério de cálculo de pagamentos dispendidos pela Administração Pública a título de horas extras e adicional noturno, notadamente porque a Lei 5.645/79 trata de forma clara e específica (princípio da especificidade) sobre a matéria’. (fl. 169) Assim, para divergir do entendimento adotado, far-se-ia imprescindível a prévia análise e interpretação da referida legislação local, o que encontra óbice no Enunciado 280/STF, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685726. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.897 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FABIO ALEXANDRE KOMOROWSKI ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a recurso nos seguintes termos: “Verifica-se que a Turma Recursal, mantendo a sentença por seus próprios fundamentos, decidiu a controvérsia à luz da legislação local aplicável, qual seja: Leis Complementares Estaduais 266/2004 e 549/2009 e da Lei Estadual 6.218/83. Confira-se, a propósito, excerto do acórdão recorrido: ‘Ou seja, muito embora a LCE 266/04 seja aplicável aos Policiais Militares para calcular sua contribuição previdenciária, face a sua especificidade (criada exclusivamente para o fim de cálculo da contribuição previdenciária), referida norma não pode ter seus termos, disposições e efeitos estendidos para ser adotada como critério de cálculo de pagamentos dispendidos pela Administração Pública a título de horas extras e adicional noturno, notadamente porque a Lei 5.645/79 trata de forma clara e específica (princípio da especificidade) sobre a matéria’. (fl. 169) Assim, para divergir do entendimento adotado, far-se-ia imprescindível a prévia análise e interpretação da referida legislação local, o que encontra óbice no Enunciado 280/STF, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685726. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 730897 AGR / SC existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Jornada de trabalho. Horas extras. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido’. (RE-AgR 633.663, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 22.6.2012) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL CIVIL DO ESTADO DE SERGIPE. JORNADA DE TRABALHO. PAGAMENTO DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS E ADICIONAL NOTURNO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1. Eventual ofensa ao Magno Texto apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental desprovido’. (RE-AgR 597.351, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 22.9.2011) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso”. (arts. 21, § 1º, do RISTF e 557, caput , do CPC). No agravo regimental, alega-se, em síntese, que há que se incluir na base de cálculo todas as vantagens percebidas, haja vista serem verbas de caráter remuneratório. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685726. Supremo Tribunal Federal RE 730897 AGR / SC existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Jornada de trabalho. Horas extras. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido’. (RE-AgR 633.663, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 22.6.2012) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL CIVIL DO ESTADO DE SERGIPE. JORNADA DE TRABALHO. PAGAMENTO DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS E ADICIONAL NOTURNO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1. Eventual ofensa ao Magno Texto apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental desprovido’. (RE-AgR 597.351, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 22.9.2011) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso”. (arts. 21, § 1º, do RISTF e 557, caput , do CPC). No agravo regimental, alega-se, em síntese, que há que se incluir na base de cálculo todas as vantagens percebidas, haja vista serem verbas de caráter remuneratório. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685726. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 09/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.897 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifica-se que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte Suprema. Conforme consignado na decisão ora agravada, percebo que, para divergir do entendimento adotado pelo Tribunal de origem, far-se-ia imprescindível prévia análise e interpretação da legislação local, o que encontra óbice no Enunciado 280, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Jornada de trabalho. Horas extras. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido”. (RE-AgR 633.663, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 22.6.2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL CIVIL DO ESTADO DE SERGIPE. JORNADA DE TRABALHO. PAGAMENTO DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS E ADICIONAL NOTURNO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1. Eventual ofensa ao Magno Texto apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental desprovido”. (RE-AgR 597.351, rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 22.9.2011). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3661852. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.897 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifica-se que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte Suprema. Conforme consignado na decisão ora agravada, percebo que, para divergir do entendimento adotado pelo Tribunal de origem, far-se-ia imprescindível prévia análise e interpretação da legislação local, o que encontra óbice no Enunciado 280, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Jornada de trabalho. Horas extras. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido”. (RE-AgR 633.663, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 22.6.2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL CIVIL DO ESTADO DE SERGIPE. JORNADA DE TRABALHO. PAGAMENTO DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS E ADICIONAL NOTURNO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1. Eventual ofensa ao Magno Texto apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental desprovido”. (RE-AgR 597.351, rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 22.9.2011). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3661852. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 730897 AGR / SC Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente por seus próprios fundamentos para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3661852. Supremo Tribunal Federal RE 730897 AGR / SC Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente por seus próprios fundamentos para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3661852. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.897 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FABIO ALEXANDRE KOMOROWSKI ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 09.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3665133 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.897 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FABIO ALEXANDRE KOMOROWSKI ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 09.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3665133 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3688116
2013-04-09T00:00:00
2013-04-25T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. 2ª Turma, 09.04.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público militar. Remuneração integral como base de cálculo do adicional noturno e das horas extras. LCE 266/2004 e LCE 549/2009 e Lei estadual 6.218/83. 4. Ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. Controvérsia decidida com base na legislação local. Incidência do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur228861
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 280) RE 633663 AgR (1ªT), RE 597351 AgR (2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 16/05/2013, TBC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
730897
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-EST LCP-000266 ANO-2004\r\n LEI COMPLEMENTAR, SC\r\n\r\n", "LEG-EST LCP-000549 ANO-2009\r\n LEI COMPLEMENTAR, SC\r\n\r\n", "LEG-EST LEI-006218 ANO-1983\r\n LEI ORDINÁRIA, SC" ]
RE-AgR
acordaos
RE 730897 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : FABIO ALEXANDRE KOMOROWSKI ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) : JOÃO SERGIO VALDRIGUES G ARALDI
[ "" ]
Ementa e Acórdão 09/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.897 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FABIO ALEXANDRE KOMOROWSKI ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público militar. Remuneração integral como base de cálculo do adicional noturno e das horas extras. LCE 266/2004 e LCE 549/2009 e Lei estadual 6.218/83. 4. Ofensa meramente reflexa ao texto constitucional. Controvérsia decidida com base na legislação local. Incidência do Enunciado 280 da Súmula desta Corte. 5. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão recorrida. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de abril de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3661850. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 09/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.897 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FABIO ALEXANDRE KOMOROWSKI ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a recurso nos seguintes termos: “Verifica-se que a Turma Recursal, mantendo a sentença por seus próprios fundamentos, decidiu a controvérsia à luz da legislação local aplicável, qual seja: Leis Complementares Estaduais 266/2004 e 549/2009 e da Lei Estadual 6.218/83. Confira-se, a propósito, excerto do acórdão recorrido: ‘Ou seja, muito embora a LCE 266/04 seja aplicável aos Policiais Militares para calcular sua contribuição previdenciária, face a sua especificidade (criada exclusivamente para o fim de cálculo da contribuição previdenciária), referida norma não pode ter seus termos, disposições e efeitos estendidos para ser adotada como critério de cálculo de pagamentos dispendidos pela Administração Pública a título de horas extras e adicional noturno, notadamente porque a Lei 5.645/79 trata de forma clara e específica (princípio da especificidade) sobre a matéria’. (fl. 169) Assim, para divergir do entendimento adotado, far-se-ia imprescindível a prévia análise e interpretação da referida legislação local, o que encontra óbice no Enunciado 280/Supremo Tribunal Federal, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685726. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.897 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :FABIO ALEXANDRE KOMOROWSKI ADV.(A/S) :PAULO ROBERTO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a recurso nos seguintes termos: “Verifica-se que a Turma Recursal, mantendo a sentença por seus próprios fundamentos, decidiu a controvérsia à luz da legislação local aplicável, qual seja: Leis Complementares Estaduais 266/2004 e 549/2009 e da Lei Estadual 6.218/83. Confira-se, a propósito, excerto do acórdão recorrido: ‘Ou seja, muito embora a LCE 266/04 seja aplicável aos Policiais Militares para calcular sua contribuição previdenciária, face a sua especificidade (criada exclusivamente para o fim de cálculo da contribuição previdenciária), referida norma não pode ter seus termos, disposições e efeitos estendidos para ser adotada como critério de cálculo de pagamentos dispendidos pela Administração Pública a título de horas extras e adicional noturno, notadamente porque a Lei 5.645/79 trata de forma clara e específica (princípio da especificidade) sobre a matéria’. (fl. 169) Assim, para divergir do entendimento adotado, far-se-ia imprescindível a prévia análise e interpretação da referida legislação local, o que encontra óbice no Enunciado 280/Supremo Tribunal Federal, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685726. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 730897 AGR / SC existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Jornada de trabalho. Horas extras. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido’. (Recurso Extraordinário-AgR 633.663, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 22.6.2012) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL CIVIL DO ESTADO DE SERGIPE. JORNADA DE TRABALHO. PAGAMENTO DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS E ADICIONAL NOTURNO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1. Eventual ofensa ao Magno Texto apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental desprovido’. (Recurso Extraordinário-AgR 597.351, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 22.9.2011) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso”. (arts. 21, § 1..., do RISTF e 557, caput , do Código de Processo Civil). No agravo regimental, alega-se, em síntese, que há que se incluir na base de cálculo todas as vantagens percebidas, haja vista serem verbas de caráter remuneratório. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685726. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 730897 AGR / SC existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Jornada de trabalho. Horas extras. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido’. (Recurso Extraordinário-AgR 633.663, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 22.6.2012) ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL CIVIL DO ESTADO DE SERGIPE. JORNADA DE TRABALHO. PAGAMENTO DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS E ADICIONAL NOTURNO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1. Eventual ofensa ao Magno Texto apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental desprovido’. (Recurso Extraordinário-AgR 597.351, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 22.9.2011) Ante o exposto, nego seguimento ao recurso”. (arts. 21, § 1..., do RISTF e 557, caput , do Código de Processo Civil). No agravo regimental, alega-se, em síntese, que há que se incluir na base de cálculo todas as vantagens percebidas, haja vista serem verbas de caráter remuneratório. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685726. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 09/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.897 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifica-se que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte Suprema. Conforme consignado na decisão ora agravada, percebo que, para divergir do entendimento adotado pelo Tribunal de origem, far-se-ia imprescindível prévia análise e interpretação da legislação local, o que encontra óbice no Enunciado 280, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Jornada de trabalho. Horas extras. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido”. (Recurso Extraordinário-AgR 633.663, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 22.6.2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL CIVIL DO ESTADO DE SERGIPE. JORNADA DE TRABALHO. PAGAMENTO DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS E ADICIONAL NOTURNO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1. Eventual ofensa ao Magno Texto apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental desprovido”. (Recurso Extraordinário-AgR 597.351, rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 22.9.2011). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3661852. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.897 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifica-se que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte Suprema. Conforme consignado na decisão ora agravada, percebo que, para divergir do entendimento adotado pelo Tribunal de origem, far-se-ia imprescindível prévia análise e interpretação da legislação local, o que encontra óbice no Enunciado 280, tendo em vista que eventual ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de maneira reflexa ou indireta. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público. Jornada de trabalho. Horas extras. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido”. (Recurso Extraordinário-AgR 633.663, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 22.6.2012). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. POLICIAL CIVIL DO ESTADO DE SERGIPE. JORNADA DE TRABALHO. PAGAMENTO DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS E ADICIONAL NOTURNO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL PERTINENTE. 1. Eventual ofensa ao Magno Texto apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental desprovido”. (Recurso Extraordinário-AgR 597.351, rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 22.9.2011). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3661852. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 730897 AGR / SC Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente por seus próprios fundamentos para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3661852. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 730897 AGR / SC Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente por seus próprios fundamentos para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3661852. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.897 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FABIO ALEXANDRE KOMOROWSKI ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 09.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3665133 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730.897 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : FABIO ALEXANDRE KOMOROWSKI ADV.(A/S) : PAULO ROBERTO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. 2... Turma, 09.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3665133 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730 . 897", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730 . 897", "Enunciado 280 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730 . 897", "Enunciado 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 730897 AGR / SC", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - AgR 633 . 663", "Recurso Extraordinário - AgR 597 . 351", "Recurso Extraordinário 730897 AGR / SC", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - AgR 633 . 663", "Recurso Extraordinário - AgR 597 . 351", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730 . 897", "Súmulas ns 636", "Recurso Extraordinário - AgR 633 . 663", "Recurso Extraordinário - AgR 597 . 351", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário - AgR 633 . 663", "Recurso Extraordinário - AgR 597 . 351", "Recurso Extraordinário 730897 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 730897 AGR / SC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730 . 897", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 730 . 897" ], "LEGISLACAO": [ "LCE 266 / 2004", "LCE 549 / 2009", "Lei estadual 6 . 218 / 83", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 724.292 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :DOMINGOS NICOLLI ADV.(A/S) :ODIRLEI BORDIGNON EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE FRALDAS DESCARTÁVEIS. IMPRESCINDIBILIDADE. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 3. Deveras, entendimento diverso do adotado pelo Tribunal a quo, concluindo que o fornecimento de fraldas descartáveis à ora recorrida seria, ou não, imprescindível à sua saúde, ensejaria o reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO CÍVEL. SAÚDE PÚBLICA. FORNECI-MENTO DE FRALDAS GERIÁTRICAS. DIREITO DE TODOS E DEVER DO ESTADO – ART. 196, CF. LEGITIMIDADE PASSIVA DO ESTADO. OBRIGAÇÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685431. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão RE 724292 AGR / RS SOLIDÁRIA ENTRE A UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REDUÇÃO. 1) O Estado do Rio Grande do Sul é parte legítima para figurar no polo passivo de demanda em que alguém pleiteia o fornecimento de fraldas geriátricas, uma vez que há obrigação solidária entre a União, Estados e Municípios. 2) Os serviços de saúde são de relevância pública e de responsabilidade do Poder Público. Necessidade de preservar-se o bem jurídico maior que está em jogo: a própria vida. Aplicação dos arts. 5º, § 1º; 6º e 196 da Constituição Federal. É direito do cidadão exigir e dever do Estado (lato sensu) fornecer medicamentos e tratamentos indispensáveis à sobrevivência, quando o cidadão não puder prover o sustento próprio sem privações. Presença do interesse de agir pela urgência do tratamento pleiteado. 3) Redução da verba honorária, em atenção à complexidade da causa e à qualidade do ente sucumbente. DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO APELO. UNÂNIME.” (fl. 139). 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de abril de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685431. Supremo Tribunal Federal RE 724292 AGR / RS SOLIDÁRIA ENTRE A UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REDUÇÃO. 1) O Estado do Rio Grande do Sul é parte legítima para figurar no polo passivo de demanda em que alguém pleiteia o fornecimento de fraldas geriátricas, uma vez que há obrigação solidária entre a União, Estados e Municípios. 2) Os serviços de saúde são de relevância pública e de responsabilidade do Poder Público. Necessidade de preservar-se o bem jurídico maior que está em jogo: a própria vida. Aplicação dos arts. 5º, § 1º; 6º e 196 da Constituição Federal. É direito do cidadão exigir e dever do Estado (lato sensu) fornecer medicamentos e tratamentos indispensáveis à sobrevivência, quando o cidadão não puder prover o sustento próprio sem privações. Presença do interesse de agir pela urgência do tratamento pleiteado. 3) Redução da verba honorária, em atenção à complexidade da causa e à qualidade do ente sucumbente. DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO APELO. UNÂNIME.” (fl. 139). 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de abril de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 724.292 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :DOMINGOS NICOLLI ADV.(A/S) :ODIRLEI BORDIGNON R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL em face de decisão de minha lavra, assim ementada: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DE CONHECIMENTO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE FRALDAS GERIÁTRICAS PELO ESTADO. IMPRESCINDIBILIDADE. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C/C ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA Nº 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 3. Deveras, entendimento diverso do adotado pelo Tribunal a quo, concluindo que o fornecimento de fraldas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685432. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 724.292 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :DOMINGOS NICOLLI ADV.(A/S) :ODIRLEI BORDIGNON R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL em face de decisão de minha lavra, assim ementada: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DE CONHECIMENTO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE FRALDAS GERIÁTRICAS PELO ESTADO. IMPRESCINDIBILIDADE. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C/C ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA Nº 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 3. Deveras, entendimento diverso do adotado pelo Tribunal a quo, concluindo que o fornecimento de fraldas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685432. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório RE 724292 AGR / RS descartáveis ao ora recorrido seria, ou não, imprescindível à sua saúde, ensejaria o reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor do enunciado da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal. 4. In casu, o acórdão recorrido confirmou sentença que julgara procedente pedido de fornecimento de fraldas geriátricas descartáveis ao autor, portador de patologia grave, classificada no CID S12.7, com necessidade de uso comprovado e sem condições de arcar com o custeio da aquisição. 5. Recurso extraordinário a que se nega seguimento.” Em suas razões de agravar, o agravante sustenta que “a discussão proposta pelo Estado do Rio Grande do Sul não controverte a necessidade de a autora fazer uso de fraldas, não esbarrando, portanto, no verbete de número 279 da súmula de jurisprudência do Supremo. Apenas se quer debater se o fornecimento desse produto pode estar inserido no contexto do dever fundamental estatal de promoção da saúde, à semelhança da discussão proposta no citado RE 566.471/RS” (fls. 176/180). Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada, com o consequente provimento do recurso extraordinário. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685432. Supremo Tribunal Federal RE 724292 AGR / RS descartáveis ao ora recorrido seria, ou não, imprescindível à sua saúde, ensejaria o reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor do enunciado da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal. 4. In casu, o acórdão recorrido confirmou sentença que julgara procedente pedido de fornecimento de fraldas geriátricas descartáveis ao autor, portador de patologia grave, classificada no CID S12.7, com necessidade de uso comprovado e sem condições de arcar com o custeio da aquisição. 5. Recurso extraordinário a que se nega seguimento.” Em suas razões de agravar, o agravante sustenta que “a discussão proposta pelo Estado do Rio Grande do Sul não controverte a necessidade de a autora fazer uso de fraldas, não esbarrando, portanto, no verbete de número 279 da súmula de jurisprudência do Supremo. Apenas se quer debater se o fornecimento desse produto pode estar inserido no contexto do dever fundamental estatal de promoção da saúde, à semelhança da discussão proposta no citado RE 566.471/RS” (fls. 176/180). Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada, com o consequente provimento do recurso extraordinário. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685432. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 724.292 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados: "Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul, com fundamento no artigo 102, III, “a”, da Constituição Federal, em face do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça estadual. Da leitura dos autos, verifico que a instância de origem confirmou sentença que julgara procedente pedido de fornecimento de fraldas geriátricas descartáveis ao autor, portador de patologia grave, classificada no CID S12.7, com necessidade de uso comprovado e sem condições de arcar com o custeio da aquisição. O julgado tem a seguinte ementa: ‘APELAÇÃO CÍVEL. SAÚDE PÚBLICA. FORNECI- MENTO DE FRALDAS GERIÁTRICAS. DIREITO DE TODOS E DEVER DO ESTADO – ART. 196, CF. LEGITIMIDADE PASSIVA DO ESTADO. OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA ENTRE A UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REDUÇÃO. 1) O Estado do Rio Grande do Sul é parte legítima para figurar no polo passivo de demanda em que alguém pleiteia o fornecimento de fraldas geriátricas, uma vez que há obrigação solidária entre a União, Estados e Municípios. 2) Os serviços de saúde são de relevância pública e de responsabilidade do Poder Público. Necessidade de preservar- se o bem jurídico maior que está em jogo: a própria vida. Aplicação dos arts. 5º, § 1º; 6º e 196 da Constituição Federal. É Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 724.292 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados: "Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul, com fundamento no artigo 102, III, “a”, da Constituição Federal, em face do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça estadual. Da leitura dos autos, verifico que a instância de origem confirmou sentença que julgara procedente pedido de fornecimento de fraldas geriátricas descartáveis ao autor, portador de patologia grave, classificada no CID S12.7, com necessidade de uso comprovado e sem condições de arcar com o custeio da aquisição. O julgado tem a seguinte ementa: ‘APELAÇÃO CÍVEL. SAÚDE PÚBLICA. FORNECI- MENTO DE FRALDAS GERIÁTRICAS. DIREITO DE TODOS E DEVER DO ESTADO – ART. 196, CF. LEGITIMIDADE PASSIVA DO ESTADO. OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA ENTRE A UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REDUÇÃO. 1) O Estado do Rio Grande do Sul é parte legítima para figurar no polo passivo de demanda em que alguém pleiteia o fornecimento de fraldas geriátricas, uma vez que há obrigação solidária entre a União, Estados e Municípios. 2) Os serviços de saúde são de relevância pública e de responsabilidade do Poder Público. Necessidade de preservar- se o bem jurídico maior que está em jogo: a própria vida. Aplicação dos arts. 5º, § 1º; 6º e 196 da Constituição Federal. É Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 724292 AGR / RS direito do cidadão exigir e dever do Estado (lato sensu) fornecer medicamentos e tratamentos indispensáveis à sobrevivência, quando o cidadão não puder prover o sustento próprio sem privações. Presença do interesse de agir pela urgência do tratamento pleiteado. 3) Redução da verba honorária, em atenção à complexidade da causa e à qualidade do ente sucumbente. DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO APELO. UNÂNIME’. (fl. 139). Não foram opostos embargos de declaração. Nas razões recursais, o recorrente apresenta preliminar formal de repercussão geral fundamentada e, no mérito, alega violação ao art. 196 da Constituição Federal. Sustenta, neste sentido, “que o fornecimento de fraldas geriátricas não pode ser considerado como pedido de efetivação de tutela à saúde, nos termos do artigo 196 da Constituição Federal, pois não se trata de medicamento, mas objeto de higiene pessoal afeto à esfera da assistência social. Afirma, que, em face da multiplicidade de demandas pretendendo a obtenção de fornecimento gratuito de medicamentos e tratamentos médicos, em contraponto com a escassez de recursos públicos, impõe-se a aplicação do princípio da reserva do possível” (fls. 153-155). Não houve oferecimento de contrarrazões. É o relatório. DECIDO. O recurso não merece prosperar. Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). O Tribunal a quo, ao analisar a controvérsia, consignou que: ‘(...) No caso, o recorrido necessita fazer uso de fraldas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Supremo Tribunal Federal RE 724292 AGR / RS direito do cidadão exigir e dever do Estado (lato sensu) fornecer medicamentos e tratamentos indispensáveis à sobrevivência, quando o cidadão não puder prover o sustento próprio sem privações. Presença do interesse de agir pela urgência do tratamento pleiteado. 3) Redução da verba honorária, em atenção à complexidade da causa e à qualidade do ente sucumbente. DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO APELO. UNÂNIME’. (fl. 139). Não foram opostos embargos de declaração. Nas razões recursais, o recorrente apresenta preliminar formal de repercussão geral fundamentada e, no mérito, alega violação ao art. 196 da Constituição Federal. Sustenta, neste sentido, “que o fornecimento de fraldas geriátricas não pode ser considerado como pedido de efetivação de tutela à saúde, nos termos do artigo 196 da Constituição Federal, pois não se trata de medicamento, mas objeto de higiene pessoal afeto à esfera da assistência social. Afirma, que, em face da multiplicidade de demandas pretendendo a obtenção de fornecimento gratuito de medicamentos e tratamentos médicos, em contraponto com a escassez de recursos públicos, impõe-se a aplicação do princípio da reserva do possível” (fls. 153-155). Não houve oferecimento de contrarrazões. É o relatório. DECIDO. O recurso não merece prosperar. Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). O Tribunal a quo, ao analisar a controvérsia, consignou que: ‘(...) No caso, o recorrido necessita fazer uso de fraldas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 724292 AGR / RS descartáveis, por ser portador de patologia classificada no CID S12.7 e o Órgão Colegiado garantiu o direito sob o fundamento de que a assistência à saúde, com suas múltiplas dimensões, deve ser integral, conforme expressão dos artigos 196 e 198, II, da Constituição Federal, bem como o artigo 3º, I e III; 5º, 6º, 196, 197 e 203, da Constituição Federal. O acórdão adotou o entendimento de que a assistência à saúde, a ser atendida de forma solidária pelos entes públicos (Estados, DF e Municípios), deve ser integral, alcançando o fornecimento de medicamentos, materiais de difícil acesso, ou tratamento a doentes que dele necessitem para o uso permanente ou por tempo determinado’ (fl. 164). In casu, entendimento diverso do adotado pelo acórdão recorrido, implicaria, necessariamente, reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal, que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Relativamente ao verbete sumular, traz-se a lume o comentário do ilustre professor Roberto Rosas, In Direito Sumular, 12ª edição, Editora Malheiros, verbis: ‘Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados (RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Supremo Tribunal Federal RE 724292 AGR / RS descartáveis, por ser portador de patologia classificada no CID S12.7 e o Órgão Colegiado garantiu o direito sob o fundamento de que a assistência à saúde, com suas múltiplas dimensões, deve ser integral, conforme expressão dos artigos 196 e 198, II, da Constituição Federal, bem como o artigo 3º, I e III; 5º, 6º, 196, 197 e 203, da Constituição Federal. O acórdão adotou o entendimento de que a assistência à saúde, a ser atendida de forma solidária pelos entes públicos (Estados, DF e Municípios), deve ser integral, alcançando o fornecimento de medicamentos, materiais de difícil acesso, ou tratamento a doentes que dele necessitem para o uso permanente ou por tempo determinado’ (fl. 164). In casu, entendimento diverso do adotado pelo acórdão recorrido, implicaria, necessariamente, reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula nº 279 do Supremo Tribunal Federal, que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Relativamente ao verbete sumular, traz-se a lume o comentário do ilustre professor Roberto Rosas, In Direito Sumular, 12ª edição, Editora Malheiros, verbis: ‘Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados (RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 724292 AGR / RS configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383)’. No mesmo sentido, citem-se os precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE FRALDAS DESCARTÁVEIS. IMPRESCINDIBILIDADE. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 3. Deveras, entendimento diverso do adotado pelo Tribunal a quo, concluindo que o fornecimento de fraldas descartáveis à ora recorrida seria, ou não, imprescindível à sua saúde, ensejaria o reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Supremo Tribunal Federal RE 724292 AGR / RS configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383)’. No mesmo sentido, citem-se os precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE FRALDAS DESCARTÁVEIS. IMPRESCINDIBILIDADE. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 3. Deveras, entendimento diverso do adotado pelo Tribunal a quo, concluindo que o fornecimento de fraldas descartáveis à ora recorrida seria, ou não, imprescindível à sua saúde, ensejaria o reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 724292 AGR / RS do Enunciado da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘APELAÇÕES CÍVEIS. DIREITO PÚBLICO NÃO ESPECIFICADO. SAÚDE PÚBLICA. FORNECIMENTO FRALDAS DESCARTÁVEIS. ILEGITIMIDADE PASSIVA DO MUNICÍPIO E DO ESTADO. DESCAMENTO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. AUSÊNCIA DE RECURSOS DA AUTORA. COMPROVAÇÃO. 1. Qualquer dos entes políticos da federação tem o dever na promoção, prevenção e recuperação da saúde. 2. A ausência da inclusão de fraldas geriátricas nas listas prévias, quer no âmbito municipal, quer estadual, não pode obstaculizar o seu fornecimento por qualquer dos entes federados, desde que demonstrada a imprescindibilidade para a manutenção da saúde do cidadão, pois é direito de todos e dever do Estado promover os atos indispensáveis à concretização do direito à saúde, quando desprovido o cidadão de meios próprios. 3. É direito de todos e dever do Estado promover os atos indispensáveis à concretização do direito à saúde, tais como fornecimento de medicamentos, acompanhamento médico e cirúrgico, quando não possuir o cidadão meios próprios para adquiri-los. 4. Comprovada a carência de recursos da autora para arcar com o tratamento, compete ao Estado fornecer os produtos imprescindíveis a sua saúde. Apelações desprovidas’. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 668.724/RS-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe de 16.5.2012). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. MUNICÍPIO. CIRURGIA. DIREITO À SAÚDE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. O recurso extraordinário, ao alegar que o acórdão recorrido ofende o preceito do art. 198, versa questão constitucional não ventilada na decisão recorrida e que não foi objeto de embargos de declaração, faltando-lhe, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356). O acórdão impugnado, ao garantir o acesso da agravada, pessoa de insuficientes recursos financeiros, a tratamento médico condigno ao quadro 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Supremo Tribunal Federal RE 724292 AGR / RS do Enunciado da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘APELAÇÕES CÍVEIS. DIREITO PÚBLICO NÃO ESPECIFICADO. SAÚDE PÚBLICA. FORNECIMENTO FRALDAS DESCARTÁVEIS. ILEGITIMIDADE PASSIVA DO MUNICÍPIO E DO ESTADO. DESCAMENTO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. AUSÊNCIA DE RECURSOS DA AUTORA. COMPROVAÇÃO. 1. Qualquer dos entes políticos da federação tem o dever na promoção, prevenção e recuperação da saúde. 2. A ausência da inclusão de fraldas geriátricas nas listas prévias, quer no âmbito municipal, quer estadual, não pode obstaculizar o seu fornecimento por qualquer dos entes federados, desde que demonstrada a imprescindibilidade para a manutenção da saúde do cidadão, pois é direito de todos e dever do Estado promover os atos indispensáveis à concretização do direito à saúde, quando desprovido o cidadão de meios próprios. 3. É direito de todos e dever do Estado promover os atos indispensáveis à concretização do direito à saúde, tais como fornecimento de medicamentos, acompanhamento médico e cirúrgico, quando não possuir o cidadão meios próprios para adquiri-los. 4. Comprovada a carência de recursos da autora para arcar com o tratamento, compete ao Estado fornecer os produtos imprescindíveis a sua saúde. Apelações desprovidas’. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 668.724/RS-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe de 16.5.2012). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. MUNICÍPIO. CIRURGIA. DIREITO À SAÚDE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. O recurso extraordinário, ao alegar que o acórdão recorrido ofende o preceito do art. 198, versa questão constitucional não ventilada na decisão recorrida e que não foi objeto de embargos de declaração, faltando-lhe, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356). O acórdão impugnado, ao garantir o acesso da agravada, pessoa de insuficientes recursos financeiros, a tratamento médico condigno ao quadro 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 724292 AGR / RS clínico apresentado, resguardando-lhe o direito à saúde, decidiu em consonância com a jurisprudência desta Corte sobre o tema. Precedentes. Consolidou-se a jurisprudência desta Corte no sentido de que, embora o art. 196 da Constituição de 1988 traga norma de caráter programático, o Município não pode furtar-se do dever de propiciar os meios necessários ao gozo do direito à saúde por todos os cidadãos. Se uma pessoa necessita, para garantir o seu direito à saúde, de tratamento médico adequado, é dever solidário da União, do estado e do município providenciá-lo. Precedentes. Agravo regimental desprovido” (AI nº 550.530/PR-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe de 16.8.2012). Ex positis, nego seguimento ao recurso extraordinário, com fundamento no artigo 21, § 1º, do RISTF.” Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Nesse mesmo sentido, menciono os seguintes precedentes: RE 668.721/RS e RE 668.723/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 668.721/RS e RE 599.341/RJ, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Supremo Tribunal Federal RE 724292 AGR / RS clínico apresentado, resguardando-lhe o direito à saúde, decidiu em consonância com a jurisprudência desta Corte sobre o tema. Precedentes. Consolidou-se a jurisprudência desta Corte no sentido de que, embora o art. 196 da Constituição de 1988 traga norma de caráter programático, o Município não pode furtar-se do dever de propiciar os meios necessários ao gozo do direito à saúde por todos os cidadãos. Se uma pessoa necessita, para garantir o seu direito à saúde, de tratamento médico adequado, é dever solidário da União, do estado e do município providenciá-lo. Precedentes. Agravo regimental desprovido” (AI nº 550.530/PR-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe de 16.8.2012). Ex positis, nego seguimento ao recurso extraordinário, com fundamento no artigo 21, § 1º, do RISTF.” Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Nesse mesmo sentido, menciono os seguintes precedentes: RE 668.721/RS e RE 668.723/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 668.721/RS e RE 599.341/RJ, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 724.292 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : DOMINGOS NICOLLI ADV.(A/S) : ODIRLEI BORDIGNON Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673440 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 724.292 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : DOMINGOS NICOLLI ADV.(A/S) : ODIRLEI BORDIGNON Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673440 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3693602
2013-04-09T00:00:00
2013-04-26T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 9.4.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE FRALDAS DESCARTÁVEIS. IMPRESCINDIBILIDADE. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 3. Deveras, entendimento diverso do adotado pelo Tribunal a quo, concluindo que o fornecimento de fraldas descartáveis à ora recorrida seria, ou não, imprescindível à sua saúde, ensejaria o reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO CÍVEL. SAÚDE PÚBLICA. FORNECI-MENTO DE FRALDAS GERIÁTRICAS. DIREITO DE TODOS E DEVER DO ESTADO – ART. 196, CF. LEGITIMIDADE PASSIVA DO ESTADO. OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA ENTRE A UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REDUÇÃO. 1) O Estado do Rio Grande do Sul é parte legítima para figurar no polo passivo de demanda em que alguém pleiteia o fornecimento de fraldas geriátricas, uma vez que há obrigação solidária entre a União, Estados e Municípios. 2) Os serviços de saúde são de relevância pública e de responsabilidade do Poder Público. Necessidade de preservar-se o bem jurídico maior que está em jogo: a própria vida. Aplicação dos arts. 5º, § 1º; 6º e 196 da Constituição Federal. É direito do cidadão exigir e dever do Estado (lato sensu) fornecer medicamentos e tratamentos indispensáveis à sobrevivência, quando o cidadão não puder prover o sustento próprio sem privações. Presença do interesse de agir pela urgência do tratamento pleiteado. 3) Redução da verba honorária, em atenção à complexidade da causa e à qualidade do ente sucumbente. DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO APELO. UNÂNIME.” (fl. 139). 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur228980
Número de páginas: 11. Análise: 22/05/2013, BMB.
LUIZ FUX
Primeira Turma
724292
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 INC-00003 PAR-00003 ART-00196\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00323 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 724292 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ADV.(A/S) : ODIRLEI BORDIGNON AGDO.(A/S) : DOMINGOS NICOLLI
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Ementa e Acórdão 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 724.292 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :DOMINGOS NICOLLI ADV.(A/S) :ODIRLEI BORDIGNON EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE FRALDAS DESCARTÁVEIS. IMPRESCINDIBILIDADE. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3. Deveras, entendimento diverso do adotado pelo Tribunal a quo, concluindo que o fornecimento de fraldas descartáveis à ora recorrida seria, ou não, imprescindível à sua saúde, ensejaria o reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal, verbis: “para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO CÍVEL. SAÚDE PÚBLICA. FORNECI-MENTO DE FRALDAS GERIÁTRICAS. DIREITO DE TODOS E DEVER DO ESTADO – ART. 196, Constituição Federal de 1988. LEGITIMIDADE PASSIVA DO ESTADO. OBRIGAÇÃO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685431. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS SOLIDÁRIA ENTRE A UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REDUÇÃO. 1) O Estado do Rio Grande do Sul é parte legítima para figurar no polo passivo de demanda em que alguém pleiteia o fornecimento de fraldas geriátricas, uma vez que há obrigação solidária entre a União, Estados e Municípios. 2) Os serviços de saúde são de relevância pública e de responsabilidade do Poder Público. Necessidade de preservar-se o bem jurídico maior que está em jogo: a própria vida. Aplicação dos arts. 5..., § 1...; 6... e 196 da Constituição Federal. É direito do cidadão exigir e dever do Estado (lato sensu) fornecer medicamentos e tratamentos indispensáveis à sobrevivência, quando o cidadão não puder prover o sustento próprio sem privações. Presença do interesse de agir pela urgência do tratamento pleiteado. 3) Redução da verba honorária, em atenção à complexidade da causa e à qualidade do ente sucumbente. DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO APELO. UNÂNIME.” (fl. 139). 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de abril de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685431. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS SOLIDÁRIA ENTRE A UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REDUÇÃO. 1) O Estado do Rio Grande do Sul é parte legítima para figurar no polo passivo de demanda em que alguém pleiteia o fornecimento de fraldas geriátricas, uma vez que há obrigação solidária entre a União, Estados e Municípios. 2) Os serviços de saúde são de relevância pública e de responsabilidade do Poder Público. Necessidade de preservar-se o bem jurídico maior que está em jogo: a própria vida. Aplicação dos arts. 5..., § 1...; 6... e 196 da Constituição Federal. É direito do cidadão exigir e dever do Estado (lato sensu) fornecer medicamentos e tratamentos indispensáveis à sobrevivência, quando o cidadão não puder prover o sustento próprio sem privações. Presença do interesse de agir pela urgência do tratamento pleiteado. 3) Redução da verba honorária, em atenção à complexidade da causa e à qualidade do ente sucumbente. DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO APELO. UNÂNIME.” (fl. 139). 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 9 de abril de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685431. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 724.292 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :DOMINGOS NICOLLI ADV.(A/S) :ODIRLEI BORDIGNON R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL em face de decisão de minha lavra, assim ementada: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DE CONHECIMENTO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE FRALDAS GERIÁTRICAS PELO ESTADO. IMPRESCINDIBILIDADE. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C/C ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA n 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3. Deveras, entendimento diverso do adotado pelo Tribunal a quo, concluindo que o fornecimento de fraldas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685432. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 724.292 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :DOMINGOS NICOLLI ADV.(A/S) :ODIRLEI BORDIGNON R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL em face de decisão de minha lavra, assim ementada: “CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AÇÃO DE CONHECIMENTO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE FRALDAS GERIÁTRICAS PELO ESTADO. IMPRESCINDIBILIDADE. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C/C ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SÚMULA n 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3. Deveras, entendimento diverso do adotado pelo Tribunal a quo, concluindo que o fornecimento de fraldas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685432. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS descartáveis ao ora recorrido seria, ou não, imprescindível à sua saúde, ensejaria o reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor do enunciado da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. 4. In casu, o acórdão recorrido confirmou sentença que julgara procedente pedido de fornecimento de fraldas geriátricas descartáveis ao autor, portador de patologia grave, classificada no CID S12.7, com necessidade de uso comprovado e sem condições de arcar com o custeio da aquisição. 5. Recurso extraordinário a que se nega seguimento.” Em suas razões de agravar, o agravante sustenta que “a discussão proposta pelo Estado do Rio Grande do Sul não controverte a necessidade de a autora fazer uso de fraldas, não esbarrando, portanto, no verbete de número 279 da súmula de jurisprudência do Supremo. Apenas se quer debater se o fornecimento desse produto pode estar inserido no contexto do dever fundamental estatal de promoção da saúde, à semelhança da discussão proposta no citado Recurso Extraordinário 566.471/RS” (fls. 176/180). Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada, com o consequente provimento do recurso extraordinário. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685432. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS descartáveis ao ora recorrido seria, ou não, imprescindível à sua saúde, ensejaria o reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor do enunciado da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal. 4. In casu, o acórdão recorrido confirmou sentença que julgara procedente pedido de fornecimento de fraldas geriátricas descartáveis ao autor, portador de patologia grave, classificada no CID S12.7, com necessidade de uso comprovado e sem condições de arcar com o custeio da aquisição. 5. Recurso extraordinário a que se nega seguimento.” Em suas razões de agravar, o agravante sustenta que “a discussão proposta pelo Estado do Rio Grande do Sul não controverte a necessidade de a autora fazer uso de fraldas, não esbarrando, portanto, no verbete de número 279 da súmula de jurisprudência do Supremo. Apenas se quer debater se o fornecimento desse produto pode estar inserido no contexto do dever fundamental estatal de promoção da saúde, à semelhança da discussão proposta no citado Recurso Extraordinário 566.471/RS” (fls. 176/180). Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada, com o consequente provimento do recurso extraordinário. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685432. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 724.292 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados: "Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul, com fundamento no artigo 102, III, “a”, da Constituição Federal, em face do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça estadual. Da leitura dos autos, verifico que a instância de origem confirmou sentença que julgara procedente pedido de fornecimento de fraldas geriátricas descartáveis ao autor, portador de patologia grave, classificada no CID S12.7, com necessidade de uso comprovado e sem condições de arcar com o custeio da aquisição. O julgado tem a seguinte ementa: ‘APELAÇÃO CÍVEL. SAÚDE PÚBLICA. FORNECI- MENTO DE FRALDAS GERIÁTRICAS. DIREITO DE TODOS E DEVER DO ESTADO – ART. 196, Constituição Federal de 1988. LEGITIMIDADE PASSIVA DO ESTADO. OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA ENTRE A UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REDUÇÃO. 1) O Estado do Rio Grande do Sul é parte legítima para figurar no polo passivo de demanda em que alguém pleiteia o fornecimento de fraldas geriátricas, uma vez que há obrigação solidária entre a União, Estados e Municípios. 2) Os serviços de saúde são de relevância pública e de responsabilidade do Poder Público. Necessidade de preservar- se o bem jurídico maior que está em jogo: a própria vida. Aplicação dos arts. 5..., § 1...; 6... e 196 da Constituição Federal. É Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Supremo Tribunal Federal 09/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 724.292 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados: "Trata-se de recurso extraordinário interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul, com fundamento no artigo 102, III, “a”, da Constituição Federal, em face do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça estadual. Da leitura dos autos, verifico que a instância de origem confirmou sentença que julgara procedente pedido de fornecimento de fraldas geriátricas descartáveis ao autor, portador de patologia grave, classificada no CID S12.7, com necessidade de uso comprovado e sem condições de arcar com o custeio da aquisição. O julgado tem a seguinte ementa: ‘APELAÇÃO CÍVEL. SAÚDE PÚBLICA. FORNECI- MENTO DE FRALDAS GERIÁTRICAS. DIREITO DE TODOS E DEVER DO ESTADO – ART. 196, Constituição Federal de 1988. LEGITIMIDADE PASSIVA DO ESTADO. OBRIGAÇÃO SOLIDÁRIA ENTRE A UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REDUÇÃO. 1) O Estado do Rio Grande do Sul é parte legítima para figurar no polo passivo de demanda em que alguém pleiteia o fornecimento de fraldas geriátricas, uma vez que há obrigação solidária entre a União, Estados e Municípios. 2) Os serviços de saúde são de relevância pública e de responsabilidade do Poder Público. Necessidade de preservar- se o bem jurídico maior que está em jogo: a própria vida. Aplicação dos arts. 5..., § 1...; 6... e 196 da Constituição Federal. É Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS direito do cidadão exigir e dever do Estado (lato sensu) fornecer medicamentos e tratamentos indispensáveis à sobrevivência, quando o cidadão não puder prover o sustento próprio sem privações. Presença do interesse de agir pela urgência do tratamento pleiteado. 3) Redução da verba honorária, em atenção à complexidade da causa e à qualidade do ente sucumbente. DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO APELO. UNÂNIME’. (fl. 139). Não foram opostos embargos de declaração. Nas razões recursais, o recorrente apresenta preliminar formal de repercussão geral fundamentada e, no mérito, alega violação ao art. 196 da Constituição Federal. Sustenta, neste sentido, “que o fornecimento de fraldas geriátricas não pode ser considerado como pedido de efetivação de tutela à saúde, nos termos do artigo 196 da Constituição Federal, pois não se trata de medicamento, mas objeto de higiene pessoal afeto à esfera da assistência social. Afirma, que, em face da multiplicidade de demandas pretendendo a obtenção de fornecimento gratuito de medicamentos e tratamentos médicos, em contraponto com a escassez de recursos públicos, impõe-se a aplicação do princípio da reserva do possível” (fls. 153-155). Não houve oferecimento de contrarrazões. É o relatório. DECIDO. O recurso não merece prosperar. Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). O Tribunal a quo, ao analisar a controvérsia, consignou que: ‘(...) No caso, o recorrido necessita fazer uso de fraldas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS direito do cidadão exigir e dever do Estado (lato sensu) fornecer medicamentos e tratamentos indispensáveis à sobrevivência, quando o cidadão não puder prover o sustento próprio sem privações. Presença do interesse de agir pela urgência do tratamento pleiteado. 3) Redução da verba honorária, em atenção à complexidade da causa e à qualidade do ente sucumbente. DERAM PARCIAL PROVIMENTO AO APELO. UNÂNIME’. (fl. 139). Não foram opostos embargos de declaração. Nas razões recursais, o recorrente apresenta preliminar formal de repercussão geral fundamentada e, no mérito, alega violação ao art. 196 da Constituição Federal. Sustenta, neste sentido, “que o fornecimento de fraldas geriátricas não pode ser considerado como pedido de efetivação de tutela à saúde, nos termos do artigo 196 da Constituição Federal, pois não se trata de medicamento, mas objeto de higiene pessoal afeto à esfera da assistência social. Afirma, que, em face da multiplicidade de demandas pretendendo a obtenção de fornecimento gratuito de medicamentos e tratamentos médicos, em contraponto com a escassez de recursos públicos, impõe-se a aplicação do princípio da reserva do possível” (fls. 153-155). Não houve oferecimento de contrarrazões. É o relatório. DECIDO. O recurso não merece prosperar. Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). O Tribunal a quo, ao analisar a controvérsia, consignou que: ‘(...) No caso, o recorrido necessita fazer uso de fraldas 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS descartáveis, por ser portador de patologia classificada no CID S12.7 e o Órgão Colegiado garantiu o direito sob o fundamento de que a assistência à saúde, com suas múltiplas dimensões, deve ser integral, conforme expressão dos artigos 196 e 198, II, da Constituição Federal, bem como o artigo 3..., I e III; 5..., 6..., 196, 197 e 203, da Constituição Federal. O acórdão adotou o entendimento de que a assistência à saúde, a ser atendida de forma solidária pelos entes públicos (Estados, DF e Municípios), deve ser integral, alcançando o fornecimento de medicamentos, materiais de difícil acesso, ou tratamento a doentes que dele necessitem para o uso permanente ou por tempo determinado’ (fl. 164). In casu, entendimento diverso do adotado pelo acórdão recorrido, implicaria, necessariamente, reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal, que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Relativamente ao verbete sumular, traz-se a lume o comentário do ilustre professor Roberto Rosas, In Direito Sumular, 12... edição, Editora Malheiros, verbis: ‘Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados (RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS descartáveis, por ser portador de patologia classificada no CID S12.7 e o Órgão Colegiado garantiu o direito sob o fundamento de que a assistência à saúde, com suas múltiplas dimensões, deve ser integral, conforme expressão dos artigos 196 e 198, II, da Constituição Federal, bem como o artigo 3..., I e III; 5..., 6..., 196, 197 e 203, da Constituição Federal. O acórdão adotou o entendimento de que a assistência à saúde, a ser atendida de forma solidária pelos entes públicos (Estados, DF e Municípios), deve ser integral, alcançando o fornecimento de medicamentos, materiais de difícil acesso, ou tratamento a doentes que dele necessitem para o uso permanente ou por tempo determinado’ (fl. 164). In casu, entendimento diverso do adotado pelo acórdão recorrido, implicaria, necessariamente, reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor do Enunciado da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal, que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Relativamente ao verbete sumular, traz-se a lume o comentário do ilustre professor Roberto Rosas, In Direito Sumular, 12... edição, Editora Malheiros, verbis: ‘Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados (RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383)’. No mesmo sentido, citem-se os precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE FRALDAS DESCARTÁVEIS. IMPRESCINDIBILIDADE. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3. Deveras, entendimento diverso do adotado pelo Tribunal a quo, concluindo que o fornecimento de fraldas descartáveis à ora recorrida seria, ou não, imprescindível à sua saúde, ensejaria o reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383)’. No mesmo sentido, citem-se os precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE FRALDAS DESCARTÁVEIS. IMPRESCINDIBILIDADE. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). 2. Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 3. Deveras, entendimento diverso do adotado pelo Tribunal a quo, concluindo que o fornecimento de fraldas descartáveis à ora recorrida seria, ou não, imprescindível à sua saúde, ensejaria o reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS do Enunciado da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘APELAÇÕES CÍVEIS. DIREITO PÚBLICO NÃO ESPECIFICADO. SAÚDE PÚBLICA. FORNECIMENTO FRALDAS DESCARTÁVEIS. ILEGITIMIDADE PASSIVA DO MUNICÍPIO E DO ESTADO. DESCAMENTO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. AUSÊNCIA DE RECURSOS DA AUTORA. COMPROVAÇÃO. 1. Qualquer dos entes políticos da federação tem o dever na promoção, prevenção e recuperação da saúde. 2. A ausência da inclusão de fraldas geriátricas nas listas prévias, quer no âmbito municipal, quer estadual, não pode obstaculizar o seu fornecimento por qualquer dos entes federados, desde que demonstrada a imprescindibilidade para a manutenção da saúde do cidadão, pois é direito de todos e dever do Estado promover os atos indispensáveis à concretização do direito à saúde, quando desprovido o cidadão de meios próprios. 3. É direito de todos e dever do Estado promover os atos indispensáveis à concretização do direito à saúde, tais como fornecimento de medicamentos, acompanhamento médico e cirúrgico, quando não possuir o cidadão meios próprios para adquiri-los. 4. Comprovada a carência de recursos da autora para arcar com o tratamento, compete ao Estado fornecer os produtos imprescindíveis a sua saúde. Apelações desprovidas’. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 668.724/RS-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe de 16.5.2012). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. MUNICÍPIO. CIRURGIA. DIREITO À SAÚDE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. O recurso extraordinário, ao alegar que o acórdão recorrido ofende o preceito do art. 198, versa questão constitucional não ventilada na decisão recorrida e que não foi objeto de embargos de declaração, faltando-lhe, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356). O acórdão impugnado, ao garantir o acesso da agravada, pessoa de insuficientes recursos financeiros, a tratamento médico condigno ao quadro 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS do Enunciado da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. 4. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘APELAÇÕES CÍVEIS. DIREITO PÚBLICO NÃO ESPECIFICADO. SAÚDE PÚBLICA. FORNECIMENTO FRALDAS DESCARTÁVEIS. ILEGITIMIDADE PASSIVA DO MUNICÍPIO E DO ESTADO. DESCAMENTO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. AUSÊNCIA DE RECURSOS DA AUTORA. COMPROVAÇÃO. 1. Qualquer dos entes políticos da federação tem o dever na promoção, prevenção e recuperação da saúde. 2. A ausência da inclusão de fraldas geriátricas nas listas prévias, quer no âmbito municipal, quer estadual, não pode obstaculizar o seu fornecimento por qualquer dos entes federados, desde que demonstrada a imprescindibilidade para a manutenção da saúde do cidadão, pois é direito de todos e dever do Estado promover os atos indispensáveis à concretização do direito à saúde, quando desprovido o cidadão de meios próprios. 3. É direito de todos e dever do Estado promover os atos indispensáveis à concretização do direito à saúde, tais como fornecimento de medicamentos, acompanhamento médico e cirúrgico, quando não possuir o cidadão meios próprios para adquiri-los. 4. Comprovada a carência de recursos da autora para arcar com o tratamento, compete ao Estado fornecer os produtos imprescindíveis a sua saúde. Apelações desprovidas’. 5. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 668.724/RS-AgR, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe de 16.5.2012). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO. MUNICÍPIO. CIRURGIA. DIREITO À SAÚDE. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. O recurso extraordinário, ao alegar que o acórdão recorrido ofende o preceito do art. 198, versa questão constitucional não ventilada na decisão recorrida e que não foi objeto de embargos de declaração, faltando-lhe, pois, o indispensável prequestionamento (Súmulas 282 e 356). O acórdão impugnado, ao garantir o acesso da agravada, pessoa de insuficientes recursos financeiros, a tratamento médico condigno ao quadro 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS clínico apresentado, resguardando-lhe o direito à saúde, decidiu em consonância com a jurisprudência desta Corte sobre o tema. Precedentes. Consolidou-se a jurisprudência desta Corte no sentido de que, embora o art. 196 da Constituição de 1988 traga norma de caráter programático, o Município não pode furtar-se do dever de propiciar os meios necessários ao gozo do direito à saúde por todos os cidadãos. Se uma pessoa necessita, para garantir o seu direito à saúde, de tratamento médico adequado, é dever solidário da União, do estado e do município providenciá-lo. Precedentes. Agravo regimental desprovido” (AI n 550.530/PR-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe de 16.8.2012). Ex positis, nego seguimento ao recurso extraordinário, com fundamento no artigo 21, § 1..., do RISTF.” Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Nesse mesmo sentido, menciono os seguintes precedentes: Recurso Extraordinário 668.721/RS e Recurso Extraordinário 668.723/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 668.721/RS e Recurso Extraordinário 599.341/RJ, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS clínico apresentado, resguardando-lhe o direito à saúde, decidiu em consonância com a jurisprudência desta Corte sobre o tema. Precedentes. Consolidou-se a jurisprudência desta Corte no sentido de que, embora o art. 196 da Constituição de 1988 traga norma de caráter programático, o Município não pode furtar-se do dever de propiciar os meios necessários ao gozo do direito à saúde por todos os cidadãos. Se uma pessoa necessita, para garantir o seu direito à saúde, de tratamento médico adequado, é dever solidário da União, do estado e do município providenciá-lo. Precedentes. Agravo regimental desprovido” (AI n 550.530/PR-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe de 16.8.2012). Ex positis, nego seguimento ao recurso extraordinário, com fundamento no artigo 21, § 1..., do RISTF.” Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Nesse mesmo sentido, menciono os seguintes precedentes: Recurso Extraordinário 668.721/RS e Recurso Extraordinário 668.723/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia; AI 668.721/RS e Recurso Extraordinário 599.341/RJ, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3685433. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 724.292 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : DOMINGOS NICOLLI ADV.(A/S) : ODIRLEI BORDIGNON Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673440 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 724.292 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : DOMINGOS NICOLLI ADV.(A/S) : ODIRLEI BORDIGNON Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 9.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3673440 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 724 . 292", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 724 .", "SÚMULA n 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SÚMULA n 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 566 . 471 / RS", "Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 566 . 471 / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 724 .", "Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS", "Enunciado da", "Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "RT 275 / 884", "226", "/", "583", "Recurso Extraordinário 64 . 051", "RTJ", "Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS", "Enunciado da Súmula n 279 do Supremo Tribunal Federal", "RT 275 / 884", "226", "/", "583", "Recurso Extraordinário 64 . 051", "RTJ", "Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS", "ERE 58 . 714", "Recurso Extraordinário 63 . 226", "RTJ 37 / 480", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS", "ERE 58 . 714", "Recurso Extraordinário 63 . 226", "RTJ 37 / 480 , 56 / 65", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 668 . 724 / RS - AgR", "Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 668 .", "724", "/", "RS", "-", "AgR", "Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS", "AI n 550 . 530 / PR - AgR", "Recurso Extraordinário 668 . 721 / RS", "Recurso Extraordinário 668 . 723 / RS", "AI 668 . 721 / RS", "Recurso Extraordinário 599 . 341 / RJ", "Recurso Extraordinário 724292 AGR / RS", "AI n 550 . 530 / PR - AgR", "Recurso Extraordinário 668 . 721 / RS", "Recurso Extraordinário 668 . 723 / RS", "AI 668 . 721 / RS", "Recurso Extraordinário 599 . 341 / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 724 . 292", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 724 . 292" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 323 DO RISTF", "ART . 102 , III , § 3 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "ART . 196 , Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , § 1 . . . ; 6 . . . e 196 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 5 . . . , § 1 . . . ; 6 . . . e 196 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 323 DO RISTF C", "ART . 102 , III , § 3 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 323 DO RISTF", "C", "ART . 102 , III , § 3 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "ART . 196 , Constituição Federal de 1988", "arts . 5 . . . , § 1 . . . ; 6 . . . e 196 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , III , “ a ” , da Constituição Federal", "ART . 196 , Constituição Federal de 1988", "arts . 5 . . . , § 1 . . . ; 6 . . . e", "196 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 196 da Constituição Federal", "artigo 196 da Constituição Federal", "art", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 196 da Constituição Federal", "artigo 196 da Constituição Federal", "art .", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 196 e 198 , II , da Constituição Federal", "artigo 3 . . . , I e III ; 5 . . . , 6 . . . , 196 , 197 e 203 , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 196 e 198 , II , da Constituição Federal", "artigo 3 . . . , I e III ; 5 . . . , 6 . . . , 196 , 197 e 203 , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "ART . 323 DO RISTF C . 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